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Anais do ZOOTEC’2005 - 24 a 27 de maio de 2005 – Campo Grande-MS

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Manejo de populações da fauna silvestre: viabilidade e
limitações

Ubiratan Piovezan
1
, Guilherme Mourão
21

Resumo
As populações animais são o foco da abordagem dos zootecnistas. O tema do
presente trabalho pode interessar à maioria desses profissionais, dada a
semelhança entre as atividades envolvidas no manejo de populações da fauna
silvestre e práticas comuns à Zootecnia. De fato, características comuns ao
zootecnista, como possuir perfil empreendedor e conhecimento sobre variáveis
que influenciam as populações animais, coincidem com qualidades necessárias
aos interessados em atuar na área de manejo de fauna. Outra característica
notória sobre o tema é a falta de profissionais capacitados para atuar nas diversas
modalidades de manejo existentes. O presente trabalho visa apresentar aos
profissionais da zootecnia uma introdução sobre o manejo de populações da
fauna silvestre, uma prática motivada por demandas político-públicas e pela
obtenção de proteína ou de renda em países da América do Sul e do mundo. Na
esfera técnica, o manejo de fauna envolve o monitoramento de populações livres
e visa atender a interesses difusos da sociedade como a conservação de
espécies ameaçadas de extinção, o controle de espécies danosas e a produção
sustentável.

Abstract
Animal populations are the main approach for the the Animal Scientist. The theme
of this work could be interesting to the majority of these professionals, due to the
similarity between the activities related to the management of wildlife and common
practices of this carrier. Characteristics that are common to the animal scientst, as
having a practical profile and the knowledge about variables that influence the
animal populations are, in fact, necessary to investigators interested in working in
the field of animal management. Another important characteristic on this theme is
the scarcity of professionals qualified to work with the different management
techniques. The objective of this work is to present to professionals of the Animal
Science an introduction about the management of wildlife populations, which

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arose from public policies demand, the acquisition of protein or the economic
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production in South American and World countries. In a technical point of view,
animal management envolves wildlife population monitoring and aims to answer to
a diverse interest of the society, as the conservation of threatened species, the
control of harmful species and the sustainable production.

Introdução
As populações animais são, de modo geral, o foco da abordagem dos
zootecnistas. Esta abordagem foi influenciada pelo pensamento mecanicista, em
vigor na Europa quando a profissão foi criada, e pelo fato dessa carreira ter se
desenvolvido durante a implementação de práticas derivadas de conceitos
evolucionistas. Essa mistura, de certa forma heterogênea, permitiu ao zootecnista
uma visão incomum das relações entre homens e animais. Por compreender o
caráter dinâmico de tais relações, o zootecnista pode ser considerado um
profissional adaptado à época atual, marcada por avanços constantes no campo
da ciência animal.
O tema desta palestra pode ser interessante para a maioria dos
zootecnistas, dada a semelhança entre as atividades envolvidas no manejo de
populações da fauna silvestre e práticas comuns à profissão. Além disso,
características comuns ao zootecnista, como perfil empreendedor e possuir
conhecimento sobre variáveis que influenciam as populações animais, coincidem
com qualidades necessárias aos interessados em atuar na área de manejo de
fauna (Caughley e Sincalir, 1994).
Para que o manejo de populações da fauna seja uma atividade sustentável
no Brasil, ainda serão necessárias muitas pesquisas, o estabelecimento de uma
regulamentação moderna e regionalizada, um sistema eficiente de fiscalização e,
principalmente, a conservação de ambientes e populações selvagens. Desse
modo, a crise no estado de conservação de ecossistemas naturais pode tornar o
manejo de fauna uma atividade necessária, mais cedo do que imaginamos. Neste


1
Pesquisador III; piovezan@cpap.embrapa.br
2
Pesquisador III; gui@cpap.embrapa.br
Embrapa Pantanal. Caixa Postal 109, 79320-900, Corumbá – MS.


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cenário, a ausência de profissionais capacitados para atuar nas diferentes
modalidades de manejo de fauna existentes é preocupante (Heezik e Seddon ,
2005).
Possivelmente a Zootecnia ainda contribuirá para o que o manejo de
populações da fauna silvestre seja uma atividade sustentável e adequada à
realidade das diferentes regiões do país. Entretanto, a proposta desta palestra é
possibilitar a realização de um exercício bem mais modesto: o de imaginar como
manejar um rebanho (ou população) sobre o qual pouco se sabe. Apenas
parâmetros básicos, como o número total de indivíduos, seriam conhecidos e as
margens de erro estimadas teriam dimensões similares às do próprio parâmetro.
Conhecer a população seria então uma vantagem relativa, pois controlar as
variáveis que influenciam no seu desempenho seria geralmente inviável ou
impraticável. Para ser mais preciso, não seria possível sequer saber onde se
localizam os indivíduos durante a maior parte do tempo. Ao nosso ver, aquele que
puder imaginar a problemática envolvida no manejo de um rebanho com
características similares às do que acabamos de descrever pode se considerar
apresentado a uma parte dos desafios envolvidos em gerenciar um programa de
manejo de fauna.
O presente trabalho visa apresentar aos profissionais da zootecnia uma
introdução sobre o manejo de populações da fauna silvestre, uma prática
motivada pela obtenção de proteína em comunidades tradicionais do Brasil e pela
subsistência e geração de renda em países da América do Sul (Robinson e
Redford, 1991). Na esfera técnica, o manejo de fauna envolve o monitoramento
de populações livres e visa atender a interesses difusos da sociedade como a
conservação de espécies ameaçadas de extinção
(<http:/www.micoleao.org.br/template.php>, acessado em abril de 2004), o
controle de espécies danosas como o porco asselvajado (Geisser e Reyer, 2004)
e a produção sustentável (Caughley e Sinclair, 1994).

Características gerais da atividade
O manejo de espécies em vida livre é debatido sob o ponto de vista ético e
prático, onde sua real contribuição para conservação de espécies e ecossistemas
é questionada (Robinson e Redford, 1991). Na prática, as populações da fauna

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podem ser manejadas com os seguintes propósitos: a) aumentar seu tamanho
(Valladares-Pádua e Martins, 2004); b) manter estável o tamanho da população
(explorando a população em taxas similares às suas taxas de crescimento
(Bodmer, 2001), ou como meta de controle para espécies danosas); e c) reduzir a
população, quando seu tamanho encontra-se acima do desejável (Caughley,
1977). Caughley e Sinclair (1994) ainda citam monitorar as populações e só
intervir em caso de necessidade como um outro propósito da atividade.
No entanto, antes de estabelecer metas técnicas para um programa de
manejo, é preciso considerar todos os aspectos políticos, sociais, econômicos e
biológicos envolvidos nessa atividade. De modo geral, podemos considerar que
os objetivos finais de programas de manejo são mais caracterizados por valores
éticos e morais do que por avaliações técnicas (Silvius, et al., 2004).

Aspectos legais
A Lei n
o
5197 de 1967, conhecida como Lei de Proteção da Fauna, impede
o manejo de populações selvagens da fauna brasileira com fins comerciais (Wolff,
2000). A Lei n
o
9605 de 1998, conhecida como Lei dos crimes ambientais,
juntamente com a lei 5.197, regulamenta atualmente o manejo de fauna em
território nacional. Embora a fauna esteja protegida por lei no Brasil, ela pode ser
explorada legalmente em caráter de subsistência por populações tradicionais
(Gillingham, 2001). Uma outra forma de manejo que não pode ser desconsiderada
é a caça ilegal, que ocorre em várias regiões do país, envolvendo inclusive
espécies ameaçadas de extinção como o Cervo-do-Pantanal, Blastocerus
dichotomus (Torres et al., 2003) e a onça pintada, Panthera onca (Cavalcante,
2003).
Espécies invasoras ou introduzidas podem gerar conflitos de interpretação
da lei brasileira, uma vez que o artigo 29 da Lei 9.605/1998 considera como
“fauna silvestre” todos os espécimes que tenham todo ou parte do seu ciclo de
vida ocorrendo dentro do território nacional. Dessa forma, uma espécie
considerada praga em outras regiões como a lebre européia (Lepus eupaeus),
que já ocorre nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, é protegida pela lei na maior
parte do nosso território. Recentemente, as instruções normativas 24 e 25 do
IBAMA, de 31 de março de 2004, regulamentaram a caça de controle do J avali

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(Sus scrofa) e da Caturrita (Myiopsita monachus), no rio grande do Sul. A
comercialização de qualquer produto associado ao abate desses animais, no
entanto, continua vedada.

Hierarquia de decisão
A decisão pela realização ou não de um programa de manejo de fauna
deve feita considerando-se níveis hierárquicos de decisão, que podem ser
divididos em três: 1) a escolha de uma política pública; 2) a escolha do objetivo
técnico; e 3) a escolha da ação de manejo necessária (Caughley e Sinclair, 1994).
Como exemplo de política pública podemos supor: - evitar perdas na produção
pecuária do Rio Grande do Sul causada por pragas. Para o objetivo técnico
podemos citar como exemplo: - reduzir em 80% o impacto do javalí sobre
rebanhos ovinos do RS. E como exemplo de ação de manejo, teríamos o objetivo
de: - reduzir em 40% a população de javalis em áreas problemáticas de
ovinocultura no RS. Estes componentes hierárquicos encontram-se intimamente
interligados e, ainda que o fluxo de decisão siga de “1” para “3”, todos os níveis
devem ser considerados, para que se chegue a uma decisão viável.
Para o sucesso de uma política de manejo de fauna é fundamental que
sejam definidos critérios para a avaliação dos efeitos do manejo. Deve ser
definido claramente o que será considerado como insucesso para a atividade
(Caughley e Sinclair, 1994). Um exemplo seria: “A ação de manejo será julgada
fracassada e será, portanto, encerrada, se a população praga não for reduzida ao
tamanho desejado no prazo de dois anos”. O manejo só poderá progredir se a
decisão técnica e o tratamento apropriado forem avaliados na forma de hipóteses
científicas. O manejo deve ser delineado em bases experimentais e hipóteses
devem ser formuladas, para que seus resultados auxiliem o aumento do
conhecimento sobre a população manejada e o método utilizado (Caughley e
Sinclair, 1994). Desta forma, é possível evoluir inclusive com os fracassos durante
a implementação do manejo.
Para um gerente de programas de manejo de fauna, uma forma
recomendável de conduzir as decisões inerentes ao manejo é construir, junto com
os setores interessados da sociedade, matrizes de objetivos e ações e de critérios
de viabilidade (Caughley e Sinclair, 1994). Essa prática garante um caráter

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participativo à fase de decisão das ações de manejo adequadas e permite uma
visão geral de cada situação. Um exemplo de matriz, que poderia ser montada
para uma situação hipotética envolvendo rebanhos ovinos e populações de javalis
asselvajados no Rio Grande do Sul, é apresentado na Tabela 1.
Tabela 1, Exemplo de matriz contendo ações e critérios de viabilidade envolvidos num exemplo
hipotético de manejo para o javali (Sus scrofa), a fim de reduzir seu impacto sobre rebanhos
ovinos no Rio Grande do Sul (adaptado de Caughley e Sinclair, 1994).
Viabilidade

Ações
Técnica-
mente
possível?
Executável
(na
prática)?
Economi-
camente
aceitável?
Aceitável
Ambiental-
mente?
Política-
mente
vantajoso?
Social-
mente
aceitável?
Abandonar a
ovinocultura
1 -1 -1 1 -1 0
Inserir
predadores,
doenças
-1 1 0 -1 0 0
Abater javalis 1 1 0 0 0 1
Cercas
preventivas
1 1 -1 1 1 1
Mudanças no
manejo
(refúgios)
1 1 0 1 -1 1
Venenos 1 1 0 -1 -1 0
1, sim; -1, não; 0, sem informação.
A soma aritmética dos valores de cada coluna da Tabela 1 irá indicar a
ordem das ações mais indicadas para o manejo proposto. Quanto maior o valor
absoluto da linha, mais indicada será a ação.
As populações silvestres
O crescimento de uma população é determinado pela sua relação com os
recursos de que necessita (Begon e Mortimer, 1986). Esta relação muitas vezes
está ligada à disponibilidade de alimento, mas também a outros recursos
necessários como abrigo, local de acasalamento, parceiro sexual, espaço, etc.
Atividades de manejo geralmente implicam na alteração do tamanho populacional.
Quando os recursos necessários encontram-se em disponibilidade ilimitada,
teoricamente, a população poderia crescer indefinidamente em sua taxa
extrínseca de crescimento populacional (r
m
). Nesse caso a população
apresentaria crescimento exponencial (Caughley, 1977). Porém, quando há
competição por recursos entre os indivíduos, a população cresce em r
m
até atingir
um ponto em que os recursos passam a ser limitantes ao crescimento e o
tamanho se estabiliza. As causas relacionadas a esse padrão de crescimento são

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chamadas de fatores dependentes de densidade. A representação gráfica do
crescimento de uma população limitada por um recurso que não é consumido (por
exemplo: “espaço”) é uma curva de crescimento logístico (Figura 1).

Figura 1 - Representação de uma população com padrão de crescimento logístico. Comum a uma
população cujo tamanho é limitado por recursos escassos e não consumíveis como “espaço”.

Quando os recursos limitantes são consumíveis (por exemplo, alimento ou
água), o tamanho populacional tende a crescer e decrescer variando com a
disponibilidade do recurso ao longo do tempo (Caughley, 1977).
A técnica mais simples para se manter o tamanho de uma população
visando o controle ou a produção é a remoção de parte dessa população, no
mesmo percentual de sua taxa de crescimento. Em outras palavras, se uma
população de 2000 animais cresce para 2300 em um ano (cresceu 15%), extrai-
se 300 animais (15%) dessa população. Pode-se concluir então que, quanto
maior for a taxa de crescimento da população, maior será o percentual de retirada
ou de desfrute possível.
As populações também podem ser estimuladas a crescer através do
aumento de recursos essenciais disponíveis. A forma mais simples de aumentar a
disponibilidade individual de recursos é remover uma parcela dessa população.
Assim, cada indivíduo que permanece passa a ter mais recursos ao seu dispor e
a conseqüência disto pode ser o aumento da fertilidade e redução na mortalidade,
especialmente nas categorias mais jovens. Essa conclusão tem repercussões
T
a
m
a
n
h
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P
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p
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n
a
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Tempo

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importantes quando o objetivo do manejo é controlar ou reduzir o tamanho de
uma população danosa, pois torna claro que o manejo visando o controle é uma
atividade de caráter contínuo.
Outra conclusão possível é a de que populações menores crescem mais e,
por isso, as taxas de exploração potenciais são relativamente maiores nelas do
que em populações grandes. O inverso também é verdadeiro. A produção
máxima sustentável (PMS) de uma população encontra-se em um ponto
intermediário entre os extremos. É importante perceber que para se alcançar uma
determinada taxa de desfrute (expressa em número de animais abatidos), existem
diferentes possíveis tamanhos de população. Ou seja, uma população com 100
animais e taxa de crescimento de 50% produzirá os mesmos 50 indivíduos que
outra população contendo 1000 animais e uma taxa de crescimento baixa (5%). A
Figura 2 apresenta um esquema da associação entre o tamanho e a produção
sustentável de uma população, incluindo a Produção Máxima Sustentável (PMS),
expressa em número de indivíduos retirados e os tamanhos populacionais
possíveis para se obter uma mesma Produção Sustentável (PS). No exemplo, a
produção sustentável considera uma margem de segurança 25% abaixo da PMS.

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Figura 2 - Produção sustentável (expressa em número de indivíduos) em relação ao tamanho
populacional. PMS =produção máxima sustentável; PS =produção sustentável (Fonte: Caughley
e Sinclair, 1994).
Explorar uma população na sua PMS é muito arriscado e pode levar a
população à extinção, caso o ambiente não esteja no seu máximo de produção ou
algum erro tenha sido cometido na estimativa do seu tamanho. Geralmente, é
mais confiável se fixar a produção em uma taxa de abate fora da PMS. Uma
margem de segurança de 25% é recomendável (Caughley e Sinclair, 1994).
Levando-se em consideração que existem dois tamanhos populacionais possíveis
para se atingir uma mesma produção sustentável abaixo do PMS, é
recomendável manter a população no seu tamanho superior. Manter uma
população maior reduz riscos e facilita a captura dos animais. Utilizando o
exemplo anterior, é bem mais fácil capturar 50 animais em um grupo de 1.000 do
que em um grupo de 100 indivíduos. Consideramos, também, que seja mais
recomendável a utilização de “taxas” de desfrute ao invés de “numero indivíduos
retirados” como medida do esforço de exploração, uma vez que as taxas
garantem uma relação desejável entre o desfrute e o tamanho da população sob
manejo. Outra recomendação geral preconizada em situações que visam o
manejo sustentável é o estabelecimento de áreas de reserva ou de fonte, onde a
retirada de animais é vedada, a fim de garantir a recuperação das populações sob
exploração.
A atividade de manejo de fauna permanece incipiente no Brasil e, de modo
geral, inexistem profissionais capacitados para atuar nesse campo iminente da
PMS
PS - superior PS - inferior
P
R
O
D
U
Ç
Ã
O

TAMANHO DA POPULAÇÃO

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biologia (Heezik e Seddon, 2005). O direcionamento da atenção de zootecnistas
para essa área pode gerar um novo campo de atuação para a profissão e uma
nova área para pesquisa e desenvolvimento. Cabe aos interessados se
atualizarem sobre o tema e se organizarem no sentido viabilizar a criação de
cursos de especialização para a capacitação de recursos humanos na área.





























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