FACULDADES INTEGRADAS CAMPO-GRANDENSES

COORDENAÇÃO DE MATEMÁTICA
N O T A S D E A U L A DE
A N Á L I S E M A T E M Á T I C A
Alzir Fourny Marinhos
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS
N = {0, 1, 2, 3, 4, . . .}
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS
Z = { . . .- 4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, . . . }
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS
Q = {
} Z q , Z p /
q
p
*
∈ ∈
Se o denominador da fração, em forma irredutível, só tiver os fatores 2 e / ou 5, a
decimal resultante será sempre finita. Assim podemos introduzir fatores para fazer esse
denominador uma potência de dez. Os fatores introduzidos no denominador devem ser
introduzidos no numerador formando uma fração equivalente.
Exemplos:
a)
5
3
gera uma decimal finita.
A fração é irredutível e o denominador é 5.
6 , 0
10
6
2 x 5
2 x 3
5
3
· · ·
b)
20
41
gera uma decimal finita.
A fração é irredutível e o denominador 20 = 2
2
x 5 é formado pelos fatores 2
e 5.
05 , 2
100
205
5 x 20
5 x 41
20
41
· · ·

Se o denominador da fração, na forma irredutível, tiver algum fator primo diferente de 2
ou 5 a decimal resultante será uma dízima periódica.
Exemplos:
a)
7
5
gera uma dízima periódica. Divida 5 por 7 e encontre a dízima.
b)
6
7
gera uma dízima periódica. Divida 7 por 6 e encontre a dízima.
EXERCÍCIOS
1) Prove que a dízima periódica 0,555. . . é igual a
.
9
5
2) Prove que a dízima periódica 0,232323 . . . é igual a
.
99
23
3) Prove que a dízima periódica 0,135135135 . . . . é igual a
.
999
135
4) Prove que a dízima periódica 1, 252525 . . é igual a
.
99
1 125 −
5) Prove que a dízima periódica 32,425425. . . é igual a
.
999
32 32425 −
6) Prove que a dízima periódica 1,23333. . . é igual a
.
90
12 123 −
7) Prove que a dízima periódica 2,21507507 . . .é igual a
99900
221 221507 −
8) Verifique se as frações abaixo podem ser representadas como decimal finita
ou dízima periódica, sem fazer a divisão. Justifique a resposta.
a)
4
13
b)
40
101
c)
6
47
d)
15
53
e)
56
49
f)
15
9
CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRACIONAIS
Números irracionais são números cujas representações decimais não são finitas e não
são periódicas, isto é, não podem ser escritos na forma de fração irredutível.
1) 2 é número irracional.
Demonstração:
Supor, por hipótese, 2 racional. Então pode ser escrito na forma de fração irredutível
.
q
p
2 =
.
q
p
Quadrando os dois membros.
( 2 )
2
=
.
q
p
2
2
2 =
.
q
p
2
2
p
2
= 2 q
2
.
p
2
é múltiplo de 2, então p
2
é par. Logo p é par. ( O professor deve explicar a
razão).
Daí p = 2 k.
Vamos substituir p = 2 k em p
2
= 2 q
2
.
(2k)
2
= 2 q
2
.
q
2
=
2
k 4
2
.
q
2
= 2 k
2
.
q
2
é múltiplo de 2, então q
2
é par. Logo q é par.
Se p e q são pares,
q
p
não está na forma irredutível, o que é absurdo, pois por hipótese
q
p
está na forma irredutível.
Logo 2 não é racional, logo é irracional.
2)
p
, p primo.
p
é irracional.
Demonstração:
Supor, por hipótese,
p
racional. Então pode ser escrito na forma de fração irredutível
.
n
m
p
=
.
n
m
Quadrando os dois membros.
(
p
)
2
= .
n
m
2
2
p = .
n
m
2
2
m
2
= p n
2
.
m
2
é múltiplo de p, então m é múltiplo de p. ( O professor deve explicar a razão).
Daí m = p k, k
. Z ∈
.
Vamos substituir m = p k em m
2
= p n
2
.
(pk)
2
= p n
2
.
n
2
= p k
2
.
n
2
é múltiplo de p. Logo n é múltiplo de p.
Se m e n são múltiplos de p, então
n
m
não está na forma irredutível, o que é absurdo,
pois por hipótese,
n
m
está na forma irredutível.
Logo
p
não é racional, logo é irracional.
EXERCÍCIOS
1) Prove que 3 é irracional.
2) Prove que o produto de um número racional diferente de zero por um número
irracional é um número irracional.
3) Prove que a soma de um número racional e um número irracional é um número
irracional.
4) Prove que se k é irracional então 1/k é irracional.
5) Mostre que é falso:
a) A adição de dois números irracionais é um número irracional.
b) O produto de dois números irracionais é um número irracional.

INDUÇÃO MATEMÁTICA
Seja p(n) uma função proposicional cujo universo é o conjunto dos inteiros maiores que
ou iguais a um inteiro dado a.
Suponhamos que se consiga provar:
a) p(a) é verdadeira.
b) Se k ≥a e p(k) é verdadeira, então p( k + 1) também é verdadeira.
c) Então p(n) é verdadeira para todo k ≥a.
Dada uma propriedade P, se P(1) é verdade e prova-se que é verdade que
P(n)

P(n+1), para um número natural qualquer (maior que 1), então P(n) é verdade.
Pensando de forma recursiva, o P(1) é nosso ponto de partida. Se provamos que é
verdade que se P(n) então P(n+1), podemos combinar nossas afirmativas e dizer que
P(1)

P(2), logo P(2) é verdade. Continuando recursivamente, chegamos à conclusão
que P(3), P(4) … P(n) são verdadeiras.
EXERCÍCICIOS RESOLVIDOS
1) Prove que para todos inteiros n ≥ 1, 1 + 2 +. . .+ n =
2
) 1 n ( n +
Prova (por indução matemática):
1. Passo base: P(1) = 1, 1 =
1
2
) 1 1 ( 1
·
+
e a fórmula é verdadeira para p(1) = 1.
2. Passo indutivo: se a fórmula é verdadeira para n = k então deve ser verdadeira
para n = k +1, i.e., P(k)

P(k +1).
Suponha que a fórmula é verdadeira para n = k, i.e., P(k) : 1+2+. . .+k =
2
) 1 k ( k +
para algum inteiro k ≥ 1. [hipótese indutiva]
Deve-se mostrar que
P(k +1) : 1+2+. . .+(k +1) =
2
) 2 k )( 1 k ( + +
Sabe-se que
1+2+. . .+k +(k +1) =
2
) 1 k ( k +
+ (k +1) =
2
) 1 k ( 2
2
) 1 k ( k +
+
+
=
2
2 k 3 k
2
+ +
=
2
) 2 k )( 1 k ( + +
2) Prove que para todos inteiros n ≥ 0, 0+1+2+. . .+ n =
2
) 2 n ( n +
. ERRADO!
Prova (por indução matemática):
1. Passo base: P(0) = 0, 0 =
2
) 2 0 ( 0 +
é verdadeira para p(0).
2. Passo indutivo: se a fórmula é verdadeira para n = k então deve ser verdadeira
para n = k +1, i.e., P(k)

P(k +1).
Suponha que a fórmula é verdadeira para n = k, i.e., P(k) : 0+1+2+. . .+k =
2
) 2 k ( k +
=
2
k 2 k
2
+
para algum inteiro k ≥ 0. [hipótese indutiva]
Deve-se mostrar que
P(k +1) : 0+1+2+. . .+(k +1) =
2
) 3 k )( 1 k ( + +
=
2
3 k 4 k
2
+ +
Sabe-se que
0+1+2+. . .+k +(k +1) = ) 1 k (
2
k 2 k
2
+ +
+
=
2
1) 2(k 2k k
2
+ + +
=
2
2 k 4 k
2
+ +
Assim, não foi possível derivar a conclusão a partir da hipótese. Isto significa que a
proposição original é falsa.
3) Prove que P(n) : 2
2n
− 1 é divisível por 3, para n ≥ 1.
Prova (por indução matemática):
1. Passo base: P(1) = 1, 2
2.1
− 1 = 3 que é divisível por 3.
2. Passo indutivo: se a fórmula é verdadeira para n = k então deve ser verdadeira
para n = k +1, i.e., P(k)

P(k +1).
P(k) : 2
2k
− 1 é divisível por 3. [hipótese indutiva]
– Deve-se mostrar que P(k +1) : 2
2 (k+1)
− 1 é divisível por 3.
2
2 (k+1)
− 1 = 2
2k+2
− 1
= 2
2k
· 2
2
− 1
= 2
2k
· 4 − 1
= 2
2k
· (3+1) − 1
= 2
2k
· 3 + (2
2k
− 1)
que é divisível por 3.
4) Prove que P(n) : 2
0
+2
1
+2
2
+. . .+2
n
= 2
n+1
− 1, para n ≥ 0.
Prova (por indução matemática):
1. Passo base: P(0) = 2
0
= 1, 2
1
− 1 = 1.
2. Passo indutivo: se a fórmula é verdadeira para n = k então deve ser verdadeira
para n = k +1, i.e., P(k)

P(k +1).
P(k) : 2
0
+2
1
+2
2
+. . .+2
k
= 2
k+1
− 1, para k ≥ 0. [hipótese indutiva]
Deve-se mostrar que P(k +1) : 2
0
+2
1
+2
2
+. . .+2
k+1
= 2
k+2
− 1
2
0
+2
1
+2
2
+. . .+2
k
+2
k+1
= (2
k+1
− 1)+2
k+1
= 2 · 2
k+1
− 1
= 2
k+2
− 1
EXERCÍCIOS
1) Prove que 1+3 + 5+ . . . + ( 2n – 1) = n
2
para n 1 ≥ .
2) Prove que 1
2
+ 2
2
+ . . .+ n
2
=
para ,
6
) 1 n 2 )( 1 n ( n + +
n . 1 ≥
3) Prove que para todos os inteiros n ≥ 1 P(n): n
3
− n é divisível por 3.
4) Prove que 1.2 + 2.3 + . . . + n.( n + 1) =
3
) 2 n )( 1 n .( n + +
, para n . 1 ≥
5) Prove que 2
n
n ≥ , para n . 1 ≥
6) Prove que 2 n + 1 ≤ 2
n
, para n . 2 ≥
CONJUNTOS EQUIVALENTES
Um conjunto A é equivalente a N = {1, 2, 3, 4, 5, . . .} quando podemos fazer uma
correspondência bijetora entre N e A.
F : N ÷ → ÷ A
x ÷ → ÷ f(x) , f é bijetora.
O conjunto A = { 2, 4, 6, 8, . . . } é equivalente a N pois temos a correspondência
n ÷ → ÷ 2n onde n ∈ { 1, 2, 3, 4, 5, . . .}.
CONJUNTOS ENUMERÁVEIS
Chama-se conjunto enumerável a todo conjunto equivalente a N = { 1, 2, 3, 4, 5, . . .}.
O conjunto A = { 2, 4, 6, 8, . . . } é enumerável pois é equivalente a N.
Isso significa que podemos contar os elementos do conjunto A. Podemos contar mesmo
que o conjunto seja infinito.
Exemplo:
Prove que o conjunto dos Inteiros é enumerável.
Para isso devemos ter
F : N ÷ → ÷ A
x ÷ → ÷ f(x) , f é bijetora.
Veja :
F(x) =
2
1 x −
se x é impar.
F(x) =
2
x −
se x é par
Quando x for ímpar teremos os números 0, 1, 2, 3, 4 . . .
Veja:
F(1) = 0
F(3) = 1
F(5) = 2
F(7) = 3
F(9) = 4
Quando x for par teremos os números -1, -2, -3, -4 ...
Veja:
F(2) = - 1
F(4) = -2
F(6) = -3
F(8) = - 4
EXERCÍCIOS
1) Construa uma bijeção entre o conjunto N e o conjunto dos números ímpares
positivos. O conjunto dos números ímpares é enumerável?
2) Construa uma bijeção entre o conjunto N e o conjunto dos quadrados perfeitos.
O conjunto dos números quadrados perfeitos é enumerável?
3) Construa uma bijeção do intervalo (0,1) na reta (
+ ∞ − ,
∞ ). Usar a função
y = tg (
π
x -
2
π
).
4) Construa dois exemplos em que podemos ver a bijeção entre os pontos de dois
intervalos de reta diferentes.
A ENUMERABILIDADE DO CONJUNTO DOS RACIONAIS Q
PODEMOS CONTAR OS IRRACIONAIS SEM PERDER NENHUM.
O conjunto Q é equivalente a N, isto é, é enumerável.
Demonstração:
Seja Q*
+
.
Reunir as frações em grupos. Cada grupo contém frações irredutíveis, com um número
finito de elementos, e cuja soma do numerador com o denominador seja constante.
2 1 1
1
1
· + ÷→ ÷
3 1 2 2 1
1
2
,
2
1
· + · + ÷→ ÷
4 1 3 3 1
1
3
,
3
1
· + · + ÷→ ÷
5 1 4 2 3 3 2 4 1
1
4
,
2
3
,
3
2
,
4
1
· + · + · + · + ÷→ ÷
Ao escrever todos os grupos, um após o outro, na ordem crescente das somas
correspondentes do numerador e denominador teremos uma correspondência biunívoca
de cada grupo com os números naturais, a partir do 2. Enumerando as frações na ordem
em que aparecem, todos os racionais aparecerão na lista.
. . .
1
4
,
2
3
,
3
2
,
4
1
,
1
3
,
3
1
,
1
2
,
2
1
,
1
1
DEMONSTRAÇÃO DA ENUMERABILIDADE DOS RACIONAIS USANDO UM
ALGORITMO NÃO DEFINIDO MATEMÁTICAMENTE, MAS DE FÁCIL
COMPREENSÃO.
Fazemos uma matriz M com o conjunto dos racionais positivos em que o
elemento a
ij
da matriz é dado pela razão de j/i.
1/1 2/1 3/1 4/1 5/1...
1/2 2/2 3/2 4/2 5/2
M =
1/3 2/3 3/3 4/3 5/3
1/4 2/4 3/4 4/4 5/4
Definimos um algoritmo que irá enumerar os elementos do conjunto Q
+
fazendo
o seguinte método:
1) Se o elemento pertencer à linha 1 e à:
1.a) uma coluna ímpar, o próximo elemento será aquele que está a sua
direita.
1.b) uma coluna par, o próximo elemento será aquele que está na sua
diagonal à esquerda.
2) Se pertencer à coluna 1 e à:
2.a) uma linha par, o próximo elemento será aquele que está embaixo.
2.b) uma linha impar, o próximo elemento será aquele que está na sua
diagonal para cima e à direita.
3) Se não pertencer nem a linha 1 nem a coluna 1, escolhemos o próximo
elemento usando a mesma direção e o mesmo sentido que foi usada no passo anterior.
4) O elemento q
1
de Q
+
será m
11
e começaremos a andar para direita.
Aplicando o algoritmo uma vez, o elemento q
2
será m
12
. Aplicando-o outra vez,
o elemento q
3
será m
21
. Repetirmos a operação 5 vezes, por exemplo, teremos que q
4
=
m
31
; q
5
= m
22
; q
6
= m
13
; q
7
= m
4
;

q
8
= m
23
. O esquema abaixo ilustra tais passos:
1/1 2/1 3/1 4/1 5/1...
1/2 2/2 3/2 4/2 5/2
M =
1/3 2/3 3/3 4/3 5/3
1/4 2/4 3/4 4/4 5/4
.
.
.
.
Se aplicarmos o algoritmo infinitas vezes conseguimos cobrir todos os
elementos dessa matriz infinita, ou seja, mostramos a enumerabilidade dos números
racionais positivos. Não é difícil perceber que os números racionais negativos também
são enumeráveis. Logo a reunião dos racionais positivos com os negativos também será
enumerável, pois Q
+
U Q
-
é como se fosse uma duplicação de Q+. Para terminar a
demonstração afirmamos que se incluirmos um número qualquer num conjunto
enumerável, o novo conjunto será também enumerável. Incluímos o zero na reunião dos
racionais positivos com os negativos e teremos o conjunto dos racionais Q que será ,
portanto enumerável.
A NÃO ENUMERABILIDADE DOS NÚMEROS IRRACIONAIS E REAIS.
Não é possível fazer uma correspondência bijetora entre o conjunto dos números
naturais e o conjunto dos números irracionais.
Vamos mostrar que o conjunto dos irracionais não é equivalente ao conjunto dos
naturais. Para isto basta analisar os irracionais contidos entre zero e um. Se os dois
fossem equivalentes seria possível contar os irracionais. Seria enumerável. Se os
irracionais contidos no intervalo (0,1) fossem contáveis, existiria uma lista, como a
descrita abaixo, contendo, ordenadamente, todos eles.
1
0
, a
11
a
12
a
13
a
14
a
15 ...
2
0
, a
21
a
22
a
23
a
24
a
25 ...
3
0
, a
31
a
32
a
33
a
34
a
35
...
4 .
5 .
6 .
7 .
8 .
9
0,
a
91
a
92
a
93
a
94
a
95 . . .


, etc.
Veja que a
ij
representa os algarismos decimais.
Veja que são irracionais. Representam decimais não periódica.
Mostraremos que qualquer lista que se pretenda completa, ou seja, contendo todos os
irracionais entre zero e um, falhará na sua tentativa deixando uma infinidade de
irracionais de fora. Para isto basta construir um irracional que não pertença a tal lista
que se supõe completa. Observe que o número
b = b
1
b
2
b
3
b
4
b
5
b
6
b
7
b
8
b
9

não pode estar listado acima se escolhermos apropriadamente os seus algarismos
significativos, de tal maneira que:
b
1
≠ a
1,1
o que faz com que b
1
seja diferente do primeiro elemento da lista
b
2
≠ a
2,2
o que faz com que b
2
seja diferente do segundo elemento da lista,
e assim teremos para qualquer natural n que b
n
≠ a
n,n
, o que faz com que b
n
seja sempre
diferente do n-ésimo elemento da lista e, então, b não pertencerá a pretensa lista,
qualquer que ela seja.
O que acabamos de mostrar é que nunca poderemos contar os irracionais. Logo o
conjunto dos irracionais não é enumerável. Os reais, que são a união dos racionais com
os irracionais, também não são enumeráveis por ter os irracionais não enumeráveis.
SEGMENTOS COMENSURÁVEIS
Um segmento AB é comensurável se existe um submúltiplo capaz de medi-lo.
A B E F
AB = 8 EF
Dois segmentos AB e CD são comensuráveis se existe um submúltiplo MN comum a
AB e CD.
Segmentos de medidas racionais são comensuráveis.

Seja AB =
3
2
e CD =
7
1
.
7
1
3
2
CD
AB
·
=
3
14

U 14
3
2
·
.
U =
14
1
x
3
2
=
21
1
.
U 3
7
1
·

U =
21
1
.
Existe um submúltiplo comum
21
1
a AB e CD.
SEGMENTOS INCOMENSURÁVEIS
Dois segmentos são incomensuráveis quando não podemos medi-los, ao mesmo tempo,
com uma unidade que seja submúltiplo comum.
O lado e a diagonal de um quadrado são grandezas incomensuráveis.
d
2
= a
2
+ a
2
d
2
= 2 a
2
d = a 2
a e a 2 são grandezas incomensuráveis.

Embora a e a 2 sejam incomensuráveis podemos representar a 2 geometricamente.
Podemos representar a diagonal do quadrado de lado a.
Exercício resolvido:
Utilizando o Teorema de Pitágoras e o fato de que o lado e a diagonal de um quadrado
são grandezas incomensuráveis, prove que não existe número racional cujo quadrado
seja 2.
1 e 2 são incomensuráveis.
Então
1
2
não pode ser escrito na forma
n
m
.
Então 2 não pode ser escrito da forma
2
2
2
n
m
n
m

,
`

.
|
·
.
Então não existe número racional
n
m
cujo quadrado seja 2.
IRRACIONAIS GEOMÉTRICOS
Basicamente os únicos irracionais que podemos desenhar geometricamente são aqueles
que envolvem raízes quadradas.
Podemos marcar sobre uma reta todos os irracionais . n

EXERCÍCIO
Representar na mesma reta real os números 1/3, 6/5, . 5 e 2
RETÃNGULO ÁUREO. NÚMERO ÁUREO
Vamos ver um retângulo que tem uma propriedade interessante. Ele é chamado de retângulo
áureo ou retângulo de ouro e é o preferido dos artistas e arquitetos.
O retângulo áureo tem uma propriedade interessante.
Considere um retângulo áureo ABCD de onde foi retirado um quadrado ABEF, como mostra
a figura:
O retângulo que sobra, EFCD, é semelhante ao retângulo ABCD.
BF = CD = AB = AE = a
FC = ED= b
Então
b
a
a
b a
·
+
A razão
b
a
é chamada razão áurea.
b
a
b
a
b
b a
·
+
1
b
a
b
a
b
b
b
a
·
+
0 1
b
a
b
a
2
· −
,
`

.
|

,
`

.
|
Fazer
b
a
=
φ
(
φ
)
2
-
φ
- 1 = 0
φ
=
2
5 1+
(
φ
é positivo, razão de segmentos).
·
b
a
2
5 1+

1,618.
A razão
a
b
é chamada número áureo.
618 , 0
2
1 5
) 5 1 ( ) 5 1 (
) 5 1 ( 2
a
b


·
− +

·
A razão áurea é o número áureo somado 1.
A construção do retângulo áureo é simples.
Basta seguir o esquema:
O retângulo AHCG é áureo.
Exercício resolvido:
Dê a condição para que a razão
x
a
no segmento abaixo seja razão áurea.
a
x a – x
Condição:
x a
x
x
a

·
x
2
= a
2
– ax
x
2
+ ax – a
2
= 0
x =
2
a 4 a a
2 2
+ t −
x =
2
a 5 a
2
t −
x =
2
5 a a t −
, x é positivo.
x =
2
) 5 1 ( a + −
Logo 2
5 1
2
5 1
5 1
) 5 1 ( 2
) 5 1 )( 5 1 ( a
) 5 1 ( a 2
2
) 5 1 ( a
a
x
a +
·

− −
·

− −
·
− − + −
− −
·
+ −
·
Daí
é
x
a
a razão áurea e vale
2
5 1+
.
EXERCÍCIOS
1) Dado um segmento AB de comprimento a, construa geometricamente um
retângulo Áureo com lado menor igual ao segmento AB.
2) Dado um segmento AB, construir geometricamente o ponto C que faz a divisão
áurea do segmento.
NÚMEROS REAIS
• Números Reais ℝ - É a união dos racionais e irracionais.
Propriedades básicas dos números reais ; axiomática dos números reais.
Vamos admitir o conjunto ℝ, cujos elementos são os números reais, e no qual supomos
definidas duas operações: adição (+) e multiplicação (× ).
Na axiomática dos números reais os axiomas estão divididos em três grupos:
• Axiomas de Corpo
• Axiomas de Ordem
• Axioma de Supremo
Axiomas são propriedades/preposições que não se demonstram, pois admitem-se
(definem-se) como verdadeiras.
Axiomas de um Corpo:
Axioma 1 - A adição e a multiplicação são operações comutativas no conjunto dos reais.
x + y · y + x e xy · yx
Axioma 2 - A adição e a multiplicação são operações associativas no conjunto dos reais.
(x + y) + z · x + ( y + z) e (xy)z · x( yz )
Axioma 3 - A multiplicação é distributiva em relação à adição x( y + z ) · xy + xz
quaisquer que sejam x, y, z∈ℝ
Axioma 4 - A adição e a multiplicação são operações com elemento neutro: Os
elementos neutros das duas operações são números reais distintos.
Tem-se para todo o x∈ℝ, x + 0 · 0 + x · x e x.1· 1.x · x
Axioma 5 - Todo o número real tem um simétrico (isto é, qualquer que seja o real x
existe pelo menos um y∈ℝ tal que x + y · 0; todo real distinto de zero tem inverso
(quer dizer, qualquer que seja o real x ≠ 0, existe pelo menos um y∈ℝ tal que ( xy · 1)
.
Axiomas de Ordem:
Axioma 6 - O conjunto dos números positivos, ℝ + , é um subconjunto de ℝ fechado
para as operações de adição e de multiplicação (esta última afirmação significa que, se x
e y são números positivos, a sua soma e o seu produto também o são).
Nota: um número real diz-se negativo se o seu simétrico é positivo.
Axioma 7- Qualquer número real ou é positivo, ou é negativo ou é nulo.
Axioma do Supremo:
Axioma 8 - Qualquer subconjunto de ℝ majorado e não vazio tem supremo.
Intervalos. Conjuntos ilimitados. Máximo, mínimo, supremo e ínfimo de um conjunto.
Sendo a, b∈ℝ e a ≤ b é costume designar-se por [a,b], [a,b[, ]a,b] e
]a,b [respectivamente, os conjuntos dos reais, x que verificam as condições: a ≤ x ≤ b
, a ≤ x < b , a < x ≤ b e a < x < b .
Repare que:
• [a,b] é um intervalo fechado de extremos a e b
• ]a,b[ é um intervalo aberto de extremos a e b
• [a,b[ e ]a,b]são intervalos semi-fechados ou semi-abertos
Conjuntos ilimitados.
Sendo a∈ℝ existem dois tipos de intervalo de origem em a ilimitados à direita:
• O conjunto fechado [a,+∞[
• O conjunto aberto ]a,+∞[
• O próprio conjunto ℝ é também considerado um intervalo ilimitado e designado às
vezes por ]−∞,+∞[
Majorante e minorante.
Seja K um subconjunto de ℝ e a e b números reais:
• Diremos que b é majorante do conjunto K se somente se qualquer elemento de K for
menor ou igual a b.
• Diremos que a é minorante de K se somente se a ≤ x , ∀x∈K
Exemplos:
• K · [ 1,6]
1 é minorante, mas também o -2 é um minorante
6 é majorante mas também o 7 é majorante
• K · ] 0,+∞[
Neste caso qualquer número negativo é minorante (o 0 também é um
minorante). Este conjunto não tem majorantes.
• ℝ não tem majorantes nem minorantes
Definições:
Seja K ⊂ ℝ.
• K diz-se majorado (ou limitado superiormente, ou limitado à direita) se somente se
tiver majorantes.
• K diz-se minorado (ou limitado inferiormente, ou limitado à esquerda) se somente se
tiver minorantes.
• K diz-se limitado se for majorado e minorado.
Exemplos: {−2,10¦;{0¦;{1,2,3,200¦ e ]1, 4[
• K diz-se ilimitado se não for limitado.
Exemplos: ]−∞,+∞[ ; ]−∞,4] e [−3,+∞[
Seja K ⊂ ℝ.
Pode existir ou não em K um elemento maior de que todos os outros, isto é, pode existir
ou não um número real c que verifique conjuntamente as condições: c∈K e c é
majorante de K. Se existir chama-se máximo do conjunto.
Analogamente, o mínimo de K, se existe, é o minorante de K que pertence a K.
Nota: O máximo ou mínimo a existir é único.
Exemplos
• {0,1¦ tem máximo 1 e mínimo 0
• [0,1] tem máximo 1 e mínimo 0
• ]−2,9] tem máximo 9 e não tem mínimo (-2 é minorante mas não
pertence ao conjunto)
• Os conjuntos ℝ e ∅ não têm mínimo nem máximo
Supremo e ínfimo.
Seja K ⊂ ℝ, designemos por V o conjunto de todos os seus majorantes (ter-se-á que V
·∅ se somente se k não for majorado). Chama-se supremo de K (e designa-se por sup
K o elemento mínimo do conjunto V (no caso de V não ter mínimo dir-se-á que K não
tem supremo).
Nota: Quando o supremo de k existe, é único e pode pertencer ou não ao conjunto K;
pertence certamente ao conjunto V, isto é, é um majorante de K (precisamente o menor
de tais majorantes).
Raciocínio idêntico pode ser feito para o ínfimo de K ou inf K, ou seja, representa o
maior dos minorantes.
É óbvio que qualquer conjunto K que tenha máximo tem supremo, sendo
sup K = max K; Assim como qualquer conjunto com mínimo tem ínfimo igual ao
mínimo inf K = min K.
Exemplos: sup[0,1]=max[0,1] · 1 ; inf[0,1]=min[0,1] · 0; sup ]0,1[ · 1 ; inf
]0,1[ · 0
Nota: No intervalo aberto ]0,1[ não existe máximo nem mínimo.
NOÇÕES TOPOLÓGICAS NO CONJUNTO DOS REAIS.
Módulo, distância, vizinhança.
Seja x∈ℝ , designa-se módulo ou valor absoluto ao real positivo (ou nulo),
x se x
0 ≥
· x
-x se x<0
Proposição: Sejam x e y, dois números reais, então:
(1) |x| ≥ 0
(2) x ≤ | x|
(3) |− x| · | x|
(4) |xy| · | x| ×| y|
(5) se y≠ 0,
y
x
y
x
·
(6) |x + y| ≤ | x| +| y|
(7) |x − y| ≥ | | xX −| y||
(8) se n∈ℕ, |x
n
| · | x|
n
Equações com módulos
| x| · 0 ⇔ x · 0
|x| · a ⇔ x · a ou x · −a
|x − b| · a ⇔ x − b · a ou x − b · −a
Inequações com módulos
Supondo a∈ℝ
+
e b∈ℝ

|x| < a ⇔ x < a ou x > − a ⇔ −a < x < a ⇔ x∈]− a,a[
|x| ≤ a ⇔ x ≤ a ou x ≥ −a ⇔ −a ≤ x ≤ a ⇔ x∈[− a,a]
|x| > a ⇔ x > a ou x < −a ⇔ x∈ ]−∞, −a [ ∪ ] a,+∞[
|x| ≥ a ⇔ x ≥ a ou x ≤ −a ⇔ x∈]−∞,−a] ∪ [ a,+∞[
|x| < 0 ⇔ x∈∅
|x| ≤ 0 ⇔ x · 0
|x| < b ⇔ x∈∅
Exemplos:
a) | x + 2| · 3 ⇔ x + 2 · −3 ou x + 2 · 3 ⇔ x · −5 ou x · 1
b) | x + 2 | < 3 ⇔ −3 < x + 2 < 3 ⇔ −5 < x < 1
c) | x + 2| > 3 ⇔ x + 2 < −3 ou x + 2 > 3 ⇔ x < −5 ou x >1
Distância entre dois números reais.
Seja x, y∈ℝ, define-se distância entre x e y, d(x, y) · x − y
Sejam x, y, e z ∈ℝ e d a distância definida anteriormente então, são válidas as três
propriedades:
(1) d(x, y) ≥ 0 e d(x, y) · 0 sse x · y
(2) d(x, y) · d( y, x) (simetria da distância)
(3) d(x, z) ≤ d(x, y) + d( y, z) (desigualdade triangular)
Vizinhança.
Seja a um n.º real, dado um n.º ε > 0, designa-se por vizinhança de a, de raio ε , ao
conjunto V
ε
(a) = {x R ∈ : d(x, a) < ε¦ · { x∈ℝ: |x − a| < ε ¦
Exemplo:
V
1
(5) · { x∈ℝ |x −5 | <1¦={x∈ℝ : 4 < x < 6¦
Interior, exterior, fronteira, aderência e derivado de um conjunto.
Seja A um subconjunto de números reais, A⊂ ℝ, e b um número real. Diz-se que:
(i) b é um ponto interior ao conjunto A se existir uma vizinhança de b contida em A,
(isto é se existir ε >0 tal que Vε (b) ⊂ A).
(ii) b é um ponto exterior ao conjunto A se existir uma vizinhança de b disjunta de A isto
é se existir ε >0 tal que Vε (b) ∩ A · ∅ .
(iii) b é um ponto fronteiro de A se b não for ponto interior nem ponto exterior de A .
(iv) b é um ponto aderente de A se ∀Vε (b)∩ A ≠ φ
(v) b é um ponto de acumulação de A se ∀Vε (b) ∩ ( A | {b¦) ≠ φ
Dado um conjunto A⊂ ℝ, designa-se:
(1) Interior de A, int(A) o conjunto das pontos interiores de A.
(2) Exterior de A, ext(A), o conjunto dos pontos exteriores de A.
(3) Fronteira de A, fr(A), o conjunto dos pontos fronteiros a A.
(4) Aderência de A, ou fecho de A, o conjunto int(A)∪fr(A) e denota-se por

. A
.
(5) Derivado de A, A´, é o conjunto dos pontos de acumulação.
Exemplos:
(1) B · [ 0,1]
int(B) · ] 0,1[; fr(B)={0,1¦;

B
=[0,1] ; B′ · [ 0,1] ; ext(B) · ]−∞,0[ ∪ ] 1,+∞[
(2) X ·∅
int (X) = ∅ ; fr(X) = ∅;

X = ∅; X ′ = ∅ ; ext(X)=ℝ
(3) X · ℝ
int(X)=ℝ; fr(X)=∅;

X
= ℝ; X ′ · ℝ; ext (X)= ∅
Conjuntos limitados.
Um conjunto A⊂ ℝ diz-se limitado se, dado um elemento b∈ A, existe ε ∈ ℝ+ tal
que A ⊂ Vε (b). Caso contrário diz-se que A é
ilimitado.
Exemplos:
(1) B = [− 5,3[ ∪] 10,100[ ∪{π ,104¦
B é limitado
(2) C= ]−∞,π ]
C não é limitado, diz-se então que é ilimitado.
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS
Observe as figuras abaixo. Você consegue adivinhar a próxima figura?
Informalmente, dizemos que uma seqüência é uma sucessão interminável de termos. Os
termos de uma seqüência podem ser números, palavras, objetos, etc. Observe que:
 Trataremos, em geral, com seqüências numéricas, ou seja, com seqüências cujos
elementos são números.
 Nem sempre é possível "adivinhar" o termo seguinte. Isso só é possível para
certos tipos muito especiais de seqüências, chamadas seqüências regulares, isto
é, que possuem uma expressão matemática da geração dos termos.
Formalmente: uma seqüência é uma função cujo domínio pertence ao conjunto dos
inteiros.
Por exemplo:
 A seqüência dos números pares: 0, 2, 4, 6, ..., 2.n, ...
 A seqüência dos números ímpares: 1, 3, 5, 7, ..., 2.n+1, ...
Cada termo de uma seqüência é, em geral, representado por uma variável indexada. Por
exemplo: a
n
. O índice serve para indicar qual é a posição do termo na seqüência.
Quando possível, a seqüência completa é representada por chaves { }, podendo-se
indicar o índice de início da seqüência. Por exemplo:
 A seqüência dos números pares:
{ ¦
0 n
n . 2

 A seqüência dos números ímpares:
{ ¦
0 n
1 n . 2

+
Ao estudar uma seqüência estaremos particularmente interessados em saber como ela
evolui, ou seja, como ela se comporta conforme seus termos vão sendo gerados. Se
associarmos cada termo com um instante no tempo, poderemos dizer que o que nos
interessa é saber sobre o comportamento da seqüência ao longo do tempo.
1 1
1/
2
1/
2
1
1/
2
1/
2
...
Exercício: Represente por extenso os 5 primeiros termos das seguintes seqüências:
(a).
{ ¦
0 n
n . 2

(b).
{ ¦
0 n
1 n . 2

+
(c).
{ ¦
1 n
1 n . 2


(d).
1 n
1 n
n

¹
'
¹
¹
'
¹
+
(e).
0 n
n
2
1

¹
'
¹
¹
'
¹
(f). { ¦
0 n
n
2

(g).
{ ¦
0 n
primo número ésimo n


(h).
{ ¦
0 n
! n

Representação Gráfica de
Seqüências
Em geral, a representação gráfica de uma seqüência é
similar à representação gráfica de funções, usando-se o
eixo horizontal para representar o índice e o vertical, para
os valores dos termos da seqüência.
Por exemplo, a seqüência
1 n
n
1

¹
'
¹
¹
'
¹
é representada pelo gráfico ao lado.
Também é comum a representação de seqüências como
“acumulações de pontos” na reta real. Essa representação
induz ao entendimento do conceito de limite como ponto
fixo, ou seja, um ponto que “atrai” os termos da seqüência
de modo que os mesmos se acumulam em torno desse
ponto.
Por exemplo, a seqüência
1 n
n
1

¹
'
¹
¹
'
¹
é representada pelo
gráfico ao lado.
Exercício: Represente graficamente as seqüências:
(a).
{ ¦
0 n
n . 2

(b).
{ ¦
0 n
1 n . 2

+
(c). { ¦
0 n
n
) 1 (


(d).
1 n
1 n
n

¹
'
¹
¹
'
¹
+
(e).
1 n
1 n
1 n
n
. ) 1 (

+
¹
'
¹
¹
'
¹
+

(f).
0 n
n
2
1

¹
'
¹
¹
'
¹
(g). { ¦
0 n
n
2

(h).
{ ¦
0 n
! n

(i).
1 n
n
2
1
1

¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹

,
`

.
|
− +
Associação com Funções de Variável Real
Pode-se entender uma seqüência numérica como uma “seleção” de pontos de uma
função de variável real.
Por exemplo:
(a). a seqüência
0 n
n
2
1

¹
'
¹
¹
'
¹
pode ser entendida como uma amostragem da função real
x
2
1
) x ( f
,
`

.
|
· .
(b). a seqüência
{ ¦
0 n
) n ( sen

pode ser entendida como uma amostragem da função real
) x ( sen ) x ( f ·
.
Observação: Repare que não há padrão nos pontos amostrados do seno. Essa é uma
seqüência caótica!
Limite de Seqüências
O único limite que interessa no estudo das seqüências é o limite no infinito.
Se uma seqüência tende para um número real, isto é, tem limite e seu limite é um
número real, dizemos que a seqüência converge. Caso não exista limite ou esse limite
exista, mas seja infinito, dizemos que a seqüência diverge.
IMPORTANTE: A convergência ou divergência de uma seqüência não tem ligação com
o modo como ela se inicia. Ela depende apenas de como as “caudas” da seqüência se
comportam!
Subseqüências
Chamamos de subseqüência a qualquer parte de uma seqüência.
Alguns resultados importantes:
Resultado 1:
Se uma seqüência
{ ¦
n n
a
converge para L, então todas as suas subseqüências
convergirão para L.
Resultado 2:
Se uma seqüência
{ ¦
n n
a
diverge, então:
 pelo menos uma subseqüência de
{ ¦
n n
a
diverge para ∞, ou
 há pelo menos duas subseqüências de
{ ¦
n n
a
convergindo para limites diferentes.
Resultados para a Verificação da Convergência de
Seqüências
Os seguintes resultados são válidos para a verificação da convergência de uma
seqüência.
Resultado 3:
Se
A a lim
n
n
·
+∞ →
e
B b lim
n
n
·
+∞ →
quando n tende ao infinito, então:

c c lim
n
·
+∞ →
(c constante)

A . c a l i m . c a . c l i m
n
n
n
n
· ·
+ ∞ → + ∞ →
(c constante)

( ) B A b lim a lim b a lim
n
n
n
n
n n
n
+ · + · +
+∞ → +∞ → +∞ →

( ) B A b lim a lim b a lim
n
n
n
n
n n
n
− · − · −
+∞ → +∞ → +∞ →

( ) ( ) ( ) B . A b lim . a lim b . a lim
n
n
n
n
n n
n
· ·
+∞ → +∞ → +∞ →

B
A
b lim
a lim
b
a
lim
n
n
n
n
n
n
n
· ·

,
`

.
|
+ ∞ →
+ ∞ →
+ ∞ →
(desde que B ≠ 0)
Resultado 4:
Se a função real correspondente à seqüência tiver limite no infinito, então o limite da
seqüência será igual a esse valor.
Resultado 5:
A partir do Resultado 2, pode-se usar a Regra de L´Hôpital para a verificação de limites
com indeterminações
0
0
,


ou ∞ . 0 .
Resultado 6:
Tabela básica de limites de seqüências:
0
n
1
lim , 0 p
p
n
· > ∀
+∞ →
1 p lim , 0 p
n
n
· > ∀
+∞ →
1 n lim , 0 p
n p
n
· > ∀
+∞ →
0
n
) n ln(
lim , 0 p
p
n
· > ∀
+∞ →
0
! n
p
lim , 0 p
n
n
· > ∀
+∞ →
p
n
n
e
n
p
1 lim , 0 p ·
,
`

.
|
+ > ∀
+∞ →
CUIDADO!
Verifique a convergência da seqüência
{ ¦
0 n
) . n ( sen

π
.
Exemplo: Verifique a convergência das seqüências:
(a).
1 n
n
1

¹
'
¹
¹
'
¹
(b).
1 n
n
1

¹
'
¹
¹
'
¹
(c).
1 n
2
n
1

¹
'
¹
¹
'
¹
(d).
0 n
n
2
1

¹
'
¹
¹
'
¹
(e). { ¦
0 n
n
2

(f).
0 n
1 n . 2
n

¹
'
¹
¹
'
¹
+
(g).
1 n
2
n
1 n

¹
'
¹
¹
'
¹ +
(h).
0 n
n
e
n

¹
'
¹
¹
'
¹
(i).
2 n
n
1 n
1 n

¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹

,
`

.
|

+
Resultado 7 (Teorema do Confronto para Seqüências) :
Se as seqüências
{ ¦
n n
a
,
{ ¦
n n
b
e
{ ¦
n n
c
forem tais que
n n n
c b a ≤ ≤
a partir de um certo
n, e
L a lim
n
n
·
+∞ →
e
L c lim
n
n
·
+∞ →
, então
L b lim
n
n
·
+∞ →
.
Exemplo: Verifique a convergência das seqüências:
(a).
0 n
n
n
2
) 1 (

¹
'
¹
¹
'
¹

(b).
1 n
2
n
) n ( sen

¹
'
¹
¹
'
¹
Seqüências Monotônicas
{ ¦
n n
a
é estritamente crescente ⇔
... a a a a
4 3 2 1
< < < <
Exemplo: 1, 2,
3, 4, 5, ...
{ ¦
n n
a
é crescente ⇔
... a a a a
4 3 2 1
≤ ≤ ≤ ≤
Exemplo: 1, 1,
2, 2, 3, ...
{ ¦
n n
a
é decrescente ⇔
... a a a a
4 3 2 1
≥ ≥ ≥ ≥
Exemplo: 1, 1,
2
1
,
2
1
,
4
1
, ...
{ ¦
n n
a
é estritamente decrescente ⇔
... a a a a
4 3 2 1
> > > >
Exemplo: 1,
2
1
,
4
1
, ...
Para verificar se uma seqüência é monotônica pode-se usar os seguintes expedientes:
{ ¦
n n
a
é estritamente crescente ⇔
0 a a , n
n 1 n
> − ∀
+
ou
1
a
a
, n
n
1 n
> ∀
+
{ ¦
n n
a
é crescente ⇔
0 a a , n
n 1 n
≥ − ∀
+ ou
1
a
a
, n
n
1 n
≥ ∀
+
{ ¦
n n
a
é decrescente ⇔
0 a a , n
n 1 n
≤ − ∀
+ ou
1
a
a
, n
n
1 n
≤ ∀
+
{ ¦
n n
a
é estritamente decrescente ⇔
0 a a , n
n 1 n
< − ∀
+ ou
1
a
a
, n
n
1 n
< ∀
+
IMPORTANTE:
Em geral os primeiros termos de uma seqüência podem não atender a um padrão de
comportamento monotônico. Nessas situações pode-se “descartar” os primeiros termos
da seqüência e dizer que ela é monotônica a partir de um certo termo.
Resultado 8:
Se uma seqüência
{ ¦
n n
a
é crescente a partir de um certo termo e existe uma cota
superior M de tal modo que
M a , n
n
≤ ∀
, então
{ ¦
n n
a
converge para algum valor L
≤ M.
Resultado 9:
Se uma seqüência
{ ¦
n n
a
é decrescente a partir de um certo termo e existe uma cota
inferior M de tal modo que
M a , n
n
≥ ∀
, então
{ ¦
n n
a
converge para algum valor L ≥
M.
Exemplo: Verifique a convergência das seqüências:
(a).
1 n
n
! n
10

¹
'
¹
¹
'
¹
(b).
1 n
n
n
! n

¹
'
¹
¹
'
¹
(c). { ¦
0 n
n . 2
e . n


I.- Séries
I.1.- Introdução. Soma de uma série.
Uma sucessão de números
u
1
, u
2
, u
3
, ..., u
n
, ... (1)
considera-se dada, quando é conhecida a lei que permite calcular qualquer termo u
n
para
um n dado.
Definição: Chama-se série numérica à soma, dos termos na Equação (1),

u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
... (2)
Definição: A soma do número finito dos n primeiros termos de uma série,
s
n
= u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
(3)
chama-se n-ésima soma parcial da série.
Vejamos as somas parciais:
s
1
= u
1

s
2
= u
1
+ u
2
s
3
= u
1
+ u
2
+ u
3
...
s
n
= u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
,
Se existe o limite (finito)
n
n
s lim s
∞ →
·
então ele se chama soma da série na Equação (2) e falamos que a série converge.
Se n
n
s lim
∞ →
não existe, dizemos que a série diverge ou que não tem soma.
Teorema 1.- Se a série obtida de (2), após retirar um número finito de termos, converge,
então a série em (2) converge.
Teorema 2.- Se a série
a
1
+ a
2
+ a
3
+ ... + a
n
+ ...
converge e a sua soma é igual a s, então a série
ca
1
+ ca
2
+ ca
3
+ ... + ca
n
+ ...
onde c é um número arbitrário, também converge e sua soma é igual a cs.
Teorema 3.- Se as séries
a
1
+ a
2
+ a
3
+ ... + a
n
+ ...
e
b
1
+ b
2
+ b
3
+ ... + b
n
+ ...
convergem e suas somas são iguais a s
1
e s
2
, respectivamente, então as séries
(a
1
+ b
1
) + (a
2
+ b
2
) + (a
3
+ b
3
) + ... + (a
n
+ b
n
) + ...
e
(a
1
– b
1
) + (a
2
– b
2
) + (a
3
– b
3
) + ... + (a
n
– b
n
) + ...
também convergem e suas somas são iguais a (s
1
+ s
2
) e (s
1
– s
2
), respectivamente.
I.2.- Condição necessária de convergência
No estudo das séries, e de suas aplicações, um dos problemas fundamentais é saber se as
mesmas convergem ou não. Veremos agora uma condição necessária para a
convergência de uma série, isto é, a condição cujo não cumprimento implica na não
convergência da série.
Teorema 4.- Se uma série converge, então seu n-ésimo termo tende a zero quando n
cresce indefinidamente.
Corolário.- Se o n-ésimo termo de uma série não tende a zero quando n  ∞, então a
série diverge.
É bom chamar novamente a atenção para o fato de que esta é uma condição necessária,
não suficiente, isto é, de que o n-ésimo termo tenda a zero quando n cresce
indefinidamente não se pode deduzir que obrigatoriamente a série convirja.
I.3.- Comparação de séries de termos positivos

Para duas séries com termos positivos
u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
+ ... (4)
e
v
1
+ v
2
+ v
3
+ ... + v
n
+ ... (5)
são válidas as afirmações nos seguintes teoremas.
Teorema 5.- Se os termos da série (4) não são maiores que os termos correspondentes
da série (5), isto é, se
n n
v u ≤
(n = 1, 2, ...),
e a série (5) converge, então a série (4) também converge.
Teorema 6.- Se os termos da série (4) não são menores que os termos correspondentes
da série (5), isto é, se
n n
v u ≥
(n = 1, 2, ...),
e a série (5) diverge, então a série (4) também diverge.
I.4.- Critério de D’Alembert
Teorema 7.- (Critério de D’Alembert) Se em uma série com termos positivos
u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
+ ...
a relação do (n+1)-ésimo termo em relação ao n-ésimo quando n  ∞ tem um limite
finito l, isto é,
l
u
u
lim
n
1 n
n
·
+
∞ →
,
então:
i) se l < 1 a série converge
ii) se l > 1 a série diverge
Note que:
a) O teorema não dá uma solução para l = 1. Mas note que se l = 1 e a razão
entre termos sucessivos, para todos os números n a partir de certo número, é maior
que 1, a série diverge.
b) A série divergirá também quando
∞ ·
+
∞ →
n
1 n
n
u
u
lim
.
I.5.- Critério de Cauchy
Teorema 8.- (Critério de Cauchy) Se para uma série
u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
+ ...
com termos positivos, a grandeza
l u
n
n
·
tem um limite finito l quando n  ∞, isto é,
l u lim
n
n
n
·
∞ →
,
então:
i) se l < 1 a série converge
ii) se l > 1 a série diverge
Note que, como o de D’Alembert, o critério de Cauchy não dá uma solução para l = 1.
I.6.- Critério integral para convergência de séries
Teorema 9.- Sejam os termos da série
u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
+ ...
positivos e não crescentes, isto é,
..., u u u
3 2 1
≥ ≥ ≥
e seja f(x) uma função contínua não crescente tal que
f(1) = u
1
; f(2) = u
2
; ... ; f(n) = u
n
.
Nesse caso são válidas as seguintes afirmações:
i) se a integral imprópria
( )


1
dx x f
converge, a série também é convergente.
ii) se a integral diverge, a série também será divergente.

I.7.- Séries alternadas. Teorema de Leibniz
Definição: Chama-se série alternada a uma série que tem a forma
u
1
– u
2
+ u
3
– u
4
+ ... ,
onde u
1
, u
2
, u
3
, u
4
, ... u
n
, são todos positivos, isto é, uma série na qual os termos são
positivos e negativos alternadamente.
Teorema 10.- (Teorema de Leibniz) Se uma série alternada é tal que seus termos
u
1
> u
2
> u
3
> ...
e
0 u lim
n
n
·
∞ →
então a série converge e sua soma é positiva e não superior ao primeiro termo.
Note que o teorema de Leibniz pode-se ilustrar facilmente de forma geométrica
marcando sobre uma reta numérica as somas parciais s
n
. Os pontos assim marcados se
aproximam a um certo ponto s que representa a soma da série. Os pontos que
representam somas parciais impares estarão à direita de s e os que representam somas
parciais pares à esquerda.
Note também que se uma série satisfaz a condição do teorema de Leibniz, podemos
avaliar facilmente o erro que cometemos ao substituir sua soma s por uma soma parcial
s
n
. Ao fazer essa substituição eliminamos todos os termos da série a partir do s
n+1
. Mas
estes números formam, eles mesmos, uma série alternada cuja soma, em valor absoluto,
é menor que o primeiro termo dessa nova série. Por tanto, o erro não é maior, em valor
absoluto, que o valor do primeiro termo eliminado.
I.8.- Séries. Convergência absoluta e condicional.

Analisemos agora o comportamento de séries que podem ter termos negativos e
positivos em geral.
Teorema 11.- Se a série com termos positivos e negativos
u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
+ ...
for tal que a série composta pelos valores absolutos dos seus termos

I u
1
I + I u
2
I

+ I u
3
I + ... + I u
n
I + ...
converge, então a série com termos positivos e negativos converge.
Este teorema sugere uma forma de classificar as séries com termos positivos e
negativos.
Definição: A série com termos positivos e negativos
u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
+ ...
se chama absolutamente convergente se a série formada pelos valores absolutos dos
seus termos
I u
1
I + I u
2
I

+ I u
3
I + ... + I u
n
I + ...
converge.
Se a série com termos positivos e negativos converge, e a formada pelos valores
absolutos dos seus termos diverge, então a série recebe o nome de condicionalmente
convergente.
Teorema 12*.- Se uma série é absolutamente convergente ela continua absolutamente
convergente com qualquer mudança na ordem de seus termos. Isto é, a soma de tal série
não depende da ordem de seus termos (isto não é uma propriedade das séries
condicionalmente convergentes).
Teorema 13*.- Se uma série converge condicionalmente, então se pode mudar a ordem
dos seus termos de tal maneira que a soma da nova série obtida seja exatamente igual a
um número arbitrário A, escolhido de antemão. Ainda, se pode mudar a ordem dos
termos dessa série condicionalmente convergente de tal maneira que a nova série seja
divergente.
I.9.- Séries de funções
A série
u
1
+ u
2
+ u
3
+ ... + u
n
+ ...
chama-se série de funções se seus termos são funções de x.
Vejamos a série de funções

u
1
(x) + u
2
(x) + u
3
(x) + ... + u
n
(x)+ ... (6)
Dando a x determinados valores obtemos diversas séries numéricas que podem ser tanto
convergentes quanto divergentes. O conjunto de valores de x para os quais a série de
funções converge, chama-se domínio de convergência desta série.
É evidente que no domínio de convergência de uma série de funções sua soma é certa
função de x. Por isso, a soma da série de funções se denota por s(x).
Usemos a notação s
n
(x) para representar a soma dos n primeiros termos de uma série de
funções. Se esta série converge e sua soma é igual a s(x), então
s(x) = s
n
(x) + r
n
(x),
onde s(x) é a soma da série
u
n+1
(x) + u
n+2
(x) + u
n+3
(x) + ...,
Em este caso a magnitude r
n
(x) chama-se resto da série (6). Para todos os valores de x
no domínio de convergência da série cumpre-se que
( ) ( ) x s x s lim
n
n
·
∞ →
,
e por isso
( ) ( ) [ ] 0 x s x s lim r lim
n
n
n
n
· − ·
∞ → ∞ →
,
isto é, o resto r
n
(x) de uma série convergente tende a zero quando n  ∞.

Nome Proposição Comentário
Convergência de
seqüências
Uma seqüência {a
n
} converge se
L a
n
n
·
+∞ →
lim
Série geométrica
A série


·0 k
k
ar
converge se |r|<1 e
diverge se |r|≥ 1.
Se a série convergir, terá
soma
r
a
ar
k
k

·


·
1
0
.
Teste da
divergência
Se
0 lim ≠
+∞ →
k
k
u
, então ∑ k
u
diverge Se
0 lim ·
+∞ →
k
k
u
, então
∑ k
u
pode ou não
convergir.
Teste da integral
Seja ∑ k
u
uma série com termos
positivos e seja f(x) a função que resulta
quando k for substituído por x no termo
geral da série. Se f for decrescente e
contínua para x≥ 1. Então ∑

·1 k
k
u
e
dx x f


1
) ( ambas convergem ou
divergem.
Aplica-se apenas para
séries com termos
positivos. Use-o quando
f(x) for fácil de integrar.
P séries (série
hiper-harmônica)


·1
1
k
p
k
converge se p > 1 e diverge
0<p≤ 1.
Teste da
comparação
Sejam


·1 k
k
a
e


·1 k
k
b
séries de termos
não negativos tais que:
,... , ,
3 31 2 2 1 1
b a b a b a ≤ ≤ ≤
Se


·1 k
k
b
convergir, então


·1 k
k
a
também converge, se


·1 k
k
a
divergir,
então


·1 k
k
b
também diverge.
Aplica-se apenas para
séries com termos não
negativos.
Teste da razão
Seja ∑k
u
uma série de termos positivo e
Tente este teste quando
k
u
envolver k-ésimas
potências ou fatoriais.
suponha que
k
k
k
u
u
1
lim
+
+∞ →
· ρ
a) A serie converge se p<1
b) A serie diverge se p>1
c) O teste é inconclusivo se p=1
Teste da raiz
Seja
∑ k
u
uma série de termos positivo e tal
que
k
k
k
k
k
k
u u
/ 1
) ( lim lim
+∞ → +∞ →
· · ρ
a) A serie converge se p<1
b) A serie diverge se p>1
c) O teste é inconclusivo se p=1
Tente este teste quando
k
u

envolver k-ésimas potências.
Teste da comparação
dos limites
Sejam ∑k
a
e ∑k
b
séries de termos
positivos tais que:
k
k
k
b
a
+∞ →
· lim ρ
Se 0 < p < ∞, então as séries convergem ou
divergem.
Teste da série
alternada
A série


·
+

1
1
) 1 (
k
k
k
a ou


·

1
) 1 (
k
k
k
a
converge se:
a)
...
3 2 1
≤ ≤ ≤ a a a
;
b)
0 lim ·
+∞ →
k
k
a
.
Aplica-se apenas à séries
alternadas
Teste da razão para
convergência
absoluta
Seja
∑ k
u
uma série de termos diferentes de
zero tal que:
| |
| |
lim
1
k
k
k
u
u
+
+∞ →
· ρ
a) A serie converge absolutamente se
p<1
b) A serie diverge se p>1
c) O teste é inconclusivo se p=1
A série não necessita ser
termos positivos nem ser
alternada para usar este teste.
Uma série será
condicionalmente
convergente quando for
convergente e absolutamente
divergente
Série de potência
Teremos uma série de potência,


·0 k
k
k
x c ,
quando seus termos forem dependentes de da
variável x
As série de Taylor e
Maclaurin são casos
particulares das séries de
potências.
Convergência de
série de potência
Para cada série de potencia, uma das condições é válida:
a) A série converge somente se x = 0;
b) A série converge absolutamente para todos os valores reais de x.
A série converge absolutamente para todos os valores de x em algum intervalo
aberto finito (-R, R) e diverge se x < -R ou x > R. Em cada um dos pontos
x=R e x=-R a série pode convergir absolutamente, convergir
condicionalmente ou divergir, dependendo da série em particular
Se f tiver derivadas de todas as ordens em 0
,
então chamamos a série
...
!
) 0 (
...
! 2
) 0 ( ' '
) 0 ( ' ) 0 (
!
) 0 (
) (
0
2
) (
+ + + + + ·


·
k
k
k
k
k
x
k
f
x
f
x f f x
k
f
de série de Maclaurin para f.
Se f tiver derivadas de todas as ordens em x
0,
então chamamos a série
... ) (
!
) (
... ) (
! 2
) ( ' '
) )( ( ' ) ( ) (
!
) (
0
0
) (
0
2
0
0
0 0 0 0
0
) (
+ − + + − + − + · −


·
k
k
k
k
k
x x
k
x f
x x
x f
x x x f x f x x
k
x f
de série de Taylor para f em torno de x = x
0.

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