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CENTRO UNIVERSITÁRIO CARIOCA

INTRODUÇÃO AO MARKETING


Unidade 2 - Função, orientação e dimensões do marketing

Aula 3

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Texto: MUNDO MARKETING

Ano Novo, Marketing novo – Tradicionalmente, o começo de ano é uma ótima época
para repensar o que foi feito até então e colocar em ação novas práticas, iniciativas,
planos e projetos. Afinal, nunca perdemos a esperança de melhorar nossas atitudes e
fazer melhor o que já vínhamos fazendo. É uma ótima época, portanto, para pensar
num novo jeito de olhar o Marketing. O Marketing como ele realmente deve ser:
holístico e transformador. Ora, esta não é a essência do Marketing? Então, pensará
você, o novo Marketing é o velho? Sim, ele mesmo. Esse mesmo Marketing que
pouquíssimas empresas praticam e, ainda que queiram, aplicar as melhores práticas
de Marketing, elas ainda têm um longo caminho para direcionar suas ações sempre
com a visão do Marketing verdadeiro. Por isso, resgato nas linhas a seguir uma
pergunta de três anos atrás que infelizmente ainda é muito atual. Vamos pensar no
Marketing de forma holística? Converse com um especialista em marca e ele vai lhe
convencer de que você resolverá todos os problemas da sua empresa com branding.
Fale com um profissional de relacionamento e ele lhe dará razões de sobra para focar
todos os esforços da empresa no cliente. Faça uma reunião com um especialista em
Marketing interno e ele vai mostrar que, sem envolver todos os colaboradores da
companhia, nada vai para frente. Você tem que fazer endomarketing. Muitos
caminhos... Converse com um especialista em Marketing Digital e ele vai lhe mostrar
casos de sucessos de interação com o consumidor online que você precisa
implementar para ontem na empresa antes que ela morra. Afinal, o mundo e os
consumidores estão na internet. É aqui que se faz relacionamento e se vende hoje e
vai se vender amanhã. Faça um teste também com os profissionais de pesquisa.
Depois disso, você não fará mais nenhuma ação sem realizar uma pesquisa antes,
durante e depois de tudo. Converse com uma consultoria em estratégia. Neste mesmo
caminho, há os especialistas em comportamento do consumidor. Eles também vão
deixar cristalizado o quão importante é conhecer cada pessoa que compra o seu
produto ou um potencial cliente para desenvolver produtos customizados. Vá além
também. Bata um papo com sociólogos e antropólogos especialistas em consumo e
eles lhe darão argumentos de sobra sobre a importância de olhar o consumidor sob um
novo ângulo. Afinal, o consumidor mudou e a sua empresa precisa mudar. Consulte
ainda quem tem visões atuais do mercado. Eles darão exemplos concretos de que são
as experiências e as sensações que fazem as pessoas comprar hoje. Hora de mudar.
Não se esqueça de conversar com os designers. Eles lhe mostrarão diversos casos de
sucesso de mudança de embalagem que multiplicaram as vendas dos produtos. Nesta
mesma linha, têm o pessoal de Trade Marketing. Quando você souber que presença e
diferenciação no ponto de venda são responsáveis por boa parte do seu faturamento,
ou você vai investir em gerenciamento de categoria e em ações promocionais, ou vai
determinar a morte do seu produto. Os especialistas em inovação não podem ficar de
fora deste fórum. Se a sua companhia for de massa, não adianta. Terá que trocar
ideias com quem entende de baixa renda. Eles vão mostrar o poder da base da
pirâmide que você está desprezando desenvolvendo produtos para a classe A e como
deve mudar tudo na empresa para atender à nova classe média. A sustentabilidade
não pode ser esquecida daqui para frente. A sua empresa já teria que ter alguém
pensando nisso e disseminando para todos os stakeholders. E, claro, você tem que
comunicar tudo isso muito bem e precisará daquela agência de publicidade que tem
ideias muito criativas. Grandes ideias. É disso que as empresas precisam. Agora está
bom. O grande problema é que as empresas pensam e desenvolvem estes projetos
isoladamente. Quando o fazem, o que é pior ainda. Cada hora uma especialidade é a
bola da vez. Pensando e agindo assim, o foco fica restrito, quando neste caso deveria
olhar o todo. Marketing é isso. É holístico. É tudo isso que falamos e mais um pouco.
Ao mesmo tempo, agora. Vamos parar de pensar uma coisa separada da outra
achando que ela resolve todos os problemas. É um grande desafio, sem dúvidas, mas
está na hora de mudar a forma de fazer Marketing.
REVISTA EXAME - 14/08 - O consumidor também acordou no Brasil - Os brasileiros
estão mais exigentes não apenas com o governo. A cobrança sobre as empresas
também cresceu — o que derrubou a média geral do ranking EXAME/IBRC de
Atendimento ao Cliente- São Paulo - Nas últimas semanas, os brasileiros foram às ruas
protestar contra quase tudo — do preço das passagens de ônibus ao número de
ministérios. Não se viram consumidores carregando cartazes para exigir melhor
atendimento de varejistas, operadoras de telefonia, fabricantes de eletrodomésticos,
mas o sentimento de indignação parece ter chegado também às empresas. O quarto
ranking EXAME/IBRC de Atendimento ao Cliente revela que, pela primeira vez, a nota
geral das empresas caiu. É uma queda inédita, mas esperada por quem acompanha de
perto essa relação potencialmente conflituosa. “Há um descompasso: os clientes
ficaram mais exigentes e as empresas não investiram para acompanhá-los. É uma
evolução natural no país. Ao longo da última década, mais de 30 milhões de brasileiros
ascenderam na pirâmide social e passaram a ter acesso a produtos e serviços antes
inalcançáveis. Agora, eles não se contentam mais em ter o celular da moda, ou em
conseguir fazer compras pela internet. Querem ser bem tratados. Essa mudança no
comportamento do consumidor foi acelerada pela expansão maciça de redes sociais
como o Facebook — onde uma opinião negativa pode se multiplicar entre dezenas ou
centenas de amigos virtuais — e coincidiu com um momento de freada na economia.
Para conseguir manter a rentabilidade em um ano de crescimento anêmico, como foi
2012, as empresas seguraram seus investimentos. E, nesse cenário, áreas
responsáveis pelo relacionamento com o consumidor — como treinamento — tiveram
seu orçamento reduzido. “Os executivos cortaram na qualidade do serviço, o que é um
erro”, afirma Paulo Góes, diretor executivo do Procon em São Paulo.