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O que é um gás?

Você já deve ter se deparado muitas vezes com alguns gases em sua vida. Eles estão em todos os
lugares e têm as mais variadas utilidades na moderna tecnologia. Por exemplo, o próprio ar, composto
principalmente por oxigênio e nitrogênio, é um exemplo de gás. O néon é o gás utilizado dentro das
lmpadas na ilumina!"o dos letreiros. O metano é o gás proveniente da decomposi!"o do lixo e da
matéria orgnica. O gás car#$nico é aquele que sai da respira!"o e da queima da madeira.
Um exemplo do que não é gás é a água que você toma ou o gelo que você pega no congelador da
geladeira. Outras substâncias que não são gases são: madeira, graite do lápis, merc!rio, sangue e "leo.

#ara dar um exemplo do que é um gás e do que não é um gás, você deve ter imaginado alguma substância
no estado gasoso e outra no estado s"lido ou l$quido. Um gás pode ser qualquer substância no estado gasoso.
%ão são gases outras substâncias no estado s"lido ou l$quido, em certas condi&'es.
(ssim, para termos certe)a do estado, devemos con*ecer as c*amadas %ondi!&es 'ormais de
(emperatura e Press"o, ou simplesmente %'(P. Estas condi&'es são dadas por temperatura de +, - na
escala -elsius ou ./0 1 na escala absoluta e pressão de 2 atm.
#odemos ter o gelo seco, gás carb3nico em baixa temperatura, que é s"lido. Ou ainda podemos esquentar o
merc!rio até que se torne um gás. -om a mudan&a da pressão ou da temperatura, pode acontecer mudan&a de
ase na substância. 4ora das -ondi&'es %ormais de 5emperatura e #ressão, não podemos garantir qual é a ase
que se encontra a substância, se6a s"lido, l$quido ou gasoso.
O oxigênio, nas -%5#, está no estado gasoso, ou se6a, é um gás. %as -%5#, o merc!rio é l$quido e o
alum$nio é s"lido. #odemos dar vários exemplos de gases, l$quidos e s"lidos, dependo de qual ase a
substância se encontra nas -%5#.
(o se enc*er um balão com *élio ou o pneu da bicicleta com o ar comprimido, o gás preenc*e todo o
volume do balão e da câmara. 7uando pressionamos o êmbolo de uma seringa va)ia e ec*amos a outra
extremidade, o ar ocupa todo o volume da seringa. (ssim, além de estar no estado gasoso quando nas -%5#,
o gás ocupa todo o volume do recipiente no qual está inserido.
-omo estudar os gases8
Existem coisas que não podem ser medidas, tais como o pensamento, a consciência ou os valores. Outras
como o comprimento, a velocidade, a or&a, a temperatura, o volume e a pressão podem ser medidos. (ssim,
tudo aquilo que pode ser medido, mensurado é c*amado de grande)a $sica.
#recisamos agora saber quais são as grande)as $sicas importantes para estudarmos os gases. Estas
grande)as $sicas são: o volume, a temperatura e a pressão. 9omente o con*ecimento dos valores destas três
grande)as $sicas basta para se a)er o estudo completo dos gases.
(s unidades mais utili)adas para temperatura, como 6á visto, são o 1elvin :1; ou o -elsius :,-;, para
pressão a atmosera :atm; e para volume o litro :l;. Existem várias outras unidades. #ara temperatura:
4a*ren*eit :,4; ou <an=ine :,<;. #ara volume: ml, cm>, m>, t> ou galão. #ara pressão: mm?g, #ascal :#a;,
@(<, =gAcmB ou libra. mm)g, *mil+metro de merc,rio
Cadas estas três grande)as $sicas, saberemos calcular o estado e as transorma&'es ocorridas no gás
quando con*ecermos exatamente os seus valores. Ou se6a, o valor da temperatura :5;, pressão :p;, volume :D;
e ainda a altera&ão que acontece nestes valores. 9omente medi&'es e cálculos poderão determináElos.
O estado de um gás é dado pelo con6unto de todos os parâmetros que representam o gás. (s
transorma&'es do gás são dadas pela mudan&a dos valores destes parâmetros que caracteri)am o gás.
Fndependentemente da magnitude da varia&ão, ocorre trans-orma!"o quando os valores aumentam ou
diminuem. .eja ela com grande ou pequena altera!"o nos parmetros.
( 5ransorma&ão de Estado do Gás
Damos imaginar alguns valores para as grande)as $sicas que representam um estado do gás. #oder$amos
pensar em quaisquer valores para se ter um exemplo espec$ico. 4ixaremos, então, as variáveis de estado com
os valores: pressão de . atm, temperatura de 0++ 1 e volume de 2+ litros.
9e ocorrer altera&ão em uma destas variáveis de estado, provocaEse a mudan&a nas outras variáveis de
estado do gás. 9e, por exemplo, se a pressão variar para 2 ou 0 atm, a temperatura e o volume podem também
variam, por exemplo para .++ ou H++ 1, e o volume para H ou 2H litros. Ceste modo acontece uma
transorma&ão de estado do gás.
Fndependente de como será a transorma&ão, a permanência no estado indica uma não ocorrência de
transorma&ão. 9e os valores orem descon*ecidos, não podemos determinar o estado do gás e nem con*ecer
a transorma&ão ocorrida.
O <eal versus o Fdeal
.e o taman/o das moléculas de um gás -osse igual ao taman/o de #olas de -ute#ol dentro de um
cesto, isso n"o seria considerado um gás. 0as, se elas -ossem do taman/o dos gr"os do pó de giz, seriam
consideradas part+culas de gás. 1nt"o, um gás é constitu+do de pequenas part+culas, pois as suas
moléculas s"o muito pequenas em rela!"o ao volume.
(s moléculas têm taman*o da ordem de I :angstron;, por volta de 2+E / m. Os volumes têm taman*o da
ordem de cm, por volta de 2+E . m. -om isso, temos mais uma prova de que as moléculas são muito pequenas
em rela&ão ao volume.
'o nosso exemplo, o pó de giz n"o poderia estar junto, compactado. 2o contrário, cada peda!o ou
gr"o deveria estar solto, um #em distante do outro para ser considerado gás. 'o caso das #olas no cesto
existe uma distncia muito pequena entre as #olas, elas estariam quase juntas, n"o podendo ser
consideradas como um gás. Doltando Js ordens de grande)a, as moléculas devem estar separadas por uma
distância maior que o I. Esta distância entre as moléculas, então, deve ser muito maior que as dimens'es das
moléculas.
Os gr"os de pó de giz devem ter camin/o livre dentro do cesto, n"o podem -icar parados ou presos
para serem considerados gás. %o caso das bolas dentro do cesto não existe espa&o para movimenta&ão das
bolas, pois elas icam paradas e presas. Então as bolas não são uma analogia para gás. (s moléculas do gás
devem estar em constante movimento para qualquer dire&ão. #ortanto, uma molécula poderia camin*ar por
todo o volume, se c*ocando com todas as paredes do recipiente.
#ense em todas estas considera&'es eitas acima. Elas são, resumidamente, um modelo que prevê, com
grande precisão, muitos aspectos do comportamento do gás. Este modelo é c*amado 5eoria -inética dos
Gases e as considera&'es são as *ip"teses da teoria cinética dos gases, que são dadas abaixo:
O gás é constitu$do de pequenas part$culas. O n!mero de moléculas existentes em uma dada massa de gás
é muito grande.
( distância média entre as moléculas é muito maior que as dimens'es das pr"prias moléculas. (s
moléculas estão em constante movimento para qualquer dire&ão.
Os gases reais são considerados ideais ou pereitos quando obedecem Js *ip"teses da teoria cinética dos
gases.
EKEL#MO9
2; (quecendoEse um gás sob volume constante, sua pressão aumenta.
(plica&ão: panelas de pressão.
Explicando: o vapor dNágua e o ar aquecido dentro da panela aumentam a pressão sobre a super$cie de água,
que, por causa disso, passa a erver em uma temperatura acima dos 2++,-, que é a temperatura normal de
ebuli&ão da água J pressão de 2 atm.
.; Experiência
Lateriais:
E garraa plástica de rerigerante, va)iaO
E água quente e riaO
E tigelaO
E bexiga de borrac*a.
#rocedimento:
-olocar a bexiga na boca da garraa, conorme igura.
2 E -om a garraa dentro de uma bacia, despe6ar aos poucos a água quente sobre ela e observar o que ocorre
com a bexiga.
. E <etirar a garraa da água quente e observar o que acontece com a bexiga J medida que a garraa esria.
0 E <etirar a bexiga da garraa, deixandoEa aberta.
P E @an*ar a garraa na água quente novamente, de modo que parte do ar em expansão saia da garraa.
H E <ecolocar a bexiga na boca da garraa.
Q E Esriar a garraa com a água ria e observar o que acontece com a bexiga.
<esultado:
(o se aquecer a garraa, aqueceEse o ar em seu interior R este tende a se expandir, mantendo a pressão no
interior da garraa constante :transorma&ão isobárica;.
O balão torna vis$vel essa expansão do gás, pois este se inla. Ou se6a: na primeira parte da experiência,
vemos uma expansão isobárica do gás :ar;.
EsriandoEse a garraa, o ar em seu interior também se esria R como volume e temperatura são diretamente
proporcionais numa transorma&ão isobárica, o volume diminui, o que se veriica pelo aparente esva)iamento
do balão.
7uando retiramos a bexiga e aquecemos a garraa aberta, o gás em seu interior se expande, escapando parte
dele para o meio ambiente. <ecolocando o balão e ban*ando a garraa em água ria, veriicamos que o
volume diminui a ponto de o balão ser SsugadoT para dentro da garraa :claro que o que ocorre realmente é
que o ar externo J pressão ambiente maior do que a pressão interna da garraa empurra a bexiga para dentro;.
#ode até ocorrer de o balão se inlar para dentro da garraa, o que é um eeito bem interessante. Outra coisa
que se pode observar é que a pr"pria garraa plástica se deorma. Esse eeito pode ser eliminado se, em ve) de
garraa de plástico, usarmos uma de vidro.
#ara a simpliica&ão do estudo dos gases, adotaEse um gás *ipotético, o gás pereito ou ideal, que segue
rigorosamente as leis dos gases e mantémEse no estado gasoso. Os gases reais apresentam um comportamento
que se aproxima mais do gás pereito quanto maior or sua temperatura e menor sua pressão.
Em nossa experiência, trabal*amos com um gás real, o ar. %o entanto, a previsão que i)emos se veriicou, o
que indica que as leis dos gases ideais são uma boa aproxima&ão dos casos reais.
9e or bem trabal*ada em sua parte conceitual, essa experiência, além de curiosa, será bastante educativa. Ela
permite, além de explicar as citadas leis, comentar sobre dilata&ão térmica, conversão de calor em trabal*o e
viceEversa, servindo até como uma introdu&ão J 5ermodinâmica.
Vejamos agora algumas aplicações dessas equações em exercícios:
1) (FUVEST – SP) Um recipiente indeformável, hermeticamente fechado, contém ! litros de
um gás perfeito a "! #$, suportando a press%o de & atmosferas' ( temperatura do gás é
aumentada até atingir )!# $'
a* $alcule a press%o +nal do gás'
,* -s,oce o grá+co press%o versus temperatura da transformaç%o descrita'
.oluç%o:
Letra a)
$onsiderando/se que o volume do gás é constante, temos que a transformaç%o é isoc0rica'
(ssim,
.u,stituindo os valores fornecidos pelo pro,lema na equaç%o da transformaç%o isoc0rica, temos:
(ssim, podemos concluir que a press%o e a temperatura s%o grande1as diretamente
proporcionais'
Letra b)
( partir da resoluç%o do item anterior, podemos es,oçar o grá+co da press%o em funç%o da
temperatura 2press%o x temperatura*'

2) (FAAP – SP) ( &3# $, um gás ideal ocupa 4!! cm"' 5ue volume ocupará a /3"# $, sendo a
transformaç%o iso,árica6
.a,e/se que:
7 8 &3# $ 8 "!! 9
7& 8 /3" #$ 8 &!! 9
V 8 4!! cm
"
V& 8 6
:a transformaç%o iso,árica temos que:
, assim:

;odemos concluir que, para a transformaç%o iso,árica, o volume e a temperatura s%o
diretamente proporcionais'
3) (UNIMEP – SP) 4 litros de uma determinada massa gasosa encontram/se a uma press%o de
<,! atm e = temperatura de "!# $' (o sofrer uma expans%o isotérmica, seu volume passa a &!
litros' 5ual será a nova press%o do gás6
:o enunciado temos:
V 8 4 litros
V& 8 &! litros
; 8 <,! atm
;& 8 6
7 8 "!# $ 8 "!" 9 27->;-?(7U?( $@A.7(A7-*
Utili1ando a equaç%o da transformaç%o isotérmica, temos:
:e acordo com a transformaç%o isotérmica, a press%o e o volume, em uma transformaç%o
gasosa, s%o grande1as inversamente proporcionais'
B@,s': ;ara a soluç%o de pro,lemas envolvendo as transformações gasosas devemos utili1ar
.->;?- a temperatura na escala a,soluta 29elvin*'
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
 Identificar as grandezas que envolvem o estado físico de um gás ideal.
 A relação matemática entre as grandezas que envolvem a pressão, o volume e a temperatura
de um gás ideal.
 A solucionar exercícios envolvendo as grandezas que caracterizam o estado de um gás ideal.
Duração das atividades
5 minutos !"ma aula#
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
$emperatura, calor, pressão.
Estratégias e recursos da aula
%ugerimos que o professor inicie a aula fazendo algumas exposiç&es demonstrativas simples,
mas que fornece uma informação adequada ao conte'do que se pretende repassar aos alunos.

Atividade I
(aterial)
 "m *alão de *orrac+a.
 "ma seringa grande sem a agul+a.
,rocedimento)
-. Assopre o *alão enc+endo.o parcialmente e depois deixe o ar sair. /epita isso pelo menos por
tr0s vezes para as paredes de *alão se tornar *em flexível, menos rígida.
1. Deixe sair *oa parte do ar isolando apenas uma pequena parte formando um pequeno *alão
que deverá ca*er dentro da seringa, esquema 2 da Figura 01.
3. Amarre um *ar*ante isolando a parte c+eia de ar, *alãozin+o, e corte as so*ras da *orrac+a,
esquema 4.
5. /etire o 0m*olo da seringa e coloque o *alãozin+o dentro da seringa. 6e7a que o di8metro do
*alãozin+o deve ser um pouco menor que o di8metro da seringa, ou se7a, ele ca*e com folga dentro
da seringa, esquema D, Figura 01.
5. $ampe a extremidade da seringa com o dedo e empurra o 0m*olo da seringa pressionando o
ar dentro da seringa, esquema 9 da figura.
:. Ainda com o dedo vedando a saída de ar na seringa, puxe o em*olo para fora diminuindo a
pressão no interior da seringa, esquema ;, Figura 01.
/epita os procedimentos 5 e : várias vezes em diversos pontos da sala para que todos os
alunos possam acompan+ar e o*servar, sempre pedindo para notarem o que acontece com o *alão no
interior da seringa.
< professor deverá explicar aos alunos que o comportamento do *alão corresponde ao
comportamento do gás em seu interior= o uso do *alão > para se tornar mais perceptivo aquilo que
ocorre com o gás no interior da seringa, e que praticamente não +ouve variação temperatura no
interior do *alão.
9m seguida, pergunte para que respondam oralmente)
< que acontece com o volume do *alão quando forçamos o 0m*olo comprimindo o ar dentro da
seringa?
9 quando puxamos o 0m*olo para fora, diminuindo a pressão no interior da seringa?
9ntão, que relação deve existir entre a pressão e o volume de um gás?
 Deverão ter o*servado que aumentando a pressão o volume diminui e diminuindo a pressão o
volume do *alão aumentou. 4ertamente dirão que o volume > inversamente proporcional @ pressão.

Atividade II
Depois faça a seguinte exposição)
(aterial)
 "m *alão de *orrac+a.
 "ma garrafa vazia.
 "ma vela ou um recipiente com água quente ou morna.
,rocedimento)
-. Adquira uma garrafa vazia, assopre o *alão enc+endo.o de ar. 9svazie o *alão e enc+a.o
novamente, repetindo esse procedimento pelo menos tr0s vezes, para a *orrac+a do *alão se tornar
menos rígida.
1. Adapte a *oca do *alão vazio, no gargalo da garrafa, ve7a esquema 2 da Figura 02.
3. 4oloque a garrafa dentro de um recipiente com água quente, esquema 4 na Figura 02, ou
coloque o fundo da garrafa so*re a c+ama de uma vela, esquema D desta figura.
;aça esse procedimento na mesa da sala de aulas ou em uma posição que todos possam
o*servar. %e necessário repita o procedimento algumas vezes para grupos menores, > importante que
todos este7am atentos e o*servem o que está acontecendo.
,ergunte novamente para a turma responder oralmente.
Ao aquecer o ar dentro da garrafa o que aconteceu com seu volume?
A pressão externa aumentou ou diminuiu?
9ntão, so*re pressão constante como o volume de um gás se relaciona com sua temperatura?
 Ao aumentar a temperatura colocando a garrafa dentro da água morna ou so*re a c+ama
quente de uma vela, o *alão enc+eu, ou se7a, o ar dentro da garrafa sofreu dilatação enc+endo o
*alão. A pressão praticamente permaneceu constante, pois enc+eu pouco o *alão quase sem forçar
suas paredes. Disto conclui.se que o volume varia diretamente com a temperatura.


;aça tam*>m a demonstração da prática experimental esquematizada na Figura 03.
(aterial)
 "ma garrafa vazia
 "ma rol+a de cortiça, ou de *orrac+a ou de plástico, que se adapte a *oca da garrafa.
 4erca de A cm de uma mangueira *em fina e transparente.
 "m pouco de água colorida com tinta ou anilina.
 "ma vela de parafina.
,rocedimento)
1. ;ure a rol+a fazendo um orifício em seu centro tal que a mangueira passe atrav>s dele, mas
de maneira *em 7usta. 4oloque a rol+a na *oca da garrafa que tam*>m deve ficar *em 7usta, *em
apertada, esquema a da Figura 03.
2. Antes de adaptar a mangueira @ rol+a, do*re.a prBximo do ponto m>dio mantendo as duas
extremidades a*ertas para cima. 4oloque tinta ou anilina em um pouco de água e introduza a água
colorida na mangueira at> que fiquem aproximadamente -5 cm de altura de cada lado da mangueira,
ve7a esquema 2 da figura. %e necessário use a seringa para facilitar a introdução da água na
mangueira.
3. Introduza então uma das extremidades da mangueira no orifício da rol+a da garrafa,
manten+a a outra extremidade tam*>m para cima, esquema 4 da figura. %e necessário prenda a
outra extremidade com uma fita aderente ou pedaço de *ar*ante no *ico da garrafa ou use um
suporte. Acenda uma vela e com a parafina vede *em a rol+a para não escapar ar.
4. Aqueça a garrafa com cuidado para a água não trans*ordar. %e as paredes da garrafa forem
*em finas, *asta atritá.la um pouco com um papel toal+a ou esfregando as mãos e colocando as
palmas em contato com a garrafa, se necessário use a c+ama da vela= peça aos alunos para
o*servarem o que acontece com a água na mangueira @ medida que se aquece a garrafa.
Argumente com os alunos que o volume do gás confinado na garrafa, praticamente não sofre
alteração= a variação do volume na mangueira > desprezível, pois, ela deverá ser muito fina.
Depois pergunte so*re esta apresentação)
4omo era a pressão do ar dentro da garrafa antes de aquecer a garrafa?
9 depois que a garrafa foi aquecida?
Cue relação deverá existir entre a pressão e a temperatura com volume constante?
 Deverão dizer que a pressão na garrafa antes do aquecimento era igual a pressão
atmosf>rica, pontos de um mesmo nível de um mesmo fluido. ApBs aquecimento a pressão no
interior da garrafa aumentou, verificado pelo desnível da coluna de água nos dois ramos da
mangueira. 4onclui.se então que a pressão variou diretamente com a temperatura.

Atividade III
Depois o professor poderá exi*ir aos alunos o seguinte filme disponível na internet com o
seguinte título e endereço)

Gás ideal Equação de Clapeyron

+ttp)DDEEE.Foutu*e.comDEatc+?vGA.HIECJpAc
Acesso em 5DKD1--.

Depois de comentar o filme, reforçar com os alunos a equação de 4lapeFron e o que > um gás
ideal.
9quação de 4lapeFron) PV = n!, em que) , > a pressão exercida o*re o gás= 6 > o volume ocupado
pelo gás= $ > a temperatura Ielvin que se encontra o gás= n > o n'mero de moles do gás e / > a
constante universal dos gases.
Gás ideal)
L um gás +ipot>tico, um modelo físico.matemático criado para explicar o comportamento
macroscBpico de um gás. 9ste modelo prev0 que num gás ideal)
 As mol>culas t0m massa não nula, mas seu volume > desprezível=
 As mol>culas não se atraem e nem se repelem, por isso sB +á interação entre elas quando se
c+ocam=
 As colis&es entre as mol>culas são completamente elásticas e o tempo de interação >
desprezível=
 9ntre duas colis&es sucessivas, as partículas estão sempre em movimento retilíneo uniforme e
o*edecem as leis da (ec8nica JeEtoniana=
 < gás, nestas circunst8ncias, pode ser definido pelas suas variáveis macroscBpicas de estado)
6, , e $.
,ara certos valores de pressão e temperatura, pressão mais *aixa e temperaturas mais altas,
as leis dos gases ideais se aplicam @ maioria dos gases reais com grande aproximação, principalmente
para os monoatMmicos.
A partir daí peça aos alunos que atrav>s da equação de 4lapeFron, mostre as relaç&es das
seguintes transformaç&es de certa massa de um gás ideal)
-. Nei de 2oFle.(ariotte, transformação isot>rmica.
1. Nei de. 4+arles e HaF Nussac, transformação iso*árica.
3. Nei de 4+arles, transformação isom>trica ou isovolum>trica ou isocBrica.

De ,6 G n/$, tem.se que ,6D$ G n/= n/ > constante.

,ode.se então escrever) ,-6-D$- G ,161D$1

-. %e $ não varia, $- G$1=

P1V1 = P2V2 ou ,6 G const. ! Nei de 2oFle.(ariotte#

1. %e , não varia, ,- G ,1

V1"!1 = V2"!2 ou 6 G const.$ !Nei de 4+arles e HaF Nussac#

3. %e 6 não varia, 6- G 61

P1"!1 = P2"!2 ou , G const.$ !Nei de 4+arles#

Atividade I6
%e +ouver tempo disponível da aula, o professor poderá ela*orar alguns exercícios para os
alunos individualmente ou em grupos aplicarem o conte'do tra*al+ado.
9xemplos)
-. "m *alão de 1 litros cont>m gás +>lio, @ temperatura de 1OP4 e pressão de
1,.-
5
,a. Determine o n'mero de moles contidos no *alão considerando o comportamento
do +>lio como um gás ideal e massa atMmica de 5 u.a., a constante universal dos gases > /
G A,3- QDmol.R.
1. "m motorista cali*ra os pneus de seu carro com pressão de 3 li*D!pol#
1
de man+ã,
quando a temperatura era de O
o
4. ApBs rodar no asfalto por algum tempo, a temperatura
dos pneus atingira uma temperatura de 1O
o
4. Desconsiderando a dilatação dos pneus, qual
deverá ser a pressão no interior dos mesmos?
-. Aplicando a equação de 4lapeFron)
S ,6 G n/$= 1 litros G 1.-
.3
m
3
G ,1 m
3
e 1
o
4 G 3I
S 1.-
5
.,1 G n.A,3-.3 !"nidades no %I#
S n = 1#
1. $ransformação isom>trica)
S ,-D$- G ,1D$1
S ,-.$1 G ,1.$-
S 3.3 G ,1.1A
S P2 = 32$14 li%ras"&pol'
2

,ara reforçar o conte'do, ao final da aula ou em outro +orário de suas aulas, o professor
poderá fazer uma revisão utilizando uma animação so*re propriedades dos gases, acessando o linR, a
seguir, e apresentando essa animação para a turma. (ostre a eles como as opç&es de ,, 6, $ !,ressão,
volume e temperatura# e o n'mero de partículas, *em como a quantidade de calor, C, podem ser
controlados na simulação. ;ixe o valor de algumas grandezas, mantendo duas variando para mostrar
como essas relacionam entre si, isoladamente.