Entendendo As Genéticas Por Detrás Das Nomenclaturas

1. EXEMPLOS DE NOMENCLATURA
C. sativa ssp. indica - Subespécie
C. sativa var. kafristanica - Variedade
C. sativa f. Acapulco Gold - Landrace
C. sativa "Skunk #1" - Cultivada
2. ESPÉCIES
Sativa
Plantas altas, com formato de árvore de natal ou bambu, não muito ramifcadas, de
crescimento desengonçado e folhas longas e fnas. Seu maior tempo de maturação se
deve a uma menor quantidade de clorofla na planta, que por sua vez está diretamente
ligada a uma maior quantidade de pigmentos acessoriais que protegem a planta de luz
solar excessiva. Sendo então, mais adequadas a climas tropicais. Seu efeito tende a ser
mais cerebral, energizante, agindo basicamente como um potenciador de humores.
Indica
Plantas de altura média, formato cônico, densamente ramifcadas com folhas curtas e
largas. São adequadas ao cultivo em climas temperados, atingem a maturidade em menos
tempo e tem um rendimento maior que as Sativas. Devido ao seu maior conteúdo de CBD
tendem a ter um efeito mais corporal, de relaxamento.
Ruderalis
São plantas baixas, não muito ramifcadas, de rápido amadurecimento e vida curta. A
principal característica da Cannabis Ruderalis é sua indiferença a mudanças no seu
fotoperíodo, já que sua foração se da em resposta exlusivamente à sua idade. Sua
foração se da tão cedo ela atinja 5 a 7 pares de folhas. Contém quantidades
insignifcantes de THC.
3. SATIVA X INDICA X RUDERALIS
Híbridos
São cruzamento de duas plantas sem parentesco direto. Essa plantas recém criadas são
chamadas de F1. Se essa F1 é retrocruzada com a mãe, então sua prole será F2. F2 pode
ser também o cruzamento entre irmãos e irmãs F1, e até mesmo cruzamento de F1 de
diferentes plantas. Mais normalmente quando se fala em F6, signifca que essa planta foi
retrocruzada por 6 gerações afm de reforçar as propriedades e características da planta
mãe. Mais apesar de serem considerados estáveis, nem mesmo uma F20 é de fato
estável, essas variações se devem aos fenótipos da planta mãe.
Genótipo - É o que está nos genes. Traços recessivos podem esconder-se por trás de
traços dominantes e aparecer em gerações futuras.
Fenótipo - Genótipo + Ambiente = Fenótipo
Vigor Híbrido
Quando um híbrido é visto como superior aos seus pais, ele é chamado de Vigor Híbrido.
Contudo, isso só acontece com o cruzamento de duas diferentes plantas estáveis
(Homozigotos) e só aplica-se para a primeira geração de sementes (F1).
Autofowering (Auto-Floração)
Variedades de Auto-Floração são híbridos de Cannabis Ruderalis e Cannabis
Sativa/Indica. A percentagem de Ruderalis nas variedades é pequena, normalmente 5%-
10%, já que a única característica que se busca da espécie é a auto-foração.
4. THC X CBD X CBN
Tetrahydrocannabinol
Mais conhecido como THC, é o composto primário responsável pelos efeitos psicoativos
da Cannabis. Possui propriedades analgésicas, ansiolíticas, anti-infamatórias,
antieméticas, antioxidantes, antiespasmódicas, anticâncer antiproliferativa, euforizantes,
neurogénese e neuroprotetoras. O THC interfere com partes do cérebro controladas pelo
neurotransmissor endógeno anandamida, que atua em áreas como a memória, fome, sono
e sensação de dor.
Cannabidiol
Mais conhecido como CBD, é o composto principal da cannabis medicinal. Possui
propriedades analgésicas, ansiolíticas, anti-infamatórias, anti-isquêmicas, antibacterianas,
anticâncer antiproliferativa, antidiabéticas, antieméticas, antiepilépticas, antiespasmódicas,
antiprocinéticas intestinais, antipsicóticas, antipsoriáticas, imunossupressoras,
neuroprotetoras e vasorelaxante.
Cannabinol
Mais conhecido como CBN, é o produto da degradação do THC. Possui propriedades
analgésicas, anti-infamatórias, antiespasmódicas e antioxidantes. Em grandes
quantidades, pode realçar efeitos de desorientação, confusão mental e rápida euforia,
seguido de cansaço e sonolência. Está associado a uma erva de má qualidade devido a
um processo incorreto de secagem, cura e armazenamento. Esses prensados que
infelizmente ainda rodam o Brasil nada mais são que cerca de 90% CBN (em relação ao
THC inicial).
Relaçao THC x CBD
Quanto mais equilibrada a relação THC:CBD, mais o CBD anula os efeitos psicoativos do
THC, e realça os outros.
5. TERPENOS X FLAVONOIDES
Terpenos
Terpenos são uma grande e diversifcada classe de compostos orgânicos de origem
vegetal, e são essenciais na formação dos sabores e aromas da cannabis assim como
seus diferentes efeitos. Existem mais de 120 diferentes terpenos na cannabis, alguns em
menor, outros em maior quantidade. Terpenos desempenham um papel fundamental no
reino vegetal, em aspectos como proteção contra insetos e estresses ambientais, assim
como matéria-prima química de moléculas mais complexas, como canabinoides. Muitos
terpenos vegetais agem sinergicamente com outros terpenos e alguns servem tanto para
catalisar quanto para inibir a formação de outros compostos. Terpenos pode mitigar a
perda de memória, o THC provoca défcits colinérgicos no hipocampo, que pode ser
revertido pela inibição da enzima acetilcolinesterase. Essa inibição é fornecida por
terpenos como limoneno, óxido de limoneno, a-terpineno, terpineno-g, terpinen-4-ol,
carvacrol, l e d-carvona, p-cimeno, fenchone, mentol, e 1,8-cineol. A seguir temos uma
descrição de alguns dos terpenos encontrados mais frequementemente na cannabis.
Mirceno - É o terpeno mais prevalente na maioria das variedades de cannabis. Seu odor é
terroso, cítrico, frutado, com nuances de manga tropicais e menta. É um potente
analgésico, anti-infamatório e antibiótico. Bloqueia a ação do citocromo B afatoxina e
outros pró-mutagênicos que estão implicados no processo de carcinogênese. Esta
associada a efeitos antidepressivos e comportamento edifcante. É provavelmente uma
sinérgico do THC: uma combinação das duas moléculas cria uma experiência mais forte
do que o THC sozinho. Mirceno provavelmente afeta a permeabilidade das membranas
celulares, permitindo a uma maior quantidade de THC alcançar as células do cérebro.
Limoneno - Tem ação antibacteriana, antifúngica e anticancerígena, inibindo a cascata de
genes ras, que promovem o crescimento do tumor. É utilizado para promover
sinergicamente a absorção de outros terpenos, penetrando as membranas celulares, e
responsável por fazer o efeito da cannabis bater mais forte logo de ínicio. As plantas
utilizam o limoneno para repelir predadores. Em humanos, o limoneno facilita uma
resposta direta, permeando rapidamente a barreira sangue-cérebro, o resultado é o
aumento da pressão arterial sistólica. Esta associada a efeitos antidepressivos, e
comportamento alerta, inquieto. Limonenos análogos podem sinalizar ao cérebro efeitos
de futuabilidade, sexualidade, ou atenção centrada. Seu odor é cítrico, com nuances de
alecrim, zimbro e/ou menta, e sua brisa psicodélica, cerebral, pra cima, clara, com picos de
euforia.
Pineno - Tem ação antibiótica, antineoplásica, antiséptica, anti-infamatória, estimulante e
expectorante. Atravessa facilmente a barreira sangue-cérebro, onde age como um inibidor
da acetilcolinesterase, ou seja, inibe a atividade de uma substância química que destrói
uma molécula de transferência de informação, resultando em uma melhor memória. É
também um broncodilatador, a fumaça parece expandir-se em seus pulmões e a brisa vem
muito rapidamente uma vez que uma percentagem elevada da substância passa para a
corrente sanguínea e ao cérebro. Esta associada a efeitos de satisfação pessoal, aumento
de foco, relaxamento e energização. Seu odor remete a pinheiros, sendo um dos prováveis
responsáveis pelo odor pungente das variedades Skunk.
Terpineol - Tem ação antibiótica, antimalárial, antioxidante, inibidora da acetilcolinesterase
e sedativa. Seu efeito esta asssociado a famosa sensação de derretimento no sofá. Seu
odor é cítrico com nuances de for de maçã, tília e/ou lilás, e apesar do seu odor não estar
associado a efeitos corporais, é normalmente encontrado em variedades de cannabis com
grandes níveis de pineno, responsável por mascarar os odores do terpineol.
1,8-Cineol - Tem ação antibiótica, antinociceptiva, antiviral, anti-infamatória, estimulante e
inibidora da acetilcolinesterase. É usado para aumentar a circulação, alívio da dor e outras
aplicações tópicas. Cineol atravessa facilmente a barreira sangue-cérebro e provoca uma
reação rápida e olfativa. É um dos provável responsável pelos efeitos estimulantes e
instigantes da brisa.
Borneol - É considerado um sedativo calmante na medicina chinesa. É direcionado a
fadiga, recuperação de doenças e estresse. Sua brisa tem um efeito calmante e aspectos
psicodélicos. Seu odor remente ao aroma mentolado da cânfora.
Linalol - Tem ação ansiolítica, antidepressiva, imunopotenciadora e sedativa. Está sendo
testado no tratamento de diversos tipos de câncer. Tem aroma foral reminiscente das
fores da primavera, com toques picantes.
Pulegona - É um inibidor da acetilcolinesterase, ou seja, interrompe a ação de uma
proteína que destrói a acetilcolina, que é usada pelo cérebro para armazenar memórias.
Pulegona pode neutralizar a atividade do THC, que leva a baixos níveis de acetilcolina, ou
seja quanto maior o nível de pulegona, menor a perda de memória. Tem também ação
antipirética e sedativa. Seu cheiro remete ao odor mentolado da cânfora, e seu sabor é
usado na indústria de doces.
Cariofleno - Tem ação analgésica, antimalarial, anti-infamatória e citoprotetora. Em doses
elevadas, é um bloqueador dos canais de íons de cálcio e potássio, difcultando a pressão
exercida pelos músculos do coração. Não esta envolvido em mudanças de humor. Tem um
odor doce, amadeirado, que remete a cravo seco, e gosto picante da pimenta com
nuances de cânfora e adstringente cítrico.
Delta-3-Careno - É utilizado para secar o excesso de fuidos, lágrimas, nariz escorrendo,
fuxo menstrual em excesso e transpiração, sendo o provável responsável pelos efeitos de
boca e olhos secos, experienciados por alguns usuários de cannabis. Tem um odor doce
picante.
THC puro é sem graça, unidimensional, e tem pouca individualidade, mas em conjunto
com pequenas quantidade de terpenos cada variedade ganha sua propria personalidade,
uma vez que os terpenos modulam os efeitos psicoativos e fsiológicos da cannabis,
afetando o humor, sensibilidade e percepção dos sentidos, assim como percepções
corporais, tais como equilíbrio e dor. Cerca de 10-29% de resina da cannabis é composta
de terpenos, e suas proporções e quantidades presentes é afetada de acordo com o tempo
de maturação, idade e horário da colheita da planta. O clima e o tempo também podem
afetar a produção de terpenos. É dae que vem a ideia de que a melhor hora para colher é
de manhã cedo, já que as plantas possuem uma maior quantidade de terpenos após um
período de escuridão, uma vez que a luz e o aumento das temperaturas contribuem para a
evaporação dos terpenos que estão constantemente sendo produzidos pelas plantas.
Ed Rosenthal sugere que consumindo-se alimentos com terpenos em comum com a
variedade em antecedência a inalação da cannabis é possivel realçar os efeitos da
combinação desse terpeno com o THC. Por exemplo mirceno é um terpeno importante na
qualidade de certas variedades de cannabis, particularmente as Sativas, de regiões
tropicais. Se uma manga for consumida 1 hora antes da inalação do fumo, a adição de
mirceno no corpo proporcionada pela manga terá supostamente um impacto profundo na
qualidade da brisa.
Flavonoides
Os favonoides são fenóis policíclicos aromáticos encontrados em diversas espécies
vegetais. Cerca de 20 favonoides são encontrados na cannabis, sendo alguns exlusivos
da espécie. Flavonoides, assim como os terpenos, exercem uma ampla gama de efeitos
biológicos. Protegem as plantas dos raios ultravioletas, sendo os responsáveis pelas
diferentes cores encontradas nas variedades de cannabis. Tem propriedades antialérgica,
anticancerígena, antioxidante, antiviral, anti-infamatória. Estudos epidemiológicos indicam
também que doenças cardíacas são inversamente relacionada à ingestão de favonoides,
uma vez que esses impedem a oxidação da lipoproteína de baixa densidade, reduzindo
assim o risco para o desenvolvimento da aterosclerose. Os favonoides podem ter um
papel na prevenção e/ou tratamento de condições de saúde como: alergia, asma, catarata,
degeneração macular, dermatite atópica, diabetes, doença periodontal, enxaqueca, gota,
hemorroida, úlcera de estômago e varizes.
6. VARIEDADES
Breve resumo do que eu considero as principais variedades utilizadas na criação das
genéticas comercializadas hoje em dia.
Colombian
Era dividida basicamente em duas linhagens, uma das áreas húmidas de baixa atitude das
zonas costeiras ao longo do atlântico, de efeito narcótico e sedativo e outra das áreas
montanhosas mais áridas do interior de Santa Marta, de efeito cerebral. Mais
recentemente, novas áreas de cultivo no interior do planalto centrosul e as terras altas dos
vales que se estendem ao sul da costa atlântica tornaram-se as principais áreas
comerciais de exportação do cultivo de cannabis na região. A produção da La Mona
Amarilla é alcançada por anelamento ou retirada de uma tira de casca do caule principal
de uma planta quase madura, restringindo o fuxo de água, nutrientes e produtos vegetais.
Durante vários dias as folhas secam e caem enquanto as fores morrem lentamente e se
tornam amarelas. As práticas e técnicas agrículas combinadas com um processo pobre de
secagem, cura e armazenamento tornaram as características buscadas nas variedades
Colombian desfavoráveis, e grande parte acabou erradicada, o que tornou as antigas
sementes das variedades Colombian altamente valorizadas pelos breeders.
Mexican
Principal exportador de cannabis pros E.U.A, as variedades mexicanas eram geralmente
nomeadas de acordo com a região onde eram cultivadas (Guerrero, Michoacán, Oaxacan,
Tijuana, Zacatecas ...), e caracterizadas por um efeito cerebral psicoativo. Os esforços do
governo mexicano em erradicar a cannabis através da pulverização aérea de herbicida,
juntamente com a introdução de variedades Thai e Afghani aos cultivos mexicanos
tornaram essas variedades difcilmente encontradas atualmente.
Thai
Baseada em uma indústria de artesanato canábico, onde os moradores das áreas
montanhosas do norte da Tailândia cultivam sua própria cannabis, as variedades Thai
sempre foram consideradas entre as melhores do mundo. O orgulho de um agricultor em
sua colheita se refetia na alta qualidade do produto sem semente, embalado
cuidadosamente em cada vara, conhecida como Thai Stick. As variedades Thai são
sujeitas ao hermafroditismo, mas não se sabe é uma reação ao clima temperado extremo
do norte país ou se existe tendência genetica para esse hermafroditismo. Os efeitos das
variedades Thai são bastante psicoativos. Com a popularização da variedade nos E.U.A, o
cultivo na região se tornou um grande negócio, e se expandiu para as planícies do leste,
em grandes plantações. Variedades de outros locais foram introduzidas, hibridizando com
as espécies nativas, alterando boa parte das genéticas locais.
Indian
Ganja vem sendo cultivado na Índia por centenas de anos. São linhagens cultivadas sem
sementes, secas, curadas e fumadas. São plantas bastante resinadas e de efeitos
psicoativos. O que as torna de interesse considerável aos breeders são os anos de
cruzamento seletivo. A cannabis medicinal do fnal do século XIV, começo do século
passado era o ganja indiano.
Afghani
Nenhuma outra linhagem genética foi utilizada tanto na criação de novos híbridos quanto
as variedades Afghani. Todo esse amor dos breeders se deve ao fato dessas variedades
serem as candidatas ideais para a criação de novos híbridos, uma vez que as
características de baixa estatura, maturação precoce e alta produção de resina são traços
dominantes nas genéticas da região.
Paraguayan (Menção Honrosa)
Produtor de mais de metade da cannabis produzida na América do Sul, e principal
fornecedor do mercado brasileiro, o Paraguai, devido a sua fraquíssima economia, viu sua
agricultura campestre ser assumida por grandes agronegócios estrangeiros, focados na
produção de drogas, contrabando e lavagem de dinheiro. Antes conhecida por uma erva
de qualidade, o Paraguai passou a ser conhecido por produzir uma das maconhas de pior
qualidade do mundo devido as técnicas e práticas agrícolas adotadas com o objetivo de
obter mais dinheiro, como por exemplo prensar a maconha enquanto ela ainda não está
seca para fcar mais pesada.
7. A GENÉTICA POR DETRÁS DOS NOMES COMERCIAIS
Landrace
São genéticas que crescem de sementes que não foram sistematicamente selecionadas
para comercialização ou desenvolvida por reprodutores de sementes e que se adaptou
naturalmente as condições e ao local de onde se origina. São compostas de uma mistura
heterogênea de genótipos, com características sufciente em comum para permitir o seu
reconhecimento como um grupo. Com o tempo a não manutenção conforme os princípios
da seleção de conservação "evolui" a variedade em uma landrace.
Skunk
Há duas escolas de pensamento de como surgiu o primeiro Skunk, batizado de Skunk
#1 (Columbian Gold x Acapulco Gold/Afgani). Uma que credita sua criação exclusivamente
a Sam The Skunkman, e a outra a um pequeno grupo de cultivadores, conhecidos
como Sacred Seeds, ambas com similaridades. Mais a parte que interessa é que Sam
vendeu sua genética do Skunk #1, para o Rei da Cannabis, Neville Schoenmakers, que a
lançou no comércio. Mesma época que se inicia um debate sobre o verdadeiro Skunk #1,
que aconteceu devido ao primeiro lote vir com predominância do fenótipo Road Kill Skunk,
batizado de Skunk #2por Sam. A criação de sementes posteriores foi concebida em torno
de um esforço para suavizar o sabor e o aroma e resgatar as características do
fenótipoSweet Skunk (Skunk #1). Seu nome vem de seu odor pungente, e para poder ser
considerado Skunk é preciso ter descendência dessa genética, mais não necessariamente
características marcantes como o odor. No Brasil, é mais usada como um termo para
diferenciar qualquer fumo de qualidade superior.
Haze
Cultivadas pelos irmãos Haze, Original Haze é um híbrido de sativa pura estabilizado
resultante do cruzamento de todas as melhores fêmeas com um macho de uma variedade
sativa diferentes importados a cada ano. As landraces utilizadas pelos
irmãos Haze foram Colombian, Mexican, South Indiane Thai. Os
irmãosHaze eram growers, e cultivaram essas variedades entre a década de 1960 e a
primeira metade da década de 1970, e apesar de nunca terem trabalhado seus híbridos
para uma linha consistente de sementes, venderam seus fenótipos de Haze com os nomes
de Purple Haze,Silver Blue Haze e Lime Green Haze por grandes valores. Mais o sucesso
comercial do Haze se deu quando Sam The Skunkman, então vizinho dos irmãos Haze se
mudou para a Holanda em 1984 levando com ele as genéticas Haze, que manteve fazendo
seleção mínima e polinizações livres para preservar a maior quantidade de genéticas
possíveis. Sam vendeu essas sementes para Wernard Bruining (Positronics); Neville
Schoenmakers (The Seed Bank); Eddie Reedeker (Flying Dutchmen). Já em 2001, a
genética G13 Haze cultivada e descartada por Neville, é ressucitada pelas mãos do
reprodutor de sementes Soma que consegue germinar 1 das 10 sementes de um pacote
de um lote de sementes de 1988. Um excelente exemplar macho que ele então usa para a
criação de novos híbridos. Original Haze se assemelham as genéticas Colombian, South
Indian ou Thai, dependendo do ano em que foram colhidas com destaque para a Purple
Colombian de sabor picante intenso. Para poder ser considerado Haze, um híbrido precisa
ser resultado da polinização de um macho de Original Haze.
G-13
É a genética que acumulou a maior quantidade de mitos urbanos. A história mais aceita é
que era cultivada nos anos 1970 pelo governo dos E.U.A e usada em pesquisas e estudos
na universidade do Mississipi, sendo 23 plantas de semente Afghani, rotuladas
de G1 a G23, sendo a G13 muito supeior as demais. E que Neville Schoenmakers
conseguiu um clone da G13, de um homem que tinha um amigo que trabalhava no projeto.
Northern Lights Family
Foi originalmente cultivada por um homem conhecido como The Indian em uma ilha perto
de Seattle. Aparentemente eram 11 plantas da variedadeAfghani denominadas
de Northern Lights #1 até Northern Lights #11. E novamente por trás do surgimento
da Northern Lights como conhecemos hoje está Neville Schoenmakers, que em 1985
conseguiu clones das espécies, que usou para hibridações e endocruzamentos com
alguns machos Afghani. Essa plantas vieram a dar origem a uma enorme quantidade de
híbridos, por ser a planta mais resinada conhecida na época.
Cheese
Originaria de um único fenótipo fêmea de um pacote de Skunk #1, o fenótipo Cheese tem
sido passado adiante desde o fnal da década de 1980 por uma rede clandestina de
produtores no Reino Unido, até que um clone caiu nas mãos de Big Buddha. Clone que foi
cruzado com uma planta Afghani, preservando parte do sabor e aroma forte de queijo e o
efeito estimulante do Cheese original. Para poder ser considerado Cheese, é preciso ter
descendência nessa genética.
Diesel - Sour
Novamente mais de uma versão com similaridades, dependendo de quem conta a história.
A mais aceita é que nasceu de uma semente de ChemDawg, clones dessa planta foram
distribuidos entre amigos, híbridos criados e lendas nasceram. Sendo as 3 mais
famosas Original Diesel (Diesel #1, Headband, Daywrecker Diesel, Underdawg), Sour
Diesel e OG Kush. Seu nome é originario do aroma e sabor da genética e para poder ser
considerada Diesel ou Sour, é preciso ter descendência dessa genética.
White
White Widow (Brazilian Sativa x South Indian Indica) foi a primeira genética White,
desenvolvida por Shantibaba (Scott Blakey) e lançada em 1994 enquanto coproprietário
da Greenhouse Seeds, juntamente com Arjan. Mais após o relacionamento entre os dois
deteriorar, Shantibaba vendeu sua parte da Greenhouse Seeds Co. em 1998 pro sócio, e
com ajuda de Howard Marks e Neville Schoenmakers fundou o Mr. Nice Seeds. Ao
perceber o uso descarado dos nomes dados as suas genéticas por outros seedbanks,
mudou o nome das mesmas, sendo a original White Widow renomeada para Black Widow.
Seu nome original vem da grande quantidade de tricomas ao fnal da foração, o que a faz
parecer branca embaixo da luz. Para poder ser considerada White, é preciso ter
descendência genética da Black Widow.
Kush
Refere-se a um subconjunto de variedades Indicas proveniente principalmente do
Afeganistão, e por vezes Irã, Paquistão e norte da Índia. Seu nome vem da cordilheira do
Hindu Kush, entre o Paquistão e o Afeganistão. Sua principal característica é a grande
potência.
Hash
Refere-se a um subconjunto de variedades encontradas em todos os países que fazem
fronteira com a cordilheira do Hindu Kush. Seu nome se deve ao fato de serem muito
usadas para produção de haxixe na região.
Blue/Purple/Red
Para uma dessas cores desenvolver-se com a maturação, a variedade tem que ter
potencial genético para a produção de pigmentos antociânicos que atuam como uma
espécie de fltro solar, absorvendo a luz azul-verde e UV, protegendo assim os tecidos da
fotoinibição. Não alteram o odor da planta mais podem infuenciar no sabor. As
antocianinas não são sintetizadas até que a planta comece a quebrar a clorofla,
presumivelmente para fotoproteção durante a translocação de nitrogênio. Para encorajar a
formação dessas cores é preciso diminuir a temperatura a noite e/ou regar com água
gelada durante as últimas semanas de foração. No entanto, a cor não aparecerá se as
condições ambientais não forem favoráveis
Brown/Gold/Orange/Yellow
Para uma dessas cores desenvolver-se com a maturação, a variedade tem que ter
potencial genético para a produção de pigmentos carotenoides, que protegem a clorofla do
excesso de luz. Os carotenoides tem também valor antioxidante e anticancerígeno.
Outros
Características das plantas como rápida maturação, altura, aromas, sabores e etc.,
também são frequentemente utilizados na escolha dos nomes. (Ex:Early Pearl, Low Girl,
Lemon Skunk, Chocolate Thai).
Obs: Algumas vezes, plantas batizadas com esses nomes, não são nem de fato
descendentes da(s) planta(s) que geraram tais nomes, tendo apenas o propósito de atrair
mais o consumidor.
8. PROCESSO DE ESCOLHA
Centenas de novas variedades surgem todos os anos, mas se considerarmos alguns
fatores durante o processo de seleção, é possível facilitar essa escolha, e encontrar as
melhores opções para cada caso. O primeiro fator é a forma de cultivo. O
cultivo outdoor apesar de não limitante na escolha da variedade, limita o número de safras
de acordo com sua região geográfca. No cultivo outdoor, variedades Sativas prosperam
melhor em climas tropicais (quanto mais próximo da linha do equador melhor), e
variedades Indicas prosperam melhor em climas temperados (quanto mais próximo de
regiões de 30 graus de latitude norte ou sul melhor). Já o cultivo indoor, vem acoplado de
diversos fatores que podem limitar a escolha da variedade. Esses fatores incluem método
de cultivo x número de variedades, tempo de foração x altura mínima das variedades,
rendimento x gastos com enegia. Isso ocorre porque assim como todos os seres vivos,
diferentes espécies e variedades de cannabis, apresentam diferentes padrões de
crescimento, e reagem de maneiras diferente às técnicas de cultivo e ao ambiente.
Somente após estabelecidos o local e método de cultivo, é possível analisar os fatores de
caráter pessoal, como efeitos, aromas e sabores. Cabe ao consumidor usar o bom senso e
pesquisar a(s) variedade(s) mais adequada(s) à(s) sua(s) necessidade(s).
Potência x Qualidade
Muito se fala a respeito da potência das variedades, assim como dos extratos da cannabis.
Mais o que isso signifca, e porquê não devemos nos basear nesses valores?
A percentagem de THC antigamente era medida em relação a toda a matéria encontrada
nas cabeças dos tricomas, não apenas em relação a outros canabinoides como acontece
atualmente, fortalecendo o mito que as variedades atuais são mais potentes que as
landraces de 50 anos atrás. Grande parte desses testes utilizam cromatografa gasosa,
que é incapaz de detectar THCA diretamente, sendo necessário sua conversão em THC, e
consequentemente uma perda de até 25% do valor real da potência.
Essas percentagens mostram apenas a relação entre os canabinoides de uma amostra,
logicamente que uma maior percentagem de THC em geral vai resultar em uma cannabis
mais potente, mas existem outros fatores que infuenciam a potência e a qualidade. Por
exemplo, uma planta com alto teor de THC e pequeno volume de resina pode ter o
conteúdo total de THC menor que uma planta com baixo teor de THC e grande volume de
resina. Existe diferença de potência até mesmo entre os buds de uma mesma planta, com
a potência aumentando gradualmente em direção ao topo da planta, onde se encontra o
bud mais potente. E até mesmo se pegarmos esse mesmo top bud, e testar a potência
com diferentes tempos de cura, teremos variações entre os canabinoides. Combinando um
maior número de cabeças de tricomas para a criação dos extratos da cannabis não faz a
percentagem de THC aumentar, apenas condensam uma maior quantidade de THC em
uma menor superfície.
Em resumo, a potência da cannabis como uma planta não aumentou, já a cannabis como
produto fnal, em média, aumentou muito em potência, devido ao amplo conhecimento das
técnicas e cuidados apropriados nos cultivos, e na produção dos extratos da cannabis,
existentes atualmente.
Old School x New School
Existe uma rivalidade entre os antigos cultivadores hippies e os cultivadores modernos de
cannabis. Os antigos acreditam que essa criação extensiva de novos híbridos afeta a
estabilidade genética, uma vez que focam muito em repassar apenas alguns aspectos da
planta, basicamente; aparência, potência, rendimento, tempo de maturação, aromas e
sabores, e acabam deixando de lado outros aspectos, enfraquecendo o vigor da genética.
Já os cultivadores modernos desvalorizam as landraces. Ambos tem seus méritos e
desméritos. O segredo da qualidade está em uma seleção e reprodução conscientes, e o
potencial genético está ligado diretamente as habilidades do cultivador e ao meio
ambiente.
Caim e Abel
Assim como acontece com os seres humanos, dois irmãos, flhos dos mesmo pais podem
ser completamente opostos em suas qualidades. Isso ocorre devido as variações
fenotípicas resultantes do cruzamento de diferentes variedades. Por exemplo, suponhamos
que João germinou duas sementes feminilizadas da variedade Malbécia (fctícia), que ele
apelidou de Abel e Caim, com a intenção de selecionar uma planta mãe pro seu sistema
de cultivo perpetual. João tirou clones de seus fenótipos e colocou as plantas pra
forescer. Abel demorou 10 semanas pra forescer, fcou com um tamanho fnal de 1 metro
e resultou em um fumo com 20% de THC e 1% de CBD, já Caim demorou 8 semanas pra
forescer, fcou com um tamanho fnal de 60cm e resultou em um fumo com 6,5% de THC e
13% de CBD. Como João é um usuário medicinal, optou por matar os clones de Abel, e
transformou um dos clones de Caim em uma planta mãe para seu perpetual.
Seed Brands
Assim como acontece com os produtos que são consumidos por uma grande parcela da
população, a quantidade de marcas e variedades de cannabis é bem extensa. São
centenas de marcas e milhares de variedades, que podem tornar o processo de seleção
laborioso, e o consumidor precisa estar atento para não comprar gato por lebre. Não
existe copyright das genéticas ou nomes das plantas de cannabis, então quando uma
variedade atinge grande notoriedade, é normal que outras marcas comecem a vender sua
própria versão da variedade, assim como a utilizam para novas cruzas. Mais de 90% das
variedades que ganharam status de strains lendárias não são encontradas para
comercialização, já que estão extintas ou nas mãos de alguns poucos indivíduos. E entre
as disponíveis, boa parte já perdeu qualidade pois não tem o mesmo vigor de 10, 20 anos
atrás. Assim como acontece com qualquer produto, diferentes marcas possuem diferentes
reputações, desde o pequeno produtor orgânico até o renomado produtor em larga escala.
Não existe uma marca melhor do que a outra, o que existe é a preferência do consumidor
que é limitada de acordo com suas experiências.
Links Úteis
Seedfnder - Mais completo database de variedades, com a genealogia das variedades.
Leafy - Ferramenta para pesquisas sobre efeitos e utilidades medicinais das variedades.
Strain Brain - Ferramenta para pesquisas sobre efeitos e utilidades medicinais das
variedades.
FullSpectrumLabs - Excelente site para pesquisas sobre valores de cannabinoides ativos e
utilidades medicinais das variedades.
Project CBD - Excelente site para pesquisa de variedades com CBD elevado.
Best Seed Bank - Review de "seedbanks".
9. PERSONAGENS DA HISTÓRIA MODERNA DA CANNABIS
Introdução
Acredito que a propagação de informações é o conceito que rege a funcionalidade
do Growroom, e após perceber uma carência de informações relacionadas a história
moderna da cannabis, resolvi escrever esse "pequeno" resumo de algumas das
personagens mais importantes na moldagem dessa indústria, com o objetivo de instigar
uma vontade no leitor de entender também a história moderna da cannabis, e não apenas
suas técnicas de cultivo. Não sou nem de longe a melhor pessoa pra falar sobre o assunto,
até porque meu interesse em me aprofundar no assunto também é recente, e meu
conhecimento ainda bem limitado. Mas como iria demorar demais se eu deixasse para
escrever depois de ler todos os livros que ainda pretendo comprar, resolvi escrever essa
espécie de guia para ajudar quem também quiser se aprofundar no assunto, ou apenas ter
uma base da história moderna da cannabis. Mas história é sempre refutável,
principalmente quando falamos de genéticas, onde o confito de egos é constante. Além
das teorias de conspiração que levam até o leitor mais cético a fcar com uma pulga atrás
da orelha. Então, fca a cargo do leitor interpretar a verdade como melhor lhe apetece.
Essa é apenas a minha interpretação resumida dos fatos. Boa leitura!
Brotherhood Of Eternal Love
A B.O.E.L foi uma organização informal de entusiastas e trafcantes de drogas
psicodélicas, de Laguna Beach na Califórnia. Entre as atividades exercidas pela
organização estava o contrabando de sementes de cannabis de outros países como
Afeganistão e Nepal durante as décadas de 1960 e 1970. Para quem quer saber mais da
história desta organização, desde os primórdios idealistas de fraternidade até sua
desintegração em uma operação de drogas comum, com armas, egos e ganância, é só
procurar pelo livro Orange Sunshine de Nicholas Schou.
Timothy Leary
Foi um psicólogo e escritor americano que defendia os benefícios terapêuticos das drogas
psicodélicas. Foi preso pela primeira vez em 1965 ao cruzar a fronteira do México com a
família, e sua flha presa com maconha. Depois de assumir a responsabilidade, Leary foi
condenado por posse de maconha. Ele apelou da decisão, alegando que a Marihuana Tax
Act era inconstitucional, uma vez que exigia um grau de autoincriminação, e sua
condenação foi cassada. Em 1968 foi condenado novamente por posse, e preso. Seis
meses depois escapou da prisão, e em uma fuga paga pelaB.O.E.L a organização radical
de esquerdaWeather Underground, Leary e sua esposa foram levados para a Algéria. Em
sua fuga morou em diversos países, até que em 1973 no Afeganistão, acabou por fm
sendo preso e levado de volta aos E.U.A onde foi libertado em 1976. Continuou a escrever
livros, até vir a falecer em 1996.
Dutch Provos
Provo foi um movimento de contracultura holandês durante parte da segunda metade da
década de 1960, que procurava através do humor provocar respostas violentas das
autoridades, com o objetivo de destruir sua autoconfança. Os Provos criaram uma
campanha(Marihu Project) de desinformação para demonstrar a ignorância completa sobre
o assunto da cannabis, criando boatos e planejando atividades anti-realeza e ações para
serem presos consumindo chás, ervas, temperos ou feno ao invés de cannabis, ligando
para a polícia e denunciando a si mesmos. Para quem quer saber mais da história desse
movimento, desde sua criação, até sua aceitação e a ascensão de alguns de seus
membros a cargos políticos, é só procurar pelo livro Bericht Aan De
Rattenkoning (Mensagem Para O Rei Rato), de Harry Mulisch.
Robert-Jasper Grootveld
Grootveld foi o principal precursor do movimento Provo, e junto com Fred Wessels abriu
o Afrikaanse Druk Stoor, onde vendiam maconha e também imitações.
Kees Hoekert
Kees Hoekert é o outro pioneiro holandês na batalha para a permissão de plantar e vender
cannabis, e já em 1963, importava sementes, plantava e vendia cannabis. Chegou a ser
interrogado, torturado mais não foi fchado e se tornou o primeiro comerciante legalmente
sancionado de cânhamo na Holanda.
Holland Hemp Company / Hokkah Tribe
Em 1970 a Holland Hemp Company / Hokkah Tribe começou a vender buds, a partir de
sementes vindas da Tailândia e Afeganistão. Mais era difícil para esses pioneiros
conseguir maconha com boa potência, principalmente pelas difculdades de adaptar
sementes de outros países as condições climáticas do cultivo outdoor na Holanda.
Irene Vorik
Durante a segunda metade da década de 1970, a então Ministra da Saúde e do Interior da
Holanda, Irene Vorik, analisando os estudos médicos e sociais dos males causados por
diversas substâncias, notou que os jovens tendiam a experimentar com essas substâncias
como parte do processo de maturação, e com o objetivo de reduzir os danos potenciais
decretou a cannabis como consideravelmente menos perigosa que as outras drogas, e que
a introdução a drogas mais pesadas estava ligada ao contato com o trafcante, e
recomendou as autoridades que parassem de perseguir as pessoas por consumo ou
venda de pequenas quantidades de cannabis. Ela aproveitou os centro de juventude como
locais para vender pequenas quantidades de haxixe e maconha.
David Wheeler
Apesar do cultivo sinsemilla ter provavelmente sido introduzido nos E.U.A por volta de
1920 com a crescente imigração de mexicanos, a técnica só começou a ganhar
popularidade, quando no começo da década de 1960, Wheeler, durante uma viagem ao
México foi apresentado por um amigo para um fumo chamado desin hueso, Wheeler deu
dois pegas e sentiu que ia desmaiar. Um ano depois, ele e o amigo, Tom Newman foram
viver por 7 meses com os índios Nahuatl, que cultivavam a melhor cannabis do México,
aprendendo a identifcar o sexo das plantas e eliminar os machos. Terminado o
aprendizado, Wheeler resolveu plantar uma grande quantidade para levar pros E.U.A.
Demorou dois anos pra isso, desde implorar por sementes aos índios, plantar, e
contrabandear pros E.U.A, que foi feito por um homem conhecido como Buckwheat, que
trabalhava no meio musical. Durante um show, Buckwheat apresentou o fumo pra
banda The Byrds. David Crosby depois de fumar disse no palco que tinha acabado de
fumar uma erva fantástica, chamada de sansimion, ao que foi corrigido por Wheeler que
disse que se chamava sinsemilla, sem sementes. Para quem quer saber mais, é só
procurar pelo livro Murder at the Conspiracy Convention and Other American
Absurdities de Paul Krassner.
Ed Rosenthal
Ed Rosenthal é um horticultor da Califórnia, autor e editor, conhecido por defender a
legalização da cannabis. Foi através de seu esforço jornalístico que os criadores
começaram a se comunicar uns com os outros, trocando informações e genéticas.
Mel Frank
Escritor, editor, fotógrafo e cultivador de cannabis. Começou a cultivar em 1968 e em 1970
publicou seu primeiro artigo que o levou a conhecer Ed Rosenthal que queria escrever um
livro em parceria com Mel. Mas Mel preferiu primeiro fazer faculdade. Mel era um cultivador
de primeira, reproduzindo landraces do mundo todo, sempre escolhendo os melhor
exemplares. Acreditava que distribuir sementes era a melhor maneira de revolucionar o
cultivo de cannabis, por isso doou milhares de sementes, sendo parte das variedades
atuais descendentes de seus cultivos. Em 1974, quatro anos depois do convite, escreveu
juntamente com Ed, o livro Indoor Outdoor Highest Quality Marijuana Grower's Guide,
publicado no ano seguinte e que marcou o início da era do plante você mesmo além da dar
aos dois condições fnanceiras e credibilidade para viajar o mundo estudando e
escrevendo sobre cannabis.
Dr. Andrew Weil
Em 1968, o então estudante de medicina Andrew Weil escreveu um artigo
intitulado Clinical and Physiological Efects of Marijuana in Man, reiniciando o interesse da
comunidade científca pelas propriedades medicinais da cannabis
Keith Stroup
Advogado que em 1970, inspirado pelo trabalho do ativista Ralph Nader, fundou a National
Organization for the Reform of Marijuana Laws, que tem como objetivo mudar a opinião
pública afm de legalizar a cannabis medicinal nos E.U.A. Foi o diretor executivo da
organização até 1979, mas suas desavenças com o então assistente especial do
presidente Carter para questões de saúde, Peter Bourne, levaram Stroup a denunciar a um
repórter o uso de cocaína por Bourne em um evento da NORML, que acabou tirando
ambos de seus cargos. Foi recontratado pela NORML em 1995.
420
É uma ritualização do consumo de cannabis, que tem profundo signifcado para a
subcultura. O termo é atribuido a um grupo de adolescentes da Califórnia, conhecidos
como Waldos. Começou em 1971, com a frase 4:20 Louis, em que 4:20 referenciava o
horário, e Louis o local em que o grupo se encontrava, em alusão a estátua de Louis
Pasteur que fcava nos arredores de onde estudavam.
Sinsemilla Marijuana Flowers
Lançado em 1976, Sinsemilla Marijuana Flowers escrito por Jim Richardson e Arik Woods,
retrata com precisão e sensibilidade a técnica sinsemilla. É também a primeira tentativa de
descrever os estágios de maturação foral adequado para uma colheita ideal, potente e
saborosa. Além de sugerir a possibilidade de uma reprodução consciente.
Tom Alexander
Em 1976 o americano, Tom Alexander e sua mulher se mudaram para a Nova Zelândia.
Tom conseguiu trabalho com um grower local, por 10% do lucro da colheita. Dinheiro que
investiu ano seguinte na plantação de 2000 plantas, só pra ter as plantas apreendidas pela
polícia pouco antes da colheita. Ele e sua mulher foram soltos devido a irregularidades no
mandado de busca. Os buds resultados do trabalho de Tom ganharam as ruas e embora a
polícia corrupta tenha fca com os lucros, o crédito do cultivo fcou com Tom. Sem dinheiro
ou trabalho, Tom e a mulher venderam boa parte do que ainda possuíam e compraram
uma máquina de escrever, onde Tom escreveu o primeiro exemplar de Sinsemilla Tips,
publicação que existiu de 1979 a 1990. A publicação decolou da noite pro dia, e graças a
um anúncio de guano publicado no primeiro exemplar, deu estabilidade fnanceira a Tom.
Entre os que contribuíram com textos para a publicação estão Ed Rosenthal, Jorge
Cervantes e The Farmer In The Sky. A publicação parou após não conseguir se recuperar
dos prejuízos causados pela Operation Green Merchant.
Michael Hallman
Boatos sugerem que Michael Hallman coletou uma grande quantidade de variedades de
cannabis nas décadas 1960 e 1970, e que após sua coleção ir parar nas mãos
da CIA e FBI, experimentos de hibridização foram feitos pelo governo, e um dos resultados
foi a lendária G-13. O único clone da G-13considerado autêntico conseguido por Nevile
Schoenmakers, morreu a vários anos, mais ainda existem cultivadores que rezam possuir
clones, perpetuando ainda mais o mito da G-13.
Robert Randall
Em 1978, Robert Randall processou o governo federal americano por prendê-lo por usar
cannabis para tratar seu glaucoma. Randall ganhou a ação, e o direito de receber 300
cigarros de cannabis por mês do governo. Em 1992, quando o programa já contava com
13 pessoas, foi descontinuado por George Bush "pai", mas os pacientes que já estavam no
programa continuaram com o direito de receber seu medicamento.
Wernard Bruining
Em 1973, Wesnard abriu uma Tea House com o nome de Mellow Yellow, que é
considerado o primeiro cannabis cofeeshop. A ideia era organizar as coisas de uma
maneira civilizada. O sistema com apenas um vendedor e pequenas quantidades
separadas previamente pelo cofeeshop, protegia o consumidor, já que a polícia só podia
prender o vendedor. Em viagem pelos E.U.A em 1978, Wernard descobre a existência da
técnica sinsemilla e pede ao seu novo amigo, Old Ed, para ir morar com ele por um tempo
na Holanda e lhe ensinar suas técnicas. Para quem quer saber mais da história de como
os pioneiros, fzeram doscofeshops algo socialmente aceito é só procurar pelo livro The
Dutch Experience de Nol Van Schaik.
Old Ed
Old Ed se muda para a Holanda em 1979 a convite de Wernard Bruining, com quem mora
pelos próximos 5 anos e a quem repassa seu conhecimento do cultivosinsemilla. Fundam
com alguns amigos o The Green Team cujo objetivo era encorajar o cultivo sinsemilla afm
de diminuir a importação ilegal de maconha e haxixe de países do terceiro mundo. Em
1980, Bruining funda a Lowlands Seed Company, que é a primeira companhia de
comercialização de sementes de cannabis. Também eram vendidos fertilizantes orgânicos
próprios, e o presidente da companhia era Kees Hoekert. Pensando em uma expansão,
em 1984, Wernard manda passagens de avião pra dois promissores americanos, Ed
Rosenthal e Sam The Skunkman, e com a introdução do Skunk, que entusiasma os
consumidores, se da inicio o crescimento da indústria cannábica. Com os dias de
pioneirismo terminados, Bruining e Old Ed se retiraram do The Green Team.Old Ed volta
pros E.U.A, onde faleceu em 2007. Já Wernard fundou em 1985 o
primeirogrowshop, Positronics, onde produzia e vendia fertilizantes orgânicos, luzes para
cultivo, sementes e clones, vendido em 1996 para o grupo Kulu Trading (apenas
o growshop e nome, sem as genéticas).
Michael Taylor
Aka Michael Rich, era um americano que morava na Holanda, e foi o responsável por
indicar Ed Rosenthal e Sam The Skunkman para Wernard Bruining.
Sam The Skunkman
Provavelmente o mais egomaníaco das personagens da história da cannabis moderna.
Grande parte das informações e contribuições genéticas atribuídas a ele, é contestada por
outras personagens. Ao se mudar para a Holanda em 1984, levou com ele algumas das
primeiras variedades norte americanas, entre as quais o Skunk #1 e o Original Haze,
revolucionando o mercado holandês e dando início ao boom da indústria cannábica.
Personagem sombrio, cercado de histórias e lendas. Seu nome verdadeiro é David Paul
Watson, dizem que era ligado a B.O.E.L., e que foi preso em 1982, mais que teve as
acusações retiradas. Dizem também que foi informante do DEA. Entre os seus muitos
pseudônimos estariam: Sam The Skunkman. Sam Selezny, nome com o qual chegou a
Holanda.Jingles, criador do primeiro Skunk não instável (Columbian Gold x Afgani) que
veio a dar origem ao Skunk #1 (Columbian Gold x Acapulco Gold/Afgani) pelas mãos do
coletivo Sacred Seeds. Sam Selgnij (Jingles ao contrário), utilizado na publicação de
artigos junto com Ed Rosenthal para a High Times e Sadhu Sam, utilizado para a
promoção das Bubblebags. Já Sam nega todas as histórias, mesmo quando as evidências
o contradizem. Fundou em 1985 o seedbankCultivator's Choice, que se dissolveu em
alguns anos já que suas genéticas já tinham sido vendidas para outros seedbanks.
Joseph Pietri
Joe Pietri foi um contrabandista de cannabis na década de 1970 no sudoeste asiático e é a
principal personagem das acusações contra Sam The Skunkman. Em seu livro The King of
Nepal relata sua história, mas como não existem documentos pra comprovar qualquer dos
lados da história, e tanto Joe quanto Sam não serem personagens dignos de confança, a
verdade provavelmente se encontra entre as duas histórias.
Sacred Seeds
Foi um grande coletivo de cultivadores e reprodutores de cannabis com membros por todo
os E.U.A, responsável pela criação da maioria das primeiras variedades híbridas entre
sativas e índicas. Dizem que após o coletivo ser desarticulado e alguns de seus membros
presos, Sam The Skunkmanresgatou sementes das lixeiras, que não haviam sido retiradas
ainda do local, e que são essas sementes que Sam levou para a Holanda.
Sandy Weinstein
Rumores o apontam como um dos fundadores do coletivo Sacred Seeds, criador da
variedade Early Girl, além de ter desempenhado um papel importante na criação de muitas
das primeiras variedades americanas. É apontado também como sendo a fonte do clone
de G-13 conseguido por Neville Schoenmakers.
Mendocino Joe
Foi um dos prováveis membros do Sacred Seeds. Veterano de guerra, após a dissolução
do Sacred Seeds se mudou para Vancouver Islands, levando suas genéticas, e um novo
pseudônimo, Romulan Joe, nome de sua variedade cultivada mais famosa.
Jim Ortega
Cultivador e reprodutor de cannabis, responsável pela introdução das variedades Maple
Leaf, Kush 4 e Garlic Bud através da troca de sementes com Nevile Schoenmakers. Pode
ser a mesma personagem conhecida também como Maple Leaf Wilson, membro do
coletivo Sacred Seeds e um dos primeiros cultivadores de variedades Afghani.
Jerry Biesler
Morou no Afeganistão, e acredita-se que era um dos contatos da
organização B.O.E.L. para a aquisição de sementes índicas locais, que eram adquiridas de
uma fazenda cannábica legal de uma companhia farmacêutica inglesa. De volta a
Califórnia, Jerry cultivou e reproduziu variedades que trouxe do Afeganistão, assim como
as sativas encontradas na Califórnia na época. No fnal da década 1970, se muda para
Holanda onde funda em 1984 a Exotica Seeds Company. A variedade California
Orange creditada a Sam The Skunkman, é possivelmente sua criação e Sam teria
conseguido as sementes com a ex-mulher de Jerry após o divórcio. Jerry atualmente é
autor e mora na Califórnia, para quem quer saber mais da sua história, é só procurar pelo
seu livro The Bandit of Kabul.
George Van Patten
Aka Jorge Cervantes, é um renomado autor, fotógrafo e cultivador de cannabis. Depois de
graduado se mudou para a Califórnia e começou a cultivar cannabissinsemilla. Em 1980
passou a cultivar indoor e motivado pela falta de informações sobre o assunto,
escreveu Indoor Marijuana Horticulture, lançado em 1983, consagrando-se como um dos
mais respeitados autores e connoisseurs de cannabis. Atualmente, continua percorrendo o
mundo, pesquisando e escrevendo sobre cannabis.
Super Sativa Seed Club
O SSSC foi um seedbank de um coletivo de reprodutores de cannabis com base em
Hague na Holanda, criado em 1985, e que continuou os trabalhos do coletivoSacred
Seeds. Sua variedade criada mais famosa foi a William's Wonder. A alguns anos renasceu,
mais apenas no nome, pelas mãos das pessoas que operam oSensi Seeds e Ceres
Seeds, em mais uma tentativa de lucrar em cima do consumidor desinformado.
Jack Herer
Foi um ativista americano pró cannabis e autor, sendo o mais famoso dos seus livros The
Emperor Wears No Clothes, publicado em 1985 responsável por uma expansão nos
esforços pela legalização da cannabis. Só se converteu a causa da cannabis aos 30 anos
infuenciado pela então namorada. A variedade Jack Herer, campeã de múltiplas Cannabis
Cup é uma homenagem a ele. Infelizmente Jack faleceu no ano passado.
Robert Connell Clarke
Rob Clarke é um californiano, autor, fotógrafo e estudioso da cannabis, e já na faculdade
demonstrava ser um entusiasta, escrevendo The Botany and Ecology Of Cannabis como
sua tese de graduação. Entre as suas publicações estão livros como Marijuana
Botany e Hashish.
Howard Marks
Autor e ex trafcante de drogas. Começou a trafcar na metade da década de 1960
enquanto ainda cursava faculdade, e chegou a comandar uma operação gigantesca de
tráfco internacional durante a década de 1980. Foi preso em 1988 pelo DEA e condenado
a 25 anos de prisão. Foi solto em liberdade condicional em 1995, escrevendo desde então
uma biografa, uma antologia e mais recentemente uma sequência de sua biografa.
Operation Green Merchant
Foi uma operação do DEA com o objetivo de destruir as indústrias de hidroponia e
cultivo indoor assim como publicações especializadas na cannabis, que após a
repercussão do artigo de Steven Hager pra High Times, intitulado Inside Cannabis
Castle!!!, invadiu e prendeu em 26 de Outubro de 1989, 119 pessoas, em um episódio que
fcou conhecido como Black Thursday. E apesar de na maioria dos casos, nenhuma
acusação ter sido arquivada, algumas dessas companhias não se recuperaram das perdas
e acabaram por fechar, e outras demoraram anos para se restabelecer. Em 1991,
o DEAcomeçou a servir intimações a donos de lojas de hidroponia em busca do endereço
e outras informações pessoais dos clientes e que acabou com 1.262 pessoas presas e 977
grows desmontados.
Neville Schoenmakers
Filho de imigrantes holandeses, cresceu na Austrália, onde conheceu e fcou amigo de Bob
Graham, um tetraplégico, que criava e reproduzia periquitos, e que lhe ensinou sobre as
leis de Mendel. Aos 15 anos, experimentou cannabis pela primeira vez junto com amigos.
Após terminar o colégio, conseguiu trabalho com assistente de laboratório em uma
universidade local, e em pouco tempo era o responsável pelo laboratório. Convencido que
tudo que as autoridades falavam sobre as drogas era mentira, já que consumia cannabis, e
sabia que a mesma era inofensiva, começou a experimentar com todos os tipos de
químicos e drogas a sua disposição, mas seu experimento não durou muito e em alguns
meses foi preso por porte de drogas, e obrigado a frequentar um psiquiatra por algumas
semanas. Neville começou então a vender maconha e voltou a usar outras drogas até
perceber que estava viciado e se internar em uma clínica de reabilitação. Mesma época
em que é acusado de tráfco após uma cliente ser presa por posse e denunciar Neville
como o fornecedor. Com as coisas não olhando bem para seu lado, fugiu para a Tailândia,
onde perdeu de vez o controle do seu vício em heroína. Sem dinheiro, contactou os pais
em uma tentativa de voltar a Austrália, e acabou convencido a se mudar para a Holanda e
buscar tratamento, recebendo passagem e o endereço de um tio. Em 1980, ainda tentando
se livrar do vício, conheceu o livroMarijuana Grower's Guide de Mel Frank e Ed Rosenthal,
que despertou novamente seu interesse em genética, e passou a fabricar óleo de haxixe.
Pouco depois, ao ler sobre as variedades índicas que vinham surgindo nos E.U.A nos
últimos anos, resolveu achar um fornecedor dessas variedade para virar comerciante de
sementes, e acaba conhecendo Sam The Skunkman. Funda então em 1985 o Seed Bank,
e no mesmo ano, ao fcar sabendo de um refugiado afegão que as plantações de Mazar I
Sharif estavam sendo destruídas, pegou um avião no dia seguinte para tentar salvar a
variedade, dando início a sua busca por sementes de todo o mundo. Foi preso em 1990 na
Austrália enquanto esperava a poeira da Operation Green Merchant baixar, e vendeu
o Seed Bank, assim como todas as suas genéticas para Ben Dronkers. Depois de solto e
de volta a Holanda, abriu umcofeeshop em parceria com Arjan Roskam e que o levou a
conhecer Shantibaba, com quem trabalha desde então.
Steven Hager
É um escritor, jornalista e cineasta americano, ativista da contracultura e da cannabis. Em
1987, viajou para a Holanda para escrever um artigo, intitulado Inside Cannabis Castle!!!,
onda contava a história de Neville Schoenmakers. Foi contratado então como editor da
revista High Times em 1988, publicação criada em 1974 por Tom Forcade, um jornalista e
ativista americano. Hager foi o responsável por tirar as drogas pesadas da publicação e
focar na defesa e cultivo da cannabis para uso pessoal. Foi também o primeiro a promover
o trabalho do ativista Jack Herer.
The Farmer In The Sky
É o inventor do método que conhecemos hoje como Sea of Green. Era o gerente-geral da
Hydro-Tech, e foi preso no começo da década de 1990, devido aOperation Green
Merchant e forçado a deixar os agentes federais fotografarem os clientes na sua loja.
Atualmente faz consultoria de design de growrooms.
Ben Dronkers
Cultivador e reprodutor de cannabis, abriu em 1985 o The Hash Marihuana & Hemp
Museum em Amsterdam. Em 1988 fundou o cofeeshop Sensi Seed Club, e em 1991
comprou o Seed Bank de Neville Schoenmakers, renomeado para Sensi Seeds, faturando
milhões em cima do trabalho de Neville, e chegando ao cúmulo de começar a se
autointitular The King Of Cannabis, referência a Neville criada por Steven Hager em seu
artigo Inside Cannabis Castle!!!.
Henk Van Dalen
Cultivador e reprodutor de cannabis desde a década de 1970, Henk Van Dalen funda em
1987 o seedbank Dutch Passion. A lenda da Blueberry se deve bastante a ele e nasceu
devido a não ter dado tempo de colher a variedade pra competir na High Times Cannabis
Cup de 1999. Então aBlueberry só foi competir no ano seguinte, e com um ano de cura
não deu chances as outras concorrentes na categoria índica, e também o prêmio principal,
pela Blueberrycompetindo pelo cofeeshop The Noon.
High Times Cannabis Cup
Criada em 1988 por Steven Hager, infuenciado pelas histórias contadas por Sam The
Skunkman, sobre as festas das colheitas da Califórnia na década 1970. A
primeira Cannabis Cup contou com apenas quatro competidores: Super Sativa Seed
Club, Sensi Seed Club, The Seed Bank, e uma entrada de última hora,Cultivators Choice,
que venceu. Ao longo dos anos, a Cannabis Cup perdeu muita credibilidade, já que alguns
dos mais renomados seedbanks se recusam a participar da competição, e também por
causa do escândalo de uma suposta compra de votos ocorrida naCannabis Cup de 2003,
que deixa em aberto seBarney's Farm e Green House dominaram mesmo a última década
nas categorias principais.
Eddie Reedeker
Reedeker trabalhou juntamente com Sam The Skunkman, pouco após esse se mudar para
a Holanda, no cultivo, hibridização e comercialização de sementes das variedades
introduzidas por Sam. Em 1998 fundou o seedbank Flying Dutchmen Seed Company.
Scott Blakey
Aka Shantibaba, é um cultivador e reprodutor de cannabis. Cresceu morando na Ásia, e
por não gostar da qualidade dos fumos que conseguia, começou a guardar as sementes
de quando encontrava alguma variedade que o agradava. Se mudou pra Holanda em
1992, e começou a cultivar e reproduzir as sementes coletadas durante sua juventude. Em
1994, fundou juntamente com Arjan Roskam, seu então sócio, o seedbank Green House
Seed Company, e no mesmo ano,Shanti desenvolveu a White Widow, primeira
variedade White, que no ano seguinte venceu a categoria principal daHigh Times
Cannabis Cup. Em 1998, já com o relacionamento entre ele e o sócio
deteriorado, Shanti vendeu sua parte do seedbank Green House Seed Company para
Arjan, e com ajuda de Howard Marks e Neville Schoenmakers fundou o Mr. Nice Seeds, e
ao perceber o uso descarado dos nomes dados as suas genéticas por outros seedbanks,
inclusive seu ex-sócio, mudou o nome das mesmas.
Arjan Roskam
Abriu seu primeiro cofeeshop, Greenhouse Tolstraat em 1992, e em 1995 funda
juntamente com Scott Blakey o Green House Seed Company, assim como um
segundo cofeeshop, Greenhouse Namaste. Em 1997, abre seu
terceiro cofeeshop, Greenhouse Centrum, agora em parceria com Neville Schoenmakers.
Então, apesar de ser um picareta, devemos sim dar algum crédito a Arjan, já que mesmo
não intencionalmente, é o responsável pela aproximação entre Neville e Shanti, parceria
entre dois dos mais respeitados reprodutores de cannabis. Com a saída de Shanti, Arjan
contratou Franco como o novo cultivador e reprodutor de cannabis para a Green House
Seed Company.
K.C. Brains - Nirvana
Fundada em 1993 por um breeder que vem cultivando cannabis desde o fnal da década
de 1970 e que usa a alcunha K.C. Brains, o seedbank de mesmo nome foi fundado em
torno do conceito de reprodução em massa, visando a comercialização a preços mais
acessíveis ao consumidor. Criado em 1995 por um ex-funcionário do seedbank Positronics,
conhecido por Mau, o seedbank Nirvana foi fundado em torno do mesmo conceito utilizado
pelo K.C. Brains.
Adam Dunn
Em 1989, aos 19 anos, o americano Adam Dunn se muda para a Holanda levando 300
camisetas de shows dos Rolling Stones com a intenção de fazer dinheiro rápido. Em 1993
funda a C.I.A (Cannabis In Amsterdam) que, era inicialmente um seed shop e hemp store.
Em 1995 por problemas burocráticos, a C.I.A é dissolvida para a criação do seedbank T.H
Seeds, e a divisão da hemp store em duas companhias: Hemp HoodLamb e Hemp Works.
Simon
Durante viagem pela África em 1986, o estudante holandês de biologia Simon descobriu os
benefícios de fumar cannabis pura, e começou a coletar sementes. De volta a Holanda
começou a plantar para consumo próprio. Após terminar a faculdade, foi dar aulas de
biologia em um colégio local, mas acabou recrutado por Ben Dronkers para trabalhar
no seedbank Sensi Seeds, onde fcou até 1994, ano em que fundou em parceria com dois
americanos o seedbank Cerebral Seeds, ganhando dois prêmios na High Times Cannabis
Cup com as strains AK-47 e Chronic. Mas a parceria acabou no mesmo ano, e em 1995,
Simon fundou oseedbank Serious Seeds.
Tony
Tony foi um dos parceiros americanos de Simon na criação do seedbank Cerebral Seeds,
e com o fm da companhia, fundou no mesmo ano oseedbank Sagarmatha Seeds. Com a
divisão da companhia, mas as mesma genéticas, Tony renomeou as variedades AK-
47, Chronic e Kali Mistcultivadas com o então parceiro Simon para Special
K., Slyder e Western Winds respectivamente.
Dj Short
É um renomado cultivador e reprodutor de cannabis, cultivando desde a década de 1970, e
mais conhecido por ter desenvolvido a variedadeBlueberry. Em 1993, se mudou para
Holanda interessado pelo desenvolvimento do mercado de sementes. Em 1994 trabalhou
com Henk Van Dalen, doseedbank Dutch Passion, mais seu papel se limitou ao
fornecimento de sementes das suas variedades. Depois, Dj Short trabalhou junto com Tony
doseedbank Sagarmatha, cultivando suas variedades Blue. Dj Short lançou também um
livro, intitulado Cultivating Exceptional Cannabis.
Soma
Começou a cultivar cannabis em 1971 no sul de Vermont, E.U.A, onde era dono de uma
padaria e um restaurante vegetariano. Se mudou para a Holanda e fundou em 1995
o seedbank Seeds Of Courage, renomeado depois para Soma Seeds. Além de defensor
da cannabis, é um grande incentivador do cultivo orgânico, escrevendo o livro, Organic
Marijuana Soma Style.
Luc Krol
É um cultivador e reprodutor de cannabis desde a década de 1980. Fundou em 1994,
o seedbank Paradise Seeds.
Ingemar
Ingemar, dono do seedbank De Sjamaan, é um ex-funcionário do seedbank Green House,
que reivindica a White Widow como sendo sua criação. Ingemar fundou na metade da
década de 1990, o seedbank Super Skunky, renomeado alguns anos mais tarde para De
Sjamaan.
Jaap Louwerier
Com a venda do nome Positronics para o grupo Kulu Trading em 1996, Jaap Louwerier se
viu diante de uma oferta de Wernard Bruining para assumir suas genéticas, Jaap não
exitou e em 1997 fundou o seedbank Homegrown Fantaseeds Seed Company.
Feminized Seeds
As primeiras sementes feminilizadas comercializadas foram criadas pelo seedbank Dutch
Passion em 1999, e desde então, com a expansão do autocultivo pela mundo,
principalmente Europa, a demanda por este tipo de semente forçou outros
grandes seedbanks a seguir o mesmo exemplo, para manter a clientela feliz, assim como
deu oportunidade pro surgimento de novos seedbanks, de olho nessa nova parcela de
consumidores. Sua criação pelo seedbank Dutch Passion é contestada por Joe Pietri, que
diz que Sam The Skunkman aprendeu a técnica de um canadense e vendeu para Henk
Van Dalen como sendo sua invenção.
Auto-Flowering
O primeiro experimento documentado da utilização da variedade Ruderalis foi feito por
Ernest Small em classifcação taxonômica na década de 1970, e resultou na conclusão
que a hibridização de Sativas/índicas com Ruderalis, resultava geralmente em
descendentes com potência intermediária. Durante a década de 1980, alguns cultivadores
e reprodutores fzeram seus próprios experimentos com a variedade Ruderalis, mas a
maioria descartou os experimentos por sua baixa potência e instabilidade. No entanto, Dj
Short especula que as variedades Auto-Flowering atuais são resultantes de repetida
seleção de variedades índicas com traços de forescimento precoce. Independente de sua
origem, as variedades Auto-Flowering só ganharam maior destaque nos últimos 5 anos,
com a expansão da indústria e a demanda de uma nova parcela de consumidores por esse
tipo de variedade.
Nova Safra de Seedbanks
Com o avanço das leis em diversos países, principalmente a legalidade do comércio de
sementes de cannabis no Reino Unido e o crescimento da indústria nos E.U.A,
novos seedbanks surgem a cada dia. Assim como tem criado também a possibilidade de
pequenos cultivadores e reprodutores de cannabis mostrarem seu trabalho. Muitos já estão
colhendo o reconhecimento merecido, e até competindo de igual para igual com as
companhias mais antigas. Mas ao mesmo tempo isso torna ainda mais difícil o trabalho do
consumidor na hora de escolher sua(s) variedade(s). Por isso a importância de uma
pesquisa sobre a reputação doseedbank antes da compra, já que o consumidor está
escolhendo hoje as companhias que vão sobreviver amanhã nesse mercado cada vez
mais competitivo.
Dennis Peron
Empresário americano, e ativista do uso médico da cannabis, foi a personagem central na
luta pela legalização da Cannabis nos E.U.A durante a década de 1990. É cofundador
do Cannabis Buyers Club, o primeiro Medical Marijuana Dispensary, além de ser também
um dos coautores daCalifornia Proposition 215, que é uma lei da Califórnia sobre o uso de
cannabis medicinal, promulgada em 5 de novembro de 1996, que permite a pacientes com
recomendação médica válida possuir ou cultivar cannabis para uso médico pessoal.
Marc Emery
É um ativista defensor de reforma política canadense sobre a cannabis, também conhecido
como Prince of Pot. Começou a vender sementes no fnal de 1994 após participar da High
Times Cannabis Cup. Em 1995 lançou a Cannabis Canada Magazine, renomeada depois
para Cannabis Culture Magazine. Apesar de mais de 20 acusações ao longo do seu
ativismo, continuou a infringir a lei até ser preso em 2005 e extraditado para os E.U.A após
solicitação do DEA, onde foi sentenciado ano passado a passar 5 anos atrás das grades.
Terrance Parker
Em 1996, o canadense Terrance Parker foi preso por cultivo, porte e tráfco depois que a
polícia invadiu sua casa e encontrou mais de 70 plantas. Parker, um epilético, se defendeu
dizendo que precisava da cannabis para fns médicos, e que seus direitos constitucionais
estavam sendo violados, e o juiz concordou, abrindo caminho para que outros usuários
cultivassem seu medicamento no Canadá.
Marijuana Medical Access Regulations
Em 2001, o governo Canadense promulgou a Marijuana Medical Access Regulations, que
permitiu a um maior número de usuários médicos cultivarem sua própria cannabis, assim
como permitiu a distribuição de cannabis pelo governo. Em 2003, o Superior Tribunal de
Justiça de Ontário confrmou a constitucionalidade da MMAR para a emissão de
autorizações para posse de cannabis para fns médicos.
George Soros
O bilionário húngaro é considerado o músculo fnanceiro por trás do movimento moderno
pela reforma da cannabis e instrumental na criação e manutenção de diversas dessas
organizações. Há quem diga também que seu interess
mesmo é a multibilionária indústria da cannabis.
Richard Lee
É um ativista americano que vem trabalhando pelo fm da proibição da cannabis desde
1992. Opera diversos programas de cannabis medicinal e umMedical Marijuana
Dispensary. Fundou em 2007, a Oaksterdam University, primeira universidade americana
especializada na formação de profssionais para a indústria da cannabis. Foi também o
promotor-chefe da California Proposition 19, também conhecida como a lei da
regulamentação, controle e taxação da cannabis, votada na California no dia 02 de
novembro de 2010 e derrotada com 53.8% de votos contra e 46.2% a favor.
Cannabis Social Club
Com a decriminilização da cannabis sendo adotada em diversos países, um novo modelo
para a alteração da legislação sobre a cannabis vem se expandindo rapidamente. É
o Cannabis Social Club, onde associações de cidadãos organizam o cultivo de uma
quantidade limitada de cannabis para satisfazer suas necessidades pessoais. É
estabelecido um circuito fechado de produção, distribuição e consumo, de acordo com as
normas legais válidas no país. Com Superiores Tribunais espanhóis julgando a favor do
modelo, a Espanha continua se mostrando a frente na evolução das leis de cultivo para
consumo próprio, mas os Cannabis Social Clubs já existem também em países como
Alemanha, Bélgica, Suíça, e com iniciativas similares em desenvolvimento e
implementação em outros países. Por trás da luta pela implementação desse novo modelo
está a rede pan-europeia de organizações não governamentais ENCOD (European
Coalition for Just and Efective Drug Policies).