Dicas de Direito Empresarial – XIII

Exame de Ordem: 1ª Fase
Por Giovani Magalhães
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Projetos de ca!eira do Brasil inteiro,
Pre"ados alunos#as$, e%&alunos#as$, colegas, seguidores#as$ e demais pessoas 'ue se
submeter(o ao pr)%imo E%ame de ordem, cuja primeira *ase ocorrer+ neste dia ,-./01
Seguem abai%o algumas dicas elaboradas por mim, Gio!ani 2agal3(es, o seu Pro*essor
de 4ireito Empresarial, o /, do BOPE 5 o Batal3(o de Opera67es para Pro!as de
Empresarial, com base em temas 'ue a FG8 gosta de trabal3ar1 9on3ec:&las ;
*undamental para a sua apro!a6(o<
Dica 01: A personalidade jurídica não é um elemento essencial às sociedades 'ue
podem ser de*inidas como um neg)cio jur=dico 3a!ido entre os s)cios1 A personalidade
jurídica surge a partir do registro no órgão competente: no caso das sociedades
empres+rias, o >egistro P?blico de Empresas #a @unta 9omercial$A e no caso das
sociedades simples, o >egistro 9i!il de Pessoas @ur=dicas #o 9art)rio de Pessoas
@ur=dicas$1 8ale lembrar duas importantes e%ce67es< #i$ a cooperati!a ; sociedade
simples, por;m, registra&se na junta comercialA e #ii$ a sociedade de ad!ogados ;
sociedade simples, por;m, registra&se perante a OAB1
Dica 02: Funções que o Código Civil tem em matéria de Títulos de Crédito: ,$
Bntrodu"ir no direito brasileiro os t=tulos de cr;dito at=picosA C$ prescre!er os re'uisitos
*ormais m=nimos para 'ue um documento !al3a como um t=tulo de cr;dito at=pico #o art1
DDE tra" os re'uisitos *ormais m=nimos para 'ue um documento !al3a como t=tulo de
cr;dito< a$ a data da emiss(oA b$ a indica6(o precisa dos direitos 'ue con*ereA e c$ a
assinatura do de!edorA -$ o simples protesto cambi+rio interrompe a prescri6(o 5 tanto
para t=tulo de cr;dito t=pico, 'uanto para t=tulo de cr;dito at=picoA 0$ a necessidade de
outorga conjugal para a !alidade do a!al 5 tanto para t=tulo de cr;dito t=pica 'uanto para
t=tulo de cr;dito at=picoA e F$ o regramento do a!al p)stumo 5 para os t=tulos de cr;dito
at=picos, para a letra de cGmbio, a nota promiss)ria e o c3e'ue #a duplicata tem norma
pr)pria regulamentada no mesmo teor$1
Dica 03: Apesar de as sociedades terem e%ist:ncia jur=dica distinta das dos seus s)cios,
a al!ncia da sociedade empres"ria que ten#a sócio de responsa$ilidade solid"ria e
ilimitada acarretar" tam$ém a al!ncia do sócio1
Dica 04: %&istem dierenças importantes entre o aval e a iança, apesar de ambas serem
modalidades de garantia *idejuss)rias e necessitarem da outorga conjugal para sua
!alidade1 4entre as 'uais, destaca&se< a$ o a!al ; modalidade de obriga6(o cambial e a
*ian6a ; modalidade de contratoA b$ no a!al, 3+ autonomia entre a obriga6(o do a!alista
e do a!ali"ado e a *ian6a ; contrato acess)rio e, por isso, segue a sorte do principal, n(o
3a!endo autonomia entre a obriga6(o do *iador e do a*ian6adoA c$ no a!al 3+
solidariedade entre o a!alista e o a!ali"ado e na *ian6a a responsabilidade se presume
subsidi+riaA d$ no a!al, n(o 3+ bene*=cio de ordem e na *ian6a, sal!o ren?ncia, 3a!er+
bene*=cio de ordem1
Dica 05: 'ão conundir endosso caução com emissão caução( Ho endosso cau6(o, o
endossante ; credor no t=tulo de cr;dito e de!edor em uma outra obriga6(o, reali"ando o
endosso para garantir tal obriga6(o #e%1< bene*ici+rio de uma duplicata endoss+&la para
garantir um contrato de loca6(o, no 'ual ; locat+rio$1 Ha emiss(o cau6(o, o emitente ;
de!edor no t=tulo de cr;dito e tamb;m em outra obriga6(o, reali"ando a emiss(o para
garantir tal obriga6(o #e%1< emiss(o de c3e'ue para garantir interna6(o de 3ospital$1
Dica 06: ) pra*o de contestação ao processo de al!ncias é de +, dias e n(o de ,F
como ocorre no procedimento ordin+rio do 9P91
Dica 07: S) e%istem 'uatro 3ip)teses de convolação da recuperação judicial em
al!ncia< B 5 por delibera6(o da assembleia de credoresA BB 5 pela n(o apresenta6(o do
plano de recupera6(o judicial, nos termos da lei #pra"o de no m+%imo I/ dias contados
do de*erimento da recupera6(o judicial$A BBB 5 pela rejei6(o do plano de recupera6(oA e
B8 5 pelo descumprimento de 'ual'uer obriga6(o assumida no plano de recupera6(o
judicial, 'ue se !encer em at; dois anos da decis(o judicial de concess(o da recupera6(o
judicial1
Dica 08: Apesar de o art1 EJ, B8 da Kei nL ,,1,/, mencionar 'ue 'ual'uer credor pode
re'uerer a *al:ncia do de!edor, ; !+lido a*irmar 'ue nem todo credor é legitimado ao
requerimento de al!ncia do devedor, pois< #i$ se empres+rio *or o credor, ele precisa
pro!ar a sua regularidadeA #ii$ se *or credor estrangeiro, ele de!e prestar cau6(o relati!a
Ms custas e ao e!entual pagamento de indeni"a6(o, caso 3aja re'uerimento doloso de
*al:nciaA e #iii$ o cr;dito tribut+rio n(o se submete a concurso de credor, nem M
3abilita6(o em *al:ncia, n(o sendo cr;dito 'ue possa ser utili"ado para tal re'uerimento1
4o 'ue resulta 'ue, o N'ual'uer credorO do art1 EJ, B8 ; 'ual'uer credor submetido a
procedimento de !eri*ica6(o e 3abilita6(o de cr;dito1
Dica 09: >egra geral, 'ual'uer empres+rio, em situa6(o de crise econPmico&*inanceira,
pode maneja a recuperação judicial ordin"riaA por;m, apenas a'ueles empres+rios
regularmente en'uadrados como 2E ou EPP poder(o manejar o pedido de recuperação
judicial especial1
Dica 10: A cl"usula -não à ordem. ; cl+usula inserida em t=tulos de cr;dito 5 letra de
cGmbio, nota promiss)ria, c3e'ue, duplicata etc 5 'ue, ao contr+rio do comumente se
pensa, ser!e n(o para impedir a circula6(o do cr;dito, mas sim para *a"er com tal
circula6(o se d: com os e*eitos da cess(o ci!il de cr;ditos, 'uais sejam< #i$ o cedente
responde apenas pela e%ist:ncia do cr;dito, n(o respondendo apenas pela sol!:ncia do
de!edorA #ii$ o de!edor pode opor ao cession+rio todas as e%ce67es pessoais 'ue
e!entualmente ten3a contra o cedente1
Dica 11< >egra geral, diante da resolução da sociedade em relação a um sócio
#antigamente c3amada dissolu6(o parcial de sociedade$, a 'uota do s)cio 'ue te!e o
!=nculo resol!ido #e 'ue dei%ou de ser s)cio, portanto$, considerada pelo montante
e*eti!amente reali"ado, li'uidar&se&+, sal!o disposi6(o contratual em contr+rio, com
base na situa6(o patrimonial da sociedade, M data da resolu6(o, !eri*icada em balan6o
especialmente le!antado, de!endo ser paga, em din3eiro, no pra"o de E/ dias1 Uma
e%ce6(o importante a isso ; a situa6(o do s)cio remisso #a'uele 'ue n(o integrali"a a
'uota 'ue subscre!eu$ na sociedade limitada< nesta 3ip)tese, 3a!endo a e%clus(o do
s)cio remisso, ser+ apenas de!ol!ido&l3e o 'ue 3ou!er pago, dedu"idos os juros da
mora, as presta67es estabelecidas no contrato mais as despesas1
Dica 12: 'a recuperação judicial de empresas/ em geral/ não #" uma ordem legal de
pagamentos dos credores, cabendo ao plano de recupera6(o judicial 'ue tem nature"a
jur=dica contratual de*inir 'ue credores de!em ser atendidos e de 'ue modo1 A ?nica
e%ce6(o se re*ere aos cr;ditos trabal3istas 'ue #i$ de!em, em -/ dias da concess(o, ser
pagos para cada trabal3ador en!ol!ido na recupera6(o judicial a 'uantia de F sal+rios
m=nimos, em cr;ditos de nature"a estritamente salarial, re*erente aos - meses anteriores
ao pedido de recupera6(o judicialA e #ii$ n(o poder+ pre!er pra"o superior a , #um$ ano
para pagamento dos cr;ditos deri!ados da legisla6(o do trabal3o ou decorrentes de
acidentes do trabal3o !encidos at; a data do pedido de recupera6(o judicial1
Dica 1": O direito empresarial cria algumas e%ce67es Ms rela67es estabelecidas no
direito de *am=lia, dentre as 'uais uma importante ; a de 'ue o empres"rio casado/
independentemente do regime de $ens/ pode/ sem a necessidade de outorga conjugal/
vender ou gravar de 0nus real o patrim0nio imóvel da empresa1
Dica 14: 9om o ad!ento do 9)digo 9i!il de C//C, a cl"usula de não resta$elecimento
se tornou uma cl+usula impl=cita do contrato de trespasse, segundo a 'ual, sal!o
disposi6(o e%pressa em sentido di!erso, o empres+rio alienante de!er+ aguardar um
pra"o de cinco anos subse'uentes M trans*er:ncia para !ir a concorrer com o empres+rio
ad'uirente1
Dica 15: 1" semel#anças entre as quotas da sociedade limitada e as ações de
sociedade an0nima: #i$ representam a menor por6(o em 'ue o capital social ; di!ididoA
#ii$ asseguram aos respecti!os titulares Ndireito de s)cioOA e #iii$ adotam por
caracter=stica a unidade, em !ista de 'ue n(o se misturam com outras, caso seu titular
ten3a mais de uma1
Dica 16: 1" dierenças entre as quotas da sociedade limitada e ações de sociedade
an0nima: #i$ a cess(o de 'uotas implica necessariamente a altera6(o do ato constituti!o,
en'uanto 'ue a cess(o de a67es n(o implica aditi!oA #ii$ as a67es podem ser negociadas
perante a Bolsa de 8alores, en'uanto 'ue n(o d+ para *a"er o mesmo com as 'uotasA e
#iii$ o 9)digo 9i!il tornou, regra geral, di!is=!el a 'uota para e*eito de trans*er:ncia,
en'uanto 'ue a a6(o ; indi!is=!el, n(o cabendo *alar em *ra6(o de a6(o, nem mesmo
diante de sua trans*er:ncia1
Dica 17: 1" duas maneiras de se e&ecutar uma duplicata< #i$ se esti!er aceita, ;
poss=!el e%ecut+&la, protestando ou n(oA e #ii$ n(o estando aceita, ; poss=!el e%ecut+&la,
desde 'ue esteja protestada e acompan3ada do compro!ante de recebimento e de
entrega de mercadorias1
Dica 18: 2egistro( Apesar da obrigatoriedade de registro, tem&se 'ue, a*ora o caso do
empres+rio rural, o registro n(o ser!e para de*inir 'uem ; e 'uem n(o ; empres+rio,
ser!indo para atestar a regularidade ou n(o do e%erc=cio da empresa #empres+rio regular
Q empres+rio registrado . empres+rio irregular Q empres+rio n(o registrado$ e para
constituir a pessoa jur=dica das sociedades1
Dica 19: ) contrato de trepasse( Trata&se do contrato de trans*er:ncia de
estabelecimento 'ue imp7e dois importantes e*eitos< #i$ sal!o disposi6(o em contr+rio 5
'ue pode aumentar, diminuir ou "erar 5 o empres+rio alienante de!e passar F anos sem
concorrer com o empres+rio ad'uirenteA e #ii$ o empres+rio ad'uirente passa a responder
pelos d;bitos anteriores M trans*er:ncia 5 desde 'ue regularmente contabili"ados 5
*icando o empres+rio alienante solidariamente obrigado pela pra"o de um ano, a contar,
'uanto aos d;bitos !encidos, da publica6(o da trans*er:ncia, e 'uanto aos !incendos, da
data do !encimento1 Para a e*ic+cia do contrato de trespasse, *a"&se necess+ria a pro!a
de 'ue o empres+rio alienante ainda ter+ bens su*icientes para o pagamento de seus
credores ou obter destes, de modo e%presso ou t+cito, noti*icando&os com pra"o de -/
dias para mani*esta6(o1 Sem tal cuidado, o trespasse ; ato de *al:ncia 5 ensejando a
'uebra independentemente de 'ual'uer !alor 5 e ato de ine*ic+cia objeti!a 5 a ser
declarada a sua ine*ic+cia mediante A6(o >e!ocat)ria, independentemente do
con3ecimento do estado de crise econPmico&*inanceira do de!edor ou da inten6(o deste
de prejudicar credores1
Dica 20: 2esponsa$ilidade de sócios( Al;m da responsabilidade patrimonial segundo o
pr)prio tipo, os s)cios podem !ir a responder por obriga67es da sociedade se agirem
ilicitamente 5 na Ktda1< superestimando o !alor dos bens dados M integrali"a6(o do
capital social, na delibera6(o in*ringente, no recebimento de lucros il=citos ou *ict=cios
em detrimento do capital social . na SA1< no e%erc=cio do direito de !oto abusi!o, no
abuso do poder de controle &, ou em ra"(o da desconsidera6(o da personalidade jur=dica
5 'uando a sociedade ti!er sido constitu=da ou utili"ada de maneira abusi!a, com des!io
de *inalidade #*raude ou abuso de direito relacionado M autonomia patrimonial$ ou
con*us(o patrimonial$1 R de se perceber, ainda, em 'ual'uer tipo societ+rio, a
responsabilidade do s)cio 'ue ingressa em sociedade j+ constitu=da pelas obriga67es
sociais #obriga6(o de s)cio, en'uanto s)cio$ anteriores e a continuidade de
responsabilidade por obriga67es sociais 5 do s)cio 'ue se retira da sociedade 5 por at;
dois anos ap)s a sua sa=da1
Dica 21: Aprovação de deli$erações sociais( Ha sociedade limitada, ; poss=!el le!ar
'ual'uer assunto de interesse dos s)cios para a assembleia anual 'ue tem como 'uoruns
principais< -.0, para modi*ica6(o do neg)cio jur=dicoA maioria absoluta 5 mais da
metade de capital social 5 para deliberar sobre assuntos relati!os M administra6(o #'ue
n(o seja a designa6(o de administradores n(o s)cios ou a destitui6(o de s)cio
administrador nomeado no contrato, em ra"(o de 'u)rum espec=*ico$A e de maioria
simples 5 maioria de !otos dos presentes 5 para os demais assuntos1 Ha sociedade
anPnima, 3+ assuntos espec=*icos da Assembleia Geral Ordin+ria 5 AGO 5 e da
Assembleia Geral E%traordin+ria 5 AGE, 'ue de!e ser !otado por maioria absoluta de
!otos, sal!o 'u)rum maior e%igido pelo estatuto para as mat;ria relati!as M AGE ou
de*inidos pela pr)pria lei1
Dica 22: ) pra*o prescricional e a co$rança dos o$rigados secund"rios( Hormalmente,
a contagem do pra"o prescricional em t=tulos de cr;dito ; iniciada no !encimento, M
e%ce6(o do c3e'ue, cujo pra"o prescricional se inicia com a e%pira6(o do pra"o de
apresenta6(o, 'ue pode ser de -/ dias 5 se emitido na mesma pra6a 'ue a de pagamento
5 ou I/ dias 5 se emitido em pra6a distinta da de pagamento1 Seja como *or, para a
cobran6a dos obrigados secund+rios, *a"&se necess+ria a reali"a6(o do protesto do t=tulo
em tempo 3+bil #para a letra de cGmbio e nota promiss)ria< , dia ?til ap)s o !encimentoA
para a duplicata, -/ dias ap)s o !encimentoA para o c3e'ue, o pra"o de apresenta6(oA e
para a 9;dula de 9r;dito Banc+rio, o pra"o de prescri6(o$1
Dica 23: Títulos de crédito atípicos( S(o t=tulos de cr;dito criados por autonomia da
!ontade das partes e, portanto, n(o regulados em lei especial1 O seu amparo jur=dico ; o
9)digo 9i!il1 Para eles, ; !edado o a!al parcial e, regra geral, o endossante n(o
responde pelo pagamento do t=tulo #espec=*ico para os at=picos, o t=tulos regulamentados
em lei especial t:m norma pr)pria$1 A prescri6(o para a cobran6a dos t=tulos de cr;dito
at=picos ; de - anos, a contar o seu !encimento, cabendo ressaltar 'ue s(o pass=!eis de
protesto e 'ue a cobran6a dos mesmos de!e ser *eita !ia a6(o monit)ria1
Dica 24: Causalidade e cartularidade na 3uplicata( A duplicata ; t=tulo de cr;dito
causal, o 'ue signi*ica di"er 'ue somente pode ser emitida em !irtude de compra e
!enda mercantil e de presta6(o de ser!i6os1 Assim, n(o d+ para emit=&la em !irtude de
empr;stimo, contrato de aluguel ou doa6(o, por e%emplo1 Trata&se de t=tulo 'ue ;
emitido pelo credor #uma mesma pessoa ocupa necessariamente a posi6(o de sacador e
de bene*ici+rio do t=tulo$ e 'ue tem o princ=pio da cartularidade relati!i"ado, em !ista de
'ue< #i$ n(o 3+ necessidade da 'uita6(o ser dada no pr)prio t=tulo, podendo ser dada em
documento apartado, !alendo, ainda, como pro!a de pagamento, a li'uida6(o de c3e'ue
em 'ue conste no !erso 'ue o seu !alor se destina ao pagamento de duplicataA #ii$ n(o
3+ necessidade de apresenta6(o do documento para o protesto do t=tulo, podendo ser
reali"ado mero protesto por indica67es, na 3ip)tese de n(o de!olu6(o do t=tulo pelo
compradorA e #iii$ n(o 3+ necessidade de aceite no pr)prio t=tulo para 'ue seja pass=!el
de e%ecu6(o, sendo e%ecut+!el a duplicata n(o aceita, desde 'ue ten3a sido protestada,
esteja acompan3ada de documento comprobat)rio da entrega e recebimento da
mercadoria, e n(o 3aja ra"(o rele!ante de direito para o n(o aceite1
Dica 25: Aprovação do plano de recuperação( Ha recupera6(o judicial, a apro!a6(o
ser+ t+cita, 'uando n(o 3ou!er obje6(o de credores, ou e%pressa, 'uando 3ou!er obje6(o
de credores1 Ha recupera6(o judicial especial, para a apro!a6(o e%pressa, basta 'ue
credores 'ue representem mais da metade dos cr;ditos 'uirogra*+rios, n(o apresentem
obje6(o1 Ha recupera6(o judicial geral, a apro!a6(o e%pressa se di!ide em ordin+ria e
alternati!a1 Para a apro!a6(o ordin+ria, *a"&se necess+ria delibera6(o dos credores
reunidos nas respecti!as classes, de!endo a apro!a6(o ser *eita pela maioria dos
credores presentes, representati!a de mais da metade de dos cr;ditos ressal!ados os
credores trabal3istas, 'ue apro!am pela maioria simples dos credores presentes,
independentemente do !alor do cr;dito1 Ha apro!a6(o alternati!a #N9ram 4onO$, o
jui" conceder+ plano 'ue n(o ten3a obtido a apro!a6(o ordin+ria desde 'ue
cumulati!amente ten3a< #i$ apro!a6(o de mais da metade dos cr;ditos presentesA #ii$
apro!a6(o em C classes ou, caso 3aja apenas duas, em , classe, nos termos da apro!a6(o
ordin+riaA e #iii$ na classe em 'ue *or rejeitado, a apro!a6(o m=nima de ,.- dos credores1
Ha recupera6(o e%trajudicial, a apro!a6(o do plano por ,//S dos credores determina
'ue a 3omologa6(o ; *acultati!aA por;m, 3a!endo apro!a6(o m=nima de -.F dos
credores de cada classe en!ol!ida, ; obrigat)ria a 3omologa6(o para surtir os seus
e*eitos1
Dica 26: Créditos em moeda estrangeira e os processos alenciais( Ha *al:ncia, para
todos os e*eitos do respecti!o processo, a senten6a declarat)ria con!erte para moeda
nacional os cr;ditos em moeda estrangeira ao cGmbio da data da publica6(o da decis(o
judicial 'ue decretou a 'uebra1 @+ na recupera6(o, seja recupera6(o judicial ou
recupera6(o e%trajudicial, os cr;ditos em moeda estrangeira t:m a !aria6(o, regra geral,
conser!ada como parGmetro de pagamento da correspondente obriga6(o1 Tanto ; 'ue,
3a!endo necessidade de assembleia de credores em recupera6(o judicial o credor de
moeda estrangeira ser+ con!ertido para moeda nacional pelo cGmbio da !;spera da data
da reali"a6(o da assembleia1 Ha recupera6(o, a !aria6(o cambial s) ser+ a*astada se *or
pre!ista como meio para a recupera6(o e o respecti!o credor der sua apro!a6(o e%pressa
neste sentido1
Dica 27: 4edido de restituição de din#eiro em poder do alido so$re o qual ele não
ten#a disponi$ilidade( A s?mula 0,J do STF prescre!e 'ue pode ser objeto de
restitui6(o, na *al:ncia, din3eiro em poder do *alido, recebido em nome de outrem, ou
do 'ual, por lei ou contrato, n(o ti!esse ele a disponibilidade1 4esse modo, pode&se
constatar 'ue ; cab=!el a restitui6(o em din3eiro da contribui6(o pre!idenci+ria
descontada dos sal+rios dos empregados e n(o repassadas pelo empregador1 4e *orma
semel3ante, os !alores recebidos pelas administradoras de cons)rcio tamb;m poder(o
ser objeto de restitui6(o em din3eiro, *ugindo do 'uadro geral de credores1 Apesar disso,
n(o ; poss=!el o pedido de restitui6(o de din3eiro oriundo de dep)sito banc+rio, em
!ista de 'ue nesta 3ip)tese de restitui6(o a lei ou o contrato retira do *alido a
disponibilidade sobre o din3eiro1 Ho caso de dep)sito banc+rio temos a situa6(o relati!a
a um dep)sito de coisa *ung=!el, na medida em 'ue o banco deposit+rio tem a
disponibilidade do din3eiro depositado1 Por isso, a jurisprud:ncia recente do Superior
Tribunal de @usti6a segue no sentido de di"er 'ue caber+ 3abilita6(o de cr;dito e n(o
pedido de restitui6(o em *ace de din3eiro do correntista 'ue !em a ser arrecadado em
processo de *al:ncia de institui6(o *inanceira1
E em tempos de E%ames de Ordem 'ue indagam sobre 1edge, 3el Credere e
3isclosure, *i'uem espertos com mais essas<
Dica 28: Atos ultra vires s(o atos praticados pelos administradores de sociedades,
e%trapolando os poderes 'ue l3e *oram concedidos pelo ato constituti!o, seja contr+rio
ao pre!isto no contrato social ou estatuto, seja e%cesso de mandato1
Dica 29: 5lurring ; a redu6(o gradual do !alor de uma marca *amosa mais antiga, pela
sua utili"a6(o em produto no!o de outro empres+rio1
Dica 30: Tarnis#ment ; o uso n(o autori"ado de marca de terceiro acarretando a perda
da 'ualidade de distinti!idade da marca *amosa mais antiga1
Dica 31: H(o con*undir Tag along com 3rag along< Tag along ; cl+usula por meio da
'ual os s)cios minorit+rios ter(o a prerrogati!a de acompan3ar o controlador na !enda
de suas a67es ao ad'uirente do controle societ+rio1 3rag along ; cl+usula por meio da
'ual os s)cios minorit+rios podem ser arrastados pelo controlador em neg)cio acerca do
controle societ+rio, *icando impedidos de permanecerem na sociedade1
Dica 32: H(o con*undir Call option com 4ut )ption< Por meio da Call )ption um dos
s)cios pode obrigar a outrem a !ender&l3e sua parte do capital socialA ja segundo a 4ut
)ption, o seu titular obrigar a outrem a comprar suas a67es1
Dica 33: 9ram don se re*ere M concess(o da recupera6(o judicial pelo jui" de um
plano de recupera6(o M primeira !ista rejeitado pelos credores, em !ista do n(o
atendimento do 'uorum de apro!a6(o em assembleia 5 pre!isto no art1 0F, desde 'ue se
atenda aos re'uisitos pre!istos no art1 FD, T,L #o *undamento legal do cram do6n no
direito brasileiro$1
Dica 34: 5u7out agreements #ou 5u78sell agreements$ ; um acordo reali"ado entre os
s)cios 'ue os !incula em rela6(o M titularidade de uma sociedade no e!ento *uturo em
e!entos de dissolu6(o, como, por e%emplo, sa=da, incapacidade super!eniente, morte,
cobran6a de d=!ida, *al:ncia ou di!)rcio de um dos s)cios1
Dica 35: Pars conditio creditorum ; o princ=pio pelo 'ual, no processo de *al:ncia, os
credores de!em ser tratados segundo uma paridade de condi67esA assim, credores com
algum grau de importGncia #pri!il;gio, pre*er:ncia ou garantia$ de!em ser atendidos
antes de credores sem nen3um grau de importGncia1 Por isso, os credores aparecem
escalonados em classes, no Uuadro Geral de 9redores, sendo estes pagos Nde cima para
bai%oO, ou seja, da classe mais superior para a mais in*erior e, dentro do limite do
patrimPnio arrecadado, pode&se apresentar tr:s tratamentos< #i$ ou os credores recebem
totalmente o !alor dos seus cr;ditosA #ii$ ou os credores 5 da classe de cr;ditos at; onde
o patrimPnio suportou pagar a se'u:ncia do UG9 5 recebem proporcional e rateado
seus cr;ditosA #iii$ ou os credores 5 das classes in*eriores M'uela onde se conseguiu
c3egar o pagamento 5 recebem nada1
Dica 36: A**ectio societatis signi*ica o interesse ou o intuito 'ue os s)cios t:m de se
associarem e de permanecerem associados1 R o elemento 'ue moti!a a constitui6(o e a
continuidade de sociedades1
Dica 37: Fo6ard ; uma modalidade t=pica de contrato a termo negociado em bolsa
segundo o 'ual representa um acordo para a compra ou a !enda de certa 'uantidade de
um ati!oA em um momento determinado no *uturo, por um pre6o *i%ado 'uando do
*ec3amento do acordo1
Dica 38: 4utV o* care ; o princ=pio re*erente aos administradores societ+rios 'ue se
relacionam ao de!er de dilig:ncia, segundo o 'ual o administrador da compan3ia de!e
empregar, no e%erc=cio de suas *un67es, o cuidado e dilig:ncia 'ue todo 3omem ati!o e
probo costuma empregar na administra6(o dos seus pr)prios neg)cios1
Dica 39: 1olding ; a sociedade cujo objeto social ; a participa6(o rele!ante em outras
sociedadesA caso este seja o ?nico objeto social, tratar&se&+ de #olding puraA se al;m
disto, a sociedade e%ercer ati!idade econPmica, tratar&se&+ de #olding mista1
Dica 40: 9oint venture ; a e%press(o utili"ada para a designa6(o de uma coopera6(o
entre empresas independentes 'ue se unem para o desen!ol!imento de ati!idade
econPmica1