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CURSO ON-LINE – ECONOMIA BRASILEIRA
ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – AFC/STN
TEORIA E EXERCÍCIOS
PROFESSOR: FRANCISCO MARIOTTI
1
Prof. Francisco Mariotti www.pontodosconcursos.com.br
Aula Um
Olá, Pessoal!
Damos então início à aula de Economia Brasileira voltada especialmente
para a prova Analista de Finanças e Controle da ecretaria do !esouro
"acional#
"a primeira e na se$unda aula voltaremos os nossos estudos
%asicamente para os aspectos relativos ao passado recente da economia
%rasileira# Como não poderia dei&ar de ser, trata'se de uma aula %astante
dissertativa, motivo pelo (ual peço %astante atenção de voc)#
A proposta das aulas * a de ser a mais o%+etiva possível, ou se+a, ,arei a
a%orda$em dos conte-dos de ,orma direta, de%atendo e apresentando os
principais temas e assuntos pertinentes a cada item do conte-do pro$ramático#
"ão menos importante, (uero destacar (ue * ,undamental para o completo
entendimento e ,i&ação dos pontos a serem narrados, (ue voc) se dedi(ue um
pouco ao estudo da mat*ria de macroeconomia presente no concurso, visto
(ue esta permite uma sustentação te.rica de tudo (ue será de%atido no curso
de Economia Brasileira#
/uero destacar, entretanto, (ue caso o o%+etivo do curso ,osse um
apro,undamento so%re os diversos pontos inerentes à economia nacional, daí
então, com certe0a, eu precisaria de um tempo muito maior de estudo, com
uma a%orda$em pr*via dos con1ecimentos de macroeconomia# De todo modo,
como isso não * possível, 1a+a vista o curto tempo at* a prova, procurei ser
%astante minucioso, a%ordando os diversos aspectos constantemente co%rados
em prova#
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Em sendo assim, para (ue eu simplesmente ,aça voc) 2cair de pára'
(uedas3 no meio da Economia Brasileira, optei em estender a a%orda$em da
aula, na verdade retroa$indo um pouco mais so%re o passado recente da
economia do país, con,orme ,icará claro +á no início da aula# 4uito em%ora
ense+e um tempo maior dedicado ao estudo, * ,undamental para a
consolidação dos pontos co%rados pela %anca no edital# "ão menos
importante, caso a EAF resolva co%rar (uest5es com temas pr*vios ao
período do mila$re econ6mico, voc) estará %em preparado#
ão os se$uintes os pontos a serem a%ordados nesta aula um7
1. Evolução da economia brasileira e da política econômica desde
o período do “milagre econômico”.
Os pontos do conte-do pro$ramático destacados em itálico, no corpo da
aula, são ,onte de ,undamentação para o (ue veremos mais a ,rente, en(uanto
(ue a(ueles não destacados, identi,icados a partir do item 283, são a(ueles
e&plicitamente presentes no conte-do pro$ramático da mat*ria#
9 pe(ueno o 1ist.rico de (uest5es da EAF em termos de Economia
Brasileira# Em sendo assim, optei por adicionar (uest5es por outras %ancas
or$ani0adoras# Considerando (ue o tema o 21ist.rico3, as (uest5es sempre se
encontram mais atuali0adas#
Feitos os comentários iniciais, passo então à aula propriamente escrita#
:m $rande a%raço e %ons estudos!
4ariotti
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1. O Processo e I!"s#r$%&$'%()o: o *rocesso e e+*%!s)o
c%*$#%&$s#% o ,$- o s.c"&o XIX /s cr$ses os %!os 10123
% $!"s#r$%&$'%()o Br%s$&e$r% os %!os 1042 %o ,$- os %!os 1055
A evolução do entendimento econômico, devidamente aplicado à
economia brasileira, passou por um grande processo de mudanças a partir da
ascensão de Getúlio Vargas à Presidência do país, ainda nos anos de 1!"#
$omeçava ali o c%amado modelo econômico de S"6s#$#"$()o e
I-*or#%(7es, o &ual consistia na troca de compra da produção e'terna de
bens e serviços pela escol%a de produção interna ao país# $om a &ueda de
Getúlio e, posteriormente, com a c%egada do mineiro (uscelino )ubitsc%e* à
presidência da república, +oi implantado no país o c%amado Plano de ,etas#
Passamos a discorrer mais criteriosamente sobre este período, de +orma
a estruturarmos os impactos econômicos so+ridos pela economia, bem como o
modelo de desenvolvimento adotado pelo país no p-s.guerra /+im da segunda
guerra mundial0#
1.1 O Processo e S"6s#$#"$()o e I-*or#%(7es
1o período compreendido entre a proclamação da 2epública at3 a
c%egada de Getúlio Vargas ao poder, a economia brasileira dependia
basicamente do bom desempen%o das e'portaç4es, &ue na 3poca se
restringiam a algumas poucas commodities agrícolas, especialmente o ca+3,
caracteri5ando a economia brasileira como essencialmente agroe'portadora#
6 bom desempen%o dependia das condiç4es do mercado internacional de
ca+3, sendo a vari7vel.c%ave nesta 3poca o seu preço internacional# As
condiç4es deste mercado não eram totalmente controladas pelo 8rasil#
,esmo sendo o principal produtor de ca+3, outros países tamb3m in+luíam
na o+erta, sendo boa parte do mercado controlado por grandes compan%ias
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atacadistas &ue especulavam com esto&ues /na medida em &ue se buscava
um aumento do preço do produto no mercado internacional, restringia.se a
o+erta0#
A demanda dependia das oscilaç4es no crescimento mundial,
aumentando em momentos de prosperidade econômica e retraindo.se &uando
os países ocidentais /especialmente 9:A e ;nglaterra0 entravam em crise ou
em guerra# <este modo, as crises internacionais causavam problemas muito
grandes nas e'portaç4es brasileiras de ca+3, criando s3rias di+iculdades para
toda economia brasileira, dado &ue praticamente todas as outras atividades
dentro do país dependiam direta ou indiretamente do desempen%o do setor
e'portador ca+eeiro#
As condiç4es do mercado internacional de ca+3 tendiam a tornarem.se
mais problem7ticas na medida em &ue as plantaç4es do produto no 8rasil se
e'pandiam# 1as primeiras d3cadas do s3culo == a produção brasileira cresceu
desmensuradamente# 6 8rasil c%egou a produ5ir so5in%o mais ca+3 do &ue o
consumo mundial, obrigando o governo a intervir no mercado, estocando e
&ueimando ca+3 /lembre.se &ue &uando estudamos %ist-ria do 8rasil, no
col3gio, abordamos o $onvênio de >aubat3#0# 1este período as crises e'ternas
sucederam.se em +unção tanto de oscilaç4es na demanda /crises
internacionais0, como em decorrência da superprodução brasileira do grão#
9m 1!", estes dois elementos se con?ugaram, a produção nacional era
enorme e a economia mundial entrou numa das maiores crises de sua %ist-ria#
A depressão no mercado internacional de ca+3 logo se +e5 sentir e os preços
vieram abai'o# ;sto obrigou o governo a intervir +ortemente, comprando e
estocando ca+3, desvalori5ando o c@mbio com o ob?etivo de proteger o setor
ca+eeiro
1
e ao mesmo tempo sustentar o nível de emprego, de renda e de

1
A desvalorização do câmbio faz com que cada unidade de dólar norte-americano compre mais unidades de moeda
nacional (cruzeiro). Nesta condição eiste um est!mulo " compra de caf#.
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demanda agregada# 9ste con?unto &ue problemas dei'ava claro &ue a situação
de dependência da economia brasileira, especialmente das e'portaç4es de um
único produto agrícola, era insustent7vel#
A crise dos anos !" +oi um momento de ruptura no desenvolvimento
econômico brasileiroA a +ragili5ação do modelo agroe'portador trou'e à tona a
consciência sobre a necessidade da industriali5ação do país como +orma de
superar os constrangimentos e'ternos e o subdesenvolvimento# 1ão +oi o início
da industriali5ação brasileira /esta ?7 %avia se iniciado desde o +inal do s3culo
=;=0, mas o momento em &ue um novo modelo econômico, sustentado por um
novo governo, passou a ser meta priorit7ria#
9ste ob?etivo, por3m, envolvia grandes es+orços em termos de geração
de poupança /din%eiro utili5ado em investimentos produtivos0 e sua
trans+erência para a atividade industrial# ;sto s- seria possível com uma
grande alteração na política econômica vigente, baseado no rompimento com o
9stado olig7r&uico e descentrali5ado da 2epública Vel%a, al3m da trans+erência
e centrali5ação do poder e dos instrumentos de política econômica nas mãos
do Governo Bederal# 9ste +oi o papel desempen%ado pela 2evolução de !"#
<ela decorreram o +ortalecimento do 9stado 1acional e a ascensão de novas
classes econômicas ao poder, o &ue permitiu colocar a industriali5ação como
meta priorit7ria, como um pro?eto nacional de desenvolvimento#
A +orma assumida pela industriali5ação +oi o c%amado Processo de
Cubstituição de ;mportaç4es /PC;0# <evido ao estrangulamento e'terno ora
e'istente, gerado de +orma especial pela crise internacional ocasionada pela
&uebra da 8olsa de 1ova Dor*, %ouve a necessidade de produ5ir internamente
o &ue antes era importado, de+endendo.se dessa +orma o nível de atividade
econômica interna /produção interna0# A $!"s#r$%&$'%()o ,e$#% % *%r#$r
es#e *rocesso e s"6s#$#"$()o e $-*or#%(7es ,o$ "-% $!"s#r$%&$'%()o
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8o&#%% *%r% e!#ro9 o" se:%9 ;"e 8$so" %#e!er o -erc%o co!s"-$or
$!#er!o#
6 modelo de Cubstituição de ;mportaç4es consistiu no processo +orçado
de industriali5ação brasileira, como +orma de superação dos problemas
e'ternos e, conse&uentemente, da mudança da pauta e'portadora do país no
m3dio pra5o#
9m lin%as gerais, pode.se di5er &ue o PC; +oi derivado do c%amado
processo de estrangulamento e'terno, re+erenciado na &ueda no valor das
e'portaç4es de produtos agrícolas, mas com a crescente demanda interna por
bens importados#
A política de PC; teve continuidade durante o período de saída e retorno
de Vargas ao poder, o &ue signi+icou, em lin%as gerais, o +im ine&uívoco da
dependência e'terna do país à e'portação ca+eeira#
1.1.1 As *o&<#$c%s e $!#er8e!()o o Es#%o !% *r$-e$r% -e#%e
% .c%% e 1052.
1o cen7rio internacional P-s.Cegunda Guerra ,undial, iniciou.se a
grande rivalidade entre os 9:A e a :nião Covi3tica, &ue no aspecto econômico
coincidiu com o período de escasse5 de d-lares# 6 8rasil passou por sucessivas
crises de 8alanço de Pagamentos, o &ue +e5 com &ue o governo abandonasse
literalmente o aspecto liberal das políticas econômicas e assim adotasse um
modelo de desenvolvimento industrial com a relevante participação estatal#
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6 elevado volume de importaç4es da economia nacional, no período
compreendido entre 1EF.1FF, levou o governo à adoção de medidas de
controle do c@mbio como +orma de minimi5ar os impactos sobre o balanço
G
#
6 car7ter social do governo Vargas levou à publicação de uma e'tensa
legislação, especialmente trabal%ista, &ue bene+iciou grande parte dos
trabal%adores# 1o plano de intervenção econômica o governo Vargas +undou a
$ompan%ia Vale do 2io <oce e a $ompan%ia Ciderúrgica 1acional, empresas
estas &ue passariam a ter papel +undamental no processo industrial do país#
Ainda tomava corpo no @mbito da intervenção econômica promovida por
Vargas a necessidade de +inanciamento do desenvolvimento econômico, o &ue
coincidiu com a criação do 8anco 1acional de <esenvolvimento 9conômico H
81<9
!
e da P9>2682AC#
6 81<9 +oi +ruto de pro+unda discussão entre o governo brasileiro, o
8anco ,undial e o 9'imban*
E
# A promessa de repasse de recursos para a nova
;nstituição no montante de :CI F"" mil%4es permitiu &ue o pro?eto +osse
e+etivado, criando.se o 8anco em 1FG# ,uito embora ten%a ocorrido uma
s3rie de mudanças nas promessas +eitas pelos bancos internacionais &uanto ao
repasse de recursos ao 81<9, o pro?eto da ;nstituição +oi levado à +rente,
entretanto, com um menor volume de recursos disponíveis para a reali5ação
de +inanciamentos#
A criação da P9>2682AC no ano de 1F! +oi decorrente da intensa
campan%a iniciada no P-s.Guerra sob o título J6 Petr-leo 3 nossoK# Ap-s uma

$
%onforme destacadp na nota de rodap# 1& com a desvalorização cambial& al#m de estimular as eportaç'es&
desestimula-se as importaç'es& (a)a vista que os produtos estran*eiros se tornam mais caros em termos da quantidade
de moeda nacional.
+
,omente em 1-.$ o /N01 teve a sua denominação alterada para /N01,& isto em função da criação de uma 0iretoria
destinada " an2lise de financiamento de pro)etos sociais.
3
4nstituição Norte-Americana respons2vel pelo financiamento de importaç'es e eportaç'es ao 15A.
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s3rie de discuss4es de cun%o político +oi dada à empresa o ,onop-lio na
e'tração do petr-leo
F
#
1.1 O P&%!o e Me#%s e % $!"s#r$%&$'%()o *es%%
6 Plano de ,etas adotado no governo (uscelino )ubitsc%e* pode ser
considerado o auge deste modelo de desenvolvimentoA o r7pido crescimento
do produto e da industriali5ação no período acentuou as contradiç4es
mencionadas# 6 principal ob?etivo do plano era estabelecer as bases de uma
economia industrial madura no país, introdu5indo o ímpeto ao setor produtor
de bens de consumo dur7veis#
6 Plano +oi dividido especialmente nos seguintes ob?etivosL
• ;nvestimentos estatais em in+ra.estrutura, com desta&ue para os
setores de transporte e energia el3trica# 1o &ue di5 respeito aos
transportes, cabe destacar a mudança de prioridade &ue at3 o
governo Vargas se centrava no setor +errovi7rio e no governo ()
passou para o rodovi7rio, &ue estava em conson@ncia com o
ob?etivo de introdu5ir o setor automobilístico no paísA
• 9stímulo ao aumento da produção de bens intermedi7rios, como o
aço, o carvão, o cimento, o 5inco etc#, &ue +oram ob?etos de planos
especí+icosA
• ;ncentivos à introdução dos setores de bens de consumo dur7veis e
bens de capital /m7&uinas e e&uipamentos utili5ados na produção0A
e

6
7 processo de distribuição foi atribu!do "s compan(ias estran*eiras.
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• ;ncentivo à produção industrial privada por meio da concessão de
cr3dito em massa#
M interessante observar a coerência &ue e'istia entre as metas do plano,
em &ue se visava impedir o aparecimento de pontos de estrangulamento na
o+erta de in+ra.estrutura e bens intermedi7rios para os novos setores, bem
como, atrav3s dos investimentos estatais, garantir a demanda necess7ria para
produção adicional#
6 cumprimento das metas estabelecidas +oi bastante satis+at-rio, sendo
&ue em alguns setores estas +oram superadas, mas em outros +icaram a&u3m#
$om isso, observou.se r7pido crescimento econômico no período com
pro+undas mudanças estruturais, em termos da base produtiva do país#
1ão obstante, o plano trou'e uma s3rie de problemas# 6 +inanciamento
dos investimentos públicos, na ausência de uma re+orma +iscal
N
condi5ente
com as metas e os gastos estipulados, teve &ue se valer principalmente da
emissão monet7ria
O
, observando.se no período uma grande aceleração
in+lacion7ria# <o ponto de vista e'terno, observou.se uma deterioração do
saldo em transaç4es correntes
P
e o crescimento da dívida e'terna# A
concentração da renda ampliou.se devido ao desestímulo à agricultura e o
conse&uente investimento de capital intensivo na indústria

#

8
9el(oria dos perfis tanto da arrecadação de receita quanto dos *astos p:blicos.
;
5ma das formas poss!veis do *overno se financiar # por meio da emissão monet2ria& ou se)a& simplesmente rodando
din(eiro novo e pa*ando os seus compromissos. 1ssa ação # bastante temer2ria& visto que tende a provocar a
depreciação do poder de compra da moeda& dado que um ecesso de din(eiro pode *erar inflação& que faz com que
uma simples unidade monet2ria compre cada vez menos bens.
.
As transaç'es correntes referem-se a uma das rubricas do balanço de pa*amentos& na qual são computadas as
eportaç'es e as importaç'es de bens& al#m do pa*amento dos )uros da d!vida eterna contra!da pelo pa!s (setor
p:blico e setor privado).
-
7s industriais passaram a acumular a maior fatia da renda& retirando esta do campo e& consequentemente& piorando a
distribuição dos recursos& visto que boa parte da população ainda vivia em 2reas rurais.
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1.4 A cr$se % eco!o-$% 6r%s$&e$r% !% *r$-e$r% -e#%e % .c%%
e 10=2 e %s re,or-%s es#r"#"r%$s !o $!<c$o o >o8er!o -$&$#%r.
6 início dos anos N" caracteri5ou.se pela primeira grande crise
econômica do 8rasil em sua +ase industrial# 1este período ocorreu uma &ueda
importante dos investimentos e a ta'a de crescimento da renda brasileira caiu
+ortemente em +unção da materiali5ação das contradiç4es inerentes ao
processo de substituição de importaç4es# Para dar prosseguimento ao
desenvolvimento econômico, tornava.se necess7rio desenvolver o setor de
bens de capital
1"
e ampliar o setor de bens intermedi7rios
11
&ue estavam
de+asados, assim como a in+ra.estrutura
1G
urbana#
V7rios problemas se colocaram neste sentido, em especial a ausência de
mecanismos de +inanciamento ade&uados, tanto para o setor público, &ue se
encontrava com elevado d3+icit público
1!
devido aos gastos reali5ados no Plano
de ,etas /durante o governo de (uscelino )ubitsc%e*0, como para o setor
privado, em um momento em &ue as altas escalas de capital dos setores a
serem implantados necessitavam de maiores recursos +inanceiros para
viabili5ar o investimento#
6utro problema &ue se colocava ao prosseguimento do desenvolvimento
era &ue tanto o setor de bens de capital como o setor de bens intermedi7rios,
c%amados setores de Jdemanda derivadaK, isto 3, setores em &ue a demanda
pelos produtos depende diretamente da demanda pelos produtos +inais na
economia# 9m virtude da concentração de renda da economia e da ausência de
mecanismos de +inanciamento ao consumidor
1E
, a demanda pelos produtos do

1<
/ens de capital referem-se " produção de m2quinas e equipamentos utilizados no processo produtivo.
11
/ens intermedi2rios são bens considerados na produção de bens finais. Na produção de um pneu de automóvel& por
eemplo& # utilizada mal(a de ação e borrac(a. 1stes bens podem ser considerados como bens intermedi2rios.
1$
=uas& avenidas& redes de 2*ua e es*oto.
1+
1cesso de *astos em relação "s receitas p:blicas.
13
%oncessão de cr#dito atrav#s de instituiç'es financeiras.
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setor de bens de consumo dur7veis
1F
era bastante limitada, restringindo os
impactos /estímulos0 deste setor para o resto da economia# A conse&uência
desta situação +oi a retração nas ta'as de crescimento e a aceleração
in+lacion7ria
1N
#
9ra um consenso na 3poca a necessidade de re+ormas institucionais &ue
promovessem um &uadro +avor7vel à retomada dos investimentos#
6 governo (@nio Quadros procurou adotar medidas &ue cun%o
ortodo'o
1O
, baseando.se na contenção gasto público
1P
e de uma política
monet7ria contracionista
1
# ,uito embora as medidas ten%am sido muito bem
recebidas, no nível político (@nio en+rentava s3rias di+iculdades para aprovação
destas, %a?a vista a ine'istência de base parlamentar no $ongresso# Por meio
de um gesto enigm7tico (@nio renunciou, esperando contar com a população
para &ue o trou'esse de volta ao poder e assim pudesse dar continuidade às
suas pretens4es# 6 resultado todos n-s sabemos# (@nio não obteve sucesso, e
ainda gerou um s3rio problema a ser administrado pelo Parlamento, pois a
$onstituição brasileira à 3poca previa &ue o Vice.Presidente deveria assumir#
Por meio de uma solução de conciliação o $ongresso alterou o regime do
governo do país do Presidencialismo para o Parlamentarismo, o &ue permitiu o
tempo de retorno de (oão Goulart ao 8rasil, &ue se encontrava +ora e, ao
mesmo tempo, &ue >ancredo 1eves assumisse como Primeiro ,inistro
interinamente#

16
>enda aos consumidores de *eladeiras e televis'es& com produção incipiente no pa!s.
18
Neste caso a inflação ocorreu pelo lado da oferta& uma vez que eistiam poucos produtos dispon!veis.
1;
7rtodoia& em economia& se refere 2 adoção de pol!ticas econ?micas conservadoras& adequadas 2 re*ra tradicional
de condução da própria economia.
1.
A contenção dos *astos p:blicos contribui para a redução do d#ficit p:blico.
1-
Aliado 2 contenção dos *astos& uma pol!tica monet2ria restritiva impede um financiamento monet2rio dos
compromissos do *overno& contribuindo assim para minimização do processo inflacion2rio decorrente do ecesso de
din(eiro em circulação.
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A +ase do parlamentarismo do Parlamentarismo durou at3 1NG# 1este
período o P;8 do país teve elevado crescimento, derivado da +ase de
maturação do Plano de ,etas# 1ão obstante, a in+lação no período teve +orte
elevação, passando de E"R ao ano# Por meio de um plebiscito convocado por
(ango, a população votou pelo retorno do Presidencialismo, o &ue permitiu ao
governante mais estabilidade para condução da 9conomia#
Siderado por $elso Burtado o governo lançou o P&%!o Tr$e!%&,
baseando.se nas propostas de impulso ao crescimento econômico com
combate à in+lação e a adoção de re+ormas sociais# 6s ob?etivos especí+icos do
Plano eramL
• 2edu5ir a ta'a de in+lação para GFR em 1N!, e at3 1NF alcançar
o patamar de 1"RA
• $rescimento dos sal7rios na mesma proporção do aumento da
produtividade da mão.de.obra
G"
A
• 2eali5ação da 2e+orma Agr7ria tanto para redução da crise social
&ue a+etava o país à 3poca &uanto para permitir a elevação do
consumo de ramos industriaisA
• 8usca pela renegociação de dívida e'terna, a &ual gerava grande
pressão sobre o pagamento de ?uros e, conse&uentemente, sobre o
balanço de pagamentosA e
• Promover o crescimento do P;8 de OR a#a##

$<
Aumentado-se a produtividade da mão-de-obra& ou se)a& a quantidade de bens a serem produzidos por um
trabal(ador em um mesmo tempo& aumenta-se os *an(os do empres2rio e& desta forma& os *an(os dos trabal(adores
por meio do aumento salarial.
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,uito embora as propostas do Plano +ossem positivas, não encontraram
guarida# A vertente es&uerdista do governo contribuiu para o isolamento do
país, de +orma a impedir com &ue boa parte do plano obtivesse sucesso# A
publicação da Sei n
o
E#1!1TNG, &ue tratava do controle de capital estrangeiro
G1
,
em &ue a remessa de lucros provenientes dos investimentos produtivos no país
+icava limitada a 1"R, provocou uma sensível redução de novos investimentos
na economia nacional#
A+ora estes aspectos, mas em lin%a com a vertente es&uerdista da
política, (ango resolveu aumentar o sal7rio do +uncionalismo público e
restabeleceu subsídios agrícolas abolidos no início do programa, contribuindo
para a escalada in+lacion7ria no ano de 1N!#
A elevação das tens4es no campo político, con?untamente com a política
de e'propriação de empresas estrangeiras, contribuíram para a insatis+ação
das +orças armadas, cansadas de e'acerbada +iloso+ia adotada pelo governo# 6
resultado deste conte'to +oi &ueda de (oão Goulart, destituído por meio do
Golpe ,ilitar de março de 1NE#
9m resumo, pode.se di5er &ue tanto o governo de (@nio Quadros &uanto
o governo de (oão Goulart +oram prisioneiros da situação política e, apesar de
buscarem di+erentes +ormas de resolver a &uestão e encamin%ar a solução
econômica, ocorreu certo imobilismo no campo nacional e internacional# 1este
conte'to, o golpe militar de 1NE, impondo de +orma autorit7ria uma solução
para a crise política, +oi uma precondição ao encamin%amento Jt3cnicoK das
medidas de superação da crise econômica . re+ormas constitucionais e
condução da política econômica de +orma ade&uada e segura#

$1
1ntrada e sa!da de recursos estran*eiros.
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1.4.1 O PAE? e o >o8er!o -$&$#%r
6 governo $astelo 8ranco lançou o PA9G /Plano de Ação 9conômica do
Governo0, com vistas a resolver os problemas econômicos do país# 6 PA9G
pode ser dividido em duas lin%as de atuaçãoL políticas con?unturais de combate
à in+lação, associadas a re+ormas estruturais &ue permitiram o
e&uacionamento dos problemas in+lacion7rios e das di+iculdades &ue se
colocavam ao crescimento econômico#
6s ob?etivos colocados pelo PA9G eramL acelerar o ritmo de
desenvolvimento econômicoA conter o processo in+lacion7rioA atenuar os
dese&uilíbrios setoriais e regionaisA aumentar o investimento e com isso o
empregoA e corrigir a tendência ao dese&uilíbrio e'terno do balanço de
pagamentos# 6 controle in+lacion7rio eTou as +ormas de conviver com ela eram
vistos como precondiç4es para a retomada do desenvolvimento, e o combate à
in+lação s- poderia ser +eito acoplado às re+ormas institucionais#
6 diagn-stico sobre a in+lação, &ue %avia subido para P!,GR a#a# em
1N!, centrava.se no e'cesso de demanda
GG
# 9ste era e'plicado em +unção da
tendência ao d3+icit público
G!
, da elevada propensão a consumir /decorrente da
política salarial +rou'a dos períodos anteriores . os c%amados Jarroubos
populistasK0 e tamb3m da +alta de controle sobre a e'pansão do cr3dito# 9stas
press4es in+lacion7rias propagavam.se com a e'pansão monet7ria, &ue era o
veículo para sua perpetuação#
9speci+icamente, as principais metas do PA9G eramL

$$
5m ecesso de demanda faz com que (a)a um volume de procura por bens superior " oferta& o que tende a fazer com
que (a)a um aumento dos preços e& por conseq@Ancia& da inflação.
$+
5m ecesso de *astos p:blico representa um ecesso de consumo que& por conse*uinte& implica numa tendAncia
inflacion2ria.
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• 2edução do d3+icit público mediante a redução dos gastos e da
ampliação das receitas atrav3s da re+orma tribut7ria e do aumento
das tari+as públicas /a c%amada in+lação corretiva0# $om isso, o
d3+icit público redu5iu.se de E,GR do P;8 em 1N! para 1,1R em
1NNA
• 2estrição do cr3dito e aperto monet7rio# Uouve aumento das ta'as
de ?uros reais e conse&uentemente do passivo das empresas# 9ste
+ato levou a uma grande onda de +alências, concordatas, +us4es e
incorporaç4es, processo este &ue atingiu principalmente as
pe&uenas e m3dias empresas dos setores de vestu7rio, alimentos e
construção civil# 9sta Jlimpe5a de terrenoK e conse&uente geração
de capacidade ociosa +oi um importante +ator para a +utura
retomada do crescimento econômicoA
• 6 terceiro elemento da política de contenção da demanda +oi a
política salarial, em &ue se supun%a a e'istência de uma ta'a de
desemprego relativamente bai'a, o &ue levava a elevados sal7rios
reais e in+lação crescente# Para romper esta din@mica, o governo
passou a determinar os rea?ustes salariais, via política salarial,
ob?etivando romper as e'pectativas e conter as reivindicaç4es# A
+-rmula de rea?ustes decidida pela política salarial teve por
conse&uência uma grande redução do sal7rio real#
$om estas medidas, a in+lação redu5iu.se, entre os anos de 1NE e 1NO,
da casa dos "R a#a# para os G"R a#a# 9ste resultado se deveu em grande
parte a uma retração nas ta'as de crescimento econômico#
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1.4.1 Re,or-%s I!s#$#"c$o!%$s o PAE?
Quanto aos problemas institucionais, identi+icou.se como ponto b7sico a
ausência de correção monet7ria em uma economia com altas ta'as
in+lacion7rias# V7rios eram os problemas gerados pelo processo in+lacion7rio, a
saberL
• A in+lação, con?ugada à lei da usura /&ue impedia ?uros nominais
superiores a 1GR a#a#0, desestimulava a canali5ação de poupança
para o sistema +inanceiro
GE
A
• A lei do in&uilinato, numa situação in+lacion7ria, constituía.se em
+orte desestímulo à a&uisição de im-veis e, conse&uentemente, à
construção civil
GF
A
• <esordem tribut7ria, pois a ausência de correção monet7ria, no
caso dos d3bitos +iscais, estimulava o atraso de pagamentos e, no
caso dos ativos e do patrimônio das empresas, levava à tributação
de lucros ilus-rios#
1este sentido, se por um lado se +a5ia necess7ria a redução das ta'as de
in+lação, tamb3m se procurou criar mecanismos &ue possibilitassem o
crescimento econômico em um ambiente de in+lação moderada#
As principais re+ormas instituídas pelo PA9G +oramL a re+orma tribut7ria,
a re+orma monet7ria e +inanceira e a re+orma do setor e'terno#

$3
Berceba que como (avia restrição " taa m2ima de )uros para concessão de empr#stimos& e considerando que a
inflação corroia os )uros& não (avia interesse dos bancos em conceder empr#stimos.
$6
%omo o rea)uste dos alu*u#is era restrito& (avia interesse por parte dos compradores em adquirir novos imóveis no
sentido de realizar a locação destes.
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1.4.4 A Re,or-% Tr$6"#@r$%
6s principais elementos envolvidos nesta re+orma +oramL
• A introdução da correção monet7ria no sistema tribut7rio
GN
,
visando redu5ir as distorç4es ?7 mencionadasA
• A alteração do +ormato do sistema tribut7rio# >rans+ormaram.se os
impostos tipo cascata /&ue incidem a cada transação sobre o valor
total0, em impostos tipo valor adicionado# $riou.se o ;P; /imposto
sobre produtos industriali5ados0, o ;$, /imposto sobre circulação
de mercadorias0 e o ;CC /imposto sobre serviços0# A import@ncia
desta alteração +oi romper o estímulo at3 então e'istente à
integração vertical da produção
GO
, e +acilitar a utili5ação dos
impostos como instrumento de política de desenvolvimento e de
redução de distorç4es, ao permitir as di+erenciaç4es de alí&uotas e
+acilitar a concessão de isenç4es e incentivos +iscais às atividades
especí+icasA
• A rede+inição do espaço tribut7rio entre as diversas es+eras do
governo# A :nião +icou com o ;P;, o ;mposto de 2enda, os
;mpostos Vnicos, os ;mpostos de $om3rcio 9'terior, o ;mposto
>erritorial 2ural /;>20# 6s estados +icaram com o ;$, e os
municípios, com o ;CC e o ;P>: /imposto sobre propriedade
territorial urbana0# Al3m disso, +oram criados os +undos de
trans+erência intergovernamentaisL o +undo de participação dos
estados e dos municípios, &ue se baseavam em parcelas de
arrecadação do ;P;, do ;2 e do ;$,C# 6s crit3rios de distribuição

$8
Na medida em que as obri*aç'es tribut2rias são rea)ustadas& *arante-se o valor real da arrecadação fiscal do
*overno.
$;
A inte*ração vertical ocorre quando diferentes processos de produção - desde o insumo at# a venda final ao
consumidor - que podem ser produzidos separadamente& por v2rias firmas& passam a ser produzidos por uma :nica
firma. Ademais& destaca-se que a inte*ração vertical tende a aumentar o preço do produto final entre*ue " sociedade.
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dos recursos baseavam.se na 7rea geogr7+ica, na população e no
inverso da renda per capita, com vistas a +avorecer estados mais
pobres# Uouve importante centrali5ação das decis4es sobre a
legislação tribut7ria, inclusive de+inindo as alí&uotas dos impostos
das demais es+eras, procurando eliminar a Jguerra +iscalK#
<essa +orma, as principais conse&uências da re+orma tribut7ria +oram o
aumento da arrecadação e uma grande centrali5ação tanto da arrecadação
como das decis4es em termos de política tribut7ria, constituindo.se em
importante instrumento político, ao subordinar os estados ao governo central#
Permitiu ainda, atrav3s da vinculação da receita e da criação de -rgãos ao lado
da administração direta, uma descentrali5ação dos gastos, com maior
+le'ibilidade operacional#
1.4.A A Re,or-% Mo!e#@r$% – F$!%!ce$r%
6s principais ob?etivos nesta re+orma eramL criar condiç4es de condução
independente da política monet7ria e direcionar os recursos montantes
promovendo condiç4es ade&uadas às atividades econômicas#
9sta re+orma divide.se em &uatro grupos de medidasL
• A instituição da correção monet7ria e criação da 62>1 /6brigação
2ea?ust7vel do >esouro 1acional0# A introdução da correção
monet7ria tornava sem sentido a JSei da :suraK, eliminando uma
s3rie de ine+iciências do sistema +inanceiro# Ao permitir a pr7tica de
ta'as de ?uros reais positivas, estimulava a poupança e ampliava a
capacidade de +inanciamento da economia# A criação das 62>1s,
cu?a variação determinaria o índice de correção monet7ria, tin%a
por ob?etivo dar credibilidade e viabili5ar o desenvolvimento de um
mercado de títulos públicos &ue +ornecesse instrumentos de
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+inanciamento não in+lacion7rios do d3+icit público, bem como
possibilitasse as operaç4es de mercado aberto
GP
, visando o controle
monet7rio# 9ste último ob?etivo s- se viabili5ou de +ato a partir de
1O", com a criação das S>1s /Setras do >esouro 1acional
G
0, pois
as características das 62>1s /títulos p-s.+i'ados de longo pra5o0
di+icultavam as operaç4es de mercado aberto, &ue devem ser +eitas
com títulos pre+i'ados de curto pra5o
!"
A
• A Sei n#W E#FFTNE . criação do $,1 /$onsel%o ,onet7rio 1acional0
e do 8A$91 /8anco $entral do 8rasil0# $om esta lei procurava.se
criar condiç4es para &ue a política monet7ria +osse condu5ida de
+orma independente# 6 $,1 substituiu o consel%o da C:,6$
/Cuperintendência da ,oeda e do $r3dito0, e passou a ser o -rgão
normativo da política monet7ria, com a +unção de de+inir as regras
e as metas a serem atingidas# 6 8A$91 +oi criado /assumindo a
antiga $arteira de $@mbio e 2edesconto do 8anco do 8rasil e o
Cerviço de ,eio $irculante do >esouro 1acional0, para ser o agente
e'ecutor da política monet7ria# Al3m disso, ele tamb3m seria o
agente +iscali5ador e controlador do sistema +inanceiro# 6 8anco do
8rasil, al3m de suas +unç4es de banco comercial
!1
, permaneceu
com os serviços de compensação de c%e&ues, deposit7rio das

$.
As operaç'es de mercado aberto são caracterizadas pela emissão de t!tulos p:blicos com o sentido de fazer pol!tica
monet2ria. Cuando a autoridade monet2ria (/A%1N) vende t!tulos p:blicos "s instituiç'es financeiras& seu ob)etivo e
entre*ar um t!tulo com remuneração futura ()uros) em troca do recebimento de moeda (din(eiro) (o)e& destinado a evitar
com que este mesmo din(eiro se)a emprestado e& assim& possa *erar inflação.
$-
As Detras do Eesouro Nacional # a esp#cie mais como de t!tulo p:blico. %onforme vocAs poderão verificar em um
curso de 1conomia do ,etor B:blico& o qual trata da Dei de =esponsabilidade Fiscal atualmente vi*ente no pa!s& o
/anco %entral não mais realiza a emissão de t!tulos (constituição de d!vida)& mas tão somente realiza a colocação dos
t!tulos (compra e venda no mercado financeiro). A emissão # feita pelo Eesouro Nacional& o qual as repassa ao /A%1N
por meio da constituição de um ativo para com a autoridade monet2ria.
+<
%urto prazo de vencimento.
+1
5m banco comercial& em essAncia& # aquele que permite ao seu cliente a abertura de conta-corrente bem como a
movimentação financeira dos recursos depositados& inclusive a tomada de cr#dito.
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reservas volunt7rias
!G
, e cai'a do 8A$91 e do >esouro 1acional, ou
se?a, constituía.se no agente banc7rio no governo#
V7rios problemas ainda permaneciam para a consecução do ob?etivo de
controle independente da política monet7ria, a saberL
• A subordinação do 8A$91 ao $,1, o &ue permitia ingerência
política na atuação do 8A$91A
• A $onta ,ovimento, criada inicialmente para trans+erir recursos do
88 para o 8A$91 entrar em operação, +e5 com &ue o 88 não
perdesse a condição de Autoridade ,onet7ria, uma ve5 &ue podia
e'pandir sem limites suas operaç4es de cr3dito, pois possuía uma
lin%a direta de +inanciamento ?unto ao 8A$91
!!
A
• 6 c%amado J6rçamento ,onet7rioK, &ue deveria ser peça para
?untar as duas autoridades monet7rias /8A$91 e 880# 9ste
orçamento passou a receber v7rios gastos de origem +iscal, com a
criação de v7rios +undos e programas &ue seriam administradas
pelas Autoridades ,onet7rias . P26AG26, P269=, B:12:2AS etc#
$om isso, o 8A$91, &ue deveria ser -rgão de controle monet7rio,
trans+ormava.se tamb3m em banco de +omento, criando.se um
entrelaçamento entre contas monet7rias e +iscais, de tal modo &ue o
6rçamento Biscal poderia aparecer e&uilibrado, en&uanto todo o rombo se
colocava no 6rçamento ,onet7rio# 6 8A$91 era respons7vel pela
administração da dívida pública, podendo emitir títulos em nome do >esouro
1acional# <essa +orma, a dívida pública e os gastos com ?uros do >esouro

+$
=ecursos que Gsobram no caia dos bancos e que estes preferem manter )unto ao // que& na #poca& ainda eercia
al*uma influAncia nas decis'es de pol!tica monet2ria.
++
5m banco tradicional tem como principal fonte de recursos os diversos depósitos feitos por correntistas. No caso do
//& " #poca& ele tin(a condiç'es de tomar recursos para empr#stimos por meio da conta movimento& o que acabava& de
al*uma forma& por impedir com que o /A%1N tivesse o controle efetivo da oferta de moeda na economia.
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poderiam crescer, independentemente da e'istência de um d3+icit a ser
+inanciado, mas simplesmente por ob?etivos de controle monet7rio# Al3m disso,
criava.se um mecanismo para o >esouro 1acional +orçar o 8A$91 a +inanciar
seus d3+icits via emissão monet7ria#
Percebe.se, portanto, &ue estas medidas acabaram por criar um
estran%o arcabouço institucional, em &ue se misturavam as políticas +iscal e
monet7riaA o 8A$91 não controlava a política monet7ria nem o >esouro
1acional controlava a política +iscal, sendo &ue o resultado deste &uadro +oi o
de inviabili5ar o con%ecimento e o controle social sobre as operaç4es do
governo#
As demais instituiç4es do mercado de capitais . 8olsa de Valores,
$orretoras e <istribuidoras . tamb3m +oram regulamentadas e subordinadas
ao 8A$91# $riaram.se v7rios tipos de incentivos +iscais para dinami5ar este
segmento, entre os &uais se destaca o <ecreto.lei n#W 1FO, no &ual os
indivíduos poderiam ad&uirir cotas de +undo de aç4es com parcela do ;mposto
de renda /pessoa +ísica0 devido# ,erece ainda desta&ue a criação do Cistema
1acional de $r3dito 2ural /C1$20, sendo o 88 o agente central, e os bancos
comerciais agentes subsidi7rios# A +onte de recursos para o sistema era, al3m
dos +undos +iscais e da J$onta ,ovimentoK, uma parcela dos dep-sitos à vista
captados pelos bancos comerciais, &ue deveriam obrigatoriamente ser
utili5ados no +inanciamento agrícola#
1.4.5 A Re,or-% o Se#or E+#er!o
A re+orma do setor e'terno tin%a por ob?etivo estimular o
desenvolvimento econômico, evitando as press4es sobre o 8alanço de
Pagamentos e assim eliminando uma das principais distorç4es do Processo de
Cubstituição de ;mportaç4es . PC;# <estacam.se duas lin%as de atuação neste
sentidoL mel%orar o com3rcio e'terno brasileiro e atrair o capital estrangeiroL
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• 9m relação ao com3rcio e'terno, buscou.se, por um lado,
estimular e diversi+icar as e'portaç4es atrav3s de uma s3rie de
incentivos +iscais /isenç4es +iscais . ;P;, ;$,, ;2 . cr3dito.prêmio do
;P; etc#0 e da moderni5ação e dinami5ação dos -rgãos públicos
ligados ao com3rcio internacional /$A$9=0# Quanto às importaç4es,
a id3ia era eliminar os limites &uantitativos e utili5ar apenas a
política tari+7ria como +orma de controle# A principal medida
adotada na 7rea do com3rcio e'terno +oi a simpli+icação e
uni+icação do sistema cambial, &ue ob?etivava eliminar as
incerte5as decorrentes da condução err7tica da política cambial,
bem como os desestímulos à e'portação decorrentes da
valori5ação cambial# Para tal, adotou.se o sistema de
minidesvalori5aç4es a partir de 1NP, pelo &ual a desvalori5ação
cambial deveria re+letir o di+erencial entre a in+lação dom3stica e a
internacional
!E
A
• Quanto à atração do capital estrangeiro, buscou.se inicialmente
uma reapro'imação com a política e'terna norte.americana, a
c%amada Aliança para o Progresso# 9m seguida, e+etuou.se a
renegociação da dívida e'terna e +irmou.se um Acordo de
Garantias para o capital estrangeiro# As ligaç4es com o sistema
+inanceiro internacional +oram +eitas atrav3s de dois mecanismosL a
Sei n#W E#1!1TNE, &ue dava acesso direto das empresas ao sistema
+inanceiro internacional, e a 2esolução n#W N!, &ue possibilitava a
captação de recursos e'ternos pelos bancos comerciais e de
investimentos para repasse interno# 9sta última signi+icava a

+3
%omo a taa de câmbio reflete o preço& em moeda nacional& de uma unidade moeda estran*eira& toda vez que
ocorrer um processo de inflação no pa!s& com a consecutiva perda do poder de compra da moeda nacional& maior ser2
a necessidade de moeda nacional para se comprar uma mesma unidade de moeda estran*eira. 7 sistema de
minidesvalorizaç'es tin(a este papel& qual se)a a de refletir na taa de câmbio a inflação interna do pa!s.
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colagem do sistema +inanceiro nacional ao internacional e o início
do processo de internacionali5ação +inanceira no 8rasil#
$om base no &ue acabamos de descrever, pode.se concluir &ue a política
adotada no PA9G obteve grande ê'ito na redução das ta'as in+lacion7rias e em
preparar o terreno para a retomada do crescimento# 9ste &uadro, como
veremos, permitiu altas ta'as de crescimento ao longo da d3cada de O",
durante o período do c%amado ,ilagre 9conômico brasileiro#
2. Evolução da economia brasileira e da política econômica desde o
período do “milagre econômico”
O c1amado 4ila$re Econ6mico ,oi o período entre ;<=> e ;<?@ em (ue o
PAB %rasileiro apresentou as maiores ta&as de crescimento, derivados de todas
as re,ormas e estruturação do par(ue ,a%ril nos ;B anos anteriores# Associado
a este crescimento encontrou'se tam%*m todo o conte&to ,avorável da
economia mundial na *poca#
As diretri0es do $overno em ;<=? +á colocavam o crescimento econ6mico
como o%+etivo principal, acompan1ado de contenção da in,lação, sendo (ue se
admitia o convívio com uma ta&a de in,lação em torno de 8C a @CD a#a## "esta
,ase, alterou'se o dia$n.stico so%re as causas da in,lação, destacando os
custos como principal determinante# Com isso, a,rou&aram'se as políticas de
contenção da demanda# As políticas monetária, e&ecutada pelo Bacen, a ,iscal,
reali0ada pelo $overno ,ederal, e a creditícia, capitaneada pelos %ancos,
contri%uíram ,avoravelmente para os o%+etivos do $overno# E&ceção cou%e
,eita à política salarial, pois esta era considerada como elemento de custos, e
(ue como tal poderia impactar o processo in,lacionário# "o mesmo sentido,
teve início uma política de controle de preços, onde os rea+ustes deveriam ter
aprovação pr*via do $overno, com %ase nas variaç5es de custos# Para tal ,im,
criou'se o CAP EConsel1o Anterministerial de PreçosF em ;<=>#
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A %usca do crescimento, se$undo o $overno, deveria processar'se com o
investimento em setores diversi,icados e com menor participação do Estado,
ou se+a, deveria %asear'se no setor privado# 9 importante destacar (ue o
crescimento se colocava tam%*m como uma necessidade para le$itimar o
Ge$ime 4ilitar, (ue procurou +usti,icar sua intervenção na necessidade de
eliminar a desordem econ6mica e político'institucional, e recolocar o país nos
tril1os do desenvolvimento#
!endo como ponto de partida o plano denominado A Plano "acional de
Desenvolvimento H A P"D, o período do mila$re teve dentre as principais
,ontes de crescimento, as se$uintes7
• A retomada do investimento p-%lico em in,ra'estrutura, especialmente
relacionados à Construção Civil, possi%ilitada pela recuperação ,inanceira
do setor p-%lico, devido à re,orma ,iscal e aos mecanismos de
endividamento interno E,inanciamento não in,lacionário dos d*,icitsFI
• Aumento dos investimentos das empresas estatais, o%servando'se, no
período, um aumento nos investimentos e o processo de con$lomeração
destas empresas, atrav*s da criação de várias su%sidiáriasI a Petro%rás e
a Jale do Gio Doce ,oram e&emplos típicos deste processoI
• Demanda por %ens de consumo duráveis E$eladeiras, veículos, etc#F '
devido à $rande e&pansão do cr*dito ao consumidor p.s re,orma
,inanceira# "esta situação, perce%e'se (ue a opção para a ampliação do
mercado consumidor se deu em $rande medida pelo endividamento das
,amíliasI
• Crescimento das e&portaç5es, especialmente a de %ens manu,aturados,
$raças a e&pansão no com*rcio mundial e à mel1oria nos termos de
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troca# Devido às alteraç5es promovidas na política e&terna no país e aos
incentivos ,iscais, veri,icou'se no período um crescimento no valor das
e&portaç5es Evolumes em termos de trocaF, o (ue representou ampliação
si$ni,icativa na capacidade de importar da economia E(uanto mais
moeda estran$eira entra proveniente de e&portaç5es, maiores são os
recursos para compra de %ens importados, tam%*m cotados em moeda
estran$eiraFI
• !anto o setor de %ens de consumo leve Enão duráveisF, (uanto a
a$ricultura, apresentaram desempen1os mais modestos# O crescimento
nestes setores decorreu do aumento da massa salarial, (ue, por sua ve0,
se deve ao aumento de empre$o, e ao crescimento das e&portaç5es de
manu,aturados tradicionais e de produtos a$rícolas# A a$ricultura cresceu
K,BD a#a#, em m*dia, no período, apesar da ,orte e&pansão do cr*dito
a$rícola, centrali0ado no Banco do Brasil# "esta ,ase, deu'se o início do
processo de moderni0ação a$rícola, atrav*s da mecani0ação, ,a0endo
com (ue esta se tornasse importante ,onte de demanda para a ind-striaI
• /uanto ao setor de %ens de capital, seu desempen1o pode ser dividido
em duas ,ases# "a primeira, at* ;<?C, apresentou menor crescimento,
dado (ue este se %aseou na ocupação de capacidade ociosa e não na
ampliação da capacidade instalada# Con,orme ,oi sendo ocupada esta
capacidade, aumentava'se a ta&a de investimento na economia, sendo
(ue a ,ormação %ruta de capital ,i&o superou os 8CD do PAB no período
de ;<?;L?@I e
• O aumento da demanda por %ens de capital ,e0 com (ue este setor ,osse
o de maior crescimento na segunda fase do período do mila$re# Ao
lon$o de todo o período ;<=>L?@, a ta&a de crescimento m*dio do setor
,oi de ;>,;D a#a##
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!anto no setor de %ens de capital, como no setor de %ens intermediários,
a e&pansão econ6mica $erava pressão por importaç5es, causada pela
insu,ici)ncia de o,erta interna# Esta pressão importadora ainda ,oi estimulada
pela política do CDA EConsel1o de Desenvolvimento AndustrialF, (ue concedeu
incentivos de ,orma indiscriminada e ,oi %astante li%eral nas importaç5es, o
(ue pode ter contri%uído inclusive para o atraso na produção interna de %ens
de capital, cu+o crescimento ocorreu apenas depois de ;<?C#
A pressão por importaç5es poderia levar à necessidade de recursos
e&ternos, para co%rir o Balanço de Pa$amentos, não ,osse o elevado
crescimento do valor das e&portaç5es %rasileiras# Al*m da política cam%ial
Eminidesvalori0aç5es cam%iaisF e comercial Eincentivos ,iscais e monetáriosF, o
crescimento das e&portaç5es ,oi tam%*m %ene,iciado pela e&pansão do
com*rcio mundial, decorrente do e&cesso de li(uide0 internacional, ocasionado
pelos d*,icits p-%lico e e&terno dos E:A, ,inanciados com e&pansão monetária#
A con+u$ação desses ,atores levou tanto ao crescimento da (uantidade
e&portada como à mel1ora dos termos de troca, redundando numa %alança
comercial e(uili%rada no período#
Al*m da %oa per,ormance do setor e&portador, assistiu'se neste período
à primeira onda de endividamento e&terno, com ampla entrada de recursos# O
aumento das necessidades de ,inanciamento das empresas privadas instaladas
no Brasil, ,ruto do acentuado crescimento econ6mico (ue se esta%eleceu, ,oi
suprido, em $rande parte, por empr*stimos e&ternos# Ao inv*s dessas
empresas endividarem'se no mercado ,inanceiro %rasileiro, %uscaram recursos
diretamente no e&terior#
A dívida e&terna, no período, alcançou :M ;@ %il15es, sendo (ue
apro&imadamente :M =,B %il15es se trans,ormaram em reservas
internacionais, ou se+a, a dívida lí(uida correspondia a al$o em torno de :M =
%il15es# Considerando o $rande crescimento das e&portaç5es no período,
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veri,icou'se (ue o c1amado coe,iciente de vulnera%ilidade e&terna
@B
Erelação
entre dívida lí(uida e o montante de e&portaç5esF atin$iu um valor in,erior a
2;3 E;CCDF em ;<?@#
abela demonstrativa da evolução do !oeficiente de
"ulnerabilidade E#terna
A$%& 'ívida (í)uida E#portaç*es !oeficiente
+ 1. , +.2., +.1,-+.2,
;<=> @,B ;,< ;,>K
;<=< @,K 8,@ ;,K>
;<?C K,; 8,? ;,B8
;<?; K,> 8,< ;,==
;<?8 B,@ K,C ;,@@
;<?@ =,; =,8 C,<>
;<?K ;;,< >,C ;,K<
;<?B ;?,; >,? ;,<?
;<?= ;<,K ;C,; ;,<8
;<?? 8K,< ;8,; 8,C=
;<?> @;,= ;8,= 8,B;
Fonte7 Banco Central
Com %ase no acima descrito, perce%e'se (ue na(uele momento a
situação cam%ial estava %astante tran(uila# O volume de reservas e&istentes
em ;<?@ correspondia a mais de um ano de importaç5es, en(uanto o crit*rio
t*cnico utili0ado pelo F4A recomendava um volume de reservas e(uivalentes a
tr)s meses de importaç5es#
"o (ue concerne ao endividamento e&terno, em%ora a +usti,icativa o,icial
ten1a sido a necessidade de recurso à poupança e&terna para via%ili0ar as
altas ta&as de crescimento ao lon$o do mila$re, $rande parte da e&plicação
para o endividamento e&terno neste período reside nas pro,undas
trans,ormaç5es do sistema ,inanceiro internacional, na ampla li(uide0
@=

e&istente ,ora do país, e na aus)ncia de mecanismos de ,inanciamento de
lon$o pra0o na economia %rasileira, e&ceto as lin1as o,iciais#

+6
7 coeficiente de vulnerabilidade # um indicador do *rau de solvAncia eterna de um pa!s& e mede a relação entre
divida eterna liquida de um pa!s (divida eterna H reservas internacionais) e o valor das eportaç'es. 7 ob)etivo #
verificar quantos anos de eportação são necess2rios para pa*ar a divida eterna do pa!s.
+8
0isponibilidade de recursos para empr#stimo no eterior.
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Os principais tomadores de recursos e&ternos, nesta primeira ,ase, ,oram
as empresas privadas e os %ancos de investimento estran$eiros# 4uito em%ora
estes recursos ten1am sido de ,undamental importNncia para o
desenvolvimento da ind-stria nacional, a contrapartida da entrada e&cessiva
de recursos, (ue aca%avam por se constituírem em reservas internacionais
@?
,
era o crescimento da dívida interna, visando controlar a %ase monetária
@>
,
atrav*s das operaç5es de mercado a%erto#
:m -ltimo ponto (ue merece desta(ue * a elevada participação e
intervenção do setor p-%lico na economia, o (ual pode ser perce%ido nos
se$uintes aspectos7
• O Estado controlava os principais preços da economia ' cNm%io,
salário, +uros, tari,as ', al*m de praticar uma política de preços
administrados via CAP, com a +usti,icativa da in,lação de custos e o
o%+etivo de eliminar os pro%lemas alocativos vindos de uma
economia in,lacionáriaI e
• O Estado respondia pela maior parte das decis5es de investimento,
(uer atrav*s dos investimentos da administração p-%lica e das
empresas estatais, (ue correspondiam a praticamente BCD da
,ormação %ruta de capital ,i&o
@<
, (uer atrav*s da captação de
recursos ,inanceiros ' ,undos de poupança compuls.ria, títulos
p-%licos, cadernetas de poupança, a$)ncias ,inanceiras estatais ',
dos incentivos ,iscais e dos su%sídios#

+;
%omo a moeda de circulação no pa!s não eraI# o dólar norte-americano& toda entrada de recurso estran*eiro era
convertido em moeda nacional. %onsiderando que ocorriam mais entradas do que sa!das& os saldos positivos passaram
a constituir reservas internacionais em moeda estran*eira para o pa!s.
+.
No sentido de enu*ar o ecesso de din(eiro em circulação& o /anco %entral emitia t!tulos p:blicos& comprando o
ecesso de din(eiro em circulação e& desta forma& aumentando a d!vida interna por meio da própria emissão de t!tulos.
+-
A formação bruta de capital& em termos econ?micos& refere-se aos diversos investimentos feitos em f2bricas&
estradas& (idroel#tricas& etc..
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A concentração de renda (ue ocorreu no período pode ser considerada a
principal crítica ao 4ila$re# Os críticos ar$umentam (ue as autoridades tin1am
a concentração como estrat*$ia necessária para aumentar a capacidade de
poupança da economia, ,inanciar os investimentos e com isso o crescimento
econ6mico, para (ue depois todos pudessem usu,ruir# Esta ,icou con1ecida
como a 2!eoria do Bolo3, se$undo a (ual o %olo deveria crescer primeiro para
depois ser dividido# Outros analistas concordavam com a posição o,icial de (ue
a concentração de renda era uma tend)ncia natural de um país (ue se
desenvolvia e (ue demandava crescentemente mão'de'o%ra (uali,icada#
Dada a escasse0 dessa mão'de'o%ra, 1ouve aumento maior da renda dos
pro,issionais mais (uali,icados em relação aos menos especiali0ados Ecu+a
o,erta era a%undanteF# De,endiam ainda (ue, apesar da concentração de renda
ter aumentado, a renda per capita de toda a população cresceu, o (ue
si$ni,icou uma mel1oria na condição de vida e, por conse(O)ncia, do
%emestar da população, em%ora as classes mais ricas tivessem mel1orado
mais (ue as classes mais po%res#
Em resumo, pode'se a,irmar (ue o período do 4ila$re Econ6mico,
iniciado ap.s um período inicial recessivo, de a+uste, E;<=K';<=?F,
acompan1ado da reor$ani0ação do sistema ,inanceiro, a recuperação da
capacidade ,iscal do Estado e com uma maior esta%ilidade monetária, inicia'se,
a partir de ;<=>, um período de ,orte e&pansão econ6mica do país#
De ;<=> a ;<?@ o PAB %rasileiro cresceu a uma ta&a m*dia superior a
;CD ao ano, tendo a in,lação oscilado entre ;BD e 8CD ao ano# Os setores
(ue mais se e&pandiram ao lon$o de todo o período do 4ila$re ,oram os da
Construção Civil, decorrente das o%ras de in,ra'estruturas promovidas pelos
$overnos militares, e o de %ens de consumo duráveis#
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.. % primeiro c/o)ue do petr0leo e o 11 2$'
O rápido crescimento econ6mico ao lon$o do 4ila$re, com a ocupação de
toda capacidade ociosa, levou ao aparecimento de al$uns dese(uilí%rios (ue
$erariam press5es in,lacionárias eLou pro%lemas na %alança comercial# A
manutenção do ciclo e&pansionista, em ,ins de ;<?@, dependeria cada ve0
mais de uma situação e&terna ,avorável# Esta situação ,oi rompida pela crise
internacional desencadeada pelo primeiro c1o(ue do petr.leo, em ;<?@,
(uando os países mem%ros da OPEP (uadruplicaram o preço do %arril de
petr.leo#
Em ;<?K, 1ouve aumento das ta&as de in,lação (ue passaram de ;B,BD
em ;<?@, para @K,KD no ano se$uinte# "o %alanço de pa$amentos, veri,icouse
um d*,icit no saldo de transaç5es correntes da ordem de :M =,B %il15es,
provocado não s. pelo aumento do valor das importaç5es de petr.leo, mas
tam%*m em ,unção dos %ens de capital e insumos %ásicos, necessários para
manter o nível de produção corrente# Este d*,icit não ,oi totalmente co%erto
pela entrada de recursos, levando a uma (ueima de reservas internacionais, o
(ue revelava o elevado $rau de vulnera%ilidade e&terna da economia %rasileira#
Em nível interno, a situação política aparecia como uma complicação
adicionalI a crise mostrava os limites políticos do modelo do 4ila$re# Em ano
de mudança de presidente, começavam a sur$ir várias press5es por mel1or
distri%uição de renda e maior a%ertura política, o (ue $erava certo imo%ilismo
no Estado#
O de%ate so%re o (ue ,a0er em ;<?K situou'se na dicotomia a+ustamento
ou ,inanciamento# O c1o(ue do petr.leo si$ni,icava trans,er)ncia de recursos
reais ao e&terior e, com a e&ist)ncia de um 21iato potencial de divisas
KC
3, a

3<
7 conceito de (iato potencial relacionava-se com a relação entre as divisas estran*eiras necess2rias para (onrar os
compromissos do pa!s e a efetiva quantidade de divisas dispon!veis.
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manutenção do mesmo nível de investimento tra0ia a necessidade de maior
sacri,ício so%re o consumo, e, para alcançar as mesmas ta&as de crescimento
do período anterior, seria necessária maior ta&a de investimento# "este
conte&to, perce%e'se (ue as opç5es de crescimento se 1aviam estreitado, e a
tend)ncia natural da economia seria a desaceleração da e&pansão econ6mica#
As opç5es (ue se colocavam na(uele momento eram7
• A+ustamento, (ue conteria a demanda interna e evitaria (ue o c1o(ue
e&terno se trans,ormasse em in,lação permanente
K;
e correção do
dese(uilí%rio e&ternoI e
• Financiamento do crescimento, visando $an1ar tempo para a+ustar a
o,erta interna, mantendo o crescimento elevado e ,a0endo um a+uste
$radual dos preços relativos Ealterados pela crise do petr.leoF, en(uanto
1ouvesse ,inanciamento e&terno a%undante#
A opção tomada ,oi a de ,inanciar o crescimento econ6mico# O plano
si$ni,icou uma alteração completa nas prioridades da industriali0ação
%rasileira7 de um padrão %aseado no crescimento do setor de %ens de
consumo duráveis com alta concentração de renda, a economia deveria
passar a crescer com %ase no setor produtor de meios de produção ' %ens
de capital e insumos %ásicos, completando'se assim o processo de
su%stituição de importaç5es iniciado ainda nos anos de ;<=C#
Dois pro%lemas centrais para a e&ecução do plano eram as (uest5es
do apoio político e do ,inanciamento do processo# "este sentido, perce%e'se
isolamento do Estado, (ue se trans,ormou em 2Estado'empresário3 e

31
%om o preço do insumo b2sico mais alto (petróleo)& mais altos se tornavam& tamb#m& os preços dos produtos
derivados da commoditie& o que levaria ao estabelecimento de novo patamar nos preços dos bens da economia.
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centrou o plano em si, tendo como a$ente central das trans,ormaç5es as
empresas estatais#
As metas do AA P"D eram manter o crescimento econ6mico em torno de
;CD a#a#, com crescimento industrial em torno de ;8D a#a#
Destacavam'se as metas de insumos %ásicos e de su%stituição de
ener$ia# Previa'se uma mudança no setor de transporte, com maiores
incentivos para ,errovias e 1idrovias# E contemplavam'se, tam%*m,
e&pectativas otimistas para o setor de %ens de capital, em (ue se esperava
redução na participação das importaç5es no setor de B8D para KCD, al*m de
$erar e&cedente e&portável em torno de :M 8CC mil15es#
A l.$ica do modelo estava em (ue, con,orme as empresas estatais
avançassem seus pro+etos de investimentos no setor de insumos, $erariam
demanda derivada (ue estimularia o setor privado a investir no setor de %ens
de capital# Al*m da $arantia de demanda, vários incentivos ,oram dados ao
setor privado atrav*s do CDE EConsel1o de Desenvolvimento Econ6micoF,
principal .r$ão de implementação do plano# Entre os incentivos, destacavamse7
o cr*dito do APA so%re a compra de e(uipamentos, a possi%ilidade de
depreciação acelerada
K8
, a isenção do imposto de importação para compra de
%ens intermediários, ,ormas mais ou menos e&plícitas de reserva de mercado
para novos empreendimentos Epor e&emplo, a Pei da An,ormáticaF, e a $arantia
de política de preços compatível com as prioridades da política industrial#
"o (ue concerne às empresas estatais e do setor privado e seus
respectivos pap*is no processo de manutenção do crescimento, torna'se
importante destacar as di,erenças e&istentes# /uanto às empresas estatais,

3$
5ma depreciação acelerada permite com que se)am deduzidas da base de c2lculo do imposto de renda das
empresas& as depreciaç'es com os bens de capital de forma tamb#m mais acelerada. Neste sendo (avia um maior
incentivo para *eração de lucros das empresas& o que procuraria& por conseq@Ancia& o !mpeto pela realização de novos
investimentos na produção de bens.
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veri,icou'se a restrição do acesso destas ao cr*dito interno e uma política de
contenção tari,ária, (ue visavam conter as press5es in,lacionárias# "este
conte&to ,orçou'se com (ue estas assumissem $rande endividamento e&terno,
o (ue serviria para co%rir o 21iato de divisas3 e&istentes na e&ecução do plano#
"este conte&to passa a ,icar claro o processo de estati0ação da dívida e&terna
do país#
Em re,er)ncia ao setor privado, pode'se di0er (ue este ,oi ,inanciado
especialmente atrav*s de cr*ditos su%sidiados de a$)ncias o,iciais, entre as
(uais $an1ou desta(ue o B"DE, (ue teve seu +unding praticamente duplicado
com a trans,er)ncia dos recursos do PA'PAEP, antes administrados pela CEF#
3uito cuidado para não confundir4
En(uanto (ue no período do 4ila$re Econ6mico a maior parte do
,inanciamento e&terno ,oi destinado às empresas privadas, no período do AA
P"D estes recursos ,oram rece%idos EcontratadosF especialmente pelas
empresas estatais#
A dívida e&terna cresceu rapidamente no período, :M ;C %il15es entre
?KL?? e mais :M ;C %il15es em ?>L?<# "os dois primeiros anos a entrada de
recursos serviu para co%rir os d*,icits em transaç5es correntes, mas +á a partir
de ;<?= o país voltou a acumular reservas# A ,acilidade de o%tenção de
recursos e&ternos estava relacionada ao processo de recicla$em dos
petrod.lares, isto *, aos superávits dos países da OPEP (ue, sem
oportunidades de aplicação interna, retornavam ao sistema ,inanceiro
internacional em %usca de mel1ores oportunidades de $an1o# Como a
demanda de cr*dito nos países desenvolvidos estava retraída, os países em
desenvolvimento voltaram a ser vistos como clientes pre,erenciais#
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Apesar da ampla li(uide0 internacional e da s*rie de estímulos dados ao
setor privado para captar recursos e&ternos, as estatais constituíram'se nos
principais tomadores#
Para reali0ar o AA P"D, o Estado ,oi assumindo um passivo para manter o
crescimento econ6mico e o ,uncionamento da economia# Dados os níveis
e&tremamente %ai&os das ta&as de +uros internacionais, o Estado %rasileiro era
capa0 de pa$ar os +uros, mas correndo o risco de (ue (ual(uer alteração na
estrutura das ta&as poderia invia%ili0ar as condiç5es de pa$amento,
principalmente tendo'se em vista a característica ,lutuante das ta&as de +uros
dos empr*stimos# A deterioração da capacidade de ,inanciamento do Estado,
(ue sociali0ou todos os custos no período do AA P"D Ecom $rande aumento nos
$astos, ao se autonomi0ar para reali0ar o desenvolvimentoF sem criar
mecanismos ade(uados de ,inanciamento, constituir'se'ia no $rande pro%lema
en,rentado posteriormente pela economia %rasileira +á no início dos anos de
;<>C#
Con,orme será visto na pr.&ima aula, o endividamento e&terno
e&acer%ado ,e0 o país decretar a morat.ria da dívida e&terna (ue, con+u$ado
com outros ,atores e&ternos e internos, levou o país a ter um %ai&íssimo
crescimento econ6mico ao lon$o de toda a d*cada de ;<>C#
E com %ase nestes -ltimos comentários dou por encerrada a aula um# "a
aula dois darei continuidade à a%orda$em da con+untura econ6mica nacional
desde o início dos anos de ;<>C at* a atualidade#
Passemos a$ora à reali0ação de e&ercícios %aseados em provas
anteriores#
:m $rande a%raço,
4ariotti
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5uest*es 2ropostas6
1 7 +A2%-32%8 7 E&A9-2:1:, 'esde a d;cada de 1<=:> diversos
governos utili?aram o plane@amento como alavanca para o
desenvolvimento nacional. 1ndi)ue )ual dos planos abai#o foi
elaborado na fase do “milagre brasileiro”.
aF Plano AP!E#
%F A Plano "acional de Desenvolvimento#
cF Plano Plurianual ;<<=';<<<#
dF Plano de 4etas#
eF Plano de Ação Econ6mica do Qoverno EPAEQF#
2 7 +A9!-&$ 7 E&A9-2::A, Entre 1<BC e 1<C.> o Drasil obteve
elevadas ta#as de crescimento econômico> de modo )ue o período
ficou con/ecido> no país> como o “período do milagre econômico”E
sobre este período> podemos afirmar )ue6
aF apesar das ta&as elevadas de crescimento econ6mico, não se pode di0er
(ue o %em'estar ten1a mel1orado no período, pois as ta&as de crescimento
populacional ,oram ainda superiores às do crescimento do PAB#
%F o crescimento no período * e&plicado pelo mercado interno, especialmente
pelos setores de %ens de consumo durávelI as e&portaç5es, por sua parte,
apresentaram (ueda no período#
cF a in,lação, no período, apresentou ,orte aceleração, atin$indo, no ,inal do
período, a ta&a de ;CCD ao ano#
dF a política monetária implementada por Del,im "etto, como 4inistro da
Fa0enda, %uscava ampliar as ta&as de +uros da economia, de modo a aumentar
o rendimento dos poupadores e estimular o crescimento econ6mico#
eF o crescimento econ6mico do período veio acompan1ado de elevação da
dívida e&terna do país, especialmente pela captação do setor privado#
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. F +A9!-!U 7 E&A9-2::2, &obre a ;poca do milagre econômico
+1<BA 7 1<C., considere as trGs afirmaç*es a seguir6
1. 9oi um período marcado por elevadas ta#as de crescimento
econômico sendo )ue os setores de bens de consumo durHveis e da
construção civil estão entre os mais importantes em termos de
crescimento econômico do período.
11. 9oi marcado pela redução do nImero de empresas estatais>
iniciandoFse ali o processo de privati?ação.
111. Jouve e#pansão do cr;dito dom;stico destinado ao consumidor
al;m da ampliação do endividamento e#terno do país.
!onsiderando tais afirmaç*es ; correto di?er )ue6
aF apenas A e AAA estão corretas
%F apenas A e AA estão corretas
cF apenas AA e AAA estão corretas
dF apenas A está correta
eF todas estão corretas
= F +E!%$%31&A-2KE9. &A$%& 7 9!!-2::B, Era ob@etivo do 11
2lano $acional de 'esenvolvimento 7 11 2$' implantado no governo
8eisel
aF promover o crescimento da o,erta interna de %ens de capital e de insumos
%ásicos, dando continuidade ao processo de su%stituição de importaç5es#
%F estimular o crescimento da produção de %ens de consumo duráveis de alto
lu&o#
cF esta%ili0ar o crescimento da economia no mesmo ritmo do crescimento
demo$rá,ico#
dF redistri%uir renda as camadas mais po%res da população#
eF aumentar o volume de importaç5es de %ens de consumo#
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L 7 +A'31$1&KA'%K-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, % processo de
substituição de importaç*es na economia brasileira
aF ocorreu apenas a partir de ;<=C#
%F levou à implantação no Brasil de ind-strias su%stitutivas das importaç5es#
cF es$otou'se por volta de ;<=C, lo$o ap.s o $overno Ru%itsc1eS#
dF causou crises constantes de d*,icits do %alanço comercial#
eF ,e0 com (ue as re$i5es mais atrasadas do país crescessem mais
rapidamente#
B 7 +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::<, Entre 1<LB e 1<B:
+correspondendo ao governo MN,> /ouve> no Drasil> um+a,
aF aumento da participação do setor a$ropecuário no PAB do País#
%F aumento do valor em d.lar das e&portaç5es#
cF aceleração da in,lação#
dF redução da ta&a de crescimento do PAB#
eF redução do d*,icit orçamentário do $overno ,ederal#
C 7 +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::<, % 2lano rienal>
elaborado por !elso 9urtado e sua e)uipe para o governo de Moão
8oulart> tin/a vHrios ob@etivos específicos> dentre os )uais $O% se
encontra o de
aF reali0ar a re,orma a$rária com ,inalidade social e de e&pansão do mercado
interno#
%F $arantir o crescimento real dos salários a uma ta&a anual @D superior ao
aumento da produtividade#
cF $arantir uma ta&a de crescimento do PAB de ?D a#a#
dF resolver a situação do %alanço de pa$amentos rene$ociando a dívida
e&terna#
eF redu0ir a in,lação para ;CD a#a# at* ;<=B#
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A 7 +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, % 2AE8 +2lano de
Ação Econômica do 8overno, e as reformas implementadas em 1<B= e
nos anos imediatamente subse)Pentes> no Drasil>
aF aumentaram su%stancialmente os salários#
%F aumentaram as restriç5es à entrada de capitais e&ternos#
cF diminuíram a car$a ,iscal dos contri%uintes#
dF criaram o Banco Central do Brasil#
eF eliminaram a correção monetária no país#
< 7 +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, Assinale> entre as
opç*es abai#o> a )ue $O% corresponde a uma das principais
características da política de industriali?ação brasileira no 20sF8uerra.
aF Fornecimento de cr*dito a lon$o pra0o para implantação de novos pro+etos#
%F Proteção à ind-stria nacional, mediante tari,as de importação e %arreiras
não tari,árias#
cF Participação direta do Estado no suprimento da in,ra'estrutura Eener$ia,
transporteF#
dF Participação direta do Estado na produção em al$uns setores tidos como
prioritários Esiderur$ia, mineração, petr.leoF#
eF Antensa preocupação de atender o consumidor dom*stico com produtos de
(ualidade e %aratos#
1: 7 +E$8E$JE1K%-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, % processo de
substituição de importaç*es> como instrumento para a promoção do
desenvolvimento econômico> $O% se caracteri?a pelo+a,
aF encarecimento dos produtos importados dentro do país#
%F aumento dos investimentos produtivos nos setores prote$idos dentro do
país#
cF estímulo às e&portaç5es do país#
dF proteção tari,ária contra as importaç5es, em ,avor das atividades produtivas
dentro do país#
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eF intervenção do estado na economia do país#
11 F +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, % período de 1<C=F
CA foi de adaptação da economia brasileira e mundial Q enorme alta
dos preços do petr0leo. $esse período /ouve mudanças importantes>
tais como6
aF redução su%stancial dos $astos %rasileiros com a importação de petr.leo#
%F redução das ta&as de +uros no mundo e no Brasil, devido à $rande o,erta de
2petrod.lares3 pelos países e&portadores de petr.leo#
cF aumento considerável dos d*,icits em conta corrente dos países
importadores de petr.leo, ,inanciados pela recicla$em dos 2petrod.lares3 via
sistema ,inanceiro internacional#
dF e&pansão econ6mica mundial, ,inanciada pela recicla$em dos 2petrod.lares3
promovida pelo sistema ,inanceiro internacional#
eF $rande aumento das e&portaç5es %rasileiras, mais do (ue compensando os
maiores $astos com a importação de petr.leo#
12 7 +E!%$%31&A-2EK%KA& 7 !E&8KA$K1%-2::L, % 11 2lano
$acional de 'esenvolvimento +2$',> no governo 8eisel> foi montado
no sentido de complementar o processo de substituição de
importaç*es no Drasil> al;m de estimular a criação de setores
e#portadores e redu?ir a dependGncia de petr0leo da economia
brasileira. !om relação ao setor e#terno> ; correto afirmar )ue6
aF aumentou %astante o ,lu&o de empr*stimos e&ternos para o Brasil,
so%retudo assumidos pelas empresas estatais#
%F 1ouve uma rápida reversão do saldo comercial %rasileiro ainda na d*cada de
;<?C#
cF o%servou'se uma $rande retração das trans,er)ncias unilaterais no Balanço
de Pa$amentos#
dF criou'se uma dívida e&terna ,undamentalmente privada no Brasil na(uele
momento#
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eF ,oram ,ortemente elevadas as e&portaç5es de petr.leo do Brasil com a
desco%erta dos campos $i$antes da Bacia de Campos#
1. 7+Analista de Ativ. 3eio Ambiente-&E2(A8F'9 7 !E&2E-2::<, A
anHlise da economia brasileira ; importante para compreender os
fenômenos econômicos )ue caracteri?am o país. A esse respeito>
@ulgue os itens seguintes.
?= Os es,orços de promoção do desenvolvimento econ6mico empreendidos no
Nm%ito do AA Plano "acional de Desenvolvimento contaram não somente com
invers5es p-%licas, mas tam%*m com estímulos diversos ao investimento
privado, e&ceto a(ueles representados pelas %arreiras comerciais, ,ormadas
pelos impostos de importação, ,ortemente redu0idos nesse período#
1= 7 +Analista de 8estão 2Iblica-23" 7 !E&2E-2::A, % estudo da
economia brasileira> incluindoFse aí o fenômeno inflacionHrio )ue a
caracteri?ou durante um longo período> ; importante para a
compreensão da situação econômica atual. $o )ue concerne a esse
assunto> @ulgue os itens subse)Pentes.
;CC O ,inanciamento do Plano de 4etas se reali0ou, principalmente, por meio
da in,lação, decorrente da e&pansão monetária, (ue ,inanciava o $asto p-%lico,
e do aumento do cr*dito, (ue via%ili0ava os investimentos privados#
;C; A e&pansão da ind-stria de %ens de consumo e o desempen1o marcante
do setor a$rícola constituíram as principais ,ontes de crescimento da economia
%rasileira durante o período do denominado mila$re econ6mico#
;C8 O ,oco do AA P"D EPlano "acional de DesenvolvimentoF ,oi eliminar as
restriç5es, tanto estruturais como e&ternas, ao crescimento da economia
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%rasileira, mediante investimentos nos setores de in,ra'estrutura, %ens de
produção, ener$ia e e&portaç5es#
;C@ Em ,ace dos c1o(ues e&ternos T incluindo'se aí o aumento do preço do
petr.leo e a alta das ta&as de +uros no mercado internacional T, o a+uste
estrutural do $overno Qeisel, em%ora %em'sucedido, aumentou a
vulnera%ilidade e&terna da economia e o esto(ue da dívida p-%lica#
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8abarito !omentado6
1 7 +A2%-32%8 7 E&A9-2:1:, 'esde a d;cada de 1<=:> diversos
governos utili?aram o plane@amento como alavanca para o
desenvolvimento nacional. 1ndi)ue )ual dos planos abai#o foi
elaborado na fase do “milagre brasileiro”.
aF Plano AP!E#
%F A Plano "acional de Desenvolvimento#
cF Plano Plurianual ;<<=';<<<#
dF Plano de 4etas#
eF Plano de Ação Econ6mica do Qoverno EPAEQF#
!omentHrios6
O c1amado 4ila$re Econ6mico ,oi o período entre ;<=> e ;<?@ em (ue o PAB
%rasileiro apresentou as maiores ta&as de crescimento, derivadas de todas as
re,ormas e estruturação do par(ue ,a%ril nos ;B anos anteriores# Associado a
este crescimento encontrou'se tam%*m todo o conte&to ,avorável da economia
mundial na *poca#
A %usca do crescimento, se$undo o $overno, deveria processar'se com o
investimento em setores diversi,icados e com menor participação do Estado,
ou se+a, deveria %asear'se no setor privado# 9 importante destacar (ue o
crescimento se colocava tam%*m como uma necessidade para le$itimar o
Ge$ime 4ilitar, (ue procurou +usti,icar sua intervenção na necessidade de
eliminar a desordem econ6mica e político'institucional, e recolocar o país nos
tril1os do desenvolvimento#
!endo como ponto de partida o plano denominado de 1 2lano $acional de
'esenvolvimento 7 1 2$', teve dentre as principais ,ontes de crescimento
do período do mila$re, os se$uintes pontos7
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• A retomada do investimento p-%lico em in,ra'estrutura ' possi%ilitada
pela recuperação ,inanceira do setor p-%lico, devido à re,orma ,iscal e
aos mecanismos de endividamento interno E,inanciamento não
in,lacionário dos d*,icitsFI
• Aumento dos investimentos das empresas estatais, o%servando'se, no
período, um aumento nos investimentos e o processo de con$lomeração
destas empresas, atrav*s da criação de várias su%sidiáriasI a Petro%rás e
a Jale do Gio Doce ,oram e&emplos típicos deste processoI
• Demanda por %ens duráveis ' devido à $rande e&pansão do cr*dito ao
consumidor p.s re,orma ,inanceiraI
• Crescimento das e&portaç5es, especialmente a de %ens manu,aturados,
$raças ao crescimento no com*rcio mundial e à mel1oria nos termos de
trocaI
• /uanto ao setor de %ens de capital, seu desempen1o pode ser dividido
em duas ,ases# "a primeira, at* ;<?C, apresentou menor crescimento,
dado (ue o crescimento o%servado se %aseou na ocupação de capacidade
ociosa e não na ampliação da capacidade instalada# Con,orme ,oi sendo
ocupada esta capacidade, aumentava'se a ta&a de investimento na
economia, sendo (ue a ,ormação %ruta de capital ,i&o superou os 8CD
do PAB no período de ;<?;L?@#
O período do 24ila$re Econ6mico3 ,oi interrompido pela Primeira Crise do
Petr.leo em ;<?@, momento no (ual os países componentes da Or$ani0ação
dos Países E&portadores do Petr.leo H OPEP decidiram aumentar os preços do
%arril de petr.leo# A economia %rasileira ,oi a,etada em con+unto com o resto
do mundo# "esta oportunidade o Brasil adotou o (ue ,icou con1ecido com
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2crescimento ,orçado3, adotando o c1amado 11 2lano $acional de
'esenvolvimento 7 11 2$'.
Petra a H O plano AP!E ,oi considerado o primeiro $rande plane+amento
econ6mico do país# Ocorrida no $overno Eurico Qaspar Dutra E;<K?F, dava
prioridade as áreas de &a-de, A(imentação, ransporte e Ener$ia#
Petra c H O Plano Plurianual * um instrumento de plane+amento da
administração p-%lica, não podendo ser considerado como um plano
econ6mico#
Petra d H O Plano de 4etas ,oi criado pelo $overno Uuscelino Ru%itsc1eS, tendo
como o%+etivo esta%elecer as %ases de uma economia industrial madura no
país, introdu0indo de ímpeto o setor produtor de %ens de consumo duráveis#
Petra e H Este Plano não ,oi a%arcado entre os planos co%rados pelo edital# De
todo modo, vamos aos comentários7 O $overno Castelo Branco lançou o PAEQ
EPlano de Ação Econ6mica do QovernoF, com vistas a resolver os pro%lemas
econ6micos# O PAEQ pode ser dividido em duas lin1as de atuação7 políticas
con+unturais de com%ate à in,lação, associadas a re,ormas estruturais (ue
permitiram o e(uacionamento dos pro%lemas in,lacionários e das di,iculdades
(ue se colocavam ao crescimento econ6mico# Os o%+etivos colocados pelo
PAEQ ,oram7 acelerar o ritmo de desenvolvimento econ6mico, conter o
processo in,lacionário, atenuar os dese(uilí%rios setoriais e re$ionais, aumentar
o investimento e com isso o empre$o, e corri$ir a tend)ncia ao dese(uilí%rio
e&terno# O controle in,lacionário eLou as ,ormas de conviver com ela eram
vistos como precondiç5es para a retomada do desenvolvimento, e o com%ate à
in,lação s. poderia ser ,eito acoplado às re,ormas institucionais#
8abarito6 letra “b”.
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2 7 +A9!-&$ 7 E&A9-2::A, Entre 1<BC e 1<C.> o Drasil obteve
elevadas ta#as de crescimento econômico> de modo )ue o período
ficou con/ecido> no país> como o “período do milagre econômico”E
sobre este período> podemos afirmar )ue6
aF apesar das ta&as elevadas de crescimento econ6mico, não se pode di0er
(ue o %em'estar ten1a mel1orado no período, pois as ta&as de crescimento
populacional ,oram ainda superiores às do crescimento do PAB#
%F o crescimento no período * e&plicado pelo mercado interno, especialmente
pelos setores de %ens de consumo durávelI as e&portaç5es, por sua parte,
apresentaram (ueda no período#
cF a in,lação, no período, apresentou ,orte aceleração, atin$indo, no ,inal do
período, a ta&a de ;CCD ao ano#
dF a política monetária implementada por Del,im "etto, como 4inistro da
Fa0enda, %uscava ampliar as ta&as de +uros da economia, de modo a aumentar
o rendimento dos poupadores e estimular o crescimento econ6mico#
eF o crescimento econ6mico do período veio acompan1ado de elevação da
dívida e&terna do país, especialmente pela captação do setor privado#
!omentHrios6
a H Con,orme evidenciado em aula, o crescimento econ6mico contri%ui
,avoravelmente para o crescimento da renda per capita, a (ual * tradu0ida na
relação entre renda e 1a%itantes do país# Esta situação, por conse$uinte, leva
à mel1oria do %em'estar econ6mico# Econ,orme disposto nos dois primeiros
pará$ra,os da pá$ina 8<F# A constatação ne$ativa ocorrida, com re,er)ncia ao
%em'estar, deveu'se à elevação dos $an1os de ,orma mais si$ni,icativa nas
mãos da classe mais rica#
1ncorreta
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% H O crescimento no período se deveu especialmente ao mercado e&terno,
com desta(ue para as e&portaç5es# Estas, inclusive, contri%uíram para a
mel1oria do índice de vulnera%ilidade e&terna do país#
1ncorreta
c H De acordo com o mencionado em aula, al*m do país apresentar um ,orte
crescimento no período, ainda teve uma ta&a in,lação entre ;BD e 8CD ao
ano#
1ncorreta
d ' Durante o período do 4ila$re Econ6mico a ta&a de +uros se sitou num %ai&o
patamar, não sendo o principal instrumento de política econ6mica utili0ada
pelo $overno# O crescimento econ6mico, capitaneado pelos investimentos das
empresas privadas, por meio especialmente de recursos e&ternos, contri%uiu
para (ue o Banco Central utili0asse dos +uros apenas como processo rotineiro
de controle da o,erta de moeda na economia#
Ca%e destacar, em ,unção da citação ,eita na (uestão, (ue no período de
rápida e&pansão do país, o então 4inistro da Fa0enda, Ant6nio Del,im "etto
c1e$ou a ser c1amado de Vsuper'ministroV#
1ncorreta
e H Con,orme e&posto em aula, a %ase do crescimento econ6mico do período
deveu'se aos recursos e&ternos# Estes recursos ,oram oriundos especialmente
da contratação de empr*stimos e ,inanciamentos reali0ados por empresas
privadas
!orreta
%bservação 3uito 1mportante6
4uito cuidado para não con,undir! En(uanto (ue no período do 4ila$re
Econ6mico a maior parte do ,inanciamento e&terno ,oi destinado às empresas
privadas, no período do AA P"D estes recursos ,oram rece%idos EcontratadosF
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especialmente pelas empresas estatais#
8abarito6 letra “e”.
. F +A9!-!U 7 E&A9-2::2, &obre a ;poca do milagre econômico
+1<BA 7 1<C., considere as trGs afirmaç*es a seguir6
1. 9oi um período marcado por elevadas ta#as de crescimento
econômico sendo )ue os setores de bens de consumo durHveis e da
construção civil estão entre os mais importantes em termos de
crescimento econômico do período.
11. 9oi marcado pela redução do nImero de empresas estatais>
iniciandoFse ali o processo de privati?ação.
111. Jouve e#pansão do cr;dito dom;stico destinado ao consumidor
al;m da ampliação do endividamento e#terno do país.
!onsiderando tais afirmaç*es ; correto di?er )ue6
aF apenas A e AAA estão corretas
%F apenas A e AA estão corretas
cF apenas AA e AAA estão corretas
dF apenas A está correta
eF todas estão corretas
!omentHrios6
A# De ,ato os setores com maior crescimento econ6mico no período ,oram os de
%ens de consumo duráveis Eautom.veisF e da construção civil Ecomo
decorr)ncia da ampliação da in,ra'estrutura do país#
!orreta
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AA# "ão se pode di0er (ue este período este+a associado à redução do n-mero
de empresas estatais, nem tão (uanto ao processo de privati0ação, o (ual se
processou e,etivamente na economia %rasileira no início dos anos de ;<<C,
con,orme será visto na pr.&ima aula#
1ncorreta
AAA# A política creditícia ,oi ampliada, com ,orte participação dos %ancos# "ão
menos importante, ampliou'se consideravelmente o endividamento e&terno,
decorrente especialmente da contratação ,eita pelas empresas privadas#
!orreta
8abarito6 letra “a”.
= F +E!%$%31&A-2KE9. &A$%& 7 9!!-2::B, Era ob@etivo do 11
2lano $acional de 'esenvolvimento 7 11 2$' implantado no governo
8eisel
aF promover o crescimento da o,erta interna de %ens de capital e de insumos
%ásicos, dando continuidade ao processo de su%stituição de importaç5es#
%F estimular o crescimento da produção de %ens de consumo duráveis de alto
lu&o#
cF esta%ili0ar o crescimento da economia no mesmo ritmo do crescimento
demo$rá,ico#
dF redistri%uir renda as camadas mais po%res da população#
eF aumentar o volume de importaç5es de %ens de consumo#
!omentHrios6
Con,orme descrito em aula, o $overno, ao adotar o AA P"D, optou por dar
continuidade ao processo de su%stituição de importaç5es, dando ,oco aos
setores de insumos %ásicos e de %ens de capital# Destaco o trec1o da aula7
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2A opção tomada +oi a de +inanciar o crescimento econômico# 6 plano
signi+icou uma alteração completa nas prioridades da industriali5ação
brasileiraL de um padrão baseado no crescimento do setor de bens de
consumo dur7veis com alta concentração de renda, a economia deveria
passar a crescer com base no setor produtor de meios de produção . bens
de capital e insumos b7sicos, completando.se assim o processo de
substituição de importaç4es iniciado ainda nos anos de 1N"#K
8abarito6 letra “a”.
L 7 +A'31$1&KA'%K-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, % processo de
substituição de importaç*es na economia brasileira
aF ocorreu apenas a partir de ;<=C#
%F levou à implantação no Brasil de ind-strias su%stitutivas das importaç5es#
cF es$otou'se por volta de ;<=C, lo$o ap.s o $overno Ru%itsc1eS#
dF causou crises constantes de d*,icits do %alanço comercial#
eF ,e0 com (ue as re$i5es mais atrasadas do país crescessem mais
rapidamente#
!omentHrios6
Essa * uma (uestão (uase (ue autodidata, ou se+a, a resposta da está no
pr.prio enunciado#
O processo de su%stituição de importaç5es ' PA, adotado no Brasil no início do
$overno Jar$as, visava redu0ir drasticamente a depend)ncia da economia
%rasileira da e&portação de ca,*# Por meio de um processo de industriali0ação
indu0ido pelo $overno o país %uscava produ0ir os %ens dos (uais era
diretamente dependente de importação#
8abarito6 letra “b”.
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B 7 +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::<, Entre 1<LB e
1<B: +correspondendo ao governo MN,> /ouve> no Drasil> um+a,
aF aumento da participação do setor a$ropecuário no PAB do País#
%F aumento do valor em d.lar das e&portaç5es#
cF aceleração da in,lação#
dF redução da ta&a de crescimento do PAB#
eF redução do d*,icit orçamentário do $overno ,ederal#
!omentHrios6
!rata'se de uma (uestão relativamente tran(Oila de ser respondida# Con,orme
estudado, o $overno UR provocou uma pro,unda mudança da estrutura de
desenvolvimento do país, e&pandindo atividades sustentadoras do crescimento
econ6mico# De acordo com o a%ordado em aula, ,oram tomadas as se$uintes
medidas7
• Anvestimentos estatais em in,ra'estrutura, com desta(ue para os
setores de transporte e ener$ia el*trica# "o (ue di0 respeito aos
transportes, ca%e destacar a mudança de prioridade (ue at* o
$overno Jar$as se centrava no setor ,erroviário e no $overno UR
passou para o rodoviário, (ue estava em consonNncia com o
o%+etivo de introdu0ir o setor automo%ilístico no paísI
• Estímulo ao aumento da produção de %ens intermediários, como o
aço, o carvão, o cimento, o 0inco etc#, (ue ,oram o%+etos de planos
especí,icosI
• Ancentivos à introdução dos setores de %ens de consumo duráveis e
%ens de capital Emá(uinas e e(uipamentos utili0ados na produçãoFI
e
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• Ancentivo à produção industrial privada por meio da concessão de
cr*dito em massa#
Esta s*rie de medidas contri%uiu para o $rande desenvolvimento %rasileiro nos
anos se$uintes# De todo modo, na esteira destes %ene,ícios, al$umas
conse(u)ncias ne$ativas ocorreram# O resultado da política implementada por
UR, via ,inanciamento da atividade produtiva, não ,oi acompan1ada de uma
re,orma ,iscal ade(uada, ,a0endo com (ue o $overno se utili0asse da emissão
de moeda para atendimento à sua política# Como não poderia dei&ar de ser, o
resultado ,oi a aceleração da in,lação#
"o plano e&terno ocorreu a deterioração do saldo em transaç5es correntes e o
crescimento da dívida e&terna# Ainda como impactos ne$ativos da política
econ6mica de UR veri,icou'se o desestímulo à a$ricultura, 1a+a vista a opção
,eita pelo $overno de direcionar sua atuação para a ind-stria intensiva em
capital#

8abarito6 letra “c”.
C 7 +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::<, % 2lano rienal>
elaborado por !elso 9urtado e sua e)uipe para o governo de Moão
8oulart> tin/a vHrios ob@etivos específicos> dentre os )uais $O% se
encontra o de
aF reali0ar a re,orma a$rária com ,inalidade social e de e&pansão do mercado
interno#
%F $arantir o crescimento real dos salários a uma ta&a anual @D superior ao
aumento da produtividade#
cF $arantir uma ta&a de crescimento do PAB de ?D a#a#
dF resolver a situação do %alanço de pa$amentos rene$ociando a dívida
e&terna#
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eF redu0ir a in,lação para ;CD a#a# at* ;<=B#
!omentHrios6
O Plano !rienal, ou Plano para os tr)s anos de Uoão Qoulart no poder, ,oi
estruturado como ,orma de dar a sociedade %rasileira (ue o apoio no ple%iscito
de retorno ao presidencialismo no Brasil, uma reposta ao am%iente econ6mico
,ra$ili0ado dei&ado pela ren-ncia de UNnio /uadros#
Entre os o%+etivos especí,icos do plano encontravam'se7
• Gedução da ta&a de in,lação para 8BD em ;<=@, e at* ;<=B alcançar o
patamar de ;CDI
• Crescimento dos salários na mesma proporção do aumento da
produtividade da mão'de'o%raI
• Geali0ação da Ge,orma A$rária tanto para redução da crise social (ue
a,etava o país à *poca (uanto para permitir a elevação do consumo de
ramos industriaisI
• Busca pela rene$ociação de dívida e&terna, a (ual $erava $rande pressão
so%re o pa$amento de +uros e, conse(uentemente, so%re o %alanço de
pa$amentosI e
• Promover o crescimento do PAB de ?D a#a##
A elevação dos salários estava associada á i$ual ma$nitude do aumento da
produtividade da mão'de'o%ra, e não @D acima#
8abarito6 letra “b”.
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A 7 +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, % 2AE8 +2lano de
Ação Econômica do 8overno, e as reformas implementadas em 1<B= e
nos anos imediatamente subse)Pentes> no Drasil>
aF aumentaram su%stancialmente os salários#
%F aumentaram as restriç5es à entrada de capitais e&ternos#
cF diminuíram a car$a ,iscal dos contri%uintes#
dF criaram o Banco Central do Brasil#
eF eliminaram a correção monetária no país#
!omentHrios6
:ma s*rie de medidas e re,ormas ,oram implementadas com a ascensão do
$overno militar ao poder# A,ora os aspectos de cun1o político, na es,era
econ6mica, as medidas implementadas trou&eram $randes mudanças para o
país#
Entre as medidas institucionais adotadas pelo $overno Castelo Branco estava a
adoção de rea+ustes salariais controlados pelo $overno, a (ual %uscava entre
outros aspectos a contenção da in,lação# Ainda no escopo das re,ormas
implementadas estavam7
' a introdução da correção monetária no sistema tri%utário, de ,orma a se
evitar a perda de receita decorrente da in,laçãoI
' 4el1oria das relaç5es de com*rcio e&terior e estimulo à atração de capital
estran$eiro para o paísI
' A re,orma tri%utária implementada teve como resultado o aumento da
arrecadação e uma $rande centrali0ação tanto da arrecadação como das
decis5es em termos de política tri%utária, constituindo'se em importante
instrumento político, ao su%ordinar os estados ao $overno central#
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' Criação, por meio da Pei K#B<BL=K, do Consel1o 4onetário "acional e do
Banco Central do Brasil, sendo (ue este -ltimo passaria a ter a atri%uição do
de reali0ar a política monetária#
Com %ase nestas in,ormaç5es, pode'se anotar a letra 2d3 como $a%arito da
(uestão, uma ve0 (ue se trata da -nica assertiva correta#
8abarito6 letra “d”.
< 7 +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, Assinale> entre as
opç*es abai#o> a )ue $O% corresponde a uma das principais
características da política de industriali?ação brasileira no 20sF8uerra.
aF Fornecimento de cr*dito a lon$o pra0o para implantação de novos pro+etos#
%F Proteção à ind-stria nacional, mediante tari,as de importação e %arreiras
não tari,árias#
cF Participação direta do Estado no suprimento da in,ra'estrutura Eener$ia,
transporteF#
dF Participação direta do Estado na produção em al$uns setores tidos como
prioritários Esiderur$ia, mineração, petr.leoF#
eF Antensa preocupação de atender o consumidor dom*stico com produtos de
(ualidade e %aratos#
!omentHrios6
Entre as diversas características das políticas de industriali0ação adotadas pelo
país no P.s Querra, estas devidamente de%atidas em aula, a -nica não
verdadeira relaciona'se à preocupação em atendimento ao consumidor interno
com produtos %aratos# A proteção à industrial nacional, (ue por sinal ocorreu
at* o início dos anos de ;<<C, aca%ou por levar à elevação dos preços do %ens
sem, lo$icamente, estar associada à mel1oria da (ualidade dos produtos#
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8abarito6 letra “e”.
1: 7 +E$8E$JE1K%-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, % processo de
substituição de importaç*es> como instrumento para a promoção do
desenvolvimento econômico> $O% se caracteri?a pelo+a,
aF encarecimento dos produtos importados dentro do país#
%F aumento dos investimentos produtivos nos setores prote$idos dentro do
país#
cF estímulo às e&portaç5es do país#
dF proteção tari,ária contra as importaç5es, em ,avor das atividades produtivas
dentro do país#
eF intervenção do estado na economia do país#
!omentHrios6
O processo de su%stituição de importaç5es H PA ,oi caracteri0ado pelo
estímulo dado pelo $overno ,ederal, no Nm%ito do Estado "ovo Eascensão de
Qet-lio Jar$as ao poderF, no sentido de (ue a produção do país ,osse voltada
para dentro, sendo a demanda $erada pelos %ens suprida por produção interna
ao inv*s da importação de %ens# Os estímulos reali0ados estavam associados
entre outras coisas à imposição de %arreiras tari,árias# Do mesmo modo,
%uscou'se a redução da depend)ncia e&terna do país, uma ve0 (ue este não
mais poderia contar apenas com suas e&portaç5es como ,orma de $eração de
renda ao país#
8abarito6 letra “c”.
11 F +E!%$%31&A-D$'E& 7 !E&8KA$K1%-2::A, % período de 1<C=F
CA foi de adaptação da economia brasileira e mundial Q enorme alta
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dos preços do petr0leo. $esse período /ouve mudanças importantes>
tais como6
aF redução su%stancial dos $astos %rasileiros com a importação de petr.leo#
%F redução das ta&as de +uros no mundo e no Brasil, devido à $rande o,erta de
2petrod.lares3 pelos países e&portadores de petr.leo#
cF aumento considerável dos d*,icits em conta corrente dos países
importadores de petr.leo, ,inanciados pela recicla$em dos 2petrod.lares3 via
sistema ,inanceiro internacional#
dF e&pansão econ6mica mundial, ,inanciada pela recicla$em dos 2petrod.lares3
promovida pelo sistema ,inanceiro internacional#
eF $rande aumento das e&portaç5es %rasileiras, mais do (ue compensando os
maiores $astos com a importação de petr.leo#
!omentHrios6
O período entre ;<?K e ;<?> ,oi caracteri0ado pelo primeiro C1o(ue do
Petr.leo# "este período 1ouve uma $rande elevação nos $astos com a
importação de petr.leo, o aumento das ta&as de +uros no Brasil e no mundo no
sentido de captação dos Petrod.lares (ue mi$ravam para os países
componentes da OPEP# Estes Petrod.lares serviram como ,erramenta de
,ec1amento dos d*,icits das transaç5es correntes, via resultado positivo do
%alanço de capitais E(ue conta%ili0a a entrada de Petrod.laresF# "o período,
apenas o Brasil, por meio do AA P"D, %uscou o crescimento via ,inanciamento
e&terno, tendo as demais economias redu0ido o seu ritmo de crescimento por
meio de acomodaç5es nas principais variáveis impactadas pela alta no preço
do Petr.leo# A diminuição do ímpeto dos demais países impactou diretamente
o Brasil, pre+udicando direta a e&portação de %ens e serviços#
8abarito6 letra “c”.
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12 7 +E!%$%31&A-2EK%KA& 7 !E&8KA$K1%-2::L, % 11 2lano
$acional de 'esenvolvimento +2$',> no governo 8eisel> foi montado
no sentido de complementar o processo de substituição de
importaç*es no Drasil> al;m de estimular a criação de setores
e#portadores e redu?ir a dependGncia de petr0leo da economia
brasileira. !om relação ao setor e#terno> ; correto afirmar )ue6
aF aumentou %astante o ,lu&o de empr*stimos e&ternos para o Brasil,
so%retudo assumidos pelas empresas estatais#
%F 1ouve uma rápida reversão do saldo comercial %rasileiro ainda na d*cada
de ;<?C#
cF o%servou'se uma $rande retração das trans,er)ncias unilaterais no Balanço
de Pa$amentos#
dF criou'se uma dívida e&terna ,undamentalmente privada no Brasil na(uele
momento#
eF ,oram ,ortemente elevadas as e&portaç5es de petr.leo do Brasil com a
desco%erta dos campos $i$antes da Bacia de Campos#
!omentHrios7
:ma das principais características associadas ao período em (ue se sucedeu a
implantação do AA P"D ,oi o e&cesso de li(uide0 e&terna decorrente do ,lu&o de
petrod.lares $erados pelo aumento dos $an1os o%tidos pelos países
componentes da OPEP# Atraídos pela alta remuneração dada pelo $overno,
estes recursos na ,orma de empr*stimos ,inanciaram em $rande parte a
e&pansão econ6mica do país na primeira metade dos anos de ;<?C#
A maior parte da captação de empr*stimos ,oi assumida por empres'
as estatais#
8abarito6 letra “a”.
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1. 7 +Analista de Ativ. 3eio Ambiente-&E2(A8F'9 7 !E&2E-2::<, A
anHlise da economia brasileira ; importante para compreender os
fenômenos econômicos )ue caracteri?am o país. A esse respeito>
@ulgue os itens seguintes.
?= Os es,orços de promoção do desenvolvimento econ6mico empreendidos no
Nm%ito do AA Plano "acional de Desenvolvimento contaram não somente com
invers5es p-%licas, mas tam%*m com estímulos diversos ao investimento
privado, e&ceto a(ueles representados pelas %arreiras comerciais, ,ormadas
pelos impostos de importação, ,ortemente redu0idos nesse período#
% 11 2$' contou com incentivos ao investimento privado. Keali?ados
por meio do !'E +!onsel/o de 'esenvolvimento Econômico,> os
incentivos centraramFse na concessão de cr;dito do 121 sobre a
compra de e)uipamentos> a possibilidade de depreciação acelerada> a
isenção do imposto de importação para compra de bens
intermediHrios> formas mais ou menos e#plícitas de reserva de
mercado para novos empreendimentos +por e#emplo> a (ei da
1nformHtica,> garantia de política de preços compatível com as
prioridades da política industrial etc.. Assim sendo> não /H por)ue se
falar em barreiras comerciais> afinal de contas a redução do 1mposto
de 1mportação teve o condão de estimular a produção de bens de
capital por meio da redução dos bens intermediHrios utili?ados neste
processo produtivo.
EKKA'%
1= 7 +Analista de 8estão 2Iblica-23" 7 !E&2E-2::A, % estudo da
economia brasileira> incluindoFse aí o fenômeno inflacionHrio )ue a
caracteri?ou durante um longo período> ; importante para a
compreensão da situação econômica atual. $o )ue concerne a esse
assunto> @ulgue os itens subse)Pentes.
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;CC O ,inanciamento do Plano de 4etas se reali0ou, principalmente, por meio
da in,lação, decorrente da e&pansão monetária, (ue ,inanciava o $asto p-%lico,
e do aumento do cr*dito, (ue via%ili0ava os investimentos privados#
% financiamento dos investimentos pIblicos ocorrido no período> na
ausGncia de uma reforma fiscal condi?ente com as metas e os gastos
estipulados> teve )ue se valer principalmente da emissão monetHria> o
)ue levou Q aceleração inflacionHria. AdicionaFse )ue> conforme
afirmado no t0pico referente ao 2lano de 3etas> o aumento do cr;dito
dos bancos pIblicos contribuiu para o estímulo ao investimento
privado.
!EK%
;C; A e&pansão da ind-stria de %ens de consumo e o desempen1o marcante
do setor a$rícola constituíram as principais ,ontes de crescimento da economia
%rasileira durante o período do denominado mila$re econ6mico#
!onforme destacado na aula> tanto o setor de bens de consumo leve
+não durHveis, como a agricultura apresentaram desempen/os
modestos durante a duração do plano. % crescimento )ue
apresentaram deveuFse ao aumento da massa salarial> )ue> por sua
ve?> se deve ao aumento de emprego> e ao crescimento das
e#portaç*es de manufaturados tradicionais e de produtos agrícolas. A
agricultura cresceu =>LR a.a.> em m;dia> no período> apesar da forte
e#pansão do cr;dito agrícola> centrado no DD. $esta fase> deuFse o
início do processo de moderni?ação agrícola> atrav;s da mecani?ação>
fa?endo com )ue esta se tornasse importante fonte de demanda para
indIstria.
EKKA'%
;C8 O ,oco do AA P"D EPlano "acional de DesenvolvimentoF ,oi eliminar as
restriç5es, tanto estruturais como e&ternas, ao crescimento da economia
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%rasileira, mediante investimentos nos setores de in,ra'estrutura, %ens de
produção, ener$ia e e&portaç5es#
Estes foram de fato as opç*es de investimento feito pelo governo em
decorrGncia do estrangulamento e#terno. $ão obstante> este
crescimento foi financiado por meio do financiamento contraído via
empresas estatais.
!EK%
;C@ Em ,ace dos c1o(ues e&ternos T incluindo'se aí o aumento do preço do
petr.leo e a alta das ta&as de +uros no mercado internacional T, o a+uste
estrutural do $overno Qeisel, em%ora %em'sucedido, aumentou a
vulnera%ilidade e&terna da economia e o esto(ue da dívida p-%lica#
!om o segundo c/o)ue do petr0leo o país se viu diante de uma difícil
situação> /a@a vista tanto os elevados d;ficits do balanço de
pagamentos como a elevação da inflação. % diagn0stico bHsico> tanto
para o dese)uilíbrio e#terno )uanto para a aceleração inflacionHria>
era o e#cesso de demanda interna> materiali?ada no d;ficit pIblico. A
política econômica procurou centrarFse no controle da demanda
agregada> evitando )ue esta crescesse ainda mais +era o c/amado
c/o)ue ortodo#o> caracteri?ado pela elevação nos @uros,. 'estacaFse>
no entanto> )ue a ameaça de profunda )ueda da atividade econômica
levou Q grande reação política> e Q substituição do ministro &imonsen
por 'elfim $eto.
!EK%