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O Modelo de Auto-Avaliação: metodologia de

operacionalização – parte I

“Uma Escola que assume a sua autonomia é uma Escola


que escolhe objectivos, que toma decisões, que opta por
determinadas estratégias para implementar as suas decisões
e que consegue reflectir criticamente sobre os resultados
que obtém.”

Compreender como é que a auto‐avaliação pode ser


concretizada para demonstrar a contribuição da BE
para o ensino e aprendizagem e a missão e
objectivos da escola.
Objectivos da
Sessão Ganhar familiaridade com o processo de auto‐
avaliação adoptado pelo Modelo de Auto‐avaliação
RBE e capacitar para a sua aplicação.

Conhecer as técnicas e instrumentos propostos, o


modo como se organizam e podem ser usados.

Domínio/Subdo Apoio a Actividades Livres, Extra-Curriculares e de


mínio Enriquecimento Curricular
seleccionado:
C.1
C.1.1 Apoio à aquisição de métodos de trabalho e
Indicadores de estudo autónomos
seleccionados C.1.3 Apoio à utilização autónoma e voluntária da
BE como espaço de lazer e livre fruição de recursos
Introdução
O principal impacto desejado ao desenvolver qualquer
actividade, é encontrar melhores formas de fazer as coisas, maior
eficácia, obter bons resultados na aprendizagem e, como meta
final, no sucesso educativo. Por tal, torna-se necessário
implementar a “caminhada”: determinar uma abordagem de
actuação comum, desmistificar o processo”avaliação” e valorizar
os indicadores para atingir excelentes resultados de
desempenho na perspectiva escola/aluno, com base numa
liderança firme e sustentada na estratégia, no planeamento, nas
pessoas, nos recursos e nos processos.
Processos: actividades e serviços realizados pela BE e pela escola
para “atingir” os utilizadores/comunidade;
Impactos/Outcomes: conhecer os resultados do trabalho
realizado, face aos utilizadores em interacção com a biblioteca.
Levam à verdadeira acepção da função da BE “a qualidade não
deriva… mas do valor atribuído pelos utilizadores a esse
benefício…”São recolhidos através de evidências, informações
escritas, essenciais na formação de conclusões correctas e objectivas:
“o que verdadeiramente interessa e justifica a acção e
existência da BE não são os processos (…) mas sim o
resultado, o valor que eles acrescentam nas atitudes e
competências dos utilizadores.”
Condições de implementação/ Recolha de evidências
✔ Compreensão do modelo;
✔ Vontade de melhorar;
✔ Envolvimento de todos os intervenientes;
✔ Empenho dos órgãos de gestão na auto-
avaliação/implementação de melhorias;
✔ Transparência, honestidade e rigor nos objectivos
perseguidos e nos resultados alcançados;
✔ Ampla divulgação na organização, objectivos e resultados.
AUTO-AVALIAÇÃO
Acções : do processo ao impacto
1. Diagnóstico
2. Decisão de aplicação do modelo
3. Designação dos intervenientes
4. Apresentação do modelo
5. Constituição da equipa de auto-avaliação
6. Formação sobre modelo de auto-avaliação
7. Recolha de evidências
8. Aplicação dos questionários
9. Tratamento dos questionários
10.Reunião para preenchimento da grelha de auto-
avaliação
11.Elaboração do relatório
12. Apresentação do relatório
13.Identificação das acções de melhoria
14.Elaboração do plano de melhorias
15.Apresentação do plano de melhorias ao CP
16.Apresentação dos resultados à comunidade
Planear
Executar
Rever
A
justar
✔ Planear: baseado nas necessidades e expectativas dos
utilizadores;
✔ Executar: baseado em processos e responsabilidades
definidas;
✔ Rever: baseado na monitorização dos indicadores definidos;
✔ Ajustar: baseado em acções correctivas e de melhoria a tomar
de acordo com os resultados apurados.

Finalidades
✔ Orientar progressivamente a sequência de actividades,
criando um ciclo completo e desenvolvido: Planear/Fazer;
✔ Facilitar o processo, obter diagnóstico, plano de acção e de
melhoria;
✔ Fornecer informação e indicar o caminho a seguir para as
acções de melhoria;
✔ Tornar o aluno competente na utilização de métodos de
trabalho eficazes;
✔ Promover a autonomia, a iniciativa e a intervenção do aluno
nas suas aprendizagens.
Vantagens
✔ Avaliação baseada em evidências com critérios definidos e
implementados;
✔ Oportunidade de identificar progressos e níveis de
realização;
✔ Criação de entusiasmo através do envolvimento;
✔ Partilha/Promoção de boas práticas;
✔ Facilidade de “benchmarking” respeitando a individualidade
de cada interveniente;
✔ Demonstração da importância da BE junto da comunidade;
✔ Favorece a avaliação externa contribuindo como mais valia
para a sustentabilidade do progresso;
✔ Medir a evolução ao longo do tempo através de auto-
avaliações periódicas.
C.1 Apoio a Actividades Livres, Extra-Curriculares e de
Fases a Enriquecimento Curricular
privileg Instrumentos de Recolha
iar Factores Críticos de sistemática de Evidências
Indicadores
Sucesso
Planea . A BE apoia actividades
livres de leitura, . Plano actividades da BE
r C.1.1
pesquisa, estudo e
execução de trabalhos . Horário da BE
escolares, fora do
Apoio à horário lectivo e dos
aquisição de contextos formais de .Diálogo com o
aprendizagem; DT/Professores
métodos de
trabalho e de . Os alunos praticam
técnicas de estudo . Registos sobre o material
estudo variadas; utilizado
autónomos . Os alunos desenvolvem
hábitos de trabalho e . Registos sobre as tarefas
Execut aprendem a organizar a desenvolvidas
sua própria
ar aprendizagem.
. Registos estatísticos de
utilização e presenças
C.1.3 . Os alunos beneficiam
de acesso livre e . Registos reuniões com
permanente; equipa da BE
Rever Apoio à . Os alunos adquirem
utilização hábitos de utilização
. Actas de CT
livre da BE;
autónoma e
. Os alunos dispõem de
voluntária da condições para . Grelhas observação
BE como utilização individual e competências
Ajustar em grupo;
espaço de
. Os alunos dispõem de . Questionário QA3
lazer e livre
uma boa colecção.
fruição de . Grelha O5
recursos

Conclusão

Para atingir os objectivos propostos e informar sobre o que está


a ser avaliado,
qualquer Projecto envolve sempre uma visão antecipada dos
resultados e deve ser cuidadosamente planeado e concretizado.
Iniciar e sistematizar procedimentos, considerar a avaliação
uma função de rotina, desejada mais do que temida, é o caminho
certo para o desenvolvimento de uma actividade que já deixou de ser
esporádica para se tornar regular.

O Relatório Final de Avaliação da BE é o instrumento que


norteia todos os procedimentos a usar no início do ano lectivo
seguinte. Deve dar uma visão geral do seu funcionamento, apesar de
incidir, em cada um dos próximos 4 anos, em cada um dos domínios
de avaliação definidos pela escola. A divulgação dos seus resultados
junto dos órgãos decisores e de gestão, da comunidade e de todos os
utilizadores é fundamental. Deve pois integrar o Plano Anual de
Actividades e, de forma sintetizada, ser parte activa no Relatório de
Avaliação Interna e externa da Escola.

“A situação de aprendizagem deve favorecer a


autonomia do pensamento; deve encorajar o aluno a investir
e a pesquisar a informação que necessita, a seguir o seu
percurso, a desenvolver o seu próprio processo de resolução
de problemas, a utilizar as suas ideias pessoais.”
Bibliografia:

. Texto da Sessão
. Basic Guide To Program Evaluation
. Modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares
. Estatísticas e Avaliação da Qualidade e do Desempenho em
Bibliotecas e Serviços de Informação
. Ferramenta CAF (Common Assessement Framework)