Balanço Energético do Rio Grande do Sul

ano base 2011
2012


C238b Capeletto, Gilberto José
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012: ano base 2011 /
Gilberto José Capeletto e Gustavo Humberto Zanchi de Moura. -
Porto Alegre, Grupo CEEE / Secretaria de Infra-Estrutura e Logística
do Rio Grande do Sul, 2012.
192p. ; il.
1. Energia - Rio Grande do Sul - 2011. 2. Recursos Energéticos -
Produção, Transformação e Consumo. 3. Energia - Dados Nacionais e
Internacionais. I. Título II. Moura, Gustavo Humberto Zanchi de
CDD: 338.47671
CDU: 620.91 (816.5)
Bibliotecária responsável: Cristina Volz Pereira - CRB 10/1265
Realizado de março de 2012 a janeiro de 2013.
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Autorizada a reprodução do conteúdo deste documento, desde que, obrigatoriamente, citada a fonte.
Reproduções para fins comerciais são rigorosamente proibidas.
Governador do Estado
Tarso Genro
Secretário de Infraestrutura e Logística
Caleb Medeiros de Oliveira
Secretário Adjunto de Infra-Estrutura e Logística
Claudemir Bragagnolo
Presidente do Grupo CEEE
Sérgio Souza Dias
Diretor de Planejamento e Projetos Especiais
Luiz Antônio Tirello
Equipe Técnica
Gilberto José Capeletto
Gustavo Humberto Zanchi de Moura
Apoio Técnico
Jaques Alberto Bensussan
Regina Telli
Apoio Logístico
Fernando Cesar Ferreira Vieira
Guga Marques
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55 51 3382 6525
Balanço Energético do Rio Grande do Sul
ano base 2011
2012

Nossos agradecimentos aos profissionais que contribuíram na realização deste trabalho:
Alaíse Júnia Vieira Madureira, Alex Fabiane Silveira Menezes, Andreia Fantinel, Angelina Pereira
Souza, Antonio Hein, Antonio Paulo Cargnin, Antonio Paulo Lima de Carvalho, Augusto Saporiti
Sehnem, Ayres Melchiades Ulysséa Junior, Balala Campos, Bayard Schreiner, Camila Dahmer, Carla
Tomaschewski Bartz, Carlos Daniel Gazzana, Carlos Roberto Martins Silva, Cláudio Joel de Quadros,
Cleiton Luis Rezende Cabral, Clenir Valério Jardim, Cleonice Freitas, Clóvis Coimbra Teixeira, Cristina
Volz Pereira, Cristine Anversa, Dagmar Sehn, Daniel Peraza Machado, Débora Moraes Hillig, Eder
Fabiano Muller, Eduardo Bess Ferraz, Eduardo Jandt Tavares, Eduardo Knor, Eduardo Henrique
Kummer, Eduardo Souto Montes, Elaine Terezinha Jantsch, Elenice Bratz, Elisa Helena Porto Gayer,
Elvindo Possebon, Elvio Luis Lopes Käfer, Erika Werlang, Erivaldo Pasquali, Everson Remi Malysz,
Fabiano Terres Matte, Fabio Quevedo, Fernando Dal Bello, Fernando Wendt, Flávio Girardelo,
Flavio Roberto Soares Pereira da Silva, Gilberto Wageck Amato, Gildo Bratz, Gilson Mileo Carvalho,
Guido Canto Alt, Hélio Weiss, Henrique Sonja Pereira Penha, Humberto Luis Alves Batista, Idelmo
Mastella, Israel de Castro Palma, Itamara Henrique de Oliveira, Jair dos Santos Silveira, Janine
Ponte, Jenifer Galafassi, João Batista Casanova Garcia, João Batista Coronet, Jose Emilio Steffen,
José Enoir Loss, José Lopes, José Wagner Maciel Kaehler, José Zordan, Juarez Tambeiro, Julio Cezar
Silva, Leandro Couto Bujes, Luciano Manetti, Luis Alexandre Rodrigues, Luiz Antonio Monza Koller,
Luiz Filipe Hillesheim, Marcelo Wasem, Márcia Pabline Lazzari Klein, Marcos Prudente, Margarete
Ribeiro Sinnott, Maria Carolina Abreu Lima da Rosa Homrich, Maria de Goreti Brand , Mario Marcio
Torres, Mário Pilla Rosito, Mauricio Simon, Mauro Roberto Leite Medina, Mayra Regina Neres
Rocha, Natália Weber, Oni Luiz Montagner, Otemar Alencastro dos Santos, Paula Marcondes
Ferrari Diez, Paulo Recena Grassi, Paulo Rogério da Luz Soares, Paulo Vicente, Pedro Moraes,
Roberto Ferreira Borba, Rosa Maria Amaral, Rosane Klafke Kozlowski, Rosiclei Aparecida Damião,
Rui Dick, Sérgio Bordignon, Sérgio Roberto Correa Reggio, Tiago de Matos, Vanessa Marques.
Agradecimentos
Apresentação
O Grupo CEEE tem a grata satisfação de apresentar mais esta publicação do Balanço Energético do Rio Grande do Sul,
reiterando o compromisso de sua publicação anual. Com o apoio da Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio
Grande do Sul, SEINFRA, e das instituições envolvidas na matriz energética estadual, foi possível a disponibilização dos
dados neste anuário.
O Balanço Energético 2012 - ano base 2011 traz a contabilização da oferta e consumo de energia e é uma das
principais fontes de consulta de dados referente ao Estado do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o Balanço torna-se
referência de estudo e de planejamento do setor energético gaúcho.
Na 31ª edição do Balanço Energético consolidado do Rio Grande do Sul, foi apresentada a conversão da série histórica
dos balanços energéticos, de 1979 a 2004, para a metodologia internacional também na forma impressa.
Anteriormente, a série histórica de 1979 a 2004 era apresentada na metodologia RS, disponibilizada no sítio do Grupo
CEEE (www.ceee.com.br) em meio digital e publicada no Balanço Energético do RS 2005-2007. Nesta 33ª edição,
disponibiliza-se no endereço eletrônico a referida conversão para a metodologia internacional devidamente corrigida.
Com a padronização da série nos 32 anos, pode ser traçada a evolução da matriz energética do RS. Com isso, tem-se a
possibilidade de realizar análises e comparações de forma dinâmica e prática entre os anos da série ou entre
diferentes fontes de energia.
No anexo D, são apresentados os dados dos principais energéticos produzidos e consumidos no Estado, considerando
as principais linhas de totalização do Balanço em unidades originais. O objetivo é facilitar os estudos de séries
históricas da evolução de energéticos.
Nesta edição, é apresentado o Balanço Energético referente ao ano de 2011 e assuntos relacionados às matrizes
energéticas estadual, nacional e mundial.
Com a realização de pesquisas em empresas, órgãos, instituições e entidades setoriais, são levantados os montantes
de produção de recursos energéticos primários, sua transformação em fontes secundárias, a importação e exportação
(considerando-se a fronteira estadual) e o uso final dessas energias.
A pesquisa realizada para a consolidação dos dados é extensa e uma parcela mínima dos energéticos produzidos e
consumidos no Estado não possui contabilização oficial, ou seja, uma parcela da produção e consumo de energia exige
estimativas e pesquisas por amostragem desses montantes. Para as próximas publicações, serão necessárias novas
pesquisas direcionadas e uma maior colaboração de órgãos responsáveis para obtenção dos dados estimados nesta
edição.
A apresentação procura trazer uma linguagem agradável, gráficos, fotos, ilustrações e outros recursos que atendam
aos interesses dos técnicos do setor, bem como de outros segmentos que possam, de alguma forma, usá-lo como
fonte de informação e pesquisa, ampliando o público ao qual se destina.
O Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011 e a série histórica na metodologia internacional
revisada estão disponibilizados no sítio do Grupo CEEE.
Esta publicação compõe-se de dez capítulos e de sete anexos, com o seguinte conteúdo:
Capítulos:
Capítulo 1 - Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia. Examina a situação energética mundial, com
ênfase em cenários prováveis do panorama mundial em 2035. Para elaboração deste capítulo, a equipe técnica
baseou-se principalmente nos estudos da Agência Internacional de Energia (International Energy Agency - IEA).
Capítulo 2 - Panorama Energético Nacional. Apresenta um panorama nacional da situação energética, com base nos
textos da Empresa de Pesquisa Energética - EPE e nas projeções efetuadas pela IEA para o Brasil.
Capítulo 3 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária. Procura dar uma visão
panorâmica do setor energético primário do Estado. Predominantemente, são apresentados os dados referentes ao
petróleo, ao gás natural, ao carvão vapor e à energia hidráulica, além da eletricidade gerada a partir dos parques
eólicos no Estado e a geração a partir dos diferentes tipos de biomassa, como lenha, casca de arroz e bagaço de cana.
Capítulo 4 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária. Apresenta as fontes
energéticas derivadas do petróleo, passando obviamente pela eletricidade, carvão vegetal, álcool, biodiesel e demais.
Neste capítulo, o leitor encontrará comparações de consumos de combustíveis entre o RS e Estados selecionados, bem
como poderá examinar os preços médios pagos pelos consumidores gaúchos pelas energias que consomem.
Capítulo 5 - Metodologia e Conceituação. Apresenta a metodologia e conceitos empregados no BERS 2012 - ano base
2011, fundamentados na metodologia internacional, também utilizada pelo BEN. Além da metodologia e
conceituação, efetuam-se as explanações sobre as operações que redundam na execução completa das matrizes do
BERS.
Capítulo 6 - Oferta e Demanda de Energia. Com base nos Balanços Energéticos, examina-se a oferta e demanda de
energia por fontes primárias e secundárias.
Capítulo 7 - Centros de Transformação. Analisa a energia nos centros de transformação, com base nos dados das
tabelas dos Balanços.
Capítulo 8 - Consumo de Energia Setorial. Demonstra o consumo de energia por setor das diferentes fontes de energia.
Capítulo 9 - Energia e Sociedade. Aborda, de forma resumida, a situação do RS em relação aos principais indicadores
socioeconômicos e de relacionamento do consumo de energia per capita e de energia pelo Produto Interno Bruto - PIB,
e faz comparação dos principais indicadores do Estado com os correspondentes nacionais. Traz também a
espacialização de consumos de energéticos nos municípios do Estado.
Capítulo 10 - Recursos e Reservas Energéticas. Apresenta os recursos e reservas de energias disponíveis no Rio Grande
do Sul.
Anexos:
Anexo A - Capacidade Instalada. Encontra-se a capacidade instalada no Brasil e no RS das fontes de energia.
Anexo B - Dados Mundiais de Energia. Apresenta dados econômicos e energéticos de diferentes países e regiões
selecionados.
Anexo C - Unidades. São apresentadas tabelas de unidades de conversão utilizadas no Balanço.
Anexo D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais. Demonstra, por meio de tabelas, a
evolução da produção, transformação e consumo das principais fontes de energia no Estado. As séries são
apresentadas em unidades originais no período de 1979 a 2010.
Anexo E - Balanço Energético Mundial 2009. Apresenta o mais recente Balanço Energético mundial disponível para
situar o RS em âmbito mundial. É apresentado na unidade milhões de tep.
Anexo F - Balanço Energético Nacional 2011. Para situar o RS no Brasil, é apresentado o último Balanço Nacional
disponível. É apresentado na unidade mil tep.
Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011. Seguindo critérios internacionais de elaboração de Balanços
Energéticos, é apresentado o BERS referente ao ano de 2011 nas unidades originais, bilhões de kcal e mil tep.
Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia 1
1.1 - Panorama Econômico Mundial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2008 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados . . .
Índice
2
Setor Energético do Rio Grande do Sul
- Ênfase em Fontes de Energia Primária -
3
Panorama Energético Nacional
3.1 - Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2 - Gás Natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.d - Gás Natural Boliviano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.f - Considerações sobre o GNL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3 - Carvão Vapor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.4 - Energia Hidráulica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.5 - Lenha, Carvão Vegetal e Madeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.5.d - Carvão Vegetal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.6 - Produtos da Cana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.7 - Lixívia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.8 - Casca de Arroz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.9 - Energia Eólica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.10 - Energia Solar Fotovoltaica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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56
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25
35
2.1 - Situação em 2009 dos Energéticos que Compõe a OIE do País . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.a - Energia Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.b - Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.c - Gás Natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.e - Carvão Mineral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia
2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.5 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil
2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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Setor Energético do Rio Grande do Sul
- Ênfase em Fontes de Energia Secundária -
4
4.1 - Óleo Diesel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.2 - Óleo Combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3 - Gasolina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3.a - Gasolina de Aviação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.4 - GLP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.5 - Querosene . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6 - Eletricidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS . . . . . . . . . . . . . .
4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7 - Etanol Etílico Anidro e Hidratado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8 - Biodiesel (B100) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8.b - Transesterificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10 - Metanol . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.11 - Glicerina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5
5.1 - Descrição Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.1.a - Processo Energético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2 - Conceituação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.a - Energia Primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.b - Energia Secundária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.c - Total Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.d - Oferta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.e - Transformação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.f - Perdas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.g - Consumo Final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.h - Ajustes Estatísticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.i - Produção de Energia Secundária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.3 - Convenção de Sinais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.4.a - Energia Primária e Secundária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.4.b - Transformação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.4.c - Consumo Final de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2011 - ano base 2010 em tep . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.5.a - Primeira Etapa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.5.b - Segunda Etapa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2011 em kcal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.7 - Classificação Setorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Metodologia e Conceituação
6
6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.1.a - Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.1.b - Gás natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.1.c - Carvão Vapor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.1.d - Energia hidráulica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.1.e - Lenha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Oferta e Demanda de Energia
61
62
63
64
64
64
65
66
66
67
68
69
72
74
75
75
76
79
83
83
83
83
84
84
84
85
85
85
86
87
87
87
87
87
88
90
90
92
94
94
59
81
97
97
97
97
98
98
95
80
7
7.1 Refinarias de Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.4 - Destilarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.5 - Carvoarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Centros de Transformação
8
8.1 - Setor Energético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.2 - Setor Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.3 - Setor comercial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.4 - Setor Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.5 - Setor Agropecuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.6 - Setor Transportes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.7 - Setor Industrial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Consumo de Energia Setorial
9
9.1 - Energia e Socioeconomia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10
10.1. - Carvão Mineral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.2 - Turfa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.3 - Xisto Betuminoso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.4 - Potencial Hidrelétrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.5 - Potencial Eólico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.6 - Potencial Fotovoltaico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Recursos e Reservas Energéticas
Energia e Sociedade
6.1.f - Produtos da cana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.1.g - Outras fontes primárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.a - Óleo Diesel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.b - Óleo combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.c - Gasolina A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.f - Nafta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.h - Eletricidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.i - Carvão vegetal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.j - Etanol etílico (anidro mais hidratado) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.k - Biodiesel (B100) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
98
98
101
101
101
101
102
102
102
102
102
103
103
103
103
103
106
109
110
111
113
113
113
114
117
117
117
118
118
118
118
123
126
107
115
130
121
137
139
140
141
142
147
147

A Anexo A - Capacidade Instalada
Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a 2011 . . . . . . . . . . . .
Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH no RS . . . . . . . . .
Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH no RS . . . . . . . .
Tabela A.7 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.8 - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.9 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.10 - Eólicas - EOL em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.11 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.12 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.13 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.14 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.15 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela A.16 - Linhas de Transmissão no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B Anexo B - Dados Mundiais de Energia
Tabela B.1 - Dados Mundiais de Petróleo em 2009 e 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.2 - Dados Mundiais de Derivados de Petróleo em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.3 - Dados Mundiais de Gás Natural em 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.4 - Dados Mundiais de Carvão Mineral em 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.5 - Dados Mundiais de Eletricidade em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2008 e 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis Fósseis em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos nos Países da América Latina
em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.7 - Potencial de Biomassas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8 - Definições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.a - Recursos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.b - Reservas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.c - Reserva Medida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.d - Reserva Indicada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.e - Reserva Inferida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.f - Reserva Lavrável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.g - Remanescente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.h - Individualizado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.i - Inventário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.j - Viabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.l - Projeto Básico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.m - Construção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8.n - Operação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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148
148
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150
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150
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158
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159
159
159
159
160
160
161
162
162
163
163
163
164
164
164
165
165
165
153
163
Anexos 151
C Anexo C - Unidades
Tabela C.1 - Relações entre Unidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
C.1 - Poder Calorífico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
C.1.a - Poder Calorífico Superior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
C.1.b - Poder Calorífico Inferior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
D Anexo D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais
Tabela D.1 - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais no Período de 1979
a 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
E Anexo E - Balanço Energático Mundial 2009
Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
F Anexo F - Balanço Energético Nacional 2011
Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
G Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011
Tabela G.1 - BERS 2011 em Unidades Originais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela G.2 - BERS 2011 em Bilhões de kcal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela G.3 - BERS 2011 em Mil Tep . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
.
Relação de gráficos, tabelas, figuras e mapas
Referências Bilbiográficas
168
168
168
168
168
169
169
169
170
171
171
171
172
173
175
176
177
178
179
168
175
176
177
181
187
Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados no Primeiro trimestre de 2011 . .
Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
166
166
167
167
173
Porto Alegre Noturna
Foto: Arquivo Grupo CEEE
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Panorama e Tendência Mundial
do Consumo de Energia
1

CEEEGT-UHE Ernestina
Foto: Fernando C Vieira
O consumo mundial de energia em 1990 foi de 8,947 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo - tep (355
1
quadrilhões de Btu) conforme o International Energy Outlook 2011 - IEO 2011. Em 2008, esse valor atingiu
12,72 bilhões de tep, conforme o U.S. Energy Administration / International Energy Outlook 2011 - IEO 2011.
Considerando-se uma taxa de crescimento média de 1,6% no período 2008 a 2035, podemos estimar que em
2035 o consumo mundial seja de 19,4 bilhões de tep. Isto representa um crescimento de 52,53 % no mercado
mundial de energia.
Podemos observar no gráfico 1.1 que se trata de um crescimento razoável, mesmo considerando um cenário
muito provável de preços altos dos combustíveis derivados do petróleo e do gás natural.
Prevê-se que o crescimento mais significativo no consumo de energia se dará nos países não pertencentes à
2
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE , com taxas médias de crescimento do
consumo de energia de 2,3% contra uma taxa de 0,6% dos países da Organização. Estima-se que
praticamente dobrará em 2035 o consumo de energia desses países (crescimento de 84,88%) em
comparação com o ano de 2008. Em 2007 o consumo de energia dos países da OCDE foi, pela primeira vez na
3
história, ligeiramente ultrapassado pelos países não pertencentes (6,192 bilhões contra 6,288 bilhões de tep) .
O consumo dos países não pertencentes à OCDE será 67,11% maior em relação aos países da OCDE em 2035.
Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia
Gráfico 1.1 - Mercado Mundial de Consumo de Energia de 1990 a 2035
Fontes: International Energy Outlook 2011. Valores de 1990 são do IEO 2007
No gráfico 1.2, é apresentada a situação de evolução dos consumos de energia de alguns países selecionados
(no caso do continente africano, considerou-se o continente como um todo, e com o ingresso do Chile na OCDE,
México e Chile aparecem juntos). Em termos relativos, é visível que o Brasil perde terreno especialmente no
cotejo com os países não pertencentes à OCDE.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
1
No IEO 2011 utilizou-se a unidade btu, que aqui foi convertida para TEP (Tonelada Equivalente de Petróleo), considerando-se que 1tep=39.680.000 btu, conforme
anexo C. Mesmo sendo o Joule a unidade do sistema métrico internacional de energia, emprega-se em balanços energéticos a unidade tep, provavelmente por sermos
a civilização do petróleo, bem como pelo fato de que se expressos em Joule os valores seriam numericamente muito grandes.
2
Fazem parte da OCDE 31 países, a saber: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia,
França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa,
Suécia, Suíça, Turquia e Chile (tornou-se membro da organização em 7 de maio de 2010, mas sua entrada não foi considerada na computação do IEO 2010).
3
Ver página 15 do Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 ano base 2010.







8.921
12.719

14.453

15.612

16.923

18.183

19.400
5.040

6.157
6.310

6.568

6.799
7.024
7.263
3.906

6.565

8.143
9.045

10.123

11.159

12.137
0
5.000
10.000
15.000
20.000
25.000
1990

2008

2015

2020

2025 2030 2035
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ano
Mundo OCDE Não-OCDE
15
Gráfico 1.2 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados
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Fontes: International Energy Outlook 2011. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Tabela 1.1 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2011. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Se considerarmos o setor de utilização de energia, a predominância poderá variar de forma significativa no
tempo entre os países da OCDE e países não pertencentes. No caso específico do setor industrial, a intensidade
energética (relação entre taxa de crescimento do consumo de energia e a taxa de crescimento do PIB)
continuará crescendo mais intensamente nos países não pertencentes à Organização do que nos países
pertencentes (conforme gráfico 1.3), já que os investidores serão atraídos por menores custos e menores
restrições ambientais em relação aos países da OCDE.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Pode-se observar o enorme salto de crescimento do consumo de energia na China. Em 2015, o consumo chinês
ultrapassará o consumo americano, e em 2014, estará praticamente empatado. No ano de 2035, a China estará
consumindo 67,60% a mais de energia em relação aos Estados Unidos.
Já a Índia, consumia apenas 38,60% a mais de energia que o Brasil em 1990, e passará a consumir
aproximadamente 82,90% a mais em 2035. Obviamente, tais projeções baseiam-se na expectativa de que
tanto a Índia como a China continuarão a ter taxas elevadas em relação ao PIB brasileiro.

2.135
2.523

2.571

2.878
214

471

565

559

96

232

376
993

771

784

895
680

2.172
3.130

4.824
512

1.240
239

791
678
0
1.000
2.000
3.000
4.000
5.000
6.000
1990

2008

2015

2035
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Estados Unidos Canadá México/Chile Japão Coréia do Sul
Rússia China Índia África Brasil
País 1990 2008 2015 2020 2025 2030 2035
Estados Unidos 2.134,6 2.522,7 2.570,6 2.643,6 2.721,8 2.797,4 2.878,0
China 680,4 2.172,4 3.130,0 3.543,3 4.054,9 4.483,4 4.823,6
Rússia 992,9 771,2 783,8 788,8 814,0 849,3 894,7
Índia 199,1 531,8 700,6 834,2 980,3 1.116,4 1.239,9
Japão 471,3 564,5 559,5 584,7 597,3 597,3 599,8
África 239,4 473,8 541,8 594,8 652,7 718,2 791,3
Brasil 146,2 320,1 390,6 436,0 501,5 584,7 677,9
Canadá 277,2 360,4 367,9 395,7 413,3 443,5 473,8
Coréia do Sul 95,8 244,5 267,1 294,9 320,1 347,8 375,5
México/Chile 126,0 214,2 239,4 262,1 289,8 327,6 370,5
ano
16

Gráfico 1.3 - Consumo de Energia Industrial nos Países da OCDE e não-OCDE
de 2008 a 2035
<
>
Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2011
No período 2008 - 2035, prevê-se um crescimento do consumo de todas as fontes de energia (gráfico 1.4).
4
Espera-se que os combustíveis fósseis (petróleo e outros combustíveis líquidos , gás natural e carvão)
continuem suprindo a maior parte da energia consumida no mundo até 2035. Considerando um cenário do
custo de combustíveis líquidos não declinantes até 2035, espera-se que a parcela de 34,28% de participação
global dos combustíveis líquidos em 2008 caia para 29,25% em 2035.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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4
O estudo do IEO 2007 inclui diversos combustíveis líquidos como o etanol e o biodiesel como combustíveis líquidos fósseis, a rigor combustíveis renováveis como o
etanol deveriam ser examinados em separado. Inclui-se aqui petróleo, derivados líquidos do petróleo, etanol, biodiesel, líquidos oriundos da liquefação do carvão,
líquidos oriundos da liquefação de gás natural, gás natural liquefeito, óleo combustível e hidrogênio líquido.

1.840

1.815

1.895

1.968

2.034

2.107
2.981
3.634
3.939

4.330

4.740

6.061
0
1.000
2.000
3.000
4.000
5.000
6.000
7.000
2008 2015 2020 2025 2030 2035
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ano OCDE Não- OCDE
Em 1980, 52% de toda energia industrial mundialmente consumida ocorria no setor industrial dos países da
OCDE. Em 2008, a parcela de participação do consumo industrial destes países caiu para 38,16%, sendo
projetada para 2035 uma participação de 25,80% no consumo. A taxa média anual de crescimento do consumo
de energia no setor industrial é de 0,5% ao ano, contra 2,0% para os países não pertencentes à Organização no
período de 2008 a 2035.
Da mesma forma nos setores comercial, residencial e de transportes projeta-se um crescimento mais lento do
consumo de energia nos países pertencentes à Organização. Tal fato prende-se a vários fatores, entre eles,
destaca-se a redução populacional ou o pequeno crescimento desses países. Prevê-se um crescimento do
consumo de energia no setor residencial de 0,3% (que salta para 1,9% para os casos dos países não
pertencentes à OCDE) e no setor comercial de 0,8% ao ano (crescimento que salta para 2,8% para os casos dos
países não pertencentes à OCDE).
Historicamente, o crescimento do setor transportes tem uma forte correlação com a renda per capita e com o
número de automóveis per capita. Projeta-se de 2008 a 2035 uma taxa de crescimento de 2,6% ao ano no
consumo de energia para o setor transportes das nações não pertencentes à OCDE, e de 0,3% para os países
pertencentes. O crescimento mundial será de 1,4%.
17
Gráfico 1.4 - Utilização por Tipo de Combustível no Mercado Mundial de Energia
de 1990 a 2035
<
>

Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2011. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Gráfico 1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2008 a 2035
<
>
Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2011
Nota: No total mundial e nos totais parciais da OPEP e Não-OPEP estão inclusos os montantes de biocombustíveis
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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A produção mundial de combustíveis líquidos crescerá de 85,7 milhões de barris de petróleo por dia em 2008
para 112,2 milhões de barris de petróleo em 2035, sendo o petróleo predominante até 2035, mas com
participação na matriz energética mundial caindo de 34,28% em 2008 para 29,25% em 2035 (gráfico 1.4). No
setor transportes, ainda existem poucas alternativas econômicas para substituir os combustíveis líquidos.
Projeta-se que o setor transporte absorverá 60,00% do consumo projetado de combustíveis líquidos em 2035.
Por sua vez, o setor industrial responderá por (30,46%) do consumo no mesmo ano.
3.437

4.360

4.718

5.675
2.248

3.503

3.964

5.270
1.898

2.881

3.208

4.403
663

1.293

1.726

2.760
514

685

1.094

1.290
8.763

12.719

14.453

19.400
0
5.000
10.000
15.000
20.000
25.000
1990 2008 2015 2035
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ano
Líquidos Carvão Gás natural Outras Nuclear Total
86
93

98

103

108

111

36
39

41

43

45

47

50
55

57

60

63

65

1,5 2,4

3

4

4

5

0
20
40
60
80
100
120
2008 2015 2020 2025 2030 2035

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ano

Total OPEP Não - OPEP Biocombustíveis (total)
18
No tocante ao consumo mundial de gás natural, projeta-se para o período de 2008 a 2035 uma taxa média
5
anual de crescimento de 1,6% , saindo de 2,881 bilhões de tep (3,141 trilhões de metros cúbicos) em 2008
para 4,403 bilhões de tep (4,783 trilhões de metros cúbicos) em 2035. Com a recuperação da economia global,
o gás será mais requisitado. Como o suprimento de gás natural origina de várias fontes, espera-se que os
preços permaneçam relativamente baixos. Entre os setores usuários do gás natural como energético, destaca-
se o setor industrial que, segundo previsões, consumirá 39,78% do total mundial em 2035.
O carvão provavelmente terá taxa de crescimento de consumo mundial ligeiramente inferior àquela prevista
para o gás natural no período de 2008 a 2035. O consumo mundial de carvão crescerá de 3,503 bilhões de tep
para 5,27 bilhões de tep em 2035, com uma taxa anual de crescimento de 1,5%. O crescimento maior do
consumo de carvão ocorrerá principalmente nos países não pertencentes à OCDE, especialmente na China e na
Índia. A participação do carvão na matriz energética mundial está projetada para passar de 27,54% em 2008
para 27,16% em 2035.
O setor elétrico mundial será em 37,92% de originado do uso de carvão mineral, como decorrência no mesmo
ano será responsável pelo consumo de 61,12% do carvão mundial, enquanto que no setor industrial
responderá por uma fatia de cerca de 26,20% dos energéticos (representando parcela de 36,11% do consumo
mundial de carvão). A China tem abundantes recursos de carvão e absorverá nada menos que 54,33% de todo
consumo mundial de carvão mineral de 2035, em 2008 respondeu por 43,45% do consumo mundial.
A geração de energia elétrica crescerá 84%, conforme mostra o gráfico 1.6, saindo de uma produção mundial
de 19,1 trilhões de kWh em 2008 para 35,2 trilhões de kWh em 2035. A maior parte do crescimento da geração
de energia elétrica acontecerá nos países não pertencentes à OCDE, onde se prevê que a taxa média anual de
crescimento da produção de energia elétrica será de 3,3%. Já a taxa anual média prevista para os países da
OCDE é de 1,2%. Para a produção de eletricidade, o carvão continuará sendo a fonte de energia mais
importante; em segundo lugar, as fontes renováveis; e em terceiro, o gás natural.
A energia elétrica gerada em usinas termonucleares crescerá de 2,602 trilhões de kWh em 2008 para 4,916
trilhões de kWh em 2035. Espera-se que haja avanços tecnológicos nas centrais termonucleares,
especialmente na questão da segurança, fato que retornará a pauta mundial em decorrência do recente
terremoto e tsunami ocorridos no Japão, em março de 2011. Em face a tais aspectos, projeta-se que o setor
elétrico termonuclear irá crescer de uma capacidade instalada de 378 GW em 2008 para 644 GW em 2035;
mesmo prevendo-se um declínio da termoeletricidade em alguns países da OCDE (especialmente na
Alemanha e na Bélgica) por questões de natureza ambiental. Já a previsão de crescimento da capacidade
termonuclear instalada para os países não pertencentes à OCDE é de 5,3% ao ano e 0,7% para os países da
OCDE.
Espera-se que a China acrescente 1.020 GW de usinas ao seu setor elétrico considerando-se todas as fontes, a
Índia 234 GW e o Brasil 138 GW. A geração de eletricidade renovável (hidroelétricas, eólicas e solares) poderá
crescer a taxas anuais de 3,1%. O crescimento do preço do gás natural poderá tornar competitiva a produção
de energia elétrica renovável, como a energia eólica e outras, podendo contar com apoio governamental onde
não for competitiva com a energia elétrica produzida com carvão e gás natural. A maior parte do crescimento
da produção de energia elétrica renovável provavelmente virá de usinas hidroelétricas de médio e grande
porte a serem construídas em países não pertencentes à OCDE, na Ásia e na América do Sul (caso das usinas a
serem construídas nos Rios Madeira, Tocantins e outras) e América Central, onde existem inúmeras plantas de
usinas hidroelétricas projetadas. Com exceção da Turquia e do Canadá, não se espera a instalação de novas
usinas hidroelétricas nos países da OCDE, já que os recursos hidroelétricos já foram explorados. Nos países da
Organização, a energia elétrica renovável virá de aproveitamentos eólicos, solar, geotérmico, lixo municipal e
biomassa, especialmente do etanol celulósico.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Sendo o combustível fóssil com maior taxa de crescimento prevista no período.
19







0
5.000
10.000
15.000
20.000
25.000
30.000
35.000
40.000
45.000
1990

2008

2015

2020

2025

2030

2035
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ano Mundo OCDE Não -OCDE
Gráfico 1.6 - Geração Mundial de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2007 a 2035
<
>
Gráfico 1.7 - Emissão Mundial de Dióxido de Carbono OCDE e não-OCDE
de 1990 a 2035
<
>

Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2011
A preocupação mundial com a emissão de gases como o CO , o chamado efeito estufa, também foi produto de
2
previsão para o período 2008 - 2035, especialmente se levando em conta que a emissão desses gases tem
registrado crescimento médio anual de 1,3% (crescimento médio anual 2008 a 2035). Essas emissões são
causadas em grande parte pela ação do homem, especialmente na produção das mais diferentes formas de
energia. Projeta-se que o crescimento mundial de emissões de gases do efeito estufa saltará de 30,19 trilhões
de toneladas em 2008 para 43,22 trilhões de toneladas em 2035. O maior crescimento provavelmente
ocorrerá nos países não pertencentes à OCDE, em particular em face ao elevado crescimento do carvão para
produção de energia. Já em 2006 a emissão de gases do efeito estufa pelos países não pertencentes à
Organização superou a emissão oriunda dos países pertencentes em 11,36%. Em 2035, a produção de gases
do efeito estufa será 101,75% maior nos países não pertencentes à OCDE (gráfico 1.7).
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2011. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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2,6

3,1

3,6
3,9
4,2

4,5
3,5
5,0
5,8

6,6

7,3

8,0
3,9
4,2
5,0
5,8
6,4

6,8
7,9

8,8

9,8

11,2

12,9

15,0
0,9

0,9

0,8

0,8

0,8

0,8
18,8

21,9

25,0

28,3

31,6

35,2
0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
2007

2015

2020

2025

2030

2035
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ano

Nuclear Renováveis Gás natural Carvão Petróleo total
20
161,65
65,07
83,68

103,98

127,49

154,43

185,04
35,66

82,83
96,33

109,92

123,56

137,07



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0
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5

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ano
Referência Elevado crescimento
Baixo crescimento
1.1 - Panorama Econômico Mundial
Tabela 1.2 - Taxa de Crescimento Médio Anual para o PIB do Mundo, de Regiões e
de Países Selecionados de 1980 a 2035
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2011 para taxa média de crescimento 2008-2035. Demais valores IEO 2008.
Com relação ao PIB mundial, o cenário de referência projeta que o PIB mundial será de 161,648 trilhões de
6
dólares em 2035 (gráfico 1.8). Já no cenário de alto crescimento econômico, o valor atingirá 174,76 trilhões de
dólares em 2035; enquanto que no cenário de baixo crescimento econômico será de 137,071 trilhões de dólares.
Gráfico 1.8 - Crescimento do PIB Mundial para os Cenários de Referência,
de Elevado Crescimento e de Baixo Crescimento de 1990 a 2035
<
>
Fontes: U.S. Information Administration / International Energy Outlook 2011. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
O crescimento econômico tem um relevante papel no crescimento da demanda de energia. Considerou-se no
IEO 2011, para projeção de taxas de crescimento econômico, tópicos como: crescimento populacional, taxas de
participação da força de trabalho na renda, crescimento da produtividade (via tecnologia e demais processos),
acumulação de capital, bem como o desenvolvimento da infraestrutura e os mecanismos regulatórios de
mercado estabelecidos pelos governos, especialmente na criação de regras estáveis que permitam
investimentos e crescimento a longo prazo.
De 2008 a 2035, o crescimento mundial anual médio projetado foi de 3,4% (tabela 1.2). Para os países da
OCDE, o crescimento anual previsto foi de 2,1%, enquanto que para os países não pertencentes o crescimento
previsto foi de 4,6% (especialmente em função de China e Índia). Tais cenários foram traçados já levando em
conta a crise econômica mundial iniciada em 2008.
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6
Em dólares de 2005, sendo considerada como base na paridade do poder de compra.
Previsão - Percentagem por ano
Região/País 1980-2005 2005 2006 2007 2008 2008-2035
Estados Unidos 3,1 3,1 2,9 2,1 0,0 2,5
Canadá 2,8 3,1 2,8 2,5 0,4 2,1
México/Chile 2,5 2,8 4,8 3,3 1,4 3,7
Japão 2,3 1,9 2,2 2,0 -0,7 0,5
Coreia do Sul 6,8 4,2 5,0 4,9 2,2 2,9
Austrália / Nova Zelândia 3,3 2,7 2,6 3,3 1,9 2,7
Total OCDE 2,7 2,6 3,1 2,7 0,4 2,1
Rússia -0,1 6,4 6,7 7,0 5,6 2,6
China 9,8 10,4 11,1 11,5 9,0 5,7
Índia 5,9 9,2 9,4 9,0 6,1 5,5
África 2,9 5,2 5,5 6,0 5,2 3,7
Brasil 2,5 2,9 3,7 4,6 5,1 4,6
Total Não-OCDE 4,0 7,5 8,0 8,1 5,9 4,6
Total Mundial 3,3 4,9 5,4 5,4 2,7 3,4
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
140,00
160,00
180,00
200,00
1990 2008 2015 2020 2025 2030 2035
21
1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2008 a 2035
Em face das incertezas de projetarem-se taxas de crescimentos futuros para a economia mundial, o IE0 2011
apresenta, além do cenário de referência, as hipóteses de elevado crescimento econômico mundial e de baixo
crescimento econômico mundial. No caso de crescimento elevado, 0,5% de taxa de crescimento é acrescido ao
cenário de referência; e, no caso de baixo crescimento, 0,5% é subtraído (gráfico 1.9).
No cenário de referência em 2035 (taxa média de 3,4% de crescimento da economia mundial no período de
2008 a 2035), o mercado mundial de energia atingirá 19,40 bilhões de tep (sendo 12,31 bilhões de tep nos
países não pertencentes à OCDE). Já no cenário de elevado crescimento econômico (taxa média anual de
crescimento da economia mundial de 3,9%) o mercado mundial atingirá 21,48 bilhões de tep. No cenário de
baixo crescimento econômico (taxa média de crescimento da economia mundial de 2,9%), o mercado mundial
atingirá 18,00 bilhões de tep.
Gráfico 1.9 - Mercado Mundial de Consumo de Energia em Três Cenários de
Crescimento Econômico de 1990 a 2035
<
>
1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados
No IEO 2011, prevê-se uma taxa de crescimento anual da população mundial de 0,9%, sendo que em alguns
países, como Japão e Rússia, espera-se inclusive um decréscimo da população. Isto significa que a previsão é de
que a população mundial de 6,731 bilhões de habitantes em 2008 chegará a 8,453 bilhões de habitantes em
2035. Para o Brasil, a previsão é de uma taxa de crescimento populacional anual de 0,5% (inferior, portanto, à
taxa média anual de crescimento da população mundial). A tabela 1.3 apresenta o consumo mundial de
energia por habitante no período 1990-2035, incluindo-se regiões e países selecionados.
Fica claro, na comparação com os países desenvolvidos, que o consumo per capita de energia dos brasileiros é
baixo e continuará assim em 2035. Enquanto a média mundial sairá de 1,89 tep por habitante em 2008, para 2,3
em 2035, o Brasil chegará em 2035, com modestos 3,1 tep por habitante, valor muito aquém dos 5,35 tep por
habitante dos países da OCDE.
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2011. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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19,40
12,72

14,22

15,75

17,57

19,50

21,48
8,76

14,75

15,76

16,70

17,43
18,00
0,00
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
1990 2008 2015 2020 2025 2030 2035
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ano
Referência Elevado crescimento Baixo crescimento
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Tabela 1.3 - Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e
em Países Selecionados de 1990 a 2035
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2011. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Unidade: tep por habitante
Região/País 1990 2008 2015 2020 2025 2030 2035
Estados Unidos 8,40 8,27 7,89 7,73 7,60 7,48 7,38
Canadá 9,90 10,92 10,22 10,41 10,33 10,56 11,02
México 1,50 1,71 1,80 1,90 2,04 2,24 2,49
Japão 3,80 4,41 4,44 4,72 4,90 5,02 5,17
Coréia do Sul 2,23 5,25 5,71 5,97 6,38 6,88 7,30
Austrália/Nova Zelândia 5,67 6,85 6,91 7,02 6,80 6,91 7,01
Total OCDE 4,75 5,09 5,02 5,10 5,17 5,25 5,35
Rússia 6,66 5,47 5,68 5,84 6,17 6,58 7,16
China 0,59 1,64 2,26 2,50 2,81 3,09 3,33
Índia 0,23 0,45 0,54 0,61 0,69 0,75 0,81
África 0,38 0,49 0,49 0,49 0,50 0,51 0,53
Brasil 0,97 1,67 1,92 2,09 2,34 2,69 3,10
Total Não-OCDE 0,89 1,19 1,36 1,43 1,53 1,62 1,71
Total Mundial 1,65 1,89 1,99 2,05 2,13 2,22 2,30
23
Centro de Porto Alegre
Foto: Arquivo Grupo CEEE
Panorama Energético Nacional
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
2
Porto Alegre Noturna
Foto: Guga Marques
O Balanço Energético Nacional de 2012 - BEN 2012 - ano base 2011 informa que o consumo brasileiro de energia em
2011 atingiu 246,65 milhões de tep (gráfico 2.1). Considerando-se as projeções do IEO 2011 de um crescimento de
consumo de energia de 2,8% ao ano (no período de 2008 a 2035), o País consumirá 478,75 milhões de tep em 2035.
Usando-se a taxa otimista de crescimento de 4% chegaremos em 2035 com 620,16 milhões de tep.
1
Em 2011, o consumo de energia por habitante no Brasil foi de 1,277 tep por habitante. Os 246,65 milhões de tep
consumidos pelo Brasil em 2011 correspondem a 90,55% da Oferta Interna de Energia - OIE, sendo um consumo 3,97
vezes superior ao verificado em 1970.
Panorama Energético Nacional
Gráfico 2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2035
Fonte: Anos 1975, 1985 e 1995 Balanço Energético Nacional 2011 - ano base 2010.
Demais valores Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011.
<
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No tocante à matriz energética de consumo (gráfico 2.2), observou-se em 2011 que o setor industrial foi responsável
por 35,8% do consumo; enquanto que o setor transporte foi responsável por 30,0%; o setor residencial por 9,5%; o
setor comercial por 2,9%; e o setor agropecuário por 4,0%. Sendo que esses cinco setores somados foram
responsáveis por 83,7% do consumo final (inclui consumo não energético) de energia verificado no país, em 2011.
Gráfico 2.2 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Setor de 1991 a 2011
<
>
Fontes: Dados a partir de 2002 - Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011. Dados de 1991 a 1999 - BEN 2007. Dados de 2000 - BEN 2010. Dados de 2001 - BEN 2011.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
1
Valor extraído do BEN 2012 - ano base 2011, que não coincide com o valor apresentado no IEO 2011.
62,11

84,09

104,38

117,08

127,60

147,70

171,38

215,20

246,65

275,45
478,52
283,03

620,16
0,00
100,00
200,00
300,00
400,00
500,00
600,00
700,00
800,00
1970

1975

1980

1985

1990

1995

2000

2007

2011

2015 2035
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ano
IEO - 2,8%
Taxa - 4,0%
Industrial
Transporte

Residencial

Comercial

Público

Agropecuário
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
ano
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Gráfico 2.3 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Fonte de 1991 a 2011
<
>

Fontes: Dados a partir de 2002 - Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011. Dados de 1991 a 1999 - BEN 2007. Dados de 2000 - BEN 2010. Dados de 2001 - BEN 2011.
Do ponto de vista das fontes (gráfico 2.3), observou-se em 2011 que os derivados do petróleo foram
responsáveis por 43,5% do consumo; a eletricidade por 16,7%; o álcool por 4,6%; e a lenha, que já teve uma
participação de 11,8% em 1991, apresentou em 2011 um consumo de 6,6%. Já o gás natural foi responsável
por 7,6%, valor que era de 2,4% em 1991. A participação do bagaço de cana é expressiva na matriz energética,
atingindo 11,1% em 2011.
Ao contrário de países como China e Índia, a participação do carvão mineral na matriz energética brasileira é
baixa, de apenas 1,4%.
2.1 - Situação em 2011 dos Energéticos que Compõe a OIE do País
2.1.a - Energia Elétrica
Na tabela 2.1, pode-se verificar a Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE, a Geração Interna de Energia Elétrica e
o Consumo Final das principais fontes para o caso brasileiro em 2011.
Em 2011, as importações brasileiras de energia elétrica atingiram 38,4 TWh, que, somada com a geração
interna do País de 531,8 TWh, e subtraindo-se os 2,544 TWh de exportação, fizeram com que a OIEE fosse de
567,7 TWh (48,8 milhões de tep). O consumo final de energia elétrica foi de 480,1 TWh, apresentando, assim,
15,42% da energia ofertada em perdas.
Tabela 2.1 - Energia Elétrica
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Derivados do Petróleo

Eletricidade

bagaço de cana

lenha

gás natural
álcool
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10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
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80,0
90,0
100,0
%
ano
TWh milhões tep
Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE 567,7 48,8
Geração de Energia Elétrica 531,8 45,7
Importação líquida 38,4 3,3
Consumo Final 480,1 41,3
Exportação Líquida 2,544
Perdas em relação a OIEE 15,42
Capacidade instalada das centrais de geração de energia elétrica (inclusive
autoprodutores)
117.135 MW
28
2.1.b - Petróleo
Em 2011, foram produzidos no Brasil (tabela 2.4) 2,105 milhões de barris por dia - bbl/d de petróleo e gás
natural liquefeito - LGN. O consumo final de derivados energéticos do petróleo chegou a 1,947 milhões bbl/d.
Desse montante, a maior parcela, 46,94%, foi o consumo de óleo diesel rodoviário com 900.516 bbl/d, ficando
na segunda posição o consumo de gasolina veicular com 611.515 bbl/d, com uma fatia de 29,05%.
A capacidade nominal instalada de refino de derivados do petróleo em 2011 atingiu 2,116 milhões bbl/d.

A estrutura da oferta de energia elétrica brasileira (tabela 2.2) foi proveniente em 75,4% de usinas
hidroelétricas (se considerarmos que a energia elétrica importada pelo Brasil é de origem hídrica então o
percentual real salta para 82,2%); 8,4% de centrais termoelétricas (excluindo-se da contagem a energia
nuclear); 2,8% de centrais nucleares; e 6,8% de importação líquida.
Há uma diferença significativa entre a estrutura brasileira e a estrutura média mundial de energia elétrica. Na
estrutura mundial (tabela 2.3), 40,6% da energia elétrica provem de centrais a carvão mineral; 21,4% de
centrais a gás natural; 16,2% de centrais hidroelétricas; 13,4% de centrais termonucleares; 5,1% de centrais
com derivados de petróleo; e 3,3% de centrais geotérmica, solar, eólica, biocombustível e lixo.
Tabela 2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2011
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Tabela 2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2009
Fonte: : Key World Energy Statistcs IEA - 2011
Tabela 2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada
Fonte: Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis 2012
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
%
Centrais hidroelétricas 75,4
Centrais termoelétricas (excluidas termonucleares) 8,4
Importação líquida 6,8
Centrais nucleares 2,8
Eólica 0,5
Biomassa 6,2
%
Centrais a carvão mineral 40,6
Centrais a gás natural 21,4
Centrais hidroelétricas 16,2
Centrais termonucleares 13,4
Centrais com derivados de petróleo 5,1
Outros (geotérmica, solar, eólica, biocombustível e lixo) 3,3
Bbl / dia Bbl
Produção petróleo 2,105 milhões
Produção de derivados 1,947 milhões
Consumo de derivados 1,9183 milhões
Consumo de gasolina veicular 611,515 mil
Consumo de óleo diesel rodoviário 900,516 mil
Consumo de óleo combustível 63,267 mil
Consumo de GLP residencial 221,709 mil
Capacidade instalada nominal de refino 2,116 milhões
Reservas provadas de petróleo 15,05 bilhões
29
2.1.c - Gás Natural
Em 2011, a produção brasileira de gás natural (tabela 2.5) atingiu 65,955 milhões de metros cúbicos por dia,
3
sendo importados 28,715 milhões de m por dia de gás. Registre-se o aumento expressivo do consumo de gás
natural no setor elétrico em 2011, em face de hidraulicidade baixa na comparação com 2010. Na matriz
energética de 2011 o gás natural apareceu com 7,6% na produção de energia.
A estrutura do consumo final do gás natural apresentou a predominância do consumo industrial com 54,36%.
Para o uso veicular, foi consumido 9,42% de gás natural. Em relação ao gás natural ofertado, 14,23% foi
reinjetado e 6,11% queimado e perdido.
Tabela 2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada
Fontes: BEN 2012 - ano base 2011 e Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis 2012
Tabela 2.6 - Produtos da cana-de-açúcar no Brasil em 2011
Rendimento do etanol de cana: 87,7 l por tonelada de cana
Rendimento do etanol do melaço: 339,1 litros por tonelada de melaço
Fontes: BEN 2012 - ano base 2011 e Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis 2012
2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar
Em 2011, a produção brasileira de etanol (soma de anidro e hidratado), tabela 2.6, atingiu 394.441 bbl/d
(barris/dia). Os produtos energéticos resultantes da cana representaram 16,85% da matriz energética
brasileira pelo ângulo da produção de energia primária.
2.1.e - Carvão Mineral
O carvão mineral e seus derivados apresentaram uma participação de 5,2% na matriz energética brasileira em
2011, percentual muito abaixo do que se verifica mundialmente.
O carvão vapor (energético) é geralmente nacional e seu consumo tem predominado nas centrais elétricas de
serviços públicos, quadro que sofreu mudança em 2011, tendo ocorrido importação de quantidade expressiva
de carvão vapor 6000 usado predominantemente na indústria. Já o carvão metalúrgico é importado, se
expande quando ocorre combustão incompleta e é consumido em coquerias com vistas à indústria siderúrgica.
No tocante ao carvão vapor, o consumo industrial representou uma parcela de 55,97% do carvão produzido, e
o consumo na geração de energia elétrica, 40,08%.
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2



Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
m
3
/ dia m
3
Produção 65,955 milhões
Importação 28,715 milhões
Uso térmico do setor energético 13,844 milhões
Consumo industrial 31,170 milhões
Consumo transporte 5,403 milhões
Consumo geração elétrica (Centrais elétricas de serviços públicos) 9,019 milhões
Consumo na geração elétrica (centrais elétricas autoprodutoras) 6,658 milhões
Uso não energético 5,493 milhões
Reservas totais de gás natural 906,531 bilhões
Reservas provadas 459,403 bilhões
Bbl / dia toneladas
Produção de etanol (anidro mais hidratado) 394.441
Produção de etanol hidratado 244.964
Produção de etanol anidro 149.477
Consumo final de etanol hidratado 187.795
Consumo final de etanol anidro 144.963
Exportação de etanol 33.840
Consumo de álcool anidro setor transporte 145.336
Consumo de álcool hidratado setor transporte 210.483
Consumo de etanol em outros usos (consumo não energético) 18.264
Consumo térmico de bagaço de cana (indústria e produção de eletriciade) 146,943 milhões
30
Tabela 2.7 - Carvão Mineral
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia
Em termos de produção de energia, o grande destaque do Brasil no cenário internacional continua sendo a
expressiva participação de energia renovável na matriz energética do País. Em 2011, nada menos que 45,82%
da Oferta de Energia Interna - OIE do País foi originária de fontes renováveis. No âmbito mundial, em 2009, de
acordo com o Key World Energy Statistcs - 2011, esse percentual foi de 13,3%, enquanto que nos países da
OCDE foi de apenas 8,0%. O Brasil é o segundo maior produtor de hidroeletricidade do mundo, atrás da China,
em 2009. Na produção de etanol, o Brasil disputa a liderança mundial com os Estados Unidos, que emprega o
milho para produzir o álcool, acarretando sérios problemas de elevação nos preços mundiais dos alimentos, o
que não ocorre na situação brasileira.
2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia
A maior dependência externa de energia no caso brasileiro ocorreu em meados da década de 70, sendo que a
referida dependência, em 2011, ficou em 8,3%, que representa um valor confortável.
2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE
De 1970 a 1980, o PIB brasileiro cresceu em média 8,6%, enquanto o crescimento da oferta interna de energia
foi de 5,5% (gráfico 2.4).
Já no período de 1980 a 1985, a taxa de crescimento do PIB brasileiro foi de apenas 1,3% ao ano em média,
enquanto que a taxa de crescimento da OIE foi de 2,7%, uma situação bem pior que a verificada no período
2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal
Em 2011, a lenha e o carvão vegetal (tabela 2.8) corresponderam a 10,26% da matriz energética do País. O
consumo de lenha foi de 36,74% em carvoarias; 24,71% no setor residencial; 9,29% no agropecuário e
27,81% no industrial.
Tabela 2.8 - Lenha e Carvão Vegetal
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
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2



Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
carvão metalúgico
(toneladas)
carvão vapor
(toneladas)
Produção 0 5.436.000
Importação 12.001.000 6.005.000
Consumo industrial e transformação em coqueria 11.851.000 6.403.000
Consumo na geração elétrica 0 4.586.000
Outros consumos mais variação de estoques e perdas 150.000 452.000
toneladas
Produção de lenha 84.909.000
Consumo em carvoarias 31.192.000
Consumo final energético da lenha 52.793.000
Consumo residencial da lenha 20.984.000
Consumo de carvão vegetal 7.725.000
31
2.5 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil
No período de 1970 a 2011, a relação entre a variação da taxa OIE e do PIB do Brasil (tabela 2.9) foi de 0,88. No
caso da relação entre a variação da taxa de eletricidade total ofertada e do PIB, a relação no mesmo período foi
de 1,50.
Gráfico 2.4 - Taxas Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2011
<
>
1970-2011 - Taxa média no período
Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 e Balanço Energético Nacional 2007 - ano base 2006
Nota: Cálculo 1970-2011 e variação 2007-2011 - elaboração BERS 2012 - ano base 2011
Tabela 2.9 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil
* Inclui setor energético
** Inclui gasolina, álcool e gás natural
Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 e Balanço Energético Nacional 2007 - ano base 2006
Notas: Cálculo 1970-2011 e variação 2007-2011 - elaboração BERS 2012 - ano base 2011
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
8,6
1,3

1,8

3,8

2,8

3,7

4,0
5,5

2,7
1,7

4,8

2,8

3,4

3,5
0,0
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0
6,0
7,0
8,0
9,0
10,0
1970-1980 1980-1985 1985-1993 1993-1997 1997-2007 2007-2011 1970-2011
%
ano PIB OIE
1970-1980 1980-1985 1985-1993 1993-1997 1997-2007 1970-2007 2007-2011 1970-2011
OIE/PIB 0,64 2,11 0,92 1,26 1,03 0,87 0,92 0,88
Eletricidade Total/PIB 1,39 5,64 2,31 1,35 1,24 1,63 1,05 1,50
Eletricidade Industrial/PIB 1,54 5,59 1,68 0,67 1,30 1,59 0,57 1,49
Derivados Petróleo/PIB 0,95 -1,49 1,71 1,84 0,40 0,90 0,31 0,83
Biomassa/PIB 0,06 3,34 -0,55 0,53 1,36 0,43 0,05 0,41
Carvão mineral de aço/PIB 1,23 7,15 1,93 0,83 0,70 1,41 0,93 0,98
Energia industrial/PIB* 1,01 3,06 0,93 1,17 1,35 1,17 0,50 1,11
Consumo combustíveis
ciclo OTTO/PIB**
0,37 0,11 2,51 2,49 0,64 0,83 1,60 1,08
anterior. No período de 1985 a 1993, enquanto o PIB cresceu 1,8% ao ano, a OIE cresceu 1,7%. De 1993 a 1997, o
PIB cresceu 3,8% e a OIE 4,8%, enquanto que de 1997 a 2007 para um crescimento do PIB de 2,8% a OIE cresceu
2,8%. Já de 2007 para 2011 o PIB cresceu anualmente em média 3,7% e a OIE 3,4%.
Analisando o período de 41 anos (de 1970 a 2011), a média anual de crescimento do PIB ficou em 4,0% e a OIE
cresceu 3,5% ao ano.
32
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
200
1984

1994

2004
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ano
Energia Útil Potencial de Economia de Energia Energia Não - recuperável
Gráfico 2.5 - Variação da Energia Útil, Final e Economia de Energia no Brasil
de 1984 a 2004
<
>
Fontes: Balanço Energético Nacional 2010 - ano base 2009 e Balanço Energético Nacional 2007 - ano base 2006

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2



Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU
No gráfico 2.5, observa-se a variação da energia final, útil e economia de energia para o caso brasileiro nos anos
de 1984, 1994 e 2004. Observa-se que a energia final e a útil aumentaram ao longo do tempo; porém, o
potencial de economia de energia diminui à medida que os rendimentos vão se aproximando de seus pontos
ótimos.
A relação entre a energia final e a útil tem a dimensão de rendimento energético. Pelos números do BEN 2009,
o rendimento energético do País em 1984 foi de 46,9%, em 1994 de 53,9% e em 2004 de 57,5%.
33
Garagem na Usina do Gasômetro
Foto: Arquivo Grupo CEEE
Setor Energético do Rio Grande do Sul
- Ênfase em Fontes de Energia Primária
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
3
CEEEGT-UHE Itaúba
Foto: Beto Rodrigues
Neste capítulo, será examinado o setor energético do Rio Grande do Sul, sendo apresentados
predominantemente os dados das fontes energéticas primárias utilizadas no Estado, sendo que o exame do
1
setor energético secundário será apresentado no capítulo 4 .
2
A evolução do consumo final energético no Rio Grande do Sul no período de 2005 a 2011, e a projeção de
crescimento até 2035, é apresentada no Gráfico 3.1 a seguir. Para os anos de 2015, 2020, 2025, 2030 e 2035
foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses:
i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,8% ao ano, valor previsto para o
Brasil no IEO 2011 (período 2008-2035);
ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um cenário
otimista, conforme valores apurados no BERS 2005-2006-2007.
Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária
Gráfico 3.1 - Valores Verificados do Consumo Final Energético no RS, no Período de
2005 a 2011, e Projeção de Crescimento até 2035
<
>



1
Nos Balanços energéticos anteriores ao BERS 2011, a análise do setor energético gaúcho foi efetuada em um único capítulo. São energéticos de fontes primárias o
petróleo, o gás natural, o carvão vapor, a energia hidráulica, a lenha, os produtos da cana e outras fontes primárias (energia eólica, casca de arroz, lixívia, óleo de soja e
outros).
2
Nos balanços anteriores foi analisado o consumo final, ou seja, a soma do consumo final energético e consumo final não energético.
3
O conceito de toneladas equivalentes está desenvolvido no item 3.3.a.


Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
No tocante à produção de energia em 2011, o RS destacou-se na produção de carvão vapor: foram 7,246
3
milhões de toneladas equivalentes produzidas, ficando na primeira posição no cenário nacional. Nesse mesmo
ano, foram produzidos 19.812 GWh de energia elétrica no Estado (centrais elétricas de serviço público e
autoprodutoras). A produção de álcool etílico hidratado nas destilarias foi de 6.409 m3, volume abaixo da
potencialidade do Estado.
Nas tabelas 3.1, 3.2 e 3.3, apresentam-se a produção de cada energético por Estado da federação.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
12.986

14.909

17.116
19.651
22.560
9.091 9.087

9.547

10.104

10.170

10.781

11.628

14.134

18.039

23.023
29.383
37.501
0
5.000
10.000
15.000
20.000
25.000
30.000
35.000
40.000
45.000
50.000
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2015 2020 2025 2030 2035
m
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ano
Taxa de 2,8%
Taxa de 5%
37
Tabela 3.2 - Geração de Energia Elétrica e Produção de Álcool em Estados Selecionados
e no Brasil, em 2009, 2010 e 2011
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis - 2012
*Inclui geração de autoprodutores
Tabela 3.3 - Produção de Carvão Vapor na Região Sul e no Brasil, em 2009, 2010 e 2011
Nota: Soma bruta em massa dos diferentes tipos de carvão
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012
Cabe examinar, de forma mais detalhada, a configuração dos principais energéticos de fontes primárias, como
petróleo, gás natural, carvão vapor, energia hidráulica, lenha, produtos da cana e outras fontes primárias (lixívia,
casca de arroz e energia eólica).
3.1 - Petróleo
O petróleo que chega ao Estado é refinado na Refinaria Alberto Pasqualini em Canoas e na Refinaria
Riograndense em Rio Grande. Na tabela 3.4, consta a capacidade de refino das duas refinarias e a capacidade
total do País. Observa-se que a capacidade nominal de refino de petróleo total do RS corresponde a 11,17% da
capacidade nominal de refino do País.
Tabela 3.1 - Produção de Petróleo e Gás Natural em Estados Selecionados e
no Brasil, em 2009, 2010 e 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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3
unidade: mil barris
2009 2010 2011
Petróleo
Rio de Janeiro 605.213

594.804

568.557

Espírito Santo 35.958

80.033

115.867

Rio Grande do Norte 21.307

20.782

21.403

Bahia 14.981

15.894

16.023

Sergipe 16.098

15.083

15.332

Amazonas 12.351

13.030

12.683
São Paulo 333

5.278

13.984

Ceará 3.300

2.935

2.618

Alagoas 2.342

2.115

2.004

Paraná 1.029 0 0
Rio Grande do Sul 0 0 0
Total Brasil 711.883 749.954 768.471
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2009 e 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 26/03/2012

unidade: milhões m³
2009 2010 2011
Gás Natural Total
Rio de Janeiro 10.497

10.132

9.387
Amazonas 3.780

3.858

4.161
Bahia 3.053

3.399

2.558
Espírito Santo 1.076

2.701

4.332
Sergipe 956

1.102

1.101
Rio Grande do Norte 761

689

635
Alagoas 742

673

563
São Paulo 218

342

1.306
Ceará 56

43

31
Paraná 0 0 0
Rio Grande do Sul 0 0 0
Total Brasil 21.142

22.938

24.074
unidade: GWh
2009 2010 2011
Energia Elétrica* Total
Paraná 85.575 95.548 99.355
São Paulo 69.474 76.080 72.151
Minas Gerais 63.538 64.239 63.811
Pará 42.030 39.939 43.092
Rio de Janeiro 29.369 42.963 38.540
Bahia 22.865 20.294 23.608
Mato Grosso do Sul 20.768 22.867 22.704
Goiás 20.632 29.391 31.846
Rio Grande do Sul 19.082 23.407 27.760
Alagoas 18.803 17.065 18.747
Santa Catarina 17.100 23.251 26.817
Total Brasil 462.976 515.799
unidade: mil m³
2009 2010 2011
Álcool Total
São Paulo 15.041 15.660 11.837
Minas Gerais 2.284 2.681 2.108
Goiás 2.112 2.980 2.680
Paraná 1.899 1.740 1.400
Mato Grosso do Sul 1.331 1.882 1.632
Mato Grosso 810 854 863
Alagoas 791 576 722
Pernambuco 469 396 367
Paraíba 395 318 328
Espírito Santo 238 209 197
Rio Grande do Sul 2 6 7
Total Brasil 26.103 27.963 22.916
unidade: mil toneladas
Carvão Vapor 2009 2010 2011
Paraná 93 98 95
Santa Catarina 2.522 2.319 2.247
Rio Grande do Sul 3.055 3.195 3.094
Total Brasil 5.670 5.611 5.435
531.758
38
Tabela 3.4 - Capacidade das Refinarias de Petróleo do RS, em 2011
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural - 2009
Nas tabelas 3.5 e 3.6, são apresentados o volume de carga nas refinarias do RS e a capacidade de
armazenamento nas refinarias por produto, respectivamente. Observa-se que o volume total de petróleo
processado no Estado foi de 8,8% do processado em âmbito nacional em 2011 (enquanto que em 2010
este percentual foi de 9,1%).
Tabela 3.5 - Volume de Carga Processada por Origem (Nacional e Importada)
nas Refinarias do RS, em 2011
*Inclui resíduos de petróleo, resíduos de terminais e resíduos de derivados que são reprocessados nas unidades de destilação atmosférica juntamente
com as cargas de petróleo e condensado.
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012 - dados de 2011
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2011 - dados de 2010
Tabela 3.6 - Capacidade de Armazenagem por Produto nas Refinarias do RS,
em 31/12/2011
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012 - dados de 2011
As capacidades de armazenamento de petróleo e seus derivados no RS no ano de 2011 são apresentadas
na tabela 3.7 a seguir:
Tabela 3.7 - Capacidade de Armazenamento de Petróleo, seus Derivados e etanol,
nos Terminais do RS, em 31/12/2011
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012 - dados de 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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3
unidade: m³/dia
Refinaria Município Capacidade Nominal
Riograndense Rio Grande 2.705
REFAP Canoas 32.000
Total Rio Grande do Sul 34.705
Total Brasil 310.574
unidade: barril/dia
Total Geral* Petróleo Nacional Petróleo Importado
2010 2011 2010 2011 2010 2011
Riograndense 14.146 15.121 2.700 13.074 11.446 2.047
REFAP 150.295 150.026 62.665 76.069 82.793 71.989
Total RS 164.441 165.147 65.365 89.143 94.239 74.036
Total Brasil 1.807.076 1.866.071 1.407.976 1.476.585 347.332 354.629
Refinaria
unidade: m³ unidade: m
3
Refinaria Petróleo
Derivados de Petróleo,
intermediários e Álcool
Riograndense 126.739 74.928
REFAP 433.959 853.116
Total RS 560.698 928.044
Total Brasil 5.229.564 11.198.371
unidade: m³
Local e Operador Número de Tanques Petróleo
Derivados e etanol
(exceto GLP)
GLP Total
Rio Grande- Ref. Riograndense 8 7.809 7.809
Canoas Transpetro 3 15.656 15.656
Tramandai - Braskem 4 164.000 164.000
Tramandai - Transpetro - Tedut 16 509.000 192.159 701.159
Rio Grande - Braskem 32 36.800 2.616 39.416
Rio Grande - Granel 24 59.590 59.590
Rio Grande - Transpetro 18 61.299 61.299
Triunfo - Braskem (Central Petr.) 4 18.000 18.000
Triunfo - Braskem - Santa Clara 2 12.255 12.255
Total RS 111 516.809 559.759 2.616 1.079.184
39
Figura 3.1 - - Navio Petroleiro e Terminal de Recebimento em Tramandaí - RS
Tabela 3.8 - Vendas de Gás Natural em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 1998 a 2011
Nota: Estão relacionadas apenas as Grandes Regiões e algumas Unidades da Federação onde houve vendas de gás natural no período especificado
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2009. Dados de 1999 a 2001
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2011. Dados de 2002 a 2010
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012. Dados de 2011
Fonte: Acervo Petrobras
3.2 - Gás Natural
No Brasil, a oferta interna bruta de gás natural em 2011 atingiu 28,4 bilhões de m³, sendo que desse montante
4
18,5 bilhões de m³, 64,9%, foram destinados a vendas e 30,4% ao consumo próprio. As vendas de gás natural
no RS, conforme tabela 3.8, chegaram a 3,56% das vendas do País. São Paulo e Rio de Janeiro foram os estados
que exibiram participações de 31,01% e 21,76% das vendas nacionais, respectivamente. Mais da metade do
gás natural vendido no Brasil em 2011 ocorreu nesses estados.
Pode ser verificado no gráfico 3.2 que as vendas de gás natural no RS, a partir do ano 2001 e até 2009,
superaram as ocorridas em Minas Gerais e no Paraná, salvo no ano 2000 quando se deu o início da
comercialização no Estado. Já em 2010 as vendas em MG superam as vendas efetuadas no RS.
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Representando uma redução nas vendas de 3,5% em relação a 2010. Fonte: Anuário Estatístico ANP 2012.

unidade: milhões m³
Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Norte 1 1 46 647
Região Nordeste 2.211 2.526 2.645 2.812 3.533 4.022 3.539 3.291 3.393 3.376 3.388 4.429 4.198
Região Sudeste 3.138 3.794 5.049 6.470 7.060 8.448 9.421 10.194 10.619 13.965 9.443 12.917 11.829
Região Sul - 262 1.239 1.247 1.191 1.558 1.749 1.934 1.652 1.564 1.350 1.542 1.700
Região Centro-Oeste - - 154 572 704 969 716 555 348 105 54 191 75
Paraná - 53 127 206 186 219 249 303 363 348 293 351 369
Rio Grande do Sul - 134 895 753 694 949 1.026 1.105 723 637 475 549 656
São Paulo 1.359 1.668 2.293 3.012 3.543 4.110 4.779 5.324 5.788 6.009 4.974 5.814 5.721
Rio de Janeiro 1.307 1.559 2.054 2.702 2.639 3.203 3.610 3.730 3.770 6.453 3.448 5.350 4.015
Minas Gerais 253 305 365 403 483 726 647 733 616 830 531 945 1.045
Total Brasil 5.349 6.583 9.088 11.100 12.488 14.997 15.426 15.974 16.012 19.011 14.232 19.126 18.450
40
0
1.000
2.000
3.000
4.000
5.000
6.000
7.000
1998 1999

2000

2001

2002 2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009 2010 2011
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ano
PR RS SP RJ MG
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2009
3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul
A oferta total de gás natural no RS em 2011 foi de 652 milhões de m³, o que representa uma oferta média de
1,798 milhões de m³/dia.
A capacidade total de transporte do Trecho Sul do Gasbol é de 2,8 milhões de m³/dia. A demanda do Estado
para o abastecimento do setor energético, consumidores residenciais, comerciais, industriais e de postos de Gás
Natural Veicular (GNV), foi de 570,61 milhões de m³ em 2011. Já para o abastecimento da usina termelétrica a
gás natural de 160,57 MW da Petrobras, denominada Sepé Tiaraju e localizada em Canoas, foram consumidos
280 milhões de m³ em 2011.
A comercialização do Gás Natural Veicular - GNV iniciou em meados de 2001, apresentando um aumento
expressivo no consumo até 2008 como combustível veicular. Em 2009 houve pequena redução de 2,5% no
volume total comercializado em relação a 2008. Entretanto, ações mercadológicas como o desenvolvimento do
5
programa SINAL Verde Corporativo com foco em frotas de empresas e táxis, concebido para dar continuidade
ao programa GNV: Sinal Verde para a Economia, movimentaram o setor, aumentando a média mensal de
veículos convertidos para o uso de GNV. Assim, o consumo do segmento veicular em 2011 chegou a 82,08
milhões de m³ superou em 1,95 % aquele verificado em 2010.
A utilização crescente de GNV demonstra ser uma alternativa tecnicamente viável e economicamente
favorável aos consumidores em comparação com os tradicionais combustíveis veiculares, em especial gasolina
e álcool, esse último não produzido no RS. Entretanto, a eficiência energética da queima de gás natural em
termelétricas é mais eficiente do ponto de vista termodinâmico que a utilização do gás assim como outros
combustíveis em motores para o transporte veicular.
Na termelétrica de Uruguaiana, há uma capacidade potencial de consumo de até 2,8 milhões de m³/dia de gás
natural argentino, mas o que se verifica na prática é que a Argentina não vem dispondo de gás para ofertar.
No gráfico 3.3, verifica-se a evolução da Oferta Interna de Gás Natural em milhares de metros cúbicos de gás,
que inicia com valor bastante modesto e, a partir de 2001, cresce significantemente, atingindo a maior oferta
em 2005, quando chega a 1.007.857 mil m³ de gás canalizado ofertado ao mercado gaúcho.


Gráfico 3.2 - Vendas de Gás Natural em Estados Selecionados,
no Período de 1998 a 2011
<
>


5
O programa foi concebido para dar continuidade ao programa Sinal Verde, iniciado em 2009. Realizado durante os meses de agosto a Sinal Verde Corporativo
dezembro de 2010 com foco em frotas de empresas e táxis, concedendo cilindros em regime de comodato, com a finalidade de estimular as adaptações de veículos
para GNV no RS. A promoção representou 40% das conversões do Rio Grande do Sul, durante o período de validade, e 14% do total de conversões de 2010. Atualmente,
o Estado conta com 41.715 veículos adaptados para GNV.
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Gráfico 3.3 - Evolução da Oferta de Gás Natural no RS, no Período de 2000 a 2011
<
>

Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001 - 2004 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores
Na tabela 3.9, encontra-se os preços correntes do gás natural veicular de 2002 a 2011 no Brasil, nas regiões e
em estados selecionados.
Tabela 3.9 - Preços Médios do GNV ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2002 a 2011
Nota: Preços em valores correntes
*Preços médios de 2001 calculados com base nos preços de julho e dezembro
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012
6
3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul
O suprimento de gás natural para o RS ocorre por meio de dois gasodutos. Um transporta o chamado gás
boliviano - Gasbol, vindo da Bolívia, conforme mostrado no mapa 3.1, limitado a 2,8 milhões m³/dia no seu
Trecho Sul. A sua operação iniciou em julho de 2000 com o recebimento do gás pela extremidade sul do
Gasoduto Bolívia- Brasil, operado pela empresa TBG - Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A.. O
outro gasoduto transporta gás argentino, que não chega a Porto Alegre em decorrência de ainda não terem sido
7
concluídas as obras do gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre .

6
Para elaboração desse tópico, utilizou-se de informes elaboradas pelo Engº Clóvis Coimbra Teixeira, da Sulgás.
7
A Argentina tem atravessado sucessivas crises de energia e inclusive alguns racionamentos. Num cenário de tal magnitude, constata-se que sequer tem chegado gás
argentino nas quantidades contratadas para Uruguaiana, especialmente para a Usina térmica da AES de 640 MW, que encontra-se desativada.
Considere-se ainda que, com os problemas de rupturas contratuais efetuadas recentemente pelo governo da Bolívia, mesmo não tendo ainda faltado gás oriundo
daquele País, o gasoduto que abastece o RS está com sua capacidade esgotada. Em face da enorme dependência que o Brasil tem deste importante energético,
espera-se que os esforços da Petrobras e de outras empresas resultem na descoberta de reservas de gás natural no País. Enquanto tal fato não ocorrer e continuarem as
dificuldades e incertezas presentes, o problema poderá ser parcialmente contornado por meio do GNL, que é o gás natural liquefeito, cuja base logística de distribuição
para a região sul, pela Petrobras, poderá ocorrer no RS.
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138.129
893.702

723.135

663.390

863.232

1.007.857

901.946

658.748

715.403

538.290

588.229

652.027

0
100.000
200.000
300.000
400.000
500.000
600.000
700.000
800.000
900.000
1.000.000
1.100.000
2000 2001 2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

m
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m
3
ano

unidade: R$ / m
3
Regiões e Estados 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Norte - 1,031 - 1,363 1,399 1,399 1,399 1,492 1,582 1,650
Região Nordeste 0,832 1,106 1,132 1,219 1,364 1,494 1,723 1,752 1,778 1,780
Região Sudeste 0,812 1,033 1,065 1,113 1,198 1,264 1,507 1,596 1,545 1,541
Região Sul 0,943 1,229 1,197 1,305 1,484 1,548 1,682 1,683 1,652 1,737
Região Centro-Oeste - 1,079 1,116 1,245 1,519 1,586 1,677 1,749 1,752 1,755
Paraná 0,945 1,178 1,196 1,243 1,407 1,453 1,532 1,551 1,495 1,544
Rio Grande do Sul 0,933 1,297 1,194 1,339 1,586 1,651 1,785 1,806 1,695 1,783
São Paulo 0,781 0,993 1,022 1,080 1,187 1,188 1,382 1,642 1,480 1,308
Rio de Janeiro 0,823 1,073 1,082 1,101 1,155 1,266 1,558 1,543 1,557 1,662
Minas Gerais 0,873 1,021 1,123 1,297 1,506 1,527 1,668 1,677 1,649 1,645
Total Brasil 0,822 1,061 1,083 1,145 1,250 1,329 1,562 1,633 1,599 1,602
42

A partir de julho de 2000, a Sulgás iniciou a distribuição do gás argentino para a termelétrica a gás natural de
Uruguaiana de 639,9 MW, que vem atravessando uma situação de falta de gás, acarretando enormes prejuízos
em função do não cumprimento das obrigações contratuais do Governo Argentino. Para isto, foi construído um
trecho do gasoduto de Aldea Brasilera na Argentina, até Uruguaiana no Brasil, tendo sido previsto, e até agora
não construído, o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre comentado anteriormente.
Mapa 3.1 - Infraestrutura de Produção e Movimentação de Gás Natural no Brasil,
em 2011
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012

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3.2.d - Gás Natural Boliviano
O transporte do gás boliviano é realizado pelo Gasoduto Bolívia - Brasil, operado pela concessionária
Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. - TGB, chegando ao Estado pela extremidade Sul (do
referido gasoduto) que vai de Siderópolis - SC a Canoas - RS. O diâmetro desse trecho do gasoduto Brasil-Bolívia
é de 16 polegadas com capacidade para transportar 2,8 milhões de m³/dia, chegando a Canoas com pressão de
63 bar.
A partir daí, o gás boliviano é distribuído pela Sulgás por intermédio de redes abastecidas por city gates
passando a ser utilizado nos setores industrial, comercial, transportes, residencial e de geração de energia
elétrica.
Nos city-gates, figura 3.2, o gás, depois de transportado pelos gasodutos em grandes quantidades e
geralmente de grandes distâncias, sofre reduções de pressão e devida odorização. Além disso, nos city-gates
são realizadas as medições e a transferência dos gasodutos para as redes de distribuição.
43
Legenda
Município atendido com gás boliviano
Município atendido com gás argentino
Município atendido com GNC
Municípios atendidos pela Sulgás
Gasoduto da Sulgás
Gasoduto Bolívia-Brasil
U.T.E.
URUGUIANA
URUGUAIANA
SÃO BORJA
PORTO
XAVIER
QUARAÍ
ALEGRETE
ROSÁRIO
DO SUL
SANTA VITÓRIA
SÃO FRANCISCO
DE ASSIS
SANTANA DO
LIVRAMENTO
BARRA DO
QUARAÍ
DO PALMAR
HORIZONTINA
PLANALTO
FREDERICO
WESTPHALEN
SANTA ROSA
SÃO MIGUEL
DAS MISSÕES
ACEGUÁ
CANDIOTA
BAGÉ
SÃO GABRIEL
JAGUARÃO
SANTIAGO
Santa
Maria
CRUZ ALTA
IJUÍ
SÃO JOSÉ
DAS MISSÕES
SOLEDADE
IMBÉ
TRAMANDAÍ
Torres
Vacaria
ERECHIM
TAPES
CAMAQUÃ
GUAÍBA
Gravataí
Pelotas
ANTÔNIO
PRADO
Farroupilha
Bento Gonçalves
Eldorado
do Sul
Triunfo
Charqueadas
Lajeado
Santa
Cruz
do Sul
Passo Fundo
PORTO
ALEGRE
RIO GRANDE
TAVARES
Garibaldi
Caxias do Sul
CAPÃO DA CANOA
Osório
DOS AUSENTES
SÃO JOSÉ
Cachoeirinha
Novo Hamburgo
Sapucaia do Sul
Cambará do Sul
Pantano
Grande
Campo Bom
Sapiranga
Carlos Barbosa
Nova
Petrópolis
São Leopoldo
Esteio
Canoas
Montenegro
GRAMADO
Rede de Distribuição
da Sulgás
São Francisco São Francisco
de Paula
Viamão
Igrejinha
Três Coroas
Figura 3.2 - City Gate localizado em Canoas - RS

No mapa 3.2, podem ser observadas as principais redes de distribuição de gás natural no Estado.
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Mapa 3.2 - Redes de Distribuição da Sulgás
Fonte: Sulgás (agosto 2011)
Fonte: Sulgás
44
3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS
A crise no abastecimento de gás natural da Argentina reduziu drasticamente o fornecimento do gás natural
daquele País para a Usina da AES Uruguaiana e tornou mais difícil a discussão da existência de um anel no RS que
interligue os gasodutos provenientes da Bolívia e Argentina. Para o fechamento do anel de gasodutos seria
necessário executar o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre.
No momento da crise de fornecimento de gás para a termelétrica de Uruguaiana, cogita-se a instalação no RS
de um terminal de gás natural liquefeito - GNL, podendo ser transportado para Uruguaiana por meio do
gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre. Essa alternativa seria economicamente viável com o uso do GNL, com a
diferença no envio do gás, que seria de Porto Alegre a Uruguaiana, sentido inverso do originalmente concebido.
Adicionalmente, a própria Argentina poderia beneficiar-se dessa solução, pois precisa realizar investimentos
para extração e transporte do gás natural nos próximos anos, até lá, o GNV serviria como alternativa. Trata-se de
uma solução complementar, especialmente em função do GNV não ser competitivo com a forma tradicional do
gás natural.
O terminal de GNL, caso seja instalado no RS, provavelmente será instalado em Tramandaí ou em Rio Grande.
3.2.f - Considerações sobre o GNL
O Brasil começou a utilizar o GNL tardiamente em relação a alguns países do mundo. O GNL nada mais é do que
tornar líquido o gás natural para ser transportado em navios, e novamente transformado na sua forma original,
após chegar ao seu local de destino, e injetado em gasodutos sob pressurização. Onde há condições de
abastecer-se o mercado com gás natural, transportado em gasodutos, o GNL não é empregado, por ser uma
solução mais cara. Mas, em situações de escassez, como a que vem se apresentando no Brasil e em países
vizinhos, ele é empregado. No Japão, o GNL é largamente empregado pelo simples fato de não existir gás
natural no território japonês para abastecer a demanda daquele País.
No BERS 2010 - ano base 2009, página 66, na figura 3.3, pode ser visto uma plataforma típica de transporte de
GNL, e, na figura 3.4, um croqui explicativo do processo de GNL, que consiste na produção, liquefação (via
processo criogênico), transporte por navio do gás liquefeito, regaseificação (gás líquido para gás vapor) e
entrega para os consumidores finais.
8
3.3 - Carvão Vapor
No Rio Grande do Sul, estão localizadas as maiores reservas de carvão vapor do Brasil, conforme será visto no
capítulo 10. Segundo as estimativas da Empresa de Pesquisa Energética - EPE, existe a possibilidade teórica de
instalar um parque gerador de termoeletricidade a carvão no Estado, com potência instalada de 28.800 MW. O
sistema elétrico brasileiro tem predominância hídrica; porém o potencial hidroelétrico do País e do Estado não
foi plenamente explorado (maiores informações constam no capítulo 10).
A energia térmica, não apenas gerada com carvão, é mais cara que a hidroelétrica. No entanto, nos períodos
críticos dos reservatórios das represas das usinas hidrelétricas é necessária a utilização mais intensa da geração
térmica.
3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS
A produção de carvão vapor no RS é efetuada pela Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM e pela
Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi. Os tipos de carvão produzido por essas empresas são
diferentes quanto ao poder calorífico. As empresas trabalham com o Poder Calorífico Superior - PCS, enquanto
no Balanço Energético trabalha-se com o Poder Calorífico Inferior - PCI. Como exemplo, o carvão CE 3300 tem
um PCI de 3100 kcal/kg de carvão, enquanto que o PCS é de 3.300 kcal/kg. As produções por tipo de carvão no
RS constam na tabela 3.10 a seguir.


Fonte: Sulgás (agosto 2011)
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Também designado como carvão mineral.
45
Tabela 3.10 - Produção de Carvão Vapor no RS por Tipo, no Período de 2007 a 2011
Fonte: Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi e Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM
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No gráfico 3.4, é apresentada a evolução da produção total de carvão no RS no período de 2005 a 2011 e
produção total de carvão em unidade de massa, no mesmo período. Para obter os valores apresentados no
gráfico, multiplicou-se a quantidade em toneladas de cada tipo de carvão pelo seu respectivo Poder Calorífico
Inferior - PCI; após conversão, dividiu-se os valores encontrados pelo PCI do carvão ROM (2.430 kcal/kg), tendo
assim o montante equivalente produzido anualmente no Estado. No caso da obtenção da produção em massa,
baseou-se apenas na soma das massas dos diferentes tipos de carvão sem levar em conta seus diferentes
poderes caloríficos inferiores.

Gráfico 3.4 - Evolução da Produção Equivalente e em Massa de Carvão no RS,
no Período de 2005 a 2011
<
>





Fonte: Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi e Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM
Nota: O crescimento em 2010 e 2011 está diretamente vinculado à entrada em operação da Usina Térmica de Candiota III.
unidade: tonelada
Tipo
de carvão 2007 2008 2009 2010 2011 2007 2008 2009 2010 2011
CE 2900 19.159 19.075 8.314 0 0 0 0 0 0 0
CE 3100 467.040 599.463 377.772 395.401 377.709 0 0 0 0 0
CE 3300 3.242 12.292 266 0 0 1.816.958 1.636.709 1.661.920 1.699.102 2.000.466
CE 3700 0 1.574 206 0 40 0 0 0 0 0
CE 4000 0 0 0 0 28 0 0 0 0 0
CE 4200 15.616 53.965 48.252 46.559 28.518 50.648 44.406 53.136 39.734 49.224
CE 4400 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
CE 4500 38.169 177.877 97.522 206.957 235.092 20.319 30.168 15.433 8.002 942
CE 4700 273.461 330.650 343.026 427.189 413.955 0 0 13.155 0 0
CE 5000 0 0 4.136 24.144 38.265 0 0 0 0 0
CE 5200 336.056 398.815 347.299 305.151 307.086 2.421 44.704 50.053 69.108 12.195
CE 5500 37.605 20.097 8.331 2.259 0 17.156 0 0 1.584 4.797
CE 6000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
CE 6300 0 0 0 0 0 1.843 0 0 0 0
CE 6500 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
CE 6800 0 2.716 0 0 0 0 0 0 0 0
FINOS 0 0 0 0 0 0 0 20.794 0 0
ROM 0 0 0 0 0 0 0 0 2.015.205 2.207.739
Total 1.190.347 1.616.524 1.235.123 1.407.659 1.400.694 1.909.345 1.755.987 1.814.490 3.832.735 4.275.363
CRM Copelmi
4.501.875

4.449.644

4.427.563

4.931.400

4.454.745

6.772.799
7.245.516
3.194.310

3.133.567

3.099.691

3.372.511

3.049.614
5.240.394
5.676.057
2.000.000

3.000.000

4.000.000

5.000.000

6.000.000

7.000.000

8.000.000

2005

2006

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s

ano

Produção Equivalente Produção em Massa
46
3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS
9
A previsão de crescimento da produção de carvão baseia-se nos estudos realizados pela CRM (gráfico 3.5).
Na região de Candiota, a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica - CGTEE é proprietária da Usina
Termoelétrica Presidente Médici, composta atualmente pelas Fases A e B, com capacidade instalada de 446
MW, e da Usina Candiota III, com capacidade instalada de 350 MW. Essas unidades geradoras são abastecidas
com carvão vapor que a CRM produz na Mina de Candiota, explorada em sítio próximo da termoelétrica. Nos
últimos anos, foram comercializadas aproximadamente 2,0 milhões de toneladas de carvão CE 3300 por ano.
Para prover todo o carvão que o complexo termoelétrico absorve, a CRM expandiu a sua capacidade de
produção para até 5,0 milhões de toneladas brutas por ano (um crescimento de até 150 %).
Outro foco decorre de solicitação externada pela CGTEE em março de 2007. A solicitação tem origem em acordo
pactuado pela CGTEE com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA
em 2005. A partir da inicialização da Fase C, a Usina Termoelétrica Presidente Médici passará a ter 796 MW,
passando a consumir carvão beneficiado. Em síntese, um carvão com um menor teor de enxofre e com maior
poder calorífico (ver anexo J do BERS 2005-2007). O carvão historicamente fornecido pela CRM, o CE 3300
(3.300 kcal/kg - PCS), é um carvão bruto (no estado em que é extraído da mina), tão somente britado e
classificado.
9
Texto baseado no documento elaborado pelo Engº Rui Dick - CRM
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Gráfico 3.5 - Vendas em Milhões de Toneladas da Mina de Candiota,
no Período de 2005 a 2013
<
>





Fonte: Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM

A garantia de aquisição mínima de produto, que deverá ser compromissada entre a CRM e a CGTEE, é de 3,3
milhões de toneladas por ano. Consideradas rotineiras aquisições de cotas extras de carvão por parte da
operadora da termoelétrica, a projeção é de que 4,3 milhões de toneladas anuais de produto deverão ser
transacionadas a partir das minas da CRM.
3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS
Na tabela 3.11, podem ser verificados os preços médios de venda de carvão praticados pela CRM.
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
m
i
l
h
õ
e
s

d
e

t
o
n
e
l
a
d
a
s
ano
2004 - 2011: realizado

2012 - 2013: projetado

C
a
p
i
t
u
l
o

3
47
Tabela 3.11 - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS
Dif. = Diferido: É quando não incide o imposto (ICMS) na emissão de uma nota fiscal, pois o imposto será cobrado na próxima etapa do processo produtivo
Nota: Preços em valores correntes
Nota: Os preços referentes ao ano de 2005 encontram-se no item 3.5.c do Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2009 - ano base 2008
Fonte: Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM
10
3.4 - Energia Hidráulica
Nos balanços energéticos, em âmbito nacional e internacional, a energia hidráulica é considerada fonte
primária. E a contabilização se dá pelos mega watts hora - MWh gerados nas usinas hidroelétricas.
Do ponto de vista físico, porém, ocorre uma conversão de energia potencial gravitacional da massa d'água em
energia cinética. Pois ao deslocar-se para baixo, pelo princípio da conservação da energia mecânica, a energia
potencial gravitacional perdida pela água é capaz de acionar os rotores em face de sua energia cinética, que
pelos efeitos dos fluxos eletromagnéticos variáveis gerará energia elétrica.
Desta forma, do estrito ponto de vista da física, a energia elétrica gerada em hidroelétricas não poderia ser
considerada energia de fonte primária.
Outro aspecto a salientar é que nos balanços energéticos as usinas hidrelétricas de fronteira são computadas
com potência e energia gerada dividida por dois.
No caso gaúcho (ver mapa 3.3) são usinas de fronteira Itá, Machadinho, Barra Grande e Foz do Chapecó que
somam 4.143,00 MW (o que para o critério do BERS fica em 2.071,50 MW de potência instalada para o Rio
Grande do Sul e a outra metade para Santa Catarina). Já as referidas usinas geraram 25.883.496,56 MWh em
2011 (seguindo o critério, divide-se por 2, obtendo 12.941.748,28 MWh de energia produzida no RS e a outra
metade para SC).
10
Ver Anexo I - Como Funciona a Eletricidade - BERS 2005/2006/2007

Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
unidade: R$/tonelada
Tipo de Carvão
P
r
e
ç
o
I
C
M
S
P
r
e
ç
o

L
í
q
u
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d
o
P
r
e
ç
o
I
C
M
S
P
r
e
ç
o

L
í
q
u
i
d
o
P
r
e
ç
o
I
C
M
S
P
r
e
ç
o

L
í
q
u
i
d
o
P
r
e
ç
o
I
C
M
S
P
r
e
ç
o

L
í
q
u
i
d
o
CE 4200 119,40 Dif. 119,40 125,57 Dif. 125,57 136,87 Dif. 136,87 146,00 Dif. 146,00
ROM
Mina do Leão
Finos
CE 5200
Finos
115,67 13,88 101,79
CE 4500 106,00 22,64 93,28 121,59 14,59 107,00
CE 4700 128,00 15,36 112,64
CE 5200 136,00 16,32 119,68 142,94 17,15 125,79
CE 5500
CE 6300
CE 6500
CE 3300 37,38 Dif. 37,38 37,98 Dif. 37,98 36,46 Dif. 36,46 37,69 Dif. 37,69
CE 3100 42,47 5,10 37,37 47,46 5,70 41,76 49,06 5,89 43,17
Argila 3,00 0,51 2,49 3,00 0,51 2,49 3,00 0,51 2,49 3,00 0,51 2,49
2012 2009 2010 2011
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3
48
11
Dados disponíveis na tabela B.5 do anexo B
12
Dado do site da ANEEL, acessado em 11.01.2013.

Mapa 3.3 - Principais Usinas Hidroelétricas no RS

Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
11
O Brasil é um dos maiores importadores de energia elétrica do mundo . Esse fato deve-se ao caso da Usina
Hídrica Binacional de Itaipu (Usina de Fronteira), onde metade da energia total é considerada de produção
brasileira, e a outra de produção paraguaia. Como o consumo do Paraguai é pequeno, grande parte da produção
paraguaia é exportada para o Brasil. Por essa razão o País é um grande importador de energia hídrica.
12
No interior do território gaúcho, tem-se uma potência instalada de 2.322,71 MW de usinas hídricas,
considerando usinas hidroelétricas - UHE e pequenas centrais hidroelétricas - PCH, e registraram uma produção
total de 10.159.269,99 MWh, em 2011.
A soma da energia produzida no RS pelo critério BERS, em 2011, foi de 23.101.018,27 MWh. Para informações
mais detalhadas das usinas hídricas e térmicas, ver capítulo 4.
O mapa 3.3 apresenta a localização geográfica das principais usinas hidroelétricas existentes, novas usinas em
operação e usinas em construção no RS. Constam também algumas Pequenas Centrais Hidroelétricas e Centrais
Geradoras Hidroelétricas selecionadas.
C
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3

49
Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Localização da
Casa das Máquinas
Potência
Instalada
(MW)
Usina
698,00
11,12
42,50
3,76
130,85
125,00
4,80
1,00
855,00
9,80
180,00
1,76
1,44
1,00
1.450,00
500,00
0,70
1.140,00
67,00
130,00
1,33
229,20
158,00
1,40
1,09
100,71
01 UHE Barra Grande
02 UHE Bugres
03 UHE Canastra
04 UHE Capigui*
05 UHE Castro Alves
06 UHE Dona Francisca
07 UHE Ernestina*
08 UHE Forquilha*
09 UHE Foz do Chapecó
10 UHE Furnas do Segredo*
11 UHE Gov. Leonel M. Brizola (Jacuí)
12 UHE Guarita*
13 UHE Herval*
14 UHE Ijuizinho*
15 UHE Itá
16 UHE Itaúba
17 UHE Ivaí**
18 UHE Machadinho
19 UHE Monjolinho
20 UHE Monte Claro
21 UHE Passo do Inferno*
22 UHE Passo Fundo
23 UHE Passo Real
24 UHE Santa Rosa*
25 UHE Toca**
26 UHE 14 de Julho
Esmeralda RS
Canela RS
Canela RS
Passo Fundo RS
Nova Roma do Sul RS
Nova Palma RS
Tio Hugo RS
Maximiliano de Almeida RS
Alpestre RS
Jaguari RS
Salto do Jacuí RS
Erval Seco RS
Sta. Maria do Herval RS
Eugenio de Castro RS
Campos Novos SC
Pinhal Grande RS
Júlio de Castilhos RS
Piratuba SC
Faxinalzinho RS
Veranópolis RS
São Francisco de Paula RS
Entre Rios do Sul RS
Salto do Jacuí RS
Três de Maio RS
São Francisco de Paula RS
Cotiporã RS
USINAS HIDRELÉTRICAS (UHE)
* Considerada Pequena Central Hidrelétrica - PCH, conforme critério da ANEEL
** Considerada Central Geradora Hidrelétrica - CGH, conforme critério da ANEEL
Localização da
Casa das Máquinas
Potência
Instalada
(MW)
Usina
NOVAS USINAS HIDRELÉTRICAS EM OPERAÇÃO
77,00
49,60
01 Passo São João
02 São José
16 de Novembro RS
Rolador RS
6
1
18
8
15
9
12
19
22
4 20
5
26
25
21
2
3
13
7
23
11
16
17
14
24
10
2
1

Tabela 3.12 - Florestas Plantadas de Pinus e Eucalipto em Estados Selecionados e
no Brasil, no Período de 2005 a 2011
Fonte: ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas - Anuário Estatístico da ABRAF 2012
14
Cultura de árvores florestais plantadas.
13
3.5 - Lenha, Carvão Vegetal e Madeira
A lenha é um energético empregado milenarmente pela humanidade. Pode ser extraído tanto da silvicultura
como de florestas nativas. Do ponto de vista econômico, a lenha tem importância inferior a outros derivados da
madeira, como a celulose (para produção de papel) e a madeira para produção de móveis, por exemplo. Como
são inúmeros os produtores de lenha e como os registros disponíveis da movimentação desse importante
energético são muito precários, a dificuldade de apropriação de dados para um Balanço Energético é
considerável.
No caso do RS, todos os estabelecimentos indústrias ou comerciais que comercializam, extraem ou utilizam a
lenha, são obrigados a registrarem o quantitativo movimentado e o montante utilizado na Secretaria do Meio
Ambiente - SEMA.
Foram considerados os dados informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE para lenha,
carvão vegetal e madeira.
Grandes investimentos serão efetuados no RS nos próximos anos, tanto na ampliação das florestas plantadas,
como na produção de celulose.
3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados
Em 2011, o RS situou-se na sétima posição (tabela 3.12) entre os estados, no tocante à área plantada de pinus e
14
eucalipto (silvicultura ). Enquanto no Brasil a área plantada de pinus e eucalipto foi de 6.515.844 ha, no RS
registrava-se um plantio de 445.004 ha, correspondendo a 6,83% do total do País.
Em 2011, aproximadamente 37,03% da floresta plantada no RS foi de pinus e 62,97% de eucalipto, proporção
diferente da brasileira. No Brasil, em 2011, 74,80% das florestas plantadas corresponderam ao plantio de
eucalipto.
De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Florestas - ABRAF, do total de área de pinus plantada no
País, em 2011, o Paraná representava 40,12% da área total; Santa Catarina 32,78%; São Paulo 9,55%; Rio Grande
do Sul 10,04%; e Minas Gerais 4,59%. Já no caso do eucalipto Minas Gerais representou 28,76% da área plantada;
São Paulo 21,17%; Bahia 12,46%; Mato Grosso do Sul 9,76%; Rio Grande do Sul 5,75% e Espírito Santo 4,05%.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
a
p
i
t
u
l
o

3
13
Apesar de o carvão vegetal ser uma fonte secundária de energia, ele está agregado ao capítulo por conveniência.
unidade: ha.
Regiões e Estados 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 % em 2011
Minas Gerais 1.269.174 1.327.429 1.361.607 1.423.212 1.440.000 1.536.310 1.477.195 22,67
São Paulo 946.542 1.130.332 1.121.529 1.173.560 1.197.330 1.206.818 1.118.403 17,16
Paraná 792.768 808.361 824.648 857.320 853.710 847.931 846.860 13,00
Santa Catarina 588.245 601.333 622.045 628.660 650.990 647.992 642.941 9,87
Bahia 582.132 594.992 591.348 622.696 659.480 658.034 628.960 9,65
Mato Grosso do Sul 152.341 147.819 228.384 284.050 307.760 392.042 487.399 7,48
Rio Grande do Sul 364.770 365.623 404.623 450.480 443.190 441.997 445.004 6,83
Espírito Santo 208.933 212.208 212.912 214.400 208.510 207.431 200.058 3,07
Maranhão 60.745 93.285 106.802 111.120 137.360 151.403 165.717 2,54
Pará 106.182 115.955 126.387 136.300 139.720 148.656 151.378 2,32
Goiás 60.872 64.045 65.107 72.080 73.140 70.679 70.384 1,08
Mato Grosso 42.460 46.153 57.158 58.590 61.540 61.950 58.843 0,90
Amapá 87.929 78.963 67.874 64.930 63.690 49.384 50.543 0,78
Piauí 0 0 0 0 0 37.025 26.493 0,41
Total Brasil 5.294.204 5.632.080 5.844.367 6.157.750 6.310.450 6.510.693 6.515.844 100,00
50
Gráfico 3.6 - Preços Médios do Carvão Vegetal do Extrativismo e da Silvicultura no
Brasil e do Carvão Metalúrgico para exportação no Exterior, no Período de 2005 a 2011
<
>



Fontes: IBGE para os preços de carvão vegetal do extrativismo e da silvicultura.
Metallurgical Coal Prices. <http://www.steelonthenet.com/files/metallurgical-coal.html>. Acessado em 12/01/2013. Para carvão metalúrgico Q4.

3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies
Segundo a ABRAF em 2011, o Brasil possuía 489.281 ha de florestas plantadas de espécies como acácia (Acácia
spp.), teca (Tectina grandis), seringueira (Hevia brasilienses), araucária (Araucária angustifolia), populus
(Populus spp.), paricá (Schizolobium amazonicum). Predominou a área de seringueira com 165.648 ha, seguida
da acácia com 146.813 ha e paricá com 85.473 ha de área plantada.
Em todo País, o setor de florestas plantadas cresce especialmente em face da atratividade econômica. Contudo,
a concentração maior desse crescimento prende-se à produção de celulose e papel, que não é considerada em
termos de balanço energético. Por similaridade com os não energéticos de petróleo, a produção de madeira
para fins de celulose e papel poderia constar nos balanços energéticos, mas parece que seria mais adequado
que os não energéticos do petróleo também fossem retirados.
A ABRAF, com base em projeções da BRACELPA (Associação brasileira de celulose e papel) e em face do
desempenho de 2010, prevê o início de um novo ciclo de expansão do setor, com previsão de investimentos da
ordem de US$ 20 bilhões nos próximos 10 anos, na implantação dos projetos de florestas plantadas no País. No
RS, a CMPC Celulose Riograndense (Aracruz Celulose) anunciou que irá investir 2,8 bilhões de reais na
implantação de 500 mil hectares de florestas plantadas nos próximos anos.
A evolução dos preços do carvão vegetal originado da silvicultura e do extrativismo no País e do preço do carvão
metalúrgico para exportação no exterior pode ser observada no gráfico 3.6. Houve acréscimo do preço médio
do carvão metalúrgico e do carvão vegetal (tanto para o caso de originar-se do extrativismo como da
silvicultura) em 2011, em comparação com 2010.
O mercado de florestas plantadas tem se tornado promissor, especialmente em países solares como o Brasil.
Com isso, surgiram as chamadas TIMOs - Timber Investiment Management Organizations, instrumentos
financeiros de captação de recursos de investidores a serem direcionados para o plantio de florestas. Segundo a
ABRAF, nos USA, em 2007, as TIMOs somaram 24 bilhões de dólares em investimentos florestais. A tese do
aquecimento global vem em favor do mercado de florestas plantadas, já que em um hectare de pinus ou de
eucalipto consegue-se fixar cerca de 30 toneladas de CO2 por ano. Com isso, origina-se uma receita adicional de
R$ 200,00 por hectare apenas em créditos de carbono.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
117,46

139,40

169,52

212,85

205,39

245,95

276,67
85,98

90,19

90,19

156,65

112,91

160,60

181,00
135,38

167,99

213,59

276,70

221,48

277,80

314,59
2005

2006

2007

2008

2009

2010 2011
U
S
$
ano

Carvão Vegetal Extrativismo (US$/ton) Carvão Metalúrgico (US$/t) Carvão Vegetal Silvicultura (US$/ton)
C
a
p
i
t
u
l
o

3
51
Tabela 3.14 - Percentual de cobertura florestal* em países selecionados em 2010
* Área considerada de cobertura florestal é a parcela de terra com povoamentos naturais ou plantados de árvores de pelo menos 5 metros in situ, seja árvore produtiva ou não,
e exclui sistemas de produção agrícola (como é o caso, por exemplo, de plantações de frutas e de sistemas agroflorestais), bem como árvores em parques urbanos e jardins.
Fonte: DATA WORLD BANK INDICATOR ano 2010.
<http://data.worldbank.org/indicator/AG.LND.FRST.ZS?order=wbapi_data_value_2010+wbapi_data_value+wbapi_data_value-first&sort=desc>. Acessado em 08.01.2013
A situação privilegiada do Brasil, no cotejo com países que dispõem dos maiores Produtos Internos Brutos em
âmbito mundial, pode ser observada na tabela 3.14.

A partir da tabela 3.13, depreende-se que não é predominante a parcela de madeira destinada à utilização
como energético, especialmente se a parcela de madeira destinada à produção do carvão vegetal utilizado na
produção de aço for retirada da contagem. Em 2011, a maior parcela de toras foi utilizada para a produção de
papel e celulose, correspondendo a 36,05%; seguido da utilização da lenha com 26,26%; indústria da madeira -
serrados e compensados com 18,85%; carvão vegetal com 9,98%. As outras aplicações, onde se inclui madeira
tratada, perfazem 1,5% do total.
Tabela 3.13 - Consumo Industrial de Madeira em Toras Oriundas de Floresta Plantada
no Brasil por Segmento, no Período de 2008 a 2011
Fontes: ABRAF - Anuário Estatístico 2009; ABRAF - Anuário Estatístico 2010; ABRAF - Anuário Estatístico 2001; ABRAF - Anuário Estatístico 2012.
1
A partir de 2009 , os valores de compensados e serrados estão somados; inclui madeira serrada,
compensado (lâminas) e Produtos de Maior Valor Agregado (PMVA) (piso, porta, janela, moldura, ferramentas, Edge Glued Panel EGP e outros).

Uma comparação da rotação e do rendimento de espécies de celulose fibra longa em países selecionados
pode ser visto na tabela 3.15 a seguir.
Tabela 3.15 - Rendimento de Espécies para Celulose em Países Selecionados
Fonte: Pyse / Bracelpa
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
unidade: mil m
3
Segmento 2008
% em
2008
2009
% em
2009
2010
% em
2010
2011
% em
2011
Celulose e Papel 57.081 32,76 56.996 34,62 63.378 37,47 61.347 36,05
Painéis Reconstituídos 8.931 5,13 9.356 5,68 13.183 7,79 12.519 7,36
Indústria Madeireira¹ 32.825 19,93 32.649 19,30 32.070 18,85
Compensados 6.276 3,60
Serrados 34.270 19,67
Carvão Vegetal 23.298 13,37 21.385 12,98 15.401 9,11 16.987 9,98
Lenha 39.472 22,66 43.228 26,24 42.556 25,16 44.675 26,26
Outros 4.894 2,81 895 0,55 1.959 1,16 2.560 1,50
Total Silvicultura 174.221 100 164.685 100 169.126 100 170.157 100
Países
Percentual da área do país
com florestas
Suécia 68,70
Japão 68,50
Coréia do Sul 64,10
Brasil 61,40
Espanha 36,40
Canadá 34,10
México 33,30
Estados Unidos 33,20
Noruega 32,90
Países
Percentual da área do país
com florestas
Alemanha 31,80
Itália 31,10
França 29,10
China 22,20
Chile 21,80
Dinamarca 12,81
Reino Unido 11,90
Holanda 10,80
Argentina 10,70
Espécies Países
Rotação
anos
Rendimento
m³/ha/ano
Pinus spp Brasil 15 30
Pinus radiata Chile 25 22
Pinus radiata Nova Zelândia 25 22
Pinus elliotti EUA 25 10
Pinus oregon Canadá 45 7
Picea abris Suécia 70-80 4
Picea glauca Canadá 55 3
Picea mariane Canadá 90 2
C
a
p
i
t
u
l
o

3
52
53
3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE
Na tabela 3.16, verifica-se a evolução da produção de lenha oriunda da Silvicultura no RS e em estados
selecionados, no período de 2002 a 2011, segundo o IBGE. Desde 2003, o RS ficou na primeira posição de
produção de lenha da Silvicultura no País, chegando a 27,76% da produção nacional em 2011. Essa situação fica
inteiramente alterada em relação à lenha de extração de florestas nativas, conforme verificado na tabela 3.17.
Houve uma redução expressiva na produção de lenha por extração no Rio Grande do Sul para o período de 2002
a 2011, passando de 5,99% da produção total no Brasil em 2002 para 3,15% em 2011, fato importante, já que
no caso brasileiro houve também um decréscimo, mas em taxas bem menores do que a verificada no RS,
enquanto a redução brasileira do período considerado foi de 24,10% a redução gaúcha foi de 60,12%.

As exportações brasileiras de produtos derivados de florestas plantadas atingiram US$ 8.000 milhões de
dólares em 2011. No gráfico 3.7 a seguir, observar-se a evolução das exportações e importações brasileiras de
produtos de florestas plantadas no período de 1998 a 2011.
Gráfico 3.7 - Evolução da Balança Comercial de Produtos Oriundos de Florestas
Plantadas no Brasil, no Período de 1998 a 2011
<
>


Fontes: ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas - Anuário Estatístico 2011. Dados até 2010.
ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas - Anuário Estatístico 2012. Dados de 2011.
Tabela 3.16 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Silvicultura no Brasil e
em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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p
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t
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l
o

3
2.383
2.722
3.097

2.771 2.774
3.747

4.221

4.592

5.148

5.752

6.783
5.625
7.537 8.000
1.123
854

1.012

798

613

596

812

918

1.198

1.403

1.821
1.394
2.000
2.200
0
1.000
2.000
3.000
4.000
5.000
6.000
7.000
8.000
1998 1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009 2010 2011
M
i
l
h
õ
e
s

d
e

U
S
$
ano
Exportação
Importação
unidade: m
3
Estados e País 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Rio Grande do Sul 10.786.510 11.013.543 12.370.587 12.905.920 13.392.812 13.604.263 14.252.495 13.441.431 14.127.269 14.364.067
Paraná 4.545.825 5.050.260 4.300.757 5.226.837 4.917.121 6.150.370 6.543.466 7.982.041 11.300.033 13.052.932
Santa Catarina 4.329.883 4.439.141 4.387.043 4.772.727 4.958.132 5.221.508 5.602.498 6.128.487 8.097.378 8.322.064
São Paulo 6.786.113 7.226.914 6.864.453 6.812.087 7.180.608 7.407.385 6.891.066 6.504.078 6.662.921 6.757.195
Minas Gerais 2.142.735 2.120.346 2.109.016 2.212.583 2.591.908 3.326.732 5.320.782 3.733.120 4.898.201 4.671.518
Goiás 459.388 865.885 935.370 901.723 732.883 749.245 899.425 1.081.860 1.255.110 1.690.603
Bahia 15.798.889 1.148.789 1.017.716 1.289.340 846.485 962.404 922.636 1.081.550 1.021.710 967.154
Mato Grosso 146.009 196.888 368.359 169.702 196.716 251.246 266.436 456.114 538.137 738.950
Rio de Janeiro 307.873 278.474 287.221 331.997 393.707 368.710 436.552 464.891 561.850 530.513
Mato Grosso do Sul 593.635 972.160 598.990 424.878 410.065 468.143 329.339 336.762 220.485 287.756
Espírito Santo 383.252 372.004 393.523 311.066 295.914 365.833 391.751 230.048 273.245 180.338
Pará 16.996 20.382 286.350 69.300 73.000 80.000 84.000 - --
Total Brasil 46.410.020 33.826.588 34.004.544 35.542.255 36.110.455 39.089.275 42.037.848 41.410.850 49.058.232 51.741.429
3.5.d - Carvão Vegetal
O carvão vegetal origina-se da combustão da madeira com pouco oxigênio; não há registro de utilização
na siderurgia como no Estado de Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, o energético é empregado no setor
residencial e comercial, como restaurantes e churrascarias. Uma comparação da produção de carvão
vegetal no RS, oriundo da silvicultura, com alguns estados selecionados é apresentada na tabela 3.18.
Observa-se que a produção de carvão vegetal oriundo da silvicultura no RS é praticamente inexpressiva
em relação à produção nacional.

Tabela 3.17 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Extração no Brasil e
em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Tabela 3.18 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado da Silvicultura
no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Com relação ao carvão vegetal oriundo do extrativismo, verifica-se, na tabela 3.19, a ocorrência de redução na
produção no RS, no período de 2002 a 2011. No Rio Grande do Sul, verifica-se um decréscimo bem mais
acentuado em relação ao restante do Brasil.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
54
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3
unidade: m
3
Estados e País 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Bahia 12.923.425 12.570.313 12.131.835 11.837.562 11.182.790 10.423.207 9.873.293 10.118.831 9.263.509 9.171.091
Ceará 4.345.897 4.402.328 4.567.634 4.535.702 4.587.644 4.595.695 4.550.237 4.525.309 4.525.067 4.809.238
Pará 5.100.976 4.044.708 3.773.187 3.747.038 3.901.856 3.877.920 3.627.297 3.551.983 3.488.608 3.347.942
Maranhão 2.771.607 2.737.504 2.967.687 3.026.126 3.230.032 3.235.064 2.855.576 2.799.945 2.796.131 2.735.794
Mato Grosso 2.008.416 1.946.189 1.998.759 1.874.390 1.808.933 2.055.834 1.877.149 1.953.294 2.122.237 2.084.086
Pernambuco 1.334.856 1.326.155 1.307.623 1.335.301 1.538.616 1.454.054 1.811.273 1.751.452 2.003.161 2.043.995
Piauí 1.583.983 1.591.078 1.631.718 1.616.301 1.707.273 1.803.905 1.691.018 1.679.688 2.093.228 1.939.225
Santa Catarina 2.022.836 2.208.880 2.343.835 2.220.830 2.220.050 2.017.412 1.803.183 1.666.805 1.520.934 1.429.486
Minas Gerais 2.486.747 2.383.247 2.852.409 2.266.313 2.127.937 2.427.320 2.388.764 2.369.264 1.428.416 1.351.441
Paraná 2.774.512 2.557.277 2.784.006 2.825.028 2.778.937 2.521.046 2.246.205 1.869.646 1.261.301 1.266.803
Amazonas 2.446.335 2.495.152 2.432.400 2.495.783 2.573.594 2.645.389 2.728.455 2.539.348 1.385.893 1.259.860
Rio Grande do Norte 1.713.765 1.626.436 1.557.480 1.579.216 1.487.209 1.263.361 1.239.533 1.256.346 1.209.786 1.195.495
Rio Grande do Sul 2.964.359 2.646.026 2.495.218 1.743.778 1.677.671 1.474.036 1.435.142 1.374.920 1.266.497 1.182.216
Tocantins 832.364 843.310 870.100 870.452 890.030 979.620 959.700 1.038.911 1.026.163 1.047.564
Acre 505.539 530.339 562.748 627.228 646.002 666.151 679.077 685.240 704.737 733.918
Paraíba 739.636 681.797 681.529 653.772 625.241 591.142 609.473 605.070 589.082 529.362
Goiás 814.397 775.391 752.732 786.709 753.248 691.256 705.930 680.335 590.158 525.562
Sergipe 398.085 387.643 418.375 443.795 466.284 432.517 406.026 356.627 323.648 195.915
Mato Grosso do Sul 687.561 575.769 536.593 383.230 392.748 145.975 137.667 153.389 160.102 182.282
São Paulo 95.791 109.509 132.987 185.233 169.376 194.145 71.090 40.405 34.412 52.948
Total Brasil 49.502.542 47.232.026 47.168.345 45.421.627 45.159.866 43.910.054 42.117.639 41.439.567 38.207.117 37.574.207
unidade: tonelada
Estados e País 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Minas Gerais 1.484.921 1.602.774 1.642.853 1.742.502 1.975.378 2.886.417 3.114.433 2.717.170 2.798.653 3.351.614
Maranhão 19.751 15.489 72.889 166.713 256.685 378.826 374.603 227.101 189.433 353.151
Bahia 146.015 185.426 188.696 283.473 81.420 161.394 134.667 182.716 199.928 161.055
São Paulo 71.152 80.322 78.506 76.837 74.384 75.531 74.620 67.012 64.030 75.566
Mato Grosso do Sul 157.974 172.192 61.295 111.162 72.688 68.176 65.550 55.332 54.000 64.761
Rio Grande do Sul 33.937 33.748 31.554 40.479 41.342 42.527 42.370 39.111 41.982 43.973
Espírito Santo 15.838 12.883 24.602 26.727 21.033 106.100 78.189 34.666 51.959 35.953
Paraná 15.518 16.799 26.315 46.288 45.043 51.713 53.633 26.689 27.950 25.972
Goiás 45.166 24.419 20.011 15.941 24.798 16.849 22.538 16.481 2.333 1.954
Total Brasil 2.000.266 2.154.386 2.157.652 2.526.437 2.608.847 3.806.044 3.975.393 3.378.492 3.448.210 4.127.781
3.6 - Produtos da Cana
O bagaço da cana, um dos produtos da cana, é um subproduto energético originado a partir da obtenção da
produção de álcool etílico anidro ou hidratado. O gráfico 3.8 apresenta a produção de bagaço de cana no Rio
Grande do Sul, no período de 2005 a 2011.

Tabela 3.19 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado do Extrativismo
no Brasil e em Estados Selecionados no Período de 2002 a 2011
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Gráfico 3.8 - Produção de Bagaço de Cana no RS, no Período de 2005 a 2011
<
>
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
55
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3
unidade: tonelada
Estados e País 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Mato Grosso do Sul 154.604 213.302 516.798 558.688 602.158 428.874 416.712 290.901 286.023 359.314
Maranhão 259.900 474.441 430.651 502.527 477.639 736.979 530.133 474.536 335.982 339.773
Minas Gerais 446.902 306.281 434.013 308.354 263.664 419.802 399.278 282.199 207.008 156.510
Piauí 18.061 16.550 16.563 26.374 41.828 149.232 169.664 55.566 181.825 137.729
Bahia 25.468 31.160 230.436 799.230 363.135 55.127 159.402 143.531 131.156 115.385
Pará 754.247 786.701 13.145 202.618 216.017 217.668 99.513 99.065 100.728 73.598
Goiás 150.159 246.154 335.715 320.636 285.793 227.572 158.312 133.028 111.069 52.040
Mato Grosso 8.065 9.247 13.901 35.494 41.824 40.636 54.701 76.812 77.821 51.353
Paraná 89.094 86.867 136.462 151.824 148.267 186.398 169.933 25.820 27.220 22.640
Ceará 11.390 11.667 11.696 11.630 11.642 11.571 11.499 11.340 11.113 11.180
Tocantins 1.173 9.638 11.533 20.503 20.191 19.106 21.828 22.138 10.135 9.611
Pernambuco 9.333 9.053 8.746 8.590 9.304 10.529 9.083 8.812 8.899 9.016
Acre 2.118 2.226 1.743 1.744 1.698 1.736 1.802 1.824 1.777 2.665
Santa Catarina 9.050 8.665 8.940 8.767 7.884 6.874 4.885 4.386 3.719 2.561
Amazonas 4.826 4.877 4.965 5.022 5.122 5.362 5.721 2.978 2.212 2.108
Rio Grande do Norte 3.059 2.742 2.561 2.484 2.253 2.165 2.091 2.000 1.958 1.923
Paraíba 2.547 2.074 1.714 1.792 1.717 1.599 1.367 1.230 1.163 981
São Paulo 852 1.115 1.510 1.802 1.298 777 660 631 450 480
Rio Grande do Sul 1.549 1.469 1.431 1.046 984 732 692 659 626 479
Sergipe 1.094 1.111 1.120 1.126 1.174 1.115 1.017 916 811 477
Espírito Santo 51 241 1.196 1.021 904 5.492 2.636 279 124 4
Total Brasil 1.955.377 2.227.206 2.185.950 2.972.405 2.505.733 2.530.425 2.221.990 1.639.779 1.502.997 1.351.192
17.000

28.000

38.000

33.000

48.346

81.780

92.622
0
10.000
20.000
30.000
40.000
50.000
60.000
70.000
80.000
90.000
100.000
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
t
o
n
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l
a
d
a
s
ano
3.8 - Casca de Arroz
O Estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, em torno de 55%, com 7,74 milhões de toneladas
na safra 2010/2011. A casca de arroz é utilizada como fonte energética primária, tanto para o beneficiamento de
grãos no agronegócio, como na indústria cerâmica no RS, assim como na geração de energia elétrica. O gráfico 3.10
apresenta a evolução da produção da casca de arroz utilizada como energético no Estado, no período de 2005 a 2011.
3.7 - Lixívia
A lixívia é um subproduto do processo Kraft de fabricação de celulose, sendo, portanto, o efluente de fábricas de
celulose (lixívia negra). Pode ser empregada como energético ou mesmo como fertilizante em função de suas
propriedades alcalinas, já que os solos brasileiros em grande parte são ácidos.
A evolução da produção de lixívia no Rio Grande do Sul, no período de 1996 a 2011, consta no gráfico 3.9. Em 2011, a
produção gaúcha de lixívia atingiu 732.685 toneladas e representou 3,39% da produção brasileira, que atingiu
21.625.000 toneladas.
Gráfico 3.9 - Evolução da Produção de Lixívia no RS, no Período de 1996 a 2011
<
>
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001 - 2004 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
56
C
a
p
i
t
u
l
o

3
383.098
379.017

404.674

391.726
385.170

348.604

289.611

555.112

544.129
575.243

640.793

671.342

679.388
626.979
685.324
732.685
200.000
300.000
400.000
500.000
600.000
700.000
800.000
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
t
o
n
e
l
a
d
a
s
ano
Gráfico 3.11 - Geração de Energia Eólica no RS, no Período de 2006 a 2011
<
>
Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

3.9 - Energia Eólica
A energia eólica passou a ser realidade no RS a partir da inauguração do Parque Eólico na região de Osório, em abril de
2006 (gráfico 3.11). O projeto é subdividido em três parques - Osório, Sangradouro e Índios, com 75 aerogeradores.
Cada parque possui 25 aerogeradores, com potência nominal de 2 MW cada um. Os três parques juntos formam o
maior parque eólico da América Latina em operação, atualmente com potência instalada de 250 MW. Após, entraram
em operação o Parque Cidreira I com potência nominal de 70MW, o Parque de Palmares do Sul com potência nominal
de 50 MW e o Parque Cerro Chato III em Santana do Livramento com potência nominal de 90 MW.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Gráfico 3.10 - Evolução da Produção de Casca de Arroz Utilizada como Energético no RS,
no Período de 2005 a 2011
<
>

Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
57
C
a
p
i
t
u
l
o

3
990.116

1.085.855
1.028.592

1.186.171

1.279.064

1.398.988
1.225.414
900.000
1.000.000
1.100.000
1.200.000
1.300.000
1.400.000
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
t
o
n
e
l
a
d
a
s
ano
145.095,91

406.749,06

430.137,46

384.333,68

358.140,89

664.586,00

0
100.000
200.000
300.000
400.000
500.000
600.000
700.000
2006 2007

2008

2009

2010

2011
M
W
h
ano
Local de
Implantação
Velocidade
do vento m/s
Potência
Fator de
carga %
Potência*
Fator de
carga %
Potência*
7,0 7,5 12.290 >29 42.320 >27 82.650
7,5 8,0 2.990 >34 10.120 >32 27.600
8,0 9,0 560 >39 1.990 >37 4.950
Total (on shore) > 7,0 15.840 >29 54.430 >29 115.200
7,0 7,5 9.220 >30 4.610 >28 1.610
7,5 8,0 8.040 >35 10 >33 10.810
8,0 9,0 1.260 >39 4.920 >37 7.320
Total (off shore) > 7,0 18.520 >30 9.540 >30 19.740
Total Global > 7,0 34.360 >30 63.970 >30 134.940
Sobre a água**
(off shore)
50 m 75 m
Em solo firme
(on shore)
Fator de
carga %
>24
>28
>37
>24
>24
>29
>35
>24
>24
3.10 - Energia Solar Fotovoltaica
O uso da energia solar fotovoltaica é pequeno no RS em virtude do elevado custo de implantação dos painéis de
captação. Com a introdução no mercado de painéis de captação solar com custos reduzidos, os consumidores
do RS farão um melhor uso dessa fonte energética, considerando que o Estado tem uma média anual de
insolação diária em torno de 6 horas, índice superior a média da região norte do Brasil por exemplo.
No capítulo 10, será apresentada uma estimativa do potencial de produção de energia elétrica no RS a partir do
efeito fotovoltaico. No anexo E do Balanço Energético do RS 2009 - ano base 2008, é apresentado o
funcionamento da energia fotovoltaica.
Tabela 3.20 - Potencial Eólico do Rio Grande do Sul para Alturas de 50, 75 e 100 Metros
* Para a hipótese do uso de 20% das áreas disponíveis para instalação dos Parques Eólicos
** Hipótese formulada sobre as lagoas Patos, Mirim e Mangueira, com áreas extensas e pequenas profundidades
*** Valores estimados
Fontes: Atlas eólico do Rio Grande do Sul e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001-2004
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Informações sobre os leilões recentes de energia eólica no Brasil e análise comparativa do valor do MWh são
encontradas nas páginas 59 e 60 do Balanço Energético 2010 - ano base 2009.
O expressivo potencial eólico do Estado pode ser observado na tabela 3.20. Para ventos a 50 metros do solo, o
potencial eólico fica em torno de 34.360 MW (on shore e off shore); enquanto que para ventos a 75 metros o
potencial salta para 63.970 MW (on shore e off shore). Para este estudo foram considerados ventos superiores
a 7m/s. Mesmo sendo considerados os baixos fatores de potência das usinas eólicas, podemos afirmar que há
um grande potencial no Rio Grande do Sul. Os custos atuais de geração de eletricidade por meio de energia
eólica são o principal entrave para o crescimento atual, problema que provavelmente será superado no futuro.
58
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o

3
100 m***
Setor Energético do Rio Grande do Sul
- Ênfase em Fontes de Energia Secundária
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
4
Barragem UHE Castro Alves
Foto: L. A. Ferreira
Barragem UHE Castro Alves
Foto: L. A. Ferreira
O setor energético do Rio Grande do Sul será examinado a seguir, sendo apresentados predominantemente os dados
1
das fontes energéticas secundárias utilizadas no Estado.
Neste primeiro momento, serão tratados os derivados do petróleo e suas misturas. Os derivados que farão parte da
análise são o óleo diesel, o óleo diesel B5 (mistura do óleo diesel com biodiesel B100), o óleo combustível, a gasolina
2
A, a gasolina C automotiva (76,34% de gasolina A misturado com 23,66% de álcool etílico anidro, em 2011 ), a
gasolina de aviação, o gás liquefeito do petróleo - GLP e o querosene (iluminante e de aviação).
4.1 - Óleo Diesel
Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com óleo diesel, o consumidor adquire uma mistura de óleo diesel
3
com biodiesel puro na proporção de 5%, chamado óleo diesel B5. Verifica-se na tabela 4.1 que em 2011as vendas
de óleo diesel no RS foram de 6,19% do verificado em âmbito nacional. Entre os Estados com PIB maior que o PIB
gaúcho (gráfico 4.1), verifica-se que no Rio de Janeiro as vendas de óleo diesel foram menores ao longo de todo
período de 1999 a 2011. Já o Paraná, embora com PIB menor que o do RS, apresentou vendas de óleo diesel superior
ao verificado no RS.
61
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4
Tabela 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2011
Notas:1. Até 2006, inclui as vendas e o consumo próprio das distribuidoras. A partir de 2007, inclui apenas as vendas.
2. As vendas de B2 - mistura de 98% de óleo diesel e 2% de biodiesel puro (B100) estão incluídas nas vendas de óleo diesel a partir de 2005.
3. A partir de julho de 2008, a mistura de biodiesel puro (B100) ao óleo diesel, subiu de 2% para 3%. Em julho de 2009 passou a ser 4%.
A partir de janeiro 2010, o biodiesel passou a ser adicionado ao óleo diesel na proporção de 5% em volume, conforme Resolução CNPE nº 6 de 16/09/2009.
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 1999 e 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 03/04/2012
Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Gráfico 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2011
<
>


Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 1999 e 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 03/04/2012
1
São consideradas fontes energéticas secundárias as que se originam de fontes primárias por intermédio de transformação operada por um centro de transformação. No caso
de derivados de petróleo o centro de transformação é a refinaria de petróleo.
2
Os percentuais representam a média em 2011. Segundo dados da ANP, entre 1° de janeiro e 30 de setembro, a mistura de etanol anidro na gasolina A foi de 25%. Nos meses
de outubro a dezembro, a mistura passou a ser na proporção de 20%.
3
Trata-se do B100 e será detalhado no item 4.8.

unidade: mil m³
Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Sudeste 15.439 15.568 16.542 16.782 16.303 17.156 17.395 17.542 18.740 19.840 19.534 21.568 22.528
Região Sul 6.993 7.141 7.567 7.750 7.759 8.121 7.829 7.752 8.166 8.689 8.627 9.467 9.875
Região Nordeste 5.141 5.192 5.657 5.619 5.238 5.622 5.700 5.818 6.214 7.089 6.928 7.720 8.150
Região Centro-Oeste 4.040 4.210 4.292 4.565 4.563 4.906 4.532 4.294 4.673 5.195 5.134 5.624 5.989
Região Norte 3.108 3.041 2.967 2.952 2.990 3.422 3.711 3.601 3.766 3.951 4.075 4.861 5.240
São Paulo 8.447 8.491 9.227 9.364 8.966 9.299 9.291 9.205 9.790 10.557 10.399 11.438 11.812
Minas Gerais 4.252 4.380 4.422 4.464 4.459 5.016 5.175 5.308 5.721 5.910 5.756 6.446 6.733
Paraná 2.980 3.032 3.229 3.353 3.450 3.602 3.542 3.511 3.706 3.930 3.854 4.226 4.401
Rio Grande do Sul 2.527 2.575 2.718 2.678 2.640 2.741 2.481 2.478 2.592 2.756 2.772 3.058 3.207
Rio de Janeiro 2.102 2.009 2.178 2.253 2.185 2.139 2.189 2.185 2.356 2.437 2.483 2.681 2.884
Brasil 34.720 35.151 37.025 37.668 36.853 39.226 39.167 39.008 41.558 44.764 44.298 49.239 51.782
0
2.000
4.000
6.000
8.000
10.000
12.000
14.000
1999 2000 2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010 2011
3
m
i
l

m
ano

PR
RS
SP
RJ
MG
4.2 - Óleo Combustível
Após crescerem até o ano 2000, as vendas de óleo combustível no RS passaram a apresentar queda a partir de
2001. As vendas em 2007 diminuíram praticamente à metade das verificadas no ano 2000, no Brasil. Em 2011,
a parcela de vendas de óleo combustível no RS correspondeu a 4,25% das vendas no País, conforme valores
apresentados na tabela 4.2. O fenômeno de queda das vendas de óleo combustível ocorreu em todo Brasil nos
últimos anos e teve uma pequena recuperação no ano de 2007.
Tabela 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2011
Nota: Até 2006, inclui as vendas e o consumo próprio das distribuidoras. A partir de 2007, inclui apenas as vendas
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 1999 e 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 03/04/2012
Gráfico 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2011
<
>


Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 1999 e 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2009
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 03/04/2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
unidade: mil m³
Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Norte 798 951 958 994 1.078 1.092 1.037 1.433 1.815 1.777 2.215 2.193 1.298
Região Sudeste 6.669 6.517 5.903 4.588 3.316 2.670 2.583 2.102 2.010 1.706 1.529 1.382 953
Região Nordeste 1.195 824 655 562 641 644 641 722 783 763 595 655 720
Região Sul 1.372 1.214 1.064 951 792 645 610 529 538 536 356 385 366
Região Centro-Oeste 676 578 514 466 373 361 365 340 378 389 309 287 334
Minas Gerais 1.485 1.386 1.368 1.092 839 766 798 739 761 717 568 587 372
São Paulo 3.770 3.596 3.214 2.456 1.878 1.541 1.206 824 762 654 698 571 522
Rio Grande do Sul 445 454 408 369 315 279 261 222 201 205 140 159 156
Paraná 612 477 409 377 289 190 167 151 174 196 119 124 110
Rio de Janeiro 916 990 905 568 213 131 130 63 55 64 47 44 42
Total Brasil 10.713 10.086 9.093 7.561 6.200 5.413 5.237 5.127 5.525 5.172 5.004 4.901 3.671
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
1999 2000
62
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4


2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009 2010 2011
m
i
l

m
3
ano
PR RS SP RJ MG
Tabela 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2011
Nota:1. Até 2006, inclui as vendas e o consumo próprio das distribuidoras. A partir de 2007, inclui apenas as vendas
2. Em 2010, entre 1° de fevereiro e 2 de maio, a mistura de álcool etílico anidro na gasolina A diminuiu para 20%.
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 1999 e 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 03/04/2012
Gráfico 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2011
<
>
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 1999 e 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 03/04/2012


4.3 - Gasolina
Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com gasolina, o consumidor adquire uma mistura de
combustíveis (76,34% de gasolina A com 23,66% de álcool etílico anidro, em volume, designada gasolina C, em
4
2011 ), verifica-se na tabela 4.3 que no RS foram vendidos 7,94% do total do País em 2011. No gráfico 4.3, verifica-
se a situação das vendas de gasolina C no RS em relação a estados selecionados no período de 1999 a 2011.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
63
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4
4
Os percentuais estipulados de mistura de 25% de álcool etílico na gasolina A vingaram até o final de setembro de 2011. Segundo dados da ANP, a partir de 01 de outubro do
mesmo ano, a mistura de álcool etílico anidro na gasolina A diminuiu para 20%.

unidade: mil m³
Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Sudeste 12.996 12.097 11.916 11.925 11.188 11.486 11.686 11.862 12.092 12.047 11.853 13.620 16.548

Região Sul 4.662 4.583 4.436 4.503 4.480 4.870 4.984 5.023 4.946 5.198 5.301 6.256 7.212

Região Nordeste 3.222 3.095 2.995 3.125 3.080 3.410 3.450 3.564 3.618 3.975 4.178 5.213 6.226

Região Centro-Oeste 1.854 1.895 1.916 2.074 2.039 2.284 2.281 2.310 2.289 2.407 2.440 2.828 3.296

Região Norte 947 957 948 983 1.005 1.125 1.152 1.249 1.382 1.548 1.636 1.927 2.169
São Paulo 8.122 7.428 7.451 7.165 6.715 6.697 6.935 7.042 7.154 7.020 6.697 7.436 9.455

Minas Gerais 2.417 2.324 2.254 2.331 2.261 2.518 2.580 2.698 2.828 2.925 3.008 3.678 4.098

Rio Grande do Sul 1.957 1.913 1.859 1.885 1.815 1.964 1.907 1.898 1.967 2.122 2.246 2.583 2.814
Paraná 1.621 1.581 1.477 1.435 1.480 1.581 1.724 1.646 1.639 1.700 1.604 1.886 2.400

Rio de Janeiro 2.033 1.848 1.772 1.972 1.765 1.848 1.739 1.661 1.635 1.616 1.637 1.867 2.279
Total Brasil 23.681 22.627 22.211 22.610 21.791 23.174 23.553 24.008 24.325 25.175 25.409 29.844 35.452
0
1.000
2.000
3.000
4.000
5.000
6.000
7.000
8.000
9.000
10.000
1999 2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010 2011
m
i
l

m
3
ano
PR RS SP RJ MG
C
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Tabela 4.4 - Vendas de Gasolina de Aviação pelas Distribuidoras em Regiões e
Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2011
Nota:Até 2006, inclui as vendas e o consumo próprio das distribuidoras. A partir de 2007, inclui apenas as vendas
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 1999 e 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 04/04/2012
4.5 - Querosene
As vendas de Querosene de Aviação - QAV (combustível para turbina de aviões e helicópteros) dos principais
estados brasileiros, no período de 1999 a 2011, constam na tabela 4.6. Em 2011, as vendas de QAV no RS
representaram 2,63% das vendas nacionais e foram inferiores as vendas efetuadas no Paraná e em Minas
Gerais, sendo, desde 2009, o estado que menos vendeu em relação aos estados com maior PIB do Brasil.
4.4 - GLP
Em relação ao Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, observa-se, na tabela 4.5, que no RS as vendas foram de 6,59%
do total do País em 2011. Até 2004, superavam as vendas verificadas no Paraná; porém, a partir de 2005, as do
Paraná superaram as do RS. O Paraná possui uma população e um PIB menor que a do RS, já nos estados com
maior população e PIB, as vendas de GLP ao longo do período analisado sempre superaram as verificadas no RS.
Tabela 4.5 - Vendas de GLP pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2011
Nota: Até 2006, inclui as vendas e o consumo próprio das distribuidoras. A partir de 2007, inclui apenas as vendas
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 1999 e 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 04/04/2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
4.3.a - Gasolina de Aviação
As vendas de gasolina de aviação dos principais estados brasileiros, no período de 1999 a 2011, constam na
tabela 4.4. Em 2011, as vendas no RS representaram 9,15% das vendas nacionais e superaram as vendas
efetuadas em Minas Gerais e Rio de Janeiro, tendo ficado abaixo das vendas no Estado de São Paulo e
ligeiramente abaixo das vendas verificadas no Paraná.
unidade: m³
Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Sudeste 30.277 30.137 32.456 21.663 15.466 16.626 20.324 21.197 15.087 15.779 17.636 20.056 22.016
Região Centro-Oeste 17.047 16.528 13.379 16.448 19.278 18.583 14.268 10.731 14.898 15.648 14.880 15.726 15.655
Região Sul 10.052 10.006 7.988 8.586 10.734 11.586 7.113 7.404 10.877 12.575 12.830 14.453 14.198
Região Norte 10.274 10.992 9.773 9.306 7.696 8.131 7.434 7.206 7.894 9.971 9.923 11.021 11.022
Região Nordeste 7.963 8.277 7.235 7.340 5.722 6.502 6.324 5.724 5.989 7.037 7.214 8.300 7.488
São Paulo 25.767 25.920 28.464 18.078 12.131 13.336 17.153 17.602 10.708 10.757 12.397 14.753 16.999
Rio Grande do Sul 5.947 6.642 5.821 5.577 4.862 5.986 3.480 3.038 5.229 6.566 6.906 7.307 6.442
Paraná 2.950 2.403 1.395 2.219 5.186 5.113 3.151 3.657 4.764 4.983 4.778 5.865 6.495
Minas Gerais 3.039 2.662 2.486 2.314 2.121 2.032 2.026 2.325 2.811 3.513 3.576 4.259 4.096
Rio de Janeiro 1.421 1.507 1.470 1.185 1.130 1.171 1.027 1.127 1.391 1.294 1.431 874 757
Total Brasil 75.613 75.940 70.831 63.342 58.897 61.427 55.464 52.262 54.744 61.010 62.483 69.555 70.379
unidade: mil m³
Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Sudeste 6.074 6.267 6.310 6.113 5.767 5.857 5.760 5.762 5.835 5.890 5.745 5.944 5.992
Região Nordeste 2.464 2.570 2.601 2.451 2.243 2.346 2.372 2.464 2.547 2.641 2.668 2.771 2.884
Região Sul 2.425 2.375 2.172 2.085 2.000 2.045 2.044 2.049 2.076 2.125 2.078 2.169 2.234
Região Centro-Oeste 906 954 996 927 886 902 899 925 920 923 938 964 1.010
Região Norte 590 615 623 589 541 559 564 583 656 680 684 710 748
São Paulo 3.565 3.717 3.731 3.524 3.277 3.286 3.203 3.219 3.230 3.346 3.272 3.350 3.392
Minas Gerais 1.319 1.367 1.405 1.412 1.330 1.378 1.382 1.365 1.344 1.358 1.303 1.379 1.350
Rio de Janeiro 968 959 950 956 955 975 952 951 1.017 954 940 973 1.002
Paraná 847 844 822 790 769 793 808 814 820 851 838 868 889
Rio Grande do Sul 866 881 850 834 796 807 791 795 817 826 799 827 848
Total Brasil 12.461 12.783 12.703 12.165 11.436 11.708 11.639 11.783 12.034 12.259 12.113 12.558 12.867
Tabela 4.6 - Vendas de QAV pelas Distribuidoras em Regiões e Estados
Selecionados no Período de 1999 a 2011
Nota:Até 2006, inclui as vendas e o consumo próprio das distribuidoras. A partir de 2007, inclui apenas as vendas
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 1999 e 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 04/04/2012
5
4.6 - Eletricidade
Em 2011, o consumo final (consumo total) de Eletricidade no RS foi 29.335.325 MWh, ou seja, de 2.523 mil
tep. Esse valor representou 12,77% do consumo final no Estado. Em relação a 2010, houve um
crescimento no consumo de 13,02%. A evolução do consumo final de eletricidade no Rio Grande do Sul,
no período de 2005 a 2011, e a projeção de crescimento até 2035 são apresentadas no gráfico 4.4 a seguir.
Para os anos de 2015, 2020, 2025, 2030 e 2035 foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses:
i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,8% ao ano, valor previsto para
o Brasil no IEO 2011 (período 2008-2035);
ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um
cenário otimista, conforme valores apurados no BERS 2005-2006-2007.
Gráfico 4.4 - Valores Verificados do Consumo Final de Eletricidade no RS,
no Período de 2005 a 2011 e Projeção de Crescimento até 2030
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>
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011


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Tópicos da Reforma do Setor Elétrico Mundial e seus Reflexos no Brasil e no RS constam nas páginas 43 e 44 do Balanço Energético do RS 2005 - 2007
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
unidade: mil m³
Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Sudeste 2.876 2.723 3.118 2.783 2.525 2.658 2.866 2.772 3.046 3.306 3.367 3.829 4.274
Região Nordeste 708 629 700 704 602 663 660 763 790 809 873 1.037 1.135
Região Centro-Oeste 377 390 389 373 341 344 319 330 398 453 485 562 622
Região Sul 303 324 329 300 241 260 301 308 326 332 378 433 502
Região Norte 300 265 282 277 262 284 284 293 332 328 325 389 422
São Paulo 2.108 1.987 2.284 2.005 1.898 1.976 2.076 1.981 2.134 2.306 2.278 2.566 2.782
Rio de Janeiro 622 611 699 637 520 576 654 637 740 793 851 969 1.134
Minas Gerais 128 105 114 114 85 81 110 126 133 159 188 240 304
Paraná 141 152 137 132 101 103 127 128 129 135 161 192 222
Rio Grande do Sul 113 109 118 109 100 112 122 127 134 135 154 164 183
Total Brasil 4.565 4.332 4.818 4.436 3.972 4.209 4.429 4.466 4.891 5.227 5.428 6.250 6.955
25.955.542
32.761.469

36.886.135

41.530.096
46.758.731
52.645.651
22.437.218
22.607.321
23.629.381

25.427.246
25.317.457

29.335.325

35.657.271

45.508.718

58.081.938

74.128.906
94.609.356
10.000.000
20.000.000
30.000.000
40.000.000
50.000.000
60.000.000
70.000.000
80.000.000
90.000.000
100.000.000
2005 2006 2007

2008

2009

2010

2011

2015

2020

2025

2030 2035
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ano
Taxa de 2,8% Taxa de 5%
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4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS
O setor elétrico do RS apresenta complexidade maior do que a verificada na maioria dos estados brasileiros, já
que dispõe de um número elevado de agentes, especialmente na área de distribuição de energia elétrica. Antes
de examinar alguns aspectos gerais do sistema de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Rio
Grande do Sul, consideram-se alguns aspectos essenciais: a) O RS, sendo geograficamente o estado mais
setentrional da federação, fica na ponta do sistema interligado nacional; b) O sistema elétrico do País está
praticamente interligado, especialmente nas regiões sul-sudeste e nordeste, com isso os conceitos de
independência energética precisam ser examinados com certo cuidado. Interessa para os consumidores que a
energia elétrica esteja disponível com confiabilidade e a preços razoáveis. A localização da usina térmica ou
hídrica não é o aspecto mais importante, em outras palavras, é possível que a energia elétrica consumida no RS
tenha sido gerada no Paraná, e o mesmo pode acontecer com um consumidor que ligue um equipamento
elétrico em outro estado; c) Quanto mais usinas estiverem disponíveis geograficamente ao longo do sistema
elétrico nacional, melhor será para a confiabilidade e robustez deste; d) Além da disponibilidade de geração, a
existência de um robusto sistema de transmissão de energia também é relevante para o processo de
otimização do sistema interligado nacional. Desde o final da década de 70, o sistema interligado brasileiro tem
sido referência mundial, apesar de algumas precariedades. Um otimizado sistema de transmissão faz com que
sejam aproveitadas as diferenças de vazão e hidraulicidade das bacias hidrográficas regionais brasileiras.
Futuramente, a entrada das usinas hidroelétricas na Amazônia irá aperfeiçoar ainda mais o sistema interligado.
A utilização crescente de uma base térmica começa a se fazer necessária com as reservas de carvão mineral do
Estado e o aproveitamento do bagaço de cana, casca de arroz, lixívia e outros subprodutos da madeira. Além
desses recursos, novas formas de geração de energia serão implantadas mediante utilização de fontes de
6
energia limpa como a eólica (parques já existentes em Osório, Cidreira e Palmares do Sul), fotovoltaica e outras;
e) Os países desenvolvidos exploraram primeiramente seus potenciais hidroelétricos e após obrigaram-se a
explorar a energia termelétrica. A razão é pelo fato da energia térmica ser mais cara que a energia hidráulica.
Tanto no Brasil como no RS, existe ainda um razoável potencial hidrelétrico a ser explorado; f) Mesmo dispondo
de um sistema interligado robusto, os consumidores podem eventualmente não disporem de bons serviços de
energia elétrica se o sistema de distribuição não operar adequadamente. A Agência Nacional de Energia Elétrica
- ANEEL e a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul - AGERGS são
os órgãos reguladores e responsáveis pela garantia do serviço público prestado pelas concessionárias de
energia elétrica.
4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS
No Rio Grande do Sul, estão em operação 176 empreendimentos de geração de energia elétrica, totalizando
7
uma potência instalada de 8.949.937 kW . Do total instalado, 66,48% correspondem a 17 usinas hidrelétricas -
8
UHE , somando 5.949.825 kW; 23,13% correspondem a 62 usinas termelétricas - UTE, somando 2.070.230 kW;
4,63% correspondem a 13 usinas eólicas - EOL, somando 460.000 kW. As demais usinas hidrelétricas e
termoelétricas são de pequeno porte e representam o restante da potência instalada no Estado, conforme
tabela 4.7. A relação completa da geração existente no RS, bem como das usinas em construção e daquelas
com outorga e ainda não construídas consta no anexo A - Capacidade Instalada. Nesse anexo, podem ser
encontradas informações detalhadas de cada usina, potência instalada, destino da energia, proprietário e
localização.
6
Os dados referentes à energia eólica estão no capítulo 3, item 3.9.
7
Critério da ANEEL que não corresponde ao utilizado na metodologia do Balanço Energético, já que nesta as usinas hidroelétricas de fronteira, tanto a potência instalada como a
energia produzida são divididas por 2.
8
A energia produzida por usinas hidroelétricas é considerada de fonte primária. No capítulo 3, item 3.4 é apresentado o mapa com as principais usinas hídricas instaladas no RS
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Tabela 4.7 - Total de Usinas em Operação, em Construção e com Outorga no RS
Na geração de energia elétrica, existem basicamente três grandes empresas: Tractebel, CEEE-GT e CGTEE. Existem
ainda empresas de médio porte como a AES Uruguaiana e outras empresas de menor porte. Observa-se na tabela
4.8 a contribuição de cada uma dessas principais empresas na geração de energia elétrica em 2011.
Tabela 4.8 - Geração e Potência de Energia Elétrica no RS dos Principais Operadores, em 2011
* Consideradas as cotas em que a empresa tem participação em energia
** 50% da potência nominal e da energia produzida considerados para as usinas de fronteira com SC
*** Consideradas as cotas em que as empresas têm participação no RS
Fonte: ANEEL e Relatório Anual de Produção de Energia Elétrica elaborado pelo Grupo CEEE
4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS
Verifica-se no mapa 4.1 que uma parcela expressiva da energia elétrica consumida no Estado flui pelas linhas de
transmissão do Sistema Interligado Nacional - SIN, como também acontece em outros estados da Federação. A
chamada rede básica é constituída de linhas de transmissão com níveis de tensão superiores a 138 kV. No que
tange o Rio Grande do Sul, partem da Usina hidrelétrica de Itá quatro linhas de transmissão de 525 kV, tendo
como destino as subestações de Santo Ângelo 2, de Caxias do Sul, de Gravataí 2, com conexão em Nova Santa
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Tipo
N° de
Usinas
Potência
kW
%
N° de
Usinas
Potência
kW
%
N° de
Usinas
Potência
kW
%
CGH - Central
Geradora
Hidrelétrica
41 27.935 0,31 6 3.410 0,14
EOL - Central
Geradora
Eolielétrica
13 414.000 4,63 5 102.000 58,66 40 913.100 37,60
PCH - Pequena
Central
Hidrelétrica
43 487.947 5,45 7 71.876 41,43 9 150.758 6,21
UHE - Usina
Hidrelétrica de
Energia
17 5.949.825 66,48 1 292.000 12,03
UTE - Usina
Termelétrica de
Energia
62 2.070.230 23,13 5 1.068.988 44,02
Total RS 176 8.949.937 100 12 173.876 100 61 2.428.256 100
Em Operação Em Construção Outorgadas*
Empresa Natureza
Energia produzida
MWh
Potência instalada
MW***
Tractebel** Hídrica 9.391.374,66 1.492,70
CEEE-GT* Hídrica 5.393.260,09 1.124,93
Foz do Chapecó** Hídrica 2.344.026,92 389,00
BAESA** Hídrica 2.033.349,10 349,00
Companhia Energética Rio das Antas Hídrica 1.111.358,10 253,56
Dona Francisca Energética Hídrica 728.830,15 90,00
Monel - Monjolinho Hídrica 460.652,75 67,00
CGTEE Térmica 1.902.634,61 840,00
AES Uruguaiana Térmica 0,00 639,90
Petrobras Térmica 39.653,55 235,29
Tractebel Térmica 100.403,34 138,00
* Usinas Outorgadas entre 1998 e 2004, não iniciaram sua construção
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - os dados foram acessados em 11/01/2013
4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS
No gráfico 4.5, pode ser observada a evolução da demanda máxima anual de energia elétrica e da
correspondente capacidade de atendimento no período de 1999 a 2011 e a projeção da demanda máxima e da
capacidade de atendimento até 2015. Conforme mostra o gráfico, a situação crítica desta série histórica ocorreu
em 1999.
Mapa 4.1
9
- Sistema de Transmissão no RS
Fonte: Grupo CEEE
9
A capacidade das subestações e a quilometragem das linhas de transmissão no RS encontram-se no Anexo A, tabela A.16.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Rita, e a conversora de freqüência de Garabi. Da subestação de Campos Novos, localizada em Santa Catarina,
parte uma linha de transmissão de 525 kV rumo à subestação de Gravataí 2, com conexão em Caxias do Sul.
Existe ainda uma importante linha de transmissão de 525 kV interligando a usina de Itá à subestação de Campos
Novos, com conexão em Machadinho.
Não existe ainda anel de 525 kV interligando os principais pontos das regiões Sul e Norte do Estado. Certamente,
o crescimento do RS nos próximos anos, com a instalação de novas usinas termoelétricas em Candiota, com a
instalação de novas usinas hidroelétricas no rio Uruguai, com o crescimento expressivo da fabricação de
celulose, com o pólo naval de Rio Grande e outros investimentos na chamada metade Sul, irá impor ao SIN a
necessidade de interligações no nível de tensão de 525 kV no Estado.
Nas subestações de Caxias do Sul, Gravataí 2, Santo Ângelo 2 e Nova Santa Rita, as linhas de 525 kV são
rebaixadas para linhas de transmissão de 230 kV.
3.783

3.945

3.957

4.075

4.216

4.367

4.517

4.697

4.823

4.814

5.268

5.547

5.961

5.951

6.193
6.489
3.800

4.100

4.600

4.615

4.615

4.900

5.100

5.470

5.470

5.900

5.900

6.079

6.332

6.494

2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
4.500
5.000
5.500
6.000
6.500
7.000
2000

2002

2004

2006

2008

2010

2012

2014*
M
W
ano
Demanda Máxima Instantânea
Capacidade de Atendimento
3.783

3.945

3.957

4.075

4.216

4.367

4.517

4.697

4.823

4.814

5.268

5.547

5.961

5.951
6.193
6.489
3.800

4.100

4.600

4.615

4.615

4.900

5.100

5.470

5.470

5.900

5.900

6.079

6.332

6.494
7.100
7.100
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
4.500
5.000
5.500
6.000
6.500
7.000
7.500
8.000
2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013*

2014* 2015*
M
W
ano
Demanda Máxima Instantânea
Capacidade de Atendimento
Gráfico 4.5 - Evolução da Demanda Máxima do Sistema de Transmissão no RS e a
Correspondente Capacidade de Atendimento
<
>



Gráfico 4.6 - Demanda Máxima Mensal do Sistema de Transmissão no RS e a
Correspondente Capacidade de Atendimento
<
>


Fonte: Grupo CEEE
10
4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS
A distribuição de energia elétrica no RS é executada por oito concessionárias de serviços públicos. As três
maiores têm mais de 1 milhão de unidades consumidoras, são elas: CEEE-D (Companhia Estadual de Distribuição
de Energia Elétrica), AES Sul (Distribuidora Gaúcha de Energia Elétrica) e RGE (Rio Grande Energia). As outras
cinco são de pequeno porte: Muxfeldt (Muxfeldt, Marin & Cia Ltda.), Uhenpal (Usina Hidroelétrica Nova Palma),
Eletrocar (Centrais Elétricas de Carazinho S.A.), Hidropan (Hidroelétrica Panambi) e Demei (Departamento
Municipal de Energia de Ijuí). Além das concessionárias, existem 15 cooperativas de eletrificação rural: Celetro,
Cerfox, Ceriluz, Cermissões, Certaja, Certel, Certhil, Cervale, Cooperluz, Coopernorte, Coopersul, Coprel, Cosel,
Creluz e Crereal. Podem ser observadas, no mapa 3.3, as áreas de concessão das três maiores concessionárias
de distribuição e a localização das cinco de pequeno porte.
10
Para preços de energia elétrica ao consumidor, ver Anexo B, tabelas B.9, B.10, B.11 e B12
* Projeção da capacidade de atendimento, para os anos de 2013 a 2015, realizada em agosto de 2012.
Fonte: Grupo CEEE
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
69
C
a
p
i
t
u
l
o

4
5.547

5.446

5.303

4.690

4.515

4.782

4.838

4.711

4.625

4.708

5.512

5.470

5.765

5.961
5.941
5.131
4.772
4.715
6.079
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
4.500
5.000
5.500
6.000
6.500




M
W
mês/ano
Demanda Máxima Instantânea
Capacidade de Atendimento
C
a
p
i
t
u
l
o

4
70
Mapa 4.2 - Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica no RS
Fonte: Grupo CEEE
A participação no mercado de distribuição de energia elétrica dos 23 agentes, no ano de 2011, está apresentada nas
tabelas 4.9 a 4.13. A maior parte da energia distribuída aos consumidores, tanto pelas cooperativas como pelas cinco
concessionárias de pequeno porte, é fornecida pelas concessionárias CEEE-D, AES Sul e RGE.
Tabela 4.9 - Participação das Grandes Concessionárias no Mercado de Distribuição de
Energia Elétrica no RS, em 2011
* Inclui a energia vendida para os consumidores, para as concessionárias de pequeno porte e cooperativas
Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Tabela 4.10 - Consumo de Energia Elétrica Setorial por Concessionária no RS, em 2011
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Concessionárias
Unidades
Consumidoras
Energia Vendida
MWh*
Mercado
%
CEEE-D 1.500.683 8.093.927 31,89%
AES Sul 1.208.550 7.636.414 30,09%
RGE 1.314.182 7.988.224 31,47%
Total Grandes Concessionárias 4.023.415 23.718.565 93,45%
Total RS 4.379.319 25.382.373 100,00%
Concessionárias
Residencial
%
Rural
%
Comercial
%
Industrial
%
Outros
%
CEEE-D 32,15% 6,98% 24,93% 27,04% 8,90%
AES Sul 29,45% 10,76% 15,28% 36,36% 8,16%
RGE 25,09% 7,60% 15,24% 44,66% 7,40%
Total Grandes Concessionárias 28,90% 8,45% 18,48% 36,02% 8,15%
C
a
p
i
t
u
l
o

4
71
* Inclui a energia vendida para os consumidores, para as concessionárias de pequeno porte e cooperativas
Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Tabela 4.11 - Participação das Pequenas Concessionárias no Mercado de Distribuição de
Energia Elétrica no RS, em 2011
Tabela 4.12 - Participação das Cooperativas de Eletrificação Rural no Mercado de Distribuição
de Energia Elétrica no RS, em 2011
* Inclui a energia vendida para os consumidores, para as concessionárias de pequeno porte e cooperativas
** Energia comprada da RGE
*** Energia comprada da AES Sul
**** Energia comprada do Grupo CEEE
Fonte: FECOERGS - Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do RS
Tabela 4.13 - Consumo de Energia Elétrica Setorial das Cooperativas de Eletrificação Rural
no RS, em 2011
Fonte: FECOERGS - Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do RS
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Concessionárias
Unidades
Consumidoras
Energia Vendida
MWh
Mercado
%
DEMEI 28.345 115.759 0,46%
ELETROCAR 33.371 152.610 0,60%
HIDROPAN 15.828 100.708 0,40%
UHENPAL 14.098 63.583 0,25%
MUXFELD 9.368 55.138 0,22%
Total Pequenas Concessionárias 101.010 487.797 1,92%
Total RS 4.379.319 25.382.373* 100,00%
Cooperativa
Unidades
Consumidoras
Energia Vendida
MWh
Energia
Gerada
MWh
Energia
Comprada
MWh
Mercado
%
CERTEL*** 52.566 297.768 0 327.386 1,17%
CERMISSÕES** 23.887 83.446 14.520 81.405 0,33%
CRELUZ** 20.055 67.305 0 74.733 0,27%
CERILUZ** 12.691 92.831 80.208 102.029 0,37%
COPREL** 47.194 284.969 27.354 327.342 1,12%
CERFOX** 14.814 48.280 5.133 50.915 0,19%
CRERAL** 6.663 31.860 10.405 35.114 0,13%
CELETRO*** 21.408 81.396 0 93.807 0,32%
CERTAJA*** 22.612 84.022 0 97.998 0,33%
CERTHIL** 7.607 28.622 0 31.534 0,11%
COOPERLUZ** 13.601 44.826 0 52.029 0,18%
COOPERSUL**** 4.450 13.279 0 17.385 0,05%
CERVALE*** 1.182 3.144 0 3.871 0,01%
COOPERNORTE**** 4.535 11.062 0 13.498 0,04%
COSEL**** 1.629 3.198 0 3.981 0,01%
Total Cooperativas 254.894 1.176.010 137.621 1.313.029 4,63%
Total RS 4.379.319 25.382.373* 25.171.666 6.549.239 100,00%
Cooperativa Rural Comercial Industrial
Residencial
Urbano
Iluminação
Pública
Poderes
Públicos
Total
Distribuído
Un. Consumidoras 161.078 10.847 1.366 74.979 2.539 4.085 254.894
Consumo MWh 590.207 97.251 271.710 136.907 36.327 43.608 1.176.010
Un. Consumidoras % 63,19% 4,26% 0,54% 29,42% 1,00% 1,60% 100,00%
Consumo % 50,19% 8,27% 23,10% 11,64% 3,09% 3,71% 100,00%
Tabela 4.14 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil,
no período de 2001 a 2011
4.7 - Etanol Etílico Anidro e Hidratado
O Rio Grande do Sul não produz etanol etílico anidro. Embora exista produção de etanol etílico hidratado no
Estado, ela é irrelevante em comparação com a quantidade produzida de etanol etílico hidratado pelo
Estado de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás, por exemplo. Pela legislação brasileira, um percentual de
20% a 25% em volume de etanol etílico anidro devem ser adicionados à gasolina A. Em 2011, entre 1° de
janeiro e 30 de setembro, a proporção de etanol etílico anidro na mistura com a gasolina foi de 25%. Nos
meses de outubro, novembro e dezembro foi de 20%.
O RS produziu em 2011 apenas 0,03% do etanol etílico anidro e hidratado produzidos no Brasil. Por outro
lado, São Paulo, principal produtor nacional, atingiu em 2011 uma produção de 51,65% (11,825 milhões de
m³) dos 22,893 milhões de m³ de etanol etílico anidro e hidratado do País. Entre os estados com maior PIB,
apenas o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro apresentam baixa produção de etanol. Na tabela 4.14 e no
gráfico 4.7, pode ser observada a produção gaúcha de etanol em relação aos outros estados.
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2011. Dados até 2010.
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012. Dados de 2011.
Gráfico 4.7 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados
e no Brasil, no período de 2001 a 2011
<
>

Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011. Dados até 2010.
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012. Dados de 2011.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Diferente da tabela 4.14, na tabela 4.15, são apresentados os dados de produção e consumo referentes a
cada tipo de etanol, ou seja, etílico anidro e etílico hidratado, no RS.
unidade: mil m³
Regiões e Estados 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Sudeste 7.754 8.552 9.787 9.948 11.154 12.479 15.782 19.212 17.676 18.860 14.209
Região Centro-Oeste 1.344 1.513 1.929 1.798 2.147 2.329 2.902 3.588 4.263 5.715 5.197
Região Nordeste 1.402 1.518 1.505 1.675 1.696 1.573 1.902 2.372 2.211 1.823 1.939
Região Sul 937 975 1.209 1.178 996 1.308 1.923 1.906 1.901 1.746 1.406
Região Norte 29 30 39 48 48 76 48 56 52 60 170
São Paulo 7.038 7.735 8.745 8.861 9.854 10.958 13.589 16.635 15.041 15.901 11.825
Minas Gerais 522 558 785 758 919 1.271 1.791 2.201 2.284 2.681 2.106
Goiás 379 433 662 591 803 873 1.165 1.744 2.122 2.980 2.677
Paraná 932 969 1.203 1.173 992 1.303 1.916 1.900 1.899 1.740 1.399
Rio Grande do Sul 5 6 6 5 3 6 7 6 2 6 7
Brasil 11.466 12.589 14.470 14.647 16.040 17.764 22.557 27.133 26.103 28.203 22.893
0
2.000

4.000

6.000

8.000

10.000

12.000

14.000

16.000

18.000

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
m
i
l

m
3

ano
PR RS SP GO MG
72
C
a
p
i
t
u
l
o

4


Tabela 4.16
11
- Preço Médio do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e
Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011
Tabela 4.15 - Produção e Consumo de Etanol Anidro e Hidratado no RS, no Período de 2005 a 2011
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis- 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Os preços médios mais elevados ao consumidor para o etanol etílico em 2011 ocorreram na região Norte,
região Nordeste e no Rio Grande do Sul, que teve o maior valor entre os Estados com maior PIB. Enquanto a
média de preço para o consumidor brasileiro do litro foi de R$ 1,996/litro em 2011, o consumidor do RS pagou
R$ 2,370/litro, conforme mostra a tabela 4.16. Esse valor representa um sobrepreço de 18,74% em relação à
média nacional. Em São Paulo, o consumidor pagou em média R$ 1,865/litro no mesmo ano.
No gráfico 4.8, pode ser verificada a situação dos preços do etanol hidratado no RS e em estados selecionados
de 2002 a 2011.
Gráfico 4.8 - Preço Médio do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e
Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011
<
>


Nota: Preços em valores correntes
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012.
Nota: Preços em valores correntes
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
73
C
a
p
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u
l
o

4
11
A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras.
unidade: m
3
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Produção etanol hidratado 3.338 5.686 6.818 6.318 2.458 5.800 6.409
Produção etanol anidro 0 0 0 0 0 0 0
Consumo etanol hidratado 189.898 158.759 219.335 324.890 403.028 240.893 137.122
Consumo de etanol anidro 476.656 474.547 491.841 530.471 561.378 645.726 665.611
unidade: R$ / litro
Regiões e Estados 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Norte 1,311 1,764 1,644 1,838 2,137 1,894 1,900 1,894 2,067 2,303
Região Nordeste 1,145 1,534 1,435 1,678 1,911 1,718 1,761 1,746 1,899 2,148
Região Centro-Oeste 1,121 1,446 1,373 1,594 1,846 1,593 1,661 1,675 1,797 2,070
Região Sul 1,095 1,412 1,302 1,523 1,791 1,554 1,533 1,582 1,762 2,111
Região Sudeste
0,962 1,246 1,087 1,273 1,531 1,369 1,358 1,405 1,600 1,937
Rio Grande do Sul 1,223 1,572 1,425 1,810 2,166 1,765 1,780 1,800 2,010 2,370
Rio de Janeiro 1,065 1,404 1,281 1,563 1,875 1,695 1,685 1,710 1,872 2,242
Minas Gerais 1,061 1,435 1,333 1,568 1,912 1,688 1,631 1,655 1,847 2,152
Paraná 0,950 1,234 1,156 1,392 1,657 1,444 1,407 1,451 1,628 1,966
São Paulo 0,893 1,132 0,972 1,180 1,421 1,273 1,273 1,326 1,524 1,865
Total Brasil 1,038 1,347 1,212 1,385 1,634 1,448 1,445 1,485 1,669 1,996
0,0
0,5

1,0

1,5

2,0

2,5

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009 2010 2011
R
$
/
l
i
t
r
o
ano

PR

RS

SP

RJ

MG
Tabela 4.17 - B100 misturado na venda de óleo diesel pelas Distribuidoras em Regiões e
Estados Selecionados, no período de 2005 a 2011
No RS, verifica-se baixa produção de etanol etílico hidratado, baixo consumo em comparação com outros
12
Estados e inexiste produção de etanol etílico anidro. Fica evidenciada a necessidade da elaboração de um
programa estadual de etanol combustível para alavancar, tanto a produção como o aumento do consumo desse
combustível no Estado, o que só ocorrerá com um preço do litro mais convidativo ao consumidor final. Nesse
sentido, faz-se uma proposta objetiva no Anexo G do Balanço Energético do RS 2005 - 2007, no qual também é
analisado o etanol celulósico, chamado de segunda geração de etanol biocombustível.
4.8 - Biodiesel (B100)
O biodiesel (B100) é vendido na mistura com o óleo diesel. Nos anos de 2005, 2006 e 2007, a mistura de 2% de
biodiesel puro (B100) com óleo diesel era facultativa, já a partir de janeiro de 2008, a mistura de 2% passou a ser
obrigatória. Em julho de 2008, a mistura obrigatória subiu para 3%, e entre julho e dezembro de 2009 passou
para 4%. A partir de janeiro de 2010, o biodiesel passou a ser adicionado ao óleo diesel na proporção de 5% em
volume, conforme Resolução CNPE nº 6 de 16/09/2009, exceto o óleo diesel para uso aquaviário, que só passou
a conter biodiesel a partir de 1° de janeiro de 2011.
Na tabela 4.17, consta a evolução das vendas do óleo B100 vendido na mistura com o óleo diesel em estados
selecionados e regiões do País. Em 2011, as vendas de B100 na mistura com o óleo diesel no RS foram de 6,19%
do total de vendas de B100 no País.
Notas:1. Inclui o consumo próprio das distribuidoras
2. Dados calculados a partir das vendas de óleo diesel que contém os valores do B100 desde 2005
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural 2007 - Dados de 2005 a 2006
Balanço Energético do Rio Grande do Sul de 2011 - Dados de 2005 a 2010
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2011 foram acessados em 04/04/2011
A produção de B100 no Rio Grande do Sul teve inicio em meados de 2007. Na tabela 4.18, verifica-se a
expressiva participação do Estado na produção nacional, correspondendo a 11% do total em 2007, 26% em
2008, 28% em 2009 e 25% em 2010. Em 2011 a participação do RS na produção brasileira de B100 foi de 32%,
sendo o maior produtor do Brasil. Na segunda posição ficou o Mato Grosso com parcela de 18,93%, em terceiro
lugar o Estado de Goiás com 18,65% e na quarta posição São Paulo com 11,05%.
Tabela 4.18 - Produção de B100 no RS e no Brasil no período de 2005 a 2011
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2005 a 2009
ANP - site www.anp.gov.br - os dados de 2010 foram acessados em 05/04/2011 e os dados de 2011 em 04/04/2012
12
No Brasil, o consumo de etanol etílico hidratado e anidro representou 49,37% do consumo total de gasolina C e etanol etílico hidratado em volume, em 2010. No Rio Grande do
Sul, esse mesmo percentual representa 30,29%.
Se levado em consideração a comparação nos postos de combustíveis, 33,56% em volume de etanol etílico hidratado foram utilizados como combustível pelo consumidor, e
66,44% foi o uso de gasolina C, no Brasil. No caso do Rio Grande do Sul, esses mesmos percentuais são de 8,53% para o etanol etílico hidratado e 91,47% de gasolina C.
A diferença nos parágrafos anteriores deve-se ao critério da soma do etanol etílico hidratado e anidro (adicionado a gasolina) em comparação com a gasolina A, ou então o critério
da ótica do consumidor nas bombas de abastecimento em postos de combustíveis.
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unidade: m³
Regiões e Estados 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Sudeste 56 19.337 374.791 496.012 683.692 1.078.375 1.126.378
Região Sul 0 7.437 163.321 217.228 301.959 473.350 493.750
Região Nordeste 0 10.816 124.289 177.229 242.467 385.985 407.495
Região Centro-Oeste 6 4.298 93.450 129.867 179.704 281.175 299.449
Região Norte
13 3.668 75.312 98.760 142.623 243.050 262.016
São Paulo 9 10.349 195.808 263.933 363.981 571.898 590.610
Minas Gerais 42 4.726 114.414 147.756 201.475 322.311 336.645
Paraná 0 2.473 74.120 98.255 134.889 211.310 220.059
Rio Grande do Sul 0 2.905 51.844 68.905 97.014 152.894 160.353
Bahia 3.361 44.122 65.479 86.264 136.465 142.471
Rio de Janeiro 4 2.933 47.116 60.925 86.899 134.068 144.216
Pernambuco 2.496 18.364 25.588 36.972 60.472 64.288
Total Brasil 75 45.556 831.164 1.119.096 1.150.446 2.461.950 2.589.088
Estado e País 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Rio Grande do Sul 0 0 42.696 306.056 454.189 605.998 862.110
% do RS em relação ao Brasil 0 0 11 26 28 25 32
Total Brasil 736 70.120 402.154 1.167.128 1.608.448 2.396.955 2.670.801
unidade: m³
4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel
O Biodiesel B100 é um éster de ácido graxo, renovável e biodegradável, obtido normalmente a partir de uma
reação química de óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal, com um álcool na presença de um catalisador,
13
chamada de transesterificação . Na produção de B100, um subproduto de nome glicerina, também com conteúdo
energético, é obtido. Busca-se, desta forma, a obtenção de um combustível de origem vegetal com viscosidade
mais próxima da viscosidade do óleo diesel. A produção de B100 é regida pela resolução 42/04 da ANP.
Cabe registrar que os componentes predominantes dos óleos vegetais e animais são os triglicerídeos, em geral
apresentam viscosidades bem acima do diesel de origem petroquímica, sendo então necessária a execução de
uma reação química para obter produto energético de menor viscosidade. A alternativa seria a mudança da
tecnologia dos motores a diesel, hipótese que foi descartada no Brasil e em âmbito internacional.
Na reação química, o óleo vegetal ou gordura animal reage com a presença de um catalisador (normalmente uma
base) com um álcool (usualmente o metanol) gerando o éster alquilíco, correspondente aos ácidos graxos do óleo
vegetal utilizado (KNOTHE, 2005). Em princípio, a reação de transesterificação é uma reação reversível, no entanto
na produção de biodiesel a partir de ésteres alquílicos (óleo vegetal), a reação de retorno não acontece ou não se
completa devido ao glicerol formado que não é miscível ao produto formado (biodiesel), conduzindo a um sistema
heterogêneo (KNOTHE, 2005). A reação de transesterificação pode ser observada a seguir:
4.8.b - Transesterificação
Sendo R a mistura de várias cadeias de ácidos graxos, o álcool usado para produção de biodiesel é normalmente
o metanol (R´ = CH ).
3
14
Para o caso brasileiro, geralmente utiliza-se a soja para a produção de biodiesel. Porém, há alternativas bem
mais rentáveis que a soja, o que se passará a mostrar. Na tabela 4.19, verifica-se a grande vantagem, tanto da
produção de sementes por hectare, como da produção de óleo em comparação com a palma e semente do
tabaco, com as sementes de girassol, soja e colza. A palma vence todas as outras culturas, porém, se mostra
mais viável nas regiões norte e nordeste do Brasil.
A produção de semente de tabaco atinge a marca de 5,7 ton/ha, praticamente o dobro do valor atingido pela
soja (3 a 4 ton/ha), dado relevante se for levado em conta que mais de 80% da produção de biodiesel no Brasil,
hoje, provem das sementes de soja. Tal comparação fica ainda mais expressiva se for considerado que em um
hectare de soja é extraído 0,375 ton de óleo para produção de biodiesel, enquanto o valor é de 2 ton de óleo de
tabaco, o que representa uma vantagem superior a cinco vezes em comparação com a produção de óleo de
soja.
13
Reação entre um éster e um álcool que leva à formação de um novo éster e um novo álcool; alcoólise.
14
Segundo o Anuário Estatístico da ANP de 2012, em 2011 do total de 2.672.771 de metros cúbicos de matéria prima utilizada para produção de B100 2.171.113 metros cúbicos
foram óleo de soja (81,23%); na segunda posição ficou a gordura de origem animal com 358.686 metros cúbicos (13,42%); na quarta posição o óleo de algodão com 98.230
metros cúbicos (3,68%); na última posição os demais produtos (óleo de palma, de amendoim e outros) com 1,67%.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Tabela 4.20 - - Faturamento Médio em R$/ha na Produção de Óleos Vegetais
Tabela 4.19 - Produção média de óleos vegetais
Nota: Material residual da produção de óleo de tabaco de 4 ton/ha
Fonte: I costi di generazione da fonti rinnovabili Universitá degli studi di Padova for APER - 2007
Notas:1. Na lavoura de fumo, o faturamento médio por ha no Brasil, em 2009, foi de R$ 9.800,54 (IBGE)
2. Considerado o custo de venda de biodiesel do último leilão
3. No leilão da ANP, de novembro de 2010, o biodiesel foi negociado por R$ 2.243,11/m³.
No faturamento residual da semente biomassa, não foi considerada a utilização para ração animal, apenas empregou-se, por comparação, o valor de mercado da lenha.
Considerando-se a possibilidade de tornar a semente de tabaco para produção de biodiesel, uma alternativa à
cultura do fumo, cabe enfrentar a comparação entre as culturas do fumo para a produção de cigarro e a
produção de sementes de tabaco para a produção de biodiesel. A viabilidade de uma cultura nova em
substituição à antiga, obviamente estará diretamente vinculada ao cotejo dos ganhos que terão os
componentes da cadeia produtiva nas duas alternativas. A tabela 4.20 apresenta os prováveis faturamentos do
setor por hectare no caso da utilização das sementes de tabaco para a produção de biocombustíveis.
4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores
Os consumidores gaúchos, de um modo geral, pagam mais caro pelos energéticos derivados do petróleo, tanto
em relação à média nacional, como em comparação com os consumidores de estados brasileiros com maior PIB,
ou mesmo no caso do Paraná que tem um PIB pouco menor que o do RS. Nas tabelas 4.21, 4.22 e 4.23, constam
os preços médios praticados em diversos estados brasileiros e nas regiões do País.
Tabela 4.21 - Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2002 a 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Nota: Preços em valores correntes
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012.
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Girassol Soja Colza Palma Tabaco
Semente (ton/ha) 2,5 - 4,0 3,0 - 4,0 2,5 - 3,0 10 - 20 5,7
Óleo (ton/ha) 0,800 0,580 1,000 3,600 2,013
Girassol Soja Colza Palma Tabaco
Semente (ton/ha) 2,5 - 4,0 3,0 - 4,0 2,5 - 3,0 10 - 20 5,7
Óleo (ton/ha) 0,800 0,580 1,000 3,600 2,013
Faturamento bruto biodiesel R$/ha 1.932,47 1.401,04 2.415,58 8.696,10 4.862,57
Faturamento residual da
semente - biomassa
R$/ha 392,33
Faturamento residual da
glicerina
R$/ha 140,91
unidade: R$ / litro
Regiões e Estados 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Norte 1,856 2,212 2,259 2,525 2,666 2,597 2,647 2,692 2,743 2,845
Região Centro-Oeste 1,748 2,122 2,180 2,430 2,656 2,616 2,585 2,653 2,659 2,831
Região Nordeste 1,750 2,096 2,133 2,385 2,650 2,611 2,596 2,582 2,636 2,705
Região Sul 1,777 2,157 2,163 2,438 2,610 2,516 2,506 2,522 2,571 2,721
Região Sudeste 1,704 2,023 2,023 2,259 2,478 2,451 2,444 2,447 2,514 2,712
Rio de Janeiro 1,713 2,120 2,095 2,338 2,561 2,532 2,547 2,566 2,649 2,834
Rio Grande do Sul 1,832 2,240 2,231 2,573 2,723 2,564 2,567 2,558 2,602 2,755
Paraná 1,713 2,054 2,063 2,291 2,500 2,439 2,413 2,472 2,530 2,678
São Paulo 1,703 1,989 1,986 2,231 2,442 2,414 2,403 2,402 2,463 2,642
Minas Gerais 1,691 2,028 2,040 2,257 2,488 2,459 2,449 2,443 2,516 2,789
Total Brasil 1,735 2,072 2,082 2,340 2,552 2,508 2,500 2,511 2,566 2,731
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No gráfico 4.9, verifica-se a evolução dos preços da gasolina C no RS, em estados selecionados e na média
brasileira.
Tabela 4.22 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2002 a 2011
Nota: Preços em valores correntes
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012

Gráfico 4.9- Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Estados Selecionados,
no Período de 2002 a 2011
<
>


Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
1,6
1,8
2,0
2,2
2,4
2,6
2,8
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
R
$
/
l
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r
o
ano
PR RS SP RJ MG BR
unidade: R$ / litro
Regiões e Estados 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Norte 1,094 1,540 1,570 1,833 1,999 1,981 2,143 2,187 2,152 2,163
Região Centro-Oeste 1,087 1,530 1,564 1,861 1,987 1,981 2,133 2,150 2,095 2,134
Região Sul 1,038 1,457 1,492 1,769 1,892 1,880 2,039 2,055 1,995 2,022
Região Nordeste 1,052 1,446 1,447 1,704 1,852 1,845 2,004 2,032 1,968 1,986
Região Sudeste 1,025 1,430 1,450 1,714 1,845 1,839 2,001 2,027 1,968 1,990
Rio Grande do Sul 1,045 1,492 1,532 1,844 1,959 1,945 2,108 2,112 2,050 2,084
São Paulo 1,016 1,419 1,456 1,728 1,858 1,854 2,015 2,036 1,967 1,985
Rio de Janeiro 1,005 1,420 1,438 1,688 1,819 1,812 1,988 2,034 1,986 2,003
Paraná 1,030 1,418 1,460 1,723 1,844 1,834 1,991 2,006 1,945 1,969
Minas Gerais 1,055 1,456 1,430 1,693 1,830 1,823 1,975 2,001 1,951 1,984
Total Brasil 1,041 1,452 1,471 1,751 1,884 1,876 2,036 2,060 2,002 2,026
Tabela 4.23 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2002 a 2011
Nota: Preços em valores correntes
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012.
Gráfico 4.10 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Estados Selecionados,
no Período de 2002 a 2011
<
>
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012.
No gráfico 4.10, verifica-se a evolução dos preços do óleo diesel no RS, em estados selecionados e na média
brasileira.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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4
0,6
0,8
1,0
1,2
1,4
1,6
1,8
2,0
2,2
2,4
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
R
$
/
l
i
t
r
o
ano
PR RS SP RJ MG BR
unidade: R$ / kg
Regiões e Estados 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Centro-Oeste 1,951 2,376 2,394 2,457 2,624 2,718 2,694 2,998 3,207 3,192
Região Sul 1,957 2,295 2,372 2,392 2,566 2,588 2,605 2,801 2,975 3,002
Região Sudeste 1,808 2,175 2,227 2,236 2,402 2,481 2,491 2,710 2,943 2,966
Região Nordeste 1,845 2,252 2,399 2,357 2,503 2,517 2,564 2,696 2,788 2,800
Região Norte 1,846 2,387 2,408 2,435 2,551 2,643 2,677 2,755 2,966 3,049
Minas Gerais 1,785 2,179 2,258 2,295 2,534 2,650 2,660 2,933 3,124 3,169
Rio Grande do Sul 1,966 2,321 2,355 2,410 2,576 2,620 2,653 2,787 2,918 2,977
Paraná 1,881 2,227 2,359 2,326 2,495 2,486 2,464 2,757 2,961 2,954
São Paulo 1,849 2,213 2,210 2,202 2,345 2,415 2,436 2,664 2,902 2,933
Rio de Janeiro 1,714 2,059 2,203 2,254 2,387 2,450 2,441 2,617 2,917 2,891
Total Brasil 1,866 2,246 2,306 2,316 2,473 2,533 2,550 2,746 2,938 2,960
No gráfico 4.11, verifica-se a evolução dos preços do GLP no RS, em estados selecionados e na média brasileira.
Gráfico 4.11 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Estados Selecionados,
no Período de 2002 a 2011
<
>

Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2012.
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4.10 - Metanol
O metanol é utilizado na produção de biodiesel, por meio do processo de transesterificação de óleos vegetais e
gorduras animais. O Rio Grande do Sul foi o maior consumidor de metanol em 2011. Verifica-se na tabela 4.24 o
consumo em regiões e estados selecionados.
Tabela 4.24 - Consumo de metanol em Regiões e Estados Selecionados,
no período de 2005 a 2011
1,2
1,4
1,6
1,8
2,0
2,2
2,4
2,6
2,8
3,0
3,2
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
R
$
/
k
g
ano
PR RS SP RJ MG BR
unidade: m³
Regiões e Estados 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Sudeste 8 2.732 5.082 23.016 43.240 48.441 47.690
Região Sul 4 13 6.009 38.024 55.845 79.624 103.538
Região Nordeste 27 5.519 31.986 20.931 25.319 23.837 20.186
Região Centro-Oeste 0 1.237 9.724 50.226 66.686 108.932 114.592
Região Norte 94 496 4.694 3.847 8.021 17.816 15.883
Rio Grande do Sul - - 6.008 37.099 53.022 70.977 89.810
Mato Grosso - 2 1.862 29.101 39.383 62.959 60.315
Goiás - 1.235 7.862 21.125 26.292 44.190 49.248
São Paulo - 2.640 5.038 23.016 38.116 37.931 38.242
Tocantins - - 3.851 2.783 6.384 15.750 15.379
Bahia - 672 14.116 11.240 12.459 12.842 14.821
Paraná 4 13 2 925 2.823 8.647 13.728
Minas Gerais 8 92 44 - 4.223 8.435 8.277
Rio de Janeiro - - - - 901 2.075 1.171
Brasil 133 9.998 57.495 136.043 199.111 278.650 301.890
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4.11 - Glicerina
A glicerina é um subproduto oriundo da produção de biodiesel. No ano de 2011, conforme tabela 4.25, verifica-
se o consumo nas regiões e em estados selecionados.
Tabela 4.25 - Glicerina gerada na produção de biodiesel B100, em Regiões e Estados Selecionados,
no período de 2005 a 2011
unidade: m³
Regiões e Estados 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Região Sudeste 4 1.057 4.297 21.952 35.068 49.533 41.862
Região Sul 2 - 3.085 24.945 44.278 59.709 83.368
Região Nordeste 14 7.258 18.451 15.601 16.894 17.547 16.275
Região Centro-Oeste 0 661 6.057 56.724 68.732 114.859 117.440
Região Norte 48 484 4.849 5.194 6.857 15.236 14.409
Rio Grande do Sul - - 3.085 24.177 41.723 53.700 72.818
Mato Grosso - - 2.427 36.891 45.710 74.572 62.398
Goiás - 661 3.630 19.833 22.163 38.582 46.877
São Paulo - 1.057 4.283 21.936 30.637 39.103 33.526
Tocantins - - 3.722 1.881 4.370 12.392 13.821
Bahia - 4.578 6.246 8.343 8.058 9.194 12.526
Paraná 2 - 0 768 2.555 6.009 10.549
Mato Grosso do Sul - - - - 859 1.705 8.166
Minas Gerais 4 - 14 16 3.106 6.211 6.978
Brasil 69 9.460 36.740 124.415 171.829 256.884 273.353
Metodologia e Conceituação
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
5
Eólica
Foto: Fernando C. Vieira
5.1 - Descrição Geral
O Balanço Energético do Rio Grande do Sul - BERS utiliza a metodologia internacional, também empregada pelo
Balanço Energético Nacional - BEN. A metodologia empregada propõe uma estrutura energética geral, de forma
a permitir a obtenção de adequada configuração das variáveis físicas próprias do setor energético.
A matriz Balanço Energético (quadro 5.1), síntese da metodologia, expressa o balanço das diversas etapas do
processo energético: produção, transformação e consumo, conforme figura e conceituação apresentados a
seguir.
5.1.a - Processo Energético
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Metodologia e Conceituação
Consumo Final Primário
Produção
de Energia
Primária
Oferta
Total
Primária
Oferta
Interna
Bruta
Entradas
Primárias
Produção
Secundária
Oferta
Total
Secundária
Oferta
Interna
Bruta
Consumo
Final
Secundário
Consumo
Final Total
Consumo
Final
Energético
Energia Primária Transformação Energia Secundária
Consumo Final
Não-Energético
Consumo Final Total
Não-aproveitadas
e Reinjeções
Primárias
Perdas de
Transformação
Não-aproveitadas
Secundárias
Entrada Secundária
Setor Energético
Importação Exportação
de Energia de Energia
Primária Primária
Importação Exportação
de Energia de Energia
Secundária Secundária
Setores de
Consumo
Final (inclui
consumo
próprio do
setor
energético)
Centro de
Transfor-
mação
Perdas
Secun-
dárias
Variações
de Estoques
Primários
Perdas
Primárias
Variações
de Estoques
Primários
5.2 - Conceituação
Conforme se observa na figura, a estrutura geral do balanço é composta por quatro partes:
 Energia Primária
 ·Transformação
 ·Energia Secundária
 ·Consumo Final
5.2.a - Energia Primária
Produtos energéticos providos pela natureza na sua forma direta, como petróleo, gás natural, carvão mineral,
resíduos vegetais e animais, energia solar, eólica, etc.
Colunas da
Matriz
Fontes de Energia Primária 1 a 8
Outras Fontes Primárias 9
Total de Energia Primária 10
Identificação
Somatório das Colunas 1 a 9.
Petróleo, Gás Natural, Carvão Vapor, Carvão Metalúrgico,
Urânio (U
3
O
8
), Energia Hidráulica, Lenha e Produtos da Cana
(Melaço, Caldo-de-Cana e Bagaço).
Eólica, Resíduos Vegetais e Industriais para Geração de
Vapor, Calor e Outros.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
83
Linhas da
Matriz
Produção 1
Importação 2
Variação de Estoques 3
Oferta Total 4
Exportação 5
Não-Aproveitada 6
Reinjeção 7
Oferta Interna Bruta 8
Identificação
Energia Primária que se obtém de Recursos Minerais,
Vegetais e Animais (Biogás), Hídricos, Reservatórios
Geotérmicos, Sol, Vento, Marés. Tem sinal positivo.
Quantidade de Energia Primária e Secundária proveniente do
exterior e de outros estados, que entra no RS e constitui parte
da Oferta no Balanço. Tem sinal positivo.
Diferença entre o Estoque Inicial e Final de cada ano. Um
aumento de estoques num determinado ano significa uma
redução na Oferta Total. No Balanço tem sinal negativo as
entradas e positivo as saídas.
Produção (+) Importação (+) ou (-) Variação de Estoques.
Quantidade de Energia que, por condições técnicas ou
econômicas, atualmente não está sendo utilizada. É
caracterizada com sinal negativo.
Quantidade de Gás Natural que é reinjetado nos poços de
Petróleo para uma melhor recuperação deste hidrocarboneto.
Tem sinal negativo.
Quantidade de Energia que se coloca à disposição do
Estado para ser submetida aos Processos de
Transformação e/ou Consumo Final. Corresponde à soma
algébrica das linhas 4 a 7.
5.2.b - Energia Secundária
Produtos energéticos resultantes dos diferentes centros de transformação que tem como destino os
diversos setores de consumo e eventualmente outro centro de transformação.

Colunas da
Matriz
Fontes de Energia Secundária
11 a 23
Produtos Não Energéticos do Petróleo
24
Alcatrão 25
Total de Energia Secundária 26
Identificação
Óleo Diesel, Óleo Combustível, Gasolina (A e de Aviação),
GLP, Nafta, Querosene (Iluminante e de Aviação), Gás (de
Cidade e de Coqueria), Coque de Carvão Mineral, Urânio
Contido no UO
2
dos Elementos Combustíveis, Eletricidade,
Carvão Vegetal, Álcool Etílico (Anidro e Hidratado), Biodiesel e
Outras Secundárias de Petróleo (Gás de Refinaria, Coque e
Outros).
Derivados de Petróleo que, mesmo tendo significativo
conteúdo energético, são utilizados para outros fins (Graxas,
Lubrificantes, Parafinas, Asfalto, Solventes e Outros).
Alcatrão obtido na transformação do Carvão Metalúrgico em
Coque.
Somatório das Colunas 11 a 25.
5.2.c - Total Geral
Consolida todas as energias produzidas, transformadas e consumidas no Estado.
Colunas da
Matriz
Energia Total
27
Identificação
Somatória Algébrica das Colunas 10 a 26.
5.2.d - Oferta
Quantidade de energia que se coloca à disposição para ser transformada e/ou para consumo final.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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5.2.e - Transformação
O Setor Transformação agrupa todos os centros de transformação onde a energia que entra (primária
e/ou secundária) se transforma em uma ou mais formas de energia secundária com suas
correspondentes perdas na transformação.
Linhas da
Matriz
Total Transformação 9
Centros de Transformação 9.1 a 9.9
Outras Transformações 9.10
Identificação
Soma das linhas 9.1 a 9.10. As quantidades colocadas nas
colunas 1 a 9 e 11 a 25 representam a soma algébrica de
Energia Primária e Secundária que entra e sai do conjunto
dos Centros de Transformação.
Refinarias de Petróleo, Plantas de Gás Natural, Usinas de
Gaseificação, Coquerias, Ciclo do Combustível Nuclear,
Centrais Elétricas de Serviço Público e Autoprodutoras,
Carvoarias e Destilarias.
Inclui os Efluentes (produtos energéticos) produzidos pela
indústria química, quando do processamento da Nafta e outros
produtos Não Energéticos de Petróleo.
Observações importantes sobre os sinais nos centros de Transformação:
a) toda energia primária e/ou secundária que entra (como insumo) no centro de transformação tem sinal
negativo.
b) toda energia secundária produzida nos centros de transformação tem sinal positivo.
5.2.f - Perdas
Linhas da
Matriz
Perdas na Distribuição e Armazenagem 10
Identificação
Perdas ocorridas durante as atividades de produção,
transporte, distribuição e armazenamento de energia. Como
exemplos, podem-se destacar: perdas em Gasodutos,
Oleodutos, Linhas de Transmissão de Eletricidade, Redes de
Distribuição Elétrica. Não se incluem nessa linha as perdas
nos Centros de Transformação.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
5.2.g - Consumo Final
Nesta parte, detalham-se os diferentes setores da atividade socioeconômica do Estado, para onde
convergem as energias primária e secundária, configurando o Consumo Final de Energia.
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Linhas da
Matriz
Consumo Final
11
Consumo Final Não Energético
11.1
Consumo Final Energético
11.2
Consumo Final do Setor Energético
11.2.1
Consumo Final Residencial
11.2.2
Consumo Final Comercial
11.2.3
Consumo Final Público
11.2.4
Consumo Final Agropecuário
11.2.5
Consumo Transportes Total
11.2.6
Consumo Final Industrial Total
11.2.7
Consumo Não Identificado
11.2.8
Identificação
Energia Primária e Secundária que se encontra disponível
para ser usada por todos os setores de Consumo Final no
Estado, incluindo o Consumo Final Energético e o
Consumo Final Não Energético. Corresponde à soma das
linhas 11.1 e 11.2.
Quantidade de Energia contida em produtos que são utilizados
em diferentes setores para fins Não Energéticos.
Agrega o Consumo Final dos Setores Energético, Residencial,
Comercial, Público, Agropecuário, Transporte, Industrial e
Consumo Não Identificado. É a somatória das linhas 11.2.1 a
11.2.8.
Energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos
processos de extração e transporte interno de Produtos
Energéticos, na sua forma final.
Energia consumida no Setor Residencial, em todas as classes.
Energia consumida no Setor Comercial, em todas as classes.
Energia consumida no Setor Público, em todas as classes.
Energia total consumida nas classes Agricultura e Pecuária.
Energia consumida no Setor Transportes, englobando os
segmentos rodoviário, ferroviário, aéreo e hidroviário. É a
somatória das linhas 11.2.6.1 a 11.2.6.4.
Energia consumida no setor industrial, englobando os
segmentos cimento, ferro-gusa e aço, ferroligas, mineração e
pelotização, não-ferrosos e outros da metalurgia, química,
alimentos e bebidas, têxtil, papel e celulose, cerâmica e
outros. É a somatória das linhas 11.2.7.1 a 11.2.7.11.
Corresponde ao consumo que, pela natureza da informação
compilada, não pode ser classificado num dos setores
anteriormente descritos.
5.2.h - Ajustes Estatísticos
Ferramenta utilizada para compatibilizar os dados correspondentes à oferta e consumo de energias
provenientes de fontes estatísticas diferentes.
Linhas da
Matriz
Ajustes
12
Identificação
Quantifica os déficits e superávits aparentes de cada
energia, produtos de erros estatísticos, informações ou
medidas.
Os ajustes para cada coluna (1 a 25) são calculados da seguinte forma:
AJUSTES = OFERTA INTERNA BRUTA (+) TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E
ARMAZENAGEM (-) CONSUMO FINAL
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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O sinal de Total Transformação é negativo para fontes primárias e geralmente positivo para secundárias.
O sinal de Perdas na Distribuição e Armazenagem é negativo para fontes primárias e secundárias.
O ajuste é positivo se o valor absoluto da oferta interna bruta for maior que a soma dos valores absolutos
das demais parcelas. O ajuste será negativo se o valor absoluto da oferta interna bruta for menor.
5.2.i - Produção de Energia Secundária
Corresponde à soma dos valores positivos que aparecem nas linhas 9.1 a 9.10.
5.3 - Convenção de Sinais
Nos blocos de oferta e centros de transformação, da matriz do quadro 5.1 (produção, importação, retirada de
estoque, saídas dos centros de transformação), toda quantidade de energia que tende a aumentar a energia
disponível no Estado é POSITIVA, enquanto que toda quantidade que tende a diminuir a energia disponível no
Estado é NEGATIVA (acréscimo de estoque, exportação, não aproveitada, reinjeção, energia transformada,
perdas na transformação e perdas na distribuição e armazenagem).
Finalmente, todos os dados que se encontram na parte referente ao consumo final de energia são também
negativos, mas por motivo de simplificação, na apresentação, aparecem como quantidades aritméticas (sem
sinal).
5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético
5.4.a - Energia Primária e Secundária
O fluxo energético de cada fonte primária e secundária é representado pelas seguintes equações:
OFERTA TOTAL = PRODUÇÃO (+) IMPORTAÇÃO (+) OU (-) VARIAÇÃO DE ESTOQUES
OFERTA INTERNA BRUTA = OFERTA TOTAL (-) EXPORTAÇÃO (-) NÃO-APROVEITADA (-) REINJEÇÃO
E ainda:
OFERTA INTERNA BRUTA = TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) CONSUMO FINAL (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E
ARMAZENAGEM (+) OU (-) AJUSTE.
Para essa expressão, deve ser considerado o valor absoluto de Total Transformação e Perdas na Distribuição
e Armazenagem.
Deve ser observado que a produção de energia secundária aparece no bloco relativo aos centros de
transformação, tendo em vista ser toda ela proveniente da transformação de outras formas de energia. Assim,
para evitar-se dupla contagem, a linha de produção da matriz fica sem informação para as fontes secundárias.
Mesmo assim, para a energia secundária também valem as operações anteriormente descritas, desde que se
considere a produção nos centros de transformação como parte da oferta.
5.4.b - Transformação
Nesta parte, configurada pelos centros de transformação, é observada a seguinte operação:
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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TRANSFORMAÇÃO EM ENERGIA SECUNDÁRIA = TRANSFORMAÇÃO PRIMÁRIA (+) TRANSFORMAÇÃO
SECUNDÁRIA (-) PERDAS NA TRANSFORMAÇÃO
5.4.c - Consumo Final de Energia
CONSUMO FINAL = CONSUMO FINAL PRIMÁRIO (+) CONSUMO FINAL SECUNDÁRIO
E ainda:
CONSUMO FINAL = CONSUMO NÃO ENERGÉTICO (+) CONSUMO FINAL ENERGÉTICO
88
Quadro 5.1 - Matriz Balanço Energético do Rio Grande do Sul

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5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2012 - ano base 2011 em tep
5.5.a - Primeira Etapa
Esta etapa consiste basicamente na coleta das informações dos energéticos em unidades originais e na análise de
sua consistência. O lançamento dos dados é feito após o exame e o conhecimento da metodologia empregada,
apresentada até o item 5.4.c. No quadro 5.2 estão lançadas as principais instituições contatadas pela equipe
técnica do BERS. Trata-se de uma tarefa exaustiva, especialmente por não estarem todos os setores energéticos
no mesmo padrão organizacional. Uma parcela mínima dos energéticos fica fora dos processos oficiais de
contabilização, de outro lado, parte dos autoprodutores e de alguns energéticos não são contabilizados de forma
padronizada. Os resultados da coleta e tratamento das informações constam na tabela G.1 do anexo G. Pode ser
observado que a tabela se assemelha muito à própria tabela do BERS em mil tep (tabelas G.3), salvo pelo fato de
não disporem das colunas chamadas de Energia Primária Total, Energia Secundária Total e Energia Total. A
razão é de não haver sentido somar valores postos em unidades diferentes como MWh, m³, tonelada, e assim por
diante. Além disso, a coluna Outras Fontes Primárias, nas tabelas em unidades originais, encontra-se aberta em
três colunas, Lixívia, Casca de Arroz e Eólica, assim como, a coluna Etanol Etílico Anidro e Hidratado*, encontra-se
aberta em três colunas, Etanol Etílico Anidro, Etanol Etílico Hidratado e Biodiesel (B100).
Para o caso do petróleo e derivados, energéticos que predominam no RS, as informações primárias foram
coletadas na Agência Nacional do Petróleo - ANP e nas três refinarias gaúchas - REFAP, RIOGRANDENSE e
BRASKEM. No caso do gás natural, as informações primárias são provenientes da SULGÁS e da ANP. Para a energia
hidráulica, energia eólica e eletricidade, as informações primárias foram buscadas nos diferentes agentes de
geração, transmissão e distribuição de energia elétrica do Rio Grande do Sul, na Agência Nacional de Energia
Elétrica - ANEEL e no Operador Nacional do Sistema Interligado - ONS. As informações referentes ao carvão vapor
foram obtidas nas empresas mineradoras do Estado, Companhia Riograndense de Mineração - CRM e Copelmi. Na
ANP, foram informados dados referentes ao etanol etílico anidro e hidratado, sendo que, para o bagaço de cana e
complementação do hidratado, foram colhidas informações na destilaria de Porto Xavier - COOPERCANA. No caso
da lixívia, as informações foram obtidas na CMPC Celulose Riograndense de Guaíba.
Para alguns energéticos, como lenha e biomassa (casca de arroz), os levantamentos de campo precisaram ser
complementados por cálculos estimativos e por pesquisas amostrais, já que nesses casos não se mostra
economicamente viável obter-se uma informação de caráter censitário.
No caso da casca de arroz, foram usadas as seguintes informações do Instituto Riograndense do Arroz - IRGA: i)
volumes e toneladas colhidas nas safras 2012/2011 do RS; ii) 22% da massa de arroz colhido é casca; iii) 38% da
casca produzida não são utilizadas como energético.
Para a lenha, utilizou-se como referencial as pesquisas anuais do IBGE sobre a produção de madeira, lenha e toras
no RS. Pelo lado do consumo, utilizaram-se os critérios: i) na maior parcela do segmento industrial, as informações
foram obtidas diretamente desses setores; ii) para o segmento residencial (domicílios rurais e urbanos), dividiu-se
o levantamento em área urbana e rural. Para área rural, utilizaram-se os levantamentos de população do IBGE e
3 1
considerou-se o consumo anual de 2,25 m por ano . Além disso, aplicou-se esse valor apenas nas parcelas de
população que utilizaram a lenha de forma predominante, segundo levantamento do IBGE. Para a população que a
3
utiliza, mas não de forma predominante, considerou-se o valor de 2,25 m / 4, ou seja, foi considerado que o
energético é consumido somente no inverno. Para determinar a parcela que não utiliza lenha, foi utilizada a
pesquisa telefônica feita em 2008 com moradores da área rural do RS e constatou-se que 26% da população rural
gaúcha não utilizam lenha como fonte de energia. No caso da população urbana, também foi utilizado os
levantamentos do IBGE da parcela da população que usa predominantemente lenha, considerando-se 0,71 m³ por
habitante / ano. Além disso, estimou-se o uso da lenha em lareiras por meio de critério econômico (população
com renda familiar acima de 15 salários mínimos, sendo que, dessas famílias, cada domicílio consome 1 m³ de
lenha anualmente); iii) no caso das padarias e pizzarias, os valores lançados foram calculados a partir de pesquisas
amostrais efetuadas com margem de erro de 6%; iiii) para o setor agropecuário, o cálculo da lenha foi efetuado,
tanto a partir de informações de consumo dos setores que efetuam a secagem de grãos, bem como por
intermédio dos estudos do IRGA, da FENARROZ e do SINDIARROZ. Para o caso da secagem do arroz, tais estudos
concluem que é necessário 1 m³ de lenha para secar 50 toneladas. Tomou-se o cuidado de abater das safras de
arroz a quantidade secada com outros energéticos como o gás natural.
1
Baseou-se no volume aparente de 2,84 estéreos utilizado no BERS 1979-1982 para o consumo de lenha por habitante / ano. Por intermédio da utilização do fator de empilhamento de 1,26,
converteu-se o volume em estéreos para o volume real em m³. O fator de empilhamento é a razão entre o volume aparente (estéreo) e o volume real.
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Petróleo e derivados
ANP
BRASKEM
PETROBRAS
RIOGRANDENSE
REFAP
Gás Natural
ANP
SULGÁS
Carvão Mineral
COPELMI
CRM
Carvão Metalúrgico / Coque de Carvão Mineral
GERDAU AÇOMINAS
Energia Hidráulica
ANEEL
SEINFRA
Lenha / Carvão Vegetal
AFUBRA
CAMBARÁ
COCEAGRO
FECOAGRO
IBGE
LIGNOTECH
PIRATINI
SETA
SINDICER
Produtos da Cana
COOPERCANA
Outras Fontes Primárias
CMPC
CAMIL
IRGA
VENTOS DO SUL
Eletricidade
AES SUL
AES URUGUAIANA
BAESA
CERAN
CGTEE
DEMEI
ELETROCAR
ELETROSUL
FECOERGS
GRUPO CEEE
HIDROPAN
MUX
RGE
TRACTEBEL
UHENPAL
Agência Nacional do Petróleo
Braskem S.A.
Petróleo Brasileiro
Refinaria de Petróleo Riograndense
Refinaria Alberto Pasqualini
Agência Nacional do Petróleo
Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul
Companhia de Pesquisas e Lavras minerais
Companhia Rio-Grandense de Mineração
Grupo Gerdau
Agência Nacional de Energia Elétrica
Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Estado do RS
Associação dos Fumicultores do Brasil
Celulose Cambará
Cooperativa Central Agroindustrial Noroeste
Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
LignoTech Brasil
Piratini Energia
Extrativa Tanino de Acácia
Sindicato de Olaria e Cerâmica para construção no RS
Cooperativa dos Produtores de Cana Porto Xavier
CMPC Celulose Riograndense
Camil Alimentos
Instituto Rio-Grandense do Arroz
Ventos do Sul Energia
Distribuidora Gaúcha de Energia
AES Uruguaiana Empreendimentos
Energética Barra Grande S.A.
Companhia Energética Rio das Antas
Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
Departamento Municipal de Energia de Ijuí
Centrais Elétricas de Carazinho
Eletrosul Centrais Elétricas S.A.
Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e
Desenvolvimento Rural do RS
Companhia Estadual de Energia Elétrica
Hidroelétrica Panambi
Mux Energia
Rio Grande Energia
Tractebel Energia
Usina Hidroelétrica Nova Palma
Quadro 5.2 - Relação das Instituições informantes do BERS 2012 - Ano Base 2011
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Geradora de Energia Elétrica Alegrete Ltda PILECO
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5.5.b - Segunda Etapa
Após coleta e fechamento dos dados em unidades originais, é feita a conversão para a unidade mil tep, tabela
G.3 do anexo G. A razão de converter para uma unidade comum é poder somar e subtrair valores de energéticos
com unidades diferentes. Como exemplo, as concessionárias de serviços públicos de energia elétrica costumam
contabilizar eletricidade gerada ou consumida em MWh, já as refinarias e a ANP costumam contabilizar
derivados do petróleo como óleo diesel, gasolina, querosene de aviação e outros, em m³ e também em litros.
Existem derivados do petróleo, como o Gás Liquefeito do Petróleo - GLP, que são comercializados em kg ou em
tonelada.
A seguir, será examinada a conversão de unidades originais (tabela G.1) para a unidade mil tep (tabela G.3) do
anexo G.
Para os energéticos primários:
Petróleo: Todos os valores postos em m³ na coluna petróleo devem ser multiplicados por 0,887 (anexo C,
tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna petróleo do
BERS 2011 (tabela G.3). Como exemplo, o valor da linha de importação de 8.402 mil tep em 2011 foi obtido por
meio da multiplicação de 9.472.693 m³ por 0,887 e, para converter em mil tep, o valor deve ainda ser divido por
mil. Na linha refinarias de petróleo, os valores de petróleo assumem o sinal negativo, significando que o
energético será convertido em outros energéticos. Em todas as linhas abaixo do consumo final, o valor do
petróleo é zero, significando que não é consumido diretamente por nenhuma classe de consumo.
Gás natural: Multiplicam-se todos os valores lançados em mil m³ na coluna gás natural por 0,88 (anexo C,
tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números assim obtidos geram a segunda coluna
dos energéticos, gás natural. O gás natural é consumido tanto pelos centros de transformação, como por
consumidores industriais, residenciais e comerciais.
Carvão vapor: Como há diferentes tipos de carvão, o cálculo segue a conversão de cada linha da tabela 3.10 do
capítulo 3. Cada tipo de carvão foi lançado individualmente em unidades originais na coluna do carvão, e em
seguida precisou ser convertida em tep. Como exemplo, pode ser citado o carvão CE 3300, que possui um fator
de conversão de toneladas para tep de 0,31, conforme anexo C, tabela C.10. Após conversão, obtém-se a
quantidade equivalente em tep para a coluna do carvão CE 3300, em seguida faz-se a mesma operação para os
demais tipos de carvão. A soma matricial dos valores das colunas, redunda na coluna equivalente. Essa coluna
deve ser dividida por mil, para se ter a unidade mil tep, gerando assim a terceira coluna dos energéticos, carvão
vapor do BERS 2011.
Energia hidráulica: Na tabela em unidades originais de 2011, no anexo G, o valor em MWh que aparece na
sexta coluna, energia hidráulica, representa a soma de toda a geração de energia hidroelétrica produzida em
usinas de grande e pequeno porte no RS. Para o caso das usinas de fronteira (Itá, Machadinho, Barra Grande e
Foz do Chapecó), o valor anual gerado pelas usinas foi dividido por dois, sendo que a outra parte entra na
contabilização do estado de Santa Catarina. Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por
0,086 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Dessa forma, fica
gerada a sexta coluna da tabela G.3.
Lenha: Os valores constantes na sétima coluna de energéticos da tabela G.1, do anexo G, deverão
primeiramente ser convertidos de metros cúbicos para toneladas, o que significa que os números das células da
sétima coluna em m³ primeiramente devem ser multiplicados por 0,39, tabela C.9, do anexo C, já que a
densidade média da lenha é de 390 kg/m³. Após conversão, obtém-se a quantidade em toneladas de lenha nas
células da sétima coluna. Em seguida, todas as células da coluna lenha deverão ser multiplicadas por 0,31
(anexo C, tabela C.10), obtendo-se a coluna da lenha em tep. Divididos os valores por mil, obtém-se em mil tep.
92
2
O percentual representa a média em 2011. Segundo dados da ANP, entre 1° de janeiro e 30 de setembro, a mistura de etanol anidro na gasolina A foi de 25%. Nos meses de outubro a
dezembro, a mistura passou a ser na proporção de 20%.
3
Uma alternativa ainda melhor seria dispor o etanol etílico anidro em uma coluna separada do etanol etílico hidratado e do biodiesel.
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Produtos da cana: Os valores em toneladas constantes na oitava coluna produtos da cana (no caso, bagaço
de cana), da tabela G.1, do Anexo G, deverão ser multiplicados por 0,213 (anexo C, tabela C.10), obtendo-se a
coluna de produtos da cana em tep. Para obter a unidade de mil tep, todas as células da coluna produtos da
cana devem ser divididas por mil. Assim, fica gerada a oitava coluna do BERS 2011.
Outras Fontes Primárias: Nas tabelas em valores originais do anexo G, aparecem três colunas que darão
origem a nona coluna do BERS 2011. Uma das colunas refere-se à lixívia (em toneladas), a outra à casca de arroz
(em toneladas) e a outra corresponde à energia eólica (em MWh). Cada coluna deve ser convertida para tep e
depois somada matricialmente. Para a coluna da lixívia, o fator multiplicador é 0,286 (anexo C, tabela C.10); da
casca de arroz é 0,295; e da energia eólica 0,086. A coluna resultante dessa soma deverá ser dividida por mil
para obter-se a nona coluna do BERS 2011.
Para os energéticos secundários, consideram-se as seguintes conversões:
Óleo diesel: Todos os valores postos em m³ na coluna óleo diesel do anexo G, tabela G.1, devem ser
multiplicados por 0,848 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Os
números assim obtidos geram a coluna óleo diesel do BERS 2011, décima primeira coluna. Nota-se na linha
refinarias de petróleo, que o valor de óleo diesel é maior que o lançado na linha consumo final, coerente
com o fato de a parcela de diesel produzido nas refinarias gaúchas ser exportada para outros estados. Os valores
da parcela de biodiesel, misturada ao óleo diesel, estão na última coluna da tabela G.1, em unidades originais,
do anexo G; bem como, na vigésima segunda coluna da tabela G.3 (etanol etílico anidro e hidratado*), do BERS
2011, em mil tep.
Óleo combustível: Todos os valores postos em m³ na coluna óleo combustível devem ser multiplicados por
0,959 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna óleo
combustível do BERS 2011, décima segunda coluna da tabela G.3.
Gasolina: As informações a respeito da gasolina nas refinarias constam como gasolina A, e no consumo final
2
como gasolina C, gasolina automotiva. Nesse caso, é retirado os 23,66% de etanol etílico anidro da gasolina C, e
lançado o resultado na coluna gasolina do anexo G, tabela G.1. Dessa forma, os valores constantes na coluna
gasolina referem-se à Gasolina A. A parcela de 23,66% de etanol etílico anidro retirada da gasolina C é
3
lançada na coluna etanol etílico anidro e hidratado do BERS . Todos os valores postos em m³ na coluna
gasolina devem ser multiplicados por 0,783 (anexo C, tabela C.10), fator de conversão correspondente à
gasolina A, e os resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna gasolina do BERS
2011, décima terceira coluna. Nota-se que, na linha refinarias de petróleo, os valores de gasolina serão
maiores que os lançados na linha consumo final, coerente com o fato de a parcela da gasolina produzida nas
refinarias gaúchas ser exportada para outros estados. A gasolina automotiva utilizada nos veículos brasileiros
origina-se de uma mistura da gasolina A com 23,66% (em volume) de etanol etílico anidro, em 2011. Cabe
salientar que a gasolina de aviação está inclusa nessa coluna.
GLP: Todos os valores postos em m³ na coluna GLP devem ser multiplicados por 0,611 (anexo C, tabela C.10) e
os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna GLP do BERS 2011, décima quarta coluna,
da tabela G.3, do anexo G.
Nafta: Todos os valores postos em m³ na coluna nafta devem ser multiplicados por 0,765 (anexo C, tabela
C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna nafta, décima quinta coluna da
tabela G.3, do anexo G.
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4
No BERS 2011, foi considerado que para cada 993 kg de óleo de soja se obtêm 880 kg de biodiesel, ou em termos energéticos, cada 1,19 kcal de óleo de soja gera 1 kcal de biodiesel.
Quase toda produção de biodiesel do RS provem do óleo de soja.
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Querosene: Engloba querosene de aviação e querosene iluminante. Todos os valores postos em m³ na coluna
querosene devem ser multiplicados por 0,822 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os
números obtidos geram a coluna querosene do BERS 2011, décima sexta coluna da tabela G.3, do anexo G.
Eletricidade: Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,086 (anexo C, tabela C.10) e os
resultados divididos por mil. Dessa forma, gera-se a vigésima coluna do BERS 2011.
Carvão vegetal: Os valores em toneladas dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,646 (anexo C, tabela
C.10) e os resultados divididos por mil. A coluna correspondente é a vigésima primeira do BERS 2011.
Etanol etílico anidro e hidratado*: Para executar a coluna em valores originais, é preciso inicialmente
4
trabalhar em três colunas separadas, uma para o anidro, uma para o hidratado, e outra para o biodiesel . No caso
do etanol etílico anidro, basta lembrar que 23,66% do volume informado da gasolina automotiva (gasolina C) é
constituído por este. Para a conversão em tep, os valores em m³ da coluna do etanol etílico anidro deverão ser
multiplicados por 0,534 (anexo C, tabela C.10), e os da coluna do etanol etílico hidratado por 0,51, e os da coluna
do biodiesel por 0,756. Após, as três colunas devem ser somadas de forma matricial. Dessa forma, fica gerada a
vigésima segunda coluna da tabela G.3 do BERS 2011.
Outras secundárias de petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89 (anexo C,
tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Dessa forma, tem-se a vigésima terceira coluna do BERS 2011.
Produtos não energéticos do petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89
(anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os valores correspondentes encontram-se na vigésima
quarta coluna da tabela G.3 do anexo G, BERS 2011.
5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2011 em kcal
Para converter os valores de mil tep, constantes na tabela G.3 do anexo G, para bilhões de kcal, basta multiplicar
todas as células destas por 10. Obtém-se, assim, a tabela G.2 em bilhões de kcal.
No anexo C, tabela C.1, verifica-se que 1 tep = 10 bilhões de cal, logo 1.000 tep = 10 bilhões de kcal.
5.7 - Classificação Setorial
A classificação de consumo setorial utilizada no Balanço Energético do Estado do Rio Grande do Sul segue a
Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, classificação oficialmente adotada pelo Sistema
Estatístico Nacional e pelos órgãos federais gestores de registros administrativos. Está em vigor desde 1° de
janeiro de 2007, a nova estrutura de códigos da CNAE, conforme Resoluções Concla n°1, de 4 de setembro de
2006, e n°2, de 15 de setembro de 2006. A tabela CNAE - Fiscal 1.1, vigente em 2006, foi substituída pela tabela
CNAE - versão 2.0. As classificações de atividades econômicas precisam ser periodicamente atualizadas e
revisadas em função de mudanças na organização produtiva, que alteram a importância relativa das atividades
econômicas e dos produtos, e também de demandas por novas abordagens analíticas. A classificação setorial
encontra-se em versão digital disponível no sítio do Grupo CEEE - www.ceee.com.br.
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Oferta e Demanda de Energia
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Grupo CEEE - Usina do Gasômetro
Foto: Guga Marques
Oferta e Demanda de Energia
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Nas tabelas do anexo G, também chamada de Oferta Interna Bruta - OIB.
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6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias
Para a análise deste tópico, recorremos aos números postos na tabela 6.1 a seguir. A tabela representa itens
como produção, importação, variação de estoques e exportação, bem como consumo de energéticos primários
por fontes, lançados em unidades originais. A unidade de medida original do petróleo, gás natural e lenha é o
m³; do carvão vapor, produtos da cana, lixívia e casca de arroz é a tonelada; e para a energia hidráulica e eólica é
o MWh.
A tabela 6.1 é convertida na tabela 6.2 para unidade mil tep (poderia ser para kcal ou Joule). Cada energético
primário tem um fator de conversão, como exemplo, para cada m³ de petróleo tem-se um fator de multiplicação
de 0,887, e assim por diante conforme mostra a tabela C.10 do anexo C. Os energéticos lixívia, casca de arroz e
energia eólica são convertidos em mil tep e os correspondentes resultados são somados, originando na tabela a
coluna outras fontes de energia. No caso da lenha, primeiramente se utiliza a densidade média de 390 kg/m³,
conforme tabela C.9, do anexo C, para depois empregar o fator de conversão do anexo C, tabela C.10.
1
Em 2011, a Oferta Interna de Energia - OIE total oriunda de fontes primárias no RS, atingiu 16.018.000 tep, ou
160,176 trilhões de kcal. Em 2011, o valor da OIE sofreu acréscimo de 5,66% em relação a 2010 (15.160.000
tep). A situação da oferta e demanda de cada energético primário é descrita a seguir:
6.1.a - Petróleo
Todo petróleo refinado no RS é importado. Em 2011, foi a fonte primária predominante com 8.399.000 tep
(tabela 6.2), correspondendo a 9.468.936 m³ de petróleo (tabela 6.1), representando 52,44% da oferta de
fontes primárias, segundo gráfico 6.1. No ano de 2011, o petróleo cresceu 2,22 % em relação ao ano anterior,
onde a OIE total foi de 8.216.000 tep.
Na ponta do consumo, verificou-se que no RS todo petróleo da OIE é destinado ao consumo nos chamados
centros de transformação, no caso específico do Estado, nas refinarias de petróleo.
6.1.b - Gás natural
No ano de 2011, a oferta interna bruta foi de 574.000 tep (tabela 6.2), correspondendo a 652.027.000 m³ de gás
natural (tabela 6.1). Este valor representa 3,58% da oferta das fontes primárias, como mostra o gráfico 6.1,
ficando na sexta posição, atrás do petróleo, da energia hidráulica, do carvão vapor, da lenha e das outras fontes
primárias. Em 2011, ocorreu um acréscimo de 10,81 % em relação ao ano de 2010, onde foi ofertado 518.000
tep.
Todo gás natural consumido no Estado é importado, em 2011 o consumo representou 502.000 tep. Observa-se
na tabela 6.2 que o gás natural foi utilizado em sua maior parcela no setor industrial, representado 57,05%,
sendo de 286.000 tep; na segunda posição, no setor energético, 27,09%, sendo 136.000 tep; seguido do setor
rodoviário, 14,39%, 72.000 tep; e setor comercial, 1,36%, 7.000 tep. Nos centros de transformação - com sinal
negativo na tabela, foi utilizado 72.000 tep, e será abordado no capítulo 7 - Centros de Transformação.
6.1.c - Carvão Vapor
Todo carvão vapor consumido no RS é extraído do território gaúcho. Em 2011, a OIE de carvão no RS, tabela 6.2,
foi de 1.850.000 tep, ou de 7.611.714 toneladas de carvão equivalente (tabela 6.1). São diversos tipos de carvão
transformados no carvão equivalente. Consta na tabela 3.10, do capítulo 3, o detalhamento da produção por
tipo de carvão. No gráfico 6.1, verifica-se que o carvão vapor correspondeu a 11,55% da oferta de fontes
97
2
Inclui o bagaço de cana propriamente dito, bem como o caldo de cana e outros subprodutos da cana.
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primárias, ficando na terceira posição. Em relação ao ano de 2010, onde a OIE de carvão no RS foi de 1.731.000
tep, ocorreu um acréscimo de 6,87 %. No sistema interligado nacional, as usinas térmicas são em regra
utilizadas com maior intensidade em casos de estiagens, poupando assim os reservatórios nacionais,
especialmente os da região Sudeste.
Pelo lado da demanda, verificou-se que a maior parcela ocorreu no setor de transformação (centrais elétricas de
serviço público e centrais elétricas autoprodutoras), atingindo 1.430.000 tep (com sinal negativo na tabela 6.2),
representando 77,3 % do total da OIE. O restante foi consumido pelo setor industrial, 420.000 tep, parcela de 22,7 %
da OIE.
6.1.d - Energia hidráulica
Como o sistema brasileiro é interligado, a energia hidráulica aqui tratada é aquela pertinente à geração anual nas
hidroelétricas situadas no RS (Usinas Hidroelétricas - UHE e Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH), sendo que nas
usinas de fronteira como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra Grande, o valor gerado é dividido por dois. Em
2011, a OIE da energia hídrica (tabela 6.2) atingiu 2.004.000 tep, o equivalente a 23.306.682 MWh (tabela 6.1),
perfazendo 12,51 % da OIE e ficando na segunda posição das fontes primárias (gráfico 6.1). Em relação à produção
de 1.704.000 tep, em 2010, houve um aumento na Oferta em 17,61 %.
Pelo lado da demanda, verificou-se em 2011 (tabela 6.2) que toda a energia hidráulica foi utilizada nos centros de
transformação, sendo a maior parcela nas centrais elétricas de serviços públicos e a menor nas centrais elétricas
autoprodutoras.
6.1.e - Lenha
A lenha é o energético primário de mais difícil contabilização, tanto no tocante à coleta das informações como aos
problemas de unidades empregadas pelos mercados produtor e consumidor do energético. Cabe registrar que os
valores lançados para a lenha no BERS 2012 - ano base 2011 não são comparáveis com os valores que vinham
sendo lançados no BERS até 2004. Os levantamentos e estimativas de consumo de lenha, efetuados pela equipe
técnica, mostraram-se compatíveis com as pesquisas de produção de lenha efetuadas pelo IBGE no RS, e tais
valores são bem menores que a contabilidade da lenha adotada anteriormente ao ano de 2005.
No ano de 2011, a OIE da lenha ficou em 1.765.000 tep (tabela 6.2), representando 11,02 % das fontes primárias
(gráfico 6.1).
Pelo lado da demanda, verificou-se em 2011 (tabela 6.2) que o maior consumo ficou com o setor agropecuário,
842.000 tep, representando 49,47.% da OIE da lenha. Na segunda posição, aparece o setor o setor residencial com
456.000 tep (26,82%) e, na terceira posição, o setor industrial com 396.000 tep (23,28 %).
6.1.f - Produtos da cana
Ao contrário do Brasil, onde a participação do bagaço de cana na composição das fontes primárias é significativa, no
2
RS a situação é diferente. Em 2011, a participação dos produtos da cana registrou na OIE modestos 20.000 tep
(tabela 6.2).
Pela ótica da demanda, observou-se que 11.000 tep foram consumidos no setor energético, 5.000 tep como
consumo não-energético e 4.000 tep transformados nas destilarias.
6.1.g - Outras fontes primárias
Trata-se da composição da lixívia, da casca do arroz e da energia eólica (tabela 6.1). Para calcular a quantidade de
casca de arroz, utilizaram-se informações da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul -
FECOAGRO-RS. Para a safra 2012/2011, utilizaram-se os dados que 1 m³ de lenha seca 50 toneladas de arroz, 22% é
casca e 38% dessa casca não é utilizada como energético.
98
Tabela 6.1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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6
BALANÇO ENERGÉTICO 2011
do Rio Grande do Sul
FLUXO DE ENERGIA

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Produção 0 0 7.245.516 0 0 23.306.682 14.602.274 92.622 732.685 1.225.414 664.586
Importação 9.472.693 656.198 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Variação de Estoques -3.756 0 414.867 0 0 0 0 0 0 0 0
Oferta Total 9.468.936 656.198 7.660.383 0 0 23.306.682 14.602.274 92.622 732.685 1.225.414 664.586
Exportação 0 0 -48.021 0 0 0 0 0 0 0 0
Energia Não-Aproveitada 0 -4.171 -648 0 0 0 0 0 0 0 0
Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Oferta Interna Bruta 9.468.936 652.027 7.611.714 0 0 23.306.682 14.602.274 92.622 732.685 1.225.414 664.586
Total Transformação -9.468.936 -81.416 -5.883.385 0 0 -23.306.682 -532.665 -20.461 0 -47.363 -664.586
Refinarias de Petróleo -9.468.936 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 0 -5.399.217 0 0 -23.164.034 -172.693 0 0 0 -664.586
Centrais Elétricas Autoprodutoras 0 -81.416 -484.168 0 0 -142.647 -17.949 0 0 -47.363 0
Carvoarias 0 0 0 0 0 0 -342.024 0 0 0 0
Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 -20.461 0 0 0
Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Consumo Final 0 570.611 1.728.297 0 0 0 14.069.608 72.161 732.685 1.178.051 0
Consumo Final Não-Energético 0 0 0 0 0 0 0 21.648 0 0 0
Consumo Final Energético 0 570.611 1.728.297 0 0 0 14.069.608 50.513 732.685 1.178.051 0
Setor Energético 0 154.568 0 0 0 0 0 50.513 0 0 0
Residencial 0 683 0 0 0 0 3.772.900 0 0 0 0
Comercial 0 7.751 0 0 0 0 60.000 0 0 0 0
Público 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Agropecuário 0 0 0 0 0 0 6.960.665 0 0 0 0
Transportes - Total 0 82.084 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Rodoviário 0 82.084 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ferroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Aéreo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Hidroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Industrial - Total 0 325.525 1.728.297 0 0 0 3.276.044 0 732.685 1.178.051 0
Cimento 0 0 99.137 0 0 0 0 0 0 0 0
Ferro-gusa e Aço 0 22.637 5.176 0 0 0 0 0 0 0 0
Ferroligas 0 33.420 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Mineração e Pelotização 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Não-Ferrosos e Outros Metálicos 0 40.840 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Química 0 134.684 431.573 0 0 0 365.010 0 0 0 0
Alimentos e Bebidas 0 37.620 300.814 0 0 0 970.000 0 0 749.156 0
Têxtil 0 4.149 0 0 0 0 3.000 0 0 0 0
Papel e Celulose 0 2.992 522.703 0 0 0 638.033 0 732.685 0 0
Cerâmica 0 15.127 102 0 0 0 950.000 0 0 428.895 0
Outros 0 34.056 368.793 0 0 0 350.000 0 0 0 0
Consumo Não-identificado 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ajustes 0 0 32 0 0 0 0 0 0 0 0
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
unidades originais
t
ttt
Em 2011 (tabela 6.2), as outras fontes primárias apresentaram OIE de 1.406.000 tep, representando 8,78 % do
total das fontes primárias (gráfico 6.1). Em relação a 2010, houve acréscimo na OIE em 18,55 %, onde está inclusa a
oleaginosa desde 2010.
Pela ótica da demanda em 2011, verificou-se que 849.000 tep foram utilizados nos centros de transformação (casca
de arroz utilizada em termoelétricas, geradores eólicos e energia primária de oleaginosas para produção de
biodiesel - energia secundária). Em outras transformações, observa-se uma parcela expressiva do óleo de soja
convertido em biodiesel. No setor industrial foram consumidos 557.000 tep, oriundos da casca de arroz e da lixívia.
99
Gráfico 6.1 - Oferta Interna Bruta de Fontes Primárias no RS, em 2011 - %
Tabela 6.2
<
>
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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BALANÇO ENERGÉTICO 2011
unidade: mil tep
do Rio Grande do Sul
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Produção 0 0 1.761 0 0 2.004 1.765 20 1.406 6.956
Importação 8.402 577 0 0 0 0 0 0 0 8.980
Variação de Estoques -3 0 101 0 0 0 0 0 0 97
Oferta Total 8.399 577 1.861 0 0 2.004 1.765 20 1.406 16.033
0 0 -12 0 0 0 0 0 0 -12
Energia Não-Aproveitada 0 -4 0 0 0 0 0 0 0 -4
Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Oferta Interna Bruta 8.399 574 1.850 0 0 2.004 1.765 20 1.406 16.018
Total Transformação -8.399 -72 -1.430 0 0 -2.004 -64 -4 -849 -12.822
Refinarias de Petróleo -8.399 0 0 0 0 0 0 0 0 -8.399
Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 0 -1.312 0 0 -1.992 -21 0 -57 -3.382
Centrais Elétricas Autoprodutoras 0 -72 -118 0 0 -12 -2 0 -14 -218
Carvoarias 0 0 0 0 0 0 -41 0 0 -41
Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 -4 0 -4
Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 -778 -778
Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Consumo Final 0 502 420 0 0 0 1.701 15 557 3.196
Consumo Final Não-Energético 0 0 0 0 0 0 0 5 0 5
Consumo Final Energético 0 502 420 0 0 0 1.701 11 557 3.191
Setor Energético 0 136 0 0 0 0 0 11 0 147
Residencial 0 1 0 0 0 0 456 0 0 457
Comercial 0 7 0 0 0 0 7 0 0 14
Público 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Agropecuário 0 0 0 0 0 0 842 0 0 842
Transportes - Total 0 72 0 0 0 0 0 0 0 72
Rodoviário 0 72 0 0 0 0 0 0 0 72
Ferroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Aéreo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Hidroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Industrial - Total 0 286 420 0 0 0 396 0 557 1.660
Cimento 0 0 24 0 0 0 0 0 0 24
Ferro-gusa e Aço 0 20 1 0 0 0 0 0 0 21
Ferroligas 0 29 0 0 0 0 0 0 0 29
Mineração e Pelotização 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Não-Ferrosos e Outros Metálicos 0 36 0 0 0 0 0 0 0 36
Química 0 119 105 0 0 0 44 0 0 268
Alimentos e Bebidas 0 33 73 0 0 0 117 0 221 444
Têxtil 0 4 0 0 0 0 0 0 0 4
Papel e Celulose 0 3 127 0 0 0 77 0 210 416
Cerâmica 0 13 0 0 0 0 115 0 127 255
Outros 0 30 90 0 0 0 42 0 0 162
Consumo Não-identificado 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ajustes 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
52,44%
12,51%

11,55%

11,02%

8,78%

3,58%
0,12%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
Petróleo Energia
Hidráulica
Carvão
Vapor
Lenha Outras Fontes
Primárias
Gás
Natural
Produtos da
cana
Exportação
100
6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias
Na tabela 6.4, verifica-se que o consumo final de fontes secundárias em 2011 atingiu 16.554.000 tep, tendo
predominado a nafta, com 7.744.000 tep (46,78 %). Em 2011, o consumo final de fontes secundárias teve um
acréscimo de 55,22 % em relação a 2010, destacando o elevado crescimento no consumo de nafta. Já o
consumo final energético (sem considerar a nafta e outros não energéticos do petróleo) atingiu 8.437.000 tep,
crescimento de 11% em relação a 2010. Examina-se, a seguir, a participação específica de cada fonte de
energia secundária no ano de 2011.
6.2.a - Óleo Diesel
Os consumidores ao abastecerem seus veículos movidos a óleo diesel no Brasil, estão utilizando o óleo diesel
(oriundo do refino de petróleo) misturado ao biodiesel, em proporções crescentes. Em 2008, quando a mistura
de biodiesel ao óleo diesel passou a ser obrigatória, criou-se o B2 (oriundo da mistura de 2% em volume de
biodiesel ao óleo diesel), proporção realizada de janeiro a junho. Nos meses de julho de 2008 a junho de 2009,
passou-se a utilizar o B3 (mistura de 3% do biodiesel ao óleo diesel). Nos meses de julho a dezembro de 2009,
criou-se o B4 (mistura de 4% de biodiesel ao óleo diesel), e, a partir de 2010, passou-se a utilizar o B5 (mistura
de 5% em volume do biodiesel ao óleo diesel).
Os valores de biodiesel em 2011 serão examinados no item 6.2.k.
A seguir, examinam-se os valores refinados, exportados e consumidos de óleo diesel em 2011, bem como o
valor de óleo diesel misturado no consumo final.
No gráfico 6.2, que exclui nafta e outros não energéticos do petróleo, observa-se a predominância no consumo
do óleo diesel em 2011 (30,85 %), vindo, em seguida, a eletricidade, com 30,87%; e, em terceiro lugar, a
gasolina (gasolina A), com 20,63%.
Foram consumidos no RS, tabela 6.4, o equivalente a 2.603.000 tep, ou seja, 3.069.902 m³ de óleo diesel,
conforme tabela 6.3, representando um crescimento de 5,68 % em relação a 2010. Cabe registrar que no RS
foram refinados 4.753.985 m³ de óleo diesel em 2011, sendo parte dessa produção exportada.
Na ponta da demanda setorial, verificou-se que o maior consumo foi do setor transporte com 2.513.000 tep
(96,52 %), vindo na segunda posição, o setor industrial, com 60.000 tep (2,31%).
Em relação ao diesel total (B5), no ano de 2011, foram consumidos 3.231.479.m³, oriundo da mistura de
3.069.902 m³ de óleo diesel com 161.577 m³ de biodiesel.
6.2.b - Óleo combustível
Em 2011, o consumo de óleo combustível no RS chegou a 118.000 tep, tabela 6.4, correspondendo a 1,40%
(gráfico 6.2) do consumo de energéticos secundários, representando uma queda de 3,28% em relação a 2010.
Pelo lado da demanda setorial, verificou-se em 2011, tabela 6.4, que o maior consumo de óleo combustível foi
do setor industrial, 111.000 tep, representando 94,07%; na segunda posição, ficou o consumo no setor
energético com 4.000 tep, e, em terceiro o consumo comercial com 2.000 tep cada. O óleo combustível utilizado
no centro de transformação não é considerado como consumo.
6.2.c - Gasolina A
Os consumidores ao abastecerem seus automóveis no Brasil usam a gasolina C, também designada de gasolina
3
automotiva. A gasolina C é uma mistura da gasolina A com 23,66% (em volume) de etanol anidro. Dessa
forma, será analisada primeiramente a parcela da gasolina A que é misturada com o etanol anidro, a qual consta
como Gasolina nas tabelas do balanço.
3
O percentual representa a média em 2011. Segundo dados da ANP, entre 1° de janeiro e 30 de setembro, a mistura de etanol anidro na gasolina A foi de
25%. Nos meses de outubro a dezembro, a mistura passou a ser na proporção de 20%.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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6
101

4
Ver nota de rodapé anterior.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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6
Em 2011, o consumo de gasolina A no RS chegou a 1.686.000 tep (tabela 6.4) ou a 2.154.395 m³ (tabela 6.3),
representando 19,99% (gráfico 6.2) da parcela do consumo final de energéticos secundários (exclui nafta e
outros produtos não energéticos do petróleo). O consumo de gasolina A cresceu 9,06% em relação a 2010.
Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2011 a gasolina A foi consumida no setor transportes,
predominantemente no segmento rodoviário e uma pequena parcela no segmento aéreo.
6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva)
Utilizada para abastecer os veículos nos postos de combustíveis do Brasil, sendo uma mistura da gasolina A, que
4
sai das refinarias de petróleo, com 23,66% (em volume) de etanol anidro.
Em 2011, o consumo de gasolina C no RS atingiu 2.820.005 m³, o equivalente a 2.171.404 tep, verificando-se
um acréscimo no consumo de gasolina C de 9,18% em relação a 2010.
Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2011, a gasolina C foi consumida no setor transportes,
segmento rodoviário.
6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP
Em 2011, o consumo de GLP no RS (tabela 6.4) chegou a 520.000 tep, parcela de 6,17% (gráfico 6.2) em relação
ao consumo energético de fontes secundárias (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo),
representando um crescimento de 2,56% em relação a 2010.
Pela ponta da demanda setorial em 2011, a maior parcela do consumo de GLP (tabela 6.4) ficou com o setor
residencial, 79,62%, atingindo 414.000 tep; na segunda posição, ficou o consumo industrial com 75.000 tep ou
uma parcela de 14,46%.
6.2.f - Nafta
A nafta é empregada para a produção de plásticos e outros produtos da indústria petroquímica. Não é, portanto,
empregada como energético (salvo em pequenas quantidades de nafta transformadas em gasolina e GLP). Em
2011 (tabela 6.4), foram consumidas 7.744.000 tep de nafta, o equivalente a 10.122.876 m³ de nafta (tabela
6.3), representando um acréscimo considerável no consumo em relação a 2010. A nafta participou com
46,78% no consumo final de fontes secundárias (energéticas e não energéticas).
Cabe salientar que a maior parte da nafta utilizada no RS no ano de 2011 foi importada. O montante da
importação de nafta foi de 7.132.000 tep, segundo dados da tabela 6.4.
6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante)
Em 2011, o RS consumiu 152.000 tep (tabela 6.4) de querosene (aviação mais iluminante), o que representa
um crescimento de 11,76% em relação a 2010.
Pelo lado da demanda setorial, observou-se que em 2011, a maior parcela de querosene (no caso a querosene
de aviação) foi consumida no setor transportes (segmento aéreo) com 150.000 tep (98,68%).
6.2.h - Eletricidade
Em 2011 (tabela 6.4), o consumo final de eletricidade no RS atingiu 2.523.000 tep ou 29.335.325 MWh (tabela
6.3), representando 29,9% (gráfico 6.2) do consumo final energético de fontes secundárias (exclui nafta e
outros não energéticos do petróleo). O valor apurado representa um crescimento de 13,04% em relação a
2010.
Pelo lado da demanda setorial em 2011, a maior parcela do consumo ficou com o setor industrial, 38,55% do
total, atingindo 973.000 tep; vindo em segundo lugar, o setor residencial, com 615.000 tep (24,39%); e na
terceira posição, o setor comercial, com 396.000 tep (15,7%).
102
5
O percentual representa a média em 2011. Segundo dados da ANP, entre 1° de janeiro e 30 de setembro, a mistura de etanol anidro na gasolina A foi de
25%. Nos meses de outubro a dezembro, a mistura passou a ser na proporção de 20%.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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p
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6
6.2.i - Carvão vegetal
O consumo final energético desta fonte secundária foi baixo em 2011, atingindo 23.000 tep, conforme pode ser
observado na tabela 6.4, esse valor é menor em relação ao valor apurado em 2010.
6.2.j - Etanol etílico (anidro mais hidratado)
5
O etanol anidro é misturado à gasolina A na proporção de 23,66% , dando origem a gasolina C, conforme
comentado anteriormente. Já o etanol hidratado é utilizado como combustível nos veículos automotores a
etanol e flex - opção de uso além da gasolina C.
3 3
Em 2011, o etanol etílico anidro consumido no RS atingiu 665.642 m e o hidratado 137.122 m (tabela 6.3), o
que representa um crescimento de 8,31% do anidro e um decréscimo de 43,08%, respectivamente, em relação
ao ano de 2010.
Na ponta do consumo setorial, verifica-se que tanto o etanol hidratado como o etanol anidro foram
praticamente utilizados no setor transporte (rodoviário).
No gráfico 6.2, é apresentada a parcela de 6,49% referente ao consumo de etanol etílico anidro, hidratado,
somado ao biodiesel, em relação ao consumo total de energéticos secundários. Se for considerada apenas a
parcela de etanol etílico anidro e hidratado, o valor passa a ser de 5,04%.
6.2.k - Biodiesel (B100)
3
Em 2011, o consumo de biodiesel chegou a 161.577 m , tabela 6.4, correspondendo a 1,66% do consumo de
energéticos secundários (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo). No gráfico 6.2, essa parcela está
inserida na parcela de 6,49%, junto ao consumo de etanol etílico anidro e hidratado.
3
Cabe registrar que no RS foram produzidos 862.110 m de biodiesel (conforme linha outras transformações
da tabela 6.3), sendo a maior parcela dessa produção exportada.
6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo
Inclui gás de refinaria, coque e outros. O consumo ocorre no setor energético totalizando 264.000 tep.
6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo
Derivados de petróleo que, mesmo tendo significativo conteúdo energético, são utilizados para outros fins,
como graxas, parafinas, asfaltos, solventes e outros. O consumo de produtos não energéticos de petróleo
atingiu 373.000 tep em 2011, tendo um decréscimo de 29,09% em relação a 2010.
103
Tabela 6.3
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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6
BALANÇO ENERGÉTICO 2011
do Rio Grande do Sul
FLUXO DE ENERGIA

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B
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(
B
1
0
0
)
m
3
Produção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Importação 0 219 258.385 425.864 9.322.688 0 0 0 0 6.549.239 0 665.611 130.713 0
Variação de Estoques -8.739 29.984 6.952 -393 9.933 -8.920 0 0 0 0 0 0 0 0
Oferta Total -8.739 30.203 265.337 425.471 9.332.620 -8.920 0 0 0 6.549.239 0 665.611 130.713 0
Exportação -1.650.370 -325.639 -134.740 -262.023 -9.227 -61.450 0 0 0 -497.996 -7.829 0 0 -700.532
Energia Não-Aproveitada 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Oferta Interna Bruta -1.659.109 -295.436 130.597 163.448 9.323.393 -70.370 0 0 0 6.051.243 -7.829 665.611 130.713 -700.532
Total Transformação 4.728.556 418.638 2.023.287 687.653 799.771 255.861 0 0 0 27.386.581 43.973 0 6.409 862.110
Refinarias de Petróleo 4.753.985 451.642 2.023.287 687.653 799.771 255.861 0 0 0 0 0 0 0 0
Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 -33.004 0 0 0 0 0 0 0 25.234.682 0 0 0 0
Centrais Elétricas Autoprodutoras -25.428 0 0 0 0 0 0 0 0 2.151.899 0 0 0 0
Carvoarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 43.973 0 0 0
Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6.409 0
Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 862.110
Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -4.106.619 0 0 0 0
Consumo Final 3.069.902 122.758 2.154.395 851.477 10.122.876 185.019 0 0 0 29.335.325 36.144 665.611 137.122 161.577
Consumo Final Não-Energético 0 0 0 0 10.122.876 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Consumo Final Energético 3.069.902 122.7582.154.395 851.477 0 185.019 0 0 0 29.335.32536.144 665.611 137.122 161.577
Setor Energético 1.591 4.228 0 7 0 30 0 0 0 400.151 0 0 0 84
Residencial 0 0 0 677.973 0 709 0 0 0 7.154.627 28.915 0 0 0
Comercial 17.765 1.920 0 45.425 0 1.077 0 0 0 4.606.523 7.229 0 0 935
Público 12.218 507 0 1.867 0 0 0 0 0 2.017.439 0 0 0 643
Agropecuário 4.245 0 0 2.828 0 25 0 0 0 3.784.454 0 0 0 223
Transportes - Total 2.963.037 0 2.154.395 217 0 182.932 0 0 0 63.038 0 665.611 137.122 155.953
Rodoviário 2.920.397 0 2.148.115 0 0 0 0 0 0 0 0 665.611 137.122 153.705
Ferroviário 36.365 0 0 0 0 5 0 0 0 63.038 0 0 0 1.914
Aéreo 0 0 6.279 0 0 182.927 0 0 0 0 0 0 0 4
Hidroviário 6.275 0 0 217 0 0 0 0 0 0 0 0 0 330
Industrial - Total 71.045 116.103 0 123.160 0 247 0 0 0 11.309.093 0 0 0 3.739
Cimento 1.370 11 0 1.129 0 0 0 0 0 183.773 0 0 0 72
Ferro-gusa e Aço 1.705 2.202 0 835 0 0 0 0 0 1.320.507 0 0 0 90
Ferroligas 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Mineração e Pelotização 23.542 437 0 1.212 0 0 0 0 0 117.152 0 0 0 1.239
Não-Ferrosos e Outros Metálicos 827 191 0 4.893 0 0 0 0 0 2.037.126 0 0 0 44
Química 2.317 13.274 0 6.020 0 215 0 0 0 1.529.945 0 0 0 122
Alimentos e Bebidas 13.447 21.889 0 20.058 0 0 0 0 0 2.066.190 0 0 0 708
Têxtil 152 6.082 0 4.999 0 0 0 0 0 157.420 0 0 0 8
Papel e Celulose 385 22.614 0 2.250 0 0 0 0 0 326.155 0 0 0 20
Cerâmica 10 2.714 0 591 0 0 0 0 0 71.645 0 0 0 1
Outros 27.291 46.689 0 81.173 0 32 0 0 0 3.285.005 0 0 0 1.436
Consumo Não-identificado 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ajustes -455 444 -510 -375 288 472 0 0 0 -4.121 0 0 0 0
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
unidades originais
0 0 0 0 214.175
104
Tabela 6.4
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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6
unidade: mil tep
FLUXO DE ENERGIA
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Produção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Importação 0 0 202 260 7.132 0 0 0 0 563 0 416 0 72 0 8.646
Variação de Estoques -7 29 5 0 8 -7 0 0 0 0 0 0 9 2 0 38
Oferta Total -7 29 208 260 7.139 -7 0 0 0 563 0 416 9 74 0 8.683
Exportação -1.400 -312 -105 -160 -7 -51 0 0 0 -43 -5 -524 0 0 0 -2.607
Energia Não-Aproveitada 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Oferta Interna Bruta -1.407 -283 102 100 7.132 -58 0 0 0 520 -5 -108 9 74 0 6.077
Total Transformação 4.010 401 1.584 420 612 210 0 0 0 2.355 28 655 255 299 0 10.830
Refinarias de Petróleo 4.031 433 1.584 420 612 210 0 0 0 0 0 0 255 299 0 7.845
Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 -32 0 0 0 0 0 0 0 2.170 0 0 0 0 0 2.139
Centrais Elétricas Autoprodutoras -22 0 0 0 0 0 0 0 0 185 0 0 0 0 0 164
Carvoarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 28 0 0 0 0 28
Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 0 0 0 3
Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 652 0 0 0 652
Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -353 0 0 0 0 0 -353
Consumo Final 2.603 118 1.686 520 7.744 152 0 0 0 2.523 23 548 264 373 0 16.554
Consumo Final Não-Energético 0 0 0 0 7.744 0 0 0 0 0 0 0 0 373 0 8.117
Consumo Final Energético 2.603 118 1.686 520 0 152 0 0 0 2.523 23 548 264 0 0 8.437
Setor Energético 1 4 0 0 0 0 0 0 0 34 0 0 264 0 0 304
Residencial 0 0 0 414 0 1 0 0 0 615 19 0 0 0 0 1.049
Comercial 15 2 0 28 0 1 0 0 0 396 5 1 0 0 0 447
Público 10 0 0 1 0 0 0 0 0 173 0 0 0 0 0 186
Agropecuário 4 0 0 2 0 0 0 0 0 325 0 0 0 0 0 331
Transportes - Total 2.513 0 1.686 0 0 150 0 0 0 5 0 543 0 0 0 4.899
Rodoviário 2.476 0 1.682 0 0 0 0 0 0 0 0 542 0 0 0 4.700
Ferroviário 31 0 0 0 0 0 0 0 0 5 0 1 0 0 0 38
Aéreo 0 0 5 0 0 150 0 0 0 0 0 0 0 0 0 155
Hidroviário 5 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6
Industrial - Total 60 111 0 75 0 0 0 0 0 973 0 3 0 0 0 1.222
Cimento 1 0 0 1 0 0 0 0 0 16 0 0 0 0 0 18
Ferro-gusa e Aço 1 2 0 1 0 0 0 0 0 114 0 0 0 0 0 118
Ferroligas 0 0 0 0 0 0 0 0 0 18 0 0 0 0 0 18
Mineração e Pelotização 20 0 0 1 0 0 0 0 0 10 0 1 0 0 0 32
Não-Ferrosos e Outros Metálicos 1 0 0 3 0 0 0 0 0 175 0 0 0 0 0 179
Química 2 13 0 4 0 0 0 0 0 132 0 0 0 0 0 150
Alimentos e Bebidas 11 21 0 12 0 0 0 0 0 178 0 1 0 0 0 223
Têxtil 0 6 0 3 0 0 0 0 0 14 0 0 0 0 0 23
Papel e Celulose 0 22 0 1 0 0 0 0 0 28 0 0 0 0 0 51
Cerâmica 0 3 0 0 0 0 0 0 0 6 0 0 0 0 0 9
Outros 23 45 0 50 0 0 0 0 0 283 0 1 0 0 0 401
Consumo Não-identificado 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Ajustes 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
BALANÇO ENERGÉTICO 2011
do Rio Grande do Sul
105
Gráfico 6.2 - Consumo Final Energético de Fontes Secundárias no RS, em 2011 - %
6
6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS
Existe uma diferença significativa entre o Brasil e o Rio Grande do Sul quanto à oferta de energia renovável e
não-renovável, o comparativo pode ser observado na tabela 6.5 a seguir. No caso do Brasil, observa-se um
percentual superior da participação de energias renováveis na matriz energética. Já no caso do RS, a parcela da
oferta de energia não renovável ainda é predominante. Nota-se que o Rio Grande do Sul não segue a tendência
da OIE Nacional nesses anos.
Tabela 6.5
7
- Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS no período de 2007 a 2011
Gráfico 6.3 - Comparação entre a Oferta Interna de Energia Renovável e não Renovável no Brasil
e no RS, em 2011
6
Utilizado o critério do Balanço Energético Nacional. No entanto, seria mais conveniente retirar a nafta não energética das fontes não renováveis, bem como retirar a
eletricidade das fontes renováveis. No caso do RS, com a utilização desse critério, a participação dos renováveis seria maior e para o caso brasileiro seria menor.
7
Nas tabelas do anexo G, também chamada de Oferta Interna Bruta - OIB.
Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
<
>
<
>
Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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30,85%
29,90%

19,99%

6,49%

6,17%

3,13%

1,80%

1,40%

0,28%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
Óleo Diesel Eletricidade

Gasolina

Álcool Etílico
Anidro
e Hidratado*
GLP

Outras
Secundárias
de Petróleo
Querosene

Óleo

Combustível
Carvão
Vegetal
2007 2008 2009 2010 2011 2007 2008 2009 2010 2011
Petróleo e Derivados 36,70% 36,58% 37,84% 37,84% 38,61% 58,43% 59,81% 57,53% 52,90% 63,67%
Gás Natural 9,30% 10,27% 8,75% 10,25% 10,18% 3,63% 3,71% 3,07% 3,16% 2,60%
Carvão Mineral e Derivados 6,20% 5,76% 4,80% 5,38% 5,60% 6,84% 7,26% 6,74% 10,56% 8,37%
Urânio e Derivados 1,40% 1,47% 1,41% 1,44% 1,52% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
Energia não Renovável 53,60% 54,08% 52,80% 54,91% 55,90% 68,90% 70,79% 67,34% 66,63% 74,64%
Energia Hidráulica e Eletricidade 14,70% 14,02% 15,19% 14,01% 14,66% 13,66% 13,24% 14,88% 14,46% 11,43%
Lenha e Carvão Vegetal 12,50% 11,57% 10,09% 9,67% 9,66% 11,72% 10,92% 12,42% 10,91% 7,97%
Produtos da Cana-de-açúcar 16,00% 16,97% 18,04% 17,52% 15,71% 2,38% 1,61% 1,53% 0,75% -0,40%
Outros Renováveis 3,10% 3,36% 3,88% 3,88% 4,07% 3,32% 3,44% 3,82% 7,24% 6,36%
Energia Renovável 46,30% 45,92% 47,20% 45,09% 44,10% 31,08% 29,21% 32,66% 33,36% 25,36%
Fonte de Energia
Brasil RS
55,90%
74,64%
44,10%

25,36%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
Brasil RS
Energia não Renovável
Energia Renovável
80%
106
Centros de Transformação
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
7
Parque Eólico
Foto: Fernando C. Vieira
Nos chamados centros de transformação, uma modalidade de energia é convertida em outra, predominando a
conversão de energia de fontes primárias em fontes secundárias.
Dessa forma, refinarias de petróleo, usinas hidroelétricas, usinas eólicas, usinas fotovoltaicas, usinas térmicas a
carvão vapor, são centros de transformação, onde, predominantemente, a energia de uma fonte primária é
convertida em energia secundária. Na sociedade atual, o petróleo predomina em termos de fonte de energia,
dessa forma, as refinarias de petróleo são os centros de transformação mais importantes.
Um centro de transformação pode converter um energético secundário em outro, como exemplo, usinas
termelétricas a diesel ou a óleo combustível.
Os principais centros de transformação do Rio Grande do Sul, referentes ao balanço de 2011, são analisados a
seguir.
7.1 - Refinarias de Petróleo
Na tabela 7.1, é apresentado o balanço de energia das refinarias de petróleo do RS. REFAP, RIOGRANDENSE e
BRASKEM são as refinarias instaladas no Estado. Os números de refino do RS constam no anexo G nas tabelas
referentes ao Balanço. Inicialmente é necessário salientar que os sinais negativos nas tabelas dos centros de
transformação indicam que uma modalidade de energia está sendo consumida para gerar outra modalidade de
energia, dessa forma o petróleo aparece com o sinal negativo.
Em 2011, nas refinarias do RS, foram refinados 8.399.000 tep (ou 83,99 trilhões de kcal) de petróleo,
representando um acréscimo de 2,23% em relação ao ano de 2010.
Pode ser observado que nas colunas da tabela 7.1, as diferenças não estão zeradas, isso quer dizer que nem
toda a energia de petróleo (input) das refinarias foi integralmente convertida em fontes secundárias de energia
(output). Verifica-se em termos percentuais, que não foram convertidos em fonte de energia secundária 6,61%
em 2011 (555.000 tep).
Das fontes de energia secundárias produzidas nas refinarias do RS, em 2011, o óleo diesel representa 47,99%,
atingindo 4.031.000 tep; a gasolina (gasolina A) veio em seguida com 18,86%, chegando a 1.584.000 tep;
ficando na terceira posição a nafta, com 612.000 tep (7,29%); e na quarta posição aparece o GLP, com 420.000
tep (5%).
C
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7
Centros de Transformação
Tabela 7.1 - Balanço Energético das Refinarias de Petróleo do RS
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Unidade: mil tep
Fonte de Energia 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Petróleo -6.421 -6.426 -8.396 -7.707 -9.193 -8.216 -8.399
Óleo Diesel 2.605 2.894 3.748 3.551 4.571 4.059 4.031
Óleo Combustível 632 526 195 476 447 197 433
Gasolina 1.289 1.360 1.653 1.538 1.509 1.538 1.584
GLP 234 269 452 421 600 384 420
Nafta 960 703 1.318 874 1.145 796 612
Querosene 105 97 118 116 138 139 210
Outras Secundárias de Petróleo 31 71 208 282 365 203 255
Produtos Não Energéticos do Petróleo 114 99 124 245 304 337 299
Energia Secundária Total do Petróleo 5.970 6.019 7.817 7.504 9.079 7.653 7.844
Diferença nos Centros de Transformação -451 -406 -579 -203 -114 -563 -555
109
7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos
Na tabela 7.2 é apresentado o balanço de energia das centrais de serviços públicos do RS. São consideradas
centrais elétricas de serviços públicos as usinas hidrelétricas, termelétricas (carvão e biomassas) e outras que
fornecem energia elétrica para as empresas que detem concessão de distribuição. Como exemplos, são
centrais elétricas de serviços públicos no Estado as usinas termoelétricas a carvão de Candiota, Charqueadas e
São Jerônimo; usinas hidrelétricas da bacia do Rio Uruguai, como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra
Grande; hidrelétricas da bacia do rio Jacuí, como Dona Francisca e Jacuí; e Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH.
Essa energia é previamente negociada em leilões, sendo que uma parcela dessa energia pode ser vendida
diretamente para os chamados consumidores livres. Em países como a Inglaterra, qualquer consumidor pode se
tornar um consumidor livre, o que ainda não ocorre no Brasil.
No caso de hidrelétricas de fronteira, como Itá, Machadinho e Barra Grande, os valores de MWh produzidos
anualmente estão divididos por dois e lançados no BERS.
Os sinais negativos que aparecem na tabela 7.2 atendem à metodologia internacional adotada pelo BERS,
indicando que os centros de transformação consumiram uma modalidade de energia na entrada do processo
para gerar outra modalidade de energia em sua saída.
No ano de 2011, verifica-se nas centrais elétricas de serviços públicos que foram transformadas 3.382.000 tep
(33,82 trilhões de kcal) de energia primária e 32.000 tep de energia secundária para a produção de 2.170.000
tep (21,70 trilhões de kcal) de eletricidade, valor 19,89% acima do total produzido de eletricidade em 2010. Em
média, isso representa um rendimento anual energético de 63,56% para as unidades de geração de
eletricidade. Em 2011, o consumo de energia primária nas centrais de serviços públicos cresceu 17,71%.
No tocante as fontes primárias que alimentaram os centros de transformação para produção de eletricidade em
2011, a maior contribuição foi da energia hidráulica, com 58,90%, totalizando 1.992.000 tep. A segunda posição
ficou com o carvão vapor, representando 38,79%, totalizando 1.312.000 tep. A energia eólica, com 1,69% do
consumo de fontes primárias, representou um consumo de 57.000 tep, ficando na terceira posição. A lenha
ocupou a quarta posição e representou 0,62% do consumo total. O gás natural não teve participação em 2011
em virtude da Usina Termelétrica de Uruguaiana não ter operado.
No ano de 2011, o único energético secundário utilizado para a produção de eletricidade nas centrais elétricas
de serviços públicos foi o óleo combustível, sendo consumidas 32.000 tep.
Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes
fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais de serviços públicos não é
integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se, em termos percentuais, que não foram convertidos em
eletricidade 36,78% em 2011 (1.244.000 tep).
Tabela 7.2 - Balanço Energético das Centrais Elétricas de Serviços Públicos do RS
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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7
Unidade: mil tep
Fonte de Energia 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Gás Natural -528 -407 -143 -187 0 0 0
Carvão Vapor -829 -770 -768 -736 -645 -1.150 -1.312
Energia Hidráulica -968 -655 -1.149 -961 -1.364 -1.684 -1.992
Lenha -39 -40 -40 -44 -30 -9 -21
Outras Fontes Primárias 0 -12 -35 -37 -33 -31 -57
Total Consumido de Energéticos Primários -2.364 -1.884 -2.135 -1.965 -2.072 -2.873 -3.382
Óleo Combustível -19 -23 -20 -44 -7 -30 -32
Eletricidade 1.369 1.081 1.370 1.182 1.510 1.810 2.170
Total Consumido de Energéticos Secundários 1.350 1.058 1.350 1.138 1.503 1.780 2.138
Diferença nos Centros de Transformação -1.014 -826 -785 -827 -569 -1.093 -1.244
110
7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2011
Os gráficos 7.1 a 7.7 apresentam a geração de energia elétrica no período de 2000 a 2011 por tipo de fonte.
Gráfico 7.1 - Usinas Hidroelétricas - UHE
<
>
Gráfico 7.2
1
- Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH
<
>

Gráfico 7.3 - Biomassa
<
>

1
As usinas de Canastra e Bugres estão lançadas em UHE conforme critério utilizado pela ANEEL.


Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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22
28

41

36

46 46
50
46
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20

30

40

50

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2000 2001

2002

2003

2004

2005

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2007

2008

2009 2010 2011
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ano
4.647
6.573
7.291
6.512

4.584

5.920

4.532

5.832

5.613
7.454
8.463
8.554
0
1.000
2.000
3.000
4.000
5.000
6.000
7.000
8.000
9.000
10.000
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
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ano
76 84 72
98
134
167 164
263
553

907

1.209

1.605
0
200
400
600
800
1.000
1.200
1.400
1.600
1.800
2000 2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010 2011
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ano
111
528
3.557
2.477

1.865
2.706

2.584

2.894

958

1.100

341
325
40
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
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M
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ano
Gráfico 7.4 - Gás
<
>
Gráfico 7.5 - Carvão
<
>



Gráfico 7.6 - Óleo
<
>
Gráfico 7.7 - Eólica
<
>

Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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7
2.306
1.790

1.571

1.509

1.787

1.966

2.016

1.572

1.231

1.210

1.064
1.903
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
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ano

243
144
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0 0
0 1 6
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-10
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140
190
240
290
2000 2001 2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

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2011
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ano
145

407

430

384
358
665
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100
200
300
400
500
600
700
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
m
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M
W
h
ano
112
66,34%
14,76%
12,45%

5,15%

0,78%

0,31% 0,22%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
UHE CARVÃO PCH EÓLICA ÓLEO GÁS BIOMASSA
7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2011
Gráfico 7.8 - Geração de Energia Elétrica em 2011 - %
<
>




Nota: A Energia das UHE de fronteira é calculada pelo fluxo de energia no Estado e não está somada nos valores do gráfico.
7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras
O balanço das centrais elétricas autoprodutoras no período de 2005 a 2011 consta na tabela 7.3.
No ano de 2011, o total de energia primária consumida pelos autoprodutores de energia elétrica no RS foi de
218.000 tep, já o consumo de energia secundária foi de 22.000 tep. Esse montante correspondeu a 185.000 tep
de energia elétrica gerada, representado um aumento de 96,88% em relação ao ano de 2010.
Em 2011, o maior consumo de fontes primárias em centrais autoprodutoras foi de carvão vapor com 118.000
tep (54,04%), seguido do consumo de gás natural, com 72.000 tep, 32,91% do consumo total e, na terceira
posição, o consumo de outras fontes primárias, com 14.000 tep, representando 6,42%.
Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes
fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais elétricas autoprodutoras não é
integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se em termos percentuais, que não foram convertidos em
eletricidade 22,66% em 2010 (54.000 tep).
Tabela 7.3 - Balanço Energético das Centrais Elétricas Autoprodutoras do RS
7.4 - Destilarias
Diferente da tendência de produção de etanol em algumas regiões do País, o Rio Grande do Sul permanece com
uma pequena produção de etanol etílico hidratado. No Estado, o consumo é baixo, se comparado com São Paulo
e Paraná, por exemplo. Estudos recentes demonstram condições climáticas favoráveis e de solo adequado para
a plantação da cana-de-açúcar. Como grande parte do etanol consumido no Estado vem de outros estados, os
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Unidade: mil tep
Fonte de Energia 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Gás Natural -58 -68 -82 -78 -143 -120 -72
Carvão Vapor 0 0 0 -40 -60 -137 -118
Energia Hidráulica -23 -20 -24 -19 -17 -20 -12
Lenha 0 0 0 -2 -2 -2 -2
Outras Fontes Primárias 0 0 0 -20 -20 -19 -14
Total Consumido de Energéticos Primários -81 -88 -106 -159 -242 -298 -218
Óleo Diesel -2 -7 -7 -21 -32 -24 -22
Eletricidade 41 41 50 65 81 94 185
Total Consumido de Energéticos Secundários 39 34 43 44 49 70 164
Diferença nos Centros de Transformação -42 -54 -63 -115 -193 -228 -54
113
7.5 - Carvoarias
O carvão vegetal origina de inúmeras carvoarias no Estado e o balanço energético está lançado na tabela 7.5.
No ano de 2011, os centros de transformação que produzem carvão consumiram 41.000 tep de lenha,
energético primário, para produzir 28.000 tep de carvão vegetal, energético secundário, configurando um
rendimento energético de 68,29%.
Tabela 7.5 - Balanço Energético das Carvoarias do RS
Tabela 7.4 - Balanço Energético das Destilarias do RS

Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
C
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Unidade: mil tep
Fonte de Energia 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Produtos da Cana -3 -3 -3 -4 -1 -4 -4
Energia primária total -3 -3 -3 -4 -1 -4 -4
Etanol etílico hidratado 2 2 2 3 1 3 3
Energia secundária total 2 2 2 3 1 3 3
Energia Total -1 -1 -1 -1 0 -1 -1
Unidade: mil tep
Fonte de Energia 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Lenha -37 -38 -39 -40 -40 -37 -41
Total Consumido de Energéticos Primários -37 -38 -39 -40 -40 -37 -41
Carvão Vegetal 26 27 27 28 28 26 28
Total Consumido de Energéticos Secundários 26 27 27 28 28 26 28
Diferença nos Centros de Transformação -11 -11 -12 -12 -12 -11 -13
proprietários de automóveis flex acabam prejudicados, já que pagam preços mais elevados para abastecer
seus veículos com etanol. Em Porto Xavier, há uma destilaria de etanol etílico hidratado que responde pela
integralidade do balanço de centro de produção de etanol no RS.
Na tabela 7.4, constam os valores de produção por ano de etanol etílico hidratado no RS. Valor abaixo das
possibilidades de produção do Estado, conforme análises no Balanço Energético 2005/2006/2007, anexo G.
114
Consumo de Energia Setorial
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
8
Subestação Gravatai
Foto: Fernando C. Vieira
116
42,75%
24,78%

12,95%

10,09%

3,96%

3,87%

1,60%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
40%
45%
Transportes Industrial Residencial Agropecuário Comercial Setor Energético Público
Em 2011, o consumo final energético (exclui nafta e produtos não energéticos do petróleo) foi de 11.628.000
tep. Conforme mostra o gráfico 8.1, a maior parcela de consumo foi do setor transportes com 4.971.000 tep,
representando 42,75% do total, o transporte rodoviário predominou no setor. O consumo de energéticos
primários e secundários do setor industrial vem em seguida, representando 24,78%, com um consumo de
2.882.000 tep (no gráfico 8.2, verifica-se o consumo por tipo de indústria). O setor residencial, com domicílios
rurais inclusos, representou 12,95%, sendo consumidos 1.506.000 tep. O setor agropecuário representou
10,09%, 1.173.000 tep. Em seguida, aparece o setor comercial com 3,96%, 461.000 tep; seguidos do setor
energético com 3,87%, 450.000 tep de consumo; e o setor público com 1,60%, 186.000 tep. O consumo final
energético apresentou acréscimo de 7,86% em relação a 2010.
Consumo de Energia Setorial
Gráfico 8.1 - Consumo Energético Setorial em 2011 - %
<
>

Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
8.1 - Setor Energético
A energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos processos de extração e transporte interno de
produtos energéticos, na sua forma final, define o que é consumido pelo setor energético.
Em 2011, predominou o consumo de Outras Secundárias do Petróleo com o consumo de 264.000 tep
(58,66%); na segunda posição ficou o gás natural, consumo de 136.000 tep (30,22%). O terceiro energético
consumido é a eletricidade, representando 7,56%, em um total de 34.000 tep. Na quarta posição vem produtos
da cana com 11.000 tep (2,44%).
8.2 - Setor Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais)
Em 2011, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor residencial foi de
eletricidade, com 40,84%, representando 615 mil tep de energia consumida. Na segunda posição, ficou a lenha,
com uma parcela de 30,28%, representando um consumo de 456.000 tep. Na terceira posição ficou o consumo
de GLP com 414.000 tep, representando 27,49%. Na quarta posição, ficou o consumo de carvão vegetal, com
19.000 tep, representando 1,26% do total. Houve predominância de fontes secundárias no consumo residencial
chegando a 69,65%.
8.3 - Setor Comercial
Em 2011, a maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor comercial foi de
eletricidade, com 85,90%, correspondendo a um consumo de 396.000 tep. O segundo energético mais
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1
Número obtido da multiplicação dos 2.813.757 m³ de gasolina C consumidos no RS pelo fator de conversão 0,77 que consta da tabela C.10 do anexo C. O mesmo
cálculo se efetuado em separado para as parcelas da gasolina A e do etanol anidro que compõe a gasolina C, vai apresentar ligeira diferença.
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consumido foi o GLP, com uma fatia de 6,07%, correspondendo a 28.000 tep. Na terceira posição, ficou o óleo
diesel, com 3,25%, um total de 15.000 tep. Na quarta posição, ficaram gás natural e lenha, ambos com 7.000
tep, representando cada um 1,52%. Ocorreu predomínio do consumo de fontes de energia secundárias, com
96,96% do consumo total.
8.4 - Setor Público
Em 2011, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários do setor público foi de
eletricidade, com 93,01%, chegando a 173.000 tep. Na segunda posição, ficou o óleo diesel, com uma parcela de
5,38%, atingindo 10.000 tep. Na terceira posição, ficou o GLP, com 0,54%, chegando a 1.000 tep. Ocorreu
predomínio absoluto do consumo de energéticos secundários no setor público.
8.5 - Setor Agropecuário
Em 2011, a fonte de energia mais consumida no setor agropecuário foi a lenha, 71,78%, chegando a 842.000
tep. Na segunda posição, a eletricidade, com 27,71%, totalizando 325.000 tep. Na terceira, ficou o óleo diesel,
com 0,34%, chegando a 4.000 tep. As fontes de energia primárias predominaram no consumo do setor
agropecuário, 71,78% do total consumido.
8.6 - Setor Transportes
No ano de 2011, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor transportes foi de
óleo diesel, 50,55%, atingindo 2.513.000 tep. Na segunda posição, a gasolina (gasolina A), com 33,92%,
1
atingindo 1.686.000 tep (na gasolina automotiva - gasolina C o consumo foi de 2.166.593 tep ). Na terceira
posição, ficou com a parcela de biocombustíveis soma de etanol (anidro mais hidratado) e biodiesel, com
10,92%, ou seja, 543.000 tep. Houve predominância de energéticos secundários no setor transportes, 98,55%
do total.
8.7 - Setor Industrial
A maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor industrial em 2011 foi de
eletricidade, com 33,76%, chegando a 973.000 tep. Na segunda posição do consumo, aparece outras fontes
primárias (energia eólica, casca de arroz e subprodutos da madeira como a lixívia), com 19,33%, totalizando
557.000 tep. Na terceira posição, carvão vapor, com 14,57%, chegando a 420.000 tep. Na quarta posição, a
lenha, com uma parcela de 13,74%, atingindo 396.000 tep. Na quinta posição, o gás natural, com 9,92%,
chegando a 286.000 tep. Na sexta posição, ficou o óleo combustível, com 3,85%, atingindo 111.000 tep.
Novamente o setor industrial gaúcho registrou uma predominância de fontes primárias em seu consumo,
57,60% do total.


Gráfico 8.2 - Consumo Energético na Indústria em 2011
<
>


Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Alimentos e
Bebidas
Outros
Papel e
Celulose
Química

Cerâmica

Não-Ferrosos

e

Outros

Metálicos

Ferro-gusa
e Aço
Ferroligas
Cimento
Mineração e
Pelotização
Têxtil
0
100
200
300
400
500
600
700
800
m
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Indústria
Esquina da Av Ipiranga com Av Getulio Vargas - Linha de Transmissão - anos 60/70
Foto: Arquivo Grupo CEEE
Energia e Sociedade
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
9
UHE Passo do Inferno
Foto: Fernando C. Vieira
UHE Passo do Inferno
Foto: Fernando C. Vieira
9.1 - Energia e Socioeconomia
1
A população do Rio Grande do Sul em 2011, na estimativa do IBGE, atingiu 10.733.030 habitantes e o Produto
Interno Bruto - PIB atingiu R$ 273,879 bilhões, segundo dados do IBGE, gerando uma renda per capita de R$
24.846,00. No mesmo ano, a população do País, na estimativa do IBGE, foi de 192.376.496 habitantes, um PIB
de R$ 4,143 trilhões e uma renda per capita de R$ 21.252,00. Isso significa que a economia do RS representou
6,61% da economia brasileira em 2011, sendo o quarto PIB da Federação, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio
de Janeiro.
Na tabela 9.1, verifica-se a evolução recente da renda per capita do Brasil e do RS em valores correntes, e as
relações entre as variáveis anuais. Observa-se que a razão entre a renda per capita do RS e do Brasil passou de
1,24 em 2003, para 1,17 em 2011.
Energia e Sociedade

Tabela 9.1 - Renda* per Capita do Brasil e do RS, no Período de 2003 a 2011
*Em valores correntes
Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística - FEE
Os valores da Oferta Interna de Energia - OIE (denominado Oferta Interna Bruta - OIB nas tabelas do anexo G do
BERS 2012 - ano base 2011) e do Consumo Final de Energéticos (primários e secundários) per capita no período
de 2005 a 2011, constam na tabela 9.2. É importante salientar que as estimativas do consumo de lenha,
lançadas no BERS 2012 - ano base 2011, estão compatibilizadas com os levantamentos da produção de lenha
no RS realizados pelo IBGE, e são mais conservativas que os valores empregados nos Balanços Energéticos
Nacionais e mesmo nos Balanços Energéticos do RS anteriores a 2005. Deve-se ainda considerar que houve
valor atípico de consumo de nafta não energética em 2011, provocando o crescimento dos indicadores para o
caso do RS.
Tabela 9.2 - Oferta Interna de Energia per Capita do Brasil e do RS

Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística - FEE
A intensidade energética é definida como a relação entre a energia ofertada (ou consumida) e o PIB, sendo a
unidade de PIB, para este caso, tep/mil US$. Como tradicionalmente o indicador é calculado em dólar, é preciso
ter cuidado para fazer comparações, devido à expressiva variação cambial no período.
Nas tabelas 9.3 e 9.4 são apresentadas as intensidades energéticas do RS e do Brasil, respectivamente. A
relação utilizada é OIE / mil US$ de PIB para o período de 2006 a 2011. Tais intensidades energéticas
apresentaram diferenças significativas no período, sendo as intensidades energéticas do RS piores que a
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Estimativa da população pelo IBGE referente a 1º de julho de 2012.
Renda per capita 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
RS (R$/hab) 11.742,00 12.850,00 13.310,00 14.185,00 15.813,00 17.281,00 18.770,68 21.683,00 24.846,00
Brasil (R$/hab) 9.498,00 10.692,00 11.658,00 12.491,00 14.131,41 15.240 16.412,53 19.016,00 21.252,00
Relação entre as
rendas (RS/Brasil)
1,24 1,20 1,14 1,14 1,12 1,13 1,14 1,14 1,17
Unidade: tep/hab
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
OIE per capita do RS 1,386 1,425 1,502 1,613 1,449 1,532 2,059
Consumo final per capita do RS 1,208 1,266 1,310 1,448 1,332 1,295 1,840
OIB per capita do Brasil 1,210 1,238 1,285 1,350 1,288 1,403 1,410
Consumo Final per capita do Brasil 1,081 1,107 1,163 1,208 1,165 1,259 1,277
Tabela 9.3 - Intensidade Energética do RS, no Período de 2006 a 2011
Fontes: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de
Economia e Estatística - FEE. 1 US$ = R$ 1,68 (câmbio médio do dólar para venda em 2011 - Banco Central)
Tabela 9.4 - Intensidade Energética do Brasil, no Período de 2005 a 2011
Tabela 9.5 - Relação percentual da OIB do RS com a OIB do Brasil
Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011.
Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Na tabela 9.6, podem ser observadas as diferentes relações dos energéticos ofertados em relação ao PIB no RS.
Tabela 9.6 - Oferta Interna de Energéticos pelo PIB no RS, no período de 2005 a 2011
Fontes: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de
Economia e Estatística - FEE. 1 US$ = R$ 1,68 (câmbio médio do dólar para venda em 2011 - Banco Central)
Em relação à população do Rio Grande do Sul, o número de habitantes era de 7.773.837 em 1980; em 2005,
passou a ser de 10.479.714; 10.530.809 em 2006; 10.575.263 em 2007; 10.613.565 em 2008; 10.652.327 em
2009; 10.693.927 em 2010 e 10.733.030 em 2011. De 1980 a 2011, o crescimento populacional foi de 38,07%.
Os dados podem ser verificados na tabela 9.7 a seguir.
Na tabela 9.5, pode ser verificado o percentual da OIE do RS em relação à OIE do Brasil no período de 2005 a
2011. Verifica-se que esses percentuais ficam na maior parte dos anos muito próximos dos percentuais de
participação do PIB do RS em relação ao PIB nacional.
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2006 2007 2008 2009 2010 2011
OIE (mil tep) 15.008 15.972 17.121 15.436 16.380 22.094
Consumo final (mil tep) 13.325 13.930 15.368 14.187 13.850 19.750
OIE / mil US$ PIB 0,1156 0,1150 0,1187 0,1079 0,1062 0,1355
Consumo final / mil US$ PIB 0,1026 0,1003 0,1066 0,0992 0,0898 0,1211
Intensidade Energética da Indústria (tep / mil US$ PIB) 0,0165 0,0162 0,0172 0,0165 0,0164 0,0177
Intensidade Energética Agropecuária (tep / mil US$ PIB) 0,0056 0,0060 0,0061 0,0062 0,0075 0,0072
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
OIE (milhões tep) 217,94 225,62 238,01 251,86 243,20 268,77 272,38
Consumo final (milhões tep) 195,54 202,53 215,20 226,12 220,71 241,19 246,65
OIE / mil US$ PIB 0,121 0,120 0,119 0,120 0,117 0,119 0,118
Consumo final / mil US$ PIB 0,109 0,108 0,108 0,108 0,106 0,107 0,107
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
OIB Brasil (milhões tep) 217,94 225,62 238,01 251,86 243,20 268,77 272,38
OIB RS (mil tep) 14.522 15.008 15.972 17.121 15.436 16.380 22.094
% OIB RS em relação a OIB BR 6,66 6,65 6,71 6,80 6,35 6,09 8,11
% PIB RS em relação PIB BR 6,50 6,43 6,52 6,44 6,41 6,42 6,61
unidade: tep / mil US$
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
(Pétroleo+Derivados) / PIB 0,0980 0,0958 0,1167 0,1055 0,1278 0,1029 0,0996
(Eletricidade+Hidráulica) / PIB 0,0190 0,0140 0,0187 0,0173 0,0161 0,0234 0,0267
(Carvão vapor) / PIB 0,0088 0,0086 0,0079 0,0085 0,0073 0,0112 0,0113
(Lenha+Carvão Vegetal) / PIB 0,0142 0,0142 0,0857 0,0130 0,0136 0,0118 0,0110
nacional. Em parte, isso ocorreu pelas diferenças de valores de conversão de reais para dólar de um caso e de
outro. Constam ainda, na tabela 9.3, as intensidades energéticas na indústria e agropecuária do Estado, ou seja, o
consumo da indústria no período dividido pelo PIB do Estado. A mesma relação define a intensidade
agropecuária.
Tabela 9.7 - População do Rio Grande do Sul, no Período de 1980 a 2011
Tabela 9.8 - Variações do PIB per Capita do RS e do Brasil, no Período de 1981 a 2011
Fontes: Fundação de Economia e Estatística - FEE e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Nota: População gaúcha de 2011 estimada pelo IBGE em 1º de julho de 2011.
As taxas anuais de variação do PIB per capita e os valores da renda per capita no Rio Grande do Sul e no Brasil
para o período de 1981 a 2011 podem ser verificados na tabela 9.8 a seguir.
Fontes: Fundação de Economia e Estatística - FEE e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Na tabela 9.9, verificam-se as taxas de crescimento do PIB do Rio Grande do Sul e do Brasil no período de 1981 a
2011. A participação do PIB do RS tem oscilado historicamente entre 6,45% e 7,52% no PIB nacional.
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Ano
N° de
habitantes
Ano
N° de
habitantes
Ano
N° de
habitantes
Ano
N° de
habitantes
1980 7.773.837 1990 9.017.408 2000 10.187.798 2010 10.693.929
1981 7.888.168 1991 9.138.670 2001 10.260.330 2011 10.733.030
1982 8.006.821 1992 9.238.799 2002 10.316.752
1983 8.129.798 1993 9.338.914 2003 10.371.315
1984 8.252.643 1994 9.439.415 2004 10.425.735
1985 8.379.713 1995 9.540.715 2005 10.479.714
1986 8.509.658 1996 9.634.688 2006 10.530.809
1987 8.639.748 1997 9.879.813 2007 10.575.263
1988 8.767.542 1998 9.987.770 2008 10.613.565
1989 8.892.716 1999 10.089.899 2009 10.652.327
Ano
RS
%
Brasil
%
Renda per capita RS
R$ / hab (base 2011)
Renda per capita Brasil
R$ / hab (base 2011)
1981 -3,2 -6,3 16.981,41 14.246,25
1982 -1,6 -1,3 16.713,98 14.063,43
1983 -2,3 -4,9 16.338,20 13.406,51
1984 3,3 3,3 16.877,37 13.848,93
1985 3,1 5,7 17.400,56 14.638,31
1986 3,1 5,4 17.939,98 15.428,78
1987 2,5 1,6 18.388,48 15.675,64
1988 -2,7 -1,9 17.905,04 15.383,36
1989 1,9 1,4 18.245,24 15.598,73
1990 -7,9 -5,9 16.909,40 14.729,68
1991 -3,5 -0,5 16.337,58 14.949,52
1992 7,1 -2 17.497,55 14.656,39
1993 9,6 3,4 19.177,32 15.154,71
1994 4,1 4,3 19.963,59 15.806,36
1995 -6 2,8 18.833,57 16.248,94
1996 -0,5 0,6 18.739,87 16.346,44
1997 3,5 1,8 19.395,77 16.640,67
1998 -1,6 -1,5 19.090,32 16.394,75
1999 1,4 -1,2 19.357,59 16.200,35
2000 3,2 2,8 19.977,03 16.653,96
2001 1,9 -0,2 20.356,59 16.620,72
2002 -0,1 1,2 20.336,26 16.820,16
2003 0,5 -0,3 20.437,94 16.769,85
2004 2,3 4,2 20.908,01 17.474,19
2005 -3,8 1,7 20.142,59 17.771,25
2006 1,6 2,3 20.464,87 18.179,99
2007 5,9 4 21.672,30 18.907,19
2008 2,7 4 22.257,45 19.663,47
2009 -1,6 -1,2 21.906,94 19.430,31
2010 7,3 6,5 23.506,15 20.693,28
2011 5,7 2,7 24.846,00 21.252,00
Na tabela 9.9, verificam-se as taxas de crescimento do PIB do Rio Grande do Sul e do Brasil no período de 1981 a
2011. A participação do PIB do RS oscilou no período entre 6,41% e 7,41% no PIB nacional.
A economia do RS cresceu, no período de 1980 a 2011, a taxas inferiores à taxa de crescimento da economia
nacional: Enquanto o RS cresceu 95,38% no período, o Brasil cresceu 113,62%. No período de 2005 a 2011,
observa-se no ano de 2005, uma taxa de crescimento negativa de 2,8% no RS, sendo a taxa do Brasil de 3,2%
positiva. Em 2006, o crescimento do RS foi positivo, taxa de 2,7% e abaixo do crescimento de 3,8% da economia
nacional. Em 2007, a economia do RS cresceu 7%, valor acima da taxa de 5,4% da economia nacional. Em 2008,
a taxa de crescimento da economia do RS ficou em 3,8% e a taxa brasileira em 5,1%. Em 2009, a taxa de
crescimento do RS foi de 0,8% negativa, ficando abaixo do Brasil que obteve uma taxa de 0,2% negativa. Em
2010, o RS cresceu 7,8% e o Brasil 6,5%. Em 2011, o RS cresceu 5,7% e o Brasil cresceu 2,7%.
Tabela 9.9
2
- Variações do PIB do RS e do Brasil, no Período de 1980 a 2011
Fontes: Fundação de Economia e Estatística - FEE e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Elaboração: BERS com base nos valores do PIB de 2011
2
Os valores do PIB calculados para os anos anteriores a 2011 baseiam-se no valor da moeda, quando utilizado pela FEE e pelo IBGE para o cálculo do PIB de 2011, e
sobre tais valores calculando-se as correspondentes taxas de crescimento anuais.
9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS
Nos mapas 9.1, 9.2, 9.3 e 9.4, constam, respectivamente, o consumo de óleo diesel, gasolina C (automotiva),
3
GLP e energia elétrica por município do RS em 2010 . Nos mapas 9.5 e 9.6 é apresentado, respectivamente, o
consumo total dos principais energéticos de forma municipalizada e por Conselhos Regionais de
Desenvolvimento Econômico-Social - COREDES.
3
Como as proporções relativas de 2011 se mantiveram as mesmas de 2010, os mapas foram repetidos.
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Ano
RS
%
Brasil
%
PIB RS
bilhões R$ (base 11)
PIB Brasil
bilhões R$ (base 11)
PIB RS / PIB Brasil
%
1980 132,61 1.888,41 7,02
1981 -1,8 -4,3 130,27 1.810,55 7,20
1982 -0,1 0,8 130,40 1.825,04 7,15
1983 -0,8 -2,9 129,36 1.773,60 7,29
1984 4,9 5,4 135,70 1.869,38 7,26
1985 4,7 7,8 142,08 2.015,19 7,05
1986 4,7 7,5 148,76 2.166,33 6,87
1987 4,1 3,5 154,86 2.242,15 6,91
1988 -1,2 -0,1 153,02 2.239,91 6,83
1989 3,4 3,2 158,23 2.311,59 6,84
1990 -6,6 -4,3 148,43 2.216,29 6,70
1991 -2,2 1,0 145,23 2.238,45 6,49
1992 8,3 -0,5 157,29 2.227,31 7,06
1993 10,8 4,9 174,28 2.336,45 7,46
1994 5,2 5,9 183,34 2.474,30 7,41
1995 -5,0 4,2 174,61 2.578,22 6,77
1996 0,5 2,2 175,48 2.634,95 6,66
1997 6,1 3,4 186,18 2.724,53 6,83
1998 -0,5 0,0 185,26 2.724,53 6,80
1999 3,0 0,3 190,82 2.732,71 6,98
2000 4,4 4,3 199,21 2.850,21 6,99
2001 3,1 1,3 205,39 2.887,27 7,11
2002 1,1 2,7 207,65 2.965,22 7,00
2003 1,7 1,1 211,18 2.997,84 7,04
2004 3,4 5,7 218,36 3.168,72 6,89
2005 -2,8 3,2 212,41 3.270,12 6,50
2006 2,7 3,8 218,14 3.394,38 6,43
2007 7,0 5,4 233,41 3.577,68 6,52
2008 3,8 5,1 242,28 3.760,14 6,44
2009 -0,8 -0,2 240,36 3.752,63 6,41
2010 7,8 7,5 259,11 4.034,08 6,42
2011 5,7 2,7 273,879 4.143,00 6,61
Mapa 9.1 - Consumo de Óleo Diesel por Município do RS em 2011
Mapa 9.2 - Consumo de Gasolina C (automotiva) por Município do RS em 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
127
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9
Fonte: ANP - 2011; Balanço Energético RS
Elaboração: SEPLAG/DEPLAN - 08/2010 e
atualizado pelo BERS 2012
Fonte: ANP - 2011; Balanço Energético RS
Elaboração: SEPLAG/DEPLAN - 08/2010 e
atualizado pelo BERS 2012
Mapa 9.3 - - Consumo de GLP por Município do RS em 2011
Mapa 9.4 - Consumo de Energia Elétrica por Município do RS em 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
128
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Erechim
Vacaria
Pelotas
Alegrete
Santiago
Jaguarão
Cruz Alta
São Borja
Uruguaiana
Santa Rosa
Rio Grande
Três Passos
São Gabriel
Santa Maria
Passo Fundo
Santo Ângelo
Porto Alegre
Caxias do Sul
Santa Cruz do Sul
Santana do Livramento
0 150 75
km
Consumo de Energia Elétrica
por município em 2011
(MWh)
0 - 10.000
10.001 - 300.000
300.001 - 500.000
500.001 - 3.279.152
Paraguai
Argentina
Uruguai
Santa Catarina
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Chuí
Bagé
Erechim
Vacaria
Pelotas
Alegrete
Santiago
Jaguarão
Cruz Alta
São Borja
Uruguaiana
Santa Rosa
Rio Grande
Três Passos
São Gabriel
Santa Maria
Passo Fundo
Santo Ângelo
Porto Alegre
Caxias do Sul
Santa Cruz do Sul
Santana do Livramento
0 150 75
km
Consumo de GLP por município em 2011
(kg)
0 - 3.000.000
3.000.001 - 10.000.000
10.000.001 - 30.000.000
30.000.001 - 68.447.134
Fonte: ANP - 2011; Balanço Energético RS
Elaboração: SEPLAG/DEPLAN - 08/2010 e
atualizado pelo BERS 2012
Fonte: ANP - 2011; Balanço Energético RS
Elaboração: SEPLAG/DEPLAN - 08/2010 e
atualizado pelo BERS 2012
Mapa 9.5 - Consumo Total dos principais energéticos por Município do RS em 2011
Mapa 9.6 - Consumo Total dos principais energéticos por COREDES do RS em 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
129
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Argentina
Uruguai
Santa Catarina
O
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Sul
Fronteira Oeste
Central
Campanha
Missões
Serra
Litoral
Norte
Centro-Sul
Vale do Rio Pardo
Vale do Jaguari
Produção
Alto Jacuí
Nordeste
Celeiro
Jacuí Centro
Botucaraí
Hortênsias
Campos de Cima da Serra
Rio da Várzea
Fronteira Noroeste
Médio Alto Uruguai
M. Delta do Jacuí
Vale do Taquari
Noroeste Colonial
Vale do Caí
Paranhana
V. Rio dos Sinos
0 150 75
km
* Energia elétrica, diesel, gasolina C e GLP
Consumo Total de Energia*
por COREDE em 2011
tep
37.957 - 100.000
100.001 - 200.000
200.001 - 400.000
400.001 - 794.257
Paraguai
Argentina
Uruguai
Santa Catarina
O
c
e
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n
o
A
tlâ
n
tic
o
Chuí
Bagé
Erechim
Vacaria
Pelotas
Alegrete
Santiago
Jaguarão
Cruz Alta
São Borja
Uruguaiana
Santa Rosa
Rio Grande
Três Passos
São Gabriel
Santa Maria
Passo Fundo
Santo Ângelo
Porto Alegre
Caxias do Sul
Santa Cruz do Sul
Santana do Livramento
0 150 75
km
* Energia elétrica, diesel, gasolina c e GLP
Consumo Total de Energia
por município em 2011*
tep
0 - 20.000
20.001 - 100.000
100.001 - 200.000
200.001 - 508.293
Fonte: ANP - 2011; Balanço Energético RS
Elaboração: SEPLAG/DEPLAN - 08/2010 e
atualizado pelo BERS 2012
Fonte: ANP - 2011; Balanço Energético RS
Elaboração: SEPLAG/DEPLAN - 08/2010 e
atualizado pelo BERS 2012
C
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9
130
9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia
O desempenho de uma sociedade não está apenas atrelado ao PIB, à renda per capita e a indicadores que
relacionem a criação de riqueza com os requisitos de energia (OIE per capita e Consumo Final per capita).
Indicadores da situação da saúde (como mortalidade infantil e longevidade), da situação de segurança pública
(como índice de homicídio e de roubo) e da situação da escolaridade (analfabetismo, qualidade do ensino, taxa
de cobertura, de reprovação e de evasão escolar) também estão relacionados, de forma indireta, com a oferta e
demanda de energia na sociedade. Alguns desses indicadores são apresentados a seguir, sendo que a maior
parte deles faz parte da composição do Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas
- IDH.
Em relação ao Coeficiente de Mortalidade Infantil no RS - CMI-RS, verifica-se no gráfico 9.1, que, em 1980, para
cada mil crianças nascidas vivas no Rio Grande do Sul, 39 faleciam antes de completar um ano de idade. Em
2011 este valor atingiu 11,4.




Fontes: Secretaria da Saúde do RS - SINASC 2008 e NIS/SES-RS 2011
O gráfico 9.2 apresenta a expectativa de vida geral e por sexo para as diferentes faixas etárias no RS no período
de 2006 a 2009. Pode ser verificado que ao nascer, a expectativa de vida geral foi de 76,01 anos, sendo que para
pessoas do sexo feminino a média é de 80,01 anos. Se o número de óbitos no trânsito e de homicídios não fosse
elevado, o RS já estaria com expectativa de vida próxima à média dos países desenvolvidos.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
39,0
34,8
33,2
29,1

31,2

26,8

24,3

22,7

22,0

21,3

21,5

19,8

19,3

19,2

19,2

18,7

18,3

15,9

17,2

15,0 15,1
15,7

15,6
15,9
15,1
13,6
13,1
12,7
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0
5
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ano

39,0
34,8
33,2
29,1

31,2

26,8

24,3

22,7

22,0

21,3

21,5

19,8

19,3

19,2

19,2

18,7

18,3

15,9
17,2

15,0

15,1

15,7
15,6

15,9

15,1

13,6

13,1
12,7 12,8
11,5
11,2 11,4
0
5
10
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25
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35
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0
1
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0
1
1
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ano

Gráfico 9.1 - Redução da Mortalidade Infantil no RS
<
>




Fontes: Secretaria da Saúde do RS - SINASC 2012 e NIS/SES-RS 2012
O índice de homicídios por 100 mil habitantes é um indicador importante para verificar o padrão de civilidade de
um país e mesmo de seus estados. Existem duas medidas que apontam para resultados distintos. Uma delas
provém dos registros policiais e a outra da Secretaria Estadual da Saúde. Por exemplo, uma pessoa pode ser
atingida por arma de fogo, ou as chamadas armas brancas (objeto constituído de lâmina com capacidade de
perfurar ou cortar) e dar entrada no hospital com vida. Para os registros policiais não ocorreu o óbito; porém,
esta mesma pessoa poderá vir a falecer no hospital ou mesmo em sua residência por decorrência de
complicações pós-operatórias. Nas estatísticas policiais, geralmente esse óbito não é contabilizado, mas é
registrado na Secretaria Estadual da Saúde por homicídio. No gráfico 9.3, pode ser verificada a razoável situação
4 5
do RS em relação aos estados selecionados do País , sendo situado na 23ª posição . Por outro lado, a situação do
RS não pode ser considerada sequer razoável em relação aos padrões de países desenvolvidos.
Gráfico 9.3 - Índice de Homicídios Dolosos no RS, em Estados Selecionados
e no Brasil, em 2010
<
>




Fonte: Mapa da violência 2012 - www.institutosangari.org.br. Acessado em 16/04/2012.
4
Em 2008, ficaram em melhor posição que o RS, os estados do Acre, Tocantins, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina.
5
Considerando-se por grau de violência, sendo assim, o Estado mais violento no ano foi
Gráfico 9.2 - Expectativa de Vida Geral e por Sexo para Faixas Etárias Selecionadas no RS
<
>


Fonte: Secretaria da Saúde do RS - Núcleo de Informações em Saúde - NIS/DAS/SES/RS - 2010

Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
131
C
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9

72,01

19,90

16,61
13,86

11,60
80,01

24,68

20,84

17,37
14,34
76,01

22,44

18,91

15,82

13,18
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
0 -1
60-65
65- 70
70 -75
75 e +
Expectiva de Vida (anos)
F
a
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x
a

E
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á
r
i
a

(
a
n
o
s
)
Geral Feminino Masculino

26,2

50,1

38,8

34,2

26,2

34,4
19,3

18,1

13,9

12,9

66,8

45,9
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Brasil
ES
PE
DF
RJ
PR
RS
MG
SP
SC
AL
PA
Homicídios Dolosos / 100 mil habitantes

Gráfico 9.4 - Coeficientes de Mortalidade por Homicídios no RS, no Período de 1990 a 2011
<
>











6
Dados oficiais acessados em 14/09/2012 no site www.saude.rs.gov.br.
Fonte: Secretaria da Saúde do RS - Núcleo de Informações em Saúde - NIS/DAS/SES/RS - 2012
Em 2010, a taxa de analfabetismo do RS (pelo critério de idade igual ou maior de 15 anos) foi de 4,53%
(predominando o analfabetismo na população, na faixa etária de 60 anos ou mais). Com uma fatia de 48,81%
em relação ao total de analfabetos, ficou a população na faixa etária de 60 anos ou mais, seguida pela
população na faixa etária dos 50 a 59 anos com 18,15%. O percentual de analfabetos no Rio Grande do Sul é
bom, se comparado com a ainda elevada taxa brasileira, que foi de 9,60% segundo o censo do IBGE de 2010,
mas abaixo do ideal, se comparada com os números dos países desenvolvidos, que apresentam taxas de
analfabetismo inferiores a 1% (e, em muitos casos, nulas).
Tabela 9.10 - Analfabetos por Faixa Etária no RS
Fonte: IBGE - Censo - 2010
Elaboração: BERS 2012 - ano base 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
132
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9
6
Em 2011, de acordo com os relatórios SIM e SINASC da Secretaria da Saúde do RS, o número de homicídios foi
de 1.999, sendo 90,85% referentes ao sexo masculino (o coeficiente masculino é de 34,0 homicídios por 100
mil habitantes). Os acidentes de transporte foram responsáveis por 2.038 óbitos (um coeficiente de 19,1 óbitos
por 100 mil habitantes), também predominando o sexo masculino, com 79,77% dos registros (o coeficiente
masculino de óbitos por 100 mil habitantes, por acidente de transporte, é de 30,2).
O gráfico 9.4 apresenta os coeficientes de mortalidade por homicídios de 1990 a 2011 no RS, levantados pela
Secretária da Saúde do RS.
17,7
18,4

16,8

12,6
14,1

15,1

15,2
16,7

15,3

15,2
16,2

17,9

18,3

17,9
18,2

18,4

17,9

19,4

21,7

20,3
19,2
18,7
0
5
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15
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ano

Faixa etária analfabetos RS População RS analfabetos BR População BR
15 a 19 anos 3.533 372.231 372.231 7.731.304
20 a 29 anos 7.134 809.573 809.573 16.929.190
30 a 39 anos 10.824 698.743 698.743 14.934.886
40 a 49 anos 15.186 646.313 646.313 12.351.752
50 a 59 anos 20.151 544.619 544.619 9.196.830
60 anos ou mais 54.192 581.454 581.454 9.503.155
Total (15 anos ou mais) 111.020 3.652.933 2.287.610 70.647.117
% analfabetos (15 anos ou mais) 4,53 9,60
Coef./mil hab
No tocante à média de tempo de estudo para pessoas acima dos 10 anos de idade, a partir de informações do
IBGE (PNAD 2009) calculou-se ser de 7,5 anos o tempo no Rio Grande do Sul, valor superior à média nacional,
que é de 7,1 anos. No mesmo cálculo, diversos estados da federação apresentaram desempenho melhor que o
do RS: no Distrito Federal, o tempo é de 9,0 anos; no Rio de Janeiro, 8,0; em São Paulo, 7,9; em Santa Catarina,
7,8.
Na tabela 9.11, verifica-se o número médio de anos de estudo das pessoas com 10 anos ou mais no RS, em
estados selecionados e no Brasil. Embora em boa posição em relação ao Brasil, o RS aparece atrás de Santa
Catarina, Distrito Federal, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.
Tabela 9.11 - Número Médio de Anos de Estudo das Pessoas com 10 anos ou mais em 2009
Fonte: IBGE - PNAD 2009
Elaboração: BERS 2012.
Nota: Na elaboração do cálculo, foram computados com 15 anos no caso de escolaridades com 15 anos ou mais. Considerou-se ainda,
sem escolaridade os que não a declararam e os que declararam não ter um ano de escolaridade e os de escolaridade desconhecida.
Para avaliar a qualidade do ensino brasileiro, o Ministério da Educação, por intermédio do INEP, tem aplicado a
mais de uma década, o instrumento Sistema de Avaliação do Ensino Básico - SAEB (no qual fazem parte, por
amostragem, alunos da 4º e 8º série do ensino fundamental e 3ª série do ensino de nível médio). Além do SAEB,
existe o sistema Prova Brasil, que usa metodologia semelhante ao SAEB, o Exame Nacional do Ensino médio -
ENEM e avaliações específicas do ensino de nível superior.
Os resultados da 3ª série do ensino médio constam no gráfico 9.5. O RS não obteve bom desempenho do ENEM
na comparação com o desempenho do Brasil e de estados selecionados, o que não ocorreu no ENEM de 2007 e
no de 2009.
Gráfico 9.5
7
- Desempenho do RS no ENEM e de Estados Selecionados em 2011
<
>



Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Fonte: INEP - Ministério da Educação do Brasil
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
133
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9
7
Elaborado por meio da média ponderada das notas obtidas dos alunos de cada escola.
Estados e País anos
Minas Gerais 7,0
Rio de Janeiro 8,0
São Paulo 7,9
Paraná 7,5
Santa Catarina 7,8
Rio Grande do Sul 7,5
Distrito Federal 9,0
Total Brasil 7,1
514,24
521,47

558,20

541,29

536,19

523,32

536,37

516,75
460
480
500
520
540
560
580
600
RS DF RJ SC MG PR SP Brasil
P
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ç
ã
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273,9

286,4

282,9

295,3

283,2

288,6

294,9

289,7
267,6

274,6

278,6

279,9

271,7

275,9

280,1

282,7
0 50 100

150

200

250

300

350
Brasil
RJ
SP
SC
PR
MG
RS
DF
Desempenho

Português Matemática

8
No gráfico 9.6, verifica-se o desempenho do RS no SAEB de 2011 nas provas de língua portuguesa e
matemática. Em ambas, havia ficado na primeira posição em 2009, porém em 2011 manteve a primeira
posição em matemática e passou para a segunda posição em língua portuguesa.
Gráfico 9.6 - Notas no SAEB do RS, de Estados Selecionados e do Brasil para o
ensino de nível médio em 2011
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Fonte: INEP - Ministério da Educação do Brasil - acessado em 15/08/2012
Nota: Médias de matemática e português englobam a rede pública e a rede privada.
O Brasil não tem obtido bons resultados em testes internacionais, como o PISA (teste internacional da OCDE
para adolescentes de 15 anos, versando sobre matemática, conhecimento da língua pátria e ciências). É válido
assinalar que o RS, mesmo se destacando no cenário nacional das avaliações do MEC no tocante às provas de
matemática e português, pode melhorar sua qualidade de ensino para nivelar com os padrões de países
desenvolvidos.
No tocante ao Ensino Superior, o Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC) é um indicador de qualidade de
instituições de educação superior, que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de
pós-graduação (mestrado e doutorado). No que se refere à graduação, é utilizado o CPC (conceito preliminar de
curso) e, no que se refere à pós-graduação, é utilizada a Nota Capes. O resultado final está em valores contínuos
(que vão de 0 a 5,0) e em faixas (de 1 a 5).
O CPC tem como base o Conceito Enade, o Conceito IDD e as variáveis de insumo. O dado variáveis de insumo -
que considera corpo docente, infraestrutura e programa pedagógico - é formado com informações do Censo da
Educação Superior e de respostas ao questionário socioeconômico do Enade. Foi calculado o CPC de cursos de
graduação que fizeram o Enade em 2009, 2010 e 2011.
A Avaliação dos Programas de Pós-graduação realizada pela Capes compreende a realização do
acompanhamento anual e da avaliação trienal do desempenho de todos os programas e cursos que integram o
Sistema Nacional de Pós-graduação, SNPG.
Na tabela 9.12 estão listadas as 10 universidades brasileiras melhor pontuadas, bem como todas as
universidades localizadas no RS que estão na faixa 4 e 5. Na tabela 9.13, são apresentadas as 20 universidades
melhor avaliadas do mundo em 2011/2012, e a posição das universidades brasileiras que lograram pontuação
no ranking.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Nas tabelas do INEP, chamado de Prova Brasil / SAEB 2011
Tabela 9.12 - Índice Geral de Cursos (IGC 2011) com IGC nas faixas 4 e 5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Tabela 9.13 - As vinte universidades melhor pontuadas do mundo em 2011/2012*
Fonte: The Times Higher Education World Universities Ranking 2011-2012 -
* Inclui posição das únicas duas universidades brasileiras no ranking das 400 melhores
** n.d. - pontuação global não disponível
Contínuo Faixa
Federal do Rio Grande do Sul UFRGS RS Federal 1 4,28 5
Fundação Universidade Federal do ABC UFABC SP Federal 2 4,26 5
Universidade Federal de Lavras UFLA RS Federal 3 4,30 5
Universidade Estadual de Campinas UNICAMP SP Estadual 4 4,22 5
Federal de Minas Gerais UFMG MG Federal 5 4,14 5
Federal de Viçosa UFV MG Federal 6 4,08 5
Federal de do Triângulo Mineiro UFTM MG Federal 7 4,05 5
Federal de São Carlos UFSCAR SP Federal 8 4,02 5
Federal de Santa Catarina UFSC SC Federal 9 3,98 5
Federal de São Paulo UNIFESP SP Federal 10 3,95 5
Fundação U. F. de Ciências da Saúde de POA UFCSPA RS Federal 11 3,92 4
Federal de Santa Maria UFSM RS Federal 18 3,72 4
Pontifícia Universidade Católica PUCRS RS Privada 20 3,68 4
Federal Educação Ciência Tecnologia Sul-Riograndense IFSul RS Federal 28 3,57 4
Federal de Pelotas UFPEL RS Federal 30 3,56 4
Universidade Estadual do Rio Grande do Sul UERGS RS Estadual 33 3,54 4
Do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS RS Federal 39 3,46 4
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS IFRS RS Federal 47 3,37 4
Fundação Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA RS Federal 53 3,30 4
Federal de Rio Grande FURG RS Federal 55 3,17 4
Universidade de Santa Cruz do Sul UNISC RS Privada 64 3,08 4
Universidade FEEVALE FEEVALE RS Privada 72 3,00 4
Universidade Católica de Pelotas UCPEL RS Privada 74 2,99 4
UNIVERSIDADES
IES Sigla
UF
(Sede)
Tipo*
IGC
Posição
Classificação Universidade País Pontuação
1º California Institute of Technology Estados Unidos 94,8
2º Harvard University Estados Unidos 93,9
3º Stanford University Estados Unidos 93,9
4º University of Oxford Reino Unido 93,6
5º Princeton University Estados Unidos 92,9
6º University of Cambridge Estados Unidos 92,4
7º Massachusetts Institute of Technology Estados Unidos 92,3
8º Imperial College London Reino Unido 90,7
9º University of Chicago Estados Unidos 90,2
10º University of California Berkeley Estados Unidos 89,8
11º Yale University Estados Unidos 89,1
12º Columbia University Estados Unidos 87,5
13º University of California Los Angeles Estados Unidos 87,3
14º Johns Hopkins University Estados Unidos 85,8
15º ETH Zürich - Swiss Federal Institute of Technology Zürich Suiça 85,0
16º University of Pennsylvania Estados Unidos 84,9
17º University College London Reino Unido 83,2
18º University of Michigan Estados Unidos 82,8
19º University of Toronto Canadá 81,6
20º Cornell University Estados Unidos 80,5
178º Universidade de São Paulo Brasil 44,1
295º Universidade de Campinas Brasil n.d.**
Fonte: INEP - Ministério da Educação do Brasil (dados acessados em 27/12/2012)
Centro de Porto Alegre
Foto: Arquivo Grupo CEEE
Recursos e Reservas Energéticas
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Usina CEEE-GT
Foto: Fernando C. Vieira
Os recursos e reservas energéticas do Rio Grande do Sul apresentados neste capítulo referem-se às fontes
energéticas não-renováveis - carvão mineral, turfa e xisto betuminoso - e às fontes energéticas renováveis -
potencial hidroelétrico, eólico, fotovoltaico e de biomassas.
10.1. - Carvão Mineral
1
O carvão mineral é resultado da ocorrência de soterramento e posterior incarbonização da flora de grandes
florestas que existiram em diversas porções do globo terrestre, durante os períodos Carbonífero e Permiano da
era Paleozóica. No carvão mineral, o elemento carbono (C) se concentra de modo abundante.
As reservas de carvão mineral no Rio Grande do Sul, em estados selecionados e no Brasil constam na tabela 10.1
a seguir. Os dados foram levantados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de Minas e
Energia - DNPM/MME.
Recursos e Reservas Energéticas


Tabela 10.1 - Reservas Minerais de Carvão em 2009
Nota: Definições de reservas encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009
1
A maior parte das propriedades do carvão é em função do seu grau de incarbonização. Existe uma graduação contínua entre o grau menor (turfa) e o mais elevado
(antracite), sendo a hulha um carvão mineral com 70 a 90% de carbono total. A nomenclatura e os parâmetros utilizados para expressar as diferenças no grau de
incarbonização variam internacionalmente. Texto adaptado do Dicionário de Terminologia Energética - World Energy Council - 2004.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
(t) % (t) % (t) % (t) %
Maranhão 1.092.442 0,02% 1.728.582 0,02% - -
Paraná 3.344.748 0,05% - - 2.744.744 0,11%
Rio Grande do Sul 5.157.679.232 78,73% 10.005.802.742 94,33% 6.305.524.409 96,59% 1.571.151.763 63,17%
Santa Catarina 1.387.655.114 21,18% 598.349.580 5,64% 221.594.980 3,39% 913.435.067 36,72%
São Paulo 1.077.871 0,02% 876.268 0,01% 1.262.500 0,02% -
Total Brasil 6.550.849.407 10.606.757.172 6.528.381.889 2.487.331.574
(t) % (t) % (t) % (t) %
Alvorada 8.747.623 0,17% - 584.843 0,01% -
Arroio dos Ratos 13.979.740 0,27% 3.503.000 0,04% - 4.040.740 0,26%
Bagé 629.092.000 12,20% 2.800.157.000 27,99% 1.194.314.000 18,94% -
Barão do Triunfo 24.497.000 0,47% 33.003.000 0,33% 64.646.000 1,03% -
Butiá 252.250.707 4,89% 132.561.000 1,32% 22.859.000 0,36% 32.145.106 2,05%
Caçapava do Sul 1.467.000 0,03% - - -
Cachoeira do Sul 255.213.791 4,95% 411.755.859 4,12% 188.615.294 2,99% 175.622.981 11,18%
Candiota 972.417.050 18,85% 632.246.085 6,32% 159.064.321 2,52% 716.592.154 45,61%
Canoas 44.467.189 0,86% 376.665.924 3,76% 290.280.308 4,60% -
Charqueadas 151.864.000 2,94% 20.489.000 0,20% - 38.338.000 2,44%
Encruzilhada do Sul 2.758.000 0,05% 10.409.000 0,10% 3.301.000 0,05% -
General Câmara 87.158.000 1,69% 200.304.000 2,00% 1.610.000 0,03% -
Gravataí 803.568.264 15,58% 319.112.412 3,19% 335.363.629 5,32% -
Guaíba 97.055.000 1,88% 223.569.000 2,23% - 89.308.000 5,68%
Herval 122.687.000 2,38% 382.341.000 3,82% 324.624.000 5,15% -
Minas do Leão 362.110.694 7,02% 329.423.074 3,29% 4.389.000 0,07% 217.726.782 13,86%
Montenegro 83.535.578 1,62% 404.442.025 4,04% 313.527.087 4,97% -
Novo Hamburgo 5.273.575 0,10% 106.832.025 1,07% 245.903.547 3,90% -
Osório 86.337.040 1,67% 595.190.000 5,95% 1.964.124.000 31,15% -
Pinheiro Machado 91.660.000 1,78% 1.284.040.000 12,83% 108.791.000 1,73% -
Portão 3.167.000 0,06% 27.867.000 0,28% 95.640.000 1,52% -
Rio Pardo 311.073.950 6,03% 439.058.480 4,39% 221.517.550 3,51% -
Sto. Ant. da Patrulha 99.620.416 1,93% 306.721.748 3,07% 210.322.134 3,34% -
São Jerônimo 170.814.000 3,31% 146.091.000 1,46% 10.100.000 0,16% 6.154.000 0,39%
São Sepé 16.664.000 0,32% - - 16.664.000 1,06%
Tramandaí 13.723.000 0,27% 101.488.000 1,01% 296.482.000 4,70% -
Triunfo 319.631.903 6,20% 501.299.373 5,01% 143.601.496 2,28% 274.560.000 17,48%
Viamão 126.845.712 2,46% 217.233.737 2,17% 105.864.200 1,68% -
Total RS 5.157.679.232 10.005.802.742 6.305.524.409 1.571.151.763
Lavrável
Municípios do RS
Medida Indicada Inferida
Lavrável
Estado
Medida Indicada Inferida
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Mapa 10.1 - Localização das Reservas Minerais de Carvão no RS, em 2005
Fontes: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro - 2006 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2009 - ano base 2008
Elaboração: SEPLAG / DEPLAN 07/09

Tabela 10.2 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Carvão Comercializada em 2009
2
Quantidade e valor da produção bruta (ROM ) vendida, consumida ou transferida para industrialização.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009.
10.2 - Turfa
Sedimento fóssil de origem vegetal, poroso ou compacto, combustível, com elevado teor de água (até cerca de
3
90% no estado bruto), facilmente riscável, de cor castanha claro a castanha escuro . Primeiro estágio de
formação do carvão mineral, a turfa está presente no RS na planície costeira, mas não existem pesquisas no
sentido de averiguar quantidades e qualidade. A turfa é mundialmente usada na composição de solos para
4
agricultura, podendo também ser utilizada como recurso energético .
2
Run of Mine - É minério bruto, obtido diretamente da mina, sem sofrer qualquer tipo de beneficiamento.
3
De acordo com definição do Dicionário de Terminologia Energética do World Energy Council - 2004.
4
Texto baseado em documento enviado por Roberto F. Borba - 1° DS/DNPM.
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Valor
Quantidade Valor (R$) Quantidade Valor (R$) Total (R$)
Paraná - - 92.910 22.475.897,00 22.475.897,00
Rio Grande do Sul 845 7.688,00 2.966.355 206.206.301,00 206.213.989,00
Santa Catarina - - 2.759.000 498.490.242,00 498.490.242,00
Carvão Mineral 845 7.688,00 5.818.265 727.172.440,00 727.180.128,00
Estado
Bruta (t) Beneficiada (t)
140



Tabela 10.3 - Reservas Minerais de Turfa em 2009
Nota: Definições de reservas encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009

Tabela 10.4 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Turfa Comercializada em 2009
5
Quantidade e valor da produção bruta (ROM ) vendida, consumida ou transferida para industrialização.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009.
10.3 - Xisto Betuminoso
Xisto betuminoso é o nome informal da rocha folhelho pirobetuminoso, uma rocha sedimentar rica em betume,
abundante no RS. Pode ser encontrada na Formação Irati da Bacia do Paraná, mas ainda não existem pesquisas
que quantifiquem o volume de betume presente nela. Tecnicamente é possível extrair o betume dessa rocha e
aproveitá-lo como óleo, mas até o momento não foi viabilizado um processo industrial econômico para tal
6
procedimento. A Petrobras realizou testes-piloto nesse sentido em São Mateus - Paraná .

Tabela 10.5 - Reservas Minerais de Xisto e Outras Rochas Betuminosas em 2009
Nota: Definições de reservas encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009
5
Run of Mine - É minério bruto, obtido diretamente da mina, sem sofrer qualquer tipo de beneficiamento.
6
Texto baseado em documento enviado por Roberto F. Borba - 1° DS/DNPM.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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(t) % (t) % (t) % (t) %
Alagoas 1.223.500 0,85% 259.369 0,30% - -
Goiás 198.356 0,14% 219.363 0,26% 1.211 0,01% -
Minas Gerais 306.728 0,21% - - -
Paraná 12.785.350 8,88% 1.366.826 1,59% - -
Rio de Janeiro 2.567.932 1,78% - - -
Rio Grande do Sul 55.161.000 38,31% 74.414.000 86,58% 7.807.000 74,04% 5.237.000 13,07%
Santa Catarina 38.974.098 27,07% 2.107.901 2,45% 2.561.896 24,30% 16.504.490 41,19%
São Paulo 32.459.799 22,54% 7.578.323 8,82% 174.116 1,65% 18.781.144 46,87%
Total Brasil 143.985.825 85.945.782 10.544.223 40.072.634
(t) % (t) % (t) % (t) %
Cachoeira do Sul 4.370.000 7,92% 25.098.000 33,73% 5.261.000 67,39% -
Osório 28.229.000 51,18% 25.216.000 33,89% 2.546.000 32,61% 5.237.000 100,00%
Rio Pardo 13.047.000 23,65% 24.100.000 32,39% - -
Viamão 9.515.000 17,25% - - -
Total RS 55.161.000 74.414.000 7.807.000 5.237.000
Lavrável
Municípios do RS
Medida Indicada Inferida
Lavrável
Estado
Medida Indicada Inferida
Valor
Quantidade Valor (R$) Quantidade Valor (R$) Total (R$)
Santa Catarina 6.238 343.289,00 75.486 5.248.166,00 5.591.455,00
São Paulo 21.104 1.463.695,00 11.044 21.826,00 1.485.521,00
Total 27.342 1.806.984,00 86.530 5.269.992,00 7.076.977,00
Estado
Bruta (t) Beneficiada (t)
(t) % (t) % (t) % (t) %
Rio Grande do Sul 232.977.000 343.195.000 160.456.000 -
(t) % (t) % (t) % (t) %
Cachoeira do Sul 27.912.000 11,98% 14.020.000 4,09% 189.000 0,12% -
Encruzilhada do Sul 25.935.000 11,13% 21.667.000 6,31% 4.370.000 2,72% -
Gravataí 6.903.000 2,96% 15.751.000 4,59% 472.000 0,29% -
Osório 12.136.000 5,21% 81.384.000 23,71% 137.567.000 85,74% -
Rio Pardo 29.431.000 12,63% 36.907.000 10,75% 1.327.000 0,83% -
Viamão 130.660.000 56,08% 173.466.000 50,54% 16.531.000 10,30% -
Total RS 232.977.000 343.195.000 160.456.000
Lavrável
Municípios do RS
Medida Indicada Inferida
Lavrável
Estado
Medida Indicada Inferida
141
10.4 - Potencial Hidrelétrico
De acordo com o Balanço Energético Nacional 2007, entende-se por potencial hidrelétrico o potencial possível
de ser técnica e economicamente aproveitado nas condições atuais de tecnologia.
O potencial hidrelétrico é medido em termos de energia firme, que é a geração máxima contínua na hipótese
de repetição futura do período hidrológico crítico.
O potencial hidrelétrico inventariado compreende as usinas em operação ou construção e os aproveitamentos
disponíveis estudados nos níveis de inventário, viabilidade e projeto básico.
Tomando-se por base o inventário como etapa em que se mede com toda precisão o potencial, pode-se avaliar
a precisão dos valores obtidos para o potencial estimado.
De acordo com estudos de avaliação já procedidos, os valores estimados são aproximadamente 35% abaixo do
valor final inventariado. Nesse sentido, conclui-se que o potencial estimado é bastante conservador.

Tabela 10.6 - Potencial Hidrelétrico do RS e de Estados Selecionados - Fevereiro 2012
Nota: Definições dos estágios de desenvolvimento dos potenciais encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Fevereiro de 2012. Acessado em 30/01/2013
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Unidade: MW
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Amazonas 6.226 6.709 12.935 7.046 0 7 0 250 7.303 20.238
Bahia 0 324 324 1.608 3.038 361 0 6.859 11.865 12.190
Goiás 2.564 36 2.600 3.549 368 95 56 5.945 10.014 12.614
Minas Gerais 989 1.839 2.828 7.184 717 609 258 12.075 20.843 23.671
Mato Grosso do Sul 113 903 1.017 801 0 677 48 3.580 5.106 6.123
Mato Grosso 4.512 1.234 5.746 10.888 75 762 1.322 1.830 14.877 20.623
Pará 2.379 3.713 6.092 20.976 930 700 12.330 8.500 43.436 49.528
Paraná 1.213 271 1.484 3.845 1.954 845 33 15.958 22.635 24.119
Rondônia 1.052 4.254 5.307 494 0 57 3.835 3.525 7.912 13.219
Roraima 4.178 84 4.262 1.301 324 0 0 5 1.630 5.892
Rio Grande do Sul 491 1.296 1.787 3.269 146 267 62 4.418 8.162 9.949
Santa Catarina 254 222 477 1.931 281 395 267 3.745 6.619 7.096
São Paulo 441 375 816 879 2.162 240 16 11.043 14.339 15.155
Tocantins 157 0 157 1.944 2.304 0 0 2.314 6.562 6.719
Total Brasil 26.008 22.314 48.322 69.219 16.735 5.161 18.834 86.703 196.652 244.974
142
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Mapa 10.2 - Potencial Hidrelétrico do RS - 2011
143

Tabela 10.7 - Potencial Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai - Fevereiro 2012
Nota: Definições dos estágios de desenvolvimento dos potenciais encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Fevereiro de 2012 - Acessado em 30/01/2013

Tabela 10.8 - Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai
* Potência maior ou igual a 30 MW.
** Considerada a potência instalada total da usina mesmo sabendo-se que somente metade da mesma será brasileira.
Fonte: Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Julho de 2008; ANEEL e mapa SIPOT fevereiro de 2011.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Unidade: MW
Estado
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Bacia do Rio Uruguai 12 404 416 3.928 427 405 240 6.027 11.027 11.442
Total Brasil 26.008 22.314 48.322 69.221 16.735 5.161 18.834 86.703 196.664 244.976
Nome da Usina Estado Rio Estágio Potência MW*
Ludesa SC Chapecó Operação 30,00
Ressaca RS Ijuí Inventário 30,00
Nova União SC Chapecozinho Inventário 32,40
Águas de Chapecó SC Chapecó Inventário 42,00
Pery SC Canoas Inventário 47,00
Porto Ferreira SC Chapecó Inventário 49,30
São José RS Ijuí Construção 51,00
Saudade SC Chapecó Inventário 61,40
Foz do Xaxim SC Chapecó Inventário 63,20
Monjolinho RS Passo Fundo Operação 74,00
Passo São João RS Ijuí Operação 77,00
Santo Antônio SC Chapecó Inventário 84,30
Passo da Cadeia SC/RS Pelotas Inventário 104,00
Quebra Queixo SC Chapecó Operação 121,50
Garibaldi SC Canoas Viabilidade 177,90
São Roque SC Canoas Inventário 214,00
Passo Fundo RS Passo Fundo Operação 220,00
Pai Querê SC/RS Pelotas Viabilidade 292,00
Barra Grande SC/RS Pelotas Operação 698,25
Itapiranga SC/RS Uruguai Viabilidade 724,60
Irai RS/SC Uruguai Inventário 330,00
Foz do Chapecó SC/RS Uruguai Operação 855,00
Campos Novos SC/RS Canoas Operação 880,00
Machadinho SC/RS Pelotas Operação 1.140,00
Itapiranga SC/RS Uruguai Inventário 1.160,00
Itá SC/RS Uruguai Operação 1.450,00
Garabi (Bi-Nacional)** RS/Argentina Uruguai Inventário 1.152,00
Panambi (Bi-Nacional)** RS/Argentina Uruguai Inventário 1.048,00
Total Usinas >= 30 MW 11.208,85
Total Usinas < 30 MW 1.099,22
Total Bacia Rio Uruguai 12.308,07
144

Tabela 10.9 - Inventário Hidroelétrico da Sub-bacia 75 - Rio Ijuí
Fonte: Grupo CEEE
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Nome do
Rio
Nome do
Aproveitamento
Distância
da Foz
km
Potência
Firme
MW méd
Potência
Instalada
MW
Energia
Firme
MWh
Ijuí IJ-1e - Passo São João 71,40 43,90 81,00 345.054 Em construção
Ijuí IJ-2' - São José 130,60 24,00 45,00 188.640 Em construção
Ijuí IJ-3g - Ressaca 213,75 15,80 30,00 124.188 Vetado FEPAM
Ijuí IJ-4a - Linha Onze 334,60 14,10 26,00 110.826 Vetado FEPAM
Ijuí IJ-5 - Linha Três 392,60 12,90 24,00 101.394 Vetado FEPAM
Ijuí IJ-6 - Ajuricaba II 419,10 7,90 14,50 62.094 Vetado FEPAM
Ijuí IJ-7 - Barra 455,90 3,50 6,50 27.510 Vetado FEPAM
Palmeira PL-1 - Palmeiras 15,20 4,10 7,00 32.226 Disponível
Palmeira PL-2a - Condor 21,80 2,40 4,30 18.864 Vetado FEPAM
Fiuza FZ-1b - Fiúza II 14,80 0,60 1,00 4.716 Disponível
Fiuza FZ-2' - Rincão do Fundo 19,80 1,20 2,00 9.432 Disponível
Potiribu PT-1 - Sede II 21,20 3,60 7,00 28.296 Disponível
Potiribu PT-2 - Andorinhas II 37,70 2,90 5,50 22.794 Vetado FEPAM
Ijuizinho IZ-1 - Rincão 33,50 2,80 5,00 22.008 Disponível
Ijuizinho IZ-2 - Ijuizinho II 42,60 7,10 13,00 55.806 Disponível
Ijuizinho IZ-3b' - Rincão de P. Alegre 72,20 4,80 8,00 37.728 Vetado FEPAM
Ijuizinho IZ-4 - Fazenda Grande 142,00 2,80 5,00 22.008 Disponível
Ijuizinho IZ-5a - Igrejinha 163,70 1,40 2,50 11.004 Disponível
Conceição CC-1a - Passo da Cruz 16,20 3,80 6,80 29.868 Vetado FEPAM
Conceição CC-2 - Antas 44,30 1,70 3,00 13.362 Disponível
Conceição CC-3 - São Miguel 54,60 1,10 2,00 8.646 Vetado FEPAM
Conceição CC-4 - Tigre 63,90 1,10 2,00 8.646 Disponível
Conceição CC-5a - Serraria 78,80 1,10 2,30 8.646 Disponível
Caxambu CX-1 - São Valentim 6,50 1,60 3,00 12.576 Vetado FEPAM
Piratinim PR-1c - Bonito 135,11 9,70 18,00 76.242 Vetado FEPAM
Piratinim PR-2 - Jaguassango 203,11 8,50 15,00 66.810 Vetado FEPAM
Piratinim PR-3 - Campestre 246,91 7,40 13,50 58.164 Vetado FEPAM
Piratinim PR-4b - Piratinim 291,31 3,20 5,50 25.152 Vetado FEPAM
Piratinim PR-5 - Ilha do lobo 318,71 1,50 2,50 11.790 Vetado FEPAM
Inhacapetum IN-1 - Inhacapetum 28,40 2,90 5,50 22.794 Vetado FEPAM
Inhacapetum IN-2b - Passo do Tibúrcio 53,30 1,20 2,00 9.432 Vetado FEPAM
Icamaquã IC-1 - Passo Novo 78,80 4,00 7,00 31.440 Vetado FEPAM
Icamaquã IC-2 - Bom Sossego 124,50 3,60 6,50 28.296 Vetado FEPAM
Icamaquã IC-3 - Três Capões 166,30 1,60 4,00 12.576 Vetado FEPAM
Icamaquã IC-4 - Icamaquã 180,50 2,50 4,50 19.650 Vetado FEPAM
Itacurubi IT-1 - Igreja Baixa 12,40 2,00 3,50 15.720 Vetado FEPAM
Itacurubi IT-2 - Estrela do Sul 25,60 1,70 3,00 13.362 Vetado FEPAM
Total Inventariado 216,00 396,90 1.697.760
Total Vetado FEPAM 120,60 221,10 947.916
Aprovado % 55,83% 55,71% 55,83%
Características Energéticas
Situação
Atual do
Aproveitamento
Identificação do Aproveitamento
145

Tabela 10.10 - Inventário Hidroelétrico do Rio Taquari Antas
Fonte: Grupo CEEE
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Nome do
Rio
Nome do
Aproveitamento
Municípios
Potência
Firme
MW méd
Potência
Instalada
MW
Energia
Firme
MWh
Antas Monte Claro Bento Gonçalves e Veranópolis 57,90 130,00 455.094
Antas Castro Alves Nova Roma do Sul e Nova Pádua 53,60 120,00 421.296
Antas Muçum Muçum, Roca Sales e Santa Tereza 49,40 112,00 388.284
Antas 14 de Julho Bento Gonçalves e Cotiporã 42,40 98,00 333.264
Antas São Marcos São Marcos e Antônio Prado 27,40 57,00 215.364
Antas São Manoel Caxias do Sul e Campestre da Serra 23,90 51,00 187.854
Antas Serra dos Cavalinhos Jaquirana e Bom Jesus 21,90 45,00 172.134
Rio Prata Jararaca Antônio Prado e Veranópolis 17,20 41,00 135.192
Rio Turvo Primavera Antônio Prado e Protásio Alves 15,40 36,00 121.044
Antas Espigão Preto Vacaria e São Francisco de Paula 16,40 34,00 128.904
Rio Prata Da Ilha Antônio Prado e Veranópolis 15,50 32,00 121.830
Antas Passo do Meio Bom Jesus e São F. de Paula 14,50 30,00 113.970
Guaporé Monte Cuco Anta Gorda 10,80 19,70 84.888
Guaporé Paraíso Anta Gorda 10,70 19,50 84.102
Ituim Saltinho Vacaria 10,30 19,50 80.958
Antas São José São Marcos e Caxias do Sul 10,30 17,50 80.958
Antas São Bernardo São Marcos 9,50 16,00 74.670
Carreiro Caçador Casca e Nova Bassano 8,50 15,60 66.810
Antas Pezzi Bom Jesus 9,20 15,60 72.312
Carreiro Linha Emília Serafina Corrêa 7,70 14,30 60.522
Guaporé Monte Bérico Guaporé e Anta Gorda 8,70 13,90 68.382
Carreiro Cotiporã Serafina Corrêa 7,50 12,70 58.950
Carreiro Autódromo Guaporé e Anta Gorda 6,50 12,00 51.090
Antas Quebrada Funda Bom Jesus 7,50 12,00 58.950
Carreiro Boa Fé Serafina Corrêa 4,80 9,30 37.728
Lageado Grande Cazuza Ferreira Jaquirana 5,40 9,10 42.444
Carreiro São Paulo Serafina Corrêa 4,70 8,40 36.942
Turvo Chimarrão Antônio Prado 4,50 8,20 35.370
Turvo Santa Carolina Antônio Prado 4,30 7,80 33.798
Ituim Morro Grande Vacaria 4,10 7,40 32.226
Guaporé Pulador Guaporé e Anta Gorda 3,50 6,30 27.510
Lageado Grande Palaquinho Jaquirana 3,30 6,00 25.938
Camisas Grotão Cambará do Sul e Jaquirana 2,90 5,20 22.794
Turvo Jardim Antônio Prado 2,80 5,00 22.008
Prata Pratinha Nova Prata 2,80 5,00 22.008
Antas Matemático Jaquirana e Bom Jesus 1,90 3,00 14.934
São Tomé Pião Jaquirana 2,30 3,00 18.078
Lageado Grande Criúva Jaquirana 2,10 2,90 16.506
Santa Rita Boqueirão Lagoa Vermelha e Vacaria 1,60 2,70 12.576
Santa Rita São Pedro Vacaria 1,50 2,30 11.790
Prata Serrinha Nova Prata e Protásio Alves 1,40 2,30 11.004
Turvo Volta Longa Lagoa Vermelha 1,40 2,20 11.004
Lageado Grande Matreiro Jaquirana 1,40 2,00 11.004
Camisas Chapéu Cambará do Sul 1,30 1,90 10.218
Guaporé Nova Esperança Marau 1,10 1,90 8.646
Antas Piraquete Cambará do Sul e S. J. dos Ausentes 1,30 1,90 10.218
Prata Rio Branco Nova Prata e André da Rocha 1,20 1,90 9.432
Santa Rita Entre Rios Vacaria 1,20 1,80 9.432
Lageado Grande Bururi São Francisco de Paula 1,30 1,70 10.218
Guaporé Arranca Toco Marau 0,90 1,60 7.074
Turvo Passo da Pedra Lagoa Vermelha 0,90 1,50 7.074
Santana Boa Vista Cambará do Sul 1,00 1,40 7.860
Santana Potreiro Cambará do Sul 0,90 1,40 7.074
Santa Rita Vacaria Vacaria 0,90 1,40 7.074
Ituim Cinco Cachoeiras Vacaria 0,60 1,20 4.716
Santa Rita Lageado Bonito Vacaria 0,80 1,20 6.288
Total 532,80 1.093,20 4.187.808
Características Energéticas Identificação do Aproveitamento
146
10.5 - Potencial Eólico


Tabela 10.11 - Potencial Eólico do RS
* Para a hipótese do uso de 20% das áreas disponíveis para instalação dos Parques Eólicos.
** Hipótese formulada sobre as lagoas Patos, Mirim e Mangueira, com áreas extensas e pequenas profundidades.
*** Valores estimados.
Fontes: Atlas Eólico do Rio Grande do Sul e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001-2004
10.6 - Potencial Fotovoltaico
Mapa 10.3 - Mapa Solarimétrico do Brasil
Fonte: Atlas Solarimétrico do Brasil. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2000 (adaptado).
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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unidade: MW
Local de
Implantação
Velocidade
do vento m/s
Potência
Fator de
carga %
Potência*
Fator de
carga %
Potência*
Fator de
carga %
7,0 7,5 12.290 >29 42.320 >27 82.650 >24
7,5 8,0 2.990 >34 10.120 >32 27.600 >28
8,0 9,0 560 >39 1.990 >37 4.950 >37
Total (on shore) > 7,0 15.840 >29 54.430 >29 115.200 >24
7,0 7,5 9.220 >30 4.610 >28 1.610 >24
7,5 8,0 8.040 >35 10 >33 10.810 >29
8,0 9,0 1.260 >39 4.920 >37 7.320 >35
Total (off shore) > 7,0 18.520 >30 9.540 >30 19.740 >24
Total Global > 7,0 34.360 >30 63.970 >30 134.940 >24
Sobre a água**
(off shore)
50 m 75 m 100 m***
Em solo firme
(on shore)
147

Tabela 10.12 - Potencial Fotovoltaico do RS
Notas:Supondo a conversão de 15% da energia irradiada para energia elétrica.
Considerando a utilização de 0,01% da área total do RS (282.062 km2) com coletores solares.
1J = 277,77*10-9 kWh
Fonte: Atlas Solarimétrico do Brasil, Recife: Editora Universidade da UFPE, 2000
Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2005 - 2007

Tabela 10.13 - Potencial de Produção Anual de Energéticos Renováveis
no Rio Grande do Sul (Biomassa)
1
Álcool etílico hidratado e anidro, supondo plantação de 200 mil ha de cana -de- açúcar.
2
Considerando que 1 hectare plantado de cana-de-açúcar gera 14 toneladas de bagaço de cana por ano.
3
Com base em informações do IRGA-RS da safra de arroz do RS 2007-2008, e que 22% da massa de arroz é composta de casca.
4
Considerando em torno de 20% acima da produção projetada de Biodiesel B100 em 2008 no RS.
5
Considerando toda lenha originada da silvicultura usada para produção de energia, com o plantio de 516.814 ha de florestas energéticas, supondo produtividade de 30 m³/ha/ano.
Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2005- 2007
10.8 - Definições
As definições 10.8.a a 10.8.f foram extraídas do Anuário Mineral Brasileiro - 2006 - DNPM/MME.
10.8.a - Recursos
Entende-se por Recursos uma concentração do mineral, que poderá tornar-se viável, parcial ou totalmente.
10.8.b - Reservas
Reservas minerais são aquelas computadas oficialmente e aprovadas pelo DNPM, isto é, as constantes nos
Relatórios de Pesquisa Aprovados e nos Relatórios de Reavaliação de Reservas, subtraídas as produções
ocorridas no ano base e anos anteriores.
Os dados não incluem as reservas minerais lavradas sob os regimes de Licença, Extração e Permissão de Lavra
Garimpeira.
As reservas são classificadas como Medida, Indicada e Inferida, dependendo do grau de conhecimento da
jazida.
10.8.c - Reserva Medida
Volume ou tonelagem de minério computado pelas dimensões reveladas em afloramentos, trincheiras,
galerias, trabalhos subterrâneos e sondagens, sendo o teor determinado pelos resultados de amostragem
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Região
Radiação Solar
Global Diária
MJ/m
2
/dia
Radiação Solar
Global Anual
MJ/m
2
/ano
Radiação Solar
Global Anual
kWh/m
2
/ano
Produção Anual
de Energia Elétrica
kWh/m
2
/ano
Produção Anual
de Energia Elétrica
MWh/km
2
/ano
Região 1 16 5.840 1.621,77 243,27 6.861.586,88
Região 2 14 5.110 1.419,05 212,86 6.003.888,52
Total RS 5.353 1.486,62 222,99 6.289.787,98
Energético Unidade Total anual
Total Anual
mil tep
Álcool etílico
1
m
3
1.000.000 510,00
Bagaço de cana
2
tonelada 2.800.000 596,40
Casca de Arroz
3
tonelada 1.628.000 480,26
Biodiesel B100
4
m
3
200.000 169,60
Lenha
5
m
3
15.504.414 1.874,00
Total de Biomassa 3.630,26
10.7 - Potencial de Biomassas
148
pormenorizada, devendo os pontos de inspeção, amostragem e medida estarem tão proximamente
espacejados e o caráter geológico tão bem definido que as dimensões, a forma e o teor da substância mineral
possam ser perfeitamente estabelecidos. A reserva computada deve ser rigorosamente determinada nos
limites estabelecidos, os quais não devem apresentar variação superior a 20% da quantidade verdadeira.
10.8.d - Reserva Indicada
Volume ou tonelagem de minério computado a partir de medidas e amostras específicas, ou de dados da
produção, e parcialmente por extrapolação, até distância razoável, com base em evidências geológicas. As
reservas computadas são as aprovadas pelo DNPM nos Relatórios de Pesquisa e/ou reavaliação de reservas.
10.8.e - Reserva Inferida
Estimativa do volume ou tonelagem de minério, calculada com base no conhecimento da geologia do depósito
mineral, havendo pouco trabalho de pesquisa. No Anuário do DNPM, foi introduzido o conceito de reserva
lavrável no intuito de dimensionar com maior acuidade as reservas disponíveis, correspondendo à reserva
técnica e economicamente aproveitável, levando-se em consideração a recuperação da lavra.
10.8.f - Reserva Lavrável
É a reserva in situ estabelecida no perímetro da unidade mineira determinado pelos limites da abertura de
exaustão (cava ou flanco para céu aberto e realces ou câmaras para subsolo), excluindo os pilares de
segurança e as zonas de distúrbios geomecânicos. Corresponde à reserva técnica e economicamente
aproveitável levando-se em consideração a recuperação da lavra, a relação estéril / minério e a diluição
(contaminação do minério pelo estéril) decorrentes do método de lavra.
As reservas de areia para construção civil, cascalho e rochas para produção de brita não são apresentadas, pois
as reservas de areia para construção civil se localizam em grande maioria nos rios, onde são repostas, e as
rochas para produção de brita são de origens variadas e abundantes.
As definições a seguir relacionadas foram extraídas do Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro -
SIPOT - Eletrobrás - Julho de 2008.
10.8.g - Remanescente
Resultado de estimativa realizada em escritório, a partir de dados existentes, sem qualquer levantamento
complementar, considerando um trecho do curso d'água, via de regra situado na cabeceira, sem determinar o
local de implantação do aproveitamento.
10.8.h - Individualizado
Resultado de estimativa realizada em escritório para um determinado local, a partir de dados existentes ou
levantamentos expeditos, sem qualquer levantamento detalhado.
10.8.i - Inventário
Resultado de estudo da bacia hidrográfica, realizado para a determinação do seu potencial hidrelétrico, por
meio da escolha da melhor alternativa de divisão de queda, caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos
compatíveis entre si e com projetos desenvolvidos, de forma a obter uma avaliação da energia disponível, dos
impactos ambientais e dos custos de implantação dos empreendimentos.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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10.8.j - Viabilidade
Resultado da concepção global do aproveitamento, considerando sua otimização técnico-econômica,
compreendendo o dimensionamento das estruturas principais e das obras de infraestrutura local, a definição da
respectiva área de influência, do uso múltiplo da água e dos efeitos sobre o meio ambiente.
10.8.l - Projeto Básico
Aproveitamento detalhado, com orçamento definido, em profundidade, que permita a elaboração dos
documentos de licitação das obras civis e do fornecimento dos equipamentos eletromecânicos.
10.8.m - Construção
Aproveitamento que teve suas obras iniciadas, sem nenhuma unidade geradora em operação.
10.8.n - Operação
Aproveitamento que dispõe de pelo menos uma unidade geradora em operação. Os aproveitamentos só são
considerados nos estágios "inventário", "viabilidade" ou "projeto básico" se os respectivos estudos tiverem sido
aprovados pela ANEEL.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Anexos
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
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Porto Alegre Noturna
Foto: Fernando C. Vieira
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Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a 2011

APE - Autoprodutor
PIE - Produtor Independente
SP - Serviço Público
Inclui metade da Usina de Itaipu
As usinas PIE e SP da ANEEL, com parcelas de APE, estão classificadas em SP e/ou PIE
As usinas PIE da ANEEL, tradicionalmente APE, estão classificadas em APE
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012

MW

TOTAIS
APE TOTAL
2.420 18.133
2.717 20.968
2.784 22.584
2.775 24.339
2.820 26.972
2.979 30.219
2.907 33.472
3.018 37.269
3.117 39.346
3.169 40.366
3.169 41.096
3.289 44.107
3.289 44.953
3.301 47.561
3.310 49.575
3.289 52.125
3.289 53.050
3.289 54.141
3.289 55.050
3.471 56.223
3.524 57.630
3.587 59.122
3.607 60.802
3.607 60.802
3.822 62.973
3.897 65.210
5.043 73.671
4.700 74.877
5.249 80.315
6.042 85.857
6.582 90.679
6.733 92.865
8.159 96.295
10.274 100.352
11.545 102.949
12.834 106.569
15.728 112.400
17.775 117.135
ANO EÓLICA NUCLEAR
SP e/ou
PIE
APE TOTAL
SP e/ou
PIE
APE TOTAL
SP e/ou
PIE
APE TOTAL
SP e/ou
PIE
SP e/ou
PIE
1974 13.224 500 13.724 2.489 1.920 4.409 0 0 0 0 15.713
1975 15.815 501 16.316 2.436 2.216 4.652 0 0 0 0 18.251
1976 17.343 561 17.904 2.457 2.223 4.680 0 0 0 0 19.800
1977 18.835 561 19.396 2.729 2.214 4.943 0 0 0 0 21.564
1978 21.104 561 21.665 3.048 2.259 5.307 0 0 0 0 24.152
1979 23.667 568 24.235 3.573 2.411 5.984 0 0 0 0 27.240
1980 27.081 568 27.649 3.484 2.339 5.823 0 0 0 0 30.565
1981 30.596 577 31.173 3.655 2.441 6.096 0 0 0 0 34.251
1982 32.542 614 33.156 3.687 2.503 6.190 0 0 0 0 36.229
1983 33.556 622 34.178 3.641 2.547 6.188 0 0 0 0 37.197
1984 34.301 622 34.923 3.626 2.547 6.173 0 0 0 0 37.927
1985 36.453 624 37.077 3.708 2.665 6.373 0 0 0 657 40.818
1986 37.162 624 37.786 3.845 2.665 6.510 0 0 0 657 41.664
1987 39.693 636 40.329 3.910 2.665 6.575 0 0 0 657 44.260
1988 41.583 645 42.228 4.025 2.665 6.690 0 0 0 657 46.265
1989 44.172 624 44.796 4.007 2.665 6.672 0 0 0 657 48.836
1990 44.934 624 45.558 4.170 2.665 6.835 0 0 0 657 49.761
1991 45.992 624 46.616 4.203 2.665 6.868 0 0 0 657 50.852
1992 47.085 624 47.709 4.019 2.665 6.684 0,1 0 0,1 657 51.761
1993 47.967 624 48.591 4.128 2.847 6.975 0,1 0 0,1 657 52.752
1994 49.297 624 49.921 4.151 2.900 7.051 1 0 1 657 54.106
1995 50.680 687 51.367 4.197 2.900 7.097 1 0 1 657 55.535
1996 52.432 687 53.119 4.105 2.920 7.025 1 0 1 657 57.195
1997 53.987 902 54.889 4.506 2.920 7.426 1 0 1 657 57.195
1998 55.857 902 54.889 4.506 2.920 7.426 1 0 1 657 59.151
1999 58.085 912 58.997 5.198 3.309 8.507 19 0 19 657 61.313
2000 60.095 968 61.063 6.548 4.075 10.623 19 0 19 1.966 68.628
2001 61.439 970 62.409 6.751 3.730 10.481 21 0 21 1.966 70.177
2002 63.323 1.150 64.473 9.714 4.099 13.813 22 0 22 2.007 75.066
2003 66.494 1.204 67.698 11.292 4.838 16.130 22 0 22 2.007 79.815
2004 67.658 1.429 69.087 14.405 5.151 19.566 27 2 29 2.007 84.097
2005 69.471 1.588 71.059 14.627 5.143 19.770 27 2 29 2.007 86.132
2006 72.007 1.672 73.679 13.886 6.486 20.372 235 2 237 2.007 88.136
2007 73.620 3.249 76869 14.206 7.023 21.229 245 2 247 2.007 90.078
2008 74.235 3.310 77545 14.766 8.233 22.999 396 2 398 2.007 91.404
2009 74.853 3.757 78610 16.276 9.074 25.350 600 2 602 2.007 93.735
2010 76.631 4.072 80703 17.108 11.654 28.762 926 2 928 2.007 96.671
2011 78.023 4.436 82459 17.906 13.337 31.243 1.424 2 1.426 2.007 99.359
HIDRO TERMO
Anexo A - Capacidade Instalada
A
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS
APE - Autoprodutor
APE-COM - Autoprodutor com comercialização do excedente
PIE - Produtor Independente
SP - Serviço Público
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013
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Rio
Pelotas
Santa Cruz
Santa Maria
das Antas
Jacuí
Uruguai
Uruguai
Jacuí
Jacuí
Pelotas
Passo Fundo
das Antas
Passo Fundo
Jacuí
Ijuí
Ijuí
das Antas
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município
Barra Grande 698.250 PIE 100% para Energética Barra Grande S/A.
Anita Garibaldi SC Esmeralda
RS
Bugres 11.120 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Canela
RS
Canastra 42.500 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Canela
RS
Castro Alves 130.845 PIE 100 % para Companhia Energética Rio das Antas
Nova Pádua RS
Nova Roma do Sul RS
Dona Francisca 125.000
PIE
10% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Agudo RS
SP 90% para Dona Francisca Energética S/A Nova Palma RS
Foz do Chapecó 855.000 PIE 100% para Foz do Chapecó Energia S/A
Águas de Chapecó SC
Alpestre RS
Itá 1.450.000 PIE
60,5% para Itá Energética S/A
39,5% para Tractebel Energia S/A
Itá SC
Aratiba RS
Itaúba 500.400 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Itá RS
Pinhal Grande RS
Leonel de Moura
Brizola (Ex. Jacuí)
180.000 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Salto do Jacuí RS
Machadinho 1.140.000 APE-COM 25,74% para Alcoa Alumínio S/A Maximiliano de Almeida RS
SP 5,27% para Camargo Corrêa Cimentos S/A Piratuba SC
27,52% para Companhia Brasileira de Alumínio
5,53% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
2,73% para Departamento Municipal de Eletricidade
de Poços de Caldas
19,28% para Tractebel Energia S/A
8,29% para Valesul Alumínio S/A
5,62% para Votorantim Cimentos Brasil Ltda.
Monjolinho 74.000 PIE 100% para Monel Monjolinho Energética S/A
Faxinalzinho RS
Nonoai RS
Monte Claro 130.000 PIE 100 % para Companhia Energética Rio das Antas
Bento Gonçalves RS
Veranópolis RS
Passo Fundo 226.000 PIE 100% para Tractebel Energia S/A Entre Rios do Sul RS
Passo Real 158.000 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Salto do Jacuí
RS
Passo São João 77.000 PIE 100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A
Dezessei de Novembro RS
Roque Gonzales RS
São José 51.000 PIE 100% para Ijuí Energia S/A
Rolador RS
Salvador das Missões RS
14 de Julho 100.710 PIE 100 % para Companhia Energética Rio das Antas
Bento Gonçalves RS
Cotiporã RS
Total: 17 usinas 5.949.825
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS
155
A
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A
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário
Aeroporto de Bagé 54 REG 100% para Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária
Aeroporto Internacional de
Pelotas
128 REG 100% para Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária
Aeroporto Internacional Salgado
Filho
2.704 REG 100% para Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária
Alegrete 66.000 PIE 100% para Tractebel Energia S/A
Altero Design 2.032 REG 100% Altero Design - Indústria e Comércio Ltda
Amalfi 365 REG 100% para Amalfi Indústria de Alimentos Ltda
Aracruz Unidade Guaíba
(Riocell)
47.000 APE-COM 100% para Aracruz Celulose S/A
Associação Pró-Ensino Novo
Hamburgo
1.944 REG 100% para Associação Pró-Ensino Novo Hamburgo
Baldo S.A. Comércio Indústria e
Exportação
730 REG 100% para Vaz Oliveira e Cruz Ltda
Best Box 365 REG 100% para Best Box Embalagens Ltda
Bimbo 1.016 REG 100% para Bimbo do Brasil Ltda.
CAAL 3.825 PIE 100% para Cooperativa Agroindustrila Alegrete Ltda
Camera Agroalimentos 480 REG 100% para Camera Agroalimentos
Camil Alimentos - Camaquã 4.000 REG 100% para Camil Alimentos S.A.
Candiota III 350.000 PIE 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
Central Termelétrica de Geração
(Forjasul)
1.800 REG 100% para Forjasul Encruzilhada Indústria de Madeiras Ltda
Centro Adm. Farroupilha 1.041 REG 100% para Intermetro Locações e Serviços POAH Ltda
Centro Adm. Farrapos 347 REG 100% para Intermetro Locações e Serviços POAH Ltda
Charqueadas 72.000 PIE 100% para Tractebel Energia S/A
Cia Minuano 1.016 REG 100% para Cia Minuano de Alimentos
Condomínio Canoas Shopping
Center
1.334 REG 100% para Condomínio Canoas Shopping Center
CooperativaAgrícola Mixta São
Roque
508 REG 100% para Cooperativa Agrícola Mixta São Roque Ltda
Coopersul 1.440 REG
100% para Cooperativa Regional de Eletrificação Rural Fronteira
do Sul Ltda
Copesul 74.400 PIE 100% para Braskem S/A
DHB Componentes Automotivos
(Unidade 1)
1.016 REG 100%para DHB Componentes Automotivos S.A.
DHB Componentes Automotivos
(Unidade 2)
2.032 REG 100%para DHB Componentes Automotivos S.A.
Evviber 508 REG 100% para Indústria de Móveis Evviber Ltda
Fuga Couros 1.296 REG 100% para Fuga Couros S.A.
Fuga Couros Camargo 1.016 REG 100% para Fuga Couros S.A.
GEEA Alegrete 5.000 REG 100% para Geradora de Energia Elétrica Alegrete Ltda
Gedore 2.200 REG 100% Ferramentas Gedore do Brasil S.A.
Granol 912 REG 100% para Granol Indústria, Comércio e Exportação S/A
Importadora e Exportadora de
Cereais
208 REG 100% para Importadora e Exportadora de Cereais S/A.
Indústria de Móveis Finger 365 REG 100% para Indústria de Móveis Finger Ltda
Inject Campo Bom 1.296 REG 100% para Inject Indústria de Injetados Ltda
Inject Indústria de Injetados 496 REG 100% para Inject Indústria de Injetados Ltda
Itaqui 4.200 PIE 100% para Camil Alimentos S/A
Kappesberg 1.440 REG 100% para Moveis Kappesberg Ltda.
Marfrig 1.820 REG 100% para Marfrig Alimentos S.A.
Marfrig Alegrete 3.200 REG 100% para Engenharia e e Geração de Energia Ltda
Marfrig Bagé 3.200 REG 100% para Engenharia e e Geração de Energia Ltda
Marfrig Capão 1.600 REG 100% para Engenharia e e Geração de Energia Ltda
Maxxi Novo Hamburgo 720 REG 100% para WMS Supermercados do Brasil Ltda.
Maxxi Santo Ângelo 450 REG 100% para WMS Supermercados do Brasil Ltda.
Miller 265 REG 100% para Miller Comércio de Alimentos Ltda
Nutepa 24.000 SP 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
Peruzzo 232 REG 100% para Peruzzo Supermercados Ltda.
Piratini 10.000 PIE 100% para Piratini Energia S/A
Polirim 508 REG 100% para Polirim Brasil Indústri de Peças Ltda
Presidente Médici
A e B
446.000 SP 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
REFAP 74.720 APE-COM 100% para Refinaria Alberto Pasqualini
São Borja 12.500 PIE 100% para UTE São Borja Geradora de Energia Elétrica S.A.
São Jerônimo 20.000 SP 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) 160.573 PIE 100% para Petróleo Brasileiro S/A
Shopping Center Iguatemi Porto
Alegre
4.440 REG
100% para Condomínio do Shopping Center Iguatemi Porto
Alegre
Souza Cruz Cachoeirinha 2.952 REG 100% para Souza Cruz S/A
Stepie Ulb 3.300 REG 100% para Stepie Ulb S/A
Texon 648 REG 100% para Indústria Farmacêutica Texon Ltda.
Urbano São Gabriel 2.220 REG 100% para Urbano Agroindustrial Ltda
Uruguaiana 639.900 PIE 100% para AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda
Weatherford 334 REG 100% para Weatherford Indústria e Comércio Ltda
Ximango 134 REG 100% para Ximango Indústria de Erva-Mate Ltda
Total: 62 Usinas 2.070.230
Bagé RS Óleo Diesel Fóssil
Piratini RS Resíduos de Madeira Biomassa
Caxias do Sul RS Óleo Diesel Fóssil
Candiota RS Carvão Mineral Fóssil
Canoas RS Óleo Combustível Fóssil
São Borja RS Casca de Arroz Biomassa
São Jerônimo RS Carvão Mineral Fóssil
Canoas RS Gás Natural Fóssil
Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil
Cachoeirinha RS Gás Natural Fóssil
Canoas RS Gás Natural Fóssil
Viamão RS Óleo Diesel Fóssil
São Gabriel RS Casca de Arroz Biomassa
Uruguaiana RS Gás Natural Fóssil
Caxias do Sul RS Gás Natural Fóssil
Ilópolis RS Óleo Diesel Fóssil
Município Combustível
Classe
Combustível
Bagé RS Óleo Diesel Fóssil
Pelotas RS Óleo Diesel Fóssil
Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil
Alegrete RS Óleo Combustível Fóssil
Sapiranga RS Óleo Diesel Fóssil
Cruzeiro do Sul RS Óleo Diesel Fóssil
Guaíba RS Lixívia (Licor Negro) Biomassa
Novo Hamburgo RS Óleo Diesel Fóssil
Encantado RS Óleo Diesel Fóssil
Campo Bom RS Óleo Diesel Fóssil
Gravataí RS Óleo Diesel Fóssil
Alegrete RS Casaca de Arroz Biomassa
Santa Rosa RS Óleo Diesel Fóssil
Itaqui RS Casca de Arroz Biomassa
Candiota RS Carvão Mineral Fóssil
Encruzilhada do Sul RS Resíduos de Madeira Biomassa
Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil
Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil
Charqueadas RS Carvão Mineral Fóssil
Arroio do Meio RS Óleo Diesel Fóssil
Canoas RS Óleo Diesel Fóssil
Salvador das Missões RS Óleo Diese Fóssil
Capão do Leão RS Óleo Diesel Fóssil
Triunfo RS Gás de Processo Outros
Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil
Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil
Bento Gonçalves RS Óleo Diesel Fóssil
Marau RS Óleo Diesel Fóssil
Camargo RS Óleo Diesel Fóssil
Alegrete RS Casca de Arroz Biomassa
São Leopoldo RS Óleo Diesel Fóssil
Cachoeira do Sul RS Óleo Diesel Fóssil
Bento Gonçalves RS Óleo Diesel Fóssil
Sarandi RS Óleo Diesel Fóssil
Campo Bom RS Óleo Diesel Fóssil
Candelária RS Óleo Diesel Fóssil
Itaqui RS Casca de Arroz Biomassa
Tupandi RS Óleo Diesel Fóssil
São Gabriel RS Óleo Diesel Fóssil
Alegrete RS Óleo Diesel Fóssil
Bagé RS Óleo Diesel Fóssil
Capão do Leão RS Óleo Diesel Fóssil
Novo Hamburgo RS Óleo Diesel Fóssil
Santo Ângelo RS Óleo Diesel Fóssil
Santa Cruz do Sul RS Óleo Diesel Fóssil
Porto Alegre RS Óleo Combustível Fóssil
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013
APE-COM - Autoprodutor com comercialização do excedente
PIE - Produtor Independente
REG Registro
SP - Serviço Público
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas
- PCH no RS
APE AutoprodutorPIE - Produtor IndependenteSP - Serviço Público
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013
156
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X
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A
Antas
São Marcos
Dois Ijuí
Forqueta
Santa Rosa
Santa Rosa
Bernardo José
Carreiro
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município
Albano Machado 3.000 PIE
100% para Cervejaria Petrópolis do Centro Oeste
Ltda
Nonoai RS
Trindade do Sul RS
Autódromo 24.000 PIE 100% para Autódromo Energética Ltda.
Guaporé RS
Nova Bassano RS
Boa Fé 24.000 PIE 100% para Boa Fé Energética S.A.
Nova Bassano RS
Serafina Corrêa RS
Buricá 1.360 APE
100% para Cooperativa de Energia e
Desenvolvimento Rural Entre Rios Ltda
Independência RS
Inhacorá RS
Caçador 22.500 PIE 100% para Caçador Energética S/A
Nova Bassano RS
Serafina Corrêa RS
Capigui 3.760 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Passo Fundo RS
Carlos Gonzatto 9.000 PIE 100% para CN Energia S/A Campo Novo RS
Colorado 1.120 SP 100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A Tapera RS
Cotiporã 19.500 PIE 100% para Cotiporã Energética S/A Cotiporã RS
Cotovelo do Jacuí 3.340 PIE
100% para Coprel - Cooperativa de Energia e
Desenvolvimento Rural Ltda
Victor Graeff RS
Criúva 23.949 PIE 100% para Criúva Energética S/A
Caxias do Sul RS
São Francisco de Paula RS
Da Ilha 26.000 PIE 100% para Da Ilha Energética S/A
Antonio Prado RS
Veranópolis RS
Engenheiro Ernesto
Jorge Dreher
17.870 PIE 100% para Rincão do Ivaí Energia S.A.
Júlio de Castilhos RS
Salto do Jacuí RS
Engenheiro Henrique
Kotzian
13.000 PIE 100% para Capão da Convenção Energia S.A
Júlio de Castilhos RS
Salto do Jacuí RS
Ernestina 4.800 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Ernestina RS
Esmeralda 22.200 PIE 100% para Esmeralda S/A
Barracão RS
Pinhal RS
Ferradura 9.200 PIE 100% para BT Geradora de Energia Elétrica S/A
Erval Seco RS
Redentora RS
Forquilha 1.000 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Maximiliano de Almeida RS
Furnas do Segredo 9.800 PIE 100% para Jaguari Energética S/A Jaguari RS
Galópolis 1.500 PIE 100% para Galópolis Energia S.A. Caxias do Sul RS
Guarita 1.760 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Erval Seco RS
Herval 1.440 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Santa Maria do Herval RS
Ijuizinho 1.000 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Eugênio de Castro RS
Ijuizinho 3.600 APE
100% para Cooperativa de Distribuição e Geração
de Energia das Missões Ltda.
Entre-Ijuís RS
Jararaca 28.000 PIE 100% para Veneto Energética S/A
Nova Roma RS
Veranópolis RS
José Barasuol (Ex.
Linha 3 Leste)
14.335 APE
100% para Cooperativa de Geração de Energia e
Desenvolvimento Social Ltda
Ijuí RS
Linha Emília 19.500 PIE 100% para Linha Emília Energética S/A Dois Lajeados RS
Mata Cobra 2.880 SP 100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A. Carazinho RS
Marco Baldo 16.000 PIE
100% para Sociedade de Propósito Específico
Turvo S.A.
Braga RS
Campo Novo RS
Moinho 13.700 PIE 100% para Moinho S.A. Barracão RS Pinhal RS
Ouro 16.000 PIE 100% para Ouro Energética S/A Barracão RS
Palanquinho 24.165 PIE 100% para Serrana Energética S/A
Caxias do Sul RS
São Francisco de Paula RS
Passo de Ajuricaba 3.400 SP
100% para Departamento Municipal de Energia de
Ijuí
Ijuí RS
Passo do Inferno 1.332 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
São Francisco de Paula RS
Passo do Meio 30.000 PIE
100% para Energética Campos de Cima da Serra
Ltda.
Bom Jesus RS
São Francisco de Paula RS
Pezzi 19.000 PIE 100% para Pezzi Energética S.A.
Bom Jesus RS
Jaquirana RS
Rio São Marcos 2.200 PIE 100% para Hidrelétrica Rio São Marcos Ltda.
Caxias do Sul RS
São Marcos RS
RS-155 5.712 PIE
100% para Cooperativa de Geração de Energia e
desenvolvimento Ltda
Ijuí RS
Salto Forqueta 6.124 PIE
100% para Cooperativa Regional de
Desenvolvimento Teutônia Ltda.
Putinga RS
São José do Herval RS
Santa Rosa 1.400 SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Três de Maio RS
Santo Antônio 4.500 PIE
100% para Cooperativa de Geração de Energia e
Desenvolvimento - Cooperluz Geração
Santa Rosa RS
Três de Maio RS
São Bernardo 15.000 PIE 100% para CJ Energética
Barracão RS
Esmeralda RS
São Paulo 16.000 PIE 100% para São Paulo Energética S.A.
Guaporé RS
Nova Bassano RS
Total: 43 Usinas 487.947
Rio
Lajeado do Lobo
Carreiro
Carreiro
Buricá
Carreiro
Capigui
Turvo
Puitã
Carreiro
Jacuí
Lajeado Grande
Prata
Ivaí
Ivaí
Jacuí
Bernardo José
Guarita
Forquilha
Jaguari
Arroio Pinhal
Guarita
Cadeia
Ijuizinho
Ijuizinho
Prata
Ijuí
Carreiro
da Várzea
Turvo
Bernardo José
Marmeleiro
Lajeado Grande
Ijuí
Santa Cruz
Rio das Antas
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS

157
A
N
E
X
O

A
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/03/2013
Município
Santana do Livramento
RS
Santana do Livramento
RS
Santana do Livramento
RS
Palmares do Sul
RS
Palmares do Sul
RS
Palmares do Sul
RS
Tramandaí
RS
Osório
RS
Osório
RS
Osório
RS
Palmares do Sul
RS
Osório
RS
Osório
RS
Osório
RS
Osório
RS
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário
Cerro Chato I (Ex. Coxilha Negra V) 30.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato I S.A.
Cerro Chato II (Ex. Coxilha Negra VI) 30.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato II S.A.
Cerro Chato III (Ex. Coxilha Negra VII) 30.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato III S.A.
Fazenda Rosário 8.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Fazenda Rosário 2 20.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Fazenda Rosário 3 14.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Parque Elebrás Cidreira I 70.000 PIE 100 % para Elebrás Projetos S.A.
Parque Eólico de Osório 50.000 PIE 100% para Ventos do Sul Energia S/A
Parque Eólico de Osório 2 24.000 PIE 100% para Ventos do Litoral S/A
Parque Eólico de Osório 3 26.000 PIE 100% para Ventos do Litoral S/A
Parque Eólico de Palmares 8.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Parque Eólico dos Índios 50.000 PIE 100% para Ventos do Sul Energia S/A
Parque Eólico Sangradouro 50.000 PIE 100% para Ventos do Sul Energia S/A
Parque Eólico Sangradouro 2 26.000 PIE 100% para Ventos da Lagoa S/A
Parque Eólico Sangradouro 3 24.000 PIE 100% para Ventos da Lagoa S/A
Total: 15 Usinas 460.000
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas
- CGH no RS
APE - AutoprodutorCOM - ComercializadorREG - RegistroSP - Serviço Público
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013 e Grupo CEEE
158
A
N
E
X
O

A
Potiribu
Arroio
Fão
Lajeado
Taipinha
Santa
Cruz
Turvo
Arroio Jordão
Prata
Forquilha
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município
Abaúna 720 REG
100% para Cooperativa de Geração de
Energia e Desenvolvimento
Floriano Peixoto RS
Águas Termais da
Cascata Nazzari
144 REG 100% para Nelcy Nazarri
Erechim RS
Gaurama RS
Andorinhas 512 REG 100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda Ijuí RS
Avante 1.000 REG 100% para Muxfeldt Marin & Cia. Ltda Ibiaçá RS
Barracão 934 REG
100% para Clínica Respiratus Sociedade
Simples
Bento Gonçalves RS
Bertussi 1.000 REG 100% para Arroio Mulala Energética Ltda. Caxias do Sul RS
Boa Vista 700 REG
100% para Cooperativa Regional de
Desenvolvimento Teutônia
Estrela RS
Cafundó 986 REG
100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma
Ltda.
Júlio de Castilhos RS
Nova Palma RS
Camargo 200 REG 100% para Hidroelétrica Camargo S/A Camargo RS
Caraguatá 953 REG
100% para Cooperativa Distribuidora de
Energia Fronteira Noroeste Ltda
Campina das Missões RS
Salvador das Missões RS
Nilo Bonfante (Ex.Cascata
do Buricá)
680 REG
100% para Cooperativa de Geração de
Energia e Desenvolvimento Social Ltda
Chiapeta RS
Cascata das Andorinhas 1.000 REG
100% para Cooperativa de Geração de
Energia e Desenvolvimento
Nonoai RS
Cascata do Pinheirinho 528 PIE
100% para COPREL Cooperativa de Energia
e Desenvolvimento
Ibirubá RS
Catibiro 900 REG
100% para Enor Geração e Comércio de
Energia Ltda.
Nova Prata RS
Caxambu 760 APE 100% para Fockink Participações Ltda Panambi RS
Claudino Fernando Picolli 350 REG
100% para Cooperativa Regional de
Eletrificação Rural Ltda
Giruá RS
Santo Angelo RS
Das Cabras 900 REG
100% para Cabras Geradora de Energia
Elétrica Ltda.
Erval Seco RS
Redentora RS
Dona Maria Piana 990 REG
100% para Cervejaria Petrópolis do Centro
Oeste Ltda
Flores da Cunha RS
Dona Mirian 632 REG
100% para Consultoria Agropecuária Magrin
Ltda.
Capão Bonito do Sul RS
Estancado 700 REG 100% para Piaia Energética Ltda. Rio Grande RS
Fazenda Santa Sofia 144 REG 100% para Nelcy Nazarri
Áurea RS
Getúlio Vargas RS
Frederico João Cerutti 1.000 REG
100% para Hidroelétrica Frederico João
Cerutti S/A
Seberi RS
Giovelli 176 REG 100% para Giovelle & Cia Ltda. Guarani das Missões RS
Guaporé 667 REG 100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda Guaporé RS
Ivaí 700 REG
100% para Companhia Estadual de Geração
e Transmissão de Energia Elétrica
Júlio de Castilhos RS
Linha Granja Velha 1.000 REG
100% para Cooperativa de Geração de
Energia e Desenvolvimento
Erval Seco RS
Taquaruçu do Sul RS
Nova Palma 306 REG
100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma
Ltda
Júlio de Castilhos RS
Nova Palma RS
Picada 48 1.000 REG
100% para Picada 48 Geração e Comércio de
Energia Elétrica Ltda.
Dois Irmãos RS
Pirapó 756 REG 100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda Roque Gonzales RS
Rio Alegre 760 REG 100% para Hidroelétrica Panambi S/A Condor RS
Rio Fortaleza 880 REG
100% para Cooperativa de Distribuição de
Energia CRELUZ-D
Erval Seco RS
Seberi RS
Rio Palmeira 740 SP 100% para Hidroelétrica Panambi S/A. Panambi RS
Saltinho 800 REG 100% para CPFL Sul Central Elétricas Ltda. Muitos Capões RS
Sede (Ijuí) 500 SP
100% para Departamento Municipal de
Energia de Ijuí
Ijuí RS
Soledade 882 APE
100% para Cooperativa de Geração e
Distribuição de Energia Fontoura Xavier Ltda.
Fontoura Xavier RS
Taipinha 900 REG
100% para Cooperativa de Geração e
Distribuição de Energia Fontoura Xavier Ltda.
Fontoura Xavier RS
Toca 1.000 SP
100% para Companhia Estadual de Geração
e Transmissão de Energia Elétrica
São Francisco de Paula RS
Turvo 70 REG
100% para Maria de Lourdes Lando (espólio
de Wolfang Low)
Campo Novo RS
Coronel Bicaco RS
Usina do Maringá 125 REG 100% para Irmãos Zanetti & Cia Ltda.
Santo Antônio do Palma RS
Vila Maria RS
Usina do Parque 160 REG 100% para Terraplenagem Salvador Ltda
Nova Prata RS
Protásio Alves RS
Usina do Posto 780 REG 100% para COPREL Cooperativa de Energia
Ibiaçá RS
Lagoa Vermelha RS
Total: 41 Usinas 27.935
Rio
Abaúna
Campo
Poritibu
Ligeiro
Burati
Arroio Mulala
Arroio Boa
Vista
Soturno
Taquari
Comandai
Buricá
Lajeado do
Tigre
Pinheirinho
Arroio
Chimarrão
Caxambu
Comandai
Guarita
Herval
Lajeado
dos Ivos
Arroio
Estancado
Arroio
Toldo
Fortaleza
Comandai
Guaporé
Ivaí
Fortaleza
Soturno
Arroio
Feitoria
Ijuí
Alegre
Fortaleza
Palmeira
Saltinho
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município
Pai Querê 292.000 PIE
15,4% Alcoa Alumínio S/A
4,5% DME Energética S.A
80,1% Votorantim Cimentos S.A.
Bom Jesus RS
Lages SC
Total: 1 Usina 292.000
Rio
Pelotas

Tabela A.7 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013

Tabela A.8 - - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013

Tabela A.9 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013

Tabela A.10 - Usinas Eólicas em Construção - EOL em Construção no RS

Tabela A.11 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/03/2013
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013
159
A
N
E
X
O

A
Rio Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município
Total: 0 Usina 0
Classe
Combustível
Biomassa
Biomassa
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município Combustível
CAAL 3.825 PIE
100% para Cooperativa Agroindustrial
Alegrete Ltda
Alegrete
RS
Casca de Arroz
São Borja 12.500 PIE 100% para São Borja Bioenergética S/A
São Borja
RS
Casca de Arroz
Total: 2 Usinas 16.325
Rio
Abranjo
Santa Rosa
Forqueta
Dos Índios
Das Antas
Guarita
Turvo
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município
Abranjo I 4.800 PIE 100% para Abranjo Geração de Energia S.A. Encruzilhada do Sul RS
Bela União 2.250 PIE
100% para Cooperativa de Geração de Energia e
Desenvolvimento
Santa Rosa RS Três de Maio RS
Rastro de Auto 7.020 PIE
100% para Certel Rastro de Auto Geração de
Energia S/A
Putinga RS São José do Herval
RS
Rio dos Índios 8.000 PIE 100% para Casa de Pedra Energia S.A. Nonoai RS
Serra dos
Cavalinhos II
29.000 PIE 100% para Serra dos Cavalinhos II Energética S.A.
Monte Alegre dos Campos RS
São Francisco de Paula RS
Tambaú 8.806 PIE 100% para Tambaú Energética S.A.
Erval Seco RS
Redentora RS
Toca do Tigre 12.000 PIE 100% para CJ Hydro - Geração de Energia S.A. Braga RS Campo Novo RS
Total: 7 Usinas 71.876
Município
Palmares do Sul RS
Palmares do Sul RS
Santana do Livramento RS
Santana do Livramento RS
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário
Atlântica I 30.000 PIE 100% para Atlântica I Parque Eólico S/A
Atlântica V 30.000 PIE 100% para Atlântica V Parque Eólico S/A
Cerro Chato IV 10.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato IV S.A
Cerro Chato V 12.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato V S.A
Total: 4 Usinas 82.000
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela A.12 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS


Tabela A.13 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS
PIE - Produtor Independente
REG Registro
APE Autoprodução de Energia
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013
160
A
N
E
X
O

A
Rio
Turvo
Várzea
Várzea
Guaporé
Arrorio dos
Cachorros
Ituim
Turvo
Antas
Turvo
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município
Jardim 9.000 PIE 100% para Hidrelétrica Jardim Ltda. André da Rocha RS
Linha Aparecida 25.407 PIE 100% para Coogerva Linha Aparecida Energia S.A
Liberato Salzano RS Novo
Tiradentes RS
Linha Jacinto 17.801 PIE 100% para Coogerva Linha Jacinto Energia S.A.
Liberato Salzano RS
Rodeio Bonito RS
Monte Cuco 30.000 PIE
100% para PCH Performance Centrais Hidrelétricas
Ltda
Anta Gorda RS
Guaporé RS
Morrinhos 2.250 PIE
100% para Certaja Morrinhos Geração e Comércio
de Energia Elétrica Ltda
Barão do Triunfo RS
São Jerônimo RS
Morro Grande 9.800 PIE 100% para Hidrelétrica Morro Grande Ltda. Muitos Capões RS
Primavera do Rio
Turvo
30.000 PIE 100% para Hidrotérmica S/A
Ipê RS
Protásio Alves RS
Quebrada Funda 16.000 PIE 100% para Hidrotérmica S/A
Bom Jesus RS
Jaquirana RS
Santa Carolina 10.500 PIE 100% para Carolina Geração Jardim Ltda
André da Rocha RS
Muitos Capões RS
Total: 9 Usinas 150.758
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município Combustível
Biotérmica Recreio 6.228 PIE 100% para Bio Térmica Energia Ltda.
Minas do Leão
RS
Biogás
CMPC 57.960 APE
100% para CMPC Celulose Riograndense
Ltda
Guaíba
RS
Licor Negro
(Lixívia)
CTSUL 650.000 PIE 100% para Central Termoelétrica Sul S/A
Cachoeira do
Sul RS
Carvão Mineral
Jacuí 350.200 PIE 100% para Elétrica Jacuí S/A
Charqueadas
RS
Carvão
Mineral
S.A.V. - Unisinos 4.600 REG 100% para Associação Antônio Vieira
São Leopoldo
RS
Gás
Natural
Total: 5 Usinas 1.068.988
Classe
Combustível
Biomassa
Biomassa
Fóssil
Fóssil
Fóssil
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela A.14 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS
PIE - Produtor Independente; REG - Registro
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013
161
A
N
E
X
O

A
Município
Palmares do Sul RS
Palmares do Sul RS
Santana do Livramento RS
Santana do Livramento RS
Chuí RS
Chuí RS
Chuí RS
Chuí RS
Rio Grande RS
Rio Grande RS
Rio Grande RS
Santana do Livramento RS
Palmares do Sul RS
Palmares do Sul RS
Palmares do Sul RS
Chuí RS
Chuí RS
Giruá RS
Palmares do Sul RS
Capão da Canoa RS
Osório RS
Osório RS
Osório RS
Rio Grande RS
Viamão RS
Viamão RS
Rio Grande RS
Rio Grande RS
Rio Grande RS
Rio Grande RS
Santa vitória do Palmar RS
Santa vitória do Palmar RS
Santa vitória do Palmar RS
Santa vitória do Palmar RS
Santa vitória do Palmar RS
Santa vitória do Palmar RS
Santa vitória do Palmar RS
Santa vitória do Palmar RS
Santa vitória do Palmar RS
Santa vitória do Palmar RS
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário
Atlântica II 30.000 PIE 100% para Atlântica II Parque Eólico S/A
Atlântica IV 30.000 PIE 100% para Atlântica IV Parque Eólico S/A
Cerro Chato VI 30.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato VI S.A.
Cerro dos Trindade 8.000 PIE 100% para Eólica dos Trindade S.A.
Chuí I 24.000 PIE 100% para Eólica Chuí I S.A.
Chuí II 22.000 PIE 100% para Eólica Chuí II S.A.
Chuí IV 22.000 PIE 100% para Eólica Chuí IV S.A.
Chuí V 30.000 PIE 100% para Eólica Chuí V S.A.
Corredor do Senandes II 21.600 PIE 100% para OEA Eólica Corredor do Senandes 2 Ltda
Corredor do Senandes III 27.000 PIE 100% para OEA Eólica Corredor do Senandes III Ltda
Corredor do Senandes IV 27.000 PIE 100% para OEA Eólica Corredor do Senandes IV Ltda
Ibirapuitã I 30.000 PIE 100% para Eólica Ibirapuitã S.A.
Força 1 22.000 PIE 100% para Ventos do Farol Energia S.A.
Força 2 28.000 PIE 100% para Ventos do Farol Energia S.A.
Força 3 22.000 PIE
100% para Ventos do Quintao Energia S.A.Farol Energia
S.A.
Minuano I 22.000 PIE 100% para Eólica Chuí VI S.A.
Minuano II 24.000 PIE 100% para Eólica Chuí VII S.A.
Parque Eólico
Giruá
11.050 PIE 100% para Ecoprojeto Ltda
Parque Eólico
Pinhal
9.350 PIE 100% para Ecoprojeto Ltda
Parque Eólico
Xangri-lá II
6.000 PIE 100% para Energia Regenerativa Brasil Ltda
Parque Eólico dos Índios 2 28.000 PIE 100% para Ventos dos Índios Energia S.A.
Parque Eólico dos Índios 3 22.000 PIE 100% para Ventos dos Índios Energia S.A.
Parque Eólico Osório 3 26.000 PIE 100% para Ventos do Litoral Energia Eólica S.A.
Piloto de Rio Grande 4.500 REG 100% para Petróleo Brasileiro S/A
Pontal 2 B 11.200 PIE 100% Força dos Ventos Energia Eólica S/A
Pontal 3 B 25.600 PIE 100% para Oleopan S.A. - Óleos Vegetais Planalto
REB Cassino I 24.000 PIE
100% para REB Empreendimentos e Administradora de
Bens S/A
REB Cassino II 21.000 PIE
100% para REB Empreendimentos e Administradora de
Bens S/A
REB Cassino III 24.000 PIE
100% para REB Empreendimentos e Administradora de
Bens S/A
Vento Aragano I 28.800 PIE 100% para OEA Eólica Vento Aragano I Ltda
Verace I 20.000 PIE 100% para Eólica Geribatu I S.A.
Verace II 20.000 PIE 100% para Eólica Geribatu II S.A.
Verace III 20.000 PIE 100% para Eólica Geribatu III S.A.
Verace IV 30.000 PIE 100% para Eólica Geribatu IV S.A.
Verace V 30.000 PIE 100% para Eólica Geribatu V S.A.
Verace VI 18.000 PIE 100% para Eólica Geribatu VI S.A.
Verace VII 30.000 PIE 100% para Eólica Geribatu VII S.A.
Verace VIII 26.000 PIE 100% para Eólica Geribatu VIII S.A.
Verace IX 30.000 PIE 100% para Eólica Geribatu IX S.A.
Verace X 28.000 PIE 100% para Eólica Geribatu X S.A.
Total: 40 Usinas 913.100
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela A.16 - Linhas de Transmissão no RS

Fontes: Grupo CEEE - Dados de 31/12/2011
Eletrosul - Dados de 23/08/11
*Estão contabilizadas as LTs que são propriedade + O&M
Obs: As linhas pertencentes às distribuidoras não estão contempladas na tabela.
162
A
N
E
X
O

A

Tabela A.15 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS
REG - Registro
Fonte: ANEEL - site - Acessado em 11/01/2013
Rio
Braga
Lajeado
Grande
Fortaleza
Lajeado
Grande
Arroio
Pinhal
Jaboticaba
Usina
Potência
(kW)
Destino da
Energia
Proprietário Município
Braga 520 REG
100% para Cooperativa de Geração de
Energia e Desenvolvimento
Cristal do Sul
RS
Caa-Yari 1.000 REG 100% para J.H.M. Geração Elétrica Ltda
Crissiumal RS
Tiradentes do Sul RS
Carlos Bevilácqua 800 REG
100% para Cooperativa de Distribuição de
Energia CRELUZ-D
Seberi
RS
Cascata do Barreiro 280 REG
100% para Cooperativa de Distribuição de
Energia CRELUZ-D
Novo Barreiro RS
Palmeira das Misssões RS
Galópolis 540 REG
100% para Pro Bios Consultoria e
Participações Ltda
Caxias do Sul
RS
Moinho 270 REG
100% para Cooperativa de Distribuição de
Energia CRELUZ-D
Novo Tiradentes
RS
Total: 6 Usinas 3.410

Tensão N° de LTs km LTs N° de LTs
69 kV 14 226,92 -
138kV 15 760,05 1
230kV 80 5.091,03 19
500 kV - - 6
Total 109 6.078,00 26
CEEE-GT*
km LTs
-
12,50
1.150,91
1.121,26
2.284,67
Eletrosul
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
163
A
N
E
X
O

B

Tabela B.1 - Dados Mundiais de Petróleo em 2009 e 2010
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2011
*BP Statistical Review - 2011
Nota: Produtores e Consumidores, ano 2010. Exportadores e Importadores, ano 2009.
(1) Considerado somente países com exportações líquidas positivas.
(2) Considerado somente países com importações líquidas positivas.
Fonte: Key World Energy Statistcs - 2011

Tabela B.3 - Dados Mundiais de Gás Natural em 2010
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2011
*BP Statistical Review - 2011
Consumidores* 10
6
t
Estados Unidos 850
China 429
Japão 202
India 155
Rússia 148
Arábia Saudita 125
Brasil 117
Alemanha 115
Coréia do Sul 106
Canadá 102
Demais Países 1679
Mundo 4.028
Produtores 10
6
t Mundial Exportadores
(1)
10
6
t Importadores
(2)
10
6
t
Rússia 502 12,6% Arábia Saudita 313 Estados Unidos 510
Arábia Saudita 471 11,9% Rússia 247 China 199
Estados Unidos 336 8,5% Irã 124 Japão 179
Irã 227 5,7% Nigéria 114 Índia 159
China 200 5,0% Emirados Árabes 100 Coreia do Sul 115
Canadá 159 4,0% Iraque 94 Alemanha 98
Venezuela 149 3,8% Angola 89 Itália 80
México 144 3,6% Noruega 87 França 72
Nigéria 130 3,3% Venezuela 85 Países Baixos 57
Emirados Árabes 129 3,2% Kuwait 68 Espanha 56
Demais Países 1.526 38,4% Demais Países 574 Demais Países 477
Mundo 3.973 100% Mundo 1.895 Mundo 2.002
Produtores 10
6
t Mundial Exportadores 10
6
t Importadores
Estados Unidos 807 21,4% Rússia 102 Japão
China 355 9,4% Arábia Saudita 50 China
Rússia 232 6,1% Índia 36 Hong Kong (China)
Índia 186 4,9% Venezuela 33 França
Japão 179 4,7% Kwait 28 Espanha
Coreia 116 3,1% Estados Unidos 19 Austrália
Alemanha 108 2,9% Argélia 16 México
Canadá 96 2,5% Belarus 13 Indonésia
Brasil 96 2,5% Coreia do Sul 13 Turquia
Arábia Saudita 94 2,5% Itália 12 Vietnam
Demais Países 1.510 40,0% Demais Países 139 Demais Países
Mundial 3.779 100% Mundial 461 Mundial
10
6
23
20
19
16
15
14
13
13
13
13
196
355

Tabela B.2 - Dados Mundiais de Derivados de Petróleo em 2009
Consumidores* 10
9
m
3
Estados Unidos 683,4
Rússia 414,1
Irã 136,9
China 109,0
Japão 94,5
Reino Unido 93,8
Canadá 93,8
Arábia Saudita 83,9
Alemanha 81,3
Itália 76,1
Demais Países 1.302,0
Mundo 3169,0
Produtores 10
9
m
3
Mundial Exportadores 10
9
m
3
Importadores 10
9
m
3
Rússia 637 19,4% Rússia 169 Japão 99
Estados Unidos 613 18,7% Noruega 101 Alemanha 83
Canadá 160 4,9% Catar 97 Itália 75
Irã 145 4,4% Canadá 72 Estados Unidos 74
Catar 121 3,7% Argélia 55 França 46
Noruega 107 3,3% Indonésia 42 Coreia 43
China 97 3,0% Países Baixos 34 Turquia 37
Países Baixos 89 2,7% Malasia 25 Reino Unido 37
Indonésia 88 2,7% Turcomenistão 24 Ucrânia 37
Arábia Saudita 82 2,5% Nigéria 24 Espanha 36
Demais Países 1.143 34,7% Demais Países 165 Demais Países 253
Mundo 3.282 100% Mundo 808 Mundo 820
t
Anexo B - Dados Mundiais de Energia
B
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela B.5 - Dados Mundiais de Eletricidade em 2009
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2011
* www.iea.org/statistics/eletricitydata - acessado em 04/01/2012

Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2009
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2011
Notas:
*Exclue países sem produção nuclear.
** Percentual na geração interna total.
*** Exclui países que não utilizam energia nuclear.

Tabela B.4 - Dados Mundiais de Carvão Mineral em 2010
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2011
*BP Statistical Review - 2011
EIA - International Energy Statistcs 2011 (www.doe.gov acessado em 04/01/2012)
1 - Inclui Hong Kong
* Inclui carvão recuperado (recovered coal). Dados de carvão mineral em toneladas da EIA -2010. Dados de carvão em óleo equivalente da BP Statistcs Review 2010.
** Incluso no carvão mineral.
164
A
N
E
X
O

B
Consumidores*
10
6
t
Carvão
Mineral
(total)
Milhões ton
óleo
equivalente
China 3.223 1713,5
Estados Unidos 928 524,6
Índia 639 277,6
Japão 203 123,7
Rússia 213 93,8
África do Sul 187 88,7
Alemanha 236 76,5
Coreia do Sul 119 76,0
Polônia 136 54,0
Australia 139 43,4
Demais Países 1.135 483,9
Mundo 7.157 3.555,8
Produtores
10
6
t
Carvão
Metalúr-
gico*
10
6
t
Carvão
Vapor
Exportadores
10
6
Carvão
Metalúr-
gico
Importadores
10
6
t
Carvão
Metalúr-
gico
China
1
3.162 ** Austrália 298 Japão 187
Estados Unidos 932 65 Indonésia 162 China 157
Índia 538 33 Rússia 89 Coréia do Sul 119
Austrália 353 67 Colômbia 68 Índia 88
África do Sul 255 0 África do Sul 68 Taipé Chinesa 63
Rússia 248 76 Estados Unidos 57 Alemanha 45
Indonésia 173 163 Cazaquistão 33 Turquia 27
Cazaquistão 105 6 Canadá 24 Reino Unido 26
Polônia 77 57 Vietnam 21 Itália 22
Colômbia 74 0 Mongolia 17 Malásia 19
Demais Países 269 576 Demais Países 19 Demais Países 196
Mundo 6.186 1043 Mundo 856 Mundo 949
Consumidores¹* TWh
Estados Unidos 4.222
China 3.731
Japão 1.048
Rússia 977
Índia 909
Alemanha 580
Canadá 570
França 516
Brasil 506
Reino Unido 379
Demais Países 6.701
Mundo 20.140
0 TWh Mundial Exportadores TWh Importadores TWh
Estados Unidos 4.165 20,8% Paraguai 45 Itália 45
China 3.696 18,4% Canadá 34 Brasil 40
Japão 1.041 5,2% França 26 Estados Unidos 34
Rússia 990 4,9% Rússia 15 Finlândia 12
Índia 899 4,5% República Checa 14 Índia 10
Canadá 603 3,0% Alemanha 12 Hong Kong (China) 8
Alemanha 586 2,9% China 11 Argentina 6
França 537 2,7% Noruega 9 Croácia 6
Brasil 466 2,3% Espanha 8 Iraque 6
Coréia do Sul 452 2,3% Ucrânia 6 Hungria 6
Demais Países 6.620 33,0% Demais Países 50 Demais Países 68
Mundo 20.055 100% Mundo 230 Mundo 241
% Energia
Nuclear no
Total de
geração do
País **
76,2
48,0
32,7
26,9
23,0
19,9
18,6
16,5
15,0
1,9
12,7
13,5
Produtores TWh Mundial
Capacidade
Instalada
GW
País (10 maiores
produtores mundiais) *
Estados Unidos 830 30,8% Estados Unidos 101 França
França 410 15,2% França 63 Ucrânia
Japão 280 10,4% Japão 49 Coréia do Sul
Rússia 164 6,1% Rússia 22 Japão
Coréia 148 5,5% Alemanha 20 Alemanha
Alemanha 135 5,0% Coréia do Sul 18 Estados Unidos
Canadá 90 3,3% Canadá 13 Reino Unido
Ucrânia 83 3,1% Ucrânia 13 Rússia
China 70 2,6% Reino Unido 11 Canadá
Reino Unido 69 2,6% Suécia 9 China
Demais Países 418 15,4% Demais Países 52 Demais Países ***
Mundial 2.697 100% Mundial 371 Mundial
t
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Gasolina Óleo diesel
Quero-
sene
Combus-
tível de
aviação
Óleo
Combus-
tível
GLP
(US$/kg)
Residen-
cial
Argentina 4,28 3,42 3,78 n/d 2,08 0,36 1,85
Barbados 5,91 5,13 3,43 n/d n/d n/d 29,88
Belize 5,49 5,20 4,15 n/d n/d n/d 22,30
Bolívia 2,60 2,02 1,47 n/d n/d 0,32 8,57
Brasil 6,20 4,57 n/d n/d 2,79 1,77 26,14
Chile 5,75 4,54 4,58 n/d n/d 2,11 21,12
Colombia 5,59 3,99 3,59 n/d 1,73 1,20 18,99
Costa Rica 4,96 4,43 3,95 n/d 2,55 1,52 13,96
Cuba 1,70 1,21 0,32 n/d 0,67 0,24 22,60
Equador 1,68 1,16 0,94 n/d n/d 0,90 9,42
El Salvador 3,40 3,34 n/d n/d n/d 2,00 23,81
Granada 4,69 4,65 2,84 n/d n/d 2,34 31,74
Guatemala 4,33 3,94 4,12 n/d 2,27 1,35 18,05
Guyana 4,16 4,02 3,57 n/d 3,03 1,93 23,73
Haiti 4,79 4,01 3,10 n/d 3,98 1,36 35,00
Honduras 4,63 4,11 n/d n/d n/d n/d 13,63
Jamaica 4,06 4,08 n/d n/d 2,09 1,19 31,71
México 5,93 2,90 n/d n/d 2,41 1,64 9,83
Nicarágua 4,68 4,33 4,43 n/d 2,69 1,18 21,81
Panama 3,85 3,65 n/d n/d n/d 1,74 16,73
Paraguai 5,93 4,51 n/d n/d n/d 1,64 8,18
Peru 4,99 3,81 n/d n/d 2,92 1,36 12,85
Rep. Dominicana 5,55 4,74 n/d n/d 3,52 1,39 40,21
Suriname 4,74 4,71 n/d n/d 0,25 1,21 3,52
Trinidade Y Tobago 2,37 0,89 n/d n/d n/d 0,36 4,67
Uruguai 3,69 5,16 4,73 n/d 2,14 1,33 28,26
Venezuela 0,09 0,04 0,16 n/d 0,07 0,14 2,24
Petróleo
Preços em US$ por Galão
País
Comer-
cial
Indus-
trial
5,20 3,06
31,59 36,08
22,78 16,90
10,70 6,35
22,42 18,73
21,87 15,46
22,47 20,02
16,86 13,25
11,49 10,31
7,83 5,96
18,49 18,49
32,47 27,82
22,08 16,46
35,42 29,11
40,00 40,00
21,07 20,31
27,13 25,01
21,58 11,33
28,79 22,28
17,34 16,18
8,72 5,48
10,02 6,40
61,73 45,02
7,30 7,30
7,46 3,58
18,33 12,70
2,56 1,07
Eletricidade
Preços em Centavos US$ / kWh

Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2008 e 2009
Fonte: Key World Energy Statistcs - 2011

Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis Fósseis e
Biocombustíveis em 2009

Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos nos
Países da América Latina em 2011
Notas: Um barril = 42 galões americanos / 1 barril = 159,98 litros. n/d = dado não disponível Fonte: OLADE - Sistema de Información Econômica Energética -
Energia em Cifras - Versão nº 22, Noviembre, 2012
165
A
N
E
X
O

B
Fonte: Key World Energy Statistcs - 2011
% mundial
46.3
27,8
4,0
3,1
2,4
2,1
1,8
1,6
0,9
0,8
8,9
100
Carvão TWh Petróleo TWh Gás Natural TWh Biocombustíveis mil barris dia
China 2.913 Arábia Saudita 120 Estados Unidos 950 Estados Unidos 883

Estados Unidos 1.893 Japão 92 Rússia 469 Brasil 527

Índia 617 Irã 52 Japão 285 Alemanha 75

Japão 279 Estados Unidos 50 Reino Unido 165 França 59

Alemanha 257 México 46 Itália 147 China 45

África do Sul 232 Iraque 43 Irã 143 Argentina 39

Coreia do Sul 209 Kuwait 38 México 138 Canadá 34

Austrália 203 Paquistão 36 Índia 111 Espanha 30

Russia 164 Indonésia 35 Espanha 107 Tailândia 17

Polonia 135 Egito 30 Tailândia 105 Itália 16
Demais Países 1.217 Demais Países 485 Demais Países 1.681 Demais Países 169
Mundial 8.119 Mundial 1.027 Mundial 4.301 Mundial 1.894
2009
Hidro***
95,7%
83,8%
72,8%
60,3%
48,3%
17,8%
16,7%
11,9%
7,8%
7,1%
13,9%
16,5%
2009 2008
Produtores TWh Mundial
Capacidade
Instalada*
GW País **
China 616 18,5% China 168 Noruega
Brasil 391 11,7% Estados Unidos 100 Brasil
Canadá 364 10,9% Brasil 78 Venezuela
Estados Unidos 298 9,0% Canadá 75 Canadá
Rússia 176 5,3% Japão 47 Suécia
Noruega 127 3,8% Rússia 47 Rússia
Índia 107 3,2% Índia 37 China
Venezuela 90 2,7% Noruega 30 India
Japão 82 2,5% França 25 Japão
Suécia 66 2,0% Itália 21 Estados Unidos
Demais Países 1.012 30,4% Demais Países 324 Demais Países ****
Mundial 3.329 100% Mundial 952 Mundial
Notas:
* Baseada na produção. ** Baseado nos 10 maiores produtores mundiais. *** Percentual na geração interna total. **** Exclui países sem geração hidrelétrica.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados
no Primeiro trimestre de 2011
Fonte: Key World Energy Statistcs - 2011
Nota: Preços de 2011, dólar médio venda de 2011 - Banco Central - R$ 1,68. Preços de 2011, dólar médio de venda Banco Central R$ 1,68.
*Preços de eletricidade estão sem impostos.
**Considerando-se 1000 kg por m³ a densidade do óleo combustível.
***Para Derivados de Petróleo e eletricidade dados do Balanço Energético Nacional de 2011.

Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2011
Notas: Para todos Estados foram usadas os impostos praticados em 2011. As ponderações por número de consumidores,
para os Estados com mais de uma concessionária de energia elétrica, seguiram as proporções de consumidores das mesmas em 2009.
Fontes: Informativo Tarifário de Energia Elétrica - MME/SEE/DSGE - maio de 2012
Elaboração: Balanço Energético do RS 2012 - ano base 2011
166
A
N
E
X
O

B
Gasolina Óleo diesel
Óleo Combus-
tível industrial**
Óleo Combus-
tível residencial
Residencial
França 2,019 1,504 0,664 1,186 0,157
Itália 2,026 1,556 0,702 1,794 0,263
Coreia do Sul 1,673 nd 0,737 1,110 0,083
Brasil*** 1,458 1,138 0,550 nd 0,233
México 0,731 0,660 0,460 nd 0,089
Noruega 2,180 1,595 nd 1,376 0,176
Portugal 2,066 1,671 0,832 1,352 0,215
Espanha 1,766 1,445 0,643 1,135 nd
Suiça 1,819 1,635 0,760 1,026 0,180
Turquia 2,541 2,210 1,055 1,823 0,184
Reino Unido 2,070 1,796 nd 1,031 0,199
Estados Unidos 0,869 0,958 0,609 0,945 0,116
Austria 1,794 1,179 0,716 1,217 0,258
Nova Zelândia 1,535 0,945 0,627 nd 0,182
Polonia 1,692 1,335 0,682 1,191 0,179
Alemanha 2,063 1,604 0,633 1,076 0,325
Derivados do Petróleo
Preços em US$ por litro
País
Industrial
0,106
0,258
nd
0,165
0,104
0,074
0,120
nd
0,102
0,151
0,121
0,068
nd
nd
0,120
nd
Eletricidade
Preços em Centavos US$ / kWh
Tarifa média
Industrial por
mil kWh
226,56
278,76
244,25
255,06
263,54
294,44
289,57
253,98
218,75
393,63
236,16
287,80
248,18
255,19
239,50
244,42
235,18
237,34
247,68
218,47
178,48
237,86
319,24
323,02
302,28
263,64
308,85
256,90
Residencial B1
com impostos
Residencial B1
sem impostos
B1 - Imposto
arrecadado por
mil kWh
Paraná 309,78
Minas Gerais 392,32
Rio Grande do Sul 355,48
São Paulo 320,71
Rio de Janeiro 366,82
Maranhão 443,64
Tocantins 447,66
Ceará 401,99
Alagoas 339,46
Acre 416,96
Piauí 419,86
Rondônia 388,95
Bahia 382,03
Pernambuco 344,27
Amazonas 338,91
Sergipe 351,65
Rio Grande do Norte 344,72
Pará 369,84
Distrito Federal 298,25
Amapá 197,29
Goiás 295,14
Paraíba 364,95
Mato Grosso 412,57
Santa Catarina 330,92
Roraima 310,19
Espírito Santo 343,65
Mato Grosso do Sul 430,62
BRASIL (média) 354,40
Unidade Federativa
Preço da Eletricidade ao Consumidor no Brasil por mil kWh
424,36
560,46
507,82
427,62
524,02
591,52
596,88
550,67
452,61
555,95
524,83
468,61
523,33
459,03
451,88
481,72
459,63
493,12
397,67
237,70
398,83
499,93
589,39
441,23
373,72
458,21
615,17
484,99
114,58
168,14
152,35
106,90
157,21
147,88
149,22
148,68
113,15
138,99
104,97
79,66
141,30
114,76
112,97
130,06
114,91
123,28
99,42
40,41
103,70
134,98
176,82
110,31
63,53
114,55
184,55
130,59
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
A
N
E
X
O

B
167

Tabela B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia
1Cotações do Rio de Janeiro, até 2004. Média do Brasil a partir de 2005.
2 Até 1994, preço de venda da Petrobras a consumidores industriais. A partir de 2005, cotações industriais de vários estados
3 Preços médios nacionais
4 Preço médio do Rio de Janeiro
Nota: Moeda nacional corrente convertida a dólar corrente pela média anual de câmbio. Preços ao consumidor com impostos
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011

Tabela B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia
1 Dólar corrente convertido a dólar constante de 2010 IPC (CPI-U) dos Estados Unidos.
2 Como forma de manter a série histórica, é adotado bep baseado no poder calorífico superior da fonte.
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
US$/Unidade Física
2010 2011 Unidade
1.138 1.204 m³
550 594 t
1.458 1.632 m³
943 1.202 m³
1.670 1.772 t
460 611 10³m³
165 180 MWh
233 258 MWh
55 55 t
65 83 m³
8 nd m³
nd 15 m³
1,76 1,68
Moeda
BR/US$
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Óleo Diesel¹ 355 478 503 712 852 951 1.098 1.025
Óleo Combustível 182 235 260 299 282 448 527 469
Gasolina¹ 592 682 712 951 1.157 1.257 1.362 1.255
Etanol Hidratado¹ 354 443 414 567 684 872 925 828
GLP¹ 637 739 788 943 1.165 1.294 1.387 1.388
Gás Natural² 140 144 176 134 156 403 446 411
Eletricidade Industrial³ 41 46 58 76 95 141 145 142
Eletricidade Residencial³ 91 101 118 120 135 209 210 201
Carvão Vapor ² 23 25 33 41 47 57 60 55
Carvão Vegetal ² 18 17 22 34 44 51 67 59
Lenha (Extrativismo)² 6 7 9 6 7 8 9 9
Lenha (Silvicultura)² nd nd nd nd nd nd nd nd
Dolar/venda (media do ano) 2,93 3,04 2,93 2,43 2,18 1,95 1,84 1,99
US$¹/bep²
2010 2011
82,0 116,5
84,6 116,5
190,6 201,6
81,5 87,9
268,9 300,9
262,6 334,7
213,4 226,5
74,2 98,7
272,3 297,2
385,4 425,7
17,6 17,6
47,6 60,7
10,8 nd
nd 19,5
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Petróleo Importado 24,7 30,6 41,2 49,3 68,6 75,3 109,5 64,4
Petróleo Importado¹ 30,5 37,1 48,6 56,3 76,5 81,0 114,4 67,5
Óleo Diesel 58,1 78,1 82,2 116,5 139,4 155,5 179,6 167,5
Óleo Combustível 27,0 34,8 38,5 52,1 61,5 66,3 78,1 69,4
Gasolina 106,4 122,6 128,0 172,1 209,6 226,0 244,9 225,7
Álcool 99,0 124,0 115,8 158,4 214,9 243,9 258,5 231,4
GLP 81,1 94,1 100,4 120,1 144,4 164,8 176,6 176,8
Gás Natural Combustível 22,7 23,3 28,4 39,4 52,0 65,1 72,2 66,5
Eletricidade Industrial 70,6 80,7 101,7 172,7 212,5 238,6 251,6 246,8
Eletricidade Residencial 158,8 175,0 205,8 293,1 328,3 354,0 365,9 349,6
Carvão Vapor 7,9 8,5 11,4 14,1 16,1 19,5 20,6 17,6
Carvão Vegetal 15,4 14,7 19,5 30,1 38,4 45,2 58,7 51,9
Lenha (Extrativismo) 6,6 7,7 10,0 6,5 8,5 8,9 10,9 10,0
Lenha (Silvicultura) nd nd nd nd nd nd nd nd
4
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
168
A
N
E
X
O

C

Tabela C.1 - Relações entre Unidades

Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica

tep - tonelada equivalente de petróleo
bep - barril equivalente de petróleo
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011

Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa

Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011

Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume

Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011

Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia

Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Relações práticas
1 tep ano = 7,2 bep ano
1 bep ano = 0,14 tep ano
1 tep ano = 0,02 bep dia
1 bep dia = 50 tep ano
Exponenciais Equivalências
(k) kilo = 10³ 1 m³ = 6,28981 barris
(M) mega = 10
6
1 barril = 0,158987 m³
(G) giga = 10
9
1 joule = 0,239 cal
(T) tera = 10
12
1 Btu = 252 cal
(P) peta = 10
15
1 m³ de petróleo = 0,872 t (em 1994)
(E) exa = 10
18
1 tep = 10000 Mcal
Carvão vegetal
(t)
1,48
1,36
0,76
0,95
0,49
1
Unidade física
Óleo
combustível (m3)
Gás natural
seco (mil m³)
Carvão Mineral
5200 (t)
GLP
(m³)
Lenha
(t)
Óleo combustível (m³) 1 1,09 1,94 1,56 3,06
Gás natural seco (1000 m³) 0,92 1 1,78 1,43 2,8
Carvão Mineral 5200 (t) 0,52 0,56 1 0,8 1,58
GLP (m³) 0,64 0,7 1,25 1 1,97
Lenha (t) 0,33 0,36 0,63 0,51 1
Carvão vegetal (t) 0,67 0,73 1,31 1,05 2,06
lb
2,2046
2204,6
2240
2000
1
kg t tl tc
Quilograma (kg) 1 0,001 0,000984 0,001102
Tonelada métrica (t) 1000 1 0,984 1,1023
Tonelada longa (tl) 1016 1,016 1 1,12
Tonelada curta (tc) 907,2 0,9072 0,893 1
Libra (lb) 0,454 0,000454 0,000446 0,0005
pé³
35,3147
0,0353
0,1337
0,1605
5,615
1
m³ l gal (EUA) gal (RU) bbl
metros cúblicos (m³) 1 1000 264,2 220 6,289
litros (l) 0,001 1 0,2642 0,22 0,0063
galões (EUA) 0,0038 3,785 1 0,8327 0,02381
galões (RU) 0,0045 4,546 1,201 1 0,02859
barris (bbl) 0,159 159 42 34,97 1
pés cúbicos (pé³) 0,0283 28,3 7,48 6,229 0,1781
kWh
277,7 x 10
293,07 x 10
1,163 x 10
-6
1
11,63 x 10³
1,65 x 10³
J BTU cal
Joule (J) 1 947,8 x 10
-6
0,23884
British Thermal Unit (BTU) 1,055 x 10³ 1 252
Caloria (cal) 4,1868 3,968 x 10
-3
1
Quilowatt-hora (kWh) 3,6 x 10
6
3412 860 x 10³
Ton. equivalente de petróleo (tep) 41,87 x 10
9
39,68 x 10
6
10 x 10³
Barril equivalente de petróleo (bep) 5,95 x 10
9
5,63 x 10
6
1,42 x 10³
-6
-9
Anexo C - Unidades
C
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos

Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos
tep - tonelada equivalente de petróleo
bep - barril equivalente de petróleo
tec - tonelada equivalente de carvão mineral
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011

Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos
tep - tonelada equivalente de petróleo
bep - barril equivalente de petróleo
tec - tonelada equivalente de carvão mineral
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
tep - tonelada equivalente de petróleo
bep - barril equivalente de petróleo
tec - tonelada equivalente de carvão mineral
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
169
A
N
E
X
O

C
megawatt-
hora
(860
kcal/kWh)
11,55
10,23
5
4,42
5,23
Mil Metros Cúbicos giga-caloria
tep
(10000
kcal/kg)
bep
tec
(7000
kcal/kg)
giga-joule
milhões
BTU
Gás natural úmido 9,93 0,993 6,99 1,419 41,58 39,4
Gás natural seco 8,8 0,88 6,2 1,257 36,84 34,92
Gás de coqueria 4,3 0,43 3,03 0,614 18 17,06
Gás canalizado Rio de Janeiro 3,8 0,38 2,68 0,543 15,91 15,08
Gás canalizado São Paulo 4,5 0,45 3,17 0,643 18,84 17,86
megawatt-
hora
(860
kcal/kWh)
10,35
9,87
11,15
8,95
8,88
7,10
8,90
9,56
9,56
6,21
5,93
7,62
10,15
10,35
11,84
10,36
9,08
10,35
Toneladas
giga
caloria
tep
(10000
kcal/kg)
bep
tec
(7000
kcal/kg)
giga
joule
milhões
BTU
Petróleo 8,90 0,89 6,27 1,27 37,25 35,30
Óleo diesel 8,48 0,85 5,97 1,21 35,52 33,66
Óleo combustível 9,59 0,96 6,75 1,37 40,15 38,05
Gasolina automotiva 7,70 0,77 5,42 1,10 32,22 30,54
Gasolina de aviação 7,63 0,76 5,37 1,09 31,95 30,28
GLP 6,11 0,61 4,30 0,87 25,56 24,22
Nafta 7,65 0,77 5,39 1,09 32,05 30,37
Querosene iluminante 8,22 0,82 5,79 1,17 34,40 32,60
Querosene de aviação 8,22 0,82 5,79 1,17 34,40 32,60
Álcool etílico anidro 5,34 0,53 3,76 0,76 22,35 21,19
Álcool etílico hidratado 5,01 0,51 3,59 0,73 21,34 20,22
Gás de refinaria 6,55 0,66 4,61 0,94 27,43 26,00
Coque de petróleo 8,73 0,87 6,15 1,25 36,53 34,62
Outros energéticos de petróleo 8,90 0,89 6,27 1,27 37,25 35,30
Asfaltos 10,18 1,02 7,17 1,46 42,63 40,40
Lubrificantes 8,91 0,89 6,27 1,27 37,29 35,34
Solventes 7,81 0,78 5,50 1,12 32,69 30,98
Outros não energéticos de petróleo 8,90 0,89 6,27 1,27 37,25 35,30
megawatt-
hora
(860
kcal/kWh)
3,43
3,61
4,07
4,65
4,94
5,18
5,70
6,51
6,63
3,31
7,47
8,61
3,61
0,72
2,15
2,48
3,33
8,02
7,51
9,94
Toneladas
giga
caloria
tep
(10000
kcal/kg)
bep
tec
(7000
kcal/kg)
giga
joule
milhões
BTU
Carvão vapor 3100 kcal/kg 2,95 0,30 2,08 0,42 12,35 11,70
Carvão vapor 3300 kcal/kg 3,10 0,31 2,18 0,44 12,98 12,30
Carvão vapor 3700 kcal/kg 3,50 0,35 2,46 0,50 14,65 13,89
Carvão vapor 4200 kcal/kg 4,00 0,40 2,82 0,57 16,75 15,87
Carvão vapor 4500 kcal/kg 4,25 0,43 2,99 0,61 17,79 16,86
Carvão vapor 4700 kcal/kg 4,45 0,45 3,13 0,64 18,63 17,66
Carvão vapor 5200 kcal/kg 4,90 0,49 3,45 0,70 20,52 19,44
Carvão vapor 5900 kcal/kg 5,60 0,56 3,94 0,80 23,45 22,22
Carvão vapor 6000 kcal/kg 5,70 0,57 4,01 0,81 23,86 22,62
Carvão vapor sem especificação 2,85 0,29 2,01 0,41 11,93 11,31
Carvão metalúrgico nacional 6,42 0,64 4,52 0,92 26,88 25,47
Carvão metalúrgico importado 7,40 0,74 5,21 1,06 30,98 29,36
Lenha 3,10 0,31 2,18 0,44 12,98 12,30
Caldo de cana 0,62 0,06 0,44 0,09 2,61 2,47
Melaço 1,85 0,19 1,30 0,26 7,75 7,34
Bagaço de cana 2,13 0,21 1,50 0,30 8,92 8,45
Lixívia 2,86 0,29 2,01 0,41 11,97 11,35
Coque de carvão mineral 6,90 0,69 4,86 0,99 28,89 27,38
Carvão vegetal 6,46 0,65 4,55 0,92 27,05 25,63
Alcatrão 8,55 0,86 6,02 1,22 35,80 33,93
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011


Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores
(1) À temperatura de 20°C, para derivados de petróleo e de gás natural.
(2) kcal/m³
(3) kcal/kWh
(4) Bagaço com 50% de umidade
(5) Fonte: Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2009 - ANP
Os conteúdos de caldo-de-cana e melaço são determinados em função dos respectivos componentes, sacarose e outros
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
170
A
N
E
X
O

C
Poder
Calorífico
Inferior
kcal/kg
2.850
6.460
6.900
8.390
860
860
4.300
8.400
11.100
8.800
9.930
10.550
10.400
10.600
3.100
3.100
2.860
10.120
1.850
10.630
9.590
10.100
10.200
10.200
10.200
10.400
10.400
10.550
Fontes
Densidade
kg/m³ (1)
Poder
Calorífico
Inferior
kcal/kg
Fontes
Densidade
kg/m³ (1)
Alcatrão 1.000 8.550
Carvão Vapor sem
Especificação
-
Álcool Etílico Anidro 791 6.750 Carvão Vegetal 250
Álcool Etílico Hidratado 809 6.300 Coque de Carvão Mineral -
Asfalto 1.040 9.790 Coque de Petróleo 1.041
Bagaço de Cana (4) - 2.130 Eletricidade (3) -
Biodiesel (B100) 880 9.000 Energia Hidráulica (3) -
Caldo de Cana - 623 Gás de Coqueria (2) -
Carvão Metalúrgico Importado - 7.400 Gás de Refinaria 780
Carvão Metalúrgico Nacional - 6.420 Gás Liquefeito de Petróleo 550
Carvão Vapor 2900 Kcal/kg - 2.793 Gás Natural Seco (2) -
Carvão Vapor 3100 Kcal/kg - 2.950 Gás Natural Úmido (2) -
Carvão Vapor 3300 Kcal/kg - 3.100 Gasolina A (5) 742
Carvão Vapor 3700 Kcal/kg - 3.500 Gasolina Automotiva 740
Carvão Vapor 4000 Kcal/kg - 3.800 Gasolina de Aviação 720
Carvão Vapor 4200 Kcal/kg - 4.000 Lenha Catada 300
Carvão Vapor 4400 Kcal/kg - 4.141 Lenha Comercial 390
Carvão Vapor 4500 Kcal/kg - 4.250 Lixívia -
Carvão Vapor 4700 Kcal/kg - 4.450 Lubrificantes 880
Carvão Vapor 5000 Kcal/kg - 4.712 Melaço -
Carvão Vapor 5200 Kcal/kg - 4.900 Nafta 720
Carvão Vapor 5500 Kcal/kg - 5.200 Óleo Combustível 1.000
Carvão Vapor 5900 Kcal/kg - 5.600 Óleo Diesel 840
Carvão Vapor 6000 Kcal/kg - 5.700 Outros Energéticos de Petróleo 872
Carvão Vapor 6300 Kcal/kg - 6.110
Outros Não-energéticos de
Petróleo
873
Carvão Vapor 6500 Kcal/kg - 6.200 Petróleo 870
Carvão Vapor 6800 Kcal/kg - 6.400 Querosene de Avião 790
FINOS - 2.570 Querosene Iluminante 790
ROM - 2.430 Solventes 740
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
1
C.1 - Poder Calorífico
Define-se como a quantidade de energia interna contida no combustível, sendo que, quanto mais alto for o
poder calorífico, maior será a energia contida.
Um combustível é constituído, sobretudo, de hidrogênio e carbono, tendo o hidrogênio o poder calorífico de
28.700 kcal/kg, enquanto que o carbono é de 8.140 kcal/kg, por isso, quanto mais rico em hidrogênio for o
combustível, maior será o seu poder calorífico.
Há dois tipos de poder calorífico:
poder calorífico superior - PCS
poder calorífico inferior - PCI
C.1.a - Poder Calorífico Superior
É a quantidade de calor produzido por 1 kg de combustível quando este entra em combustão, em excesso
de ar, e os gases da descarga são resfriados, de modo que o vapor d'água neles seja condensado.
C.1.b - Poder Calorífico Inferior
É a quantidade de calor que pode produzir 1 kg de combustível, quando este entra em combustão com
excesso de ar, e gases da descarga são resfriados até o ponto de ebulição da água, evitando assim que a
água contida na combustão seja condensada.
Como a temperatura dos gases de combustão é muito elevada nos motores endotérmicos, a água contida
neles se encontra sempre no estado de vapor, portanto, o que deve ser considerado é o poder calorífico
inferior e não o superior.
Fórmulas para determinar o poder calorífico inferior de alguns combustíveis:
Combustível Cálculo de PCI
Gasolina PCI = (PCS - 780) kcal/kg
Benzol PCI = (PCS - 415) kcal/kg
Álcool etílico PCI = (PCS - 700) kcal/kg
Óleo diesel PCI = (PCS - 730) kcal/kg
Álcool metílico PCI = (PCS - 675) kcal/kg
PCI = Poder Calorífico Inferior
PCS = Poder Calorífico Superior
171
A
N
E
X
O

C
1
PCS = PCI se não existir átomos de hidrogênio para gerar água na combustão.

Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011


Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio
Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011,
Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo e do Gás Natural 2008 - ANP e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010 - ano base 2009
172
A
N
E
X
O

C
Querosene de Aviação
m
3
0,822 0,822 0,822 0,822
Querosene Iluminante
m
3
0,822 0,822 0,822 0,822
Solventes
m
3
0,781 0,781 0,781 0,781
Urânio contido no UO
2
kg 3,908 3,908 3,908 3,908
Urânio U
3
O
8
kg 0,139 0,139 0,139 0,139
Unidade 2005 2006 2007 2008
Álcool Etílico Anidro
m
3
0,534 0,534 0,534 0,534
Álcool Etílico Hidratado
m
3
0,510 0,510 0,510 0,510
Asfalto
m
3
1,018 1,018 1,018 1,018
Bagaço de Cana t 0,213 0,213 0,213 0,213
Biodiesel (B100)
m
3
- - - 0,756
Caldo de Cana t 0,062 0,062 0,062 0,062
Carvão Metalúrgico Importado t 0,740 0,740 0,740 0,740
Carvão Metalúrgico Nacional t 0,642 0,642 0,642 0,642
Carvão Vapor 2900 kcal/kg t 0,279 0,279 0,279 0,279
Carvão Vapor 3100 kcal/kg t 0,295 0,295 0,295 0,295
Carvão Vapor 3300 kcal/kg t 0,310 0,310 0,310 0,310
Carvão Vapor 3700 kcal/kg t 0,350 0,350 0,350 0,350
Carvão Vapor 4000 kcal/kg t 0,380 0,380 0,380 0,380
Carvão Vapor 4100 kcal/kg t 0,390 0,390 0,390 0,390
Carvão Vapor 4200 kcal/kg t 0,400 0,400 0,400 0,400
Carvão Vapor 4400 kcal/kg t 0,414 0,414 0,414 0,414
Carvão Vapor 4500 kcal/kg t 0,425 0,425 0,425 0,425
Carvão Vapor 4700 kcal/kg t 0,445 0,445 0,445 0,445
Carvão Vapor 5000 kcal/kg t - - - -
Carvão Vapor 5200 kcal/kg t 0,490 0,490 0,490 0,490
Carvão Vapor 5500 kcal/kg t 0,520 0,520 0,520 0,520
Carvão Vapor 5900 kcal/kg t 0,560 0,560 0,560 0,560
Carvão Vapor 6000 kcal/kg t 0,570 0,570 0,570 0,570
Carvão Vapor 6300 kcal/kg t 0,611 0,611 0,611 0,611
Carvão Vapor 6500 kcal/kg t 0,620 0,620 0,620 0,620
Carvão Vapor 6800 kcal/kg t 0,640 0,640 0,640 0,640
Carvão Vapor FINOS kcal/kg t 0,257 0,257 0,257 0,257
Carvão Vapor ROM kcal/kg t 0,243 0,243 0,243 0,243
Carvão Vapor sem Especificação t 0,285 0,285 0,285 0,285
Carvão Vegetal t 0,646 0,646 0,646 0,646
Casca de Arroz t 0,295 0,295 0,295 0,295
Coque de Carvão Mineral t 0,690 0,690 0,690 0,690
Coque de Petróleo
m
3
0,873 0,873 0,873 0,873
Eletricidade MWh 0,086 0,086 0,086 0,086
Gás de Coqueria
10
3
m
3
0,430 0,430 0,430 0,430
Gás de Refinaria
10
3
m
3
0,655 0,655 0,655 0,655
Gás Liquefeito de Petróleo
m
3
0,611 0,611 0,611 0,611
Gás Natural Seco
10
3
m
3
0,880 0,880 0,880 0,880
Gás Natural Úmido
10
3
m
3
0,993 0,993 0,993 0,993
Gasolina A
m
3
0,783 0,783 0,783 0,783
Gasolina C (Gasolina Automotiva)
m
3
0,770 0,770 0,770 0,770
Gasolina de Aviação
m
3
0,763 0,763 0,763 0,763
Hidráulica MWh 0,086 0,086 0,086 0,086
Lenha Comercial t 0,310 0,310 0,310 0,310
Lixívia t 0,286 0,286 0,286 0,286
Lubrificantes
m
3
0,891 0,891 0,891 0,891
Melaço t 0,185 0,185 0,185 0,185
Nafta
m
3
0,765 0,765 0,765 0,765
Óleo Combustível Médio
m
3
0,959 0,959 0,959 0,959
Óleo Diesel
m
3
0,848 0,848 0,848 0,848
Outras Renováveis tep 1,000 1,000 1,000 1,000
Outras Secundárias - Alcatrão
m
3
0,855 0,855 0,855 0,855
Outros Energéticos de Petróleo
m
3
0,890 0,890 0,890 0,890
Outros Não-Energéticos de Petróleo
m
3
0,890 0,890 0,890 0,890
Petróleo
m
3
0,887 0,887 0,887 0,887
2009
0,534
0,510
1,018
0,213
0,756
0,062
0,740
0,642
0,279
0,295
0,310
0,350
0,380
0,390
0,400
0,414
0,425
0,445
0,471
0,490
0,520
0,560
0,570
0,611
0,620
0,640
0,257
0,243
0,285
0,646
0,295
0,690
0,873
0,086
0,430
0,655
0,611
0,880
0,993
0,783
0,770
0,763
0,086
0,310
0,286
0,891
0,185
0,765
0,959
0,848
1,000
0,855
0,890
0,890
0,887
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

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Tabela D.1 - Período de 1979 a 2010 - unidades originais
Anexo D - Série Histórica de Fonte de Energia Selecionada
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0,00 0,00 -14,61
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0,00 0,00 746,53
BALANÇO ENERGÉTICO MUNDIAL
2009
FLUXO DE ENERGIA
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Produção 3.449,47 3.944,48 0,00 2.526,42 703,31 279,64
Importação 578,13 2.249,41 1.004,78 753,66 0,00 0,00
Exportação -614,41 -2.146,20 -1.112,42 -731,86 0,00 0,00
Variação de Estoque -113,67 -2,09 -0,55 -8,00 0,00 0,00
Oferta Interna Bruta 3.299,51 4.095,59 -108,18 2.540,22 703,31 279,64
Transferências 0,00 -137,01 145,87 0,00 0,00 0,00
Diferenças Estatísticas -24,85 -12,38 -0,11 -6,24 0,00 0,00
Centrais Elétricas -1.872,15 -30,38 -200,50 -635,35 -697,41 -279,64
Centrais de Calor e Eletricidade (cogeração) -171,39 -0,01 -23,37 -283,63 -5,91 0,00
Centrais de calor -96,38 -0,76 -12,16 -86,55 0,00 0,00
Alto-forno metalúrgico -146,16 0,00 -0,62 -0,06 0,00 0,00
Centrais de gás -6,80 0,00 -3,59 2,91 0,00 0,00
Refinarias de petróleo 0,00 -3.909,83 3.873,54 -0,59 0,00 0,00
Plantas petroquímicas 0,00 29,33 -29,79 0,00 0,00 0,00
Transformação de carvão/petróleo (em coque)*** -46,62 0,00 -1,78 -0,04 0,00 0,00
Liquefação -18,89 10,88 0,00 -6,60 0,00 0,00
Outras transformações 0,03 0,14 -1,00 -2,06 0,00 0,00
Uso próprio -82,70 -10,20 -206,98 -238,35 0,00 0,00
Perdas de distribuição -1,75 -3,92 -0,64 -17,80 0,00 0,00
Consumo Final 831,90 31,45 3.430,68 1.265,86 0,00 0,00
Setor industrial 644,15 10,89 309,71 441,32 0,00 0,00
Setor transporte** 3,36 0,00 2.135,62 70,20 0,00 0,00
Outros setores 147,35 0,20 432,72 617,85 0,00 0,00
Usos não energéticos*** 37,05 20,36 552,62 136,50 0,00 0,00
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Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2009
E
Anexo E - Balanço Energético Mundial 2009
175
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
176
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Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2011
E n e r g i a P r i m á r i a
T o t a l
Ó l e o D i e s e l
Ó l e o
C o m b u s t í v e l
G a s o l i n a
G L P
N a f t a
Q u e r o s e n e
G á s d e C i d a d e
e d e C o q u e r i a
C o q u e d e
C a r v ã o M i n e r a l
U r â n i o
c o n t i d o n o U O
2
E l e t r i c i d a d e
C a r v ã o
V e g e t a l
Á l c o o l E t í l i c o A n i d r o
e H i d r a t a d o
O u t r a s S e c u n d á r i a s
d e P e t r ó l e o
P r o d u t o s N ã o
E n e r g é t i c o s d o P e t r ó l e o
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Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Anexo F - Balanço Energético Nacional 2011
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela G.1 - BERS 2011 em Unidades Originais
177
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Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011
G
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela G.2 - BERS 2011 em Bilhões de kcal
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011

Tabela G.3 -BERS 2011 em Mil Tep
179
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P r o d u t o s N ã o E n e r g é t i c o s
d o P e t r ó l e o
A l c a t r ã o
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Linha de Transmissão
Foto: Arquivo Grupo CEEE
181
1.1 - Mercado Mundial de Consumo de Energia de 1990 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3 - Consumo de Energia Industrial nos Países da OCDE e não-OCDE de 2007 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4 - Utilização por Tipo de Combustível no Mercado Mundial de Energia de 1990 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2008 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.6 - Geração Mundial de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2008 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.7 - Emissão Mundial de Dióxido de Carbono OCDE e não-OCDE de 1990 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.8 - Crescimento do PIB Mundial para os Cenários de Referência, de Elevado Crescimento e de Baixo Crescimento de 1990 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . .
1.9 - Mercado Mundial de Consumo de Energia em Três Cenários de Crescimento Econômico de 1990 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Setor de 1991 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3. - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Fonte de 1991 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.4 - Taxas Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.5 - Variação da Energia Útil, Final e Economia de Energia no Brasil de 1984 a 2004 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.1 - Valores Verificados do Consumo Final de Energia no RS, no Período de 2005 a 2011, e Projeção de Crescimento até 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2 - Vendas de Gás Natural em Estados Selecionados, no Período de 1998 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3 - Evolução da Oferta de Gás Natural no RS, no Período de 2000 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.4 - Evolução da Produção Equivalente e em Massa de Carvão no RS, no Período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.5 - Vendas em Milhões de Toneladas da Mina de Candiota, no Período de 2005 a 2013 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.6 - Preços Médios do Carvão Vegetal e do Carvão Metalúrgico no Brasil, no Período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.7 - Evolução da Balança Comercial de Produtos Oriundos de Florestas Plantadas no Brasil, no Período de 1998 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.8 - Produção de Bagaço de Cana no RS, no Período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.9 - Evolução da Produção de Lixívia no RS, no Período de 1996 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.10 - Evolução da Produção de Casca de Arroz Utilizada como Energético no RS, no Período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.11 - Geração de Energia Eólica no RS, no Período de 2006 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.4 - Valores Verificados do Consumo Final de Eletricidade no RS, no Período de 2005 a 2011 e Projeção de Crescimento até 2030 . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.5 - Evolução da Demanda Máxima do Sistema de Transmissão no RS e a Correspondente Capacidade de Atendimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6 - Demanda Máxima Mensal do Sistema de Transmissão no RS e a Correspondente Capacidade de Atendimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7 - Produção de Álcool Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 2001 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8 - Preço Médio do Álcool Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.9 - Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.11 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Relação de Gráficos, Tabelas, Figuras e Mapas
Gráfico
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20
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69
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73
77
78
79
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
182
6.1 - Oferta Interna Bruta de Fontes Primárias no RS, em 2011 - % . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2 - Consumo Final Energético de Fontes Secundárias no RS, em 2011 - % . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.3 - Comparação entre a Oferta Interna de Energia Renovável e não Renovável no Brasil e no RS, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.1 - Usinas Hidroelétricas - UHE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.3 - Biomassa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.4 - Gás . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.5 - Carvão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.6 - Óleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.7 - Eólica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.8 - Geração de Energia Elétrica em 2011 - % . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.1 - Consumo Energético Setorial em 2011 - % . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.2 - Consumo Energético na Indústria em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1- Redução da Mortalidade Infantil no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.2. - Expectativa de Vida Geral e por Sexo para Faixas Etárias Selecionadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.3 - Índice de Homicídios Dolosos no RS, em Estados Selecionados e no Brasil, em 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.4 - Coeficientes de Mortalidade por Homicídios no RS, no Período de 1990 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5 - Desempenho do RS no ENEM e de Estados Selecionados em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6 - Notas no SAEB do RS, de Estados Selecionados e do Brasil para o ensino de nível médio em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tabela
1.1 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2 - Taxa de Crescimento Médio Anual para o PIB do Mundo, de Regiões e de Países Selecionados de 1980 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3 - Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados de 1990 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1 - Energia Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.6 - Produtos da cana-de-açúcar no Brasil em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.7 - Carvão Mineral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.8 - Lenha e Carvão Vegetal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.9 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.1 - Produção de Petróleo e Gás Natural em Estados Selecionados e no Brasil, em 2009, 2010 e 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2 - Geração de Energia Elétrica e Produção de Álcool em Estados Selecionados e no Brasil, em 2009, 2010 e 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3 - Produção de Carvão Vapor na Região Sul e no Brasil, em 2009, 2010 e 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.4 - Capacidade das Refinarias de Petróleo do RS, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.5 - Volume de Carga Processada por Origem (Nacional e Importada) nas Refinarias do RS, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
100
106
106
111
111
111
112
112
112
112
113
117
119
130
131
131
132
133
134
16
21
23
28
29
29
29
30
30
31
31
32
38
38
38
39
39
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
183
3.6 - Capacidade de Armazenagem por Produto nas Refinarias do RS, em 31/12/2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.7 - Capacidade de Armazenamento de Petróleo e seus Derivados nos Terminais do RS, em 31/12/2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.8 - Vendas de Gás Natural em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1998 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.9 - Preços Médios do GNV ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.10 - Produção de Carvão Vapor no RS por Tipo, no Período de 2007 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.11 - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.12 - Florestas Plantadas de Pinus e Eucalipto em Estados Selecionados e no Brasil, no Período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.13 - Consumo Industrial de Madeira em Toras Oriundas de Floresta Plantada no Brasil por Segmento, no Período de 2008 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . .
3.14 - Percentual de Cobertura Florestal em Países Selecionados em 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.15 - Rendimento de Espécies para Celulose em Países Selecionados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.16 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Silvicultura no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.17 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Extração no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.18 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado da Silvicultura no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . .
3.19 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado do Extrativismo no Brasil e em Estados Selecionados no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . .
3.20 - Potencial Eólico do Rio Grande do Sul para Alturas de 50, 75 e 100 Metros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados no Período de 1999 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.4 - Vendas de Gasolina de Aviação pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.5 - Vendas de GLP pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6 - Vendas de QAV pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados no Período de 1999 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7 - Total de Usinas em Operação, em Construção e com Outorga no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8 - Geração e Potência de Energia Elétrica no RS dos Principais Operadores, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.9 - Participação das Grandes Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10 - Consumo de Energia Elétrica Setorial por Concessionária no RS, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.11 - Participação das Pequenas Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.12 - Participação das Cooperativas de Eletrificação Rural no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.13 - Consumo de Energia Elétrica Setorial das Cooperativas de Eletrificação Rural no RS, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.14 - Produção de Álcool Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 2001 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.15 - Produção e Consumo de Álcool Anidro e Hidratado no RS, no Período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.16 - Preço Médio do Álcool Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.17 - B100 misturado na venda de óleo diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . .
4.18 - Produção de B100 no RS e no Brasil no período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.19 - Produção média de óleos vegetais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.20 - Faturamento Médio em R$/ha na Produção de Óleos Vegetais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.21 - Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.22 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.23 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.24 - Consumo de Metanol em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.25 - Glicerina Gerada da Produção de Biodiesel B100, em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
39
39
40
42
46
48
50
52
52
52
53
54
54
55
58
61
62
63
64
64
65
67
67
70
70
71
71
71
72
73
73
74
74
76
76
76
77
78
79
80
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
184
6.1 Fontes de Energia Primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2 Fontes de Energia Primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.3 Fontes de Energia Secundária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.4 Fontes de Energia Secundária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.5 - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS no período de 2007 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.1 - Balanço Energético das Refinarias de Petróleo do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2 - Balanço Energético das Centrais Elétricas de Serviços Públicos do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.3 - Balanço Energético das Centrais Elétricas Autoprodutoras do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.4 - Balanço Energético das Destilarias do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.5 - Balanço Energético das Carvoarias do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1 - Renda per Capita do Brasil e do RS, no Período de 2003 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.2 - Oferta Interna de Energia per Capita do Brasil e do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.3 - Intensidade Energética do RS, no Período de 2006 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.4 - Intensidade Energética do Brasil, no Período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5 - Relação percentual da OIB do RS com a OIB do Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6 - Oferta Interna de Energéticos pelo PIB no RS, no período de 2005 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.7 - População do Rio Grande do Sul, no Período de 1980 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.8 - Variações do PIB per Capita do RS e do Brasil, no Período de 1981 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.9 - Variações do PIB do RS e do Brasil, no Período de 1980 a 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.10 - Analfabetos por Faixa Etária no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.11 - Número Médio de Anos de Estudo das Pessoas com 10 anos ou mais em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.12 - Índice Geral de Cursos (IGC 2011) com IGC nas faixas 4 e 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.13 - As Vintes Universidades Melhor Pontuadas do Mundo em 2011/2012 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.1 - Reservas Minerais de Carvão em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.2 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Carvão Comercializada em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.3 - Reservas Minerais de Turfa em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.4 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Turfa Comercializada em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.5 - Reservas Minerais de Xisto e Outras Rochas Betuminosas em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.6 - Potencial Hidrelétrico do RS e de Estados Selecionados - Fevereiro 2012 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.7 - Potencial Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai - Fevereiro 2012 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.8 - Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.9 - Inventário Hidroelétrico da Sub-bacia 75 - Rio Ijuí . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.10 - Inventário Hidroelétrico Do Rio Taquari Antas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.11 - Potencial Eólico do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.12 - Potencial Fotovoltaico do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.13 - Potencial de Produção Anual de Energéticos Renováveis no Rio Grande do Sul (Biomassa) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Figura
3.1 - Navio Petroleiro e Terminal de Recebimento em Tramandaí - RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2 - City Gate localizado em Canoas - RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
99
100
104
105
106
109
110
113
114
114
123
123
124
124
124
124
125
125
126
132
133
135
135
139
140
141
141
141
142
144
144
145
146
147
148
148
40
44
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
185
3.1 - Infraestrutura de Produção e Movimentação de Gás Natural no Brasil, em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2 - Redes de Distribuição da Sulgás . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3 - Principais Usinas Hidroelétricas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.1 - Sistema de Transmissão no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.2 - Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1 - Consumo de Óleo Diesel por Município do RS em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.2 - Consumo de Gasolina C (automotiva) por Município do RS em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.3 - Consumo de GLP por Município do RS em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.4 - Consumo de Energia Elétrica por Município do RS em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5 - Consumo Total dos principais energéticos por Município do RS em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6 - Consumo Total dos principais energéticos por COREDES do RS em 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.1 - Localização das Reservas Minerais de Carvão no RS, em 2005 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.2 - Potencial Hidrelétrico do RS - 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.3 - Mapa Solamétrico do Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mapa
5.1 - Matriz Balanço Energético do Rio Grande do Sul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2 - Relação das Instituições informantes do BERS 2011 - Ano Base 2011 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Quadro
43
44
49
68
70
127
127
128
128
129
129
140
143
147
89
91
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Porto Alegre Noturna
Foto: Arquivo Grupo CEEE
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190
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Iluminação na Av. Presidente Roosevelt
Foto: Arquivo Grupo CEEE
Coordenação
Gustavo Humberto Zanchi de Moura
Projeto Gráfico
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Diagramação
Open Marketing
Revisão
Gilberto José Capeletto
Gustavo Humberto Zanchi de Moura
Impressão
Gráfica Erechim
Texto composto na fonte Dax
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Capa impressa em Supremo Due 350g/m²
Agosto de 2013