PROVÌMENTO CG N° 27/2012

Altera a redação da alínea b do item 14 da Seção V e da Seção VÌÌ,
ambas do Capítulo XV das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça.
O DesembargadorJOSÉ RENATO NALÌNÌ, Corregedor Geral da Justiça
do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
CONSÌDERANDOa necessidade de aperfeiçoamento do texto da
normatização administrativa;
CONSÌDERANDOo exposto, sugerido e decidido nos autos do Processo
nº 2006/374 - DÌCOGE 1.2,
RESOLVE:
Artigo 1º -A alínea b do item 14 da Seção V do Capítulo XV das Normas
de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça passa a ter a seguinte redação:
“b) a indicação precisa das formas de pagamento admitidas e de suas
condições, nos termos do item 26 e dos subitens 26.2. e 26.3., com a ressalva de que
a escolha cabe quele que for reali!"#lo, ainda que permitida, a crit$rio de cada
%abelião, a advert&ncia a respeito do perigo representado pelo transporte de elevadas
quantias em dinheiro, com recomendação utili!ação dos outros meios de
pagamento.'
Artigo 2º -A Seção VÌÌ do Capítulo XV das Normas de Serviço da
Corregedoria Geral da Justiça passa a ter a seguinte redação:
"SEÇÃO VÌÌ
DO PAGAMENTO
25. O pagamento de título e documento de dívida apresentado para
protesto será recebido pelo Tabelião de Protesto competente, no valor igual ao
declarado pelo apresentante, acrescido dos emolumentos e despesas comprovadas,
cuja cobrança tenha respaldo na lei ou em ato normativo da Corregedoria Geral da
Justiça.
25.1. Juros, comissão de permanência e outros encargos que devem
ser pagos pelo devedor não poderão ser considerados na definição do valor total da
dívida, salvo nos casos expressamente permitidos por lei.
25.2. As microempresas e empresas de pequeno porte, atentas aos
benefícios do artigo 73 da Lei Complementar n.º 123/2006 e, particularmente, à
isenção do inciso Ì do dispositivo legal referido, deverão demonstrar a sua qualidade
mediante certidão expedida pela Junta Comercial ou pelos Oficiais de Registro Civil de
Pessoa Jurídica, admitindo-se como válidas, até 31 de janeiro de cada ano, as
emitidas no curso do exercício fiscal anterior.
1
25.3. O valor a ser desembolsado pelo devedor ou interessado não
poderá ser acrescido de despesas administrativas, tarifas bancárias ou de outros
valores e custos associados às implementações e operacionalizações das
modalidades de pagamento oferecidas ao devedor ou interessado.
25.4. Quando o pagamento não for feito pelo devedor, serão margeados
no título todos os acréscimos pagos pelo interessado.
26. O devedor ou interessado poderá, a seu critério, fazer o pagamento
em dinheiro, em cheque, por meio do Sistema SELTEC (Sistema Eletrônico de
Liquidação de Títulos em Cartório mantido pelas instituições financeiras) e mediante
boleto de cobrança.
26.1. O pagamento em dinheiro ou em cheque, se oferecido no
Tabelionato competente, não poderá ser recusado, em hipótese alguma, pelo Tabelião,
desde que observado o horário de funcionamento dos serviços e o disposto nestas
Normas.
26.1.1. No ato do pagamento em dinheiro, o Tabelião dará a quitação e
devolverá o título ou o documento de dívida ao devedor ou interessado.
26.2. O cheque deverá ser visado e cruzado ou administrativo, em
nome e à ordem do apresentante, e pagável na mesma praça, salvo os emitidos pelas
microempresas e empresas de pequeno porte, que, ao comprovar a sua condição na
forma do subitem 25.2., poderão realizar o pagamento por meio de cheque comum.
26.2.1. O Tabelião, realizado o pagamento em cheque visado e cruzado
ou administrativo, entregará o título ou o documento de dívida ao devedor ou
interessado, com a ressalva de que a quitação fica condicionada à liquidação do
cheque.
26.2.2. O Tabelião, realizado o pagamento mediante cheque comum,
dará quitação ao devedor ou interessado, com a ressalva, no recibo, de que fica
condicionada à liquidação do cheque, e deixará o título ou documento de dívida à
disposição do credor durante dez dias úteis, contados do pagamento, para eventuais
reclamações.
26.2.3. Decorridos os dez dias úteis sem reclamações, o título ou
documento de dívida poderá ser entregue ao devedor ou interessado.
26.2.4. O Tabelião, comprovada, no prazo de dez dias úteis, a
inocorrência da compensação do cheque, arquivá-lo-á no Tabelionato e procederá à
lavratura e ao registro do protesto.
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26.2.5. O pagamento com cheque sem a devida provisão de fundos
importará a suspensão dos benefícios previstos no artigo 73 da Lei Complementar n.º
123/2006 pelo prazo de um ano.
26.2.6. O Tabelião deve examinar a regularidade formal do cheque
utilizado no pagamento e, suspeitando de irregularidade, retê-lo, junto com o título ou
documento de dívida, até que se esclareça a dúvida.
26.2.7. Confirmada a irregularidade, devolverá o cheque ao devedor ou
interessado, salvo se a hipótese configurar ilícito penal.
26.3. O pagamento por meio de boleto de cobrança deverá observar as
normas instituídas pelo Banco Central do Brasil.
26.3.1. O Tabelião, provado o pagamento realizado por meio de boleto
de cobrança, entregará o título ou documento de dívida ao devedor ou interessado,
com a ressalva, no recibo, de que a quitação fica condicionada à confirmação do
pagamento pela instituição financeira.
26.4. A quitação da parcela paga será dada em apartado e o título ou
documento de dívida será devolvido ao apresentante, se, realizado o pagamento em
quaisquer das modalidades autorizadas, subsistirem parcelas vincendas.
26.4.1. Proceder-se-á da mesma forma, dando-se a quitação em
apartado, se o documento de dívida contemplar outros direitos passíveis de exercício
pelo apresentante.
26.5. O Tabelião poderá inutilizar, seis meses depois da data do
pagamento, os títulos e os documentos de dívida não retirados pelo devedor ou
interessado, desde que conservados os microfilmes ou as imagens gravadas por
processo eletrônico.
26.6. O Tabelião, no primeiro dia útil subsequente ao do recebimento do
pagamento, colocará o dinheiro ou o cheque de liquidação à disposição do credor ou
apresentante autorizado a receber, mas somente promoverá a entrega mediante
recibo, do qual constará, em sendo o caso, o valor da devolução do depósito das
custas, dos emolumentos e das demais despesas.
26.6.1. Na hipótese do título ou documento de dívida ser pago em
dinheiro, o Tabelião poderá creditar o valor em conta bancária indicada pelo
apresentante, mediante transferência eletrônica (TED) ou depósito, a ser efetivado
dentro do prazo do subitem 26.6. e arquivará, nesse caso, cópia do comprovante de
transferência ou de depósito.¨
Artigo 3º - Este provimento entra em vigor quarenta e cinco dias após a
data da publicação, revogadas as disposições contrárias.
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Publique-se.
São Paulo, 27/09/2012.
(28/09/2012)
PROVÌMENTO CG N° 22/2012
Modifica o Capítulo XX, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral
da Justiça para introduzir a Seção VÌÌÌ sob a epígrafe "Da Penhora (n )ine de
Ìmóveis¨.
O Desembargador JOSÉ RENATO NALÌNÌ, Corregedor Geral da Justiça
do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais;
CONSÌDERANDO a instituição e regulamentação do sistema eletrônico
para averbações de penhoras no Registro de Ìmóveis, denominado penhora on line,
pelo Provimento CG nº 06/2009;
CONSÌDERANDO que sua utilização, antes facultativa, tornou-se
obrigatória por força do Provimento CG nº 30/2011;
CONSÌDERANDO o disposto no Provimento nº CG 04/2011, que
estendeu a todo o Estado a emissão, transmissão, recepção e arquivo de certidões
imobiliárias formadas eletronicamente;
CONSÌDERANDO a permanente necessidade de aprimoramento do
sistema, tornando-o mais célere, abrangente e acessível;
CONSÌDERANDO o requerimento formulado pela ARÌSP com propostas
nesse sentido;
CONSÌDERANDO a necessidade de regulamentar referido sistema nas
Normas de Serviço desta Corregedoria Geral da Justiça;
CONSÌDERANDO que o Poder Judiciário deve eliminar o uso do papel
em prol de um meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225 da Constituição
Federal);
CONSÌDERANDO o exposto e decidido nos autos do Processo nº
2006/2903 - DÌCOGE 1.2,
RESOLVE:
Artigo 1º - É introduzida a Seção VÌÌÌ, no Capítulo XX, Tomo ÌÌ, das
Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, nos seguintes termos:
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"Seção VÌÌÌ
Da Penhora (nline de Ìmóveis.
Subseção Ì
Das comunicações eletrônicas da penhora, do arresto, da conversão do
arresto em penhora e do sequestro.
257. O sistema eletrônico denominado penhora online, na forma em que
previsto e regulamentado1, pode recepcionar, para fins de averbação e registro no
registro de imóveis, as comunicações eletrônicas de penhora, de arresto, de
conversão do arresto em penhora e de sequestro de imóveis.
258. A certidão de que trata o item 48, do Capítulo ÌV, das Normas de
Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, será expedida, obrigatoriamente, através do
preenchimento do respectivo formulário eletrônico existente no sistema da penhora on
line.
259. Ìdêntico procedimento será observado quando se tratar de arresto,
de sua conversão em penhora e de sequestro.
260. As comunicações dos juízos deste Tribunal de Justiça que
incidirem sobre imóveis situados no Estado de São Paulo far-se-ão exclusivamente
através de referido sistema eletrônico, sendo vedada, para esse fim, expedição de
certidões, ofícios ou mandados em papel.
261. Os oficiais de registro de imóveis que não dispuserem de solução
de comunicação via *eb service deverão verificar, na abertura e no encerramento do
expediente, bem como a cada intervalo máximo de duas horas, se existe alguma das
comunicações mencionadas no item 257 para averbação ou registro, conforme o caso,
adotando as providências necessárias com a maior celeridade possível.
262. O protocolo será realizado de acordo com a rigorosa ordem de
apresentação dos títulos e o oficial de registro de imóveis lançará de imediato no
sistema o prazo de vigência da prenotação.
263. O oficial de registro de imóveis qualificará os títulos indicados
nesta subseção e informará o resultado no sistema dentro do prazo de cinco dias,
contados da data do ingresso do título na serventia e da prenotação no Livro
Protocolo.
264. As averbações e registros dos institutos previstos no item 257
somente se realizarão após a qualificação registrária e dependerão de depósito prévio,
ressalvadas as hipóteses de determinação judicial de dispensa do depósito e de
beneficiário de assistência judiciária gratuita, as quais deverão ser indicadas, em
espaços próprios, no formulário eletrônico de solicitação.
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265. Estando o título apto para averbação ou registro, o Oficial
informará, dentro do prazo do item 263, o valor dos emolumentos no campo próprio do
sistema e aguardará o depósito prévio para a prática do ato registral. Caso existam
exigências a ser satisfeitas, anexará para do*nload no sistema, dentro do mesmo
prazo, a respectiva nota de devolução.
265.1. As informações constantes deste item também estarão
disponíveis para retirada na unidade de registro de imóveis para as consultas
presenciais.
266. O depósito prévio far-se-á mediante recolhimento do valor
constante do boleto a ser impresso na unidade judicial pelo próprio sistema ou
diretamente ao respectivo registro de imóveis, devendo o oficial, neste último caso,
informar desde logo essa circunstância no sistema.
267. O boleto será impresso pela unidade judicial para entrega à parte
responsável pelo pagamento com pelo menos três dias úteis de antecedência do
término da vigência da prenotação.
268. Fica autorizado, no âmbito específico da sistemática
regulamentada nesta subseção, o cancelamento da prenotação caso não realizado o
depósito prévio durante sua vigência.
269. Consumada a averbação ou o registro, o sistema contemplará
comunicação neste sentido pelo registrador.
Subseção ÌÌ
Da pesquisa e da certidão eletrônica de imóveis
270. As requisições de pesquisa de titularidade de imóvel e de certidões
imobiliárias que provenham de juízos do Tribunal de Justiça de São Paulo, relativas a
imóveis situados no Estado, somente poderão ser feitas através do sistema eletrônico
da penhora on line, vedada a expedição de ofícios aos respectivos oficiais
registradores com tal finalidade.
271. Pedidos de pesquisa e de certidões encaminhados à Corregedoria
Geral da Justiça por Tribunais que já utilizam o sistema da penhora online serão
devolvidos ao Juízo de origem com a informação de que o respectivo Tribunal integra
referido sistema e que a pesquisa ou a solicitação de certidão poderá ser feita
diretamente através de tal sistemática.
272. Os oficiais de registro de imóveis que não dispuserem de solução
de comunicação via *eb service deverão, diariamente, atualizar a base de dados e de
imagens no banco de dados light (BDL) da Central de Serviços Eletrônicos
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Compartilhados da Arisp, cuja atualização deverá ocorrer até as 24 horas de cada dia
útil.
273. Caso não atualizado banco de dados light (BDL) e não havendo
solução de comunicação via *eb service: a) as requisições de pesquisas e certidões
serão repassadas diretamente ao registro de imóveis, que as responderá no prazo de
cinco dias; e b) o sistema informará automaticamente a Corregedoria Geral da Justiça
via e-mail.¨
Artigo 2º - Este provimento entra em vigor em 30 dias, ficando
revogadas as disposições em sentido contrário.
Publique-se.
São Paulo, 12/09/2012.
1 Processo CG nº 2006/2903.
(14, 18 e 20/09/2012)
PROVÌMENTO CG N° 13/2012
Dispõe sobre a instituição, gestão e operação da Central de
Ìndisponibilidade de Bens e torna obrigatório o uso do sistema no âmbito do Tribunal
de Justiça do Estado de São Paulo e dos serviços de notas e de registro de imóveis.
O Desembargador JOSÉ RENATO NALÌNÌ, Corregedor Geral da Justiça
do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
CONSÌDERANDO a busca incessante de racionalização dos processos
de produção, distribuição e intercâmbio de informações oficiais e a interoperabilidade
entre o Poder Judiciário e os órgãos prestadores de serviços notariais e de registro,
visando efetividade na prestação jurisdicional e eficiência do serviço público delegado;
CONSÌDERANDO as previsões constitucionais e legislativas para a
imposição de indisponibilidade de bens e a necessidade de lhe dar publicidade (CF,
art. 37, § 4º; Lei 6.024/1974, art. 36; Lei 8.397/1992, art. 4º; CTN, art. 185-A; Lei
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8.429/1992, art. 7º; CPC, arts. 752, 796 a 812; Lei 11.101/2005, art. 82, § 2º e art. 154,
§ 5º; CLT, art. 889; Lei 9.656/1998, art. 24-A; Lei 8.443/1992, art. 44, § 2º; Lei
Complementar 109/2001, art. 59, §§ 1º e 2º, art. 60 e art. 61, § 2º, ÌÌ; e Decreto
4.942/2003, art. 101);
CONSÌDERANDO os estudos encetados, na esfera desta Corregedoria
Geral da Justiça, objetivando viabilizar e implantar um sistema que concentre todas as
indisponibilidades de bens decretadas por autoridades judiciárias e administrativas
num único repositório e sua comunicação eletrônica em tempo real para notários e
registradores de imóveis, a fim de garantir maior efetividade dessas decisões e o
benefício de segurança jurídica para negócios jurídicos na via extrajudicial;
CONSÌDERANDO os termos do art. 37, da Lei nº 11.977, de 7 de julho
de 2009, que determinou a instituição do sistema de registro eletrônico, bem como a
disponibilização de serviços de recepção de títulos e de fornecimento de informações
e certidões em meio eletrônico;
CONSÌDERANDO o disposto no art. 30, inc. ÌÌÌ, da Lei 8.935, de 18 de
novembro de 1994, que prevê atendimento prioritário às requisições de autoridades
judiciárias ou administrativas para a defesa das pessoas jurídicas de direito público em
juízo e o disposto no art. 185-A, da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código
Tributário Nacional), que prevê a ordem judicial de indisponibilidade de bens e direitos
veiculada preferencialmente por meio eletrônico;
CONSÌDERANDO o disposto no art. 236, § 1º da Constituição Federal
de 1988, que prevê a fiscalização dos atos notariais e de registro pelo Poder Judiciário
e o disposto no artigo 38, c.c. art. 30, inc. XÌV, da Lei nº 8.935, de 18 de novembro de
1994, que preveem que os notários e os registradores estão obrigados a cumprir as
normas técnicas baixadas pelo juízo competente que zelará para que os seus serviços
sejam prestados com rapidez, qualidade satisfatória e de modo eficiente;
CONSÌDERANDO que a instituição de portal único na Ìnternet para
comunicação das indisponibilidades permitirá rapidez na efetivação da averbação
constritiva, evitando, por consequência, dilapidação do patrimônio pelo executado, o
que tornaria inexequível a execução, além de funcionar como verdadeiro rastreamento
de titularidade de bens imóveis e de outros direitos reais;
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CONSÌDERANDO os resultados positivos dos trabalhos levados a efeito
em parceria com a Associação dos Registradores Ìmobiliários de São Paulo (ARÌSP)
relativos ao funcionamento do Ofício Eletrônico e da Penhora Eletrônica de Ìmóveis
(Penhora Online), em sua Central de Serviços Eletrônicos Compartilhados (Central
ARÌSP), cujos serviços foram normatizados e estão sob acompanhamento contínuo
desta Corregedoria Geral;
CONSÌDERANDO o compromisso assumido pela Associação dos
Registradores Ìmobiliários de São Paulo (ARÌSP) de hospedar o sistema em seus
servidores exclusivos e de disponibilizá-lo, perpetua e gratuitamente, para livre
utilização, sem qualquer ônus, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por
outros Tribunais e Órgãos Administrativos convenentes, e pelos notários e
registradores de imóveis do Estado;
CONSÌDERANDO que a sistemática é segura, ambientalmente correta,
econômica e contribui para a celeridade processual;
CONSÌDERANDO o exposto e decidido nos autos do Processo nº
2012/00018793 - DÌCOGE 1.2;
RESOLVE:
Artigo 1º - Fica instituída a Central de Ìndisponibilidade de Bens que
funcionará no Portal Eletrônico publicado sob o domínio
http://www.indisponibilidade.org.br, desenvolvido, mantido e operado, perpetua e
gratuitamente, pela Associação dos Registradores Ìmobiliários de São Paulo (ARÌSP),
em sua Central de Serviços Eletrônicos Compartilhados (Central ARÌSP), sob contínuo
acompanhamento, controle e fiscalização pela Corregedoria Geral da Justiça e pelos
Juízos Corregedores Permanentes.
Artigo 2º - A Central de Ìndisponibilidade de Bens será constituída por
Sistema de Banco de Dados Eletrônico (DBMS) que será alimentado com as ordens
de indisponibilidades decretadas pelo Poder Judiciário e por órgãos da Administração
Pública, desde que autorizados em Lei.
Artigo 3º - As indisponibilidades de bens determinadas por Juízos do E.
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deverão ser imediatamente cadastradas
9
na Central de Ìndisponibilidade de Bens, vedada a expedição de ofícios ou mandados
em papel com tal finalidade a esta Corregedoria Geral da Justiça e aos respectivos
Oficiais de Registros de Ìmóveis, salvo para o fim específico de indisponibilidade de
imóvel determinado, hipótese em que a ordem será enviada diretamente à serventia
de competência registral, indicando o nome do titular de domínio ou direitos reais
atingidos, o endereço do imóvel e o número da matrícula.
Artigo 4º - As indisponibilidades de bens decretadas por Juízos de
outros Tribunais e por Órgãos Administrativos que detenham essa competência legal
poderão ser incluídas por seus respectivos emissores na Central de Ìndisponibilidade
de Bens na forma prevista neste Provimento.
Parágrafo 1º - As comunicações de indisponibilidades recebidas até a
data da publicação do presente Provimento serão inseridas na Central de
Ìndisponibilidade pela Diretoria da Corregedoria Geral da Justiça (DÌCOGE 1.2). Após
essa data, as solicitações encaminhadas para comunicações genéricas de
indisponibilidade de bens a oficiais registradores de imóveis, oriundas de autoridades
judiciárias e administrativas deste e de outros Estados da Federação, serão devolvidas
aos respectivos remetentes com a informação de que, para tal desiderato, podem
utilizar o sistema ora instituído ou fazê-lo de forma específica, diretamente à serventia
de competência registral, indicando o nome do titular de domínio ou direitos reais
atingidos, o endereço do imóvel e o número da matrícula.
Parágrafo 2º Os cancelamentos e as alterações relacionados com as
ordens de indisponibilidades anteriormente à criação do Portal do Extrajudicial, e
comunicadas por este órgão, serão regularmente recepcionados e publicados no
referido Portal, salvo as indisponibilidades cadastradas na Central diretamente pela
Diretoria da Corregedoria Geral da Justiça (DÌCOGE 1.2).
Artigo 5º - A consulta ao banco de dados da Central de Ìndisponibilidade
de Bens será obrigatória para todos os notários e registradores do Estado, no
desempenho regular de suas atividades e para a prática dos atos de ofício, nos termos
da Lei.
Parágrafo único - O sistema deverá contar com módulo de geração de
relatórios (correição online), para efeito de contínuo acompanhamento, controle e
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fiscalização pela Corregedoria Geral da Justiça e pelos Juízos Corregedores
Permanentes.
Artigo 6º - A partir da data de funcionamento do sistema, os oficiais de
registro de imóveis verificarão, obrigatoriamente, pelo menos, na abertura e no
encerramento do expediente, se existe comunicação de indisponibilidade de bens para
impressão ou importação (XML) para seu arquivo e respectivo procedimento registral.
Parágrafo único - As serventias que optarem por solução de
comunicação via +eb ,ervice estão dispensadas da verificação continuativa acima,
atendidas as determinações e normas técnicas de segurança utilizadas para
integração de sistemas definidas pela Central ARÌSP.
Artigo 7º - O acesso para inclusão de ordens de indisponibilidades, seus
cancelamentos e consultas circunstanciadas deverá ser feito exclusivamente com a
utilização de certificado digital emitido por autoridade certificadora oficial credenciada
pela Ìnfraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ÌCP-Brasil) e dependerá de prévio
cadastramento do órgão utilizador, exceto a simples consulta, que poderá ser
disponibilizada para livre acesso, em caráter individual, por qualquer pessoa.
Artigo 8º - Poderão aderir à Central de Ìndisponibilidade de Bens outros
Tribunais do país, os Órgãos da Administração Pública que detenham essa
competência legal, bem como outros entes e órgãos públicos, e entidades privadas,
estes, para simples consulta via +eb ,ervice, mediante celebração de convênio
padrão com a ARÌSP, pelo qual se ajustam as condições, os limites e a temporalidade
da informação, o escopo da pesquisa, a identificação da autoridade ou consulente e a
extensão das responsabilidades dos convenentes.
Parágrafo único - As adesões de outros Tribunais e de Órgãos da
Administração Pública que detenham competência para imposição de indisponibilidade
de bens deverão ser comunicadas pela ARÌSP à Corregedoria Geral da Justiça.
Artigo 9º - O convênio padrão deverá ser disponibilizado no sítio da
Central de Ìndisponibilidade de Bens, com livre acesso para amplo conhecimento de
seus termos e condições, assim como para informações dos possíveis interessados.
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Artigo 10 - A requisição de informações e certidões quando rogadas por
entes ou órgãos públicos estarão isentas de custas e emolumentos, conforme as
hipóteses contempladas em lei; quando por entidades privadas estarão sujeitas ao
pagamento das despesas respectivas.
Artigo 11 - Para afastamento de homonímia, resguardo e proteção da
privacidade, os cadastramentos e as pesquisas na Central de Ìndisponibilidade de
Bens serão feitas, exclusivamente, a partir do número de contribuinte de pessoa física
(CPF) ou jurídica (CNPJ).
Artigo 12 - Os notários e registradores de imóveis deverão, antes da
prática de qualquer ato notarial ou registral que tenha por objeto bens imóveis ou
direitos a eles relativos, exceto testamento, proceder prévia consulta à base de dados
da Central de Ìndisponibilidade de Bens, devendo ser consignado no ato notarial o
código da consulta gerado (hash).
Parágrafo 1º - No caso de procuração com poderes para alienação ou
oneração de bens em que o outorgante esteja com seus bens atingidos por
indisponibilidade, essa circunstância deverá ser expressamente consignada no
instrumento, com destaque gráfico e a observação de tratar-se de negócio jurídico cuja
eficácia está subordinada ao prévio cancelamento da indisponibilidade noticiada.
Parágrafo 2º - Os Oficiais do Registro de Ìmóveis deverão manter
registros de todas as indisponibilidades em fichas do Ìndicador Pessoal (Livro nº 5), ou
em base de dados informatizada off#line, ou por solução de comunicação via +eb
,ervice, destinados ao controle das indisponibilidades e consultas simultâneas com a
de títulos contraditórios.
Parágrafo 3º- Verificada a existência de bens no nome cadastrado, a
indisponibilidade será prenotada e averbada na matrícula ou transcrição do imóvel,
ainda que este tenha passado para outra circunscrição. Caso não figure do registro o
número do CPF ou o do CNPJ, a averbação de indisponibilidade somente poderá ser
feita desde não haja risco de tratar-se de pessoa homônima.
Parágrafo 4º - Em caso de aquisição de imóvel por pessoa cujos bens
foram atingidos por indisponibilidade deverá o Oficial, imediatamente após o
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lançamento do registro aquisitivo na matrícula do imóvel, promover a averbação da
indisponibilidade, independentemente de prévia consulta ao adquirente.
Parágrafo 5º - Após o lançamento da averbação da indisponibilidade na
matrícula do imóvel, o Oficial do Registro de Ìmóveis deverá fazer o devido
cadastramento no sistema em campo próprio que contemple essa informação.
Artigo 13 - Os Mandados Judiciais de indisponibilidades genéricos ou
que determinem a indisponibilidade de qualquer bem imóvel que tenham sido
prenotados nos termos dos Provimentos CG. nº 17/1999 e CG. nº 26/2010, cujas
prenotações ainda se encontrem prorrogadas, no aguardo de ulterior deliberação
judicial, poderão ser registrados no Livro de Registro das Ìndisponibilidades e serão
averbados nas matrículas respectivas, passando-se à qualificação de eventuais títulos
representativos de direitos reais conflitantes relativos ao mesmo imóvel, que foram
posteriormente protocolados, observadas a ordem de prioridade decorrente da
anterioridade do protocolo.
Parágrafo único - Caso a serventia não opte pelo registro no Livro de
Registro das Ìndisponibilidades, deverá manter a prorrogação da prenotação e o
controle referido no § 2º, do artigo 12, sem prejuízo do imediato lançamento das
averbações nas matrículas pertinentes.
Artigo 14 - Outras funcionalidades estão previstas no "Manual de
Utilização da Central de Ìndisponibilidade", o qual enuncia com detalhes, em
sequência lógica, passo a passo, os procedimentos para plena utilização dos
correspondentes serviços, o qual ficará publicado no Portal para consulta ou
download.
Artigo 15 - O Portal do Extrajudicial, desta Corregedoria Geral da
Justiça, propicia aos usuários atalho diretamente ao sistema, com link para o site da
Central de Ìndisponibilidade de Bens.
Artigo 16 - São introduzidas as alíneas "k", no item 12, e "s", no item 15,
ambos da Seção ÌÌ, do Capítulo XÌV, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da
Justiça, nos seguintes termos:
13
"k) consultar à Central de Ìndisponibilidade de Bens para verificar
eventual indisponibilidade existente em nome das partes envolvidas na alienação ou
oneração, a qualquer título, de bem imóvel ou direito a ele relativo; e
s) o código da consulta gerado (hash) na Central de Ìndisponibilidade,
quando for o caso, de que trata o item 12, "j", desta Seção."
Artigo 17 - O inciso 23, do item 1, letra "b", da Seção Ì do Capítulo XX,
Tomo ÌÌ, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, passa a ter a
redação seguinte:
"23. Ordens judiciais e administrativas que determinem
indisponibilidades de bens."
Artigo 18 - A letra "g", do item 125, da Seção ÌÌÌ, do Capítulo XX, Tomo
ÌÌ, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, passa a ter a redação
seguinte:
"g) ordens judiciais e administrativas que determinem indisponibilidades
de bens."
Artigo 19 - O item 130, da Seção ÌÌÌ, do Capítulo XX, Tomo ÌÌ, das
Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, passa a ter a redação seguinte:
"130. As cópias das comunicações ao ÌNCRA e à Corregedoria Geral da Justiça
relativas às aquisições de imóveis rurais por estrangeiros e as cópias e recibos das
comunicações às Prefeituras Municipais dos negócios imobiliários deverão ser
arquivados em ordem cronológica."
Artigo 20 - A Seção ÌÌÌ do Capítulo XX das Normas de Serviço da
Corregedoria Geral da Justiça passa a ser acrescida do seguinte item:
"130-A. As ordens judiciais e administrativas que determinem
indisponibilidades serão arquivados em ordem cronológica, dispensado o
arquivamento se forem microfilmadas, de conformidade com a Lei nº 5.433, de 8 de
maio de 1.968, ou armazenadas em mídia digital, na forma prevista no art. 38, da Lei
nº 11.977, de 7 de julho de 2009, ou importadas em arquivo formato XML."
14
Artigo 21 - Ficam suprimidos a alínea "h", do item 6, o subitem 36.3, da
seção ÌÌ e os itens 93 a 97 e os subitens 102.1 a 102.3 e 102.8, da Seção ÌÌ, da
subseção ÌÌ, do Capítulo XX, do Tomo ÌÌ, das Normas de Serviço da Corregedoria
Geral da Justiça.
Artigo 22 - As indisponibilidades averbadas nos termos deste
Provimento e as decorrentes do § 1º, do art. 53, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de
1991, não impedem a alienação, oneração e constrições judiciais do imóvel.
Artigo 23 - Este provimento entrará em vigor na data de sua publicação,
aplicando-se, no que couber, os Provimentos CG. nºs. 32/2007, 16/2008, 6/2009,
26/2010 e 4/2011.
São Paulo, 11/05/2012.
(a) José Renato Nalini
Corregedor Geral da Justiça
(DJE de 14/05/2012)
Provimento CG 30/2011. Penhora online. Ofício eletrônico. Arisp.
Torna obrigatório o uso do sistema da "penhora online" no âmbito do
Tribunal de Justiça de São Paulo.
PROVÌMENTO CGJSP
DATA JULGAMENTO: 15/12/2011 DATA DOE: 19/12/2011 FONTE: 30/2011
LOCALÌDADE: São Paulo
Relator: Mário Devienne Ferraz
íntegra:
PROVÌMENTO N° 30/2011
Torna obrigatório o uso do sistema da "penhora online- no âmbito do Tribunal de
Justiça de São Paulo.
15
O DESEMBARGADOR MÁRÌO DEVÌENNE FERRAZ, CORREGEDOR GERAL DA
JUSTÌÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, em exercício, no uso de suas atribuições
legais;
CONSÌDERANDO que o Tribunal de Justiça mantém parceria com a Associação de
Registradores de São Paulo - ARÌSP, para a utilização gratuita do sistema denominado
"penhora online".
CONSÌDERANDO que a sistemática é segura, econômica e contribui para a
celeridade processual.
CONSÌDERANDO que o sistema da "penhora online" permite não só a averbação da
penhora, mas também a pesquisa de titularidade de imóveis e a requisição de
certidões imobiliárias.
R E S O L V E:
Artigo 1º - As penhoras determinadas por Juízos do E. Tribunal de Justiça de São
Paulo, que incidirem sobre imóveis situados no Estado, deverão ser comunicadas aos
respectivos Oficiais de Registro de Ìmóvel, para averbação, exclusivamente através do
sistema denominado "penhora online", vedada, para esse fim, a expedição de
certidões ou mandados em papel.
Artigo 2º - A certidão de que trata o item 48 do Capítulo ÌV, das Normas de Serviço da
Corregedoria Geral da Justiça, deverá ser expedida, obrigatoriamente, através do
preenchimento do respectivo formulário eletrônico existente no sistema da "penhora
online".
Artigo 3º - As requisições de pesquisa de titularidade de imóvel e de certidões
imobiliárias que provenham de Juízos do E. Tribunal de Justiça de São Paulo, relativas
a imóveis situados no Estado, somente poderão ser feitas através do sistema da
"penhora online", vedada a expedição de ofícios aos respectivos Oficiais
Registradores com tal finalidade.
Artigo 4º - Pedidos de pesquisa e de certidões encaminhados à Egrégia Corregedoria
16
Geral da Justiça por Tribunais que já utilizem o sistema da "penhora online" deverão
ser devolvidos ao Juízo de origem com a informação de que o respectivo Tribunal
integra referido sistema e que, por conseguinte, a pesquisa ou a solicitação de
certidão poderão ser feitas diretamente através de tal sistemática.
Publique-se.
São Paulo, 15 de dezembro de 2011.
MÁRÌO DEVÌENNE FERRAZ
Corregedor Geral da Justiça em exercício (D.J.E. de 19.12.2011)
PROVÌMENTO CG. Nº 29/2007
O DESEMBARGADOR GÌLBERTO PASSOS DE FREÌTAS,
CORREGEDOR GERAL DA JUSTÌÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas
atribuições legais,
CONSÌDERANDO que as recentes alterações na legislação processual,
em vista a informatização do processo judicial, têm reflexos nos serviços notariais e de
registro, especialmente quanto à comunicação oficial dos atos processuais formados
em meio digital;
CONSÌDERANDO ainda, que o processo judicial eletrônico neste
Estado de São Paulo está em fase de implantação, já se encontrando em atuação no
Foro Regional de Nossa Senhora do Ó, bem como que isso gera diversos documentos
eletrônicos (ofícios, mandados, etc.) destinados às unidades do serviço extrajudiciais:
v.g. ordens de sustação de protestos, mandados de registro ou averbação ao registro
civil das pessoas naturais ou ao registro de imóveis;
CONSÌDERANDO por fim, a necessidade de disciplina elementar aos
notários e registradores quanto às cautelas de cumprimento e qualificação desses
17
documentos eletrônicos, bem como a conveniência de aguardar sejam decantadas as
hipóteses dessa novidade, para futura, completa e definitiva regulamentação da
matéria no âmbito das normas de serviço dos serviços extrajudiciais;
RESOLVE determinar aos tabeliães e registradores do Estado de São
Paulo, que observem, provisoriamente, até regulamentação futura, em relação aos
documentos eletrônicos oriundos do Poder Judiciário, o seguinte:
Art. 1º ÷ São suscetíveis de recepção em tabelionatos e ofícios de
registro, para os fins necessários, os documentos eletrônicos oriundos do Poder
Judiciário, com assinatura digital, vinculada a uma autoridade certificadora, no âmbito
da Ìnfra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ÌCP-Brasil).
Art. 2º ÷ A recepção dos documentos eletrônicos em serviços notariais e
de registro far-se-á em meio digital, devidamente autorizado pela Corregedoria Geral
da Justiça, ou em cópia fiel do respectivo original assinado digitalmente, para o trâmite
ou providências necessárias, conforme o caso.
§1º. As unidades de serviço notarial e de registro que estiverem
informatizadas, com eficiente e seguro sistema de arquivo em meio digital, observado
inclusive o subitem 26.1 do Capítulo XÌÌÌ do Provimento CG 58/89, manterão os
documentos eletrônicos arquivados em meio digital, em sistema de fácil busca,
recuperação de dados e leitura, que preserve as informações e seja suscetível de
atualização, substituição de mídia e entrega, em condições de uso imediato, em caso
de transferência do acervo da serventia.
§2º. As unidades de serviço notarial e de registro que não estiverem em
condições de promover o arquivo do documento eletrônico em meio digital, manterão
suas cópias fiéis, com certificação de conferência e anotações remissivas necessárias,
arquivadas, na serventia, em meio físico, ou por processo de gravação de imagem, ou
por microfilme, conforme disciplina normativa própria.
§3º. Nas cópias fiéis de documentos eletrônicos conferidos, serão
lançadas certidões da conferência, com data e assinatura do escrevente que a
efetivar, para a prática dos atos de cumprimento ou qualificação, antes do
arquivamento de que trata o parágrafo anterior.
18
Art. 3º ÷ Tabeliães, registradores ou seus escreventes farão download
dos documentos eletrônicos ou promoverão a conferência de suas cópias fiéis com os
originais eletrônicos, apenas no site oficial indicado.
§1º. Documentos eletrônicos oriundos do Tribunal de Justiça de São
Paulo devem ser baixados ou conferidos no site www.tj.sp.gov.br, segundo as
instruções próprias para essas conferências.
§2º. Não confirmada a validade do documento eletrônico ou não
havendo correspondência entre a cópia apresentada e o original assinado
digitalmente, o tabelião ou oficial registrador abster-se-á do cumprimento ou da
qualificação positiva, devolvendo-a com a respectiva motivação, sem prejuízo de
comunicação ao juiz do processo.
Art. 4º ÷ Não sendo possível à baixa nem a visualização do documento
eletrônico para conferência, em razão de segredo de justiça, será indispensável
certidão lançada e assinada pelo Diretor de Serviço da unidade judicial
correspondente, na cópia do documento judicial eletrônico, que ateste sua
autenticidade, a qual, com essa certidão, será suficiente para a prática dos atos de
cumprimento ou qualificação.
Art. 5º ÷ Tabeliães e oficiais de registro poderão, em resposta, oficiar,
informar e encaminhar certidões e documentos em geral, para os Juízos que atuem
em processos eletrônicos, por igual meio digital, desde que assinados digitalmente,
com certificação digital, no âmbito da Ìnfra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira
(ÌCP-Brasil), e sigam os padrões próprios de envio e protocolização eletrônicos do
processo judicial.
Art. 6º ÷ Este provimento entrará em vigor na data de sua publicação.
São Paulo, 04 de outubro de 2007.
PROVÌMENTO 6/2009
Ìnstitui e regulamenta sistema eletrônico, denominado Penhora Online,
para averbações de penhoras de bens imóveis no fólio real.
19
O DESEMBARGADOR RUY PEREÌRA CAMÌLO, CORREGEDOR
GERAL DA JUSTÌÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições
legais;
CONSÌDERANDO o disposto no parágrafo 6º do artigo 659 do Código
de Processo Civil;
CONSÌDERANDO os estudos encetados, na esfera desta Corregedoria
Geral, visando a concepção, viabilização e implantação de sistema eletrônico para
averbações de penhoras no Registro de Ìmóveis, denominado Penhora Online;
CONSÌDERANDO a necessidade de desenvolvimento de programa
informatizado que efetivamente atendesse às necessidades decorrentes dos primados
de eficiência, segurança, celeridade e praticidade;
CONSÌDERANDO os resultados dos trabalhos levados a efeito em
parceria com a Associação dos Registradores Ìmobiliários de São Paulo ÷ ARÌSP e o
compromisso, por esta assumido, de hospedar o sistema em seus servidores
exclusivos e de disponibilizá-lo, perpétua e gratuitamente, para livre utilização, sem
qualquer ônus, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, abrangidos todos os Juízos e
Ofícios Judiciais, e pelos Registradores de Ìmóveis do Estado;
CONSÌDERANDO o exposto e decidido no Proc. CG nº 888/2006;
R E S O L V E:
Artigo 1º - Fica implantado, com funcionamento a partir de 1º de junho
de 2009, sistema eletrônico para averbações de penhoras no Registro de Ìmóveis,
denominado Penhora Online, destinado a utilização facultativa pelos Juízos.
Artigo 2º - O sistema incluirá função de pesquisa de titularidade, para
localização de bens imóveis em nome de pessoa determinada que for parte em
processo judicial.
Artigo 3º - Os Oficiais de Registro de Ìmóveis do Estado deverão
providenciar a obtenção de certificados digitais emitidos por Autoridades Certificadoras
credenciadas, bem como seu cadastramento no Sistema de Penhora Online, até 20 de
maio de 2009.
20
Artigo 4º - As serventias judiciais estaduais receberão logins e senhas
para viabilização dos cadastramentos e acessos dos respectivos diretores, os quais
poderão cadastrar, também, escreventes.
Artigo 5º - O uso dos referidos logins e senhas, necessário para a
regular utilização do sistema, será oportunamente substituído, quando possível e
conveniente, pelo de certificados digitais.
Artigo 6º - Sem prejuízo dos cadastramentos previstos no artigo 4º, os
MM. Juízes que optarem pela utilização pessoal do sistema se cadastrarão
diretamente, com emprego dos respectivos certificados digitais, e determinarão que os
diretores das serventias judiciais correspondentes realizem a ativação dos cadastros,
para início de operações.
Artigo 7º - Não é fixada data limite para cadastramento de magistrados,
nem de diretores e escreventes das unidades judiciais, pois a utilização do serviço é
facultativa e tal cadastramento poderá ser concretizado quando deliberada a
realização do primeiro acesso.
Artigo 8º - A partir da data de início de funcionamento do sistema, os
Oficiais de Registro de Ìmóveis verificarão, obrigatoriamente, na abertura e no
encerramento do expediente, bem como, pelo menos, a cada intervalo máximo de 02
(duas) horas, se existe comunicação de penhora, para averbação, ou pedido de
pesquisa e certidão, respondendo com a maior celeridade possível.
Artigo 9º - Realizar-se-á regular protocolo, observando-se a ordem de
prenotação, para os efeitos legais.
Artigo 10 - A averbação de penhora somente se realizará após a devida
qualificação registrária e dependerá de depósito prévio, mediante recolhimento do
valor constante de boleto a ser impresso por meio do próprio sistema, ressalvadas as
hipóteses de determinação judicial de dispensa do depósito e de beneficiário de
assistência judiciária gratuita, as quais deverão ser indicadas, em espaços próprios, no
formulário eletrônico de solicitação.
Artigo 11 - Fica autorizado, no âmbito específico da sistemática ora
regulamentada, o cancelamento da prenotação caso não seja realizado, em sua
vigência, o depósito devido, cujo boleto respectivo será impresso na unidade judicial,
21
para entrega, com tempo hábil, à parte responsável pelo pagamento, a qual poderá,
alternativamente, efetuá-lo diretamente ao registrador, comunicando ao Juízo.
Artigo 12 - A qualificação será levada a efeito pelo Oficial de Registro de
Ìmóveis no prazo previsto no item 32 do capítulo XX das Normas de Serviço da
Corregedoria Geral da Justiça, observando-se, igualmente, no mais, o determinado
nas referidas normas.
Artigo 13 - A utilização do Sistema de Penhora Online é uma facilidade
que se propicia ao interessado e, portanto, não o exime do acompanhamento direto,
perante o Registro de Ìmóveis, do desfecho da qualificação, para ciência das
exigências acaso formuladas.
Artigo 14 - Sem prejuízo desse acompanhamento direto, o registrador,
em caso de qualificação negativa, com recusa da averbação, comunicará o fato,
mediante resposta no campo próprio, ao Juízo de origem, inserindo no sistema, para
download, cópia da nota de devolução expedida.
Artigo 15 - Se a averbação da penhora for concretizada, o sistema
contemplará comunicação neste sentido, pelo registrador.
Artigo 16 - Outras funcionalidades, com obrigação de pleno atendimento
pelos Oficiais de Registro de Ìmóveis, estão previstas no anexo "Guia de Utilização do
Sistema de Penhora Online¨, o qual fica fazendo parte integrante do presente
provimento e enuncia, com detalhes, em seqüência lógica, passo a passo, os
procedimentos a serem adotados, para plena utilização dos correspondentes serviços
pelos MM. Juízes que optarem por acesso pessoal, pelos Diretores de Ofícios
Judiciais e pelos escreventes por estes cadastrados.
Artigo 17 - O Portal do Extrajudicial, desta Corregedoria Geral da
Justiça, propicia aos usuários mencionados no artigo anterior atalho de
direcionamento ao sistema, com link para o site da Associação dos Registradores
Ìmobiliários de São Paulo ÷ ARÌSP (http://www.arisp.com.br), em que disponibilizado o
ícone "Penhora Online¨.
Artigo 18 - Este provimento entrará em vigor na data de sua publicação,
diferido o início do funcionamento do sistema para a data indicada no artigo 1º.
São Paulo, 13 de abril de 2009.
22
PROVÌMENTO N° 11/2010.
Disciplina a atuação de Notários e Registradores de Pessoas Naturais do Estado de
São Paulo como Agentes de Registro, no âmbito da Ìnfra-Estrutura de Chaves
Públicas Brasileira (ÌCP-Brasil), funcionando suas unidades de serviço como
'instalações técnicas de AR', bem como acresce a alínea 'k' e o subitem 57.7 ao item
57 do Capítulo XÌÌÌ das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça.
O DESEMBARGADOR ANTONÌO CARLOS MUNHOZ SOARES, CORREGEDOR
GERAL DA JUSTÌÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições
legais;
CONSÌDERANDO o disposto nos itens 3.2.1.3 e 3.2.1.3.1 da Resolução n° 47, de 03
de dezembro de 2007, do Comitê Gestor da ÌCP ÷ Brasil e o disposto no artigo 8º da
MP n° 2.200-02, de 24 de agosto de 2001;
CONSÌDERANDO o requerimento das respectivas entidades representativas de classe
para que os Notários e Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo
sejam autorizados a atuar, no âmbito da Ìnfra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira
(ÌCP-Brasil), como Agentes de Registro, funcionando suas unidades de serviço como
'instalações técnicas de AR';
CONSÌDERANDO a necessidade de disciplinar a atuação dos Notários e
Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo como Agentes de
Registro, no âmbito da Ìnfra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ÌCP-Brasil),
funcionando suas unidades de serviço como 'instalações técnicas de AR';
RESOLVE:
Artigo 1º - Fica autorizada, a partir da publicação deste provimento, a atuação de
Notários e Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo como Agentes
de Registro, no âmbito da Ìnfra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ÌCPBrasil),
funcionando suas unidades de serviço como 'instalações técnicas de AR'.
Artigo 2º - Para atuarem como Agentes de Registro, no âmbito da Ìnfra-Estrutura de
Chaves Públicas Brasileira (ÌCP-Brasil), os Tabeliães de Notas e Oficiais de Registro
23
Civil das Pessoas Naturais deverão estar, obrigatoriamente, vinculados à "AR
CNBSP¨, no caso dos notários, e à "AR ARPENSP¨, no caso dos registradores civis.
Artigo 3º - Atuando como Agentes de Registro, no âmbito da Ìnfra-Estrutura de Chaves
Públicas Brasileira (ÌCP-Brasil), e funcionando suas unidades de serviço como
'instalações técnicas de AR', competirá aos Tabeliães de Notas e Oficiais de Registro
Civil das Pessoas Naturais, ou a seus prepostos habilitados, diante do
comparecimento pessoal do solicitante, ou, se pessoa jurídica, de seu representante
legal e do responsável pelo uso do certificado digital solicitado, exigir a documentação
elencada em texto normativo emanado do Comitê Gestor da ÌCP ÷ Brasil (DOC-ÌCP-
05) para a correta identificação do postulante, verificando sua identidade, bem como
se a assinatura aposta em Termo de Titularidade e/ou Responsabilidade corresponde
à dos documentos apresentados, devendo ser lavrada certidão para atestar o
comparecimento pessoal do interessado, sua identificação e a conferência dos
documentos exigidos, a qual será entregue ao usuário, devendo uma cópia desta
permanecer arquivada na unidade.
Artigo 4º - Após o cumprimento dos passos definidos no artigo 3º, o Tabelião, o Oficial
ou seus prepostos habilitados como Agentes de Registro registrarão o fim da validação
no sistema da respectiva Autoridade Certificadora (CNB/SP ou ARPEN/SP), liberando
a emissão do certificado digital por parte desta. As Autoridades Certificadoras ficarão,
portanto, responsáveis, pela expedição dos respectivos certificados digitais e os
Agentes de Registro se responsabilizarão por sua entrega ao usuário.
Artigo 5º - Sobre a expedição da certidão referida no artigo 3º, incidirão os
emolumentos previstos pelo item 05 da Tabela Ì, anexa à Lei n° 11.331/2002, no valor
atual total de R$38,30, correspondente à rubrica 'certidão ou traslado ou pública
forma', cabendo R$23,84 ao Tabelião ou Oficial; R$6,78 à Secretaria da Fazenda;
R$5,01 à Carteira de Previdência; R$1,22 ao Fundo de Custeio do Registro Civil;
R$1,22 ao Fundo de Despesas do Tribunal de Justiça; e R$0,23 às Santas Casas.
Artigo 6º - As unidades de serviço extrajudicial em referência, que atuarem como
instalações técnicas para a qualificação de pessoas e documentos com vistas à
expedição de certificados digitais, deverão manter classificador próprio em que serão
arquivados:
24
os Termos de Titularidade e/ou Responsabilidade subscritos pelos interessados e
pelos agentes de registro, conforme modelos disponibilizados pela ÌCP-Brasil;
cópias de todos os documentos exigidos, sendo certo que quanto a estas o
arquivamento poderá ser feito, alternativamente, em meio exclusivamente digital;
cópia da certidão expedida.
Artigo 7º - Ao pé dos Termos de Titularidade e/ou Responsabilidade referidos no artigo
6º, 'a', deverão ser anotadas a expedição da correspondente certidão, a validação,
bem como, se o caso, a digitalização das cópias dos documentos apresentados.
Artigo 8º - De acordo com o compromisso firmado pelo Colégio Notarial do Brasil ÷
Seção de São Paulo ÷ CNB/SP e pela Associação dos Registradores de Pessoas
Naturais do Estado de São Paulo ÷ ARPEN/SP, arcarão tais entidades ÷
proporcionalmente aos seus respectivos associados ÷ com os custos de fornecimento,
instalação e manutenção dos programas e equipamentos necessários para o
funcionamento do sistema de verificação presencial dos titulares de certificados
digitais e emissão dos respectivos certificados, bem como providenciarão a
capacitação técnica de, no mínimo, um preposto por unidade para operar o sistema,
sem ônus para o respectivo Tabelião ou Oficial.
Artigo 9º - Acrescentam-se a alínea 'k' e o subitem 57.7, ao item 57, na Subseção ÌÌ,
da Seção ÌÌÌ, do Capítulo XÌÌÌ das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da
Justiça, com a seguinte redação:
Ìtem 57. As unidades do serviço notarial e de registro possuirão os seguintes
classificadores:
(...)
k) para o arquivamento dos documentos relativos à expedição de certificados digitais,
quando a unidade funcionar como instalação técnica para a emissão de certificados
digitais.
57.7) No classificador referido na alínea "k¨ deverão ser arquivados os Termos de
25
Titularidade e/ou Responsabilidade subscritos pelos interessados e pelos agentes de
registro, conforme modelos disponibilizados pela ÌCP-Brasil; as cópias de todos os
documentos exigidos, salvo, quanto a estas, se o arquivamento for feito,
alternativamente, em meio digital; e as certidões expedidas.
Artigo 10 - Este provimento entrará em vigor na data de sua publicação.
São Paulo, 02 de julho de 2010.
(a) Des. ANTONÌO CARLOS MUNHOZ SOARES - Corregedor Geral da Justiça.
(D.J.E. de 06.07.2010)
PROVIMENTO C N! 04"2011
Modifica o Capítulo XX, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça para
alterar a redação do item 146-G, acrescentar novos subitens 146-G.1 e 146-G.2,
renumerar os atuais subitens 146-G.1 e 146-G-2, passando a ser, respectivamente, os
subitens 146-G.3 e 146-G.4, bem como acrescentar o item 146-H#
O $E%EM&'R'$OR C'R(O% E$)'R$O $E C'RV'(*O+ CORREE$OR
ER'( $' J)%TI,'+ EM E-ERC.CIO, no uso de suas atribuições legais;
CON%I$ER'N$O que os avanços tecnológicos, sobretudo no campo do documento
eletrônico e da certificação digital têm reflexos nos serviços notariais e de registro;
CON%I$ER'N$O que a emissão, transmissão, recepção e arquivo de certidões
imobiliárias formadas eletronicamente já foram testadas com sucesso na Comarca da
Capital;
CON%I$ER'N$O que a implantação do sistema da 'penhora online' permitiu a
interligação de todos os Registros de Ìmóveis do Estado de São Paulo com o Poder
Judiciário e a Central de Serviços Eletrônicos Compartilhados da ARÌSP, havendo
condições técnicas, portanto, para que se estenda a todo o Estado a emissão,
transmissão, recepção e arquivo de certidões imobiliárias formadas eletronicamente;
CON%I$ER'N$O que, no âmbito do sistema da 'penhora online’, as serventias
26
prediais do Estado de São Paulo já realizam pesquisa para a localização de imóveis;
CON%I$ER'N$O que a Lei 11.977/09 prevê que os serviços de registros públicos
disponibilizarão serviços de fornecimento de informações e certidões em meio
eletrônico, entre os quais se inclui o serviço de visualização eletrônica de matrícula de
imóvel;
CON%I$ER'N$O o que dispõem os itens 13 e 15 da Tabela de Custas e
Emolumentos do Registro de Ìmóveis;
RE%O(VE/
'0ti1o 1! 2 Fica alterada a redação do item 146-G, do Capítulo XX, das Normas de
Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, nos seguintes termos:
146-G. Os serviços de registro imobiliário poderão emitir e os tabelionatos de notas,
receber e arquivar certidões em formato eletrônico, com assinatura digital vinculada a
uma autoridade certificadora, no âmbito da Ìnfra-Estrutura de Chaves Públicas
Brasileira (ÌCP-Brasil), a serem transmitidas por Centrais de Serviços Eletrônicos
Compartilhados, administradas pela Associação dos Registradores Ìmobiliários de São
Paulo (ARÌSP) e pelo Colégio Notarial do Brasil - Secção de São Paulo (CNBSP), que
arcarão com custos e responsabilidades referentes às contratações, ao
desenvolvimento, implantação e operação do respectivo sistema.
'0ti1o 2! 2 Ficam acrescentados os subitens 146-G.1 e 146-G.2 ao Capítulo XX das
Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, nos seguintes termos:
146-G.1. A certidão digital expedida pelo Oficial de Registro de Ìmóveis será gerada
unicamente sob forma de documento eletrônico de longa duração, que deverá ser
assinado com Certificado Digital ÌCP-Brasil tipo A-3 ou superior, incluindo-se em seu
conteúdo a atribuição de "metadados¨, com base em estruturas terminológicas
(taxonomias) que organizem e classifiquem as informações do arquivo digital no
padrão Dublin Core (DC), atendidos ainda os requisitos da Ìnfra Estrutura de Chaves
Públicas Brasileira (ÌCP-Brasil) e a arquitetura e-Ping (Padrões de Ìnteroperabilidade
de Governo Eletrônico), em especial o conjunto normativo relativo aos Padrões
Brasileiros de Assinatura Digital.
27
146-G.2. A certidão digital solicitada durante o horário de expediente, com indicação
do número da matrícula ou do registro no livro 3, será emitida e disponibilizada dentro
de, no máximo, duas horas úteis e ficará disponível para download pelo requerente
pelo prazo mínimo de 30 dias.
'0ti1o 3! - Ficam renumerados os atuais subitens 146-G.1 e 146-G.2, do Capítulo XX,
das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, que passam a ser,
respectivamente, os subitens 146-G.3 e 146-G.4, do Capítulo XX, das Normas de
Serviço da Corregedoria Geral da Justiça.
'0ti1o 4! - Fica acrescentado o item 146-H ao Capítulo XX, das Normas de Serviço da
Corregedoria Geral da Justiça, nos seguintes termos:
146-H. As unidades de registro imobiliário do Estado de São Paulo prestarão serviços
de pesquisa online para a localização de bens imóveis, bem como de visualização
eletrônica de matrículas imobiliárias, de acordo com a mesma disciplina definida pelo
Provimento nº 01/2009, da 1ª Vara de Registros Públicos, para as unidades da
Comarca da Capital.
'0ti1o 5! - As serventias de registro de imóveis terão o prazo de até 03 meses para
que se integrem à Base de Dados Light ou para que criem solução de comunicação
via Web Service.
'0ti1o 6! - Este provimento entrará em vigor na data de sua publicação.
São Paulo, 02 de março de 2011.
3a4 $es# C'R(O% E$)'R$O $E C'RV'(*O
Co00e1e5o0 e0al 5a J6sti7a e8 e9e0:;:io
MEDÌDA PROVÌSÓRÌA N
o
2.200-2, DE 24 DE AGOSTO DE 2001.
28
Ìnstitui a Ìnfra-Estrutura de
Chaves Públicas Brasileira - ÌCP-Brasil,
transforma o Ìnstituto Nacional de
Tecnologia da Ìnformação em autarquia,
e dá outras providências.
O PRESÌDENTE DA REPÚBLÌCA, no uso da atribuição que lhe confere
o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1
o
Fica instituída a Ìnfra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira -
ÌCP-Brasil, para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de
documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações
habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações
eletrônicas seguras.
Art. 2
o
A ÌCP-Brasil, cuja organização será definida em regulamento,
será composta por uma autoridade gestora de políticas e pela cadeia de autoridades
certificadoras composta pela Autoridade Certificadora Raiz - AC Raiz, pelas
Autoridades Certificadoras - AC e pelas Autoridades de Registro - AR.
Art. 3
o
A função de autoridade gestora de políticas será exercida pelo
Comitê Gestor da ÌCP-Brasil, vinculado à Casa Civil da Presidência da República e
composto por cinco representantes da sociedade civil, integrantes de setores
interessados, designados pelo Presidente da República, e um representante de cada
um dos seguintes órgãos, indicados por seus titulares:
Ì - Ministério da Justiça;
ÌÌ - Ministério da Fazenda;
ÌÌÌ - Ministério do Desenvolvimento, Ìndústria e Comércio Exterior;
ÌV - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
V - Ministério da Ciência e Tecnologia;
VÌ - Casa Civil da Presidência da República; e
29
VÌÌ - Gabinete de Segurança Ìnstitucional da Presidência da República.
§ 1
o
A coordenação do Comitê Gestor da ÌCP-Brasil será exercida pelo
representante da Casa Civil da Presidência da República.
§ 2
o
Os representantes da sociedade civil serão designados para
períodos de dois anos, permitida a recondução.
§ 3
o
A participação no Comitê Gestor da ÌCP-Brasil é de relevante
interesse público e não será remunerada.
§ 4
o
O Comitê Gestor da ÌCP-Brasil terá uma Secretaria-Executiva, na
forma do regulamento.
Art. 4
o
Compete ao Comitê Gestor da ÌCP-Brasil:
Ì - adotar as medidas necessárias e coordenar a implantação e o
funcionamento da ÌCP-Brasil;
ÌÌ - estabelecer a política, os critérios e as normas técnicas para o
credenciamento das AC, das AR e dos demais prestadores de serviço de suporte à
ÌCP-Brasil, em todos os níveis da cadeia de certificação;
ÌÌÌ - estabelecer a política de certificação e as regras operacionais da AC
Raiz;
ÌV - homologar, auditar e fiscalizar a AC Raiz e os seus prestadores de
serviço;
V - estabelecer diretrizes e normas técnicas para a formulação de
políticas de certificados e regras operacionais das AC e das AR e definir níveis da
cadeia de certificação;
VÌ - aprovar políticas de certificados, práticas de certificação e regras
operacionais, credenciar e autorizar o funcionamento das AC e das AR, bem como
autorizar a AC Raiz a emitir o correspondente certificado;
VÌÌ - identificar e avaliar as políticas de ÌCP externas, negociar e aprovar
acordos de certificação bilateral, de certificação cruzada, regras de interoperabilidade
30
e outras formas de cooperação internacional, certificar, quando for o caso, sua
compatibilidade com a ÌCP-Brasil, observado o disposto em tratados, acordos ou atos
internacionais; e
VÌÌÌ - atualizar, ajustar e revisar os procedimentos e as práticas
estabelecidas para a ÌCP-Brasil, garantir sua compatibilidade e promover a atualização
tecnológica do sistema e a sua conformidade com as políticas de segurança.
Parágrafo único. O Comitê Gestor poderá delegar atribuições à AC
Raiz.
Art. 5
o
À AC Raiz, primeira autoridade da cadeia de certificação,
executora das Políticas de Certificados e normas técnicas e operacionais aprovadas
pelo Comitê Gestor da ÌCP-Brasil, compete emitir, expedir, distribuir, revogar e
gerenciar os certificados das AC de nível imediatamente subseqüente ao seu,
gerenciar a lista de certificados emitidos, revogados e vencidos, e executar atividades
de fiscalização e auditoria das AC e das AR e dos prestadores de serviço habilitados
na ÌCP, em conformidade com as diretrizes e normas técnicas estabelecidas pelo
Comitê Gestor da ÌCP-Brasil, e exercer outras atribuições que lhe forem cometidas
pela autoridade gestora de políticas.
Parágrafo único. É vedado à AC Raiz emitir certificados para o usuário
final.
Art. 6
o
Às AC, entidades credenciadas a emitir certificados digitais
vinculando pares de chaves criptográficas ao respectivo titular, compete emitir, expedir,
distribuir, revogar e gerenciar os certificados, bem como colocar à disposição dos
usuários listas de certificados revogados e outras informações pertinentes e manter
registro de suas operações.
Parágrafo único. O par de chaves criptográficas será gerado sempre
pelo próprio titular e sua chave privada de assinatura será de seu exclusivo controle,
uso e conhecimento.
Art. 7
o
Às AR, entidades operacionalmente vinculadas a determinada
AC, compete identificar e cadastrar usuários na presença destes, encaminhar
solicitações de certificados às AC e manter registros de suas operações.
31
Art. 8
o
Observados os critérios a serem estabelecidos pelo Comitê
Gestor da ÌCP-Brasil, poderão ser credenciados como AC e AR os órgãos e as
entidades públicos e as pessoas jurídicas de direito privado.
Art. 9
o
É vedado a qualquer AC certificar nível diverso do imediatamente
subseqüente ao seu, exceto nos casos de acordos de certificação lateral ou cruzada,
previamente aprovados pelo Comitê Gestor da ÌCP-Brasil.
Art. 10. Consideram-se documentos públicos ou particulares, para todos
os fins legais, os documentos eletrônicos de que trata esta Medida Provisória.
§ 1
o
As declarações constantes dos documentos em forma eletrônica
produzidos com a utilização de processo de certificação disponibilizado pela ÌCP-Brasil
presumem-se verdadeiros em relação aos signatários, na forma do art. 131 da Lei n
o
3.071, de 1
o
de janeiro de 1916 - Código Civil.
§ 2
o
O disposto nesta Medida Provisória não obsta a utilização de outro
meio de comprovação da autoria e integridade de documentos em forma eletrônica,
inclusive os que utilizem certificados não emitidos pela ÌCP-Brasil, desde que admitido
pelas partes como válido ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento.
Art. 11. A utilização de documento eletrônico para fins tributários
atenderá, ainda, ao disposto no art. 100 da Lei n
o
5.172, de 25 de outubro de 1966 -
Código Tributário Nacional.
Art. 12. Fica transformado em autarquia federal, vinculada ao Ministério
da Ciência e Tecnologia, o Ìnstituto Nacional de Tecnologia da Ìnformação - ÌTÌ, com
sede e foro no Distrito Federal.
Art. 13. O ÌTÌ é a Autoridade Certificadora Raiz da Ìnfra-Estrutura de
Chaves Públicas Brasileira.
Art. 14. No exercício de suas atribuições, o ÌTÌ desempenhará atividade
de fiscalização, podendo ainda aplicar sanções e penalidades, na forma da lei.
Art. 15. Ìntegrarão a estrutura básica do ÌTÌ uma Presidência, uma
Diretoria de Tecnologia da Ìnformação, uma Diretoria de Ìnfra-Estrutura de Chaves
Públicas e uma Procuradoria-Geral.
32
Parágrafo único. A Diretoria de Tecnologia da Ìnformação poderá ser
estabelecida na cidade de Campinas, no Estado de São Paulo.
Art. 16. Para a consecução dos seus objetivos, o ÌTÌ poderá, na forma
da lei, contratar serviços de terceiros.
§ 1
o
O Diretor-Presidente do ÌTÌ poderá requisitar, para ter exercício
exclusivo na Diretoria de Ìnfra-Estrutura de Chaves Públicas, por período não superior
a um ano, servidores, civis ou militares, e empregados de órgãos e entidades
integrantes da Administração Pública Federal direta ou indireta, quaisquer que sejam
as funções a serem exercidas.
§ 2
o
Aos requisitados nos termos deste artigo serão assegurados todos
os direitos e vantagens a que façam jus no órgão ou na entidade de origem,
considerando-se o período de requisição para todos os efeitos da vida funcional, como
efetivo exercício no cargo, posto, graduação ou emprego que ocupe no órgão ou na
entidade de origem.
Art. 17. Fica o Poder Executivo autorizado a transferir para o ÌTÌ:
Ì - os acervos técnico e patrimonial, as obrigações e os direitos do
Ìnstituto Nacional de Tecnologia da Ìnformação do Ministério da Ciência e Tecnologia;
ÌÌ - remanejar, transpor, transferir, ou utilizar, as dotações orçamentárias
aprovadas na Lei Orçamentária de 2001, consignadas ao Ministério da Ciência e
Tecnologia, referentes às atribuições do órgão ora transformado, mantida a mesma
classificação orçamentária, expressa por categoria de programação em seu menor
nível, observado o disposto no § 2
o
do art. 3
o
da Lei n
o
9.995, de 25 de julho de 2000,
assim como o respectivo detalhamento por esfera orçamentária, grupos de despesa,
fontes de recursos, modalidades de aplicação e identificadores de uso.
Art. 18. Enquanto não for implantada a sua Procuradoria Geral, o ÌTÌ
será representado em juízo pela Advocacia Geral da União.
Art. 19. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida
Provisória n
o
2.200-1, de 27 de julho de 2001.
33
Art. 20. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua
publicação.
Brasília, 24 de agosto de 2001; 180
o
da Ìndependência e 113
o
da
República.
FERNANDO HENRÌQUE CARDOSO
PROVÌMENTO CG N° 15/2012
Modifica a Subseção ÌV, da Seção ÌÌ, do Capítulo XX, das Normas de
Serviço da Corregedoria Geral da Justiça.
O Desembargador JOSÉ RENATO NALÌNÌ, Corregedor Geral da Justiça
do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
CONSÌDERANDO que a garantia da duração razoável do processo
prevista no art. 5º, LXXVÌÌÌ, da Constituição Federal, incide também sobre os
procedimentos administrativos que tramitam nas serventias extrajudiciais, assim como
nos juízos que exercem função administrativa no âmbito do Poder Judiciário;
CONSÌDERANDO a necessidade de se imprimir maior celeridade às
retificações de registro que tramitam diretamente nos Registros de Ìmóveis;
CONSÌDERANDO a reiterada apresentação de impugnações à
retificação de registro desprovidas de fundamento, bem como o atraso que têm
causado a referidos procedimentos;
CONSÌDERANDO que o intuito da Lei nº 10.931/04 foi "desjudicializar"
a retificação de registro de imóveis permitindo que, a critério do requerente, tramitasse
diretamente nas Serventias de Ìmóveis;
CONSÌDERANDO por fim, a constante necessidade de atualizar as
Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça a fim de se alcançar maior
eficiência nos serviços prestados pelas Unidades Extrajudiciais;
CONSÌDERANDO o exposto e decidido nos autos do Processo nº
2012/00024480 - DÌCOGE 1.2;
RESOLVE:
Artigo 1º - Fica suprimida a NOTA do item 124.18, da Subseção ÌV, da
Seção ÌÌ, do Capítulo XX, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça,
Tomo ÌÌ.
34
Artigo 2º - O item 124.19 e sua respectiva NOTA, da Subseção ÌV, da
Seção ÌÌ, do Capítulo XX, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça,
Tomo ÌÌ, passam a vigorar com a seguinte redação:
"124.19. Decorrido o prazo de dez dias, prorrogável uma única vez pelo
mesmo período a pedido, sem a formalização de transação para solucionar a
divergência, o Oficial de Registro de Ìmóveis:
Ì - se a impugnação for infundada, rejeitá-la-á de plano por meio de ato
motivado, do qual constem expressamente as razões pelas quais assim a considerou,
e prosseguirá na retificação caso o impugnante não recorra no prazo de dez dias. Em
caso de recurso, o impugnante apresentará suas razões ao Oficial de Registro de
Ìmóveis, que intimará o requerente para, querendo, apresentar contrarrazões no prazo
de 10 dias e, em seguida, encaminhará os autos, acompanhados de suas informações
complementares, ao Juiz Corregedor Permanente da circunscrição em que situado o
imóvel; ou
ÌÌ - se a impugnação for fundamentada, depois de ouvir o requerente e o
profissional que houver assinado a planta, na forma do item 124.18, desta Subseção,
encaminhará os autos ao Juiz Corregedor Permanente da circunscrição em que
situado o imóvel.
NOTA - Consideram-se infundadas a impugnação já examinada e
refutada em casos iguais ou semelhantes pelo Juízo Corregedor Permanente ou pela
Corregedoria Geral da Justiça; a que o interessado se limita a dizer que a retificação
causará avanço na sua propriedade sem indicar, de forma plausível, onde e de que
forma isso ocorrerá; a que não contém exposição, ainda que sumária, dos motivos da
discordância manifestada; a que ventila matéria absolutamente estranha à retificação;
e a que o Oficial de Registro de Ìmóveis, pautado pelos critérios da prudência e da
razoabilidade, assim reputar."
Artigo 3º - O item 124.20, da Subseção ÌV, da Seção ÌÌ, do Capítulo XX,
das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, Tomo ÌÌ, passa a vigorar
com a seguinte redação:
"124.20 - Em qualquer das hipóteses previstas no item 124.19, os autos
da retificação serão encaminhados ao Juiz Corregedor Permanente que, de plano ou
após instrução sumária, examinará apenas a pertinência da impugnação e, em
seguida, determinará o retorno dos autos ao Oficial de Registro de Ìmóveis, que
prosseguirá na retificação se a impugnação for rejeitada, ou a extinguirá em
cumprimento da decisão do juízo que acolheu a impugnação e remeteu os
interessados às vias ordinárias."
35
Artigo 4º - É acrescentada a seguinte NOTA ao item 124.20, da
Subseção ÌV, da Seção ÌÌ, do Capítulo XX, das Normas de Serviço da Corregedoria
Geral da Justiça, Tomo ÌÌ:
"NOTA - O Oficial de Registro de Ìmóveis manterá prova em
classificador com índice organizado pelo nome do requerente seguido do número do
protocolo do requerimento no Livro nº 1, e lançará na coluna de atos formalizados
contida no mesmo Livro anotação das remessas efetuadas ao Juízo Corregedor
Permanente. Este classificador poderá ser substituído por microfilme ou arquivo em
mídia digital."
Artigo 5º - O item 124.25, da Subseção ÌV, da Seção ÌÌ, do Capítulo XX,
das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, Tomo ÌÌ, passa a vigorar
com a seguinte redação:
"124.25 - O Juiz Corregedor Permanente do Registro de Ìmóveis da
circunscrição em que situado o imóvel decidirá o requerimento administrativo de
retificação que lhe for originariamente formulado, bem como a impugnação e o recurso
referidos no item 124.19 desta subseção."
Artigo 6º - Este provimento entrará em vigor em 15 dias.
São Paulo, 29/05/2012.
(a) JOSÉ RENATO NALÌNÌ
Corregedor Geral da Justiça
Provimento CG 18/2012. Regularização Fundiária. Demarcação
urbanística. Legitimação de posse. Conjuntos habitacionais.
Modifica o Capítulo XX, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral
da Justiça, para suprimir os itens 152/159, da subseções ÌÌ e ÌÌÌ, da seção V; alterar os
itens 216 a 217.3, da subseção ÌÌ, da seção VÌ, e introduzir a seção VÌÌ sob a epígrafe
"Da Regularização Fundiária".
PROVIMENTO CJ
$'T' J)('MENTO/ 21/06/2012 $'T' $OE/ 25/06/2012 <ONTE/ 18/2012
(OC'(I$'$E/ São Paulo
Relato0/ José Renato Nalini
;nte10a/
PROVÌMENTO CG N° 18/2012
36
Modifica o Capítulo XX, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral
da Justiça, para suprimir os itens 152/159, da subseções ÌÌ e ÌÌÌ, da seção V; alterar os
itens 216 a 217.3, da subseção ÌÌ, da seção VÌ, e introduzir a seção VÌÌ sob a epígrafe
"Da Regularização Fundiária".
O Desembargador JOSÉ RENATO NALÌNÌ, Corregedor Geral da Justiça
do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
CONSÌDERANDO os problemas registrais, sociais, urbanísticos e
ambientais envolvendo a regularização fundiária urbana;
CONSÌDERANDO a vigência da Lei n. 11.977/09, que introduziu novos
instrumentos de regularização fundiária;
CONSÌDERANDO as alterações que as Leis n.s 11.977/09 e 6.015/73
sofreram pela Lei n. 12.424/11;
CONSÌDERANDO que a função social da propriedade, a moradia e o
meio ambiente ecologicamente equilibrado gozam de proteção Constitucional (arts. 5º,
XÌÌÌ e LXXÌÌÌ, 6º, 170, VÌ e 225);
CONSÌDERANDO a premente necessidade de se normatizar no âmbito
administrativo os procedimentos pelos quais os oficiais de registro de imóveis
processarão as modalidades de regularização fundiária;
CONSÌDERANDO a necessidade de adequar as Normas dos Serviços
Extrajudiciais da Corregedoria Geral de Justiça às Leis n.s 6.015/73, 10.257/01,
11.977/09 e 12.424/04;
CONSÌDERANDO o exposto e decidido nos autos do Processo nº
2012/00017333 - DÌCOGE 1.2;
RESOLVE:
Artigo 1º - É introduzida a Seção VÌÌ e são alterados os itens 216 a
217.3, da Subseção ÌÌ, da Seção VÌ, todos do Capítulo XX, Tomo ÌÌ, das Normas de
Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, nos seguintes termos:
37
"SEÇÃO VÌÌ
Da Regularização Fundiária
Subseção Ì
Das disposições gerais
216. A presente seção destina-se a viabilizar o registro da regularização
fundiária de assentamentos sobre imóveis com destinação urbana, ainda que
localizados em zona rural, e a conferir titulação de seus ocupantes, de modo a garantir
o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da
propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
216.1. Os procedimentos de regularização fundiária de interesse social
e específico são processados no Registro de Ìmóveis, independentemente de
manifestação judicial, exceto nos casos previstos nos itens 228.4 a 228.7, desta
subseção.
216.2. A regularização de imóveis em áreas ambientalmente protegidas
deverá observar os dispositivos previstos em legislação cabível, especialmente o
disposto no art. 54, §§ 1º e 3º da Lei nº 11.977/09.
217. Considera-se situação consolidada aquela em que o prazo de
ocupação da área, a natureza das edificações existentes, a localização das vias de
circulação ou comunicação, os equipamentos públicos disponíveis, urbanos ou
comunitários, dentre outras circunstâncias peculiares, indiquem a irreversibilidade da
posse que induza ao domínio.
217.1. Na aferição da situação jurídica consolidada serão valorizados,
sem prejuízo de outros meios de prova, quaisquer documentos provenientes do Poder
Público, em especial do Município, presumindo-se que o órgão emissor, sob sua
exclusiva responsabilidade, observou os requisitos legais.
218. A regularização fundiária de interesse social [1] caracteriza-se na
presença dos seguintes requisitos:
38
a) em terras particulares, quando haja ocupação, titulada ou não,
predominantemente de população de baixa renda e para fins residenciais, de forma
mansa e pacífica, por pelo menos 5 anos; ou
b) em imóveis situados em ZEÌS ou em terras públicas declaradas de
interesse social para implantação de projetos de regularização fundiária pela União,
Estado ou Município, dispensada averbação específica para tais fins;
219. O procedimento de registro do projeto de regularização fundiária
de interesse social ou específico é uno e deve observar o disposto na Lei n. 11.977/09,
no Capítulo XÌÌ, do Título V, da Lei nº 6.015/73 e nas normas técnicas desta subseção,
cabendo ao Oficial do Registro de Ìmóveis a realização do controle de legalidade
meramente formal acerca das aprovações dos órgãos competentes.
220. Não será exigido reconhecimento de firma somente nos
requerimentos e projetos de regularização fundiária apresentados pela União, Estado
e Municípios [2].
221. O registro do parcelamento decorrente do projeto de regularização
fundiária de interesse social ou específico importará na abertura de matrícula para
toda a área objeto de regularização, se não houver, e para cada uma das parcelas
resultantes do projeto, inclusive dos bens públicos.
222. Havendo frações ideais registradas, as novas matrículas serão
abertas mediante requerimento de especialização formulado pelo titular da fração ideal
ou seus legítimos sucessores, dispensada a outorga de escritura de rerratificação para
indicação da quadra e lote respectivos.
223. Para atendimento ao princípio da especialidade, o oficial de
registro de imóveis adotará o memorial descritivo da gleba apresentado com o projeto
de regularização fundiária de interesse social ou específico, devendo averbá-lo
anteriormente ao registro do projeto, dispensando-se requerimento e procedimento
autônomos de retificação.
224. Na hipótese da regularização fundiária implementada por etapas
ou trechos [3], o registro será feito com base em planta referente à totalidade da área
inscrita, que defina seu perímetro e que, tanto quanto o memorial descritivo,
39
especifique a área objeto da regularização em análise e demarque a área
remanescente.
Subseção ÌÌ
Do procedimento geral do registro do projeto de regularização fundiária
225. O requerimento de registro do projeto de regularização fundiária de
interesse social ou específico deverá ser apresentado diretamente ao Oficial do
Registro de Ìmóveis, acompanhado de uma via dos seguintes documentos:
a) planta do parcelamento assinada por profissional legalmente
habilitado, com prova de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) no Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou no Conselho de Arquitetura e
Urbanismo (CAU), devidamente aprovada pelo Município, contendo as subdivisões
das quadras, as dimensões e numeração dos lotes, logradouros, espaços livres e
outras áreas com destinação específica, dispensada a ART quando o responsável
técnico for servidor ou empregado público; [4]
b) quadro indicativo das áreas ocupadas pelos lotes, logradouros,
espaços livres e outras áreas com destinação específica;
c) memorial descritivo da gleba, dos lotes, dos bens públicos e das
demais áreas;
d) certidão atualizada da matrícula ou transcrição do imóvel;
e) instrumento de instituição, especificação e convenção de condomínio,
se for o caso; e
f) auto de regularização municipal ou documento equivalente.
225.1. No caso de cooperativas habitacionais, associações de
moradores, fundações, organizações sociais, organizações da sociedade civil de
interesse público ou outras associações civis que tenham por finalidade atividades nas
áreas de desenvolvimento urbano ou regularização fundiária deverá ser apresentada
certidão atualizada de seus atos constitutivos que demonstrem sua legitimidade para
promover a regularização fundiária. [5]
40
226. A aprovação municipal corresponderá ao licenciamento urbanístico
do projeto de regularização fundiária, bem como ao licenciamento ambiental, se o
Município tiver conselho de meio ambiente e órgão ambiental capacitado. [6]
226.1. Presume-se capacitado o órgão Municipal que emitir o
licenciamento ambiental, ficando dispensado o Oficial do Registro de Ìmóveis de
verificar a composição de seu conselho de meio ambiente e a capacitação do órgão
ambiental municipal.
226.2. Não sendo apresentado o licenciamento ambiental pelo
Município, será exigida a Declaração de Conformidade Urbanística e Ambiental
(DCUA) emitida pelo Estado, por meio do Programa Estadual de Regularização de
Núcleos Habitacionais - Cidade Legal (Decreto Estadual nº 52.052, de 13 de agosto de
2007). [7]
226.3. Não havendo convênio entre o Município e o Estado para
estabelecer o Programa Estadual de Regularização de Núcleos Habitacionais - Cidade
Legal, será exigida licença expedida pela CETESB para os casos previstos em lei. [8]
227. Os padrões dos memoriais descritivos, das plantas e demais
representações gráficas, inclusive as escalas adotadas e outros detalhes técnicos,
seguirão as diretrizes estabelecidas pela autoridade municipal competente,
considerando-se atendidas com a emissão do respectivo auto de regularização ou
documento equivalente. [9]
228. Prenotado o requerimento e os documentos que o instruem, o
Oficial de Registro o autuará e efetuará as buscas em seus assentos.
228.1. Constatada expansão do parcelamento para além da área
descrita na matrícula, o oficial de registro de imóveis aproveitará o procedimento em
curso para notificar o confrontante em tese atingido e proceder à necessária retificação
do registro.
228.2. O confrontante será notificado para, querendo, apresentar
impugnação no prazo de 15 dias. A notificação será pessoal, pelo correio com aviso de
recebimento, ou pelo oficial do registro de títulos e documentos da comarca da
situação do imóvel ou do domicílio de quem deva recebê-la. [10]
41
228.3. A notificação será dirigida ao endereço do notificando constante
do Registro de Ìmóveis, podendo ser dirigida ao próprio imóvel contíguo ou àquele
fornecido pelo requerente. Não sendo encontrado ou estando em lugar incerto e não
sabido, tal fato será certificado pelo oficial encarregado da diligência, promovendo-se a
notificação mediante edital, com o mesmo prazo fixado no item anterior, publicado por
duas vezes em jornal local de grande circulação e afixado na Unidade de Registro de
Ìmóveis.
228.4. Findo o prazo sem impugnação, o oficial praticará os atos
cabíveis e requeridos, como o registro do parcelamento do solo ou da instituição e
especificação de condomínio e a respectiva convenção, com a subsequente abertura
das matrículas das unidades imobiliárias e registro da atribuição de unidades nas
matrículas correspondentes.
228.5. Se houver impugnação, o oficial intimará o requerente e o
profissional que houver assinado a documentação técnica para que se manifestem no
prazo de 10 dias. Se as partes não formalizarem transação para solucioná-la, o oficial
de registro de imóveis designará audiência de conciliação no prazo de 15 dias.
228.6. Ìnfrutífera a conciliação, procederá o oficial da seguinte forma:
Ì - se a impugnação for infundada, rejeitá-la-á de plano por meio de ato
motivado do qual constem expressamente as razões pelas quais assim a considerou e
dará seguimento ao procedimento caso o impugnante não recorra no prazo de 10 dias.
Em caso de recurso, o impugnante apresentará suas razões ao oficial de registro de
imóveis, que intimará o requerente para, querendo, apresentar contrarrazões no prazo
de 10 dias e, em seguida, encaminhará os autos, acompanhados de suas informações
complementares, ao Juiz Corregedor Permanente da circunscrição em que situado o
imóvel; ou
ÌÌ - se a impugnação for fundamentada, depois de ouvir o requerente no
prazo de 10 dias, encaminhará os autos ao Juiz Corregedor Permanente da
circunscrição em que situado o imóvel.
228.7. Consideram-se infundadas a impugnação já examinada e
refutada em casos iguais ou semelhantes pelo Juízo Corregedor Permanente ou pela
Corregedoria Geral da Justiça; a que o impugnante se limita a dizer que ao
42
procedimento causará avanço na sua propriedade sem indicar, de forma plausível,
onde e de que forma isso ocorrerá; a que não contém exposição, ainda que sumária,
dos motivos da discordância manifestada; a que ventila matéria absolutamente
estranha ao pedido formulado; e a que o oficial de registro de imóveis, pautado pelos
critérios da prudência e da razoabilidade, assim reputar.
228.8. Em qualquer das hipóteses previstas no item 228.6, os autos
serão encaminhados ao Juiz Corregedor Permanente que, de plano ou após instrução
sumária, examinará apenas a pertinência da impugnação e, em seguida, determinará
o retorno dos autos ao oficial de registro de imóveis para as providências que indicar,
isto é, extinção ou continuidade do procedimento, no todo ou em parte.
229. Quando a área objeto da regularização atingir dois ou mais
imóveis, total ou parcialmente, ainda que de proprietários distintos, o oficial de registro
de imóveis procederá à unificação das áreas respectivas, mediante fusão de todas as
matrículas ou averbação dos destaques nas matrículas ou transcrições originárias e
abertura de nova matrícula para a área resultante, efetivando-se, a seguir, o registro
do projeto de regularização [11].
229.1. Também será possível a unificação quando dois ou mais imóveis
contíguos forem objeto de imissão provisória na posse registrada em nome do poder
público expropriante, diretamente ou por entidade delegada, podendo a unificação
abranger um ou mais imóveis de domínio público que sejam contíguos à área objeto
da imissão provisória na posse [12].
229.2. A existência de registros de direitos reais ou constrições judiciais
sobre os imóveis não obstará a unificação das áreas.
229.3. Ocorrendo unificação de imóveis de proprietários distintos, o
oficial do registro de imóveis, logo após a abertura da matrícula, averbará as parcelas
correspondentes aos titulares de domínio, juntamente com os ônus e constrições
judiciais, legais ou convencionais que sobre elas existirem, independentemente de
prévia anuência do beneficiário, do credor, do exequente ou de manifestação judicial.
[13]
230. Registrado o projeto de regularização fundiária, os compradores,
compromissários ou cessionários poderão requerer o registro dos seus contratos,
43
padronizados ou não, apresentando o respectivo instrumento ao oficial do registro de
imóveis competente.
230.1. Os compromissos de compra e venda, as cessões e as
promessas de cessão valerão como título hábil para transmissão da propriedade,
quando acompanhados da respectiva prova de quitação das obrigações do adquirente
[14] e serão registrados nas matrículas das correspondentes unidades imobiliárias
resultantes da regularização fundiária.
230.2. O registro de transmissão da propriedade poderá ser obtido,
ainda, mediante a comprovação idônea, perante o oficial do registro de imóveis, da
existência de pré-contrato, promessa de cessão, proposta de compra, reserva de lote
ou outro instrumento do qual constem a manifestação da vontade das partes, a
indicação da fração ideal, lote ou unidade, o preço e o modo de pagamento, e a
promessa de contratar. [15]
230.3. A prova de quitação dar-se-á por meio de declaração escrita ou
recibo assinado pelo loteador, com firma reconhecida, ou com a apresentação da
quitação da última parcela do preço avençado.
230.4. Equivale à prova de quitação a certidão emitida após 5 (cinco)
anos do vencimento da última prestação pelo Distribuidor Cível da Comarca de
localização do imóvel e a da comarca do domicílio do adquirente, se diversa (CC, art.
206, § 5º, Ì), que explicite a inexistência de ação judicial contra o adquirente ou seus
cessionários.
231. Quando constar do título que o parcelador foi representado por
procurador, deverá ser apresentada a respectiva prova da regularidade de sua
representação na data do contrato.
232. Protocolizado o título, o oficial de registro de imóveis expedirá
notificação ao proprietário ou seus sucessores, seguindo o rito previsto no item 228.1
e seguintes. Estando a documentação em ordem e rejeitada a impugnação, se houver,
o oficial de registro de imóveis efetuará o registro da transmissão da propriedade,
arquivando uma via do título e os comprovantes do pagamento.
44
232.1. Se a documentação for microfilmada em conformidade com a Lei
nº 5.433/68 ou armazenada em mídia digital na forma prevista no art. 38, da Lei nº
11.977/09, poderá ser devolvida ao apresentante.
232.2. Os requisitos de qualificação das partes necessários ao registro
poderão ser comprovados por meio da apresentação de cópias autenticadas da cédula
de identidade (RG) ou documento equivalente, do CPF, da certidão de casamento e de
eventual certidão de registro da escritura de pacto antenupcial, podendo os demais
dados ser complementados mediante simples declaração firmada pelo beneficiário,
dispensado o reconhecimento de firma quando firmada em presença do Oficial ou de
seu preposto.
233. Quando a descrição do imóvel constante do título de transmissão
for imperfeita em relação ao projeto de regularização fundiária registrado, mas não
houver dúvida quanto à sua identificação e localização, o interessado poderá requerer
seu registro, de conformidade com a nova descrição, com base no disposto no art.
213, §13 da Lei nº 6.015/73.
234. Caso o título de transmissão ou os documentos de quitação
ostentem imperfeições ou desajustes no que diz respeito aos aspectos ligados à
especialidade registrária, poderá o interessado requerer sua validação ao Juiz
Corregedor Permanente para habilitá-lo ao registro.
235. Para a validação do título de transmissão, o interessado poderá
produzir prova documental ou técnica, notificando, se for o caso, o titular do domínio
ou o empreendedor.
Subseção ÌÌÌ
Da regularização de condomínio de frações ideais
236. Na hipótese de a irregularidade fundiária consistir na ocupação
individualizada de fato, cuja propriedade esteja idealmente fracionada, as novas
matrículas serão abertas a requerimento dos titulares das frações ideais ou de seus
legítimos sucessores, em conjunto ou individualmente, aplicando-se, conforme o caso
concreto, o disposto no art. 3º, do Decreto lei 271/67, o art. 1º, da Lei nº 4.591/64, ou o
art. 2º da Lei nº 6.766/79. [16]
45
236.1. O requerimento deverá especificar a modalidade de
regularização pretendida, se parcelamento do solo ou instituição e especificação de
condomínio de casas ou lotes, com as respectivas atribuições de unidades autônomas
ou lotes, obedecidas as condições abaixo.
237. O interessado na especialização de fração ideal contida em
parcelamento regularizado nos moldes desta subseção apresentará requerimento
dirigido ao oficial de registro de imóveis competente instruído com os seguintes
documentos:
a) certidão atualizada da matrícula do imóvel;
b) anuência dos confrontantes da fração do imóvel que pretende
localizar, expressa em instrumento público ou particular, neste caso, com as
assinaturas dos signatários reconhecidas por autenticidade;
c) a identificação da fração, em conformidade com o projeto de
regularização registrado, por meio de certidão atualizada expedida pelo Município; e
d) certidão de lançamento fiscal.
237.1. Nos casos de frações ideais localizadas em parcelamentos do
solo consolidados e ainda não regularizados, admitida a cindibilidade da regularização,
[17] além da anuência referida no item "b" acima, o interessado deverá anexar ao
requerimento:
a) planta da área total matriculada com a localização da fração ideal,
assinada por profissional legalmente habilitado, com prova de Anotação de
Responsabilidade Técnica (ART) no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia
(CREA) ou de Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) no Conselho de
Arquitetura e Urbanismo (CAU);
b) memorial descritivo da fração localizada;
237.2. Em ambos os casos, examinada a documentação e encontrada
em ordem, o oficial do registro de imóveis fará publicar, em jornal de circulação local,
em resumo e com pequeno desenho de localização da área, edital do pedido de
46
registro em 2 dias consecutivos, podendo este ato ser impugnado no prazo de 15 dias
contados da data da última publicação.
237.3. Nas hipóteses do subitem 237.1, deverá o oficial do registro de
imóveis notificar o Município para manifestação em 15 (quinze) dias.
237.4. Findo o prazo sem impugnação, o oficial abrirá nova matrícula
para a fração destacada e averbará o destaque na matrícula matriz; se houver
impugnação, seguirá o rito previsto nos itens 228.5 a 228.8.
238. O requerimento de regularização como condomínio deverá vir
subscrito por todos os titulares de fração registrada ou seus legítimos sucessores, nos
termos da Lei nº 4.591/64 ou no art. 3º, do Dec. Lei nº 271/67, e instruído com:
a) certidão atualizada da matrícula do imóvel;
b) instrumento de instituição e especificação de condomínio;
c) plantas e memorial descritivo com a descrição sucinta do
empreendimento, a identificação das unidades autônomas com as respectivas frações
ideais de terreno e as restrições incidentes sobre elas, bem como das áreas comuns,
ambos assinados por profissional legalmente habilitado e aprovados pelo Município;
d) cálculo das áreas das edificações e dos lotes, discriminando, além da
global, a das partes comuns, inclusive áreas de circulação interna, quando houver, e
indicando para cada tipo de unidade a respectiva metragem de área construída ou a
metragem de cada lote;
e) convenção de condomínio, acompanhada do respectivo regimento
interno;
f) auto de regularização municipal ou de vistoria ("habite-se") ou, ainda,
documento equivalente das construções existentes;
g) certidão negativa de débito para com a Previdência Social
relativamente às construções existentes, dispensada a apresentação mediante
declaração de preenchimento dos requisitos previstos nos arts. 322, XXV e 370, ÌÌÌ, da
47
Ìnstrução Normativa nº 971, de 13 de novembro de 2009, da Receita Federal do Brasil;
[18]
h) licença de instalação emitida pelo Município, Cidade Legal ou
CETESB, quando exigida por lei; e
i) instrumento de atribuição de unidades autônomas.
238.1. Na hipótese de o requerimento previsto no item 238 não estar
subscrito pela totalidade dos titulares do domínio, e estando a documentação em
ordem, os faltantes serão notificados pelo oficial de registro de imóveis competente, a
requerimento dos interessados, para se manifestar em 15 dias. A notificação será
pessoal, pelo correio com aviso de recebimento, ou pelo oficial do registro de títulos e
documentos da comarca da situação do imóvel ou do domicílio de quem deva recebê-
la.
238.2. A notificação será dirigida ao endereço do notificando constante
do Registro de Ìmóveis ou àquele fornecido pelo requerente; não sendo encontrado ou
estando em lugar incerto e não sabido, tal fato será certificado pelo oficial encarregado
da diligência, promovendo-se a notificação mediante edital, com o mesmo prazo fixado
no item anterior, publicado por duas vezes em jornal local de grande circulação.
238.3. Findo o prazo sem impugnação, o oficial praticará os atos
cabíveis e requeridos; se houver impugnação, o oficial de registro de imóveis seguirá o
rito previsto nos itens 228.5 a 228.8.
238.4. Para fins da regularização prevista nessa subseção, é
desnecessária a outorga de escritura de rerratificação do título aquisitivo para
indicação de quadra e lote ou de escritura de divisão entre os coproprietários.
48
DECRETO N. 4.857 ÷ DE 9 DE NOVEMBRO DE 1939
.ispõe sobre a e/ecução dos
serviços concernentes aos registros p0blicos
estabelecidos pelo 12digo 1ivil
CAPíTULO ÌÌ
3,145%64789(
Art. 182. Haverá no registo de imóveis os seguintes livros:
÷ Livro n. 1 ÷ protocolo, com 300 folhas;
÷ Livro n. 2 ÷ inscrição hipotecária, com 300 folhas;
÷ Livro n. 3 ÷ transcrição das transmissões, com 300 folhas;
÷ Livro n. 4 ÷ registos diversos, com 300 folhas;
÷ Livro n. 5 ÷ emissão de debêntures, com 450 folhas;
÷ Livro n. 6 ÷ indicador real, com 300 folhas;
÷ Livro n. 7 ÷ indicador fessoal, com 300 folhas;
÷ Livro n. 8 ÷ registo especial, com 300 folhas.
Parágrafo único. Alem dessas, haverá o livro-leilão, para lançamento
resumido de todos os atos do registo, e um livro Auxiliar.
Art. 183. O livro n. 1 ÷ Protocolo ÷ será a chave do registo geral e
servirá para apontamento de todos os títulos apresentados diariamente para serem
registados. Este livro determinará a quantidade e a qualidade dos títulos, bem como a
data de sua apresentação, o nome do apresentante e o seu número de ordem, que
seguirá, indefinidamente, nos livros posteriores, sem interrupção.
Art. 184. O livro n. 2 ÷ Ìnscrição hipotecária ÷ será destinada à inscrição
das hipotecas de qualquer espécie e será, escriturado pela forma seguinte:
a) a instrução abrangerá o verso de uma folha e mais a face da
seguinte:
49
b) este espaço será dividido e riscado em linhas perpendiculares, em
número bastante para formar tantas colunas, quantos os requisitos da inscrição,
inclusive a que deverá ficar em branco para as averbações;
c) em cada folha poderão ser feitas tantas inscrições quantas nelas
couberem, conforme o número de imóveis e de seus requisitos e em atenção à
probabilidade do número de averbações;
d) se todos, ou alguns dos requisitos, tiverem de ocupar mais de uma
página serão transportados para a seguinte; quando, porem, somente um dos
requisitos da inscrição tiver de continuar no verão da folha seguinte, prosseguirá o
respectivo lançamento, ocupando toda a largura disponivel da mesma folha, até se
completar, deixando-se, em todo o caso, livre a coluna destinada às averbações.
Art. 185. O livro n. 3 ÷ Transcrição das transmissões ÷ servirá para
transcrever a transmissão dos imóveis. Este livro será escriturado nos mesmos moldes
do livro n. 2.
Art. 186. Do mesmo modo será escriturado o livro n. 4 ÷ Registos
Diversos ÷ em o qual serão registados, alem da promessa de compra e venda (art.
178, letra a, n. XÌV), todos os demais atos, não atribuidos especificadamente a outros
livros.
Art. 187. No livro n. 5 ÷ Emissão de debêntures ÷ dividido em colunas
correspondentes aos requisitos exigidos, alem da de averbações, serão inscritas as
emissões de debêntures, sem prejuizo da inscrição eventual e definitiva, no livro n. 2,
das hipotecas que abonarem, especialmente, ditas emissões.
Parágrafo único. A prioridade entre as séries de obrigações emitidas por
uma sociedade se firmará pela ordem da inscrição.
Art. 188. O livro n. C ÷ Ìndicador real ÷ será o repertório de todos os
imóveis, que, direta ou indiretamente, figurarem nos livros ns. 2, 3, 4 e 8.
As folhas desse livro repartir-se-ão, por igual, entre as circunscrições,
que se compreenderem na comarca ou na zona pertencente ao respectivo ofício.
Cada indicação terá por espaço, pelo menos, um sexto da página do
livro, e, cada espaço, cinco colunas, formadas por linhas perpendiculares
correspondentes aos requisitos seguintes:
1º, número de ordem;
50
2º, denominação do imovel se for rural; menção da rua e do número, se
for urbano;
3º, nome do proprietário;
4º, referência aos números de ordem e páginas dos demais livros;
5º, anotações.
Art. 189. Para auxiliar a consulta, farão os oficiais um indice pelas ruas
e números de cada circunscrição, quando se tratar de imóveis urbanos, e pelos nomes
e situações, quando rurais, podendo adotar, sob sua exclusiva responsabilidade, o
sistema de fichas.
Art. 190. O livro n. 7 ÷ Ìndicador pessoal será dividido, alfabeticamente,
e nele, sob a letra respectiva, se escreverão, por extenso, os nomes de todas as
pessoas que, ativa ou passivamente, individual ou coletivamente, figurarem nos livros
de registo.
As indicações, em seis colunas perpendiculares, satisfarão os seguintes
requisitos:
1º, número de ordem;
2º, nome das pessoas;
3º, domicílio;
4º, profissão;
5º, referências aos demais livros;
6º, anotações.
O espaço de cada indicação abrangem pelo menos, um oitavo de cada
página.
Art. 194. Se a mesma pessoa, ou o mesmo imovel já estiver no
indicador real ou no pessoal, somente se fará referência na respectiva coluna ao
número de ordem e à página do livro em o qual se lavrar o novo registo.
Art. 192. Se no mesmo ato figurar mais de uma pessoa, ativa ou
passivamente, o nome de cada uma será, lançada distintamente no indicador pessoal,
com referência recíproca, na coluna das anotações.
Art. 193. As indicações do indicador real ou do pessoal, terão seu
número de ordem especial, correspondendo o número de ordem dos imóveis à
51
circunscrição onde estão situados, e o número de ordem das pessoas, à respectiva
letra do alfabeto.
Art. 194. Esgotadas as folhas destinadas a uma circunscrição, no
indicador real, e uma letra do alfabeto, no indicador pessoal, a escrituração continuará
no livro seguinte, averbando-se o transporte no livro antecedente, ou no mesmo em
folhas aproveitáveis, feita a referência recíproca, no transporte.
Da mesma forma se procederá no caso de nova circunscrição criada ou
transferida para o cartório.
Art. 195. No caso do artigo antecedente, caberá, na distribuição das
folhas do livro seguinte, maior número delas à circunscrição, ou à letra do alfabeto,
cujas folhas se tiverem esgotado antes das distribuidas às outras circunscrições ou
letras.
Art. 196. O livro n. 8 ÷ Registro especial ÷ na forma da lei respectiva,
destinado à inscrição da propriedade loteada, para a venda de lotes a prazo em
prestações sucessivas e periódicas, dividir-se-á em colunas correspondentes aos
requisitos, alem da de averbações, e será escriturado nos moldes do livro n. 2 ÷
Ìnscrição hipotecária.
Art. 197. O livro Auxiliar será escriturado como livro de notas dos
tabeliães, havendo, porem, entre os registos um espaço formado por duas linhas
horizontais, para nele se escreverem o número de ordem e do registo e a referência
aos números de ordem e às páginas dos demais livros, alem da margem para as
averbações.
Esse registo só se fará em casos expressos em lei ou a requerimento
da parte e às suas expensas, independentemente do que couber em outros livros.
Art. 198. No livro Auxiliar do cartório do domicílio conjugal serão
inscritas por, extrato ou integralmente, se a parte requorer, as convenções ante-
nupciais com referência aos nomes dos cônjuges, data, cartório, livro e folha onde foi
lavrada a escritura, e as cláusulas da convenção, sem prejuizo da averbação dos
imóveis existentes e que forem sendo adquiridos, sujeitos a regime diverso do comum.
Art. 199. Haverá em cada cartório de registo de imóveis um livro-talão,
de cédulas pignoratícias, de folhas duplas e de igual conteudo, rubricadas pela
autoridade judiciária competente, contendo cada uma:
Ì, a designação do Estado, comarca, município, distrito ou circunscrição;
52
ÌÌ, número e data da emissão;
ÌÌÌ, os nomes do devedor e do credor ;
ÌV, a importância da dívida, seus juros e data do vencimento,
V, a denominação e individualização da propriedade agrícola em que se
acham os bens ou animais apenhados, indicando a data e o tabelionato em que foi
passada a escritura de aquisição ou de arrendamento daquela ou o título pelo qual se
operou a transação, número de transcrição respectiva, data, livro e página em que
esta foi registada;
VÌ, a identificação e a quantidade dos bens e dos animais empenhados ;
VÌÌ, a data e o número da transcrição do penhor rural;
VÌÌÌ, as assinaturas, do próprio punho, nas duas folhas, do oficial e do
credor;
ÌX, qualquer comprorrrisso anterior, nos casos dos arts. 4º § 1º, e 6º, Ì,
da lei n. 492, de 30 de agosto de 1937.
CAPÍTULO VÌÌÌ
7:34;789( 3 17<13)7=3<%(
Art. 283. Em todos os livros de registro haverá a coluna das
averbações, sendo que, no livro 3, serão avebrardas:
Ì ÷ a sentença de separação de lote;
ÌÌ ÷ o julgamento sobre o restabelecimento da sociedade conjugal;
ÌÌÌ ÷ as cláusulas de inalieninbilidade, imposta a imóveis, bem como a
constituição do fideicomisso.
Art. 284. Serão averbadas no, transcrição dos imóveis de que forem
desmembrados quaisquer alienações ou onevações independentemcnte do solo das
minas e das pedreiras sempre com remissões recíprocas, bem como da sua invenção
e lavra.
Art. 285. Serão, também, averbadas, à margem das respectivas
transcrições a mudança de numeração, a edificação, a reconstrução, o
desmembramento, a demolição, a aliteração do nome por casamento ou desquite, ou,
53
ainda, quaisquer outros circunstâncias que, por qualquer modo, afetem o registro ou
as pessoas nele interessadas.
Parágrafo único. A averbação da mudança de numeração, da
edificação, da reconstrução, do desmembramento e da demolição, será feita a
requerimento do interessado, com a firma devidamente reconhecida, instruído com
certidão da Prefeitura Municipal, que comprove a ocorrência. A alteração do nome por
casamento ou desquite só poderá ser averbada, quando devidamente comprovada por
certidão do registro civil.
Art. 286. As averbações serão feitas pela mesma forma regulada, e
abrangerão, alem dos casos já expressamente indicados, as cossesões sub-rogações
e ocorrências, que, por qualquer modo alterarem o registro, quer em relação aos
imóveis, quer em atinência às pessoas que, nestes atos, figurern, inclusive, a
prorrogação do prazo da hipoteca, nos termos do art. 817 do Código Civil.
Art. 287. Á margem da inscrição da propriedade loteada, no livro 8,
serão averbados os contratos de promessa de, compra e venda de lotes a prazo em
prestações, quer por escrito particular, quer por escritura pública, não só para sua
validade jurídica, como para assegurar ao promitente comprador direito real oponível a
terceiros, nos termos do art. 5º do Decreto-lei n. 58, e, Decreto n. 3.079, de 10 de
dezembro de 1937, e 15 de setembro de 1938, respectivamente.
Art. 288. O cancelamento efetuar será mediante certidão, escrita na
coluna das averbações do livro competente, datada e assinada pelo oficial, que
certificará a razão do cancelamento e o título em virtude do qual foi ele feito.
Art. 289. O cancelamento poderá ser total ou parcial e se referir a
qualquer dos atos do registro, sendo promovido pelos interessados, mediante
sentença definitiva, ou documento hábil, ou, ainda, a requerimento de ambas as
partes, si capazes e conhecidas do oficial.
Art. 290. O cancelamento da servidão, quando o prédio dominante
estiver hipotecado, só poderá ser feito com aquiescência do credor, expressamente
manifestada.
Art. 291. O dono do prédio servente terá direito a cancelar a servidão,
nos casos dos arts. 709 e 710 do Código Civil.
54
Art. 292. O foreiro poderá inscrever a renúncia do seu direito, sem
dependência do consentimento do senhorio direto, nos termos do art. 687, do Código
Civil.
Art. 293. O registro, enquanto não for cancelado, produzirá todos os
seus efeitos legais, ainda que por outra maneira se prove que o título está desfeito,
anulado, extinto ou rescindido.
Parágrafo único. Aos terceiros prejudicados, será lícito, em juizo, fazer,
não obstante, prova da extinção dos ônus reais e promover a efetivação do
cancelamento.
Art. 294. O cancelamento não poderá ser feito em virtude de sentença
sujeita a recurso, qualquer que seja seu efeito, mesmo o extraordinário, interposto
para o Supremo Tribunal Federal.
Art. 295. O cancelamento da inscrição não importará a extinção do
direito real, que não estiver extinto, sendo em tal caso lícito ao credor promover novo
registro, o qual só valerá desde a nova data.
Parágrafo único. Outrossim, si o cancelamento se fundar na nulidade do
registro e não na do título, poderá ser aquele renovado, só valendo, porem, desde a
nova data.
Art. 296. O cancelamento da hipoteca só poderá ser feito em virtude do
execução promovida pelo credor hipotecário, ou em processo administrativo, ou
contencioso, em que tiver sido notificado, nos termos do art. 826 do Código Civil; em
caso contrário, a hipoteca continuará gravando o imovel, mesmo transcrito em nome
do adquirente.
LEÌ Nº 13.577, DE 8 DE JULHO DE 2009
.ispõe sobre diretri!es e procedimentos para a proteção da qualidade
do solo e gerenciamento de "reas contaminadas, e d" outras provid&ncias correlatas
O VÌCE-GOVERNADOR, EM EXERCÍCÌO NO CARGO DE GOVERNADOR DO
ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
55
CAPÍTULO Ì
DAS DÌSPOSÌÇÕES GERAÌS
Seção Ì
Do Objeto
Artigo 1º - Esta lei trata da proteção da qualidade do solo contra alterações nocivas
por contaminação, da definição de responsabilidades, da identificação e do
cadastramento de áreas contaminadas e da remediação dessas áreas de forma a
tornar seguros seus usos atual e futuro.
Seção ÌÌ
Dos Objetivos
Artigo 2º - Constitui objetivo desta lei garantir o uso sustentável do solo, protegendo-o
de contaminações e prevenindo alterações nas suas características e funções, por
meio de:
Ì - medidas para proteção da qualidade do solo e das águas subterrâneas;
ÌÌ - medidas preventivas à geração de áreas contaminadas;
ÌÌÌ - procedimentos para identificação de áreas contaminadas;
ÌV - garantia à saúde e à segurança da população exposta à contaminação;
V - promoção da remediação de áreas contaminadas e das águas subterrâneas por
elas afetadas;
VÌ - incentivo à reutilização de áreas remediadas;
VÌÌ - promoção da articulação entre as instituições;
VÌÌÌ - garantia à informação e à participação da população afetada nas decisões
relacionadas com as áreas contaminadas.
Seção ÌÌÌ
Das Definições
Artigo 3º - Para efeitos desta lei, são adotadas as seguintes definições:
56
Ì - água subterrânea: água de ocorrência natural na zona saturada do subsolo;
ÌÌ - Área Contaminada: área, terreno, local, instalação, edificação ou benfeitoria que
contenha quantidades ou concentrações de matéria em condições que causem ou
possam causar danos à saúde humana, ao meio ambiente ou a outro bem a proteger;
ÌÌÌ - Área Contaminada sob Ìnvestigação: área contaminada na qual estão sendo
realizados procedimentos para determinar a extensão da contaminação e os
receptores afetados;
ÌV - Área com Potencial de Contaminação: área, terreno, local, instalação, edificação
ou benfeitoria onde são ou foram desenvolvidas atividades que, por suas
características, possam acumular quantidades ou concentrações de matéria em
condições que a tornem contaminada;
V - Área Remediada para o Uso Declarado: área, terreno, local, instalação, edificação
ou benfeitoria anteriormente contaminada que, depois de submetida à remediação,
tem restabelecido o nível de risco aceitável à saúde humana, considerado o uso
declarado;
VÌ - Área Suspeita de Contaminação: área, terreno, local, instalação, edificação ou
benfeitoria com indícios de ser uma área contaminada;
VÌÌ - avaliação de risco: é o processo pelo qual são identificados, avaliados e
quantificados os riscos à saúde humana, ao meio ambiente e a outros bens a proteger;
VÌÌÌ - avaliação preliminar: avaliação inicial, realizada com base nas informações
disponíveis, visando fundamentar a suspeita de contaminação de uma área;
ÌX - Cadastro de Áreas Contaminadas: conjunto de informações referentes aos
empreendimentos e atividades que apresentam potencial de contaminação e às áreas
suspeitas de contaminação e contaminadas, distribuídas em classes de acordo com a
etapa do processo de identificação e remediação da contaminação em que se
encontram;
X - cenário de exposição: conjunto de variáveis sobre o meio físico e a saúde humana
estabelecidas para avaliar os riscos associados à exposição dos indivíduos a
determinadas condições e em determinado período de tempo;
XÌ - classificação de área: ato administrativo por meio do qual o órgão ambiental
classifica determinada área durante o processo de identificação e remediação da
contaminação;
XÌÌ - declaração de encerramento de atividade: ato administrativo pelo qual o órgão
ambiental atesta o cumprimento das condicionantes estabelecidas pelo Plano de
Desativação do Empreendimento e pela legislação pertinente;
XÌÌÌ - fase livre: ocorrência de substância ou produto em fase separada e imiscível
57
quando em contato com a água ou o ar do solo;
XÌV - intervenção: ação que objetive afastar o perigo advindo de uma área
contaminada;
XV - investigação confirmatória: investigação que visa comprovar a existência de uma
área contaminada;
XVÌ - investigação detalhada: processo de aquisição e interpretação de dados de
campo que permite o entendimento da dinâmica das plumas de contaminação em
cada um dos meios físicos afetados;
XVÌÌ - órgão ambiental: órgãos ou entidades da administração direta, indireta e
fundacional do Estado e dos Municípios, instituídos pelo Poder Público, responsáveis
pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, administração de recursos naturais e
manutenção e recuperação da qualidade de vida;
XVÌÌÌ - remediação de área contaminada: adoção de medidas para a eliminação ou
redução dos riscos em níveis aceitáveis para o uso declarado;
XÌX - risco: probabilidade de ocorrência de um efeito adverso em um receptor sensível;
XX - solo: camada superior da crosta terrestre constituída por minerais, matéria
orgânica, água, ar e organismos vivos;
XXÌ - superficiário: detentor do direito de superfície de um terreno, por tempo
determinado ou indeterminado, mediante escritura pública registrada no Cartório de
Registro de Ìmóveis, nos termos da Lei federal nº 10.257, de 9 de julho de 2001;
XXÌÌ - Valor de Ìntervenção: concentração de determinada substância no solo e na
água subterrânea acima da qual existem riscos potenciais diretos e indiretos à saúde
humana, considerado um cenário de exposição genérico;
XXÌÌÌ - Valor de Prevenção: concentração de determinada substância acima da qual
podem ocorrer alterações prejudiciais à qualidade do solo e da água subterrânea;
XXÌV - Valor de Referência de Qualidade: concentração de determinada substância no
solo e na água subterrânea que define um solo como limpo ou a qualidade natural da
água subterrânea.
Seção ÌV
Dos Ìnstrumentos
Artigo 4º - São instrumentos, dentre outros, para a implantação do sistema de
proteção da qualidade do solo e para o gerenciamento de áreas contaminadas:
Ì - Cadastro de Áreas Contaminadas;
58
ÌÌ - disponibilização de informações;
ÌÌÌ - declaração de informação voluntária;
ÌV - licenciamento e fiscalização;
V - Plano de Desativação do Empreendimento;
VÌ - Plano Diretor e legislação de uso e ocupação do solo;
VÌÌ - Plano de Remediação;
VÌÌÌ - incentivos fiscais, tributários e creditícios;
ÌX - garantias bancárias;
X - seguro ambiental;
XÌ - auditorias ambientais;
XÌÌ - critérios de qualidade para solo e águas subterrâneas;
XÌÌÌ - compensação ambiental;
XÌV - fundos financeiros;
XV - educação ambiental.
Artigo 5º - O Cadastro de Áreas Contaminadas será constituído por informações
detalhadas sobre todos os empreendimentos e atividades que:
Ì - sejam potencialmente poluidores;
ÌÌ - no passado abrigaram atividades passíveis de provocar qualquer tipo de
contaminação do solo;
ÌÌÌ - estejam sob suspeita de estarem contaminados;
ÌV - demais casos pertinentes à contaminação do solo.
§ 1º - Para efeito da elaboração do Cadastro a que se refere o "caput¨ deste artigo, as
áreas serão separadas em classes distintas, em conformidade com o processo de
identificação e remediação da contaminação constatada ou sob suspeita.
§ 2º - Para cumprimento do disposto no § 1º deste artigo, ficam estabelecidas as
seguintes classes:
1 - Classe AÌ - Área Contaminada sob Ìnvestigação;
2 - Classe AC - Área Contaminada;
3 - Classe AR - Área Remediada para Uso Declarado.
§ 3º - O Cadastro de Áreas Contaminadas será composto por informações registradas
nos órgãos públicos estaduais e municipais e será publicado no Diário Oficial do
Estado e na página da internet da Secretaria do Meio Ambiente.
CAPÍTULO ÌÌ
Da Prevenção e do Controle da Contaminação do Solo
59
Artigo 6º - Qualquer pessoa física ou jurídica que, por ação ou omissão, possa
contaminar o solo deve adotar as providências necessárias para que não ocorram
alterações significativas e prejudiciais às funções do solo.
Parágrafo único - Para os efeitos desta lei, são consideradas funções do solo:
1 - sustentação da vida e do "habitat¨ para pessoas, animais, plantas e organismos do
solo;
2 - manutenção do ciclo da água e dos nutrientes;
3 - proteção da água subterrânea;
4 - manutenção do patrimônio histórico, natural e cultural;
5 - conservação das reservas minerais e de matéria-prima;
6 - produção de alimentos;
7 - meios para manutenção da atividade socioeconômica.
Artigo 7º - Os órgãos do Sistema Estadual de Administração da Qualidade Ambiental,
Proteção, Controle e Desenvolvimento do Meio Ambiente e Uso Adequado dos
Recursos Naturais - SEAQUA, instituído pela Lei nº 9.509, de 20 de março de 1997,
bem como os demais órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta,
no exercício das atividades de licenciamento e controle, deverão atuar de forma
preventiva e corretiva com o objetivo de evitar alterações significativas das funções do
solo, nos limites de suas respectivas competências.
Artigo 8º - A atuação dos órgãos do SEAQUA, no que se refere à proteção da
qualidade do solo e ao gerenciamento de áreas contaminadas, terá como parâmetros
os Valores de Referência de Qualidade, os Valores de Prevenção e os Valores de
Ìntervenção, estabelecidos pelo órgão ambiental estadual.
Artigo 9º - Os Valores de Referência de Qualidade serão utilizados para orientar a
política de prevenção e controle das funções do solo.
Parágrafo único - Para os efeitos desta lei, o Poder Público deverá tornar disponíveis
informações sobre a qualidade do solo e das águas subterrâneas.
Artigo 10 - Os Valores de Prevenção serão utilizados para disciplinar a introdução de
substâncias no solo.
Parágrafo único - Na hipótese de os Valores de Prevenção serem ultrapassados, a
continuidade da atividade será submetida a nova avaliação do órgão ambiental,
devendo os responsáveis legais pela introdução no solo de cargas poluentes proceder
ao monitoramento dos impactos decorrentes.
Artigo 11 - Os Valores de Ìntervenção serão utilizados para impedir a continuidade da
introdução de cargas poluentes no solo.
60
Artigo 12 - O órgão ambiental competente poderá exigir do responsável legal por área
com fontes potenciais de contaminação do solo e das águas subterrâneas a
manutenção de programa de monitoramento da área e de seu entorno.
CAPÍTULO ÌÌÌ
Das Áreas Contaminadas
Seção Ì
Das Responsabilidades
Artigo 13 - São considerados responsáveis legais e solidários pela prevenção,
identificação e remediação de uma área contaminada:
Ì - o causador da contaminação e seus sucessores;
ÌÌ - o proprietário da área;
ÌÌÌ - o superficiário;
ÌV - o detentor da posse efetiva;
V - quem dela se beneficiar direta ou indiretamente.
Parágrafo único - Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica quando sua
personalidade for obstáculo para a identificação e a remediação da área contaminada.
Artigo 14 - Havendo perigo à vida ou à saúde da população, em decorrência da
contaminação de uma área, o responsável legal deverá comunicar imediatamente tal
fato aos órgãos ambientais e de saúde e adotar prontamente as providências
necessárias para elidir o perigo.
§ 1º - Para fins deste artigo, consideram-se perigo à vida ou à saúde, dentre outras, as
seguintes ocorrências:
1 - incêndios;
2 - explosões;
3 - episódios de exposição aguda a agentes tóxicos, reativos e corrosivos;
4 - episódios de exposição a agentes patogênicos, mutagênicos e cancerígenos;
5 - migração de gases voláteis para ambientes confinados e semiconfinados, cujas
concentrações excedam os valores estabelecidos em regulamento;
6 - comprometimento de estruturas de edificação em geral;
7 - contaminação das águas superficiais ou subterrâneas utilizadas para
abastecimento público e dessedentação de animais;
61
8 - contaminação de alimentos.
§ 2º - Na hipótese de o responsável legal não promover a imediata remoção do perigo,
tal providência poderá ser adotada subsidiariamente pelo Poder Público, garantido o
direito de ressarcimento dos custos efetivamente despendidos pela Administração
Pública, devidamente apurados mediante apresentação de planilha fundamentada que
comprove que os valores gastos na remoção do perigo são compatíveis com o valor
do mercado.
Seção ÌÌ
Da Ìdentificação
Artigo 15 - O responsável legal, ao detectar indícios ou suspeitas de que uma área
esteja contaminada, deverá imediatamente comunicar tal fato aos órgãos ambiental e
de saúde competentes.
Artigo 16 - A área será classificada como Área Contaminada sob Ìnvestigação quando
houver constatação da presença de:
Ì - contaminantes no solo ou na água subterrânea em concentrações acima dos
Valores de Ìntervenção;
ÌÌ - produto em fase livre, proveniente da área;
ÌÌÌ - substâncias, condições ou situações que, de acordo com parâmetros específicos,
possam representar perigo.
Artigo 17 - O órgão ambiental competente deverá adotar os seguintes procedimentos
para identificação de áreas contaminadas:
Ì - manter informações sobre as áreas com potencial de contaminação;
ÌÌ - realizar avaliação preliminar da área onde haja indícios de contaminação, ou
solicitar, do responsável legal, a adoção de providências, conforme as prioridades
estabelecidas em regulamento;
ÌÌÌ - exigir do responsável legal a realização de investigação confirmatória na área,
uma vez detectadas alterações prejudiciais significativas às funções do solo;
ÌV - propor sua classificação como Área Contaminada sob Ìnvestigação, quando
configurada uma das hipóteses previstas no artigo 16.
Artigo 18 - Classificada a área como Área Contaminada sob Ìnvestigação, caberá ao
órgão ambiental competente:
Ì - providenciar a inclusão da área no cadastro de Áreas Contaminadas;
ÌÌ - notificar os órgãos públicos estaduais envolvidos, em especial o órgão responsável
62
pela outorga do direito de uso de águas subterrâneas, as Prefeituras Municipais, os
Conselhos Municipais de Meio Ambiente respectivos e os demais interessados;
ÌÌÌ - determinar ao responsável legal pela área contaminada que inicie os
procedimentos para ações emergenciais.
Artigo 19 - Classificada a área como Área Contaminada sob Ìnvestigação, os órgãos
ambientais e de saúde deverão implementar programa que garanta à população
afetada, por meio de seus representantes, o acesso às informações disponíveis e a
participação no processo de avaliação e remediação da área.
Seção ÌÌÌ
Da Remediação
Artigo 20 - O responsável legal pela área classificada como Área Contaminada sob
Ìnvestigação deverá realizar investigação detalhada para conhecimento da extensão
total da contaminação e identificação de todos os receptores de risco.
Parágrafo único - Nos casos em que houver comprometimento de uma fonte de
abastecimento de água, o responsável pela contaminação deverá fornecer fonte
alternativa de água potável para abastecimento da população afetada.
Artigo 21 - A tomada de decisão, pelo órgão ambiental, sobre a intervenção em uma
Área Contaminada sob Ìnvestigação será subsidiada por avaliação de risco para fins
de remediação, a ser executada pelo responsável legal.
Artigo 22 - A Área Contaminada sob Ìnvestigação não pode ter seu uso alterado até a
conclusão das etapas de investigação detalhada e da avaliação de risco.
Artigo 23 - Quando os valores definidos para risco aceitável à vida, à saúde humana e
ao meio ambiente forem ultrapassados, a área será classificada como Área
Contaminada, devendo ser promovida sua remediação.
Parágrafo único - Os valores a que se refere o "caput¨ deste artigo serão definidos em
conjunto entre a Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria da Saúde, por meio de
ato específico, ouvido o Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA.
Artigo 24 - Classificada a área como Área Contaminada, o órgão ambiental
competente adotará as seguintes providências:
Ì - cadastrar a área no Cadastro de Áreas Contaminadas como uma Área
Contaminada;
ÌÌ - informar os órgãos de saúde, quando houver riscos à saúde humana;
ÌÌÌ - determinar ao responsável legal pela área contaminada que proceda, no prazo de
63
até 5 (cinco) dias, à averbação da informação da contaminação da área na respectiva
matrícula imobiliária;
ÌV - notificar os órgãos públicos estaduais envolvidos, as Prefeituras Municipais e os
demais interessados;
V - notificar o órgão responsável por outorgas de direito de uso de águas subterrâneas
na área sob influência da área contaminada, para que promova o cancelamento ou
ajustes nos atos de outorga;
VÌ - iniciar os procedimentos para remediação da área contaminada em sintonia com
as ações emergenciais já em curso;
VÌÌ - exigir do responsável legal pela área a apresentação de Plano de Remediação.
Parágrafo único - Na impossibilidade de identificação ou localização do responsável
legal pela área contaminada, ou em sua omissão, deverá o órgão ambiental
competente oficiar ao Cartório de Registro de Ìmóveis com vistas a que seja divulgada,
conjuntamente com as demais informações referentes à matrícula do imóvel, a
contaminação da área.
Artigo 25 - O responsável legal pela área contaminada deverá apresentar Plano de
Remediação que contenha um cronograma das fases e respectivos prazos para a sua
implementação, devendo submetê-lo à aprovação do órgão ambiental competente.
§ 1º - A implementação do Plano de Remediação será acompanhada pelo Poder
Público.
§ 2º - O responsável legal pela área contaminada deverá apresentar uma das
garantias previstas nos incisos ÌX e X do artigo 4º desta lei, a fim de assegurar que o
Plano de Remediação aprovado seja implantado em sua totalidade e nos prazos
estabelecidos, no valor mínimo de 125% (cento e vinte e cinco por cento) do custo
estimado do Plano de Remediação.
§ 3º - No descumprimento, por quaisquer motivos, do Plano de Remediação aprovado,
o órgão ambiental executará as garantias a que se refere o § 2º deste artigo, visando
custear a complementação das medidas de remediação, além de adotar as medidas
atinentes ao poder de polícia administrativa.
§ 4º - O Plano de Remediação poderá ser alterado, com aprovação do órgão
ambiental, em função dos resultados parciais de sua implementação.
§ 5º - O responsável legal deverá apresentar projeto técnico sob a responsabilidade de
profissional habilitado, conforme Conselho Profissional, cabendo ao autor do projeto
e/ou responsável técnico a responsabilização de todas as etapas executivas indicadas
nos projetos, não podendo ser transferida ao leigo qualquer responsabilidade.
Artigo 26 - A área contaminada será classificada como Área Remediada para o Uso
64
Declarado quando for restabelecido nível de risco aceitável para o uso declarado.
Parágrafo único - Na classificação a que se refere o "caput¨ deste artigo, deverá
sempre ser respeitada a legislação de uso e ocupação do solo.
Artigo 27 - Classificada a área como Área Remediada para o Uso Declarado, o órgão
ambiental competente deverá:
Ì - cadastrar a área no Cadastro de Áreas Contaminadas como Área Remediada para
o Uso Declarado;
ÌÌ - determinar ao responsável legal pela área contaminada que proceda, no prazo de
até 5 (cinco) dias, à averbação, na respectiva matrícula imobiliária, da informação
quanto à contaminação da área;
ÌÌÌ - notificar os órgãos públicos envolvidos, as Prefeituras Municipais, os Conselhos
Municipais de Meio Ambiente respectivos e os demais interessados.
§ 1º - Os registros e as informações referentes à Área Remediada para o Uso
Declarado devem indicar expressamente o uso para o qual ela foi remediada, que não
poderá ser distinto dos usos autorizados pela legislação de uso e ocupação do solo.
§ 2º - Na impossibilidade de identificação ou localização do responsável legal pela
área contaminada, deverá o órgão ambiental competente oficiar ao Cartório de
Registro de Ìmóveis com vistas a que seja divulgada, conjuntamente com as demais
informações referentes à matrícula do imóvel, a contaminação da área.
Artigo 28 - Para a alteração do uso ou ocupação de uma Área Remediada para o Uso
Declarado, deverá ser efetuada pelo responsável nova avaliação de risco para o uso
pretendido, a qual será submetida à aprovação do órgão ambiental competente.
Parágrafo único - O novo uso autorizado para a área remediada deverá atender à
legislação de uso e ocupação do solo e será averbado pelo Cartório de Registro de
Ìmóveis, mediante notificação do órgão ambiental competente.
Artigo 29 - Os responsáveis legais por empreendimentos sujeitos ao licenciamento
ambiental e potenciais geradores de contaminação, a serem total ou parcialmente
desativados ou desocupados, deverão comunicar a suspensão ou o encerramento das
atividades aos órgãos do SEAQUA.
§ 1º - A comunicação a que se refere o "caput¨ deste artigo deverá ser acompanhada
de Plano de Desativação do Empreendimento que contemple a situação ambiental
existente, em especial quanto à possibilidade de a área estar contaminada, devendo
conter, ainda, quando for o caso, informações quanto à implementação das medidas
de remediação das áreas que serão desativadas ou desocupadas.
§ 2º - O órgão ambiental competente deverá analisar o Plano de Desativação do
Empreendimento, verificando a adequação das propostas apresentadas.
65
§ 3º - Após a recuperação da qualidade ambiental da área, o órgão ambiental
competente emitirá Declaração de Encerramento da Atividade.
CAPÍTULO ÌV
Dos Ìnstrumentos Econômicos
Artigo 30 - Fica criado o Fundo Estadual para Prevenção e Remediação de Áreas
Contaminadas - FEPRAC, fundo de investimento vinculado à Secretaria do Meio
Ambiente e destinado à proteção do solo contra alterações prejudiciais às suas
funções, bem como à identificação e à remediação de áreas contaminadas.
Artigo 31 - Constituem receitas do FEPRAC:
Ì - dotações ou créditos específicos, consignados no orçamento do Estado;
ÌÌ - transferências de outros fundos estaduais ou de suas subcontas, cujos recursos se
destinem à execução de projetos, planos, programas, atividades e ações relacionados
com a prevenção e o controle da poluição, de interesse comum;
ÌÌÌ - transferência da União, dos Estados e dos Municípios para a execução de planos,
programas, atividades e ações de interesse do controle, preservação e melhoria das
condições do meio ambiente do Estado;
ÌV - recursos provenientes de ajuda e cooperação internacional e de acordos
intergovernamentais;
V - retorno de operações de crédito contratadas com órgãos ou entidades da
administração direta ou indireta, consórcios intermunicipais, concessionários de
serviços públicos e empresas privadas;
VÌ - produto de operações de crédito e rendas provenientes da aplicação de seus
recursos;
VÌÌ - doações de pessoas naturais ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais,
estrangeiras ou multinacionais;
VÌÌÌ - compensações ambientais provenientes de atividades potencialmente
causadoras de contaminação;
ÌX - 30% (trinta por cento) do montante arrecadado com as multas aplicadas pelos
órgãos estaduais de controle da poluição ambiental por infrações às disposições desta
lei;
X - recursos provenientes do ressarcimento de despesas efetuadas nos termos dos §§
1º e 2º do artigo 32 desta lei.
Artigo 32 - Os recursos de que trata o artigo 31, serão aplicados em operações
66
financeiras destinadas a apoiar e a incentivar a execução de ações relacionadas com
a identificação e remediação de áreas contaminadas.
§ 1º - Os recursos do FEPRAC poderão ser aplicados a fundo perdido, quando o
tomador for o Estado e os recursos forem utilizados visando à intervenção em área
contaminada, para remoção de perigo iminente à saúde pública.
§ 2º - O Estado deverá ser ressarcido, pelo responsável legal pela área contaminada
das despesas decorrentes da identificação e remediação de áreas contaminadas de
acordo com o estabelecido no § 1º deste artigo.
§ 3º - O Estado, uma vez ressarcido das despesas previstas nos §§ 1º e 2º deste
artigo, destinará o montante recebido diretamente ao FEPRAC.
Artigo 33 - O FEPRAC terá Conselho de Orientação composto paritariamente por
representantes do Estado, Municípios e Sociedade Civil, com 8 (oito) membros
titulares e 8 (oito) membros suplentes de cada um dos segmentos.
§ 1º - As funções de Conselheiro não serão remuneradas, devendo ser consideradas
de interesse público relevante.
§ 2º - O Conselho poderá solicitar a órgãos e entidades públicos e privados pareceres
de mérito sobre a viabilidade técnica dos planos, programas e projetos apresentados.
Artigo 34 - Compete ao Conselho de Orientação do FEPRAC:
Ì - orientar e aprovar a captação e a aplicação dos recursos do Fundo;
ÌÌ - aprovar normas, critérios, prioridades e programas para a aplicação dos recursos
do Fundo, fixando seus respectivos limites;
ÌÌÌ - aprovar os critérios para verificação da viabilidade técnica, econômica e financeira
dos projetos;
ÌV - aprovar o orçamento de aplicação dos recursos do Fundo;
V - elaborar o seu regimento interno;
VÌ - exercer outras atribuições que lhe forem conferidas por regulamento;
VÌÌ - aprovar programas, ações e medidas preventivas à geração de áreas
contaminadas, bem como de garantia à informação e à participação da população
afetada nas decisões relacionadas com as áreas contaminadas.
Artigo 35 - A CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo exercerá as
funções de agente técnico e de secretaria executiva do FEPRAC, disponibilizando
todo o suporte técnico-administrativo necessário ao seu funcionamento, mediante
solicitação do Conselho de Orientação, sem prejuízo do exercício das demais
atribuições previstas em lei.
Artigo 36 - O Banco Nossa Caixa S.A. será o Agente Financeiro do FEPRAC e atuará
como mandatário do Estado, em conformidade com o estabelecido nas normas legais
67
e nas deliberações do Conselho de Orientação.
Artigo 37 - O FEPRAC reger-se-á pelas normas do Decreto-lei Complementar nº 18,
de 17 de abril de 1970, e alterações posteriores.
Artigo 38 - O dirigente da Unidade de Despesa à qual se encontra vinculado o Fundo
submeterá, anualmente, à apreciação do Secretário do Meio Ambiente e do
CONSEMA, o relatório das atividades desenvolvidas.
Parágrafo único - O relatório das atividades de que trata este artigo deverá ser
encaminhado às Comissões de Fiscalização e Controle e de Defesa do Meio Ambiente
da Assembléia Legislativa do Estado.
Artigo 39 - Deverá ser publicado, trimestralmente, no Diário Oficial do Estado, o
relatório financeiro do Fundo.
Artigo 40 - Para atender às despesas decorrentes da aplicação desta lei, fica o Poder
Executivo autorizado a:
Ì - efetuar as transferências a que se refere o artigo 31, inciso ÌÌ, desta lei;
ÌÌ - abrir créditos adicionais especiais até o limite de R$ 100,00 (cem reais), incluindo
as classificações orçamentárias que se fizerem necessárias.
CAPÍTULO V
Das Ìnfrações e Penalidades
Artigo 41 - Toda ação ou omissão contrária às disposições desta lei e seu regulamento
será considerada infração administrativa ambiental classificada em leve, grave ou
gravíssima, levando-se em conta:
Ì - a intensidade do dano, efetivo ou potencial;
ÌÌ - as circunstâncias atenuantes ou agravantes;
ÌÌÌ - os antecedentes do infrator.
Artigo 42 - As infrações administrativas ambientais de que trata o artigo 41 serão
punidas com as seguintes penalidades:
Ì - advertência;
ÌÌ - multa;
ÌÌÌ - embargo;
ÌV - demolição;
V - suspensão de financiamento e benefícios fiscais.
§ 1º - A penalidade de advertência será imposta quando se tratar de primeira infração
pelo descumprimento das exigências técnicas formuladas pelo órgão ambiental
68
competente, em qualquer fase do processo de remediação.
§ 2º - A penalidade de multa será imposta ao responsável pela área classificada como
contaminada, conforme disposto no artigo 13 desta lei, observado o limite de 4
(quatro) a 4.000.000 (quatro milhões) vezes o valor da Unidade Fiscal do Estado de
São Paulo - UFESP, desde que não ultrapasse o limite estabelecido no artigo 75 da
Lei federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.
§ 3º - A multa será recolhida com base no valor da UFESP do dia de seu efetivo
pagamento.
§ 4º - Ocorrendo a extinção da UFESP, adotar-se-á, para efeitos desta lei, o índice que
a substituir.
§ 5º - Nos casos de reincidência, caracterizada pelo cometimento de nova infração da
mesma natureza e gravidade, a multa corresponderá ao dobro da anteriormente
imposta.
Artigo 43 - As infrações administrativas ambientais serão objeto de auto de infração a
ser lavrado pela autoridade competente, e serão apuradas em processo administrativo
próprio, assegurado o direito de ampla defesa e o contraditório, observadas as
disposições desta lei e seu regulamento.
§ 1º - Responderá pela infração quem por qualquer modo a cometer, concorrer para
sua prática ou dela se beneficiar.
§ 2º - Tratando-se de área contaminada que acarrete perigo iminente para a saúde e
segurança da população, a atuação imediata do Poder Público independerá de
garantia de defesa prévia e contraditório.
Artigo 44 - Da aplicação das penalidades administrativas previstas nesta lei caberá
recurso à autoridade imediatamente superior, no prazo de 20 (vinte) dias contados da
data do auto de infração, ouvida a autoridade recorrida, que poderá reconsiderar sua
decisão, justificando-a.
CAPÍTULO VÌ
Das Disposições Finais
Artigo 45 - O órgão competente do SEAQUA poderá estabelecer procedimentos
diferenciados para a identificação e remediação das áreas contaminadas, aglutinando
etapas, em função das peculiaridades da atividade ou do empreendimento ou da
extensão da contaminação, desde que garantidos os princípios e finalidades
69
estabelecidos nesta lei.
Artigo 46 - vetado.
Parágrafo único - vetado.
Artigo 47 - O licenciamento de empreendimentos em áreas que anteriormente
abrigaram atividades com potencial de contaminação, ou suspeitas de estarem
contaminadas, deverá ser precedido de estudo de passivo ambiental, submetido
previamente ao órgão ambiental competente.
Artigo 48 - Os Planos Diretores Municipais e respectiva legislação de uso e ocupação
do solo sempre deverão levar em conta as áreas com potencial ou suspeita de
contaminação e as áreas contaminadas.
Artigo 49 - A aprovação de projetos de parcelamento do solo e de edificação, pelo
Poder Público, deverá garantir o uso seguro das áreas com potencial ou suspeita de
contaminação e das áreas contaminadas.
Artigo 50 - A Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria da Saúde deverão
estabelecer procedimentos e rotinas comuns para ações conjuntas visando prevenir a
formação de áreas contaminadas, bem como identificar e remediar as já existentes.
Parágrafo único - Fica estabelecido como documento de referência para a definição de
prioridades de ações integradas entre a Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria da
Saúde o Cadastro de Áreas Contaminadas, previsto no artigo 4º, inciso Ì, desta lei.
Artigo 51 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 8 de julho de 2009.
Ìnstrução Normativa RFB nº 1.112, de 28 de dezembro de 2010
DOU de 30.12.2010
Aprova o programa e as instruções para
preenchimento da Declaração sobre Operações
Ìmobiliárias, versão 6.1, define regras para a sua
apresentação e dá outras providências.
Alterada pela Ìnstrução Normativa RFB nº 1.193, de 15
de setembro de 2011.
Alterada pela Ìnstrução Normativa RFB nº 1.239, de 17
de janeiro de 2012.
O SECRETÁRÌO DA RECEÌTA FEDERAL DO BRASÌL, no uso das
atribuições que lhe conferem os incisos ÌÌÌ e XVÌ do art. 273 do Regimento Ìnterno da
Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 587, de 21 de
70
dezembro de 2010, e tendo em vista o disposto na Ìnstrução Normativa RFB nº 969,
de 21 de outubro de 2009, resolve:
Art. 1º Aprovar o programa e as instruções para preenchimento da
Declaração sobre Operações Ìmobiliárias (DOÌ), versão 6.1, para uso obrigatório pelos
Serventuários da Justiça, responsáveis por Cartórios de Notas, de Registro de Ìmóveis
e de Títulos e Documentos, relativa às operações imobiliárias anotadas, averbadas,
lavradas, matriculadas ou registradas.
Parágrafo único. O programa gerador da DOÌ estará disponível no sítio
da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) na Ìnternet a partir de 3 de janeiro de
2011, no endereço <http://www.receita.fazenda.gov.br>.
CAPÍTULO Ì
DA DECLARAÇÃO
Art. 2º A declaração deverá ser apresentada sempre que ocorrer
operação imobiliária de aquisição ou alienação, realizada por pessoa física ou jurídica,
independentemente de seu valor, cujos documentos sejam lavrados, anotados,
averbados, matriculados ou registrados no respectivo cartório.
§ 1º Deverá ser emitida uma declaração para cada imóvel alienado ou
adquirido.
§ 2º O valor da operação imobiliária será o informado pelas partes ou,
na ausência deste, o valor que servir de base para o cálculo do Ìmposto sobre a
Transmissão de Bens Ìmóveis (ÌTBÌ) ou para o cálculo do Ìmposto sobre Transmissão
Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ÌTCD).
§ 3º O preenchimento da DOÌ deverá ser feito:
Ì - pelo Serventuário da Justiça titular ou designado para o Cartório de
Ofício de Notas, quando da lavratura do instrumento que tenha por objeto a alienação
de imóveis, fazendo constar do respectivo instrumento a expressão "EMÌTÌDA A DǪ;
ÌÌ - pelo Serventuário da Justiça titular ou designado para o Cartório de
Registro de Ìmóveis, quando o documento tiver sido:
a) celebrado por instrumento particular;
b) celebrado por autoridade particular com força de escritura pública;
c) emitido por autoridade judicial (adjudicação, herança, legado ou
meação);
d) decorrente de arrematação em hasta pública; ou
e) lavrado pelo Cartório de Ofício de Notas e não constar a expressão
"EMÌTÌDA A DǪ;
71
e) lavrado pelo Cartório de Ofício de Notas, independentemente de ter
havido emissão anterior de DOÌ; (Redação dada pela Ìnstrução Normativa RFB nº
1.239, de 17 de janeiro de 2012)
ÌÌÌ - pelo Serventuário da Justiça titular ou designado para o Cartório de
Registro de Títulos e Documentos, quando promover registro de documentos que
envolvam alienações de imóveis celebradas por instrumento particular, fazendo
constar do respectivo documento a expressão "EMÌTÌDA A DǪ.
CAPÍTULO ÌÌ
DA UTÌLÌZAÇÃO DO PROGRAMA GERADOR DA DECLARAÇÃO
Art. 3º O programa aprovado por esta Ìnstrução Normativa deve ser
utilizado para declarar as operações imobiliárias:
Ì - referentes aos documentos anotados, averbados, lavrados,
matriculados ou registrados a partir de janeiro de 2011;
ÌÌ - relativas a exercícios anteriores, inclusive as retificadas e
canceladas, quando a entrega for efetuada a partir de janeiro de 2011.
CAPÍTULO ÌÌÌ
DO PRAZO E DO MEÌO DE ENTREGA
Art. 4º A DOÌ deverá ser apresentada até o último dia útil do mês
subsequente ao da lavratura, anotação, averbação, matrícula ou registro do
documento, por meio da Ìnternet, utilizando-se a última versão do programa
Receitanet disponível no endereço mencionado no parágrafo único do art. 1º.
§ 1º Para a apresentação da DOÌ relativa a fatos geradores ocorridos a
partir de janeiro de 2011, é obrigatória a assinatura digital da declaração mediante
utilização de certificado digital válido.
§ 2º As declarações listadas no recibo de entrega, impresso pelo
programa gerador da DOÌ, serão processadas posteriormente pela RFB, estando
sujeitas a rejeição.
§ 3º Após 48 (quarenta e oito) horas da transmissão do arquivo pelo
programa Receitanet, o Relatório de Erros da DOÌ estará disponível no sítio da RFB da
Ìnternet (Declarações/DOÌ/Consulta da DOÌ - Relatório de Erros).
§ 4º Para consultar o Relatório de Erros da DOÌ, o cartório deverá
informar o seu número no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e o número
do recibo de entrega.
CAPÍTULO ÌV
DA DÌSPENSA DE APRESENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO
72
Art. 5º Os Serventuários da Justiça ficam dispensados de preencher a
DOÌ quando: (Revogado pela Ìnstrução Normativa RFB n º 1.193, de 15 de setembro
de 2011)
Ì - tratar-se de desapropriação para fins de reforma agrária, conforme
disposto no § 5º do art. 184 da Constituição Federal; (Revogado pela Ìnstrução
Normativa RFB n º 1.193, de 15 de setembro de 2011)
ÌÌ - a lavratura, a anotação, a matrícula, o registro ou a averbação
decorrem de instrumentos celebrados há mais de 5 (cinco) anos, contados da data:
(Revogado pela Ìnstrução Normativa RFB n º 1.193, de 15 de setembro de 2011)
a) da lavratura, se instrumento público; (Revogado pela Ìnstrução
Normativa RFB n º 1.193, de 15 de setembro de 2011)
b) do registro, se instrumento particular; ou (Revogado pela Ìnstrução
Normativa RFB n º 1.193, de 15 de setembro de 2011)
c) da emissão do documento, se emitido por autoridade judicial
(adjudicação, herança, legado ou meação) ou em decorrência de arrematação em
hasta pública; (Revogado pela Ìnstrução Normativa RFB n º 1.193, de 15 de setembro
de 2011)
ÌÌÌ - a lavratura, a anotação, a matrícula, o registro ou a averbação
tiverem sido comunicados à RFB e no documento apresentado constar a expressão
"EMÌTÌDA A DǪ; (Revogado pela Ìnstrução Normativa RFB n º 1.193, de 15 de
setembro de 2011)
ÌV - o imóvel financiado retornar ao agente financeiro; ou (Revogado
pela Ìnstrução Normativa RFB n º 1.193, de 15 de setembro de 2011)
V - a transferência do imóvel se der por usucapião. (Revogado pela
Ìnstrução Normativa RFB n º 1.193, de 15 de setembro de 2011)
CAPÍTULO V
DA MULTA POR ATRASO NA ENTREGA
Art. 6º No caso de falta de apresentação ou apresentação da
declaração após o prazo fixado, o Serventuário da Justiça sujeitar-se-á à multa de
0,1% (um décimo por cento) ao mês-calendário ou fração sobre o valor da operação,
limitada a 1% (um por cento), observado o disposto no inciso ÌÌÌ do § 2º deste artigo.
§ 1º A multa terá como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo
originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva
entrega ou, no caso de não apresentação, da lavratura do auto de infração.
§ 2º A multa de que trata o caput será:
Ì - reduzida à metade, caso a declaração seja apresentada antes de
qualquer procedimento de ofício;
73
ÌÌ - reduzida a 75% (setenta e cinco por cento), caso a declaração seja
apresentada no prazo fixado em intimação;
ÌÌÌ - de no mínimo R$ 20,00 (vinte reais).
§ 3º O Serventuário da Justiça que apresentar DOÌ com incorreções ou
omissões será intimado a apresentar declaração retificadora, no prazo estabelecido
pela RFB, e sujeitar-se-á à multa de R$ 50,00 (cinquenta reais) por informação
inexata, incompleta ou omitida, que será reduzida em 50% (cinquenta por cento) caso
a retificadora seja apresentada no prazo fixado.
CAPÍTULO VÌ
DAS DÌSPOSÌÇÕES FÌNAÌS E TRANSÌTÓRÌAS
Art. 7º As declarações referentes aos documentos anotados, averbados,
lavrados, matriculados ou registrados até 31 de dezembro de 2010, bem como as
relativas a exercícios anteriores, inclusive as retificadoras e canceladoras, quando a
entrega for efetuada a partir de 1º de janeiro de 2011, devem ser gravadas na versão
6.1 do programa aprovado por esta Ìnstrução Normativa e entregues pelo Receitanet.
Parágrafo único. As declarações referidas no caput poderão ser
entregues sem certificado digital.
Art. 8º Esta Ìnstrução Normativa entra em vigor na data de sua
publicação.
Art. 9º Fica revogada, a partir de 1º de janeiro de 2011, a Ìnstrução
Normativa SRF nº 473, de 23 de novembro de 2004.
Escrituras com valor declarado
1.1.- Nas hipóteses de hipoteca e penhor os emolumentos serão
calculados sobre o débito confessado ou estimado.
1.1.1.- Quando dois ou mais bens forem dados em garantia, para os
quais não tenha sido individualmente atribuído o valor, a base de cálculo para
cobrança de emolumentos será o valor do negócio jurídico, atribuído ou estimado,
dividido pelo número de bens ofertados.
1.2.- Nas hipóteses de locação os emolumentos serão calculados sobre
a soma dos alugueres, ou, se por prazo indeterminado, sobre o valor correspondente a
12 (doze) meses de locação.
1.3.- No caso de usufruto, os emolumentos serão calculados sobre a
terça parte do valor do imóvel, observado o disposto no item 1 da tabela.
74
1.4.- Na enfiteuse, a base de cálculo dos emolumentos será de 20%
(vinte por cento) sobre o valor do imóvel, em se tratando de domínio direto e de 80%
(oitenta por cento) no caso de domínio útil, observado o disposto no item 1 da tabela e
artigo 7.º desta lei.
1.5.- No caso de instituição de servidão os emolumentos terão como
base 20% ( vinte por cento) do valor do imóvel, respeitando-se o mínimo previsto no
item 1 da tabela, combinado com o artigo 7.º desta lei.
1.6. - As transações, cuja instrumentalização admitem forma particular,
terão o valor previsto no item 1 da tabela reduzido em 40% (quarenta por cento),
devendo sempre ser respeitado o mínimo ali previsto, combinado com o artigo 7.º
desta lei.
1.7. - Quando o imóvel objeto da escritura for apartamento e garagens,
será considerado um único imóvel para fins de cobrança.
1.7.1 - Será também considerado como único, o imóvel rural ou terreno
urbano que, embora tenha mais de uma matrícula, tenha lançamento tributário por
apenas um número de contribuinte.
Nota 2 - Condições especiais de emolumentos
2.1. Nas escrituras de compromisso de venda e compra, os
emolumentos serão de 50% (cinqüenta por cento) do valor das escrituras com valor
declarado.
2.2. Nas escrituras de quitação, o valor dos emolumentos será de 1/5
(um quinto) do valor fixado para as escrituras com valor declarado.
2.3. Nas escrituras de emissão de debêntures, o valor dos emolumentos
será de 50% (cinqüenta por cento) do valor previsto no item 1 da tabela.
2.4. Nas escrituras de instituição e especificação de condomínio, cuja
incorporação tenha sido instrumentada por ato público, cobrar-se-á 50% (cinqüenta
por cento) do valor previsto no item 1 da tabela.
75
2.5.- Loteamentos regularizados ou registrados - Os emolumentos
corresponderão a 50% (cinqüenta por cento) do valor previsto no item 1 da tabela,
respeitado o mínimo ali previsto, pelos atos relativos a:
a- Cumprimento de contratos particulares de compromisso de venda e
compra oriundos de loteamentos regularizados pelas Prefeituras Municipais, de
conformidade com o artigo 40 e seguintes da Lei Federal n. 6.766, de 19 de dezembro
de 1.979;
b- Cumprimento de contratos de compromisso de venda e compra, não
quitados, de lotes isolados de loteamentos registrados, desde que o seu valor não seja
superior a 500 (quinhentas) UFESP's e sua área não ultrapasse 300 (trezentos)
metros quadrados.
2.6.- Ìmóveis financiados por entidade financeira:
a- os emolumentos serão calculados pela tabela de escritura com valor
declarado, aplicando-se redução de20% (vinte por cento);
b- mesmo que a escritura contenha outros atos acessórios será cobrado
apenas um ato, o de maior valor, não se aplicando neste caso a regra da nota 4.3.;
c- no caso de prédio acabado, a base de cálculo será o valor total do
prédio;
d- no caso de aquisição de terreno com financiamento de prédio a ser
construído, a base de cálculo será a soma do valor do terreno mais o financiamento
para construção;
e- estes critérios se aplicam nos seguintes casos:
Ì - aquisição imobiliária para fins residenciais, feita através de
Consórcios ou financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação ou qualquer outra
entidade financeira fiscalizada pelo Banco Central do Brasil;
ÌÌ - aquisição imobiliária para fins residenciais financiada pelo Governo
do Estado e pelas Prefeituras Municipais, diretamente ou através de suas companhias
habitacionais.
76
2.7- Os testamentos públicos que versarem sobre patrimônio com valor
não superior a 3.000 U-FESP's, terão seus emolumentos reduzidos em 50%
(cinqüenta por cento).
Lei 13.290 de 22 de dezembro de 2008
Artigo 6º - Nos atos que envolvam a aquisição do terreno pelo
empreendedor, retificação, registro de parcelamento do solo, incorporação, averbação
da construção, instituição de condomínio ou parcelamento do solo, relativos a
empreendimentos de interesse social promovidos pela CDHU ou COHAB, empresa
pública, sociedade de economia mista, ou promovido por cooperativa habitacional ou
associação de moradores, serão as custas e emolumentos dos oficiais de registro de
imóveis e dos notários reduzidos em 75% (setenta e cinco por cento).
Artigo 7º - Nos atos que envolvam a aquisição do terreno pelo
empreendedor, retificação, registro de parcelamento de solo, incorporação, averbação
da construção, instituição de condomínio ou parcelamento do solo, relativos a
empreendimentos de interesse social localizado em Zona Especial de Ìnteresse
Social- ZEÌS, ou de outra forma definido pelo Município como de interesse social,
serão as custas e emolumentos do Registro de Ìmóveis e do Tabelião de Notas
reduzidos em 50% (cinqüenta por cento).
Nota 3 - Vários bens, direitos ou atos na mesma escritura.
3.1.- Nas escrituras de transmissão, oneração ou de atribuição de
direitos reais, os emolumentos serão calculados levando-se em conta o valor de cada
uma das unidades imobiliárias ou de direitos transacionados, observadas as bases
previstas no artigo 7.º desta lei.
3.1.1. - Nas escrituras de permuta, ou de divisão de imóvel, ou de
partilha, o cálculo deverá ser feito por pagamento, obedecendo os critérios dispostos
nesta lei, quando ao interessado for atribuído mais de um bem ou direito, salvo
disposição em contrário aqui prevista.
3.2.- As escrituras de venda e compra e cessão consubstanciam dois
negócios jurídicos, devendo o cedente e o adquirente pagar as despesas integrais de
cada negócio.
77
3.3.- Se a escritura contiver, além do ato jurídico principal, outros que
lhe forem acessórios, entre as mesmas partes ou não, os emolumentos serão
calculados sobre o negócio jurídico de maior valor, com o acréscimo de 1/4 (um
quarto) de cada um dos demais, respeitando o mínimo previsto no item 1 da tabela,
combinado com o disposto no artigo 7.º desta lei.
3.4.- As escrituras de venda e compra, com mútuo e outorga de
garantia, serão cobradas como um ato principal e dois acessórios.
3.5.- A reserva do usufruto deve ser tida como ato acessório, devendo
seus emolumentos ter a redução tratada no item 3.3, destas Notas Explicativas.
3.6.- Quando em qualquer escritura houver outorga de procuração e/ou
substabelecimento, também serão devidos emolumentos sobre a prática desses atos.
3.7.- As intervenções ou anuências de terceiros não autorizam
acréscimos de preço, a não ser que impliquem outros atos.
Nota 4 - Traslado
4.1.- No preço das escrituras se compreende o primeiro traslado,
devendo os demais ser cobrados observando-se o item 5 da tabela.
Nota 5 - Transcrição de documentos
5.1.- Nenhum acréscimo será devido pela transcrição, nos atos
notariais, de alvarás, mandados, guias de recolhimento de tributos, certidões em geral
e outros documentos, nem pelo arquivamento de procuração ou de qualquer
documento necessário à pratica do ato.
Nota 6- Escritura de incorporação e/ou de especificação de condomínio
6.1.- A base de cálculo do preço das escrituras de incorporação e/ou de
especificação de condomínio será obtida da seguinte forma:
a- a base de cálculo será o valor que resultar da soma do valor do
terreno com o da avaliação do custo global da obra ou construção, apresentada pelo
incorporador.
78
b- a avaliação de que trata a alínea "a" deve ser elaborada com base
nos valores de metro quadrado fornecidos pelos Sindicatos da Construção Civil e
constantes de revistas especializadas para o tipo de prédio objeto da incorporação, se
outro maior não for declarado.
c- havendo, porém, atribuição de unidades, será acrescido ao valor da
escritura, 1/3 (um terço) dos emolumentos calculado pelo valor de cada unidade, não
se aplicando, no caso, o previsto no subitem 3.1 destas Notas Explicativas. Considera-
se, para esse fim, a(s) unidade(s) e respectiva(s) vaga(s) de garagem.
Nota 7 - Procurações
7.1.- Quando em um mesmo instrumento, além da procuração, contiver
a formalização de substabelecimento ou revogação, os valores de emolumentos serão
calculados por inteiro e por ato.
Nota 8 - Acréscimo por atos praticados fora do horário normal ou fora do
tabelionato
8.1.- Nos atos sem valor declarado, lavrados fora do horário normal ou
fora do tabelionato, exceto quando do interesse dos órgãos públicos em geral, os
emolumentos serão cobrados em dobro, fazendo o tabelião circunstanciada menção
na escritura, sem prejuízo do reembolso das despesas com condução.
Nota 9 - Atos declarados incompletos ou sem efeito
9.1.- Pelo ato notarial declarado incompleto, por falta de assinatura, por
culpa ou a pedido de qualquer das partes, será devido 1/3 (um terço) dos
emolumentos. Se não for consignado o motivo, o Escrevente e o Tabelião,
responderão solidariamente pela terça parte das parcelas previstas no arti-go 19,
inciso Ì, letras "b", "c" e "d", desta lei.
9.2.- Pelo ato notarial declarado sem efeito por erro de redação ou
impressão e se nenhuma das partes o houver assinado, nada será devido.
9.3.- É proibida a cobrança de qualquer valor em decorrência da prática
de ato de retificação, ou que teve de ser refeito ou renovado, em razão de erro
imputável ao respectivo Tabelião.
79
Nota 10 - Autenticação de cópias reprográficas
10.1.- A cada página de documento copiada corresponderá uma
autenticação, a qual poderá ser aposta no anverso ou verso do documento, devendo,
na face que não recebeu a certificação, ser lançado o carimbo personalizado da
serventia mencionando essa circunstância, vedada, expressamente, a autenticação
em face do documento desprovida de quaisquer caracteres gráficos.
10.2. - Apenas um ato de autenticação será feito para a frente e o verso
do CÌC, do Título de Eleitor ou deCédula de Ìdentidade ou qualquer outra cédula que
identifique o usuário.
10.3.- Quando a cópia reprográfica for extraída em máquina própria da
serventia, o Notário repassará o custo operacional à parte, até o máximo de 0,026
UFESP's. Se, entretanto, extraída em papel próprio da serventia que contenha
requisitos de segurança, cobrar-se-á até, no máximo, 0,05 U-FESP's. Neste caso, tal
cópia deverá, necessariamente, ser autenticada de forma regular pelo Notário.
Nota 11 - Despesas de serviços extra-notariais
11.1.- O notário que se incumbir da prestação de serviços que não são
de sua competência exclusiva e nem de sua obrigação, mas necessários ao
aperfeiçoamento do ato, cobrará as despesas efetuadas e custas efetivas, desde que
autorizado pela parte interessada.
Nota 12 - Central de testamentos
12.1- Toda escritura de testamento tratada no item 8 da tabela deverá
ser comunicada à Central de Testamentos, prevista no Provimento 06/94, da Egrégia
Corregedoria-Geral da Justiça deste Estado, devendo o Tabelião a ela remeter, até o
5.º dia útil depois de sua lavratura, o valor correspondente a R$ 40,00 (quarenta reais),
por escritura, que equivale ao determinado no item 5 da tabela, referente a atos de
certidão ou traslado ou pública forma.
12.1.1- O valor a que se refere o subitem acima será deduzido da parte
tida na respectiva tabela como receita do Notário.
80
12.2- As informações a serem prestadas pela referida Central de
Testamentos terão um custo unitário equivalente ao valor previsto no item 12.1 destas
Notas Explicativas.
Nota 13 - A Contribuição de solidariedade, instituída pela Lei n. 11.021,
de 28 de dezem-bro de 2001, tem, como base de cálculo, o valor destinado ao
Tabelião.
Lei n. 11.331, de 26 de dezembro de 2002.
Artigo 7.º - O valor da base de cálculo a ser considerado para fins de
enquadramento nas tabelas de que trata o artigo 4.º, relativamente aos atos
classificados na alínea "b" do inciso ÌÌÌ do artigo 5.º, ambos desta lei, será determinado
pelos parâmetros a seguir, prevalecendo o que for maior:
Ì - preço ou valor econômico da transação ou do negócio jurídico
declarado pelas partes;
ÌÌ - valor tributário do imóvel estabelecido no último lançamento efetuado
pela Prefeitura Municipal, para efeito de cobrança de imposto sobre a propriedade
predial e territorial urbana, ou o valor da avaliação do imóvel rural aceito pelo órgão
federal competente, considerando o valor da terra nua, as acessões e as benfeitorias;
ÌÌÌ - base de cálculo utilizada para o recolhimento do imposto de
transmissão "inter vivos" de bens imóveis.
Parágrafo único - Nos casos em que, por força de lei, devam ser
utilizados valores decorrentes de avaliação judicial ou fiscal, estes serão os valores
considerados para os fins do disposto na alínea "b" do inciso ÌÌÌ do artigo 5.º desta lei.
Artigo 8.º - A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e as
respectivas autarquias, são isentos do pagamento das parcelas dos emolumentos
destinadas ao Estado, à Carteira de Previdên-cia das Serventias
Não Oficializadas da Justiça do Estado, ao custeio dos atos gratuitos de
registro civil e ao Fundo Especial de Despesa do Tribunal de Justiça.
Parágrafo único - O Estado de São Paulo e suas respectivas autarquias
são isentos do pagamento deemolumentos.
81
Artigo 9.º - São gratuitos:
Ì - os atos previstos em lei;
ÌÌ - os atos praticados em cumprimento de mandados judiciais
expedidos em favor da parte beneficiária da justiça gratuita, sempre que assim for
expressamente determinado pelo Juízo.
Artigo 10 - Na falta de previsão nas notas explicativas e respectivas
tabelas, somente poderão ser cobradas as despesas pertinentes ao ato praticado,
quando autorizadas pela Corregedoria-Geral da Justiça.
Artigo 13 - Salvo disposição em contrário, os notários e os registradores
poderão exigir depósito prévio dos valores relativos aos emolumentos e das despesas
pertinentes ao ato, fornecendo aos interessados, obrigatoriamente, recibo com
especificação de todos valores.
Artigo 14 - Os notários e os registradores darão recibo dos valores
cobrados, sem prejuízo da indicação definitiva e obrigatória dos respectivos
emolumentos à margem do documento entregue ao interessado.
Artigo 30 - Contra a cobrança, a maior ou a menor, de emolumentos e
despesas devidas, poderá qualquer interessado reclamar, por petição, ao Juiz
Corregedor-Permanente.
Artigo 32 - Sem prejuízo da responsabilidade disciplinar, os notários, os
registradores e seus prepostos estão sujeitos à pena de multa de, no mínimo, 100
(cem) e, no máximo, 500 (quinhentas) U-FESP's, ou outro fator que a substituir, nas
hipóteses de:
Ì - recebimento de valores não previstos ou maiores que os previstos
nas tabelas, nos casos em que não caiba a aplicação do inciso Ì do artigo 34 desta lei;
ÌÌ - descumprimento das demais disposições desta lei.
§ 3.º - Na hipótese de recebimento de importâncias indevidas ou
excessivas, além da pena de multa, o infrator fica obrigado a restituir ao interessado o
décuplo da quantia irregularmente cobrada.
82
Artigo 37 - Sempre que forem alteradas ou divulgadas novas tabelas,
estas não se aplicarão aos atos notariais e de registros já solicitados, quando tenha
havido ou não depósito total ou parcial dos emolumentos previstos, salvo nas
hipóteses previstas nas respectivas notas explicativas das tabelas.
Notas explicativas
1 - REGÌ STRO Ì NTEGRAL DE CONTRATO, TÍ TULO OU
DOCUMENTO, COM CONTEÚDO FÌ NANCEÌ RO
1.1 - Para o cálculo dos preços devidos pelo registro de contrato, título ou
documento, cujos valores venham expressos em moeda estrangeira, far-se-á a conversão
em moeda nacional com a utilização do valor de compra do câmbio do dia em que
apresentado o documento.
1. 2 - No regi st ro de reci bo de si nal de venda e compra, a base
de cál cul o será o val or do própri o si nal .
1. 3 - Nas cessões de crédi t o e de di rei t os, a base de cál cul o
será o val or do crédi t o cedi do.
1. 4 - Nos cont rat os de garant i a, como os de f i ança, caução e
depósi t o, vi ncul ados a cont rat os de abert ura de crédi t o, mút uo ou
f i nanci ament o, o regi st ro será cobrado pel a f orma previ st a no i t em 2 da
t abel a, sej a ou não si mul t ânea à apresent ação, desde que o cont rat o
pri nci pal t enha si do regi st rado.
1. 5 - Também serão cobrados pel a f orma previ st a no i t em 2 da
t abel a, os regi st ros de adi t i vos de cont rat o de crédi t o, para subst i t ui ção de
garant i a.
1. 6 - Nos adi t i vos de prorrogação de prazo para pagament o, a
base de cál cul o será o val or que exceder o do cont rat o adi t ado. Se não
houver acrésci mo de val or, o document o será consi derado pel o val or mí ni mo
da al í nea "a", do i t em 1 da t abel a.
1. 7 - As t raduções que acompanharem os document os em l í ngua
est rangei ra serão consi deradas com cont eúdo f i nancei ro, quando
const i t uí rem cont rat ação onerosa de servi ços, compra e venda,
f i nanci ament o ou qual quer out ra obri gação.
1. 8 - O document o que envol va cont eúdo f i nancei ro, cuj o val or
não puder ser apurado, será cobrado conf orme a al í nea "a", do i t em 1 da
t abel a.
1. 9 - O cont rat o de parceri a agrí col a será cobrado com base no
83
preço dos f rut os part i l hados vi gent e à época da apresent ação a regi st ro,
apurado pel a cot ação di vul gada em j ornal de ci rcul ação no Est ado.
1. 10 - Os adi t i vos, al t erações, subst i t ui ção de garant i a e
quai squer al t erações dos document os a que se ref ere o i t em 5 da t abel a
serão averbados à margem do regi st ro ori gi nal cobrando- se os mesmos
val ores daquel e i t em.
1. 11 - A base de cál cul o no regi st ro de cont rat os de l ocação
será o val or da soma dos 12 (doze) pri mei ros al ugueres ou do t ot al de
meses quando o prazo de l ocação f or i nf eri or a 12 (doze) meses.
1. 12 - O regi st ro de at as de condomí ni o, que t enham ou não
cont eúdo f i nancei ro, será cobrado de acordo com o i t em 2 dest a t abel a.
1. 13 - Quando real i zado regi st ro de cont rat o, t ít ul o ou
document o, com cont eúdo f i nancei ro por ext rat o, a requeri ment o do
i nt eressado, em servent i a que não se ut i l i za do si st ema de mi crof i l magem,
os val ores previ st os no i t em 1 dest a t abel a serão reduzi dos em 30% (t ri nt a
por cent o).
2 - DOCUMENTOS DÌ VERSOS SEM CONTEÚDO FÌ NANCEÌ RO
2.1 - Quando o documento sem conteúdo financeiro for apresentado em mais
de uma via, as excedentes à primeira serão cobradas pela forma prevista na alínea "a",
item 9 da tabela.
2. 2 - O regi st ro de anexos aos document os com cont eúdo
f i nancei ro (i t em 1 da t abel a) não serão cobrados. No caso de document os
sem cont eúdo f i nancei ro (i t em 2 da t abel a), as pági nas dos document os
anexos serão cobradas de acordo com a al í nea "b", i t em 2 da t abel a.
3 ÷ NOTÌ FÌ CAÇÕES
3.1 - As despesas de remessa e condução das notificações serão cobradas
por igual valor ao da condução dos Oficiais de Justiça do Foro Judicial da mesma Comarca
(itens 13 e 14 do Capítulo VÌ das Normas da Corregedoria Geral da Justiça). A cobrança da
despesa é devida uma única vez, independentemente do número de diligências
necessárias à prática do ato. No caso de envio por via postal, o valor da despesa de
remessa corresponderá ao reembolso da tarifa postal.
3.2 - No preço das notificações (item 3) não serão cobradas as páginas
excedentes à primeira. Se contiverem anexos sem conteúdo financeiro, estes serão
cobrados por página de acordo com a alínea "b", item 2 da tabela.
3. 3 - Quando a not i f i cação cont i ver como anexo cont rat o ou
document o ori gi nal com cont eúdo f i nancei ro, não regi st rado, o regi st ro f ar-
84
se-á pel o val or expresso no cont rat o ou document o anexo (i t em 1 ou 5).
Nest e caso, não será devi do o val or previ st o no i t em 3.
3. 4 - As not i f i cações dest i nadas a comarca di versa, quando o
apresent ant e sol i ci t ar a ent rega pessoal , serão cobradas, pel o Of i ci al
remet ent e e pel o Of i ci al onde se ef et uar a di l i gênci a, o previ st o no i t em 3 da
t abel a para cada um, al ém das despesas previ st as no i t em 3. 1 aci ma. No
ret orno, a cert i dão do Of i ci al que ef et uar a di l i gênci a será averbada e
cobrada na f orma do i t em 4 da t abel a. Cada Of i ci al cobrará, ai nda, os
val ores das despesas post ai s das remessas e das devol uções dos
document os.
4 - REGÌ STRO DE PESSOAS JURÌ DÌ CAS
4.1 - Os emolumentos pelos atos praticados serão sempre calculados de
acordo com o preço ou conteúdo financeiro efetivo do negócio jurídico. No tocante à
Fundação, o registro será calculado pelo valor do patrimônio estabelecido pelo instituidor.
4. 2 - Na cessão de quot as de pessoa j urí di ca, serão devi dos os
mesmos preços previ st os nas al í neas do i t em 6 da t abel a, consi derado o
val or da t ransf erênci a, ai nda que superi or ao val or nomi nal das quot as.
4. 3 - Para os aument os de capi t al soci al , serão devi dos os
mesmos preços previ st os nas al í neas do i t em 6 da Tabel a, consi derado o
val or da di f erença ent re o capi t al ant i go e o novo.
4. 4 - No regi st ro e arqui vament o de document os que não
i mpl i quem al t erações dos at os const i t ut i vos das soci edades ci vi s sem f i ns
l ucrat i vos, bem como na mat rí cul a de j ornai s, peri ódi cos, revi st as, empresas
de radi of usão e of i ci nas i mpressoras, será devi da apenas met ade do preço
previ st o na al í nea "a", i t em 6 da t abel a.
4. 5 - No regi st ro e arqui vament o de document os que i mpl i quem
ou não al t erações de cl áusul as cont rat uai s de at os const i t ut i vos das
soci edades ci vi s com f i ns l ucrat i vos, desde que não envol vam cont eúdo
f i nancei ro, será cobrado o preço previ st o na al í nea "a", i t em 6 da t abel a.
4. 6 - As vi as que excederem à t ercei ra, no regi st ro e
arqui vament o de associ ações, serão cobradas de acordo com a al í nea "a",
i t em 8 da t abel a.
4. 7 - As pági nas dos document os ref erent es ao regi st ro e
arqui vament o das associ ações e soci edades sem f i ns l ucrat i vos, que
excederem a ci nco, serão cobradas de acordo com a al í nea "b", i t em 2 da
t abel a.
85
4. 8 - O regi st ro de associ ações de benemerênci a, f i l ant rópi cas e
de pai s e mest res t erá seu preço cobrado de acordo com a al í nea "a", i t em 6
da t abel a, reduzi do de 2/ 3 (doi s t erços).
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$ECRETO N
o
62#504+ $E 8 $E '&RI( $E 1968#
Re16la8enta o a0ti1o 65
5a (ei n?8e0o 4#504+ 5e 30 5e noCe8@0o
5e 1964+ o a0ti1o 11 e >a0D10aBos 5o
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1966+ e 5D o6t0as >0oCi5=n:ias#
O PRE%I$ENTE $' REPE&(IC' , usando das atribuições que lhe
confere o Artigo 83, item ÌÌ, da Constituição e,
CONSÌDERANDO que o Artigo 65 da Lei nº 4.504, de 30 de novembro
de 1964, e o Artigo 11 e parágrafos do Decreto-lei nº 57, de 18 de novembro de 1966,
tem o objetivo precípuo de evitar a proliferação de novos minifúndios, proibindo os
desmembramentos de imóveis rurais quando êsses resultem na criação de novas
propriedades minifundiárias;
CONSÌDERANDO que a legislação acima referida não está
regulamentada de modo a permitir o desmembramento do imóvel rural em parcela de
área inferir à exigida, quando essa se destinar a obras de necessidade ou utilidade
pública, obras de infra-estrutura ou atividades outras de interêsse para as
comunidades;
CONSÌDERANDO que as obras da espécie acima referida retiram a
condição de imóvel rural das áreas em que são executadas;
CONSÌDERANDO, ademais, que a execução de tais obras virá
possibilitar o efetivo desenvolvimento do meio rural, contribuindo para seu
desenvolvimento econômico e seu progresso social,
$ECRET'/
Art 1º Os desmembramentos disciplinados pelo Art. 65 Lei número
4.504, de 30 de novembro de 1968, e pelo Art. 11 de Decreto-lei nº 57, de 18 de
novembro de 1966, são aquêles que implicam na formação de novos imóveis rurais.
86
Art 2º Os desmembramentos de imóvel rural que visem a constituir
unidades com destinação diversa daquela referida no Ìnciso Ì do Artigo 4º da Lei nº
4.504, de 30 de novembro de 1964, não estão sujeitos às disposições do Art. 65 da
mesma lei e do Art. 11 do Decreto-lei nº 57, de 18 de novembro de 1966, desde que,
comprovadamente, se destinem a um dos seguintes fins:
Ì - Desmembramentos decorrentes de desapropriação por necessidade
ou utilidade pública, na forma prevista no Artigo 390, do Código Civil Brasileiro, e
legislação complementar.
ÌÌ - Desmembramentos de iniciativa particular que visem a atender
interêsses de Ordem Pública na zona rural, tais como:
a) Os destinados a instalação de estabelecimentos comerciais, quais
sejam:
1 - postos de abastecimento de combustível, oficinas mecânicas,
garagens e similares;
2 - lojas, armazéns, restaurantes, hotéis e similares;
3 - silos, depósitos e similares.
b) os destinados a fins industriais, quais sejam:
1 - barragens, represas ou açudes;
2 - oledutos, aquedutos, estações elevatórias, estações de tratamento
de àgua, instalações produtoras e de transmissão de energia elétrica, instalações
transmissoras de rádio, de televisão e similares;
3 - extrações de minerais metálicos ou não e similares;
4 - instalação de indústrias em geral.
c) os destinados à instalação de serviços comunitários na zona rural
quais sejam:
1 - portos maritímos, fluviais ou lacustres, aeroportos, estações
ferroviárias ou rodoviarias e similares;
2 - colégios, asilos, educandários, patronatos, centros de educação
fisica e similares;
3 - centros culturais, sociais, recreativos, assistênciais e similares;
4 - postos de saúde, ambulatórios, sanatórios, hospitais, creches e
similares;
5 - igrejas, templos e capelas de qualquer culto reconhecido, cemitérios
ou campos santos e similares;
87
6 - conventos, mosteiros ou organizações similares de ordens religiosas
reconhecidas;
7 - Àreas de recreação pública, cinemas, teatros e similares.
Art 3º Os desmembramentos referidos no inciso Ì do Artigo 2º dêste
decreto independem de prévia autorização do Ìnstituto Brasileiro de Reforma Agrária,
devendo o desapropriado:
a) apresentar nova Declaração de Propriedade de Ìmóvel Rural,
referente a àrea remanescente;
b) juntar à nova Declaração, certidão atualizada da transcrição
imobiliária, em que conste a averbação do ato expropriatório, referido, expressamente,
a àrea desmembrado.
Art 4º Os desmembramentos resultantes de transmissão a qualquer
título, de frações ou parcelas de imóvel rural para os fins especificados no inciso ÌÌ do
Artigo 2º do presente Decreto, serão necessariamente ??mitados à área que,
comprovadamente, fôr necessária à realização de tais objetivos e dependerão de
prévia autorização, por parte do Ìnstituto Brasileiro de Reforma Agrária.
Parágrafo único. A autorização de que trata o presente artigo será
concedida mediante requerimento firmado pelo proprietário e instruído com os
seguintes documentos:
a) Recibo Certificado de Cadastro do Ìmóvel referente ao último
exercício fiscal, no original, por fotocópia autentificada ou pública-forma;
b) Certidão atualizada da transcrição imobiliária, referente ao imóvel que
se pretende desmembrar;
c) Planta da área do imóvel rural, identificando e localizando a área da
parcela a ser desmembrada;
d) Declaração, fornecida pelo Prefeito do município onde se localiza o
imóvel, com firma reconhecida, expressando a concordância do Poder Público
Municipal como desmembramento pretendido e especificando o item a que se destina
a parcela a ser desmembrada;
e) Declaração, com firma reconhecida, do pretendente à aquisição da
parcela a ser desmembrada, comprometendo-se, no caso de ser autorizada a
transação, a adquiri-la e destiná-la aos fins previstos.
Art 5º O instrumento público ou particular relativo à transmissão, a
qualquer título, de parcela do imóvel rural, efetuada com base neste Decreto, devera
consignar, expressamente o inteiro teor da autorização emitida pelo Ìnstituto Brasileiro
de Reforma Agrária, devendo esta ser igualmente averbada à margem da transcrição
do título no Registro de Ìmóveis.
Art 6º A autorização a que se refere o Art. 5º dêste Decreto, conterá:
88
a) nome e qualidade do alianamento e do adquirente;
b) número do Recibo-Certificado de Cadastro do Ìmóvel;
c) cartório, livro e folhas da transcrição imobiliária do imóvel a ser
desmembrado;
d) fração do imóvel cujo desmembramento é autorizado, mencionando
suas divisas e confrontações;
e) os fins específicos a que se destina a fração objeto do
desmembramento;
f) área remanescente do imóvel desmembrado.
Art 7º O ÌBRA, através de seus órgãos específicos, baixará as
instruções e normas necessárias à execução do presente Decreto.
Art 8º O presente decreto entrará em vigor na data de sua publicação,
ficando revogadas as disposições em contrário.
Brasília, 8 de abril de 1968; 147º da Ìndependência e 80º da República.
A. COSTA E SÌLVA
Ìvo Arzua Pereira
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 9.4.1968
PROVIMENTO C NF 29"2012
O Desembargador JO%G REN'TO N'(INI+ Corregedor Geral da
Justiça do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, e
CON%I$ER'N$O o disposto na Lei 9.492/97, artigo 12, parágrafo 2º; e
CON%I$ER'N$O a necessidade da permanente atualização das
Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, em especial diante da instituição
do recesso forense;
CON%I$ER'N$O o exposto, sugerido e decidido nos autos do
Processo nº 2011/148183 - DÌCOGE 1.2,
RE%O(VE/
'0ti1o 1! 2Ìncluir o subitem 12.2.1, da Seção ÌV, do Capítulo XV, do
Tomo ÌÌ, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça, nos seguintes
termos:
“>2.2.> <o per?odo de 2@ de de!embro a 6 de Aaneiro, no qual haver"
suspensão do e/pediente forense no recesso de final de ano, nos termos do
Brovimento 1,= nC >.DEFG2@>2, o pra!o do protesto fluir" normalmente, e/ceto nos
89
dias nos quais os tabelionatos de protesto resolverem pela não abertura dos serviços
população, conforme faculdade prevista no art. 2H da Bortaria 1I nC JJG2@@@.'
'0ti1o 2! 2Este Provimento entrará em vigor em 30 dias de sua 1ª
publicação.
Registre-se. Cumpra-se.
São Paulo, 01/10/2012.
(02, 03 e 04/10/2012)
DECRETO Nº 1.102, DE 21 DE NOVEMBRO DE 1903.
Ìnstitui regras para o
estabelecimento de empresas de
armazens gerais, determinando os direitos
e obrigações dessas empresas.
C'P.T)(O II
Emissão, circulação dos títulos emitidos pelas empresas de
armazéns gerais
Art. 15 - Os armazéns gerais emitirão, quando lhes for pedido pelo
depositante, dois títulos unidos, mas separáveis à vontade, denominados -
"conhecimento de depósito" e "warrant".
§ 1º - Cada um destes títulos deve ser à ordem e conter, além de sua
designação particular;
1º - a denominação da empresa do armazém geral e sua sede;
2º - o nome, profissão e domicílio do depositante ou de terceiro por este
indicado;
3º - o lugar e prazo de depósito;
3º O lugar e o prazo do depósito, facultado aos interessados acordarem,
entre si, na transferência posterior das mesmas mercadorias de um para outro
armazém da emitente ainda que se encontrem em localidade diversa da em que foi
feito o depósito inicial. Em tais casos, far-se-ão, nos conhecimentos warrants
respectivos, as seguintes anotações:(Redação dada pela Lei Delegada nº 3, de
26.9.1962)
a) local para onde se transferirá a mercadoria em depósito; (Ìncluído
pela Lei Delegada nº 3, de 26.9.1962)
b) para os fins do art. 26, parágrafo 2º, às despesas decorrentes da
transferência, inclusive as de seguro por todos os riscos.(Ìncluído pela Lei Delegada nº
3, de 26.9.1962)
90
4º - a natureza e quantidade das mercadorias em depósito, designados
pelos nomes mais usados no comércio, seu peso, o estado dos envoltórios e todas as
marcas e indicações próprias para estabelecerem a sua identidade;
4º A natureza e quantidade das mercadorias em depósito, designadas
pelos nomes mais usados no comércio, seu pêso, o estado dos envoltórios e tôdas as
marcas e indicações próprias para estabelecerem a sua identidade, ressalvadas as
peculiaridades das mercadorias depositada a granel.(Redação dada pela Lei Delegada
nº 3, de 26.9.1962)
5º - a qualidade da mercadoria tratando-se daquelas a que se refere o
art. 12;
6º - a indicação do segurador da mercadoria e o valor do seguro (art.
16).
7º - a declaração dos impostos e direitos fiscais, dos encargos e
despesas a que a mercadoria está sujeita, e do dia em que começaram a correr as
armazenagens (art. 26, § 2º);
8º - a data da emissão dos títulos e assinatura do empresário ou pessoa
devidamente habilitada por este.
§ 2º - Os referidos serão extraídos de um livro de talão, o qual conterá
todas as declarações acima mencionadas, e número de ordem correspondente.
No verso do respectivo talão, o depositante, ou terceiro, por este
autorizado, passará recibo dos títulos. Se a empresa, a pedido do depositante, os
expedir pelo correio, mencionará esta circunstância e o número e data do certificado
do registro postal.
Anotar-se-ão também no verso do talão as ocorrências que se derem
com os títulos dele extraídos, como substituição, restituição, perda, roubo, etc.
§ 3º - Os armazéns gerais são responsáveis para com terceiros pelas
irregularidades e inexatidões encontradas nos títulos que emitirem relativamente à
quantidade, natureza e peso da mercadoria.
Art. 16 - As mercadorias, para servirem de base à emissão dos títulos,
devem ser seguradas contra riscos de incêndio do valor designado pelo depositante.
Os armazéns gerais poderão ter apólices especiais ou abertas para este
fim.
No caso de sinistro, o armazém geral é o competente para receber a
indenização devida pelo segurador, e sobre esta exercerão a Fazenda Nacional, a
empresa de armazéns gerais e os portadores de conhecimentos de depósito e
"warrant" os mesmos direitos e privilégios que tenham sobre a mercadoria segurado.
§ único - As mercadorias de que trata o art. 12 serão seguradas em
nome da empresa do armazém geral, a qual fica responsável pela indenização no
caso de sinistro.
91
Art. 17 - Emitidos os títulos de que trata o art. 15, os gêneros e
mercadorias não poderão sofrer embaraço que prejudique a sua livre e plena
disposição, salvo nos casos do art. 27.
O conhecimento de depósito e o "warrant", ao contrário, podem ser
penhorados, arrestados por dívidas do portador.
Art. 18 - O conhecimento do depósito e o "warrant" podem ser
transferidos, unidos ou separados, por endosso.
§ 1º - O endosso podem ser em branco; neste caso confere ao portador
do título os direitos de cessionário.
§ 2º - O endosso dos títulos unidos confere ao cessionário o direito de
livre disposição da mercadoria depositada; o do "warrant" separado do conhecimento
de depósito o direito de penhor sobre a mesma mercadoria e do conhecimento de
depósito a faculdade de dispor da mercadoria, salvo os direitos do credor, portador do
"warrant".
Art. 19 - O primeiro endosso do "warrant" declarará a importância do
crédito garantido pelo penhor da mercadoria, taxa do juros e a data do vencimento.
Essas declarações serão transcritas no conhecimento de depósito e
assinados pelos endossatários do "warrant".
Art. 20 - O portador dos dois títulos tem o direito de pedir a divisão da
mercadoria em tantos lotes quantos lhe convenham, e entrega de conhecimentos de
depósito de "warrants" correspondentes a cada um dos lotes, sendo restituídos, e
ficando anulados os títulos anteriormente emitidos.
Esta divisão somente será facultada se a mercadoria continuar a
garantir os créditos preferenciais do art. 26, § 1º.
§ único - Outrossim, é permitido ao portador dos dois títulos pedir novos
títulos à sua ordem ou de terceiro que indicar, em substituição dos primitivos, que
serão restituídos ao armazém geral e anulados.
Art. 21 - A mercadoria depositada será retirada do armazém geral contra
a entrega do conhecimento de depósito ou do "warrant" correspondente, liberta pelo
pagamento principal e juros da dívida, se foi negociado.
Art. 22 - Ao portador do conhecimento de depósito é permitido retirar a
mercadoria antes do vencimento da dívida constante do "warrant", consignando o
armazém geral o principal e juros até o vencimento e pagando os impostos fiscais,
armazenagens vencidas e mais despesas.
Da quantia consignada o armazém geral passará recibo, extraído de um
livro de talão.
§ 1º - O armazém geral dará por carta registrada imediato aviso desta
consignação ao primeiro endossador do "warrant".
92
Este aviso quando contestado será provado nos termos do art. 10, § 2º.
§ 2º - A consignação equivale a real e efetivo pagamento e a quantia
consignada será prontamente entregue ao credor mediante a restituição do "warrant"
com a devida quitação.
§ 3º - Se o "warrant" não for apresentado ao armazém geral até oito
dias depois do vencimento da dívida, a quantia consignada será levada a depósito
judicial por conta de quem pertencer.
Nas alfândegas estradas federais, essa quantia terá o destino declarado
no art. 10, § 3º, "in fine".
§ 4º - A perda, o roubo, o extravio do "warrant" não prejudicarão o
exercício do direito que este artigo confere ao portador do conhecimento de depósito.
Art. 23 - O portador do "warrant" que no dia do vencimento não for
pago, e que não achar consignada no armazém geral a importância do seu crédito e
juros (art. 22), deverá interpor o respectivo protesto nos prazos e pela forma aplicáveis
ao protesto das letras de câmbio no caso de não pagamento.
O oficial dos protestos entregará ao protestante o respectivo
instrumento, dentro do prazo de três dias, sob pena de responsabilidade e de
satisfazer perdas e danos.
§ 1º - O portador do "warrant" fará vender em leilão, por intermédio do
corretor ou leiloeiro, que escolher, as mercadorias especificadas no título,
independentes de formalidades judiciais.
§ 2º - Ìgual direito de venda cabe ao primeiro endossador que pagar a
dívida do "warrant", sem que seja necessário constituir em mora os endossadores do
conhecimento do depósito.
§ 3º - O corretor ou leiloeiro, encarregado da venda depois de avisar o
administrador do armazém geral, ou o chefe da competente repartição federal,
anunciará pela imprensa o leilão, com antecedência de quatro dias, especificando as
mercadorias conforme as declarações do "warrant" e declarando o dia e hora da
venda, as condições dessa e o lugar onde podem ser examinadas aquelas
mercadorias.
O agente da venda conformar-se-á em tudo com as disposições do
regulamento interno dos armazéns e das salas de vendas públicas ou com as
instruções oficiais, tratando-se de repartição federal.
§ 4º - Se o arrematante não pagar o preço da venda, aplicar-se-á a
disposição do art. 28, § 6º
§ 5º - A perda ou extravio do conhecimento de depósito (art. 27, § 1º), a
falência, os meios preventivos de sua declaração e a morte do devedor não
suspendem nem interrompem a venda anunciada.
93
§ 6º - O devedor poderá evitar a venda até o momento de ser a
mercadoria adjudicada ao que maior lance oferecer, pagando imediatamente a dívida
de "warrant", os impostos fiscais, despesas devidas ao armazém e todos os mais a
que a execução deu lugar, inclusive custas do protesto, comissões do corretor ou
agentes de leilões e juros de mora.
§ 7º - O portador do "warrant" que, em tempo útil, não interpuser o
protesto por falta de pagamento, ou que, dentro de dez dias, contados da data do
instrumento de protesto, não promover a venda da mercadoria, conservará tão-
somente ação contra o primeiro endossador do "warrant" e contra os endossadores do
conhecimento de depósito.
Art. 24 - Efetuada a venda, o corretor ou leiloeiro dará a nota do
contrato ou conta de venda ao armazém geral, o qual receberá o preço e entregará ao
comprador a mercadoria.
§ 1º - O armazém geral, imediatamente após o recebimento do produto
da venda, fará deduções de créditos preferenciais, art. 26, § 1º, e com o líquido pagará
o portador do "warrant" nos termos do art. 26, princípio.
§ 2º - O portador do "warrant" que ficar integralmente pago entregará,
ao armazém geral, o título com a quitação; no caso contrário, o armazém geral
mencionará no "warrant" o pagamento parcial feito e o restituirá ao portador.
§ 3º - Pago o credor, o excedente do preço da venda será entregue ao
portador do conhecimento de depósito contra a restituição deste título.
§ 4º - As quantias reservadas ao portador do "warrant" ou ao do
conhecimento de depósito, quando não reclamados no prazo de trinta dias depois da
venda da mercadoria, terão o destino declarado no art. 10, § 3º .
Art. 25 - Se o portador do "warrant" não ficar integralmente pago, em
virtude da insuficiência do produto líquido da venda da mercadoria ou da indenização
do seguro no caso de sinistro tem ação para haver o saldo contra os endossadores
anteriores solidariamente, observando-se a esse respeito as mesmas disposições
substanciais e processuais (de fundo e de forma) relativo a letras de câmbio.
O prazo para prescrição de ação regressiva corre do dia da venda.
Art. 26 - O portador do "warrant" será pago do seu crédito, juros
convencionais e demora à razão de 6% ao ano e despesas do protesto,
precipuamente pelo produto da venda da mercadoria.
§ 1º - Preferem, porém, a este credor:
1º - a Fazenda Nacional, pelos direitos ou impostos que lhe forem
devidos;
2º - o corretor ou leiloeiro, pelas comissões taxadas em seus
regimentos ou reguladas por convenção entre eles e os comitentes, e pelas despesas
com anúncio da venda;
94
3º - o armazém geral, por todas as despesas declaradas no art. 14, a
respeito das quais lhe é garantido o direito de retenção.
§ 2º - Os créditos do § 1º, números 1 e 3, devem ser expressamente
referidos nos títulos (art. 15, § 1º, n. 7), declarando-se a quantia exata dos impostos
devidos à Fazenda Nacional e de todas as despesas líquidas até o momento da
emissão daqueles títulos, pena de perda da preferência.
Todas as vezes que lhe for exigido pelo portador de conhecimento de
depósito ou do "warrant", o armazém geral é obrigado a liquidar os créditos que
preferem no "warrant" e fornecer a nota da liquidação, datada e assinada, referindo-se
ao emitido.
Art. 27 - Aquele que perder o título avisará ao armazém geral e anunciará o fato
durante três dias, pelo jornal de maior circulação da sede daquele armazém.
§ 1º - Se se tratar do conhecimento de depósito e correspondente
"warrant", ou só do primeiro, o interessado poderá obter duplicata ou a entrega das
mercadorias, garantindo o direito do portador do "warrant", se este foi negociado, ou
do saldo à sua disposição se a mercadoria foi vendida, observando-se o processo do §
2º, que correrá perante o juiz do comércio em cuja jurisdição se achar o armazém
geral.
§ 2º - O interessado requererá a notificação do armazém geral para não
entregar sem ordem judicial a mercadoria ou saldo disponível no caso de ser ou de ter
sido ela vendida, na conformidade dos artigos 10, § 4º, e 23, § 1º, justificará
sumariamente a sua propriedade.
O requerimento deve ser instruído com um exemplar do jornal em que
for anunciada a perda e com a cópia fiel do talão do título perdido, fornecida pelo
armazém geral e por este autenticada.
O armazém geral terá ciência do dia e da hora da justificação e para
esta, se o "warrant" foi negociado, e ainda não voltou ao armazém geral, será citado o
endossatário desse título, cujo nome devia constar do correspondente conhecimento
do depósito perdido (art.19, 2ª parte).
O juiz, na sentença que julgar procedente a justificação, mandará
publicar editais com 30 dias para reclamações.
Estes editais produzirão todas as declarações constantes do talão do
título perdido e serão publicados no "Diário Oficial" e no jornal onde o interessado
anunciou a referida perda e afixados na porta do armazém e na sala de vendas
públicas.
Não havendo reclamação, o juiz expedirá mandado conforme o
requerido ao armazém geral ou depositário, sendo ordenada a duplicata, dela constará
esta circunstância.
Se, porém, aparecer reclamação, o juiz marcará o prazo de dez dias
para prova, e, findo estes, arrazoando o embargante e o embargado em cinco dias
cada um, julgará afinal com apelação sem efeito suspensivo.
95
Estes prazos serão improrrogáveis e fatais e correrão em cartório,
independente de lançamento em audiência.
§ 3º - No caso de perda do "warrant", o interessado que provar a sua
propriedade tem o direito de receber a importância do crédito garantido.
Observar-se-á o mesmo processo do § 2º, com as seguintes
modificações:
a) - Para a justificação sumária, serão citados o primeiro endossador e
outros que forem conhecidos. O armazém será avisado do dia e hora da justificação e
notificado judicialmente da perda do título.
b) - O mandado judicial de pagamento será expedido contra o primeiro
endossador ou contra quem tiver em consignação ou depósito a importância
correspondente à dívida do "warrant".
O referido mandado, se a dívida não está vencida, será apresentado
àquele primeiro endossador no dia do vencimento, sendo aplicável a disposição do
art.23 no caso de não pagamento.
§ 4º - Cessa a responsabilidade do armazém geral e do devedor
quando, em virtude de ordem judicial, emitir duplicata ou entregar a mercadoria ou
saldo em seu poder ou pagar a dívida. O prejudicado terá ação somente contra quem
indevidamente dispôs da mercadoria ou embolsou a quantia.
§ 5º - O que fica disposto sobre a perda do título aplica-se aos casos de
roubo, furto, extravio ou destruição.
96