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Os Fundamentos da Administração Pública Brasileira

Estado pode ser definido como uma sociedade natural, que tem como objetivo o bem
comum. Ele é formado por três elementos indissociáveis: o povo, o território e o governo soberano.
Possui ainda três funções ou poderes, que são as de administrar, julgar e legislar. Para cumprir essas
funções o Estado faz uso da Administração Pública. Este termo possui várias acepções. No sentido
formal ela designa os entes que exercem a atividade administrativa, compreende pessoas jurídicas,
órgãos e agentes públicos. Em resumo, é toda a estrutura que forma o aparelho do Estado. Em
sentido material ou funcional ela designa a natureza da atividade exercida pelos referidos entes.
Neste caso, a Administração Pública é a própria função administrativa que incumbe
predominantemente ao Poder Executivo.
Essas funções e o aparato do Estado estão sujeitos a vários princípios. Para Miguel
Reale (Lições Preliminares do Direito, 27ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2004) princípios são
enunciações normativas de valor genérico que condicionam e orientam a compreensão do
ordenamento jurídico. O texto constitucional elege cinco princípios fundamentais, que são como os
da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (CF/1988, Art. 37, caput). O
princípio da legalidade se traduz na supremacia da lei sobre os atos e medidas administrativas. Para
Odete Medauar (Direito Administrativo Moderno. 8ª Edição rev. e atual. São Paulo: Revista dos
tribunais, 2004, pag 143), esse princípio originariamente vinculou-se à separação de poderes, em
oposição às práticas do período absolutista. A administração e administrados estão sujeitos às
normas legais, o que dá uma garantia, certeza jurídica e limitação do poder do Estado. O Princípio
da impessoalidade tem como fundamento o postulado da isonomia, impedindo que os atos
administrativos sejam praticados visando interesses pessoais do agente ou de terceiros, para evitar
favorecimentos, discriminações e perseguições aos administrados. O Princípio da Moralidade torna
jurídica a exigência de atuação ética dos agentes da administração pública. O que se defende é a
lisura e a exação nas práticas administrativas. O Princípio da Publicidade tem por finalidade
assegurar a transparência e visibilidade na gestão pública, e se constituem em um importante
mecanismo de controle da conduta dos governantes. O objetivo do Princípio da eficiência diz
respeito à ideia de ação e visa assegurar que os serviços públicos sejam prestados da melhor forma
possível, de maneira mais simples, mais rápida e mais econômica.
Por fim, para que o Estado cumpra a sua finalidade, que é a de promover o bem geral, a
administração deve seguir todos esses princípios e um não exclui o outro. Nesse sentido, a
administração militar, particularmente o Exército Brasileiro está se atualizando e capacitando seus
quadros, na certeza de bem cumprir a sua função constitucional e legal. Um exemplo disso é o
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais, onde podemos nos atualizar a adquirir novos
conhecimentos face aos desafios que o futuro nos reserva.