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Inflação – de demanda, de custos, inercial, hiperinflação... E indexação.

A inflação é um aumento contínuo e generalizado dos preços dos bens e serviços negociados em um país, o que acaba resultando em uma perda contínua do
poder aquisitivo da moeda.
O órgão responsável pelo controle da inflação é o Banco Central, e este é que dita as normas de aumento e diminuição deste valor e pode ser considerado o
culpado em caso de crises. E muita gente lembra que a inflação foi o grande fantasma da economia brasileira durante a década de 80, em que era difícil
prever até o valor de um alimento da noite para o dia. Hoje, mesmo com algumas ameaças de alta, a inflação se encontra sob controle.
São três os tipos de inflação: de demanda, de custos e inercial. Como já indica seu nome, a inflação de demanda é causada quando ocorre o aumento da
procura por um determinado bem e serviço, o que faz com que o preço suba. A inflação de custos é causada pela elevação dos custos de produção,
repassados para o consumidor pelo aumento do preço do produto.
Há também o caso extremo, a hiperinflação, que é quando os preços aumentam tanto que as pessoas não procuram reter dinheiro, mesmo por poucos dias.
A explicação é simples: o poder de compra da moeda diminui rapidamente, cai assim a credibilidade de todos em relação ao dinheiro, então procuram gastá-
lo rapidamente.
Já a inflação inercial ocorre quando os preços de uma economia oferecem resistência às políticas de estabilização para atacar as causas primárias da inflação,
é a chamada memória inflacionária. Essa inflação inercial é decorrente de mecanismos de indexação, que reajustam o valor das parcelas de contratos pela
inflação do período passado, ou seja, mesmo que não tenha uma razão do preço aumentar, ele aumenta baseado nessa memória inflacionária.

A inflação, por definição, é o aumento generalizado de preços de produtos e serviços durante um determinado período de tempo e em uma determinada
região, dividindo-se em quatro tipos: a inflação de demanda, a inflação de custos, a inflação estrutural e a inflação inercial, que é aquela influenciada pela
inflação passada, ou seja, caracteriza-se pela resistência de um aumento de preços, apesar das políticas de estabilização adotadas.

INDEXAÇÃO: a prática de se atrelar valores a algum índice, que provocam reajustes automáticos.


A crise da dívida externa

Durante o chamado “milagre brasileiro”, o Brasil começou a se endividar para comprar e produzir internamente bens para os trabalhadores. Terminando o
Milagre, o país continuou e acelerou seu processo de endividamento para manter os padrões de consumo de suas classes. Logo depois o preço do barril de
petróleo multiplicou, aumentando ainda mais o valor da dívida externa, já que a quantidade de petróleo importada era grande.
O resultado é que continuou-se a importar mais do que exportar, pagando juros, seguros e fretes cada vez mais elevados, aumentando significativamente a
dívida e a baixar as reservas internacionais.

Diante dessa situação, banqueiros internacionais, que emprestam e recebem juros, começaram a ficar preocupados. Passaram a dizer que, para continuar a
emprestar, é essencial que o Brasil pelo menos equilibre sua balança comercial, aumentando as exportações e principalmente reduzindo importações. Para
que ocorresse esse equilíbrio foi adotado o modelo de política ortodoxa, onde deveriam seguir os seguintes critérios:

 Liberar a taxa de câmbio (desvalorizando mais o cruzeiro, estimulando a exportação e desestimulando a importação)
 Aumentar os preços (acabando com os tabelamentos e controles do CIP);
 Aumentar os juros (fazendo com que o seu aumento desestimule os investimentos e ajude a levar a economia à recessão).
 Restrição do crédito.
 Quanto aos salários, deveriam ser controlados e reduzidos.

Com a desvalorização do cruzeiro, a elevação dos preços, a redução nos salários, e principalmente com a elevação da taxa de juros, teríamos uma recessão.
Recessão significa desemprego, miséria ainda maior para muitos trabalhadores, falências de pequenas e médias empresas, redução do consumo e do
investimento. Sendo assim, as empresas importariam menos porque não teriam para quem vender, já que todos consumiriam menos. Por outro lado
sobrariam mais mercadorias para serem exportadas. E assim haveria um equilíbrio das exportações com as importações; e até conseguir ter um saldo
comercial para começar a pagar as dividas. A política adotada foi bem sucedida, revertendo o saldo salarial da balança comercial, de um déficit para superávit
na base de 6,5 bilhões (1983) e alcançando recorde em 1984, com valor de 13 bilhões.

Apesar de ter conseguido o ajustamento externo, o modelo adotado era cada vez mais questionado por grande parte da população, que tinha o desemprego
como ameaça latente, o que iniciou-se o movimento das “Diretas Já”.

A saga dos plano heterodoxos: a economia brasileira de 1985 a 1994

A recessão no período de 1981 a 1983 havia contribuído para melhorar o balanço de pagamentos, reverter o déficit na balança comercial e transforma-lo em
superávit, mas não havia tido efeito sobre a inflação. Diante disso, o país se apresentava com um quadro elevado na inflação (200%), e com isso, o novo
governo se via no dever de “classifica-lo” como principal objetivo de combate.

O novo governo iniciou-se com um quadro conturbado, onde o candidato Tancredo Neves, venceu as eleições (eleição indireta, feita no Colégio Eleitoral),
porém, antes de sua posse, adoeceu e foi internado, passando por diversas cirurgias, chegando a óbito com infecção generalizada, onde o cargo de
presidente foi ocupado por José Sarney, atual vice-presidente.

Visando salvar a economia do país, o governo Sarney, foi marcado pelo Plano Cruzado (1986). A moeda brasileira antes se chamava Cruzeiro, essa cifra
perdeu três zeros, dando origem a uma nova moeda, chamada de Cruzado.
Tentando efetivar um controle maior do jogo financeiro, o governo passou a determinar um congelamento dos preços e de salários, tentando assim manter
um equilíbrio entre esses dois fatores. O plano Cruzado almejava conter a inflação e ampliar o poder de compra salarial da população, principalmente com a
fiscalização dos preços (Os fiscais de Sarney).
Entretanto, a despeito dessa suposta melhoria, os empresários estavam lucrando cada vez menos devido à rápida desvalorização de seus produtos. O
resultado disso foi o desabastecimento generalizado que esvaziou as prateleiras de todos os recintos comerciais do país. Não tardou, portanto para que a
diferença no valor da moeda de um país para outro aparecesse como valor adicional a ser cobrado sobre o. Isso preço congelado significava, na prática, o
retorno da inflação.

Em 1986, passou a valer o Plano Cruzado, com a introdução de uma nova moeda (o Cruzado) e uma série de medidas. Até a emissão de notas de cruzados,
valeria a moeda antiga, o Cruzeiro, com três zeros a menos (1.000 Cruzeiros = 1 Cruzado, por exemplo). Os salários foram convertidos pelo salário real médio
dos últimos seis meses, mais abono de 8%, aumento no salário mínimo para Cz$804,00 (aumento aproximado de 16%), com gatilho salarial disparado toda
vez que a inflação chegasse a 20%.

O Plano Cruzado ficou famoso por sua faceta mais visível e popular, o congelamento de preços. Em cadeia nacional, o presidente José Sarney convocaria
todos os brasileiros a serem fiscais dos preços, obtendo boa adesão. O resultado imediato do Plano Cruzado foi uma explosão no consumo devido ao
congelamento de preços, às baixas taxas de juros e às dívidas decrescentes. Porém, o controle de preços teve a consequência inevitável do desabastecimento
e aparecimento de filas,sem contar que deu-se origem a um mercaDo d negro no país. Após as eleições, haveria o Plano Cruzado II, que, dentre outras
medidas, acabaria com o congelamento de preços, na prática decretando o fracasso do Plano. No fim de tudo, a inflação voltara ainda mais forte.
Sendo assim, o boicote do mercado ao Plano Cruzado, refletido no desabastecimento de vários produtos deu origem a um mercado negro, o que levou o
governo a lançar um plano de reajuste econômico, o Plano Cruzado II (que tinha a finalidade de restringir o excesso de demanda. Foi justificado com o
argumento de que o governo precisava agir para defender o poder aquisitivo da população de mais baixa renda, equilibrar as contas públicas, reestabelecer
os saldos da balança comercial e estabilizar os preços), onde liberou os preços dos produtos e serviços, determinou que o reajuste dos aluguéis fosse
negociado entre proprietários e inquilinos e também alterou o cálculo da inflação, que passou a ter como base, os gastos com famílias com renda de até cinco
salários mínimos. Os impostos das bebidas e cigarros foram reajustados. As exportações caíram enquanto as importações aumentavam, esgotando as
reservas cambiais.
Em essência, o chamado Plano Cruzado II pretendia aumentar a arrecadação do governo para 4% do PIB. Para tanto aumentou as tarifas dos produtos e
serviços, como o açúcar que foi aumentado em 60%, combustíveis em 60%, automóveis em 80%, cigarros em 100%, bebidas alcoólicas em 100%, leites e
laticínios, em 100%, aumentou as tarifas dos serviços públicos em 35%.
Plano Cruzado II

No final de 86, o boicote do mercado ao Plano Cruzado, refletido no desabastecimento de vários produtos deu origem a um mercado negro, o que levou o
governo a lançar um plano de reajuste econômico.
O Plano Cruzado II liberou os preços dos produtos e serviços, determinou que o reajuste dos aluguéis fosse negociado entre proprietários e inquilinos e
também alterou o cálculo da inflação, que passou a ter como base, os gastos com famílias com renda de até cinco salários mínimos. Os impostos das bebidas
e cigarros foram reajustados. As exportações caíram enquanto as importações aumentavam, esgotando as reservas cambiais.
Sarney mais uma vez tentou evitar a opção imposta de uma forte recessão. A opção tomada foi a de administrar a inflação, assegurar a transição política e
evitar, de qualquer forma, a perda brutal do poder de compra dos assalariados.
Segundo Sarney, “o Cruzado II foi o maior erro que cometemos no governo e por ele, paguei muito caro”. A avaliação dos economistas era de que o aumento
dos impostos sobre cinco produtos de consumo da elite, não traria impacto na inflação. A teoria e as ações propostas não cumpriram as expectativas. Dentro
da própria equipe econômica, havia divergências, o ministro Sayad defendia que o ajuste fosse feito por meio do imposto de renda. Cinco meses após a
edição do Cruzado II, o ministro Dílson Funaro foi substituído por Luis Carlos Bresser Pereira.
Plano Bresser
Em 1987, Luiz Carlos Bresser Pereira assumiu o Ministério da Fazenda numa tentativa de estabilizar os preços, onde apresentou um novo plano econômico,
no qual as medidas dessa vez, ortodoxas e heterodoxas incluíam o congelamento de preços e salários, mas o plano tinha uma flexibilidade maior que os
anteriores, já que previa a duração de noventa dias para o tabelamento dos preços. Tarifas do setor público também foram congeladas. A equipe econômica
trabalhou para evitar uma valorização da moeda, o que prejudicaria as exportações.
Logo no primeiro mês, a inflação caiu de 27,7%, em maio, para 4,5% em agosto. O congelamento provocou perda salarial e para evitar a queda do poder de
compra do trabalhador, o governo voltou a permitir reajuste de salários. O Brasil retomou as negociações com o Fundo Monetário Internacional para o
pagamento dos juros da dívida e a moratória, decretada em fevereiro de 1987, foi suspensa.


Plano Verão
Maílson da Nóbrega, o quarto e último ministro da Fazenda do governo Sarney, anunciou o Plano Verão em janeiro de 1989. Entre as medidas adotadas
estavam um novo congelamento, a criação do cruzado novo e o comprometimento de conter os gastos públicos. O plano determinou a demissão de um terço
dos servidores federais contratados sem concurso nos cinco anos anteriores. Outro ponto do pacote foi a decisão de propor uma reforma administrativa, com
a extinção dos ministérios da Habitação e Bem-Estar, da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, da Irrigação, da Ciência e Tecnologia e da Administração,
além de órgãos federais e autarquias.
José Sarney procurou mobilizar o governo em um grande esforço “cortando na própria carne”, como explicou pela TV. Apesar da inflação cair, inicialmente,
de 70% para 3,6%, em outubro de 1989, ela atinge 36%. A sonegação é evidente desde o começo do plano, sendo necessárias medidas políticas contra
empresários do abastecimento.
A inflação no fim do governo Sarney é alta, mas seus efeitos sobre a economia popular são reduzidos pela manutenção do regime de correção monetária
plena, que mantinha o poder de compra dos salários. Ao mesmo tempo, e como resultado do empenho pessoal de Sarney na administração da crise, não
houve estagnação: os dados indicavam crescimento da economia, manutenção do emprego e recuperação da renda per capita.
Plano Real
Quando Itamar Franco assumiu interinamente a Presidência da República no dia 29 de dezembro de 1992, imediatamente após a renúncia de Fernando
Collor, a inflação acumulada em 12 meses estava em 1.119%. Em 1991, ela havia sido de 472%. Em 1990, de 1.621%. Com o país mergulhado em uma crise
política e com a economia em frangalhos, não havia a menor perspectiva entre a população de que houvesse qualquer arrefecimento na inflação de preços.
Também em decorrência da recessão, a arrecadação tributária não era suficiente para cobrir as despesas. Como consequência, o governo apenas ordenava
ao Banco Central — que, na época, podia comprar títulos diretamente do Tesouro — que imprimisse o dinheiro necessário para fazer frente às despesas. O
resultado era um moto-perpétuo inflacionário.
Tal prática de imprimir dinheiro para fazer frente às despesas governamentais não cobertas por impostos já era tradicional na economia brasileira; porém, no
início da década de 1990, ela havia chegado ao ápice. Em abril de 1990, por exemplo, a inflação acumulada em 12 meses foi de 6.821%, recorde até hoje
absoluto em nossa história.
Após mais de uma década com inflação de preços anual acima dos 100% — a média de inflação de preços anual entre 1980 e 1992 foi de incríveis 694% —,
uma solução definitiva era urgente.
Vários planos heterodoxos já haviam sido tentados desde meados da década de 1980: Plano Cruzado (I e II) em 1986; Plano Bresser em 1987; Plano Verão em
1988/1989; e Plano Collor (I e II) em 1990 e 1991, respectivamente. Todos envolviam congelamento de preços (alguns deles, cortes de zeros das moedas). O
governo congelava os preços, mas continuava imprimindo dinheiro impavidamente. Ao final de cada plano, a inflação de preços ressurgia com vigor
redobrado. E ninguém entendia por quê.

Em maio de 1993, Itamar Franco nomeou Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda. Naquele mês, a inflação de preços acumulada em 12
meses já estava em 1.348%.
Vislumbrava-se pela primeira vez alguém com genuína capacidade de apresentar um plano econômico que ao menos reduzisse sensivelmente a inflação.
Embora sempre houvesse admitido não entender nada de economia, Fernando Henrique ao menos possuía bons contatos no mundo acadêmico,
principalmente junto a um grupo de economistas da PUC do Rio de Janeiro. E foi a eles que FHC delegou a tarefa de debelar em definitivo a inflação.
O objetivo da reforma monetária era lançar uma moeda cujo valor fosse, senão atrelado, pelo menos muito próximo ao dólar. Na prática, o objetivo era
fazer uma dolarização da economia, mas sem que houvesse uma dolarização de fato.
Criou-se nova moeda. Afinal, utilizar uma moeda estrangeira significa que o governo não mais teria capacidade de imprimir dinheiro para financiar seus
déficits, passando a depender exclusivamente de impostos e empréstimos para cobrir seus gastos. Logo, a opção pela criação de (mais) uma moeda foi uma
esperta manobra do governo para manter intacto seu poder de imprimir dinheiro, não obstante todos os estragos que já haviam sido causados em
decorrência da hiperinflação por ele gerada.

O Plano Real dependia de cinco fatores essenciais:

1) Zerar o déficit público — justamente o fator que gerava a emissão de dinheiro. Para isso, haveria um aumento de cinco pontos percentuais em todos os
impostos federais e privatizações de estatais, principalmente dos bancos estaduais;
2) Desindexar a economia — isto é, acabar com as correções automáticas de preços e salários, que eram reajustados automaticamente de acordo com a inflação
passada (prática essa determinada por lei). Em termos técnicos, isso ficou conhecido como "acabar com a inércia inflacionária";
3) Reindexar a economia de acordo com a taxa de câmbio — isto é, fazer com que preços e salários variassem de acordo com o dólar. Na prática, o dólar se
tornava o novo indexador.
4) Abrir a economia por meio da redução das tarifas de importação — tudo era válido para combater qualquer escalada preços;
5) Aumentar acentuadamente as reservas internacionais — isto é, o governo deveria comprar dólares continuamente, acumulando-os até o momento da
introdução da nova moeda. Quanto mais dólares o governo tivesse em suas reservas, maior seria a confiança dos investidores internacionais na seriedade e na
robustez do plano, e menores seriam as chances de um ataque especulativo e de uma fuga de capitais.

Uma vez cumpridas estas cinco medidas, a nova moeda nasceria com um valor praticamente igual ao dólar.

A mudança seguinte — e a mais importante — ocorreria só em 28 de fevereiro de 1994: a introdução da URV, Unidade Real de Valor. (A inflação de fevereiro
foi de 40,3% e a acumulada em 12 meses já estava em 3.025%).
A URV foi apenas um nome técnico tupiniquim para se evitar a palavra 'dolarização'. Na prática, a URV nada mais era do que a cotação do dólar do dia
anterior. A taxa de câmbio do final de cada dia era estabelecida como sendo o valor da URV do dia seguinte. Este valor serviria de indexador para todos os
valores da economia. Assim, os bens e serviços precificados em Cruzeiro Real deveriam ser divididos pela URV (taxa de câmbio determinada no dia anterior)
para se encontrar os preços em Real.
Por exemplo: no dia 28 de março de 1994, a URV foi determinada em CR$895,03. Isto significa que, no dia 29 de março, os preços em Cruzeiro Real deveriam
ser divididos por 895,03 para se obter o preço em Real. Este processo era repetido diariamente. Dizia-se, assim, que a economia estava "urvizada".

O objetivo desta indexação em URV era, paradoxalmente, o de desindexar toda a economia, apagando aquilo que era chamado de "memória inflacionária".
Todos os contratos e negociações salariais deveriam ser urvizados. A intenção era fazer com que, no dia da transição do Cruzeiro Real para o Real (a moeda
só entraria em circulação no dia 1º de julho), os preços fossem exatamente aqueles do dia anterior, de modo a não gerar sobressaltos e nem confusão.

Finalmente, no dia 29 de junho de 1994, uma quarta-feira, a taxa de câmbio encerrou o dia com o dólar valendo CR$2.750,00. Portanto, no dia 30 de junho,
quinta-feira, todos os valores em Cruzeiro Real deveriam ser divididos por 2.750 para se obter os valores em Real. Todas as contas bancárias, todas as
aplicações e investimentos foram automaticamente convertidos em Real. CR$2.750 foi, portanto, a paridade estabelecida entre o Cruzeiro Real e o Real.
Morria o Cruzeiro Real e, na sexta-feira, dia 1º de julho, nascia o Real, valendo exatamente 1 dólar (pelo menos naquela sexta-feira). Toda a base monetária
foi trocada de acordo com esta paridade de CR$2.750,00 para cada R$1,00. Quem estivesse em posse de cédulas de Cruzeiro Real deveria trocá-las nos
bancos por cédulas e moedas de Real.
Em junho de 1994, a inflação de preços foi de 47,43% e a inflação acumulada em 12 meses foi de 4.922%.
A transição do Cruzeiro Real para o Real, na sexta-feira, 1º de julho de 1994, foi sem susto e sem tumultos. Obviamente, em um país acostumado a confiscos,
congelamentos e tabelamentos, houve quem remarcasse os preços de maneira mais "abusada", justamente tentando se precaver contra estas possíveis
surpresas, algo que obviamente irritou o governo. Porém, fora estes incidentes localizados, a transição se deu de maneira suave e tranquila. A inflação de
preços, que havia sido de 47,43% em junho, passou para 6,84% em julho, 1,86% em agosto, 1,53% em setembro, 2,62% em outubro, 2,81% em novembro e
1,71% em dezembro.

AS 3 ETAPAS DO PLANO REAL
1. A primeira medida foi a criação do O Programa de Ação Imediata, que consistia na medida para a redução e organização dos gastos (cortar orçamento
para 50% dos gastos, tapar os ralos >> diminuir os desperdícios)
2. Criação da URV para preservar o poder de compra da massa salarial, evitando medidas de choque como confisco de poupança e quebra de contratos;
A Unidade Real de Valor era um indexador, cujo valor era corrigido diariamente, e seu valor tinha paridade fixa com o dólar (um para um). Uma série
de preços e rendimentos foi convertida instantaneamente em URV (preços oficiais, contratos, salários, impostos, etc.) e os demais preços foram sendo
convertidos voluntariamente pelos agentes. A URV expressava o preço das mercadorias, mas as transações eram feitas em Cruzeiro Real. A URV foi
parte fundamental para o Plano Real,contribuindo positivamente para a mudança de moeda, para a estabilização monetária e econômica, sem medidas
de choque como confiscos e congelamentos. A URV
3. Lançamento do padrão monetário de nome Real, utilizado até os dias atuais.
Quando todos os preços estava expressos em URV, o governo introduziu a nova moeda, o Real (R$), cujo valor era igual ao da URV.



A moeda é um dos símbolos mais importantes da soberania e identidade de um país, e a inflação elevada e contínua deteriora a mesma. Conceber e
administrar um plano de estabilização em um país que trocou várias vezes de moeda e conviveu com diversos planos econômicos não foi uma tarefa
simples. Foram produzidos doze planos de estabilização monetária entre 1979 e 1991, de Figueiredo a Collor. A moeda foi chamada de Cruzeiro (1967-
1986), Cruzado (1986-1989), Cruzado Novo (1989-1990), novamente Cruzeiro (1990-1993), Cruzeiro Real (1993-1994) e houve um sistema bi-monetário
no primeiro semestre de 1994 que abrigou a URV (Unidade Real de Valor) e o Cruzeiro Real.

PRIMEIRO MANDATO DE FHC

Nova moeda: Real
Em 1º de julho de 1994 passou a vigorar a nova moeda do país, o Real. O Banco Central fixou uma paridade entre o Real e o Dólar, a fim de valorizar a nova
moeda. Um Real era o equivalente a Um Dólar.
O Plano Real animou empresários e a população, e impulsionou o consumo interno. Mas o que era festa, virou preocupação para o governo. Com o consumo em
alta, temia-se a volta da inflação.
Primeiro mandato
Fernando Henrique tomou posse em 1º de janeiro de 1995, sucedendo ao presidente Itamar Franco. Com o sucesso da nova moeda, a principal preocupação era
controlar a inflação. Para isto, o governo elevou as taxas de juros da economia.
Outra iniciativa de destaque de FHC foi privatizar empresas estatais, como a Vale do Rio Doce e Sistema Telebrás. Enfrentou muitas críticas de vários setores da
sociedade, principalmente de partidos de oposição, como o PT (Partido dos Trabalhadores).
Surgiram muitas denúncias relacionadas às privatizações, de favorecimentos para determinadas empresas internacionais na compra das estatais. Porém, não
impediram o plano do governo de levantar verbas para promover as reformas necessárias no plano político.
Em 1997, foi aprovada pelo Congresso uma emenda constitucional permitindo a reeleição para cargos executivos: Presidente da República, Governadores e
Prefeitos. Manobra política que beneficiaria FHC nas eleições de 1998.
Outra vez o governo foi acusado de corrupção, por compra de parlamentares em troca do voto favorável à proposta de reeleição. A oposição instalou CPIs
(Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias. Mas Fernando Henrique e aliados conseguiram abafar o caso.

SEGUNDO MANDATO DE FHC

Calcado na estabilidade econômica e controle da inflação, Fernando Henrique conseguiu se reeleger, em 1998. Disputou a eleição e venceu novamente no
primeiro turno.
Entretanto, seu segundo mandato começou em meio a crises. O país estava mergulhado em uma recessão econômica. Para controlar a inflação, as medidas
desestimularam o consumo interno e, consequentemente, elevaram o desemprego.
Para piorar, uma crise internacional atingiu o Brasil no início de 1999. Os investidores, receosos, tiraram bilhões de dólares do Brasil. Não houve como
manter a paridade Dólar/Real. O governo foi obrigado a desvalorizar a moeda e também recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Com os empréstimos do
FMI em mãos, teve de adotar um rígido controle sobre os gastos públicos, diminuir investimentos públicos e elevar ainda mais as taxas de juros.
Em 2001, o governo se viu abalado novamente, desta vez com uma crise política. Três Senadores da base aliada foram desmascarados com uma série de
denúncias e acabaram renunciando ao mandato, são eles: Jader Barbalho, Antonio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda.
Ainda em 2001, ocorreu o chamado “apagão”. Foi uma crise nacional que afetou o fornecimento e a distribuição de energia elétrica. A população teve que
reduzir o consumo de energia. Foi estipulada uma meta mínima de consumo, que todos deveriam cumprir: residências, indústrias, comércio, etc.
Durante o segundo mandato, FHC somente “administrou” as crises em seu governo, as quais desgastaram profundamente sua popularidade. Em 2002, houve
eleições presidenciais, mas poucas vezes Fernando Henrique apareceu ao lado do candidato do governo, José Serra.
Os principais candidatos à Presidente foram: Luís Inácio Lula da Silva, José Serra, Ciro Gomes e Antony Garotinho. Lula foi eleito no segundo turno,
derrotando José Serra.


TRIPÉ MACROECONOMICO

Consolidado como um modelo de sucesso no Brasil implantado em 1999, no governo FHC, o tripé é formado por regime de metas de inflação, câmbio flutuante e
superávits primários.

O Câmbio flutuante é o sistema em que as operações de compra e venda de moedas funcionam sem controle sistemático do governo. O valor das moedas
estrangeiras flutua de acordo com a oferta e a demanda no mercado.

Regime de Metas de Inflação é uma política econômica onde principal objetivo dos países que adotam é diminuir e manter a inflação em níveis baixos. O Banco
Central estipula uma meta e aceita que haja um intervalo de variação de mais ou menos 2%. No caso de um aumento da inflação, o Banco Central tira dinheiro,
aumenta a taxa de juros, com isso as pessoas irão gastar menos, diminuído assim a inflação.

O superávit primário se refere às contas do governo. Toda vez que ele acontece significa que a arrecadação do governo foi superior a seus gastos. O governo
adota a política de gastar menos,como consequência isso implica que não haveria pressão para a impressão de moeda.

O resultado primário é um indicador de como o governo está administrando suas contas.

O modelo atual da política econômica possibilitou a redução da dívida pública externa, o controle da dívida interna e o acumulo de reservas internacionais.



O papel do Estado
Para entendermos quais seriam, pois, as diferenças entre a política econômica do governo Lula e a do governo FHC e refutarmos por completo o argumento de que
uma seria a continuidade da outra, devemos começar nossa análise pela essência de cada uma. A política econômica desenvolvida pelo ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002, norteou-se basicamente pelo princípio da reforma do setor público e pelo Estado Mínimo. Neste sentido, o Estado
tinha um papel quase inexistente na política econômica da era tucana, ficando restrito à regulação e fiscalização.
Não por menos o período em que o PSDB esteve à frente da Presidência da República foi marcado por um processo intenso de privatizações e também por práticas
baseadas na idéia de que o próprio mercado se auto-regulava. Com o início do governo Lula, houve uma mudança na essência da política econômica: o Estado, que
antes tinha uma participação tímida na economia, passou a ter um papel de maior destaque, não apenas regulando, mas também planejando e investindo. Ou seja,
deixou-se para trás uma era em que o Estado era mínimo e passou-se a vigorar uma era em que o Estado é forte e atuante.
Assim, o Estado, ao longo do governo Lula, atuou como indutor do investimento, ampliando, para isso, as linhas de crédito tanto aos consumidores quanto à
produção. Com isso, a relação crédito/PIB, em março de 2010, era de 45%, bem acima dos 23,9% registrados em dezembro de 2002, quando terminou o governo
FHC. É importante lembrar que o maior volume de crédito foi um fator determinante para atenuar os efeitos da crise financeira de 2008/2009 sobre a economia
brasileira.




GOVERNO LULA
O governo Lula foi um governo bem-sucedido, como demonstraram os altos índices de popularidade alcançados e a neutralização
das críticas da direita conservadora. Foi só um ano depois de terminado, em 2012, que o liberalismo conservador e moralista
brasileiro se reorganizou para criticá-lo. O governo Lula teve êxito porque logrou quase dobrar a taxa de crescimento, porque
diminuiu a desigualdade e melhorou o padrão de vida de milhões de brasileiros, e porque alcançou grande prestígio
internacional. Mas esse sucesso não se deveu à política macroeconômica que adotou, e sim, respectivamente, à sorte de os
preços das commodities exportadas pelo Brasil terem crescido extraordinariamente durante seu governo, à política de salário
mínimo e de transferências de renda, e a uma política internacional independente e criativa.
Mas em relação à política macroeconômica seu governo não foi bem-sucedido. Ele não logrou escapar da armadilha que é o
"tripé macroeconômico" herdado dos governos anteriores, e, portanto, não logrou baixar substancialmente a taxa de juros, e,
principalmente, não logrou neutralizar a tendência à sobreapreciação cíclica e crônica da taxa de câmbio que existe no Brasil.
Assim, em 31 de dezembro de 2010, quando terminou seu governo, a taxa de juros real continuava elevada em comparação aos
demais países, e a taxa de câmbio estava absurdamente sobrevalorizada, a R$ 1,65 por dólar - o que inviabilizava o
desenvolvimento do país.
O crescimento que se registrou a partir de 2006 foi, portanto, passageiro, foi devido à conjuntura internacional favorável e ao
aumento do mercado interno proporcionado pela elevação dos salários reais e pela ampliação do crédito ao consumidor. Graças
ao aumento do rendimento das camadas pobres, acentuado pela valorização do real (no curto prazo a desvalorização cambial
aumenta os salários), vimos a transferência de uma grande parte da população brasileira da classe D para a C, formando-se
assim no Brasil um consumo de massas novo. Dessa forma, a indústria, que se viu impedida de exportar devido à valorização
cambial, foi temporariamente compensada pelo aumento do mercado interno. Temporariamente porque, com a taxa de câmbio a
R$ 1,65 ou mesmo de R$ 2,00 por dólar, a maioria das empresas industriais brasileiras competentes tecnologicamente não tem
condições de exportar nem de enfrentar a concorrência no mercado nacional das importações.
Afinal, o governo Lula deixou que sua política macroeconômica fosse dominada pelo objetivo do controle da inflação, e, para isso,
recorreu a um mecanismo clássico e perverso: a apreciação cambial. Houve apenas dois grandes momentos em que o governo
manifestou independência - foi quando o ministro Guido Mantega estabeleceu um imposto sobre as entradas de capital,
rompendo com a ortodoxia que condenava qualquer controle de capital, e quando, diante da crise financeira global de 2008,
realizou uma política contracíclica competente baixando impostos e ampliando substancialmente o crédito dos bancos públicos.
Mas, afinal, o governo se deixou vencer pela tendência à sobreapreciação da taxa de câmbio que existe nas economias em
desenvolvimento.

GLOBALIZAÇÃO
Enfoque financeiro: A parte da economia com maior grau de internacionalização é o sistema financeiro. Por esta razão, é o aspecto mais frequentemente
associado à idéia de globalização e significa aumento do volume e/ou da velocidade de circulação dos recursos entre as diversas economias. O aspecto
positivo desse processo é a superação das barreiras anteriormente impostas ao movimento internacional dos capitais. O lado negativo é a maior exposição
dos países aos riscos de movimentos especulativos em grande escala, a exemplo do que ocorreu a partir de julho de 1997, quando a Tailândia foi induzida
a deixar flutuar sua moeda, ponto de partida para a crise asiática.

Enfoque comercial: Com a globalização, a competição passa a ocorrer em escala mundial e não dentro de cada país. Há uma crescimento acelerado na
oferta e demanda. A competição passa a ocorrer em escala mundial, com as empresas frequentemente reestruturando sua atividade em termos
geográficos, e sendo beneficiadas tanto pelas vantagens comparativas de cada país como pelo próprio nível de competitividade de cada empresa.

Enfoque produtivo: Do ponto de vista do setor produtivo, observa-se uma convergência das características do processo produtivo nas diversas economias
(que se traduz na semelhança do tipo de técnicas produtivas, de estratégias administrativas de métodos de organização do processo produtivo, etc.).
Entretanto, não existe consenso quanto aos efeitos da globalização sobre a estrutura produtiva. Ao mesmo tempo em que se argumenta que ela pode
estimular a consolidação de oligopólios em nível mundial, a evidência disponível questiona essa tendência à concentração por empresa. O que se observa
até agora é o crescimento do número de empresas que operam no mercado internacional, mas o seu raio de ação predominante é circunscrito às regiões
próximas ao país de origem de sua matriz. Por enquanto, poucas empresas poderiam ser classificadas como transnacionais.


Plano Collor I[editar | editar código-fonte]
O Brasil sofreu por vários anos com a hiperinflação: em 1989, o ano antes da posse de Collor, a média mensal da inflação foi de 28,94%.
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O Plano Collor procurava estabilizar a
inflação pelo "congelamento" do passivo público (tal como o débito interno)
1
e restringindo o fluxo de dinheiro para parar a inflação inercial.
A rápida e descontrolada remonetização da economia é tida como a causa das falhas dos planos de estabilização da inflação adotados anteriormente.
2
O governo Collor teria de
garantir uma remonetização "ordenada" e "lenta", a fim de manter a inflação para baixo.
5
Para o controle da velocidade da remonetização, poder-se-ia utilizar uma combinação de
ferramentas econômicas, tais como impostos, taxas de câmbio, crédito e taxas de juros.
2

Nos poucos meses que sucederam a implantação do plano, a inflação continuou a crescer. Em janeiro de 1991, nove meses após o início do plano, a inflação reduziu, atingindo a
taxa de 20% por mês.
4

O congelamento causou uma forte redução no comércio e na produção industrial. Com a redução da geração de dinheiro de 30% para 9% do PIB, ele retirou 80% da moeda em
circulação, e a taxa de inflação caiu de 81% em março para 9% em junho.
2
O governo enfrentou duas escolhas: poderia segurar o congelamento e arriscar uma recessão devido a
redução dos ativos,
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ou remonetizar a economia através do descongelamento e correr o risco do retorno da inflação.
2

O fracasso do Plano Collor I no controle da inflação é creditado pelos economistas keynesianos e monetaristas à falha do governo Collor de controlar a remonetização da
economia.
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O governo abriu várias "brechas" que contribuíram para o aumento do fluxo de dinheiro: os impostos e as contas do governo emitidos antes do congelamento poderiam
ser pagos com o velho Cruzado, criando uma forma de "brecha de liquidez", que foi plenamente explorada pelo setor privado.
6

7
Várias exceções aos setores individuais da
economia foram abertas pelo governo, como nas poupanças de aposentados, e o "financiamento especial" na folha de pagamento do governo.
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6

Por último, o governo foi incapaz de reduzir despesas, limitando sua capacidade de usar muitas das ferramentas acima mencionadas.
1
Os motivos vão desde o aumento do
compartilhamento da receita de impostos federais com os estados até a cláusula de "estabilidade de emprego" para os funcionários públicos, instituída na Constituição Brasileira de
1988, que preveniu o tamanho da redução tal como anunciada no começo do plano.
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Estes economistas vindicados como Bresser Pereira e Mário Henrique Simonsen, ambos os ex-
ministros das Finanças, tinham previsto, no início do plano, que a situação fiscal do governo tornaria impossível o plano de trabalho.
O confisco
Segundo o acadêmico Carlos Eduardo Carvalho, Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a medida política
executada pelo Governo Collor, que ficou conhecida como confisco, não fazia parte, originalmente, do Plano Collor e tem origem num consenso entre os
candidatos à presidência da época: Fernando Collor de Mello, Ulysses Guimarãese Luiz Inácio Lula da Silva. O confisco já era um tema em debate entre os
candidatos à eleição presidencial: A gênese do Plano Collor, ou seja, como e quando foi formatado o programa propriamente dito, desenvolveu-se na assessoria de
Collor a partir do final de dezembro de 1989, depois da vitória no segundo turno. O desenho final foi provavelmente muito influenciado por um documento
discutido na assessoria do candidato do PMDB, Ulysses Guimarães, e depois na assessoria do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, entre o primeiro turno e
o segundo. Apesar das diferenças nas estratégias econômicas gerais, as candidaturas que se enfrentavam em meio à forte aceleração da alta dos preços, submetidas
aos riscos de hiperinflação aberta no segundo semestre de 1989, não tinham políticas de estabilização próprias. A proposta de bloqueio teve origem no debate
acadêmico e se impôs às principais candidaturas presidenciais.
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Quando ficou claro o esvaziamento da campanha de Ulysses, a proposta foi levada para a
candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, onde obteve grande apoio por parte de sua assessoria econômica e chegou à equipe de Zélia depois do segundo
turno, realizado em 17 de dezembro.
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Medidas do Plano Collor I[editar | editar código-fonte]
O plano foi anunciado em 16 de março de 1990, um dia após a posse de Collor.
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Suas políticas planejadas incluíam:
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 80% de todos os depósitos do overnight, das contas correntes ou das cadernetas de poupança que excedessem a NCz$50mil (Cruzado novo) foram
congelados por 18 meses, recebendo durante esse período uma rentabilidade equivalente a taxa de inflação mais 6% ao ano.
 Substituição da moeda corrente, o Cruzado Novo, pelo Cruzeiro à razão de NCz$ 1,00 = Cr$ 1,00
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 Criação do IOF, um imposto sobre as operações financeiras, sobre todos os ativos financeiros, transações com ouro e ações e sobre todas as retiradas das
contas de poupança.
 Foram congelados preços e salários, sendo determinado pelo governo, posteriormente, ajustes que eram baseados na inflação esperada.
 Eliminação de vários tipos de incentivos fiscais: para importações, exportações, agricultura, os incentivos fiscais das regiões Norte e Nordeste, da indústria
de computadores e a criação de um imposto sobre as grandes fortunas.
 Indexação imediata dos impostos aplicados no dia posterior a transação, seguindo a inflação do período.
 Aumento de preços dos serviços públicos, como gás, energia elétrica, serviços postais, etc.
 Liberação do câmbio e várias medidas para promover uma gradual abertura na economia brasileira em relação à concorrência externa.
 Extinção de vários institutos governamentais e anúncio de intenção do governo de demitir cerca de 360 mil funcionários públicos, para redução de mais de
300 milhões em gastos administrativos.

Plano Collor II
O segundo plano Collor iniciou-se em janeiro de 1991.
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Ele incluiu novos congelamentos de preços e a substituição do taxas de overnight com novas ferramentas
fiscais que incluíam no seu cálculo as taxas de produção antecipada de papéis privados e federais.
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O plano conseguiu produzir apenas um curto prazo de queda na inflação, que retornou a subir novamente em maio de 1991.
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A globalização financeira, se caracteriza por uma elevada intensificação dos fluxos
de capitais internacionais, uma elevação de seu volume e de sua velocidade de
circulação - que tendem a constituir um único mercado mundial de moedas e de
crédito.