You are on page 1of 90

H

is
t
ó
r
ia
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
Sumário
O que é a História? ............................................................................................................................. 3
Pré-História ......................................................................................................................................... 3
História Antiga .................................................................................................................................... 4
História Medieval .............................................................................................................................. 10
História Moderna .............................................................................................................................. 14
História Contemporânea ................................................................................................................... 24
Brasil Colônia .................................................................................................................................... 52
Brasil Império .................................................................................................................................... 63
Brasil República ................................................................................................................................. 72
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
3
História
O que é a História?
Defnição de História
De acordo com o historiador francês, Marc Bloch
(1886-1944), a História “é a ciência dos Homens no
tempo”. Isto é, o campo de conhecimento que estu-
da a trajetória dos homens ao longo do tempo.
Periodização de História Geral
Convencionou-se dividir a História em grandes pe-
ríodos de tempo. A seguir, a divisão tradicional da
História humana.
Pré-História • : do aparecimento do homem até
o surgimento da escrita (± 3 500 a.C.).
História Antiga • : do surgimento da escrita (±
3 500 a.C.) até a queda do Império Romano do
Ocidente (476 d.C.).
História Medieval • : da queda do Império Ro-
mano (476) até a queda de Constantinopla
(1453).
História Moderna • : da queda de Constantino-
pla (1453) até a eclosão da Revolução Francesa
(1789).
História Contemporânea • : da eclosão da Revo-
lução Francesa (1789) até os dias atuais.
Pré-História
Período da História humana anterior ao adven-
to da escrita.
Árvore Filogenética da
Espécie Humana
Tipo humano Modo de vida
Australopithecus
(± 5 milhões a
1,5 milhão de
anos atrás).
andava nas savanas africanas;
bípede, utilizava pedras e paus
para se defender e se alimen-
tar.
Homo habilis
(2 milhões a 1,5
milhão de anos
atrás).
fazedor de instrumentos, tais
como pedras lascadas.
Tipo humano Modo de vida
Homo erectus
(1,6 milhão a 100
mil anos atrás).
fabricava instrumentos e vivia
em bandos;
domínio do fogo.
Homo sapiens
neandertalensis
(de 200 mil a 30
mil anos atrás).
conviveu com os primeiros ho-
mens modernos (H. s. sapiens);
ritos de sepultamento dos
mortos.
Homo sapiens
sapiens
(há 100 mil
anos).
espécie atual.
Processo de Hominização
Interação de fatores que explicam como o homem se tornou o animal
que domina a natureza.
(
M
E
L
L
O
,

L
e
o
n
e
l

I
t
a
u
s
s
u
;

C
O
S
T
A
,

L
u
í
s

C
é
s
a
r

A
m
a
d
.

H
i
s
t
ó
r
i
a

A
n
t
i
g
a

e

M
e
d
i
e
v
a
l
.

S
P
:

A
b
r
i
l

E
d
u
c
a
ç
ã
o
,

1
9
8
5
.

p
.

2
4
)
Mãos liberadas para
o uso de artefatos
Construção de
artefatos
Aumento no tama-
nho e na capacidade
do cérebro
Dentes caninos
pequenos
Caça
Andar ereto
Períodos da Pré-História
Paleolítico (± 3 milhões-10 mil a.C.):
pedra lascada (artefatos de sílex); •
caçadores e coletores; •
nomadismo; •
divisão sexual do trabalho; •
sem propriedade privada; •
homem das cavernas; •
controle do fogo; •
pinturas rupestres; •
sentimentos religiosos. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
4
História
Mesolítico
(transição entre o Paleolítico e o Neolítico):
etapa de transição entre o Paleolítico e o Ne- •
olítico;
micrólitos: lascas de pedra minúsculas e extre- •
mamente afiadas, com função cortante, que
são produzidas a partir deste momento.
Neolítico ( 10 mil-4 mil a.C.):
pedra polida (artefatos polidos, não apenas las- •
cados – mais resistentes);
Revolução Agropastoril ou Revolução Neolítica: •
domínio do plantio (agricultura) e do pasto- •
reio;
primeiro salto produtivo da humanidade; •
sedentarização. •
Consequências da
Revolução Neolítica:
produção de excedentes e comercialização dos •
mesmos;
crescimento populacional; •
novos utensílios – cerâmica, arado; •
Revolução Urbana: •
primeiras cidades; •
surgimento da diferenciação entre cidade e •
campo;
diferenciação social – há um grupo que pro- •
duz (camponeses) e outro que controla a pro-
dução (guerreiros, sacerdotes);
desigualdade social legitimada pela religião; •
surgimento do • Estado – concentração das
decisões políticas em uma ou algumas pesso-
as e criação de meios para legitimar o poder.
Idade dos Metais ( 4 500 a.C-3 500 a.C.)
final do Neolítico; •
metalurgia – utilização de cobre, bronze e, pos- •
teriormente, ferro;
Fim da Pré-História – desenvolvimento da escri- •
ta (finalidade contábil – controlar o excedente
agrícola).
História Antiga
Período da História humana que abarca desde
o surgimento da escrita até a queda do Império
Romano.
Subdivisões:
História da Antiguidade oriental – povos do •
crescente fértil (Mesopotâmia, Egito etc.);
História da Antiguidade Clássica – gregos e ro- •
manos.
História da Antiguidade oriental
Localização:
Crescente Fértil: região que abarca o Oriente •
Médio (do Golfo Pérsico ao Egito).
Aspectos gerais da Mesopotâmia:
Relação entre o soberano e os Deuses, sendo •
ele ou um dos Deuses ou representante destes;
Império Teocrático de Regadio: •
Civilizações hidráulicas ou de regadio. •
Religião politeísta. Exceção: hebreus (monote- •
ísmo);
Escrita cuneiforme (sumérios); •
Criação do sistema sexagesimal; •
Agricultura (base da economia) e pecuária/pas- •
toreio (grande importância);
Comércio feito, a princípio, de troca de produ- •
to por produto (moeda após século VII a.C.);
Divisão social – basicamente dividida em três •
camadas: camada superior (aristocracia diri-
gente/chefes religiosos), camada intermediária
(grandes comerciantes) e camada inferior (cam-
poneses) e escravos;
Modo de Produção Asiático / Despotismo •
Oriental.
Povos Mesopotâmicos
Mesopotâmia – terra entre rios. Uma região, •
não um império.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
5
História
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Mapa da Mesopotâmia
Quadro comparativo dos povos da Mesopotâmia
Civilização Localização
Organização
política
Religião Características
Sumérios Sul da Mesopotâmia
Patesi (denomi-
nação dada ao
monarca)
Politeísta Escrita cuneiforme
Acadianos
Toda a
Mesopotâmia
Sargão e Naram Sim Politeísta
Unificação territorial
da Mesopotâmia
Antigos Babilônios
ou Amoritas
(1.
o
Império
Babilônico)
Hegemonia da
Babilônia
Hamurabi Politeísta
Código de
Hamurabi
Assírios Nínive Assubanipal Politeísta
Alistamento militar
obrigatório
Neobabilônicos ou
Caldeus
(2.
o
Império
Babilônico)
Hegemonia da
Babilônia
Nabucodonosor Politeísta Jardins Suspensos
Demais povos orientais
a) Egípcios:
Unificação – rei Menés: •
Reforma Religiosa de Amenófis IV ou Akhena- •
ton (tentativa monoteísta);
Renascimento Saíta – tentativa de reestruturação •
(Baixo Império);
Mumificação, medicina e pirâmides (vida após •
a morte);
Derrota perante os persas – Egito perde a inde- •
pendência.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
6
História
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Mar Mediterrâneo
R
io
N
ilo
R
i
o
J
o
r
d
ã
o
L. Moéris
Mar
Vermelho
EGITO
ANTIGO
Sido
Tiro
Gaza
Pelúsia
Tanis
Canopus
Nucrafis
Heliópolis Mênfis Amonium
Heracleópolis
Ikutáton
(Tell el Amarna)
Tinis
Abidos
Coptos
Tebas
Karnak
Edfu
Luxor
Siene
Berenice Berenice
Saís
Eziongabar
DESERTO DA LÍBIA
SÍRIA
Damasco
Jericó
Jerusalém
S
O L
N
Mapa do Egito Antigo
b) Persas:
atual Irã, Afeganistão, Paquistão, Oriente Mé- •
dio e Egito;
economia – agricultura e comércio; •
religião – Mazdeísmo/Zoroastrismo; •
império dividido em Satrapias; •
moeda – dárico; •
conquistados por gregos e macedônicos. •
c) Fenícios:
atual Líbano; •
maiores mercadores e navegadores da Antigui- •
dade;
criação do alfabeto; •
cidades-Estado – Tiro, Sídon, Biblos. •
d) Hebreus:
monoteístas; •
Livro Sagrado – Torah (Antigo Testamento); •
Diáspora judaica – expulsão da região da Palesti- •
na pelos romanos.
História da Antiguidade clássica
Grécia Antiga
Periodização Grega
a) Período Pré-Homérico XX a XII a.C.:
Creta
comércio marítimo (talassocracia); •
religião – preeminência das divindades femini- •
nas;
Minotauro (lenda); •
Micenas (povo aqueu); •
sociedade dividida em Comunidade Gentílica •
(genos);
invasão dos Dórios: I Diáspora (ilhas do Egeu e •
costa da Ásia Menor).
b) Período Homérico XII a VIII a.C.:
base – Ilíada e Odisseia; •
transição da comunidade gentílica para organi- •
zação em Pólis;
Crise econômica – II Diáspora (Magna Grécia) – •
início da propriedade privada;
genos • → fratria → tribo → demos → pólis;
Acrópole – templo e palácio; •
Ágora – praça pública. •
c) Período Arcaico VIII a VI a.C.:
Esparta:
local – Peloponeso (sul); •
formada na invasão dos Dórios; •
kleros • – terras pertencentes ao Estado distri-
buídas entre os cidadãos
divisão social: Esparciatas (cidadãos)/ Periecos •
(livres)/ Hilotas (escravos ou servos do Estado);
críptios – assassinato de hilotas; •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
7
História
legislação – Licurgo; •
cultura – militar e maior valorização da mulher. •
política – diarquia. •
Eforato – Executivo. •
Gerúsia – Legislativo. •
Ápela – Assembleia Popular. •
Atenas:
Local – Ática; •
Porto Pireu; •
Divisão social – Eupátridas (aristocratas)/ Ge- •
orgóis (agricultores)/ Demiurgos (artesões)/
Thetes (“marginais”)/ Metecos (estrangeiros) e
Escravos;
Estrutura Política – Arcontado e Areópago •
(conselho);
Divisão Social – crise social. •
Reformas
Legisladores: •
Drácon • :
organização de leis escritas (severas); •
manutenção de privilégios anteriores. •
Sólon • :
fim da escravidão por dívidas; •
divisão social censitária – 4 grupos. •
Tirania
Psistrato: •
gera empregos com obras públicas; •
estabilidade. •
Hiparco/Hípias: •
retorno da crise. •
Clístenes •
Pai da Democracia • : estabilidade social.
Cidadão – homem adulto, filho de pai e •
mãe atenienses.
Excluídos – mulheres, estrangeiros (mete- •
cos) e escravos.
Ostracismo. •
Tribunal do
Areópago
(Judiciário)
Magistraturas
Maiores
(Eletivas)
Colégio dos
Estrategas
(Executivo)
Regimentos
Militares
10
Tribunal
Popular
Magis-
traturas
Menores
(Sorteios)
Epístrata
Pritania
(50)
Conselho
Dos
500 (Bulé)
Assembleia
popular
(Eclésia)
Demos
(10)
Interior Cidade Litoral
Arcontes
(9)
Arconte
Polemarco
Estrategos
(10)
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Esquema das estruturas políticas da Atenas democrática.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
8
História
d) Período Clássico VI a IV a.C.:
Péricles:
Século de Ouro – apogeu de Atenas; •
símbolo – Partenon; •
Guerras Médicas – Gregos X Persas: •
Motivo – disputa pelo comércio na Ásia •
Menor;
Formação da Liga de Delos; •
Vitória dos gregos – hegemonia de Atenas. •
Guerra do Peloponeso: contra o domínio de •
Atenas sobre as demais cidades gregas.
Liga do Peloponeso (Esparta e aliadas)
X
Liga de Delos (Atenas e aliadas)
vitória de Esparta e enfraquecimento dos •
gregos;
Invasão macedônica. •
e) Período Helenístico IV a I a.C.:
dominação macedônica – Filipe II e Alexandre •
Magno;
cultura Helenística – fusão das características •
gregas com as orientais;
reinos Helenísticos. •
Roma Antiga
Localização:
Península Itálica (Lácio); •
Rio Tibre. •
Periodização Romana:
Monarquia (753-509 a.C.); •
República (509 a.C.-27 a.C.); •
Império (27 a.C.-476). •
a) Monarquia:
fundação – lenda de Rômulo e Remo; •
governo • : rei + conselho de anciãos;
Roma etrusca. •
b) República:
não há mais um monarca governando; •
poder nas mãos dos Patrícios (oligarquia). •
Poder
em
Roma
Magistratura
superiores
(Patrícios)
inferiores
(plebeus)
Senado
Divisão social:
Patrícios • (descendentes dos Patres, isto é, se-
nadores);
com o fim do domínio etrusco, um grupo de •
clãs de Patrícios assumiu o poder político, eco-
nômico e o controle religioso.
Plebeus • (coletividade indiferenciada): aqueles
que se encontravam fora das famílias que mo-
nopolizavam o poder.
Clientes • : plebeus que pediam proteção/au-
xílio aos Patrícios;
Patrono • : patrício que dava proteção a ple-
beus.
Escravos • : foram fundamentais em Roma
após a conquista do Mediterrâneo.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
9
História
Dinâmica social da Roma republicana
Expansão territorial Consequências sociais
1.
a
Expansão
(Península Itálica V e IV a.C.)
• Afluência de escravos para o trabalho agrícola.
• Conflitos: Patrícios X plebeus
Concessões aos plebeus:
• Tribunato da Plebe;
• Lei das 12 Tábuas;
• Lei Licínia (acesso ao consulado);
• Lei Canuleia (permissão para casamento com Patrícios);
• Lei Hortênsia – plebiscito com força de lei.
2.
a
Expansão
(Mar Mediterrâneo)
Marco inicial:
Guerras Púnicas (Roma X Cartago)
Obs.: apogeu do modo de produção
escravista.
Crise do Final da República:
• Revolta de Sertório;
• Revolta de Espártaco;
• Irmãos Graco (Tribunos da Plebe);
• Mário (plebe) X Sila (patrícios);
• 1.
o
Triunvirato: Pompeu, Crasso e César:
• Triunfo de César;
• 2.
o
Triunvirato: Marco Antônio, Otávio e Lépido:
• Triunfo de Otávio.
c) Império:
Imperador – concentra os poderes políticos, •
militares e religiosos em suas mãos.
Alto Império I a.C. a III d.C.
Apogeu: hegemonia total de Roma. •
Expansão territorial. •
Pax romana • : prosperidade econômica,
estabilidade social, grandes obras artísticas
etc.
Século de Augusto. •
Baixo Império III d.C. a V d.C.
Decadência. •
Século III – fim da expansão territorial roma- •
na – declínio.
Crise do Século III
Exército cada vez mais “bárbaro”. •
Crise do escravismo. •
Expansão do colonato. •
Enfraquecimento do poder imperial. •
Medidas para evitar a crise:
Dominato • (Imperador Diocleciano) – forta-
lecimento do poder do imperador;
reformas econômicas (mais tributos); •
tetrarquia e divisão do Império Romano en- •
tre o do Ocidente e o do Oriente;
Cristianismo – liberdade de culto em 313 •
(Edito de Milão) e religião oficial em 392
(Edito de Tessalônica).
A queda do Império – o fortalecimento do •
poder do imperador (e do Estado também)
faz com que a população viva em um regime
opressivo. O povo vê o Estado como um inimi-
go: uma fraqueza interna que explica porque
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
10
História
as invasões bárbaras ocorreram sem grande
oposição do povo romano.
476 – invasão dos bárbaros e queda do Império •
Romano do Ocidente.
Cultura Romana
Direito Romano. •
Literatura: Ovídio, Cícero, Virgílio, Plauto e Te- •
rêncio.
Arquitetura: Coliseu e Aquedutos. •
Religião: politeísta (influência grega): •
Júpiter (Zeus); •
Baco (Dionísio). •
A formação das estruturas medievais
Q
u
a
d
r
o

e
s
q
u
e
m
á
t
i
c
o

b
a
s
e
a
d
o

n
o

l
i
v
r
o

d
e

H
i
l
á
r
i
o

F
r
a
n
c
o

J
r
.

A

I
d
a
d
e

M
é
d
i
a
:

n
a
s
c
i
m
e
n
t
o

d
o

O
c
i
d
e
n
t
e
.

S
ã
o

P
a
u
l
o
:

B
r
a
s
i
l
i
e
n
s
e
,

1
9
9
9
.
Aspecto
Crise do séc. III
manifestação
Estruturas pré-medievais
resultante
Demográfico
Recrudescimento de epidemias.
Migrações internas.
Fixação da população no campo (colona-
to).
Econômico
Recuo da mão-de-obra escrava.
Queda na produção.
Colonato, tendência à autossuficiência.
“Intervenção estatal”, corporações.
Monetário Inflação. “Dirigismo estatal”.
Político Militarização do poder. Divisão do Império: tetrarquia (284).
Institucional
Anarquia Militar.
Crescente autonomia das províncias.
Cristianização do poder: primeiro Concílio
Ecumênico (325).
Nova capital (Constantinopla) (330).
Militar Pressão germânica.
Contratação de tribos bárbaras (germani-
zação do exército romano).
Social
Êxodo urbano.
Hereditariedade das funções.
Fim do assistencialismo (pão e circo).
Ruralização.
Enrijecimento das hierarquias.
Religioso
Aumento da descrença.
Sucesso dos cultos
orientais.
Cristianismo: permitido (313)/ oficializado
(392).
Psicológico Fatalismo, desânimo. Cristianismo: esperança em outra vida.
História Medieval
Período da História humana que abarca desde
a queda do Império Romano (476) até a queda de
Constantinopla (1453).
Subdivisões:
Alta Idade Média (sécs. V-X): formação do feu- •
dalismo;
Baixa Idade Média (sécs. XI-XV): apogeu e de- •
cadência do feudalismo.
Alta Idade Média (sécs. V-X)
Antiguidade Tardia IV a VII d.C.
Invasão dos Bárbaros: ostrogodos, visigodos, •
vândalos, anglos, saxões, pictos, burgúndios,
suevos, francos, germanos etc.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
11
História
Formação dos reinos bárbaros. •
A
l
e
x
a
n
d
r
e

P
e
d
r
o
z
o
.
A Europa no século V – os reinos bárbaros
Período de transição entre o mundo antigo e •
o medieval.
Desenvolvimento das línguas europeias neola- •
tinas.
Ruralização e retração do comércio. •
Três matrizes formadoras da Idade Média: •
matriz romana – a • villae romana e o Patrocí-
nio + colonato;
matriz bárbara – • comitatus e direito consue-
tudinário;
matriz cristã: a influência do cristianismo da •
Igreja Católica Apostólica Romana.
A Alta Idade Média dos impérios medievais
(sécs. VIII-X)
O Reino dos Francos
Cristianização dos bárbaros: o batismo de Cló- •
vis (Dinastia Merovíngia V ao VIII d.C).
Carlos Martel: na Batalha de Poitiers (732) de- •
teve a expansão muçulmana sobre a Europa.
Pepino, o Breve: ligações com a Igreja Católica •
Apostólica Romana.
Início da Dinastia Carolíngia. •
Carlos Magno • :
expansão territorial; •
A
l
e
x
a
n
d
r
e

P
e
d
r
o
z
o
.
Império Carolíngio durante Carlos Magno.
divisão administrativa do império – condados, •
ducados e marcas;
Capitulares (leis escritas); •
Renascimento Carolíngio (cultura); •
Onda de Invasões Bárbaras (século IX) – nor- •
mandos, magiares e muçulmanos;
Partilha de Verdun (843) – divisão do Império •
Carolíngio;
Reforma na educação. •
Império Bizantino
Origens:
divisão do Império Romano (Teodósio, 395 d.C.) •
em Império Romano do Ocidente (Roma) e Im-
pério Romano do Oriente (Constantinopla).
Destaques do Império Bizantino: •
Justiniano (527-565); •
consolidação do poder imperial. Busca pela •
reconstrução do Antigo Império Romano
(conquista de territórios na Península Ibéri-
ca, na Península Itálica e no Norte da Áfri-
ca);
centralização e controle político por parte •
do imperador;
Corpus Juris Civilis • (Código de Justiniano).
Disputas religiosas: monofisismo, questão ico- •
noclasta e Cisma do Oriente (1054) – surgimento
da Igreja Ortodoxa Grega;
1453: conquista de Constantinopla pelos tur- •
cos-otomanos (fim do Império Bizantino).
Império Islâmico
Árabe (etnia) ≠ Islâmico (religião). •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
12
História
Islã: submissão a Deus. •
Religião fundada por Muhammad ( Maomé): •
profeta.
Membro do clã dos coraixitas (guardiões da •
Caaba).
Unificou a Arábia em torno do Islã. •
Islamismo: religião monoteísta. •
a) Marcos do Islamismo
622: Hégira (fuga de Maomé de Meca para Me- •
dina).
Livros sagrados: Corão e Suna (comentários e •
interpretações ao Corão).
Poligamia. •
Proibida reprodução de imagens. •
b) Pilares do Islã
Oração ao longo do dia (cinco vezes). •
Peregrinação a Meca (uma vez na vida, caso te- •
nha condição).
Jejum no Ramadã (mês sagrado). •
Jihad • : interna e externa.
Caridade “Zahat”. •
c) Império Islâmico
Causas da expansão: •
contexto de enfraquecimento dos impérios •
vizinhos;
busca de rotas mercantis; •
expansão da fé islâmica – Oriente Médio, Ín- •
dia, África e Europa (Península Ibérica).
Expansão Islâmica.
A
l
e
x
a
n
d
r
e

P
e
d
r
o
z
o
.
Decadência: divisões internas em califados e ações •
de impérios rivais (mongóis, turco-otomanos etc.).
d) Economia
Especiarias. •
Comércio no Mediterrâneo (mar “fechado” aos •
europeus).
Ciências, arquitetura, literatura etc. •
Baixa Idade Média
sécs. XI a XV d.C.
A Sociedade Feudal /
Feudalismo (sécs. XI-XIII)
O Feudalismo do século XI foi resultado de um
processo que se iniciou no fim do império romano.
Vejamos suas origens.
Ruralização da sociedade. •
Enrijecimento da hierarquia social. •
Fragmentação do poder central. •
Desenvolvimento das relações de dependência •
pessoal.
Privatização da defesa. •
Clericalização da sociedade. •
Transformações da mentalidade. •
Estruturas econômicas
do Feudalismo
Senhorio/Feudo: unidade básica de produção. •
Divisão interna: • manso senhorial (terras da pro-
dução para o senhor feudal); manso servil (ter-
ras de produção para o servo); terras comunais
( 30%) das terras eram comunais – pastos e bos-
ques para as caçadas do senhor; e a fortificação
(morada) do senhor.
Servo: homem que está preso a terra na qual •
trabalha (mas por não “pertencer” a ninguém,
não pode ser chamado de escravo).
Obrigações servis
Censo – o servo paga uma taxa fixa por usufruto
da terra para o senhor feudal.
Corveia – o servo era obrigado a trabalhar nos
campos do senhor feudal durante alguns dias por
semana.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
13
História
Talha – paga uma parte do que produziu para o
senhor feudal.
Banalidades – paga para o senhor feudal pelo uso
do moinho, do forno, das ferramentas etc.
Mão-morta – pagamento ao senhor para poder
transmitir o lote hereditariamente.
Tostão de Pedro ou Dízimo – paga uma parte da
produção (geralmente 10%) para a Igreja.
Taxa de justiça – por exemplo, para a realização
de casamentos.
Estima-se que cerca de 50% do que o servo •
produzia acabava parando na mão do senhor
feudal.
Estruturas Sociais
do Feudalismo
Sociedade das Três Ordens: •
Oratores • (os clérigos) – sua função é adorar
a Deus, zelando com o lado espiritual da
cristandade;
Bellatores • (a nobreza guerreira) – sua função
é lutar contra os inimigos, dando proteção e
segurança à cristandade;
Laboratores • (os camponeses) – sua função é
trabalhar para si e para os outros, fazendo
com que as outras ordens possam exercer
suas funções sem se preocupar com a sub-
sistência.
A sociedade na Idade Média
O Rei
Duques, condes, alto clero
Cavaleiros, senhores, bispos, abades
Soldados, camponeses, servos
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
A pirâmide social do feudalismo.
Evolução Demográfica da Europa na Idade Média
(População aproximada em milhões de habitantes)
Ano 200 400 600 800 1000 1100 1200 1300 1400 1500
População 24,1 20,1 16,3 18,0 22,1 25,85 34,65 50,35 35,4 48,45
(
F
R
A
N
C
O

J
R
.
,

H
i
l
á
r
i
o
.

A

I
d
a
d
e

M
é
d
i
a
:

n
a
s
c
i
m
e
n
t
o

d
o

O
c
i
d
e
n
t
e
.

S
ã
o

P
a
u
l
o
:

B
r
a
s
i
l
i
e
n
s
e
,

1
9
8
6
)
Relações entre nobres e servos: • obrigações ser-
vis (Corveia, Talha, Banalidades etc.).
Relações entre nobres: relações de suserania •
e vassalagem baseada na concessão de um
feudo em troca de fidelidade selada pelo
pacto feudo-vassálico.
As Cruzadas fns do séc. XI
ao fm do séc. XIII.
Definição: expedições armadas com justifica- •
tiva religiosa (expedições da cruz, daí o nome
cruzadas) em territórios cristãos (Bizâncio/Al-
bigenses) ou não-cristãos (Oriente Médio).
Motivações: •
contexto de expansão demográfica – au- •
mento da nobreza secundogênita;
tentativa de obter terras; •
interesses da monarquia; •
justificativa mística e religiosa. •
Interesse dos reis, que poderiam se beneficiar das
cruzadas para a centralização política ao adquirirem
a função de dirigir os combates de seus vassalos e
dos vassalos de seus vassalos além de figurarem
como líderes frente à população de sua região.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
14
História
Sequências de Cruzadas
Cruzadas para o Oriente Médio
Oito expedições oficiais ao Oriente Médio, do •
fim do século XI ao término do XIII.
Busca pela “Terra Santa” (Jerusalém). •
“Deus o quer”. •
Principais cruzadas para o Oriente: •
Primeira Cruzada • (1096-1099): conquis-
ta de Jerusalém;
Terceira Cruzada • (1189-1192): perda de Je-
rusalém;
Quarta Cruzada • (1202-1204): ataque a
Constantinopla.
A
l
e
x
a
n
d
r
e

P
e
d
r
o
z
o
.
Reconquista Ibérica
Drag Nach Osten
Cruzadas Orientais
Cruzada Albigense
S
O L
N
Compostela
Toledo
Toulouse
Gênova
Roma
Veneza
Constantinopla
Jerusalém
Paris
Mapa das zonas de atuação das cruzadas
Cruzadas no Ocidente
Reconquista da Península Ibérica • : expulsão
dos muçulmanos da atual região de Espanha
e Portugal.
Drang nach Osten • (marcha para o Leste): mo-
vimento germânico de expansão da cristanda-
de para a Europa Oriental eslava – e, portanto,
pagã. Realizada entre os séculos XI e XIII, visava
uma conquista de terras e áreas de comércio –
legitimada como uma expansão da fé católica.
Cruzada Albigense • : cruzada contra cristãos
não-católicos, hereges e católicos opostos à
política do Papa.
Albigenses ou cátaros: heréticos do século •
XIII.
Tribunal do Santo Ofício (Inquisição): criado •
para persegui-los.
Renascimento urbano-comercial
Alta Idade Média: retração das atividades co- •
merciais.
Fechamento do Mediterrâneo ao comércio cris- •
tão (domínio muçulmano).
Baixa Idade Média: retomada das atividades •
comerciais.
Feiras medievais. •
Centros comerciais medievais: sul da Europa •
(cidades italianas) e norte da Europa (cidades
alemãs – Hansa Teutônica).
Cidades medievais. •
Burgo (cidade protegida por uma muralha). •
Corporações de ofício: organizações de arte- •
sãos responsáveis pela produção nas cidades.
Mestre – companheiro/jornaleiro – aprendiz •
A crise do século XIV
Crise geral do feudalismo. •
Fatores da crise:
alterações climáticas e mudança das condições •
de plantio;
hábitos de higiene precários; •
guerras; •
fome e peste; •
abusiva exploração feudal; •
revoltas camponesas e urbanas ( • jacqueries).
História Moderna
Período da História humana que abarca desde
a queda de Constantinopla (1453) até a eclosão da
Revolução Francesa (1789).
Renascimento cultural
séc. XIV ao XVI
Movimento cultural do início da Idade Mo- •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
15
História
derna.
Ruptura com pensamento medieval (teocen- •
trismo).
Itália, Inglaterra, França, Alemanha, Países •
Baixos, ”Espanha e Portugal”.
Características do Renascimento:
Humanismo; •
Antropocentrismo; •
Individualismo; •
Racionalismo; •
Naturalismo; •
Hedonismo; •
Cientificismo; •
Empirismo; •
Experimentalismo; •
Inspiração na cultura clássica (greco-romana). •
a) Itália: início do Renascimento
Desenvolvimento do comércio e das cidades. •
Contato com árabes e bizantinos (retomada das •
obras clássicas “perdidas” na Idade Média).
Visão de “herdeiros” do Império Romano. •
Mecenato. •
Fases do Renascimento Italiano
Trecento (século XIV) Quatrocento (século XV) Cinquecento (século XVI)
Arte de transição, surgimento de
temas laicos ou antropocentris-
mo.
Pintura a óleo
Florença
Família Médici (mecenato)
Consolidação
Roma
Papado (mecenato)
Dante: A Divina Comédia.
Petrarca: Lírica do Cancioneiro.
Boccaccio: Decameron.
Masaccio: A Expulsão de Adão e
Eva do Paraíso.
Botticelli: Nascimento de Vênus.
Leonardo Da Vinci: Gioconda.
Ariosto: Orlando Furioso.
Torquato Tasso: Jerusalém Liber-
tada.
Nicolau Maquiavel: O Príncipe.
Rafael: Escola de Atenas.
Michelângelo: Moisés e afrescos
da Capela Sistina.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Giotto: A Lamentação.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Leonardo Da Vinci: Gioconda.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Michelangelo: Davi.
b) Ultimo estágio do Renascimento Cultural:
decadência comercial das cidades italianas •
(quebra do monopólio na venda das especia-
rias);
perseguições religiosas no contexto da Contrar- •
reforma Católica.
c) Renascimento Cultural fora da Itália:
Inglaterra: •
Thomas Morus: • Utopia;
William Shakespeare: • Hamlet.
França: •
Montaigne: • Ensaios;
Rabelais: • Gargântua e Pantagruel.
Portugal: •
Camões: • Os Lusíadas.
Espanha: •
Cervantes: • Dom Quixote.
Países Baixos (Holanda e Bélgica): •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
16
História
Hieronymus Bosh: • Jardins das Delícias – Pie-
ter Brueghel: O Alquimista.
Erasmo de Roterdam: • Elogio da Loucura.
Alemanha:
Albrecht Dürer: • Natividade.
O desenvolvimento científco na Europa
Copérnico: teoria heliocêntrica. •
Johanes Kepler: teoria das órbitas elípticas dos •
planetas.
Galileu Galilei: defesa da teoria heliocêntrica. •
André Vesálio: contribuições no campo da •
anatomia.
Miguel Servet e William Harvey: descobrimento •
dos mecanismos de circulação sanguínea.
Giordano Bruno: a Terra não é o centro do uni- •
verso.
Reformas religiosas
Movimentos religiosos que romperam com a •
unidade da Igreja Católica na Europa a partir
do século XVI.
Centros irradiadores: Alemanha, Cantões Suí- •
ços e Inglaterra.
Causas:
busca pela salvação; •
corrupção do clero; •
venda de indulgências; •
venda de relíquias sagradas; •
fortalecimento da burguesia (Igreja Católica •
condenava os lucros);
fortalecimento do poder real (Absolutismo); •
precursores • : Wycliffe e Huss.
Luteranismo (Alemanha)
Martinho Lutero: monge agostiniano. •
Crítica doutrinal à Igreja Católica. •
95 teses • (1517).
Excomungado pela Igreja Católica. •
Princípios do luteranismo: •
Salvação pela fé; •
Livre interpretação da Bíblia; •
Sacerdócio Universal. •
Apoio dos nobres alemães. •
Apoio de camponeses (também interessados •
em terras e no fim dos impostos feudais) – sem
reconhecimento de Lutero. Exemplo: os anaba-
tistas de Thomas Münzer.
Fim dos conflitos religiosos: – Paz de Augsbur- •
go (1555).
Calvinismo (Cantões Suíços)
Zwinglio (precursor). •
João Calvino (líder). •
Doutrina da Predestinação: Deus escolhe os •
que viverão ao seu lado. Ética do trabalho.
Apoio da burguesia. •
Valorização do trabalho, do lucro e da poupança. •
Anglicanismo (Inglaterra)
Atrito entre o rei da Inglaterra (Henrique VIII) •
e o papa.
Ruptura: Ato de Supremacia. •
Terras da Igreja confiscadas. •
Fortalecimento do poder do rei. •
Contrarreforma Católica
Concílio de Trento (1545-1563): •
reafirmação dos dogmas; •
criação de seminários; •
criação do • Index (índice dos livros proibi-
dos);
reativação dos Tribunais do Santo Ofício •
(Concílio de Verona, século XII);
jesuítas (Companhia de Jesus) catequização •
na América.
Absolutismo
Regime político no qual os monarcas concen- •
tram o poder político durante a Idade Moderna
(sécs. XV-XVIII).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
17
História
Contexto: nobreza em decadência X burguesia •
em ascendência.
Características
Centralização política. •
Unificação político-administrativa. •
Unificação dos sistemas de pesos e de medidas. •
Unificação monetária. •
Justiça real (o rei exerce o poder de fato e de •
direito divino).
Impostos reais. •
O desenvolvimento desses fatores leva ao Es- •
tado Absolutista que concentra os poderes nas
mãos do rei.
Natureza do Estado Absolutista
Centralização do poder no rei. •
a) Justifcativas para o poder absoluto dos reis
Teoria do Direito Divino dos Reis: •
Jean Bodin; •
Jacques Bossuet ( • Política Tirada das Sagra-
das Escrituras).
Teoria do Contrato Social: •
Hugo Grotius; •
Thomas Hobbes ( • O Leviatã): “o homem é o
lobo do homem”;
Nicolau Maquiavel (O • Príncipe):
separação entre ética e política; •
contrário à moral cristã medieval; •
“os fins justificam os meios” – a • Razão de
Estado.
b) Formação de alguns Estados Nacionais
Portugal (revolução de Avis). •
Espanha (Guerra da Reconquista). •
França (Guerra dos Cem Anos). •
Inglaterra (Guerra das Duas Rosas). •
Estados Alemães (desenvolvimento dos princi- •
pados – descentralização).
Monarquias Nacionais Absolutistas:
França e Inglaterra
a) França
Dinastia Valois
Católicos X Huguenotes (calvinistas franceses). •
Noite de São Bartolomeu (1572): massacre de •
huguenotes.
Dinastia Bourbon:
Henrique IV (“Paris bem vale uma missa”). •
Édito de Nantes – liberdade de culto aos pro- •
testantes.
Luís XIII (1610-1643). •
Cardeal Richelieu (1624-1642). •
Guerra dos Trinta Anos (1618- 1648). •
França (Bourbons) X Sacro Império + Espanha (Ha- •
bsburgos).
Fim da guerra – Paz de Vestfália – vitória fran- •
cesa.
Luís XIV (1643-1715): •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Luís XIV, o Rei-Sol.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
18
História
apogeu do Absolutismo francês; •
“Rei-Sol” / “O Estado sou eu”; •
Cardeal Mazzarino – combate às Frondas •
(rebeliões dos nobres contra o rei);
Ministro Colbert – incentivo às manufaturas •
de luxo;
Palácio de Versalhes; •
Edito de Fontenebleau – volta a perseguição •
religiosa.
Luís XV (1715-1774): •
derrota na Guerra dos Sete Anos (1756- •
1763).
Luís XVI (1774-1792): •
Guerra de Independência dos EUA (1776- •
1783);
aumento de gastos (pré-Revolução Francesa). •
b) Inglaterra
Guerra dos Cem Anos. •
Guerra das Duas Rosas (1455-1485): formação •
da dinastia dos Tudor (1485-1603).
Henrique VIII: criação do Anglicanismo. •
Maria I (1553-1558): volta do catolicismo e per- •
seguições religiosas.
Elizabeth I (1558-1603): •
auge econômico; •
volta do anglicanismo; •
Colonização da América (Virgínia); •
Apoio aos piratas (Francis Drake); •
Vitória sobre a “Invencível Armada” espa- •
nhola (1588);
Força no comércio e nas atividades burgue- •
sas e navais.
Mercantilismo
Conjunto de doutrinas e práticas econômicas •
de caráter intervencionista adotadas pelos Es-
tados Nacionais europeus no contexto da tran-
sição do Feudalismo ao Capitalismo.
Características
Metalismo. •
Balança comercial favorável. •
Intervencionismo estatal. •
Política demográfica favorável. •
Violento combate ao ócio. •
Incentivo à produção manufatureira. •
Incentivo à construção naval. •
Exploração colonial – colonialismo. •
Formação das Companhias Privilegiadas de Co- •
mércio.
Tipos de mercantilismo
Espanha – Metalismo.
Inglaterra – Comercialismo.
França – Colbertismo.
Estados Alemães – Cameralismo.
Grandes Navegações
Contexto:
crise do século XIV; •
necessidade de terras e de mercados; •
busca por novas rotas comerciais; •
aperfeiçoamento das técnicas de navegação; •
formação dos Estados Nacionais. •
Pioneirismo português
Formação precoce do Estado Nacional: Revolu- •
ção de Avis (1383-1385).
Formação de uma forte burguesia mercantil •
litorânea.
Posição geográfica favorável. •
Experiência náutica – “escola de Sagres”. •
Consequências:
divisão do mundo entre Portugal e Espanha; •
Bula Intercoetera (1493); •
Tratado de Tordesilhas (1494); •
Revolução Comercial; •
deslocamento do eixo econômico (do Mediter- •
râneo para o Atlântico);
comércio internacional; •
incorporação da América; •
fim do monopólio italiano das especiarias; •
acúmulo de metais – “revolução dos preços”; •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
19
História
acumulação primitiva de capitais; •
fortalecimento dos Estados Nacionais; •
tráfico de escravos África–América; •
extermínio de tribos indígenas americanas; •
“europeização” das áreas conquistadas. •
Sistema Colonial
a) Pacto colonial
Colônia
Metrópole
• matérias-primas e
artigos tropicais;
• metais preciosos.
• produtos manufaturados;
• artigos necessários à
produção colonial.
b) Tipos de colônia
Exploração. •
Povoamento/enraizamento. •
América de Colonização Espanhola
Fases:
saque inicial (séc. XVI) - conquista; •
mineração; •
latifúndios. •
Organização política:
fase inicial – • adelantados - permissão da coroa
para explorar, conquistar e povoar terras (cobi-
ça e desmandos);
necessidade de efetivar a posse e o domínio •
nas possessões coloniais;
meados do século XVI – criação de vice-reina- •
dos e capitanias gerais;
formação das • audiências (função fiscalizadora –
ouvidores e vice-rei);
administração municipal ( • cabildos – alcaides e
regidores);
órgãos metropolitanos: • Casa de la Contrataci-
ón, Real y Supremo Consejo de Indias;
Casa de Contratacão (1503 – Sevilha • → 1680
– Cádiz);
controle da exploração colonial; •
Real e Supremo Conselho das Índias (1511 – Se- •
vilha);
nomeação dos funcionários coloniais, tutela •
sobre os índios.
Organização econômica
Sistemas de organização da mão-de-obra: •
mita • (trabalho compulsório);
encomienda • (“troca”).
Monopólio (sistemas de portos únicos). •
Impostos e contribuições forçadas (quinto). •
Sociedade, cultura e religião:
sociedade estamental e aristocrática; •
escravos e índios – sustentáculos da empresa •
colonizadora;
mestiços; •
criollos • (proprietários de terras e de minas, pro-
fissionais liberais, intelectuais);
chapetones • (espanhóis nomeados como altos
funcionários ou comerciantes privilegiados) –
classe dominante;
revolta de Tupac Amaru (1780) – Peru; •
papel relevante da Igreja na colonização; •
Bartolomé de las Casas – denúncia ao massacre •
indígena;
instalação das universidades (colégios mal-apa- •
relhados controlados pela Igreja);
avanço técnico não-uniforme (mais desenvolvi- •
dos – México e Peru);
barroco mesclado com contribuições indígenas. •
Revoluções inglesas (1640 e 1688)
Contexto
Superação em definitivo do absolutismo na In- •
glaterra.
Liberação de mão-de-obra; transformações das •
antigas corporações.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
20
História
Sociedade pré-Revolução:
aristocracia ( • pares) – grande proprietária de ter-
ras, debilitada com as transformações do perío-
do de transição;
pequena e média nobreza rural ( • gentry), princi-
pal beneficiária dos cercamentos, com menta-
lidade burguesa;
classe média rural ( • yeomen) – granjeiros, pe-
quenos proprietários, lavradores, arrendatá-
rios;
camponeses; •
burguesia urbana • – necessidade de abertura
para o lucro, para a prosperidade e para a as-
censão política;
mudanças no fabrico das manufaturas e na or- •
ganização dos artesãos.
Periodização:
revolta dos escoceses contra a imposição reli- •
giosa e oposição ao “Ship Money”;
convocação do Parlamento ( • Short Parlament);
execução dos ministros Laud e Strafford; •
dissolução do Parlamento e convocação de outro •
(Long Parlament).
a) A Grande Rebelião (1640-1642):
aspirações da gentry e da burguesia:
revolta do Parlamento contra a monarquia dos •
Stuart (Carlos I); disputa pela supremacia do
poder político;
Tentativa de prisão dos líderes da rebelião •
contra o Rei;
revolta na Irlanda Católica. •
b) A Guerra Civil (1642-1648):
acirramento do conflito rei – Parlamento (ra- •
zões políticas, religiosas e ideológicas);
relação monarquia e religião, visando aumen- •
tar o poder real;
o • New Model Army de Oliver Cromwell.
c) A República de Cromwell
ou República Puritana (1649-1658):
ascensão de Cromwell ao poder (Lorde Protetor •
dos Ingleses);
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Oliver Cromwell.
julgamento e execução de Carlos I; •
eliminação dos elementos radicais - • levellers e
diggers;
Atos de Navegação (1651); •
secularização dos bens da Igreja. •
d) A Restauração Monárquica (1660-1688):
preocupação do Parlamento com os “excessos” •
da Revolução;
restauração da Monarquia Stuart – Carlos II •
(1660-1685) e Jaime II (1685-1688);
tentativa da burguesia e da • gentry de sacra-
lizar a nova ordem social e de eliminar de
vez as reivindicações sociais e democráticas
das classes inferiores.
e) A Revolução Gloriosa (1688-1689):
tentativa de restauração dos poderes do regi- •
me absolutista e de reforço do conteúdo cató-
lico da religião anglicana;
deposição de Jaime II – instalação do regime •
parlamentarista na Inglaterra e ascensão de
Guilherme de Orange ao poder.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
21
História
Declaração de Direitos (1689)
Bill of Rights: rei subordinado ao Parlamento:
eliminação da censura política; •
direito exclusivo do Parlamento em estabelecer •
impostos;
o recrutamento e a manutenção do exército so- •
mente seriam admitidos com a aprovação do Par-
lamento;
direitos e deveres do homem – o homem é um •
ser natural, tem direitos iguais, não se fala de
cidadão;
Ato de tolerância. •
Iluminismo e Economia Política
Iluminismo, Ilustração, Época das Luzes:
século XVII – Revolução Científica (Galileu, •
Newton, Leibniz e Descartes);
crítica ao Antigo Regime, defesa da razão e da •
liberdade – séc. XVIII;
a • Enciclopédia de Diderot e D’Alembert;
Razão e Natureza: as “leis naturais”; •
crença na razão e no progresso do homem – •
ideal é a sociedade que visa a felicidade do ho-
mem (função do Estado);
Deísmo: condenação da Igreja; •
Ateísmo: Helvetius e Holbach; •
liberdade e igualdade civil; •
racionalismo X misticismo, ocultismo, irracio- •
nalismo, sobrenatural.
Os pensadores iluministas
a) René Descartes (Discurso do Método, 1637)
Racionalismo: contra os sentidos, pró-razão. •
b) John Locke (Dois Tratados de Governo, 1690)
Teoria de formação do Estado. •
Crítico de Hobbes. •
Estado de natureza: sem lutas e anarquias, pré- •
político, mas não pré-social; direitos naturais
(vida, liberdade e propriedade).
Contrato social: entrega de partes dos direitos •
naturais ao Estado que deve tratar de prote-
gê-los.
c) Voltaire – François-Marie Arouet (Cartas
Filosófcas ou Cartas sobre os Ingleses, 1734)
Voltaire.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Crítica às instituições políticas do Antigo Regime. •
Ponto de vista aristocrático, combate ao fana- •
tismo clerical.
d) Jean-Jacques Rousseau (Contrato Social
ou Princípios do Direito Político, 1762)
O homem naturalmente bom foi corrompido •
pela sociedade e pela civilização.
Da propriedade nasceram os males. •
“Os homens são maus... mas o homem é natu- •
ralmente bom.”.
Teoria de Formação do Estado. •
Estado de natureza: homem bom; direitos na- •
turais.
Contrato social: o homem abre mão de suas •
vontades individuais para defender a vontade
de todos.
e) Montesquieu – Charles Louis de Secondat
Crítica às instituições e aos costumes de seu •
tempo (Cartas Persas, 1721).
Divisão de poderes: governo fundado na lei ( • Do
Espírito das Leis, 1748).
Classificação dos governos: despóticos, monár- •
quicos e republicanos (repúblicas aristocráticas
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
22
História
e democráticas): relação entre condições psi-
cológicas do povo (sentimento) e a forma de
governo adotada (soberania).
Economia
Os fisiocratas ou agrarianistas. •
Leis naturais da economia. •
Fonte de riqueza: agricultura, natureza; co- •
mércio e indústria são estéreis (circulação e
transformação).
François Quesnay ( • Tableu Économique, 1758):
organismo econômico, “fluxo circular dos
bens” (precursor do liberalismo).
Gournay: • Laissez-faire, laissez-passer liber-
dade de iniciativa empresarial interna e livre
comércio internacional.
Economia Política Clássica – o liberalismo eco- •
nômico.
Liberdade de mercado. •
Individualismo econômico. •
Livre concorrência e livre iniciativa. •
Liberdade de contrato. •
Propriedade privada. •
Os pensadores econômicos clássicos
a) Adam Smith (Investigação sobre a Natureza
e as Causas da Riqueza das Nações, 1776):
leis naturais explicativas dos fenômenos econô- •
micos;
trabalho – fonte única de riqueza (trabalho aju- •
dado pelo capital: atividade produtiva);
divisão social do trabalho e consequências na •
produtividade;
conceitos de divisão internacional de trabalho; •
Lei da Oferta e da Procura; •
Lei da População. •
b) Thomas Malthus (Ensaio sobre os Princípios
de População que Afetam o Desenvolvimento
da Sociedade, 1798):
“o pessimista da Escola Clássica”; •
desequilíbrio entre produção (P.A.) e popula- •
ção (P.G.);
“austeridade moral” – “restrição moral volun- •
tária”;
salários devem ser baixos; oposição à constru- •
ção de moradia para trabalhadores “para bene-
fício dos trabalhadores”.
c) David Ricardo (Princípios de Economia Política
e Tributação, 1817):
teoria da renda agrária; •
teoria do valor-trabalho; •
teoria do salário, ou “lei férrea dos salários” – •
salários devem manter-se baixos para não au-
mentar a oferta de mão-de-obra; preços dos
produtos devem ser altos.
Independência das 13 Colônias (1776)
Colonização:
1607 – fundação da colônia de Virgínia; •
Colônias do Norte; •
Colônias do Centro; •
Colônias do Sul. •
T
e
m
á
t
i
c
a

C
a
r
t
o
g
r
a
f
i
a
.
AS 13 COLÔNIAS
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
23
História
Colônias do Norte Colônias do Sul
Refugiados políti- •
cos e religiosos.
Ingleses interessados na •
exploração colonial.
Condições geoclimáticas •
semelhantes às da Europa.
Condições geocli- •
máticas favoráveis à
exploração agrícola.
Agricultura de subsis- •
tência – policultura.
Sistema de • plantation –
unidades latifundiárias
monocultoras voltadas
para a exportação.
Mão-de-obra assalariada •
(Indentured Servants –
“servos por contrato”).
Mão-de-obra escrava. •
Desenvolvimento •
de manufaturas.
Desenvolvimento da •
agricultura (anil, ar-
roz, algodão).
Maior diversidade social. •
Latifundiários, escravos •
e poucos assalariados.
Política de Negligência Salutar no Norte
self government • ;
Os triângulos comerciais. •
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Os triângulos comerciais.
O processo de independência:
divergências de interesses entre a sociedade •
colonial e a elite metropolitana;
meados do século XVIII – maturidade econômi- •
ca colonial (concorrência dos artigos do Norte
com os produtos ingleses);
Guerra dos Sete Anos entre França e Inglaterra •
(1756-1763);
experiência militar para os colonos; •
austeridade fiscal sobre as Colônias (George •
Greenville);
Lei do Açúcar (1764); •
Lei da Moeda (1764); •
Lei do Selo (1765); •
“não à taxação sem representação”; •
Atos Townshend (1767) – Charles Townshend; •
Junta Alfandegária; •
impostos sobre mercadorias importadas; •
Lei do Chá (1773) – objetivos de benefício à •
Companhia das Índias Orientais;
Boston • Tea Party;
Leis Intoleráveis (1774); •
interdição do porto até ressarcimento – paga- •
mento de indenização;
ações que privilegiavam os ingleses; •
aquartelamento de tropas em Boston; •
I Congresso Continental da Filadélfia (1774); •
Panfleto de Paine (Bom Senso); •
II Congresso Continental da Filadélfia separa- •
tista;
04/07/1776: Declaração de Independência alu- •
dindo aos Direitos dos homens:
“Consideramos as seguintes verdades evidentes
por si mesmas, a saber, que todos os homens
são criados iguais, dotados pelo Criador de cer-
tos direitos inalienáveis, entre os quais figuram
a vida, a liberdade e a busca da felicidade.”;
Primeira Guerra de Independência (1776-1783). •
França, Espanha, EUA X Inglaterra. •
Tratado de Versalhes (1783) – cessão de terri- •
tórios ingleses à França e à Espanha; reconhe-
cimento dos EUA como país independente. Pri-
meira ampliação territorial dos EUA.
1787 – Constituição Americana: •
República presidencialista (mandato de •
quatro anos);
Congresso bicameral (Senado e Câmara dos •
Deputados).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
24
História
História Contemporânea
Período da História que abarca desde a eclosão da
Revolução Francesa (1789) até os dias atuais.
Revolução Francesa (1789-1799)
Periodização:
Assembleia Nacional (1789-1792); •
Convenção Nacional (1792-1795); •
Diretório (1795-1799); •
Era Napoleônica (1799-1815). •
Características:
caráter antifeudal e burguês; •
superação dos entraves feudais e absolutistas •
que impediam a consolidação do capitalismo no
país;
contrarrevolução • externamente estimulada
pela nobreza emigrada e monarcas estrangei-
ros e internamente estimulada pela aristocra-
cia;
participação popular mais intensa nos períodos •
de maior ameaça à revolução;
França pré-revolucionária: sociedade dividida em
três estados ou ordens
Clero
Alto
130 000 1.
o
Estado
Baixo
Nobreza
Espada
140 000 2.
o
Estado
Toga
Burguesia 250 000
3.
o
Estado Artesãos 2 500 000
Camponeses 22 000 000
contradições entre o grau de desenvolvimento •
das forças produtivas e a permanência de rela-
ções sociais de produção predominantemente
feudais;
práticas mercantilistas; •
crescimento populacional e crescimento das ati- •
vidades comerciais;
crise no campo – fome; •
difusão de novas ideias – Iluminismo; •
déficit público crônico e caos financeiro da •
França agravado por guerras (Guerra dos Sete
Anos, Guerra de Independência das Treze Co-
lônias);
aumento dos impostos com objetivos de resol- •
ver a crise – excessiva carga tributária sobre o
Terceiro Estado;
burguesia excluída do poder político; •
insatisfação dos camponeses em arcar com as •
taxas feudais;
abertura em 1786 do comércio francês à Ingla- •
terra;
péssima colheita de 1788/1789 – fome; •
inverno rigoroso de 1789; •
miséria das massas populares urbanas. •
Etapas da Revolução
a) Revolta dos Notáveis (1787-1789):
fevereiro de 1787 – convocação da Assembleia •
dos Notáveis (clero e nobreza) visando cobrar
impostos dos notáveis – gera insatisfação;
convocação da Assembleia dos Estados Gerais (são •
eleitos 291 deputados do clero, 270 da nobreza e
610 do Terceiro Estado, dos quais a maioria é bur-
guesa). Voto por estado revolta 3.
o
Estado.
b) Revolta do Terceiro Estado (1789):
reunião dos Estados Gerais em Versalhes; exi- •
gência, por parte do 3.
o
Estado, de voto indivi-
dual; oposição dos notáveis e do rei Luís XVI;
3. •
o
Estado sai dos Estados Gerais e forma uma
Assembleia paralela;
falta de alimentos, revoltas camponesas e ur- •
banas;
rumores de conspiração da nobreza e realeza– •
tropas em Paris.
14/07/1789 • – tomada da Bastilha.
c) Assembleia Nacional (1789-1792):
Constituição de 1791: monarquia constitu- •
cional hereditária – rei (Poder Executivo), As-
sembleia (Poder Legislativo); voto censitário;
supressão da ordem feudal; igualdade civil;
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
25
História
tentativa de fuga e prisão de Luís XVI; •
exílio da nobreza, do clero e de alguns setores •
da burguesia;
temor das monarquias absolutistas da Europa; •
guerra contra a Áustria e a Prússia (início da •
contrarrevolução, arquitetada pelo rei e pela
aristocracia);
o exército revolucionário vence os invasores •
austro-prussianos – início da Convenção;
agravamento da crise econômica; •
eclosão de inúmeras revoltas nos campos; •
temor do clero, da nobreza e de setores da bur- •
guesia;
abolição dos privilégios feudais; •
Declaração dos Direitos do Homem e do Cida- •
dão (liberdade, igualdade, inviolabilidade, di-
reito de resistir à opressão);
marcha da “Comuna” para obrigar Luís XVI a as- •
sinar as medidas;
confisco dos bens do clero; •
Constituição Civil do Clero. •
d) Convenção Nacional (1792-1795):
marcada pelo aumento das pressões populares •
e pelo radicalismo das posições políticas;
decreto do fim da monarquia e proclamação •
da República;
Girondinos • (alta burguesia – república burgue-
sa, revolução moderada) e Jacobinos/Monta-
nheses (pequena burguesia e camadas pobres
sans-culottes – anseio de maior participação
política e poder econômico para as classes me-
nos favorecidas);
a República Girondina • (de setembro de 1792 a
junho de 1793);
guerras externas, crise econômica; •
pressão dos • sans-culottes;
Luís XVI guilhotinado; •
a • República Jacobina (de junho de 1793 a ju-
lho de 1794);
Robespierre (“governo revolucionário até a •
paz”);
implantação do • Terror;
Tribunal Revolucionário; •
nova Constituição (1793) – • sufrágio universal;
abolição da escravidão nas colônias; •
lei do • maximum;
ensino público gratuito; •
confisco dos bens dos emigrados; •
reforma agrária; •
organização política (Legislativo – Convenção •
Nacional; Executivo – Comitê de Salvação Pú-
blica);
eliminação das tentativas de contrarrevolução •
interna e nova fase da guerra externa;
exército revolucionário e popular • ;
deposição de Robespierre pelos girondinos •
(medo da radicalização do processo) – golpe
do 9 do Termidor;
abolição das medidas jacobinas. •
e) Diretório (1795-1799):
retorno • girondino;
instabilidade política interna; •
nova Constituição (1795); •
Conspiração dos Iguais • – Gracco Babeuf
(1796):
Poder Executivo (Diretório dos cinco), Poder Le- •
gislativo bicameral;
continuação da guerra externa – disseminação •
das ideias revolucionárias;
agravamento da crise econômica e das ten- •
sões sociais;
Golpe do 18 do Brumário • – ascensão de Napo-
leão ao poder: consolidação dos ideais burgueses
da revolução, repressão das ideologias populares e
difusão dos ideais revolucionários na Europa.
Ideologias e mentalidades
na Revolução Francesa:
sans-culottes • – proletariado urbano, artesãos,
pequenos lojistas e pequenos proprietários.
exigências – leis de máximo; soberania popular; •
“liberdade, igualdade e fraternidade” (em seus
sentidos mais amplos); democracia; não à lei
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
26
História
agrária “ninguém deve ter mais de uma oficina
ou de uma loja”; educação gratuita; pão barato
e democracia direta.
“Momento” revolucionário: •
República Jacobina (1793-1794) – tensões •
entre jacobinos e sans-culottes – fim do ja-
cobinismo; revoltas no governo termidoria-
no; golpe definitivo contra os sans-culottes
– 9 Termidor;
jacobinismo • – terror, “a revolução a qual-
quer custo”, participação dos sans-culottes,
ideais republicanos, a necessidade de difun-
dir a revolução;
revolução camponesa • (1789-1793): fim dos
privilégios feudais.
alta burguesia • – “liberdade, igualdade, fra-
ternidade” (dentro de certos limites – liber-
dade de mercado, igualdade de direitos en-
tre a nobreza e a classe burguesa, imposição
de qualquer regime para controlar a revolu-
ção), uso das massas camponesas e urbanas
contra o poder monárquico, controle militar
do processo revolucionário;
Conspiração dos Iguais • (1796–1797) – Grac-
co Babeuf – primeira tentativa de amenizar a
miséria do povo com uma revolta visando a
igualdade social.
Principais consequências
da Revolução Francesa:
inspiração a todos os movimentos liberais e na- •
cionalistas do século XIX;
fim do feudalismo europeu ocidental e ruptura •
com o absolutismo;
ascensão econômica (ainda maior) e política da •
burguesia;
mudança do mapa europeu; •
independências das colônias latino-america- •
nas;
mudança na mentalidade universal; •
abertura do caminho à revolução industrial em •
toda a Europa.
Período napoleônico (1799-1815)
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Napoleão.
Período de consolidação dos ideais liberais da •
burguesia e da difusão dos ideais revolucioná-
rios pela Europa.
Centralização do poder • .
Consulado (1799-1802). •
Consulado Vitalício (1802-1804). •
Império (1804-1814/1815). •
Fatores • : guerras, miséria, levantes das massas,
crise financeira.
Medidas – Consulado • : voto censitário, três
cônsules, código napoleônico, guerras, Banco
de França, arrecadação de impostos, ensino a
cargo do Estado, formação de universidades,
Código Civil, paz com a Igreja Católica.
Medidas • – Império: despotismo, supressão das
Assembleias, censura, prisões, privilégios da
burguesia, Código Comercial e Código Penal.
Crescimento econômico da França. •
Paz de Amiens – 1802. •
Guerra contra a Inglaterra. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
27
História
1806 • : Decreto de Berlim – Bloqueio Conti-
nental.
Campanha da Rússia (1812). •
Ascensão de Luís XVIII ao poder na França – •
“restauração do absolutismo”, exílio de Napo-
leão (1814).
Governo dos 100 Dias • (1815) – retorno de Na-
poleão e derrota em Waterloo – exílio em Santa
Helena.
nova restauração de Luís XVIII. •
O • Congresso de Viena (1815): princípio da
“legitimidade” – redistribuição de terras na Eu-
ropa, tentativa de retorno do mapa europeu a
seu estado em 1792.
A • Santa Aliança (inicialmente Áustria, Prús-
sia e Rússia) – instrumento político-ideológi-
co-militar do absolutismo europeu contra as
revoluções liberais.
Europa no século XIX
Queda de Napoleão em Waterloo (1815) – res- •
tauração dos Bourbons – Luís XVIII.
Governo Luís XVIII (1815-1824): ”retorno do ab- •
solutismo”, voto censitário, tentativa de elimi-
nação das conquistas liberais.
Governo Carlos X (1824-1830): “restabeleci- •
mento” do Antigo Regime, restauração dos
privilégios do clero e da nobreza; oposição dos
liberais e da imprensa.
Revoluções de 1830
Caráter • liberal, antiabsolutista, nacionalista.
França: “jornadas gloriosas” de julho (barrica- •
das) – fuga de Carlos X.
Ascensão de Luís Filipe (o Rei Burguês ou Rei •
das Barricadas): definitiva superação do Abso-
lutismo na França; fortalecimento do Legislati-
vo; abolição da censura; manutenção do cará-
ter censitário das eleições.
Repercussões na Europa: independência da Bél- •
gica em relação à Holanda e da Grécia frente ao
Império Otomano; movimentos nacionalistas
na Alemanha, Itália e Polônia.
Revoluções de 1848 (Primavera dos Povos)
caráter • liberal, nacionalista, democrático e
socialista.
Europa: •
péssimas colheitas entre 1846 a 1848 – alta •
dos preços;
piora da situação das classes inferiores; •
crise econômica por volta de 1848 – Itália e •
Irlanda: crise mais agrária; Inglaterra, França
e Estados Alemães, industrial e agrária;
difusão das ideias socialistas; •
na França opositores de Luís Filipe exigem: •
reforma eleitoral e parlamentar – não-aten-
didas – início das jornadas de fevereiro. Abdi-
cação e exílio de Luís Filipe e proclamação da
Segunda República Francesa (1848-1852);
criação das oficinas nacionais (ateliês) e pos- •
terior fechamento (revoltas e tentativa de
revolução dentro da revolução – massacre
de Cavaignac, o “carniceiro”) – nova Cons-
tituição e eleição presidencial em novembro
(Luís Bonaparte);
1851 – golpe político/1852 – início do Se- •
gundo Império (1852–1870) – ditadura,
modernização e desenvolvimento econô-
mico, liberdade de imprensa (1868);
Guerra da Crimeia (1854-1856), intervenções •
na unificação italiana, expedição no México,
Guerra Franco-Prussiana (1870);
repercussões na Europa: Estados Italianos •
(Constituições impostas aos reis); Estados
Alemães (levante liberal); Áustria (revoltas
das nacionalidades).
Unifcações tardias
Unificação
italiana
Unificação
alemã
Em torno do Pie- •
monte-Sardenha (rei
Vítor Emanuel II).
Em torno do reino da •
Prússia (rei Guilherme I).
Guerra contra a Áustria. •
Guerra contra a •
Dinamarca, a Áus-
tria e a França.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
28
História
Unificação
italiana
Unificação
alemã
Importância do ministro •
Benso de Cavour.
Importância do chance- •
ler Otto von Bismarck.
Completa em ja- •
neiro de 1871 com
a transferência da
capital para Roma.
Completa em ja- •
neiro de 1871 com
o fim da Guerra
Franco-Prussiana.
Questões não resolvidas •
(províncias irredentas
do Tirol e do Trentino,
Questão Romana).
Questões não resol- •
vidas (humilhação
francesa – Alsácia-
Lorena, indenização).
Prússia antes de 1866
Conquistado na Guerra Austro-Prussiana (1866)
Territórios Austríacos excluídos da Confederação Germânica (1867)
Unidos à Prússia para formar o Império Alemão (1867)
Estados do Sul unidos à Prússia para formar o Império Alemão (1871)
Ganho pela Prússia após a Guerra Franco-Prussiana (1871)
Maiores Batalhas
S
O L
N
Mar Báltico
Mar do Norte
DINAMARCA SUÉCIA
PRÚSSIA
PRÚSSIA
MORÁVIA
POLÔNIA
BOÊMIA
ALSÁCIA
LORENA
LUXEMBURGO
SAXÔNIA
SCHLESWIG
HOLSTEIN
MECKLEMBURGO
OLDEMBURGO
HOLANDA
HANÔVER
IMPÉRIO AUSTRÍACO
BAVÁRIA
BADEN
WÜRTTENBERG
IMPÉRIO RUSSO
SUÍÇA
ITÁLIA
FRANÇA
BÉLGICA
Sedan
Colônia
Berlim
Bonn
Província
do Reno
Vestfália
Sadowa
Weimar
Lipsia
Nuremberg
Stuttgart
Munique
Mapa da Unificação Alemã
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Mapa da Unificação Italiana
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Reino das
Duas Sicílias
Palermo
Córsega
(França)
Reino do Piemonte-Sardenha até 1859
Conquistado em 1859
Conquistado em 1860
Anexados em 1866 e 1870 (Ao Reino da Itália)
S
O L
N
Suíça Império Austríaco
Império Otomano
Mar Adriático
Mar Tirreno
Mar Mediterrâneo
Sardenha
França
Principais Batalhas
Savóia
(A França
(A França
em 1869)
em 1860)
Lombardia
Milão
(Anexado da
Áustria em 1866)
Parma
Modena
TOSCANA
NICE
Estados
Pontifícios
VENÉCIA
Veneza
Piemonte
Gênova
Turim
Roma
Nápoles
Romanha
Florença
Bolonha
Pisa
Elba
EUA no século XIX
Características gerais:
após a Independência – embrião dos Partidos Re- •
publicano (unitarista) e Democrata (federalista);
crescimento demográfico (imigração e con- •
quistas);
início da expansão territorial (interior e exterior); •
Segunda Guerra de Independência (1812-1814) •
– Paz Eterna de Gand;
1823 – surgimento da Doutrina Monroe; •
início da marcha para Oeste (“Destino Mani- •
festo”).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
29
História
Expansão territorial
1803: compra da Louisiana da França. •
1819: compra da Flórida da Espanha. •
1836: República da Estrela Solitária (indepen- •
dência do Texas) e admissão nos EUA em 1845.
1848: Guerra contra o México e assinatura •
do Tratado de Guadalupe-Hidalgo: Califórnia,
Novo México, Utah, Arizona, Nevada e Colo-
rado.
1867: compra do Alasca. •
1862: • Homestead Act.
Guerra de Secessão (1861-1865)
Norte Sul
industrializado e •
progressista;
agrário e escravista; •
a favor de altas •
tarifas protecionistas;
contrário a tari- •
fas protecionistas
(livre-cambismo);
interesses na elimina- •
ção da escravidão;
interesses na manu- •
tenção da escravidão;
a favor do centralis- •
mo (Republicano).
a favor de maior •
autonomia dos
Estados (Democrata).
A • questão escravista:
interrupção do tráfico de escravos em 1815 •
(início do contrabando);
o Acordo de Mississipi (1820) – paralelo do •
Missouri;
1823 – fundação na África do Estado da Li- •
béria;
movimento romântico abolicionista (religio- •
sos, estudantes, poetas, pensadores etc.);
guerras entre escravistas e abolicionistas. •
A • questão das tarifas:
exportações de algodão do Sul crescentes; •
industrialização crescente do Norte. •
A • questão das terras:
expansão territorial e disputa por novos ter- •
ritórios conquistados entre Norte e Sul.
A • eleição de Abraham Lincoln (Republicano)
em 1860: estopim da Guerra Civil.
Declaração de Secessão da Carolina do Sul se- •
guida da formação dos 13 Estados Confedera-
dos da América (em Secessão).
Vantagens do Norte • : industrializado, com am-
pla rede ferroviária, maior contingente popula-
cional, maior poder bélico; telégrafo – vitória.
A guerra: tomada do Forte Sumter pelo Sul; pri- •
meira guerra técnica; fuzis e trincheiras; imposi-
ção de um bloqueio nortista ao Sul; Lee X Grant
e Sherman.
1862 – Lincoln decreta abolição no Sul. •
1865 – abolição completa. •
Consequências
Aproximadamente 600 000 mortos; consolidação
do capitalismo industrial nos estados do Sul; surgi-
mento de grupos racistas no Sul – Ku Klux Klan (os
Cavaleiros da Camélia Branca); marginalização do
negro na sociedade americana.
15/04/1865 – assassinato de Lincoln. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
30
História
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Abraham Lincoln.
O imperialismo norte-americano
Após a guerra: aumento da produtividade; ne- •
cessidade de mercados.
1817-1825 – Doutrina Monroe (“a América para •
os americanos”). Alvo: América Latina (princi-
palmente a Central) pós-independência.
1845-1849: Corolário Polk baseado no “Desti- •
no Manifesto”: alvos: Oriente e América Latina
(Central): México e Nicarágua.
A “busca da fronteira” – o • far west (oeste dis-
tante).
1897-1901: Doutrina Mahan (poder naval – con- •
trole do Caribe, do Golfo do México).
Guerra Hispano-Americana (1898): “Independên- •
cia” de Cuba (1901: Emenda Platt); anexação de
Porto Rico; instalação das bases navais de Guan-
tánamo e Viegues; anexação das Fililpinas.
O Corolário Roosevelt (Theodore Roosevelt) ou •
Big Stick (o grande porrete).
Início do século XX: Panamá (independente da •
Colômbia em 1903) e Nicarágua (intervenção
1909-1933).
América Latina no século XIX
Independência das
Colônias Latino-Americanas
Crise do antigo Sistema Colonial, apoiado nos •
princípios mercantilistas, na segunda metade
do século XVIII.
Consolidação da Revolução Industrial na Ingla- •
terra.
O desenvolvimento das colônias. •
Rivalidade entre • chapetones e criollos.
Possível influência das ideias Iluministas. •
Influência da maçonaria. •
Influência do movimento de independência •
dos EUA.
A política napoleônica. •
Invasão da Península Ibérica pelas tropas napo- •
leônicas em 1808.
Deposição de Fernando VII e ascensão de José •
Bonaparte.
Declaração de fidelidade dos colonos à Coroa •
Espanhola (oposição ao governo francês).
Exigências dos colonos para fidelidade: liberdade •
de comércio, igualdade entre criollos e chape-
tones, autonomia; na prática – desestruturação
da esquadra espanhola e autogoverno dos cabil-
dos.
Resistências na Espanha ao governo francês – •
Juntas de Governo (Cádiz, Sevilha e Central).
Formação, na América, a partir dos • cabildos,
das juntas Governativas com objetivos de com-
pleta autonomia – deposição das autoridades
metropolitanas e rejeição à subordinação.
Início das declarações de independência. •
Guerra Civil. •
Duas fases do processo de independência: •
1. •
a
fase (1810-1816): grande violência; tenta-
tiva de repressão dos focos de revolta após a
restauração do governo espanhol, em 1815;
2. •
a
fase (1817-1824): tentativas de recoloni-
zação após o Congresso de Viena (restitui-
ção do Pacto Colonial); reorganização dos
movimentos emancipacionistas, apoio da
Inglaterra.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
31
História
Organização de repúblicas inspiradas na Cons- •
tituição Americana de 1787 (exceções: Brasil e
México).
Líderes: Simón Bolívar (Colômbia, Venezuela, •
Peru, Bolívia e Equador), San Martín (Argentina,
Chile, Peru), Sucre (Peru) e O´Higgins (Chile).
Simón Bolívar (o libertador) – a América unida •
(Confederação dos Andes).
Casos especiais: Haiti, Porto Rico, Cuba e Pa- •
namá.
Revolução Industrial
Processo de transformações socioeconômicas, •
caracterizada pela aceleração do processo pro-
dutivo e pela consolidação das relações capita-
listas.
Separação definitiva entre capital e trabalho •
(consolidação do modo de produção capita-
lista).
Início: Inglaterra (fins do século XVIII). •
Difusão: Europa e América (sécs. XIX e XX). •
Características:
produção realizada em grandes unidades fabris •
(divisão de trabalho);
uso de máquinas pertencentes ao empresário •
(maquinofatura);
o trabalhador é expropriado definitivamente •
dos meios de produção e passa a vender sua
força de trabalho;
cresce produção com aumento da demanda; •
desenvolvimento da burguesia industrial; •
concentração da produção industrial em cen- •
tros urbanos;
divisão do processo produtivo e concentração •
de riquezas nas mãos dos capitalistas – forma-
ção da classe operária.
Fases da Revolução
1.
a
fase (± 1760/1780 – 1860) 2.
a
fase (± 1860 – ...)
Principais áreas de
concentração industrial
Inglaterra, Bélgica e França.
Alemanha, norte da Itália, Rússia,
Estados Unidos, Japão etc.
Material industrial básico ferro. aço, sintéticos.
Principal fonte
energética
vapor. eletricidade (hidroelétrica), petróleo.
Setor industrial
predominante
têxtil (algodão).
petroquímico, siderúrgico,
eletroeletrônico, automobilismo etc.
Capitalismo
competitivo ou livre-concorrencial
(predomínio do capital industrial).
monopolista ou financeiro (fusão do
capital industrial com o capital bancário).
Condições gerais da
classe operária
exploração em larga escala do •
trabalho infantil e feminino;
jornadas de trabalho de •
até 16 horas por dia;
formação dos subúrbios •
e pauperização;
reações dos trabalhadores •
por meio do movimento
ludista e do cartismo.
progressiva diminuição da •
jornada de trabalho;
regulamentação do trabalho •
feminino e, em alguns casos,
proibição do trabalho infantil;
organização dos trabalhadores •
em Sindicatos;
organização da Associação •
Internacional dos Trabalhadores com
o objetivo de unificar a luta operária e
o movimento proletário internacional.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
32
História
O pioneirismo inglês:
maior “acumulação primitiva de capital” duran- •
te a transição do feudalismo ao capitalismo;
expropriação dos camponeses (cercamentos – •
enclosures);
expansão dos mercados consumidores (interno •
e externo);
presença de carvão e ferro; •
Revolução Inglesa do século XVII; •
modernização da estrutura de circulação; •
revolução técnica (máquina de fiar, máquina a •
vapor, ferrovias);
no plano mental, o • Puritanismo.
Consequências:
decadência da indústria doméstica rural e pro- •
letarização dos trabalhadores;
desemprego dos homens; •
surgimento das cidades indus • triais (poluição,
aluguéis altos, aglomeração de vários trabalha-
dores em um só quarto, condições precárias):
fome, tuberculose, asma, anemia, deformações •
da espinha, cegueira, mutilação, envenena-
mento por chumbo, fósforo etc.;
grande expansão do comércio internacional •
e crescente divisão internacional do trabalho
(economias periféricas e economias centrais);
revolução nos meios de transporte (locomotiva •
a vapor, estradas de ferro, navegação a vapor,
surgimento da hélice);
revolução nos meios de comunicação; •
mecanização da produção agrícola e consequen- •
te êxodo urbano;
desenvolvimento cientifico otimiza produção •
fabril;
lutas de classes: burguês X proletário; •
política imperialista a partir de 1870 (partilha •
da África e da Ásia – neocolonialismo ou im-
perialismo do século XIX);
cientificismo; •
revolução científica de fins do século XIX e iní- •
cio do século XX (darwinismo, eletromagnetis-
mo, eletroquímica, psicanálise, física quântica,
relatividade);
a • belle-époque;
automóvel, avião, máquina de escrever, telé- •
grafo, telefone, cinema, rádio;
o realismo-naturalismo nas artes. •
Crítica ao capitalismo: socialismos
Socialismo e Movimento Operário:
contexto da consolidação da ordem burgue- •
sa, industrial e capitalista na Europa do século
XIX;
precárias condições de vida dos trabalhadores; •
longas jornadas de trabalho; exploração do
trabalho feminino e infantil; baixos salários; au-
sência de conforto e higiene nos subúrbios;
reação aos princípios da economia política clás- •
sica e às práticas do liberalismo econômico;
burguesia – monopólio dos meios de produção •
e exploração do trabalho assalariado.
Socialismo Utópico
Mudanças visando a uma sociedade mais justa, •
igualitária e fraterna;
Princípios básicos: •
crítica ao liberalismo econômico (livre-con- •
corrência);
formação de comunidades autossuficientes; •
organização de cooperativas de trabalhado- •
res em nível nacional;
atuação do Estado, com centralização da •
economia, a fim de evitar os abusos típicos
do capitalismo.
Principais pensadores:
a) Charles Fourier
Falanstérios • : proprietários, operários e capita-
listas poriam suas propriedades e força de tra-
balho em posse comum.
b) Robert Owen (capitalista, empresário)
Construção de casas para funcionários; partici- •
pação dos operários nos lucros das empresas;
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
33
História
redução da jornada de trabalho; fundação de
escolas para crianças; organização da socieda-
de em cooperativas de operários.
c) Louis Blanc
Interferência do Estado para modificar a eco- •
nomia e a sociedade.
Criação de “Ateliês” ou “Oficinas Nacionais” – •
associação de trabalhadores de mesma ativida-
de; apoio do Estado para defesa da produção.
d) Saint-Simon
Planificação da economia, para benefício dos •
trabalhadores.
Socialismo Científco ou Marxista
Julga ideias dos socialistas utópicos como su- •
perficiais, românticas e ingênuas.
Principais pensadores: Karl Marx (1818-1883) e •
Friedrich Engels (1820-1895).
Não-preocupação com a sociedade ideal; ten- •
tativa de compreensão da dinâmica do capita-
lismo; importância da conscientização histórica
e revolucionária da classe trabalhadora a fim de
destruir a ordem capitalista e burguesa.
Socialismo • : etapa intermediária para alcance
da sociedade comunista (ausência de classes
sociais, ausência da propriedade privada, au-
sência do Estado, igualdade entre os homens);
primeiro passo – organização da classe traba-
lhadora.
1848: O Manifesto Comunista. •
1867: O Capital. •
Princípios básicos: •
teoria da mais-valia; •
teoria do materialismo dialético; •
teoria do materialismo histórico; •
teoria da luta de classes. •
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Karl Marx.
Anarquismo
Princípios básicos: •
supressão de toda e qualquer forma de go- •
verno e do próprio Estado;
abolição da propriedade privada; •
instalação de uma sociedade sem classes; •
extinção das desigualdades sociais; •
instauração de uma sociedade sem opresso- •
res e sem oprimidos;
superação do capitalismo e instalação ime- •
diata da sociedade comunista.
Principais pensadores: •
Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) – O •
que é a propriedade? – um roubo;
Mikhail Bakunin (1814-1876) – anarquismo •
terrorista.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
34
História
Socialismo Cristão
Papa Leão XIII – encíclica • Rerum Novarum:
condenação ao marxismo e ao anarquismo;
responsabilidade do Estado pôr fim à explo-
ração dos trabalhadores e dos empresários de
dar-lhes dignidade; críticas à injustiça; reforma
e justiça social.
Movimento Operário
Luddismo • ou movimento luddita (Ned Ludd):
Inglaterra (+/- 1810).
1837 – Carta do Povo: Inglaterra – Cartismo
Exigências da Carta: sufrágio universal mas- •
culino, voto secreto, renovação anual do Par-
lamento, remuneração dos parlamentares, re-
presentação política dos trabalhadores.
Greves por toda a década de 1840. •
1848 – • Primavera dos Povos – exigências dos
operários ingleses em Londres para aprovação
da Carta.
Segunda metade do século XIX (Inglaterra): sin- •
dicatos ou trade-unions – trade-unionismo.
Reivindicações de ordem econômica. •
Sindicalismo europeu e norte-americano. •
Reivindicações de ordem social e econômica •
(propostas mais amplas; lutas operárias).
Fins do século XIX: organização dos operários •
em torno de partidos políticos.
Desenvolvimento da • social-democracia europeia.
Imperialismo europeu (melhoria da quali- •
dade de vida dos operários) – “aristocracia
operária” – “aburguesamento” da social-
-democracia.
As Associações Internacionais de Trabalhadores •
(AITs) ou Internacionais Operárias.
1. •
a
AIT (1864-1876): proudhonismo, (asso-
ciacionista e educativo); marxismo (revolu-
ção operária); bakuninistas (destruição do
Estado) – criação das sociais-democracias
em cada país europeu (reformistas ou revi-
sionistas X radicais).
2. •
a
AIT (1889-1914): condenações teóricas
ao neocolonialismo (imperialismo) e as po-
sições belicosas das nações; internaciona-
lismo.
Comuna de Paris
1870: Guerra Franco-Prussiana – derrota fran- •
cesa: plena aceitação da derrota por parte da
burguesia no poder.
Transferência do Governo da França para Ver- •
salhes.
Resistência do proletariado parisiense às tropas •
prussianas.
Tentativas do governo de desarmar a população •
de Paris, conforme previsto pelo armistício.
Tomada do poder em Paris (1871) com apoio da •
Guarda Nacional.
o Governo dos 72 dias: separação entre o Es- •
tado e a Igreja, dissolução dos exércitos per-
manentes, supressão dos trabalhos noturnos
das padarias, reabertura das fábricas, ensino
gratuito, absoluta igualdade civil entre homem
e mulher, pensões para feridos e viúvas, devo-
lução de penhores de baixo valor.
combates contra as tropas do governo – • Sema-
na Sangrenta – fim da Comuna em maio.
Imperialismo ou Neocolonialismo
(fns do século XIX)
Contexto:
Europa/EUA/Japão (final do XIX); •
progressiva superação do capitalismo compe- •
titivo ou livre-concorrencial pelo capitalismo
financeiro ou monopolista;
“Segunda Revolução Industrial”. •
Características das transformações:
acentuado progresso técnico-científico; •
desenvolvimento dos meios de transporte; •
expansão dos meios de comunicação; •
concentração da produção e do capital; •
crises periódicas do capitalismo; •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
35
História
falência e venda de empresas incapazes de con- •
correr com as maiores;
vultosos investimentos na produção e emprés- •
timos bancários;
associação do capital bancário com o capital •
industrial (trustes, cartéis e holdings);
formação de uma oligarquia financeira; •
divisão internacional do trabalho (economias •
centrais e economias periféricas);
início da política anexionista na África e na Ásia •
– Imperialismo ou Neocolonialismo do século
XIX.
Quadro comparativo entre o Antigo Sistema Colonial e o Neocolonialismo
Antigo Sistema Colonial Neocolonialismo
Época séc. XV-XVIII séc. XIX-XX
Contexto capitalismo comercial capitalismo monopolista
Forma domínio político domínio político (formal) e domínio econômico (informal)
Região América Ásia e África (formal) e América (informal)
Objetivos metais e produtos agrícolas tropicais
mercado consumidor, matérias-primas e campo de inves-
timento de capitais
Fundamentos e justifcativas
para o Imperialismo:
exportação de capitais; •
necessidade de mercados consumidores para •
superar as crises de superprodução e as barrei-
ras aduaneiras de outros países;
necessidade de matérias-primas; •
razões de caráter ideológico, ético-religioso e •
estratégico;
a “ • superioridade do homem branco” dá-lhe o
“direito de exploração”;
“ • o fardo do homem branco” é levar a “civiliza-
ção” aos povos incultos e atrasados;
a “defesa de uma região” leva a se conquista- •
rem outras;
desdobramento inevitável do capitalismo. •
Corrida colonial:
potências coloniais (Portugal, Espanha, Paí- •
ses Baixos, Grã-Bretanha e França) além das
“atrasadas na corrida” (Alemanha, Itália, EUA,
Japão);
exemplos: •
a • Welpolitik de Bismarck (Camarões, Togo,
sudeste africano), na Ásia: break-up da Chi-
na e Chantung;
Itália (Eritreia, 1896; guerra contra a Tur- •
quia pela posse da Líbia);
Bélgica (Congo); •
Japão – • Revolução Meiji (1868):
até 1850 – feudalismo japonês; •
Príncipe Matsu-Hito – inauguração da Era •
Meiji;
industrialização e modernização; abolição •
da servidão; igualdade dos súditos; divisão
do país em províncias; reestruturação do
exército; instituição do iene.
Congresso de Berlim (1885) – as “regras do •
jogo”;
China – “tanta rivalidade entre as potências a •
manteve de pé” – break-up do Império Chinês.
Tipos de imperialismo:
áreas de colonização propriamente dita; •
áreas de domínio econômico; •
áreas de protetorado; •
áreas de influência. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
36
História
T
e
m
á
t
i
c
a

C
a
r
t
o
g
r
a
f
i
a
.
África – mapa do Imperialismo.
Principais guerras e reações imperialistas
Incidente de Fachoda. •
Guerra do Ópio • (1839-1842/1856-1860):
tentativa britânica de introduzir o ópio in-
diano na China; grande resistência chinesa;
Tratado de Nanquim – ingleses recebem
Hong Kong e o direito de abertura de cinco
portos chineses ao comércio internacional.
a anexação da Bósnia-Herzegovina pela •
Áustria-Hungria (1878): indisposição da
Sérvia e da Rússia.
Guerra sino-japonesa • (1895): concessão de
Formosa ao Japão.
Guerra dos Bôeres • (1899-1902): descen-
dentes de holandeses estabelecidos há mais
tempo no sul da África (bôeres – apoio ale-
mão e francês) X ingleses interessados na ex-
tração de ouro e de diamantes no Transvaal
e em Orange – vitória inglesa e formação da
União Sul-Africana.
Revolta dos Boxers • (1900): nacionalistas
chineses tentam expulsar os estrangeiros do
país – clima xenófobo antiocidental e anti-
capitalista.
Guerra russo-japonesa • (1904-1905): disputa
da Manchúria e da Coreia.
As • crises marroquinas (1905/1911): Fran-
ça e Alemanha disputam o Marrocos.
Revolução dos Jovens Turcos • (1908).
As • Guerras Balcânicas (1912 -1913).
A Primeira Guerra Mundial
Contexto:
corrida imperialista (fator fundamental); •
contradições do capitalismo monopolista: con- •
centração de riqueza e superprodução levam
a busca de novos mercados (escoar produtos/
captar matérias-primas) e áreas de investimen-
to do capital – expansão imperialista.
Impérios centrais e aliados posteriores
Tríplice Entente e aliados posteriores
Países Neutros
Maiores Batalhas
S
O L
N
IRLANDA
GRÃ-BRETANHA
NORUEGA
SUÉCIA
ESTÔNIA
POLÔNIA
LITUÂNIA DINAMARCA
HOLANDA
ALEMANHA
BÉLGICA
FRANÇA
ESPANHA
OCEANO ATLÂNTICO
MAR MEDITERRÂNEO
MAR NEGRO
MAR BÁLTICO
MAR DO NORTE
PORTUGAL
ITÁLIA
MONTENEGRO
GRÉCIA
BULGÁRIA
IMPÉRIO TURCO-OTOMANO
ROMÊNIA
SÉRVIA
ALBÂNIA
ÁUSTRIA-HUNGRIA
TRANSILVÂNIA
SUÍÇA
Luxemburgo
RÚSSIA
UCRÂNIA
Berlim
Saravejo
Paris
LINHA DO TRATADO
DE BRIEST-LITOVSKI (1918)
MAIOR AVANÇO RUSSO
(1914)
LINHA DE BLOQUEIO
BRITÂNICA
FRONTE OCIDENTAL
FRONTE ITALIANO
FRONTE BALCÂNICO
Jutlândia (1916)
Caporetto (1917)
Galipolli (1915)
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Mapa da Primeira Guerra Mundial.
Fatores:
revanchismo francês • (guerra de 1870 contra
alemães);
rompimento do equilíbrio europeu • (entrada
principalmente da Alemanha no grupo das po-
tências);
a • corrida naval e a rivalidade industrial an-
glo-alemã
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
37
História
a • explosão dos nacionalismos (revanchismo
francês; “civismo” inglês; “pureza” alemã – pan-
germanismo; pan-eslavismo russo; irredentismo
italiano; problema das inúmeras minorias englo-
badas pelo império austro-húngaro);
a • paz-armada, a corrida armamentista e o
militarismo;
política de alianças • ;
Potências Centrais (Alemanha, Áustria-Hungria, •
Império Otomano);
Tríplice Entente (Inglaterra, França e Rússia); •
o • incidente de 28 de junho de 1914 – o
assassinato do arquiduque Francisco Ferdi-
nando, herdeiro do Império Austro-Húnga-
ro: fator desencadeador da Primeira Guerra
Mundial.
Da guerra europeia à guerra mundial:
o Império Austro-Húngaro culpa a Sérvia pelo •
assassinato, ultimato e mobilização militar;
Rússia apoia a Sérvia; •
Alemanha a favor de uma severa punição à Sér- •
via;
28/07 – declaração de guerra à Sérvia pelo Império •
Austro-Húngaro;
Alemanha exige a paralisação dos movimentos •
das tropas russas;
Sérvia e Rússia X Áustria-Hungria; •
01/08 – Alemanha declara guerra à Rússia; •
03/08 – Alemanha declara guerra à França; •
Império Otomano posiciona-se ao lado dos Im- •
périos Centrais (rivalidades com a Rússia pela
posse dos estreitos);
violação da neutralidade belga pelos alemães •
(Plano Schlieffen) – Inglaterra declara guerra à
Alemanha; toda a Comunidade Britânica apoia
(caráter mundial da guerra);
Montenegro apoia a Sérvia; •
Japão declara guerra à Alemanha (japoneses •
interessados em Chantung); a China apoia os
aliados;
1915 – Bulgária adere aos Impérios Centrais; •
Itália adere aos aliados;
Portugal e Romênia (1916), Estados Unidos, •
Grécia e Brasil (1917) aderem às tropas aliadas;
saída da Rússia – paz em separado com os ale- •
mães (paz de Brest-Litovski – devido à Revolu-
ção Bolchevista de outubro 1917).
Vantagens da Entente: poderio naval britânico.
Vantagens da Aliança: canhões pesados de longo
alcance.
Fases da guerra:
Guerra de Movimento • (1914);
Guerra de Posição ou de Trincheiras • (1915-
1918).
O término do confito
A • Grande Ofensiva (1918).
Tratados do fm da Grande Guerra
a) Tratado de Versalhes (imposto à Alemanha):
restituição da Alsácia e da Lorena à França; •
cessão de territórios à Bélgica, à Dinamarca e •
à Polônia;
perda das colônias alemãs na África (controle •
anglo-francês) e na Ásia (controle japonês);
concessão da província do Sarre à França (di- •
reito de exploração por 15 anos – plebiscito em
1935);
separação da Prússia Oriental em relação ao •
resto da Alemanha (corredor polonês); porto
de Danzig sob administração da Liga das Na-
ções e sob exploração econômica da Polônia;
proibição de aviação militar, marinha de guer- •
ra, serviço militar obrigatório e exército com no
máximo de cem mil homens;
entrega de todos os submarinos, navios mer- •
cantes, marinha de guerra; de 1/8 do gado, de
materiais de construção, e de carvão à Grã-Bre-
tanha, Bélgica e França;
reconhecimento da responsabilidade única •
pela guerra e vultuosas indenizações;
desmilitarização da Renânia; •
proibição de aliança com a Áustria. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
38
História
b) Tratado de Saint-Germain (assinado com a Áustria):
independência da Hungria, da Polônia e da •
Tchecoslováquia;
cessão das províncias irredentistas (Trieste, •
Trentino e Ístria) à Itália.
c) Tratado de Neuilly (assinado com a Bulgária):
perda dos territórios conquistados durante a •
Primeira Guerra Balcânica (cessão à Romênia, à
Iugoslávia e à Grécia).
d) Tratado de Trianon (assinado com a Hungria):
cessão da Eslováquia à Tchecoslováquia; da Cro- •
ácia à Iugoslávia; e da Transilvânia à Romênia.
e) Tratado de Sèvres (assinado com a Turquia):
cessão de territórios turcos à Grécia; controle •
francês da Síria e do Líbano; controle inglês da
Mesopotâmia e da Palestina;
independência da Armênia; •
Obs.: rebelião turca – revisão do Tratado de
Sèvres em 1923 (Tratado de Lausanne), recon-
quista de territórios asiáticos e da Armênia pela
Turquia.
Consequências da guerra:
aumento da dívida e da inflação dos países eu- •
ropeus;
altos índices de desemprego; •
“mentalidade do ex-combatente”; •
progressiva degradação dos ideais liberais e de- •
mocráticos;
fortalecimento das paixões e dos sentimentos •
do nacionalismo;
Revolução Socialista na Rússia (1917); •
Segunda Guerra Mundial; •
morticínio de cerca de 10 milhões de pessoas; •
início do declínio europeu e da hegemonia •
mundial norte-americana;
mudança de mentalidade. •
Revolução Russa
Rússia Pré-Revolucionária:
absolutismo do czar • (Estado autocrático dos
Romanov); burocracia corrupta;
aristocracia (onipotência e exploração dos tra- •
balhadores);
censura na imprensa; ausência de liberdade po- •
lítica; grande apoio da Igreja Ortodoxa;
a partir de 1870 – entrada das ideias marxistas •
e anarquistas – graças à I Internacional;
a partir de 1894 – Nicolau II – avanço industrial •
(desenvolvimento da conscientização operária);
fundação do Partido Socialista-Revolucionário •
(PSR) e do Partido Operário Social-Democrata
Russo (POSDR);
adequação das ideias marxistas à situação rus- •
sa por Vladimir Illich Ulianov (Lenin);
1903 – cisão do POSDR entre • bolcheviques e
mencheviques.
“Ensaio geral” de 1904-1905:
guerra russo-japonesa • (1904-1905): derrota
russa;
ampla insatisfação social • (falta de alimentos,
crise de abastecimento);
ocorrência de • greves por todo o país;
protestos de todas as classes, inclusive da bur- •
guesia e dos militares;
o • “domingo sangrento” de 22 de janeiro de
1905;
o motim no encouraçado Potemkim; •
repressão geral dos “cossacos” e concessões •
do czar – convocação de uma DUMA, ou As-
sembleia Legislativa; promessa de reformas
economica, social e politica (Manifesto de Ou-
tubro);
exílio dos principais líderes revolucionários; •
burguesia – Cadete (Constitucional-Democrata) •
e Outubrista;
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
39
História
surgimento dos sovietes (conselhos de repre- •
sentantes de operários, soldados e campone-
ses) encarregados de comandar as greves e
promover a revolução.
A Rússia e a Primeira Guerra Mundial:
entrada da Rússia devido a sua participação na •
Entente e de sua política pan-eslavista;
falta de ferrovias; falta de material bélico; organi- •
zação falha do exército; seguidas derrotas – opo-
sição social à participação na guerra;
inúmeras baixas; inquietação, revolta e de- •
serção;
greves; •
inquietação das minorias submetidas ao domí- •
nio czarista (Polônia, Estônia, Lituânia, Letônia,
Bessarábia etc.).
Revoluções de 1917:
inflação, deserção, desemprego, fome; •
adesão das tropas do governo às inúmeras ma- •
nifestações operárias (Pão; Viva a República;
Abaixo a guerra!);
revolução de fevereiro-março (27/02 • ou
12/03): abdicação do czar;
instalação de uma • república liberal-burguesa,
de acordo com os interesses da Duma (cons-
tituída na maioria por membros do Cadete e
também pelos mencheviques) e constituição
de um Governo Provisório;
poder efetivo nas ruas – • sovietes;
conflito entre os interesses da Duma e os dos •
sovietes;
decisões do Governo Provisório – libertação •
dos presos políticos (anistia); planos (sempre
adiados) para eleição de uma Assembleia
Constituinte; decisão de permanência na
guerra;
retorno de Lenin • (Teses de Abril);
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Lenin.
greves operárias e levantes camponeses; •
julho – saída do Cadete do governo após mais •
uma vergonhosa derrota na guerra; ascensão
de Kerensky – união entre o governo e o so-
viete de Petrogrado;
novo exílio • e retorno de Lenin da Finlândia;
mais deserções em massa (pena de morte e ou- •
tras medidas disciplinares impopulares contra
os soldados desertores);
agitação popular em Moscou e em Petrogra- •
do: “Todo poder aos sovietes” e “Paz, Terra e
Pão”;
Trotsky, presidente do soviete de Petrogrado, •
com apoio dos bolcheviques, atacou o Palácio
de Inverno (sede do Governo Provisório);
revolução de outubro-novembro • (23/10 ou
06/11);
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
40
História
deposição do Governo Provisório e instalação do •
governo soviético (Conselho de Comissários do
Povo);
governo bolchevique operário e camponês; •
abolição do antigo regime; •
dezembro – armistício em separado com a Ale- •
manha;
03/1918: Tratado de Brest-Litovski (reconheci- •
mento da Polônia, da Letônia, da Lituânia, da
Estônia, da Finlândia e cessão de terras aos Im-
périos Centrais);
expropriação das terras e sua distribuição aos •
camponeses através dos Comitês Agrários;
nacionalização dos bancos e dos investimentos •
estrangeiros;
controle operário da produção fabril; •
organização do • Exército Vermelho e da polícia
política (Tcheca);
Partido Bolchevique – Partido Comunista; •
os quatro pilares: Partido; Exército; Tcheca (polícia •
política) e Sovietes.
Guerra Civil:
1918-1921 – guerra civil: russos brancos X rus- •
sos vermelhos (vitória do Exército Vermelho);
apoio de nações europeias e dos EUA aos bran- •
cos, contrarrevolucionários;
aplicação do Comunismo de Guerra no perío- •
do (trabalho forçado e requisição forçada dos
produtos agrícolas, além da ampliação das me-
didas expressas logo acima).
URSS:
1921-1928: • Nova Política Econômica (NEP) –
objetivos – restaurar a economia de mercado
(retomar a iniciativa privada; reorganizar a eco-
nomia; restaurar a confiança): “um passo para
trás para seguir adiante”;
supressão da requisição forçada dos gêneros •
agrícolas; restabelecimento da distinção sala-
rial; permissão de contratação de técnicos para
setores básicos da economia e inversão de ca-
pitais estrangeiros; nacionalização das terras
mas permissão de uso aos camponeses; liber-
dade comercial;
1922 – • formação da União das Repúblicas So-
cialistas Soviéticas (URSS ou União Soviéti-
ca): Rússia, Ucrânia, Bielo-Rússia, Usbequistão,
Cazaquistão, Geórgia, Azerbaijão, Moldávia,
Quirguistão, Tadjiquistão, Armênia, Turcome-
nistão, Estônia, Letônia, Lituânia e Abecásia
(entre 1921 e 1956);
1924 – Congresso dos Sovietes; •
morte de Lenin em 1924 – luta pelo poder entre •
Stalin e Trotsky – vitória de Stalin e centralização
do poder;
a partir de 1928 – edificação definitiva do so- •
cialismo – fase dos planos quinquenais;
desenvolvimento das indústrias de base em de- •
trimento da leve (de bens de consumo);
coletivização dos campos; •
organização da GOSPLAN – comissão estatal •
que passou a centralizar o planejamento eco-
nômico – e da GOSBANK;
surgimento das cooperativas ( • kolkhzes) e das
fazendas estatais (sovkhozes);
ascesão de Joseph Stálin no comando do Parti- •
do Comunista (1928-1953).
Crise de 1929
Contexto:
Condições econômicas do mundo pós-guerra:
EUA beneficiados durante a guerra (suprimento •
de manufaturas, matérias-primas e alimentos e
expansão na América Latina e na Ásia);
alta dívida externa dos europeus com os EUA; •
prosperidade americana (aumento de mais de •
50% na produção);
retração das exportações americanas à Europa •
no pós-guerra;
inicial isolacionismo norte-americano em rela- •
ção à Europa (diminuição dos empréstimos –
diminuição de importações).
Economia americana:
american way of life • – a prosperidade perma-
nente:
queda do consumo; •
necessidade de crédito; •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
41
História
moralização da sociedade (Lei Seca) – cri- •
minalidade – Big Jim Colosimo e Al Capone
(gângsteres);
capitais excedentes particulares – Europa – re- •
organização das indústrias europeias: concor-
rência – queda das exportações;
retirada do capital americano da Europa – que- •
da ainda maior das exportações americanas.
a) agricultura:
mecanização da agricultura – aumento da produ- •
ção – dívidas dos agricultores;
queda do consumo – baixa dos preços agrícolas – •
hipoteca das fazendas;
aumento da produção – despesas com armazena- •
gem e queda dos preços;
perda de fazendas e falência de pequenos e mé- •
dios agricultores.
b) indústria:
aumento da produção e não-acompanhamento •
do consumo;
concorrência da reorganizada economia euro- •
peia;
necessidade de diminuir a produção – desempre- •
go – queda no consumo – mais desemprego.
Colapso e sua globalização:
no período de prosperidade – valorização exces- •
siva dos títulos das grandes companhias norte-
-americanas;
abalo da confiança – colapso dos títulos; •
Quinta-Feira Negra (24/10): • crash da Bolsa de Valo-
res de Nova York;
falência de inúmeras empresas e bancos; •
retirada do capital americano de outros países •
– globalização da crise;
pós- • crash: retração na produção, no consumo
e aumento do desemprego;
necessidade de resolver a crise – maior intervenção •
do Estado; aumento dos gastos públicos; adoção
do protecionismo e de medidas de incentivo às ex-
portações.
New Deal e o Welfare State
Presidente Franklin Delano Roosevelt (inspi- •
rado pelo economista John Maynard Keynes)
– New Deal a partir de 1933: início do capita-
lismo monopolista e estatal “uma nova con-
cepção dos deveres e das responsabilidades do
governo com respeito à economia mundial.”
Proibição provisória dos créditos bancários e •
do entesouramento.
Incentivo à construção de obras públicas. •
Criação de um salário-desemprego. •
Asseguramento de salário mínimo e liberda- •
de sindical (National Industry Recovery Act –
NIRA).
Criação de um fundo de depósitos. •
Aumento dos salários dos operários. •
Fixação dos preços dos produtos básicos. •
Concessão de empréstimos a fazendeiros arrui- •
nados (Agricultural Adjustment Act – AAA).
Fascismos
Slogans nazi-fascistas
“Mais canhão, menos manteiga!”
“Nada jamais foi ganho na história sem derrama-
mento de sangue!”
“É melhor um dia de leão do que cem anos de
carneiro!”
“A guerra é para o homem o que a maternidade é
para a mulher!”
“Um minuto no campo da batalha vale por uma
vida inteira de paz!”
“A liberdade é um cadáver em putrefação!”
“A guerra regenera.”
“A luta é tudo.”
“A expansão salva.”
Contexto
crise do Pós-Primeira Guerra e Grande Depres- •
são (inflação, desemprego em massa, caos
econômico, crise comercial e produtiva);
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
42
História
abalo da confiança no capitalismo liberal bem •
como das instituições democráticas;
rejeição à democracia, ao marxismo, à luta de •
classes, ao parlamentarismo, ao pluralismo
partidário, ao liberalismo e ao individualismo.
Fascismo italiano
Origens:
nacionalismo frustrado (anexação da Tunísia •
pela França, derrota na Abissínia);
reflexos da guerra (mobilização humana e fi- •
nanceira, sem “compensações territoriais”);
crise do parlamentarismo (rivalidade entre So- •
cialistas e liberais: fascismo 3.
a
via).
Ascensão fascista
Benito Mussolini (apoiado pela burguesia in- •
dustrial e financeira) – criação dos fasci di com-
battimento e squadri.
marcha sobre Roma (outubro de 1922) – “ca- •
misas negras”;
renúncia do primeiro-ministro e convocação de •
Mussolini para o gabinete (1922);
eleições fraudulentas de 1924 (denúncia de •
Matteotti e seu posterior assassinato);
1925 – Duce – culto à personalidade (“o Duce é •
infalível”) e propaganda;
slogans “Acredita! obedece! luta!”; “Quem tem •
aço tem pão”;
unipartidarismo “oposição ilegal”; •
supressão da luta de classes através da coloca- •
ção dos interesses estatais em primeiro plano;
1929 – Tratado de Latrão com o Papa Pio XI (fim •
da “questão romana”: independência do Vati-
cano; catolicismo – religião oficial).
Características:
militarismo (crescimento das forças paramili- •
tares);
desenvolvimento industrial; redução do desem- •
prego e do analfabetismo; aumento dos inves-
timentos em obras públicas X alta nos preços;
perseguição aos partidos, líderes e jornais da
oposição; censura e preservação do capitalis-
mo italiano; dirigismo estatal;
corporativismo. •
Nazismo alemão
Origens:
nacionalismo exaltado (Tratado de Versalhes – •
Diktat);
tradição autoritária; •
racismo e antissemitismo. •
Ascensão nazista:
1918 – abdicação de Guilherme II e proclama- •
ção da República;
Constituição em 1919 – República de Weimar: •
parlamentarista, federalista (17 estados); Chan-
celer e Parlamento (Reichstag);
1919 – fundação do Partido Trabalhista Ale- •
mão;
1920 – alteração no nome: Partido Nacional- •
Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazi) –
adesão de Hitler;
1923 (ocupação francesa do Vale do Ruhr, ins- •
tabilidade na Alemanha; hiperinflação) – golpe
putsch de Munique
prisão de Hitler – • Mein Kampf;
liberdade de Hitler em 1924/1925: organização •
do partido e reestruturação das formações pa-
ramilitares SS e SA;
promessas aos trabalhadores (pontos socialis- •
tas no programa do partido);
Hitler – o “salvador da Alemanha”, o “líder •
infalível” (Observação: rejeição ao socialismo
marxista e ao liberalismo);
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
43
História
apoio dos capitalistas alemães; •
derrota de Hitler nas eleições de 1932 para Hin- •
denburg;
1933 – indicação de Hitler ao cargo de Chan- •
celer (influência dos banqueiros e dos indus-
triais);
“Noite dos Longos Punhais” e posterior criação •
do Terceiro Reich;
morte de Hindenburg em 1934 – Hitler assume •
todos os poderes – Chanceler e presidente;
extinção do federalismo alemão, substituição da •
bandeira republicana pela do Partido, proteção às
indústrias, perseguição aos judeus, crescimento
da indústria bélica e início da expansão nazista,
criação da Gestapo (polícia política).
Características:
nacionalismo e unitarismo; •
totalitarismo; •
controle estatal da imprensa, educação, teatro, •
cinema, rádio e amplos setores da indústria e
do comércio;
racismo (“superioridade da raça ariana”); •
perseguição aos judeus, aos comunistas e aos •
liberais;
militarismo e “espaço vital”; •
economia dirigida, visando às indústrias de •
guerra e o fim do desemprego;
a mulher no Estado nazista – casa e família; •
slogan fundamental - “ • Ein Volk, ein Reich, ein
Führer” - “Um povo, um Estado, um Líder”;
o antissemitismo – • Arbeit macht frei – “O traba-
lho liberta” – escrito nos campos de concentra-
ção;
estímulo à construção de obras públicas. •
A expansão nazista:
retorno do Sarre ao controle alemão (1935); •
remilitarização da Renânia (1936); •
Anschluss (1938) – anexação da Áustria; •
Acordo de Munique (1938) – França e Inglaterra •
cedem a região dos Sudetos (na Tchecoslová-
quia) à Alemanha;
ocupação do restante da Tchecoslováquia (ces- •
são da Rutênia à Hungria);
agosto de 1939 – Pacto de não-agressão, Nazi- •
Soviético
setembro – invasão da Polônia (início da Segunda •
Guerra Mundial).
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Mapa da Expansão Nazista.
Guerra Civil Espanhola (1936-1939):
fascistas (Falange), monarquistas, latifundiários •
e clero X democratas, comunistas, anarquistas
e operários;
apoio da Itália e da Alemanha – palco de testes •
para o Eixo das técnicas que seriam usadas na
guerra vindoura;
Guernica • – a arte contra a guerra;
assassinato de líderes opositores, intelectuais, •
crianças, estudantes, idosos.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
44
História
Segunda Guerra Mundial
Contexto:
condições dos tratados de paz assinados após a •
Primeira Guerra;
crise do capitalismo internacional (Grande De- •
pressão);
desenvolvimento dos governos de tendências •
fascistas;
política de apaziguamento das crises interna- •
cionais;
descrédito da Liga das Nações. •
Crises internacionais:
crise da Manchúria (invasão da China pelo Ja- •
pão – 1931);
crise da Etiópia (ataque italiano ao país africa- •
no – 1935-1936);
crise da Renânia (remilitarização alemã – •
1936):
aliança ítalo-germânica em 1936 ( • Eixo Ro-
ma-Berlim) e Pacto Antikomintern (inicial-
mente Alemanha e Japão);
Guerra Civil Espanhola (1936-1939); •
Anschluss • (1938);
Acordo de Munique (1938) e posterior des- •
membramento da Tchecoslováquia.
Os cenários da guerra
A guerra europeia
OCEANO
ATLÂNTICO
Mar Mediterrâneo
Mar Negro
Mar do
Norte
Mar
Báltico
PORTUGAL
ESPANHA
EGITO
UNIÃO SOVIÉTICA
SUÉCIA
FINLÂNDIA
TURQUIA
SÍRIA
LÍBIA
ITÁLIA
BULGÁRIA
SUÍÇA
MARROCOS
FRANCÊS
ALGÉRIA (França De Vichy)
TUNÍSIA PALESTINA
CISJORDÂNIA
DINAMARCA
NORUEGA
UCRÂNIA
ALEMANHA
ALBÂNIA
GRÉCIA
PAÍSES
BAIXOS
ESLOVÁQUIA
HUNGRIA
CROÁCIA
IUGOSLÁVIA
ROMÊNIA
FRANÇA
DE VICHY
S
O L
N
Batalha da Bretanha
(Outubro de 1940)
Invasão da Normandia Batalha do Bulge
(Dez. 1944) (6 de Junho de 1944)
Fronte Oeste (Fev. 1945)
Desembarque Aliado
Tropas do Eixo ocupam
a França de Vichy
(Novembro de 1942)
Aliados invadem
a Sicília e a Itália
(Jul.-Set. 1942)
Fronte Italiano
Cruzada do Reno
(Mar. 1945)
(Fev. 1945)
(Agosto de 1944)
Fronte Russo
Cerco a Leningrado
(Set. 1941 - Jan. 1944)
(Primavera de 1944)
Fronte Russo
Fronte Russo
(Dez. 1941)
(Fev. 1945)
Fronte Russo
Centro de Stalingrado
(Ago. 1942 - Jan. 1943)
(Novembro de 1942)
Rommel derrotado na Tunisia
(recuo das tropas do Eixo
Maio 1943)
BÉLGICA
Ocupado pela Alemanha (e seus Aliados)
A Grande Alemanha do Hitler
Grande aliança
Aliados à Alemanha
Bases neutras
Maiores batalhas
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Mapa da Guerra na Europa.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
45
História
Agosto de 1939: Pacto de não-agressão, Nazi- •
Soviético.
01/09/1939: invasão da Polônia pelas tropas •
nazistas.
03/09/1939: declaração de guerra da Inglaterra •
e da França contra a Alemanha.
Conquista completa da Polônia ( • blitzkrieg) e
ocupação da parte oriental pelos soviéticos,
que atacaram também a Finlândia.
Invasão da Dinamarca, da Escandinávia, da Ho- •
landa e da Bélgica pelos nazistas.
Invasão da França pela • Wehrmacht e conquista
de Paris – estabelecimento de um governo cola-
boracionista na França não-ocupada, em Vichy,
chefiado por Pétain (junho de 1940).
Retirada da Inglaterra (retirada de Dunquer- •
que) na França.
Luta da • Resistência na França (Resistência X Co-
laboracionismo).
1940 – Itália se alia à Alemanha e declara guer- •
ra à França e à Inglaterra.
Ataque italiano à Grécia e a Suez (apoio ale- •
mão).
22 de junho de 1941: invasão da União Soviéti- •
ca pelos nazistas.
Outubro de 1942: ofensiva sobre • Stalingrado.
Tentativa nazista de forçar capitulação ingle- •
sa (bombardeios noturnos da Luftwaffe sobre
Londres); contenção da invasão da Wehrmacht
graças à RAF britânica (Royal Air Force).
Tentativa alemã de asfixia econômica da Ingla- •
terra.
nova invasão japonesa na China (1937). •
A guerra asiática
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Mapa da Guerra na Ásia.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
46
História
A Guerra Mundial
07/12/1941: bombardeio de • Pearl Harbor pela
aviação japonesa (aliado da Alemanha) – entra-
da dos EUA na guerra contra o Japão: mundia-
lização do conflito.
O desenrolar da guerra:
desembarque anglo-americano na África do •
Norte em 1942 – derrota nazista na África;
contraofensiva soviética sobre • Stalingrado em
1942-1943 – primeira grande derrota nazista
na Europa (ponto de virada da II Guerra euro-
peia);
operação aliada na Sicília – vitória, queda de •
Mussolini do governo italiano;
República de Salo no norte da Itália (fascista); •
primeiras vitórias americanas no Pacífico ( • Mi-
dway e Coral);
contenção do avanço japonês sobre a Austrália •
e a Índia (Batalha do Coral e de Guadalcanal).
O fm da guerra na Europa:
difusão das perseguições e execuções pelos na- •
zistas (campos de extermínio);
a “solução final” para o “problema judeu”; •
EUA, Inglaterra e Canadá – Operação Overlord •
(ataque à Fortaleza Europa):
objetivos: libertar a França e ingressar na •
Alemanha;
maior operação naval da História. •
06/06/1944 – o • Dia D (desembarque aliado
na Normandia);
libertação da França em agosto; •
Operação Market Garden • (dominar as pontes
na Holanda que davam acesso à Alemanha) – fra-
casso, mas libertação da Holanda em setembro;
participação da FEB (Força Expedicionária Bra- •
sileira – “pracinhas” – nas batalhas da Itália –
Monte Castelo);
contraofensiva alemã – dezembro de 1944 •
(Batalha do Bulge) – última tentativa alemã
de mudar o curso da guerra (forte resistência
da 101.
a
divisão americana) – posterior derrota
alemã, seguida da entrada das tropas aliadas
na Alemanha;
assassinato de Mussolini; •
avanço russo na frente leste; •
suicídio de Hitler; •
derrota do III Reich e rendição incondicional em •
maio de 1945.
O fm da guerra na Ásia:
atuação dos • kamikaze;
vitória americana em Okinawa; •
lançamento das bombas atômicas sobre Hi- •
roshima e Nagasaki em agosto de 1945 – rendi-
ção incondicional do Japão.
Os tratados e os acordos diplomáticos
Carta do Atlântico (1941) – Churchill e Roose- •
velt (definição dos princípios democráticos do
mundo pós-guerra; “ONU”).
Conferência de Teerã (dezembro de 1943):
divisão da Europa do pós-guerra em zonas de •
influência capitalista e socialista - saída das tro-
pas inglesas-americanas-soviéticas que ocupa-
vam o Irã.
Conferência de Yalta (fevereiro de 1945):
assegurar paz após a guerra e discutir panora- •
ma europeu.
Conferência de Potsdam (julho de 1945):
divisão da Alemanha em quatro zonas de ocu- •
pação e de Berlim em quatro setores.
Consequências da Guerra:
morticínio: aproximadamente cinquenta milhões •
(metade eram soviéticos);
desaparecimento de inúmeras cidades impor- •
tantes;
desmonoramento do poderio europeu; •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
47
História
surgimento das duas superpotências que divi- •
diram o mundo pós-guerra (EUA e União Sovié-
tica) – bipolarização ;
descolonização afro-asiática; •
criação da ONU (Organização das Nações Uni- •
das) em 1945 (Conferência de São Francisco,
abril de 1945);
Conselho de Segurança • (quinze membros –
cinco permanentes: China, França, Rússia, EUA
e Inglaterra);
Assembleia Geral • ;
Conselho Econômico e Social (1948: Declaração •
Universal dos Direitos do Homem);
Conselho de Tutela • ;
Corte Internacional de Justiça • ;
Secretariado • ;
Agências especializadas • (UNESCO, FAO, OMS,
CEPAL, OIT etc.).
Guerra Fria
Caracterização:
conflito ideológico entre as duas superpotên- •
cias (EUA e URSS) que emergiram da segunda
Guerra Mundial;
as superpotências evitam o conflito direto; •
a propaganda como arma para a formação de •
áreas de influência e blocos diplomáticos (bi-
polarização).
Fases
Fase 1 – a Guerra Fria Clássica (1947-1961)
I. Os incidentes da Turquia e da Grécia (1946-1947)
II. Doutrina Truman (1947):
Em 1945, Truman, então presidente, autorizou •
lançamento das bombas atômicas em Hiroshi-
ma e Nagasaki;
o discurso de Churchill em 1946 – a “cortina de •
ferro” (Fulton, Missouri);
fevereiro de • 1947 – os EUA posicionam-se con-
tra o “avanço soviético” no Leste Europeu;
criação do Plano Marshall (1947) – objetivo de •
contenção;
recuperar as economias europeias, integrando- •
as ao sistema capitalista;
proibição (por Stalin) da aceitação dos recursos •
do plano no Leste Europeu – desobediência da
Iugoslávia;
surgimento do • Kominform;
criação da • OTAN (1949) e, em resposta, do Pac-
to de Varsóvia (1955);
acentuação da repressão no Leste Europeu e •
formação dos sistemas de partido único.
III. Divisão da Alemanha:
problemas no leste da Alemanha decorrentes •
da implantação do Plano Marshall no oeste e
da criação do Deutsche Mark;
bloqueio soviético aos setores “ocidentais” de •
Berlim;
criação da • República Federal da Alemanha
(Alemanha Ocidental) e da República Demo-
crática Alemã (Alemanha Oriental) – 1949;
criação do • Muro de Berlim em 1961.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
O Muro de Berlim: o muro da vergonha.
IV. Guerra da Coreia (1950-1953):
1949 – Revolução Chinesa; •
divisão da Coreia em zonas de ocupação após •
a Segunda Guerra: Norte (soviético) X Sul (ame-
ricano);
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
48
História
invasão do Sul pelas tropas do Norte; •
desembarque das tropas americanas no Sul da •
Coreia e entrada da China no conflito;
paz de Panmunjon – divisão da Coreia pelo pa- •
ralelo 38 – problemas de fronteiras existentes
até hoje.
V. Stalinismo e Macarthismo
VI. O fm da Guerra Fria Clássica:
morte de Stalin em 1953 – início da desestalini- •
zação com a ascensão de Nikita Kruschev (XX
Congresso do PCUS – 1956);
cisão entre URSS e China devido à autonomia •
nuclear chinesa e desestalinização – crise sino-
-soviética de 1960.
VII. Construção do Muro de Berlim em 1961
VIII. A Revolução Cubana de 1959
IX. A tentativa de invasão da Baía dos Porcos de 1961
X. Crise dos Mísseis de Cuba de 1962
surgimento do “telefone vermelho”. •
Fase 2 – a Coexistência Pacífca e a Détente
(1961-1979)
I. Guerra do Vietnã
1954: retirada francesa da Indochina. •
Instalação de um governo pró-soviético no Vie- •
tnã do Norte, liderado por Ho Chi Minh.
Início do envolvimento norte-americano no •
Vietnã – 1960.
1964: início da escalada militar norte-america- •
na no Vietnã.
1970: deflagração da guerra ao Laos e Cam- •
boja.
1972: reaproximação entre EUA e China. •
1973: derrota americana e saída definitiva das •
tropas.
II. Guerra Civil de Angola (1975)
III. A invasão soviética do Afeganistão (1979):
Boicote das Olimpíadas de Moscou em 1980 •
pelos americanos.
Fase 3 – a “nova” Guerra Fria (1980-1989)
Eleição de Ronald Reagan – pedido de aprova- •
ção do projeto “guerra nas estrelas” – sistema
de defesa orbital contra mísseis.
Oposição de Reagan ao governo da FSLN na •
Nicarágua.
Ascensão de Gorbatchev na URSS (reforma •
econômica e política – Perestroika e Glasnost):
“pregação pacifista” e proposta de redução
dos arsenais nucleares.
Derrubada do Muro de Berlim. •
Fim dos governos autoritários no Leste Europeu. •
Os mitos da guerra fria
Mito de que a URSS representa uma ameaça •
ao Ocidente.
Mito da superioridade nuclear americana. •
Mito da superioridade tecnológica americana •
incontestável.
Mito de que a URSS desejou subverter o Oci- •
dente.
Descolonização afro-asiática
Fatores:
guerras mundiais e consequente enfraqueci- •
mento da Europa;
defesa da autodeterminação dos povos (ONU); •
despertar do nacionalismo – vitórias japonesas •
no início do século e consequente fim do mito
da inferioridade oriental;
aceitação do socialismo marxista ( críticas feitas •
por Lênin ao Imperialismo e direito de autode-
terminação dos povos após a Revolução Russa);
medo da expansão comunista no contexto da •
Guerra Fria – EUA forçam com Inglaterra e França
uma “independência negociada”;
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
49
História
duas vertentes: 1. •
a
– guerrilheiros lutando pela
emancipação – socialismo; 2.
a
– acordo entre
metrópole e colônia.
Descolonização asiática
1946: independência das Filipinas. •
1947: independência da • Índia (luta iniciada
após a 1.
a
GM)
Partido do Congresso – Jawaharlal Nehru. •
A resistência pacífica de Mahatma Gandhi – •
mobilização espiritual (discordância com o Par-
tido do Congresso).
Liga Muçulmana (aliada ao Partido do Congres- •
so até 1921) – Dr. Ali Jinnah.
1947: declaração de independência, cisão da •
Índia e do Paquistão (este dividido em Ociden-
tal e Oriental).
Obs.: na década de 1970, o Paquistão Oriental
(com apoio da Índia) entra em guerra com o Oci-
dental e torna-se independente (Bangladesh).
1948-1949: movimentos revolucionários. •
a) Indonésia Holandesa:
Guerra pela independência (1945-1949). •
b) Indochina:
colônia francesa até a 2. •
a
GM, quando é domi-
nada pelo Japão;
fim da Guerra – nova apropriação francesa sobre •
a Indochina: Guerra da Indochina (1946-1954);
início da luta de Ho Chi Minh contra as tropas •
francesas até a derrota dos europeus em 1954
(em Dien Bien Phu);
acordo de Genebra – divisão do Vietnã em Nor- •
te (capital: Hanói – Ho Chi Minh – socialismo)
e Sul (capital: Saigon – Ngo Dihn Diem – apoio
dos EUA); previsão de eleição para reunificação
– desrespeito do Vietnã do Sul (pressões norte-
americanas);
início da guerra com a formação da FLN (vie- •
tcongue) que se prolonga por quase 20 anos
– entrada dos EUA no conflito; principalmente
após 1968;
alastramento do conflito para o Laos e Cambo- •
ja (Khmer Vermelho);
saída americana em 1973 e queda de Saigon •
(motivo: interesse americano em relações com
a China – Distensão);
consolidação do Vietnã socialista em 1976 (nor- •
te e sul unificados).
c) Oriente Médio:
Iraque, Iêmen, Arábia Saudita e Irã – indepen- •
dentes antes da 2.
a
GM;
1946 – Síria e Jordânia; •
década de 1960 – Kuwait e Iêmen do Sul; •
1948 • – criação do Estado de Israel – com apoio
norte-americano; 1
a
gerra árabe-israelense;
1956 – trama da França, da Inglaterra e de Is- •
rael em ocupar o Sinai e o Canal de Suez (na-
cionalizado pelo presidente do Egito, Nasser)
– oposição de russos e de americanos;
apoio dos EUA aos israelenses e da URSS aos •
árabes;
guarnecimento do canal de Suez pela ONU; •
exigência de Nasser pela saída da ONU – Guerra •
dos Seis Dias (1967) – vitória de Israel (ocupação
do Sinai, das colinas Golan e de Jerusalém);
1973 – Guerra do Yom Kippur (primeiro-minis- •
tro israelense renuncia): arma dos árabes para
pressionar os países que apoiavam Israel (pe-
tróleo) – crise do petróleo e discussão da Causa
Palestina por todo o mundo;
criação da OLP (base no Líbano); •
invasão do Líbano (1982 e 2006) pelos israe- •
lenses;
queda do Xá Reza Pahlevi no Irã e ascensão do •
Aiatolá Khomeini (revolução xiita) de 1979;
Guerra Irã-Iraque. •
Descolonização africana
Egito: nação independente entre as duas GM. •
após a 2. •
a
GM – eclosão das independências no
continente africano.
Região do • Magreb.
Argélia • : criação da FLN – guerrilha no campo
e nas cidades pela independência – repressão
brutal francesa.
Guerra da Argélia (1954-1962). •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
50
História
a) Congo Belga:
“concessão” da independência e brutal guerra •
civil entre as tribos que habitavam o país – in-
tervenção da ONU e inserção da guerra civil no
conflito leste-oeste.
b) Angola e demais colônias portuguesas:
Revolução dos Cravos em Portugal, 1974-1975. •
c) Angola:
FNLA e UNITA (EUA – por meio da África do Sul) •
X MPLA (Cuba e URSS); término em 1976: vitó-
ria do MPLA.
d) África do Sul:
Apartheid • (projeto político da minoria branca);
divisão do país em onze estados independentes •
(dez negros – bantustões – e um branco – rico
em minérios);
criação do CNA (Congresso Nacional Africano), •
liderado por Nelson Mandela X Partido Conser-
vador e o movimento Afrikaneer.
Conferência de Bandung:
1955 – Conferência de Bandung, na Indonésia •
(Assembleia do Terceiro Mundo);
condenação ao colonialismo, à discriminação •
racial e a corrida armamentista;
neutralidade diante das grandes potências; •
não basta a independência política, deve haver •
o direito de dispor dos recursos econômicos.
Capitalismo e Socialismo pós-45
A expansão do bloco socialista:
expansão soviética no Leste Europeu durante •
a 2.
a
GM;
garantia da hegemonia soviética com os acor- •
dos de Yalta;
criação das “Frentes Patrióticas” (influência so- •
viética) para governar os países após a 2.
a
GM
e substituição posterior por governos comunis-
tas – unipartidarismo;
Iugoslávia – primeiro rompimento com a URSS •
no bloco – aceitação dos recursos do plano
Marshall;
1953 – morte de Stalin – início da “desestalini- •
zação” na URSS;
no Leste Europeu discussões acerca dos rumos •
alternativos para a consolidação do socialismo
(Polônia, Hungria, Tchecoslováquia);
acordo em 1956 entre Polônia e URSS; •
insurreição na Hungria em 1956 – invasão do •
país pelas tropas soviéticas e repressão violenta
da resistência operária;
Primavera de Praga (1968) – invasão soviética; •
A Revolução Chinesa de 1949 e a ascensão de •
Mao Tsé-Tung;
posterior rompimento com a URSS devido ao •
fato de esta se opor à autonomia nuclear chine-
sa e a desestalinização ameaçar o culto a Mao
Tsé-Tung
não-concordância chinesa com a “Coexistência •
Pacífica”;
descolonização e novas adesões ao socialismo •
na Ásia e na África;
Cuba na América Latina. •
O colapso do modelo socialista – URSS:
queda de Kruschev – ascensão de Brejnev: •
agravamento dos problemas econômicos da
URSS, auge da burocracia partidária;
eliminação dos dissidentes e descrença da po- •
pulação no socialismo real;
apoio soviético discreto à ação socialista em •
Moçambique e em Angola devido à Détente;
após Brejnev – Andropov e Tchernenko (gover- •
nos curtos);
1985 – ascensão de Gorbatchev (ala reformista •
do PCUS);
Perestroika • e Glasnost;
agravamento da crise econômica; •
reafirmação do partido comunista no poder – •
aproximação da economia de mercado;
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
51
História
insatisfação geral com o desequilíbrio entre •
produção interna e demanda; alta inflação de-
vido ao fim dos subsídios;
política externa – fim da Guerra Fria; •
manifestações das nacionalidades dentro da •
URSS;
independência da Letônia, da Lituânia e da Es- •
tônia;
dentro do PCUS – ala ultrarreformista (Boris •
Yeltsin) X ala ultraconservadora (stalinistas);
tentativa de golpe dos radicais em agosto de •
1991; apoio de Yeltsin a Gorbatchev, coman-
dando a reação popular ao golpe;
perda de poder de Gorbatchev, dissolução do •
PCUS, crescente ascensão de Yeltsin à presidência;
08/12/1991 – fim da URSS – formação da CEI; •
renúncia de Gorbatchev no Natal; •
difícil transição para economia de mercado – •
enriquecimento de poucos e empobrecimento
da maioria.
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o

F
r
a
n
c
e

P
r
e
s
s
e
.
Populares comemorando o fim da União Soviética na Praça Verme-
lha, em Moscou (1991).
O colapso do modelo socialista –
Leste Europeu:
atuação do Sindicato Solidariedade na Polônia •
– liderança de Lech Walesa – a partir do início
da década de 1980.
Hungria, Romênia, Bulgária e Albânia – queda •
da produção industrial, aumento do desempre-
go, inflação elevada, achatamento salarial e de-
pendência de investimentos externos;
unificação das duas Alemanhas em 1991 – o •
problema do nacionalismo exacerbado, do an-
tissemitismo, do neonazismo;
Tchecoslováquia – a “Revolução Risonha” ou •
“Revolução de Veludo” de 1989 - plebiscito;
Iugoslávia – desmembramento, violência e •
guerra;
1991 – criação artificial (seis repúblicas – Sérvia, •
Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Mace-
dônia e Montenegro – e duas regiões autôno-
mas sob controle sérvio – Voivodina e Kosovo;
vários povos; quatro idiomas; dois alfabetos;
três religiões);
união – carisma de Tito, líder da Resistência na •
2.
a
GM. Morte de Tito em 1980 – início das riva-
lidades e agravamento com a crise do comunis-
mo internacional pós-1989;
independência da Eslovênia e da Croácia em •
1991;
guerra da Sérvia contra as duas repúblicas; •
expansão da guerra com as independências da •
Bósnia e da Macedônia, também em 1991;
atuação da ONU e da Comunidade Europeia. •
China
a ascensão de Mao Tsé-Tung; •
a Revolução Cultural da década de 1960; •
a partir da década de 1970 reestruturação eco- •
nômica não acompanhada de transformações
políticas;
o massacre da Praça da Paz Celestial em 1989 •
(Praça Tian Anmen);
socialismo de mercado. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
52
História
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Mao Tsé-Tung, líder da Revolução Chinesa.
As confgurações do mundo capitalista:
Plano Marshall após a 2. •
a
GM;
Alemanha Ocidental e Japão – estrondosa re- •
cuperação e aliança com os EUA (Comissão Tri-
lateral – 1970);
temor pela OPEP e por outros cartéis do 3. •
o

mundo no início da década de 1970;
“Política dos Direitos Humanos” de Jimmy Car- •
ter.
Nova ordem internacional:
década de 1980 (a década perdida) – recessão •
econômica mundial – rediscussão do papel do
Estado – adoção do neoliberalismo e fim do
Welfare State: EUA (Reagan) e Inglaterra (Mar-
garet Tatcher);
formação e expansão dos blocos econômicos •
com hegemonia das potências capitalistas:
Europa (UE), EUA (NAFTA), Japão (Tigres Asiá-
ticos);
agravamento das tensões “ricos X pobres”; •
Tratado de Maas’tricht (ou Tratado da União •
Europeia), Holanda – 1992 – Inglaterra, Irlan-
da, França, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Ale-
manha, Dinamarca, Portugal, Espanha, Itália e
Grécia;
fim das restrições à livre circulação de pesso- •
as, mercadorias, serviços e capitais (a partir de
01/01/1993);
adoção do Euro (moeda comum); •
organização do Banco Central Europeu (BCE); •
política externa comum; •
desintegração do comunismo internacional; •
formação dos megamercados; •
disparidade Norte–Sul; •
advento das sociedades pós-industriais; •
realização da ECO-92 no Rio de Janeiro; •
aumento do acesso aos conhecimentos e in- •
tegração cultural com o advento tecnológico
(computador, Internet principalmente);
Guerra do Golfo (ex-URSS apoia os EUA). •
Brasil Colônia
Periodização da história do Brasil
A História do Brasil pode ser dividida em três gran-
des períodos:
1500 • a 1822: Brasil Colonial (nosso país en-
quanto colônia de Portugal);
1822 • a 1889: Brasil Imperial (início do perío-
do independente no qual se manteve o regime
monárquico);
1889 • aos dias de hoje: Brasil Republicano (pe-
ríodo no qual se adotou o regime republicano).
Antecedentes da “Descoberta”
Grandes navegações
Causas:
busca por riquezas (metais preciosos); •
busca de acesso direto ao Oriente. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
53
História
Pioneirismo português
Precoce centralização • .
Guerra de Reconquista da Península Ibérica: ex- •
pulsão dos muçulmanos.
Origens: • Condado Portucalense.
Reino de Portugal: • Dinastia de Borgonha.
Revolução de Avis • (1383-1385): centralização
precoce do Estado português com a derrota de
Castela (Batalha de Aljubarrota) e aliança dos
comerciantes com o rei D. João, o mestre de Avis.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Batalha de Aljubarrota.
Após a Revolução de Avis: •
incentivo às navegações; a)
desenvolvimento das ciências náuticas (Es- b)
cola de Sagres).
Etapas das Grandes Navegações Portuguesas
1415: Conquista de Ceuta.
1434: Gil Eanes passa o Cabo do Bojador.
1488: Bartolomeu Dias chega ao Cabo das Tor-
mentas.
1493: Bula Inter Coetera.
1494: Tratado de Tordesilhas.
1498: Vasco da Gama passa pelo Cabo da Boa Es-
perança (antigo Cabo das Tormentas) e chega às
Índias.
1500: Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.
Tratados entre Portugal e Espanha
Bula Inter Coetera • (1493): divisão do Oceano
Atlântico a partir de 100 léguas de Cabo Ver-
de. As terras ocidentais seriam da Espanha e
orientais de Portugal. O Papa Alexandre VI foi o
intermediário. Não foi aceito por Portugal.
Tratado de Tordesilhas (1494) • : divisão do Oce-
ano Atlântico a partir de 370 léguas de Cabo
Verde. As terras a oeste seriam da Espanha e
a leste de Portugal. Por este acordo, parte do
território brasileiro (ainda não “descoberto”
oficialmente) pertencia a Portugal.
Período Pré-Colonial (1500-1530)
Período no qual Portugal não empreendeu a colo-
nização efetiva do Brasil.
Pau-Brasil • : produto explorado pelos portugue-
ses (madeira utilizada como corante na Europa).
Extraído na Mata Atlântica entre os territórios
atuais do RN ao RJ.
Feitorias • : entrepostos comerciais fortificados.
Serviam tanto de depósito para a madeira ex-
traída como para proteção do território.
Escambo • : utilização da mão-de-obra indígena
para o corte e o transporte da madeira. Em tro-
ca, os nativos recebiam produtos como colares,
espelhos (“quinquilharias”).
A propriedade das terras brasileiras era da Co- •
roa Portuguesa, logo a extração de pau-brasil
era monopólio real (estanco).
As primeiras expedições exploradoras
Objetivo: explorar o território e desalojar invaso-
res estrangeiros (principalmente franceses) da costa
do Brasil.
Gaspar de Lemos (1501) e Gonçalo Coelho •
(1503).
Cristóvão Jaques (1516 e 1526). •
A ameaça francesa
A França foi a maior ameaça que Portugal e •
Espanha enfrentaram para consolidar seus do-
mínios no Novo Mundo por não reconhecer o
Tratado de Tordesilhas.
Os franceses invadiram por diversas ocasiões a •
área, além de praticarem pirataria no comércio
do pau-brasil.
1555 e 1560: • Primeira Invasão Francesa. Fran-
ça Antártica, na região do Rio de Janeiro.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
54
História
1612 e 1615: • Segunda Invasão Francesa. Fran-
ça Equinocial, uma nova invasão foi feita, dessa
vez no Maranhão.
Sociedade Indígena
Organizados em tribos. •
Práticas de agricultura e caça. •
Rituais antropofágicos em algumas tribos indí- •
genas.
“Guerra Justa”: sempre que indígenas fizessem •
resistência ao catolicismo e domínio português,
seria justo que houvesse guerra contra estes.
Sistema de Capitanias Hereditárias
(1532-1548)
Causa: ameaça constante de invasão, sobretu- •
do dos franceses gera a necessidade de prote-
ção ao território.
Sistema realizado anteriormente nas Ilhas •
Atlânticas.
Sistema administrativo descentralizado. •
Donatários: pequenos comerciantes e peque- •
na nobreza. Inicialmente o território deveria
ser dividido entre 12 donatários.
Brasil foi dividido em 15 capitanias. •
Carta de Doação: documento no qual o donatá- •
rio recebia as terras.
Sistema de Forais: leis que organizavam a vida •
na colônia.
Sesmarias: o donatário poderia subdividir sua •
capitania em lotes menores e conceder para
terceiros a produção nestas áreas.
Sistema fracassou por falta de recursos dos do- •
natários.
Duas capitanias prosperaram: São Vicente •
(Martim Afonso de Souza) e Pernambuco (Du-
arte Coelho), devido principalmente a um acú-
mulo prévio de capital destes donatários.
Sistema de Governos-gerais
(1548-1580)
Causa: início da disputa com outras potências •
pela posse das Índias, gerou a necessidade de
uma nova área a ser explorada.
Como o sistema de Capitanias Hereditárias fra- •
cassou, foi preciso implantar outro mecanismo
administrativo.
Sistema administrativo centralizado. •
Recursos para o desenvolvimento da cana-de- •
açúcar vem de aliança com a Holanda.
Holanda ganha o direito de revender o açúcar •
produzido no Brasil na Europa e em troca fi-
nancia o início do cultivo na colônia.
Mão-de-obra utilizada na produção de açúcar: •
escravo africano.
Razão para o uso de mão-de-obra escrava: alta •
lucratividade do tráfico negreiro.
Governador-geral é escolhido pelo rei. •
Governador-geral é auxiliado por três funcioná- •
rios: Ouvidor-Mor (justiça), Capitão-Mor (defe-
sa) e Provedor-Mor (fazenda).
Funcionários são escolhidos nas câmaras munici- •
pais, que eram compostas pelos chamados “ho-
mens bons” (ricos, brancos e cristãos).
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Pintura de Debret retratando uma pequena moenda no período
colonial.
Principais Governadores-gerais
a) Tomé de Souza (1549-1553)
Fixou a capital da colônia em Salvador (ponto •
estratégico geograficamente).
Vinda dos jesuítas para o Brasil. Principais objeti- •
vos: catequizar os nativos para impedir o avanço
do protestantismo na colônia, subordinar e im-
pedir a escravização dos índios.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
55
História
b) Duarte da Costa (1553-1558)
Conflitos com os colonos sobre a escravização •
dos índios.
Fundação de São Paulo pelos padres José de •
Anchieta e Manuel da Nóbrega.
Invasão dos franceses no Rio de Janeiro (França •
Antártica).
c) Mem de Sá (1558-1572)
Expulsou os franceses da região do Rio de Ja- •
neiro.
Estácio de Sá fundou o Rio de Janeiro (proteção •
do território).
1572-1578: Na tentativa de melhorar a adminis- •
tração, Brasil dividido em dois governos gerais;
Norte (capital em Salvador) Sul (capital no Rio
de Janeiro).
O tráfco negreiro
O tráfico acontecia através do chamado “Co- •
mércio Triangular”.
O rei vendia a concessão de tráfico a comercian- •
tes portugueses. Estes vendiam manufaturados
no nordeste brasileiro. Levavam tabaco e cacha-
ça do Brasil para a África, onde faziam escambo
por escravos. Vendiam estes no nordeste e com-
pravam cana-de-açúcar para levar a Portugal.
Origem do tráfico negreiro: Ilhas Atlânticas. •
Resistência à escravidão
Inúmeras foram as maneiras que os negros en- •
contraram para resistir à escravidão: fugas, sui-
cídios, revoltas, assassinatos de senhores.
Mecanismo mais conhecido de resistência: for- •
mação de quilombos.
Quilombo: sociedade organizada por negros •
fugidos, podendo contar também com índios
e brancos pobres.
Maior quilombo: Quilombo de Palmares (Serra •
da Barriga, Alagoas), organizado durante a in-
vasão holandesa em Pernambuco, líder Zumbi.
Palmares foi destruído pelos bandeirantes, sob •
a liderança de Domingos Jorge Velho.
Economias complementares
a) Tabaco
2. •
o
produto em importância colonial.
Produzido na Bahia. •
Usado para escambo de escravos africanos. •
Mão-de-obra utilizada: geralmente escrava •
africana.
b) Algodão
Até o século XVIII era produzido apenas para •
consumo interno. Mão-de-obra utilizada era a
indígena.
A partir do século XVIII o produto passou a ser •
exportado para a Inglaterra, tornando-se um
produto de alta lucratividade. A mão-de-obra
utilizada passou a ser a escrava africana.
c) Gado
Até o século XVII a criação acontecia no enge- •
nho (litoral).
Usado para alimento e tração. •
Alvará de 1696: proibia a criação de gado a me- •
nos de 100 léguas do litoral.
Ajuda na interiorização do território pelos por- •
tugueses.
Formação do “rio dos currais” (rio São Francisco). •
A União Ibérica (1580-1640)
Período também conhecido como “Domínio •
Espanhol”, “Domínio Habsburgo” ou “Domínio
Filipino”.
Morre D. Sebastião (Portugal) na batalha de • Al-
cácer Quibir contra muçulmanos no norte da
África.
D. Sebastião - rei jovem que não deixa herdei- •
ros diretos.
Origem do “Mito do Sebastianismo” – a crença •
de que D. Sebastião iria retornar.
1578: assume o trono português o cardeal D. •
Henrique (tio de D. Sebastião).
1580: morte de D. Henrique. Fim da dinastia de •
Avis.
Assume o trono de Portugal Filipe II, rei da Es- •
panha.
“Juramento de Tomar”: a Coroa portuguesa se- •
ria da Espanha, mas as colônias continuariam
sendo governadas por Portugal.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
56
História
“Derecho/Práctica de Asiento”: direito que os •
portugueses adquiriram de comercializar nos
portos espanhóis.
“Ordenações Filipinas”: leis espanholas que va- •
leriam para Portugal. O Brasil foi dividido em:
estado do Maranhão (capital São Luís) e em es-
tado do Brasil (capital Salvador).
As invasões holandesas
Origem: guerra de independência das Provín- •
cias Unidas contra a Espanha.
Trégua de 12 Anos: na prática foi o reconheci- •
mento da independência da Holanda.
Durante a guerra, a Espanha proibiu Portugal •
de comercializar com a Holanda.
Holanda cria duas Companhias de Comércio para •
invadir novas áreas: Cia. de Comércio das Índias
Orientais (1602) e Cia. de Comércio das Índias
Ocidentais (1621).
a) Salvador (1624-1625)
Elite colonial não conseguiu resistir ao início da •
invasão
Administração holandesa rígida: proibição do •
catolicismo, desapropriação de engenhos e co-
brança de altos impostos.
Guerra contra a Holanda: senhores de engenho •
+ membros da Igreja Católica.
“Jornada dos Vassalos”: apoio de esquadra •
luso-espanhola.
Holandeses são expulsos de Salvador. •
b) Pernambuco (1630-1654)
3 fases: •
1.
a
– Guerras de Resistência (1630-1637).
Portugueses lutam contra o domínio holan- •
dês.
“Companhias de Emboscadas”: tropas por- •
tuguesas fixas no Arraial do Bom Jesus. Rea-
lização de ataques rápidos contra os holan-
deses.
Traição de Calabar. •
2.
a
– Governo de Maurício de Nassau (1637-
1644)
Visa conquistar o apoio da elite colonial. •
Liberdade religiosa (vinda de judeus e constru- •
ção de duas sinagogas em Recife).
Empréstimos para senhores reconstruírem os •
engenhos que haviam sido destruídos durante
a guerra de resistência.
Isenção de impostos sobre a cana-de-açúcar. •
Favoreceu a vinda de artistas, naturalistas e le- •
trados para Pernambuco.
Construiu a “Cidade Maurícia” (réplica de Ams- •
terdã)
Urbanização de Recife (nova capital de Pernam- •
buco).
Expande o domínio holandês até o Maranhão. •
Holanda invade possessões portuguesas na África •
(Guiné e Angola).
Holanda controla o tráfico negreiro, cortando o •
envio ao Brasil português.
Aumento das Bandeiras de Apresamento. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Palacete da Boa Vista, construído por Maurício de Nassau. Gravura
baseada em desenho original de Frans Post.
3.
a
– Fim da Invasão Holandesa (1644-1654).
Contexto externo: fim da União Ibérica. •
Trégua de Dez Anos: Portugal e Holanda fa- •
zem pacto de não-agressão.
Portugal retoma tráfico negreiro com Angola. •
Holanda se envolve em guerra com a Ingla- •
terra. Necessidade de mais lucros vindos do
Brasil.
Maurício de Nassau se nega em aumentar •
exploração, pois acredita que isso colocará a
elite colonial contra os holandeses.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
57
História
Nassau é retirado do Brasil e uma nova admi- •
nistração enviada.
Novos administradores: proíbem o catolicismo, •
cobram empréstimos feitos por Nassau e co-
bram altos impostos.
Insurreição Pernambucana: expulsão dos ho- •
landeses do Brasil.
Holanda vai produzir açúcar nas Antilhas, ge- •
rando a 1.
a
crise açucareira de Portugal.
Crise comercial portuguesa
Guerra de Restauração: guerra contra a Espa- •
nha para acabar com a União Ibérica.
Início da dinastia de Bragança. •
Gastos nos conflitos contra a Holanda. •
Soluções para a Crise
a) Aliança com a Inglaterra
Realização de tratados pelos quais Portugal foi •
se estabelecendo em uma situação de depen-
dência do capital britânico.
Tratado de Methuen ou Tratado de Panos e Vi- •
nhos (1703): Portugal concede isenção alfande-
gária para manufaturas Inglesas e em contra-
partida a Inglaterra diminui os tributos para o
vinho português.
b) Apoio ao bandeirantismo
Bandeirante: colono da região de São Paulo •
que, por estar em área econômica secundária,
busca a sobrevivência por outros meios.
As bandeiras aconteciam por diferentes ra- •
zões:
Bandeiras de Apresamento • – caça de ín-
dios para serem comercializados e utilizados
como mão-de-obra escrava, sobretudo du-
rante as invasões holandesas.
Bandeiras de Ouro/Prospectores • : procura
por ouro no território. Foram os responsá-
veis pelo início da interiorização do domínio
português no Brasil.
Sertanistas de Contrato • : atuavam como
mercenários no combate a tribos indígenas
inimigas de Portugal, em rebeliões e contra
formação de quilombos.
c) Centralização administrativa colonial
Criação do Conselho Ultramarino – órgão situa- •
do em Portugal que era encarregado exclusiva-
mente da administração das colônias.
Criação das Companhias de Comércio do Ma- •
ranhão e do Brasil – visavam estabelecer mo-
nopólio comercial para aumentar a exploração
sobre a colônia.
Economia do ouro no Brasil Colonial
(século XVIII)
Características
Local: região das Minas Gerais. •
Divisão do território em Datas: fornecidas se- •
gundo o número de escravos.
Formas de extração: lavra (grande extração) e •
faiscação (individual, sem escravos).
No Brasil, houve a predominância de ouro •
de aluvião (fácil extração, mas esgota muito
rápido).
Auge da mineração: entre 1720 a 1750. •
Nova capital: Rio de Janeiro (maior controle so- •
bre o contrabando).
Onda migratória para a região das Minas (de •
Portugal e de outras regiões do Brasil).
Formação de um mercado interno articulado •
(importância da feira de Sorocaba, SP).
Escravo de ganho: escravos usados por seus se- •
nhores para trabalhos diversos nas vilas.
Intendência das Minas: órgão criado para con- •
trolar a extração do ouro. Possuía completa
autonomia em relação a outras autoridades
coloniais.
Criação do “Caminho Novo” que ligava o Rio de •
Janeiro a Minas Gerais.
Dragões das Gerais: tropas usadas na segurança •
da região do ouro.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
58
História
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Vila Rica (atual Ouro Preto).
Formas de cobrança de impostos
O Quinto – nas Casas de Fundição o ouro de- •
veria ser fundido, retirado 1/5 para a Coroa,
transformado em barra e selado.
Taxa de Capitação – imposto cobrado sobre o •
número de escravos dos mineradores.
Sistema de Fintas – pagamento de 30 arrobas •
por ano (1 arroba = ± 15kg).
Sistema Conjugado – Casas de fundição e pa- •
gamento anual de 100 arrobas de ouro por vila.
Se as cotas não fossem pagas, toda a popula-
ção ficaria sujeita à derrama (cobrança forçada
para completar as 100 arrobas). Imposto criado
por Marquês de Pombal.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Extração de ouro de aluvião.
Distrito Diamantino
Região que sofreu a forma mais extrema de •
opressão colonial.
Inicia com o mecanismo de “concessão e con- •
trato”.
Marquês de Pombal decreta a área como “mo- •
nopólio real”.
Declínio da mineração
Esgotamento do ouro de aluvião. •
Necessidade de maior tecnologia para extração •
do ouro.
Rei volta a fazer investimentos na agricultura. •
Período conhecido como “renascimento da
agricultura”.
Período Pombalino (1750 – 1777)
Período de decadência da mineração. •
Marquês de Pombal foi ministro do rei José I e é •
considerado um “Déspota Esclarecido”.
Reformas pombalinas
Fim da divisão do território em Capitanias He- •
reditárias.
Reunificação administrativa. •
Diminui o poder do Conselho Ultramarino. •
Transfere a capital para o Rio de Janeiro. •
Criação da Cia. Geral de Comércio do Grão-Pa- •
rá e Maranhão e da Cia. Geral de Comércio de
Pernambuco e Paraíba.
Elevou o Brasil a Vice-Reino. •
Proíbe a escravização indígena (visando conso- •
lidar o domínio português nas fronteiras).
Incentiva casamentos entre brancos e índios. •
Expulsa os jesuítas do território português (“Es- •
tado dentro do Estado”).
Cria o “Subsídio Literário” para sustentar o en- •
sino laico.
Libera a produção manufatureira no Brasil e a •
incentiva em Portugal (autonomia econômica
frente à Inglaterra).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
59
História
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Marquês de Pombal.
Governo de D.
a
Maria I
Conhecida como “A Viradeira” ou “A Louca”. •
Sucedeu ao rei D. José I. •
Demitiu Pombal e encerrou com sua busca de •
autonomia frente à Inglaterra.
Alvará de 1785: anti-industrial. Brasil foi nova- •
mente proibido de fazer manufaturas.
Rebeliões coloniais
Guerra dos Tamoios (1556-1567)
Tamoios: aliança de povos indígenas da região •
do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Líderes da Confederação dos Tamoios: Tupi- •
nambás.
Tupinambás lutam contra escravização indíge- •
na imposta por Brás Cubas (governante da ca-
pitania de São Vicente).
Guaianases se aliam aos portugueses na luta •
contra os tupinambás (rivalidade histórica en-
tre as tribos).
Tupinambás se aliam aos franceses (desejavam •
invadir o Brasil).
Resultados: dizimação dos Tamoios e amplia- •
ção da escravização indígena.
Guerra dos Bárbaros (1683-1713)
Local: Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Nor- •
te e Paraíba.
Rebelião indígena contra o domínio português. •
Combatida por bandeirantes liderados por •
Domingos Jorge Velho e Matias Cardoso de
Almeida.
Guerra dos Emboabas (1707-1709)
Emboaba: “pés-de-pena”. Forma como os pau- •
listas denominavam aos forasteiros (referência
ao uso de sapato).
Paulistas X Emboabas •
Causa: paulistas desejavam obter o controle do •
comércio na região das Minas.
Resultados: paulistas são derrotados e ao parti- •
rem descobrem ouro em Goiás e Mato Grosso.
Revolta de Beckman (1684)
Local: Maranhão. •
Antecedentes: •
dificuldade de elite local escoar produção e •
obter gêneros da Metrópole;
criação da Companhia de Comércio traz a •
elevação dos preços e monopólio na venda
de escravos na região.
Causa: luta contra a presença da Companhia de •
Comércio no Maranhão.
Líderes: irmãos Beckman (Manuel e Tomás). •
Resultados: revolta esmagada e líderes execu- •
tados.
Guerra dos Mascates (1710-1711)
Local: Pernambuco. •
Olinda (senhores de engenho) X Recife (comer- •
ciantes).
Mascate: nome pejorativo dado aos comerciantes. •
Antecedente: antes da invasão holandesa no •
Brasil, Recife era subordinado a Olinda. Com
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
60
História
as invasões e as modificações trazidas, Recife
tornou-se um importante centro comercial.
Causa: desejo dos comerciantes de Recife de al- •
cançarem autonomia político-administrativa.
Comerciantes recebem apoio de Portugal. •
Vitória de Recife (elevado à categoria de vila). •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Representação de um mascate com seus escravos.
Rebelião de Filipe dos Santos (1720)
Local: Vila Rica. •
Causa: revolta contra a cobrança do Quinto e •
instauração das Casas de Fundição.
Líder: Filipe dos Santos. •
Resultados: •
repressão ao movimento; •
esquartejamento do líder Filipe dos Santos. •
Inconfdência Mineira (1789)
Antecedente: apesar de haver um total esgo- •
tamento do ouro de aluvião, foi o período de
maior arrocho da Metrópole sobre a área.
Causa: cobrança da Derrama. •
Influências: Iluminismo e Independência dos •
Estados Unidos.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Bandeira da Inconfidência.
Pontos importantes do programa dos inconfi- •
dentes:
sentimento anticolonialista (consciência •
de que estão sendo explorados);
proclamação de República; •
capital: São João del Rei; •
criação de universidade em Vila Rica; •
liberação de manufaturas; •
criação de uma fábrica de pólvora; •
criação de uma milícia nacional de cidadãos •
(serviço militar obrigatório);
criação de parlamentos locais e um central; •
libertar os escravos nascidos no Brasil; •
Participantes: elite de Minas Gerais, poetas ár- •
cades, religiosos e membros da tropa local.
Resultados:
participantes são presos antes que a revolta •
aconteça;
todos os membros da revolta são perdoados •
pela Coroa, com exceção de Tiradentes;
execução de Tiradentes: deveria servir de exem- •
plo para os demais.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Representação de Tiradentes comparando-o a Jesus Cristo.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
61
História
Conjuração Carioca (1794)
Elite burocrata do Rio de Janeiro organiza en- •
contros para debates políticos na “Sociedade
Literária”.
Influência: Iluminismo. •
Resultado: membros da Sociedade Literária são •
presos, mas não há provas para condená-los.
Inconfdência Baiana/
Revolta dos Alfaiates (1798)
Antecedente: divulgação de ideais iluministas •
pela sociedade maçônica “Cavaleiros da Luz”.
Influência: Iluminismo e Revolução Francesa. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Bandeira da Conjuração.
Participantes: camadas populares. •
Pontos importantes do programa: •
liberdade de comércio; •
proclamação de República; •
abolição da escravatura; •
geração de justiça social. •
Resultado: os participantes são presos antes •
que o movimento aconteça e muitos são con-
denados à morte.
João de Deus.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Lucas Dantas.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Manuel Faustino.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Luís Gonzaga das Virgens.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Líderes da Conjuração
O processo de independência
(1808-1822)
A vinda da Família Real para o Brasil
(1808-1821)
Antecedente: Bloqueio Continental – qualquer •
país que comercializasse com a Inglaterra seria
invadido por Napoleão Bonaparte.
Causa: D. João VI, sob pressão inglesa, rompe •
com o Bloqueio Continental ocasionando a ne-
cessidade de fuga de Portugal.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Fuga da Família Real portuguesa.
Política de D. João VI no Brasil
Abertura dos Portos às Nações Amigas de Por- •
tugal e Algarves (1808).
Alvará 1. •
o
de abril (1808) – liberação da produ-
ção manufatureira no Brasil.
Tratado de Navegação e Comércio (1810) – de- •
finição de impostos alfandegários.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
62
História
Invasão da Guiana Francesa. •
Anexação da Província da Cisplatina. •
Criação do Banco do Brasil. •
Fundação da Biblioteca Nacional. •
Legalização da imprensa. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
D. João VI.
Consequências do Congresso de Viena
(1815)
Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e •
Algarves.
Aumento da oposição da elite portuguesa às •
práticas de D. João VI no Brasil.
Revolução Pernambucana (1817)
Causas: •
queda do preço do açúcar e do algodão; •
altos preços das mercadorias vendidas por Por- •
tugal na região;
luta contra a exploração portuguesa. •
Influência: Iluminismo. •
Propagação de ideais: Areópago de Itambé e Se- •
minário de Olinda.
Projeto: Proclamação de República (modelo •
dos Estados Unidos).
Líderes: Domingos José Martins, Antônio Car- •
los de Andrada e Silva e Frei Caneca.
Adesão da Paraíba, Alagoas, Ceará e Rio Gran- •
de do Norte.
Resultado: tropas reprimiram o movimento. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Bandeira da Revolução Pernambucana.
Revolução do Porto (1820)
Elite comercial de Portugal contra as medidas •
de cunho liberal de D. João VI no Brasil.
Demandas: •
volta imediata de D. João VI a Portugal: •
criação de uma Assembleia Nacional Consti- •
tuinte;
implementação de monarquia constitucional; •
recolonização do Brasil. •
Resultados: •
devido às pressões das Cortes, D. João volta •
para Portugal;
D. Pedro fica no Brasil como príncipe regente. •
A Independência (1822)
Elite colonial do Brasil + D. Pedro X Cortes de •
Portugal
O Dia do Fico: resposta de D. Pedro diante das •
pressões das Cortes portuguesas que exigiam
seu retorno imediato.
O Cumpra-se: considerado como o início da so- •
berania nacional brasileira. Enfrentamento de
D. Pedro às ordens das Cortes portuguesas.
O Grito do Ipiranga: declaração da Indepen- •
dência do Brasil.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
63
História
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
O Grito do Ipiranga.
Brasil Império
I Império (1822-1831)
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Bandeira do Brasil Império.
Reconhecimento da
Independência do Brasil
Acordos para o reconhecimento da indepen- •
dência do Brasil:
Estados Unidos – foi o primeiro país a reco- •
nhecer a independência do Brasil, devido à
“Doutrina Monroe” (“América para os Ame-
ricanos”);
Inglaterra – reconheceu a independência por •
possuir interesses comerciais no país;
Portugal – “Tratado de Paz e Amizade” – o •
Brasil deveria pagar uma indenização a Por-
tugal e dar a D. João VI o título honorário de
Imperador. Brasil faz dívida com a Inglaterra
para poder pagar Portugal;
Outros países: recebem uma diminuição nos •
impostos alfandegários para 15% sobre os
produtos.
Quadro econômico
Período marcado por crise econômica. •
Independência não alterou a estrutura de pro- •
dução da época colonial (latifundiária e basea-
da no uso de mão-de-obra escrava africana).
Principais produtos: •
café – em crescimento. Ainda não é o princi- •
pal produto da pauta de exportação;
açúcar – forte concorrência externa (Cuba, •
Jamaica e produção de açúcar de beterraba
na Europa);
Tabaco – queda na produção devido às pres- •
sões inglesas contra o tráfico negreiro;
Pecuária – forte concorrência platina. •
Auge da crise econômica: falência do Banco do •
Brasil (fundos saqueados por D. João VI ao vol-
tar para Portugal).
Quadro político
Disputas políticas: •
Partido Português (PP) – elite comercial por- •
tuguesa. Deseja que D. Pedro tenha plenos
poderes;
Partido Brasileiro (PB) – elite agrária brasileira. •
Quer limitar os poderes de D. Pedro (apoiam
D. Pedro para que a independência seja con-
cretizada);
Liberal Radical (LR) – camadas médias. Tem •
influência de ideais democráticos.
Convocação da Assembleia Nacional Consti- •
tuinte (fazem projeto conhecido como “Cons-
tituição da Mandioca”).
Principais aspectos da Constituição da Man- •
dioca:
voto censitário; •
soberania nacional; •
limitações ao Executivo; •
“Noite da Agonia” (aumento das tensões entre •
PB e PP).
Dissolução da Assembleia Nacional Consti- •
tuinte.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
64
História
PB é afastado do poder. Oposição da elite brasi- •
leira a D. Pedro I.
Predomínio político do PP. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Sede da Assembleia Constituinte (RJ) – cenário
da “Noite da Agonia”.
Constituição de 1824: •
outorgada; •
voto censitário; •
existência de 4 poderes (Executivo, Legislati- •
vo, Judiciário e Poder Moderador);
concentração de poderes nas mãos de D. Pe- •
dro I (Executivo e Moderador);
criação do Conselho do Estado (órgão de as- •
sessoria ao Imperador);
catolicismo – religião oficial; •
presidentes de província indicados pelo im- •
perador.
Imperador
Supremo Tribunal
de Justiça
Poder Judiciário
Poder
Moderador
Conselho de
Estado
Presidentes de
Províncias
Conselhos
Provinciais
Poder
Executivo
Poder Legislativo
Assembleia Geral
Câmara dos
Deputados
Senado
Organograma de poder no Brasil.
Confederação do Equador (1824)
Local: Pernambuco. •
Causas: •
contra o excesso de centralização política de •
D. Pedro I dado na Constituição de 1824;
contra a indicação do presidente de provín- •
cia.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Bandeira da Confederação do Equador. Obser-
ve os ramos de algodão e açúcar.
Líder: frei Caneca. •
Projeto: •
desvinculação do poder imperial; •
governo representativo e republicano; •
federalismo. •
Adesões: Ceará, Rio Grande do Norte e Para- •
íba.
Movimento fortemente reprimido pelo poder •
central.
Guerra da Cisplatina (1825-1828)
Argentina (“Províncias Unidas do Rio da Prata”) •
invade a Cisplatina para ajudar levante local
(Lavalleja) X Brasil.
Brasil X Argentina •
Intermédio diplomático da Inglaterra. •
Formação dos 33 Orientales (luta da Cisplatina •
pela própria independência).
Brasil e Argentina concedem a independência •
para a Cisplatina.
Formação da “República Oriental del Uru- •
guay”.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
65
História
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Juramento dos 33 Orientales.
Abdicação de D. Pedro I
Crise sucessória em Portugal. •
Assassinato do jornalista de oposição Líbero •
Badaró.
Noite das Garrafadas. •
Carta de Abdicação de D. Pedro I.
Usando do direito que a Constituição me conce-
de, declaro que hei muito voluntariamente ab-
dicado na pessoa de meu muito amado e preza-
do filho o Senhor D. Pedro de Alcântara. – Boa
Vista, sete de abril de mil oitocentos e trinta e
um, décimo da Independência e do Império.
Pedro.
O período regencial (1831-1840)
Elite brasileira chega ao poder pela primeira •
vez.
Governos atuantes até que D. Pedro II atinja a •
maioridade.
Café (Vale do Paraíba, Rio de Janeiro). •
Regência Trina Provisória (1831)
Duração de 3 meses. •
Assembleia Geral elege regentes em caráter •
permanente.
Regência Trina Permanente (1831-1834)
Regentes: José da Costa Carvalho, João Bráulio •
Muniz e Brigadeiro Francisco de Lima e Silva.
Maior força política: Ministro da Justiça – padre •
Diogo Antônio Feijó.
Período de “Avanço Liberal”. •
Criação da Guarda Nacional: •
força armada organizada pelas elites locais; •
origem do coronelismo. •
Criação do Código do Processo Criminal: •
autonomia judiciária aos municípios; •
ampliação de poderes do juiz de paz. •
Ato Adicional à Constituição: •
criação das Assembleias Provinciais; •
abolição do Conselho de Estado; •
regência trina foi transformada em una e •
novo regente escolhido pelo voto direto e
censitário.
Regência Una (1834-1840)
Governo de Padre Diogo Feijó
marcado pelo início de diversas rebeliões no •
Brasil;
renuncia devido às pressões dos conservadores. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Padre Feijó.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
66
História
Governo de Araújo Lima
“Recuo Conservador”; •
fim das reformas que visavam dar maior auto- •
nomia para as províncias;
busca sufocar as rebeliões; •
Lei de Interpretação do Ato Adicional – retira •
atribuições das províncias.
Rebeliões Regenciais
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Revoltas no período regencial.
A Cabanagem (1835-1840)
Local: Grão-Pará. •
Disputas entre elite local sobre a nomeação do •
presidente de província abre espaço para uma
rebelião popular.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Representação de um Cabano.
Participantes: negros, índios e mestiços. •
Cabano: população ribeirinha. •
Líderes: Francisco Vinagre e Malcher. •
Governo cabano em Belém. •
Movimento esmagado. •
A Cabanada (1832-1835)
Local: Pernambuco. •
Movimento popular (índios e escravos fora- •
gidos).
Objetivo: retorno de D. Pedro I ao poder. •
Líder: Vicente de Carvalho. •
Com a morte de D. Pedro I o movimento perde •
força e é desarticulado.
O levante dos Malês (1835)
Local: Bahia. •
Malê: escravo africano adepto ao islamismo. •
Projeto: governo malê na Bahia. •
São denunciados e facilmente a revolta é es- •
magada.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
A Revolta dos Malês.
A Sabinada (1837-1838)
Local: Bahia. •
Rebelião contra o poder central. •
Causa: pobreza e queda do preço do açúcar. •
Participantes: camadas médias. •
Líder: Francisco Sabino. •
Resultado: movimento esmagado. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
67
História
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Representação de um membro da camada média baiana.
A Balaiada (1838-1841)
Local: Maranhão. •
Disputas entre elite local abre espaço para uma •
rebelião popular.
Participantes: negros, índios e mestiços. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Fabricantes de balaios.
Não foi um movimento unificado ideologica- •
mente.
Principal líder: Francisco dos Anjos Ferreira, o •
Balaio.
Forte repressão de Luís Alves de Lima e Silva – •
futuro duque de Caxias.
A Revolução Farroupilha (1835-1845)
Local: Rio Grande do Sul. •
Participantes: elite RS (charqueadores e pecu- •
aristas).
Causas: •
insatisfação com a cobrança de impostos na •
região;
insatisfação com a indicação do presidente •
de província.
Líderes: Bento Gonçalves, General Neto e Davi •
Canabarro.
Objetivo: proclamação de República. •
Resultado: Tratado de Ponche Verde – farrapos •
ganham benefícios pelos quais lutavam e em
troca se rendem.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Carga de Cavalaria. Guilherme Litran.
Golpe da Maioridade (1840)
Interpretação forjada do Ato Adicional. •
Golpe: PL (Liberais). •
II Império (1840-1889)
Modifcações Políticas
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
D. Pedro II.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
68
História
Reforma no Código do Processo Criminal (maior •
hierarquia jurídica).
Restauração do Conselho de Estado. •
Instauração do Regime Parlamentar – “Parla- •
mentarismo às Avessas”.
Possibilidade de alternância no poder entre o •
PC e o PL.
Modifcações Econômicas
Tarifa Álves Branco (1844): •
aumento das taxas alfandegárias; •
medida protecionista; •
aumento no consumo de mercadorias na- •
cionais.
Abolição do Tráfico Negreiro: •
1822 – Inglaterra exige fim do tráfico para •
reconhecer a Independência do Brasil;
1831 – tráfico equiparado a ato de pirataria. •
“Lei pra Inglês Ver”;
1845 – Bill Aberdeen – Inglaterra passa a ter •
o direito de aprisionar os navios negreiros e
julgar os traficantes;
1850 – Lei Eusébio de Queirós – abolição de- •
finitiva do tráfico interatlântico de escravos.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Navio Negreiro. Repare as péssimas condições as quais as pessoas
eram submetidas.
Consequências: •
tráfico interno; •
“crise de Braços” – vinda de imigrantes para •
Oeste de São Paulo – difusão do trabalho as-
salariado;
transferência de capital para a industriali- •
zação.
desenvolvimento industrial brasileiro: •
associado ao capital inglês; •
Barão de Mauá – investimentos em ferrovias, •
eletricidade, bancos, Cia. de gás e outros.
Modifcações sociais
Sistema de imigração
Década de 1850: “Sistema de Parceria”: •
Cia. de Imigração do Senador Vergueiro; •
endividamento do imigrante (casa, viagem, •
comida, ferramentas etc.);
Revolta de Ibicaba/Revolta dos Parceiros. •
Pós-1870: “Imigração Subvencionada/Colo- •
nato”:
governo provincial de São Paulo paga via- •
gem e hospedagem;
imigrante recebe renda fixa e anual e renda •
pela quantidade de café colhido;
imigrante tem a permissão para usar terra •
para agricultura de subsistência (formação
de mercado local).
Lei de Terras (1850)
Terras só adquiridas pelo título de compra e •
venda.
favorece barões do café. •
A Praieira (1848-1850, PE)
Descontentamento das camadas médias com a •
concentração de poder PC/Elite PL.
Concentração de poder nas famílias Cavalcanti •
e Rego Barros.
Formação do “Partido Nacional de Pernambu- •
co” / “Partido da Praia”.
Luta pela imprensa: •
Diário de Pernambuco (PC)
X
Diário Novo (Praieiros)
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
69
História
“Quem viver em Pernambuco
Deve estar enganado
Que ou há de ser Cavalcanti
Ou há de ser cavalgado”.
Poema popular mostrando o descontenta-
mento com a concentração de poder em Per-
nambuco.
Praieiros boicotados por D. Pedro II – Guerra. •
Projeto: “Manifesto ao Mundo”: •
Voto livre e universal; •
Liberdade de imprensa; •
Garantia de trabalho; •
Parcialmente repúblicana; •
Influência da Primavera dos Povos (não são •
socialistas).
Não conseguem tomar Recife. •
Movimento esmagado. •
Guerra Brasil X Oribe e Rosas
Causa: formação dos Estados Nacionais no •
Prata.
Argentina: •
tentativa de centralização de Rosas (Buenos •
Aires) .
descontentamento político: províncias de Cor- •
rientes e Entre Rios.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Rosas.
Uruguai: •
“Grande Guerra”; •
Blancos • X Colorados;
Blancos • – opositores do Brasil;
Colorados • – favoráveis a uma aproximação
com o Brasil.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Oribe.
Oribe ( • Blanco) vence Rivera (Colorado) – apoio
de Rosas.
Aliança de Oribe + Rosas. •
Projeto de unificar Uruguai e Argentina. •
Guerra
Brasil + • Colorados + Artigas + Urquiza.
X
Oribe e Rosas.
Brasil vence. •
Resultados: •
retarda em uma década a consolidação polí- •
tica na Argentina;
tratados entre Brasil e Uruguai: beneficia •
Brasil.
Aumento da oposição dos • Blancos.
Influência na Guerra do Paraguai. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
70
História
Questão Christie (1861-1865)
Causas: •
Navio inglês encalha e é saqueado em Rio •
Grande – RS;
Dois oficiais ingleses fazem arruaça e são •
presos no Rio de Janeiro.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
O embaixador Christie em cima de um barril de
pólvora. Publicação: A Semana Ilustrada.
Embaixador Christie exige reparações brasileiras. •
Protestos da população do RJ. •
Brasil rompe relações diplomáticas com Ingla- •
terra.
Leopoldo I: dá ganho de causa ao Brasil. •
Guerra dos Muckers (1873)
Local: Rio Grande do Sul – Morro de Ferrabraz •
(Sapiranga).
Mucker • : “santo falso”/“fanático”.
Região afastada de imigração alemã. •
Movimento provocado pelo isolamento e po- •
breza.
Líderes: Jacobina, João Jorge Maurer, João Jor- •
ge Klein.
Discurso: “colonos seriam escolhidos para salvar •
outros colonos de um mundo corrompido”.
Conflito: duração de aproximadamente 1 mês. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
João Jorge Maurer e Jacobina.
Guerra do Paraguai (1865-1870)
Paraguai: modelo econômico voltado para •
mercado interno – ameaça de invasão argen-
tina.
Pequena propriedade. •
Estatização das terras. •
República ditatorial. •
Governantes paraguaios: •
Francia (1811-1840); •
Carlos Antônio López (1840-1862); •
Francisco Solano López (1862-1870). •
Antecedentes: •
Aliança Aguirre ( • Blanco) + Solano López.
Acordo de defesa mútua em caso de ameaça •
externa.
Brasil intervém no Uruguai favorável a Ve- •
nâncio Flores (Colorado).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
71
História
Guerra
Projeto Paraguai: •
formação “Grande Paraguai”/ “ Paraguai •
Maior”;
expansão territorial; •
Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai – •
apoio financeiro Inglaterra).
X
Paraguai.
1868: Argentina e Uruguai saem da guerra. •
Profissionalização do Exército brasileiro (Du- •
que de Caxias).
Formação dos “Voluntários da Pátria”. •
Vitória brasileira. •
Consequências para o Paraguai: •
perda de aproximadamente 40% do terri- •
tório;
pagamento de pesada dívida de guerra; •
Morte de cerca de 70% da população mas- •
culina.
I
E
S
D
E

B
r
a
s
i
l

S
.
A
.
Consequências para o Brasil: •
aumento da dívida externa; •
exército – carreira de prestígio para a classe •
média;
exército – abolicionista e republicano. •
Declínio do Império (1870-1889)
Questão Política
Formação do PRP. •
Conferência de cafeicultores em Itu (SP). •
Causa: falta de representação política (SP). •
Questão Religiosa
Bula Sylabus • : afastamento de maçons da Igreja
Católica.
Brasil: Padroado e Beneplácito. •
D. Pedro II não concede o beneplácito para Bula •
Papal.
Bispos de Olinda e Belém obedecem ao papa •
(são presos).
Ruptura da Igreja com o Imperador. •
Questão Abolicionista
Lei do Ventre Livre (1871): •
Projeto do Visconde de Rio Branco (Partido •
Conservador);
escravos nascido a partir dessa data seriam •
livres se o proprietário fosse indenizado pelo
Estado.
Entre 1882 e 1885: CE, AM e RS alforriaram es- •
cravos.
Lei dos Sexagenários (Saraiva-Cotegipe, 1885): •
escravos com 60 anos ou mais seriam libertos •
se o proprietário fosse indenizado pelo Estado.
Lei Áurea (1888): •
abolição definitiva da escravidão; •
sem proteção social ao escravo; •
elite escravista do RJ – “Republicanos do Dia •
Seguinte” / “Republicanos do 14 de maio”.
Questão Militar
Exército: Positivista. •
Exército: proibido de fazer oposição pela im- •
prensa ao Império.
RS: Jornal • A Federação – espaço para oposição
do Exército.
Deodoro da Fonseca – presidente de Província •
do RS (“preso”).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
72
História
Aumento da oposição Exército. •
D. Pedro II – perda da base de poder.
Golpe Militar – Proclamação da República.
Bandeira com lema positivista “ordem e pro- •
gresso”.
Brasil República
República da Espada (1889-1894)
Governo de Deodoro da Fonseca
(1889-1891)
Governo Provisório (1889-1891). •
Política do Encilhamento
Ministro Rui Barbosa. •
Prática emissionista. •
“Transformar o Brasil num lugar de negócios”. •
Desvalorização da moeda. •
Inflação. •
Crise econômica. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Agitações na Bolsa de Valores.
Constituição de 1891
Inspirada no modelo dos EUA. •
República representativa, federalista e presi- •
dencialista.
Divisão do território em 20 estados e 1 Distrito •
Federal.
Divisão em 3 poderes. •
Criação do “Estado de Sítio”. •
1. •
a
eleição: indireta.
Voto não-secreto – “Descoberto”. •
Eleição: fraude. •
Coronelismo. •
“Voto de cabresto”. •
“Curral eleitoral”. •
Domínio político de SP (maior poder econômi- •
co) e MG (maior n.
o
eleitores).
Governo Constitucional (1891)
Eleições para presidente: •
Deodoro (vence).
X
Prudente de Morais.
Eleições vice-presidente: •
Floriano Peixoto (vence).
X
Wandenkolk.
Crise econômica (Encilhamento)
Aumento de oposição a Deodoro da Fonseca.
Deodoro fecha o Congresso e declara Estado •
de Sítio.
Rebelião do Almirante Custódio José de •
Melo.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
73
História
Ameaça bombardear RJ. •
Deodoro da Fonseca renuncia. •
Governo de Floriano Peixoto (1891-1894)
“Marechal de ferro”. •
Reabre Congresso. •
Derruba governadores estaduais que apoiavam •
Deodoro.
Controle da especulação financeira – tabela- •
mento.
Busca conciliação com oligarquias. •
Manifesto dos 13 Generais (1892)
Exigem novas eleições para presidente. •
Floriano afasta oficiais. •
Revolta da Armada
Revolta na Marinha. •
Líder: Custódio José de Melo. •
Exigem novas eleições para presidente. •
Bombardeio da Bahia da Guanabara (RJ). •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Revolta da Armada.
Fogem para SC (Ilha do Desterro – Florianó- •
polis).
Revolução Federalista (1893-1895)
Local: Rio Grande do Sul. •
Durante o II Império, o PL era o partido hege- •
mônico no RS.
partido composto por charqueadores e pecua- •
ristas/ descentralização política.
PRR – Partido Republicano Rio-Grandense: •
propagação de ideias: • A Federação;
novos setores oligarcas; •
ideologia: Positivismo; •
governo autoritário/centralizado. •
Constituição Estadual (1891, escrita por Júlio de •
Castilhos):
Legislativo limitado; •
Executivo forte; •
permitida a reeleição do Presidente de Pro- •
víncia.
Congresso de Bagé (1892): •
contra a Constituição Estadual; •
contra retorno de Júlio de Castilhos; •
PL vira PF; •
estoura a guerra. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Júlio de Castilhos.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
74
História
Oposição Situação
Maragatos; •
PF; •
líderes: Gaspar •
Silveira Martins,
Joca Tavares, Gu-
mercindo Saraiva;
Gasparistas; •
parlamentarismo com •
forte poder central;
1893: união com •
revoltosos da
armada (SC);
oposição a Júlio de •
Castilhos e Flo-
riano Peixoto.
Pica-paus; •
PRR; •
Positivistas; •
líder: Júlio de •
Castilhos;
castilhistas; •
presidencialistas; •
vitória consoli- •
da PRR no RS.
República do Café com Leite
(1894-1930)
Presidentes da República Oligárquica: •
Prudente de Morais (1894-1898); •
Campos Sales (1898-1902); •
Rodrigues Alves (1902-1906); •
Afonso Pena (1906-1909); •
Nilo Peçanha (1909-1910); •
Hermes da Fonseca (1910-1914); •
Venceslau Brás (1914-1918); •
Delfim Moreira (1918-1919); •
Epitácio Pessoa (1919-1922); •
Artur Bernardes (1922-1926); •
Washington Luís (1926-1930). •
Organização político-econômica
política dos governadores: •
criada por Campos Sales; •
pacto entre o presidente da República e •
os governadores estaduais para garantir a
eleição de um legislativo favorável ao pre-
sidente;
legislativo e executivo com base política co- •
mum.
Comissão de Verificação de Poderes: •
regula resultados das eleições; •
comissão oficializava resultados. •
Coronelismo: •
elite dominante nos municípios; •
poder sobre os eleitores (curral eleitoral); •
uso de violência física (jagunços) e de favo- •
res (relação de compadrio);
maior curral – mais benefícios do governo •
estadual.
Política do Café com Leite: •
iniciada com Prudente de Morais; •
alternância SP e MG; •
não governavam sozinhos, era necessário •
harmonia entre as oligarquias.
Economia
Funding-Loan • (1898):
Campos Sales; •
“empréstimo de consolidação”; •
acordo com a Inglaterra; •
garantias: hipoteca da alfândega do RJ, hi- •
poteca Central do Brasil, fim das emissões
de moeda;
novos empréstimos; •
crise – quebra de bancos e empresas. •
Estímulo à industrialização: •
“Imposto de Consumo” para desestabilizar •
importações;
estímulo à produção interna. •
Convênio de Taubaté (1906, SP): •
Rodrigues Alves; •
política de valorização do café; •
governos estaduais compram excedente de •
café;
não soluciona. •
Surto Industrial Brasileiro. •
Antecedentes: Primeira Guerra Mundial: •
dificuldades de exportação/importação; •
valorização do café; •
criação do “Instituto do Café” (SP) – regular •
escoamento;
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
75
História
início da política industrial: substituição de •
importações;
governo de Venceslau Brás. •
Outros produtos: •
cacau (sul da Bahia): 4% da exportação; •
pecuária (sul): exportação para Europa na 1. •
a

GM;
algodão (1920, SP): mercado externo e inter- •
no;
açúcar (NE): processo de modernização com •
as usinas.
Borracha (Amazonas): – maior exportador do •
mundo (1890-1913):
símbolo da riqueza: Teatro Municipal de Ma- •
naus;
ocupação do Acre (busca seringueira); •
conflito com a Bolívia; •
resolução: Barão de Rio Branco; •
declínio: Inglaterra e Holanda fazem planta- •
ções na Malásia e Indonésia/ criação da bor-
racha sintética.
Serviço Nacional de Proteção ao Índio •
(1910):
Nilo Peçanha; •
criado por Cândido Rondon; •
luta pela demarcação de terras indígenas; •
atual Funai. •
Movimentos e rebeliões
da República Velha
Canudos (1896-1897)
Governo Prudente de Morais. •
Líder: Antônio Conselheiro. •
Movimento messiânico. •
Arraial de Canudos (margens do rio Vaza-Bar- •
ris).
Construção da cidade santa de Belo Monte. •
Comunidade relativamente próspera. •
Descontentes: Igreja Católica e grandes pro- •
prietários.
Guerra: Comunidade X Exército. •
Acusação: Antônio Conselheiro – monarquista. •
Forte resistência. •
População dizimada. •
Euclides da Cunha: escreve • Os Sertões.
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Ruínas de Canudos.
Revolta da Vacina (1904)
governo Rodrigues Alves. •
Programa do prefeito Pereira Passos: sanea- •
mento e melhoramento do porto do RJ.
População expulsa para periferia sem auxílio •
governamental – “Bota abaixo”.
Saneamento autoritário. •
Vacinação contra varíola obrigatória (Oswaldo •
Cruz).
Resultado: revolta dura uma semana – centro •
do RJ é devastado.
Contestado (1912-1916)
Governo Hermes da Fonseca. •
Contestado: divisa SC e PR. •
grandes madeireiras expulsam pequenos •
agricultores.
Estopim: construção da estrada de ferro (SP– •
RS).
Líder: monge José Maria. •
Defesa de uma sociedade igualitária e distribui- •
ção de terras.
Massacre da população. •
Sedição de Juazeiro (1914)
Governo Hermes da Fonseca. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
76
História
Ruptura do Café com Leite: •
Campanha Civilista
Rui Barbosa (SP + BA)
X
Hermes da Fonseca (RS + MG + Exército)
Vitória de Hermes da Fonseca. •
Campanha Salvacionista: derrubada de gover- •
nadores opositores ao governo de Hermes da
Fonseca.
Líder: Pe. Cícero (aliado da família Acioly). •
Pe. Cícero e fiéis organizam uma marcha para •
o RJ.
Revolta esmagada. •
Revolta da Chibata (1910)
Governo Hermes da Fonseca. •
Recrutamento para o Exército e Marinha: força- •
do/população pobre.
Condições: péssima alimentação e castigos fí- •
sicos.
Revolta na Marinha. •
Objetivo: fim dos castigos físicos e melhor ali- •
mentação.
Tática: ameaça de bombardear o RJ. •
Punição severa: fuzilamento ou trabalho força- •
do no Acre.
Conquistam alguns benefícios. •
O Cangaço
Movimento típico da República Velha. •
“Bandido social”. •
Não necessariamente contra dominantes ou re- •
volucionários.
Lampião (NE, 1920-1938): cangaço ganha for- •
ma conhecida.
Semana de Arte Moderna (1922)
Governo Epitácio Pessoa. •
Movimento de cunho ideológico. •
Contrário a arte tradicional (Parnasianismo e •
Simbolismo) comprometida com oligarquias.
Crítica ao Naturalismo: deformação de objetos •
naturais.
Crítica ao Impressionismo. •
abandono da mimese (imitação). •
Movimento não se define ideologicamente. •
Anita Malfati (1917): •
exposição de pinturas em SP (cubismo e ex- •
pressionismo);
crítica de Monteiro Lobato: artigo “Paranoia •
ou Mistificação?”;
polarização de opiniões; •
Arte nacional: Antropologismo cultural. •
O Tenentismo (1922-1927)
Eleições de 1922: “Reação Republicana”. •
Artur Bernardes (SP + MG).
X
Nilo Peçanha (RS + BA + PE + RJ + Exército).
“Episódio da carta falsa”. •
Carta ofensiva aos militares, atribuída a Artur •
Bernardes.
Manifesto dos Tenentes – contra posse de Artur •
Bernardes.
Tomada do Forte de Copacabana (Movimento •
dos 18 do Forte).
sobreviventes: Siqueira Campos e Eduardo Go- •
mes.
Artur Bernardes governou em estado de sítio. •
“como presidente da República, eu fui apenas
um chefe de polícia”.
As Revoltas Tenentistas
Revolução de 1924 (5 a 27 julho de 1924): •
tomada do poder na capital de SP; •
fuga para interior; •
formação da “coluna paulista”. •
Rio Grande do Sul: •
movimento de oposição ao PRR; •
líder: Luís Carlos Prestes. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
77
História
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Líderes do Movimento Tenentista.
União dos tenentes do RS e de SP: •
formação Coluna Miguel Costa – Luís Carlos •
Prestes (Coluna Prestes);
marcham por 2 anos (Sul para Nordeste)/ •
exílio;
ideais: •
contra oligarquias dominantes e coronéis •
– moralização;
poder autoritário e centralizado, reforma •
política (voto secreto);
educação para o povo para formar Nação. •
Revolução de 1923
Local: Rio Grande do Sul. •
Borges de Medeiros: fraudando as eleições se •
reelege pela 5.
a
vez
Oposição: Assis Brasil. •
Causas: luta por subsídio na pecuária. •
Borges: programa de construção de estradas. •
“Antônio Chimango” (Amaro Juvenal/ Ramiro •
Barcellos).
Oposição Situação
Maragatos; •
líder: Assis Brasil; •
Partido Libertador •
(PF + Assis Brasil).
Chimangos; •
líder: Borges de •
Medeiros;
PRR. •
Término do conflito: Pacto de Pedras Altas •
(1923):
Borges de Medeiros pode terminar o man- •
dato, mas não pode mais se reeleger.
Obs.: •
1928: Getúlio Vargas vence para governa- •
dor do RS;
conciliação da elite gaúcha; •
formação FUG (Frente Única Gaúcha); •
apoio a Getúlio Vargas nas eleições de •
1930 (Aliança Liberal).
Movimento operário no Brasil:
Surto Industrial: indústria substitutiva; •
crescimento: bens de consumo não-duráveis; •
crescimento do movimento operário – luta por •
melhores condições de vida e leis trabalhistas.
Anarquismo:
predomina até 1922; •
difusão pelos imigrantes italianos, espanhóis e •
portugueses;
ideais: contra Estado e a favor de sindicatos •
descentralizados.
Lei Adolfo Gordo (1907): expulsão dos operá- •
rios estrangeiros envolvidos com movimento
operário;
organização de greves desde 1891; •
Greves Gerais: 1906 e 1917 – forte repressão. •
Comunismo:
a partir de 1922; •
formação do PCB; •
ideais: pela luta social controlar o Estado; •
centralização de poder nos sindicatos; •
PCB – ilegal •
BOC (Bloco operário-camponês) para concorrer •
às eleições.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
78
História
Fim da política do Café com Leite
Governo de Washington Luís (1926-1930):
aparentemente tranquilo; •
“governar é abrir estradas” (Via Dutra – RJ a SP); •
Lei Celerada (1927): censura e restrição aos di- •
reitos de reuniões. Contra ação dos tenentes e
BOC.
Crise de 1929:
retração do mercado consumidor; •
fim do financiamento para a estocagem de café; •
cobrança de dívidas anteriores; •
Crise de 1929 – cisão das oligarquias • – Revo-
lução de 1930: desgaste das oligarquias tradi-
cionais, ausência de um grupo político proemi-
nente – “Vazio de Poder”.
Cisão das oligarquias: eleição de 1930
Washington Luís indica Júlio Prestes (SP). •
Garantir proteção ao café. •
Ruptura entre SP e MG. •
Eleição: •
Aliança Liberal (apoio PD):
Antônio Carlos (MG)
Getúlio Vargas (RS)
João Pessoa (PB)
X
Júlio Prestes.
Vitória de Júlio Prestes. •
Assassinato de João Pessoa. •
Levante armado depõe Washington Luís. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
O triunfo da Revolução de 1930.
Era Vargas (1930-1945)
Governo Provisório (1930-1934)
Crise política: reestruturação do poder. •
Intervenção nos estados. •
Vargas tenta equilíbrio político conciliando te- •
nentes, oligarcas e militares.
Crise econômica – crise do café e de importa- •
ção de industrializados:
subsídio econômico para a periferia; •
subsídio para produção de bens de consumo •
não-duráveis;
leis protecionistas para a indústria nacional. •
Crise social – pressão dos grupos urbanos: •
controle do operariado; •
lei de sindicalização; •
leis trabalhistas (CLT – Consolidação das Leis •
Trabalhistas, em 1943);
repressão policial. •
Populismo: governo que visa a cooptação das •
massas populares.
Revolução Constitucionalista (1932)
São Paulo: PRP + PD + parte do PRR: •
exigem nova Constituição; •
repressão violenta (3 meses); •
Vargas vence, mas se obriga a convocar Assem- •
bleia Nacional Constituinte;
Vargas rompe com tenentes (pressão do Exér- •
cito).
Constituição de 1934:
leis trabalhistas (justiça do trabalho, salário mí- •
nimo, férias remuneradas);
voto secreto; •
voto feminino; •
mandato presidencial de 4 anos sem reeleição; •
fim do cargo de vice-presidente. •
Governo Constitucional (1934-1937)
AIB:
governo ditatorial ultranacionalista; •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
79
História
“fascistas”; •
presença de antigo membros tenentistas; •
líder – Plínio Salgado; •
Vargas usa o grupo para combater os comunis- •
tas (grupo paramilitar).
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o

P
r
o
j
e
t
o

B
r
a
s
i
l

U
r
g
e
n
t
e
.
Símbolo usado pelos integralistas.
ANL:
3. •
o
Internacional (Komintern);
luta contra fascismo; •
ANL (liderança do PCB); •
nacionalização econômica; •
líder de honra – Luís Carlos Prestes. •
Intentona Comunista de 1935:
ANL colocada na ilegalidade; •
rebeliões em Natal, Recife, Olinda e RJ; •
sem articulação; •
Vargas decreta repressão indiscriminada; cen- •
sura e estado de sítio (preparação para golpe).
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Luís Carlos Prestes e Olga Benário.
Plano Cohen (1937):
suposto plano comunista que visava assassinar •
os principais líderes políticos no Brasil;
justificativa para o golpe diante da “ameaça •
vermelha”.
golpe – apoio militar e AIB: •
decretado estado de sítio; •
Congresso fechado; •
anúncio de Nova Constituição; •
partidos dissolvidos. •
Estado Novo (1937-1945)
Constituição de 1937 – A Polaca:
outorgada; •
principal característica – predomínio do Exe- •
cutivo;
instituição de estado de emergência; •
Congresso fechado; •
partidos políticos extintos; •
mandato presidencial por 6 anos; •
fim da imunidade parlamentar; •
fim da liberdade de imprensa; •
institui a pena de morte; •
greves proibidas; •
permitido prender, exilar e invadir domicílios •
sem mandato policial.
DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda):
censura; •
propaganda do governo – • Hora do Brasil,
samba;
era do rádio; •
justificativa do regime: “perigo comunista” – •
gera clima de insegurança.
DOPS :
Departamento de Ordem Político-Social; •
repressão (torturas e assassinatos); •
chefe – Filinto Müller. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
80
História
Conselho de Economia Nacional:
Estado intervém e dirige a economia nacional. •
Modelo econômico:
industrialização; •
estatais; •
desenvolvimento econômico a partir do capital •
nacional dirigido pelo Estado;
Segunda Guerra Mundial – aumento das expor- •
tações – capital utilizado para substituição de
importações;
indústria de base (estatais) – Usina de Volta Re- •
donda/ Vale do Rio Doce;
leis protecionistas; •
crédito; •
empréstimos no exterior. •
Entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial
(1942):
Congresso fechado. •
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Símbolo usado pela FEB.
Ataques a navios brasileiros, em águas nacio- •
nais, por submarinos alemães.
Criação da FEB (Força Expedicionária Brasileira). •
Tropas brasileiras enviadas à Itália; •
Gera contradição ao governo Vargas (manuten-
ção de autoritarismo interno ao mesmo tempo
em que, externamente, luta contra governos
autoritários).
A queda do Estado Novo
1943: fim do prazo colocado para haver um •
plebiscito que legitimasse a Constituição de
1937.
Manifesto dos Mineiros (1943): oligarquia mi- •
neira exige participação política.
I Congresso Brasileiro de Escritores: exigem re- •
democratização.
Getúlio Vargas inicia o processo de abertura •
política:
eleições marcadas para dezembro de 1945; •
anistia a partir de 1945; •
Vargas demite Filinto Müller; •
Fim do DIP. •
Reorganização Partidária: •
PTB (Partido Trabalhista Brasileiro); •
PSD (Partido Social Democrático); •
UDN (União Democrática Nacional); •
PCB (Partido Comunista Brasileiro). •
Movimento Queremista
Diante das pressões para que Vargas não con- •
corresse às eleições de 1945, a população foi às
ruas e clamou por Getúlio.
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o

A
l
e
r
j

-

A
s
s
e
m
b
l
e
i
a

L
e
g
i
s
l
a
t
i
v
a

d
o

R
i
o

d
e

J
a
n
e
i
r
o
.
Manifestação Queremista.
Evidenciado o apoio que Vargas recebia da po- •
pulação
Golpe militar depõe Getúlio Vargas. •
Assume José Linhares (presidente do Supremo •
Tribunal Federal).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
81
História
República Liberal (1945-1964)
Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)
Constituição de 1946:
presidência da República – 5 anos; •
criação de Comissões Parlamentares de Inqué- •
rito (CPIs);
direitos trabalhistas são anexados ao texto •
constitucional;
comparecimento compulsório de ministros no •
Congresso;
ministros são responsáveis pelos atos que re- •
ferendam.
Principais características do Governo Dutra
Plano SALTE (saúde, alimentação, transporte e •
energia).
Alinhamento automático com os EUA. •
Ruptura com a URSS. •
Coloca PCB na ilegalidade. •
Plano TIAR (ajuda militar entre países da Améri- •
ca Latina contra ameaças comunistas).
Abertura ao capital estrangeiro. •
Getúlio Vargas (1951-1954)
Eleições de 1950
Cristiano Machado (PSD)
X
Eduardo Gomes (UDN)
X
Getúlio Vargas (PTB + PSP)
Vitória de Getúlio Vargas. •
Governo marcado por crise econômica e polí- •
tica.
Nacionalismo X Internacionalização. •
Principais características do Governo Vargas
Criação do BNDE (Banco Nacional de Desenvol- •
vimento Econômico).
Campanha: “Petróleo é Nosso”. •
Criação da Petrobras. •
Projeto de criação da Eletrobrás. •
Aumento em 100% do salário mínimo. •
Campanha difamatória: •
Carlos Lacerda (jornal • Tribuna da Imprensa).
Atentado da rua Toneleros:
organizado pelo chefe da guarda pessoal •
de Vargas, Gregório Fortunato.
morte do major Rubem Florentino Vaz. •
Lacerda é ferido. •
instaurada a Comissão de Inquérito do •
Galeão.
articulações golpistas. •
suicídio de Getúlio Vargas (Carta-testamento). •
Comoção Nacional (impede Golpe Militar). •
Enterro de Getúlio Vargas. À esquerda, em primeiro plano,
Tancredo Neves.
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o

P
r
e
f
e
i
t
u
r
a

d
o

R
i
o

d
e

J
a
n
e
i
r
o
.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
82
História
Governos Interinos (1954-1956)
Café Filho • (vice-presidente) – afastado por
problemas de saúde.
Carlos Luz • (presidente da Câmara dos Depu-
tados).
Tentativa de golpe: aliança de Carlos Luz e Car- •
los Lacerda.
Golpe Preventivo: Marechal Lott afasta Carlos •
Luz, prende Lacerda e não permite que Café Fi-
lho retorne ao poder.
Nereu Ramos • (presidente do Senado) – garan-
te a legalidade.
Juscelino Kubitschek (1956-1961)
Plano de Metas
Modelo do nacional-desenvolvimentismo. •
Estímulo às empresas nacionais. •
Entrada de empresas e de capital estrangeiro. •
Construção de Brasília (“interiorização do •
progresso”) – gera grande endividamento
externo.
Criação da SUDENE (Superintendência do De- •
senvolvimento do Nordeste).
Criação do Grupo de Estudos da Indústria Au- •
tomobilística (GEIA).
Outras características
Criação da Operação Pan-americana. •
Contenção de duas revoltas militares (Jacarea- •
canga e Aragarças).
Eleições de 1960
Presidente: Henrique Teixeira Lott (PSD/PTB) X •
Jânio Quadros (UDN/PTN/PDC) X Ademar de
Barros (PSP).
Vice-presidente: João Goulart (PSD/PTB) X Mil- •
ton Campos (UDN/PTN/PDC) X Fernando Ferrari
(MTR).
Vitória de Jânio (presidente) e Jango (vice). •
Jânio Quadros (31/01/1961-25/08/1961)
A
g
ê
n
c
i
a

B
r
a
s
i
l
.
Jânio Quadros.
Símbolo de governo: vassoura (campanha an- •
ticorrupção).
Político autoritário e conservador. •
Proibição do biquíni nos concursos de Miss. •
Proibição das rinhas de galo. •
Proibição de lança-perfume em bailes de Car- •
naval.
Política de austeridade (congelamento de salá- •
rios, restrição ao crédito).
Busca de autonomia em política externa (plano •
de San Tiago Dantas e Afonso Arinos).
Fim do alinhamento automático com os EUA. •
Retorno das relações diplomáticas com a URSS •
e com a China.
Condecoração de Che Guevara com a Ordem •
Cruzeiro do Sul.
Aumento de oposição.
Jânio Quadros renuncia.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
83
História
Campanha da Legalidade
Oposição tenta impedir a posse do vice-presi- •
dente João Goulart (Exército, UDN, PSD).
Leonel Brizola (governador do Rio Grande do •
Sul) organiza resistência para garantir a posse
de Jango.
Brizola recebe apoio do III Exército (general •
Machado Lopes).
Brizola organiza uma rádio nos porões do Pa- •
lácio de Governo e convoca a população para
a resistência.
Resultado: Jango assume a presidência, mas •
sob o regime parlamentarista.
João Goulart (1961-1964)
1.
a
Fase: parlamentarista (1961-1963)
1. •
os
Ministros: Tancredo Neves, Brochado da Ro-
cha e Hermes Lima.
1963: Plebiscito – vence o presidencialismo. •
2.
a
Fase: presidencialista (1963-1964)
Plano Trienal (reformas de base, controle da in- •
flação, congelamento de preços e salários).
Boicote do empresariado brasileiro.
Crescimento da inflação. •
Ondas de greve. •
Março de 1964
Comício da Central do Brasil. •
Marcha da Família com Deus pela Liberdade. •
Conflito com as Forças Armadas (Associação •
dos Marinheiros e Fuzileiros Navais).
Jango anistia marinheiros.
Forças Armadas reagem (acusação de Jango es-
tar vinculado aos comunistas).
Golpe Militar.
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o

P
D
T
.
Comício da Central do Brasil.
Ditadura militar (1964-1985)
Organização do Golpe
Operação • Brother Sam (apoio dos EUA ao Gol-
pe Militar);
Governadores eleitos desestabilizam governo •
Jango (Carlos Lacerda, Guanabara/ Magalhães
Pinto, Minas Gerais/ Ademar de Barros, São
Paulo/ Ildo Menegheti, Rio Grande do Sul).
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o

U
n
i
c
a
m
p
.
Tanques chegando ao Rio de Janeiro no Golpe Militar.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
84
História
Castelo Branco (1964-1967)
“A Ditadura Envergonhada”. •
Promessa que após a estabilidade política ser •
alcançada, os militares sairiam do poder.
Ato Institucional n. •
o
1 (AI-1): oficializava a trans-
ferência do poder político para militares, sendo
escolhido Castelo Branco para a presidência.
Uso de Atos Institucionais (AIs): permitia apro- •
vação de medidas autoritárias.
Duas alas dentro do Exército: •
Moderada (Sorbone) • , da qual Castelo Bran-
co era participante;
Radical • , chamada de “linha dura”.
AI-2 • :
Executivo com poderes excepcionais (cassar •
mandatos, decretar estado de sítio, presidentes
da República seriam indicados indiretamente).
início do • bipartidarismo:
ARENA • (Aliança Renovadora Nacional) e
MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
Preocupação dos militares em dar apa- •
rência de democracia para o regime.
Importância da opinião pública. •
AI-3 • :
eleições indiretas para governador estadual; •
indicação dos prefeitos através da aprova- •
ção da Assembleia Legislativa.
AI-4 • : transformou o Congresso em Constituin-
te para elaborar uma nova Carta para o país.
Constituição de 1967 • :
anexação do AI-2 ao texto constitucional; •
extinção do direito de greve; •
Lei de Imprensa (oficialização da censura); •
Lei de Segurança Nacional (prisões e cassa- •
ções políticas);
Presidente pode colocar decretos com força •
de lei;
Institucionalização da Ditadura. •
Política econômica
“Industrialização Excludente” • (para o desen-
volvimento não seria necessária a distribuição
de renda).
“Fazer crescer o bolo para depois o dividir”. •
PAEG • (Plano de Ação Econômica do Governo):
corte de gastos públicos; •
aumento da carga tributária; •
contração do crédito; •
controle salarial. •
Objetivo do PAEG • : fornecer confiança aos in-
vestidores estrangeiros e atrair seus capitais.
Outros Projetos
Conselho Monetário Nacional (CMN) • : deve-
ria estabelecer a linha monetária a ser exercida
pelo Banco do Brasil.
Banco Nacional de Habitação (BNH): • emprés-
timo para a construção da casa própria.
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço •
(FGTS): fim da estabilidade de emprego pro-
posta por Vargas para pessoas com mais de dez
anos de serviço, o que provocou a diminuição
dos salários devido a alta chance de perder o
emprego a qualquer momento.
Castelo termina seu mandato sem maiores pro- •
blemas.
Costa e Silva (1967-1969)
Presidente da “linha dura”. •
Impede a transição do poder aos civis e conso- •
lida a ditadura.
Continuidade dos militares: gera uma série de •
protestos e articulações para acabar com o re-
gime.
Frente Ampla • (a partir de 1966): Jango, JK e
Carlos Lacerda organizaram um movimento
que pretendia acabar com a ditadura pela via
política. Ineficaz.
Operação Pintassilgo • (descoberta em 1964):
Brizola (no Uruguai) organiza reação por via
armada – contou, inclusive, com dinheiro de
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
85
História
Cuba para a formação de um grupo armado
para depor os militares. Ineficaz.
Movimento Estudantil • : morte do estudante
secundarista Édson Luís.
Passeata dos Cem Mil
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o

A
s
s
e
m
b
l
e
i
a

d
o

R
i
o

d
e

J
a
n
e
i
r
o
.
Passeata dos Cem Mil.
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o

P
o
r
t
a
l

d
a

A
s
s
e
m
b
l
e
i
a

L
e
g
i
s
l
a
t
i
v
a

d
o

A
c
r
e
.
Violenta repressão às manifestações de oposição à ditadura
militar.
Movimentos culturais de Contestação
Teatro - Arena e Oficina. •
Cinema Novo (Gláuber Rocha). •
Música – MPB e Tropicália. •
Discurso do Deputado Márcio Moreira Alves • :
pediu para a população boicotar os desfiles em
comemoração ao 7 de setembro e aos militares
como um todo.
Pedido de cassação do deputado: negado. •
Congresso fechado. •
Decretado o • AI-5.
“Anos de Chumbo” • .
Após o AI-5 • :
Costa e Silva – afastado por problemas de •
saúde;
Assume a • Junta Militar comandada pelo
general Lira Tavares (Pedro Aleixo, então
vice-presidente, não assumiu porque votou
contra o AI-5).
Junta Militar • faz novas medidas restritoras:
fim das imunidades parlamentares; •
permite a pena de morte e a prisão perpétua •
(ninguém foi punido por esses meios).
Torturas, sequestros. •
Formação da luta armada
Guerrilha urbana
realização de assaltos para conseguir dinheiro •
para a compra de armamento;
sequestros de personalidades importantes •
para trocarem por presos políticos (sequestro
do embaixador americano Charles Elbrick, no
qual um dos participantes foi Fernando Gabei-
ra do MR-8/ALN).
ALN • (Aliança Libertadora Nacional): Carlos Ma-
riguela, um dissidente do PCB.
MR-8 • (Movimento Revolucionário 8 de outu-
bro).
VAR-Palmares • (Vanguarda Armada Revolu-
cionária): Carlos Lamarca, ex-capitão do Exér-
cito, como líder.
Guerrilha rural
Guerrilha do Araguaia • , região do chamado
Bico do Papagaio, no Pará.
Proximidade entre guerrilheiros e camponeses. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
86
História
Exército Brasileiro: reprime o movimento em •
1975.
Reação do governo:
“Brasil, ame-o ou deixe-o” • : não admite ne-
nhum tipo de contestação ao regime.
Ação do • DOI-CODI (Destacamento de Ope-
rações de Informações) – Centro de Opera-
ções de Defesa Interna.
Emílio Garrastazu Médici (1969-1974)
Dois principais marcos do governo: •
grande crescimento econômico do país; •
período de maior repressão. •
I Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) –
“Milagre Econômico”
Início: 1968 (finanças públicas estavam sendo •
reequilibradas).
Delfim Neto: incentivo ao crescimento através •
da expansão do crédito.
Construção civil: setor que se desenvolveu mui- •
to, graças sobretudo, aos recursos dados pelo
BNH.
Crescimento médio do PIB/ano: 11,2%, tendo •
um pico em 1973, chegando a 13%. A inflação
baixou.
Em paralelo, aumento do êxodo rural em busca •
de empregos nas cidades.
Sentimento de euforia. •
Brasil: Tricampeão da Copa do Mundo. •
Slogan: “ • ninguém segura este país”.
Obras Faraônicas • : transamazônica, hidrelétri-
ca de Itaipu e ponte Rio–Niterói.
1973: • Crise do Petróleo (OPEP).
Ernesto Geisel (1974-1979)
Fim do “milagre econômico” •
Causa • : “milagre” brasileiro foi assentado em
empréstimos externos. Quando esses países
entraram em recessão, o Brasil também foi for-
temente prejudicado.
Consequências • :
alta dos juros, inflação e aumento do de- •
semprego;
declínio da euforia e aumento das contesta- •
ções ao regime. Sociedade brasileira pedia
por mudanças.
Soluções • :
“ • distensão lenta, segura e gradual” – pro-
cesso de abertura política;
fim do AI-5. •
Medidas para impedir aumento da oposição: •
Lei Falcão • : ficava proibida a propaganda
eleitoral no rádio e na televisão. Visava ven-
cer as eleições municipais de 1976.
Pacote de abril (1977) • :
criação do “Senador Biônico”; •
eleições indiretas para governador; •
aumento do período da Presidência para •
seis anos;
diminuição do número de deputados es- •
taduais em São Paulo, Rio de Janeiro, Mi-
nas Gerais e Rio Grande do Sul (maiores
focos de ação do MDB) e aumento dos re-
presentantes do Norte e Nordeste (maior
ação da ARENA).
Reações ao Pacote de Abril: •
onda de protestos exigindo a abertura e a •
anistia (destaque: Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB) liderada por Raymundo
Faoro).
Medidas econômicas de Geisel
II Plano Nacional de Desenvolvimento (II •
PND) – não soluciona a crise.
Programa Pró-Álcool • - substituição da gasoli-
na, feita de petróleo, por álcool, fabricado com
cana-de-açúcar.
Acordo Nuclear Brasil/Alemanha • – constru-
ção da Usina Atômica de Angra dos Reis.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
87
História
Fatos marcantes
Morte de Vladimir Herzog (1975) •
jornalista Vladimir Herzog, diretor da TV •
Cultura de São Paulo e membro do Partido
Comunista;
apareceu morto em uma cela depois de de- •
por para o DOI-CODI;
até hoje nenhum envolvido foi punido pelo •
assassinato de Vladimir Herzog.
Morte de Manuel Filho (1976) •
morte do operário Manuel Filho. •
João Baptista Figueiredo (1979-1985)
Chefe do SNI (Serviço Nacional de Informação). •
Onda de greves no ABC paulista: líder sindical •
Luís Inácio Lula da Silva.
Oposição à ditadura por membros da Igreja •
Católica (liderança de D. Hélder Câmara e D.
Evaristo Arns).
Atentados terroristas da extrema direita
Aumento da abertura • reação da ala mais ra-
dical do Exército – atentados terroristas.
Ações: •
colocar fogo em bancas de revistas (venda •
de publicações “subversivas”);
sequestro e espancamento do jurista Dalmo •
Dallari, que deveria discursar na visita do
papa João Paulo II ao Brasil;
atentados à bomba – contra o Conselho Fe- •
deral da OAB do Rio de Janeiro, na sala do já
formado PMDB; e o atentado ao Riocentro
(fracassado).
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o

O
A
B
.
Atentado ao Riocentro.
A redemocratização
Pacote de 1979:
retorno do pluripartidarismo. •
anistia “ampla, geral e irrestrita” (inclusive a •
militares);
retorno dos líderes políticos presos e exilados. •
Os partidos: •
ARENA • – PDS (Partido Democrático Social);
MDB • – PMDB (Partido do Movimento De-
mocrático Brasileiro);
PTB • (Partido Trabalhista Brasileiro);
PDT • (Partido Democrático Trabalhista);
PP • (Partido Popular);
PT • (Partido dos Trabalhadores);
Obs.: a legalização dos Partidos Comunistas •
fora proibida nesse período.
Pacote de novembro (1981)
Todos os partidos deveriam lançar candidatos •
próprios a todos os cargos a serem disputados
no ano seguinte (favorece situação).
O eleitor deveria votar sempre na mesma sigla, •
estando proibida qualquer tipo de coligação
partidária – “voto casado”.
Eleições estaduais de 1982:
oposição foi vencedora em estados do Sul e •
Sudeste (São Paulo – Franco Montoro, PMDB;
Minas Gerais – Tancredo Neves, PMDB; Rio de
Janeiro – Leonel Brizola, PDT);
exceção – Rio Grande do Sul – vitória de Jair •
Soarez (PDS).
Eleições presidenciais
Emenda Dante de Oliveira • : projeto para a rea-
lização de eleições diretas em 1985.
Mobilização nacional: • Campanha das DIRE-
TAS JÁ!
Emenda não foi aprovada – eleições indiretas. •
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
88
História
D
o
m
í
n
i
o

p
ú
b
l
i
c
o
.
Campanha das Diretas Já.
Eleições de 1985 • :
Tancredo Neves + José Sarney (PMDB)
X
Paulo Maluf + Flávio Marcílio (PDS)
Vitória de Tancredo Neves. •
Nova República (1985 - hoje)
Slogan: “Muda Brasil”. •
Tancredo Neves morreu antes de assumir a pre- •
sidência.
José Sarney (1985-1989)
J
o
s
é

C
r
u
z

-

A
B
R
.
José Sarney.
Período marcado por grande crise econômica •
(elevados índices de inflação).
Governo marcado por denúncias de corrupção. •
Plano Cruzado:
ministro Dílson Funaro; •
nova moeda – cruzado; •
“gatilho salarial”; •
congelamento de preços; •
não funciona; •
declaração de moratória. •
Plano Cruzado II:
liberação dos preços de alguns produtos; •
elevação dos preços dos automóveis, luz, tele- •
fone e correio;
aumento de imposto de cigarros e bebidas; •
não funciona; •
demissão do ministro Funaro. •
Plano Bresser:
ministro Luís Carlos Bresser Pereira; •
congelamento dos preços por 2 meses; •
fim do “gatilho salarial”; •
aumento de tarifas e impostos; •
não funciona. •
Política “Arroz com Feijão”:
ministro Maílson da Nóbrega; •
política econômica ineficaz para conter a inflação; •
“tudo pelo social”. •
Plano Verão:
ministro Maílson da Nóbrega; •
nova moeda – cruzado novo; •
congelamento de preços; •
contenção de gastos públicos; •
fracasso. •
Constituição de 1988:
voto universal e obrigatório; •
novas leis trabalhistas (Previdência Social); •
Eleições de 1989 • :
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
89
História
Lula (PT)
X
Collor (PRN)
Vitória de Fernando Collor de Mello. •
Fernando Collor de Mello (1990-1992)
Declara que irá derrubar “o tigre da inflação •
com um só tiro”.
A
g
ê
n
c
i
a

B
r
a
s
i
l
.
Collor.
Plano Collor/ Plano Brasil Novo
Bloqueio de dinheiro em contas bancárias. •
Nova moeda: cruzeiro. •
Não funciona. •
Plano Collor II
Congelamento de preços e salários. •
Prefixação de juros. •
Não funciona. •
Esquema PC Farias • : denúncias de corrupção.
Movimento dos • Caras Pintadas.
Notificação de • impeachment.
Renúncia de Collor. •
Assume o vice-presidente Itamar Franco. •
Senado mantém processo de • impeachment –
Collor perde direitos políticos por 8 anos (eleito
senador em 2006).
Itamar Franco (1992-1994)
R
i
c
a
r
d
o

S
t
u
c
k
e
r
t
.
Itamar Franco.
Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Car- •
doso.
Plano Real • .
Eleições de 1994 • :
Lula
X
Fernando Henrique Cardoso
Vitória de FHC. •
Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)
W
i
l
s
o
n

D
i
a
s

-

A
B
R
.
Fernando Henrique Cardoso.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
90
História
Consolidação do modelo Neoliberal. •
Privatizações. •
Se reelege em 1998. •
Eleições de 2002 • :
Lula
X
José Serra
Vitória de Lula. •
Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010)
Destaque na liderança dos países de terceiro •
mundo no enfrentamento aos subsídios dos
países ricos.
Se reelege em 2006. •
R
i
c
a
r
d
o

S
t
u
c
k
e
r
t

-

A
B
R
.
Lula.
Políticas Sociais – destaque para o Programa •
Fome Zero.
Projeto de Desenvolvimento: PAC (Programa •
de Aceleração do Crescimento).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br