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INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA

LICENCIATURA EM QUÍMICA
DISCIPLINA: FÍSICA EXPERIMENTAL I












GRAVIDADE















PORTO SEGURO/2014
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Gravidade


































Porto seguro/2014

Relatório apresentado à
disciplina Física Experimental
I ministrada pelo Professor......
como requisito parcial de
avaliação. Semestre 2014.1
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GRAVIDADE
1. Objetivo
Determinar o valor da gravidade de Porto Seguro e verificar o erro relativo ao
experimento.

2. Introdução Teórica
Do latim gravĭtas, a gravidade é uma força física que a Terra exerce sobre todos os
corpos no respectivo centro. Também se trata da força de atração dos corpos em razão da
sua massa.
Ao estudar o movimento da Lua, Newton concluiu que a força que faz com que ela
esteja constantemente em órbita é do mesmo tipo que a força que a Terra exerce sobre um
corpo em suas proximidades. A partir daí criou a Lei da Gravitação Universal.
Lei da Gravitação Universal de Newton: "Dois corpos atraem-se com força
proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que
separa seus centros de gravidade”.

, onde:
F=Força de atração gravitacional entre os dois corpos
G=Constante de gravitação universal

M e m = massa dos corpos
d=distância entre os centros de gravidade dos corpos.
Nas proximidades da Terra a aceleração da gravidade varia, mas em toda a litosfera
(camada em que há vida) esta pode ser considerada constante, seus valores para algumas
altitudes determinadas são mostradas na tabela 1 abaixo:

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Tabela1: Variação da gravidade em relação à altitude.
altitude (km) Aceleração da Gravidade (m/s²) Exemplo de altitude
0 9,83 Nível do mar
8,8 9,80 Cume do Monte Everest
36,6 9,71 Maior altura atingida por balão tripulado
400 8,70 Órbita de um ônibus espacial
35700 0,225 Satélite de comunicação

A gravidade relaciona-se com o peso, isto é, a força de gravidade que exerce a
massa do planeta sobre todos os objetos que se encontram dentro do seu campo de
gravidade. O peso do mesmo corpo pode variar de um planeta para outro, consoante à
massa destes seja diferente da massa da Terra.
Foi o físico, matemático, filósofo e simultaneamente inventor inglês Sir Isaac
Newton quem propôs a lei de gravitação universal (ou teoria da gravidade). Newton afirmou
que todo o objeto que possui massa exerce uma atração gravitacional sobre qualquer outro
objeto com massa, para além da distância existente entre ambos. Quanto maior a massa,
maior a força de atração; por outro lado, quanto mais próximos os objetos, maior a força de
atração entre eles.
O estudo dessa relação, da forma como foi apresentada por Newton, é chamado de
mecânica Newtoniana. Quando se fala em força gravitacional, refere-se à força que atrai um
corpo na direção do centro da terra, ou seja, verticalmente para baixo.
Ao redor da Terra atua uma região conhecida como campo gravitacional. Ele tem
como principal objetivo atrair todos os corpos para o centro da Terra. Essa atração acontece
por meio da influência de uma força, a força gravitacional. Qualquer corpo pode sofrer a
influência dessa força. Segundo Newton, isso acontece porque o peso do corpo sempre está
dirigido para o centro da Terra. Quando os corpos chegam ao campo gravitacional, sofrem
variação em sua velocidade, porque adquirem aceleração, aqui chamada de aceleração da
gravidade, representada pela letra g.
A representação matemática para esse fenômeno é dada pela equação:
P= m.g, onde: P = peso do corpo;
m = massa do corpo;
g = aceleração da gravidade.

O peso de um objeto varia de acordo com a gravidade atuando sobre ele. Portando,
se formos a outros planetas, apesar de termos a mesma massa, teremos peso diferente.
Isso por que o peso é o produto da massa pela gravidade naquele planeta (P = m x g). A
constante gravitacional de um planeta pode ser calculada dividindo-se o peso de um objeto
por sua massa (g = P/m). Este valor será o mesmo para todos os objetos em um mesmo
planeta.
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3. Materiais utilizados
 03 objetos: um de ferro, um de metal e um de madeira;
 01 Balança analítica;
 01 Dinamômetro;

4. Procedimentos
1. Com o auxílio da balança analítica, mediu-se o peso dos objetos antes da realização
do experimento;
2. Com o auxílio do dinamômetro, mediu-se a força exercida pelos objetos. O
procedimento foi repetido com cada peso por 10 (dez) vezes sendo registrados os
resultados.

5. Resultados
O peso dos objetos foi obtido em uma balança analítica, como mostra a tabela 2
abaixo:

Tabela2: Peso dos objetos

O objeto foi suspenso verticalmente, preso ao dinamômetro, exercendo duas forças
iguais, porém contrárias, F e -F: Agindo sobre o objeto, a força -F se deve ao fato da atração
gravitacional da terra e representa a força-peso. O Peso do objeto é o modulo da força
necessária para impedir que ele caia livremente, medido em relação ao solo. Para que o
objeto permaneça em repouso, o dinamômetro exerce uma força para cima equilibrando
assim a força gravitacional que a terra exerce sobre o objeto. Através dessas forças,
calcula-se por meio do peso obtido a gravidade experimental que está sendo exercida sobre
este objeto.
Após a obtenção da massa dos objetos, mediu-se a força exercida pelos corpos no
dinamômetro 10 vezes (cada), no qual é representado pela letra N, medidas em N (Newton),
descritas na tabela 3 abaixo:


Massas dos Objetos
Objeto 1º Objeto 2º Objeto 3º Objeto
Massa em (g) 20,40 70,15 190,34
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Tabela 3: Medições dos objetos em Newton

De acordo com a tabela acima, observa-se que ao aumentarmos a massa dos
objetos o Peso (em N) também aumenta, confirmando que o peso está relacionado
propriamente à massa.
Partindo da equação g=

, onde g é a gravidade, P o peso experimental do objeto
encontrado em N e m é a massa do objeto, encontra-se a gravidade experimental de cada
objeto.
Gravidade do 1° Objeto
g=

 P=0,02 N; m= 20,40g
g =

= 9,8 m/s
2
(Valor da gravidade encontrada experimentalmente).

Gravidade do 2º Objeto
g=

 P= 0,68 N; m= 70,15g
g =

= 9,7m/s
2
(Valor da gravidade encontrada experimentalmente).

Gravidade do 3º Objeto
g=

 p= 1,88 N ; m=190,34g
g =

= 9,87 m/s
2
(Valor da gravidade encontrada experimentalmente).


Medições experimentais, medidas em Newton (N)
Medições 1º Objeto 2º Objeto 3º Objeto
01 0,02 0,68 1,88
02 0,02 0,68 1,88
03 0,02 0,68 1,88
04 0,02 0,68 1,88
05 0,02 0,68 1,88
06 0,02 0,68 1,88
07 0,02 0,68 1,88
08 0,02 0,68 1,88
09 0,02 0,68 1,88
10 0,02 0,68 1,88
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Erro relativo:
Utilizando a equação:


encontra-se o erro relativo de cada objeto.
Erro relativo do 1º Objeto
Valor experimental = 9,7m/s
2
e Valor real = 9,8 m/s
2


(Erro nulo)
Erro relativo do 2º Objeto
Valor experimental= 9,7m/s
2
e

Valor real= 9,8 m/s
2

= 1% (Erro relativo)

Erro relativo do 3º Objeto
Valor experimental= 9,87 m/s
2
e Valor real=9,8 m/s
2

% (Erro relativo)
6. Conclusões
Pode-se observar que a gravidade variou de acordo com o objeto utilizado, devido a
diferença de massa entre eles. No entanto, teoricamente, a gravidade só varia em função da
altitude, o que expõe que os experimentos foram de alguma forma afetada por erros
relativos ou grosseiros. A comparação da gravidade experimental dos objetos com a
gravidade real que é de 9,8 m/s
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, foi bem próxima da real. De acordo com os recursos
adotados para a realização do experimento, podemos concluir que o cálculo da gravidade foi
satisfatório e estando de acordo com a teoria.
O erro das medições realizadas foi pequeno de acordo com os cálculos, este erro
relativo encontrado pode ser associado ao observador na manipulação dos dados e/ou aos
materiais utilizados para a realização do experimento.

7. Referências
HALLIDAY, David. RESNICK, Robert. Física 4ª ed., volume 1. Livros Técnicos e científicos,
Rio de Janeiro, 1983.

CRUZ, Carlos Henrique de Brito. FRAGNITO, Hugo Luis. Guia para Física Experimental –
Caderno de Laboratório, Gráficos e Erros, versão 1.1, IFGW Unicamp. Campinas, 1997.

<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/GravitacaoUniversal/gu.php>.Acesso em
08/04/2014 às 14hs 38min