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FACULDADE DE COMUNICAÇÃO  UFJF

Teoria da Comunicação I
Prof. Dr. Aluizio R. Trinta

intrapessoal  E R

interpessoal  E R
Comunicação
grupal e comunitária  Es Rs

difusão coletiva  E Rs

meios de comunicação*

pública

(em) rede
*Pólos: 1. midiático canal – sinais (pólo técnico/tecnológico)

2. midialógico meio/mensagem – signos (pólo da


narratividade: mitos e ideologias)

3. midial repertório – símbolos (pólo da produção


discursiva: legitimidade institucional e prestígio social)

OBSERVAÇÕES:

1. A consideração de sua interioridade ou a experiência de sua


intimidade conduz todo indivíduo a uma comunicação intrapessoal.
Em psicanálise, fala-se de um “diálogo especular” ou um “diálogo
de pensamentos”. (Quando refletimos, tudo se passa como se
iniciássemos a “conversa que conosco podemos ter”).

2. A comunicação interpessoal (ou interindividual). Fonte emissora e


receptor-destinatário alternam seus respectivos papéis, quando de
um diálogo. Trata-se de uma comunicação que, comumente, se
realiza face-a-face; hoje, recorre-se com freqüência à telefonia
móvel (telefone celular) para esta mesma finalidade.
A comunicação (múltipla, diversa, constante, reiterada),
que tem lugar em uma empresa, constitui âmbito distinto. Apresenta
não somente as características de uma comunicação interpessoal,
senão também as respeitantes à prescrição de papéis sociais, normas
profissionais de conduta, canais e rotas de transmissão de
informações, observância de uma hierarquia, tais como relações de
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subordinação e graus sucessivos de poder, de situação, de


responsabilidades etc. Em conseqüência, tem-se um menor grau de
“permeabilidade comunicativa”: quem “está fora” não pode
comunicar-se na condição de integrante; quem “está dentro” fica
obrigado a se comunicar de acordo com preceitos e em obediência a
regras estabelecidas.
O respeito integral a normas profissionais de conduta
proporciona aos membros desta “comunidade da empresa”
parâmetros para aferir a propriedade e a oportunidade, bem como a
eficácia e a eficiência de todo ato comunicativo realizado.

3. Modalidades de comunicação grupal são efetuadas por um conjunto


de pessoas que compartem interesses, valores e objetivos comuns. É
o caso da família, do círculo de amigos e de colegas de trabalho.
Participar de um grupo significa “assumir uma identidade” e
“desempenhar um papel” — donde sua relevância para a
administração.
Em grupos reduzidos (de três a dez pessoas), interações
podem representar tentativas de adaptação ao ambiente, alcançando
o grupo seus objetivos. Tais interações tinham lugar por múltiplos
encontros interpessoais (que hoje chamamos presenciais); efetuam-
se hoje pela interposição ou mediação tecnológica estabelecida por
uma mídia: tem-se então uma teleconferência. O número de pessoas
do grupo constituído tende a limitar-se àqueles que tenham
qualificação e reais condições para participar da conversação.
À comunicação efetuada entre grupos — marcada por uma
intensa circulação de mensagens de um grupo ao outro — dá-se o
nome de comunicação intergrupal. Compõe requisito essencial para
que se efetue a comunicação multigrupal, que terá lugar num dado
sistema social composto por pequenos grupos independentes,
interessados em partilhar suas tarefas para alcançar objetivos em
comum. Esta será tomada como modalidade básica de comunicação
sempre que se trate de uma organização (uma empresa), na medida
em que implique uma ação colaborativa ou uma coordenação de
atividades à vista da consecução de metas organizacionais.

4. A comunicação comunitária diz respeito a grupos mais extensos,


compostos por um número maior de pessoas, que se imbuem de um
“espírito comum” ou compartilham um “senso de comunidade” (a
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“comunidade acadêmica”; a “comunidade do bairro” etc.).


Caracteriza a toda comunidade o alto grau de solidariedade e de
interdependência psicológica existente e vigente entre seus
membros. (A solidariedade comunitária pode ser viciada pelo
corporativismo).
As comunidades virtuais realizam uma comunicação mediada
por computadores e se manifestam pela internet. Os membros
destas comunidades dialogam em tempo real, aventurando-se em
um ciberespaço por meio de um IRC (Internet Relay Chat). Devem
dispor de um teclado e de um terminal de vídeo, por meio dos quais
podem integrar chat rooms, fóruns e newsgroups.
A comunicação em rede supõe um “convívio não-presencial”,
efetuando-se por conexões e múltiplas interações em escala
planetária.

5. A comunicação da mídia (difusão coletiva) tem sido chamada de


massiva, tendo lugar sempre que uma fonte emissora institucional
(empresa de radiodifusão) elabora, codifica e faz transmitir
mensagens a um grupo de indivíduos extenso, anônimo e
heterogêneo. A fonte pretende influenciá-los de algum modo e em
algum sentido, seja pela informação disseminada, seja pela diversão
oferecida.

6. A comunicação que se considera pública enfeixa as relações


existentes entre Estado, Mídia, Sociedade e Instituições, tendo
lugar em um “espaço público democratizado”; nele se realizam
debates (formais e informais) acerca de temas de interesse de
todos. Nestas rodadas de debate, envolvem-se e participam
governos, empresas, entidades de classe, universidade etc.
Um comunicador público dá apoio e orienta os responsáveis
por atos administrativos, utilizando corretamente os recursos
disponíveis para comunicar ao público decisões tomadas e ações
empreendidas, que irão repercutir na esfera pública.
Um comunicador público pode atuar em sua competência como
jornalista, publicitário, relações públicas ou profissional de
marketing. Seus atos, sua ação e sua atividade diuturna integram-
se às macroestruturas administrativas de empresas, órgãos de
administração pública, entidades não-governamentais etc., em
consonância às suas respectivas políticas de comunicação social.
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Pode-se, desta forma, modificar atitudes do público, promovendo


seu interesse e o incentivando a uma maior participação.
(Um sistema público de informação, vigente em regimes
democráticos, compõe-se de suportes de comunicação (canais) e
mensagens mediante os quais o cidadão toma conhecimento de
atividades governativas e, de retorno, faz saber aos governos suas
opiniões, anseios, necessidades e expectativas).
Os eventuais riscos aqui envolvidos dizem respeito à distinção
entre um “discurso do Estado” ― uma comunicação oficial,
informativa ou persuasiva, requerendo uma decodificação, às vezes
trabalhosa ― e um “discurso da mídia” ― com informações
sintetizadas, editadas e mescladas a espetáculo, entretenimento e
diversão.

7. A comunicação social (realizada na perspectiva da difusão coletiva


ou da propagação generalizada) se deixa ver na mídia tradicional
(jornal, cinema, rádio, TV, painéis de rua, peças publicitárias etc.) e,
em nossos dias, na chamada transmídia (espetáculos audiovisuais,
internet, home theatre; também em embalagens, pontos-de-venda,
gôndolas de auto-serviço, mala direta etc.).

A comunicação à qual se der o nome de visual fará referência


imediata a técnicas e procedimentos de programação visual,
enfatizando a elaboração, a transmissão e a recepção de
mensagens por meios visuais. (Ver design).

Em Relações Públicas, fala-se em comunicação dirigida, assim


se designando a aproximação feita a públicos específicos (interno e
externo). Em domínios do Marketing, menciona-se uma
comunicação empresarial, agrupando técnicas de comunicação para
o público interno (funcionários) e para o público externo (clientes e
fornecedores).

Stockholders  acionistas e
investidores
Stakeholders
Consumidores, usuários,
funcionários, organizações sociais parceiras, etc.
Uma comunicação organizacional dirá respeito a distintas
situações de comunicação (p.ex. interpessoal, seja direta, seja
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indiretamente) que venham a ocorrer no interior de uma


organização, influindo no desempenho dos setores que a compõem.
(Tem-se esta modalidade de comunicação por variante específica da
comunicação empresarial).
Em uma organização ocorre comumente uma “reprodução
em série” de mensagens, passando-se sucessivamente de um
receptor-destinatário a outro. Comunicação oral (por telefone), em
forma escrita (memorando, circular etc.) ou virtual (terminais de
vídeo) que substituem (e prolongam) a comunicação interativa face-
a-face.
Em toda organização, há também “canais informais” de
comunicação. Neles, com eles e por meio deles, a organização faz
circular sua informação e a si própria provê de um mecanismo de
retroalimentação. Deste modo, pode representar um aditamento
útil (funcional) para a organização ou, ao contrário, nocivo
(disfuncional).
Canais formais servem ao trânsito/trâmite de informação
entre membros de uma “comunidade da empresa”, incluindo-se aí
os meios e modos pelos quais esta difusão se processa. Tem-se uma
modalidade de comunicação, bem tipificada.
O critério essencial para a caracterização de um canal
formal como sendo distinto/contrastante/oposto a um canal informal
se prende à possibilidade de se determinar se tal informação (e a
comunicação feita) é ou não autorizada. Enfatiza-se aqui a natureza
(características, tipo ou espécie) das mensagens
(elaboradas/transmitidas/recebidas), bem como o crédito que a elas
se pode dar. Por exemplo: boatos, especulações maliciosas,
“fofocas”, “disse-me-disse”, “segredinhos”, coisas ditas “à boca
miúda” etc.
As práticas e praxes comunicacionais, levadas a termo em
contextos (interno e externo) de uma empresa, não podem
prescindir de canais formais de comunicação, porque eles são a
garantia de que seus objetivos e metas serão alcançados.
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NOTAS