AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE DARQUE

EB1 - JI DE CALVÁRIO, VILA FRANCA

2009-2010

Maria Jesus Rocha Costa de Sousa

EDUCADORA DE INFÂNCIA

Projecto Curricular de Grupo 2009-2010

Se abriu este documento, continue… é porque se interessa pelo futuro! Porque este documento fala de Educação. E porque a Educação é a única maneira de continuar a olhar em frente… Quando se diz bom-dia, é Educação; Quando se aprende a andar ou a falar, é Educação; Quando se aprende a ler ou a Ser, é Educação; Quando se planta uma árvore, ou se deixa de poluir, é Educação. Quando se passa por um museu, um teatro, uma igreja ou um lugar histórico e se entende o que significam, é Educação. A Educação é o maior património de um ser humano. Porque Educação não é só aprender a ler ou a escrever… Educação é ser capaz de apreender o próprio país e todo o mundo. E, nesse processo, aprender tudo sobre si mesmo. Muito mais até, pois Educação são todos a aprender sobre todos. Educação é quando 10 milhões de pessoas perguntam quem somos e para onde vamos. Educação é quando descobrem a magia e o poder das respostas: Quando descortinam que é de pequenino que se começa e que nunca é cedo demais, nem tarde demais para que a Educação aconteça. Quando se põe em prática uma Educação participada, colaborativa, construída por todos e por cada um. Quem tem Educação, tem muito mais que um país, tem uma nação! Educação é um processo que começa no berço e não termina nunca... e que se chama futuro. A Educação é tudo. 2

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Pág. I - Caracterização sumária do meio II - Diagnóstico Inicial: 2.1 - A caracterização do grupo – turma 2.1.1 - Identificação de interesses e necessidades 2.1.2 - Levantamento de recursos disponíveis 2.1.3 – Metas e objectivos a atingir III - Fundamentação das Opções Educativas IV - Metodologias: 4.1 - A metodologia utilizada V - Organização do Ambiente Educativo: 5.1 - A organização do grupo-turma 5.2 - A organização do espaço 5.3 - A organização do tempo 5.4 - A organização da equipa 5.5 - A organização do estabelecimento Organigrama do ambiente educativo da sala de actividades VI - Intenções de trabalho para o ano lectivo 6.1 - Estrutura Curricular definida nas três Áreas de Conteúdo: 6.1.1 - Área de Formação Pessoal e Social 6.1.2 - Área do Conhecimento do Mundo 6.1.3 - Área de Expressão e Comunicação VII - Procedimentos de Avaliação VIII - Relação com as famílias e outros parceiros educativos IX - Comunicação de resultados e divulgação da informação X - Planificação das actividades Referências Apêndices 4 6 6 9 10 11 15 17 17 20 20 20 21 23 24 25 26 26 26 28 29 34 36 38 39 40 43

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I – CARACTERIZAÇÃO SUMÁRIA DO MEIO
Vila Franca do Lima situa-se ao longo da margem esquerda do Rio Lima, sendo uma freguesia semirural que pertence ao concelho e distrito de Viana do Castelo. Tem como freguesias limítrofes Mazarefes, a Ocidente; Vila Fria, a Sudoeste; Vila de Punhe, a Sul; Subportela, a Oriente; e Portuzelo, Serreleis e Cardielos, a Norte e na margem oposta do Rio Lima. Vila Franca do Lima possui uma área de mais de 9 km² e cerca de 1832 habitantes espalhados pelos dezassete lugares. Tendo por base os estudos demográficos realizados nas últimas décadas, a freguesia registou um crescimento populacional gradual e contínuo. Actualmente, tem um índice de povoamento mediano, rondando os 2000 habitantes. Tal como na restante região Minhota, na freguesia de Vila Franca o sector primário ainda se encontra presente, caracterizando-se por uma agricultura tradicional, praticada em pequenos campos, segundo técnicas ainda rudimentares. Quanto ao sector secundário, este demonstra uma dinâmica assinalável, podendo assim considerarse predominante. Nesta freguesia existem indústrias de transformação de madeiras, têxteis, de produtos alimentares, de peças para automóveis, entre outras. Paralelamente assiste-se, um pouco por toda a freguesia, à expansão do sector terciário, com o crescimento do comércio e a criação de serviços essenciais ao bem-estar da população. No entanto, convém realçar que também a agricultura tem uma representação significativa nesta freguesia. Apesar de a maior parte da agricultura existente ter como único fim a subsistência, 10% são médias propriedades com alguma rentabilidade. Relativamente ao comércio, Vila Franca dispõe dos requisitos básicos necessários. Relativamente ao desenvolvimento cultural, existem diversas associações com dinamizações a diversos níveis. Neste sentido, é importante realçar a Conferência de São Vicente de Paulo de Vila Franca, tendo como incumbência auxiliar os mais desfavorecidos socialmente; a Casa do Povo de Vila Franca, que leva a cabo actividades de índole social e cultural; o Futebol Clube de Vila Franca; a Associação Cultural e Recreativa de Vila Franca, que tem por hábito promover várias provas de Atletismo, Ciclismo, BTT, Torneios de Futebol de Salão (masculino e feminino), Torneios de tiro ao alvo e que tem em vigor uma equipa de Judo, constituída por cerca de vinte atletas. No âmbito da área Cultural/Recreativa, esta instituição costuma desenvolver diversas actividades, como a reconstituição de Jogos Tradicionais, Festas Populares, Exposições de Artesanato, Trajes e Costumes, Realização de Festas-Convívio, Passeios Cicloculturísticos, entre outras; o Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca, etc. O Centro Social e Paroquial de Vila Franca é uma Instituição de Solidariedade Social que presta serviços de cariz social, em diversas áreas, levadas a cabo em diferentes instalações. Este organismo dispõe de uma Creche, com lotação de quarenta crianças; um Centro de Actividades de Tempos Livres dos seis aos

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doze anos, para cinquenta crianças; um Centro de Dia com capacidade para vinte utentes; Apoio Domiciliário destinado a, no máximo, vinte e cinco idosos; apoio Domiciliário Integrado para dez utentes e um Lar de Idosos, com vinte e seis camas. No que respeita a tradições, Vila Franca do Lima destaca-se pela Festa das Rosas.. Esta festa, de carácter religioso, consiste principalmente numa romaria à Nossa Senhora do Rosário. Com a chegada da estação primaveril, surgem na região Limiana, especialmente no concelho de Viana do Castelo, diversas romarias enquadradas nas festividades do “ciclo da floração”. No entanto, foi a freguesia de Vila Franca e o génio artístico das suas gentes, que adoptou esta tradição como património e, transformou só simples “braçados de flores” ou “leva de flores”, nos inconfundíveis “cestos floridos”. Estes cestos são hoje uma das mais sublimes manifestações de arte popular em Portugal, inconfundível tesouro da cultura da nossa região e do nosso país. Com os “cestos floridos” os habitantes de Vila Franca dão largas ao seu espírito artístico e conhecimento científico, apurando técnicas e criando uma arte popular1.

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Ver Apêndice 2 – Caracterização do contexto educativo.

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II – DIAGNÓSTICO INICIAL
2.1 – CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO – TURMA O grupo de crianças que frequenta esta sala é formado por vinte elementos, distribuídos como se segue (idade referente a Dezembro 2009):
Meninos 5 anos 4 anos 3 anos Totais 7 3 1 11 Meninas 6 3 0 9 Totais 13 6 1 20

A caracterização individual de cada criança encontra-se em Apêndice 2, e baseou-se, tal como a caracterização do grupo, na observação, tendo por referência as Áreas de Conteúdo definidas nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), podendo resumir-se ao seguinte: Áreas de Conteúdo das OCEPE  Formação Pessoal e Social: Principais características do grupo O grupo que frequenta esta sala inclui 18 crianças que já pertenciam ao mesmo no ano lectivo anterior e 2 novos elementos que frequentam pela primeira vez o Jardim de Infância. Inclui crianças muito activas, que gostam de se envolver em diversas brincadeiras, embora tendam frequentemente a imitar as áreas de escolha e os comportamentos umas das outras; normalmente aderem com algum entusiasmo às propostas dos adultos; o grupo possui alguns elementos menos participativos, que não colaboram em grande grupo como seria desejável; algumas das crianças não conseguem ainda respeitar o outro, nomeadamente dando-lhe tempo/ espaço para falar/ brincar, tendendo a monopolizar um pouco os momentos de grande grupo ; Apresentam, à primeira vista, um nível normal de autoestima, identificando-se a si próprias e aos outros como iguais e membros de um grupo; A maior parte as crianças são autónomas na resolução das suas necessidades do dia-a-dia, embora haja alguns elementos que manifestam maiores dificuldades a este nível; São crianças com alguma dificuldade em estarem atentas e concentradas quando necessário, custando-lhes adaptar o seu comportamento à situação vivenciada.

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 Educação emocional

 Identidade pessoal e auto-estima

 Autonomia e responsabilidade

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 Educação para os valores e para a cidadania Já têm alguma consciência do que devem e não devem fazer, bem como conseguem prever algumas consequências das suas acções; no entanto, custa-lhes a assumir a responsabilidade pelos seus actos, situação que tem vindo a ser trabalhada no dia-a-dia na sala (nomeadamente a insistência no arrumar dos materiais que desarrumou); São capazes de chamar a atenção do adulto quando alguém não se comporta de acordo com as normas estabelecidas em grupo, mas, quando envolvidas nas actividades, por vezes contornam/desrespeitam as regras de modo a prosseguirem os seus objectivos. O grupo inclui uma criança com Síndrome Dismórfico que é reconhecida como diferente, mas também acarinhada e ajudada por todos. Quanto a outra criança que manifesta algumas dificuldades, a reacção do grupo é, por vezes, rir-se dos seus insucessos, o que terá se ser continuamente trabalhado. As meninas manifestam preferência pela companhia umas das outras, o mesmo acontecendo com o grupo dos rapazes, situação que é favorecida pelo gosto por brincadeiras semelhantes – as meninas preferem largamente a área do faz-de-conta e os meninos a área de construções/informática; Os papéis sociais do homem e da mulher são replicados na área do faz-de-conta, dentro dos parâmetros habituais para a idade. Aparentam ter já algumas noções de Educação para a Saúde, sendo cuidadosos na higiene pessoal quotidiana em contexto escolar. Estas serão consolidadas ao longo do ano lectivo, nomeadamente quanto à aquisição de bons hábitos no que diz respeito à Gripe A e à Alimentação.

 Educação para a diversidade

 Educação sexual

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 Educação para a saúde

Área a necessitar de atenção/intervenção principalmente para os seguintes elementos  Conhecimento do Mundo:  Conhecimento social Parecem conhecer relativamente bem o meio em que vivem, movimentando-se com à vontade e confiança, quer na escola, quer na sua freguesia; Estão já despertas para a importância da separação selectiva dos lixos produzidos em contexto escolar, que já fizeram e irão continuar a fazer em contexto escolar. Para além disso, iniciarão a compostagem. Embora denotem já ter participado em algumas experiências de cariz científico, parecem precisar de consolidar o seu

 Educação ambiental

 Conhecimento científico

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interesse por este tipo de actividades, bem como pela pesquisa e investigação sobre assuntos do seu interesse, através do questionamento e do envolvimento nesse tipo de tarefas. Área a necessitar de atenção/intervenção principalmente para os seguintes elementos:  Expressão e Comunicação: - Domínio das Expressões  Expressão motora Neste âmbito as crianças apresentam, no geral, um desenvolvimento motor normal para a idade, sendo que na motricidade ampla não manifestam dificuldades ao nível das habilidades motoras de base; No que se refere à motricidade fina, várias crianças precisam de trabalhar a precisão do recorte. Todas demonstram prazer em actividades de jogo simbólico e expressão dramática, manifestando interesse em desempenhar papéis diversificados, embora algumas o façam de modo mais discreto. No que diz respeito a este aspecto, vários elementos do grupo têm alguma dificuldade em representar graficamente as suas vivências e histórias de modo realista ; No recorte e colagem quase todas as crianças necessitam desenvolver a sua precisão e orientação espacial; Na pintura demonstram algum à-vontade, embora as suas produções se situem, maioritariamente, no âmbito da arte abstracta, sendo poucos os que já conseguem reproduzir cenários mais realistas através da pintura. As actividades musicais são do agrado de todos, pois foram trabalhadas com alguma incidência no ano anterior, pelo que não apresentam dificuldades a este nível. É já possível utilizar activamente com as crianças de forma autónoma o computador, onde recorrem aos jogos didácticos disponíveis, que são poucos, pois não existe variedade de software educativo, nem está disponível uma ligação à internet no PC da sala. Esta dispõe de um portfolio digital de grupo em formato de blogue, que tem obtido sucesso, quer junto dos mais pequenos, quer dos seus familiares. No domínio da linguagem oral, apresentam-se alguns casos de dificuldades de articulação facilmente perceptíveis (…) estes últimos a diagnosticar com maior profundidade.

 Expressão dramática

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 Expressão plástica

 Expressão musical

 Tecnologias da informação e comunicação

- Domínio da Linguagem Oral

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- Domínio da Abordagem à Literacia Nota-se algum à-vontade nesta área em alguns elementos do grupo; têm ainda dificuldades na escrita do seu nome (…). Quanto a este domínio, a maior parte dos elementos do grupo não revelou, até à data, dificuldades de maior; são capazes de contar os meninos – sequência numérica até 20 (…); conhecem as cores, a principais formas e tamanhos e conseguem participar activa (e muitos acertadamente) em actividades de resolução de problemas de cariz matemático.

- Domínio da Matemática

Área a necessitar de atenção/intervenção principalmente para os seguintes elementos:

2.1.1 – IDENTIFICAÇÃO DE INTERESSES E NECESSIDADES Quanto aos interesses que as crianças revelam, o grupo possui características distintas segundo o género: As meninas preferem largamente actividades de jogo simbólico e desempenho de papéis, ao nível das áreas lúdicas de faz-de-conta (cozinha e quarto da boneca); Também apreciam a área do recorte e colagem, onde fazem interessantes composições de materiais. Os meninos têm maior apetência por actividades de construção, que desenvolvem na área das construções, onde preferem o Lego e os carrinhos, embora também as ferramentas e demonstram grande apetência por actividades ligadas às tecnologias de informação e comunicação. No que se refere às áreas de expressão, todos parecem apreciar a modelagem (com massa de farinha e com plasticinas coloridas), bem como a pintura e o desenho, embora em diferentes níveis, manifestando também interesse, em termos gerais, pelo recorte e pela colagem de materiais. As actividades de motricidade parecem agregar todo o grupo pela motivação e empenho que demonstra. Manifestam em geral grande entusiasmo pela informática, nomeadamente no que se refere ao conhecimento de histórias/animações através de vídeos e apresentações em PowerPoint e na execução de jogos didácticos disponíveis no computador da sala. Os jogos são, pois, um elemento aglutinador do grupo que, ultimamente, para além dos electrónicos, se tem interessado também bastante em actividades lúdicas na área dos jogos calmos.

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Já a área da biblioteca é, também, bastante procurada, embora nem sempre para se dedicarem a actividades direccionadas para o livro e a leitura; será, pois, necessário, sensibilizar as crianças para esses aspectos. Apreciam as actividades ao ar livre na Natureza, gostam de tudo o que é surpresa ou novidade e facilmente se envolvem em propostas desafiadoras. Fazem perguntas interessantes e pertinentes e interessam-se pelas respostas, mostrando apetência para se envolverem em trabalhos de projecto. Como necessidades mais prementes do grupo em geral poderão destacar-se: A redução do nível de ruído na sala, durante as actividades; A resolução autónoma e pacífica de pequenos problemas/conflitos do dia-a-dia entre crianças; O aumento da capacidade de atenção/concentração nas tarefas propostas pelos adultos ou de iniciativa própria; Um planeamento individual mais rigoroso e responsável durante o tempo de trabalho nas áreas, evitando que saltitem de área em área com frequência; O aumento do nível de envolvimento nas tarefas, que está relacionado com as duas anteriores. 2.1.2 – LEVANTAMENTO DE RECURSOS DISPONÍVEIS Os recursos disponíveis no estabelecimento, em termos de espaço físico, serão descritos adiante num outro ite , bem como o que se refere aos recursos humanos. No que se refere a recursos materiais, o estabelecimento encontra-se equipado com: 1 Televisão 1 Leitor de Vídeo 1 Leitor de DVD (estes três equipamentos encontram-se na sala de ATL) 3 Computadores (dois mais antigos um em cada sala e um mais recente, com ligação à internet, no hall das salas) 1 Computador portátil 1 Projector multimédia (partilhado com a EB1) 1 Impressora multifunções 1 Fotocopiadora 1 Máquina de laminar a quente 2 Rádios gravadores com leitor de k7 e CD 1 Retroprojector (partilhado com a EB1) 1 Projector de slides

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1 Máquina fotográfica (partilhada com a EB1) 1 Telefone 1 Conjunto de material de motricidade 1 Kit de instrumentos musicais (fornecido pela Câmara Municipal) Material didáctico diverso (jogos, brinquedos, software) Conjunto diversificado de edições (com livros infantis e livros de consulta)

2.1.3 - METAS E OBJECTIVOS A ATINGIR Os objectivos a atingir com este grupo são os definidos para a Educação Pré-escolar em geral, enunciados na Lei-quadro (lei nº 5/97 de 10 de Fevereiro), que estabelece "a educação pré-escolar como a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da acção educativa da família (…) favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário." São eles: a) Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança com base em experiências de vida democrática numa perspectiva de educação para a cidadania; b) Fomentar a inserção da criança em grupos sociais diversos, no respeito pela pluralidade das culturas, favorecendo uma progressiva consciência do seu papel como membro da sociedade; c) Contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso à escola e para o sucesso da aprendizagem; d) Estimular o desenvolvimento global de cada criança, no respeito pelas suas características individuais, incutindo comportamentos que favoreçam aprendizagens significativas e diversificadas; e) Desenvolver a expressão e a comunicação através da utilização de linguagens múltiplas como meios de relação, de informação, de sensibilização estética e de compreensão do mundo; f) Despertar a curiosidade e o pensamento crítico; g) Proporcionar a cada criança condições de bem-estar e de segurança, designadamente no âmbito da saúde individual e colectiva; h) Proceder à despistagem de inadaptações, deficiências e precocidades, promovendo a melhor orientação e encaminhamento da criança; i) Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de efectiva colaboração com a comunidade.

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Neste documento de carácter operativo procurar-se-ão explicitar mais detalhadamente de seguida os comportamentos esperados por parte das crianças ao nível das áreas de conteúdo: Áreas de Conteúdo das OCEPE  Formação Pessoal e Social Comportamentos / Atitudes esperados Ao nível desta área de conteúdo pretende-se que as crianças do grupo:  Construam uma imagem positiva de si próprias, desenvolvendo uma auto-estima saudável num ambiente onde se sintam valorizadas;  Expressem os seus sentimentos e emoções de forma equilibrada e socialmente aceitável;  Sejam capazes de adequar o seu comportamento às situações vivenciadas;  Estabeleçam interacções de qualidade, baseadas no respeito mútuo e na colaboração, onde cada um seja valorizado por aquilo que é e não haja lugar a discriminações;  Ancorem as suas acções em valores sólidos como o respeito, a paz, a amizade, a liberdade, a solidariedade, a democracia e a tolerância;  Sejam autónomas nas actividades do dia-a-dia e capazes de resolver pequenos problemas sem recorrerem primeiro à ajuda do adulto;  Sejam responsáveis pelas suas tarefas e capazes de assumir as consequências dos seus actos;  Sejam capazes de partilhar e cooperar em grupo.  Conhecimento do Mundo Ao nível desta área de conteúdo pretende-se que as crianças do grupo:  Conheçam melhor o seu ambiente natural e social;  Respeitem o ambiente e sejam capazes de envolver também a sua família na prática quotidiana de atitudes ambientais correctas;  Identifiquem os principais riscos para a saúde e saibam como preveni-los (má alimentação, falta de higiene, tabaco, poluição), desenvolvendo hábitos adequados à manutenção da sua saúde;  Se interessem pelo que as rodeia, tenham curiosidade e consigam envolver-se na procura de respostas para as suas perguntas;  Participem com interesse e empenho nas actividades de experimentação científica que se venham a realizar.

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 Expressão e Comunicação Ao nível desta área de conteúdo pretende-se que as crianças do grupo:  Tenham um desenvolvimento motor equilibrado, aperfeiçoando as suas habilidades motoras de base e a sua motricidade fina;  Sejam desinibidas, participando activamente em situações de desempenho de papéis, onde libertem a sua expressividade e criatividade;  Se interessem pela expressão plástica, manipulem correctamente os utensílios necessários à elaboração das suas produções, criem e obtenham prazer no desenvolvimento dessas actividades;  Gostem de cantar, dançar, bater ritmos e o façam de forma desinibida, adequada e criativa;  Desenvolvam o interesse pelas expressões artísticas e gostem de contactar com objectos culturais diversificados;  Desenvolvam apetência pela linguagem informática e audiovisual, adquirindo algumas das competências necessárias à sua utilização quotidiana e encarando-a como meio de comunicação/interacção;  Utilizem a linguagem oral expressiva para comunicar de modo a que sejam compreendidos por todos;  Compreendam a linguagem oral descodificando/interpretando as mensagens que destinadas e respondendo adequadamente; receptiva, lhes são

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 Se interessem pelo código escrito, pelas suas regras e funções e consigam identificar e escrever palavras significativas;  Desfrutem de actividades matemáticas de carácter essencialmente lúdico com prazer, empenho e curiosidade;  Colaborem activamente na resolução de problemas e desafios;  Desenvolvam conceitos matemáticos como os ligados à forma, à cor, ao sentido de número, à geometria e ao tratamento de dados;  Adquiram noções espaciais e temporais básicas;  Sejam capazes de agrupar objectos segundo alguns atributos e utilizem padrões.

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III – FUNDAMENTAÇÃO DAS OPÇÕES EDUCATIVAS
Definido na Lei – Quadro da Educação Pré – Escolar está que esta constitui “ (...) a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida (...) ”, pelo que a responsabilidade atribuída ao Educador de Infância se encontra acrescida, na medida em se reconhece que dele depende: “ (...) a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário”. Este princípio geral e os objectivos pedagógicos que dele derivam enquadram os fundamentos das OCEPE, que constituem a principal referência no apoio à prática pedagógica do Educador de Infância, na medida em que acentua a importância de uma pedagogia estruturada e de uma organização intencional e sistemática do processo pedagógico, onde as três Áreas de Conteúdo definidas não surgem como compartimentos estanques, antes se interligam harmoniosamente com vista a uma construção articulada do saber. Para além deste documento de referência, foram publicadas pela Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC) do Ministério da Educação, Textos de Apoio para Educadores de Infância, conhecidos por Brochuras de apoio à Operacionalização das OCEPE que se devem também ter como referências na gestão curricular da Educação de Infância. Assim, compete ao Educador de infância como construtor e gestor do currículo e no âmbito de um Projecto Educativo de Agrupamento (PEA), articular o enunciado na documentação de referência com as necessidades do seu grupo e de cada uma das crianças, em colaboração alargada com os diversos parceiros educativos (pais, famílias, comunidade e outros níveis de ensino), num processo reflexivo de observação, planeamento, acção e avaliação. As opções educativas que toma constituem, portanto, a sua filosofia de educação e têm vindo a ser consolidadas ao longo dos anos, alicerçando-se sempre nos valores, crenças e práticas que defende. Ancorado nestas convicções está o seu modo de fazer pedagógico, construído ao longo da carreira, que assenta na imagem de criança como “construtora de conhecimento, de identidade e de cultura (…) participante activa e co-construtora de significado, possuindo agência para levar a cabo tal participação” (Dahlberg, Moss e Pence (1999) citados por Oliveira-Formosinho (2008:16). Esta concepção de educação, inserida numa linha construtivista que aceita esta nova imagem da criança, que fala da sua “competência participativa e dos direitos a essa participação”, traz consigo a obrigação de promover contextos que a respeitem e sejam coerentes com as ideias defendidas. Assim, o ambiente educativo procurará corresponder aos princípios referidos por Siraj-Blatchford da aprendizagem activa2, entre os quais destacaria os seguintes: Fornecer às crianças actividades baseadas na experiência directa e que auxiliem a aprendizagem do currículo;
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Siraj-Bltachford, I. (1995:17)

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Encorajar e desenvolver a aprendizagem cooperativa; Estimular a resolução de problemas baseada na observação do meio ambiente local; Desenvolver a responsabilidade social das crianças através da dinâmica implementada na sala; Criar, dentro da sala de actividades, um ambiente organizado, atractivo e estimulante. Indo de encontro ao articulado no Projecto Educativo do Agrupamento, encara a dimensão da socialização (entendida aqui também nas suas vertentes de inclusão e participação) como um aspecto fundamental nesta faixa etária, dado o Jardim de Infância constituir, na maioria das vezes, o primeiro contexto social extra-familiar em que a criança se integra. Por isso, será fundamental que se concretize uma abordagem contextualizada e sistemática às regras básicas de convivência, ao saber-ser e saber-estar para além do mero saber-fazer e ao respeito pelos outros na sua diversidade, condições que, a não existirem, comprometem outras dimensões educativas (PEA, mapa estratégico). Para além do atrás descrito, uma concepção de escola democrática - ancorada em atitudes e valores como a autonomia e a responsabilidade individuais, a justiça e a solidariedade e ainda o respeito pela diferença - servirá também de base ao trabalho a desenvolver. São estes os pressupostos defendidos pela Educadora de Infância - em sintonia com as concepções das estagiárias da sala - os quais que se procurarão desenvolver de forma coerente ao longo do ano lectivo, procurando ir de encontro às características que um docente competente deve possuir: “ser atento, curioso, investigador; escutar a criança e possibilitar muitos cenários de aprendizagem; aprender com a criança, com seus pares e com as famílias; saber que o conhecimento é mutante, imprevisível e nunca parar de estudar; reflectir sobre as hipóteses das crianças, sem antecipar respostas; respeitar e acolher as singularidades; dialogar com cada criança e com todas, construindo um grupo e fortalecendo as relações de compromisso entre todos; valorizar o colectivo como diversidade e trabalhar o sentido de pertença; fazer parte do grupo, sem perder a dimensão de responsabilidade como adulto”3. É neste contexto que surge este Projecto Curricular de Grupo que, em termos operacionais, se estabelece como percurso a seguir, não obstante ser um documento aberto e flexível, que não impede a integração de outros assuntos/problemáticas do interesse das crianças, à medida que ocorram. O mesmo foi desenvolvido após o necessário período de observação e avaliação diagnóstica do grupo, consulta aos pais e encarregados de educação4, leitura de documentos como o PEA e o Projecto Curricular do Agrupamento (PCA) e tendo ainda em conta o articulado na Circular nº 17/DSDC/DEPEB/2007 de 10/10/2007 do Ministério da Educação/DGIDC.

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Ponzio, Eloisa. Disponível em: http://rc-sp.forums-free.com/a-primavera-de-1945-reggio-emilia-t45.html

Ver Apêndice 3 – Contributos dos pais para a elaboração do PCG.

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IV – METODOLOGIAS
4.1 – A METODOLOGIA UTILIZADA A Educadora de Infância titular do grupo não fundamenta a estruturação do seu trabalho pedagógico num modelo curricular, antes adopta uma metodologia mais abrangente, uma vez que considera que nenhum dos modelos estudados reúne todos os aspectos com que se identifica. Assim, recolhe de cada uma das metodologias os aspectos que considera mais relevantes e com os quais têm obtido melhores resultados ao longo da sua prática docente. Partindo da construção deste Projecto Curricular de Grupo como documento orientador das práticas, contextualizado, abrangente e aberto, modelos como Escola Moderna Portuguesa (MEM), Modelo Curricular High Scope e Modelo Pedagógico de Reggio Emilia surgem como fontes não só de inspiração, mas também de recursos/instrumentos. No entanto, opta por ancorar o seu “modo de fazer pedagógico” na Metodologia de Trabalho de Projecto iniciada por John Dewey, recorrendo a uma gramática pedagógica que vai buscar os seus fundamentos à Pedagogia da Participação defendida por Júlia Formosinho, à Pedagogia da Diversidade advogada por João Formosinho, à Pedagogia da Escuta exercida por Loris Malagguzzi e à prática da Aprendizagem Partilhada sustentada por Vigostky. Permite-se adoptar esta metodologia mista, dado sentir-se segura dos conhecimentos acerca das várias metodologias, desenvolvidos ao longo de uma Pósgraduação em Metodologias e Supervisão em Educação de Infância na Universidade do Minho. De seguida especifica em que aspectos se identifica com cada um dos modelos/metodologias que utiliza: Quanto ao Modelo da Escola Moderna Portuguesa, a sua influência situa-se ao nível da ambiente educativo, que assenta numa base democrática, de partilha de poder entre todos os elementos do grupo. Partilha as concepções de Vigotsky sobre a prática da Aprendizagem Partilhada, quando este a considerava “o mais importante dos meios socioculturais de desenvolvimento; era, na sua opinião, o modo fundamental de aprender”5. Também diversos instrumentos de gestão partilhada (Mapas e Quadros de Responsabilidade) se inspiram nesta linha metodológica, embora tenham sido sujeitos a algumas adaptações: 1. Planificação Semanal de Propostas de Actividades (Ver Anexo 1); 2. Quadro Diário de Actividades (QDA) (inspirado no Plano de Actividades MEM); 3. Quadro Mensal de Presenças (QMP) (derivado do Quadro de Presenças MEM); 4. Quadro de Tarefas (QT) (baseado no Mapa de Tarefas MEM) 5. Quadro de Regras (QR) (desenvolvido a partir de As regras do nosso grupo MEM);
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Rubtsov, Vytaly.(2009). A Prática da Aprendizagem Partilhada. In: Redescobrir Vigotsky. Destacável da Revista Noesis nº 77. Abril-Junho 2009. Pág. 13.

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6. Quadro de Aniversários (QA) (fundamentado no Quando fazemos anos MEM); 4. Avaliação da Semana (AS) (baseado no Diário MEM). Com o Currículo High Scope comunga a “grande finalidade piagetiana: a construção da autonomia intelectual da criança. Isto é verdade para a sua filosofia educacional, para a sua concepção de espaço e materiais (…) para a sua concepção do papel do adulto.” (OliveiraFormosinho, 1996:65). Este modelo tem a sua influência concreta no que se refere à interacção adulto/criança, na qual o papel do adulto “ (…) é basicamente o de criar situações que desafiem o pensamento actual da criança e, assim, provoquem conflito cognitivo” (Oliveira-Formosinho, 1996:73) e também no que respeita à etiquetagem (embora não exaustiva) de alguns materiais da sala. Ao Modelo Pedagógico de Reggio Emilia foi buscar um dos seus pilares essenciais: a imagem de educador que defende, na medida em que o considera como ouvinte e observador privilegiado, mediador dos desejos e das necessidades das crianças e não como protagonista; o protagonismo pertencerá às crianças, como activas e competentes, que tudo realizam através do diálogo e da interacção com os outros, tomando decisões e fazendo as suas próprias escolhas. Também a vertente artística e estética presente neste modelo lhe é muito sedutora, embora considere não ser fácil reunir as condições para a colocar em prática. A Metodologia de Trabalho de Projecto será a preferencialmente adoptada, sempre que se manifeste um interesse que possa ser ampliado neste formato de investigação participativa. Nela, todo o conhecimento emerge de uma construção pessoal e da socialização co-construída com o grupo de pares. “Acredita-se que a criança tem um papel activo na construção do seu conhecimento do mundo. Ela é capaz de construir autonomamente significados através da experiencia diária da vida quotidiana” (Malaguzzi, cit. por Lino, 1996:99). A marca de Reggio Emilia a este nível situa-se no que diz respeito ao papel da criança nos projectos: a criança é a autora dos projectos desenvolvidos, não uma mera participante. A Pedagogia da Participação que procura colocar em prática constitui, nas palavras da autora que a propôs, “uma pedagogia transformativa, que credita a criança com direitos, compreende a sua competência, escuta a sua voz, para transformar a acção pedagógica numa actividade compartilhada”. (Oliveira-Formosinho, 2007:14). Numa perspectiva de Educação para a Diversidade, considera que a diferença (assuma ela qualquer forma) é inerente e indissociável ao ser humano e, acreditando no seu potencial educativo e no reconhecimento das diferenças pessoais e subjectivas das crianças, concebe a acção educativa de forma necessariamente distinta. Na verdade, alguns autores da actualidade (como João e Júlia

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Oliveira-Formosinho) têm vindo a defender a ideia de que a pedagogia da infância é necessariamente uma pedagogia da diversidade. É um facto que, ao aprender (em qualquer área do conhecimento), cada um atribui significados próprios àquilo que assimila, reconstruindo os seus saberes a partir do que já conhece. Só compreendendo profundamente o que isto significa, se perceberá que a heterogeneidade, a diversidade, enfim, a diferença, é a maior riqueza que existe numa sala. E os mais pequenos também devem participar dessa construção de identidades, se o que se pretende é formálos com consciência da diversidade, da solidariedade e do respeito pelas diversas diferenças. Mais ainda quando a sua sala de actividades integra uma criança com NEE, portadora de Síndrome Dismórfico, a qual está inserida no grupo à medida das suas possibilidades e dispõe de apoio individualizado, através de uma Professora da Equipa de Educação Especial do Agrupamento e de uma Tarefeira (a Assistente Operacional da instituição) que cuida das suas necessidades básicas. A Pedagogia da Escuta denota a importância de dar voz à criança, de escutá-la para saber o que diz e como pensa. É a pedagogia que acolhe a criança competente e possibilita um professor competente. Que cria um contexto de escuta que legitima o outro e dá forma ao seu pensamento, sendo a escuta um acto de respeito. Nessa linha, procura registar as “vozes das crianças” como forma de compreender e documentar os seus processos de desenvolvimento, valorizando as suas competências participativas e o direito a serem ouvidas acerca daquilo que lhes diz directamente respeito, à imagem de Reggio Emilia. Como tão bem refere Rubem Alves, “Para ouvir não basta ter ouvidos. É preciso parar de ter boca. Sábia, a expressão: sou todo ouvidos – deixei de ter boca. Minha função falante foi desligada. Não digo nada nem para mim mesmo. Se eu dissesse algo para mim mesmo enquanto você fala seria como se eu começasse a assobiar no meio do concerto.” Busca, portanto, adoptar uma linha pedagógica baseada no construtivismo, que idealiza o jardim de infância como um espaço agradável, aberto às descobertas, interessante aos olhos da criança, um lugar de extensão, manipulação e experimentação do conhecimento, com material didáctico apropriado, onde a acção docente acontece através do recurso à investigação dialógica, com formação e socialização de experiências diversas inerentes a uma prática reflexiva, que transforma e se reconstrói pela análise crítica. Um espaço-tempo onde a criança aprende por si, num ambiente propício ao levantamento de hipóteses, num processo contínuo de fazer e refazer, onde o indivíduo é o centro do seu próprio percurso.

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V – A ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE EDUCATIVO
5.1 – A ORGANIZAÇÃO DO GRUPO-TURMA A estrutura organizativa do grupo de crianças em contexto de sala permite que desenvolvam diversos tipos de agrupamentos/interacções, importantes e significativos para o seu desenvolvimento harmonioso: Momentos de actividade individual; Momentos de actividade em pares / pequenos grupos; Momentos de actividade em grande grupo. Paralelamente, estabelecem-se ainda relações com os adultos significativos da sala e da restante instituição (educadora, auxiliar, estagiárias e crianças da outra sala; professores e alunos da EB1, pessoal não docente) para além daquelas que são normalmente criadas com a restante comunidade.

5.2 – A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

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Hall de entrada, comum à EB1; Hall interior, um espaço dedicado a actividades de carácter administrativo-pedagógico; Duas salas de actividades lectivas; Uma sala polivalente, actualmente utilizada como sala de ATL, onde funciona o serviço da Componente de Apoio à Família; Uma “sala de computadores” adaptada para “espaço de motricidade”, onde se desenvolvem as essas actividades, embora sem as condições necessárias. Um refeitório onde são também acolhidas as crianças da vizinha Escola do 1º ciclo; Uma cozinha equipada; Espaço exterior amplo, com parte coberta e logradouro espaçoso, sem quaisquer equipamentos de recreio destinados a crianças nesta faixa etária. Compartimentos para arrumos de material; A organização do espaço em áreas e a colocação dos diversos materiais nos locais onde são utilizados são a primeira forma de intervenção da Educadora ao nível do Currículo High Scope. Assim, a

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sala na qual este grupo se encontra, foi dividida em áreas de actividade diferenciadas, devidamente demarcadas e identificadas. São elas: A Área da Mesa Grande, área de reunião do grande grupo e local onde funcionam áreas de expressão como o desenho, o recorte, a colagem, a modelagem, etc; A Cozinha e o Quarto da Boneca, que compõem a Área do Faz-de-Conta; A Área Lúdica formada por Construções (de chão) e Jogos Calmos (de mesa – dominós, enfiamentos, puzzles, lotos, padrões, etc.); Área da Biblioteca; Área dos Projectos; Áreas do Flanelógrafo/Quadro Magnético/Quadro Preto; Área da Informática; Área da Pintura. Desta forma permite-se à criança um mundo de experiências significativas, promovendo contextos privilegiados de aprendizagem activa. Para as referidas áreas foi definida pelo grupo (através da observação atenta dos espaços disponíveis e dos materiais existentes) uma “lotação” considerada adequada, que permite a distribuição privilegiada das crianças pelos espaços, de modo a que os materiais à disposição sejam suficientes para os elementos que os utilizam. Essa informação encontra-se disponibilizada em forma de cartaz identificativo em cada uma das áreas atrás referidas. Encontra-se ainda registada no Quadro Diário de Actividades, onde as crianças fazem o seu planeamento, o qual exclui a possibilidade de excederem o limite definido em consenso. 5.3 – A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO Se a dimensão espacial do contexto é um importante papel do Educador, tal é também verdade para a dimensão temporal. Aí o Educador deve proporcionar actividade à criança, alternando diferentes ritmos. Assim, a manhã e a tarde, bem como os cinco dias da semana, estão estruturados sob a forma de rotinas, (diárias, semanais e quinzenais), negociadas em grande grupo e já integradas de forma mais ou menos consistente por todas as crianças. Na verdade, como definem as OCEPE, “a sucessão de cada dia tem um determinado ritmo existindo, deste modo, uma rotina que é educativa porque é intencional planeada pelo educador e porque é conhecida pelas crianças que sabem o que podem fazer nos vários momentos e prever a sua sucessão,

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tendo a liberdade de propor modificações. Nem todos os dias são iguais, as propostas do educador ou das crianças podem modificar o quotidiano habitual” (Silva, 1997:53). Como refere Júlia Formosinho, “criar uma rotina diária é basicamente isto: fazer com que o tempo seja um tempo de experiências educacionais ricas e interacções positivas (…) Assim, estabelece-se um fluir para o tempo diário que, tendo flexibilidade, é estável, o que permite à criança apropriar-se desse fluir” (Oliveira-Formosinho, 1996:71) Os quadros seguintes demonstram a Rotina Diária/Semanal habitual (flexível segundo as necessidades/interesses) de forma clara:
2ª FEIRA Até às 9h.00m Acolhimento Acolhimento Acolhimento Acolhimento Acolhimento 3ª FEIRA 4ª FEIRA 5ª FEIRA 6ª FEIRA

Conversa em grande grupo: Rotina Semanal: Contar as novidades 9h.00m às 10h.00m do fim-de-semana Rotina Diária: Quadros de responsabilidade:
(Presenças, Tarefas, Semanal, Actividades)

Conversa em grande grupo. Rotina Semanal: Sessão de Motricidade Rotina Diária: Quadros de responsabilidade:
(Presenças, Tarefas, Semanal, Actividades)

Conversa em grande grupo. Rotina Semanal: Visita ao blogue

Conversa em grande grupo Rotina Semanal: “Caixinha das Surpresas”

Conversa em grande grupo Rotina Semanal: Arrumação e Registo dos trabalhos

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Rotina Diária: Quadros de responsabilidade:
(Presenças, Tarefas, Semanal, Actividades)

Rotina Diária: Quadros de responsabilidade:
(Presenças, Tarefas, Semanal, Actividades)

Rotina Diária: Quadros de responsabilidade:
(Presenças, Tarefas, Semanal, Actividades)

10h.15m às 10h.30m

Distribuição dos Lanches Planeamento

Distribuição dos Lanches Planeamento individual:  Actividades livres  Projectos. Tempo de arrumar Higiene Pessoal Almoço

Distribuição dos Lanches Planeamento individual:  Actividades livres  Projectos. Tempo de arrumar Higiene Pessoal Almoço

Distribuição dos Lanches

Distribuição dos Lanches Planeamento individual:  Actividades livres  Projectos. Tempo de arrumar Higiene Pessoal Almoço

Planeamento individual:  Actividades livres Projectos.

10h.30m às 11h.45m

individual:  Actividades livres  Projectos.

11h.45m às 12h 12h – 13h

Tempo de arrumar Higiene Pessoal Almoço

Tempo de arrumar Higiene Pessoal Almoço

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13h às 13h.30m

Recreio ao ar livre Higiene Pessoal Rotina Semanal:

Recreio ao ar livre Higiene Pessoal Conversa em grande grupo.

Recreio ao ar livre Higiene Pessoal Conversa em grande grupo.

Recreio ao ar livre Higiene Pessoal Conversa em grande grupo.

Recreio ao ar livre Higiene Pessoal Rotina Semanal: Avaliação da Semana

13h.30m às 14h

“História Infantil” Exploração e registo individual

14h às 15h

Planeamento individual:  Actividades livres  Projectos. Tempo de arrumar

Planeamento individual:  Actividades livres  Projectos. Tempo de arrumar Síntese do dia Leite Escolar Preparar para ir embora:

Planeamento individual:  Actividades livres Projectos Tempo de arrumar Síntese do dia Leite Escolar Preparar para ir embora:

Planeamento individual:  Actividades livres  Projectos. Tempo de arrumar Síntese do dia Leite Escolar Preparar para ir embora:

Planeamento individual:  Actividades livres  Projectos. Tempo de arrumar Síntese do dia Leite Escolar

15h

Síntese do dia Leite Escolar Preparar para ir

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Preparar para ir embora:

15h. 20m às 15h. 30m

embora:

 Distribuir vai-vens;  Distribuir vai-vens;  Distribuir vai-vens;  Distribuir vai-vens;  Distribuir vai-vens;  Vestir casacos;  Colocar mochilas.  Vestir casacos;  Colocar mochilas.  Vestir casacos;  Colocar mochilas.  Vestir casacos;  Colocar mochilas.  Vestir casacos;  Colocar mochilas.

5.4 – A ORGANIZAÇÃO DA EQUIPA A equipa educativa desta instituição é formada por duas Educadoras de Infância titulares de grupo, uma Professora da Equipa de Educação Especial do Agrupamento (a tempo parcial) e a Educadora de Infância Coordenadora do Departamento do Pré-escolar (a tempo parcial), para além de quatro Estagiárias do 4º ano da Licenciatura em Educação de Infância da Escola Superior e Educação de Viana do Castelo (duas por sala). Existem ainda quatro docentes da EB1. O pessoal não-docente é constituído por uma Animadora da Componente de Apoio à Família e uma Assistente Operacional, que apoiam o funcionamento das duas salas (esta última acumula ainda as funções de Tarefeira da criança com NEE), uma outra tarefeira com cinco horas diárias de serviços gerais, para além de três cozinheiras e uma tarefeira ao serviço da Cantina Escolar.

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As funções desempenhadas por cada um destes elementos são as inerentes aos cargos que desempenham, não parecendo pertinente especificá-las neste ponto. 5.5 – A ORGANIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO A EB1/JI de Vila Franca possui uma docente que exerce as funções de Coordenadora de Estabelecimento. No que respeita mais especificamente organização do mesmo, este aspecto poderá ser consultado, para além do que atrás foi dito e com mais riqueza de pormenor, no documento “Regimento Interno da EB1/JI de Calvário, Vila Franca”, no qual constam todas as especificações da organização funcional do mesmo.

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ORGANIGRAMA DO AMBIENTE EDUCATIVO DA SALA DE ACTIVIDADES

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA ACÇÃO PEDAGÓGICA
Linha pedagógica construtivista Metodologia de Trabalho de Projecto Movimento da Escola Moderna Modelo Pedagógico Reggio Emilia Currículo High Scope
Pedagogias da Diversidade, Participação e Escuta

Organização do Grupo-Turma

Organização do Espaço

Organização do Tempo

Planeamento

Avaliação

Instrumentos de gestão partilhada

Áreas de actividade

Rotinas

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Da Educadora: - Planificação semanal das propostas de actividades a apresentar; - Registo diário das actividades realizadas. Das crianças: - Diária; - Individual:  No QDA;  Em tabela de planeamento.

Da Educadora: - Alternativa: (portfolio); - Periódica; - Formativa; Das crianças: - Semanal; - Auto-avaliação; - Alternativa (portfolio); - Hetero - avaliação (das crianças pelos seus pares).

- Quadro de Regras;
- Quadro Mensal de Presenças; - Quadro Diário de Tarefas; - Quadro Semanal (dia da semana, tempo que faz, ementa do dia); - Quadro Diário de Actividades; - Quadro Anual dos Aniversários; - Quadro da Luzinha.

- Construções; - Quarto da Boneca; - Cozinha; - Escrita; - Biblioteca; - Jogos Calmos; - Mesa Grande, que inclui: Desenho; Modelagem; Recorte e Colagem. Outras técnicas…
- Flanelógrafo/QM/QP

ROTINA DIÁRIA:
- Acolhimento; - Reunião do Grande Grupo; - Lanche; - Planeamento; - Tempo de trabalho em pequenos grupos / pares / individual: em actividades livres e/ou projectos; - Tempo de Arrumar; - Higiene Pessoal; - Almoço; - Recreio ao ar livre; - Higiene Pessoal; - Reunião em Grande Grupo; - Planeamento; - Tempo de trabalho em pequenos grupos / pares / individual: em actividades e/ou projectos; - Tempo de arrumar; - Leite escolar. - Preparação para ir embora.

- Informática; - Pintura.

ROTINA SEMANAL
2ª FEIRA 3ª FEIRA 4ª FEIRA 5ª FEIRA 6ª FEIRA Arrumação e registo das produções individuais Avaliação da semana.

Novidades de fim-de-semana História Infantil

Sessão de Motricidade

Visita ao blogue

“Caixinha das surpresas”

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VI – INTENÇÕES DE TRABALHO PARA O ANO LECTIVO
Neste ano escolar, como em qualquer outro, a Educadora de Infância pretende desempenhar o seu papel com competência, profissionalismo e abertura à mudança e inovação, aspectos que têm caracterizado o seu percurso profissional. Tem a intenção de continuar a investir na dinamização de um blogue de sala, estruturado em formato de Portfolio Digital de Grupo, onde divulga de forma interactiva actividades, estratégias, projectos e outras situações significativas para a vida deste grupo de crianças, promovendo o intercâmbio com outras instituições de educação de infância a nível nacional e despertando as crianças para a nova realidade da comunicação interactiva/multimédia na sociedade actual. Pretende ainda dar continuidade a um percurso que iniciou no ano lectivo anterior, com a apresentação de comunicações sobre a sua prática pedagógica, em encontros, seminários ou outras iniciativas de formação de educadores de infância para as quais seja convidada. Tendo sido convidada pela DGIDC para integrar o Curso de Formação de Formadores no âmbito do lançamento de mais uma brochura de Textos de Apoio para Educadores de Infância, desta vez dedicado às Artes – Expressão Plástica e Musical, e tendo concluído o referido curso, aguarda a sua acreditação como formadora para poder iniciar a respectiva formação no Centro de Formação Contínua de Viana do Castelo, se a tal for solicitada. Finalmente, no que se refere ao desenvolvimento curricular, âmbito mais específico deste documento, as suas opções educativas estão estabelecidas de forma flexível e abrangente nas tabelas que apresenta de seguida, baseadas nas Áreas de Conteúdo definidas nas OCEPE e no Projecto Curricular de Agrupamento (PCA, 2008-2009:8). 6.1 - ESTRUTURA CURRICULAR DEFINIDA NAS TRÊS ÁREAS DE CONTEÚDO DAS OCEPE: 6.1.1 – ÁREA DE FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL É uma vasta área de conhecimento que integra a complexidade dos processos de construção da individualidade da criança e da formação de valores, cuja finalidade é o desenvolvimento pleno e harmonioso dos indivíduos, num mundo em permanente mudança. O défice de competências pessoais e sociais é um risco no desenvolvimento saudável das crianças, por isso o jardim de infância é um espaço educativo que se preocupa com a promoção do seu bem-estar, é facilitador das suas aprendizagens e desenvolvimento pessoal, social e moral, para que se relacionem com respeito mútuo na escola, na família e na comunidade. Tornar-se uma pessoa singular é um processo lento de construção, com as principais raízes na infância. Por isso, esta é a área base de todo o currículo educativo. Assume-se como uma área integradora, pois é transversal a todas as outras.

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Área de Conteúdo Formação Pessoal e Social

Atitudes, Valores, Conhecimentos e Capacidades a promover através de Experiências de Aprendizagem nucleares Educação Emocional – favorecimento da construção de uma imagem positiva de si própria e de condições para o equilíbrio emocional, aspectos fundamentais para um desenvolvimento saudável e adaptado. Principais objectivos a atingir neste âmbito:  Promover a auto-estima das crianças, para que aprendam a gostar de si próprias, a ter auto-confiança e a valorizar as conquistas que alcançam;  Desenvolver a sua competência emocional, que lhes permitirá expressar de forma adequada as suas emoções, sejam elas positivas ou negativas;  Incentivar o auto-controlo, através da aquisição de estratégias comportamentais, cognitivas e emocionais. Educação para os Valores e Cidadania - promoção de bons hábitos sociais, incentivo a atitudes de paz, respeito, partilha, solidariedade, democracia, participação e espírito crítico. Principal objectivo a atingir neste âmbito:  Promover a aquisição de competências sociais e de relacionamento com os outros, que permitam o funcionamento social das crianças, estabelecendo interacções positivas com as pessoas.  Participar/implementar actividades realizadas no âmbito do “Dia de Estarmos Juntos”, em comum com a EB1. Educação para a Diversidade – o respeito pelos diversos tipos de diferenças, favorecimento da multi e interculturalidade. Principal objectivo a atingir neste âmbito:  Incentivar o respeito pelos outros, independentemente das suas diferenças (nomeadamente as existentes no contexto) e promovendo a sua capacidade de inserção, cooperação em grupo e entreajuda.  Participar no “Projecto Comenius” do Agrupamento, integrando no currículo actividades consideradas adequadas e pertinentes neste contexto. Educação Sexual – promoção da igualdade de género e de oportunidades e prevenção do preconceito quanto aos papéis sociais do homem e da mulher. Principais objectivos a atingir neste âmbito:  Motivar as crianças a experimentarem brinquedos / brincadeiras normalmente conotados com o género oposto;  Prevenir preconceitos e estereótipos quanto aos papéis sociais do homem e da mulher. Autonomia, Iniciativa e Responsabilidade - valorização da independência pessoal, da resolução autónoma de pequenos problemas, da assumpção de consequências dos seus actos e desenvolvimento de um espírito crítico e interventivo.

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Principais objectivos a atingir neste âmbito:  Desenvolver a iniciativa das crianças, incentivando as suas acções espontâneas em contexto de sala de actividades;  Promover a sua autonomia, de modo a que sejam capazes de resolver as suas necessidades, conflitos e problemas do dia-a-dia, desde que a resolução esteja ao seu alcance;  Incentivar a responsabilidade, através do cumprimento de tarefas comuns e da assumpção das consequências dos seus actos.

6.1.2 – ÁREA DO CONHECIMENTO DO MUNDO Esta área possibilita à criança conhecer melhor o meio que a rodeia, quer ao nível dos recursos humanos, quer dos físicos e materiais e também o contexto social em que se move. Permite articular as outras duas áreas de conteúdo, pois é através das relações com os outros que se vai construindo a própria identidade e se toma posição perante o mundo social e físico. Área de Conteúdo Conhecimento do Mundo Atitudes, Valores, Conhecimentos e Capacidades a promover através de Experiências de Aprendizagem nucleares Conhecimento Científico - abordagem contextualizada e essencialmente prática às 27 suas diversas vertentes. Principal objectivo a atingir:

 Estimular e desenvolver a curiosidade da criança, confrontando-a com situações de descoberta e de exploração do mundo;
Principais conteúdos a trabalhar:  O meio próximo /o ambiente natural…)  A Físico-química (luz/sombra, água, som…)  A Biologia (animais e plantas; o corpo humano…);  Meteorologia (o tempo atmosférico…);  Geografia (a freguesia, o país, o mundo…);  História (dias feriados e seus significados…). Principais atitudes/valores a incentivar:  Curiosidade/desejo de saber;  Cooperação/capacidade de trabalho em grupo;  Respeito pelos outros e pelos materiais;  Partilha;  Espírito/atitude crítica. Principais capacidades a promover: Competências investigativas como:  Observar/explorar  Colocar questões;  Discutir ideias;

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     Comparar; Testar hipóteses; Resolver problemas; Registar; Explicar /comunicar resultados.

Educação ambiental - promoção da defesa do ambiente e preservação dos recursos naturais nosso planeta. Principais atitudes/valores a incentivar:  Respeito pela natureza e pelo meio ambiente;  Aquisição de hábitos ambientais correctos, como a separação selectiva de resíduos, a reciclagem, a reutilização de materiais e a compostagem em meio escolar. Educação para a saúde - incentivo à criação de hábitos de vida saudável – a higiene, a alimentação saudável, a segurança e a prevenção de dependências. Principal objectivo a atingir:  Sensibilizar as crianças para a importância da adopção de bons hábitos quotidianos (comportamentos saudáveis) a diversos níveis (alimentação, higiene, segurança infantil e rodoviária…), com vista à manutenção da sua saúde.

6.1.3 – ÁREA DA EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO Engloba diferentes formas de linguagem e é a área central dos “conteúdos”. Como é uma área tão vasta, está dividida em três domínios fundamentais: Domínio das Expressões, com as vertentes de expressão motora, dramática, plástica e musical e integrando ainda a abordagem à linguagem audiovisual e multimédia. Domínio da Linguagem Oral e Literacia, que inclui as competências6 de comunicação ao nível expressivo e receptivo, bem como a sensibilização ao código escrito, suas funções e regras. Domínio da Matemática, considerado como uma outra forma de linguagem estruturante do pensamento. Sendo importante em si mesmo o domínio destas linguagens elas também são meios de relação, de sensibilização estética e de obtenção de informação. Deste modo, a área de Expressão e Comunicação constitui uma área básica que contribui também para a Formação Pessoal e Social e para o Conhecimento do Mundo.

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“Adopta-se aqui uma noção ampla de competência, que integra conhecimentos, capacidades e atitudes e que pode ser entendida como o saber em acção ou em uso”. SIM-SIM, Inês (2008).

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Atitudes, Valores, Conhecimentos e Capacidades a promover através de Experiências de Aprendizagem nucleares

Área de Conteúdo Expressão e Comunicação

Domínios

Domínio das Expressões: - Expressão Motora; Desenvolvimento físico-motor harmonioso - promoção da coordenação geral, motricidade fina, dominância lateral, etc. Principais objectivos a atingir neste âmbito:  Desenvolver as habilidades motoras de base;  Definir de forma consistente a sua lateralidade e reconhecer o seu lado dominante;  Apurar a motricidade fina, ao nível de destrezas como desenhar, pintar, recortar, colar, abrir/fechar encaixar… - Expressão Dramática; Desenvolvimento da criatividade, imaginação expressão corporal - favorecimento da desinibição. e

Principal objectivo a atingir neste âmbito:  Incentivar as capacidades de expressão da criança através do seu corpo.  Participar, sempre que seja pertinente, nas actividades de expressão dramática incluídas no Projecto TEIP. - Expressão Plástica; Incentivo à Educação Estética e criatividade artística nas vertentes diversas da expressão plástica. Principais objectivos a atingir neste âmbito:  Promover o envolvimento das crianças em actividades agradáveis de expressão plástica com recurso a diversas técnicas expressivas.  Desenvolver a imaginação, a criatividade e as capacidades expressivas.  Envolver as crianças em actividades plásticas inovadoras e abrangentes na área das expressões artísticas.  Procurar promover o contacto das crianças com a arte. - Expressão Musical; Sensibilização à música e ao reconhecimento de diferentes sonoridades / ritmos. Principais objectivos a atingir neste âmbito:  Incentivar a discriminação auditiva;  Desenvolver a noção de ritmo;  Desenvolver habilidades de canto, utilização de

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instrumentos musicais e dança.  Envolver as crianças em actividades musicais inovadoras e abrangentes na área das expressões artísticas. - Tecnologias da Informação e Comunicação. Iniciação ao código informático e multimédia. Principais objectivos a atingir neste âmbito:  Exploração de instrumentos de comunicação baseados na tecnologia (computador, internet);  Utilização de ferramentas de comunicação interactiva (jogos didácticos, e-mail, blogue e ferramentas na Web 2.0). Aquisição/desenvolvimento da língua materna quanto à linguagem expressiva - articulação, construção frásica, riqueza de vocabulário) e à linguagem receptiva - capacidade de interpretação das mensagens. Principais competências a desenvolver:  Utilizar a língua materna para comunicar, aprender e pensar, nos seguintes âmbitos: - Desenvolvimento fonológico – a capacidade para discriminar e articular todos os sons da língua; - Desenvolvimento semântico – o conhecimento e o uso do significado dos enunciados linguísticos (palavras, frases, discurso); - Desenvolvimento sintáctico – o domínio de regras de organização das palavras em frases; - Desenvolvimento pragmático – a aquisição de regras do uso da língua. Abordagem à Literacia Incentivo ao gosto pela leitura e pelo livro. Principais objectivos a atingir neste âmbito:  Promover o gosto pelo livro e pela leitura em ambiente familiar, através do Projecto “Lê para mim que depois eu conto”, com a Biblioteca Escolar da sede do Agrupamento;  Envolver os pais e EE em actividades de incentivo à leitura em contexto familiar e escolar, também no âmbito do Clube de Leitura “Arca dos Livros”, actividade incluída no Projecto TEIP.  Participar em visitas de escritores / ilustradores que se venham a realizar ao longo do ano, com a colaboração da Biblioteca Escolar a sede de Agrupamento.  Promover o conhecimento do espaço da Biblioteca de Municipal de Viana do Castelo; Iniciação contextualizada ao código escrito – a escrita do nome próprio e de outras palavras significativas.

Domínio da Linguagem Oral

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Cinco competências essenciais de referência a promover no âmbito da Abordagem à Literacia7: 1. Mobilizar diferentes funções da linguagem escrita, tanto na resolução de situações reais como em situações de jogo e brincadeira: - Demonstra interesse pela funcionalidade; - Identifica funções; - Identifica características dos suportes; - Adequa a função à situação. 2. Distingue o código escrito de outros códigos (como o icónico), identificando algumas das suas características e utilizando-o de modo adequado e contextualizado: - Demonstra curiosidade; - Identifica características; - Diferencia códigos; - Adequa o código à situação. 3. Envolve-se com a escrita na resolução de situações concretas ou nas brincadeiras (brincando com ela e tentando escrever) podendo recorrer a formas de registo diferenciadas, mais ou menos convencionais: - Demonstra iniciativa; - Explora diferentes formas de escrita; - Envolve-se nas diferentes tarefas da escrita; - Adequa formas de escrita a contextos. 4. Está atenta à escrita envolvente no seu dia-a-dia, procurando activamente atribuir-lhe significado e reconhecendo algumas palavras em contexto (nome próprio e outras palavras familiares): - Está disponível e é curiosa; - Atribui mensagens aos textos; - Apresenta um vocabulário visual. 5. Ouve atentamente e com prazer histórias, rimas, poesias e outros textos, extraindo as suas ideias principais, fazendo comentários e/ou levantando questões em relação ao que ouviu: - Demonstra atitudes positivas e de prazer; - Selecciona informação; - Reflecte e estabelece relações. Domínio da Matemática Introdução lúdica à linguagem matemática. Aquisição de noções lógico-matemáticas diversas cromáticas, topológicas, temporais, de quantidade/número, de conjunto, de padrão, etc.
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In: Mata, L. (2008). A descoberta da escrita. Lisboa: DGIDC, ME. (pp. 18, 49, 52, 81 e 83)

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Principais objectivos a atingir:  Desenvolver capacidades de raciocínio lógico;  Incrementar estratégias para resolver diversos tipos de problemas e situações novas;  Adquirir noções relativas a cor, espaço, tempo e padrão;  Trabalhar de forma lúdica o sentido do número;  Incentivar as crianças a efectuarem actividades de tratamento de dados;  Explorar noções de geometria;  Adquirir o gosto pela matemática.

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VII – PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO
Dos processos e dos seus efeitos: Encarando a avaliação no pré – escolar como um processo que envolve a observação regular e periódica da criança, numa grande variedade de circunstâncias que sejam representativas do seu comportamento ao longo do tempo, a mesma assentará em algumas linhas directrizes, das quais destacaria: Assenta em realizações reais e não em situações artificiais, criadas com o intuito de serem objecto de avaliação; Utiliza diversos instrumentos e processos, nos quais se incluem colecções de trabalhos representativos, registos de observações sistemáticas e de conversas / entrevistas com as crianças; Recorre a suportes adequados aos registos de observações a fazer; Reconhece a diversidade individual da aprendizagem, bem como as diferenças de estilos e ritmos de aprendizagem; Constitui-se como ponto de partida para ajustamentos ao currículo ou para a implementação de procedimentos mais individualizados; É o suporte do desenvolvimento e da aprendizagem da criança; Demonstra os aspectos positivos e os progressos das crianças, sem esconder as suas dificuldades; É feita com periodicidade, constituindo-se como um processo regular de partilha de informações entre educadores e pais, sobre o desenvolvimento e realizações das crianças. Será, de facto, esta a avaliação que equipa o educador com informação útil sobre cada uma, o que lhe vai permitir formular um planeamento adequado aos níveis de desenvolvimento dos diversos elementos do grupo. É neste contexto que surge o “Portfolio” individual, dossier a ser construído por elas próprias e pela Educadora, demonstrativo do seu processo de desenvolvimento ao longo do ano. Para todas as crianças do grupo será ainda feita uma súmula de avaliação periódica, traduzida numa Ficha de Informação descritiva destinada a pais e encarregados de educação. Todos os elementos do grupo serão ainda chamados a registarem a sua auto-avaliação, para introduzir no seu Portfolio. “Avaliar o processo e os efeitos implica tomar consciência da acção para adequar o processo educativo às necessidades das crianças e do grupo e à sua evolução” (Silva, 1997:27) por isso a Educadora deve avaliar também o seu desempenho como organizadora de todo o ambiente da sala e geradora de

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intencionalidade educativa. Poderá fazê-lo através da observação / reflexão, bem como através do feedback de pais e encarregados de educação, tanto oralmente (contactos informais do dia a dia, reuniões), como por escrito, através de solicitações feitas através do “Vai-Vem” e do blogue. Avaliação com as crianças: Diariamente as crianças avaliarão o seu desempenho individual e ouvirão o feed-back dos seus colegas, desenvolvendo-se um instrumento adequado ao seu registo. Poderá vir a ser introduzido um mecanismo de Planeamento Individual, onde cada criança irá registar as suas intenções de trabalho/brincadeira nos diferentes espaços da sala e onde assinalará o que concretiza, observando se cumpriu ou não o seu plano inicial. Semanalmente proceder-se-á em grande grupo a uma avaliação geral feita pelas crianças sobre as actividades desenvolvidas, com vista a corrigir / melhorar o planeamento e a intervenção educativa dos adultos da sala, a qual ficará afixada na sala para consulta. Avaliação com a equipa educativa: Os adultos intervenientes na acção educativa ao nível da sala terão momentos semanais (formais ou informais) para trocas de pareceres, planeamento e avaliação da sua intervenção. Avaliação com as famílias/comunidade educativa: As famílias serão chamadas a avaliar o trabalho desenvolvido sempre que seja oportuno, nomeadamente aquando da análise periódica dos Portfolios dos seus filhos, bem como em contexto de reunião de pais. Poderão também dar a sua opinião acerca de todas as matérias que envolvem os seus educandos, quer por via do “vai-vem”, quer por via do blogue, onde podem livremente e a qualquer altura comentar as actividades em que os seus filhos estão envolvidos, delas tomando conhecimento atempadamente e mantendo-se permanentemente actualizados acerca das vivências pré-escolares das suas crianças. Assim poderão, para além de avaliar, interagir de forma mais próxima e adequada. Refirase, a propósito, que todas as postagens no blogue são encaminhadas por e-mail para os endereços disponibilizados pelos encarregados de educação. Também a restante comunidade educativa, incluindo a EB1, dispõe deste último recurso (blogue) para obter um conhecimento mais aprofundado do que se passa, quando se passa e assim colaborar e manifestar as suas opiniões de forma mais fundamentada. No que à EB1 se refere existem ainda momentos de convívio e partilha entre docentes de ambos os estabelecimentos, os quais possibilitam também este tipo de intercâmbios, para além de todas as actividades partilhadas. A avaliação é, no ponto de vista da educadora, a tarefa mais difícil. Por isso mesmo, talvez a mais desafiadora, dada importância e a visibilidade que tem assumido nos últimos tempos, embora não seja ainda, infelizmente, reconhecida pela tutela a necessidade de tempo para a fazer com tranquilidade, à semelhança do que se passa com os restantes docentes.

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VIII – A RELAÇÃO COM AS FAMÍLIAS E OUTROS PARCEIROS EDUCATIVOS
A relação com os pais e encarregados de educação e outros familiares das crianças baseia-se essencialmente no contacto diário e informal nas horas de chegada e partida das crianças, isto para além do horário de atendimento semanal o qual, por ter sido alterado, não tem sido utilizado pelos encarregados de educação, que preferiam a hora de almoço, tal como manifestaram na reunião de início de ano lectivo. Também o “Vai-vem”, um envelope de plástico individual, que leva a casa todos os recados, mensagens, informações necessárias, serve como veículo de contacto privilegiado entre a escola e a família. Esta estratégia pretende não só informar como obter uma maior colaboração dos pais, pois é essencialmente interactiva, solicitando a intervenção, ora dos mais pequenos, ora dos mais crescidos, para as diversas questões que vão surgindo. Sempre que possível e / ou necessário serão realizadas reuniões gerais, a fim de serem discutidos e avaliados assuntos do interesse de toda a comunidade escolar. Uma delas efectuou-se no início deste ano lectivo e decorreu já outra para apresentação do Plano Anual de Actividades e, muito sumariamente, deste Projecto Curricular, que será disponibilizado on-line para consulta no blogue da sala. O Jardim de Infância está aberto a colaborar com Escola do 1º ciclo em todas as actividades que possam ser partilhadas, através da rotina quinzenal “O dia de estarmos juntos”. Algumas destas actividades integram o Plano Anual de Actividades. A mesma disponibilidade mantém-se na colaboração com os outros Jardins de Infância do Agrupamento, através de intercâmbios, visitas e/ou vivências em comum, se possíveis de concretizar. Procura ainda colaborar as Autarquias Locais, nomeadamente com a Câmara Municipal, mais especificamente com os seus Departamentos de Educação, de Acção Cultural e de Ambiente. Tem já iniciados alguns intercâmbios com Jardins de Infância de outras localidades do país, originados pela comunicação interactiva gerada a partir dos blogues que as respectivas educadoras dinamizam, nomeadamente e por ordem aleatória: Uma sala do JI de Monserrate, Viana do Castelo, que dinamiza o blogue Papel Principal, cujo endereço é http://portfoliodegrupo-graca.blogspot.com/; Uma sala da EB1/JI de Valejas, Barcarena, Oeiras, que mantém o blogue Pequenos Passos, em http://pequenospassos-luz.blogspot.com/; A sala do JI de Reboreda, Vila Nova de Cerveira, que tem um blogue chamado Sementes Mágicas, disponível em http://sementesmagicas.blogspot.com/; Outra sala de JI fica na Rinchoa, Rio de Mouro, Sintra e dinamiza o blogue Príncipes e Princesas, alojado no endereço http://principeseprincesas-xinha.blogspot.com/;

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A Sala Azul do JI Vasco da Gama, Ramalde, Porto, também com o seu blogue Pequenas Flores Azuis, em http://asaladomeujardim.blogspot.com/. Uma sala de uma instituição particular “A Criança”, em Valongo, Porto, que possui o blogue Miniaturas, em http://artistaspequenos.blogspot.com/ Finalmente, uma outra sala nos Açores, na EB1/JI Dr. José Pereira Botelho, em Santa Cruz

Lagoa,

que

mantém

o

blogue

Miminhos

e

Carinhos

disponível

em

http://miminhosecarinhos.blogspot.com/

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IX – COMUNICAÇÃO DE RESULTADOS E DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO
A questão da divulgação da informação ao longo do ano lectivo já foi abordada num dos pontos anteriores, onde se refere o recurso a contactos informais, ao horário de atendimento a pais e encarregados de educação, a reuniões gerais e ao “Vai-Vem”, para além de outras estratégias que possam vir a ser consideradas adequadas e pertinentes, conforme o tipo de informação a difundir. Desde os dois anos lectivos anteriores que dinamiza, em formato de Portfolios Digitais de Grupo, blogues onde procura abrir a sua sala a toda a comunidade, não só local, mas nacional e até internacional. O blogue da Sala Fixe do JI de Vila Franca intitula-se Bloguefólio e encontra-se no endereço http://bloguefolio.blogspot.com e, desde que teve o seu início em Setembro, já recebeu mais de 19.000 visitas, recolhendo opiniões favoráveis, de pais e familiares das crianças, bem como de outras instituições e profissionais de educação. No que se refere à avaliação formativa das crianças, a comunicação aos pais e encarregados de educação realizar-se-á no final de cada período lectivo e assumirá duas formas: a análise do Portfolio Individual da criança em contexto familiar e a consulta da sua Ficha Informativa de Avaliação. Quanto à articulação com o Primeiro Ciclo do Ensino Básico ao nível da divulgação de informação útil para a transição/continuidade educativa, no final do ano será facultada ao docente responsável pelas crianças do 1º ano (no ano lectivo seguinte), uma cópia da Ficha Informativa de Avaliação relativa ao 3º período.

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X – PLANIFICAÇÃO DAS ACTIVIDADES
A planificação do trabalho com intencionalidade pedagógica será semanal, para além de tudo o que ficou já definido neste Projecto Curricular de Grupo. No entanto, para fazer um planeamento que, de forma eficaz, vá ao encontro das necessidades de aprendizagem individuais das crianças, deverá partir da observação quotidiana das crianças em acção. Depois de estabelecido aquilo que as crianças já sabem e são capazes de fazer, será possível articular esse conhecimento com as características do ambiente de aprendizagem, procurando que o planeamento tenha a ver “com a continuidade e a progressão entre um estádio de cada área de aprendizagem e o estádio que se segue” (Siraj-Blatchford, I. (2004:26). Assim, na sua perspectiva, a planificação não deverá assumir um formato a longo prazo, pois dependerá das circunstâncias e a elas deverá ser constantemente adequada, resultando num planeamento emergente. As actividades de planeamento são feitas em conjunto com as duas estagiárias finalistas de educação de infância, cabendo a estas planificar a segunda, terça e quarta-feira de manhã de forma articulada com o planeamento feito pela Educadora para os restantes dias da semana. Refira-se ainda que, dada a opção por uma metodologia de cariz construtivista, a planificação não pode surgir como um documento estanque, antes assume a forma de uma proposta, pelo que utiliza um formato criado por si e procura concretizar diariamente o que, de facto, foi feito com as crianças, registando assim o Plano de Trabalho diário. Em Apêndice 1 poder-se-ão consultar os exemplares da grelha de planificação atrás referida e também da utilizada pelas estagiárias para o seu planeamento.

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REFERÊNCIAS CASTRO, Joana Pacheco de e RODRIGUES, Marina. (2008). Sentido do número e organização de dados - Textos de apoio para Educadores de Infância. Lisboa: Ministério da Educação de Portugal, Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular. CRUSELLAS, L. e ALCOBIA, V. (s/d). Pré: Guia de Competências. Penafiel: Associação Prevenir (ONG Prevenção e Promoção da saúde). Gonçalves, Isabel Moreno (2008). Avaliação na Educação de Infância: das concepções às práticas. Penafiel: Editorial Novembro, 1ª Edição. ISBN 978-989-8136-26-8 MATA, Lurdes. (2008). A descoberta da Escrita – Textos de apoio para Educadores de Infância. Lisboa: Ministério da Educação de Portugal, Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular. MENDES, Maria de Fátima e DELGADO, Catarina Coutinho. Geometria - Textos de apoio para Educadores de Infância. Lisboa: Ministério da Educação de Portugal, Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular. (2007). Gestão do Currículo na Educação Pré-escolar. Circular nº 17/DSDC/DEPEB/2007, disponível no seguinte endereço electrónico e consultado em 22 DE Outubro de 2009 às 22.30h: http://sitio.dgidc.min-edu.pt/pescolar/Documents/circular17_DSDC_DEPEB_2007.pdf OLIVEIRA-FORMOSINHO, Júlia (2007). Pedagogia (s) da Infância: reconstruindo uma praxis de participação. In: OLIVEIRA-FORMOSINHO, J. (org.) (2007a). Pedagogias da Infância. São Paulo: Artmed. ISBN 978-85-363-0842-S. OLIVEIRA-FORMOSINHO, Júlia e ARAÚJO, Sara Barros (2007). Escutar as vozes das crianças como meio de (re) construção de conhecimento acerca da infância: algumas implicações

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metodológicas. In OLIVEIRA-FORMOSINHO, J. (org.) (2007b). A escola vista pelas crianças. Porto: Porto Editora. OLIVEIRA-FORMOSINHO, Júlia (org). SPODEK, Bernard. BROWN, Patricia Clark. LINO, Dalila e NIZA, Sérgio. (1996). Modelos Curriculares para a Educação de Infância. Porto: Porto Editora. ISBN 972-0-34451-2. PROJECTO EDUCATIVO 2008 DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE DARQUE PROJECTO CURRICULAR 2008-2009 DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE DARQUE

RUBTSOV, Vytaly. (2009). A Prática da Aprendizagem Partilhada. In: Redescobrir Vigotsky. Destacável da Revista Noesis, nº 77 - Abril-Junho 2009.
SILVA, Isabel Lopes da. (1997). Orientações Curriculares para a Educação pré-escolar. Ministério da Educação, Departamento da Educação Básica, Núcleo da Educação Pré-escolar. Despacho nº 5220/97 de 4 de Agosto. Lisboa. ISBN 972-742-087-7.

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SIM-SIM, Inês, SILVA, Ana Cristina e NUNES, Clarisse. (2008). Linguagem e Comunicação no Jardim de Infância - Textos de apoio para Educadores de Infância. Lisboa: Ministério da Educação de Portugal, Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular. SIRAJ-BLATCHFORD, Iram. (2004). Manual de Desenvolvimento Curricular. Colecção Educação Hoje, 1ª edição. Lisboa: Texto Editora.

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APÊNDICES
Neste ponto apresentam-se os documentos que, de alguma forma, estão relacionados com a elaboração e / ou implementação deste Projecto Curricular de Grupo:   Em Apêndice1 apresentam-se as Grelhas de Planificação utilizadas; Em Apêndice 2 inclui-se a caracterização do contexto educativo, realizada pelas estagiárias Marlene Vaz e Isaura Neiva, a partir do tratamento dos dados obtidos através do preenchimento pelos Encarregados de Educação da Ficha de Caracterização Individual da Criança.  Em Apêndice 3, incluem-se as participações enviadas pelos pais e encarregados de educação para a construção deste Projecto Curricular 2007-2008.

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APÊNDICES

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Vila Franca, 24 de Novembro de 2009, A Educadora de Infância titular de grupo,

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