Faculdade de Educação e Cultura de Vilhena

Mantidas pela Associação Educacional de Rondônia



Amanda Bertoncello
Thaís Lorenzon
Vanessa Duarte






EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE BUCAL COLETIVA
Trabalho apresentado à disciplina de
Epidemiologia do 3º período do curso de
Biomedicina da UNESC, ministrada pela
professora Celestina Alflen Klarold.






09 de Maio de 2014
Vilhena-RO

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...................................................................................................pág. 03
1. ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS E SAÚDE BUCAL COLETIVA ................ pág. 04
1.1. Epidemiologia dos principais agravos em saúde.................................... pág. 04
1.1.1. Cárie dental...................................................................................... pág. 04
1.1.2. Doença periodontal...........................................................................pág. 05
1.1.3. Câncer de boca.................................................................................pág. 06
1.1.4. Fluorose dentária...............................................................................pág. 08
1.1.5. Trauma dental...................................................................................pág. 10
1.2.POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL COLETIVA E VIGILÂNCIA EM SAÚDE
BUCAL...............................................................................................................pág. 12
1.3. CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................pág. 14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................pág. 15













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INTRODUÇÃO

Inicialmente deve-se compreender a saúde bucal como um fator
determinando para a qualidade de vida, pois segundo a OMS – Organização
Mundial de Saúde a saúde bucal não implica apenas em ter bons dentes, mas
também estar livre de desordens que afetam os tecidos orais, dentais e
craniofaciais.
As doenças bucais mais prevalentes são a carie dental e a doença
periodontal, essas doenças são impactantes na qualidade de vida da população,
pois afetam tanto de modo piscicossocial como na escola, trabalho e outras relações
sociais. Existem diferentes perfis de risco para as doenças bucais, no entanto as
populações mais desprivilegiadas são as mais afetadas. Para diminuição da
desproporção em saúde bucal nos variáveis perfis, é necessário abordagens de
estilos de vida que apresentam sucesso na redução de doenças e aplica-las a
realidade social onde o problema é mais efetivo, pois para a mudança de
comportamento das pessoas é necessário transformar também o ambiente em que
elas vivem (SHEIHAM et. al., 2011).
Assim, no texto que se segue, será abordado as principais doenças bucais no
Brasil e no mundo, trazendo as necessidades, promoção e melhoria da saúde bucal.













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1. ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS E SAÚDE BUCAL COLETIVA

A epidemiologia é imprescindível no estudo da distribuição e comportamento
de doenças em uma determinada população em um determinado período, sendo
fundamental no planejamento para avaliação e controle das ações, para isso inclui a
vigilância seguida de observação, teste de hipóteses, pesquisa analítica
experimentos.
Para a promoção da saúde bucal é necessário definir prioridades, organizar a
demanda e gerenciar as atividades previstas.
Em 1986 foi feito o primeiro levantamento epidemiológico da saúde bucal no
Brasil, esse levantamento levou em consideração as principais doenças, faixas
etárias e grupos de risco de cada doença.

1.1. Epidemiologia dos principais agravos em saúde bucal
1.1.1. Cárie Dental
A cárie dental é transmissível, pois as bactérias responsáveis pela alteração
do biofilme estão presentes na saliva. Este biofilme é uma película composta por
microrganismos naturais da cavidade bucal, porém em condições orais mais
patológicas leva à desmineralização dos tecidos duro dos dentes.
Na microbiota bucal, há presença de diversos tipos de microrganismos que
vivem em equilíbrio e resistem a diversas mudanças sem alterar sua composição,
contudo, quando ocorre um distúrbio grave e persistente o equilíbrio se perde, pois
os organismos que não resistem morrem e outros fluorescem, assim a composição
do biofilme passa a ser patológica e propícia ao aparecimento da cárie.
O açúcar é o principal agente responsável pela quebra do equilíbrio do
biofilme, pois quando ingerido as bactérias do biofilme produzem ácidos deixando o
pH baixo, em seguida o pH se eleva a níveis críticos para o esmalte e dentina.
A cárie dental também pode estar associada a baixo nível de escolaridade,
falta de tradições e crenças e cultura que apoiem a saúde bucal, pobre acesso a
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agua potável. Em crianças, cavidades não tratadas causam dor, disfunção,
dificuldade de concentração e problemas estéticos que afetam a qualidade de vida e
seu potencial de sucesso.
Os grupos de alto risco para carie incluem crianças de classe
socioeconômicas menos favorecidas, aquelas cujos pais têm baixa escolaridade e
as que não tem acesso ao serviço de saúde, também aparecem como grupo de
risco aqueles que possuem baixo nível cognitivo ou incapacidades físicas que
dificultam a higiene oral e os com baixo fluxo salivar.
Segundo a OMS os países desenvolvidos apresentam maior prevalência de
caries que os países em desenvolvimento, visto que entre esses países há
diferenças na disponibilidade de açúcar nos alimentos, no acesso ao tratamento
dentário e ao flúor.
Em 1993 foram estabelecidas metas globais referentes a saúde bucal, no
entanto vem se observando que cada região e sociedade requer uma abordagem
diferente que se aplica a sua realidade. No Brasil a cárie continua sendo o principal
problema na saúde bucal, mas a situação melhorou entre 2003 e 2010, pois na
idade utilizada como comparação nesse estudos (12 anos) em 2003 a doença
atingia 69% da população e em 2010 diminuiu para 56%. Nesse período houve
também aumento no acesso da população adulta ao tratamento da cárie.
Já para 2020 as metas não estipulam valores fixos como metas, agora o ideal
é estimular ações segundo necessidades específicas.

1.1.2. Doença periodontal
É o conjunto de alterações que afetam a gengiva (as gengivites) e as
estruturas de suporte que circundam o dente. Uma alteração crônica com o estágio
de destruição dos tecidos periodontais. É uma das doenças mais prevalentes na
espécie humana, ocorre mais na fase adulta e é grande causadora da perda
dentária.
Na fase inicial ocorre um sangramento gengival, porém sem aprofundamento
do sulco gengival, esta fase é conhecida como gengivite.
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Ocorrem com frequência o aprofundamento do sulco gengival, mobilidade
dental, edemas gengivais localizados, aumento do sangramento gengival.
Os índices usados em pesquisa epidemiológica, de base coletiva, podem ser
citados o índice de higiene oral simplificado, índice de controle da placa, índice de
sangramento após sondagem e o índice de perda de inserção.
O índice periodontal comunitário de necessidades de tratamento a partir de
1980 , proposto pela OMS, e sua variante, índice periodontal comunitário foram os
mais usados no Brasil em estudos coletivos.
Doença periodontal também tem sido associada a outras alterações
sistêmicas como: Diabetes Mellitus, desfechos indesejáveis na gravidez,
aterosclerose subclínica, síndrome coronariana aguda, artrite crônica e dor refratária
craniofacial.
Associação entre a doença periodontal e a diabetes mellitus foi avaliada por
Alves et. al. (2007), que afirmaram que os tecidos periodontais são as estruturas
bucais mais afetadas pelo diabetes.
A aterosclerose subclínica foi outra alteração comumente associada a
paciente portador de doença periodontal, as infecções periodo9ntais foram fatores
fortemente associados ao desenvolvimento daquela condição sistêmica.

1.1.3. Câncer de boca
O Câncer de boca representa uma das formas mais fáceis de detecção,
tratamento e controle, e as chances de sucesso aumentam de acordo com a
precocidade do diagnostico das primeiras lesões. Essa forma de câncer tem
experimentado uma incidência crescente nos últimos anos.
Por motivos operacionais o câncer de boca não foi avaliado nos dois grandes
levantamentos epidemiológicos realizados dentro do projeto SB Brasil, nem em 2003
nem em 2010.
Para o ano de 2012,o Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Ministério da
Saúde, estimou a incidência de 9.990 novos casos de câncer de boca em homens e
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4.180 casos entre as mulheres ,em todo o Brasil, correspondendo a um risco
estimado que varia de quatro novos casos a cada 100 mil mulheres e dez a cada
100 mil homens. E a quarta forma de câncer mais frequente entre os homens na
região Nordeste e a quinta mais prevalente nesse mesmo grupo nas regiões
Sudeste e Centro Oeste.
O INCA declara ainda que a mais recentes estimativas mundial apontava para
264 mil novos casos e 128 mil óbitos para o ano de 2008, com as mais altas taxas
de incidência acontecendo em populações do Centro Sul Asiático, Europa Oriental e
Central, da África e da América Central. Algumas formas de câncer (boca, estomago
,fígado e útero) são mais incidentes em países pobres apresentado desse modo,
uma forte relação com fatores sociais e econômicos e não apenas clínicos e
individuais.
Desses, o mais importante, e mais comumente associado ao câncer de boca
e o fumo. Dos pacientes portadores dessa forma de neoplasia, 80% são ou foram
fumantes.
O câncer do lábio apresenta particular importância no Brasil, por ser
considerado um risco ocupacional para trabalhadores expostos ao sol sem a
proteção adequada. O câncer de boca e também a única condição que pode levar
ao óbito o paciente sem tratamento. Os 14.170 novos casos de câncer de boca
esperando na população brasileira para 2012 representam um aumento de 481% na
expectativa de incidência, quando comparado há 16 anos ,em que eram esperados
2.945 novos casos.
Entre os homens ,a taxa de mortalidade por câncer de boca também e maior
do que nas mulheres, na proporção 4:1 a favor do sexo masculino para o ano de
2009.
Angelim-Dias (2006) oferecem algumas recomendações politicas publicas
para o controle do câncer de boca entre as quais se destacam:
a) A utilização de dados confiáveis ,tendo a epidemiologia como base para a
determinação da incidência e da prevalência reais dessa forma e neoplasia.
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b) A melhor formação de recursos humanos, principalmente de cirurgiões –
dentistas para sensibiliza-los ao diagnostico precoce.

O câncer de boca deve ser prevenido e controlado mediante a instrução sobre
fatores de risco, diagnostico precoce e a suficiente atualização clinica e
epidemiológica.
A prevenção primaria proporciona ações que podem reduzir a incidência e a
prevalência da doença, principalmente modificando os hábitos da comunidade,
buscando eliminar ou diminuir os fatores de risco como tabaco, álcool e etc.
A prevenção secundaria visa ao diagnostico precoce da doença em uma fase
anterior a apresentação de alguma queixa clinica. Um índice de cura na faixa de
90% dos casos pode ser conseguido quando e realizado o diagnostico precoce.
A prevenção terciaria visa limitar o dano, controlar a dor, prevenir
complicações secundarias, melhorar a qualidade de vida durante o tratamento.

1.1.4. Fluorose dentária
A prevenção da carie dental pode ser obtida mediante a manutenção de
níveis baixos e constante de flúor na cavidade oral. O flúor pode ser obtido por
fluoretação das aguas de abastecimento, no sal, leite e creme dental fluoretados,
bem como pela aplicação profissional ou por bochechos. A exposição ao flúor por
longo prazo, em níveis ótimos, resulta em menos cavidades tanto em crianças como
em adultos.
Segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos EUA, o
uso apropriado de fluoreto ajuda a prevenir e controlar a carie dental em crianças e
adultos. O flúor atua tanto durante o desenvolvimento dentário como depois que o
dente erupcionou na cavidade bucal.
O fluoreto atua na prevenção da carie dental no contexto do processo de
desmineralização-remineralização descrito anteriormente na seção Cárie dental.
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A presença de fluoreto constante na cavidade bucal, interagindo nesses
eventos físico-químicos de DES-RE é o principal mecanismo de sua ação na
prevenção da carie.
O flúor ainda constitui a melhor defesa contra caries e a fluoretação das
aguas de abastecimento foi considerada pelo CDC uma das 10 mais importantes
medidas saúde publica do século XX nos EUA.
Fluorose e uma alteração na aparência do esmalte dental. Essa alteração
pode variar de uma forma quase imperceptível de juntos ou manchas brancas,
quando leve, a manchamentos e pontos escuros, nas formas severas. A fluorose
dental só acorre quando crianças pequenas consomem flúor, de qualquer fonte,
além dos teores adequados, durante o período de formação dos dentes.
O Índice de Dean, publicado pela primeira vez em 1934, e um dos indicadores
utilizados ate os dias de hoje para a mensuração da fluorose dentaria. Após
mudanças, sua versão de 1942 tornou-se o sistema de classificação mais
universalmente aceito para fluorose dentária.
Em países temperados a uma concentração de flúor nas aguas de
abastecimento de 1mg/L, a prevalência de cárie era bem menor do que a associada
a locais com baixos teores de flúor, enquanto que a fluorose aumentava.
Para testar essa hipótese foi realizado estudo comunitário controlado na
cidade de Grand Rapids, iniciado em janeiro de 1945, tendo como grupo-controle a
cidade vizinha de Muskegon, sem agua fluoretada.
No Brasil, a adição de fluoreto as aguas de abastecimento, como métodos
preventivo contra cárie dental, iniciou-se em 1953, na cidade de Baixo Guandu, no
Espirito Santo, tornando-se lei federal em 1974.
Para o CDC (1999), a fluoretação beneficia de modo seguro e econômico
crianças e adultos, prevenindo a cárie dental independentemente das condições
socioeconômicas ou de acesso a serviços de saúde.
Em verdade ,com o declínio substancial na prevalência e na gravidade da
carie bucal em países desenvolvidos, tem aumentado a prevalência de fluorose.

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Segundo o Guia de Recomendações para o Uso de Fluoretos no Brasil, do
Ministério da Saúde , os dentifrícios flúor,0etados começaram a ser utilizados nos
países desenvolvidos na década de 1960 e no Brasil passaram a ser
comercializados em escala populacional em 1989. O pais é, atualmente, o terceiro
em consumo per capita de dentifrícios, atrás apenas dos EUA e do Japão.
Diversos estudos de revisões sistemáticas por metanálise tem sido conduzido
para avaliar os riscos/benefícios da utilização de produtos fluoretados na prevenção
da cárie, principalmente em crianças menores de 6 anos de idade, devido á
possibilidade de desenvolvimento de fluorose.
Os estudos de Walsh confirmam os benefícios do uso de dentifrício
fluoretado, quando comparado com placebo, na prevenção de caries em crianças e
adolescentes ,mais somente em concentrações iguais ou acima de 1.000ppm.
Outra pesquisa conduzida por Marinho (2010) conclui que os benefícios do
uso de fluoretos tópicos estão firmemente estabelecidos e baseados em forte
evidencia por meio de estudos controlados e randomizados.
Diante da necessidade de prevenção da cárie dental com menor risco para o
desenvolvimento de fluorose, Levy (2003) sumariza as recomendações do CDC,
referindo que a água e dentifrícios fluoretados são os principais dentre todos os meio
de acesso ao fluoreto. Outra modalidades devem ser consideradas somente se a
criança for de alto risco, com cuidado principalmente em menores de 6 anos e
especialmente dos 3 anos de idade, em virtude do risco de fluorose.

1.1.5. Trauma dental
Trauma facial que resulte em fratura, deslocamento ou perda dentariapode ter
significativos efeitos negativos funcionais e psicológicos em crianças (Academia
Americana de Odontopediatria, AAPD).
A maior incidência de traumas ocorre entre 2 á 3 anos de idade, quando a
criança esta desenvolvendo sua coordenação motora. Na adolescência e nafase
adulta, os traumas na dentição permanente ocorre em consequência de quedas
acidentes de transito, violência e pratica desportiva. Apesar das melhorias na saúde
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bucal, pessoas de 5 a 24 anos fazem mais de 600 mil consultas por ano devido a
traumas relacionados aos esportes. A AAPD orienta o uso de protetores bucais que
ajudam a diminuir a força do impacto, e assim reduzir os riscos de traumatismo mais
graves.
De acordo com a Associação Internacional de traumatologia Dental, um bom
exame clinico e a criteriosa tomada da historia do paciente auxiliam o diagnostico
correta e, consequentemente, o tratamento e o prognostico do traumatismo. Para
facilitar a determinação do diagnostico dos traumatismos dentários, a Associação
Internacional de traumatologia Dental indica um quadro de questões para serem
respondidos durante a anamnese do paciente e a IADR disponibiliza um guia passo
a passo de trauma dental.
O tipo de lesão mais frequente foi a fratura de esmalte, 80% dos casos, a
fratura de esmalte e dentina foi identificado em 19% dos casos. No Brasil em
estudos foram encontradas prevalência de 9,7% em crianças de 12 anos, mas não
apontou associação entre a presença de trauma dental e impacto negativo na
qualidade de vida dessas crianças. Em outro estudo no Brasil relacionando o efeito
combinado da má oclusão anterior e o vedamento inadequado dos lábios com
trauma dentário na dentição decídua, em crianças de 36 a 59 meses a prevalência
foi de 27,7% de traumatismo dental. O dente mais afetado foi o incisivo central
superior, ocorrendo mais em meninos, e o tipo mais comum foi a fratura coronária
restrita ao esmalte.
A violência tem sido relacionada com a prevalência de trauma dental. Em
estudos no Brasil, a analise de ocorrências envolvendo agressões físicas em casos
de violência domestica entre 2001 e 2005, dos 1844 casos, 15 tiveram traumatismos
dentários causados predominantemente por socos e tapas e os dentes mais
atingidos foram os incisivos centrais superiores.
Cerca de 19% dos traumas de face e pescoço estão relacionadas com a
pratica desportiva. A prevenção desse tipo de promoção de saúde bucal nas escolas
e ações que desenvolvam estilos de vida a pratica de autocuidado em crianças e
adolescentes.
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As metas em saúde bucal para 2020 em relação aos traumas dentais
estimula-se o incremento na detecção precoce; incremento rápido referenciamento;
aumento no numero de profissionais de saúde competentes para diagnosticar e
promover atendimento de emergência e aumento no numero de individuas afetados
recebendo atenção multidisciplinar e especializada quando necessária.

1.2. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL COLETIVA E VIGILÂNCIA EM SAÚDE
BUCAL
Pode ser definido como política “O conjunto de obras dedicadas ao estudo
daquela esfera de atividades humanas que se referem de algum modo as coisas do
estado”.
A política de saúde bucal vigente no Brasil atualmente teve ênfase a partir de
2004 com a publicação da Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB). Suas diretrizes
são resultantes de processos de discussão entre coordenadores estaduais de saúde
e em proposições geradas em congressos.
São ações a serem desenvolvidas pelas equipes de saúde bucal:
 Ações de promoção e proteção da saúde: Fluoretação das águas de
abastecimento público, a educação em saúde, a higiene bucal supervisionada
e a aplicação tópica de flúor.
 Ações de recuperação: Diagnóstico e tratamento.
 Ações de reabilitação: ações que possibilitem a recuperação parcial ou total,
funcional e reintegração do individuo ao seu ambiente social/profissional.

Na área da atenção básica, a organização da estratégia saúde da família e
regulamentada pela Portaria 2488 do Ministério da Saúde, de 21 de Outubro de
2011, que considera o cirurgião-dentista um dos integrantes da equipe
multiprofissional.
Em termos operacionais, a vigilância em saúde e comumente dividida em
epidemiológica, que trata do monitoramento de doenças infecto contagiosas, crônico
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degenerativos, acidentes de trabalho e com animais peçonhentos e outros agravos
de interesse de saúde coletiva, e em sanitária, que se encarrega do “monitoramento,
normatização e inspeção sanitária de produtos agrícolas, industrializados, serviços e
bens de consumo, bem como a atuação sanitária em portos, aeroportos e fronteiras”
(TAGLIETTA et. al., 2009)




















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1.3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o surgimento de novas necessidades o Brasil está se adaptando,
ampliando suas ações para promover a saúde, incluindo procedimentos curativos e
reabilitadores.
A ascensão da saúde bucal, passando para um patamar prioritário como
saúde básica, deu-se através do estudo epidemiológico das doenças bucais e visou-
se a necessidade do planejamento de ações aplicadas conforme a realidade de
cada população.
























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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ROUQUAYROL, Maria Zélia, GRUGEL, Marcelo. Epidemiologia e Saúde. 7ª ed.
Editora Medbook 2012.