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Gestão e Controle de Mercado

Administração


Com o surgimento das organizações, apresenta no meio organizacional a
necessidade de administrar tais empresas. Sendo assim a administração criou uma
maior ênfase quando definida por Chiavenato (2000): como a arte de produzir
bens ou serviços por intermédio das pessoas.
Num conceito mais recente podemos destacar que a Administração é um processo
que coordena o trabalho na organização e recursos necessários para alcançar a
eficiência dos objetivos.

Desta forma serão definidos quatro elementos:

 Processo: é a maneira como deve ser feito as ações.
 Coordenação: Consiste na orientação dos trabalhos e recursos para garantir
as partes independentes, as quais irão funcionar como um todo, procurando
alcançar a interligação e consistência entre os processos e objetivos.
 Eficiência: Aqui se destaca a poder de realização das atividades da
organização, diminuindo o uso dos recursos, ou melhor, a capacidade de
desempenhar as tarefas.
 Eficácia: Se refere ao potencial de se realizar as atividades da organização,
para que possa alcançar os objetivos planejados, pois diante destes termos
pode-se conseguir atingi-los com mais finalidade. A eficiência depende da
eficácia, pois ambas se tornarão inútil, pois o gestor deve manter-se a sua
visão principalmente nestes dois últimos elementos.







O processo de administração

O processo de administração há um bom tempo foi definido por Henri Fayol, como
processo dinâmico, o qual contêm cinco funções que entre si funcionam como
sendo:
 Prever;
 Organizar;
 Comandar;
 Coordenar e;
 Controlar.

Muitos autores atuais ainda usam essas funções como conhecimentos em seus
livros, mas existe uma nova denominação em relação às funções de comandar e
coordenar se aglutinam na função de Dirigir, na qual esta mais associada ao
processo de gestão de pessoas. Os administradores hoje em dia, buscam
implementar cada uma das funções na intenção de alcançar os objetivos
planejados pela organização.

São funções distintas, porém estão interligadas e são interdependentes, portanto, é
necessário que cada gestor análise os efeitos de cada função e veja que uma irá
complementar a outra.


Desta forma, mostramos a seguir as quatro funções da administração:

Planejar: Aqui o gestor irá especificar os objetivos que a organização pretende
atingir, neste conceito as ações e estratégias serão definidas a fim de poder-se
alcançar os objetivos, bem como, no desenvolvimento dos planos que integram e
orientem as atividades dentro da organização. Assim, planejar permite que todos
que fazem parte da organização tenham suas atividades e ações direcionadas a
uma finalidade comum.


Organizar: Saber organizar dentro de uma organização, é saber distribuir as
tarefas e os recursos necessários para o andamento das atividades junto aos
membros da organização, assim dividem-se as autoridades sobre as pessoas que
irão quando e onde tomar as decisões. Sendo que isso trará como resultado do
processo a estrutura organizacional.

Direção: Dirigir está relacionado aos processos de gestão de recursos humanos
dentro da organização. Pois, dirigir é justamente liderar, motivar e coordenar as
atividades e suas tarefas. Bem como, definir o canal de comunicação mais correto e
resolver problemas entre os funcionários. Esta função exige muita ação por parte
do gestor e bem mais que as outras funções.



OS ADMINISTRADORES

Os gestores, nome comuns aos administradores
das empresas, os quais possui a função de guiar a
organização com a finalidade de conseguir os
objetivos da empresa de modo geral. Estes
profissionais são responsáveis pela decisão de
como devem ser aplicados os recursos da
organização a fim de assegurar as metas. Porém,
não executam sozinhos suas atividades, precisam
dos demais membros da organização, através do
comando e coordenação das tarefas emanadas aos outros.

Gerir ou administrar, não está circunscrita somente aos proprietários ou diretores
da organização, mas sim a outras pessoas que fazem parte da hierarquia
organizacional, pois como gerentes, supervisores ou líderes de equipe têm funções
da administração.

O administrador é responsável pelo desempenho de algumas tarefas, não
restringindo sua ação ao planejamento, organização, direção e controle dos
trabalhos.

Mas observa-se também que nem todas as pessoas que trabalham na organização
são gestores. Certos membros da estrutura organizacional têm responsabilidade à
execução de tarefa ou trabalho específico, sem supervisionar o trabalho de outros.
São comumente indicados subordinados ou de acordo com as tendências mais
atuais, colaboradores ou parceiros.

Níveis organizacionais

Os administradores podem ser classificados pelo nível que ocupam na organização
e pelo âmbito das atividades pelas quais são responsáveis – administradores gerais
ou funcionais. Com relação à posição que ocupa na estrutura organizacional, é
possível distinguir três níveis: estratégico, tático e operacional.

O nível estratégico é o mais alto da hierarquia e é mesclado pelos
administradores de topo, um grupo relativamente pequeno de executivos que é
responsável pelas principais decisões da organização. Seu desempenho é
estratégico e compreende a organização como um todo. São também responsáveis
pela influência mútua entre a organização e seu ambiente externo.
Ex.: aumento do retorno sobre o investimento organizacional.


O nível tático representa um intermédio da estrutura organizacional. É
constituído por um conjunto de executivos que é responsável pela articulação
interna entre o nível estratégico e o operacional. Sua atuação é tática e está
orientada para uma unidade de negócio, departamento ou área funcional.
Normalmente os administradores desse nível são gerentes ou diretores de
unidades de negócio, de departamento, de área ou de divisão.

Ex.: Incentivar a responsabilidade social
O nível operacional é o mais baixo da hierarquia da organização, e é constituído
pelos administradores de primeira linha. Os administradores, nesse nível
organizacional, têm atuação operacional e de curto prazo, orientada para a
execução de atividades operacionais. Os administradores de primeira linha são os
supervisores, os líderes de equipe, os coordenadores de projetos, entre outros
gestores responsáveis apenas por pequenos grupos de trabalhadores ou de tarefas.
Existem administradores em todos os níveis organizacionais.
Ex.: Admitir dez pessoas deficientes ao ano e incentivar o consumo consciente


Os objetivos se diferenciam em termos de amplitude (espaço organizacional) e de
horizonte (tempo). Os objetivos estratégicos são desdobrados em objetivos táticos
e operacionais. Esse desdobramento é necessário e essencial, pois permite a
implementação através de planos táticos e operacionais. Os desdobramentos dos
objetivos maiores em objetivos menores recebem o nome de cascata de objetivos.

Segundo Chiavenato os objetivos são definidos da seguinte forma:

Objetivos estratégicos

São os objetivos globais e amplos da organização e definidos no longo prazo, isto é,
entre dois a cinco ou mais anos pela frente.

Objetivos táticos

São os objetivos de médio prazo e que abrangem cada unidade específica da
organização. São geralmente objetivos divisionais ou departamentais relacionados
com as áreas de produção, finanças, marketing e de recursos humanos da
organização.

Objetivos operacionais

São os objetivos específicos e de curto prazo voltados para a execução das
operações quotidianas da organização referem-se geralmente a cada tarefa ou
operação especificamente.



Os objetivos organizacionais proporcionam benefícios, como: guias para a ação,
motivação e envolvimento dos colaboradores e racionalidade na tomada de
decisão. Para serem úteis, precisam ter as seguintes características: ser
mensurável, realísticos, desafiadores, definidos no tempo, relevantes e
motivadores. Além disso, é importante que os gestores e acadêmicos entendam
que as organizações perseguem uma infinidade de objetivos e para isso é
necessário tratá-los em escala hierárquica respeitando os prazos e evitando a
"síndrome do objetivo estratégico de curto prazo".

Tipo de organização: O tipo de organização também influencia o trabalho de um
administrador. Existem algumas diferenças entre o trabalho desempenhado por
um gestor público e o de um administrador de uma empresa privada com fins
lucrativos. Os administradores de empresas têm como principal indicador da
competitividade e desempenho da organização a maximização dos lucros, ao passo
que as organizações públicas e não lucrativas respondem a objetivos mais difíceis
de medir, como universalização, equidade e justiça.

Dimensão da organização: A dimensão da organização é outro fator que
diferencia o trabalho de um administrador. Como no caso dos níveis hierárquicos,
as diferenças estão na importância e na intensidade, não nas atividades do
administrador. Um administrador de micro ou pequena organização é mais
generalista, visto que combinam muitas das tarefas de um administrador de topo,
como o estabelecimento de objetivos estratégicos, com tarefas rotineiras,
normalmente desempenhadas por supervisores. Seja qual for o tamanho da
organização os administradores, planejam, organizam, dirigem e controlam.

Mercado

Dá-se o conceito de mercado para um grupo de consumistas que têm necessidades
e interesses parecidos, com potencial aquisitivo e vontade para comprar.

De maneira econômica pode-se definir mercado como uma instituição social na
quais bens, serviços e fatores de produção são trocados livremente. Há dois tipos
principais de mercados:

a) Mercado consumidor final: compram o produto para seu próprio uso.
Ex.: Quando você compra um produto no mercado

b) Mercado industrial: compra produtos e serviços para revendê-los ou usa-
los em suas operações.
Ex.: O supermercado compra produtos da indústria

A definição de mercado começa com a população total e chega até o mercado
efetivamente conquistado pela empresa.
Fatores de evolução dos mercados
O mercado é um sistema que desenvolve no tempo, sob a consequência de
variáveis cujo alcance se verifica a curto, médio e longo prazo. É aceitável
identificar esses fatores, os quais ajudarão a entender o que de mais interessante
se vai ocorrendo no mercado e assim habituar as estratégias e políticas mais
aconselhadas.

Fatores de evolução do mercado a curto, médio prazo.
 Conjuntura económica, política e social: todos, conhecemos que as
transformações conjunturais se ajuízam nas condições para o consumo, quer
por parte das pessoas individualmente, quer por parte das empresas.
 Variações sazonais: é do saber comum que o consumo de vários produtos varia
ao longo do ano – a venda de guarda-chuva aumenta no Inverno e o consumo
de sorvetes sofre um acréscimo no período seco. Existe assim, certa fragilidade
destes mercados, pois um verão pouco quente e chuvoso pode provocar uma
quebra nas vendas de sorvetes, apenas recuperável num próximo verão
quente.

Fatores de Evolução do mercado a longo prazo
 Tempo: A evolução natural do mercado ao longo do tempo dá-se justamente ao
consumo de produtos que de certa forma estão no gosto das pessoas. Ex:
Equipamentos domésticos, Máquinas de Lavar roupas, Micro-ondas.
 Efeito de substituição de produtos: As mudanças tecnológicas provoca a
substituição de produtos, que por algum motivo desaparecem ou
simplesmente deixam de serem fabricados, e isso provoca mudanças
qualitativas e quantitativas nos mercados. Ex: Celular modelo tijolão.
 A inovação tecnológica como geradora de novos mercados: atualmente, as
empresas procuram na tecnologia grande fontes de inspiração para novos
produtos e também para a criação de vantagens concorrenciais.
 Grau de concorrência: o aparecimento de novos concorrentes no mercado leva
à dinâmica de desenvolvimento desses mercados.
 Mercados condicionados: Há vários mercados condicionados ao
desenvolvimento de outros e, portanto, estes deverá levar o desenvolvimento
de ambos. Ex: Mercado de TV a cabo, condicionado ao mercado dos televisores
ou a internet.
 Envolvente política, econômica, cultural, demográfica, tecnológica e social: De
certa forma, os mercados são estimados pelas condições envolventes, o que de
fato, é de simples verificação quando olhamos as cotações da bolsa de Valores,
sensíveis a fatos externos de diversas ordens.
Estes fatores de evolução podem ser objeto de alguma influência por parte dos
agentes econômicos, pois não devemos esquecer que as empresas são forças ativas
e atuantes.

Classificação dos mercados


Existem dois tipos de mercado:
Mercado formal
Como o próprio nome corresponde o significado, caracteriza-se como uma
formalização legal de qualquer tipo de negócio, de produtos ou de serviços
conciliada com um conjunto de regras, leis, normas jurídicas, com a finalidade de
verificar e controlar esse mercado.
O empresário do mercado formal, possuirá vantagens no que se diz respeito a linha
de crédito em bancos e financeiras, tendo confiança ao estado de existência de sua
empresa com toda essa formalização, conseguindo assim, empréstimos para a
ampliação em seus negócios e também tendo apoio dos órgãos públicos locais.
Mercado informal
Esse é completamente o inverso. Não há respeito às normas, aos direitos do
trabalhador e não assinam a carteira e ainda há a irregularidade de salário. E por
incrível que possa parecer é o tipo de mercado que mais está em crescimento em
nosso país.
Elementos principais para a formação de uma estrutura de mercado
O funcionamento de uma norma de mercado se baseia em um conjunto de regras,
onde se compram e vendem bens e serviços e também fatores de produção.
O valor do bem depende de vários fatores como: valor de outros bens substitutos,
renda disponível, preferências de consumidores e etc.
Já a quantidade oferecida de um bem está condicionada a vários fatores, tais como
tecnologia disponível, preço dos fatores de produção, subsídios, impostos, preço do
próprio bem, etc.

ESTRUTURAS BÁSICAS DO MERCADO

Na teoria microeconômica estudamos:

Que o comportamento do ser, dotado de uma renda e diante do fator preço e de
fatores subjetivos (hábitos e preferências) e condicionantes psicológicas busca a
combinação de bens ou serviços que maximize satisfação, prazer, felicidade, bem-
estar.

A teoria da empresa, onde o empresário orientado por determinada tecnologia
combina fatores de produção para produzir bens e/ou serviços, que vendidos,
busca o equilíbrio na condução do seu negócio.

Preço – denominador comum entre oferta e demanda. Se do lado da oferta o
empresário defronta com a escassez de insumos, portanto, suas expectativas são
finitas e limitadas; do lado da demanda o consumidor possui ansiedades infinitas e
ilimitadas. A determinação de equilíbrio está condicionada à finalidade da empresa
e à estrutura mercadológica em que esteja inserida.

Determinantes das estruturas de mercados

São dois os elementos que determinam as estruturas mercadológicas nas quais
acontece a atuação da firmas: a quantidade de agentes e a natureza do produto
final ou serviço ou do fator de produção.

A quantidade de agentes – mas, principalmente, pela forma de atuação e não
pela quantidade dos agentes. O comportamento dos agentes diz respeito à
existência ou não de reações entre eles quando as decisões particulares entrarem
em cena. Podem surgir duas possibilidades:

 Mercados atomizados, presença de grande quantidade de agentes em que
as decisões individuais dos agentes não influenciam a decisões dos demais
agentes concorrentes. Os indivíduos atuam como tomadores de preços e,
isoladamente, jamais pressionarão o preço que vier a ser ditado pelo
mercado. Essa situação ocorre nos mercados concorrenciais.

 Mercado não atomizado, onde existem poucos agentes (mercados não
concorrenciais) e a decisão de qualquer um deles terá influência sobre as
decisões dos demais. Neste mercado aos agentes conseguem, em certas
circunstâncias, ditar preços.

A natureza do produto final ou serviço ou do fator de produção – neste caso
os mercados também podem ser classificados em duas categorias:

 Mercados puros, quando os produtos são homogêneos, portanto,
substitutos perfeitos. Exemplos: água mineral sem gás, flores e cimento.
 Mercados imperfeitos, quando os produtos não são homogêneos quanto à
origem, condições de comercialização e qualidade, e não são bons
substitutos (perfeitos ou homogêneos).


Mercado de concorrência perfeita
Como todas as formulações microeconômicas, a estrutura de mercado
caracterizada por concorrência perfeita é uma formulação irreal (ou seja, uma
concepção ideal), porque os mercados altamente concorrenciais não existem, na
realidade são apenas aproximações desse modelo. Não obstante, é útil como
aproximação para descrever o funcionamento econômico de muitas realidades
complexas:
 É identificado pela existência do amplo número de compradores e
vendedores;
 O produto transacionado é homogêneo;
 Há livre entrada de empresas no mercado;
 Perfeita transparência para os vendedores e para os compradores de tudo
que ocorre no mercado;
 Perfeita mobilidade dos insumos produtivos. Só existe na teoria.


Hipóteses do modelo de concorrência perfeita

Dizemos que um mercado apresenta uma estrutura em concorrência perfeita
quando:
o Existe um grande número de produtores (também chamados de
vendedores).
o Cada um dos produtores é pequeno em relação à dimensão do mercado.
o Os produtos elaborados são homogêneos, sendo substitutos perfeitos
entre si.
o Existe um grande número de compradores, sendo que cada um deles é
pequeno em relação à dimensão do mercado.
o Existe completa informação e conhecimento sobre o preço do produto
por parte dos produtores e dos consumidores.
o Não existe habilidade das firmas para influenciar a procura de mercado
através de mecanismos extra preços, como propaganda, melhoria de
qualidade, mecanismos de comercialização, etc.
o A entrada e a saída de firmas no mercado são livres.

Exemplos de mercados com estruturas próximas da concorrência perfeita são os
produtores de hortaliças e os vendedores de picolé numa área de lazer.



DEMAIS ESTRUTURAS DE MERCADO

MONOPÓLIO

Uma estrutura de mercado é caracterizada como sendo de monopólio quando
temos as seguintes condições:

1) o setor (ou mercado) produtor é constituído por uma única firma;
2) a firma em questão elabora um produto para o qual não existe substituto
próximo;
3) existe concorrência entre os consumidores; e
4) a firma procura estabelecer mecanismos que garantam o monopólio do
mercado.

Exemplos de monopólios: são os serviços de telefonia, águas e esgotos e energia
elétrica em uma cidade. Esse tipo de monopólio é estabelecido por concessão do
setor público.

Observe que em uma estrutura de mercado em concorrência perfeita temos um
grande número de firmas elaborando um bem homogêneo. No monopólio temos
apenas uma firma. A firma em concorrência perfeita controla apenas a quantidade
produzida, enquanto a firma em monopólio controla a produção ou o preço.

O equilíbrio da firma monopolista no curto-prazo

Consideramos que a firma monopolista não exerce qualquer influência nos preços
dos fatores de produção, ou seja, a firma monopolista obtém os fatores de
produção no mercado de concorrência perfeita e vende o seu produto num
mercado com estrutura de monopólio.

A firma monopolista maximiza o lucro produzindo a quantidade onde CMg = RMg.
Em outras palavras, enquanto RMg > CMg será consistente com seus objetivos
aumentar o nível de produto, pois seu lucro total estará aumentando.

Tipos de monopólio

Existem monopólios com única planta industrial e monopólios com unidades fabris
distintas (plantas múltiplas), bem como monopólios com preço único ou sem
discriminação de preço (aplicável aos monopólios naturais) e monopólios com
preços diversos em um mesmo instante de tempo, como por exemplo:

 Preços de ingressos em estádios e casas de espetáculos;
 Tarifas de energia diferenciada por tipo de destino (residencial, comercial e
industrial); e
 Tarifa telefônica diferenciada por horário.

A discriminação de preços em monopólio acarreta a presença de situações
distintas classificadas em três graus:

 Discriminação de preços de 1º grau (perfeita): quando o número de
usuários é pequeno e o monopolista estabelece preço diferenciado para
cada um deles, como no caso de cirurgias altamente especializadas e
lances de leilão;
 Discriminação de preços de 2º grau: quando os preços variam de acordo
com o volume de utilização do bem. Por exemplo, tarifa de serviços gráficos
com os valores unitários por cópia decrescentes conforme lotes; e
 Discriminação de preços de 3º grau: o mercado é segmentado adotando-se
como parâmetro as características da elasticidade-preço da procura para os
diversos grupos de usuários e/ou patentes do bem. Os preços mais
elevados são estabelecidos para os grupos em que essa elasticidade seja
menor e vice-versa.
Ex.: preços de ingressos em estádios e teatros e viagens internacionais.

Vantagens e desvantagens do monopólio

 Como vantagem tem-se que a produção em larga escala reduz custos, que
se repassados aos consumidores beneficiará a coletividade;
 No caso da desvantagem, pelo menos três colocações desabonariam a
figura do monopólio:

 Possibilidade de ineficiência da firma monopolista e até falta de estímulo
para melhoria dos métodos produtivos;
 Limitação imposta aos consumidores quanto às oportunidades de
compra e escolha;
 Preços abusivos eventualmente fixados ao consumidor que, em
consequência, traduziram-se como lucros elevados ao monopolista.



OLIGOPÓLIO

Estrutura de mercado caracterizado por oligopólio

Caracteriza-se por:
1) Existência de um número pequeno de produtores (também chamados de
vendedores) fabricando que são substitutos próximos entre si, com elevada
elasticidade cruzada.
2) Alguns produtores detêm parcela elevada da produção; que em alguns casos
lhes permite exercer uma liderança na fixação de preço no mercado.
3) As decisões das empresas quanto à produção e preço são interligadas. Se uma
empresa rebaixar o preço de seu produto para aumentar sua fatia do mercado,
será acompanhada pelas demais empresas. Se uma empresa produzir acima de
sua fatia de mercado, terá que carregar estoques.
4) As empresas procuram manter o seu oligopólio através de diferenciação de
produtos, acordos com revendedores, propaganda, etc.
5) Não existe livre entrada e saída do mercado. As barreiras à entrada podem ser
tecnológicas, ou o alto valor do capital necessário à produção, entre outras razões.

São exemplos de oligopólios a indústria de automóveis, a indústria de tratores, a
indústria de medicamentos veterinários, serviços de transporte aéreo e rodoviário,
setores químicos e siderúrgico e outros.

Existem muitos modelos de oligopólios. Os primeiros modelos consideravam que a
firma desejava maximizar a massa de lucros (modelos clássicos de oligopólios); e,
a partir da década de 30, foram desenvolvidos modelos onde o preço é fixado por
um mark-up sobre o custo variável médio. A firma fixa esse mark-up de modo a
obter a maior taxa de lucro possível.


 Monopsônio
 Oligopsônio
 Concorrência monopolística

Marketing e o mercado
Marketing é a gestão dos mercados, fazendo emergir trocas e relações com o
intuito de criar valor e satisfazer necessidades e desejos. É um processo através do
qual os indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam criando e trocando
produtos e valor uns com os outros. Embora muitas vezes pensemos no Marketing
como sendo apenas praticado por vendedores, os compradores também
participam nas actividades de marketing. Os consumidores fazem marketing
quando procuram novos produtos e preços vantajosos, que eles consigam suportar
Mercadoria[editar | editar código-fonte]

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Mercadoria segundo Karl Marx[editar | editar código-fonte]
Karl Marx em "O Capital" define a mercadoria como tendo um duplo aspecto: a)
como valor de uso, a mercadoria é algo concreto, um objeto de consumo, que pode
ser imediatamente utilizado para satisfazer uma necessidade ou que pode ser
consumido produtivamente - ser usado como meio de produção de outros objetos
ou como matéria-prima; b) como valor de troca, a mercadoria é uma coisa que
pode ser trocada por outra, diretamente - escambo - ou por meio do dinheiro. Marx
afirma que, como valor de troca, as peculiaridades dos objetos são deixadas de lado
para considerá-los apenas como quantidades abstratas. Por exemplo, 2 kg de arroz
tornam-se iguais a uma caixa de fósforos, enquanto que, como coisas concretas
(valores de uso), caixas de fósforos e sacos de arroz não tem nada em comum.
Para Marx, esses dois aspectos são constituintes de toda e qualquer mercadoria e
formam uma unidade inseparável ao mesmo tempo que conflitante (contraditória).
Ele define a sociedade capitalista como tendo posto o valor de uso como meio para
o aumento do valor de troca, enquanto as sociedades mercantis pré-capitalistas
colocavam o valor de uso como fim e o valor de troca como meio.
Em "O Capital", Marx vê a sociedade capitalista se constituindo na interação e
interrelacionamento de três tipos de mercadorias (cada uma tendo o duplo aspecto
de valor de troca/valor de uso), que são: a mercadoria-simples, a mercadoria força
de trabalho e a mercadoria-capital, sendo que esta última domina e dirige a
produção e reprodução dos outros dois tipos. A mercadoria-capital consiste,
enquanto valor de uso, nos meios de produção que se acumulam revolucionando-
se indefinidamente, e, enquanto valor de troca, no valor que busca se valorizar
indefinidamente (a mercadoria-capital não deve ser confundida com o capital
propriamente dito, pois este é uma relação social, enquanto a mercadoria-capital é
apenas uma coisa econômica); a mercadoria simples consiste, como valor de uso,
em objetos que satisfazem uma necessidade e nas matérias primas, e, como valor
de troca, no valor que desaparece com o uso ou tende a conservar seu valor ao ser
usada como matéria prima; a mercadoria força de trabalho consiste, enquanto
valor de uso, nas habilidades e aptidões humanas e, enquanto valor de troca, no
valor que se consome na reprodução da força de trabalho (reprodução das
habilidades e aptidões), isto é, o salário, mas é unicamente a utilização da força de
trabalho que cria o valor que se acumula indefinidamente na mercadoria-capital.
Para uma descrição da interação entre estas mercadorias, ver o artigo mais-valia.
Um aspecto fundamental para entender "O Capital", é o conceito de fetichismo da
mercadoria, segundo o qual, na troca de mercadorias, a relação entre pessoas
“assume a forma fantasmagórica de uma relação entre coisas”. Numa sociedade
mercantil (capitalista ou pré-capitalista) ocorre que a troca de mercadorias é a
única maneira na qual os diferentes produtores isolados se relacionam entre si.
Dessa maneira, o valor das mercadorias é determinado de modo independente dos
produtores individuais, e cada produtor deve produzir sua mercadoria em termos
de satisfação de necessidades alheias. Disso resulta que a mercadoria mesma (ou o
mercado) parece determinar a vontade do produtor e não o contrário. O fetichismo
da mercadoria é o fenômeno social e psicológico onde as mercadorias aparentam
ter uma vontade independente de seus produtores.
O desdobramento que Marx faz da crítica do fetichismo da mercadoria forma o
núcleo de "O Capital" como crítica do capital, afirmando que este é uma relação
social onde o trabalho morto (as coisas, os meios de produção,etc.) domina o
trabalho vivo (a atividade dos homens), de modo que os homens passam a existir
como meras peças das máquina e instrumentos que, embora sejam os homens que
as operam e produzem, formam um sistema mundial que se alimenta do trabalho
vivo e busca se acumular indefinidamente.