Rafael Parisi

Monitoria de Anatomia – MMF-1



ARTICULAÇÕES DOS MEMBROS SUPERIORES







ARTICULAÇÃO ESTERNOCLAVICULAR
É uma articulação sinovial selar (devido à forma), mas é funcionalmente esferóidea.
A clavícula é elevada até 60° quando o braço é totalmente elevado. Quando a elevação é
obtida por flexão, é acompanhada por rotação da clavícula ao redor de seu eixo longitudinal.
Ainda é capaz de movimentar-se anterior e posteriormente em um ângulo de 30°.
A articulação ocorre entre a extremidade esternal da clavícula com o manúbrio do
esterno e a primeira cartilagem costal (existe fibrocartilagem nas faces articulares). Os
ligamentos que reforçam a cápsula articular são: os ligamentos esternoclaviculares anteriores
e posteriores e o ligamento interclavicular (que vai de uma extremidade esternal e de uma
clavícula até a extremidade esternal da clavícula contralateral). O ligamento costoclavicular
(que vai da face inferior da extremidade esternal da clavícula até a primeira costela) limita a
elevação do cíngulo do membro superior.
A articulação é suprida pela artéria torácica interna e pela artéria supraescular e
inervada pelo nervo para o músculo subclávio e pelo nervo supraclavicular medial.
ARTICULAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR
É uma articulação sinovial plana. O acrômio da escápula gira sobre a extremidade
acromial da clavícula. O ligamento acromioclavicular fortalece a articulação superiormente.
Há alguns ligamentos extrínsecos que fortalecem a articulação: o ligamento conoide (vertical,
com a forma de um cone invertido com um ápice no processo coracoide e a base no tubérculo
conoide da clavícula), mais medial, e o ligamento trapezoide (horizontal, fixado no processo
coracoide e na linha trapezoide da clavícula). Esses dois ligamentos juntos formam o ligamento
coracoclavicular, que suspende a escápula o membro livre pela clavícula.
É irrigada pela artéria supraescapular e pela artéria toracoacromial e inervada pelo
nervo peitoral lateral, pelo nervo axilar e pelo nervo supraclavicular lateral subcutâneo.
ARTICULAÇÃO GLENOUMERAL
É uma articulação sinovial esferóidea. Ocorre entre a cabeça do úmero com a
cavidade glenoidal da escápula. O lábio glenoidal, uma estrutura fibrocartilagínea anular ao
redor da cavidade glenoidal, aumenta a cavidade para alojar melhor a cabeça do úmero. Os
ligamentos intrínsecos da articulação são: os ligamentos glenoumerais (três faixas fibrosas na
face interna da cápsula, que se irradiam lateral e inferiormente a partir do tubérculo
supraglenoidal da escápula e fundem-se distalmente à membrana fibrosa) e o ligamento
coracoumeral (faixa larga e forte que vai da base do processo coracoide até o tubérculo maior
do úmero). Os ligamentos extrínsecos são: o ligamento transverso do úmero (entre o
tubérculo maior e tubérculo menor, transformando o sulco intertubercular em um canal, para
melhor alojar do tendão da cabeça longa do bíceps braquial durante os movimentos) e o
ligamento coracoacromial (que vai do processo coracoide até o acrômio). O arco
coracoacromial (acrômio + ligamento coracoacromial + processo coracoide) forma uma
estrutura protetora que impede o deslocamento da cabeça do úmero da cavidade glenoidal.
Essa articulação é capaz de realizar todos os tipos de movimento: flexão, extensão,
abdução, adução, rotação (medial e lateral) e circundução do braço. É suprida pelas artérias
circunflexas umerais anteriores e posteriores e pela artéria supraescapular e inervada pelo
nervo supraescapular, pelo nervo axilar e pelo nervo peitoral lateral.
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
É uma articulação sinovial gínglimo. A tróclea (forma de carretel) e o capítulo
(esferoide) formam o côndilo do úmero, que se articula com a incusura troclear da ulna e a
cabeça do rádio. As faces articulares são mais congruentes quando o braço está entre a
supinação e a pronação. Os ligamentos colaterais são espessamentos mediais e laterais da
membrana fibrosa da cápsula articular.O ligamento colateral radial estende-se do epicôndilo
lateral do úmero e funde-se com o ligamento anular. O ligamento colateral ulnar estende-se
do epicôndilo medial do úmero até o processo conoide e o olécrano da ulna e possui três
faixas: (1) a faixa anterior semelhante a um cordão (forte), (2) a faixa posterior semelhante a
um leque (fraca) e (3) a faixa oblíqua, que aprofunda a cavidade troclear para o úmero.
A articulação do cotovelo só realiza os movimentos de flexão e extensão do
antebraço. É suprida pelas artérias da anastomose periarticular arterial do cotovelo e
inervada pelo nervo musculocutâneo, pelo radial e pelo nervo ulnar.
ARTICULAÇÃO RADIOULNAR PROXIMAL
É uma articulação sinovial trocóidea, que ocorre entre a cabeça do rádio e a incisura
radial da ulna. Ela permite supinação e pronação (movimentando a cabeça do rádio sobre a
ulna) do antebraço. O ligamento anular é forte e se fixa anterior e posteriormente à incisura
radial da ulna, formando um colar que envolve toda a cabeça do rádio. No colo do rádio, está o
recesso saciforme da articulação do cotovelo (continuação da membrana sinovial), que
permite que o rádio gire dentro do ligamento anular sem romper a membrana sinovial.
É suprida pela anastomose arterial periarticular do cotovelo (entre a artéria radial, a
artéria colateral média e a artéria interóssea recorrente) e inervada pelo nervo
musculocutâneo, pelo nervo mediano e pelo nervo radial.
SINDESMOSE RADIOULNAR
Uma membrana interóssea que está entre o rádio e a ulna, com o objetivo de fixar
esses ossos entre si e auxiliar nos movimento de supinação e pronação.
ARTICULAÇÃO RADIOULNAR DISTAL
É uma articulação sinovial trocóidea, entre a cabeça da ulna e a incisura ulnar do
rádio. Auxilia na supinação e na pronação (cruzando a extremidade distal do rádio em relação
à ulna). É suprida pelas artérias interósseas (anterior e posterior) e inervada pelos nervos
interósseos (anterior e posterior).

ARTICULAÇÃO DO PUNHO (RADIOCARPAL)
É uma articulação sinovial condilar, entre a extremidade distal do rádio e a fileira de
ossos carpais proximais, com a exceção do pisiforme (escafoide, semilunar e piramidal). A ulna
não participa da articulação. A articulação é reforçada pelos ligamentos radiocarpais
palmares (do rádio até as duas fileiras de ossos carpais), que são fortes e direcionadas para
que a mão acompanhe o rádio durante a supinação; pelos ligamentos radiocarpais dorsais
(mesma posição), que fazem com que a mão acompanhe o rádio durante a pronação; pelo
ligamento colateral ulnar (do processo estiloide da ulna até o osso piramidal) e pelo
ligamento colateral radial (do processo estiloide do rádio até o osso escafoide).
Os movimentos da articulação são: flexão, extensão, abdução (desvio radial) e
adução (desvio ulnar). As artérias que irrigam a articulação são ramos dos arcos carpais dorsal
e palmar e inervada pelo ramo interósseo do nervo mediano, pelo ramo interósseo posterior
do nervo radial e pelos ramos dorsal e profundo do nervo ulnar.
ARTICULAÇÕES INTERCARPAIS
São articulações sinoviais planas que unem os ossos do carpo. São resumidas como:
(1) articulações entre os ossos da fileira proximal, (2) articulações entre os ossos da fileira
distal, (3) a articulação mediocarpal, entre as fileiras proximal e distal e (4) articulação
pisiforme, entre o osso pisiforme e a face palmar do osso piramidal. Os ossos carpais são
unidos por ligamentos anteriores, posteriores e interósseos.
Essas articulações permitem pequenos deslizamentos entre os ossos do carpo e
ocorrem ao mesmo tempo em que a articulação radiocarpal se move, aumentando a
amplitude geral do movimento (principalmente extensão e flexão da mão). As artérias que
irrigam essas articulações são derivadas dos arcos carpais dorsal e palmar. Os nervos que
irrigam essas articulações são vem do ramo interósseo anterior do nervo mediano e dos
ramos dorsal e profundo do nervo ulnar.
ARTICULAÇÕES CARPOMETACARPAIS E INTERMETACARPAIS
As articulações CMC sinoviais planas, com a exceção da articulação CMC do polegar,
que é sinovial selar. As superfícies distais dos ossos carpais da fileira distal articulam-se com as
superfícies carpais dos ossos metacarpais. A articulação CMC do polegar está entre o trapézio
e a base do primeiro metacarcapal. As articulações IM são todas sinoviais planas e ocorrem
entre os ossos metacarpais adjacentes.
Os ossos dessa região são unidos pelos ligamentos CMC (palmares e dorsais), pelos
ligamentos metacarpais (palmares e dorsais), pelos ligamentos metarcapais interósseos e
pelos ligamentos metacarpais transversos (superficiais e profundos). Estes últimos são
associados à aponeurose palmar e às extremidades distais dos ossos metacarpais e limitam os
movimentos das articulações CMC e IM.
A articulação CMC do polegar permite flexão, extensão, abdução, adução,
circundução e oposição do polegar. As outras CMC e as IM são pouco móveis. São irrigadas
pela anastomose periarticular do punho e pela anastomose periarticular da mão (arcos
carpais dorsal e palmar, arco palmar profundo e artérias metacarpais). São inervadas pelo
ramo interósseo do nervo mediano, pelo ramo dorsal do nervo ulnar e pelo ramo palmar do
nervo ulnar.
ARTICULAÇÕES METACARPOFALÂNGICAS E INTERFALÂNGICAS
As articulações MF são sinoviais elipsóideas e ocorrem entre as cabeças dos ossos
metacarpais e as bases das falanges proximais. Permitem flexão, extensão, abdução e adução.
As articulações IF são sinoviais gínglimo e ocorrem entre as bases das falanges proximais com
as mais distais. Permitem apenas flexão e extensão. Os ligamentos que fortalecem essas
articulações são os ligamentos colaterais (presentes ao lado das articulações) e os ligamentos
palmares (nas faces palmares das articulações).
Essas articulações são supridas pelas artérias digitais profundas (originadas dos aros
palmares superficiais) e inervadas pelos nervos digitais (originados do nervo ulnar e do nervo
mediano).