UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA

CAMPUS SANTANA DO LIVRAMENTO
BACHARELADO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS






RELAÇÕES BRASIL-ANGOLA NO PÓS-GUERRA CIVIL (2003-2010):
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E COOPERAÇÃO.





CARLOS TAUÃ RODRIGUES PINTO





PROJETO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO









Santana do Livramento
2013
2

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA
CAMPUS SANTANA DO LIVRAMENTO
BACHARELADO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS





RELAÇÕES BRASIL-ANGOLA NO PÓS-GUERRA CIVIL (2003-2010):
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E COOPERAÇÃO.






CARLOS TAUÃ RODRIGUES PINTO




Projeto de Trabalho de Curso apresentado
como requisito para obtenção do título de
Bacharel em relações internacionais pela
Universidade Federal do Pampa -
UNIPAMPA.
Orientador: Nathaly Xavier





Santana do Livramento
2013

3

SUMÁRIO


1. APRESENTAÇÃO .................................................................................................................. 4
2. OBJETO .................................................................................................................................... 5
2.1 TEMA ......................................................................................................................................... 5
2.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA ..................................................................................................... 5
2.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ........................................................................................... 8
2.4 DEFINIÇÃO DE HIPÓTESES .................................................................................................. 8
3. JUSTIFICATIVA ..................................................................................................................... 8
4. OBJETIVOS ............................................................................................................................. 9
4.1 GERAIS ...................................................................................................................................... 9
4.2 ESPECÍFICOS ........................................................................................................................... 9
5. EMBASAMENTO TEÓRICO ................................................................................................ 9
6. METODOLOGIA ................................................................................................................... 12
7. ESTRUTURA DA MONOGRAFIA ..................................................................................... 13
8. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ................................................................................... 14
9. REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 15

4

1. APRESENTAÇÃO

“RELAÇÕES BRASIL-ANGOLA NO PÓS-GUERRA CIVIL (2003-2010):
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E COOPERAÇÃO”.

Previsão de Duração da Pesquisa: 6 Meses.


Elaborado por Carlos Tauã Rodrigues Pinto


Orientado por Nathaly Xavier


Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso defendido e aprovado em: ____/____/____



Banca examinadora
________________________________________________________________
Prof. Assistente. Nathaly Xavier
Relações Internacionais – Unipampa
________________________________________________________________
Prof. Assistente. Rafael Balardin
Relações Internacionais - Unipampa
________________________________________________________________
Prof. [...]
Relações Internacionais – Unipampa

5

2. OBJETO

2.1 TEMA
O presente Trabalho de Conclusão de Curso tem como tema as relações econômicas e
de cooperação técnica entre Brasil e Angola no imediato pós-guerra civil angolana (2003-
2010), evidenciando por meio dessas relações entre os países, um possível desenvolvimento
econômico e maior integração entre os Estados.

2.2 DELIMITAÇÕES DO TEMA

Com a descoberta da foz do Rio Congo em 1482 por Diogo Cão deu-se início a
presença portuguesa na região de Angola, o que culminou em 1576 na fundação de São Paulo
de Luanda, que se transformaria no maior mercado abastecedor de escravos do Brasil. Em
1951, Angola recebe o título de Província Ultramarina de Portugal o que lhe concedia uma
administração e recursos próprios. Nessa época começam a surgir movimentos nacionalistas
que buscavam a independência de Angola de Portugal. Sendo assim, em 1956 surge o
Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), em 1962 a Frente Nacional de
Libertação de Angola (FNLA) e em 1964 a União Nacional para a Independência Total de
Angola (UNITA) os quais lutavam contra o colonialismo português buscando a independência
do Estado angolano. Destaca-se que além de lutarem contra Portugal para a independência do
país, lutavam entre si disputando quem governaria Angola pós-independência.
A guerra de independência angolana terminou em 1975 com a proclamação da
independência de Angola feita em Luanda pelo MPLA, o que não agradou os demais partidos
(FLNA e UNITA) desencadeando uma guerra civil no imediato independência. A guerra civil
estende-se até 2002 onde MPLA e UNITA firmam um Acordo de Paz que pôs fim na guerra
civil e deu início a uma nova era para o Estado angolano, que vivia a mais de 30 anos em
conflito.
Com o final da guerra civil, Angola encontra-se com profundos danos em suas
instituições políticas e sociais. Com uma infraestrutura extremamente precária, aliada ao
êxodo rural promovido pela guerra civil, deu-se nas principais cidades de Angola –
especialmente na capital, Luanda – o surgimento de grandes bairros que não possuíam as
mínimas condições de subsistência para a população, o que acarretou na diminuição da força
de trabalho angolana e do desenvolvimento do processo tecnológico no país. Para contrapor
essa situação o governo angolano procurou abrir sua economia e estreitar suas parcerias
6

estratégicas. Destaca-se, então, a China como importadora angolana, que no ano de 2008
ultrapassou os EUA, chegando a importar 42% do total exportado por Angola em 2011.
Destaca-se, também, o Brasil como um grande exportador angolano, o qual em 2009 exportou
7,9% do total importado por Angola, segundo a Agencia para o Investimento e Comércio
Externo de Portugal – AICEP- (2012).
A política externa angolana desde sua independência, segundo Cepik e Jornada (2012,
p.200-201) “esteve norteada pelos condicionantes da sua segurança [...] Atualmente a região
parece estar pacificada, e é pouco provável que Angola entre em conflito com qualquer um
dos países da região”, o que oferece maior segurança para investimentos externos no país.
Economicamente, Angola volta-se para fora de sua região, mesmo fazendo parte de algumas
instituições multilaterais regionais africanas seu fluxo comercial é muito baixo com os países
da África Austral. Sendo assim, o Brasil destaca-se como um importante parceiro angolano,
estando em terceiro lugar nos países que mais exportam para Angola, perdendo somente para
Portugal e Estados Unidos.
A política externa brasileira para os países africanos iniciou-se nos anos 1950, com os
conceitos de nacional-desenvolvimento de Getúlio Vargas, passando pelo desenvolvimento
associado de Juscelino Kubitesch, chegando a Política Externa Independente (PEI) criada
também no governo Jânio Quadros.

[...] tornou-se cada vez mais evidente o interesse brasileiro em estabelecer o contato
com as colônias portuguesas na África (futuros países independentes). [...] Durante o
Governo Jânio Quadros (1961), ocorreu a primeira estratégia típica da política
brasileira direcionada ao continente africano: Jânio promoveu a aproximação com a
África mediante a criação do Departamento de África no Itamaraty. Nessa sintonia,
foram instaladas as primeiras embaixadas brasileiras em Acra (Gana), Nairóbi
(Quênia), Dacar (Senegal) e Lagos (Nigéria). (RIZZI, 2005, p.30-31)

Na busca de uma maior aproximação com os países africanos, o Brasil estabelece uma
relação mais próxima com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),
especialmente com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), devido às
semelhanças linguísticas, culturais e históricas.
A aproximação com Angola, de fato, se dá com o reconhecimento do Estado angolano
como Estado independente, sendo o Brasil o primeiro Estado a reconhecer essa independência
pelo então presidente Ernesto Geisel em 1975 e, por consequência, seu governo liderado pelo
MPLA. Segundo Cepik e Jornada (2012, p.203) “Além de favorecer as relações bilaterais, o
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reconhecimento do governo do MPLA, em 1975, indicava uma inflexão da política externa
brasileira em favor dos países africanos, [...], que se consolidaria dali em diante”.
As relações entre Brasil e Angola cresceram positivamente durante os anos 1990,
muito por meio de acordos de cooperação estabelecidos entre os dois Estados, criando uma
linha de crédito do Brasil para Angola, acordos de cooperação técnico-científica, criação da
Comissão Mista Brasil-Angola e da entrada da empresa Petrobras na prospecção e exploração
do petróleo angolano por meio da Braspetro,

A partir da ascensão de Lula à presidência do Brasil em 2003, a política externa
brasileira passa por nova reorientação, tendo na expansão das relações com os países
africanos um de seus principais pilares. Angola é um dos principais sustentáculos
dessa política brasileira para a África, já que é o maior receptor de investimentos
brasileiros no continente. (CEPIK E JORNADA, 2012, p.203)

As relações bilaterais entre Brasil e Angola têm gerado benefícios para o Brasil devido
ao crescimento econômico angolano. No início dos anos 2000, o Estado brasileiro exportava
US$ 200 milhões por ano para Angola, em 2008 esse valor cresceu quase dez vezes passando
para US$ 1.975 Bilhões, o que significa que Angola passava seu percentual de exportação de
0,2% e 0,3% para 1% do total exportado pelo Estado brasileiro. Vários produtos tem ganhado
destaque na pauta exportadora brasileira como chassis de veículos, combustíveis, tratores,
móveis, carne e açúcar. Do outro lado, Angola tem exportado para o Brasil, principalmente,
petróleo, o que em 2008 equivaleu a US$ 2,2 bilhões.

O Brasil realiza investimentos diretos em Angola: destaque para a Petrobras, que
está atuando nesse país desde 1979; e para o banco Central, que reportou, em 2007,
um total de US$ 73 milhões em IDE brasileiro, o que equivalia a 0,1% do IDE total
brasileiro no exterior na modalidade de participação de capital. (CUNHA, 2012,
p.213)

Angola vem destacando-se no cenário internacional devido a sua economia que tem
crescido consideravelmente. Observando este crescimento o Brasil procura estreitar ainda
mais suas relações de cooperação com Angola, buscando maior destaque internacional e um
novo mercado para atuação. Por outro lado, Angola busca em seu relacionamento com o
Estado brasileiro um maior desenvolvimento econômico e de sua infraestrutura (pois boa
parte desta foi destruída na guerra civil) e cooperação técnica por meio de programas na área
da saúde, educação, entre outros.
8


2.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

O assunto abordado neste Trabalho de Conclusão de Curso busca compreender como
se desenvolveu as relações econômicas e de cooperação técnica entre Brasil e Angola no
imediato pós-guerra civil (2003-2010) visto as situações internas e externas vivenciadas por
cada país na época, e as motivações que levaram ambos Estados a se relacionarem mais
intensamente nesse determinado período (2003-2010).

2.4 DEFINIÇÕES DE HIPÓTESES

Formulação de hipóteses:
(1) A busca brasileira por ascensão no cenário internacional e a angolana por
desenvolvimento econômico e infraestrutural buscando, também, uma maior
inserção de sua economia no sistema internacional, levam Brasil e Angola a firmar
parcerias estratégicas e cooperarem técnica e economicamente.
(2) A cooperação via CPLP proporciona a Brasil e Angola uma maior aproximação,
possibilitando um desenvolvimento mais amplo nas relações econômicas e
técnicas entre os dois Estados.


3. JUSTIFICATIVA

Este trabalho busca elucidar as relações econômicas entre Brasil e Angola por meio da
Cooperação Sul-Sul, que poderá contribuir com os estudos africanos e brasileiros que são
recentes. Busca-se entender, também, as motivações que levam Brasil e Angola a estreitar
suas relações econômicas e de cooperação técnica entre os anos de 2003 e 2010, devido a
ambos Estados possuírem grande influência em suas respectivas regiões e estarem
destacando-se no cenário internacional.





9

4. OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL

Buscar compreender as relações econômicas e a cooperação técnica entre Brasil e
Angola de 2003 a 2010, evidenciando o possível desenvolvimento econômico angolano e
compreender quais motivações e orientações que permeiam a relações de cooperação entre
Brasil e Angola neste determinado período.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Analisar o desenvolvimento das relações econômicas e de cooperação
técnica entre Brasil e Angola no imediato pós-guerra civil angolana (2003-
2010);
 compreender as motivações que levam Angola e Brasil a intensificar a
cooperação Sul-Sul, no pós-guerra civil angolana – governo Lula no Brasil;
 elucidar as relações bilaterais indiretas entre Brasil e Angola, via a
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), por exemplo.

5. EMBASAMENTO TEÓRICO

O futuro trabalho de conclusão de curso terá por referência os conceitos de
Cooperação Sul-Sul, Cooperação técnica, Política Externa (caracterizando Política Externa
Brasileira e Política Externa Angolana), Soft Power da teoria neoliberal e de Cooperação para
o Desenvolvimento.
Quando nos referimos à cooperação Sul-Sul precisamos, antes de tudo, ir à origem do
conceito de cooperação trazido por Keohane (apud Jatobá, 2013, p. 50), onde o autor define
cooperação como “um processo de negociação, que é frequentemente referida como
„coordenação política‟”. Segundo Jatobá (2013, p. 50) “Portanto [...], ocorre um ajuste das
políticas de um ator às preferências do(s) outro(s) envolvido(s), um processo difícil, que é
marcado por intensas negociações entre as partes”. Sabendo o conceito essencial de
cooperação, podemos dizer que o conceito de cooperação sul-sul, segundo Iara Costa Leite
(2010) “[...] é empregado para se referir a um amplo conjunto de fenômenos relativos às
relações entre países em desenvolvimento – desde a formação temporária de coalizões no
âmbito de negociações multilaterais até o fluxo de investimentos privados”, sendo assim as
10

relações de Brasil e Angola se encaixam nesse conceito, pois ambos são países em
desenvolvimento que interagem entre si buscando uma maior inserção no senário
internacional.
Tratando de cooperação, utiliza-se o conceito de cooperação técnica para definir a
cooperação existente entre Brasil e Angola, mais precisamente entre 2003 a 2010, onde vários
acordos foram assinados nesta área entre os dois Estados e os CPLP. Segundo a Agência
Brasileira de Cooperação (ABC), cooperação técnica

[...] pode ser caracterizada como uma intervenção temporária destinada a promover
mudanças qualitativas e/ou estruturais em um dado contexto socioeconômico, seja
para sanar e/ou minimizar problemas específicos identificados naquele âmbito, seja
para explorar oportunidades e novos paradigmas de desenvolvimento. A
materialização dessas mudanças dá-se por meio do desenvolvimento de capacidades
técnicas de instituições ou de indivíduos. Essa capacidade, por sua vez, poderá estar
direcionada à apropriação de conhecimento por segmentos da população e ao
aperfeiçoamento da ação finalística de instituições públicas e privadas [...], os
beneficiários têm acesso a tecnologia, experiências, conhecimentos e capacitação
disponíveis no exterior, os quais, conjugados com as capacidades técnicas locais,
contribuirão para o desenvolvimento do país [...]. (ABC, 2005, p.7)

Faz-se necessário primeiramente conceituar Política Externa como as

Ações expressas na forma de metas definidas explicitamente, compromissos e/ou
diretrizes, realizadas por representantes governamentais, agindo em nome de suas
comunidades soberanas são direcionadas no sentido de alcançar objetivos, condições
e atores que eles desejam influenciar e que estejam além da legitimidade de seu
território. CARLSNAES, THOMAS e SIMMONS, 2000 (apud BURITY, 2012,
p.20)

Sendo assim, caracteriza-se a política externa brasileira para Angola e a CPLP durante
o governo Lula (2003-2010) como a busca por uma atuação mais “ativa” no cenário
internacional da época, segundo o Celso Amorim (apud BARRETO, 2012, p.17) o “[...]
desejo de levar “postura de ativismo responsável e confiante no plano das relações externas”
[...]” levou o Brasil a intensificar suas relações com a Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP) e em especial com Angola. Consideramos Política Externa Ativa, segundo
Almeida (2009, p. 230) “quando o país tenta coordenar esforços políticos, econômicos,
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sociais e culturais [...]”, a fim de coordenar ações ou influenciar outro(s) Estado(s) nas suas
tomadas de decisões em âmbito global.
Caracteriza-se Política Externa Angolana, a partir de 2003 – pós-guerra civil – para a
CPLP e o Brasil, como a busca e a abertura comercial para novas parcerias estratégicas,
objetivando a melhoria, principalmente, da infraestrutura do país. Segundo Joveta (2009, p.5)

O novo quadro político angolano proporcionou condições para uma política externa
mais pragmática [...], pois o governo vê como prioridade o desenvolvimento das
infra-estruturas do país baseado em busca de parcerias externas [...] mas não
abandona os parceiros tradicionais como o Brasil.

Para elucidar as motivações que levam o Brasil a relacionar-se com Angola e a CPLP,
utilizou-se o conceito de Soft Power da Teoria Liberal, onde por meio de um “poder suave”
(cultura, mídia, cooperações técnicas e econômicas, esporte, etc.) o Brasil busca maior
influência internacional por meio de uma aproximação com os países (neste caso Angola e a
CPLP) sem o uso da força e coerção. Segundo Joseph Nye (apud FRANÇA, 2011, Grifo
nosso)

“[...] poder é a habilidade de influenciar o comportamento dos outros para conseguir
o resultado que se quer. [...] O conceito básico de poder é a habilidade de influenciar
outros a fazer o que você quer. Há três maneiras de se fazer isto: uma delas é
ameaçá-los com galhos; a segunda é comprá-los com cenouras; e a terceira [poder
soft power] é atrai-los ou cooperar com ele para que queiram o mesmo que você. Se
você conseguir atraí-los a querer o que você quer, te custarão muito menos cenouras
e galhos.”

Para explicar as motivações que levaram Angola a relacionar-se com o Brasil e a
CPLP, buscou-se o conceito de Desenvolvimento Econômico. Sendo assim,

O desenvolvimento econômico [...] se caracteriza pelo aumento sustentado da
produtividade ou da renda por habitante, acompanhado por sistemático processo de
acumulação de capital e incorporação de progresso técnico. Uma vez iniciado, o
desenvolvimento econômico tende a ser relativamente automático ou auto-
sustentado na medida em que no sistema capitalista os mecanismos de mercado
envolvem incentivos para o continuado aumento do estoque de capital e de
conhecimentos técnicos. (PEREIRA, 2006, p.1)

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Por meio do conceito supracitado Angola busca, na Cooperação Sul-Sul, acumular
capital e desenvolver-se tecnicamente, assim buscando maior desenvolvimento econômico.


6. METODOLOGIA

O presente trabalho objetiva compreender as relações econômicas e de cooperação
técnica entre Brasil e Angola no imediato pós-guerra civil angolana, de 2003-2010, para isso,
tem-se como base a pesquisa aplicada, pois “Tem como objetivo investigar, comprovar ou
rejeitar hipóteses sugeridas pelos modelos teóricos” (RODRIGUES, 2007, p.3). Este trabalho
também visa estabelecer uma ligação entre as relações bilaterais Angola/Brasil e as
motivações que levam ambos a se relacionarem, por meio de uma pesquisa exploratória,
fazendo um levantamento bibliográfico e uma pesquisa bibliográfica, para proporcionar uma
maior familiaridade com o problema de pesquisa, demonstrando o desenvolvimento
econômico e o aumento da cooperação técnica obtido entre países no período de 2003-2010.
Metodologicamente, para um melhor estudo do tema de pesquisa se utilizará um
levantamento de fontes primárias (Discursos Oficiais de Presidentes, Embaixadores,
Ministros das Relações Exteriores, Documentos Oficiais, Arquivos Públicos e etc.) e
secundárias (Livros, Teses, Artigos, Trabalhos Científicos, Notícias, Tabelas, Mapas e etc.).
Por meio de estudos e análises históricas, buscar-se-á compreender a aproximação entre
Brasil e Angola mediante o marco temporal do pós-guerra civil angolano, governo Lula no
Brasil.

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7. ESTRUTURA DO TRABALHO

SUMÁRIO PROVISÓRIO


1. Introdução
1.1 Considerações Teóricas
2. Breve Histórico das Relações Bilaterais entre Brasil e Angola (1975-2002)
2.1. O Reconhecimento da Independência de Angola pelo Brasil e sua Importância para as
Relações Bilaterais entre os Países
2.2. A Guerra Civil Angolana e as Relações Bilaterais de Cooperação Técnica e
Desenvolvimento Econômico entre Brasil e Angola (1975-2002)
3. Relações Brasil/Angola no Imediato Pós-Guerra Civil (2003-2010)
3.1. Relações Brasil- África (2003-2010)
3.1.1 Política Externa Brasileira para África: aproximação via Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP)
3.2. Relações Brasil-Angola (2003-2010)
3.2.1. Política Externa Brasileira para Angola: a Cooperação Sul-Sul e a Busca por
Ascenção Internacional
3.3. Relações Angola- Brasil (2003-2010)
3.3.1. Política Externa Angolana para Brasil: a Cooperação Sul-Sul e o
Desenvolvimento econômico
4. Considerações Finais
5. Referências Bibliográficas
6. Anexos e Apêndices
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8 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

ATIVIDADES
2013
2014
NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO
Pesquisa do
Tema
X X
Definição do
Tema
X X
Levantamento
Bibliográfico
X X X X X X X X
Revisão e
Análise das
Referências
Bibliográficas
X X X X
Elaboração do
Projeto TCC
X X X X X
Apresentação
do Projeto
TCC
X
Análise e
comparações
aprofundadas
X X X X X X
Redigir TCC X X X
Apresentação
TCC
X

15

9 REFERÊNCIAS

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