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Mato Verde/MG
2014




















































SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL

PROJETO DE PESQUISA
A IMPORTÂNCIA DA VIDA ATIVA NA VELHICE
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Mato Verde/MG
2014




































PROJETO DE PESQUISA
A IMPORTÂNCIA DA VIDA ATIVA NA VELHICE

Trabalho apresentado à Universidade Norte do Paraná -
UNOPAR, para as disciplinas Estatísticas e indicadores
sociais, Processo de trabalho e serviço social, Oficina de
formação- tecnologia da informação como requisito
parcial para a obtenção nota para o curso de
Bacharelado em Serviço Social.

Orientador: Prof.ª Amanda Boza; Clarice Kernkamp,
Rodrigo Sambon.















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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 04

DESENVOLVIMENTO .............................................................................................. 07

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 11

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INTRODUÇÃO
Este projeto de pesquisa tem como principal intento diagnosticar a
importância de uma vida ativa na terceira idade, determinando como ter uma vida
ativa e o porquê de muitos idosos ainda serem adeptos do sedentarismo. Observa-
se que a literatura nacional aborda pouco a importância de se repensar o padrão de
vida do idoso, em vista do crescimento deste público e dos perigos que o
sedentarismo pode provocar no corpo dos mesmos.
O aumento da expectativa de vida provoca um crescimento do
número de pessoas com idade acima de 65 anos. A população passa por um
processo de envelhecimento, no qual conduz uma redução progressiva das
capacidades funcionais do organismo, colocando em risco a qualidade de vida do
idoso, limitando sua autonomia e ocasionando maior vulnerabilidade a sua saúde.
Os benefícios inerentes à prática regular de exercício físico (EF) na
terceira idade tem sido objeto de estudo de diversas áreas de pesquisa, que
comprovam que o estilo de vida ativo promove a manutenção da capacidade
funcional (CF) destes indivíduos por um período mais longo, e consequentemente
eleva a qualidade de vida tornando-os mais independentes na realização das
atividades da vida diária (AVD). Segundo Matsudo (2006) não se pode pensar hoje
em dia em garantir um envelhecimento com qualidade sem que além das medidas
gerais de saúde se inclua o Exercício Físico.
Para Sousa, Galante e Figueiredo (2003) um envelhecimento bem
sucedido é acompanhado de qualidade de vida e bem estar e deve ser fomentado
ao longo dos estados anteriores de desenvolvimento. A qualidade de vida inclui um
alargado espectro de áreas da vida. Os modelos de qualidade de vida vão desde a
"satisfação com a vida" ou "bem-estar social" a modelos baseados em conceitos de
independência, controle, competências sociais e cognitivas.

DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

A População alvo do presente estudo se constituiu por pesquisas
elaboradas sobre a temática do presente estudo; sendo que o elemento
problemático é a vida ativa na terceira idade. E o objeto de estudo é a importância
de atividades físicas, lazer, reconhecimento social e alimentação balanceada para
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uma vida mais digna e saudável do idoso.
OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL

Determinar os principais aspectos que norteiam uma vida ativa na
terceira idade;

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Analisar os malefícios do sedentarismo na velhice;
- Observar os benefícios das atividades físicas, alimentação
balanceada, reconhecimento social e lazer na terceira idade;
- Destacar os empecilhos para uma vida ativa na terceira idade;

JUSTIFICATIVA

A vida ativa na velhice apesar de parecer improvável é plenamente
possível, uma vez que os idosos atualmente estão se cuidando mais e buscando
mais opções como a inclusão digital, lazer, viagens, exercícios físicos; assim sendo
o presente estudo abordará como esta vida ativa pode melhorar potencialmente a
qualidade de vida na terceira idade. A qualidade de vida é uma medida de desfecho
que tem sido entusiasticamente utilizada por clínicos, pesquisadores, economistas,
administradores e políticos e está diretamente relacionada com a promoção de
saúde. Por sua vez, a promoção a saúde objetiva promover à qualidade de vida,
reduzindo riscos a saúde relacionada a seus determinantes e condicionantes.
O projeto servirá de base para possíveis análises e discussões com
respeito à vida ativa na terceira idade, um tema altamente relevante e abrangente na
área de serviço social, uma vez o assistente social busca a integração social e
melhoria da qualidade de vida também do idoso, visto que se trata de uma questão
social.
O projeto é destinado principalmente aos idosos que são um público
que cresceu muito nos últimos anos e que por hora ainda não perdeu toda a carga
de preconceito e discriminação que a sociedade lhe sobrepunha, entende-se que
discutir meios de se oferecer uma vida melhor para estes idosos é algo de extrema
relevância na sociedade atual.
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A principal contribuição do projeto será a adoção de politicas
públicas voltadas para o idoso, estudos sobre a qualidade de vida dos idosos e a
análise das principais atividades físicas, hábitos alimentares e opções de lazer para
o idoso.
METODOLOGIA

A metodologia do presente estudo será feita através de livros,
artigos, teses e monografias, sendo que os artigos serão de sites acadêmicos como
Scielo, Google Scholar e Domínio Público.

























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REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Chaimowicz, (1997) A população brasileira vem envelhecendo de
forma rápida desde o início da década de 60, quando a queda das taxas de
fecundidade começou a alterar sua estrutura etária, estreitando progressivamente a
base da pirâmide populacional.
Neri; Yassuda; Cachioni, (2004) alertam que as ciências do
envelhecimento não têm uma explicação nem simples nem única a respeito da
velhice. É conhecimento amplamente disseminado que a velhice é a última etapa do
ciclo vital, caracterizada por declínio de funções biológicas, resiliência, plasticidade e
aumento de dependência dos recursos da cultura. Sabe-se também que esse
declínio não é universal para todos os domínios do organismo, ele ocorre em
diferentes ritmos para diferentes pessoas e grupos.
Os autores afirmam ainda que o envelhecimento humano é um
processo natural que ocorre em todas as pessoas, para uns de forma acelerada,
para outros mais lentamente, de acordo com o estilo de vida de cada um. Bem como
é caracterizado pela diminuição gradativa das capacidades dos vários sistemas
orgânicos em conseguir realizar suas funções de maneira eficaz. Estas alterações
ocorrem em ritmo e momentos diferentes podendo estar associadas à diminuição do
nível de atividade física, com o declínio das capacidades funcionais, onde os
indivíduos apresentam comprometimento da qualidade de vida.
Esse processo, segundo Arruda (2001), está relacionado com
alterações nas variáveis antropométricas, com o aumento de peso e diminuição da
estatura corporal, influenciando nas variáveis neuromotoras, provocando a perda
gradativa da área muscular e da força, o que gera um comprometimento no
desempenho físico. É comprovado cientificamente que a prática de atividades físicas
de forma regular, bem orientadas e prescritas de acordo com a necessidade de cada
indivíduo, e com o estilo de vida de cada um, trará muitos benefícios que resultam
na melhora da força muscular, diminuindo assim a pressão arterial, melhorando a
resistência física, a capacidade cardiorrespiratório, a flexibilidade, o fortalecimento
das estruturas esqueléticas e musculares, retardando assim o envelhecimento.
Para Sousa, Galante e Figueiredo (2003) um envelhecimento bem
sucedido é acompanhado de qualidade de vida e bem estar e deve ser fomentado
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ao longo dos estados anteriores de desenvolvimento. Os modelos de qualidade de
vida vão desde a "satisfação com a vida" ou "bem-estar social" a modelos baseados
em conceitos de independência, controle, competências sociais e cognitivas.
Santos et.al. (2002) afirmam que a qualidade de vida tem sido
preocupação constante do ser humano, desde o início de sua existência e,
atualmente, constitui um compromisso pessoal a busca contínua de uma vida
saudável, desenvolvida à luz de um bem-estar indissociável das condições do modo
de viver, como: saúde, moradia, educação, lazer, transporte, liberdade, trabalho,
autoestima, entre outras.
Entre as pesquisas sobre qualidade de vida na terceira idade estão
os estudos de Fleck e Kraemer (2003), que investigaram as condições que permitem
uma boa qualidade de vida na velhice. O resultado desse estudo mostrou que os
idosos constituem um grupo particular e, como tal, apresenta especificidades de
importante relevância para a qualidade de vida. Este estudo mostrou que a ideia de
qualidade de vida constitui um constructo multidimensional. Há uma tendência de
associação entre qualidade de vida e bem-estar ou sentir-se bem. Os aspectos de
qualidade de vida salientados pelo grupo focal foram: saúde, sociabilidade, suporte
social, atividade física, possibilidade de dar suporte e apoio e sentimento de
utilidade. Alguns grupos apontaram religiosidade, condições financeiras estáveis e
boas condições de vida como fatores importantes de qualidade de vida.
Conforme Meirelles (1997) a prática de atividades físicas tem
potencial para estimular várias funções essenciais do organismo, mostra-se não só
um coadjuvante importante no tratamento e no controle de doenças crônico-
degenerativas, mas também essencial na manutenção das funções do aparelho
locomotor, principal responsável pelo desempenho das atividades da vida diária e
pelo grau de independência e autonomia do idoso. A atividade física direcionada
para a terceira idade contribui para o prolongamento do tempo de vida, fazendo com
que o idoso que estava em repouso, não permaneça sedentário, inerte, mas sim
uma pessoa ativa, em progresso.
Segundo Meirelles (1999), o sedentarismo ocorre em todas as faixas
etárias, mas na velhice ele pode ser mais acentuado, devido à crença popular de
que no processo de envelhecimento deve-se diminuir a intensidade e quantidade de
atividades físicas. Essa redução também pode ocorrer pelo receio de prejudicar a
saúde e pelo medo da morte. A atividade física é muito importante para o idoso,
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sendo um dos elementos decisivos para a aquisição e manutenção da saúde,
aptidão física, e do bem-estar físico, promovendo a qualidade de vida. Praticada
regularmente e sob orientação dos profissionais da saúde, ajuda a prevenir ou
retardar o aparecimento de doenças crônicas que atacam a população da terceira
idade, na tentativa de aumentar a expectativa de vida ativa, através da manutenção
do bem-estar funcional.
Para Neri; Yassuda; Cachioni, (2004) uma velhice bem-sucedida
revela-se em idosos que mantêm autonomia, independência e envolvimento ativo
com a vida pessoal, com a família, com os amigos, com o lazer, com a vida social.
Revela-se em produtividade e em conservação de papeis sociais adultos. Traduz-se
em autodescrições de satisfação e de ajustamento. Reflete-se em reconhecimento
social às pessoas porque lhes permite oferecer contribuições à sociedade ou ao
grupo familiar, proporcionando que sejam vistas como modelos de velhice boa e
saudável. O numero de pessoas capazes de atingir completamente esse padrão é
muito pequeno, porque, além da genética, o estilo de vida e as condições
socioeconômicas e culturais podem impor restrições ao alcance de tal resultado. No
entanto, sua existência é útil para balizar as aspirações individuais e sociais e para
sinalizar que velhice pode ser um período de desenvolvimento.

CRONOGRAMA DA PESQUISA (PREVISÃO SOBRE O TEMPO PARA O
DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA)
Etapas FEV MAR ABR MAI
Elaboração do projeto
x x x
Revisão de literatura
x x x
Apresentação do projeto
x
Coleta de dados
x x x x
Conclusão e redação
x x
Correção
x
Entrega
x

ORÇAMENTO
Papel Chamex, Computador com internet, Livros e Impressora

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RESULTADOS ESPERADOS

Os resultados esperados com a presente pesquisa são: uma
mudança progressiva no perfil do idoso atual e de como a sociedade observa este
idoso, fazendo com que o mesmo tenha mais respeito e notoriedade.




























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REFERÊNCIAS

ARRUDA, E. A. Envelhecimento e treinamento de pesos para a terceira idade.
Revista Unicastelo, 2001.

CHAIMOWICZ, Flávio. A saúde dos idosos brasileiros às vésperas do século XXI:
problemas, projeções e alternativas. Saúde Pública, 1997.

FLECK, S.J; KRAEMER, W.J. Fundamentos do treinamento de força muscular, 3ªed.
Porto. 2003.

MEIRELLES. M. E. A. Atividade física na terceira Idade. 2º ed. Rio de Janeiro:
Sprint, 1999.

__________________. Atividade física na terceira idade: uma abordagem
sistemática. Rio de Janeiro: Sprint, 1997.

NERI, Anita Liberalesso; YASSUDA, Mônica Sanches; CACHIONI, Meire. Velhice
bem sucedida: Aspectos afetivos e cognitivos. 2ª Ed. Campinas, SP: Papirus, 2004.

SANTOS, Sérgio Ribeiro dos et al. Qualidade de vida do idoso na comunidade:
aplicação da Escala de Flanagan. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2002.

SOUSA, Liliana; GALANTE, Helena; FIGUEIREDO, Daniela. Qualidade de vida e
bem-estar dos idosos: um estudo exploratório na população portuguesa. Rev. Saúde
Pública [online]. 2003.