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1.

a
Fase – 2004
EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO
12.° ANO DE ESCOLARIDADE (DECRETO-LEI n.° 286/89, de 29 de Agosto)
Cursos Gerais e Cursos Tecnológicos
Duração da prova: 120 minutos 1.
a
FASE
2004 VERSÃO 1
PROVA ESCRITA DE MATEMÁTICA
Grupo I
1. Para um certo valor de k , é contínua em R a função g , definida por
Qual é o valor de k ?
(A) - 1 (B) 0 (C) 1 (D) 2
2. Na figura junta está parte da representação gráfica de
uma função polinomial h .
O ponto de abcissa 1 é o único ponto de inflexão do
gráfico de h .
Qual das expressões seguintes pode definir h” ,
segunda derivada da função h ?
(A) (x - 1)
2
(B) (1 + x)
2
(C) x - 1 (D) 1 - x
3. Sabe-se que log
2
a = }
1
5
} .
Qual é o valor de log
2
1
}
a
8
5
}
2
?
(A) - 1 (B) - 2 (C) - 3 (D) - 4
(ln designa logaritmo de base e)
k + cos x se x ≤ 0
}
ln(1
x
+ x)
} se x > 0
a
d
b
d
c
g (x) =
• As sete questões deste grupo são de escolha múltipla.
• Para cada uma delas, são indicadas quatro alternativas, das quais só uma está correcta.
• Escreva na sua folha de respostas apenas a letra correspondente à alternativa que selec-
cionar para responder a cada questão.
• Se apresentar mais do que uma resposta, a questão será anulada, o mesmo acontecendo
se a letra transcrita for ilegível.
• Não apresente cálculos, nem justificações.
9
9
9
Cotações
y
x
O 1
h
EXAMES NACIONAIS
4. Na figura abaixo está parte da representação
gráfica de uma função f , par e positiva, da
qual a recta de equação y = 0 é assimptota.
Qual é o valor de lim
x " - ?
}
f (
1
x)
}?
(A) 0 (B) 1 (C) + ? (D) - ?
5. Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
(A) A soma das probabilidades de dois acontecimentos incompatíveis é 1
(B) O produto das probabilidades de dois acontecimentos incompatíveis é 1
(C) A soma das probabilidades de dois acontecimentos contrários é 1
(D) O produto das probabilidades de dois acontecimentos contrários é 1
6. Uma pessoa vai visitar cinco locais, situados no Parque das Nações, em Lisboa: o
Pavilhão de Portugal, o Oceanário, o Pavilhão Atlântico, a Torre Vasco da Gama e o
Pavilhão do Conhecimento.
De quantas maneiras diferentes pode planear a sequência das cinco visitas, se quiser
começar na Torre Vasco da Gama e acabar no Oceanário?
(A) 6 (B) 12 (C) 24 (D) 120
7. Na figura está representado, no plano complexo, um
triângulo rectângulo isósceles.
Os catetos têm comprimento 1 , estando um deles con-
tido no eixo dos números reais.
Um dos vértices do triângulo coincide com a origem do
referencial.
Qual das condições seguintes define a região som-
breada, incluindo a fronteira?
(A) Re (z) ≥ 0 ‹ Im (z) ≤ 0 ‹ |z| ≤ 1
(B) Re (z) ≤ 0 ‹ Im (z) ≥ 0 ‹ |z| ≤ 1
(C) Re (z) ≥ - 1 ‹ Im (z) ≥ 0 ‹ |z - i| ≥ |z + 1|
(D) Re (z) ≥ - 1 ‹ Im (z) ≥ 0 ‹ |z - i| ≤ |z - 1|
9
9
9
9
y
x
O
f
1.
a
Fase – 2004
Grupo II
1. Em C , considere os números complexos: z
1
= - 6 + 3i e z
2
= 1 - 2i
Sem recorrer à calculadora, determine apresentando o resultado final na
forma trigonométrica.
2. Seja z um número complexo, cuja imagem geométrica pertence ao primeiro qua-
drante (eixos não incluídos).
Justifique que a imagem geométrica de z
3
não pode pertencer ao quarto quadrante.
3. O João tem, no bolso, seis moedas: duas moedas de 1 euro e quatro moedas de 50
cêntimos.
O João retira, simultaneamente e ao acaso, duas moedas do bolso.
3.1. Seja X a quantia, em euros, correspondente às moedas retiradas pelo João.
Construa a tabela de distribuição de probabilidades da variável X , apresen-
tando as probabilidades na forma de fracção irredutível.
3.2. Depois de ter retirado as duas moedas do bolso, o João informou a sua irmã
Inês de que elas eram iguais. Ela apostou, então, que a quantia retirada era de
2 euros. Qual é a probabilidade de a Inês ganhar a aposta? Apresente o resul-
tado sob a forma de fracção irredutível.
4. Considere a função f , de domínio R , definida por f (x) = 1 + 3 x
2
e
- x
.
4.1. Sem recorrer à calculadora, mostre que a função f tem um único mínimo rela-
tivo e determine-o.
4.2. Sem recorrer à calculadora (a não ser para efectuar eventuais cálculos numéri-
cos), mostre que, no intervalo ]- 1 , 0[ , existe pelo menos um objecto cuja
imagem, por meio de f , é 4 .
5. A figura 1 representa um depósito de forma cilíndrica, que contém um certo volume
de um combustível.
Figura 1 Figura 2
A
C
B
x
A
C
B
z
1
+ i
23
}
z
2
Nas questões deste grupo apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos os
cálculos que tiver de efectuar e todas as justificações necessárias.
Atenção: quando, para um resultado, não é pedida a aproximação, pretende-se sempre o
valor exacto.
10
11
16
16
14
14
EXAMES NACIONAIS
Admita que a função V , de domínio [0 , 2π] , definida por
V (x) = 80 (x - sen x) ,
dá o volume, em metros cúbicos, de combustível existente no depósito, em função
da amplitude x , em radianos, do arco ABC (que, como se sabe, é igual à amplitude
do ângulo ao centro correspondente, assinalado na figura 2).
5.1. Qual é a capacidade total do depósito, em metros cúbicos?
Apresente o resultado arredondado às unidades.
Nota: se, nos cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no
mínimo, três casas decimais.
5.2. Recorra à calculadora para determinar graficamente a solução da equação que
lhe permite resolver o seguinte problema: Qual terá de ser a amplitude, em
radianos, do arco ABC , para que existam 300 m
3
de combustível no depósito?
Apresente todos os elementos recolhidos na utilização da calculadora, nomeada-
mente o gráfico, ou gráficos, obtido(s). Apresente o resultado na forma de
dízima, arredondado às décimas.
5.3. Determine, em metros cúbicos, o volume do combustível exis-
tente no depósito, no momento em que a sua altura é }
1
4
} da
altura máxima.
Apresente o resultado arredondado às unidades.
Nota: se, nos cálculos intermédios, proceder a arredondamentos,
conserve, no mínimo, três casas decimais.
5.4. Admita agora que o depósito está vazio e que, num certo instante, se começa a
introduzir combustível a uma taxa constante, até ficar cheio, o que acontece ao
fim de cinco horas.
Seja h (t) a altura do combustível no depósito,
t horas após o instante em que começa a ser
introduzido.
Qual dos gráficos seguintes pode ser o da função
h ?
Numa pequena composição, com cerca de dez linhas, indique as razões que o
levam a rejeitar os restantes gráficos (indique três razões, uma por cada gráfico
rejeitado).
(A) (B) (C) (D)
FIM
h
O
5 t
h
O
5 t
h
O
5
t
h
O 5 t
14
14
14
14
h(t)
SUGESTÃO DE RESOLUÇÃO
1.
a
Fase – 2004
Grupo I
1.
lim
x "0
-
g (x) = lim
x "0
-
(k + cos x) = k + cos 0 = k + 1 = g (0)
lim
x "0
+
g (x) = lim
x "0
+
}
ln (x
x
+ 1)
}= 1
g é contínua em R ±g é contínua no ponto x = 0 § lim
x "0
g (x) = g (0) §
§ k + 1 = 1 § k = 0
Resposta: (B).
2. No quadro ao lado apresenta-se o sentido da
concavidade do gráfico da função h e o conse-
quente sinal de h”, segunda derivada de h :
Atendendo a que x - 1 < 0 § x < 1 e x - 1 > 0 § x > 1 , das expressões apresentadas
apenas x - 1 pode definir h”, segunda derivada da função h .
Resposta: (C).
3. log
2
1
}
a
8
5
}
2
= log
2
(a
5
) - log
2
8 = 5 * log
2
a - 3 = 5 * }
1
5
} - 3 = - 2
Resposta: (B).
4. Se a recta y = 0 é uma assimptota do gráfico da função f então
lim
x "- ?
f (x) = 0 ou lim
x "+ ?
f (x) = 0 .
Ora, como f é par e positiva, podemos concluir que lim
x "- ?
f (x) = lim
x "+ ?
f (x) = 0
+
.
Então, lim
x "- ?
}
f (
1
x)
}= }
0
1
+
} = + ?.
Resposta: (C).
5. É sabido que, qualquer que seja o acontecimento A ,
P (Aw) = 1 - P (A) ou seja, P (A) + P (Aw) = 1 .
Resposta: (C).
6. Locais a visitar:
}
1.
o
(T
1
VG)
}}
2
3
.
o
} }
3
2
.
o
} }
4
1
.
o
} }
5.
o
(Oc
1
eanário)
}
Número de opções:
1 * 3 * 2 * 1 * 1 = 6
Resposta: (A).
7. Seja z = x + yi um número complexo qualquer. Tem-se:
• x ≥ - 1 § Re (z) ≥ - 1
• y ≥ 0 § Im (z) ≥ 0
k + cos x se x ≤ 0
}
ln (1
x
+ x)
} se x > 0
a
d
b
d
c
g (x) =
t 1
h P.I.
h"
- ?
{
-
+ ?
8
+
SUGESTÃO DE RESOLUÇÃO
EXAMES NACIONAIS
• |z - i| ≥ |z + 1| define o semiplano limitado pela
mediatriz do segmento de recta [AC] , sendo A e C
as imagens de i e - 1 , respectivamente, ao qual per-
tence o ponto C .
Logo, a condição que define a região sombreada é
Re (z) ≥ - 1 ‹ Im (z) ≥ 0 ‹ |z - i| ≥ |z + 1|
Resposta: (C).
Grupo II
1. }
z
1
+
z
2
i
23
}= }
(- 6
1
+
-
3
2
i)
i
+ i
3
}= }
(- 6
1
+
-
3
2
i
i
) - i
}=
= = }
- 6 - 1
1
2
+
i +
4
2i - 4
}=
= }
- 10i
5
- 10
}= - 2 - 2i = 2œ2wcis }
5
4
π
}
2. Seja z = r cis q um número complexo cuja imagem geométrica pertence ao primeiro quadrante.
Então 0 < q < }
π
2
} .
z
3
= (r cis q)
3
= r
3
cis (3q) .
Ora, se 0 < q < }
π
2
} então 0 < 3q < }
3
2
π
} .
Logo, se a imagem geométrica de z pertence ao primeiro quadrante, a imagem geométrica
de z
3
pertence ao primeiro, segundo ou terceiro quadrante mas não ao quarto.
3.
3.1.
Número de casos possíveis na extracção simultânea de duas moedas escolhidas entre seis:
6
C
2
.
P (X = 1) = }
4
6
C
C
2
2
} = }
1
6
5
} = }
2
5
} ; P (X = 1,5) = }
2
C
1
6
C
*
2
4
C
1
}= }
1
8
5
} ; P (X = 2) = }
2
6
C
C
2
2
} = }
1
1
5
} .
0 * 1 + 2 * 0,5 = 1
1 * 1 + 1 * 0,5 = 1,5
2 * 1 + 0 * 0,5 = 2
2
1
0
0
1
2
a
d
b
d
c
Possibilidades de
extracção
duas moedas
Valores da
variável X
x
i
Moedas de
50 cêntimos
4
Moedas de
1 euro
2
(- 6 + 2i) * (1 + 2i)
}}}
(1 - 2i) * (1 + 2i)
23|4
3 5
u = - 2 - 2i
|u| = œ4 + 4 w= 2œ2w
± q = π + }
π
4
} = }
5
4
π
}
tan q = }
-
-
2
2
} = 1
q å 3.
o
Quadrante
a
d
b
d
c
O
y = 0
C
x = –1
A B
Distribuição de probabilidade da variável X :
3.2. Consideremos os acontecimentos
A: “as duas moedas retiradas são iguais” e B: “a quantia retirada é de 2 euros”.
Pretende-se calcular a probabilidade condicionada P (B|A) , ou seja, trata-se de determinar a
probabilidade de a quantia retirada ser de dois euros sabendo que as moedas retiradas são iguais.
Número de casos possíveis (número de casos em que são retiradas duas moedas iguais):
2
C
2
+
4
C
2
= 1 + 6 = 7
fl fl
2222" duas moedas de 50 cêntimos


2222222" duas moedas de 1 euro
Número de casos favoráveis (número de casos em que a quantia retirada é de dois euros):
2
C
2
= 1

2222" duas moedas de 1 euro
Logo, P (B|A) = }
1
7
} .
4. f (x) = 1 + 3x
2
e
- x
4.1. f ’ (x) = 0 + (3x
2
)’ * e
- x
+ 3x
2
* (e
- x
)’ = 6x e
- x
- 3x
2
e
- x
f ’ (x) = 0 § 6x e
- x
- 3x
2
e
- x
= 0 § 3e
- x
(2x - x
2
) = 0 §
§ 3e
- x
= 0 › x (2 - x) = 0 § x = 0 › x = 2
Dado que 3e
- x
> 0 , A x å R , o sinal de f ’ (x) é o sinal de 2x - x
2
.
Monotonia de f :
f (0) = 1
Da análise da monotonia da função podemos concluir que f admite um mínimo relativo igual
a 1 para x = 0 e que este é o único mínimo relativo da função.
4.2. i) f é uma função contínua em R por ser definida pela soma, produto e composta de fun-
ções contínuas em R logo, f é contínua em [- 1 , 0] ;
ii) f (- 1) = 1 + 3 * (- 1)
2
+ e
- (- 1)
= 1 + 3e > 4
f (0) = 1 + 3 * 0 * e
0
= 1 < 4 Então, f (0) < 4 < f (- 1) .
De i) e ii) , pelo Teorema de Bolzano, podemos concluir que, no intervalo ]- 1 , 0[ ,
existe pelo menos um valor de x tal que f (x) = 4 .
– + –
0 2
SUGESTÃO DE RESOLUÇÃO
1.
a
Fase – 2004
x
i
1,5
P (X = x
i
) }
1
8
5
}
1
}
2
5
}
2
}
1
1
5
}
x
i
1,5
P (X = x
i
) }
1
8
5
}
1
}
2
5
}
2
}
1
1
5
}
x 2 0
0 f’
máx
0
+ ?
f
-
mín
¢
- ?
-
¢
+
£
5. V (x) = 80 (x - sin x) , x å [0 , 2π] .
5.1. A capacidade total do depósito é dada por V (2π) .
V (2π) = 80 (2π - sin (2π)) = 160 π ) 503
A capacidade total do depósito é de 503 m
3
, aproximadamente.
5.2. Trata-se de resolver a equação V (x) = 300 .
Introduzindo na calculadora gráfica as funções y
1
= 80 (x - sin x) e y
2
= 300 , com a janela
de visualização de [0 , 2π] * [0 , 600] , e calculando a intersecção dos dois gráficos foram
obtidos os seguintes gráficos e valores:
Podemos então concluir que para que existam 300 m
3
de combustível no depósito, a ampli-
tude do arco ABC terá de ser de 3,4 radianos, aproximadamente.
5.3. Para determinar o volume do combustível no momento em que a sua altura é }
1
4
} da altura máxima
é necessário calcular o valor da amplitude de x correspondente a essa altura.
Atendendo à figura ao lado tem-se:
cos a = = }
1
2
}
Então a = }
π
3
} e, consequentemente, x = 2a = }
2
3
π
} .
V
1
}
2
3
π
}
2
= 80 *
1
}
2
3
π
} - sin }
2
3
π
}
2
) 98
No momento em que a altura do combustível existente no depósito é }
1
4
} da altura máxima, o
seu volume é de aproximadamente 98 m
3
.
5.4. O gráfico correcto é o B .
O gráfico C não se ajusta à situação descrita uma vez que a altura do combustível no depó-
sito é crescente.
Atendendo à forma do depósito podemos concluir que a taxa de variação da altura não é cons-
tante. Logo, o gráfico D também não traduz a situação apresentada.
O gráfico A também não é adequado pois, atendendo novamente à forma do depósito, a taxa
de variação da altura do combustível no depósito é maior na parte inicial e na parte final do
enchimento, ao contrário do que aí se apresenta.
}
2
r
}
}}
r
y
0 3,4
x
300
SUGESTÃO DE RESOLUÇÃO
EXAMES NACIONAIS
x r
a
r
2