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TILD – Apoio Social dos Militares na Reforma

CAPITULO I- INTRODUCAO

O Trabalho Individual de Longa Duração (TILD), contemplado na programação do Curso


Superior de Comando e Direcção, é um trabalho de investigação que visa fundamentalmente, a
aplicação do saber existente na solução de um problema concreto (...) ”. Assim, optamos por
abordar o apoio social aos militares na situação de Reforma, não só pela sua actualidade, mas
sobretudo pela sua importância. A análise da questão em causa representa um grande desafio.
Primeiro porque permitiu estudar uma área dificilmente abordada. Segundo porque ao
determinarmos o grau de satisfação dos militares na situacão de reforma, estamos a contribuir
para que os órgãos com responsabilidade no apoio social aos militares na reforma possam
melhorar a sua forma de actuacão.

Nunca como hoje o apoio social foi tão relevante como um dos factores do bem-estar social que
proporciona aos militares na reforma e suas famílias melhores condições de vida e a capacidade
de enfrentar problemas. É um bem fundamental, comum a todo o ser humano e afigura-se cada
vez mais vital.

A Lei Constitucional da República de Angola no seu artigo 38° reconhece aos cidadãos os
direitos sociais que estabelece bem-estar e a qualidade de vida do povo.

Os militares como parte integrante da sociedade têm direito a usufruir dos direitos sociais
previstos nos diversos diplomas legais. Dada a sua especificidade criaram-se diplomas
específicos que além de regularem garantem concomitantemente as benesses destes.

As particularidades e a caracterização do militar na reforma durante o cumprimento do serviço


militar activo obrigaram ao cumprimento de deveres especiais, beneficiando assim de direitos
suplementares (Santos 2000).

Por outro lado, a dinâmica e o impacto da globalização originaram alterações radicais na vida
actual, na harmonia das relações sociais, que conduziram inevitavelmente a necessidade de
qualquer tipo de apoio em qualquer fase da vida. Garantir o apoio essencial para que os Oficias
Superiores na Reforma se sintam motivados é uma das condições necessárias para o alcance do
seu bem-estar e da sua família.

Coronel - Domingas Alfredo Gil Quipaxe- 15º CSCD - 2009


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A Organização deve neste contexto estar consciente que é realizando os seus trabalhadores para
que ela se sinta realizada por formas a atingir os objectivos pela qual foi criada (Barata, 2002).

Definição do Objectivo da Investigação

O Tema “ O Apoio Social e a gestão dos militares na Reforma ‘' induz-nos desvelar se os
actuais serviços prestados à essa população específica bem como a sua extensão na reforma, se
considerarmos que nesta fase da vida o homem é menos forte.

Importância do Estudo

Nunca como hoje, o apoio social como um dos factores do bem-estar social que proporciona aos
militares na reforma e suas famílias melhores condições de vida e novas oportunidades para a
vida mais feliz, em todos os seus aspectos, adquire uma importância capital na vida de todo ser
humano.

Assim, urge a necessidade de garantir um eficaz e eficiente sistema de apoio que garanta o
previsto na legislação em vigor.

O apoio social tem repercussão directa na vida das pessoas. Todos nós necessitamos de apoio
social, portanto a sua aplicação é fundamental. O apoio terá que ser desenvolvido não só na
perspectiva de garantir um maior respeito e dignidade a quem jurou defender a pátria, se
necessário com a sua própria vida.

Porque a vastidão de assuntos que podem ser tratados acerca do tema proposto é notória houve
necessidade de se proceder a delimitação do objecto do estudo. Tem-se a noção de que existem
autores de mérito reconhecido que escreveram sobre este domínio do conhecimento.
Considerando ainda as limitações impostas à dimensão do trabalho, apresentou-se uma estrutura
para a execução do TILD que parece ambiciosa e por isso coloca a necessidade de exercer um
rigoroso poder de síntese. Tal permitirá, por um lado, referir os assuntos propostos, para que se
consiga obter um encandeamento lógico e, por outro lado, não desvirtuar o trabalho defraudando
a expectativa criada, assim como outros autores que com cuidado se pronunciaram sobre estas
matérias.

Coronel - Domingas Alfredo Gil Quipaxe- 15º CSCD - 2009


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A metodologia de investigação escolhida para a elaboração do TILD foi a pesquisa


bibliográfica e documental sobre o tema. Definimos em seguida a questão central que guiou a
investigação. Além da pesquisa bibliográfica e documental referida foram feitas algumas
entrevistas á algumas personalidades neste domínio do conhecimento com o objectivo de poder
acrescentar valor aos temas abordados.

Perante a vastidão de questões que o tema é susceptível de levantar e tal como referido procurou-
se circunscrevê-las definindo uma questão central, que segundo Quico e Campinhos deve ser
clara, exequível e pertinente (2003. p.252) …”

A Questão central levantada foi: O apoio social prestado aos oficiais na reforma garante a
satisfação das suas necessidades básicas?

Para procurar dar resposta a questão central abordada, procedeu-se ao levantamento ou um


conjunto de questões derivadas. A análise destas permite-nos obter respostas e elaborar
sistematizações que nos permitirão encontrar saídas alternativas para a solução do problema
colocado pela questão central, evitando dispersão as questões derivadas levantadas são:

1. Como se operacionaliza a extensão deste apoio às reformas?

2. Como se efectiva o apoio social na pratica diária dos militares na reforma?

3. Quais as maiores dificuldades sentidas pelos militares na situação de reforma,


relativamente ao apoio social?

4. A passagem à situação de reforma acarreta algumas alterações ao nível de vida


relativamente à situação no activo?

5. Quais as principais medidas que deveriam ser implementadas afim de


satisfazer os militares na situação de reforma?

Como hipótese orientadora do estudo efectuado, salvaguardas as proporções todo o apoio social
prestado aos militares do quadro permanente no activo, deveria ser extensivo aos militares
reformados. Assim nossa hipótese é que o apoio social atribuído à reforma não lhes permite a
satisfação de suas necessidades básicas.

O TILD apresenta uma organização e conteúdo estruturados numa introdução e quatro capítulos,
apresentando-se por último as conclusões e recomendações.

Coronel - Domingas Alfredo Gil Quipaxe- 15º CSCD - 2009


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Nos capítulos I e II debruçamo-nos sobre a Introdução e o Apoio Social nas Forças Armadas, no
Capitulo III, caracterização do apoio social dos militares na reforma e por último no capítulo
seguinte (IV), conclusões e recomendações.

Importante seria que a estes se preservássemos os direitos adquiridos ao longo de sua


permanência no activo.

Em síntese a imagem social do reformado, assenta numa aparente confusão entre o envelhe
cimento biológico e o envelhecimento social. A sua construção estriba-se numa base material
independente do processo orgânico. O significado da reforma apoia-se em aspecto materiais, de
luta de classes e de idades, ou seja numa interpretação social cultural do envelhecimento cultural.

Sintetizando o militar como qualquer outro cidadão tem deveres e direitos.

Deveres ligados a especialidade, ao perfil pretendido pela organização \inatituicao com um


objectivo ou um fim determinado.

Os direitos sociais são mutáveis por isso o acompanhamento é feito de uma forma permanente.

Participam para a satisfação dessas carenciais vários sectores das organizações, sob pena da
impossibilidade de cumprimento do dever estatuído.

Assim a organização mantém seus efectivos fiéis no cumprimento do dever e estes


predeterminados ou seja a garantia da reprodução social dos indivíduos determina a longevidade
de qualquer organização.

As acções que as organizações têm como caracteres atendem esses pressupostos (deveres e
direitos) dividem-se em dois grandes blocos, assistência e apoio.

Assistência social se refere ao usufruto pelos militares e ou servidores públicos e aos seus
familiares, dos benefícios todos como direitos sociais adquiridos e regulamentados de forma a
garantir o seu bem-estar.

A outorga destes, e independente da avaliação das condições socioeconómicas do servidor

Exemplo: Assistência médica gratuita decima terceiro mês, alimentação, subsídio de morte, .

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CAPITULO II – O APOIO SOCIAL NAS FAA

2.1. Contextualização do Apoio Social

A discussão a volta do conceito apoio social é relativamente recente e envolve dois períodos
distintos. O primeiro que decorre desde o início de século até finais dos anos 60, inclui
contribuições distintas como os estudos realizados no âmbito da Psicologia e Sociologia por
um lado e, posteriormente nas origens do movimento comunitário.

Os sociólogos começaram a mostrar interesse pelas consequências sociais da urbanização e


industrialização, tendo-se concluído que através dos tempos que as sociedades urbanas, fruto
do desenvolvimento económico, debilitam os laços sociais, originando fenómenos de solidão,
alheamento e desenraizamento. Para Bulmer (1987), as relações próximas características dos
meios rurais rompem-se dando lugar às relações impessoais, especializadas e formais nas
zonas urbanas.

Segundo Vaux (1988), já Durkhein referia num dos principais trabalhos da sociologia
moderna, como o enfraquecimento dos laços sociais e o estado de desorganização
psicológica consequente se relacionava com o suicídio.

Também Barrón (1996) refere que desde os finais dos anos 60, se tem verificado um
crescente reconhecimento da influência dos sistemas sociais na conduta humana, tanto na
saúde como na doença.

O segundo período se situa a partir dos anos 70. O apoio social constitui um quadro teórico
integrado e consciente, devido a proliferação de numerosas investigações capazes de
sustentar diferentes abordagens.

Cassel (1974), Caplan (1974 e Cobb (1976) considerados os fundadores das investigações
sobre o apoio social, abriram caminho ao desenvolvimento e conceptualização do apoio
social e delinearam os pressupostos que levam a acreditar que o apoio social fornecido pelas
relações sociais contribui para o bem-estar do indivíduo, amortecendo o efeito que as
situações adversas geralmente provocam, (Vaux, 1988; Barrón, 1996).

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Actualmente o tema de apoio social suscita o interesse de diferentes áreas de investigação


das ciências humanas Ribeiro (1999), (Paixão & Oliveira, 1996).

A contextualização do apoio social está longe de ser consensual. Conotada como complexa, é
alvo de inúmeras definições, abordagens teóricas e modelos explicativos nem sempre
concordantes entre si.

Os investigadores têm promovido o debate em torno de alguns aspectos como a definição de


apoio social, as suas dimensões principais, as suas funções, as formas de avaliação, os seus
efeitos no bem-estar. Aqui é importante conceptualizar o apoio social como um constructo
social multidimensional considerarem os mecanismos mais preciosos pelo qual pode
influenciar no bem - estar social (Matos e Ferreira), 2000

2.2. Política Nacional de Apoio Social

A Constituição da República de Angola estabelece que todos os cidadãos têm o direito à


assistência médica, sanitária e prestações complementares referentes a compensação de
encargos familiares. Com efeito é instituída a lei nº 18⁄90 de 27 de Outubro, ”Lei do Sistema
de Segurança Social” definindo um sistema tendencialmente abrangente e universal, que visa
garantir a protecção aos cidadãos na maternidade, na doença, infância, velhice, invalidez,
orfandade e outras eventualidades sociais que possam pôr em causa a subsistência sócia ou a
capacidade para o trabalho. É tarefa fundamental do Estado a promoção do bem-estar e a
qualidade de vida dos cidadãos.

De igual modo, a Lei Constitucional da República de Angola, considera ser um dever de


honra do País conferir aos combatentes da guerra de libertação nacional que ficaram
diminuídos na sua capacidade e as famílias dos combatentes que morreram, o direito a uma
protecção especial. Neste sentido estão em vigor desde 1981, dois decretos, o Decreto-lei nº
85⁄81 e o Decreto-lei nº 88⁄81 que regulamentam os direitos sociais dos antigos combatentes.

Porém, em relação ao conjunto de trabalhadores angolanos um diploma que desse vida ao


princípio enunciado na Lei Constitucional. Efectivamente o sistema existente era herdado do
passado e beneficiava apenas uma percentagem reduzida de trabalhadores, mostrando-se
desajustado ao projecto sócio-económico corporizado nas disposições constitucionais. Assim
entendeu o MPLA “ Partido do Trabalho ” no seu 1° Congresso, definir as orientações que

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viriam a servir de base á criação e implementação de um sistema nacional de segurança


social na República de Angola, de forma a atender os legítimos anseios da população
trabalhadora, quando impossibilitada, temporária ou definitivamente de trabalhar.

O actual governo preconiza que o apoio social não é um custo para a nação mas sim, um
verdadeiro activo ou recurso para uma sociedade equilibrada entre direitos e deveres, menos
dependente e mais solidária.

Por outro lado, a evolução das políticas de apoio social conduzirão a que cada vez mais as
responsabilidades nesta área sejam duvidosas, a tendência será no sentido de contribuir para
uma sociedade com maiores responsabilidades sociais, pugnar pelo incremento e implantação
de uma cultura de partilha de riscos e assim recorrer para realização da justiça social.

O Governo preconiza que o apoio social é um verdadeiro recurso para uma sociedade
equilibrada entre direitos e deveres.

A evolução das políticas de apoio social conduzirão cada vez mais as responsabilidades nesta
área sejam divididas, a tendência será no sentido de contribuir para uma sociedade com mais
responsabilidades sociais, pugnar pelo incremento e implantação de uma cultura de partilha
de riscos e assim concorrer para a realização de justiça social .

Em moldes semelhantes ao de diversos países, também Angola procura ampliar e diversificar


o sistema de segurança social em curso em esquemas alternativos. Nesse sentido, a proposta
do actual governo, no seu programa eleitoral, consagra um sistema de segurança social que
compreende o sistema público, o sistema de acção social e o sistema complementar. O
sistema de natureza pública integra o subsistema previdencial de base estritamente
contributiva, com uma tendência universal, para abarcar todos os regimes especiais e o
subsistema de solidariedade de base não contributiva, separando com nitidez a função
relativa á gestão de poupanças e a função inerente a redistribuição social.

2.3. Órgãos Governamentais com responsabilidade de apoio social

O Governo é o órgão de condução da Política de Defesa Nacional e o Órgão superior da


Administração das Forças Armadas Angolana. No actual programa do governo e no âmbito
do reforço da justiça social estão previstas medidas relativas a saúde, segurança social,
família, juventude e outras.

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No âmbito da Defesa nacional estão previstas outras medidas no sentido de permitir o apoio á
mobilidade geográfica dos militares em função das necessidades operacionais das Forças
Armadas.

Neste sentido, o Ministério da Defesa nacional (MDN) como órgão governamental é o órgão
responsável, não só pela execução da política de Defesa Nacional no âmbito das atribuições
que lhe são conferidas pela lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas, como também pela
administração das Forças Armadas nos termos da Lei de Defesa Nacional e dos órgãos e
serviços que o integram.

De entre as atribuições do MDN destaca-se no âmbito do apoio social a definição, execução


e coordenação das políticas de recursos humanos, materiais e financeiros.

A Direcção Nacional de Segurança Social (DNSS) é o órgão de estudo e concepção das


políticas sociais e a Direcção Nacional de Recursos Humanos (DNRH), que tem como
missão, promover a adequação qualitativa e quantitativa dos Recursos Humanos da Defesa
nacional, em especial, contribuir para a definição e desenvolvimento da política social, no
âmbito dos sistemas de saúde e da segurança social. Destacam-se como objectivos
estratégicos na área de apoio social, promover o sistema de aperfeiçoamento do Sistema de
saúde militar e o fomento do bem-estar social dos militares.

Como órgão de excelência para a execução do apoio social no MINDEN, destaca-se a Caixa
de Segurança Social das FAA (CSSFAA).

2.3. Órgãos com responsabilidade no apoio social nas Forças armadas Angolanas

Compete ao EMGFAA, no âmbito da execução das directrizes da política de defesa nacional,


na vertente social, promover e supervisar as seguintes medidas:

a) Dinamização e a adopção de medidas de carácter social relativas aos


servidores e seus agregados familiares;

b) Coordenação de estudos relativos a prestações sociais, pensões e


complementos de pensão de reforma dos militares do QP;

c) Coordenação do Programa para Prevenção do Combate a Droga e


Alcoolismo nas Forças Armadas;

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d) Colaboração no estudo de medidas que facilitem a reinserção


socioprofissional dos militares do QP na vida social, em comissão especial
de serviço ou na situação de reserva;

No âmbito do apoio social, a responsabilidade de execução é da Direcção Principal de


Pessoal e Quadros\EMGFAA, (DPPQ\EMGFAA) a qual incumbe nesta vertente, estudar,
planear e propor normas orientadoras das actividades inerentes ao bem-estar dos militares e
trabalhadores civis das FAA, incluindo medidas relativas a remuneração, assistência social,
cultural, lazer e recreação.

A DPPQ\EMGFAA, na directa dependência do CEMGFAA é um órgão central de


administração e direcção, com carácter funcional, que visa assegurar a superintendência da
execução do subsistema de manutenção dos afectivos. No âmbito do apoio social, tem como
tarefa principal a coordenação com outras estruturas similares, do EMGFAA, de todas as
medidas executórias referentes ao apoio social.

Integrados no EMGFAA, com órgãos de excelência da execução das medidas do apoio


social, estão a Direcção Principal de Logistica\EMGFAA, a Direcção de Finanças, a
Direcção dos Serviços de Saúde, o Destacamento de Apoio e o Museu Central das Forças
Armadas.

Na dependência funcional da Direcção dos Serviços de Saúde \ EMGFAA, com


responsabilidades nesta área encontra-se o Hospital Militar Principal / FAA.

Na estrutura hierárquica das FAA, ao nível dos ramos, encontramos ainda diversos órgãos
com responsabilidade na execução do apoio social, nomeadamente, através dos órgãos de
Pessoal e Quadros, Logística e Finanças. São órgãos de apoio de direcção aos Chefes dos
Estados Maiores dos ramos aos quais pertencem e tem atribuições semelhantes as estruturas
do Estado Maior Geral.

As actividades do Apoio Social nos Ramos das Forcas Armadas desenvolvem-se em torno de
quatro áreas:

• Acções de coordenação entre estruturas com responsabilidades na acção


social, nomeadamente, assistência e apoio geral aos militares do QP,
apoio aos mutilados nas batalhas, apoios aos militares e familiares
para adaptação aos novos espaços geográficos, apoio sócio-económico em

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situações gravosas e urgentes, apoio aos familiares dos militares quando


em comissão de serviço, apoio aos familiares dos militares em missões no
estrangeiro, assistência e apoio aos idosos e deficientes e incentivar a
criação de cooperativas de habitação.

• Apoio social consubstanciado no atendimento personalizado, na


divulgação de informação útil e no estudo de situações consideradas
criticas, tais como, apoio alimentar, assistência médica e medicamentosa,
transporte e alojamento.

• Bem-estar social, um conjunto de iniciativas destinadas a manutenção da


saúde, repouso e lazer dos servidores das forças armadas e familiares,

• Prevenção da toxicodependência e das doenças de transmissão sexual,


através de acções combinadas e trabalhos de sensibilização das estruturas
sanitárias centrais.

Nos termos ao Decreto nº 16\94 de 10 de Agosto, é criado o Sistema de Segurança Social das
Forcas Armadas (SSSFAA) a fim de garantir execução das prestações se segurança social
decorrentes da lei nª18\90, adaptadas as especialidades da função militar.

São beneficiados do SSSFAA

√ Os militares do Quadro Permanente e seus familiares,

√ Os cidadãos que dentro do território nacional estiveram integrados em


organizações militares e que, por forca dos Acordos de Paz para Angola,
sejam registadas nos órgãos de pessoal e quadros dos Forcas Armadas
Angolanas,

Esse diploma estabelece ainda que os militares e o pessoal civil integrado mas estruturas
militares, não beneficiários do SSSFAA, são abrangidos pelo regime geral de sistema de
nacional segurança social, beneficiando contudo da protecção na doença e acidente
comum, pelas forcas armadas, Com efeito, o seu campo de aplicação material,
compreende:

√ Protecção na doença e acidente comum

√ Protecção na maternidade,

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√ Protecção na velhice,

√ Protecção dos familiares após morte do militar,

√ Compensação de encargos familiares

Por outro lado, na vertente do apoio social é garantida aos servidores das forcas armadas a
assistência sanitária e a acção social, necessárias ao bom desenvolvimento das suas tarefas,
garantia a situação moral e psicologia, assim como a assistência médica e medicamentosa e o
bem-estar.

A realização das acções no âmbito do apoio social é assegurada, nos termos dos artigos 58* e
59* do supracitado diploma, através do programa de acção sanitária e social, com recursos
afectos aos fundos das forcas armadas alocadas para o efeito e persegue aos seguintes fins
especificados,

. A concessão de prestações não pecuniárias as famílias dos militares,

. Criação e gestão de centros de acção sanitária e social, tendo em atenção a protecção


materno infantil, a assistência na velhice e na doença, a luta contra o analfabetismo, a luta
contra doenças e a difusão de cuidados básicos de higiene e saúde,

. A prestação de ajudas alimentares e aquisição de livros escolares aos filhos dos militares,

. A construção de residências sociais para arrendamento aos militares a preços sociais,

. Concessão de subsídios pecuniários eventuais em caso de risco social agravado em


condições a definir,

Deste modo teoricamente se configura o modelo actual de apoio social nas FAA. Contudo,
na prática é ainda caracterizada pela carência de um plano director o que possibilita a
inobservância de sincronização entre os distintos órgãos com responsabilidade neste
domínio, tornando o modelo difuso e como tal, sem satisfazer as necessidades e anseios dos
seus servidores na actual conjuntura.

2.5 -Legislação enquadrante

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a) Decreto-lei n°16/94 de 10 de Agosto, cria o Sistema de Segurança Social


das Forças Armadas

b) Decreto n°11- A/96 de 12 de Abril, estabelece a forma de contribuição


para o fundo de Financiamento do Sistema de Segurança Social d as
Forças Armadas Angolanas;

c) Decreto n°11- D/96 de 12 de Abril, estabelece as normas regulamentares


sobre a -pensão de sobrevivência nas Forças Armadas Angolanas;

d) Decreto n°11- E/96 de 12 de Abril, estabelece as normas regulamentares


sobre a pensão de sobrevivência nas Forças armadas Angolanas;

e) Decreto n°11- F/96 de 12 de Abril, estabelece as normas regulamentares


do subsídio de funeral nas Forças Armadas Angolanas;

f) Decreto n°11- G/96 de 12 de Abril, estabelece as normas regulamentares


sobre a pensão de invalidez nas Forças armadas Angolanas;

g) Decreto n°11 – H/ 96 de 12 de Abril, determina que são obrigatoriamente


inscritos no Sistema de segurança social das Forças armadas Angolanas
como beneficiários todos militares abrangidos no Decreto-lei n°16/94 de
10 de Agosto;

h) Decreto n°11 – I/96 de 12 de Abril, estabelece as normas regulamentares e


demais orientações que garantem uma correcta e uniforme aplicação do
Decreto-lei 16/94 de 1º de Agosto sobre a pensão de Reforma;

i) Decreto nº 38 de 29 de Novembro, aprova o estatuto orgânico da caixa de


Segurança Social das Forças armadas angolanas;

j) Decreto n°38/02 de 26 de Julho, aprova o regulamento da assistência


médica e medicamentosa;

k) Lei n°7/04 de 15 de Outubro, dá maior abrangência à protecção social e


revoga a lei n°18/90 de 27 de Outubro

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CAPITULO III- CARACTERIZAÇÃO DO APOIO SOCIAL DOS


MILITARES NA REFORMA

3.1. Significado da reforma para os militares

Após a assinatura dos acordos de Bicesse e Lusaka pôs-se fim as hostilidades militares que
culminaram com a Formação da Forças Armadas Angolanas integrando no seu seio
indivíduos provenientes das FAPLA e FALA.

O processo de conclusão das FAA, sob a verificação das Nações Unidas garantia a existência
de Forças Armadas únicas, nacionais apartidárias, obedientes aos órgãos de soberania da
República de Angola.

A composição das Forças Armadas obedecia ao princípio da proporcionalidade entre as


forças militares do Governo e da Unita. Após o processo de selecção, os militares
excedentários foram para a situação de reforma como uma forma de prestigia-los com maior
dignidade e respeito, uma vez considerados como grupo alvo, que dedicou grande parte da
sua vida em defesa dos interesses do país.

Os militares na reforma são um grupo cuja trajectória de vida, ficou profundamente marcada
por cumprirem o serviço militar numa situação de guerra que condicionou fortemente a sua
identidade e especificidade bem como, naturalmente, as suas representações sociais e
expectativas do futuro.

As condições sociais referentes à um passado comum subsequente à experiência da tropa, no


quadro marcante de uma instituição total como as Forças Armadas com características muito
específicas, em que as relações de poder e os papéis sociais estão claramente bem definidos.

Antes de falarmos da caracterização do apoio social, consideramos útil salientar que os


problemas de ordem social assumem por toda a parte uma relevância que dispensa
dissertações. Acto continuo às Forças Armadas pela delicada função que exercem em prol da
Nação, não podem ser graves inconvenientes alhear-se dos problemas sociais dos seus
membros. A titulo de exemplo para os militares da carreira, a instabilidade de residência e
por assim dizer uma das constantes de sua profissão e tem um peso fundamental na criação

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de bases que facilite na sua aposentadoria segura. Assim a reforma para o militar inicia na
redefinição do seu lar com toda a conjuntura a si atinentes. Despojado de autoridade de um
militar no activo, o reformado tem o passado como símbolo de sua existência e o apoio como
garante da sua sobrevivência. Importante seria que a estes se preservássemos o direito
adquirido (benefícios) ao longo de sua permanência no activo.

Em síntese a imagem social do reformado, assenta numa aparente confusão entre o


envelhecimento biológico e o envelhecimento social. A sua construção estriba-se numa base
material independente do processo orgânico. O significado de reforma apoia-se em aspecto
materiais, de luta de classes e de idades, ou seja numa interpretação social cultural do
envelhecimento cultural.

3.2. O que e o apoio social?

Sintetizando o militar como qualquer outro cidadão tem deveres e direitos.

Deveres ligados a especialidade ao perfil pretendido pela organização \inatituicao com um


objectivo ou um fim determinado.

Os direitos são mutáveis por isso o acompanhamento é feito de uma forma permanente.

Participam para a satisfação dessas carenciais vários sectores das organizações, sob pena da
impossibilidade de cumprimento do dever estatuído.

Assim a organização mantém seus efectivos fiéis no cumprimento do dever e estes


predeterminados ou seja a garantia da reprodução social dos indivíduos determina a
longevidade de qualquer organização.

As acções que as organizações têm como caracteres atendem esses pressupostos (deveres e
direitos) dividem-se em dois grandes blocos, assistência e apoio.

Assistência social se refere ao usufruto pelos militares e ou servidores públicos e aos seus
familiares, dos benefícios todos como direitos sociais adquiridos e regulamentados de forma
a garantir o seu bem-estar.

A outorga destes, e independente da avaliação das condições socioeconómicas do servidor

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Exemplo: Assistência médica gratuita decima terceiro mês, salário, alimentação, subsídio de
morte, assistência religiosa etc.

Embora o indivíduo (reformado) tenha o necessário para a sua reprodução social sua forma
de satisfação é diferenciada. As complexas determinações, a que os colaboradores estão
sujeitos, levam a que a satisfação das necessidades sejam realizadas de forma diferenciada,
originando diferenças na determinação das carências por satisfação, diferença na forma de
satisfação das carências e desarranjos sócio-comportamentais com seria implicância na vida
institucional.

3.3. Acompanhamento dos militares na Reforma

Os Oficiais superiores na Reforma de acordo com o articulado no Decreto-lei 16/94 de


Agosto os benefícios previstos não são de carácter imediato é progressiva, pelo que a
concretização dos benefícios nele previstos dependem da evolução sócio económica do País
e da medida em que forem sendo criadas as respectivas condições.

Tem direito a pensão da reforma todo militar do Quadro Permanente e todos os cidadãos
integrados em organizações militares, dentro do território nacional e que por força dos
acordos de paz para Angola sejam registados nos órgãos de pessoal das FAA.

O acompanhamento dos oficiais superiores na reforma é feito pela CSS/FAA como Órgão de
gestão

Vocacionado para o efeito. Estes oficiais do Quadro Permanente são encaminhados da


Direcção Principal de Pessoal e Quadros/EMG com uma guia de marcha para apresentarem-
se na Repartição de registo da CSS/FAA onde lhe é atribuído um cartão para beneficiar-se da
pensão da reforma e todos os direitos sociais que lhe são inerentes.

O oficial na reforma tem direito a uma pensão de reforma que é calculado segundo a
fórmula: P= SxN /30; Sendo P o valor da pensão

S = salário líquido mensal no activo;

N= número de anos de serviço;

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30= Coeficiente do limite de anos de serviço contados nos termos do artigo 28° da Lei no
16/94.

Assistência médica e medicamentosa nas instalações do Hospital militar Central Principal


das FAA

A protecção na doença extensiva aos familiares direitos (esposa e filhos)

Subsídio de natal

Apoio habitacional

Empregadas domiciliares

Habitação

A Sociedade é dinâmica esta lei foi elaborada num contexto político e social diferente, hoje
as políticas sociais devem promover o bem – estar dos indivíduos, providenciando bens e
serviços essenciais á satisfação das necessidades das pessoas nessa condição assim

O bem-estar, em termos gerais, é uma noção que se aplica a uma cultura no seu todo. O bem-
estar social consubstancia uma situação, uma condição, um estado, um conjunto de medidas
que proporcionam aos indivíduos e as famílias melhores condições de vida e novas
oportunidades para tornar a vida mais feliz, sempre e em todos seus aspectos. Pode-se, pois,
considerar que uma determinada política social é boa se é geradora de bem-estar social, quer
para os cidadãos em particular, quer também para as famílias e para a sociedade em geral.

3.4. Análise conclusiva

Para a confirmação da nossa Hipótese, adoptamos como técnica de pesquisa a entrevista


estruturada, focalizada de formas a atender a população alvo, objecto do nosso estudo.

Entendemos que a amostra não é muito representativa, o que nos impossibilita a definição da
margem de erro da pesquisa, se generalizada para todo o território nacional. No entanto, para
a realidade local deve ser levado em consideração já que o até aqui plasmado, representa os
anseios da grande maioria desta população.

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Pelo que podemos observar que os reformados das Forças Armadas Angolanas, têm presente
que recebem a pensão e a assistência médica medicamentosa. Entretanto da população
entrevistada 87,50% entende que os apoios direccionados à reforma são insuficientes para a
manutenção do nível de vida, que antes usufruíam quando se encontravam no activo. Só
12,5% entendem que é possível manter o nível de vida de acordo de acordo como cada um
venha a “planificar”

Para reforçar nossa percepção quanto a condição do reformado, tentamos saber se a condição
deste alterou o seu modo de vida. Aqui vale sublinhar que para 75% entendem que alterou.
No entanto 25% acham que não. Destes 50% entendem que a alteração foi para melhor.
Importa aqui frisar que constatamos com preocupação a ausência do dado formação
académica, e outros bens (activos) dos militares no acto da reforma para consolidar nosso
estudo. No entanto futuros trabalhos poderão abordar com maior precisão já que não temos a
pretensão de esgotar este estudo.

É importante destacar que o militar vive em sociedade e com ela interage. Essa interacção
cria uma imagem que não pode ser subestimada para a condição psicossocial deste. Ao
passar à reforma esta imagem ganha contornos importantíssimos cuja aferição se torna
importante referir. Assim, ao perguntar-mos sobre a manutenção do status social no meio
onde vive, 62,5% dos entrevistados manifestaram que baixou não só a consideração pelos
mais próximos como de algumas instituições “ no activo a pessoa é vista de uma forma
diferente, já no activo é vista de uma forma desprezível, as relações esfriam-se”. No entanto,
37,5% entende que não” o facto de ter havido melhoria no nosso modo de vida, não significa
que houve alteração imediata no status social.

Tentamos saber o que mais sentem falta para a satisfação das necessidades comparadas com
o período em que se encontravam no activo por formas a avaliar-mos ou reflectir-mos as
necessidades desta população alvo: protecção à doença, bonificações no pagamento de água,
luz, incentivos para o empreendorismo, foram os itens que mais obtivemos nas respostas. Os
entrevistados apontam também “outras e muitas outras coisas” como forma de se ter maior
atenção no apoio a estes ex-militares que cumpriram com o seu dever de defensores da
pátria.

Resolvemos então perguntar se estes conheciam alguém contemporâneo que se encontrava


em péssimas condições. Uma forma de estender-mos nossa pesquisa para anónimos, e a

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resposta obtida foi que 37% destes conhecem ex-militares em más condições embora 62,5%
revelou não conhecer.

Na última pergunta da nossa entrevista quisemos mapear as principais necessidades dos


reformados, que idealizam uma reforma onde esteja presente, a protecção na doença e
maternidade, à família após a morte do reformado, a compensação familiar pelo Estado,
apresentar ainda, a necessidade de condicionar a pensão não só aos postos militares mas a
idade a ao cumprimento cabal da directiva 16/94.

As bonificações da água, luz e bolsas de estudo para os familiares também aparecem com
algum realce, os créditos com juros bonificados para habitação, construção de casas, viaturas
e outros bens.

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CAPITULO IV- CONCLUSÕES/RECOMENDAÇÕES

A elaboração deste trabalho não teve como objectivo efectuar um exaustivo levantamento de
dados que traduzissem as acções desenvolvidas no âmbito do apoio social dos militares na
reforma oficiais na reforma e respectivas famílias. Procurou-se antes, recolher informações que
permitissem aumentar deste modo o conhecimento e desse modo, contribuir para a melhoria do
sistema de apoio social, desta forma, pretendeu-se não transformar o TILD num relatório de
números, de leitura maçuda, no qual o leitor se poderia “perder” com facilidade, mas num
documento atractivo que, seguindo uma metodologia de investigação científica, permitisse obter
uma leitura do actual…………… e assim responder a questão central levantada “ O Apoio
Social prestado aos oficiais na reforma a satisfação das suas necessidades básicas”?

Neste contexto, organizou-se uma estrutura para a elaboração do trabalho, dotada de um


encandeamento lógico, materializada pelos quatro capítulos apresentados. Definido o problema e
o como apareceu e o caminho a seguir para a sua resolução na introdução da parte textual,
procurou-se compreender como apareceu e se inseriu, …(inserir a estrutura do TILD). Após as
conclusões, e resolvido o problema levantado, apresentam-se algumas conclusões, entendidas
como contributos, no sentido de……….terminou-se o trabalho

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

√ Quivy, Raymond e CAMPENHOUDT, luc Van, Manuel investigação em


Ciências Sociais, 1º Edição, Tradução de João Minhoto Marques e Maria
Amália Mendes, Grávida, Lisboa, 1992, 275

√ HILL, Andrew e Hill, Manuela Magalhães, Investigação por Questionário,


1ª Edição, Edição Siliabo, Lisboa, Junho de 2000,376

Legislação

√ . Lei constitucional da Republica de Angola “lei 28\92 de 16 de Setembro

√ . Lei n 9\93, de 26 de Marco lei da Defesa Nacional das Forcas Armadas

√ . Colectânea da legislação sobre segurança social da república de Angola

√ . Projecto lei das carreiras militares nas Forcas Armadas

√ . Projecto de estatuto orgânico do Ministério da Defesa

√ . Projecto do regulamento da Direcção Nacional de segurança social do MINDEN

Consulta Na Internet

Gabinete de apoio social instituto de apoio social

Sites

http://artigo.mdn.gov.pt\defesa\discursos\Castro Caldas\posse IASFA.HTM

http://www.google.com\search?h=pt br & source

hp&q=IASTA% 3A+A Apoio+social+militares+reforma

httpwww.iasfa.pt\evora.htm

http://www.iasfa.pt\evora.html

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http://www.iasfa.pt\oeiras.html

Questões Favoráveis [%] Desfavoráveis[%] Total


3 5 8
6 2 8
6 2 8
7 1 8
3 5 8
6 2 8

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Resultado da Sondagem Efectuada ( ver anexo)

Deverá haver mais benefícios, pois para além da remuneração, que é incompatível com o
custo de vida actual, nem todos os reformados têm capacidade físico-psíquico de encontrar
outras fontes de rendimento.

Existem graus / níveis diferentes, como é óbvio, entre os militares na reforma, o que implica
que os seus direitos são diferenciados. Logo, a situação dos reformados altera, substancialmente,
o seu modo de vida, o que contraria os resultados da sondagem.

Houve alguma mudança de status no meio social em que vivem. Mas, das sondagens
informais feitas, denota-se ausência de conhecimentos do Decreto-lei 16 / 94, pelo que
demonstram descontentamento.

A comunicação é meio que mais falta fazem aos reformados para a realização / satisfação das
necessidades comparadas com o período em que se encontravam no activo. Pois, no activo a
comunicação era directa, o que possibilitava os militares de adquirirem o que tinham como
direito, directamente, através de Comunicações Internas em formaturas e escritórios.

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