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UNIRB

ATOS ADMINISTRATIVOS
VICTOR RAMIDE
SALVADOR
2014
VICTOR RAMIDE
ATOS ADMINISTRATIVOS
Trabalho apresentado ao Professor Miguel
Moacir da disciplina de Direito Administrativo
I, noturno do curso de Direito.

UNIRB
Salvador – 16/07/2014
1-INTRODU!O
O trabalho a seguir tem como objetivo esclarecer os principais pontos acerca dos Atos
Administrativos na visão, principalmente, de el! "opes Meireles e Maria #!lvia Di Pietro,
entre outros.
A atividade est$ organi%ada por t&tulos, a come'ar, com o conceito, passando pelos re(uisitos
e finali%ando com a e)tin'ão e os v&cios dos atos administrativos.
A pes(uisa *ibliogr$fica foi feita atrav+s dos livros atuali%ados dos autores inframencionados,
al+m de artigos da internet (ue abordam o tema proposto neste trabalho.
Primeiramente + importante diferenciarmos fatos da administra'ão p,blica com os atos da
administra'ão p,blica. *em como no Direito -ivil os atos são correspondentes a a'ão do
homem, j$ os fatos decorrem de acontecimentos naturais, (ue não levam influencia do homem
e se levam são indiretas.
De acordo com Di Pietro, (uando um fato produ% efeitos no campo do Direito administrativo
ele + chamado de fato administrativo, um bom e)emplo desse conceito + a morte de um
funcion$rio p,blico, embora decorra de acontecimentos da nature%a, produ% efeitos no mundo
jur&dico.
Por+m se um fato jur&dico não produ%ir nenhum efeito na esfera do Direito Administrativo ele
se torna um fato da administra'ão.
CONCEITO
.a visão de -retella /unior, ta manifesta'ão de vontade do 0stado, por seus representantes,
no e)erc&cio regular de suas fun'1es, ou por (ual(uer pessoa (ue detenha, nas mãos, fra'ão de
poder reconhecido pelo 0stado, (ue tem por finalidade imediata criar, reconhecer, modificar,
resguardar ou e)tinguir situa'1es jur&dicas subjetivas, em mat+ria administrativa. /$ el!
"opes Meireles conceitua como toda manifesta'ão unilateral de vontade da Administra'ão
P,blica (ue, agindo nessa (ualidade, tenha por fim imediato ad(uirir, resguardar, transferir,
modificar, e)tinguir e declarar direitos, ou impor obriga'1es aos administrados ou a si
pr2pria. A e)pressão ato da administra'ão tem sentido mais amplo (ue ato administrativo,
esta abrange apenas determinada categoria de atos praticados no e)erc&cio da fun'ão
administrativa.
Parafraseando Di Pietro, nos atos da Administra'ão, incluem3se 4
1" os atos de direito privado, corno doa'ão, permuta, compra e venda, loca'ão5
2" os atos materiais da Administra'ão, (ue não cont6m manifesta'ão de vontade, mas
(ue envolvem apenas e)ecu'ão, como a demoli'ão de uma casa, a apreensão de
mercadoria, a reali%a'ão de um servi'o5
#" os chamados atos de conhecimento, opinião, ju&%o ou valor, (ue tamb+m não
e)pressam uma vontade e (ue, portanto, tamb+m não podem produ%ir efeitos
jur&dicos5 + o caso dos atestados, certid1es, pareceres, votos5
4" os atos pol&ticos, (ue estão sujeitos a regime jur&dico3constitucional5
$" os contratos5
6" os atos normativos da Administra'ão, abrangendo decretos, portarias, resolu'1es,
regimentos, de efeitos gerais e abstratos5
7" os atos administrativos propriamente ditos.
RE%UISITOS
0)istem cinco re(uisitos para a a forma'ão dos atos administrativos, são elas4 -ompet6ncia,
finalidade, forma, motivo e objeto. Tais componentes, pode3se di%er, constituem a
infraestrutura do ato administrativo, seja ele vinculado ou discricion$rio, simples ou
comple)o, de imp+rio ou de gestão.
0ntende3se por &o'()*+,&-a ad'-,-.*ra*-va o poder atribu&do ao agente da Administra'ão
para o desempenho espec&fico de suas fun'1es. A compet6ncia resulta da lei e por ela +
delimitada. Todo ato emanado de agente incompetente, ou reali%ado al+m do limite de (ue
disp1e a autoridade incumbida de sua pr$tica, + inv$lido, por lhe faltar um elemento b$sico de
sua perfei'ão, (ual seja, o poder jur&dico para manifestar a vontade da Administra'ão.
A /-,al-dad) + o objetivo de interesse p,blico a atingir. .ão se compreende ato administrativo
sem fim p,blico. A finalidade +, assim, elemento vinculado de todo ato administrativo 3
discricion$rio ou regrado 7 por(ue o Direito Positivo não admite ato administrativo sem
finalidade p,blica ou desviado de sua finalidade espec&fica.
A 0or'a + o revestimento e)teriori%ador do ato administrativo constitui re(uisito vinculado e
imprescind&vel 8 sua perfei'ão. 0n(uanto a vontade dos particulares pode manifestar3se
livremente, a da Administra'ão e)ige procedimentos especiais e forma legal para (ue se
e)presse validamente. Da& podermos afirmar (ue, se, no Direito Privado, a liberdade da forma
do ato jur&dico + regra, no Direito P,blico + e)ce'ão. Todo ato administrativo +, em princ&pio,
formal.
O 'o*-vo ou causa + a situa'ão de direito ou de fato (ue determina ou autori%a a reali%a'ão do
ato administrativo. O motivo, como elemento integrante da perfei'ão do ato, pode vir
e)presso em lei como pode ser dei)ado ao crit+rio do administrador.
Todo ato administrativo tem por o12)*o a cria'ão, modifica'ão ou comprova'ão de situa'1es
jur&dicas concernentes a pessoas, coisas ou atividades sujeitas 8 a'ão do Poder P,blico. .esse
sentido, o objeto identifica3se com o conte,do do ato, atrav+s do (ual a Administra'ão
manifesta seu poder e sua vontade, ou atesta simplesmente situa'1es pree)istentes.
A 3RODU!O DE E0EITOS 4UR5DICOS
Dentre os atos da Administra'ão distinguem3se os (ue produ%em e os (ue não produ%em
efeitos jur&dicos. 0stes ,ltimos não são atos administrativos propriamente ditos, j$ (ue não se
en(uadram no respectivo conceito.
.essa ,ltima categoria, entram4
1" os atos materiais, de simples e)ecu'ão, como a reforma de um pr+dio, um trabalho de
datilografia, a limpe%a das ruas etc.5
2" os despachos de encaminhamento de pap+is e processos5
#" os atos enunciativos ou de conhecimento, (ue apenas atestam ou declaram a e)ist6ncia de
um direito ou situa'ão, como os atestados, certid1es, declara'1es, informa'1es5
4" os atos de opinião, como os pareceres e laudos. 0m todas essas hip2teses, não h$ produ'ão
de efeitos jur&dicos imediatos como decorr6ncia dos atos. A sua aus6ncia não caracteri%a
nulidade, a não ser (ue integrem um procedimento5 não podem nem mesmo ser impugnados
judicialmente.
ATRIBUTOS
9isto (ue o ato administrativo + esp+cie de ato jur&dico, cumpre apresentar os atributos (ue o
distinguem dos atos de direito privado, ou seja, as caracter&sticas (ue permitem afirmar (ue
ele se submete a um regime jur&dico administrativo ou a um regime jur&dico de direito
p,blico. O ato administrativo se desdobra em v$rios atributos, entre eles4 A presun'ão de
veracidade, a imperatividade, a revogabilidade e a tipicidade.
3r).6,78o d) v)ra&-dad)
A presun'ão de veracidade di% respeito aos fatos5 em decorr6ncia desse atributo, presumem3se
verdadeiros os fatos alegados pela Administra'ão. Assim ocorre com rela'ão 8s certid1es,
atestados, declara'1es, informa'1es por ela fornecidos, todos dotados de f+ p,blica.
I'()ra*-v-dad)
Imperatividade + o atributo pelo (ual os atos administrativos se imp1em a terceiros,
independentemente de sua concord:ncia. A imperatividade não e)iste em todos os atos
administrativos, mas apenas na(ueles (ue imp1em obriga'1es5 (uando se trata de ato (ue
confere direitos solicitados pelo administrado ;como na licen'a, autori%a'ão, permissão,
admissão< ou de ato apenas enunciativo ;certidão, atestado, parecer< , esse atributo ine)iste.
A imperatividade + uma das caracter&sticas (ue distingue o ato administrativo do ato de direito
privado5 este ,ltimo não cria (ual(uer obriga'ão para terceiros sem a sua concord:ncia.
A6*o)9)&6*or-)dad)
-onsiste a autoe)ecutoriedade em atributo pelo (ual o ato administrativo pode ser posto em
e)ecu'ão pela pr2pria Administra'ão P,blica, sem necessidade de interven'ão do Poder
/udici$rio.
.o Direito Administrativo, a autoe)ecutoriedade não e)iste, tamb+m, em todos os atos
administrativos5 ela s2 + poss&vel em duas hip2teses4
13 =uando prevista em lei. 0m mat+ria de contrato e em mat+ria de pol&cia administrativa5
2 3 (uando se trata de medida urgente (ue, caso não adotada de imediato, possa ocasionar
preju&%o maior para o interesse p,blico.
T-(-&-dad)
Tipicidade + o atributo pelo (ual o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas
previamente pela lei como aptas a produ%ir determinados resultados. Para cada finalidade (ue
a Administra'ão pretende alcan'ar e)iste um ato definido em lei.
A tipicidade s2 e)iste com rela'ão aos atos unilaterais5 não e)iste nos contratos por(ue, com
rela'ão a eles, não h$ imposi'ão de vontade da Administra'ão, (ue depende sempre da
aceita'ão do particular5 nada impede (ue as partes convencionem um contrato inominado,
desde (ue atenda melhor ao interesse p,blico e ao do particular.
ELEMENTOS OU ANATOMIA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
De acordo com -retella /unior define a anatomia dos atos administrativos como um conjunto
de cinco elementos b$sicos constitutivos da manifesta'ão da vontade da Administra'ão, ou
seja, o agente, o objeto, a forma, o motivo e o fim. Por+m, a orienta'ão adotada por Di Pietro
e (ue est$ consagrada no direito positivo brasileiro a partir da "ei no >. ? @ ?, de AB3C3CD ;"ei
da a'ão popular<, cujo artigo Ao, ao indicar os atos nulos, menciona os cinco elementos dos
atos administrativos4 &o'()*+,&-a: /or'a: o12)*o: 'o*-vo ) /-,al-dad).
Co'()*+,&-a 3 E a condi'ão primeira para a validade do ato administrativo. .enhum ato
pode ser reali%ado validamente sem (ue o agente disponha de poder legal para pratic$3lo.
0-,al-dad) 3 E o objetivo de interesse p,blico a atingir. .ão se compreende ato
administrativo sem fim p,blico.
0or'a 3 A forma em (ue se deve e)teriori%ar o ato administrativo constitui elemento
vinculado e indispens$vel 8 sua perfei'ão. A ine)ist6ncia da forma indu% 8 ine)ist6ncia do ato
administrativo. A forma normal do ato administrativo + a escrita, embora atos e)istam
consubstanciados em ordens verbais, e at+ mesmo em sinais convencionais, como ocorre com
as instru'1es moment:neas de superior a inferior hier$r(uico, com as determina'1es da
pol&cia em casos de urg6ncia e com a sinali%a'ão do tr:nsito. .o entanto, a rigor, o ato escrito
em forma legal não se e)por$ 8 invalidade.
Mo*-vo 3 O motivo ou a causa + a situa'ão de direito ou de fato (ue determina ou autori%a a
reali%a'ão do ato administrativo.
O motivo, como elemento integrante da perfei'ão do ato, pode vir e)presso em lei, como pode
ser dei)ado a crit+rio do administrador. 0m se tratando de motivo vinculado pela lei, o agente
da administra'ão, ao praticar o ato, fica na obriga'ão de justificar a e)ist6ncia do motivo, sem
o (ual o ato ser$ inv$lido ou pelo menos invalid$vel por aus6ncia da motiva'ão.
O12)*o 3 O objeto do ato administrativo + a cria'ão, a modifica'ão ou a comprova'ão de
situa'1es jur&dicas concernentes a pessoas, coisas ou atividades sujeitas 8 atua'ão do Poder
P,blico. .este sentido, o objeto identifica3se com o conte,do do ato e por meio dele a
administra'ão manifesta o seu poder e a sua vontade ou atesta simplesmente situa'1es
pree)istentes.
ES3ECIES DE ATOS ADMINISTRATIVOS
Os atos administrativos em esp+cies são divididos em duas categorias4 =uanto ao conte,do e
(uando 8 forma.
.o conte,do temos4 a autori%a'ão, a licen'a, a admissão, a permissão ;como atos
administrativos negociais< 5 a aprova'ão e a homologa'ão ;(ue são atos de controle<5 o
parecer e o visto ;(ue são atos enunciativos<.
=uanto 8 forma analisaremos4 o decreto, a portaria, a resolu'ão, a circular, o despacho e o
alvar$.
0studaremos de forma rasa cada uma delas, inicialmente ;6a,*o ao &o,*)<do4
A6*or-=a78o> em sentido amplo, como o ato administrativo unilateral, discricion$rio e
prec$rio pelo (ual a Administra'ão faculta ao particular o uso de bem p,blico ;autori%a'ão de
uso<, ou a presta'ão de servi'o p,blico ;autori%a'ão de servi'o p,blico<, ou o desempenho de
atividade material, ou a pr$tica de ato (ue, sem esse consentimento, seriam legalmente
proibidos ;autori%a'ão como ato de pol&cia<.
L-&),7a> + o ato administrativo unilateral e vinculado pelo (ual a Administra'ão faculta
8(uele (ue preencha os re(uisitos legais o e)erc&cio de uma atividade.
Ad'-..8o> + o ato unilateral e vinculado pelo (ual a Administra'ão reconhece ao particular,
(ue preencha os re(uisitos legais, o direito 8 presta'ão de um servi'o p,blico.
3)r'-..8o4 em sentido amplo, designa o ato administrativo unilateral, discricion$rio e
prec$rio, gratuito ou oneroso, pelo (ual a Administra'ão P,blica faculta ao particular a
e)ecu'ão de servi'o p,blico ou a utili%a'ão privativa de bem p,blico. O seu objeto + a
utili%a'ão privativa de bem p,blico por particular ou a e)ecu'ão de servi'o p,blico.
A(rova78o> + ato unilateral e discricion$rio pelo (ual se e)erce o controle a priori ou a
posteriori do ato administrativo.
.o controle a priori, e(uivale 8 autori%a'ão para a pr$tica do ato5 no controle a posteriori
e(uivale ao seu referendo.
?o'olo@a78o> + o ato unilateral e vinculado pelo (ual a Administra'ão P,blica reconhece a
legalidade de um ato jur&dico.
3ar)&)r> + o ato pelo (ual os 2rgãos consultivos da Administra'ão emitem opinião sobre
assuntos t+cnicos ou jur&dicos de sua compet6ncia.
%6a,*o A /or'a temos4
D)&r)*o> + a forma de (ue se revestem os atos individuais ou gerais, emanados do -hefe do
Poder 0)ecutivo ;Presidente da Fep,blica, Governador e Prefeito<.
R).ol678o ) (or*ar-a> são formas de (ue se revestem os atos, gerais ou individuais,
emanados de autoridades outras (ue não o -hefe do 0)ecutivo.
C-r&6lar> + o instrumento de (ue se valem as autoridades para transmitir ordens internas
uniformes a seus subordinados.
D).(a&Bo> + o ato administrativo (ue cont+m decisão das autoridades administrativas sobre
assunto de interesse individual ou coletivo submetido 8 sua aprecia'ão.
AlvarC> + o instrumento pelo (ual a Administra'ão P,blica confere licen'a ou autori%a'ão
para a pr$tica de ato ou e)erc&cio de atividade sujeitos ao poder de pol&cia do 0stado.
A EDTIN!O DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
Modal-dad).
#egundo -elso Antonio *andeira de Mello, um ato administrativo e)tingue3se por4
I 3 cumprimento de seus efeitos, o (ue pode suceder pelas seguintes ra%1es4
a< esgotamento do conte,do jur&dico5 por e)emplo, o go%o de f+rias de um funcion$rio5
b< e)ecu'ão material5 por e)emplo, a ordem, e)ecutada, de demoli'ão de uma casa5
c< implemento de condi'ão resolutiva ou termo final5
II 3 desaparecimento do sujeito ou do objeto5
III 3 retirada, (ue abrange 4
a<revoga'ão, em (ue a retirada se d$ por ra%1es de oportunidade e conveni6ncia5
b< invalida'ão, por ra%1es de ilegalidade5
c< cassa'ão, em (ue a retirada se d$ Hpor(ue o destinat$rio descumpriu condi'1es (ue
deveriam permanecer atendidas a fim de poder continuar desfrutando da situa'ão
jur&dicaH5 o autor cita o e)emplo de cassa'ão de licen'a para funcionamento de hotel
por haver se convertido em casa de toler:ncia5
d< caducidade, em (ue a retirada se deu Hpor(ue sobreveio norma jur&dica (ue tornou
inadmiss&vel a situa'ão antes permitida pelo direito e outorgada pelo ato precedenteH5 o
e)emplo dado + a caducidade de permissão para e)plorar par(ue de divers1es em local
(ue, em face da nova lei de %oneamento, tornou3se incompat&vel com a(uele tipo de
uso5
e< contraposi'ão, em (ue a retirada se d$ Hpor(ue foi emitido ato com fundamento em
compet6ncia diversa (ue gerou o ato anterior, mas cujos efeitos são contrapostos aos
da(uelesH5 + o caso da e)onera'ão de funcion$rio, (ue tem efeitos contrapostos ao da
nomea'ão .
I9 3 -om a ren,ncia, pela (ual se e)tinguem os efeitos do ato por(ue o pr2prio benefici$rio
abriu mão de uma vantagem de (ue desfrutava.
A,6la78o o6 I,val-da78o
Anula'ão, (ue alguns preferem chamar de invalida'ão + o desfa%imento do ato administrativo
por ra%1es de ilegalidade.
A anula'ão pode, para alguns autores ele D090, ser feita pela Administra'ão p,blica com
base no seu poder de autotutela sobre os pr2prios atos. A anula'ão tamb+m pode ser feita pelo
Poder /udici$rio mediante provoca'ão dos interessados.
VE&-o.
os v&cios podem atingir os cinco elementos do ato, caracteri%ando os v&cios (uanto 8
compet6ncia e 8 capacidade ;em rela'ão ao sujeito< , 8 forma, ao objeto, ao motivo e 8
finalidade.
%6a,*o ao. vE&-o. r)la&-o,ado. A &o'()*+,&-a>
@ 3 usurpa'ão de fun'ão5
A 3 e)cesso de poder5
I 3 fun'ão Hde fatoH.
A 6.6r(a78o d) /6,78o + crime definido no artigo IAJ do -P4 Husurpar o e)erc&cio de fun'ão
p,blicaH. Ocorre (uando a pessoa (ue pratica o ato não foi por (ual(uer modo investida no
cargo, emprego ou fun'ão5 ela se apossa, por conta pr2pria, do e)erc&cio de atribui'1es
pr2prias de agente p,blico, sem ter essa (ualidade.
O )9&)..o d) (od)r ocorre (uando o agente p,blico e)cede os limites de sua compet6ncia5
por e)emplo, (uando a autoridade, competente para aplicar a pena de suspensão, imp1e
penalidade mais grave, (ue não + de sua atribui'ão5 ou (uando a autoridade policial se e)cede
no uso da for'a para praticar ato de sua compet6ncia.
A /6,78o d) /a*o ocorre (uando a pessoa (ue pratica o ato est$ irregularmente investida no
cargo, emprego ou fun'ão, mas a sua situa'ão tem toda apar6ncia de legalidade.
%6a,*o A Ca(a&-dad)
A "ei no B.?J>, de AB3@3BB, prev6 duas hip2teses de incapacidade do sujeito (ue pratica o ato
administrativo4 o impedimento e a suspei'ão.
O artigo @J determina estar impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou
autoridade (ue 4
I 3 tenha interesse direto ou indireto na mat+ria5
II 3 tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se
tais situa'1es ocorrem (uanto ao cKnjuge, companheiro ou parentes e afins at+ o terceiro grau5
III 3 esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cKnjuge
ou companheiro .
0 o artigo AL prev6 a possibilidade de ser arguida a suspei'ão de autoridade ou servidor (ue
tenha ami%ade &ntima ou inimi%ade not2ria com algum dos interessados ou com os respectivos
cKnjuges, companheiros, parentes e afins at+ o terceiro grau.
VE&-o. r)la*-vo. ao o12)*o
A ilegalidade do objeto ocorre (uando o resultado do ato importa em viola'ão de lei,
regulamento ou outro ato normativo.
.o entanto, o conceito não abrange todas as hip2teses poss&veis5 o objeto deve ser l&cito,
poss&vel ;de fato e de direito<, moral e determinado. Assim, haver$ v&cio em rela'ão ao objeto
(uando (ual(uer desses re(uisitos dei)ar de ser observado, o (ue ocorrer$ (uando for4
@ 3 proibido pela lei5 por e)emplo4 um Munic&pio (ue desaproprie bem im2vel da Mnião5
A 3 diverso do previsto na lei para o caso sobre o (ual incide5 por e)emplo4 a autoridade aplica
a pena de suspensão, (uando cab&vel a de repreensão5
I 3 imposs&vel, por(ue os efeitos pretendidos são irreali%$veis, de fato ou de direito5 por
e)emplo4 a nomea'ão para um cargo ine)istente5
> 3 imoral5 por e)emplo4 parecer emitido sob encomenda, apesar de contr$rio ao entendimento
de (uem o profere5
D 3 incerto em rela'ão aos destinat$rios, 8s coisas, a o tempo, a o lugar5 por e)emplo4
desapropria'ão de bem não definido com precisão.
R)la*-vo. A /or'a
O v&cio de forma consiste na omissão ou na observ:ncia incompleta ou irregular de
formalidades indispens$veis 8 e)ist6ncia ou seriedade do ato.
%6a,*o ao 'o*-vo
Ocorre (uando a mat+ria de fato ou de direito, em (ue se fundamenta o ato, + materialmente
ine)istente ou juridicamente inade(uada ao resultado obtido.
R)la*-vo. A /-,al-dad)
Trata3se do desvio de poder ou desvio de finalidade, definido pela "ei nN >.?@?OCD como
a(uele (ue se verifica (uando o agente pratica o ato visando a fim diverso da(uele previsto,
e)pl&cita ou implicitamente, na regra de compet6ncia.
Co,.);6+,&-a. do. vE&-o.
.o Direito -ivil, os v&cios podem gerar nulidade absoluta ou nulidade relativa. O. a*o. ,6lo.
são os (ue não podem ser convalidados5 entram nessa categoria4
a< os atos (ue a lei assim declare5
b< os atos em (ue + materialmente imposs&vel a convalida'ão, pois se o mesmo conte,do
fosse novamente produ%ido, seria reprodu%ida a invalidade anterior5 + o (ue ocorre com os
v&cios relativos ao objeto, 8 finalidade, ao motivo, 8 causa.
S8o a,6lCv)-. 4
a< os (ue a lei assim declare5
b< os (ue podem ser praticados sem v&cio5 + o caso dos atos praticados por sujeito
incompetente, com v&cio de vontade, com defeito de formalidade.

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