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INFECÇÕES

PROFª DEISE MARINHO DA SILVA-2009
1-DEFINIÇÃO:
É um processo em que microorganismos, já presentes ou não no hospedeiro,
invadem tecido(s) deste, e nele se multiplicam. A gravidade da infecção está na
dependência do nmero de germes infectantes, de sua virulência e das defesas do
organismo hospedeiro.
As infecç!es constituem um grave pro"lema de sade p"lica no #a$s. %anto, que
em &' de junho de ()*+ o ,inist-rio da .ade coloca em vigência a #ortaria ()/,0.,
que evidencia a necessidade de maior treinamento dos profissionais de modo a efetivar
o controle das infecç!es a n$vel hospitalar. 1m &2 de agosto de ())&, 3 minist-rio da
sade revoga esta portaria e e4pede a #ortaria )+5 que rege a n$vel nacional o controle
das infecç!es hospitalares.
2-CLASSIFICAÇÃO DA INFECÇÃO DE ACORDO COM A ORIGEM6 A
infecção pode ser6 7nfecção cru8ada, infecção comunitária, infecção hospitalar e
infecção de s$tio cirrgico.
• INFECÇÃO CRUZADA:
É aquela transmitida de paciente a paciente atrav-s das mãos do pessoal m-dico e da
enfermagem, que tam"-m - considerada infecção hospitalar.
• INFECÇÃO COMUNITÁRIA:
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É aquela que no ato da admissão foi detectada, ou está encu"ada, desde que não seja
relacionada com internação anterior no mesmo hospital.
• INFECÇÃO HOSPITALAR:
É qualquer infecção adquirida e manifestada durante a internação do paciente ou ap9s a
alta quando puder ser relacionada com a hospitali8ação.
.ão infecç!es causadas pelos microorganismos provenientes da flora normal, ou seja, de
germes que ha"itam o pr9prio corpo humano. A desarmonia na convivência germes:
homem, devido a incapacidade do ltimo, fa8 com que os primeiros se multipliquem e
passem a invadir os tecidos, causando as infecç!es.
A maioria das infecç!es hospitalares não podem ser prevenidas, haja visto que são
decorrentes da pr9pria condição dos pacientes, já que encontram:se enfraquecidos pela
doença que motivou a internação ou pelos procedimentos diagn9sticos e terapêuticos
agressivos ou que provoquem "ai4a na resistência do organismo.
1ntendemos, portanto, que as infecç!es hospitalares são inerentes ao am"iente
hospitalar, ou seja, desde a e4istência do primeiro hospital, elas e4istem. 1ntre os
vários fatores que interferem no aparecimento das infecç!es hospitalares, de acordo com
o consenso das entidades americanas, podem ser divididos em dois grupos6
;elacionadas ao hospedeiro e relacionadas < cirurgia.
a) Rela!"#a$"% a" &"%'e$e!("
;isco comprovado
• =rau de severidade da doença
• >ondiç!es do cliente no momento da anestesia
• 7dade avançada
• 3"esidade m9r"ida
• 7nfecç!es < dist?ncia
• #er$odo pr-:operat9rio prolongado
;isco provável
• ,á nutrição
• Al"umina "ai4a
;isco poss$vel
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• %erapia imunossupressora
• >?ncer
• @ia"etes mellitus
)) Rela!"#a$"% * !(+(,!a
;isco comprovado
• %ricotomia com l?mina
• @uração prolongada da cirurgia
• >ontaminação micro"iana intraoperat9ria
• .$tio cirrgico a"dominal inferior
• @eterminados tipos de cirurgia
;isco provável
• Admissão hospitalar prolongada
• %rauma tecidual
• #rocedimentos mltiplos
;isco poss$vel
• >irurgião ine4periente
• Aalhas em fechamento de espaços mortos
• Bemostasia po"re
• >orpos estranhos
• 14cesso de pessoas na sala cirrgica
• @renos
• Auros em luvas
• >irurgia de emergência
• Cão reali8ação de "anho0 higiene pr-:operat9ria
3s fatores acima relacionados continuam sendo estudados para os diferentes tipos
de cirurgias.
• INFECÇÃO DE S-TIO CIR.RGICO:
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a) C"#e!/"6 @efine:se 7nfecção do .$tio >irrgico (7.>) toda infecção cirrgica
que se manifestar at- +5 dias ap9s a data da cirurgia, sem colocação de pr9tese ou
implante e ou at- um ano ap9s a cirurgia nos casos de colocação de pr9teses ou corpos
estranho como troca de válvula card$aca, pr9tese ortop-dica, etc.
As infecç!es cirrgicas estão, junto com as pneumonias, sepses e infecç!es
urinárias, entre os quatro tipos mais freqDentes de infecç!es.
Co que se refere a custos hospitalares, as infecç!es cirrgicas são aquelas que
demandam maiores custos, tanto no que se refere a tratamento, quanto no que di8
respeito < estadia prolongada, aumentando em m-dia E dias o per$odo de hospitali8ação
dos clientes.
)) Fa/"(e% $e (!%" $e I#0e12" $" S3/!" C!(4(,!"6
 @uração da cirurgia maior que 5& horasF
 #otencial de contaminação da cirurgia(limpa, potencialmente contaminada,
contaminada e infectada)F
 >ultura intra:operat9ria positivaF
 %a"agismoF
 =licemia não controladaF
 3"esidade e4cessivaF
 Gso de cortic9idesF
 Bemorragia intra:operat9ria e4cessivaF
 %empo de internação pr-:operat9ria prolongadaF
 7dade do clienteF
 >ondiç!es da pele.
) Te5'" $e ")%e(6a12"6 uma 7.> - aquela infecção que se desenvolve at- +5 dias
ap9s a reali8ação do procedimento. Co caso de cirurgias onde foram implantadas
pr9teses, uma 7.> pode ser diagnosticada at- um ano ap9s a data do implante, ou at- a
retirada da mesma, se esta se der num per$odo inferior a um ano.
d) >lassificação6 a 7.> pode ser classificada de acordo com sua topografia em6
 7.> incisional superficial H quando envolver apenas a pele e tecido celular
su"cut?neo do local da incisão.
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 7.> incisional profunda H pode envolver ou não os mesmos tecidos da 7.>
incisional superficial, mas envolve o"rigatoriamente tecidos moles profundos,
como a fáscia e camadas musculares.
 7.> 9rgão ou espaço espec$fico H envolve 9rgão ou espaços profundos
manipulados durante a cirurgia, mas não necessariamente a incisão. .ão
e4emplos6 a meningite ap9s manipulação do sistema nervoso central, a
endocardite ap9s a troca de válvulas card$acas e a peritonite ap9s cirurgia
a"dominal.
e) S!#a!% e %!#/"5a% 7 para o diagn9stico de 7.>, pelo menos um dos crit-rios a"ai4o
devem estar presentes6
I #resença de secreção purulenta no local da incisão (para 7.> superficial), drenada de
tecidos moles profundos (para 7.> profunda) ou de 9rgão ou cavidade manipulada
durante a cirurgia (para 7.> espec$fica).
I 3rganismo isolado teoricamente est-ril ou colhido com t-cnica ass-ptica, de local
previamente fechado.
I #resença de a"cesso, ou no caso de tecidos profundos, evidências histopatol9gicas ou
radiol9gicas sugestivas de infecção,
I Ae"re (sem outra causa definida), dor, calor edema ou eritema ao redor da incisão,
ressaltando:se que a presença de eritema e4clusivamente ao redor de um ou mais pontos
e reação inflamat9ria m$nima tam"-m são indicativos de reação aos fios de sutura e não
necessariamente 7.>. %am"-m são inclu$das como 7.> as deiscências espont?neas de
tecidos profundos.
I 3 diagn9stico de 7.> pelo m-dico assistente, a não ser que ao e4ame da ferida haja
evidências de infecção.
#or e4emplo , apendicectomia com su"seqDente a"cesso su"diafragmático deve ser
notificada com 7.> de 9rgão ou espaço, em ra8ão de ter ocorrido na cavidade
a"dominal. uma infecção.
@e uma maneira geral, aceita:se como $ndice de 7.> em hospitais gerais que seja
at- EJ de todas as cirurgias reali8adas, por-m este nmero sofre grande variação na
dependência de vários fatores de risco associados a cirurgias, ao cliente e ao hospital.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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