You are on page 1of 230

Didatismo e Conhecimento

Índice
LÍNGUA PORTUGUESA
1 Compreensão e interpretação de textos. .........................................................................................................................01
2 Ortografa ofcial. ............................................................................................................................................................. 23
3 Acentuação gráfca. .......................................................................................................................................................... 35
4 Emprego das classes de palavras: nome pronome, verbo, preposições e conjunções. ............................................... 39
5 Emprego do sinal indicativo de crase. ............................................................................................................................ 71
6 Sintaxe da oração e do período. .......................................................................................................................................76
7 Pontuação. ......................................................................................................................................................................... 98
8 Concordância nominal e verbal. ................................................................................................................................... 101
9 Regência nominal e verbal............................................................................................................................................. 119
10 Signifcação das palavras. ............................................................................................................................................ 124
11 Formação de palavras. ..................................................................................................................................................127
MATEMÁTICA
1 Números relativos inteiros e fracionários, operações e propriedades. .........................................................................01
2 Múltiplos e divisores, máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum. ............................................................... 10
3 Números reais. ...................................................................................................................................................................01
4 Expressões numéricas. ...................................................................................................................................................... 11
5 Equações e sistemas de equações de 1.o grau. ............................................................................................................... 14
6 Sistemas de medida de tempo...........................................................................................................................................15
7 Sistema métrico decimal. ..................................................................................................................................................15
8 Números e grandezas diretamente e inversamente proporcionais. ............................................................................. 17
9 Regra de três simples. .......................................................................................................................................................21
10 Porcentagem. .................................................................................................................................................................. 22
11 Taxas de juros simples e compostas, capital, montante e desconto. ........................................................................... 25
12 Princípios de geometria: perímetro, área e volume. ....................................................................................................27
CORREI OS
EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS
AGENTE DOS CORREI OS: ATENDENTE COMERCIAL/CARTEIRO e
OPERADOR DE TRIAGEM E TRANSBORDO
EDITAL Nº 11 – ECT, DE 22 DE MARÇO DE 2011
Didatismo e Conhecimento
Índice
INFORMÁTICA
1 Conceitos básicos de computação. .................................................................................................................................. 45
2 Componentes de hardware e software de computadores. ............................................................................................ 52
3 Sistema operacional Windows (XP e VISTA). ................................................................................................................45
4 Conhecimentos de Word, Excel, PowerPoint. ...............................................................................................................04
5 Internet: conceitos, navegadores, tecnologias e serviços. ..............................................................................................01
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
1
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE
TEXTOS
A maioria das pessoas fala enquanto faz alguma coisa. Numa
partida de futebol, os jogadores não só correm e chutam, mas
gritam, advertem, perguntam. Difícil é ler e ao mesmo tempo fazer
outra coisa. Ao lermos, a realidade em torno de nós tende a sumir
de nossa atenção, porque fcamos concentrados naquilo que o texto
nos diz.
“Na leitura, é importante descobrir o que é relevante em
cada texto e conseguir situar-se convenientemente no ponto de
observação escolhido pelo autor, compreendendo suas intenções
e propósitos”.
A importância dada a questões de interpretação de textos
deve-se ao caráter interdisciplinar, o que equivale dizer que a
competência de ler texto interfere decididamente no aprendizado
em geral, já que boa parte do conhecimento mais importante nos
chega por meio da linguagem escrita. A maior herança que a escola
pode legar aos seus alunos é a competência de ler com autonomia,
isto é, de extrair de um texto os seus signifcados.
Num texto, cada uma das partes está combinada com as
outras, criando um todo que não é mero resultado da soma das
partes, mas da sua articulação. Assim, a apreensão do signifcado
global resulta de várias leituras acompanhadas de várias hipóteses
interpretativas, levantadas a partir da compreensão de dados e
informações inscritos no texto lido e do nosso conhecimento do
mundo.
Como instrução geral, podemos dizer que uma hipótese
interpretativa é aceitável sempre que o texto apresenta pista ou
pistas que a confrmam e sustentam. O texto abaixo é bastante
apropriado.
“Aquela senhora tem um piano.
Que é agradável, mas não é o correr dos rios.
Nem o murmúrio que as árvores fazem...
Por que é preciso ter um piano?
O melhor é ter ouvidos
E amar a Natureza.”
Que simboliza o piano no poema?
Dentro do contexto que se insere o piano, representa um bem
cultural, o que se percebe pela oposição que o texto estabelece entre
o som do piano (bem cultural) e o correr dos rios e o murmúrio das
árvores (bens naturais). O poema descarta a necessidade do piano,
dando preferência à fruição dos sons da Natureza.
Para que serve a linguagem?
(...)
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Todo o sentido da vida
principia à vossa porta;
o mel do amor cristaliza
seu perfume em vossa rosa;
sois o sonho e sois a audácia,
calúnia, fúria, derrota...
A liberdade das almas,
ai! Com letras se elabora...
E dos venenos humanos
sois a mais fna retorta:
frágil, frágil como o vidro
e mais que o aço poderosa!
Reis, impérios, povos, tempos,
pelo vosso impulso rodam...
(...)
Cecília Meireles.
Romanceiro da Inconfdência. In: Obra poética.
Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1985, p. 442.
Esses versos foram extraídos do poema “Romance LIII
ou das palavras aéreas”, em que Cecília Meireles fala sobre o
poder da palavra. Mostram que a palavra, apesar de frágil, por
ser constituída de sons, é ao mesmo tempo extremamente forte,
porque, com seu signifcado, derruba reis e impérios; serve para
construir a liberdade do ser humano e também para envenenar a
sua vida; serve para sussurrar declarações de amor, para exprimir
os sonhos, para impulsionar os desejos mais grandiosos, mas
também para caluniar, para expor a raiva, para impor a derrota.
A linguagem é o traço defnidor do ser humano, é a aptidão
que o distingue dos animais.
O provérbio popular “Palavra não quebra osso”, contrapondo
a palavra à ação, insinua que a linguagem não tem nenhum poder:
um golpe, mas não uma palavra, é capaz de quebrar osso. Ora
podemos desfazer facilmente essa visão simplista das coisas,
analisando para que serve a linguagem.
A linguagem é uma maneira de perceber o mundo
“Este deve ser o bosque”, murmurou pensativamente (Alice),
“onde as coisas não têm nomes”. (...)
Ia devaneando dessa maneira quando chegou à entrada do
bosque, que parecia muito úmido e sombrio. “Bom, de qualquer
modo é um alívio”, disse enquanto avançava em meio às árvores,
“depois de tanto calor, entrar dentro do... dentro do... dentro do
quê?” Estava assombrada de não poder se lembrar do nome. “Bom,
isto é, estar debaixo das... debaixo das... debaixo disso aqui, ora!”,
disse, colocando a mão no tronco da árvore. “Como é que essa
coisa se chama? É bem capaz de não TR nome nenhum... ora, com
certeza não tem mesmo!”
Ficou calada durante um minuto, pensando. Então, de repente,
exclamou: - Ah, então isso terminou acontecendo! E agora quem
sou eu? Eu quero me lembrar, se puder.
Lewis Carroll. Aventuras de Alice.
Trad. Sebastião Uchôa Leite.
3ª Ed. São Paulo, Summus, p 165-166
Esse texto, reproduzido do livro Através do espelho e o que
Alice encontrou lá, mostra que a protagonista, ao entrar no bosque
em que as coisas não têm nome, é incapaz de apreender a realidade
em torno dela, de saber o que as coisas são. Isso signifca que as
coisas do mundo exterior só têm existência para os homens quando
são nomeadas. A linguagem é uma forma de apreender a realidade:
só percebemos aquilo a que a língua dá nome.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
2
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Roberto Pompeu de Toledo, articulista da Veja, comenta essa
questão na edição de 26 de junho de 2002 (p. 130), ao falar da
expressão “risco país”, usada para traduzir o grau de confabilidade
de um país entre credores ou investidores internacionais:
(...) As coisas não são coisas enquanto não são nomeadas.
O que não se expressa não se conhece. Vive na inocência do
limbo, no sono profundo da inexistência. Uma vez identifcado,
batizado e devidamente etiquetado, o “risco país” passou a existir.
E lá é possível viver num país em risco? Lá é possível dormir em
paz num país submetido à medição do perigo que oferece com
a mesma assiduidade com que a um paciente se tira a pressão?
É como viajar num navio onde se apregoasse, num escandaloso
placar luminoso, sujeito a tantas oscilações como as das ondas do
mar, o “risco naufrágio”.
A linguagem é uma forma de interpretar a realidade
O segundo projeto era representado por um plano de abolir
completamente todas as palavras, fossem elas quais fossem
(...). Em vista disso, propôs-se que, sendo as palavras apenas
nomes para as coisas, seria mais conveniente que todos os
homens trouxessem consigo as coisas de que precisassem falar
ao discorrer sobre determinado assunto (...). ...muitos eruditos
e sábios aderiram ao novo plano de se expressarem por meio de
coisas, cujo único inconveniente residia em que, se um homem
tivesse que falar sobre longos assuntos e de vária espécie, ver-se-ia
obrigado, em proporção, a carregar nas costas um grande fardo de
coisas, a menos de poder pagar um ou dois criados robustos para
acompanhá-lo (...).
Outra grande vantagem oferecida pela invenção consiste em
que ela serviria de língua universal, compreendida em todas as
nações civilizadas, cujos utensílios e objetos são geralmente da
mesma espécie, ou tão parecidos que o seu emprego pode ser
facilmente percebido.
Jonathan Swift. Viagens de Gulliver.
Rio de Janeiro/São Paulo, Ediouro/Publifolha, p. 194-195.
Esse trecho do livro Viagens de Gulliver narra um projeto dos
sábios de Balnibarbi: substituir as palavras – que, no seu entender,
têm o inconveniente de variar de língua para língua – pelas coisas.
Quando alguém quisesse falar de uma cadeira, mostraria uma
cadeira, quem desejasse discorrer sobre uma bolsa, mostraria
uma bolsa, etc. Trata-se de uma ironia de Swift às concepções
vulgares de que a compreensão da realidade independe da língua
que a nomeia, como se as palavras fossem etiquetas aplicadas a
coisas classifcadas independentemente da linguagem, quando,
na verdade, a língua é uma forma de categorizar o mundo, de
interpretá-lo.
O que inviabiliza o sistema imaginado pelos sábios de
Balnibarbi não é apenas o excesso de peso das coisas que cada
falante precisaria carregar: é o fato de que as coisas não podem
substituir as palavras, porque a língua é bem mais que um sistema
de mostração de objetos ou mera cópia do mundo natural. As
coisas não designam tudo que uma língua pode expressar.
Mostrar um objeto, por exemplo, não indica sua inclusão
numa dada classe. No léxico de uma língua, agrupamos os nomes
em classes. Maçã, pêra, banana e laranja pertencem à classe das
frutas. Ao mostrar uma fruta qualquer, não consigo exprimir a idéia
da classe fruta; não posso, então, expressar idéias mais gerais.
Não produzimos palavras somente para designar as coisas, mas
para estabelecer relações entre elas e para comentá-las. Mostrar
um objeto não exprime as categorias de quantidade, de gênero
(masculino e feminino), de número (singular e plural); não permite
indicar sua localização no espaço (aqui/aí/lá), etc. A língua não é
um sistema de mostração de objetos, pois permite falar do que está
presente e do que está ausente, do que existe e do que não existe;
permite até criar novas realidades, mundos não existentes.
A linguagem é uma atividade simbólica, o que signifca que as
palavras criam conceitos, e eles ordenam a realidade, categorizam
o mundo. Por exemplo, criamos o conceito de pôr-do-sol. Sabemos
que, do ponto de vista científco, o Sol não “se põe”, uma vez que
é a Terra que gira em torno dele. Contudo esse conceito, criado
pela linguagem, determina uma realidade que nos encanta a
todos. Outro exemplo: apagar uma coisa escrita no computador
é uma atividade diferente de apagar o que foi escrito a lápis, a
caneta ou mesmo a máquina. Por isso, surgiu uma nova palavra
para denominar essa nova realidade, deletar. No entanto, se essa
palavra não existisse, não perceberíamos a atividade de apagar no
computador como uma ação diferente de apagar o que foi escrito
a lápis. Uma nova realidade, uma nova invenção, uma nova idéia
exigem novas palavras, e estas é que lhes conferem existência para
toda a comunidade de falantes.
As palavras formam um sistema independente das coisas
nomeadas por elas, tanto é que cada língua pode ordenar o mundo
de maneira diversa, exprimir diferentes modos de ver a realidade.
O inglês, por exemplo, para expressar o que denominamos
carneiro, tem duas palavras: sheep, que designa o animal, e
mutton, que signifca a carne do carneiro preparada e servida à
mesa. Em português, dizemos as duas coisas numa palavra só: Este
carneiro tem muita lã e Este carneiro está apimentado – ou seja,
não aplicamos a distinção que os falantes da língua inglesa têm
incorporada à sua visão de mundo. Isso mostra que a linguagem
é uma maneira de interpretar o universo natural e segmentá-lo em
categorias, segundo as particularidades de cada cultura. Por essa
razão, a linguagem modela nossa maneira de perceber e de ordenar
a realidade.
A linguagem expressa também as diferentes maneiras de
interpretar uma ocorrência. Querendo desculpar-se, o flho diz
para a mãe: O jarro de porcelana caiu e quebrou. A mãe replica:
Você derrubou o jarro e, por isso, ele quebrou. Observe-se que, na
primeira formulação, não existe um responsável pela queda e pela
quebra do objeto. É como se isso se devesse ao acaso. Na segunda
formulação, atribui-se a responsabilidade pelo acontecimento a
um agente.
A linguagem é uma forma de ação
Existem certas fórmulas lingüísticas que servem para agir
no mundo. Quando um padre diz aos noivos Eu vos declaro
marido e mulher, quando alguém diz Prometo estar aqui amanhã,
quando um leiloeiro proclama Arrematado por mil reais, quando
o presidente de alguma câmara municipal afrma Declaro aberta
a sessão, eles não estão constatando alguma coisa do mundo, mas
realizando uma ação. O ato de abrir uma sessão realiza-se quando
seu presidente a declara aberta; o ato da promessa realiza-se
quando se diz Prometo. Em casos como esses, o dizer se confunde
com a própria ação e serve para demonstrar que a linguagem não é
algo sem conseqüência, porque ela também é ação.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
3
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
As funções da linguagem
Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem,
a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. Isso
está correto. No entanto, comunicar não é apenas transmitir
informações. É também exprimir emoções, dar ordens, falar
apenas para não haver silêncio. Para que serve a linguagem?
A linguagem serve para informar (função referencial)
ESTADOS UNIDOS INVADEM O IRAQUE
Essa frase, numa manchete de jornal, informa-nos sobre um
acontecimento do mundo.
Com a linguagem, armazenamos conhecimentos na memória,
transmitimos esses conhecimentos na memória, transmitimos
esses conhecimentos a outras pessoas, fcamos sabendo de
experiências bem-sucedidas, somos prevenidos contra as tentativas
malsucedidas de fazer alguma coisa. Graças à linguagem, um ser
humano recebe de outro conhecimentos, aperfeiçoa-os e transmite-
os.
Condillac, um pensador francês, diz: “Quereis aprender
ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria
língua!” Com efeito, a linguagem é a maneira como aprendemos
desde as mais banais informações do dia-a-dia até as teorias
científcas, as expressões artísticas e os sistemas flosófcos mais
avançados.
A função informativa da linguagem tem importância central
na vida das pessoas, consideradas individualmente ou como
grupo social. Para cada indivíduo, ela permite conhecer o mundo;
para o grupo social, possibilita o acúmulo de conhecimentos e a
transferência de experiências. Por meio dessa função, a linguagem
modela o intelecto.
É a função informativa que permite a realização do trabalho
coletivo. Operar bem essa função da linguagem possibilita que
cada indivíduo continue sempre a aprender.
A função informativa costuma ser chamada também de
função referencial, pois seu principal propósito é fazer com que
as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas ou os
eventos a que fazem referência.
A linguagem serve para infuenciar e ser infuenciado
(função conativa)
Vem pra Caixa você também.
Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a
aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal.
Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse
comportamento, formulou-se um convite com uma linguagem
bastante coloquial, usando, por exemplo, a forma vem, de segunda
pessoa do imperativo, em lugar de venha, forma de terceira pessoa
prescrita pela norma culta quando se usa você.
Pela linguagem, as pessoas são induzidas a fazer determinadas
coisas, a crer em determinadas idéias, a sentir determinadas
emoções, a ter determinados estados de alma (amor, desprezo,
desdém, raiva, etc.). Por isso, pode-se dizer que ela modela
atitudes, convicções, sentimentos, emoções, paixões. Quem
ouve desavisada e reiteradamente a palavra negro pronunciada
em tom desdenhoso aprende a ter sentimentos racistas; se a todo
momento nos dizem, num tom pejorativo, Isso é coisa de mulher,
aprendemos os preconceitos contra a mulher.
Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com
a ordem, o pedido, a súplica. Há textos que nos infuenciam
de maneira bastante sutil, com tentações e seduções, como
os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem
sucedidos, atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas,
se consumirmos certos produtos. Por outro lado, a provocação e a
ameaça expressas pela linguagem também servem para fazer fazer.
Com essa função, a linguagem modela tanto bons cidadãos,
que colocam o respeito ao outro acima de tudo, quanto espertalhões,
que só pensam em levar vantagem, e indivíduos atemorizados, que
se deixam conduzir sem questionar.
Emprega-se a expressão função conativa da linguagem
quando esta é usada para interferir no comportamento das pessoas
por meio de uma ordem, um pedido ou uma sugestão. A palavra
conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que signifca
“esforçar-se” (para obter algo).
A linguagem serve para expressar a subjetividade (função
emotiva)
Eu fco possesso com isso!
Nessa frase, quem fala está exprimindo sua indignação
com alguma coisa que aconteceu. Com palavras, objetivamos e
expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. Exprimimos
a revolta e a alegria, sussurramos palavras de amor e explodimos
de raiva, manifestamos desespero, desdém, desprezo, admiração,
dor, tristeza. Muitas vezes, falamos para exprimir poder ou para
afrmarmo-nos socialmente. Durante o governo do presidente
Fernando Henrique Cardoso, ouvíamos certos políticos dizerem A
intenção do Fernando é levar o país à prosperidade ou O Fernando
tem mudado o país. Essa maneira informal de se referirem ao
presidente era, na verdade, uma maneira de insinuarem intimidade
com ele e, portanto, de exprimirem a importância que lhes
seria atribuída pela proximidade com o poder. Inúmeras vezes,
contamos coisas que fzemos para afrmarmo-nos perante o grupo,
para mostrar nossa valentia ou nossa erudição, nossa capacidade
intelectual ou nossa competência na conquista amorosa.
Por meio do tipo de linguagem que usamos, do tom de voz
que empregamos, etc., transmitimos uma imagem nossa, não raro
inconscientemente.
Emprega-se a expressão função emotiva para designar a
utilização da linguagem para a manifestação do enunciador, isto
é, daquele que fala.
A linguagem serve para criar e manter laços sociais
(função fática)
__Que calorão, hein?
__Também, tem chovido tão pouco.
__Acho que este ano tem feito mais calor do que nos outros.
__Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor.
Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num
elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes em
que estão juntas. Falam para nada dizer, apenas porque o silêncio
poderia ser constrangedor ou parecer hostil.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
4
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Quando estamos num grupo, numa festa, não podemos
manter-nos em silêncio, olhando uns para os outros. Nessas
ocasiões, a conversação é obrigatória. Por isso, quando não se
tem assunto, fala-se do tempo, repetem-se histórias que todos
conhecem, contam-se anedotas velhas. A linguagem, nesse caso,
não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais.
Quando encontramos alguém e lhe perguntamos Tudo bem?, em
geral não queremos, de fato, saber se nosso interlocutor está bem,
se está doente, se está com problemas. A fórmula é uma maneira
de estabelecer um vínculo social.
Também os hinos têm a função de criar vínculos, seja entre
alunos de uma escola, entre torcedores de um time de futebol
ou entre os habitantes de um país. Não importa que as pessoas
não entendam bem o signifcado da letra do Hino Nacional, pois
ele não tem função informativa: o importante é que, ao cantá-lo,
sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros.
Na nomenclatura da lingüística, usa-se a expressão função
fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou
manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor.
A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem
(função metalingüística)
Quando dizemos frases como A palavra “cão” é um
substantivo; É errado dizer “a gente viemos”; Estou usando o
termo “direção” em dois sentidos; Não é muito elegante usar
palavrões, não estamos falando de acontecimentos do mundo,
mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. É
o que chama função metalingüística. A atividade metalingüística
é inseparável da fala. Falamos sobre o mundo exterior e o mundo
interior e ao mesmo tempo, fazemos comentários sobre a nossa
fala e a dos outros. Quando afrmamos Como diz o outro, estamos
comentando o que declaramos: é um modo de esclarecer que não
temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial como a que estamos
enunciando; inversamente, podemos usar a metalinguagem como
recurso para valorizar nosso modo de dizer. É o que se dá quando
dizemos, por exemplo, Parodiando o padre Vieira ou Para usar
uma expressão clássica, vou dizer que “peixes se pescam, homens
é que se não podem pescar”.
A linguagem serve para criar outros universos
A linguagem não fala apenas daquilo que existe, fala também
do que nunca existiu. Com ela, imaginamos novos mundos, outras
realidades. Essa é a grande função da arte: mostrar que outros
modos de ser são possíveis, que outros universos podem existir.
O flme de Woody Allen A rosa púrpura do Cairo (1985) mostra
isso de maneira bem expressiva. Nele, conta-se a história de uma
mulher que, para consolar-se do cotidiano sofrido e dos maus-
tratos infigidos pelo marido, refugia-se no cinema, assistindo
inúmeras vezes a um flme de amor em que a vida é glamorosa,
e o galã é carinhoso e romântico. Um dia, ele sai da tela e ambos
vão viver juntos uma série de aventuras. Nessa outra realidade, os
homens são gentis, a vida não é monótona, o amor nunca diminui
e assim por diante.
A linguagem serve como fonte de prazer (função poética)
Brincamos com as palavras. Os jogos com o sentido e os sons
são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer. Divertimo-
nos com eles. Manipulamos as palavras para delas extrair
satisfação.
Oswald de Andrade, em seu “Manifesto antropófago”, diz
Tupi or not tupi; trata-se de um jogo com a frase shakespeariana To
be or not to be. Conta-se que o poeta Emílio de Menezes, quando
soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco de um
ônibus e este quebrara, fez o seguinte trocadilho: É a primeira
vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos. A palavra
banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido para sentar-
se” e “casa bancária”. Também está empregado em dois sentidos o
termo fundos: “nádegas” e “capital”, “dinheiro”.
Observe-se o uso do verbo bater, em expressões diversas, com
signifcados diferentes, nesta frase do deputado Virgílio Guimarães
(PT-MG):
ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu
continência para os militares, bateu palmas para o Collor e quer
bater chapa em 2002. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de
consciência e bata em retirada. (Folha de S. Paulo)
Verifca-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente
ou esteticamente. No primeiro caso, ela é utilizada para informar,
para infuenciar, para manter os laços sociais, etc. No segundo,
para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos. Em
função estética, o mais importante é como se diz, pois o sentido
também é criado pelo ritmo, pelo arranjo dos sons, pela disposição
das palavras, etc.
Na estrofe abaixo, retirada do poema “A cavalgada”, de
Raimundo Correia, a sucessão dos sons oclusivos /p/, /t/, /k/, /b/,
/d/, /g/ sugere o patear dos cavalos:
E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...
Apud: Lêdo Ivo. Raimundo Correia: Poesia. 4ª Ed.
Rio de Janeiro, Agir, p. 29. Coleção Nossos Clássicos.
Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos ocorre
no segundo verso, quando se afrma que o barulho dos cavalos
aumenta.
Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar
sentidos ao conteúdo transmitido por ela, diz-se que estamos
usando a linguagem em sua função poética.
Potencialidades da linguagem
Depois de analisar as funções da linguagem, conclui-se que
ela é onipresente na vida de todos nós. Cerca-nos desde o despertar
da consciência, ainda no berço, segue-nos durante toda a vida e
acompanha-nos até a hora da morte. Sem a linguagem, nãos e
pode estruturar o mundo do trabalho, pois é ela que permite a troca
de informações e de experiências e a cooperação entre os homens.
Sem ela, o homem não pode conhecer-se nem conhecer o mundo.
Sem ela, não se exerce a cidadania, porque os eleitores não podem
infuenciar o governo. Sem ela não se pode aprender, expressar os
sentimentos, imaginar outras realidades, construir as utopias e os
sonhos. No entanto, a linguagem parece-nos uma coisa natural.
Não prestamos muita atenção a ela. Nem sempre dedicamos muito
tempo ao seu estudo. Conhecer bem a língua materna e línguas
estrangeiras é uma necessidade.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
5
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Que é saber bem uma língua? Evidentemente, não é saber
descrevê-la. A descrição gramatical de uma língua é um meio de
adquirir sobre ela um domínio crescente. Saber bem uma língua
é saber usá-la bem. No entanto, o emprego de palavras raras e a
correção gramatical não são sinônimos do uso adequado da língua.
Falar bem é atingir os propósitos de comunicação. Para isso, é
preciso usar um nível de língua adequado, é necessário construir
textos sem ambigüidades, coerentes, sem repetições que não
acrescentam nada ao sentido.
O texto que segue foi dito por um locutor esportivo:
Adentra o tapete verde o facultativo esmeraldino a fm de
pensar a contusão do flho do Divino Mestre, mola propulsora do
eleven periquito. (Álvaro da Costa e Silva. In: Bundas, p.33.)
O que o locutor quis dizer foi: Entra em campo o médico do
Palmeiras a fm de cuidar da contusão de Ademir da Guia (flho
de Domingos da Guia), jogador de meio de campo do time do
Parque Antártica. Certamente, aquele texto não seria entendido
pela maioria dos ouvintes. Portanto não é um bom texto, porque
não usa um nível de língua adequado à situação de comunicação.
Outros exemplos:
As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas ftas
de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro
de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo
aluguem, exponham e vendam ftas pornográfcas a menores de
18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a
motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. (Jornal
Folha do Sudoeste)
Certamente a portaria não deveria obrigar os pais a acompanhar
os flhos aos motéis nem a dar-lhes uma autorização por escrito
para ser exibida na entrada desse tipo de estabelecimento.
O jornal da USP publicou uma série de textos encontrados
em comunicados de paróquias e templos. Todos são mal escritos,
embora neles não se encontrem erros de ortografa, concordância,
etc.:
- Não deixe a preocupação acabar com você. Deixe que a
Igreja ajude.
- Terça-feira à noite: sopão dos pobres, depois oração e
medicação.
- (...) lembre-se de todos que estão tristes e cansados de nossa
igreja e de nossa comunidade.
- Para aqueles que têm flhos e não sabem, nós temos uma
creche no segundo andar.
- Quinta-feira às 5:00 haverá reunião do Clube das Jovens
Mamães. Todos aqueles que quiserem se tornar uma Jovem
Mamãe, devem contatar padre Cavalcante em seu escritório. (...)
(Jornal da USP, 9, p. 15)
Humor à parte, esses exemplos comprovam que aprender
não só a norma culta da língua, mas também os mecanismos de
estruturação do texto.
A palavra texto é bastante usada na escola e também em
outras instituições sociais que trabalham com a linguagem.
É comum ouvirmos expressões como O texto constitucional
desceu a detalhes que deveriam estar em leis ordinárias; Seu
texto fcou muito bom; O texto da prova de Português era muito
longo e complexo; Os atores de novelas devem decorar textos
enormes todos os dias. Apesar de corrente, porém, o termo não é
de fácil defnição: quando perguntamos qual é o seu signifcado,
percebemos que a maioria das pessoas é incapaz de responder com
precisão e clareza.
Texto é um todo organizado de sentido, delimitado por dois
brancos e produzido por um sujeito num dado tempo e num
determinado espaço.
O texto é um todo organizado de sentido, isso quer dizer que
ele não é um amontoado de frases simplesmente colocadas umas
depois das outras, mas um conjunto de frases costuradas entre si.
Por isso o sentido de cada parte depende da sua relação com as
outras partes, isto é, o sentido de uma palavra ou de uma frase
depende das outras palavras ou frases com que mantêm relação.
Em síntese, o sentido depende do contexto, entendido como a
unidade maior que compreende uma unidade menor, a oração
é contexto da palavra, o período é contexto da oração e assim
sucessivamente. O contexto pode ser explícito (quando é exposto
em palavras) ou implícito (quando é percebido na situação em que
o texto é produzido).
Observe os três pequenos textos abaixo:
I- Todos os dias ele fazia sua fezinha. Na noite de segunda-
feira sonhou com um deserto e jogou seco no camelo.
II- Nos desertos da Arábia, o camelo é ainda o principal
meio de transporte dos beduínos.
III- O camelo aqui carrega a família inteira nas costas, porque
lá ninguém trabalha.
Em cada uma dessas frases a palavra camelo tem um sentido
diferente. Na primeira, signifca “o oitavo grupo do jogo no bicho,
que corresponde ao número 8 e inclui as dezenas 29, 30, 31 e 32”;
na segunda, “animal originário das regiões desérticas, de grande
porte, quadrúpede, de cor amarelada, de pescoço longo e com duas
saliências no dorso”; na terceira, “pessoa que trabalha muito”. O
que determina essa diferença de sentido da palavra é exatamente
o contexto, o todo em que ela está inserida. No texto, portanto, o
sentido de cada parte não é independente, tudo são relações. Aliás,
a palavra texto signifca “tecido”, que não é um amontoado de fos,
mas uma trama arranjada de maneira organizada. O sentido não é
solitário, é solidário.
Vejamos outros dois períodos:
I- Marcelinho é um bom atacante, mas é desagregador.
II- Marcelinho é desagregador, mas é um bom atacante.
Esses períodos relacionam diferentemente as orações.
No primeiro, a oração é desagregador é introduzida por mas,
enquanto no segundo é a oração é um bom atacante que é iniciada
por essa conjunção. O sentido é completamente diferente, pois o
mas introduz o argumento mais forte e, por conseguinte, determina
a orientação argumentativa da frase. Isso signifca que, quando
afrmo I, não quero o jogador no meu time; quando digo II, acredito
que todos os seus defeitos devem ser desculpados.
Observe agora o poema “Canção do Exílio” de Murilo
Mendes:
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos de exército são monistas, cubistas,
os flósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
6
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas fores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!
Poesias (1925-1953). Rio de Janeiro,
José Olympio, 1959, p. 5.
Tomando apenas os dois primeiros versos, pode-se pensar
que esse poema seja uma apologia do caráter universalista e
cosmopolita da brasilidade: macieiras e gaturamos representam
a natureza vegetal e animal, respectivamente; Califórnia e Veneza
são a imagem do espaço estrangeiro, e minha terra, a do solo
pátrio. No Brasil, até a natureza acolhe o que é estrangeiro.
Pode-se ainda acrescentar, em apoio a essa tese, que esses
versos são calcados nos dois primeiros do poema homônimo de
Gonçalves Dias, que é uma glorifcação da terra pátria:
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
Apud: Manuel Bandeira.
Gonçalves Dias: Poesia. 7ª Ed. Rio de Janeiro
Agir, 1976, p. 18. Coleção Nossos Clássicos.
Essa hipótese de leitura, se não é absurda quando isolamos os
versos em questão, não encontra amparo quando os confrontamos
com o restante do texto. Murilo Mendes mostra, na verdade, que as
características da brasilidade não têm valor positivo, não concorrem
para a exaltação da pátria: o poeta denuncia que a cultura brasileira
é postiça, é uma miscelânea de elementos advindos de vários
países. Ele mostra que os poetas são pretos que vivem em torres de
ametista, alienados num mundo idealizado, evitando as mazelas do
mundo real, sem se preocupar com os negros, que vivem, em geral,
em condições muito precárias (trata-se de uma referência irônica ao
Simbolismo e, principalmente, a Cruz e Sousa); que os sargentos
do exército são monistas, cubistas, ou seja, em vez da preocupação
com seu ofício de garantir a segurança do território nacional, têm
pretensões de incursionar por teorias flosófcas e estéticas; que
os flósofos são polacos vendendo a prestações, são prostituídos
(polaca é termo designativo de prostituta) pela venalidade barata;
que os oradores se identifcam com os pernilongos em sua oratória
repetitiva; que o romantismo gonçalvino estava certo ao afrmar
que a natureza brasileira é pródiga, só que essa prodigalidade não
é acessível à maioria da população. A exclamação do fnal é, ao
mesmo tempo, a manifestação do desejo de ter contato com coisas
genuinamente brasileiras e um lamento, pois o poeta sabe que não
se tornará realidade.
O texto de Murilo faz referência ao de Gonçalves Dias, mas,
diferentemente do poema gonçalvino, não celebra ufanisticamente
a pátria. Ao contrário, ironiza-a, lamenta a invasão estrangeira. O
exílio é a própria terra, desnaturada a ponto de parecer estrangeira.
Desse modo, os dois primeiros versos não podem ser
interpretados como um elogio ao caráter cosmopolita da cultura
brasileira. Ao contrário, devem ser lidos como uma crítica
ao caráter postiço da nossa cultura. Isso porque só a segunda
interpretação se encaixa coerentemente dentro do contexto.
Por exemplo, comprova-se que o signifcado das frases não é
autônomo. Num texto, o signifcado das partes depende do todo.
Por isso, cada frase tem um signifcado distinto, dependendo do
contexto em que está inserida.
Que é que faz perceber que um conjunto de frases compõe um
texto? O primeiro fator é a coerência, ou seja, a compatibilidade
de sentido entre elas, de modo que não haja nada ilógico, nada
contraditório, nada desconexo. Outro fator é a ligação das
frases por certos elementos que recuperam passagens já ditas ou
garantem a concatenação entre as partes. Assim, em Não chove
há vários meses. Os pastos não poderiam, pois, estar verdes, a
palavra pois estabelece uma relação de decorrência lógica entre
uma e outra frase. O segundo fator, entretanto, é menos importante
que o primeiro, pois mesmo sem esses elementos de conexão,
um conjunto de frases pode ser coerente e, portanto, um todo
organizado de sentido.
Delimitações e Sujeito do Texto
O texto é delimitado por dois brancos. Se ele é um todo
organizado de sentido, ele pode ser verbal, visual (um quadro),
verbal e visual (um flme), sonoro (uma música), etc. Mas em todos
esses casos ele será delimitado por dois espaços de não-sentido,
dois brancos, um antes de começar o texto e outro depois. É o
branco do papel; é o tempo de espera para que um flme comece
e o que está depois da palavra FIM; é o silêncio que precede os
primeiros acordes de uma melodia e que sucede às notas fnais, etc.
O texto é produzido por um sujeito num dado tempo e num
determinado espaço. Esse sujeito, por pertencer a um grupo social
que vive num dado tempo e num certo espaço, expõe em seus
textos as idéias, os anseios, os temores, as expectativas desse
grupo. Todo texto, assim, relaciona-se com o contexto histórico e
geográfco em que foi produzido, refetindo a realidade apreendida
por seu autor, que sobre ela se pronuncia.
O poema de Murilo Mendes que comentamos anteriormente
mostra o anseio de uma geração, no Brasil, em certa época, de
conhecer bem o país e revelar suas mazelas para transformá-lo.
Não há texto que não refita o seu tempo e o seu lugar. Cabe
lembrar, no entanto, que uma sociedade não produz uma única
forma de ver a realidade, um modo único de analisar os problemas
estabelecidos num dado contexto. Como a sociedade é dividida
em grupos sociais, que têm interesses muitas vezes antagônicos,
ela produz idéias divergentes entre si. A mesma sociedade que
gera a idéia de que é preciso pôr abaixo a foresta amazônica para
explorar suas riquezas, produz a idéia de que preservá-la é mais
rentável. É bem verdade, no entanto, que algumas idéias, em certas
épocas, exercem domínio sobre outras.
É necessário entender as concepções correntes na época e na
sociedade em que o texto foi produzido, para não correr o risco de
entendê-lo de maneira distorcida. Como não há idéias puras, todas
as idéias estão materializadas em textos, analisar a relação de um
texto com sua época é estudar a sua relação com outros textos.
É preciso que fquem bem claras estas conclusões:
I- No texto, o sentido não é solitário, mas solidário.
II- O texto está delimitado por dois espaços de não-sentido.
III- O texto revela ideais, concepções, anseios, expectativas
e temores de um grupo social numa determinada época, em
determinado lugar.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
7
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Apreensão e Compreensão do Sentido
Quando Lula disse a Collor no primeiro debate do segundo
turno das eleições presidenciais de 1989: Eu sabia que você era
collorido por fora, mas caiado por dentro.
Os brasileiros colocaram essa frase no âmbito dos “discursos
da campanha presidencial” e entenderam não “Você tem cores
fora, mas é revestido de cal por dentro”, mas “Você apresenta um
discurso moderno e de centro-esquerda, mas é um reacionário”.
Observe que há duas operações diferentes no entendimento
do texto. A primeira é a apreensão, que é a captação das relações
que cada parte mantém com as outras no interior do texto. No
entanto, ela não é sufciente para entender o sentido integral. Uma
pessoa que conhecesse todas as palavras da frase acima, mas não
conhecesse o universo dos discursos da campanha presidencial,
não entenderia o signifcado da frase. Por isso, é preciso colocar o
texto dentro do universo discursivo a que ele pertence e no interior
do qual ganha sentido. Alguns teóricos chamam conhecimento
de mundo ao universo discursivo. Na frase acima, collorido
e caiado não pertencem ao universo da pintura, mas da vida
política: a primeira palavra refere-se a Collor e ao modo como ele
se apresentava, um político moderno e inovador; a segunda diz
respeito a Ronaldo Caiado, político conservador que o apoiava. A
essa operação chamamos compreensão.
Apreensão + Compreensão = Entendimento do texto
Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis de
leitura: informativa e de reconhecimento.
A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o primeiro
contato com o texto, extraindo-se informações e se preparando
para a leitura interpretativa. Durante a interpretação grife palavras-
chave, passagens importantes; tente ligar uma palavra à idéia-
central de cada parágrafo.
A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas
e opções de respostas. Marque palavras como não, exceto,
respectivamente, etc., pois fazem diferença na escolha adequada.
Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. Leia
a frase anterior e posterior para ter idéia do sentido global proposto
pelo autor.
Um texto para ser compreendido deve apresentar idéias
seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela
idéia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a conclusão
do texto.
A alusão histórica serve para dividir o texto em pontos
menores, tendo em vista os diversos enfoques. Convencionalmente,
o parágrafo é indicado através da mudança de linha e um
espaçamento da margem esquerda.
Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico frasal,
ou seja, a idéia central extraída de maneira clara e resumida.
Atentando-se para a idéia principal de cada parágrafo,
asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do texto.
Produzir um texto é semelhante à arte de produzir um tecido.
O fo deve ser trabalhado com muito cuidado para que o trabalho
não se perca. O mesmo acontece com o texto. O ato de escrever
toma de empréstimo uma série de palavras e expressões amarrando,
conectando uma palavra uma oração, uma idéia à outra. O texto
precisa ser coeso e coerente.
Coesão
É a amarração entre as várias partes do texto. Os principais
elementos de coesão são os conectivos, vocábulos gramaticais, que
estabelecem conexão entre palavras ou partes de uma frase. O texto
deve ser organizado por nexos adequados, com seqüência de idéias
encadeadas logicamente, evitando frases e períodos desconexos.
Para perceber a falta de coesão, a melhor atitude é ler atentamente
o seu texto, procurando estabelecer as possíveis relações entre
palavras que formam a oração e as orações que formam o período
e, fnalmente, entre os vários períodos que formam o texto. Um
texto bem trabalhado sintática e semanticamente resultam num
texto coeso.
Coerência
A coerência está diretamente ligada à possibilidade de
estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é o que faz com
que o texto faça sentido para quem lê, devendo, portanto, ser
entendida, interpretada. Na avaliação da coerência da redação, será
levada em conta o tipo de texto. Em um texto dissertativo, será
avaliada a capacidade de relacionar os argumentos e de organizá-
los de forma a extrair deles conclusões apropriadas; num texto
narrativo, será avaliada sua capacidade de construir personagens
e de relacionar ações e motivações.
Tipos de Composição
Descrição: descrever é representar verbalmente um objeto, uma
pessoa, um lugar, mediante a indicação de aspectos característicos,
de pormenores individualizantes. Requer observação cuidadosa,
para tornar aquilo que vai ser descrito um modelo inconfundível.
Não se trata de enumerar uma série de elementos, mas de captar os
traços capazes de transmitir uma impressão autêntica. Descrever é
mais que apontar, é muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por
isso, impõe-se o uso de palavras específcas, exatas.
Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais
ou imaginários. São seus elementos constitutivos: personagens,
circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente, o episódio, e o
que a distingue da descrição é a presença de personagens atuantes,
que estão quase sempre em confito. A Narração envolve:
• Quem? Personagem;
• Quê? Fatos, enredo;
• Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos;
• Onde? O lugar da ocorrência;
• Como? O modo como se desenvolveram os
acontecimentos;
• Por quê? A causa dos acontecimentos;
Dissertação: dissertar é apresentar idéias, analisá-las, é
estabelecer um ponto de vista baseado em argumentos lógicos;
é estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor,
narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O raciocínio
é que deve imperar neste tipo de composição, e quanto maior a
fundamentação argumentativa, mais brilhante será o desempenho.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
8
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
EXERCÍCIOS
Nas provas, você terá tempo limitado para responder às
questões. Por isso, treine obedecendo felmente às indicações de
tempo máximo. Quando estiver terminando o tempo, chute; não
deixe questão sem resposta. Contudo, nos concursos, dependendo
da banca, se tiver dúvida, é melhor deixar a questão em branco,
pois uma resposta errada anula uma correta.
Este é o caminho: leitura, exercício, correção, entendimento
dos erros. Quanto mais você entender porque errou, mais estará
aprendendo.
Esaf: Leia atentamente o texto para responder às questões de
1 a 4.
(Tempo máximo: 14 minutos)
Parques em chamas

Saudados por ecologistas como arcas de Noé para o
futuro, por serem repositórios de espécies animais e vegetais em
extinção acelerada noutras áreas do país, alguns dos 25 parques
nacionais
do Brasil tiveram, na semana passada, a sua paisagem mutilada
pelo fogo. A rigorosa estiagem que acompanha o inverno no
Centro-Sul ressecou a vegetação e abriu caminho para que as
chamas tragassem 6 dos 33 quilômetros quadrados do Parque
Nacional da Tijuca, pegado à cidade do Rio de Janeiro, e
convertessem em carvão 10% dos 300 quilômetros quadrados
do Parque Nacional do Itatiaia, na divisa de Minas Gerais com o
Estado do Rio.
Contido pelos bombeirosjá no fm de semana, na Tijuca, e
abafado por uma providencial chuva no ltaXiaia, na
quarta-feira o fogo pipocou em outro extremo do país. Naquele
dia, o incêndio começou no Parque da Serra da Capivara, no sertão
do Piauí, calcinado há seis anos pela seca, e avançou pela
caatinga, que esconde as pinturas rupestres inscritas na rocha, há
pelo menos 31.500 anos, pelo homem brasileiro pré-histórico.
(Isto é, 221811984)
1. O autorjustifca o fato de os ecologistas referirem-se aos
parques nacionais como “arcas de Noé para o futuro” da seguinte
maneira:
a) Porque são áreas preservadas da caça e pesca i ndiscri
minadas.
b) Porque ocupam espaços administralívamente delimitados
pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal.
c) Porque espécies animais e vegetais que estão se
extinguindo em outras regiões têm preservada sua sobrevivência
nesses parques.
d) Porque nesses parques colecionam-se casais de espécies
animais e vegetais em extinção noutras áreas.
e) Porque há agentes forestais incumbidos de zelar pelos
animais e vegetais dos parques.
2. A respeito dos incêndios referidos pelo autor, depreende-se
do texto que:
a) Embora tivessem ameaçado espécies animais e vegetais
raras, apresentaram um lado positivo: aumentaram a produção de
carvão.
b) Foram provocados pela rigorosa estiagem do inverno, no
Centro-Sul, e pela seca prolongada no sertão nordestino.
c) Não foram combatidos com presteza e efciência pelos
bombeiros.
d) Só foram debelados por providenciais chuvas que
eventualmente vieram a cair sobre os parques.
e) Destruíram parte da fora e fauna das reservas,
desfgurando sua paisagem.
3. Depreende-se que o autor do texto, em relação ao fato
descrito, manifesta:
a) Descaso
b) Hesitação
c) Desesperança
d) Pesar
e) Indiferença
4. Aponte a única conclusão que é estrita e licitamente
deduzível do texto:
a) As chamas serviram para mostrar a precária situação dos
parques brasileiros.
b) Devem ser tomadas providências para dotar os parques
de meios para se protegerem dos incêndios.
c) Devem ser desencadeadas campanhas para conscientizar
a população de como evitar incêndio nos parques.
d) Parte da culpa dos incêndios cabe às autoridades
responsáveis pelas reservas e parques.
e) 0 incêndio no Parque da Serra da Capivara ameaçou
valioso patrimônio histórico e antropológico.
MPU - auxiliar- Esaf: Para responder às questões de 5 a 9,
leia o texto a seguir.
(Tempo máximo: 16 minutos)
Procura-se uma explicação
Um mundo de mistérios se esconde por trás dos pequenos
anúncios. Nunca pude avaliar, pelas suas fórmulas, quais as suas
verdadeiras intenções. Fico a imaginar se o desespero de quem
vende está na mesma proporção emocional de quem quer comprar.
Objetos perdidos, quase sempre de estimação, documentos
importantes, cachorrinhos desaparecidos, tudo na base do
“gratifca-se bem”. Mas o que é gratifcar bem, por exemplo, a uma
pessoa que acha uma carteira com pouco dinheiro?
Acho que há um pouco de ironia e de deboche da parte de
toda pessoa que põe um anúncio - e muito boa vontade da parte
de quem acha que ali está a sua oportunidade. Há vários anos que
encontro promessas de Iugar de futuro” e acho incompreensível
que esse futuro não chegue nunca, e que as vagas continuem
sempre disponíveis. Ou as pessoas acabam por descobrir que o
seu futuro está fora dali ou são outras frmas que estão se iniciando
para oferecer novos futuros a futuros candidatos. Há uma certa
ilusão de lado a lado: quem anuncia o futuro dos outros está
pensando no seu presente e quem procura o seu futuro no presente
de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros.
Até que ponto é sincero um anúncio que procura moças de
“boa aparência”, de 18 a 25 anos, com prática de datilografa e
um mínimo de 150 batidas certas por minuto? É tão necessário que
sejam todas as batidas certas?
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
9
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
E esses que vivem vendendo objetos, um de cada vez,
«por motivo de viagem”? Será que o dinheirinho de um aparelho
de televisão ou de uma máquina de costura ou de um gravador
último tipo lhes pagará a passagem? Talvez a viagem seja
conseqüência: depois de vender os objetos, o melhor será mesmo
abandonar a cidade.
E os técnicos? É impressionante como tem gente especializada
anunciando sua especialidade. Mecânicos e eletricistas
montam e desmontam qualquer aparelho em menos de cinco
minutos, e no fm sempre nos entregam três ou quatro parafusos
que não têm a menor utilidade. Penso na economia monstruosa
que as fábricas fariam se, ao montarem seus aparelhos, houvessem
contratado os técnicos do “atende-se a domicílio”.
(Eliachar, Leon. O Homem ao Cubo. Rio deJaneiro: Francisco
Alves S.A., 6ª ed., adoptado)
5. Ao falar de “pequenos anúncios”, o autor refere-se
a) Essencialmente aos que tratam de empregos.
b) Especifcamente aos que oferecem serviços.
c) Exclusivamente aos que falam de objetos perdidos.
d) Genericamente a vários tipos de anúncios.
e) Somente aos anúncios de compra e venda.
6. A expressão que não aparece nos anúncios que o autor
menciona é:
a) “lugar de fututo”
b) “gratifca-se bem”
c) “procura-se uma explicação”
d) “atende-se a domicílio”
e) “por motivo de viagem”
7. Conforme o texto, os técnicos que anunciaram sua
especialidade:
a) Trabalham com rapidez, mas não conseguem encaixar
todas as peças de um aparelho.
b) Trabalham melhor que os das fábricas, resultando disto
maior economia para as montadoras.
c) Entendem mais da montagem dos aparelhos que os
técnicos das fábricas de eletrodomésticos.
d) Duvidam da competência dos mecânicos e eletricistas
das grandes fábricas.
e) Pretendem conseguir uma contratação como mecânicos
ou eletricistas em frmas conceituadas.
8. As “fórmulas” dos anúncios a que se refere o autor dizem
respeito:
a) À especifcação
b) À quantidade
c) Ao argumento
d) Ao conteúdo
e) À correção
9. Assinale a opção que expressa o signifcado da seguinte
frase do texto: “... quem procura o seu futuro no presente de quem
anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”.
a) Quem oferece melhoria de vida aos outros através de
anúncios pretende melhorar a própria vida.
b) Aquele que pretende encontrar boas oportunidades nos
anúncios proporciona lucros ao anunciante.
c) O anunciante projeta seus atuais objetivos nas pretensões
dos leitores.
d) Quem busca o seu futuro no futuro dos outros prejudica
irremediavelmente seu presente.
e) O anunciante procura melhorar a vida do leitor
independentemente de suas intenções.
MPU – nível técnico – MF: Leia o trecho abaixo para
responder às questões de 10 a 14
(Tempo máximo: 15 minutos)
A rigor, se cometêssemos para com a publicidade o ingênuo
extremismo de acreditar plenamente no seu discurso, teríamos
à nossa frente a mais desvairada das utopias. A sua efciência,
elevada ao absurdo, consistiria em fazer com que o consumidor,
ao consumir um produto, incorporasse à sua percepção sensorial
um deleite Sublime, um estado nirvânico, um gozo celetial.
A se ressalvar e a se ressaltar, porém, a defasagem entre a
promessa publicitária e o real preenchimento proporcionado pelos
bens de consumo, conclui-se tristemente que o saldo é bastante
negativo: a felicidade prometida é muito fugaz e o retorno ao
abismo da lacuna primordial – da consciência da fnitude – é
ainda maior, uma vez que a busca do sublime esteve exacerbada
por estímulos fantasiosos. Cada vez que o paraíso é prometido,
represema-se (ritualiza-se) o drama do retorno. Cada vez que esse
retorno é frustrado, dramatiza-se, outra vez, o mito da queda.
A promessa de preenchimento dá lugar ao vazio. Existência e
angústia retornam à sua condição de paralelismo. Compreende-se
então o quanto a retórica publicitária era irreal, sublimadora. E
uma leitura literalizante desse discurso delirante coloca-se de
imediato lidando com uma elaboração profundamente onírica.
Literalmente, a publicidade é uma fábrica de sonhos. (Extraído
de A promessa do paraíso já, Luís Martins, Humanidades, Ano IV,
1987/88, nº15, p. 110/111)
10. O tema central do fragmento acima é:
a) A publicidade desequilibra a relação de forças existente
entre a demanda e a oferta de bens de consumo.
b) Dramatizar o mito da queda é o objetivo perseguido pela
retórica publicitária.
c) Há uma similaridade estrutural entre a elaboração
publicitária e a elaboração onírica.
d) Os comerciais veiculados pelos meios de comunicação
cumprem o papel de informar o consumidor em potencial sobre as
reais qualidades dos produtos.
e) Ao adquirir bens de consumo, o consumidor sublima
suas carências afetivas num estado de deleite sublime.
11. À leitura literal da retórica publicitária associam-se vários
termos no texto, exceto:
a) Deleite sublime
b) Estado nirvânico
c) Gozo celestial
d) Consciência da fnitude
e) Estímulos fantasiosos
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
10
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
12. Uma leitura errada do texto levaria a afrmar que:
a) Interpretar literalmente o discurso publicitário é uma
atitude ingénua.
b) A publicidade elabora um cenário onírico para os objetos
da sociedade industrial.
c) O discurso publicitário é formulado com mensagens que
se sustentam no princípio do prazer.
d) A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a
consciência de sua fnitude.
e) Está incorporado à publicidade o componente mítico de
retorno ao paraíso.
13. “Drama do retorno” e “mito da queda”, no texto,
referem-se a:
a) Elaboração da primeira versão da publicidade e sua
recusa pelo cliente que a encomendou.
b) Retorno dos comerciais aos meios de comunicação
devido à queda do faturamento das empresas.
c) Promessas fantasiosas contidas nos anúncios e decepção
do consumidor por não vê-ias realizadas ao adquirir o produto.
d) Estado nirvânico do publicitário no momento de criação
da propaganda e posterior decepção ao vê-lo rejeitado pelo diretor
de marketing.
e) Mitos de povos primitivos a respeito das concepções de
Paraíso e Inferno.
14. Assinale a letra que contém o enunciado falso.
a) Colocadas em sequência, as expressões “a se ressalvar” e
“a se resaltar” são equivalentes quanto ao conteúdo.
b) O segmento - da consciência da fnitude – explica a
expressão lacuna primordial.
c) O termo “(ritualiza-se)” especifca o sentido de
“representa-se”.
d) As expressões “deleite sublime”, “estado nirvânico”,
“gozo celestial”, colocadas em sequência, reiteram a mesma idéia.
e) Em “sua efciência”, o possessivo refere-se à efciência
da publicidade.
RESPOSTAS COMENTADAS
“Parque em chamas”
1. c
2. e
a) Errado. O texto não fala que a produção de carvão é
positiva.
b) Errado. Segundo o texto, a estiagem “abriu caminho para
que as chamas tragassem...”; de acordo com esta alternativa a
estiagem provocou o incêndio. Abrir caminho não é provocar.
c) Errado. Se os bombeiros apagaram o fogo, pelo menos
foram efcientes.
d) Errado.
e) Certo.
3. d - “paisagem mutilada pelo fogo”.
4. b - No comando deveria estar escrito “dedutível” (que se
deduz) porque não existe a palavra “deduzível”.
a) Errado. Não se pode deduzir estrita e licitamente que se
“alguns dos 25 parques” (o texto só fala em três deles) estão em
situação difícil, todos estarão. Três não são vinte e cinco.
b) Certo. O que seria competência, por exemplo, dos
legisladores. Os responsáveis pelos parques não são culpados de
não terem condições.
c) Errado. O texto não culpa a população nem as
autoridades responsáveis pelos parques e reservas.
d) Errado. O texto não culpa a população nem as
autoridades responsáveis pelos parques e reservas.
e) Errado. Se as pinturas rupestres existem há pelo menos
31.500 anos, certamente já resitiram a inúmeros incêndios, o que
não justifca dizer que um incêndio constitua ameaça a elas.
“Procura-se uma explicação”
5. d - Objetos perdidos, lugar de futuro = emprego, técnicos =
serviços (venda).
6. c 7. a
8. c - Nunca pude avaliar, pelas suas fórmulas (=pelo que
argumental – “gratifca-se bem”, “lugar de futuro”, “por motivo de
viagem”), quais as suas verdadeiras intenções (= o que realmente
querem dizer).
9. b - Observe que a frase “... quem procura seu futuro no
presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”
pode ser reduzida a “quem procura” ... faz “o futuro dos outros”,
em que o sujeito “quem procura” é o leitor e os “outros” são os
anunciantes.
A única alternativa que põe na ordem certa de importância do
texto “leitor – anunciante” é a letra b.
Compare: letra a) anunciante – anunciante; c) anunciante –
leitor; d) leitor – leitor; e) anunciante – leitor.
“A rigor, se cometêssemos...”
10. c - Reler as quatro últimas linhas do texto (onírico = de
sonho).
11. d - É a única alternativa de signifcado negativo. A
publicidade, no texto, só busca ressaltar o lado positivo.
12. d - A “consciência de fnitude” acontece só depois que a
ilusão despertada pela publicidade acaba. A felicidade prometida
nas propagandas dá ao homem a ilusão.
13. c - Por exclusão, chega-se a esta resposta, porém, como
o comando se refere a “Drama do retorno” e “mito da queda”,
a alternativa melhor seria: “decepção do consumidor por não ver
realizadas as promessas da propaganda”.
14. a - Ressalvar = corrigir, prevenir com ressalva, excetuar...
Ressaltar = destacar, sobressair, dar relevo...
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
11
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
TIPOLOGIA TEXTUAL
Texto Literário: expressa a opinião pessoal do autor
que também é transmitida através de fguras, impregnado de
subjetivismo. Ex: um romance, um conto, uma poesia...
Texto Não-Literário: preocupa-se em transmitir uma
mensagem da forma mais clara e objetiva possível. Ex: uma
notícia de jornal, uma bula de medicamento.
Basicamente existem três tipos de texto: Texto Descritivo;
Texto Narrativo e Texto Dissertativo. Cada um desses textos
possui características próprias de construção.
Descrição
É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação
ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares
ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja
apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em
imagens.
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa
ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não
é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do
observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa
forma, o que será importante ser analisado para um, não será para
outro.
A vivência de quem descreve também infuencia na hora
de transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto,
pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.
Exemplos:
(I) “De longe via a aléia onde a tarde era clara e redonda. Mas
a penumbra dos ramos cobria o atalho.
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, pequenas
surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado pelos instantes já
mais apressados da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo qual
estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo era
estranho, suave demais, grande demais.”
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice
Lispector)
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole,
aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter
aquilo que a outros levava apenas trin ta ou cinquenta minutos;
vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro.
Reunia a isso gran de medo ao pai. Era uma criança fna, pálida,
cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola de pois do
pai e retirava-se antes. 0 mestre era mais severo com ele do que
conosco.
(Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São
Paulo, Ática, 1974, págs. 31-32.)
Esse texto traça o perfl de Raimundo, o flho do professor da
escola que o escritor frequentava.
Deve-se notar:
- que todas as frases expõem ocorrências simul tâneas (ao
mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha
grande medo ao pai);
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser considerada
cronologicamente anterior a outra do ponto de vista do relato (no
nível dos acontecimentos, entrar na escola é cronologi camente
anterior a retirar-se dela; no nível do relato, porém, a ordem dessas
duas ocorrên cias é indiferente: o que o escritor quer é ex plicitar
uma característica do menino, e não traçar a cronologia de suas
ações);
- ainda que se fale de ações (como entrava, reti rava-se), todas
elas estão no pretérito imperfei to, que indica concomitância em
relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano de
1840, em que o escritor frequentava a escola da rua da Costa) e,
portanto, não denota nenhuma transformação de estado;
- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não
correríamos o risco de alterar nenhuma re lação cronológica -
poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar
e ler o texto do fm para o começo: 0 mestre era mais severo com
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se
antes...
Evidentemente, quando se diz que a ordem dos enunciados
pode ser invertida, está-se pensando apenas na ordem cronológica,
pois, como veremos adiante, a ordem em que os elementos são
descritos produz determinados efeitos de sentido.
Quando alteramos a ordem dos enunciados, precisamos fazer
certas modifcações no texto, pois este contém anafóricos (palavras
que retomam o que foi dito antes, como ele, os, aquele, etc. ou
catafóricos (palavras que anunciam o que vai ser dito, como este,
etc.), que podem perder sua função e assim não ser compreendidos.
Se tomarmos uma descrição como As fores manifestavam
todo o seu esplendor. O Sol fazia-as brilhar, ao invertermos a
ordem das frases, precisamos fazer algumas alterações, para que
o texto possa ser compreendido: O Sol fazia as fores brilhar.
Elas manifestavam todo o seu esplendor. Como, na versão
original, o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma fores,
se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido. Por isso,
precisamos mudar a palavra fores para a primeira frase e retomá-
la com o anafórico elas na segunda.
Por todas essas características, diz-se que o fragmento do
conto de Machado é descritivo. Descrição é o tipo de texto em
que se expõem ca racterísticas de seres concretos (pessoas, objetos,
situações, etc.) consideradas fora da relação de anterioridade e de
posterioridade.
Características:
- Ao fazer a descrição enumeramos características,
comparações e inúmeros elementos sensoriais;
- As personagens podem ser caracterizadas física e
psicologicamente, ou pelas ações;
- A descrição pode ser considerada um dos elementos
constitutivos da dissertação e da argumentação;
- é impossível separar narração de descrição;
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim
a capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
12
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo:
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo
desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea
e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que
parecem conformados expressamente para esposas da multidão
(...)” (Raul Pompéia – O Ateneu)
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não existe
relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados.
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que se
usem então as formas nominais, o presente e o pretério imperfeito
do indicativo, dando-se sempre preferência aos verbos que
indiquem estado ou fenômeno.
- Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos
adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto.
A característica fundamental de um texto descritivo é essa
inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa
descri ção, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam
sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação
anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas
linguísti cas da descrição é o predomínio de verbos no presente
ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa
concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em
relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.
Para transformar uma descrição numa narra ção, bastaria
introduzir um enunciado que indi casse a passagem de um estado
anterior para um posterior. No caso do texto II inicial, para
transformá -lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso grande
medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo...
Características Linguísticas:

O enunciado narrativo, por ter a representação de um
acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela temporalidade,
na relação situação inicial e situação fnal, enquanto que o
enunciado descritivo, não tendo transformação, é atemporal.
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático-
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão:
- Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores
de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente no
presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver, situar-se,
existir, fcar).
- Enfâse na adjetivação para melhor caracterizar o que é
descrito; Exemplo:

“Era alto, magro, vestido todo de preto, com o pescoço
entalado num colarinho direito. O rosto aguçado no queixo ia-se
alargando até à calva, vasta e polida, um pouco amolgado no alto;
tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por
trás da nuca - e aquele preto lustroso dava, pelo contraste, mais
brilho à calva; mas não tingia o bigode; tinha-o grisalho, farto,
caído aos cantos da boca. Era muito pálido; nunca tirava as lunetas
escuras. Tinha uma covinha no queixo, e as orelhas grandes muito
despegadas do crânio.”
(Eça de Queiroz - O Primo Basílio)
- Emprego de fguras (metáforas, metonímias, comparações,
sinestesias). Exemplo:

“Era o Sr. Lemos um velho de pequena estatura, não muito
gordo, mas rolho e bojudo como um vaso chinês. Apesar de seu
corpo rechonchudo, tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante
que lhe dava petulância de rapaz e casava perfeitamente com os
olhinhos de azougue.”
(José de Alencar - Senhora)
- Uso de advérbios de localização espacial. Exemplo:

“Até os onze anos, eu morei numa casa, uma casa velha, e essa
casa era assim: na frente, uma grade de ferro; depois você entrava
tinha um jardinzinho; no fnal tinha uma escadinha que devia ter
uns cinco degraus; aí você entrava na sala da frente; dali tinha um
corredor comprido de onde saíam três portas; no fnal do corredor
tinha a cozinha, depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e
atrás ainda tinha um galpão, que era o lugar da bagunça...”
(Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ)
Recursos:
- Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do sol.
- Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas,
concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu sereno,
uma pureza de cristal.
- As sensações de movimento e cor embelezam o poder da
natureza e a fgura do homem. Ex: Era um verde transparente que
deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
- A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do texto.
Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal, muito
crente.
A descrição pode ser apresentada sob duas formas:

Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a
passagem são apresentadas como realmente são, concretamente.
Ex: “Sua altura é 1,85m. Seu peso, 70kg. Aparência atlética,
ombros largos, pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos
negros e lisos”.
Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo: “
A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central que se
alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de guilhotina
para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado, dentro de uma
estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei. Telhado de quatro
águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais velha que Juiz de
Fora, provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse fcado,
capricho da sorte, na linha de passagem da variante do Caminho
Novo que veio a ser a Rua Principal, depois a Rua Direita – sobre
a qual ela se punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente
do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú de Ossos)
Descrição Subjetiva: quando há maior participação da
emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são
transfgurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar ou
expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é que se
podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações gritavam-
lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu!
Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos,
calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
13
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
“(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra
esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par-de-
frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando por lei,
de sobregoverno.” (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos
descritivos:
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão
temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente, uma
vez que eles indicam propriedades ou características que ocorrem
si multaneamente. No entanto, ela não é indiferente do ponto de
vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para baixo ou
vice-versa, do detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria
efeitos de sentido distintos.
Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de
Bocage:
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
bem servido de pés, meão de altura,
triste de facha, o mesmo de fgura,
nariz alto no meio, e não pequeno.
Incapaz de assistir num só terreno,
mais propenso ao furor do que à ternura;
bebendo em níveas mãos por taça escura
de zelos infernais letal veneno.

Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,
1968, pág. 497.

O poeta descreve-se das características físicas para as
características morais. Se fzesse o inverso, o sentido não seria o
mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer relevo.

O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a visualizar
uma cena. É como traçar com palavras o retrato de um objeto, lugar,
pessoa etc., apontando suas características exteriores, facilmente
identifcáveis (descrição objetiva), ou suas características
psicológicas e até emocionais (descrição subjetiva).
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos,
também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado
desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu
texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou
depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva.
Descrição de objetos constituídos de uma só parte:
1 – Introdução: observações de caráter geral referentes à
procedência ou localização do objeto descrito.
2 - Desenvolvimento: detalhes (lª parte) - formato (comparação
com fguras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.)
3 - Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) - material, peso, cor/
brilho, textura.
4 - Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto como
um todo.
Descrição de objetos constituídos por várias partes:
1 - Introdução: observações de caráter geral referentes à
procedência ou localização do objeto descrito.
2 - Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das
partes que compõem o objeto, associados à explicação de como as
partes se agrupam para formar o todo.
3 - Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo
(externamente) - formato, dimensões, material, peso, textura, cor
e brilho.
4 - Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em
sua totalidade.
Descrição de ambientes:
1 - Introdução: comentário de caráter geral.
2 - Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global
do ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e
aroma (se houver).
3 - Desenvolvimento: detalhes específcos em relação a objetos
lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou
quaisquer outros objetos.
4 - Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no
ambiente.
Descrição de paisagens:
1 - Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer
outra referência de caráter geral.
2 - Desenvolvimento: observação do plano de fundo
(explicação do que se vê ao longe).
3 - Desenvolvimento: observação dos elementos mais
próximos do observador - explicação detalhada dos elementos que
compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem.
4 - Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo
acerca da impressão que a paisagem causa em quem a contempla.
Descrição de pessoas (I):
1 - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
aspecto de caráter geral.
2 - Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas).
3 - Desenvolvimento: características psicológicas
(personalidade, temperamento, caráter, preferências, inclinações,
postura, objetivos).
4 - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
geral.
Descrição de pessoas (II):
1 - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
aspecto de caráter geral.
2 - Desenvolvimento: análise das características físicas,
associadas às características psicológicas (1ª parte).
3 - Desenvolvimento: análise das características físicas,
associadas às características psicológicas (2ª parte).
4 - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
geral.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
14
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma
estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam.
Porque toda técnica descritiva implica contemplação e apreensão
de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever, precisa
possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor capta o
mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma descrição
focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua sensibilidade.
Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular.
Por ser objetiva, há predominância da denotação.
Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é
um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma
linguagem científca, precisa. Esse tipo de texto é usado para
descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
compõem, para descrever experiências, processos, etc.
Exemplo:
Folheto de propaganda de carro
Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir
o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando
tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat
Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de elevada
capacidade, proporcionando a climatização perfeita do ambiente.
Porta-malas - O compartimento de bagagens possui capacidade
de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500 litros, com o
encosto do banco traseiro rebaixado.
Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para
evitar a deformação em caso de colisão.
Textos descritivos literários: Na descrição literária
predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de
associações conotativas que podem ser exploradas a partir de
descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes;
situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também
podem ocorrer tanto em prosa como em verso.

Exemplos de descrições segundo a época:
Descrição Romântica
“Sobre a alvura diáfana do algodão, a sua pele, cor de cobre,
brilhava com refexos dourados; os cabelos pretos cortados rentes,
a tez lisa, os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para
a fronte; a pupila negra, móbil, cintilante; a boca forte mas bem
modelada e guarnecida e dentes alvos, davam ao rosto pouco oval
a beleza inculta da graça, da força e da inteligência.
Tinha a cabeça cingida por uma fta de couro, a qual se prendiam
ao lado esquerdo duas plumas matizadas que, descrevendo uma
longa espiral, vinham roçar com as pontas negras o pescoço
fexível.
(...)
Ali, por entre a folhagem, distinguiam-se as ondulações
felinas de um dorso negro, brilhante, marchetado de pardo; às
vezes viam-se brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos, que
semelhavam os refexos de alguma cristalização de rocha, ferida
pela luz do sol.”
(Alencar, José de. O guarani)
Descrição Realista
“Imaginem um homem de trinta e oito a quarenta anos, alto,
magro e pálido. As roupas, salvo o feitio, pareciam ter escapado
ao cativeiro de Babi lônia; o chapéu era contemporâneo do de
Gessler. Imaginem agora uma so brecasaca, mais larga do que
pediam as carnes, - ou, literalmente, os ossos da pessoa; a cor preta
ia cedendo o passo a um amarelo sem brilho; o pêlo desaparecia
aos poucos; dos oito primitivos botões restavam três. As calças,
de brim pardo, tinham duas fortes joelheiras, enquanto as bainhas
eram roí das pelo tacão de um botim sem misericórdia nem graxa.
Ao pescoço futua vam as pontas de uma gravata de duas cores,
ambas desmaiadas, apertando um colarinho de oito dias. Creio que
trazia também colete, um colete de seda escura, roto a espaços, a
desabotoado.”
(Assis, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas)
Descrição Modernista
“A manhã me viu de pé, no banheiro, contemplando no vaso
a curiosa entidade que eu tinha produzido: um objeto cilíndrico,
bem formado, de cor saudável, textura fna, superfície lisa, quase
acetinada. E tinha, à guisa de olhos, dois grãos de milho.
Flutuava displicentemente, a graciosa criatura. A descarga
vazava; a corrente que fuía marulhando orientava-a ora para o
norte, ora para o nor deste, ora para o sul. De repente virou-se e
fcou boiando de costas. Estava tão bem ali, que vacilei em dar a
descarga. Mas não podia deixar sujeira no vaso: apertei o botão.”
(Scliar, Moacyr. O ciclo das águas)
Exemplos de descrições segundo o objeto:
Descrição de Ambiente
“Ali naquela casa de muitas janelas e bandeiras coloridas
vivia Rosali na. Casa de gente de casta, segundo eles antigamente.
Ainda conserva a im ponência e o porte senhorial, o ar solarengo
que o tempo de todo não co meu. As cores das janelas e das portas
estão lavadas de velhas, o reboco caído em alguns trechos como
grandes placas de ferida, mostra mesmo as pedras e os tijolos e
as taipas de sua carne e ossos, feitos para durar toda a vida; vi-
dros quebrados nas vidraças, resultado do ataque da meninada
nos dias de reinação, quando vinham provocar Rosalina (não de
propósito e ruindade, mas sem-que-fazer de menino), escondida
detrás das cortinas e reposteiros: nos peitoris das sacadas de ferro
rendilhado, formando fores estilizadas, se tas, volutas, esses e
gregas, faltam muitas das pinhas de cristal faceitado cor-de-vinho
que arrematavam nas cantoneiras a leveza daqueles balcões.”
(Dourado, Autran. Ópera dos mortos. Rio de Janeiro:
Civilização Brasilei ra, 1975, p. 1-2.)
Descrição de Tipo
“Quando o coronel João Capistrano Honório Cota mandou
erguer o so brado, tinha pouco mais de trinta anos. Mas já era
homem sério de velho, re servado, cumpridor. Cuidava muito dos
trajes, da sua aparência medida. O jaquetão de casimira inglesa, o
colete de linho atravessado pela grossa cor rente de ouro do relógio;
a calça é que era como a de todos na cidade -brim, a não ser em
certas ocasiões (batizado, morte, casamento - então era parelho
mesmo, por igual), mas sempre muito bem passada, o vinco perfei-
to. Dava gosto ver.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
15
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
O passo vagaroso de quem não tem pressa - o mundo
podia esperar por ele, o peito magro estufado, os gestos lentos,
a voz pausada e grave, des cia a rua da Igreja cumprimentando
cerimoniosamente, nobremente, os que por ele passavam ou os
que chegavam na janela muitas vezes só para vê-lo passar.
Desde longe a gente adivinhava ele vindo: alto, magro,
descarnado como uma ave pernalta de grande porte. Sendo assim
tão descomunal, podia ser desajeitado: não era, dava sempre a
impressão de uma grande e ponde rada fgura. Não jogava as pernas
para os lados nem as trazia abertas, esticava-as feito medisse os
passos, quebrando os joelhos em reto.
Quando montado, indo para a sua Fazenda da Pedra Menina,
no cava lo branco ajaezado de couro trabalhado e prata, aí então
sim era a grande imponente fgura, que enchia as vistas. Parecia
um daqueles cavaleiros anti gos, fugidos do Amadis de Gaula ou do
Palmeirim, quando iam para a guer ra armados cavaleiros.”
(Dourado, Autran. Ópera dos Mortos. Rio de Janei ro:
Civilização Brasileira, 1975, p. 9-1O)
Descrever é fazer viver os pormenores, situações ou pessoas.
Evocar o que se vê e o que se sente. É criar o que não se vê, mas
se percebe ou imagina. Não copiar friamente, mas deixar rica uma
imagem transmitindo sensações fortes.
Narração
A Narração é um tipo de texto que relata uma história real,
fctícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo
apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço,
organizados por uma narração feita por um narrador. É uma série
de fatos situados em um espaço e no tempo, tendo mudança de
um estado para outro, segundo relações de sequencialidade e
causalidade, e não simultâneos como na descrição. Expressa as
relações entre os indivíduos, os confitos e as ligações afetivas
entre esses indivíduos e o mundo, utilizando situações que contêm
essa vivência.
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), o
narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com quem
ocorreu o episódio. É por isso que numa narração predomina a
ação: o texto narrativo é um conjunto de ações; assim sendo, a
maioria dos verbos que compõem esse tipo de texto são os verbos
de ação. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo, ou
seja, a história que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de
enredo.
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas
personagens, que são justamente as pessoas envolvidas no
episódio que está sendo contado. As personagens são identifcadas
(=nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos próprios.
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem
querer) ele acaba contando “onde” (=em que lugar) as ações do
enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre
uma ação ou ações é chamado de espaço, representado no texto
pelos advérbios de lugar.
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através dos
tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de tempo. É o
tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao
leitor “como” o fato narrado aconteceu.
A história contada, por isso, passa por uma introdução
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita,
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) e
termina com a conclusão da história (é o fnal ou epílogo). Aquele
que conta a história é o narrador, que pode ser pessoal (narra em
1ª pessoa: Eu...) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: Ele...).
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos
substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes do
texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos
verbos, formando uma rede: a própria história contada.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a
história.
Elementos Estruturais (I):
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos.
- Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam e
dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por meio
de características físicas ou psicológicas. Os personagens podem
ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais (trabalhador,
estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o medroso, o tímido, o
avarento etc.), heróis ou anti-heróis, protagonistas ou antagonistas.
- Narrador: é quem conta a história.
- Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico.
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o
tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo
interior, subjetivo.
Elementos Estruturais (II):
Personagens - Quem? Protagonista/Antagonista
Acontecimento - O quê? Fato
Tempo - Quando? Época em que ocorreu o fato
Espaço - Onde? Lugar onde ocorreu o fato
Modo - Como? De que forma ocorreu o fato
Causa - Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
Resultado - previsível ou imprevisível.
Final - Fechado ou Aberto.
Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se de
tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente, como
simples exemplos de uma narração. Há uma relação de implicação
mútua entre eles, para garantir coerência e verossimilhança à
história narrada.
Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão,
obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as
personagens ou o fato a ser narrado.
Exemplo:
Porquinho-da-índia
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índía.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
16
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- 0 meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. 4ª ed. Rio de
Janeiro, José Olympio, 1973, pág. 110.
Observe que, no texto acima, há um conjunto de transformações
de situação: ganhar um porquinho-da-índia é passar da situação
de não ter o animalzinho para a de tê-lo; levá-lo para a sala ou
para outros lugares é passar da situação de ele es tar debaixo do
fogão para a de estar em outros lugares; ele não gostava: “queria
era estar debaixo do fogão” implica a volta à situação anterior;
“não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender
que o menino passava de uma situação de não ser terno com o
animalzinho para uma situação de ser; no último verso tem-se a
passagem da situação de não ter namorada para a de ter.
Verifca-se, pois, que nesse texto há um grande conjunto
de mudanças de situação. É isso que defne o que se chama o
componente narrativo do texto, ou seja, narrativa é uma mudança
de estado pela ação de alguma personagem, é uma transformação
de situação. Mesmo que essa personagem não apareça no texto,
ela está logicamente implícita. Assim, por exemplo, se o menino
ganhou um porquinho-da-índia, é porque alguém lhe deu o
animalzinho.
Assim, há basicamente, dois tipos de mudança: aquele em que
alguém recebe alguma coisa (o menino passou a ter o porquinho-da
índia) e aquele alguém perde alguma coisa (o porquinho perdia,
a cada vez que o menino o levava para outro lugar, o espaço
confortável de debaixo do fogão). Assim, temos dois tipos de
narrativas: de aquisição e de privação.
Existem três tipos de foco narrativo:
- Narrador-personagem: é aquele que conta a história na
qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao
mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa.
- Narrador-observador: é aquele que conta a história como
alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a
história é contada em 3ª pessoa.
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as
personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos.
Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece misturada
com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre).
Estrutura:
- Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados
alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história,
como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá.
- Complicação: é a parte do texto em que se inicia
propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem,
conduzindo ao clímax.
- Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
- Desfecho: é a solução do confito produzido pelas ações dos
personagens.
Tipos de Personagens:
Os personagens têm muita importância na construção de um
texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou
secundários, conforme o papel que desempenham no enredo,
podem ser apresentados direta ou indiretamente.
A apresentação direta acontece quando o personagem aparece
de forma clara no texto, retratando suas características físicas
e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando os
personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a
sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de suas
ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.
- Em 1ª pessoa:
Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a
história e é o protagonista. Exemplo:
“Parei na varanda, ia tonto, atordoado, as pernas bambas, o
coração parecendo querer sair-me pela boca fora. Não me atrevia
a descer à chácara, e passar ao quintal vizinho. Comecei a andar
de um lado para outro, estacando para amparar-me, e andava outra
vez e estacava.”
(Machado de Assis. Dom Casmurro)
Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar,
eu estava lá e vi. Exemplo:
“Batia nos noventa anos o corpo magro, mas sempre teso do
Jango Jorge, um que foi capitão duma maloca de contrabandista
que fez cancha nos banhados do Ibirocaí.
Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar
os campos da fronteira; à luz do Sol, no desmaiado da Lua, na
escuridão das noites, na cerração das madrugadas...; ainda que
chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como por alma
de padre, nunca errou vau, nunca perdeu atalho, nunca desandou
cruzada!...
(...)
Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento dele.
Casado ou doutro jeito, afamilhado. Não no víamos desde muito
tempo. (...)
Fiquei verdeando, à espera, e fui dando um ajutório na
matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro.
(J. Simões Lopes Neto – Contrabandista)
- Em 3ª pessoa:
Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa.
Exemplo:
“Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fantasiaram
de borboleta. Por isso não pôde defender-se. E saiu à rua com ar
menos carnavalesco deste mundo, morrendo de vergonha da malha
de cetim, das asas e das antenas e, mais ainda, da cara à mostra,
sem máscara piedosa para disfarçar o sentimento impreciso de
ridículo.”
(Ilka Laurito. Sal do Lírico)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
17
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como
sendo vista por uma câmara ou flmadora. Exemplo:
Festa
Atrás do balcão, o rapaz de cabeça pelada e avental olha o
crioulão de roupa limpa e remendada, acompanhado de dois
meninos de tênis branco, um mais velho e outro mais novo, mas
ambos com menos de dez anos.
Os três atravessam o salão, cuidadosamente, mas
resolutamente, e se dirigem para o cômodo dos fundos, onde há
seis mesas desertas.
O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. O
homem pergunta em quanto fca uma cerveja, dois guaranás e dois
pãezinhos.
__ Duzentos e vinte.
O preto concentra-se, aritmético, e confrma o pedido.
__Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz.
__ Como?
__ Passar o pão no molho da almôndega. Fica muito mais
gostoso.
O homem olha para os meninos.
__ O preço é o mesmo – informa o rapaz.
__ Está certo.
Os três sentam-se numa das mesas, de forma canhestra, como
se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida.
O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e, em
seguida, num pratinho, os dois pães com meia almôndega cada
um. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro
dos pães, enquanto o rapaz cúmplice se retira.
Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de
cerveja até a boca, depois cada um prova o seu guaraná e morde o
primeiro bocado do pão.
O homem toma a cerveja em pequenos goles, observando
criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo
absorvidos com o sanduíche e a bebida.
Eles não têm pressa. O grande homem e seus dois meninos.
E permanecem para sempre, humanos e indestrutíveis, sentados
naquela mesa.
(Wander Piroli)
Tipos de Discurso:
Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente para
o personagem, sem a sua interferência. Exemplo:
Caso de Desquite
__ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na boca).
Veja, doutor, este velho caducando. Bisavô, um neto casado. Agora
com mania de mulher. Todo velho é sem-vergonha.
__ Dobre a língua, mulher. O hominho é muito bom. Só não
me pise, fco uma jararaca.
__ Se quer sair de casa, doutor, pague uma pensão.
__ Essa aí tem flho emancipado. Criei um por um, está bom?
Ela não contribuiu com nada, doutor. Só deu de mamar no primeiro
mês.
__Você desempregado, quem é que fazia roça?
__ Isso naquele tempo. O hominho aqui se espalhava. Fui
jogado na estrada, doutor. Desde onze anos estou no mundo sem
ninguém por mim. O céu lá em cima, noite e dia o hominho aqui
na carroça. Sempre o mais sacrifcado, está bom?
__ Se fcar doente, Severino, quem é que o atende?
__ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém morre só.
Sempre tem um cristão que enterra o pobre.
__ Na sua idade, sem os cuidados de uma mulher...
__ Eu arranjo.
__ Só a troco de dinheiro elas querem você. Agora tem dois
cavalos. A carroça e os dois cavalos, o que há de melhor. Vai me
deixar sem nada?
__ Você tinha amula e a potranca. A mula vendeu e a potranca,
deixou morrer. Tenho culpa? Só quero paz, um prato de comida e
roupa lavada.
__ Para onde foi a lavadeira?
__ Quem?
__ A mulata.
(...)
(Dalton Trevisan – A guerra Conjugal)
Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem diz,
sem lhe passar diretamente a palavra. Exemplo:
Frio
O menino tinha só dez anos.
Quase meia hora andando. No começo pensou num bonde.
Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem feito que trazia,
afastou a idéia como se estivesse fazendo uma coisa errada.
(Nos bondes, àquela hora da noite, poderiam roubá-lo, sem que
percebesse; e depois?... Que é que diria a Paraná?)
Andando. Paraná mandara-lhe não fcar observando as
vitrines, os prédios, as coisas. Como fazia nos dias comuns. Ia
frme e esforçando-se para não pensar em nada, nem olhar muito
para nada.
__ Olho vivo – como dizia Paraná.
Devagar, muita atenção nos autos, na travessia das ruas. Ele
ia pelas beiradas. Quando em quando, assomava um guarda nas
esquinas. O seu coraçãozinho se apertava.
Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma mulher.
Sempre fcam mulheres vagabundeando por ali, à noite. Pelo
jardim, pelos escuros da Alameda Cleveland. Ela lhe deu, ele
seguiu. Ignorava a exatidão de seus cálculos, mas provavelmente
faltava mais ou menos uma hora para chegar em casa. Os bondes
passavam.
(João Antônio – Malagueta, Perus e Bacanaço)
Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do
personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente
recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX.
Exemplo:
A Morte da Porta-Estandarte
Que ninguém o incomode agora. Larguem os seus braços.
Rosinha está dormindo. Não acordem Rosinha. Não é preciso
segurá-lo, que ele não está bêbado... O céu baixou, se abriu...
Esse temporal assim é bom, porque Rosinha não sai. Tenham
paciência... Largar Rosinha ali, ele não larga não... Não! E esses
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
18
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
tambores? Ui! Que venham... É guerra... ele vai se espalhar... Por
que não está malhando em sua cabeça?... (...) Ele vai tirar Rosinha
da cama... Ele está dormindo, Rosinha... Fugir com ela, para o
fundo do País... Abraçá-la no alto de uma colina...
(Aníbal Machado)
Sequência Narrativa:
Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias: uma
coordena-se a outra, uma implica a outra, uma subordina-se a
outra.
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação:
- uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um
dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo);
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma
competência para fazer algo);
- uma em que a personagem executa aquilo que queria ou
devia fazer (é a mudança principal da narrativa);
- uma em que se constata que uma transformação se deu e
em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens
(geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os
maus).
Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se
pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a
realização de uma mudança é porque ela se verifcou, e ela efetua-se
porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazê-la. Tomemos,
por exemplo, o ato de comprar um apartamento: quando se assina a
escritura, reali za-se o ato de compra; para isso, é necessário po der
(ter dinheiro) e querer ou dever comprar (res pectivamente, querer
deixar de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar, por ter sido
despejado, por exemplo).
Algumas mudanças são necessárias para que outras se dêem.
Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um bambu
ou outro instrumento para derrubá-la. Para ter um carro, é preciso
antes conseguir o dinheiro.
Narrativa e Narração
Existe algu ma diferença entre as duas? Sim. A narratividade é
um componente narrativo que pode existir em textos que não são
narrações. A narrativa é a transformação de situações. Por exemplo,
quando se diz “Depois da abolição, incentivou-se a imigração de
europeus”, temos um texto dissertativo, que, no entanto, apresenta
um componente narrativo, pois contém uma mudança de situa ção:
do não incentivo ao incentivo da imigração européia.
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto,
o que é narração?
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características:
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche
essa condição);
- é um texto fgurativo, isto é, opera com perso nagens e fatos
concretos (o texto “Porquinho -da-índia” preenche também esse
requisito);
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e
posterioridade (no texto “Porquinho-da-índia” o fato de ganhar o
animal é anterior ao de ele estar debaixo do fo gão, que por sua vez
é anterior ao de o menino levá-lo para a sala, que por seu turno é
anterior ao de o porquinho-da-índia voltar ao fogão).
Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre
pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear da
temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no romance
macha diano Memórias póstumas de Brás Cubas, quando o
narrador começa contando sua morte para em seguida relatar sua
vida, a sequência temporal foi modifcada. No entanto, o leitor
reconstitui, ao longo da leitura, as relações de anterioridade e de
posterioridade.
Resumindo: na narração, as três características explicadas
acima (transformação de situações, f guratividade e relações de
anterioridade e poste rioridade entre os episódios relatados) devem
es tar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só uma ou duas
dessas características não é uma narração.
Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto narrativo:
1 - Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
aconteceu, quando e onde.
2 - Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos
personagens.
3 - Desenvolvimento: detalhes do fato.
4 - Conclusão: consequências do fato.
Caracterização Formal:
Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto
narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade,
porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função da
individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do enfoque
do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim é de grande
importância saber se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira
pessoa. No primeiro caso, há a participação do narrador; segundo,
há uma inferência do último através da onipresença e onisciência.
Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos
acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo o
aspecto linear e constituindo o que se denomina “fashback”. O
narrador que usa essa técnica (característica comum no cinema
moderno) demonstra maior criatividade e originalidade, podendo
observar as ações ziguezagueando no tempo e no espaço.
Exemplo - Personagens
“Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
Amâncio não viu a mulher chegar.
- Não quer que se carpa o quintal, moço?
Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face
escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do
passado, os olhos).”
(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre:
Mercado Aberto, p. 5O)
Exemplo - Espaço
Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza
escura e unifor me dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não
havia, em todo o caso, como negar-lhe a insipidez.”
(Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto
Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
19
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Exemplo - Tempo
“Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembra-se: a
mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
(Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)
Ao longo da nossa vida, vivemos em meio a muitas narrativas.
Desde muito cedo, ouvimos histórias de nossas famílias, de como
era a cidade ou o bairro há muito tempo atrás; como eram nossos
parentes quando mais novos. Ouvimos também histórias de medos,
de personagens fantásticos, de sonhos. Enfm, ouvimos, contamos,
lemos, assistimos, imaginamos histórias.
Texto 1
“Noite escura, sem céu nem estrelas. Uma noite de ardentia.
Estava tremendo. O que seria desta vez? A resposta veio do
fundo. Uma enorme baleia, com o corpo todo iluminado, passava
exatamente sob o barco, quase tocando-lhe o fundo. Podia ser sua
descomunal cauda, de envergadura talvez igual ao comprimento
do meu barco, passando por baixo, de um lado, enquanto do
outro, seguiam o corpo e a cabeça. Com o seu movimento verde
fosforescente iluminando a noite, nem me tocou, e iluminada
seguiu em frente. Com as mãos agarradas na borda, estava
completamente paralisado por tão impressionante espetáculo—
belo e assustador ao mesmo tempo. Acompanhava com os olhos e
a respiração seu caminho sob a superfície. Manobrou e voltou-se
de novo, e, mesmo maravilhado com o que via, não tive a menor
dúvida: voei para dentro, fechei a porta e todos os respiros, e fquei
aguardando, deitado, com as mãos no teto, pronto para o golpe.
Suavemente tocou o leme e passou a empurrar o barco, que fcou
atravessado a sua frente. Eu procurava imaginar o que ela queria.
(Klink, Amir. “Cem dias entre céu e mar”. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1986)
Texto 2
A lebre e a tartaruga
A lebre estava se vangloriando de sua rapidez, perante os
outros animais: “Nunca perco de ninguém. Desafo a todos aqui a
tomarem parte numa corrida comigo.”
“Aceito o desafo!”, disse a tartaruga calmamente. “Isto parece
brincadeira. Poderia dançar à sua volta, por todo o caminho”,
respondeu a lebre.
“Guarde sua presunção até ver quem ganha”, recomendou a
tartaruga.
A um sinal dado pelos outros animais, as duas partiram. A
lebre saiu a toda velocidade. Mais adiante, para demonstrar seu
desprezo pela rival, deitou-se e tirou uma soneca. A tartaruga
continuou avançando, com muita perseverança. Quando a lebre
acordou, viu-a já pertinho do ponto fnal e não teve tempo de
correr, para chegar primeiro.
Moral: Com perseverança, tudo se alcança.
Comentário:
- o texto mostra, através de um relato de experiência vivida,
cenas da memória do famoso navegador brasileiro - Amir Klink,
autor de vários livros sobre suas viagens;
- o texto 2 conta uma história de animais - fábula - que ilustra
um comportamento humano e cuja fnalidade é dar um ensinamento
a respeito de certas atitudes das pessoas.
Podemos afrmar que os dois textos têm em comum os
seguintes aspectos:
- acontecimento, fato, situação (ou “o que aconteceu” e “como
aconteceu”)
- personagem (ou “com quem aconteceu”)
- espaço, tempo (ou o “onde” e “quando aconteceu”)
- narrador (ou “quem está contando”)
Ambos os textos são narrativas, mas com uma diferença: o
primeiro é uma narrativa não fccional, porque traz uma história
vivida e relatada por uma pessoa. O segundo é uma narrativa
fccional, em que um autor cria no mundo da imaginação, uma
história narrada por um narrador e vivida por seus personagens.
Para a distinção entre narrativa fccional e não fccional fcar
mais clara, é bom lembrar, por exemplo, que a notícia de jornal é
também uma narrativa de não fcção, pois relata fatos da realidade
que mereçam ser divulgados.
Tipologia da Narrativa Ficcional:
- Romance
- Conto
- Crônica
- Fábula
- Lenda
- Parábola
- Anedota
- Poema Épico
Tipologia da Narrativa Não-Ficcional:
- Memorialismo
- Notícias
- Relatos
- História da Civilização
Apresentação da Narrativa:
- visual: texto escrito; legendas + desenhos (= história em
quadrinhos) e desenhos.
- auditiva: narrativas radiofonizadas; ftas gravadas e discos.
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas.
Exemplos de Textos Narrativos:
Conto: é a forma narrativa, em prosa, de menor extensão (no
sentido estrito de tamanho). Entre suas principais características,
estão a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou
impressão total: o conto precisa causar um efeito singular no leitor;
muita excitação e emotividade. Ao escritor de contos dá-se o nome
de contista. Exemplo:
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
20
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
A noite em que os hotéis estavam cheios
O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da
viagem; ela, grávida, não se sentia bem. Foram procurar um lugar
onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa serviria,
desde que não fosse muito caro.
Não seria fácil, como eles logo descobriram. No primeiro
hotel o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não
havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com
desconfança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse
que não tinha, na pressa da viagem esquecera os documentos.
— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel,
se não tem documentos? — disse o encarregado. — Eu nem sei se
o senhor vai pagar a conta ou não!
O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu
adiante. No terceiro hotel também não havia vaga. No quarto
— que era mais uma modesta hospedaria — havia, mas o dono
desconfou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava
lotado. Contudo, para não fcar mal, resolveu dar uma desculpa:
— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dão
para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia
até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje não consegui
nada. Se eu conhecesse alguém infuente... O senhor não conhece
ninguém nas altas esferas?
O viajante hesitou, depois disse que sim, que talvez conhecesse
alguém nas altas esferas.
— Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse
seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o
senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe,
com banho e tudo.
O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema
fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. Foi
adiante.
No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava
esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam
incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem
os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava
pronto. Ainda fez um elogio.
— O disfarce está muito bom. Que disfarce? Perguntou o
viajante. Essas roupas velhas que vocês estão usando, disse o
gerente. Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós
temos. O gerente aí percebeu o engano:
— Sinto muito — desculpou-se. — Eu pensei que tinha um
quarto vago, mas parece que já foi ocupado.
O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia
vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma
manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria
muito confortável, mas em compensação não pagariam diária.
Para surpresa dele, o viajante achou a idéia boa, e até agradeceu.
Saíram.
Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos,
perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente
começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais
importantes já chegados a Belém de Nazaré.
(“A Massagista Japonesa”, “Contos para um Natal
brasileiro”, Editora Relume: IBASE — Rio de Janeiro, 1996,
pág. 09.
Crônica: é uma narração, segundo a ordem temporal. O termo
é atribuído, por exemplo, aos noticiários dos jornais, comentários
literários ou científcos, que preenchem periodicamente as páginas
de um jornal. Exemplo:
Escuta
“Já que está se falando tanto em aparelhos de escuta,
imagine se existisse um aparelho capaz de captar do ar tudo que
já foi dito pela raça humana desde os seus primeiros grunhidos.
Nossas palavras provocam ondas sonoras que se alastram e
quem nos assegura que elas não continuam no ar, dando voltas
ao mundo, junto com as palavras dos outros, para sempre? Como
não parece existir fronteiras para a técnica moderna, o aparelho
certamente se sofsticaria em pouco tempo e logo poderíamos
captar a época que quiséssemos e isolar palavras, frases, discursos
inteiros, inclusive identifcando o seu lugar de origem. Sintonizar
o Globe Theater de Londres e ouvir as palavras de Shakespeare
ditas por atores da época elizabetana, com intervenções do ponto
e comentários da platéia, por exemplo. Ouvir, talvez, o próprio
Shakespeare falando. Ou tossindo, já que todos os sons que
emitimos? espirros, gemidos, puns também continuariam no
ar para serem ouvidos. O grito do Ipiranga. Discursos do Rui
Barbosa. O silêncio do Maracanã quando o Uruguai marcou o
segundo gol. As grandes frases da humanidade, na voz do próprio
autor! Descobriríamos que Alexandre, o Grande, tinha voz fna,
que Napoleão era linguinha, que a primeira coisa que Cabral
disse ao chegar ao Brasil foi “Diabos, enxarquei as botas”...
As pessoas se reuniriam para sintonizar o passado, à procura de
vozes conhecidas e frases famosas.
“Se for para o bem de todos e a felicidade geral da nação,
diga ao povo que...”? Isso não interessa. Muda. “Gugu”? Espera!
Essa voz não me é estranha... “Dadá”? Sou eu, quando era bebê!
Aumenta, aumenta! É verdade que não haveria como identifcar
vozes famosas, dizendo coisas banais. Aquela frase, captada numa
rua de Atenas? “Aparece lá em casa, e leva a patroa”? pode muito
bem ter sido dita por Péricles. Aquela outra “Um pouquinho mais
para cima... Aí, aí! agora coça!” pode ter sido dita por Madame
Currie para o marido. Ou por Max para Engels. E não se deve
esquecer que algumas das coisas mais bonitas ditas pelo homem
através da História foram ditas baixinho, no ouvido de alguém,
e não causaram ondas. Da próxima vez que disser alguma coisa
que valha a pena no ouvido de alguém, portanto, grite. Você pode
estar rompendo um caso de amor, e talvez um tímpano, mas estará
falando para a posteridade.
[...]”

(Veríssimo, Luís Fernando. Jornal do Brasil, 27/O9/98, p. 11)
Fábula: é uma narrativa fgurada, na qual são animais que
ganham características humanas. Sempre contém um moral por
sustentação, constatada no fnal da história. É um gênero muito
versátil, pois permite diversas maneiras de se abordar determinado
assunto. É muito interessante para crianças, pois permite que elas
sejam ensinadas dentro de preceitos morais sem que percebam.
Exemplo:
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
21
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
O Lobo e o Cordeiro
A razão do mais forte é a que vence no fnal (nem sempre o
Bem derrota o Mal).

Um cordeiro a sede matava
nas águas limpas de um regato.
Eis que se avista um lobo que por lá passava
em forçado jejum, aventureiro inato,
e lhe diz irritado: - “Que ousadia
a tua, de turvar, em pleno dia,
a água que bebo! Hei de castigar-te!”
- “Majestade, permiti-me um aparte” -
diz o cordeiro. - “Vede
que estou matando a sede
água a jusante,
bem uns vinte passos adiante
de onde vos encontrais. Assim, por conseguinte,
para mim seria impossível
cometer tão grosseiro acinte.”
- “Mas turvas, e ainda mais horrível
foi que falaste mal de mim no ano passado.
- “Mas como poderia” - pergunta assustado
o cordeiro -, “se eu não era nascido?”
- “Ah, não? Então deve ter sido
teu irmão.” - “Peço-vos perdão
mais uma vez, mas deve ser engano,
pois eu não tenho mano.”
- “Então, algum parente: teus tios, teus pais. . .
Cordeiros, cães, pastores, vós não me poupais;
por isso, hei de vingar-me” - e o leva até o recesso
da mata, onde o esquarteja e come sem processo.
La Fontaine
Lenda: é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição
oral através dos tempos. De caráter fantástico e/ou fctício, as
lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que
são meramente produto da imaginação aventuresca humana.
Com exemplos bem defnidos em todos os países do mundo, as
lendas geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo
ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações científcas
comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. Como
diz o dito popular “Quem conta um conto aumenta um ponto”,
as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a
geração, sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas.
Exemplo:
Boi Tatá
É um Monstro com olhos de fogo, enormes, de dia é quase
cego, à noite vê tudo. Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de
cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu
a terra. Para escapar ele entrou num buraco e lá fcou no escuro,
assim, seus olhos cresceram.
Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais.
Algumas vezes, assume a forma de uma cobra com os olhos
famejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes
noturnos. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo
correndo de um lado para outro da mata. No Nordeste do Brasil é
chamado de “Cumadre Fulôzinha”. Para os índios ele é “Mbaê-
Tata”, ou Coisa de Fogo, e mora no fundo dos rios.
Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas
penadas, e por onde passa, vai tocando fogo nos campos. Outros
dizem que ele protege as matas contra incêndios.
A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo,
que são os gases infamáveis que emanam dos pântanos, sepulturas
e carcaças de grandes animais mortos, e que visto de longe parecem
grandes tochas em movimento.
Parábola: narrativa curta ou apólogo, muitas vezes
erroneamente defnida também como fábula. Sua característica é
ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão
moral que pode ser tanto implícita como explícita. Ao longo dos
tempos vem sendo utilizada para ilustrar lições de ética por vias
simbólicas ou indiretas. Narração fgurativa na qual, por meio de
comparação, o conjunto dos elementos evoca outras realidades,
tanto fantásticas, quanto reais. Exemplo:
O Filho Pródigo
“Um certo homem tinha dois flhos. E o mais moço deles
disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E
ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o flho
mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali
desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. E, havendo ele
gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a
padecer necessidades. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela
terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.
E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos
comiam, e ninguém lhe dava nada. E, caindo em si, disse: Quantos
trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço
de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai,
pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado
teu flho; faze-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-
se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai,
e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao
pescoço, e o beijou. E o flho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e
perante ti e já não sou digno de ser chamado teu flho. Mas o pai
disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho,
e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro
cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu
flho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E
começaram a alegrar-se. E o seu flho mais velho estava no campo;
e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.
E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele
lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque
o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar.
E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao
pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu
mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os
meus amigos. Vindo, porém, este teu flho, que desperdiçou a tua
fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. E ele lhe
disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são
tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este
teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado”
(Evangelho Lucas 15:11-32)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
22
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Dissertação
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação
de uma determinada idéia. É, sobretudo, analisar algum tema.
Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza,
coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho
e uma habilidade de expressão.
É em função da capacidade crítica que se questionam pontos
da realidade social, histórica e psicológica do mundo e dos
semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu signifcado
diz respeito a um tipo de texto em que a exposição de uma idéia,
através de argumentos, é feita com a fnalidade de desenvolver um
conteúdo científco, doutrinário ou artístico.
Exemplo:
Há três métodos pelos quais pode um homem che gar a ser
primeiro-ministro. 0 primeiro é saber, com prudência, como
servir-se de uma pessoa, de uma flha ou de uma irmã; o segundo,
como trair ou solapar os predecessores; e o terceiro, como
clamar, com zelo fu rioso, contra a corrupção da corte. Mas um
príncipe discreto prefere nomear os que se valem do último des-
ses métodos, pois os tais fanáticos sempre se revelam os mais
obsequiosos e subservientes à vontade e às pai xões do amo. Tendo
à sua disposição todos os cargos, conservam-se no poder esses
ministros subordinando a maioria do senado, ou grande conselho,
e, afnal, por via de um expediente chamado anistia (cuja natureza
lhe expliquei), garantem-se contra futuras prestações de contas e
retiram-se da vida pública carregados com os despojos da nação.
Jonathan Swift. Viagens de Gulliver.
São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234-235.
Esse texto explica os três métodos pelos quais um homem
chega a ser primeiro-ministro, acon selha o príncipe discreto
a escolhê-lo entre os que clamam contra a corrupção na corte e
justifca es se conselho.
Observe-se que:
- o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade
com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem
particular e do que faz para chegar a ser primeiro-ministro, mas
do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder);
- existe mudança de situação no texto (por exem plo, a
mudança de atitude dos que clamam con tra a corrupção da corte
no momento em que se tornam primeiros-ministros);
- a progressão temporal dos enunciados não tem importância,
pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a
corrupção da cor te implica ser corrupto depois da nomeação para
primeiro-ministro).
Características:
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é temático;
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação;
- ao contrário do texto narrativo, nele as rela ções de
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior
importância - o que importa são suas relações lógicas: analo-
gia, pertinência, causalidade, coexistência, correspondência,
implicação, etc.
- a estética e a gramática são comuns a todos os tipos
de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem
características próprias a cada tipo de texto.
São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento /
Conclusão.
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a
idéia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
Tipos:
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos.
Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha
de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...”
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um
fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo
dos anos 80 – com os conhecidos altos índices de infação que
a década colecionou – agravou vários dos históricos problemas
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana,
cuja escalada tem sido facilmente identifcada pela população
brasileira.”
- Proposição: o autor explicita seus objetivos.
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer se
sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! Faça
parte desse time de vencedores desde a escolha desse momento!
- Contestação: contestar uma idéia ou uma situação. Ex: “É
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a
solução no combate à insegurança.”
- Características: caracterização de espaços ou aspectos.
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex: “Em
1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com televisores.
Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de aparelhos receptores
instalados do mundo). Ao todo, existem no país 257 emissoras
(aquelas capazes de gerar programas) e 2.624 repetidoras (que
apenas retransmitem sinais recebidos). (...)”
- Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no
fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras
que defnem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder,
escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de
sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.”
- Defnição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
compõem o texto.
- Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz
a pergunta de praxe: afnal de contas, todo esse entusiasmo pelo
futebol não é uma prova de alienação?”
- Suspense: alguma informação que faça aumentar a
curiosidade do leitor.
- Comparação: social e geográfca.
- Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à
distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo
das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades que
marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira doença do
século...”
- Narração: narrar um fato.
Desenvolvimento: é a argumentação da idéia inicial, de forma
organizada e progressiva. É a parte maior e mais importante do
texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas:
- Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com
este tipo de abordagem.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
23
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
- Defnição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a idéia
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a defnição.
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações
distintas.
- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos
favoráveis e desfavoráveis.
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou
descrever uma cena.
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos.
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para prováveis
resultados.
- Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve
apresentar questionamento e refexão.
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos,
valores, juízos.
- Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
porquês de uma determinada situação.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
- Exemplifcação: dar exemplos.
Conclusão: é uma avaliação fnal do assunto, um fechamento
integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas as
idéias anteriormente desenvolvidas.
- Conclusão Fechada: recupera a idéia da tese.
- Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
pensamento ou faz uma proposta, incentivando a refexão de quem
lê.
Exemplo:
Direito de Trabalho
Com a queda do feudalismo no século XV, nasce um novo
modelo econômico: o capitalismo, que até o século XX agia por
meio da inclusão de trabalhadores e hoje passou a agir por meio
da exclusão. (A)
A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo o trabalho
automático, devido à evolução tecnológica e a necessidade de
qualifcação cada vez maior, o que provoca o desemprego. Outro
fator que também leva ao desemprego de um sem número de
trabalhadores é a contenção de despesas, de gastos. (B)
Segundo a Constituição, “preocupada” com essa crise social
que provém dessa automatização e qualifcação, obriga que seja
feita uma lei, em que será dada absoluta garantia aos trabalhadores,
de que, mesmo que as empresas sejam automatizadas, não perderão
eles seu mercado de trabalho. (C)
Não é uma utopia?!
Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na
colheita da cana-de-açúcar que devido ao avanço tecnológico
e a lei do governador Geraldo Alkmin, defendendo o meio
ambiente, proibindo a queima da cana-de-açúcar para a colheita e
substituindo-os então pelas máquinas, desemprega milhares deles.
(D)
Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão cursos de
cabeleleiro, marcenaria, eletricista, para não perderem o mercado
de trabalho, aumentando, com isso, a classe de trabalhos informais.
Como fcam então aqueles trabalhadores que passaram à vida
estudando, se especializando, para se diferenciarem e ainda estão
desempregados?, como vimos no último concurso da prefeitura do
Rio de Janeiro para “gari”, havia até advogado na fla de inscrição.
(E)
Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos
têm o direito de trabalho, cabe aos governantes desse país, que
almeja um futuro brilhante, deter, com urgência esse processo de
desníveis gritantes e criar soluções efcazes para combater a crise
generalizada (F), pois a uma nação doente, miserável e desigual,
não compete a tão sonhada modernidade. (G)
1º Parágrafo – Introdução
A. Tema: Desemprego no Brasil.
Contextualização: decorrência de um processo histórico
problemático.
2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que
remetem a uma análise do tema em questão.
C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da
realidade.
D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de
quem propõe soluções.
E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.
7º Parágrafo: Conclusão
F. Uma possível solução é apresentada.
G. O texto conclui que desigualdade não se casa com
modernidade.
ORTOGRAFIA OFICIAL
A palavra ortografa é formada pelos elementos gregos orto
“correto” e grafa “escrita” sendo a escrita correta das palavras
da língua portuguesa, obedecendo a uma combinação de critérios
etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos
(ligados aos fonemas representados).
Somente a intimidade com a palavra escrita, é que acaba
trazendo a memorização da grafa correta. Deve-se também criar o
hábito de consultar constantemente um dicionário.
Desde o dia 01/01/2009 já estão em vigor as novas regras
ortográfcas da língua portuguesa, por isso temos até 2012 para
nos “habituarmos” com as novas regras, pois somente em 2013
que a antiga será abolida. Certifque se no edital do concurso que
irá participar está explícito a cobrança das novas regras, pois caso
contrário ainda estão valendo as velhas.
Relembrando
Vogal: a, e, i, o, u.
Consoante: b,c,d,f,g,h,j,l,m,n,p,q,r,s,t,v,x,z.
Alfabeto: a,b,c,d,e,f,g,h,i,j,l,m,n,o,p,q,r,s,t,u,v,x,z.
O alfabeto será formado por 26 letras. As letras “k”, “w” e
“y” não são consideradas integrantes do alfabeto (agora serão).
Essas letras serão usadas em unidades de medida, nomes próprios,
palavras estrangeiras e outras palavras em geral. Exemplos: km,
kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
24
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
1- Emprego das letras K, W e Y
Usam-se apenas:
a) Em abreviaturas e como símbolos de termos científcos
de uso internacional: km (quilômetro), kg (quilograma), K
(potássio), w (watt), W (oeste), Y (ítrio), yd (jarda), etc.
b) Na transcrição de palavras estrangeiras não
aportuguesadas: kart, kibutz, smoking, show, watt, playground,
playboy, hobby, etc.
c) Em nomes próprios estrangeiros não aportuguesados e
seus derivados: Kant, Franklin, Shakespeare, Wagner, Kennedy,
Mickey, Newton, Darwin, Hollywood, byroniano, etc.
2- Emprego da letra H
Esta letra, em início ou fm de palavras, não tem valor fonético;
conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da
tradição escrita. Grafa-se, por exemplo, hoje, porque esta palavra
vem do latim hodie.
Emprega-se o H:
a) Inicial, quando etimológico: hábito, hélice, herói, hérnia,
hesitar, haurir, etc.
b) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh e nh: chave,
boliche, telha, fecha companhia, etc.
c) Final e inicial, em certas interjeições: ah!, ih!, hem?,
hum!, etc.
d) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo
elemento, se etimológico: sobre-humano, anti-higiênico, super-
homem, etc.
e) Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito,
harmonia, hangar, hábil, hélice, hemorragia, herói, hemisfério,
heliporto, heliporto, hematoma, hérnia, hesitar, hífen, hilaridade,
hipocondria, hipótese, hipocrisia, homenagear, humor, hora,
história, hera, hospital, húmus;
OBS: Sem h, porém, os derivados baiano, baianinha, baião,
baianada, etc.
Não se usa H:
a) No início ou no fm de certos vocábulos, no passado
escritos com essa letra, embora sem fundamento etimológico:
ontem, úmido, iate, ombro, etc.
b) No início de alguns vocábulos em que o h, embora
etimológico, foi eliminado por se tratar de palavras que entraram
na língua por via popular, como é o caso de erva, inverno, e
Espanha, respectivamente do latim, herba, hibernus e Hispania.
Os derivados eruditos, entretanto, grafam-se com h: herbívoro,
herbicida, hispânico, hibernal, hibernar, etc.
c) Em palavras derivadas e em compostos sem hífen: reaver
(re + haver), reabilitar, inábil, desonesto, desonra, exaurir, etc.
3- Emprego das letras E, I, O e U
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/, /o/
e /u/ nem sempre é nítida. É principalmente desse fato que nascem
as dúvidas quando se escrevem palavras como quase, intitular,
mágoa, bulir, etc., em que ocorrem aquelas vogais.
Escrevem-se com a letra E:
a) A sílaba fnal de formas dos verbos terminados em –uar:
continue, habitue, pontue, etc.
b) A sílaba fnal de formas dos verbos terminados em –oar:
abençoe, magoe, perdoe, etc.
c) As palavras formadas com o prefxo ante– (antes,
anterior): antebraço, antecipar, antedatar, antediluviano,
antevéspera, etc.
d) Os seguintes vocábulos: Arrepiar, Cadeado, Candeeiro,
Cemitério, Cireneu, Confete, Creolina, Cumeeira, Desperdiçar,
Desperdício, Destilar, Disenteria, Empecilho, Encarnar,
Encarnação, Indígena, Irrequieto, Lacrimogêneo, Mexerico,
Mimeógrafo, Orquídea, Peru, Quase, Quepe, Senão, Sequer,
Seriema, Seringa, Umedecer.
Emprega-se a letra I:
a) Na sílaba fnal de formas dos verbos terminados em –
air/–oer /–uir: cai, corrói, diminuir, infui, possui, retribui, sai, etc.
b) Em palavras formadas com o prefxo anti- (contra):
antiaéreo, Anticristo, antitetânico, antiestético, etc.
c) Nos seguintes vocábulos: aborígine, açoriano, artifício,
artimanha, camoniano, Casimiro, chefar, cimento, crânio, criar,
criador, criação, crioulo, digladiar, displicência, displicente,
erisipela, escárnio, feminino, Filipe, frontispício, Ifgênia, inclinar,
inclinação, incinerar, inigualável, invólucro, lajiano, lampião,
pátio, penicilina, pontiagudo, privilégio, requisito, Sicília (ilha),
silvícola, siri, terebintina, Tibiriçá, Virgílio.
Grafam-se com a letra O: abolir, banto, boate, bolacha,
boletim, botequim, bússola, chover, cobiça, cobiçar, concorrência,
costume, engolir, goela, mágoa, magoar, mocambo, moela,
moleque, mosquito, névoa, nódoa, óbolo, ocorrência, rebotalho,
Romênia, romeno, tribo.
Grafam-se com a letra U: bulício, buliçoso, bulir, burburinho,
camundongo, chuviscar, chuvisco, cumbuca, cúpula, curtume,
cutucar, entupir, íngua, jabuti, jabuticaba, lóbulo, Manuel, mutuca,
rebuliço, tábua, tabuada, tonitruante, trégua, urtiga.
Parônimos
Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela
oposição das vogais /e/ e /i/, /o/ e /u/. Fixemos a grafa e o
signifcado dos seguintes:
área = superfície
ária = melodia, cantiga
arrear = pôr arreios, enfeitar
arriar = abaixar, pôr no chão, cair
comprido = longo
cumprido = particípio de cumprir
comprimento = extensão
cumprimento = saudação, ato de cumprir
costear = navegar ou passar junto à costa
custear = pagar as custas, fnanciar
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
25
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
deferir = conceder, atender
diferir = ser diferente, divergir
delatar = denunciar
dilatar = distender, aumentar
descrição = ato de descrever
discrição = qualidade de quem é discreto
emergir = vir à tona
imergir = mergulhar
emigrar = sair do país
imigrar = entrar num país estranho
emigrante = que ou quem emigra
imigrante = que ou quem imigra
eminente = elevado, ilustre
iminente = que ameaça acontecer
recrear = divertir
recriar = criar novamente
soar = emitir som, ecoar, repercutir
suar = expelir suor pelos poros, transpirar
sortir = abastecer
surtir = produzir (efeito ou resultado)
sortido = abastecido, bem provido, variado
surtido = produzido, causado
vadear = atravessar (rio) por onde dá pé, passar a vau
vadiar = viver na vadiagem, vagabundear, levar vida de vadio
4- Emprego das letras G e J
Para representar o fonema /j/ existem duas letras; g e j. Grafa-
se este ou aquele signo não de modo arbitrário, mas de acordo com
a origem da palavra. Exemplos: gesso (do grego gypsos), jeito (do
latim jactu) e jipe (do inglês jeep).
Escrevem-se com G:
a) Os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem:
garagem, massagem, viagem, origem, vertigem, ferrugem,
lanugem. Exceção: pajem
b) As palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio,
-úgio: contágio, estágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio.
c) Palavras derivadas de outras que se grafam com g:
massagista (de massagem), vertiginoso (de vertigem), ferruginoso
(de ferrugem), engessar (de gesso), faringite (de faringe),
selvageria (de selvagem), etc.
d) Os seguintes vocábulos: algema, angico, apogeu,
auge, estrangeiro, gengiva, gesto, gibi, gilete, ginete, gíria,
giz, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, sugestão,
tangerina, tigela.
Escrevem-se com J:
a) Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja
(laranjeira), loja (lojista, lojeca), granja (granjeiro, granjense),
gorja (gorjeta, gorjeio), lisonja (lisonjear, lisonjeiro), sarja
(sarjeta), cereja (cerejeira).
b) Todas as formas da conjugação dos verbos terminados
em –jar ou –jear: arranjar (arranje), despejar (despejei), gorjear
(gorjeia), viajar (viajei, viajem) – (viagem é substantivo).
c) Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j:
laje (lajedo), nojo (nojento), jeito (jeitoso, enjeitar, projeção,
rejeitar, sujeito, trajeto, trejeito).
d) Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-
guarani) ou africana: canjerê, canjica, jenipapo, jequitibá, jerimum,
jibóia, jiló, jirau, pajé, etc.
e) As seguintes palavras: alfanje, alforje, berinjela, cafajeste,
cerejeira, intrujice, jeca, jegue, Jeremias, Jericó, Jerônimo, jérsei,
jiu-jítsu, majestade, majestoso, manjedoura, manjericão, ojeriza,
pegajento, rijeza, sabujice, sujeira, traje, ultraje, varejista.
f) Atenção: Moji palavra de origem indígena, deve ser
escrita com J. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a
grafa com G, como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim.
5- Representação do fonema /S/
O fonema /s/, conforme o caso, representa-se por:
a) C, Ç: acetinado, açafrão, almaço, anoitecer, censura,
cimento, dança, dançar, contorção, exceção, endereço, Iguaçu,
maçarico, maçaroca, maço, maciço, miçanga, muçulmano,
muçurana, paçoca, pança, pinça, Suíça, suíço, vicissitude.
b) S: ânsia, ansiar, ansioso, ansiedade, cansar, cansado,
descansar, descanso, diversão, excursão, farsa, ganso, hortênsia,
pretensão, pretensioso, propensão, remorso, sebo, tenso, utensílio.
c) SS: acesso, acessório, acessível, assar, asseio, assinar,
carrossel, cassino, concessão, discussão, escassez, escasso,
essencial, expressão, fracasso, impressão, massa, massagista,
missão, necessário, obsessão, opressão, pêssego, procissão,
profssão, profssional, ressurreição, sessenta, sossegar, sossego,
submissão, sucessivo.
d) SC, SÇ: acréscimo, adolescente, ascensão, consciência,
consciente, crescer, cresço, descer, desço, desça, disciplina,
discípulo, discernir, fascinar, forescer, imprescindível, néscio,
oscilar, piscina, ressuscitar, seiscentos, suscetível, suscetibilidade,
suscitar, víscera.
e) X: aproximar, auxiliar, auxílio, máximo, próximo,
proximidade, trouxe, trouxer, trouxeram, etc.
f) XC: exceção, excedente, exceder, excelência, excelente,
excelso, excêntrico, excepcional, excesso, excessivo, exceto,
excitar, etc.
Homônimos
acento = infexão da voz, sinal gráfco
assento = lugar para sentar-se
acético = referente ao ácido acético (vinagre)
ascético = referente ao ascetismo, místico
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
26
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
cesta = utensílio de vime ou outro material
sexta = ordinal referente a seis
círio = grande vela de cera
sírio = natural da Síria
cismo = pensão
sismo = terremoto
empoçar = formar poça
empossar = dar posse a
incipiente = principiante
insipiente = ignorante
intercessão = ato de interceder
interseção = ponto em que duas linhas se cruzam
ruço = pardacento
russo = natural da Rússia
6- Emprego de S com valor de Z
Escrevem-se com S com som de Z:
a) Adjetivos com os sufxos –oso, -osa: gostoso, gostosa,
gracioso, graciosa, teimoso, teimosa, etc.
b) Adjetivos pátrios com os sufxos –ês, -esa: português,
portuguesa, inglês, inglesa, milanês, milanesa, etc.
c) Substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino
–esa: burguês, burguesa, burgueses, camponês, camponesa,
camponeses, freguês, freguesa, fregueses, etc.
d) Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s:
analisar (de análise), apresar (de presa), atrasar (de atrás), extasiar
(de êxtase), extravas (de vaso), alisar (de liso), etc.
e) Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus,
pusemos, compôs, impuser, quis, quiseram, etc.
f) Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis, Baltasar,
Brás, Eliseu, Garcês, Heloísa, Inês, Isabel, Isaura, Luís, Luísa,
Queirós, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás, Valdês.
g) Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás, análise,
anis, arnês, ás, ases, atrás, através, avisar, aviso, besouro, colisão,
convés, cortês, cortesia, defesa, descortesia, despesa, empresa,
esplêndido, esplendor, espontâneo, evasiva, fase, frase, freguesia,
fusível, gás, Goiás, groselha, heresia, hesitar, manganês, mês,
mesada, obséquio, obus, paisagem, país, paraíso, pêsames,
pesquisa, presa, presépio, presídio, querosene, raposa, represa,
requisito, rês, reses, retrós, revés, reveses, surpresa, tesoura,
tesouro, três, usina, vasilha, vaselina, vigésimo, visita.
7- Emprego da letra Z
Grafam-se com Z:
a) Os derivados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita:
cafezal, cafezeiro, cafezinho, avezinha, cãozito, avezita, etc.
b) Os derivados de palavras cujo radical termina em –z:
cruzeiro (de cruz), enraizar (de raiz), esvaziar (de vazio), etc.
c) Os verbos formados com o sufxo –izar e palavras
cognatas: fertilizar, fertilizante, civilizar, civilização, etc.
d) Substantivos abstratos em –eza, derivados de adjetivos e
denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre), limpeza
(de limpo), frieza (de frio), etc.
e) As seguintes palavras: azar, azeite, azáfama, azedo,
amizade, aprazível, baliza, buzina, buzinar, bazar, chafariz,
cicatriz, ojeriza, prezar, prezado, proeza, vazar, vazamento, vazão,
vazante, vizinho, xadrez.
8- S ou Z?
Sufxo –ÊS e –EZ
a) O sufxo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes
substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de
monte), cortês (de corte), burguês (de burgo), montanhês (de
montanha), francês (de França), chinês (de China), etc.
b) O sufxo –ez forma substantivos abstratos femininos
derivados de adjetivos: aridez (de árido), acidez (de ácido), rapidez
(de rápido), estupidez (de estúpido), mudez (de mudo) avidez (de
ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido), etc.
Sufxo –ESA e –EZA
Usa-se –esa (com s):
a) Nos seguintes substantivos cognatos de verbos
terminados em –ender: defesa (defender), presa (prender), despesa
(despender), represa (prender), empresa (empreender), surpresa
(surpreender), etc.
b) Nos substantivos femininos designativos de títulos
nobiliárquicos: baronesa, dogesa, duquesa, marquesa, princesa,
consulesa, prioresa, etc.
c) Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –
ês: burguesa (de burguês), francesa (de francês), camponesa (de
camponês), milanesa (de milanês), holandesa (de holandês), etc.
d) Nas seguintes palavras femininas: framboesa, indefesa,
lesa, mesa, sobremesa, obesa, Teresa, tesa, toesa, turquesa, etc.
Usa-se –eza:
a) Usa se –eza (com z) nos substantivos femininos abstratos
derivados de adjetivos e denotado qualidades, estado, condição:
beleza (de belo), franqueza (de franco), pobreza (de pobre), leveza
(de leve), etc.
Verbos terminados em –ISAR e -IZAR
Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes
correspondentes termina em –s. Se o radical não terminar em
–s, grafa-se –izar (com z): avisar (aviso + ar), analisar (análise +
ar), alisar (a + liso + ar), bisar (bis + ar), catalisar (catálise + ar),
improvisar (improviso + ar), paralisar (paralisia + ar), pesquisar
(pesquisa + ar), pisar, repisar (piso + ar), frisar (friso + ar), grisar
(gris + ar), anarquizar (anarquia + izar), civilizar (civil + izar),
canalizar (canal + izar), amenizar (ameno + izar), colonizar
(colono + izar), vulgarizar (vulgar + izar), motorizar (motor
+ izar), escravizar (escravo + izar), cicatrizar (cicatriz + izar),
deslizar (deslize + izar), matizar (matiz + izar).
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
27
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
9- Emprego do X
a) Esta letra representa os seguintes fonemas:
Ch – xarope, enxofre, vexame, etc.
CS – sexo, látex, léxico, tóxico, etc.
Z – exame, exílio, êxodo, etc.
SS – auxílio, máximo, próximo, etc.
S – sexto, texto, expectativa, extensão, etc.
b) Não soa nos grupos internos –xce- e –xci-: exceção,
exceder, excelente, excelso, excêntrico, excessivo, excitar,
inexcedível, etc.
c) Grafam-se com x e não com s: expectativa, experiente,
expiar, expirar, expoente, êxtase, extasiado, extrair, fênix, texto,
etc.
d) Escreve-se x e não ch:
- Em geral, depois de ditongo: caixa, baixo, faixa, feixe,
frouxo, ameixa, rouxinol, seixo, etc. Excetuam-se caucho e os
derivados cauchal, recauchutar e recauchutagem.
- Geralmente, depois da sílaba inicial en-: enxada, enxame,
enxamear, enxagar, enxaqueca, enxergar, enxerto, enxoval,
enxugar, enxurrada, enxuto, etc. Excepcionalmente, grafam-se
com ch: encharcar (de charco), encher e seus derivados (enchente,
preencher), enchova, enchumaçar (de chumaço), enfm, toda vez
que se trata do prefxo en- + palavra iniciada por ch.
- Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi,
xavante, caxambu, caxinguelê, orixá, maxixe, etc.
- Nas seguintes palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa,
lagartixa, lixa, lixo, mexer, mexerico, puxar, rixa, oxalá, praxe,
vexame, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, xampu.
10- Emprego do dígrafo CH
Escreve-se com ch, entre outros os seguintes vocábulos:
bucha, charque, charrua, chavena, chimarrão, chuchu, cochilo,
cochilar, fachada, fcha, fecha, mecha, mochila, pechincha, tocha.
Homônimos
Bucho = estômago
Buxo = espécie de arbusto
Cocha = recipiente de madeira
Coxa = capenga, manco
Tacha = mancha, defeito; pequeno prego; prego de cabeça
larga e chata, caldeira.
Taxa = imposto, preço de serviço público, conta, tarifa
Chá = planta da família das teáceas; infusão de folhas do chá
ou de outras plantas
Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã)
Cheque = ordem de pagamento
Xeque = no jogo de xadrez, lance em que o rei é atacado por
uma peça adversária
11- Consoantes dobradas
a) Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes
C, R, S.
b) Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes
soam distintamente: convicção, occipital, cocção, fricção,
friccionar, facção, sucção, etc.
c) Duplicam-se o R e o S em dois casos:
- Quando, intervocálicos, representam os fonemas /r/ forte e
/s/ sibilante, respectivamente: carro, ferro, pêssego, missão, etc.
- Quando a um elemento de composição terminado em vogal
seguir, sem interposição do hífen, palavra começada com /r/ ou /s/:
arroxeado, correlação, pressupor, bissemanal, girassol, minissaia,
etc.
12- CÊ – cedilha
É a letra C que se pôs cedilha. Indica que o Ç passa a ter som
de /S/: almaço, ameaça, cobiça, doença, eleição, exceção, força,
frustração, geringonça, justiça, lição, miçanga, preguiça, raça.
Nos substantivos derivados dos verbos: TER e TORCER e
seus derivados: ater, atenção; abster, abstenção; reter, retenção;
torcer, torção; contorcer, contorção; distorcer, distorção.
O Ç só é usado antes de A,O,U.
13- Emprego das iniciais maiúsculas
a) A primeira palavra de período ou citação. Diz um provérbio
árabe: “A agulha veste os outros e vive nua”. No início dos versos
que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula.
b) Substantivos próprios (antropônimos, alcunhas,
topônimos, nomes sagrados, mitológicos, astronômicos): José,
Tiradentes, Brasil, Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima,
Tupã, Minerva, Via-Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc. O deus
pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno.
c) Nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes,
festas religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da
Independência do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc.
d) Nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da
República, etc.
e) Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja,
Nação, Estado, Pátria, União, República, etc.
f) Nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos,
agremiações, órgãos públicos, etc.:
Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de
Letras, Banco do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc.
g) Nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas,
literárias e científcas, títulos de jornais e revistas: Medicina,
Arquitetura, Os Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfco
Brasileiro, Correio da Manhã, Manchete, etc.
h) Expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente,
Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc.
i) Nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os
povos do Oriente, o falar do Norte.
Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste.
j) Nomes comuns, quando personifcados ou individuados: o
Amor, o Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
28
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
14- Emprego das iniciais minúsculas
a) Nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes
gentílicos, nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais,
carnaval, ingleses, ave-maria, um havana, etc.
b) Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando
empregados em sentido geral:
São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria.
c) Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográfcos: o
rio Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc.
d) Palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação
direta:
“Qual deles: o hortelão ou o advogado?” (Machado de
Assis)
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
e) Atenção: no interior dos títulos, as palavras átonas, como: o,
a, com, de, em, sem, grafam-se com inicial minúscula.
15- Algumas palavras ou expressões costumam apresentar
difculdades colocando em maus lençóis quem pretende falar
ou redigir português culto. Esta é uma oportunidade para você
aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente incorporar tais
palavras certas em situações apropriadas.
A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à
Europa.
Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses.
“Procure o seu caminho
Eu aprendi a andar sozinho
Isto foi há muito tempo atrás
Mas ainda sei como se faz
Minhas mãos estão cansadas
Não tenho mais onde me agarrar.” (gravação: Nenhum de
Nós)
Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há
necessidade de usar atrás, isto é um pleonasmo.
Acerca de: equivale a a respeito de: Falávamos acerda de uma
solução melhor.
Há cerca de: equivale a faz tempo. Há cerca de dias resolvemos
este caso.
Ao encontro de: equivale estar a favor de: Sua atitude vai ao
encontro da verdade.
De encontro a: equivale a oposição, choque: Minhas opiniões
vão de encontro às suas.
A fm de: locução prepositiva que indica fnalidade: Vou a fm
de visitá-la.
Afm: é um adjetivo e equivale a igual, semelhante: Somos
almas afns.
Ao invés de: equivale ao contrário de: Ao invés de falar
começou a chorar (oposição).
Em vez de: equivale a no lugar de: Em vez de acompanhar-
me, fcou só.
A par: equivale a bem informado, ciente: Estamos a par das
boas notícias.
Ao par: indica relação de igualdade ou equivalência entre
valores fnanceiros (câmbio): O dólar e o euro estão ao par.
Aprender = tomar conhecimento de. Ex. O menino aprendeu
a lição.
Apreender = prender. Ex. O fscal apreendeu a carteirinha
do menino.
À toa: é uma locução adverbial de modo, equivale a inutilmente,
sem razão: Andava à toa pela rua.
À- toa: é um adjetivo (refere-se a um substantivo), equivale a
inútil, despresível. Foi uma atitude à- toa e precipitada.
Baixar: os preços quando não há objeto direto; os preços
funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos
supermercados. Vamos comemorar, pessoal!
Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos
(sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da
gasolina.
Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grande bebedor
de vinho.
Bebedouro: é o aparelho que fornece água. Este bebedouro
está funcionando bem.
Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é sempre bem
vindo aqui, jovem.
Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe.
Berruga/Verruga: as duas formas estão corretas: Olhe só a sua
berruga/verruga, menina!
Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas normalmente):
Vivia na boêmia/boemia.
Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei um
botijão/bujão de gás.
Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem
os vereadores, deputados: Ficaram todos reunidos na Câmara
Municipal.
Câmera: aparelho que fotografa, tira fotos: Comprei uma
câmera japonesa.
Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/
champanhe está bem gelado.
Cessão: equivale ao ator de doar, doação: Foi confrmada a
cessão do terreno.
Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião: A
sessão do flme durou duas horas.
Seção/Secção: repartição pública, departamento: Visitei hoje a
seção de esportes.
Demais: é advérbio de intensidade, equivale a muito, aparece
intensifcando verbos, adjetivos ou o próprio advérbio. Vocês falam
demais, caras!
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
29
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Demais: pode ser usado como substantivo, seguido de artigo,
equivale a os outros. Chamaram mais dez candidatos, os demais
devem aguardar.
De mais: é locução prepositiva, opõe-se a de menos, refere-se
sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nada de mais
em sua decisão.
Dia-a-dia: é um substantivo, equivale a cotidiano, diário, que
faz ou acontece todo dia. Meu dia-a-dia é cheio de surpresas.
Dia a dia: é uma expressão adverbial, equivale a diariamente.
O álcool aumenta dia a dia. Pode isso?
Descriminar: equivale a inocentar, absolver de crime. O réu
foi descriminado; pra sorte dele.
Discriminar: equivale a diferençar, distinguir, separar. Era
impossível discriminar os caracteres do documento. Cumpre
discriminar os verdadeiros dos falsos valores. /Os negros ainda são
discriminados.
Descrição: ato de descrever: A descrição sobre o jogador foi
perfeita.
Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto, reservado:
Você foi muito discreto.
Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em
domicílio.
Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as
compras a domicílio.
Espectador: é aquele que vê, assiste: Os espectadores se
fartaram da apresentação.
Expectador: é aquele que está na expectativa, que espera
alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada.
Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar): A
estada dela aqui foi gratifcante.
Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios
ou veículos: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas
semanas.
Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo; que brilha no
escuro: Este material é fosforescente.
Fluorescente: adjetivo derivado de fúor, elemento químico,
refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca do
carro era fuorescente.
Haja - do verbo haver - É preciso que não haja descuido.
Aja - do verbo agir - Aja com cuidado, Carlinhos.
Houve: pretérito perfeito do verbo haver, 3ª pessoa do
singular
Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir, 3ª p. do
singular
Levantar:é sinônimo de erguer: Ginês, meu estimado cunhado,
levantou sozinho a tampa do poço.
Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e,
dirigiram-se ao eroporto.
Mal: advérbio de modo, equivale a erradamente, é oposto de
bem: Dormi mal. (bem)
Mal: equivale a nocivo, prejudicial, enfermidade; oposto de
bem; pode vir antecedido de artigo, adjetivo ou pronome: A comida
fez mal para mim. Seu mal é crer em tudo.
Mal: conjunção subordinativa temporal, equivale a assim que,
logo que: Mal chegou começou a chorar desesperadamente.
Mau: adjetivo, equivale a ruim, oposto de bom; plural=maus;
feminino=má. Você é um mau exemplo (bom).
Mau: substantivo: Os maus nunca vencem.
Mas: conjunção adversativa (idéia contrária), equivale a
porém, contudo, entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu.
Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos:
Há mais fores perfumadas no campo.
Nem um: equivale a nem um sequer, nem um único; a palavra
um expressa quantidade: Nem um flho de Deus apareceu para
ajudá-la.
Nenhum: pronome indefnido variável em gênero e número;
vem antes de um substantivo, é oposto de algum: Nenhum jornal
divulgou o resultado do concurso.
Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada, eu
mesma, eu própria.
Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado, eu
mesmo, eu próprio.
Onde: indica o lugar em que se está; refere-se a verbos
que exprimem estado, permanência: Onde fca a farmácia mais
próxima?
Aonde: indica idéia de movimento; equivale para onde (somente
com verbo de movimento desde que indique deslocamento, ou seja,
a+onde). Aonde vão com tanta pressa?
“Pode seguir a tua estrada
o teu brinquedo de star
fantasiando um segredo
o ponto aonde quer chegar...” (gravação: Barão Vermelho)
Por ora: equivale a por este momento, por enquanto: Por ora
chega de trabalhar.
Por hora: locução equivale a cada sessenta minutos: Você
deve cobrar por hora.
Por que: escreve se separado; quando ocorre: preposição
por+que - advérbio interrogativo (Por que você mentiu?);
preposição por+que – pronome relativo pelo/a qual, pelos/as quais
(A cidade por que passamos é simpática e acolhedora.) (=pela
qual); preposição por+que – conjunção subordinativa integrante;
inicia oração subordinada substantiva (Não sei por que tomaram
esta decisão. (=por que motivo, razão)
Por quê: fnal de frase, antes de um ponto fnal, de interrogação,
de exclamação, reticências; o monossílabo que passa a ser tônico
(forte), devendo, pois, ser acentuado: __O show foi cancelado mas
ninguém sabe por quê. (fnal de frase); __Por quê? (isolado)
Porque: conjunção subordinativa causal: equivale a: pela
causa, razão de que, pelo fato, motivo de que: Não fui ao encontro
porque estava acamado; conjunção subordinativa explicativa:
equivale a: pois, já que, uma vez que, visto que: “Mas a minha
tristeza é sossego porque é natural e justa.” (Fernando Pessoa) ;
conjunção subordinativa fnal (verbo no subjuntivo, equivale a para
que): “Mas não julguemos, porque não venhamos a ser julgados.”
(Rui Barbosa)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
30
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Porquê: funciona como substantivo; vem sempre acompanhado
de um artigo ou determinante: Não foi fácil encontrar o porquê
daquele corre-corre.
Senão: equivale a caso contrário, a não ser: Não fazia coisa
nenhuma senão criticar.
Se não: equivale a se por acaso não, em orações adverbiais
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá
desta situação crítica.
Tampouco: advérbio, equivale a também não: Não compareceu,
tampouco apresentou qualquer justifcativa.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão
pouco esta semana.
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios
Traz - do verbo trazer
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
vultuosa e deformada.
16- Hífen
O hífen representa um sinal gráfco, cujas funções estão
associadas a uma infnidade de ocorrências lingüísticas, tais como:
- ligar palavras compostas;
- fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas
verbais, representadas pela mesóclise e ênclise;
- separar as sílabas de um dado vocábulo;
- ligar algumas palavras precedidas de prefxos.
Com o advento da Nova Reforma Ortográfca, houve
mudanças em relação à sua aplicabilidade. Sendo assim, dada
a complexidade que se atribui ao sinal em questão, temos por
fnalidade evidenciá-las, procurando enfatizar, em alguns casos,
o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. Mediante tais
pressupostos, constatemos, pois:
Circunstâncias lingüísticas a que se deve o emprego do hífen:

- O hífen passa a ser usado quando o prefxo termina em vogal
e a segunda palavra começa com a mesma vogal: antiinfamatório/
anti-infamatório; antiinfacionário/anti-infacionário; microondas/
micro-ondas; microorganismo/micro-organismo.
Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do
Acordo: auto-observação; auto-ônibus; contra-atacar.
Tal regra não se aplica aos prefxos “-co”, “-pro”, “-re”,
mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que
termina o prefxo: coobrigar, coadquirido, coordenar, reeditar,
proótico, proinsulina.
- Com prefxos, emprega-se o hífen diante de palavras
iniciadas com “h”: anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro,
extra-humano, pró-hidrotópico, super-homem.
- Emprega-se o hífen quando o prefxo terminar em consoante
e a segunda palavra começar com a mesma consoante: inter-
regional, sub-bibliotecário, super-resistente.
- Com o prefxo “-sub”, diante de palavras iniciadas por “r”,
usa-se o hífen: sub-regional, sub-raça, sub-reino.
- Diante dos prefxos “-além”, “-aquém”, “-bem”, “-ex”,
“-pós”, “-recém”, “-sem”, “-vice”, usa-se o hífen: além-mar,
aquém-mar, recém-nascido, sem-terra, vice-diretor.
- Diante do advérbio “mal”, quando a segunda palavra
começar por vogal ou “h”, o hífen está presente: mal-humorado,
mal-intencionado, mal-educado.
- Com os prefxos “-circum” e “-pan”, diante de palavras
iniciadas por “vogal, m, n ou h”, emprega-se o hífen: circum-
navegador, pan-americano, circum-hospitalar, pan-helenismo.
- Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise:
entregá-lo, amar-te-ei, considerando-o.
- Com sufxos de origem tupi-guarani, representados por
“-açu”, “-guaçu”, “-mirim”, usa-se o hífen: jacaré-açu, cajá-mirim,
amoré-guaçu.
- Não se usa mais o hífen quando o prefxo terminar em
vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente: auto-
avaliação/autoavaliação; auto-escola/autoescola; auto-estima/
autoestima; co-autor/coautor; infra-estrutura/infraestrutura; semi-
árido/semiárido.
Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes
do Acordo: aeroespacial, antiamericano, socioeconômico.
- Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que
perderam a noção de composição: manda-chuva/mandachuva;
pára-quedas/paraquedas; pára-quedista/paraquedista.
O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas
de elemento de ligação, como também naquelas que designam
espécies botânicas e zoológicas: azul-escuro, bem-te-vi, couve-
for, guarda-chuva, erva-doce, pimenta-de-cheiro.
- Não se usa mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas,
pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas: fm
de semana, café com leite, cão de guarda. Exceções: o hífen ainda
permanece em alguns casos, expressos por: água-de-colônia, água-
de-coco, cor-de-rosa.
- Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”, depois
de prefxo terminado em vogal, retira-se o hífen e essas consoantes
são duplicadas: ante-sala/antessala, anti-rugas/antirrugas, anti-
social/antissocial, auto-retrato/autorretrato, extra-sensorial/
extrassensorial, contra-reforma/contrarreforma, supra-renal/
suprarrenal, ultra-secreto/ultrassecreto, ultra-som/ultrassom.
O hífen será mantido quando os prefxos terminarem com “r”
e o segundo elemento começar pela mesma letra: hiper-requintado,
inter-regional, super-romântico, super-racista.
A nova regra padroniza algumas exceções já existentes
antes do acordo, como é o caso de: minissaia, minissubmarino,
minissérie.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
31
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
- Não se usa mais o hífen quando o prefxo termina em vogal e
o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”:
anteprojeto, autopeça, contracheque, extraforte, ultramoderno.
- Não se usa mais o hífen quando o prefxo termina em
consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra
consoante diferente: hipermercado, hiperacidez, intermunicipal,
subemprego, superinteressante, superpopulação.
- Não se usa mais o hífen diante do advérbio “mal”, quando a
segunda palavra começa por consoante: malfalado, malgovernado,
malpassado, maltratado, malvestido.
EXERCÍCIOS
1. Observe a ortografa correta das palavras: privilégio;
disenteria; programa; mortadela; mendigo; benefcente; caderneta;
problema.
Empregue as palavras acima nas frases:
a) O.....................teve..............................porque
comeu...........................estragada.
b) O superpai protegeu demais seu flho e este lhe trouxe
um.......................: sua..............................escolar indicou péssimo
aproveitamento.
c) A festa.........................teve um bom..........................e, por
isso, um bom aproveitamento.

2. Passe as palavras para o diminutivo: asa; japonês; pai;
homem; adeus; português; só; anel;
Beleza; rosa; país; avô; arroz; princesa; café; for; Oscar; rei;
bom; casa; lápis; pé.

3. Passe para o plural diminutivo: trem; pé; animal; só; papel;
jornal; mão; balão; automóvel; pai; cão; mercadoria; farol; rua;
chapéu; for.

4. Preencha as lacunas com as seguintes palavras: seção,
sessão, cessão, comprimento, cumprimento, conserto, concerto
a) O pequeno jornaleiro foi à.....................do jornal.
b) Na........................musical os pequenos cantores
apresentaram-se muito bem.
c) O......................do jornaleiro é amável.
d) O........................ das roupas é feito pela mãe do garoto.
e) O..........................do sapato custou muito caro.
f) Eu.............................meu amigo com amabilidade.
g) A.................................de cinema foi um sucesso.
h) O vestido tem um.................................bom.
i) Os pequenos violinistas participaram de um..........................
.
5. Dê a palavra derivada acrescentando os sufxos ESA ou
EZA: Portugal; certo; limpo; bonito; pobre; magro; belo; gentil;
duro; lindo; China; frio; duque; fraco; bravo; grande.

6. Forme substantivos dos adjetivos: honrado; rápido; escasso;
tímido; estúpido; pálido; ácido; surdo; lúcido; pequeno.
7. Use o H quando for necessário: alucinar; élice, umilde,
esitar, oje, humano, ora, onra, aver, ontem, êxito, ábil, arpa,
irônico, orrível, árido, óspede, abitar.
8. Complete as lacunas com as seguintes formas verbais:
Houve e Ouve.
a) O menino ..............muitas recomendações de seu pai.
b) ..............muita confusão na cabeça do pequeno.
c) A criança não....................a professora porque não a
compreende.
d) Na escola.................festa do Dia do Índio.

9. A letra X representa vários sons. Veja:
• e-X-agero - som de Z
• au-X-ílio - som de S
• comple-X-o - som de KS
Leia atentamente as palavras oralmente: trouxemos, exercícios,
táxi, executarei, exibir-se, oxigênio, exercer, proximidade, tóxico,
extensão, existir, experiência, êxito, sexo, auxílio, exame.
Separe as palavras em três seções, conforme o som do X:
Som de Z:
Som de KS:
Som de S:

10. Complete com X ou CH: en.....er; dei.....ar; ......eiro;
fe......a; ei.....o; frou.....o; ma.....ucar; .....ocolate; en.....ada; en.....
ergar; cai......a; .....iclete; fai......a; .....u......u; salsi......a; bai.......a;
capri......o; me......erica; ria.......o; ......ingar; .......aleira; amei......a;
......eirosos; abaca.....i.

11. Complete com MAL ou MAU:
a) Disseram que Caloca passou.............ontem.
b) Ele fcou de.................humor após ter agido daquela forma.
c) O time se considera.................preparado para tal jogo.
d) Caloca sofria de um....................curável.
e) O...................é se ter afeiçoado às coisas materiais.
f) Ele não é um...................sujeito.
g) Mas o ..........não durou muito tempo.

12. Complete as frases com porque ou por que corretamente:
a).................. você está chateada?
b)Cuidar do animal é mais importante......................ele fca
limpinho.
c).......................... você não limpou o tapete?
d) Concordo com papai.......................ele tem razão.
e).........................precisamos cuidar dos animais de estimação.

13. Preencha as lacunas com
MAS = PORÉM
MAIS = INDICA QUANTIDADE
MÁS = FEMININO DE MAU

a) A mãe e o flho discutiram, ...........não chegaram a um
acordo.
b) Você quer..............razões para acreditar em seu pai?
c) Pessoas..................deveriam fazer refexões para acreditar
........... na bondade do que no ódio.
d) Eu limpo,................depois vou brincar.
e) O frio não prejudica................o Tico.
f) Infelizmente Tico morreu, ..............comprarei outro
cãozinho.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
32
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
g) Todas as atitudes .............devem ser perdoadas,...........
jamais ser repetidas, pois, quanto....................se vive,..................
se aprende.

14. Preencha as lacunas com: Trás, atrás e Traz.
a)..................... de casa havia um pinheiro.
b) A poluição.................consigo graves conseqüências.
c) Amarre-o por................ da árvore.
d) Não vou............. de comentários bobos..

15. Preencha as lacunas com:
HÁ - indica tempo passado
A - tempo futuro e espaço

a) A loja fca....... pouco quilômetros daqui.
b)................instantes li sobre o Natal.
c) Eles não vão à loja porque........... mais de dois dias a
mercadoria acabou.
d)...............três dias que todos se preparam para a festa do
Natal.
e) Esse fato aconteceu ....... muito tempo.
f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui
......oito dias.
g) Ele estava......... três passos da casa de André.
h) ........ dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal.
16. Atenção para as palavras: por cima; devagar; depressa; de
repente; por isso.
Agora, empregue-as nas frases:
a)....................... uma bola atingiu o cenário e o derrubou.
b) Bem...........................o povo começou a se retirar.
c) O rei descobriu a verdade,............................fcou irritado.
d) Faça sua tarefa........................, para podermos ir ao dentista.
e) ......................... de sua vestimenta real, o rei usava um
manto.

17. Use mal ou mau:
a) Caiu de..................jeito.
b) Antes só do que ...............acompanhado
c) Calção..........................feito.
d) Não leves a .............o que o fscal disse.
e) Que fscal................-educado.
f) Não lhes dês....................conselho!
g) Um ....................colega procede................e é ..............
amigo.
h) O caso está .................... contado.
i) Ele .................sabe o que o espera.
j) Pratique o bem e evite o ......................... .

18. -ISAR ou -IZAR?
Veja:
aviso - avisar
moderno - modernizar
análise - analisar
civil - civilizar
• Usamos ISAR nos verbos cuja palavra primitiva possui S.
Ex. aviso - avisar
Cuidado: síntese - sintetizar/ catequese - catequizar/ batismo
- batizar
• Usamos IZAR no outros casos.
Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise;
pesquisa; anarquia; canal; civilização; colônia; humano; suave;
revisão; real; nacional; fnal; ofcial; monopólio; sintonia; central;
paralisia; aviso.

19. Uso do H. Use o h, quando necessário. ábil, arém, esitar,
orário, umano; iate; abitar, iato, orrível, erva, ontem, arpa, álito,
aver, oje, óspede, espanhol, úmido, angar, élice, ora, umildade,
ombro, umedecer.

20. Haja ou aja. Use haja ou aja para completar as orações:
a) ............. com atenção para que não............ muitos erros.
b) Talvez................ greve; é preciso que................... cuidado
e atenção.
c) Desejamos que .................... fraternidade nessa escola.
d) .............. com docilidade, meu flho!

21. Muito obrigada, eu mesma, eu própria
• As mulheres devem dizer: muito obrigada, eu mesma, eu
própria.
• Os homens devem dizer: muito obrigado, eu mesmo, eu
próprio.
Complete corretamente:
a) Muito................................, meu flho, disse vovó. (obrigado
- obrigada)
b) Mamãe, muito.......................... pela paciência que você
teve com minhas amigas, disse Marina. (obrigado - obrigada)
c) Eu............................ não sei como resolver o problema.
(mesmo-mesma)
d) O garoto disse: - Eu ......................farei os sanduíches.
(mesmo ou mesma)
e) Eu............................não sei quando poderei entregar os
sanduíches. (próprio, própria)

22. A palavra MENOS não deve ser modifcada para o
feminino.
Veja:
Naquele instante não tive menos coragem do que antes.
Complete as frases com a palavra MENOS:
a) Conheço todos os Estados brasileiros, ................a Bahia.
b) Todos eram calmos, ....................mamãe.
c) Quero levar ..............sanduíches do que na semana passada.
d) Mamãe fazia doces e salgados..................tortas grandes.

23. A GENTE e AGENTE
a) A gente = nós; o povo, as pessoas.
Veja:
Nós vamos à praia este fm de semana.
A gente vai à praia este fnal de semana.

b) Agente = indivíduo encarregado, responsável por
determinada ação; aquele que age.
Observação : a expressão agente tem ainda outros
signifcados.

Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
33
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Complete as frases com a gente ou agente :
a) Gosto de ver flmes de ..........................secreto.
b) ......................... daquela cidade não é hospitaleira.
c) A dor que.........................sente, quando perde alguém muito
querido, vai passando com o tempo.
d) ......................... paranaense é dada, amiga e hospitaleira.
e) Quando................................. gosta, faz com prazer.
f) Meu pai é.......................... de viagens da VARIG.
g) Quero estudar para ser..........................policial, para
defender o povo.

24. Use por que , por quê , porque e porquê :
a) ............................ninguém ri agora?
b) Eis....................... ninguém ri.
c) Eis os princípios ...........................luto.
d) Ela não aprendeu, .........................?
e) Aproximei-me .....................todos queriam me ouvir.
f) Você está assustado, ........................?
g) Eis o motivo............................errei.
h) Creio que vou melhorar.........................estudei muito.
i) O.......................... é difícil de ser estudado.
j) ....................... os índios estão revoltados?
l) O caminho ...............................viemos era tortuoso.

25. Uso do S e Z. Complete as palavras com S ou Z. A seguir,
copie as palavras na forma correta: pou....ando; pre....ença; arte.....
anato; escravi.....ar; nature.....a; va.....o; pre.....idente; fa.....er;
Bra.....il; civili....ação; pre....ente; atra....ados; produ......irem;
a....a; hori...onte; torrão....inho; fra....e; intru ....o; de....ejamos;
po....itiva; podero....o; de...envolvido; surpre ....a; va.....io; ca....o;
coloni...ação.

26. Complete com X ou S e copie as palavras com atenção:
e....trangeiro; e....tensão; e....tranho; e....tender; e....tenso; e....
pontâneo; mi...to; te....te; e....gotar; e....terior; e....ceção; e...
plêndido; te....to; e....pulsar; e....clusivo.

27. TÃO POUCO / TAMPOUCO

Complete as frases corretamente:
a) Eu tive .............................oportunidades!
b) Tenho.................................. alunos, que cabem todos
naquela salinha.
c) Ele não veio; .......................virão seus amigos.
d) Eu tenho .............................tempo para estudar.
e) Nunca tive gosto para dançar; ....................para tocar piano.
f) As pessoas que não amam, ..........................são felizes.
g)As pessoas têm.....................atitudes de amizade.
h) O governo daquele país não resolve seus problemas,
........................... se preocupa em resolvê-los.

RESPOSTAS
1.
a) O mendigo teve disenteria porque comeu mortadela
estragada.
b) O superpai protegeu demais seu flho e este lhe trouxe um
problema: sua caderneta escolar indicou péssimo aproveitamento.
c) A festa benefcente teve um bom programa e, por isso, um
bom aproveitamento.
2. Passe as palavras para o diminutivo: asa: asinha; japonês:
japonesinho; pai: paizinho; homem: homenzinho; adeus:
adeusinho; português: portuguesinho; só: sozinho; anel: anelzinho;
beleza: belezinha; rosa: rosinha; país: paísinho; avô: avozinho;
arroz: arrozinho; princesa: princesinha; café: cafezinho; for:
forzinha; Oscar: Oscarzinho; rei: reizinho; bom: bonzinho; casa:
casinha; lápis: lapisinho; pé: pezinho.
3. Passe para o plural diminutivo: trem: trenzinhos; pé:
pezinhos; animal: animaizinhos; só: sozinhos; papel: papeizinhos;
jornal: jornaizinhos; mão: mãozinhas; balão: balõezinhos;
automóvel: automoveisinhos; pai: paisinhos; cão: cãezinhos;
mercadoria: mercadoriazinhas; farol: faroisinhos; rua: ruazinhas;
chapéu: chapeuzinhos; for: forezinhas.
4.
a) O pequeno jornaleiro foi à seção do jornal.
b) Na sessão musical, os pequenos cantores apresentaram-se
muito bem.
c) O cumprimento do jornaleiro é amável.
d) O conserto das roupas é feito pela mãe do garoto.
e) O conserto do sapato custou muito caro.
f) Eu cumprimento meu amigo com amabilidade.
g) A sessão de cinema foi um sucesso.
h) O vestido tem um comprimento bom.
i) Os pequenos violinistas participaram de um concerto.
5. Dê a palavra derivada acrescentando os sufxos ESA ou
EZA: Portugal: portuguesa; certo: certeza; limpo: limpeza; bonito:
boniteza; pobre: pobreza; magro: magreza; belo: beleza; gentil:
gentileza; duro: dureza; lindo: lindeza; China: Chinesa; frio:
frieza; duque: duquesa; fraco: fraqueza; bravo: braveza; grande:
grandeza.
6. Forme substantivos dos adjetivos: honrado: honradez;
rápido: rapidez; escasso: escassez; tímido: timidez; estúpido:
estupidez; pálido: palidez; ácido: acidez; surdo: surdez; lúcido:
lucidez; pequeno: pequenez.
7. Use o H quando for necessário: alucinar, ontem, Hélice,
êxito, Humilde, Hábil, Hesitar, Harpa, Hoje, irônico, Humano,
Horrível, Hora, árido, Honra, Hóspede, Haver, Habitar.
8.
a) O menino ouve muitas recomendações de seu pai.
b) Houve muita confusão na cabeça do pequeno.
c) A criança não ouve a professora porque não a compreende.
d) Na escola, houve festa do Dia do Índio.
9.
Som de Z: exercícios, executarei, exibir-se, exercer, existir,
êxito e exame.
Som de KS: táxi, oxigênio, tóxico e sexo.
Som de S: trouxemos, proximidade, extensão, experiência e auxílio
10. Complete com X ou CH: encher, deixar, cheiro, fecha,
eixo, frouxo, machucar, chocolate, enxada, enxergar, caixa,
chiclete, faixa, chuchu, salsicha, baixa, capricho, mexerica, riacho,
xingar, chaleira, ameixa, cheirosos, abacaxi.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
34
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
11.
a) Disseram que Caloca passou mal ontem.
b) Ele fcou de mau humor após ter agido daquela forma.
c) O time se considera mal preparado para tal jogo.
d) Caloca sofria de um mal curável.
e) O mal é se ter afeiçoado às coisas materiais.
f) Ele não é um mau sujeito.
g) Mas o mal não durou muito tempo.
12.
a) Por que você está chateada?
b) Cuidar do animal é mais importante porque ele fca
limpinho.
c) Por que você não limpou o tapete?
d) Concordo com papai porque ele tem razão.
e) Porque precisamos cuidar dos animais de estimação.
13.
a) A mãe e o flho discutiram, mas não chegaram a um acordo.
b) Você quer mais razões para acreditar em seu pai?
c) Pessoas más deveriam fazer refexões para acreditar mais
na bondade do que no ódio.
d) Eu limpo, mas depois vou brincar.
e) O frio não prejudica mais o Tico.
f) Infelizmente Tico morreu, mas comprarei outro cãozinho.
g) Todas as atitudes más devem ser perdoadas, mas jamais ser
repetidas, pois, quanto mais se vive, mais se aprende.
14.
a) Atrás de casa havia um pinheiro.
b) A poluição traz consigo graves conseqüências.
c) Amarre-o por trás da árvore.
d) Não vou atrás de comentários bobos..
15.
a) A loja fca a poucos quilômetros daqui.
b) Há instantes li sobre o Natal.
c) Eles não vão à loja porque há mais de dois dias a mercadoria
acabou.
d) Há três dias que todos se preparam para a festa do Natal.
e) Esse fato aconteceu há muito tempo.
f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui
a oito dias.
g) Ele estava a três passos da casa de André.
h) A dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal.
16.
a) De repente uma bola atingiu o cenário e o derrubou.
b) Bem devagar o povo começou a se retirar.
c) O rei descobriu a verdade, por isso fcou irritado.
d) Faça sua tarefa depressa, para podermos ir ao dentista.
e) Por cima de sua vestimenta real, o rei usava um manto.
17.
a) Caiu de mau jeito.
b) Antes só do que mal acompanhado
c) Calção mal feito.
d) Não leves a mal o que o fscal disse.
e) Que fscal mal-educado.
f) Não lhes dês maus conselhos!
g) Um mau colega procede mal e é mau amigo.
h) O caso está mal contado.
i) Ele mal sabe o que o espera.
j) Pratique o bem e evite o mal.
18. Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise:
analisar; pesquisa:pesquisar; anarquia: anarquizar; canal:
canalizar; civilização: civilizar; colônia: colonizar; humano:
humanizar; suave: suavizar; revisão: revisar; real: realizar;
nacional: nacionalizar; fnal: fnalizar; ofcial: ofcializar;
monopólio: monopolizar; sintonia: sintonizar; central: centralizar;
paralisia: paralisar; aviso: avisar.
19. Use o h, quando necessário: Hábil, Hálito, Harém, Haver,
Hesitar, Hoje, Horário, Hóspede, Humano, Espanhol, Iate, Úmido,
Habitar, Hangar, Hiato, Hélice, Horrível, Hora, Erva, Humildade,
Ontem, Ombro, Harpa, Umedecer.
20.
a) Aja com atenção para que não haja muitos erros.
b) Talvez haja greve; é preciso que aja com cuidado e atenção.
c) Desejamos que haja fraternidade nessa escola.
d) Aja com docilidade, meu flho!
21.
a) Muito obrigada, meu flho, disse vovó. (obrigado - obrigada)
b) Mamãe, muito obrigada pela paciência que você teve com
minhas amigas, disse Marina. (obrigado - obrigada)
c) Eu mesma não sei como resolver o problema. (mesmo-
mesma)
d) O garoto disse: - Eu mesmo farei os sanduíches. (mesmo
ou mesma)
e) Eu própria não sei quando poderei entregar os sanduíches.
(próprio, própria) - Obs.: de acordo com o gênero da pessoa que
estiver fazendo o exercício.
22.
a) Conheço todos os Estados brasileiros, menos a Bahia.
b) Todos eram calmos, menos mamãe.
c) Quero levar menos sanduíches do que na semana passada.
d) Mamãe fazia doces e salgados menos tortas grandes.
23.
a) Gosto de ver flmes de agente secreto.
b) A gente daquela cidade não é hospitaleira.
c) A dor que a gente sente, quando perde alguém muito
querido, vai passando com o tempo.
d) A gente paranaense é dada, amiga e hospitaleira.
e) Quando a gente gosta, faz com prazer.
f) Meu pai é agente de viagens da VARIG.
g) Quero estudar para ser agente policial, para defender o
povo.
24. Use por que , por quê , porque e porquê :
a) Por que ninguém ri agora?
b) Eis por que ninguém ri.
c) Eis os princípios por que luto.
d) Ela não aprendeu, por quê?
e) Aproximei-me porque todos queriam me ouvir.
f) Você está assustado, por quê?
g) Eis o motivo por que errei.
h) Creio que vou melhorar porque estudei muito.
i) O porquê é difícil de ser estudado.
j) Por que os índios estão revoltados?
l) O caminho por que viemos era tortuoso.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
35
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
25. Pousando: Pousando; Presença: Presença; Artesanato:
Artesanato; Escravizar: Escravizar; Natureza: Natureza; Vaso:
Vaso; Presidente: Presidente; Fazer: Fazer; Brasil: Brasil;
Civilização: Civilização; Presente: Presente; Atrasados: Atrasados;
Produzirem: Produzirem; Asa: Asa; Horizonte: Horizonte;
Torrãozinho: Torrãozinho; Frase: Frase; Intruso: Intruso;
Desejamos: Desejamos; Positiva: Positiva; Poderoso: Poderoso;
Desenvolvido: Desenvolvido; Surpresa: Surpresa; Vazio: Vazio;
Caso: Caso; Colonização: Colonização.
26. Estrangeiro: estrangeiro; Extensão: extensão; Estranho:
estranho; Estender: estender; Extenso: extenso; Espontâneo:
Espontâneo; Misto: Misto; Teste: Teste; Esgotar: Esgotar;
Exterior: Exterior; Exceção: Exceção; Esplêndido: Esplêndido;
Texto: Texto; Expulsar: Expulsar; Exclusivo: Exclusivo.
27.
a) Eu tive tão poucas oportunidades!
b) Tenho tão poucos alunos, que cabem todos naquela salinha.
c) Ele não veio; tampouco virão seus amigos.
d) Eu tenho tão pouco tempo para estudar.
e) Nunca tive gosto para dançar; tampouco para tocar piano.
f) As pessoas que não amam, tampouco são felizes.
g) As pessoas têm tão poucas atitudes de amizade.
h) O governo daquele país não resolve seus problemas,
tampouco se preocupa em resolvê-los.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Tonicidade
Num vocábulo de duas ou mais sílabas, há, em geral, uma que
se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras:
é a sílaba tônica. Nela recai o acento tônico, também chamado
acento de intensidade ou prosódico. Exemplos: café, janela,
médico, estômago, colecionador.
O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido
com o acento gráfco (agudo ou circunfexo) que às vezes o assinala.
A sílaba tônica nem sempre é acentuada grafcamente. Exemplo:
cedo, fores, bote, pessoa, senhor, caju, tatus, siri, abacaxis.
As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas),
e podem ser pretônicas ou postônicas, conforme estejam antes
ou depois da sílaba tônica. Exemplo: montanha, facilmente,
heroizinho.
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos com
mais de uma sílaba classifcam-se em:
Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café, rapaz,
escritor, maracujá.
Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa,
lápis, montanha, imensidade.
Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima:
árvore, quilômetro, México.
Os monossílabos, conforme a intensidade com que se
proferem, podem ser tônicos ou átonos.
Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética,
sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é, má, si,
dó, nó, eu, tu, nós, ré, pôr, etc.
Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética,
sendo proferidos fracamente, como se fossem sílabas átonas do
vocábulo a que se apóiam. São palavras vazias de sentido como
artigos, pronomes oblíquos, elementos de ligação, preposições,
conjunções: o, a, os, as, um, uns, me, te, se, lhe, nos, de, em, e, que.
Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos
Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal
tônica:
• Com acento agudo se a vogal tônica for i, u ou a, e, o
abertos: xícara, úmido, queríamos, lágrima, término, déssemos,
lógico, binóculo, colocássemos, inúmeros, polígono, etc.
• Com acento circunfexo se a vogal tônica for fechada
ou nasal: lâmpada, pêssego, esplêndido, pêndulo, lêssemos,
estômago, sôfrego, fôssemos, quilômetro, sonâmbulo etc.
• Acentuam-se também os vocábulos que terminam
por encontro vocálico e que podem ser pronunciados como
proparoxítonos: área, conterrâneo, errôneo, enxáguam, etc.
Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos
Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos
terminados em:
• ditongo crescente, seguido, ou não, de s: sábio, róseo,
planície, nódua, Márcio, régua, árdua, espontâneo, etc.
• i, is, us, um, uns: táxi, lápis, bônus, álbum, álbuns, jóquei,
vôlei, fáceis, etc.
• l, n, r, x, ons, ps: fácil, hífen, dólar, látex, elétrons,
fórceps, etc.
• ã, ãs, ão, ãos, guam, güem: ímã, ímãs, órgão, bênçãos,
enxáguam, enxágüem, etc.
Não se acentuam os vocábulos paroxítonos terminados em
ens: imagens, edens, itens, jovens, nuvens, etc.
Não se acentuam os prefxos anti, semi e super, por serem
considerados elementos átonos: semi-selvagem, super-homem,
anti-rábico.
Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica é
aberta ou fechada. Descabido seria o acento gráfco, por exemplo,
em cedo, este, espelho, aparelho, cela, janela, socorro, pessoa,
dores, fores, solo, esforços.
Acentuação dos Vocábulos Oxítonos
Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos
terminados em:
• a, e, o,seguidos ou não de s: xará, serás, pajé, freguês,
vovô, avós, etc. Seguem esta regra os infnitivos seguidos de
pronome: cortá-los, vendê-los, compô-lo, etc.
• em, ens: ninguém, armazéns, ele contém, tu conténs, ele
convém, ele mantém, eles mantêm, ele intervém, eles intervêm,
etc.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
36
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
• a 3ª pessoa do presente do indicativo dos verbos
derivados de ter e vir leva acento circunfexo: eles contêm, detêm,
obtêm, sobrevêm, etc
• éis, éu(s), ói(s): féis, chapéu, herói.
Não devem ser acentuados os oxítonos terminados em i(s),
u(s): aqui, juriti, juritis, saci, bambu, zebu, puni-los, reduzi-los,
etc.
Acentuação dos Monossílabos
Acentuam-se os monossílabos tônicos:
• a, e, o, seguidos ou não de s: há, pá, pé, mês, nó, pôs, etc.
• que encerram os ditongos abertos éi, éu, ói: véu, véus,
dói, réis, sóis, etc.
• acentuam-se os verbos pôr, têm (plural) e vêm (plural)
porque existem os homógrafos por (preposição átona), tem
(singular) e vem (singular): Eles têm autoridade: vêm pôr ordem
na cidade.
Não se acentuam os monossílabos tônicos com outras
terminações: ri, bis, ver, sol, pus, mau, Zeus, dor, for, etc.
Acentuação dos Ditongos
Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi, éu, ói, quando
tônicos: papéis, idéia, estréio, estréiam, chapéu, céus, herói,
Niterói, jibóia, sóis, anzóis, tireóide, destrói, eu apóio, eles apóiam,
etc.
Estes ditongos não se acentuam quando fechados: areia,
ateu, joio, tamoio, o apoio, etc; e quando subtônicos: ideiazinha,
chapeuzinho, heroizinho, tireodite, heroicamente, etc.
Não se acentua a vogal tônica dos ditongos iu e ui, quando
precedida de vogal: saiu, atraiu, contraiu, contribuiu, distribuiu,
pauis, etc.
Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói”
não serão mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia,
platéia, idéia, colméia, boléia, Coréia, bóia, paranóia, jibóia,
apóio, heróico, paranóico, etc. Ficando: Assembleia, plateia, ideia,
colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico,
paranoico, etc.
Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em
éi, éu e ói e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói,
anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.
Acentuação dos Hiatos
A razão do acento gráfco é indicar hiato, impedir a ditongação.
Compare: caí e cai, doído e doido, fuído e fuido.
Acentuam-se em regra, o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com vogal
ou ditongo anterior, formando sílabas sozinhos ou com s: saída (sa-
í-da), saúde (sa-ú-de), feiúra (fei-ú-ra), faísca, caíra, saíra, egoísta,
heroína, caí, Xuí, Luís, uísque, balaústre, juízo, país, cafeína,
baú, baús, Grajaú, saímos, eletroímã, reúne, construía, proíbem,
Bocaiúva, infuí, destruí-lo, instruí-la, etc.
Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha, fuinha,
moinho, lagoinha, etc; e quando formam sílaba com letra que não
seja s: cair (ca-ir), sairmos, saindo, juiz, ainda, diurno, Raul, ruim,
cauim, amendoim, saiu, contribuiu, instruiu, etc.
Coloca-se acento circunfexo na primeira vogal dos hiatos ôo
e êe, quando tônica: vôo, vôos, enjôo, abençôo, abotôo, crêem,
dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, prevêem, provêem, etc.
Escreveremos sem acento: Saara, caolho, aorta, semeemos,
semeeis, mandriice, vadiice, lagoa, boa, abotoa, Mooca, moeda,
poeta, meeiro, voe, perdoe, abençoe, etc.
Segundo as novas regras da Língua Portuguesa de 01/01/2009
não se acentuarão mais o “i” e “u” tônicos formando hiato quando
vierem depois de ditongo: baiúca, boiúna, feiúra, feiúme, bocaiúva,
etc. Ficarão: baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocaiuva, etc.
Se a palavra for oxítona e o “i” ou “u” estiverem em posição
fnal o acento permanece: tuiuiú, Piauí. Nos demais “i” e “u”
tônicos, formando hiato, o acento continua. Exemplo: saúde,
saída, gaúcho.
Os hiatos “ôo” e “êe” não serão mais acentuados: enjôo,
vôo, perdôo, abençôo, povôo, crêem, dêem, lêem, vêem, relêem.
Ficarão: enjoo, voo, perdoo, abençoo, povoo, creem, deem, leem,
veem, releem.
Acentuação dos Grupos gue, gui, que, qui
Coloca-se acento agudo sobre o “u” desses grupos, quando
é proferido e tônico: averigúe, averigúeis, averigúem, apazigúe,
apazigúem, obliqúe, obliqúes, argúis, argúi, argúem, etc.
Quando átono, o referido “u” receberá trema: agüentar, argüir,
argüia, freqüente, delinqüência, tranqüilo, cinqüenta, enxagüei,
pingüim, seqüestro, etc.
Segundo o decreto de modifcação e regulamentação do
Acordo Ortográfco da Língua Portuguesa, não existe mais o
trema em língua portuguesa, apenas em casos de nomes próprios
e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano, etc. Ficarão:
aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência,
frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim,
tranquilo, linguiça.
Acento Diferencial
Emprega-se o acento diferencial (que pode ser circunfexo
ou agudo) como sinal distintivo de vocábulos homógrafos, nos
seguintes casos:
- pôde (pretérito perfeito do indicativo) para diferenciá-la de
pode (presente do indicativo);
- côa(s) (do verbo coar) - para diferenciar de coa, coas (com
+ a, com + as);
- pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do
verbo parar) - para diferenciar de para (preposição);
- péla, pélas (do verbo pelar) e em péla (jogo) - para
diferenciar de pela, pelas (combinação da antiga preposição per
com os artigos ou pronomes a, as);
- pêlo, pêlos (substantivo) e pélo (v. pelar) - para diferenciar
de pelo, pelos (combinação da antiga preposição per com os
artigos o, os);
- péra (substantivo - pedra) - para diferenciar de pera (forma
arcaica de para - preposição);
- pêra (substantivo) para diferenciar de pera (forma arcaica
de para - preposição);
- pólo, pólos (substantivo) - para diferenciar de polo, polos
(combinação popular regional de por com os artigos o, os);
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
37
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
- pôlo, pôlos (substantivo - gavião ou falcão com menos de
um ano) - para diferenciar de polo, polos (combinação popular
regional de por com os artigos o, os);
- pôr (verbo) - para diferenciar de por (preposição).
Segundo as novas regras da Língua Portuguesa de 01/01/2009
não existirá mais o acento diferencial em palavras homônimas
(grafa igual, som e sentido diferentes) como: pára/para, péla/pela,
pêlo/pelo, pêra/pera, pólo/polo, etc. Ficarão: para, pela, pelo, pera,
polo, etc.
O acento diferencial ainda permanece no verbo poder (pôde,
quando usado no passado) e no verbo pôr (para diferenciar da
preposição por). É facultativo o uso do acento circunfexo para
diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do
acento deixa a frase mais clara. Exemplo: Qual é a forma da fôrma
do bolo?
Emprego do Til
O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal.
Pode fgurar em sílaba: tônica: maçã, cãibra, perdão, barões, põe,
etc; pretônica: ramãzeira, balõezinhos, grã-fno, cristãmente, etc;
e átona: órfãs, órgãos, bênçãos, etc.
Resumo: de acordo com as Novas Regras
Proparoxítonas
Quando acentuar: Sempre.
Como eram: simpática, lúcido, sólido, cômodo.
Como fcaram: Continua tudo igual ao que era antes da
nova ortografa: Pode-se usar acento agudo ou circunfexo de
acordo com a pronúncia da região: acadêmico, fenômeno (Brasil);
académico, fenómeno (Portugal).
Paroxítonas
Quando acentuar: Se terminadas em: R, X, N, L, I, IS, UM,
UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S.
Como eram: fácil, táxi, tênis, hífen, próton, álbum(ns), vírus,
caráter, látex, bíceps, ímã, órfãs, bênção, órfãos, cárie, árduos,
pólen, éden.
Como fcaram: Continua tudo igual. Observe: 1)
Terminadas em ENS não levam acento: hifens, polens. 2) Usa-
se indiferentemente agudo ou circunfexo se houver variação de
pronúncia: sêmen, fêmur (Brasil) ou sêmen, fémur (Portugal). 3)
Não usa acento nos prefxo paroxítonos que terminam em R nem
nos que terminam em I: inter-helênico, super-homem, anti-herói,
semi-internato.
Oxítonas
Quando acentuar: Se terminadas em: A, AS, E, ES, O, OS,
EM, ENS.
Como eram: vatapá, igarapé, avô, avós, refém, parabéns.
Como fcaram: Continua tudo igual. Observe: 1) terminadas
em I, IS, U, US não levam acento: tatu, Morumbi, abacaxi. 2) Usa-
se indiferentemente agudo ou circunfexo se houver variação de
pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré (Portugal).
Monossílabos Tônicos
Quando acentuar: terminados em A, AS, E, ES, O,OS.
Como eram: vá, pás, pé, mês, pó, pôs.
Como fcaram: Continua tudo igual. Atente para os acentos
nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.
Í e Ú em palavras Oxítonas e Paroxítonas
Quando acentuar: Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos
na sílaba (hiato).
Como eram: saída, saúde, miúdo, aí, Araújo, Esaú, Luís, Itaú,
baús, Piauí.
Como fcaram: 1) Se o i e u forem seguidos de s, a
regra se mantém: balaústre, egoísmo, baús, jacuís. 2) Não se
acentuam i e u se depois vier ‘nh’: rainha, tainha, moinho.
3) Esta regra é nova: nas paroxítonas, o i e u não serão mais
acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca, bocaiuva,
feiura, maoista, saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio).
4) Mas, se, nas oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u estiverem no
fnal, haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú.
Ditongos Abertos em palavras Paroxítonas
Quando acentuar: EI, OI.
Como eram: idéia, colméia, bóia.
Como fcaram: Esta regra desapareceu (para palavras
paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, colmeia, celuloide, boia.
Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra
de acentuação. Por exemplo: contêiner, Méier, destróier serão
acentuados porque terminam em R.
Ditongos Abertos em Palavras Oxítonas
Quando acentuar: ÉIS, ÉU(S), ÓI(S).
Como eram: papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer).
Como fcaram: Continua tudo igual (mas, cuidado: somente
para palavras oxítonas com uma ou mais sílabas).
Verbos Arguir e Redarguir (agora sem trema)
Quando acentuar: arguir e redarguir usavam acento agudo
em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo
afrmativo.
Como fcaram: Esta regra desapareceu. Os verbos arguir e
redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas):
eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi),
mas não acentue.
Verbos terminados em guar, quar e quir
Quando acentuar: aguar, enxaguar, averiguar, apaziguar,
delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do
indicativo, do subjuntivo e do imperativo afrmativo.
Como fcaram: Esta regra sofreu alteração. Observe:
Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a
ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais: eu águo, eles águam
e enxáguam a roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem
(í tônico); tu apazíguas as brigas; apazíguem os grevistas. Se a
tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu
averiguo (diga averi-gú-o, mas não acentue) o caso; eu aguo a
planta (diga a-gú-o, mas não acentue).
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
38
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
ôo, ee
Quando acentuar: vôo, zôo, enjôo, vêem.
Como fcaram: Esta regra desapareceu. Agora se escreve:
zoo, perdoo veem, magoo, voo.
Verbos Ter e Vir
Quando acentuar: na terceira pessoa do plural do presente
do indicativo.
Como eram: eles têm, eles vêm.
Como fcaram: Continua tudo igual. Ele vem aqui; eles vêm
aqui. Eles têm sede; ela tem sede.
Derivados de Ter e Vir (obter, manter, intervir)
Quando acentuar: na terceira pessoa do singular leva acento
agudo; na terceira pessoa do plural do presente levam circunfexo.
Como eram: ele obtém, detém, mantém; eles obtêm, detêm,
mantêm.
Como fcaram: Continua tudo igual.
Acento Diferencial
Como fcaram: Esta regra desapareceu, exceto para os
verbos: PODER (diferença entre passado e presente. Ele não
pôde ir ontem, mas pode ir hoje. PÔR (diferença com a preposição
por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos;
TER e VIR e seus compostos (ver acima). Observe: 1) Perdem
o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios,
para-choque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se
possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma
de pagamento é parcelada.
Trema (O trema não é acento gráfco.)
Como fcaram: Desapareceu o trema sobre o U em todas
as palavras do português: Linguiça, averiguei, delinquente,
tranquilo, linguístico. Exceto as de língua estrangeira: Günter,
Gisele Bündchen, müleriano.
EXERCÍCIOS
01 - (UFES) O acento gráfco de “três” justifca-se por ser o
vocábulo:
a) Monossílabo átono terminado em ES.
b) Oxítono terminado em ES
c) Monossílabo tônico terminado em S
d) Oxítono terminado em S
e) Monossílabo tônico terminado em ES
02 - (UFES) Coloca-se trema sobre o “U” átono (pronunciando),
como no vocábulo UNGÜENTO, sempre que estiver.
a) no grupo “gu” seguido de “E” nasal.
b) No grupo “gu” ou “qu” seguido de E, I, A
c) O grupo “gu” seguido de “E” ou “I”.
d) Precedido de “g “ou “q “seguido de “E” ou “I”
e) Nos grupos de “gu” e “qu”
03 - (UFES) Se o vocábulo CONCLUIU não tem acento
gráfco, tal não acontece com uma das seguinte formas do verbo
CONCLUIR:
a) concluia
b) concluirmos
c) concluem
d) concluindo
e) concluas
04 - (Med./Itajubá) Nenhum vocábulo deve receber acento
gráfco, exceto:
a) sururu
b) peteca
c) bainha
d) mosaico
e) beriberi
05 - (Med./ Itajubá) Todos os vocábulos devem ser acentuados
grafcamente, exceto:
a) xadrez
b) faisca
c) reporter
d) oasis
e) proteina
06) (UFES) Assinale a opção em que o par de vocábulos não
obedece à mesma regra de acentuação gráfca.
a) sofsmático/ insondáveis
b) automóvel/fácil
c) tá/já
d) água/raciocínio
e) alguém/comvém
07) (Med/Itajubá) Os dois vocábulos de cada item devem ser
acentuado grafcamente, exceto:
a) herbivoro-ridiculo
b) logaritmo-urubu
c) miudo-sacrifcio
d) carnauba-germem
e) Biblia-hieroglifo
08) (PUC-Campinas) Assinale a alternativa de vocábulo
corretamente acentuado:
a) hífen
b) ítem
c) rúbrica
d) rítmo
e) nidia
09 - (RJ) “Andavam devagar, olhando para
trás... (J.A. de Almeida-Américo A. Bagaceira)
Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo
mesmo motivo da palavra grifada no texto.
a) Más – vês
b) Mês – pás
c) Vós – Brás
d) Pés – atrás
e) Dês – pés
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
39
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
10) (RJ) Assinale o item em que há dois vocábulos acentuados
inadequadamente.
a) fôste – íris
b) estrêla – lângüido
c) íris – lângüido
d) fôste – estrêla
e) hifens – mágoa
11) (RJ) “Como ele não vem ao seu encontro, ela pára”
(Autran Dourado)
O vocábulo grifado leva acento agudo porque:
a) Há necessidade de diferençá-lo de outro vocábulo, pela
tonicidade.
b) É um vocábulo paroxítono terminado em-a;
c) É um vocábulo oxítono terminado em-a;
d) Há necessidade de diferençá-lo;
e) É um vocábulo erudito.
12 - (Mackenzie) Indique a única alternativa em que nenhuma
palavra é acentuada grafcamente:
a) lapis, canoa, abacaxi, jovens,
b) ruim, sozinho, aquele, traiu
c) saudade, onix, grau, orquidea
d) fores, açucar, album, virus,
e) voo, legua, assim, tenis
13 - Marque o item em que o “i” e o “u” em hiato devem ser
acentuados em todas as palavras.
a) Jesuita, juizo, juiz, faisca, juizes,
b) Sairam, caires, cairam, caistes, sairdes
c) Balaustre, reuno, reunem, saude, bau
d) “a “e “b” todas as palavras são acentuadas
e) “b” e “c” todas as palavras são acentuadas
14 - Nas alternativas, a acentuação gráfca está correta em
todas as palavras, exceto:
a) jesuíta, caráter
b) viúvo, sótão
c) baínha, raíz
d) Ângela, espádua
e) gráfco, fúor
15 - (F. C. chagas – RJ) Até ........ momento, ........ se lembrava
de que o antiquário tinha o ......... que procurávamos.
a) Aquêle-ninguém-baú
b) Aquêle-ninguém-bau
c) Aquêle-ninguem-baú
d) Aquele-ninguém-baú
e) Aquéle-ninguém-bau
RESPOSTAS
(1-E) (2-D) (3-A) (4-E) (5-A) (6-A) (7-B) (8-A) (9-D) (10-D)
(11-A) (12-B) (13-C) (14-C) (15-D)
EMPREGO DAS CLASSES DE
PALAVRAS
ARTIGO
“O orvalho vem caindo
Vai molhar o meu chapéu
E também vão sumindo
As estrelas lá no céu
Tenho passado tão mal
A minha cama é uma folha de papel” (Noel Rosa e Kid
Pepe)
Artigo é a palavra que acompanha o substantivo, indicando-
lhe o gênero e o número, determinando-o ou generalizando-o. Os
artigos podem ser:
- defnidos: o, a, os, as; determinam os substantivos, trata de
um ser juá conhecido; denota familiaridade: “A grande reforma do
ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do médio.”
(Veja – maio de 2005)
- indefnidos: um, uma, uns, umas; estes; trata-se de um ser
desconhecido, dá ao substantivo valor vago: “...foi chegando um
caboclinho magro, com uma taquara na mão.” (A. Lima)
Emprego do Artigo
1- Usa-se o artigo defnido:
– com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados
foram punidos.
– com nomes próprios geográfcos de estado, pais, oceano,
montanha, rio, lago: o Brasil, o rio Amazonas, a Argentina, o
oceano Pacífco, a Suíça, o Pará, a Bahia. / Conheço o Canadá mas
não conheço Brasília.
– com nome de cidade se vier qualifcada: Fomos à histórica
Ouro Preto.
– depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos os
vinte atletas participarão do campeonato.
– com toda a/todo o, a expressão que vale como totalidade,
inteira. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de
aniversario.
Atenção: sem o artigo, o pronome todo/toda vale como
qualquer. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de
aniversário. (qualquer cidade)
– com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais lindas
fores da foricultura.
– com a palavra outro, com sentido determinado: Marcelo tem
dois amigos: Rui é alto e lindo, o outro é atlético e simpático.
– antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da
primavera vem o verão.
– com expressões de peso e medida: O álcool custa um real o
litro. (=cada litro)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
40
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
2- Não se usa o artigo defnido:
– antes de pronomes de tratamento iniciados por possessivos:
Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Vossa Majestade, Vossa
Alteza.
Vossa Alteza estará presente ao debate?
“Nosso Senhor tinha o olhar em pranto / Chorava Nossa
Senhora.”
– antes de nomes de meses:
O campeonato aconteceu em maio de 2002. MAS:
O campeonato aconteceu no inesquecível maio de 2002.
(modifcado)
– alguns nomes de países, como Espanha, França, Inglaterra,
Itália podem ser construídos sem o artigo, principalmente quando
regidos de preposição.
“Viveu muito tempo em Espanha.” / “Pelas estradas líricas de
França.”
Mas: Sônia Salim, minha amiga, visitou a bela Veneza.
(modifcado)
– antes de todos / todas + numeral: Eles são, todos quatro,
amigos de João Luís e Laurinha. MAS: Todos os três irmãos eu vi
nascer. (o substantivo está claro)
– antes de palavras que designam matéria de estudo,
empregadas com os verbos: aprender, estudar, cursar, ensinar:
Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês.
3- O uso do artigo é facultativo:
– antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência é
irritante.
– antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou Luciana
/ a Luciana?
– “Daqui para a frente, tudo vai ser diferente.” (para a frente:
exige a preposição)
4- Formas combinadas do artigo defnido: Preposição + o =
ao / de + o,a = do, da / em + o, a = no, na / por + o, a = pelo, pela.
5- Usa-se o artigo indefnido:
– para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns
oito anos / Não o vejo há uns meses.
– antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em pares:
Usava umas calças largas e umas botas longas.
– em linguagem coloquial, com valor intensivo: Rafaela é
uma meiguice só. /
– para comparar alguém com um personagem célebre: Luís
August é um Rui Barbosa.
6- O artigo indefnido não é usado:
– em expressões de quantidade: pessoa, porção, parte, gente,
quantidade: Reservou para todos boa parte do lucro.
– com adjetivos como: escasso, excessivo, sufciente: Não há
sufciente espaço para todos.
– com substantivo que denota espécie: Cão que ladra não
morde.
7- Formas combinadas do artigo indefnido: Preposição de e
em + um, uma = num, numa, dum, duma.
Atenção: o artigo (o, a, um, uma) anteposto a qualquer palavra
transforma-a em substantivo. O ato literário é o conjunto do ler
e do escrever.
SUBSTANTIVO
Lições Opostas
A professora ensinava:
substantivo abstrato é o que existe
mas nós não vemos.
Exemplifcava:
penúria, angústia,
dor, fome, tristeza, miséria,
Tudo é substantivo abstrato.
Hoje, com a minha experiência,
eu lhe responderia:
¾ Então, professora,
na favela não existe
substantivo abstrato. (Marilita Pozzoli)
Substantivo é a palavra que dá nomes aos seres. Inclui os
nomes de pessoas, de lugares, coisas, entes de natureza espiritual
ou mitológica: vegetação, sereia, cidade, anjo, árvore, passarinho,
abraço, quadro, universidade, saudade, amor, respeito, criança.
Os substantivos exercem, na frase, as funções de: sujeito,
predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento
nominal, adjunto adverbial, agente da passiva, aposto e vocativo.
Os substantivos classifcam-se em:
Comuns - nomeiam os seres da mesma espécie: menina,
piano, estrela, rio, animal, árvore.
Próprios - referem-se a um ser em particular: Brasil, América
do Norte, Deus, Paulo, Lucélia.
Concretos - são aqueles que têm existência própria; são
independentes; reais ou imaginários: mãe, mar, água, anjo, mulher,
alma, Deus, vento DVD, fada, criança, saci.
De gramática e de linguagem
(Mário Quintana)

E havia uma gramática que dizia assim:
“Substantivo (concreto) é tudo quanto indica
Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta.”
Eu gosto é das cousas. As cousas, sim!...
As pessoas atrapalham. Estão em toda parte.
[Multiplicam-se em excesso.
As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com
ninguém.”
Abstrato - são os que não têm existência própria; depende
sempre de um ser para existir: é necessário alguém ser ou estar
triste para a tristeza manifestar-se; é necessário alguém beijar
ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço; designam
qualidades, sentimentos, ações, estados dos seres: dor, doença,
amor, fé, beijo, abraço, juventude, covardia, coragem, justiça.
Os substantivos abstratos podem ser concretizados
dependendo do seu signifcado: Levamos a caça para a cabana.
(caça = ato de caçar, substantivo abstrato; a caso, neste caso,
refere-se ao animal, portanto, concreto).
Simples - como o nome diz, são aqueles formados por apenas
um radical: chuva, tempo, sol, guarda, pão, raio, água, ló, terra,
for, mar, raio, cabeça.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
41
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Compostos - são os que são formados por mais de dois
radicais: guarda-chuva, girassol, água-de-colônia, pão-de-ló,
pára-raio, sem-terra, mula-sem-cabeça.
Primitivos - são os que não derivam de outras palavras;
vieram primeiro,deram origem a outras palavras: ferro, Pedro,
mês, queijo, chave, chuva, pão, trovão, casa.
Derivados – são formados de outra palavra já existente;
vieram depois: ferradura, pedreiro, mesada, requeijão, chaveiro,
chuveiro, padeiro, trovoada, casarão, casebre.
Coletivos – os substantivos comuns que, mesmo no singular,
designam um conjunto de seres de uma mesma espécie: bando,
povo, frota, batalhão, biblioteca, constelação.
Eis alguns substantivos coletivos: álbum – de fotografas;
alcatéia – de lobos; antologia – de textos escolhidos; arquipélago –
ilhas; assembléia – pessoas, professores; atlas – cartas geográfcas;
banda – de músicos; bando – de aves, de crianças; baixela –
utensílios de mesa; banca – de examinadores; biblioteca – de livros;
biênio – dois anos; bimestre – dois meses; boiada – de bois; cacho
– de uva; cáfla – camelos; caravana – viajantes; cambada – de
vadios, malvados; cancioneiro – de canções; cardume – de peixes;
casario – de casas; código – de leis; colméia – de abelhas; concílio
– de bispos em assembléia; conclave – de cardeais; confraria – de
religiosos; constelação – de estrelas; cordilheira – de montanhas;
cortejo – acompanhantes em comitiva; discoteca – de discos;
elenco – de atores; enxoval – de roupas; fato – de cabras; fornada
– de pães; galeria – de quadros; hemeroteca – de jornais, revistas;
horda – de invasores; iconoteca – de imagens; irmandade – de
religiosos; mapoteca – de mapas; milênio – de mil anos; miríade –
de muitas estrelas, insetos; nuvem – de gafanhotos; panapaná – de
borboletas em bando; penca – de frutas; pinacoteca – de quadros;
piquete – de grevistas; plêiade – de pessoas notáveis, sábios; prole
– de flhos; quarentena – quarenta dias; qüinqüênio – cinco anos;
renque – de árvores, pessoas, coisas; repertório – de peças teatrais,
música; resma – de quinhentas folhas de papel; século – de cem
anos; sextilha – de seis versos; súcia – de malandros, patifes;
terceto – de três pessoas, três versos; tríduo – período de três
dias; trinênio – período de três anos; tropilhas – de trabalhadores,
alunos; vara – de porcos; videoteca – de videocassetes; xiloteca –
de amostras de tipos de madeiras.
Refexão do Substantivo
“Na feira livre do arrabaldezinho
Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor
¾ O melhor divertimento para crianças!
Em redor dele há um ajuntamento de
menininhos pobres,
Fitando com olhos muito redondos os grandes
Balõezinhos muito redondos.” (Manoel
Bandeira)
Observe que o poema apresenta vários substantivos e
apresentam variações ou fexões de gênero (masculino/feminino),
de número (plural/singular) e de grau (aumentativo/diminutivo).
Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino.
Latim, Grego e Inglês, possuem um terceiro gênero: o neutro.
A regra para a fexão do gênero é a troca de o por a, ou o
acréscimo da vogal a, no fnal de fnal da palavra: mestre, mestra.
FORMAÇÃO DO FEMININO
O feminino se realiza de três modos:
1. Flexionando-se o substantivo masculino: flho,
flha / mestre, mestra / leão, leoa;
2. acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou
um sufxo feminino: autor, autora / deus, deusa / cônsul, consulesa
/ cantor, cantora / reitor, reitora.
3. utilizando-se uma palavra feminina com radical
diferente: pai, mãe / homem, mulher / boi, vaca / carneiro, ovelha
/ cavalo, égua.
Observe como são formados os femininos: parente, parenta
/ hóspede, hospeda / monge, monja / presidente, presidenta /
gigante, giganta / ofcial, ofciala / peru, perua / cidadão, cidadã
/ aldeão, aldeã / ancião, anciã / guardião, guardiã / charlatão,
charlatã / escrivão, escrivã / papa, papisa / faisão, faisoa / hortelão,
horteloa / ilhéu, ilhoa / mélro, mélroa / folião, foliona / imperador,
imperatriz / profeta, profetiza / píton, pitonisa / abade, abadessa /
czar, czarina / perdigão, perdiz / cão, cadela / pigmeu, pigméia /
ateu, atéia / hebreu, hebréia / réu, ré / cerzidor, cerzideira / frade,
freira / frei, sóror / rajá, rani / dom, dona / cavaleiro, dama /
zangão, abelha /
Substantivos Uniformes
Os substantivos uniformes apresentam uma única forma para
ambos os gêneros: dentista, vítima. Os substantivos uniformes
dividem-se em:
Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero, quer
se refram ao macho ou à fêmea. – jacaré macho ou fêmea / a cobra
macho ou fêmea / a formiga macho ou fêmea.
Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam
indivíduos dos dois sexos. São masculinos ou femininos. A
indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou feminino:
o, a intérprete / o, a colega / o, a médium / o, a personagem / o,
a cliente / o, a fã / o, a motorista / o, a estudante / o, a artista / o,
a repórter / o, a menequim / o, a gerente / o, a imigrante / o, a
pianista / o, a rival / o a jornalista.
Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero para
homem ou a mulher: a criança (menino, menina) / a testemunha
(homem, mulher) / a pessoa (homem, mulher) / o cônjuge (marido,
mulher) / o guia (homem, mulher) / o ídolo (homem, mulher).
1 – Substantivos que mudam de sentido, quando se troca o
gênero: o lotação (veículo) - a lotação (efeito de lotar); o capital
(dinheiro) - a capital (cidade); o cabeça (chefe, líder)
- a cabeça (parte do corpo); o guia (acompanhante) - a guia
(documentação); o moral (ânimo) - a moral (ética); o grama (peso)
- a grama (relva); o caixa (atendente) - a caixa (objeto); o rádio
(aparelho) - a rádio (emissora); o crisma (óleo salgado) - a crisma
(sacramento); o coma (perda dos sentidos) - a coma (cabeleira); o
cura (vigário) - a cura; (ato de curar); o lente (prof. Universitário)
- a lente (vidro de aumento); o língua (intérprete) - a língua (órgão,
idioma); o voga (o remador) - a voga (moda).
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
42
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
2 – Alguns substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero.
São masculinos:
O eclipse / o dó / o dengue (manha) / o champanha / o soprano
/ o clã / o alvará / o sanduíche / o clarinete / o hosana / o espécime
/ o guaraná / o diabete ou diabetes / o tapa / o lança-perfume / o
praça (soldado raso) / o pernoite / o formicida / o herpes / o sósia /
o telefonema / o saca-rolha / o plasma / o estigma.
3 – São geralmente masculinos os substantivos de origem
grega terminados em – ma: o dilema / o teorema / o emblema / o
trema / o eczema / o edema / o enfsema / o fonema / o anátema / o
tracoma / o hematoma / o glaucoma / o aneurisma / o telefonema
/ o estratagema /
4 – São femininos: a dinamite / a derme / a hélice / a aluvião
/ a análise / a cal / a omoplata / a gênese / a entorse / a faringe /
a cólera (doença) / a cataplasma / a pane / a mascote / a libido
(desejo sexual) / a rês / a sentinela / a sucuri / a usucapião / a
omelete / a hortelã / a fama / a xerox / a aguardante /
Plural dos Substantivos
Há várias maneiras de se formar o plural dos substantivos:
Acrescentam-se:
- S – aos substantivos terminados em VOGAL ou DITONGO:
povo, povos / feira, feiras.
- S – aos substantivos terminados em N: líquen, liquens
/ abdômen, abdomens / hífen, hífens. Também: líquenes,
abdômenes, hífenes.
- ES – aos substantivos terminados em R, S, Z: cartaz, cartazes
/ motor, motores / mês, meses. Alguns terminados em R mudam
sua sílaba tônica, no plural: júnior, juniores / caráter, caracteres /
sênior, seniores.
- IS – aos substantivos terminados em al, el, ol, ul: jornal,
jornais / sol, sóis / túnel, túneis / mel, meles, méis. Exceções: mal,
males / cônsul, cônsules / real, réis (antiga moeda portuguesa).
- ÃO – aos substantivos terminados em S: cidadão, cidadãos /
irmão, irmãos / mão, mãos.
Trocam-se:
- ão por ões: botão, botões / limão, limões / portão, portões /
mamão, mamões.
- ão por ãe: pão, pães / charlatão, charlatães / alemão, alemães
/ cão, cães.
- il por is (oxítonas): funil, funis / fuzil, fuzis / canil, canis
/ pernil, pernis, e por EIS (Paroxítonas): fóssil, fósseis / réptil,
répteis / projétil, projéteis.
- m por ns: nuvem, nuvens / som, sons / vintém, vinténs /
atum, atuns.
- zito, zinho - 1º coloca-se o substantivo no plural: balão,
balões; 2º elimina-se o S + zinhos.
Balão – balões – balões + zinhos: balõzinhos;
Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos;
Cão – cães - cãe + zitos: Cãezitos.
- alguns substantivos terminados em X são invariáveis (valor
fonético = cs): os tórax, os tórax / o ônix, os ônix / a fênix, as fênix
/ uma Xerox, duas Xerox / um fax, dois fax.
- Outros (fora de uso) têm o mesmo plural que suas variantes
em ice (ainda em vigor): apêndix ou apêndice, apêndices / cálix
o ucálice, cálices (x, som de s) / látex, látice ou láteces / códex
ou códice, códices / córtex ou córtice, córtices / índex ou índice,
índices (x, som de cs).
- substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma
no plural: aldeão, aldeões, aldeãos; verão, verões, verãos; anão,
anões, anãos; guardião, guardiões, guardiães; corrimão, corrimãos,
corrimões; hortelão, hortelões, hortelãos; ancião, anciões, anciães,
anciãos; ermitão, ermitões, ermitães, ermitãos.
A tendência é utilizar a forma em ÕES.
- Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica, no
plural. Chama-se metafonia. Apresentam o “o” tônica fechado no
singular e aberto no plural: caroço (ô), coroços (ó) / imposto (ô),
impostos (ó) / forno (ô), fornos (ó) / miolo (ô), miolos (ó) / poço
(ô), poços (ó) / olho (ô), olhos (ó) / povo (ô), povos (ó) / corvo (ô),
corvos (ó). Também são abertos no plural (ó): fogos, ovos, ossos,
portos, porcos, postos, reforços. Tijolos, destroços.
- Há substantivos que mudam de sentido quando usados
no plural: Fez bem a todos (alegria); Houve separação de bens.
(patrimônio); Conferiu a féria do dia. (salário); As férias foram
maravilhosas. (descanso); Sua honra foi exaltada. (dignidade);
Recebeu honras na solenidade. (homenagens); Outros: bem
= virtude, benefício / bens = valores / costa = litoral / costas =
dorso / féria = renda diária / férias = descanso / vencimento = fm /
vencimento = salário / letra = símbolo gráfco / letras = literatura.
- Muitos substantivos conservam no plural o “o” fechado:
acordos / adornos / almoços / bodas / bojos / bolos / cocos /
confortos / dorsos / encontros / esposos / estojos / forros / globos /
gostos / moços / molhos / pilotos / piolhos / rolos / rostos / sopros
/ sogros / subornos.
- Substantivos empregados somente no plural: Arredores /
belas-artes/ bodas (ô) / condolências / cócegas / costas / exéquias
/ férias / olheiras / fezes / núpcias / óculos / parabéns / pêsames /
viveres / idos, afazeres, algemas.
- A forma singular das palavras ciúme e saudade são também
usadas no plural, embora a forma singular seja preferencial, já que
a maioria dos substantivos abstratos não se pluralizam. Aceita-se
os ciúmes, nunca o ciúmes.
“Quando você me deixou,
meu bem,
me disse pra eu ser feliz
e passar bem
Quis morrer de ciúme,
quase enloqueci
mas depois, como era
de costume, obedeci” (gravado por Maria Bethânia)
“Às vezes passo dias inteiros
imaginando e pensando em você
e eu fco com tanta saudade
que até parece que eu posso morrer.
Pode creditar em mim.
Você me olha, eu digo sim...” (Fernanda Abreu)
Atenção:
1 – avô – avôs (o avô materno e o avô paterno; avôs, fechado)
avô avós (o avô e a avó).
2 – Termos no singular com valor de plural: Muito negro
ainda sofre com o preconceito social. / Tem morrido muito pobre
de fome.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
43
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Plural dos Substantivos Compostos
Não é muito fácil a formação do plural dos substantivos
compostos. Vamos lá, prestem atenção!
1 – Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural:
- palavra unida sem hífen:
pontapé = pontapés / girassol = girassóis / autopeça =
autopeças.
1.1 – verbo + substantivo:
saca-rolha = saca-rolhas / arranha-céu = arranha-céus / bate-
bola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-roupas / guarda-sol =
guarda-sóis / vale-refeição = vale-refeições.
1.2 – elemento invariável + palavra variável:
sempre-viva = sempre-vivas /
abaixo-assinado = abaixo-assinados /
recém-nascido = recém-nascidos /
ex-marido = ex-maridos /
auto-escola = auto-escolas.
1.3 – palavras repetidas:
o reco-reco = os reco-recos / o tico-tico = os tico-ticos /
o corre-corre = os corre-corres
1.4 Substantivo composto de três ou mais elementos
não ligados por preposição:
o bem-me-quer = os bem-me-queres
o bem-te-vi = os bem-te-vis
o sem-terra = os sem-terra
o fora-da-lei = os fora-da-lei
o João-ninguém = os joões-ninguém
o ponto-e-vírgula = os ponto-e-vírgula
o bumba-meu-boi = os bumba-meu-boi
1.5 Quando o primeiro elemento for: grão, grã
(grande), bel:
grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer
= bel-prazeres.
2 – Somente o primeiro elemento vai para o plural:
2.1 – substantivo + preposição + substantivo:
água de colônia = águas-de-colônia
mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça
pão-de-ló = pães-de-ló
sinal-da-cruz = sinais-da-cruz
2.2 – quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá idéia
de tipo, fnalidade:
samba-enredo = sambas-enredos
pombo-correio = pombos-correio
salário-família = salários-família
banana-maçã = bananas-maçã
vale-refeição = vales-refeição (vale = ter valor de,
substantivo+especifcador)
Atenção: A tendência na língua portuguesa atual é pluralizar
os dois elementos: bananas-maçãs / couves-fores / peixes-bois /
saias-balões. (ver Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa)
3 – Os dois elementos fcam invariáveis quando houver:
3.1 – verbo + advérbio:
o ganha-pouco = os ganha-pouco
o cola-tudo = os cola-tudo
o bota-fora = os bota-fora
3.2 – os compostos de verbos de sentido oposto:
o entra-e-sai = os entra-e-sai
o leva-e-traz = os leva-e-traz
o vai-e-volta = os vai-e-volta
4 – Os dois elementos, vão para o plural:
4.1 – substantivo + substantivo:
decreto-lei = decretos-leis
abelha-mestra = abelhas-mestras
tia-avó = tias-avós
temente-coronel = tenentes-coronéis
redator-chefe = redatores-chefes
Dicas: coloque entre dois elementos a conjunção e, observe
se é possível a pessoa ser o redator e chefe ao mesmo tempo /
cirurgião e dentista / tia e avó / decreto e lei / abelha e mestra.
4.2 – substantivo + adjetivo:
amor-perfeito = amores-perfeitos
capitão-mor = capitães-mores
carro-forte = carros-fortes
obra-prima = obras-primas
cachorro-quente = cachorros-quentes
4.3 – adjetivo + substantivo:
boa-vida = boas-vidas
curta-metragem = curtas-metragens
má-língua = más-línguas
4.4 – numeral ordinal + substantivo:
segunda-feira = segundas-feiras
quinta-feira = quintas-feiras
5 – Composto com a palavra guarda só vai para o plural se
for pessoa:
guarda-noturno = guardas-noturnos
guarda-forestal = guardas-forestais
guarda-civil = guardas-civis
guarda-marinha = guardas-marinha
6 – Plural das palavras de outras classes gramaticais usadas
como substantivo
(substantivadas), são fexionadas como substantivos:
Gritavam vivas e morras.
Fiz a prova dos noves.
Pesei bem os prós e contras.
Atenção: Numerais substantivos terminados em s ou z não
variam no plural. Este semestre tirei alguns seis e apenas um dez.
7 – Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas /
os Oliveiras /
os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os Silvas.
8 – Plural dos substantivos estrangeiros:
Inglês: os shorts / os shows / os icebergs / os watts / os pit
bulls / os magazines.
Latim: os défcits / os superávits / os habitats / os campi.
Italiano: as pizzas.
9 – Plural das siglas, acrescenta-se um s minúsculo:
CDs / DVDs / ONGs / PMS / Ufrs.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
44
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Grau do Substantivo
Os substantivos podem ser modifcados a fm de exprimir
intensidade, exagero ou diminuição. A essas modifcações é que
damos o nome de grau do substantivo. São dois os graus dos
substantivos: aumentativo e diminutivo.
Os graus aumentativos e diminutivos são formados por dois
processos:
1 – sintético com o acréscimo de um sufxo aumentativo ou
diminutivo:
peixe – peixão (aumentativo sintético)
peixe-peixinho (diminutivo sintético)l; sulfxo inho ou
lisinho
2 – Analítico:
a) formado com palavras de aumento: grande, enorme,
imensa, gigantesca:
obra imensa / lucro enorme / carro grande / prédio
gigantesco;
b) formado com as palavras de diminuição: diminuto,
pequeno, minúscula,
casa pequena, peça minúscula / saia diminuta.
Atenção:
- Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns substantivos
exprimem também desprezo, crítica, indiferença em relação a
certas pessoas e objetos: gentalha, mulherengo, narigão, gentinha,
coisinha, povinho, livreco.
- Já alguns diminutivos dão idéia de afetividade: flhinho,
Toninho, mãezinha.
- Em conseqüência do dinamismo da língua, alguns
substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram
um signifcado novo: portão, cartão, fogão, cartilha, folhinha
(calendário).
- As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em
sílabas nasal, ditongo, hiato ou vogal tônica recebem o sufxo
zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha; irmão
(sílaba nasal) = irmãozinho; herói (ditongo) = heroizinho; baú
(hiato) = bauzinho; café (voga tônica) = cafezinho.
- As palavras terminadas em s ou z, ou em uma dessas
consoantes seguidas de vogal recebem o sufxo inho: país =
paisinho; rapaz = rapazinho; rosa = rosinha; beleza = belezinha.
- Há ainda aumentativos e diminutivos formados por
prefxação: minissaia, maxissaia, supermercado, minicalculadora.
Funções Sintáticas do Substantivo
O substantivo pode apresentar-se na oração como:
1. sujeito: A instituição onde estudo é a FAI.
2. predicativo do sujeito: Paulo já não é mais
adolescente.
3. predicativo do objeto direto: O técnico considerou
o julgador um herói.
4. predicativo do objeto indireto: Foi capaz de dar-
lhe um empurrão.
5. objeto direto: Cadastre seu telefone aqui.
6. objeto indireto: Nunca deixei de confar em Deus.
7. complemento nominal: Tenho confança na sua
honestidade.
8. adjunto adverbial: Alô, é da pizzaria?
9. agente da passiva: Os campos estavam cobertos de
fores silvestres.
10. aposto: Gilberto Gil, ministro e músico, continua
brilhando no mundo artística.
11. vocativo: Mãe, já tô saindo.
12. adjunto adnominal: Escreveu o artigo do mês
(=mensal) preposição = substantivo = locução adjetiva.
Substantivo caracterizador de adjetivo
Os adjetivos referentes a cores podem ser modifcados por
um substantivo: verde piscina, azul petróleo, amarelo ouro, roxo
batata, verde garrafa.
ADJETIVO
Não digas: “o mundo é belo.”
Quando foi que viste o mundo?
Não digas: “o amor é triste.”
Que é que tu conheces do amor?
Não digas: “a vida é rápida.”
Com foi que mediste a vida? (Cecília Meireles)
Os adjetivos belo, triste e rápida expressa uma qualidade dos
sujeitos: o mundo, o amor, a vida.
Adjetivo é a palavra variável em gênero, número e grau que
modifca um substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade, estado, ou
modo de ser: laranjeira forida / céu azul / mau tempo / cavalo
baio / comida saudável / político honesto / professor competente /
funcionário consciente / pais responsáveis.
Os adjetivos classifcam-se em:
1. simples – apresentam um único radical, uma única
palavra em sua estrutura: alegre / medroso / simpático / covarde /
jovem / exuberante / teimoso;
2. compostos – apresentam mais de radicais, mais
de duas palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras / sapatos
marrom-escuros / garoto surdo-mudo;
3. primitivos – são os que vieram primeiro; dão
origem a outras palavras: atual / livre / triste / amarelo / brando /
amável / confortável;
4. derivados – são aqueles formados por derivação,
vieram depois dos primitivos: amarelado / ilegal / infeliz /
desconfortável / entristecido / atualizado;
5. pátrios – indicam procedência ou nacionalidade,
referem-se a cidades, estados, países
Locução Adjetiva
A locução adjetiva é a expressão que tem o mesmo valor de
um adjetivo. A locução adjetiva é formada por preposição + um
substantivo. Vejamos algumas locuções adjetivas: angelical = de
anjo; abdominal = de abdômen; apícola = de abelha; aquilino = de
águia; argente = de prata; áureo = de ouro; auricular = da orelha;
bucal = da boca; bélico = de guerra; cervical = do pescoço;
cutâneo = de pele; discente = de aluno; docente = de professor;
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
45
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
estelar = de estrela; etário = de idade; fabril = de fábrica;
flatélico = de selos; urbano = da cidade; gástrica = do
estômago; hepático = do fígado; matutino = da manhã; vespertino
= da tarde; inodoro = sem cheiro; insípido = sem gosto; pluvial =
da chuva; humano = do homem; umbilical = do umbigo; têxtil =
de tecido.
Atenção: Algumas locuções adjetivas não possuem adjetivos
correspondentes: lata de lixo / sacola de papel / parede de tijolo /
folha de papel, e outros.
Cidade, Estado, País e Adjetivo Pátrio: Amapá: amapense;
Amazonas: amazonense ou baré; Anápolis: anapolino; Angra
dos Reis: angrense; Aracajú: aracajuano ou aracajuense; Bahia:
baiano; Bélgica: belga; Belo Horizonte: belo-horizontino; Brasil:
brasileiro; Brasília: brasiliense; Buenos Aires: buenairense
ou portenho; Cairo: cairota; Cabo Frio: cabo-friense; Campo
Grande: campo-grandese; Ceará: cearense; Curitiba: curitibano;
Distrito Federal: candango ou brasiliense; Espírito Santo: espírito-
santense ou capixaba; Estados Unidos: estadunidense ou norte
americano; Florianópolis: forianopolitano; Florença: forentino;
Fortaleza: fortalezense; Goiânia: goianiense; Goiás: goiano;
Japão: japonês ou nipônico; João Pessoa: pessoense; Londres:
londrino; Maceió: maceioense; Manaus: manauense ou manauara;
Maranhão: maranhense; Mato Grosso: mato-grossense; Mato
Grosso do Sul: mato-grossense-do-sul; Minas Gerais: mineiro;
Natal: natalense ou papa-jerimum; Nova Iorque: nova-iorquino;
Niterói: niteroiense; Novo Hamburgo: hamburguense; Palmas:
palmense; Pará: paraense; Paraíba: paraibano; Paraná: paranaense;
Pernambuco: pernambucano; Petrópolis: petropolitano; Piauí:
piauiense; Porto Alegre: porto-alegrense; Porto Velho: porto-
velhense; Recife: recifense; Rio Branco: rio-branquense; Rio de
Janeiro: carioca/ fuminense (estado); Rio Grande do Norte: rio-
grandense-do-norte ou potiguar; Rio Grande do Sul: rio-grandense
ou gaúcho; Rondônia: rondoniano; Roraima: roraimense; Salvador:
soteropolitano; Santa Catarina: catarinense ou barriga-verde; São
Paulo: paulista/paulistano (cidade); São Luís: são-luisense ou
ludovicense; Sergipe: sergipano; Teresina: teresinense; Tocantins:
tocantinense; Três Corações: tricordiano; Três Rios: trirriense;
Vitória: vitoriano.
- pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos, como:
afro-brasileiro; Anglo-americano, franco-italiano, sino-japonês
(China e Japão); Américo-francês; luso-brasileira; nipo-argentina
(Japão e Argentina); teuto-argentinos (alemão).
- “O professor fez uma simples observação.” O adjetivo,
simples, colocado antes do substantivo observação, equivale à
banal.
- “O professor fez uma observação simples.” O adjetivo
simples colocado depois do substantivo observação, equivale à
fácil.
Flexões do Adjetivo
O adjetivo, como palavra variável, sofre fexões de: gênero,
número e grau.
Gênero do Adjetivo
Quanto ao gênero os adjetivos classifcam-se em:
- uniformes: têm forma única para o masculino e o feminino.
Funcionário incompetente = funcionária incompetente
Homens desonestos = mulheres desonestas
- biformes: troca-se a vogal o pela vogal a ou com o acréscimo
da vogal a no fnal da palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador
brasileiro = jogador brasileira.
Atenção: Os adjetivos compostos recebem a fexão feminina
apenas no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa
cívico-religiosa / saia verde-escura. Vejamos alguns adjetivos
biformes que apresentam uma fexão especial: ateu – atéia /
europeu – européia / glutão – glutona / hebreu – hebréia / Judeu –
judia / mau – má / plebeu – plebéia / são – sã / vão – vã.
Atenção:
- às vezes, os adjetivos são empregados como substantivos
u como advérbios: Agia como um ingênuo. (adjetivo como
substantivo: acompanha um artigo).
- A cerveja que desce redondo. (adjetivo como advérbio:
redondamente).
- substantivos que funcionam como adjetivos, num processo
de derivação imprópria, isto é, palavra que tem o valor de outra
classe gramatical, que não seja a sua: Alguns brasileiros recebem
um salário-família. (substantivo com valor de adjetivo).
- substituto do adjetivo: palavras / expressões de outra
classe gramatical podem caracterizar o substantivo, fcando a ele
subordinadas na frase.
Semântica e sintaticamente falando, valem por adjetivos.
Vale associar ao substantivo principal outro substantivo em
forma de aposto.
O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo.
Plural do Adjetivo
O plural dos adjetivos simples fexionam de acordo co mo
substantivo a que se referem: menino chorão = meninos chorões
/ garota sensível = garotas sensíveis / vitamina efcaz = vitaminas
efcazes / exemplo útil = exemplos úteis.
Atenção:
- substantivos empregados como adjetivos para nomear cores
permanecem invariáveis, surdo-mudo = surdos-mudos, variam os
dois elementos.
- Composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se
a cores, o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis,
não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-petróleo
(adjetivo azul, substantivo petróleo); saia amarelo-canário = saias
amarelo-canário (adjetivo, amarelo; substantivo canário).
- As locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo,
fcam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / olho
cor-de-mel = olhos cor-de-mel.
- São invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias sem-
par, piadas sem-sal.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
46
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Grau do Adjetivo
Grau comparativo de: igualdade, superioridade (Analítico e
Sintético) e Inferioridade;
Grau superlativo: absoluto (analítico e sintético) ou relativo
(superioridade e inferioridade).
Exemplifcando
O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades dos
seres.
O adjetivo apresenta duas variações de grau: comparativo e
superlativo.
I – O grau comparativo é usada para comparar uma qualidade
entre dois ou mais seres, ou duas ou mais qualidades de um mesmo
ser.
O comparativo pode ser:
1. de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas:
Sou tão alto quão / quanto / como você. (as duas pessoas têm
a mesma altura)
2. de superioridade: iguala duas pessoas / coisas
sendo que uma é mais do que a outra: Minha amiga Many é mais
elevante do que / que eu. (das duas, a Many é mais)
2.1 – O grau comparativo de superioridade possui duas
formas:
a) analítica – mais bom / mais mau / mais grande / mais
pequeno
O salário é mais pequeno do que / que justo. (salário pequeno
e justo)
ATENÇÃO: quando comparamos duas qualidades de um
mesmo ser, podemos usar as formas: mais grande, mais mau, mais
bom,mais pequeno.
b) sintética – bom, melhor / mau, pior / grande, maior /
pequeno, menor:
Esta sala é melhor do que / que aquela.
3. de inferioridade – um elemento é menor do que outro:
Somos menos passivos do que / que tolerantes.
II – O grau superlativo: a característica do adjetivo se
apresenta intensifcada:
O superlativo pode ser absoluto ou relativo.
1. superlativo absoluto – atribuída a um só ser; de forma
absoluta. Pode ser:
1.1 – analítico: advérbio de intensidade muito, intensamente,
bastante,
extremamente, excepcionalmente + adjetivo: Nicola é
extremamente simpático.
1.2 – sintético – adjetivo + issimo, imo, ílimo, érrimo:
Minha comadre Mariinha é agradabilíssima.
Atenção:
- o sufxo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos terminados
em r; pauper (pobre) = paupérrimo; macer (magro) = macérrimo;
- forma popular: radical do adjetivo português + íssimo:
pobríssimo;
- adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável =
amabilíssimo;
- adjetivos terminados em eio formam o superlativo apenas
com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo.
- os adjetivos terminados em io forma o superlativo em
iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / frio =
friíssimo.
Algumas formas do superlativo absoluto sintético erudito
(culto): ágil = agílimo; agradável = agradabilíssimo; agudo
= acutíssimo; amargo = amaríssimo; amigo = amicíssimo;
antigo = antiqüíssimo; áspero = aspérrimo; atroz = atrocíssimo;
benévolo = benevolentíssimo; bom = boníssimo, ótimo; capaz
= capacíssimo; célebre = celebérrimo; cruel = crudelíssimo;
difícil = defcílimo; doce = dulcíssimo; efcaz = efcacíssimo;
fácil = facílimo; feliz = felicíssimo; fel = fdelíssimo; frágil =
fragílimo; frio = frigidíssimo, friíssimo; geral = generalíssimo;
humilde = humílimo; incrível = incredibilíssimo; inimigo =
inimicíssimo; jovem = juvenilíssimo; livre = libérrimo; magnífco
= magnifcentíssimo; magro = macérrimo, magérrimo; mau
= péssimo; miserável = miserabilíssimo; negro = nigérrimo,
negríssimo; nobre = nobilíssimo; pessoal = personalíssimo; pobre
= paupérrimo, pobríssimo; sábio = sapientíssimo; sagrado =
sacratíssimo; simpático = simpaticíssimo; simples = simplícimo;
tenro = teneríssimo; terrível = terribilíssimo; veloz = velocíssimo.
Atenção: usa-se também, no superlativo:
- prefxos: maxinfação / hipermercado / ultrassonografa /
supersimpática.
- expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem
sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena.
- adjetivos repetidos: fofnho, fofnho (=fofíssimo) / linda,
linda (=lindíssima).
- diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha /
grandalhão / gostosão / bonitão.
- linguagem informa, sufxo érrimo, em fez de íssimo:
chiquérrimo, chiquentérrimo, elegantérrimo.
2 – superlativo relativo: ressalta a qualidade de um ser entre
muitos, com a mesma qualidade. Pode ser:
2.1 – superlativo relativo de superioridade:
Wilma é a mais prendada de todas as suas
amigas. (ela é a mais de todas)
2.2 – superlativo relativo de inferioridade:
Paulo César é o menos tímido dos flhos.
Funções Sintáticas do Adjetivo
O adjetivo desempenha as funções sintáticas de:
- predicativo: a qualidade expressa pelo adjetivo transmite-
se ao substantivo através de um verbo. O adjetivo em função
predicativa apresenta-se como:
- predicativo do sujeito: O jardim tornou-se um cenário
fantástico./ Sua voz parecia macia, de veludo.
- predicativo do objeto: A paciente considerou o atendimento
hospitalar precário.
- adjunto adnominal: o adjetivo refere-se, sem intermediário,
ao substantivo.
A bela Fernanda entregou os convites aos amigos.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
47
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Emprego Adverbial do Adjetivo
Vejamos as seguintes orações.
1. O menino dorme tranqüilo. / As meninas dormem
tranqüilas.
- em ambas as frases o adjetivo concorda em gênero e número
com o sujeito.
2. O menino dorme tranquilamente. / As meninas
dormem tranquilamente.
- o adjetivo assume um valor adverbial, com o acréscimo do
sufxo mente, sendo, portanto, invariável, não vai para o plural.
3. Sorriu amarelo e saiu. / Ficou meio chateada e
calou-se.
- o adjetivo amarelo modifcou um verbo, portanto, assume a
função de advérbio; o adjetivo meio + chateada (adjetivo) assume,
também, a função de advérbio.
NUMERAL
Guerra diferente das tradicionais
Guerra de astronautas nos espaços siderais
E tudo isso em meio às discussões
Muitos palpites, mil opiniões
Um fato só já existe
Que ninguém pode negar
7, 6, 4, 3,2, 1, já!
Lá se foi o homem
Conquistar os mundos
Lá se foi
Lá se foi buscando
A esperança que aqui já se foi. (Gilberto Gil)
Os numerais exprimem quantidade, posição em uma série,
multiplicação e divisão. Daí a sua classifcação, respectivamente,
em: cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários.
- Cardinal: indica número, quantidade: um, dois, três, oito,
vinte, cem, mil;
- Ordinal: indica ordem ou posição: primeiro, segundo,
terceiro, sétimo, centésimo;
- Fracionário: indica uma fração ou divisão: meio, terço,
quarto, quinto, um doze avos;
- Multiplicativo: indica a multiplicação de um número: duplo,
dobro, triplo, quíntuplo.
Os numerais que indicam conjunto de elementos de quantidade
exata são os coletivos: bimestre: período de dois meses; centenário:
período de cem anos; decálogo: conjunto de dez leis; decúria:
período de dez anos; dezena: conjunto de dez coisas; dístico:
dois versos; dúzia: conjunto de doze coisas; grosa: conjunto de
doze dúzias; lustro: período de cinco anos; milênio: período de
mil anos; milhar: conjunto de mil coisas; novena: período de nove
dias; quarentena: período de quarenta dias; qüinqüênio: período de
cinco anos; resma: quinhentas folhas de papel; semestre: período
de seis meses; septênio: período de sete meses; sexênio: período de
seis anos; terno: conjunto de três coisas; trezena: período de treze
dias; triênio: período de três anos; trinca: conjunto de três coisas.
QUADRO DOS NUMERAIS
Algarismos: Arábicos e Romanos, respectivamente: 1-I, 2-II,
3-III, 4-IV, 5-V, 6-VI, 7-VII, 8-VIII, 9-IX, 10-X, 11-XI, 12-XII,
13-XIII, 14-XIV, 15-XV, 16-XVI, 17-XVII, 18-XVIII, 19-XIX,
20-XX, 30-XXX, 40-XL, 50-L, 60-LX, 70-LXX, 80-LXXX, 90-
XC, 100-C, 200-CC, 300-CCC, 400-CD, 500-D, 600-DC, 700-
DCC, 800-DCCC, 900-CM, 1.000-M.
Numerais Cardinais: um, dois, três, quatro, cinco, seis,
sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, catorze ou quatorze,
quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, vinte..., trinta...,
quarenta..., cinqüenta..., sessenta..., setenta..., oitenta..., noventa...,
cem..., duzentos..., trezentos..., quatrocentos..., quinhentos...,
seiscentos..., setecentos..., oitocentos..., novecentos..., mil.
Numerais Ordinais: primeiro, segundo, terceiro, quarto,
quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, décimo primeiro,
décimo segundo, décimo terceiro, décimo quarto, décimo quinto,
décimo sexto, décimo sétimo, décimo oitavo, décimo nono,
vigésimo..., trigésimo..., quadragésimo..., qüinquagésimo...,
sexagésimo..., septuagésimo..., ctogésimo..., nonagésimo...,
centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo..., quadrigentésimo...,
qüingentésimo..., sexcentésimo..., septingentésimo...,
ctingentésimo..., nongentésimo..., milésimo.
Numerais Multiplicativos: dobro, triplo, quádruplo,
quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, nônuplo, décuplo, undécuplo,
duodécuplo, cêntuplo.
Numerais Fracionários: meia, metade, terço, quarto, quinto,
sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, onze avos, doze avos, treze avos,
catorze avos, quinze avos, dezesseis avos, dezessete avos, dezoito
avos, dezenove avos, vinte avos..., trinta avos..., quarenta avos...,
cinqüenta avos..., sessenta avos..., setenta avos..., oitenta avos...,
noventa avos..., centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo...,
quadrigentésimo..., qüingentésimo..., sexcentésimo...,
septingentésimo..., octingentésimo..., nongentésimo..., milésimo.
Flexão dos Numerais
Gênero
- os numerais cardinais um, dois e as centenas a partir de
duzentos apresentam fexão de gênero: Um menino e uma menina
foram os vencedores. / Comprei duzentos gramas de presunto e
duzentas rosquinhas.
- os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a nona
colocada no vestibular.
- os numerais multiplicativos, quando usados com o valor de
substantivos, são variáveis: A minha nota é o triplo da sua. (triplo
– valor de substantivo)
- quando usados com valor de adjetivo, apresentam fexão de
gênero: Eu fz duas apostas triplas na lotofácil. (triplas valor de
adjetivo)
- os numerais fracionários concordam com os cardinais
que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram
contemplados.
- o fracionário meio concorda em gênero e número com o
substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-dia e
meia. (hora) / Usou apenas meias palavras.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
48
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Número
- os numerais cardinais milhão, bilhão, trilhão, e outros,
variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a festa
do peão. / Somos 180 milhões de brasileiros.
- os numerais ordinais variam em número: As segundas
colocadas disputarão o campeonato.
- os numerais multiplicativos são invariáveis quando usados
com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da sua. (valor
de substantivo – invariável)
- os numerais multiplicativos variam quando usados como
adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. (valor de adjetivo –
variável)
- os numerais fracionários variam em número, concordando
com os cardinais que indicam números das partes.
- Um quarto de litro equivale a 250 ml; três quartos equivalem
a 750 ml.
Grau
Na linguagem coloquial é comum a fexão de grau dos
numerais: Já lhe disse isso mil vezes. / Aquele quarentão é um
“gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”, lá da escola.
Emprego dos Numerais
- Para designar séculos, reis, papas, capítulos, cantos (na
poesia épica), empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo II
(segundo). Canto X (décimo) / Luís IV (nono); os cardinais para
os demais: Papa Bento XVI (dezesseis); Século XXI (vinte e um).
- se o numeral vier antes do substantivo, usa-se o ordinal. O
XX século foi de descobertas científcas. (vigésimo século)
- com referência ao primeiro dia do mês, usa-se o numeral
ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro.
- na enumeração de leis, decretos, artigos, circulares, portarias
e outros textos ofciais, emprega-se o numeral ordinal até o nono:
O diretor leu pausadamente a portaria 8ª. (portaria oitava)
- emprega-se o numeral cardinal, a partir de dez: O artigo 16
não foi justifcado. (artigo dezesseis)
- enumeração de casa, páginas, folhas, textos, apartamentos,
quartos, poltronas, emprega-se o numeral cardinal: Reservei a
poltrona vinte e oito. / O texto quatro está na página sessenta e
cinco.
- se o numeral vier antes do substantivo, emprega-se o
ordinal. Paulo César é adepto da 7ª Arte. (sétima)
- não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos reais
é muito para mim.
- o artigo e o numeral, antes dos substantivos milhão, milhar
e bilhão, devem concordar no masculino:
- Quando o sujeito da oração é milhões + substantivo feminino
plural, o particípio ou adjetivo podem concordar, no masculino,
com milhões, ou com o substantivo, no feminino. Dois milhões
de notas falsas serão resgatados ou serão resgatadas (milhões
resgatados / notas resgatadas)
- Os numerais multiplicativos quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo e
óctuplo valem como substantivos para designar pessoas nascidas
do mesmo parto: Os sêxtuplos, nascidos em Lucélia, estão
reagindo bem.
- Emprega-se, na escrita das horas, o símbolo de cada unidade
após o numeral que a indica, sem espaço ou ponto: 10h20min –
dez horas, vinte minutos.
- Não se emprega a conjunção e entre os milhares e as centenas:
mil oitocentos e noventa e seis. MAS 1.200 – mil e duzentos (o
número termina numa centena com dois zeros)
Saiba mais sobre os Numerais
- Aquela mulher é dez.
Por que dez? Porque vem de nota dez, nota máxima. O
numeral deixa de ter valor numérico e passa a ter valor de adjetivo.
1- Zero é numeral cardinal.
2- Ambos e ambas são numerais signifcam: um e outro, os
dois.
3- Par é coletivo.
4- As equivale a primeiro. (nomeia os campeões – no esporte)
5- Um é numeral cardinal quando indica quantidade exata,
plural dois.
6- Um é artigo indefnido quando indica um ser indeterminado,
plural uns.
7- Diz-se catorze ou quatorze.
8- Cento precedido de artigo tem valor de substantivo: um
cento de abacaxis.
9- Flexionam-se os numerais cardinais substantivados: dois
cinquentas / três setes / dois oitos / quatro uns.
10- permanecem invariáveis os que fnalizam por fonema
consonantal: Luane tirou quatro seis e dois dez, na prova fnal.
11- Cuidado para não confundir numeral com substantivo.
- Flou emocionado sobre sua juventude nos anos sessentas.
- Tirou a prova dos noves.
- O número 777 é formado por três setes.
- O número 1111 é formado por quatro uns.
Sessentas, noves, setes, uns são substantivos.
CORAÇÕES A MIL
“Minhas ambições são dez
dez corações de uma vez
pra eu poder me apaixonar
dez vezes a cada dia
setenta a cada semana
trezentas a cada mês...” (Gilberto Gil)
Corações a mil, expressão muito usada, signifcando hoje;
estou a mil por hora, estou com o gás todo.
PRONOME
“O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
Que é santo de romaria,
Deram então de me chamar
Severino de Maria.” (João Cabal de Melo NJeto)
É a palavra que acompanha ou substitui o nome, relacionando-o
a uma das três pessoas do discurso. As três pessoas do discurso
são:
1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou
emissor;
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
49
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se fala
ou receptor;
3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas (plural): aquela de
quem se fala ou referente.
Dependendo da função de substituir ou acompanhar o nome,
o pronome é, respectivamente: pronome substantivo ou pronome
adjetivo.
Os pronomes são classifcados em: pessoais, de tratamento,
possessivos, demonstrativos, indefnidos, interrogativos e
relativos.
Pronomes Pessoais.
Os pronomes pessoais dividem-se em:
- retos - exercem a função de sujeito da oração: eu, tu, ele,
nós, vós, eles:
- oblíquos - exercem a função de complemento do verbo
(objeto direto / objeto indireto) ou complemento nominal. São:
tônicos com preposição: mim, comigo, ti, contigo,si, consigo,
conosco, convosco; átonos sem preposição: me, te, se, o, a, lhe,
nos, vos, os, as, lhes. - Ela não vai conosco. (ela-pronome reto
/ vai-verbo / conosco-pronome oblíquo) - Eu dou atenção a ela.
(eu-pronome reto / dou-verbo / atenção-nome / ela-pronome
oblíquo)
Saiba mais sobre os Pronomes Pessoais
- Colocados ANTES do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª
pessoa, apresentam sempre a forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo
do teatro.
- As palavras SÓ - TODOS sempre acompanham os pronomes
pessoais do caso reto: - Eu vi só ele ontem.
- Colocados DEPOIS do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª
pessoa apresentam as formas:
1- o, a, os, as: se o verbo terminar em VOGAL ou DITONGO
ORAL: Encontei - a sozinha. Vejo - os diariamente.
2- o, a, os, as, precedidos de verbos terminados em: R/S/Z,
assumem as formas: lo, Ia, los, las, perdendo, conseqüenterriente,
as terminações R, S, Z. - Preciso pagar ao verdureiro. =
pagá-lo. - Fiz os exercícios a lápis. = Fi-los a lápis.
3- lo, la, los, las: se vierem DEPOIS de: EIS / NOS / VOS -
EIS a prova do suborno. = Ei-la. - O tempo nos dirá. = no-lo dirá.
(eis, nos, vos perdem o S)
4- no, na, nos, nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m,
ão, õe: - Deram-na como vencedora. - Põe-nos sobre a mesa.
5- lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural,
terminado em S não modifcado: Nós entregamoS-lhe a cópia do
contrato. (o S permanece)
6- nos: colocado DEPOIS DO VERBO na 1ª pessoa do plural,
perde o S: Sentamo-nos à mesa para um café rápido.
7- me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com verbos
TRANSITIVOS DIRETOS (TD), têm sentido POSSESSIVO,
equivalendo a meu, teu, seu, dele, nosso, vosso: Os anos
roubaram-lhe a esperança. (sua, dele, dela possessivo)
8- as formas conosco e convosco são substituídas por: com
+ nós, com + vós. seguidos de: ambos, todos, próprios, mesmos,
outros, numeral: Marianne garantiu que viajaria com nós três.
9- o pronome oblíquo funciona como SUJEITO com os verbos:
DEIXAR, FAZER, OUVIR, MANDAR, SENTIRe VER+verbo
no infnitivo. DEIXE-me sentir seu perfume. (Deixe que eu sinta
seu perfume me-- sujeito do verbo deixar - MANDEI-O calar. (=
Mandei que ele calasse), o= sujeito do verbo mandar.
10- os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e se recebem o
nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua
ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. (pronome
recíproco, nós mesmos). NUNCA diga: Eu SE apavorei. / Euj à SE
arrumei. - Eu ME apavorei. / Eu ME arrumei. (certos)
- Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos por
mim e ti após prepõsição: - 0 segredo fcará somente entre mim
e ti.
- E obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu,
quando funcionarem como Sujeito : Todos pediram para eu relatar
os fatos cuidadosamente. (pronome reto + verbo no infnitivo).
Lembre - se de que MIM não fala, não escreve, não compra, não
anda. Somente o Tarzã e o Capitão Caverna dizem: MIM gosta /
MIM tem / MIM faz. /MIM QUER.
- As formas oblíquas o, a, os, as são sempre empregadas
como complemento de verbos transitivos diretos ao passo que as
formas lhe, lhes são empregadas como complementos de verbos
transitivos indiretos. - Dona Cecília, querida amiga, chamou-a.
(verbo transitivo direto, VTD) - Minha saudosacomadre, Nircléia,
obedeceu-lhe. (verbo transitivo indireto,VTI)
- É comum, na linguagem coloquial, usar o brasileiríssimo
a gente, substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve fazer
caridade com os mais necessitados.
- Os pronomes pessoais retos ele, eles, ela, elas, nós e vós
serão pronomes pessoais oblíquos quando empregados como
complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição.
O conserto da televisão foi feito por ele. (ele= pronome oblíquo)
- Os pronomes pessoais ele, eles e ela, elas podem se contrair
com as preposições de e em: Não vejo graça nele./ Já freqüentei
a casa dela.
- Se os pronomes pessoais retos ele, eles, ela, elas estiverem
funcionando como SUJEITO, e houver uma preposição ANTES
deles, NÃO PODERÁ HAVER UMA CONTRAÇÃO: Está na
hora de ela decidir seu caminho. (ela -sujeito de decidir; sempre
com verbo no infnitivo)
- Chamam-se pronomes pessoais refexivos os pronomes
pessoais que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu
- 1ª pessoa- sujeito / me- pronome pessoal refexivo)
- Os pronomes pessoais oblíquos se, si e consigo devem
ser empregados somente como pronomes pessoais refexivos e
funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa, cujo
sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantou-se com elegância e
levou consigo (com ela própria) todos os olhares. (Nicole-sujeito,
3ª pessoa/ levantou -verbo 3ª pessoa / se- complemento 3ª pessoa /
levou- verbo- 3ª pessoa / consigo - complemento 3ª pessoa)
- O pronome pessoal oblíquo NÃO funciona como refexivo se
não se referir ao sujeito: Ela me protegeu do acidente. (ela - sujeito
3ª pessoa me complemento 1ª pessoa)
- Você é segunda ou terceira pessoa? Na estrutura da fala, você
é a pessoa a quem se fala e, portanto, da 2ª pessoa. Por outro lado,
você, como os demais pronomes de tratamento - senhor, senhora,
senhorita, dona, pede o verbo na 3ª pessoa, e não na 2ª.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
50
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
- Os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes (formas
de objeto indireto, 0I) juntam-se a o, a, os, as (formas de objeto
direto), assim: me+o: mo/+a: ma/+ os: mos/+as: mas: - Recebi
a carta e agradeci aojovem, que ma trouxe. nos +o: no-lo / + a:
no-la / + os: no-los / +as: no-las: -Venderíamos a casa, se no-la
exigissem. te+ o: to/+ a: ta/+ os: tos/+ as: tas: -Dei-te os meus
melhores dias. Dei-tos. lhe+ o: lho/+ a: lha/+ os: lhos/+ as:lhas:
-Ofereci -lhe fores. Ofereci-lhas. vos+ o: vo-lo/+ a: vo-la/+ os:
vo-los/+ as: vo-las: - Pedi-vos conselho. Pedi vo-lo.
Atençao: No Brasil, quase não se usam essas combinações
(mo, to, lho, no lo, vo-lo), são usadas somente em escritores mais
sofsticados.
Pronomes de Tratamento
São usados no trato com as pessoas. Dependendo da pessoa a
quem nos dirigimos, do seu cargo, idade, título, o tratamento será
familiar ou cerimonioso: Vossa Alteza-V.A.-príncipes, duques;
Vossa Eminência-V.Ema-cardeais; Vossa Excelência-V.Ex.a-
altas autoridades, presidente, ofciais; Vossa Magnifcência-V.
Mag.a-reitores de universidades; Vossa Majestade-V.M.-reis,
imperadores; Vossa Santidade-V.S.-Papa; Vossa Senhoria-V.Sa-
tratamento cerimonioso.
Atençao:
- São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, a
senhorita, dona, você.
- Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico.
Nas comunicações ofciais devem ser utilizados somente dois
fechos:
- Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive
para o presidente da República.
- Atenciosamente: para autoridades de mesmahierarquia oude
hierarquia inferior.
- A forma VOSSA (Senhoria, Excelência) é empregada quando
se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à
reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa)
- A forma SUA (Senhoria, Excelência ) é empregada quando
se fala sobre a pessoa: - Sua Eminência, o cardeal, viajouparaum
Congresso. (falando a respeito do cardeal)
- Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria,
Excelência, Eminência, Majestade), embora indiquem a 2ª pessoa
(com quem se fala), EXIGEM que outros pronomes e o verbo
sejam usados na 3ª pessoa.Vossa Excelência sabe que seus
ministros o apoiarão.
Pronomes Possessivos
São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas
da fala.
Singular: 1ª pessoa: meu, meus, minha, minhas; 2ª
pessoa: teu, teus, tua, tuas; 3ª pessoa: seu, seus, sua, suas;
Plural: 1ª pessoa:nosso/os nossa/as, 2ª pessoa:vosso/os vossa/
as. 3ª pessoa: seu, seus, sua, suas.
Emprego dos Pronomes Possessivos
“Tuas palavras antigas
deixei-as todas, deixei-as,
junto com as minhas cantigas,
desenhadas nas areias.” (Cecília Meireles)
- O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode provocar,
às vezes, a ambigüidade da frase. João Luís disse que Laurinha
estava trabalhando em seu consultório.
- O pronome seu toma o sentido ambíguo, pois pode referir
- se tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. No
caso, usa-se o pronome dele, dela para desfazer a ambigüidade.
- Os possessivos, às vezes, podem indicar aproximações
numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus trinta
anos.
- Na linguagem popular, o tratamento seu como em: Seu
Ricardo, pode entrar!, não tem valor possessivo, pois é uma
alteração fonética da palavra senhor
- Os pronomes possessivos podem ser substantivados: Dê
lembranças a todos os seus.
- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e anotações.
- Usam-se elegantemente certos pronomes oblíquos: me, te,
lhe, nos, vos, com o valor de possessivos. Vou seguir-lhe os passos.
(os seus passos)
- Deve-se observar as correlações entre os pronomes pessoais
e possessivos. - “Sendo hoje o dia do TEU aniversário, apresso-me
em apresentar-TE os meus sinceros parabéns. Peço a Deus pela
TUA felicidade. - Abraça-TE o TEU amigo que TE preza.”
- Não se emprega o pronome possessivo (seu, sua) quando
se trata de parte do corpo. Veja: - “Um cavaleiro todo vestido de
negro, com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada em
sua, mão. “ (usa-se: no ombro; na mão)
Pronomes Demonstrativos
Indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas
do discurso, situando-os no espaço ou no tempo. Apresentam-se
em formas variáveis e invariáveis.
Emprego dos Pronomes Demonstrativos
1- Em relação ao espaço:
- Este (s), esta (s), isto: indicam o ser ou objeto que está
PRÓXIMO da pessoa que fala.
- Esse (s), essa (s), isso: indicam o ser ou objeto que está
PRÓXIMO da pessoa,com quem se fala, que ouve (2ª pessoa)
- Aquele (s), aquela (s), aquilo: indicam o ser ou objeto que
está longe de quem fala e da pessoa de quem se fala (3ª pessoa)
2 - Em relação ao tempo:
- Este (s), esta (s), isto: indicam o tempo PRESENTE em
relação ao momento em que se fala. Este mês terrnina o prazo das
inscrições para o vestibular da FAL
- Esse (s), essa (s), isso: indicam o tempo PASSADO há
pouco ou o FUTURO em relação ao momento em se fala.Onde
você esteve essa semanatoda?
3- Aquele (s), aquela (s), aquilo: indicam um tempo distante
em relação ao momento em que se fala. Bons tempos aquele em
que brincávamos descalços na rua...
Atenção:
- dependendo do contexto, também são considerados
pronomes demonstrativos o, a, os, as, mesmo, próprio, semelhante,
tal, equivalendo a aquele, aquela, aquilo. - O próprio homem
destrói a natureza. - Depois de muito procurar, achei o que queria.
- O professor fez a mesma observação. - Estranhei semelhante
coincidência. - Tal atitude é inexplicável.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
51
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
- para retomar elementos já enunciados, usamos aquele (e
variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este (e
variações) para o que foi referido em último lugar. Pais e mães
vieram à festa de encerramento; aqueles, sérios e orgulhosos,
estas, elegantes e risonhas.
- dependendo do contexto os demonstrativos também servem
como palavras de função intensifcadora ou depreciativa. Júlia fez
o exercício com aquela calma! (= expressão intensifcadora). Não
se preocupe; aquilo é uma tranqueira! (=expressão depreciativa)
- as forrnas nisso e nisto podem ser usadas com valor de então
ou nesse momento. A festa estava desanimada; nisso, a orquestra
atacou um samba é todos caíram na dança.
- os demonstrativos esse, essa, são usados para destacar um
elemento anterionnente expresso. Ninguém ligou para o incidente,
mas os pais, esses resolveram tirar tudo a limpo.
Pronomes Indefnidos
São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo
vago indefnido, impreciso: Alguém disse que Paulo César seria o
vencedor.
Alguns desses pronomes são variáveis em gênero e número;
outros são invariáveis.
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, certo,
vário~ vários, tanto, quanto, um, bastante, qualquer.
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, outrem, algo, quem,
nada, cada., mais, menos, demais.
Emprego dos Pronomes Indefnidos
Não sei de pessoa alguma capaz de convencê-lo. (alguma,
equivale a nenhum)
- Em frases de sentido negativo, nenhum (e variações)
equivale ao pronome indefnido um: Fiquei sabendo que ele não
é nenhum ignorante.
- O indefnido cada deve sempre vir acompanhado de um
substantivo ou numeral, nunca s: Ganharam cem dólares cada um.
(inadequado: Ganharam cem dólares cada.)
- Colocados depois do substantivo, os pronomes algum /
alguma ganham sentido negativo. Este ano, funcionário público
algum terá aumento digno.
- Colocados antes do substantivo, os pronomes algum /
alguma ganham sentido positivo. Devemos sempre ter alguma
esperança.
- Certo, certa, certos, certas, vários, várias, são indefnidos
quando colocados ANTES do substantivo e adjetivos, quando
colocados DEPOIS do substantivo: - Certo dia perdi o controle da
situação. (antes do substantivo= indefnido). - Eles voltarão no dia
certo. (depois do substantivo= adj etivo).
- Todo, toda (somente no singular) sem artigo, equivale a
qualquer: Todo ser nasce chorando. (= qualquer ser; indetermina,
generaliza).
- Outrem signifca outra pessoa: Nunca se sabe o pensamento
de outrem.
- Qualquer, plural quaisquer: Fazemos quaisquer negócios.
Locuções Pronominais Indefnidas
São locuções pronominais indefnidas duas ou mais palavras
que equiva em ao pronome indefnido: cada qual / cada um / quem
quer que seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um
ou outro / tal qual (= certo) /tal e, ou qual /
Pronomes Relativos
São aqueles que representam, numa 2ª oração, alguma palavra
que já apareceu na oração anterior. Essa palavra da oração anterior
chama-se antecedente.
- Comprei um carro que é movido a álcool e à gasolina. É
Flex Power.
Percebe-se que o pronome relativo que, substitui na 2 oração,
o carro, por isso a palavra que é um pronome relativo.
Dica: substituir que por o, a, os, as, qual / quais.
Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e
invariáveis.
Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja,
cujas, quanto, quantos;
Invariáveis: que, quem, quando, como, onde.
Emprego dos Pronomes Relativos
- O relativo que, por ser o mais usado, é chamado de relativo
universal. Ele pode ser empregado com referência à pessoa ou
coisa, no plural ou no singular: - Este é o CD novo que acabei de
comprar. - João Adolfo é o cara que pedi a Deus.
- O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome
demonstrativo o, a, os, as: Não entendi o que você quis dizer. (o
que = aquilo que).
- O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre precedido
de preposição: Marco Aurélio é o advogado a quem eu me referi.
- O relativo cujo e suas fexões equivalem a de que, do qual,
de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e o
termo seguinte. (cujo, vem sempre entre dois substantivos)
Atenção:
- O pronome relativo pode vir sem antecedente claro,
explícito; é classifcado, portanto, como relativo indefnido, e não
vem precedido de preposição: - Quem casa quer casa. - Feliz o
homem cujo objetivo é a honestidade. - Estas são as pessoas de
cujos nomes nunca vou me esquecer.
- Só se usa o relativo cujo quando o conseqüente é diferente
do antecedente: 0 escritor cujo livro te falei é paulista.
- O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois
de si.
- O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: em
que, no qual: Desconheço o lugar onde vende tudo mais barato. (=
lugar em que)
- Quanto, quantos e quantas são relativos quando usados
DEPOIS de tudo, todos, tanto: Naquele momento, a querida
comadre Naldete, falou tudo quanto sabia.
Pronomes Interrogativos
São os pronomes em frases ínterrogativas diretas ou indiretas.
Os principais interrogativos são: que, quem, qual, quanto:
- Afnal, quem foram os prefeitos desta cidade? (interrogativa
direta, com o ponto de interrogação)
- Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade.
(interrogativa direta, sem a interrogação)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
52
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
VERBO
“Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes fácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E futuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado.
Morreu na contramão atrapalhando o sábado.”
(Chico Buarque de Hollanda)
Nos versos acima, Chico Buarque relata poeticamente o
drama de um operário, a partir de uma seqüência de ações: amou,
beijou, ergueu, sentou, futuou, acabou, morreu.
Essas palavras, que utilizamos para exprimir ações, recebem
o nome de verbos. Verbo é a palavra que indica ação, movimento,
fenômenos da natureza, estado, mudança de estado. Flexiona-
se em número (singular e plural), pessoa (primeira, segunda
e terceira), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo, formas
nominais: gerúndio, infnitivo e particípio), tempo (presente,
passado e futuro) e apresenta voz (ativa, passiva, refexiva).
De acordo com a vogal temática, os verbos estão agrupados
em três conjugações:
1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular.
2ª conjugação – er: beber, correr, entreter.
3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir.
Atenção! O verbo pôr e seus derivados (repor, depor, dispor,
compor, impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua origem
latina poer.
Elementos Estruturais do Verbo
As formas verbais apresentam três elementos em sua
estrutura: Radical, Vogal Temática e Tema.
Radical: elemento mórfco (morfema) que concentra o
signifcado essencial do verbo. Observe as formas verbais da 1ª
conjugação: contar, esperar, brincar. Flexionando esses verbos,
nota-se que há uma parte que não muda, e que nela está o
signifcado real do verbo.
cont é o radical do verbo contar;
esper é o radical do verbo esperar;
brinc é o radical do verbo brincar.
Atenção: Se tiramos as terminações ar, er, ir do infnito
dos verbos, teremos o radical desses verbos. Também podemos
antepor prefxos ao radical: dês nutr ir / re conduz ir.
Vogal Temática: é o elemento mórfco que designa a
qual conjugação pertence o verbo. Há três vogais temáticas: 1ª
conjugação: a; 2ª conjugação: e; 3ª conjugação: i.
Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal
temática: contar: -cont (radical) + a (vogal temática) = tema
Atenção: se não houver a vogal temática, o tema será apenas
o radical: contei = cont ei.
Desinências: são elementos que se juntam ao radical – ou ao
tema – para indicar as fexões de modo e tempo – desinências
modo temporais e número pessoa – desinências número
pessoais.
Contávamos
Cont = radical
a = vogal temática
va = desinência modo temporal
mos = desinência número pessoal
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Rizotônicas: radical grego riz (o) = raiz + radical grego tonos
= força, altura de um som, deriva daí a palavra tônica, usada para
indicar a sílaba mais forte de uma palavra.
Arrizotônica: a mesma palavra + o prefxo a, indicando
ausência ou negação. Portanto, formas rizotônicas são as formas
verbais cujo acento tônico cai no radical: levo, estudo; formas
arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico cai fora do radical:
estudei, venderão, levais.
Flexões Verbais
Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar o
número e a pessoa.
- eu estudo – 1ª pessoa do singular;
- nós estudamos – 1ª pessoa do plural;
- tu estudas – 2ª pessoa do singular;
- vós estudais – 2ª pessoa do singular;
- ele estuda – 3ª pessoa do singular;
- eles estudam – 3ª pessoa do plural.
Atenção:
- Algumas regiões do Brasil, usam o pronome tu de forma
diferente da fala culta, exigida pela gramática ofcial, ou seja,
tu foi, tu pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu tens. O
pronome vós aparece somente em textos literários ou bíblicos. Os
pronomes: você, vocês, que levam o verbo na 3ª pessoa, é o mais
usado no Brasil.
- Flexão de tempo e de modo – os tempos situam o fato ou a
ação verbal dentro de determinado momento; pode estar em plena
ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas três possibilidades
básicas, mas não únicas, são: presente, pretérito, futuro.
O modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao
fato que enuncia. São três os modos:
- modo indicativo: a atitude do falante é de certeza, precisão: o
fato é ou foi uma realidade; Apresenta presente, pretérito perfeito,
imperfeito e mais que perfeito, futuro do presente e futuro do
pretérito.
- modo subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza, de
dúvida, exprime uma possibilidade; O subjuntivo expressa uma
incerteza, dúvida, possibilidade, hipótese. Apresenta presente,
pretérito imperfeito e futuro. Ex: Tenha paciência, Lourdes. -
Se tivesse dinheiro compraria um carro zero. - Quando o vir, dê
lembranças minhas.
- modo imperativo: a atitude do falante é de ordem, um desejo,
uma vontade, uma solicitação. Indica uma ordem, um pedido, uma
súplica. Apresenta imperativo afrmativo e imperativo negativo
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
53
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Emprego dos Tempos do Indicativo
Presente do Indicativo: - Para enunciar um fato momentâneo.
Ex: Estou feliz hoje - Para expressar um fato que ocorre com
freqüência. Ex: Eu almoço todos os dias na casa de minha mãe. - Na
indicação de ações ou estados permanentes, verdades universais.
Ex: A água é incolor, inodora, insípida.
Pretérito Imperfeito: Para expressar um fato passado, não
concluído. Ex: - Nós comíamos pastel na feira. - Eu cantava muito
bem.
Pretérito Perfeito: É usado na indicação de um fato passado
concluído. Ex: Cantei, dancei, pulei, chorei, dormi...
Pretérito Mais-Que-Perfeito: Expressa um fato passado
anterior a outro acontecimento passado. Ex: Nós cantáramos no
congresso de música.
Futuro do Presente: Na indicação de um fato realizado num
instante posterior ao que se fala. Ex: Cantarei domingo no coro da
igreja matriz.
Futuro do Pretérito: Para expressar um acontecimento
posterior a um outro acontecimento passado. Ex: Compraria um
carro se tivesse dinheiro
1ª conjugação: -AR
Presente: danço, danças, dança, dançamos, dançais, dançam.
Pretérito perfeito: dancei, dançaste, dançou, dançamos,
dançastes, dançaram.
Pretérito imperfeito: dançava, dançavas, dançava,
dançávamos, dançáveis, dançavam.
Pretérito mais que perfeito: dançara, dançaras, dançara,
dançáramos, dançáreis, dançaram.
Futuro do presente: dançarei, dançarás, dançará, dançaremos,
dançareis, dançaram.
Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias, dançaria,
dançaríamos, dançaríeis, dançariam.
2ª Conjugação: -ER
Presente: como, comes, come, comemos, comeis, comem.
Pretérito perfeito: comi, comeste, comeu, comemos,
comestes, comeram.
Pretérito imperfeito: comia, comias, comia, comíamos,
comíeis, comiam.
Pretérito mais que perfeito: comera, comeras, comera,
comêramos, comêreis, comeram.
Futuro do presente: comerei, comerás, comerá, comeremos,
comereis, comerão.
Futuro do pretérito: comeria, comerias, comeria,
comeríamos, comeríeis, comeriam.
3ª Conjugação: -IR
Presente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem.
Pretérito perfeito: parti, partiste, partiu, partimos, partistes,
partiram.
Pretérito imperfeito: partia, partias, partia, partíamos,
partíeis, partiam.
Pretérito mais que perfeito: partira, partiras, partira,
partíramos, partíreis, partiram.
Futuro do presente: partirei, partirás, partirá, partiremos,
partireis, partirão.
Futuro do pretérito: partiria, partirias, partiria, partiríamos,
partiríeis.
Emprego dos Tempos do Subjuntivo
Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou
duvidoso, muitas vezes ligados ao desejo, à suposição: - Duvido
de que apurem os fatos. – Que surjam novos e honestos políticos.
Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma condição
ou hipótese: Se recebesse o prêmio, voltaria à universidade.
Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético,
pode ou não acontecer. – Quando/Se você fzer o trabalho, será
generosamente gratifcado.
1ª Conjugação –AR
Presente: que eu dance, que tu dances, que ele dance, que nós
dancemos, que vós danceis, que eles dancem.
Pretérito perfeito: se eu dançasse, se tu dançasses, se
ele dançasse, se nós dançássemos, se vós dançásseis, se eles
dançassem.
Futuro: quando eu dançar, quando tu dançares, quando ele
dançar, quando nós dançarmos, quando vós dançardes, quando
eles dançarem.
2ª Conjugação -ER
Presente: que eu coma, que tu comas, que ele coma, que nós
comamos, que vós comais, que eles comam.
Pretérito perfeito: se eu comesse, se tu comesses, se lê
comesse, se nós comêssemos, se vós comêsseis, se eles comessem.
Futuro: quando eu comer, quando tu comeres, quando ele
comer, quando nós comermos, quando vós comerdes, quando eles
comerem.
3ª conjugação – IR
Presente: que eu parta, que tu partas, que ele parta, que nós
partamos, que vós partais, que eles partam.
Pretérito perfeito: se eu partisse, se tu partisses, se ele
partisse, se nós partíssemos, se vós partísseis, se eles partissem.
Futuro: quando eu partir, quando tu partires, quando ele
partir, quando nós partirmos, quando vós partirdes, quando eles
partirem.
Emprego do Imperativo
Imperativo Afrmativo:
- Não apresenta a primeira pessoa do singular.
- É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do
subjuntivo.
- O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o –s.
- O Restante é cópia fel do presente do subjuntivo.
Presente do indicativo: eu amo, tu amas, ele ama, nós
amamos, vós amais, eles amam.
Presente do subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
54
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Imperativo afrmativo: (X), ama tu, ame você, amemos nós,
amai vós, amem vocês.
Imperativo Negativo:
- É formado através do presente do subjuntivo sem a primeira
pessoa do singular.
- Não retira os –s do tu e do vós.
Presente do subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem.
Imperativo negativo: (X), não ames tu, não ame você, não
amemos nós, não ameis vós, não amem vocês.
Além dos três modos citados, os verbos apresentam ainda
as formas nominais: infnitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e
particípio.
Infnitivo Impessoal: Exprime a signifcação do verbo de
modo vago e indefnido, podendo ter valor e função de substantivo.
Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) - É indispensável
combater a corrupção. (= combate à)
O infnitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma
simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo: - É
preciso ler este livro. - Era preciso ter lido este livro.
Quando se diz que um verbo está no infnitivo impessoal, isso
signifca que ele apresenta sentido genérico ou indefnido, não
relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável. Assim,
considera-se apenas o processo verbal. Por exemplo: - Amar é
sofrer. - O infnitivo pessoal, por sua vez, apresenta desinências de
número e pessoa.
Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª
pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infnitivo
impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas
do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase).
Por exemplo: - Para ler melhor, eu uso estes óculos. (1ª pessoa) -
Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa)
Note: As regras que orientam o emprego da forma variável
ou invariável do infnitivo não são todas perfeitamente defnidas.
Por ser o infnitivo impessoal mais genérico e vago, e o infnitivo
pessoal mais preciso e determinado, recomenda-se usar este último
sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase.
O infnitivo impessoal é usado:
- Quando apresenta uma idéia vaga, genérica, sem se referir a
um sujeito determinado; Por exemplo: - Querer é poder. - Fumar
prejudica a saúde. - É proibido colar cartazes neste muro.
- Quando tiver o valor de Imperativo; Por exemplo: Soldados,
marchar! (= Marchai!)
- Quando é regido de preposição e funciona como
complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração
anterior; Por exemplo: - Eles não têm o direito de gritar assim.
- As meninas foram impedidas de participar do jogo. - Eu os
convenci a aceitar.
No entanto, na voz passiva dos verbos “contentar”, “tomar”
e “ouvir”, por exemplo, o Infnitivo (verbo auxiliar) deve ser
fexionado. Por exemplo: - Eram pessoas difíceis de serem
contentadas. - Aqueles remédios são ruins de serem tomados. - Os
CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos.
Nas locuções verbais; Por exemplo:
- Queremos acordar bem cedo amanhã.
- Eles não podiam reclamar do colégio.
- Vamos pensar no seu caso.
Quando o sujeito do infnitivo é o mesmo do verbo da oração
anterior; Por exemplo:
- Eles foram condenados a pagar pesadas multas.
- Devemos sorrir ao invés de chorar.
- Tenho ainda alguns livros por (para) publicar.
Observação: Quando o infnitivo preposicionado, ou não,
preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo
regente), pode ser fexionado para melhor clareza do período e
também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal. Por
exemplo:
- Na esperança de sermos atendidos, muito lhe agradecemos.
- Foram dois amigos à casa de outro, a fm de jogarem futebol.
- Para estudarmos, estaremos sempre dispostos.
- Antes de nascerem, já estão condenadas à fome muitas
crianças.

Com os verbos causativos “deixar”, “mandar” e “fazer” e seus
sinônimos que não formam locução verbal com o infnitivo que os
segue; Por exemplo:Deixei-os sair cedo hoje.
Com os verbos sensitivos “ver”, “ouvir”, “sentir” e sinônimos,
deve-se também deixar o infnitivo sem fexão. Por exemplo: - Vi-
os entrar atrasados. - Ouvi-as dizer que não iriam à festa.
Observações:
a) É inadequado o emprego da preposição “para” antes
dos objetos diretos de verbos como “pedir”, “dizer”, “falar” e
sinônimos;
- Pediu para Carlos entrar (errado),
- Pediu para que Carlos entrasse (errado).
- Pediu que Carlos entrasse (correto).
b) Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo,
como na oração “Este trabalho é para eu fazer”, pede-se o emprego
do pronome pessoal “eu”, que se revela, neste caso, como sujeito.
Outros exemplos:
- Aquele exercício era para eu corrigir.
- Esta salada é para eu comer?
- Ela me deu um relógio para eu consertar.
Atenção: Em orações como “Esta carta é para mim!”, a
preposição está ligada somente ao pronome, que deve se apresentar
oblíquo tônico.
Infnitivo Pessoal: É o infnitivo relacionado às três pessoas do
discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências,
assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, fexiona-se
da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: Radical + es
Ex.: teres (tu)
1ª pessoa do plural: Radical + mos
Ex.: termos (nós)
2ª pessoa do plural: Radical + des
Ex.: terdes (vós)
3ª pessoa do plural: Radical + em
Ex.: terem (eles)

Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa
colocação.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
55
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Quando se diz que um verbo está no infnitivo pessoal, isso
signifca que ele atribui um agente ao processo verbal, fexionando-
se.
O infnitivo deve ser fexionado nos seguintes casos:
1- Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso;
Por exemplo: - Se tu não perceberes isto... - Convém vocês irem
primeiro. - O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito
desinencial, sujeito implícito = nós).
2- Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal;
Por exemplo: - O professor deu um prazo de cinco dias para os
alunos estudarem bastante para a prova. - Perdôo-te por me
traíres. - O hotel preparou tudo para os turistas fcarem à vontade.
- O guarda fez sinal para os motoristas pararem.
3- Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na
terceira pessoa do plural); Por exemplo: - Faço isso para não me
acharem inútil. - Temos de agir assim para nos promoverem. - Ela
não sai sozinha à noite a fm de não falarem mal da sua conduta.
4- Quando apresentar reciprocidade ou refexibilidade de
ação; Por exemplo: - Vi os alunos abraçarem-se alegremente.
- Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza. -
Mandei as meninas olharem-se no espelho.
Nota: Como se pode observar, a escolha do Infnitivo
Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito)
da ação expressa pelo verbo.
DICAS:
a) Se o infnitivo de um verbo for escrito com “j”, esse “j”
aparecerá em todas as outras formas. Por exemplo:
- Enferrujar: enferrujou, enferrujaria, enferrujem,
enferrujarão, enferrujassem, etc. (Lembre, contudo, que o
substantivo ferrugem é grafado com “g”.).
- Viajar: viajou, viajaria, viajem (3ª pessoa do plural do
presente do subjuntivo, não confundir com o substantivo viagem)
viajarão, viajasses, etc.
b) Quando o verbo tem o infnitivo com “g”, como em “dirigir”
e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira
pessoa do presente do indicativo. Por exemplo: eu dirijo/ eu ajo
c) O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras
distintas com o infnitivo.
- Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas
parecem mentir.
- Elas parece mentirem - Neste exemplo ocorre, na verdade,
um período composto. “Parece” é o verbo de uma oração principal
cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida
de infnitivo “elas mentirem”. Como desdobramento dessa
reduzida, podemos ter a oração “Parece que elas mentem.”
Gerúndio: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou
advérbio. Por exemplo: - Saindo de casa, encontrei alguns amigos.
(função de advérbio) - Nas ruas, havia crianças vendendo doces.
(função adjetivo)
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em
curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: -
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. - Tendo trabalhado,
aprendeu o valor do dinheiro.
Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos
compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma
ação terminada, fexionando-se em gênero, número e grau. Por
exemplo: Terminados os exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo
(adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para
representar a escola.
1ª Conjugação –AR
Infnitivo Impessoal: dançar.
Infnitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu; dançar ele,
dançarmos nós, dançardes vós, dançarem eles.
Gerúndio: dançando.
Particípio: dançado.
2ª Conjugação –ER
Infnitivo impessoal: comer.
Infnitivo pessoal: comer eu, comeres tu, comer ele,
comermos nós, comerdes vós, comerem eles.
Gerúndio: comendo.
Particípio: comido.
3ª Conjugação –IR
Infnitivo impessoal: partir.
Infnitivo pessoal: partir eu, partires tu, partir ele, partirmos
nós, partirdes vós, partirem eles.
Gerúndio: partindo.
Particípio: partido.
Verbos Auxiliares: Ser, estar, ter, haver
SER
Indicativo:
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, vós
éreis, eles eram.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
fomos, vós fostes, eles foram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós
fôramos, vós fôreis, eles foram.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, nós
seríamos, vós seríeis, eles seriam.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos,
vós sereis, eles serão.
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
Subjuntivo:
Presente do Subjuntivo: que eu seja, que tu sejas, que ele
seja, que nós sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: se eu fosse, se tu fosses,
se ele fosse, se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
56
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: Tivesse sido.
Futuro do Subjuntivo simples: quando eu for, quando tu
fores, quando ele for, quando nós formos, quando vós fordes,
quando eles forem.
Futuro do Subjuntivo Composto: Tiver sido.
Imperativo:
Imperativo Afrmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede
vós, sejam eles.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
nós, não sejais vós, não sejam eles.
Infnitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
Formas Nominais:
- infnitivo: ser
- gerúndio: sendo
- particípio: sido
ESTAR
Indicativo:
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
eles estão.
Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
estávamos, vós estáveis, eles estavam.
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele esteve,
nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
Pretérito Perfeito Composto: Tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito simples: eu estivera, tu
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
estiveram.
Mais-que-perfeito composto: Tinha estado
Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele estará,
nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
Futuro do Presente Composto: Terei estado.
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: Teria estado.
Subjuntivo:
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que nós
estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses,
se ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
estivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito-composto: Tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós estiverdes,
quando eles estiverem.
Futuro Composto: Tiver estado.
Imperativo:
Imperativo Afrmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
estai vós, estejam eles.
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Infnitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
Formas Nominais:
- infnitivo: estar
- gerúndio: estando
- particípio: estado
TER
Indicativo:
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes,
eles têm.
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós
tínhamos, vós tínheis, eles tinham.
Pretérito Perfeito simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós
tivemos, vós tivestes, eles tiveram.
Pretérito Perfeito Composto: Tenho tido.
Pretérito Mais-que-Perfeito simples: eu tivera, tu tiveras,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram.
Pretérito Mais-que-Perfeito composto:Tinha tido.
Futuro do Presente simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós
teremos, vós tereis, eles terão.
Futuro do Presente: Terei tido.
Futuro do Pretérito simples: eu teria, tu terias, ele teria, nós
teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: Teria tido.
Subjuntivo:
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que nós
tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele tivesse, se nós
tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito composto: Tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver,
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: Tiver tido.
Imperativo:
Imperativo Afrmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós,
tende vós, tenham eles.
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
Infnitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
termos nós, por terdes vós, por terem eles.
Formas Nominais:
- infnitivo: ter
- gerúndio: tendo
- particípio: tido
HAVER
Indicativo:
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
hão.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele houve,
nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
57
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Pretérito Perfeito Composto: Tenho havido.
Pretérito Mais-que-Perfeito simples: eu houvera, tu
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles
houveram.
Pretérito Mais-que-Prefeito composto: Tinha havido.
Futuro do Presente simples: eu haverei, tu haverás, ele
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Futuro do presente composto: Terei havido.
Futuro do Pretérito do Indicativo: eu haveria, tu haverias,
ele haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Futuro do pretérito composto: Teria havido.
Subjuntivo:
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós
hajamos, que vós hajais, que eles hajam.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles
houvessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito composto: Tivesse havido.
Futuro simples: quando eu houver, quando tu houveres,
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós houverdes,
quando eles houverem.
Futuro composto: Tiver havido.
Imperativo:
Imperativo Afrmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós,
hajam eles.
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não hajamos
nós, não hajais vós, não hajam eles.
Infnitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver ele,
por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
Formas Nominais:
• infnitivo: haver
• gerúndio: havendo
• particípio: havido
Verbos Regulares
Não sofrem modifcação no radical durante toda conjugação
(em todos os modos) e as desinências seguem as do verbo
paradigma (verbo modelo)
Amar: (Eu amo) - Am-o, Am-ei, Am-ava, Am-ara, Am-arei,
Am-aria, Am-e, Am-asse, Am-ar.
Comer: (radical: com) - Com-o, Com-i, Com-ia, Com-era,
Com-erei, Com-eria, Com-a, Com-esse, Com-er.
Partir: (radical: part) - Part-o, Part-I, Part-ia, Part-ira, Part-
irei, Part-iria, Part-a, Part-isse, Part-ir.
Verbos Irregulares
São os verbos que sofrem modifcações no radical ou em suas
desinências.
1ª Conjugação:
DAR
Indicativo:
Presente: eu dou, tu dás, ele dá, nós damos, vós dais, eles dão.
Pretérito Imperfeito: eu dava, tu davas, ele dava, nós dávamos,
vós dáveis, eles davam.
Pretérito Perfeito: eu dei, tu deste, ele deu, nós demos, vós
destes, eles deram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu dera, tu deras, ele dera, nós
déramos, vós déreis, eles deram.
Futuro do Presente: eu darei, tu darás, ele dará, nós daremos,
vós dareis, eles darão.
Futuro do Pretérito: eu daria, tu darias, ele daria, nós daríamos,
vós daríeis, eles dariam.
Subjuntivo:
Presente: que eu dê, que tu dês, que ele dê, que nós demos,
que vós deis, que eles dêem.
Pretérito Imperfeito: se eu desse, se tu desses, se ele desse,
se nós déssemos, se vós désseis, se eles dessem.
Futuro: quando eu der, quando tu deres, quando ele der,
quando nós dermos, quando vós derdes, quando eles derem.
Imperativo Afrmativo: dá tu, dê ele, demos nós, dai vós,
dêem eles.
Imperativo Negativo: não dês tu, não dê ele, não demos nós,
não deis vós, não dêem eles.
Infnitivo Pessoal: por dar eu, por dares tu, por dar ele, por
darmos nós, por dardes vós, por darem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: dar.
Gerúndio: dando.
Particípio: dado.
AGUAR
Indicativo:
Presente: eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós
aguais, eles águam.
Pretérito Perfeito: eu agüei, tu aguaste, ele aguou, nós
aguamos, vós aguastes, eles aguaram.
Pretérito Perfeito: eu agüei, tu aguaste, ele aguou, nós
aguamo, vós aguastes, eles aguaram.
Pretérito Perfeito: eu agüei, tu aguaste, ele aguou, nós
aguamos, vós aguastes, eles aguaram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu aguara, tu aguaras, ele
aguara, nós aguáramos, vós aguáreis, eles aguaram.
Futuro do Presente: eu aguarei, tu aguarás, ele aguará, nós
aguaremos, vós aguareis, eles aguarão.
Futuro do Pretérito: eu aguaria, tu aguarias, ele aguaria, nós
aguaríamos, vós aguaríeis, eles aguariam.
Subjuntivo
Presente: que eu ágüe, que tu ágües, que ele ágüe, que nós
agüemos, que vós agüeis, que eles ágüem.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
58
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Pretérito Imperfeito: se eu aguasse, se tu aguasses, se ele
aguasse, se nós aguássemos, se vós aguásseis, se eles aguassem.
Futuro: quando eu aguar, quando tu aguares, quando ele
aguar, quando nós aguarmos, quando vós aguardes, quando eles
aguarem.
Imperativo Afrmativo: agua tu, ague ele, aguemos nós,
aguai vós, aguem eles.
Imperativo Negativo: não agues tu, não ague ele, não
aguemos nós, não agueis vós, não aguem eles.
Infnitivo Pessoal: por aguar eu, por aguares tu, por aguar ele,
por aguarmos nós, por aguardes vós, por aguarem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: aguar.
Gerúndio: aguando.
Particípio: aguado.
ABENÇOAR
Os verbos magoar, voar e perdoar seguem a conjugação de
abençoar.
Indicativo:
Presente: eu abençôo, tu abençoas, ele abençoa, nós
abençoamos, vós abençoais, eles abençoam.
Pretérito Imperfeito: eu abençoava, tu abençoavas, ele
abençoava, nós abençoávamos, vós abençoáveis, eles abençoavam.
Pretérito Perfeito: eu abençoei, tu abençoaste, ele abençoou,
nós abençoamos, vós abençoastes, eles abençoaram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu abençoara, tu abençoaras, ele
abençoara, nós abençoáramos, vós abençoáreis, eles abençoaram.
Futuro do Presente: eu abençoarei, tu abençoarás, ele
abençoará, nós abençoaremos, vós abençoareis, eles abençoarão.
Futuro do Pretérito: eu abençoaria, tu abençoarias,
ele abençoaria, nós abençoaríamos, vós abençoaríeis, eles
abençoariam.
Subjuntivo:
Presente: que eu abençoe, que tu abençoes, que ele abençoe,
que nós abençoemos, que vós abençoeis, que eles abençoem.
Pretérito Imperfeito: se eu abençoasse, se tu abençoasses,
se ele abençoasse, se nós abençoássemos, se vós abençoásseis, se
eles abençoassem.
Futuro: quando eu abençoar, quando tu abençoares, quando
ele abençoar, quando nós abençoarmos, quando vós abençoardes,
quando eles abençoarem.
Imperativo Afrmativo: abençoa tu, abençoe ele, abençoemos
nós, abençoai vós, abençoem eles.
Imperativo Negativo: não abençoes tu, não abençoe ele, não
abençoemos nós, não abençoeis vós, não abençoem eles.
Infnitivo Pessoal: por abençoar eu, por abençoares tu, por
abençoar ele, por abençoarmos nós, por abençoardes vós, por
abençoarem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: abençoar
Gerúndio: abençoando
Particípio: abençoado
PASSEAR
Todos os verbos terminados em –ear seguem o paradigma do
verbo passear. E os verbos em Mario (mediar, ansiar, remediar,
incendiar e odiar).
Indicativo:
Presente: eu passeio, tu passeias, ele passeia, nós passeamos,
vós passeais, eles passeiam.
Pretérito Imperfeito: eu passeava, tu passeavas, ele passeava,
nós passeávamos, vós passeáveis, eles passeavam.
Pretérito Perfeito: eu passeei, tu passeaste, ele passeou, nós
passeamos, vós passeastes, eles passearam.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu passeara, tu passearas, ele
passeara, nós passeáramos, vós passeáreis, eles passearam.
Futuro do Pretérito: eu passearia, tu passearias, ele passearia,
nós passearíamos, vós passearíeis, eles passeariam.
Futuro do Presente: eu passearei, tu passearás, ele passeará,
nós passearemos, vós passeareis, eles passearão.
Subjuntivo:
Presente: que eu passeie, que tu passeies, que ele passeie, que
nós passeemos, que vós passeeis, que eles passeiem.
Pretérito Imperfeito: se eu passeasse, se tu passeasses, se
ele passeasse, se nós passeássemos, se vós passeásseis, se eles
passeassem.
Futuro: quando eu passear, quando tu passeares, quando ele
passear, quando nós passearmos, quando vós passeardes, quando
eles passearem.
Imperativo Afrmativo: passeia tu, passeie ele, passeemos
nós, passeai vós, passeiem eles.
Imperativo Negativo: não passeies tu, não passeie ele, não
passeemos nós, não passeeis vós, não passeiem eles.
Infnitivo Pessoal: por passear eu, por passeares tu, por
passear ele, por passearmos nós, por passeardes vós, por passearem
eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: passear.
Gerúndio: passeando.
Particípio: passeado.
NEGOCIAR
Indicativo:
Presente: eu negocio, tu negocias, ele negocia, nós
negociamos, vós negociais, eles negociam.
Pretérito Imperfeito: eu negociava, tu negociavas, ele
negociava, nós negociávamos, vós negociáveis, eles negociavam.
Pretérito Perfeito: eu negociei, tu negociaste, ele negociou,
nós negociamos, vós negociastes, eles negociaram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu negociara, tu negociaras, ele
negociara, nós negociáramos, vós negociáreis, eles negociaram.
Futuro do Presente: eu negociarei, tu negociarás, ele
negociará, nós negociaremos, vós negociareis, eles negociarão.
Futuro do Pretérito: eu negociaria, tu negociarias, ele
negociaria, nós negociaríamos, vós negociaríeis, eles negociariam.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
59
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Subjuntivo:
Presente: que eu negocie, que tu negocies, que ele negocie,
que nós negociemos, que vós negocieis, que eles negociem.
Pretérito Imperfeito: se eu negociasse, se tu negociasses, se
ele negociasse, se nós negociássemos, se vós negociásseis, se eles
negociassem.
Futuro: quando eu negociar, quando tu negociares, quando
ele negociar, quando nós negociarmos, quando vós negociardes,
quando eles negociarem.
Imperativo Afrmativo: negocia tu, negocie ele, negociemos
nós, negociai vós, negociem eles.
Imperativo Negativo: não negocies tu, não negocie ele, não
negociemos nós, não negocieis vós, não negociem eles.
Infnitivo Pessoal: por negociar eu, por negociares tu, por
negociar ele, por negociarmos nós, por negociardes vós, por
negociarem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: negociar.
Gerúndio: negociando.
Particípio: negociado.
2ª Conjugação
CABER
Indicativo:
Presente: eu caibo, tu cabes, ele cabe, nós cabemos, vós
cabeis, eles cabem.
Pretérito Imperfeito: eu cabia, tu cabias, ele cabia, nós
cabíamos, vós cabíeis, eles cabiam.
Pretérito Perfeito: eu coube, tu coubeste, ele coube, nós
coubemos, vós coubestes, eles couberam.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu coubera, tu couberas, ele
coubera, nós coubéramos, vós coubéreis, eles couberam.
Futuro do Presente: eu caberei, tu caberás, ele caberá, nós
caberemos, vós cabereis, eles caberão.
Futuro do Pretérito: eu caberia, tu caberias, ele caberia, nós
caberíamos, vós caberíeis, eles caberiam.
Subjuntivo:
Presente: que eu caiba, que tu caibas, que ele caiba, que nós
caibamos, que vós caibais, que eles caibam.
Pretérito Imperfeito: se eu coubesse, se tu coubesses, se
ele coubesse, se nós coubéssemos, se vós coubésseis, se eles
coubessem.
Futuro: quando eu couber , quando tu couberes, quando ele
couber , quando nós coubermos, quando vós couberdes, quando
eles couberem.
Imperativo Afrmativo: cabe tu, caiba ele, caibamos nós,
cabei vós, caibam eles.
Imperativo Negativo: não caibas tu, não caiba ele, não
caibamos nós, não caibais vós, não caibam eles.
Infnitivo Pessoal: por caber eu, por caberes tu, por caber ele,
por cabermos nós, por caberdes vós, por caberem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: caber.
Gerúndio: cabendo.
Particípio: cabido.
CRER
Indicativo:
Presente: eu creio, tu crês, ele crê, nós cremos, vós credes,
eles crêem.
Pretérito Imperfeito: eu cria, tu crias, ele cria, nós críamos,
vós críeis, eles criam.
Pretérito Perfeito: eu cri, tu creste, ele creu, nós cremos, vós
crestes, eles creram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu crera, tu creras, ele crera,
nós crêramos, vós crêreis, eles creram.
Futuro do Presente: eu crerei, tu crerás, ele crerá,nós
creremos, vós crereis, eles crerão.
Futuro do Pretérito: eu creria, tu crerias, ele creria, nós
creríamos, vós creríeis, eles creriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu creia, que tu creias, que ele creia, que nós
creiamos, que vós creiais, que eles creiam.
Pretérito Imperfeito: se eu cresse, se tu cresses, se ele cresse,
se nós crêssemos, se vós crêsseis, se eles cressem.
Futuro: quando eu crer, quando tu creres, quando ele crer,
quando nós crermos, quando vós crerdes, quando eles crerem.
Imperativo Afrmativo: crê tu, creia ele, creiamos nós, crede
vós, creiam eles.
Imperativo Negativo: não creias tu, não creia ele, não
creiamos nós, não creiais vós, não creiam eles.
Infnitivo Pessoal: por crer eu, por creres tu, por crer ele, por
crermos nós, por crerdes vós, por crerem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: crer
Gerúndio: crendo
Particípio: crido
DIZER
Indicativo:
Presente: eu digo, tu dizes, ele diz, nós dizemos, vós dizeis,
eles dizem.
Pretérito Imperfeito: eu dizia, tu dizias, ele dizia, nós dizíamos,
vós dizíeis, eles diziam.
Pretérito Perfeito: eu disse, tu disseste, ele disse, nós dissemos,
vós dissestes, eles disseram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu dissera, tu disseras, ele dissera,
nós disséramos, vós disséreis, eles disseram.
Futuro do Presente: eu direi, tu dirás, ele dirá, nós diremos,
vós direis, eles dirão.
Futuro do Pretérito: eu diria, tu dirias, ele diria, nós diríamos,
vós diríeis, eles diriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu diga, que tu digas, que ele diga, que nós
digamos, que vós digais, que eles digam.
Pretérito Imperfeito: se eu dissesse, se tu dissesses, se ele
dissesse, se nós disséssemos, se vós dissésseis, se eles dissessem.
Futuro: quando eu disser , quando tu disseres, quando ele
disser, quando nós dissermos, quando vós disserdes, quando eles
disserem.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
60
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Imperativo Afrmativo: diz tu, diga ele, digamos nós, dizei
vós, digam eles.
Imperativo Negativo: não digas tu, não diga ele, não digamos
nós, não digais vós, não digam eles.
Infnitivo Pessoal: por dizer eu, por dizeres tu, por dizer ele,
por dizermos nós, por dizerdes vós, por dizerem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: dizer.
Gerúndio: dizendo.
Particípio: dito.
FAZER
Seguem o mesmo paradigma: desfazer, satisfazer, refazer
Indicativo:
Presente: eu faço, tu fazes, ele faz, nós fazemos, vós fazeis,
eles fazem.
Pretérito Imperfeito: eu fazia, tu fazias, ele fazia, nós
fazíamos, vós fazíeis, eles faziam.
Pretérito Perfeito: eu fz, tu fzeste, ele fez, nós fzemos, vós
fzestes, eles fzeram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu fzera, tu fzeras, ele fzera,
nós fzéramos, vós fzéreis, eles fzeram.
Futuro do Presente: eu farei, tu farás, ele fará, nós faremos,
vós fareis, eles farão.
Futuro do Pretérito: eu faria, tu farias, ele faria, nós faríamos,
vós faríeis, eles fariam.
Subjuntivo:
Presente: que eu faça, que tu faças, que ele faça, que nós
façamos, que vós façais, que eles façam.
Pretérito Imperfeito: se eu fzesse, se tu fzesses, se ele
fzesse, se nós fzéssemos, se vós fzésseis, se eles fzessem.
Futuro: quando eu fzer, quando tu fzeres, quando ele fzer,
quando nós fzermos, quando vós fzerdes, quando eles fzerem.
Imperativo Afrmativo: faze tu, faça ele, façamos nós, azei
vós, façam eles.
Imperativo Negativo: não faças tu, não faça ele, não façamos
nós, não façais vós, não façam eles.
Infnitivo Pessoal: por fazer eu, por fazeres tu, por fazer ele,
por fazermos nós, por fazerdes vós, por fazerem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: fazer.
Gerúndio: fazendo.
Particípio: feito.
JAZER
Indicativo:
Presente: eu jazo, tu jazes, ele jaz, nós jazemos, vós jazeis,
eles jazem.
Pretérito Imperfeito: eu jazia, tu jazias, ele jazia, nós
jazíamos, vós jazíeis, eles jaziam.
Pretérito Perfeito: eu jazi, tu jazeste, ele jazeu, nós jazemos,
vós jazestes, eles jazeram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu jazera, tu jazeras, ele jazera,
nós jazêramos, vós jazêreis, eles jazeram.
Futuro do Presente: eu jazerei, tu jazerás, ele jazerá, nós
jazeremos, vós jazereis, eles jazerão.
Futuro do Pretérito: eu jazeria, tu jazerias, ele jazeria, nós
jazeríamos, vós jazeríeis, eles jazeriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu jaza, que tu jazas, que ele jaza, que nós
jazamos, que vós jazais, que eles jazam.
Pretérito Imperfeito: se eu jazesse, se tu jazesses, se ele
jazesse, se nós jazêssemos, se vós jazêsseis, se eles jazessem.
Futuro: quando eu jazer, quando tu jazeres, quando ele jazer,
quando nós jazermos, quando vós jazerdes, quando eles jazerem.
Imperativo Afrmativo: jaze tu, jaza ele, jazamos nós, jazei
vós, jazam eles.
Imperativo Negativo: não jazas tu, não jaza ele, não jazamos
nós, não jazais vós, não jazam eles.
Infnitivo Pessoal: por jazer eu, por jazeres tu, por jazer ele,
por jazermos nós, por jazerdes vós, por jazerem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: jazer
Gerúndio: jazendo
Particípio: jazido
PÔR
Indicativo:
Presente: eu posso, tu podes, ele pode, nós podemos, vós
podeis, eles podem.
Pretérito Imperfeito: eu podia, tu podias, ele podia, nós
podíamos, vós podíeis, eles podiam.
Pretérito Perfeito: eu pude, tu pudeste, ele pôde, nós
pudemos, vós pudestes,eles puderam.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu pudera, tu puderas, ele
pudera, nós pudéramos, vós pudéreis, eles puderam.
Futuro do Presente: eu poderei, tu poderás, ele poderá, nós
poderemos, vós podereis, eles poderão.
Futuro do Pretérito: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós
poderíamos, vós poderíeis, eles poderiam.
Subjuntivo
Presente: que eu possa, que tu possas, que ele possa, que nós
possamos, que vós possais, que eles possam.
Pretérito Imperfeito: se eu pudesse, se tu pudesses, se ele
pudesse, se nós pudéssemos, se vós pudésseis, se eles pudessem.
Futuro: quando eu puder, quando tu puderes, quando ele
puder, quando nós pudermos, quando vós puderdes, quando eles
puderem.
Imperativo Afrmativo: (X).
Imperativo Negativo: (X).
Infnitivo Pessoal: poder eu, poderes tu, poder ele, podermos
nós, poderdes vós, poderem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: poder.
Gerúndio: podendo.
Particípio: podido.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
61
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
QUERER
Indicativo:
Presente: eu quero, tu queres, ele quer, nós queremos, vós
quereis, eles querem.
Pretérito Imperfeito: eu queria, tu querias, ele queria, nós
queríamos, vós queríeis, eles queriam.
Pretérito Perfeito: eu quis, tu quiseste, ele quis, nós
quisemos, vós quisestes, eles quiseram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu quisera, tu quiseras, ele
quisera, nós quiséramos, vós quiséreis, eles quiseram.
Futuro do Presente: eu quererei, tu quererás, ele quererá, nós
quereremos, vós querereis, eles quererão.
Futuro do Pretérito: eu quereria, tu quererias, ele quereria,
nós quereríamos, vós quereríeis, eles quereriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu queira, que tu queiras, que ele queira, que
nós queiramos, que vós queirais, que eles queiram.
Pretérito Imperfeito: se eu quisesse, se tu quisesses, se ele
quisesse, se nós quiséssemos, se vós quisésseis, se eles quisessem.
Futuro: quando eu quiser, quando tu quiseres, quando ele
quiser, quando nós quisermos, quando vós quiserdes, quando eles
quiserem.
Imperativo Afrmativo: quere/quer – tu, queira – você,
queiramos – nós, querei – vós, queiram – vocês.
Imperativo Negativo: não queiras – tu, não queira – você,
não queiramos – nós, não queirais – vós, não queiram – vocês.
Infnitivo Pessoal: querer eu, quereres tu, querer ele,
querermos nós, quererdes vós, quererem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: querer.
Gerúndio: querendo.
Particípio: querido.
REQUERER
Indicativo:
Presente: eu requeiro, tu requeres, ele requer, nós requeremos,
vós requereis, eles requerem.
Pretérito Imperfeito: eu requeria, tu requerias, ele requeria,
nós requeríamos, vós requeríeis, eles requeriam.
Pretérito Perfeito: eu requeri, tu requereste, ele requereu,
nós requeremos, vós requereis, eles requereram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu requerera, tu requereras, ele
requerera, nós requerêramos, vós requerêreis, eles requereram.
Futuro do Presente: eu requererei, tu requererás, ele
requererá, nós requereremos, vós requerereis, eles requererão.
Futuro do Pretérito: eu requereria, tu requererias, ele
requereria, nós requereríamos, vós requereríeis, eles requereriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu requeira, que tu requeiras, que ele requeira,
que nós requeiramos, que vós requeirais, que eles requeiram.
Pretérito Imperfeito: se eu requeresse, se tu requeresses, se
ele requeresse, se nós requerêssemos, se vós requerêsseis, se eles
requeressem.
Futuro: quando eu requerer, quando tu requereres, quando
ele requerer, quando nós requerermos, quando vós requererdes,
quando eles requererem.
Imperativo Afrmativo: requere – tu, requeira – você,
requeiramos – nós, requerei – vós, requeiram – vocês.
Imperativo Negativo: não requeiras – tu, não requeira –
você, não requeiramos – nós, não requeirais – vós, não requeiram
– vocês.
Infnitivo Pessoal: requerer eu, requereres tu, requerer ele,
requerermos nós, requererdes vós, requererem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: requerer.
Gerúndio: requerendo.
Particípio: requerido.
VALER
Indicativo:
Presente: eu valho, tu vales, ele vale, nós valemos, vós valeis,
eles valem.
Pretérito Imperfeito: eu valia, tu valias, ele valia, nós
valíamos, vós valíeis, eles valiam.
Pretérito Imperfeito: eu valia, tu valias, ele valia, nós
valíamos, vós valíeis, eles valiam.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu valera, tu valeras, ele valera,
nós valêramos, vós valêreis, eles valeram.
Futuro do Pretérito: eu valeria, tu valerias, ele valeria, nós
valeríamos, vós valeríeis, eles valeriam.
Futuro do Pretérito: eu valeria, tu valerias, ele valeria, nós
valeríamos, vós valeríeis, eles valeriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu valha, que tu valhas, que ele valha, que nós
valhamos, que vós valhais, que eles valham.
Pretérito Imperfeito: se eu valesse, se tu valesses, se ele
valesse, se nós valêssemos, se vós valêsseis, se eles valessem.
Futuro: quando eu valer, quando tu valeres, quando ele valer,
quando nós valermos, quando vós valerdes, quando eles valerem.
Imperativo Afrmativo: vale tu, valha ele, valhamos nós,
valei vós, valham eles.
Imperativo Negativo: não valhas tu, não valha ele, não
valhamos nós, não valhais vós, não valham eles.
Infnitivo Pessoal: por valer eu, por valeres tu, por valer ele,
por valermos nós, por valerdes vós, por valerem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: valer.
Gerúndio: valendo.
Particípio: valido.
VER
Indicativo:
Presente: eu vejo, tu vês, ele vê, nós vemos, vós vedes, eles
vêem.
Pretérito Imperfeito: eu via, tu vias, ele via, nós víamos, vós
víeis, eles viam.
Pretérito Perfeito: eu vi, tu viste, ele viu, nós vimos, vós
vistes, eles viram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu vira, tu viras, ele vira, nós
víramos, vós víreis, eles viram.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
62
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Futuro do Presente: eu verei, tu verás, ele verá, nós veremos,
vós vereis, eles verão.
Futuro do Pretérito: eu veria, tu verias, ele veria, nós
veríamos, vós veríeis, eles veriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu veja, que tu vejas, que ele vejamos, que nós
vejais, que vós vejam.
Pretérito Imperfeito: se eu visse, se tu visses, se ele visse, se
nós víssemos, se vós vísseis, se eles vissem.
Futuro: quando eu vir, quando tu vires, quando ele vir,
quando nós virmos, quando vós virdes, quando eles virem.
Imperativo Afrmativo: vê tu, veja ele, vejamos nós, vede
vós, vejam eles.
Imperativo Negativo: não vejas tu, não veja ele, não vejamos
nós, não vejais vós, não vejam eles.
Infnitivo Pessoal: por ver eu, por veres tu, por ver ele, por
vermos nós, por verdes vós, por verem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: ver.
Gerúndio: vendo.
Particípio: visto.
REAVER
Indicativo:
Presente: nós reavemos, vós reaveis.
Pretérito Imperfeito: eu reavia, tu reavias, ele reavia, nós
reavíamos, vós reavíeis, eles reaviam.
Pretérito Perfeito: eu reouve, tu reouveste, ele reouve, nós
reouvemos, vós reouvestes, eles reouveram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu reouvera, tu reouveras, ele
reouvera, nós reouvéramos, vós reouvéreis, eles reouveram.
Futuro do Presente: eu reaverei, tu reaverás, ele reaverá, nós
reaveremos, vós reavereis, eles reaverão.
Futuro do Pretérito: eu reaveria, tu reaverias, ele reaveria,
nós reaveríamos, vós reaveríeis, eles reaveriam.
Subjuntivo:
Presente: (X).
Pretérito Imperfeito: se eu reouvesse, se tu reouvesses, se
ele reouvesse, se nós reouvéssemos, se vós reouvésseis, se eles
reouvessem.
Futuro: quando eu reouver, quando tu reouveres, quando ele
reouver, quando nós reouvermos, quando vós reouverdes, quando
eles reouverem.
Imperativo Afrmativo: reavei vós.
Imperativo Negativo: (X).
Infnitivo Pessoal: reaver eu, reaveres tu, reaver ele,
reavermos nós, reaverdes vós, reaverem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: reaver.
Gerúndio: reavendo.
Particípio: reavido.
3ª CONJUGAÇÃO
AGREDIR
Indicativo:
Presente: eu agrido, tu agrides, ele agride, nós agredimos, vós
agredis, eles agridem.
Pretérito Imperfeito: eu agredia, tu agredias, ele agredia, nós
agredíamos, vós agredíeis, eles agrediam.
Pretérito Perfeito: eu agredi, tu agrediste, ele agrediu, nós
agredimos, vós agredistes, eles agrediram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu agredira, tu agrediras, ele
agredira, nós agredíramos, vós agredíreis, eles agrediram.
Futuro do Presente: eu agredirei, tu agredirás, ele agredirá,
nós agrediremos, vós agredireis, eles agredirão.
Futuro do Pretérito: eu agrediria, tu agredirias, ele agrediria,
nós agrediríamos, vós agrediríeis, eles agrediriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu agrida, que tu agridas, que ele agrida, que
nós agridamos, que vós agridais, que eles agridam.
Pretérito Imperfeito: se eu agredisse, se tu agredisses, se
ele agredisse, se nós agredíssemos, se vós agredísseis, se eles
agredissem.
Futuro: quando eu agredir, quando tu agredires, quando ele
agredir, quando nós agredirmos, quando vós agredirdes, quando
eles agredirem.
Imperativo Afrmativo: agride tu, agrida ele, agridamos nós,
agredi vós, agridam eles.
Imperativo Negativo: não agridas tu, não agrida ele, não
agridamos nós, não agridais vós, não agridam eles.
Infnitivo Pessoal: agredir eu, agredires tu, agredir ele,
agredirmos nós, agredirdes vós, agredirem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: agredir.
Gerúndio: agredindo.
Particípio: agredido.
ABOLIR
Indicativo:
Presente: tu aboles, ele abole, nós abolimos, vós abolis, eles
abolem.
Pretérito Imperfeito: eu abolia, tu abolias, ele abolia, nós
abolíamos, vós abolíeis
eles aboliam.
Pretérito Perfeito: eu aboli, tu aboliste, ele aboliu, nós
abolimos, vós abolistes, eles aboliram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu abolira, tu aboliras, ele
abolira, nós abolíramos, vós abolíreis, eles aboliram.
Futuro do Presente: eu abolirei, tu abolirás, ele abolirá, nós
aboliremos, vós abolireis, eles abolirão.
Futuro do Pretérito: eu aboliria, tu abolirias, ele aboliria, nós
aboliríamos, vós aboliríeis, eles aboliriam.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
63
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Subjuntivo:
Presente: (X).
Pretérito Imperfeito: se eu abolisse, se tu abolisses, se ele
abolisse, se nós abolíssemos, se vós abolísseis, se eles abolissem.
Futuro: quando eu abolir, quando tu abolires, quando ele
abolir, quando nós abolirmos, quando vós abolirdes, quando eles
abolirem.
Imperativo Afrmativo: abole tu, aboli vós.
Imperativo Negativo: (X).
Infnitivo Pessoal: abolir eu, abolires tu, abolir ele, abolirmos
nós, abolirdes vós, abolirem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: abolir
Gerúndio: abolindo
Particípio: abolido
CAIR
Indicativo:
Presente: eu caio, tu cais, ele cai, nós caímos, vós caís, eles
caem.
Pretérito Imperfeito: eu caía, tu caías, ele caía, nós caíamos,
vós caíeis, eles caíam.
Pretérito Perfeito: eu caí, tu caíste, ele caiu, nós caímos, vós
caístes, eles caíram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu caíra, tu caíras, ele caíra,
nós caíramos, vós caíreis, eles caíram.
Futuro do Presente: eu cairei, tu cairás, ele cairá, nós
cairemos, vós caireis, eles cairão.
Futuro do Pretérito: eu cairia, tu cairias, ele cairia, nós
cairíamos, vós cairíeis, eles cairiam.
Subjuntivo:
Presente: que eu caia, que tu caias, que ele caia, que nós
caiamos, que vós caiais, que eles caiam.
Pretérito Imperfeito: se eu caísse, se tu caísses, se ele caísse,
se nós caíssemos, se vós caísseis, se eles caíssem.
Futuro: quando eu cair, quando tu caíres, quando ele cair,
quando nós cairmos, quando vós cairdes, quando eles caírem.
Imperativo Afrmativo: cai tu, caia ele, caiamos nós, caí vós,
caiam eles.
Imperativo Negativo: não caias tu, não caia ele, não caiamos
nós, não caiais vós, não caiam eles.
Infnitivo Pessoal: cair eu, caíres tu, cair ele, cairmos nós,
cairdes vós, caírem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: cair
Gerúndio: caindo
Particípio: caído
COBRIR
Indicativo:
Presente: eu cubro, tu cobres, ele cobre, nós cobrimos, vós
cobris, eles cobrem.
Pretérito Imperfeito: eu cobria, tu cobrias, ele cobria, nós
cobríamos, vós cobríeis, eles cobriam.
Pretérito Perfeito: eu cobri, tu cobriste, ele cobriu, nós
cobrimos, vós cobristes, eles cobriram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu cobrira, tu cobriras, ele
cobrira, nós cobríramos, vós cobríreis, eles cobriram.
Futuro do Presente: eu cobrirei, tu cobrirás, ele cobrirá, nós
cobriremos, vós cobrireis, eles cobrirão.
Futuro do Pretérito: eu cobriria, tu cobririas, ele cobriria,
nós cobriríamos, vós cobriríeis, eles cobririam.
Subjuntivo:
Presente: que eu cubra, que tu cubras, que ele cubra, que nós
cubramos, que vós cubrais, que eles cubram.
Pretérito Imperfeito: se eu cobrisse, se tu cobrisses, se ele
cobrisse, se nós cobríssemos, se vós cobrísseis, se eles cobrissem.
Futuro: quando eu cobrir, quando tu cobrires, quando ele
cobrir, quando nós cobrirmos, quando vós cobrirdes, quando eles
cobrirem.
Imperativo Afrmativo: cobre tu, cubra ele, cubramos nós,
cobri vós, cubram eles.
Imperativo Negativo: não cubras tu, não cubra ele, não
cubramos nós, não cubrais vós, não cubram eles.
Infnitivo Pessoal: cobrir eu, cobrires tu, cobrir ele, cobrirmos
nós, cobrirdes vós, cobrirem eles.
Formas Nominais:
infnitivo: cobrir
gerúndio: cobrindo
particípio: cobrido
FERIR
Indicativo:
Presente: eu fro, tu feres, ele fere, nós ferimos, vós feris, eles
ferem.
Pretérito Imperfeito: eu feria, tu férias, ele feria, nós
feríamos, vós feríeis, eles feriam.
Pretérito Perfeito: eu feri, tu feriste, ele feriu, nós ferimos,
vós feristes, eles feriram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu ferira, tu feriras, ele ferira,
nós feríramos, vós feríreis, eles feriram.
Futuro do Pretérito: eu feriria, tu feririas, ele feriria, nós
feriríamos, vós feriríeis, eles feririam.
Futuro do Presente: eu ferirei, tu ferirás, ele ferirá, nós
feriremos, vós ferireis, eles ferirão.
Subjuntivo:
Presente: que eu fra, que tu fras, que ele fra, que nós framos,
que vós frais, que eles fram.
Pretérito Imperfeito: se eu ferisse, se tu ferisses, se ele
ferisse, se nós feríssemos, se vós ferísseis, se eles ferissem.
Futuro: quando eu ferir, quando tu ferires, quando ele ferir,
quando nós ferirmos, quando vós ferirdes, quando eles ferirem.
Imperativo Afrmativo: fere tu, fra ele, framos nós, feri vós,
fram eles.
Imperativo Negativo: não fras tu, não fra ele, não framos
nós, não frais vós, não fram eles.
Infnitivo Pessoal: ferir eu, ferires tu, ferir ele, ferirmos nós,
ferirdes vós, ferirem eles.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
64
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Formas Nominais:
Infnitivo: ferir.
Gerúndio: ferindo.
Particípio: ferido.
FUGIR
Indicativo:
Presente: eu fujo, tu foges, ele foge, nós fugimos, vós fugis,
eles fogem.
Pretérito Imperfeito: eu fugia, tu fugias, ele fugia, nós
fugíamos, vós fugíeis, eles fugiam.
Pretérito Perfeito: eu fugi, tu fugiste, ele fugiu, nós fugimos,
vós fugistes, eles fugiram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu fugira, tu fugiras, ele fugira,
nós fugíramos, vós fugíreis, eles fugiram.
Futuro do Pretérito: eu fugiria, tu fugirias, ele fugiria, nós
fugiríamos, vós fugiríeis, eles fugiriam.
Futuro do Presente: eu fugirei, tu fugirás, ele fugirá, nós
fugiremos, vós fugireis, eles fugirão.
Subjuntivo:
Presente: que eu fuja, que tu fujas, que ele fuja, que nós
fujamos, que vós fujais, que eles fujam.
Pretérito Imperfeito: se eu fugisse, se tu fugisses, se ele
fugisse, se nós fugíssemos, se vós fugísseis, se eles fugissem.
Futuro: quando eu fugir, quando tu fugires, quando ele fugir,
quando nós fugirmos, quando vós fugirdes, quando eles fugirem.
Imperativo Afrmativo: foge tu, fuja ele, fujamos nós, fugi
vós, fujam eles.
Imperativo Negativo: não fujas tu, não fuja ele, não fujamos
nós, não fujais vós, não fujam eles.
Infnitivo Pessoal: fugir eu, fugires tu, fugir ele, fugirmos
nós, fugirdes vós, fugirem eles.
Formas Nominais
Infnitivo: fugir.
Gerúndio: fugindo.
Particípio: fugido.
VIR
Indicativo:
Presente: eu venho, tu vens, ele vem, nós vimos, vós vindes,
eles vêm.
Pretérito Imperfeito: eu vinha, tu vinhas, ele vinha, nós
vínhamos, vós vínheis, eles vinham.
Pretérito Perfeito: eu vim, tu vieste, ele veio, nós viemos,
vós viestes, eles vieram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu viera, tu vieras, ele viera,
nós viéramos, vós viéreis, eles vieram.
Futuro do Presente: eu virei, tu virás, ele virá, nós viremos,
vós vireis, eles virão.
Futuro do Pretérito: eu viria, tu virias, ele viria, nós viríamos,
vós viríeis, eles viriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu venha, que tu venham, que ele venha, que
nós venhamos, que vós venhais, que eles venham.
Pretérito Imperfeito: se eu viesse, se tu viesses, se ele viesse,
se nós viéssemos, se vós viésseis, se eles viessem.
Futuro: quando eu vier, quando tu vieres, quando ele vier,
quando nós viermos, quando vós vierdes, quando eles vierem.
Imperativo Afrmativo: vem tu, venha ele, venhamos nós,
vinde vós, venham eles.
Imperativo Negativo: não venhas tu, não venha ele, não
venhamos nós, não venhais vós, não venham eles.
Infnitivo Pessoal: vir eu, vires tu, vir ele, virmos nós, virdes
vós, virem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: vir.
Gerúndio: vindo.
Particípio: vindo.
ATRIBUIR
Conjugam-se pelo paradigma de atribuir: fruir, usufruir, anuir,
argüir, concluir, contribuir, constituir, destituir, diluir, distribuir,
diminuir, evoluir, excluir, imbuir, instituir, instruir, obstruir, poluir,
possuir, restituir, substituir, possuir.
Indicativo:
Presente: eu atribuo, tu atribuis, ele atribui, nós atribuímos,
vós atribuís, eles atribuem.
Pretérito Imperfeito: eu atribuía tu atribuías, ele atribuía,
nós atribuíamos, vós atribuíeis, eles atribuíam.
Pretérito Perfeito: eu atribuí, tu atribuíste, ele atribuiu, nós
atribuímos, vós atribuístes, eles atribuíram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu atribuíra , tu atribuíras, ele
atribuíra, nós atribuíramos, vós atribuíreis , eles atribuíram.
Futuro do Presente: eu atribuirei, tu atribuirás, ele atribuirá,
nós atribuiremos, vós atribuireis
eles atribuirão.
Futuro do Pretérito: eu atribuiria, tu atribuirias, ele atribuiria,
nós atribuiríamos, vós atribuiríeis, eles atribuiriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu atribua, que tu atribuas, que ele atribua, que
nós atribuamos, que vós atribuais, que eles atribuam.
Pretérito Imperfeito: se eu atribuísse, se tu atribuísses, se
ele atribuísse, se nós atribuíssemos, se vós atribuísseis, se eles
atribuíssem.
Futuro: quando eu atribuir, quando tu atribuíres, quando ele
atribuir, quando nós atribuirmos, quando vós atribuirdes, quando
eles atribuírem.
Imperativo Afrmativo: atribui tu, atribua ele, atribuamos
nós, atribuí vós, atribuam eles.
Imperativo Negativo: não atribuas tu, não atribua ele, não
atribuamos nós, não atribuais vós, não atribuam eles.
Infnitivo Pessoal: atribuir eu, atribuíres tu, atribuir ele,
atribuirmos nós, atribuirdes vós, atribuírem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: atribuir.
Gerúndio: atribuindo.
Particípio: atribuído.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
65
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
FRIGIR
Indicativo:
Presente: eu frijo, tu freges, ele frege, nós frigimos, vós
frigis, eles fregem.
Subjuntivo:
Presente: que eu frija, que tu frijas, que ele frija, que nós
frijamos, que vis frijais, que eles frijam.
OUVIR
Indicativo:
Presente: eu ouço, tu ouves, ele ouve, nós ouvimos, vós
ouvis, eles ouvem.
Pretérito Perfeito: eu ouvi, tu ouviste, ele ouviu, nós
ouvimos, vós ouvistes, eles ouviram.
Subjuntivo:
Presente: que eu ouça, que tu ouças, que ele ouça, que nós
ouçamos, que vós ouçais, que eles ouçam.
Imperativo Afrmativo: ouve tu, ouça ele, ouçamos nós,
ouçais vós, ouçam eles.
POLIR
Sortir segue o mesmo paradigma.
Indicativo:
Presente: eu pulo, tu pules, ele pule, nós polimos, vós polis,
eles pulem.
Subjuntivo:
Presente: que eu pula, que tu pulas, que ele pula, que nós
pulamos, que vós pulais, que eles pulam.
PEDIR
Seguem o mesmo paradigma: desimpedir, despedir, expedir,
impedir e medir.
Indicativo:
Presente: eu peço, tu pedes, ele pede, nós pedimos, vós pedis,
eles pedem.
Pretérito Imperfeito: eu pedia, tu pedias, ele pedia, nós
pedíamos, vós pedíeis, eles pediam.
Pretérito Perfeito: eu pedi, tu pediste, ele pediu, nós pedimos,
vós pedistes, eles pediram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu pedira, tu pediras, ele
pedira, nós pedíramos, vós pedíreis, eles pediram.
Futuro do Presente: eu pedirei, tu pedirás, ele pedirá, nós
pediremos, vós pedireis, eles pedirão.
Futuro do Pretérito: eu pediria, tu pedirias, ele pediria, nós
pediríamos, vós pediríeis, eles pediriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu peça, que tu peças, que ele peça, que nós
peçamos, que vós peçais, que eles peçam.
Pretérito Imperfeito: se eu pedisse, se tu pedisses, se ele
pedisse, se nós pedíssemos, se vós pedísseis, se eles pedissem.
Futuro: quando eu pedir, quando tu pedires, quando ele pedir,
quando nós pedirmos, quando vós pedirdes, quando eles pedirem.
Imperativo Afrmativo: pede tu, peça ele, peçamos nós, pedi
vós, peçam eles.
Imperativo Negativo: não peças tu, não peça ele, não
peçamos nós, não peçais vós, não peçam eles.
Infnitivo Pessoal: pedir eu, pedires tu, pedir ele, pedirmos
nós, pedirdes vós, por pedirem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: pedir.
Gerúndio: pedindo.
Particípio: pedido.
FALIR
Indicativo:
Presente: nós falimos, vós falis.
Pretérito Imperfeito: eu falia, tu falias, ele falia, nós
falíamos, vós falíeis, eles faliam.
Pretérito Perfeito: eu fali, tu faliste, ele faliu, nós falimos,
vós falistes, eles faliram.
Pretérito Mais-que-perfeito: eu falira, tu faliras, ele falira,
nós falíramos, vós falíreis, eles faliram.
Futuro do Presente: eu falirei, tu falirás, ele falirá, nós
faliremos, vós falireis, eles falirão.
Futuro do Pretérito: eu faliria, tu falirias, ele faliria, nós
faliríamos, vós faliríeis, eles faliriam.
Subjuntivo:
Presente: (X).
Pretérito Imperfeito: se eu falisse, se tu falisses, se ele
falisse, se nós falíssemos, se vós falísseis, se eles falissem.
Futuro: quando eu falir, quando tu falires, quando ele falir,
quando nós falirmos, quando vós falirdes, quando eles falirem.
Imperativo Afrmativo: fali vós.
Imperativo Negativo: (X).
Infnitivo Pessoal: falir eu, falires tu, falir ele, falirmos nós,
falirdes vós, falirem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: falir.
Gerúndio: falindo.
Particípio: falido.
ANÔMALOS: SER, IR
É aquele que tem uma anomalia no radical.
IR
Indicativo:
Presente: eu vou, tu vais, ele vai, nós vamos, vós ides, eles
vão.
Pretérito Imperfeito: eu ia, tu ias, ele ia, nós íamos, vós íeis,
eles iam.
Pretérito Perfeito: eu fui, tu foste, ele foi, nós fomos, vós
fostes, eles foram.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
66
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Pretérito Mais-que-perfeito: eu fora, tu foras, ele fora, nós
fôramos, vós fôreis, eles foram.
Futuro do Presente: eu irei, tu irás, ele irá, nós iremos, vós
ireis, eles irão.
Futuro do Pretérito: eu iria, tu irias, ele iria, nós iríamos, vós
iríeis, eles iriam.
Subjuntivo:
Presente: que eu vá, que tu vás, que ele vá, que nós vamos,
que vós vades, que eles vão.
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, se
nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
Futuro: quando eu for, quando tu fores, quando ele for,
quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Imperativo Afrmativo: vai tu, vá ele, vamos nós, ide vós,
vão eles.
Imperativo Negativo: não vás tu, não vá ele, não vamos nós,
não vades vós, não vão eles.
Infnitivo Pessoal: ir eu, ires tu, ir ele, irmos nós, irdes vós,
irem eles.
Formas Nominais:
Infnitivo: ir.
Gerúndio: indo.
Particípio: ido.
Verbos Defectivos
São aqueles que possuem um defeito. Não têm todos os
modos, tempos ou pessoas.
Verbo Pronominal
É aquele que é conjugado com o pronome oblíquo.
Ex: Eu me despedi de mamãe e parti sem olhar para o passado.
Verbos Abundantes
“São os verbos que têm duas ou mais formas equivalentes,
geralmente de particípio.” (Sacconi)
Infnitivo
Particípio
Regular
Particípio
Irregular
Aceitar Aceitado Aceito
Benzer Benzido Bento
Emergir Emergido Emerso
Tempos Compostos

São formados por locuções verbais que têm como auxiliares
os verbos ter e haver e como principal, qualquer verbo no
particípio. São eles:
Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação
de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do
Indicativo e o principal no particípio, indicando fato que tem
ocorrido com freqüência ultimamente. Por exemplo: Eu tenho
estudado demais ultimamente.
Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação
de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do
Subjuntivo e o principal no particípio, indicando desejo de que
algo já tenha ocorrido. Por exemplo: Espero que você tenha
estudado o sufciente, para conseguir a aprovação.

Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo:
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no
Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio,
tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do
Indicativo simples. Por exemplo: Eu já tinha estudado no Maxi,
quando conheci Magali.
Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo:
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio,
tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
simples. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi, se não me
tivesse mudado de cidade.
Obs.: Perceba que todas as frases remetem a ação
obrigatoriamente para o passado. A frase Se eu estudasse,
aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado,
teria aprendido.

Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação
de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do
Presente simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo
o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo. Por
exemplo: Amanhã, quando o dia amanhecer, eu já terei partido.
Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação
de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do
Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo
o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. Por
exemplo: Eu teria estudado no Maxi, se não me tivesse mudado de
cidade.
Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução
verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo
simples e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o
Futuro do Subjuntivo simples. Por exemplo: Quando você tiver
terminado sua série de exercícios, eu caminharei 6 Km. Veja os
exemplos:
- Quando você chegar à minha casa, telefonarei a Manuel.
- Quando você chegar à minha casa, já terei telefonado a
Manuel.
Perceba que o signifcado é totalmente diferente em ambas as
frases apresentadas. No primeiro caso, esperarei “você” praticar
a sua ação para, depois, praticar a minha; no segundo, primeiro
praticarei a minha. Por isso o uso do advérbio “já”.
Assim, observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir:
Quando você tiver terminado o trabalho, telefonarei a Manuel.
Quando você tiver terminado o trabalho, já terei telefonado a
Manuel.
Infnitivo Pessoal Composto:
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no
Infnitivo Pessoal simples e o principal no particípio, indicando
ação passada em relação ao momento da fala. Por exemplo: Para
você ter comprado esse carro, necessitou de muito dinheiro
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
67
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Vozes Verbais
Voz Ativa: O sujeito pratica a ação, ele é o agente da ação
verbal.
O menino chorou raivosamente.
As crianças jogavam futebol na rua.
Os namorados passeavam na praça.
Voz Passiva: O sujeito sofre a ação verbal, ele é paciente. A
voz passiva apresenta as formas: analítica e sintética.
1- Passiva Analítica: é formada pelo verbo auxiliar (VA) +
particípio do verbo principal (VPP). Ocorre com VTD ou VTDI.
Atenção!
As crianças (sujeito) jogavam (verbo principal, VTD) futebol
(OD) na rua (AA Lugar)
Futebol (sujeito paciente) era jogado (VA + VPP) pelas
crianças (agente da passiva) na rua (AA Lugar).

2- Passiva Sintética: É formada com VTD ou VTDI na 3ª
pessoa do singular ou na 3ª pessoa do plural. O SE recebe o nome
de pronome apassivador.
Ex: Vende-se pão caseiro.
Pão caseiro é vendido.
Compram-se carros usados.
Carros usados são comprados.
3- Voz Refexiva: O sujeito recebe e pratica simultaneamente
a ação.
Ex: O menino cortou-se.
A menina penteava-se.
1) Voz do verbo é a forma que este assume para indicar que
a ação verbal é praticada ou sofrida pelo sujeito. Três são as vozes
dos verbos: a ativa, a passiva e a refexiva.
2) Um verbo está na voz ativa quando o sujeito é agente,
isto é, faz a ação expressa pelo verbo. Exemplos:
• O caçador abateu a ave.
• O vento agitava as águas.
• Os pais educam os flhos.
3) Um verbo está na voz passiva quando o sujeito é paciente,
isto é, sofre ou desfruta a ação expressa pelo verbo. Exemplos:
• A ave foi abatida pelo caçador.
• As águas eram agitadas pelo vento.
• Os flhos são educados pelos pais.
Obs: Só verbos transitivos podem ser usados na voz passiva.
Formação da voz passiva:
4) A voz passiva, mais freqüentemente, é formada:
a) Pelo verbo auxiliar /ser/ seguido do particípio do verbo
principal. Nesse caso, a voz é passiva analítica. Exemplos:
 O homem é afigido pelas doenças.
 A criança era conduzida pelo pai.
 As ruas serão enfeitadas.
 Seriam abertas novas escolas.
Na voz passiva analítica, o verbo pode vir acompanhado de
um agente, como nos dois primeiros exemplos deste parágrafo.
Menos freqüentemente, pode-se exprimir a passiva analítica
com outros verbos auxiliares. Exemplos:
 A aldeia estava isolada pelas águas.
 A presa estava sendo devorada pelo leão.
 O cachorro fcou esmagado pela roda do ônibus.
 A noiva vinha acompanhada pelo pai.
 O preso ia escoltado pelos guardas.
b) Com o pronome apassivador /se/ associado a um verbo
ativo da 3º pessoa. Nesse caso, temos voz passiva pronominal.
Exemplos:
 Regam-se plantas de manhã cedo.
 Organizou-se o campeonato.
 Abrir-se-ão novas escolas de artes e ofícios.
 Ainda não se lançaram as redes.
 Já se têm feito muitas experiências.
Por amor da careza, preferir-se-á a passiva analítica toda vez
que o sujeito for uma pessoa ou animal que possa ser o agente da
ação verbal. Exemplo:
 Foi retirada a guarda.
 “Retirou-se a guarda”: tanto pode ser voz passiva como
refexiva.
Voz refexiva:
5) Na voz refexiva o sujeito é ao mesmo tempo agente e
paciente: faz uma ação cujos efeitos ele mesmo sofre ou recebe.
Exemplos:
 O caçador feriu-se.
 A menina penteou-se e saiu com as colegas.
 Sacrifquei-me por ele.
 Os pais contemplam-se nos flhos.
6) O verbo refexivo é conjugado com os pronomes refexivos
me, te, se, nos, vos, se. Esses pronomes são refexivos quando se
lhes pode acrescentar a mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo, a nós
mesmos, a vós mesmos, a si mesmos, respectivamente. Exemplos:
 Consideras-te aprovado? (a ti mesmo)
 Classes sociais arrogam-se (a si mesmas) direitos que a
lei lhes nega.
 Às vezes nos intoxicamos com alimentos deteriorados.
 Errando, prejudicamo-nos a nós mesmos.
 Aquele escritor fez-se por si mesmo.
 Por que vos atribuís tanta importância?
Observações:
a) Não se deve atribuir sentido refexivo a verbos que
designam sentimentos, como queixar-se, alegrar-se, arrepender-
se, zangar-se, indignar-se e outros meramente pronominais. O
pronome átono como que se dilui nesses verbos, dos quais é parte
integrante. A prova de que não são refexivos é que não se pode
dizer, por exemplo, zango-me a mim mesmo.
b) Observe-se também que em frases como “João fala de
si” há refexividade, mas não há voz refexiva, porque o verbo não
é refexivo.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
68
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
7) Uma variante da voz refexiva é a que denota
reciprocidade, ação mútua ou correspondida. Os verbos dessa
voz, por alguns chamados recíprocos, usam-se, geralmente, no
plural e podem ser reforçados pelas expressões um ao outro,
reciprocamente, mutuamente. Exemplos:
 Amam-se como irmãos. (amam um ao outro).
 Os dois pretendentes insultam-se.
 Ó povos, porque vos guerreais tão barbaramente?
 Os dois escritores carteavam-se assiduamente.
Observação: Em muitos verbos refexivos a idéia de
reciprocidade é reforçada pelo prefxo entre: entreamar-se,
entrechocar-se, entrebater-se, entredevorar-se, entrecruzar-se,
entredilacerar-se, entrematar-se, entremorder-se, entreolhar-se,
entrequerer-se, entrevistar-se.
Conversão da voz ativa na passiva
8) Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar
substancialmente o sentido da frase. Exemplo:
 Gutenberg inventou a imprensa (voz ativa).
 A imprensa foi inventada por Gutemberg (voz passiva).
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o
sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. Outros
exemplos:
 Os calores intensos provocam as chuvas. / As chuvas são
provocadas pelos calores intensos.
 Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
/ Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos mestres.
 Eu o acompanharei. / Ele será acompanhado por mim.
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, como
nos dois últimos exemplos, não haverá complemento agente da
passiva.
Importante:
a) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou refexivos
alguns gramáticos chamam neutros:
• O vinho é bom.
• Aqui chove muito.
b) Há formas passivas com sentido ativo:
É chegada a hora (= chegou a hora).
Eu ainda não era nascido (= eu ainda não tinha nascido).
c) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido
cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos por alguns
autores, por isso que o sujeito é paciente:
Chamo-me Luís.
Operou-se de hérnia.
Batizei-me na Igreja São Judas.
Vacinaram-se contra A1N1.
ADVÉRBIO
Advérbio é a palavra invariável que modifca um verbo (-
Chegou cedo), um outro advérbio (- Falou muito bem), um adjetivo
(- Estava muito bonita).
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio pode
ser de:
1 - tempo - ainda, agora, antigamente, antes, amiúde
(=sempre), amanhã, breve, brevemente, cedo, diariamente, depois,
depressa, hoje, imediatamente, já, lentamente, logo, novamente,
outrora.
2 - lugar - aqui, acolá, atrás, acima, adiante, ali, abaixo, além,
algures (= em algum lugar), aquém, alhures (= em outro lugar),
aquém,dentro, defronte, fora, longe, perto.
3 - modo - assim, bem, depressa, aliás (= de outro modo
), devagar, mal, melhor pior, e a maior parte dos advérbios que
termina em mente: calmamente: suavemente, rapidamente,
tristemente.
4 - afrmação - certamente, decerto, deveras, efetivamente,
realmente, sim, seguramente.
5 - negação - absolutamente, de modo algum, de jeito nenhum,
nem, não, tampouco (= também não).
6 - intensidade - apenas, assaz bastante bastante, bem,
demais,mais, meio, menos, muito, quase, quanto, tão, tanto, pouco.
7 - dúvida - acaso, eventuamente, por ventura, quiçá,
possivelmente, talvez.
Adverbios Interrogativos
São empregados em orações interrogativas diretas ou
indiretas.
Podem exprimir: lugar, tempo, modo, ou causa.
- Onde fca o Clube das Acácias ? (direta)
- Preciso saber onde fca o Clube das Acássias.
(indireta)
- Quando minha amiga Delma chegará de Campinas? (direta)
- Gostaria de saber quando minha amiga Delma chegará de
Campinas. (indireta)
- Como osjovens vêem a natureza? (direta)
- Quero saber como os jovens vêem a natureza.
(indireta)
- Por que o povo aceita tudo passivamente. (direta)
- Pergunto-lhe por que o povo aceita tudo passivamente.
(indireta)
Locuçoes Adverbiais
São duas ou mais palavras que têm o valor de = advérbio: às
cegas, às claras, às toa, às pressas, às escondidas, à noite, à tarde,
às vezes, ao acaso, de repente, de chofre, de cor, de improviso, de
propósito, de viva voz, de medo, com certeza, por perto, por um
triz, de vez em quando, sem dúvida, de forma alguma, em vão, por
certo, à esquerda, à direta, a pé, a esmo, por ali, a distância.
- De repente o dia se fez noite.
- Por um triz eu não me denunciei.
- Sem dúvida você é o melhor.
Graus dos Advérbios
Como já vimos o advérbio não vai para o plural, são palavras
invariáveis, mas alguns admitem a fexão de grau: 1 – comparativo,
2 – superlativo.
1- comparativo de:
igualdade > tão + advérbio + quanto, como: Sou tão feliz
quanto / como você.
superioridade > analítico: mais do que: Raquel é mais elegante
do que eu.
> sintético: melhor, pior que: Amanhã será melhor do que
hoje.
inferioridade > menos do que: Falei menos do que devia.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
69
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
2- superlativo absoluto:
analítico > mais, muito, pouco,menos: O candidato
defendeu-se muito mal.
sintético > íssimo, érrimo: Localizei-o rapídíssimo.
Palavras e Locuções Denotativas
São palavras semelhantes a advérbios e que não possuem
classifcação especial. Não se enquadram em nenhuma das dez
(10) classes de palavras.
São chamadas de denotativas e exprimem:
1- Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda bem:
Ainda bem que você veio.
2- designação, indicação: eis: Eis aqui o herói da
turma.
3- exclusão: exclusive, menos, exceto, fora, salvo,
senão, sequer: Não me disse sequer uma palavra de amor.
4- inclusão: inclusive, também, mesmo, ainda, até,
além disso, de mais a mais: Também há fores no céu.
5- limitação: só, apenas, somente, unicamente: Só
Deus é perfeito.
6- realce: cá, lá, é que, sobretudo, mesmo: Sei lá o
que ele quis dizer!
7- retifcação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes: Irei à
Bahia na próxima semana, ou melhor, no próximo mês.
8- explicação: por exemplo, a saber: Você, por
exemplo, tem bom caráter.
Emprego do Advérbio
- Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do
sufxo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo
sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, depressinha,
rapidinho (bem rápido): - Rapidinho chegou a casa. - Moro
pertinho da universidade.
- Freqüenternente empregamos adjetivos com valor de
advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente)
- Bastante - antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai
para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante
simpáticas e gentis.
- Bastante, antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai para
o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas no céu.
- Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau
(adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei- a de
mau humor.
- Antes de verbo no particípio, diz-se mais bem, mais mal:
Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo.
- Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se
fazem professores como antigamente. (= não se fazem mais)
- Na locução adverbial a olhos vistos (= claramente), o
particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide
emagrecia a olhos vistos.
- Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no
último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a todos.
- Arepetição de um mesmo advérbio assume o valor
superlativo: Levantei cedo, cedo.
PREPOSIÇÃO
É a palavra invariável que liga um termo dependente a um
termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As
preposições podem ser: essenciais ou acidentais.
As preposições essenciais atuam exclusivamente como
preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em,
entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
- Não dê atençâo a fofocas.
- Perante todos disse, sim.
As preposições acidentais são palavras de outras classes
que atuam eventualmente como preposições. São: como (= na
qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante, exceto,
mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante.
- Agia conforme sua vontade. (= de acordo com)
Atenção:
- O artigo defnido a que vem sempre acompanhado de um
substantivo, é fexionado: - a casa, as casas, a árvore, as árvores, a
estrela, as estrelas.
A preposição a nunca vai para o plural e não estabelece concordância
com o substantivo.Veja o exemplo: Fiz todo o percurso a pé. (não
há concordância com o substantivo masculino pé)
- As preposições essenciais são sempre seguidas dos pronomes
pessoais oblíquos: - Despediu-se de mim rapidamente. - Não vá
sem mim.
Locuções Prepositivas
É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma
preposição. A última palavra é sempre uma preposição. Veja quais
são: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em
redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por
cima de, por trás de, a fm de, além de, antes de, a par de, a partir
de, apesar de, através de, defronte de, em favor de, em lugar de,
em vez de, (= no lugar de), ao invés de (= ao contrário de), para
com, até a.
Atenção:
- Não confunda locução prepositiva com locução adverbial.
Na locução adverbial, nunca há uma preposição no fnal, e sim no
começo.
- Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. (locução adverbial) -
O acidente ocorreu perto de meu atelier. (locução prepositiva)
- Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com outra
preposição: - Abola passou por entre as pernas do goleiro. MAS
é inadequado dizer: - Proibido para menores de até 18 anos. -
Financiamento em até 24 meses.
Combinações e Contrações
Pensão familiar
“Jardim da pensãozinha burguesa.
Gatos espapaçados ao sol.
A tiririca sitia os canteiros chatos
O sol acaba de crestar as boninas que murcharam.
Os girassóis amarelos resistem.
E as dálias, reconchuvas, plebéias, dominicais.
(Manuel Bandeina)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
70
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Combinação - ocorre combinação quando não há perda de
fonemas, a preposição perde fonema: - a+o,os= ao, aos / a+onde
= aonde.
Contração - ocorre contração quando a preposição perde
fonemas: - de+a, o, as, os, esta, este, isto =da, do, das, dos, desta,
deste, disto.
- em+ um, uma, uns, umas,isto, isso, aquilo, aquele, aquela,
aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso,
naquilo, naquele, naquela, naqueles.
- de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele,
daquela, daquilo.
- para+ a = pra.
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes
demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de
crase e é assinalada na escrita pelo acento grave fcando assim: - à,
às, àquele, àquela, àquilo.
Valores das Preposições
A - movimento = direção: - Foram a Lucélia comemorar os
Anos Dourados. modo: -Partiu às pressas. tempo: - Iremos nos ver
ao entardecer. Apreposição a indica deslocamento rápido: - Vanios
à praia. (idéia de passear)
Ante - diante de: - Parou ante mim sem dizer nada, tanta era
a emoção. tempo (substituídaporantes de): - Preciso chegarao
encontro antes das quatro horas.
Após- depois de: Após alguns momentos desabou num choro
arrependido.
Até - aproximação: - Correu até mim. tempo: - Certamente
teremos o resultado do exame até a semana que vem. Atenção:
Se a preposição até equivaler a inclusive, será palavra de inclusão
e não preposição. Os sonhadores amam até quem os despreza.
(inclusive)
Com - companhia: - Rir de alguém é falta de caridade; deve-se
rir com alguém. causa: - A cidade foi destruída com o temporal.
instrumento: - Feriu-se com as próprias armas. modo: - Marfnha,
minha comadre, veste-se sempre com elegância.
Contra - oposição, hostilidade: - Revoltou-se contra a decisão
do tribunal. direção a um limite: - Bateu contra o muro e caiu.
De - origem: - Descendi de pais trabalhadores e honestos.
lugar: - Os corruptos vieram da capital.
causa: - O bebé chorava de fome.
posse: - Dizem que o dinheiro do povo sumiu.
assunto: - Falávamos do casamento da Mariele.
matéria: - Era uma casa de sapé.
Atenção: A preposição de não deve contrair-se com o artigo,
que precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos estudarem.
(e não: dos alunos estudarem)
Desde - afastamento de um ponto no espaço: Essa neblina
vem desde São Paulo.
tempo: - Desde o ano passado quero mudar de casa.
Em- lugar: - Moramos em Lucélia há alguns anos.
matéria: - As queridas amigas Nilcéia e Nadélgia moram em
Curitiba.
especialidade: - Minha amiga Cidinha formou-se em Letras.
tempo: - Tudo aconteceu em doze horas.
Entre – posição entre dois limites: - Convém colocar o vidro
entre dois suportes.
Para-
direção: -Não lhe interessava mais ir para a Europa.
tempo: - Pretendo vê-lo lá para o fnal da semana.
fnalidade: - Lute sempre para viver com dignidade.
Apreposição para indica de permanência defnitiva. Vou para
o litoral. (idéia de morar)
Perante- posição anterior: Permaneceu calado perante todos.
Por –
percurso, espaço,lugar: - Caminhava por ruas desconhecidas.
causa: - Por ser muito caro, não compramos um DVD novo.
espaço: - Por cima dela havia um raio de luz.
Sem- ausência: - Eu vou sem lenço sem documento.
Sob – debaixo de / situação: - Prefro cavalgar sob o luar.
Viveu, sob pressão dos pais.
Sobre –
em cima de, com contato: - Colocou ás taças de cristal sobre
a toalha rendada.
assunto: - Conversávamos sobre política fnanceira.
Trás – situação posterior; é preposição fora de uso. É
substituída por atrás de, depois de: - Por trás desta carinha vê-se
muita falsidade.
Curiosidade: O símbolo @ (arroba) signifca AT em Inglês,
que em Português signifca em. Portanto, o nome está at, em algum
provedor.
CONJUNÇÃO
O mundo é grande e cabe
Nesta anela sobre o mar.
0 mar é grande e cabe
Na cama e no colchão de amar.
Oamor égrande e cabe
No breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
É a palavra invariável que liga duas orações ou duas palavras
de função semelhante numa mesma oração.
- Miséria e medo são a preocupação da população carente.
A palavra e está ligando duas palavras equivalentes, ou seja,
duas palavras da mesmafunção.
Chegamos a Lucélia quando anoitecia. (quando, está ligando
duas orações)
Locução Conjuntiva
É o conjunto de palavras que equivalem a uma conjunção. As
principais são: a fm de que, assim que, à medida que, à proporção
que, ainda que, a não ser que, logo que, se bem que, desde que, no
entanto, por mais que, visto que, ao mesmo tempo que.
Classifcação das Conjunções
Classifcam-se as conjunções em:
- coordenativas: ligam orações de sentido completos e
independentes: Não estudo, /mas trabalho.
- subordinativas: ligam orações de sentido incompleto a uma
principal: Parece/que tudo vai bem.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
71
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
As conjunções coordenativas são classifcadas em:
- Aditivas - dão idéia de soma: e, nem, mas também, mas
ainda,senão também, como também. Alguns programas de
televisão não só instruem, mas também divertem.
- Adversativas - exprimem oposição:antes (=pelo contrário),
mas, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, não
obstante (= apesar disso), em todo caso. Beatriz revirou todas as
gavetas, porém não encontrou o lápis de sobrancelhas.
- Alternativas- exprimem altemância: ou, ou.... ou, ora ... ora
já ... já, quer ... quer. Ou vai ou racha, disse ela afita.
- Conclusivas - exprimem conclusão: logo, portanto, por
conseguinte, pois (depois do verbo), por isso, assim. Você está
preparado para o que der e vier, portanto fque calmo.
- Explicativas - exprimem explicação, motivo: pois (antes do
verbo), que, porque, porquanto. Fale mais alto, que eu também
quero ouvir.
As conjunções subordinativas são:
- Causais - exprimem causa: porque, como (= porque), uma
vez que, visto que, já que, pois. A recessão do país cresceu, porque
o dólar aumentou.
- Condicionais - exprimem condição ou hipótese: se, caso,
contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que, desde que,
dado que. Nós poderemos ajudá-lo, a menos que você não queira.
- Concessivas - dá a entender que se admite ou se concede
um fato contrário à declaração contida na na oração principal:
ainda que, apesar de, embora, mesmo que, posto, por mais que,
se bem que, por pouco que, nem que, em que pese, por muito que.
Embora fzesse muito calor, levei meu agasalho.
- Conformativas - exprimem conformidade, adequação:
conforme, segundo, consoante, como. Tudo saiu conforme o
combinado.
- Comparativas- exprimem idéia de comparação: como, tal
qual , assim como, do que, quanto. Era jogadopelavida como uma
folha ao vento.
- Consecutivas - exprimem conseqüência: que + tal, tão,
tanto, tamanho; de modo que, que, sem que, deforma que, de
maneira que. A fome era tanta que comeu com casca e tudo.
- Finais - exprimem fnalidade:para que, afm de que, que.
Aprefeitura interditou a rua, a fm de que as obrasse iniciassem.
- Integrantes - introduzem orações subordinadas substantivas:
que, se, como. Todos nós esperamos que haja igualdade social.
- Proporcionais - expressam proporção ou simultaneidade:
à medida que, à proporção que, menos, enquanto, quanto mais...
mais. À medida que o via, mais me sentia apaixonada.
- Temporais - indicam o tempo ou o momento em que
determinado fato ocorreu: quando, enquanto, depois que, logo
que, assim que, antes que, desde que. Enquanto caminhávamos,
falávamos da nossajuventude.
INTERJEIÇÃO
É a palavra invariável que exprime emoções, sensações,
estados de espírito ou apelos: As interjeições são como que frases
resumidas:
- Ué ! =Eu não esperava essa!
São proferidas com entonação especial, que se representa, na
escrita, com o ponto de exclamação(!)
Locução Interjetiva
É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma
interjeição:
- Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, que legal!
Classifcaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas
As intejeições e as locuções interjetivas são classifcadas,’de
acordo com o sentido que elas expressam em determinado
contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode exprimir
emoções variadas.
admiração ou espanto - Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu
Deus!, Céus!
advertência - Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!,
Olha lá!
alegria - Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!;
ânimo - Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca!
aplauso - Bravo!, Parabéns!, Muito bem!
chamamento -Olá!, Alô!, Psiu!, Psit!
aversão - Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh!
medo - Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai!
pedido de silêncio - Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!,
Chega!, Basta!
saudação – Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau!
concordância - Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida!
desejo - Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me
dera!
Atenção: observe na relação acima, que as interjeições muitas
vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais:
Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).
EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE
CRASE
Crase é a superposição de dois “a”, geralmente a preposição
“a” e o artigo a(s), podendo ser também a preposição “a” e o
pronome demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial
dos pronomes demonstrativos aqueles(s), aquela(s) e aquilo. Essa
superposição é marcada por um acento grave (`).
Assim, em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria
a a vendedora”, “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles
deveriam ter comparecido a aquela festa”, devemos sobrepor os
dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a
mercadoria à vendedora”. “Esta blusa é igual à que compraste”.
“Eles deveriam ter comparecido àquela festa.”
O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui, pois, a
crase, mas é um mero sinal gráfco que indica ter havido a união
de dois “a” (crase).
Para haver crase, é indispensável a presença da preposição “a”,
que é um problema de regência. Por isso, quanto mais conhecer a
regência de certos verbos e nomes, mais fácil será para ele ter o
domínio sobre a crase.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
72
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Não existe Crase
• Antes de palavra masculina (o “a” é apenas uma
preposição): Chegou a tempo ao trabalho; Vieram a pé; Vende-se
a prazo.
• Antes de verbo (o “a” é apenas uma preposição):
Ficamos a admirá-los; Ele começou a ter alucinações.
• Antes de artigo indefnido (o “a” é apenas uma
preposição): Levamos a mercadoria a uma frma; Refro-me a uma
pessoa educada.
• Antes de expressão de tratamento introduzida pelos
pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão
Você, forma reduzida de Vossa Mercê (o “a” é apenas uma
preposição): Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria; Traremos a Sua
Majestade, o rei Hubertus, uma mensagem de paz; Eles queriam
oferecer fores a você.
• Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa (o “a”
é apenas uma preposição): Não me refro a esta carta; Os críticos
não deram importância a essa obra.
• Antes dos pronomes pessoais (o “a” é apenas uma
preposição): Nada revelei a ela; Dirigiu-se a mim com ironia.
• Antes dos pronomes indefnidos com exceção de outra
(o “a” é apenas uma preposição): Direi isso a qualquer pessoa;
A entrada é vedada a toda pessoa estranha. Com o pronome
indefnido outra(s), pode haver crase porque ele, às vezes, aceita
o artigo defnido a(s): As cartas estavam colocadas umas às outras
(no masculino, fcaria “os cartões estavam colocados uns aos
outros”).
• Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte
estiver no plural (o “a” é apenas uma preposição): Falei a
vendedoras desta frma; Refro-me a pessoas curiosas.
• Quando, antes do “a”, existir preposição (o “a” é
apenas um artigo): Ela compareceu perante a direção da empresa;
Os papéis estavam sob a mesa. Exceção feita, às vezes, para até,
por motivo de clareza: A água inundou a rua até à casa de Maria (=
a água chegou perto da casa); se não houvesse o sinal da crase, o
sentido fcaria ambíguo: a água inundou a rua até a casa de Maria
(= inundou inclusive a casa). Quando até signifca “perto de”, é
preposição; quando signifca “inclusive”, é partícula de inclusão.
• Com expressões repetitivas (o “a” é apenas uma
preposição): Tomamos o remédio gota a gota; Enfrentaram-se cara
a cara.
• Com expressões tomadas de maneira indeterminada
(o “a” é apenas uma preposição): O doente foi submetido a dieta
leve (no masc. = foi submetido a repouso, a tratamento prolongado,
etc.); Prefro terninho a saia e blusa (no masc. = prefro terninho
a vestido).
A Crase é Facultativa
• Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um
telegrama à Marisa; Enviamos um telegrama a Marisa. Em
português, antes de um nome de pessoa, pode-se ou não empregar
o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”. Ou “Marisa é uma boa
menina”). Por isso, mesmo que a preposição esteja presente, a crase
é facultativa. Quando o nome próprio feminino vier acompanhado
de uma expressão que o determine, haverá crase porque o artigo
defnido estará presente. Dedico esta canção à Candinha do Major
Quevedo. [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é fanática por
seresta.]
• Antes de pronome adjetivo possessivo feminino
singular: Pediu informações à minha secretária; Pediu
informações a minha secretária. A explicação é idêntica à do item
anterior: o pronome adjetivo possessivo aceita artigo, mas não
o exige (“Minha secretária é exigente.” Ou: “A minha secretária
é exigente”). Portanto, mesmo com a presença da preposição, a
crase é facultativa.
Com o pronome substantivo possessivo feminino singular, o
uso de acento indicativo de crase não é facultativo (conforme o
caso, será proibido ou obrigatório): A minha cidade é melhor que a
tua. O acento indicativo de crase é proibido porque, no masculino,
fcaria assim: O meu sítio é melhor que o teu (não há preposição,
apenas o artigo defnido). Esta gravura é semelhante à nossa. O
acento indicativo de crase é obrigatório porque, no masculino,
fcaria assim: Este quadro é semelhante ao nosso (presença de
preposição + artigo defnido).
Casos Especiais
• Nomes de localidades: Dentre as localidades, há as que
admitem artigo antes de si e as que não o admitem. Por aí se deduz
que, diante das primeiras, desde que comprovada a presença de
preposição, pode ocorrer crase; diante das segundas, não. Para se
saber se o nome de uma localidade aceita artigo, deve-se substituir
o verbo da frase pelos verbos estar ou vir. Se ocorrer a combinação
“na” com o verbo estar ou “da” com overbo vir, haverá crase com
o “a” da frase original. Se ocorrer “em” ou “de”, não haverá crase:
Enviou seus representantes à Paraíba (estou na Paraíba; vim da
Paraíba); O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em Santa
Catarina; vim de Santa Catarina); Pretendo ir à Europa (estou
na Europa; vim da Europa). Os nomes de localidades que não
admitem artigo passarão a admiti-lo, quando vierem determinados.
Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo: Vou a Porto
Alegre (estou em Porto Alegre; vim de Porto Alegre); Mas,
acompanhando-se de uma expressão que a determine, passará
a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto
Alegre; vim da grande Porto Alegre); Iríamos a Madri para fcar
três dias; Iríamos à Madri das touradas para fcar três dias.
• Pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos,
devemos sobrepor essa preposição à primeira letra dos
demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento grave:
Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela); A solução não
se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles); Não dei atenção
àquilo (= a + aquilo).
A simples interpretação da frase já nos faz concluir se o “a”
inicial do demonstrativo é simples ou duplo. Entretanto, para
maior segurança, podemos usar o seguinte artifício:
Substituir os demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo
pelos demonstrativos este(s), esta(s), isto, respectivamente. Se,
antes destes últimos, surgir a preposição “a”, estará comprovada
a hipótese do acento de crase sobre o “a” inicial dos pronomes
aquele(s), aquela(s), aquilo. Se não surgir a preposição “a”, estará
negada a hipótese de crase.
Enviei cartas àquela empresa./ Enviei cartas a esta empresa.
A solução não se relaciona àqueles problemas./ A solução não
se relaciona a estes problemas.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
73
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Não dei atenção àquilo./ Não dei atenção a isto.
A solução era aquela apresentada ontem./ A solução era esta
apresentada ontem.

• Palavra “casa”: quando a expressão casa signifca
“lar”, “domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução
adjetiva, não há crase: Chegamos alegres a casa; Assim que saiu
do escritório, dirigiu-se a casa; Iremos a casa à noitinha. Mas, se
a palavra casa estiver modifcada por adjetivo ou locução adjetiva,
então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia; Dirigiram-se
à casa das máquinas; Iremos à encantadora casa de campo da
família Sousa.
• Palavra “terra”: Não há crase, quando a palavra terra
signifca o oposto a “mar”, “ar” ou “bordo”: Os marinheiros fcaram
felizes, pois resolveram ir a terra; Os astronautas desceram a terra
na hora prevista. Há crase, quando a palavra signifca “solo”,
“planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O colono dedicou
à terra os melhores anos de sua vida; Voltei à terra onde nasci;
Viriam à Terra os marcianos?
• Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra
distância, a menos que se trate de distância determinada: Via-se
um monstro marinho à distância de quinhentos metros; Estávamos
à distância de dois quilômetros do sítio, quando aconteceu o
acidente. Mas: A distância, via-se um barco pesqueiro; Olhava-
nos a distância.
• Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um
substantivo (expresso ou implícito) como antecedente. Para saber
se existe crase ou não diante de um pronome relativo, deve-se
substituir esse antecedente por um substantivo masculino. Se o
“a” se transforma em “ao”, há crase diante do relativo. Mas, se
o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”, então não
há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo: A fábrica
a que me refro precisa de empregados. (O escritório a que me
refro precisa de empregados.); A carreira à qual aspiro é almejada
por muitos. (O trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos.).
Na passagem do antecedente para o masculino, o pronome
relativo não pode ser substituído, sob pena de falsear o resultado:
A festa a que compareci estava linda (no masculino = o baile a
que compareci estava lindo). Como se viu, substituímos festa por
baile, mas o pronome relativo que não foi substituído por nenhum
outro (o qual etc.).
A Crase é Obrigatória
• Sempre haverá crase em locuções prepositivas,
locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como
núcleo um substantivo feminino: à queima-roupa, à maneira
de, às cegas, à noite, às tontas, à força de, às vezes, às escuras, à
medida que, às pressas, à custa de, à vontade (de), à moda de, às
mil maravilhas, à tarde, às oito horas, às dezesseis horas, etc. É
bom não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão
fazer as vezes de, em que não há crase porque o “as” é artigo
defnido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez
em quando); Quando o maestro falta ao ensaio, o violinista faz as
vezes de regente (= o violinista substitui o maestro). Sempre haverá
crase em locuções que exprimem hora determinada: Ele saiu às
treze horas e trinta minutos; Chegamos à uma hora. Cuidado para
não confundir a, à e há com a expressão uma hora: Disseram-me
que, daqui a uma hora, Teresa telefonará de São Paulo (= faltam
60 minutos para o telefonema de Teresa); Paula saiu daqui à uma
hora; duas horas depois, já tinha mudado todos os seus planos (=
quando ela saiu, o relógio marcava 1 hora); Pedro saiu daqui há
uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu).
• Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira
de”) estiver subentendida: Nesse caso, mesmo que a palavra
subseqüente seja masculina, haverá crase: No banquete, serviram
lagosta à Termidor; Nos anos 60, as mulheres se apaixonavam por
homens que tinham olhos à Alain Delon.
• Quando as expressões “rua”, “loja”, “estação de
rádio”, etc. estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal
Floriano (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano); Fomos à Renner
(fomos à loja Renner); Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio
Guaíba).
• Quando está implícita uma palavra feminina: Esta
religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus).
Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos casos
anteriores, devemos substituir a palavra feminina por outra
masculina da mesma função sintática. Se ocorrer “ao” no
masculino, haverá crase no “a” do feminino. Se ocorrer “a” ou “o”
no masculino, não haverá crase no “a” do feminino.
O problema, para muitos, consiste em descobrir o masculino
de certas palavras como “conclusão”, “vezes”, “certeza”, “morte”,
etc. É necessário então frisar que não há necessidade alguma de
que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com
a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática:
Fomos a cidade comprar carne. (ao supermercado); Pedimos um
favor à diretora. (ao diretor); Muitos são incensíveis à dor alheia.
(ao sofrimento); Os empregados deixam a fábrica. (o escritório);
O perfume cheira a rosa. (a cravo); O professor chamou a aluna.
(o aluno).
• Não confundir devido com dado (a, os, as): a primeira
expressão pede preposição “a”, havendo crase antes de palavra
feminina determinada pelo artigo defnido: Devido à discussão de
ontem, houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho de
ontem, houve...); A segunda expressão não aceita preposição “a”
(o “a” que aparece é artigo defnido, não havendo, pois, crase):
Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o problema
primordial...); Dadas as respostas, o aluno conferiu a prova (=
dados os resultados...).
• Antes de pronome interrogativo, não ocorre crase: A
que artista te referes?
• Na expressão valer a pena ( no sentido de valer
o sacrifício, o esforço), não ocorre crase, pois o “a” é artigo
defnido: Parodiando Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando a
alma não é pequena...
EXERCÍCIOS
01 – A crase não é admissível em:
a) Comprou a crédito.
b) Vou a casa de Maria.
c) Fui a Bahia.
d) Cheguei as doze horas.
e) A sentença foi favorável a ré.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
74
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
02 - (PRF/N.M./ANP) Assinale a opção em que falta o acento
de crase:
a) O ônibus vai chegar as cinco horas.
b) Os policiais chegarão a qualquer momento.
c) Não sei como responder a essa pergunta.
d) Não cheguei a nenhuma conclusão.
03 - (ALCL-DF/N.S./IDR) Assinale a alternativa correta:
a) O ministro não se prendia à nenhuma difculdade
burocrática.
b) O presidente ia a pé, mas a guarda ofcial ia à cavalo.
c) Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara anteriormente.
d) Solicito à V. Exa. Que reconheça os obstáculos que estamos
enfrentando.
04 - (ATCL-DF/N.S./IDR) Marque a alternativa correta
quanto ao acento indicativo da crase:
a) A cidade à que me refro situa-se em plena foresta, a
algumas horas de Manaus.
b) De hoje à duas semanas estaremos longe, a muitos
quilômetros daqui, a gozar nossas merecidas férias.
c) As amostras que servirão de base a nossa pesquisa estão há
muito tempo à disposição de todos.
d) À qualquer distância percebia-se que, à falta de cuidados, a
lavoura amarelecia e murchava.
05 - Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de
crase é facultativo?
a) Minhas idéias são semelhantes às suas.
b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz
c) Dei um presente à Mariana.
d) Fizemos alusão à mesma teoria.
e) Cortou o cabelo à Gal Costa.
06 - “O pobre fca ___ meditar, ___ tarde, indiferente ___ que
acontece ao seu redor”.
a) à - a - aquilo
b) a - a - àquilo
c) a - à - àquilo
d) à - à - aquilo
e) à - à - àquilo
07 - “A casa fca ___ direita de quem sobe a rua, __- duas
quadras da Avenida Central”.
a) à - há
b) a - à
c) a - há
d) à - a
e) à - à
08 - “O grupo obedece ___ comando de um pernambucano,
radicado ___ tempos em São Paulo, e se exibe diariamente ___
hora do almoço”.
a) o - à - a
b) ao - há - à
c) ao - a - a
d) o - há - a
e) o - a - a
09 - “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas
já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
a) à - àqueles - a - há
b) a - àqueles - a - há
c) a - aqueles - à - a
d) à - àqueles - a - a
e) a - aqueles - à - há
10 - Assinale a frase gramaticalmente correta:
a) O Papa caminhava à passo frme.
b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.
c) Chegou à noite, precisamente as dez horas.
d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas.
e) Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora a nada.
11 - O Ministro informou que iria resistir _____ pressões
contrárias _____ modifcações relativas _____ aquisição da casa
própria.
a) às - àquelas _ à
b) as - aquelas - a
c) às àquelas - a
d) às - aquelas - à
e) as - àquelas - à
12 - A alusão _____ lembranças da casa materna trazia _____
tona uma vivência _____ qual já havia renunciado.
a) às - a - a
b) as - à - há
c) as - a - à
d) às - à - à
e) às - a - há
13 - Use a chave ao sair ou entrar __________ 20 horas.
a) após às
b) após as
c) após das
d) após a
e) após à
14 - _____ dias não se consegue chegar _____ nenhuma das
localidades _____ que os socorros se destinam.
a) Há - à - a
b) A - a - a
c) À - à - a
d) Há - a - a
e) À - a - a
15 - Fique _____ vontade; estou _____ seu inteiro dispor para
ouvir o que tem _____ dizer.
a) a - à - a
b) à - a - a
c) à - à - a
d) à - à - à
e) a - a - a
RESPOSTAS
(1-A) (2-A) (3-C) (4-C) (5-C) (6-C) (7-D) (8-B) (9-B) (10-D)
(11-A) (12-D) (13-B) (14-D) (15-B)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
75
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
EXERCÍCIOS
1 (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece
forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta
da língua:
a) Se o compadre trouxesse a rabeca, a gente do ofício fcaria
exultante.
b) Quando verem o Leonardo, fcarão surpresos com os trajes
que usava.
c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte.
d) Se o Leonardo quiser, a festa terá ares aristocráticos.
e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho
do flho.
2 (FUVEST) ....... em ti; mas nem sempre ....... dos outros.
a) Creias – duvidas c) Creias – duvida
b) Crê – duvidas d) Creia – duvide
e) Crê - duvides
3. (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de
conjugação verbal:
a) Os esportes entretêm a quem os pratica.
b) Ele antevira o desastre.
c) Só fcarei tranqüilo, quando vir o resultado.
d) Eles se desavinham freqüentemente.
e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.
4. (PUC) Dê, na ordem em que aparecem nesta questão, as
seguintes formas verbais:
advertir - no imperativo afrmativo, segunda pessoa do plural
compor - no futuro do subjuntivo, segunda pessoa do plural
rever - no perfeito do indicativo, segunda pessoa do plural
prover - no perfeito do indicativo, segunda pessoa do singular
a) adverti, componhais, revês, provistes
b) adverti, compordes, revestes, provistes
c) adverte, compondes, reveis, proviste
d) adverti, compuserdes, revistes, proveste
e) n.d.a
5 (FUVEST) “Eu não sou o homem que tu procuras, mas
desejava ver-te, ou, quando menos, possuir o teu retrato.” Se o
pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência, em lugar
das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos,
respectivamente, as seguintes formas:
a) procurais, ver-vos, vosso
b) procura, vê-la, seu
c) procura, vê-lo, vosso
d) procurais, vê-la, vosso
e) procurais, ver-vos, seu
6 (UNESP) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido.”
Transpondo para a voz passiva, o verbo assume a seguinte forma:
a) tinha sido aprendido
b) era aprendido
c) fora aprendido
d) tinha aprendido
e) aprenderia
7 (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro
na passagem da forma verbal, do imperativo afrmativo para o
imperativo negativo:
a) parti vós - não partais vós
b) amai vós - não ameis vós
c) sede vós - não sejais vós
d) ide vós - não vais vós
e) perdei vós - não percais vós
8 (ITA) Vi, mas não ............; o policial viu, e também não
............, dois agentes secretos viram, e não ............ Se todos nós
............ , talvez .......... tantas mortes.
a)intervir - interviu - tivéssemos intervido - teríamos evitado
b)me precavi - se precaveio - se precaveram - nos
precavíssemos - não teria havido
c)me contive - se conteve - contiveram - houvéssemos contido
- tivéssemos impedido
d)me precavi - se precaveu - precaviram - precavêssemo-nos
não houvesse
e)intervim - interveio - intervieram - tivéssemos intervindo -
houvéssemos evitado
9. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma forma verbal
foi empregada incorretamente:
a) O superior interveio na discussão, evitando a briga.
b) Se a testemunha depor favoravelmente, o réu será absolvido.
c) Quando eu reouver o dinheiro, pagarei a dívida.
d) Quando você vir Campinas, fcará extasiado.
e) Ele trará o flho, se vier a São Paulo.
10 (FUVEST) Assinale a frase que não está na voz passiva:
a) O atleta foi estrondosamente aclamado.
b) Que exercício tão fácil de resolver!
c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes.
d) Escolheu-se, infelizmente, o homem errado.
e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores.
11 (TRT) Assinale a alternativa incorreta quanto à forma
verbal:
a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fscal.
b) Se advierem difculdades, confa em Deus.
c) Se você o vir, diga-lhe que o advogado reteve os documentos.
d) Eu não intervi na contenda porque não pude.
e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas, as partes
desavieram-se e requereram rescisão do contrato.
12 (TRT) Indique a incorreta:
a)Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º.
b)Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do
artigo 2º.
c)Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade
de apresentação dos documentos mencionados.
d)Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são
de responsabilidade do Governo Federal.
e)Todas estão incorretas.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
76
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
13 (FUVEST) Assinale a frase em que aparece o pretérito-
mais-que-perfeito do verbo ser:
a) Não seria o caso de você se acusar?
b) Quando cheguei, ele já se fora, muito zangado.
c) Se não fosses ele, tudo estaria perdido.
d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado.
e) Embora não tenha sido divulgado, soube-se do caso.
RESPOSTA
1-B 2-E 3-E 4-D 5-B 6-C 7-D
8-E 9-B 10-E 11-D 12-A 13-D
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO
Frase – Oração – Período
A análise sintática examina a estrutura do período, divide
e classifca as orações que o constituem e reconhece a função
sintática dos termos de cada oração.
Daremos uma idéia do que seja frase, oração, período, termo,
função sintática e núcleo de um termo da oração.
As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são
reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança
o objetivo do discurso, ou seja, da atividade lingüística: a
comunicação com o ouvinte ou o leitor.
Frase, Oração e Período são fatores constituintes de qualquer
texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de uma seqüência
lógica de idéias, todas organizadas e dispostas em parágrafos
minuciosamente construídos.
FRASE
Frase é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos ouve
ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode revestir
as mais variadas formas, desde a simples palavra até o período mais
complexo, elaborado segundo os padrões sintáticos do idioma.
São exemplos de frases:
Socorro!
Muito obrigado!
Que horror!
Sentinela, alerta!
Cada um por si e Deus por todos.
Grande nau, grande tormenta.
Por que agridem a natureza?
“Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos)
“Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos)
“Fumaça nas chaminés, o céu tranqüilo, limpo o terreiro.”
(Adonias Filho)
“As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo)
“Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus
aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em helicópteros
para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, mas este se
havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)
OBS:
- As frases são proferidas com entoação e pausas especiais,
indicadas na escrita pelos sinais de pontuação.
- Muitas frases, principalmente as que se desviam do esquema
sujeito + predicado, só pode ser entendidas dentro do contexto
(= o escrito em que fguram) e na situação (= o ambiente, as
circunstâncias) em que o falante se encontra.
- Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o
verbo. Exemplo: Tudo parado e morto.
Quanto ao sentido, as frases podem ser:
Declarativas – É aquela através da qual se enuncia algo,
de forma afrmativa ou negativa. Encerram a declaração ou
enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa:
Paulo parece inteligente. (afrmativa)
A retifcação da velha estrada é uma obra inadiável.
(afrmativa)
Nunca te esquecerei. (negativa)
Neli não quis montar o cavalo velho, de pêlo ruço. (negativa)
Interrogativas – É aquela da qual se pergunta algo, direta
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de
interrogação). São uma pergunta, uma interrogação:
Por que chegaste tão tarde?
Gostaria de saber que horas são.
“Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa)
“Não sabe, ao menos, o nome do pequeno?” (Machado de
Assis)
Imperativas – É aquela através da qual expressamos uma
ordem, pedido ou súplica, de forma afrmativa ou negativa.
Contêm uma ordem, proibição, exortação ou pedido:
“Cale-se! Respeite este templo.” (Érico Veríssimo) (afrmativa)
Não cometa imprudências. (negativa)
“Vamos, meu flho, ande depressa!” (Herberto Sales)
(afrmativa)
“Segue teu rumo e canta em paz.” (Cecília Meireles)
(afrmativa)
“Não me leves para o mar.” (Vicente de Carvalho) (negativa)
Exclamativas – É aquela através da qual externamos uma
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento, etc.:
Como eles são audaciosos!
Não voltaram mais!
“Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (Graciliano
Ramos)
Optativas – É aquela através da qual se exprime um desejo:
Bons ventos o levem!
Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios!
“E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de Laet)
“Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano
Ramos)
Imprecativas – Encerram uma imprecação (praga, maldição):
“Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo
Branco)
“Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias)
“Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” (Domingos
Carvalho da Silva)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
77
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de frase
podem encerrar uma afrmação ou uma negação. No primeiro
caso, a frase é afrmativa, no segundo, negativa. O que caracteriza
e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação, ora
ascendente ora descendente.
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser
integralmente captados se atentarmos para o contexto em que
são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se
explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”,
usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de
pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do que
aparentemente diz.
A entoação é um elemento muito importante da frase falada,
pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo
de como é dita, uma frase simples como “É ela.” pode indicar
constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc.
A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, conforme o
tom com que a proferimos. Observe:
Olavo esteve aqui.
Olavo esteve aqui?
Olavo esteve aqui?!
Olavo esteve aqui!
EXERCÍCIOS
1. Marque apenas as frases nominais:
a) Que voz estranha!
b) A lanterna produzia boa claridade.
c) As risadas não eram normais.
d) Luisinho, não!

2. Classifque as frases em declarativa, interrogativa,
exclamativa, optativa ou imperativa.
a) Você está bem?
b) Não olhe; não olhe, Luisinho!
c) Que alívio!
d) Tomara que Luisinho não fque impressionado!
e) Você se machucou?
f) A luz jorrou na caverna.
g) Agora suma, seu monstro!
h) O túnel fcava cada vez mais escuro.

3. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o
modelo:
Luisinho fcou pra trás. (declarativa)
Lusinho, fque para trás. (imperativa)

a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos.
b) Luisinho procurou os fósforos no bolso.
c) Os meninos olharam à sua volta.

4. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos.
Assinale, pois, as frases verbais:

a) Deus te guarde!
b) As risadas não eram normais.
c) Que ideia absurda!
d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.
e) Tão preta como o túnel!
f) Quem bom!
g) As ovelhas são mansas e pacientes.
h) Que espírito irônico e livre!
5. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa,
interrogativa, imperativa e exclamativa:
a) Que fores tão aromáticas!
b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes?
c) Devemos manter a nossa escola limpa.
d) Respeitem os limites de velocidade.
e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência?
f) Atravessem a rua com cuidado.
g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido!
h) Antes de tomar banho no mar, deve-se olhar para a cor
da bandeira.
i) Não te quero ver mais aqui!
j) Hoje saímos mais cedo.
RESPOSTAS
1-“a” e “d”
2- a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d) optativa;
e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h) declarativa
3- a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho,
procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta!
4- a/b/d/g
5- a) exclamativa; b) interrogativa; c) declarativa; d)
imperativa; e) interrogativa; f) imperativa; g) exclamativa; h)
declarativa; i) imperativa; j) declarativa
ORAÇÃO
É todo enunciado linguístico dotado de sentido, porém há,
necessariamente, a presença do verbo. A oração encerra uma frase
(ou segmento de frase), várias frases ou um período, completando
um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto
fnal, interrogação, exclamação e, em alguns casos, através de
reticências.
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações,
não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
Socorro!
Com licença!
Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso.
“A bênção, mãe Nácia!” (Raquel de Queirós)
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as
unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração desempenha
uma função sintática. Geralmente apresentam dois grupos de
palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma coisa ( o
sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado),
e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
78
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
A menina banhou-se na cachoeira.
A menina – sujeito
banhou-se na cachoeira – predicado
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em
número e pessoa. É normalmente o “ser de quem se declara algo”,
“o tema do que se vai comunicar”.
O predicado é a parte da oração que contém “a informação
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito,
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
Observe:
O amor é eterno.
O tema, o ser de quem se declara algo, o sujeito, é “O amor”.
A declaração referente a “o amor”, ou seja, o predicado, é “é
eterno”.
Já na frase:
Os rapazes jogam futebol.
O sujeito é “Os rapazes”, que identifcamos por ser o termo
que concorda em número e pessoa com o verbo “jogam”. O
predicado é “jogam futebol”.
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de sua
signifcação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e revestiu
são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para
desembarcar.” (Aníbal Machado)
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
Os termos da oração da língua portuguesa são classifcados
em três grandes níveis:
• Termos Essencias da Oração: Sujeito e Predicado.
• Termos Integrantes da Oração: Complemento
Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto
e Agente da Passiva).
• Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
Termos Essenciais da Oração
São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração:
sujeito e predicado. Exemplos:
Sujeito Predicado
Pobreza não é vileza.
Os sertanistas capturavam os índios.
Um vento áspero sacudia as árvores.
Sujeito - É equivocado dizer que o sujeito é aquele que
pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma
coisa. Ao fazer tal afrmação estamos considerando o aspecto
semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto
estilístico (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de
uma análise sintática, vamos restringir a defnição apenas ao seu
papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal,
o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o
núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
• estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
• apresentar-se como elemento determinante em relação
ao predicado;
• constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo
ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Exemplos:
1- A padaria está fechada hoje.
está fechada hoje: predicado nominal
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
a padaria: sujeito
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
2- Nós mentimos sobre nossa idade para você.
mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal
mentimos: verbo = núcleo do predicado
nós: sujeito
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante,
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição de
determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido
com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma sentença
sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
Exemplos:
1- As formigas invadiram minha casa.
as formigas: sujeito = termo determinante
invadiram minha casa: predicado = termo determinado
2- Há formigas na minha casa.
há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
sujeito: inexistente
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal
, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse nome se refere
a objetos das primeira e segunda pessoas, o sujeito é representado
por um pronome pessoal do caso reto (eu, tu, ele, etc.). Se o sujeito
se refere a um objeto da terceira pessoa, sua representação pode ser
feita através de um substantivo, de um pronome substantivo ou de
qualquer conjunto de palavras, cujo núcleo funcione, na sentença,
como um substantivo.
Exemplos:
Eu acompanho você até o guichê.
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
Vocês disseram alguma coisa?
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
Marcos tem um fã-clube no seu bairro.
Marcos: sujeito = substantivo próprio
Ninguém entra na sala agora.
ninguém: sujeito = pronome substantivo
O andar deve ser uma atividade diária.
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
79
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir de
uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de oração
substantiva subjetiva:
É difícil optar por esse ou aquele doce...
É difícil: oração principal
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
O sino era grande.
Ela tem uma educação fna.
Vossa Excelência agiu como imparcialidade.
Isto não me agrada.
Morrer pela pátria é glorioso.
“Ouvia-se o matraquear de máquinas de escrever.” (Érico
Veríssimo)
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.)
Exemplo:
“Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a
selvagem flha do sertão.” (José de Alencar)
O sujeito pode ser:
Simples – quando tem um só núcleo:
As rosas têm espinhos.
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fla
indiana.” (Antônio Olavo Pereira)
Composto – quando tem mais de um núcleo:
“O burro e o cavalo nadavam ao lado da canoa.” (Herberto
Sales)
Expresso – quando está explícito, enunciado:
Eu viajarei amanhã.
Oculto (ou elíptico) – quando está implícito, isto é, quando
não está expresso, mas se deduz do contexto:
Viajarei amanhã. (sujeito: eu, que se deduz da desinência do
verbo)
“Um soldado saltou para a calçada e aproximou-se.” (Érico
Veríssimo) (o sujeito, soldado, está expresso na primeira oração e
elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se.)
Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito: vocês)
Agente – se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa:
O Nilo fertiliza o Egito.
Paciente – quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa
pelo verbo passivo:
O criminoso é atormentado pelo remorso.
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios.
Construíram-se açúdes. (= Açúdes foram construídos.)
Agente e Paciente – quando o sujeito faz a ação expressa por
um verbo refexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa
ação:
O operário feriu-se durante o trabalho.
Regina trancou-se no quarto.
Indeterminado – quando não se indica o agente da ação
verbal:
Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou a
senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.)
Come-se bem naquele restaurante.
Observações:
• Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.
• Sujeito formado por pronome indefnido não é
indetermiado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho.
Ninguém lhe telefonou.
• Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente já
expresso nas orações anteriores.
- Na rua olhavam-no com admiração.
- “Bateram palmas no portãozinho da frente.” (Josué
Guimarães)
- “De qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
(Rubem Braga)
• Assinala-se a indetermiação do sujeito com um verbo
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito.
Pode ser omitido junto de infnitivos.
- Aqui vive-se bem.
- Devagar se vai ao longe.
- Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
- Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.
- “E passou-se a falar em internacionalização da Amazônia.”
(Tiago de Melo)
- “Saía-se do coração da brenha só para se ver o barco.”
(Ferreira de Castro)
• Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o
verbo no infnitivo impessoal:
- Era penoso carregar aqueles fardos enormes.
- É triste assistir a estas cenas repulsivas.
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa língua.
Exemplos:
É fácil este problema!
Vão-se os anéis, fquem os dedos.
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.”
(José de Alencar)
“Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.” (Ramalho
Ortigão)
“Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo
Branco)
“No muro de tijolo vermelho passeavam lagartixas.”
(Graciliano Ramos)
“Para o cargo de primeiro governador do Brasil foi escolhido
o fdalgo Tomé de Sousa.” (Eduardo Bueno)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
80
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Sem Sujeito – constituem a enunciação pura e absoluta de
um fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído
a nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
pessoa do singular:
Havia ratos no porão.
Choveu durante o jogo.
Observação: São verbos impessoais:
• Haver (nos sentidos de existir, acontecer, realizar-se,
decorrer).
- Há plantas venenosas.
- Havia quadros nas paredes.
- Houve algo de anormal?
- Havia três noites que não dormia.
- Onde houvesse festas e danças, ali estava ele.
• Fazer, passar, ser e estar, com referência ao tempo.
- Faz dois anos que me formei.
- “Fazia dias que o Balão não aparecia na porteira do curral.”
(José J. Veiga).
- Hoje fez muito calor.
- Fazia um frio intenso.
- Era no mês de maio.
- Era à hora do jantar.
- Eram trinta de maio de 1980.
- Abria a janela, se estava calor.
- Olhei o relógio: passava das cinco horas da tarde.
• Chover, ventar, nevar, gear, relampejar, amanhecer,
anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos.
- Chovia torrencialmente.
- Ventou muito durante a noite.
- Anoiteceu rapidamente.
- Havia três noites que não dormia.
- Nevou no Sul do país.
Predicado - Assim como o sujeito, o predicado é um
segmento extraído da estrutura interna das orações ou das frases,
sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse sentido, o
predicado é sintaticamente o segmento lingüístico que estabelece
concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito -,
sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o
termo determinado (ou principal). Não se trata, portanto, de defnir
o predicado como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem
certas gramáticas da língua portuguesa, mas sim estabelecer a
importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos
essenciais da oração. Então têm por características básicas:
• apresentar-se como elemento determinado em relação ao
sujeito;
• apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao
sujeito.
Exemplos:
1- Carolina conhece os índios da Amazônia.
sujeito: Carolina = termo determinante
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
determinado
2- Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João.
sujeito: todos nós = termo determinante
predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo
determinado
Nesses exemplos podemos observar que a concordância
é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos
essenciais. Na frase (1), entre “Carolina” e “conhece”; na frase
(2), entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque a concordância é
centrada nas palavras que são núcleos, isto é, que são responsáveis
pela principal informação naquele segmento. No predicado o
núcleo pode ser de dois tipos: um nome, quase sempre um atributo
que se refere ao sujeito da oração, ou um verbo (ou locução
verbal). No primeiro caso, temos um predicado nominal (seu
núcleo signifcativo é um nome – substantivo, adjetivo, pronome
– ligado ao sujeito por um verbo de ligação) e no segundo um
predicado verbal (seu núcleo é um verbo, seguido, ou não, de
complemento(s) ou termos acessórios). Quando, num mesmo
segmento o nome e o verbo são de igual importância, ambos
constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de predicado
verbo-nominal(tem dois núcleos signifcativos: um verbo e um
nome). Exemplos:
1- Minha empregada é desastrada.
predicado: é desastrada
núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
tipo de predicado: nominal
Obs: O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
2- A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.
predicado: demoliu nosso antigo prédio
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o
sujeito
tipo de predicado: verbal
3- Os manifestantes desciam a rua desesperados.
predicado: desciam a rua desesperados
núcleos do predicado: 1. desciam = nova informação sobre o
sujeito;
2. desesperados = atributo do sujeito
tipo de predicado: verbo-nominal
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é responsável
também por defnir os tipos de elementos que aparecerão no
segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta para compor
o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos é necessário
um complemento que, juntamente com o verbo, constituem
a nova informação sobre o sujeito. De qualquer forma, esses
complementos do verbo não interferem na tipologia do predicado.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo,
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por estar
expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos:
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é
depois de algozes)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
81
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da
Silva) (Subetntende-se o verbo está depois de peixe)
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.”
(Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)
“Vamos jogar, só nós dois? Você chuta para mim e eu para
você.” (Antônio Olinto) (está elíptico o verbo chuto depois do
pronome eu)
A mesa era farta e as iguarias fnas. (está oculto o verbo eram
depois do sujeito iguarias)
“__Quando poderei voltar? Perguntou Simão.
__ Em poucos dias, salvo se as cousas se complicarem.”
(Machado de Assis)
(isto é: Poderá voltar em poucos dias...)
Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo forma
o predicado.
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, podendo,
por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos de predicação
completa denominados intransitivos. Exemplo:
As fores murcharam.
Os animais correm.
As folhas caem.
“Os inimigos de Moreiras rejubilaram.” (Graciliano Ramos)
“A mão ardia e o dedo inchava.” (Luís Jardim)
“E espocavam gargalhadas no grupo...” (Aluísio Azevedo)
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem o
predicado necessitam de outros termos: são os verbos de predicação
incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
João puxou a rede.
“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara
Resende)
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.”
(Camilo Castelo Branco)
“Julgava-o um aluado.” (Ciro dos Anjos)
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou,
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas:
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a que?
Os verbos de predicação completa denominam-se
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos.
Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos
diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos
(bitransitivos).
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram
uma noção defnida, um conteúdo signifcativo, existem os de
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal,
relacionando o predicativo com o sujeito.
Quanto à predicação classifcam-se, pois os verbos em:
Intransitivos – são os que não precisam de complemento,
pois têm sentido completo.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis)
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar)
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.”
(Marquês de Maricá)
“As sovas de meu pai doiam por muito tempo.” (Machado
de Assis)
“Fui e parei diante dele.” (Machado de Assis)
“O padre apareceu e logo o burburinho cessou.” (Coelho
Neto)
Observações:
• Os verbos intransitivos podem vir acompanhados de
um adjunto adverbial e mesmo de um predicativo (qualidade,
características):
- Fui cedo.
- Passeamos pela cidade.
- Cheguei atrasado.
- Entrei em casa aborrecido.
• As orações formadas com verbos intransitivos não
podem “transitar” (= passar) para a voz passiva.
• Verbos intransitivos passam, ocasionalmente, a
transitivos quando construídos com o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
- “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
- “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo que
já morreu...” (Ciro dos Anjos)
- “Os olhos pestanejavam e choravam lágrimas quentes...”
(Graciliano Ramos)
- “Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor.”
(Viana Moog)
- “Tinha testa enrugada, como quem vivera vida de contínuo
pensar.” (Alexandre Herculano)
- “Pouco dinheiro basta ao homem sóbrio e econômico.”
(Aulete)
• Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
Transitivos Diretos – são os que pedem um objeto direto,
isto é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo:
julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar,
declarar, adotar, ter, fazer, tornar, encontrar, deixar, ver, coroar,
sagrar, achar, etc. Exemplos:
Comprei um terreno e construí a casa.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
Maricá)
“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
(Guedes de Amorim)
“As poucas vezes que o visitei foi por motivo de doença dele.”
(Mário de Alencar)
“Simão Bacamarte não o contrariou.” (Machado de Assis)
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque
os que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Consideramos o caso extraordinário.
Inês trazia as mãos sempre limpas.
O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso.
“Deus vos fez padre e bispo.” (Carlo de Laet)
“Ele achou estranho o cerimonial.” (Érico Veríssimo)
“Todos as tratam por madame.” (Vivaldo Coaraci)
“Já outro dia, encontrei-a muito previnida.” (Ciro dos Anjos)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
82
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Observações:
• Os verbos transitivos diretos, em geral, podem ser usados
também na voz passiva.
• Outra características desses verbos é a de poderem
receber como objeto direto, os pronomes o, a, os, as: convido-o,
encontro-os, incomodo-a, conheço-as.
• Os verbos transitivos diretos podem ser construídos
assidentalmente, com preposição, a qual lhes acrescenta novo
matiz semântico: arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma
ferramenta; tomar do lápis; cumprir com o dever.
• Alguns verbos transitivos diretos: abençoar, achar, colher,
avisar, abraçar, comprar, castigar, contrariar, convidar, desculpar,
dizer, estimar, elogiar, entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar,
perseguir, prejudicar, receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.
Transitivos Indiretos – são os que reclamam um complemento
regido de preposição, chamado objeto indireto. Exemplos:
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
neutros.” (Érico Veríssimo)
“Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José
Américo)
“Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.”
(José Geraldo Vieira)
“Não sucedesse a morte à vida!” (Cabral do Nascimento)
“Desinteressa-se totalmente de você.” (José Geraldo Vieira)
“Dr. Leandro proverá a tudo.” (Antônio Olavo Pereira)
“Nem nos sonhos cheguei a aspirar a tal emprego.” (Ciro dos
Anjos)
“As coisas obedeciam ao seu tempo regular.” (Raquel de
Queirós)
“Quem ouvir, pensará que estou atirando aos nhambus, claro.”
(Guimarães Rosa)
“Ansiava pelo novo dia que vinha nascendo.” (Fernando
Sabino)
“O luxo contribuiu para a sua ruína.” (Aulete)
“O ator não teria dinheiro para lhe pagar.” (Fernando Namora)
“Sucedi-lhe no cargo de diretor do Arquivo Histórico...” (Ciro
dos Anjos)
“Aqui tem já Vossa Excelência três pessoas que lhe querem
muito.” (Camilo Castelo Branco)
“Não acreditava que Deus lhe houvesse perdoado enquanto
lhe não restituísse o flho.” (Camilo Castelo Branco)
Observações:
• Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os
que se constroem com os pronomes objetivos lhe, lhes. Em geral
são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe, agradeço-lhe,
apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-lhe, interessa-
lhe, obedece-lhe, paga-lhe, perdôo-lhe, quero-lhe (=quero-lhe
bem), resiste-lhe, repugna-lhe, sucede-lhe, valeu-lhe, etc.
• Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os
que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe, lhes,
construindo-se com os pronomes retos precedidos de preposição:
aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, depender dele,
investir contra ele, não ligar para ele, recorrer a ele, simpatizar
com ele, etc.
• Principais verbos transitivos indiretos: abusar(de),
aludir(a), assistir(a), anuir(a), aspirar(a), aprazer(a), ansiar(por),
atentar(em), agradar(a), atirar(a, em contra), bater(em), contentar-
se(com, de, em), cuidar(de), cogitar(em,de), conspirar(contra),
carecer(de), crer(em), confar(em), contribuir(para), gostar(de),
interessar(a), investir(contra, com), lutar(contra), lembrar-
se(de), obedecer(a), obstar(a), pagar(a), perdoar(a), presidir(a),
precisar(de), querer(a), recorrer(a), repugnar(a), resistir(a),
valer(a), zombar(de).
• Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e pouco
mais, usados também como transitivos diretos: João paga (perdoa,
obedece) o médico. O médico é pago (perdoado, obedecido) por
João.
• Há verbos transitivos indiretos, como atirar, investir,
contentar-se, etc., que admitem mais de uma preposição, sem
mudança de sentido. Outros mudam de sentido com a troca
da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua vida.
(tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira.
(tratar=lidar).
• Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., variam
de signifcação conforme sejam usados como transitivos diretos
ou indiretos.
Transitivos Diretos e Indiretos – são os que se usam com dois
objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. Exemplos:
No inverso, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos fores à noiva.
Ceda o lugar aos mais velhos.
Perdoa-lhe tudo. (=Perdoa tudo a ele)
“A sua intuição preveniu-a de uma desgraça.” (Fernando
Namora)
“Causou-me dó a morte do avô.” (Luís Jardim)
“Ensinamos técnicas agrícolas aos camponeses.” (Érico
Veríssimo)
“Era o que eu faria, se ela me preferisse a você.” (A. Olavo
Pereira)
“Expliquei isso a ele, disse adeus e fui andando.” (José J.
Veiga)
“O século XX familiarizou o homem com a máquina.”
(Aurélio)
Principais verbos transitivos diretos e indiretos (bitransitivos):
atirar, atribuir, dar, doar, ceder, apresentar, ofertar, oferecer, pedir,
prometer, explicar, ensinar, proporcionar, perdoar, pagar, preferir,
devolver, chamar, entregar, perguntar, informar, aconselhar,
propor, prevenir, relatar, narrar.
De Ligação – Os que ligam ao sujeito uma palavra ou
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na formação
do predicado nominal. Exemplos:
A Terra é móvel.
A água está fria.
O moço anda (=está) triste.
Mário encontra-se doente.
A Lua parecia um disco.
João fcou zangado.
O fato pareceu-lhe estranho.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
83
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
A Lua ia (=estava) alta.
As crianças tornam-se rebeldes.
A crisálida vira borboleta.
Pedro fez-se lívido.
O dia continuava chuvoso.
Ele permaneceu sentado.
Minha proposta saiu vitoriosa.
A operação resultou inútil.
As matrículas acham-se abertas.
Observações:
• Os verbos de ligação não servem apenas de anexo, mas
exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais se considera
a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por exemplo,
traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto transitório:
Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. (aspecto
transitório).
• Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos
em frases como: Era =existia) uma vez uma princesa.; Eu não
estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com difculdades.;
Parece que vai chover.
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classifcação
fxa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplo:
O homem anda. (intransitivo)
O homem anda triste. (de ligação)
O cego não vê. (intransitivo)
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
Deram 12 horas. (intransitivo)
A terra dá bons frutos. (transitivo direto)
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)
Os pais dão conselhos aos flhos. (transitivo direto e indireto)
Predicativo – Há o predicativo do sujeito e o predicativo do
objeto.
Predicativo do Sujeito – é o termo que exprime um atributo,
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:
A bandeira é o símbolo da Pátria.
A mesa era de mármore.
O mar estava agitado.
A ilha parecia um monstro.
Todos andam apreensivos.
Eu não sou ele.
Os premiados foram dois.
As crianças estavam com fome.
A árvore fcou sem folhas.
A tentativa resultou inútil.
Eles devem ser irmãos.
As águas podiam estar poluídas.
O portão permanecerá fechado.
A vida tornou-se insuportável.
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava atrasado.)
O menino abriu a porta ansioso.
Todos partiram alegres.
Marta entrou séria.
O professor sorriu satisfeito.
O prisioneiro foi encontrado morto.
O soldado foi julgado incapaz.
Ele será eleito presidente.
Ele é tido por sábio.
O cosmonauta foi aclamado como herói.
Lembro-me dela com saudade. (=Lembro-me dela saudoso.)
Observações:
• O predicativo subjetivo às vezes está preposicionado.
• Pode o predicativo preceder o sujeito e até mesmo ao
verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda estava Amélia!;
Completamente feliz ninguém é.; Raros são os verdadeiros
líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, os retirantes
iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas coisas.; Onde
está a criança que fui?
Predicativo do Objeto – é o termo que se refere ao objeto de
um verbo transitivo. Exemplos:
O juiz declarou o réu inocente.
O povo elegeu-o deputado.
As paixões tornam os homens cegos.
Nós julgamos o fato milagroso.
Os presos tinham os pés inchados.
Ela adotou-o por flho.
Muitos consideram-no (como) um sábio.
Alguns chamam-no (de) impostor.
Os inimigos chamam-lhe (de) traidor.
As batalhas sagraram-no herói.
A doença deixou-me sem apetite.
A mãe viu-o desanimado.
Silvinho acha-se um gênio.
Observações:
• O predicativo objetivo, como vemos dos exemplos
acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em certos casos,
é facultativa.
• O predicativo objetivo geralmente se refere ao objeto
direto. Excepcionalmente, pode referir-se ao objeto indireto do
verbo chamar. Chamavam-lhe poeta.
• Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O
advogado considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas vezes.”;
“Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da cidade.”;
“Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele choque com
o mundo me causara.”
Termos Integrantes da Oração
Chamam-se termos integrantes da oração os que completam
a signifcação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram,
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à
compreensão do enunciado. São os seguintes:
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
84
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
1. Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto
Indireto);
2. Complemento Nominal;
3. Agente da Passiva.
Objeto Direto – É o complemento dos verbos de predicação
incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
As plantas purifcaram o ar.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
Procurei o livro, mas não o encontrei.
Ninguém me visitou.
Esta é a casa que eu vendi.
Houve grandes festejos.
Tia Mirtes já não sentia dor nem cansaço.
O povo aclamou o imperador e a imperatriz.
“Mendonça cumprimentou-as respeitosamente.” (Machado
de Assis)
“Tão leve estou que já nem sombra tenho.” (Mário Quintana)
“Lembranças havia que eram úlceras incuráveis da memória.”
(Érico Veríssimo)
O objeto direto tem as seguintes características:
• Completa a signifcação dos verbos transitivos diretos;
• Normalmente, não vem regido de preposição;
• Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
verbo ativo: Caim matou Abel.
• Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi
morto por Caim.
O objeto direto pode ser constituído:
• Por um substantivo ou expressão substantivada: O
lavrador cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
• Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos,
vos: Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se
ao espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.;
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a fcar quieta.”;
“Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
• Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
loja.; A árvore que plantei foresceu. (que:objeto direto de plantei);
Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do livro,
ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos meus
escritos?”
Freqüentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma esfera
semântica:
“Viveu José Joaquim Alves vida tranqüila e patriarcal.”
(Vivaldo Coaraci)
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
Machado)
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado
de Assis)
“Como andei contando um sonho, me lembrei de outro que já
sonhei mais de uma vez.” (Oto Lara Resende)
Em tais construções é de rigor que o objeto venha acompanhado
de um adjunto.
Objeto Direto Preposicionado – Há casos em que o objeto
direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem
precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre
principalmente:
• Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
mais a ele do que aos outros flhos.”; “Pareceu-me que Roberto
hostilizava antes a mim do que à idéia.”; “Ricardina lastimava o
seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós.”
• Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
Severiano tinha um flho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele – com
aquele homem a quem na realidade também temia, como todos
ali.”
• Quando precisamos assegurar a clareza da frase,
evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo
construções ambíguas: Convence, enfm, ao pai o flho amado.;
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?; “E olhava
o amigo como a um flho mais velho.”; Olho Gabriela como a
uma criança, e não mulher feita.”; “Foi a comadre do Rubião
que o agasalhou e mais ao cachorro.”; “Encontrou-a e ao marido
na fazenda das Lajes.”; “A inimigo não se poupa.”; “Também
se adormece a fome, como às crianças, cantando.”; “Ao poeta
Drummond, que mora mais além, a feira deve incomodar, porque
os grandes caminhões roncam sob a sua janela.”
• Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e
a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de
duas criaturas que só tinham uma à outra.”
• Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas,
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre todas
as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O estrangeiro
foi quem ofendeu a Tupã.”; “É certo que ele teme a Deus e crê na
doutrina.”; “E dali em diante, o drama intensifcava-se, fazendo
sorrir, de plena satisfação, a Caetano.”; “Esse último rasgo do
Costa persuadiu a crédulos e incrédulos.”; “Diabolicamente, o
dinheiro atrai a pequenos e grandes.”
• Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o
objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; A
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade
conheço desde os seus mais tenros anos.”; “Ao Medeiros não o
amordaçavam as convenções.”
• Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a ambos...”
• Com certos pronomes indefnidos, sobretudo referentes
a pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias
a outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também
aos outros.; A quantos a vida ilude!; “A estupefação imobilizou
a todos.”; “A tudo e a todos eu culpo.”; “Como fosse acanhado,
não interrogou a ninguém.”
• Em certas construções enfáticas, como puxar (ou
arrancar) da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar
com os livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço
fno...”; “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha,
pegou da linha, enfou a linha na agulha e entrou a coser.”;
“Imagina-se a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
85
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Observações:
• Nos quatro primeiros casos estudados a preposição é de
rigor, nos cinco outros, facultativa.
• A substituição do objeto direto preposicionado pelo
pronome oblíquo átono, quando possível, se faz com as formas
o(s), a(s) e não lhe, lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao
amigo (convencê-lo).
• O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
verbo transitivo direto.
• Podem resumir-se em três as razões ou fnalidades do
emprego do objeto direto preposicionado: a clareza da frase; a
harmonia da frase; a ênfase ou a força da expressão.
Objeto Direto Pleonástico – Quando queremos dar destaque
ou ênfase à idéia contida no objeto direto, colocamo-lo no início
da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome
oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se
pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
“Seus cavalos, ela os montava em pêlo.” (Jorge Amado)
“Os que lá não penetram, engole-os a obscuridade.” (Machado
de Assis)
“De mais a mais, frutas os passarinhos conseguem-nas pelo
seu próprio esforço.” (Vivaldo Coaraci)
“Aquelas veemências, quem não as ouviu de voz ou não as
viu de letra? (Raquel de Queirós)
Objeto Indireto – É o complemento verbal regido de
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa,
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere a ação verbal:
“Nunca desobedeci a meu pai.” (Povina Cavalcânti)
O objeto indireto completa a signifcação dos verbos:
Transitivos Indiretos:
Assisti ao jogo.
Assistimos à missa e à festa.
Aludiu ao fato.
Aspiro a uma vida calma.
Absteve-se de vinho.
Deparei com um estranho.
O pai batia-lhe. (no flho)
Anseio pela tua volta.
Atentou contra a vida do rei.
Gosto de frutas e de doces.
Obedeço ao regulamento.
Deus lhe perdoe. (ao pecador)
Paguei ao médico ontem.
Preciso de ti amanhã.
Ele zombou de nós.
Responderei à carta de Lúcia.
Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva):
Dou graças a Deus.
Ceda o lugar aos mais velhos.
Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres.
Disse-lhe a verdade. (Disse a verdade ao moço.)
Peço-lhe desculpas. (Peço desculpas ao professor.)
Revoltavam o povo contra o regime.
Não revelarei isto a ninguém.
Acostumou o corpo ao frio e às intempéries.
Beijou as mãos ao sacerdote.
O juiz confou-lhe a guarda do menino.
Perdôo-lhe a ofensa.
Devolve-lhe o dinheiro. (=Devolva o dinheiro a ele.)
Não lhe foi devolvido o livro. (=Não lhe devolveram o livro.)
Devolveu-se-lhe o livro. (=O livro foi-lhe devolvido.)
Aos vencidos tomavam-se os bens à força.
A árvore foi sacrifcada à tirania do progresso.
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente
transitivos indiretos:
A bom entendedor meia palavra basta.
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele)
Isto não lhe convém.
A proposta pareceu-lhe aceitável.
Observações:
• Há verbos que podem construir-se com dois objetos
indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a Deus por
nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para ti a meu
senhor um rico presente.
• Não confundir o objeto direto com o complemento
nominal nem com o adjunto adverbial.
• Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para
ele nada é impossível”, os pronomes em destaque podem ser
considerados adjuntos adverbiais.
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa ou
implícita.
• A preposição está implícita nos pronomes objetivos
indiretos (àtonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto pretence
a ti.); Rogo-lhe que fque. (=Rogo a você...); Peço-vos isto. (=Peço
isto a vós.)
• Nos demais casos a preposição é expressa, como
característica do objeto indireto: Recorro a Deus.; Dê isto a (ou
para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele só pensa em si.; Esperei
por ti.; Falou contra nós.; Conto com você.; Não preciso disto.;
O flme a que assisti agradou ao público.; Assisti ao desenrolar
da luta.; A coisa de que mais gosto é pescar.; A pessoa a quem
me refro você a conhece.; Os obstáculos contra os quais luto são
muitos.; As pessoas com quem conto são poucas.
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) ou
pelos pronomes.
As preposições que o ligam ao verbo são: a, com, contra, de,
em, para e por.
Objeto Indireto Pleonástico – À semelhança do objeto
direto, o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
Exemplos:
“A mim o que me deu foi pena.” (Ribeiro Couto)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
86
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
“Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica...?
(Machado de Assis)
“E, aos brigões, incapazes de se moverem, basta-lhes
xingarem-se à distância.” (Dalton Trevisan)
“Mas que te importam a ti os assuntos que me são agradáveis?”
(Graciliano Ramos)
Complemento Nominal – É o termo complementar
reclamado pela signifcação transitiva, incompleta, de certos
substantivos, adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de
preposição. Exemplos:
A defesa da pátria.
Assistência às aulas.
“O ódio ao mal é amor do bem, e a ira contra o mal,
entusiasmo divino.” (Rui Barbosa)
“Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” (Cabral do
Nascimento)
“A sensibilidade existe e está a serviço da harmonia, da
beleza e do equilíbrio.” (Luís Carlos Lisboa)
“Pois bem, nada me abala relativamente ao Rubião.”
(Machado de Assis)
A grande rodovia corre paralelamente às fronteiras
setentrionais do Brasil.
Observações:
• O complemento nominal representa o recebedor, o
paciente, o alvo da declaração expressa por um nome: amor a
Deus, a condenação da violência, o medo de assaltos, a remessa
de cartas, útil ao homem, compositor de músicas, etc. É regido
pelas mesmas preposições usadas no objeto indireto. Difere deste
apenas porque, em vez de complementar verbos, complementa
nomes (substantivos, adjetivos) e alguns advérbios em –mente.
• A nomes que requerem complemento nominal
correspondem, geralmente, verbos de mesmo radical: amor
ao próximo, amar o próximo; perdão das injúrias, perdoar as
injúrias; obediente aos pais, obedecer aos pais; regresso à pátria,
regressar à pátria; remessa de cartas, remeter cartas; criação
de impostos, criar impostos; queima de fogos, queimar fogos;
recordação do passado, recordar o passado; resistência ao mal,
resistir ao mal, etc.
Agente da Passiva – É o complemento de um verbo na voz
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo
passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos
freqüentemente pela preposição de:
Alfredo é estimado pelos colegas.
A cidade estava cercada pelo exército romano.
“Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”
(Olavo Bilac)
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou
pelos pronomes:
As fores são umedecidas pelo orvalho.
A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
Muitos já estavam dominados por ele.
Aquele é o cachorro pelo qual fui mordido.
Conheço o funcionário por quem fui atendido.
Por quem teria ele sido denunciado?
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz
ativa:
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Tu o acompanharás. (voz ativa)
Observações:
• Frase de forma passiva analítica sem complemento
agente expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado
e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade.
(Expulsaram-no da cidade.); As forestas são devastadas.
(Devastam as forestas.)
• Na passiva pronominal não se declara o agente: Nas ruas
assobiavam-se as canções dele pelos pedestres. (errado); Nas
ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres. (certo);
Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (certo)
Termos Acessórios da Oração
Termos acessórios são os que desempenham na oração uma
função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, determinar
os substantivos, exprimir alguma circunstância.
São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal,
adjunto adverbial e aposto.
Adjunto adnominal – É o termo que caracteriza ou determina
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. (Meu
determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas
caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto adnominal).
O adjunto adnominal pode ser expresso:
• Pelos adjetivos: água fresca, terras férteis, animal feroz;
• Pelos artigos: o mundo, as ruas, um rapaz;
• Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, este lugar, pouco
sal, muitas rãs, país cuja história conheço, que rua?;
• Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto;
• Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem
qualidade, posse, origem, fm ou outra especifcação:
- presente de rei (=régio): qualidade
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença
- água da fonte, flho de fazendeiros: origem
- fo de aço, casa de madeira: matéria
- casa de ensino, aulas de inglês: fm, especialidade
- homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade
- histórias de arrepiar os cabelos (=arrepiadoras): qualidade
- criança com febre (=febril): característica
- aviso do diretor: agente
Observações:
• Não confundir o adjunto adnominal formado por locução
adjetiva com complemento nominal. Este representa o alvo da ação
expressa por um nome transitivo: a eleição do presidente, aviso
de perigo, declaração de guerra, empréstimo de dinheiro, plantio
de árvores, colheita de trigo, destruidor de matas, descoberta de
petróleo, amor ao próximo, etc.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
87
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
O adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo,
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das matas,
cheiro de petróleo, amor de mãe.
Adjunto adverbial – É o termo que exprime uma circunstância
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifca
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas
numa tarde brincavam de roda na praça.” (Geraldo França de
Lima)
O adjunto adverbial é expresso:
• Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.; Maria é
mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; Ele fala bem,
fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez esteja enganado.
• Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes
viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu pai.;
Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu de
repente.
Observações:
• Pode ocorrer a elipse da preposição antes de adjuntos
adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não dormi. (=Naquela
noite...); Domingo que vem não sairei. (=No domingo...); Ouvidos
atentos, aproximei-me da porta. (=De ouvidos atentos...).
• Os adjuntos adverbiais classifcam-se de acordo com as
circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de lugar, modo,
tempo, intensidade, causa, companhia, meio, assunto, negação,
etc.
• É importante saber distinguir adjunto adverbial de
adjunto adnominal, de objeto indireto e de complemento nominal:
sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.adn.); gosta do mar (obj.
indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
Aposto – É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece,
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos:
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
“Nicanor, acensorista, expôs-me seu caso de consciência.”
(Carlos Drummond de Andrade)
“No Brasil, região do ouro e dos escravos, encontramos a
felicidade.” (Camilo Castelo Branco)
“No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de
nossa gente.” (Mário de Andrade)
Casas e pastos, árvores e plantações, tudo foi destruído pela
enchente.
“O pastor, o guarda, o médico, todos olham e não dizem
nada.” (Ricardo Ramos)
Prezamos acima de tudo duas coisas: a vida e a liberdade.
“Cada casa arrumava, no terreiro em frente, a sua fogueira:
uma pirâmide de toros de madeira decepados pela manhã.”
(Povina Cavalcânti)
“Ele, Caúla, não fcaria ancorado como uma canoa.” (Adonias
Filho)
“E isso exigiria estratagemas, coisas a que era avesso.” (José
Geraldo Vieira)
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
substantivo:
Foram os dois, ele e ela.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
O dia amanheceu chuvoso, o que me obrigou a fcar em casa.
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do sujeito:
Audaciosos, os dois surfstas atiraram-se às ondas.
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
cores.
Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas,
na escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo
pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia;
o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
(Graciliano Ramos)
O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
vezes, está elíptico. Exemplos:
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
Mensageira da idéia, a palavra é a mais bela expressão da
alma humana.
“Irmão do mar, do espaço, amei as solidões sobre os rochedos
ásperos.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao sujeito oculto eu).
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
tempestade iminente.
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
Simão era muito espirituoso, o que me levava a preferir sua
companhia.
Um aposto pode referir-se a outro aposto:
“Serafm Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, flha do
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto
é, a saber, ou da preposição acidental como:
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai,
não são banhados pelo mar.
Este escritor, como romancista, nnca foi superado.
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento nominal
ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:
O rei perdoou aos dois: ao fdalgo e ao criado.
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das
coisas.” (Raquel Jardim)
De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.
Vocativo – (do latim vocare = chamar) é o termo (nome,
título, apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal
ou a coisa personifcada a que nos dirigimos:
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
Assis)
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela)
“Ei-lo, o teu defensor, ó Liberdade!” (Mendes Leal)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
88
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
“Vocês por aqui, meninos?!” (Afonso Arinos)
“Meu nobre perdigueiro, vem comigo!” (Castro Alves)
“Serenai, verdes mares!” (josé de Alencar)
“Voltem para sua foresta, seus antropófagos!” (Rubem
Braga)
Observação:
• Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os
pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
prolongado.
O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso, que pode
ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade abstrata
personifcada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó,
olá, eh!):
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
(Graciliano Ramos)
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo
Castelo Branco)
Eh! rapazes, são horas!
“Olá compadre, mais alto, mais alto!” (Augusto Meyer)
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
PERÍODO
Toda frase com uma ou mais orações constitui um período,
que se encerra com ponto de exclamação, ponto de interrogação
ou com teticências.
O período é simples quando só traz uma oração, chamada
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma oração.
Exemplo:
Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração absoluta.)
Quero que você aprenda. (Período composto.)
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há num
período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num período
haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções
verbais nele existentes. Exemplos:
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
oração)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
verbais, duas orações)
Há três tipos de período composto: por coordenação, por
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo
(também chamada de misto).
Período Composto por Coordenação. Orações
Coordenadas
Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
de infância.
1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos
3ª oração: recordamos os tempos de infância
As três orações que compõem esse período têm sentido
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: elas
são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de sentido,
mas, como já dissemos, uma não depende da outra sintaticamente.
As orações independentes de um período são chamadas de
orações coordenadas (OC), e o período formado só de orações
coordenadas é chamado de período composto por coordenação.
As orações coordenadas são classifcadas em assindéticas e
sindéticas.
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
OCA OCA OCA
“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
Assis)
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
(Antônio Olavo Pereira)
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” (Coelho
Neto)
“Avancei lentamente até o bueiro, sentei-me.” (Graciliano
Ramos)
“Jonas dá o sinal de partida, as lanchas se movimentam
lentamente, os saveiros acompanham.” (Jorge Amado)
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
O homem saiu do carro / e entrou na casa.
OCA OCS
As orações coordenadas sindéticas são classifcadas de acordo
com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as
introduzem. Pode ser:
1. Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não
só... mas também, não só... mas ainda.
Saí da escola / e fui à lanchonete.
OCA OCS Aditiva
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
A doença vem a cavalo e volta a pé.
As pessoas não se mexiam nem falavam.
“Não só fndaram as queixas contra o alienista, mas até
nenhum ressentimento fcou dos atos que ele praticara.”
(Machado de Assis)
Os livros não somente instruem mas também divertem.
Ela não somente se orgulhava de seu marido como também
o amava muito.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
89
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
2. Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
Estudei bastante / mas não passei no teste.
OCA OCS Adversativa
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por uma
conjunção coordenativa adversativa.
A espada vence, mas não convence.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
Tens razão, contudo não te exaltes.
Havia muito serviço, entretanto ninguém trabalhava.
O mar é generoso, porém às vezes torna-se cruel.
O instinto social não é privilégio do homem, antes, se nos
depara nos próprios animais. (antes = pelo contrário)
“Já não era um tímido passageiro que embarcara em São
Paulo e sim um estóico aviador.” (José Fonseca Fernandes) (e
sim = mas)
3. Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo.
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
OCA OCS Conclusiva
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
que expressa idéia de conclusão de um fato enunciado na oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Vives mentindo; logo, não mereces fé.
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
Raimundo é homem são, portanto deve trabalhar.
4. Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou...
ou, ora... ora, seja... seja, quer... quer.
Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
OCA OCS Alternativa
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
coordenativa alternativa.
Venha agora ou perderá a vez.
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de
Assis)
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.”
(Luís Jardim)
“Ou Amaro estuda ou largo-o de mão!” (Graciliano Ramos)
O misterioso disco já escurecia, já brilhava intensamente.
5. Orações coordenadas sindéticas explicativas: que,
porque, pois, porquanto.
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que
expressa idéia de explicação, de justifcativa em relação à oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa explicativa.
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã.
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico
Veríssimo)
“Qualquer que seja a tua infância, conquista-a, que te
abençôo.” (Fernando Sabino)
O cavalo estava cansado, pois arfava muito.
Não mintas, porque é pior para ti.
Ninguém podia queixar-se, porquanto eu estava cumprindo
o meu dever.
Decerto alguém o agrediu, pois (ou porque) o nariz dela
sangra.
Período Composto por Subordinação
Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
Todos querem sua participação. (objeto direto)
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
causa)
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
orações com a mesma função sintática:
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada com
função de adjunto adnominal)
Todos querem / que você participe. (oração subordinada com
função de objeto direto)
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração subordinada
com função de adjunto adverbial de causa)
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
subordinada a ela.
Quando um período é constituído de pelo menos um conjunto
de duas orações em que uma delas (a subordinada) depende
sintaticamente da outra (principal), ele é classifcado como período
composto por subordinação.
As orações subordinadas são classifcadas de acordo com a
função que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
Orações Subordinadas Adverbiais
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas que
exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP).
São classifcadas de acordo com a conjunção subordinativa que as
introduz:
1. Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
visto que.
Não fui à escola / porque fquei doente.
OP OSA Causal
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
90
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
O tambor soa porque é oco.
Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
Sousa)
Já que (ou visto que ou desde que ou uma vez que) ninguém
se mexe, temos que agir nós, cidadãos.
“Maximiano temera que o coronel o agredisse, de tão violento
que fcara.” (Jorge Amado)
“Velho que sou, apenas conheço as fores do meu tempo.”
(Vivaldo Coaraci)
Desprezam-me, por isso que sou pobre.
Não posso ir hoje, tanto mais que meu flho está doente.
Não encontrei o livro em nenhuma loja, pela simples razão
que ele não existe.
2. Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para
a ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
Irei à sua casa / se não chover.
OP OSA Condicional
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos ofensores.
Se o conhecesses, não o condenarias.
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de
Andrade)
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
tenha êxito.
Você pode ir, contanto que (ou desde que) volte cedo.
Não sairei de meu consultório, a menos que (ou a não ser
que) haja casos urgentes.
Poderão chegar lá ainda hoje, salvo se acontecer algum
imprevisto.
Não poderás ser bom médico, sem que estudes muito.
“Se convidada, (a menina) senta no colo da gente, conversa
um pouco e logo sai correndo.” (Raquel de Queirós) (se convidada
= se for convidada)
Não fosse a perícia do guia, talvez teríamos perecido todos.
“Escrevesse eu esses livros e estaria rico.” (Autran Dourado)
“Houvesse chegado um minuto antes, ou um minuto
depois, e tudo teria sido diferente.” (Viana Moog)
“A carinha (de Neuma) podia ser de chinesa, fossem os olhos
mais enviesados.” (Raquel de Queirós) (fossem os olhos = se
fossem os olhos)
3. Concessivas: Expressam idéia ou fato contrário ao
da oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
que, mesmo que.
Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
OP OSA Concessiva
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que ou
se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim
arriscou uma opinião.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando ou
ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
Por mais que gritasse, não me ouviram.
Os louvores, pequenos que sejam, são ouvidos com agrado.
“Nem que a gente quisesse, conseguiria esquecer.” (Oto Lara
Resende)
“Os cavalos vinham quase em cima dela, por mais que o
cocheiro os sofreasse.” (Machado de Assis)
”Por muito mau que fosse o seringal, devia ser melhor que
aquilo.” (Ferreira de Castro)
“Em cada escola (flosófca), por exagerada que seja, há
sempre uma apreciável parcela de verdade integral.” (Jônatas
Serrano)
“Se o via derrubado, rosto no pó, nem por isso o respeitava
menos.” (Ondina Ferreira) (Se o via = embora o visse.)
Ajudava-os em tudo, sem que isso fosse de minha obrigação.
Júlio César resolveu passar o Rubicão, fossem quais fossem
as conseqüências.
O responsável deve ser punido, quem quer que seja.
Por incrível que pareça, eles não sabiam o nome de sua
cidade.
“Chovesse ou fzesse sol, o Major não faltava.” (Povina
Cavalcânti)
“Em que pese aos inimigos do paraense, sinceramente
confesso que o admiro.” (Graciliano Ramos)
4. Conformativas: Expressam a conformidade de um fato
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
OP OSA Conformativa
O homem age conforme pensa.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação.
Vim hoje, conforme lhe prometi.
“Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar anos
depois.” (Machado de Assis)
Segundo ouvi dizer, Fleming descobriu a penicilina por
acaso.
Consoante opinam alguns, a História se repete.
“Como deveis saber, há em todas as coisas um sentido
flosófco.” (Machado de Assis)
“Um eclipse da Lua pode ser total o parcial, conforme a Lua
fque ou não completamente mergulhada no cone de sombra
da Terra.” (Ronaldo de Freitas Mourão)
5. Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim
que).
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
OP OSA Temporal
Formiga, quando quer se perder, cria asas.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês
de Maricá)
Enquanto foi rico, todos o procuravam.
Um dos garimpeiros falou, enquanto os outros escutavam
silenciosos.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
91
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Sempre que vou à cidade, passo pelas livrarias.
Todas as vezes que agredimos a natureza, ela se volta
contra nós.
Mal chegamos ao local, vimos toda a extensão da catástrofe.
Ela me reconheceu apenas (ou mal ou logo que ou assim
que) lhe dirigi a palavra.
Minha mãe fcava acordada até que eu voltasse.
“Deolindo veio à terra tão depressa alcançou a licença.”
(Machado de Assis)
“Nem bem sentou-se no banco, o moço ergueu-se rápido.”
(José Fonseca Fernandes)
Agora que estás de férias, que pretendes fazer?
“Ela acalentou o bebê, manteve-o apertado contra o peito, ao
mesmo tempo que lhe afagava os cabelos.” (Helena Jobim)
Por que ela ainda não apareceu desde que estamos aqui?
“Desde que não confa nele manda-o embora e chama outro.”
(Ramalho Ortigão)
6. Finais: Expressam a fnalidade ou o objetivo do que foi
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fm de
que, porque (=para que), que.
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
OP OSA Final
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” (Marquês
de Maricá)
Aproximei-me dele a fm de que me ouvisse melhor.
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = para
que)
“Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as recepções
da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = para que não
deixasse)
“Quando sentiu que ia chegando, cruzou os braços no peito,
não fosse o coração saltar-lhe.” (José Geraldo Vieira)
7. Consecutivas: Expressam a conseqüência do que foi
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (=
porque), pois que, visto que.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Consecutiva
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José
J. Veiga)
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude
prolongar minha viagem.
Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que ou de
forma que ou de maneira que) não saí de casa.
“Corria para a rua, para o trabalho, para o tumulto, a estontear-
se, de modo que lhe fosse difícil encontrar-se a sós consigo.”
(Fernando Namora)
“Ainda assim, não andei tão depressa que amarrotasse as
calças.” (Machado de Assis)
“Não esperava, tanto que me pediu um prazinho para a
resposta.” (Amadeu de Queirós)
“Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?” (Castro
Alves)
Tinha um flho, podia erguê-lo ao sol, sem que a guerra o
arrebatasse.” José Geraldo Vieira)
Não vão a uma festa que não voltem bêbedos. (que não =
sem que)
“Não podia ftá-lo sem que (ou que não) risse.” (Celso Luft)
“Não se sentava que não enterasse a cara nas mãos.” (José
Américo)
“Bebia que era uma lástima!” (Ribeiro Couto)
Falou com uma calma e frieza que todos fcaram atônitos.
“Tenho medo disso que me pélo!” (Coelho Neto)
“Essa gente fazia um barulho, que assustava os transeuntes...”
(Graciliano Ramos)
8. Comparativas: Expressam idéia de comparação com
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, tal
como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com
menos ou mais).
Ela é bonita / como a mãe.
OP OSA Comparativa
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
(Marquês de Maricá)
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
Como a for se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz
daquele olhar.
“Nos Estados Unidos há universidades para todas as
inteligências como há hotéis para todas as bolsas.” (Eduardo
Prado)
O lugar é tal qual (ou tal como) você o descreveu.
Certos cantores gesticulam mais do que cantam.
Rui voltou para casa como quem vai para a prisão.
Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
subentendido o verbo ser (como a mãe é).
9. Proporcionais: Expressam uma idéia que se relaciona
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. Conjunções:
à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto
menos.
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
OSA Proporcional OP
À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
diminuindo.
Orações Subordinadas Substantivas
As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
integrantes que e se. Elas podem ser:
1. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
principal. Observe:
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
92
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
O grupo quer / que você ajude.
OP OSS Objetiva Direta
O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O mestre
exigia a presença de todos.)
Mariana esperou que o marido voltasse.
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
O fscal verifcou se tudo estava em ordem.
Perguntaram quem era o dono da fábrica.
Indaguei de quem eram aqueles quadros.
Veja que horas são.
Não posso dizer qual delas é a mais feia.
Ignoro quantos são os desabrigados.
O freguês perguntou quanto custava aquele relógio.
Ignoramos como se salvaram.
2. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta:
É aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
principal. Observe:
Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
Necessito / de que você me ajude.
OP OSS Objetiva Inireta
Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
viagem.)
Aconselha-o a que trabalhe mais.
Daremos o prêmio a quem o merecer.
Lembre-se de que a vida é breve.
O santo exortava o povo a que se mantivesse fel a Deus.
O soldado insistia em que a prisão fosse feita.
“O coronel Ferreira avisava-o de que se acautelasse.”
(Camilo Castelo Branco)
“Alguém me convencera de que eu devia jejuar.” (Graciliano
Ramos)
“Abriu-se o templo a quem quer que cresse em Deus.”
(Jônatas Serrano)
3. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
Observe:
É importante sua colaboração. (sujeito)
É importante / que você colabore.
OP OSS Subjetiva
A oração subjetiva geralmente vem:
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
ele voltará amanhã.
- depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem da
reunião.
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
necessária.)
Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa.
Importa que saibas isso bem.
Às vezes sucedia que um de nós se machucava.
Não consta que ele fosse anti-religioso.
Convém que sigas uma profssão.
É bom que você venha.
Não é segredo que os dois não se entendem.
Ficou provado que os documentos eram falsos.
4. Oração Subordinada Substantiva Completiva
Nominal: É aquela que exerce a função de complemento nominal
de um termo da oração principal. Observe:
Estou convencido de sua inocência. (complemento nominal)
Estou convencido / de que ele é inocente.
OP OSS Completiva Nominal
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão
dele.)
Estava ansioso por que voltasses.
Sê grato a quem te ensina.
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.”
(Graciliano Ramos)
“Deixei-me estar em casa, desde a tarde, na esperança de que
me chamasse.” (Antônio Olavo Pereira)
“Estava convencido de que um dia lhe dariam razão.”
(Herberto Sales)
“Mariana teve a sensação de que alguém a observava.” (Ana
Miranda)
“O romano estava intimamente convencido de que era
superior a todos os outros povos.” (Jônatas Serrano)
“É inútil uma coleção de armas para quem já não caça
mais.” (Maria de Lourdes Teixeira)
“Há necessidade de quem é luz do mundo e sal da terra.”
(Dom Eugênio Sales)
5. Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É
aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração
principal, vindo sempre depois do verbo ser. Observe:
O importante é sua felicidade. (predicativo)
O importante é / que você seja feliz.
OP OSS Predicativa
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Minha esperança era que ele desistisse.
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
Não sou quem você pensa.
Arnaldo foi quem trabalhou menos.
Para alguns a pátria é onde se está bem.
“O certo é que a pacata fsionomia da cidadezinha ganhou
animação.” (Carlos Povina Cavalcânti)
A expectativa é de que a safra agrícola aumente.
“A impressão é de que uma e outra seriam a mesma coisa.”
(Carlos Castelo Branco)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
93
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
6. Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
Observe:
Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício do país.
(aposto)
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do
país.
OP OSS Apositiva
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
coisa: a sua felicidade)
Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de
que virias a morrer...” (Osmã Lins)
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo
oculto?” (Machado de Assis)
“A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola.”
(Graciliano Ramos)
“E confesso uma verdade: eu era um homem puro.” (Carlos
Povina Cavalcânti)
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois-
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
principal. Exemplo: Seu desejo, que o flho recuperasse a saúde,
tornou-se realidade.
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, as
orações substantivas podem ser introduzidas por outros conectivos,
tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Não sei quando ele chegou.
Diga-me como resolver esse problema.
Orações Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a
função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal.
Observe como podemos transformar um adjunto adnominal em
oração subordinada adjetiva:
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada adjetiva)
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem
ser classifcadas em:
1. Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas
quando restringem ou especifcam o sentido da palavra a que se
referem. Exemplo:
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
OP OSA Restritiva
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifca
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.
Pedra que rola não cria limo.
Os animais que se alimentam de carne chamam-se
carnívoros.
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
escreveram.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Mariano)
“Escolheu a rua que o levaria ao bairro dos clubes.”
(Fernando Namora)
“As pessoas a que a gente se dirige sorriem.” (Graciliano
Ramos)
“A vida me ensinou a conhecer os homens com os quais eu
lido.” (Josué Guimarães)
“Existem coisas cujo alcance nos escapa; nem por isso
deixam de existir.” (Inácio de Loyola Brandão)
2. Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
restringi-lo ou especifcá-lo. Exemplo:
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
novo livro.
OP OSA Explicativa OP
Deus, que é nosso pai, nos salvará.
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.
“Olhou a caatinga amarela, que o poente avermelhava.”
(Graciliano Ramos)
“Mariana sentou-se no catre, ao lado qual estava o baú de
roupas.” (Ana Miranda)
Orações Reduzidas
Observe que as orações subordinadas eram sempre introduzidas
por uma conjunção ou pronome relativo e apresentavam o verbo
numa forma do indicativo ou do subjuntivo. Além desse tipo de
orações subordinadas há outras que se apresentam com o verbo
numa das formas nominais (infnitivo, gerúndio e particípio).
Exemplos:
- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
(infnitivo)
- Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
- Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
(particípio)
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
formas nominais são chamadas de reduzidas.
Para classifcar a oração que está sob a forma reduzida,
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos a
conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e passamos
o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo, conforme
o caso. A oração reduzida terá a mesma classifcação da oração
desenvolvida.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
94
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
OSA Temporal
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de infnitivo.
Precisando de ajuda, telefone-me.
Se precisar de ajuda, / telefone-me.
OSA Condicional
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
condicional, reduzida de gerúndio.
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
vestiário.
OSA Temporal
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de particípio.
Observações:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas fxas,
isto é, orações reduzidas que não são passíveis de desenvolvimento.
Exemplo: Tenho vontade de visitar essa cidade.
- O infnitivo, o gerúndio e o particípio não constituem orações
reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. Exemplos:
Preciso terminar este exercício.
Ele está jantando na sala.
Essa casa foi construída por meu pai.
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
reduzida. Exemplo:
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração
coordenada sindética aditiva)
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
gerúndio.
Dúvidas: Qual é a diferença entre as orações coordenadas
explicativas e as orações subordinadas causais, já que ambas
podem ser iniciadas por que e porque?
Às vezes não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas
e causais, mas como o próprio nome indica, as causais sempre
trazem a causa de algo que se revela na oração principal, que traz
o efeito.
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto
por coordenação. Exemplo:
Rosa chorou porque levou uma surra.
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito.
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos.
O período agora é composto por coordenação, pois a oração
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela ter
chorado.
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
OP OSA Comparativa OSA Condicional
EXERCÍCIOS
1. (UF-MG) A oração sublinhada está corretamente
classifcada, EXCETO em:
a. Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa /
oração subordinada adverbial condicional
b. Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa
/ oração subordinada substantiva objetiva direta
c. Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração
subordinada adjetiva restritiva
d. Via-se muito que D. Glória era alcoviteira / oração
subordinada substantiva subjetiva
e. A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração
subordinada adverbial consecutiva

2. (UF-MG) Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de
que estava para ser mãe”, a oração destacada é:
a) subordinada substantiva objetiva indireta
b) subordinada substantiva completiva nominal
c) subordinada substantiva predicativa
d) coordenada sindética conclusiva
e) coordenada sindética explicativa

3. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? “Não sei no
que pensas”, é classifcada como:
a) substantiva objetiva direta
b) substantiva completiva nominal
c) adjetiva restritiva
d) coordenada explicativa
e) substantiva objetiva indireta
4. (MACK) “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude
inventada. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido
na realidade.” A oração sublinhada é:
a) adverbial conformativa
b) adjetiva
c) adverbial consecutiva
d) adverbial proporcional
e) adverbial causal
5. (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas:
1. É bom que você venha.
2. Chegados que fomos, entramos na escola.
3. Não esqueças que é falível.

Temos orações subordinadas, respectivamente:
a) objetiva direta, adverbial temporal, subjetiva
b) subjetiva, objetiva direta, objetiva direta
c) objetiva direta, subjetiva, adverbial temporal
d) subjetiva, adverbial temporal, objetiva direta
e) predicativa, objetiva direta, objetiva indireta
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
95
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
6. (SANTA CASA) A palavra “se” é conjunção integrante
(por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em
qual das orações seguintes?
a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
c) O aluno fez-se passar por doutor.
d) Precisa-se de operários.
e) Não sei se o vinho está bom.

7. (UF-UBERLÂNDIA) “Lembro-me de que ele só usava
camisas brancas.” A oração sublinhada é:
a) subordinada substantiva completiva nominal
b) subordinada substantiva objetiva indireta
c) subordinada substantiva predicativa
d) subordinada substantiva subjetiva
e) subordinada substantiva objetiva direta

8. (FMU) Na passagem: “O receio é substituído pelo pavor,
pelo respeito, pela emoção que emudece e paralisa.” Os termos
sublinhados são:
a) complementos nominais; orações subordinadas
adverbiais concessivas, coordenadas entre si
b) adjuntos adnominais; orações subordinadas adverbiais
comparativas
c) agentes da passiva; orações subordinadas adjetivas,
coordenadas entre si
d) objetos diretos; orações subordinadas adjetivas,
coordenadas entre si
e) objetos indiretos; orações subordinadas adverbiais
comparativas

9. (UF-GO) Neste período “não bate para cortar”, a oração
“para cortar” em relação a “não bate”, é:
a) a causa
b) o modo
c) a conseqüência
d) a explicação
e) a fnalidade
10. (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordinadas
substantivas, exceto em:
a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas
festas do Pilar, não vivia no coco como a do Santa Rosa.
b) Não lhe tocara no assunto, mas teve vontade de tomar o
trem e ir valer-se do presidente.
c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua flha, faria
o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto.
d) O ofcial perguntou de onde vinha, e se não sabia notícias
de Antônio Silvino.
e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea,
ou meter-se para os lados de Goiana

11. (FECAP) Classifque as palavras como nas construções
seguintes, numerando, convenientemente, os parênteses:

1) preposição 2) conj. subord. causal 3) conj. subord.
conformativa
4) conj. coord. aditiva 5) adv. interrogativo de modo

( ) Perguntamos como chegaste aqui.
( ) Percorrera as salas como eu mandara.
( ) Tinha-o como amigo.
( ) Como estivesse frio, fquei em casa.
( ) Tanto ele como o irmão são meus amigos.

a) 2 - 4 - 5 - 3 - 1
b) 4 - 5 - 3 - 1 - 2
c) 5 - 3 - 1 - 2 - 4
d) 3 - 1 - 2 - 4 - 5
e) 1 - 2 - 4 - 5 - 3
12. (FCS ANHEMBI) Em - “Há enganos que nos deleitam”,
a oração grifada é:
a) substantiva subjetiva
b) substantiva objetiva direta
c) substantiva completiva nominal
d) substantiva apositiva
e) adjetiva restritiva
13. (FATEC) Considerando como conjunção integrante aquela
que inicia uma oração subordinada substantiva, indique em qual
das opções nenhum se tem esta função:
a) Se subiu, ninguém sabe, ninguém viu.
b) Comenta-se que ele se feria de propósito.
c) Se vai ou fca é o que eu gostaria de saber.
d) Saberia me dizer se ele já foi?
e) n.d.a

14. (CESCEA) Aponte a alternativa em que ocorre o adjunto
adverbial de causa:
a) Comprou livros com dinheiro
b) O poço secou com o calor e) Pedro é efetivamente bom.
c) Estou sem amigos.
d) Vou ao Rio.
e) Pedro é efetivamente bom.
15. (FMU) “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De
um povo heróico o brado retumbante...” O sujeito desta afrmação
com que se inicia o Hino Nacional é:
a) indeterminado
b) um povo heróico e) o brado retumbante
c) as margens plácidas do Ipiranga
d) do Ipiranga
e) o brado retumbante
(FGV) Texto para as questões 16 a 18:
“Minha alva Dinamene, a Primavera, / Que os campos
deleitosos pinta e veste, / E, rindo-se, uma cor aos olhos gera /
Com que na terra vem o Arco celeste / O cheiro, rosas, fores, a
verde hera, / Com toda formosura amena agreste, / Não é para
meus olhos, tão formosa / Como a tua, que abate o lírio e a rosa”
(Camões)
16. No último verso da segunda estrofe “como a tua”
sintaticamente é:
a) adjunto adnominal de modo
b) adjunto adverbial de modo
c) oração subordinada substantiva indireta
d) oração subordinada adverbial consecutiva
e) oração subordinada adverbial comparativa
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
96
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
17. “Para meus olhos”, no terceiro verso da segunda estrofe
é:
a) complemento nominal
b) objeto indireto
c) oração subordinada substantiva predicativa
d) oração subordinada substantiva objetiva indireta
e) predicativo
18. (FGV) Leia com atenção: “Nesta empresa, todos os
cargos que aspiro estão ocupados.” Na frase acima, há um erro de
regência verbal, pois o verbo aspirar, neste caso pede:
a) objeto direto
b) predicativo do sujeito
c) objeto indireto
d) oração subordinada substantiva subjetiva
e) adjunto adverbial de fnalidade

(FGV) Texto para as questões 19 a 22:
“Tomo a liberdade de perguntar a V. Ex
a
. se as locuções
repolhudas do ilustre colega são parlamentares; e, se o são, peço
ainda a mercê de se me dizer onde se estudam aquelas farfalhices.”
(Camilo Castelo Branco)
19. “de perguntar a V. Ex
a
.” é oração subordinada:
a) substantiva objetiva indireta, reduzida de infnitivo
b) substantiva completiva nominal, reduzida de infnitivo
c) adverbial causal, reduzida de infnitivo
d) adjetiva explicativa, reduzida de infnitivo
e) substantiva apositiva

20. A oração “se as locuções repolhudas do ilustre colega são
parlamentares”, é:
a) subordinada substantiva objetiva direta
b) subordinada substantiva predicativa
c) subordinada adverbial causal
d) subordinada adverbial condicional
e) subordinada adverbial consecutiva

21. A oração “se o são” é:
a) subordinada substantiva objetiva direta
b) subordinada substantiva predicativa
c) subordinada adverbial consecutiva
d) subordinada adverbial causal
e) subordinada adverbial condicional

22. A oração “de se me dizer” é:
a) subordinada substantiva objetiva direta
b) subordinada substantiva objetiva indireta
c) subordinada adverbial condicional
d) subordinada substantiva apositiva
e) subordinada substantiva completiva nominal

23. (FUVEST) Classifque as orações em destaque do período
seguinte: “Ao analisar o desempenho da economia brasileira, os
empresários afrmaram que os resultados eram bastante razoáveis,
uma vez que a produção não aumentou, mas também não caiu.”
a) principal, subordinada adverbial fnal
b) principal, subordinada substantiva objetiva direta
c) subordinada adverbial temporal, subordinada adjetiva
restritiva
d) subordinada adverbial temporal, subordinada objetiva
direta
e) subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva
subjetiva
24. (FUVEST) No período: “Era tal a serenidade da tarde, que
se percebia o sino de uma freguesia distante, dobrando a fnados.”,
a segunda oração é:
a) subordinada adverbial causal
b) subordinada adverbial consecutiva
c) subordinada adverbial concessiva
d) subordinada adverbial comparativa
e) subordinada adverbial subjetiva

25. (FUVEST) “Sabendo que seria preso, ainda assim saiu à
rua.”
a) reduzida de gerúndio, conformativa
b) subordinada adverbial condicional
c) subordinada adverbial causal
d) reduzida de gerúndio, concessiva
e) reduzida de gerúndio, fnal

26. (PUC) Assinale a alternativa em que a subordinada não
traduza idéia de conseqüência, comparação, concessão e causa:
a. Porquanto, não fosse um ancião convencional, enterrou-
se de sobrecasaca e polainas.
b. Desde que era um ancião convencional, enterrou-se de
sobrecasaca e polainas.
c. Ele era um ancião tão convencional que se enterrou de
sobrecasaca e polainas
d. Ele era um ancião mais convencional do que o que se
enterrou de sobrecasaca e polainas
e. Ele era um ancião convencional, na medida em que se
enterrou de sobrecasaca e polainas

27. (FUVEST) Na frase “Entrando na faculdade, procurarei
emprego.”, a oração subordinada indica idéia de:
a) concessão
b) oposição
c) condição
d) lugar
e) conseqüência
28. (UM-PIRACICABA) I - Apresento-lhe Lúcia. II - Faço
tudo por um sorriso de Lúcia. Se juntarmos as duas orações num
só período, usando um pronome relativo, teremos:
a) Apresento-lhe Lúcia, a quem faço tudo pelo sorriso dela.
b) Apresento-lhe Lúcia, que pelo sorriso dela faço tudo.
c) Apresento-lhe Lúcia, a qual faço tudo pelo seu sorriso.
d) Apresento-lhe Lúcia, por cujo sorriso faço tudo por ele.
e) Apresento-lhe Lúcia, por cujo sorriso faço tudo.

29. (EFOA-MG) “Quando vejo certos colegas mostrando
com orgulho aquela rodela imbecil no pescoço ...” O período que
apresenta uma oração com a mesma classifcação da sublinhada na
citação acima é:
a) “Mal o sol fugia, começavam as toadas das cantigas.”
b) “Caso o encontre, dê-lhe o recado.”
c) “Dado que a polícia venha, prenderemos o assassino.”
d) “Uma vez que cheguem os reforços, atacaremos a praça.”
e) “Contar-lhe-ei o caso, conquanto você guarde segredo.”

Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
97
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
30. (UFE-PA) No trecho “Cecília ... viu do lado oposto do
rochedo Peri, que a olhava com uma admiração ardente”, a oração
grifada expressa uma:
a) causa
b) oposição
c) condição
d) lugar
e) explicação
31. (UF SANTA MARIA-RS) Leia, com atenção, os períodos
abaixo:
Caso haja justiça social, haverá paz.
Embora a televisão ofereça imagens concretas, ela não
fornece uma reprodução fel da realidade.
Como todas aquelas pessoas estavam concentradas, não se
escutou um único ruído.
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as
circunstâncias indicadas pelas orações sublinhadas:
a) tempo, concessão, comparação
b) tempo, causa, concessão
c) condição, conseqüência, comparação
d) condição, concessão, causa
e) concessão, causa, conformidade

32. (UE PONTA GROSSA-PR) Em “É possível que
comunicassem sobre políticos”, a segunda oração é:
a) subordinada substantiva subjetiva
b) subordinada adverbial predicativa
c) subordinada substantiva predicativa
d) principal
e) subordinada substantiva objetiva direta

33. (UE PONTA GROSSA-PR) Quando o enterro passou / Os
homens que se achavam no café / Tiraram o chapéu maquinalmente
(Manuel Bandeira)
A oração que se achavam no café é:
a) subordinada adverbial condicional
b) coordenada sindética adversativa
c) subordinada substantiva subjetiva
d) subordinada substantiva objetiva direta
e) subordinada adjetiva restritiva

34. (UNIMEP) I - Mário estudou muito e foi reprovado!
II - Mário estudou muito e foi aprovado. Em I e II, a conjunção e
tem, respectivamente, valor:
a) aditivo e conclusivo
b) adversativo e aditivo
c) aditivo e aditivo
d) adversativo e conclusivo
e) concessivo e causal
35. (UC-MG) A classifcação da oração grifada está correta
em todas as opções, exceto em:
a. Ela sabia que ele estava fazendo o certo - subordinada
substantiva objetiva indireta
b. Era a primeira vez que fcava assim tão perto de uma
mulher - subordinada substantiva subjetiva
c. Mas não estava neles modifcar um namoro que nascera
difícil, cercado, travado - subordinada adjetiva
d. O momento foi tão intenso que ele teve medo -
subordinada adverbial consecutiva
e. Solta que você está me machucando - coordenada
sindética explicativa

36. (FUVEST) No período: “Ainda que fosse bom jogador,
não ganharia a partida”, a oração destacada encerra idéia de:
a) causa
b) concessão
c) fm
d) condição
e) proporção
37. (PUC) No período: “Apesar disso a palestra de Seu
Ribeiro e D. Glória é bastante clara”, a palavra grifada veicula
uma idéia de:
a) concessão
b) comparação
c) conseqüência
d) condição
e) modo
38. (F. TIBIRIÇA-SP) No período “Penso, logo existo”,
oração em destaque é:
a) coordenada sindética conclusiva
b) coordenada sindética aditiva
c) coordenada sindética alternativa
d) coordenada sindética adversativa
e) n.d.a

39. (FCE-SP) “Os homens sempre se esquecem de que somos
todos mortais.” A oração destacada é:
a) substantiva completiva nominal
b) substantiva objetiva indireta
c) substantiva predicativa
d) substantiva objetiva direta
e) substantiva subjetiva
40. (FEI-SP) “Estou seguro de que a sabedoria dos
legisladores saberá encontrar meios para realizar semelhante
medida.” A oração em destaque é substantiva:
a) objetiva indireta
b) completiva nominal
c) objetiva direta
d) subjetiva
e) apositiva
41. (UC-MG) Há oração subordinada substantiva apositiva
em:
a. Na rua perguntou-lhe em tom misterioso: onde
poderemos falar à vontade?
b. Ninguém reparou em Olívia: todos andavam como
pasmados.
c. As estrelas que vemos parecem grandes olhos curiosos.
d. Em verdade, eu tinha fama e era valsista emérito: não
admira que ela me preferisse.
e. Sempre desejava a mesma coisa: que a sua presença
fosse notada.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
98
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
42. (UF-PA) Qual o período em que há oração subordinada
substantiva predicativa?
a) Meu desejo é que você passe nos exames vestibulares.
b) Sou favorável a que o aprovem.
c) Desejo-te isto: que sejas feliz.
d) O aluno que estuda consegue superar as difculdades do
vestibular.
e) Lembre-se de que tudo passa nesse mundo.

43. (UF-PA) Há no período uma oração subordinada adjetiva:
a) Ele falou que compraria a casa.
b) Não fale alto, que ela pode ouvir.
c) Vamos embora, que o dia está amanhecendo.
d) Em time que ganha não se mexe.
e) Parece que a prova não está difícil.

44. (PUC) Nos trechos: “... não é impossível que a notícia
da morte me deixasse alguma tranqüilidade, alívio e um ou dois
minutos de prazer” e “Digo-vos que as lágrimas eram verdadeiras”.
A palavra “que” está introduzindo, respectivamente, orações:
a. subordinada substantiva subjetiva, subordinada
substantiva objetiva direta
b. subordinada substantiva objetiva direta, subordinada
substantiva objetiva direta
c. subordinada substantiva subjetiva, subordinada
substantiva predicativa
d. subordinada substantiva completiva nominal,
subordinada adjetiva explicativa
e. subordinada adjetiva explicativa, subordinada
substantiva predicativa

45. (PUC) Assinale a alternativa que apresenta um período
composto onde uma das orações é subordinada adjetiva:
a. “... a nenhuma pedi ainda que me desse fé: pelo contrário,
digo a todas como sou”.
b. “Todavia, eu a ninguém escondo os sentimentos que
ainda há pouco mostrei.”
c. “... em toda a parte confesso que sou volúvel, inconstante
e incapaz de amar três dias um mesmo objeto”.
d. “Mas entre nós há sempre uma grande diferença; vós
enganais e eu desengano.”
e. “ - Está romântico!... está romântico... - exclamaram os
três...”

46. (F. TIBIRIÇA-SP) No período “Todos tinham certeza de
que seriam aprovados”, a oração destacada é:
a) substantiva objetiva indireta
b) substantiva completiva nominal
c) substantiva apositiva
d) substantiva subjetiva
e) n.d.a
47. (UFSCAR) Marque a opção que contém oração
subordinada substantiva completiva nominal:
a. “Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o patrão
topasse Pedro Barqueiro nas ruas da cidade.”
b. “Era preciso que ninguém desconfasse do nosso conluio
para prendermos o Pedro Barqueiro.”
c. “Para encurtar a história, patrãozinho, achamos Pedro
Barqueiro no rancho, que só tinha três divisões: a sala, o quarto
dele e a cozinha.”
d. “Quando chegamos, Pedro estava no terreiro debulhando
milho, que havia colhido em sua rocinha, ali perto.”
e. “Pascoal me fez um sinalzinho, eu dei a volta e entrei
pela porta do fundo para agarrar o Barqueiro pelas costas.”

48. (CESGRANRIO) Assinale o período em que ocorre a
mesma relação signifcativa indicada pelos termos destacados
em: “A atividade científca é tão natural quanto qualquer outra
atividade econômica.”
a) Ele era tão aplicado, que em pouco tempo foi promovido.
b) Quanto mais estuda, menos aprende.
c) Tenho tudo quanto quero.
d) Sabia a lição tão bem como eu.
e) Todos estavam exaustos, tanto que se recolheram logo.

49. (UMC-SP) Assinale o período em que há oração
subordinada adverbial consecutiva:
a) Diz-se que você não estuda.
b) Falam que você não estuda.
c) Fala-se tanto que você não estuda.
d) Comeu que fcou doente.
e) Quando saíres, irei contigo.
50. (F. LUIZ MENEGUEL-PR) No período “Embora lhe
desaprovassem a forma, justifcavam-lhe a essência”, podemos
afrmar que ocorre uma oração:
a) coordenada explicativa
b) coordenada adversativa
c) subordinada adverbial conformativa
d) subordinada adverbial concessiva
e) subordinada integrante

RESPOSTAS
(1-A) (2-B) (3-E) (4-A) (5-D) (6-E) (7-B) (8-C) (9-E) (10-C)
(11-C) (12-E) (13-B) (14-B) (15-C) (16-E) (17-A) (18-C) (19-B)
(20-A) (21-E) (22-E) (23-D) (24-B) (25-D) (26-E) (27-C) (28-E)
(29-A) (30-E) (31-D) (32-A) (33-E) (34-B) (35-A) (36-B) (37-A)
(38-A) (39-B) (40-B) (41-E) (42-A) (43-D) (44-A) (45-B) (46-B)
(47-A) (48-D) (49-D) (50-D)
PONTUAÇÃO
Pontuação é o conjunto de sinais gráfcos que indica na escrita
as pausas da linguagem oral.
PONTO
O ponto é empregado em geral para indicar o fnal de uma
frase declarativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido
como fnal. Nos casos comuns ele é chamado de simples.
Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois
de Cristo), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo).
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
99
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
PONTO DE INTERROGAÇÃO
É usado para indicar pergunta direta.
Onde está seu irmão?
Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação.
A mim ?! Que idéia!
PONTO DE EXCLAMAÇÃO
É usado depois das interjeições, locuções ou frases
exclamativas.
Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
Ó jovens! Lutemos!
VÍRGULA
A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma
pequena pausa na fala. Emprega-se a vírgula:
• Nas datas e nos endereços:
São Paulo, 17 de setembro de 1989.
Largo do Paissandu, 128.
• No vocativo e no aposto:
Meninos, prestem atenção!
Termópilas, o meu amigo, é escritor.
• Nos termos independentes entre si:
O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões.
• Com certas expressões explicativas como: isto é, por
exemplo. Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula:
Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa
da padroeira.
• Após alguns adjuntos adverbiais:
No dia seguinte, viajamos para o litoral.
• Com certas conjunções. Neste caso também é usado o
duplo emprego da vírgula:
Isso, entretanto, não foi sufciente para agradar o diretor.
• Após a primeira parte de um provérbio.
O que os olhos não vêem, o coração não sente.
• Em alguns casos de termos oclusos:
Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate.
RETICÊNCIAS
• São usadas para indicar suspensão ou interrupção do
pensamento.
Não me disseste que era teu pai que ...
• Para realçar uma palavra ou expressão.
Hoje em dia, mulher casa com “pão” e passa fome...
• Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento.
Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também...
PONTO E VÍRGULA
• Separar orações coordenadas de certa extensão ou que
mantém alguma simetria entre si.
“Depois, lracema quebrou a fecha homicida; deu a haste ao
desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. “
• Para separar orações coordenadas já marcadas por
vírgula ou no seu interior.
Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista,
porém, mais calmo, resolveu o problema sozinho.
DOIS PONTOS
• Enunciar a fala dos personagens:
Ele retrucou: Não vês por onde pisas?
• Para indicar uma citação alheia:
Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações
de passageiros do vôo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de
embarque”.
• Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou
expressão anterior:
Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente.
• Enumeração após os apostos:
Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido.
TRAVESSÃO
Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para
isolar palavras ou frases
– “Quais são os símbolos da pátria?
– Que pátria?
– Da nossa pátria, ora bolas!” (P. M Campos).
– “Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia,
parava outra vez.
– a claridade devia ser sufciente p’ra mulher ter avistado
mais alguma coisa”. (M. Palmério).
• Usa-se para separar orações do tipo:
– Avante!- Gritou o general.
– A lua foi alcançada, afnal - cantava o poeta.
Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que
formam uma cadeia de frase:
• A estrada de ferro Santos – Jundiaí.
• A ponte Rio – Niterói.
• A linha aérea São Paulo – Porto Alegre.
ASPAS
São usadas para:
• Indicar citações textuais de outra autoria.
“A bomba não tem endereço certo.” (G. Meireles)
• Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em
que se expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaismo, formas
populares:
Há quem goste de “jazz-band”.
Não achei nada “legal” aquela aula de inglês.
• Para enfatizar palavras ou expressões:
Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível” naquela
noite.
• Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas,
etc.
“Fogo Morto” é uma obra-prima do regionalismo brasileiro.
• Em casos de ironia:
A “inteligência” dela me sensibiliza profundamente.
Veja como ele é “educado” - cuspiu no chão.
PARÊNTESES
Empregamos os parênteses:
• Nas indicações bibliográfcas.
“Sede assim qualquer coisa, serena, isenta, fel”. (Meireles,
Cecília, “Flor de Poemas”).
• Nas indicações cênicas dos textos teatrais:
“Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com
os olhos fora das órbitas. Amália se volta)”. (G. Figueiredo)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
100
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
• Quando se intercala num texto uma idéia ou indicação
acessória:
“E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io,
morrendo de fome.” (C. Lispector)
• Para isolar orações intercaladas:
“Estou certo que eu (se lhe ponho
Minha mão na testa alçada)
Sou eu para ela.” (M. Bandeira)
COLCHETES [ ]
Os colchetes são muito empregados na linguagem científca.
ASTERISCO
O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do
leitor para alguma nota (observação).
BARRA
A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em
algumas abreviaturas.
EXERCÍCIOS
1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontuação:
Sem reforma, social, as desigualdades entre as cidades brasileiras,
crescerão sempre...
a) No Brasil, a diferença social é motivo de constante
preocupação.
b) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no
IBGE.
c) Tenho esperanças, pois a situação econômica não demora
a mudar.
d) Ainda não houve tempo, mas, em breve, as providências
serão tomadas.

2. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de
pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. Não
cabendo qualquer sinal, O indicará essa inexistência: Aos poucos
.... a necessidade de mão-de-obra foi aumentando .... tornando-se
necessária a abertura dos portos .... para uma outra população de
trabalhadores ..... os imigrantes.
a) O - ponto e vírgula - vírgula - vírgula
b) O - O - dois pontos - vírgula
c) vírgula, vírgula - O - dois pontos
d) vírgula - ponto e vírgula - O - dois pontos
e) vírgula - dois pontos - vírgula - vírgula
3. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação
que devem preencher as lacunas da frase abaixo. Não havendo
sinal, O indicará essa inexistência. Na época da colonização ..... os
negros e os indígenas escravizados pelos brancos ..... reagiram .....
indiscutivelmente ..... de forma diferente.
a) O - O - vírgula - vírgula
b) O - dois pontos - O - vírgula
c) O - dois pontos - vírgula - vírgula
d) vírgula - vírgula - O - O
e) vírgula - O - vírgula – vírgula

4. (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está corretamente
pontuada:
a) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso sistema
planetário.
b) Ele, modestamente se retirou.
c) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia.
d) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja.
e) Estas cidades se constituem, na maior parte de imigrantes
alemães.

5. (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram
que há criatividade”. Cabem no máximo:
a) 3 vírgulas
b) 4 vírgulas
c) 2 vírgulas
d) 1 vírgula
e) 5 vírgulas
6. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta:
a. Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de uma
comadre, minha avó.
b. Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-me:
provocava risos, muxoxos, palavrões.
c. A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam
deles os outros, sem que este riso os impeça de conservar as suas
roupas e o seu calçado.
d. Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam
muito dócil muito leve, como os pedaços da carta de ABC,
triturados soltos no ar.
e. Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais tarde
notei, que me achava lá, numa sala pequena.

7. (TTN) Das redações abaixo, assinale a que não está
pontuada corretamente:
a. Os candidatos, em fla, aguardavam ansiosos o resultado
do concurso.
b. Em fla, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o resultado
do concurso.
c. Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fla, o resultado
do concurso.
d. Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do
concurso, em fla.
e. Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fla, o resultado
do concurso.

(CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões
de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças
de pontuação, assinale a letra que corresponde ao período de
pontuação correta:
8.
a. Pouco depois, quando chegaram, outras pessoas a
reunião fcou mais animada.
b. Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião
fcou mais animada.
c. Pouco depois, quando chegaram outras pessoas, a
reunião fcou mais animada.
d. Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião,
fcou mais animada.
e. Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião
fcou, mais animada.

Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
101
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
9.
a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone que eu
venho.
b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone que
eu venho.
c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor, telefone, que
eu venho.
d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefone, que
eu venho.
e) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor telefone que
eu venho.
10. (SANTA CASA) Os períodos abaixo apresentam
diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao
período de pontuação correta:
a) José dos Santos paulista, 23 anos vive no Rio.
b) José dos Santos paulista 23 anos, vive no Rio.
c) José dos Santos, paulista 23 anos, vive no Rio.
d) José dos Santos, paulista 23 anos vive, no Rio.
e) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio.

11. (PUC-RS) A alternativa com pontuação correta é:
a. Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa
capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente,
deturpamos o que ouvimos.
b. Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir:
nossa capacidade de retenção é variável e, muitas vezes,
inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
c. Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir! Nossa
capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente,
deturpamos o que ouvimos.
d. Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir;
nossa capacidade de retenção, é variável e - muitas vezes
inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
e. Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir.
Nossa capacidade de retenção é variável - e muitas vezes
inconscientemente - deturpamos, o que ouvimos.

(CESCEM) Nas questões 12 a 15, os períodos foram
pontuados de cinco formas diferentes. Leia-os todos e assinale a
letra que corresponde ao período de pontuação correta:
12.
a. Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque, conhece
pouco os deveres da hospitalidade.
b. Entra a propósito disse Alves, o seu moleque conhece
pouco os deveres da hospitalidade.
c. Entra a propósito, disse Alves o seu moleque conhece
pouco os deveres da hospitalidade.
d. Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque conhece
pouco os deveres da hospitalidade.
e. Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque conhece
pouco, os deveres da hospitalidade.

13.
a. Prima faça calar titio suplicou o moço, com um leve
sorriso que imediatamente se lhe apagou.
b. Prima, faça calar titio, suplicou o moço com um leve
sorriso que imediatamente se lhe apagou.
c. Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve
sorriso que imediatamente se lhe apagou.
d. Prima, faça calar titio suplicou o moço com um leve
sorriso que imediatamente se lhe apagou.
e. Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve
sorriso que, imediatamente se lhe apagou.

14.
a. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio
gordo, fsionomia insinuante, destas que mesmo sérias, trazem
impresso constante sorriso.
b. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio
gordo, fsionomia insinuante, destas que mesmo sérias trazem,
impresso constante sorriso.
c. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio
gordo, fsionomia insinuante, destas que, mesmo sérias, trazem
impresso, constante sorriso.
d. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio
gordo, fsionomia insinuante, destas que, mesmo sérias trazem
impresso constante sorriso.
e. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio
gordo, fsionomia insinuante, destas que, mesmo sérias, trazem
impresso constante sorriso.
15.
a. Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva,
empregou na execução do canto.
b. Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva
empregou na execução do canto.
c. Deixo ao leitor calcular quanta paixão, a bela viúva,
empregou na execução do canto.
d. Deixo ao leitor calcular, quanta paixão a bela viúva,
empregou na execução do canto.
e. Deixo ao leitor, calcular quanta paixão a bela viúva,
empregou na execução do canto.
RESPOSTAS
(1-A) (2-C) (3-E) (4-C) (5-C) (6-C) (7-E) (8-C) (9-D) (10-E)
(11-B) (12-D) (13-B) (14-E) (15-B)
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras a
adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal.
É o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se
harmonizam, nas suas fexões, com as palavras de que dependem.
“Concordar” signifca “estar de acordo com”. Assim, na
concordância, tanto nominal quanto verbal, os elementos que
compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros.
Essa concordância poderá ser feita de duas formas: gramatical
ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes); atrativa ou
ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários elementos, com valor
estilístico).
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
102
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Concordância Nominal – adequação entre o substantivo e os
elementos que a ele se referem (artigo, pronome, adjetivo).
Concordância Verbal – variação do verbo, conformando-se
ao número e à pessoa do sujeito.
CONCORDÂNCIA NOMINAL
Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a
concordância do adjetivo, com a função de adjunto adnominal,
efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais:
• O adjetivo concorda em gênero e número com o
substantivo a que se refere. Exemplo: O alto ipê cobre-se de fores
amarelas.
• O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de
gênero ou número diferentes, quando posposto, poderá concordar
no masculino plural (concordância mais aconselhada), ou com o
substantivo mais próximo. Exemplo:
No masculino plural:
“Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os
vestidos decotados.” (Machado de Assis)
“Os arreios e as bagagens espalhados no chão, em roda.”
(Herman Lima)
“Ainda assim, apareci com o rosto e as mãos muito marcados.”
(Carlos Povina Cavalcânti)
“...grande número de camareiros e camareiras nativos.”
(Érico Veríssimo)
“...um padre-nosso e uma ave-maria oferecidos a Nossa
Senhora.” (Machado de Assis)
“Uma solicitude e um interesse mais que fraternos.” (Mário
de Alencar)
“...asas e peito matizados de riscas brancas.” (Lúcio de
Mendonça)
A atriz possui muitas jóias e vestidos caros.
“...à descoberta de rios e terras ainda desconhecidos.” (José
de Alencar)
“...esperavam-nos alguns tios e tias maternos, com os quais
fomos viver.” (Humberto de Campos)
Com o substantivo mais próximo:
A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta.
Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa.
“...toda ela (a casa) cheirando ainda a cal, a tinta e a barro
fresco.” (Humberto de Campos)
“Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava
dos irmãos e irmãs falecidas.” (Luís Henrique Tavares)
• Anteposto aos substantivos, o adjetivo concorda, em
geral, com o mais próximo:
“Escolhestes mau lugar e hora...” (Alexandre Herculano)
“...acerca do possível ladrão ou ladrões.” (Antônio Calado)
Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras.
Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras.
Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade, sexo e
profssão.; Seus planos e tentativas.; Aqueles vícios e ambições.;
Por que tanto ódio e perversidade?; “Seu Príncipe e flhos.” (Luís
de Camões, Os Lusíadas, III, 124)
Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela
concordância, mas em todos os casos deve subordinar-se às
exigências da eufonia, da clareza e do bom gosto.
Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo
substantivo determinado pelo artigo, ocorrem dois tipos de
construção, um e outro legítimos. Exemplos:
Estudo as línguas inglesa e francesa.
Estudo a língua inglesa e a francesa.
Os dedos indicador e médio estavam feridos.
O dedo indicador e o médio estavam feridos.
Os adjetivos regidos da preposição de, que se referem a
pronomes neutros indefnidos (nada, muito, algo, tanto, que, etc.),
normalmente fcam no masculino singular:
Sua vida nada tem de misterioso.
Seus olhos têm algo de sedutor.
Todavia, por atração, podem esses adjetivos concordar com o
substantivo (ou pronome) sujeito:
“Elas nada tinham de ingênuas.” (José Gualda Dantas)
“Os edifícios da cidade nada têm de elegantes.” (Mário
Barreto)
“Júlia tinha tanto de magra e sardenta, quanto de feia.”
(Ribeiro Couto)
“Tanto tinha minha tia de emperiquitada quanto minha avó
de desmanzelada consigo mesma.” (Pedro Nava)
“...esses números nada têm de precisos.” (Josué de Castro)
Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a
concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se
consoante as seguintes normas:
• O predicativo concorda em gênero e número com o
sujeito simples:
A ciência sem consciência é desastrosa.
Os campos estavam foridos, as colheitas seriam fartas.
É proibida a caça nesta reserva.
• Quando o sujeito é composto e constituído por
substantivos do mesmo gênero, o predicativo deve concordar no
plural e no gênero deles:
O mar e o céu estavam serenos.
A ciência e a virtude são necessárias.
“Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens
sem disciplina,” (Alexandre Herculano)
• Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos
de gêneros diversos, o predicativo concordará no masculino plural:
O vale e a montanha são frescos.
“O céu e as árvores fcariam assombrados.” (Machado de
Assis)
Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro.
“O César e a irmã são louros.” (Antônio Olinto)
O garoto e as meninas avançaram cautelosos.
Menos comum é a concordância com o substantivo mais
próximo, o que só é possível quando o predicativo se antecipa ao
sujeito:
“Era deserta a vila, a casa, o templo.” (Gonçalves Dias)
Onde andará metido Antônio e suas irmãs?
Estavam molhadas as cortinas e os tapetes.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
103
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
• Se o sujeito for representado por um pronome de
tratamento, a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem
nos referimos:
Vossa Senhoria fcará satisfeito, eu lhe garanto.
“Vossa Excelência está enganado, Doutor Juiz.” (Ariano
Suassuna)
Vossas Excelências, senhores Ministros, são merecedores de
nossa confança.
Vossa Alteza foi bondoso. (com referência a um príncipe)
Vossa Alteza foi muito severa. (com referência a uma
princesa)
“Vossa Majestade pode partir tranqüilo para a sua expedição.”
(Vivaldo Coaraci)
O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular
nas estereotipadas locuções é bom, é necessário, é preciso, etc.,
embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural:
Bebida alcoólica não é bom para o fígado.
“Água de melissa é muito bom.” (Machado de Assis)
“É preciso cautela com semelhantes doutrinas.” (Camilo
Castelo Branco)
“Hormônios, às refeições, não é mau.” (Aníbal Machado)
“É necessário muita fé.” (Mário Barreto)
“ Não seria preciso muita fnura para perceber isso.” (Ciro
dos Anjos)
Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado
pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical da
palavra, mas com o fato que se tem em mente:
Tomar hormônios às refeições não é mau.
É necessário ter muita fé.
Havendo determinação do sujeito, ou sendo preciso realçar o
predicativo, efetua-se a concordância normalmente:
É necessária a tua presença aqui. (= indispensável)
“Se eram necessárias obras, que se fzessem e largamente.”
(Eça de Queirós)
“Seriam precisos outros três homens.” (Aníbal Machado)
“São precisos também os nomes dos admiradores.” (Carlos
de Laet)
“Foram precisos milênios de luta contra a animalidade.”
(Rubem Braga)
“Só para consolidar as bases do palácio real, foram precisas
treze mil estacas.” (Ramalho Ortigão)
Concordância do predicativo com o objeto: A concordância
do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-
se às seguintes regras gerais:
• O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto
quando este é simples:
Vi ancorados na baía os navios petrolíferos.
“Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas.”
(Carlos de Laet)
O tribunal qualifcou de ilegais as nomeações do ex-prefeito.
A noite torna visíveis os astros no céu límpido.
• Quando o objeto é composto e constituído por elementos
do mesmo gênero, o adjetivo se fexiona no plural e no gênero dos
elementos:
A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares.
Deixe bem fechadas a porta e as janelas.
• Sendo o objeto composto e formado de elementos de
gênero diversos, o adjetivo predicativo concordará no masculino
plural:
Tomei emprestados a régua e o compasso.
Achei muito simpáticos o príncipe e sua flha.
“Vi setas e carcás espedaçados”. (Gonçalves Dias)
Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas.
Encontrei pai e flha empenhados numa discussão.
Se anteposto ao objeto, poderá o predicativo, neste caso,
concordar com o núcleo mais próximo:
É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins.
Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos
substantivos variáveis em gênero e número:
Temiam que as tomassem por malfeitoras.
Considero autores do crime o comerciante e sua empregada.
Concordância do particípio passivo: Na voz passiva, o
particípio concorda em gênero e número com o sujeito, como os
adjetivos:
Foi escolhida a rainha da festa.
Foi feita a entrega dos convites.
Os jogadores tinham sido convocados.
O governo avisa que não serão permitidas invasões de
propriedades.
Passadas duas semanas, procurei o devedor.
Minhas três coleções de selos são postas à venda.
O que não é admitido é a greve abusiva.
Foram vistas centenas de rapazes pedalando nas ruas.
Quando o núcleo do sujeito é, como no último exemplo, um
coletivo numérico, pode-se, em geral, efetuar a concordância com
o substantivo que o acompanha:
Centenas de rapazes foram vistos pedalando nas ruas.
Dezenas de soldados foram feridos em combate.
Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero diferentes,
o particípio concordará no masculino plural:
Atingidos por mísseis, a corveta e o navio foram a pique.
“Mas achei natural que o clube e suas ilusões fossem
leiloados.” (Carlos Drummond de Andrade)
Concordância do pronome com o nome:
• O pronome, quando se fexiona, concorda em gênero e
número com o substantivo a que se refere:
“Martim quebrou um ramo de murta, a folha da tristeza, e
deitou-o no jazido de sua esposa”. (José de Alencar)
“O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo.” (José de
Alencar)
• O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de
gêneros diferentes, fexiona-se no masculino plural:
“Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de
Oliveira)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
104
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
“A generosidade, o esforço e o amor, ensinaste-os tu em
toda a sua sublimidade.” (Alexandre Herculano)
Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças, com os
quais fz boas amizades.
“Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio
familiarmente, como se os tivesse visto.” (Graciliano Ramos)
Trazem presentes e fores e depositam-nos em torno dela.

Observação: Os substantivos sendo sinônimos, o pronome
concorda com o mais próximo:
“Ó mortais, que cegueira e desatino é o nosso!” (Manuel
Bernardes)
• Os pronomes um... outro, quando se referem a
substantivos de gênero diferentes, concordam no masculino:
Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se
um ao outro.
“Repousavam bem perto um do outro a matéria e o
espírito.” (Alexandre Herculano)
Nito e Sônia casaram cedo: um por amor, o outro, por
interesse.
A locução um e outro, referida a indivíduos de sexos diferentes,
permanece também no masculino:
“A mulher do colchoeiro escovou-lhe o chapéu; e, quando
ele [Rubião] saiu, um e outro agradeceram-lhe muito o benefício
da salvação do flho.” (Machado de Assis)
O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem
outro fca no singular. Exemplos:
Um e outro livro me agradaram.
Nem um nem outro livro me agradaram.
Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui
alguns casos especiais de concordância nominal:
• Anexo, incluso, leso. Como adjetivos, concordam com o
substantivo em gênero e número:
Anexa à presente, vai a relação das mercadorias.
Vão anexos os pareceres das comissões técnicas.
Remeto-lhe, anexas, duas cópias do contrato.
Remeto-lhe, inclusa, uma fotocópia do recibo.
Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte.
Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria.

Observaçã: Evite a locução espúria em anexo.
• A olhos vistos. Locução adverbial invariável. Signifca
visivelmente.
“Lúcia emagrecia a olhos vistos”. (Coelho Neto)
“Zito envelhecia a olhos vistos.” (Autren Dourado)
• Só. Como adjetivo, só [sozinho, único] concorda em
número com o substantivo. Como palavra denotativa de limitação,
equivalente de apenas, somente, é invariável.
Eles estavam sós, na sala iluminada.
Esses dois livros, por si sós, bastariam para torná-los célebre.
Elas só passeiam de carro.
Só eles estavam na sala.
Observação: Forma a locução a sós [=sem mais companhia,
sozinho]: Estávamos a sós. Jesus despediu a multidão e subiu ao
monte para orar a sós.
• Possível. Usado em expressões superlativas, este adjetivo
ora aparece invariável, ora fexionado:
“A volta, esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais
requintados possível.” (Maria Helena Cardoso)
“Estas frutas são as mais saborosas possível.” (Carlos Góis)
“A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais
grotescos possíveis.” (ledo Ivo)
“... e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos
os mais espontâneos possíveis.” (Ronaldo Miranda)
“De modo geral, as características do solo são as mais variadas
possíveis.” (Murilo Melo Filho)
As informações obtidas são as melhores (ou as piores)
possíveis.
Ele escolhia as tarefas menos penosas possíveis.
Como se vê dos exemplos citados, há nítida tendência, no
português de hoje, para se usar, neste caso, o adjetivo possível no
plural.
O singular é de rigor quando a expressão superlativa inicia
com a partícula o (o mais, o menos, o maior, o menor, etc.)
Os prédios devem fcar o mais afastados possível.
Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível.
O médico atendeu o maior número de pacientes possível.
• Adjetivos adverbiados. Certos adjetivos, como sério,
claro, caro, barato, alto, raro, etc., quando usados com a função de
advérbios terminados em – mente, fcam invariáveis:
Vamos falar sério. [sério = seriamente]
Penso que falei bem claro, disse a secretária.
Esses produtos passam a custar mais caro. [ou mais barato]
Estas aves voam alto. [ou baixo]
Gilberto e Regina raro vão ao cinema.
“Há pessoas que parecem nascer errado.” (Machado de Assis)
Junto e direto ora funcionam como adjetivos, ora como
advérbios:
“Jorge e Dante saltaram juntos do carro.” (José Louzeiro)
“Era como se tivessem estado juntos na véspera.” (Autram
Dourado).
“Elas moram junto há algum tempo.” (José Gualda Dantas)
“Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe.” (Josué
Guimarães)
“As gaivotas iam diretas como um dardo.” (Josué Guimarães)
“Vamos carregar, juntas, nossa cruz.” (Maria José de Queirós)
Junto, estou lhe enviando algumas fotos.
As fotos foram enviadas junto com a carta.
• Todo. No sentido de inteiramente, completamente,
costuma-se fexionar, embora seja advérbio:
Esses índios andam todos nus.
Geou durante a noite e a planície fcou toda (ou todo) branca.
As meninas iam todas de branco.
A casinha fcava sob duas mangueiras, que a cobriam toda.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
105
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Mas admite-se também a forma invariável:
Fiquei com os cabelos todo sujos de terá.
Suas mãos estavam todo ensangüentadas.
• Alerta. Pela sua origem, alerta [=atentamente, de
prontidão, em estado de vigilância] é advérbio e, portanto,
invariável:
Estamos alerta.
Os soldados fcaram alerta.
“Todos os sentidos alerta funcionam.” (Carlos Drummond de
Andrade)
“Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta.”
(Martins de Aguiar)
Contudo, esta palavra é, atualmente, sentida antes como
adjetivo, sendo, por isso, fexionada no plural:
Nossos chefes estão alertas. [=vigilantes]
Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas.
“Uma sentinela de guarda, olhos abertos e sentidos alertas,
esperando pelo esconhecido...” (Assis Brasil, Os Crocodilos, p.
25)
• Meio. Usada como advérbio, no sentido de um pouco,
esta palavra é invariável. Exemplos:
A porta estava meio aberta.
As meninas fcaram meio nervosas.
Os sapatos eram meio velhos, mas serviam.
• Bastante. Varia quando adjetivo, sinônimo de sufciente:
Não havia provas bastantes para condenar o réu.
Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz.
Fica invariável quando advérbio, caso em que modifca um
adjetivo:
As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso.
Os emissários voltaram bastante otimistas.
“Levi está inquieto com a economia do Brasil. Vê que se
aproximam dias bastante escuros.” (Austregésilo de Ataíde)
• Menos. É palavra invariável:
Gaste menos água.
À noite, há menos pessoas na praça.
CONCORDÂNCIA VERBAL
O verbo concorda com o sujeito, em harmonia com as
seguintes regras gerais:
O sujeito é simples
• O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em
número e pessoa. Exemplos:
a) Verbo depois do sujeito:
“As saúvas eram uma praga.” (Carlos Povina Cavalcânti)
“Tu não és inimiga dele, não? (Camilo Castelo Branco)
“Vós fostes chamados à liberdade, irmãos.” (São Paulo)
b) Verbo antes do sujeito:
Acontecem tantas desgraças neste planeta!
Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar.
A quem pertencem essas terras?
“Que me importavam as grades negras e pegajosas?”
(Graciliano Ramos)
“Eram duas princesas muito lindas.” (Adriano da Gama
Kury)
O sujeito é composto e da 3ª pessoa
• O sujeito, sendo composto e anteposto ao verbo, leva
geralmente este para o plural. Exemplos:
“A esposa e o amigo seguem sua marcha.” (José de Alencar)
“Poti e seus guerreiros o acompanharam.” (José de Alencar)
“Vida, graça, novidade, escorriam-lhe da alma como de uma
fonte perene.” (Machado de Assis)
É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular:
a) Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos:
“A decência e honestidade ainda reinava.” (Mário Barreto)
“A coragem e afoiteza com que lhe respondi, perturbou-o...”
(Camilo Castelo Branco)
“Que barulho, que revolução será capaz de perturbar esta
serenidade?” (Graciliano Ramos)

b) Quando os núcleos do sujeito formam seqüência
gradativa:
Uma ânsia, uma afição, uma angústia repentina começou a
me apertar à alma.
• Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo, este
poderá concordar no plural ou com o substantivo mais próximo:
“Não fossem o rádio de pilha e as revistas, que seria de Elisa?”
(Jorge Amado)
“Enquanto ele não vinha, apareceram um jornal e uma vela.”
(Ricardo Ramos)
“Ali estavam o rio e as suas lavadeiras.” (Carlos Povina
Cavalcânti)
... casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus
ministros.” (Carlos de Laet)
“Moço escritor, ao qual não faltam o talento e a graça.”
(Raquel de Queirós)
“Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que infama, a
inveja que baba...” (Machado de Assis)
“Proibiu-se o ofício e lojas de ourives.” (Viriato Correia)
“Aqui é que reina a paz e a alegria nas boas consciências.”
(Camilo Castelo Branco)
“E de tudo, só restaria a árvore, a relva e o cestinho de
morangos.” (Lígia Fagundes Teles)
“Assusta-as, talvez, o ar tranqüilo com que as recebo, e a
modéstia da cas.” (Rubem Braga)
“Passou-me pela mente a face e a voz duma professora de
escola primária.” (Érico Veríssimo)
Observação: Aconselhamos, nesse caso, usar o verbo no
plural.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
106
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
O sujeito é composto e de pessoas diferentes
• Se o sujeito composto for de pessoas diversas, o verbo se
fexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. (A 1ª pessoa
prevalece sobre a 2ª e a 3ª; a 2ª prevale sobre a 3ª):
“Foi o que fzemos Capitu e eu.” (Machado de Assis) (ela e
eu = nós)
“Tu e ele partireis juntos.” (Mário Barreto) (tu e ele = vós)
Você e meu irmão não me compreendem. (você e ele = vocês)
Muitas vezes os escritores quebram a rigides dessa regra:
a) Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais
próximo, quando este se pospõe ao verbo:
“O que resta da felicidade passada és tu e eles.” (Camilo
Castelo Branco)
“Faze uma arca de madeira; entra nela tu, tua mulher e teus
flhos.” (Machado de Assis)
b) Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu +
ele = vocês em vez de tu + ele = vós):
“...Deus e tu são testemunhas...” (Almeida Garrett)
“O que eu continuamente peço a Deus é que ele e tu sejam
meus amigos.” (Camilo Castelo Branco)
“Juro que tu e tua mulher me pagam.” (Coelho Neto)
“Nem tu nem Belkiss a vêem.” (Eugênio de Castro)
As normas que a seguir traçamos têm, muitas vezes, valor
relativo, porquanto a escolha desta ou daquela concordância
depende, freqüentemente, do contexto, da situação e do clima
emocional que envolvem o falante ou o escrevente.
Núcleos do sujeito unidos por ou
• Há duas situações a considerar:
a) Se a conjunção ou indicar exclusão ou retifcação, o
verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo:
Paulo ou Antônio será o presidente.
O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio.
Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime.
“O chefe ou um dos delegados, não me lembra, era amigo do
Andrade.” (Machado de Assis)
b) O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se
referir ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito:
“Era tão pequena a cidade, que um grito ou gargalhada forte
a atravessavam de ponta a ponta.” (Aníbal Machado) (Tanto um
grito como uma gargalhada atravessavam a cidade.)
“Naquela crise, só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir-
lhe.” (Camilo Castelo Branco)
Há, no entanto, em bons autores, ocorrência de verbo no
singular:
“A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos
individuais.” (Vivaldo Coaraci)
“Há dessas reminiscências que não descansam antes que a
pena ou a língua as publique.” (Machado de Assis)
“Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso
dote.” (Viriato Correia)
“Nas classes burguesas é raro o rapaz ou a rapariga que não
saiba o latim e o francês.” (Ramalho Ortigão)
“Não faltava argúcia ou malícia a quem era irmã de Júlia.”
(Luís Jardim)
Núcleos do sujeito unidos pela preposição com
• Usa-se mais freqüentemente o verbo no plural quando se
atribui a mesma importância, no processo verbal, aos elementos do
sujeito unidos pela preposição com. Exemplos:
Manuel com seu compadre construíram o barracão.
“Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo...” (Camilo
Castelo Branco)
“Ele com mais dois acercaram-se da porta.” (Camilo Castelo
Branco)
Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar
relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o
verbo vier antes deste. Exemplos:
O bispo, com dois sacerdotes, iniciou solenemente a missa.
O presidente, com sua comitiva, chegou a Paris às 5h da tarde.
“Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com
toda a corte.” (Luís de Camarões)
“À mesma porta por onde saíra a mulher com a flha,
chegaram outros pretendentes.” (Aníbal Machado)
Núcleos do sujeito unidos por nem
• Quando o sujeito é formado por núcleos no singular
unidos pela conjunção nem, usa-se, comumente, o verbo no plural.
Exemplos:
Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos.
Nem eu nem ele o convidamos.
“Nem o mundo, nem Deus teriam força para me constranger
a tanto.” (Alexandre Herculano)
“Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem praguejar
alto.” (Eça de Queirós)
“Nem a mãe nem o pai tinham percebido sua ausência.”
(Garcia de Paiva)
“Nem a mocidade, nem a fortuna tinham já forças para
reanimar a sua vítima.” (Antônio Feliciano de Castilho)
“Nem Hazerot nem Magog foram eleitos.” (Machado de
Assis)
É preferível a concordância no singular:
a) Quando o verbo precede o sujeito:
“Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das fores,
nem a pompa das folhas verdes...” (Machado de Assis)
Não o convidei eu nem minha esposa.
“Na fazenda, atualmente, não se recusa trabalho, nem
dinheiro, nem nada a ninguém.” (Guimarães Rosa)
b) Quando há exclusão, isto é, quando o fato só pode ser
atribuído a um dos elementos do sujeito:
Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada. (Só
uma cidade pode sediar a Olimpíada.)
Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre. (Só um
candidato pode ser eleito governador.)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
107
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Núcleos do sujeito correlacionados
• O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito
composto estão ligados por uma das expressões correlativas
não só... mas também, não só como também, tanto...como, etc.
Exemplos:
Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres.”
(Alexandre Herculano)
“Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto inocentes.”
(Alexandre Herculano)
“Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de
amizade com um grupo muito reduzido de pessoas.” (José Condé)
“Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o
demovem do seu objetivo.” (Cassiano Ricardo)
“Tanto Lincoln quanto o Aleijadinho parecem deter o segredo
de tudo que lhes falta.” (Viana Moog)
Sujeitos resumidos por tudo, nada, ninguém
• Quando o sujeito composto vem resumido por um dos
pronomes, tudo, nada, ninguém, etc. o verbo concorda, no
singular, com o pronome resumidor. Exemplos:
Jogos, espetáculos, viagens, diversões, nada pôde satisfazê-
lo.
“O entusiasmo, alguns goles de vinho, o gênio imperioso,
estouvado, tudo isso me levou a fazer uma coisa única.” (Machado
de Assis)
Jogadores, árbitro, assistentes, ninguém saiu do campo.
Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa
• O verbo concorda no singular quando os núcleos do
sujeito designam a mesma pessoa ou o mesmo ser. Exemplos:
“Aleluia! O brasileiro comum, o homem do povo, o João-
ninguém, agora é cédula de Cr$ 500,00!” (Carlos Drummond
Andrade)
“Embora sabendo que tudo vai continuar como está, fca
o registro, o protesto, em nome dos telespectadores.” (Valério
Andrade)
Advogado e membro da instituição afrma que ela é corrupta.
Núcleos do sujeito são infnitivos
• O verbo concordará no plural se os infnitivos forem
determinados pelo artigo ou exprimirem idéias opostas; caso
contrário, tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural.
Exemplos:
O comer e o beber são necessários.
Rir e chorar fazem parte da vida
Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o menino.
“Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava trabalho.”
(Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam)
“Cantar, dançar e representar faz (ou fazem) a alegria do
artista.
“Nenhum rugir ou gemer seu anulariam o mal que se
consumara no Mirante.” (Eça de Queirós)
Sujeito oracional
• Concorda no singualr o verbo cujo sujeito é uma oração:
Ainda falta / comprar os cartões.
Predicado Sujeito Oracional
Estas são realidades que não adianta esconder.
Sujeito de adianta: esconder que (as realidades)
Sujeito Coletivo
• O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no
singular. Exemplos:
A multidão vociferava ameaças.
O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália.
Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro.
Um bloco de foliões animava o centro da cidade.
“Uma porção de índios surgiu do meio das árvores e nos
rodeou.” (Edi Lima)
“Surpreendemos uma vara de porcos que atravessava o rio a
nado.” (Gastão Cruls)
“...o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem
negra de pó.” (José de Alencar)
“Um grupo de rapazes sentara-se ali ao lado.” (Fernando
Namora)
Observação: Se o coletivo vier seguido de substantivo plural
que o especifque e anteceder ao verbo, este poderá ir para o
plural, quando se quer salientar não a ação do conjunto, mas a dos
indivíduos, efetuando-se uma concordância não gramatical, mas
ideológica:
“Uma grande multidão de crianças, de velhos, de mulheres
penetraram na caverna...” (Alexandre Herculano)
“Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão
no mar...” (Camilo Castelo Branco)
“Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no
ar.” (Machado de Assis)
“Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse
divertimento com uma pertinácia admirável.” (Carlos Povina
Cavalcânti)
A maior parte de, grande número de, etc.
• Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas a maior
parte de, parte de, a maioria de, grande número de, etc., seguida
de substantivo ou pronome no plural, o vebo, quando posposto ao
sujeito, pode ir para o singular ou para o plural, conforme se queira
efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo
singular) ou uma concordância enfática, expressiva, com a idéia de
pluralidade sugerida pelo sujeito. Exemplos:
A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés.” (Gilberto
Freire)
“A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito
juízo.” (Machado de Assis)
“A maior parte das pessoas pedem uma sopa, um prato de
carne e um prato de legumes.” (Ramalho Ortigão)
“A maior parte dos nomes podem ser empregados em sentido
defnido ou em sentido indefnido.” (Mário Barreto)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
108
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
“Grande parte dos atuais advérbios nasceram de substantivos.”
(Idem)
“A maioria das pessoas são sinuosas, coleantes...” (Ondina
Ferreira)
A maioria dos acidentes nas estradas de acesso ao Rio
ocorrem em dias claros.
“Vocês já imaginaram a maravilha que seria o mundo se
ao menos uma quinta parte desses gênios se realizassem na
maioridade?” (Lígia Fagundes Teles)
“A maioria dos presentes, formando grupos, contavam
histórias, baixinho, falavam de coisas da vida.” (Aurélio Buarque
de Holanda)
“A maioria dos mouros era escrava e pobre.” (Alexandre
Herculano)
“Amaioria dos trabalhadores recebeu essa notícia com
alegria.” (Armando Fontes)
“A maioria das palavras continua visível.” (Carlos Drummond
de Andrade)
“A maioria dos doentes não podia compreender que...”
(Fernando Namora)
“Metade dos alunos fez (ou fzeram) o trabalho.” (J. Gualda
Dantas)
“Meia dúzia de garimpeiros doentes esperava a consulta
matutina.” (Herman Lima)
Visitei os presos. Boa parte deles dormia (ou dormiam) no
chão.
Grande número de eleitores votou (ou votaram) em branco.
Morreu de gripe a maioria dos índios que tiveram contato
com os brancos.
Nos quilombos refugiava-se parte dos escravos fugitivos.
Observações:
- quando o verbo precede o sujeito, como nos dois últimos
exemplos, a concordância se efetua no singular.
- como se vê dos exemplos supracitados, as duas concordâncias
são igualmente legítimas, porque têm tradição na língua. Cabe
a quem fala ou escreve escolher a que julgar mais adequada à
situação. Pode-se, portanto, no caso em foco, usar o verbo no
plural, efetuando a concordância não com a forma gramatical
das palavras, mas com a idéia de pluralidade que elas encerram
e sugerem à nossa mente. Essa concordância ideológica é bem
mais expressiva que a gramatical, como se pode perceber relendo
as frases citadas de Machado de Assis, Ramalho Ortigão, Ondina
Ferreira e Aurélio Buarque de Holanda, e cotejando-as com as dos
autores que usaram o verbo no singular.
Um e outro, nem um nem outro
• O sujeito sendo uma dessas expressões, o verbo concorda,
de preferência, no plural. Exemplos:
“Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento...”
(Hernâni Cidade)
“Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte.”
(Machado de Assis)
Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio.
“Depois nem um nem outro acharam novo motivo para
diálogo.” (Fernando Namora)
“Não me fcaria bem nem uma nem outra coisa.” (José Gualda
Dantas)
Nem uma nem outra foto prestavam (ou prestava).
Um e outro livro me agradaram (ou agradou) muito.
“Um e outro país deixarão de ver no outro o Império do Mal.”
(Emir Sader)
Um ou outro
• O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro:
“Respondi-lhe que um ou outro colar lhe fcava bem.”
(Machado de Assis)
“Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos.” (Machado
de Assis)
“Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém.” (Raquel
de Queirós)
Um dos que, uma das que
• Quando, em orações adjetivas restritivas, o pronome
que vem antecedido de um dos ou expressão análoga, o verbo da
oração adjetiva fexiona-se, em regra, no plural:
“O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo.”
(Alexandre Herculano)
“A baronesa era uma das pessoas que mais desconfavam de
nós.” (Machado de Assis)
“Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que
viviam em Roma.” (Moacyr Scliar)
Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana.
Não sou dos que acreditam piamente em soluções mágicas.
Essa é a concordância lógica, geralmente preferida pelos
escritores modernos. Todavia, não é prática condenável fugir
ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva
no singular (fazendo-o concordar com a palavra um), quando se
deseja destacar o indivíduo do grupo, dando-se a entender que ele
sobressaiu ou sobressai aos demais:
Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros.
“Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a
originalidade e importância da literatura brasileira.” (João Ribeiro)
Observação: Há gramáticas que condenam tal concordância.
Por coerência, deveriam condenar também a comumente aceita em
construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de culpa?
Quantos de nós somos completamente felizes?
O verbo fca obrigatoriamente no singular quando se aplica
apenas ao indivíduo de que se fala, como no exemplo:
Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler. (Jairo é o
único empregado que não sabe ler.)
Ressalte-se porém, que nesse caso é preferível construir a
frase de outro modo:
Jairo é um empregado meu que não sabe ler.
Dos meus empregados, só Jairo não sabe ler.
Na linguagem culta formal, ao empregar as expressões em
foco, o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva:
O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia.
Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz.
O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as
secas.
Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar
a crise.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
109
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Embora o caso seja diferente, é oportuno lembrar que,
nas orações adjetivas explicativas, nas quais o pronome que é
separado de seu antecedente por pausa e vírgula, a concordância é
determinada pelo sentido da frase:
Um dos meninos, que estava sentado à porta da casa, foi
chamar o pai. (Só um menino estava sentado.)
Um dos cinco homens, que assistiam àquela cena estupefatos,
soltou um grito de protesto. (Todos os cinco homens assistiam à
cena.)
Mais de um
• O verbo concorda, em regra, no singular. O plural será
de rigor se o verbo exprimir reciprocidade, ou se o numeral for
superior a um. Exemplos:
Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha.
Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto.
Devem ter fugido mais de vinte presos.
Quais de vós? Alguns de nós
• Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais?
quantos? Ou um dos indefnidos alguns, muitos, poucos, etc.,
seguidos dos pronomes nós ou vós, o verbo concordará, por
atração, com estes últimos, ou, o que é mais lógico, na 3ª pessoa
do plural:
“Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César
Cerqueira)
“Quais de vós sois, como eu, desterrados...?” (Alexandre
Herculano)
“...quantos dentre vós estudam conscienciosamente o
passado?” (José de Alencar)
Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe.
Poucos dentre nós conhecem (ou conhecemos) as leis.
“Quantos de nós teríamos experimentado essa tentação?”
(Olga Savary)
“Já pensou, meu caro, quantos de nós nos arriscamos aqui?”
(Guilherme de Figueiredo)
Observação: Estando o pronome no singular, no singular (3ª
pessoa) fcará o verbo:
Qual de vós testemunhou o fato?
Nenhuma de nós a conhece.
Nenhum de vós a viu?
Qual de nós falará primeiro?
Pronomes quem, que, como sujeitos
• O verbo concordará, em regra, na 3ª pessoa, com os
pronomes quem e que, em frases como estas:
Sou eu quem responde pelos meus atos.
Somos nós quem leva o prejuízo.
Eram elas quem fazia a limpeza da casa.
“Eras tu quem tinha o dom de encantar-me.” (Osmã Lins)
“Fui eu quem o ensinou a desenhar.” (Mário Barreto)
“Eu fui o último que se retirou.” (Mário Barreto)
Eu sou o que presenciou o fato.
“Sou um homem que ainda não renegou nem da cruz, nem da
Espanha.” (Alexandre Herculano)
“Éramos dois sócios que entravam no comércio da vida com
diferentes capital.” (Machado de Assis)
Todavia, a linguagem enfática justifca a concordância com o
sujeito da oração principal:
“Sou eu quem prendo aos céus a terra.” (Gonçalves Dias)
“Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida.” (Ricardo
Ramos)
“És tu quem dás frescor à mansa brisa.” (Gonçalves Dias)
“Nós somos os galegos que levamos a barrica.” (Camilo
Castelo Branco)
“Vós sois o algoz que recebeis o cutelo da mão providencial.”
(Camilo Castelo Branco)
“Somos nós quem a fazemos.” (Ricardo Ramos)
Eu sou a que mais estou torcendo para jogarmos juntas.
A concordância do verbo precedido do pronome relativo que
far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da oração
principal, em frases do tipo:
Sou eu que pago.
És tu que vens conosco?
Somos nós que cozinhamos.
Eram eles que mais reclamavam.
Fomos nós que o encontramos.
Fostes vós que o elegestes.
Foram os bombeiros que a salvaram.
“Fui eu que me pus a rir.” (Machado de Assis)
“Fui eu que imitei o ronco do bicho.” (Edi Lima)
“Não seremos nós que iremos, à maneira dos primitivistas,
fcar de tanga e entrar a falar capiau.” (Sílvio Elia)
Observação: Em construções desse tipo, é lícito considerar
o verbo ser e a palavra que como elementos expletivos ou
enfatizantes, portanto não necessários ao enunciado. Assim:
Sou eu que pago. (=Eu pago)
Somos nós que cozinhamos. (=Nós cozinhamos)
Foram os bombeiros que a salvaram. (= Os bombeiros a
salvaram.)
Seja qual for a interpretação, o importante é saber que, neste
caso, tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o
pronome ou substantivo que precede a palavra que.
Concordância com os pronomes de tratamento
• Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa,
embora se refra à 2ª pessoa do discurso:
Vossa Excelência agiu com moderação.
Vossas Excelências não fcarão surdos à voz do povo.
“Espero que V.Sª. não me faça mal.” (Camilo Castelo Branco)
“Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe matem
o tempo e os vassalos.” (Rebelo da Silva)
Concordância com certos substantivos próprios no plural
• Certos substantivos próprios de forma plural, como
Estados Unidos, Andes, Campinas, Lusíadas, etc., levam o verbo
para o plural quando se usam com o artigo; caso contrário, o verbo
concorda no singular.
“Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo.” (Eduardo
Prado)
Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo.
“Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões.
Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes.
Minas Gerais possui grandes jazidas de ferro.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
110
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
“Montes Claros era um feudo daquel família.” (Raquel
Jardim)
“Terras do Sem-Fim” foi quadrinizado para leitores jovens.
Tratando-se de títulos de obras, é comum deixar o verbo no
singular, sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no
singular:
“As Férias de El-Rei é o título da novela.” (Rebelo da Silva)
“As Valkírias mostra claramente o homem que existe por
detrás do mago.” (Paulo Coelho)
“Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico...” (Celso
Luft)
A concordância, neste caso, não é gramatical, mas ideológica,
porque se efetua não com a palavra (Valkírias, Sertões, Férias de
El-Rei), mas com a idéia por ela sugerida (obra ou livro). Ressalte-
se, porém, que é também correto usar o verbo no plural:
As Valkírias mostram claramente o homem...
“Os Sertões são um livro de ciência e de paixão, de análise e
de protesto.” (Alfredo Bosi)
Concordância do verbo passivo
• Quando apassivado pelo pronome apassivador se, o
verbo concordará normalmente com o sujeito:
Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos.
Gataram-se milhões, sem que se vissem resultados concretos.
“Correram-se as cortinas da tribuna real.” (Rebelo da Silva)
“Aperfeiçoavam-se as aspas, cravavam-se pregos necessários
à segurança dos postes...” (Camilo Castelo Branco)
“Agora já não se fazem deste aparelhos.” (Carlos de Laet)
“Ouviam-se vozes fortes de comando.” (Ferreira de Castro)
Ali só se viam ruínas.
“A tentativa de se aferirem pesos e medidas.” (Ciro dos
Anjos)
“Quantas horas faltariam para se abrirem os cafés e as
bodegas?” (Graciliano Ramos)
“A salvação de Toledo foi não se terem fechado suas portas.”
(Alexandre Herculano)
“Sua sala era absolutamente igual às que se vêem nos livros
ilustrados para o ensino do inglês.” (Cecília Meireles)
“Mais tarde se confrma isto, ao se mandarem chusmas
de criminosos povoar os cafundós desta ou daquela capitania.”
(Cassiano Ricardo)
“Daí o princípio colonial de só se concederem terras em
sesmarias às pessoas que possuam meios para realizar a exploração
delas e fundar engenhos.” (Oliveira Viana)
Na literatura moderna há exemplos em contrário, mas que não
devem ser seguidos:
“Vendia-se seiscentos convites e aquilo fcava cheio.”
(Ricardo Ramos)
“Em Paris há coisas que não se entende bem.” (Rubem Braga)
Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares poder
e dever, na voz passiva sintética, o verbo auxiliar concordará com
o sujeito. Exemplos:
Não se podem cortar essas árvores. (sujeito: árvores; locução
verbal: podem cortar)
Devem-se ler bons livros. (=Devem ser lidos bons livros)
(sujeito: livros; locução verbal: devem-se ler)
“Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas
memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia.” (Sérgio Buarque
de Holanda)
“Em Santarém há poucas casas particulares que se possam
dizer verdadeiramente antigas.” (Almeida Garrett)
Entretanto, pode-se considerar sujeito do verbo principal a
oração iniciada pelo infnitivo e, nesse caso, não há locução verbal
e o verbo auxiliar concordará no singular. Assim:
Não se pode cortar essas árvores. (sujeito: cortar essas árvores;
predicado: não se pode)
Deve-se ler bons livros. (sujeito: ler bons livros; predicado:
deve-se)
Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher,
tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural.
Portanto:
Não se podem (ou pode) cortar essas árvores.
Devem-se (ou deve-se) ler bons livros.
“Quando se joga, deve-se aceitar as regras.” (Ledo Ivo)
“Concluo que não se devem abolir as loterias.” (Machado de
Assis)
“Pode-se comprar livros de segunda mão baratíssimos.” (José
Paulo Paes)
“De preferência, deve-se ler os dois, o historiador e o
novelista.” (Jorge Amado)
“Deviam-se reduzir ao mínimo as relações com o poder
público.” (Ciro dos Anjos)
“Era loura, mas podia-se ver massas castanhas por baixo da
tintura dourada do cabelo.” (Vinícius de Morais)
Verbos impessoais
• Os verbos haver, fazer (na indicação do tempo), passar de
(na indicação de horas), chover e outros que exprimem fenômenos
meteorológicos, quando usados como impessoais, fcam na 3ª
pessoa do singular:
“Não havia ali vizinhos naquele deserto.” (Monteiro Lobato)
“Havia já dois anos que nos não víamos.” (Machado de Assis)
“Aqui faz verões terríveis.” (Camilo Castelo Branco)
“Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal
malvado...” (Camilo Castelo Branco)
“Conhecera-o assim, fazia quase vinte anos.” (Josué Montelo)
Quando saí de casa, passava das oito horas.
“Chovera e nevara depois, durante muitos dias.” (Camilo
Castelo Branco)
Observações:
- Também fca invariável na 3ª pessoa do singular o verbo que
forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer:
Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio.
Vai haver grandes festas.
Há de haver, sem dúvida, fortíssimas razões para ele não
aceitar o cargo.
Começou a haver abusos na nova administração.
Vai fazer cem anos que nasceu o genial artista.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
111
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Não pode haver rasuras neste documento.
“Haverá, deve haver construções históricas em Nova Iorque.”
(Viana Moog)
- o verbo chover, no sentido fgurado (= cair ou sobrevir em
grande quantidade), deixa de ser impessoal e, portanto concordará
com o sujeito:
Choviam pétalas de fores.
“Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e
diatribes.” (Carlos de Laet)
“Choveram comentários e palpites.” (Carlos Drummond de
Andrade)
“E nem lá (na Lua) chovem meteoritos, permanentemente.”
(Raquel de Queirós)
- Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter,
impessoal, por haver, existir. Nem faltam exemplos em escritores
modernos:
“No centro do pátio tem uma fgueira velhíssima, com um
banco embaixo.” (José Geraldo Vieira)
“Soube que tem um cavalo morto, no quintal.” (Carlos
Drummond de Andrade)
Esse emprego do verbo ter, impessoal, não é estranho ao
português europeu: “ É verdade. Tem dias que sai ao
romper de alva e recolhe alta noite, respondeu Ângela.” (Camilo
Castelo Branco) (Tem = Há)
- Existir não é verbo impessoal. Portanto:
Nesta cidade existem ( e não existe) bons médicos.
Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas.
Concordância do verbo ser
• O verbo de ligação ser concorda com o predicativo nos
seguintes casos:
a) Quando o sujeito é um dos pronomes tudo, o, isto, isso,
ou aquilo:
“Tudo eram hipóteses.” (Ledo Ivo)
“Tudo isto eram sintomas graves.” (Machado de Assis)
Na mocidade tudo são esperanças.
“Não, nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre Brasil
e Estados Unidos.” (Viana Moog)
“Vamos e venhamos: na foresta nem tudo são fores.”
(Tiago de Melo)
“Aquilo eram asperezas que o tempo acepilhava.” (Graciliano
Ramos)
“Isso são sonhos, Mariana!” (Camilo Castelo Branco)
“O que atrapalhava eram as caras simpáticas dos guardas.”
(Aníbal Machado)
“O que atrapalha bastante são as discussões e meu respeito.”
(Aníbal Machado)
“Mas o que o amor é, principalmente, são duas pessoas neste
mundo.” (Raquel de Queirós)
Hoje o que não falta são divertimentos.
A concordância com o sujeito, embora menos comum, é
também lícita:
“Tudo é fores no presente.” (Gonçalves Dias)
“O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha
coroa.” (Camilo Castelo Branco)
O verbo ser fca no singular quando o predicativo é formado
de dois núcleos no singular:
“Tudo o mais é soledade e silêncio.” (Ferreira de Castro)
b) Quando o sujeito é um nome de coisa, no singular, e o
predicativo um substantivo plural:
“A cama são umas palhas.” (Camilo Castelo Branco)
“A causa eram os seus projetos.” (Machado de Assis)
“Vida de craque não são rosas.” (Raquel de Queirós)
Sua salvação foram aquelas ervas.
“Quando D. Angélica soube que a base daqueles pratos e
sobremesas eram fores, fcou consternada.” (José J. Veiga)
Observação: O sujeito sendo nome de pessoa, com ele
concordará o verbo ser:
Emília é os encantos de sua avó.
Abílio era só problemas.
Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que:
“Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário
que breve será cinzas como eu.” (Camilo Castelo Branco)
“No edifício que era só vidros.” (Ricardo Ramos)
c) Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido
coletivo ou partitivo, e o predicativo um substantivo no plural:
“A maioria eram rapazes.” (Aníbal Machado)
A maior parte eram famílias pobres.
O resto (ou o mais) são trastes velhos.
“A maior parte dessa multidão são mendigos.” (Eça de
Queirós)
“Quase a metade dos escritores brasileiros que viveram entre
1870 e 1930 foram professores de escolas públicas.” (José Murilo
de Carvalho)
d) Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um
substantivo, e o sujeito não é pronome pessoal reto:
“O Brasil, senhores, sois vós.” (Rui Barbosa)
“Nas minhas terras o rei sou eu.” (Alexandre Herculano)
“O dono da fazenda serás tu.” (Said Ali)
“...mas a minha riqueza eras tu.” (Camilo Castelo Branco)
Quem deu o alarme fui eu.
Quem plantou essas árvores fomos nós.
Quem não fcou nada contente foram os camelôs.
Mas:
Eu não sou ele. Vós não sois eles. Tu não és ele.
e) Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a
palavra coisa:
Divertimentos é o que não lhe falta.
“Os bastidores é só o que me toca.” (Correia Garção)
“Mentiras, era o que me pediam, sempre mentiras.” (
Fernando Namora)
“Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães.”
(Camilo Castelo Branco)
Histórias sobre diamantes é o que não falta.” (Maria José de
Queirós)
f) Nas locuções é muito, é pouco, é sufciente, é demais, é
mais que (ou do que), é menos que (ou do que), etc., cujo sujeito
exprime quantidade, preço, medida, etc.:
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
112
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
“Seis anos era muito.” (Camilo Castelo Branco)
Dois mil dólares é pouco.
Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem.
Doze metros de fo é demais.
Seis quilos de carne é mais do que precisamos.
Para ele, mil dólares era menos que um real.
• Na indicação das horas, datas e distância , o verbo ser
é impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão
designativa de hora, data ou distância:
Era uma hora da tarde.
“Era hora e meia, foi pôr o chapéu.” (Eça de Queirós)
“Seriam seis e meia da tarde.” ( Raquel de Queirós)
“Eram duas horas da tarde.” (Machado de Assis)
“São horas de fechar esta carta.” (Camilo Castelo Branco)
“Eram sete de maio da era de 1439...” (Alexandre Herculano)
“Hoje são vinte e um do mês, não são?” (Camilo Castelo
Branco)
“Da estação à fazenda são três léguas a cavalo.” (Said Ali)
Observações:
- Pode-se, entretanto na linguagem espontânea, deixar o verbo
no singular, concordando com a idéia implícita de “dia”:
“Hoje é seis de março.” (J. Matoso Câmara Jr.) (Hoje é dia
seis de março.)
“Hoje é dez de janeiro.” (Celso Luft)
- Estando a expressão que designa horas precedida da locução
perto de, hesitam os escritores entre o plural e o singular:
“Eram perto de oito horas.” (Machado de Assis)
“Era perto de duas horas quando saiu da janela.” (Machado
de Assis)
“...era perto das cinco quando saí.” (Eça de Queirós)
- O verbo passar, referente a horas, fca na 3ª pessoa do
singular, em frases como:
Quando o trem chegou, passava das sete horas.
Locução de realce é que
• O verbo ser permanece invariável na expressão expletiva
ou de realce é que:
Eu é que mantenho a ordem aqui. (= Sou eu que mantenho a
ordem aqui.)
Nós é que trabalhávamos. (= Éramos nós que trabalhávamos)
As mães é que devem educá-los. (= São as mães que devem
educá-los.)
Os astros é que os guiavam. (= Eram os astros que os
guiavam.)
Divertimentos é que não lhe faltavam.
Da mesma forma se diz, com ênfase:
“Vocês são muito é atrevidos.” (Raquel de Queirós)
“Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira
junto do palco.” (Graciliano Ramos)
“Por que era que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano
Ramos)
Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em
construções enfáticas como:
Era aqui onde se açoitavam os escravos. (= Aqui se açoitavam
os escravos.)
Foi então que os dois se desentenderam. (= Então os dois se
desentenderam.)
Era uma vez
• Por tradição, mantém-se invariável a expressão inicial de
histórias era uma vez, ainda quando seguida de substantivo plural:
Era uma vez dois cavaleiros andantes.
A não ser
• É geralmente considerada locução invariável, equivalente
a exceto, salvo, senão. Exemplos:
Nada restou do edifício, a não ser escombros.
A não ser alguns pescadores, ninguém conhecia aquela praia.
“Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis, a não
ser bonecos sem pescoço...” (Carlos Drummond de Andrade)
Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural, fazendo-o
concordar com o substantivo seguinte, convertido em sujeito da
oração infnitiva. Exemplos:
“As dissipações não produzem nada, a não serem dívidas e
desgostos.” (Machado de Assis)
“A não serem os antigos companheiros de mocidade, ninguém
o tratava pelo nome próprio.” (Álvaro Lins)
“A não serem os críticos e eruditos, pouca gente manuseia
hoje... aquela obra.” (Latino Coelho)
Haja vista
• A expressão correta é haja vista, e não haja visto. Pode
ser construída de três modos:
- Hajam vista os livros desse autor. (= tenham vista, vejam-
se)
- Haja vista os livros desse autor. (= por exemplo, veja)
- Haja vista aos livros desse autor. (= olhe-se para, atente-se
para os livros)
A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste
modo.
Sujeito: os livros; verbo hajam (=tenham); objeto direto: vista.
A situação é preocupante; hajam vista os incidentes de sábado.
Seguida de substantivo (ou pronome) singular, a expressão,
evidentemente, permanece invariável:
A situação é preocupante; haja vista o incidente de sábado.
Bem haja. Mal haja
• Bem haja e mal haja usam-se em frases optativas e
imprecativas, respectivamente. O verbo concordará normalmente
com o sujeito, que vem sempre posposto:
“Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco)
Bem hajam os promovedores dessa campanha!
“Mal hajam as desgraças da minha vida...” (Camilo Castelo
Branco)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
113
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Concordância dos verbos bater, dar e soar
• Referindo-se às horas, os três verbos acima concordam
regularmente com o sujeito, que pode ser hora, horas (claro ou
oculto), badaladas ou relógio:
“Nisto, deu três horas o relógio da botica.” (Camilo Castelo
Branco)
“Bateram quatro da manhã em três torres a um tempo...”
(Mário Barreto)
“Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz
Nunes.” (Machado de Assis)
“Deu uma e meia.” (Said Ali)
“Davam nove horas na Igreja do Loreto.” (Rebelo da Silva)
“Não tardou muito que no sino do coro batessem as badaladas
que anunciavam a hora de prima.” (Alexandre Herculano)
“Soaram dez horas nos relógios das igrejas e das fábricas.”
(Armando Fontes)
Observação: Pasar, com referência a horas, no sentido de ser
mais de, é verbo impessoal, por isso fca na 3ª pessoa do singular:
Quando chegamos ao aeroporto, passava das 16 horas.
Vamos, já passa das oito horas – disse ela ao flho.
Concordância do verbo parecer
• Em construções com o verbo parecer seguido de
infnitivo, pode-se fexionar o verbo parecer ou o infnitivo que o
acompanha:
As paredes pareciam estremecer. (construção corrente)
As paredes parecia estremecerem. (construção literária)
Análise da construção dois: parecia: oração principal; as
paredes estremeceram: oração subordinada substantiva subjetiva.
Outros exemplos:
“Nervos... que pareciam estourar no minuto seguinte.”
(Fernando Namora)
“Referiu-me circunstâncias que parece justifcarem o
procedimento do soberano.” (Latino Coelho)
“As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem prosseguir.”
(Alexandre Herculano)
“...quando as estrelas, em ritmo moroso, parecia caminharem
no céu.” (Graça Aranha)
“Os moravos parece haverem tomado a sério, para regra da
vida, a palavra irônica do mártir.” (Ramalho Ortigão)
“Volvidos um para o outro, parecia não terem dado por ele.”
(Ferreira de Castro)
“Até parece escolherem o modelo.” (Raquel de Queirós)
“O amanhecer e o anoitecer parece deixarem-me intacta.”
(Cecília Meireles)
“As corporações que deviam voltar-se para a manutenção da
ordem parece quase insurgirem-se contra ela.” (Walter Fontoura)
Usando-se a oração desenvolvida, parecer concordará no
singular:
“Mesmo os doentes parece que são mais felizes.” (Cecília
Meireles)
“Outros, de aparência acabadiça, parecia que não podiam
com a enxada.” (José Américo)
“As notícias parece que têm asas.” (Oto Lara Resende) (Isto
é: Parece que as notícias têm asas.)
Observação: Essa dualidade de sintaxe verifca-se também
com o verbo ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e
crianças.” Ou “Via-se entrarem mulheres e crianças.”
Concordância com o sujeito oracional
• O verbo cujo sujeito é uma oração concorda
obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular:
Parecia / que os dois homens estavam bêbedos.
Verbo sujeito (oração subjetiva)
Faltava / dar os últimos retoques.
Verbo sujeito (oração subjetiva)
Outros exemplos, com o sujeito oracional em destaque:
Não me interessa ouvir essas parlendas.
Anotei os livros que faltava adquirir. (faltava adquirir os
livros)
Esses fatos, importa (ou convém) não esquecê-los.
São viáveis as reformas que se intenta implantar?
São problemas esses que compete ao governo solucionar.
Não se conseguiu conter os curiosos.
Tentou-se aumentar as exportações.
No momento, procura-se diminuir as importações.
Não se pretende alcançar resultados imediatos.
São problemas esses que não cabe a nós resolver.
“A casa é grande: mas tem-se visto acabarem casas maiores.”
(Camilo Castelo Branco)
“O americano pede contas aos seus mandatários pela
administração e destino dos bens que lhes incumbe zelar.” (Viana
Moog)
“Sobre isto dissemos cousas que não importa escrever aqui.”
(Machado de Assis)
Concordância com sujeito indeterminado
• O pronome se, pode funcionar como índice de
indeterminação do sujeito. Nesse caso, o verbo concorda
obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. Exemplos;
Em casa, fca-se mais à vontade.
Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos.
Acabe-se de vez com esses abusos!
Para ir de São Paulo a Curitiba, levava-se doze horas.
Trata-se de fenômenos que os cientistas não sabem explicar.
“Não se trata de advogados, minha senhora. Trata-se de
provas.” (Geraldo França de Lima)
Concordância com os numerais milhão, bilhão e trilhão
• Estes substantivos numéricos, quando seguidos de
substantivo no plural, levam, de preferência, o verbo ao plural.
Exemplos:
Um milhão de féis agruparam-se em procissão.
São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a
manutenção de cada Ciep.
Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do Irã.
Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os
mártires da resistência.
Pelas contas da Petrobrás, podem faltar um bilhão e meio de
litros de álcool.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
114
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Todos os anos, no Brasil, ocorre um milhão de acidentes de
trânsito.
“Quase um milhão de homens se move naquelas ruas estreitas,
apertadas e confusas.” (Eça de Queirós)
Observações:
- Milhão, bilhão e milhar são substantivos masculinos.
Por isso, devem concordar no masculino os artigos, numerais e
pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas; os três
milhares de plantas; alguns milhares de telhas; esses bilhões de
criaturas, etc.
- Se o sujeito da oração for milhões, o particípio ou o adjetivo
podem concordar, no masculino, com milhões, ou, por atração,
no feminino, com o substantivo feminino plural: Dois milhões
de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas) no
próximo ano. Foram colhidos três milhões de sacas de trigo. Os
dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas.
Concordância com numerais fracionários
• De regra, a concordância do verbo efetua-se com o
numerador. Exemplos:
“Mais ou menos um terço dos guerrilheiros fcou atocaiado
perto...” (Autran Dourado)
“Um quinto dos bens cabe ao menino.” (José Gualda Dantas)
Dois terços da população vivem da agricultura.
Não nos parece, entretanto, incorreto usar o verbo no plural,
quando o número fracionário, seguido de substantivo no plural,
tem o numerador 1, como nos exemplos:
Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul
do Pará.
Um quinto dos homens eram de cor escura.
Concordância com percentuais
• O verbo deve concordar com o número expresso na
porcentagem:
Só 1% dos eleitores se absteve de votar.
Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar.
Foram destruídos 20% da mata.
“Cerca de 40% do território fcam abaixo de 200 metros.”
(Antônio Hauaiss)
A sondagem revelou ainda que 73% da população acreditam
que a situação do país piorou.
“Na União 90% dos homens andavam armados.” (Carlos
Povina Cavalcânti)
A pesquisa revelou que 82% (oitenta e dois por cento ou
oitenta e duas por cento) das mulheres trabalham fora.
Observação: Em casos como o da última frase, a concordância
efetua-se, pela lógica, no feminino (oitenta e duas entre cem
mulheres), ou, seguindo o uso geral, no masculino, por se
considerar a porcentagem um conjunto numérico invariável em
gênero.
Concordância com o pronome nós subentendido
• O verbo concorda com o pronome subentendido nós em
frases do tipo:
Todos estávamos preocupados. (= Todos nós estávamos
preocupados.)
Os dois vivíamos felizes. (=Nós dois vivíamos felizes.)
“Ficamos por aqui, insatisfeitos, os seus amigos.” (Carlos
Drummond de Andrade)
Não restam senão ruínas
• Em frases negativas em que senão equivale a mais que, a
não ser, e vem seguido de substantivo no plural, costuma-se usar o
verbo no plural, fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras
coisas. Exemplos:
Do antigo templo grego não restam senão ruínas. (Isto é: não
restam outras coisas senão ruínas.)
Da velha casa não sobraram senão escombros.
“Para os lados do sul e poente, não se viam senão edifícios
queimados.” (Alexandre Herculano)
“Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores.”
(Rebelo da Silva)
“Para mim não restaram senão vagos refexos...” (Ciro dos
Anjos)
Segundo alguns autores, pode-se, em tais frases, efetuar a
concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido
nada:
Do antigo templo grego não resta senão ruínas. (Ou seja: não
resta nada, senão ruínas.)
Ali não se via senão (ou mais que) escombros.
As duas interpretações são boas, mas só a primeira tem
tradição na língua.
Concordância com formas gramaticais
• Palavras no plural com sentido gramatical e função de
sujeito exigem o verbo no singular:
“Elas” é um pronome pessoal. (= A palavra elas é um pronome
pessoal.)
Na placa estava “veiculos”, sem acento.
“Contudo, mercadores não tem a força de vendilhões.”
(Machado de Assis)
Mais de, menos de
• O verbo concorda com o substantivo que se segue a essas
expressões:
Mais de cem pessoas perderam suas casas, na enchente.
Sobrou mais de uma cesta de pães.
Gastaram-se menos de dois galões de tinta.
Menos de dez homens fariam a colheita das uvas.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
115
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
EXERCÍCIOS
1. (IBGE) Indique a opção correta, no que se refere à
concordância verbal, de acordo com a norma culta:
a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.
b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.
c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.
d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.
e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.

2. (IBGE) Assinale a frase em que há erro de concordância
verbal:
a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.
b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da
imigração.
c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.
d) Deve existir problemas nos seus documentos.
e) Choveram papéis picados nos comícios.

3. (IBGE) Assinale a opção em que há concordância
inadequada:
a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o
problema.
b) A maioria dos confitos foram resolvidos.
c) Deve haver bons motivos para a sua recusa.
d) De casa à escola é três quilômetros.
e) Nem uma nem outra questão é difícil.

4. (CESGRANRIO) Há erro de concordância em:
a) atos e coisas más
b) difculdades e obstáculo intransponível
c) cercas e trilhos abandonados
d) fazendas e engenho prósperas
e) serraria e estábulo conservados

5. (MACK) Indique a alternativa em que há erro:
a) Os fatos falam por si sós.
b) A casa estava meio desleixada.
c) Os livros estão custando cada vez mais caro.
d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis.
e) Era a mim mesma que ele se referia, disse a moça.

6. (UF-PR) Enumere a segunda coluna pela primeira (adjetivo
posposto):
(1) velhos ( ) camisa e calça ............
(2) velhas ( ) chapéu e calça ............
( ) calça e chapéu ............
( ) chapéu e paletó ...........
( ) chapéu e camisa ..........

a) 1 - 2 - 1 - 1 - 2
b) 2 - 2 - 1 - 1 - 2
c) 2 - 1 - 1 - 1 - 1
d) 1 - 2 - 2 - 2 – 2
e) 2 - 1 - 1 - 1 – 2
7. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase que encerra um erro
de concordância nominal:
a) Estavam abandonadas a casa, o templo e a vila.
b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas.
c) Decorrido um ano e alguns meses, lá voltamos.
d) Decorridos um ano e alguns meses, lá voltamos.
e) Ela comprou dois vestidos cinza.
8. (BB) Verbo deve ir para o plural:
a) Organizou-se em grupos de quatro.
b) Atendeu-se a todos os clientes.
c) Faltava um banco e uma cadeira.
d) Pintou-se as paredes de verde.
e) Já faz mais de dez anos que o vi.

9. (BB) Verbo certo no singular:
a) Procurou-se as mesmas pessoas
b) Registrou-se os processos
c) Respondeu-se aos questionários
d) Ouviu-se os últimos comentários
e) Somou-se as parcelas

10. (BB) Opção correta:
a) Há de ser corrigidos os erros
b) Hão de ser corrigidos os erros
c) Hão de serem corrigidos os erros
d) Há de ser corrigidos os erros
e) Há de serem corrigidos os erros
11. (TTN) Assinale a alternativa correta quanto à concordância
verbal:
a. Soava seis horas no relógio da matriz quando eles
chegaram.
b. Apesar da greve, diretores, professores, funcionários,
ninguém foram demitidos.
c. José chegou ileso a seu destino, embora houvessem
muitas ciladas em seu caminho.
d. Fomos nós quem resolvemos aquela questão.
e. O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que ampara
sua petição.

12. (FFCL SANTO ANDRÉ) A concordância verbal está
correta na alternativa:
a) Ela o esperava já faziam duas semanas.
b) Na sua bolsa haviam muitas moedas de ouro.
c) Eles parece estarem doentes.
d) Devem haver aqui pessoas cultas.
e) Todos parecem terem fcado tristes.

13. (MACK) Assinale a incorreta:
a) Dois cruzeiros é pouco para esse fm.
b) Nem tudo são sempre tristezas.
c) Quem fez isso foram vocês.
d) Era muito árdua a tarefa que os mantinham juntos.
e) Quais de vós ainda tendes paciência?


Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
116
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
14. (PUC-RS) É provável que ....... vagas na academia, mas
não ....... pessoas interessadas: são muitas as formalidades a .......
cumpridas.
a) hajam - existem - ser
b) hajam - existe - ser
c) haja - existem – serem
d) haja - existe - ser
e) hajam - existem – serem
15. (CARLOS CHAGAS) ....... de exigências! Ou será que
não ....... os sacrifícios que ....... por sua causa?
a) Chega - bastam - foram feitos
b) Chega - bastam - foi feito
c) Chegam - basta - foi feito
d) Chegam - basta - foram feitos
e) Chegam - bastam - foi feito
16. (UF-RS) Soube que mais de dez alunos se ....... a participar
dos jogos que tu e ele ......
a) negou - organizou
b) negou – organizasteis
c) negaram – organizaste
d) negou - organizaram
e) negaram - organizastes

17. (EPCAR) Não está correta a frase:
a) Vai fazer cinco anos que ele se diplomou.
b) Rogo a Vossa Excelência vos digneis aceitar o meu convite.
c) Há muitos anos deveriam existir ali várias árvores.
d) Na mocidade tudo são fores.
e) Deve haver muitos jovens nesta casa.

18. (FTM-ARACAJU) A frase em que a concordância nominal
contraria a norma culta é:
a) Há gritos e vozes trancados dentro do peito.
b) Estão trancados dentro do peito vozes e gritos.
c) Mantêm-se trancadas dentro do peito vozes e gritos.
d) Trancada dentro do peito permanece uma voz e um grito.
e) Conservam-se trancadas dentro do peito uma voz e um
grito.

19. (SANTA CASA) Suponho que ....... meios para que se
....... os cálculos de modo mais simples.
a) devem haver - realize
b) devem haver – realizem
c) deve haverem – realize
d) deve haver - realizem
e) deve haver - realize

20. (FUVEST) Indique a alternativa correta:
a) Tratavam-se de questões fundamentais.
b) Comprou-se terrenos no subúrbio.
c) Precisam-se de datilógrafas.
d) Reformam-se ternos.
e) Obedeceram aos severos regulamentos.
21. (PUC-RJ) Indique a série que corresponde às formas
apropriadas para os enunciados abaixo:
As diferenças existentes entre homens e mulheres ....... ser um
fato indiscutível.
1. parece 2. parecem
Alguns cientistas, desenvolvendo uma nova pesquisa sobre
a estrutura do cérebro, os efeitos dos hormônios e a psicologia
infantil, ....... que as diferenças entre homens e mulheres não se
devem apenas à educação.
3. propõe 4. propõem

....... diferenças cerebrais condicionadoras das aptidões tidas
como tipicamente masculinas ou femininas.
5. Haveria 6. Haveriam

....... ainda pesquisadores que consideram os machos mais
agressivos, em virtude de sua constituição hormonal.
7. Existe 8. Existem

Como sempre, discute-se se é a força da Biologia, ou
meramente a Educação, que ....... sobre o comportamento humano.
9. predomina 10. predominam

a) 2, 4, 5, 8, 9
b) 1, 4, 6, 8, 9
c) 2, 4, 6, 7, 10
d) 2, 3, 5, 8, 10
e) 2, 4, 6, 7, 9

22. (FUVEST) Num dos períodos seguintes não se observa a
concordância prescrita pela gramática. Indique-o:
a) Não se apanham moscas com vinagre.
b) Casamento e mortalha no céu se talha.
c) Quem ama o feio, bonito lhe parece.
d) De boas ceias, as sepulturas estão cheias.
e) Quem cabras não tem e cabritos vende, de algum lugar lhe
vêm.

23. (FUVEST) ........ dez horas que se ........ iniciado os
trabalhos de apuração dos votos sem que se ....... quais seriam os
candidatos vitoriosos.
a) Fazia, haviam, previsse
b) Faziam, haviam, prevesse
c) Fazia, havia, previsse
d) Faziam, havia, previssem
e) Fazia, haviam, prevessem

24. (FUVEST) Aponte a alternativa correta:
a) Considerou perigosos o argumento e a decisão.
b) É um relógio que torna inesquecível todas as horas.
c) Já faziam meses que ela não a via.
d) Os atentados que houveram deixaram perplexa a população.
e) A quem pertence essas canetas?
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
117
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
25. (FUVEST) Indique a alternativa correta:
a. Filmes, novelas, boas conversas, nada o tiravam da
apatia.
b. A pátria não é ninguém: são todos.
c. Se não vier, as chuvas, como faremos?
d. É precaríssima as condições do prédio.
e. Vossa Senhoria vos preocupais demasiadamente com a
vossa imagem.

26. (FMU) Vão ............ à carta várias fotografas. Paisagens
as mais belas ............. . Ela estava ............. narcotizada.
a) anexas - possíveis - meio
b) anexas - possível – meio
c) anexo - possíveis – meia
d) anexo - possível – meio
e) anexo - possível - meia

27. (FMU) Vai ............ à carta minha fotografa. Essas pessoas
cometeram crime de ............-patriotismo. Elas ............. não
quiseram colaborar.
a) incluso - leso - mesmo
b) inclusa - leso – mesmas
c) inclusa - lesa – mesmas
d) incluso - leso - mesmas
e) inclusas - lesa - mesmo

28. (MACK) Assinale a alternativa em que há erro de
concordância:
a) Tinha os olhos e a boca abertos.
b) Haviam ratos no porão.
c) Tu e ele permanecereis na mesma sala.
d) Separamo-nos ela e eu.
e) Ouviam-se passos lá fora.

29. (UF-PELOTAS) No grupo, ............ os trabalhos.
a) sou eu que coordena
b) é eu que coordena
c) é eu quem coordena
d) é eu quem coordeno
e) sou eu que coordeno

30. (UF-ES) O verbo está no plural porque o sujeito é
composto em:
a. À autora e à maioria das pessoas não interessam as
vantagens da morte.
b. Os sentimentos de gratidão e de amor só conseguem ser
eternos enquanto duram.
c. Amigos e amigas, não me chamem de inesquecível.
d. Pedaços de dor e de saudade cobrem a minha alma
esbagaçada.
e. Limpos estão os meus olhos e o meu coração.

31. (FRANCISCANAS-SP) Assinale a alternativa correta
quanto à concordância verbal:
a) Sou eu que primeiro saio.
b) É cinco horas da tarde.
c) Da cidade à praia é dois quilômetros.
d) Dois metros de tecido são pouco para o terno.
e) Nenhuma das anteriores está correta.
32. (UF-SC) Assinale o item que apresenta erro de
concordância:
a. Prepararam-se as tarefas conforme havia sido combinado.
b. Deve haver pessoas interessadas na discussão do
problema.
c. Fazem cem anos que Memórias Póstumas de Brás Cubas
teve sua primeira edição.
d. Devem existir razões para ele retirar-se do grupo.
e. Um e outro descendiam de famílias ilustres.

33. (CESGRANRIO) Assinale o item que não apresenta erro
de concordância:
a) Ainda resta cerca de vinte alunos.
b) Haviam inúmeros assistentes na reunião.
c) Tu e ele saireis juntos.
d) Foi eu quem paguei as suas dívidas.
e) Há de existir professores esforçados.

34. (UF-PR) Enumere (verbo posposto):
(1) cantamos (2) cantais (3) cantam
( ) Ele e ela .................
( ) Ele e eu ..................
( ) Tu e ele ...................
( ) Eu e tu ....................
( ) Eu e ela ..................
a) 3 - 1 - 1 - 1 - 2
b) 3 - 2 - 1 - 1 – 2
c) 1 - 2 - 3 - 1 – 2
d) 3 - 3 - 3 - 1 - 2
e) 3 - 1 - 1 - 1 - 3

35. (MED-SANTOS) Assinale a alternativa incorreta:
a) Precisam-se alunos especializados.
b) Precisa-se de alunos especializados.
c) Precisam-se de alunos competentes.
d) Assiste-se a flmes nacionais.
e) Obedeça-se aos regulamentos.

36. (MED-SANTOS) Apenas uma das frases está correta:
a. Nesta casa, consertam-se televisores e precisa-se de
técnicos em eletrônica.
b. Nesta casa, conserta-se televisores e precisam-se de
técnicos em eletrônica.
c. Nesta casa, conserta-se televisores e precisa-se de
técnicos em eletrônica.
d. Nesta casa, consertam-se televisores e precisam-se de
técnicos em eletrônica.
e. Nesta casa, consertam-se televisores e precisa-se técnicos
em eletrônica.

37. (ITA) Dada as sentenças:
1. Eram duas horas da tarde.
2. Fui eu que resolvi o problema.
3. Hoje são sete de março.
Deduzimos que:
a) Apenas a sentença número 1 está correta
b) Apenas a sentença número 2 está correta
c) Apenas a sentença número 3 está correta
d) Todas estão corretas
e) n.d.a
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
118
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
38. (CARLOS CHAGAS)) Sr. Professor, peço ao Sr. a fneza
de me ............ a quinta lição, e ............ a ............ anterior decisão.
a) enviar - reconsiderar - sua
b) enviardes - reconsiderardes - vossa
c) enviar - reconsiderar - vossa
d) enviardes - reconsiderardes - sua
e) enviardes - reconsiderar – vossa

39. (CARLOS CHAGAS)) .......... V. Excelência, se não me
apresento pessoalmente ............, embora aqui esteja, sempre
............ .
a) Perdoai-me - a vós - a vosso dispor
b) Perdoe-me - ao Sr. - ao seu dispor
c) Perdoai-me - a V. Excelência - a seu dispor
d) Perdoe-me - a V. Excelência - a seu dispor
e) Perdoai-me - a V. Excelência - ao dispor de V. Excelência

40. (USP) Assinale a opção onde houver erro gramatical:
a) A maioria das mulheres é inteligente.
b) A maioria das mulheres são inteligentes.
c) Uma ou outra forma estão certas.
d) Ainda vai haver noites frescas.
e) Pedimos que Vossa Senhoria vos digneis receber-nos.

41. (OBJETIVO) Assinale a alternativa incorreta quanto à
concordância nominal:
a) Os torcedores traziam em cada mão bandeira e fâmula
amarela.
b) Um e outro aplicador indecisos.
c) Tinha as mãos e o rosto coloridos de púrpura.
d) Escolheste ótima ocasião e lugar para o churrasco.
e) Ele estava com o braço e a cabeça quebradas.

42. (OBJETIVO) Assinale a alternativa incorreta quanto à
concordância nominal:
a) Vieira enriqueceu a literatura com sermões e cartas
magnífcas.
b) Mulheres nenhumas são santas.
c) Analisamos as literaturas portuguesa e brasileira.
d) Um e outro aluno estudioso compareceu.
e) Belas poesias e discursos marcaram as comemorações.

43. (OBJETIVO) “Envio-lhe ............ os planos ainda em
estudo e ........... explicações dadas pelo candidato e secretária
............ .”
a) anexo - bastantes - atenciosos
b) anexos - bastante - atenciosos
c) anexos - bastantes - atenciosas
d) anexos - bastantes - atenciosos
e) anexo - bastante – atenciosa

44. (OBJETIVO) Assinale a alternativa incorreta:
a. “Repousavam bem perto um do outro a matéria e o
espírito.” (A. Herculano)
b. Mulher não foi talhada para homens indefesos.
c. É necessário cautela com a vida.
d. Para quem esta entrada é proibida?
e. Ela sempre namorava com a Júlia a tira-colo.

45. (OBJETIVO) Assinale a alternativa incorreta:
a) Olhos verde-mar são os que eu mais admiro.
b) Fernanda, a linda garota de olhos azuis é a alegria da casa.
c) Vossa Alteza foi generoso.
d) Paulo conhece bem as línguas gregas e latinas.
e) Comprei um carro verde-abacate.

46. (MED-ITAJUBÁ) Em todas as frases a concordância
nominal se fez corretamente, exceto em:
a) Os soldados, agora, estão todos alerta.
b) Ela possuía bastante recursos para viajar.
c) As roupas das moças eram as mais belas possíveis.
d) Rosa recebeu o livro e disse: “Muito obrigada”.
e) Sairei de São Paulo hoje, ao meio-dia e meia.

47. (UE-MARINGÁ) Assinale a alternativa em que a
concordância nominal está correta:
a. Seguem anexas as certidões solicitadas.
b. As portas estavam meias abertas.
c. Os tratados lusos-brasileiros foram assinados.
d. Todos estavam presentes, menas as pessoas que deveriam
estar.
e. Vossa Excelência deve estar preocupado, Senhor
Ministro, pois não conseguiu a aprovação dos tratados fnanceiros-
comerciais.

48. (FURG-RS) Nós ............ providenciamos os papéis, que
enviamos ............ às procurações, como instrumentos ............ para
fns desejados. A alternativa que preenche corretamente as lacunas
é:
a) mesmas, anexas, bastante
b) mesmos, anexo, bastante
c) mesmas, anexo, bastantes
d) mesmos, anexos, bastantes
e) mesmos, anexos, bastante

49. (UNISINOS) O item em que ocorre concordância nominal
inaceitável é:
a) Era uma árvore cujas folhas e frutos bem diziam de sua
utilidade.
b) Vinha com bolsos e mãos cheios de dinheiro.
c) Ela sempre anda meia assustada.
d) Envio-lhe anexa as declarações de bens.
e) Elas próprias assim o queriam.
50. (OSEC) Assinale a frase que possua a mesma sintaxe de
concordância de “É proibido entrada.”:
a) É proibido a entrada.
b) Não se permite entrada de cães.
c) No calor, cerveja é bom.
d) Proibi-se a entrada de cães.
e) É um homem de verdade.
RESPOSTAS
(1-C) (2-D) (3-D) (4-D) (5-D) (6-C) (7-A) (8-D) (9-C) (10-B)
(11-D) (12-C) (13-D) (14-C) (15-A) (16-E) (17-B) (18-E) (19-D)
(20-D) (21-A) (22-B) (23-A) (24-A) (25-B) (26-A) (27-B) (28-B)
(29-E) (30-E) (31-A) (32-C) (33-C) (34-A) (35-C) (36-A) (37-D)
(38-A) (39-D) (40-E) (41-E) (42-D) (43-D) (44-B) (45-D) (46-B)
(47-A) (48-D) (49-C) (50-C)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
119
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
REGÊNCIA
NOMINAL E VERBAL
REGÊNCIA NOMINAL
Regência nominal é a relação de dependência que se estabelece
entre o nome e o termo por ele regido. Certos substantivos e
adjetivos admítem mais de uma regência.
Na regência nominal o principal papel é desempenhado pela
preposição.
Apresentamos uma relação de alguns nomes e suas rogências
mais comuns.
1- acessível a: Este cargo não é acessível a todos.
2- acesso a, para: O acesso para a região fcou
impossível.
3- acostumado a, com: Todos estavam acostumados
a ouví-lo.
4- adaptado a: Foi difcil adaptar-me a esse clima.
5- afável com, para com: Tinha um jeito afável para
com os turistas.
6- agradável a, de: Sua saída não foi agradável à
equipe.
7- alusão a: O professor fez alusão à prova fnal.
8- amor a, por: Ele demonstrava grande amor à
namorada.
9- antipatia a, por: Sentia antipatia por ela.
10- apto a, para: Estava apto para ocupar o cargo.
11- atenção a, com, para com: Nunca deu atenção a
ninguém.
12- aversão a, por: Sempre tive aversão à política.
13- benéfco a, para: A reforma foi benéfca a todos.
14- certeza de, em: A certeza de encontrá-lo novamente
animou-a.
15- dúvida em sobre: Anotou todas as dúvidas sobre
a questão dada.
16- favorável a: Sou favorável à sua candidatura.
17- gosto de, em: Tenho muito gosto em participar
desta brincadeira.
18- grato a: Grata a todos que me ensinaram a ensinar.
19- horror a, de: Tinha horror a quiabo refogado.
20- impróprio para: O flme era impróprio para
menores.
21- junto a, com, de: Junto com o material, encontrei
este documento
22- necessárío a, para: A medida foi necessária para
acabar com tanta dúvida.
23- passível de: As regras são passíveis de mudanças.
24- preferível a: Tudo era preferível à sua queixa.
25- respeito a, entre, para com: É necessário o respeito
às leis.
26- sito em: O apartamento sito em Brasília foi
vendido.
27- situado em: Minha casa estásituada na Avenida
Internacional.
Outras Regências
- afito: com, por - lento: em
- alheio: a, de - próximo: a, de
- aliado: a, com - rente: a
- análogo: a - residente: em
- coerente: com - respeito: a, com, de, para com, por
- compatível: com - satisfeito: com, de, em, por
- contíguo: - semelhante: a
- desprezo: a, de, por - sensível: a
- empenho: de, em, por - suspeito: de
- equivalente: a - útil: a, para
- fértil: de, em - vazio: de
- hostil: a, para com - versado: em
- inerente: a - vizinho: a, de
REGÊNCIA VERBAL
Regência verbal é a relação de dependência que se estabelece
entre o verbo de uma sentença e seus complementos. Vejamos a
regência de alguns verbos de emprego mais comum:
ABDICAR - renunciar ao poder, a um cargo, título desistir.
Pode ser intransitivo (VI - não exige complemento) / transitivo
direto (M) ou transitivo indireto (TI +preposição)
- D. Pedro abdicou em 1831. (VI)
- A vencedora abdicou o seu direto de rainha. (VTD)
- Nunca abdicarei de meus direitos. (VTI)
ABRAÇAR - emprega-se sem / sem preposição no sentido de
apertar nos braços. - A mãe abraçou-a com ternura. (VTD)
- Abraçou-se a mim, chorando. (VTI)
AGRADAR - emprega-se com preposição no sentido de
contentar, satisfazer.(VTI)
- A banda Legião Urbana agrada aos jovens. (VTI)
AGRADAR - emprega-se sem preposição no sentido de
acariciar, mimar.
- Márcio agradou a esposa com um lindo presente. (VTD)
AJUDAR - emprega-se sem preposição; objeto direto de
pessoa.
- Eu ajudava-a no serviço de casa. (VTD)
ALUDIR - (=fazer alusão, referir-se a alguém), emprega-se
com preposição.
- Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto. (VTI)
ANSIAR - emprega-se sem preposição no sentido de causar
mal-estar, angustiar.
- A emoção ansiava-me. (VTD)
ANSIAR - emprega-se com preposição no sentido de desejar
ardentemente por.
- Ansiava por vê-lo novamente. (VTI)
ASPIRAR - emprega-se sem preposição no sentido de
respirar, cheirar.
- Aspiramos um ar excelente, no campo. (VTD)
ASPIRAR - emprega-se com preposição no sentido de querer
muito, ter por objetivo.
- Gincizinho aspira ao cargo de diretor da Penitenciária. (VTI)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
120
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
ASSISTIR - emprega-se com preposição a no sentido de ver,
presenciar.
- Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas. (VTI)
Nesse caso, o verbo não aceita o pronorne lhe, mas apenas os
pronomes pessoais retos +preposição:
- O flme é ótimo. Todos querem assistir a ele. (VTI)
ASSISTIR - emprega-se sem / com preposição no sentido de
socorrer, ajudar.
- A professora sempre assiste os alunos com carinho. (VTD)
- A professora sempre assiste aos alunos com carinho. (VTI)
ASSISTIR - emprega-se com preposição no sentido de caber,
ter direito ou razão.
- O direito de se defender assiste a todos. (VT1 )
ASSISTIR - no sentido de morar, residir é intransitivo e exige
a preposição em.
-Assiste em Manaus por muito tempo. (VI)
ATENDER - empregado sem preposição no sentido de
receber alguém com atenção.
- O médico atendeu o cliente pacientemente. (VTD)
ATENDER - no sentido de ouvir, conceder.
- Deus atendeu minhas preces.(VTD)
- Atenderemos quaisquer pedido via internet.
ATENDER - emprega-se com preposição no sentido de dar
atenção a alguém.
- Lamento não poder atender à solicitação de recursos. (VTI)
ATENDER - emprega-se com preposição no sentido de ouvir com
atenção o que alguém diz.
- Atenda ao telefone, por favor.
- Atenda o telefone. (preferência brasileira)
A VISAR - avisar alguém de alguma coisa.
- O chefe avisou os funcionários de que os documentos
estavam prontos. (VTD)
- Avisaremos os clientes da mudança de endereço. (VTD )
Já tem tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa
e OD de coisa.
- Avisamos aos clientes que vamos atendê-los em novo
endereço.
BATER - emprega-se com preposição no sentido de dar
pancadas em alguém.
- Os irmãos batiam nele (ou batiam-lhe) à toa.
- Nervoso, entrou em casa e bateu a porta.(fechou com força)
- Foi logo batendo à porta. (baterjunto à porta, para alguém
abrir)
Para que ele pudesse ouvir, era preciso bater naporta de seu
quarto. (dar pancadas)
CASAR -Marina casou cedo e pobre. (VI não exige
complemento)
- Você é realmente digno de casar com minha flha. (VTI com
preposição)
- Ela casou antes dos vinte anos. (VTD sem preposição
Atenção: O verbo casar pode vir acompanhado de pronome
refexivo.
- Ela casou com o seu grande amor. ou - Ela casou-se com seu
grande amor.
CHAMAR - emprega-se sem preposição no sentido de
convocar.
- O juiz chamou o réu à sua presença. (VTD)
Emprega-se com ou sem preposição no sentido de denominar,
apelidar, construido com objeto + predicativo.
- Chamou-o covarde. (VTD) / Chamou-o de covarde. (VID)
- Chamou-lhe covarde. (VTI) / Chamou-lhe de covarde. (VTI)
- Chamava por Deus nos momentos difceis. (VTI)
CHEGAR - como intransitivo, o verbo chegar exige a
preposição a quando indica lugar.
- Chegou ao aeroporto meio apressada.
Como transitivo direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido
de aproximar.
- Cheguei-me a ele.
CONTENTAR-SE - emprega-se com as preposições com,
de, em:
- Contentam-se com migalhas. (VTI)
- Contento-me em aplaudir daqui.
CUSTAR - é transitivo direto no sentido de ter valor de, ser
caro.
- Este computador custa muito caro. (VTD)
CUSTAR - no sentido de ser difícil é TI. É conjugado como
verbo refexivo, na 3ª pessoa do singular, e seu sujeito é uma
oração reduzida de infnitivo
- Custou-me pegar um táxi.(foi difcil )
- O carro custou-me todas as economias.
CUSTAR - é transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de
acarretar
- A imprudência custou-lhe lágrimas amargas. (VTDI)
ENSINAR - é intransitivo no sentido de doutrinar, pregar.
- Minha mãe ensina na FAI.
ENSINAR - é transitivo direto no sentido de educar.
- Nem todos ensinam as crianças.
ENSINAR - é transitivo direto e indireto no sentido de dar
ínstrução sobre.
- Ensino os exercícios mais difceis aos meus alunos.
ENTRETER - empregado como divertir-se exige as
preposições: a, com, em.
- Entretínhamo-nos em recordar o passado.
ESQUECER / LEMBRAR - estes verbos admitem as
construções:
- Esqueci o endereço dele. / 1 - Lembrei um caso interessante.
- Esqueci-me do endereço dele./ 2 - Lembrei-me de um caso
interessante.
- Esqueceu- me seu endereço. / 3 - Lembra-me um caso
interessante.
Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer
como lembrar, não são pronominais, isto é, não exigem os
pronomes me, se, lhe, são transitivos diretos (TD).
Nos exemplos, ambos os verbos, esquecer e lembrar,
exigem o pronome e a preposição de; são transitivos indiretos e
pronominais.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
121
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
No exemplo o verbo esquecer está empregado no sentido
de apagar da memória. e o verbo lembrar está empregado no
sentido de vir à memória.
Na língua culta, os verbos esquecer e lembrar quando usados
com a preposição de, exigem os pronomes.
IMPLICAR - emprega-se com preposição no sentido de ter
implicância com alguém, é TI.
- Nunca implico com meus alunos. (VTI)
IMPLICAR - emprega-se sem preposição no sentido de
acarretar, envolver, é TD.
- A queda do dólar implica corrida ao over. (VTE)
- O desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao
passado. (VTD)
IMPLICAR - emprega-se sem preposição no sentido de
embaraçar, comprometer, é TD.
- O vizinho implicou-o naquele caso de estupro. (VTD)
É inadequada a regência do verbo implicar em:
- Implicou em confusão.
INFORMAR - o verbo informar possui duas construções,
VTD e VTI,
- Informei-o que sua aposentaria saiu. (VTD)
- Informei-lhe que sua aposentaria. (VT1
- Informou-se das mudanças logo cedo. (inteirar-se, verbo
pronominal)
INVESTIR- emprega-se com preposição (com ou contra) no
sentido de atacar, é TI.
- O touro Bandido investiu contra Tião.
INVESTIR - empregado como verbo transitivo direto e
índireto, no sentido de dar posse.
- O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. (VTDI)
INVESTIR - emprega-se sem preposição no sentido também
de empregar dinheiro, é TD.
- Nós investimos parte dos lucros em pesquisas científcas.
(VTD)
MORAR - antes de substantivo rua, avenida, usa-se morar
com a preposição em.
- D. Marina Falcão mora na rua Dorival de Barros.
NAMORAR - a regência correta deste verbo é namorar
alguém e NÃO namorar com alguém.
- Meu flho, Paulo César, namora Cristiane. Marcelo namora
Raquel.
NECESSITAR- emprega-se com verbo transitivo direto ou
indireto, no sentido de precisar.
- Necessitávamos o seu apoio.
- Necessitávamos de seu apoio,(VTDI)
OBEDECER / DESOBEDECER - emprega-se com verbo
transitivo direto e indireto no sentido de cumprir ordens.
- Obedecia às irmãs e irmãos.
- Não desobedecia às leis de trânsito.
PAGAR - emprega-se sem preposição no sentido de saldar
coisa, é VTI).
- Cida pagou o pão.
- Paguei a costura. (VTD)
PAGAR – emprega-se com preposição no sentido de
remunerar pessoa, é VTI.
- Cida pagou ao padeiro.
- Paguei à costureira., à secretária. (VTI)
PAGAR - emprega-se como verbo transitivo direto e indireto,
pagar alguma coisa a alguém.
- Cida pagou a carne ao açougueiro. (VTDI)
PAGAR - por alguma coisa: - Quanto pagou pelo carro?
PAGAR - sem complemento: - Assistiu aos jogos sem pagar
PEDIR - somente se usa pedir para, quando, entre pedir e
o para, puder colocar a palavra licença. Caso contrário, díz-se
pedir que.
- A secretária pediu para sair mais cedo. (pediu licença)
- A direção pediu que todos os funcionários, comparecessem
à reunião.
PERDOAR - emprega-se sem preposição no sentido de
perdoar coisa, é TD.
- Devemos perdoar as ofensas. (VTD )
PERDOAR - emprega-se com preposição no sentido de
conceder o perdão à pessoa, é TI.
- Perdoemos aos nossos inimigos. (VTI)
PERDOAR - emprega-se como verbo transitivo direto e
indireto, no sentido de ter necessidade.
- A mãe perdoou ao flho a mentira. (VTDI)
PERDOAR - admite voz passiva:
- Todos serão perdoados pelos pais.
PERMITIR - empregado com preposição, exige objeto
indireto de pessoa.
- O médico permitiu ao paciente que falasse. (VTI)
PERMITIR - constrói-se com o pronome lhe e NÃO o:
- O assistente permitiu-lhe que entrasse.
PERMITIR - não se usa apreposição de antes de oração
infnitiva:
- Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão. (e não
de ir sozinha)
PISAR -é verbo transitivo direto VTD.
- Tinha pisado o continente brasileiro. (não exige a preposição
no)
PRECISAR - emprega-se com preposição no sentido de ter
necessidade, é VTI.
- As crianças carentes precisam de melhor atendimento
médico. (VTI)
PRECISAR - quando o verbo precisar vier acompanhado de
infnítivo, pode-se usar a preposição de; a língua moderna tende
a dispensá-la.
- Você é rico, não precisa trabalhar muito.
PRECISAR - usa-se, às vezes na voz passiva, com sujeito
indeterminado.
- Precisa-se de funcionários competentes. (sujeito
indeterminado)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
122
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
PRECISAR - emprega-se sem preposição no sentido de
indicar com exatidão.
- Perdeu muito dinheiro no jogo, mas não sabe precisar
aquantia.(VTD)
PREFERIR - emprega-se sem preposição no sentido de ter
preferência. (sem escolha)
- Prefro dias mais quentes. (VTD)
PREFERIR - VTDI, no sentido de ter preferência, exige a
preposição a.
- Prefro dançar a nadar.
- Prefro chocolate a doce de leite.
Na linguagem formal, culta, é inadequado usar este verbo
reforçado pelas palavras ou expressões: antes, mais, muito mais,
mil vezes mais, do que.
PRESIDIR - emprega-se com objeto direto ou objeto indireto,
com a preposição a.
- O reitor presidiu à sessão.
- O reitor presidiu a sessão.
PREVENIR -admite as construções:
- A paciência previne dissabores.
- Preveni minha turma.
- Quero preveni-los.
- Prevenimo-nos para o exame fnal.
PROCEDER - emprega-se como verbo intransitivo no
sentido de ter fundamento.
- Sua tese não procede. (VI)
PROCEDER - emprega-se com a preposição de no sentido de
originar-se, vir de.
- Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito
ao próximo.
PROCEDER - emprega-se como transitivo indireto com a
preposição a, no sentido de dar início.
- Procederemos a uma investigação rigorosa. (VTI)
QUERER - emprega-se sem preposição no sentido de
desejar.
- Quero vê-lo ainda hoje.(VTD)
QUERER - emprega-se com preposição no sentido de gostar,
ter afeto, amar.
- Quero muito bem às minhas cunhadas Vera e Ceiça.
RESIDIR - como o verbo morar, o verbo responder,
constrói-se com a preposição em.
- Residimos em Lucélia, na Avenida Internacional .
Atenção: Residente e residência têm a mesma regencia de
residir em.
RESPONDER - emprega-se no sentido de responder alguma
coisa a alguém.
- O senador respondeu ao jornalista que o projeto do rio São
Francisco estava no fnal. (VTDI)
RESPONDER - emprega-se no sentido de responder a uma
carta, a uma pergunta.
- Enrolou, enrolou e não respondeu à pergunta do professor.
REVERTER - emprega-se no sentido de regressar, voltar ao
estado primitivo.
- Depois de aposentar-se reverteu à ativa.
REVERTER - emprega-se no sentido de voltar para.a posse
de alguém.
- As jóias reverterão ao seu verdadeiro dono.
REVERTER - emprega-se no sentido de destinar-se.
- A renda da festa será revertida em benefcio da Casa da Sopa.
SIMPATIZAR / ANTIPATlZAR.- empregam-se com a
preposição com.
- Sempre simpatizei com pessoas negras.
- Antipatizei com ela desde o primeiro momento.
Atenção: Estes verbos NÂO são pronominais, isto é, não
exigem os pronomes me, se, nos, etc.
- Simpatizei-me com você. (inadequado)
- Simpatizei com você. ( adequado)
SUBIR - Subiu ao céu. / Subir à cabeça. / Subir ao trono. /
Subir ao poder.
- Essas expressões exigem a preposição a.
SUCEDER - emprega-se com a preposição a no sentido de
substituir, vir depois.
- O descanso sucede ao trabalho.
TOCAR - emprega-se no sentido de pôr a mão, tocar
alguém, tocar em alguém.
- Não deixava tocar o / no gato doente.
TOCAR -emprega-se no sentido de comover, sensibilizar,
usa-se com OD.
- O nascimento do flho tocou-o profundamente.
TOCAR - emprega-se no sentido de caber por sorte, herança,
é 0I.
- Tocou-lhe, por herança, uma linda fazenda.
TOCAR - emprega-se no sentido de ser da competência de,
caber.
-Ao prefeito é que toca deferir ou indeferir o projeto.
VISAR - emprega-se sem preposição como VT13 no sentido
de apontar ou pôr visto.
- O garoto visou o inocente passarinho.
- O gerente visou a correspondência.
VISAR - emprega-se com preposição como VTI no sentido de
desejar, pretender.
- Todos visam ao reconhecimento de seus esforços.
Casos Especiais
1- Dar-se ao trabalho ou dar-se o trabalho? Ambas as
construções são corretas. A primeira é mais aceita.
- Dava-se ao trabalho de responder tudo em Inglês.
O mesmo se dá com: dar-se ao / o incômodo; poupar-se ao /o
trabalho; dar-se ao /o luxo.
2- Propor-se alguma coisa ou propor-se a alguma coisa?
Propor-se, no sentido de ter em vista, dispor-se a, pode vir
com ou sem a preposição a.
- Ela se propôs levá-lo/ a levá-lo ao circo.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
123
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
3- Passar revista a ou passar em revista?
Ambas estão corretas, porém a segunda construção é mais
freqüente.
- O presidente passou a tropa em revista.
4- Em que pese a - expressão concessiva equivalendo a ainda
que custe a, apesar de, não obstante.
- “Em que pese aos inimigos do paraense, sinceramente
confesso que o admiro.” (Graciliano Ramos)
Observações Finais
I- Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer),
NÃO admitem voz passiva. - Os exemplos citados abaixo são
considerados inadequados.
2 – O flme foi assistido pelos estudantes./ O cargo era visado
por todos. - Os estudantes assistiram ao flme./ Todos visavam
ao cargo.
3- Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de
regências diferentes, como: - Entrou e saiu de casa. / Assisti e
gostei da peça. Corrija-se para: - Entrou na casa e saiu dela. /
Assisti à peça e gostei dela.
4 - As formas oblíquas o, a, os, as funcionam como
complemento de verbos transitivos diretos, enquanto as formas
lhe, lhes funcionam como transitivos indiretos que exigem a
preposição a. - Convidei as amigas. Convidei-as. / Obedeço ao
mestre. Obedeço- lhe.
EXERCÍCIOS
1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal
incorreta, de acordo com a norma culta da língua:
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.
b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte
de cana.
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros.
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade.
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro
pretendido.

2. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos,
regidos ou não de preposição, que completam corretamente as
frase abaixo: Os navios negreiros, ....... donos eram trafcantes,
foram revistados. Ninguém conhecia o trafcante ....... o fazendeiro
negociava.
a) nos quais / que
b) cujos / com quem
c) que / cujo
d) de cujos / com quem
e) cujos / de quem
3. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se
completam corretamente com o pronome lhe:
a) Não ..... amo mais. / O flho não ..... obedecia.
b) Espero-..... há anos. / Eu já ..... conheço bem.
c) Nós ..... queremos muito bem. / Nunca ..... perdoarei, João.
d) Ainda não ..... encontrei trabalhando, rapaz. / Desejou-.....
felicidades.
e) Sempre ..... vejo no mesmo lugar. / Chamou-..... de tolo.
4. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem
ser seguidos pela mesma preposição:
a) ávido / bom / inconseqüente
b) indigno / odioso / perito
c) leal / limpo / oneroso
d) orgulhoso / rico / sedento
e) oposto / pálido / sábio
5. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado
indevidamente um dos pronomes seguintes: o, lhe.
a) Não lhe agrada semelhante providência?
b) A resposta do professor não o satisfez.
c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.
d) O poeta assistiu-a nas horas amargas, com extrema
dedicação.
e) Vou visitar-lhe na próxima semana.
6. (BB) Regência imprópria:
a) Não o via desde o ano passado.
b) Fomos à cidade pela manhã.
c) Informou ao cliente que o aviso chegara.
d) Respondeu à carta no mesmo dia.
e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago.
7. (BB) Alternativa correta:
a) Precisei de que fosses comigo.
b) Avisei-lhe da mudança de horário.
c) Imcumbiu-me para realizar o negócio.
d) Recusei-me em fazer os exames.
e) Convenceu-se nos erros cometidos.
8. (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria
regido de preposição na opção:
a) O cargo ....... aspiro depende de concurso.
b) Eis a razão ....... não compareci.
c) Rui é o orador ....... mais admiro.
d) O jovem ....... te referiste foi reprovado.
e) Ali está o abrigo ....... necessitamos.
9. (UNIFIC) Os encargos ....... nos obrigaram são aqueles .......
o diretor se referia.
a) de que - que
b) a cujos - cujos
c) por que – que
d) cujos – cujo
e) a que - a que
10. (FTM-ARACAJU) As mulheres da noite ....... o poeta faz
alusão ajudam a colorir Aracaju, ....... coração bate de noite, no
silêncio.
A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase
acima é:
a) as quais / de cujo
b) a que / no qual
c) de que / o qual
d) às quais / cujo
e) que / em cujo
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
124
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
11. (SANTA CASA) É tal a simplicidade ....... se reveste a
redação desse documento, que ele não comporta as formalidades
....... demais.
a) que - os
b) de que - aos
c) com que - para os
d) em que – nos
e) a que - dos
12. (PUC-RS) Diferentes são os tratamentos ....... se pode
submeter o texto literário. Sempre se deve aspirar, no entanto, .......
objetividade científca, fugindo ....... subjetivismo.
a) à que, a, do
b) que, a, ao
c) à que, à, ao
d) a que, a, do
e) a que, à, ao
13. (PUC-RS) Alguns demonstram verdadeira aversão .....
exames, porque nunca se empenharam o sufciente ..... utilização
do tempo ..... dispunham para o estudo.
a) com - pela - de que
b) por - com - que
c) a - na – que
d) com - na - que
e) a - na - de que
14. (BB) “Ele não ..... viu”. não cabe na frase:
a) nos
b) lhe
c) me
d) te
e) o
15. (BB) Emprego indevido de o:
a) O irmão o abraçou.
b) O irmão o encontrou.
c) O irmão o atendeu.
d) O irmão o obedeceu.
e) O irmão o ouviu.
RESPOSTAS
(1-D) (2-B) (3-C) (4-D) (5-E) (6-E) (7-A) (8-E) (9-E) (10-D)
(11-B) (12-E) (13-E) (14-B) (15-D)
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado.
Exemplo:
• Alfabeto, abecedário.
• Brado, grito, clamor.
• Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
• Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
As mais das vezes não é indiferente usar um sinônimo pelo
outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os sinônimos
diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por matizes de
signifcação e certas propriedades que o escritor não pode
desconhecer.
Com efeito, estes têm sentido mais amplo, aqueles, mais
restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios da fala corrente,
desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem à esfera da
linguagem culta, literária, científca ou poética (orador e tribuno,
oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo).
A contribuição Greco-latina é responsável pela existência, em
nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos:
• Adversário e antagonista.
• Translúcido e diáfano.
• Semicírculo e hemiciclo.
• Contraveneno e antídoto.
• Moral e ética.
• Colóquio e diálogo.
• Transformação e metamorfose.
• Oposição e antítese.
O fato lingüístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia,
palavra que também designa o emprego de sinônimos.
Antônimos: são palavras de signifcação oposta. Exemplos:
• Ordem e anarquia.
• Soberba e humildade
• Louvar e censurar.
• Mal e bem.
A antonímia pode originar-se de um prefxo de sentido oposto
ou negativo. Exemplos:
Bendizer, maldizer / simpático, antipático / progredir, regredir
/ concórdia, discórdia / explícito, implícito / ativo, inativo / esperar,
desesperar / comunista, anticomunista / simétrico, assimétrico /
pré-nupcial, pós-nupcial.
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às
vezes a mesma grafa, mas signifcação diferente. Exemplos:
• São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
• Aço (substantivo) e asso (verbo).
Só o contexto é que determina a signifcação dos homônimos. A
homonímia pode ser causa de ambigüidade, por isso é considerada
uma defciência dos idiomas.
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto fônico
(som) e o gráfco (grafa). Daí serem divididos em:
a) Homógrafos heterofônicos (iguais na escrita e diferentes
no timbre ou na intensidade das vogais):
• Rego (substantivo) e rego (verbo).
• Colher (verbo) e colher (substantivo).
• Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
• Apóio (verbo) e apoio (substantivo).
• Pára (verbo parar) e para (preposição).
• Providência (substantivo) e providencia (verbo)
• Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
• Pêlo (substantivo), pélo (verbo) e pelo (contração de
per+o).
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
125
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Observação: Palavras com as dos cinco últimos exemplos,
a rigor, não são homógrafas, visto que o acento gráfco desfaz a
homografa. Razões de ordem didática, porém, nos levam a incluí-
las neste grupo de homônimos.
b) Homófonos heterográfcos (iguais na pronúncia e
diferentes na escrita):
• Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
• Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
• Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de
consertar).
• Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
• Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar
(acelerar).
• Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
• Censo (recenseamento) e senso (juízo).
• Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
• Paço (palácio) e passo (andar).
• Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo).
• Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar
= anular).
• Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e
sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo).
c) Homófonos homográfcos (iguais na escrita e na
pronúncia:
• Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
• Cedo (verbo), cedo (advérbio).
• Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
• Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).
• Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
• Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
Parônimos: (são palavras parecidas na escrita e na pronúncia):
Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente, tetânico
e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e séptico,
prescrever e proscrever, descrição e discrição, infigir (aplicar) e
infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade de beber) e cede
(verbo ceder), comprimento e cumprimento, deferir (conceder,
dar deferimento) e diferir (ser diferente, divergir, adiar), ratifcar
(confrmar) e retifcar (tornar reto, corrigir), vultoso (volumoso,
muito grande: soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto
vultuoso).
Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma signifcação.
A esse fato lingüístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos:
• Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de
gado.
• Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó.
• Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao
véu do palato.
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras polissêmicas,
o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que têm dezenas de
acepções.

Sentido próprio e sentido fgurado: As palavras podem ser
empregadas no sentido próprio ou no sentido fgurado. Exemplos:
• Construí um muro de pedra. (sentido próprio).
• Ênio tem um coração de pedra. (sentido fgurado).
• As águas pingavam da torneira, (sentido próprio).
• As horas iam pingando lentamente, (sentido fgurado).
Denotação e conotação: Observe as palavras em destaque
nos seguintes exemplos:
• Comprei uma correntinha de ouro.
• Fulano nadava em ouro.
No primeiro exemplo, a palavra ouro denota ou designa
simplesmente o conhecido metal precioso, tem sentido próprio,
real, denotativo.
No segundo exemplo, ouro sugere ou evoca riquezas, poder,
glória, luxo, ostentação; tem o sentido conotativo, possui várias
conotações (idéias associadas, sentimentos, evocações que
irradiam da palavra).
Atenção: Quanto mais uma pessoa se distanciar da escrita
padrão, mais difculdade terá de se lembrar da pronúncia correta
das palavras. A boa notícia é que muitos estão conscientes disso e
querem melhorar.
- A meu ver tudo parece caminhar satisfatoriamente. (não: ao
meu ver)
- O avião aterrissou no horário previsto. (não: aterrizou)
- Devo ir ao cabeleireiro ainda esta semana. (não: cabelereiro)
- O condor vive em regiões montanhosas. (não: côndor)
- Já é hora de o candidato dizer a verdade. (não: do candidato;
o sujeito jamais é preposicionado)
- O trem, na Rússia, descarrilou mais uma vez. (não:
descarrilhou)
- Fiquei com muito dó daquele jogador. (não: muita dó)
- Nunca encontrava empecilhos no caminho. (não: impecilho)
- O cigarro provoca o enfsema pulmonar. (não: efsema)
- Por favor, não deixe a garagem aberta. (não garage)
- Vamos galera! O “show” é gratuito. (não: gratuíto)
- Naquele ínterim, ela refetiu sabiamente. (não: interim)
- É um sujeito muito irrequieto. (não: irriquieto)
- O látex desta confecção é de primeira qualidade. (não: latex)
- A maisena parece que está vencida. (não: Maizena; marca
comercial)
- Meu irmão é menor de idade. (não: de menor)
- Ela prefere mortadela a queijo. (não: mortandela)
- Elas aceitaram prazerosamente minha contribuição. (não:
prazeirosamente)
- Mereceu ganhar o prêmio Nobel de Literatura. (não: Nóbel)
- Foi um privilégio conhecê-la. (não: previlégio)
- Todos reivindicam melhores oportunidades. (não:
reinvindicar)
- O Brasil bateu recorde outra vez. (não: récorde)
- Repetiu o ano porque não estudou o sufciente. (não: de ano)
- Não se esqueça de colocar sua rubrica. (não: rúbrica)
- Meu tempero está ruim. (não: rúim)
- Em face (ou ante a) da confusão reinante, a direção do
presídio proibiu as visitas. (não: em face a)
- Fez que (fngir) não ouviu a advertência. (não: fez com que)
- Somos quatro, lá em casa. (não: somos em)
- Ficamos em pé / de pé o tempo todo. (ambas formas corretas)
- Esta roupa não tem nada a ver com você. (não: haver) nada
há ver = nada a receber
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
126
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
- A princípio tudo parecia real. (= no começo) (não: em
princípio)
- Em princípio, sua proposta nos interessa. (em tese) (não: a
princípio)
- A persistirem os sintomas, procure um médico. (se
persistirem, equivale a uma condição)
- Ao persistirem os sintomas, procure um médico. (quando
persistirem, equivale a tempo)
- Depois de vencidos os obstáculos, ele voltava vitorioso.
(inadequado)
- Depois de superados os obstáculos, ele voltava vitorioso.
(obstáculos não se vencem; superam-se)
EXERCÍCIOS
1. (FUVEST) Estava ....... a ....... da guerra, pois os homens
....... nos erros do passado.
a) eminente, defagração, incidiram
b) iminente, defagração, reincidiram
c) eminente, confagração, reincidiram
d) preste, confaglação, incidiram
e) prestes, fagração, recindiram
2. (PUC-MG) “Durante a .......... solene era .......... o
desinteresse do mestre diante da .......... demonstrada pelo político.”
a) seção - fragrante - incipiência
b) sessão - fagrante - insipiência
c) sessão - fragrante - incipiência
d) cessão - fagrante - incipiência
e) seção - fagrante - insipiência
3. (CESCEM) Na ...... plenária estudou-se a ...... de direitos
territoriais a ..... .
a) sessão - cessão - estrangeiros
b) seção - cessão - estrangeiros
c) secção - sessão - extrangeiros
d) sessão - seção - estrangeiros
e) seção - sessão - estrangeiros
4. (BAURU) Há uma alternativa errada. Assinale-a:
a) A eminente autoridade acaba de concluir uma viagem política.
b) A catástrofe torna-se iminente.
c) Sua ascensão foi rápida.
d) Ascenderam o fogo rapidamente.
e) Reacendeu o fogo do entusiasmo.
5. (FEB) Há uma alternativa errada. Assinale-a:
a) cozer = cozinhar; coser = costurar
b) imigrar = sair do país; emigrar = entrar no país
c) comprimento = medida; cumprimento = saudação
d) consertar = arrumar; concertar = harmonizar
e) chácara = sítio; xácara = verso
6. (FCMPA-MG) Assinale o item em que a palavra destacada
está incorretamente aplicada:
a) Trouxeram-me um ramalhete de fores fragrantes.
b) A justiça infigiu a pena merecida aos desordeiros.
c) Promoveram uma festa benefciente para a creche.
d) Devemos ser féis ao cumprimento do dever.
e) A cessão de terras compete ao Estado.
7. (TRT) O ..................... do prefeito foi .........................
ontem.
a) mandado - caçado
b) mandato - cassado
c) mandato - caçado
d) mandado - casçado
e) mandado - cassado
8. (ESAF) Marque a alternativa cujas palavras preenchem
corretamente as respectivas lacunas, na frase seguinte:
“Necessitando ..................... o número do cartão do PIS, ...............
a data de meu nascimento.”
a) ratifcar, proscrevi
b) prescrever, discriminei
c) descriminar, retifquei
d) proscrever, prescrevi
e) retifcar, ratifquei
9. (FUVEST) “A ............... científca do povo levou-o a
............... de feiticeiros os ............... em astronomia.”
a) insipiência tachar expertos
b) insipiência taxar expertos
c) incipiência taxar espertos
d) incipiência tachar espertos
e) insipiência taxar espertos
10. (MACK) Na oração: Em sua vida, nunca teve muito
.........., apresentava-se sempre .......... no .......... de tarefas .......... .
As palavras adequadas para preenchimento das lacunas são:
a) censo - lasso - cumprimento - eminentes
b) senso - lasso - cumprimento - iminentes
c) senso - laço - comprimento - iminentes
d) senso - laço - cumprimento - eminentes
e) censo - lasso - comprimento - iminentes
11. (TFC) Indique a letra na qual as palavras complementam,
corretamente, os espaços das frases abaixo:
1.Quem possui defciência auditiva não consegue .......... os
sons com nitidez.
2.Hoje são muitos os governos que passaram a combater o
.......... de entorpecentes com rigor.
3.O Diretor do presídio .......... pesado castigo aos prisioneiros
revoltosos.
a) discriminar - tráfco - infigiu
b) discriminar - tráfco - infringiu
c) descriminar - tráfego - infringiu
d) descriminar - tráfego - infigiu
e) descriminar - tráfco - infringiu
12. (TRE-MG) A palavra nos parênteses não preenche
adequadamente a lacuna do enunciado em:
a) O crime foi bárbaro. Somente após a .............. do assunto é
que foi possível prendê-lo. (descrição)
b) Só seria possível .............. o acusado, se conseguíssemos
mais provas que o inocentassem. (descriminar)
c) As negociações só vão ............... os resultados esperados,
caso todos compareçam. (sortir)
d) O corpo estava .............., apenas a cabeça estava fora da
água, que subia cada vez mais. (imerso)
e) Como a mercadoria estava muito pesada, o recurso foi
.............. o cofre ali mesmo, na escada (arriar)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
127
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
RESPOSTAS
(1.B)(2.B)(3.A)(4.D)(5.B)(6.C)(7.B)(8.E)(9.A)(10.B)(11.A)
(12.C)
FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das
palavras. Assim, compreendemos melhor o signifcado de cada
uma delas.
As palavras podem ser divididas em unidades menores, a que
damos o nome de elementos mórfcos ou morfemas.

Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”:
Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro
elementos. São eles:
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, aquele
que contém o signifcado.
inh - indica que a palavra é um diminutivo
a - indica que a palavra é feminina
s - indica que a palavra se encontra no plural
Morfemas: unidades mínimas de caráter signifcativo.
Obs.: existem palavras que não comportam divisão em
unidades menores, tais como: mar, sol, lua, etc.
São elementos mórfcos:
1) Raiz, radical, tema: elementos básicos e signifcativos
2) Afxos (prefxos, sufxos), desinência, vogal temática:
elementos modifcadores da signifcação dos primeiros
3) Vogal de ligação, consoante de ligação: elementos de
ligação ou eufônicos.
Raiz
É o elemento originário e irredutível em que se concentra a
signifcação das palavras, consideradas do ângulo histórico. É a
raiz que encerra o sentido geral, comum às palavras da mesma
família etimológica. Observe o exemplo:
Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a signifcação
geral de causar dano, e a ela se prendem, pela origem comum, as
palavras nocivo, nocividade, inocente, inocentar, inócuo, etc.
Obs.: uma raiz pode sofrer alterações. Veja o exemplo:
at-o
at-or
at-ivo
aç-ão
ac-ionar
Radical
Observe o seguinte grupo de palavras:
livr- o
livr- inho
livr- eiro
livr- eco
Você reparou que há um elemento comum nesse grupo?
Você reparou que o elemento livr serve de base para o
signifcado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema).
Radical: elemento básico e signifcativo das palavras,
consideradas sob o aspecto gramatical e prático. É encontrado
através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da
palavra.
Por Exemplo:
cert-o
cert-eza
in-cert-eza
Afxos
Afxos são elementos secundários (geralmente sem vida
autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar
palavras derivadas. Sabemos que o acréscimo do morfema
“-mente”, por exemplo, cria uma nova palavra a partir de “certo”:
certamente, advérbio de modo. De maneira semelhante, o
acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo
acertar. Observe que a- e -ar são morfemas capazes de operar
mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados.
Quando são colocados antes do radical, como acontece com
“a-”, os afxos recebem o nome de prefxos. Quando, como “-ar”,
surgem depois do radical, os afxos são chamados de sufxos. Veja
os exemplos:
Prefxo Radical Sufxo
in at ivo
em pobr ecer
inter nacion al
Desinências
Desinências são os elementos terminais indicativos das
fexões das palavras. Existem dois tipos:
Desinências Nominais: indicam as fexões de gênero
(masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes.
Observação: só podemos falar em desinências nominais de
gêneros e de números em palavras que admitem tais fexões, como
nos exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo, telefonema,
por exemplo, não temos desinência nominal de gênero. Já em
pires, lápis, ônibus não temos desinência nominal de número.
Desinências Verbais: indicam as fexões de número e pessoa
e de modo e tempo dos verbos.

A desinência “-o”, presente em “am-o”, é uma desinência
número-pessoal, pois indica que o verbo está na primeira pessoa
do singular; “-va”, de “ama-va”, é desinência modo-temporal:
caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo,
na 1ª conjugação.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
128
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Vogal Temática
Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical, preparando-o
para receber as desinências. Nos verbos, distinguem-se três vogais
temáticas:
A – Caracteriza os verbos da 1ª conjugação.
Exemplos:
buscar, buscavas, etc.
E - Caracteriza os verbos da 2ª conjugação.
Exemplos:
romper, rompemos, etc.
I - Caracteriza os verbos da 3ª conjugação.
Exemplos:
proibir, proibirá, etc.
Tema
Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática.
Nos verbos citados acima, os temas são:
busca-, rompe-, proibi-
Vogais e Consoantes de Ligação
As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem
por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar
a pronúncia de uma determinada palavra.
Exemplo:
parisiense (paris= radical, ense=sufxo, vogal de ligação=i)
Outros exemplos:
gas-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-l-ada, cafe-t-eira,
cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc.
Formação das Palavras
Existem dois processos básicos pelos quais se formam as
palavras: a derivação e a composição. A diferença entre ambos
consiste basicamente em que, no processo de derivação, partimos
sempre de um único radical, enquanto no processo de composição
sempre haverá mais de um radical.
Derivação
Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra
nova, chamada derivada, a partir de outra já existente, chamada
primitiva. Observe o quadro abaixo:
Primitiva Derivada
mar marítimo, marinheiro, marujo
terra enterrar, terreiro, aterrar
Observamos que “mar” e “terra” não se formam de nenhuma
outra palavra, mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras,
por meio do acréscimo de um sufxo ou prefxo. Logo, mar e terra
são palavras primitivas, e as demais, derivadas.
Tipos de Derivação
Derivação Prefxal ou Prefxação
Resulta do acréscimo de prefxo à palavra primitiva, que tem
o seu signifcado alterado. Veja os exemplos:
crer- descrer
ler- reler
capaz- incapaz
Derivação Sufxal ou Sufxação
Resulta de acréscimo de sufxo à palavra primitiva, que pode
sofrer alteração de signifcado ou mudança de classe gramatical.
Por Exemplo:
alfabetização
No exemplo acima, o sufxo -ção transforma em substantivo
o verbo alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do substantivo
alfabeto pelo acréscimo do sufxo -izar.
A derivação sufxal pode ser:
a) Nominal, formando substantivos e adjetivos.
Por Exemplo:
papel – papelaria
riso – risonho
b) Verbal, formando verbos.
Por Exemplo:
atual - atualizar
c) Adverbial, formando advérbios de modo.
Por Exemplo:
feliz – felizmente
Derivação Parassintética ou Parassíntese
Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo
simultâneo de prefxo e sufxo à palavra primitiva. Por meio da
parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos.
Considere o adjetivo “ triste”. Do radical “trist-” formamos
o verbo entristecer através da junção simultânea do prefxo “en-”
e do sufxo “-ecer”. A presença de apenas um desses afxos não é
sufciente para formar uma nova palavra, pois em nossa língua não
existem as palavras “entriste”, nem “tristecer”.
Exemplos:
Palavra
Inicial
Prefxo Radical Sufxo
Palavra
Formada
mudo e mud ecer emudecer
alma des alm ado desalmado

Atenção!
Não devemos confundir derivação parassintética, em que o
acréscimo de sufxo e de prefxo é obrigatoriamente simultâneo,
com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade.
Nessas palavras, os afxos são acoplados em sequência:
desvalorização provém de desvalorizar, que provém de valorizar,
que por sua vez provém de valor.
É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por
parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de
“propriar” ou de “expróprio”, pois tais palavras não existem.
Logo, expropriar provém diretamente de próprio, pelo acréscimo
concomitante de prefxo e sufxo.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
129
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Derivação Regressiva
Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada
não por acréscimo, mas por redução.
Exemplos:
comprar (verbo) beijar (verbo)
compra (substantivo) beijo (substantivo)
Saiba que:
Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou
se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte orientação:
- Se o substantivo denota ação, será palavra derivada, e o
verbo palavra primitiva.
- Se o nome denota algum objeto ou substância, verifca-se o
contrário.
Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam
ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não ocorre, porém,
com a palavra âncora, que é um objeto. Neste caso, um substantivo
primitivo que dá origem ao verbo ancorar.
Por derivação regressiva, formam-se basicamente substantivos
a partir de verbos. Por isso, recebem o nome de substantivos
deverbais. Note que na linguagem popular, são frequentes os
exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. Veja:
o portuga (de português)
o boteco (de botequim)
o comuna (de comunista)
Ou ainda:
agito (de agitar)
amasso (de amassar)
chego (de chegar)
Obs.: o processo normal é criar um verbo a partir de um
substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede em sentido
inverso: forma o substantivo a partir do verbo.
Derivação Imprópria
A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra,
sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma, muda
de classe gramatical. Neste processo:
1) Os adjetivos passam a substantivos
Por Exemplo:
Os bons serão contemplados.
2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos
Por Exemplo:
Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.
3) Os infnitivos passam a substantivos
Por Exemplo:
O andar de Roberta era fascinante.
O badalar dos sinos soou na cidadezinha.
4) Os substantivos passam a adjetivos
Por Exemplo:
O funcionário fantasma foi despedido.
O menino prodígio resolveu o problema.
5) Os adjetivos passam a advérbios
Por Exemplo:
Falei baixo para que ninguém escutasse.
6) Palavras invariáveis passam a substantivos
Por Exemplo:
Não entendo o porquê disso tudo.
7) Substantivos próprios tornam-se comuns.
Por Exemplo:
Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente)
Observação: os processos de derivação vistos anteriormente
fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma
das palavras. No entanto, a derivação imprópria lida basicamente
com seu signifcado, o que acaba caracterizando um processo
semântico. Por essa razão, entendemos o motivo pelo qual é
denominada “imprópria”.
Composição
Composição é o processo que forma palavras compostas, a
partir da junção de dois ou mais radicais. Existem dois tipos:
Composição por Justaposição
Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais, não ocorre
alteração fonética.
Exemplos:
passatempo, quinta-feira, girassol, couve-for
Obs.: em “girassol” houve uma alteração na grafa (acréscimo
de um “s”) justamente para manter inalterada a sonoridade da
palavra.
Composição por Aglutinação
Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais, ocorre
supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos.
Exemplos:
embora (em boa hora)
fdalgo (flho de algo - referindo-se a família nobre)
hidrelétrico (hidro + elétrico)
planalto (plano alto)
Obs.: ao aglutinarem-se, os componentes subordinam-se a
um só acento tônico, o do último componente.
Redução
Algumas palavras apresentam, ao lado de sua forma plena,
uma forma reduzida. Observe:
auto - por automóvel
cine - por cinema
micro - por microcomputador
Zé - por José
Como exemplo de redução ou simplifcação de palavras,
podem ser citadas também as siglas, muito frequentes na
comunicação atual. (Se desejar, veja mais sobre siglas na seção
“Extras” -> Abreviaturas e Siglas)
Hibridismo
Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram
elementos de línguas diferentes.
Por Exemplo:
auto (grego) + móvel (latim)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
130
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
Onomatopeia
Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência
constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da
natureza. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem
aproximadamente os sons e as vozes dos seres.
Exemplos:
miau, zumzum, piar, tinir, urrar, chocalhar, cocoricar, etc.
Prefxos
Os prefxos são morfemas que se colocam antes dos radicais
basicamente a fm de modifcar-lhes o sentido; raramente esses
morfemas produzem mudança de classe gramatical.
Os prefxos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do
latim e do grego, línguas em que funcionavam como preposições
ou advérbios, logo, como vocábulos autônomos. Alguns prefxos
foram pouco ou nada produtivos em português. Outros, por sua
vez, tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras.
Veja os exemplos:
a- , contra- , des- , em- (ou en-) , es- , entre- re- , sub- , super- ,
anti-
Prefxos de Origem Grega
a-, an-: Afastamento, privação, negação, insufciência,
carência.
Exemplos:
anônimo, amoral, ateu, afônico
ana- : Inversão, mudança, repetição. Exemplos: analogia,
análise, anagrama, anacrônico
anf- : Em redor, em torno, de um e outro lado, duplicidade.
Exemplos: anfteatro, anfíbio, anfbologia
anti- : Oposição, ação contrária. Exemplos: antídoto,
antipatia, antagonista, antítese
apo- : Afastamento, separação. Exemplos: apoteose, apóstolo,
apocalipse, apologia
arqui-, arce- : Superioridade hierárquica, primazia, excesso.
Exemplos: arquiduque,arquétipo, arcebispo, arquimilionário
cata- : Movimento de cima para baixo. Exemplos: cataplasma,
catálogo, catarata
di-: Duplicidade. Exemplos: dissílabo, ditongo, dilema
dia- : Movimento através de, afastamento. Exemplos:
diálogo, diagonal, diafragma, diagrama
dis- : Difculdade, privação. Exemplos : dispneia, disenteria,
dispepsia, disfasia
ec-, ex-, exo-, ecto- : Movimento para fora. Exemplos:
eclipse, êxodo, ectoderma, exorcismo
en-, em-, e-: Posição interior, movimento para dentro.
Exemplos: encéfalo, embrião, elipse, entusiasmo
endo- : Movimento para dentro. Exemplos: endovenoso,
endocarpo, endosmose
epi- : Posição superior, movimento para. Exemplos: epiderme,
epílogo, epidemia, epitáfo
eu- : Excelência, perfeição, bondade. Exemplos: eufemismo,
euforia, eucaristia, eufonia
hemi- : Metade, meio. Exemplos: hemisfério, hemistíquio,
hemiplégico
hiper- : Posição superior, excesso. Exemplos: hipertensão,
hipérbole, hipertrofa
hipo- : Posição inferior, escassez. Exemplos: hipocrisia,
hipótese, hipodérmico
meta- : Mudança, sucessão. Exemplos: metamorfose,
metáfora, metacarpo
para- : Proximidade, semelhança, intensidade. Exemplos:
paralelo, parasita, paradoxo, paradigma
peri- : Movimento ou posição em torno de. Exemplos:
periferia, peripécia, período, periscópio
pro- : Posição em frente, anterioridade. Exemplos: prólogo,
prognóstico, profeta, programa
pros- : Adjunção, em adição a. Exemplos: prosélito, prosódia
proto- : Início, começo, anterioridade. Exemplos: proto-
história, protótipo, protomártir
poli- : Multiplicidade. Exemplos: polissílabo, polissíndeto,
politeísmo
sin-, sim- : Simultaneidade, companhia. Exemplos: síntese,
sinfonia, simpatia, sinopse
tele- : Distância, afastamento. Exemplos: televisão, telepatia,
telégrafo
Prefxos de Origem Latina
a-, ab-, abs- : Afastamento, separação. Exemplos: aversão,
abuso, abstinência, abstração
a-, ad- : Aproximação, movimento para junto. Exemplos:
adjunto,advogado, advir, aposto
ante- : Anterioridade, procedência. Exemplos: antebraço,
antessala, anteontem, antever
ambi- : Duplicidade. Exemplos: ambidestro, ambiente,
ambiguidade, ambivalente
ben(e)-, bem- : Bem, excelência de fato ou ação. Exemplos:
benefício, bendito
bis-, bi-: Repetição, duas vezes. Exemplos: bisneto,
bimestral, bisavô, biscoito
circu(m) - : Movimento em torno. Exemplos: circunferência,
circunscrito, circulação
cis- : Posição aquém. Exemplos: cisalpino, cisplatino,
cisandino
co-, con-, com- : Companhia, concomitância. Exemplos:
colégio, cooperativa, condutor
contra- : Oposição. Exemplos: contrapeso, contrapor,
contradizer
de- : Movimento de cima para baixo, separação, negação.
Exemplos: decapitar, decair, depor
de(s)-, di(s)- : Negação, ação contrária, separação. Exemplos:
desventura, discórdia, discussão
e-, es-, ex- : Movimento para fora. Exemplos: excêntrico,
evasão, exportação, expelir
en-, em-, in- : Movimento para dentro, passagem para um
estado ou forma, revestimento. Exemplos: imergir, enterrar,
embeber, injetar, importar
extra- : Posição exterior, excesso. Exemplos: extradição,
extraordinário, extraviar
i-, in-, im- : Sentido contrário, privação, negação. Exemplos:
ilegal, impossível, improdutivo
inter-, entre- : Posição intermediária. Exemplos:
internacional, interplanetário
intra- : Posição interior. Exemplos: intramuscular,
intravenoso, intraverbal
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
131
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
intro- : Movimento para dentro. Exemplos: introduzir,
introvertido, introspectivo
justa- : Posição ao lado. Exemplos: justapor, justalinear
ob-, o- : Posição em frente, oposição. Exemplos: obstruir,
ofuscar, ocupar, obstáculo
per- : Movimento através. Exemplos: percorrer, perplexo,
perfurar, perverter
pos- : Posterioridade. Exemplos: pospor, posterior, pós-
graduado
pre- : Anterioridade . Exemplos: prefácio, prever, prefxo,
preliminar
pro- : Movimento para frente. Exemplos: progresso,
promover, prosseguir, projeção
re- : Repetição, reciprocidade. Exemplos: rever, reduzir,
rebater, reatar
retro- : Movimento para trás. Exemplos: retrospectiva,
retrocesso, retroagir, retrógrado
so-, sob-, sub-, su- : Movimento de baixo para cima,
inferioridade. Exemplos: soterrar, sobpor, subestimar
super-, supra-, sobre- : Posição superior, excesso. Exemplos:
supercílio, supérfuo
soto-, sota- : Posição inferior. Exemplos: soto-mestre, sota-
voga, soto-pôr
trans-, tras-, tres-, tra- : Movimento para além, movimento
através. Exemplos: transatlântico, tresnoitar, tradição
ultra- : Posição além do limite, excesso. Exemplos:
ultrapassar, ultrarromantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta
vice-, vis- : Em lugar de. Exemplos: vice-presidente, visconde,
vice-almirante.
Sufxos
Sufxos são elementos (isoladamente insignifcativos) que,
acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua principal
característica é a mudança de classe gramatical que geralmente
opera. Dessa forma, podemos utilizar o signifcado de um verbo
num contexto em que se deve usar um substantivo, por exemplo.
Como o sufxo é colocado depois do radical, a ele são
incorporadas as desinências que indicam as fexões das palavras
variáveis. Existem dois grupos de sufxos formadores de
substantivos extremamente importantes para o funcionamento da
língua. São os que formam nomes de ação e os que formam nomes
de agente.
Sufxos que formam nomes de ação
-ada - caminhada -ez(a) - sensatez, beleza
-ança - mudança -ismo - civismo
-ância - abundância -mento - casamento
-ção - emoção -são - compreensão
-dão - solidão -tude - amplitude
-ença - presença -ura - formatura
Sufxos que formam nomes de agente
-ário(a) - secretário -or - lutador
-eiro(a) - ferreiro -nte - feirante
-ista - manobrista
Além dos sufxos acima, tem-se:
Sufxos que formam nomes de lugar, depositório:
-aria - churrascaria -or - corredor
-ário - herbanário -tério - cemitério
-eiro - açucareiro -tório - dormitório
Sufxos que formam nomes indicadores de abundância,
aglomeração, coleção:
-aço - ricaço -ario(a) - casario, infantaria
-ada - papelada -edo - arvoredo
-agem - folhagem -eria - correria
-al - capinzal -io - mulherio
-ame - gentame -ume - negrume
Sufxos que formam nomes técnicos usados na ciência:
-ite bronquite, hepatite (infamação)
-oma mioma, epitelioma, carcinoma (tumores)
-ato, eto, ito sulfato, cloreto, sulfto (sais)
-ina
cafeína, codeína (alcaloides, álcalis
artifciais)
-ol fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto)
-ite amotite (fósseis)
-ito granito (pedra)
-ema
morfema, fonema, semema, semantema
(ciência linguística)
-io sódio, potássio, selênio (corpos simples)
Sufxo que forma nomes de religião, doutrinas flosófcas,
sistemas políticos:
- ismo: budismo, kantismo, comunismo.
SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS
a) de substantivos
-aco - maníaco -engo - mulherengo
-ício -
alimentício
-ado - barbado -ento - cruento
-ico -
geométrico
-áceo(a) - herbáceo,
liláceas
-eo - róseo -il - febril
-aico - prosaico -esco - pitoresco -ino - cristalino
-al - anual -este - agreste -ivo - lucrativo
-ar - escolar -estre - terrestre
-onho -
tristonho
-ário - diário,
ordinário
-enho - ferrenho -oso - bondoso
-ático -
problemático
-eno - terreno
-udo -
barrigudo
-az - mordaz
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
132
Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
b) de verbos
SUFIXO SENTIDO EXEMPLIFICAÇÃO
-(a)(e)(i)
nte
ação, qualidade,
estado
semelhante, doente,
seguinte
-(á)(í)vel
possibilidade de
praticar ou sofrer
uma ação
louvável perecível punível
-io, -(t)ivo
ação referência,
modo de ser
tardio afrmativopensativo
-(d)iço, -(t)
ício
possibilidade
de praticar ou
sofrer uma ação,
referência
movediço, quebradiço,
factício
-(d)ouro,-
(t)ório
ação, pertinência casadouro, preparatório
SUFIXOS ADVERBIAIS
Na Língua Portuguesa, existe apenas um único sufxo
adverbial: É o sufxo “-mente”, derivado do substantivo feminino
latino mens, mentis que pode signifcar “a mente, o espírito, o
intento”.Este sufxo juntou-se a adjetivos, na forma feminina, para
indicar circunstâncias, especialmente a de modo.
Exemplos: altiva-mente, brava-mente, bondosa-mente,
nervosa-mente, fraca-mente, pia-mente
Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em –
ês (burgues-mente, portugues-mente, etc.) não seguem esta regra,
pois esses adjetivos eram outrora uniformes.
Exemplos: cabrito montês / cabrita montês.
SUFIXOS VERBAIS
Os sufxos verbais agregam-se, via de regra, ao radical de
substantivos e adjetivos para formar novos verbos.
Em geral, os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo
da terminação-ar.
Exemplos: esqui-ar; radiograf-ar; (a)doç-ar; nivel-ar; (a)fn-
ar; telefon-ar; (a)portugues-ar.
Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prática de ação.
Veja:
-ar: cruzar, analisar, limpar
-ear: guerrear, golear
-entar: afugentar, amamentar
-fcar: dignifcar, liquidifcar
-izar: fnalizar, organizar
Observações:
Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida.
Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou
causar.
Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa.
ANOTAÇÕES
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
—————————————————————————
—————————————————————————
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
1
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
NÚMEROS RELATIVOS INTEIROS
E FRACIONÁRIOS, OPERAÇÕES E
PROPRIEDADES; NÚMEROS REAIS
I) Números Naturais
N = { 0 , 1 , 2 , 3 , ... }
II) Números Inteiros
Z = { ... , -2 , -1 , 0 , 1 , 2, ... }
Todo número natural é inteiro, isto é, N é um subconjunto de
Z.
III) Números Racionais
- São aqueles que podem ser expressos na forma a/b, onde a
e b são inteiros quaisquer, com b diferente de 0.
Q ={x/x = a/b com a e b pertencentes a Z com b diferente de
0 }.
Assim como exemplo podemos citar o –1/2 , 1 , 2,5 ,...
-Números decimais exatos são racionais
Pois 0,1 = 1/10
2,3 = 23/10 ...
- Números decimais periódicos são racionais.
0,1111... = 1/9
0,3232 ...= 32/99
2,3333 ...= 21/9
0,2111 ...= 19/90
-Toda dízima periódica 0,9999 ... 9 ... é uma outra
representação do número 1.
IV) Números Irracionais
- São aqueles que não podem ser expressos na forma a/b,
com a e b inteiros e b diferente de 0.
 -São compostos por dízimas infnitas não periódicas. 
Exs:


V) Números Reais
- É a reunião do conjunto dos números irracionais com o dos
racionais.
Resumindo:



Intervalos :
Sendo a e b dois números reais, com a < b, temos os seguintes
subconjuntos de R chamados intervalos.
Intervalo fechado nos extremos a e b:
=
Intervalo fechado em a e aberto em b:

Intervalo aberto em a e fechado em b:

Intervalo aberto em a e b:

Temos também:


Vejamos cada um:
NÚMEROS INTEIROS
ADIÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
Para melhor entendimento desta operação, associaremos aos
números inteiros positivos a idéia de ganhar e aos números inteiros
negativos a idéia de perder.
ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+5) + (+3) = (+8)
perder 3 + perder 4 = perder 7 (-3) + (-4) = (-7)
ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+8) + (-5) = (+3)
perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (-8) + (+5) = (-3)
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas
o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser dispensado.
Propriedades da adição de números inteiros: O conjunto
Z é fechado para a adição, isto é, a soma de dois números inteiros
ainda é um número inteiro.
Associativa: Para todos a,b,c em Z:
a + (b + c) = (a + b) + c
2 + (3 + 7) = (2 + 3) + 7
Comutativa: Para todos a,b em Z:
a + b = b + a
3 + 7 = 7 + 3
Elemento Neutro: Existe 0 em Z, que adicionado a cada z em
Z, proporciona o próprio z, isto é:
z + 0 = z
7 + 0 = 7
Elemento Oposto: Para todo z em Z, existe (-z) em Z, tal que
z + (–z) = 0
9 + (–9) = 0
EXERCÍCIOS
1- Calcule a soma:
a) (+11) + 0 = g) (–22) + (+34) =
b) 0 + (–13) = h) (+49) + (–60) =
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
2
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
c) (+28) + (+2) = i) (–130) + (–125) =
d) (–34) + (–3) = j) (+49) + (+121) =
e) (–8) + (–51) = k) (+820) + (–510) =
f) (+21) + (+21) = l) (–162) + (–275) =
2- Determine o número inteiro que se deve colocar no lugar de
x para que sejam verdadeiras as igualdades:
a) x + (+9) = +13 d) x + (–3) = +3
b) x + (–6) = –10 e) x + (+7) = –8
c) x + (–7) = 0 f) (–20) + x = –18
3- Sabe-se que a = –73, b = +51 e c = –17. Nessas condições,
calcule o valor de:
a) a + b c) b + c
b) a + c d) a + b + c
4- Numa olimpíada de matemática, uma turma ganhou 13
pontos na primeira fase e 18 na segunda. Usando a adição de
números inteiros, calcule quantos pontos essa turma ganhou.
5- Caio tem R$ 3.600,00 na sua conta bancária. Se ele fzer um 
depósito de R$ 4.000,00, como fcará o seu saldo?
6- Em um programa de perguntas e respostas, a cada resposta
correta Carlos, recebia R$ 20,00 do apresentador do programa.
Porém, a cada resposta errada, pagava R$ 22,00. De 100 perguntas,
Carlos acertou 52. Ele ganhou ou perdeu dinheiro? Quantos reais?
7- Sabe-se que Júlio César, famoso conquistador e cônsul
romano, nasceu no ano 100 a.C. e morreu, assassinado, com a
idade de 56 anos. Em que ano Júlio César morreu?
8- Os números a e b são inteiros. Se a e b são opostos, quanto
dá a adição a + b?
9- Os números a e b são inteiros positivos. É correto afrmar 
que a + b é um número positivo?
10- Na atmosfera, a temperatura diminui cerca de 1 grau a
cada 200m de afastamento da superfície terrestre. Se a temperatura
na superfície é de +20 graus, qual será a temperatura na atmosfera
a uma altura de 10 km?
RESPOSTAS
1- (a) +11) (b) –13) (c) +30) (d) –37) (e) –59) (f) +42) (g) +12)
(h) –11) (i) –255 (j) +170) (k) +310) (l) –437)
2- (a) +4) (b) –4) (c) +7) (d) +6) (e) –15) (f) +2)
3- (a) –22) (b) –90) (c) +34) (d) –39)
4- (31)
5- (R$ 7.600,00)
6- (Perdeu R$ 16,00)
7- (44 a.C.)
8- (0)
9- (SIM)
10- (–30 graus)
SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
A subtração é empregada quando:
• Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
• Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma
delas tem a mais que a outra;
• Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta
a uma delas para atingir a outra.
A subtração é a operação inversa da adição.
Observe que: 9 – 5 = 4 4 + 5 = 9

diferença
subtraendo
minuendo
Considere as seguintes situações:
1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou de
+3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da temperatura?
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) – (+3)
= +3
2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o dia,
era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de 3 graus. Qual a
temperatura registrada na noite de terça-feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = +3
Se  compararmos  as  duas  igualdades,  verifcamos  que  (+6)  – 
(+3) é o mesmo que (+5) + (–3).
Temos:
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
Daí  podemos  afrmar:  Subtrair  dois  números  inteiros  é  o 
mesmo que adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
EXERCÍCIOS
1- Numa adição, uma das parcelas é 148 e a soma é 301.
Qual é a outra parcela?
2- Numa subtração, o subtraendo é 75 e a diferença é 208.
Qual é o minuendo?
3- Dê o valor do número natural representado pela letra x.
a) x – 155 = 45 b) x – 420 = 0
4- Dona Noêmia, a bibliotecária da escola, organizou um
quadro com o movimento de retirada e devolução dos 40 livros
indicados para leitura da 5º série.
Movimento na biblioteca
Dia Retirada Devolução
2ª feira 25 -
3ª feira 12 -
4ª feira - 10
5ª feira 7 8
Dos livros indicados para a 5ª série, quantos estavam na
biblioteca no início da 6ª feira?
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
3
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
5- Um número inteiro é expresso por (53 – 38 + 40) – 51 +
(90 – 7 + 82) = 101. Qual é esse número inteiro?
6- Calcule a diferença entre:
a) o oposto de – 15 com o oposto de – 35;
b) o oposto de – 24 com o módulo de – 50.
7- Calcule:
a) (+12) + (–40)
b) (+12) – (–40)
c) (+5) + (–16) – (+9) – (–20)
d) (–3) – (–6) – (+4) + (–2) + (–15)
8- Determine o valor de x de modo a tornar as sentenças
verdadeiras:
a) x + (–12) = –5
b) x + (+9) = 0
c) x – (–2) = 6
d) x + (–9) = –12
e) –32 + x = –50
f) 0 – x = 8
9- A tabela a seguir refere-se ao movimento bancário da
conta corrente de minha amiga Cláudia, no período de 10 a 15 de
fevereiro:
Dia Histórico Débito Crédito Saldo
10/02 Saldo Anterior –120,00
11/02 Cheque 45,00 a)
12/02 Depósito 200,00 b)
13/02 IOF* 1,00 c)
14/02 Cheque 123,00 d)
15/02 Depósito 150,00 e)

* IOF – Imposto sobre Operações Financeiras.
Cabe a você encontrar o saldo bancário de Cláudia dia a dia.
10- Qual a diferença prevista entre
as temperaturas no Piauí e no Rio
Grande do Sul, num determinado
dia, segundo as informações?
Tempo no Brasil: Instável a ensolarado no Sul.
Mínima prevista -3º no Rio Grande do Sul.
Máxima prevista 37° no Piauí.
RESPOSTAS
1- 153
2- 283
3 - a) x = 200 b) x = 420
4- 14
5- 270
6- a) -20 b) –26
7- a) –28 b) 52 c) 0
8- a) 7 b) –9 c) 4
9- a) – 165,00 b) 35,00
10- (+40 graus)
MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
A  multiplicação  funciona  como  uma  forma  simplifcada  de 
uma adição quando os números são repetidos. Poderíamos analisar
tal situação como o fato de estarmos ganhando repetidamente
alguma quantidade, como por exemplo, ganhar 1 objeto por 30
vezes  consecutivas,  signifca  ganhar  30  objetos  e  esta  repetição 
pode ser indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2 + 2
+ ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2) +
(–2) + ... + (–2) = 30 x (2) = –60
Observamos que a multiplicação é um caso particular da
adição onde os valores são repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser
indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as
letras.
Para realizar a multiplicação de números inteiros, devemos
obedecer à seguinte regra de sinais:
(+1) × (+1) = (+1)
(+1) × (-1) = (-1)
(-1) × (+1) = (-1)
(-1) × (-1) = (+1)
Com o uso das regras acima, podemos concluir que:
Sinais dos números Resultado do produto
iguais positivo
diferentes negativo
Propriedades da multiplicação de números inteiros: O
conjunto Z é fechado para a multiplicação, isto é, a multiplicação
de dois números inteiros ainda é um número inteiro.
Associativa: Para todos a,b,c em Z:
a x (b x c) = (a x b) x c
2 x (3 x 7) = (2 x 3) x 7
Comutativa: Para todos a,b em Z:
a x b = b x a
3 x 7 = 7 x 3
Elemento neutro: Existe 1 em Z, que multiplicado por todo z
em Z, proporciona o próprio z, isto é:
z x 1 = z
7 x 1 = 7
Elemento inverso: Para todo inteiro z diferente de zero, existe
um inverso z
–1
=1/z em Z, tal que
z x z
–1
= z x (1/z) = 1
9 x 9
–1
= 9 x (1/9) = 1
Distributiva: Para todos a,b,c em Z:
a x (b + c) = (a x b) + (a x c)
3 x (4+5) = (3 x 4) + (3 x 5)
EXERCÍCIOS
Quando numa expressão aparecem parênteses ( ), colchetes
[ ] e chaves { }, resolvem-se primeiro as operações contidas nos
parênteses, depois as operações contidas nos colchetes e por último
as operações contidas nas chaves.
1- Calcule o valor das seguintes expressões numéricas:
a) –5 + (–3) . (+8)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
4
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
b) (–6) . (+5) – (–4) . (+3)
c) (–5 + 1) . (–8 + 2)
d) 6 – (–6 + 4) . (–5 + 9)
e) (–3) . (–4) + (–6) . (+5)
f) 12 – (–2) . (+3) + (–4) . (–5)
g) 9 – [(–2) . (+7) – (–8) . (+3)]
h) (–2) . (+3) + {2 . [–3 + (–2) . (–4)]}
2- Calcule o valor numérico das expressões:
a) 2x – y, sendo x = –3 e y = –5
b) 4x – 2y + 5z, sendo x = –1, y = –6 e z = +5
c) 4ab + 5a, sendo a = 7 e b = –8
d) 6xy – 5y, sendo x = +4 e y = –1
e) 5a – 3ab + 7b, para a = –3 e b = +2
f) 2ab – 5abc, para a = 2, b = 3 e c = –1
3- Use a propriedade distributiva da multiplicação para
calcular –5 . (–8 + 5).
4- Sem realizar a operação, determine o número inteiro que
devemos colocar no lugar do número x para que se tenha:
a) x . (–16) = –16
b) x . (–5) = (–5) . (+9)
c) x . (–8) = 0
d) x . (+1) = +11
5- Quais os dois números inteiros negativos cuja soma é –5 e
cujo produto é +6?
6- Quais os dois números inteiros, um positivo e outro
negativo, cuja soma é +3 e o produto é 10?
7- A letra a representa um número inteiro e (+65) . (-12) . a =
0. Qual é o valor de a? 
8- Qual é o produto de três números inteiros consecutivos em
que o maior deles é –10? 
9- Três números inteiros são consecutivos e o menor deles é
+99. Determine o produto desses três números.
10- Paulo pensou em dois números pares consecutivos.
Multiplicou-os e obteve +168. Sabendo que um deles é igual a
–14, faça uma estimativa e, por tentativas, determine o outro.
RESPOSTAS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
a) –
29
b) –
18
c) 24
d) 14
e) –
18
f ) 38
g) – 1
h) 4
a) – 1
b) 33
c) –
189
d) 19
e) 17
f ) 42
15 a) +1
b) +9
c) 0
d)
+11
–2 e –3 +5 e –2 0 –
1320
999 900 – 12
DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS
Dividendo divisor dividendo : divisor = quociente
0 quociente quociente . divisor = dividendo
Sabemos que na divisão exata dos números naturais:
40 : 5 = 8, pois 5 . 8 = 40
36 : 9 = 4, pois 9 . 4 = 36
Vamos aplicar esses conhecimentos para estudar a divisão
exata de números inteiros. Veja o cálculo:
(–20) : (+5) = q

(+5) . q = (–20)

q = (–4)
Logo: (–20) : (+5) = +4
Considerando os exemplos dados, concluímos que, para
efetuar a divisão exata de um número inteiro por outro número
inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo pelo
módulo do divisor. Daí:

quando o dividendo e o divisor têm o mesmo sinal, o
quociente é um número inteiro positivo.
 quando o dividendo e o divisor têm sinais diferentes, o
quociente é um número inteiro negativo.

a divisão nem sempre pode ser realizada no conjunto
Z. Por exemplo, (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que não
podem ser realizadas em Z, pois o resultado não é um número
inteiro.
 No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é
associativa e não tem a propriedade da existência do elemento
neutro.
1- Não existe divisão por zero.
Exemplo:  (–15)  :  0  não  tem  signifcado,  pois  não  existe  um 
número inteiro cujo produto por zero seja igual a –15.
2- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de
zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por zero é
igual a zero.
Exemplos: a) 0 : (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1) = 0
EXERCÍCIOS
1- Calcule os quocientes:
a) 0 : (–91)
b) (+182) : (–14)
c) (–216) : (–24)
d) (+486) : (–18)
e) (–490) : (–14)
f) (+900) : (–15)
g) (–828) : (+23)
h) (+1 120) : (–28)
i) (–1 488) : (+124)
2- Identifque as sentenças verdadeiras:
a) O sinal do quociente de dois números inteiros é positivo
se o dividendo for positivo e o divisor zero.
b) O sinal do quociente de dois números inteiros é negativo
se o dividendo e o divisor tiverem o mesmo sinal.
c) O quociente de dois números inteiros é sempre um
número inteiro.
d) O quociente de dois números inteiros é zero se o
dividendo for zero e o divisor for inteiro positivo.
e) O sinal do quociente de dois números inteiros é positivo
se o dividendo e o divisor tiverem o mesmo sinal.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
5
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
3- Copie as igualdades substituindo o x por números inteiros
de modo que elas se mantenham:
a) (–140) : x = –20
b) 144 : x = –4
c) (–147) : x = +21
d) x : (+13) = +12
e) x : (–93) = +45
f) x : (–12) = –36
4- Sabendo que A = (–46 – 18) : (59 – 43), determine o valor
de A.
5- Sendo x = (–82 + 34 – 6) e y = (–9) . (51 – 53), qual é o
valor de x : y?          
6- Qual é o valor de B, se B = (–6 + 2 + 4 – 8 + 8) : (+138)? 
7- Sabendo que a = (–25 + 18 – 72 + 49) : (–15) e b = (+24):
(81 – 93 + 17 – 42 + 25), responda:
a) Qual o valor de a?              
b) Qual o valor de b
c) Qual o valor do produto a . b?     

8- Qual é o número inteiro que dividido por –8 resulta +12? 
9- Nicolau pensou em um número que multiplicado por (-25)
tem como resultado (+150). Qual foi o número em que Nicolau
pensou? 

10- Adicionando –846 a um número inteiro e multiplicando a
soma por –3, obtém-se +324. Que número é esse?             
RESPOSTAS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
a) 0
b) –
13
c) 9
d) –
27
e) 35
f ) – 60
g) –
36
h) –
40
i) – 12
d, e a) + 7
b) – 36
c) – 7
d) + 156
e) – 4
185
f ) + 432
– 4 –3 0 a) 2
b) – 2
c) – 4
– 96 – 6 + 738
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS – Q
(FRACIONÁRIOS)
Um número racional é o que pode ser escrito na forma
n
m
,
onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser
diferente de zero. Freqüentemente usamos m/n  para  signifcar  a 
divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem ser
obtidos através da razão entre dois números inteiros, razão pela
qual, o conjunto de todos os números racionais é denotado por Q.
Assim, é comum encontrarmos na literatura a notação:
Q = {
n
m
: m e n em Z, n diferente de zero}
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:

Q* = conjunto dos racionais não nulos;

Q
+
= conjunto dos racionais não negativos;

Q*
+
= conjunto dos racionais positivos;

Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
 Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
REPRESENTAÇÃO DECIMAL DAS FRAÇÕES
Tomemos um número racional
q
p
, tal que p não seja
múltiplo de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar a
divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um
número fnito de algarismos. Decimais Exatos:
5
2
= 0,4
4
1
= 0,25
4
35
= 8,75
50
153
= 3,06
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infnitos 
algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente.
Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
3
1
= 0,333...
22
1
= 0,04545...
66
167
= 2,53030...
REPRESENTAÇÃO FRACIONÁRIA
DOS NÚMEROS DECIMAIS
Trata-se do problema inverso: estando o número racional
escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo na forma de
fração. Temos dois casos:
1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador
é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto
pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas
decimais do número decimal dado:
0,9 =
10
9
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
6
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
5,7 =
10
57
0,76 =
100
76
3,48 =
100
348
0,005 =
1000
5
=
200
1
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para
tanto, vamos apresentar o procedimento através de alguns
exemplos:
Exemplo 1 – Seja a dízima 0,333... .
Façamos x = 0,333... e multipliquemos ambos os membros
por 10: 10x = 0,333
Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade da
segunda:
10x – x = 3,333... – 0,333...

9x = 3  x = 3/9
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração
9
3
.
Exemplo 2: Seja a dízima 5,1717... .
Façamos x = 5,1717... e 100x = 517,1717... .
Subtraindo membro a membro, temos:
99x = 512

x = 512/99
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração
99
512
.
Exemplo 3: Seja a dízima 1,23434...
Façamos x = 1,23434... 10x = 12,3434... 1000x =
1234,34... .
Subtraindo membro a membro, temos:
990x = 1234,34... – 12,34...

990x = 1222 
x = 1222/990
Simplifcando, obtemos x = 
495
611
, a fração geratriz da dízima
1,23434...
Módulo ou valor absoluto: é a distância do ponto que
representa esse número ao ponto de abscissa zero.
Exemplo: módulo de –
2
3
é
2
3
. Indica-se
2
3
÷ =
2
3
módulo de +
2
3
é
2
3
. Indica-se
2
3
+ =
2
3
Números Opostos: dizemos que –
2
3
e
2
3
são números
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do
outro. As distâncias dos pontos –
2
3
e
2
3
ao ponto zero da reta
são iguais.
SOMA (ADIÇÃO) DE NÚMEROS RACIONAIS
Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito
na  forma  de  uma  fração,  defnimos  a  adição  entre  os  números 
racionais
b
a
e
d
c
, da mesma forma que a soma de frações,
através de:
b
a
+
d
c
=
bd
bc ad +
PROPRIEDADES DA ADIÇÃO DE NÚMEROS
RACIONAIS
O conjunto Q é fechado para a operação de adição, isto é, a
soma de dois números racionais ainda é um número racional.
Associativa: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = ( a + b
) + c
Comutativa: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
Elemento neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a todo q em
Q, proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q
Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal que
q + (–q) = 0
SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS RACIONAIS
A subtração de dois números racionais p e q é a própria
operação de adição do número p com o oposto de q, isto é: p – q
= p + (–q)
EXERCÍCIOS
1- Qual é o valor da soma algébrica –
3
8
+
6
5
?               
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
7
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
2- Determine o valor de –2 +
15
2
+ 1,2 –
4
3
.
3- Calcule o valor das seguintes somas algébricas:
a) –
15
7
+
6
1
f) –
5
12

+ 0,6
b) –
5
3

3
1
g) – 1,25 –
8
1

c) –
15
4

12
1
h) 3 –
2
3
– 1,6 +
4
7

d)
10
1

15
4
i)
15
14
– 1,4 –
3
8
+ 1,8
e) –
12
7
+
8
1

4- Qual é o valor da soma (–
6
25
) + (+
9
11
)?                    
5- Qual é o valor da diferença (–
6
7
)  (+0,4)?                 
6- Determine o valor de:
a) (–
4
3
) + (–
6
5
) d) (+
5
3
) – (+
8
7
)
b) (–
12
5
) – (–
4
3
) e) (–1,25) – (+
8
3
)
c) (–0,4) + (
6
1
) f) (–
6
7
) + (+0,15)
7- e destas expressões? Qual é o valor?
a) (–0,3) – (–
4
1
) + (+
5
3
)
b) (–1,2) + (–
6
5
) – (+0,6)
8- Se A representa um número e A = (–
3
7
) + (–
6
5
) – (–2,5),
então responda:
a) Qual é o valor de A?           
b) Qual é o valor de –27. A?                   
c) Qual é o valor de
A
1
?        
9- Copie as sentenças substituindo o ñ pelos símbolos <, > ou
= de modo que sejam verdadeiras:
a) –
4
3
+
6
1


6
7

b) – 0,7 � – 3,2 –
3
5

c) – 1,01 +
5
8


1,59
d) 1 – 1,064

– 2 + 1,98
10- Sabe-se que a = –
12
7
e b =
9
5
. Responda:
a) Qual é o valor de a + b?           
b) Qual é o valor de –a – b?          
c) Qual é o valor de – (a + b)?           
d) Qual é o valor de
b a +
1
?             
11- As letras x e y representam números racionais.
Se x = (–3,5) – (–
12
33
) e y = –
12
17
, responda:
a) Qual é o valor de x?          
b) Qual é o valor de x – y?              
c) Qual é o valor de –x + y?           
d) Qual é o valor de – (–x + y)?        
12- Qual é o valor da expressão –
4
1
+ |
.
|

\
|
+ ÷
4
3
2
1
?            
13- Determine o valor da expressão

|
.
|

\
|
÷ ÷
3
7
21
35
13
36
+
.
14- Calcule o valor das expressões:
a) |
.
|

\
|
÷ ÷
9
8
18
5
+
9
4

b)

|
.
|

\
|
+ ÷
3
5
15
17
+ 1,35
15- As letras A e B representam números racionais. Sendo A
= –
4
3
+
7
4
e B = –
7
30
+
14
11
, responda:
a) Qual é o valor de A?               -5/28
b) Qual é o valor de B?                  -7/2
c) Qual é o valor de A – B?                    93/28
d) Qual é o valor de B – A?                      -93/28
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
8
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
16- A soma de dois números racionais é –1,8. Um deles é 9,7.
Calcule o outro número.
–11,5
17- Subtraindo-se um número de 52, obtém-se –85,6. Que
número é esse?       137,6
18- A soma algébrica de dois números racionais é –
3
5
. Um
dos números é –
12
5
. Qual é o outro número?           -5/4
19- Renato escreveu um número racional na forma
decimal e adicionou
25
67
a esse número. Para sua surpresa
o resultado foi zero. Qual foi o número que ele escreveu?        -2,68
20- No início de julho, o saldo bancário de Dino era R$ 2,36.
Durante o mês ele usou cheques no valor de R$ 8,32 e R$ 9,85 e
fez um depósito de R$ 15,00. Qual era o saldo de Dino no fnal de 
julho?            -0,81 ou R$ 0,81 D
RESPOSTAS
1- (11/6)
2- (-17/12)
3- (a) – 3/10) (b) – 14/15) (c) – 7/20) (d) – 1/6) (e) – 11/24) (f)
– 9/5 ou – 1,8) (g) – 11/8 ou – 1,375) (h) 33/20 ou 1,65) (i) – 4/3)
4- (- 53/18)
5- (-47/30)
6- (a) -19/12) (b) 1/3) (c) – 7/10) (d) – 11/40) (e) – 13/8) (f)
– 61/60)
7- (a) 11/20) (b) – 79/30)
8- (a) – 2/3) (b) 18) (c) – 3/2)
9- (a) >) (b) >) (c) <) (d) <)
10- (a) – 1/36) (b) 1/36) (c) 1/36) (d) – 36)
11- (a) – 3/4) (b) 2/3) (c) – 2/3) (d) 2/3)
12- (0)
13- (-16/13)
14 - (a) – 13/18) (b) 113/60)
15 - (a) – 5/28) (b) – 7/2) (c) 93/28) (d) – 93/28)
16 - (-11,5)
17 - (137,6)
18- (-5/4)
19 - (- 2,68)
20 - (-0,81 ou R$0,81)
MULTIPLICAÇÃO (PRODUTO) DE NÚMEROS
RACIONAIS
Como todo número racional é uma fração ou pode ser
escrito  na  forma  de  uma  fração,  defnimos  o  produto de dois
números racionais
b
a
e
d
c
, da mesma forma que o produto
de frações, através de:
b
a
x
d
c
=
bd
ac
O produto dos números racionais a e b também pode ser
indicado por a × b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum sinal entre
as letras.
Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos
obedecer à mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática:
(+1) × (+1) = (+1)
(+1) × (-1) = (-1)
(-1) × (+1) = (-1)
(-1) × (-1) = (+1)
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o
mesmo sinal é positivo, mas o produto de dois números com sinais
diferentes é negativo.
PROPRIEDADES DA MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS
RACIONAIS
O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, o produto
de dois números racionais ainda é um número racional.
Associativa: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = ( a × b
) × c
Comutativa: Para todos a, b em Q: a × b = b × a
Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por todo
q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q × 1 = q
Elemento inverso: Para todo q =
b
a
em Q, q diferente de
zero, existe q
-1
=
a
b
em Q: q × q
-1
= 1
b
a
x
a
b
= 1
Distributiva: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( a × b
) + ( a × c )
EXERCÍCIOS
1- Calcule os produtos seguintes:
a) |
.
|

\
|
÷
11
48
. |
.
|

\
|
16
1

b) |
.
|

\
|
+
60
7
. |
.
|

\
|
÷
21
10

c) (–0,3) . |
.
|

\
|
÷
24
25

d) (+1,2) . |
.
|

\
|
÷
3
10

e) |
.
|

\
|
+
48
49
. |
.
|

\
|
÷
7
30
. |
.
|

\
|
+
5
1

Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
9
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
f) |
.
|

\
|
+
8
21
. |
.
|

\
|
÷
7
16
. |
.
|

\
|
÷
20
1
. |
.
|

\
|
÷
36
75

2- Determine o triplo dos seguintes números racionais:
a) –
27
14
b) – 9,07 c)
90
17

3- A letra y representa um número racional. Qual é o valor de
y nas sentenças seguintes?
a) y . |
.
|

\
|
÷
27
20
= 1
b) |
.
|

\
|
÷
50
1
. y = 1
c) y . (–0,8) = 1
4- Se dois números racionais opostos são diferentes de zero,
qual será o sinal do produto desses números?              
5- O produto de dois números racionais inversos tem sinal
positivo ou sinal negativo? 
6- Pense em dois números racionais inversos e multiplique-os.
Agora respond
a:) Qual foi o resultado?         
b) Se você pensar em outros dois números, o que acontecerá? 
7- As anotações que estão na tabela são as dívidas de Roberto
no mês de julho. No mês de agosto, a sua situação piorou. Resposta,
usando decimais:
Julho
Dia R$
05 - 2,46
13 - 10,80
31 -3,07
Responda, usando decimais:
a) De quanto foi a dívida de Roberto no mês de julho?
b) Se a dívida dobrou no mês de agosto, de quanto foi essa
dívida?
8- Escreva um número racional que multiplicado por
15
7
÷
resulta 1.
9- A metade de um número racional somada com o,8 é – 0,45.
Que número é esse?
10- Qual é o número racional cuja terça parte é igual a 3,25?
RESPOSTAS
1 2 3 4 5
a) – 3/11
b) – 1/18
c) 5/16
d) – 4
e) – 7/8
f ) – 15/24
a) – 14/9
b) – 27,21
c) 17/30
a) – 27/20
b) – 50
c) – 5/4
negativo positivo
6 7 8 9 10
a) 1
b) o produto será 1.
a) – 16,33
b) – 32,66.
– 15/7 - 2,5 9,75
DIVISÃO DE NÚMEROS RACIONAIS
A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação
de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q = p
× q
-1
EXERCÍCIOS
1) Você se lembra?
Então,

3
20
9
4
÷
÷
é igual a |
.
|

\
|
÷
9
4
: |
.
|

\
|
÷
3
20
.
Qual é o valor de
3
20
9
4
÷
÷
 ?
2) A letra y representa um número racional.
Se |
.
|

\
|
÷
26
15
: y =
13
20
÷ , qual é o valor de
y?                                                                                                                                                  

3) A letra x representa um número racional.Qual é o valor de x
nas igualdades seguintes?
a) (–35) . x =
20
1

b) x : (–0,25) = – 0,35
4)Qual é o valor da expressão
3
1
÷
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
÷ ÷ |
.
|

\
|
÷ ÷
6
7
12
5
6
1
4
3

5)Calcule o valor das expressões numéricas:
a)
24
7
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ ÷ ÷ |
.
|

\
|
÷
4
3
6
7
8
1
12
5

Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
10
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
b)
(
¸
(

¸

+ |
.
|

\
|
÷ |
.
|

\
|
+
2
5
12
1
:
16
3
|
.
|

\
|
÷
2
7
4
9

6) Qual é o valor de (
¸
(

¸

|
.
|

\
|
÷ |
.
|

\
|
+
7
9
:
35
20
|
.
|

\
|
+
3
16
:
 ?
7)Calcule o valor da expressão numérica (– 0,2) :
|
.
|

\
|
+
65
4
|
.
|

\
|
÷
5
3
|
.
|

\
|
+
6
25

.
8)Calcule o valor das expressões numéricas:
a)
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
÷ |
.
|

\
|
÷
32
3
:
8
5
|
.
|

\
|
÷
24
5
:
b)
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
÷ |
.
|

\
|
÷
25
14
:
40
21
|
.
|

\
|
+
16
75
:
c) ( )
(
¸
(

¸

÷ |
.
|

\
|
+ 30 :
7
60
|
.
|

\
|
÷
28
5
5
14
|
.
|

\
|
+
8
1

.
:
d)
( )
(
¸
(

¸

÷ |
.
|

\
|
÷ 16 , 0 :
5
8
: (+0,25) + |
.
|

\
|
+
17
50
: |
.
|

\
|
÷
340
25
9)Considere x = –
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ ÷ + ÷
4
9
2
3
5
2

(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
÷ ÷ ÷
5
12
4
10
7

e responda:
a) Qual é o valor de x ?             
b) Qual é o valor de
x
1
÷  ?
c)A letra y representa um número racional e x + y = 0.
Qual é o valor de y?           
10)Sabe-se que a =
|
.
|

\
|
÷
7
5
.
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ |
.
|

\
|
+ ÷
8
21
:
8
5
2
3
.
|
.
|

\
|
÷
5
7

9
5
÷
. Responda:
a) Qual é o valor de a?           
b) Qual é o valor de – 3 . a ?                  
RESPOSTAS
1 2 3 4 5 6
1/15 3/8 a) –
1/700
b)
0,0875
– 1/6 a) – 5/12
b) – 3/2
– 1/12
7 8 9 10
– 3/4. a) – 32
b) 1/5
c) 5/4
d) 0
a) 39/20
b) – 20/39
a) – 8/9
b) 8/3
Números reais - irracionais
Um número real é dito um número irracional se ele não pode
ser escrito na forma de uma fração ou nem mesmo pode ser escrito
na forma de uma dízima periódica.
Exemplo: O número real abaixo é um número irracional, embora
pareça uma dízima periódica: x=0,10100100010000100000...
Observe que o número de zeros após o algarismo 1 aumenta
a cada passo. Existem infnitos números reais que não são dízimas 
periódicas e dois números irracionais muito importantes, são:
e = 2,718281828459045...,
Pi = 3,141592653589793238462643...
que são utilizados nas mais diversas aplicações práticas
como: cálculos de áreas, volumes, centros de gravidade, previsão
populacional, etc...
MÚLTIPLOS E DIVISORES: MÁXIMO
DIVISOR COMUM E MÍNIMO MÚLTIPLO
COMUM
MDC – o máximo divisor comum de dois ou mais números é
o maior número que é divisor comum de todos os números dados.
Consideremos:
1- o número 18 e os seus divisores naturais:
D
+
(18) = {1, 2, 3, 6, 9, 18}.
2- o número 24 e os seus divisores naturais:
D
+
(24) = {1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24}.
Podemos descrever, agora, os divisores comuns a 18 e 24:
D
+
(18) D
+
(24) = {1, 2, 3, 6}.
Observando os divisores comuns, podemos identifcar o maior 
divisor comum dos números 18 e 24, ou seja: MDC (18,24) = 6.
Outra técnica para o cálculo do MDC:
Decomposição em fatores primos: Para obtermos o mdc de
dois ou mais números por esse processo, procedemos da seguinte
maneira:
1º Decompomos cada número dado em fatores primos.
2º O mdc é o produto dos fatores comuns obtidos, cada um
deles elevado ao seu menor expoente.
Exemplo: Achar o mdc entre 300 e 504.
300 2 504 2 300 = 2
2
. 3 . 5
2
150 2 252 2 504 = 2
3
. 3
2
. 7
75 3 126 2
25 5 63 3 mdc (300, 504) = 2
2
. 3 = 4 . 3 = 12
5 5 21 3
1 7 7
1
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
11
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
MMC – o mínimo múltiplo comum de dois ou mais números
é o menor número positivo que é múltiplo comum de todos os
números dados. Consideremos:
1- o número 6 e os seus múltiplos positivos:
M*
+
(6) = {6, 12, 18, 24, 30, 36, 42, 48, 54, ...}
2- o número 8 e os seus múltiplos positivos:
M*
+
(8) = {8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, ...}
Podemos descrever, agora, os múltiplos positivos comuns:
M*
+
(6) M*
+
(8) = {24, 48, 72, ...}
Observando  os  múltiplos  comuns,  podemos  identifcar  o 
mínimo múltiplo comum dos números 6 e 8, ou seja: MMC (6,8)
= 24
Outra técnica para o cálculo do MMC:
Decomposição isolada em fatores primos: Para obter o
mmc de dois ou mais números por esse processo, procedemos da
seguinte maneira:
1º Decompomos cada número dado em fatores primos.
2º O mmc é o produto dos fatores comuns e não-comuns,
cada um deles elevado ao seu maior expoente.
Exemplo: Achar o mmc entre 18 e 120.
18 2 120 2 18 = 2 . 3
2
9 3 60 2 120 = 2
3
. 3 . 5
3 3 30 2
1 15 3 mmc (18, 120) = 2
3
. 3
2
. 5 = 8 . 9 . 5 = 360
5 5
1

EXERCÍCIOS
1- Ache o mdc dos números abaixo:
a) mdc (12, 15, 24)
b) mdc (10, 20, 35)
c) mdc (48, 20)
2- Um comerciante comprou 320 litros de vinho, 140 litros
de rum e 250 litros de uísque. Deseja colocar essas bebidas, sem
misturá-las, em recipientes menores, porém iguais, e na maior
quantidade possível em cada um. Qual deverá ser a capacidade de
cada recipiente e quantos serão necessários?
3- Com 3 rolos de arame de 60 m, 150 m e 180 m cada um,
deseja-se fazer rolos menores, porém iguais, de maior tamanho
possível e de modo que não sobrem pedaços de arame. Quantos
metros de arame deverão conter cada novo rolo e quantos rolos
poderemos fazer?
4- Deseja-se colocar árvores em volta de um campo de
futebol, plantadas à mesma distância uma das outras. É necessário,
também, que essa distância seja a maior possível. Quantas árvores
são necessárias, sabendo-se que as dimensões do campo são 370
m por 150 m?
5- Ache o mmc dos números abaixo:
a) mmc (18, 24)
b) mmc (14, 30)
c) mmc (12,18, 36)
6- Numa avenida existem três semáforos. O primeiro dá sinal
verde a cada 20 segundos, o segundo a cada 25 segundos, e o
terceiro a cada 30 segundos. Num determinado momento, os três
estão com a cor verde. Depois de quanto tempo estarão os três
semáforos com a cor verde novamente?
7- Dois cavalos de corrida completam o percurso de uma volta
em 15 minutos e 12 minutos, respectivamente. Tendo saído juntos,
depois de quanto tempo voltarão a se encontrar no lugar de onde
saíram?
8- Três navios fazem viagens entre dois portos. O primeiro vai
e volta a cada 5 dias, o segundo a cada 8 dias e o terceiro a cada 12
dias. Tendo saído juntos, depois de quantos dias voltarão a estar no
mesmo ponto de onde saíram?
9- Três cofres eletrônicos estão programados para abrir de 8
em 8 horas, de 12 em 12 horas e de 16 em 16 horas. Fechando os
três ao mesmo tempo, depois de quantas horas poderemos vê-los
abertos simultaneamente?
10- Um relógio eletrônico foi programado para tocar um sinal
a cada 45 minutos. Um segundo relógio foi programado para tocar
outro sinal a cada 60 minutos. Os dois sinais tocaram juntos às 8
horas. A que horas voltarão a tocar juntos?
RESPOSTAS
1- a) 3, b) 5 e c) 4
2- 10 litros e 71 recipientes
3- 30 m e 13 rolos
4- 104 árvores
5- a) 72, b) 210 e c) 36
6- 300 segundos
7- 60 minutos
8- 120 dias
9- 48 horas
10- às 11 horas
EXPRESSÕES NÚMERICAS
Expressões Algébricas são aquelas que contêm números e
letras.
Ex: 2ax²+bx
Variáveis são as letras das expressões algébricas que
representam um número real e que de princípio não possuem um
valor defnido. 
Valor numérico de uma expressão algébrica é o número que
obtemos substituindo as variáveis por números e efetuamos suas
operações.
Ex: Sendo x =1 e y = 2, calcule o valor numérico (VN) da
expressão:
x² + y » 1² + 2 =3 Portando o valor numérico da expressão
é 3.
Monômio: os números e letras estão ligados apenas por
produtos.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
12
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Ex : 4x
Polinômio: é a soma ou subtração de monômios.
Ex: 4x+2y
Termos semelhantes: são aqueles que possuem partes literais
iguais ( variáveis )
Ex: 2 x³ y² z e 3 x³ y² z » são termos semelhantes pois
possuem a mesma parte literal.
Adição e Subtração de expressões algébricas
Para determinarmos a soma ou subtração de expressões
algébricas, basta somar ou subtrair os termos semelhantes.
Assim: 2 x³ y² z + 3x³ y² z = 5x³ y² z ou 2 x³ y² z - 3x³ y² z
= -x³ y² z
Convém lembrar dos jogos de sinais.
Na expressão ( x³ + 2 y² + 1 ) – ( y ² - 2 ) = x³ +2 y² + 1 – y²
+ 2 = x³ + y² +3
Multiplicação e Divisão de expressões algébricas
Na multiplicação e divisão de expressões algébricas, devemos
usar a propriedade distributiva.
Exemplos:
1) a ( x+y ) = ax + ay
2) (a+b)(x+y) = ax + ay + bx + by
3) x ( x ² + y ) = x³ + xy
» Para multiplicarmos potências de mesma base, conservamos
a base e somamos os expoentes.
» Na divisão de potências devemos conservar a base e
subtrair os expoentes

Exemplos:
1) 4x² : 2 x = 2 x
2) ( 6 x³ - 8 x ) : 2 x = 3 x² - 4
3)
=
[Resolução]
Para iniciarmos as operações devemos saber o que são termos
semelhantes.
Dizemos que um termo é semelhante do outro quando suas
partes literais são idênticas.
Veja:
► 5x
2
e 42x são dois termos, as suas partes literais são x
2
e x,
as letras são iguais, mas o expoente não, então esses termos não
são semelhantes.
► 7ab
2
e 20ab
2
são dois termos, suas partes literais são ab
2
e
ab
2
, observamos que elas são idênticas, então podemos dizer que
são semelhantes.
Adição e subtração de monômios
Só podemos efetuar a adição e subtração de monômios entre
termos semelhantes. E quando os termos envolvidos na operação
de adição ou subtração não forem semelhantes, deixamos apenas
a operação indicada.
Veja:
Dado os termos 5xy
2
, 20xy
2
, como os dois termos são
semelhantes eu posso efetuar a adição e a subtração deles.
•  5xy
2
+ 20xy
2
  devemos  somar  apenas  os  coefcientes  e 
conservar a parte literal.
25 xy
2
•  5xy
2
- 20xy
2
  devemos  subtrair  apenas  os  coefcientes  e 
conservar a parte literal.
- 15 xy2
Veja alguns exemplos:
• x
2
- 2x
2
+ x
2
 como os coefcientes são frações devemos tirar 
o mmc de 6 e 9.
3x
2
- 4 x
2
+ 18 x
2
18
17x
2

18
•  4x
2
+ 12y
3
– 7y
3
– 5x
2
devemos primeiro unir os termos
semelhantes. 12y
3
– 7y
3
+ 4x
2
– 5x
2
agora efetuamos a soma e a subtração.
5y
3
– x
2
como os dois termos restantes não são semelhantes,
devemos deixar apenas indicado à operação dos monômios.
• Reduza os termos semelhantes na expressão 4x
2
– 5x -3x +
2x
2
. Depois calcule o seu valor numérico da expressão. 4x
2
– 5x -
3x + 2x
2
reduzindo os termos semelhantes. 4x
2
+ 2x
2
– 5x - 3x
6x
2
- 8x os termos estão reduzidos, agora vamos achar o valor
numérico dessa expressão.
Para calcularmos o valor numérico de uma expressão devemos
ter o valor de sua incógnita, que no caso do exercício é a letra x.
Vamos supor que x = - 2, então substituindo no lugar do x o
-2 termos:
6x
2
- 8x
6 . (-2)
2
– 8 . (-2) =
6 . 4 + 16 =
24 + 16
40
Multiplicação de monômios
Para multiplicarmos monômios não é necessário que eles sejam
semelhantes,  basta  multiplicarmos  coefciente  com  coefciente  e 
parte literal com parte literal. Sendo que quando multiplicamos
as partes literais devemos usar a propriedade da potência que diz:
a
m
. a
n
= a
m + n
(bases iguais na multiplicação repetimos a base e
somamos os expoentes).
(3a
2
b) . (- 5ab
3
) na multiplicação dos dois monômios, devemos
multiplicar os coefcientes 3 . (-5) e na parte literal multiplicamos 
as que têm mesma base para que possamos usar a propriedade a
m

. a
n
= a
m + n
.
3 . ( - 5) . a
2
. a . b . b
3
-15 a
2 +1
b
1 + 3

-15 a
3
b
4
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
13
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
DIVISÃO DE MONÔMIOS
Para dividirmos os monômios não é necessário que eles sejam
semelhantes, basta dividirmos coefciente com coefciente e parte 
literal com parte literal. Sendo que quando dividirmos as partes
literais devemos usar a propriedade da potência que diz: a
m
: a
n

= a
m - n
(bases iguais na divisão repetimos a base e diminuímos os
expoentes), sendo que a ≠ 0. 
(-20x
2
y
3
) : (- 4xy
3
) na divisão dos dois monômios, devemos
dividir os coefcientes -20 e - 4 e na parte literal dividirmos as que 
têm mesma base para que possamos usar a propriedade am : a
n
=
a
m – n
.
-20 : (– 4) . x
2
: x . y
3
: y
3

5 x
2 – 1
y
3 – 3

5x
1
y
0
5x
Potenciação de monômios
Na potenciação de monômios devemos novamente utilizar
uma propriedade da potenciação:
(I) (a . b)
m
= a
m
. b
m

(II) (am)
n
= a
m . n

Veja alguns exemplos:
(-5x
2
b
6
)
2
aplicando a propriedade
(I). (-5)
2
. (x
2
)
2
. (b
6
)
2
aplicando a propriedade
(II) 25 . x
4
. b
12
25x
4
b
12
BINÔMIO
Denomina-se Binômio de Newton , a todo binômio da forma
(a + b)
n
, sendo n um número natural .
Exemplo:
B = (3x - 2y)
4
( onde a = 3x, b = -2y e n = 4 [grau do binômio]
).
Exemplos de desenvolvimento de binômios de Newton :
a) (a + b)
2
= a
2
+ 2ab + b
2
b) (a + b)
3
= a
3
+ 3 a
2
b + 3ab
2
+ b
3
c) (a + b)
4
= a
4
+ 4 a
3
b + 6 a
2
b
2
+ 4ab
3
+ b
4

d) (a + b)
5
= a
5
+ 5 a
4
b + 10 a
3
b
2
+ 10 a
2
b
3
+ 5ab
4
+ b
5

Nota:
Não é necessário memorizar as fórmulas acima, já que elas
possuem uma lei de formação bem defnida, senão vejamos:
Vamos tomar, por exemplo, o item (d) acima:
Observe que o expoente do primeiro e últimos termos são
iguais ao expoente do binômio, ou seja, igual a 5.
A partir do segundo termo, os coefcientes podem ser obtidos 
a partir da seguinte regra prática de fácil memorização:
Multiplicamos o coefciente de a pelo seu expoente e dividimos
o resultado pela ordem do termo. O resultado será o coefciente do 
próximo  termo. Assim  por  exemplo,  para  obter  o  coefciente  do 
terceiro termo do item (d) acima teríamos:
5.4 = 20; agora dividimos 20 pela ordem do termo anterior (2
por se tratar do segundo termo) 20:2 = 10 que é o coefciente do 
terceiro termo procurado.
Observe que os expoentes da variável a decrescem de n até 0
e os expoentes de b crescem de 0 até n. Assim o terceiro termo é
10 a
3
b
2
(observe que o expoente de a decresceu de 4 para 3 e o de
b cresceu de 1 para 2).
Usando a regra prática acima, o desenvolvimento do binômio
de Newton (a + b)
7
será:
(a + b)
7
= a
7
+ 7 a
6
b + 21 a
5
b
2
+ 35 a
4
b
3
+ 35 a
3
b
4
+ 21 a
2
b
5
+
7 ab
6
+ b
7

Como obtivemos, por exemplo, o coefciente do 6º termo (21 
a
2
b
5
) ?
Pela regra: coefciente do termo anterior = 35. Multiplicamos 
35 pelo expoente de a que é igual a 3 e dividimos o resultado pela
ordem do termo que é 5.
Então, 35 . 3 = 105 e dividindo por 5 (ordem do termo anterior)
vem 105:5 = 21, que é o coefciente do sexto termo, conforme se 
vê acima.
Observações:
1) o desenvolvimento do binômio (a + b)
n
é um polinômio.
2) o desenvolvimento de (a + b)
n
possui n + 1 termos .
3) os coefcientes dos termos eqüidistantes dos extremos , no 
desenvolvimento De (a + b)
n
são iguais .
4) a soma dos coefcientes de (a + b)
n
é igual a 2
n
.
Fórmula do termo geral de um Binômio de Newton
Um termo genérico T
p+1
do desenvolvimento de (a+b)
n
, sendo
p um número natural, é dado por
onde
é denominado Número Binomial e C
n.p
é o número de
combinações simples de n elementos, agrupados p a p, ou seja, o
número de combinações simples de n elementos de taxa p.
Este número é também conhecido como Número
Combinatório.
EXERCÍCIOS

1 - Determine o 7º termo do binômio (2x + 1)
9
, desenvolvido
segundo as potências decrescentes de x.

Solução:
Vamos aplicar a fórmula do termo geral de (a + b)
n
, onde a
= 2x , b = 1 e n = 9. Como queremos o sétimo termo, fazemos p
= 6 na fórmula do termo geral e efetuamos os cálculos indicados.
Temos então:
T
6+1
= T
7
= C
9,6
. (2x)
9-6
. (1)
6
= 9! /[(9-6)! . 6!] . (2x)
3
. 1 =
9.8.7.6! / 3.2.1.6! . 8x
3
= 84.8x
3
= 672x
3
. Portanto o sétimo termo
procurado é 672x
3
.

2 - Qual o termo médio do desenvolvimento de (2x + 3y)
8
 ? 
Solução:
Temos a = 2x , b = 3y e n = 8. Sabemos que o desenvolvimento
do binômio terá 9 Termos, porque n = 8. Ora sendo T1 T2 T3 T4
T5 T6 T7 T8 T9 os termos do desenvolvimento do binômio, o
termo do meio (termo médio) será o T5 (quinto termo).
Logo, o nosso problema resume-se ao cálculo do T
5
. Para isto,
basta fazer p = 4 na fórmula do termo geral e efetuar os cálculos
decorrentes. Teremos:T
4+1
= T
5
= C
8,4
. (2x)
8-4
. (3y)
4
= 8! / [(8-4)! .
4!] . (2x)
4
. (3y)
4
= 8.7.6.5.4! / (4! . 4.3.2.1) . 16x
4
.81y
4

Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
14
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Fazendo as contas vem:
T
5
= 70.16.81.x
4
. y
4
= 90720x
4
y
4
, que é o termo médio
procurado.
3 - Desenvolvendo o binômio (2x - 3y)
3n
, obtemos um
polinômio de 16 termos. Qual o valor de n? 
Solução:
Ora, se o desenvolvimento do binômio possui 16 termos,
então o expoente do binômio é igual a 15.
Logo, 3n = 15 de onde conclui-se que n = 5.
4 - Determine o termo independente de x no desenvolvimento
de (x + 1/x )
6
.
Solução:
Sabemos que o termo independente de x é aquele que não
depende de x, ou seja, aquele que não possui x.
Temos no problema dado: a = x , b = 1/x e n = 6.
Pela fórmula do termo geral, podemos escrever:
T
p+1
= C
6,p
. x
6-p
. (1/x)
p
= C
6,p
. x
6-p
. x
-p
= C
6,p
. x
6-2p
.
Ora, para que o termo seja independente de x, o expoente
desta variável deve ser zero, pois x
0
= 1. Logo, fazendo 6 - 2p
= 0, obtemos p=3. Substituindo então p por 6, teremos o termo
procurado. Temos então:
T
3+1
= T
4
= C
6,3
. x
0
= C
6,3
= 6! /[(6-3)! . 3! ] = 6.5.4.3! / 3!.3.2.1
= 20.
Logo, o termo independente de x é o T
4
(quarto termo) que é
igual a 20.
EQUAÇÕES E SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO
1º GRAU
Veja estas equações, nas quais há apenas uma incógnita:
3x – 2 = 16
equação de 1º
grau
2y
3
– 5y = 11
equação de 3º
grau
1 – 3x +
5
2
= x +
2
1
equação de 1º grau
O método que usamos para resolver a equação de 1º grau é
isolando a incógnita, isto é, deixar a incógnita sozinha em um dos
lados da igualdade. Para conseguir isso, há dois recursos:
• inverter operações;
• efetuar a mesma operação nos dois lados da igualdade.
Exemplo1: Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo
operações.
Procedimento e justifcativa
Se 3x – 2 dá 16, conclui-se que 3x dá 16 +
2, isto é, 18. (invertemos a subtração)
Se 3x é igual a 18, é claro que x é igual a 18
: 3, ou seja, 6. (invertemos a multiplicação
por 3)
Registro
3x – 2 = 16
3x = 16 + 2
3x = 18
x =
3
18
x = 6
Exemplo 2: resolução da equação 1 – 3x + 5
2
= x +
2
1
,
efetuando a mesma operação nos dois lados da igualdade.
Procedimento e justifcativa
Multiplicamos os dois lados da
equação por mmc (2;5) = 10.
Dessa forma, são eliminados os
denominadores.
Fazemos  as  simplifcações  e  os 
cálculos necessários e isolamos
x, sempre efetuando a mesma
operação nos dois lados da
igualdade.
No registro, as operações feitas
nos dois lados da igualdade são
indicadas com as setas curvas
verticais.
Registro
1 – 3x + 2/5 = x + 1 /2
10 – 10 3x + 2/ 5 = 10 x + 1/2
10 – 2 (3x + 2) = 5 (x + 1)
10 – 6x – 4 = 5x + 5
6 = 11x + 5
1 = 11x
1/11 = x ou
x = 1/11
Há também um processo prático, bastante usado, que se baseia
nessas idéias e na percepção de um padrão visual.
• Se a + b = c, conclui-se que a = c + b.
Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no lado
esquerdo; na segunda, a parcela b aparece subtraindo no lado
direito da igualdade.
• Se a . b = c, conclui-se que a = c + b, desde que b ≠ 0.
Na primeira igualdade, o número b aparece multiplicando no
lado esquerdo; na segunda, ele aparece dividindo no lado direito
da igualdade.
O processo prático pode ser formulado assim:
• Para isolar a incógnita, coloque todos os termos com
incógnita de um lado da igualdade e os demais termos do outro
lado.
• Sempre que mudar um termo de lado, inverta a operação.
Exemplo: resolução da equação
( )
2
2 5 + x
=
( )( )
3 3
3 . 2
2
x x x
÷
÷ +
, usando o processo prático.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
15
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Procedimento e justifcativa
Iniciamos da forma habitual,
multiplicando os dois lados
pelo mmc (2;3) = 6.
A seguir, passamos a efetuar os
cálculos indicados.
Neste ponto, passamos a usar
o processo prático, colocando
termos com a incógnita à
esquerda e números à direita,
invertendo operações.
Registro
( ) ( )( )
3 3
3 . 2
2
2 5
2
x x x x
÷ =
÷ +
÷
+
( ) ( )( )
3
. 6
3
3 . 2
. 6
2
2 5
. 6
2
x x x x
=
÷ +
÷
+
15(x + 2) – 2(x + 2)(x – 3) = – 2x
2
15x + 30 – 2(x
2
– 3x + 2x – 6) = – 2x
2
15x + 30 – 2(x
2
– x – 6) = – 2x
2
15x + 30 – 2x
2
+ 2x + 12 = – 2x
2
17x – 2x
2
+ 42 = – 2x
2
17x – 2x
2
+ 2x
2
= – 42
17x = – 42
x = 17
42
÷
Note que, de início, essa última equação aparentava ser de 2º
grau por causa do termo
3
2
x
÷ no seu lado direito.
Entretanto, depois das simplifcações, vimos que foi reduzida 
a uma equação de 1º grau (17x = – 42).
EXERCÍCIOS
1- Zeca é o cestinha do time de basquete de sua escola. Nos
jogos da Primavera do ano passado, seu time foi campeão. O
quádruplo do número de pontos que ele fez, na fnal diminuído de 
29 pontos, resultou 127. Quantos pontos ele fez nesse jogo?
2- Num caixote há laranjas e maças num total de 100 frutas.
O número de maça é
3
2
do número de laranjas. Quantas maças e
quantas laranjas há no caixote?
3- Num sítio, 4
3
das aves correspondem a 39 galinhas. Qual o
número de aves desse sítio?
4- Numa excursão ao Jardim Zoológico foram 84 alunos. Se
o número de rapazes correspondia à sexta parte do número de
moças, quantos rapazes foram a essa excursão?
5- Se Luísa fosse 15 anos mais nova, a metade dessa idade
seria 16 anos. Qual é a idade de Luísa?
6- Qual é o número cujo triplo excede ele próprio em 16
unidades?
7- A diferença entre o número de enfermeiras e o número
de médicos de um hospital é 136. O quociente exato entre dois
números é 9. Quantas são as enfermeiras e quantos são os médicos?
8- A soma do número de cadernos com o número de livros de
uma estante é 35 e a diferença entre eles é 19. Se há mais cadernos,
quantos são os livros?
9- Um pai tem 40 anos e seu flho 15. Daqui a quantos anos a 
idade do pai será o dobro da idade do flho?
10- A compra de uma casa de R$ 148.650,00 foi paga em
três prestações. A segunda prestação foi o dobro da primeira, e a
terceira foi de R$ 14.800,00 a mais que a segunda. De quanto foi
cada prestação?
RESPOSTAS
1 2 3 4 5 6
39
60 e
40 52
12 47 8
7 8 9 10
153
enfermeiras
17 médicos
8 10
R$ 26.770,00
R$ 53.540,00
R$ 68.340,00
SISTEMAS DE MEDIDA DE TEMPO.
SISTEMA MÉTRICO DECIMAL
DECIMAIS
Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de medida
que mantém algumas relações entre si. O sistema métrico decimal
é hoje o mais conhecido e usado no mundo todo. Na tabela
seguinte, listamos as unidades de medida de comprimento do
sistema métrico. A unidade fundamental é o metro, porque dele
derivam as demais.
Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Há, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm
uma função. Servem para que o sistema tenha um padrão: cada
unidade vale sempre 10 vezes a unidade menor seguinte. Por isso,
o sistema é chamado decimal.
E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na
prática, o decímetro cúbico é muito usado com o nome popular
de litro.
As unidades de área do sistema métrico correspondem às
unidades de comprimento da tabela anterior. São elas: quilômetro
quadrado (km
2
), hectômetro quadrado (hm
2
), etc. As mais usadas,
na prática, são o quilômetro quadrado, o metro quadrado e o
hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais
com o nome de hectare (ha): 1 hm
2
= 1 ha.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
16
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma
unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos
comprimentos. Entretanto, consideramos que o sistema continua
decimal, porque 100 = 10
2
.
Unidades de Área
km’ hm² dam² m² dm² cm² mm²
quilômetro
quadrado
hectômetro
quadrado
decâmetro
quadrado
metro
quadrado
decímetro
quadrado
centímetro
quadrado
milímetro
quadrado
10000m 1000m 100m 1m 0,01m 0,001m 0,0001m
Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a
lista: quilômetro cúbico (km
3
), hectômetro cúbico (hm
3
), etc. Na
prática, são muitos usados o metro cúbico e o centímetro cúbico.
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade
vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 10
3
, o
sistema continua sendo decimal.
Unidades de Volume
km³ hm³ dam³ m³ dm³ cm³ mm³
quilômetro
cúbico
hectômetro
cúbico
decâmetro
cúbico
metro
cúbico
decímetro
cúbico
centímetro
cúbico
milímetro
cúbico
100000m 10000m 1000m 1m 0,001m 0,0001m 0,00001m
A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o
volume da água que enche um tanque é de 7 000 litros, dizemos
que essa é a capacidade do tanque. A unidade fundamental para
medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm
3
.
Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte.
Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
quilolitro hectolitro decalitro litro decilitro centílitro mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l
O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas
de massa. A unidade fundamental é o grama.
Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
quilo-
grama
hecto-
grama
decagrama grama decigrama centigrama miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g
Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o
miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t): 1t = 1000 kg.
NÃO DECIMAIS
Desse grupo, o sistema hora-minuto-segundo, que mede
intervalos de tempo, é o mais conhecido.
2h = 2 . 60min = 120 min = 120 . 60s = 7 200s
Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-
se por 60.
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos; como 1 décimo de
hora corresponde a 6 minutos, conclui-se que 0,3h = 18min.
Para medir ângulos, também temos um sistema não decimal.
Nesse caso, a unidade básica é o grau. Na astronomia, na
cartografa  e  na  navegação  são  necessárias  medidas  inferiores  a 
1º. Temos, então:
1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60’)
1 minuto equivale a 60 segundos (1’ = 60”)
Os minutos e os segundos dos ângulos não são, é claro, os
mesmos do sistema hora-minuto-segundo. Há uma coincidência
de nomes, mas até os símbolos que os indicam são diferentes:
1h32min24s é um intervalo de tempo ou um instante do dia.
1º 32’ 24” é a medida de um ângulo.
Por motivos óbvios, cálculos no sistema hora-minuto-segundo
são similares a cálculos no sistema grau-minuto-segundo, embora
esses sistemas correspondam a grandezas distintas.
Há ainda um sistema não-decimal, criado há algumas
décadas, que vem se tornando conhecido. Ele é usado para
medir a informação armazenada em memória de computadores,
disquetes, discos compactos, etc. As unidades de medida são bytes
(b), kilobytes (kb), megabytes (Mb), etc. Apesar de se usarem os
prefxos “kilo” e “mega”, essas unidades não formam um sistema 
decimal.
Um kilobyte equivale a 2
10
bytes e 1 megabyte equivale a 2
10

kilobytes.
ÁREAS DAS PRINCIPAIS FIGURAS PLANAS

Área de um retângulo: medida da base x medida da
altura ou A = b.h

Área de um quadrado: medida do lado x medida do
lado ou A = l . l

Área de um triângulo: medida da base x medida da
altura, dividido por 2 A =
2
.h b
 Área de um losango: medida da diagonal maior x a
medida da diagonal menor, dividido por 2 A =
2
.
m M
d d

Área de um trapézio: medida da base maior + medida
da base menor x a medida da altura, dividido por 2. A =
( )
2
.h b b
m M
+
EXERCÍCIOS
1- Tratando-se da medida de uma grandeza, nota-se que
poucas unidades de medida “grandes” equivalem a muitas unidades 
“pequenas”.  Por  exemplo,  poucos  litros  valem  muitos  mililitros. 
Assim, para passar de litros para mililitros, multiplicamos por 1
000 o número que expressa a medida: 2,5 l = 2 500 ml. Substitua o
desenho (  ) pela equivalência.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
17
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
a) 2,7 km =

m
b) 2 mg =

g
c) 72 cm
2
=  mm
d) 58,5 cm =  m
e) 35 kg =  t
f) 748 ml =

l
2- Quando tratamos de velocidade, aparecem juntos o sistema
métrico e o sistema hora-minuto-segundo.
a) Um automóvel viaja a uma velocidade de 60 km/h. Quantos
metros ele percorre por minuto? E por segundo?
b) Um avião atingiu a velocidade de cruzeiro de 15 km/min.
Em quanto tempo ele percorre 400 km?
3- A área do território brasileiro é, aproximadamente, 8 500
000km
2
.
a) Qual é essa área em metros quadrados? Responda usando 
notação científca.
b) O Brasil tem, aproximadamente, 1,7 x 10
8
habitantes.
Dividindo a área do país igualmente entre seus habitantes, quantos
hectares cabem a cada um?
4- Para medir áreas de sítios e fazendas, usam-se o hectare e o
alqueire, que não pertence ao sistema métrico. Há vários tipos de
alqueire. O alqueire paulista, por exemplo, tem 24 200 m
2
.
a) Um alqueire paulista equivale a quantos hectares?
b) Quantos alqueires paulistas, aproximadamente, cabem em
1 km
2
?
5- Imagine um ônibus que viaja com velocidade constante e
percorre 400 km em 5 h.
a) Em quantas horas ele percorre 100 km?
b) Em quantas horas e minutos ele percorre 100 km?
c) Qual é a velocidade do ônibus em quilômetros horários?
d) Quantos quilômetros ele percorre por minuto?
6- Lurdes é pianista. Veja seus horários de estudo na última
semana:
Dia 2ª f 3ª f 4ª f 5ª f 6ª f sáb. dom.
Início 13h 12h45min 13h20min 12h50min 14h10min 11h 15h
Término 18h 18h15min 19h40min 17h15min 20h 16h 18h30min
a) Quantas horas ela estudou durante a semana?
b) Quantas horas ela estudou, em média, por dia?
7- Sabendo que x = 23º12” e y = 12. x, calcule y.
8- Que relação existe entre as unidades do sistema métrico
decimal e:
a) a polegada?
b) o alqueire paulista?
c) a arroba?
9- As bases de um trapézio medem 7,3 cm e 12,2 cm. Qual
deve ser a medida da altura para que sua área seja 62,4 cm
2
?
10- O lado de um quadrado é 1km=1.000m
a) Qual é a área desse quadrado em quilômetros quadrados?
b) Qual é essa área em metros quadrados?
c) Complete: 1 km
2
= ? m
2
.
1 km = 1 000m
RESPOSTAS
NÚMEROS E GRANDEZAS DIRETAMENTE E
INVERSAMENTE PROPORCIONAIS
NÚMEROS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS
Considere a seguinte situação:
Joana gosta de queijadinha e por isso resolveu aprender
a fazê-las. Adquiriu a receita de uma amiga. Nessa receita, os
ingredientes necessários são:
3 ovos
1 lata de leite condensado
1 xícara de leite
2 colheres das de sopa de farinha de trigo
1 colher das de sobremesa de fermento em pó
1 pacote de coco ralado
1 xícara de queijo ralado
1 colher das de sopa de manteiga
Veja que:
• Para se fazerem 2 receitas seriam usados 6 ovos para 4
colheres de farinha;
• Para se fazerem 3 receitas seriam usados 9 ovos para 6
colheres de farinha;
• Para se fazerem 4 receitas seriam usados 12 ovos para 8
colheres de farinha;
• Observe agora as duas sucessões de números:
Sucessão do número de ovos: 6 9 12
Sucessão do número de colheres de farinha: 4 6 8
Nessas sucessões as razões entre os termos correspondentes
são iguais:
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
18
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
2
3
4
6
=

2
3
6
9
=

2
3
8
12
=
Assim:
2
3
8
12
6
9
4
6
= = =

Dizemos, então, que:
• os números da sucessão 6, 9, 12 são diretamente
proporcionais aos da sucessão 4, 6, 8;
• o número 2
3
, que é a razão entre dois termos
correspondentes, é chamado fator de proporcionalidade.
Duas sucessões de números não-nulos são diretamente
proporcionais quando as razões entre cada termo da primeira
sucessão e o termo correspondente da segunda sucessão são
iguais.
Exemplo1: Vamos determinar x e y, de modo que as sucessões
sejam diretamente proporcionais:
2 8 y
3 x 21
Como as sucessões são diretamente proporcionais, as razões
são iguais, isto é:
21
8
3
2 y
x
= =
3
2
=
x
8

3
2
=
21
y
2x = 3 . 8 3y = 2 . 21
2x = 24 3y = 42
x = 2
24
y =
3
42
x = 12 y = 14
Logo, x = 12 e y = 14
Exemplo 2: Para montar uma pequena empresa, Júlio, César
e Toni formaram uma sociedade. Júlio entrou com R$ 24.000,00,
César com R$ 27.000,00 e Toni com R$ 30.000,00. Depois de 6
meses houve um lucro de R$ 32.400,00 que foi repartido entre eles
em partes diretamente proporcionais à quantia investida. Calcular
a parte que coube a cada um.
Solução:
Representando a parte de Júlio por x, a de César por y, e a de
Toni por z, podemos escrever:
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
= =
= + +
30000 27000 24000
32400
z y x
z y x
          
  
81000
32400
30000 27000 24000 30000 27000 24000 + +
+ +
= = =
z y x z y x
Resolvendo as proporções:
10
4
81000
32400
24000
=
x

10
4
27000
=
y

10
4
3000
=
z
10x = 96 000 10y = 108 000 10z = 120 000
x = 9 600 y = 10 800 z = 12 000
Logo, Júlio recebeu R$ 9.600,00, César recebeu R$ 10.800,00
e Toni, R$ 12.000,00.
NÚMEROS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS
Considere os seguintes dados, referentes à produção de
sorvete por uma máquina da marca x-5:
1 máquina x-5 produz 32 litros de sorvete em 120 min.
2 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 60 min.
4 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 30 min.
6 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 20 min.
Observe agora as duas sucessões de números:
Sucessão do número de máquinas: 1 2 4 6
Sucessão do número de minutos: 120 60 30 20
Nessas sucessões as razões entre cada termo da primeira
sucessão e o inverso do termo correspondente da segunda são
iguais:
120
20
1
6
30
1
4
60
1
2
120
1
1
= = = =
Dizemos, então, que:
• os números da sucessão 1, 2, 4, 6 são inversamente
proporcionais aos da sucessão 120, 60, 30, 20;
• o número 120, que é a razão entre cada termo da primeira
sucessão e o inverso do seu correspondente na segunda, é chamado
fator de proporcionalidade.
Observando que
20
1
1
é o mesmo que 1 . 120 = 120
30
1
4
é o mesmo que 4 . 30 = 120
60
1
2
é o mesmo que 2 . 60 = 120
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
19
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
20
1
6
é o mesmo que 6 . 20 = 120
podemos dizer que: Duas sucessões de números não-nulos
são inversamente proporcionais quando os produtos de cada
termo da primeira sucessão pelo termo correspondente da
segunda sucessão são iguais.
Exemplo 1: Vamos determinar x e y, de modo que as sucessões
sejam inversamente proporcionais:
4 x 8
20 16 y
Para que as sucessões sejam inversamente proporcionais, os
produtos dos termos correspondentes deverão ser iguais. Então
devemos ter:
4 . 20 = 16 . x = 8 . y
16 . x = 4 . 20 8 . y = 4 . 20
16x = 80 8y = 80
x = 80/16 y = 80/8
x = 5 y = 10
Logo, x = 5 e y = 10.
Exemplo 2: Vamos dividir o número 104 em partes
inversamente proporcionais aos números 2, 3 e 4.
Representamos os números procurados por x, y e z. E como as
sucessões (x, y, z) e (2, 3, 4) devem ser inversamente proporcionais,
escrevemos:
4
1
3
1
2
1
z y x
= =

4
1
3
1
2
1
z y x
= =
=
4
1
3
1
2
1
104
+ +
+ +
  
z y x


Como , vem:
1
96
13
12
. 104
12
13
: 104
12
13
104
12
3 4 6
104
4
1
3
1
2
1
104
1
8
= = = =
+ +
=
+ +
Logo, os números procurados são 48, 32 e 24.
GRANDEZAS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS
Considere uma usina de açúcar cuja produção, nos cinco
primeiros dias da safra de 2005, foi a seguinte:
Dias Sacos de açúcar
1 5 000
2 10 000
3 15 000
4 20 000
5 25 000
Com base na tabela apresentada observamos que:
• duplicando o número de dias, duplicou a produção de
açúcar;
• triplicando o número de dias, triplicou a produção de
açúcar, e assim por diante.
Nesse caso dizemos que as grandezas tempo e produção são
diretamente proporcionais.
Observe também que, duas a duas, as razões entre o número
de dias e o número de sacos de açúcar são iguais:
10000
5000
2
1
=

20000
5000
4
1
=

15000
10000
3
2
=

25000
10000
5
2
=

25000
15000
5
3
=
15000
5000
3
1
=

25000
5000
5
1
=

20000
10000
4
2
=

20000
15000
4
3
=

25000
20000
5
4
=
Isso nos leva a estabelecer que: Duas grandezas são
diretamente proporcionais quando a razão entre os valores da
primeira é igual à razão entre os valores da segunda.
Tomemos agora outro exemplo.
Com 1 tonelada de cana-de-açúcar, uma usina produz 70l de
álcool.
De acordo com esses dados podemos supor que:
• com o dobro do número de toneladas de cana, a usina
produza o dobro do número de litros de álcool, isto é, 140l;
• com o triplo do número de toneladas de cana, a usina
produza o triplo do número de litros de álcool, isto é, 210l.
Então concluímos que as grandezas quantidade de cana-de-
açúcar e número de litros de álcool são diretamente proporcionais.
GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS
Considere uma moto cuja velocidade média e o tempo gasto
para percorrer determinada distância encontram-se na tabela:
Velocidade Tempo
30 km/h 12 h
60 km/h 6 h
90 km/h 4 h
120 km/h 3 h
Com base na tabela apresentada observamos que:
• duplicando a velocidade da moto, o número de horas fca 
reduzido à metade;
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
20
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
• triplicando a velocidade, o número de horas fca reduzido 
à terça parte, e assim por diante.
Nesse caso dizemos que as grandezas velocidade e tempo são
inversamente proporcionais.
Observe que, duas a duas, as razões entre os números que
indicam a velocidade são iguais ao inverso das razões que indicam
o tempo:
12
6
60
30
=
inverso da razão
6
12
6
4
90
60
=
inverso da razão
4
6
12
4
90
30
=
inverso da razão
4
12

6
3
120
60
=
inverso da razão
3
6
12
3
120
30
=
inverso da razão
3
12
4
3
120
90
=
inverso da razão
3
4
Podemos, então, estabelecer que: Duas grandezas são
inversamente proporcionais quando a razão entre os valores
da primeira é igual ao inverso da razão entre os valores da
segunda.
Acompanhe o exemplo a seguir:
Cinco máquinas iguais realizam um trabalho em 36 dias. De
acordo com esses dados, podemos supor que:
• o dobro do número de máquinas realiza o mesmo trabalho
na metade do tempo, isto é, 18 dias;
• o triplo do número de máquinas realiza o mesmo trabalho
na terça parte do tempo, isto é, 12 dias.
Então concluímos que as grandezas quantidade de máquinas
e tempo são inversamente proporcionais.
EXERCÍCIOS
1) (PGR) Uma peça de tecido foi dividida em 4 partes
proporcionais aos números 10, 12, 16 e 20. Sabendo-se que a peça
tinha 232 metros, o comprimento do menor corte foi de:
a) 20m
b) 40m
c) 30m
d) 48m
e) 64m

2)  (ESAF)  Um  pai  deixou  para  seus  flhos  uma  herança  no 
valor de $5.500,00 para ser dividida entre eles na razão direta do
número de dependentes de cada um. Sabendo-se que o primeiro
herdeiro tem 2 dependentes, o segundo 3 e o terceiro 5, coube na
partilha ao primeiro herdeiro a quantia de $:
a) 1.000,00
b) 1.100,00
c) 1.200,00
d) 1.300,00
e) 1.650,00

3) (B.B) Numa loja de automóveis, os vendedores recebem
comissões proporcionais ao número de carros que vendem. Se,
em uma semana, o gerente pagou um total de $8.280,00 a quatro
funcionários que venderam 3, 6, 7 e 9 carros, respectivamente,
quanto ganhou o que menos carros vendeu?
a) $ 993,60
b) $ 808,00
c) $ 679,00
d) $ 587,10

4) (B.B) 165 balas foram distribuídas entre 3 irmãos, cujas
idades somadas totalizavam 33 anos. Sabendo-se que a distribuição
foi diretamente proporcional à idade de cada um, que o mais moço
recebeu 40 balas e o do meio, 50, calcular suas idades.
a) 6, 13 e 14
b) 7, 9 e 17
c) 3, 12 e 18
d) 6, 11 e 16
e) 8, 10 e 15

5) (PETROBRAS) Um milionário viúvo decidiu repartir sua
fortuna entre seus 3 flhos e 2 sobrinhos, de modo que a parte de 
cada flho e a de cada sobrinho fosse diretamente proporcional aos 
números 5 e 2, respectivamente. A fração de fortuna que coube a
cada sobrinho foi de:
a) 2/7
b) 2/9
c) 2/13
d) 2/15
e) 2/19
6) (CVM) Uma partida de 15 dúzias de canetas deve ser
repartida pro 3 seções, proporcionalmente ao número de seus
funcionários. Na primeira seção há 20 funcionários, na segunda
há ¾ do número de funcionários da primeira e na terceira 2/3 do
número de funcionários da segunda. A seção de maior número de
funcionários recebe um total de:
a) 80 canetas
b) 100 canetas
c) 20 canetas
d) 60 canetas
e) 40 canetas

7) (PETROBRAS) Dividindo-se $3.800,00 em partes
inversamente proporcionais a 1, 3 e 4, a menor parte corresponderá
a:
a) $ 475,00
b) $ 520,00
c) $ 600,00
d) $ 620,00

8) (TELERJ) Dividindo $66.000,00 em partes inversamente
proporcionais a 1, 2 e 3, a maior parte corresponderá a:
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
21
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
a) $ 24.000,00
b) $ 33.000,00
c) $ 36.000,00
d) $ 44.000,00
e) $ 60.000,00

9) (TRT) Certa quantia foi dividida entre duas pessoas, em
partes inversamente proporcionais a 7 e a 15. Sabendo que a
diferença entre as partes é de $160,00, o valor, em reais, da menor
parte é de:
a) 160,00
b) 120,00
c) 265,00
d) 240,00
e) 140,00

10) (B.B) Certa herança foi dividida de forma diretamente
proporcional às idades dos herdeiros, que tinham 35, 32 e 23 anos.
Se o mais velho recebeu $525.000,00 quanto coube ao mais novo?
a) $ 230.000,00
b) $ 245.000,00
c) $ 325.000,00
d) $ 345.000,00
e) $ 350.000,00

RESPOSTAS
(1-B) (2-B) (3-A) (4-E) (5-E) (6-A) (7-C) (8-C) (9-E) (10-D)
REGRA DE TRÊS SIMPLES
REGRA DE TRÊS SIMPLES
Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou
inversamente proporcionais podem ser resolvidos através de um
processo prático, chamado regra de três simples.
Exemplo 1: Um carro faz 180 km com 15l de álcool. Quantos
litros de álcool esse carro gastaria para percorrer 210 km?
Solução:
O problema envolve duas grandezas: distância e litros de
álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser consumido.
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma mesma
coluna e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem
em uma mesma linha:
Distância (km) Litros de álcool
180 15
210 x
Na  coluna  em  que  aparece  a  variável  x  (“litros  de  álcool”), 
vamos colocar uma fecha:
Distância (km) Litros de álcool
180 15
210 x
Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo de
álcool também duplica. Então, as grandezas distância e litros de
álcool são diretamente proporcionais. No esquema que estamos
montando,  indicamos  esse  fato  colocando  uma  fecha  na  coluna 
“distância”  no  mesmo sentido  da  fecha  da  coluna  “litros  de 
álcool”:
Distância (km) Litros de álcool
180 15
210 x

mesmo sentido
Armando a proporção pela orientação das fechas, temos:
x
15
210
180
7
6
=

6x = 7 . 15

6x = 105

x =
6
105


x = 17,5
Resposta: O carro gastaria 17,5 l de álcool.
Exemplo 2: Viajando de automóvel, à velocidade de 60 km/h,
eu gastaria 4 h para fazer certo percurso. Aumentando a velocidade
para 80 km/h, em quanto tempo farei esse percurso?
Solução:
Indicando por x o número de horas e colocando as grandezas
de mesma espécie em uma mesma coluna e as grandezas de
espécies diferentes que se correspondem em uma mesma linha,
temos:
Velocidade (km/h) Tempo (h)
60 4
80 x
Na  coluna  em  que  aparece  a  variável  x  (“tempo”),  vamos 
colocar uma fecha:
Velocidade (km/h) Tempo (h)
60 4

80 x
Observe  que,  se  duplicarmos  a  velocidade,  o  tempo  fca 
reduzido  à  metade.  Isso  signifca  que  as  grandezas  velocidade e
tempo são inversamente proporcionais. No nosso esquema, esse
fato  é  indicado  colocando-se  na  coluna  “velocidade”  uma  fecha 
em sentido contrário ao da fecha da coluna “tempo”:
Velocidade (km/h) Tempo (h)
60 4
80 x



sentidos contrários
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
22
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Na montagem da proporção devemos seguir o sentido das
fechas. Assim, temos:
3
4
60
80 4
=
x


4x = 4 . 3

4x = 12

x =
4
12

x = 3

Resposta: Farei esse percurso em 3 h.
Exemplo 3: Ao participar de um treino de Fórmula 1, um
competidor, imprimindo velocidade média de 200 km/h, faz o
percurso em 18 segundos. Se sua velocidade fosse de 240 km/h,
qual o tempo que ele teria gasto no percurso?
Vamos representar pela letra x o tempo procurado.
Estamos relacionando dois valores da grandeza velocidade
(200 km/h e 240 km/h) com dois valores da grandeza tempo (18
s e x s).
Queremos determinar um desses valores, conhecidos os
outros três.
Velocidade
Tempo gasto para
fazer o percurso
200 km/h 18 s
240 km/h x
Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo gasto
para fazer o percurso cairá para a metade; logo, as grandezas são
inversamente proporcionais. Assim, os números 200 e 240 são
inversamente proporcionais aos números 18 e x.
Daí temos:
200 . 18 = 240 . x
3 600 = 240x
240x = 3 600
x =
240
3600

x = 15
O corredor teria gasto 15 segundos no percurso.
EXERCÍCIOS
1- Para transportar material bruto para uma construção, foram
usados 16 caminhões com capacidade de 5m3 cada um. Se a
capacidade de cada caminhão fosse de 4 m3, quantos caminhões
seriam necessários para fazer o mesmo serviço?
2- Um piloto manteve, em um treino, a velocidade média de
153 km/h. Sabendo-se que 1h = 3 600 s, qual foi a velocidade
desse piloto, em m/s?
3- Para construir a cobertura de uma quadra de basquete, 25
operários levaram 48 dias. Se fosse construída uma cobertura
idêntica em outra quadra e fossem contratados 30 operários de
mesma capacidade que os primeiros, em quantos dias a cobertura
estaria pronta?
4- A velocidade de um automóvel é de 25 m/s. Qual será sua
velocidade em quilômetros por hora?
5- Um pequeno avião, voando a 450 km/h, leva 4 horas para ir
da cidade A até a cidade B. Quanto tempo gastaria outro avião para
percorrer o mesmo trajeto, sabendo que a sua velocidade média é
de 800 km/h?
6- Numa determinada faixa salarial, de cada R$ 100,00 o
INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) desconta R$
11,00. Quanto o INSS desconta de um salário de R$ 1.350,00?
7-Completamente abertas, 2 torneiras enchem um tanque em
75 min. Em quantos minutos 5 torneiras completamente abertas
encheriam esse mesmo tanque?
8- Um trem percorre certa distância em 6 h 30 min, à velocidade
média de 42 km/h. Que velocidade deverá ser desenvolvida para o
trem fazer o mesmo percurso em 5 h 15 min?
9- Com 1,6 kg de frango compram-se 10 kg de milho. Quantos
quilos de frango são necessários para se comprar 1 tonelada de
milho?
10- Uma torneira que despeja 15 l/min enche um tanque em 80
min. Uma outra torneira, despejando 25 l/min, em quanto tempo
encheria esse tanque? 
RESPOSTAS
1- 20 caminhões
2- 42,5 m/s
3- 40 dias
4- 90 km/h
5- 2h15min
6- R$ 148,50
7- 30min
8- 52 km/h
9- 160 kg
10- 48 min
PORCENTAGEM
É uma fração de denominador centesimal, ou seja, é uma
fração de denominador 100. Representamos porcentagem pelo
símbolo % e lê-se: “por cento”.
Deste modo, a fração

100
50
é uma porcentagem que podemos
representar por 50%.
Forma Decimal: É comum representarmos uma porcentagem
na forma decimal, por exemplo, 35% na forma decimal seria
representado por 0,35.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
23
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
75% =
100
75
= 0,75
Cálculo de uma Porcentagem: Para calcularmos uma
porcentagem p% de V, basta multiplicarmos a fração
100
p
por V.
P% de V =
100
p
. V
Exemplo 1: 23% de 240 =
100
23
. 240 = 55,2
Exemplo 2: Em uma pesquisa de mercado, constatou-se que
67% de uma amostra assistem a um certo programa de TV. Se a
população é de 56.000 habitantes, quantas pessoas assistem ao tal
programa?
Resolução: 67% de 56 000 =
37520 56000 .
100
67
=
Resposta: 37 520 pessoas.
Porcentagem que o lucro representa em relação ao preço
de custo e em relação ao preço de venda: Chamamos de lucro
em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre
o preço de venda e o preço de custo.
Lucro = preço de venda – preço de custo
Caso essa diferença seja negativa, ela será chamada de
prejuízo.
Assim, podemos escrever:
Preço de custo + lucro = preço de venda
Preço de custo – prejuízos = preço de venda
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas
formas:
Lucro sobre o custo = lucro/preço de custo . 100%
Lucro sobre a venda = lucro/preço de venda . 100%
Observação: A mesma análise pode ser feita para o caso de
prejuízo.
Exemplo: Uma mercadoria foi comprada por R$ 500,00 e
vendida por R$ 800,00.
Pede-se:
* o lucro obtido na transação;
* a porcentagem de lucro sobre o preço de custo;
* a porcentagem de lucro sobre o preço de venda.
Resposta:
Lucro = 800 – 500 = R$ 300,00
L
c
=
500
300
= 0,60 = 60%
L
v
=
800
300
= 0,375 = 37,5%
Aumento Percentual: Consideremos um valor inicial V que
deve sofrer um aumento de p% de seu valor. Chamemos de A o
valor do aumento e V
A
o valor após o aumento. Então,
A = p% de V =
100
p
. V
V
A
= V + A = V +
100
p
. V
V
A
= ( 1 +
100
p
) . V
Em que (1 +
100
p
) é o fator de aumento.
Desconto Percentual: Consideremos um valor inicial V que
deve sofrer um desconto de p% de seu valor. Chamemos de D o
valor do desconto e V
D
o valor após o desconto. Então,
D = p% de V =
100
p
. V
V
D
= V – D = V –
100
p
. V
V
D
= (1 –
100
p
) .
V
Em que (1 –
100
p
) é o fator de desconto.
Exemplo: Uma empresa admite um funcionário no mês de
janeiro sabendo que, já em março, ele terá 40% de aumento. Se a
empresa deseja que o salário desse funcionário, a partir de março,
seja R$ 3 500,00, com que salário deve admiti-lo?
Resolução: V
A
= 1,4 . V
3 500 = 1,4 . V
V = 2500
4 , 1
3500
=
Resposta: R$ 2 500,00
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
24
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Aumentos e Descontos Sucessivos: Consideremos um valor
inicial V, e vamos considerar que ele irá sofrer dois aumentos
sucessivos de p
1
% e p
2
%. Sendo V
1
o valor após o primeiro
aumento, temos:
V
1
= V . (1 +
100
1
p
)
Sendo o valor após o segundo aumento, temos:
V
2
= V
1
. (1 +
100
2
p
)
V
2
= V . (1 +
100
1
p
) . (1 +
100
2
p
)
Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer
dois descontos sucessivos de p
1
% e p
2
%.
Sendo V
1
o valor após o primeiro desconto, temos:
V
1
= V. (1 –
100
1
p
)
Sendo V
2
o valor após o segundo desconto, temos:
V
2
= V
1
. (1 –
100
2
p
)
V
2
= V . (1 –
100
1
p
) . (1 –
100
2
p
)
Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer
um aumento de p
1
% e, sucessivamente, um desconto de p
2
%.
Sendo V
1
o valor após o aumento, temos:
V
1
= V . (1+ p
1
/100)
Sendo V
2
o valor após o desconto, temos:
V
2
= V
1
. (1 –
100
2
p
)
V
2
= V . (1 +
100
1
p
) . (1 –
100
2
p
)
Exemplo: (Vunesp-SP) Uma instituição bancária oferece
um rendimento de 15% ao ano para depósitos feitos numa certa
modalidade  de  aplicação  fnanceira.  Um  cliente  deste  banco 
deposita 1 000 reais nessa aplicação. Ao fnal de n anos, o capital
que esse cliente terá em reais, relativo a esse depósito, é:Resolução:
V
A
= v
p
n
.
100
1 |
.
|

\
|
+
V
A
=
1000 .
100
15
. 1
n
|
.
|

\
|
V
A
= 1 000 . (1,15)n
V
A
= 1 000 . 1,15n
V
A
= 1 150,00n
EXERCÍCIOS
1- (Fuvest-SP) (10%)2 =
a) 100% b) 20% c) 5% d) 1% e) 0,01%
2- Quatro é quantos por cento de cinco?
3- Um objeto custa R$ 75,00 e é vendido por R$ 100,00.
Determinar:
a) a porcentagem de lucro em relação ao preço de custo;
b) a porcentagem de lucro em relação ao preço de venda.
4- (PUC-SP) O preço de venda de um bem de consumo é R$
100,00. O comerciante tem um ganho de 25% sobre o preço de
custo deste bem. O valor do preço de custo é:
a) R$ 25,00 b) R$ 70,50 c) R$ 75,00
d) R$ 80,00 e) R$ 125,00
5- (Fuvest-SP) Aumentando-se os lados a e b de um retângulo
de 15% e 20%, respectivamente, a área do retângulo é aumentada
de:
a) 35% b) 30% c) 3,5% d) 3,8%
e) 38%
6- (Vunesp-SP) O dono de um supermercado comprou de
seu fornecedor um produto por x reais (preço de custo) e passou
a revendê-lo com lucro de 50%. Ao fazer um dia de promoções,
ele deu aos clientes do supermercado um desconto de 20% sobre
o  preço  de  venda  deste  produto.  Pode-se  afrmar  que,  no  dia  de 
promoções, o dono do supermercado teve, sobre o preço de custo:
a) Prejuízo de 10%.
b) Prejuízo de 5%.
c) Lucro de 20%.
d) Lucro de 25%.
e) Lucro de 30%.
7- (Mackenzie-SP) Um produto teve um aumento total de
preço de 61% através de 2 aumentos sucessivos. Se o primeiro
aumento foi de 15%, então o segundo foi de:
a) 38% b) 40% c) 42% d) 44% e) 46%
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
25
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
8- (Fuvest-SP) Barnabé tinha um salário de x reais em janeiro.
Recebeu aumento de 80% em maio e 80% em novembro. Seu
salário atual é:
a) 2,56 x b) 1,6x c) x + 160
d) 2,6x e)3,24x
9) (PUC-SP) Descontos sucessivos de 20% e 30% são
equivalentes a um único desconto de:
a) 25% b) 26% c) 44% d) 45% e)50%
10- (Fuvest-SP) A cada ano que passa o valor de um carro
diminui em 30% em relação ao seu valor do ano anterior. Se V for
o valor do carro no primeiro ano, o seu valor no oitavo ano será:
a) (0,7)
7
V b) (0,3)
7
V c) (0,7)
8
V
d) (0,3)
8
V e) (0,3)
9
V
RESPOSTAS
(1-D) (2)80%) (3a)33,33%) (3b)25%) (4-D)(5-E)(6-C)(7-B)
(8-C)(9-C)(10-A)
TAXAS DE JUROS SIMPLES E COMPOSTA,
CAPITAL, MONTANTES E DESCONTO.
JUROS SIMPLES
Toda vez que falamos em juros estamos nos referindo a uma
quantia em dinheiro que deve ser paga por um devedor, pela
utilização de dinheiro de um credor (aquele que empresta).
 Os juros são representados pela letra j.
 O dinheiro que se deposita ou se empresta chamamos
de capital e é representado pela letra C.

O tempo de depósito ou de empréstimo é representado
pela letra t.

A taxa de juros é a razão centesimal que incide sobre
um capital durante certo tempo. É representado pela letra i e
utilizada para calcular juros.
Chamamos de simples os juros que são somados ao capital
inicial no fnal da aplicação.
Taxa anual --------------------- tempo em anos
Taxa mensal-------------------- tempo emmeses
Taxa diária---------------------- tempo emdias
Consideremos, como exemplo, o seguinte problema:
Uma pessoa empresta a outra, a juros simples, a quantia de
R$ 3. 000,00, pelo prazo de 4 meses,à taxa de 2% ao mês. Quanto
deverá ser pago de juros?
Resolução:
- Capital aplicado (C): R$ 3.000,00
- Tempo de aplicação (t): 4 meses
÷ Taxa (i): 2% ou 0,02 a.m. (= ao mês)
Fazendo o cálculo, mês a mês:
  no fnal do 1º período (1 mês), os juros serão: 0,02 x R$ 
3.000,00 = R$ 60,00

  no  fnal  do  2º  período  (2  meses),  os  juros  serão:  R$ 
60,00 + R$ 60,00 = R$ 120,00
   no  fnal  do  3º  período  (3  meses),  os  juros  serão:  R$ 
120,00 + R$ 60,00 = R$ 180,00
   no  fnal  do  4º  período  (4  meses),  os  juros  serão:  R$ 
180,00 + R$ 60,00 = R$ 240,00
Desse  modo,  no  fnal  da  aplicação,  deverão  ser  pagos  R$ 
240,00 de juros.
Fazendo o cálculo, período a período:
  no fnal do 1º período, os juros serão: i.C
  no fnal do 2º período, os juros serão: i.C + i.C
  no fnal do 3º período, os juros serão: i.C + i.C + i.C
-------------------------------------------------------------------

 no fnal do período t, os juros serão: i.C + i.C + i.C +
... + i.C
Portanto, temos: J = C . i . t
Observações:
1) A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma unidade.
2) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa na forma decimal.
3) Chamamos de montante (M) a soma do capital com os
juros, ou seja:
Na fórmula J= C . i . t, temos quatro variáveis. Se três delas
forem valores conhecidos, podemos calcular o 4º valor.
M = C + j
Exemplo: A que taxa esteve empregado o capital de R$
20.000,00  para  render,  em  3  anos,  R$  28.800,00  de  juros? 
(Observação: Como o tempo está em anos devemos ter uma taxa
anual.)
C = R$ 20.000,00
t = 3 anos
j = R$ 28.800,00
i = ? (ao ano)
j =
100
. . t i C
28 800 =
100
3 . .. 20000 i
28 800 = 600 . i
i =
600
800 . 28

i = 48
Resposta: 48% ao ano.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
26
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
JUROS COMPOSTO
O capital inicial (principal) pode crescer, como já sabemos,
devido aos juros, segundo duas modalidades a saber:Juros
simples - ao longo do tempo, somente o principal rende juros.
Juros compostos - após cada período, os juros são incorporados
ao principal e passam, por sua vez, a render juros. Também
conhecido  como  “juros  sobre  juros”.  Vamos  ilustrar  a  diferença 
entre os crescimentos de um capital através juros simples e
juros compostos, com um exemplo: Suponha que $100,00 são
empregados a uma taxa de 10% a.a. Teremos:
Observe que o crescimento do principal segundo juros simples
é LINEAR enquanto que crescimento segundo juros compostos
é EXPONENCIAL, e portanto tem um crescimento muito mais
“rápido”. Isto poderia ser ilustrado grafcamente da seguinte forma: 
Na prática, as empresas, órgãos governamentais e investidores
particulares costumam reinvestir as quantias geradas pelas
aplicações fnanceiras, o que justifca o emprego mais comum de 
juros compostos na Economia. Na verdade, o uso de juros simples
não se justifca em estudos econômicos. 
Fórmula para o cálculo de Juros compostos
Considere o capital inicial (principal P) $1000,00 aplicado a
uma taxa mensal de juros compostos ( i ) de 10% (i = 10% a.m.).
Vamos calcular os montantes (principal + juros), mês a mês:
Após o 1º mês, teremos: M
1
= 1000 x 1,1 = 1100 = 1000(1 +
0,1)
Após o 2º mês, teremos: M
2
= 1100 x 1,1 = 1210 = 1000(1 +
0,1)
2
Após o 3º mês, teremos: M
3
= 1210 x 1,1 = 1331 = 1000(1 +
0,1)
3

.........................................................................................
Após o nº (enésimo) mês, sendo S o montante, teremos
evidentemente:
S = 1000(1 + 0,1)
n

De uma forma genérica, teremos para um principal P, aplicado
a uma taxa de juros compostos i durante o período n : S = P (1 + i)
n

onde S = montante, P = principal, i = taxa de juros e n =
número de períodos que o principal P (capital inicial) foi aplicado.
NOTA: Na fórmula acima, as unidades de tempo referentes à
taxa de juros (i) e do período ( n ), tem de ser necessariamente iguais.
Este é um detalhe importantíssimo, que não pode ser esquecido!
Assim, por exemplo, se a taxa for 2% ao mês e o período 3 anos,
deveremos considerar 2% ao mês durante 3x12=36 meses.
Exercícios Resolvidos:
1 – Expresse o número de períodos n de uma aplicação, em
função do montante S e da taxa de aplicação i por período.
Solução:
Temos S = P(1+i)
n
Logo, S/P = (1+i)
n
Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos escrever:
n = log
(1+ i )
(S/P) . Portanto, usando logaritmo decimal (base
10), vem:

Temos também da expressão acima que:
n.log(1 + i) = logS – logP
Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos juros
compostos é uma aplicação prática do estudo dos logaritmos.
2 – Um capital é aplicado em regime de juros compostos a
uma taxa mensal de 2% (2% a.m.). Depois de quanto tempo este
capital estará duplicado? 
Solução:
Sabemos que S = P (1 + i)
n
. Quando o capital inicial estiver
duplicado, teremos S = 2P.
Substituindo, vem:
2P = P(1+0,02)
n
[Obs: 0,02 = 2/100 = 2%]
Simplifcando, fca: 
2 = 1,02
n
, que é uma equação exponencial simples.
Teremos então:
n = log
1,02
2 = log2 /log1,02 = 0,30103 / 0,00860 = 35
Nota: log2 = 0,30103 e log1,02 = 0,00860; estes valores podem
ser  obtidos  rapidamente  em  máquinas  calculadoras  científcas. 
Caso uma questão assim caia no vestibular, o examinador teria de
informar os valores dos logaritmos necessários, ou então permitir
o uso de calculadora na prova, o que não é comum no Brasil.
Portanto, o capital estaria duplicado após 35 meses (observe
que a taxa de juros do problema é mensal), o que equivale a 2 anos
e 11 meses.
Resposta: 2 anos e 11 meses.
Exercícios propostos:
1 – Um capital de $200.000,00 é aplicado a juros compostos
de 10% ao ano. Calcule o montante após 4 anos.
Resposta: $292.820,00
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
27
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
2 – Um certo capital é aplicado em regime de juros compostos
à uma taxa anual de 12%. Depois de quanto tempo este capital
estará triplicado?
Resposta: aproximadamente 9,7 anos ou aproximadamente 9
anos e 9 meses.
Observe que 9,7a = 9 + 0,7a = 9a + 0,7x12m = 9a + 8,4m
= 9a + 8m + 0,4m = 9a + 8m + 0,4x30d = 9a + 8m + 12d.
Arredondamos o resultado para maior (9 anos e 9 meses).
Nota: log3 = 0,47712 e log1,12 = 0,04922.
EXERCÍCIOS
1-Um agricultor fez um empréstimo de R$ 5 200,00 e vai
pagá-lo em 5 meses, a uma taxa de 1,5% ao mês.
Qual a quantia de juros que o agricultor vai pagar por mês?
Após os 5 meses, qual o total (empréstimo + juros) pago pelo
agricultor?
2- Quanto renderá de juros:
a) A quantia de R$ 1.800,00, aplicada durante 5 meses a uma
taxa de 2,3% ao mês?
b)A quantia de R$ 2.450,00, aplicada durante 2 meses a uma
taxa de 1,96% ao mês?
3-  Uma  loja  colocou  o  anúncio  de  um  liquidifcador  em  um 
jornal. O anúncio indicava o pagamento à vista de R$ 60,00 ou,
após um prazo de 30 dias, de R$ 69,00. Qual a taxa mensal de juros
que essa loja está cobrando para pagamento a prazo?
4- Uma aplicação de R$ 40.000,00 rendeu, em 3 meses, R$
3.000,00 de juros. Qual a taxa mensal de juros?
5- Três quintos de uma herança recebida por Gabriel foram
usados na compra de um carro. O restante é emprestado a um
colega, a juros simples e à taxa de 6% a.m. Se, após três anos, seu
colega devolve a quantia de R$ 25280,00, qual o valor da herança
recebida por Gabriel na ocasião?
(FGV-SP) Um investidor norte-americano traz para o Brasil
500000 dólares, faz a conversão dos dólares para reais, aplica os
reais por um ano à taxa de 18% ao ano e no resgate converte os
reais recebidos para dólares e os envia para os Estados Unidos. No
dia da aplicação um dólar valia R$1,10 e, um ano depois, na data
do resgate um dólar valia R$ 1,20.
Qual a taxa de rendimento dessa aplicação, considerando os
valores expressos em dólares?
Quanto deveria valer um dólar na data de resgate (um ano
após a aplicação) para que a taxa de rendimento em dólares tivesse
sido de 12% ao ano?
7- César comprou uma geladeira de R$ 1.400,00 e pagou R$
1.505,00 por tê-la fnanciado em 3 meses. Qual foi a taxa de juros 
simples anual fxada pela fnanceira?
8- Marco quer aplicar uma certa quantia durante um semestre
a uma taxa de juros simples anual de 62% e receber R$ 248,00 de
juros. Calcule a quantia que ele deverá aplicar.
  9-  Laís  aplicou  R$  720,00  durante  um  bimestre,  no  fnal 
do qual recebeu R$ 765,00, ao todo. Determine a taxa de juros
simples anual da aplicação feita por Laís.
10- Um capital de R$ 210,00, aplicado em regime de juros
simples durante 4 meses, gerou um montante de R$ 260,40. Qual
a taxa mensal de juros ao mês?
RESPOSTAS
1- a) R$ 78,00 b) R$ 5.590,00
2- a) R$ 207,00 b) R$ 96,04
3- 15% a.m.
4- 2,5%
5- R$ 20.000,00
6- a) 8,17% a.a. b) ≅ R$ 1,16
7- 30%
8- R$ 800,00
9- 37,5%
10- 6% a.m.
PRINCÍPIOS DE GEOMETRIA: PERÍMETRO,
ÁREA E VOLUME.
INTRODUÇÃO À GEOMETRIA: PONTO, RETA, PLANO,
ÂNGULOS, POLÍGONOS CONVEXOS, CÍRCULO E
CIRCUNFERÊNCIA
A defnição dos entes primitivos ponto, reta e plano é quase
impossível, o que sabe-se muito bem e aqui será o mais importante
é sua representação geométrica e espacial.
Representação, (notação)
→  Pontos  serão  representados  por  letras  latinas  maiúsculas; 
ex: A, B, C,…
→ Retas serão representados por letras latinas minúsculas; ex: 
a, b, c,…
→  Planos  serão  representados  por  letras  gregas  minúsculas; 
ex: β,∞,α,...
Representação gráfca
Postulados primitivos da geometria, qualquer postulado ou
axioma é aceito sem que seja necessária a prova, contanto que não
exista a contraprova.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
28
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
1º Numa reta bem como fora dela há infnitos pontos distintos.
2º Dois pontos determinam uma única reta (uma e somente
uma reta).
3º Pontos colineares pertencem à mesma reta.
4º Três pontos determinam um único plano.
5º Se uma reta contém dois pontos de um plano, esta reta está
contida neste plano.
6º Duas retas são concorrentes se tiverem apenas um ponto
em comum.
Observe que . Sendo que H está contido na
reta r e na reta s.
Um plano é um subconjunto do espaço R
3
de tal modo que
quaisquer dois pontos desse conjunto pode ser ligado por um
segmento de reta inteiramente contido no conjunto.
Um plano no espaço R
3
pode ser determinado por qualquer
uma das situações:
• Três pontos não colineares (não pertencentes à mesma
reta);
• Um ponto e uma reta que não contem o ponto;
• Um ponto e um segmento de reta que não contem o
ponto;
• Duas retas paralelas que não se sobrepõe;
• Dois segmentos de reta paralelos que não se sobrepõe;
• Duas retas concorrentes;
• Dois segmentos de reta concorrentes.
Duas retas (segmentos de reta) no espaço R
3
podem ser:
paralelas, concorrentes ou reversas.
Duas retas são ditas reversas quando uma não tem interseção
com a outra e elas não são paralelas. Pode-se pensar de uma rera
r desenhada no chão de uma casa e uma reta s desenhada no teto
dessa mesma casa.
Uma reta é perpendicular a um plano no espaço R
3
, se
ela intersecta o plano em um ponto P e todo segmento de reta
contido no plano que tem P como uma de suas extremidades é
perpendicular à reta.
Uma reta r é paralela a um plano no espaço R
3
, se existe uma
reta s inteiramente contida no plano que é paralela à reta dada.
Seja P um ponto localizado fora de um plano. A distância do
ponto ao plano é a medida do segmento de reta perpendicular ao
plano em que uma extremidade é o ponto P e a outra extremidade
é o ponto que é a interseção entre o plano e o segmento.
Se o ponto P estiver no plano, a distância é nula.
Planos concorrentes no espaço R
3
são planos cuja interseção
é uma reta. Planos paralelos no espaço R
3
são planos que não tem
interseção.
Quando dois planos são concorrentes, dizemos que tais planos
formam um diedro e o ângulo formado entre estes dois planos é
denominado ângulo diedral. Para obter este ângulo diedral, basta
tomar o ângulo formado por quaisquer duas retas perpendiculares
aos planos concorrentes.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
29
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Planos normais são aqueles cujo ângulo diedral é um ângulo
reto (90 graus).
Razão entre Segmentos de Reta
Segmento de reta é o conjunto de todos os pontos de uma reta
que estão limitados por dois pontos que são as extremidades do
segmento, sendo um deles o ponto inicial e o outro o ponto fnal. 
Denotamos um segmento por duas letras como por exemplo, AB,
sendo A o início e B o fnal do segmento.
Exemplo: AB é um segmento de reta que denotamos por AB.
A _____________ B
Não é possível dividir um segmento de reta por outro, mas é
possível realizar a divisão entre as medidas dos dois segmentos.
Consideremos os segmentos AB e CD, indicados:
A ________ B m(AB) =2cm
C ______________ D m(CD)=5 cm
A razão entre os segmentos AB e CD, denotado aqui por, AB/
CD, é defnida como a razão entre as medidas desse segmentos , 
isto é: AB/CD=2/5
Segmentos Proporcionais
Proporção é a igualdade entre duas razões equivalentes. De
forma semelhante aos que já estudamos com números racionais, é
possível eatabelecer a proporcionalidade entre segmentos de reta,
através das medidas desse segmentos.
Vamos considerar primeiramente um caso particular com
quatro segmentos de reta:
m(AB)
=2cm
A______B P__________Q m(PQ) =4cm
m(CD)
=3cm
C__________D R_______________S m(RS) =6cm
A razão entre os segmentos AB e CD e a razão entre os
segmentos PQ e RS, são dadas por frações equivalentes, isto é:
AB/CD = 2/3; PQ/RS = 4/6 e como 2/3 = 4/6, segue a existência
de uma proporção entre esses quatro segmentos de reta. Isto nos
conduz à defnição de segmentos proporcionais.
Diremos que quatro segmentos de reta, AB, BC, CD e DE,
nesta ordem, são proporcionais se: AB/BC = CD/DE
Os segmentos AB e DE são os segmentos extremos e os
segmentos BC e CD são os segmentos meios.
A proporcionalidade acima é garantida pelo fato que existe
uma proporção entre os números reais que representam as medidas
dos segmentos:
m(AB)
m(BC)
=
m(CD)
m(DE)
Propriedade Fundamental das proporções: Numa
proporção de segmentos, o produto das medidas dos segmentos
meios é igual ao produto das medidas dos segmentos extremos.
m(AB) · m(DE) = m(BC) · m(CD)
Feixe de Retas Paralelas
Um conjunto de três ou mais retas paralelas num plano é
chamado feixe de retas paralelas. A reta que intercepta as retas
do feixe é chamada de reta transversal. As retas A, B, C e D que
aparecem no desenho anexado, formam um feixe de retas paralelas
enquanto que as retas S e T são retas transversais.
Ângulo : Do latim - angulu (canto, esquina), do grego - gonas;
reunião de duas semi-retas de mesma origem não colineares.
Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do que 90º.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
30
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Ângulo Central:
1 - Da circunferência: é o ângulo cujo vértice é o centro da
circunferência;
2 - Do polígono: é o ângulo, cujo vértice é o centro do
polígono regular e cujos lados passam por vértices consecutivos
do polígono.
Ângulo Circunscrito: É o ângulo, cujo vértice não pertence à
circunferência e os lados são tangentes à ela.
Ângulo Inscrito: É o ângulo cujo vértice pertence a uma
circunferência e seus lados são secantes a ela.
Ânngulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do que 90º.
Ângulo Raso:
1 - É o ângulo cuja medida é 180º;
2 - É aquele, cujos lados são semi-retas opostas.
Ângulo Reto:
1 - É o ângulo cuja medida é 90º;
2 - É aquele cujos lados se apoiam em retas perpendiculares.
Ângulos Complementares: Dois ângulos são complementares
se a soma das suas medidas é 90
0
.
Ângulos Congruentes: São ângulos que possuem a mesma
medida.
Ângulos Opostos pelo Vértice: Dois ângulos são opostos
pelo vértice se os lados de um são as respectivas semi-retas opostas
aos lados do outro.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
31
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Ângulos Replementares: Dois ângulos são ditos
replementares se a soma das suas medidas é 360
0
.
Ângulos Suplementares: Dois ângulos são ditos
suplementares se a soma das suas medidas de dois ângulos é 180º.
Poligonal: Linha quebrada, formada por vários segmentos
formando ângulos.
Grado: (gr.): Do latim - gradu; dividindo a circunferência em
400 partes iguais, a cada arco unitário que corresponde a 1/400 da
circunferência denominamos de grado.
Grau: ( º ): Do latim - gradu; dividindo a circunferência em
360 partes iguais, cada arco unitário que corresponde a 1/360 da
circunferência denominamos de grau.
EXERCÍCIOS
1- As retas f e g são paralelas (f // g). Determine a medida
do ângulo â, nos seguintes casos:
a)
b)
c)
2- As retas a e b são paralelas. Quanto mede o ângulo î?
3-
4- Obtenha as medidas dos ângulos assinalados:
a)
b)
c)
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
32
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
d)
5- Usando uma equação, determine a medida de cada
ângulo do triângulo:
6-

7- Quanto mede a soma dos ângulos de um quadrado?  
8- Nos relógios desenhados, qual é a medida do menor
ângulo formado pelos ponteiros de cada relógio?

9- Para expressar 2/3 de 1 grau (1º) em minutos, basta
tomar:
10- Para escrever 48’ como uma parte fracionária do grau,
basta tomar:
11- Para expressar 3/4 de 1’ em segundos, tomamos:
12- Na  fgura  abaixo  as  retas  AC  e  BD  se  interseptam  no 
ponto O. Pergunta-se:
a. Quais são ângulos agudos?
b. Quais são ângulos obtusos?
c. Quais são os nomes de quatro pares de ângulos
suplementares?
d. Quais ângulos são opostos pelo vértice?
e. Identifque  dois  ângulos  que  são  adjacentes  ao  ângulo 
DÔA.
13- A soma de dois ângulos adjacentes é 120 graus. Calcule
a medida de cada ângulo, sabendo que a medida de um deles é o
triplo da medida do outro menos 40 graus.
14- Dois ângulos são suplementares, a medida de um deles
é 24 graus menor do que o dobro da medida do outro.Calcule a
medida de cada ângulo.
15- Um entre dois ângulos complementares tem medida 18º
menor do que o dobro da medida do outro. Calcule as medidas de
cada ângulo.
16- Dois ângulos complementares têm medidas
respectivamente iguais a 3x-10 e 2x+10. Determinar a medida de
cada ângulo.
17- Em quantos graus, a medida do suplementar de um
ângulo agudo excede a medida do complementar deste ângulo?
18- Se (3x-15) graus é a medida de um ângulo agudo, que
restrições devemos ter para o número x?
19- A soma das medidas de dois ângulos complementares é
86º maior do que a diferença de suas medidas. Calcule a medida
de cada ângulo.
RESPOSTAS
1 2 3 4 5 6
a)55º
b)74º
c)33º
130º
a)115º
b)45º
c)10º
d)42º
30º
60º
90º
360º
120º
e
150º
7 (2/3)º = 2/3 x 60’ = 40’
8 48’=(48/60)º=(4/5)º=(4/5) de 1º
9 (3/4)’=(3/4)x60” = 45”
10
a) BÔA e CÔD
b) BÔC e DÔA
c) DÔC e CÔB, CÔB e BÔA, BÔA e DÔA, BÔA e CÔD
d) DÔC e AÔB, AÔD e BÔC
e) BÔA e DÔC
11 x=40º e y= 80º 15 90º
12 x=112º e y=68º 16 5<x<35
13 36º e 54º 17 43º e 47º
14 44º e 46º
PERÍMETRO E ÁREA DAS FIGURAS PLANAS
Perímetro
Entendendo o que é perímetro.
Imagine uma sala de aula de 5m de largura por 8m de
comprimento.
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
33
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Quantos metros lineares serão necessários para colocar rodapé
nesta sala, sabendo que a porta mede 1m de largura e que nela não
se coloca rodapé?
A conta que faríamos seria somar todos os lados da sala,
menos 1m da largura da porta, ou seja:
P = (5 + 5 + 8 + 8) – 1
P = 26 – 1
P = 25
Colocaríamos 25m de rodapé.
A soma de todos os lados da planta baixa se chama Perímetro.
Portanto, Perímetro é a soma dos lados de uma fgura plana.
Área
Área é a medida de uma superfície. A área do campo de
futebol é a medida de sua superfície (gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos em uma
malha quadriculada, a sua área será equivalente à quantidade de
quadradinho. Se cada quadrado for uma unidade de área:
Veremos que a área do campo de futebol é 70 unidades de
área.
A unidade de medida da área é: m
2
(metros quadrados), cm
2

(centímetros quadrados), e outros.
Se tivermos uma fgura do tipo: 

Sua área será um valor aproximado. Cada é uma
unidade, então a área aproximada dessa fgura será de 4 unidades. 
No  estudo  da  matemática  calculamos  áreas  de  fguras  planas  e 
para cada fgura há uma fórmula pra calcular a sua área. 
Área do Retângulo
Existe dois tipos de retângulos: com lados todos iguais
(quadrado) e com os lados diferentes.
No cálculo de qualquer retângulo podemos seguir o
raciocínio abaixo:

Pegamos um retângulo e colocamos em uma malha
quadriculada onde cada quadrado tem dimensões de 1 cm. Se
contarmos, veremos que há 24 quadrados de 1 cm de dimensões
no retângulo. Como sabemos que a área é a medida da superfície
de  uma  fguras  podemos  dizer  que  24  quadrados  de  1  cm  de 
dimensões é a área do retângulo.
O retângulo acima tem as mesmas dimensões que o outro,
só que representado de forma diferente. O cálculo da área do
retângulo pode fcar também da seguinte forma: 
A = 6 . 4
A = 24 cm
2

Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
34
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Podemos concluir que a área de qualquer retângulo é:
A = b . h
Quadrado
É  um  tipo  de  retângulo  específco,  pois  tem  todos  os  lados 
iguais. Sua área também é calculada com o produto da base pela
altura. Mas podemos resumir essa fórmula:
Como todos os lados são iguais, podemos dizer que base é
igual a e a altura igual a , então, substituindo na fórmula A
= b . h, temos:
A = .
Área do Trapézio
A área do trapézio está relacionada com a área do triângulo
que é calculada utilizando a seguinte fórmula:
A = b . h (b = base e h = altura).
2
Observe o desenho de um trapézio e os seus elementos
mais importantes (elementos utilizados no cálculo da sua área):
Um trapézio é formado por uma base maior (B), por uma
base menor (b) e por uma altura (h).
Para fazermos o cálculo da área do trapézio é preciso dividi-
lo em dois triângulos, veja como:
Primeiro: completamos as alturas no trapézio:

Segundo: o dividimos em dois triângulos:
A área desse trapézio pode ser calculada somando
as  áreas  dos  dois  triângulos  (∆CFD  e  ∆CEF). 
Antes de fazer o cálculo da área de cada triângulo separadamente
observamos que eles possuem bases diferentes e alturas iguais.
Cálculo da área do ∆CEF: 
A∆1 = B . h
2
Cálculo da área do ∆CFD: 
A∆2 = b . h
2
Somando as duas áreas encontradas,teremos o cálculo da
área de um trapézio qualquer:
AT = A∆1 + A∆2
AT = B . h + b . h
2 2
AT = B . h + b . h → colocar a altura (h) em evidência,          
2
pois é um termo comum aos dois fatores.

AT = h (B + b)
2
Portanto, no cálculo da área de um trapézio qualquer
utilizamos a seguinte fórmula:
A = h (B + b)
2
h = altura
B = base maior do trapézio
b = base menor do trapézio
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
35
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
Área do Triângulo
Observe o retângulo abaixo, ele está dividido ao meio pela
diagonal:

A área do retângulo é A = b. h, a medida da área de cada
metade será a área do retângulo dividida por dois. Cada parte
dividida do retângulo é um triângulo, assim podemos concluir
que a área do triangulo será:
A = b . h
2
Mas como veremos a altura no triângulo? A altura deve ser 
sempre perpendicular à base do triângulo.

No triângulo retângulo é fácil ver a altura, pois é o próprio
lado do triângulo, e forma com a base um ângulo de 90° (ângulo
reto).

Quando a altura não coincide com o lado do triângulo,
devemos traçar uma reta perpendicular à base (formando um
ângulo de 90º com a base) que será a altura do triângulo.
Observe o exemplo:
Observe o triângulo eqüilátero (todos os lados iguais).
Calcule a sua área.

Como o valor da altura não está indicado, devemos calcular
o seu valor, para isso utilizaremos o teorema de Pitágoras no
triângulo:
42 = h
2
+ 22
16 = h
2
+ 4
16 – 4 = h
2

12 = h
2

h = √12 
h = 2√3 cm 
Com o valor da altura, basta substituir na fórmula
A = h B + b) o valor da base e da altura.
2
A = 4 . 2√3
2
A = 2 . 2√3 
A = 4 √3 cm
2

ANOTAÇÕES
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
——————————————————————————
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
Apostilas Para Concursos? Acesse: www.zipconcursos.com.br
36
Didatismo e Conhecimento
MATEMÁTICA
CORREIOS MARÇO / 2011
ANOTAÇÕES
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————