Samsara (sânscrito-devanagari: ?????

: , perambulação) pode ser descrito como o fluxo i
ncessante de renascimentos através dos mundos.
Na maioria das tradições filosóficas da Índia, incluindo o Hinduísmo, o Budismo e o Jainis
mo, o ciclo de morte e renascimento é encarado como um fato natural. Esses sistema
s diferem, entretanto, na terminologia com que descrevem o processo e na forma c
omo o interpretam. A maioria das tradições observa o Samsara de forma negativa, uma
condição a ser superada. Por exemplo, na escola Advaita de Vedanta hindu, o Samsara é
visto como a ignorância do verdadeiro eu, Brahman, e sua alma é levada a crer na rea
lidade do mundo temporal e fenomenal.
Já algumas adaptações dessas tradições identificam o Samsara (ou sa sâra, lit. "seu caminho"
) como uma simples metáfora.
Índice
1 Samsara no Vedantismo
2 Samsara no Budismo Tibetano
3 Samsara como metáfora psicológica
4 Roda do Samsara
5 Ver também
Samsara no Vedantismo
No Vedanta, o samsara tem o mesmo significado em diversas escolas, designando o
ciclo da transmigração do atma em mundos materiais. Shankara, considerado o fundador
das escolas modernas de vedanta, definia o samsara como sendo o caminho atempor
al realizado pelo atma em avidya ou ignorância. Uma vez que vidya é alcançada através de
jñana o conceito dual e egocêntrico de aham e mamata se esvai, o ciclo se extingue
e o atma se funde no Brahman alcançando moksha.
Shankara argumentava que o karma-vamsana, ou o desejo de realizar atividades mat
eriais do ego iludido é simplesmente devido à sua ignorância em ver-se diferente e com
a identidade distinta do Brahman, com a destruição do sentimento de aham, o atma vê q
ue ele também é o Brahman (aham brahmansmi; lit. eu sou brahman) e o samsara deixa de
ter fundamento.
No vedanta e na maioria das diversas tradições hindus que se fundamentam no Vedanta,
o ciclo de transmigração da alma, ou samsara, não é feito exclusivamente do passado par
a o presente, numa temporalidade linear como a concebida pela cosmologia Ocident
al. O ciclo pode se deslocar para qualquer posição no espiral do tempo e, de acordo
com as diferentes inferências feitas pelos sábios, em quaisquer Brahmandas, ou unive
rsos da criação material, e em quaisquer tipos de corpos, entre as 8,4 milhões de espéci
es transmigráveis, podendo haver evolução ontogênica ou filogência, nos dois sentidos: ele
vação e degradação; de semi-deus a larva, de planta a ser humano, e vice-versa. De fato,
as possibilidades de transmigração são infinitas.
Alguns smritis tais como o Garuda Purana, o Padma Purana, o Vixnu-smriti, o Manu
-samhita, o Vixnu-dharma-shastra e inúmeros outros textos clássicos do hinduísmo, pode
m ser considerados cânones da transmigração da alma, explicando em que situações a alma tr
ansmigra de onde para onde e por que.
Samsara no Budismo Tibetano
É a perpétua repetição do nascimento e morte, desde o passado até o presente e o futuro, a
través dos seis ilusórios reinos: Inferno, dos Fantasmas Famintos, dos Animais, Asur
a ou Demônios Belicosos, Ser humano, dos Deuses e da Bem-Aventurança. A menos que se
adquira a perfeita sabedoria ou seja iluminado, não se poderá escapar desta roda da
transmigração, ou Roda da Samsara. Aqueles que estão livres desta roda de transmigração são
considerados lamas, iluminados (ou budas, em sânscrito).
Samsara como metáfora psicológica
À parte da cosmologia e mitologia tradicional de renascimento do corpo físico no bud
ismo também pode-se compreender este ensinamento como o ciclo de morte e renascime
nto da consciência de uma mesma pessoa. Momentos de distração, anseios e emoções destrutiv
as são momentos em que a consciência morre para despertar em seguida em momentos de
atenção, compreensão e lucidez. Nesta visão os agregados impuros, skandhas, são levados a
diante para o momento seguinte em que a consciência toma uma nova forma.
A meditação budista ensina que por meio de cuidadosa observação da mente é possivel ver a
consciência como sendo uma sequência de momentos conscientes ao invés de um contínuo de
auto-consciência. Cada momento é a experiência de um estado mental específico: um pensam
ento, uma memória, uma sensação, uma percepção. Um estado mental nasce, existe e, sendo im
permanente, cessa dando lugar ao próximo estado mental que surgir. Assim a consciênc
ia de um ser senciente pode ser entendida como uma série contínua de nascimentos e m
ortes destes estados mentais. Neste contexto o renascimento é simplesmente a persi
stência deste processo.
Esta explicação do renascimento como um ciclo de consciência é consistente com os demais
conceitos budistas, como anicca (impermanência), dukkha (insafistatoriedade), ana
tta (ausência de identidade) e é possivel entender o conceito de karma como um elo d
e causa e consquências destes estados mentais.
Roda do Samsara
A roda do Samsara engloba seis caminhos diferentes, definidos a partir do karma.
Porém, por mais que se alcance uma existência abençoada, o sofrimento ainda é inevitável:
mesmo os seres mais iluminados ainda estão sujeitos aos males do mundo, e à reincar
nação. Apenas a iluminação quebra o ciclo.
Deva: primeiro caminho divino, às vezes referidos como existências semelhantes aos D
euses, Devas são o estágio mais sublime do Samsara, reservado aos de karma positivo.
Mesmo com poderes e conhecimentos divinos, ainda estão sujeitos à reencarnação e males
dos seres humanos, como orgulho, luxúria, ira, e etc. Um dos dois caminhos divinos
, representando o lado positivo.
Asura: o segundo caminho divino, representa o extremo oposto de um Deva, o lado
ruim. Pessoas que eram ciumentas, furiosas e sanguinárias tendem a renascer como A
suras, o caminho demoníaco. Assim como os Devas, têm habilidades extraordinárias e tam
bém estão sujeitos ao karma e à reencarnação.
Manusya: os seres humanos. Baseia-se no orgulho, paixão, desejo e dúvida, e é tido com
o o caminho mais propício para alcançar o nirvana, já que podem obter as informações neces
sárias para tal, sem que os fortes desejos carnais e obsessões dos caminhos elevados
interfiram nesse processo.
Animal: crê-se que existem pessoas que renascem como animais, devido ao estado de
ignorância, domínio do instinto, sobrevivência do mais apto e servidão aos humanos que e
ssas pessoas se encontravam em suas vidas anteriores.
Preta: o caminho dos fantasmas famintos. Caminho baseado na forte possessividade
e desejo em vidas anteriores, são criaturas humanoides, pálidas e magras, justament
e por estarem sempre famintos e sedentos, porém são incapazes de saciar a perpétua fom
e e sede que sentem.
Naraka: o mais próximo do Inferno do Budismo. Todos que são mandados para o caminho
Naraka só ficam lá até equilibrarem seu karma, podendo assim renascer (o que mostra qu
e o Naraka não mantém ninguém preso eternamente). São Oito Narakas Gelados e Oito Naraka
s Quentes, e cada um deles é um estágio para o equilíbrio do karma.representações do ego,
tal como o seu reino tomado é na verdade ele como ser, ou seu corpo. Assim, quando
Krishna incita a guerra contra os inimigos para retomar o seu reino por direito
, na verdade não está preconizando a guerra e sim prescrevendo que seu discípulo,Arjun
a lute contra o ego e desvirtudes correlatadas em prol da total controle da alma
sobre a matéria.