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FACULDADE INTERNACIONAL SIGNORELLI

PÓS-GRADUAÇÃO À DISTÂNCIA
CURSO GESTÃO PÚBLICA






AMÉLIA SANTANA BARBOSA DE JESUS SILVA



Produção Textual: Administração Pública: importância e aplicabilidade prática.


















PÓLO DE ARACAJU- SERGIPE, 03 DE OUTUBRO DE 2013.
Ao longo dos anos, a palavra administração sofreu várias alterações no
significado geral, sendo que, desde 1995, está sendo adotado o seguinte conceito para a
administração pública: “é todo o aparelho do Estado pré-orientado à realização de seus
serviços, visando à satisfação das necessidades coletivas”. (MP, 2001)
Para compreensão do momento atual da administração pública, é preciso
conhecer diversos processos de Reforma Administrativa que houve no Brasil e que se
iniciaram desde a criação do Departamento Administrativo de cunho burocrático, até
1995, com a criação do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado e Emenda
Constitucional nº 19/98. O PDR tinha como objetivo reorganizar as estruturas da
administração pública com ênfase na qualidade e na produtividade do serviço público
voltado para o controle dos resultados.
A Reforma do Estado necessitando adequar-se a nova ordem econômica e
financeira global ocasionou uma discussão sobre os conceitos de governabilidade e
governança. Definiu-se a Governabilidade ou a capacidade de governar como o
resultado da relação legítima do Estado e do seu governo com a sociedade. Já a
governança é entendida como a capacidade financeira e administrativa em sentido
amplo de uma organização de implementar suas políticas ou seja, sua capacidade
administrativa de governar com efetividade e eficiência.
A governabilidade nos regimes democráticos depende de vários fatores, dentre
eles pode-se citar: a adequação das instituições políticas capazes de intermediar
interesses dentro do Estado e na sociedade civil, a existência de mecanismos de
responsabilidade dos políticos e burocratas perante a sociedade, da capacidade da
sociedade de limitar suas demandas e do governo de atender aquelas demandas afinal
mantidas e da existência de um contrato social básico, isto é, pactos políticos orientados
para o desenvolvimento.
Na década de 80, surge o pensamento que fundamentou o movimento que se
convencionou chamar “Nova Administração Pública” (New Public Mancgemcnt-
NPM). O referido pensamento tornou-se um paradigma para a Administração Pública e
de maneira geral, propôs uma gestão pública dotada de caráter estratégico,
descentralizadora, flexível, competitiva, que cobrava resultados de maneira a separar a
política de sua gestão, além de defender a terceirização e a limitação da estabilidade de
servidores e regimes temporários de emprego. (LIOOD & JACKSON, 1991).
Dentre as questões que a NPM se propôs a solucionar, muitas não foram,
efetivamente, resolvidas ou explicadas. Sendo que os maiores sucessos estão
correlacionados com a redução do custo dos estados que aplicaram as técnicas do NPM
e o desenvolvimento de aparatos administrativos voltados para economicidade e
eficiência.
Realizando um estudo sobre a evolução das principais escolas do pensamento
administrativo encontram-se três grandes categorias: perspectiva estrutural, perspectiva
humana e perspectiva integrativa.
A perspectiva estrutural engloba as teorias da escola científica de Fredrick W.
Taylor, cujos trabalhos visaram à melhoria da produtividade; a teoria clássica, fundada
por Hewy Fayol, o primeiro a investigar o comportamento dos gestores e a sistematizá-
lo, criador da “Teoria Geral da Administração” (1916), fato que se constituiu um grande
avanço, visto que ainda hoje as funções da administração tais como, planejar, organizar,
comandar, coordenar e controlar estão presentes nas organizações e nos estudos da
atualidade; a teoria da burocracia fundada por Max Weber sociólogo que descreveu uma
forma ideal de organização enfatizando a ordem, o sistema, a racionalidade, a
uniformidade e a consistência; e por fim a teoria da decisão elaborada por Herbert
Simom a partir da teoria da burocracia, introduzindo os conceitos de limites a
racionalidade humana, defendendo a idéia de que as organizações nunca podem ser
perfeitamente racionais porque seus membros têm habilidades limitadas de
processamento de informação e tal fato se reflete na estrutura e modelos de
funcionamento das organizações.
O Desenvolvimento das teorias de gestão das organizações obteve respostas para
solução de muitos problemas, exceto para a insatisfação dos trabalhadores e a sua
resistência a mudanças. Nesse contexto, surge a perspectiva onde os pesquisadores
dedicaram atenção para o lado humano das organizações na busca de soluções para as
questões pendentes. Eles acabam por concluir que os sentimentos e as atitudes dos
trabalhadores podiam influenciar significativamente a produtividade
Por fim, a perspectiva integrativa que inclui a escola sociotécnica, a teoria dos
sistemas e a teoria da contingência. A escola sociotécnica de Eric Trist, A. C. Rice e E
W. Bamforth defende fundamentalmente dois aspectos: as relações humanas e os
comportamentos de grupo são influenciados pelo sistema técnico em que as pessoas
trabalham e, todo sistema sóciotécnico está inserido em um ambiente e é influenciado
por sua cultura e valores. Porém, a introdução desse novo método de trabalho não
trouxe o aumento de produtividade esperado e fez com que as taxas de absenteísmo e
rotatividade se elevassem.
Na teoria dos sistemas, de Daniel Katz e Rober Kahn, as organizações são
tomadas como sistemas abertos que interagem com o ambiente na qual está inserida, tal
como os sistemas físicos ou biológicos semelhantes ao corpo humano. Sendo que, as
organizações, para sobreviverem a seus ambientes, têm de se adaptar continuamente às
novas situações que surgem, respondendo a essas situações com alterações em seus
sistemas. E por fim, a teoria da contingência, trazendo como foco a idéia de que a
incerteza é o principal fator de mudanças das estruturas organizacionais, característica
do mondo moderno.
A estrutura organizacional é o conjunto de relações entre grupos e os indivíduos
que constituem a organização. Ela define as funções de cada unidade da organização, os
modos de colaboração entre as diversas unidades, Teixeira (1998). É preciso
compreender como as Unidades organizacionais funcionam, conhecer suas partes, quais
as funções que cada uma desempenha, e como essas funções se inter relacionam, ou
seja, é necessário saber como os fluxos de trabalho, de autoridade, de informação e de
decisões irrigam as organizações. (Mintzberg,1999)
Entender a formação conceitual da Administração e a influência das principais
correntes de pensamento da administração possibilita que o gestor, muitas vezes
fundamentado nos referenciais teóricos disponíveis e outras vezes na criatividade tenha
o poder de modificar os modelos organizacionais existentes em busca da eficiência,
eficácia e efetividade para permitirem organizações que sobrevivam ao ambiente
turbulento das últimas décadas.











REFERÊNCIAS


MINTZBERG, Henry. Estrutura e Dinâmica das Organizações. Publicações Dom
Quixote, 2ª edição, Lisboa, Portugal, 1999.

TEIXEIRA, Sebastião. Gestão das Organizações, MeGraw-Hill, Lisboa, Portugal,
1998.

LIMA JR., Olavo Brasil de. (1998), “As Reformas Administrativas no Brasil: Modelos,
Sucessos e Fracassos”. Revista do Serviço Público, 49(2), abril.