2

BODAS DE OURO DO
SINDICOMBUSTÍVEIS BAHIA
N
o dia 3 de dezembro o Sindicombutíveis Bahia fará 50 anos. A Festa de
Aniversário será no dia 8 de novembro e contamos com sua presença,
pois o motivo dessa comemoração é você: revendedor.
Queremos aproveitar esse espaço para ir mais além da infor-
mação da comemoração de data tão especial. 50 anos nos leva a muitas
reflexões, nos remete a um momento de repensar o Sindicato, o ato de
fazer sindicalismo e também de reviver a luta dos revendedores que es-
creveram a nossa história, construíram a nossa sede própria em Salvador e
fortaleceram a instituição. Muitos não estão mais entre nós e poucos ainda
atuam na revenda, mas seus nomes com certeza estão gravados na nossa
memória histórica.
É, também, por causa da conquista desse grupo de revendedores, que há
50 anos entenderam que uma classe econômica só é forte e garante seus
direitos se estiver coesa, que o Sindicombustíveis Bahia, continua cres-
cendo cada vez mais, expandindo seu número de colaboradores, serviços
e parcerias, reduzindo as distâncias geográficas e chegando até o reven-
dedor do interior com as visitas dos nossos assessores de campo e com os
eventos do Ciclo de Encontros Regionais.
Sabemos que tudo isso é possível graças aos nossos associados que acre-
ditam na nossa instituição, na nossa representatividade e nos serviços
que prestamos. Também sabemos que quanto mais revendedores fizerem
parte da família do Sindicombustíveis Bahia, mais histórias de conquistas
poderemos contabilizar.
Fazer um Sindicato tornar-se forte, atuante, pode parecer fácil, no entan-
to, é uma luta incessante em defesa dos interesses de uma das classes
econômicas que mais contribui com a União, Estados e Municípios devido
a alta carga tributária imposta ao setor, mas, que por outro lado, é uma
das categorias mais fiscalizadas e perseguidas que passa por constantes
mudanças, as quais os postos revendedores são obrigados a se adequar.
Sem falar nas constantes alterações das regras jurídicas.
O Sindicombustíveis Bahia nunca se vergou diante de um desafio imposto
à revenda e assim continuará escrevendo sua história. Mas, só seremos
fortes, se você, revendedor, nos ajudar a ter força. Sua participação ao nos-
so lado é o nosso combustível e maior
patrimônio. Lembre-se disso e não dei-
xe de fazer parte desta casa. As nossas
portas estão sempre abertas para você.
PALAVRA DO
PRESIDENTE
EXPEDIENTE
DIRETORIA
José Augusto Melo Costa
Presidente
Walter Tannus Freitas
1°Vice Presidente
Cleraldo Andrade Rezende
2°Vice Presidente
Tarcisio Santos Silva
Diretor Jurídico
Walfredo Santana Nascimento
Diretor Financeiro
Nilson Goldenstein
Diretor Administrativo
Eduardo Vieira do Nascimento
Diretor Social e de Comunicação
Pedro Machado Lima
Diretor de Patrimônio
Itamar Nogueira da Costa
Diretor de Relações Comerciais
Eliane Nogueira Vianna Cedro
Diretora de Lojas de Conveniência
VICE-PRESIDENTES
REGIONAIS
Alcedino Malacarne
Vice-Presidente Regional do
Extremo Sul
Marcos Antonio Monteiro de Souza
Vice-Presidente Regional do Sul
Clóvis Lima Machado
Vice-Presidente Regional do
Recôncavo
Plácido Alexandre Melo
do Nascimento
Vice-Presidente Regional
do Vale do S. Francisco
Carlos Teixeira de Freitas Neto
Vice-Presidente Regional do
Agreste
Antônio Milton Fernandes Borges
Vice-Presidente Regional do
Oeste
Paulo César Ribeiro de Araújo
Vice-Presidente Regional de
Alagoinhas
SUPLENTES
DADIRETORIA
Raquel Rosa Brinço
Roberto Paulo Batista de Almeida
CONSELHO TITULAR
Reynaldo Jorge Calmon Loureiro
Luciano de Cerqueira Neves
Ricardo de Carvalho Alves Junior
CONSELHO SUPLENTE
Thiago Barreira de Alencar Andrade
Weslley Delmondes Lins
Alcides Dantas Neves
Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias
Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia
Filiado a Fecombustíveis
Av. Octávio Mangabeira, 3.127. Costa Azul.
Salvador - Bahia. CEP: 41.760-100
Telefax: 71 3342-9557
E-mail: sindicombustiveis@sindicombustiveis.com.br
Site: http://www.sindicombustiveis.com.br
Jornalista responsável: Carla Eluan - DRT 1108/PA
Redação: Carla Eluan
Impressão: Gráfica Belo Visual Impressões
Tiragem: 1.500 exemplares
Projeto Gráfico e diagramação: CDLJ Publicidade
CAPA
FAÇA A COISA CERTA
AÇÃO SINDICAL
INFORME JURÍDICO
ARTIGOS
FIQUE POR DENTRO

4
5
12
13
15
15
SUMÁRIO
JOSÉ AUGUSTO
MELO COSTA
PRESIDENTE DO
SINDICOMBUSTÍVEIS BAHIA
4
D
urante as negociações da
Convenção Coletiva de Traba-
lho de 2012, o SINPOSBA fez
manifestações nos postos,
impedindo o abastecimento e ofendendo os
revendedores, como a que ocorreu no dia 17
de maio de 2012, pela manhã, no Auto Pos-
to Garoupa, em Lauro de Freitas, onde com a
utilização de equipamento sonoro proferiu-se
palavras ofensivas a reputação, dignidade e
decoro dos proprietários do posto, utilizando-
se de expressões agressivas como “pica-
retas e desonestos”. Tudo na presença dos
clientes, vizinhos e funcionários do posto,
inclusive, impedindo os clientes de abaste-
cerem os seus veículos.
Os sócios do Posto ingressaram com uma
queixa-crime no Juizado Especial Cri-
minal da cidade (Processo nº 0020497-
41.2012.8.05.0150), alegando calúnia, difa-
mação e injúria praticadas contra eles pelo
diretor do SINPOSBA, Sr. Paulo Roberto Félix,
durante esta manifestação no posto, instruin-
do o processo com documentos irrefutáveis
e indicando o nome de diversas testemunhas
que presenciaram os delitos.
Na audiência de instrução, no dia 4 de ju-
nho de 2013, para evitar a condenação certa
pelos delitos cometidos contra a honra dos
revendedores do Posto Garoupa, o diretor
do Sinposba acatou a oportunidade ofere-
cida pelo Ministério Público para se retratar
(pedido formal de desculpas). Pelo Juiz foi
homologado o acordo realizado na forma
proposta pelo Ministério Público, ocorrendo
que a decisão é irrecorrível, ficando as partes
sem direito de recurso. Os revendedores não
puderam interferir na proposta por ser uma
iniciativa do Ministério Público, no entanto,
caso Sr. Paulo Félix volte a cometer o mesmo
delito, ou seja, se for reincidente, não terá
mais a chance de retratação e terá que res-
ponder ao processo com a possibilidade de
condenação com pena privativa de liberdade.
“Os atos ofensivos à honra de proprietários
de postos não devem ser tolerados e devem
buscar as vias judiciais para responsabilizar
o infrator, no particular porque os integrantes
da diretoria do SINPOSBA confundem o que
seja direito de manifestação com agressão à
honra dos sócios da empresa objeto da ma-
nifestação”, explicou Dr. Jorge Matos, asses-
sor jurídico do Sindicombustíveis Bahia.
DIRETOR DO SINPOSBA OBRIGADO A SE
RETRATAR
Mais uma vitória dos revendedores na Justiça contra o Sinposba.
CAPA
5
FAÇA A COISA CERTA
O
Posto Chaminé, no bairro do
Rio Vermelho em Salvador,
existe desde 1984 e iniciou
o serviço de lavagem de ve-
ículos em 1990. Mas, há alguns anos, com
a concorrência predatória dos lava-jatos que
proliferaram na cidade e com os valores proi-
bitivos de água, energia e insumos, Giovani
Ferreira, sócio do posto, decidiu que para
manter este serviço disponível ao cliente era
preciso fazer diferente, repensar o modelo
tradicional que utilizava, tendo como objetivo
oferecer à clientela um serviço rápido, padro-
nizado e integrado às demais operações do
Posto.
Começou a estudar alternativas que melho-
rassem a competitividade do lava-jato. Os
exemplos foram as boas práticas na indústria
e, especificamente, a reutilização de água e
racionalização do uso da energia. Com sua
experiência de engenheiro, elaborou o pro-
jeto e colocou em prática diversas melhorias
que diminuíram os insumos da lavagem de
carro e repercutiram, por consequência, de
maneira sustentável ao meio ambiente. As-
sim, surgiu a lavagem ecológica do Posto
Chaminé que Giovani Ferreira não gosta de
rotular como tal, chama apenas de “Lavagem
Rápida”.
O serviço possui três etapas como na maio-
ria dos lava-jato. Primeiro uma pré-lavagem,
depois o enxague e o acabamento que é a
limpeza interna, aspiração e aplicação de
cera. O diferencial está na água que utiliza.
Em cada carro, gasta-se uma média de 40
a 50 litros de água, mas não utiliza o líquido
da Embasa. Neste caso, a água é reutilizada,
de poço artesiano ou simplesmente da chu-
va. No Posto Chaminé, a água utilizada na
pré-lavagem é direcionada a um tanque de
concreto mesmo, onde quatro bombas fazem
a filtragem, eliminam o sabão, óleo e outras
impurezas fazendo voltar a ficar adequada ao
uso. Ainda há um reservatório para armaze-
nar a água da chuva. Todas as coberturas do
posto foram adaptadas com uma calha que
conduz a água a este reservatório. O posto
ainda tem poço artesiano, mas nesta época
de chuva quase não se faz necessário para
a lavagem. Em nenhum desses processos
precisa de intervenção humana, o que re-
duz ainda mais o custo. E também zerou o
desperdício de água.“São técnicas simples
que nos ajudaram a manter o negócio”, disse
Ferreira.
Mas nada no Posto Chaminé é simples, tudo
foi pensando com o objetivo de conter os
gastos, gerar mais renda e ainda estar con-
tribuindo para a preservação do meio am-
biente. O pagamento da lavagem do carro é
feito na loja de conveniência, o que faz com
que o cliente tenha mais conforto e comodi-
dade durante a execução do serviço. Aliado a
isto, a loja passou a oferecer refeições e en-
quanto o consumidor toma café, almoça ou
janta, aproveita para lavar o carro. Ao abas-
tecer mais de 40 litros, o motorista ganha um
desconto para a lavagem. É um serviço liga-
do ao outro. “Buscamos uma sinergia entre
todos os serviços que oferecemos”, admite
o revendedor.
Mas, não foi fácil chegar a essa equação
num mercado altamente competitivo. Buscar
uma saída sustentável para um serviço con-
siderado poluidor e investir em mão de obra
foram as principais mudanças. Também foi
necessário criar um padrão de procedimen-
tos e metas para os funcionários seguirem,
oferecendo incentivos para aprimorarem
a qualidade da lavagem. Os resultados es-
tão sendo colhidos, a lavagem tem tido um
crescimento continuado e a loja apresentou
aumento nas vendas, são mais clientes cir-
culando no posto e gerando renda além da
venda de combustíveis.
A lavagem ecológica viabilizou um serviço
que, hoje, na maioria dos postos de combus-
tíveis, é terceirizado, muitas vezes gerando
mais problemas ao revendedor do que renda.
“A lavagem é agregadora e não queríamos
deixar de oferecer ao nosso consumidor,
melhor ainda que conseguimos uma solução
sustentável para manter o serviço”, conclui
Giovani Ferreira.
POSTO DE SALVADOR REUTILIZA ÁGUA
NA LAVAGEM DE VEÍCULOS
Reuso da água na lavagem do Posto Chaminé
6
IX CICLO DE ENCONTROS REGIONAIS
O Sindicombustíveis Bahia reduzindo distâncias e cada vez mais perto do seu
associado
O
IX Ciclo de Encontros Regio-
nais de Revendedores do Es-
tado da Bahia iniciou em abril
e vai percorrer várias regiões
do Estado reciclando a revenda e capacitan-
do os trabalhadores em postos. Acompanhe
os eventos que já foram realizados.
Juazeiro
O primeiro evento foi o III Encontro de Reven-
dedores de Combustíveis da Fronteira Bahia/
Pernambuco, realizado em Juazeiro, no dia
04 de abril. Mesmo em Estados diferentes,
Juazeiro e Petrolina são cidades-irmãs com
os mesmos modelos de negócio na revenda.
“Muitos revendedores atuam nos dois esta-
dos e é importante a troca de experiências
e informações com os colegas da região”,
destacou José Augusto Costa, presidente
do Sindicombustíveis Bahia. Este encontro
é uma parceria de sucesso do Sindicato de
Revendedores da Bahia e de Pernambuco.
O evento, realizado no Rapport Hotel, contou
com a presença dos representantes da ANP,
Sefaz Bahia e Ibametro; e com a participação
de mais de 80 revendedores, além da direto-
ria dos dois Sindicombustíveis.
Os temas debatidos envolveram questões
relacionadas ao dia-a-dia da revenda. A ANP
falou sobre os cuidados na manipulação do
diesel S-10, considerando que é um produto
de fácil contaminação e pode apresentar não
conformidade. Ressaltou a importância de se
manter a amostra-testemunha. “É a defesa
do revendedor. Pode servir para a defesa ad-
ministrativa e para qualquer outro processo”,
destacou Ubirajara Silva, coordenador regio-
nal e chefe de fiscalização Nordeste da ANP.
O diretor de regulação do Ibametro, Edson
Sales, chamou a atenção para os cuidados
com o lacre e selagem das bombas e tan-
ques, que os testes devem ser feitos cons-
tantemente para comprovar a regularidade
dos equipamentos. Ainda informou que o
Inmetro estuda uma revisão da Portaria nº
23/83, que dispõe sobre as “instruções rela-
tivas às condições a que devem satisfazer as
bombas medidoras utilizadas em medições
de volume de combustíveis líquidos”, pois
é antiga e não acompanhou a evolução dos
equipamentos.
O Dr. Jorge Matos, assessor jurídico do Sindi-
combustíveis Bahia, falou sobre os aspectos
legais que envolvem a revenda, destacando
a questão da reincidência. Comentou que os
postos tem sido interditados por suspensão
temporária por conta de reincidência, mesmo
que tenha recurso em andamento. “Uma só
reincidência envolvendo infrações por ques-
tão de vícios de qualidade e de quantidade
ou em relação a norma de segurança, pode
implicar em revogação do registro do reven-
dedor”, alertou Dr. Jorge.
Ilhéus
A paisagem da cidade favoreceu o clima
mais descontraindo fazendo os revendedo-
res aliarem negócios com lazer. O Encontro
de Ilhéus e Região foi realizado no Hotel
Praia do Sol, em frente a Praia do Sul, com
a participação do Prefeito Jabes Ribeiro e
do diretor-presidente da Bahiagas, Davidson
Magalhães.
Norma Regulamentadora 20
A novidade nas discussões foi sobre a NR-
20. Na prática, esta amplia o controle sobre
gestão de saúde e segurança contra fatores
AÇÃO SINDICAL
Paulo Afonso - BA
Mesa de abertura em Ilhéus com a participação do Prefeito Jabes Ribeiros
7
de risco e acidentes do trabalho em empre-
sas que fazem uso de produtos inflamáveis e
combustíveis.

Os postos revendedores terão que propiciar
treinamento aos empregados, dentro do ho-
rário de trabalho, habilitando-os quantos as
questões de segurança e visando a proteção
da saúde do trabalhador. O tempo de treina-
mento dependerá da função exercida pelo
funcionário, que pode variar de 4 a 16 horas.
Entre as exigências do NR-20 está a ela-
boração do Prontuário da Instalação e Pro-
cedimentos Operacionais das revendas de
combustíveis que deve conter: projeto de ins-
talação; procedimentos operacionais; plano
de inspeção e manutenção; análise de risco;
plano de prevenção e controle de vazamento,
derramamento, incêndios, e explosões; iden-
tificação das fontes de emissões fugitivas;
certificados de capacitação dos trabalhado-
res e análise de acidentes. O prazo para ter o
prontuário concluído é até setembro.
Paulo Afonso
Mesmo com a baixa densidade de postos da
região, o Sindicombustíveis Bahia fez ques-
tão de ir até Paulo Afonso, levando a ANP e
o Ibametro para esclarecer as dúvidas dos
revendedores e debater sobre o mercado
de combustíveis. A Reunião de Paulo Afon-
so aconteceu no dia 14 de junho, no Hotel
Belvedere.
Treinamento para funcionários
Em todos os eventos foi realizado, paralela-
mente, o Seminário de Boas Práticas de Co-
mercialização de Combustíveis voltado para
os funcionários. Uma espécie de treinamento
com abordagens sobre atendimento ao clien-
te, regulação e fiscalização do setor, metro-
logia, transporte e descarga de combustíveis
e aspectos jurídicos para prevenir autuações.
São noções técnicas para o melhor desenvol-
vimento das atividades. “Adquiri informação
que não tinha conhecimento”, resumiu Jalles
Santos, do Posto Santo Antonio (Remanso).
Posto Solidário
Para o IX Ciclo de Encontros Regionais o Sin-
dicombustíveis Bahia fechou parceira com a
Pastoral da Criança para ser beneficiada com
a doação de cesta básica que são arrecada-
das nos encontros. Ao invés de pagar pela
inscrição nestes eventos, o participante doa
uma cesta básica.
Com esta doação (em alimentos ou dinhei-
ro), a Pastoral da Criança já promoveu almo-
ço com mais de 200 líderes quando foram
trocadas experiências e discutidas as ações
para melhorar a atuação da intituição, além
de outros encontros de motivação para os
voluntários com o objetivo de aumentar o nú-
mero de crianças acompanhadas. Também
reformou o carro que é utilizado para realizar
as visitas aos municípios que já desenvolvem
as ações da Pastoral e daqueles que ainda
estão em fase de implantação para articula-
ção e mobilização de voluntários para acom-
panharem as crianças menores de 6 anos,
gestantes e famílias das comunidades mais
carentes. E mais ações estão previstas. “Esta
parceria tem servido e muito para nos ajudar
no fortalecimento e ampliação das ações da
Pastoral da Criança nos setores onde rece-
bem a doação do Sindicombustíveis”, rela-
tou Cosme Oliveira, coordenador estadual da
Pastoral da Criança/BA.
Apoio
O IX Ciclo de Encontros Regionais conta
com o apoio da BR Distribuidora, Shell, Pe-
trobahia, Larco, Dislub, AF Ambiental, Paep
Nordeste, Sodexo e Arca Seguradora.
AÇÃO SINDICAL
Pastoral da Criança recebe a doação no Encontro
de Juazeiro
Conheça os próximos eventos e participe
DATA
05/07
16/08
20/09
11/10
08/11
LOCAL
JEQUIÉ
LENÇÓIS
SALVADOR
GUANAMBI
SALVADOR
EVENTO
ENCONTRO DE REVENDEDORES DE JEQUIÉ E SEMINÁRIO BPCC
ENCONTRO DE REVENDEDORES DE LENÇÓIS E REGIÃO
ENCONTRO DE REVENDEDORES DE SALVADOR E SEMINÁRIO BPCC
REUNIÃO COM REVENDEDORES DE GUANAMBI
FESTA 50 ANOS DO SINDICOMBUSTÍVEIS BAHIA
A
G
E
N
D
A

2
0
1
3
8
NOTÍCIAS
PRORROGADO NA BAHIA PRAZO PARA
INTEGRAÇÃO DO PAF-ECF
GÁS NATURAL PARA O SUL DA BAHIA
E
m junho, o Sindicombustíveis
Bahia reuniu-se com a Coor-
denadoria de Petróleo e Com-
bustíveis (COPEC) da SEFAZ
para discutir a respeito da obrigatoriedade
do PAF/ECF e da confirmação da emissão
de NFe. Foi solicitada a prorrogação do pra-
zo do PAF/ECF que está previsto para entrar
em vigor a partir de 1º de julho de 2013, em
função dos postos revendedores não terem
condições de atendimento às exigências por
falta de suporte técnico, o que ensejaria que
toda a operação com cartão de crédito fosse
feita tão somente na base fixa por não existir
possibilidade da integração com a utilização
de equipamentos móveis (POS).
A SEFAZ, em atendimento ao pleito do Sin-
dicombustíveis Bahia, através do Decreto
14.550/13 (inciso VI), estendeu a integração
do PAF/ECF para o dia 31 de dezembro de
2013. “As empresas deverão aproveitar o
tempo concedido para adequar os equipa-
mentos às exigências da SEFAZ”, alertou
Marcelo Travassos, secretário executivo do
Sindicombustíveis Bahia.
A
Companhia de Gás da Bahia
(Bahiagás) lançou em abril
o processo licitatório para
a construção do gasoduto
Ilhéus-Itabuna, que deverá absorver um in-
vestimento de R$ 45 milhões. “Com esse
gasoduto a região será privilegiada. O consu-
mo de Ilhéus será de 100 mil metros cúbicos
de gás natural (GN) por dia. O gasoduto vai
gerar empregos durante a construção, vai
também atrair novos investimentos, ofere-
cendo uma energia limpa e competitiva”,
pontuou o diretor-presidente da Bahiagás,
Davidson Magalhães. Com 36 km de exten-
são, o gasoduto Ilhéus-Itabuna irá abastecer
estabelecimentos comerciais, indústrias,
residências e postos automotivos da região.
O início da construção será em setembro de
2013 e o término está previsto para 2015.
A iniciativa dá sequência ao Programa Gás
no Eixo Sul, dentro da diretriz de Interioriza-
ção do Gás Natural no estado da Bahia, que
a partir dos City-Gates em Mucuri, Eunápolis
e Itabuna ocorre a expansão do consumo de
gás natural para outros municípios da região,
criando também um modal rodoviário na BR
– 101, para fornecimento de GNV (Gás Na-
tural Veicular) a postos situados estrategica-
mente ao longo da rodovia. Os investimentos
beneficiam os municípios de Itabuna, Ilhéus,
Eunápolis, Porto Seguro, Mucuri e Teixeira de
Freitas e seu entorno. Este ano, também deve
ter início o fornecimento para os municípios
de Brumado e Vitória da Conquista, localiza-
dos na região sudoeste, via modal rodoviário.
(Fonte: Bahiagás)
POSTO SOLIDÁRIO
E
m continuidade ao apoio do
Sindicombustíveis Bahia à
Campanha Paz nas Estradas,
da Associação dos Oficiais
Auxiliares da PM/BA, durante as festas ju-
ninas foram distribuídos 40.000 folders aos
motoristas nos postos de Salvador e Região
Metropolitana. O folder com o título: “Nesse
São João não deixe sua diversão acabar em
tragédia!”, alertava o motorista sobre as leis
de trânsito, uso da cadeirinha, de capacete e
até de óculos de proteção, além de dar dicas
para evitar sono ao volante.
A Campanha Paz nas Estradas, criada em
dezembro de 2010, busca contribuir para
mudar a triste realidade nas estradas da
Bahia. De acordo com a RIPSA (Rede
Interagencial de Informações para
Saúde) morrem por ano mais 2.600
baianos vítimas de acidentes de trân-
sito. Este número, porém, pode ser
muito maior, pois são contados ape-
nas aqueles que morrem no local do
acidente.

Promovendo ações pela mobilidade
segura, respeito às leis de trânsito,
valorizando a vida e o pensar coleti-
vo, a campanha já superou a marca
de mais de 1.800.000 folders distri-
buídos.
A
Diretoria Executiva da Petro-
bras aprovou três grandes
projetos de investimento na
Unidade de Operações de Ex-
ploração e Produção da Bahia. Os projetos
preveem, além da ampliação de instalações
da Companhia na região, a perfuração de 26
novos poços de produção e 227 intervenções
em poços já existentes, com o objetivo de
aumentar o fator de recuperação de petróleo
em campos maduros da área. As principais
características dos projetos aprovados são o
baixo tempo de retorno e a rápida geração
de caixa, que contribuirão para aumentar a
produção de petróleo e gás de concessões
maduras, abrangendo os campos de Miran-
ga, Água Grande, Taquipe e Candeias, dentre
outros do Recôncavo Baiano.

O campo de Candeias foi o primeiro campo
de petróleo com produção comercial no Bra-
sil. O poço descobridor daquela jazida foi o
Candeias-01, que começou a produzir em
14 de dezembro de 1941. Esse poço está
em produção até hoje e opera de forma au-
tomatizada. Esses projetos fazem parte do
Plano de Negócios e Gestão para o período
2013-2017 (PNG), que prioriza a continuida-
de da atividade exploratória nas áreas das
concessões vigentes, buscando incorporar
reservas e produção. Nessa mesma linha, a
Petrobras avalia continuamente sua carteira
de oportunidades na região, com o objetivo
de aumentar a produção pela introdução de
novas tecnologias. Além disso, confirma a
disposição de continuar investindo nos cam-
pos maduros do estado da Bahia, bem como
em outras áreas no Norte e Nordeste do país.

A Petrobras confirma que mantém o compro-
misso de aplicar, no período de 2013 a 2017,
cerca de R$ 3,2 bilhões entre investimentos
e custos operacionais para garantir a ma-
nutenção estável da produção no estado da
Bahia em torno de 50 mil barris de petróleo
por dia e 8 milhões e 300 mil m3/d de gás.
Nos últimos cinco anos, as atividades da
Petrobras, na Bahia, permitiram um recolhi-
mento superior a R$ 1 bilhão e 650 milhões
em Participações Governamentais (Parti-
cipação Especial, Royalties, pagamento a
proprietários de terras, taxas de retenção e
pesquisa e desenvolvimento) aos cofres do
estado e dos municípios. Além disso, foram
pagos mais de R$ 11 bilhões e 500 milhões
de ICMS e ISS, resultantes dos contratos de
fornecimento de bens e serviços de fornece-
dores locais.
Fonte: Agência Petrobras
NOTÍCIAS
9
PETROBRAS APROVA TRÊS PROJETOS DE
INVESTIMENTOS NA BAHIA
REUNIÃO COM A SECRETARIA DE
URBANISMO E TRANSPORTE DE SALVADOR
O
presidente do Sindicombustíveis Bahia, José Augusto
Costa, acompanhado do diretor jurídico Tarcisio Silva
e do secretário executivo Marcelo Travassos, fez uma
visita de cortesia a Secretaria de Urbanismo e Trans-
porte de Salvador - SEMUT - para estreitamento da relação entre as
duas instituições. Com a nova gestão da Prefeitura de Salvador, a
SEMUT passou a ser responsável pela fiscalização e licenciamento
ambiental na capital. Na oportunidade, a diretoria do Sindicombus-
tíveis Bahia aproveitou para relatar sobre a demora no processo de
licenciamento ambiental dos postos revendedores e pedir agilidade
na liberação das licenças.
Poço Candeias em 1941. Crédito: Agência Petrobras
10
INFORME JURÍDICO
ALERTA PARA AS QUESTÕES DE SEGURANÇA
NO ATENDIMENTO
Por Jorge Matos
Advogado do Escritório Matos e Oliveira
Advogados Associados
O
s postos revendedores podem passar a ter pro-
blemas junto à fiscalização da ANP e de outros
órgãos em função do atendimento as normas de
segurança, já se tendo notícia de várias autua-
ções nesse sentido e os postos são vulneráveis a isto quando
nos deparamos com os procedimento de abastecimento, cujas
as normas seguem as imposições da ABNT NBr 15594-1:2008,
sendo certo que os postos deverão procurar atendê-las. Tal afir-
mativa condiz com o que trata a Portaria 116 da ANP, na medida
em que no artigo 10, inciso XVIII, faz-se referência a questão da
segurança das pessoas e vincula a legislação em vigor, a saber:
Art.10. O revendedor varejista obriga-se a:
... XVIII - zelar pela segurança das pessoas e das
instalações, pela saúde de seus empregados, bem como
pela proteção ao meio ambiente, conforme legislação em
vigor;
Para melhor nortear a revenda, abaixo se dispõe sobre as nor-
mas para operação de abastecimento em geral.
Para abastecimento de veículos automotores a operação
deve ser iniciada quando:
1. O veículo estiver posicionado de forma conveniente para o
abastecimento, evitando-se que a mangueira permaneça trans-
passada por baixo do veículo, isto quando o mesmo possuir dois
ou mais bocais de abastecimento;
2. Não houver fonte de ignição na área de abastecimento e as
instalações/ equipamentos elétricos estiverem em conformidade
com a ABNT NBR 14639, inclusive deverá ser observada a proi-
bição de uso de celular;
3. O motor do veículo estiver desligado;
4. Não existir pessoas fumando;
5. O atendente confirmar com o motorista o combustível a ser
abastecido no veículo;
6. O mostrador mecânico ou display da unidade abastecedora
estiver totalmente zerado.
Depois do atendimento dos procedimentos acima, deve o
frentista/funcionário responsável:
a) Acionar manualmente os teclados da unidade abastecedora
eletrônica, nunca utilizando canetas ou outros objetos;
b) Retirar do suporte da unidade abastecedora o bico de abaste-
cimento, posicionando a ponteira do bico para cima;
c) Operar manualmente a alavanca de acionamento da unidade
abastecedora mecânica, nunca utilizando o bico de abasteci-
mento ou outros objetos;
d) Manter a mangueira estendida, evitando a formação de peque-
nos laços, não tracionando-a nem torcendo-a excessivamente; e
e) Inserir o bico de abastecimento no bocal do tanque do veículo.
Durante o abastecimento, o frentista/funcionário responsá-
vel deve:
I. Manter o contato entre o bico de abastecimento e o bocal do
tanque do veículo até que o abastecimento seja concluído;
II. Permanecer na área de abastecimento, podendo realizar ou-
tras tarefas inerentes à atividade, quando o abastecimento for
efetuado por meio de bico automático;
III. Operar de maneira contínua quando o abastecimento, for efe-
tuado por meio de bico simples, sendo proibida a utilização de
11
INFORME JURÍDICO
qualquer tipo de objeto para travamento do gatilho e não po-
dendo realizar outras tarefas inerentes à atividade;
IV. Interromper imediatamente a operação, em caso de der-
ramamentos, iniciando prontamente a remoção do produto
derramado, utilizando material necessário e com uso dos equi-
pamentos de proteção, manuseando e armazenando o produto
recolhido ou mesmo fazendo a destinação para a caixa separa-
dora que deve existir no posto revendedor.
Após o abastecimento, o atendente deve:
I. Destravar o bico automático de abastecimento, caso ainda
esteja acionado;
II. Retirar o bico de abastecimento do bocal do veículo, manten-
do a ponteira do bico para cima;
III. Desligar a unidade abastecedora recolocando o bico de
abastecimento no suporte da unidade.
IV. Em caso de anormalidade constatada no abastecimento, o
responsável pelo posto revendedor veicular deve ser imedia-
tamente comunicado, devendo ser os equipamentos inspecio-
nados.
Abastecimento de motocicletas, triciclos ou similares
O abastecimento de motocicletas, triciclos, bicicletas motori-
zadas ou outros veículos de pequeno porte deve ser feito de
acordo com os procedimentos adotados para os veículos auto-
motores, no que couber, devendo ainda ser realizado:
a) Sem pessoas sentadas no veículo;
b) Cuidadosamente e com vazão lenta da unidade abastecedo-
ra, diretamente no tanque do veículo, sem o auxílio de funil ou
outro recipiente auxiliar;
c) Mantendo o contato entre o bico e o bocal durante o abas-
tecimento.
Abastecimento de recipientes de combustíveis - Proibição
em vasilhames.
O posto revendedor tem possibilidade de fazer abastecimento
em recipientes de combustíveis que devem ser rígidos, metá-
licos ou não metálicos, devidamente certificados e fabricados
para este fim, permitindo o escoamento da eletricidade estática
gerada durante o abastecimento para os recipientes metálicos.
Os recipientes não metálicos devem ter capacidade máxima de
50 litros e atender aos regulamentos municipais, estaduais ou
federais aplicáveis. O abastecimento desses recipientes deve
ser feito conforme as mesmas normas pertinentes ao abaste-
cimento de veículo, no que couber. Os recipientes devem ser
abastecidos até 95% de sua capacidade nominal para permitir
a expansão por dilatação do produto, evitando o transborda-
mento, e deve ser mantido o contato entre o bico e o bocal do
recipiente para permitir o escoamento da eletricidade estática.
Os recipientes com capacidade inferior ou igual a 50 litros de-
vem ser abastecidos fora do veículo, apoiados sobre o piso,
com a vazão mínima da unidade abastecedora e embutindo ao
máximo possível o bico dentro do recipiente. Ainda, nestes re-
cipientes, deve ser direcionado o escoamento do produto para
a parede do recipiente, para que o produto seja descarregado
próximo ao fundo, de forma a minimizar a geração de eletrici-
dade estática.

O abastecimento a clientes em vasilhames como acima men-
cionado, deixa evidente que não há como realizar atendimento
com a utilização de garrafas pet ou mesmo de vidro, apesar de
não haver proibição nas normas editadas pela ANP, entretanto,
o órgão fiscalizador adota como normas de segurança aquelas
editadas pela ABNT, que traça proibição pertinente ao abaste-
cimento em vasilhames, como já se evidenciou.
O abastecimento a clientes em vasilhames como acima men-
cionado, deixa evidente que não há como realizar atendimento
de abastecimento com a utilização de garrafas pet ou mesmo
de vidro, apesar de não proibição nas normas editadas pela
ANP, entretanto o órgão fiscalizador adota como normas de se-
gurança aquelas editadas pela ABNT, que traça proibição perti-
nente ao abastecimento em vasilhames como já se evidenciou.
Patente, portanto, que existe a proibição e a norma expressa-
mente indica como poderá ser feita a venda de combustível
fora do tanque do veículo, sendo colocado que somente po-
derá ser feita a venda por meio de recipiente metálico ou não
metálico, rígidos, certificados e fabricados para este fim e que
permita o escoamento da eletricidade estática gerada durante
o abastecimento.
A norma ainda indica que se deve ter o necessário cuidado
e somente realizar o abastecimento até 95% da capacidade
do recipiente, para evitar transbordamento por expansão por
dilatação do produto.
Assim, não há dúvida de que existe proibição para a venda de
combustível em garrafa pet ou similar, podendo o posto sofrer
autuação pelos órgãos fiscalizadores, dentre estes a ANP, PRO-
CON e CODECON.
12
ARTIGOS
Por José Carlos Ulhôa Fonseca
Empresário e presidente Sindicombustíveis – DF
N
ós, os dirigentes sindicais patronais, do setor
de combustíveis de todo o Brasil, temos vivi-
do momentos de apreensão e incredulidade,
diante da postura adotada por certos órgãos
públicos de controle, podando o comportamento do merca-
do, baseado na livre concorrência, causando desconforto e
intranquilidade no segmento.
Tem sido motivo de efetiva preocupação das diretorias que com-
põem os quadros dirigentes dos sindicatos, as normas, regula-
mentos e outros instrumentos que regulamentam os limites de
atuação das instituições que foram criadas com a finalidade pre-
cípua de defender a categoria em relação aos poderes constituí-
dos do País, bem como se fazendo representar perante a opinião
pública de forma transparente, ética e com total lisura.
Estão nos colocando numa verdadeira camisa de força, impe-
dindo o pleno exercício de nossas funções, com diversas restri-
ções de ordem técnica e comportamental, calcadas na premissa
de que tudo que fazemos está voltado, entre outras coisas, à
manipulação e combinações de preços entre os concorrentes,
uma verdadeira paranoia que tem se disseminado nos órgãos de
regulação do setor.
Apenas para caracterizar melhor essa assertiva, temos, por
exemplo, a proibição da coleta de informações no mercado ata-
cadista como se pudéssemos pressupor, com bola de cristal, os
valores praticados pelas distribuidoras, base para os estudos de
mercado, de pontos de equilíbrio financeiro de empresas do setor
e consequente tomada de decisão quanto aos limites para ne-
gociações salariais, que aliás, acabamos de concluir para 2013.
Proíbe-se, também, nossa manifestação perante a mídia, quan-
do, no afã de mostrarmos ao consumidor de onde, de fato, ema-
nam os aumentos dos preços de combustíveis, sejam eles de
ajustes tributários realizados pelas Secretarias de Fazenda Esta-
duais, ou praticados pelas distribuidoras por qualquer razão mer-
cadológica, temos como objetivo minimizar a imagem negativa
que sempre querem impingir aos postos, como se fôssemos os
vilões do mercado.
De outra parte, vivemos momentos de mudanças efetivas nas re-
lações de trabalho dos dois elos da corrente empresarial produti-
va - os setores patronal e laboral, particularmente nesta área por
todo o Brasil e que vem repercutindo sobremaneira no equilíbrio
das contas financeiras das empresas do setor.
É sabido que não se pode olvidar, sobre as novas relações de
trabalho que o País vem trilhando, de vez que, sem uma parte, a
outra não gera motricidade, e não consegue alcançar seus obje-
tivos calcados na expectativa de retorno do capital investido em
seus negócios.
Entretanto, deve ser ressaltada que a visão ainda existente em
boa parcela dos empresários que militam na área - evidenciando
uma cultura empresarial tradicional de que bastam os mecanis-
mos históricos de correção da remuneração, com majorações
em suas respectivas datas-base, dos salários dos trabalhadores,
valendo-se, exclusivamente, da variação dos índices inflacioná-
rios - vem sendo substituída gradualmente por uma nova postura
nas negociações coletivas existentes.
Imaginar que com as oportunidades surgidas na oferta de no-
vos horizontes à classe trabalhadora, geradas pelo processo de
desenvolvimento porque passa o País, de que bastam corrigir
os salários nos patamares ditados pelos respectivos índices, é
desmerecer a inteligência e o bom senso que devem permear a
visão dos empreendedores.
Obviamente, neste particular setor da economia, onde tudo de-
pende da energia que comercializamos, os ventos sopram com
muito vigor, achatando cada vez mais as margens de lucros na
comercialização dos combustíveis ao consumidor, estando à bei-
ra de um verdadeiro colapso as contas das empresas para pros-
seguir em sua jornada empreendedora, geradora de empregos,
tributos e rendas às famílias que fazem parte do segmento.
Ouve-se, em todos os cantos deste imenso Brasil, nas ocasi-
ões e oportunidades públicas, onde o assunto de remuneração
e sobrevivência das empresas do setor é abordado, verdadeiro
clamor por parte dos varejistas para que haja uma mudança nos
mecanismos tributários que regem a atividade de comercializa-
ção dos combustíveis, desoneração da folha de pessoal, bem
como o compartilhamento do outro elo da corrente - as distri-
buidoras, nos ajustes necessários à remuneração das empresas.
Neste particular é sabido, por quem atua no segmento e detém,
de fato, informações fidedignas, de que suas margens transcen-
dem ao absurdo, estando, em média, cinco vezes maiores do que
as remunerações havidas pelas similares mundo afora, além de
sacrificarem sobremaneira, de formaextremamente mercantilis-
Livre Concorrência
13
ARTIGOS
ta, seus ditos “parceiros” quando se refere aos aluguéis pratica-
dos de seus postos próprios.
O jargão popular de que “o uso do cachimbo é que faz a boca
torta” se aplica perfeitamente na postura da maioria, pois mes-
mo com a inflação “domada a anos”, não houve atitude mais
positiva por parte das distribuidoras no que tange à fixação de
novos patamares de remuneração de seus ativos, permanecen-
do a cobrança de valores extremamente altos de aluguéis, ou o
uso de apelidos que, eventualmente, queiram para denominar a
legítima cobrança de quem é detentor da propriedade.
Desta forma, os sacrifícios para que o setor varejista exerça sua
parcela de responsabilidade perante este novo pacto social, tem
sido praticados de maneira unilateral, de forma quase que iso-
lada, colocando em risco o equilíbrio financeiro necessário de
suas empresas, de vez que na dependência clara da mão de
obra para manter seus negócios, remunerando cada vez melhor
e agregando outros valores à manutenção de seu efetivo - ali-
mentação, seguros de saúde, entre outros, há verdadeira san-
gria financeira de seus caixas, descapitalizando cada vez mais o
empresariado do segmento.
Assim, dentro de um quadro altamente restritivo abordado de
início, onde estamos sendo colocados em verdadeira camisa de
força, e face aos desafios cada vez mais complexos que per-
meiam a atividade varejista de combustíveis e lubrificantes, o
empresariado deve participar das diversas etapas das negocia-
ções entre os sindicatos que representam as categorias, bem
como perante as distribuidoras e governos federal e estaduais,
a fim de permitir a geração de alternativas para a formulação de
uma nova política ao setor, opinando, fazendo-se presentes
em todos os momentos e encontros patrocinados pelas partes
para defender política e tecnicamente o respectivo setor.
Torna-se imperioso e profundamente necessário, diríamos até,
estratégico - o que nos faz lembrar novamente, da máxima, de
que “o boi não sabe a força que tem no pescoço” - para que
reflitamos em nossa postura de que somente criticar ou esperar
que outros resolvam para nós sobre o nosso negócio, não nos
vai levar a lugar algum.
Convém lembrar do advogado, pensador e filósofo espanhol Lu-
cius Ananeus Sêneca, nascido em Córdoba, no ano 4 A.C., que
entre outras pérolas, nos legou a seguinte máxima:
“Não há vento de proa para a nau que não sabe o seu rumo”
O nosso rumo, é o rumo da geração de emprego, do
desenvolvimento e do progresso, numa ativi-
dade estratégica para a economia na-
cional. Queremos ser tratados como
empresários, como cidadãos que
atuam com ética e zelo.
14
FIQUE POR DENTRO
SUBSTITUIÇÃO DO DIESEL
S-1800 PELO S-500
IBAMA REALIZA
RECADASTRAMENTO
A
partir de 01 de julho todos os postos da Bahia deverão
comercializar o Diesel S-500 no lugar do S-1800. A
substituição está prevista na nova edição da Resolu-
ção ANP nº 65/2011. O S-500 é menos poluente e
somente em algumas regiões da Bahia ainda não era permitida a
venda. O revendedor deverá alterar as placas informativas dos pro-
dutos e informar a substituição no cadastro da ANP, dentro do prazo
de 30 dias, contados da data que passou a receber o diesel S-500.
ADIADA DISCRIMINAÇÃO DOS IMPOSTOS
NAS NOTAS FISCAIS
A GASOLINA DO BRASIL
EM RELAÇÃO AO MUNDO
A
Lei 12.741/2012, que dispõe sobre a obrigatoriedade
de discriminação dos impostos nas notas fiscais, pas-
sou a vigorar no dia 10 de junho de 2013. No entanto, o
governo deu mais um ano de prazo para que as empre-
sas passem a informar na nota fiscal ao consumidor o valor dos tri-
butos embutidos nos preços. O prazo adicional para cumprimento da
exigência da lei foi concedido pela Medida Provisória 620. O Governo
adiou o cumprimento da lei por entender a sua complexidade e pelos
pedidos de tempo para adaptação da mesma. E ainda promoverá
orientações educativas sobre o tema. Após o novo prazo, quem não
cumprir a exigência sofrerá as sanções previstas no Código de Defesa
do Consumidor. “O revendedor deve aproveitar o prazo estendido para
buscar a adaptação junto às empresas especializadas”, alertou o pre-
sidente do Sindicombustíveis Bahia, José Augusto Costa.
S
egundo dados da pesquisa realizada pela Bloomberg, uma das princi-
pais provedoras mundiais de informação para o mercado financeiro, o
Brasil não tem uma das gasolinas mais caras do mundo, como sempre
se propagou entre os consumidores do país.
O Brasil ocupa o 38% no ranking, com o litro da gasolina custando US$ 1,40. A ga-
solina mais cara do mundo é a da Turquia (US$ 2,60). Outros países que ultrapassam
a barreira do US$ 2,00 pelo litro do combustível são: Noruega (US$ 2,50), Itália (US$
2,35), Portugal (US$ 2,30), Grécia (US$ 2,28), Hong Kong (US$ 2,15), Reino Unido
(US$ 2,13) e Israel US$ (2,00).
A gasolina mais barata é a da Venezuela que custa US$ 0,02. Dona da maior reserva
natural de petróleo do mundo, enfrenta grave crise.
A pesquisa revela que o preço da gasolina tem uma variação muito grande ao redor
do mundo por causa dos impostos e mercados concorrentes. E aponta uma curiosi-
dade, o preço do litro da gasolina nos Estados Unidos é muito próximo ao do Brasil
(US$ 1,25), no entanto, os impostos lá representam apenas 15% deste valor, enquan-
to que no Brasil ultrapassam 50%. (Informações do Portal Terra/Economia)
A
partir do dia 1º de julho o IBAMA
estará promovendo o Recadastra-
mento do Cadastro Técnico Fede-
ral de Atividades Potencialmente
Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambien-
tais. O recadastramento do posto revendedor
será feito apenas no site do IBAMA (http://www.
ibama.gov.br).
15
FIQUE POR DENTRO