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1 - Em relação aos tumores benignos da mama, marque a alternativa INCORRETA:
1) O fibroadenoma é a neoplasia mamária mais comum em pacientes menores de 25 anos.
2) O fibroadenoma é tumor misto, conjuntivo e epitelial, com provável origem no lóbulo
mamário.
3) Os tumores filoides são divididos em três categorias (benignos, borderline e malignos) de
acordo com suas características histológicas.
4) O hamartoma mamário é constituído apenas de tecido conectivo.
5) O papiloma mamário se desenvolve principalmente em mulheres após a menopausa.

2 - Jovem de 23 anos procura PS de ginecologia com queixa de lesões vulvares dolorosas que
surgiram cinco dias após um contato sexual suspeito. As lesões vêm aumentando
progressivamente e após alguns dias percebeu “íngua” dolorosa na virilha esquerda. Ao exame
observam-se úlceras dolorosas e múltiplas em lábios menores e maiores, com diâmetros variáveis,
purulentas, facilmente sangrantes ao toque. Presença de “bubão” com sinais flogísticos à
esquerda. O agente etiológico mais provável é:
1) Haemophilus ducreyi.
2) Calymmatobacterium granulomatis.
3) Treponema pallidum.
4) Klebsiela granulomatis.
5) Vírus do herpes simples.

3 - Em relação ao câncer de colo uterino, assinale a alternativa correta:
1) O envolvimento dos linfonodos para-aórticos ocorre frequentemente neste tipo de tumor.
2) O papilomavírus humano é o agente causal primordial, sendo os tipos 16 e 31 os mais
frequentemente envolvidos.
3) A maioria das pacientes em fases iniciais da doença é sintomática.
4) O estadiamento do tumor é clínico, sendo algumas vezes necessários exames subsidiários para
complementação.
5) Os adenocarcinomas do colo uterino vêm apresentando redução em sua incidência,
relacionada à melhoria do rastreamento através da citologia.

4 - Em relação à endometriose pélvica, assinale a alternativa correta:
1) O emprego de hormônios é a terapêutica preferencial para esta doença.
2) O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e promover ou preservar a fertilidade.
3) O sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIUL-LNG) não apresenta indicação em seu
tratamento.
4) A ressonância magnética de pelve apresenta utilidade apenas no diagnóstico da endometriose
intestinal.
5) Esta doença não apresenta possibilidade de regressão espontânea em estádios iniciais apenas
com conduta expectante ou uso de contraceptivos hormonais.

5 - Mulher de 55 anos procura avaliação ginecológica com queixa de fogachos, principalmente
durante a noite e que perturbam seu sono de maneira importante. Menopausada há dois anos,
sem uso de terapia hormonal. Apresenta antecedentes de câncer de mama tratado há quatro
anos. Qual medicamento NÃO poderia ser empregado com segurança para melhora da
sintomatologia dessa paciente?
1) Citalopram.
2) Venlaflaxina.
3) Cimicifuga racemosa.
4) Gabapentina.
5) Clonidina.




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6 - Paciente de 45 anos refere perda de urina há dois anos com piora progressiva neste período. A
mesma observou que a perda é precedida de vontade imperiosa de urinar. Associado ao quadro
queixa-se de frequência miccional aumentada e noctúria. Tem ciclos menstruais regulares a cada
30 dias e é nuligesta. Qual das hipóteses abaixo melhor define o quadro acima descrito?
1) Infecção do trato urinário.
2) Litíase renal.
3) Bexiga hiperativa.
4) Incontinência urinária de esforço.
5) Função uretral deficiente.

7 - Em relação à contracepção hormonal combinada, indique a alternativa ERRADA:
1) É contraindicada em mulheres fumantes com mais de 35 anos.
2) Os métodos de administração oral estão contraindicados em pacientes com história de
cirurgia bariátrica com procedimentos disabsortivos.
3) A insuficiência venosa (varizes e tromboflebite superficial) é contraindicação para seu uso.
4) Pode ser considerada em pacientes lúpicas com doença inativa, sem comprometimento renal
e anticorpos antifosfolípides.
5) Nas portadoras de enxaqueca clássica com cefaleia focal ou sintomas neurológicos é
contraindicada.

8 - A infertilidade de causa tubária está associada principalmente à infecção pelo (s) seguinte (s)
agente infeccioso(s):
1) Chlamydia trachomatis sorotipos D,E,F,G.
2) Chlamydia trachomatis sorotipos L1, L2, L3.
3) Calymmatobacterium granulomatis.
4) klebsiela granulomatis.
5) Haemophilus ducreyi.

9 - Mulher de 42 anos vem à consulta ambulatorial referindo morar em outro estado, devendo
voltar para casa em cerca de dois meses. Queixa-se de aumento do volume abdominal há um ano,
de caráter progressivo, associado a ciclos menstruais volumosos e com duração de 10 dias. Teve
cinco gestações e cinco partos normais. Nunca fez exame ginecológico. Durante a avaliação clínica
e subsidiária observou-se miomatose uterina (múltiplos nódulos de mioma) com volume
aproximado de 980 cm
3
e citologia cervical denotando lesão intraepitelial de alto grau (LIEAG). A
colposcopia com biópsia evidenciou neoplasia intraepitelial cervical grau 3 (NIC 3). Qual a conduta
inicial para esta paciente que necessita retornar rapidamente à sua cidade natal?
1) Conização cervical.
2) Miomectomia.
3) Histerectomia total abdominal.
4) Histerectomia total vaginal.
5) Cirurgia de Werthein-Meigs.

10 - Paciente de 18 anos chega ao pronto socorro ginecológico chorosa, pedindo para ser atendida
por uma médica. Conta história que foi estuprada por homem desconhecido há oito dias, o qual
não usou preservativo. No entanto teve vergonha em procurar serviço médico na referida data.
No momento está assintomática. Em relação ao atendimento nessa fase, qual das condutas abaixo
pode ter efetividade?
1) Profilaxia para doenças sexualmente transmissíveis não virais.
2) Quimioprofilaxia para o HIV.
3) Imunoprofilaxia para hepatite B.
4) Contracepção de emergência.
5) Todas as acima.


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11 - Secundigesta com idade gestacional de 41 semanas e três dias, parto normal há dois anos, de
recém-nascido de termo, P=3.100 gramas, vem encaminhada à maternidade para antecipação do
parto. Exame físico geral sem alterações. Exame obstétrico: PA=120X70 mmHg, Altura Uterina = 35
cm, BCF = 144 bpm, contrações uterinas ausentes. Ao toque vaginal colo de consistência firme,
medianizado, com 50% de esvaecimento, pérvio para 1,5 cm, com apresentação cefálica fixa, no
plano (-) 2 de De Lee, bolsa íntegra, com líquido amniótico claro com grumos grossos.
Cardiotocografia com feto ativo e reativo. Neste caso, a melhor conduta é:
1) Controle dos movimentos fetais, se quantidade inferior a seis no período de duas horas,
retornar para avaliação da vitalidade fetal até completar 42 semanas.
2) Cardiotocografia diária, e internação para cesariana se não entrar em trabalho de parto até 42
semanas.
3) Resolução por via alta em decorrência do pós-datismo e Índice de Bishop desfavorável para
indução do trabalho de parto.
4) Indução do trabalho de parto com misoprostol por via vaginal.
5) Indução do trabalho de parto com infusão endovenosa de ocitocina.

12 - O exame ultrassonográfico morfológico de 1º trimestre de gestante com 37 anos evidenciou
translucência nucal aumentada, com demais parâmetros (ducto venoso, osso nasal, angulo nasal)
normais. Neste caso, a afecção fetal mais provável é:
1) Infecção por parvovívus.
2) Malformação fetal decorrente de diabetes gestacional.
3) Toxoplasmose aguda.
4) Trissomia do cromossomo 18.
5) Trissomia do cromossomo 21.

13 - Em relação à suplementação de ácido fólico para prevenção dos defeitos do tubo neural
assinale a alternativa correta:
1) A dose recomendada para gestantes epiléticas, em uso de anticonvulsivantes é dez vezes
maior que a dose usual.
2) Deve ser iniciada somente mediante diagnóstico de gravidez.
3) Gestantes com idade superior à 35 anos devem receber doses maiores que a usual.
4) Deve ser mantida durante toda a gestação em doses adicionais às do polivitamínico.
5) Em gestações gemelares, a dose recomendada é o dobro da usual.

14 - Na avaliação pré-natal de secundigesta com abortamento espontâneo anterior, com 35 anos,
IMC = 31, os exames complementares demonstraram: tipagem sanguínea O Rh (+),
Hb = 11 g/dL, Ht = 30%, glicemia de jejum = 128mg/dL com Hb glicada = 6,8 , Urina tipo I normal e
sorologias negativas (HIV, sífilis, HBs-Ag) com susceptibilidade à toxoplasmose. Ultrassonografia:
gestação compatível com 16 semanas, feto único, com peso no percentil 87, placenta anterior
grau zero, líquido amniótico subjetivamente normal; presença de malformação cardíaca complexa.
Tais achados estão mais associados com:
1) Anemia materna, que em decorrência da hemodiluição e hipóxia tecidual induz à hidropsia
fetal.
2) Diabetes gestacional, com macrossomia fetal, e maior susceptibilidade a infecções congênitas.
3) Obesidade materna, que favorece a macrossomia fetal, e em conjunto com anemia materna, à
cardiopatia fetal.
4) Diabetes mal controlada no primeiro trimestre, que em decorrência da hiperglicemia favorece
a malformação fetal por hipóxia tecidual.
5) Idade materna avançada, com risco aumentado para malformação fetal por maior risco de
trissomias.




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15 - Tercigesta, com dois partos normais anteriores, de RN prematuros ( 8ºmês) apresenta no
exame ultrassonográfico de 23ª semana, comprimento cervical de 2,1mm. Biometria compatível
com 23 semanas, peso fetal no percentil 45, placenta fúndica posterior grau zero, líquido
amniótico normal. Neste caso, a melhor conduta é:
1) Utilizar progesterona micronizada por via vaginal até 34-36 semanas.
2) Repetir ultrassonografia em 4 semanas, se diminuição do comprimento cervical, realizar
cerclagem de resgate.
3) Administrar uterolítico (terbutalina) até 34-36 semanas.
4) Administrar uterolítico (terbutalina) e ciclo de betametasona a partir de 24 semanas.
5) Pesquisar colonização por estreptococo beta, se positivo, indicar ampicilina ou penicilina.

16 - Assinale em qual das Síndromes Hemorrágicas abaixo, a perda sanguínea é de origem fetal:
1) Descolamento prematuro da placenta.
2) Placenta prévia.
3) Rotura de seio marginal.
4) Moléstia trofoblástica gestacional parcial.
5) Rotura de vasa prévia.
17 - No acompanhamento de trabalho de parto de tercigesta, com antecedente de parto cesáreo
há 12 anos e parto normal há cinco anos, observou-se após introdução de ocitocina endovenosa,
presença de quatro contrações uterinas de forte intensidade, com duração de 40 segundos,
acompanhadas de grande sensibilidade álgica e inquietação, com retesamento dos ligamentos
redondos e estiramento com elevação visível do seguimento inferior. Ao toque: dilatação total.
Posteriormente, sucedeu-se acalmia da parturiente, acompanhada de instabilidade hemodinâmica
e ausência dos batimentos fetais. Assinale a alternativa que contempla a hipótese diagnóstica e
conduta mais adequada:
1) Trabalho de parto franco, sofrimento fetal agudo – retirar ocitocina e cesárea de emergência.
2) Síndrome de Bandl-Frommel, rotura uterina – laparotomia exploradora de emergência.
3) Distócia funcional, taquissistolia – amniotomia para correção.
4) Síndrome de Bandl-Frommel, amniotomia – fórceps alto para extração fetal.
5) Macrossomia fetal, óbito fetal – acelerar trabalho de parto para expulsão fetal.

18 - Secundigesta com parto cesariano anterior, idade gestacional de 31 semanas, vem à
maternidade referindo sangramento genital enquanto dormia. Ao exame: BEG, descorada +/4+,
eupneica. PA = 100x70 mmHg, FC = 86 bpm. Exame obstétrico: Altura Uterina = 29 cm, BCF = 152
bpm, ausência de contrações uterinas. Presença de sangramento ativo, proveniente do colo
uterino em pequena quantidade. Solicitado ultrassonografia: feto único, vivo, pélvico, com
biometria compatível com 31 semanas, líquido amniótico normal, placenta grau 1, posterior
recobrindo parcialmente o orifício interno do colo. Assinale a alternativa com a hipótese
diagnóstica correta, propedêutica complementar adequada para seguimento e conduta:
1) Descolamento de placenta, solicitar hemograma e coagulograma para cesariana de urgência
com incisão segmento-corporal.
2) Placenta prévia parcial, solicitar dopplervelocimetria para avaliar acretismo, antecipar o parto
com equipe multidisciplinar, após resultado de exame.
3) Placenta prévia, solicitar ressonância magnética para avaliar acretismo, programar o parto
com 36-37 semanas com cateterização vascular para obliteração do fluxo nas uterinas se
confirmado acretismo.
4) Descolamento placentário crônico em placenta de inserção baixa, realizar dopplervelocimetria
para acompanhamento do hematoma, antecipação do parto após 48-72 horas de ciclo de
betametasona.
5) Placenta de inserção baixa, realizar ultrassonografia seriada para avaliar migração placentária,
internação para acompanhamento clínico com parto na vigência de sangramento
incontrolável.


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19 - Em relação à avaliação da vitalidade fetal, assinale a alternativa correta:
1) Os parâmetros avaliados na cardiotocografia anteparto são: frequência cardíaca fetal basal,
variabilidade, acelerações transitórias, movimentos fetais e desacelerações precoces e tardias
(DIPs).
2) Os testes para avaliação da vitalidade fetal são indicados apenas para gestações de alto risco,
em geral, a partir da 26ª-28ª semanas de gravidez.
3) O perfil biofísico fetal avalia os seguintes parâmetros: movimentos corpóreos, tônus,
movimentos respiratórios, volume de líquido amniótico e percentil do peso fetal.
4) Os testes de vitalidade fetal devem ser indicados a partir da viabilidade fetal
independentemente do risco gestacional, para avaliação do bem estar fetal.
5) A contagem dos movimentos fetais, mobilograma, não pode ser considerada como método de
avaliação da vitalidade fetal, em função da sua alta subjetividade, e dificuldade de
padronização.

20 - Durante consulta pré-natal, gestante de 24 semanas refere corrimento vaginal abundante,
com odor fétido, pH vaginal de 5. O exame especular mostrou corrimento branco-acinzentado,
com odor fétido. Teste de Whiff positivo. Neste caso, a melhor opção terapêutica é:
1) Metronidazol tópico para gestante e sistêmico para o parceiro.
2) Metronidazol sistêmico para gestante e sem tratamento do parceiro.
3) Anfotericina B + nistatina tópica para o casal.
4) Nistatina tópica para gestante + penicilina benzatina para o casal.
5) Aplicação tópica de violeta de genciana para gestante e fluconazol sistêmico para o parceiro se
sintomático.

21 - Jovem de 19 anos é admitido no Pronto Socorro vítima de ferimento por arma branca
abdominal. Apresenta hálito etílico, está agitado e ao exame: descorado, FC: 102 bpm, PA: 70/50
mmHg, sem outras lesões. Após receber 2000 mL de cristaloide houve melhora hemodinâmica
com FC: 92 bpm e PA: 100/70mmHg. Ausculta cardiopulmonar normal, extremidades com pulsos
distais presentes e abdome com ferimento penetrante em mesogastro de 3,0 cm com sangue
junto à lesão e dor à palpação ao redor dela, mas sem sinais de peritonite. A melhor conduta
nesse caso é:
1) FAST e se positivo, tomografia computadorizada de abdome.
2) Punção abdominal e se negativa, realizar tomografia computadorizada de abdome.
3) Tomografia computadorizada de abdome e pelve com triplo contraste.
4) Laparotomia exploradora.
5) Observação clínica seriada e controle hematimétrico.

22 - Mulher de 46 anos foi admitida no Pronto Socorro com dor em faixa no andar superior do
abdome, e vários episódios de vômitos há um dia. Amilase: 2.400U/L e a USG abdominal mostrava
colelitíase sem dilatação da via biliar. Apresentava-se taquipneica, taquicárdica, hipotensa com T:
37,4°C. Leucograma: 13.000/mm
3
sem desvio, PCR: 18, Creatinina: 2,4mg/dL, Bilirrubina total:
3,0mg/mL com BD: 2,0mg/mL e BI: 1,0mg/mL. Gasometria: pH :7,36; HCO
3
: 17mmHg, BE: -6. Nesse
momento, é correto afirmar que:
1) Se a tomografia de abdome mostrar necrose extensa do pâncreas está indicada laparotomia
exploradora.
2) Está indicada a colecistectomia para a reversão do quadro clínico.
3) Está indicada a colangiografia endoscópica com papilotomia.
4) A apresentação clínica pode ser justificada pela síndrome da resposta inflamatória sistêmica.
5) Trata-se de infecção pancreática.





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23 - Homem, 54 anos encontra-se na UTI no pós-operatório 14 dias de enterectomia segmentar
com ileostomia por abdome agudo vascular que evoluiu com pneumonia e insuficiência renal
aguda, sendo mantido sob ventilação mecânica desde o primeiro dia de pós-operatório. Há dois
dias sem droga vasoativa, ainda sob ventilação mecânica, recebendo 1000 mL/dia de nutrição
parenteral total e 100 mL cada 3 horas de dieta por SNE. Tem débito de 480 mL/ dia pela
ileostomia. Recebe antibioticoterapia. Hemograma: 13.800 leucócitos/mm
3
sem desvio, Hb: 9,0
g/dL e PCR: 17 Com relação aos cuidados com esse doente assinale a alternativa correta:
1) A traqueostomia está indicada.
2) O alto débito da ileostomia impede o aumento da dieta enteral.
3) O desmame da ventilação mecânica está contra indicado enquanto persistir quadro infeccioso
pulmonar.
4) A profilaxia do tromboembolismo está contra indicada por tratar-se de um abdome agudo
vascular operado.
5) Deve receber pelo menos duas unidades de concentrado de hemácias.

24 - Assinale a alternativa que representa uma das funções do dreno abdominal quando se realiza
drenagem da cavidade abdominal após laparotomia:
1) Prevenir a distensão gasosa do abdome após manipulação excessiva das alças intestinais.
2) Completar a remoção de pus nas infecções localizadas intra-abdominais.
3) Evitar a deiscência de uma sutura de cólon.
4) Prevenir o aparecimento de fístulas após anastomoses intestinais.
5) Evitar a ascite infectada nas peritonites difusas.

25 - Um paciente de 53 anos foi submetido à colecistectomia por colecistite aguda classe II de
Tókio, evoluindo com débito bilioso pelo dreno tubular em flanco D. No terceiro dia de pós-
operatório mantinha débito pelo dreno de 180 mL/dia de bile. Encontrava-se
hemodinamicamente normal, afebril, ferida operatória com bom aspecto e sem dor abdominal.
Com relação ao diagnóstico de fístula biliar é correto afirmar que:
1) A dieta oral deve ser suspensa sendo substituída pela nutrição parenteral total e
antibioticoterapia prolongada por 3 a 4 semanas.
2) É de tratamento operatório de imediato, pois se trata de uma fístula de alto débito.
3) A passagem de prótese na via biliar por via endoscópica é procedimento fundamental e deve
ser feita dentro dos dois primeiros dias.
4) A causa mais comum é a lesão da via biliar intra-hepática.
5) O tratamento inicial é clínico e a dieta oral pode ser mantida com controle rigoroso do débito
da fístula.

26 - Homem, 26 anos, caiu de três metros de altura sobre um anteparo. Chegou ao Pronto Socorro
com máscara de oxigênio com 10L/min. Estava ansioso e gemente referindo muita dificuldade
para respirar. Ao exame clínico apresentava palidez cutânea, taquicardia e dispneia. O MV estava
abolido em hemitórax esquerdo sendo puncionado e a seguir drenado com saída de grande
volume de ar com imediata melhora do quadro. O paciente evoluiu com enfisema de tecido celular
subcutâneo e borbulhamento pelo dreno de tórax. O RX pós-drenagem apresentava fratura do
primeiro ao quarto arcos costais à esquerda, pneumotórax de médio volume e dreno bem
posicionado. Com relação ao quadro podemos afirmar:
1) Com o diagnóstico inicial de pneumotórax hipertensivo o tratamento definitivo requer a
utilização de dois drenos torácicos.
2) A punção do enfisema do tecido celular subcutâneo em vários pontos está indicada.
3) A toracotomia imediata está indicada.
4) A intubação endotraqueal está contra indicada após a drenagem de um pneumotórax
hipertensivo.
5) A broncoscopia está indicada.


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27 - Mulher de 32 anos era passageira de um carro que colidiu com um ônibus. O motorista do
carro morreu no local do acidente. Ela foi levada para um PS chegando com Glasgow 11, mas
agitada. Apresentava-se descorada 1+/4+, dispneica e taquicárdica com FCC em região frontal, MV
diminuído em HTD, escoriação no flanco D e fratura exposta de MID. O abdome se apresenta sem
sinais de peritonite. Ao RX evidenciado hemotórax à D que foi drenado com saída de 300 mL de
sangue. Realizada TC de crânio que evidenciou lesão focal de tratamento operatório e a TC de
abdome que mostrou líquido livre na cavidade abdominal, sem lesão de fígado, baço, pâncreas ou
rins. Após reposição de volume a paciente encontrava-se hemodinamicamente estável. Foi
operada pela Neurocirurgia e Ortopedia. Após 48hs evoluiu com dor e distensão abdominal, febre,
leucocitose com desvio à esquerda e acidose metabólica persistente, sendo transferida para UTI
de um Centro de Trauma. A hipótese mais provável para essa evolução é:
1) Trombose da veia porta por estase sanguínea devido ao imobilismo da paciente em pós-
operatório.
2) Íleo funcional pelo imobilismo da paciente determinado pela fratura da perna.
3) Isquemia intestinal por desvascularização do mesentério.
4) Sepse por infecção da fratura exposta.
5) Isquemia intestinal como parte da síndrome da embolia gordurosa cujas manifestações são
sistêmicas.

28 - Homem de 62 anos é admitido no PS com queixa de dor abdominal em mesogastro há três
dias, em cólica e que depois se tornou contínua em FIE. Refere febre (38° C) e inapetência nesse
período. Ao exame clínico apresenta discreta distensão abdominal com dor à palpação de flanco e
FIE com descompressão brusca positiva localizada em FIE. Hemodinamicamente normal.
Apresenta 12.100 leucócitos/mm
3
sem desvio, PCR: 6,0; Creatinina 1,0 mg/dL e gasometria
normal. Para esse doente nesse momento, deve-se evitar a realização de:
1) Retossigmoidoscopia.
2) Tomografia de abdome e pelve.
3) Ultrassonografia abdominal e pélvica.
4) Radiografia simples de abdome.
5) Enema opaco com bário.

29 - Num acidente moto X carro, uma moça de 23 anos que estava na garupa da moto foi ejetada
12m de distância. Estava sem capacete. Ao chegar ao PS encontrava-se em Glasgow 13, com FCC
parieto-occipital à D, hematoma em pálpebra superior à D, FCC maxilar à D, FC: 120 bpm, PA:
100/60 mmHg e Sat O
2
: 92% em ar ambiente. Apresentava escoriações em tórax e fratura exposta
de MID. Durante o atendimento apresentou rebaixamento do nível de consciência para Glasgow 8.
Com relação à via aérea a melhor conduta para essa doente nesse momento é:
1) Cricotiroidostomia.
2) Intubação nasotraqueal, pois essa doente tem fratura de base de crânio.
3) Traqueostomia, pois se trata de um TCE grave que vai exigir intubação por tempo prolongado.
4) Ventilação com máscara e ambu seguida da intubação orotraqueal.
5) Punção percutânea da traquéia.

30 - Paciente de 69 anos, vítima de empalamento anal há 2 horas, foi admitido no PS referindo dor
abdominal em hipogastro. Ao exame encontrava-se afebril, hemodinamicamente normal, com
abdome pouco distendido e com dor à palpação em andar inferior do abdome sem peritonite.
Toque retal com sangue em dedo de luva. O RX de abdome mostrou pneumoperitônio sendo
indicada laparotomia exploradora. O achado operatório foi de pequena quantidade de líquido
sanguinolento na cavidade peritoneal e uma perfuração em reto alto de 1,5 cm de diâmetro na
borda contra mesentérica. Das alternativas abaixo qual é a melhor conduta cirúrgica nesse caso é:
1) Exteriorização da lesão.
2) Sutura da lesão e drenagem da cavidade peritoneal.
3) Retossigmoidectomia com colostomia à Hartmann.
4) Ressecção do reto e abaixamento endoanal.
5) Transversostomia em alça e drenagem pré-sacral da lesão.
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31 - A biópsia de uma cicatriz cirúrgica revela que cerca de metade das células no local são
fibroblastos. Este paciente encontra-se em que dia de pós-operatório?
1) Entre o primeiro e terceiro dia.
2) Entre o terceiro e sexto dia.
3) Entre o sétimo e décimo dia.
4) Mais do que 20 dias.
5) Mais do que 60 dias.

32 - Paciente de 56 anos, diabético, apresenta dor lombar de forte intensidade à direita, em cólica,
há três dias, associada à disúria e polaciúria. Há um dia refere astenia e calafrios. Em tomografia
identificou-se cálculo de 0,4 cm em ureter médio/distal direito, determinando moderada dilatação
uretero-pielo-calicial à montante. No atendimento inicial PA:90/60 mmHg, FC: 100 bpm e a
temperatura axilar: 38,1°C. Qual a melhor opção terapêutica?
1) Antibioticoterapia IV e litotripsia extra-corpórea.
2) Antibioticoterapia VO e observação (conduta conservadora).
3) Antibioticoterapia IV e ureteroscopia com litotripsia intra-corpórea.
4) Antibioticoterapia VO e ureteroscopia com litotripsia intra-corpórea.
5) Antibioticoterapia IV e derivação urinária (cateter duplo J ou nefrostomia).

33 - No quadro clínico da oclusão arterial aguda temos:
1) Dor, palidez, hipotermia e parestesia.
2) Dor, edema, hipotermia e hiperemia.
3) Edema, dor, palidez e hipotermia.
4) Edema, cianose, hiperemia e empastamento muscular.
5) Dor, cianose, edema e claudicação.

34 - Homem de 42 anos, com peso de 112 kg e altura de 1,75 m, portador de artrose de quadril
direito tem dificuldade para a deambulação. Não tem outras afecções associadas e deseja
submeter-se a cirurgia bariátrica em virtude do insucesso de inúmeras tentativas de perder peso
com dieta nos últimos cinco anos. Optando-se por procedimento cirúrgico, o mais adequado é:
1) Gastrectomia vertical.
2) Derivação biliopancreática com gastrectomia subtotal.
3) Derivação biliopancreática com gastrectomia vertical.
4) Gastroplastia com derivação gastrojejunal
5) Cirurgia de Scopinaro.

35 - Mulher de 57 anos, previamente hígida com quadro de dor em hipocôndrio direito,
acompanhada de episódios esporádicos de náuseas e vômitos há cinco meses. A ultrassonografia
de abdome superior constatou a presença de três lesões nodulares hepáticas de limites
imprecisos, de aproximadamente 4,0 cm cada, em segmentos II, IV e VI além de colecistopatia
crônica calculosa. Assinale a alternativa MENOS adequada para a condução desse caso:
1) Dentre as hipóteses diagnósticas, a neoplasia de pulmão com metástases hepáticas deve ser
aventada, sendo necessário realizar uma tomografia de tórax.
2) Dentre as hipóteses diagnósticas, a neoplasia colorretal com metástases hepáticas deve ser
aventada, sendo obrigatória a realização de uma colonoscopia.
3) A colecistectomia laparoscópica deve ser prontamente indicada, associada com a realização de
biópsia hepática.
4) O exame físico e radiológico das mamas é obrigatório, já que o câncer de mama esta entre as
hipóteses diagnósticas.
5) A dosagem de alfa-feto proteína é obrigatória.





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36 - Homem, 40 anos, veio ao consultório, queixando-se de dor anal intensa à evacuação
acompanhado de sangramento discreto com aproximadamente 6 semanas de evolução. Devido à
intensidade da dor, o exame proctológico foi prejudicado, tendo sido recomendado o exame sob
anestesia. Assinale a alternativa correta com relação ao diagnóstico mais provável e a terapêutica
recomendada:
1) Fissura anal; fissurectomia anal.
2) Fístula anal; esfincterotomia lateral.
3) Abscesso anal; drenagem cirúrgica.
4) Trombose hemorroidária; hemorroidectomia.
5) Abscesso anal; sigmoidostomia em alça.

37 - Mulher, 72 anos, submetida a uma colostomia em alça de sigmóide devido uma neoplasia
pélvica avançada e inextirpável. Apresenta, no pós-operatório, prolapso da colostomia, com
edema moderado e episódios esporádicos de sangramento. São fatores comumente associados a
esse evento, EXCETO:
1) Posicionamento da colostomia fora da musculatura do reto abdominal.
2) Fixação excessiva (com muitos pontos) da colostomia nas camadas parede abdominal.
3) Fragilidade da musculatura abdominal.
4) Abertura excessiva da aponeurose no momento da sua confecção.
5) Distensão intestinal.

38 - Paciente com diagnóstico de esferocitose hereditária e colecistopatia calculosa está em
programação para a realização de esplenectomia e colecistectomia laparoscópica. Assinale a
alternativa INCORRETA:
1) A imunização contra bactérias capsuladas é recomendável no pré-operatório.
2) Dentre as eventuais complicações pós-operatórias podemos citar a trombose de veia porta.
3) A retirada do baço da cavidade abdominal deve ser cuidadosa a fim de se evitar a esplenose.
4) Devido ao risco maior de infecções, nos pacientes esplenectomizados, não se deve realizar a
colecistectomia concomitante à esplenectomia.
5) Situações em que a esplenomegalia seja muito acentuada, a via laparoscópica está relacionada
com aumento de tempo operatório, perda sanguínea, índice de conversão para a técnica
aberta e morbidade.

39 - Criança com 11 anos apresenta, há quatro anos, tumor em região cervical anterior, que
apresenta crescimento e vermelhidão associado a infecções de vias aéreas. Após o quadro viral, a
lesão progressivamente diminui, porém, não desaparece, mantendo nódulo pouco doloroso. É
correto afirmar que:
1) É um quadro de linfadenomegalia reacional, cujo diagnóstico é clínico e não há necessidade de
tratamento ou observação.
2) É um linfangioma e a cirurgia recomendada é a de Sistrunk.
3) Caso seja identificada lesão cística pela ultrassonografia, devem-se realizar punções seriadas
aliviadoras e injeção de álcool.
4) Trata-se de um cisto de ducto tireoglosso, cujo diagnóstico é clínico, o tratamento é cirúrgico e
engloba a retirada da região mediana do osso hióide.
5) É uma sialoadenite de repetição, associada à troca dos últimos dentes decíduos.









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40 - Mulher, 32 anos, com queixa de dor facial em peso, cacosmia e rinorréia posterior há três
meses. Realizou tratamento com diversos antibióticos nesse período sem resolução do quadro. Em
tomografia de seios da face nota-se velamento isolado de seio maxilar direito, conteúdo
heterogêneo com calcificações de permeio e grau moderado de rarefação óssea junto as suas
paredes medial e posterior. Qual a hipótese diagnóstica mais provável e a terapêutica mais
indicada para essa paciente?
1) Carcinoma de seio maxilar; biópsia da massa para definição do tipo histológico e posterior
terapêutica.
2) Bola fúngica; antrostomia maxilar para limpeza e aeração do seio sem necessidade de
antifúngico sistêmico.
3) Pólipo antrocoanal de Killian; sinusectomia endoscópica para remoção da massa por
completo.
4) Papiloma invertido; sinusectomia endoscópica para remoção da massa e congelação da peça
para avaliar malignização.
5) Rinossinusite fúngica invasiva, debridamento cirúrgico e antifúngico sistêmico.

41 - Menino de seis anos, branco, sem outras comorbidades, apresenta queixa de dor em virilha e
face medial de joelho esquerdo há uma semana. Não se recorda de trauma que justifique a dor.
Ao exame não se observa edema nem outros sinais flogísticos, apenas restrição da rotação interna
e abdução do quadril esquerdo e marcha claudicante. Na radiografia de quadril observa-se
aumenta da densidade óssea na cabeça do fêmur. A principal hipótese diagnóstica é:
1) Sinovite transitória de quadril.
2) Artrite séptica.
3) Osteossarcoma.
4) Deslizamento da epífise da cabeça femoral.
5) Doença de Perthes.

42 - Lactente de 55 dias de vida apresenta história de três dias de congestão nasal, rinorréia clara,
lacrimejamento e picos subfebris. Há um dia iniciou quadro de tosse seca irritativa, ficando
ofegante e apresentando agitação seguida de pletora facial. O hemograma realizado revela:
Hemoglobina: 13,5 g/dL, Hematócrito: 42%, 25.000 leucócitos/mm
3
, 85% de linfócitos, 15% de
neutrófilos, 350.000 plaquetas/mm
3
. A radiografia de tórax é normal. Diante do exposto, assinale
a INCORRETA:
1) Fazem parte do diagnóstico diferencial: infecção por Vírus Sincicial Respiratório e Chlamydia
trachomatis.
2) O isolamento do agente em cultura de secreção de nasofaringe é o padrão ouro para
diagnóstico da doença.
3) Está indicado isolamento respiratório por dez dias após o início do tratamento com
macrolídeo.
4) O uso de eritromicina em recém-nascidos com essa doença está relacionado a aumento na
incidência de estenose hipertrófica de piloro.
5) Evolução grave e morte estão correlacionadas com leucocitoses extremas bem como
trombocitose.

43- Adolescente de 15 anos tem história de fraqueza muscular progressiva a partir do primeiro
ano de vida evoluindo para insuficiência respiratória, com reflexos tendinosos profundos abolidos,
dificuldade de deglutição e hepatomegalia. Dentre os exames realizados na ocasião da
investigação diagnóstica, apresentava baixa atividade da alfa glicosidase ácida em fibroblastos de
pele cultivados. O diagnóstico desse paciente é;
1) Distrofia muscular progressiva de Duchenne.
2) Doença de Fabry.
3) Doença de Gaucher.
4) Doença de Werdnig-Hoffman.
5) Doença de Pompe.

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44 - Menino de quatro anos apresenta história de edema progressivo há 20 dias, com diminuição
da diurese. Inicialmente foi prescrito um antialérgico, porém, como não houve melhora e a mãe
observou surgimento de edema escrotal, resolveu procurar um pronto-socorro. Ao exame físico:
bom estado geral, anasarca sem dispneia, pressão arterial normal, edema periorbitário
importante, ascite, edema acentuado de membros inferiores e murmúrio vesicular diminuído em
ambas as bases pulmonares. Quais dos exames abaixo são imprescindíveis para que se confirme o
diagnóstico sindrômico desta doença?
1) Dosagem de anti-estreptolisina O e urina tipo I.
2) Complemento total e frações e urina tipo I.
3) FAN e anti-DNA.
4) Colesterol Total e frações, ureia e creatinina.
5) Eletroforese de proteínas plasmáticas e proteinúria de 24 horas.

45 - Recém-nascido com 20 dias de vida é trazido ao Pronto Socorro com história de febre de 39
o
C
há dois dias. Ao exame físico encontra-se em mau estado geral, taquipneico, com FC = 180 bpm, T:
38,8
o
C, irritado, com extremidades frias e tempo de enchimento capilar maior que 3 segundos,
sem icterícia ou cianose, saturação de oxigênio em ar ambiente 89% e com exame físico especial
sem foco aparente de infecção. Realizados exames para triagem infecciosa, os primeiros a ficar
prontos foram: Hemograma: Hb 11,5 mg/dL, Hto 32%, 28.000 leucócitos/mm
3
, 75% neutrófilos,
12% bastonetes, 2 % de metamielócitos, 11% de linfócitos, 98.000 plaquetas; PCR = 23mg%;
lactato = 8mmol/L. Assinale a INCORRETA:
1) O quadro descrito caracteriza uma sepse grave.
2) A coleta de liquor é mandatória nesse caso.
3) Os agentes mais prováveis são: Streptococcus do grupo B, Escherichia coli, e Listeria
monocytogenes.
4) A administração de antibioticoterapia endovenosa deve ocorrer em até quatro horas.
5) Deve-se providenciar uma via de acesso para infusão de cristaloide.

46 - Você está examinando um recém-nascido em programação de alta hospitalar no alojamento
conjunto e, ao realizar triagem neonatal com oximetria de pulso (“teste do coraçãozinho”),
observa que a saturação no membro superior direito é de 98% e a do membro inferior é 94% em
duas medições com intervalo de uma hora entre elas. Qual o significado desse achado e a conduta
adequada a seguir?
1) Presença de hipertensão pulmonar, solicitar ecocardiograma e avaliação do cardiologista
infantil.
2) Persistência de padrão fetal de circulação pulmonar, internação e uso de vasodilatador.
3) A diferença não é significativa e o recém-nascido pode ter alta sem necessidade de
investigação.
4) Presença de cardiopatia congênita crítica, internação e realização de ecocardiograma.
5) Presença de cardiopatia congênita sem repercussão hemodinâmica, dar alta com
encaminhamento ambulatorial para seguimento e investigação.

47 - Criança de cinco anos de idade está em pós-operatório de exérese de tumor de sistema
nervoso central e apresenta poliúria acentuada. Os primeiros resultados de exames revelam sódio
sérico de 165 mEq/L e urina tipo I com densidade urinária de 1005. A medida imediata mais
adequada nesse caso é:
1) Hidratar e iniciar desmopressina.
2) Expandir com soro a 0,45% e colóide.
3) Expandir em uma hora com soro glicosado ou água destilada.
4) Iniciar restrição hídrica.
5) Iniciar dexametasona.




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48 - A respeito das leucemias linfóides na infância assinale a correta:
1) O critério diagnóstico é a presença de pelo menos 10% de blastos na medula óssea.
2) Leucometria inicial acima de 30.000/mm
3
é considerada fator independente de mau
prognóstico.
3) Os pacientes com Síndrome de Down têm maior risco de desenvolver essa doença.
4) A contaminação do líquor com blastos do sangue periférico durante a punção lombar
diagnóstica interfere com o prognóstico.
5) Quanto à idade, os pacientes classificados como risco standard são aqueles que iniciam a
doença com idade inferior a um ano ou superior a 10 anos.

49 - Paciente de 15 anos, portador de doença falciforme, é internado com pneumonia à direita
sendo iniciado o tratamento com ceftriaxone e claritromicina. Após três dias de evolução o
adolescente permanece febril com deterioração do estado geral, toxemia, prostração e
surgimento de derrame pleural à direita. Associado ao quadro observa-se dor acentuada e
limitação de movimentação de quadril e importante aumento de volume do joelho direito
associado à dor, calor e rubor. Diante do quadro, a hipótese diagnóstica mais provável para a
manifestação articular e as condutas mais adequadas são:
1) Artrite reativa, solicitar provas inflamatórias e iniciar anti-inflamatório não hormonal.
2) Tuberculose, solicitar PPD e iniciar esquema tríplice.
3) Crise vaso-oclusiva, iniciar hidratação e associar morfina.
4) Pioartrite estafilocócica, realizar punção articular e introduzir oxacilina.
5) Necrose asséptica de cabeça de fêmur e artrite reativa, solicitar Raio-X de quadril e avaliação
ortopédica.

50 - Adolescente de 12 anos, sexo masculino, sem outras comorbidades, apresenta queixa de dor
no joelho direito há dois meses sem trauma. Há uma semana começou a apresentar aumento de
volume na região do joelho, sem história de febre. Ao exame observa-se discreto aumento de
volume, sem sinais flogísticos. Na radiografia do joelho observa-se lesão na região metafisária
distal do fêmur de limites imprecisos, com reação periosteal lamelar fina tipo raios de sol com
presença de triângulo de Codman. A principal hipótese diagnóstica é:
1) Osteossarcoma.
2) Sarcoma de Ewing.
3) Osteomielite.
4) Osteoma Osteóide.
5) Condrossarcoma.

51 - Lactente de oito meses, sexo feminino, branca, apresenta febre > 39
o
C há cinco dias e queda
do estado geral sem outras alterações ao exame físico. Retorna ao pediatra com os seguintes
resultados de exames: urocultura (URC) colhida por sondagem vesical revelando crescimento de
60.000 colônias de E. coli, e exame de urina tipo I com leucocitúria de 30.000 leucócitos/ml.
Assinale a correta:
1) A URC deve ser repetida devido ao crescimento de número baixo de colônias.
2) O exame de urina tipo I mostrando leucocitúria já seria suficiente para o diagnóstico de ITU.
3) O primeiro exame de imagem a ser solicitado para investigação é a uretrocistografia miccional.
4) Os exames de urina poderiam ter sido colhidos por assepsia adequada e saco coletor, por se
tratar de método menos invasivo.
5) Como a criança apresenta vários fatores de risco para ITU, o ideal seria ter iniciado
antibioticoterapia logo após a coleta adequada de URC e urina tipo I.






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52- Recém-nascido de 14 dias apresenta icterícia persistente desde o nascimento. Com relação a
este caso, assinale a alternativa INCORRETA:
1) Pela “Campanha do Alerta Amarelo” ele deve ser avaliado com urgência quanto à hipótese de
colestase neonatal.
2) O Ministério da Saúde do Brasil incluiu a “Escala Colorimétrica Fecal” na caderneta de saúde
da criança, visando agilizar o diagnóstico e tratamento das hepatites neonatais.
3) Na atresia biliar as enzimas hepáticas canaliculares estão mais elevadas que as tissulares.
4) A ultrassonografia abdominal apresenta elevada acurácia para o diagnóstico de atresia biliar.
5) A cirurgia de Kasai apresenta melhores resultados quando realizada até os 60 dias de vida.

53 - Você está fazendo consulta de puericultura de um lactente nascido no mês de novembro,
atualmente com seis meses de idade, que reside no Estado do Mato Grosso, com antecedente de
prematuridade (28 semanas), com bom ganho ponderal e saudável, usando fórmula alimentar,
vitaminas A e D, e sulfato ferroso. A mãe apresenta a carteira de vacinação contendo as seguintes
informações:
Ao nascer 2m 3m 4m 5m 6m
BCG
Hepatite B Hepatite B Hepatite B
DPT DPT DPT
Hib Hib Hib
VIP VIP VOP
Pneumo
conjugada
Pneumo
conjugada
Pneumo
conjugada
Meningo C
conjugada
Meningo C
conjugada

Rotavirus Rotavirus Rotavirus
Influenza
Qual dos itens abaixo deve ser complementado imediatamente?
1) Hepatite A.
2) Varicela.
3) Palivizumabe.
4) Febre Amarela.
5) Meningocócica B.

54 - Recém-nascido apresenta hipotonia, epicanto, fenda palpebral oblíqua, prega simiesca,
clinodactilia do 5º dedo da mão, afastamento entre o 1º e o 2º dedos do pé e frouxidão
ligamentar. O cariótipo mostra o seguinte resultado: 47 XY +21. Podemos afirmar que:
1) É um caso de trissomia do cromossomo 21, causada por translocação herdada de um dos pais.
2) A cardiopatia congênita mais comum nessa síndrome é a Tetralogia de Fallot.
3) Deverão ser evitados, futuramente nesse paciente, movimentos de flexão total da coluna
cervical realizados em cambalhotas e outros esportes.
4) A hipotonia muscular apresentada nesse recém-nascido não é um achado comum nessa
síndrome.
5) A vacina da varicela está contraindicada devido à imunodeficiência presente nesta síndrome.

55 - Durante uma consulta de rotina, os pais se queixam que sua filha de 12 anos não está
crescendo adequadamente. A estatura da paciente está no percentil 25% das curvas de
crescimento da OMS. O pediatra calculou o alvo genético em 75%. Podemos afirmar, em relação a
este caso, que:
1) A deficiência de hormônio de crescimento está afastada.
2) Ela apresenta uma deficiência real de crescimento.
3) O cálculo do alvo genético é igual para os dois sexos.
4) Se a idade óssea for normal, deve estar ocorrendo atraso constitucional do crescimento.
5) O comprimento e o peso ao nascimento não tem relevância no caso desta paciente.
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56 - Adolescente de 15 anos com circunferência abdominal no percentil 90. Para estabelecer o
diagnóstico de síndrome metabólica, pelos critérios da International Diabetes Federation,
precisamos avaliar os seguintes componentes:
1) Triglicérides, fração HDL do colesterol, glicemia, pressão arterial.
2) Triglicérides, colesterol total, glicemia, pressão arterial.
3) Colesterol total, pressão arterial, glicemia e teste de tolerância oral a glicose.
4) Triglicérides, fração LDL do colesterol, glicemia e pressão arterial.
5) Fração HDL do colesterol, glicemia, transaminases, pressão arterial.

57 - Recém-nascido a termo, adequado para idade gestacional, hígido e sem intercorrências ao
nascimento, apresenta teste de triagem neonatal positivo para fibrose cística. A partir desse
resultado, a conduta mais indicada é:
1) Iniciar tratamento específico para fibrose cística.
2) Repetir teste do tripsinogênio imunorreativo.
3) Realizar teste do suor.
4) Realizar teste genético para fibrose cística.
5) Realizar dosagem de gordura nas fezes.

58 - Lactente de quatro meses de idade com regurgitações frequentes, crises de irritabilidade e
choro várias vezes ao dia e já apresentou sibilância respiratória em duas ocasiões. Não está
ganhando peso adequadamente. Assinale a correta a respeito da referida doença:
1) Deve ser orientado o decúbito lateral direito preferencialmente.
2) A manutenção do quadro com o uso de fórmulas “AR” sugere o diagnóstico de alergia
alimentar.
3) Está indicado o uso de drogas procinéticas, pois seu benefício e segurança são comprovados.
4) Está indicada uma prova terapêutica com leite de soja.
5) O uso de inibidores de bomba de prótons está contraindicado nessa idade.

59 - Adolescente portador de hemofilia A grave dá entrada no pronto-socorro com quadro de
hemartrose volumosa de joelho esquerdo e muita dor. Dentre as medidas terapêuticas abaixo,
assinale qual NÃO pode ser utilizada:
1) Analgesia com ácido acetil salicílico ou narcóticos.
2) Administração de fator VIII.
3) Uso de corticosteroide oral.
4) Administração de fator VIIa recombinante.
5) Repouso articular e imobilização temporária.

60 - Menina de nove anos, previamente saudável, está há cinco dias com irritabilidade,
movimentos involuntários e incoordenados mais exacerbados no lado esquerdo do corpo. Ao
exame físico, apresenta sopro sistólico em foco mitral, sem sinais de insuficiência cardíaca. As
provas de atividade inflamatória estão normais. Em relação a este caso, podemos afirmar que:
1) A antiestreptolisina O está elevada.
2) A etiologia desta doença está relacionada com infecção estreptocócica de pele ou de
orofaringe.
3) A profilaxia com penicilina está indicada e poderá ser suspensa aos 21 anos de idade.
4) O tratamento com haloperidol está indicado.
5) A tonsilectomia está indicada como profilaxia.








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61 - Homem, 68 anos, antecedente de diabetes mellitus há 18 anos, em uso de metformina,
glimepirida e insulina NPH, procura auxílio médico por apresentar edema de membros inferiores,
aumento do volume abdominal e dispnéia aos moderados esforços. Refere também redução do
débito urinário. Ao exame clínico: anasarca, PA: 130/70 mmHg, FC: 82 bpm, ausculta cardíaca e
pulmonar normais e, ao fundo de olho, retinopatia diabética.
Laboratorialmente: Hb: 10,2 g/dL, creatinina 2,4: mg/dL, uréia: 73 mg/dL, Na: 145 mEq/L, K: 5,4
mEq/L e proteinúria de 24 horas: 4,5g.
Qual a alteração anatomopatológica mais comumente você encontraria ao realizar biópsia renal
desse paciente?
1) Necrose fibrinóide.
2) Glomeruloesclerose difusa.
3) Arterioloesclerose hiperplásica.
4) Glomeruloesclerose segmentar e focal.
5) Microangiopatia trombótica.

62 - Paciente de 58 anos, tabagista, procura atendimento por quadro de tosse, hemoptise e perda
de peso há dois meses. No exame físico identifica-se circulação colateral em membro superior
direito, discreto edema de face e de membro superior direito. Nota-se também, discreta turgência
jugular. Qual padrão histológico de neoplasia pulmonar é mais envolvido com a síndrome
paraneoplásica supracitada?
1) Carcinoma epidermóide.
2) Carcinoma bronquíolo alvéolos.
3) Carcinoma de grandes células.
4) Carcinoma de pequenas células.
5) Adenocarcinoma.

63 - Paciente de 58 anos com antecedente de demência vascular e com dependência total para as
atividades básicas de vida diária é trazido por familiares por quadro de não aceitação alimentar,
alteração do ciclo sono vigília e agitação psicomotora importante há 1 dia. No exame clínico
mostrava-se desidratado, corado, em mal estado geral e muito agitado, ausculta cardíaca e
pulmonar normais. O abdome estava distendido, muito doloroso a palpação, com ruídos
hidroaéreos aumentados e fecaloma ao toque retal. Exames laboratoriaias: Hb 13 g/dL, leucócitos
18.000/mm
3
com desvio até mielócitos, plaquetas 300.000/mm
3
, creatinina 1,5 mg/dL, uréia 280
mg/dL, Na 158 mEq/L, K 4,2 mEq/L, urina I com nitrito positivo e 900.000 leucócitos/mL.
Qual das alternativas não contempla possíveis causas ou fatores de risco para justificar o quadro
de delirium hiperativo supracitado?
1) Demência prévia e infecção urinária.
2) Fecaloma e uremia.
3) Idade e leucocitose.
4) Hipernatremia e desidratação.
5) Dor abdominal.

64 - No exame físico ortopédico, o teste de Trendelemburg avalia qual das condições clínicas:
1) Insuficiência do músculo glúteo médio.
2) Insuficiência do músculo glúteo máximo.
3) Contratura da musculatura abdutora do quadril.
4) Doença da articulação sacroilíaca.
5) Contratura em flexão do quadril.






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65 - Homem 32 anos, usuário de crack, chega ao pronto socorro com quadro de odinofagia
unilateral, prostração e febre não aferida há cinco dias. O exame da cavidade oral apresentava
placas ulceronecróticas recobertas por exsudado pseudomembranoso em amígdalas, úvula e
palato mole, associados a péssimas condições de saúde bucal e intensa halitose. Qual a hipótese
diagnóstica mais provável?
1) Mononucleose infecciosa.
2) Angina de Plaut – Vincent.
3) Amigdalite estreptocócica.
4) Sífilis secundária.
5) Tuberculose de cavidade oral.

66 - Mulher de 65 anos dá entrada no pronto-socorro com quadro de síndrome coronariana aguda
com supradesnivelamento de segmento ST em DII, DIII e AVF. Cineangiocoronariografia mostra
lesão obstrutiva grave de 90% em coronária descendente anterior (DA), 90% em circunflexa (CX),
90% em coronária direita (CD) e 70% em tronco de coronária esquerda. A melhor indicação neste
momento é:
1) Angioplastia somente na CD.
2) Angioplastia somente na DA.
3) Angioplastia somente na CX.
4) Angioplastia em todas as lesões.
5) Revascularização miocárdica de emergência.

67- Paciente em ventilação mecânica por sepse grave de foco pulmonar há quatro dias está sendo
avaliado para o desmame ventilatório. Todos os parâmetros abaixo são necessários para o sucesso
deste procedimento, com EXCEÇÃO de:
1) Estabilidade hemodinâmica.
2) Melhora da infecção pulmonar.
3) Nível de consciência adequado.
4) PaO
2
≥ 60 mmHg com FIO
2
≤ 0,4 e PEEP ≤ 5 a 8 cmH
2
O e PaO
2
/FiO
2
>150.
5) Permanecer confortável em tubo T por pelo menos duas horas.

68 - Mulher de 42 anos da entrada no serviço de emergência com quadro de febre há quatro dias
e há 8 horas com déficit em hemicorpo direito. Ao exame apresenta-se com força motora grau 3
em hemicorpo direito, sonolenta, com rigidez de nuca, ausculta pulmonar sem alterações e
cardíaca com presença de sopro sistólico 4+/6+ em foco mitral. Sinais vitais: PA = 90x70mmHg em
ambos os membros superiores, FC = 130 bpm, Sat O
2
= 94% em ar ambiente. Realizada tomografia
de crânio que evidenciou diversas áreas hipoatenuantes, sem desvio de linha média. Realizado
coleta de líquor que revelou 1.200 células com predomínio neutrofílico, glicose = 20mg/dL e
presença de cocos Gram positivo. A melhor alternativa com o exame a ser solicitado e a conduta a
ser tomada são:
1) Ecocardiograma, AAS + estatina.
2) Ecocardiograma, Ceftriaxona + Oxacilina + Enoxaparina 1mg/Kg 12/12hs.
3) Doppler de carótida e basilar, AAS + estatina + Enoxaparina 1mg/Kg 12/12hs.
4) Ecocardiograma, Ceftriaxona + Oxacilina.
5) Ressonância magnética de crânio, AAS + estatina.

69 - No caso acima da questão 68, a paciente apresentava na entrada hemiparesia associada a
hemihipoestesia com predomío braquiofacial à direita. Apresentava também afasia, porém com
compreensão não prejudicada e executando ordens simples. Com esta apresentação da afasia
descrita e o território acometido corresponde à:
1) Broca e artéria cerebral média.
2) Wernicke e artéria carótida interna.
3) Wernicke e artéria cerebral anterior.
4) Broca e artéria cerebral anterior.
5) Afasia de condução e artéria cerebral média.
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70 - Homem de 39 anos, epiléptico, encontra-se internado em leito de terapia intensiva há 12
horas por quadro de estado de mal convulsivo. Está sedado, dependente de ventilação mecânica e
estável hemodinamicamente. Apresenta plaquetas de 100.000/mm³, INR = 1,2 e RT = 1,0. Lactato
e saturação venosa central de O
2
sem alterações. A melhor associação para profilaxia de úlcera de
estresse e pneumonia associada à ventilação mecânica deste caso é:
1) Sucralfato e decúbito 45°.
2) Bloqueador H2 e drenagem subglótica.
3) Nutrição enteral e higiene oral com clorexidina.
4) Inibidor de bomba de próton e corticóide.
5) Inibidor de bomba de próton e higiene oral com clorexidina.

71 - Paciente com tromboembolismo pulmonar crônico hipertensivo é submetido a
tromboembolectomia, evoluindo à óbito no pós-operatório imediato. Qual das complicações
abaixo não é causa imediata do óbito para este caso?
1) Edema de reperfusão dos pulmões.
2) Hemoptise maciça.
3) Insuficiência ventricular direita.
4) Insuficiência respiratória.
5) Sangramento digestivo por hipertensão porta.

72 - Paciente dá entrada na emergência por trauma cranioencefálico grave. Após 12 horas da
admissão é feito o primeiro protocolo para morte encefálica em possível doador de órgãos. Todos
os itens abaixo citados são requisitos mínimos e indispensáveis para a abertura do protocolo de
morte encefálica, com EXCEÇÃO de:
1) A pressão arterial deve estar dentro dos parâmetros de normalidade.
2) Em caso de hipotermia grave, o paciente deve ser aquecido, de preferência a temperatura
mínima de 35ºC.
3) Ausência de efeitos de drogas neurodepressoras e bloqueadores neuromusculares.
4) Ausência de alterações metabólicas, como hipoglicemia, acidose metabólica importante.
5) Ausência de hipernatremia, independente da sua etiologia.

73 - Paciente de 68 anos do sexo masculino, com antecedentes de doença pulmonar obstrutiva
crônica, hipertenso em uso de hidroclorotiazida se apresenta no serviço de emergência com
quadro de vômitos há 3 dias e dispnéia há 1 dia. Na ausculta pulmonar os murmúrios estão
diminuídos e há sibilos esparsos. Radiografia de tórax demonstra opacidade heterogênea difusa
bilateral e simétrica. Iniciada ventilação não invasiva (VNI), realizado metoclopramida e após as
medidas iniciais foi colhido gasometria arterial na vigência da VNI que evidenciou pH= 7,5; HCO
3
=
30mmHg; pCO
2
= 35mmHg; pO
2
= 97mmHg SatO
2
= 94%. Neste caso são causas prováveis que
contribuem para a alcalose metabólica EXCETO:
1) Diurético.
2) Hipomagnesemia.
3) Vômitos.
4) Hipocalemia.
5) Alcalose pós hipercapnia.

74 - Mulher, 62 anos, sem antecedentes mórbidos, procura atendimento por quadro de dor
torácica há dois dias sem fatores associados. No exame físico apresenta lesões vesico-bolhosas
restritas a dois dermatomos. Qual das medicações abaixo é a mais indicada para evitar a principal
complicação da doença acima?
1) Morfina.
2) Amitriptilina.
3) Gabapentina.
4) Valaciclovir.
5) Prednisona.

Concurso Residência Médica Santa Casa SP- 2014 – Acesso A Página 18

75 - Mulher, 52 anos, com antecedente de hipertensão arterial, diabetes mellitus e infecção
urinária de repetição procura atendimento por quadro de fraqueza, cansaço e dispnéia aos
grandes esforços há 4 meses. Ao exame clínico apresenta-se em bom estado geral, descorada
2+/4+, eupneica, PA 160/90 mmHg, bulhas rítmicas normofonéticas sem sopro, murmúrio
vesicular bilateral sem ruídos adventícios, abdome e extremidades sem
alterações. Laboratorialmente apresenta: Hb 8,0 g/dL, Ht 24%, ferritina 20 ng/ml, saturação de
transferrina 10%, creatinina 2,0 mg/dL, uréia 49 mg/dL, Na 140 mEq/L, K 4,8 mEq/L, clearance
estimado de creatinina de 65 ml/min/m². Ecodopplercardiograma normal. Qual a melhor
estratégia terapêutica inicial para o tratamento dos sintomas da paciente?
1) Hemotransfusão.
2) Administração de diuréticos.
3) Sulfato ferroso.
4) Reposição de eritropoetina.
5) Administração de β-bloqueador adrenérgico.

76 - Paciente de 59 anos hipertenso, diabético e com miocardiopatia dilatada com disfunção
sistólica importante (fração de ejeção de 23%) em uso de AAS, carvedilol, enalapril e furosemida
em doses otimizadas, procura atendimento pois apresenta dispnéia aos mínimos esforços,
ortopnéia e dispnéia paroxística noturna. Ao exame apresenta estertores crepitantes bibasais,
edema de membros inferiores, PA 90/60 mmHg. ECG com ritmo sinusal, QRS > 120 mm e FC: 75
bpm. Qual alternativa contempla o tratamento adequado para melhor otimização terapêutica?
1) Clopidogrel e hidralazina.
2) Anlodipino e digoxina.
3) Espironolactona e digoxina.
4) Anlodipino e monocordil.
5) Clopidogrel, hidralazina e monocordil.

77- Em relação à questão anterior (76), após otimização terapêutica o paciente retorna em três
meses referindo pouca melhora dos sintomas. O próximo passo é:
1) Introdução de amiodarona.
2) Introdução de propafenona.
3) Transplante cardíaco.
4) Implante de marca-passo definitivo.
5) Terapia de ressincronização cardíaca.

78 - Mulher de 46 anos dá entrada no pronto socorro trazida por familiares por ter sido
encontrada desacordada. Tem antecedente de depressão há cinco anos em tratamento
psiquiátrico. Uso regular de medicamentos não identificados. Ao exame apresenta-se em coma
leve, saturação periférica de O
2
: 94%, PA: 80/60 mmHg, temperatura auricular de 34,7
o
C e
hiporreflexia generalizada. ECG com prolongamento do intervalo QRS. Qual das alternativas abaixo
está contraindicada para este caso?
1) Flumazenil 0,2 mg IV.
2) Alcalinização da urina.
3) Lavagem gástrica, seguida de carvão ativado em doses múltiplas por 48h a 72 horas.
4) Observação mínima de 6 horas
5) Fenitoína profilática.








Concurso Residência Médica Santa Casa SP- 2014 – Acesso A Página 19

79 - Homem de 35 anos, sem comorbidades prévias, vem ao pronto socorro com queixa de
“batedeira e angústia” no peito. Paciente nega dor, dispnéia ou perda de consciência. Ao exame
físico: estável hemodinamicamente, com ausculta pulmonar limpa e pulso de 160 bpm. Após a
realização do eletrocardiograma abaixo qual a próxima conduta?

1) Adenosina 6mg em bolus.
2) Amiodarona 150mg em 20 minutos.
3) Cardioversão elétrica sincronizada com sedação.
4) Manobra vagal.
5) Controle de frequência com Verapamil, Diltiazem ou Metoprolol.

80 - Mulher de 45 anos com antecedentes de cirrose hepática de etiologia viral é trazida ao pronto
socorro com quadro de sonolência, febre e dor abdominal há dois dias. Há 8 horas teve um
episódio de hematêmese. Ao exame físico está estável hemodinamicamente e com flapping.
Realizado toque retal e punção abdominal diagnóstica que evidenciaram respectivamente fezes
endurecidas e liquido purulento. Nos exames laboratoriais apresenta bilirrubinas totais de 4mg/dL,
albumina de 2g/dL, INR de 1,9 e líquido ascítico com 400 polimorfonucleares/mm³. Todas as
medidas abaixo são fundamentais para esta paciente EXCETO:
1) Dieta hipoproteica com aminoácidos de cadeia ramificada.
2) Transfusão de plasma fresco congelado.
3) Endoscopia digestiva alta.
4) Iniciar cefalosporina de terceira geração.
5) Lactulose.

81 - Homem de 57 anos, com função renal preservada, mantem pressão arterial de difícil controle,
já em uso regular de inibidor da enzima de conversão da angiotensina, associado a antagonista
dos canais de cálcio dihidropiridínico de ação prolongada e diurético tipo tiazídico, todos em doses
otimizadas. Segundo o Primeiro posicionamento brasileiro sobre hipertensão arterial resistente,
qual é o quarto fármaco recomendado para este tipo de hipertensão?
1) Alfa 2-agonista central.
2) Espironolactona.
3) Bloqueador alfa 1-adrenérgico.
4) Hidralazina ou minoxidil.
5) Betabloqueador vasodilatador.

82 - Das seguintes, qual das doenças evolui mais frequentemente com pulso paradoxal?
1) Tamponamento cardíaco.
2) Hipertireoidismo.
3) Insuficiência aórtica.
4) Estenose aórtica.
5) Bloqueio atrioventricular total.
Concurso Residência Médica Santa Casa SP- 2014 – Acesso A Página 20

83 - Gestante de 26 anos, com 20 semanas de idade gestacional procura unidade básica de saúde
com queixa de febre alta, dor de garganta e tosse seca há 24 horas. Não foi vacinada para
influenza. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, eupneica, acianótica, com T: 38°C,
PA: 105/80 mmHg, FR:20 mov/min. Hiperemia de orofaringe e ausculta pulmonar normal. A
melhor conduta médica é:
1) Prescrever antitérmico, hidratação e orientá-la a retornar em 24 horas se houver piora do
quadro.
2) Prescrever sintomáticos, aplicar a vacina para influenza e orientá-la a retornar em 24 horas se
houver piora do quadro.
3) Prescrever antitérmico, oseltamivir, hidratação e orientá-la a retornar em 24 horas se houver
piora do quadro.
4) Orientar hidratação, banho morno e compressas frias para reduzir a temperatura e retorno
em 24 horas.
5) Orientar hidratação, prescrever oseltamivir, antitérmico, aplicar a vacina para influenza e
orientá-la a retornar em 24 horas se houver piora do quadro.

84 - Considerando as diretrizes nacionais para o controle epidemiológico da tuberculose no Brasil,
é INCORRETO afirmar que:
1) O diagnóstico de casos pulmonares da tuberculose pode ser realizado por meio de
baciloscopia em duas amostras de escarro.
2) O teste anti-HIV deve ser oferecido a todas as pessoas que tiverem diagnóstico de
tuberculose.
3) A melhor forma de reduzir a transmissão do Mycobacterium tuberculosis é alcançar 98% de
cobertura vacinal com BCG.
4) O tratamento da doença dura, no mínimo, seis meses independentemente da maior ou menor
vulnerabilidade do paciente diante da doença.
5) O tratamento diretamente observado, que consiste na observação da tomada de
medicamentos, está recomendado para todas as pessoas com diagnóstico da doença.

85 - Considerando as doenças profissionais e as do trabalho, indique a alternativa INCORRETA:
1) Asma ocupacional é a obstrução reversível das vias aéreas causada pela exposição, no
ambiente de trabalho, a poeiras, gases, vapores ou fumos.
2) As alterações neurológicas decorrentes do saturnismo aparecem geralmente em intoxicações
de longa duração, manifestam – se na forma de paralisia nervosa de membros superiores ou
inferiores.
3) As alterações radiológicas pulmonares na silicose são caracterizadas por nódulos
arredondados, cujo tamanho aumenta com o tempo de trabalho na profissão.
4) A anemia aplástica se constitui em um dos riscos aos quais estão submetidos os trabalhadores
da indústria produtora de plástico.
5) A síndrome atropínica é a manifestação mais frequente da intoxicação por organofosforados
utilizados na agricultura.

86 - São medidas de saúde pública adequadas para enfrentar o problema da prematuridade,
EXCETO:
1) Rastreamento e diagnóstico da infecção urinária durante a gestação.
2) Rastreamento, diagnóstico e tratamento da hepatite C na gestação.
3) Disponibilidade de corticosteroides para uso durante o pré-natal.
4) Reduzir a realização de cesarianas na ausência de indicações médicas.
5) Promover a anticoncepção pós-parto.






Concurso Residência Médica Santa Casa SP- 2014 – Acesso A Página 21

Após a leitura das informações obtidas em prontuário na investigação de um óbito de mulher em
idade fértil, responda às questões 87 e 88.
“ASG, 34 anos, GV, PIII, AI, idade gestacional 27 5/7 semanas foi admitida em Pronto Socorro
apresentando cefaleia intensa e mal-estar há 6 horas. Referia ser hipertensa e estar em uso de
metildopa 750mg/dia. Exame físico: Obesa, bom estado geral, consciente e orientada, corada,
hidratada, eupneica e afebril. PA= 160/110 mmHg. Dinâmica uterina ausente, altura
uterina=25cm, foco fetal presente, colo grosso e impérvio. Foi medicada com metildopa 2 g,
Betametasona 12mg e Cefalexina 500mg 6/6h. Exames solicitados na admissão:
Hemoglobina: 12,8g/dL Hematócrito 37,8% Leucócitos 8.800/ml (diferencial sem anormalidades).
Plaquetas 217.000/ mm
3
, TTPA= 31, DHL 200 U/L ; Bilirrubinas Totais 0,37mg/dl (BD=0, 16 e
BI=0,21);Transaminases e provas de função renal normais. Urina Tipo I: 48.000 leucócitos/mL,
proteína positiva . Proteinúria 24h=460 mg/dL.
Paciente manteve-se hipertensa e à USG Doppler apresentou oligoamnio severo e centralização da
circulação fetal. Indicada cesariana. Após histerorrafia, observou-se hipotonia que não respondeu
à administração de maleato de ergometrina e de ocitocina. Submetida a histerectomia subtotal
abdominal, apresentou hipotensão severa que não respondeu ao uso de drogas vasoativas e foi a
óbito durante o procedimento.”

87 - Qual alternativa melhor expressa o adequado preenchimento da CAUSA BÁSICA desta morte
na Declaração de Óbito:
1) Eclâmpsia.
2) Choque hipovolêmico.
3) Hemorragia uterina.
4) Centralização da Circulação Fetal.
5) Atonia Uterina.

88 - Qual alternativa melhor expressa o adequado preenchimento da CAUSA IMEDIATA desta
morte na Declaração de Óbito:
1) Anemia.
2) Eclâmpsia.
3) Síndrome Hellp.
4) Choque hipovolêmico.
5) Cesariana.

89 - Em relação ao estudo transversal ou seccional pode-se afirmar que é utilizado para estimar:
1) A prevalência de fatores de risco ou doenças.
2) A incidência de fatores de risco ou doenças.
3) A associação causal entre fatores de risco e doenças raras.
4) A associação causal entre fatores de risco e doenças comuns.
5) Indiretamente a associação causal entre fatores de risco e doenças comuns.

90 - Considerando as diretrizes nacionais para o rastreamento das lesões precursoras do câncer de
colo do útero no Brasil é correto afirmar que:
1) A população-alvo é constituída por mulheres com idade entre 15 e 64 anos.
2) O subgrupo de mulheres com 35 a 49 anos de idade devem realizar uma colposcopia a cada
três anos.
3) O exame citopatológico deve ser realizado a cada três anos, após duas colpocitologias normais
com intervalo anual.
4) A colpocitologia deve ser realizada anualmente em mulheres que já iniciaram a atividade
sexual.
5) É considerada insatisfatória para análise citopatológica a amostra de material que não
contenha células da junção escamo-colunar.



Concurso Residência Médica Santa Casa SP- 2014 – Acesso A Página 22

91 - Considerando as normas vigentes no país para o controle epidemiológico da poliomielite, é
INCORRETO afirmar que:
1) A finalidade da notificação e investigação imediata de todo caso de Paralisia Flácida Aguda em
menores de 15 anos é detectar a reintrodução do poliovírus selvagem por viajantes e a
ocorrência de quadros associados a poliovírus relacionado à vacina ou a poliovírus derivado
vacinal.
2) O principal motivo da substituição da vacina oral poliomielite (VOP) pela vacina inativa
poliomielite no segundo mês de vida é que esta, por ser administrada via IM, não sofre ação
dos anticorpos maternos transmitidos pelo aleitamento natural.
3) O motivo para a manutenção da campanha nacional de vacinação com VOP é atingir a
homogeneidade intermunicipal de altas coberturas vacinais (pelo menos 95%), a fim de
impedir a circulação viral.
4) O Brasil está incluído no grupo de países certificados pela Organização Mundial da Saúde
como livres da pólio.
5) Efeitos pós-vacinais adversos devem ser notificados ao sistema local de vigilância
epidemiológica.

92 - Os dados da tabela abaixo permitem afirmar que:
Número e distribuição percentual de óbitos de homens e de mulheres de 15 a 49 anos de idade,
residentes nas Localidades A e B, segundo Capítulos da CID 10 correspondentes às causas básicas
de morte. Brasil, 2010

1) O risco de morte por câncer é pelo menos duas vezes maior nas mulheres do que nos homens
nesta faixa etária nas duas localidades.
2) A mortalidade materna é discretamente mais elevada na localidade A do que na B.
3) A razão de mortalidade por sexo é maior na localidade B do que na A.
4) Os dados apresentados são insuficientes para comparar riscos de mortalidade entre as duas
localidades.
5) Embora a violência seja quase três vezes mais fatal para os homens, o risco relativo é maior
para as mulheres.

93 - Com relação à atuação das três esferas de governo no âmbito do SUS é correto afirmar:
1) Os medicamentos incluídos no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no SUS
são financiados pelo Ministério da Saúde, Estados e Municípios.
2) A responsabilidade pelas ações de vigilância epidemiológica e ambiental foi transferida aos
estados em 2010, que para tanto, passaram a receber recursos federais via o Piso da Atenção
Básica em Vigilância Sanitária (PAB Visa).
3) O Pacto pela Saúde redefiniu as responsabilidades pelo custeio da assistência médica, cabendo
aos municípios a Atenção Básica, aos Estados a média complexidade e ao Governo Federal a
alta complexidade.
4) A lei que regulamenta o Planejamento Familiar no Brasil estabeleceu as atribuições específicas
de cada esfera para garantir o acesso de homens e mulheres aos métodos contraceptivos.
5) Os gestores municipal e estadual são autônomos para credenciar estabelecimento de saúde
para a realização de qualquer procedimento constante nas tabelas do SUS.
CAUSAS (Capítulo CID-10)
Número % Número % Número % Número %
XX. Causas externas de morbidade e mortalidade 1.117 55,41 158 20,87 12.981 40,96 1.968 14,60
IX. Doenças do aparelho circulatório 268 13,29 140 18,49 4.543 14,33 2.811 20,85
II. Neoplasias (tumores) 154 7,64 193 25,50 2.817 8,89 3.291 24,41
XI. Doenças do aparelho digestivo 113 5,61 39 5,15 2.509 7,92 682 5,06
I. Algumas doenças infecciosas e parasitárias 105 5,21 56 7,40 2.483 7,83 1.174 8,71
X. Doenças do aparelho respiratório 59 2,93 28 3,70 1.776 5,60 949 7,04
XV. Gravidez parto e puerpério 0 0,00 20 2,64 0 0,00 262 1,94
XVIII.Sint sinais e achad anorm ex clín e laborat 20 0,99 15 1,98 2.156 6,80 732 5,43
DEMAIS CAPÍTULOS 180 8,93 108 14,27 2.420 7,64 1.613 11,96
TOTAL 2.016 100,00 757 100,00 31.692 100,00 13.484 100,00
LOCALIDADE B
Homens Mulheres
LOCALIDADE A
Homens Mulheres
Concurso Residência Médica Santa Casa SP- 2014 – Acesso A Página 23

94 - Um estudo realizado em diversos países demonstra uma correlação estatisticamente
significante (r=0,72; p=0,02) entre as prevalências de tabagismo e os PIBs dos países. Com base
nisso podemos afirmar que:
1) Trata-se de um estudo de prevalência.
2) Indivíduos pobres fumam menos em função do preço relativo do cigarro.
3) Este estudo contradiz achados anteriores que apontam maiores prevalências em pessoas
pobres.
4) Trata-se de um estudo ecológico.
5) A indústria do cigarro não contribui para o PIB do país.

95 - Um estudo realizado em 20 países europeus para avaliar a relação entre o consumo de
“gordura trans” (kg/per capita/ano) e o índice de massa corpórea (IMC), encontrou uma
correlação positiva, com um r=0,75 (p=0,03). Com base nestes resultados, é possível afirmar que:
1) 75% dos casos de obesidade nestes países podem ser explicados pelo alto consumo de
“gordura trans”.
2) 75% das pessoas que consomem “gordura trans” tem alto IMC.
3) O consumo de “gordura trans” está correlacionado com a prevalência de obesidade.
4) 49% dos casos de obesidade nestes países podem ser explicados pelo alto consumo de
“gordura trans”.
5) 75% da variabilidade observada para o IMC pode ser explicada pela variabilidade observada
para o consumo de “gordura trans”.

96 - Um estudo obteve uma prevalência de diabetes mellitus de 7,5%. O que significaria o
Intervalo de confiança de 95% desta prevalência?
1) Que o tamanho da amostra só permite uma confiança de 95%.
2) Que 95% das amostras apresentaram uma prevalência de 7,5%.
3) Que o valor da amostra esta dentro deste intervalo com uma precisão de 95%.
4) Que o teste estatístico utilizado obteve um p=0,05.
5) O valor estimado para população deve estar dentro deste intervalo.

97 - As estimativas produzidas sobre as prevalências de obesidade (IMC) ≥ 30 kg/m
2
) e de excesso
de peso (IMC) ≥ 25 kg/m
2
) pelo sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças
crônicas por inquérito telefônico do Ministério da Saúde permitem afirmar que:
1) A prevalência de obesidade nas mulheres é superior à prevalência nos homens.
2) A prevalência de excesso de peso nos homens é superior à prevalência nas mulheres.
3) As prevalências de obesidade e excesso de peso se correlacionam positivamente com a
escolaridade.
4) A prevalência de obesidade é maior na faixa etária acima do 55 anos.
5) A prevalência de obesidade no Brasil estimada em quase 50% faz com este seja um dos
principais problemas de saúde pública no país.

98 - O indicador DALY (Disability Adjusted Life of Years – Anos de Vida Perdidos Ajustados por
Incapacidade) tem sido utilizado mais recentemente para avaliar a carga global da doença. Para
calcular este indicador, estima-se:
1) Os anos vividos com incapacidade e as mortes prematuras.
2) A expectativa de vida e o custo social da doença.
3) A mortalidade geral e incidência de incapacidades.
4) Os anos de vida perdidos e a mortalidade geral.
5) A mortalidade específica por faixa etária e prevalência de incapacidades.





Concurso Residência Médica Santa Casa SP- 2014 – Acesso A Página 24

99 - Em relação à situação epidemiológica da tuberculose no Estado de São Paulo podemos
afirmar que:
1) A incidência é menor que a média nacional.
2) A taxa de cura dos casos de tuberculose é baixa, sendo menor que 40%.
3) O tratamento diretamente supervisionado não teve impacto significativo e não é mais
utilizado.
4) A busca por sintomáticos respiratórios têm aumentado.
5) A mortalidade por tuberculose tem aumentado nos últimos 10 anos.

100 - Paciente de 45 anos com história de etilismo importante, sem outros antecedentes prévios,
deu entrada no pronto-socorro com quadro de queda da própria altura e trauma cranioencefálico
após consumo abusivo de álcool. Foi indicada tomografia computadorizada de crânio que não
mostrou complicações referentes ao trauma. Ao retornar do exame notaram-se tremores de
extremidades, confusão mental agressiva e perigosa, taquicardia e hipertensão. Sobre este caso é
correto afirmar que:
1) Deve-se realizar imediatamente haloperidol parenteral para o controle da agitação.
2) Deve-se priorizar o uso de lorazepan VO em doses crescentes até o controle da agitação.
3) Doses maiores que 800 mg de diazepam podem ser necessárias para a sedação adequada
deste paciente.
4) Deve-se realizar diazepam por via intramuscular caso não disponha de acesso venoso para o
controle da agitação perigosa.
5) Beta-bloqueador adrenérgico está indicado na maioria dos casos para o controle dos sintomas
adrenérgico, sem prejuízo do quadro confusional.
































Concurso Residência Médica Santa Casa SP- 2014 – Acesso A Página 25

ACESSO A
QUESTAO QUESTAO QUESTAO QUESTAO
1 4 26 5 51 5 76 3
2 1 27 3 52 2 77 5
3 4 28 5 53 3 78 1
4 2 29 4 54 3 79 4
5 3 30 2 55 2 80 1
6 3 31 3 56 1 81 2
7 3 32 5 57 2 82 1
8 1 33 1 58 2 83 3
9 1 34 1 59 1 84 3
10 3 35 3 60 4 85 5
11 4 36 1 61 2 86 2
12 5 37 2 62 4 87 5
13 1 38 4 63 3 88 4
14 4 39 4 64 1 89 1
15 1 40 2 65 2 90 3
16 5 41 5 66 1 91 2
17 2 42 3 67 5 92 4
18 3 43 5 68 4 93 1
19 2 44 2 69 1 94 4
20 2 45 4 70 3 95 3
21 4 46 4 71 5 96 5
22 4 47 1 72 5 97 2
23 1 48 3 73 2 98 1
24 2 49 4 74 4 99 4
25 5 50 1 75 3 100 3


CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – ACESSO B - CLÍNICA MÉDICA Página 1

1. Mulher de 42 anos da entrada no serviço de emergência com quadro de febre há 4 dias e há 8
horas com déficit em hemicorpo direito. Ao exame apresenta se com força motora grau 3 em
hemicorpo direito, sonolenta, com rigidez de nuca, ausculta pulmonar sem alterações e cardíaca
com presença de sopro sistólico 4+/6+ em foco mitral. Sinais vitais: PA = 90x70mmHg em ambos
os membros superiores, FC = 130 bpm, Sat O2 = 94% em ar ambiente. Realizado tomografia de
crânio que evidenciou diversas áreas hipoatenuantes, sem desvio de linha média. Realizado coleta
de líquor que revelou 1200 células com predomínio neutrofílico, glicose = 20mg/dL e presença de
cocos Gram positivo. A melhor alternativa com o exame a ser solicitado e a conduta a ser tomada
são:
1. Ecocardiograma, AAS + estatina.
2. Ecocardiograma, Ceftriaxona + Oxacilina + Enoxaparina 1mg/Kg 12/12hrs.
3. Doppler de carótida e basilar, AAS + estatina + Enoxaparina 1mg/Kg 12/12hrs.
4. Ecocardiograma, Ceftriaxona + Oxacilina.
5. Ressonância magnética de crânio, AAS + estatina.

2. No caso acima, a paciente apresentava na entrada hemiparesia associada a hemihipoestesia
com predomío braquiofacial à direita. Apresentava também afasia, porém com compreensão não
prejudicada e executando ordens simples. Com esta apresentação a afasia descrita e o território
acometido corresponde à:
1. Wernicke e artéria carótida interna.
2. Broca e artéria cerebral média.
3. Wernicke e artéria cerebral anterior.
4. Broca e artéria cerebral anterior.
5. Afasia de condução e artéria cerebral média.

3. Homem de 39 anos, epiléptico, encontra-se internado em leito de terapia intensiva há 12 horas
por quadro de estado de mal convulsivo. Está sedado, dependente de ventilação mecânica e
estável hemodinamicamente. Apresenta plaquetas de 100.000/mm³, INR = 1,2 e RT = 1,0. Lactato
e saturação venosa central de oxigênio sem alterações. A melhor associação para profilaxia de
úlcera de estresse e pneumonia associada à ventilação mecânica deste caso é:
1. Sucralfato e decúbito 45º.
2. Bloqueador H2 e drenagem subglótica.
3. Nutrição enteral e higiene oral com Clorexidina.
4. Inibidor de bomba de próton e corticoide.
5. Inibidor de bomba de próton e higiene oral com Clorexidina.

4. Paciente de 28 anos do sexo feminino com antecedente de depressão e dor crônica vem ao
serviço médico com queixa de dor abdominal difusa e mal caracterizada após inicio de dieta para
redução de peso. Ao exame físico paciente apresenta se taquicardica, sudoreica, afebril,
hipertensa e inquieta. Apresenta também fraqueza muscular e parestesia de extremidades. Os
exames laboratoriais descartam alterações no hemograma, glicemia e elevações de escórias
renais, no entanto, apresentou Na=120mEq/L. Realizado tomografia de abdome e endoscopia
digestiva que não evidenciaram alterações. Paciente refere algumas crises semelhantes no
passado sem elucidação diagnóstica com reversão espontânea do quadro. Realizado dosagem de
porfobilinogênio na urina com valores acima do esperado. Sobre esta paciente é INCORRETO
afirmar:
1. É importante identificar o fator que desencadeou a crise atual, sendo no caso a provável baixa
ingesta calórica.
2. A hiponatremia pode ser decorrente de envolvimento hipotalâmico e secreção inapropriada
do hormônio antidiurético.
3. Como possível complicação grave a paciente pode evoluir com paralisia da musculatura
respiratória.
4. A dosagem aumentada de porfobilinogênio na urina é sensível e específica para a definição
etiológica e nos permite o inicio imediato da terapia com heme.
5. Esta paciente possui maior risco de apresentar carcinoma hepatocelular.


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5. Homem de 68 anos encontra-se na emergência com instabilidade hemodinâmica, necessidade
de drogas vasoativas em doses altas e parâmetros altos na ventilação mecânica. Por ter alta
probabilidade para o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP) foi iniciado anticoagulação
plena com heparina não fracionada. Qual a conduta imediata para este caso?
1. Tomografia computadorizada de tórax multislice com protocolo para TEP.
2. Angiografia de tórax.
3. Ecocardiograma e ultrassom de MMII à beira do leito.
4. Trombólise química.
5. Embolectomia cirúrgica.

6. Homem de 21 anos chega na emergência com dor abdominal de forte intensidade associada à
náuseas e vômitos. No exame físico apresentava-se estável hemodinamicamente e sem sinais de
peritonite. Exames complementares mostram amilase sérica de 241 U/L, lipase de 411 U/L,
proteína C reativa de 3,9 mg/dL, cálcio sérico de 14,2 mg/dL, tomografia computadorizada de
abdome contrastada com pancreatite Balthazar B. O mesmo informa utilizar injeções
intramusculares a base de hormônios anabolizantes e polivitamínicos de uso veterinário. Neste
caso, a provável etiologia da pancreatite é:
1. Neoplasia.
2. Hipertrigliceridemia.
3. Microcálculos nas vias biliares.
4. Alcoólica.
5. Hipervitaminose D.

7. Mulher de 65anos dá entrada no pronto-socorro com quadro de síndrome coronariana aguda
com supradesnivelamento de segmento ST em DII, DIII e AVF. Cineangiocoronariografia mostra
lesão obstrutiva grave de 90% em coronária descendente anterior (DA), 90% em circunflexa (CX),
90% em coronária direita (CD) e 70% em tronco de coronária esquerda. A melhor indicação neste
momento é:
1. Angioplastia em todas as lesões.
2. Angioplastia somente na CD.
3. Angioplastia somente na DA.
4. Angioplastia somente na CX.
5. Revascularização miocárdica de emergência.

8. Jovem de 17 anos é internado com quadro de cetoacidose diabética sem sinais de infecção.
Inicia-se reposição volêmica com soro fisiológico e insulinoterapia em bomba de infusão contínua
endovenosa. Após 5 horas, a glicemia é de 100 mg/dL, pH de 7,4, bicarbonato sérico de 21 mEq/L,
cetonemia positiva e cetunúria 3+. A melhor opção terapêutica neste momento é:
1. Reduzir a dose de infusão de insulina regular pela metade associada à solução com dextrose
pelo risco de hipoglicemia.
2. Dobrar a velocidade de infusão de insulina visto que ainda há presença de cetoácidos.
3. Realizar insulina regular subcutânea e manter insulina contínua endovenosa na metade da
velocidade de infusão.
4. Realizar dose de insulina regular subcutânea e cessar a infusão contínua endovenosa de
insulina.
5. Manter a velocidade de infusão de insulina visto que ainda há presença de cetoácidos.

9. É indicado teste ergométrico (TE) para avaliação de paciente que procura o setor de emergência
de um hospital em decorrência de dor torácica por potencial equivalente anginoso. Em relação a
esta condição clínica, assinale a alternativa INCORRETA:
1. Paciente com dor torácica, estratificados inicialmente como de moderado e baixo riscos
podem ser submetidos a TE.
2. O resultado normal do TE para pacientes estratificados como de baixo risco confere risco
muito baixo de eventos cardiovasculares em um ano.
3. Miocardite e pericardite são contraindicações absolutas para a realização de TE.
4. São necessários duas amostras normais de marcadores de necrose miocárdica (Troponina I)
em seis e 12 horas após o início dos sintomas.
5. É obrigatório o consentimento escrito, depois do adequado esclarecimento ao paciente e/ou
de seus responsáveis sobre a indicação do exame.


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10. Paciente de 45 anos com história de etilismo importante, sem outros antecedentes prévios,
deu entrada no pronto-socorro com quadro de queda da própria altura e trauma cranioencefálico
após consumo abusivo de álcool. Foi indicado tomografia computadorizada de crânio que não
mostrou complicações referentes ao trauma. Ao retornar do exame notou-se tremores de
extremidades, confusão mental agressiva e perigosa, taquicardia e hipertensão. Sobre este caso é
correto afirmar:
1. Deve-se realizar imediatamente haloperidol parenteral para o controle da agitação.
2. Deve-se priorizar o uso de lorazepan VO em doses crescentes até o controle da agitação.
3. Doses maiores que 800 mg de diazepam podem ser necessárias para a sedação adequada
deste paciente.
4. Deve-se realizar diazepam por via intramuscular caso não disponha de acesso venoso para o
controle da agitação perigosa.
5. Beta-bloqueador adrenérgico está indicado na maioria dos casos para o controle dos sintomas
adrenérgico, sem prejuízo do quadro confusional.

11. Homem de 56 anos dá entrada na emergência com odontalgia molar inferior esquerda,
odinofagia, aumento de volume da região submandibular e dor torácica anterior ventilatório-
dependente. Ao exame apresentava-se febril (38,5ºC), séptico, com aumento de volume
submandibular e região parotídea esquerda, abaulamento do palato mole à esquerda e trismo. À
ausculta pulmonar apresentava roncos e sibilos difusos. Algumas horas após o internamento
houve piora do estado geral, sendo submetido à traqueostomia e drenagem do abscesso cervical.
Qual o exame mais apropriado para elucidação diagnóstica e terapêutica neste caso?
1. Ressonância magnética do pescoço.
2. Radiografias cervical lateral esquerda e do tórax.
3. Tomografia computadorizada cervical e torácica.
4. Hemoculturas e cultura da secreção cervical.
5. Ultrassonografia cervical e submandibular à esquerda.

12. Paciente dá entrada na emergência com quadro de sepse grave de foco pulmonar. Qual dos
achados abaixo NÃO corresponde à disfunção orgânica relacionada à sepse grave?
1. Cardiovascular – Pressão arterial sistólica ≤ 90 mmHg ou pressão arterial média < 70 mmHg.
2. Respiratória - Relação PaO
2
/FiO
2
< 300.
3. Renal - Diurese < 0,5 mL/kg/hora por pelo menos 2 horas, mesmo após ressuscitação volêmica
ou Creatinina > 2 mg/dL.
4. Hepática - Bilirrubina total > 2 mg/dL ou 35 mmol/L; alterações da coagulação - INR > 1,5 ou
TTPa > 60s.
5. Metabólica - pH < 7,30 com anion gap > 16 mEq/L.

13. Mulher de 72 anos refere anemia persistente, motivo pelo qual recebeu duas transfusões de
concentrado de hemácias. Foi aventada a hipótese de síndrome mielodisplásica. Qual das
alternativas abaixo não corresponde aos critérios mínimos para o diagnóstico desta síndrome?
1. Citopenia persistente (mais de 6 meses) de uma ou mais linhagens, com Hb < 11g/dL e/ou
neutrófilos <1.500/mm
3
e/ou plaquetas < 100.000/mm
3
.
2. Exclusão de outras doenças hematológicas e não hematológicas como causa de
citopenia/displasia.
3. Displasia abaixo de 10% das células ao mielograma, das linhagens eritróide, neutrofílica ou
megacariocítica.
4. Presença de 5-19% de blastos no mielograma.
5. Presença de > 15% de sideroblastos em anel no mielograma.
14. Paciente com tromboembolismo pulmonar crônico hipertensivo é submetido a
tromboembolectomia, evoluindo à óbito no pós-operatório imediato. Qual das complicações
abaixo não é causa imediata do óbito para este caso?
1. Edema de reperfusão dos pulmões.
2. Hemoptise maciça.
3. Insuficiência ventricular direita.
4. Insuficiência respiratória.
5. Sangramento digestivo por hipertensão porta.


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15. Homem de 57 anos, com função renal preservada, mantem pressão arterial de difícil controle,
já em uso regular de inibidor da enzima de conversão da angiotensina, associado a antagonista
dos canais de cálcio dihidropiridínico de ação prolongada e diurético tipo tiazídico, todos em doses
otimizadas. Segundo o I posicionamento brasileiro sobre hipertensão arterial resistente, qual é o
quarto fármaco recomendado para este tipo de hipertensão?
1. Alfa 2-agonista central.
2. Espironolactona.
3. Bloqueador alfa 1-adrenérgico.
4. Hidralazina ou minoxidil.
5. Betabloqueador vasodilatador.

16. Paciente dá entrada na emergência por trauma cranioencefálico grave. Após 12 horas da
admissão é feito o primeiro protocolo para morte encefálica em possível doador de órgãos. Todos
os itens abaixo citados são requisitos mínimos e indispensáveis para a abertura do protocolo de
morte encefálica, com EXCEÇÂO de:
1. A pressão arterial deve estar dentro dos parâmetros de normalidade do paciente.
2. Em caso de hipotermia severa (temperatura menor de 32
o
C), o paciente deve ser aquecido, de
preferência a temperatura mínima de 35ºC.
3. Ausência de efeitos de drogas neurodepressoras e bloqueadores neuromusculares.
4. Ausência de alterações metabólicas, como hipoglicemia, acidose metabólica importante.
5. Ausência de hipernatremia.

17. Mulher de 46 anos dá entrada no pronto socorro trazida por familiares por ter sido encontrada
desacordada. Tem antecedente de depressão há 5 anos em tratamento psiquiátrico. Uso regular
de medicamentos não identificados. Ao exame apresenta-se em coma leve, saturação periférica
de oxigênio de 94%, PA: 80/60 mmHg, temperatura auricular de 34,7
o
C e hiporreflexia
generalizada. ECG com prolongamento do intervalo QRS. Qual das alternativas abaixo está contra-
indicada para este caso?
1. Flumazenil 0,2 mg IV.
2. Alcalinização da urina.
3. Lavagem gástrica, seguida de carvão ativado em doses múltiplas por 48h a 72 horas.
4. Observação mínima de 6 horas.
5. Fenitoína profilática.

18. Mulher, 62 anos, sem antecedentes mórbidos, procura atendimento por quadro de dor
torácica há dois dias sem fatores associados. No exame físico apresenta lesões vesico-bolhosas
restritas a dois dermatomos. Qual das medicações abaixo é a mais indicada para evitar a principal
complicação da doença acima?
1. Morfina.
2. Amitriptilina.
3. Gabapentina.
4. Valaciclovir.
5. Prednisona.

19. Homem, 50 anos, hipertenso procura atendimento ambulatorial por dor torácica em aperto,
relacionada a esforço físico sem irradiação. Melhora ao repouso e se iniciou há 4 meses. Quais dos
testes não invasivos apresentam maior sensibilidade e especificidade, respectivamente, na
avaliação diagnóstica do paciente?
1. Teste ergométrico e cintilografia miocárdica.
2. Ecocardiografia com estresse e cintilografia miocárdica.
3. Teste ergométrico e ecocardiografia com estresse.
4. Cintilografia miocárdica e ecocardiografia com estresse.
5. Eletrocardiograma e teste ergométrico.







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20. Homem, 60 anos, portador de linfoma é trazido para consulta de rotina. Queixa-se de
fraqueza, letargia, náuseas, dor abdominal difusa e parada na eliminação de fezes há 5 dias.
Solicitado exames gerais que apresentavam as seguintes alterações: cálcio de 14,5 mg/dL,
creatinina 1,4 mg/dL e uréia de 104 mg/dL. Qual das medidas terapêuticas abaixo NÃO deve ser
realizada no momento inicial da compensação clínica?
1. Ácido zoledrônico.
2. Hidratação vigorosa.
3. Calcitonina.
4. Prednisona.
5. Furosemida.

21. Mulher, 68 anos, com antecedente de hipertensão arterial de longa data, sem
acompanhamento, vem ao pronto socorro referindo dor abdominal difusa, astenia e redução do
volume urinário há 7 dias. Traz exames realizados ambulatorialmente há 4 dias mostrando
creatinina de 6,2 mg/dL e uréia de 274 mg/dL. Qual dos exames abaixo NÃO seria útil na
diferenciação entre disfunção renal aguda ou crônica?
1. USG de rins e vias urinárias.
2. Hemograma.
3. Dosagem de PTH.
4. Radiografia de crânio.
5. Gasometria arterial.

22. Homem, 68 anos, antecedente de diabetes mellitus há 18 anos, em uso de metformina,
glimepirida e insulina NPH, procura auxílio médico por apresentar edema de membros inferiores,
aumento do volume abdominal e dispnéia aos moderados esforços. Refere também redução do
débito urinário. Ao exame clínico apresenta-se em anasarca, PA: 130/70 mmHg, FC: 82 bpm,
ausculta cardíaca e pulmonar normais e, ao fundo de olho, retinopatia diabética.
Laboratorialmente temos: Hb: 10,2 g/dL, creatinina 2,4: mg/dL, uréia: 73 mg/dL, Na: 145 mEq/L, K:
5,4 mEq/L e proteinúria de 24 horas: 4,5g. Qual a alteração anatomopatológica mais comumente
você encontraria ao realizar biópsia renal desse paciente?
1. Necrose fibrinóide.
2. Glomeruloesclerose difusa.
3. Arterioloesclerose hiperplásica.
4. Glomeruloesclerose segmentar e focal.
5. Microangiopatia trombótica.

23. Mulher, 52 anos, com antecedente de hipertensão arterial, diabetes mellitus e infecção
urinária de repetição procura atendimento por quadro de fraqueza, cansaço e dispnéia aos
grandes esforços há 4 meses. Ao exame clínico apresenta-se em bom estado geral, descorada
2+/4+, eupnéica, PA 160/90 mmHg, bulhas rítmicas normofonéticas sem sopro, murmúrio
vesicular bilateral sem ruídos adventícios, abdome e extremidades sem
alterações. Laboratorialmente apresenta: Hb 8,0 g/dL, Ht 24%, ferritina 20 ng/ml, saturação de
transferrina 10%, creatinina 2,0 mg/dL, uréia 49 mg/dL, Na 140 mEq/L, K 4,8 mEq/L, clearance
estimado de creatinina de 65 ml/min/m². Ecodopplercardiograma normal. Qual a melhor
estratégia terapêutica inicial para o tratamento dos sintomas da paciente?
1. Sulfato ferroso.
2. Hemotransfusão.
3. Administração de diuréticos.
4. Reposição de eritropoetina.
5. Controle pressórico.


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24. Paciente de 58 anos com antecedente de demência vascular e com dependência total para as
atividades básicas de vida diária é trazido por familiares por quadro de não aceitação alimentar,
alteração do ciclo sono vigília e agitação psicomotora importante há 1 dia. No exame clínico
mostrava-se desidratado, corado, em mal estado geral e muito agitado, ausculta cardíaca e
pulmonar normais. O abdome estava distendido, muito doloroso a palpação, com ruídos
hidroaéreos aumentados e fecaloma ao toque retal. Laboratorialmente apresentava Hb 13 g/dL,
leucócitos 18.000 com desvio até mielócitos, plaquetas 300.000/mm3, creatinina 1,5 mg/dL, uréia
280 mg/dL, Na 158 mEq/L, K 4,2 mEq/L, urina 1 com nitrito positivo e 900.000 leucócitos. Qual das
alternativas não contempla possíveis causas ou fatores de risco para justificar o quadro de
delirium hiperativo supracitado?
1. Demência prévia e infecção urinária.
2. Idade e leucocitose.
3. Fecaloma e uremia.
4. Hipernatremia e desidratação.
5. Dor abdominal.

25. Em relação à questão anterior, qual a melhor estratégia terapêutica para o tratamento da
agitação psicomotora e da infecção do trato urinário respectivamente?
1. Haloperidol e ceftriaxone.
2. Diazepam e ceftriaxone.
3. Diazepam e ciprofloxacino.
4. Haloperidol e ciprofloxacino.
5. Fenobarbital e ciprofloxacino.

26. Paciente de 50 anos, obesa, procura assistência por perda de peso, aumento do apetite,
aumento da ingesta hídrica e diurese abundante há 4 meses. Nega uso de medicações ou qualquer
outra morbidade. Laboratorialmente apresenta Hb 12,5 g/dL, Leucócitos 4500/mm3, Plaquetas de
180.000/mm3, creatinina de 1,0 mg/dL, uréia de 35 mg/dL, glicemia de jejum de 346 mg/dL e Hb
glicada de 10,5 %.
Qual a melhor estratégia inicial no tratamento desta paciente?
1. Sulfoniuréia + inibidor da DPP4.
2. Glinidas + arcabose.
3. Insulinização + metformina.
4. Insulinização + glitazona.
5. Liraglutida + metformina.

27. Em relação a questão anterior, as metas terapêuticas em relação a hemoglobina glicada,
glicemia de jejum, glicemia pré prandial e glicemia pós prandial são, respectivamente:
1. 6,5 / 110 / 126 / 180.
2. 6,5 / 100 / 140 / 180.
3. 7,0 / 110 / 126 / 180.
4. 7,0 / 100 / 110 / 140.
5. 6,5 / 100 / 126 / 180.

28. Mulher de 57 anos procura atendimento após realização de check up solicitado por colega
desconhecido. A paciente não tem queixas e não passava por atendimento médico há muito
tempo. Os exames mostravam: Hb 15,5 g/dL, leucócitos 5.500/mm3, plaquetas 210.000/mm3,
creatinina 1,1 mg/dL, uréia 30 mg/dL, Na 138 mEq/L, K 3,7 mEq/L, cálcio 8,0 mg/dL, Mg 1,9 mg/dL,
glicemia de jejum 170 mg/dL, Hb glicada 8,5%, triglicerídeos 600 mg/dL, colesterol total 290
mg/dL, TGP 110 U/L, TGO 100 U/L, FA 90 U/L, gama GT 125 U/L, Bilirrubinas totais 2,5 mg/dL,
albumina 2,8 g/dL, USG de abdome total com esteatose hepática, teste ergométrico positivo para
isquemia miocárdica e ecocardiograma com fração de ejeção preservada, átrios normais e
disfunção diastólica discreta. Em relação às alterações hepáticas NÃO podemos afirmar:
1. Devem-se solicitar sorologias para hepatite B e C.
2. Hepatite congestiva é uma possibilidade já que o ecocardiograma está alterado.
3. Perfil férrico deve ser solicitado.
4. Questionar sobre o uso de medicações pode auxiliar no diagnóstico.
5. Hepatite autoimune é uma possibilidade diagnóstica.


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29. Sobre o caso anterior, suponha que todas as possibilidades diagnósticas foram investigadas e,
através de biópsia hepática, concluiu-se que o paciente é portador de esteato hepatite não
alcoólica. Qual das medidas ou medicação é CONTRA-INDICADA?
1. Evitar consumo de álcool.
2. Vacina de hepatite A e B.
3. Rastreio periódico de carcinoma hepatocelular.
4. Vitamina E.
5. Mudança no estilo de vida e perda de peso gradual.

30. Paciente de 58 anos, tabagista, procura atendimento por quadro de tosse, hemoptise e perda
de peso há 2 meses. No exame físico identifica-se circulação colateral em membro superior
direito, discreto edema de face e de membro superior direito. Nota-se também, discreta turgência
jugular. Qual padrão histológico de neoplasia pulmonar é mais envolvido com a síndrome
paraneoplásica supracitada?
1. Carcinoma de pequenas células.
2. Carcinoma epidermóide.
3. Carcinoma bronquíolo alvéolos.
4. Carcinoma de grandes células.
5. Adenocarcinoma.

31. Sobre o caso anterior, suponha que a hipótese diagnóstica se confirme e o paciente mantenha
poucos sintomas relacionados a complicação paraneoplásica. Qual a melhor conduta para o
tratamento da mesma?
1. Corticoterapia.
2. Quimioterapia.
3. Angioplastia com stent.
4. Radioterapia.
5. Diurético.

32- Mulher de 37 anos com quadro de alteração da coloração das extremidades há 4 anos procura
atendimento por quadro de edema das mãos associado a prurido intenso, fadiga, fraqueza
muscular, dispnéia aos esforços, disfagia, pirose e empachamento pós prandial. Apresenta
positividade em baixos títulos para anti RNP e altos títulos para FAN padrão nucleolar e anti
topoisomerase 1. Qual o diagnóstico da paciente?
1. Lúpus eritematoso sistêmico
2. Doença mista do tecido conjuntivo.
3. Esclerose sistêmica.
4. Síndrome do anticorpo antifosfolípide.
5. Polimiosite.

33. Em relação a questão anterior, qual a melhor estratégia terapêutica para o tratamento do
quadro gastro-intestinal?
1. Azatioprina.
2. Ciclofosfamida.
3. Metotrexato.
4. Prednisona.
5. Omeprazol + bromoprida.

34. Paciente de 49 anos em tratamento de diabetes mellitus há 3 anos e inicío de tratamento de
hipotireoidismo com 75 mcg de levotiroxina há 3 meses em UBS, procura atendimento por quadro
de dor abdominal difusa, náuseas, vômitos e fraqueza muscular. No exame físico apresentava PA
80/40 mmHg, FC: 97 bpm, ausculta cardíaca e pulmonar normais, abdome sem peritonite,
extremidades com boa perfusão sem empastamento e dextro: 58 mg/dL. Laboratório com Hb 11
g/dL, leucócitos 4.900/mm3, plaquetas 300.000/mm3, Na: 126 mEq/L, PCR: 1,5 mg/dL, creatinina:
1,2 mg/dL, uréia: 41 mg/dL, K: 6,0 mEq/L. Qual dos achados abaixo é muito pouco provável de se
encontrar nesse paciente?
1. Hipoparatireoidismo.
2. Vitiligo.
3. Hipogonadismo.
4. Miastenia gravis.
5. Anemia perniciosa.

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35. O mesmo paciente da questão anterior, duas semanas após a avaliação inicial, deu entrada no
pronto-socorro com quadro de hipotensão e rebaixamento do nível de consciência. Realizado
medidas iniciais incluindo acesso a via aérea definitiva. Qual das condutas abaixo é fundamental
para reversão do quadro clínico?
1. Noradrernalina.
2. Fludrocortisona.
3. Levotiroxina dose alta.
4. Hidrocortisona.
5. Solução salina hipotônica abundante.

36. Mulher de 39 anos procura atendimento por quadro de dispneia progressiva há 9 meses.
Refere fraqueza e tontura associadas. Nega angina. No exame físico nota-se sopro cardíaco e a
radiografia de tórax mostra elevação do brônquio fonte esquerdo. A provável doença da paciente
é?
1. Insuficiência mitral.
2. Insuficiência aórtica.
3. Estenose mitral.
4. Estenose aórtica.
5. Insuficiência tricúspide.

37 - Qual a provável etiologia e a medicação de escolha para o caso supracitado?
1. Febre reumática / Betabloqueador.
2. Valva bicúspide congênita / Digital.
3. Endocardite infecciosa / Betabloqueador.
4. Degeneração mixomatosa / Diurético de alça.
5. Coronariopatia / Bloqueadores dos canais de cálcio.

38. Paciente de 59 anos hipertenso, diabético e com miocardiopatia dilatada com disfunção
sistólica importante (fração de ejeção de 23%) em uso de AAS, carvedilol, enalapril e furosemida
em doses otimizadas, procura atendimento pois apresenta dispnéia aos mínimos esforços,
ortopnéia e dispnéia paroxística noturna. Ao exame apresenta estertores crepitantes bibasais,
edema de membros inferiores, PA 90/60 mmHg. ECG com ritmo sinusal, QRS > 120 mm e
freqüência cardíaca de 75 bpm. Qual alternativa contempla o tratamento adequado para melhor
otimização terapêutica?
1. Clopidogrel e hidralazina.
2. Anlodipino e digoxina.
3. Espironolactona e digoxina.
4. Anlodipino e monocordil.
5. Clopidogrel, hidralazina e monocordil.

39. Em relação a questão anterior, após otimização terapêutica o paciente retorna em 3 meses
referindo pouca melhora dos sintomas. O próximo passo é:
1. Introdução de amiodarona.
2. Introdução de propafenona.
3. Transplante cardíaco.
4. Implante de marca-passo definitivo.
5. Terapia de ressincronização cardíaca.

40. Sobre o tratamento da dislipidemia, podemos afirmar:
1. As estatinas não reduzem a mortalidade cardiovascular e a incidência de eventos isquêmicos
agudos.
2. Os fibratos devem ser utilizados nas dislipidemias mistas com predomínio de
hipercolesterolemia.
3. Pacientes com hipotireoidismo têm risco aumentado de miopatia com o uso de estatinas.
4. Pacientes em perioperatório ortopédico deve ter o uso de estatina suspenso pelo elevado
risco de miopatia.
5. O uso de estatina em gestante é seguro.


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41. Sobre os derrames pleurais assinale a alternativa correta:
1. A retirada por toracocentese de 1000 ml de liquido pleural é contra indicada pelo risco de
edema agudo de reexpansão.
2. A neoplasia de mama é a causa neoplásica mais comum de derrame pleural.
3. Insuficiência cardíaca, cirrose hepática e síndrome nefrótica são causas exsudativas de
derrame pleural.
4. A ADA pode apresentar resultados falsos positivos em artrite reumatóide, adenocarcinomas e
alguns linfomas.
5. O desencadeamento do reflexo vaso-vagal, durante a toracocentese, traduzido por sudorese,
mal estar geral e desmaio, não indica necessidade de interrupção do procedimento.

42. Sobre a asma, podemos afirmar:
1. Síndrome do pânico, disfunção de cordas vocais e aspergilose pulmonar são diagnósticos
diferenciais.
2. A abordagem dos fatores desencadeantes é pouco importante quando comparado ao
tratamento medicamentoso.
3. Os beta agonistas e os anticolinérgicos são contra indicados nas gestantes asmáticas com
exacerbação.
4. Na exacerbação, os corticoides endovenosos são superiores a prednisona via oral.
5. Os beta agonistas de longa duração devem ser iniciados antes do corticóide inalatório na
instituição do tratamento de manutenção.

43. Mulher, 32 anos, vem ao PS acompanhada do marido, por quadro de insônia há 7 dias. Marido
refere que paciente passou a gastar dinheiro com coisas fúteis, limpar a casa de madrugada, chora
e ri sem motivo. Está em uso de anticoncepcional oral há 2 meses e em uso de Sertralina há 2
anos. Ao exame, paciente com fala acelerada, diz estar ótima e, irritada, alega que doente é seu
marido. Anda de um lado para o outro da sala. Exame físico normal. Qual a hipótese diagnóstica?
1. Transtorno de Pânico.
2. Esquizofrenia.
3. Transtorno de Personalidade Histriônica.
4. Transtorno Afetivo Bipolar.
5. Transtorno Conversivo.

44. No caso acima, qual a melhor conduta:
1. Diazepam 10mg VO agora e Fluoxetina 20mg dia contínuo.
2. Haloperidol 5 mg EV agora e Diazepam 10mg noite contínuo.
3. Ácido valpróico 250 mg 12/12h e Clonazepam 2mg noite.
4. Amitriptilina 25 mg ao dia.
5. Rivotril 2mg VO agora e encaminhamento para psicoterapia.

45. Paciente de 42 anos, proveniente de zona rural, queixa-se de dor abdominal há 40 dias
associado a perda de peso e febre esporádica. No exame físico nota-se que o paciente encontra-se
descorado e no exame abdominal palpa-se esplenomegalia de grande monta. Laboratório: Hb 9,0
g/dL, Leucócitos 3000/mm3 com 43 % de linfócitos, Plaquetas de 110.000/mm3 e células pilosas
em sangue periférico. Qual o provável diagnóstico?
1. Esquistosomose.
2. Leucemia mielóide crônica.
3. Calazar.
4. Tricoleucemia.
5. Linfoma esplênico.

46. Paciente 55 anos, tabagista de longa data, em investigação de crises convulsivas há 1 mês
retorna com exames solicitados na primeira consulta. O médico, exageradamente, estendeu a
tomografia de crânio para o tórax já que uma das hipóteses era neoplasia pulmonar com
metástase cerebral. Exames laboratoriais normais, sorologias negativas e a tomografia de crânio
mostrou múltiplas lesões císticas e calcificadas em parênquima cerebral. A tomografia de tórax
mostrou enfisema centrolobular e lesões calcificadas em partes moles. Qual o provável
diagnóstico?
1. Neurotuberculose.
2. Neurocisticercose.
3. Neurocriptococose.

CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – ACESSO B - CLÍNICA MÉDICA Página 10

4. Sarcoidose Cerebral.
5. Neurossífilis.

47. Paciente de 33 anos queixa-se de aparecimento de lesões avermelhadas e dolorosas em região
pré tibial há 1 semana associado a febre, artralgia e mal estar geral. Refere também alteração do
hábito intestinal com episódios diarréicos há mais de 1 mês. Nega antecedentes mórbidos e refere
uso apenas de contraceptivo oral. O exame físico é normal exceto as lesões em membros
inferiores já citadas. Radiografia de tórax mostra alargamento mediastinal, adenopatia hilar
bilateral e a biópsia de pele mostra paniculite. Considerando o quadro clínico deste paciente, qual
a etiologia menos provável do quadro?
1. Doença inflamatória intestinal.
2. Hanseníase.
3. Medicamentoso.
4. Tuberculose.
5. Sarcoidose.

48 . Homem de 35 anos, sem comorbidades prévias, vem ao pronto socorro com queixa de
“batedeira e angústia” no peito. Paciente nega dor, dispnéia ou perda de consciência. Ao exame
físico apresenta se estável hemodinamicamente, com ausculta pulmonar limpa e pulso de 160
bpm. Após a realização do eletrocardiograma abaixo qual a próxima conduta?



1. Manobra vagal.
2. Adenosina 6mg em bolus.
3. Amiodarona 150mg em 20 minutos.
4. Cardioversão elétrica sincronizada com sedação.
5. Controle de frequência com Verapamil, Diltiazem ou Metoprolol.

49. Jovem de 17 anos é internado com quadro de cetoacidose diabética sem sinais de infecção.
Inicia-se reposição volêmica com soro fisiológico e insulinoterapia em bomba de infusão contínua
endovenosa. Após 5 horas, a glicemia é de 100 mg/dL, pH de 7,4, bicarbonato sérico de 21 mEq/L,
cetonemia positiva e cetunúria 3+. A melhor opção terapêutica neste momento é:
1. Reduzir a dose de infusão de insulina regular pela metade associada à solução com dextrose
pelo risco de hipoglicemia.
2. Dobrar a velocidade de infusão de insulina visto que ainda há presença de cetoácidos.
3. Realizar dose de insulina regular subcutânea e cessar a infusão contínua endovenosa de
insulina.
4. Manter a velocidade de infusão de insulina visto que ainda há presença de cetoácidos.
5. Realizar insulina regular subcutânea e manter insulina contínua endovenosa na metade da
velocidade de infusão.





CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – ACESSO B - CLÍNICA MÉDICA Página 11

50. Paciente com carcinomatose por câncer de pulmão, sem proposta terapêutica efetiva, dá
entrada no pronto-socorro por náuseas, vômitos e dor abdominal. Faz uso regular de morfina oral
180 mg ao dia. Diante dos cuidados paliativos proposto na emergência, assinale a alternativa
INCORRETA:
1. Metoclopramida (plasil

) associada à hioscina (buscopam

) apresenta efeito sinérgico no
controle da náusea associada à dor abdominal.
2. O haldol pode ser utilizado para controle de náuseas e vômitos.
3. A indicação precoce de cuidados paliativos pode melhorar a sobrevida e sua qualidade de vida.
4. Administrar doses adicionais de resgate de 30mg, enquanto tiver dor.
5. A reposição salina subcutânea é de fácil acesso e oferece menor desconforto se comparado à
reposição intravascular.


















































CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – ACESSO B - CLÍNICA MÉDICA Página 12

ACESSO B
QUESTAO QUESTAO
1 4 26 3
2 2 27 4
3 3 28 2
4 4 29 4
5 3 30 1
6 5 31 2
7 2 32 3
8 3 33 5
9 1 34 1
10 3 35 4
11 3 36 3
12 5 37 1
13 3 38 3
14 5 39 5
15 2 40 3
16 5 41 4
17 1 42 1
18 4 43 4
19 4 44 3
20 5 45 4
21 5 46 2
22 2 47 2
23 1 48 1
24 2 49 ANULADA
25 1 50 1

CONCURSO RM 2014 – CIRURGIA – ACESSO C Página 1

1. Um homem de 57 anos condutor de um veículo em alta velocidade colidiu contra um muro.
Usava cinto de segurança. Chegou ao PS alcoolizado, gemente e agitado. Descorado com FC:130
bpm, enchimento capilar maior que 3 segundos e extremidades frias. Apresentava fraturas de
clavícula E e duas costelas à E, sem hemo ou pneumotórax. O FAST foi positivo e havia uma
fratura instável de bacia. Após 5 litros de cristalóide e 2 unidades de concentrado de hemácias o
paciente apresentava FC: 125 bpm e PA : 80/40 mmHg. Das alternativas abaixo qual a melhor
conduta nesse momento?
1. Arteriografia pélvica com embolização e tratamento não operatório do abdome.
2. Laparotomia exploradora e fixação externa da bacia.
3. Fixação externa da bacia e tomografia de corpo inteiro.
4. Fixação externa da bacia, arteriografia pélvica e tomografia de abdome para tratamento não
operatório do abdome.
5. Fixação externa da bacia seguida da arteriografia e eventual embolização pélvica e visceral.

2. Jovem de 20 anos foi vítima de acidente com skate. De acordo com amigos ele bateu o lado
direito do corpo numa mureta e caiu no chão. Não houve perda de consciência mas foi
resgatado confuso. Chegou ao PS em Glasgow 14, gemente, com FC: 90 bpm, FR: 22 ipm,
descorado 1+/4+, enchimento capilar de 2 segundos. Apresentava FCC em região frontal à D,
com uma escoriação em transição tóraco-abdominal à direita e MV + bilateralmente, mas
diminuído em base D. Apresentava dor à palpação de flanco direito, mas sem sinais de
peritonite e deformidade em perna direita. RX de tórax mostrou um pneumotórax médio à D e o
FAST foi positivo. Após reposição volêmica, estava hemodinamicamente normal. Realizou TC de
crânio que mostrou uma pequena contusão frontal à D sem conduta cirúrgica no momento, RX
de perna com fratura sendo indicada imobilização e TC de abdome que mostrou líquido livre no
espaço hepatorrenal D com lesão grau I de fígado e lesão grau IV de rim D. Com relação ao
tratamento desse doente assinale a alternativa ERRADA:
1. A contusão cerebral, o pneumotórax e a fratura da perna D, não são contra indicações
absolutas para o tratamento não operatório das lesões abdominais.
2. A contusão frontal exige rigoroso acompanhamento clínico e tomográfico, pois pode piorar
principalmente nas primeiras 24 a 48hs pós trauma.
3. Está indicada a drenagem pleural desse pneumotórax.
4. Existe risco de evoluir com Síndrome de embolia gordurosa.
5. A lesão renal grau IV representa contra indicação absoluta ao tratamento não operatório
desse trauma abdominal.

3. Com relação à vídeo laparoscopia na urgência, assinale a correta:
1. Está contra-indicada na peritonite difusa pois o pneumoperitônio aumenta a absorção de
toxinas pelo peritônio.
2. Deve ser obrigatoriamente precedida da tomografia computadorizada na avaliação de
doentes com abdome agudo.
3. Representa o padrão ouro na avaliação de lesão diafragmática nas vítimas de ferimentos da
transição tóraco-abdominal assintomáticos do abdome, mas que mantém débito de 200 ml
/ hora de sangue pelo dreno de tórax.
4. Representa a melhor forma de avaliar um hematoma retroperitoneal de zona III em
pacientes estáveis com fratura de bacia estável.
5. Está indicada na avaliação de doentes estáveis com trauma hepático em tratamento não
operatório e que evolui com dor abdominal difusa.

4. Assinale a alternativa correta:
1. A úlcera gástrica hemorrágica deve ser operada de urgência logo após o diagnóstico
endoscópico.
2. A complicação mais frequente da úlcera duodenal de parede anterior é a hemorragia
digestiva alta.
3. O tratamento operatório da úlcera péptica hemorrágica está indicado no insucesso da
terapêutica endoscópica, independente da idade e das comorbidades do doente.
4. A úlcera duodenal Forrest II-B tem maior probabilidade de tratamento operatório de
urgência que a úlcera gástrica Forrest I-A.
5. A terapêutica endoscópica não deve ser indicada nas úlceras pré-pilóricas Forrest II-A.

CONCURSO RM 2014 – CIRURGIA – ACESSO C Página 2

5. Homem de 62 anos é admitido no PS com queixa de dor abdominal em mesogastro há 3 dias,
em cólica e que depois tornou-se contínua em FIE. Refere febre (38° C) e inapetência nesse
período. Ao exame clínico apresenta discreta distensão abdominal com dor à palpação de flanco
e FIE com descompressão brusca positiva localizada em FIE. Hemodinamicamente normal.
Apresenta 12.100 leucócitos sem desvio, PCR : 6,0 , Creatinina 1,0 e gasometria normal. Para
esse doente nesse momento, deve-se evitar a realização de:
1. Retossigmoidoscopia.
2. Tomografia de abdome e pelve.
3. Ultrassonografia abdominal e pélvica.
4. Enema opaco com bário.
5. Radiografia simples de abdome.

6. Mulher de 46 anos foi admitida com dor em andar superior do abdome, vômitos e icterícia
2+/4+. Amilase de 930 U/L, USG mostrando vesícula biliar com paredes finas e repleta de
cálculos sendo diagnosticada pancreatite aguda biliar. Durante a internação houve regressão da
icterícia e resolução da pancreatite. A melhor conduta para essa doente nesse momento é:
1. Colecistectomia, coledocotomia e drenagem à Kher.
2. Colecistectomia e anastomose Bíleo-digestiva.
3. Colecistectomia com colangiografia intra-operatória.
4. Colecistectomia e drenagem da loja pancreática.
5. Colecistectomia exclusiva.

7. No doente estável hemodinamicamente com Tomografia computadorizada mostrando um
hematoma retroperitoneal volumoso de zona III, por trauma abdominal fechado e fratura
complexa de bacia, das opções abaixo qual a melhor terapêutica?
1. Fixação externa da bacia e arteriografia pélvica.
2. Fixação externa da bacia e exploração cirúrgica do hematoma.
3. Exploração cirúrgica do hematoma e ligadura das veias hipogástricas.
4. Exploração cirúrgica do hematoma e hemostasia direta dos vasos sangrantes.
5. Tamponamento pélvico pré-peritoneal e punção do hematoma.

8. Homem, 26 anos, caiu de três metros de altura sobre um anteparo. Chegou ao Pronto Socorro
com máscara de oxigênio com 10 l/min Estava ansioso e gemente referindo muita dificuldade
para respirar. Ao exame clínico apresentava palidez cutânea, taquicardia e dispneia. O MV
estava abolido em hemitórax esquerdo sendo puncionado e a seguir drenado com saída de
grande volume de ar com imediata melhora do quadro. O paciente evoluiu com enfisema de
tecido celular subcutâneo e borbulhamento pelo dreno de tórax. O RX pós drenagem
apresentava fratura do primeiro ao quarto arcos costais à esquerda, pneumotórax de médio
volume e dreno bem posicionado. Com relação ao quadro podemos afirmar:
1. Com o diagnóstico inicial de pneumotórax hipertensivo o tratamento definitivo requer a
utilização de dois drenos torácicos.
2. A broncoscopia está indicada.
3. A punção do enfisema do tecido celular subcutâneo em vários pontos está indicada.
4. A toracotomia imediata está indicada.
5. A intubação endotraqueal está contra indicada após a drenagem de um pneumotórax
hipertensivo.

9. Um homem de 42 anos foi admitido no PS com hematêmese volumosa. Estava confuso,
descorado ++/4+, FC: 110 bpm e PA: 90/60 mmHg, ascite moderada e com melena ao toque
retal. Foi realizada EDA que mostrou sangramento por varizes esofágicas, sendo realizada
ligadura elástica das mesmas. Com relação à orientação na emergência hemorrágica para esse
paciente NÃO se deve realizar:
1. Infusão de plasma fresco congelado.
2. Farmacoterapia com drogas vasopressoras.
3. Antibiótico sistêmico e enteroclisma.
4. Beta bloqueador.
5. Passagem de balão de Sengstaken- Blakemore.

CONCURSO RM 2014 – CIRURGIA – ACESSO C Página 3

10. Homem, 54 anos encontra-se na UTI no pós-operatório 14 dias de enterectomia segmentar
com ileostomia por abdome agudo vascular que evoluiu com pneumonia e insuficiência renal
aguda, sendo mantido sob ventilação mecânica desde o primeiro dia de pós operatório. Há 2
dias sem droga vasoativa, ainda sob ventilacão mecânica, recebendo 1000ml/dia de nutrição
parenteral total e 100 mL cada 3 horas de dieta por SNE. Tem débito de 480 mL/ dia pela
ileostomia. Recebe antibioticoterapia. Apresenta 13.800 leucócitos sem desvio, Hb: 9,0 e PCR:
17 Com relação aos cuidados com esse doente assinale a alternativa correta:
1. A traqueostomia está indicada.
2. O alto débito da ileostomia impede o aumento da dieta enteral.
3. O desmame da ventilação mecânica está contra indicado enquanto persistir quadro
infeccioso pulmonar.
4. A profilaxia do tromboembolismo está contra indicada por tratar-se de um abdome agudo
vascular operado.
5. Deve receber pelo menos duas unidades de concentrado de hemácias.

11. Durante um acidente entre uma moto e um carro, o motoqueiro foi ejetado 6m; usava
capacete. Ao chegar no Pronto Socorro, estava gemente, com FC: 120 bpm, com pulsos
periféricos filiformes. Apresentava escoriação na transição tóraco-abdominal à esquerda,
deformidade de perna esquerda. Murmúrio vesicular presente bilateralmente mas diminuído na
base esquerda, com dor à palpação de hemiabdome esquerdo, mas sem peritonite. O FAST foi
negativo. Apresentava ainda deformidade e dor à mobilização da perna esquerda. Após
reposição volêmica adequada seus dados vitais eram: FC; 128 bpm, PA: 80/40 mmHg. Com
relação ao atendimento desse doente nesse momento, podemos dizer que:
1. A tomografia de crânio não está indicada, pois o doente usava capacete.
2. A tomografia de tórax deve ser feita de imediato pela suspeita de um pneumotórax ao
exame clínico.
3. A tomografia de abdome está indicada para avaliar a presença de pneumoperitônio.
4. A laparotomia exploradora está indicada, pois o doente permanece instável.
5. O FAST deve ser repetido e se negativo, procurar outras causas de choque.

12. Mulher de 46 anos foi admitida no Pronto Socorro com dor em faixa no andar superior do
abdome, e vários episódios de vômitos há 1 dia. Amilase: 2.400U/L e a USG abdominal mostrava
colelitíase sem dilatação da via biliar. Apresentava-se taquipneica, taquicárdica, hipotensa. com
temperatura: 37,4. Leucograma: 13.000 sem desvio, PCR: 18, creatinina: 2,4, Bilirrubina total:
3,0 com BD: 2,0 e BI: 1,0.Gasometria: ph:7,36; HCO3: 17, BE: -6. Nesse momento, é correto
afirmar que:
1. A apresentação clínica pode ser justificada pela síndrome da resposta inflamatória
sistêmica .
2. Se a tomografia de abdome mostrar necrose extensa do pâncreas está indicada laparotomia
exploradora.
3. Está indicada a colecistectomia para a reversão do quadro clínico.
4. Está indicada a colangiografia endoscópica com papilotomia.
5. Trata-se de infecção pancreática.

13. Paciente de 69 anos vítima de empalamento anal há 2 horas, foi admitido no PS referindo
dor abdominal em hipogastro. Ao exame encontrava-se afebril, hemodinamicamente normal,
com abdome pouco distendido e com dor à palpação em andar inferior do abdome sem
peritonite. Toque retal com sangue em dedo de luva. O RX de abdome mostrou
pneumoperitônio sendo indicada laparotomia exploradora. O achado operatório foi pequena
quantidade de líquido sanguinolento na cavidade peritoneal e uma perfuração em reto alto de
1,5 cm de diâmetro na borda contramesentérica. Das alternativas abaixo qual é a melhor
conduta cirúrgica nesse caso é:
1. Exteriorização da lesão.
2. Sutura da lesão e drenagem da cavidade peritoneal.
3. Retossigmoidectomia com colostomia à Hartmann.
4. Ressecção do reto e abaixamento endoanal.
5. Transversostomia em alça e drenagem pré sacral da lesão.

CONCURSO RM 2014 – CIRURGIA – ACESSO C Página 4

14. Um homem alcoolizado envolveu-se numa briga sendo atingido na cabeça com uma barra de
ferro. Foi levado ao PS pelo pré-hospitalar com colar cervical e em prancha longa. Foi
encontrado no chão, com pequeno sangramento na cabeça, confuso, mas consciente. Durante o
transporte apresentou um episódio de vômito. À admissão no PS o paciente estava consciente,
com hálito etílico, referindo muita dor na cabeça, hemodinamicamente estável. Apresentava um
ferimento em região fronto-têmporo-parietal E, sem sangramento no momento e edema frontal
à esquerda. Durante a avaliação primária desse paciente a primeira medida é:
1. Intubação oro traqueal de imediato, pois esse paciente está alcoolizado e vomitou.
2. Infundir 2000 ml de cristalóide para garantir a estabilidade hemodinâmica evitando a lesão
cerebral secundária.
3. Abrir e limpar a via aérea fornecendo de imediato 10 a 12L /min de oxigênio através de
uma máscara.
4. Fazer RX de crânio e coluna cervical para avaliar fratura de crânio que é uma emergência
neurocirúrgica.
5. Calcular a escala de coma de Glasgow para avaliar a gravidade da lesão.

15. Um homem de 69 anos foi admitido no PS com queixa de dor abdominal em cólica, difusa,
acompanhada de parada de evacuação e eliminação de flatos há 4 dias. Referia ainda 2
episódios de vômitos no dia da internação. Ao exame clínico apresentava-se desidratado ++/4+,
afebril e hemodinamicamente normal. O abdome apresentava incisão cirúrgica mediana de 12
cm, distensão abdominal, RHA aumentados e dor à palpação, mas sem sinais de peritonite.
Toque retal: ampola vazia. Feita hipótese diagnóstica de abdome agudo obstrutivo não
complicado por bridas. Com essa hipótese qual dos sinais radiológicos abaixo NÃO esperamos
encontrar no RX de abdome?
1. Distensão de alças de delgado com sinal de “empilhamento de moedas”.
2. Alças de delgado “em luta”.
3. Níveis hidroaéreos em delgado no RX de abdome em pé.
4. Alças de delgado com paredes lisas (“alças carecas”).
5. Ausência de ar no reto.

16. Num acidente moto X carro, uma moça de 23 anos que estava na garupa da moto foi ejetada
12m de distância. Estava sem capacete. Ao chegar no PS encontrava-se em Glasgow 13, com FCC
parieto-occipital à D, hematoma em pálpebra superior à D, FCC maxilar à D, FC: 120 bpm, PA:
100/60 mmHg e Sat O
2
: 92% em ar ambiente. Apresentava escoriações em tórax e fratura
exposta de MID. Durante o atendimento apresentou rebaixamento do nível de consciência para
Glasgow 8. Com relação à via aérea a melhor conduta para essa doente nesse momento é:
1. Cricotiroidostomia.
2. Intubação nasotraqueal, pois essa doente tem fratura de base de crânio.
3. Traqueostomia, pois trata-se de um TCE grave que vai exigir intubação por tempo
prolongado.
4. Ventilação com máscara e ambu seguida da intubação orotraqueal.
5. Punção percutânea da traquéia.

17. Um paciente foi vítima de um ferimento por arma branca em região torácica. O médico que
o atendeu definiu que esse ferimento não era da Zona de Ziedler e também não era da Zona de
transição tóraco-abdominal. Das alternativas abaixo, qual localização é compatível com esse
ferimento?
1. 3
o
EIC direito na linha hemiclavicular.
2. 4
o
EIC esquerdo na linha axilar anterior.
3. 7
o
EIC direito na linha axilar média.
4. 6
o
EIC esquerdo na linha axilar anterior.
5. 8
o
EIC esquerdo na linha escapular.






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18. Mulher de 32 anos era passageira de um carro que colidiu com um ônibus. O motorista do
carro morreu no local do acidente. Ela foi levada para um PS chegando com Glasgow 11, mas
agitada. Apresentava-se descorada 1+/4+ , dispneica e taquicárdica com FCC em região frontal,
MV diminuído em HTD, escoriação no flanco D e fratura exposta de MID. RX mostrou hemotórax
à D que que foi drenado com saída de 300ml de sangue, Abdome sem peritonite. Realizada TC
de crânio que evidenciou lesão focal de tratamento operatório e TC de abdome que mostrou
líquido livre na cavidade abdominal, sem lesão de fígado, baço, pâncreas ou rins. Após reposição
de volume a paciente encontrava-se hemodinamicamente estável. Foi operada pela
Neurocirurgia e Ortopedia. Após 48hs evoluiu com dor e distensão abdominal, febre, leucocitose
com desvio à esquerda e acidose metabólica persistente, sendo transferida para UTI de um
Centro de Trauma. A hipótese mais provável para essa evolução é:
1. Trombose da veia porta por estase sanguínea devido ao imobilismo da paciente em pós-
operatório.
2. Íleo funcional pelo imobilismo da paciente determinado pela fratura da perna.
3. Isquemia intestinal por desvascularização do mesentério.
4. Sepse por infecção da fratura exposta.
5. Isquemia intestinal como parte da síndrome da embolia gordurosa cujas manifestações são
sistêmicas.

19. Um jovem de 23 anos foi vítima de ferimento por projétil de arma de fogo, durante fuga,
após tentativa de assalto. Ao exame encontrava-se consciente, gemente, eupneico, com FC: 68
bpm e PA: 100/60 mmHg, enchimento capilar de 2 segundos e pulsos arteriais simétricos. Não
tinha dor à palpação abdominal mas tinha dor junto ao orifício de entrada do projétil em glúteo
D. O projétil era palpável em face medial da coxa E. Ao toque retal apresentava lesão de 2,0 cm
no reto à 5 cm da borda anal e sangue. O RX de abdome era normal. Das alternativas abaixo a
melhor conduta nesse caso associada à antibioticoterapia é:
1. Sutura da lesão via anal e lavagem do reto.
2. Drenagem pré sacral e lavagem do reto.
3. Cistostomia, sutura da lesão via anal e lavagem do reto.
4. Laparotomia exploradora com abertura da reflexão peritoneal, ressecção segmentar do reto
com anastomose primária e colostomia de proteção.
5. Sutura da lesão se possível por via anal, drenagem pré sacral, laparotomia exploradora
com colostomia em alça e lavagem do segmento distal do intestino.

20. Um paciente de 53 anos foi submetido à colecistectomia por colecistite aguda classe II de
Tókio, evoluindo com débito bilioso pelo dreno tubular em flanco D. No terceiro dia de pós
operatório mantinha débito pelo dreno de 180 ml/dia de bile. Encontrava-se
hemodinamicamente normal, afebril, ferida operatória com bom aspecto e sem dor abdominal.
Com relação ao diagnóstico de fístula biliar é correto afirmar que:
1. A dieta oral deve ser suspensa sendo substituída pela nutrição parenteral total e
antibioticoterapia prolongada por 3 a 4 semanas.
2. É de tratamento operatório de imediato, pois se trata de uma fístula de alto débito.
3. A passagem de prótese na via biliar por via endoscópica é procedimento fundamental e
deve ser feita dentro dos 2 primeiros dias.
4. A causa mais comum é a lesão da via biliar intra hepática.
5. O tratamento inicial é clínico e a dieta oral pode ser mantida com controle rigoroso do
débito da fístula.

21. Assinale a alternativa correta:
1. A hérnia diafragmática traumática é mais frequente nas lesões do diafragma produzidas por
projétil de arma de fogo quando comparada àquelas produzidas por arma branca.
2. Nos ferimentos produzidos por projétil de arma de fogo, as lesões do diafragma são mais
extensas que as produzidas por arma branca.
3. Nas lesões do diafragma, a herniação imediata através da lesão é mais frequente no
trauma fechado que no penetrante.
4. A lesão da cúpula diafragmática direita sem herniação de vísceras, identificada durante uma
laparotomia por trauma penetrante, não deve ser suturada.
5. Na lesão diafragmática a sutura do diafragma deve ser contínua, em dois planos e com fio
absorvível.
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22. Das alternativas abaixo qual NÃO é causa de abdome agudo hemorrágico?
1. Ruptura espontânea esplênica.
2. Gravidez tubária rota.
3. Adenoma hepático roto.
4. Aneurisma de artéria esplênica.
5. Úlcera gástrica hemorrágica.

23. A drenagem endoscópica da via biliar é procedimento terapêutico para:
1. Colecistite aguda grau I de Tókio.
2. Colecistite aguda grau II Tókio.
3. Colecistite aguda grau III Tókio.
4. Colangite aguda.
5. Colecistite aguda associada à pancreatite aguda.

24. Mulher, 47 anos, foi submetida a correção de hérnia inguinal unilateral pela técnica de
Bassini e, após dois anos, apresenta novamente abaulamento na prega inguinal do mesmo lado.
A hipótese diagnóstica mais provável é:
1. Recidiva.
2. Reação do tipo corpo estranho
3. Hérnia femoral.
4. Hérnia obturatória.
5. Hérnia mista, femoral e obturatória.

25. O ato cirúrgico em um jovem de 18 anos submetido a anestesia geral, o anestesista nota
aumento da temperatura corporal e taquicardia. Após colher exames nota acidose com
hipercalemia e hipercalcemia. Nessa condição a melhor conduta, além de abreviar tanto quanto
possível a cirurgia é:
1. Iniciar imediatamente a administração de neutrolene, aumentar a fração de oxigênio,
associar isoflurane, resfriar o paciente e corrigir a acidose.
2. Iniciar imediatamente a administração de neutrolene, aumentar a fração de oxigênio,
associar succinil-colina, resfriar o paciente e corrigir a acidose.
3. Iniciar imediatamente a administração de dantrolene, aumentar a fração de oxigênio,
associar isoflurane, resfriar o paciente e corrigir a acidose.
4. Iniciar imediatamente a administração de dantrolene, aumentar a fração de oxigênio,
associar succinil-colina e resfriar o paciente e corrigir a acidose.
5. Iniciar imediatamente a administração de dantrolene, aumentar a fração de oxigênio,
resfriar o paciente e corrigir a acidose.

26. Homem, 54 anos, apresenta uma massa de 2,9 cm em pulmão direito cuja biópsia revelou
um tumor tipo “não de pequenas células”. A tomografia revela apenas o achado descrito sem
sinais de linfadenomegalia ou invasão pleural. O melhor tratamento é:
1. Quimioterapia de indução seguida de ressecção cirúrgica.
2. Quimioterapia e radioterapia prévias seguidas de ressecção.
3. Apenas ressecção.
4. Ressecção seguida de quimioterapia.
5. Ressecção seguida de radio e quimioterapia.

27. A biópsia de uma cicatriz cirúrgica revela que cerca de metade das células no local são
fibroblastos. Este paciente encontra-se em que dia de pós operatório?
1. Entre o primeiro e terceiro dia.
2. Entre o sétimo e décimo dia.
3. Entre o terceiro e sexto dia.
4. Mais do que 20 dias.
5. Mais do que 60 dias.


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28. Uma criança de 18 meses apresenta extensa massa retro peritoneal que acomete linfonodos
e também a adrenal. O exame de urina revela elevação das catecolaminas urinárias. O
diagnóstico mais provável é:
1. Neuroblastoma.
2. Tumor de Wilms.
3. Linfoma.
4. Feocromocitoma.
5. Rabdomiosarcoma.

29. Mulher, 43 anos, apresenta quadro de asma há cerca de 6 meses e nesse período teve 3
episódios de suboclusão intestinal resolvidos espontaneamente. Ocorre que mais recentemente
passou a apresentar diabetes e distúrbios psiquiátricos. Qual o exame mais adequado para se
iniciar a investigação?
1. Tomografia computadorizada de abdome.
2. Dosagem de ácido 5 hidroxi-indol acético na urina.
3. Tomografia de tórax, abdome e crânio.
4. RX contrastado do trânsito intestinal.
5. Laparoscopia.

30. Qual das afirmações abaixo está correta em relação ao período pós operatório?
1. A reserva de glicogênio hepático corresponde a cerca de 6000 g e é fundamental para o
fornecimento de energia.
2. Os tecidos submetidos ao trauma cirúrgico se utilizam de oxigênio para evitar a acidose.
3. Os tecidos traumatizados transformam a glicose em lactato.
4. O pH alcalino é fundamental para a atração do fibroblasto para a ferida cirúrgica.
5. O fígado não consegue se utilizar de elementos com cadeias de 3 átomos de carbono.

31. Um indivíduo está em 1
o
pós-operatório de revascularização miocárdica com uma mamária e
2 pontes de safena, apresenta diminuição da saída de líquido pelo dreno mediastinal, sinais de
hipotensão e diminuição do débito cardíaco que não respondem à infusão hídrica. Neste caso
estamos mais provavelmente diante de qual circunstância e qual a melhor opção diagnóstica ou
terapêutica?
1. Obstrução do enxerto e devemos fazer uma coronariografia.
2. Obstrução do enxerto e deve-se solicitar um ecocardiograma trans esofágico com Doppler.
3. Obstrução do enxerto e deve-se heparinizar e reoperar o paciente.
4. Tamponamento cardíaco e devemos proceder a um ecocardiograma trans esofágico com
Doppler.
5. Tamponamento cardíaco e devemos proceder a uma punção de Marfan.

32. Paciente de 56 anos, diabético, apresenta dor lombar de forte intensidade à direita, em
cólica, há 3 dias, associada à disúria e polaciúria. Há 1 dia refere astenia e calafrios. Em
tomografia identificou-se cálculo de 0,4 cm em ureter médio/distal direito, determinando
moderada dilatação uretero-pielo-calicial à montante. Durante o atendimento inicial PA: era
90/60 mmHg, FC: 100bpm e a temperatura axilar: 38,1°C. Qual a melhor opção terapêutica?
1. Antibioticoterapia IV e litotripsia extra-corpórea
2. Antibióticoterapia VO e observação (conduta conservadora)
3. Antibioticoterapia IV e ureteroscopia com litotripsia intra-corpórea
4. Antibioticoterapia VO e ureteroscopia com litotripsia intra-corpórea
5. Antibioticoterapia IV e derivação urinária (cateter duplo J ou nefrostomia)

33. No quadro clínico da oclusão arterial aguda temos:
1. Dor, edema, hipotermia e hiperemia.
2. Edema, dor, palidez e hipotermia.
3. Dor, palidez, hipotermia e parestesia.
4. Edema, cianose, hiperemia e empastamento muscular.
5. Dor, cianose, edema e claudicação.


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34. Paciente de 66 anos, sem comorbidades e assintomático, realizou biópsia de próstata (12
fragmentos), por elevação de PSA (4,1ng/mL). Ao toque retal apresentava próstata de 40g, fibro-
elástica, sem nódulos. A exame anátomopatológico diagnosticou adenocarcinoma de próstata
Gleason 6 (3+3) em 20% de 2 fragmentos, ambos à esquerda. Qual opção terapêutica NÃO deve
ser indicada para este homem?
1. Hormonioterapia.
2. Prostatectomia radical.
3. Braquiterapia.
4. Radioterapia externa .
5. Vigilância ativa

35. Paciente do sexo masculino, 52 anos, trabalhador rural, usuário de cigarro industrializado e
de palha, etilista de aguardente, apresenta lesão úlcero-vegetativa em borda lateral esquerda de
língua oral. É correto afirmar:
1. Caso se confirme carcinoma epidermóide pela biópsia, está indicado o esvaziamento cervical
radical modificado bilateral.
2. Ao se confirmar carcinoma epidermóide pela biópsia, a palpação sob narcose é importante
para o planejamento cirúrgico.
3. Por ser um trabalhador rural, não há necessidade de biópsia da lesão, pois deve tratar-se de
uma blastomicose sul americana.
4. Ao se confirmar carcinoma espinocelular, não se deve realizar esvaziamento cervical, pois a
linfadenectomia impede a reconstrução com retalhos locais
5. Por se tratar de uma lesão neoplásica maligna de língua oral, e pela mutilação de um
procedimento cirúrgico, está contra-indicado qualquer tipo de cirurgia.

36. Criança com 11 anos apresenta, há 4 anos, tumor em região cervical anterior, que apresenta
crescimento e vermelhidão associado a infecções de vias aéreas. Após o quadro viral, a lesão
progressivamente diminui, porém, não desaparece, mantendo nódulo pouco doloroso. É correto
afirmar:
1. É um quadro de linfadenomegalia reacional, cujo diagnóstico é clínico e não há necessidade
de tratamento ou observação.
2. É um linfangioma e a cirurgia recomendada é a de Sistrunk.
3. Caso seja identificada lesão cística pela ultrassonografia, deve-se realizar punções seriadas
aliviadoras e injeção de álcool.
4. Trata-se de um cisto de ducto tireoglosso, cujo diagnóstico é clínico, o tratamento é
cirúrgico e engloba a retirada da região mediana do osso hióide.
5. É uma sialoadenite de repetição, associada à troca dos últimos dentes decíduos

37. Homem, 42 anos, com peso de 112 kg e altura de 1,75 m, portador de artrose de quadril
direito e dificuldade para a deambulação. Não tem outras afecções associadas e deseja
submeter-se a cirurgia bariátrica em virtude do insucesso de inúmeras tentativas de perder peso
com dieta nos últimos 5 anos. Optando-se por procedimento cirúrgico, o mais adequado é:
1. Derivação biliopancreática com gastrectomia subtotal.
2. Derivação biliopancreática com gastrectomia vertical.
3. Gastrectomia vertical.
4. Gastroplastia com derivação gastrojejunal
5. Cirurgia de Scopinaro.

38. O resultado anatomopatológico da biópsia de uma lesão polipóide séssil de reto proximal, de
1,5 cm, revelou tumor neuroendócrino grau 2 com invasão angiolinfática e sem infiltração da
muscular própria. A conduta recomendada para esta paciente de 35 anos sem comorbidades é:
1. Acompanhamento clínico semestral.
2. Retossigmoidectomia.
3. Polipectomia.
4. Ressecção endoscópica mucosa da lesão.
5. Amputação de reto com excisão total do mesorreto.


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39. Mulher, 35 anos, com peso de 120 kg, altura de 1,63 m foi submetida a gastroplastia com
derivação em Y-de-Roux sem intercorrências e sem necessidade de drenagem abdominal. No
segundo dia de pós-operatório queixa-se de dor lombar esquerda e dificuldade para urinar. Ao
exame físico apresenta-se levemente desidratada, FC: 120, FR: 26 e T: 37,2ºC. Pulmões
expandindo bilateralmente e abdome sem alterações significativas. O hemograma mostra
13.000 leucócitos/mm3, urina I normal e radiografia de tórax com discreta elevação de cúpula
diafragmática esquerda e velamento de seio costofrênico esquerdo. A gasometria arterial ao ar
ambiente mostra pH: 7,34, pO2: 75, pCO2: 27, HCO3: 16 e BE: -8.
A hipótese diagnóstica mais provável é:
1. Peritonite pós-operatória.
2. Nefrolitíase.
3. Pielonefrite aguda.
4. Rabdomiólise.
5. Tromboembolismo pulmonar.

40. Paciente oriental, sexo feminino, 33 anos, apresenta-se no ambulatório com quadro de dor
em hipocôndrio direito e episódios esporádicos de icterícia com aproximadamente 9 meses de
evolução. Fez uma colangiorressonância que revela a presença de um cisto biliar tipo IB de
acordo com a classificação de Todani. A melhor conduta para essa paciente é:
1. Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica com passagem de prótese biliar.
2. Colecistostomia videolaparoscópica com colangiografia intra-operatória.
3. Duodenopancreatectomia.
4. Exérese total do cisto com derivação biliodigestiva hepaticojejunal em Y-Roux.
5. Seguimento clínico da paciente com prescrição de ácido ursodesoxicólico via oral.

41. Paciente, 66 anos, masculino, submetido à pancreatoduodenectomia com preservação
pilórica por adenocarcinoma de pâncreas. Encontra-se no 12
o
dia de pós-operatório e ainda não
consegue receber alimentação via oral, já que mantém náuseas e vômitos associado à distensão
gástrica persistente, necessitando de sondagem nasogástrica descompressiva. Assinale a
alternativa INCORRETA quanto à possível etiologia da gastroparesia neste paciente:
1. Isquemia, congestão ou espasmo do piloro.
2. Extensão da linfadenectomia.
3. Estenose da anastomose gastro-entérica.
4. Alterações hormonais gastrointestinais e pancreáticas devido à ressecção do duodeno.
5. Diminuição dos níveis séricos de gastrina e acetilcolina.

42. Homem, 40 anos, veio ao consultório, queixando-se de dor anal intensa à evacuação
acompanhado de sangramento discreto com aproximadamente 6 semanas de evolução. Devido
a intensidade da dor, o exame proctológico foi prejudicado, tendo sido recomendado o exame
sob anestesia. Assinale a alternativa correta com relação ao diagnóstico mais provável e a
terapêutica recomendada:
1. Fissura anal; fissurectomia anal.
2. Fístula anal; esfincterotomia lateral.
3. Abscesso anal; drenagem cirúrgica.
4. Trombose hemorroidária; hemorroidectomia.
5. Abscesso anal; sigmoidostomia em alça.

43. Mulher, 42 anos, portadora de doença do refluxo gastroesofágico, em programação cirúrgica
de fundoplicatura à Nissen. A realização do procedimento, seja pela via laparoscópica como pela
a técnica aberta, necessita que algumas etapas sejam rigorosamente seguidas. Assinale a
alternativa INCORRETA com relação a essas etapas:
1. Dissecção do pequeno omento e ligadura da artéria gástrica esquerda.
2. Dissecção da região crural.
3. Identificação dos nervos vagos.
4. Dissecção circunferencial do esôfago.
5. Mobilização do fundo gástrico com eventual ligadura de vasos breves.


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44. Mulher de 57 anos, previamente hígida com quadro de dor em hipocôndrio direito,
acompanhada de episódios esporádicos de náuseas e vômitos há 5 meses. A ultrassonografia de
abdome superior constatou a presença de três lesões nodulares hepáticas de limites imprecisos,
de aproximadamente 4,0 cm cada, em segmentos II, IV e VI, além de colecistopatia crônica
calculosa. Assinale a alternativa MENOS adequada para a condução desse caso:
1. Dentre as hipóteses diagnósticas, a neoplasia de pulmão com metástases hepáticas deve ser
aventada, sendo necessário realizar uma tomografia de tórax.
2. Dentre as hipóteses diagnósticas, a neoplasia colorretal com metástases hepáticas deve ser
aventada, sendo obrigatória a realização de uma colonoscopia.
3. A colecistectomia laparoscópica deve ser prontamente indicada, associada com a
realização de biópsia hepática.
4. O exame físico e radiológico das mamas é obrigatório, já que o câncer de mama esta entre
as hipóteses diagnósticas.
5. A dosagem de alfa-feto proteína é obrigatória.

45. Paciente com diagnóstico de esferocitose hereditária e colecistopatia calculosa, esta em
programação para a realização de esplenectomia e colecistectomia laparoscópica. Assinale a
alternativa INCORRETA.
1. A imunização contra bactérias capsuladas é recomendável no pré-operatório.
2. Dentre as eventuais complicações pós-operatórias podemos citar a trombose de veia porta.
3. A retirada do baço da cavidade abdominal deve ser cuidadosa a fim de se evitar a esplenose.
4. Devido ao risco maior de infecções, nos pacientes esplenectomizados, não se deve realizar
a colecistectomia concomitante à esplenectomia.
5. Situações em que a esplenomegalia seja muito acentuada, a via laparoscópica está
relacionada com aumento de tempo operatório, perda sanguínea, índice de conversão para
a técnica aberta e morbidade.

46. Homem de 54 anos com quadro de abaulamento inguinal bilateral aos esforços há 9 meses .
É hipertenso e diabético, insulino-dependente, porém controlado adequadamente. Como
antecedentes cirúrgicos apresenta: apendicectomia há 40 anos, 2 hernioplastias inguinais direita
há 20 e 10 anos, hernioplastia inguinal esquerda há 5 anos e prostatectomia radical há 3 anos
por câncer de próstata. Qual é a melhor conduta para este paciente?
1. Acompanhamento clínico.
2. Hernioplastia inguinal bilateral laparoscópica.
3. Hernioplastia inguinal bilateral anterior.
4. Hernioplastia inguinal direita e em um segundo tempo, a hernioplastia inguinal esquerda.
5. Hernioplastia inguinal esquerda e em um segundo tempo, a hernioplastia inguinal direita.

47. Homem, 48 anos, no 5
o
dia de pós-operatório de uma enterectomia com enteroanastomose
mecânica por um tumor de delgado. Vinha evoluindo com quadro sugestivo de íleo adinâmico
prolongado, sendo que começou a receber líquidos via oral somente nas últimas 24hs. Nas
últimas 12hs apresentou saída de moderada quantidade de líquido esverdeado no terço inferior
da incisão. Assinale a alternativa correta quanto à conduta mais apropriada nesse momento:
1. Relaparotomia exploradora imediata.
2. Suspender a dieta oral e iniciar nutrição enteral.
3. Iniciar antibióticoterapia de amplo espectro com cobertura para Gram negativos e
anaeróbios.
4. Suspender a dieta líquida via oral e iniciar nutrição parenteral total.
5. Abertura de alguns pontos do terço inferior da incisão para facilitar a drenagem da coleção
subcutânea.








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48. Homem, 58 anos, tabagista e etilista, com história de perda ponderal (aproximadamente
25%), disfagia progressiva (no momento para líquidos), rouquidão e tosse há 5 meses. Realizou
endoscopia digestiva alta que revela presença de lesão ulcerada circunferencial que se inicia a
20 cm da arcada dentária superior (ADS), sendo impossível transpor o aparelho após 6 cm do
limite proximal da lesão; anatomopatológico - carcinoma espinocelular; RX contrastado de
esôfago – lesão que se inicia a 22cm da ADS até 33cm causando um desvio do eixo axial do
esôfago de aproximadamente 30 graus; tomografia de tórax – confirma os achados da
radiografia contrastada sem identificar linfonodomegalias mediastinais suspeitas e sem solução
de continuidade com a carina. Qual é a conduta inicial mais apropriada?
1. Esofagectomia total em 3 campos (abdominal, torácico e cervical).
2. Esofagectomia total transhiatal.
3. Radioterapia.
4. Tunelização endoscópica e passagem de prótese.
5. Tubo gástrico retroesternal.

49. Mulher, 72 anos, submetida a uma colostomia em alça de sigmóide devido uma neoplasia
pélvica avançada e inextirpável. Apresenta, no pós-operatório, prolapso da colostomia, com
edema moderado e episódios esporádicos de sangramento. São fatores comumente associados
a esse evento, EXCETO:
1. Posicionamento da colostomia fora da musculatura do reto abdominal.
2. Fragilidade da musculatura abdominal.
3. Fixação excessiva (com muitos pontos) da colostomia nas camadas parede abdominal.
4. Abertura excessiva da aponeurose no momento da sua confecção.
5. Distensão intestinal.

50. Com relação ao suprimento sangüíneo do intestino delgado, assinale a alternativa
INCORRETA:
1. As artérias do jejuno e íleo originam-se a partir da artéria mesentérica superior, que possui
um território de irrigação que se inicia no duodeno, ao nível da desembocadura do ducto
colédoco, e se estende até a região da flexura esplênica do cólon.
2. O quadrilátero venoso em que se encontra a artéria mesentérica superior denomina-se de
quadrilátero de Rogie.
3. As arcadas arteriais no mesentério do jejuno são curtas, e os vasos retos são grossos e
longos.
4. Da borda direita da artéria mesentérica superior emergem, sucessivamente, as artérias
pancreatoduodenal inferior, cólica direita, cólica média e ileocólica.
5. A veia mesentérica superior recebe a contribuição das veias mesentérica inferior e
esplênica, para drenarem para a veia cava inferior.




















CONCURSO RM 2014 – CIRURGIA – ACESSO C Página 12



ACESSO C
QUESTAO QUESTAO
1 2 26 3
2 5 27 2
3 5 28 1
4 3 29 2
5 4 30 3
6 3 31 4
7 1 32 5
8 2 33 3
9 4 34 1
10 1 35 2
11 5 36 4
12 1 37 3
13 2 38 2
14 3 39 1
15 4 40 4
16 4 41 5
17 1 42 1
18 3 43 1
19 5 44 3
20 5 45 4
21 3 46 3
22 5 47 1
23 4 48 4
24 3 49 3
25 5 50 5


CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – PEDIATRIA – ACESSO D Página 1

1. Durante uma consulta de rotina, os pais se queixam que sua filha de 12 anos não está crescendo
adequadamente. A estatura da paciente está no percentil 25% das curvas de crescimento da OMS.
O pediatra calculou o alvo genético em 75%. Podemos afirmar, em relação a este caso, que:
1. A deficiência de hormônio de crescimento está afastada.
2. Ela apresenta uma deficiência real de crescimento.
3. O cálculo do alvo genético é igual para os 2 sexos.
4. Se a idade óssea for normal, deve estar ocorrendo atraso constitucional do crescimento.
5. O comprimento e o peso ao nascimento não tem relevância no caso desta paciente.

2. Recém-nascido a termo, adequado para idade gestacional, de ascendência asiática, com
cefalohematoma, apresenta icterícia zona 2, com 48 horas de vida. Em relação a este caso,
assinale a alternativa INCORRETA:
1. A ascendência asiática e o cefalohematoma são fatores de risco para icterícia .
2. Devemos considerar fototerapia se bilirrubina total estiver acima do percentil 75.
3. Devemos diminuir em 2mg/dL o nível de indicação de fototerapia, se houver deficiência de
glicose-6- fosfato desidrogenase.
4. A baixa ingestão de leite é fator de risco para icterícia.
5. Existe boa concordância entre a avaliação clínica da icterícia por médicos e enfermeiros e os
valores de bilirrubina indireta.

3. Menina de 9 anos, previamente saudável, está há 5 dias com irritabilidade, movimentos
involuntários e incoordenados mais exacerbados no lado esquerdo do corpo. Ao exame físico,
apresenta sopro sistólico em foco mitral, sem sinais de insuficiência cardíaca. As provas de
atividade inflamatória estão normais. Em relação a este caso, podemos afirmar que:
1. A antiestreptolisina O está elevada.
2. A profilaxia com penicilina está indicada e poderá ser suspensa aos 21 anos de idade.
3. O tratamento com haloperidol está indicado.
4. A tonsilectomia está indicada como profilaxia.
5. A etiologia desta doença está relacionada com infecção estreptocócica de pele ou de
orofaringe.

4. Menina de 9 anos, com história de artralgia, lesões de pele, diarreia com muco e sangue, dor
abdominal e perda de peso há 2 meses. A colonoscopia evidenciou envolvimento assimétrico, não
homogêneo e transmural, além de granuloma epitelióide não caseoso. Foram solicitados os
anticorpos p-ANCA (anticorpo antineutrófilo citoplasmático perinuclear) e ASCA (anticorpo
antisaccharomyces cerevisiae). Assinale a alternativa INCORRETA:
1. 1-O diagnóstico mais provável é doença de Crohn.
2. O anticorpo antineutrófilo citoplasmático perinuclear (p-ANCA) tem sido mais associado com a
doença de Crohn do que com a retocolite ulcerativa inespecífica.
3. A artralgia está mais associada com a doença de Crohn do que com a retocolite ulcerativa
inespecífica.
4. O infliximabe é uma alternativa terapêutica.
5. A alergia ao leite de vaca aumenta o risco de retocolite ulcerativa inespecífica.

5. Mãe de recém-nascido em alojamento conjunto refere várias dúvidas quanto ao aleitamento
materno. Assinale a orientação correta:
1. A mãe deve esperar para oferecer o seio quando o bebê chorar de fome.
2. Fezes líquidas e explosivas, devem ser sempre investigados independente da tipo de
aleitamento.
3. Em caso de mastite, deve-se iniciar a mamada pelo seio afetado.
4. No início da mamada, o leite materno tem mais gordura.
5. Nas primeiras semanas após o nascimento, caso a criança não acorde após 4 horas da última
mamada, a mãe deverá acordá-la.






CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – PEDIATRIA – ACESSO D Página 2

6. Menino de 11 anos, com esferocitose hereditária, em uso de ácido fólico, apresenta febre,
artralgia e palidez intensa. No exame físico apresenta, além da palidez, icterícia, hepatomegalia e
esplenomegalia. O hemograma revelou hemoglobina igual a 4g/dL, leucócitos de 2.000/mm³,
plaquetas de 100.000/mm³, reticulocitopenia e proteína C-reativa  0,4mg/dL. A ultrassonografia
abdominal mostrou litíase biliar e vesícula biliar com paredes finas. A hipótese mais provável é:
1. Crise de sequestro esplênico.
2. Crise de sequestro hepático.
3. Crise aplásica.
4. Colecistitite aguda.
5. Crise hiper-hemolítica.

7. Recém-nascido apresenta hipotonia, epicanto, fenda palpebral oblíqua, prega simiesca,
clinodactilia do 5º dedo da mão, afastamento entre o 1º e o 2º dedos do pé e frouxidão
ligamentar. O cariótipo mostra o seguinte resultado: 47 XY +21. Podemos afirmar que:
1. É um caso de trissomia do cromossomo 21, causada por translocação herdada de um dos pais.
2. A cardiopatia congênita mais comum nessa síndrome é a tetralogia de Fallot.
3. Devem ser evitados, nesse paciente, movimentos de flexão total da coluna cervical realizados
em cambalhotas e outros esportes.
4. A hipotonia muscular apresentada nesse recém-nascido não é um achado comum nessa
síndrome.
5. A vacina da varicela está contraindicada devido à imunodeficiência presente nesta síndrome.

8. Menino de 2 anos, com história de tosse, rinorreia clara e febre baixa há 2 dias. Hoje iniciou
tosse rouca (“de cachorro”) e dispneia. Ao exame físico, apresenta estridor laríngeo mesmo em
repouso. Assinale a alternativa INCORRETA em relação a este caso:
1. Os vírus parainfluenza estão entre os agentes mais frequentes.
2. A inalação com epinefrina é útil, mas pode apresentar efeito rebote.
3. A dexametasona é o corticosteroide mais indicado.
4. A budesonida inalatória tem eficácia comprovada.
5. A vacinação adequada teria evitado este quadro.

9. Menino de 7 anos foi internado com pneumonia lobar e derrame pleural . No 2º dia evolui com
quadro de torpor, taquipneia, tempo de enchimento capilar menor que 2 segundos, FC:165bpm,
PA: 60/30 mmHg. Não apresentou melhora após administração de soro fisiológico no volume de
60 mL/ Kg de peso. Das drogas abaixo, qual a mais indicada nesse momento?
1. Dobutamina.
2. Noradrenalina.
3. Adrenalina.
4. Milrinone.
5. Adenosina.

10. O paciente acima evolui com insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória e vem a
necessitar de intubação orotraqueal. Durante a sequência rápida de intubação desse paciente,
qual das drogas abaixo é a mais indicada:
1. Midazolam em altas doses.
2. Thiopental.
3. Cetamina.
4. Succinilcolina.
5. Etomidato.

11. Adolescente de 15 anos com circunferência abdominal no percentil 90. Para estabelecer o
diagnóstico de síndrome metabólica, pelos critérios da International Diabetes Federation,
precisamos avaliar os seguintes componentes:
1. Triglicérides, fração HDL do colesterol, glicemia, pressão arterial.
2. Triglicérides, colesterol total, glicemia, pressão arterial.
3. Colesterol total, pressão arterial, glicemia e teste de tolerância oral a glicose.
4. Triglicérides, fração LDL do colesterol, glicemia e pressão arterial.
5. Fração HDL do colesterol, glicemia, transaminases, pressão arterial.


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12. Recém-nascido a termo, adequado para idade gestacional, hígido e sem intercorrências ao
nascimento, apresenta teste de triagem neonatal positivo para fibrose cística. A partir desse
resultado, a conduta mais indicada é:
1. Iniciar tratamento específico para fibrose cística.
2. Repetir teste do tripsinogênio imunorreativo.
3. Realizar teste do suor.
4. Realizar teste genético para fibrose cística.
5. Realizar dosagem de gordura nas fezes.

13. Menino de 8 anos de idade, com anemia falciforme, apresentou hemiparesia abrupta. O
hematócrito é de 28%. Está consciente, orientado e hemodinamicamente estável. A conduta mais
adequada neste momento é:
1. Doppler transcraniano.
2. Heparinização endovenosa.
3. Transfusão de plaquetas.
4. Transfusão de concentrado de hemácias.
5. Hidroxiureia.

14. Lactente de 7 meses chega ao pronto-socorro com história de diarreia profusa há 2 dias, em
mau estado geral, desidratada de terceiro grau, com pulsos finos e tempo de enchimento capilar
de 4 segundos. Podemos afirmar que:
1. Nesse momento, a melhor conduta é tentar um acesso venoso central.
2. A punção intraóssea deverá ser indicada apenas após três tentativas de acesso venoso
periférico ou 90 segundos.
3. O local preferencial para a punção intraóssea neste paciente é a região distal do fêmur.
4. Se for instalada uma via intraóssea, poderemos administrar cristaloides, mas não coloides.
5. No acesso intraósseo as doses das drogas serão equivalentes às da via endovenosa.

15. Menina de 3 anos, filha de pais consanguíneos apresenta palidez e o hemograma revela
pancitopenia e reticulocitopenia. Além disso, ela apresenta manchas hipercrômicas, malformação
esquelética em polegar e rádio, baixa estatura, microcefalia e malformação renal. O diagnóstico
mais provável é:
1. Anemia de Blackfan-Diamond.
2. Anemia talassêmica.
3. Síndrome de Shwachman- Diamond.
4. Anemia de Fanconi.
5. Esferocitose hereditária.

16. Lactente de 2 meses, previamente hígido, com história de coriza e tosse há 5 dias, dispneia de
início insidioso há 3 dias, com piora há 1 dia. Ao exame físico, apresenta-se taquidispneico, com
tiragem subcostal e intercostal, tempo expiratório prolongado e sibilos disseminados. Faz parte do
tratamento nessa fase:
1. Fisioterapia respiratória.
2. Inalação hipertônica.
3. Corticosteroide sistêmico.
4. Corticosteroide inalatório.
5. Inalação com adrenalina.

17. O paciente acima apresentou durante internação, crise convulsiva generalizada secundária a
hiponatremia. O volume urinário estava diminuído e o sódio urinário elevado. A causa mais
provável para a hiponatremia nesse caso é:
1. Síndrome da secreção inapropriada de ADH.
2. Tubulopatia renal.
3. Diabetes insípidus.
4. Síndrome da perda salina central.
5. Insuficiência adrenal.




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18. Menino de 4 anos com história de febre e dor em membros inferiores há 10 dias. Ao exame
físico, apresentava palidez intensa e dificuldade à marcha. O raio-X de membros inferiores
mostrou lesões líticas em ossos. A ultrassonografia tumor sobre o rim esquerdo e a dosagem de
acido vanilmandélico estava elevada. A hipótese mais provável é:
1. Adenocarcinoma de suprarrenal.
2. Tumor de Wilms.
3. Sarcoma de Ewin.
4. Linfoma.
5. Neuroblastoma.

19. Menina de 6 anos com diagnóstico de leucemia linfoide aguda, apresenta leucocitose:
200.000/mm³, ácido úrico: 5mg/dL, fósforo: 7mg/dL, potássio: 5 mEq/L e função renal normal.
NÃO deve fazer parte da terapêutica inicial:
1. Hiperhidratação.
2. Alopurinol.
3. Alcalinização da urina.
4. Hidróxido de alumínio.
5. Leucoaferese.

20. Menina de 9 anos, com história de fraqueza muscular que começou há 1 semana em membros
inferiores, e foi progredindo para o tronco e membros superiores. Refere diarreia com sangue há 2
semanas. No exame físico, apresentava arreflexia profunda. O exame do líquor revelou células:
4/mm
3
, proteínas: 120mg/dL, glicose:63 mg/dL com glicemia concomitante de 90 mg%. Durante a
internação, evoluiu com insuficiência respiratória e necessitou de intubação orotraqueal. O
diagnóstico mais provável é:
1. Poliomielite.
2. Síndrome de Miller-Fisher.
3. Síndrome de compressão medular.
4. Síndrome de Guillain-Barré.
5. Esclerose Múltipla.

21. Lactente de 3 meses vem apresentando espasmos caracterizados por flexão súbita do tronco e
membros. Além dos espasmos a mãe notou que a criança não está acompanhando com o olhar e
tem o “pescoçinho mole”. No eletroencefalograma tem hipssarritmia. O diagnóstico mais provável
é:
1. Síndrome de Lennox-Gastaut.
2. Síndrome de West.
3. Epilepsia mioclônica benigna do lactente.
4. Epilepsia mioclônica severa.
5. Síndrome de Ohtahara.

22. Menino de 2 anos vem apresentando febre há 6 dias, com hiperemia de conjuntiva sem
secreção ocular, língua em framboesa e fissuras labiais, eritema palmo-plantar com edema
indurado de mãos e pés. Não apresenta exsudato e nem ulcerações em orofaringe. Os exames
laboratoriais mostram anemia com leucocitose, elevação de transaminases, elevação de VHS e
proteína C-reativa, piúria estéril e hipoalbuminemia. O ecocardiograma é normal. O tratamento
mais indicado nesse momento é:
1. Plasmaferese.
2. Gamaglobulina endovenosa.
3. Pulsoterapia com metilprednisolona.
4. Infliximabe.
5. Antibioticoterapia.







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23. Menino de 3 anos é submetido a uma herniorrafia, e apresenta, na segunda hora de pós-
operatório, aumento súbito de temperatura até 40°C, FC :160 bpm, taquipneia, pCO
2
de 63mmHg,
rigidez muscular e de masseter, elevação da CPK para 10.000 U/L, da creatinina para 1,2 mg/dL e
do potássio para 5,2 mEq/L. A droga mais indicada para controle térmico, nesse caso é:
1. Dantrolene.
2. Clorpromazina.
3. AINE.
4. Dexametasona.
5. Dipirona.

24. Lactente de 55 dias de vida apresenta história de 3 dias de congestão nasal, rinorréia clara,
lacrimejamento e picos subfebris. Há um dia iniciou quadro de tosse seca irritativa, ficando
ofegante e apresentando agitação seguida de pletora facial. O hemograma realizado revela:
Hemoglobina: 13,5 g/dL, hematócrito: 42%, 25.000 leucócitos/mm
3
, 85% de linfócitos, 15% de
neutrófilos, 350.000 plaquetas/mm
3
. A radiografia de tórax é normal. Diante do exposto, assinale
a INCORRETA:
1. Fazem parte do diagnóstico diferencial: infecção por Vírus Sincicial Respiratório e Chlamydia
trachomatis.
2. O isolamento do agente em cultura de secreção de nasofaringe é o padrão ouro para
diagnóstico da doença.
3. Está indicado isolamento respiratório por dez dias após o início do tratamento com
macrolídeo.
4. O uso de eritromicina em recém-nascidos com essa doença está relacionado a aumento na
incidência de estenose hipertrófica de piloro.
5. Evolução grave e morte estão correlacionadas com leucocitoses extremas bem como
trombocitose.

25. Criança de 10 meses é levada ao médico por apresentar lesões verrucosas recorrentes em
região perianal. Durante o exame físico, você observa a presença de verrugas em vários dedos das
mãos da mãe da criança, enquanto ela posiciona o filho na mesa de exame. Assinale a INCORRETA
em relação ao caso:
1. O agente dessa infecção faz parte do grupo dos Papilomavirus Humanos.
2. Infecções latentes causadas por subtipos virais de baixo risco podem desaparecer
espontaneamente.
3. Pode ter ocorrido transmissão perinatal ou heteroinoculação.
4. Um dos recursos terapêuticos é o imiquimode; agente imunomodulador sintético de uso
tópico.
5. O procedimento ablativo cirúrgico é considerado a melhor opção terapêutica inicial.

26. Lactente de 5 meses de idade apresenta coriza há quatro dias, seguida de início de febre e
tosse há três dias e falta de ar. É levado ao Pronto-Socorro, pois houve piora do “cansaço”. Nega
história de sibilância. Ao exame apresenta-se em bom estado geral, acianótico, corado, boa
perfusão periférica, porém com tiragem intercostal difusa, taquidispnéia moderada e queda de
saturação de oxigênio em momentos de agitação. À ausculta pulmonar, há estertores
subcrepitantes de finas e médias bolhas difusos em ambos os hemitórax e expiração prolongada.
Assinale a INCORRETA:
1. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico.
2. Deve ser internado pelos achados clínicos e tempo de evolução.
3. Inalações com solução salina hipertônica podem levar a melhora clínica.
4. O tratamento deve incluir alimentação assistida, oferta de oxigênio, hidratação e inalações
com soro fisiológico.
5. A transmissão ocorre principalmente por via respiratória.







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27. Você está fazendo consulta de puericultura de um lactente nascido no mês de novembro,
atualmente com seis meses de idade, que reside no Estado do Mato Grosso, com antecedente de
prematuridade (28 semanas), com bom ganho ponderal e saudável, usando fórmula alimentar,
vitaminas A e D, e sulfato ferroso. A mãe apresenta a carteira de vacinação contendo as seguintes
informações:
Ao nascer 2m 3m 4m 5m 6m
BCG
Hepatite B Hepatite B Hepatite B
DPT DPT DPT
Hib Hib Hib
VIP VIP VOP
Pneumo
conjugada
Pneumo
conjugada
Pneumo
conjugada
Meningo C
conjugada
Meningo C
conjugada

Rotavirus Rotavirus Rotavirus
Influenza
Qual dos itens abaixo deve ser complementado imediatamente?
1. Hepatite A.
2. Varicela.
3. Palivizumabe.
4. Febre Amarela.
5. Meningo B.

28. Lactente de 4 meses de idade com regurgitações frequentes, crises de irritabilidade e choro
várias vezes ao dia e já apresentou sibilância respiratória em duas ocasiões. Não está ganhando
peso adequadamente. Assinale a correta a respeito da referida doença:
1. A manutenção do quadro com o uso de fórmulas “AR” sugere o diagnóstico de alergia
alimentar.
2. Deve ser orientado o decúbito lateral direito preferencialmente.
3. Está indicado o uso de drogas procinéticas, pois seu benefício e segurança são comprovados.
4. Está indicada uma prova terapêutica com leite de soja.
5. O uso de inibidores de bomba de prótons está contraindicado nessa idade.

29. Menino de 4 anos apresenta história de edema progressivo há 20 dias, com diminuição da
diurese. Inicialmente foi prescrito um antialérgico, porém, como não houve melhora e a mãe
observou surgimento de edema escrotal, resolveu procurar um pronto-socorro. Ao exame físico:
bom estado geral, anasarca sem dispneia, pressão arterial normal, edema periorbitário
importante, ascite, edema acentuado de membros inferiores e murmúrio vesicular diminuído em
ambas as bases pulmonares. Quais dos exames abaixo são imprescindíveis para que se confirme o
diagnóstico sindrômico desta doença?
1. Dosagem de anti-estreptolisina O e urina tipo I.
2. Complemento total e frações e urina tipo I.
3. FAN e anti-DNA.
4. Colesterol Total e frações, ureia e creatinina.
5. Eletroforese de proteínas plasmáticas e proteinúria de 24 horas.

30. Atualmente vários Serviços têm utilizado soro isotônico na hidratação endovenosa de
manutenção para lactentes, crianças e adolescentes internados. A justificativa para essa escolha é:
1. Menor reincidência de desidratação.
2. Prevenção de insuficiência renal aguda.
3. Prevenção de mielinólise pontina.
4. Prevenção de hiponatremia.
5. Reversão rápida da acidose lática.




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31. Recém-nascido com 20 dias de vida é trazido ao Pronto Socorro com história de febre de 39
o
C
há dois dias. Ao exame físico encontra-se em mau estado geral, taquipneico, taquicárdico (FC =
180 bpm), febril (38,8
o
C), irritado, com extremidades frias e tempo de enchimento capilar maior
que 3 segundos, sem icterícia ou cianose, saturação de oxigênio em ar ambiente 89% e com exame
físico especial sem foco aparente de infecção. Realizados exames para triagem infecciosa, os
primeiros a ficar prontos foram: hemograma: Hb 11,5 mg/dL, Hto 32%, 28.000 leucócitos, 75%
neutrófilos, 12% bastonetes, 2 % de metamielócitos, 11% de linfócitos, 98.000 plaquetas; PCR =
23mg%; lactato = 8mmol/L. Assinale a INCORRETA:
1. O quadro descrito caracteriza uma sepse grave.
2. A coleta de liquor é mandatória nesse caso.
3. Os agentes mais prováveis são: Streptococcus do grupo B, Escherichia coli, e Listeria
monocytogenes.
4. A administração de antibioticoterapia endovenosa deve ocorrer em até quatro horas.
5. Deve-se providenciar uma via de acesso para infusão de cristaloide.

32. Criança de 5 anos de idade está sob tratamento quimioterápico para leucemia linfoide aguda,
em uso de “port-a- cath” e foi internada por apresentar febre de 39
o
C , sem anormalidades ao
exame físico especial e com o seguinte hemograma: Hb 7,8 mg/dL, Hto 23%, 100 leucocitos (não
foi realizado diferencial), 45.000 plaquetas/mm
3
. No 5º dia de internação em uso de Vancomicina,
Meropenem, Fluconazol está mantendo febre e desenvolve um quadro pulmonar associado. Não
há crescimento de microorganismos nas culturas colhidas até o momento. A tomografia de tórax
mostrou sinal do halo e crescente aéreo. Além de manter coletas seriadas de culturas periféricas e
do cateter, qual seria a conduta mais adequada para o caso?
1. Substituir o fluconazol por voriconazol.
2. Substituir fluconazol por ganciclovir.
3. Substituir vancomicina por teicoplanina.
4. Introduzir polimixina B.
5. Associar esquema tríplice.

33. Você está examinando um recém-nascido em programação de alta hospitalar no alojamento
conjunto e, ao realizar triagem neonatal com oximetria de pulso (“teste do coraçãozinho”),
observa que a saturação no membro superior direito é de 98% e a do membro inferior é 94% em
duas medições com intervalo de uma hora entre elas. Qual o significado desse achado e a conduta
adequada a seguir?
1. Presença de hipertensão pulmonar, solicitar ecocardiograma e avaliação do cardiologista
infantil.
2. Persistência de padrão fetal de circulação pulmonar, internação e uso de vasodilatador.
3. A diferença não é significativa e o recém-nascido pode ter alta sem necessidade de
investigação.
4. Presença de cardiopatia congênita crítica, internação e realização de ecocardiograma.
5. Presença de cardiopatia congênita sem repercussão hemodinâmica, dar alta com
encaminhamento ambulatorial para seguimento e investigação. R1Difícil R3 média

34. Em relação à pandemia de obesidade que assola o século XXI, assinale a alternativa
INCORRETA:
1. Quanto maior o retardo de crescimento intrauterino e maior o ganho ponderal nos primeiros
seis meses de vida, maior o risco cardiovascular na idade adulta.
2. As alterações epigenéticas são transmitidas às gerações futuras.
3. As gorduras “trans” não passam no leite materno.
4. O fator genético isoladamente não explica o aumento da prevalência da obesidade.
5. Alterações vasculares precursoras da aterosclerose podem ser observadas desde a primeira
década de vida.







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35. Atualmente têm se observado um aumento na prevalência de hipertensão arterial na infância
e adolescência. Sobre esse assunto assinale a INCORRETA.
1. A hipertensão estágio II requer terapia medicamentosa imediata.
2. A hipertrofia de ventrículo esquerdo é a lesão de órgão-alvo observada mais precocemente.
3. Nos casos de hipertensão arterial primária estágio I, inicia-se a abordagem com terapia não
farmacológica.
4. O uso de inibidores da ECA está contraindicado para pacientes portadores de resistência à
insulina.
5. Os beta-bloqueadores podem provocar alterações de lípides.

36. Recém-nascido apresenta atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica, malformação
vertebral, comunicação interventricular, malformação dos dedos das mãos e hipoplasia renal
unilateral. Qual o diagnóstico do paciente?
1. Sequência de Moebius.
2. Sequência de Pierre Robin.
3. Síndrome de Patau.
4. Associação de VACTERL.
5. Síndrome de Dandy-Walker.

37. Criança de 3 anos, 15 Kg, apresenta edema de início insidioso evoluindo para anasarca. Os
exames realizados para diagnóstico revelam proteinúria de 1,0g/L (1.600 mL de urina de 24 hs),
albumina sérica: 1,0 g%, Complemento total e frações normais, Colesterol total 450 mg/dL, urina
tipo I com 25 hemácias/campo, proteína 4+, cilindros granulosos ++. Demais exames em análise.
Assinale a correta:
1. Para diagnóstico etiológico está indicada a biópsia renal.
2. Como a doença teve início fora da faixa etária habitual, espera-se que não responda bem à
corticoterapia.
3. Deve-se administrar penicilina benzatina para erradicação de cepas nefritogênicas da
orofaringe.
4. Há casos dessa doença determinados por mutações genéticas.
5. A dosagem de antiestreptolisina O é fundamental para a condução do caso.

38. Adolescente de 15 anos tem história de fraqueza muscular progressiva a partir do primeiro ano
de vida evoluindo para insuficiência respiratória, com reflexos tendinosos profundos abolidos,
dificuldade de deglutição e hepatomegalia. Dentre os exames realizados na ocasião da
investigação diagnóstica, apresentava baixa atividade da alfa glicosidase ácida em fibroblastos de
pele cultivados. O diagnóstico desse paciente é;
1. Distrofia muscular progressiva de Duchenne.
2. Doença de Fabry.
3. Doença de Gaucher.
4. Doença de Werdnig-Hoffman.
5. Doença de Pompe.

39. Lactente com um mês de vida residente em São Paulo é levado a uma unidade básica de saúde
no mês de abril por apresentar sintomas gripais há dois dias: tosse, febre de 39
o
C, coriza e astenia.
Considerando-se o período sazonal e o grande número de casos de infecção por Influenza A
(H1N1), segundo o Ministério da Saúde são sinais de alerta EXCETO:
1. Frequência respiratória maior que 60 irpm.
2. Batimento de asa de nariz e tiragem intercostal.
3. Queda do estado geral.
4. Taquicardia.
5. Febre por mais de 24 horas.






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40. Criança de 5 anos de idade está em pós-operatório de exérese de tumor de sistema nervoso
central e apresenta poliúria acentuada. Os primeiros resultados de exames revelam sódio sérico
de 165 mEq/L e urina tipo I com densidade urinária de 1005. A medida imediata mais adequada
nesse caso é:
1. Hidratar e iniciar desmopressina.
2. Expandir com soro a 0,45% e colóide.
3. Expandir em uma hora com soro glicosado ou água destilada.
4. Iniciar restrição hídrica.
5. Iniciar dexametasona.

41. Adolescente do sexo feminino, 16 anos, tem histórico de estar sendo vítima de bullying
escolar. Ao chegar do trabalho, o pai encontrou-a desmaiada ao lado de um frasco de morfina da
avó. A paciente foi levada a um Serviço de Emergência onde deu entrada apresentando
hipotensão, bradicardia e depressão respiratória. Diante do quadro, todas as medidas abaixo
estão corretas EXCETO:
1. Iniciar suporte ventilatório efetivo.
2. Tratar o choque.
3. Administrar naloxone.
4. Administrar flumazenil.
5. Administrar carvão ativado.

42. Criança de quatro anos de idade, com história de cinco dias de febre não aferida e vários
episódios de vômitos, dá entrada no pronto-socorro em mau estado geral, febril, sonolenta,
desidratada, taquipneica, taquicárdica, com pulsos finos, tempo de enchimento capilar de três
segundos, PA = 70 X 40 mmHg. Para esse caso a conduta inicial é:
1. Obter acesso venoso central.
2. Iniciar epinefrina.
3. Administrar 20 mL/Kg de solução isotônica cristaloide ou coloide em “bolus”.
4. Administrar bicarbonato de sódio por via intravenosa ou intraóssea.
5. Administrar hidrocortisona.

43. Lactente de 8 meses, sexo feminino, branca, apresenta febre > 39
o
C há 5 dias e queda do
estado geral sem outras alterações ao exame físico. Retorna ao pediatra com os seguintes
resultados de exames: urocultura(URC) colhida por sondagem vesical revelando crescimento de
60.000 colônias de E. coli, e exame de urina tipo I com leucocitúria de 30.000 leucócitos/ml.
Assinale a correta:
1. A URC deve ser repetida devido ao crescimento de número baixo de colônias.
2. Apenas o exame de urina tipo I mostrando leucocitúria já seria suficiente para o diagnóstico de
ITU.
3. O primeiro exame de imagem a ser solicitado para investigação é a uretrocistografia miccional.
4. Os exames de urina poderiam ter sido colhidos por assepsia adequada e saco coletor, por se
tratar de método menos invasivo.
5. Como a criança apresenta vários fatores de risco para ITU, o ideal seria ter iniciado
antibioticoterapia logo após a coleta adequada de URC e urina tipo I.

44. A respeito das leucemias linfóides na infância assinale a correta:
1. O critério diagnóstico é a presença de pelo menos 10% de blastos na medula óssea.
2. Leucometria inicial acima de 30.000/mm
3
é considerada fator independente de mau
prognóstico.
3. Os pacientes com síndrome de Down têm maior risco de desenvolver essa doença.
4. A contaminação do líquor com blastos do sangue periférico durante a punção lombar
diagnóstica interfere com o prognóstico.
5. Quanto à idade, os pacientes classificados como risco standard são aqueles que iniciam a
doença com idade inferior a 1 ano ou superior a 10 anos.




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45. Adolescente portador de hemofilia A grave dá entrada no pronto-socorro com quadro de
hemartrose volumosa de joelho esquerdo e muita dor. Dentre as medidas terapêuticas abaixo,
assinale qual NÃO pode ser utilizada:
1. Analgesia com ácido acetil salicílico ou narcóticos.
2. Administração de fator VIII.
3. Uso de corticosteroide oral.
4. Administração de fator VIIa recombinante.
5. Repouso articular e imobilização temporária.

46. Adolescente de 15 anos, sexo masculino, obeso, afrodescendente, no percentil 95 de altura e
com história familiar de hipertensão arterial está passando em consulta de rotina e apresenta
pressão arterial (PA) de 130 X 80 mmHg medida adequadamente em membro superior direito,
com manguito extragrande e em três ocasiões diferentes, assintomático. De acordo com “ The
Forth Report on The Diagnosis, Evaluation and Treatment of High Blood Pressure in Children and
Adolescents”, classifique o paciente de acordo com a PA encontrada e oriente a conduta
adequada:



1. Normotenso, orientar medidas não farmacológicas.
2. Pré-hipertenso, orientar medidas não farmacológicas.
3. Hipertenso estágio I, orientar medidas não farmacológicas.
4. Hipertenso estágio I, iniciar diurético tiazídico em baixa dose.
5. Hipertenso estágio II, iniciar bloqueador de canal de cálcio.

47. Paciente de 15 anos, portador de doença falciforme, é internado com pneumonia à direita
sendo iniciado o tratamento com ceftriaxone e claritromicina. Após três dias de evolução o
adolescente permanece febril com deterioração do estado geral, toxemia, prostração e
surgimento de derrame pleural à direita. Associado ao quadro observa-se dor acentuada e
limitação de movimentação de quadril e importante aumento de volume do joelho direito
associado à dor, calor e rubor. Diante do quadro, a hipótese diagnóstica mais provável para a
manifestação articular e as condutas mais adequadas são:
1. Artrite reativa, solicitar provas inflamatórias e iniciar anti-inflamatório não hormonal.
2. Tuberculose, solicitar PPD e iniciar esquema tríplice.
3. Crise vaso-oclusiva, iniciar hidratação e associar morfina.
4. Pioartrite estafilocócica, realizar punção articular e introduzir oxacilina.
5. Necrose asséptica de cabeça de fêmur e artrite reativa, solicitar Raio-X de quadril e avaliação
ortopédica.

48. Adolescente de 14 anos portador de hipertensão arterial grave e crônica deu entrada no
pronto-socorro com cefaleia intensa, tontura, náuseas, vômitos e visão turva. Sua mãe refere que
ele apresentou crise convulsiva tônico-clônica há duas horas antes de chegar ao hospital, de curta
duração. Na entrada PA: 240 X 180 mmHg. Assinale qual a droga mais adequada para iniciar o
tratamento da crise:
1. Furosemida IV em dose máxima.
2. Captopril por via oral.
3. Nifedipina sublingual.
4. Nitroprussiato de sódio IV contínuo.
5. Hidralazina IV em bolo.



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49. Adolescente de 14 anos, púbere, menarca há um ano, com carteira de vacinação completa e
acompanhada pela mãe, dá entrada no pronto-socorro referindo ter sido vítima de abuso sexual
por desconhecido há 24 horas. Após acolhimento, exame físico inicial, e descartadas lesões
genitais graves ou cirúrgicas, você orienta a mãe a fazer boletim de ocorrência para que se possa
encaminhar a paciente para realização de exame de corpo de delito. A seguir e de acordo com a
“Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em
Situação de Violências” do Ministério da Saúde, você deverá tomar todas as medidas abaixo,
EXCETO:
1. Iniciar anti-retrovirais.
2. Iniciar aciclovir.
3. Prescrever anticoncepção de emergência.
4. Prescrever penicilina benzatina, ceftriaxone e azitromicina.
5. Colher sorologias.

50. Durante a avaliação neurológica de uma criança de 8 anos vítima de traumatismo crânio
encefálico (TCE), você observa que ela apresenta abertura ocular à dor, emite sons
incompreensíveis e a resposta motora se dá por flexão normal dos membros. De acordo com a
Escala de Coma de Glascow, qual a classificação do TCE e a conduta para esse paciente?
1. Grave, intubação e ventilação com ambú ou mecânica e tomografia de crânio.
2. Moderado, máscara de oxigênio, tomografia de crânio.
3. Leve, monitorização do nível de consciência no domicílio.
4. Moderado, Raio X de crânio, observação hospitalar.
5. Grave, sedação, ventilação não invasiva, tomografia de crânio.





































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ACESSO D
QUESTAO

QUESTAO
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CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – MEDICINA INTENSIVA - ACESSO E Página 1

1. Homem, 54 anos encontra-se na UTI no pós-operatório 14 dias de enterectomia segmentar
com ileostomia por abdome agudo vascular que evoluiu com pneumonia e insuficiência renal
aguda, sendo mantido sob ventilação mecânica desde o primeiro dia de pós operatório. Há 2
dias sem droga vasoativa, ainda sob ventilação mecânica, recebendo 1000ml/dia de nutrição
parenteral total e 100 mL cada 3 horas de dieta por SNE. Tem débito de 480 mL/ dia pela
ileostomia. Recebe antibioticoterapia. Apresenta 13.800 leucócitos sem desvio, Hb: 9,0 e PCR:
17 Com relação aos cuidados com esse doente assinale a alternativa correta:
1. A traqueostomia está indicada.
2. O alto débito da ileostomia impede o aumento da dieta enteral.
3. O desmame da ventilação mecânica está contra indicado enquanto persistir quadro
infeccioso pulmonar.
4. A profilaxia do tromboembolismo está contra indicada por tratar-se de um abdome agudo
vascular operado.
5. Deve receber pelo menos duas unidades de concentrado de hemácias.

2. Durante um acidente entre uma moto e um carro, o motoqueiro foi ejetado 6m; usava
capacete. Ao chegar no Pronto Socorro, estava gemente, com FC: 120 bpm, com pulsos
periféricos filiformes. Apresentava escoriação na transição tóraco-abdominal à esquerda,
deformidade de perna esquerda. Murmúrio vesicular presente bilateralmente mas diminuído na
base esquerda, com dor à palpação de hemiabdome esquerdo, mas sem peritonite. O FAST foi
negativo. Apresentava ainda deformidade e dor à mobilização da perna esquerda. Após
reposição volêmica adequada seus dados vitais eram: FC; 128 bpm, PA: 80/40 mmHg. Com
relação ao atendimento desse doente nesse momento, podemos dizer que:
1. A tomografia de crânio não está indicada, pois o doente usava capacete.
2. A tomografia de tórax deve ser feita de imediato pela suspeita de um pneumotórax ao
exame clínico.
3. A tomografia de abdome está indicada para avaliar a presença de pneumoperitônio.
4. A laparotomia exploradora está indicada, pois o doente permanece instável.
5. O FAST deve ser repetido e se negativo, procurar outras causas de choque.

3. Mulher de 46 anos foi admitida no Pronto Socorro com dor em faixa no andar superior do
abdome, e vários episódios de vômitos há 1 dia. Amilase: 2.400U/L e a USG abdominal mostrava
colelitíase sem dilatação da via biliar. Apresentava-se taquipneica, taquicárdica, hipotensa. com
temperatura: 37,4. Leucograma: 13.000 sem desvio, PCR: 18, creatinina: 2,4, Bilirrubina total:
3,0 com BD: 2,0 e BI: 1,0.Gasometria: ph:7,36; HCO3: 17, BE: -6. Nesse momento, é correto
afirmar que:
1. Se a tomografia de abdome mostrar necrose extensa do pâncreas está indicada laparotomia
exploradora.
2. Está indicada a colecistectomia para a reversão do quadro clínico.
3. Está indicada a colangiografia endoscópica com papilotomia.
4. A apresentação clínica pode ser justificada pela síndrome da resposta inflamatória
sistêmica.
5. Trata-se de infecção pancreática.

4. Assinale a alternativa que representa uma das funções do dreno abdominal quando se realiza
drenagem da cavidade abdominal após laparotomia:
1. Prevenir a distensão gasosa do abdome após manipulação excessiva das alças intestinais.
2. Evitar a deiscência de uma sutura de cólon.
3. Completar a remoção de pus nas infecções localizadas intra-abdominais.
4. Prevenir o aparecimento de fístulas após anastomoses intestinais.
5. Evitar a ascite infectada nas peritonites difusas.




CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – MEDICINA INTENSIVA - ACESSO E Página 2

5. Um homem alcoolizado envolveu-se numa briga sendo atingido na cabeça com uma barra de
ferro. Foi levado ao PS pelo pré-hospitalar com colar cervical e em prancha longa. Foi
encontrado no chão, com pequeno sangramento na cabeça, confuso, mas consciente. Durante o
transporte apresentou um episódio de vômito. À admissão no PS o paciente estava consciente,
com hálito etílico, referindo muita dor na cabeça, hemodinamicamente estável. Apresentava um
ferimento em região fronto-têmporo-parietal E, sem sangramento no momento e edema frontal
à esquerda. Durante a avaliação primária desse paciente a primeira medida é:
1. Intubação oro traqueal de imediato, pois esse paciente está alcoolizado e vomitou.
2. Infundir 2000 ml de cristalóide para garantir a estabilidade hemodinâmica evitando a lesão
cerebral secundária.
3. Fazer RX de crânio e coluna cervical para avaliar fratura de crânio que é uma emergência
neurocirúrgica.
4. Abrir e limpar a via aérea fornecendo de imediato 10 a 12L /min de oxigênio através de
uma máscara.
5. Calcular a escala de coma de Glasgow para avaliar a gravidade da lesão.

6. Mulher de 32 anos era passageira de um carro que colidiu com um ônibus. O motorista do
carro morreu no local do acidente. Ela foi levada para um PS chegando com Glasgow 11, mas
agitada. Apresentava-se descorada 1+/4+ , dispneica e taquicárdica com FCC em região frontal,
MV diminuído em HTD, escoriação no flanco D e fratura exposta de MID. RX mostrou hemotórax
à D que que foi drenado com saída de 300ml de sangue, Abdome sem peritonite. Realizada TC
de crânio que evidenciou lesão focal de tratamento operatório e TC de abdome que mostrou
líquido livre na cavidade abdominal, sem lesão de fígado, baço, pâncreas ou rins. Após reposição
de volume a paciente encontrava-se hemodinamicamente estável. Foi operada pela
Neurocirurgia e Ortopedia. Após 48hs evoluiu com dor e distensão abdominal, febre, leucocitose
com desvio à esquerda e acidose metabólica persistente, sendo transferida para UTI de um
Centro de Trauma. A hipótese mais provável para essa evolução é:
1. Trombose da veia porta por estase sanguínea devido ao imobilismo da paciente em pós-
operatório.
2. Íleo funcional pelo imobilismo da paciente determinado pela fratura da perna.
3. Isquemia intestinal por desvascularização do mesentério.
4. Sepse por infecção da fratura exposta.
5. Isquemia intestinal como parte da síndrome da embolia gordurosa cujas manifestações são
sistêmicas.

7. Homem, 26 anos, caiu de três metros de altura sobre um anteparo. Chegou ao Pronto Socorro
com máscara de oxigênio com 10 l/min Estava ansioso e gemente referindo muita dificuldade
para respirar. Ao exame clínico apresentava palidez cutânea, taquicardia e dispneia. O MV
estava abolido em hemitórax esquerdo sendo puncionado e a seguir drenado com saída de
grande volume de ar com imediata melhora do quadro. O paciente evoluiu com enfisema de
tecido celular subcutâneo e borbulhamento pelo dreno de tórax. O RX pós drenagem
apresentava fratura do primeiro ao quarto arcos costais à esquerda, pneumotórax de médio
volume e dreno bem posicionado. Com relação ao quadro podemos afirmar:
1. Com o diagnóstico inicial de pneumotórax hipertensivo o tratamento definitivo requer a
utilização de dois drenos torácicos.
2. A punção do enfisema do tecido celular subcutâneo em vários pontos está indicada.
3. A toracotomia imediata está indicada.
4. A intubação endotraqueal está contra indicada após a drenagem de um pneumotórax
hipertensivo.
5. A broncoscopia está indicada.




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8. Homem de 35 anos, sem comorbidades prévias, vem ao pronto socorro com queixa de
“batedeira e angústia” no peito. Paciente nega dor, dispnéia ou perda de consciência. Ao exame
físico apresenta se estável hemodinamicamente, com ausculta pulmonar limpa e pulso de 160
bpm. Após a realização do eletrocardiograma abaixo qual a próxima conduta?


1. Adenosina 6mg em bolus.
2. Amiodarona 150mg em 20 minutos.
3. Cardioversão elétrica sincronizada com sedação.
4. Manobra vagal.
5. Controle de frequência com Verapamil, Diltiazem ou Metoprolol.

9. Mulher de 42 anos da entrada no serviço de emergência com quadro de febre há 4 dias e há 8
horas com déficit em hemicorpo Direito. Ao exame apresenta se com força motora grau 3 em
hemicorpo direito, sonolenta, com rigidez de nuca, ausculta pulmonar sem alterações e cardíaca
com presença de sopro sistólico 4+/6+ em foco mitral. Sinais vitais: PA = 90x70mmHg em ambos
os membros superiores, FC = 130 bpm, Sat O2 = 94% em ar ambiente. Realizado tomografia de
crânio que evidenciou diversas áreas hipoatenuantes, sem desvio de linha média. Realizado
coleta de Líquor que revelou 1200 células com predomínio neutrofílico, glicose = 20mg/dL e
presença de cocos Gram positivo. A melhor alternativa com o exame a ser solicitado e a conduta
a ser tomada são:
1. Ecocardiograma, AAS + estatina.
2. Ecocardiograma, Ceftriaxona + Oxacilina + Enoxaparina 1mg/Kg 12/12hrs.
3. Doppler de carótida e basilar, AAS + estatina + Enoxaparina 1mg/Kg 12/12hrs.
4. Ecocardiograma, Ceftriaxona + Oxacilina.
5. Ressonância magnética de crânio, AAS + estatina.

10. No caso acima, a paciente apresentava na entrada hemiparesia associada a hemihipoestesia
com predomío braquiofacial à direita. Apresentava também afasia, porém com compreensão
não prejudicada e executando ordens simples. Com esta apresentação a afasia descrita e o
território acometido corresponde à:
1. Wernicke e artéria carótida interna.
2. Broca e artéria cerebral média.
3. Wernicke e artéria cerebral anterior.
4. Broca e artéria cerebral anterior.
5. Afasia de condução e artéria cerebral média.





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11. Homem de 39 anos, epiléptico, encontra-se internado em leito de terapia intensiva há 12
horas por quadro de estado de mal convulsivo. Está sedado, dependente de ventilação mecânica
e estável hemodinamicamente. Apresenta plaquetas de 100.000/mm³, INR = 1,2 e RT = 1,0.
Lactato e saturação venosa central de oxigênio sem alterações. A melhor associação para
profilaxia de úlcera de estresse e pneumonia associada à ventilação mecânica deste caso é:
1. Sucralfato e decúbito 45º.
2. Bloqueador H2 e drenagem subglótica.
3. Nutrição enteral e higiene oral com Clorexidina.
4. Inibidor de bomba de próton e corticoide.
5. Inibidor de bomba de próton e higiene oral com Clorexidina.

12. Paciente de 68 anos do sexo masculino, com antecedentes de doença pulmonar obstrutiva
crônica, hipertenso em uso de hidroclorotiazida se apresenta no serviço de emergência com
quadro de vômitos há 3 dias e dispnéia há 1 dia. Na ausculta pulmonar os murmúrios estão
diminuídos e há sibilos esparsos. Radiografia de tórax demonstra opacidade heterogênea difusa
bilateral e simétrica. Iniciado ventilação não invasiva (VNI), realizado metoclopramida e após as
medidas iniciais foi colhido gasometria arterial na vigência da VNI que evidenciou pH= 7,5;
HCO3= 30mmHg; pCO2= 35; pO2= 97mmHg SatO2= 94%. Neste caso são causas prováveis que
contribuem para a alcalose metabólica EXCETO:
1. Diurético.
2. Hipomagnesemia.
3. Vômitos.
4. Hipocalemia.
5. Alcalose pós hipercapnia.

13. Mulher de 45 anos com antecedentes de cirrose de etiologia viral é trazida ao pronto
socorro com quadro de sonolência, febre e dor abdominal há 2 dias. Há 8 horas teve um
episódio de hematêmese. Ao exame físico encontra se estável hemodinamicamente e com
flapping. Realizado toque retal e punção abdominal diagnóstica que evidenciaram
respectivamente fezes endurecidas e liquido purulento. Nos exames laboratoriais apresenta
bilirrubinas totais de 4mg/dL, albumina de 2g/dL, INR de 1,9 e líquido ascitico com 400
polimorfonucleares por mm³. Todas as medidas abaixo são fundamentais para esta paciente
EXCETO:
1. Dieta hipoproteica com aminoácidos de cadeia ramificada.
2. Transfusão de plasma fresco congelado.
3. Endoscopia digestiva alta.
4. Inicio de Cefalosporina de terceira geração.
5. Lactulose.
14. Mulher de 65anos dá entrada no pronto-socorro com quadro de síndrome coronariana
aguda com supradesnivelamento de segmento ST em DII, DIII e AVF. Cineangiocoronariografia
mostra lesão obstrutiva grave de 90% em coronária descendente anterior (DA), 90% em
circunflexa (CX), 90% em coronária direita (CD) e 70% em tronco de coronária esquerda. A
melhor indicação neste momento é:
1. Angioplastia em todas as lesões.
2. Angioplastia somente na CD.
3. Angioplastia somente na DA.
4. Angioplastia somente na CX.
5. Revascularização miocárdica de emergência.



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15. Homem de 68 anos encontra-se na emergência com instabilidade hemodinâmica,
necessidade de drogas vasoativas em doses altas e parâmetros altos na ventilação mecânica.
Por ter alta probabilidade para o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP) foi iniciado
anticoagulação plena com heparina não fracionada. Qual a conduta imediata para este caso?
1. Tomografia computadorizada de tórax multislice com protocolo para TEP.
2. Angiografia de tórax.
3. Ecocardiograma e ultrassom de MMII à beira do leito.
4. Trombólise química.
5. Embolectomia cirúrgica.

16. Paciente de 28 anos do sexo feminino com antecedente de depressão e dor crônica vem ao
serviço médico com queixa de dor abdominal difusa e mal caracterizada após inicio de dieta
para redução de peso. Ao exame físico paciente apresenta se taquicardica, sudoreica, afebril,
hipertensa e inquieta. Apresenta também fraqueza muscular e parestesia de extremidades. Os
exames laboratoriais descartam alterações no hemograma, glicemia e elevações de escórias
renais, no entanto, apresentou Na=120mEq/L. Realizado tomografia de abdome e endoscopia
digestiva que não evidenciaram alterações. Paciente refere algumas crises semelhantes no
passado sem elucidação diagnóstica com reversão espontânea do quadro. Realizado dosagem
de porfobilinogênio na urina com valores acima do esperado. Sobre esta paciente é INCORRETO
afirmar:
1. É importante identificar o fator que desencadeou a crise atual, sendo no caso a provável
baixa ingesta calórica.
2. A hiponatremia pode ser decorrente de envolvimento hipotalâmico e secreção inapropriada
do hormônio antidiurético.
3. Como possível complicação grave a paciente pode evoluir com paralisia da musculatura
respiratória.
4. A dosagem aumentada de porfobilinogênio na urina é sensível e específica para a
definição etiológica e nos permite o inicio imediato da terapia com heme.
5. Esta paciente possui maior risco de apresentar carcinoma hepatocelular.

17. Jovem de 17 anos é internado com quadro de cetoacidose diabética sem sinais de infecção.
Inicia-se reposição volêmica com soro fisiológico e insulinoterapia em bomba de infusão
contínua endovenosa. Após 5 horas, a glicemia é de 100 mg/dL, pH de 7,4, bicarbonato sérico de
21 mEq/L, cetonemia positiva e cetunúria 3+. A melhor opção terapêutica neste momento é:
1. Reduzir a dose de infusão de insulina regular pela metade associada à solução com dextrose
pelo risco de hipoglicemia.
2. Dobrar a velocidade de infusão de insulina visto que ainda há presença de cetoácidos.
3. Realizar dose de insulina regular subcutânea e cessar a infusão contínua endovenosa de
insulina.
4. Manter a velocidade de infusão de insulina visto que ainda há presença de cetoácidos.
5. Realizar insulina regular subcutânea e manter insulina contínua endovenosa na metade da
velocidade de infusão.

18. Paciente com carcinomatose por câncer de pulmão, sem proposta terapêutica efetiva, dá
entrada no pronto-socorro por náuseas, vômitos e dor abdominal. Faz uso regular de morfina
oral 180 mg ao dia. Diante dos cuidados paliativos proposto na emergência, assinale a
alternativa INCORRETA:
1. Metoclopramida (plasil

) associada à hioscina (buscopam

) apresenta efeito sinérgico no
controle da náusea associada à dor abdominal.
2. O haldol pode ser utilizado para controle de náuseas e vômitos.
3. A indicação precoce de cuidados paliativos pode melhorar a sobrevida e sua qualidade de
vida.
4. Administrar doses adicionais de resgate de 30mg, enquanto tiver dor.
5. A reposição salina subcutânea é de fácil acesso e oferece menor desconforto se comparado
à reposição intravascular.
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19. Homem de 61 anos, hipertenso e diabético de longa data, apresenta dor torácica e dispneia
progressiva há 5 dias, com piora há 2 horas. Ao exame apresenta turgência de veias jugulares,
estertores em ambos os hemitórax e saturação periférica de O
2
de 86% em ar ambiente. Exames
laboratoriais séricos mostram Hto 28%, Na
+
140 mEq/L, K
+
5,7 mEq/L, bicarbonato de sódio 14
mEq/L, troponina I de 1 mg/L (VR=0,5 mg/L), uréia 294 mg/dL, creatinina 8,2 mg/dL. ECG com
supradesnivelamento ST em todas as derivações. Qual a conduta imediata para este caso?

1. Encaminhar o paciente para hemodinâmica.
2. Administrar bicarbonato de sódio IV com posterior controle de potássio sérico e gasometria
arterial.
3. Administrar gluconato de cálcio e bicarbonato de sódio IV, instalar inalação com beta
agonista e posterior controle laboratorial.
4. Administrar gluconato de cálcio IV e realizar diálise de urgência.
5. Realizar diálise de urgência.

20. Paciente em ventilação mecânica por sepse grave de foco pulmonar há 4 dias está sendo
avaliado para o desmame ventilatório. Todos os parâmetros abaixo são necessários para o
sucesso deste procedimento, com EXCEÇÃO de:
1. Estabilidade hemodinâmica.
2. Melhora da infecção pulmonar.
3. Nível de consciência adequado.
4. PaO
2
≥ 60 mmHg com FIO
2
≤ 0,4 e PEEP ≤ 5 a 8 cmH2O e PaO
2
/FiO
2
>150.
5. Permanecer confortável em tubo T por pelo menos 2 horas.

21. Paciente de 45 anos com história de etilismo importante, sem outros antecedentes prévios,
deu entrada no pronto-socorro com quadro de queda da própria altura e trauma
cranioencefálico após consumo abusivo de álcool. Foi indicado tomografia computadorizada de
crânio que não mostrou complicações referentes ao trauma. Ao retornar do exame notou-se
tremores de extremidades, confusão mental agressiva e perigosa, taquicardia e hipertensão.
Sobre este caso é correto afirmar:
1. Deve-se realizar imediatamente haloperidol parenteral para o controle da agitação.
2. Deve-se priorizar o uso de lorazepan VO em doses crescentes até o controle da agitação.
3. Doses maiores que 800 mg de diazepam podem ser necessárias para a sedação adequada
deste paciente.
4. Deve-se realizar diazepam por via intramuscular caso não disponha de acesso venoso para o
controle da agitação perigosa.
5. Beta-bloqueador adrenérgico está indicado na maioria dos casos para o controle dos
sintomas adrenérgico, sem prejuízo do quadro confusional.

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22. Homem de 56 anos dá entrada na emergência com odontalgia molar inferior esquerda,
odinofagia, aumento de volume da região submandibular e dor torácica anterior ventilatório-
dependente. Ao exame apresentava-se febril (38,5ºC), séptico, com aumento de volume
submandibular e região parotídea esquerda, abaulamento do palato mole à esquerda e trismo.
À ausculta pulmonar apresentava roncos e sibilos difusos. Algumas horas após o internamento
houve piora do estado geral, sendo submetido à traqueostomia e drenagem do abscesso
cervical. Qual o exame mais apropriado para elucidação diagnóstica e terapêutica neste caso?
1. Ressonância magnética do pescoço.
2. Radiografias cervical lateral esquerda e do tórax.
3. Tomografia computadorizada cervical e torácica.
4. Hemoculturas e cultura da secreção cervical.
5. Ultrassonografia cervical e submandibular à esquerda.

23. Paciente dá entrada na emergência com quadro de sepse grave de foco pulmonar. Qual dos
achados abaixo NÃO corresponde à disfunção orgânica relacionada à sepse grave?
1. Cardiovascular – Pressão arterial sistólica ≤ 90 mmHg ou pressão arterial média < 70 mmHg.
2. Respiratória - Relação PaO
2
/FiO
2
< 300.
3. Renal - Diurese < 0,5 mL/kg/hora por pelo menos 2 horas, mesmo após ressuscitação
volêmica ou Creatinina > 2 mg/dL.
4. Hepática - Bilirrubina total > 2 mg/dL ou 35 mmol/L; alterações da coagulação - INR > 1,5 ou
TTPa > 60s.
5. Metabólica - pH < 7,30 com anion gap > 16 mEq/L.

24. Paciente com tromboembolismo pulmonar crônico hipertensivo é submetido a
tromboembolectomia, evoluindo à óbito no pós-operatório imediato. Qual das complicações
abaixo não é causa imediata do óbito para este caso?
1. Edema de reperfusão dos pulmões.
2. Hemoptise maciça.
3. Insuficiência ventricular direita.
4. Insuficiência respiratória.
5. Sangramento digestivo por hipertensão porta.

25. Homem de 57 anos, com função renal preservada, mantem pressão arterial de difícil
controle, já em uso regular de inibidor da enzima de conversão da angiotensina, associado a
antagonista dos canais de cálcio dihidropiridínico de ação prolongada e diurético tipo tiazídico,
todos em doses otimizadas. Segundo o I posicionamento brasileiro sobre hipertensão arterial
resistente, qual é o quarto fármaco recomendado para este tipo de hipertensão?
1. Alfa 2-agonista central.
2. Espironolactona.
3. Bloqueador alfa 1-adrenérgico.
4. Hidralazina ou minoxidil.
5. Betabloqueador vasodilatador.

26. Paciente dá entrada na emergência por trauma cranioencefálico grave. Após 12 horas da
admissão é feito o primeiro protocolo para morte encefálica em possível doador de órgãos.
Todos os itens abaixo citados são requisitos mínimos e indispensáveis para a abertura do
protocolo de morte encefálica, com EXCEÇÂO de:
1. A pressão arterial deve estar dentro dos parâmetros de normalidade do paciente.
2. Em caso de hipotermia severa (temperatura menor de 32
o
C), o paciente deve ser aquecido,
de preferência a temperatura mínima de 35ºC.
3. Ausência de efeitos de drogas neurodepressoras e bloqueadores neuromusculares.
4. Ausência de alterações metabólicas, como hipoglicemia, acidose metabólica importante.
5. Ausência de hipernatremia.

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27. Mulher de 46 anos dá entrada no pronto socorro trazida por familiares por ter sido
encontrada desacordada. Tem antecedente de depressão há 5 anos em tratamento psiquiátrico.
Uso regular de medicamentos não identificados. Ao exame apresenta-se em coma leve,
saturação periférica de oxigênio de 94%, PA: 80/60 mmHg, temperatura auricular de 34,7
o
C e
hiporreflexia generalizada. ECG com prolongamento do intervalo QRS. Qual das alternativas
abaixo está contra-indicada para este caso?
1. Flumazenil 0,2 mg IV.
2. Alcalinização da urina.
3. Lavagem gástrica, seguida de carvão ativado em doses múltiplas por 48h a 72 horas.
4. Observação mínima de 6 horas.
5. Fenitoína profilática.

28. Mulher, 62 anos, sem antecedentes mórbidos, procura atendimento por quadro de dor
torácica há dois dias sem fatores associados. No exame físico apresenta lesões vesico-bolhosas
restritas a dois dermatomos. Qual das medicações abaixo é a mais indicada para evitar a
principal complicação da doença acima?
1. Morfina.
2. Amitriptilina.
3. Gabapentina.
4. Valaciclovir.
5. Prednisona.

29. Homem, 50 anos, hipertenso procura atendimento ambulatorial por dor torácica em aperto,
relacionada a esforço físico sem irradiação. Melhora ao repouso e se iniciou há 4 meses. Quais
dos testes não invasivos apresentam maior sensibilidade e especificidade, respectivamente, na
avaliação diagnóstica do paciente?
1. Teste ergométrico e cintilografia miocárdica.
2. Ecocardiografia com estresse e cintilografia miocárdica.
3. Teste ergométrico e ecocardiografia com estresse.
4. Cintilografia miocárdica e ecocardiografia com estresse.
5. Eletrocardiograma e teste ergométrico.

30. Homem, 60 anos, portador de linfoma é trazido para consulta de rotina. Queixa-se de
fraqueza, letargia, náuseas, dor abdominal difusa e parada na eliminação de fezes há 5 dias.
Solicitado exames gerais que apresentavam as seguintes alterações: cálcio de 14,5 mg/dL,
creatinina 1,4 mg/dL e uréia de 104 mg/dL. Qual das medidas terapêuticas abaixo NÃO deve ser
realizada no momento inicial da compensação clínica?
1. Furosemida.
2. Ácido zoledrônico.
3. Hidratação vigorosa.
4. Calcitonina.
5. Prednisona.

31. Mulher, 68 anos, com antecedente de hipertensão arterial de longa data, sem
acompanhamento, vem ao pronto socorro referindo dor abdominal difusa, astenia e redução do
volume urinário há 7 dias. Traz exames realizados ambulatorialmente há 4 dias mostrando
creatinina de 6,2 mg/dL e uréia de 274 mg/dL. Qual dos exames abaixo NÃO seria útil na
diferenciação entre disfunção renal aguda ou crônica?
1. Gasometria arterial.
2. USG de rins e vias urinárias.
3. Hemograma.
4. Dosagem de PTH.
5. Radiografia de crânio.


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32. Homem, 68 anos, antecedente de diabetes mellitus há 18 anos, em uso de metformina,
glimepirida e insulina NPH, procura auxílio médico por apresentar edema de membros
inferiores, aumento do volume abdominal e dispnéia aos moderados esforços. Refere também
redução do débito urinário. Ao exame clínico apresenta-se em anasarca, PA: 130/70 mmHg, FC:
82 bpm, ausculta cardíaca e pulmonar normais e, ao fundo de olho, retinopatia diabética.
Laboratorialmente temos: Hb: 10,2 g/dL, creatinina 2,4: mg/dL, uréia: 73 mg/dL, Na: 145 mEq/L,
K: 5,4 mEq/L e proteinúria de 24 horas: 4,5g.
Qual a alteração anatomopatológica mais comumente você encontraria ao realizar biópsia renal
desse paciente?
1. Necrose fibrinóide.
2. Glomeruloesclerose difusa.
3. Arterioloesclerose hiperplásica.
4. Glomeruloesclerose segmentar e focal.
5. Microangiopatia trombótica.

33. O ato cirúrgico em um jovem de 18 anos submetido a anestesia geral, o anestesista nota
aumento da temperatura corporal e taquicardia. Após colher exames nota acidose com
hipercalemia e hipercalcemia. Nessa condição a melhor conduta, além de abreviar tanto quanto
possível a cirurgia é:
1. Iniciar imediatamente a administração de neutrolene, aumentar a fração de oxigênio,
associar isoflurane, resfriar o paciente e corrigir a acidose.
2. Iniciar imediatamente a administração de neutrolene, aumentar a fração de oxigênio,
associar succinil-colina, resfriar o paciente e corrigir a acidose.
3. Iniciar imediatamente a administração de dantrolene, aumentar a fração de oxigênio,
associar isoflurane, resfriar o paciente e corrigir a acidose.
4. Iniciar imediatamente a administração de dantrolene, aumentar a fração de oxigênio,
resfriar o paciente e corrigir a acidose.
5. Iniciar imediatamente a administração de dantrolene, aumentar a fração de oxigênio,
associar succinil-colina e resfriar o paciente e corrigir a acidose.

34. Um indivíduo está em 1
o
pós-operatório de revascularização miocárdica com uma mamária e
2 pontes de safena, apresenta diminuição da saída de líquido pelo dreno mediastinal, sinais de
hipotensão e diminuição do débito cardíaco que não respondem à infusão hídrica. Neste caso
estamos mais provavelmente diante de qual circunstância e qual a melhor opção diagnóstica ou
terapêutica?
1. Obstrução do enxerto e devemos fazer uma coronariografia.
2. Obstrução do enxerto e deve-se solicitar um ecocardiograma trans esofágico com Doppler.
3. Obstrução do enxerto e deve-se heparinizar e reoperar o paciente.
4. Tamponamento cardíaco e devemos proceder a um ecocardiograma trans esofágico com
Doppler.
5. Tamponamento cardíaco e devemos proceder a uma punção de Marfan.

35. Em um paciente com ferimento único por projétil de arma de fogo no trajeto vascular dos
membros inferiores, podemos afirmar que:
1. O exame físico é suficiente para afastar lesão arterial.
2. Se não houver sinais clínicos de lesão arterial, devemos realizar o eco Doppler.
3. Se o paciente apresenta-se com sangramento ativo, devemos realizar uma tomografia.
4. Na presença de um hematoma, devemos realizar exploração cirúrgica de imediato.
5. Se houver fratura e isquemia do membro, devemos aguardar a fixação da fratura para
posteriormente realizar a restauração arterial.





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36. No quadro clínico da oclusão arterial aguda temos:
1. Dor, edema, hipotermia e hiperemia.
2. Edema, dor, palidez e hipotermia.
3. Dor, palidez, hipotermia e parestesia.
4. Edema, cianose, hiperemia e empastamento muscular.
5. Dor, cianose, edema e claudicação.

37. Mulher, 35 anos, com peso de 120 kg, altura de 1,63 m foi submetida a gastroplastia com
derivação em Y-de-Roux sem intercorrências e sem necessidade de drenagem abdominal. No
segundo dia de pós-operatório queixa-se de dor lombar esquerda e dificuldade para urinar. Ao
exame físico apresenta-se levemente desidratada, FC: 120 bpm, FR: 26mov/min e T: 37,2ºC.
Pulmões expandindo bilateralmente e abdome sem alterações significativas. O hemograma
mostra 13.000 leucócitos/mm3, urina I normal e radiografia de tórax com discreta elevação de
cúpula diafragmática esquerda e velamento de seio costofrênico esquerdo. A gasometria arterial
ao ar ambiente mostra pH: 7,34, pO2: 75, pCO2: 27, HCO3: 16 e BE:-8. A hipótese diagnóstica
mais provável é:
1. Peritonite pós-operatória.
2. Nefrolitíase.
3. Pielonefrite aguda.
4. Rabdomiólise.
5. Tromboembolismo pulmonar.

38. Paciente com diagnóstico de esferocitose hereditária e colecistopatia calculosa, esta em
programação para a realização de esplenectomia e colecistectomia laparoscópica. Assinale a
alternativa INCORRETA.
1. A imunização contra bactérias capsuladas é recomendável no pré-operatório.
2. Dentre as eventuais complicações pós-operatórias podemos citar a trombose de veia porta.
3. A retirada do baço da cavidade abdominal deve ser cuidadosa a fim de se evitar a esplenose.
4. Devido ao risco maior de infecções, nos pacientes esplenectomizados, não se deve realizar
a colecistectomia concomitante à esplenectomia.
5. Situações em que a esplenomegalia seja muito acentuada, a via laparoscópica está
relacionada com aumento de tempo operatório, perda sanguínea, índice de conversão para
a técnica aberta e morbidade.

39. Mulher de 39 anos procura atendimento por quadro de dispnéia progressiva há 9 meses.
Refere fraqueza e tontura associadas. Nega angina. No exame físico nota-se sopro cardíaco e a
radiografia de tórax mostra elevação do brônquio fonte esquerdo. A provável doença da
paciente é?
1. Insuficiência mitral.
2. Insuficiência aórtica.
3. Estenose mitral.
4. Estenose aórtica.
5. Insuficiência tricúspide.

40. Qual a provável etiologia e a medicação de escolha para o caso supracitado?
1. Febre reumática / Betabloqueador.
2. Valva bicúspide congênita / Digital.
3. Endocardite infecciosa / Betabloqueador.
4. Degeneração mixomatosa / Diurético de alça.
5. Coronariopatia / Bloqueadores dos canais de cálcio.




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41. Homem, 48 anos, no 5
o
dia de pós-operatório de uma enterectomia com enteroanastomose
mecânica por um tumor de delgado. Vinha evoluindo com quadro sugestivo de íleo adinâmico
prolongado, sendo que começou a receber líquidos via oral somente nas últimas 24hs. Nas
últimas 12hs apresentou saída de moderada quantidade de líquido esverdeado no terço inferior
da incisão. Assinale a alternativa correta quanto à conduta mais apropriada nesse momento:
1. Relaparotomia exploradora imediata.
2. Suspender a dieta oral e iniciar nutrição enteral.
3. Iniciar antibióticoterapia de amplo espectro com cobertura para Gram negativos e
anaeróbios.
4. Suspender a dieta líquida via oral e iniciar nutrição parenteral total.
5. Abertura de alguns pontos do terço inferior da incisão para facilitar a drenagem da coleção
subcutânea.

42. Paciente de 49 anos em tratamento de diabetes mellitus há 3 anos e inicío de tratamento de
hipotireoidismo com 75 mcg de levotiroxina há 3 meses em UBS, procura atendimento por
quadro de dor abdominal difusa, náuseas, vômitos e fraqueza muscular. No exame físico
apresentava PA 80/40 mmHg, FC: 97 bpm, ausculta cardíaca e pulmonar normais, abdome sem
peritonite, extremidades com boa perfusão sem empastamento e dextro: 58 mg/dL. Laboratório
com Hb 11 g/dL, leucócitos 4.900/mm3, plaquetas 300.000/mm3, Na: 126 mEq/L, PCR: 1,5
mg/dL, creatinina: 1,2 mg/dL, uréia: 41 mg/dL, K: 6,0 mEq/L. Qual dos achados abaixo é muito
pouco provável de se encontrar nesse paciente?
1. Hipoparatireoidismo.
2. Vitiligo.
3. Hipogonadismo.
4. Miastenia gravis.
5. Anemia perniciosa.

43. O mesmo paciente da questão anterior, duas semanas após a avaliação inicial, deu entrada
no pronto-socorro com quadro de hipotensão e rebaixamento do nível de consciência. Realizado
medidas iniciais incluindo acesso a via aérea definitiva. Qual das condutas abaixo é fundamental
para reversão do quadro clínico?
1. Noradrernalina.
2. Fludrocortisona.
3. Levotiroxina dose alta.
4. Hidrocortisona.
5. Solução salina hipotônica abundante.

44. Paciente de 59 anos hipertenso, diabético e com miocardiopatia dilatada com disfunção
sistólica importante (fração de ejeção de 23%) em uso de AAS, carvedilol, enalapril e furosemida
em doses otimizadas, procura atendimento pois apresenta dispnéia aos mínimos esforços,
ortopnéia e dispnéia paroxística noturna. Ao exame apresenta estertores crepitantes bibasais,
edema de membros inferiores, PA 90/60 mmHg. ECG com ritmo sinusal, QRS > 120 mm e
freqüência cardíaca de 75 bpm. Qual alternativa contempla o tratamento adequado para melhor
otimização terapêutica?
1. Clopidogrel e hidralazina.
2. Anlodipino e digoxina.
3. Espironolactona e digoxina.
4. Anlodipino e monocordil.
5. Clopidogrel, hidralazina e monocordil.






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45. Em relação a questão anterior, após otimização terapêutica o paciente retorna em 3 meses
referindo pouca melhora dos sintomas. O próximo passo é:
1. Introdução de amiodarona.
2. Introdução de propafenona.
3. Transplante cardíaco.
4. Implante de marca-passo definitivo.
5. Terapia de ressincronização cardíaca.

46. Em quais dos quadros abaixo podemos encontrar ataxia, nistagmo e oftalmoplegia de
instalação aguda?
1. Síndrome de Miller Fisher, intoxicação por fenitoína e encefalopatia de Wernicke.
2. Síndrome de Miller Fisher, Síndrome de Korsakoff e cerebelopatia alcoólica.
3. Intoxicação por fenitoína, Síndrome de Korsakoff e polineuropatia alcóolica.
4. Encefalopatia de Wernicke, intoxicação por fenitoína e Síndrome de Korsakoff.
5. Mielinólise pontina central, síndrome de Korsakoff e intoxicação por carbamazepina.

47. Homem de 49 anos apresenta-se com síndrome amnésica associada à história de abuso de
álcool. Qual a principal anormalidade histológica observada em indivíduos com esta síndrome?
1. Atrofia dos corpos mamilares.
2. Degeneração dos funículos posteriores e laterais.
3. Degeneração dos núcleos caudado, putamen e denteados do cerebelo.
4. Necrose central pontinha.
5. Edema, desmielinização e astrocitose do núcleo dorsomedial do tálamo.

48. Homem de 67 anos dá entrada na emergência com quadro de embolia pulmonar, com baixo
risco de complicações para sangramentos. Em determinado momento apresenta piora clínica
pela embolia na vigência de anticoagulação com heparina. Neste momento, o uso de
trombolítico NÃO está indicado se:
1. Pressão arterial sistólica for menor que 90 mmHg por mais de 15 min, sem outras causas
aparente.
2. Houver aparecimento de sinais e sintomas de insuficiência respiratória.
3. Ecocardiografia com Doppler mostrar hipocinesia do ventrículo direito.
4. Ocorrer elevações importantes dos valores séricos da troponina ou do peptídeo natriurético
cerebral.
5. Em vigência de radioterapia para astrocitoma.

49. Em relação à hipotermia, segundo a classificação proposta por Danzl & Pozos, assinale a
alternativa correta, considerando as temperaturas corpóreas centrais:
1. Os tremores podem aumentar a produção de calor em 8 a 10 vezes o valor basal.
2. Entre 30
o
C e 34
o
C o hipotálamo estimula a tireóide e as adrenais.
3. Abaixo de 30
o
C não há resposta endocrinológica ao frio.
4. Abaixo de 32
o
C ocorre depressão do sistema nervoso central, bradicardia grave com
hipotensão e bradipnéia com 3 a 4 ipm.
5. A onda de Osborn ao eletrocardiograma está presente em quase 90% dos casos de
hipotermia moderada a grave.











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50. Paciente chega ao pronto socorro com queixa de desconforto torácico há 40 minutos,
localizado na região central do peito, com irradiação para mandíbula, acompanhada de sudorese
excessiva, palidez, agitação e tontura, sem relação com esforço físico. Sabe ser hipertenso
controlado com captopril 75 mg/dia, além de AAS 200 mg e sinvastatina 10 mg/dia. Na
admissão: PA = 260/150 mmHg, FC=100 bpm, FR=20ipm, sem outras achados ao exame físico.
ECG mostra supra desnivelamento de ST em parede inferior. Neste caso, qual a melhor
medicação a ser instituída imediatamente?
1. Nitroprussiato de sódio IV.
2. Nitroglicerina IV.
3. Esmolol IV.
4. Hidralazina IV.
5. Hidralazina IV associado à metoprolol IV.





















































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ACESSO E
QUESTAO

QUESTAO
1
1
26
5
2
5
27
1
3
4
28
4
4
3
29
4
5
4
30
1
6
3
31
1
7
5
32
2
8
4
33
4
9
4
34
4
10
2
35
2
11
3
36
3
12
2
37
1
13
1
38
4
14
2
39
3
15
3
40
1
16
4
41
1
17
5
42
1
18
1
43
4
19
5
44
3
20
5
45
5
21
3
46
1
22
3
47
1
23
5
48
5
24
5
49
2
25
2
50
1
CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – MEDICINA INTENSIVA - ACESSO E Página 15


CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – ENDOSCOPIA – ACESSO F Página 1

1. Assinale a alternativa correta:
1. A úlcera gástrica hemorrágica deve ser operada de urgência logo após o diagnóstico
endoscópico.
2. A complicação mais frequente da úlcera duodenal de parede anterior é a hemorragia
digestiva alta.
3. A úlcera duodenal Forrest II-B tem maior probabilidade de tratamento operatório de
urgência que a úlcera gástrica Forrest I-A.
4. A terapêutica endoscópica não deve ser indicada nas úlceras pré-pilóricas Forrest II-A.
5. O tratamento operatório da úlcera péptica hemorrágica está indicado no insucesso da
terapêutica endoscópica, independente da idade e das comorbidades do doente.

2. Mulher de 46 anos foi admitida com dor em andar superior do abdome, vômitos e icterícia
2+/4+. Amilase de 930 U/L, USG mostrando vesícula biliar com paredes finas e repleta de
cálculos sendo diagnosticada pancreatite aguda biliar. Durante a internação houve regressão da
icterícia e resolução da pancreatite. A melhor conduta para essa doente nesse momento é:
1. Colecistectomia com colangiografia intra-operatória.
2. Colecistectomia, coledocotomia e drenagem à Kher.
3. Colecistectomia e anastomose Bíleo-digestiva.
4. Colecistectomia e drenagem da loja pancreática.
5. Colecistectomia exclusiva.

3. Homem, 54 anos encontra-se na UTI no pós-operatório 14 dias de enterectomia segmentar
com ileostomia por abdome agudo vascular que evoluiu com pneumonia e insuficiência renal
aguda, sendo mantido sob ventilação mecânica desde o primeiro dia de pós operatório. Há 2
dias sem droga vasoativa, ainda sob ventilacão mecânica, recebendo 1000ml/dia de nutrição
parenteral total e 100 mL cada 3 horas de dieta por SNE. Tem débito de 480 mL/ dia pela
ileostomia. Recebe antibioticoterapia. Apresenta 13.800 leucócitos sem desvio, Hb: 9,0 e PCR:
17 Com relação aos cuidados com esse doente assinale a alternativa correta:
1. A traqueostomia está indicada.
2. O alto débito da ileostomia impede o aumento da dieta enteral.
3. O desmame da ventilação mecânica está contra indicado enquanto persistir quadro
infeccioso pulmonar.
4. A profilaxia do tromboembolismo está contra indicada por tratar-se de um abdome agudo
vascular operado.
5. Deve receber pelo menos duas unidades de concentrado de hemácias.

4. A biópsia de uma cicatriz cirúrgica revela que cerca de metade das células no local são
fibroblastos. Este paciente encontra-se em que dia de pós operatório?
1. Entre o primeiro e terceiro dia.
2. Entre o terceiro e sexto dia.
3. Entre o sétimo e décimo dia.
4. Mais do que 20 dias.
5. Mais do que 60 dias.

5. Qual das afirmações abaixo está correta em relação ao período pós operatório?
1. A reserva de glicogênio hepático corresponde a cerca de 6000 g e é fundamental para o
fornecimento de energia.
2. Os tecidos submetidos ao trauma cirúrgico se utilizam de oxigênio para evitar a acidose.
3. Os tecidos traumatizados transformam a glicose em lactato.
4. O pH alcalino é fundamental para a atração do fibroblasto para a ferida cirúrgica.
5. O fígado não consegue se utilizar de elementos com cadeias de 3 átomos de carbono.






CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – ENDOSCOPIA – ACESSO F Página 2

6. Homem, 42 anos, com peso de 112 kg e altura de 1,75 m, portador de artrose de quadril
direito e dificuldade para a deambulação. Não tem outras afecções associadas e deseja
submeter-se a cirurgia bariátrica em virtude do insucesso de inúmeras tentativas de perder peso
com dieta nos últimos 5 anos. Optando-se por procedimento cirúrgico, o mais adequado é:
1. Derivação biliopancreática com gastrectomia subtotal.
2. Derivação biliopancreática com gastrectomia vertical.
3. Gastrectomia vertical.
4. Gastroplastia com derivação gastrojejunal
5. Cirurgia de Scopinaro.

7. Mulher, 35 anos, com peso de 120 kg, altura de 1,63 m foi submetida a gastroplastia com
derivação em Y-de-Roux sem intercorrências e sem necessidade de drenagem abdominal. No
segundo dia de pós-operatório queixa-se de dor lombar esquerda e dificuldade para urinar. Ao
exame físico apresenta-se levemente desidratada, FC: 120 bpm, FR: 26mov/min e T: 37,2ºC.
Pulmões expandindo bilateralmente e abdome sem alterações significativas. O hemograma
mostra 13.000 leucócitos/mm3, urina I normal e radiografia de tórax com discreta elevação de
cúpula diafragmática esquerda e velamento de seio costofrênico esquerdo. A gasometria arterial
ao ar ambiente mostra pH: 7,34, pO2: 75, pCO2: 27, HCO3: 16 e BE:-8. A hipótese diagnóstica
mais provável é:
1. Peritonite pós-operatória.
2. Nefrolitíase.
3. Pielonefrite aguda.
4. Rabdomiólise.
5. Tromboembolismo pulmonar.

8. Paciente oriental, sexo feminino, 33 anos, apresenta-se no ambulatório com quadro de dor
em hipocôndrio direito e episódios esporádicos de icterícia com aproximadamente 9 meses de
evolução. Fez uma colangiorressonância que revela a presença de um cisto biliar tipo IB de
acordo com a classificação de Todani. A melhor conduta para essa paciente é:
1. Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica com passagem de prótese biliar.
2. Colecistostomia videolaparoscópica com colangiografia intra-operatória.
3. Duodenopancreatectomia.
4. Exérese total do cisto com derivação biliodigestiva hepaticojejunal em Y-Roux.
5. Seguimento clínico da paciente com prescrição de ácido ursodesoxicólico via oral.

9. Paciente, 66 anos, masculino, submetido à pancreatoduodenectomia com preservação
pilórica por adenocarcinoma de pâncreas. Encontra-se no 12
o
dia de pós-operatório e ainda não
consegue receber alimentação via oral, já que mantém náuseas e vômitos associado à distensão
gástrica persistente, necessitando de sondagem nasogástrica descompressiva. Assinale a
alternativa INCORRETA quanto à possível etiologia da gastroparesia neste paciente:
1. Isquemia, congestão ou espasmo do piloro.
2. Extensão da linfadenectomia.
3. Estenose da anastomose gastro-entérica.
4. Alterações hormonais gastrointestinais e pancreáticas devido à ressecção do duodeno.
5. Diminuição dos níveis séricos de gastrina e acetilcolina.

10. O resultado anatomopatológico da biópsia de uma lesão polipóide séssil de reto proximal, de
1,5 cm, revelou tumor neuroendócrino grau 2 com invasão angiolinfática e sem infiltração da
muscular própria. A conduta recomendada para esta paciente de 35 anos sem comorbidades é:
1. Acompanhamento clínico semestral.
2. Retossigmoidectomia.
3. Polipectomia.
4. Ressecção endoscópica mucosa da lesão.
5. Amputação de reto com excisão total do mesorreto.



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11. Mulher, 42 anos, portadora de doença do refluxo gastroesofágico, em programação cirúrgica
de fundoplicatura à Nissen. A realização do procedimento, seja pela via laparoscópica como pela
a técnica aberta, necessita que algumas etapas sejam rigorosamente seguidas. Assinale a
alternativa INCORRETA com relação a essas etapas:
1. Dissecção do pequeno omento e ligadura da artéria gástrica esquerda.
2. Dissecção da região crural.
3. Identificação dos nervos vagos.
4. Dissecção circunferencial do esôfago.
5. Mobilização do fundo gástrico com eventual ligadura de vasos breves.

12. Mulher de 57 anos, previamente hígida com quadro de dor em hipocôndrio direito,
acompanhada de episódios esporádicos de náuseas e vômitos há 5 meses. A ultrassonografia de
abdome superior constatou a presença de três lesões nodulares hepáticas de limites imprecisos,
de aproximadamente 4,0 cm cada, em segmentos II, IV e VI, além de colecistopatia crônica
calculosa. Assinale a alternativa MENOS adequada para a condução desse caso:
1. Dentre as hipóteses diagnósticas, a neoplasia de pulmão com metástases hepáticas deve ser
aventada, sendo necessário realizar uma tomografia de tórax.
2. Dentre as hipóteses diagnósticas, a neoplasia colorretal com metástases hepáticas deve ser
aventada, sendo obrigatória a realização de uma colonoscopia.
3. A colecistectomia laparoscópica deve ser prontamente indicada, associada com a realização
de biópsia hepática.
4. O exame físico e radiológico das mamas é obrigatório, já que o câncer de mama esta entre
as hipóteses diagnósticas.
5. A dosagem de alfa-feto proteína é obrigatória.

13. Paciente com diagnóstico de esferocitose hereditária e colecistopatia calculosa, esta em
programação para a realização de esplenectomia e colecistectomia laparoscópica. Assinale a
alternativa INCORRETA.
1. A imunização contra bactérias capsuladas é recomendável no pré-operatório.
2. Dentre as eventuais complicações pós-operatórias podemos citar a trombose de veia porta.
3. A retirada do baço da cavidade abdominal deve ser cuidadosa a fim de se evitar a esplenose.
4. Devido ao risco maior de infecções, nos pacientes esplenectomizados, não se deve realizar a
colecistectomia concomitante à esplenectomia.
5. Situações em que a esplenomegalia seja muito acentuada, a via laparoscópica está
relacionada com aumento de tempo operatório, perda sanguínea, índice de conversão para
a técnica aberta e morbidade.

14. Num paciente operado por câncer localizado na pequena curvatura do corpo do estômago,
iniciando-se 7 cm abaixo da transição esôfago-gástrica (TEG), o estadiamento pré-operatório
através de PET-CT não revelava acometimento de linfonodos; o exame anátomo-patológico
revelou na macroscopia neoplasia infiltrativa em submucosa com extensão de 5 cm; na mucosa
nota-se alargamento de pregas. À microscopia: adenocarcinoma mucinoso muco celular com
poucas células neoplásicas e desmoplasia acentuada. Neste caso o tipo de padrão na
delimitação microscópica das margens mais provável é:
1. Padrão a.
2. Padrão b.
3. Padrão c.
4. Padrão d.
5. Padrão e.

15. Com relação ao caso do paciente da questão anterior, podemos afirmar que:
1. A dissecção linfonodal do grupo 10 é necessária por ser local habitual de metástases.
2. Para se realizar uma dissecção D2 é necessária a retirada do grupo 14.
3. A gastrectomia subtotal com linfadenectomia D1 + (plus) é uma boa opção.
4. A gastrectomia total é uma opção válida, apesar de haver margem de 7 cm para a TEG.
5. Uma dissecção linfonodal D1 é suficiente já que o PET-CT não revelava acometimento.

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16. Homem de 54 anos com quadro de abaulamento inguinal bilateral aos esforços há 9 meses .
É hipertenso e diabético, insulino-dependente, porém controlado adequadamente. Como
antecedentes cirúrgicos apresenta: apendicectomia há 40 anos, 2 hernioplastias inguinais direita
há 20 e 10 anos, hernioplastia inguinal esquerda há 5 anos e prostatectomia radical há 3 anos
por câncer de próstata. Qual é a melhor conduta para este paciente?
1. Acompanhamento clínico.
2. Hernioplastia inguinal bilateral laparoscópica.
3. Hernioplastia inguinal bilateral anterior.
4. Hernioplastia inguinal direita e em um segundo tempo, a hernioplastia inguinal esquerda.
5. Hernioplastia inguinal esquerda e em um segundo tempo, a hernioplastia inguinal direita.

17. Homem, 48 anos, no 5
o
dia de pós-operatório de uma enterectomia com enteroanastomose
mecânica por um tumor de delgado. Vinha evoluindo com quadro sugestivo de íleo adinâmico
prolongado, sendo que começou a receber líquidos via oral somente nas últimas 24hs. Nas
últimas 12hs apresentou saída de moderada quantidade de líquido esverdeado no terço inferior
da incisão. Assinale a alternativa correta quanto à conduta mais apropriada nesse momento:
1. Relaparotomia exploradora imediata.
2. Suspender a dieta oral e iniciar nutrição enteral.
3. Iniciar antibióticoterapia de amplo espectro com cobertura para Gram negativos e
anaeróbios.
4. Suspender a dieta líquida via oral e iniciar nutrição parenteral total.
5. Abertura de alguns pontos do terço inferior da incisão para facilitar a drenagem da coleção
subcutânea.

18. Homem, 58 anos, tabagista e etilista, com história de perda ponderal (aproximadamente
25%), disfagia progressiva (no momento para líquidos), rouquidão e tosse há 5 meses. Realizou
endoscopia digestiva alta que revela presença de lesão ulcerada circunferencial que se inicia a
20 cm da arcada dentária superior (ADS), sendo impossível transpor o aparelho após 6 cm do
limite proximal da lesão; anatomopatológico - carcinoma espinocelular; RX contrastado de
esôfago – lesão que se inicia a 22cm da ADS até 33cm causando um desvio do eixo axial do
esôfago de aproximadamente 30 graus; tomografia de tórax – confirma os achados da
radiografia contrastada sem identificar linfonodomegalias mediastinais suspeitas e sem solução
de continuidade com a carina. Qual é a conduta inicial mais apropriada?
1. Esofagectomia total em 3 campos (abdominal, torácico e cervical).
2. Esofagectomia total transhiatal.
3. Radioterapia.
4. Tunelização endoscópica e passagem de prótese.
5. Tubo gástrico retroesternal.

19. Com relação ao suprimento sangüíneo do intestino delgado, assinale a alternativa
INCORRETA:
1. As artérias do jejuno e íleo originam-se a partir da artéria mesentérica superior, que possui
um território de irrigação que se inicia no duodeno, ao nível da desembocadura do ducto
colédoco, e se estende até a região da flexura esplênica do cólon.
2. O quadrilátero venoso em que se encontra a artéria mesentérica superior denomina-se de
quadrilátero de Rogie.
3. As arcadas arteriais no mesentério do jejuno são curtas, e os vasos retos são grossos e
longos.
4. Da borda direita da artéria mesentérica superior emergem, sucessivamente, as artérias
pancreatoduodenal inferior, cólica direita, cólica média e ileocólica.
5. A veia mesentérica superior recebe a contribuição das veias mesentérica inferior e
esplênica, para drenarem para a veia cava inferior.





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20. Um homem alcoolizado envolveu-se numa briga sendo atingido na cabeça com uma barra de
ferro. Foi levado ao PS pelo pré-hospitalar com colar cervical e em prancha longa. Foi
encontrado no chão, com pequeno sangramento na cabeça, confuso, mas consciente. Durante o
transporte apresentou um episódio de vômito. À admissão no PS o paciente estava consciente,
com hálito etílico, referindo muita dor na cabeça, hemodinamicamente estável. Apresentava um
ferimento em região fronto-têmporo-parietal E, sem sangramento no momento e edema frontal
à esquerda. Durante a avaliação primária desse paciente a primeira medida é:
1. Intubação oro traqueal de imediato, pois esse paciente está alcoolizado e vomitou.
2. Abrir e limpar a via aérea fornecendo de imediato 10 a 12L /min de oxigênio através de uma
máscara.
3. Infundir 2000 mL de cristalóide para garantir a estabilidade hemodinâmica evitando a lesão
cerebral secundária.
4. Fazer RX de crânio e coluna cervical para avaliar fratura de crânio que é uma emergência
neurocirúrgica.
5. Calcular a escala de coma de Glasgow para avaliar a gravidade da lesão.

21. Um homem de 69 anos foi admitido no PS com queixa de dor abdominal em cólica, difusa,
acompanhada de parada de evacuação e eliminação de flatos há 4 dias. Referia ainda 2
episódios de vômitos no dia da internação. Ao exame clínico apresentava-se desidratado ++/4+,
afebril e hemodinamicamente normal. O abdome apresentava incisão cirúrgica mediana de 12
cm, distensão abdominal, RHA aumentados e dor à palpação, mas sem sinais de peritonite.
Toque retal: ampola vazia. Feita hipótese diagnóstica de abdome agudo obstrutivo não
complicado por bridas. Com essa hipótese qual dos sinais radiológicos abaixo NÃO esperamos
encontrar no RX de abdome?
1. Distensão de alças de delgado com sinal de “empilhamento de moedas”.
2. Alças de delgado “em luta”.
3. Níveis hidroaéreos em delgado no RX de abdome em pé.
4. Ausência de ar no reto.
5. Alças de delgado com paredes lisas (“alças carecas”).

22. Um paciente de 53 anos foi submetido à colecistectomia por colecistite aguda classe II de
Tókio, evoluindo com débito bilioso pelo dreno tubular em flanco D. No terceiro dia de pós
operatório mantinha débito pelo dreno de 180 mL/dia de bile. Encontrava-se
hemodinamicamente normal, afebril, ferida operatória com bom aspecto e sem dor abdominal.
Com relação ao diagnóstico de fístula biliar é correto afirmar que:
1. A dieta oral deve ser suspensa sendo substituída pela nutrição parenteral total e
antibioticoterapia prolongada por 3 a 4 semanas.
2. É de tratamento operatório de imediato, pois se trata de uma fístula de alto débito.
3. A passagem de prótese na via biliar por via endoscópica é procedimento fundamental e
deve ser feita dentro dos 2 primeiros dias.
4. A causa mais comum é a lesão da via biliar intra hepática.
5. O tratamento inicial é clínico e a dieta oral pode ser mantida com controle rigoroso do
débito da fístula.

23. Um paciente foi vítima de um ferimento por arma branca em região torácica. O médico que
o atendeu definiu que esse ferimento não era da Zona de Ziedler e também não era da Zona de
transição tóraco-abdominal. Das alternativas abaixo, qual localização é compatível com esse
ferimento?
1. 3
o
EIC direito na linha hemiclavicular.
2. 4
o
EIC esquerdo na linha axilar anterior.
3. 7
o
EIC direito na linha axilar média.
4. 6
o
EIC esquerdo na linha axilar anterior.
5. 8
o
EIC esquerdo na linha escapular.





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24. Das alternativas abaixo qual NÃO é causa de abdome agudo hemorrágico?
1. Ruptura espontânea esplênica.
2. Úlcera gástrica hemorrágica.
3. Gravidez tubária rota.
4. Adenoma hepático roto.
5. Aneurisma de artéria esplênica.

25. A drenagem endoscópica da via biliar é procedimento terapêutico para:
1. Colecistite aguda grau I de Tókio.
2. Colangite aguda.
3. Colecistite aguda grau II Tókio.
4. Colecistite aguda grau III Tókio.
5. Colecistite aguda associada à pancreatite aguda.

26. Com relação à vídeolaparoscopia na urgência, assinale a correta:
1. Está contra-indicada na peritonite difusa pois o pneumoperitônio aumenta a absorção de
toxinas pelo peritônio.
2. Deve ser obrigatoriamente precedida da tomografia computadorizada na avaliação de
doentes com abdome agudo.
3. Representa o padrão ouro na avaliação de lesão diafragmática nas vítimas de ferimentos da
transição tóraco-abdominal assintomáticos do abdome, mas que mantém débito de 200 mL
/ hora de sangue pelo dreno de tórax.
4. Representa a melhor forma de avaliar um hematoma retroperitoneal de zona III em
pacientes estáveis com fratura de bacia estável.
5. Está indicada na avaliação de doentes estáveis com trauma hepático em tratamento não
operatório e que evolui com dor abdominal difusa.

27. Mulher de 52 anos é admitida no PS com queixa de dor abdominal em mesogastro há 3 dias,
em cólica e que depois tornou-se contínua em FIE. Refere febre (38° C) e inapetência nesse
período. Ao exame clínico apresenta discreta distensão abdominal com dor à palpação de flanco
e FIE com descompressão brusca positiva localizada em FIE. Hemodinamicamente normal.
Apresenta 12.100 leucócitos/mm
3
sem desvio, PCR : 6,0 mg/L , creatinina 1,0 mg/dL e
gasometria normal. Para esse doente nesse momento, deve-se evitar a realização de:
1. Ultrassonografia transvaginal.
2. Tomografia de abdome e pelve.
3. Ultrassonografia abdominal e pélvica.
4. Enema opaco com bário.
5. Radiografia simples de abdome.

28. Das alternativas abaixo, a melhor indicação do RX simples de tórax feito na sala de trauma,
no doente traumatizado, é diagnosticar:
1. Pneumotórax oculto.
2. Ferimento do diafragma.
3. Pneumotórax ou hemotórax simples.
4. Tamponamento cardíaco.
5. Ruptura esofágica.


29. Assinale a alternativa correta:
1. A esofagectomia está contra-indicada para tratamento das lesões do esôfago por trauma
penetrante.
2. A toracotomia é necessária para o tratamento da maioria dos ferimentos penetrantes do
hemitórax esquerdo.
3. A lesão pancreática por trauma abdominal fechado pode ser de tratamento não operatório.
4. A lesão hepática por trauma fechado deve ser de tratamento operatório se houver fratura
de múltiplos arcos costais associada.
5. No trauma fechado com mecanismo de desaceleração, a probabilidade da lesão de aorta
abdominal é maior que da aorta torácica.
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30. Homem, 26 anos, caiu de três metros de altura sobre um anteparo. Chegou ao Pronto
Socorro com máscara de oxigênio com 10 L/min Estava ansioso e gemente referindo muita
dificuldade para respirar. Ao exame clínico apresentava palidez cutânea, taquicardia e dispneia.
O MV estava abolido em hemitórax esquerdo sendo puncionado e a seguir drenado com saída
de grande volume de ar com imediata melhora do quadro. O paciente evoluiu com enfisema de
tecido celular subcutâneo e borbulhamento pelo dreno de tórax. O RX pós drenagem
apresentava fratura do primeiro ao quarto arcos costais à esquerda, pneumotórax de médio
volume e dreno bem posicionado. Com relação ao quadro podemos afirmar:
1. Com o diagnóstico inicial de pneumotórax hipertensivo o tratamento definitivo requer a
utilização de dois drenos torácicos.
2. A broncoscopia está indicada.
3. A punção do enfisema do tecido celular subcutâneo em vários pontos está indicada.
4. A toracotomia imediata está indicada.
5. A intubação endotraqueal está contra indicada após a drenagem de um pneumotórax
hipertensivo.

31. Mulher de 46 anos foi admitida no Pronto Socorro com dor em faixa no andar superior do
abdome, e vários episódios de vômitos há 1 dia. Amilase: 2.400U/L e a USG abdominal mostrava
colelitíase sem dilatação da via biliar. Apresentava-se taquipneica, taquicárdica, hipotensa. com
temperatura: 37,4°C. Leucograma: 13.000/mm
3
sem desvio, PCR: 18, creatinina: 2,4mg/dL,
Bilirrubina total: 3,0mg/mL com BD: 2,0mg/mL e BI: 1,0mg/mL. Gasometria: ph:7,36; HCO
3
:
17mmHg, BE: -6. Nesse momento, é correto afirmar que:
1. Se a tomografia de abdome mostrar necrose extensa do pâncreas está indicada laparotomia
exploradora.
2. Está indicada a colecistectomia para a reversão do quadro clínico.
3. Está indicada a colangiografia endoscópica com papilotomia.
4. A apresentação clínica pode ser justificada pela síndrome da resposta inflamatória sistêmica
.
5. Trata-se de infecção pancreática.

32. Jovem de 19 anos é admitido no Pronto Socorro vítima de ferimento por arma branca
abdominal. Apresenta hálito etílico, está agitado e ao exame: descorado, FC:102 bpm, PA: 70/50
mmHg, sem outras lesões. Após 2000 mL de cristaloide houve melhora hemodinâmica com FC:
92 bpm e PA: 100/70mmHg. Ausculta cardiopulmonar normal, extremidades com pulsos distais
presentes e abdome com ferimento penetrante em mesogastro de 3,0 cm com sangue junto à
lesão e dor à palpação ao redor dela, mas sem sinais de peritonite. A melhor conduta nesse caso
é:
1. FAST e se positivo, tomografia computadorizada de abdome.
2. Punção abdominal e se negativa, realizar tomografia computadorizada de abdome.
3. Tomografia computadorizada de abdome e pelve com triplo contraste.
4. Laparotomia exploradora.
5. Observação clínica seriada e controle hematimétrico.

33. Mulher de 45 anos com antecedentes de cirrose de etiologia viral é trazida ao pronto
socorro com quadro de sonolência, febre e dor abdominal há 2 dias. Há 8 horas teve um
episódio de hematêmese. Ao exame físico encontra se estável hemodinamicamente e com
flapping. Realizado toque retal e punção abdominal diagnóstica que evidenciaram
respectivamente fezes endurecidas e liquido purulento. Nos exames laboratoriais apresenta
bilirrubinas totais de 4mg/dL, albumina de 2g/dL, INR de 1,9 e líquido ascitico com 400
polimorfonucleares por mm³. Todas as medidas abaixo são fundamentais para esta paciente
EXCETO:
1. Dieta hipoproteica com aminoácidos de cadeia ramificada.
2. Transfusão de plasma fresco congelado.
3. Endoscopia digestiva alta.
4. Inicio de Cefalosporina de terceira geração.
5. Lactulose.
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34. Homem de 21 anos chega na emergência com dor abdominal de forte intensidade associada
à náuseas e vômitos. No exame físico apresentava-se estável hemodinamicamente e sem sinais
de peritonite. Exames complementares mostram amilase sérica de 241 U/L, lipase de 411 U/L,
proteína C reativa de 3,9 mg/dL, cálcio sérico de 14,2 mg/dL, tomografia computadorizada de
abdome contrastada com pancreatite Balthazar B. O mesmo informa utilizar injeções
intramusculares a base de hormônios anabolizantes e polivitamínicos de uso veterinário. Neste
caso, a provável etiologia da pancreatite é:
1. Neoplasia.
2. Hipertrigliceridemia.
3. Microcálculos nas vias biliares.
4. Alcoólica.
5. Hipervitaminose D.

35. Paciente em ventilação mecânica por sepse grave de foco pulmonar há 4 dias está sendo
avaliado para o desmame ventilatório. Todos os parâmetros abaixo são necessários para o
sucesso deste procedimento, com EXCEÇÃO de:
1. Estabilidade hemodinâmica.
2. Melhora da infecção pulmonar.
3. Nível de consciência adequado.
4. PaO
2
≥ 60 mmHg com FIO
2
≤ 0,4 e PEEP ≤ 5 a 8 cmH2O e PaO
2
/FiO
2
>150.
5. Permanecer confortável em tubo T por pelo menos 2 horas.

36. Paciente dá entrada na emergência com quadro de sepse grave de foco pulmonar. Qual dos
achados abaixo NÃO corresponde à disfunção orgânica relacionada à sepse grave?
1. Cardiovascular – Pressão arterial sistólica ≤ 90 mmHg ou pressão arterial média < 70 mmHg.
2. Metabólica - pH < 7,30 com anion gap > 16 mEq/L.
3. Respiratória - Relação PaO
2
/FiO
2
< 300.
4. Renal - Diurese < 0,5 mL/kg/hora por pelo menos 2 horas, mesmo após ressuscitação
volêmica ou Creatinina > 2 mg/dL.
5. Hepática - Bilirrubina total > 2 mg/dL ou 35 mmol/L; alterações da coagulação - INR > 1,5 ou
TTPa > 60s.

37. Paciente com tromboembolismo pulmonar crônico hipertensivo é submetido a
tromboembolectomia, evoluindo à óbito no pós-operatório imediato. Qual das complicações
abaixo não é causa imediata do óbito para este caso?
1. Sangramento digestivo por hipertensão porta.
2. Edema de reperfusão dos pulmões.
3. Hemoptise maciça.
4. Insuficiência ventricular direita.
5. Insuficiência respiratória.

38. Homem de 57 anos, com função renal preservada, mantem pressão arterial de difícil
controle, já em uso regular de inibidor da enzima de conversão da angiotensina, associado a
antagonista dos canais de cálcio dihidropiridínico de ação prolongada e diurético tipo tiazídico,
todos em doses otimizadas. Segundo o I posicionamento brasileiro sobre hipertensão arterial
resistente, qual é o quarto fármaco recomendado para este tipo de hipertensão?
1. Alfa 2-agonista central.
2. Espironolactona.
3. Bloqueador alfa 1-adrenérgico.
4. Hidralazina ou minoxidil.
5. Betabloqueador vasodilatador.






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39. Paciente dá entrada na emergência por trauma cranioencefálico grave. Após 12 horas da
admissão é feito o primeiro protocolo para morte encefálica em possível doador de órgãos.
Todos os itens abaixo citados são requisitos mínimos e indispensáveis para a abertura do
protocolo de morte encefálica, com EXCEÇÃO de:
1. A pressão arterial deve estar dentro dos parâmetros de normalidade do paciente.
2. Em caso de hipotermia severa (temperatura menor de 32
o
C), o paciente deve ser aquecido,
de preferência a temperatura mínima de 35ºC.
3. Ausência de efeitos de drogas neurodepressoras e bloqueadores neuromusculares.
4. Ausência de alterações metabólicas, como hipoglicemia, acidose metabólica importante.
5. Ausência de hipernatremia.

40. Mulher de 46 anos dá entrada no pronto socorro trazida por familiares por ter sido
encontrada desacordada. Tem antecedente de depressão há 5 anos em tratamento psiquiátrico.
Uso regular de medicamentos não identificados. Ao exame apresenta-se em coma leve,
saturação periférica de oxigênio de 94%, PA: 80/60 mmHg, temperatura auricular de 34,7
o
C e
hiporreflexia generalizada. ECG com prolongamento do intervalo QRS. Qual das alternativas
abaixo está contra-indicada para este caso?
1. Flumazenil 0,2 mg IV.
2. Alcalinização da urina.
3. Lavagem gástrica, seguida de carvão ativado em doses múltiplas por 48h a 72 horas.
4. Observação mínima de 6 horas.
5. Fenitoína profilática.

41. Mulher de 57 anos procura atendimento após realização de check up solicitado por colega
desconhecido. A paciente não tem queixas e não passava por atendimento médico há muito
tempo. Os exames mostravam: Hb 15,5 g/dL, leucócitos 5.500/mm3, plaquetas 210.000/mm3,
creatinina 1,1 mg/dL, uréia 30 mg/dL, Na 138 mEq/L, K 3,7 mEq/L, cálcio 8,0 mg/dL, Mg 1,9
mg/dL, glicemia de jejum 170 mg/dL, Hb glicada 8,5%, triglicerídeos 600 mg/dL, colesterol total
290 mg/dL, TGP 110 U/L, TGO 100 U/L, FA 90 U/L, gama GT 125 U/L, Bilirrubinas totais 2,5
mg/dL, albumina 2,8 g/dL, USG de abdome total com esteatose hepática, teste ergométrico
positivo para isquemia miocárdica e ecocardiograma com fração de ejeção preservada, átrios
normais e disfunção diastólica discreta. Em relação às alterações hepáticas NÃO podemos
afirmar:
1. Devem-se solicitar sorologias para hepatite B e C.
2. Hepatite congestiva é uma possibilidade já que o ecocardiograma está alterado.
3. Perfil férrico deve ser solicitado.
4. Questionar sobre o uso de medicações pode auxiliar no diagnóstico.
5. Hepatite autoimune é uma possibilidade diagnóstica.

42. Sobre o caso anterior, suponha que todas as possibilidades diagnósticas foram investigadas
e, através de biópsia hepática, concluiu-se que o paciente é portador de esteato hepatite não
alcoólica. Qual das medidas ou medicação é CONTRA-INDICADA?
1. Evitar consumo de álcool.
2. Vacina de hepatite A e B.
3. Rastreio periódico de carcinoma hepatocelular.
4. Vitamina E.
5. Mudança no estilo de vida e perda de peso gradual.

43. Mulher de 37 anos com quadro de alteração da coloração das extremidades há 4 anos
procura atendimento por quadro de edema das mãos associado a prurido intenso, fadiga,
fraqueza muscular, dispnéia aos esforços, disfagia, pirose e empachamento pós prandial.
Apresenta positividade em baixos títulos para anti RNP e altos títulos para FAN padrão nucleolar
e anti topoisomerase 1. Qual o diagnóstico da paciente?
1. Lúpus eritematoso sistêmico
2. Doença mista do tecido conjuntivo.
3. Esclerose sistêmica.
4. Síndrome do anticorpo antifosfolípide.
5. Polimiosite.
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44. Em relação a questão anterior, qual a melhor estratégia terapêutica para o tratamento do
quadro gastro-intestinal?
1. Azatioprina.
2. Ciclofosfamida.
3. Metotrexato.
4. Prednisona.
5. Omeprazol + bromoprida.

45. Homem de 39 anos, epiléptico, encontra-se internado em leito de terapia intensiva há 12
horas por quadro de estado de mal convulsivo. Está sedado, dependente de ventilação mecânica
e estável hemodinamicamente. Apresenta plaquetas de 100.000/mm³, INR = 1,2 e RT = 1,0.
Lactato e saturação venosa central de oxigênio sem alterações. A melhor associação para
profilaxia de úlcera de estresse e pneumonia associada à ventilação mecânica deste caso é:
1. Sucralfato e decúbito 45º.
2. Bloqueador H2 e drenagem subglótica.
3. Nutrição enteral e higiene oral com Clorexidina.
4. Inibidor de bomba de próton e corticoide.
5. Inibidor de bomba de próton e higiene oral com Clorexidina.

46. Paciente de 68 anos do sexo masculino, com antecedentes de doença pulmonar obstrutiva
crônica, hipertenso em uso de hidroclorotiazida se apresenta no serviço de emergência com
quadro de vômitos há 3 dias e dispnéia há 1 dia. Na ausculta pulmonar os murmúrios estão
diminuídos e há sibilos esparsos. Radiografia de tórax demonstra opacidade heterogênea difusa
bilateral e simétrica. Iniciado ventilação não invasiva (VNI), realizado metoclopramida e após as
medidas iniciais foi colhido gasometria arterial na vigência da VNI que evidenciou pH= 7,5;
HCO3= 30mmHg; pCO2= 35; pO2= 97mmHg SatO2= 94%. Neste caso são causas prováveis que
contribuem para a alcalose metabólica EXCETO:
1. Diurético.
2. Hipomagnesemia.
3. Vômitos.
4. Hipocalemia.
5. Alcalose pós hipercapnia.

47. Sobre o tratamento da dislipidemia, podemos afirmar:
1. As estatinas não reduzem a mortalidade cardiovascular e a incidência de eventos isquêmicos
agudos.
2. Os fibratos devem ser utilizados nas dislipidemias mistas com predomínio de
hipercolesterolemia.
3. Pacientes com hipotireoidismo têm risco aumentado de miopatia com o uso de estatinas.
4. Pacientes em perioperatório ortopédico deve ter o uso de estatina suspenso pelo elevado
risco de miopatia.
5. O uso de estatina em gestante é seguro.

48. Sobre os derrames pleurais assinale a alternativa correta:
1. A retirada por toracocentese de 1000 ml de liquido pleural é contra indicada pelo risco de
edema agudo de reexpansão.
2. A neoplasia de mama é a causa neoplásica mais comum de derrame pleural.
3. Insuficiência cardíaca, cirrose hepática e síndrome nefrótica são causas exsudativas de
derrame pleural.
4. A ADA pode apresentar resultados falsos positivos em artrite reumatóide, adenocarcinomas
e alguns linfomas.
5. O desencadeamento do reflexo vaso-vagal, durante a toracocentese, traduzido por
sudorese, mal estar geral e desmaio, não indica necessidade de interrupção do
procedimento.



CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – ENDOSCOPIA – ACESSO F Página 11

49. Sobre a asma, podemos afirmar:
1. Síndrome do pânico, disfunção de cordas vocais e aspergilose pulmonar são diagnósticos
diferenciais.
2. A abordagem dos fatores desencadeantes é pouco importante quando comparado ao
tratamento medicamentoso.
3. Os beta-agonistas e os anticolinérgicos são contra indicados nas gestantes asmáticas com
exacerbação.
4. Na exacerbação, os corticoides endovenosos são superiores a prednisona via oral.
5. Os beta-agonistas de longa duração devem ser iniciados antes do corticóide inalatório na
instituição do tratamento de manutenção.

50. Mulher, 32 anos, vem ao PS acompanhada do marido, por quadro de insônia há 7 dias.
Marido refere que paciente passou a gastar dinheiro com coisas fúteis, limpar a casa de
madrugada, chora e ri sem motivo. Está em uso de anticoncepcional oral há 2 meses e em uso
de Sertralina há 2 anos. Ao exame, paciente com fala acelerada, diz estar ótima e, irritada, alega
que doente é seu marido. Anda de um lado para o outro da sala. Exame físico normal. Qual a
hipótese diagnóstica?
1. Transtorno de Pânico.
2. Esquizofrenia.
3. Transtorno de Personalidade Histriônica.
4. Transtorno Afetivo Bipolar.
5. Transtorno Conversivo.




































CONCURSO RM 2014 – ISCMSP – ENDOSCOPIA – ACESSO F Página 12

ACESSO F
QUESTAO

QUESTAO
1
5
26
5
2
1
27
4
3
1
28
3
4
3
29
3
5
3
30
2
6
3
31
4
7
1
32
4
8
4
33
1
9
5
34
5
10
2
35
5
11
1
36
2
12
3
37
1
13
4
38
2
14
3
39
5
15
4
40
1
16
3
41
2
17
1
42
4
18
4
43
3
19
5
44
5
20
2
45
3
21
5
46
2
22
5
47
3
23
1
48
4
24
2
49
1
25
2
50
4

CONCURSO RM 2104 – ISCMSP – CIRURGIA DA MÃO ACESSO G Página 1


1. Nas luxações irredutíveis da articulação rádio-ulnar distal, o tendão mais comumente
interposto é do seguinte músculo:
1. Flexor ulnar do carpo.
2. Extensor ulnar do carpo.
3. Extensor do dedo mínimo.
4. Extensor comum dos dedos.
5. Extensor longo do polegar.

2. Na abordagem de Thompson para o antebraço utiliza-se qual plano internervos:
1. Interósseo anterior e interósseo posterior.
2. Radial e interósseo anterior.
3. Radial e interósseo posterior.
4. Mediano e interósseo anterior.
5. Interósseo anterior mediano

3. Nas reconstruções das lesões crônicas de tendões flexores da mão, com enxerto de tendão, o
efeito “quadriga” é caracterizado pelo:
1. Déficit de flexão dos dedos não acometidos, quando o tendão reconstruído está
excessivamente frouxo.
2. Déficit de flexão dos dedos não acometidos, quando o tendão reconstruído está
excessivamente tenso.
3. Déficit de flexão do dedo acometido, por aderência do enxerto.
4. Déficit de extensão do dedo acometido, quando o tendão reconstruído está excessivamente
frouxo.
5. Posição intrínseco plus pela contratura do lumbrical do dedo reparado

4. Comumente encontramos pacientes com fratura da região distal do rádio, uma das mais
frequentes do esqueleto. Os critérios de instabilidade são importantes para indicarmos
tratamento cirúrgico em fraturas que têm grande chance de perda de redução após o tratamento
incruento com imobilização gessada. Não é critério de instabilidade para fraturas da região distal
do rádio:
1. Idade maior do que 60 anos.
2. Desvio dorsal maior do que 10 graus.
3. Acometimento da articulação rádio-cárpica.
4. Cominuição dorsal.
5. Fratura associada da ulna.

5. Paciente do sexo feminino, 39 anos teve fratura da região distal do rádio da mão dominante
após acidente motociclístico com mínimo desvio, tratada conservadoramente com gesso.
Consolidou sem intercorrências, em boa posição radiográfica. Evoluiu com mobilidade bem
próxima a do punho contralateral. Após cerca de 6 meses procurou o médico que a tratou porque
não conseguia mais extender a interfalangeana do polegar. Nesse caso, o diagnóstico e
tratamento consistem em:
1. Ruptura do extensor curto do polegar, reparo direto.
2. Ruptura do abdutor longo do polegar e solidarização com o abdutor curto.
3. Compressão do ramo sensitivo do nervo radial, neurolise.
4. Compressão do nervo interósseo anterior, neurotização com ramo motor do nervo ulnar.
5. Ruptura do extensor longo do polegar, transferência do extensor próprio do indicador.

6. Paciente do sexo feminino, 18 anos, teve trauma fechado dedo dedo indicador direito há cerca
de 03 meses e se apresenta com atitude em flexão da interfalangeana proximal e hiperextensão
da interfalangeana distal. Apresenta mobilidade passiva normal de ambas interfalangeanas e
teste de Elson positivo. Qual o melhor tratamento para essa paciente:
1. Tala metálica em posição intrínseco plus por 03 semanas.
2. Artrodese da interfalangena proximal, fisioterapia para a distal.
3. Artrodese da interfalangeana distal e artroplastia da interfalangeana proximal.
4. Tenotomia de Dolphin.
5. Tala metálica em extensão da interfalangeana proximal, com mobilidade livre da
interfalangeana distal, por 6-12 semanas.
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7. Paciente com lesão do nervo ulnar e tendões flexores na região do antebraço, cerca de 10,0 cm
(centímetros) proximal ao pisiforme, com lesão do flexor ulnar do carpo, palmar longo e flexor
superficial do dedo anelar. Após 4 meses do reparo tendíneo e nervoso, de forma apropriada,
retorna em consulta com mobilidade normal do punho e pequeno déficit na mobilidade do anelar
direito. O sinal de Tinel se encontra 2,5 cm proximal ao pisiforme. Não consegue realizar adução
do polegar. Reclama da insensibilidade o dedo mínimo. O médico explica ao paciente que esse
resultado é:
1. Normal e que, infelizmente, se não houve recuperação da sensibilidade até agora, ela não
mais retornará e que não há nenhum procedimento a ser feito.
2. Anormal. Após esse tempo do reparo já era para haver retornado a mobilidade para
openência e sensibilidade da palma da mão.
3. Anormal. Após esse tempo do reparo já era para haver retornado a mobilidade para
openência, contudo a sensibilidade da palma da mão realmente deve demorar mais a
retornar.
4. Normal. Houve progressão do sinal do Tinel na velocidade esperada e deve-se manter
acompanhamento periódico para avaliar esse sinal, o retorno da mobilidade da musculatura
intrínseca da mão e da sensibilidade.
5. Anormal. O sinal de Tinel deve evoluir numa velocidade de 3,0 cm por mês, portanto já
deveria ter progredido 9,0 cm e não 5,0 cm.

8. Chega à emergência, paciente do sexo feminino, 21 anos, com lesão por avulsão do dedo
anelar. Segundo Urbaniak, um paciente com fratura da falange proximal, lesão do flexor, contudo
com perfusão normal, com boa drenagem venosa e mecanismo extensor intacto, pertence a
Classe:
1. I
2. II
3. III
4. IV
5. V

9. Sobre a luxação congênita da cabeça do rádio, está correto:
1. Segunda deformidade congênita mais frequente do cotovelo, perdendo apenas para
sinostose radio-ulnar proximal congênita.
2. O tratamento mais indicado é a redução da cabeça do rádio e reconsturção do ligamento
anelar.
3. O tipo mais comum de deslocamento da cabeça do radio é o anterior, seguido pelo posterior.
4. O tratamento com resultados mais previsíveis é a ressecção da cabeça do rádio e deve ser
feito após a maturidade esquelética.
5. Nãos se deve realizer nenhum tratamento para esses pacientes, já que têm boa mobilidade e
função.

10. Sobre os encondromas, está correto:
1. É o tumor ósseo mais comum da mão e apresenta risco significativo de malignização em
condrossarcoma.
2. Há dados suficientes na literatura que suportem o tratamento dessas lesões após a
consolidação das fraturas patológicas com melhores resultados do que na fase aguda.
3. Quando do tratamento na fase aguda de fraturas patológicas, é incomum descabida a
descrição no anatomopatológico de presença de osteóide. Contudo, na sua ocorrência,
estaremos certos da presença de um osteossarcoma.
4. Lesões pequenas e assintomáticas, com exame radiográfico típico, devem ser encaminhadas
para oncologista ortopédico com ressonância e exames laboratoriais, devido à sua gravidade.
5. Pacientes com encondromatose múltipla têm menor chance de malignização que os
pacientes que possuem lesão isolada.






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11. Na fratura-luxação rádio-carpal, podemos afirmar que no tipo II de Dumontier:
1. Devemos reinserir a cápsula dorsal.
2. Devemos nos preocupar com o fragmento dorso-ulnar.
3. A chave do tratamento é a redução do fragmento do estilóide radial, uma vez que ele
conserva a origem de diversos ligamentos.
4. Pode-se ressecar os fragmentos ósseos pequenos e reinserir os ligamentos com pontos
transósseos ou âncoras.
5. Essas são fraturas mais raras que as luxações isoladas, nas quais deve-se realizar a redução e
tratamento com gesso.

12. A fratura de Seymour, que acomete a falange distal em pacientes esqueleticamente imaturos
é classificada por Salter-Harris como tipo:
1. V
2. IV
3. III
4. II
5. I

13. Paciente com dor na região ulnar do punho após queda ao solo há 01 dia. Apresenta
radiografias aparentemente normais. O teste em que se faz flexão dos dedos anelar e mínimo
contra resistência é utilizado para avaliação da(o):
1. Fratura do piramidal.
2. Fratura do colo do quinto metacarpo.
3. Fratura do Hâmulo do hamato.
4. Lesão do nervo ulnar.
5. Lesão do flexor ulnar do carpo.

14. Assinale a alternativa correta sobre a lesão de Stener:
1. Ocorre por uma abdução súbita do polegar (desvio radial), e é relativamente comum.
2. Ocorre interposição da aponeurose abdutora do polegar, o que não permite cicatrização
adequanda o ligamento.
3. Instabilidade com abertura maior que 30 graus da metacarpofalângica deve ser tratada com
maior tempo de imobilização na órtese curta para o polegar.
4. Ressonância magnética dificilmente faz o diagnóstco desta lesão.
5. A melhor posição para se testar a Metacarpofalângica do polegar é em extensão.

15. Com relação a anatomia da mão, a alternativa INCORRETA é:
1. A articulação metacarpofalângica é mais estável em flexão.
2. A pele dorsal das interfalangeana proximal necessita de 12mm de alongamento para atingir
90 graus de flexão.
3. Ao contrário da placa volar da interfalangeana proximal, a placa volar da metacarpofalângica
não possui elasticidade.
4. Os ligamentos colaterais das interfalangeanas proximais possuem a mesma tensão em toda
adm.
5. a melhor posição para imobilização das metacarpofalângicas é com 70 a 90 graus de flexão,
quando os ligamentos colaterais estão mais tensos.

16. Sobre as complicações da artrodese total de punho com placa, é incorreto afirmar:
1. Pseudartrose é incomum quando se utiliza placa de compressão e enxerto ósseo.
2. Quando a pseudartrose ocorre, é mais comum na articulação capitato/terceiro metacarpo.
3. Após a consolidação, a remoção da placa é aconselhável para evitar o afrouxamento e fratura
por fadiga.
4. A incidência de síndrome do túnel do carpo após artrodese total do punho com placa é alta,
em torno de 30%.
5. A complicação mais comum é o incômodo ao redor da placa.





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17. Qual a artéria que irriga o retalho lateral do braço:
1. Artéria colateral radial posterior.
2. Artéria colateral radial anterior.
3. Artéria colateral radial medial.
4. Artéria colateral radial lateral.
5. Artéria ulnar.

18. Leia as três afirmações abaixo e responda a seguir:

A. O retalho ântero-lateral da coxa é suprido pelo ramo descendente da a. circunflexa
femoral lateral e pode ser sensitivo com o n. lateral da coxa.
B. O retalho inguinal tem padrão de suprimento axial pela a. ilíaca circunflexa superficial.
C. O retalho do músculo grande dorsal é suprido pela a. torácica longa e pode ser levado
sem músculo, quando é chamado de TAP.

1. A e B estão corretas.
2. A e C estão corretas.
3. B e C estão corretas.
4. Nenhuma está correta.
5. Todas estão corretas.

19. No tratamento cirúrgico da síndrome do pronador, deve-se realizar um acesso anterior amplo,
permitindo a descompressão do nervo mediano na região do lacertus fibrosus, do ligamento de
Struthers, abertura da fáscia dos pronadores e da arcada do músculo flexor superficial dos dedos.
Referente a esta afirmação, assinale a correta abaixo:
1. Incorreta, pois, diferentemente da STC, a síndrome do pronador não é cirúrgica.
2. Incorreta, uma vez que não há a necessidade de um acesso amplo. Deve-se abordar apenas o
local responsável pela compressão.
3. Correta, dado que o tratamento cirúrgico deve ser indicado quanto antes, quandos se faz o
diagnóstico da síndrome.
4. Correta, se não forem abordados todos os lugares possíveis de compressão, há chance de
persistência de sintomas no pós-operatório.
5. Incorreto, porque no enunciado não consta a anteriorização subcutânea que se deve realizar
para evitar a recidiva.

20. Em relação à compressão do nervo radial superficial:

I. O nervo radial encontra-se comprimido na fáscia entre o braquirradial e o extensor radial
longo do carpo.
II. A monobra provocativa consiste na pronação forçada do antebraço.
III. Deve-se afastar o diagnóstico diferencial de tenossinovite de De Quervain.

Quais estão corretas:

1. I
2. II
3. I e II
4. II e III
5. Todas estão corretas

21. No reparo de tendões flexores na zona III, com lesão do músculo lumbrical, como se deve
proceder?
1. Soltar o músculo lumbrical do flexor profundo.
2. Transferir o lumbrical para o flexor superficial.
3. Suturar o músculo lumbrical.
4. Transferir a parte distal do músculo lumbrical para a proximal de um músculo interósseo
volar.
5. Não se deve alterar a anatomia do lumbrical.


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22. A classificação de Swanson é a mais utilizada para as malformações congênitas dos membros
superiores. Identifique abaixo um exemplo de falha de diferenciação:
1. Polidactilia do polegar.
2. Mão torta radial.
3. Síndrome de Streeter.
4. Sindactilia.
5. Polegar em gatilho congênito.

23. Na classificação de Herbert e Fisher para fratura do escafóide, o tipo B3 é uma fratura:
1. Incompleta.
2. Da tuberosidade.
3. Da cintura (colo).
4. Do pólo proximal
5. Pseudartrose sem deformidade

24. Quanto aos tumores glômicos é INCORRETO:
1. A tríade clássica consiste em hipersensibilidade ao frio, dor paroxística, dor em um ponto.
2. Mais de 75% das lesões são na mão.
3. O leito ungueal apresenta cor avermelhada na presença do tumor.
4. Aparecem como lesões brilhantes na sequência t2 da ressonância magnética.
5. O aparato glômico tem função termoreguladora, e está presente em todo o corpo.

25. Sobre a tenossinovite de De Quervain está correto afirmar:
1. A faixa etária mais acometida é a quarta década.
2. É comum em paciente grávidas, mas incomum em puérperas.
3. A síndrome da intersecção faz parte dos diagnósticos diferenciais.
4. Há alto índice de insucesso no tratamento com infiltração de corticosteróide devido à
presença tendões aberrantes.
5. Na infiltração, quanto maior a solubilidade do corticóide, maior a chance de complicações
locais.

26. Na osteomielite aguda qual o germe mais comum na população geral e qual o germe mais
comumente associado à anemia falciforme?
1. Staphylococcus aureus, Salmonella sp.
2. Staphylococcus epidermides, pseudomonas sp.
3. Streptococcus do grupo B, Fungo .
4. Streptococcus do grupo B, pseudomonas sp.
5. Streptococcus epidermides, Shigella sp.

27. Em um paciente portador de paralisia cerebral tetraplégica e escoliose de alto valor angular,
faz-se importante o tratamento da escoliose afim de:
1. Melhorar o estado neurológico.
2. Promover estabilidade para treino de marcha.
3. Melhorar a condição cardiopulmonar.
4. Nesta situação, não é recomendado o tratamento.
5. Melhorar a higiene do paciente.


28. Paciente do sexo feminino, 70 anos de idade, com história de queda ao solo em casa e dor na
região do quadril direito. À radiografia da bacia apresentou fratura do colo do fêmur, completa e
sem desvio. Essa fratura é classificada por Garden como grau:
1. I
2. II
3. III
4. IV
5. V



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29. Para a mesma paciente do enunciado acima, com 70 anos, fratura sem desvio do colo do
fêmur, qual tratamento está melhor indicado:
1. Prótese total do quadril.
2. Prótese parcial do tipo Thompson.
3. Fixação com parafuso deslizante do quadril.
4. Fixação in situ com parafusos canulados.
5. Haste intramedular céfalo-diafisária.

30. Paciente de 5 anos de idade, chega ao consultório com dor no quadril direito e claudicação há
cerca de 03 semanas. Traz radiografia da bacia feita no pronto-socorro, que segundo o
plantonista estava normal. O médico, no consultório, encontra dor para mobilidade do quadril,
comprimento equalizado dos membros e, à radiografia, observa discreta lateralização da cabeça
femoral no acetábulo, além da epífise proximal do fêmur um pouco menor do que a contralateral.
Qual a provável doença que está acomentendo o paciente?
1. Displasia do desenvolvimento do quadril de diagnóstico tardio.
2. Epifisiolise.
3. Doença de Legg-Calvé-Perthes.
4. Fratura da cabeça do fêmur.
5. Displasia epifisária Múltipla.

31. Qual o melhor tratamento para o paciente com a doença descrita no enunciado anterior?
1. Osteotomia acetabular.
2. Fixação transcutânea da cabeça femoral com parafuso canulado.
3. Descanso no leito com tração curtânea seguido de gesso em abdução de Broomstick.
4. Gesso pelvepodálico apenas do lado direito, avaliar consolidação a cada 2 semanas.
5. Anti-inflamatório não esteroidal, restringir atividade física por 15 dias.

32. Qual o tumor ósseo maligno mais comum?
1. Osteossarcoma.
2. Mieloma Múltiplo.
3. Metástases ósseas.
4. Sarcoma de Ewing.
5. Condrossarcoma.

33. Paciente deu entrada no pronto socorro vítima de fratura fechada, diafisária, dos ossos da
perna. Foi submetido à redução e imobilização da fratura com aparelho gessado. Três horas após,
retorna ao PS com quadro de dor desproporcional, de forte intensidade, com piora à extensão
passiva dos artelhos. Qual sua principal hipótese diagnóstica?
1. Dor pela fratura.
2. Embolia Gordurosa.
3. Trombose Venosa Profunda.
4. Síndrome Compartimental.
5. Perda da redução.

34. Paciente do sexo masculino, 44 anos de idade, dá entrada no pronto socorro, vítima de
acidente motociclístico. Após avaliação é diagnosticado com lesão axonal difusa e fratura fechada
na diáfise do fêmur. Permanece internado na UTI com a fratura imobilizada em tala gessada, sem
fixação cirúrgica. No terceiro dia, inicia quadro de confusão mental, petéquias no tronco e
taquipnéia. Qual o provável diagnóstico para esse quadro?
1. Embolia pulmonar.
2. Embolia gordurosa.
3. Arritmia Cardíaca.
4. Acidente vascular encefálico.
5. Coagulação intravascular disfusa.





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35. Quais os fatores que são utilizados para classificar uma fratura exposta segundo a
classificação de Gustillo e Anderson?
1. Energia do trauma, tempo de exposição, grau de contaminação, grau de lesão partes moles,
lesões associadas.
2. Energia do trauma, grau de contaminação, grau de lesão de partes moles, tamanho da
exposição.
3. Energia do trauma, grau de contaminação, grau de lesão de partes moles, lesões associadas.
4. Energia do trauma, tempo de exposição, grau de contaminação, tamanho da exposição.
5. Tempo de exposição, lesões associadas, cominução da fratura.

36. Sobre as fraturas da coluna cervical, os critérios de White e Panjabi avaliam se há
instabilidade das lesões. A soma maior do que 5 pontos, indica necessidade de tratamento
cirúrgico. Não soma 5 pontos ou mais:
1. Lesão medular, desvio maior do que 20% ou 3,5mm no plano sagital, estreitamento anormal
do disco intervertebral.
2. Razão de Pavlov < 0,8; lesão de raiz cervical, angulação relativa no plano sagital maior do que
20 graus.
3. Lesão Medular, angulação relativa no plano sagital maior do que 20 graus, razão de Pavlov <
0,8.
4. Lesão de raiz cervical, desvio maior do que 20% ou 3,5mm no plano sagital, angulação
relativa no plano sagital maior do que 20 graus.
5. Razão de Pavlov <0,8; lesão medular, desvio maior do que 20% ou 3,5mm no plano sagital.

37. A avaliação neurológica dos pacientes com lesões medulares nos traumas de coluna é muito
importante. O conceito de nível neurológico nos pacientes com trauma raquimedular é melhor
explicado por:
1. O nível mais caudal com função sensitiva e motora normais, em ambos o lados.
2. O nível mais cefálico com função sensitiva e motora normais no lado mais acometido.
3. O nível mais caudal com função sensitiva bilateral.
4. O nível mais cefálico com função motora normal.
5. O nível mais caudal com função motora normal.

38. As lesões do tendão calcâneo são comuns no consultório e no pronto socorro. As cirurgias
para essa afecção são cada vez mais comuns. Contudo, complicações pós-operatórias são
bastantes comuns. Indique a alternativa em que a cirurgia para a lesão do tendão calcâneo está
melhor indicada:
1. Paciente jovem, pós transplantado renal.
2. Paciente idoso, com história de erisipela de repetição.
3. Paciente idoso, com baixa demanda, deambulador domiciliar, sem comorbidades.
4. Paciente jovem, frequenta academia, com história de insuficiência arterial em membros
inferiores.
5. Paciente jovem, pratica futebol de campo semanalmente, corre 2x/ semana.

39. Quanto à avaliação radiográfica do hálux valgo, marque a correta:
1. O ângulo intermetatarsal normal é inferior à 15 graus.
2. O ângulo metatarsofalângico normal é inferior à 9 graus.
3. O deslocamento do primeiro sesamóide menor do que 50% para o espaço intermetatarsal é
considerada subluxação moderada.
4. A primeira metatarsocuneiforme é considerada instável quando plana.
5. O ângulo interfalângico do hálux é considerado normal até 6 graus de valgismo.









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40. Paciente diabético chega ao consultório do Cirurgião da Mão, indicado por ortopedista que
lhe disse que esse é o melhor médico para cuidar da sua ferida na planta do pé. A úlcera do
paciente apresenta as seguintes características: profunda, acometendo fáscia, tendões flexores
do pé, sem contudo apresentar infecção ativa., nem abscesso. Apresenta radiografia normal.
Segundo a classificação de Wagner, qual o tipo, melhor tratamento e tempo esperado para o
fechamento da ferida:
1. Tipo II, desbridamento e gesso contato total, 6-8 semanas.
2. Tipo III, desbridamento e gesso contato total, 12-16 semanas.
3. Tipo IV, amputação do raio sobre a lesão, 8-12 semanas.
4. Tipo V, amputação do antepé e gesso de contato total, 6-8 semanas.
5. Tipo III, amputação do raio e gesso contato total, 8-12 semanas.

41. Quanto aos defeitos do fechamento do tubo neural, que ocorrem em cerca de 1/1000
nascidos vivos, a mielomeningocele é o mais comum deles. Não está associado a esses defeitos:
1. Hidrocefalia, em cerca de 90% dos casos.
2. Obesidade.
3. Alergia ao látex.
4. Incontinência urinária.
5. Alterações de sensibilidade que poupam as plantas dos pés (que geralmente têm
sensibilidade normal).

42. Paciente do sexo masculino, 42 anos de idade, chega ao consultório com dor de forte
intensidade no ombro direito, com piora progressiva há cerca de 2 semanas, sem história de
trauma. A dor não permite mobilização no exame físico, mas não há sinais de bloqueio articular.
Na radiografia, encontra-se depósito rádio-opaco entre a cabeça umeral e o acrômio. Qual a
doença descrita e tratamento preconizado:
1. Bursite subacromial, infiltração com corticoide.
2. Síndrome do impacto, fisioterapia.
3. Fratura do tubérculo maior, tratamento cirúrgico, com redução aberta e fixação interna.
4. Tendinite calcárea, repouso, fisioterapia, analgesia.
5. Ruptura do manguito rotador, reparo artroscópico da lesão.

43. Paciente de 23 anos de idade, praticante de musculação procura o consultório com dor na
região lateral do cotovelo há cerca de 02 meses, com perda progressiva da força. Sem alterações
à ectoscopia, reclama de dor proximal à cabeça do rádio, na região lateral do cotovelo, quando se
pede para realizar extensão contra resistência, com o cotovelo fletido 90 graus, antebraço
pronado e punho fletido. O nome do teste realizado e a doença que investiga, são, nessa ordem:
1. Mill, epicondilite lateral.
2. Cozen, epicondilite medial.
3. Mill, sinovite capítulo-radial.
4. Cozen, epicondilite lateral.
5. Cozen, sinovite capítulo-radial.

44. Sobre a distrofia muscular de Becker, assinale a correta:
1. A idade de início é por volta dos 7 anos, mas tem evolução mais rápida que a distrofia de
Duchene.
2. O padrão de herança é autossômica recessiva.
3. Os pacientes deixam de andar no início da adolescência.
4. A pseudo-hipertrofia da panturrilha está presente, como na Distrofia de Duchene.
5. A distrofina está ausente.

45. A Doença e Maffucci é caracterizada por :
1. Encondromatose múltipla, geralmente em um dos hemicorpos.
2. Osteocondromatose múltipla.
3. Múltiplos osteossarcomas, sendo um tipo de Doença de Li-Fraumeni.
4. Neurofibromatose tipo I.
5. Encondromatose múltipla associada a hemangiomas.



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46. O Qual o ângulo mensurado para avaliar a anesferidade da cabeça femoral?
1. Ângulo CE.
2. Ângulo beta.
3. Ângulo alfa.
4. Ângulo Tonnis.
5. Índice femoral.

47. Na fratura o planalto tibial, até qual grau de Shatzker pode-se utilizar a artroscopia para
auxiliar na redução?
1. I
2. II
3. III
4. IV
5. V

48. Qual a melhor posição na artroscopia do joelho para se certificar de uma ruptura do
ligamento cruzado anterior no fêmur:
1. Portal medial, joelho extendido.
2. Portal lateral, posição do número 4.
3. Portal lateral, flexão de 90 graus, desvio em valgo.
4. Portal medial, flexão de 30 graus, desvio em varo.
5. Portal lateral ou medial, flexão de 90 graus.

49. Qual dessas estruturas atravessa o intervalo triangular do ombro:
1. Nervo axilar
2. Nervo radial
3. Artéria circunflexa umeral posterior
4. Artéria circunflexa da escápula
5. Nervo intercostobraquial

50. A imagem abaixo ilustra qual das seguintes osteocondrites:



1. Kohler
2. Panner
3. Iselin
4. Freiberg
5. Osgood-Schlatter













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ACESSO G
QUESTAO

QUESTAO
1 2 26 1
2 3 27 3
3 2 28 2
4 2 29 4
5 5 30 3
6 5 31 3
7 4 32 3
8 1 33 4
9 3 34 2
10 2 35 2
11 3 36 2
12 5 37 1
13 3 38 5
14 1 39 5
15 3 40 1
16 4 41 5
17 1 42 4
18 1 43 4
19 4 44 4
20 5 45 5
21 1 46 3
22 4 47 4
23 4 48 2
24 3 49 2
25 3 50 2