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“Analise Critica ao Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas

Escolares”

O Modelo como instrumento pedagógico e de melhoria

O modelo de auto-avaliação pretende ser, em si mesmo, um instrumento
pedagógico, permitindo orientar as escolas, através da definição de factores críticos de
sucesso para as áreas nucleares ao funcionamento e sucesso da Biblioteca Escolar e
sugerindo possíveis acções para melhoria. (em base no Texto da Sessão) Sendo um
instrumento contínuo de recolha de dados que irá influenciar na actuação a ser tomada
pelo professor bibliotecário e todos os agentes envolvidos na Comunidade Escolar. Com
intuito de se fazer a lapidação dos pontos fracos que a ainda persistem na Biblioteca
Escolar, o modelo pondera nas várias áreas da acção, da informação e do conhecimento,
buscando através de recolha de evidências, os dados de base a estatística, que irá
identificar os desafios e determinar as principais acções que precisavam ser tomadas.
(em base ”The Evidence-Based Manifesto for School Librarians” O Leadership Summit
2007.)
Os conceitos e princípios que surge com a missão da Biblioteca Escolar na
Escola /Agrupamento:
- novos contextos e conceitos de aprendizagem, em que o aluno é o actor activo,
construtor do próprio conhecimento;
- novas estratégias de abordagem à realidade e ao conhecimento baseadas no
questionário e inquirição contínuas;
- modificação global das estruturas sociais;
- gerir a mudança buscando evidências relatadas em diferentes estudos acerca do
impacto da Biblioteca Escolar têm na escola e quais os factores que assumem como
críticos ao seu desenvolvimento.
Todos estes conceitos irão implicar na melhoria da qualidade da Biblioteca e sua
melhoria na prestação de serviços. (Tood, Ross)

Pertinência da existência de um modelo de Avaliação

É pertinente o modelo de auto-avaliação da Biblioteca Escolar pois as
Bibliotecas precisam sistematicamente colectar evidências que mostram como as suas
práticas têm impacto na realização do aluno. Sendo um instrumento pedagógico e como
tal centra-se na análise e utilização de pesquisas empíricas para formar e informar as
acções práticas e identificar as melhores práticas.
A prática baseada em evidências enfatiza o real trabalho do professor
bibliotecário, incluindo a criação de iniciativas locais que documentam e demonstram o
impacto da Biblioteca Escolar no indivíduo e nos resultados de aprendizagem. Assim
valida que o resultado de aprendizagem de qualidade pode ser alcançada através da
Biblioteca da Escolar e que o professor bibliotecário é um importante parceiro no
processo ensino-aprendizagem. (Ross Tood)
Desta forma o modelo irá contribuir para uma melhor acção da Biblioteca
Escolar, como também a evidência do papel crucial da Biblioteca Escolar no
desempenho do aluno, que não é totalmente compreendido, nem visto, nem reconhecido
pelo órgão director e do corpo docente. Sendo visto muitas vezes como mais um local
que atende as necessidades momentâneas e não como um elemento ensino-
aprendizagem inerente a toda Comunidade Educativa.
Organização estrutural e funcional

A organização do modelo implica na organização de quatro domínios, a avaliar:
 Apoio ao desenvolvimento curricular;
- a participação/articulação do professor bibliotecário com os
departamentos curriculares e outras estruturas pedagógicas, para desenvolver actividades
conjuntas do processo ensino-aprendizagem e criar competências e recursos nas novas
tecnologias de informação,
 Leitura e literacias;
- as actividades desenvolvidas pela Biblioteca Escolar na leitura e nas
literacias de informação,
 Projectos, parcerias e actividades livres de abertura a Comunidade;
- as actividades desenvolvidas pela Biblioteca Escolar e parceria nas
actividades do Agrupamento e locais(BM, outras BE’s),
 Gestão da Biblioteca Escolar.
- as actividades de gestão da colecção, de recursos humanos e materiais,
equipamentos tecnológicos.

Sendo um princípio de boa gestão e um instrumento indispensável num
plano de desenvolvimento, a avaliação permite contribuir para afirmação e
reconhecimento do papel da Biblioteca Escolar, até que o ponto, a missão e os objectivos
estabelecidos para a Biblioteca Escolar devam ser planeados de maneira a atender as
necessidades reais da escola e as condições materiais e humanas de que dispõe,
atendendo as prioridades específicas de cada Biblioteca.
A este contexto deverá ser uma acção continuada, onde dependem do
processo que a Comunidade em que se insere a Biblioteca Escolar e o todo o seu grupo
social vai se adequando as transformações já existentes e se adapte as mesmas.
O processo da aplicabilidade no contexto depende de como o processo é
determinado, a princípio será melhor um domínio a ser avaliado/analisado por ano e ao
final dos quatro anos todo o processo de auto-avaliação ter sido aplicado. À salientar que
a avaliação deverá ser contínua, a saber que toda aprendizagem é um elemento em
constante mudança e a Biblioteca Escolar acompanha essa a mudança.

Integração/Aplicação à realidade da escola

A aplicação do modelo faz se necessário, pois numa época em que as
tecnologias e as pressões económicas acentuam a necessidade de fazer valer o papel e a
necessidade de Bibliotecas, a avaliação tem um papel determinante, permitindo nos
validar o que fazemos, como fazemos, onde estamos e até onde queremos ir, mas
sobretudo o papel e intervenção, as mais-valias que acrescentamos.(Texto da Sesão)
Será, também, importante a sua aplicabilidade vista a participação/co-
responsabilidade de todos os elementos da comunidade educativa no processo ensino-
aprendizagem. Será certamente o momento da mudança das mentes.

Competências do professor bibliotecário e estratégias implicadas na sua aplicação

O professor bibliotecário deve, neste processo, evidenciar as seguintes competências:
a. Ser um comunicador efectivo no seio da instituição;
b. Ser proactivo;
c. Saber exercer influência junto de professores e do órgão directivo;
d. Ser útil, relevante e considerado pelos outros membros da comunidade
educativa;
e. Ser observador e investigativo;
f. Ser capaz de ver o todo - “the big picture”;
g. Saber estabelecer prioridades;
h. Realizar uma abordagem construtiva aos problemas e à realidade;
i. Ser gestor de serviços de aprendizagem no seio da escola;
j. Saber gerir recursos no sentido lato do termo;
k. Ser promotor dos serviços e dos recursos;
l. Ser tutor, professor e um avaliador de recursos, com o objectivo de apoiar e
contribuir para as aprendizagens;
m. Saber gerir e avaliar de acordo com a missão e objectivos da escola.
n. Saber trabalhar com departamentos e colegas.(Texto da Sessão)

No momento das parcerias dentro da Comunidade Escolar será notória
uma resistência, porém através dos relatórios e resultados obtidos e a perspectiva da
melhoria a desenvolver e apresentar através de relatos de como a Biblioteca Escolar é
determinante no sucesso escolar do aluno.
Na perspectiva do modelo esta a importância do professor bibliotecário, que hoje
em dia é um professor de literacia da informação. Mas que colabora com os alunos e
outros membros na aprendizagem da Comunidade Educativa para analisar a
aprendizagem e necessidades de informação, localizar e utilizar os recursos que
atendam a essas necessidades, e para compreender e comunicar as informações a
fornecer recursos. Também como parceiro, o professor bibliotecário junta-se com os
professores e outros, para identificar as ligações entre necessidades de informação do
aluno, os conteúdos curriculares, os resultados de aprendizagem, e uma grande
variedade de material impresso, não impresso e os recursos de informação electrónica.
Proporcionando liderança e experiência na aquisição e avaliação de todos os tipos de
informações; constrói relacionamentos colaborativos com professores, administradores,
alunos e outros; e cria estratégias para localizar, acessar e avaliar a informação dentro e
fora da Biblioteca Escolar.
O professor bibliotecário da escola trabalha em colaboração com os membros da
comunidade de aprendizagem para definir políticas e de orientar e dirigir todas as
actividades relacionadas à Biblioteca. Isto exige proficiência no uso da informação e as
tecnologias da informação, a capacidade de fornecer o conhecimento, visão e liderança;
e ser capaz de planear, executar e avaliar o programa regularmente e em níveis
diferentes. Esta visão e ordem têm um impacto directo na aprendizagem dos alunos e da
realização e garantir que os alunos são usuários eficazes de ideias e informações.(2002,
Michael B. Eisenberg com Danielle H. Miller)
Isto implica que para o seu sucesso e do da Biblioteca Escolar, que o professor
bibliotecário e os agentes da Biblioteca participem em acções de formação continuas. E
que todo o processo se desenvolva no seu tempo e espaço necessário a atender as
diferenças de todos os agentes neles envolvidos.

De: M.ª Aurora S.G.Viana