ABNT/CB-03

PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 60079-1
MARÇO:2009

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


Atmosferas explosivas – Parte 1: Proteção de equipamento por invólucro à prova
de explosão “d”

APRESENTAÇÃO
1) Este 1º Projeto foi elaborado pela CE-03:031.02 – Comissão de Estudo de Requisitos gerais para
equipamentos para atmosferas explosivas, tipos de proteção à prova de explosão (Ex “d”), imersão em
areia (Ex “q”), imersão em óleo (Ex “o”), encapsulamento em resina (Ex “m”), equipamentos com
EPL Ga e prensa cabos, do ABNT/CB-03 – Comitê Brasileiro de Eletricidade, nas reuniões de:

27/05/2008 24/06/2008 29/07/2008
26/08/2008 30/09/2007 28/10/2008
18/02/2009

2) Este Projeto é previsto para cancelar e substituir a ABNT NBR IEC 60079-1:2007 e a
ABNT NBR 5363:1998 quando aprovado, sendo que nesse ínterim as referidas normas continuam em
vigor;
3) Previsto para ser equivalente à IEC 60079-1:2007 (Edição 6.0);
4) Não tem valor normativo;
5) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória;
6) Tomaram parte na elaboração deste Projeto:
Participante Representante
EMERSOM PROCESS Andréia Torres Miranda
ALPHA EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS Caio Eduardo Lopes Neves
BLINDA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Paulo Eduardo Burgon
BLINDA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Augusto César Aranha Trilha
CERTUSP Otacílio Tomaz da Costa
CIMAQ / OCEANLINK Paolo Michele Cirelli
IEE – USP Manuel Joaquim Sequeira
KOCK METALÚRGICA Júlio César Cruz
NUTSTEEL Osvaldo Pires de Araújo
PETROBRAS Roberval Bulgarelli
SENAI-SANTOS Edison Martins da Silva

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FEVEREIRO:2009

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 2/2

SOUL CONSULTORIA Márcio Pinto Santos
TÜV RHEINLAND DO BRASIL Heleno dos Santos
TÜV RHEINLAND DO BRASIL Marco Antônio de Almeida Gomes
USE - ULTRAFLUX Heber Figueiredo
UL DO BRASIL Denise Ferreira
WEG Samir Grifante
ZOPPAS INDUSTRIES DO BRASIL LTDA. Oscar Francisco Alves Neto


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PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 60079-1
MARÇO:2009

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 1/70


Atmosferas explosivas – Parte 1: Proteção de equipamento por invólucros à
prova de explosão “d”
Explosive atmospheres – Part 1: Equipment protection by flameproof enclosures “d”

Palavras-chave: Atmosfera explosiva. Equipamentos. Tipo de proteção. Invólucro à prova de explosão.
Descriptors: Explosive atmosphere. Equipment. Type of protection. Enclosure flameproof.
Sumário
Prefácio Nacional 2
1 Escopo 3
2 Referências normativas 3
3 Termos e definições 4
4 Grupos de equipamentos e classificação de temperatura 6
5 Juntas à prova de explosão 6
6 Juntas seladas 16
7 Eixos de operação 17
8 Requisitos suplementares para eixos e mancais 17
9 Partes transmissoras de luz 20
10 Dispositivos de drenos e respiros que formam parte de um invólucro à prova de
explosão 20
11 Dispositivos de fixação, furos associados e bujões 26
12 Materiais e resistência mecânica de invólucros – Materiais internos aos invólucros
28
13 Entradas para invólucros à prova de explosão 29
14 Verificações e ensaios 31
15 Ensaios de tipo 32
16 Ensaios de rotina 41
17 Conjuntos de manobra para o Grupo I 42
18 Porta-lâmpadas e bases de lâmpada 43
19 Invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros 43
20 Marcação 45
1 bomba hidráulica 52
6 anel de vedação 52
2 manômetro 52
7 mandril/cabo armado 52
3 mangueira 52
8 componente de compressão 52
4 papel mata-borrão 52
9 braçadeira de retenção 52
5 adaptador 52



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Prefácio Nacional
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de
Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores
e neutros (universidades, laboratórios e outros).
Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.
Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta
Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.
Esta Norma é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à IEC 60079-1:2007 (Edição 6.0),
que foi elaborada pelo Comitê Técnico Equipment for Explosive Atmosphere (IEC/TC 31), conforme
ISO/IEC Guide 21-1:2005..
As principais alterações técnicas introduzidas nesta edição da ABNT NBR IEC 60079-1, com relação à edição
anterior são as seguintes:
a) revisão da Seção 5, relativa às marcações e condições de utilização segura quando a dimensão de uma junta
a prova de explosão for diferente das mínimas e máximas aplicáveis;
b) revisões da Tabela 1, relativas ao máximo interstício para juntas flangeadas, cilíndricas ou de encaixe;
c) revisões da Tabela 4, relativas aos requisitos para juntas roscadas cônicas;
d) revisões na Seção 10, relativas às restrições ao volume e condições de ensaio associadas com dispositivos
de drenos e respiros;
e) revisões na Seção 11, relativas aos requisitos de acessórios de fixação, furos associados e bujões;
f) revisões na Seção 12, relativas às restrições associadas com zinco e ligas de zinco;
g) revisões na Tabela 5, relativas às condições para a determinação das temperaturas máximas de superfície;
h) revisões na Seção 15, relativas à determinação da pressão de explosão (pressão de referência);
i) revisões na Tabela 6, relativas à redução no comprimento de uma junta roscada para ensaios de não
propagação;
j) revisões na Tabela 7, relativas aos fatores de ensaios para a elevação da pressão ou interstício de ensaio (i
E
);
k) revisões na Tabela 8, relativas à distância mínima de obstruções de aberturas flangeadas;
l) revisões na Seção 19, relativas aos ensaios de explosividade;
m) revisões na Seção 20, relativas à coleção tabulada de requisitos de marcação;
n) revisões no Anexo C, relativas aos requisitos adicionais para dispositivos de entrada a prova de explosão;
o) revisões no Anexo D, relativas aos invólucros a prova de explosão vazios como componentes Ex;
p) adição de um novo Anexo F, relativo às propriedades mecânicas para parafusos e porcas; e
q) adição de um novo Anexo G, relativo aos níveis de proteção para equipamentos Ex.

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A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos para os quais a instalação
deve satisfazer. Podem ser citadas como exemplos de regulamentos as Normas Regulamentadoras do Ministério
do Trabalho e Emprego e as Portarias Ministeriais elaboradas pelo Inmetro contendo o RAC – Regulamento de
Avaliação da Conformidade para equipamentos elétricos para atmosferas explosivas, nas condições de gases e
vapores inflamáveis e poeiras combustíveis.
O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:
Scope
This part of ABNT NBR IEC 60079 contains specific requirements for the construction and testing of electrical
equipment with the type of protection flameproof enclosure “d”, intended for use in explosive gas atmospheres.
This Standard supplements and modifies the general requirements of ABNT NBR IEC 60079-0. Where a
requirement of this standard conflicts with a requirement of ABNT NBR IEC 60079-0, the requirement of this
standard will take precedence.
NOTE Equipment protection by flameproof enclosures “d” provides Equipment Protection Level (EPL) Gb. For further
information, see Annex G
1 Escopo
Esta parte da ABNT NBR IEC 60079 contém requisitos específicos para a construção e ensaios de equipamentos
elétricos com o tipo de proteção por invólucro à prova de explosão “d”, destinados para utilização em atmosferas
explosivas de gás.
Esta Norma suplementa e modifica os requisitos gerais da ABNT NBR IEC 60079-0. Quando um requisito desta
Norma conflitar com um requisito da ABNT NBR IEC 60079-0, os requisitos desta Norma prevalecem.
NOTA O tipo de proteção de equipamento por invólucros à prova de explosão “d” proporciona Nível de Proteção de
Equipamento (EPL) Gb. Para informações adicionais, ver Anexo G.
2 Referências normativas
Os seguintes documentos referenciados são indispensáveis para a aplicação deste documento. Para referências
datadas, somente a edição citada é aplicável. Para referências sem data, a edição mais recente do documento
referenciado (incluindo quaisquer emendas) é aplicável.
IEC 60061 (all parts), Lamp caps and holders together with gauges for the control of interchangeability and safety
ABNT NBR IEC 60079-0:2006, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Parte 0: Requisitos Gerais
IEC 60079-1-1, Electrical apparatus for explosive gas atmospheres – Part 1-1: Flameproof enclosures “d” – Method
of test for ascertainment of maximum experimental safe gap
ABNT NBR IEC 60079-7, Atmosferas Explosivas – Parte 7: Proteção de equipamentos por segurança aumentada
“e”
PN 03:031.04-008, Atmosferas explosivas – Parte 11: Proteção de equipamentos por segurança intrínseca “i”
ABNT NBR IEC 60079-14:2006, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Parte 14: Instalações
elétricas para áreas classificadas (exceto minas)
IEC 60086-1:2000, Primary batteries – Part 1: General
IEC 60112, Method for the determination of the proof and the comparative tracking indices of solid insulating
materials
IEC 60127 (all parts), Miniature fuses
IEC 60529:1989, Degrees of protection provided by enclausures (IP Code)
IEC 60623:2001, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Vented nickel-
cadmium prismatic rechargeable single cells

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IEC 60662:1980, High-pressure sodium vapour lamps
IEC 60695-11-10, Fire hazard testing – Part 11-10: Test flames – 50 W horizontal and vertical flame test methods
IEC 61951-1:2003, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Portable
sealed rechargeable single cells – Part 1: Nickel-cadmium
IEC 61951-2:2003, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Portable
sealed rechargeable single cells – Part 2: Nickel-metal hydride
ISO 185:1988, Grey cast iron – Classification
ABNT NBR ISO 965-1:2004, Rosca métrica ISO de uso geral – Tolerãncias - Parte 1: Princípios e dados básicos
ABNT NBR ISO 965-3:2004, Rosca métrica ISO de uso geral - Tolerâncias - Parte 3: Afastamentos para roscas de
construção
ISO 2738:1999, Sintered metal materials, excluding hard metals – Permeable sintered metal materials –
Determination of density, oil content and open porosity
ISO 3864:1984, Safety colours and safety signs
ISO 4003:1977, Permeable sintered metal materials – Determination of bubble test pore size
ISO 4022:1987, Permeable sintered metal materials – Determination of fluid permeability
ANSI/ASME B1.20.1-1983 (R 2001), Pipe threads, general purpose (inch)
3 Termos e definições
Para os objetivos deste documento, os seguintes termos e definições, adicionalmente àqueles apresentados na
ABNT NBR IEC 60079-0 são aplicáveis.
NOTA Definições adicionais aplicáveis a atmosferas explosivas podem ser encontradas na ABNT NBR NM IEC 60050-
426.
3.1
invólucro à prova de explosão “ d”
invólucro no qual as partes que podem causar a ignição de uma atmosfera explosiva de gás são confinadas, e que
é capaz de suportar a pressão desenvolvida durante uma explosão interna de uma mistura explosiva, e que
impede a transmissão da explosão para a atmosfera explosiva de gás ao redor do invólucro

3.2
volume
volume total interno do invólucro. Entretanto, para invólucros cujos conteúdos são essenciais em serviço, o volume
a ser considerado é o volume livre remanescente
NOTA Para luminárias, o volume é determinado sem as lâmpadas montadas.

3.3
junta à prova de explosão
local onde as superfícies correspondentes de duas partes de um invólucro, ou a conjunção de invólucros, se
unem, e que impede a transmissão de uma explosão interna para a atmosfera explosiva ao redor do invólucro

3.4
comprimento de junta
L
menor caminho através de uma junta à prova de explosão do interior para o exterior de um invólucro
NOTA Esta definição não se aplica para juntas roscadas.

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3.5
distância
l
menor caminho através de uma junta à prova de explosão, onde o comprimento de junta L é interrompido por furos
destinados a passagem de dispositivos de fixação para montagem de partes do invólucro à prova de explosão
3.6
interstício de junta à prova de explosão
i
distância entre as superfícies correspondentes de uma junta à prova de explosão quando o invólucro do
equipamento elétrico está montado

NOTA Para superfícies cilíndricas, formando juntas cilíndricas, o interstício é a diferença entre os diâmetros do furo e o
componente cilíndrico.
3.7
máximo interstício experimental seguro (para uma mistura explosiva)
MESG – Maximum Experimental Safe Gap
máximo interstício de uma junta de 25 mm de comprimento que impede qualquer transmissão de uma explosão
durante 10 ensaios feitos sob condições especificadas na IEC 60079-1-1

3.8
eixo
parte da seção transversal circular utilizado para a transmissão de movimento rotativo

3.9
eixo de operação
componente utilizado para transmissão dos movimentos de controle, os quais podem ser rotativos ou lineares, ou
uma combinação dos dois

3.10
pré-compressão
resultados de uma ignição, em um compartimento ou subdivisão de um invólucro, de uma mistura gasosa pré-
comprimida, por exemplo, devido a uma ignição primária em outro compartimento ou subdivisão

3.11
porta ou tampa de ação rápida
porta ou tampa provida com um dispositivo que permita a abertura ou fechamento por uma operação simples, tal
como o movimento de uma alavanca ou pela rotação de um volante. O dispositivo é montado de tal forma que a
operação tenha dois estágios:
⎯ um para travar ou para destravar,
⎯ outro para abertura ou fechamento

3.12
porta ou tampa fechada por fixadores roscados
porta ou tampa, cuja abertura ou fechamento requer a manipulação de um ou mais dispositivos de fixação
roscados (parafusos, prisioneiros ou porcas)

3.13
porta ou tampa roscada
porta ou tampa que é montada em um invólucro à prova de explosão por meio de uma junta roscada à prova de
explosão


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3.14
dispositivo com respiro
dispositivo que permite uma troca entre a atmosfera no interior de um invólucro e a atmosfera externa
circunvizinha e que mantém a integridade do tipo de proteção

3.15
dispositivo de dreno
dispositivo que permite que líquidos fluam para o exterior de um invólucro e que mantém a integridade do tipo de
proteção

3.16
bujão Ex
bujão roscado ensaiado separadamente de um invólucro, mas que possui certificado e que se destina a ser
montado no invólucro de um equipamento, sem considerações adicionais
NOTA 1 Isto não exclui que o bujão seja certificado como componente de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Exemplos
de bujões como mostrado na Figura 22.
NOTA 2 Bujões não roscados não são considerados equipamentos.
3.17
Adaptador roscado Ex
adaptador roscado ensaiado separadamente do invólucro, mas que possui certificado e que é destinado a ser
montado no invólucro de um equipamento sem considerações adicionais
NOTA Isto não exclui um componente certificado para adaptadores roscados de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0.
Exemplos de adaptadores roscados são mostrados na Figura C.2.
3.18
Invólucro como componente Ex
invólucro à prova de explosão vazio, fornecido com um certificado de componente Ex, sem que os equipamentos
internos estejam definidos, de forma a permitir que o invólucro vazio esteja apto para a incorporação de
componentes para um um equipamento certificado, sem a necessidade de repetição de ensaios de tipo

4 Grupos de equipamentos e classificação de temperatura
Os grupos de equipamentos e classificação de temperaturas definidas na ABNT NBR IEC 60079-0, para a
utilização de equipamentos elétricos em atmosferas explosivas de gás são aplicáveis para invólucros à prova de
explosão. As subdivisões A, B e C para equipamentos elétricos do Grupo II também são aplicáveis.
5 Juntas à prova de explosão
5.1 Requisitos gerais
Todas as juntas à prova de explosão do invólucro, se permanentemente fechadas ou projetadas para serem
abertas eventualmente, devem atender, na ausência de pressão, aos requisitos aplicáveis da Seção 5.
O projeto das juntas deve ser apropriado aos esforços mecânicos nelas aplicados.
As dimensões dadas em 5.2 a 5.5 inclusive, especificam os valores mínimos ou máximos que podem ser
aplicados aos parâmetros essenciais do caminho da chama. Nas distâncias onde a dimensão de uma junta à
prova de explosão é diferente do máximo ou mínimo aplicável (por exemplo, para atender com o ensaio de não-
transmissão de uma ignição interna), o equipamento deve ser marcado com “X” (de acordo com 29.2 item i) da
ABNT NBR IEC 60079-0 e as condições específicas de uso no certificado devem estar de acordo com um dos
itens seguintes:
a) as dimensões das juntas à prova de explosão devem ser detalhadas; ou

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b) os desenhos de referência específicos que detalhem as dimensões da junta à prova de explosão; ou
c) orientação específica para contatar o fabricante original para informação sobre as dimensões das juntas á
prova de explosão.
A superfície da junta pode ser protegida contra corrosão.
Revestimento com pintura não é permitido. Outros materiais de revestimento podem ser utilizados se o material e
procedimento de aplicação tiverem mostrado não afetar adversamente as propriedades à prova de explosão da
junta.
Uma graxa para inibir a corrosão pode ser aplicada nas superfícies da junta antes da montagem. A graxa, se
aplicada, deve ser de um tipo que não endureça com o tempo, não contenha solvente que evapore, e não cause
corrosão da superfície da junta. Verficação da adequabilidade deve estar de acordo com as especificações do
fabricante da graxa.
As superfícies das juntas podem ser protegidas por eletrodeposição. O metal de eletrodeposição, se aplicado, não
pode ter espessura maior do que 0,008 mm.
5.2 Juntas não roscadas
5.2.1 Comprimento das juntas (L)
O comprimento das juntas não deve ser menor do que os valores mínimos especificados nas Tabelas 1 e 2. O
comprimento das juntas para partes metálicas cilíndricas encaixadas sob pressão nas paredes de um invólucro
metálico à prova de explosão de volume não maior do que 2 000 cm
3
pode ser reduzido para 5 mm, se
⎯ o projeto não considerar apenas uma montagem por interferência para evitar que a parte se movimente
durante os ensaios de tipo da Seção 15, e
⎯ a montagem atender ao requisito do ensaio de impacto especificado na ABNT NBR IEC 60079-0, levando em
consideração o pior caso das tolerâncias da montagem por interferência, e
⎯ o diâmetro externo da parte montada sob pressão, onde o comprimento da junta é medido, não exceder
60 mm.
5.2.2 Interstício (i)
O interstício, se existir um, entre as superfícies de uma junta em nenhum lugar deve exceder os valores máximos
dados nas Tabelas 1 e 2.
As superficies da junta devem ser tal que a rugozidade média R
a
(proveniente da ISO 468) não exceda 6,3 µm.
Para juntas flangeadas, não deve existir nenhum interstício intencional entre as superfícies, exceto para portas ou
tampas de ação rápida.
Para equipamento elétrico do grupo I, deve ser possível verificar, direta ou indiretamente, os intertícios das juntas
flangeadas das tampas e portas projetadas para serem abertas eventualmente. A Figura 1 mostra um exemplo de
construção para verificação indireta de uma junta á prova de explosão.


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L
A superficie do pino-guia deve
estar alinhada à superfície
da tampa
Tampa
Comprimento de junta
Pino cilíndrico
pressionado no furo
Invólucro à prova de explosão

Figura 1 – Exemplo de construção para verificação indireta de uma junta flangeada
à prova de explosão do Grupo I
5.2.3 Juntas de encaixe
Para a determinação do comprimento L de uma junta de encaixe, um dos seguintes casos deve ser considerado:
⎯ a parte cilíndrica e a parte plana (ver Figura 2a). Neste caso, o interstício não deve em nenhum lugar exceder
os valores máximos dados nas Tabelas 1 e 2;
⎯ somente a parte cilindrica (ver Figura 2b). Neste caso, a parte plana não precisa estar de acordo com os
requisitos das Tabelas 1 e 2.
NOTA Para gaxetas, ver também 5.4.
1
c f
f
d

1
L


Figura 2a – Parte cilíndrica e parte plana Figura 2b – Somente parte cilíndrica
Legenda
L = c + d (I, IIA, IIB, IIC)
c ≥ 6,0 mm (IIC)
≥ 3,0 mm (I, IIA, IIB)
d ≥ 0,50 L (IIC)
f ≤ 1,0 mm (I, IIA, IIB, IIC)
1 interior do invólucro
Figura 2 – Juntas de encaixe
L

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5.2.4 Furos nas superfícies da junta
Onde uma junta plana ou a parte plana ou superfície parcialmente cilíndrica (ver 5.2.6) de uma junta é
interrompida por furos para a passagem de fixações roscadas para montagem de partes de um invólucro à prova
de explosão, a distância l para a extremidade do furo deve ser igual ou maior que
⎯ 6 mm quando o comprimento de junta L for menor do que 12,5 mm,
⎯ 8 mm quando o comprimento de junta L for igual ou maior do que 12,5 mm, mas menor do que 25 mm,
⎯ 9 mm quando o comprimento de junta L for igual ou maior do que 25 mm.
NOTA Os requisitos para folga dos furos das fixações são especificados na ABNT NBR IEC 60079-0.
A distância I é determinada como segue.
5.2.4.1 Juntas flangeadas com furos externos ao invólucro (ver Figuras 3 e 5)
A distância l é medida entre cada furo e a parte interna do invólucro.

5.2.4.2 Juntas flangeadas com furos internos ao invólucro (ver Figura 4)
A distância l é medida entre cada furo e a parte externa do invólucro.
5.2.4.3 Juntas de encaixe onde, para as extremidades dos furos, a junta consiste de uma parte cilindrica
e uma parte plana (ver Figura 6)
A distância l é definida como segue:
⎯ a soma do comprimento a da parte cilíndrica e o comprimento b da parte plana, se f for menor ou igual a
1 mm e se o interstício da parte cilíndrica for menor ou igual a 0,2 mm para equipamentos elétricos dos
grupos I e IIA, 0,15 mm para equipamentos elétricos do grupo IIB, ou 0,1 mm para equipamentos elétricos do
grupo IIC (interstício reduzido); ou
⎯ Somente o comprimento b da parte plana, se qualquer uma das condições acima mencionadas não forem
atendidas.
L
l
1

L
l
1

Figura 3 Figura 4

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L
l
1

i
1
a
f
b f
L
l
i ≤ 0,20 mm (I,IIA)
i ≤ 0,15 mm (IIB)
i ≤ 0,10 mm (IIC)


Figura 5 Figura 6
1
l
L


l
1
L

Figura 7 Figura 8
Legenda
1 interior do invólucro
Figuras 3, 4, 5 – Furos nas superfícies das juntas flangeadas
Figuras 6, 7, 8 – Furos nas superfícies das juntas de encaixe

5.2.4.4 Juntas de encaixe onde, para a borda dos furos, a junta consiste somente na parte plana (ver
Figuras 7 e 8), desde que as juntas flangeadas sejam permitidas (ver 5.2.7)
A distância l é o comprimento da parte plana entre o interior do invólucro e um furo, onde o furo é externo ao
invólucro (ver Figura 7) ou entre um furo e o exterior do invólucro onde o furo é interno ao invólucro (ver Figura 8).
5.2.5 Juntas cônicas
Onde as juntas incluem superfícies cônicas, o comprimento da junta e o interstício normal para superfícies das
juntas devem atender aos valores relevantes das Tabelas 1 e 2. O interstício deve ser uniforme ao longo da parte
cônica. Para equipamentos elétricos do grupo IIC, o ângulo de conicidade não deve exceder 5º.

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NOTA O ângulo de conicidade é considerado entre o eixo vertical e a superfície do cone.
5.2.6 Juntas com superfícies cilíndricas parciais (não são permitidas para o grupo IIC)
Não deve existir interstício intencional entre as duas partes (ver Figura 9a).
O comprimento da junta deve atender aos requisitos da Tabela 1.
Os diâmetros das superfícies cilíndricas de duas partes que formam uma junta à prova de explosão e suas
tolerâncias devem atender aos requisitos relevantes para interstício de uma junta cilíndrica, dados na Tabela 1.



Figura 9a – Exemplo de uma junta com superfície cilíndrica parcial

5.2.7 Requisitos adicionais para juntas de equipamentos elétricos do grupo IIC
Juntas flangeadas somente são permitidas para equipamentos elétricos do grupo IIC destinados ao uso em
atmosferas explosivas contendo acetileno e considerando todas as condições encontradas como segue:
a) interstício i ≤ 0,04 mm;
b) comprimento L ≥ 9,5 mm; e
c) volume ≤ 500 cm
3
.
5.2.8 Juntas serrilhadas
Juntas serrilhadas não precisam atender aos requisitos das Tabelas 1 e 2, mas devem ter
a) no mínimo cinco filetes completamente acoplados,
b) um passo maior ou igual a 1,25 mm, e
c) um ângulo de inclinação de 60º (± 5º).
Juntas serrilhadas não devem ser utilizadas para partes móveis.
Juntas serrilhadas devem satisfazer os ensaios requeridos em 15.2, com um interstício de ensaio, i
E
, entre dentes
acoplados como especificado em 15.2, baseado no interstício de fabricação máximo, i
C
.

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Se o interstício de fabricação máximo for diferente daquele apresentado nas Tabelas 1 ou 2 para uma junta
flangeada de mesmo comprimento (determinado pela multiplicação do passo pelo numero de filetes), as
“condições de uso” requeridas de 5.1 são aplicadas.
Ver Figura 9b.
X
X
T
Y
α
Y ≥ 5T
Test length =
Y
1,5
T ≥ 1,25 mm
α = 60° (±5°)


Figura 9b – Exemplo de junta serrilhada

Tabela 1 – Comprimentos mínimos de juntas e interstícios máximos
para invólucros dos grupos I, IIA e IIB
Tipo de junta
Compri-
mento
minimo
da junta L
mm
Interstício máximo
mm
Para um volume
cm
3

V ≤ 100
Para um volume
cm
3

100 < V ≤ 500
Para um volume
cm
3

500 < V ≤ 2 000
Para um volume
cm
3

V > 2 000
I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB
Juntas Flangeadas,
cilíndricas ou de encaixe
6 0,30 0,30 0,20 – – – – – – – – –
9,5 0,35 0,30 0,20 0,35 0,30 0,20 0,08 0,08 0,08 – – –
12,5 0,40 0,30 0,20 0,40 0,30 0,20 0,40 0,30 0,20 0,40 0,20 0,15
25 0,50 0,40 0,20 0,50 0,40 0,20 0,50 0,40 0,20 0,50 0,40 0,20
Juntas
cilindricas
para eixos de
máquinas
elétricas
girantes com:
Mancais
de bucha
6 0,30 0,30 0,20 – – – – – – – – –
9,5 0,35 0,30 0,20 0,35 0,30 0,20 – – – – – –
12,5 0,40 0,35 0,25 0,40 0,30 0,20 0,40 0,30 0,20 0,40 0,20 –
25 0,50 0,40 0,30 0,50 0,40 0,25 0,50 0,40 0,25 0,50 0,40 0,20
40 0,60 0,50 0,40 0,60 0,50 0,30 0,60 0,50 0,30 0,60 0,50 0,25
Mancais
de
rolamen-
tos
6 0,45 0,45 0,30 – – – – – – – – –
9,5 0,50 0,45 0,35 0,50 0,40 0,25 – – – – – –
12,5 0,60 0,50 0,40 0,60 0,45 0,30 0,60 0,45 0,30 0,60 0,30 0,20
25 0,75 0,60 0,45 0,75 0,60 0,40 0,75 0,60 0,40 0,75 0,60 0,30
40 0,80 0,75 0,60 0,80 0,75 0,45 0,80 0,75 0,45 0,80 0,75 0,40
NOTA Recomenda-se que os valores de fabricação arredondados de acordo com a ABNT NBR ISO 31-0 sejam
considerados quando for determinado o interstício máximo.
Y ≥ 5T
Comprimento para ensaio =
5 , 1
Y

T ≥ 1,25 mm
a = 60° (±5°)

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Tabela 2 – Comprimento mínimo da junta e interstício máximo para invólucros do grupo IIC
Tipo de junta
Compri-
mento
mínimo da
junta L
mm
Interstício máximo
mm
Para um volume
cm
3
V ≤ 100
Para um volume
cm
3
100 < V ≤ 500
Para um volume
cm
3
500 < V ≤ 2 000
Para um volume
cm
3
V >2 000
Juntas flangeadas
a

6 0,10 – – –
9,5 0,10 0,10 – –
15,8 0,10 0,10 0,04 –
25 0,10 0,10 0,04 0,04
Juntas de
encaixe
(Figure 2a)
c ≥ 6 mm 12,5 0,15 0,15 0,15 –
d ≥ 0,5 L
25
0,18
b
0,18
b
0,18
b
0,18
b

L = c + d
40
0,20
c
0,20
c
0,20
c
0,20
c

f ≤ 1 mm
Juntas cilindricas
Juntas de encaixe
(Figura 2b)
6 0,10 – – –
9,5 0,10 0,10 – –
12,5 0,15 0,15 0,15 –
25 0,15 0,15 0,15 0,15
40 0,20 0,20 0,20 0,20
Juntas cilindricas para
eixos de máquinas
elétricas com mancais
de rolamento
6 0,15 – – –
9,5 0,15 0,15 – –
12,5 0,25 0,25 0,25 –
25 0,25 0,25 0,25 0,25
40 0,30 0,30 0,30 0,30
a
Juntas flangeadas são permitidas somente para misturas explosivas de acetileno e ar de acordo com 5.2.7.
b

O interstício máximo da parte cilíndrica deve ser aumentado para 0,20 mm, se f < 0,5 mm.

c
O interstício máximo da parte cilíndrica deve ser aumentado para 0,25 mm, se f < 0,5 mm.
NOTA Recomenda-se que os valores de fabricação arredondados de acordo com a ABNT NBR ISO 31-0
sejam considerados quando for determinado o interstício máximo.



5.3 Juntas roscadas
As juntas roscadas devem atender aos requisitos da Tabela 3 ou 4.







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Tabela 3 – Juntas cilíndricas roscadas
Passo
≥ 0,7 mm
a

Qualidade dos filetes e tipo de rosca Qualidade da tolerância fina ou média, conforme ABNT NBR ISO 965-1 e
ABNT NBR ISO 965-3
b

Filetes acoplados ≥ 5
Profundidade do acoplamento
Volume ≤ 100 cm
3

Volume > 100 cm
3

≥ 5 mm
≥ 8 mm
a
Onde o passo exceder 2 mm, precauções especiais de fabricação podem ser necessárias (por exemplo, maior número
de filetes acoplados) para assegurar que o equipamento elétrico possa atender ao ensaio de não propagação
conforme 15.2.
b
Juntas cilíndricas que não estejam conforme com a ABNT NBR ISO 965-3 em relação à qualidade dos filetes e tipo de
rosca são permitidas, se o ensaio de não propagação conforme 15.2 tiver sido atendido quando o comprimento da
junta roscada especificada pelo fabricante é reduzida pelo fator especificado na Tabela 6.

Tabela 4 – Juntas roscadas
a


Filetes em cada parte ≥ 5
b

a

Roscas interna e externa devem ser do mesmo tamanho nominal.
b

Roscas NPT devem ser conforme ANSI/ASME B1.20.1 e devem ser acopladas firmemente com ferramenta
As roscas macho com trecho não roscado devem ser projetadas com:
1) um comprimento efetivo de rosca não menor do que a dimensão “L2”; e
2) um comprimento não menor do que a dimensão “L4” entre a face sem rosca e o ultimo filete de rosca
Rosca fêmea devem ser calibradas “nivelando” de “duas voltas” utlizando um calibre L1


5.4 Gaxetas (incluindo anéis de vedação do tipo “ O-ring” )
Se uma gaxeta de material compressível ou elástico for utilizada, por exemplo, para proteger contra a penetração
de umidade ou poeira ou contra vazamento de um líquido, esta deve ser aplicada como um suplemento, isto quer
dizer que nenhum dos dois deve ser considerado na determinação do comprimento de junta à prova de explosão
nem interrompê-la.
A gaxeta deve ser montada de modo que:
⎯ o interstício permissível e o comprimento da junta flangeada ou parte plana de uma junta de encaixe sejam
mantidos,
⎯ o comprimento mínimo de junta, de uma junta cilíndrica ou da parte cilíndrica de uma junta de encaixe seja
mantido antes e depois da compressão.
Estes requisitos não se aplicam aos prensa-cabos (ver 13.1) ou às juntas que contenham uma gaxeta de selagem
de metal ou de material compressível não inflamável com um revestimento metálico. Tal gaxeta de selagem
contribui para a proteção de explosão, e neste caso o interstício entre cada superfície da parte plana deve ser
medida após a compressão. O comprimento mínimo da parte cilíndrica deve ser mantido antes e após a
compressão.



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1
2
L

1
2
L

Figura 10 Figura 11
1
3
L

1
3
L

Figura 12 Figura 13
1
2
L

1
L
3

Figura 14 Figura 15

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1
L
4







Figura 16

Legenda
1 interior do invólucro
2 Anel de vedação “O-ring”
3 gaxeta
4 gaxeta metálica ou revestida de material metálico

Figuras 10 a 16 – Ilustrações dos requisitos relativos às gaxetas

5.5 Equipamentos que utilizam capilares
Os capilares devem estar de acordo com as dimensões de interstício dadas na Tabela 1 ou Tabela 2, para juntas
cilíndricas utilizando 0 como diâmetro da parte interna ou, quando os capilares não atenderem aos valores de
interstícios dados nestas tabelas, o equipamento deve ser avaliado de acordo com o ensaio de não propagação
de uma ignição interna conforme 15.2.
6 Juntas seladas
6.1 Generalidades
Partes de um invólucro à prova de explosão podem ser seladas, seja diretamente na parede do invólucro, de tal
forma que constitua uma montagem inseparável, ou em uma moldura metálica tal que a montagem possa ser
substituída como uma unidade sem danificar a selagem.
Se uma junta selada não atender aos requisitos da Seção 5 na ausência do material de selagem, este deve ser
submetido ao ensaio de resistência térmica ao calor e ao frio, conforme ABNT NBR IEC 60079-0.
6.2 Resistência Mecânica
Juntas seladas somente são permitidas para garantir a vedação de invólucros à prova de explosão do qual elas
fazem parte. Arranjos devem ser feitos na construção tal que a resistência mecânica do conjunto não dependa
somente da adesão da selagem. Juntas seladas devem atender aos ensaios com os valores relevantes de
sobrepressão dados em 15.1.3 e baseados nos critérios decritos em C.3.1.1.




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6.3 Comprimento de juntas seladas
O menor caminho através da junta selada do interior para o exterior de um invólucro à prova de explosão de
volume V deve ser:

≥ 3 mm, se V ≤ 10 cm
3

≥ 6 mm, se 10 cm
3
< V ≤ 100 cm
3

≥ 10 mm, se V > 100 cm
3


7 Eixos de operação
Onde um eixo de operação passar através da parede de um invólucro à prova de explosão, os seguintes
requisitos devem ser atendidos.
7.1 Se o diâmetro do eixo de operação exceder o comprimento mínimo da junta especificada nas Tabelas 1 e 2,
o comprimento da junta deve ser pelo menos igual a este diâmetro, mas, entretanto, sem exceder 25 mm.
7.2 Se a folga diametral aumentar como resultado do uso em serviço normal, arranjos apropriados devem ser
feitos para facilitar o retorno ao estado original, por exemplo, por meio de uma bucha substituível.
Alternativamente, o aumento do interstício devido ao uso pode ser evitado utilizando-se de mancais de acordo
com a Seção 8.
8 Requisitos suplementares para eixos e mancais
8.1 Juntas de eixos
Juntas à prova de explosão de eixos de máquinas elétricas girantes devem ser projetadas de tal maneira que não
estejam sujeitas ao desgaste sob condições normais de operação.
As juntas à prova de explosão podem ser
⎯ uma junta cilíndrica (ver Figura 17), ou
⎯ uma junta de labirinto (ver Figura 18), ou
⎯ uma junta com bucha flutuante (ver Figura 19).
8.1.1 Juntas cilíndricas
Onde uma junta cilíndrica possuir ranhuras para retenção de graxa, a região contendo as ranhuras não deve ser
levada em consideração na determinação do comprimento da junta à prova de explosão nem interrompê-la (ver
Figura 17).
A folga radial mínima k (ver Figura 20) dos eixos de máquinas elétricas girantes não deve ser menor do que
0,05 mm.
8.1.2 Juntas de labirinto
As juntas de labirinto que não atendem aos requisitos da Tabela 1 e 2 podem, entretanto, ser consideradas em
conformidade com os requisitos desta Norma, se os ensaios nas Seções de 14 a 16 forem atendidos.
A folga radial mínima k (ver Figura 20) dos eixos de máquinas elétricas girantes não deve ser menor do que
0,05 mm.

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8.1.3 Juntas com buchas flutuantes
A determinação do máximo grau de flutuação da bucha deve levar em consideração a folga do mancal e o
desgaste permitido do mancal conforme especificado pelo fabricante. A bucha pode mover-se livremente no
sentido radial junto com o eixo e axialmente no eixo, mas deve permanecer concêntrica com este. Um dispositivo
deve prevenir a rotação da bucha (ver Figura 19).
Buchas flutuantes não são permitidas para equipamentos elétricos do grupo IIC.

Figura 17 – Exemplo de junta cilíndrica para eixo de máquina elétrica girante


Figura 18 – Exemplo de junta com labirinto para eixo de máquina elétrica girante

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1
2
1
L
L

Legenda
1 Interstício
2 Trava para evitar a rotação da bucha
Figura 19 – Exemplo de junta com bucha flutuante para eixo de máquina elétrica girante

m d k
D



Legenda

k Folga radial mínima permissível sem fricção

m Folga radial máxima considerando k

D-d Folga diametral

Figura 20 – Junta de eixo de máquinas elétricas girantes

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8.2 Mancais
8.2.1 Mancais de bucha
Uma junta à prova de explosão de um eixo associado com um mancal de bucha deve ser fornecida adicionalmente
a junta do próprio mancal de bucha, e deve ter um comprimento de junta pelo menos igual ao diâmetro do eixo,
mas não excedendo 25 mm.
Se uma junta cilíndrica ou de labirinto à prova de explosão for usada em uma máquina elétrica girante com um
mancal de bucha, pelo menos uma face da junta deve ser de metal não centelhante (por exemplo, latão com
chumbo) sempre que o entreferro entre o estator e o rotor for maior do que a folga radial mínima k (ver Figura 20)
especificada pelo fabricante. A espessura mínima do metal não centelhante deve ser maior que o entreferro.
Mancais de bucha não são permitidos para máquinas elétricas girantes do grupo IIC.
8.2.2 Mancais de rolamentos
Em eixos equipados com mancais de rolamento, a máxima folga radial m (ver Figura 20) não deve exceder dois
terços do interstício máximo permitido para tais mancais, conforme Tabelas 1 e 2.
NOTA 1 É reconhecido que, montadas, todas as partes não existirão nas suas piores dimensões simultaneamente. Um
tratamento estatístico das tolerâncias, tal como “RMS”, pode ser requerido para a verificação de m e k.
NOTA 2 Não é um requisito desta norma que os cálculos de m e k pelo fabricante sejam verificados. Também, não é um
requisito desta norma que m e k sejam verificados por medição.
9 Partes transmissoras de luz
Para outras partes transmissoras de luz que não vidro, aplicam-se os requisitos da Seção 19 desta Norma.
NOTA Precauções devem ser tomadas de modo que a montagem das partes transmissoras de luz de qualquer material
não produzam esforços mecânicos interno nestas partes.
10 Dispositivos de drenos e respiros que formam parte de um invólucro à prova de
explosão
Dispositivos de drenos e respiros devem incorporar elementos permeáveis que possam suportar a pressão criada
por uma explosão interna no invólucro no qual estão montados e devem evitar a propagação da explosão para
uma atmosfera explosiva ao redor do invólucro.
Estes devem também suportar os efeitos dinâmicos das explosões dentro do invólucro à prova de explosão sem
danos ou deformações permanentes que prejudiquem suas propriedades extintoras de chama. Estes não são
projetados para suportar queima contínua em sua superfície.
Estes requisitos aplicam-se igualmente aos dispositivos transmissores de som, mas não abrangem dispositivos
para:
⎯ alivío de pressão na ocorrência de explosão interna, ou
⎯ utilização com linhas pressurizadas que contenham gás capaz de formar uma mistura explosiva com o ar e a
uma pressão maior que 1,1 vez a pressão atmosférica.
10.1 Aberturas para respiros ou drenos
As aberturas para drenos ou respiros não devem ser obtidas pelo aumento deliberado de interstícios de juntas
flangeadas.

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NOTA Se, por razões técnicas, dispositivos de dreno ou respiro forem necessários, estes devem ser construídos de tal
forma que eles não se tornem inoperantes em serviço (por exemplo devido ao acúmulo de poeira ou tinta).
10.2 Limites de composição
Os limites de composição dos materiais utilizados nos acessórios devem ser especificados diretamente ou por
referência a uma especificação aplicável existente.
Os dispositivos de dreno ou respiro para uso em uma atmosfera explosiva de gás contendo acetileno não devem
conter mais que 60 % de cobre por unidade de massa, para limitar a formação de acetilídio.
10.3 Dimensões
As dimensões dos dispositivos de dreno e respiro e seus componentes devem ser especificadas.
10.4 Elementos com caminhos mensuráveis
Interstícios e comprimentos dos caminhos mensuráveis não necessitam estar de acordo com os valores
especificados nas Tabelas 1 e 2, desde que os elementos sejam aprovados nos ensaios das Seções 14 a 16.
Requisitos adicionais para elementos com chapas prensadas (colméias) são especificados no Anexo A.
10.5 Elementos com caminhos não mensuráveis
Quando os caminhos através dos elementos não forem mensuráveis (por exemplo, elementos de metal
sinterizado), o elemento deve atender aos requisitos relevantes do Anexo B.
Os elementos são classificados de acordo com suas densidades, assim como o tamanho dos poros de acordo
com um método padrão para o material em particular e o metodo de fabricação (ver Anexo B).
NOTA Por razões funcionais pode também ser necessário declarar a permeabilidade a fluidos e a porosidade especificada
de acordo com o método padrão para o material em particular e o metodo de fabricação (ver Anexo B).
10.6 Dispositivos removíveis
Se um dispositivo puder ser desmontado, este deve ser projetado para evitar a redução ou o aumento das
aberturas durante a remontagem.
10.7 Arranjos de montagem de elementos
Os elementos de drenagem e respiro devem ser sinterizados ou fixados por outros métodos apropriados:
⎯ quer diretamente no invólucro para fazer parte integrante deste, ou
⎯ em um componente apropriado de montagem, o qual é roscado ou preso ao invólucro de forma a ser
substituível como uma unidade.
Alternativamente, o elemento pode ser montado, por exemplo, por interferência de acordo com 5.2.1, formando
uma junta à prova de explosão. Neste caso, os requisitos da Seção 5 devem ser aplicados, com exceção da
rugosidade da superfície do elemento, que não necessita atender a 5.2.2 se o elemento montado for aprovado nos
ensaios de tipo das Seções 14 a 16.
Se necessário, um anel de fixação ou similar pode ser utilizado para manter a integridade do invólucro. O
elemento de drenagem ou respiro pode ser montado
⎯ por dentro, e neste caso a acessibilidade dos parafusos ou anel de fixação deve ser possível somente pelo
lado interno, ou

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⎯ pelo lado externo do invólucro, neste caso os fechos devem atender à Seção 11.
10.8 Resistência mecânica
O dispositivo e sua proteção, se existirem, devem, quando montados normalmente, ser aprovados no ensaio de
resistencia ao impacto da ABNT NBR IEC 60079-0.

10.9 Dispositivos de drenagem e respiro quando utilizados como componentes Ex
Em adição às Seções 10 até 10.6, inclusive, os seguintes requisitos devem ser aplicados para dispositivos de
drenagem e respiro que são avaliados como componentes Ex.

10.9.1 Arranjos de montagem de elementos e componentes
Os elementos de drenagem e respiro devem ser sinterizados ou selados de acordo com a Seção 6, ou fixados por
outros métodos em uma montagem adequada para formar a montagem do componente.
A montagem do componente é assegurada por fixadores ou por fechos ou parafusados no invólucro como uma
unidade substituível de acordo com os requisitos relevantes das Seções 5 e 6 e, onde apropriado, da Seção 11.
10.9.2 Ensaios de tipo para dispositivos de dreno e respiro utilizados como componentes Ex
A união da amostra do dispositivo sob ensaio deve ser feita no final do invólucro de ensaio, montado da mesma
maneira que este possa normalmente ser montado no invólucro à prova de explosão. O ensaio é realizado na
mesma amostra após o ensaio de impacto de 10.8 e de acordo com 10.9.2.1 até 10.9.2.3.
NOTA O ensaio de impacto pode ser realizado na amostra, separada do ensaio do invólucro, quando esta é montada em
uma placa que forma a parte final do invólucro de ensaio montado.
Para dispositivos com caminhos não mensuráveis, o tamanho máximo do poro da amostra de ensaio de bolha não
deve ser menor do que 85 % do tamanho máximo especificado do poro do ensaio de bolha. Ver B.1.2.
10.9.2.1 Ensaio da capacidade do dispositivo de dreno ou respiro de suportar pressão
10.9.2.1.1 Procedimento de ensaio
As pressões de ensaio de referência para cada grupo de gás são:
⎯ Grupo I 1 200 kPa
⎯ Grupo IIA 1 350 kPa
⎯ Grupo IIB 2 500 kPa
⎯ Grupo IIC 4 000 kPa
Para fim de ensaio, uma fina membrana flexível é ajustada por cima das superfícies internas dos dispositivos de
drenagem e respiro. A pressão de referência é uma das pressões relevantes dadas acima para o grupo de gás
para o qual o componente é projetado.
Um dos seguintes ensaios de sobrepressão deve ser aplicado:
⎯ 1,5 vez a pressão de referência, por um período de pelo menos 10 s. Então cada componente deve ser
submetido ao ensaio de rotina, ou

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⎯ 4 vezes a pressão de referência, por um período de pelo menos 10 s. Se o ensaio for satisfatório, não é
solicitado ao fabricante aplicar o ensaio de rotina em todos os componentes a serem produzidos do tipo
ensaiado.
10.9.2.1.2 Critério de aceitação
Após os ensaios de sobrepressão, o dispositivo não deve apresentar deformação permanente ou danos que
afetem o tipo de proteção.
Esta amostra deve ser utilizada para todos os ensaios de tipo subseqüentes.
10.9.2.2 Ensaios térmicos
Dispositivos de drenagem e respiro como componentes Ex, devem ser submetidos aos ensaios térmicos baseados
no volume máximo projetado do invólucro à prova de explosão, mas não menos que o volume do ensaio conforme
Figura 21.
NOTA Quando utilizamos o ensaio da Figura 21, o volume máximo pode ser calculado para ser aproximadamente 2,5 l.
Dispositivos de drenagem e respiro projetados para uso múltiplo em qualquer invólucro à prova de explosão único
devem ser ensaiados adicionalmente com o invólucro.
10.9.2.2.1 Procedimento de ensaio
Para invólucros com volume menor ou igual a 2,5 l, a montagem do dispositivo de ensaio com todas as quatro
seções, como mostrado na Figura 21, deve ser utilizada e o procedimento de ensaio deve ser conduzido como
segue:
⎯ a posição da fonte de ignição deve estar na entrada do invólucro e a 50 mm do lado interno do final da placa
de alojamento do dispositivo e os resultados observados;
⎯ as misturas de ensaio devem ser conforme 15.4.2.1, como apropriado;
⎯ a temperatura externa de superfície do dispositivo deve ser monitorada durante os ensaios;
⎯ qualquer dispositivo deve ser operado como especificado na documentação do fabricante. Após cada cinco
ensaios, a mistura explosiva deve ser mantida externamente ao dispositivo por um tempo suficiente para
permitir que qualquer queima contínua na face do dispositivo se torne evidente, por pelo menos 10 min, para
aumentar a temperatura da superfície externa do dispositivo ou para fazer a transferência de temperatura
para a face externa possível;
⎯ os ensaios devem ser realizados cinco vezes para cada mistura de gás, para o grupo de gás para o qual o
dispositivo for projetado.




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Legenda
TS Posição da amostra em ensaio
I Entrada
Exh. Saída de exaustão
IG Fonte de ignição
PT Transdutor de pressão
Figura 21 – Ensaio de componentes para drenos e respiros
Para invólucros com volume maior que 2,5 l, um invólucro representativo do volume projetado deve ser utilizado e
o procedimento de ensaio deve ser conduzido como segue:
⎯ as misturas de ensaio devem ser conforme 15.4.2.1, como apropriado;
⎯ a temperatura da superfície externa do dispositivo deve ser monitorada durante os ensaios;
⎯ qualquer dispositivo deve ser operado como especificado na documentação do fabricante. Após cada cinco
ensaios, a mistura explosiva deve ser mantida externamente ao dispositivo por um tempo suficiente para
permitir que qualquer queima contínua na face do dispositivo se torne evidente, por pelo menos 10 min, para
aumentar a temperatura da superfície externa do dispositivo ou para fazer a transferência de temperatura
para a face externa possível;
⎯ os ensaios devem ser realizados cinco vezes para cada mistura de gás, para o grupo de gás para o qual o
dispositivo for projetado.
10.9.2.2.2 Critério de aceitação
Durante os ensaios térmicos, não deve ocorrer propagação da chama e não deve ser observada queima contínua.
O dispositivo não deve apresentar evidência de dano térmico ou mecânico ou deformação que possa afetar as
propriedades extintoras de chama.
A elevação da temperatura medida na superfície externa do dispositivo deve ser multiplicada por um fator de
segurança de 1,2 para a determinação da classe de temperatura do equipamento elétrico.
NOTA Dispositivos de drenagem e respiro com alguma falha no ensaio de 10.9 são excluídos da avaliação como
componente, porém estes podem ser utilizados como parte integrante de um invólucro à prova de explosão, desde que sejam
ensaiados com o invólucro específico de acordo com 15.4.
10.9.2.3 Ensaio de não propagação de uma ignição interna
Este ensaio deve ser realizado em um dispositivo de ensaio padrão, como ilustrado na Figura 21, e realizado de
acordo com 15.4.3, com os seguintes acréscimos e modificações.

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10.9.2.3.1 Procedimento de ensaio
A posição da fonte de ignição deve ser conforme mostrado na Figura 21:
⎯ na extremidade da entrada, e
⎯ a 50 mm do lado interno do final da placa do alojamento do dispositivo.
Para as finalidades do ensaio, o dispositivo deve ser montado para cada grupo de gás, de acordo com a
Figura 21, e deve possuir os seguintes números de seções.
⎯ grupo I e grupo IIA: uma seção montada do dispositivo de ensaio;
⎯ grupo IIB e grupo IIC: quatro seções montadas do dispositivo de ensaio.
A mistura de gás dentro do invólucro montado para ensaio deve sofrer ignição e os ensaios devem ser realizados
cinco vezes em cada ponto de ignição.
Para dispositivos de drenagem e respiro dos grupos I, IIA e IIB possuindo caminhos tanto mensuráveis como não
mensuráveis, o ensaio de não propagação de 15.2.1 deve ser aplicado.
Para dispositivos de drenagem e respiro do grupo IIC com caminhos mensuráveis, o ensaio de não propagação de
15.2.2 e o de 15.4.3.2.1 ou 15.4.3.2.2 devem ser aplicados.
Para dispositivos de drenagem ou respiro do grupo IIC com caminhos não mensuráveis, o descrito em 15.4.3.2.1
(método A) ou 15.4.3.2.2 (método B) deve ser aplicado.
10.9.2.3.2 Critério de aceitação
Durante o ensaio, nenhuma ignição deve ser propagada para a câmara de ensaio circunvizinha.
10.9.3 Certificados de componentes Ex
O certificado do componente Ex deve registrar todos os detalhes necessários para especificar adequadamente o
dispositivo de drenagem ou respiro para conexão ao tipo de invólucro à prova de explosão ensaiada. O certificado
do componente Ex deve indicar
a) o nome do fabricante e identificar desenhos e especificações;
b) a pressão de referência limite;
NOTA A determinação do dispositivo utilizado como um componente é realizada de tal forma que a pressão de referência
limite do dispositivo não seja menor que a pressão de referência do invólucro à prova de explosão (ensaiado com as entradas
dos dispositivos de drenagem e respiro bujonadas) ao qual os dispositivos devam ser conectados.
c) a temperatura máxima de superfície registrada obtida durante o ensaio de tipo corrigido para 40 ºC, ou para a
mais alta temperatura ambiente marcada;
d) o grupo, isto é, I, IIA, IIB ou IIC;
e) o volume máximo permitido do invólucro (baseado no ensaio térmico), se maior que 2,5 l.
Adicionalmente, o certificado do componente Ex deve requerer que cada componente Ex ou conjunto de
componentes Ex seja acompanhado por uma cópia do certificado, juntamente com a declaração do fabricante
atestando
⎯ conformidade com as condições do certificado;

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⎯ confirmação do material, máxima dimensão de poro do ensaio de bolha e mínima densidade, quando
aplicável;
⎯ Instruções especiais de montagem, se houver
11 Dispositivos de fixação, furos associados e bujões
11.1 Os dispositivos de fixação acessíveis pela parte externa, necessários para a montagem das partes de um
invólucro à prova de explosão, devem
⎯ para o grupo I, serem dispositivos de fixação especiais, atendendo os requisitos da ABNT NBR IEC 60079-0,
com as cabeças encobertas ou fornecidas com furos rebaixados ou inerentemente protegidos pela construção
do equipamento,
⎯ para o grupo II, serem dispositivos de fixação especiais, atentendo os requisitos da ABNT NBR IEC 60079-0.
NOTA Para aplicações para o grupo I, a intenção do requisito de encobrir as cabeças ou rebaixar o alojamento é fornecer
alguma proteção básica contra impactos.
11.2 Não é permitida a utilização de dispositivos de fixação de materiais plásticos ou ligas leves.
11.3 Na realização dos ensaios especificados na Seção 15, as porcas e parafusos especificados pelo fabricante
devem ser utilizados.
A classe do parafuso ou porca, ou limite de resistência e tipo do parafuso ou porca, utilizados durante os ensaios
devem ser tanto
a) marcada sobre o equipamento, de acordo com 20.2(a), Tabela 9, ou
b) especificada no certificado aplicável.
NOTA Ver Anexo F para detalhes informativos adicionais sobre propriedades mecânicas para parafusos e porcas.
11.4 Os parafusos prisioneiros devem estar de acordo com 11.3 e serem seguramente fixados, isto é, devem
estar soldados ou rebitados ou permanentemente fixados ao invólucro por algum outro método igualmente eficaz.
11.5 Os dispositivos de fixação não devem atravessar as paredes de um invólucro à prova de explosão, a menos
que estes formem uma junta à prova de explosão com a parede e não sejam destacáveis do invólucro, por
exemplo, através de solda, rebite ou um método igualmente eficaz.
11.6 No caso de furos para parafusos ou parafusos prisioneiros que não atravessem as paredes dos invólucros à
prova de explosão, a espessura restante da parede do invólucro à prova de explosão deve ser de pelo menos um
terço do diâmetro nominal do parafuso ou prisioneiro, com um mínimo de 3 mm.
11.7 Quando os parafusos estiverem totalmente apertados nos furos cegos do invólucro, sem a montagem de
arruelas, pelo menos um filete inteiro da rosca tem que permanecer livre na base do furo.
11.8 Se, para facilidade de fabricação, a parede de um invólucro à prova de explosão necessitar ter um furo
passante, o furo resultante deve ser posteriormente fechado por um dispositivo de forma que as propriedades à
prova de explosão do invólucro sejam mantidas. Este dispositivo deve ser fixado de forma segura de acordo com
os requisitos de 11.4 para parafusos prisioneiros.
11.9 Se um invólucro à prova de explosão possuir entradas roscadas (por exemplo, para prensa-cabo ou entrada
de eletroduto) e estas não forem utilizadas, estas aberturas devem ser fechadas por dispositivos de fechamento
(bujões) de forma que as características à prova de explosão do invólucro sejam mantidas (ver Figura 22 para
exemplos).

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Os dispositivos de fechamento devem estar de acordo com o Anexo C.
O dispositivo de fechamento tem que ser construído de forma que possa ser colocado ou retirado pela parte
interna ou externa da parede do invólucro à prova de explosão.
Elementos de fechamento com trava mecânica ou por fricção devem estar de acordo com um ou mais dos
requisitos de 11.9.1 a 11.9.3.
11.9.1 Se o dispositivo de fechamento for removível pela parte externa, esta remoção somente deve ser possível
após a desconexão do dispositivo de retenção na parte interna do invólucro (ver Figura 22a).
11.9.2 Pode ser projetado para ser colocado ou removido somente com a utilização de uma ferramenta (ver
Figura 22b).
11.9.3 Se for feito de uma construção especial na qual a inserção é realizada por um método diferente daquele
utilzado para a remoção. A remoção somente deve ser realizada através de um dos métodos especificados em
11.9.1 ou 11.9.2, ou através de uma técnica especial (ver Figura 22c).
11.9.4 Um dispositivo de fechamento não deve ser utilizado com um adaptador.
11.10 Portas e tampas roscadas devem ser adicionalmente fixadas por meio de conjuntos de parafusos com
cabeça sextavada, ou um método igualmente eficaz.
















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Figura 22a




Figura 22b




Figura 22c
Figura 22 – Exemplos de bujões para aberturas não utilizadas

12 Materiais e resistência mecânica de invólucros – Materiais internos aos invólucros
12.1 Invólucros à prova de explosão devem suportar os ensaios descritos nas Seções 14 até 16.
12.2 Quando diversos invólucros à prova de explosão são montados em conjunto, os requisitos desta Norma
aplicam-se individualmente a cada um deles e, em particular, a cada componente da interligação que os separam,
incluindo todas as buchas e eixos de operação ou hastes que passam através das partes.
12.3 Quando um invólucro contém diversos compartimentos que se comunicam ou quando é subdividido devido
à disposição dos componentes internos, pode ocorrer um aumento da pressão, ou da taxa de elevação da
pressão, acima do normal.
Tal fenômeno deve ser evitado, tanto quanto possível, pela construção do equipamento. Se for impossível evitar
este fenômeno, o resultado da maior elevação de pressão deve ser considerado na construção do invólucro.
12.4 Quando for utilizado ferro fundido, o material não deve ser de qualidade inferior a 150 (ISO 185).

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12.5 Líquidos não devem ser utilizados em invólucros à prova de explosão quando houver risco de produção de
oxigênio, ou uma mistura explosiva mais perigosa que aquela para qual o invólucro foi projetado, pela
decomposição desses líquidos. Eles podem, no entanto, ser utilizados se o invólucro for aprovado nos ensaios
especificados nas Seções 14 até 16 para o tipo de mistura explosiva produzida; entretanto, a atmosfera explosiva
circundante deve ser apropriada para o grupo para o qual o equipamento elétrico for construído.
12.6 Nos invólucros à prova de explosão do Grupo I, os materiais isolantes sujeitos a falhas de isolação elétrica,
capaz de causar arcos no ar que causem uma corrente nominal superior a 16 A (em equipamentos de
seccionamento, tais como disjuntores, contatores, interruptores) devem ter um índice de resistência superficial
maior ou igual que o CTI 400 M, de acordo com a IEC 60112.
Entretanto, se os materiais isolantes acima mencionados não forem aprovados neste ensaio, eles podem ser
utilizados se seu volume for limitado a 1 % do volume total do invólucro vazio ou ainda se um dispositivo de
detecção adequado na fonte de alimentação para possibilitar a desconexão do fornecimento de energia para o
invólucro, antes de uma possível decomposição do material isolante, e resultar em uma condição de perigo. A
presença e a eficiência de tal dispositivo devem ser verificadas.
12.7 Invólucros à prova de explosão não devem ser feitos de zinco ou liga que contenha 80 % ou mais de zinco.
NOTA Zinco ou ligas de zinco tendem a se deteriorar rapidamente (particularmente esforços de tensão), especialmente
em ar aquecido e úmido. Este metal e ligas são também considerados mais reativos do que a maioria dos outros metais. Desta
forma, as restrições acima indicadas foram implantadas.
13 Entradas para invólucros à prova de explosão
As propriedades do invólucro à prova de explosão não são alteradas se todas as entradas estiverem de acordo
com os requisitos aplicáveis desta seção. Adicionalmente, furos roscados métricos no invólucro devem possuir
uma classe de tolerância de 6H ou melhor, de acordo com a ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3 e
qualquer chanfro ou saída estiverem limitados a uma profundidade máxima de 2 mm a partir da parede externa do
invólucro.
Furos roscados em invólucros para facilitar a entrada de prensa-cabos ou eletrodutos devem ter o tipo e o
tamanho da rosca identificados, por exemplo, M25 ou 1/2NPT. Isto pode ser atendido por
⎯ marcação do tipo específico e tamanho de rosca próximo ao furo, de acordo com 20.3(a), Tabela 10, ou
⎯ marcação do tipo específico e tamanho de rosca na placa de identificação, de acordo com 20.3(a), Tabela 10,
ou
⎯ identificação do tipo e tamanho específico da rosca como parte do documento de instruções de instalação,
com uma marcação de referência na plaqueta de identificação (através de texto ou símbolo ISO B.3.1 da
ISO 3864), de acordo com 20.3(b), Tabela 10.
O fabricante deve declarar as seguintes informações na documentação que define o equipamento elétrico:
a) os locais onde as entradas podem ser instaladas; e
b) o número máximo permitido destas entradas.
Cada entrada não deve possuir mais do que um adaptador roscado quando um adaptador for utilizado. Um
elemento de fechamento não deve ser utilizado com um adaptador.
13.1 Prensa-cabos
Os prensa-cabos, seja do tipo integrado ou separado, devem estar de acordo com os requisitos desta Norma e
com os requisitos aplicáveis do Anexo C, e devem criar, no invólucro, os comprimentos das juntas e interstícios
prescritos na Seção 5.
Onde prensa-cabos são parte integrantes do invólucro ou específicos para o invólucro, estes devem ser ensaiados
como parte integrante do invólucro avaliado.

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Quando os prensa-cabos são separados:
⎯ prensa-cabos roscados Ex podem ser avaliados como um equipamento. Tais prensa-cabos não devem ser
submetidos aos ensaios de 15.1 nem aos ensaios de rotina da Seção 16;
⎯ outros prensa-cabos somente podem ser avaliados como um componente Ex.
13.2 Dispositivos de selagem de eletrodutos
Dispositivos de selagem de eletrodutos, sejam do tipo integral ou separado, devem atender os requisitos desta
Norma, os requisitos de C.2.1.2 e C.3.1.2 com “dispositivos de selagem de eletrodutos” substituídos por “prensa-
cabos” e devem criar, no invólucro, os comprimentos de juntas e interstícios prescritos na Seção 5.
NOTA Como tais construções impossibilitam a reutilização, onde o requisito de C.2.1.2, em que um dispositivo de
selagem de eletroduto for capaz de ser instalado e removido sem danificar o composto de selagem após o período de cura
especifico do composto, pode não ser aplicável.
Quando dispositivos de selagem de eletrodutos são integrais com o invólucro ou específico ao invólucro, estes
devem ser ensaiados como parte do invólucro ensaiado.
Quando dispositivos de selagem de eletrodutos são separados:
⎯ dispositivos de selagem Ex de eletrodutos roscados podem ser avaliados como um equipamento. Tais
dispositivos de selagem de eletrodutos não devem ser submetidos aos ensaios de 15.1 nem aos ensaios de
rotina da Seção 16;
⎯ outros dispositivos de selagem de eletrodutos somente podem ser avaliados como um componente Ex.
13.2.1 Entradas por eletrodutos são permitidas somente para equipamentos elétricos do grupo II.
13.2.2 Um dispositivo de selagem como uma unidade seladora com a aplicação do selante por cura deve ser
instalado, tanto como parte do invólucro à prova de explosão ou imediatamente na entrada deste invólucro. Isto
deve satisfazer o ensaio de tipo de selagem prescrito no Anexo C. Um dispositivo de selagem aprovado pode ser
aplicado pelo instalador ou usuário do equipamento de acordo com as instruções fornecidas pelo fabricante do
equipamento.
NOTA Um dispositivo de selagem é considerado como montado imediatamente na entrada do invólucro à prova de
explosão quando o dispositivo estiver fixado no invólucro diretamente ou através de um acessório necessário para
acoplamento.
O(s) composto(s) de selagem e o(s) método(s) de aplicação devem ser especificados no certificado da unidade
seladora ou do equipamento completo à prova de explosão. A parte da unidade seladora entre o composto de
vedação e o invólucro à prova de explosão deve ser tratada como um invólucro à prova de explosão, isto é, as
juntas devem estar de acordo com a Seção 5 e a montagem deve ser submetida aos ensaios de não propagação
de 15.2.
A distância da face da selagem mais próxima ao invólucro (ou invólucro de utilização final pretendida) e a parede
exterior do invólucro (ou invólucro de utilização final pretendida) deve ser tão pequena quanto possível, mas em
nenhum caso deve ser maior que o tamanho do eletroduto ou 50 mm, o que for menor.
13.3 Plugues, tomadas e dispositivos acopláveis para cabos
13.3.1 Plugues e tomadas devem ser construídos e montados de forma que não alterem as propriedades à prova
de explosão do invólucro no qual são montados, até mesmo quando as duas partes dos plugues e tomadas forem
separadas.
13.3.2 Os comprimentos e os interstícios das juntas à prova de explosão (ver Seção 5) dos invólucros à prova de
explosão de plugues, tomadas e conectores acopláveis de cabos devem ser determinados pelo volume que existe

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no momento da separação dos contatos, outros além daqueles utilizados para aterramento ou
equipotencialização, ou aqueles que são partes de circuitos que estejam de acordo com a PN 03:031.04-008
13.3.3 Para plugues, tomadas e conectores acopláveis de cabos, as propriedades à prova de explosão do
invólucro devem ser mantidas no evento de uma explosão interna, quando plugues e tomadas ou conectores
acopláveis de cabos são conectados em conjunto e no momento da separação destes contatos, além daqueles
utilizados para aterramento ou equipotencialização, ou aqueles que são partes do circuito que estejam de acordo
com a PN 03:031.04-008
13.3.4 Os requisitos de 13.3.2 e 13.3.3 não se aplicam para plugues e tomadas nem para conectores acopláveis
de cabos fixados um ao outro por meio de dispositivos especiais de fixação, em conformidade com 11.1 e os quais
utilizam plaqueta com a advertência de acordo com 20.2(b), Tabela 9.
13.4 Buchas
Buchas, seja do tipo integral ou separado, devem atender os requisitos desta Norma, os requisitos aplicáveis do
Anexo C e criar, no invólucro, os comprimentos e interstícios de junta prescritos na Seção 5.
Quando as buchas são do tipo integral com os invólucros ou específica para o invólucro, estas devem ser
ensaiadas como parte do invóluco envolvido.
Quando as buchas são separadas:
⎯ buchas Ex roscadas podem ser avaliadas como equipamento. Tais buchas não devem ser submetidas aos
ensaios de 15.1, nem aos ensaios de rotina da Seção 16; e
⎯ outras buchas somente devem ser avaliadas como um componente Ex.
14 Verificações e ensaios
Os requisitos de ensaios e verificações da ABNT NBR IEC 60079-0 relativos à verificacao e ensaios são, para o
tipo de proteção por invólucro à prova de explosão “d”, suplementados pelos seguiintes requisitos:
A determinação da máxima temperatura de superfície, especificada na ABNT NBR IEC 60079-0 deve ser realizada
sob as condições definidas na Tabela 5 desta Norma.
Tabela 5 – Condições para a determinação da máxima temperatura de superfície
Tipo do equipamento elétrico Tensão de ensaio Condições de sobrecarga ou falta
Luminárias (sem reator) U
n
+ 10 % Nenhum
Reator, tipo eletromagnético
U
n
+ 10 %
U
n
+ 10 %
Efeito do retificador simulado por diodo
a

Reator, tipo eletrônico U
n
+ 10 %
c

Motores U
n
± 10 %
b
Nenhum
Resistores U
n
+ 10 % Nenhum
Eletroímãs U
n
+ 10 % U
n
e o pior caso de entreferro no ar
Outros equipamentos U
n
± 10 % Como especificado pelas normas aplicáveis para
equipamento industrial
NOTA
U
n
é a tensão nominal do equipamento. Para equipamentos envolvendo uma faixa de tensão (em oposição a tensões
nominais discretas), o ensaio de tensão deve ser no pior caso de tensão dentro da faixa.


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a
O efeito do retificador é somente para ser simulado em casos de reatores para lâmpadas fluorescentes tubulares.
b
Alternativamente, a determinação da temperatura máxima de superfiície pode ser realizada a somente U
n
± 5 % (de acordo
com a IEC 60034-1). Neste caso, esta faixa para utilização deve ser marcada sobre o equipamento e incluída nas instruções
do fabricante.
c
Ensaios adicionais para determinar a temperatura da luminária durante o “fim-de-vida da lâmpada” estão sendo considerados.
Orientação adicional pode ser encontrada na ABNT NBR IEC 60079-7.

15 Ensaios de tipo
Os ensaios de tipo devem ser realizados na seguinte seqüência em uma das amostras nas quais foram
submetidas aos ensaios do invólucro de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0:
a) determinação da pressão de explosão (pressão de referência) de acordo com 15.1.2;
b) ensaio de sobrepressão de acordo com 15.1.3;
c) ensaio de propagação de uma ignição interna de acordo com 15.2.
Os ensaios podem ser desviados desta seqüência, o ensaio de sobrepressão estática ou dinâmica pode ser feito
após o ensaio de propagação de uma ignição interna ou uma outra amostra que tenha sido submetida a outros
ensaios, afetando os esforços mecânicos já aplicados na primeira amostra. Em nenhum caso, após o ensaio de
sobrepressão, as juntas do invólucro devem sofrer uma deformação permanente nem devem sofrer qualquer dano
afetando o tipo de proteção.
O invólucro deve, em geral, ser ensaiado com todo o equipamento montado. Entretanto, isto pode ser substituído
por modelos equivalentes.
Se o invólucro for projetado para diferentes tipos de equipamentos e componentes, com os arranjos detalhados de
montagem declarados pelo fabricante, o invólucro pode ser ensaiado vazio, desde que submetido à mais severa
condição de pressão de explosão aplicada e submetido a outros requisitos de segurança da
ABNT NBR IEC 60079-0 que possam ser confirmados.
Se o invólucro for projetado para que possa ser utilizado na ausência de uma parte do equipamento interno, o
ensaio deve ser realizado sob as condições consideradas como a mais severa. Em ambos os casos o certificado
deve indicar os tipos de equipamentos internos permitidos e seu arranjo de montagem.
Juntas de partes removíveis de invólucros à prova de explosão devem ser ensaiadas nas piores condições de
montagem.
15.1 Ensaio da capacidade do invólucro suportar a pressão
15.1.1 Generalidades
O objetivo destes ensaios é verificar que o invólucro pode suportar a pressão de uma explosão interna.
O invólucro deve ser submetido aos ensaios de acordo com 15.1.2 e 15.1.3.
Os ensaios são considerados satisfatórios se o invólucro não sofrer deformação permanente ou dano,
comprometendo o tipo de proteção. Adicionalmente, as juntas não podem em nenhuma parte ter sido
permanentemente aumentadas.
15.1.2 Determinação da pressão de explosão (pressão de referência)
A pressão de referência é o maior valor da máxima pressão regular relativa à pressão atmosférica, observada
durante este ensaio. Para regularização, um filtro passa-baixa com um ponto 3 dB de 5 kHz ± 10 % deve ser
utilizado.

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Para equipamentos elétricos destinados para utilização a uma temperatura ambiente abaixo de – 20 ºC, a pressão
de referência deve ser determinada através de um dos seguintes métodos:
• Para todos os equipamentos elétricos a pressão de referência deve ser determinada a uma temperatura
não maior do que a minima temperatura ambiente.
• Para todo equipamento elétrico a pressão de referência deve ser determinada a uma temperatura
ambiente normal, utilizando misturas de ensaios definidas, mas com um aumento de pressão. A
pressão absoluta de uma mistura de ensaio (P), em kPa, deve ser calculada pela seguinte formula,
utilizando T
a, min
em °C:
P = [293 / (T
a, min
+ 273)] kPa
• Para equipamentos elétricos outros que máquinas eletricas girantes (tais como motores eletricos,
geradores e tacometros) que envolvam geometria interna simples (ver Anexo D) com o volume do
involucro não excedendo 3 l, quando vazio, tal que a pre-compressão não é considerada provavel, a
pressão de referência deve ser determinada a temperatura ambiente normal utilizando a(s) mistura(s)
de ensaio definida, mas com um aumento de pressão pelos fatores dados na tabela abaixo.
• Para equipamentos elétricos outros que maquinas eletricas girantes (tais como motores eletricos,
geradores e tacometros) que envolvam geometria interna simples (ver Anexo D) com o volume do
involucro não excedendo 10 l, quando vazio, tal que a pre-compressão não é considerada provavel, a
pressão de referência deve ser determinada a temperatura ambiente normal utilizando a(s) mistura(s)
de ensaio definida, mas com um aumento de pressão pelos fatores dados na tabela abaixo. Para esta
alternativa o ensaio de pressão para o ensaio de tipo de sobrepressão de acordo com 15.1.3.1 deve ser
4 vezes maior que a pressão de referência. O ensaio de rotina não é permitido para 1,5 vez.
Mnima temperatura ambiente
°C
Fator de ensaio
≥ –20 (ver Nota) 1,0
≥ –30 1,37
≥ –40 1,45
≥ –50 1,53
≥ –60 1,62
NOTA Isto cobre equipamentos projetados para a faixa de temperatura
ambiente padrão especificada na ABNT NBR IEC 60079-0.
15.1.2.1 Cada ensaio consiste na ignição de uma mistura explosiva no interior do invólucro e medição da
pressão desenvolvida pela explosão.
A mistura deve ser ignitada por uma ou mais fontes de ignição. Entretanto, quando o invólucro contiver um
dispositivo que produza centelha, capaz de provocar a ignição da mistura explosiva, este dispositivo pode ser
utilizado para produzir explosão. (Contudo isto não é necessário para produzir a potência máxima para a qual este
dispositivo é projetado).
A pressão desenvolvida durante a explosão deve ser determinada e registrada durante cada ensaio. A localização
das fontes de ignição, bem como aquelas dos dispositivos de registro de pressão, são determinadas pelo
laboratório para encontrar a combinação que produza a mais alta pressão. Quando gaxetas removíveis são
especificadas pelo fabricante, estas devem ser fixadas ao equipamento elétrico sob ensaio.
O número de ensaios a serem executados e a mistura explosiva a ser utilizada, na razão volumétrica com o ar e a
pressão atmosférica, são os seguintes:
⎯ equipamentos elétricos do grupo I: três ensaios com (9,8 ± 0,5) % de metano;
⎯ equipamentos elétricos do grupo IIA: três ensaios com (4,6 ± 0,3) % de propano;
⎯ equipamentos elétricos do grupo IIB: três ensaios com (8 ± 0,5) % de etileno;
⎯ equipamentos elétricos do grupo IIC: três ensaios com (14 ± 1) % de acetileno e três ensaios com (31 ± 1) %
de hidrogênio.

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15.1.2.2 Máquinas elétricas girantes devem ser ensaiadas em repouso e em movimento. Quando elas são
ensaiadas em movimento, elas podem ser movidas pelo próprio motor ou por um motor auxiliar. A rotação mínima
de ensaio deve ser de pelo menos 90 % da rotação máxima nominal da máquina.
NOTA Se o motor for destinado a ser acionado por conversor de frequencia, é necessário que o fabricante considere as
especificações das rotações nominais que cubram as aplicações presentes e futuras.
Todos motores devem ser ensaiados com pelo menos dois transdutores, sendo um localizado no final de cada
extremidade do eixo do motor. A ignição deve ser iniciada em cada extremidade do motor, lde cada vez, com o
motor tanto em repouso como em movimento. Isto resulta em pelo menos quatro séries de ensaios. Se uma caixa
de ligação for fornecida de modo que esteja interconectada ao motor e não seja selada, um terceiro conjunto de
transdutor e uma série adicional de ensaios são necessários.
15.1.2.3 Nos casos onde pode ocorrer pré-compressão durante o ensaio de propagação dos invólucros, os
ensaios devem ser executados por pelo menos cinco vezes com cada gás de 15.1.2.1 para o grupo de gás
adequado. Para o grupo IIB estes devem ser posteriormente repetidos a pelo menos cinco vezes com uma mistura
de (24 ± 1) % de hidrogênio/metano (85/15).
NOTA 1 Existe a suposição de pré-compressão quando
⎯ os valores de pressão obtidos durante uma série de ensaios, com desvio de um para o outro por um fator de ≥ 1,5, ou
⎯ o tempo de elevação de pressão for menor que 5 ms.
NOTA 2 A necessidade para a condução desta repetição de ensaios é baseada nos princípios (1) quando pré-compressão não
esta envolvida, etileno resulta no pior cado de pressão representativa, e (2) Quando pré-compressão esta envolvida, não
será. Desta forma, de acordo com esta premissa, quando pré-compressão é um fator, ensaio adicional com uma mistura de
(24 ± 1) % de hidrogênio/metano (85/15) é incluído.

15.1.2.4 Equipamentos elétricos destinados para serem utilizados em um único gás específico podem ser
ensaiados com uma mistura daquele gás com o ar a pressão atmosférica que proporcione a mais alta pressão de
explosão. Tais equipamentos elétricos devem então ser avaliados não para o grupo correspondente, mas somente
para o gás considerado. A restrição de utilização deve ser devidamente indicada, conforme especificado em
29.2-e) da ABNT NBR IEC 60079-0.
Quando a exclusão de um gás específico ou gases for solicitado, o equipamento deve ser marcado “X” de acordo
com 29.2 item i) da ABNT NBR IEC 60079-0 e especificado no certificado.
Dupla marcação pode ser aplicada para um gás específico e para o próximo grupo abaixo do grupo deste gás (por
exemplo, IIB + H
2
), se o invólucro foi submetido não somente ao ensaio para o gás específico, mas também para
aqueles necessários para o grupo abaixo.

15.1.3 Ensaio de sobrepressão
Este ensaio deve ser realizado por um dos seguintes métodos, que são considerados como equivalentes.
Para equipamentos elétricos destinados para utilização em uma temperatura ambiente abaixo de - 20°C, o ensaio
de sobrepressão deve ser conduzido em uma temperatura não maior que a mínima temperatura ambiente. Onde
as propriedades de resistência à tração e flexão do material utilizado são mostradas pelas especificações do
material que não diminuem de forma significativa em baixa temperatura, o ensaio de sobrepressão pode ser
conduzido em ambiente normal.

15.1.3.1 Ensaio de sobrepressão – Primeiro método (estático)

A pressão relativa aplicada deve ser
⎯ 1,5 vez a pressão de referência, ou
⎯ 4 vezes a pressão de referência para invólucros não submetidos a ensaios de sobrepressão de rotina, ou

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⎯ as seguintes pressões, quando a determinação da pressão de referência for impraticável devido ao pequeno
tamanho do equipamento.

Volume
cm
3

Grupo
Pressão
kPa
≤ 10 I, IIA, IIB, IIC 1 000
> 10 I 1 000
> 10 IIA, IIB 1 500
> 10 IIC 2 000

O período de aplicação da pressão deve ser de pelo menos 10 s.
O ensaio é realizado uma vez.
O ensaio de sobrepressão deve ser considerado satisfatório se o resultado estiver em conformidade com 15.1.1 e
se não houver vazamentos através das paredes do invólucro.

15.1.3.2 Ensaio de sobrepressão – Segundo método (dinâmico)
Os ensaios dinâmicos devem ser realizados de tal modo que a máxima pressão na qual o invólucro é submetido
seja 1,5 vez a pressão de referência.
Quando o ensaio for realizado com misturas especificadas em 15.1.2.1, estes podem ser pré-comprimidos para
produzir uma pressão de explosão de 1,5 vez a pressão de referência.
O ensaio deve ser realizado somente uma vez, exceto para equipamentos elétricos do grupo IIC, no qual cada
ensaio deve ser realizado três vezes com cada gás.
O ensaio de sobrepressão deve ser considerado satisfatório se o resultado do ensaio estiver em conformidade
com 15.1.1.

15.2 Ensaio de não propagação de uma ignição interna
Gaxetas (ver 5.4) devem ser removidas. O invólucro é colocado em uma câmara de ensaio. A mesma mistura
explosiva é introduzida no interior do invólucro e na câmara de ensaio, à pressão atmosférica.
Os comprimentos das passagens de chama (acoplamentos) das juntas roscadas do(s) corpo(s)-de-prova
ensaiado(s) devem ser reduzidos de acordo com a Tabela 6.
Os comprimentos de juntas de encaixe, cilíndricas e flangeadas do(s) corpo(s)-de-prova ensaiado(s) não devem
ser maiores que 115 % do mínimo comprimento declarado pelo fabricante.
Interstícios flangeados de juntas de encaixe, onde o comprimento da junta L consiste somente na parte cilíndrica
(ver Figura 2b) devem ser aumentados para valores não menores que 1 mm para grupos I e IIA, não menores que
0,5 mm para grupo IIB e não menores que 0,3 mm para grupo IIC.
NOTA Requisitos de interstícios para o(s) corpo(s)-de-prova ensaiado(s) são incluídos em 15.2.1 (para grupos I, IIA e IIB) e
em 15.2.2 (para grupo IIC).
Para equipamentos com passagens de chama, outras que não juntas roscadas, e destinados para utilização em
uma temperatura ambiente acima de 60 ºC, os ensaios de não propagação devem ser conduzidos sob uma das
seguintes condições:
⎯ em uma temperatura não menor que a máxima temperatura ambiente especificada;
⎯ em temperatura ambiente normal utilizando a mistura de ensaio definida com aumento de pressão de acordo
com os fatores na Tabela 7;
⎯ em pressão atmosférica e temperatura normais, mas com interstício de ensaio i
E
aumentado pelos fatores
declarados na Tabela 7.
Se os invólucros forem construídos de diferentes materiais com diferentes coeficientes de temperatura, e se isto
tiver uma influência nas dimensões de interstícios (por exemplo, no caso de uma janela de vidro formando um

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interstício cilíndrico com a carcaça metálica), um dos seguintes itens deve ser aplicado para o ensaio de
propagação de chama:
⎯ o interstício máximo calculado, i
C,T
, levando em consideração o interstício máximo construtivo em 20 ºC e o
aumento do interstício na temperatura ambiente máxima especificada, T
a,máx
, deve ser verificado pelo
aumento do interstício de ensaio i
E
para pelo menos 90 % do máximo interstício calculado em T
a, máx
; ou

⎯ o interstício máximo calculado, i
C,T
, levando em consideração o interstício máximo construtivo em 20 ºC e o
aumento do interstício na temperatura ambiente máxima especificada, T
a,máx
, deve ser verificado utilizando o
aumento de pressão da mistura de ensaio definida de acordo com a fórmula
( ) ( ) 9 , 0 /
E T C, v
× = i i P
Tabela 6 – Redução no comprimento de uma junta roscada para ensaio de não propagação
Tipo da junta roscada
Redução no comprimento
Grupos I, IIA e IIB
(15.2.1)
Grupo IIC
(15.2.2)
15.2.1.1 15.2.1.2 15.2.2.1 15.2.2.2
Cilíndrica, de acordo com a ABNT NBR ISO 965, passo médio,
ou melhor
Sem redução Sem redução Sem redução Sem redução
Cilíndrica, com tolerâncias maiores do que as permitidas acima
1/3 1/2 1/2 1/3

Cônica - NPT Sem redução Sem redução Sem redução Sem redução

NOTA Para roscas cônicas, recomenda-se que a junta seja ensaiada com o mínimo aperto manual permitido na Norma de rosca
nos extremos das tolerâncias.

Tabela 7 – Fatores de ensaio para aumento de pressão ou interstício de ensaio (i
E
)
Temperatura
até
°C
Grupo I
12,5 %
CH
4
/H
2

Grupo IIA
55 % H
2

Grupo IIB
37 % H
2

Grupo IIC
27,5 % H
2

7,5 % C
2
H
2

60 1,00 1,00 1,00 1,50
70 1,06 1,05 1,04 1,67
80 1,07 1,06 1,05 1,70
90 1,08 1,07 1,06 1,73
100 1,09 1,08 1,06 1,74
110 1,10 1,09 1,07 1,77
120 1,11 1,10 1,08 1,80
125 1,12 1,11 1,09 1,83

A ABNT NBR IEC 60079-14 limita a instalação de equipamentos empregando tipos de proteção “d” que
incorporam juntas flangeadas (planas). Especificamente as juntas flangeadas do equipamento não são permitidas
de serem instaladas mais próximas que as dimensões dadas na Tabela 8, a objetos sólidos, que não parte do
equipamento, a menos que o equipamento seja também ensaiado,
Se ensaiado a distancia menor que na Tabela 8, este equipamento deve ter a distancia minima de obstruções
especificada no certificado. Também o equipamento pode ser marcado de acordo com 20.3(c), Tabela 10.

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Tabela 8 – Distâncias mínimas de obstrução a partir
de aberturas de flanges a prova de explosão “ d”
Grupo do gás Distância mínima
mm
IIA 10
IIB 30
IIC 40

15.2.1 Equipamentos elétricos dos grupos I, IIA e IIB
15.2.1.1 Os interstícios i
E
dos invólucros devem ser pelo menos iguais a 90 % do máximo interstício construtivo i
c
,
como especificado nos desenhos do fabricante (0,9 i
C
≤ i
E
≤ i
C
).
As misturas explosivas a serem utilizadas, na razão volumétrica com o ar e à pressão atmosférica, são as
seguintes:
⎯ equipamentos elétricos do grupo I: (12,5 ± 0,5) % metano – hidrogênio [(58 ± 1) % metano e (42 ± 1) %
hidrogênio] (MESG = 0,8 mm);
⎯ equipamentos elétricos do grupo IIA: (55 ± 0,5) % hidrogênio (MESG = 0,65 mm);
⎯ equipamentos elétricos do grupo IIB: (37 ± 0,5) % hidrogênio (MESG = 0,35 mm).
NOTA A mistura explosiva escolhida para este ensaio assegura que as juntas evitem a propagação de uma ignição interna,
com uma margem conhecida de segurança. Esta margem de segurança, K, é a razão entre o máximo interstício experimental
seguro do gás representativo do grupo em questão e o máximo interstício experimental seguro do gás escolhido para o ensaio.
⎯ equipamentos elétricos do grupo I: 42 , 1
8 , 0
14 , 1
= = K (metano);
⎯ equipamentos elétricos do grupo IIA: 42 , 1
65 , 0
92 , 0
= = K (propano);
⎯ equipamentos elétricos do grupo IIB: 85 , 1
35 , 0
65 , 0
= = K (etileno).
Alternativamente, se o interstício de um corpo-de-prova ensaiado não satisfizer as condições acima, um dos
seguintes métodos pode ser utilizado para o ensaio de tipo de não propagação de uma ignição interna:

⎯ uma mistura gás/ar com um menor valor MESG:

I
E
/ I
C
Mistura
Grupo I ≥0,75
≥0,6
55 % H
2
± 0,5
50 % H
2
± 0,5
Grupo IIA ≥0,75
≥0,6
50 % H
2
± 0,5
45 % H
2
± 0,5

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Grupo IIB ≥0,75
≥0,6
28 % H
2
± 1
28 % H
2
± 1
at 140 kPa

– pré-compressão das misturas normais de ensaio de acordo com a seguinte formula:
P
k
=
E
C
i
i
× 0,9
onde P
k
é o fator de pré-compressão.
15.2.1.2 Se invólucros do grupo IIA e IIB puderem ser destruídos ou danificados pelo ensaio de 15.2.1.1, é
permitido que o ensaio seja realizado aumentando-se os interstícios acima dos valores máximos especificados
pelo fabricante. O fator de aumento do interstício é 1,42 para os equipamentos elétricos do grupo IIA e 1,85 para
os equipamentos elétricos do grupo IIB. A mistura explosiva a ser utilizada no invólucro e na câmara de ensaio, na
razão volumétrica com o ar e à pressão atmosférica, são as seguintes:
⎯ equipamentos elétricos do grupo IIA: (4,2 ± 0,1) % propano;
⎯ equipamentos elétricos do grupo IIB: (6,5 ± 0,5) % etileno.
15.2.1.3 O ensaio de 15.2.1.1 ou 15.2.1.2 deve ser realizado cinco vezes. O resultado do ensaio é considerado
satisfatório se a ignição não for transmitida para a câmara de ensaio.

15.2.2 Equipamentos elétricos do grupo IIC
Os seguintes métodos podem ser utilizados para este ensaio.
NOTA O primeiro e segundo métodos abaixo são equivalentes em seus fatores de segurança, 1.5, e o mínimo interstício de
ensaio de 90 %. Isto é atendido tanto pelo aumento da pressão ou pelo aumento da dimensão do interstício do ensaio, em um
método equivalente.
15.2.2.1 Primeiro método
Todos os interstícios de juntas diferentes de juntas roscadas devem ser aumentados para o valor
1,35 i
C
≤ i
E
≤ 1,5i
C

com um mínimo de 0,1 mm para juntas flangeadas
onde
E
i é o interstício de ensaio;
C
i é o máximo interstício construtivo, conforme especificado nos desenhos do fabricante.
As seguintes misturas explosivas, na razão volumétrica com o ar e à pressão atmosférica, são utilizadas no
invólucro e na câmara de ensaio:
– (27,5 ± 1,5) % hidrogênio, e
– (7,5 ± 1) % acetileno.
Cinco ensaios devem ser realizados com cada mistura. Se o equipamento for projetado para ser utilizado somente
com hidrogênio ou somente com acetileno, os ensaios devem ser realizados somente com a mistura de gás
correspondente.
NOTA Quando da preparação da amostra de ensaio utilizando uma junta cilíndrica de uma ponta de um eixo de uma máquina
girante com mancais com rolamentos de esferas, o interstício de ensaio i
E
é baseado na distância diametral da Tabela 1 ou
Tabela 2, e não na distância radial de 8.2.2.
15.2.2.2 Segundo método
O invólucro deve ser ensaiado com um interstício de ensaio i
E
de acordo com a seguinte fórmula:
0,9 i
C
≤ i
E
≤ i
C


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O invólucro e a câmara de ensaio são preenchidos com uma das misturas de gás especificadas pelo primeiro
método a uma pressão igual a 1,5 vez a pressão atmosférica.
O ensaio deve ser realizado cinco vezes com cada mistura explosiva.
Alternativamente, se os interstícios de um corpo-de-prova ensaiado não preencherem as condições acima, o
seguinte método pode ser utilizado.

Pré-compressão das misturas de ensaio normal de acordo com a seguinte fórmula:

1,35
E
C
k
× =
i
i
P
onde P
k
é o fator de pré-compressão.
NOTA Quando da preparação da amostra de ensaio utilizando uma junta cilíndrica de uma ponta de um eixo de uma máquina
girante com mancais com rolamentos de esferas, o interstício de ensaio i
E
é baseado na distância diametral da Tabela 1 ou
Tabela 2, e não na distância radial de 8.2.2.
15.2.2.3 Equipamentos elétricos que são produção de uma única peça devem ser ensaiados cinco vezes com
interstícios inalterados e com cada uma das misturas explosivas especificadas em 15.2.2.1 à pressão atmosférica
e os requisitos dimensionais de 5.1 aplicáveis.
15.3 (Reservado para utilização futura)
15.4 Ensaios de invólucros a prova de explosão com dispositivos de drenagem e respiros
Os ensaios de acordo com 15.4.1 a 15.4.3 devem ser realizados na amostra na seguinte seqüência após o ensaio
de impacto de 10.8.
Para dispositivos com caminhos não mensuráveis, a dimensão máxima dos poros no ensaio de borbulhamento da
amostra não deve ser menor que 85 % da dimensão máxima especificada dos poros. Ver Anexo B.

15.4.1 Ensaio da capacidade do invólucro para suportar pressão
O ensaio deve ser realizado de acordo com 15.1 com as seguintes complementações e modificações.
15.4.1.1 Para determinação da pressão de explosão de acordo com 15.1.2, dispositivos de drenagem e respiros
devem ser substituídos por bujões solidos.
15.4.1.2 Para o ensaio de sobrepressão de acordo com 15.1.3, uma fina membrana flexível (por exemplo, uma
fina folha plástica) deve ser montada nas superfícies internas dos dispositivos de drenagem e respiro. Após o
ensaio de sobrepressão, o dispositivo não deve demonstrar deformação permanente ou danos que afetem o tipo
de proteção.
15.4.2 Ensaios térmicos
15.4.2.1 Procedimentos de ensaio
O invólucro, com o(s) dispositivo(s) montado(s), deve ser ensaiado de acordo com o método 15.4.3.1, mas com a
fonte de ignição somente na posição para obter os resultados térmicos mais desfavoráveis.
A temperatura da superfície externa do(s) dispositivo(s) deve ser monitorada durante o ensaio. O ensaio deve ser
realizado cinco vezes. A mistura de ensaio a ser utilizada deve ser (4,2 ± 0,1) % propano na razão volumétrica
com ar e à pressão atmosférica. Adicionalmente, para dispositivos projetados para uso em acetileno, deve ser
utilizado (7,5 ± 1,0) % de acetileno na razão volumétrica com ar e à pressão atmosférica.
Em um invólucro onde exista a possibilidade de um fluxo forçado ou induzido de um gás potencialmente perigoso,
o invólucro deve ser arranjado durante o ensaio para que o gás possa fluir através do(s) dispositivo(s) e do
invólucro.

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Qualquer sistema de ventilação ou amostragem deve ser operado conforme especificado na documentação do
fabricante. Após cada um dos cinco ensaios, a mistura explosiva externa deve ser mantida por um tempo
suficiente para permitir qualquer queima contínua na face do dispositivo para tornar evidente (por exemplo, por
pelo menos 10 min para elevar a temperatura da superfície externa do dispositivo ou para que seja possível
transferir calor para a face externa).

15.4.2.2 Critério de aceitação
Nenhuma queima contínua deve ser observada. Nenhuma propagação de chama deve ocorrer. O aumento da
temperatura medida na superfície externa do dispositivo deve ser multiplicado por um fator de segurança 1,2 para
a determinação da classe de temperatura do equipamento elétrico.
15.4.3 Ensaio de não propagação de uma ignição interna
Este ensaio deve ser realizado de acordo com 15.2, com as seguintes complementações e modificações.
15.4.3.1 Procedimento de ensaio
Uma fonte de ignição deve ser primeiramente colocada próxima da superfície interna do dispositivo de respiro e
drenagem e subseqüentemente em um ou mais locais prováveis de ocorrer o maior pico de pressão de explosão e
uma taxa de aumento de pressão na face do dispositivo. Onde o invólucro possuir mais de um dispositivo idêntico,
o dispositivo a ser ensaiado deve ser aquele que dará o resultado mais desfavorável. A mistura de ensaio dentro
do invólucro deve ser acendida. O ensaio deve ser realizado cinco vezes para cada posição da fonte de ignição.
15.4.3.2 Ensaio de não propagação para dispositivos de drenagem e respiro
Para dispositivos de drenagem e respiros do Grupo I, IIA e IIB, o ensaio de não propagação de 15.2.1 deve ser
aplicado.
Para dispositivos de drenagem e respiro do grupo IIC com caminhos mensuráveis, 15.2.2 e também 15.4.3.2.1 ou
15.4.3.2.2 devem ser aplicados. Para dispositivos de drenagem e respiro do grupo IIC com caminhos não
mensuráveis, 15.4.3.2.1 ou 15.4.3.2.2 deve ser aplicado.
15.4.3.2.1 Método A
Para dispositivos projetados para utilização somente em hidrogênio, somente o ensaio com mistura hidrogênio/ar
é requerido. Os ensaios são realizados cinco vezes com cada mistura. Os ensaios são realizados de acordo com
15.2.2.2 e 15.4.3.1.
15.4.3.2.2 Método B
A utilização deste método envolve limitações da faixa dos gases abrangidos do grupo IIC. A restrição de utilização
deve ser indicada conforme especificado em 29.2 item e) da ABNT NBR IEC 60079-0.
Onde for requerida a exclusão de um gás específico ou gases, o equipamento deve ser marcado “X” de acordo
com 29.2 item i) da ABNT NBR IEC 60079-0, e especificado no certificado.
O dissulfeto de carbono está excluído para invólucros com um volume maior que 100 cm
3
.
As misturas de ensaio a serem utilizadas consistem nas seguintes razões volumétricas e à pressão atmosférica:
a) (40 ± 1) % hidrogênio, (20 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio;
b) (10 ± 1) % acetileno, (24 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio.
O ensaio deve ser realizado cinco vezes com cada mistura, de acordo com 15.4.3.1.

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Para dispositivos projetados para utilizar somente em hidrogênio, somente a mistura de ensaio é utilizada.
15.4.3.3 Critérios de aceitação
O resultado do ensaio é considerado satisfatório se nenhuma ignição for propagada para a câmara de ensaio.
16 Ensaios de rotina
16.1 Os seguintes ensaios de rotina objetivam assegurar que o invólucro resista à pressão e também que não
contenham nenhum orifício ou fenda conectando ao exterior.
Os ensaios de rotina incluem um ensaio de sobrepressão realizado de acordo com um dos métodos descritos pelo
ensaio de tipo em 15.1.3. Para equipamentos destinados para utilização em uma temperatura ambiente abaixo de
– 20 ºC, um ensaio de pressão em temperatura ambiente normal é suficiente.

16.1.1 O ensaio de rotina de sobrepressão pode ser realizado pelo primeiro método mesmo quando o ensaio de
tipo de sobrepressão tiver sido realizado pelo segundo método.
Quando não for possível a determinação da pressão de referência e quando um ensaio dinâmico apresentar risco
ao invólucro do equipamento (enrolamentos, etc.), as pressões estáticas a serem aplicadas são as seguintes:
Volume
cm
3

Grupo Pressão
kPa
≤ 10 I, IIA, IIB, IIC 1 000
> 10 I 1 000
> 10 IIA, IIB 1 500
> 10 lIC 2 000

16.1.2 Quando o segundo método for escolhido, o ensaio de rotina consiste em
⎯ ou um ensaio de explosão com, dentro e fora do invólucro, com a mistura explosiva apropriada especificada
em 15.1.2 (para a determinação da pressão de explosão) a 1,5 vez a pressão atmosférica;
⎯ ou um ensaio dinâmico de sobrepressão como descrito em 15.1.3.2 para ensaios de tipo, seguido por um
ensaio de não-propagação com misturas explosivas conforme especificado em 15.2.1.2 ou 15.2.2.1 (ensaio
para não-propagação de uma ignição interna, com interstícios aumentados) dentro e fora do invólucro à
pressão atmosférica;
⎯ ou um ensaio dinâmico de sobrepressão como descrito em 15.1.3.2 para ensaios de tipo, seguido de um
ensaio estático a uma pressão de pelo menos 200 kPa.
16.1.3 Para o ensaio de rotina, é suficiente ensaiar o invólucro vazio. Entretanto, se o ensaio de rotina for
dinâmico e o equipamento interno influenciar no aumento de pressão durante uma explosão interna, as condições
do ensaio devem ser consideradas estas influências.
As partes individuais de um invólucro à prova de explosão (por exemplo, tampa e base) podem ser ensaiadas
separadamente. As condições do ensaio devem ser tais que os esforços sejam comparáveis àqueles aos quais
essas partes são expostas no invólucro completo.
16.2 Ensaios de rotina não são requeridos para invólucros com um volume menor ou igual a 10 cm
3
. Esta
exceção também se aplica a invólucros com um volume maior que 10 cm
3
quando o ensaio de tipo prescrito tiver
sido realizado a uma pressão estática de quatro vezes a pressão de referência. Entretanto, invólucros construídos
com solda devem, em todos os casos, ser submetidos aos ensaios de rotina.

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Para invólucros onde a medição da pressão de referência for impraticável, não estão isentos do ensaio de rotina
de sobrepressão.
Ensaios de rotina não são requeridos para buchas não específicas para um invólucro à prova de explosão, se o
procedimento de montagem for suficientemente documentado (ver C.2.1.4).
16.3 Os ensaios de rotina são considerados satisfatórios se
⎯ o invólucro resistir à pressão sem sofrer deformação permanente das juntas ou dano ao invólucro, e
⎯ quando o ensaio tiver sido realizado pelo ensaio dinâmico seguido pelo estático de 16.1.2, não existirem
vazamentos através das paredes do invólucro ou, se ensaiado dinamicamente, não existir propagação de
uma ignição interna.
17 Conjuntos de manobra para o Grupo I
Invólucros à prova de explosão do grupo I que são abertos no local regularmente, por exemplo, para finalidades
de ajustes ou para rearmar relés de proteção, e que contenham dispositivos de manobra operados remotamente
nos quais os circuitos podem por uma influência externa ser conectados ou desconectados (por exemplo,
mecânicos, elétricos, opto-eletrônicos, pneumáticos, acústicos, magnéticos ou térmicos) quando esta influência
não for aplicada manualmente ao próprio instrumento, que podem produzir em serviço arcos ou centelhas capazes
de ignitar uma mistura explosiva, devem satisfazer os seguintes requisitos.
17.1 Meios de isolação
Todos os condutores acessíveis, exceto aqueles de circuitos intrinsecamente seguros conforme PN 03:031.04-008
e aqueles para continuidade ou aterramento, devem ser capazes de ser isolados da fonte de alimentação antes da
abertura do invólucro à prova de explosão.
Os meios de isolação destes invólucros à prova de explosão devem estar de acordo com 17.1.1, 17.1.2 ou 17.1.3.

17.1.1 Os meios de isolação devem ser montados dentro do invólucro à prova de explosão, nos casos em que
partes que permaneceram energizadas após a abertura dos meios de isolação, devem também
⎯ ser protegidas por um dos tipos de proteção normalizados listados na ABNT NBR IEC 60079-0, ou
⎯ possuir distâncias de isolamento e escoamento entre fases e terra conforme os requisitos da
ABNT NBR IEC 60079-7, e devem ser protegidos por um invólucro que tenha no mínimo um grau de proteção
IP20 de acordo com a IEC 60529, arranjado de forma que uma ferramenta não possa entrar em contato com
as partes energizadas através de qualquer abertura. Isto não se aplica à partes de circuitos intrinsecamente
seguros que atendam a PN 03:031.04-008 e que permaneçam energizadas.
Em qualquer caso, uma marcação por exemplo 20.2(c), Tabela 9, deve ser fixada na tampa protetora das partes
que permanecem energizadas.
17.1.2 Os meios de isolação devem ser instalados dentro de algum outro invólucro que atenda a algum tipo de
proteção listado na ABNT NBR IEC 60079-0.
17.1.3 Os meios de isolação devem consistir de uma tomada e plugue ou um acoplador de cabo que atendam
aos requisitos de 13.3.
17.2 Portas ou tampas
17.2.1 Portas ou tampas de atuação rápida
Estas portas devem ser intertravadas mecanicamente com um isolador, de forma que

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17.2.1.1 o invólucro mantenha as suas características de invólucro à prova de explosão, tipo de proteção "d",
enquanto o isolador estiver fechado e
17.2.1.2 o isolador possa somente ser fechado quando estas portas ou tampas assegurarem as características
do invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”.
17.2.2 Portas ou tampas fixadas por parafusos
Estas portas ou tampas devem exibir uma marcação por ex. 20.2 (c ), Tabela 9.
17.2.3 Portas ou tampas roscadas
Estas portas ou tampas devem exibir uma marcação por ex. 20.2 (c ), Tabela 9.

18 Porta-lâmpadas e bases de lâmpada
Os seguintes requisitos são aplicados para porta-lâmpada e bases de lâmpada que em conjunto têm que formar
um invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”, e que podem ser utilizados em luminárias de segurança
aumentada, tipo de proteção “e”.
18.1 Dispositivo para evitar que a lâmpada afrouxe em operação
O dispositivo que evita que as lâmpadas se afrouxem em operação, requerido na ABNT NBR IEC 60079-7,
segurança aumentada “e”, pode ser omitido para porta-lâmpada roscados providos com uma chave de ação rápida
em um invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”, a qual interrompe todos os pólos do circuito da
lâmpada antes da separação do contato.
18.2 Suportes e protetores para lâmpadas com protetores cilíndricos
18.2.1 Suportes e protetores para lâmpadas florescentes tubulares devem atender aos requisitos dimensionais
da folha de dados Fa6 da IEC 60061.
18.2.2 Para outros suportes, os requisitos da Seção 5 devem ser aplicados, mas o comprimento da junta à prova
de explosão entre o suporte e o protetor deve ser de pelo menos 10 mm no momento da separação do contato.
18.3 Suportes para lâmpadas com protetores roscados
18.3.1 A parte roscada do protetor deve ser de um material resistente à corrosão sob as condições de serviço
previstas.
18.3.2 No momento da separação do contato, quando a lâmpada é removida, pelo menos dois filetes completos
de rosca devem estar acoplados.
18.3.3 Para porta-lâmpada roscados E26/E27 e E39/E40, o contato elétrico deve ser estabelecido por elementos
de contato carregados por molas. Adicionalmente, para equipamentos elétricos do grupo IIB ou IIC, a abertura e o
fechamento dos contatos durante a inserção e/ou remoção da lâmpada deve ocorrer no interior de um invólucro à
prova de explosão, tipo de proteção “d”, do grupo IIB ou IIC, respectivamente.
NOTA Para porta-lâmpada roscados E10 e E14, os requisitos de 18.3.3 não são necessários.
19 Invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros
Os seguintes requisitos aplicam-se aos invólucros não metálicos e às partes não metálicas de invólucros, exceto
para
⎯ anéis de vedação de prensa-cabos ou unidades seladoras de eletrodutos; e
⎯ partes não metálicas das quais o tipo de proteção não depende.

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19.1 (Reservada para utilização futura)
19.2 Requistos construtivos especiais
19.2.1 Resistência ao trilhamento e distância de escoamento em superfícies internas das paredes do
invólucro
Quando um invólucro ou uma parte de um invólucro de material não metálico é utilizado para suportar as partes
vivas de um condutor, a resistência ao trilhamento e as distância de escoamento entre as superfícies internas das
paredes do invólucro devem estar em conformidade com os requisitos da ABNT NBR IEC 60079-7.
Entretanto, para invólucros de equipamentos elétricos do grupo I, os quais podem estar sujeitos a fadigas elétricas
que sejam capazes de produzir arcos no ar e que resultem de correntes nominais superiores a 16 A, os requisitos
estabelecidos em 12.6 devem ser observados.
19.3 Requisitos suplementares para ensaios de tipo
Os ensaios de tipo especificados na ABNT NBR IEC 60079-0 devem ser complementados com os ensaios
indicados em 19.3.1 e 19.3.2.
19.3.1 Ensaios para verificação das caracteristicas à prova de explosão
19.3.1.1 Procedimento de ensaio
Os ensaios para verificação das caracterisiticas a prova de explosão devem ser realizados, na seguinte ordem,
como detalhado em 19.3.1.2 até 19.3.1.4.
19.3.1.2 Ensaio da capacidade do invólucro para suportar sobrepressão
A determinação da pressão de referencia como especificado em 15.1.2 pode ser realizada em uma amostra que
não tenha sido submetida aos ensaios de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0
Os ensaios de sobrepressão como especificados no item 15.1.3 devem ser realizados em todas as amostras
previamente submetidas aos ensaios de invólucros da ABNT NBR IEC 60079-0

19.3.1.3 Ensaio de erosão por chama
Este ensaio somente se aplica a invólucros de volumes superiores a 50 cm
3
e no qual as juntas à prova de
explosão tenham pelo menos uma face de material plástico.
Este ensaio pode ser realizado em uma amostra que não tenha sido objeto de ensaios de invólucros da
ABNT NBR IEC 60079-0. Esta amostra deve ser preparada como descrito em 15.2, exceto que os interstícios de
juntas flangeadas e partes planas de juntas de encaixe devem ser ajustadas para um valor entre 0,1 mm e
0,15 mm.
Para buchas comuns a dois invólucros à prova de explosão adjacentes, o ensaio deve ser realizado naquele que
apresentar as condições mais desfavoráveis.
O ensaio consiste em 50 ignições da mistura explosiva especificada em 15.1.2.1 para o grupo correspondente. No
caso de equipamentos elétricos do grupo IIC, 25 ignições devem ser realizadas com cada uma das duas misturas
explosivas especificadas em 15.1.2.1.
O ensaio é considerado satisfatório se o seguinte ensaio de não-propagação for satisfatório.
19.3.1.4 Ensaio de não- propagação de uma ignição interna
Este ensaio deve ser realizado conforme especificado em 15.2, e pode ser realizado em amostras que não sejam
objeto de ensaios de invólucros da ABNT NBR IEC 60079-0.


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19.3.2 Inflamabilidade
Este ensaio deve ser realizado somente para invólucros ou partes de invólucros fabricados de materiais plásticos.
O ensaio deve estar em conformidade com a IEC 60695-11-10 (Método V2)

20 Marcação
20.1 Generalidades
Os invólucros à prova de explosão “d” devem ser marcados em conformidade com ABNT NBR IEC 60079-0 e com
a seguinte marcação adicional para o tipo de proteção “d”.
20.2 Marcações de advertências
Onde for requerida qualquer uma das seguintes marcações, o texto, tal como descrito na Tabela 9, seguidos da
palavra "CUIDADO” ou "ADVERTÊNCIA", pode ser substituído por texto ou símbolo tecnicamente equivalente.
Múltiplas advertências podem ser combinadas em uma marcação de advertência equivalente.
Tabela 9 − Textos de marcações de advertências
Referência Marcações de advertências
20.2(a) 11.3, 11.4 “ATENÇÃO – UTILIZE DISPOSITIVOS DE FIXAÇÃO COM RESISTÊNCIA À TRAÇÃO ≥
(VALOR)”, quando o (valor) for determinado pelo ensaio aplicável.
20.2(b) 13.3.4 “ATENÇÃO – NÃO DESCONECTE QUANDO ENERGIZADO”
20.2(c) 17.1.1,
17.2.2,
17.2.3
“ATENÇÃO – NÃO ABRA QUANDO ENERGIZADO”
20.2(d) E.3.2 “ATENÇÃO – NÃO ABRA QUANDO UMA ATMOSFERA EXPLOSIVA DE GÁS ESTIVER
PRESENTE”

20.3 Marcações informativas
Quando qualquer uma das seguintes marcações for requerida, o texto, tal como descrito na Tabela 10 pode ser
substituído por texto ou símbolo tecnicamente equivalente. Múltiplas advertências podem ser combinadas em uma
marcação de advertência equivalente.

Tabela 10 − Texto de marcações informativas
Referência Marcação informati va
20.3(a) 13 Identificação do tamanho e tipo de rosca, por exemplo, “½ NPT”, “M25”
20.3(b) 13 “VER DOCUMENTOS DE INSTRUÇÕES DE INSTALAÇÃO”
20.3(c) 15.2 “ESTE EQUIPAMENTO DEVE SER INSTALADO DE FORMA QUE A(S) JUNTA(S)
FLANGEADA(S) NÃO ESTEJA(M) A (VALOR) DE UM OBJETO SÓLIDO QUE NÃO SEJA
PARTE DESTE EQUIPAMENTO”, quando o (valor) é determinado pela proximidade do objeto
sólido durante o ensaio de propagação de chama, com os valores ensaiados menores do que
aqueles indicados na Tabela 8.
20.3(d) D.3.8 “INVÓLUCRO VAZIO COM CERTIFICADO DE COMPONENTE Ex”



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Anexo A
(normativo)

Requisitos adicionais para elementos em chapa prensada (colméia) de
dispositivos de drenagem e respiro
A.1 Elementos de chapa prensada (colméia) devem ser fabricados em cobre-níquel, aço inoxidável ou outro
metal adequado para a aplicação. Alumínio, titânio, magnésio e suas ligas não devem ser utilizados.
NOTA Ver 10.2 para limites de conteúdo de cobre.
A.2 Onde as trilhas através do dispositivo podem ser especificadas em desenhos e medidas no dispositivo
acabado, os limites de tolerância superior e inferior para as dimensões da trilha devem ser especificados e
monitorados na produção.
A.3 Onde a Seção A.2 não for aplicável, os requisitos aplicáveis do Anexo B devem ser aplicados.
A.4 Os ensaios de tipo de 15.4.3 devem ser realizados com amostras fabricadas com não menos do que 90 %
da maior dimensão permitida do interstício.


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Anexo B
(normativo)

Requisitos adicionais para elementos com caminhos não mensuráveis, de
dispositivos de drenagem e respiro


B.1 Elementos de metal sinterizado
B.1.1 Elementos de metal sinterizados devem ser construídos a partir de um dos seguintes materiais:
⎯ aço inoxidavel;
⎯ 90/10 cobre-estanho bronze;
⎯ Um metal ou liga específica considerados adequados para a aplicação. Alumínio, titânio, magnésio e suas
ligas não devem ser utilizados.
NOTA Ver 10.2 para os limites de conteúdo de cobre.
B.1.2 O ensaio de borbulhamento equivalente ao tamanho do poro tem que ser determinado pelo método
especificado na ISO 4003.
B.1.3 A densidade do elemento de metal sinterizado deve ser determinada de acordo com ISO 2738.
B.1.4 Onde for requerida a determinação da porosidade e/ou permeabilidade a fluidos, dos elementos em
conexão com dispositivos funcionais, as medições têm que ser realizadas de acordo com as ISO 2738 e
ISO 4022.
B.1.5 Os elementos de metal sinterizados devem ser claramente identificados na documentação informando
⎯ o material estar de acordo com 10.2 e B.1.1,
⎯ o máximo tamanho dos poros em microns determinados pelo ensaio de borbulhamento de acordo com B.1.2,
⎯ a mínima densidade de acordo com B.1.3,
⎯ a minima espessura,
⎯ quando apropriado, a permeabilidade a fluídos e a porosidade aberta de acordo com B.1.4.
B.2 Elementos de telas metálicas prensadas
B.2.1 Elementos de telas metálicas prensadas devem ser construídos a partir de fios de aço inoxidável ou de
outro metal específico considerado adequado para a aplicação.
NOTA Ver 10.2 para os limites de conteúdo de cobre
Alumínio, titânio, magnésio e suas ligas não são permitidos. O fabricante deve iniciar de um fio trançado que é
prensado em um molde para formar uma matriz homogênea.

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B.2.2 A fim de avaliar a densidade, o diâmetro do fio deve ser especificado. Deve ser informada também a
massa, comprimento do fio trançado, espessura do elemento e dimensão da malha. A relação entre a massa do
elemento e a massa de um volume idêntico do mesmo metal sólido deve ser entre 0,4 e 0,6.
B.2.3 O tamanho máximo dos poros no ensaio de borbulhamento deve ser determinado pelo método
especificado na ISO 4003.
B.2.4 A densidade do elemento deve ser determinada de acordo com ISO 2738.
B.2.5 Onde a determinação da porosidade aberta e/ou a permeabilidade a fluídos dos elementos for requerida
devido aos aspectos funcionais dos dispositivos, as medições devem ser efetuadas de acordo com ISO 2738 e
ISO 4022.
B.2.6 Elementos de fios metálicos devem ser claramente identificados nos documentos informando
⎯ O material, de acordo com 10.2 e B.2.1,
⎯ o máximo tamanho dos poros em microns determinados pelo ensaio de borbulhamento de acordo com B.2.3,
⎯ a minima densidade de acordo com B.2.4,
⎯ as dimensões, incluindo as tolerâncias,
⎯ o diâmetro original do fio,
⎯ onde apropriado, a permeabilidade a fluidos e a porosidade aberta de acordo com B.2.5.
B.3 Elementos de metal poroso
B.3.1 Elementos de metal poroso devem ser produzidos pelo revestimento de uma espuma de poliuretano
reticulado com níquel, removendo o poliuretano por decomposição térmica, convertendo o níquel em uma liga de
níquel-cromo, por exemplo, por difusão gasosa e comprimindo o material como necessário.
B.3.2 Elementos de metal poroso devem conter pelo menos 15 % de cromo em massa.
B.3.3 A máxima dimensão dos poros no ensaio de borbulhamento deve ser determinada pelo método
especificado na ISO 4003.
B.3.4 A densidade do elemento deve ser determinada de acordo com a norma ISO 2738.
B.3.5 Onde a determinação da porosidade aberta e/ou a permeabilidade a fluídos dos elementos for requerida
devido aos aspectos funcionais dos dispositivos, as medições devem ser efetuadas de acordo com ISO 2738 e
ISO 4022.
B.3.6 Elementos de metal poroso devem ser claramente definidos na documentação informando
⎯ o material, de acordo com 10.2, B.3.1 e B.3.2,
⎯ o máximo tamanho dos poros em microns determinado pelo ensaio de borbulhamento de acordo com B.3.3,
⎯ a minima espessura,
⎯ a minima densidade,
⎯ onde apropriado, a permeabilidade a fluidos e a porosidade aberta de acordo com B.3.5.

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Anexo C
(normativo)

Requisitos adicionais para dispositivos de entrada à prova de explosão
C.1 Generalidades
Este anexo contém os requisitos específicos aplicáveis, em adição aos encontrados na ABNT NBR IEC 60079-0,
para a construção e ensaios de dispositivos de entrada à prova de explosão. Dispositivos de entrada incluem
prensa cabos, unidade seladoras, tampões, bujões e adaptadores de rosca Ex.
C.2 Requisitos construtivos
C.2.1 Métodos de vedação
C.2.1.1 Prensa-cabos e dispositivos de vedação de eletroduto com anéis de vedação elastomérico
C.2.1.1.1 Se o prensa-cabo ou dispositivo de vedação de eletroduto puder aceitar diversos anéis de vedação
com o mesmo diâmetro externo, mas com dimensões internas diferentes, o anel deve ter uma altura mínima axial
sem compressão entre o corpo do prensa-cabo (isto é, comprimento de contato) e o anel e entre o anel de
vedação do cabo de
⎯ 20 mm, para cabos circulares de diâmetro menor ou igual a 20 mm, e para cabos não circulares com
perímetro menor ou igual a 60 mm;
⎯ 25 mm, para cabos circulares com diâmetro maior que 20 mm, e para cabos não circulares com perímetro
maior que 60 mm.
C.2.1.1.2 Se um prensa-cabo ou dispositivo de vedação puder aceitar um único anel de vedação elastomérico,
este anel deve ter uma altura mínima axial, sem compressão, de 5 mm entre o corpo do prensa-cabo e o anel de
vedação entre o cabo e o anel de vedação.
C.2.1.2 Prensa-cabos selado com composto selante
O comprimento mínimo do composto selante deve ser de 20 mm quando montado.
O fabricante deve especificar:
⎯ o diâmetro máximo dos núcleos de cabos que o prensa cabo permite;
⎯ o número máximo de núcleos que podem passar através do composto selante.
Os valores especificados devem assegurar que, através dos 20 mm de comprimento do composto selante, pelo
menos 20 % da área da seção transversal está preenchida com o composto selante.
O prensa-cabo deve ser capaz de ser conectado e removido dos equipamentos elétricos sem dano no composto
selante após o período de tempo de cura especificado.
O composto selante e as instruções apropriadas de montagem devem ser fornecidas com o prensa-cabo.
C.2.1.3 Unidades seladoras com composto selante
O comprimento mínimo do composto selante deve ser de 20 mm quando montado.

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O fabricante deve especificar o número máximo de condutores que podem passar através do composto selante.
Estes valores especificados devem garantir que, ao longo de todo comprimento do composto de 20 mm exigidos,
pelo menos 20 % da área de seção transversal é preenchida com o composto selante.
O composto selante e as instruções apropriadas de montagem devem ser fornecidas com o dispositivo de
selagem de eletrodutos.
C.2.1.4 Buchas
As buchas podem conter um ou mais condutores. Quando são corretamente montadas e instaladas nas paredes
do invólucro, todos os comprimentos de juntas, interstícios ou juntas seladas devem estar em conformidade com
requisitos relevantes das Seções 5, 6 e C.2.2.
Quando a bucha é constituída por isolação moldada nas partes metálicas, os requisitos de 5.2, de 5.3 e 5.4 não se
aplicam, mas a Seção 6 é aplicável. O próprio material de isolação pode contribuir na resistência mecânica do
invólucro.
Quando a bucha contém partes montadas com adesivos, esta é considerada como selante e se cumpre os
requisitos da Seção 6. Se este não for o caso, os requisitos de 5.2.1, 5.3 e 5.4 são aplicáveis.
As partes externas das buchas dos invólucros à prova de explosão devem se protegidos de acordo com
ABNT NBR IEC 60079-0
As buchas específicas para invólucros à prova de explosão devem atender aos ensaios de tipo e rotina para o
invólucro.
As buchas não específicas para um invólucro à prova de explosão serão submetidas aos ensaios de tipo e
resistência à pressão realizada por meio de um ensaio de pressão estática como especificado em 15.1.3.1 com os
seguintes valores:
⎯ 2 000 kPa para equipamento elétrico do grupo I;
⎯ 3 000 kPa para equipamento elétrico do grupo II.
Estas buchas devem ser submetidas ao ensaio de pressão de rotina como especificado em 16.1, exceto quando o
procedimento de montagem utilizado, conforme descrito na documentação do fabricante, assegure a consistência
nos produtos fabricados.
C.2.2 Roscas
As roscas formando uma junta à prova de explosão devem estar conforme os requisitos de 5.3.
Para roscas macho métricas destinadas para instalação em uma entrada roscada de um equipamento à prova de
explosão, a parte roscada deve ter pelo menos 8 mm de comprimento e deve ser acoplados pelo menos oito fios
de rosca completos. Se a rosca for executada com um canal (saida de ferramenta), então uma arruela lisa
imperdível ou outro dispositivo equivalente deve ser montado para assegurar o comprimento requerido de roscas
acopladas.
NOTA O requisito de pelo menos oito fios de rosca é para assegurar que pelo menos cinco fios de rosca completos são
encaixados quando o prensa-cabo estiver instalado no invólucro à prova de explosão – Levando em consideração a presença
de algum chanfro ou canal (ver Seção 13)

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C.2.3 Requisitos construtivos para bujões Ex
C.2.3.1 Bujões Ex com rosca macho metrica devem atender com um ou mais dos requisitos de 11.9. Bujões
Ex tendo roscas macho NPT devem ser do tipo 22b (Figura 22) e com a superfície externa posicionada em L1
(- 0 + 1/4).
NOTA Este requisito deve garantir que na entrada do invólucro a superfície externa do bujão fique o mais próximo
possível à superfície externa do invólucro.
C.2.3.2 Todas as roscas paralelas devem atender aos requisitos de C.2.2.
C.2.4 Requisitos construtivos para adaptadores roscados Ex
C.2.4.1 Todas as roscas devem atender aos requisitos de C.2.2.
C.2.4.2 As roscas dos adaptadores roscados Ex devem ser coaxiais
C.2.4.3 O comprimento e o volume interno dos adaptadores roscados Ex devem ser o menor possível e
somente o necessário para uma boa construção.
C.3 Ensaios de tipo
C.3.1 Ensaio de vedação
Os requisitos para a resistência térmica ao calor e a resistêcia térmica ao frio prescritos na
ABNT NBR IEC 60079-0 devem ser aplicados nas amostras montadas de acordo com as instruções do fabricante,
com um mandril ou um cabo como requerido.
C.3.1.1 Prensa-cabos e dispositivos de selagem de eletrodutos com anel de vedação
Estes ensaios devem ser realizados utilizando, para cada tipo de prensa-cabo ou dispositivos de selagem de
eletroduto, um anel de vedação de cada uma das diferentes dimensões permitidas. No caso dos anéis de
vedações elastoméricos, cada anel é montado num mandril cilíndrico de aço suave polido, limpo e seco com
diâmetro igual ao menor diâmetro de cabo permitido no anel, conforme especificado pelo fabricante do prensa-
cabo ou do dispositivo de selagem do eletroduto.
No caso de anéis de vedação metálicos ou compostos, cada anel é montado na armação de metal de uma
amostra limpa e seca do cabo com diâmetro igual ao menor diâmetro permitido no anel, conforme especificado
pelo fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo de selagem do eletroduto.
No caso de anéis de vedação para cabos não circulares, cada anel é montado numa amostra limpa e seca do
cabo com perímetro igual ao menor valor permitido no anel, conforme especificações do fabricante do prensa-cabo
ou do dispositivo de selagem do eletroduto.
A montagem é então conectada à entrada e é aplicado um torque aos parafusos (no caso de um dispositivo de
compressão flangeado), ou à porca (no caso de um dispositivo de compressão roscado) para obter uma vedação
sob pressão hidráulica de 2 000 kPa para o Grupo I e 3 000 kPa para o Grupo II.
NOTA 1 Os valores de torque mencionados no parágrafo anterior podem ser determinados experimentalmente antes dos
ensaios, ou estes podem ser fornecidos pelo fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo de selagem do eletroduto.
O conjunto é então montado dentro de um dispositivo de ensaio hidráulico utilizando água colorida ou óleo
hidráulico, como ilustrado na Figura C.1. O circuito hidráulico é então purgado. A pressão hidráulica é então
aumentada gradativamente.
A vedação é considerada satisfatória se o papel mata-borrão estiver livre de qualquer vestígio de vazamento,
quando a pressão for mantida a 2 000 kPa para o grupo I ou 3 000 kPa para o grupo II, por pelo menos 10 s.

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NOTA 2 Pode ser necessário vedar todas as juntas do prensa-cabo ou dispositivos de selagem de eletrodutos montado no
equipamento de ensaio, exceto aquelas associadas com o anel de vedação sob ensaio. Quando for utilizada uma amostra de
cabo armado, pode ser necessário evitar a aplicação de pressão aos terminais dos condutores ou ao interior do cabo.
1 2 3 5
6 7
8 9
4

Componente
1 bomba hidráulica 6 anel de vedação
2 manômetro 7 mandril/cabo armado
3 mangueira 8 componente de compressão
4 papel mata-borrão 9 braçadeira de retenção
5 adaptador

Figura C.1 — Dispositivo para ensaio de vedação de prensa-cabos
C.3.1.2 Prensa-cabo selado com composto selante
O ensaio deve ser realizado utilizando, para cada dimensão de prensa-cabo, mandris de metal, sendo estes em
número e diâmetros tais que reproduzam o maior diâmetro de núcleos com a maior quantidade de nucleos
especificado pelo fabricante de acordo com os requisitos de C.2.1.2.
O composto selante é preparado de acordo com as instruções do fabricante e então introduzido no volume
apropriado. Deve ser permitido um tempo apropriado para endurecimento.
O conjunto é então montado dentro do equipamento de ensaio hidráulico definido em C.3.1.1 acima, e o mesmo
procedimento é aplicado. Os critérios de aceitação também são os mesmos.
C.3.1.3 Dispositivos de selagem de eletrodutos com composto selante
O ensaio deve ser realizado utilizando, para cada dimensão de dispositivo de selagem de eletrodutos, mandris de
metal, sendo estes em número e diâmetros tais que reproduzam o número máximo de núcleos especificado pelo
fabricante de acordo com os requisitos de C.2.1.3.
O composto selante deve ser preparado seguindo as instruções do fabricante e então introduzido em volume
apropriado. Deve ser permitido um tempo apropriado para endurecimento.
O conjunto é então montado em um dispositivo de ensaio hidráulico, definido em C.3.1.1 acima, e o mesmo
procedimento de ensaio é aplicado. O critério de aceitação também é o mesmo.
C.3.2 Ensaio de resistência mecânica
C.3.2.1 Prensa-cabos com elemento de compressão roscada
Um torque duas vezes maior que o requerido no ensaio de vedação deve ser aplicado no elemento de
compressão; contudo, o valor deste torque, expresso em Nm, deve sempre ser pelo menos três vezes o valor em

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milímetros do diâmetro máximo permitido do cabo, quando o prensa-cabo é projetado para cabos circulares; ou
igual ao valor em milímetros do perímetro máximo permitido do cabo, quando o prensa-cabo é projetado para
cabos não circulares.
O prensa-cabo é então desmontado e suas partes são examinadas.
C.3.2.2 Prensa-cabo com o elemento de compressão fixado por parafusos
Um torque duas vezes maior que o requerido no ensaio de vedação deve ser aplicado nos parafusos do elemento
de compressão; entretanto, o valor deste torque deve ser sempre no mínimo igual aos seguintes valores:
M6: 10 Nm M12: 60 Nm
M8: 20 Nm M14: 100 Nm
M10: 40 Nm M16: 150 Nm
O prensa-cabo é então desmontado e suas partes são examinadas.
C.3.2.3 Prensa-cabos selados com composto selante
No caso de entradas roscadas, um torque em Nm igual ao valor mínimo especificado em C.3.2.1 deve ser aplicado
ao prensa-cabo quando roscado em um bloco de ensaio de aço com orifício roscado apropriado.
O prensa-cabo é então desmontado e suas partes são examinadas.
C.3.2.4 Critério de aceitação
Os ensaios C.3.2.1 a C.3.2.3 devem ser considerados para serem satisfatórios se nenhum dano for encontrado
em qualquer das partes do prensa-cabo.
NOTA Qualquer dano ao anel de vedação deve ser desconsiderado, pois o ensaio é para mostrar que a resistência
mecânica do prensa-cabo é suficiente para suportar as condições de uso.
C.3.3 Ensaio de tipo para bujões Ex
C.3.3.1 Ensaio de torque
Uma amostra de um bujão de cada tamanho deve ser roscada em um bloco de ensaio de aço com orifício roscado
apropriado. A amostra é apertada com um torque equivalente a no mínimo o valor mostrado na coluna 2 da Tabela
C.1, utilizando uma ferramenta adequada. O ensaio deve ser considerado satisfatório se for atingido o número
correto de fios de rosca acoplado e se, quando desmontado, nenhum dano for encontrado, exceto se ocorrer a
ruptura do pescoço do tipo 22c. O bujão tipo 22b deve ser capaz de ser removido somente com o uso de uma
ferramenta apropriada.
Os bujões do tipo 22b devem ser submetidos a um ensaio adicional no torque pelo menos equivalente ao
fornecido na coluna 3 da Tabela C.1, e deve ser considerado satisfatório se a borda da rosca não tiver sido
remontada.
C.3.3.2 Ensaio de sobrepressão
O bujão deve ser submetido ao ensaio de tipo para resistência à pressão por meio do ensaio de pressão estática
especificado em 15.1.3.1, com os seguintes valores:
⎯ 2 000 kPa para equipamento elétrico do grupo I;
⎯ 3 000 kPa para equipamento elétrico do grupo II.

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C.3.4 Ensaio de tipo para adaptadores roscados Ex
C.3.4.1 Ensaio de torque
Uma amostra do adaptador roscado Ex de cada tamanho deve ser roscada em um bloco de ensaio, contendo uma
entrada roscada de tamanho e forma apropriada para o dispositivo sob ensaio. Um bujão de aço ou latão de
tamanho e forma apropriada deve ser roscado na entrada do adaptador.
O bujão deve ser apertado com um torque no mínimo equivalente ao torque fornecido na coluna 2 da Tabela C.1,
apropriado para a rosca de maior bitola das duas roscas do adaptador. O ensaio deve ser considerado satisfatório
se não existir deformação no adaptador quando for desmontado.
C.3.4.2 Ensaio de Impacto
Uma amostra do adaptador roscado Ex de cada tamanho deve ser roscada em um bloco de ensaio, contendo uma
entrada roscada de tamanho e forma apropriada para o dispositivo sob ensaio. Uma barra de aço ou latão sólido
de tamanho apropriado, roscada a outra saída do adaptador de rosca, de forma a se projetar um diâmetro para
além do adaptador, com um mínimo de 50 mm, devem então ser roscado no adaptador com um torque
equivalente a pelo menos o especificado na coluna 2 da Tabela C.1. A montagem deve então ser submetida ao
ensaio de resistência ao impacto, seguindo os requisitos apropriados da ABNT NBR IEC 60079-0. O impacto deve
ser aplicado no ângulo reto ao eixo da barra e tão próximo quanto possível do final da barra como praticável.
C.3.4.3 Ensaio de sobrepressão
O adaptador de rosca deve ser submetido ao ensaio de tipo para resistência a pressão por meio do ensaio de
pressão estática especificado em 15.1.3.1, com os seguintes valores:

⎯ 2 000 kPa para equipamento elétrico do grupo I;
⎯ 3 000 kPa para equipamento elétrico do grupo II.
Tabela C.1 – Valores de torque de aperto
Tamanho da rosca
mm
Torque de aperto para os
ensaios de torque e
impacto
Nm
Torque de aperto para
bujões tipo 22b
Nm
16 40 65
20 40 65
25 55 95
32 65 110
40 80 130
50 100 165
63 115 195
75 140 230
>75 2d
a
3,5 d
a

a
A variável d é o maior diâmetro da rosca, em milímetros.


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Figura C.2 – Exemplos de adaptadores roscados Ex



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Anexo D
(normativo)

Invólucros vazios à prova de explosão como componentes Ex


D.1 Generalidades
A proposta de uma certificação de invólucro vazio como componente Ex é para permitir ao fabricante do invólucro
à prova de explosão obter um certificado sem que os equipamentos internos sejam definidos, para que o invólucro
vazio seja disponibilizado para às terceiras partes para incorporação em um equipamento totalmente certificado
sem a necessidade de repetição de todos os ensaios de tipo. Quando um certificado para um equipamento
completo for requerido, o certificado para o invólucro vazio como componente Ex não é necessário.
D.2 Observações preliminares
Os requisitos para a certificação de um invólucro vazio como um componente Ex estão contidos neste anexo. Isto
não elimina a necessidade de uma certificação subseqüente do equipamento, mas objetiva facilitar esta
certificação.
O fabricante do invólucro como componente Ex deve ser responsável por assegurar que todas as unidades
fornecidas
a) sejam idênticas na construção com o projeto original, como detalhado nos documentos mencionados na
certificação do invólucro como componente Ex,
b) tenham sido submetidas aos ensaios de rotina de sobrepressão como é requerido, e
c) atendam aos requisitos de qualquer condição especial mencionada das limitações impostas pelo certificado do
invólucro como componente Ex.
D.3 Requisitos para invólucro como componentes Ex
D.3.1 Os invólucros como componente Ex devem estar em conformidade com os requisitos, onde aplicáveis, da
ABNT NBR IEC 60079-0 e esta Norma.
D.3.2 Os invólucros como componente Ex devem consistir basicamente de uma geometria simples de uma
única seção transversal quadrada, retangular ou cilíndrica, com conicidade que não exceda 10 %.
NOTA Quando a maior dimensão exceder qualquer outra dimensão por 4:1 para o grupo I, IIA e IIB, ou exceder qualquer outra
dimensão por 2:1 para o grupo IIC, considerações adicionais podem ser necessárias.
D.3.3 Invólucros de máquinas rotativas não devem ser avaliados como invólucros com componente Ex.
NOTA “Máquinas” aqui significa motores elétricos que substancialmente preenchem o invólucro.
D.3.4 Os invólucros como componente Ex devem ser fornecidos com meios adequados para a disposição e
montagem de componentes internos.
D.3.5 Nenhum furo, tanto para finalidades elétricas ou mecânicas, e tanto fechados ou abertos, devem ser
usinados no invólucro como componente Ex, exceto aqueles permitidos no certificado do invólucro como
componente Ex.

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D.3.6 Invólucros como componente Ex para o Grupo I, IIA e IIB, a pressão de referência é determinada de
acordo com 15.1.2, com a modificação das amostras de ensaio como segue:
⎯ Quando a maior dimensão não exceder qualquer outra dimensão por mais do que 2:1, nenhuma modificação
é necessária;
⎯ Para todas as outras construções permitidas, uma obstrução sólida (anteparo) de aproximadamente 80 % da
área da seção transversal dever ser centralizada no menor eixo, e aproximadamente localizada dois terços ao
longo do maior eixo axial. A obstrução sólida deve reproduzir novamente a seção transversal do invólucro.
Invólucros como componente Ex para o grupo IIC, a pressão de referência é determinada de acordo com 15.1.2,
com uma obstrução sólida (anteparo) de aproximadamente 60 % da área da seção transversal localizada no
centro do menor eixo, e aproximadamente localizada dois terços ao longo do maior eixo axial. A obstrução sólida
deve reproduzir novamente a seção transversal do invólucro.
Quando uma amostra é requerida para ser modificada por inclusão da obstrução sólida, fontes de ignição e
dispositivo de registro de pressão devem ser posicionados em lados opostos da obstrução sólida para ser medida
simultaneamente a pressão resultante.
D.3.7 Invólucros como componente Ex devem ser capazes de suportar um ensaio de tipo de sobrepressão com
máximo número de entradas do máximo tamanho, a uma pressão que deve ser igual a 1,5 vez a pressão máxima
de explosão (pressão de referência) determinada conforme 15.1.2 com o invólucro vazio, e com as entradas
fechadas por meios adequados.
Ensaios de rotina não são requeridos para invólucros como componente Ex quando no ensaio de tipo o ensaio de
sobrepressão estática foi realizado com quatro vezes o valor da pressão de referência. Entretanto, invólucros
como componente Ex de construção soldada, devem, em todos os casos ser submetidos aos ensaios de rotina.
O ensaio de rotina deve consistir tanto de um ensaio dinâmico com, dentro e fora do invólucro como componente
Ex, a mistura explosiva apropriada especificada em 15.1.2 (para a determinação da pressão de referência) na
pressão de 1,5 vez a pressão atmosférica; ou um ensaio estático na pressão de pelo menos 350 kPa e não menor
do que 1,5 vez a pressão de referência.
D.3.8 O invólucro como componente Ex deve ter uma marcação interna permanente de acordo com os
requisitos aplicáveis. A marcação deve ser conforme 20.3(d), Tabela 10.
A marcação deve também incluir os requisitos para marcação de componentes Ex dados na
ABNT NBR IEC 60079-0.
Esta marcação pode ser omitida se o fabricante do invólucro como componente Ex for também o dono do
equipamento certificado.
D.3.9 Externamente ao invólucro, devem ser previstos a forma e o local para marcação da certificação do
equipamento completo de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0.
D.3.10 As informações a seguir devem ser fornecidas no certificado de invólucro como componente Ex como
parte das limitações como segue:
⎯ o número máximo de entradas, seus máximos tamanhos e suas posições devem ser localizadas através de
informação direta ou referência a um número de desenho;
⎯ máquinas rotativas, ou outros dispositivos que possam criar tubulência não devem ser incorporados;
⎯ disjuntores e contatores imersos em óleo não devem ser utilizados;
⎯ se outra faixa de temperatura ambiente que – 20 ºC a + 40 ºC;

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⎯ invólucros como componente Ex para o grupo I, IIA e IIB, os componentes internos ao invólucro podem ser
dispostos em qualquer arranjo, de forma que pelo menos 20 % de sua area de seção transversal pemaneçam
livres para permitir um fluxo de gás sem obstáculos durante o desenvolvimento de uma explosão. Áreas de
passagem do fluxo de gás podem ser agregadas de modo que cada área tenha dimensão mínima em
qualquer direção de 12,5 mm;
⎯ invólucros como componente Ex para o grupo IIC, os componentes internos ao invólucro podem ser dispostos
em qualquer arranjo, de forma que pelo menos 40 % de sua area de seção transversal pemaneçam livres
para permitir um fluxo de gás sem obstáculos durante o desenvolvimento de uma explosão. Áreas de
passagem do fluxo de gás podem ser agregadas de modo que cada área tenha dimensão mínima em
qualquer direção de 12,5 mm; e
⎯ qualquer limitação adicional requerida para a construção particular, por exemplo, temperatura máxima de
operação da janela.
D.4 Conversão de um certificado de componente Ex em um equipamento
completamente certificado
D.4.1 Procedimento
O invólucro que tenha obtido o certificado de invólucro como componente Ex é passível de ser certificado como
equipamento completo em conformidade com a ABNT NBR IEC 60079-0 e esta Norma, normalmente sem a
repetição dos ensaios já realizados, desde que atendam aos requisitos descritos em D.3.10.
Os documentos devem ser preparados para um equipamento certificado descrevendo quaisquer substituições ou
omissões permitidas, juntamente com as condições de montagem de um invólucro como componente Ex, para
que a conformidade possa ser verificada com a relação de limitações do certificado do invólucro como
componente Ex.
Qualquer entrada permitida de acordo com o certificado do invólucro como componente Ex pode ser fornecida
tanto pelo fabricante do invólucro como componente Ex ou através de um acordo entre o fabricante do
equipamento e o fabricante do invólucro como componente Ex.
D.4.2 Aplicação da relação de limitações
Em adição a relação de limitações, todas as edições da aplicação devem ser consideradas e determinadas para
atender os requisitos aplicáveis da ABNT NBR IEC 60079-0 e esta Norma.


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Anexo E
(normativo)

Acumuladores e baterias utilizadas em invólucros à prova de explosão “ d”
E.1 Observações preliminares
Este anexo contém os requisitos para equipamentos elétricos com tipo de proteção “d” para invólucros à prova de
explosão que contêm um ou mais acumuladores utilizados como baterias para prover energia aos circuitos.
Sem considerar o tipo de acumulador eletroquímico utilizado, o objetivo principal é prevenir uma mistura inflamável
de gases eletrolíticos (normalmente hidrogênio e oxigênio) que possa ocorrer no interior do invólucro à prova de
explosão. Como já é conhecido, acumuladores e baterias que têm grande probabilidade de liberação de gás
eletrolítico em uso normal (por ventilação natural ou por uma válvula de alívio de pressão) não devem ser
utilizados dentro de invólucros à prova de explosão.
NOTA Não é pretendido que estes requisitos sejam aplicados a acumualadores eletroquímicos utilizados como
dispositivos de medição, (tal como acumuladores zinco/oxigênio, de acordo com a IEC 60086-1 Tipo A, utilizado para medição
de concentração de oxigênio).
E.2 Sistemas eletroquímicos aceitáveis
Somente os acumuladores listados nas Tabelas E.1 e E.2 abaixo normalizadas pela IEC devem ser utilizados.
Tabela E.1 – Acumuladores primários aceitáveis
Tipos IEC
60086-1
Eletrodo positi vo Eletrólito
Eletrodo
negati vo
Tensão nominal
V
Máxima tensão de
circuito aberto
V
- Dióxido de manganês Cloreto de amônia, cloreto de zinco Zinco 1,5 1,73
A Oxigênio Cloreto de amônia, cloreto de zinco Zinco 1,4 1,55
C Dióxido de manganês Eletrólito orgânico Lítio 3,0 3,7
E Cloreto de tionila (SOCl
2
) Inorgânico não-aquoso Lítio 3,6 3,9
L Dióxido de manganês Hidróxido alcalino metálico Zinco 1,5 1,65
S Óxido de prata (Ag
2
O) Hidróxido alcalino metálico Zinco 1,55 1,63
T Óxido de prata (AgO, Ag
2
O) Hidróxido alcalino metálico Zinco 1,55 1,87
a
Dióxido de enxofre Sal orgânico não-aquoso Lítio 3,0 3,0
a
Mercúrio Hidróxido alcalino metálico Zinco (aguardando
dados)
(aguardando
dados)
NOTA Acumuladores de dióxido de zinco/manganês são relacionados na IEC 60086-1, mas não são classificados por um tipo de letra.
a
Apenas pode ser utilizado se existir uma norma IEC para acumuladores.


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Tabela E.2 – Acumuladores secundários aceitáveis
Tipo normalizado e
norma IEC Relevante
Tipo Eletrólito Tensão Nominal
Máxima tensão de
circuito aberto
V V
Tipo K
IEC 61951-1
IEC 60623
IEC 60662
Niquel-cadmio
Hidróxido de potássio
(SG l.3)
1,2 1,55
a
Lítio
Sal orgânico não
aquoso
(aguardando dados) (aguardando dados)
IEC 61951-2 Hidreto de níquel
metálico
Hidróxido de potássio 1,2 1,5
a
Apenas pode ser utilizado se existir uma Norma IEC para acumuladores.
E.3 Requisitos gerais para acumuladores (ou baterias) no interior de invólucros a prova
de explosão
E.3.1 As restrições de uso seguintes devem ser aplicadas para certos tipos de acumuladores:
⎯ acumuladores secundários para formar uma bateria, com respiros ou abertos, não podem ser utilizados no
interior de invólucros à prova de explosão;
⎯ acumuladores selados com válvula regulável podem ser utilizados dentro de invólucros à prova de explosão,
mas somente para propósitos de descarga;
⎯ acumuladores selados secundários podem ser recarregados no interior do invólucro à prova de explosão, sob
os requisitos da Seção E.5.
E.3.2 Invólucros à prova de explosão contendo uma bateria devem ser marcados de acordo com 20.2(d),
Tabela 9.
Isto não é aplicável quando a bateria e seus circuitos associados estão conectados de acordo com a PN 03:031.04-
008 e a bateria não é recarregada em serviço.
E.3.3 Baterias e seus dispositivos de segurança devem ser firmemente montados (por exemplo, fixados em um
ponto por abraçadeiras ou fixadores projetados para este propósito).
E.3.4 Não deve haver nenhum movimento relativo entre a bateria e o dispositivo de segurança associado ou
dispositivos que garantam a conformidade com o respectivo tipo de proteção.
NOTA A conformidade com E.3.3 e E.3.4 deve ser verificada antes e depois dos ensaios dos invólucros requeridos pela
ABNT NBR IEC 60079-0.
E.4 Arranjos de dispositivos de segurança
E.4.1 Prevenção de temperaturas excessivas e danos aos acumuladores
E.4.1.1 Sob condições de descarga por curto-circuito, baterias devem atender a ambas as condições abaixo,
ou ser providas de um dispositivo de segurança, como descrito em E.4.1.2:
⎯ a temperatura de superfície externa do acumulador ou bateria não deve exceder a temperatura de operação
contínua especificada pelo fabricante do acumulador ou bateria, considerando a temperatura ambiente dentro
do invólucro, e
⎯ a máxima corrente de descarga não deve exceder a especificada pelo fabricante do acumulador ou bateria.

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E.4.1.2 Quando as duas condições de E.4.1.1 não forem atendidas, um dispositivo de segurança é necessário
para atender aos requisitos para componentes infalíveis como definido na PN 03:031.04-008, e deve estar
localizado perto do terminal do acumulador ou bateria, como é razoavelmente praticável, e ser
⎯ um resistor ou dispositivo limitador de corrente que limita a corrente à máxima corrente contínua especificada
pelo fabricante da bateria, ou
⎯ um fusível em conformidade com a IEC 60127, selecionado de maneira que as características de fusão
evitem que a corrente máxima retirada e duração especificada permitida pelo fabricante da bateria tenham
sido excedida. Onde o fusível for do tipo substituível, deve ser provida uma etiqueta ao lado do suporte do
fusível, especificando o tipo adequado a ser utilizado.
E.4.2 Prevenção de reversão de polaridade do acumulador ou carga reversa por outro
acumulador na mesma bateria
E.4.2.1 Onde forem utilizadas baterias com
⎯ uma capacidade de 1,5 Ah ou menos (a uma taxa de descarga 1 h), e
⎯ um volume menor que 1 % do volume livre do invólucro,
Nenhuma medida adicional de proteção é necessária para evitar a liberação de gás de eletrólito através de
reversão de polaridade, ou carregamento reverso de um acumulador através de outros acumuladores na mesma
bateria.
NOTA Convém que estas alternativas não sejam interpretadas como permissão à liberação de gás do eletrólito de tais
acumuladores
E.4.2.2 Onde as baterias utilizam um volume e/ou capacidade que excede os valores determinados acima,
devem ser incorporados arranjos para prevenir a reversão de polaridade do acumulador ou carregamento reverse
de um acumulador através de outros dentro da bateria.
Dois exemplos de como isto pode ser alcançado são descritos abaixo:
⎯ monitorando a tensão em um acumulador (ou alguns acumuladores) e interrompendo a alimentação se a
tensão decrescer a um valor abaixo da mínima tensão especificada pelo fabricante do acumulador;
NOTA 1 Tal proteção é freqüentemente utilizada para evitar que os acumuladores entrem em um estado de "descarga
profunda". Se uma tentativa for feita para monitorar vários acumuladores conectados em série, a proteção pode não funcionar
seguramente devido às tolerâncias na tensão individual do acumulador e do circuito de proteção. Geralmente, recomenda-se
que não mais que seis acumuladores (em série) sejam monitorados por uma unidade de proteção.
⎯ utilizando diodos limitadores conectados para limitar a tensão de polaridade reversa para cada acumulador.
Por exemplo, o arranjo protetor para uma bateria de três acumuladores conectados em série é como
mostrado na Figura E.1.
+Ve –Ve

Figura E.1 — Arranjo de montagem de diodos para três acumuladores em série
Para este arranjo de proteção ser eficaz, a queda de tensão em cada diodo utilizado para evitar a carga reversa
de um acumulador não deve exceder a tensão de carga reversa de segurança deste acumulador.

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NOTA 2 Diodos de silício são considerados adequados para este requisito.
E.4.3 Prevenção de carregamento inadvertido de uma bateria por outras fontes de tensão no
invólucro
Onde existir outra fonte de tensão na mesma caixa (anexo), (incluindo outras baterias), a bateria e seus circuitos
associados devem ser protegidos contra descarga por outros circuitos específicos designados para fazer isso. Por
exemplo:
⎯ separando a bateria e seus circuitos associados de toda(s) a(s) outra(s) fonte(s) de tensão dentro do
invólucro, utilizando as distâncias de escoamento e isolação especificadas na Tabela 1 da
ABNT NBR IEC 60079-7 para a tensão máxima admissível capaz de causar a contaminação, ou
⎯ separando a bateria e seus circuitos associados de toda(s) a(s) outra(s) fonte(s) de tensão dentro do
invólucro, por um aterramento metálico barreira/anteparo capaz carregar a corrente máxima de falha da fonte
durante o tempo provável que exista (considerando qualquer tipo de circuito de proteção fornecido, por
exemplo, fusíveis, proteção de falha de aterramento), ou
⎯ somente separando a bateria, da(s) outra(s) fonte(s) de tensão utilizando as distâncias de escoamento e
isolação especificadas na ABNT NBR IEC 60079-7, mas com diodos de bloqueio montados como mostrado
na Figura E.2 abaixo, arranjados de forma a reduzir o risco de uma única falha causar curto-circuito de ambos
os diodos.

+Ve
–Ve

Figura E.2 – Arranjo de diodos de bloqueio para atender E.4.3
(terceiro exemplo)
Os requisitos dos exemplos em E.4.3 não são aplicados a circuitos conectados a uma bateria com a finalidade de
criar um ponto de referência de tensão ou a uma fonte de alimentação com o objetivo de recarregar uma bateria
secundária de acordo com Seção E.5.
E.5 Recarga de acumuladores secundários no interior de invólucros a prova de
explosão
E.5.1 Somente acumuladores do tipo "K", selados de níquel-cádmio, conforme listado na Tabela E.2, devem ser
recarregados dentro do invólucro à prova de explosão. Acumuladores de hidreto de níquel metálico podem ser
recarregados somente quando uma Norma IEC de acumuladores existir.
E.5.2 Onde acumuladores ou baterias devem ser recarregadas ainda dentro do invólucro à prova de explosão,
as condições de carga devem ser especificadas completamente nos documentos do fabricante e dispositivos de
segurança devem ser providenciados para assegurar que estas condições não são excedidas.
E.5.3 Os arranjos de carga devem ser de tal forma que previnem carga reversa.
E.5.4 Onde forem utilizadas baterias tendo
⎯ uma capacidade de 1,5 Ah ou menos, e
⎯ um volume menor que 1 % do volume livre do invólucro.
Nenhum dispositivo adicional de segurança precisa ser provido à bateria para prevenir a liberação de gás de
eletrólito de recarga.

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NOTA 1 Convém que estas alternativas não sejam interpretadas como permitindo a liberação de gás de eletrólito de tais
acumuladores.
NOTA 2 A efetividade dos limites acima para utilização de acumuladores (ou baterias) não montados com um dispositivo de
segurança, para aqueles tipos geralmente conhecidos como acumuladores tipo “botão" utilizadas, por exemplo, dentro de
invólucros à prova de explosão para reter memória em circuitos eletrônicos programáveis.
E.5.5 Quando baterias são utilizadas tendo uma capacidade e/ou volume excedendo os valores acima, recarga
é apenas permitida dentro do invólucro à prova de explosão se a bateria for montada com um dispositivo de
segurança arranjado para interromper a corrente de carregamento e evitar a produção e possível liberação de gás
eletrolítico, se a tensão de qualquer acumulador dentro da bateria exceder a tensão máxima especificada pelo
fabricante do acumulador para este propósito.
E.6 Faixa de proteção de diodos e garantias dos dispositivos de proteção
E.6.1 A tensão nominal de um diodo de proteção montado para atender a E.4.2 não deve ser menor do que a
tensão máxima de circuito aberto da bateria.
E.6.2 A tensão nominal dos diodos em série de bloqueio montados para atender a E.4.3 (terceiro exemplo) não
deve ser menor do que a tensão máxima de pico dentro do invólucro à prova de explosão.
E.6.3 A corrente nominal dos diodos de proteção não deve ser menor do que a corrente máxima de descarga
como limitado pelo arranjo em E.4.1.
E.6.4 Os dispositivos de segurança requeridos por esta Norma formam partes relacionadas de segurança de um
sistema de controle. É de responsabilidade do fabricante avaliar se a integridade de segurança do sistema de
controle está consistente com o nível de segurança requerido por esta Norma.


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Anexo F
(informativo)

Propriedades mecânicas para parafusos e porcas
Quando da aplicação dos requisitos de 11.3, as seguintes informações pode ser úteis.
Tabela F.1 — Propriedades mecânicas de parafusos e porcas
Material do
Dispositi vo de
fixação
Classe
Tensão de
resistência
nominal
Tensão de
resistência
mínima
Tensão de
escoamento
nominal
Tensão de
escoamento
mínima
MPa MPa MPa MPa
Aço carbono 3.6 300 330 180 190
Aço carbono 4.6 400 400 240 240
Aço carbono 4.8 400 420 320 340
Aço carbono 5.6 500 500 300 300
Aço carbono 5.8 500 520 400 420
Aço carbono 6.8 600 600 480 480
Aço carbono 8.8 ≤ M16 800 800 640 640
Aço carbono 8.8 > M16 800 830 640 660
Aço carbono 9.8 900 900 720 720
Aço carbono 10.9 1 000 1 040 900 940
Aço carbono 12.9 1 200 1 220 1 080 1 100
Aço inoxidável
(austenítico)
A*-50 500 210
Aço inoxidável
(austenítico)
A*-70 700 450
Aço inoxidável
(austenítico)
A*-80 800 600
Aço inoxidável
(martensítico)
C*-50 500 250
Aço inoxidável
(martensítico)
C*-70 700 410
Aço inoxidável
(martensítico)
C*-80 800 640
Aço inoxidável
(martensítico)
C*-110 1100 820
Aço inoxidável
(ferrítico)
F1-45 450 250
Aço inoxidável
(ferrítico)
F1-60 600 410
NOTA Para aço inoxidável com propriedade da classe A e C acima, o “*” mostrado é substituído por um
grau de propriedade numérico.


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Anexo G
(informativo)

Introdução de um método alternativo de avaliação de risco incluindo os
níveis de proteção de equipamento (EPL) para equipamentos Ex

G.0 Introdução
Este Anexo fornece uma explanação do conceito do método de avaliação de risco incluindo os níveis de proteção
de equipamento (EPL – Equipment Protection Level). Estes EPL são introduzidos para permitir uma abordagem
alternativa dos correntes métodos de seleção de equipamentos Ex.
G.1 Base histórica
Historicamente, tem sido reconhecido que nem todos os tipos de proteção fornecem o mesmo nível de proteção
contra a possibilidade da ocorrência de uma condição de ignição. A Norma de instalações em áreas classificadas
ABNT NBR IEC 60079-14 estabelece tipos específicos de proteção para Zonas especificas sobre bases
estatísticas que quanto mais provável ou freqüente a ocorrência de uma atmosfera explosiva, maior o nível de
segurança requerida contra a possibilidade de uma fonte de ignição estar ativa.
As áreas classificadas (com a exceção normal de minas de carvão) são dividas em zonas, de acordo com o grau
de risco. O grau de risco é definido de acordo com a probabilidade de ocorrência de atmosferas explosivas.
Geralmente não são levadas em consideração as conseqüências potenciais de uma explosão, nem outros fatores
tais como a toxidade dos materiais. Uma real avaliação de risco deve considerar todos estes fatores.
A aceitação de equipamentos em cada tipo de zona é historicamente baseada nos tipos de proteção. Em alguns
casos, o tipo de proteção pode ser dividido em diferentes níveis de proteção que novamente historicamente, são
correlacionados a zonas. Por exemplo, segurança intrínseca é dividida em níveis de proteção “ia” e “ib”. A Norma
de encapsulamento ‘m’ inclui dois níveis de proteção “ma” e “mb”.
Até então, a norma de seleção de equipamentos tem apresentado uma sólida ligação entre o tipo de proteção do
equipamento e a zona na qual o equipamento pode ser utilizado. Como mencionado acima, em nenhuma parte do
sistema da ABNT NBR IEC de proteção contra explosão são levadas em consideração as conseqüências
potenciais de uma explosão, caso esta ocorra.
Entretanto, operadores de plantas de processo freqüentemente tomam decisões intuitivas na extensão (ou
restrição) de suas zonas, de forma a compensar esta omissão. Um exemplo típico é a instalação de um
equipamento de navegação do “tipo zona 1” em áreas do tipo zona 2, em plataformas de produção “offshore”, de
forma que o equipamento de navegação possa permanecer funcional mesmo na presença de uma liberação de
gás prolongada, totalmente imprevista. Por outro lado, é razoável para o proprietário de uma estação de
bombeamento remota, pequena e bem segura, acionar a bomba com um motor do “tipo zona 2”, mesmo em
zona 1, se a quantidade total de gás disponível para a explosão for pequena e os riscos para a vida e para a
propriedade decorrente de tal explosão puderem ser desconsiderados.
A situação tornou-se mais complexa com a publicação da primeira edição da ABNT NBR IEC 60079-26, a qual
introduziu requisitos adicionais a serem aplicados a equipamentos destinados para serem utilizados em zona 0.
Antes disto, Ex ia era considerada como sendo a única técnica aceitável em zona 0.
Tem sido reconhecido que é benéfica a identificação e marcação de todos os produtos de acordo com seu risco
inerente de ignição. Esta abordagem pode tornar a seleção de equipamentos mais simplificada e possibilitar a
habilidade para uma melhor aplicação da abordagem de avaliação de risco, quando apropriado.

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G.2 Generalidades
A abordagem de avaliação do risco para a aceitação de equipamentos Ex tem sido introduzida como um método
alternativo para a atual abordagem prescritiva e relativamente inflexível relacionando equipamentos a zonas. Para
facilitar isto, um sistema de níveis de proteção de equipamentos tem sido introduzido para claramente indicar o
risco de ignição inerente do equipamento, independente do tipo de proteção que for utilizado.
O sistema de designação destes níveis de proteção de equipamentos é o seguinte:
G.2.1 Minas de carvão sujeitas a gás metano (Grupo I)
G.2.1.1 EPL Ma
Equipamentos para a instalação em uma mina de carvão sujeita a grisu, possuindo um nível de proteção “muito
alto”, que possuam segurança suficiente de forma que seja improvável tornarem-se uma fonte de ignição em
operação normal, durante falhas esperadas ou durante falhas raras, mesmo quando deixados energizados na
presença de um vazamento de gás.
NOTA Tipicamente circuitos de comunicação e equipamentos de detecção de gás são construídos para atender os
requisitos Ma, como por exemplo, circuitos de telefonia Ex ia.
G.2.1.2 EPL Mb
Equipamentos para a instalação em uma mina de carvão sujeitas a grisu, possuindo um nível de proteção “alto”,
que possuam segurança suficiente de forma que seja improvável tornarem-se uma fonte de ignição em operação
normal ou durante falhas esperadas no período de tempo entre haver um vazamento de gás e o equipamento ser
desenergizado.
NOTA Tipicamente os equipamentos para o Grupo I são construídos para atender os requisitos Mb - por exemplo motores
e conjuntos de manobra Ex d.
G.2.2 Gases (Grupo II)
G.2.2.1 EPL Ga
Equipamentos para atmosferas explosivas de gás, possuindo um nível de proteção “muito alto”, os quais não
sejam uma fonte de ignição em condição normal de operação, durante falhas esperadas ou durante falhas raras.
G.2.2.2 EPL Gb
Equipamentos para atmosferas explosivas de gás, possuindo um nível de proteção “alto”, que não sejam uma
fonte de ignição em operação normal ou durante falhas esperadas.
NOTA A maioria dos conceitos de proteção normalizados trazem os equipamentos para dentro deste nível de proteção de
equipamento.
G.2.2.3 EPL Gc
Equipamentos para atmosferas explosivas de gás, possuindo um nível de proteção “elevado”, que não sejam uma
fonte de ignição em operação normal e que possuam alguma proteção adicional para assegurar que estes
permaneçam inativos como uma fonte de ignição, no caso de ocorrências regulares esperadas (por exemplo, falha
de uma lâmpada).
NOTA Tipicamente, estes equipamentos são do tipo Ex n.


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G.2.3 Poeiras (grupo III)
G.2.3.1 EPL Da
Equipamentos para atmosferas de poeiras combustíveis, possuindo um nível de proteção “muito alto”, que não
sejam uma fonte de ignição em operação normal, durante falhas esperadas ou durante falhas raras.
G.2.3.2 EPL Db
Equipamentos para atmosferas de poeiras combustíveis, possuindo um nível de proteção “alto”, que não sejam
uma fonte de ignição em operação normal ou durante falhas esperadas.
G.2.3.3 EPL Dc
Equipamentos para atmosferas de poeiras combustíveis, possuindo um nível de proteção “elevado”, que não
sejam uma fonte de ignição em operação normal e que possuam alguma proteção adicional para assegurar que
estes permaneçam inativos como uma fonte de ignição no caso de ocorrências regulares esperadas.
Para a maioria das situações, com conseqüências potenciais típicas, a partir de uma explosão resultante, é
previsto que a seguinte tabela seja aplicada para utilização de equipamentos em zonas (Isto não é diretamente
aplicável para minas de carvão sujeitas a grisu, uma vez que o conceito de zonas não é geralmente aplicado). Ver
Tabela G.1.
Tabela G.1 — Relação tradicional de EPL e zonas
(sem avaliação adicional de risco)
Nível de proteção de
equipamento (EPL)
Zona
Ga 0
Gb 1
Gc 2
Da 20
Db 21
Dc 22

G.3 Proteção proporcionada contra o risco de ignição
Os vários níveis de proteção de equipamentos devem ser capazes de funcionar em conformidade com os
parâmetros operacionais estabelecidos pelo fabricante para aquele nível de proteção.


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Tabela G.2 — Descrição da proteção proporcionada contra o risco de ignição
Proteção
proporcionada
Nível de proteção do
equipamento
Desempenho da proteção Condições de operação
Grupo
Muito Alta
Ma Dois meios de proteção ou
segurança independentes, mesmo
quando duas falhas ocorrem,
independentemente uma da outra
Equipamento permanece
funcionando quando a
atmosfera explosiva está
presente Grupo I
Muito Alta
Ga
Dois meios de proteção ou
segurança independentes, mesmo
quando da ocorrência de duas
falhas, independentemente uma
da outra
Equipamento permanece
funcionando em Zonas 0, 1 e
2
Grupo II
Muito Alta
Da
Dois meios de proteção ou
segurança independentes, mesmo
quando da ocorrência de duas
falhas, independentemente uma
da outra
Equipamento permanece
funcionando em Zonas 20, 21
e 22
Grupo III
Alta
Mb
Adequado para operação normal e
severas condições operacionais
Equipamento desenergizado
quando atmosfera explosiva
estiver presente Grupo I
Alta
Gb
Adequado para operação normal e
com distúrbios de ocorrência
freqüente ou equipamento onde
falhas são normalmente levadas
em consideração
Equipamento permanece
funcionando em Zonas 1 e 2
Grupo II
Alta
Db
Adequado para operação normal e
com distúrbios de ocorrência
freqüente ou equipamento onde
falhas são normalmente levadas
em consideração
Equipamento permanece
funcionando em Zonas 21 e
22
Grupo III
Elevada
Gc
Adequado para operação normal
Equipamento permanece
funcionando em Zona 2
Grupo II
Elevada
Dc
Adequado para operação normal
Equipamento permanece
funcionando em Zona 22
Grupo III

G.4 Implantação
A 4ª edição da IEC 60079-14 (incluindo os requisitos anteriores da IEC 61241-14) introduziu o conceito dos EPL
de forma a permitir um sistema de “avaliação de risco” como um método alternativo para a seleção de
equipamentos. Referências também serão incluídas nas Normas de classificação de áreas
ABNT NBR IEC 60079-10 e ABNT NBR IEC 61241-10.
A marcação adicional e a correlação dos tipos de proteção existentes estão sendo introduzidas nas revisões das
seguintes Normas IEC e ABNT NBR IEC:
• ABNT NBR IEC 60079-0 (incluindo os requisitos anteriores da ABNT NBR IEC 61241-0)
• ABNT NBR IEC 60079-1
• ABNT NBR IEC 60079-2 (incluindo os requisitos anteriores da IEC 61241-4)

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• ABNT NBR IEC 60079-5
• IEC 60079-6
• ABNT NBR IEC 60079-7
• PN 03:031.04-008 (incluindo os requisitos anteriores da IEC 61241-11)
• ABNT NBR IEC 60079-15
• ABNT NBR IEC 60079-18 (incluindo os requisitos anteriores da IEC 61241-18)
• ABNT NBR IEC 60079-26
• IEC 60079-28
Para os tipos de proteção para atmosferas explosivas de gás, os EPL requerem uma marcação adicional. Para
atmosferas explosivas de poeiras, o sistema atual de marcação das zonas sobre os equipamentos está sendo
substituído pela marcação dos EPL.


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Bibliografia
IEC 60034-1, Rotating electrical machines – Part 1: Rating and performance
ABNT NBR NM IEC 60050-426, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Capítulo 426:
Terminologia
IEC 60079 (all parts), Explosive atmospheres
ABNT NBR IEC 60079 (todas as partes), Atmosferas explosivas
ABNT NBR IEC 60079-2, Atmosferas explosivas – Parte 2: Proteção de equipamento por invólucro
pressurizado "p"
ABNT NBR IEC 60079-5, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Parte 5: Imersão em areia "q"
IEC 60079-6, Electrical apparatus for explosive gas atmospheres – Part 6: Oil immersion “o”
ABNT NBR IEC 60079-15, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas — Parte 15: Construção,
ensaio e marcação de equipamentos elétricos com tipo de proteção "n"
ABNT NBR IEC 60079-18, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Parte 18: Construção,
ensaios e marcação do tipo de proteção para equipamentos elétricos encapsulados “m”
ABNT NBR IEC 60079-26, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas de gás – Parte 26:
Equipamentos com nível de proteção de equipamento (EPL) Ga
IEC 60079-28, Explosive atmospheres – Part 28: Protection of equipment and transmission systems using
optical radiation
ABNT NBR IEC 61241-0, Equipamentos elétricos para utilização em presença de poeira combustível –
Parte 0: Requisitos gerais
IEC 61241-4, Electrical apparatus for use in the presence of combustible dust – Part 4: Type of protection
"pD"
ABNT NBR IEC 61241-10, Equipamentos elétricos para uso na presença de poeiras combustíveis – Parte 10:
Classificação de áreas onde poeiras combustíveis estão ou podem estar presentes
IEC 61241-11, Electrical apparatus for use in the presence of combustible dust – Part 11: Protection by
intrinsic safety “iD”
IEC 61241-18, Electrical apparatus for use in the presence of combustible dust – Part 18: Protection by
encapsulation “mD”
IEC 61508 (all parts), Functional safety of electrical/electronic/programmable electronic safety-related systems
ABNT NBR ISO 31-0:2007, Grandezas e unidades – Parte 0: Princípios gerais
ISO 468:1982, Surface roughness – Parameters, their values and general rules for specifying requirements
(withdrawn 1998)