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Informe Terapêutico

Aos Pais Ou Responsáveis :

1. Seu filho está iniciando psicoterapia. Ela consiste em um trabalho a médio e longo prazo, onde
o fator determinante para sua duração não se encontra somente nas mãos do psicoterapeuta, mas
também nas mãos da criança que, sendo uma pessoa singular, tem seu próprio tempo e seu próprio
ritmo de assimilação das situações novas experienciadas na relação e ambiente terapêutico.
Entendemos que muitas vezes os sintomas são alarmantes e a família ou escola tem pressa. Porém
devemos lembrar que na medida em que o desenvolvimento é um processo contínuo, os sintomas
que hoje aparecem e atrapalham a vida da criança e sua família vieram sendo construídos ao longo
dos anos e estão ligados a uma série de fatores do desenvolvimento pregresso e da configuração
atual familiar e escolar dessa criança e, portanto não podem ser eliminados num “passe de
mágica”.
2. Para que essa transformação aconteça, será preciso uma grande participação sua, uma vez que
entendemos que uma criança está completamente mergulhada em seu contexto familiar e escolar
e, portanto não há como modificá-la, transformá-la, ajudá-la, sem que todos caminhem em uma
mesma direção e façam sua parte. O trabalho terapêutico com a criança é um trabalho de parceria
terapeuta/família /escola / outros profissionais que trabalham com ela, e quanto mais afinada tal
parceria, maiores as chances de ajudá-la a superar suas dificuldades.
3. Por isso, a sessão regular de acompanhamento de pais é parte integrante do processo
terapêutico da criança e este só será desenvolvido caso você se comprometa a participar delas
sempre que solicitado pelo psicoterapeuta. Fica também aberta a possibilidade de que você
solicite uma sessão, caso tenha necessidade. Não existe um horário e uma data fixa para tais
sessões, que só vão acontecer na medida em que houver necessidade para o bom andamento do
trabalho.
4. A eficiência da psicoterapia também está intimamente ligada à frequência nas sessões
terapêuticas. Evite a todo custo que a criança falte. Uma pequena interrupção pode causar danos
e consequências bastante sérias, levando muitas vezes o trabalho à estaca zero. Caso isso aconteça
não deixe de mencionar o fato para a criança, explicando claramente o motivo de sua falta, para
que não pese nenhuma suspeita quanto a ter sido “abandonado” pelo psicoterapeuta. Atenção: o
bom relacionamento da criança com o psicoterapeuta, com a construção de um forte vínculo de
confiança, é condição básica para que a psicoterapia aconteça e dê frutos: por isso, é importante
que não fiquem dúvidas quanto à disponibilidade do psicoterapeuta em recebê-la. Da mesma
forma é preciso esclarecer que o processo terapêutico não tem nenhuma ligação com o ano letivo
e, portanto, não existem férias na psicoterapia. Caso a criança precise fazer alguma viagem que a
impossibilite de frequentar as sessões, os pais devem estar cientes das possíveis consequências
advindas dessas faltas. Por outro lado, se o psicoterapeuta precisar desmarcar alguma sessão,
tentará inicialmente agendar um outro horário a título de compensação, ficando a criança sem sua
sessão somente em último caso. Tais situações são raras, mas caso aconteçam, são trabalhadas
diretamente com a criança no espaço terapêutico.
5. Na medida em que um horário é marcado, este fica valendo até segunda ordem. Isto significa que
tal horário não será mais confirmado e que se encontra reservado todas as semanas para o seu
filho.
6. Nesse caso, é dever do psicoterapeuta estar disponível durante esse horário toda semana, e do
responsável, honrar com o pagamento da sessão, independente de seu uso. Isto significa que faltas
do cliente são assumidas pelo mesmo, sem entrar no mérito do motivo da falta, que naturalmente é
importante para quem faltou, mas que não vem ressarcir o tempo de trabalho do psicoterapeuta
que foi desperdiçado. De forma justa, a impossibilidade de o psicoterapeuta comparecer ao
horário previamente marcado ou no caso de feriados em que não se conseguiu uma remarcação, é
do psicoterapeuta o ônus da sessão perdida. A exceção a essa regra é estabelecida quando o
cliente desmarca previamente uma sessão, com no mínimo três dias úteis de antecedência, dando
possibilidade ao psicoterapeuta de reorganizar seus horários de forma a amenizar o prejuízo
causado pela ausência do referido cliente. No caso de uma remarcação, fica valendo somente á
última sessão, porém o critério de três dias de antecedência continua sendo contemplado.
7. As sessões de acompanhamento de pais fazem parte do trabalho com a criança e serão
consideradas como qualquer outra sessão para efeito de pagamento, já que o psicoterapeuta
dispensa seu horário de trabalho da mesma forma e está trabalhando em prol da criança. O valor
da sessão será o mesmo e todas as regras citadas acima a respeito da responsabilidade pelo horário
marcado também serão aplicadas às sessões de acompanhamento de pais.
8. Existe a possibilidade de que ao longo do processo terapêutico os pais sejam solicitados para uma
ou mais sessões conjuntas com a criança e/ou sessões familiares. Tais situações só acontecerão
com a aquiescência de todos os participantes e sempre a partir de uma necessidade específica
surgida no processo terapêutico da criança. Todos os critérios de frequência e pagamento acima
mencionados são válidos também para tais sessões.
9. Faz parte do processo de avaliação e do acompanhamento terapêutico uma ou mais visitas à
escola da criança, no sentido de obter informações a respeito da mesma no contexto escolar e, ao
mesmo tempo, prestar esclarecimentos e orientações que porventura sejam necessárias. As visitas
à escola, da mesma forma que as sessões com os pais, serão cobradas, sendo o valor igual ao da
sessão da criança, independente do tempo dispensado na visita. Os pais serão sempre notificados
da necessidade de tais visitas com a antecedência necessária para cada caso.
10. O cliente que por qualquer motivo desmarcar mais de duas sessões seguidas. Terá seu horário
liberado para uso do psicoterapeuta e, caso retorne, precisará verificar novamente a
disponibilidade de um horário para continuar o trabalho. Para que isso não aconteça, o cliente ao
faltar mais de duas sessões precisará arcar com o pagamento de seu horário para que ele fique
reservado até a sua volta.
11. O período de férias do psicoterapeuta será avisado e trabalhado com antecedência e não será
cobrado do cliente.
12. Fica assegurado o sigilo terapêutico com relação a tudo que for conversado, discutido e abordado
em todas as sessões.
13. Em face da observação anterior, cabe ao psicoterapeuta emitir, quando houver necessidade,
apenas a sua compreensão e suas impressões acerca do que aconteceu nas sessões, sem que haja
nenhum tipo de relato literal, salvo em situações que possam colocar em risco a integridade da
criança.
14. Todos os procedimentos, tais como sessões com os pais, visitas à escola, telefonemas para outros
profissionais, serão de conhecimento de todos os envolvidos, inclusive e particularmente da
criança em questão.
15. Leia com atenção e caso tenha alguma dúvida ou discorde de algum item não deixe de mencioná-
lo para que possamos conversar e chegar a um acordo ou solução. O que não é discutido agora
pode trazer consequências indesejáveis em um momento posterior, causando prejuízos
importantes ao processo terapêutico de seu filho.