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Presidência da República

Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI N
o
10.233, DE 5 DE JUNHO DE 2001.
Mensagem de Veto
Regulamento
Regulamento
Dispõe sobre a reestruturação dos transportes
aquaviário e terrestre, cria o Conselho Nacional
de Integração de Políticas de Transporte, a
Agência Nacional de Transportes Terrestres, a
Agência Nacional de Transportes Aquaviários e
o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DO OBJETO
Art. 1
o
Constituem o objeto desta Lei:
I – criar o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte;
II – dispor sobre a ordenação dos transportes aquaviário e terrestre, nos termos do art.
178 da Constituição Federal, reorganizando o gerenciamento do Sistema Federal de Viação e
regulando a prestação de serviços de transporte;
III – criar a Agência Nacional de Transportes Terrestres;
IV – criar a Agência Nacional de Transportes Aquaviários;
V – criar o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes.
CAPÍTULO II
DO SISTEMA NACIONAL DE VIAÇÃO
Art. 2
o
O Sistema Nacional de Viação – SNV é constituído pela infra-estrutura viária e pela
estrutura operacional dos diferentes meios de transporte de pessoas e bens, sob jurisdição da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Parágrafo único. O SNV será regido pelos princípios e diretrizes estabelecidos em
consonância com o disposto nos incisos XII, XX e XXI do art. 21 da Constituição Federal.
Art. 3
o
O Sistema Federal de Viação – SFV, sob jurisdição da União, abrange a malha
arterial básica do Sistema Nacional de Viação, formada por eixos e terminais relevantes do
ponto de vista da demanda de transporte, da integração nacional e das conexões
internacionais.
Parágrafo único. O SFV compreende os elementos físicos da infra-estrutura viária
existente e planejada, definidos pela legislação vigente.
Art. 4
o
São objetivos essenciais do Sistema Nacional de Viação:
I – dotar o País de infra-estrutura viária adequada;
II – garantir a operação racional e segura dos transportes de pessoas e bens;
III – promover o desenvolvimento social e econômico e a integração nacional.
§ 1
o
Define-se como infra-estrutura viária adequada a que torna mínimo o custo total do
transporte, entendido como a soma dos custos de investimentos, de manutenção e de
operação dos sistemas.
§ 2
o
Entende-se como operação racional e segura a que se caracteriza pela gerência
eficiente das vias, dos terminais, dos equipamentos e dos veículos, objetivando tornar mínimos
os custos operacionais e, conseqüentemente, os fretes e as tarifas, e garantir a segurança e a
confiabilidade do transporte.
CAPÍTULO III
DO CONSELHO NACIONAL DE INTEGRAÇÃO DE POLÍTICAS DE TRANSPORTE
Art. 5
o
Fica criado o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte –
CONIT, vinculado à Presidência da República, com a atribuição de propor ao Presidente da
República políticas nacionais de integração dos diferentes modos de transporte de pessoas e
bens, em conformidade com: (Vide Decreto nº 6.550, de 2008)
I - as políticas de desenvolvimento nacional, regional e urbano, de defesa nacional, de
meio ambiente e de segurança das populações, formuladas pelas diversas esferas de governo;
(Redação dada pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
II – as diretrizes para a integração física e de objetivos dos sistemas viários e das
operações de transporte sob jurisdição da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios;
III – a promoção da competitividade, para redução de custos, tarifas e fretes, e da
descentralização, para melhoria da qualidade dos serviços prestados;
IV – as políticas de apoio à expansão e ao desenvolvimento tecnológico da indústria de
equipamentos e veículos de transporte;
V - a necessidade da coordenação de atividades pertinentes ao Sistema Federal de
Viação e atribuídas pela legislação vigente aos Ministérios dos Transportes, da Defesa, da
Justiça, das Cidades e à Secretaria Especial de Portos da Presidência da República. (Redação
dada pela Lei nº 11.518, de 2007)
Art. 6
o
No exercício da atribuição prevista no art. 5
o
, caberá ao CONIT: (Vide Decreto nº
6.550, de 2008)
I – propor medidas que propiciem a integração dos transportes aéreo, aquaviário e
terrestre e a harmonização das respectivas políticas setoriais;
II - definir os elementos de logística do transporte multimodal a serem implementados
pelos órgãos reguladores dos transportes terrestre e aquaviário vinculados ao Ministério dos
Transportes, conforme estabelece esta Lei, pela Secretaria Especial de Portos e pela Agência
Nacional de Aviação Civil - ANAC; (Redação dada pela Lei nº 11.518, de 2007)
III – harmonizar as políticas nacionais de transporte com as políticas de transporte dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, visando à articulação dos órgãos encarregados
do gerenciamento dos sistemas viários e da regulação dos transportes interestaduais,
intermunicipais e urbanos;
IV – aprovar, em função das características regionais, as políticas de prestação de
serviços de transporte às áreas mais remotas ou de difícil acesso do País, submetendo ao
Presidente da República e ao Congresso Nacional as medidas específicas que implicarem a
criação de subsídios;
V – aprovar as revisões periódicas das redes de transporte que contemplam as diversas
regiões do País, propondo ao Poder Executivo e ao Congresso Nacional as reformulações do
Sistema Nacional de Viação que atendam ao interesse nacional.
Art. 7
o
(VETADO)
Art. 7
o
-A O Conit será presidido pelo Ministro de Estado dos Transportes e terá como
membros os Ministros de Estado da Justiça, da Defesa, da Fazenda, do Planejamento,
Orçamento e Gestão, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, das Cidades e o
Secretário Especial de Portos da Presidência da República. (Redação dada pela Lei nº 11.518,
de 2007) (Vide Decreto nº 6.550, de 2008)
Parágrafo único. O Poder Executivo disporá sobre o funcionamento do CONIT.
Art. 8
o
(VETADO)
Art. 9
o
(VETADO)
Art. 10. (VETADO)
CAPÍTULO IV
DOS PRINCÍPIOS E DIRETRIZES PARA OS TRANSPORTES AQUAVIÁRIO E TERRESTRE
Seção I
Dos Princípios Gerais
Art. 11. O gerenciamento da infra-estrutura e a operação dos transportes aquaviário e
terrestre serão regidos pelos seguintes princípios gerais:
I – preservar o interesse nacional e promover o desenvolvimento econômico e social;
II – assegurar a unidade nacional e a integração regional;
III – proteger os interesses dos usuários quanto à qualidade e oferta de serviços de
transporte e dos consumidores finais quanto à incidência dos fretes nos preços dos produtos
transportados;
IV – assegurar, sempre que possível, que os usuários paguem pelos custos dos serviços
prestados em regime de eficiência;
V – compatibilizar os transportes com a preservação do meio ambiente, reduzindo os
níveis de poluição sonora e de contaminação atmosférica, do solo e dos recursos hídricos;
VI – promover a conservação de energia, por meio da redução do consumo de
combustíveis automotivos;
VII – reduzir os danos sociais e econômicos decorrentes dos congestionamentos de
tráfego;
VIII – assegurar aos usuários liberdade de escolha da forma de locomoção e dos meios
de transporte mais adequados às suas necessidades;
IX – estabelecer prioridade para o deslocamento de pedestres e o transporte coletivo de
passageiros, em sua superposição com o transporte individual, particularmente nos centros
urbanos;
X – promover a integração física e operacional do Sistema Nacional de Viação com os
sistemas viários dos países limítrofes;
XI – ampliar a competitividade do País no mercado internacional;
XII – estimular a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias aplicáveis ao setor de
transportes.
Seção II
Das Diretrizes Gerais
Art. 12. Constituem diretrizes gerais do gerenciamento da infra-estrutura e da operação
dos transportes aquaviário e terrestre:
I – descentralizar as ações, sempre que possível, promovendo sua transferência a outras
entidades públicas, mediante convênios de delegação, ou a empresas públicas ou privadas,
mediante outorgas de autorização, concessão ou permissão, conforme dispõe o inciso XII do
art. 21 da Constituição Federal;
II – aproveitar as vantagens comparativas dos diferentes meios de transporte,
promovendo sua integração física e a conjugação de suas operações, para a movimentação
intermodal mais econômica e segura de pessoas e bens;
III – dar prioridade aos programas de ação e de investimentos relacionados com os eixos
estratégicos de integração nacional, de abastecimento do mercado interno e de exportação;
IV – promover a pesquisa e a adoção das melhores tecnologias aplicáveis aos meios de
transporte e à integração destes;
V – promover a adoção de práticas adequadas de conservação e uso racional dos
combustíveis e de preservação do meio ambiente;
VI – estabelecer que os subsídios incidentes sobre fretes e tarifas constituam ônus ao
nível de governo que os imponha ou conceda;
VII – reprimir fatos e ações que configurem ou possam configurar competição imperfeita
ou infrações da ordem econômica.
Art. 13. Ressalvado o disposto em legislação específica, as outorgas a que se refere o
inciso I do caput do art. 12 serão realizadas sob a forma de: (Redação dada pela Lei nº
12.815, de 2013)
I – concessão, quando se tratar de exploração de infra-estrutura de transporte público,
precedida ou não de obra pública, e de prestação de serviços de transporte associados à
exploração da infra-estrutura;
II – (VETADO)
III – (VETADO)
IV - permissão, quando se tratar de prestação regular de serviços de transporte terrestre
coletivo de passageiros desvinculados da exploração da infra-estrutura; (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
V - autorização, quando se tratar de: (Redação dada pela Lei nº 12.743, de 2012)
a) prestação não regular de serviços de transporte terrestre coletivo de
passageiros; (Incluída pela Lei nº 12.743, de 2012)
b) prestação de serviço de transporte aquaviário; (Incluída pela Lei nº 12.743, de 2012)
c) exploração de infraestrutura de uso privativo; e (Incluída pela Lei nº 12.743, de 2012)
d) transporte ferroviário de cargas não associado à exploração da infraestrutura
ferroviária, por operador ferroviário independente. (Incluída pela Lei nº 12.743, de 2012)
Parágrafo único. Considera-se, para os fins da alínea d do inciso V do caput, operador
ferroviário independente a pessoa jurídica detentora de autorização para transporte ferroviário
de cargas desvinculado da exploração da infraestrutura. (Incluído pela Lei nº 12.743, de 2012)
Art. 14. Ressalvado o disposto em legislação específica, o disposto no art. 13 aplica-se
conforme as seguintes diretrizes: (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
I – depende de concessão:
a) a exploração das ferrovias, das rodovias, das vias navegáveis e dos portos organizados
que compõem a infra-estrutura do Sistema Nacional de Viação;
b) o transporte ferroviário de passageiros e cargas associado à exploração da infra-
estrutura ferroviária;
II – (VETADO)
III - depende de autorização: (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
a) (VETADO)
b) o transporte rodoviário de passageiros, sob regime de afretamento;
c) a construção e a exploração das instalações portuárias de que trata o art. 8
o
da Lei na
qual foi convertida a Medida Provisória nº 595, de 6 de dezembro de 2012; (Redação dada
pela Lei nº 12.815, de 2013)
d) (VETADO)
e) o transporte aquaviário; (Incluída pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
f) o transporte ferroviário não regular de passageiros, não associado à exploração da
infra-estrutura. (Incluída pela Lei nº 11.314 de 2006)
g) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
i) o transporte ferroviário de cargas não associado à exploração da infraestrutura, por
operador ferroviário independente; e (Incluída pela Lei nº 12.743, de 2012)
IV - depende de permissão: (Incluída pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
a) o transporte rodoviário coletivo regular de passageiros; (Incluída pela Medida Provisória
nº 2.217-3, de 4.9.2001)
b) o transporte ferroviário regular de passageiros não associado à infra-estrutura.
(Redação dada pela Lei nº 11.483, de 2007)
§ 1
o
As outorgas de concessão ou permissão serão sempre precedidas de licitação,
conforme prescreve o art. 175 da Constituição Federal.
§ 2
o
É vedada a prestação de serviços de transporte coletivo de passageiros, de qualquer
natureza, que não tenham sido autorizados, concedidos ou permitidos pela autoridade
competente.
§ 3
o
As outorgas de concessão a que se refere o inciso I do art. 13 poderão estar
vinculadas a contratos de arrendamento de ativos e a contratos de construção, com cláusula
de reversão ao patrimônio da União.
§ 4
o
Os procedimentos para as diferentes formas de outorga a que se refere este artigo
são disciplinados pelo disposto nos arts. 28 a 51-A. (Redação dada pela Medida Provisória nº
2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 14-A O exercício da atividade de transporte rodoviário de cargas, por conta de
terceiros e mediante remuneração, depende de inscrição do transportador no Registro Nacional
de Transportadores Rodoviários de Carga - RNTRC. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-
3, de 4.9.2001)
Parágrafo único. O transportador a que se refere o caput terá o prazo de um ano, a
contar da instalação da ANTT, para efetuar sua inscrição. (Incluído pela Medida Provisória nº
2.217-3, de 4.9.2001)
CAPÍTULO V
DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
Art. 15. (VETADO)
Art. 16. (VETADO)
Art. 17. (VETADO)
Art. 18. (VETADO)
Art. 19. (VETADO)
CAPÍTULO VI
DAS AGÊNCIAS NACIONAIS DE REGULAÇÃO DOS TRANSPORTES
TERRESTRE E AQUAVIÁRIO
Seção I
Dos Objetivos, da Instituição e das Esferas de Atuação
Art. 20. São objetivos das Agências Nacionais de Regulação dos Transportes Terrestre e
Aquaviário:
I - implementar, nas respectivas esferas de atuação, as políticas formuladas pelo
Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, pelo Ministério dos Transportes e
pela Secretaria de Portos da Presidência da República, nas respectivas áreas de competência,
segundo os princípios e diretrizes estabelecidos nesta Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.815,
de 2013)
II – regular ou supervisionar, em suas respectivas esferas e atribuições, as atividades de
prestação de serviços e de exploração da infra-estrutura de transportes, exercidas por
terceiros, com vistas a:
a) garantir a movimentação de pessoas e bens, em cumprimento a padrões de eficiência,
segurança, conforto, regularidade, pontualidade e modicidade nos fretes e tarifas;
b) harmonizar, preservado o interesse público, os objetivos dos usuários, das empresas
concessionárias, permissionárias, autorizadas e arrendatárias, e de entidades delegadas,
arbitrando conflitos de interesses e impedindo situações que configurem competição imperfeita
ou infração da ordem econômica.
Art. 21. Ficam instituídas a Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT e a
Agência Nacional de Transportes Aquaviários - ANTAQ, entidades integrantes da
administração federal indireta, submetidas ao regime autárquico especial e vinculadas,
respectivamente, ao Ministério dos Transportes e à Secretaria de Portos da Presidência da
República, nos termos desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
§ 1
o
A ANTT e a ANTAQ terão sede e foro no Distrito Federal, podendo instalar unidades
administrativas regionais.
§ 2
o
O regime autárquico especial conferido à ANTT e à ANTAQ é caracterizado pela
independência administrativa, autonomia financeira e funcional e mandato fixo de seus
dirigentes.
Art. 22. Constituem a esfera de atuação da ANTT:
I – o transporte ferroviário de passageiros e cargas ao longo do Sistema Nacional de
Viação;
II – a exploração da infra-estrutura ferroviária e o arrendamento dos ativos operacionais
correspondentes;
III – o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;
IV – o transporte rodoviário de cargas;
V – a exploração da infra-estrutura rodoviária federal;
VI – o transporte multimodal;
VII – o transporte de cargas especiais e perigosas em rodovias e ferrovias.
§ 1
o
A ANTT articular-se-á com as demais Agências, para resolução das interfaces do
transporte terrestre com os outros meios de transporte, visando à movimentação intermodal
mais econômica e segura de pessoas e bens.
§ 2
o
A ANTT harmonizará sua esfera de atuação com a de órgãos dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios encarregados do gerenciamento de seus sistemas viários e das
operações de transporte intermunicipal e urbano.
§ 3
o
A ANTT articular-se-á com entidades operadoras do transporte dutoviário, para
resolução de interfaces intermodais e organização de cadastro do sistema de dutovias do
Brasil.
Art. 23. Constituem a esfera de atuação da Antaq: (Redação dada pela Lei nº 12.815, de
2013)
I – a navegação fluvial, lacustre, de travessia, de apoio marítimo, de apoio portuário, de
cabotagem e de longo curso;
II - os portos organizados e as instalações portuárias neles localizadas; (Redação dada
pela Lei nº 12.815, de 2013)
III - as instalações portuárias de que trata o art. 8
o
da Lei na qual foi convertida a Medida
Provisória n
o
595, de 6 de dezembro de 2012; (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
IV – o transporte aquaviário de cargas especiais e perigosas.
V - a exploração da infra-estrutura aquaviária federal.(Incluído pela Medida Provisória nº
2.217-3, de 4.9.2001)
§ 1
o
A Antaq articular-se-á com órgãos e entidades da administração, para resolução das
interfaces do transporte aquaviário com as outras modalidades de transporte, com a finalidade
de promover a movimentação intermodal mais econômica e segura de pessoas e
bens. (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
§ 2
o
A ANTAQ harmonizará sua esfera de atuação com a de órgãos dos Estados e dos
Municípios encarregados do gerenciamento das operações de transporte aquaviário
intermunicipal e urbano.
Seção II
Das Atribuições da Agência Nacional de Transportes Terrestres
Art. 24. Cabe à ANTT, em sua esfera de atuação, como atribuições gerais:
I – promover pesquisas e estudos específicos de tráfego e de demanda de serviços de
transporte;
II – promover estudos aplicados às definições de tarifas, preços e fretes, em confronto
com os custos e os benefícios econômicos transferidos aos usuários pelos investimentos
realizados;
III – propor ao Ministério dos Transportes os planos de outorgas, instruídos por estudos
específicos de viabilidade técnica e econômica, para exploração da infra-estrutura e a
prestação de serviços de transporte terrestre;
IV – elaborar e editar normas e regulamentos relativos à exploração de vias e terminais,
garantindo isonomia no seu acesso e uso, bem como à prestação de serviços de transporte,
mantendo os itinerários outorgados e fomentando a competição;
V – editar atos de outorga e de extinção de direito de exploração de infra-estrutura e de
prestação de serviços de transporte terrestre, celebrando e gerindo os respectivos contratos e
demais instrumentos administrativos;
VI – reunir, sob sua administração, os instrumentos de outorga para exploração de infra-
estrutura e prestação de serviços de transporte terrestre já celebrados antes da vigência desta
Lei, resguardando os direitos das partes e o equilíbrio econômico-financeiro dos respectivos
contratos;
VII – proceder à revisão e ao reajuste de tarifas dos serviços prestados, segundo as
disposições contratuais, após prévia comunicação ao Ministério da Fazenda;
VIII – fiscalizar a prestação dos serviços e a manutenção dos bens arrendados, cumprindo
e fazendo cumprir as cláusulas e condições avençadas nas outorgas e aplicando penalidades
pelo seu descumprimento;
IX - autorizar projetos e investimentos no âmbito das outorgas estabelecidas,
encaminhando ao Ministro de Estado dos Transportes, se for o caso, propostas de declaração
de utilidade pública; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
X – adotar procedimentos para a incorporação ou desincorporação de bens, no âmbito
dos arrendamentos contratados;
XI – promover estudos sobre a logística do transporte intermodal, ao longo de eixos ou
fluxos de produção;
XII – habilitar o Operador do Transporte Multimodal, em articulação com as demais
agências reguladoras de transportes;
XIII – promover levantamentos e organizar cadastro relativos ao sistema de dutovias do
Brasil e às empresas proprietárias de equipamentos e instalações de transporte dutoviário;
XIV – estabelecer padrões e normas técnicas complementares relativos às operações de
transporte terrestre de cargas especiais e perigosas;
XV – elaborar o seu orçamento e proceder à respectiva execução financeira.
XVI - representar o Brasil junto aos organismos internacionais e em convenções, acordos
e tratados na sua área de competência, observadas as diretrizes do Ministro de Estado dos
Transportes e as atribuições específicas dos demais órgãos federais. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
XVII - exercer, diretamente ou mediante convênio, as competências expressas no inciso
VIII do art. 21 da Lei n
o
9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, nas
rodovias federais por ela administradas. (Incluído pela Lei nº 10.561, de 13.11.2002)
Parágrafo único. No exercício de suas atribuições a ANTT poderá:
I – firmar convênios de cooperação técnica e administrativa com órgãos e entidades da
Administração Pública Federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, tendo em
vista a descentralização e a fiscalização eficiente das outorgas;
II – participar de foros internacionais, sob a coordenação do Ministério dos Transportes.
III - firmar convênios de cooperação técnica com entidades e organismos internacionais.
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 25. Cabe à ANTT, como atribuições específicas pertinentes ao Transporte
Ferroviário: (Redação dada pela Medida Provisória nº 576, de 2012)
I – publicar os editais, julgar as licitações e celebrar os contratos de concessão para
prestação de serviços de transporte ferroviário, permitindo-se sua vinculação com contratos de
arrendamento de ativos operacionais;
II – administrar os contratos de concessão e arrendamento de ferrovias celebrados até a
vigência desta Lei, em consonância com o inciso VI do art. 24;
III – publicar editais, julgar as licitações e celebrar contratos de concessão para
construção e exploração de novas ferrovias, com cláusulas de reversão à União dos ativos
operacionais edificados e instalados;
IV – fiscalizar diretamente, com o apoio de suas unidades regionais, ou por meio de
convênios de cooperação, o cumprimento das cláusulas contratuais de prestação de serviços
ferroviários e de manutenção e reposição dos ativos arrendados;
V – regular e coordenar a atuação dos concessionários, assegurando neutralidade com
relação aos interesses dos usuários, orientando e disciplinando o tráfego mútuo e o direito de
passagem de trens de passageiros e cargas e arbitrando as questões não resolvidas pelas
partes;
VI – articular-se com órgãos e instituições dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios para conciliação do uso da via permanente sob sua jurisdição com as redes locais
de metrôs e trens urbanos destinados ao deslocamento de passageiros;
VII – contribuir para a preservação do patrimônio histórico e da memória das ferrovias, em
cooperação com as instituições associadas à cultura nacional, orientando e estimulando a
participação dos concessionários do setor.
VIII - regular os procedimentos e as condições para cessão a terceiros de capacidade de
tráfego disponível na infraestrutura ferroviária explorada por concessionários. (Incluído pela Lei
nº 12.743, de 2012)
Parágrafo único. No cumprimento do disposto no inciso V, a ANTT estimulará a formação
de associações de usuários, no âmbito de cada concessão ferroviária, para a defesa de
interesses relativos aos serviços prestados.
Art. 26. Cabe à ANTT, como atribuições específicas pertinentes ao Transporte Rodoviário:
I – publicar os editais, julgar as licitações e celebrar os contratos de permissão para
prestação de serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;
II – autorizar o transporte de passageiros, realizado por empresas de turismo, com a
finalidade de turismo;
III – autorizar o transporte de passageiros, sob regime de fretamento;
IV – promover estudos e levantamentos relativos à frota de caminhões, empresas
constituídas e operadores autônomos, bem como organizar e manter um registro nacional de
transportadores rodoviários de cargas;
V – habilitar o transportador internacional de carga;
VI – publicar os editais, julgar as licitações e celebrar os contratos de concessão de
rodovias federais a serem exploradas e administradas por terceiros;
VII – fiscalizar diretamente, com o apoio de suas unidades regionais, ou por meio de
convênios de cooperação, o cumprimento das condições de outorga de autorização e das
cláusulas contratuais de permissão para prestação de serviços ou de concessão para
exploração da infra-estrutura.
§ 1
o
(VETADO)
§ 2
o
Na elaboração dos editais de licitação, para o cumprimento do disposto no inciso VI
do caput, a ANTT cuidará de compatibilizar a tarifa do pedágio com as vantagens econômicas
e o conforto de viagem, transferidos aos usuários em decorrência da aplicação dos recursos de
sua arrecadação no aperfeiçoamento da via em que é cobrado.
§ 3
o
A ANTT articular-se-á com os governos dos Estados para o cumprimento do disposto
no inciso VI do caput, no tocante às rodovias federais por eles já concedidas a terceiros,
podendo avocar os respectivos contratos e preservar a cooperação administrativa avençada.
§ 4
o
O disposto no § 3
o
aplica-se aos contratos de concessão que integram rodovias
federais e estaduais, firmados até a data de publicação desta Lei.
§ 5
o
Os convênios de cooperação administrativa, referidos no inciso VII do caput, poderão
ser firmados com órgãos e entidades da União e dos governos dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios.
§ 6
o
No cumprimento do disposto no inciso VII do caput, a ANTT deverá coibir a prática de
serviços de transporte de passageiros não concedidos, permitidos ou autorizados.
Seção III
Das Atribuições da Agência Nacional de Transportes Aquaviários
Art. 27. Cabe à ANTAQ, em sua esfera de atuação:
I - promover estudos específicos de demanda de transporte aquaviário e de atividades
portuárias; (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
II – promover estudos aplicados às definições de tarifas, preços e fretes, em confronto
com os custos e os benefícios econômicos transferidos aos usuários pelos investimentos
realizados;
III - propor ao Ministério dos Transportes o plano geral de outorgas de exploração da
infraestrutura aquaviária e de prestação de serviços de transporte aquaviário; (Redação dada
pela Lei nº 12.815, de 2013)
a) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
b) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
IV – elaborar e editar normas e regulamentos relativos à prestação de serviços de
transporte e à exploração da infra-estrutura aquaviária e portuária, garantindo isonomia no seu
acesso e uso, assegurando os direitos dos usuários e fomentando a competição entre os
operadores;
V – celebrar atos de outorga de permissão ou autorização de prestação de serviços de
transporte pelas empresas de navegação fluvial, lacustre, de travessia, de apoio marítimo, de
apoio portuário, de cabotagem e de longo curso, observado o disposto nos art. 13 e 14, gerindo
os respectivos contratos e demais instrumentos administrativos;
VI – reunir, sob sua administração, os instrumentos de outorga para exploração de infra-
estrutura e de prestação de serviços de transporte aquaviário celebrados antes da vigência
desta Lei, resguardando os direitos das partes;
VII - promover as revisões e os reajustes das tarifas portuárias, assegurada a
comunicação prévia, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias úteis, ao poder concedente
e ao Ministério da Fazenda; (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
VIII – promover estudos referentes à composição da frota mercante brasileira e à prática
de afretamentos de embarcações, para subsidiar as decisões governamentais quanto à política
de apoio à indústria de construção naval e de afretamento de embarcações estrangeiras;
IX – (VETADO)
X – representar o Brasil junto aos organismos internacionais de navegação e em
convenções, acordos e tratados sobre transporte aquaviário, observadas as diretrizes do
Ministro de Estado dos Transportes e as atribuições específicas dos demais órgãos federais;
XI – (VETADO)
XII – supervisionar a participação de empresas brasileiras e estrangeiras na navegação de
longo curso, em cumprimento aos tratados, convenções, acordos e outros instrumentos
internacionais dos quais o Brasil seja signatário;
XIII – (VETADO)
XIV - estabelecer normas e padrões a serem observados pelas administrações portuárias,
concessionários, arrendatários, autorizatários e operadores portuários, nos termos da Lei na
qual foi convertida a Medida Provisória nº 595, de 6 de dezembro de 2012; (Redação dada
pela Lei nº 12.815, de 2013)
XV - elaborar editais e instrumentos de convocação e promover os procedimentos de
licitação e seleção para concessão, arrendamento ou autorização da exploração de portos
organizados ou instalações portuárias, de acordo com as diretrizes do poder concedente, em
obediência ao disposto na Lei na qual foi convertida a Medida Provisória nº 595, de 6 de
dezembro de 2012; (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
XVI - cumprir e fazer cumprir as cláusulas e condições dos contratos de concessão de
porto organizado ou dos contratos de arrendamento de instalações portuárias quanto à
manutenção e reposição dos bens e equipamentos reversíveis à União de que trata o inciso
VIII do caput do art. 5
o
da Lei na qual foi convertida a Medida Provisória nº 595, de 6 de
dezembro de 2012; (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
XVII - autorizar projetos e investimentos no âmbito das outorgas estabelecidas,
encaminhando ao Ministro de Estado dos Transportes ou ao Secretário Especial de Portos,
conforme o caso, propostas de declaração de utilidade pública; (Redação dada pela Lei nº
11.518, de 2007)
XVIII – (VETADO)
XIX – estabelecer padrões e normas técnicas relativos às operações de transporte
aquaviário de cargas especiais e perigosas;
XX – elaborar o seu orçamento e proceder à respectiva execução financeira.
XXI - fiscalizar o funcionamento e a prestação de serviços das empresas de navegação de
longo curso, de cabotagem, de apoio marítimo, de apoio portuário, fluvial e lacustre; (Incluído
pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
XXII - fiscalizar a execução dos contratos de adesão das autorizações de instalação
portuária de que trata o art. 8
o
da Lei na qual foi convertida a Medida Provisória nº 595, de 6 de
dezembro de 2012; (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
XXIII - adotar procedimentos para a incorporação ou desincorporação de bens, no âmbito
das outorgas; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
XXIV - autorizar as empresas brasileiras de navegação de longo curso, de cabotagem, de
apoio marítimo, de apoio portuário, fluvial e lacustre, o afretamento de embarcações
estrangeiras para o transporte de carga, conforme disposto na Lei n
o
9.432, de 8 de janeiro de
1997; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
XXV - celebrar atos de outorga de concessão para a exploração da infraestrutura
aquaviária, gerindo e fiscalizando os respectivos contratos e demais instrumentos
administrativos; (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
XXVI - fiscalizar a execução dos contratos de concessão de porto organizado e de
arrendamento de instalação portuária, em conformidade com o disposto na Lei na qual foi
convertida a Medida Provisória nº 595, de 6 de dezembro de 2012; (Redação dada pela Lei
nº 12.815, de 2013)
XXVII - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
§ 1
o
No exercício de suas atribuições a ANTAQ poderá:
I – firmar convênios de cooperação técnica e administrativa com órgãos e entidades da
Administração Pública Federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, tendo em
vista a descentralização e a fiscalização eficiente das outorgas;
II - participar de foros internacionais, sob a coordenação do Poder Executivo; e (Redação
dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
III - firmar convênios de cooperação técnica com entidades e organismos internacionais.
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 2
o
A ANTAQ observará as prerrogativas específicas do Comando da Marinha e atuará
sob sua orientação em assuntos de Marinha Mercante que interessarem à defesa nacional, à
segurança da navegação aquaviária e à salvaguarda da vida humana no mar, devendo ser
consultada quando do estabelecimento de normas e procedimentos de segurança que tenham
repercussão nos aspectos econômicos e operacionais da prestação de serviços de transporte
aquaviário.
§ 3
o
(Revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
§ 4
o
(Revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
Seção IV
Dos Procedimentos e do Controle das Outorgas
Subseção I
Das Normas Gerais
Art. 28. A ANTT e a ANTAQ, em suas respectivas esferas de atuação, adotarão as
normas e os procedimentos estabelecidos nesta Lei para as diferentes formas de outorga
previstos nos arts. 13 e 14, visando a que:
I – a exploração da infra-estrutura e a prestação de serviços de transporte se exerçam de
forma adequada, satisfazendo as condições de regularidade, eficiência, segurança, atualidade,
generalidade, cortesia na prestação do serviço, e modicidade nas tarifas;
II – os instrumentos de concessão ou permissão sejam precedidos de licitação pública e
celebrados em cumprimento ao princípio da livre concorrência entre os capacitados para o
exercício das outorgas, na forma prevista no inciso I, definindo claramente:
a) (VETADO)
b) limites máximos tarifários e as condições de reajustamento e revisão;
c) pagamento pelo valor das outorgas e participações governamentais, quando for o caso.
d) prazos contratuais. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 29. Somente poderão obter autorização, concessão ou permissão para prestação de
serviços e para exploração das infra-estruturas de transporte doméstico pelos meios aquaviário
e terrestre as empresas ou entidades constituídas sob as leis brasileiras, com sede e
administração no País, e que atendam aos requisitos técnicos, econômicos e jurídicos
estabelecidos pela respectiva Agência.
Art. 30. É permitida a transferência da titularidade das outorgas de concessão ou
permissão, preservando-se seu objeto e as condições contratuais, desde que o novo titular
atenda aos requisitos a que se refere o art. 29. (Redação dada pela Medida Provisória nº
2.217-3, de 4.9.2001)
§ 1
o
A transferência da titularidade da outorga só poderá ocorrer mediante prévia e
expressa autorização da respectiva Agência de Regulação, observado o disposto na alínea b
do inciso II do art. 20.
§ 2
o
Para o cumprimento do disposto no caput e no § 1
o
, serão também consideradas
como transferência de titularidade as transformações societárias decorrentes de cisão, fusão,
incorporação e formação de consórcio de empresas concessionárias ou permissionárias.
(Redação dada pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 31. A Agência, ao tomar conhecimento de fato que configure ou possa configurar
infração da ordem econômica, deverá comunicá-lo ao Conselho Administrativo de Defesa
Econômica - CADE, à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça ou à Secretaria
de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, conforme o caso.
Art. 32. As Agências acompanharão as atividades dos operadores estrangeiros que atuam
no transporte internacional com o Brasil, visando a identificar práticas operacionais, legislações
e procedimentos, adotados em outros países, que restrinjam ou conflitem com regulamentos e
acordos internacionais firmados pelo Brasil.
§ 1
o
Para os fins do disposto no caput, a Agência poderá solicitar esclarecimentos e
informações e, ainda, citar os agentes e representantes legais dos operadores que estejam sob
análise.
§ 1
o
Para os fins do disposto no caput, a Agência poderá solicitar esclarecimentos e
informações e, ainda, notificar os agentes e representantes legais dos operadores que estejam
sob análise. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 2
o
Identificada a existência de legislação, procedimento ou prática prejudiciais aos
interesses nacionais, a Agência instruirá o processo respectivo e proporá, ou aplicará,
conforme o caso, sanções, na forma prevista na legislação brasileira e nos regulamentos e
acordos internacionais.
Art. 33. Ressalvado o disposto em legislação específica, os atos de outorga de
autorização, concessão ou permissão editados e celebrados pela ANTT e pela Antaq
obedecerão ao disposto na Lei n
o
8.987, de 13 de fevereiro de 1995, nas Subseções II, III, IV e
V desta Seção e nas regulamentações complementares editadas pelas Agências. (Redação
dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
Subseção II
Das Concessões
Art. 34. (VETADO)
Art. 34-A As concessões a serem outorgadas pela ANTT e pela ANTAQ para a exploração
de infra-estrutura, precedidas ou não de obra pública, ou para prestação de serviços de
transporte ferroviário associado à exploração de infra-estrutura, terão caráter de exclusividade
quanto a seu objeto e serão precedidas de licitação disciplinada em regulamento próprio,
aprovado pela Diretoria da Agência e no respectivo edital. (Incluído pela Medida Provisória nº
2.217-3, de 4.9.2001)
§ 1
o
As condições básicas do edital de licitação serão submetidas à prévia consulta
pública. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 2
o
O edital de licitação indicará obrigatoriamente, ressalvado o disposto em legislação
específica: (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
I - o objeto da concessão, o prazo estimado para sua vigência, as condições para sua
prorrogação, os programas de trabalho, os investimentos mínimos e as condições relativas à
reversibilidade dos bens e às responsabilidades pelos ônus das desapropriações; (Incluído
pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
II - os requisitos exigidos dos concorrentes, nos termos do art. 29, e os critérios de pré-
qualificação, quando este procedimento for adotado; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-
3, de 4.9.2001)
III - a relação dos documentos exigidos e os critérios a serem seguidos para aferição da
capacidade técnica, da idoneidade financeira e da regularidade jurídica dos interessados, bem
como para a análise técnica e econômico-financeira da proposta; (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
IV - os critérios para o julgamento da licitação, assegurando a prestação de serviços
adequados, e considerando, isolada ou conjugadamente, a menor tarifa e a melhor oferta pela
outorga; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
V - as exigências quanto à participação de empresas em consórcio. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 35. O contrato de concessão deverá refletir fielmente as condições do edital e da
proposta vencedora e terá como cláusulas essenciais, ressalvado o disposto em legislação
específica, as relativas a: (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
I – definições do objeto da concessão;
II – prazo de vigência da concessão e condições para sua prorrogação;
III – modo, forma e condições de exploração da infra-estrutura e da prestação dos
serviços, inclusive quanto à segurança das populações e à preservação do meio ambiente;
IV – deveres relativos a exploração da infra-estrutura e prestação dos serviços, incluindo
os programas de trabalho, o volume dos investimentos e os cronogramas de execução;
V – obrigações dos concessionários quanto às participações governamentais e ao valor
devido pela outorga, se for o caso;
VI – garantias a serem prestadas pelo concessionário quanto ao cumprimento do contrato,
inclusive quanto à realização dos investimentos ajustados;
VII – tarifas;
VIII – critérios para reajuste e revisão das tarifas;
IX – receitas complementares ou acessórias e receitas provenientes de projetos
associados;
X – direitos, garantias e obrigações dos usuários, da Agência e do concessionário;
XI – critérios para reversibilidade de ativos;
XII – procedimentos e responsabilidades relativos à declaração de utilidade pública, para
fins de desapropriação ou instituição de servidão, de bens imóveis necessários à prestação do
serviço ou execução de obra pública;
XIII – procedimentos para acompanhamento e fiscalização das atividades concedidas e
para auditoria do contrato;
XIV – obrigatoriedade de o concessionário fornecer à Agência relatórios, dados e
informações relativas às atividades desenvolvidas;
XV – procedimentos relacionados com a transferência da titularidade do contrato,
conforme o disposto no art. 30;
XVI – regras sobre solução de controvérsias relacionadas com o contrato e sua execução,
inclusive a conciliação e a arbitragem;
XVII – sanções de advertência, multa e suspensão da vigência do contrato e regras para
sua aplicação, em função da natureza, da gravidade e da reincidência da infração;
XVIII – casos de rescisão, caducidade, cassação, anulação e extinção do contrato, de
intervenção ou encampação, e casos de declaração de inidoneidade.
§ 1
o
Os critérios para revisão das tarifas a que se refere o inciso VIII do caput deverão
considerar:
a) os aspectos relativos a redução ou desconto de tarifas;
b) a transferência aos usuários de perdas ou ganhos econômicos decorrentes de fatores
que afetem custos e receitas e que não dependam do desempenho e da responsabilidade do
concessionário.
§ 2
o
A sanção de multa a que se refere o inciso XVII do caput poderá ser aplicada
isoladamente ou em conjunto com outras sanções e terá valores estabelecidos em
regulamento aprovado pela Diretoria da Agência, obedecidos os limites previstos em legislação
específica.
§ 3
o
A ocorrência de infração grave que implicar sanção prevista no inciso XVIII do caput
será apurada em processo regular, instaurado na forma do regulamento, garantindo-se a prévia
e ampla defesa ao interessado.
§ 4
o
O contrato será publicado por extrato, no Diário Oficial da União, como condição de
sua eficácia.
Art. 36. (VETADO)
Art. 37. O contrato estabelecerá que o concessionário estará obrigado a:
I – adotar, em todas as suas operações, as medidas necessárias para a conservação dos
recursos naturais, para a segurança das pessoas e dos equipamentos e para a preservação do
meio ambiente;
II – responsabilizar-se civilmente pelos atos de seus prepostos e indenizar todos e
quaisquer danos decorrentes das atividades contratadas, devendo ressarcir à Agência ou à
União os ônus que estas venham a suportar em conseqüência de eventuais demandas
motivadas por atos de responsabilidade do concessionário;
III – adotar as melhores práticas de execução de projetos e obras e de prestação de
serviços, segundo normas e procedimentos técnicos e científicos pertinentes, utilizando,
sempre que possível, equipamentos e processos recomendados pela melhor tecnologia
aplicada ao setor.
Subseção III
Das Permissões
Art. 38. As permissões a serem outorgadas pela ANTT e pela ANTAQ aplicar-se-ão à
prestação regular de serviços de transporte de passageiros que independam da exploração da
infra-estrutura utilizada e não tenham caráter de exclusividade ao longo das rotas percorridas,
devendo também ser precedidas de licitação regida por regulamento próprio, aprovado pela
Diretoria da Agência, e pelo respectivo edital.
§ 1
o
O edital de licitação obedecerá igualmente às prescrições do § 1
o
e dos incisos II a V
do § 2
o
do art. 34-A. (Redação dada ´pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 2
o
O edital de licitação indicará obrigatoriamente:
I – o objeto da permissão;
II – o prazo de vigência e as condições para prorrogação da permissão;
III – o modo, a forma e as condições de adaptação da prestação dos serviços à evolução
da demanda;
IV – as características essenciais e a qualidade da frota a ser utilizada; e
V – as exigências de prestação de serviços adequados.
Art. 39. O contrato de permissão deverá refletir fielmente as condições do edital e da
proposta vencedora e terá como cláusulas essenciais as relativas a:
I – objeto da permissão, definindo-se as rotas e itinerários;
II – prazo de vigência e condições para sua prorrogação;
III – modo, forma e condições de prestação dos serviços, em função da evolução da
demanda;
IV – obrigações dos permissionários quanto às participações governamentais e ao valor
devido pela outorga, se for o caso;
V – tarifas;
VI – critérios para reajuste e revisão de tarifas;
VII – direitos, garantias e obrigações dos usuários, da Agência e do permissionário;
VIII – procedimentos para acompanhamento e fiscalização das atividades permitidas e
para auditoria do contrato;
IX – obrigatoriedade de o permissionário fornecer à Agência relatórios, dados e
informações relativas às atividades desenvolvidas;
X – procedimentos relacionados com a transferência da titularidade do contrato, conforme
o disposto no art. 30;
XI – regras sobre solução de controvérsias relacionadas com o contrato e sua execução,
incluindo conciliação e arbitragem;
XII – sanções de advertência, multa e suspensão da vigência do contrato e regras para
sua aplicação, em função da natureza, da gravidade e da reincidência da infração;
XIII – casos de rescisão, caducidade, cassação, anulação e extinção do contrato, de
intervenção ou encampação, e casos de declaração de inidoneidade.
§ 1
o
Os critérios a que se refere o inciso VI do caput deverão considerar:
a) os aspectos relativos a redução ou desconto de tarifas;
b) a transferência aos usuários de perdas ou ganhos econômicos decorrentes de fatores
que afetem custos e receitas e que não dependam do desempenho e da responsabilidade do
concessionário.
§ 2
o
A sanção de multa a que se refere o inciso XII do caput poderá ser aplicada
isoladamente ou em conjunto com outras sanções e terá valores estabelecidos em
regulamento aprovado pela Diretoria da Agência, obedecidos os limites previstos em legislação
específica.
§ 3
o
A ocorrência de infração grave que implicar sanção prevista no inciso XIII do caput
será apurada em processo regular, instaurado na forma do regulamento, garantindo-se a prévia
e ampla defesa ao interessado.
§ 4
o
O contrato será publicado por extrato, no Diário Oficial da União, como condição de
sua eficácia.
Art. 40. (VETADO)
Art. 41. Em função da evolução da demanda, a Agência poderá autorizar a utilização de
equipamentos de maior capacidade e novas freqüências e horários, nos termos da permissão
outorgada, conforme estabelece o inciso III do § 2
o
do art. 38.
Parágrafo único. (VETADO)
Art. 42. O contrato estabelecerá que o permissionário estará obrigado a:
I – adotar, em todas as suas operações, as medidas necessárias para a segurança das
pessoas e dos equipamentos e para a preservação do meio ambiente;
II – responsabilizar-se civilmente pelos atos de seus prepostos e indenizar todos e
quaisquer danos decorrentes das atividades contratadas, devendo ressarcir à Agência ou à
União os ônus que venham a suportar em conseqüência de eventuais demandas motivadas
por atos de responsabilidade do permissionário;
III – adotar as melhores práticas de prestação de serviços, segundo normas e
procedimentos técnicos e científicos pertinentes, utilizando, sempre que possível,
equipamentos e processos recomendados pela melhor tecnologia aplicada ao setor.
Subseção IV
Das Autorizações
Art. 43. A autorização, ressalvado o disposto em legislação específica, será outorgada
segundo as diretrizes estabelecidas nos arts. 13 e 14 e apresenta as seguintes
características: (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
I – independe de licitação;
II – é exercida em liberdade de preços dos serviços, tarifas e fretes, e em ambiente de
livre e aberta competição;
III – não prevê prazo de vigência ou termo final, extinguindo-se pela sua plena eficácia,
por renúncia, anulação ou cassação.
Art. 44. A autorização, ressalvado o disposto em legislação específica, será disciplinada
em regulamento próprio e será outorgada mediante termo que indicará: (Redação dada pela
Lei nº 12.815, de 2013)
I – o objeto da autorização;
II – as condições para sua adequação às finalidades de atendimento ao interesse público,
à segurança das populações e à preservação do meio ambiente;
III – as condições para anulação ou cassação;
V - sanções pecuniárias. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 45. Os preços dos serviços autorizados serão livres, reprimindo-se toda prática
prejudicial à competição, bem como o abuso do poder econômico, adotando-se nestes casos
as providências previstas no art. 31.
Art. 46. As autorizações para prestação de serviços de transporte internacional de cargas
obedecerão ao disposto nos tratados, convenções e outros instrumentos internacionais de que
o Brasil é signatário, nos acordos entre os respectivos países e nas regulamentações
complementares das Agências.
Art. 47. A empresa autorizada não terá direito adquirido à permanência das condições
vigentes quando da outorga da autorização ou do início das atividades, devendo observar as
novas condições impostas por lei e pela regulamentação, que lhe fixará prazo suficiente para
adaptação.
Art. 48. Em caso de perda das condições indispensáveis ao cumprimento do objeto da
autorização, ou de sua transferência irregular, a Agência extingui-la-á mediante cassação.
Art. 49. É facultado à Agência autorizar a prestação de serviços de transporte sujeitos a
outras formas de outorga, em caráter especial e de emergência.
§ 1
o
A autorização em caráter de emergência vigorará por prazo máximo e improrrogável
de cento e oitenta dias, não gerando direitos para continuidade de prestação dos serviços.
§ 2
o
A liberdade de preços referida no art. 45 não se aplica à autorização em caráter de
emergência, sujeitando-se a empresa autorizada, nesse caso, ao regime de preços
estabelecido pela Agência para as demais outorgas.
Subseção V
Das Normas Específicas para as Atividades em Curso
Art. 50. As empresas que, na data da instalação da ANTT ou da ANTAQ, forem detentoras
de outorgas expedidas por entidades públicas federais do setor dos transportes, terão, por
meio de novos instrumentos de outorga, seus direitos ratificados e adaptados ao que dispõem
os arts. 13 e 14.
Parágrafo único. Os novos instrumentos de outorga serão aplicados aos mesmos objetos
das outorgas anteriores e serão regidos, no que couber, pelas normas gerais estabelecidas nas
Subseções I, II, III e IV desta Seção.
Art. 51. (VETADO)
Art. 51-A. Fica atribuída à Antaq a competência de fiscalização das atividades
desenvolvidas pelas administrações de portos organizados, pelos operadores portuários e
pelas arrendatárias ou autorizatárias de instalações portuárias, observado o disposto na Lei na
qual foi convertida a Medida Provisória n
o
595, de 6 de dezembro de 2012. (Redação dada
pela Lei nº 12.815, de 2013)
§ 1
o
Na atribuição citada no caput incluem-se as administrações dos portos objeto de
convênios de delegação celebrados nos termos da Lei n
o
9.277, de 10 de maio de
1996. (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
§ 2
o
A Antaq prestará ao Ministério dos Transportes ou à Secretaria de Portos da
Presidência da República todo apoio necessário à celebração dos convênios de
delegação. (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
Seção V
Da Estrutura Organizacional das Agências
Art. 52. A ANTT e a ANTAQ terão Diretorias atuando em regime de colegiado como
órgãos máximos de suas estruturas organizacionais, as quais contarão também com um
Procurador-Geral, um Ouvidor e um Corregedor.
Art. 53. A Diretoria da ANTT será composta por um Diretor-Geral e quatro Diretores e a
Diretoria da ANTAQ será composta por um Diretor-Geral e dois Diretores.
§ 1
o
Os membros da Diretoria serão brasileiros, de reputação ilibada, formação
universitária e elevado conceito no campo de especialidade dos cargos a serem exercidos, e
serão nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal, nos
termos da alínea f do inciso III do art. 52 da Constituição Federal.
§ 2
o
O Diretor-Geral será nomeado pelo Presidente da República dentre os integrantes da
Diretoria, e investido na função pelo prazo fixado no ato de nomeação.
Art. 54. Os membros da Diretoria cumprirão mandatos de quatro anos, não coincidentes,
admitida uma recondução.
Parágrafo único. Em caso de vacância no curso do mandato, este será completado pelo
sucessor investido na forma prevista no § 1
o
do art. 53.
Art. 55. Para assegurar a não-coincidência, os mandatos dos primeiros membros da
Diretoria da ANTT serão de dois, três, quatro, cinco e seis anos, e os mandatos dos primeiros
membros da Diretoria da ANTAQ serão de dois, três e quatro anos, a serem estabelecidos no
decreto de nomeação.
Art. 56. Os membros da Diretoria perderão o mandato em virtude de renúncia,
condenação judicial transitada em julgado, processo administrativo disciplinar, ou
descumprimento manifesto de suas atribuições.
Parágrafo único. Cabe ao Ministro de Estado dos Transportes ou ao Ministro de Estado
Chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República, conforme o caso, instaurar o
processo administrativo disciplinar, competindo ao Presidente da República determinar o
afastamento preventivo, quando for o caso, e proferir o julgamento. (Redação dada pela Lei nº
12.815, de 2013)
Art. 57. Aos membros das Diretorias das Agências é vedado o exercício de qualquer outra
atividade profissional, empresarial, sindical ou de direção político-partidária.
Art. 58. Está impedida de exercer cargo de direção na ANTT e na ANTAQ a pessoa que
mantenha, ou tenha mantido, nos doze meses anteriores à data de início do mandato, um dos
seguintes vínculos com empresa que explore qualquer das atividades reguladas pela
respectiva Agência:
I – participação direta como acionista ou sócio;
II – administrador, gerente ou membro do Conselho Fiscal;
III – empregado, ainda que com contrato de trabalho suspenso, inclusive de sua instituição
controladora, ou de fundação de previdência de que a empresa ou sua controladora seja
patrocinadora ou custeadora.
Parágrafo único. Também está impedido de exercer cargo de direção o membro de
conselho ou diretoria de associação, regional ou nacional, representativa de interesses
patronais ou trabalhistas ligados às atividades reguladas pela respectiva Agência.
Art. 59. Até um ano após deixar o cargo, é vedado ao ex-Diretor representar qualquer
pessoa ou interesse perante a Agência de cuja Diretoria tiver participado.
Parágrafo único. É vedado, ainda, ao ex-Diretor utilizar informações privilegiadas, obtidas
em decorrência do cargo exercido, sob pena de incorrer em improbidade administrativa.
Art. 60. Compete à Diretoria exercer as atribuições e responder pelos deveres que são
conferidos por esta Lei à respectiva Agência.
Parágrafo único. A Diretoria aprovará o regimento interno da Agência.
Art. 61. Cabe ao Diretor-Geral a representação da Agência e o comando hierárquico sobre
pessoal e serviços, exercendo a coordenação das competências administrativas, bem como a
presidência das reuniões da Diretoria.
Art. 62. Compete à Procuradoria-Geral exercer a representação judicial da respectiva
Agência, com as prerrogativas processuais da Fazenda Pública.
Parágrafo único. O Procurador-Geral deverá ser bacharel em Direito com experiência no
efetivo exercício da advocacia e será nomeado pelo Presidente da República, atendidos os
pré-requisitos legais e as instruções normativas da Advocacia-Geral da União.
Art. 63. O Ouvidor será nomeado pelo Presidente da República, para mandato de três
anos, admitida uma recondução.
Parágrafo único. São atribuições do Ouvidor:
I – receber pedidos de informações, esclarecimentos e reclamações afetos à respectiva
Agência, e responder diretamente aos interessados;
II – produzir semestralmente, ou quando a Diretoria da Agência julgar oportuno, relatório
circunstanciado de suas atividades.
Art. 64. À Corregedoria compete fiscalizar as atividades funcionais da respectiva Agência
e a instauração de processos administrativos e disciplinares, excetuado o disposto no art. 56.
Parágrafo único. Os Corregedores serão nomeados pelo Presidente da República.
Art. 65. (VETADO)
Seção VI
Do Processo Decisório das Agências
Art. 66. O processo decisório da ANTT e da ANTAQ obedecerá aos princípios da
legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade.
Art. 67. As decisões das Diretorias serão tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus
membros, cabendo ao Diretor-Geral o voto de qualidade, e serão registradas em
atas. (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
Parágrafo único. As datas, as pautas e as atas das reuniões de Diretoria, assim como os
documentos que as instruam, deverão ser objeto de ampla publicidade, inclusive por meio da
internet, na forma do regulamento. (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
Art. 68. As iniciativas de projetos de lei, alterações de normas administrativas e decisões
da Diretoria para resolução de pendências que afetem os direitos de agentes econômicos ou
de usuários de serviços de transporte serão precedidas de audiência pública.
§ 1
o
Na invalidação de atos e contratos, será previamente garantida a manifestação dos
interessados.
§ 2
o
Os atos normativos das Agências somente produzirão efeitos após publicação no
Diário Oficial, e aqueles de alcance particular, após a correspondente notificação.
§ 3
o
Qualquer pessoa, desde que seja parte interessada, terá o direito de peticionar ou de
recorrer contra atos das Agências, no prazo máximo de trinta dias da sua oficialização,
observado o disposto em regulamento.
Seção VII
Dos Quadros de Pessoal
Art. 70. Para constituir os quadros de pessoal efetivo e de cargos comissionados da
ANTT e da ANTAQ, ficam criados:
III - os cargos efetivos de nível superior de Procurador;
IV - os Cargos Comissionados de Direção – CD, de Gerência Executiva – CGE, de
Assessoria – CA e de Assistência – CAS;
V - os Cargos Comissionados Técnicos – CCT.
§ 1
o
Os quantitativos dos diferentes níveis de cargos comissionados da ANTT e da
ANTAQ encontram-se estabelecidos nas Tabelas II e IV do Anexo I desta Lei. (Redação dada
pela Lei nº 10.871, de 2004)
§ 3
o
É vedado aos ocupantes de cargos efetivos, aos requisitados, aos ocupantes de
cargos comissionados e aos dirigentes das Agências o exercício regular de outra atividade
profissional, inclusive gestão operacional de empresa ou direção político-partidária, excetuados
os casos admitidos em lei. (Redação dada pela Lei nº 10.871, de 2004)
Art. 72. Os Cargos Comissionados de Gerência Executiva, de Assessoria e de Assistência
são de livre nomeação e exoneração da Diretoria da Agência.
Art. 74. Os Cargos Comissionados Técnicos a que se refere o inciso V do art. 70 desta Lei
são de ocupação privativa de ocupantes de cargos efetivos do Quadro de Pessoal Efetivo e
dos Quadros de Pessoal Específico e em Extinção de que tratam os arts. 113 e 114-A desta
Lei e de requisitados de outros órgãos e entidades da Administração Pública. (Redação dada
pela Lei nº 10.871, de 2004)
Art. 75. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão divulgará, no prazo de trinta
dias a contar da data de publicação desta Lei, tabela estabelecendo as equivalências entre os
Cargos Comissionados e Cargos Comissionados Técnicos previstos nas Tabelas II e IV do
Anexo I e os Cargos em Comissão do Grupo Direção e Assessoramento Superior – DAS, para
efeito de aplicação de legislações específicas relativas à percepção de vantagens, de caráter
remuneratório ou não, por servidores ou empregados públicos.
Seção VIII
Das Receitas e do Orçamento
Art. 77. Constituem receitas da ANTT e da ANTAQ:
I - dotações que forem consignadas no Orçamento Geral da União para cada Agência,
créditos especiais, transferências e repasses; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.217-
3, de 4.9.2001)
II - recursos provenientes dos instrumentos de outorga e arrendamento administrados pela
respectiva Agência, excetuados os provenientes dos contratos de arrendamento originários da
extinta Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA não adquiridos pelo Tesouro Nacional com base
na autorização contida na Medida Provisória n
o
2.181-45, de 24 de agosto de 2001; (Redação
dada pela Lei nº 11.483, de 2007)
III - os produtos das arrecadações de taxas de fiscalização da prestação de serviços e de
exploração de infra-estrutura atribuídas a cada Agência. (Redação dada pela Medida Provisória
nº 2.217-3, de 4.9.2001)
IV – recursos provenientes de acordos, convênios e contratos, inclusive os referentes à
prestação de serviços técnicos e fornecimento de publicações, material técnico, dados e
informações;
V – o produto das arrecadações de cada Agência, decorrentes da cobrança de
emolumentos e multas;
VI – outras receitas, inclusive as resultantes de aluguel ou alienação de bens, da
aplicação de valores patrimoniais, de operações de crédito, de doações, legados e
subvenções.
§ 1
o
(VETADO)
§ 2
o
(VETADO)
Art. 78. A ANTT e a Antaq submeterão ao Ministério dos Transportes e à Secretaria de
Portos da Presidência da República, respectivamente, suas propostas orçamentárias anuais,
nos termos da legislação em vigor. (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
Parágrafo único. O superávit financeiro anual apurado pela ANTT ou pela ANTAQ, relativo
aos incisos II a V do art. 77, deverá ser incorporado ao respectivo orçamento do exercício
seguinte, de acordo com a Lei n
o
4.320, de 17 de março de 1964, não se aplicando o disposto
no art. 1
o
da Lei n
o
9.530, de 10 de dezembro de 1997, podendo ser utilizado no custeio de
despesas de manutenção e funcionamento de ambas as Agências, em projetos de estudos e
pesquisas no campo dos transportes, ou na execução de projetos de infra-estrutura a cargo do
DNIT, desde que devidamente programados no Orçamento Geral da União.
Art. 78-A. A infração a esta Lei e o descumprimento dos deveres estabelecidos no
contrato de concessão, no termo de permissão e na autorização sujeitará o responsável às
seguintes sanções, aplicáveis pela ANTT e pela ANTAQ, sem prejuízo das de natureza civil e
penal: (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
I - advertência; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
II - multa; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
III - suspensão (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
IV - cassação (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
V - declaração de inidoneidade. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 1
o
Na aplicação das sanções referidas no caput, a Antaq observará o disposto na Lei
na qual foi convertida a Medida Provisória nº 595, de 6 de dezembro de 2012. (Redação dada
pela Lei nº 12.815, de 2013)
§ 2
o
A aplicação da sanção prevista no inciso IV do caput, quando se tratar de concessão
de porto organizado ou arrendamento e autorização de instalação portuária, caberá ao poder
concedente, mediante proposta da Antaq. (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
Art. 78-B. O processo administrativo para a apuração de infrações e aplicação de
penalidades será circunstanciado e permanecerá em sigilo até decisão final.
Art. 78-C. No processo administrativo de que trata o art. 78-B, serão assegurados o
contraditório e a ampla defesa, permitida a adoção de medidas cautelares de necessária
urgência. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 78-D. Na aplicação de sanções serão consideradas a natureza e a gravidade da
infração, os danos dela resultantes para o serviço e para os usuários, a vantagem auferida pelo
infrator, as circunstâncias agravantes e atenuantes, os antecedentes do infrator e a
reincidência genérica ou específica. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Parágrafo único. Entende-se por reincidência específica a repetição de falta de igual
natureza. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 78-E. Nas infrações praticadas por pessoa jurídica, também serão punidos com
sanção de multa seus administradores ou controladores, quando tiverem agido com dolo ou
culpa. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 78-F. A multa poderá ser imposta isoladamente ou em conjunto com outra sanção e
não deve ser superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais). (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 1º O valor das multas será fixado em regulamento aprovado pela Diretoria de cada
Agência, e em sua aplicação será considerado o princípio da proporcionalidade entre a
gravidade da falta e a intensidade da sanção. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de
4.9.2001)
§ 2º A imposição, ao prestador de serviço de transporte, de multa decorrente de infração
à ordem econômica observará os limites previstos na legislação específica. (Incluído pela
Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 78-G. A suspensão, que não terá prazo superior a cento e oitenta dias, será imposta
em caso de infração grave cujas circunstâncias não justifiquem a cassação. (Incluído pela
Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 78-H. Na ocorrência de infração grave, apurada em processo regular instaurado na
forma do regulamento, a ANTT e a ANTAQ poderão cassar a autorização. (Incluído pela
Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 78-I. A declaração de inidoneidade será aplicada a quem tenha praticado atos ilícitos
visando frustrar os objetivos de licitação ou a execução de contrato. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Parágrafo único. O prazo de vigência da declaração de inidoneidade não será superior a
cinco anos. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 78-J. Não poderá participar de licitação ou receber outorga de concessão ou
permissão, e bem assim ter deferida autorização, a empresa proibida de licitar ou contratar
com o Poder Público, que tenha sido declarada inidônea ou tenha sido punida nos cinco anos
anteriores com a pena de cassação ou, ainda, que tenha sido titular de concessão ou
permissão objeto de caducidade no mesmo período. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-
3, de 4.9.2001)
CAPÍTULO VII
DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT
Seção I
Da Instituição, dos Objetivos e das Atribuições
Art. 79. Fica criado o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT,
pessoa jurídica de direito público, submetido ao regime de autarquia, vinculado ao Ministério
dos Transportes.
Parágrafo único. O DNIT terá sede e foro no Distrito Federal, podendo instalar unidades
administrativas regionais.
Art. 80. Constitui objetivo do DNIT implementar, em sua esfera de atuação, a política
formulada para a administração da infra-estrutura do Sistema Federal de Viação,
compreendendo sua operação, manutenção, restauração ou reposição, adequação de
capacidade, e ampliação mediante construção de novas vias e terminais, segundo os princípios
e diretrizes estabelecidos nesta Lei.
Art. 81. A esfera de atuação do DNIT corresponde à infra-estrutura do Sistema Federal de
Viação, sob a jurisdição do Ministério dos Transportes, constituída de:
I – vias navegáveis;
II – ferrovias e rodovias federais;
IV - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.815, de 2013)
Art. 82. São atribuições do DNIT, em sua esfera de atuação:
I – estabelecer padrões, normas e especificações técnicas para os programas de
segurança operacional, sinalização, manutenção ou conservação, restauração ou reposição de
vias, terminais e instalações;
II – estabelecer padrões, normas e especificações técnicas para a elaboração de projetos
e execução de obras viária-s;
III – fornecer ao Ministério dos Transportes informações e dados para subsidiar a
formulação dos planos gerais de outorga e de delegação dos segmentos da infra-estrutura
viária;
IV - administrar, diretamente ou por meio de convênios de delegação ou cooperação, os
programas de operação, manutenção, conservação, restauração e reposição de rodovias,
ferrovias, vias navegáveis, terminais e instalações portuárias fluviais e lacustres, excetuadas as
outorgadas às companhias docas; (Redação dada pela Lei nº 11.518, de 2007)
V - gerenciar, diretamente ou por meio de convênios de delegação ou cooperação,
projetos e obras de construção e ampliação de rodovias, ferrovias, vias navegáveis, terminais e
instalações portuárias fluviais e lacustres, excetuadas as outorgadas às companhias docas,
decorrentes de investimentos programados pelo Ministério dos Transportes e autorizados pelo
Orçamento Geral da União; (Redação dada pela Lei nº 11.518, de 2007)
VI – participar de negociações de empréstimos com entidades públicas e privadas,
nacionais e internacionais, para financiamento de programas, projetos e obras de sua
competência, sob a coordenação do Ministério dos Transportes;
VII – realizar programas de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico, promovendo a
cooperação técnica com entidades públicas e privadas;
VIII – firmar convênios, acordos, contratos e demais instrumentos legais, no exercício de
suas atribuições;
IX – declarar a utilidade pública de bens e propriedades a serem desapropriados para
implantação do Sistema Federal de Viação;
X – elaborar o seu orçamento e proceder à execução financeira;
XI – adquirir e alienar bens, adotando os procedimentos legais adequados para efetuar
sua incorporação e desincorporação;
XII – administrar pessoal, patrimônio, material e serviços gerais.
XIII - desenvolver estudos sobre transporte ferroviário ou multimodal envolvendo estradas
de ferro; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
XIV - projetar, acompanhar e executar, direta ou indiretamente, obras relativas a
transporte ferroviário ou multimodal, envolvendo estradas de ferro do Sistema Federal de
Viação, excetuadas aquelas relacionadas com os arrendamentos já existentes; (Incluído pela
Lei nº 11.314 de 2006)
XV - estabelecer padrões, normas e especificações técnicas para a elaboração de
projetos e execução de obras viárias relativas às estradas de ferro do Sistema Federal de
Viação; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
XVI - aprovar projetos de engenharia cuja execução modifique a estrutura do Sistema
Federal de Viação, observado o disposto no inciso IX do caput deste artigo. (Incluído pela Lei
nº 11.314 de 2006)
XVII - exercer o controle patrimonial e contábil dos bens operacionais na atividade
ferroviária, sobre os quais será exercida a fiscalização pela Agência Nacional de Transportes
Terrestres - ANTT, conforme disposto no inciso IV do art. 25 desta Lei, bem como dos bens
não-operacionais que lhe forem transferidos; (Incluído pela Lei nº 11.483, de 2007)
XVIII - implementar medidas necessárias à destinação dos ativos operacionais devolvidos
pelas concessionárias, na forma prevista nos contratos de arrendamento; e (Incluído pela Lei nº
11.483, de 2007)
XIX - propor ao Ministério dos Transportes, em conjunto com a ANTT, a destinação dos
ativos operacionais ao término dos contratos de arrendamento. (Incluído pela Lei nº 11.483, de
2007)
§ 1
o
As atribuições a que se refere o caput não se aplicam aos elementos da infra-
estrutura concedidos ou arrendados pela ANTT e pela ANTAQ. (Redação dada pela Lei nº
10.561, de 13.11.2002)
§ 2
o
No exercício das atribuições previstas neste artigo e relativas a vias navegáveis, o
DNIT observará as prerrogativas específicas da autoridade marítima. (Redação dada pela Lei
nº 12.815, de 2013)
§ 3
o
É, ainda, atribuição do DNIT, em sua esfera de atuação, exercer, diretamente ou
mediante convênio, as competências expressas no art. 21 da Lei n
o
9.503, de 1997, observado
o disposto no inciso XVII do art. 24 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 10.561, de 13.11.2002)
§ 4
o
O DNIT e a ANTT celebrarão, obrigatoriamente, instrumento para execução das
atribuições de que trata o inciso XVII do caput deste artigo, cabendo à ANTT a
responsabilidade concorrente pela execução do controle patrimonial e contábil dos bens
operacionais recebidos pelo DNIT vinculados aos contratos de arrendamento referidos nos
incisos II e IV do caput do art. 25 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.483, de 2007)
Seção II
Das Contratações e do Controle
Art. 83. Na contratação de programas, projetos e obras decorrentes do exercício direto
das atribuições de que trata o art. 82, o DNIT deverá zelar pelo cumprimento das boas normas
de concorrência, fazendo com que os procedimentos de divulgação de editais, julgamento de
licitações e celebração de contratos se processem em fiel obediência aos preceitos da
legislação vigente, revelando transparência e fomentando a competição, em defesa do
interesse público. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Parágrafo único. O DNIT fiscalizará o cumprimento das condições contratuais, quanto às
especificações técnicas, aos preços e seus reajustamentos, aos prazos e cronogramas, para o
controle da qualidade, dos custos e do retorno econômico dos investimentos.
Art. 84. No exercício das atribuições previstas nos incisos IV e V do art. 82, o DNIT poderá
firmar convênios de delegação ou cooperação com órgãos e entidades da Administração
Pública Federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, buscando a
descentralização e a gerência eficiente dos programas e projetos.
§ 1
o
Os convênios deverão conter compromisso de cumprimento, por parte das entidades
delegatárias, dos princípios e diretrizes estabelecidos nesta Lei, particularmente quanto aos
preceitos do art. 83.
§ 2
o
O DNIT supervisionará os convênios de delegação, podendo denunciá-los ao
verificar o descumprimento de seus objetivos e preceitos. (Redação dada pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Seção III
Da Estrutura Organizacional do DNIT
Art. 85. O DNIT será dirigido por um Conselho de Administração e uma Diretoria
composta por um Diretor-Geral e pelas Diretorias Executiva, de Infra-Estrutura Ferroviária, de
Infra-Estrutura Rodoviária, de Administração e Finanças, de Planejamento e Pesquisa, e de
Infra-Estrutura Aquaviária. (Redação dada pela Lei nº 11.314 de 2006)
Parágrafo único. (VETADO)
§ 2
o
Às Diretorias compete:(Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
I - Diretoria Executiva: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
a) orientar, coordenar e supervisionar as atividades das Diretorias setoriais e dos órgãos
regionais; e (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
b) assegurar o funcionamento eficiente e harmônico do DNIT; (Incluído pela Lei nº 11.314
de 2006)
II - Diretoria de Infra-Estrutura Ferroviária: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
a) administrar e gerenciar a execução de programas e projetos de construção,
manutenção, operação e restauração da infra-estrutura ferroviária; (Incluído pela Lei nº 11.314
de 2006)
b) gerenciar a revisão de projetos de engenharia na fase de execução de obras; e
(Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
c) exercer o poder normativo relativo à utilização da infra-estrutura de transporte
ferroviário, observado o disposto no art. 82 desta Lei; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
III - Diretoria de Infra-Estrutura Rodoviária: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) (Incluído
pela Lei nº 11.314 de 2006)
a) administrar e gerenciar a execução de programas e projetos de construção, operação,
manutenção e restauração da infra-estrutura rodoviária; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
b) gerenciar a revisão de projetos de engenharia na fase de execução de obras; (Incluído
pela Lei nº 11.314 de 2006)
c) exercer o poder normativo relativo à utilização da infra-estrutura de transporte
rodoviário, observado o disposto no art. 82 desta Lei; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
IV - Diretoria de Administração e Finanças: planejar, administrar, orientar e controlar a
execução das atividades relacionadas com os Sistemas Federais de Orçamento, de
Administração Financeira, de Contabilidade, de Organização e Modernização Administrativa,
de Recursos Humanos e Serviços Gerais; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
V - Diretoria de Planejamento e Pesquisa: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
a) planejar, coordenar, supervisionar e executar ações relativas à gestão e à programação
de investimentos anual e plurianual para a infra-estrutura do Sistema Federal de Viação;
(Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
b) promover pesquisas e estudos nas áreas de engenharia de infra-estrutura de
transportes, considerando, inclusive, os aspectos relativos ao meio ambiente; e (Incluído pela
Lei nº 11.314 de 2006)
c) coordenar o processo de planejamento estratégico do DNIT; (Incluído pela Lei nº
11.314 de 2006)
VI - Diretoria de Infra-Estrutura Aquaviária: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
a) administrar e gerenciar a execução de programas e projetos de construção, operação,
manutenção e restauração da infra-estrutura aquaviária; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
b) gerenciar a revisão de projetos de engenharia na fase de execução e obras; e (Incluído
pela Lei nº 11.314 de 2006)
c) exercer o poder normativo relativo à utilização da infra-estrutura de transporte
aquaviário. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
Art. 85-A. Integrará a estrutura organizacional do DNIT uma Procuradoria-Geral, uma
Ouvidoria, uma Corregedoria e uma Auditoria. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de
4.9.2001)
Art. 85-B. À Procuradoria-Geral do DNIT compete exercer a representação judicial da
autarquia. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 85-C. À Auditoria do DNIT compete fiscalizar a gestão orçamentária, financeira e
patrimonial da autarquia. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Parágrafo único. O auditor do DNIT será indicado pelo Ministro de Estado dos
Transportes e nomeado pelo Presidente da República. (Incluído pela Medida Provisória nº
2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 85-D. À Ouvidoria do DNIT compete: (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de
4.9.2001)
I - receber pedidos de informações, esclarecimentos e reclamações afetos à autarquia e
responder diretamente aos interessados; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de
4.9.2001)
II - produzir, semestralmente e quando julgar oportuno, relatório circunstanciado de suas
atividades e encaminhá-lo à Diretoria-Geral e ao Ministério dos Transportes. (Incluído pela
Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 86. Compete ao Conselho de Administração:
I – aprovar o regimento interno do DNIT;
II - definir parâmetros e critérios para elaboração dos planos e programas de trabalho e de
investimentos do DNIT, em conformidade com as diretrizes e prioridades estabelecidas;
(Redação dada pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
III – aprovar e supervisionar a execução dos planos e programas a que se refere o inciso
anterior.
Parágrafo único. (VETADO)
Art. 87. Comporão o Conselho de Administração do DNIT:
I – o Secretário-Executivo do Ministério dos Transportes;
II – o seu Diretor-Geral;
III – dois representantes do Ministério dos Transportes;
IV – um representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
V – um representante do Ministério da Fazenda.
§ 1
o
A presidência do Conselho de Administração do DNIT será exercida pelo Secretário-
Executivo do Ministério dos Transportes.
§ 2
o
A participação como membro do Conselho de Administração do DNIT não ensejará
remuneração de qualquer espécie.
Art. 88. Os Diretores deverão ser brasileiros, ter idoneidade moral e reputação ilibada,
formação universitária, experiência profissional compatível com os objetivos, atribuições e
competências do DNIT e elevado conceito no campo de suas especialidades, e serão
indicados pelo Ministro de Estado dos Transportes e nomeados pelo Presidente da República.
Parágrafo único. As nomeações dos Diretores do DNIT serão precedidas,
individualmente, de aprovação pelo Senado Federal, nos termos da alínea "f" do inciso III do
art. 52 da Constituição. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 89. Compete à Diretoria do DNIT:
I – (VETADO)
II – editar normas e especificações técnicas sobre matérias da competência do DNIT;
III – aprovar editais de licitação e homologar adjudicações;
IV – autorizar a celebração de convênios, acordos, contratos e demais instrumentos
legais;
V – resolver sobre a aquisição e alienação de bens;
VI – autorizar a contratação de serviços de terceiros.
VII - submeter à aprovação do Conselho de Administração as propostas de modificação
do regimento interno do DNIT. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 1
o
Cabe ao Diretor-Geral a representação do DNIT e o comando hierárquico sobre
pessoal e serviços, exercendo a coordenação das competências administrativas, bem como a
presidência das reuniões da Diretoria.
§ 2
o
O processo decisório do DNIT obedecerá aos princípios da legalidade,
impessoalidade, moralidade e publicidade.
§ 3
o
As decisões da Diretoria serão tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus
membros, cabendo ao Diretor-Geral o voto de qualidade, e serão registradas em atas que
ficarão disponíveis para conhecimento geral, juntamente com os documentos que as instruam.
Art. 90. O Procurador-Geral do DNIT deverá ser bacharel em Direito com experiência no
efetivo exercício da advocacia, será indicado pelo Ministro de Estado dos Transportes e
nomeado pelo Presidente da República, atendidos os pré-requisitos legais e as instruções
normativas da Advocacia-Geral da União.
§ 1
o
(VETADO)
§ 2
o
(VETADO)
Art. 91. O Ouvidor será indicado pelo Ministro de Estado dos Transportes e nomeado pelo
Presidente da República.
Parágrafo único. (VETADO)
I – (VETADO)
II – (VETADO)
Art. 92. À Corregedoria do DNIT compete fiscalizar as atividades funcionais e a
instauração de processos administrativos e disciplinares.
§ 1
o
O Corregedor será indicado pelo Ministro de Estado dos Transportes e nomeado pelo
Presidente da República.
§ 2
o
A instauração de processos administrativos e disciplinares relativos a atos da
Diretoria ou de seus membros será da competência do Ministro de Estado dos Transportes.
Seção IV
Do Quadro de Pessoal do DNIT
§ 3
o
Os cargos em comissão do Grupo Direção e Assessoramento Superior – DAS e as
Funções Gratificadas – FG, para preenchimento de cargos de direção e assessoramento do
DNIT estão previstos no âmbito da estrutura organizacional da Presidência da República e dos
Ministérios.
§ 4
o
É vedado aos empregados, aos requisitados, aos ocupantes de cargos
comissionados e aos dirigentes do DNIT o exercício regular de outra atividade profissional,
inclusive gestão operacional de empresa ou direção político-partidária, excetuados os casos
admitidos em lei.
Art. 95. (VETADO)
Art. 96. O DNIT poderá efetuar, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal, e
observado o disposto na Lei n
o
8.745, de 9 de dezembro de 1993, contratação por tempo
determinado, pelo prazo de 12 (doze) meses, do pessoal técnico imprescindível ao exercício de
suas competências institucionais. (Redação dada pela Lei nº 10.871, de 2004)
§ 1
o
A contratação de pessoal de que trata o caput deste artigo dar-se-á mediante
processo seletivo simplificado, compreendendo, obrigatoriamente, prova escrita e,
facultativamente, análise de curriculum vitae sem prejuízo de outras modalidades que, a
critério da entidade, venham a ser exigidas. (Redação dada pela Lei nº 10.871, de 2004)
§ 2
o
(VETADO)
§ 3
o
Às contratações referidas no caput deste artigo aplica-se o disposto nos arts. 5
o
e 6
o

da Lei n
o
8.745, de 9 de dezembro de 1993. (Redação dada pela Lei nº 10.871, de 2004)
§ 4
o
As contratações referidas no caput deste artigo poderão ser prorrogadas, desde que
sua duração total não ultrapasse o prazo de 24 (vinte e quatro) meses, ficando limitada sua
vigência, em qualquer caso, a 31 de dezembro de 2005. (Redação dada pela Lei nº 10.871, de
2004)
§ 5
o
A remuneração do pessoal contratado nos termos referidos no caput deste artigo terá
como referência os valores definidos em ato conjunto da Agência e do órgão central do
Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC. (Redação dada pela Lei nº
10.871, de 2004)
§ 6
o
Aplica-se ao pessoal contratado por tempo determinado pelo DNIT o disposto no § 1º
do art. 7º nos arts. 8
o
, 9
o
, 10, 11, 12 e 16 da Lei n
o
8.745, de 9 de dezembro de 1993. (Redação
dada pela Lei nº 10.871, de 2004)
Seção V
Das Receitas e do Orçamento
Art. 97. Constituem receitas do DNIT:
I – dotações consignadas no Orçamento Geral da União, créditos especiais,
transferências e repasses;
II – remuneração pela prestação de serviços;
III – recursos provenientes de acordos, convênios e contratos;
IV – produto da cobrança de emolumentos, taxas e multas;
V – outras receitas, inclusive as resultantes da alienação de bens e da aplicação de
valores patrimoniais, operações de crédito, doações, legados e subvenções.
Art. 98. O DNIT submeterá anualmente ao Ministério dos Transportes a sua proposta
orçamentária, nos termos da legislação em vigor.
CAPÍTULO VIII
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS, GERAIS E FINAIS
Seção I
Da Instalação dos Órgãos
Art. 99. O Poder Executivo promoverá a instalação do CONIT, da ANTT, da ANTAQ e do
DNIT, mediante a aprovação de seus regulamentos e de suas estruturas regimentais, em até
noventa dias, contados a partir da data de publicação desta Lei. (Vide Decreto nº 6.550, de
2008)
Parágrafo único. A publicação dos regulamentos e das estruturas regimentais marcará a
instalação dos órgãos referidos no caput e o início do exercício de suas respectivas atribuições.
Art. 100. Fica o Poder Executivo autorizado a realizar as despesas e os investimentos
necessários à implantação da ANTT, da ANTAQ e do DNIT, podendo remanejar, transferir e
utilizar recursos de dotações orçamentárias e de saldos orçamentários pertinentes ao
Ministério dos Transportes.
Art. 100. Fica o Poder Executivo autorizado a realizar as despesas e os investimentos
necessários à implantação e ao funcionamento da ANTT, da ANTAQ e do DNIT, podendo
remanejar, transpor, transferir ou utilizar as dotações orçamentárias aprovadas na Lei nº
10.171, de 5 de janeiro de 2001, consignadas em favor do Ministério dos Transportes e suas
Unidades Orçamentárias vinculadas, cujas atribuições tenham sido transferidas ou absorvidas
pelo Ministério dos Transportes ou pelas entidades criadas por esta Lei, mantida a mesma
classificação orçamentária, expressa por categoria de programação em seu menor nível,
conforme definida no § 2º do art. 3º da Lei nº 9.995, de 25 de julho de 2000, assim como o
respectivo detalhamento por esfera orçamentária, grupos de despesa, fontes de recursos,
modalidades de aplicação e identificadores de uso e da situação primária ou financeira da
despesa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 101. Decreto do Presidente da República reorganizará a estrutura administrativa do
Ministério dos Transportes, mediante proposta do respectivo Ministro de Estado, em função
das transferências de atribuições instituídas por esta Lei.
Seção II
Da Extinção e Dissolução de Órgãos
Art. 102. (VETADO)
"Art. 102-A. Instaladas a ANTT, a ANTAQ e o DNIT, ficam extintos a Comissão Federal de
Transportes Ferroviários - COFER e o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem -
DNER e dissolvida a Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes - GEIPOT. (Incluído
pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 1º A dissolução e liquidação do GEIPOT observarão, no que couber, o disposto na Lei
n
o
8.029, de 12 de abril de 1990. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 2º Decreto do Presidente da República disciplinará a transferência e a incorporação dos
direitos, das obrigações e dos bens móveis e imóveis do DNER. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
§ 3º Caberá ao inventariante do DNER adotar as providências cabíveis para o
cumprimento do decreto a que se refere o § 2
o
. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de
4.9.2001)
§ 4º Decreto do Presidente da República disciplinará o processo de liquidação do
GEIPOT e a transferência do pessoal a que se refere o art. 114-A. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 103. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU e a Empresa de Transportes
Urbanos de Porto Alegre S.A. – TRENSURB transferirão para os Estados e Municípios a
administração dos transportes ferroviários urbanos e metropolitanos de passageiros, conforme
disposto na Lei n
o
8.693, de 3 de agosto de 1993.
Parágrafo único. No exercício das atribuições referidas nos incisos V e VI do art. 25, a
ANTT coordenará os acordos a serem celebrados entre os concessionários arrendatários das
malhas ferroviárias e as sociedades sucessoras da CBTU, em cada Estado ou Município, para
regular os direitos de passagem e os planos de investimentos, em áreas comuns, de modo a
garantir a continuidade e a expansão dos serviços de transporte ferroviário de passageiros e
cargas nas regiões metropolitanas.
Art. 103-A Para efetivação do processo de descentralização dos transportes ferroviários
urbanos e metropolitanos de passageiros, a União destinará à CBTU os recursos necessários
ao atendimento dos projetos constantes dos respectivos convênios de transferência desses
serviços, podendo a CBTU: (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
I - executar diretamente os projetos; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de
4.9.2001)
II - transferir para os Estados e Municípios, ou para sociedades por eles constituídas, os
recursos necessários para a implementação do processo de descentralização. (Incluído pela
Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Parágrafo único. Para o disposto neste artigo, o processo de descentralização
compreende a transferência, a implantação, a modernização, a ampliação e a recuperação dos
serviços. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 103-B. Após a descentralização dos transportes ferroviários urbanos e metropolitanos
de passageiros, a União destinará à CBTU, para repasse ao Estado de Minas Gerais, por
intermédio da empresa Trem Metropolitano de Belo Horizonte S.A., os recursos necessários ao
pagamento das despesas com a folha de pessoal, encargos sociais, benefícios e contribuição à
Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER, dos empregados transferidos, por
sucessão trabalhista, na data da transferência do Sistema de Trens Urbanos de Belo Horizonte
para o Estado de Minas Gerais, Município de Belo Horizonte e Município de Contagem, de
acordo com a Lei nº 8.693, de 3 de agosto de 1993. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-
3, de 4.9.2001)
§ 1º Os recursos serão repassados mensalmente a partir da data da efetiva assunção do
Sistema de Trens Urbanos de Belo Horizonte até 30 de junho de 2003, devendo ser aplicados
exclusivamente nas despesas referenciadas neste artigo. (Incluído pela Medida Provisória nº
2.217-3, de 4.9.2001)
§ 2º A autorização de que trata este artigo fica limitada ao montante das despesas acima
referidas, corrigidas de acordo com os reajustes salariais praticados pela Companhia Brasileira
de Trens Urbanos - CBTU correndo à conta de sua dotação orçamentária. (Incluído pela
Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 103-C. As datas limites a que se referem o § 1º do art. 1º da Lei nº 9.600, de 19 de
janeiro de 1998, e o § 1º do art. 1º da Lei nº 9.603, de 22 de janeiro de 1998, passam,
respectivamente, para 30 de junho de 2003 e 31 de dezembro de 2005. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 103-D. Caberá à CBTU analisar, acompanhar e fiscalizar, em nome da União, a
utilização dos recursos supramencionados, de acordo com o disposto nesta Lei e na legislação
vigente. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Art. 104. Atendido o disposto no caput do art. 103, ficará dissolvida a CBTU, na forma do
disposto no § 6
o
do art. 3
o
da Lei n
o
8.693, de 3 de agosto de 1993.
Parágrafo único. As atribuições da CBTU que não tiverem sido absorvidas pelos Estados
e Municípios serão transferidas para a ANTT ou para o DNIT, conforme sua natureza.
Art. 105. Fica o Poder Executivo autorizado a promover a transferência das atividades do
Serviço Social das Estradas de Ferro – SESEF para entidades de serviço social autônomas ou
do setor privado com atuação congênere.
Art. 106. (VETADO)
Art. 107. (VETADO)
Art. 108. Para cumprimento de suas atribuições, particularmente no que se refere ao
inciso VI do art. 24 e ao inciso VI do art. 27, serão transferidos para a ANTT ou para a ANTAQ,
conforme se trate de transporte terrestre ou aquaviário, os contratos e os acervos técnicos,
incluindo registros, dados e informações, detidos por órgãos e entidades do Ministério dos
Transportes encarregados, até a vigência desta Lei, da regulação da prestação de serviços e
da exploração da infra-estrutura de transportes.
Parágrafo único. Excluem-se do disposto no caput os contratos firmados pelas
Autoridades Portuárias no âmbito de cada porto organizado.
Art. 109. Para o cumprimento de suas atribuições, serão transferidos para o DNIT os
contratos, os convênios e os acervos técnicos, incluindo registros, dados e informações detidos
por órgãos do Ministério dos Transportes e relativos à administração direta ou delegada de
programas, projetos e obras pertinentes à infra-estrutura viária. (Vide Lei nº 11.518, de 2007)
Parágrafo único. Ficam transferidas para o DNIT as funções do órgão de pesquisas
hidroviárias da Companhia Docas do Rio de Janeiro – CDRJ, e as funções das administrações
hidroviárias vinculadas às Companhias Docas, juntamente com os respectivos acervos
técnicos e bibliográficos, bens e equipamentos utilizados em suas atividades.
Art. 110. (VETADO)
Art. 111. (VETADO)
Seção III
Das Requisições e Transferências de Pessoal
Art. 112. (VETADO)
Art. 113. Ficam criados os quadros de Pessoal Específico na ANTT, na ANTAQ e no
DNIT, com a finalidade de absorver servidores do Regime Jurídico Único, dos quadros de
pessoal do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER e do Ministério dos
Transportes.
Parágrafo único. (VETADO)
Art. 113-A O ingresso nos cargos de que trata o art. 113 será feito por redistribuição do
cargo, na forma do disposto na Lei nº 9.986, de 18 de julho de 2000. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Parágrafo único. Em caso de demissão, dispensa, aposentadoria ou falecimento do
servidor, fica extinto o cargo por ele ocupado.(Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de
4.9.2001)
Art. 114. (VETADO)
Art. 116. (VETADO)
Art. 116-A Fica o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizado a aprovar a
realização de programa de desligamento voluntário para os empregados da Rede Ferroviária
Federal S.A., em liquidação. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Seção IV
Das Responsabilidades sobre Inativos e Pensionistas
Art. 117. Fica transferida para o Ministério dos Transportes a responsabilidade pelo
pagamento dos inativos e pensionistas oriundos do DNER, mantidos os vencimentos, direitos e
vantagens adquiridos.
Parágrafo único. O Ministério dos Transportes utilizará as unidades regionais do DNIT
para o exercício das medidas administrativas decorrentes do disposto no caput.
Art. 118. Ficam transferidas da extinta RFFSA para o Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão: (Redação dada pela Lei nº 11.483, de 2007)
I - a gestão da complementação de aposentadoria instituída pelas Leis n
os
8.186, de 21 de
maio de 1991, e 10.478, de 28 de junho de 2002; e (Redação dada pela Lei nº 11.483, de
2007)
II - a responsabilidade pelo pagamento da parcela sob o encargo da União relativa aos
proventos de inatividade e demais direitos de que tratam a Lei n
o
2.061, de 13 de abril de 1953,
do Estado do Rio Grande do Sul, e o Termo de Acordo sobre as condições de reversão da
Viação Férrea do Rio Grande do Sul à União, aprovado pela Lei n
o
3.887, de 8 de fevereiro de
1961. (Redação dada pela Lei nº 11.483, de 2007)
§ 1
o
A paridade de remuneração prevista na legislação citada nos incisos I e II do caput
deste artigo terá como referência os valores previstos no plano de cargos e salários da extinta
RFFSA, aplicados aos empregados cujos contratos de trabalho foram transferidos para quadro
de pessoal especial da VALEC - Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., com a respectiva
gratificação adicional por tempo de serviço. (Redação dada pela Lei nº 11.483, de 2007)
§ 2
o
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão poderá, mediante celebração de
convênio, utilizar as unidades regionais do DNIT e da Inventariança da extinta RFFSA para
adoção das medidas administrativas decorrentes do disposto no caput deste artigo. (Redação
dada pela Lei nº 11.483, de 2007)
Art. 119. Ficam a ANTT, a ANTAQ e o DNIT autorizados a atuarem como patrocinadores
do Instituto GEIPREV de Seguridade Social, da Fundação Rede Ferroviária de Seguridade
Social - REFER e do Portus - Instituto de Seguridade Social, na condição de sucessoras das
entidades às quais estavam vinculados os empregados que absorverem, nos termos do art.
114-A, observada a exigência de paridade entre a contribuição da patrocinadora e a
contribuição do participante. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.217-3, de 4.9.2001)
Parágrafo único. O disposto no caput aplica-se unicamente aos empregados absorvidos,
cujo conjunto constituirá massa fechada.
Seção V
Disposições Gerais e Finais
Art. 120. (VETADO)
Art. 122. A ANTT, a ANTAQ e o DNIT poderão contratar especialistas ou empresas
especializadas, inclusive consultores independentes e auditores externos, para execução de
trabalhos técnicos, por projetos ou por prazos determinados, nos termos da legislação em
vigor.
Art. 123. As disposições desta Lei não alcançam direitos adquiridos, bem como não
invalidam atos legais praticados por quaisquer das entidades da Administração Pública Federal
direta ou indiretamente afetadas, os quais serão ajustados, no que couber, às novas
disposições em vigor.
Art. 124. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 5 de junho de 2001; 180
o
da Independência e 113
o
da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
José Gregori
Geraldo Magela da Cruz Quintão
Pedro Malan
Eliseu Padilha
Alcides Lopes Tápias
Martus Tavares
Roberto Brant