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Regularização de Obra de Construção Civil

Obra de construção civil: é a construção, a demolição, a reforma, a ampliação de
edificação ou qualquer outra benfeitoria agregada ao solo ou ao subsolo.
Responsáveis: são responsáveis pelas obrigações previdenciárias decorrentes de
execução de obra de construção civil, o proprietário do imóvel, o dono da obra, o
incorporador, o condômino da unidade imobiliária não incorporada na forma da
Lei n° 4.591/1964, e a empresa construtora. O responsável pela obra de construção
civil pessoa jurídica, está obrigado a efetuar escrituração contábil relativa à obra.
A pessoa física, dona da obra ou executora da obra de construção civil, é
responsável pelo pagamento de contribuições em relação à remuneração paga,
devida ou creditada aos segurados que lhes prestam serviços na obra, na mesma
forma e prazos aplicados às empresas em geral.
Obrigações dos Responsáveis por Obra de Construção Civil
Obrigações Acessórias
O responsável por obra de construção civil, em relação à mão-de-obra diretamente
por ele contratada, está obrigado ao cumprimento das seguintes obrigações
acessórias, no que couber:
I - inscrever, no Regime Geral de Previdência Social - RGPS, os segurados
empregados e os trabalhadores avulsos a seu serviço;
II – inscrever, quando pessoa jurídica, como contribuintes individuais no RGPS, a
partir de 1º de abril de 2003, as pessoas físicas contratadas sem vínculo
empregatício e os sócios cooperados, no caso de cooperativas de trabalho e de
produção, se ainda não inscritos;
III - elaborar folha de pagamento mensal da remuneração paga, devida ou
creditada a todos os segurados a seu serviço, de forma coletiva por
estabelecimento, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a
correspondente totalização e resumo geral, nela discriminando o nome de cada
segurado e respectivo cargo, função ou serviço prestado; agrupando por categoria
os segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais;
identificando os nomes das seguradas em gozo de salário-maternidade; destacando
as parcelas integrantes e as não-integrantes da remuneração e os descontos legais;
indicando o número de cotas de salário-família atribuídas a cada segurado
empregado ou trabalhador avulso;
IV - lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma
discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições sociais a cargo da
empresa, as contribuições sociais previdenciárias descontadas dos segurados, as
decorrentes de sub-rogação, as retenções e os totais recolhidos;
V - fornecer ao contribuinte individual que lhes presta serviços, comprovante do
pagamento de remuneração, consignando a identificação completa da empresa,
inclusive com o seu número no CNPJ, o número de inscrição do segurado no
RGPS, o valor da remuneração paga, o desconto da contribuição efetuado e o
compromisso de que a remuneração paga será informada na GFIP e a
contribuição correspondente será recolhida;
VI - prestar à RFB todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de
interesse dos mesmos, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos
necessários à fiscalização;
VII - exibir à fiscalização da RFB, quando intimada para tal, todos os documentos
e livros com as formalidades legais intrínsecas e extrínsecas, relacionados com as
contribuições sociais;
VIII - informar mensalmente, em GFIP emitida por estabelecimento da empresa,
com informações distintas por tomador de serviço e por obra de construção civil,
os seus dados cadastrais, os fatos geradores das contribuições sociais e outras
informações de interesse da RFB, na forma estabelecida no Manual da GFIP;
IX - matricular-se no CEI – Cadastro Específico do INSS, dentro do prazo de
trinta dias contados da data do início de suas atividades, quando não inscrita no
CNPJ;
X – matricular no CEI a obra de construção civil executada sob sua
responsabilidade, dentro do prazo de trinta dias contados do início da execução.
Matrícula CEI
A inclusão no CEI será efetuada verbalmente, pelo sujeito passivo, em qualquer
Unidade da Receita Federal do Brasil, independente da jurisdição, exceto a obra
de construção civil executada por empresas em consórcio, que deverá ser
matriculada exclusivamente na Unidade da Receita Federal do Brasil
jurisdicionante do estabelecimento matriz da empresa líder.
O responsável por obra de construção civil fica dispensado de efetuar a matrícula
no cadastro CEI, caso tenha recebido comunicação da RFB informando o
cadastramento automático de sua obra de construção civil, a partir das
informações enviadas pelo órgão competente do município de sua jurisdição..
Cadastro Específico do INSS (CEI), Matrícula CEI:
No ato da inclusão no CEI, deverão ser informados todos os dados identificadores
do contribuinte, do co-responsável e do contador, quando for o caso, não sendo
exigido nenhum documento comprobatório nesta ocasião, com exceção do contrato
de empreitada total de obra a ser realizada por empresas em consórcio, onde este
tem tratamento especial abaixo. As informações fornecidas são de sua inteira
responsabilidade, podendo a qualquer momento ser exigido a sua comprovação.
A matrícula no Cadastro Específico do INSS (CEI) será efetuada das seguintes
formas:
 verbalmente, pelo sujeito passivo, em qualquer unidade de atendimento da
RFB, independentemente da jurisdição;
 verbalmente, pelo responsável pela obra de construção civil, pessoa física,
em qualquer unidade de atendimento da RFB , independente do endereço
da obra;
 verbalmente, pelo responsável pela obra de construção civil, pessoa
jurídica, em qualquer unidade de atendimento da RFB , independente do
endereço da obra;
 via Internet ;
 na unidade de atendimento da RFB jurisdicionante do estabelecimento
matriz da empresa líder, quando tratar-se de contrato de empreitada total,
celebrado com consórcio constituído exclusivamente de empresas
construtoras;
 de oficio, emitida por servidor da RFB, nos casos em que for constatada a
não existência de matrícula de estabelecimento ou de obra de construção
civil no prazo de trinta dias contados do início de suas atividades.
Observação:
Quando a inclusão da matrícula CEI for efetivada pela Internet será emitido
automaticamente um comprovante de cadastramento e quando for na unidade de
atendimento da RFB será entregue ao contribuinte impressão da tela do cadastro
do sistema.
Matrícula de Obra de Construção Civil
a) Pessoa física, informar:
 Denominação social ou o nome do proprietário do imóvel, do dono da obra
ou do incorporador;
 Endereço completo da obra, inclusive Lote, Quadra e CEP;
 Número do CPF do proprietário ou dono da obra;
 Área e Tipo da obra
b) Pessoa Jurídica, informar
 Dados da Pessoa Jurídica;
 Endereço completo da obra, inclusive Lote, Quadra e CEP;
 Área e Tipo da obra.
Observação:
Tratando-se de contrato de empreitada total de obra a ser realizada por empresas
em consórcio, a matrícula da obra será efetuada no prazo de trinta dias do início
da execução, na unidade de atendimento da RFB circunscricionante do
estabelecimento centralizador da empresa líder e será expedida com a
identificação de todas as empresas consorciadas e do próprio consórcio.
Estão Desobrigados da Apresentação de Escrituração Contábil:
I - as pessoas físicas equiparadas a empresa, matriculadas no CEI;
II - o pequeno comerciante, nas condições estabelecidas pelo Decreto-lei nº 486, de
1969, e seu regulamento;
III - a pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, de acordo com a
legislação tributária federal, e a pessoa jurídica optante pelo Sistema Integrado de
Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte - SIMPLES, desde que escriturem Livro Caixa e Livro de Registro
de Inventário.
Entretanto, aquelas que desejarem liberação de Certidão Negativa de Débito sem
Exame da Contabilidade ficam obrigadas a apresentarem cópia do último balanço
patrimonial acompanhado de declaração da empresa, sob as penas da lei, firmada
pelo representante legal e pelo contador responsável com identificação de seu
registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), de que a empresa possui
escrituração contábil regular ou Escrituração Contábil Digital (ECD) do período
da obra.
Obrigação Principal
O responsável por obra de construção civil está obrigado a recolher as
contribuições arrecadadas dos segurados e as contribuições a seu cargo, incidentes
sobre a remuneração dos segurados utilizados na obra e por ele diretamente
contratados, de forma individualizada por obra e, se for o caso, a contribuição
social previdenciária incidente sobre o valor pago à cooperativa de trabalho, em
documento de arrecadação identificado com o número da matrícula CEI.
Competência Para Regularização Da Obra
I) Compete à Unidade da Receita Federal do Brasil da jurisdição do
estabelecimento matriz do responsável pela matrícula a expedição da CND ou da
CPD-EN de obra de construção civil de pessoa jurídica .
II) Compete à Unidade da Receita Federal do Brasil do local da obra a expedição
da CND ou da CPD-EN de obra de construção civil de pessoa física
Documentos para Regularização da Obra:
A documentação necessária à regularização de obra de construção civil é específica
para cada tipo de obra e pode ser consultada na Instrução Normativa RFB nº 971,
de 13 de novembro de 2009 .
Documentos para regularização de obra de Pessoa Física:
Para regularização da obra de construção civil, o proprietário, o dono da obra,
deverá apresentar, na Unidade de Atendimento da RFB da localidade da obra:
 Declaração e Informação Sobre Obra (DISO) ,conforme modelo previsto no
Anexo V da IN RFB nº 971,de 13/11/2009 , devidamente preenchida e
assinada pelo responsável pela obra ou representante legal da empresa, em
duas vias;
 Planilha com Relação de Prestadores de Serviços, Anexo VI da IN RFB nº
971, de 13/11/2009 assinada pelos responsáveis pela empresa, em duas vias;
 Original (acompanhado de cópia) ou cópia autenticada do Alvará de
concessão de licença para construção ou projeto aprovado pela prefeitura
municipal, este quando exigido pela prefeitura ou, na hipótese de obra
contratada com a Administração Pública, não-sujeita à fiscalização
municipal, o contrato e a ordem de serviço ou a autorização para o início de
execução da obra;
 Original (acompanhado de cópia) ou cópia autenticada do Habite-se ou
certidão da prefeitura municipal ou projeto aprovado ou, na hipótese de
obra contratada com a Administração Pública, termo de recebimento da
obra ou outro documento oficial expedido por órgão competente, para fins
de verificação da área a regularizar;
 Quando houver mão-de-obra própria, documento de arrecadação
comprovando o recolhimento de contribuições sociais previdenciárias e das
destinadas a outras entidades e fundos, com vinculação inequívoca à
matrícula CEI da obra e respectiva GFIP relativa à a matrícula CEI da
obra e, quando não houver mão-de-obra própria, a GFIP com declaração
de ausência de fato gerador (GFIP sem movimento);
 A nota fiscal, a fatura ou o recibo de prestação de serviços em que conste o
destaque da retenção de 11% (onze por cento) sobre o valor dos serviços,
emitidos por empreiteira ou subempreiteira que tiverem sido contratadas
com vinculação inequívoca à matrícula CEI da obra, e a GFIP relativa à
matrícula CEI da obra;
 A nota fiscal ou a fatura relativa aos serviços prestados por cooperados
intermediados por cooperativa de trabalho, que esteja vinculada à
matrícula CEI da obra e a GFIP do responsável pela obra, vinculada à
respectiva matrícula CEI.
Nota: Não será exigida comprovação de apresentação de GFIP de pessoa física
responsável por execução de obra de construção civil, quando a regularização se
der integralmente por aferição indireta ou em relação à eventual diferença
apurada no ARO.
 Original (acompanhado de cópia) ou cópia autenticada da Certidão de
Nascimento do menor e documento de identidade do declarante (pai ou
mãe) quando se tratar de regularização de obra em nome de menor;
 Original (acompanhado de cópia) ou cópia autenticada da documento
oficial que comprove a condição de inventariante ou arrolante do
declarante quando se tratar de regularização de obra em nome de espólio;
 Quando se tratar de regularização de obra rural (fora do perímetro
urbano), apresentar projeto arquitetônico ou laudo técnico ambos
acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), em que
comprove a execução e especifique os dados necessários ao enquadramento.
 Documento de identificação;
Documentos para regularização de obra de Pessoa Jurídica
Para regularização da obra de construção civil, o proprietário, o dono da obra, o
incorporador ou a empresa construtora contratada para executar obra por
empreitada total deverá apresentar, em qualquer Unidade de Atendimento da
RFB jurisdicionante de seu estabelecimento matriz:
 Declaração e Informação Sobre Obra (DISO), conforme modelo previsto no
Anexo V da IN RFB nº 971,de 13/11/2009 , devidamente preenchida e
assinada pelo responsável pela obra ou representante legal da empresa, em
duas vias;
 Planilha com Relação de Prestadores de Serviços, Anexo VI da IN RFB nº
971,de 13/11/2009 assinada pelos responsáveis pela empresa, em duas vias;
 Original (acompanhado de cópia) ou cópia autenticada do Alvará de
concessão de licença para construção ou projeto aprovado pela prefeitura
municipal, este quando exigido pela prefeitura ou, na hipótese de obra
contratada com a Administração Pública, não-sujeita à fiscalização
municipal, o contrato e a ordem de serviço ou a autorização para o início de
execução da obra;
 Original (acompanhado de cópia) ou cópia autenticada do Habite-se ou
certidão da prefeitura municipal ou projeto aprovado ou, na hipótese de
obra contratada com a Administração Pública, termo de recebimento da
obra ou outro documento oficial expedido por órgão competente, para fins
de verificação da área a regularizar;
 Quando houver mão-de-obra própria, documento de arrecadação
comprovando o recolhimento de contribuições sociais previdenciárias e das
destinadas a outras entidades e fundos, com vinculação inequívoca à
matrícula CEI da obra e, a respectiva GFIP relativa à matrícula CEI da
obra e, quando não houver mão-de-obra própria, a GFIP com declaração
de ausência de fato gerador (GFIP sem movimento);
 A nota fiscal, a fatura ou o recibo de prestação de serviços em que conste o
destaque da retenção de 11% (onze por cento) sobre o valor dos serviços,
emitidos por empreiteira ou subempreiteira que tiverem sido contratadas
com vinculação inequívoca à matrícula CEI da obra, e a GFIP relativa à
matrícula CEI da obra.
 A nota fiscal ou a fatura relativa aos serviços prestados por cooperados
intermediados por cooperativa de trabalho, que esteja vinculada à
matrícula CEI da obra e a GFIP do responsável pela obra, vinculada à
respectiva matrícula CEI.
 Certidão de Nascimento do menor e documento de identidade do declarante
(pai ou mãe) quando se tratar de regularização de obra em nome de menor;
 Documento oficial que comprove a condição de inventariante ou arrolante
do declarante quando se tratar de regularização de obra em nome de
espólio;
 Quando se tratar de regularização de obra rural (fora do perímetro
urbano), deverá ser exigido projeto arquitetônico ou laudo técnico ambos
acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), em que
comprove a execução e especifique os dados necessários ao enquadramento.
 Contrato social original de constituição da empresa ou cópia autenticada,
para comprovação das assinaturas dos responsáveis legais constantes da
DISO e, no caso de sociedade anônima, de sociedade civil ou de cooperativa,
apresentar também a ata de eleição dos diretores e cópia dos respectivos
documentos de identidade;
 Cópia do último balanço acompanhado de declaração da empresa, sob as
penas da lei, firmada pelo representante legal e pelo contador responsável
com identificação do seu registro no CRC de que a empresa possui
escrituração contábil regular Escrituração Contábil Digital (ECD) do
período da obra. O Livro Caixa não faz prova de escrituração contábil para
empresas enquadradas no Simples Nacional ou Lucro Real.
 Declaração de Opção, firmada pelo representante legal, de opção da forma
de recolhimento das contribuições previdenciárias para obras matriculadas
no período compreendido entre 1º de junho de 2013 e 31 de outubro de
2013, quando o responsável pela obra for empresa do setor de construção
civil enquadrada nos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0. A citada
declaração deverá ser apresentada, tendo em vista que para obras
matriculadas no período, o recolhimento da contribuição previdenciária
poderá ocorrer, tanto na forma do caput do artigo 7º da Lei nº 12.546/2011,
como na forma dos incisos I e III do caput do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24
de julho de 1991. (inciso III do § 9º do art. 7º da Lei nº 12.546/2011). A
opção deverá ser feita pelo contribuinte de forma irretratável, sendo
aplicada até o termino da obra.
 Certidão negativa de débitos referentes à obra de construção civil – Essa
certidão não poderá ser obtida via internet, devendo o contribuinte solicitá-
la nas unidades de atendimento da Receita Federal do Brasil .
Procedimentos em decorrência da Lei nº 12.546/2011 (DESONERAÇÃO DA
FOLHA DE PAGAMENTO)
1- Se a empresa responsável pela matrícula da obra estiver enquadrada nos grupos
412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0 ( inciso IV do artigo 7º da Lei 12.546/2011),
deverá ser observado, em relação a Contribuição previdenciária Patronal – CPP, o
seguinte:
a) Para as obras matriculadas no Cadastro Específico do INSS - CEI até o dia 31
de março de 2013, o recolhimento da contribuição previdenciária ocorrerá na
forma dos incisos I e III do caput do art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991, (sobre folha
de pagamento) até o seu término;
b) Para as obras matriculadas no Cadastro Específico do INSS - CEI no período
compreendido entre 1º de abril de 2013 e 31 de maio de 2013, o recolhimento da
contribuição previdenciária ocorrerá na forma do artigo 7º da Lei 12.546/2011,
(com desoneração da folha) até o seu término;
c) Para as obras matriculadas no Cadastro Especifico do INSS- CEI no período
compreendido entre 1º de junho de 2013 e 31 de outubro de 2013, o recolhimento
da contribuição previdenciária poderá ocorrer tanto na forma do artigo 7º da Lei
12.546/2011, (com desoneração da folha) como na forma dos incisos I e III do caput
do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 até o seu término.
A opção será feita pelo contribuinte de forma irretratável mediante o
recolhimento, até o prazo de vencimento, da contribuição previdenciária na
sistemática escolhida, e será aplicada até o término da obra. Para efeitos de
confirmação da opção, deverá ser apresentada na regularização da obra a
Declaração de Opção;
d) Para as obras matriculadas no Cadastro Específico do INSS - CEI a partir de 01
de novembro de 2013, o recolhimento da contribuição previdenciária deverá
ocorrer na forma do artigo 7º da Lei 12.546/2011, (com desoneração da folha) até o
seu término.
Observação: os procedimentos informados nesse item, não se aplicam às empresas
de construção de obras de infraestrutura enquadradas nos grupos 421, 422 ,429 e
431 da CNAE 2.0 que passarão a ter a contribuição previdenciária sobre a folha de
pagamento ( incisos I e III do caput do art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991) ,
substituída pela contribuição sobre a receita bruta a partir de janeiro de 2014.
Contribuição dos trabalhadores do setor administrativo,
1- A contribuição patronal relativa aos segurados administrativos seguirá as
regras estabelecidas para a empresa , inclusive com observação dos períodos, para
os efeitos da desoneração. A diferenciação estabelecida pelo § 9º do art. 7º da Lei
n° 12.546/2011 aplica-se aos segurados vinculados especificamente às obras
matriculadas no Cadastro Específico do INSS-CEI .
a) No período compreendido entre 01/04/2013 a 03/06/2013, empresa com
desoneração da folha, portanto, segurados administrativos com desoneração da
folha. Obras matriculadas no período seguirão o contido na letra “b do item 1.
b) No período compreendido entre 04/06/2013 a 31/10/2013, a empresa poderá ter
optado por permanecer no regime de tributação substituída ( § 7o e § 8o do art.7º
da Lei nº 12.546/2011) , sendo também esse regime aplicado a parte administrativa.
Obras matriculadas no período, devem seguir o contido na letra 'c” do item 1.
c) No período compreendido entre 04/06/2013 a 31/10/2013, a empresa poderá ter
optado por NÂO permanecer no regime de tributação substituída , retornando a
contribuição na forma dos incisos I e III do caput do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24
de julho de 1991 , sendo também esse regime aplicado a parte administrativa.
Obras matriculadas no período, devem seguir o contido na letra 'c” do item 1
2- Se a empresa responsável pela obra estiver elencada nos demais dispositivos do
artigo 7º, ou no art. 8º da Lei nº 12.546/2011 deverá ser observado o seguinte:
a) No caso de empresas para as quais a substituição da contribuição previdenciária
sobre a folha de pagamento pela contribuição sobre a receita bruta estiver
vinculada ao seu enquadramento na Classificação Nacional de Atividade
Econômica - CNAE deverá ser considerada apenas a CNAE relativa à sua
atividade principal, assim considerada aquela de maior receita auferida ou
esperada.
b) Nas situações para as quais a substituição da contribuição previdenciária sobre
a folha de pagamento pela contribuição sobre a receita bruta não esteja vinculada
ao seu enquadramento na CNAE, o cálculo da contribuição patronal obedecerá ao
disposto no art.9º § 1º da Lei 12.546, de 2011.
c) Nas situações de desoneração, deverá ser observado no caso de obra de
construção civil o período de regência. Ou seja, se a empresa estiver desonerada , a
obra de construção civil também estará desonerada a partir da inclusão da
empresa responsável no regime de substituição , independentemente da data de
matrícula.
3- No caso de contratação de empresas do setor de construção civil, enquadradas
nos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0, mediante cessão de mão de obra, na
forma definida pelo art. 31 da Lei 8.212, de 1991, deverá ser observado,
independentemente da data de cadastramento da obra, o seguinte:
a) No período compreendido entre 01/04/2013 a 03/06/2013 a empresa contratante
passou a reter 3,5% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de
serviços ao invés de 11% (§ 6º do artigo 7º da Lei nº 12.546/2011, com inclusão do
inciso IV ao artigo, na redação da MP 601/2012).
b) No período compreendido entre 04/06/2013 a 31/10/2013 a empresa contratante
poderia continuar a reter 3,5% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de
prestação de serviços, desde que a empresa contratada mantivesse a condição de
contribuição substituída (opção de acordo com o § 7º e § 8º do art. 7º da Lei nº
12.546/2011) ou teria que voltar a reter com base em 11% (contratada sem exercer
opção e com recolhimento sobre a folha de pagamento).
c) Após 01/11/2013 a empresa contratante passará a reter 3,5% do valor bruto da
nota fiscal ou fatura de prestação de serviços ( § 6º do artigo 7º da Lei nº
12.546/2011, com inclusão do inciso IV ao artigo na redação da Lei nº 12.844/2013 )
ao invés de 11% .
Informações importantes sobre a retenção, decorrentes da Instrução Normativa nº
1.436 de 30 de dezembro de 2013:
A retenção utilizada para fins de elisão de responsabilidade solidária, ou seja,
aquela feita pelo proprietário/dono da obra/incorporador ou condômino, em
faturas emitidas pela construtora responsável pelo cadastramento da matrícula
seguirá a seguinte regra:
Independentemente da data de cadastramento da obra o percentual de retenção
será sempre de 11% ( onze por cento) .
Observar sempre que a data da matrícula da obra, no Cadastro Especifico do
INSS- CEI só faz diferença para o responsável por ela, ou seja, por exemplo, obra
cadastrada até 31/03/2013 por uma construtora, até o seu termino fará
recolhimentos sobre folha de pagamento. No caso, se essa obra tiver retenção para
fins de elisão de responsabilidade solidária, a retenção será feita no percentual de
11%%, até o seu término. Porém, se essa mesma obra contratar um empreiteiro
(prestador de serviços), o percentual de retenção relativa à fatura do empreiteiro
será a partir de 01 de abril de 2013 obtido de acordo com o contido nas letras “a”
“b” ou “c” do item 3.
Informações gerais , decorrentes da Instrução Normativa nº 1.436 de 30 de
dezembro de 2013:
1 - A Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta – CPRB pode ser apurada
utilizando-se os mesmos critérios adotados na legislação da contribuição para o
PIS/PASEP e da COFINS para o reconhecimento no tempo de receitas e para o
diferimento do pagamento dessas contribuições. Portanto, na prática , as empresas
podem utilizar o regime de caixa ou de competência para o reconhecimento de
receitas, isso quer dizer, por exemplo, que a empresa pode utilizar o regime de
competência, reconhecendo-se a receita não no mês do pagamento ( regime de
caixa) mas no mês em que a mesma adquirir o direito de recebê-la, desde que seja
utilizado o mesmo regime para fins de apuração do PIS/PASEP e da COFINS;
2- Considera-se empresa, a sociedade empresária, a sociedade simples, a
cooperativa, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresario a
que se refere o art.966 da Lei nº10.406, de 10 de janeiro de 2002 ( Código Civil) ,
devidamente registrados no Registro de empresas Mercantis ou no Registro Civil
de pessoas jurídicas, conforme o caso;
3- Equipara-se a empresa , o consorcio constituído nos termos dos arts. 278 e 279
da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que realizar a contratação e o
pagamento, mediante a utilização de CNPJ do consorcio, de pessoas físicas ou
jurídicas, com ou sem vinculo empregatício, ficando as empresas consorciadas
solidariamente responsáveis pelos tributos relacionados às operações praticadas
pelo consórcio . Para efeitos de períodos de desoneração, deverá ser observada a
CNAE principal do consórcio e data de cadastramento da obra, quando for o caso.
Observar demais orientações relativas ao consórcio nos artigos 20 a 22 da IN
acima referida.
Obrigações dos Municípios
O Município, por intermédio do órgão competente, fornecerá relação de alvarás
para construção civil e documentos de "habite-se" concedidos (art. 50 da Lei
8.212/91, com redação dada pela Lei nº 9.476, de 23/07/97).
A relação de alvarás e "habite-se" concedidos deverá ser encaminhada até o dia 10
do mês seguinte, apresentada em arquivo digital. A Não apresentação sujeitará o
dirigente do órgão municipal à penalidade prevista na alínea "f" do inciso I do art.
283" do Decreto 3.048/99.
Para os Municípios que não tenham um sistema próprio de controle de alvarás e
"habite-se" a RFB disponibiliza um sistema, sem ônus, que pode ser obtido no link
abaixo.