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MONTAR DAR CAMINHOS E PRESENTEAR OS 16 ÈSÉ

SAIBA COMO MONTAR DAR CAMINHOS E PRESENTEAR
OS 16 ÈSÉ MERINDINLOGUN.



“EBÓ ODÙ ÒKÒNRAN PARA ATRAIR
POSITIVIDADE”



* Elementos utilizados no Ebó Odù Òkònran.

1 - Alguidar grande, coberto c/ ewe Lara (FOLHAS
DE MAMONAS)
1 - Punhado de ègbò (canjica)
1 - Punhado de dèbùrù (pipoca)
1 - Punhado de farofa de dendê
1 - Punhado de farofa de mel
1 - Punhado de farofa de água
1 - Inhame comprido e grosso
1 - Gomo de cana, cortado em 7 pedaços.
1 - Akasa alagbara (GRANDE)
1 - Akaraje alagbara
1 - Bolo de arroz alagbara
1 - Bolo de farinha alagbara
1 - Banana da terra assada na brasa
1 - Banana da terra cozida com sal
1 - Espiga de milho assada na brasa
1 - Espiga de milho cozida com sal
1 - Punhado de amendoim cozido
1 - Punhado de amendoim cozido e passado no
dendê
1 - Punhado de amendoim torrado
1 - Ovo cozido será colocado em cima de tudo ao
lado esquerdo do presente.
1 - Quiabo levemente aferventado, grande e reto.
1 - Punhado de lasca de coco
1 - Aberen alagbara
1 - Charuto de melhor qualidade
1 - Caixa de fósforos aberta
1 - Moeda corrente
1 - Garrafa de Gim.
1 - Vela que acende
1 - Búzio alagbara




PARTES ESPECIAIS EBÓ ÒDÚ ÒKÒNRÀN:

1 Fazer um xinxim com 100 gr de cada um dos seguintes
elementos: bofe, coração, rim, fígado de boi, tudo será cortado
bem miúdo e temperado com sal, cebola ralada em
liquidificador ficando igual a suco, e dendê, o qual será
colocado em cima de uma folha de ewe lara, por cima de tudo.

2 Fazer um bife grande e grosso, passado ligeiramente no
dendê quente, retira-se o bife e fritam-se rodelas de cebolas e
camarões secos, grandes, nos resíduos do dendê da frigideira,
e põe por cima de bife.

3 Fazer um bagre com as barbatanas e as guelras, e do
qual só se tira a tripa, porém se tiverem ovas, reserva-se e
quebram-se os ferrões da cara, que se guarda. Assa-se o
peixe na brasa untando com dendê e sal, fazer uma farofa de
dendê com rodelas de cebolas e camarões secos, que vai à
barriga do peixe depois de assado. A moeda e o búzio vão em
cima de cada um dos três elementos.

4 Fazer um inhame assado comprido e grosso partido ao
meio uma banda, assam-se na brasa, e untado com dendê e
sal e a outra banda, cozinha-se com sal e depois fazer uma
bola grande untada com dendê, e em cima da bola leva um
pedaço de carvão.


CONSIDERAÇÕES FINAIS:

1 Os ferrões do bagre guarda-se na casa de Èsú em local
reservado pelo Babalawo, ou pessoa de sua confiança.

2 A moeda e o búzio devem ficar em poder da pessoa que
esta participando do presente do inicio ao final. E na hora de
colocar no presente, passa-se mel nas mãos para pegá-los e
com eles dentro das mãos, sopram-se por 3 vezes fazendo os
pedidos antes de colocar no presente, a moeda e búzio vão em
cima do xinxim.

3 Caso do uso do peixe, este deve ser colocado em cima de
uma folha de ewe lara, em cima do presente, e a cabeça deve
ficar de frente para quem está entregando o presente, e com a
barriga para baixo.

4 Em cima do alguidar, colocar 3 fitas de 1 metro cada
sendo, preto, vermelho e branco, soltas em forma de
triângulo, a vermelha fica a direita, a preta a esquerda e no
meio a branca.

5 O local de entrega do presente, será em uma encruzilhada
aberta, em cima de uma toalha branca e ao lado do presente
colocar a garrafa de cachaça. a vela acesa, o charuto aceso e a
caixa de fósforo aberta.

6 Fazer os Oriki de Okonran e Ofo Ifá

7 De todos os elementos que se ofereceu a Okonran,
reserva-se em pouco para os Esu Odara, Ona, Orita e Osetura
da casa, fazendo os Oriki de Esu e Ofo Ifá.

8 Após o retorno será dado comidas secas para os seguintes
Orisa: Sango, Oya e Osaala da casa.




Elementos utilizados no ebó odù Okonran.


1 - Alguidar
1 - Inhame da costa cru, dividido em 7 partes.
1 - Padê de az. Dendê
1 - Padê de Mel
1 - Padê de Água
1 - Velas
1 - Meu (vinho de palma)


MODO DE FAZER:

Serão arrumados dentro do alguidar todos os padê, por cima
será colocados os 7 pedaços de Inhame da costa crus, será
oferecido em uma encruzilhada aberta, acenda as velas ao
redor do alguidar, e a cerveja será oferecido a Ògún, faça seus
pedidos ao odú.


Elementos utilizados no ebó odù Okonran.


3 - Akasa
7 - Caroços de pimenta
7 - Gotas de Dendê
7 - Gotas de Mel.


MODO DE FAZER:


Este ebó é feito da seguinte maneira, em um dos Akasa são
colocadas as 7 pimentas dentro, e em outro Akasa será
colocado as 7 gotas de dendê, e no último akasa será colocado
as 7 gostas de mel. Serão levados em praça pública onde
tenha movimento, o Akasa de pimenta será arriado a esquerda
da praça, o Akasa de dendê será arriado a direita da praça, e o
Akasa de mel será arriado no meio desta praça, fazendo os
pedidos a este odù.



Elementos utilizados no ebó odù Okonran.


1 - Alguidar
1 - Boneco feito de pano branco
21 - Akasa
21 - Moedas
21 - Tachinhas
7 - Velas
2 - Doces
1 - Obi
1 - Metro de morim branco.


MODO DE FAZER:

Arrume todos os elementos dentro do Boneco, coloque-o
dentro do alguidar, e embrulhe o alguidar com o morim
branco, e será arriado em caminho de mato, com todas as
velas acessas ao seu redor, faça seus pedidos ao odù.



Elementos utilizados no ebò Okonran.


1 - Palmo de morim branco
1 - Akasa Branco
1 - Vintém Branco
1 - Vela
1 - Ovo
1 - Bola de Farinha grande
1 - Prato Branco.

MODO DE FAZER:

Será colocada a bola de farinha dentro do prato branco, e
dentro da bola de farinha, coloque o ovo, a moeda, e o morim,
leve a um pé de bananeira arriar o prato, acender a vela e,
pedir coisas boas a este odù.


ÈBÓ ÒDÚ ÒKÒNRÀN PARA CORTAR NEGATIVIDADE.

Elementos utilizados no Ebo Odu Okonran:


1 - Alguidar grande
1 - Balaio
1 - Faca de pão cabo de madeira
1 - Pemba preta
1 - Pemba vermelha
1 - Pemba branca
1 - Akasa Branco
1 - Akasa Vermelho
1 - Bolo de Egun
1 - Pade de Mel
1 - Pade de Dendê
1 - Pade de Cachaça
1 - Pedaço de Algodão
1 - Charuto
1 - Prego
1 - Akaraje
1 - Ovo
1 - Vela
1 - Cebola
1 - Frango
1 - Pedra de carvão em brasa
1 - Bandeira branca
1 - Espada de Pau
1 - Chapéu de Palha
1 - Quiabo
1 - Metro de morim preto/branco/vermelho.
1 - Bola de Tapioca
1 - Agbara
1 - Ekuru
1 - Agberen
1 - Obi
1 - Moeda
1 - Búzio fechado
1 - Cx. De Fósforo.
1 - Carretéis de linhas, preto/vermelho/branco
1 - Metro de corda de sisal
1 - Punhado de Canjica
1 - Punhado de pipoca
Folhas de Aroeira e/ou São Gonçalinho

Modo de Fazer:

Pegue primeiramente o alguidar, de na mão da pessoa para
segurar, antes bata o alguidar nos 4 pontos cardeais da
pessoa que esta fazendo o ebo, depois ponha o no chão
desenhe o signo do odú, por cima dos morins, passe no corpo
da pessoa somente 8 elementos dos acima citados, sempre
cruzando a pessoa sendo feito da direita para esquerda,
quando se esta encaminhando o lado negativo começa-se
sempre do lado direito para esquerda no corpo da pessoa, e ir
colocando os elementos dentro do alguidar, no final passa-se
canjica, abre-se o obi, e crava a bandeira branca no meio do
ebo, também cruze-se a pessoa com esta bandeira, para que
os ventos fortes levem os maus presságios deste odú, o ebo
será levado em uma encruzilhada e/ou estrada de barro, e
falando assim com o odú: Odú Okanran eu não estou te
despachando, eu estou lhe cultuando, ao virar as costas,
passe nesta pessoa semente de girassol e arroz em casca,
milho de galinha torrado e feijão fradinho torrado, fazendo
assim que a pessoa tenha caminhos de prosperidades.



Elementos utilizados no Ebo Odu Okonran:


1 - Alguidar Grande
1 - Bife
1 - Charuto
1 - Caixa de fósforos
1 - Pemba branca
1 - Punhado de èbò
1 - Punhado de pipoca
1 - Akasa branco
1 - Bolo de arroz
1 - Bolo de farinha
1 - Akaraje
1 - Ekuru
1 - Ovo
1 - Quiabo cru
1 - Vela que não acende e passa-se do pescoço para baixo
1 - Erva
1 - Garrafa de cachaça


MODO DE FAZER:

Todo o Ebo Odu serão feitos dentro da ordem colocada acima,
e sempre será feito ao final do dia, ou seja, bem ao cair da
tarde, em locais sempre predeterminados pelo jogo de búzios,
e por pessoas que tenham os devido conhecimentos a respeito
do que está sendo feito, e para que o propósito seja
conseguido pelas pessoas.



Elementos utilizados no ebó odù Okonran.


1 - Frango
1 - Charuto
1 - Padê de Dendê
1 - Padê de Cachaça
1 - Padê de Mel
1 - Akarajé
1 - Vela
1 - Akasa Vermelho
1 - Akara Branco
1 - Alguidar Branco.


MODO DE FAZER:


Coloque dentro do alguidar, um pouco de cachaça, dendê, sal,
água e mel, corte o frango cantando p/Èsù, deixando o èjé
cair dentro do alguidar, após a morte do animal, arrume-o
dentro do alguidar com os pés virados para frente, abri-lo
pelas costas, passar os elementos no corpo da pessoa, da
cabeça aos pés, e colocar tudo dentro do frango, será
oferecido em uma encruzilhada bem distante de sua casa, a
qual a pessoa que tomou o ebó nunca mais irá passar perto.


Elementos utilizados no ebó odù Okonran.


1 - Pemba de Efún
1 - Alguidar
1 - Metro de Morim Preto
1 - Metro de Morim Vermelho
1 - Metro de Morim Branco
1 - Bolo de Farinha
1 - Akarajé
1 - Quiabo
1 - Ovo
1 - Bolo de Arroz
1 - Punhado de Deburu ( pipoca )
1 - Akasa Branco
1 - Punhado de Egbò ( canijica )


MODO DE FAZER:


O alguidar será pintado todo com a pemba de efún, colocá-lo
no chão na frente da pessoa, passe o morins no corpo todo da
pessoa, e forrá-los dentro do alguidar, sendo: primeiro o
preto, vermelho e branco, passe os demais elementos, e
arrume-os dentro do alguidar, no final que passar o ebó fazer
somente um nó com as pontas dos morins, será arriado em
uma encruzilhada e será feito somente com a mão esquerda.


Elementos utilizado no ebó odù Okonran.

7 - Velas
7 - Folhas de Mamonas
8 - Padê de Mel
7 - Charutos
7 - Caixas de Fósforos
7 - Garrafas de Cachaça
7 - Moedas
1 - Pedaço de morim branco, sendo o comprimento da
pessoa
7 - Akasa Branco
1 - Cerveja
1 - Inhame Kara.


MODO DE FAZER:


Este ebó será feito em uma encruzilhada, bem no centro,
passe o morim no corpo da pessoa e forre na chão, depois a
pessoa fica de pé no meio do morim, coloque 3 padês ao lado
direito, 3 padês ao lado esquerdo, e 1 padê na frente da
pessoa, quanto ao Oitavo padê, será dividido entre as folhas
de mamonas que serão colocadas no chão ao redor da pessoa,
em seguida passe os outros elementos, colocando um em cada
folha, ao terminar o ebó, tirar a pessoa do meio do círculo e
ela deverá seguir por outro caminho sem olhar para traz, e ao
chegar em casa despacha a porta e a pessoa tomará banho de
ervas frescas. Quanto o Inhame Kara será arriado numa
estrada p/Ògún com o paliteiro de mariwo e cerveja.




A palha da costa, tendo sua origem na palmeira, ganha o simbolismo universal de ascensão, de
regenerescência e da certeza da imortalidade da alma e da ressurreição dos mortos. É um
símbolo da alma.
Além de proteger a vulnerabilidade do iniciado, sua utilização também é reservada aos deuses
ancestrais, numa reafirmação de sua ancestralidade, eternização e transcendência.No Brasil,
recebe o nome de Jupati.
A palmeira é considerada a "esteira da Terra". Usa-se trançada em diferentes artefatos
litúrgicos.
Nos cultos afro-brasileiros, o emprego dessa ráfia é tão importante, em virtude da profunda
simbologia que lhe é atribuída, que foi impossível adaptar ou transferir seu uso a produtos
locais similares, como outros elementos rituais foram adaptados.
É por esse motivo que sua importação persiste até hoje, não admitindo substitutos nativos.
O iko é um material de grande significado ritual. Participa de quase todos os ritos ligados à
morte e a ancestralidade.
Por isso é indispensável em todas as situações em que se maneja com o sobrenatural e
cuidados especiais devem ser tomados. — com



Lendas de Exú
Exu vinga-se e exige o privilégio das primeiras homenagens.

Exu era o irmão mais novo de Ogum, Odé e outros orixás.Era tão turbulento criava tanta confusão que um dia o
rei já não suportando sua malfazeja índole, resolveu castigá-lo com severidade. Para impedir que fosse
aprisionado, os irmãos o aconselharam a deixar o país. Mas enquanto Exu estava no exílio, seus irmãos
continuavam a receber festa e louvações. Exu não era mais lembrado, ninguém tinha notícias de seu paradeiro.
Então, usando mil disfarces, Exu visitava seu país, rondando, nos dias de festa, as portas dos velhos santuários.
Mas ninguém o reconhecia assim disfarçado e nenhum alimento lhe era ofertado. Vingou-se ele, semeando
sobre o reino toda a sorte de desassossego, desgraça e confusão.Assim o rei decidiu proibir todas as atividades
religiosas, até que descobrissem as causas desses males. Então os babalorixás reuniram-se em comitiva e foram
consultar um babalaô que residia nas portas da cidade. O babalaô jogou os búzios e Exu foi quem falou no jogo.
Disse nos odus que tinha sido esquecido por todos. Que exigia receber sacrifícios antes do demais e que fossem
para ele os primeiros cânticos cerimoniais. O babalaô jogou os búzios e disse que oferecessem um bode e sete
galos a Exu.
Os babalorixás caçoaram do babalaô, não deram a menor importância às suas recomendações e ficaram por ali
sentados, cantando e rindo dele. Quando quiseram levantar-se para ir embora, estavam grudados nas cadeiras.
Sim era mais uma das ofensas de Exu!
O babalaô então pôs a mão no ombro de cada um e todos puderam levantar-se livremente. Disse a eles que
fizessem como fazia ele próprio: que o primeiro sacrifício fosse para acalmar Exu. Assim convencidos, foi o que
fizeram os pais e mães-de-santo, naquele dia e sempre desde então.




O Adjá

Adjá, Adjarin, Ajá, Ààjà , é um instrumento folclórico afro-brasileiro, idiofone, espécie de campainha podendo ser
feito em bronze ou metal dourado ou prateado, contendo uma, duas ou ate sete campulas, também conhecido
ou sineta.
É um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do Candomblé e da Umbanda.
É comum vermos nas rodas de Candomblé/Umbanda, pessoas mais velhas de santo, tocarem esse instrumento,
enquanto dançam para os Orixás.
Seu manuseio, no entanto é vedado aos que ainda são yawôs, ou seja: àqueles que ainda não possuem sua
obrigação de sete anos. E também aos não iniciados nos preceitos da religião.
Durante a dança o instrumento serve para invocar e manter a vibração do Orixá na sala, para que a energia não
saia daquele local onde está sendo realizada a festa. Quando se dança com algum santo, ou seja, quando uma
Ekédi ou um sacerdote ou sacerdotisa dançam acompanhando algum Orixá, o som desse instrumento serve para
guiar o mesmo durante o ritual.

De Exú a Oxalá, todos eles respondem ao chamado desse instrumento litúrgico, bastando que a pessoa saiba
como utilizá-lo. Seu som chama a atenção dos Orixás, anunciando que alguma coisa está sendo feita naquela
casa.
O adjá provoca o transe das pessoas quando tocado acima de suas cabeças, pois no processo de imantação ele
recebe as energias do holocausto que foi oferecido a determinado Santo.

Pessoas que ainda não possuem direito a usá-lo, são imediatamente incorporadas por seu Santo, ao pegarem no
mesmo. Nosso zelador utilizou aquele instrumento para chamar nosso Orixá, desde nosso bori até nossa
iniciação, assim sendo, como vamos sair tocando adjá sem termos recebido autorização para tal? Vale lembrar
que: quando recebemos autorização para manusear esse instrumento, nosso Orixá costuma vir em terra para
que seja “quebrada a quizila” e assim, ele possa reconhecer nosso direito.

Usado em cerimônias festivas ou não, o adjá é de suma importância no Candomblé e se você ainda não tem
“mão de adjá” ou seja; não está autorizado a fazer uso do mesmo, não faça, não pegue nem utilize, pois as
consequências podem ser graves.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá e do blog umbandareligiaobrasileira

A FUNÇÃO DE ÈSÙ (exu)

A ilusão nos causa impressão de que algo visto de perto pareça simétrico, e
quando vistas à distancia terá um novo foco, assim vice e versa. Partindo
deste princípio tudo depende do modo como se "olha", assim a justiça, ou a
injustiça, o bem e o mau, diante disso é importante as pessoas terem em
conta que muitas vezes aquilo que lhes faz bem hoje, com o tempo pode não
ser, da mesma forma que aquilo que hoje é ruim, amanhã poderá ser muito
bom.Para a cultura Yorùbá, Èsù é o justiceiro Divino, aquele que olha e
participa de tudo, notificando à Olódùnmarè os anseios do homem e retorna
trazendo de volta as varias formas de benefício, Àsé ou não. Tudo o que
existe no mundo tem sua polaridade ou contra parte, e a função de Èsù é nos
dá a pista de qual o caminho devemos tomar, ele traduz a linguagem densa
de nossa crosta terrestre para chegar no divino, gerando caminhos (Odú),
portanto ele é a primeira semente geradora. Quando você conversa com a
natureza e isto lhe trás benefício é Èsù que traduziu o seu código mental
para a energia pura, trazendo de volta em forma de prazer interior. Se o
Ikin-Ifá é a mente, quando indicado no Oráculo, para cada iniciado será
então plantado (assentado) um Èsù, pois ele é quem vai transformar os
desejos interiores no seu mundo palpável, a mente é a razão, e Èsù o
gerador, aquele que faz conceber, nascer, criar e tornar possível os frutos
desta razão. Exclusivamente Esù é sempre assentado em uma pedra de
Laterita chamada de Yangi, na qual os Babalawos invocam o espírito, e daí
por diante você deverá criar uma afinidade de tal forma que tudo o que faça
possa com ele dialogar, em todos os momentos, todos os dias e horas, se
não fisicamente, mentalmente, deverá criar uma simbiose. Forças são
energias vivas que não pode ficar parada, se você não tem este contato, com
o tempo a força estagna, se dissipa, e aí você perderá novamente este elo, e
só lhe restará mesmo uma mera pedra.YANGI (Pedra funtamental de Eshù)

Èsù faça nossas vidas plena de coisas boas.Èsú Kògbò Kògbò ònàn Èsú
Ámòjúbá!Láròyè!
— com Candomblé Jeje Mahi.