C O M P L E X O J U R Í D I C O

D A M Á SI O D E J E SU S
A excelên cia n o en sin o d o D ireito
C u r s o d o P r o f . D a m á s i o
DIREITO ELEITORAL DIREITO ELEITORAL
MÓDULO I
DIREITO ELEITORAL
INTRODUÇÃO AO DIREITO ELEITORAL
Conceito: é o ramo do Direito Públio composto por um conjunto de normas destinadas a
regular os deveres dos cidadãos em suas relações com o Estado, para sua formação e atuação. Estado
aqui entendido como !o"er#o ou admi#istra$%o.
A fonte primeira do Direito Eleitoral é a Constituição da República Federatia do !rasil,
arcaouço principal de seus institutos e preceitos. !odem ser tamém citadas as leis &e'lusi"ame#te
federais(, as resolu$)es do T*E e os estatutos dos +artidos +ol,tios. "esse ponto, di# a $ei %aior,
em seu art. &&, ', competir privativamente ( )nião legislar sore matéria eleitoral, podendo delegar tal
compet*ncia aos Estados através de lei om+leme#tar.
DIREITO* POL-TICO*
Direitos pol+ticos são as regras que disciplinam o e,erc+cio da sobera#ia +o+ular, ou seja, a
participação nos neg-cios jur+dicos do Estado.
)m Estado Democr.tico de Direito é aquele que permite a efeti"a +artii+a$%o do +o"o #a
admi#istra$%o da oisa +úblia, visando soretudo alcançar uma sociedade livre, justa e solid.ria em
que todos /inclusive os governantes0 estão igualmente sumetidos ( força da lei.
Es+.ies de Re!imes Demorátios/ Demoraia Direta0 *emidireta e I#direta
1 par.grafo 2nico do artigo 3.4 da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil reprodu# o
conceito de 5osseau de que a democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo, porque todo
o poder emana do povo /primeiro titular do !oder Constituinte 1rigin.rio0, que o e,erce por meio de
representantes eleitos diretamente.
CRFB; TÍTULO I - Dos Princípios Fundamentais
Art. ! A Rep"#$ica Federati%a do Brasi$& 'ormada pe$a uni(o indisso$"%e$ dos Estados e
Munic"pios e do Distrito Federa$& constitui-se em )stado Democr*tico de Direito e tem como
“Transportai um punhado d trra todos os dias !aris uma
montanha"
'undamentos+ 819C'9D'9:A9!$)
I - a so#erania;
II - a cidadania;
III - a di,nidade da pessoa -umana;
I. - os a$ores sociais do tra#a$-o e da $i%re iniciati%a;
. - o plura$ismo po$ítico.
Par*,ra'o "nico. Todo o poder e#ana do poo$ %ue o e&erce por #eio de representantes
eleitos ou direta#ente$ nos ter#os desta Constituição.
1 artigo 3; /DIR)ITO/ POLÍTICO/0 da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil
e,plicita que no 7rasil a soerania popular é e,ercida pelo sufrá!io u#i"ersal e +elo "oto direto e
sereto, com valor igual para todos /democracia indireta0, e, nos termos da lei, mediante iniciativa
popular, referendo e pleiscito0 i#strume#tos da demoraia direta /tamém denominada
participativa0. A esse e,erc+cio misto da soerania popular, eleição direta dos parlamentares e dos
c<efes do e,ecutivo = democracia indireta ou representativa > e iniciativa popular, pleiscito e
referendo = democracia participativa >, d.>se o nome de demoraia semidireta /que é o nosso
regime de governo0.
art. 0. A so#erania popu$ar ser* e1ercida pe$o su'r*,io uni%ersa$ e pe$o %oto direto e secreto& com
%a$or i,ua$ para todos& e& nos termos da $ei& mediante+
I - p$e#iscito;
II - re'erendo;
III - iniciati%a popu$ar.
idad%o
"a linguagem popular, cidadão, povo, população e nacionalidade são e,pressões que se
confundem. ?uridicamente, porém, cidadão é aquele nacional que est. no go#o de seus direitos
pol+ticos, soretudo do voto. Popu$a2(o é conceito meramente demogr.fico. 'oo . o o#1u#to de
#aio#ais.
Cidadania . o#1u#to de direitos fu#dame#tais e de +artii+a$%o #os desti#os do Estado.
@em sua face ativa /direito de escol<er os governantes0 e sua face passiva /direito de ser escol<ido
governante0. Alguns, porém, por imposição constitucional, podem e,ercer a cidadania ativa /ser
&
eleitor0, mas não podem e,ercer a cidadania passiva /ser candidato0, a e,emplo dos analfaetos /artigo
3;, A ;.4, da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0. Alguns atriutos da cidadania são
adquiridos gradativamente, a e,emplo da idade m+nima e,igida para alguém concorrer a um cargo
eletivo /3B anos para :ereador, &3 anos para Deputado etc.0.
O *ufrá!io e o 2oto
O sufrá!io /do latim su'ra,ium, apoio0 representa o direito de votar e ser votado e é
considerado uniersal quando se outorga o direito de votar a todos que preenc<am requisitos .sicos
previstos na Constituição, sem restrições derivadas de condição de raça, de fortuna, de instrução, de
se,o ou de convicção religiosa.
1 sufr.gio restrito /qualificativo0 é aquele s- conferido a pessoas que preenc<am determinadas
condições de nascimento, de fortuna etc. !ode ser restrito censit.rio /quando impõe restrições
vinculadas ( capacidade econCmica do eleitor = as Constituições 6ederais de 3BD3 e 3DE; vedavam o
voto dos mendigos0 ou restrito capacit.rio /pela Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasilFGH e
até a Emenda Constitucional n. &IFBI, o analfaeto não podia votar0.
1 sufr.gio identifica um sistema no qual o voto é um dos instrumentos de delieração.
1 voto, que é personal+ssimo /não pode ser e,ercido por procuração0, pode ser direto /como
determina a atual Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0 ou indireto. J direto quando os
eleitores escol<em seus representantes e governantes sem intermedi.rios. J indireto quando os
eleitores /denominados de 3.4 grau0 escol<em seus representantes ou governantes por intermédio de
delegadosK /eleitores de &.4 grau0, que participarão de um Colégio Eleitoral ou -rgão semel<ante. KE,:
8istema Eleitoral dos Estados )nidos.
1serve>se que <. e,ceção ao voto direto no A 3.4 do artigo B3 da Constituição da 5ep2lica
6ederativa do 7rasil, que prev* eleição indireta para o cargo de !residente da 5ep2lica se <ouver
impedimento do !residente e do :ice>!residente nos dois 2ltimos anos do mandato.
3E'e$%o ao "oto direto #a CR45/
Art. 3. .a,ando os car,os de Presidente e .ice-Presidente da Rep"#$ica& 'ar-se-* e$ei2(o
no%enta dias depois de a#erta a "$tima %a,a.
4 ! - Ocorrendo a ac(ncia nos últi#os dois anos do período presidencia$& a e$ei2(o para
am#os os car,os ser* 'eita trinta dias depois da "$tima %a,a& pe$o Con,resso 5aciona$& na 'orma da
$ei.
4 6! - )m 7ua$7uer dos casos& os e$eitos de%er(o co#pletar o per"odo de seus antecessores.
E
1 voto é secreto para garantir a lisura das votações, iniindo a intimidação e o suorno. 1
voto com valor igual para todos é a aplicação do Direito !ol+tico da garantia de que todos são iguais
perante a lei /cada eleitor vale um 2nico voto = one man& one %ote0.
1s principais institutos da demoraia re+rese#tati"a &i#direta(:
• :oto /direto ou indireto0
• %andato pol+tico que o representante recee.
A I#iiati"a Po+ular0 o Refere#do e o Plebisito
1s principais institutos da democracia direta /participativa0 no 7rasil são a iniciativa popular,
o referendo popular e o pleiscito.
I#iiati"a +o+ular &arti!os 670 i#iso III8 9:0 ; 7.<8 9=0 i#iso >III8 e ?60 ; 9.<8 todos da
Co#stitui$%o da Re+úblia 4ederati"a do 5rasil8
)ma das formas de o povo e,ercer diretame#te seu poder é a iniciativa popular, pela qual 3L
do eleitorado nacional, distriu+do por pelo menos cinco Estados>%emros, com não menos de tr*s
décimos de 3L dos eleitores de cada um deles, pode apresentar ( C@mara dos De+utados um projeto
de lei /complementar ou ordin.ria0.
'niciativa !opular
3L "acionalMN%in I Estados>MNO,Ede3L de cada>MCPmara Deputados
O +lebisito e o refere#do +o+ular
O re)erendo é a forma de manifestação popular pela qual o eleitor aprova ou rejeita uma
atitude governamental j. manifestada /e,emplo: quando uma emenda constitucional ou um projeto de
lei aprovado pelo !oder $egislativo é sumetido ( aprovação ou rejeição dos cidadãos antes de entrar
em vigor0.
"as questões de relevPncia nacional, de compet*ncia do Poder Le!islati"o ou do Poder
E'euti"o /matéria constitucional, administrativa ou legislativa0, em como no caso do A E.4 do artigo
3B da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil /incorporação, sudivisão ou desmemramento
de um Estado0, a autori#ação e a convocação do referendo popular e do pleiscito são da compet*ncia
;
e,clusiva do Congresso "acional, nos termos do artigo ;D, inciso Q:, da Constituição da 5ep2lica
6ederativa do 7rasil, cominado com a $ei n. D.HODFDB /em especial os artigos &.4 e E.40.
A iniciativa da proposta do referendo ou do pleiscito deve partir de 6AB dos De+utados
4ederais ou de 6AB dos *e#adores. A aprovação da proposta é manifestada /e,teriori#ada0 por decreto
legislativo que e,ige o voto favor.vel da maioria simples dos Deputados 6ederais e dos 8enadores
/voto favor.vel de mais da metade dos presentes ( sessão, oservando>se que para a votação ser
iniciada e,ige>se a presença de mais da metade de todos os parlamentares da casa0.
1 referendo deve ser convocado no +raCo de tri#ta dias, a contar da promulgação da lei ou
da adoção de medida administrativa sore a qual se mostra conveniente a manifestação popular direta.
1 p$e#iscito é a consulta popular prévia pela qual os cidadãos decidem ou demonstram sua
posição sore determinadas questões. A convocação de pleiscitos é de compet*ncia e,clusiva do
Congresso "acional quando a questão for de interesse nacional.
5elemramos que a Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil permite a criação de
@errit-rios 6ederais /<oje ine,istentes0 e até prev*, no artigo 3& do Ato das Disposições
Constitucionais @ransit-rias, a formação de uma comissão para analisar a questão, soretudo em
relação ( Ama#Cnia $egal. Entre os primeiros passos est. a aprovação da proposta pela população
diretamente interessada, mediante pleiscito /artigo 3B, A E.4, da Constituição da 5ep2lica 6ederativa
do 7rasil0.
"as demais questões, de compet*ncia dos Estados0 do Distrito 4ederal ou dos %unic+pios, o
pleiscito e o referendo são convocados em conformidade, respectivamente, com a Co#stitui$%o
Estadual e com a $ei 1rgPnica.
Pluralismo +ol,tio
R. que se relemrar ine,istir uma democracia sustancial sem a garantia do pluralismo
pol+tico, caracteri#ado pela conviv*ncia <armCnica dos interesses contradit-rios. !ara tanto, <. que se
garantir a ampla participação de todos /inclusive das minorias0 na escol<a dos memros das casas
legislativas, recon<ecer a legitimidade das alianças /sem argan<as esp2rias0 que sustentam o !oder
E,ecutivo e preservar a independ*ncia e a transpar*ncia dos -rgãos jurisdicionais a fim de que
qualquer lesão ou ameaça de lesão possa ser legitimamente reparada por um -rgão imparcial do
Estado.
I
1 princ+pio do pluralismo pol+tico /inciso : do artigo 3.4 da Constituição da 5ep2lica
6ederativa do 7rasilFBB0 est. desmemrado em diversos dispositivos constitucionais, entre eles os que
garantem a livre ma#ifesta$%o do +e#same#to /artigo I.4, inciso ': =vedado o anonimato=0, a livre
convicção pol+tica /artigo I.4, inciso :'''0 e o pluripartidarismo /artigo 3H0. Demonstra que nossa
sociedade é pluralista /equilira os interesses contradit-rios com negociações constantes0 e não
monista.
MÓDULO II
DIREITO ELEITORAL
Direitos 'ol"ticos
DIREITO ELEITORAL
Direitos Pol,tios
6. O ALI*TADENTO ELEITORAL &CAPACIDADE ELEITORAL ATI2A(
Cae privativamente ( )nião legislar sore matéria eleitoral /artigo &&, inciso ', da
Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0.
@anto o !residente da 5ep2lica = 7ua$7uer $ei = /artigo B;, inciso ':, da Constituição da
5ep2lica 6ederativa do 7rasil0 quanto o @riunal 8uperior Eleitoral /artigo &E, inciso 'Q, do C-digo
Eleitoral0 podem e,pedir as i#stru$)es que julgarem convenientes ( oa e,ecução das leis eleitoraisS
poder regulamentar que e,cepcionalmente pode ser e,ercido tamém pelos @riunais 5egionais
Eleitorais nas suas respectivas circunscrições /inciso Q:'' do artigo EO do C-digo Eleitoral0.
A lei que alterar o processo eleitoral entrar. em vigor na data da sua pulicação, não se
aplicando ( eleição que ocorra até um ano da data de sua vig*ncia /artigo 3G da Constituição da
5ep2lica 6ederativa do 7rasil0.
1 alistamento eleitoral /integrado pela qualificação e pela inscrição0 e o voto são origat-rios
para os maiores de 3B anos. Contudo, são facultativos para o analfaeto, para os maiores de de#esseis
anos /até a data do pleito, conforme prev* o artigo 3; da 5esolução n4 &3.IEBF&OOE0 e menores de
de#oito, em como para os maiores de setenta anos.
Art. 0. CR45
4 ! - O a$istamento e$eitora$ e o %oto s(o+
I - o#ri,at8rios para os maiores de de9oito anos;
II - 'acu$tati%os para+
a: os ana$'a#etos;
G
#: os maiores de setenta anos;
c: os maiores de de9esseis e menores de de9oito anos.
4 6! - 5(o podem a$istar-se como e$eitores os estran*eiros e& durante o per"odo do seriço
#ilitar obri*at+rio$ os conscritos.
Em seu artigo G.4, o C-digo Eleitoral /$ei n. ;.HEHFGI0 tamém faculta o alistamento do
i#"álido e dos que se encontram fora do +a,s. 6aculta, ainda, o voto dos e#fermos, dos que se
encontram fora de seu domi,lio e dos ser"idores +úblios em ser"i$o Eue os im+e$a de "otar.
CFdi!o Eleitoral. Lei 7:B:A?G
Art. ;o O a$istamento e o %oto s(o o#ri,at8rios para os #rasi$eiros de um e outro se1o& sa$%o+
I - 7uanto ao a$istamento+
a: os in%*$idos;
#: os maiores de setenta anos;
c: os 7ue se encontrem 'ora do País;
II - 7uanto ao %oto+
a: os en'ermos;
#: os 7ue se encontrem 'ora do seu domicí$io;
c: os 'uncion*rios ci%is e os mi$itares& em ser%i2o 7ue os impossi#i$ite de %otar.
Conforme sustenta ?oel ?osé CPndido, To ind+gena, capa# de e,primir>se na l+ngua nacional,
pode se alistar, desde que portador de documento, ainda que mero registro administrativo na 6)"A'U
3
.
1 artigo H.4 do C-digo Eleitoral especifica as sanções para quem não oservar a
origatoriedade de se alistar e votar. 8em a prova de que votou na 2ltima eleição, pagou a respectiva
multa ou justificou>se devidamente, o eleitor não:
• I - inscreer,se e# concurso ou proa para car*o ou )unção pública$ inestir,se ou e#possar,se
neles;
• II < receber %encimentos& remunera2(o& sa$*rio ou pro%entos de 'un2(o ou empre,o p"#$ico&
aut*r7uico ou paraestata$& #em como 'unda2=es ,o%ernamentais& empresas& institutos e sociedades de
7ua$7uer nature9a& mantidas ou su#%encionadas pe$o ,o%erno ou 7ue e1er2am ser%i2o p"#$ico
de$e,ado& correspondentes ao se,undo m>s su#se7?ente ao da e$ei2(o;
• III , participar de concorr-ncia pública ou ad#inistratia da Uni(o& dos )stados& dos
Territ8rios& do Distrito Federa$ ou dos @unicípios& ou das respecti%as autar7uias;
• I. - obter e#pr.sti#os nas autar7uias& sociedades de economia mista& cai1as econAmicas
'ederais ou estaduais& nos institutos e cai1as de pre%id>ncia socia$& #em como em 7ua$7uer
3
CV"D'D1, ?oel ?osé. Direito )$eitora$ Brasi$eiro. B.W ed. 8ão !aulo: Edipro, &OOO. p. DE.
H
esta#e$ecimento de crBdito mantido pe$o ,o%erno& ou de cuCa administra2(o este participe& e com
essas entidades ce$e#rar contratos;
• . - obter passaporte ou carteira de identidade;
• .I - reno%ar matrícu$a em esta#e$ecimento de ensino o'icia$ ou 'isca$i9ado pe$o ,o%erno;
• .II - praticar 7ua$7uer ato para o 7ua$ se e1iCa 7uita2(o do ser%i2o mi$itar ou imposto de renda;
1 t+tulo eleitoral prova a quitação do eleitor para com a ?ustiça Eleitoral até a data de sua
emissão /artigo &G da 5esolução n. &3.IEBF&OOE0.
1 requerimento de inscrição é sumetido ( apreciação do 1uiC eleitoral, que em 7H <oras
poder. deferi>lo, indeferi>lo ou convert*>lo em dilig*ncias.
Iui#Ce#alme#te, o jui# eleitoral far. pulicar pela imprensa, onde <ouver, ou por edital os
pedidos de inscrição e a sua decisão.
Da decisão indeferida pode recorrer o eleitor. Da deferida pode recorrer qualquer delegado de
partido. "a qualidade de defensor da ordem jur+dica e do regime democr.tico /artigo 3&H da
Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0, o %inistério !2lico pode recorrer da decisão
deferida ou da decisão indeferida.
Em se tratando de alistamento eletrCnico, <ip-tese usada atualmente, os recursos devem ser
interpostos no pra#o de:
• Cinco dias para o eleitor e o %!/contra decisão indeferit-ria0S
• De# dias para o delegado e o %! /contra decisão deferit-ria0, nos termos da $ei n. G.DDGFB&.
18 5EC)5818 8X1 ?)$YAD18 !E$1 @.5.E "1 !5AZ1 DE G DIA*
/5E81$)[X1 96.GBHA9JJ7(
Art. D. Despac-ado o re7uerimento de inscri2(o pe$o Cui9 e$eitora$ e processado pe$o
cart8rio& o setor da /ecretaria do Tri#una$ Re,iona$ )$eitora$ respons*%e$ pe$os ser%i2os de
processamento e$etrAnico de dados en%iar* ao cart8rio e$eitora$& %ue as colocar/ 0 disposição dos
partidos pol"ticos$ relaç1es de inscriç1es inclu"das no cadastro$ co# os respectios endereços2
4 ! Do despac-o 7ue inde'erir o re7uerimento de inscri2(o& ca#er* recurso interposto pe$o
a$istando no pra9o de cinco dias e& do 7ue o de'erir& poder* recorrer 7ua$7uer de$e,ado de partido
po$ítico no pra9o de de9 dias& contados da colocação da respectia lista*e# 0 disposição dos
partidos$ o %ue deer/ ocorrer nos dias 34 e 35 de cada #-s$ ou no pri#eiro dia útil se*uinte$ ainda
%ue ten6a# sido e&ibidas ao alistando antes dessas datas e #es#o %ue os partidos não as consulte#
ELei n! ;.FF;G36& art. D!:.
B
4 6! O cart8rio e$eitora$ pro%idenciar*& para o 'im do disposto no 4 !& re$a2=es contendo os
pedidos inde'eridos.
#C$di%o E&itora&' Li no (')*)+ d ,- d Ju&ho d ,./-0
Art. 0H& 4 7o 8uin9enal#ente& o Iui9 )$eitora$ 'ar* pu#$icar pe$a imprensa& onde -ou%er& ou
por editais& a $ista dos pedidos de inscri2(o& mencionando os de'eridos& os inde'eridos e os
con%ertidos em di$i,>ncia& contando-se dessa pu#$ica2(o o pra9o para os recursos a 7ue se referem os
par.grafos do te,to acima.
De acordo com o artigo ;& do C-digo Eleitoral, o alistamento é feito no lugar da resid*ncia ou
da moradia do requerente e, verificado ter este mais de uma, ser. considerado domic+lio qualquer uma
delas. !revalece, por isso, que o domi,lio eleitoral #%o . #eessariame#te o loal o#de o idad%o
estabelee a sua residK#ia om @#imo defi#iti"o.
Ao contr.rio da legislação eleitoral de 3D;I, que previa a inscrição e1 o''icio, <oje o
alistamento somente é efetivado a requerimento do interessado.
1 artigo D3 da $ei n. D.IO;FDH estaelece que nen<um requerimento de i#sri$%o eleitoral ou
de tra#sferK#ia ser. receido dentro dos 6GJ dias a#teriores L data da elei$%o. !ortanto, est.
revogado o artigo GH do C-digo Eleitoral /que fi,ava o pra#o em 3OO dias0.
1s procedimentos pertinentes ao alistamento e ( transfer*ncia estão previstos nos artigos ;E e
seguintes do C-digo Eleitoral, e na Resolu$%o 96.GBHA9JJ73 do @riunal 8uperior Eleitoral. E,ige>se,
em s+ntese, prova de identidade e do cumprimento das e,ig*ncias relativas ao serviço militar
origat-rio.
DO ALI:TAME;TO EResolu$%o 96.GBHA9JJ7(
Art. F! 5o cart8rio e$eitora$ ou no posto de a$istamento& o seridor da <ustiça Eleitoral
preenc6er/ o RAE ou di*itar/ as in)or#aç1es no siste#a de acordo com os dados constantes do
documento apresentado pe$o e$eitor& co#ple#entados co# suas in)or#aç1es pessoais& de
con'ormidade com as e1i,>ncias do processamento de dados& destas instru2=es e das orienta2=es
especí'icas.
4 ! O RAE deer/ ser preenc6ido ou di*itado e i#presso na presença do re%uerente2
4 6! 5o momento da 'orma$i9a2(o do pedido& o re7uerente mani'estar* sua pre'er>ncia so#re
$oca$ de %ota2(o& entre os esta#e$ecidos para a 9ona e$eitora$.
4 J! Para os 'ins do 4 6! deste arti,o& ser* co$ocada K disposi2(o& no cart8rio ou posto de
a$istamento& a re$a2(o de todos os $ocais de %ota2(o da 9ona& com os respecti%os endere2os.
4 0! A assinatura do re%ueri#ento ou a aposição da i#pressão di*ital do pole*ar ser/ )eita
na presença do seridor da <ustiça Eleitoral$ %ue deer/ atestar$ de i#ediato$ a satis)ação dessa
e&i*-ncia.
Art. L. Antes de sub#eter o pedido a despac6o do =ui9 eleitoral$ o seridor proidenciar/ o
preenc6i#ento ou a di*itação no siste#a dos espaços %ue l6e são reserados no RAE.
D
Par*,ra'o "nico. Para e'eito de preenc-imento do re7uerimento ou de di,ita2(o no sistema&
ser* mantida em cada 9ona e$eitora$ re$a2(o de ser%idores& identi)icados pelo nú#ero do t"tulo
eleitoral$ 6abilitados a praticar os atos reserados ao cart+rio.
Art. . Atri#uído n"mero de inscri2(o& o ser%idor& ap8s assinar o 'ormu$*rio& destacar* o
protoco$o de so$icita2(o& numerado de id>ntica 'orma& e o entre,ar* ao re7uerente& caso a emiss(o do
títu$o n(o seCa imediata.
Art. 6. Os tri#unais re,ionais e$eitorais 'ar(o distri#uir& o#ser%ada a se7?>ncia numBrica
'ornecida pe$a /ecretaria de In'orm*tica& Ks 9onas e$eitorais da respecti%a circunscri2(o& sBries de
n"meros de inscri2(o e$eitora$& a serem uti$i9ados na 'orma deste arti,o.
Par*,ra'o "nico. O n"mero de inscri2(o compor-se-* de at. 3> al*aris#os& por unidade da
Federa2(o& assim discriminados+
a: os oito primeiros a$,arismos ser(o se7?enciados& despre9ando-se& na emiss(o& os 9eros K
es7uerda;
#: os dois a$,arismos se,uintes ser(o representati%os da unidade da Federa2(o de ori,em da
inscri2(o& con'orme c8di,os constantes da se,uinte ta#e$a+ Rio de Ianeiro n! LJ
c: os dois "$timos a$,arismos constituir(o dí,itos %eri'icadores& determinados com #ase no
m8du$o & sendo o primeiro ca$cu$ado so#re o n"mero se7?encia$ e o "$timo so#re o c8di,o da
unidade da Federa2(o se,uido do primeiro dí,ito %eri'icador.
E'/ 69B7G?:HMJBM:B
Art. J. Para o a$istamento& o re7uerente apresentar* u# dos se,uintes documentos do 7ua$
se in'ira a nacionalidade brasileira ELei n! D.000G3H& art. H!& 4 6!:+
a: carteira de identidade ou carteira emitida pe$os 8r,(os criados por lei )ederal&
contro$adores do e1ercício pro'issiona$;
#: certi'icado de 7uita2(o do ser%i2o mi$itar; 1rigat-rio para os maiores de 3B anos
c: certid(o de nascimento ou casamento& e1traída do Re,istro Ci%i$;
d: instrumento p"#$ico do 7ua$ se in'ira& por direito& ter o re7uerente a idade mínima de ;
anos e do 7ua$ constem& tam#Bm& os demais e$ementos necess*rios K sua 7ua$i'ica2(o.
Par*,ra'o "nico. A apresenta2(o do documento a 7ue se re'ere a a$ínea # Ecerti'icado de
7uita2(o do ser%i2o mi$itar: . obri*at+ria para maiores de 3 anos& do se1o mascu$ino.
"o momento da formali#ação do pedido de inscrição, o alistando manifestar. sua prefer*ncia
pelo local de votação entre aqueles relativos ( sua #ona eleitoral e assinar. so oservação do servidor
do cart-rio, sob as +e#as da lei0 formulário +adr%o Eue0 e#tre outras i#forma$)es0 destaará seu
e#dere$o.
Art. 0. M 'acu$tado o a$istamento& no ano em 7ue se rea$i9arem e$ei2=es& do menor 7ue
comp$etar ; anos atB a data do p$eito& inc$usi%e.
4 ! O a$istamento de 7ue trata o caput poder* ser so$icitado atB o encerramento do pra9o
'i1ado para re7uerimento de inscri2(o e$eitora$ ou trans'er>ncia. 6GJ dias
4 6! O títu$o emitido nas condi2=es deste arti,o somente surtir* e'eitos com o imp$emento da
idade de ; anos ERes.GT/) n! F.0;H& de 6.J.F;:.
3O
Art. H. O #rasi$eiro nato 7ue n(o se a$istar atB os F anos ou o natura$i9ado 7ue n(o se
a$istar atB um ano depois de ad7uirida a naciona$idade #rasi$eira incorrer* em mu$ta imposta pe$o
Cui9 e$eitora$ e co#rada no ato da inscri2(o.
Par*,ra'o "nico. ;ão se aplicar/ a pena ao n(o-a$istado %ue re%uerer sua inscrição
eleitoral atB o centBsimo 7?in7ua,Bsimo primeiro /3I34 A"@E5'150 dia anterior 0 eleição
subse%?ente K data em 7ue comp$etar 3@ anos EC8di,o )$eitora$& art. 3! c.c. a Lei n! F.HL0GFD& art.
F:.
!ortanto o pra#o de alistamento para o rasileiro nato vai até os de#enove anos, e para o
naturali#ado é de até um ano ap-s a aquisição da nacionalidade rasileira. Entretanto <. de se levar em
conta a ressalva do par.grafo 2nico.
Art. ;. O a$istamento e$eitora$ do ana$'a#eto B 'acu$tati%o EConstitui2(o da Rep"#$ica
Federati%a do Brasi$& art. 0& 4 !& II& a:.
Par*,ra'o "nico. /e o ana$'a#eto dei1ar de s>-$o& deer/ re7uerer sua inscri2(o e$eitora$& n(o
'icando suCeito K mu$ta pre%ista no art. H EC8di,o )$eitora$& art. 3!:.
1 pra#o de alistamento para o rasileiro nato vai até os de#enove anos, e para o naturali#ado é
de até um ano ap-s a aquisição da nacionalidade rasileira.
DA TRA5/F)RN5CIA
Art. 3. A trans'er>ncia do e$eitor s8 ser* admitida se satis'eitas as se,uintes e1i,>ncias+
I - rece#imento do pedido no cart8rio e$eitora$ do no%o domicí$io no pra9o estabelecido pela
le*islação i*ente; &6G6 dias a#tes do +leito(
II - transcurso de& pe$o menos$ u# ano do alista#ento ou da últi#a trans)er-ncia;
III - resid>ncia mínima de tr-s #eses no no%o domicí$io& declarada$ sob as penas da lei$ pelo
pr+prio eleitor ELei n! ;.FF;G36& art. 3!:;
I. - proa de %uitação com a Iusti2a )$eitora$.
As e,ig*ncias temporais espec+ficas não se aplicam aos servidores p2licos removidos ou
transferidos e aos familiares que os acompan<am.
4 6! Ao re7uerer a trans'er>ncia& o e$eitor entre,ar* ao ser%idor do cart8rio o t"tulo eleitoral
e a proa de %uitação co# a <ustiça Eleitoral.
A B4 ;ão co#proada a condição de eleitor ou a %uitação para co# a <ustiça Eleitoral$ o
=ui9 eleitoral arbitrar/$ desde lo*o$ o alor da #ulta a ser pa*a.
4 0! Despac-ado o re7uerimento de trans'er>ncia pe$o Cui9 e$eitora$ e processado pe$o
cart8rio& o setor da /ecretaria do Tri#una$ Re,iona$ )$eitora$ respons*%e$ pe$os ser%i2os de
processamento de dados en%iar* ao cart8rio e$eitora$& 7ue as co$ocar* K disposi2(o dos partidos
po$íticos& re$a2=es de inscri2=es atua$i9adas no cadastro& com os respecti%os endere2os.
4 H! Do despac-o 7ue inde'erir o re7uerimento de trans'er>ncia& ca#er* recurso interposto
pelo eleitor no pra9o de cinco dias e& do 7ue o de'erir& poder/ recorrer %ual%uer dele*ado de partido
pol"tico no pra9o de de9 dias& contados da co$oca2(o da respecti%a $ista,em K disposi2(o dos
partidos& o 7ue de%er* ocorrer nos dias 34 e 35 de cada #-s$ ou no pri#eiro dia útil se*uinte& ainda
33
7ue ten-am sido e1i#idas ao re7uerente antes dessas datas e mesmo 7ue os partidos n(o as consu$tem
ELei n! ;.FF;G36& art. 3!:.
4 ;! O cart8rio e$eitora$ pro%idenciar*& para o 'im do disposto no 4 H!& re$a2=es contendo os
pedidos inde)eridos2
Em s+ntese: !ara fins de transfer*ncia, o eleitor dever. comprovar estar Euite om a Nusti$a
Eleitoral, o tra#surso de +elo me#os um a#o da última i#sri$%o e delarar residK#ia m,#ima
de trKs meses #o #o"o domi,lio. "ão comprovada a quitação para com a ?ustiça Eleitoral, desde logo
o jui# eleitoral fi,ar. a multa devida.
1 requerimento de transfer*ncia de domic+lio eleitoral ser. imediatamente pulicado na
imprensa oficial /na capital0 ou em cart-rio /nas demais localidades0, podendo os interessados
impugn.>lo em 3O dias. Da decisão cae recurso para o @riunal 5egional Eleitoral nas mesmas
condições do alistamento deferido ou indeferido.
'nscrever>se fraudulentamente como eleitor caracteri#a crime /artigo &BD do C-digo Eleitoral0.
"ão podem alistar>se como eleitores os estrangeiros e, durante o serviço militar origat-rio, o
conscrito /aquele que, regularmente convocado, presta o serviço militar origat-rio ou serviço
alternativo, incluindo>se no conceito os médicos, dentistas, farmac*uticos e veterin.rios que prestam o
serviço militar origat-rio ap-s o encerramento da faculdade = artigo H.4 da $ei n. I.&D&, de B.G.3DGH0.
1 conscrito que se alistou e adquiriu o direito de voto antes da conscrição tem sua i#sri$%o ma#tida,
mas #%o +ode e'erer o direito de "oto até que o serviço militar ou alternativo esteja cumprido
/5esolução n. 3I.OH&FBD do @riunal 8uperior Eleitoral0.
Aos +ortu!ueses com resid*ncia permanente no 7rasil /independentemente de naturali#ação0,
se <ouver reciprocidade em favor dos rasileiros, são atriu+dos os direitos inerentes aos rasileiros,
salvo os casos previstos na pr-pria Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil /artigo 3&, A 3.4, da
Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasilFBB, nos termos da Emenda Constitucional de revisão n.
EFD;0. 5estringe>se, assim, a tese pela qual a nacionalidade é pressuposto de cidadania.
Encerrando o tema, \alter Ceneviva /Direito Constituciona$ Brasi$eiro. &.W ed. 8ão !aulo:
8araiva, 3DD3. p. &I0 leciona que, oservados os requisitos da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do
7rasil /resid*ncia permanente no 7rasil e reciprocidade0, o cidadão portugu*s, além de eleitor, pode
ser Yovernador de Estado, 8enador ou Deputado /mas não !residente de alguma das Casas do
Congresso, j. que, entre outras, tal função é reservada aos rasileiros natos = artigo 3&, A E.4, da
Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0. !reenc<idos os requisitos constitucionais e legais,
pode tamém ser vereador.
1serve>se, conforme analisaremos no estudo da nacionalidade, que a 7uase naciona$idade
pode ser restrita /não d. direitos pol+ticos0 ou ampla /concede direitos pol+ticos no limite da
reciprocidade0.
3&
Atualmente, o artigo 3I da Constituição portuguesa veda a qualquer estrangeiro /inclusive aos
provenientes de pa+ses de l+ngua portuguesa0 o acesso ( titularidade dos -rgãos de soerania e dos
-rgãos de governo pr-prio das regiões autCnomas, o serviço das forças armadas e a carreira
diplom.tica.
A outorga de direitos pol+ticos em !ortugal aos rasileiros importar. suspensão dos mesmos
no 7rasil, com a suspensão das inscrições eleitorais eventualmente e,istentes /A ;.4 do artigo I3 da
5esolução n. &3.IEBF&OOE0 do @riunal 8uperior Eleitoral0.
1 eleitor origado a votar, que se e#o#tra #o e'terior no dia da votação, tem o pra#o de BJ
dias o#tados de seu i#!resso #o +a,s para justificar sua falta perante o jui# de sua #ona eleitoral.
No aso de estar #o +a,s, o eleitor, que ti#Oa obri!a$%o de "otar e não o fe#, tem o pra#o de
?J dias para justificar sua aus*ncia.
'ndeferida a justificação ou decorrido o pra#o sem justificativa, ser. aplicada multa pelo não
e,erc+cio do voto, a qual ser. fi,ada entre EL e 3OL sore o valor correspondente a EE,O& )6'5s
/ase de c.lculo0 e destinada ao 6undo Especial de Assist*ncia 6inanceira aos !artidos !ol+ticos. 1
pagamento poder. ser efetuado na ag*ncia arrecadadora de qualquer #ona eleitoral, nos termos do
artigo 33 do C-digo Eleitoral e da 5esolução n. &O.;OIFDB do @riunal 8uperior Eleitoral.
"os termos dos AA &.4 e E.4 do artigo EGH do C-digo Eleitoral, o eleitor pore poder. ser
isentado do pagamento da multa. !or outro lado, se mesmo aplicada ao m.,imo se mostrar inefica# em
ra#ão da situação econCmica do infrator, a multa poder. ser aumentada em até de# ve#es.
Certificado nos autos que a multa não foi satisfeita no pra#o de trinta dias contados do trPnsito
em julgado da decisão que a fi,ar /decisão que deve ser pulicada ou notificada ao eleitor0, a d+vida
ser. inscrita em livro pr-prio do ?u+#o Eleitoral ou do @riunal /caso os autos l. se encontrem0 e assim
o#siderada l,Euida e erta +ara efeitos de obra#$a0 media#te e'eu$%o fisal.
"o caso de imposição de multa pelo jui# eleitoral, este dever. providenciar para que, em até
cinco dias do decurso do pra#o para pagamento, os autos /com a certidão da d+vida inscrita0 sejam
encamin<ados ao @riunal Eleitoral competente, o qual se reportar. diretamente ( !rocuradoria>Yeral
da 6a#enda "acional.
Comunicada pela !rocuradoria>Yeral da 6a#enda "acional a liquidação da d+vida, a
ocorr*ncia ser. anotada nos autos e registrada no $ivro de 'nscrição de %ultas Eleitorais /5esolução n.
&O.;OIFDB do @riunal 8uperior Eleitoral e !ortaria n. D;FDD do @riunal 8uperior Eleitoral0.
6.6. Re"is%o do Eleitorado
3E
Iua#do Oou"er de#ú#ia fu#dame#tada de fraude #o alistame#to 1u#to a uma Co#a ou
Du#i,+io, o Tribu#al Re!io#al Eleitoral, oservadas as regras determinadas pelo @riunal 8uperior
Eleitoral, poder. determinar correção e, provada a fraude em proporção co#pro#etedora, ordenar. a
revisão do eleitorado com o cancelamento dos t+tulos que não foram apresentados ( revisão /A ;.4 do
artigo H3 do C-digo Eleitoral0.
1 @riunal 8uperior Eleitoral determinar. de of,io a revisão sempre que:
• 1 total de transfer*ncias ocorridas no ano em curso for 6JP superior ao do a#o a#terior,
• ]uando o eleitorado for superior ao doro da população entre 3O e 3I anos somada ( de idade
superior a HO anos do territ-rio daquele %unic+pio, EM9'M6Ja6GMQR:J
• 1u ainda, na <ip-tese de o eleitorado ser su+erior a ?GP da +o+ula$%o +ro1etada +elo I5SE
+ara aEuele a#o /artigo D& da $ei n. D.IO;FDH e artigo IH da 5esolução n. &3.IEBF&OOE do @riunal
8uperior Eleitoral0.
6.9. Ca#elame#to da I#sri$%o Eleitoral
As ausas de a#elame#to da i#sri$%o eleitoral /o alistamento eleitoral é uma das
condições de elegiilidade0 estão e,plicitadas no artigo H3 do C-digo Eleitoral. 8ão elas:
' = infração do artigo I.4 do C-digo Eleitoral, que veda o alistame#to omo eleitores dos Eue #%o
saibam e'+rimirTse #a l,#!ua #aio#al /conceito que não restringe o alistamento e o voto dos
deficientes que t*m capacidade de e,pressar sua vontade0 ou que estejam +ri"ados dos seus direitos
+ol,tiosS
'' = infração do artigo ;& do C-digo Eleitoral, que veda o alistamento dos que estão +ri"ados
tem+orária ou defi#iti"ame#te dos direitos +ol,tiosS
''' = a sus+e#s%o ou +erda dos direitos +ol,tios8 Lem#rete -O 5(o e1iste Cassa2(o
': = a pluralidade de inscriçõesS
: = o faleime#to do eleitor, devendo o cart-rio de registro civil, até o dia 3I de cada m*s, enviar ao
?ui# eleitoral a comunicação dos -itos dos cidadãos alistadosS
:' = dei'ar de "otar em trKs elei$)es o#seuti"as. Conforme estaelece o A E.4 do artigo H.4 do
C-digo Eleitoral, regulamentado pelo A E.4 do artigo HB da 5esolução n. &3.IEBF&OOEdo @riunal
8uperior Eleitoral, ser. cancelada a inscrição do eleitor que se astiver de votar em tr*s eleições
3;
consecutivas, salvo se <ouver apresentado justificativa para a falta ou efetuado o pagamento da multa,
fia#do e'lu,dos do a#elame#to os eleitores Eue0 +or +rerro!ati"a o#stituio#al0 #%o este1am
obri!ados ao e'er,io do "oto e u1a idade #%o ultra+asse HJ a#os.
Ravendo segundo turno, cada um deles ser. considerado uma eleição para os efeitos de
cancelamento ou imposição de multa /inciso : do artigo B& da 5esolução n. &O.&D&FDB0.
A e,clusão do eleitor poder. ser promovida e1 o''icio pelo jui# eleitoral ou a requerimento do
%inistério !2lico, de delegado de partido ou de qualquer eleitor.
Dura#te o +roesso de e'lus%o0 o eleitor +oderá "otar #ormalme#te. 1s votos, se em n2mero
suficiente para alterar a representação proporcional ou a classificação dos eleitos pelo princ+pio
majorit.rio, poderão ser considerados nulos se ao final a decisão e,cludente se tornar definitiva.
Autuada a informação, o jui# eleitoral determinar. a pulicação de edital no +raCo de deC
dias. 1 edital é dispens.vel no caso de falecimento. 1s interessados &i#lusi"e outro eleitor ou
dele!ado de +artido U arti!o :B do Fdi!o eleitoral( poderão o#testar de#tro de i#o dias. 8e
requerida, o NuiC +oderá o#eder de I a 3O dias para produção de provas /dilação proat-ria0. 1
julgamento se dar. em cinco dias, podendo o e,cluendo, o ministBrio p"#$ico ou o delegado de partido
recorrer para o tribu#al re!io#al eleitoral em trKs dias.
%^D)$1 '''
DIREITO ELEITORAL
Capacidade Eleitoral !assiva
DIREITO ELEITORAL
Ca+aidade Eleitoral Passi"a
6. CONDIÇVE* DE ELESI5ILIDADE
8ão condições de elegiilidade /capacidade eleitoral passiva0, na forma da lei:
• #aio#alidade brasileira &obser"ada a Euest%o da rei+roidade Eua#to aos +ortu!ueses e
Eue a+e#as al!u#s ar!os s%o +ri"ati"os de brasileiros #atos(8
C567 = A5@. 3&S 4 ! Aos portu,ueses com resid>ncia permanente no País& se -ou%er
reciprocidade em 'a%or de #rasi$eiros& ser(o atri#uídos os direitos inerentes ao #rasi$eiro& sa$%o os
casos pre%istos nesta Constitui2(o. EReda2(o dada pe$a )menda Constituciona$ de re%is(o n! J& de
FF0:.
3I
4 6! - A $ei n(o poder* esta#e$ecer distin2(o entre #rasi$eiros natos e natura$i9ados& sa$%o nos
casos pre%istos nesta Constitui2(o.
A B4 , :ão priatios de brasileiro nato os car*osC
I - de 'residente e Dice,'residente da Rep"#$ica;
II - de 'residente da C(#ara dos Deputados;
III - de 'residente do :enado 6ederal;
I. - de Ministro do :upremo Tri#una$ Federa$; :+ :TF
. - da carreira diplo#/tica;
.I - de o)icial das For2as Armadas.
.II - de Ministro de Estado da De)esa EInc$uído pe$a )menda Constituciona$ n! 6J& de FFF:
• +le#o e'er,io dos direitos +ol,tios /veremos oportunamente as inelegiilidades0S
• alistame#to eleitoral /s- pode ser votado quem pode votar, emora nem todos que votam podem
ser votados = como o analfaeto e o menor de 3B e maior de 3G anos0S
• domi,lio eleitoral #a iru#sri$%o /pelo pra#o que a lei ordin.ria federal fi,arS Oo1e . de um
a#o a#tes do +leito, nos termos do artigo D.4 da $ei n. D.IO;FDH0S
• a filia$%o +artidária /pelo menos um ano antes das eleições, nos termos do artigo 3B da $ei n.
D.ODGFDI e artigo D.4 da $ei n. D.IO;FDH0S /podendo os estatutos dos partidos fi,arem tempo maior0
• $egislação, Complementar: $ei no D.ODGFDI, art. 3B, e $ei no D.IO;FDH, art. Do: pra#o m+nimo de
um ano de filiação para eleições proporcionais e majorit.rias. $ei no D.ODGFDI, art. &O: possiilidade
de o partido estaelecer no estatuto pra#o m+nimo superior a um ano.
• Ac-rdão>@8E no 33.E3;FDO, de EO.B.DO: ine,igiilidade de filiação partid.ria prévia para registro
de candidatura do militar.
• A idade m,#ima de:
 EI anos para !residente da 5ep2lica, :ice>!residente da 5ep2lica e 8enador:
 EO anos para Yovernador e :ice>YovernadorS
3G
Preside#te das
asas do
o#!resso
 &3 anos para Deputado /6ederal, Distrital ou Estadual0, !refeito, :ice>!refeito e ?ui# de !a#
/mandato de quatro anos = artigo DB, inciso '', da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0S
 3B anos para :ereador.
A aquisição da elegiilidade, portanto, ocorre gradativamente.
De acordo com o A &.4 do artigo 33 da $ei n. D.IO;FDH, a idade m+nima deve estar preenc<ida
até a data da posse. R., contudo, entendimento jurisprudencial no sentido de que o requisito da idade
m+nima deve estar satisfeito na data do pleito.
"ão <. idade m.,ima limitando o acesso aos cargos eletivos.
9. O RESI*TRO DO* CANDIDATO*
A escol<a dos candidatos /até então são candidatos a candidatos0 se fa# mediante convenção
daqueles que são filiados ao partido, entre os dias 3O e EO de jun<o do ano em que <aver. eleições,
Obser"adas as re!ras estatutárias /artigo H.4 da $ei n. D.IO;FDH = $ei Yeral das Eleições0.
Cada candidato concorre para um 2nico cargo, conforme estaelece o artigo BB do C-digo Eleitoral.
DA: CO;DE;EFE: 'ARA A E:COLGA DE CA;DIDATO:
Art. Do As normas para a esco$-a e su#stitui2(o dos candidatos e para a 'orma2(o de
co$i,a2=es ser(o esta#e$ecidas no estatuto do partido& o#ser%ada sas disposi2=es desta Lei.
4 o )m caso de omiss(o do estatuto& ca#er* ao +r*ão de direção nacional do partido
esta#e$ecer as normas a 7ue se re'ere este arti,o& pu#$icando-as no Di*rio O'icia$ da Uni(o atB cento
e oitenta dias antes das e$ei2=es.
4 6o /e a Con%en2(o partid*ria de ní%e$ in'erior se opuser& na de$i#era2(o so#re co$i,a2=es&
Ks diretri9es $e,itimamente esta#e$ecidas pe$a Con%en2(o naciona$& os 8r,(os superiores do partido
poderão$ nos ter#os do respectio estatuto$ anular a deliberação e os atos dela decorrentes.
4 Jo /e& da anu$a2(o de 7ue trata o par*,ra'o anterior& sur,ir necessidade de re,istro de
no%os candidatos& obserar,se,ão$ para os respectios re%ueri#entos$ os pra9os constantes dos AA 3o
e Bo do art2 3B. 3O dias ap-s o acontecimento e até GO dias antes do pleito.
!ara a reali#ação das Convenções de escol<a de candidatos, os partidos pol+ticos poderão usar
gratuitamente prédios p2licos, res+o#sabiliCa#doTse +or da#os ausados om a realiCa$%o do
e"e#to.
3H
8e a Convenção partid.ria de n+vel inferior se opuser, na delieração sore coligações, (s
diretri#es legitimamente estaelecidas pela Convenção nacional, os -rgãos superiores do partido
poderão, nos termos do respectivo estatuto, anular a delieração e os atos dela decorrentes.
A Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil, no A 3.4 do seu artigo 3H, dá aos +artidos
+ol,tios am+la liberdade +ara defi#irem suas re!ras de or!a#iCa$%o e fu#io#ame#to &+ri#,+io
da #%oTi#ter"e#$%o ou da auto#omia +artidária(.
CAPÍTULO . - DO/ PARTIDO/ POLÍTICO/
Art. D. M $i%re a cria2(o& 'us(o& incorpora2(o e e1tin2(o de partidos po$íticos& res,uardados
a soberania nacional$ o re*i#e de#ocr/tico$ o pluripartidaris#o$ os direitos )unda#entais da
pessoa 6u#ana e o#ser%ados os se,uintes preceitos+
I - car/ter nacionalH !ortanto s- <. partidos ( n+vel nacional.
II - proi#i2(o de rece#imento de recursos 'inanceiros de entidade ou ,o%erno estran*eiros ou
de subordinação a estes;
III - presta2(o de contas K <ustiça Eleitoral;
I. - 'uncionamento par$amentar de acordo co# a lei.
4 ! - M asse,urada aos partidos po$íticos autonomia para de)inir sua estrutura interna$
or*ani9ação e )unciona#ento& de%endo seus estatutos estabelecer nor#as de )idelidade e disciplina
partid/rias2
4 6! - Os partidos po$íticos& ap+s ad7uirirem persona$idade Curídica& na )or#a da lei ciil&
re*istrarão seus estatutos no T:E.
4 J! - Os partidos po$íticos t>m direito a recursos do 'undo partid*rio e acesso ,ratuito ao
r*dio e K te$e%is(o& na 'orma da $ei.
4 0! - M %edada a uti$i9a2(o pe$os partidos po$íticos de or*ani9ação para#ilitar.
8omente pode ser candidato aquele que est. filiado a um partido pol+tico pelo menos um ano
antes do pleito /podendo o estatuto do partido fi,ar pra#o maior0 e residente na circunscrição da
eleição pela qual concorre, pelo mesmo pra#o. R. e,ceções ao pra#o de filiação, que poder. ser menor
em relação aos militares e aos memros dos @riunais de Contas /5esoluções do @riunal 8uperior
Eleitoral n. 3D.DHBFDH e n.&O.3OOFDB0.
As filiações são comunicadas ( ?ustiça Eleitoral na segunda semana dos meses de aril e
outuro de cada ano, permitindo assim um maior controle sore seus pra#os.
3B
P Art. F. ;a se*unda se#ana dos #eses de abril e outubro de cada ano& o partido& por seus
8r,(os de dire2(o municipais& re,ionais ou naciona$& de%er* remeter& aos Iuí9es )$eitorais& para
ar7ui%amento& pu#$ica2(o e cumprimento dos pra9os de 'i$ia2(o partid*ria para e'eito de candidatura
a car,os e$eti%os& a re$a2(o dos nomes de todos os seus 'i$iados& da 7ua$ constar* a data de 'i$ia2(o& o
n"mero dos títu$os e$eitorais e das /e2=es em 7ue est(o inscritos.P EA lei =GJ7A=: alterou o +ará!rafo
6= da lei dos +artidos +ol,tios da#do #o"a reda$%o ao arti!o 6=(
Cumpre oservar que o enef+cio da candidatura nata foi liminarmente suspenso pelo
8upremo @riunal 6ederal /AD'n %C n. &IEO, de &;.O;.O&0.
Cada partido poder. registrar candidatos para as eleições proporcionais /Deputado e :ereador0
até 6GJP do n2mero de lugares a preenc<er. As coligações podem registrar candidatos até o dobro
dos lugares a preenc<er.
"as unidades da 6ederação em que a população elege até vinte Deputados 6ederais, cada
partido poder. registrar candidatos a Deputado 6ederal e Estadual /ou Distrital0 até o doro das vagas
a preenc<erS <avendo coligação, esses n2meros podem ser acrescidos de até mais IOL.
!roporcionais 99!artido 3IOL99Coligação &OOL999e %ais IOL DED6 se até &OD6
Cada partido ou coligação dever. reservar o m+nimoK de EOL e o m.,imo de HOL para
candidaturas de cada se,o. Q)m todos os c*$cu$os& ser* sempre despre9ada a 'ra2(o& se in'erior a
meio& e i,ua$ada a um& se i,ua$ ou superior.
1 pedido de registro dever. ser formali#ado at. as 6= Ooras do dia G de 1ulOo do ano em que
se reali#arem as eleições e, entre outros documentos, de"erá i#luir a delara$%o de be#s assi#ada
+elo a#didato.
Lei no F.HL0GFD ELei das )$ei2=es: Art. . Os partidos e co$i,a2=es so$icitar(o K Iusti2a
)$eitora$ o re,istro de seus candidatos atB as de9enoe 6oras do dia 5 de =ul6o do ano em 7ue se
rea$i9arem as e$ei2=es.
4 o O pedido de re,istro de%e ser instruído com os se,uintes documentos+
I - c8pia da ata a 7ue se re'ere o art. 3o; ERe'ere-se K ata das con%en2=es de esco$-a 7ue se
d(o entre L e JL de Cun-o do ano da e$ei2(o. A ata de%e estar em $i%ro a#erto e ru#ricado pe$a
Custi2a e$eitora$.:
II - autori9a2(o do candidato& por escrito;
III - pro%a de 'i$ia2(o partid*ria;
I. - dec$ara2(o de #ens& assinada pe$o candidato;
3D
. - c8pia do títu$o e$eitora$ ou certid(o& 'ornecida pe$o Cart8rio )$eitora$& de 7ue o candidato
B e$eitor na circunscri2(o ou re7uereu sua inscri2(o ou trans'er>ncia de domicí$io no pra9o pre%isto
no art. Fo; Epra9o de u# ano:
.I - certid(o de 7uita2(o e$eitora$;
.II - certid=es criminais 'ornecidas pe$os 8r,(os de distri#ui2(o da Iusti2a )$eitora$& Federa$
e )stadua$;
.III - )oto*ra)ia do candidato& nas dimens=es esta#e$ecidas em instru2(o da Iusti2a )$eitora$&
para e'eito do disposto no 4 o do art. HF.
Cada candidato poder. indicar, além do seu nome completo, at. trKs "aria$)es +elas Euais .
mais o#Oeido. "ão <avendo prefer*ncia entre os candidatos que pretendem o registro da mesma
variação nominal /A 3.4 do artigo 3& da $ei n. D.IO;FDH0, defere>se o pedido do primeiro que o ten<a
requerido /82mula n. ; do @8E0.
$ei n4 DIO;FDH:
Art. 6. O candidato Ks eleiç1es proporcionais indicar*& no pedido de re,istro& a$Bm de seu
nome comp$eto& as %aria2=es nominais com 7ue deseCa ser re,istrado& atB o m*1imo de tr>s op2=es&
7ue poder(o ser o prenome& so#renome& co,nome& nome a#re%iado& ape$ido ou nome pe$o 7ua$ B mais
con-ecido& desde 7ue n(o se esta#e$e2a d"%ida 7uanto K sua identidade& n(o atente contra o pudor e
n(o seCa ridícu$o ou irre%erente& mencionando em 7ue ordem de pre'er>ncia deseCa re,istrar-se.
4 o .eri'icada a ocorr>ncia de -omonímia& a Iusti2a )$eitora$ proceder* atendendo ao
se,uinte+
I - 6aendo dúida$ poder/ e&i*ir do candidato proa de %ue . con6ecido por dada opção de
no#e$ indicada no pedido de re*istro;
II - ao candidato 7ue& na data m*1ima pre%ista para o re,istro& esteCa e1ercendo mandato
e$eti%o ou o ten-a e1ercido nos "$timos 7uatro anos& ou 7ue nesse mesmo pra9o se ten-a candidatado
com um dos nomes 7ue indicou& ser* de'erido o seu uso no re,istro& 'icando outros candidatos
i#pedidos de )a9er propa*anda co# esse #es#o no#eH
III - ao candidato 7ue& pe$a sua %ida po$ítica& socia$ ou pro'issiona$& seCa identi'icado por um
dado nome 7ue ten-a indicado& ser* de'erido o re,istro com esse nome& o#ser%ado o disposto na parte
'ina$ do inciso anterior;
I. - tratando-se de candidatos cuCa -omonímia n(o se reso$%a pe$as re,ras dos dois incisos
anteriores& a <ustiça Eleitoral deer/ noti)ic/,los para %ue$ e# dois dias$ c6e*ue# a acordo sobre
os respectios no#es a sere# usadosH
. - n(o -a%endo acordo no caso do inciso anterior& a Iusti2a )$eitora$ re,istrar* cada
candidato com o nome e so#renome constantes do pedido de re,istro& obserada a orde# de
pre)er-ncia ali de)inida.
4 6o A Iusti2a )$eitora$ poder* e1i,ir do candidato proa de %ue . con6ecido por
determinada op2(o de nome por e$e indicado& %uando seu uso puder con)undir o eleitor.
&O
4 Jo A Iusti2a )$eitora$ inde)erir/ todo pedido de %aria2(o de nome coincidente com nome
de candidato a eleição #a=orit/ria& salo para candidato 7ue esteCa e1ercendo mandato e$eti%o ou o
ten-a e1ercido nos "$timos 7uatro anos& ou 7ue& nesse mesmo pra9o& ten-a concorrido em e$ei2(o com
o nome coincidente.
4 0o Ao decidir so#re os pedidos de re,istro& a Iusti2a )$eitora$ publicar/ as ariaç1es de
no#e de)eridas aos candidatos2
CODPETWNCIA PARA RESI*TRO:
C-digo EleitoralS Art. BG.
"as eleições presidenciais, a circunscrição ser. o !a+sS nas eleições federais e estaduais, o
EstadoS e nas municipais, o respectivo %unic+pio.
• 1s candidatos a !residente e :ice>!residente da 5ep2lica são registrados no @riunal 8uperior
Eleitoral.
• Candidatos a Yovernador, :ice>Yovernador, 8enador, Deputado 6ederal e Deputado Estadual são
registrados no @riunal 5egional Eleitoral do Estado pelo qual concorrem.
• Candidatos a !refeito, :ice>!refeito, :ereador e ?ui# de !a# são registrados junto ao ?ui# Eleitoral
da respectiva circunscrição.
"os termos do artigo 3E da $ei n. D.IO;FDH, o partido ou coligação poder. sustituir o
candidato que for declarado ineleg+vel, renunciar ou falecer ap-s o encerramento do pra#o para
registro. 1 pedido de sustituição deve ser formali#ado at. deC dias ap-s o fato que l<e deu origem,
sendo que, nas eleições proporcionais, deve ser apresentado até sesse#ta dias antes do pleito.
@amém é previsto !ra#o de registro de ?J dias antes do pleito quando <ouver vagas
remanescentes no caso de as Co#"e#$)es para a escol<a de candidatos #%o i#diarem o #úmero
má'imo de a#didatos +re"isto.
9.6. Im+u!#a$%o ao Pedido de Re!istro &a#terior ao +leito(
De acordo com o artigo DH do C-digo Eleitoral, protocolado o pedido de registro, a ?ustiça
Eleitoral providenciar. a imediata e,pedição de edital, o qual ser. pulicado na imprensa oficial /na
capital0 ou afi,ado no Cart-rio Eleitoral /no interior0.
Da pulicidade do pedido de registro começa a correr o pra#o de G dias para a impugnação
/artigo E.4 da $ei Complementar n. G;FDO0, que ser. apresentada ao jui# ou triunal competente para o
registro e ter. por ase fatos "erifiados até aquele momento, e que poder. ser formali#ada +elo
Di#ist.rio Públio0 +artidos0 oli!a$)es e a#didatos 1á i#diados #as o#"e#$)es3. Caso não atue
&3
como parte, o %inistério !2lico participar. do processo na condição de fiscal da lei. KPortanto
somente os citados acima podem impor impu,na2(o& assim e1c$uiu-se o e$eitor.
"ão poder. impugnar o pedido de registro o memro do %inistério !2lico que nos dois anos
anteriores ( impugnação ten<a disputado cargo eletivo, integrado Diret-rio de !artido ou e,ercido
atividade pol+tico>partid.ria. A regra do artigo E.4, A &4, da $ei Complementar n. G;FDO, que previa o
pra#o de quatro anos, foi derrogada pelo artigo BO da $ei Complementar n. HIFDE, conforme e,plicita
o A &.4 do artigo EG da 5esolução do @riunal 8uperior Eleitoral.
1 impugnante, desde logo, de"e es+eifiar suas +ro"as e arrolar até seis testemu#Oas.
1 pra#o para contestar é de sete dias, contados da notificação do candidato, partido ou
coligação.
8uperada a fase instrut-ria, ser. aerto o pra#o comum de i#o dias para as partes
apresentarem suas alegações finais e para o %inistério !2lico apresentar o seu parecer. Em seguida,
os autos seguem para o jui# ou para o triunal decidir, em trKs dias.
1 pra#o para recurso ser. de tr*s dias. As contra>ra#ões tamém devem ser protocoladas em
tr*s dias, contados do protocolo da petição do recurso.
1 recurso contra a decisão do jui# eleitoral é o inominado previsto no artigo &GI do C-digo
Eleitoral, admitindo inclusive a retratação /artigo &GH, A H.40. Contra a decisão do @riunal 5egional
Eleitoral, o recurso é denominado ordin.rio, nos termos dos incisos ''' e ': do A ;.4 do artigo 3&3 da
Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil cominados com os artigos &HG, incisos ' e '', e &HH
do C-digo Eleitoral. !ode ser ca+velK mandado de segurança contra decisão origin.ria do @riunal
8uperior Eleitoral.
3T*E/
4 J! - /(o irrecorrí%eis as decis=es do Tri#una$ /uperior )$eitora$& sa$%o as 7ue contrariarem
esta Constituição e as dene*at+rias de P-a#eas-corpusP ou mandado de se,uran2a.
3TREs/
4 0! - Das decis=es dos Tri#unais Re,ionais )$eitorais somente ca#er* recurso 7uando+
I - 'orem pro'eridas contra disposi2(o e1pressa desta Constituição ou de lei;
II - ocorrer dier*-ncia na interpretação de $ei entre dois ou mais tri#unais e$eitorais;
III - %ersarem so#re ine$e,i#i$idade ou e1pedi2(o de dip$omas nas eleiç1es )ederais ou
estaduais;
&&
I. - anu$arem dip$omas ou decretarem a perda de mandatos e$eti%os 'ederais ou estaduais;
. - dene*are# P-a#eas-corpusP& mandado de se,uran2a& I6abeas,dataI ou #andado de
in=unção2
1s pra#os correm em cart-rio /independentemente de intimação0, são perempt-rios, cont+nuos
e não se suspendem aos s.ados, domingos e feriados, nos termos do artigo 3G da $ei Complementar
n. G;FDO.
"os termos da 82mula n. 3O do @riunal 8uperior Eleitoral, caso a sentença seja entregue em
cart-rio antes dos tr*s dias disponiili#ados para o jui# decidir e não <aja intimação pessoal do
interessado, o pra#o para o recurso /tr*s dias0 contra decisão s- começa a correr do termo final daquele
tr+duo.
A declaração de inelegiilidade do candidato a c<efe do !oder E,ecutivo não afeta o candidato
a vice, e a declaração de inelegiilidade do vice não afeta o candidato ( c<efia do E,ecutivo, nos
termos do artigo 3B da $ei das 'nelegiilidades /$ei Complementar n. G;FDO0.
De acordo com a 82mula n. 33 do @riunal 8uperior Eleitoral, Tno processo de registro de
candidato, o partido que #%o o im+u!#ou #%o tem le!itimidade para recorrer da sentença que o
deferiu, sal"o se uidar de mat.ria o#stituio#alU.
DIREITO ELEITORAL
6. *%o reEuisitos da a+aidade +ol,tia ati"a obri!atFria0 al.m da #aio#alidade brasileira/
a0 a idade de &3 anosS
0 a alfaeti#ação e a idade de 3B a HO anosS
c0 a idade de 3B a HO anosS
d0 a idade entre 3B e GI anos para mul<er e 3B a HO para <omem.
9. A a+aidade +ol,tia ati"a . faultati"a +ara/
a0 menores de 3G e maiores de HO anos de idade, alfaeti#ados ou nãoS
0 menores entre 3G a 3B anos, e maiores de HO anos, alfaeti#ados ou nãoS
c0 menores de 3G anos e maiores de HO anos de idadeS
d0 menores de 3B anos e analfaetos.
B. *erá o#edida a tra#sferK#ia de domi,lio eleitoral ao eleitor Eue +ro"ar/
a0 que tem 3 ano de inscrição anterior e que est. residindo no novo endereço <. E mesesS
&E
0 que tem E meses de inscrição anterior e que est. residindo no novo endereço <. 3 anoS
c0 que tem novo endereço residencialS
d0 que est. residindo no novo endereço <. 3 ano.
7. Assi#ale a alter#ati"a i#orreta/
a0 quem não tiver em dia com as origações eleitorais não pode participar de concursos p2licosS
0 todos os rasileiros maiores de 3B anos são origados a votarS
c0 o estrangeiro não pode votar, nem que ten<a resid*ncia ininterrupta no 7rasil por mais de EO anosS
d0 o soldado das forças armadas tem capacidade pol+tica ativa e passiva.
G. A le!isla$%o sobre mat.ria eleitoral . de om+etK#ia/
a0 privativa da )niãoS
0 dos EstadosS
c0 comum da )nião, dos Estados, do Distrito 6ederal e dos %unic+piosS
d0 concorrente da )nião, dos Estados e do Distrito 6ederal.
D. Eleitoral B B A B A
MÓDULO ID
DIREITO ELEITORAL
Direitos 'ol"ticos ;e*atios
DIREITO ELEITORAL
Direitos Pol,tios Ne!ati"os
6. INTRODUÇÃO
Direitos pol+ticos negativos são as circunstPncias que acarretam a perda ou a suspensão dos
direitos pol+ticos, em como aquelas que implicam na inalistailidade ou na inelegiilidade,
restringindo ou mesmo impedindo que uma pessoa participe dos neg-cios jur+dicos de uma nação. *%o
Oi+Fteses Eue0 +or restri#!irem direitos0 de"em ser i#ter+retadas restriti"ame#te.
9. INELESI5ILIDADE
'nelegiilidade é a incapacidade eleitoral passiva /impossiilidade de se eleger0.
&;
'nalistailidade é a incapacidade eleitoral ativa /impossiilidade de ser eleitor0.
A Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil estaelece v.rios casos de inelegiilidade no
artigo 3;, AA ;.4 a H.4, em como permite que lei complementar estaeleça outros casos /$ei
Complementar n. G;FDO0.
/Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil artigo 3;, AA ;.4 a B.40
4 0! - /(o ine$e,í%eis os inalist/eis e os anal)abetos.
4 H! O Presidente da Rep"#$ica& os Ro%ernadores de )stado e do Distrito Federa$& os
Pre'eitos e 7uem os -ou%er sucedido& ou su#stituído no curso dos mandatos poder(o ser ree$eitos
para um único per"odo subse%?ente. EReda2(o dada pe$a )menda Constituciona$ n! ;& de FFD:
4 ;! - 'ara concorrere# a outros car*os& o Presidente da Rep"#$ica& os Ro%ernadores de
)stado e do Distrito Federa$ e os Pre'eitos de%em renunciar aos respecti%os mandatos atB seis #eses
antes do p$eito. EDesincompati#i$i9a2(o:
4 D! - /(o ine$e,í%eis& no territ8rio de Curisdi2(o do titu$ar& o cAnCu,e e os parentes
consan,?íneos ou a'ins& atB o se,undo ,rau ou por ado2(o& do Presidente da Rep"#$ica& de
Ro%ernador de )stado ou Territ8rio& do Distrito Federa$& de Pre'eito ou de 7uem os -aCa su#stituído
dentro dos seis meses anteriores ao p$eito& sa$%o se C* titu$ar de mandato e$eti%o e candidato K
ree$ei2(o.
4 3! - O #ilitar alist/el . ele*"el& atendidas as se,uintes condi2=es+
I - se contar #enos de de9 anos de ser%i2o& de%er* a)astar,se da atiidade;
II - se contar #ais de de9 anos de ser%i2o& ser/ a*re*ado pe$a autoridade superior e& se
eleito& passar* automaticamente& no ato da dip$oma2(o& para a inatiidade.
A DOUTRINA CO*TUDA CLA**I4ICAR A INELESI5ILIDADE ED A5*OLUTA E
RELATI2A.
9.6. I#ele!ibilidade Absoluta
J a inelegiilidade para qualquer cargo eletivo, em todo territ-rio nacional. X e'e+io#al e
some#te +ode ser estabeleida +ela Co#stitui$%o da Re+úblia 4ederati"a do 5rasil. 1 artigo 3;,
A ;.4, dispõe que são ineleg+veis os inalist.veis /inclusive os conscritos e os estrangeiros0 e os
analfaetos.
De acordo com a 82mula n. 3I do @riunal 8uperior Eleitoral: T1 e,erc+cio de cargo eletivo
não é circunstPncia suficiente para, em recurso especial, determinar>se a reforma da decisão, mediante
a qual o candidato foi considerado analfaetoU.
&I
9.9. I#ele!ibilidade Relati"a
As inelegiilidades relativas são restrições ( elegiilidade para alguns cargos espec+ficos, em
ra#ão de situações em que se encontra o cidadão, no momento da eleição.
As <ip-teses de inelegiilidade relativa são as seguintes: 'ara o #es#o car*o JreeleiçãoK$
'ara outros car*os Jdesinco#patibili9açãoK$ 'or #otio de parentesco e outros casos especiais
co#o o dos Militares2
>2>232 'ara o #es#o car*o JreeleiçãoK
"ão vige mais o impedimento de reeleição /mesmo cargo0 do !residente da 5ep2lica e outros
C<efes de !oder E,ecutivo.
"os termos da Emenda Constitucional n. 3GFDH, que deu nova redação ao A I.4 do artigo 3; da
Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil, o !residente da 5ep2lica, os Yovernadores de
Estado e do Distrito 6ederal, os !refeitos e quem os <ouver sucedido ou sustitu+do no curso dos
mandatos poderão ser reeleitos por um 2nico per+odo imediatamente suseq_ente.
%esmo com a ren2ncia antes do término do segundo mandato, o C<efe do !oder E,ecutivo
não poder. concorrer a um terceiro mandato imediatamente suseq_ente. @amém não pode concorrer
ao cargo de :ice, j. que, potencialmente, poder. ocupar o lugar do titular e assim e,ercer um terceiro
mandato imediatamente consecutivo.
!or fim, caso no per+odo imediatamente suseq_ente ocorra vacPncia do cargo de C<efe do
E,ecutivo e seu :ice, aquele que e,erceu aquela c<efia nos dois per+odos imediatamente antecedentes
não poder. ser candidato ao Tmandato tampãoU.
A Constituição rasileira não impede que alguém que cumpra dois mandatos presidenciais
/consecutivos ou não0 permaneça fora da !resid*ncia da 5ep2lica por quatro anos e volte a ser eleito,
admitida novamente a reeleição.
>2>2>2 'ara outros car*os Jdesinco#patibili9açãoK
!ara concorrerem a cargo diverso dos que ocupam, os C<efes do E,ecutivo devem renunciar
aos respectivos mandatos seis meses antes do pleito. Este ato c<ama>se desi#om+atibiliCa$%o. !ara a
reeleição /mesmo cargo0 não se e,ige a desincompatiili#ação /Ação Direta de 'nconstitucionalidade
n. 3.BOI > D60.
&G
]uanto aos vices, <. que se oservar que, desde a sua elaoração, a Emenda Constitucional n.
3GFDH foi criticada por sua péssima redação.
Em primeiro lugar, é necess.rio relemrar que vice sustitui o titular no caso de impedimento
e sucede>l<e no caso de vaga. 8ão <ip-teses diversas. Enquanto sustituto, é vice. ]uando sucede, é
titular do mandato.
"os termos da Emenda Constitucional n. 3GFDH, o vice que su#stitui o C<efe do E,ecutivo
poder. ser ree$eito /presume>se, para o mesmo cargo de :ice0 para um 2nico per+odo suseq_ente.
Caso seja reeleito vice e novamente ven<a a sustituir o C<efe no segundo mandato, não poder. ser
reeleito vice para um terceiro mandato suseq_ente.
1 vice que sucede o titular tamém poder. ser ree$eito para um 2nico per+odo suseq_ente.
Aqui, <. que se oservar que, a partir da sucessão, o vice passa a ser o titular da C<efia do E,ecutivo e
para este cargo /de c<efe0 poder. se ree$e,er para um 2nico per+odo suseq_ente, conforme delierou
o @riunal 8uperior Eleitoral na Consulta n. GBD, apreciada em D.3O.&OO3.
A e,ceção é o caso do vice que sucede o titular em um primeiro mandato e novamente em um
segundo mandato /no qual tamém era vice0, e,ercendo por duas ve#es, de forma consecutiva e
permanente, a C<efia do E,ecutivo. "esta <ip-tese, não poder. concorrer a um terceiro mandato
consecutivo de C<efe do E,ecutivo.
Assim, ainda que ten<a sido eleito e reeleito vice, desde que não ten<a sucedido o C<efe do
!oder E,ecutivo por duas ve#es suseq_entes, o vice que assume a C<efia do E,ecutivo poder. ser
candidato ( reeleição /( C<efia do !oder E,ecutivo0. "ote>se que nesse caso, o cidadão não poder.
concorrer ao cargo de vice, mas poder. concorrer ( titularidade do mandato. @al conseq_*ncia é
asurda, mas não é a 2nica conseq_*ncia asurda da Emenda Constitucional, pois não podemos
esquecer que ela impõe a desincompatiili#ação a um !residente da 5ep2lica que deseja concorrer ao
cargo de :ereador de um pequeno %unic+pio, mas não a e,ige caso este mesmo !residente da
5ep2lica queira ser candidato ( reeleição.
>2>2B2 'or #otio de parentesco
8ão ineleg+veis no territFrio da 1urisdi$%o do titular o cCnjuge e os parentes consang_+neos
ou afins /parentes do cCnjuge0, at. o se!u#do !rau ou +or ado$%o, do !residente da 5ep2lica, de
Yovernador, de !refeito ou de quem os <aja sustitu+do nos seis meses a#teriores ao +leito, salvo se
o candidato j. for titular de mandato eletivo e concorrer ( reeleição /continuidade do mesmo cargo0.
&H
1s parentes e o cCnjuge, porém, são eleg+veis para quaisquer cargos fora da 1urisdi$%o do
respectivo titular do mandato e mesmo para cargo de jurisdição mais ampla. E,emplo: 1 marido da
!refeita não pode ser candidato a !refeito ou a :ereador na circunscrição em que ela e,erça o cargo.
!ode, porém, ser candidato a Yovernador, Deputado, 8enador, !residente da 5ep2lica, ainda que não
<aja desincompatiili#ação de sua esposa /@riunal 8uperior Eleitoral, Consulta n. G.E&B > Classe 3O. W,
D60.
Eleito Yovernador, sua esposa poder. concorrer ( reelei$%o para o cargo de !refeita.
A 82mula n. 3& do @riunal 8uperior Eleitoral estaelece que Tsão ineleg+veis, no %unic+pio
desmemrado, e ainda não instalado, o cCnjuge e os parentes consang_+neos ou afins, até o segundo
grau ou por adoção, do !refeito do %unic+pio>mãe, ou de quem o ten<a sustitu+do, dentro dos seis
meses anteriores ao pleito, salvo se j. titular de mandato eletivoU.
A <ip-tese de inelegiilidade, em ra#ão de parentesco ou casamento, é con<ecida por
inelegiilidade refle,a. A 82mula n. G do @riunal 8uperior Eleitoral vedava candidatura ao mesmo
car,o de C<efe do E,ecutivo ainda que <ouvesse desincompatiili#ação do titular seis meses antes do
pleito. 1 @riunal, arandando essa regra, assentou que o cCnjuge e os parentes do C<efe do E,ecutivo
são eleg+veis para o mesmo cargo do titular, quando este for reeleg+vel e tiver se afastado
definitivamente até seis meses antes do pleito /Ac-rdão n.4 3D.;;&, de &3FOBF&OO3, 5esolução n.4
&O.DE3, de &OF33F&OO3 e Ac-rdão n.4 E.O;E de &HF33F&OO30.
J poss+vel a eleição de cCnjuge ou parente até segundo grau do C<efe do E,ecutivo para
car,o e$eti%o di%erso0 no mesmo territ-rio, desde que <aja a desincompatiili#ação definitiva do C<efe
do E,ecutivo seis meses antes do pleito.
A vi2va de C<efe do !oder E,ecutivo pode candidatar>se ao mesmo cargo do falecido, pois,
com a morte, cessa a sociedade conjugal.
Aos memros do $egislativo /e,ceto se e,ercerem a C<efia do E,ecutivo0 ou seus parentes
não se impõe qualquer desincompatiili#ação para que concorram a cargos do $egislativo ou do
E,ecutivo.
>2>2L2 Outras 6ip+teses le*ais de inele*ibilidade
A $ei Complementar n. G;FDO e a $ei Complementar n. B3FD;, autori#adas pelo A D.4 do artigo
3; da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil, estaelecem outros casos de inelegiilidade a
fim de proteger a proidade administrativa, a moralidade para o e,erc+cio do mandato e a normalidade
&B
e legitimidade das eleições contra a influ*ncia do poder econCmico ou o auso do e,erc+cio de função,
cargo ou emprego na Administração direta ou indireta.
"os termos da al+nea TgU do inciso ' do artigo 3.4 da $ei Complementar n. G;FDO /$ei das
'nelegiilidades0, por e,emplo, aquele que tiver suas contas rejeitadas por irregularidade insan.vel e
por decisão irrecorr+vel de -rgão competente, fica ineleg+vel pelos cinco anos seguintes ( data da
decisão, salvo se a questão <ouver sido ou estiver sendo sumetida ( apreciação do !oder ?udici.rio.
1utra <ip-tese de inelegiilidade que pode ser lemrada é a do !residente da 5ep2lica que
sofre condenação por crime de responsailidade e assim fia i#ele!,"el +or oito a#os a o#tar da
o#de#a$%o /par.grafo 2nico do artigo I& da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0
>2>252 Militares
1 militar alist.vel /e,clu+do o conscrito0 é eleg+vel nos seguintes termos:
• 8e contar com menos de de# anos de serviço militar, deve afastar>se da atividade /passa
automaticamente para a reserva = totalidade das pessoas que se conservam ( disposição não
remunerada das 6orças Armadas0.
• 8e contar com mais de de# anos de atividade, o militar ser. temporariamente agregado pela
autoridade superior e, se eleito, passar. automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade
/artigo 3;, A B.4, da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0, que ser. remunerada caso o
militar eleito preenc<a os requisitos para ser reformado /espécie de aposentadoria do militar0.
Caso não seja eleito, o militar, que tin<a mais de de# anos de serviço ao lançar sua candidatura,
voltar. a e,ercer suas funções militares.
Agregação é a inatividade provis-ria de um militar sem que ele dei,e de pertencer aos quadros
dos efetivos das 6orças Armadas.
1 militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos pol+ticos /inciso : do A
E.4 do artigo 3;& da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil, acrescentado pela Emenda
Constitucional n. 3BFDB0. Assim, para poder candidatar>se, deve ser agregado /suspender o e,erc+cio do
serviço ativo0 desde o registro da candidatura até a diplomação /5esolução do @riunal 8uperior
Eleitoral n. 3D.DHBFDH e artigo B&, inciso Q':, da $ei n. G.BBOFBO0.
Conforme consta do 5ecurso Especial n. 33&.;HHF58 /não con<ecido0, julgado em E.G.3DDH,
G.W @urma do 8uperior @riunal de ?ustiça, To militar que conta com mais de de# anos de efetivo
serviço, candidato a cargo eletivo, ser. agregado pela autoridade superior, pelo que tem direito (
&D
remuneração pertinente até a sua diplomaçãoU /?uis 8araiva &30. 1 entendimento, que segundo
pensamos é correto, e apenas garante tratamento igualit.rio aos servidores militares e civis, não é
pac+fico, pois o artigo DB do C-digo Eleitoral /parcialmente revogado pelo A B.4 do artigo 3; da
Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0 equipara a agregação (s licenças não remuneradas
daqueles que se afastam do serviço para tratar de assuntos particulares.
1 pra#o de filiação partid.ria e,ig+vel do militar candidato é o mesmo da
desincompatiili#ação, ou seja, a partir do registro de sua candidatura seis meses antes do pleito
/5esolução do @riunal 8uperior Eleitoral n. 3D.DHBFDH0.
As mesmas regras são aplic.veis aos militares dos Estados, do Distrito 6ederal e dos
@errit-rios /A 3.4 do artigo ;& da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasilFBB0.
DIREITO ELEITORAL
6. *%o i#ele!,"eis0 +or moti"os de +are#teso om o COefe do E'euti"o0 #o +rF'imo +leito/
a0 tio, avC e sorin<oS
0 tio, sogro e irmãoS
c0 primo, sorin<o e irmãoS
d0 cun<ado, cCnjuge, pai e mãe.
9. O irm%o da o#ubi#a do Prefeito mu#ii+al/
a0 é ineleg+vel para :ereador no mesmo %unic+pioS
0 não tem impedimento para disputar eleição municipal, ve# que não é considerado parente do
!refeitoS
c0 s- poder. disputar eleição no %unic+pio se for em usca de reeleiçãoS
d0 não poder. participar de nen<uma eleição no Estado, salvo em usca de reeleição.
B. O militar Eue +rete#da dis+utar ma#dato eleti"o de"erá/
a0 afastar>se da atividade, se tiver menos de 3O anos de serviçoS
0 ir para a reserva, não sendo oficialS
c0 pedir licença ( sua unidade pelo tempo do mandatoS
d0 pedir licença ( sua unidade pelo tempo do mandato, desde que ten<a mais de 3O anos de serviço e
seja oficial.
7. A lei Eue uida das demais Oi+Fteses de i#ele!ibilidades0 o#forme o ; =.< do art. 67 da
CR450 ./
a0 a $ei n. OIFHO, que foi recepcionada pela C567 e continua em vigorS
0 uma que ainda não foi editadaS
c0 a $ei n. G;FDO, de 3B.I.3DDOS
d0 uma lei ordin.ria.
EO
G. As ausas de i#ele!ibilidades e as de sus+e#s%o ou +erda dos direitos +ol,tios
o#stituem/
a0 direito do EstadoS
0 princ+pios constitucionaisS
c0 direitos pol+ticos negativosS
d0 limitações ( capacidade pol+tica.
D. Eleitoral D B A C C
MÓDULO D
DIREITO ELEITORAL
DIREITO ELEITORAL
6. PERDA E *U*PEN*ÃO DO* DIREITO* POL-TICO*
"os termos do art. 3I da C567, . "edada a assa$%o de direitos +ol,tios /a cassação tem
impl+cito um gesto de aritrariedade0, cuja perda /privação definitiva0 ou suspensão /privação
tempor.ria0 se dar. nos casos de:
a( Ca#elame#to da #aturaliCa$%o +or se#te#$a tra#sitada em 1ul!ado
8omente os nacionais /natos ou naturali#ados0 e os portugueses com resid*ncia permanente no
7rasil /preenc<ido o requisito da reciprocidade0 podem alistar>se como eleitores e candidatos.
1 cancelamento da naturali#ação é <ip-tese de perda dos direitos pol+ticos, e a $ei n. B3BF;D
prev* sua incid*ncia em caso de atividades nocivas ao interesse nacional. A reaquisição da
naturali#ação é medida e,cepcional que depende da proced*ncia de ação rescis-ria contra o julgado.
b( Reusa de um+rir obri!a$%o a todos im+osta ou +resta$%o alter#ati"a
A recusa de cumprir origações a todos imposta ou prestação alternativa /a e,emplo daquela
prevista no inc. :''' do art. I.4 da C5670, segundo prevalece na doutrina, implica na suspensão dos
direitos pol+ticos, pois não <. <ip-tese de restaelecimento autom.tico.
A $ei n. B.&EDFD3 incluiu a <ip-tese como sendo de suspensão dos direitos pol+ticos, pois a
qualquer tempo o interessado pode cumprir as origações devidas e regulari#ar a sua situação, posição
defendida tamém por ?1E$ ?18J CV"D'D1 e por )AD' $A%%`Y1 7)$18. Considero mais correta essa
segunda posição, pois, na <ip-tese, a sanção não tem presunção de definitividade.
E3
( I#a+aidade i"il absoluta
8ão as <ip-teses previstas na lei civil, em especial no artigo I.4 do CC /ausente, louco de todo
g*nero etc.0, e supervenientes ( aquisição dos direitos pol+ticos. Desde a C567 de 3D;G, a
incapacidade civil asoluta est. inclu+da como causa de suspensão dos direitos pol+ticos.
d( Co#de#a$%o rimi#al tra#sitada em 1ul!ado
A condenação criminal transitada em julgado, e#Eua#to durarem seus efeitos, é causa de
suspensão dos direitos pol+ticos.
"os termos do A &.4 do art. H3 do CE, a autoridade que impuser a um cidadão maior de de#oito
anos a privação dos direitos pol+ticos providenciar. para que o fato seja comunicado ao jui# eleitoral
competente ou ao @5E da circunscrição em que residir o réu. 1servado o art. I3 da 5esolução @8E n.
&O.3E&FDB, o jui# eleitoral tomar. as provid*ncias necess.rias para a inclusão dos dados nos cadastros
eleitorais.
Conforme em leciona 8)ZA"A DE CA%A5Y1 Y1%E8
&
, T para que se d* essa espécie de
suspensão dos direitos pol+ticos, não <. necessidade de menção e,pressa na sentença penal
condenat-ria. @rata>se, na verdade, de um efeito autom.tico, decorrente do pr-prio preceito
constitucionalU.
Cumprida ou e,tinta a pena, em re!ra essa a sus+e#s%o, independentemente de reailitação
ou da reparação dos danos /82mula n. D do @8E0. 1 interessado precisa tão>somente comprovar a
cessação do impedimento, nos termos do art. I& da 5esolução @8E n. &O.3E&FDB.
]uanto aos direitos pol+ticos passivos /elegiilidade0, <. que se oservar que os condenados
criminalmente, com sentença transitada em julgado, pela pr.tica de crimes contra a economia popular,
a fé p2lica, a administração p2lica, o patrimCnio p2lico, o mercado financeiro, por crimes eleitorais
e por tr.fico de entorpecentes, permanecerão i#ele!,"eis +or trKs a#os, ap-s o cumprimento da pena
/al+nea TeU do inc. ' do art. 3.4 da $C n. G;FDO 0.
!ara o @8E e para o 8@6 /5E n. 3HD.IO&>GF8!0, a sus+e#s%o dos direitos +ol,tios se dá em
deorrK#ia de rime doloso0 ul+oso ou o#tra"e#$%o.
1 @5EF8! j. decidiu que a norma é auto>aplic.vel e que os direitos pol+ticos permanecem
suspensos durante o cumprimento do sursis /suspensão condicional da pena0 e de outros enef+cios
posteriores ( sentença condenat-ria definitiva /art. BO do C!0.
&
A Iusti2a )$eitora$ e sua Compet>ncia. 8ão !aulo: 5@, 3DDB. p. 3;I
E&
A suspensão condicional do processo /Tsursis processualU0, prevista no art. BD da $ei n.
D.ODDFDI, d.>se antes da condenação definitiva. !or isso, não acarreta a suspensão dos direitos
pol+ticos.
Caso seja verificada a asolvição impr-pria /sentença que impõe medida de segurança nos
termos do art. DH do C! e art. EBG, inc. :, C!!0, deve ser aplicada a suspensão dos direitos, pois a
medida tem por pressuposto um fato t+pico e antijur+dico.
Aquele que, enquanto estava sendo processado, elegeu>se, poder. perder o mandato caso seja
definitivamente condenado por crime doloso.
"a <ip-tese de condenação criminal de deputado ou senador, a perda do mandato decorrente
de condenação criminal depender. de manifestação da casa legislativa respectiva, pela maioria
asoluta de seus memros, em votação secreta /A &.4 do art. II da C5670. A inelegiilidade, porém, é
imediata.
e( Im+robidade admi#istrati"a &art. 6G0 i#. 20 da CR45(
A improidade administrativa , prevista no art. EH, A ;.4, da C567, é uma imoralidade
caracteri#ada pelo uso indevido da Administração !2lica em enef+cio do autor da improidade ou de
terceiros, não dependendo da produção de danos ao patrimCnio p2lico material. 8eu recon<ecimento
gera a suspensão dos direitos pol+ticos do +mproo.
A $ei de 'mproidade Administrativa /$ei n. B.;&DFD&0 dita que, al.m das sanções penais,
civis e administrativas, o respons.vel pela improidade fia su1eito L +erda dos be#s ou "alores
aresidos ao seu +atrimY#io0 re+ara$%o dos da#os0 +erda da fu#$%o +úblia e sus+e#s%o dos
direitos +ol,tios de B a 6J a#os0 de aordo om o ti+o do ato +ratiado .
E
DIREITO ELEITORAL
6. X "edada a assa$%o de direitos +ol,tios0 u1a +erda ou sus+e#s%o sF se dará em ertos
asos0 e'eto/
a0 cancelamento da naturali#ação por sentença transitada em julgadoS
0 incapacidade civil asolutaS
c0 condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitosS
d0 prestação de contas ( ?ustiça Eleitoral.
9. Podem alistarTse omo eleitores e a#didatos/
E
Bo$etim IBCCrim I;, de aril de 3DDH
EE
a0 somente os nacionais natosS
0 somente os nacionais natos ou naturali#ados e os portugueses com resid*ncia permanente no
7rasil /preenc<ido o requisito da reciprocidade0S
c0 somente os nacionais naturali#adosS
d0 somente os que estiverem a serviço do 7rasil.
B. X ausa de sus+e#s%o dos direitos +ol,tios/
a0 condenação criminal transitada em julgadoS
0 condenação criminal não transitada em julgadoS
c0 depende do crime praticadoS
d0 ação penal p2lica incondicionada.
7. As ausas de i#ele!ibilidades e as de sus+e#s%o ou +erda dos direitos +ol,tios o#stituem/
a0 direito do EstadoS
0 princ+pios constitucionaisS
c0 direitos pol+ticos negativosS
d0 limitações ( capacidade pol+tica.
G. Por direito +ol,tio +assi"o se e#te#de/
a0 o direito de presidir partido pol+ticoS
0 o direito de comandar eleições, como jui# eleitoralS
c0 o direito de ser votadoS
d0 o direito de votar em qualquer eleição.
D. Eleitoral D B A C C
MÓDULO DI
DIREITO ELEITORAL
DIREITO ELEITORAL
6. PARTIDO* POL-TICO*
A Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil garante o pluralismo pol+tico e o
pluripartidarismo, ou seja, oservadas as regras do artigo 3H da Constituição da 5ep2lica 6ederativa
do 7rasil, é livre a criação, fusão, incorporação e e,tinção dos partidos pol+ticos, qualquer que seja a
sua ideologia. @al lierdade, porém, não é irrestrita, pois todos os partidos devem ter car.ter nacional,
E;
devem resguardar a soerania nacional, o regime democr.tico, o pr-prio pluripartidarismo e os
direitos fundamentais da pessoa <umana.
Desde a $ei n. D.ODGFDI, os partidos pol+ticos estão e,pressamente classificados entre as
pessoas jur+dicas de Direito !rivado /artigo 3G, inciso ''', do C-digo Civil0. !ara a sua constituição,
inicialmente são registrados no Cart-rio de 5egistros Civil das !essoas ?ur+dicas, da Capital 6ederal
/artigo 33;, inciso ''', da $ei dos 5egistros !2licos = $ei n. G.O3IFHE, cominado com os artigos H.4 e
B.4 da $ei 1rgPnica dos !artidos !ol+ticos = $ei n. D.ODGFDI0 e, a+Fs adquirirem personalidade
jur+dica, registrarão seus estatutos no @riunal 8uperior Eleitoral /artigo 3H, A &.4, da Constituição da
5ep2lica 6ederativa do 7rasil0.
!ara ter seu estatuto registrado junto ao @riunal 8uperior Eleitoral, e assim desfrutar dos
recursos do fundo partid.rio e do acesso gratuito ao r.dio e ( televisão, o partido deve ter car.ter
nacional, ou seja, o apoio de eleitores em n2mero correspondente a O,IL dos votos dados na 2ltima
eleição para a CPmara dos Deputados /não computados os votos nulos e os votos em ranco0,
distriu+dos por um terço, ou mais, dos Estados, com o m+nimo de um décimo por cento do eleitorado
que <aja votado em cada um desses Estados.
As principais proiições impostas aos partidos pol+ticos são:
5eceer recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros, ou manter suordinação a
essesS e a proiição de utili#ação de organi#ação paramilitar.
1s partidos t*m direito a recursos do fundo partid.rio /constitu+do pelas multas aplicadas com ase
na legislação eleitoral, doações e dotações orçament.rias da )nião fundadas no n2mero de eleitores = artigo
EB da $ei n. D.ODGFDI0 e acesso gratuito ao r.dio e ( televisão, nos termos da $ei n. D.IO;FDH. De acordo com a
al+nea TcU do inciso :' do artigo 3IO da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil, atendidos os
requisitos da lei, não incidem impostos /imunidade0 sore patrimCnio, rendas e serviços dos partidos pol+ticos.
1 par.grafo 2nico do artigo I& da $ei n. D.ODGFDI estaelece que as emissoras de r.dio e
televisão t*m direito a compensação fiscal pela ced*ncia do <or.rio gratuito previsto naquela norma.
Ao contr.rio da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil anterior, que até a Emenda
Constitucional n. &IFBI e,igia a fidelidade partid.ria e previa a perda do mandato para o parlamentar
que aandonasse o partido pelo qual fora eleito /artigo 3I&, A I.40, a Constituição da 5ep2lica
6ederativa do 7rasil de 3DBB remete a questão da fidelidade partid.ria ao estatuto de cada partido
/artigo 3H, A 3.40.
EI
%estres do porte de \A$@E5 CE"E:':A sustentam ser de om direito admitir que o estatuto
do partido possa prever, mediante processo que assegure plena defesa, a perda de mandato do
parlamentar, eleito so a sua legenda, que:
• dei,ar o partidoS
• votar contra diretri# partid.ria leg+tima.
1utros estudiosos do tema, porém, sustentam que, para os casos de infidelidade e
indisciplina partid.ria, os estatutos partid.rios podem prever sanções que vão da advert*ncia até a
e,clusão, mas acrescentam que a Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil de 3DBB não permite
a perda do mandato por infidelidade partid.ria.
Diante do sistema adotado pela legislação eleitoral, que demonstra ser o partido pol+tico
ve+culo indispens.vel para alguém oter um mandato /acol<endo inclusive o sistema proporcional e o
quociente partid.rio para a eleição de deputados e vereadores = artigo ;I da Constituição da 5ep2lica
6ederativa do 7rasil0, entendo que a ra#ão est. com \A$@E5 CE"E:':A, e,ceto quanto ( <ip-tese de
perda do mandato por votar contra as diretri#es partid.rias, j. que os parlamentares são inviol.veis por
suas opiniões, palavras e votos.
"em mesmo a regra geral de que ninguém é origado a associar>se ou a permanecer associado se
aplica na <ip-tese, pois, no caso espec+fico, a filiação a partido pol+tico é origat-ria /pela Constituição da
5ep2lica 6ederativa do 7rasil0 para que alguém dispute um mandato eletivo.
1serva>se, contudo, que a questão é astante pol*mica e que o @5EF8! j. delierou que os
estatutos, no m.,imo, podem impor ao faltoso a e,pulsão, sem a perda do mandato /Ac-rdão 3&E.DEO,
pulicado no DOI de 3.4.E.3DDG, p. ;30.
"o mesmo sentido, merece destaque a seguinte decisão do !aran. :
SACTRDUO+ ;6
DE8C5'[X1: Apelação C+vel
5E$A@15: Des. !ac<eco 5oc<a
C1%A5CA: 6o# do 'guaçu = ;.W :ara C+vel
^5YX1 ?)$YAD15: !rimeira CPmara C+vel
!)7$'CA[X1: 3&.;.3DDD
Ementa
EG
Decisão: acordam os desemargadores integrantes da !rimeira CPmara C+vel do
@riunal de ?ustiça do Estado do !aran., por unanimidade de votos, em negar
provimento ( apelação.
Ementa: :ereador = mudança de partido pol+tico = in'ide$idade = compromisso
anterior = impossiilidade jur+dica do pedido = a mudança de partido pol+tico,
ainda que rotulada de in'ide$idade partid*ria, não acarreta a perda do mandato
conferido ao eleito :ereador = por força do ordenamento jur+dico, o mandato
conferido pela eleição proporcional é pertinente 2nica e e,clusivamente ao eleito e
constitui um em indispon+vel, do que se segue que pedir em ?u+#o acerca do mandato
e dos seus consect.rios, como a percepção de sus+dios, contra esse mesmo
ordenamento, caracteri#a uma impossiilidade jur+dica do pedido.U
1s artigos &I e &G da $ei n. D.ODGFDI, de péssimas redações, estaelecem que o parlamentar
que dei,ar o partido pelo qual se elegeu, ou votar contra as diretri#es partid.rias, perder. o cargo e a
função que e,erce na respectiva Casa $egislativa em virtude da proporção partid.ria. !revalece,
porém, que os dispositivos atingem os cargos internos /secret.rio da %esa Diretora, por e,emplo0,
mas não o mandato parlamentar.
1 mestre 6a:'$A 5'7E'51 esclarece que Ta matéria não pode escapar do disciplinamento
estatut.rio, por ser terreno defeso ( inger*ncia da lei, caracteri#ando>se auso de poder normativo, por
usurpação da compet*ncia reservada pela Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil aos partidos
pol+ticos...U.
;
Em s+ntese, entende>se que somente os estatutos partid.rios podem prever as <ip-teses de
infidelidade partid.ria e suas conseq_*ncias /cl.usula de reserva estatut.ria0, ainda assim, respeitando
a inviolailidade dos parlamentares quanto (s suas opiniões, palavras e votos.
Acredito, por isso, ser leg+tima a perda do mandato pelo parlamentar que, voluntariamente,
aandona o partido pelo qual foi eleito, desde que a sanção esteja prevista no estatuto do partidoS mas
inca+vel a sanção na <ip-tese de voto contr.rio (s orientações partid.rias /pela inviolailidade que o
parlamentar desfruta quanto (s suas opiniões, palavras e votos0. 1u seja, as <ip-teses de perda do
mandato previstas no artigo II da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil não são ta,ativas
/essa posição é minorit.ria, pois prevalece que as <ip-teses do artigo II são ta,ativas e que
infidelidade partid.ria pode, no m.,imo, implicar a e,pulsão do partido, sem que isso acarrete a perda
do mandato0.
De acordo com o Conflito de Compet*ncia E.O&;>BF8C = 8@?, j. de março de 3DDE, compete (
?ustiça Comum /e não ( ?ustiça Eleitoral0 julgar ação declarat-ria de perda do mandato por infidelidade
partid.ria. Em regra, a compet*ncia da ?ustiça Eleitoral se esgota com a diplomação definitiva do eleito.
;
Direito )$eitora$. I.W ed. 5io de ?aneiro: 3DDD. p. EE3.
EH
DIREITO ELEITORAL
6. A ria$%o de +artidos +ol,tios0 de modo ori!i#ário ou deri"ado/
a0 est. condicionada ao cumprimento de princ+pios constitucionaisS
0 é livre, astando a vontade dos ideali#adoresS
c0 depende apenas das regras previstas na $1!!S
d0 estão corretas as alternativas a0 e 0.
9. A ria$%o de +artido +ol,tio de"e0 e#tre outros reEuisitos0 obser"ar/
a0 o car.ter nacionalS
0 o n2mero m+nimo de 3L dos eleitores do pa+s como seus filiadosS
c0 o car.ter, pelo menos, estadualS
d0 atuação no Pmito municipal quando o munic+pio concentre pelo menos EL do
eleitorado nacional.
B. Os +artidos +ol,tios re!istrar%o seus Estatutos/
a0 ap-s adquirir personalidade jur+dica, no @5E do Estado onde nasceramS
0 no @8E, se nasceram simultaneamente em mais de 3 EstadoS
c0 no @8E, ap-s adquirir personalidade jur+dicaS
d0 no @8E, emora partido pol+tico não ten<a personalidade jur+dica.
7. Os +artidos +ol,tios/
a0 são livremente criados, oservada apenas a lierdade de associação para fins l+citos,
sendo>l<es assegurada plena autonomia para definir sua estrutura interna, organi#ação
e funcionamentoS
0 ao adquirirem personalidade jur+dica, na forma da lei civil, estão desde logo
<ailitados a registrar candidaturas e a participar de eleiçõesS
c0 t*m direito a recursos do fundo partid.rio e acesso gratuito ao r.dio e ( televisão, na
forma da lei, mesmo se não registrados os seus estatutos no @riunal 8uperior
EleitoralS
d0 devem estaelecer, nos seus estatutos, normas de fidelidade e disciplina partid.rias e
go#am de autonomia para definir sua estrutura interna, organi#ação e funcionamento.
G. *%o Fr!%os de delibera$%o dos +artidos +ol,tios/
a0 as convenções nacional, regionais e municipalS
0 os diret-rios de todos os n+veisS
c0 a comissão de ética e o consel<o disciplinarS
d0 o consel<o fiscal e o consel<o consultivo.
EB
MÓDULO DII
DIREITO ELEITORAL
DIREITO ELEITORAL
6. *I*TEDA PROPORCIONAL E *I*TEDA DANORITZRIO
"o sistema majorit.rio, adotados nas eleições para !refeitos, So"er#adores0 Preside#te da
Re+úblia e *e#adores, gan<a o candidato mais votado, independentemente dos votos de seu
partido.
!elo sistema proporcional, adotado nas eleições para de+utado federal0 de+utado estadual
e "ereador e disciplinado nos arts. 3OI a 33E do C-digo Eleitoral, inicialmente mais vale a votação do
partido que a do candidato, circunstPncia que deu ao critério a denominação de co$orido partid*rio.
"esse sistema proporcional, inicialmente se somam os votos v.lidos /votos dados para os
partidos e seus candidatos0 e divide>se o resultado pelo n2mero de cadeiras a preenc<er, otendo>se
assim o Euoie#te eleitoral. Atualmente, de acordo com o art. I.4 da $ei n. D.IO;FDH /que alterou a
regra do art. 3OG do C-digo Eleitoral0, os votos rancos e os votos nulos não são considerados nos
c.lculos.
Em seguida, dividem>se os votos de cada partido ou coligação pelo quociente eleitoral, otendo>se assim o
n2mero de eleitos de cada agremiação /Euoie#te +artidário0.
!artido que não atinge o quociente eleitoral não elege qualquer deputado ou vereador /salvo
se nen<um partido atingir o quociente eleitoral, quando as vagas serão preenc<idas pelos candidatos
mais votados independentemente do partido0.
As soras tamém serão destinadas aos partidos que otiverem as maiores médias. Essa
tBcnica da maior mBdia determina que os votos do partido ou coligação sejam divididos pelo n2mero
de cadeiras por ele otidas mais um, atingindo>se assim a média de cada um dos concorrentes e o
n2mero final de cadeiras a que cada partido ou coligação ter. direito.
1tido o n2mero final de cadeiras de cada um, estarão eleitos os candidatos mais votados de
cada partido ou coligação, em n2mero capa# de preenc<er as vagas destinadas ( agremiação.
D. Eleitoral A A C D A
ED
E,emplo: munic+pio no qual sejam apurados de# mil votos v.lidos /votos dados para as
legendas ou para os candidatos0 e que ten<a de# cadeiras de vereador a preenc<er:
1 quociente eleitoral é 3.OOO, ou seja, 3O.OOO votos divididos por de# cadeiras a preenc<er.
1 !artido A e seus candidatos somam I.IOO votos. Dividido esse n2mero pelo quociente
eleitoral /I.IOO : 3.OOO N I,I0, desde logo o partido A ter. I cadeiras.
A Coligação 7FC e seus candidatos somam E.BOO votos, garantindo desde logo E cadeiras
/E.BOO : 3.OOO N E,B0.
1 !artido D e seus candidatos somam HOO votos e assim não atingem o quociente eleitoral
/3.OOO0. Com isso, o !artido D não elege nen<um candidato.
!or ora, foram preenc<idas oito vagas e restam duas. Essas soras /duas cadeiras0 serão
divididas da seguinte forma:
• divide>se o n2mero de votos do !artido A /I.IOO0 pelo n2mero de cadeiras por ele otidas
/I0 b 3, ou seja, I.IOO : G, atingindo>se a média D3GS
• divide>se o n2mero de votos da coligação 7FC /E.BOO0 pelo n2mero de cadeiras por ela
otidas /E0 b 3, ou seja, E.BOO : ;, atingindo>se a média DIO.
A maior média foi otida pela Coligação 7FC, que assim gan<a mais uma cadeira /a ;.W0.
5esta, porém, a 3O.W cadeira. !or isso, os c.lculos são repetidos, agora considerando a nova
cadeira otida pela Coligação 7FC, nos seguintes termos:
• divide>se o n2mero de votos do !artido A /I.IOO0 pelo n2mero de cadeiras por ele otidas
/I0 b 3, ou seja, I.IOO : G, atingindo>se a média D3GS
• divide>se o n2mero de votos da coligação 7FC /E.BOO0 pelo n2mero de cadeiras por ela
otidas /agora ;0 b 3, ou seja, E.BOO : I, atingindo>se a média HGO.
A maior média foi otida pelo !artido A, que assim gan<a mais uma cadeira /a G.W0.
"o final, o !artido A preenc<er. G cadeiras e a coligação 7FC preenc<er. ;, sendo esses seus
quocientes partid.rios.
Nas elei$)es +ro+orio#ais, somente ap-s a apuração dos n2meros finais de cada partido ou
coligação é que interessar. a ordem interna de votação individual, ou seja, o n2mero de votos otidos
por cada candidato. 1s lugares que cada partido ou coligação otiver serão distriu+dos aos seus
candidatos mais votados /os G mais votados do !artido A e os ; mais votados da Coligação 7FC
gan<arão uma cadeira0.
DIREITO ELEITORAL
6. O "oto em bra#o0 #a re+rese#ta$%o +ro+orio#al0 se!u#do as re!ras +re"istas #a
le!isla$%o eleitoral/
a0 conta>se como voto v.lido para determinar o quociente partid.rioS
;O
0 não é contado como voto v.lido para determinar o quociente eleitoralS
c0 não tem significado algum, salvo a favor de legendasS
d0 conta>se apenas para apurar o n2mero de votantes e a partir dele definir a quantidade
de vagas a serem preenc<idas.
9. Nas elei$)es +ara !o"er#ador de estado0 as im+u!#a$)es de "otos ser%o deididas/
a0 pelo jui# eleitoralS
0 pela turma apuradoraS
c0 pela ?unta apuradoraS
d0 pelo @riunal 5egional Eleitoral.
B. As elei$)es/
a0 para o 8enado 6ederal e para a CPmara dos Deputados reali#am>se, respectivamente,
segundo o princ+pio majorit.rio e pelo sistema proporcionalS
0 para !residente da 5ep2lica e governadores de estados reali#adas pelo sistema
majorit.rio terão segundo turno se nen<um candidato otiver a maioria asoluta dos votos v.lidos no
primeiro, computados os votos em ranco e os nulos, leg+tima e,pressão da vontade popularS
c0 para a CPmara dos Deputados e para as Assemléias $egislativas reali#am>se pelo
voto distrital misto, sendo majorit.rias relativamente ( metade das vagas e proporcionais quanto (s
demais, mediante lista fec<ada elaorada pelos partidos pol+ticosS
d0 pelo sistema proporcional, para deputados federais e estaduais, não admitem
coligações partid.rias, considerando>se a desfiguração delas resultante para os votos de legenda.
7. Nas elei$)es +ara a C@mara de 2ereadores de dado mu#i,+io0 o PDD5 obte"e
BG=? "otos8 o PT5 obte"e 7G6H "otos8 a oli!a$%o [Corre 5rasil\ obte"e 6?H9 "otos8 foram dados
9JJ "otos em bra#o. *e#do sete o #úmero de adeiras #aEuela asa0 Eual +artido obte"e o maior
#úmero]
a0 !%D7.
0 !@7.
c0 Coligação TCorre 7rasilU.
d0 "en<uma das alternativas anteriores é correta.
G. Iua#do o eleitor esre"er o #ome de um a#didato0 o #úmero de outro de le!e#da
difere#te e0 ai#da0 uma le!e#da Eue #%o se1a de EualEuer dos a#didatos/
a0 conta>se o voto para o candidato cujo nome foi escrito, em como para a legenda a
que pertenceS
0 o voto ser. contado para o candidato cujo n2mero foi escrito, em como para a
legenda que foi escritaS
c0 o voto ser. contado apenas para a legenda escritaS
d0 o voto ser. considerado nulo.
D. Eleitoral B C A D A
;3
;&
MÓDULO DIII
DIREITO ELEITORAL
!51!AYA"DA !A5@'Da5'A
DIREITO ELEITORAL
Pro+a!a#da Partidária e Eleitoral
6. A PROPASANDA PARTIDZRIA
Em primeiro lugar <. que se oservar que a pr-pria C567, em seu art. 3H, A E.4, garante aos
partidos pol+ticos acesso gratuito ao r.dio e ( televisão.
4 J! - Os partidos po$íticos t>m direito a recursos do 'undo partid*rio e acesso ,ratuito ao
r*dio e K te$e%is(o& na )or#a da lei.
A $ei 1rgPnica dos !artidos !ol+ticos /$ei n. D.ODGFDI0, em seus arts. ;IF;D e IGFI, estaelece
que aos partidos é assegurada a propaganda partid.ria gratuita, no per+odo entre (s 3D:EO e (s &&:OO
<oras /transmissão em loco pelas emissoras0. !ara elaorar a propaganda o partido pode utili#ar
recursos do fundo partid.rio, que é formado pelas multas eleitorais, dotações orçament.rias da )nião,
doações e outros recursos que l<e forem destinados por lei /arts. EB e ;3, '', da $ei n. D.ODGFDI0.
De acordo com o n2mero de votos otidos e o n2mero de parlamentares que elege, cada
agremiação contar. com tempo de propaganda que varia de dois minutos por semestre /em cadeia
nacional0 a um programa em cadeia nacional e um programa em cadeia estadual em cada semestre,
com duração de vinte minutos cada, mais ;O minutos em cadeira nacional e ;O minutos em cadeia
estadual para inserções de trinta segundos a um minuto cada.
No se!u#do semestre do a#o em Eue Oá elei$%o0 #%o será "eiulada a +ro+a!a#da
+artidária #o rádio e #a T2.
As emissoras de r.dio e televisão t*m direito a compensação fiscal pela ced*ncia do <or.rio
gratuito para a +ro+a!a#da +artidária, conforme consta do par. 2nico. do art. I& da $ei n. D.ODGFDI.
9. A PROPASANDA ELEITORAL
A propaganda eleitoral est. disciplinada asicamente nos arts. EG a IH da $ei n. D.IO;FDH.
;E
A propaganda i#tra+artidária /reali#ada pelo candidato a candidato a cargo eletivo0, vedado
o uso de r.dio, televisão e outdoor& . +ermitida #a Eui#Ce#a a#terior L o#"e#$%o de esolOa dos
a#didatos. A escol<a dos candidatos pelos partidos, dentre aqueles que estão filiados pelo pra#o de,
pelo menos /estatuto pode prever pra#o maior0, um ano antes do pleito, deve se dar entre os dias 3O e
EO de jun<o do ano em que são reali#adas as eleições.
A +ro+a!a#da eleitoral somente é permitida ap-s o dia I de jul<o do ano da eleição, que é a
data fatal para o pedido de registro da candidatura perante a justiça eleitoral.
A violação das regras temporais por propaganda eleitoral fora dos pra#os, sujeita o infrator (
multa.
"o r.dio e televisão é vedada a propaganda eleitoral paga, sendo que os <or.rios gratuitos
/locos de &I minutos, quatro ve#es por dia, nos termos do A 3.4 do art. ;H da $ei n. D.IO;FDH0 são
garantidos aos partidos e coligações com candidato e representação na CPmara dos Deputados. 3FE do
tempo ser. dividido igualitariamente. 1s &FE restantes serão divididos proporcionalmente ao n2mero
de representantes do partido ou coligação na CPmara dos Deputados na data do in+cio da legislatura
em curso.
Ravendo segundo turno /poss+vel para a c<efia do e,ecutivo0, as emissoras de r.dio e
televisão reservarão dois per+odos di.rios de vinte minutos para cada e$ei2(o. 1 tempo de cada
per+odo ser. igualitariamente dividido entre os candidatos.
'ndependentemente da propaganda eleitoral gratuita, é facultada a transmissão, por emissora
de r.dio ou televisão, de deates sore as eleições majorit.ria ou proporcional. "as eleições
majorit.rias a apresentação do deate poder. ser feita com todos os candidatos ou com grupos de pelo
menos tr*s. J admitida a reali#ação do deate sem a presença de um ou mais candidatos, desde Eue a
emissora om+ro"e tKTlos o#"idado om a a#teedK#ia m,#ima de :9 Ooras.
J vedado (s emissoras de r.dio e televisão dar tratamento privilegiado ou discriminat-rio a
qualquer candidato, partido ou coligação, em como divulgar nome de programa que se refira a
candidato escol<ido em convenção. A partir de 3.4 de agosto do ano de eleição é vedado (s emissoras
transmitir programa de candidato escol<ido em convenção.
Cidadão não filiado a outra agremiação partid.ria pode participar da propaganda eleitoral em
apoio a candidatos de qualquer partido. :eda>se, porém, a participação de qualquer pessoa mediante
remuneração.
;;
1 descumprimento das normas sujeita a emissora infratora a sanções que podem c<egar (
suspensão da programação por &; <oras, com duplicação da sanção caso seja verificada reiteração da
conduta. A sanção ser. aplicada a pedido de partido, coligação ou candidato.
J vedada a censura prévia ou cortes instantPneos nos programas eleitorais gratuitos, mas o
infrator das normas de propaganda fica sujeito ( perda do doro do tempo usado na pr.tica do il+cito,
dorada a sanção em caso de reincid*ncia. @amém fica sujeito a responder por crime de divulgação
de fatos inver+dicos, cal2nia, inj2ria ou difamação /arts. E&E a E&G do C-digo Eleitoral0.
@amém pela cessão de <or.rio para a propaganda eleitoral gratuita <. direito ( compensação
fiscal pelas emissoras de rádio e T2 /art. DD da $ei n. D.IO;FDH0.
A propaganda eleitoral na imprensa escrita é paga e permitida até o dia das eleições, nos
limites de 6AH de +á!i#a de 1or#al +adr%o ou ^ de +á!i#a de re"ista ou tablFide.
%ediante outdoors a propaganda somente é permitida ap-s a reali#ação de sorteio dos espaços
pela ?ustiça eleitoral.
"os ens particulares, a veiculação de propaganda por meio de fai,as, carta#es, placas,
pinturas ou inscrições independe de licença municipal. @amém independe de licença municipal e de
autori#ação da justiça eleitoral a distriuição de fol<etos, volantes e outros impressos que identifiquem
o partido, coligação ou candidato respons.vel.
1 uso, na propaganda eleitoral, de s+molos, frases ou imagens associadas ou semel<antes (s
utili#adas por -rgãos da administração p2lica direta ou indireta tamém caracteri#a crime.
c e,ceção das condutas previstas no art. &G da $ei n. D.IO;FDH /que autori#a a distriuição de
c<aveiros, camisetas e outros rindes0, desde o registro da candidatura até o dia da eleição constitui
captação de sufr.gio, vedada em lei, o candidato doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor em
ou vantagem pessoal de qualquer nature#a , com o fim de oter>l<e o voto. A pena é a de multa e de
cassação do registro ou do diploma. As sanções administrativas podem ser impostas sem preju+#o da
tipificação do crime de corrupção eleitoral previsto no art. &DD do C-digo Eleitoral.
"ão se admite a reali#ação de propaganda eleitoral em l+ngua estrangeira /art. EEI do C-digo
Eleitoral0.
A propaganda e,ercida nos termos da lei eleitoral não poder. ser ojeto de multa nem
cerceada so alegação do e,erc+cio do poder de pol+cia.
;I
"o dia da eleição, a distriuição de material de propaganda pol+tica, inclusive volantes e
outros impressos, ou a pr.tica de aliciamento, coação ou manifestação tendente a influir na vontade
do leitor, o#stitui rime. Admite>se a manifestação individual e silenciosa, a e,emplo do uso de
camiseta ou flPmula, conforme esclarece o art. GE da 'nstrução n. ;G do @8E.
"os ens cujo uso dependa de cessão ou permissão do !oder !2lico e nos ens p2licos é
vedada qualquer espécie de pulicação, e,ceto a fi,ação de fai,as e placas nos postes de iluminação
p2lica, viadutos e passarelas /desde que sem danos ou preju+#o quanto (s suas utili#ações0.
A reali#ação de qualquer ato de propaganda partid.ria ou eleitoral n(o depende de licença da
po$ícia.
Lei n! F.HL0GFD; Art. JF. A rea$i9a2(o de 7ua$7uer ato de propa,anda partid*ria ou e$eitora$&
em recinto a#erto ou 'ec-ado& n(o depende de $icen2a da po$ícia.
4 o O candidato& partido ou co$i,a2(o promotora do ato 'ar* a deida co#unicação 0
autoridade policial em& no mínimo& %inte e 7uatro -oras antes de sua rea$i9a2(o& a 'im de 7ue esta $-e
,aranta& se,undo a prioridade do a%iso& o direito contra 7uem tencione usar o $oca$ no mesmo dia e
-or*rio.
A 6o A autoridade po$icia$ tomar* as pro%id>ncias necess*rias K ,arantia da rea$i9a2(o do
ato e ao 'uncionamento do tr*'e,o e dos ser%i2os p"#$icos 7ue o e%ento possa a'etar.
B. O DIREITO DE RE*PO*TA
A partir da escol<a de candidatos em convenção assegura>se o direito de resposta (quele
candidato, partido ou coligação atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou
afirmação caluniosa, difamat-ria, injuriosa ou saidamente inver+dica, difundidos por qualquer ve+culo
de comunicação.
1 e,erc+cio do direito de resposta poder. ser solicitado ( justiça eleitoral nos pra#os de &;
<oras /quando de tratar de <or.rio eleitoral gratuito0, ;B <oras /quando se tratar de programação
normal do r.dio ou @:0 ou H& <oras /quando se tratar de imprensa escrita0, a contar da veiculação da
ofensa.
1 pedido contra a imprensa escrita dever. ser instru+do com e,emplar da pulicação e o te,to
da resposta.
5eceido o requerimento do direito de resposta, a ?ustiça Eleitoral providenciar. a imediata
notificação do -rgão ofensor, para que se defenda em &; <oras. A decisão dever. ser prolatada no
pra#o m.,imo de H& <oras.
;G
"a imprensa escrita a resposta dever. ser pulicada no mesmo local, p.gina, taman<o e
caracteres usados na ofensa, em ;B <oras ou no dia da semana em que a ofensa foi pulicada /ou ainda
na primeira edição que circular se ve+culo de periodicidade superior a ;B <oras0, garantindo>se assim
que a defesa seja proporcional ao agravo.
8e a ofensa for produ#ida em dia e <ora que inviaili#em sua reparação dentro dos pra#os
estaelecidos nas al+neas anteriores, a ?ustiça Eleitoral determinar. a imediata divulgação da resposta.
Caso a ofensa seja praticada em programação normal do r.dio ou pela @:, a resposta ser. dada
em até ;B <oras da decisão, em tempo igual ao da ofensa, mas #u#a i#ferior a um mi#uto.
8e a ofensa for perpetrada no <or.rio eleitoral gratuito o ofendido ter. tem+o i!ual ao da
ofe#sa &mas #u#a i#ferior a um mi#uto0 e a resposta ser. veiculada no tempo destinado ao partido
ou coligação respons.vel pela ofensa.
Caso seja necess.rio, a resposta ser. divulgada até mesmo nas ;B <oras anteriores ( eleição, de
modo a não ensejar tréplica.
Das decisões sore o e,erc+cio do direito de resposta cae recurso em &; <oras da data de sua
pulicação em cart-rio ou sessão de julgamento, asseguradas contra>ra#ões no mesmo pra#o e decisão
nas &; <oras seguintes.
R. precedente do @8E /5esolução n. 3I.HDG, 5epresentação n. 3O.;BO0 no sentido de que
somente ofensa individuali#ada (s qualidades éticas da pessoa é que autori#a o direito de resposta,
sendo insuficiente para tanto cr+ticas ( administração ou (s atividades pol+ticas do candidato ou
acusações impessoais.
DIREITO ELEITORAL
6. X orreto afirmar sobre a +ro+a!a#da +artidária/
a0 As emissoras de r.dio e televisão t*m direito ( compensação fiscal pela cessão do <or.rio gratuito
para a propaganda partid.ria.
0 "o segundo semestre do ano em que <. eleição, é veiculada propaganda partid.ria no r.dio e na
@:.
c0 1 partido não pode utili#ar os recursos do fundo partid.rio para elaorar a propaganda.
d0 As emissoras de r.dio e televisão não t*m direito ( compensação fiscal pela cessão do <or.rio
gratuito para a propaganda partid.ria.
9. *obre a +ro+a!a#da eleitoral0 . i#orreto afirmar/
a0 A propaganda eleitoral somente é permitida ap-s o dia I /cinco0 de jul<o do ano da eleição.
;H
0 Ravendo segundo turno, as emissoras de r.dio e televisão reservarão dois per+odos di.rios de &O
minutos, para cada eleição.
c0 A propaganda eleitoral não ser. permitida ap-s o dia I /cinco0 de jul<o do ano da eleição.
d0 J facultada a transmissão, independentemente da propaganda eleitoral gratuita, por emissora de
r.dio ou televisão, de deates sore as eleições majorit.ria ou proporcional.
B. Assi#ale a alter#ati"a orreta/
a0 Cidadão, filiado ( outra agremiação partid.ria, pode participar da propaganda eleitoral em apoio a
candidatos de qualquer partido.
0 %ediante outdoors a propaganda somente é permitida ap-s a reali#ação de sorteio dos espaços
pela ?ustiça Eleitoral.
c0 1 descumprimento das normas sujeita a emissora infratora a sanções que podem c<egar (
suspensão da programação por ;B <oras, com duplicação da sanção caso seja verificada reiteração da
conduta.
d0 A reali#ação de propaganda nos termos da lei eleitoral poder. ser ojeto de multa e tamém
cerceada so alegação do e,erc+cio do poder de pol+cia.
7. *obre o direito de res+osta +odeTse afirmar/
a0 8eu e,erc+cio poder. ser solicitado ( ?ustiça Eleitoral nos pra#os de &; <oras /quando se tratar de
imprensa escrita0, ;B <oras /quando se tratar de programação normal do r.dio ou @:0 ou H& <oras
/quando se tratar de <or.rio eleitoral gratuito0, a contar da veiculação da ofensa.
0 1 pedido contra imprensa escrita dever. ser instru+do somente com e,emplar da pulicação.
c0 "a imprensa escrita a resposta dever. ser pulicada no mesmo local, p.gina, com o mesmo
taman<o e caracteres usados na ofensa, em H& <oras.
d0 1 pedido contra imprensa escrita dever. ser instru+do com e,emplar da pulicação e com o te,to
da resposta.
G. Assi#ale a alter#ati"a i#orreta/
a0 A partir da escol<a de candidatos, em convenção, assegura>se o direito de resposta (quele
candidato, partido ou coligação atingidos por qualquer ve+culo de comunicação.
0 Das decisões sore o e,erc+cio do direito de resposta cae recurso em &; <oras, a partir da data de
sua pulicação em cart-rio ou sessão de julgamento, asseguradas contra>ra#ões no mesmo pra#o e
decisão nas &; <oras seguintes.
c0 8e a ofensa for perpetrada no <or.rio eleitoral gratuito, o ofendido ter. tempo igual ao da ofensa,
e a resposta ser. veiculada no tempo destinado ao partido ou coligação respons.vel pela ofensa.
d 0 A ?ustiça Eleitoral não poder. determinar a imediata pulicação da resposta para a reparação da
ofensa.
YA7A5'@1: A C 7 D D
;B
;D
ÓDULO IM
DIREITO ELEITORAL
Dotação N Apuração N I#pu*naç1es N Recurso Contra a Diplo#ação N I#pu*nação de Mandato
Eletio
DIREITO ELEITORAL
2ota$%o U A+ura$%o U Im+u!#a$)es U Reurso Co#tra a Di+loma$%o U Im+u!#a$%o de
Da#dato Eleti"o
6. 2OTO
1 su'r*,io /do latim su'ra,ium, apoio0 representa o direito de votar e ser votado e é
considerado universal quando se outorga o direito de votar a todos que preenc<am os requisitos
.sicos previstos na Constituição, sem restrições derivadas de condição de raça, de fortuna, de
instrução, de se,o ou de convicção religiosa.
1 sufr.gio restrito /qualificativo0 é aquele conferido apenas a pessoas que preenc<am
determinadas condições de nascimento, de fortuna etc. !ode ser restrito censit.rio /quando impõe
restrições vinculadas ( capacidade econCmica do eleitor = as Constituições 6ederais de 3BD3 e 3DE;
vedavam o voto dos mendigos0 ou restrito capacit.rio /pela Constituição de 3DGH e até a Emenda
Constitucional n. &IFBI o analfaeto não podia votar0.
1 sufr.gio identifica um sistema do qual o voto é um dos instrumentosS um dos ve+culos de
delieração.
1 voto, que é personal+ssimo /#%o +ode ser e'erido +or +roura$%o0, pode ser direto /como
determina a atual Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0 ou indireto. J direto quando os
eleitores escol<em seus representantes e governantes sem intermedi.rios. J indireto quando os
eleitores /denominados de primeiro grau0 escol<em seus representantes ou governantes por intermédio
IO
de delegados /eleitores de segundo grau0 que participarão de um Colégio Eleitoral ou -rgão
semel<ante.
1serve>se que <. e,ceção ao voto direto no A 3.4 do artigo B3 da Constituição da 5ep2lica
6ederativa do 7rasil, que prev* eleição indireta para o cargo de !residente da 5ep2lica se <ouver
impedimento do presidente e do vice>presidente nos dois 2ltimos anos do mandato.
1 voto é secreto para garantir a lisura das votações, iniindo a intimidação e o suorno.
1 voto, com valor igual para todos, é a aplicação no direito pol+tico da garantia de que todos
são iguais perante a lei /cada eleitor vale um 2nico voto = one man& one %ote0.
"ão se confunde "oto direto com demoraia direta. "a verdade, a democracia direta, em
que os cidadãos se re2nem e e,ercem sem intermedi.rios os poderes governamentais, administrando e
julgando, <oje pode ser classificada como reminisc*ncia <ist-rica. Afinal, o taman<o dos Estados
modernos e a comple,idade de suas administrações j. não permitem tal forma de participação.
1s principais institutos da democracia representativa /indireta0 são o voto /direto ou indireto0
e o mandato pol+tico que recee o representante.
1s principais institutos da democracia direta /participativa0 no 7rasil são a i#iiati"a +o+ular0
o refere#do +o+ular e o +lebisito.
9. 2OTAÇÃO E IDPUSNAÇVE*
1s atos relacionados ( votação e sua fiscali#ação estão disciplinados nos artigos 3O; e 33; a
3IG do C-digo Eleitoral. A apuração, as impugnações e os recursos estão disciplinados pelos artigos
3IB>3DI do mesmo diploma legal.
Compete ao @riunal 8uperior Eleitoral, com ase no artigo &E, inciso 'Q, do C-digo
Eleitoral, cominado com o artigo 3OI da $ei n. D.IO;FDH, regulamentar, até o dia I de março do ano
das eleições, os procedimentos relativos ( votação e ( apuração das eleições.
8ão legitimados para fiscali#ar a votação e a apuração: o %inistério !2lico, os fiscais e os
delegados dos partidos /desde que devidamente credenciados0 e os candidatos /fiscais natos0.
As impugnações devem ser formali#adas veralmente no ato da apuração do voto e dirigidas
para a ?unta eleitoral Apuradora, Fr!%o ole!iado +residido +or um NuiC de Direito e om+osto +or
I3
mais dois ou Euatro idad%os de #otFria ido#eidade /artigo EG do C-digo Eleitoral0. As decisões
das juntas são tomadas por maioria de votos.
A impugnação no ato da apuração é requisito indispens.vel para que se possa recorrer da
decisão da ?unta Apuradora /artigo 3H3 do C-digo Eleitoral0. 1 recurso deve ser interposto de forma
imediata, por escrito ou veralmente, iniciando>se então o pra#o de ;B <oras para a apresentação das
ra#ões /artigos 3GD e &GI do C-digo Eleitoral0.
B. RECUR*O CONTRA A DIPLODAÇÃO
1 recurso contra a diplomação est. previsto no artigo &G& do C-digo Eleitoral e pode ser
interposto pelo Di#ist.rio Públio0 +artido +ol,tio0 oli!a$)es ou a#didatos. "o p-lo passivo,
além do eleito, figurar. na condição de litisconsorte passivo necess.rio o seu partido pol+tico.
1 pra#o para a interposição do recurso é de tr*s dias, contados da diplomação, devendo o
pedido inicial ser instru+do com prova pré>constitu+da /otida na investigação judicial prevista nos
artigos 3D e &; da $ei Complementar n. G;FDO na <ip-tese do inciso ': do artigo &G& do C-digo
Eleitoral0.
1 recurso é interposto perante o -rgão diplomador /jui# eleitoral ou @riunal 5egional
Eleitoral0 para remessa ao -rgão imediatamente superior /@riunal 5egional Eleitoral ou @riunal
8uperior Eleitoral0.
Caso a diplomação seja efetivada pelo @riunal 8uperior Eleitoral /!residente e :ice>
!residente da 5ep2lica0, ( falta de recurso espec+fico, poder. se mostrar ca+vel a impetração de
mandado de segurança junto ao 8upremo @riunal 6ederal, por interpretação a contr.rio senso da
82mula n. &GH do 8upremo @riunal 6ederal
I
.

Enquanto pendente o recurso, o diplomado e,erce seu mandato, nos termos do artigo &3G do
C-digo Eleitoral.
Contra a decisão origin.ria do @riunal 5egional Eleitoral cae recurso ordin.rio para o
@riunal 8uperior Eleitoral /incisos ''' e ': do A ;.4 do artigo 3&3 da C5670. Contra a decisão
origin.ria do @riunal 8uperior Eleitoral poder. ser ca+vel o mandado de segurança /82mula n. &GH
do 8@60 ou o 5ecurso E,traordin.rio para o 8upremo @riunal 6ederal.
7. IDPUSNAÇÃO DO DANDATO ELETI2O &; 6J do arti!o 67 da Co#stitui$%o da Re+úblia
4ederati"a do 5rasil(
I
C18@A, @ito. Recursos em @atBria )$eitora$. H.W ed. 8ão !aulo: 5@. p. 3DO.
I&
7.6. AutoTa+liabilidade da Norma
8egundo o A 3O do artigo 3; da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil: T1 mandato
eletivo poder. ser impugnado ante a ?ustiça Eleitoral no pra#o de 3I dias contados da diplomação,
instru+da a ação com provas de auso do poder econCmico, corrupção ou fraudeU.
Conforme consta dos Ac-rdãos ns. 3OB.;I3 e 333.3&D, amos do @riunal 5egional
EleitoralF8!, e do 5ecurso n. B.H3; do @riunal 8uperior Eleitoral /DIU de EO.;.3DDO0, o A 3O do
artigo 3; da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil é auto>aplic.vel. De qualquer forma,
ainda que se definisse pela sua efic.cia limitada, a solução estaria na recepção da legislação
infraconstitucional anterior ( Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil e que j. previa a ação de
impugnação do mandato eletivo, conforme artigo &E da $ei n. H.;DEFBG e $ei n. H.GG;, de &D.G.3DBB.
7.9. 4u#dame#to e Ob1eto da A$%o
1 comprometimento ojetivo de uma eleição, capa# de justificar a impugnação do mandato
eletivo, ocorre com a constatação de v+cios, especificados pelo constituinte, que deformem ou
comprometam a legitimidade do mandato popular.
Conforme leciona o %inistro 8ep2lveda !ertence, no Ac-rdão n. 33.DI3 do @riunal 8uperior
Eleitoral, de 3;.I.3DD3, a perda do mandato eletivo é Tconseq_*ncia do comprometimento ojetivo da
eleição por v+cios de auso de poder econCmico, corrupção ou fraudeU.
1 primeiro dos v+cios é o auso do poder econCmico.
!oder é a capacidade de afetar o comportamento dos outros.
%uitas ve#es, até mesmo promessas de pequenos enef+cios podem caracteri#ar o dolo de
aproveitamento, capa# de viciar o consentimento de um eleitor, de afetar seu comportamento e,
ilicitamente, de definir o seu voto.
@alve# por perceer que a legitimidade de cada eleição e,ige a an.lise do caso concreto, o
legislador não definiu o que é a corrupção, a fraude, ou o auso do poder econCmico, pol+tico ou de
autoridade, garantindo uma fluide# de conceito capa# de dotar de efic.cia e operacionalidade o sistema
jur+dico eleitoral. 8ore o tema, merece destaque a seguinte e,posição de Antonio Carlos %endes:
G
TJ
contr.rio ( noção de operacionalidade estaelecer um rol de proiições, um rol conceitualmente
estaelecido de situações de ordem f.tica configuradoras do auso de poder econCmico. !or qu*d
!orque essa não é a mel<or aordagem da teoria do auso do poder econCmicoS porque com isso, ao se
G
' 8emin.rio 7rasileiro de Direito Eleitoral. Anais do TR) do Rio Rrande do /u$. 3DDO. p. GB.
IE
estaelecer em numerus c$ausu$us as <ip-teses de auso de poder econCmico, estar>se>ia, é certo,
e,cluindo outras situações f.ticas, juridicamente relevantes ( configuração desse mesmo ausoU.
7.B. Le!itimidade Ati"a
Conforme leciona ?oel ?osé CPndido,
H
Tsão partes leg+timas para propC>la o Di#ist.rio
Públio0 os Partidos Pol,tios0 as oli!a$)es e os a#didatos0 eleitos ou #%oU.
@ito Costa
B
d. maior amplitude a esse rol e aceita tamém que eleitor, associação de classe e
sindicatos figurem no p-lo ativo da ação de impugnação de mandato eletivo.
A an.lise da evolução legislativa quanto ( legitimidade ativa para a impugnação de registro de
candidatura, instituto da mesma nature#a jur+dica da impugnação de mandato eletivo, mas que visa
impedir que o impugnado participe do pr-prio certame /artigo DH do C-digo Eleitoral e artigos E.4

e &&
da $ei Complementar n. G;FDO0, indica que neste caso a ra#ão est. com o !rofessor ?oel ?osé CPndido.
7.7. Produ$%o A#tei+ada de Pro"as
A interpretação gramatical da parte final do A 3O do artigo 3; da Constituição da 5ep2lica
6ederativa do 7rasil pode levar ( conclusão de que a petição inicial da ação de impugnação de
mandato eletivo necessariamente deve ser instru+da com provas pré>constitu+das. 1 entendimento,
ali.s, teria respaldo em precedentes relacionados ao recurso contra a e,pedição do diploma /previsto
nas <ip-teses do artigo &G& do C-digo Eleitoral0, j. que em relação a este o @riunal 8uperior Eleitoral
reiteradas ve#es e,igiu a prova pré>constitu+da /7E>@8E ns. ;&&FIII e ;E;FIOB0.
Contudo, ao contr.rio do recurso contra a e,pedição do diploma, a ação de impugnação de
mandato eletivo comporta dilação proat-ria, tudo a indicar a sufici*ncia da inicial que não esteja
totalmente despida de elementos proat-rios /deve demonstrar o 'umus #oni Curis eleitoral0. !ortanto,
não se veda a produção de provas no curso da ação, sendo facultativa a investigação prévia prevista na
$ei Complementar n. G;FDO.
7.G. 4oro Com+ete#te e Rito da A$%o
A ação de impugnação de mandato eletivo, tratando>se de mandatos de nature#a municipal,
deve ser processada e julgada pelo jui# eleitoral de primeiro grau, não se aplicando o disposto no
artigo &D, inciso Q, da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil /C567. 5ecurso @8E n. D.;IE0.
H
Direito )$eitora$ Brasi$eiro. B.W ed.8ão !aulo: Edipro, &OOO. p. &G;.
B
Ação de impugnação de mandato eletivo, Re%ista dos Tri#unais, 8ão !aulo, vol. GED, p.3H>&3.
I;
Cuidando>se de mandatos otidos com ase em votos de circunscrição estadual ou distrital
/governador e vice, senador, deputado federal, estadual e distrital0, a compet*ncia é do @riunal
5egional Eleitoral. ]uanto aos mandatos dos eleitos nas eleições presidenciais /!residente da
5ep2lica e seu :ice0, a compet*ncia é do @riunal 8uperior Eleitoral. "esse sentido as lições de
5oerto Amaral e 8érgio 8érvulo da Cun<a
D
, em como de ?oel ?osé CPndido.
3O
@ito Costa
33
sustenta que a impugnação de mandatos de senadores e deputados federais é de
compet*ncia origin.ria do @riunal 8uperior Eleitoral.
]uanto ao rito inicial da ação, prevaleceu a tese de aplicação do procedimento ordin.rio do
C-digo de !rocesso Civil até que lei espec+fica discipline a matéria. !ara os recursos, porém, o pra#o é
o de tr*s dias do artigo &IB do C-digo Eleitoral.
1 recurso contra a decisão do jui# eleitoral é o inominado previsto no artigo &GI do C-digo
Eleitoral, admitindo inclusive a retratação /artigo &GH, A H.4, do C-digo Eleitoral0. Caso ocorra a
retratação, o recorrido poder., em tr*s dias, pedir que sua o recurso, como se por ele interposto.
Contra a decisão do @riunal 5egional Eleitoral o recurso é denominado ordin.rio, nos termos
dos incisos ''' e ': do A ;.4 do artigo 3&3 da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil,
cominados com os artigos &HG, inciso '', al+neas TaU e TU, e &HH do C-digo Eleitoral.
Contra a decisão origin.ria do @riunal 8uperior Eleitoral poder. ser ca+vel o recurso
e,traordin.rio /oservado o A E.4 do artigo 3&3 da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0 ou
o mandado de segurança /interpretação a contr.rio senso da 82mula n. &GH do 8upremo @riunal
6ederal0. 1 recurso e,traordin.rio e o mandado de segurança serão apreciados pelo 8upremo @riunal
6ederal.
]uando a nature#a do v+cio constatado permitir um c.lculo preciso dos votos viciados, a
sentença poder. determinar o recol<imento do diploma impugnado e a posse do segundo colocado no
pleito. 'nviaili#ada a <ip-tese, novas eleições devem ser convocadas, sendo o E,ecutivo comandado
provisoriamente pelo !residente da CPmara dos Deputados, da Assemléia $egislativa ou da CPmara
%unicipal.
A ação corre em segredo de justiça, é gratuita /e,cetuadas as <ip-teses de lide temer.ria ou de
m.>fé = $ei n. D.IOHFDH0. "as <ip-teses de captação irregular de sufr.gio, prevista no artigo ;3>A da
$ei n. D.IO;FDH /dispositivo decorrente de lei de iniciativa popular, apoiada pela Confer*ncia "acional
D
@anua$ das )$ei2=es. 5io de ?aneiro: 6orense, 3DDB. p. IE.
3O
Op. cit. p. &&G.
33
Recursos em matBria e$eitora$. H.W ed. 8ão !aulo: 5@.p. 3DO.
II
dos 7ispos do 7rasil /C"770 e por isso c<amada Lei dos Bispos < $ei n. D.B;OFDD0, a cassação do
registro ou do diploma daquele que otém voto em troca de vantagem é decorrente da decisão judicial,
ou seja, independe do trPnsito em julgado da decisão, não se sumetendo (s regras dos artigos &3G do
C-digo Eleitoral ou 3I da $ei Complementar n. G;FDO. "este sentido o mandado de segurança &3&I,
@5EF8!, j. de &GFODFO& e a ]uestão de 1rdem no 5ecurso Especial Eleitoral 3D.I&B, @8E, j. de
3EF3&FO3.
Antonio Araldo 6. Dal !o##o, Eduardo Domingos 7ottallo e !edro !aulo de 5e#ende !oerto
3&
aceitam a possiilidade da tramitação conjunta do recurso contra a diplomação e da impugnação de
mandato eletivo quando as medidas estiverem aseadas em fundamentos não coincidentes, conforme,
ali.s, j. foi decidido pelo @riunal 8uperior Eleitoral /Ac-rdão @8E n. 3O.BHE0.
A $ei Complementar n. BGFDG acrescentou a al+nea TjU ao inciso ' do artigo && do C-digo
Eleitoral e assim instituiu a ação rescis-ria contra decisões que recon<ecem a inelegiilidade.
1servo, porém, que referida al+nea foi suspensa na parte que permitia o e,erc+cio do mandato até o
julgamento definitivo da ação rescis-ria, pois o critério violava os princ+pios da coisa julgada /AD'n >
8@6 n. 3.;ID0.
!or fim <. que se oservar que a condenação definitiva por auso do poder econCmico ou
pol+tico gera a inelegiilidade tamém para as eleições que se reali#arem nos tr*s anos seguintes, ao da
data da eleição em que se verificou /82mula 3D do @8E e al+nea TdU do inciso ' do artigo 3.4 da $ei
Complementar n. G;FDO0.
DIREITO ELEITORAL
6. O +raCo +ara im+u!#a$%o de ma#dato eleti"o +era#te a Nusti$a Eleitoral . de/
a0 3I dias, contados da diplomaçãoS
0 3I dias, contados da eleiçãoS
c0 3O dias, contados da causa que autori#a a impugnaçãoS
d0 3O dias, contados da diplomação.
9. Predomi#a #o Proesso Ci"il brasileiro o sistema +ubli,stio dos atos +roessuais0
admiti#do0 +or e'e$%o0 o se!redo de 1usti$a. A a$%o de im+u!#a$%o de ma#dato eleti"o
tramitará/
a0 aertamente, dada a relevPncia da matéria e o interesse p2lico em jogoS
0 em segredo de justiça, por disposição legalS
3&
Lei )$eitora$. &.W ed. 8ão !aulo: 8araiva, &OOO. p. 3GG.
IG
c0 em segredo de justiça, por disposição constitucionalS
d0 não <. regras especiais, por se tratar de uma ação como qualquer outra.
B. A "ota$%o i#iiarTseTá LsMMOoras e e#errarTseTá LsMMMOoras0 sF +ode#do se +rolo#!ar
+ara ate#der aos eleitores +rese#tes e Eue +ortem uma se#Oa e#tre!ue +elo +reside#te da
mesa ree+tora0 reolOe#do os res+eti"os t,tulos.
a0 H:OO e 3B:OOS correta a parte finalS
0 B:OO e 3H:OOS correta a parte finalS
c0 B:OO e 3B:OOS correta a parte finalS
d0 B:OO e 3H:OOS errada a parte final, j. que se prolongar. enquanto <ouver eleitores para votar.
7. No ato de "ota$%o +oderá ser im+u!#ada a ide#tidade do eleitor. X +arte le!,tima +ara
ofereer a im+u!#a$%o/
a0 fiscal do partidoS
0 delegado do partidoS
c0 candidatoS
d0 todas estão corretas.
G. As im+u!#a$)es ofereidas ser%o resol"idas MMMMM +or maioria dos "otos MMMMM. O
ofereime#to da im+u!#a$%o . +ressu+osto MMMM +ara Eue se +ossa reorrer #o +raCo de
7H Ooras/
a0 pelo @5E = dos memros da CPmara Eleitoral = da apelaçãoS
0 de plano = da ?unta Eleitoral = asolutoS
c0 pela junta = dos memros da mesa = relativoS
d0 de plano = da ?unta Eleitoral = relativo.
D. Eleitoral A C B D B
IH
MÓDULO M
DIREITO ELEITORAL
OROA;IPAEQO DA <U:TIEA ELEITORAL
IB
DIREITO ELEITORAL
6. ORSANI_AÇÃO DA NU*TIÇA ELEITORAL
A ?ustiça Eleitoral, de nature#a federal, é composta pelo @riunal 8uperior Eleitoral, pelos
@riunais 5egionais Eleitorais, pelos ju+#es eleitorais e pelas juntas eleitorais. A om+etK#ia da
?ustiça Eleitoral não foi apresentada pela Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasilS porém, o
C-digo Eleitoral foi recepcionado como lei complementar.
CRFB; Art. 6. Lei comp$ementar dispor* so#re a or*ani9ação e co#pet-ncia dos tri#unais&
dos Cuí9es de direito e das Cuntas e$eitorais.
A ?ustiça Eleitoral tem como -rgãos:
e ?u+#es Eleitorais /primeiro grau0S
e @riunais 5egionais Eleitorais /segundo grau0S
e @riunal 8uperior Eleitoral /terceiro grau0.
8alvo motivo justificado, os ju+#es dos @riunais Eleitorais servirão por no m+nimo dois anos,
e nunca por mais de dois i*nios consecutivos /quatro anos0.
a( Tribu#al *u+erior Eleitoral
@riunal 8uperior Eleitoral é -rgão m.,imo da ?ustiça Eleitoral, com sede no Distrito 6ederal.
J composto por, no m+nimo sete ministros /previsão ine,istente em relação aos @riunais 5egionais
Eleitorais0, @r*s são escol<idos entre os ministros do 8upremo @riunal 6ederal /mediante eleição
secreta entre os pr-prios ministros do 8upremo @riunal 6ederal0, dois entre os ministros do 8uperior
@riunal de ?ustiça /por meio de eleição secreta entre os ministros do pr-prio 8uperior @riunal de
?ustiça0 e os 2ltimos dois são nomeados pelo !residente da 5ep2lica dentre advogados de not.vel
saer jur+dico e idoneidade moral, indicados pelo 8upremo @riunal 6ederal em lista s*,tupla.
CRFB; Art. F. O Tri#una$ /uperior )$eitora$ compor-se-*& no mínimo& de sete mem#ros&
esco$-idos+
I - mediante e$ei2(o& pe$o %oto secreto+
a: tr>s Cuí9es dentre os @inistros do /upremo Tri#una$ Federa$;
#: dois Cuí9es dentre os @inistros do /uperior Tri#una$ de Iusti2a;
II - por nomea2(o do Presidente da Rep"#$ica& dois Cuí9es dentre seis ad%o,ados de not*%e$
sa#er Curídico e idoneidade mora$& indicados pe$o /upremo Tri#una$ Federa$.
ID
Par*,ra'o "nico. O Tri#una$ /uperior )$eitora$ e$e,er* seu Presidente e o .ice-Presidente
dentre os @inistros do /upremo Tri#una$ Federa$& e o Corre,edor )$eitora$ dentre os @inistros do
/uperior Tri#una$ de Iusti2a.
b( Tribu#ais Re!io#ais Eleitorais
Cada @riunal 5egional Eleitoral é composto por sete memros. Dois são escol<idos entre
desemargadores do @riunal de ?ustiça do Estado, dois entre ?u+#es de Direito, um ser. escol<ido
entre ju+#es ou desemargadores federais da região /artigos 33D e 3&O da Constituição da 5ep2lica
6ederativa do 7rasil0 respectivamente e os 2ltimos dois são advogados de not.vel saer jur+dico e
idoneidade moral indicados pelo @riunal de ?ustiça dos Estados>memros ou do Distrito 6ederal em
lista s*,tupla e nomeados pelo !residente da 5ep2lica. Cada triunal tem compet*ncia origin.ria e
recursal.
Art. 6L. Va%er*Q um Tri#una$ Re,iona$ )$eitora$ na Capita$ de cada )stado e no Distrito
Federa$. K"ão <. previsão na constituição de BB da e,ist*ncia de @5E nos territ-rios.
4 ! - Os Tri#unais Re,ionais )$eitorais compor-se-(o+
I - #ediante eleição$ pelo oto secreto+
a: de dois Cuí9es dentre os desem#ar,adores do Tri#una$ de Iusti2a;
#: de dois Cuí9es& dentre Cuí9es de direito& esco$-idos pe$o Tri#una$ de Iusti2a;
II - de um Cui9 do Tri#una$ Re,iona$ Federa$ com sede na Capita$ do )stado ou no Distrito
Federa$& ou& n(o -a%endo& de Cui9 'edera$& esco$-ido& em 7ua$7uer caso& pe$o Tri#una$ Re,iona$
Federa$ respecti%o;
III - por nomea2(o& pe$o Presidente da Rep"#$ica& de dois Cuí9es dentre seis ad%o,ados de
not*%e$ sa#er Curídico e idoneidade mora$& indicados pe$o Tri#una$ de Iusti2a.
4 6! - O Tribunal Re*ional Eleitoral ele*er/ seu 'residente e o Dice,'residente, dentre os
dese#bar*adores .
c0 Nu,Ces Eleitorais
1s ju+#es eleitorais são ju+#es de direito estaduais vital+cios que e,ercem jurisdição nas #onas
eleitorais. @*m compet*ncia eleitoral, civil e penal, além do encargo administrativo.
As funções de jui# eleitoral são e,ercidas pelos ?u+#es de Direito da ?ustiça Estadual Comum,
conforme designação do @riunal 5egional Eleitoral respectivo /artigos E& a EI do C-digo Eleitoral =
$ei n. ;.HEHFGI0.
d0 ?untas Eleitorais
GO
A ?unta Eleitoral é formada no +er,odo de elei$%o pelo jui# eleitoral e mais dois ou quatro
cidadãos de not-ria idoneidade, nomeados pelo !residente do @riunal 5egional Eleitoral. Est.
limitada a decidir questões administrativas no per+odo eleitoral.
As juntas eleitorais são presididas por um NuiC de Direito /seja ou não ?ui# Eleitoral0 e
compostas por dois ou quatro cidadãos de not-ria idoneidade.
c junta eleitoral compete apurar as eleições, resolver as impugnações e incidentes verificados
durante a apuração de votos, e,pedir os oletins respectivos e o diploma aos eleitos para cargos
municipais.
Das decisões dos @riunais 5egionais Eleitorais e do @riunal 8uperior Eleitoral, somente
cae recurso nas <ip-teses especificadas na Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil.
9. O DINI*TXRIO P`5LICO ED DATXRIA ELEITORAL
"ão <. um %inistério !2lico eleitoral.
Em primeiro grau, as funções /de parte ou custos $e,is0 do @inistBrio P"#$ico e$eitora$ são
e,ercidas pelos memros do %inistério !2lico estadual, designados pelo !rocurador>Yeral da ?ustiça
no Estado /artigo HE da $ei n. B.G&IFDE e artigo H& da $ei Complementar n. HIFDE0.
?unto aos @riunais 5egionais Eleitorais atuam os !rocuradores da 5ep2lica designados pelo
!rocurador>Yeral da 5ep2lica. ?unto ao @riunal 8uperior Eleitoral atua o !rocurador>Yeral da
5ep2lica ou seus sustitutos legais.
As limitações impostas aos c<efes do %inistério !2lico /no Pmito federal ou estadual0
caracteri#am o !rinc+pio do !romotor "atural, conforme j. foi recon<ecido pelo 8upremo @riunal
6ederal /RT HOIF;3&0.
"elson "erf ?r. esclarece: T"o Pmito interno do %inistério !2lico, o princ+pio do !romotor
"atural incide para restringir os poderes do !rocurador>Yeral de ?ustiça de efetuar sustituições,
designações e delegações, que devem circunscrever>se aos casos ta,ativamente enumerados na lei,
sendo vedado ao c<efe do par7uet, em qualquer <ip-tese, a avocação do caso afeto ao !romotor
"aturalU. As designações e,cepcionais devem ser sumetidas ( prévia apreciação do Consel<o
8uperior do %inistério !2lico, nos termos do artigo 3O da $ei n. B.G&IFDE.
G3
Ante a forma federativa de Estado adotada pelo 7rasil, <. na verdade um par7uet em cada
Estado, além do %inistério !2lico 6ederal e daquele que atua junto ao @riunal de Contas. A unidade
e a indivisiilidade devem ser compreendidas dentro de cada um deles.
As principais vedações impostas aos memros do %inistério !2lico são:
• receer, a qualquer t+tulo, ou so qualquer prete,to, <onor.rios, percentagens e custas
processuaisS
• e,ercer a advocaciaS
• participar de sociedade comercial /na forma da lei0S
• e,ercer, ainda que em disponiilidade, qualquer função p2lica, e,ceto uma de magistérioS
• e,ercer atividade pol+tico>partid.ria, salvo e,ceções previstas em lei.
A participação pol+tico>partid.ria dos memros do %inistério !2lico é aceita. "esse sentido:
T8upremo @riunal 6ederal
5ecurso E,traordin.rio n2mero: 3&H.&;G
?ulgamento: 3O.;.3DD3
E%E"@A
5ecurso contra diplomação de !refeito so alegação de ocorr*ncia de vedação constitucional
/arts. 3&B, A I.4, '', geh, e 3EO da Carta %agna0 por ser o candidato eleito memro do @inistBrio
P"#$ico junto ao @riunal de Contas do Estado do 5io de ?aneiro. 'nterpretação do art. &D, A E.4, do
ADC@ da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil.
Ao contr.rio do que ocorre com os ?u+#es em geral, cujo e,erc+cio da atividade po$ítico-
partid*ria é vedada asolutamente, por incapacidade +nsita ( função mesma de ?ui#, o mesmo não
sucede com os memros do %inistério !2lico, certo como é que a vedação que o art. 3&B, A I, '', geh,
l<es impõe, admite, por força mesma do te,to constitucional, que a lei ordin.ria l<e ara e,ceções, o
que, evidentemente, s- é admiss+vel quando não <. incompatiilidade asoluta entre o e,erc+cio da
função p2lica e o da atividade po$ítico-partid*ria, mas, apenas, conveni*ncia para o desempen<o
daquela.
Em se tratando de memro do @inistBrio P"#$ico, a relatividade dessa incompatiilidade é tão
fr.gil que a Constituição não se limitou a admitir uma vedação e,cepcion.vel por lei, mas a tornou
ainda mais t*nue com o disposto no A E.4 do art. &D do ADC@, o qual re#a: g!oder. optar pelo regime
anterior no que di# respeito as garantias e vantagens, o memro do @inistBrio P"#$ico admitido antes
da promulgação da Constituição, oservando>se, quanto (s vedações, a situação jur+dica na data destah.
G&
A 2nica e,egese admiss+vel para dar sentido plaus+vel ( frase final desse par.grafo ser. a de
considerar que, independentemente da opção, quanto (s vantagens e (s garantias a que alude a parte
inicial do dispositivo, as vedações ora criadas, mesmo com relação aos que não optaram por vantagens
e garantias anteriores que afastem algumas delas ou todas elas, não se aplicam de imediato, mas se
dever. respeitar a situação jur+dica e,istente no momento da promulgação da Constituição, enquanto
ela não se e,tinga por força mesmo do ato inicial de que resultou.
5ecurso e,traordin.rio não con<ecido.
5elator: %oreira Alves
/Iuis /arai%a 60
"o mesmo sentido as AD'ns n. 3.EHH>HFD6 e n. 3.EH3>BFD6.
A filiação partid.ria do memro do %inistério !2lico somente pode ser efetivada ap-s seu
afastamento da função, mediante licença. 1s pra#os de afastamento são: a0 seis meses antes do pleito
para os cargos de !residente e :ice>!residente da 5ep2lica, 8enador, Yovernador e :ice>Yovernador,
Deputado 6ederal, Estadual ou Distrital e :ereadorS 0 quatro meses antes do pleito para os candidatos
a !refeito e a :ice>!refeito.
Essa filiação deve ser cancelada antes da reassunção do cargo de !romotor ou !rocurador. "ão
se impõe a desincompatiili#ação, que implicaria a ren2ncia /definitiva0 do cargo ocupado junto ao
%inistério !2lico.
Até dois anos ap-s o cancelamento da filiação é vedado ao e,>filiado e,ercer as funções
relacionadas ao S@inistBrio P"#$ico e$eitora$W.
B. O* RECUR*O* ED DATXRIA ELEITORAL
"ão <avendo previsão legal em sentido contr.rio, os recursos em matéria eleitoral devem ser
interpostos no pra#o de tr*s dias, conforme prev* o artigo &IB do C-digo Eleitoral. !ara a apelação
criminal eleitoral o pra#o é de de# dias, nos termos do artigo EG& do C-digo Eleitoral. Da decisão
sore o e,erc+cio de direito de resposta cae recursos (s instPncias superiores em &; <oras /A I.4 do
artigo IB da $ei n. D.IO;FDH, a denominada $ei Yeral das Eleições0.
1s principais recursos estão previstos no artigo 3O&, inciso '', al+nea TaU e inciso ''', al+nea
TaU, da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasilS nos AA E.4 e ;.4 do artigo 3&3 da Constituição
GE
da 5ep2lica 6ederativa do 7rasilS nos artigos &IH a &B& do C-digo Eleitoral, nos artigos B.4 e 33 da
$ei Complementar n. G;FDO e no A I.4 do artigo IB da $ei n. D.IO;FDH.
DIREITO ELEITORAL
6. O re+rese#ta#te do Di#ist.rio Públio 1u#to ao Tribu#al Re!io#al Eleitoral será/
a0 o !rocurador>Yeral da ?ustiça do EstadoS
a0 o !rocurador>Yeral da 5ep2licaS
0 um !romotor de ?ustiça designadoS
c0 um !rocurador da 5ep2lica designadoS
d0 um !rocurador de ?ustiça designado.
9. *%o fu#$)es do Di#ist.rio Públio Eleitoral/
a0 acompan<ar os pedidos de alistamento de eleitores e os pedidos de transfer*ncia de t+tulos,
em como os cancelamentos de inscrição, otendo ou pedindo vistas dos processos que
apresentarem alguma particularidadeS
0 acompan<ar a nomeação dos memros das ?untas Eleitorais, e,ercendo o direito de
representar ( !rocuradoria 5egional Eleitoral, sempre que for o caso de impugnação dos
nomeadosS
c0 fiscali#ar a entrega das urnas, certificando>se que todas as seções encerram o receimento de
votos no <or.rio legal, oservar eventual caso de violação e tomar as provid*ncias necess.riasS
d0 manifestar>se oralmente ou por escrito, de forma sum.ria, antes da decisão da ?unta Eleitoral
sore as impugnações de votos formulados por terceiros, atuando como custos $e,isS
e0 todas as afirmativas acima estão corretas.
E. Deis)es do Tribu#al *u+erior Eleitoral s%o irreorr,"eis. *%o reorr,"eis as deis)es do
Tribu#al *u+erior Eleitoral Eue o#trariarem a Co#stitui$%o da Re+úblia 4ederati"a do
5rasil e as Eue de#e!arem 6abeas corpus ou ma#dado de se!ura#$a.
a0 : e 6S
0 6 e :S
c0 6 e 6S
d0 : e :.
7. Al.m dos reursos de a+ela$%o0 ordi#ário0 es+eial e e'traordi#ário0 #%o s%o ab,"eis #o
+roesso eleitoral/
a0 a apelação quando a sentença for asolut-riaS
0 o agravo de instrumentoS
c0 os emargos de declaração, emora não sejam considerados recursosS
G;
d0 ação rescis-ria, salvo em versando sore impugnação de mandato eletivo.
I. 2ersa#do sobre i#ele!ibilidades ou e'+edi$%o de di+lomas #as elei$)es estaduais ou
federais0 ou de#e!a#do 6abeas corpus ou ma#dado de se!ura#$a0 a deis%o do Tribu#al
Re!io#al Eleitoral desafia/
a0 recurso especial, ao @riunal 8uperior Eleitoral, no pra#o de tr*s diasS
0 recurso ordin.rio, ao @riunal 8uperior Eleitoral, no pra#o de tr*s diasS
c0 recurso ordin.rio, ao @riunal 8uperior Eleitoral , no pra#o de 3I diasS
d0 apenas o recurso e,traordin.rio, se ferir a Constituição.
D. Eleitoral C E D D B
GI
MÓDULO MI
DIREITO ELEITORAL
Cri#es Eleitorais
GG
DIREITO ELEITORAL
Crimes Eleitorais
8ão considerados crimes eleitorais os que uscam atingir as eleições em qualquer das suas
fases /desde a inscrição do eleitor até a diplomação0. !or atingirem diretamente a ordem pol+tica do
Estado, os crimes eleitorais são classificados como espécie do g*nero crimes pol+ticos /crimes
dirigidos contra a ordem pol+tica e social do Estado0. R. crimes eleitorais previstos no C-digo
Eleitoral e na $ei Yeral das Eleições /$ei Complementar n. G;FDO0.
A pol+cia das eleições é a 6ederal, emora, por solicitação dessa ou por requisição da ?ustiça
Eleitoral, a !ol+cia Civil e a !ol+cia %ilitar possam atuar concomitantemente.
1s crimes eleitorais são apurados mediante ação penal p2lica incondicionada /artigo EII do
CE0. 1 pra#o para o oferecimento da den2ncia é de de# dias /esteja o acusado preso ou solto0 e, em
regra, a compet*ncia para o seu julgamento é do jui# eleitoral.
Caso o autor do delito desfrute de prerrogativas funcionais, o julgamento poder. ser deslocado
para o @riunal 5egional Eleitoral /e,emplo: crime eleitoral praticado por um jui# eleitoral, um
promotor eleitoral ou um prefeito0, para o 8uperior @riunal de ?ustiça /e,emplo: crime eleitoral
praticado por um governador0 ou para o 8upremo @riunal 6ederal /e,emplo: crime eleitoral praticado
pelo !residente da 5ep2lica, por Deputado 6ederal ou 8enador0.
"ão <. previsão de interrogat-rio, o qual poder. ser facultado pelo jui# eleitoral ao acusado.
5eceida a den2ncia, o acusado é citado para contestar em de# dias, seguindo>se com a col<eita dos
depoimentos das testemun<as e com as alegações finais /arts. EII a EG; do CE0.
"ão <avendo pena e,pressamente prevista, aplicam>se os pra#os m+nimos previstos no
artigo &B; do C-digo Eleitoral /3I dias para os crimes punidos com detenção, e um ano para os crimes
punidos com reclusão0.
A e,ecução da pena por crime eleitoral ser. reali#ada pelo ?u+#o das E,ecuções Criminais, nos
termos da 82mula n. 3D& do 8uperior @riunal de ?ustiça. 1 acompan<amento de medidas suspensivas
decorrentes do artigo BD da $ei n. D.ODDFDI é feito pelo pr-prio ?u+#o eleitoral /?u+#o processante0,
conforme decidiu o 8uperior @riunal de ?ustiça no Conflito de Compet*ncia n. 3B.GHE, DIU de
3D.I.3DDH. Durante os efeitos da condenação, o sentenciado fica com seus direitos pol+ticos suspensos
/artigo3I, inciso ''', da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0.
GH
]uanto aos direitos pol+ticos passivos /elegiilidade0, <. que se oservar que os condenados
criminalmente, com sentença transitada em julgado, pela pr.tica de crimes contra a economia popular,
a fé p2lica, a administração p2lica, o patrimCnio p2lico, o mercado financeiro, por crimes eleitorais
e por tr.fico de entorpecentes, permanecerão ineleg+veis por tr*s anos ap-s o cumprimento da pena
/artigo 3.4 , inciso ', al+nea TeU, da $ei Complementar n. G;FDO0.
Das sentenças condenat-rias ou asolut-rias cae recurso /normalmente denominado
apelação criminal0 no pra#o de de# dias /artigo EG& do CE0. Esse recurso é o 2nico com efeito
suspensivo.
Contra as decisões previstas no artigo IB3 do C-digo de !rocesso !enal cae o recurso em
sentido estrito, no pra#o de cinco dias.
Em face das decisões do @riunal 5egional Eleitoral caem recurso especial /artigo 3&3, A
;.4, incisos ' e '', da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0 ou recurso ordin.rio /artigo 3&3,
A ;.4, inciso :, da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0, no pra#o de tr*s dias. Contra
decisão do !residente do @riunal 5egional Eleitoral que negue seguimento ao recurso especial cae
agravo de instrumento, em tr*s dias /artigo &HD do CE0.
Contra as decisões do @riunal 8uperior Eleitoral caem recurso e,traordin.rio ou recurso
ordin.rio /se decisão denegat-ria de -a#eas corpus ou mandado de segurança0, em tr*s dias.
"o processo e julgamento dos crimes eleitorais e dos crimes comuns que l<e forem cone,os,
assim como nos recursos e na e,ecução que l<es digam respeito, aplicar>se>., como lei susidi.ria ou
supletiva, o C-digo de !rocesso !enal /artigo EG; do CE0.
DIREITO ELEITORAL
6. Assi#ale a alter#ati"a i#orreta. *%o o#siderados rimes eleitorais/
a0 :aler>se o servidor p2lico de sua autoridade para coagir alguém a votar ou não votar em
determinado candidato ou partido.
0 :otar em seção eleitoral em que não est. inscrito, salvo nos casos e,pressamente previstos, e
permitir, o presidente da mesa receptora, que o voto seja admitido.
c0 %inorar os preços de utilidades e serviços necess.rios ( reali#ação de eleições, tais como
transporte e alimentação de eleitores, impressão, pulicidade e divulgação de matéria eleitoral.
GB
d0 Difamar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando a fins de propaganda, imputando>l<e
fato ofensivo ( sua reputação.
9. Assi#ale a alter#ati"a Eue traC a orres+o#dK#ia erta/
'. Crime eleitoral praticado por jui# eleitoral, promotor eleitoral ou prefeito.
''. Crime eleitoral praticado por governador.
'''. Crime eleitoral praticado pelo !residente da 5ep2lica, deputado federal ou senador.
3. 1 julgamento poder. ser deslocado para o 8uperior @riunal de ?ustiça.
&. 1 julgamento poder. ser deslocado para o 8upremo @riunal 6ederal.
E. 1 julgamento poder. ser deslocado para o @riunal 5egional Eleitoral.
a0 ' = 3S '' = ES ''' = &.
0 ' = 3S '' = &S ''' = E.
0 ' = ES '' = &S ''' = 3.
c0 ' = ES '' = 3S ''' = &.
B. Assi#ale a alter#ati"a orreta/
a0 1 interrogat-rio encontra>se e,pressamente previsto pela legislação eleitoral.
0 1s crimes eleitorais são apurados mediante ação penal p2lica condicionada.
c0 1s crimes eleitorais são apurados mediante ação penal p2lica condicionada.
d0 5eceida a den2ncia, o acusado é citado para contestar em cinco dias.
7. A res+eito das afirma$)es abai'o/
'. Caso não <aja pena e,pressamente prevista, aplicam>se os pra#os m+nimos previstos no art.
&B; do C-digo Eleitoral: 3I dias para os crimes punidos com detenção e um ano para os crimes
punidos com reclusão.
''. A e,ecução da pena por crime eleitoral ser. reali#ada pelo ju+#o das e,ecuções criminais, nos
termos da 82mula n. 3D& do 8uperior @riunal de ?ustiça.
GD
'''. Conforme dispõe o inciso ''' do art. 3I da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil,
durante os efeitos da condenação por crime eleitoral, o sentenciado fica com seus direitos pol+ticos
suspensos.
a0 As alternativas ' e '' estão corretas.
0 As alternativas '' e ''' estão corretas.
c0 @odas estão corretas.
d0 8omente a alternativa '' est. correta.
G. PodeTse afirmar Eua#to aos rimes eleitorais e seu +roedime#to/
a0 quanto aos direitos pol+ticos passivos /elegiilidade0, <. que se oservar que os condenados
criminalmente, com sentença transitada em julgado, pela pr.tica de crimes contra a economia popular,
a fé p2lica, a administração p2lica, o patrimCnio p2lico, o mercado financeiro, por crimes eleitorais
e por tr.fico de entorpecentes, permanecerão ineleg+veis por tr*s anos ap-s o cumprimento da penaS
0 todos os recursos ca+veis em face das decisões t*m efeito suspensivoS
c0 no processo e julgamento dos crimes eleitorais e dos comuns que l<e forem cone,os, assim
como nos recursos e na e,ecução, que l<es digam respeito, aplicar>se>., como lei susidi.ria ou
supletiva, o C-digo de !rocesso !enalS
d0 contra as decisões do @riunal 8uperior Eleitoral cae recurso e,traordin.rio ou ordin.rio, em
seis dias.
D. Eleitoral C D 7 C C
HO
MÓDULO MII
DIREITO ELEITORAL
O 'rocesso 'enal Eleitoral
H3
DIREITO ELEITORAL
O Proesso Pe#al Eleitoral
6. A POL-TICA ELEITORAL
A !ol+cia ?udici.ria das eleições é a !ol+cia 6ederal, mas admite>se a atuação conjunta da
!ol+cia Civil por solicitação da !ol+cia 6ederal, requisição da ?ustiça Eleitoral ou até mesmo de of+cio
/Dec.>lei n. 3.OG;FGD, Decreto 6ederal n. HE.EE&FHE e 5esolução @8E n. 33.;D;FB& 0.
]ualquer cidadão que tiver con<ecimento de infração penal eleitoral dever. comunic.>la ao
jui# eleitoral da #ona onde a mesma se verificou, e esse remeter. a not+cia ao %inistério !2lico
/artigo EIG do Constituição Estadual0.
Deferido o pedido de arquivamento do inquérito policial, não cae recurso, nos termos da
82mula n. I&; do 8upremo @riunal 6ederal. Caso discorde do pedido de arquivamento, o jui#
eleitoral dever. remeter as peças ao !rocurador 5egional Eleitoral /e não ao !rocurador>Yeral de
?ustiça0, que poder. insistir no pedido de arquivamento /caso em que o jui# dever. arquivar o
e,pediente0, oferecer den2ncia ou designar outro promotor para oferec*>la /artigo EIH do C-digo
Eleitoral0.
"o entanto, possuindo desde logo elementos suficientes para ofertar a den2ncia, o %inistério
!2lico poder. dispensar o inquérito policial. 1 %inistério !2lico não est. origado a informar a
fonte de suas informações.
9. A AÇÃO PENAL P`5LICA
Conforme oservamos anteriormente, os crimes eleitorais são julgados mediante ação penal
p2lica incondicionada /artigo EII do C-digo Eleitoral0, j. que o Estado é o principal sujeito passivo
dos delitos de tal nature#a. 1 pra#o para o oferecimento da den2ncia é de de# dias /esteja o acusado
preso ou solto0 e, em regra, a compet*ncia para o seu julgamento é do jui# eleitoral.
A den2ncia ofertada pelo %inistério !2lico desde logo deve especificar as testemun<as, em
n2mero de cinco /crimes punidos com pena de multa eFou detenção0 ou oito /crimes punidos com pena
de reclusão0.
9.6. A A$%o Pe#al Pri"ada *ubsidiária da Públia
H&
7em leciona 6.vila 5ieiro
3E
, que a regra do artigo EII do C-digo Eleitoral não mais
prevalece em termos asolutos, diante do que vem estipulado no artigo I.4, inciso $'Q, da Constituição
da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil, que admite ação privada nos crimes eleitorais caso a ação p2lica
não seja intentada no pra#o legal.
De acordo com o inciso $'Q do artigo I.4 da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil,
ser. admitida ação penal privada nos crimes de ação penal p2lica, se esta não for intentada no pra#o
legal.
A ação penal, em regra, é p2lica incondicionada. !revalece o interesse do Estado e o
%inistério !2lico oferece a den2ncia, independentemente do interesse da v+tima.
Conforme estaelece o artigo 3&D, inciso ', da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil,
compete privativamente ao %inistério !2lico promover a ação penal p2lica, na forma da lei. "o
entanto, o inciso $'Q do artigo I.4 da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil e a lei
infraconstitucional /artigo &D do C!! e artigo 3OO, A E.4, do C!0 admitem a ação penal privada nos
crimes de ação p2lica, se esta não for intentada pelo %inistério !2lico no pra#o legal.
1 pra#o do %inistério !2lico para o oferecimento de den2ncia ou promoção de arquivamento
é de I dias se o acusado estiver preso ou de 3I dias se estiver solto /artigo ;G do C!!0, e,cetuado o
processo por crime eleitoral, ora analisado, que prev* o pra#o 2nico de 3O dias.
"o caso de réu solto, no pra#o da den2ncia o %inistério !2lico pode requerer novas
dilig*ncias ou requerer o arquivamento.
!revalece o entendimento segundo o qual s- cae a ação penal privada susidi.ria da p2lica,
a quei,a susidi.ria ofertada pelo ofendido por seu advogado, e que deve conter os mesmos elementos
de uma den2ncia, nos casos de inércia do %inistério !2lico, ou seja, se o %inistério !2lico, no
pra#o que l<e é concedido, não oferecer den2ncia, não requerer dilig*ncias e não pedir o arquivamento
das peças de representação ou do inquérito policial.
1 8upremo @riunal 6ederal j. decidiu que cae a ação penal privada susidi.ria da p2lica
caso o %inistério !2lico s- se pronuncie pelo arquivamento ap-s o pra#o legal /RT IHIF;HB e
G;HFE;I0.
1 pra#o para apresentação da quei,a susidi.ria, salvo e,pressa disposição em contr.rio, é de
seis meses, contados do dia em que se esgotar o pra#o para o oferecimento da den2ncia, so pena de
3E
5'7E'51, 6.vila. Direito )$eitora$. I.W ed.. 6orense. p. HO;
HE
decad*ncia /causa de e,tinção da puniilidade0, nos termos do artigos 3OE do C-digo !enal e EB do
C-digo de !rocesso !enal. Como o %inistério !2lico deve acompan<ar todos os termos do processo
e retom.>lo caso o querelante seja negligente, não <. que falar em perempção /perda do direito de
demandar em face da inércia do querelante nas ações e,clusivamente privadas = artigo GO do C!!0 nas
ações decorrentes de quei,a susidi.ria.
B. ATO* PROCE**UAI* APa* O RECE5IDENTO DA DEN`NCIA OU DA IUEI>A
*U5*IDIZRIA POR CRIDE ELEITORAL
5eceida a den2ncia, o acusado é citado para contestar em de# dias, seguindo>se com a
col<eita dos depoimentos das testemun<as e as alegações finais com pra#o de cinco dias para cada
uma das partes /arts. EIIFEG; do C-digo Eleitoral0. "ão <. previsão de interrogat-rio, o qual poder.
ser facultado pelo ?ui# Eleitoral ao acusado.
Em alguns crimes eleitorais admite>se a assist*ncia do particular especialmente prejudicado, a
e,emplo dos crimes contra a <onra praticados em propaganda eleitoral.
Ravendo cone,ão entre crime comum e crime eleitoral a compet*ncia para o julgamento de
amos ser. da ?ustiça Eleitoral /5eclamação GDFBD, @8E0.
A sentença dever. ser prolatada em de# dias.
"ão <avendo pena e,pressamente prevista, aplicam>se os pra#os m+nimos previstos no
artigo &B; do C-digo Eleitoral /3I dias para os crimes punidos com detenção e 3 ano para os crimes
punidos com reclusão0.
7. O 4ORO CODPETENTE
Em regra a den2ncia ou a quei,a susidi.ria pertinente a crime eleitoral dever. ser apresentada
ao jui# eleitoral do lugar do crime, oservadas as regras do artigo G.4 do C-digo !enal.
Caso o autor do delito desfrute de prerrogativas funcionais, o processo e o julgamento ser.
deslocado do ?ui# Eleitoral para o @riunal 5egional Eleitoral /a e,emplo do crime eleitoral praticado
por um ?ui# Eleitoral, um promotor eleitoral ou um prefeito0, para o 8uperior @riunal ?udici.rio /a
e,emplo do crime eleitoral praticado por um governador0 ou para o 8upremo @riunal 6ederal /a
e,emplo do crime eleitoral praticado pelo !residente da 5ep2lica, Deputado 6ederal ou 8enador0. 1
rito do processo nos triunais, segundo prevalece na jurisprud*ncia, é o da $ei n. B.OEBFDO /por força
da $ei n. B.GIBFDE0.
H;
De acordo com o artigo IE da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil, na redação da
Emenda Constitucional n. EI, de &O.3&.&OO3, os Deputados 6ederais e os 8enadores são inviol.veis,
civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões palavras e votos /inviolailidade denominada
imunidade material ou real0.
1 A E.4 do artigo IE da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil, por sua ve#, alterou as
regras da imunidade processual /formal0 e passou a estaelecer uma espécie de morat-ria processual.
Com isso, dispensou a prévia autori#ação da casa legislativa para o receimento de den2ncia contra
deputado /federal ou estadual0 ou senador.
!elas novas regras, ao receer a den2ncia contra deputado ou senador, por crime ocorrido ap-s
a diplomação, o 8upremo @riunal 6ederal /ou o @riunal de ?ustiça no caso de deputado estadual0
dar. ci*ncia ( casa legislativa a que pertence o parlamentar, que, por iniciativa de partido pol+tico nela
representado /não necessariamente o partido do parlamentar0 e pelo voto /ostensivo e não mais
secreto0 da maioria asoluta dos seus memros, poder., até a decisão final, sustar o andamento da
ação.
Ao @riunal 5egional Eleitoral foi atriu+da compet*ncia origin.ria para julgar -a#eas
corpus, matéria eleitoral, impetrado contra ato de jui# ou promotor eleitoral.
"o processo e julgamento dos crimes eleitorais e dos crimes comuns que l<e forem
cone,os, assim como nos recursos e na e,ecução, que l<es digam respeito, aplicar>se>., como lei
susidi.ria ou supletiva, o C-digo de !rocesso !enal /artigo EG; do Constituição Estadual0.
Durante os efeitos da condenação o sentenciado fica com seus direitos pol+ticos suspensos
/artigo 3I, inciso ''', da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil0.
]uanto aos direitos pol+ticos passivos /elegiilidade0, <. que se oservar que os condenados
criminalmente, com sentença transitada em julgado, pela pr.tica de crimes contra a economia popular,
a fé p2lica, a administração p2lica, o patrimCnio p2lico, o mercado financeiro, por crimes eleitorais
e por tr.fico de entorpecentes, permanecerão ineleg+veis por tr*s anos ap-s o cumprimento da pena
/al+nea TeU, inciso ', do artigo 3.4 da $ei Complementar n. G;FDO0.
DIREITO ELEITORAL
6. Assi#ale a alter#ati"a i#orreta/
a0 1 cidadão que tiver con<ecimento de infração penal eleitoral dever. comunic.>la ao %inistério
!2lico.
HI
0 1 %inistério !2lico pode dispensar o inquérito policial desde que possua elementos
suficientes para ofertar a den2ncia em infração penal eleitoral.
c0 1s crimes eleitorais são julgados mediante ação penal p2lica incondicionada e, conforme
determina a Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil, tamém admite ação privada nos
crimes eleitorais caso a ação p2lica não seja intentada no pra#o legal.
d0 !or solicitação da !ol+cia 6ederal a !ol+cia Civil poder. atuar como !ol+cia ?udici.ria nas
eleições.
9. A#alise as afirmati"as/
'. "ão <avendo pena e,pressamente prevista, aplicam>se os pra#os m+nimos previstos no artigo
&B; do C-digo Eleitoral.
''. Em crimes contra a <onra, praticados em propaganda eleitoral, admite>se a assist*ncia do
particular especialmente prejudicado.
'''. 5eceida a den2ncia, o acusado é citado para contestar em de# dias.
a0 8omente as afirmativas '' e ''' estão corretas.
0 As afirmativas ' e ''' estão incorretas.
c0 @odas as afirmativas estão corretas.
d0 8omente a afirmativa ''' est. incorreta.
B. X i#orreto afirmar/
a0 1 pra#o para oferecimento da den2ncia por crimes eleitorais é de de# dias para réu solto, e de
cinco dias para réu preso.
0 Admite>se ação penal privada nos crimes de ação penal p2lica, se esta não for proposta no
pra#o legal.
c0 1 pra#o para apresentação da quei,a susidi.ria é de seis meses, contados do término para
oferecimento da den2ncia.
d0 A den2ncia ou quei,a susidi.ria referente a crime eleitoral ser. dirigida ao jui# eleitoral do
lugar do crime.
HG
7. Assi#ale as alter#ati"as orretas/
a0 !ara acusados que desfrutem de prerrogativas funcionais, o processo e o julgamento serão
perante o jui# eleitoral do @riunal 8uperior Eleitoral.
0 J correto afirmar que para o receimento da den2ncia contra Deputado 6ederal ou Estadual
dispensa>se a prévia autori#ação da casa legislativa.
c0 "ão cae recurso contra o pedido de arquivamento deferido do inquérito policial.
d0 1s crimes eleitorais são julgados por ação penal p2lica incondicionada, devido ao fato de o
Estado ter o dever de #elar pelo sujeito passivo dos delitos dessa nature#a, qual seja, o povo.
G. Assi#ale a alter#ati"a orreta/
a0 A ação penal é p2lica incondicionada, pois <. uma junção de interesses do Estado /interesse
p2lico0 e o interesse da v+tima.
0 8e <ouver cone,ão entre crime comum e crime eleitoral a compet*ncia para o julgamento de
amos ser. da justiça eleitoral.
c0 1 receimento da den2ncia contra Deputado ou 8enador, por crime ocorrido ap-s a diplomação
é feito pelo @riunal 5egional Eleitoral.
d0 "a <ip-tese do jui# eleitoral discordar do arquivamento do inquérito policial, dever. remeter as
peças ao !rocurador>Yeral.
D. Eleitoral A C A 7FC 7
HH
IUE*TVE*
DIREITO ELEITORAL
6. &Co#. Da!.ARNA=H(/ Nos termos do CFdi!o Eleitoral e da le!isla$%o atual0 o "oto .
obri!atFrio0 sal"o em rela$%o aos/
a0 enfermos e aos ju+#es eleitoraisS
0 enfermos com menos de HO anos e aos funcion.rios p2licos em geralS
c0 enfermos e aos que se encontrarem fora do seu domicilioS
d0 que se encontrem fora do !a+s com inscrição eleitoral no 7rasil e aos inv.lidosS
e0 inv.lidos e aos militares.
9. &Co#. Da!.ARNA=H(/ O re!istro de a#didato i#ele!,"el será i#deferido/
a0 automaticamente, quando impugnada a candidatura por representante do %inistério !2lico
EstadualS
0 pela autoridade judicial competente, ainda que não ten<a <avido impugnaçãoS
c0 pelo 8upremo @riunal 6ederal, quando se tratar de candidato ( !resid*ncia da 5ep2licaS
d0 pelo !residente do @riunal 5egional Eleitoral do respectivo, em se tratando de candidato a
YovernadorS
e0 e,clusivamente por intermédio de ação de impugnação de registro de candidatura.
B. &Co#. Da!.ARNA=H(/ X da om+etK#ia da Nusti$a Eleitoral/
a0 promover o registro de candidatos a cargos eletivos, quando solicitado por partido pol+tico ou
coligaçãoS
0 decidir sore mandados de segurança interpostos por filiados contra ato de !residente de partido
pol+ticoS
c0 apreciar questões partid.rias de nature#a interna corporisS
d0 fiscali#ar, por intermédio de oservador eleitoral, a reali#ação das convenções partid.riasS
e0 apreciar e julgar a prestação de contas relativas a campan<as eleitorais, apresentada por -rgãos
p2licas.
7. &6:B.< Co#. Da!.A*P(/ O direito de res+osta0 rode ser soliitado +or/
a0 qualquer eleitor que se sinta atingida por afirmação caluniosa ou difamat-ria atriu+da a candidato
escol<ido em convençãoS
0 candidato ou por coligação, em virtude de afirmação saidamente inver+dica, difundida por
candidato em qualquer ve+culo de comunicaçãoS
c0 filiado a partido pol+tico contra manifestação difamat-ria do respectivo dirigente, a qualquer
tempoS
d0 -rgão p2lico, quando o seu dirigente é candidato ( reeleiçãoS
e0 agente pol+tico em se sentindo ofendido por afirmação caluniosa de candidato a cargo eletivo.
HB
G. O alistame#to eleitoral e o "oto s%o/
a0 origat-rios para os maiores de de#esseis anos e menores de vinte e um anos.
0 facultativos para os maiores de de#oito anos.
c0 origat-rios para os conscritos durante o per+odo do serviço militar origat-rio.
d0 facultativos para os analfaetos e os maiores de setenta anos.
?. &Co#. Da!.ARNA=H(/ O +roessame#to e o 1ul!ame#to do re!istro de a#didatura . da
om+etK#ia do/
a0 @riunal 5egional Eleitoral, em cada Estado, em se tratando de eleição de Deputados Estaduais,
6ederais e de :ereadores do %unic+pio da Capital do EstadoS
0 @riunal 8uperior Eleitoral, quando se cuidar de candidatos ao 8enado 6ederal e ( CPmara dos
DeputadosS
c0 ?ui# Eleitoral, em se tratando cargos eletivos estaduaisS
d0 @riunal 8uperior Eleitoral, quando se cuidar de candidatos ( !resid*ncia, ( :ice>!resid*ncia da
5ep2lica e a Deputada 6ederalS
e0 @riunal 5egional Eleitoral, em cada Estado, em se tratando de eleição de Deputados 6ederais.
:. &6H< Co#. DP4(/ A Nusti$a Eleitoral/
a0 é constitu+da pelo @riunal 8uperior Eleitoral, pelos @riunais 5egionais Eleitorais e pelos ?u+#es e
?untas Eleitorais em todo o !a+s, compostos os @riunais e,clusivamente de %inistros do 8upremo
@riunal 6ederal, do 8uperior @riunal de ?ustiça e de ?u+#es 6ederaisS
0 tem compet*ncia para reali#ar o alistamento eleitoral, o registro de partidos pol+ticos e respectivos
diret-rios, o processo e julgamento do registro de candidaturas e das impugnações por inelegiilidade,
a fiscali#ação da propaganda eleitoral, o processo e julgamento de crimes eleitorais /ressalvada a
compet*ncia do 8upremo @riunal 6ederal e do 8uperior @riunal de ?ustiça0, as representações por
auso de poder econCmico e de autoridade em matéria eleitoral, os recursos contra a diplomação e a
ação de impugnação de mandato eletivo, dentre outrasS
c0 deve decretar a perda do mandato do Deputado ou 8enador, que sofrer a condenação criminal em
sentença transitada em julgadoS
d0 somente reali#a consulta prévia, mediante pleiscito, (s populações diretamente interessada, para
criação, incorporação, fusão ou desmemramento de %unic+pios, se devidamente autori#ada pelo
Yovernador do Estado e os !refeitos %unicipais.
H. &6H< Co#. DP4(/ As i#ele!ibilidades/
a0 se não arg_idas na impugnação do registro de candidatura, podem ser opostas a qualquer
momento, mesmo as de nature#a infraconstitucionalS
0 estão previstas na pr-pria Constituição e no C-digo EleitoralS
c0 são restrições impostas a pessoas que tiveram seus direitos pol+ticos suspensos por decisão da
?ustiça EleitoralS
d0 estão previstas na Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil e em $ei Complementar,
estaelecendo esta outros casos e os pra#os de sua cessação.
HD
=. &6H< Co#. DP4(/ Os +artidos +ol,tios/
a0 são livremente criados, oservada apenas a lierdade de associação para fins l+citos, sendo>l<es
assegurada plena autonomia para definir sua estrutura interna, organi#ação e funcionamentoS
0 ao adquirirem personalidade jur+dica, na forma da lei civil, estão desde logo <ailitados a registrar
candidaturas e participar de eleiçõesS
c0 t*m direito a recursos do fundo partid.rio e acesso gratuito ao r.dio e ( televisão, na forma da lei,
mesmo se não registrados os seus estatutos no @riunal 8uperior EleitoralS
d0 devem estaelecer, nos seus estatutos, normas de fidelidade e disciplina partid.rias e go#am de
autonomia para definir sua estrutura interna, organi#ação e funcionamento.
6J. &6H< Co#. DP4(/ *%o o#di$)es de ele!ibilidade0 #a forma da lei/
a0 a otenção de votos v.lidos nas eleições e ter sido registrada a candidaturaS
0 a filiação partid.ria e o domic+lio eleitoral na circunscriçãoS
c0 para !residente da 5ep2lica, Yovernadores de Estados, 8enadores e Deputados 6ederais, a
condição de rasileiro nato, em pleno e,erc+cio dos direitos pol+ticos, e a idade m+nima prevista para
os respectivos cargos eletivosSa não configuração de <ip-tese de inelegiilidade e o registro do
candidato na ?ustiça Eleitoral.
D. Eleitoral 1d 2A 3A 4D 5D 6E 7B 8D 9D 10B
BO
TE*TE*
O3 > Além dos direitos individuais, o estrangeiro detém, no 7rasil, os de:
a0 votar e ser votado para qualquer cargo parlamentarS
0 ser votado apenas para os cargos estaduaisS
c0 apenas votarS
d0 n.d.a.
O& > 1 rasileiro naturali#ado não pode ser:
a0 magistradoS
0 integrante das forças armadasS
c0 deputado federalS
d0 n.d.a.
OE > 1 sufr.gio universal direto e o voto secreto foram consagrados no 7rasil com:
a0 a constituição de 3D;GS
0 a proclamação da rep2licaS
c0 o c-digo eleitoral de 3DE&S
d0 o voto direto foi consagrado em 3DE&, e o sufr.gio universal, em 3BD3 .
O; > A representação de partido pol+tico junto ao @5E é feita pelo:
a0 corregedor eleitoralS
0 presidente da comissão e,ecutiva nacionalS
c0 delegado do partido registrado no @8E ou @5ES
d0 secret.rio da comissão e,ecutiva regional.
OI > 1s memros das juntas eleitorais são nomeados pelo:
a0 presidente do @riunal de ?ustiçaS
0 jui# eleitoral mais antigo, se <ouver mais de um na comarcaS
c0 pleno do @riunal 5egional EleitoralS
d0 presidente do @5E.
OG > 1 voto em ranco, na representação proporcional, segundo as regras previstas na legislação
eleitoral:
a0 conta>se como voto v.lido para determinar o quociente partid.rioS
0 não ser. contado como voto v.lido para determinar o quociente eleitoralS
c0 não tem significado algum, salvo a favor de legendasS
d0 conta>se apenas para apurar o n2mero de votantes e a partir dele definir a quantidade de vagas a
serem preenc<idas.
OH = De acordo com o Ksistema eletrCnico de votação o jui# eleitoral pode votar:
a0 em qualquer seção eleitoral do pa+sS
0 em qualquer seção eleitoral do EstadoS
B3
c0 em qualquer seção eleitoral de sua #onaS
d0 somente na seção eleitoral em que é eleitor.
Q A $ei FHL0GFD a$terou a re,ra 7ue pre%ia a possi#i$idade do Cui9 e$eitora$ %otar em 7ua$7uer se2(o
e$eitora$ de sua 9ona& XUA5DO DA UTILIYAZUO DO .OTO )L)TR[5ICO.
OB > "as eleições para governador de Estado, as impugnações de votos serão decididas:
a0 pelo jui# eleitoralS
0 pela turma apuradoraS
c0 pela ?unta apuradoraS
d0 pelo @5E.
OD > 8e o eleitor escrever o nome de um candidato e o n2mero de outro, de partido diverso:
a0 conta>se o voto para o candidato cujo nome foi escritoS
0 conta>se o voto para o candidato cujo n2mero foi escritoS
c0 conta>se o voto apenas para a legenda do candidato cujo nome foi escritoS
d0 o voto é nulo.
3O > A den2ncia por fato previsto como crime eleitoral é oferecida pelo:
a0 procurador regional eleitoralS
0 procurador geral da rep2licaS
c0 promotor de justiça em e,erc+cio na #ona eleitoralS
d0 procurador geral de justiça do estado.
33 > 1 fil<o de pai ou mãe rasileiro /a0, nascido no estrangeiro, que vier a residir no 7rasil, poder.
optar pela nacionalidade rasileira ao completar:
a0 3G anosS
0 3B anosS
c0 &3 anosS
d0 3; anos.
3& > 8e o eleitor escrever o nome ou o n2mero de um candidato e legenda de partido diferente, contar>
se>. o voto:
a0 para o partido cuja legenda foi escritaS
0 para o candidato cujo nome ou n2mero foi escritoS
c0 para a legenda de candidato cujo nome ou n2mero foi escritoS
d0 como nulo.
3E > ]uando o eleitor escrever o nome de um candidato, o n2mero de outro de legenda diferente e,
ainda, uma legenda que não seja de qualquer dos candidatos:
a0 conta>se o voto para o candidato cujo nome foi escrito,
0 o voto ser. contado para o candidato cujo n2mero foi escrito, em como ( legenda que foi escritaS
c0 o voto ser. contado apenas para a legenda escritaS
B&
d0 o voto ser. considerado nulo.
3; > )m silv+cola integrado, maior, não eleitor, impediu o voto de seu irmão nas eleições para
presidente da 5ep2lica. J competente para con<ecer do fato previsto como crime eleitoral:
a0 a justiça federalS
0 a justiça estadualS
c0 a justiça eleitoralS
d0 o consel<o superior da 6)"A'.
3I > "as eleições ( CPmara de :ereadores de dado munic+pio, o !%D7 oteve EIDG votosS o !@7
oteve ;I3B votosS a coligação iCorre 7rasili oteve 3GB& votosS foram dados &OO votos em ranco.
8endo H /sete0 o n2mero de cadeiras naquela casa, qual partido oteve o maior n2merod
a0 !%D7S
0 !@7S
c0 Coligação iCorre 7rasiliS
d0 n.d.a.
3G > 1 eleitor maior de 3G e menor de 3B anos de idade, que comete fato previsto como crime eleitoral,
ser. julgado pelo:
a0 jui# eleitoral da #ona onde é eleitorS
0 jui# eleitoral da #ona onde praticou o fatoS
c0 consel<o da magistratura eleitoralS
d0 jui# da infPncia e da juventude.
3H > Em com+cio pol+tico>partid.rio o prefeito municipal matou o candidato de seu pr-prio partido. A
compet*ncia para o processo e julgamento é do:
a0 triunal do j2riS
0 jui# eleitoral da #ona onde se deu o fatoS
c0 triunal de justiçaS
d0 triunal regional eleitoral.
3B > Emora o @8E ten<a declarado inconstitucional, doutrinariamenteentende>se por prejulgado
eleitoral a decisão:
a0 atual do triunal sore questão de fato em um mesmo pleitoS
0 anterior do triunal sore questão de direito em um mesmo pleitoS
c0 do @8E sore questão de direito ou de fato em um mesmo pleitoS
d0 unPnime do @5E sore questões de direito em pelo menos dois pleitos eleitorais.
3D > 1 recurso ca+vel contra decisão do @5E, denegat-ria de mandado de segurança origin.rio, com
violação de dispositivo da constituição é:
a0 especial para o @8ES
0 ordin.rio para o @8ES
c0 e,traordin.rio para o 8@6S
BE
d0 de of+cio para o @8E.
&O > 1 pra#o, com efeito 99999999999 condenat-ria, para recorrer de sentença por crime eleitoral, é
de 99999999999 dias.
a0suspensivoS E diasS
0 devolutivoS I diasS
c0 suspensivoS 3O diasS
d0 devolutivoS 3I dias.
&3 > YoiPnia possui B /oito0 #onas eleitorais, mais de 3.OOO.OOO de <aitantes e cerca de ;OO.OOO
eleitores. ]uantos diret-rios municipais os partidos podem constituir aquid
a0 3 diret-rio, pois o limite é um para cada munic+pioS
0 3 diret-rio para cada airro ou vila com mais de &OO.OOO <aitantesS
c0 3 diret-rio, pois o limite é de um para cada IOO.OOO <aitantesS
d0 3 diret-rio para cada #ona eleitoral.
&& > ]uem aprecia o pedido de filiação partid.ria é:
a0 o diret-rio do partido pol+ticoS
0 o presidente do diret-rio do partido pol+ticoS
c0 a comissão e,ecutiva do partido pol+ticoS
d0 o jui# eleitoral da #ona de filiação.
&E > 1 salvo>conduto e,pedido pelo presidente da mesa receptora de votos
a favor de eleitor ter. validade:
a0 nos I dias que antecederem ao pleitoS
0 H& <oras antes, até o ato do votoS
c0 H& <oras antes, ;B <oras ap-s o pleitoS
d0 E dias antes, até &; <oras depois do pleito.
A5' 6E55E'5A DE 1)E'51Z 3GI
&; > A propaganda eleitoral s- pode iniciar:
a0 ap-s a escol<a do candidato pela convençãoS
0 ap-s o registro da candidaturaS
c0 GO dias antes do pleitoS
d0 3OO dias antes do pleito.
&I > 1 diret-rio municipal do partido pol+tico ser. registrado:
a0 na secretaria do diret-rio regional do respectivoS
0 no cart-rio eleitoral da #ona do munic+pioS
c0 no @5ES
d0 no @8E.
&G > 8ão fontes principais do direito eleitoral:
a0 Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil e estadualS
B;
0 Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil e lei complementarS
c0 c-digo eleitoral e resolução do @8ES
d0 c-digo eleitoral e lei orgPnica dos partidos pol+ticos.
&H > 8ão fontes pr-prias do direito eleitoral:
a0 o c-digo eleitoral e a lei das inelegiilidadesS
0 a lei orgPnica dos partidos pol+ticos e o c-digo eleitoralS
c0 c-digo eleitoral e a Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasilS
d0 o c-digo eleitoral e as resoluções do @8E.
&B > 8ão e,emplos de fontes susidi.rias do direito eleitoral:
a0 resoluções do @8E e do 8@6S
0 resoluções do @8E e estatuto da magistratura eleitoralS
c0 portarias do @5E e resoluções do @8ES
d0 resoluções do @8E, C-digo !enal e C-digo Civil.
&D > 1 sufr.gio é o meio previsto na Constituição para que o povo possa:
a0 escol<er seus dirigentesS
0 aprovar atos de seus dirigentesS
c0 estão corretas alternativas A e 7S
d0 n.d.a.
EO > A soerania nacional ser. e,ercida pelo sufr.gio:
universal e diretoS
a0 restrito, universal e diretoS
0 irrestrito, direto, igual e universalS
c0 proporcional, majorit.rio, direto e secretoS
d0 universal, direto, secreto e igual.
3GG D'5E'@1 E$E'@15A$
E3 > ]uanto ( e,tensPo, o sufr.gio se classifica em:
a0 restrito e diretoS
0 universal e peri-dicoS
c0 restrito e universalS
d0 indireto e secreto.
E& > ]uanto ao valor, o sufr.gio se classifica em:
a0 igual e pluralS
0 direto e indiretoS
c0 circunscricional e distritalS
d0 secreto e p2lico.
EE > ]uanto ao modo, o sufr.gio se classifica em:
BI
a0 igual e pluralS
0 direto e indiretoS
c0 direto e proporcionalS
d0 proporcional e majorit.rio.
E; > ]uanto ( forma, o sufr.gio se classifica em:
a0 universal e restritoS
0 secreto e fec<adoS
c0 secreto e p2licoS
d0 não <. classificação quanto ( forma.
EI > ]uanto ( distriuição, o sufr.gio se classifica em:
a0 majorit.rio e distritalS
0 proporcional e igualit.rioS
c0 circunscricional e p2licoS
d0 distrital e circunscricional.
EG > ]uanto ( representação, o sufr.gio se classifica em:
a0 majorit.rio e proporcionalS
0 proporcional e da maior médiaS
c0 majorit.rio, apenasS
d0 proporcional, apenas.
A5' 6E55E'5A DE 1)E'51Z 3GH
EH > !ara a eleição do 8enado 6ederal a legislação rasileira adota o
sistema:
a0 majorit.rio simples, secreto, universal e igualS
0 majorit.rio asoluto, secreto, universal e igualS
c0 proporcional simples, secreto, universal e pluralS
d0 proporcional, secreto, universal e plural.
EB > "a eleição para a CPmara 6ederal é adotado o seguinte sistema:
a0 majorit.rio simples, secreto, universal e igualS
0 majorit.rio asoluto, secreto, universal e igualS
c0 proporcional simples, secreto, universal e pluralS
d0 proporcional, secreto, universal e igual.
ED > "a eleição para presidente da 5ep2lica, governadores e prefeitos de
munic+pios com mais de &OO.OOO eleitores, o sistema adotado é:
a0 majorit.rioS
0 maioria simplesS
c0 majorit.rio, porém de maioria asolutaS
BG
d0 n.d.a.
;O > "a eleição para deputados estaduais e vereadores, o sistema de voto é:
a0 secreto e proporcionalS
0 secreto e majorit.rioS
c0 s- proporcionalS
d0 s- majorit.rio.
;3 > Dentre os critérios con<ecidos para se determinar a nacionalidade, o
7rasil adota:
a0 jus gentiuns, sem e,ceçõesS
0 jus solis, com e,ceçõesS
c0 jus sanguinis, com e,ceçõesS
d0 jus solis, sem e,ceções.
;& > !elo critério do jus solis, ser. nacional:
a0 o fil<o de nacional, onde quer que ocorra o nascimentoS
0 o que nascer no e,terior, mas apenas eventualmenteS
c0 o que nascer no territ-rioS
d0 o que escol<er a nacionalidade.
3GB D'5E'@1 E$E'@15A$
;E > !erante a lei rasileira o fil<o de um alemão que nascer no 7rasil ser.
considerado:
a0 rasileiro natoS
0 rasileiro naturali#adoS
c0 alemão, porque seu pa+s adota o sistema jus sanguinisS
d0 depende da opção que ele ou os pais fi#erem no 7rasil.
;; > 1 fil<o de rasileiro /a0 nascido no estrangeiro, estando pelo menos um
dos seus pais a serviço do governo rasileiro, é considerado:
a0 rasileiro naturali#adoS
0 rasileiro natoS
c0 depende do sistema adotado pelo pa+s onde nascerS
d0 s- ser. rasileiro nato se for registrado em repartição competente do
governo rasileiro.
;I > !ara que o fil<o de rasileiro /a0 nascido no e,terior, não estando qualquer dos pais a serviço
oficial, seja considerado rasileiro nato é necess.rio:
a0 que seja registrado em repartição rasileira competenteS
0 que ven<a residir no 7rasil e opte pela nacionalidade rasileira ap-s completar &3 anos de idadeS
c0 que ven<a residir no 7rasil e opte pela nacionalidade rasileira ap-s completar 3B anos de idade, e o
faça dentro do pra#o de ; anosS
BH
d0 estão corretas A e 7.
;G > 1 estrangeiro que reside permanentemente e sem interrupção no 7rasil
por mais de 3I anos é:
a0 rasileiro natoS
0 rasileiro naturali#adoS
c0 estrangeiroS
d0 rasileiro, se sua origem é portuguesa.
;H > !ara a naturali#ação de pessoa origin.ria de pa+s que fale a l+ngua
portuguesa como idioma oficial é necess.rio, além do requerimento:
a0 domic+lio ininterrupto por 3 ano no 7rasil e idoneidade moralS
0 resid*ncia permanente por 3 ano no 7rasil e idoneidade moralS
c0 resid*ncia ininterrupta por 3 ano no 7rasil e idoneidade moralS
d0 resid*ncia ininterrupta por 3 ano no 7rasil e não ter sofrido condenação
penal.
A5' 6E55E'5A DE 1)E'51Z 3GD
;B > "ão se tratando de estrangeiro origin.rio de pa+s que fale a l+ngua
portuguesa como idioma oficial, requer>se, para se conceder a naturali#ação:
a0 domic+lio por EO anos no 7rasil e idoneidade moralS
0 resid*ncia por 3I anos ininterruptos no 7rasil e sem condenação penalS
c0 domic+lio por EO anos ininterruptos no 7rasil e sem condenação penalS
d0 3I anos de resid*ncia e idoneidade moral, se tiver ens im-veis no 7rasil.
;D > 8upondo que as leis portuguesas sejam rec+procas aos rasileiros, os
lusitanos, no 7rasil, que aqui ten<am resid*ncia permanente, podem:
a0 votar e ser votados como os rasileiros natosS
0 votar e ser votados como os rasileiros naturali#adosS
c0 votar apenas, porque são estrangeirosS
d0 votar com autori#ação do jui# eleitoral.
IO > 1 rasileiro naturali#ado tem os mesmos direitos que o nato, mas,
dentre os cargos p2licos aai,o, não pode ser:
a0 senador ou deputado federalS
0 sargento das forças armadasS
c0 ministro do 8@6S
d0 presidente do 7anco Central.
I3 > A perda da nacionalidade rasileira ser.:
a0 compuls-ria, a critério do !oder ?udici.rioS
0 volunt.ria, em qualquer casoS
BB
c0 volunt.ria, por aquisição de outra nacionalidade, e compuls-ria, por
decisão judicialS
d0 declarada de of+cio pelo ministro da justiça em casos de perda da capacidade civil.
I& > 8ão s+molos da 5ep2lica 6ederativa do 7rasil:
a0 a andeira, o <ino, as armas e o selo nacionaisS
0 a andeira, o <ino, as armas e o selo nacionais e estaduais, porque
somos uma 6ederaçãoS
c0 a andeira, o <ino, as armas e o selo nacionais, estaduais e municipais,
porque a C567 considera o %unic+pio como parte da federaçãoS
d0 apenas o Rino e a 7andeira "acionais.
IE > !or direito pol+tico positivo se entende:
a0 o conjunto de normas que regulam o direito de ser votadoS
a0 o conjunto de normas que regulam o poder de votar em candidatos ou em pleiscitoS
3H1 D'5E'@1 E$E'@15A$
c0 o conjunto de normas que regulam o direito de e,ercer cargos p2licos
acess+veis aos rasileirosS
d0 o conjunto de normas astratas que regulam o direito de atuar no polo
ativo ou passivo do processo eleitoral.
I; > 1 direito pol+tico ativo consiste em poder participar do processo
democr.tico, votando:
a0 em candidato e em pleiscito, mas não em referendo, porque não foi
regulamentadoS
0 em pleiscito e referendo, porque o voto em candidato é indiretoS
c0 em eleições peri-dicas, mas não em pleiscito, que é forma de
democracia diretaS
d0 em eleições gerais, regionais ou locais e pleiscito ou referendo.
II > A capacidade pol+tica ativa inicia>se com:
a0 a idade de 3G anosS
0 o t+tulo de eleitorS
c0 o alistamento eleitoralS
d0 3B anos para <omem e 3G para mul<er.
IG > 8ão requisitos da capacidade pol+tica ativa origat-ria, além da
nacionalidade rasileira:
a0 a idade de &3 anosS
0 a alfaeti#ação e a idade de 3B a HO anosS
c0 a idade entre 3B e HO anosS
BD
d0 a idade entre 3B e GI anos para mul<er e 3B a HO para <omem.
IH > A capacidade pol+tica ativa é facultativa para:
a0 menores de 3G e maiores de HO anos de idade, alfaeti#ados ou nãoS
0 menores entre 3G a 3B anos, e maiores de HO anos, alfaeti#ados ou nãoS
c0 menores de 3G e maiores de HO anos, alfaeti#adosS
d0 menores de 3B anos e analfaetos.
IB > Em termos de direitos pol+ticos a origatoriedade ou facultatividade
alcançam:
a0 o alistamento eleitoral ou o votoS
0 o voto e, por conseq_*ncia, o alistamento eleitoralS
c0 o alistamento eleitoral e o votoS
d0 o t+tulo de eleitor e o alistamento eleitoral.
A5' 6E55E'5A DE ])E'51Z 3H3
ID > 1 status de cidadão é prerrogativa de:
a0 eleitor rasileiroS
0 maior de idade, rasileiroS
c0 rasileiro natoS
d0 estrangeiro ou rasileiro, desde que eleitor.
GO > "ão podem se alistar como eleitor:
a0 os estrangeiros e os militares até o posto de sargentoS
0 os estrangeiros, os naturali#ados e os militares que estão prestando O
serviço militar origat-rioS
c0 os estrangeiros e os conscritos, durante o serviço militar origat-rioS
d0 somente os estrangeiros, j. que <. a origatoriedade do voto e do
alistamento aos rasileiros.
G3 > Assinale a alternativa incorreta:
a0 quem não estiver em dia com as origações eleitorais não pode participar
de concursos p2licosS
0 todos os rasileiros maiores de 3B anos são origados a votarS
c0 o estrangeiro não pode votar, nem que ten<a resid*ncia ininterrupta no
7rasil por mais de EO anosS
d0 o soldado das forças armadas tem capacidade pol+tica ativa e passiva.
G& > 1 eleitor que muda de endereço deve providenciar junto ( justiça
eleitoral a transfer*ncia de domic+lio, segundo as regras previstas no C-digo
eleitoral:
a0 antes das eleiçõesS
DO
0 até E meses antes das eleiçõesS
c0 até 3OO dias antes das eleiçõesS
d0 até G meses antes das eleições.
GE > 8er. concedida a transfer*ncia de domic+lio eleitoral ao eleitor que
provar:
a0 que tem 3 ano de inscrição anterior e que est. residindo no novo
endereço <. E mesesS
0 que tem E meses de inscrição anterior e que est. residindo no novo
endereço <. 3 anoS
c0 que tem novo endereço residencialS
d0 que est. residindo no novo endereço <. 3 ano.
3H& D'5E'@1 E$E'@15A$
G; > ?osé da 8ilva, funcion.rio p2lico, pretendendo mudar de domic+lio
eleitoral depois que mudara de endereço <. G meses, protocolou pedido na
?ustiça Eleitoral DO dias antes das eleições. Analise:
a0 ser. concedida a transfer*ncia porque o funcion.rio p2lico est.
dispensado dos requisitos e,igidos dos não funcion.riosd
0 o funcion.rio p2lico pode requerer a transfer*ncia a menos de 3OO dias
das eleiçõesd
c0 o jui# eleitoral analisar. os requisitos, mesmo saendo que o funcion.rio
p2lico pode ser transferido a qualquer momento e por isso est.
desorigado de comprov.>losd
d0 não se concede mudança de domic+lio eleitoral ao funcion.rio p2lico.
GI > !or direito pol+tico passivo se entende:
a0 o direito de presidir partido pol+ticoS
0 o direito de comandar eleições, como jui# eleitoralS
c0 o direito de ser votadoS
d0 o direito de votar em qualquer eleição.
GG > Como um dos requisitos ( capacidade eleitoral passiva e,ige>se o
domic+lio eleitoral na circunscrição. 1 tempo deste domic+lio é:
a0 de 3O anos, para cargo de presidente da 5ep2licaS
0 de I anos, para cargo de governadorS
c0 de 3 ano, para qualquer cargoS
d0 fi,ado em lei para cada eleição.
GH > A filiação partid.ria é conditio sine qua non para eleger>se:
a0 presidente da 5ep2lica, governador e prefeito, mas não os respectivos
D3
vicesS
0 vereador e prefeito municipal, e,ceto o respectivo viceS
c0 senador, deputado federal e deputado estadualS
d0 a qualquer cargo, e,ceto vereador, cujo candidato pode concorrer sem
partido.
GB > A idade m+nima para disputar uma eleição é de:
a0 IO anos, para presidente da 5ep2licaS
0 EO anos, para senador e governadorS
c0 3B anos, para deputado federal e jui# de pa#S
d0 &3 anos, para prefeito ou vice>prefeito
A5' 6E55E'5A DE 1)E'51Z 3HE
GD > ?. %arcelo disputou a eleição para presidente da 5ep2lica,
regularmente filiado ao seu partido, e oteve a vit-ria no primeiro turno.
Antes da posse, porém, o registro de seu partido, que j. era definitivo, foi
cassado pelo @8E. 1 eleito:
a0 toma posse, ve# que estava eleito e o registro era definitivoS
0 não toma posse, ve# que é requisito ( elegiilidade a filiação partid.riaS
c0 toma posse desde que se filie, antes, a outro partidoS
d0 n.d.a.
HO > Aquele que não pode se alistar não pode se eleger. 1 analfaeto pode
eleger>se, j. que pode se alistar. 8ore estas duas afirmativas, informar
verdadeiro /:0 ou falso /60:
a0 : e 6S
0 : e :S
c0 6 e 6S
d0 6 e :.
H3 > "ão são ineleg+veis para um terceiro mandato susequente:
a0 os c<efes do !oder E,ecutivo, de todas as esferas, inclusive o viceS
0 os memros do Congresso "acional, salvo se <ouverem se desincompatiili#ado seis meses antes
do pleitoS
c0 os memros das Assemléias $egislativas e CPmaras %unicipaisS
d0 os prefeitos de munic+pios com até &OO.OOO <aitantes, salvo o caso de
desincompatiili#ação um ano antes do pleito.
H& > 8upon<a que o presidente do 7rasil renuncie ao seu mandato 3 ano
antes da nova eleição. 1 vice assume o cargo como sucessor. 6altando I
meses para a eleição, o presidente em e,erc+cio fa# uma viagem ao
D&
!araguai, pa+s fronteiriço, num domingo, voltando no mesmo dia. !elas
regras constitucionais vigentes, o presidente da CPmara assume o Yoverno
como sustituto do presidente, mas não assina nen<um ato durante o
mandato. Analise:
a0 o presidente da CPmara poder. disputar a pr-,ima eleição de presidente
da 5ep2lica porque s- sustituiu e não sucedeu ao presidenteS
0 o presidente da CPmara é ineleg+vel para qualquer cargo e,ecutivo no
pr-,imo pleitoS
c0 o presidente da CPmara s- poder. concorrer ( reeleição de seu pr-prio
cargoS
d0 o presidente da CPmara s- é ineleg+vel no pr-,imo pleito ao cargo de
presidente ou vice>presidente da 5ep2lica.
3H; D'5E'@1 E$E'@15A$
HE > Em sede de processo eleitoral:
a0 cae recurso e,traordin.rio contra decisão do @5E que violar dispositivo
da Constituição da 5ep2lica 6ederativa do 7rasilS
0 o recurso em matéria não criminal est. sujeito a preparoS
c0 a questão constitucional não fica preclusa, emora não ventilada no
momento pr-prio, podendo ser renovada em outra oportunidadeS
d0 não <. possiilidade de se adotar o procedimento sum.rio do C!C em
nen<um caso.
H; > 8ão ineleg+veis, por motivos de parentesco com o c<efe do E,ecutivo,
no pr-,imo pleito o:
a0 tio, avC e sorin<oS
0 tio, sogro e irmãoS
c0 primo, sorin<o e irmãoS
d0 cun<ado, cCnjuge, pai e mãe.
HI > 1 irmão da concuina do prefeito municipal:
a0 é ineleg+vel para vereador no mesmo munic+pioS
0 não tem impedimento para disputar eleição municipal, ve# que não é
DE
considerado parente do prefeitoS
c0 s- poder. disputar eleição no munic+pio se for em usca de reeleiçãoS
d0 não poder. participar de nen<uma eleição no Estado, salvo em usca de
reeleição.
HG > 1 militar que pretenda disputar mandato eletivo dever.:
a0 afastar>se da atividade, se tiver menos de 3O anos de serviçoS
0 ir para a reserva, não sendo oficialS
c0 pedir licença ( sua unidade pelo tempo do mandatoS
d0 pedir licença ( sua unidade pelo tempo do mandato, desde que ten<a
mais de 3O anos de serviço e seja oficial.
HH > A lei que cuida das demais <ip-teses de inelegiilidades, conforme o A
Dj do art. 3;, C567 é:
a0 a lei nj OIFHO, que foi recepcionada pela constituição e continua em vigorS
0 uma que ainda não foi editadaS
c0 a lei nj G;FDO, de 3BFOIFDOS
d0 uma lei ordin.ria.
HB > As causas de inelegiilidades e as de suspensão ou perda dos direitos
pol+ticos constituem:
a0 direito do EstadoS
0 princ+pios constitucionaisS
c0 direitos pol+ticos negativosS
d0 limitações ( capacidade pol+tica.
A5' 6E55E'5A DE 1)E'51Z 3HI
HD > Em O3FOGFDH foi promulgada e pulicada uma lei alterando as regras do
processo eleitoral sem fi,ar data para entrada em vigor. !elas regras
constitucionais vigentes:
a0 esta lei entrar. em vigor DO dias ap-s a pulicaçãoS
0 um ano ap-s a pulicação a lei ter. efic.cia, emora entre em vigor
imediatamenteS
D;
c0 a questão de vig*ncia de lei é regulamentada pela $'CC, que estaelece o
pra#o de ;I dias, ap-s a promulgação, em qualquer caso, salvo disposição
na pr-pria lei em contr.rioS
d0 seis meses ap-s a lei ter. plena efic.cia.
BO > !redomina no !rocesso Civil 7rasileiro o sistema pulic+stico dos atos
processuais, admitindo, por e,ceção, o segredo de justiça. A ação de
impugnação de mandato eletivo tramitar.:
a0 aertamente, dada a relevPncia da matéria e o interesse p2lico em jogoS
0 em segredo de justiça, por disposição legalS
c0 em segredo de justiça, por disposição constitucionalS
d0 não <. regras especiais, ve# que se trata de uma ação como qualquer
outra.
B3 > 1 pra#o para impugnação de mandato eletivo perante a ?ustiça Eleitoral
é de:
a0 3I dias, contados da diplomaçãoS
0 3I dias, contados da eleiçãoS
c0 3O dias, contados do con<ecimento da causa que autori#a a impugnaçãoS
d0 3O dias, contados da diplomação.
B& > A criação de partidos pol+ticos, de modo origin.rio ou derivado:
a0 est. condicionada ao cumprimento de princ+pios constitucionaisS
0 é livre, astando a vontade dos ideali#adoresS
c0 depende apenas das regras previstas na $1!!S
d0 estão corretas as alternativas A e B.
BE > A criação de partido pol+tico, entre outros requisitos, deve oservar:
a0 o car.ter nacionalS
0 o n2mero m+nimo de 3L dos eleitores do pa+s como seus filiadosS
a0 o car.ter, pelo menos, estadualS
a0 atuação no Pmito municipal quando o munic+pio concentre pelo menos EL do eleitorado nacional.
DI
3HG D'5E'@1 E$E'@15A$
B; > 1s partidos pol+ticos registrarão seus Estatutos:
a0 ap-s adquirir personalidade jur+dica, no @5E do Estado onde nascerS
0 no @8E, se nascer simultaneamente em mais de 3 EstadoS
c0 no @8E, ap-s adquirir personalidade jur+dicaS
d0 partido pol+tico não tem personalidade jur+dica, mas registrar. seu
Estatuto no @8E.
BI > Desde a antiga lei orgPnica dos partidos pol+ticos tem>se que o registro
provis-rio é v.lido pelo pra#o de 3& meses, findo o qual ser. cassado se
não tiver se organi#ado definitivamente. !or força da lei BOI;FDO, este pra#o:
a0 diminuiu para G mesesS
0 mantém>se, e, todavia, pode ser prorrogado quando o vencimento se der
em ano eleitoral, nos DO dias antes das eleições, e o partido tiver deputados
ou senadoresS
c0 foi prorrogado para 3B meses, todas as ve#es que o vencimento coincidir
com ano eleitoralS
d0 s- se prorrogar. se o partido comprovar que dentro de 3& meses ter. se
organi#ado definitivamente e que j. tem, inclusive, representantes na
CPmara e no 8enado.
BG > 8ão -rgãos de delieração dos partidos pol+ticos:
a0 as convenções nacional, regionais e municipalS
0 os diret-rios de todos os n+veisS
c0 a comissão de ética e o consel<o disciplinarS
d0 o consel<o fiscal e o consel<o consultivo.
BH > 8ão -rgãos de direção e ação dos partidos pol+ticos:
a0 os diret-rios e as convençõesS
0 somente as convençõesS
c0 somente os diret-riosS
d0 somente a comissão e,ecutiva.
DG
BB > 1 pra#o m+nimo para registro de candidatos a cargos eletivos é de 999999
e ser. efetuado perante 9999999 :
a0 3 anoS comissão e,ecutivaS
0 3 anoS junta eleitoral, nas eleições municipaisS
c0 G mesesS justiça eleitoral local, para qualquer eleição, desde que o
candidato seja localS
d0 G mesesS @8E, @5E ou jui# eleitoral, conforme o cargo a ser preenc<ido.
A5' 6E55E'5A DE 1)E'51Z 3HH
BD > Cada #ona eleitoral nas capitais ter. no m.,imo 9999999 seções eleitorais
e, no interior, ter. 999999 :
a0 3O e IS
0 &O e 3OS
c0 B e ;S
d0 não <. limites.
DO > "as capitais, cada seção eleitoral ter. 99999999 eleitores no m+nimo e 9999999 no m.,imoS no
interior estes n2meros serão 99999 e 999999, respectivamente:
a0 3OO e IOOS IO e &IOS
0 3OO e ;OOS IO e EOOS
c0 IO e ;OOS BO e EOOS
d0 IO e ;OOS IO e IOO.
D3 > A filiação partid.ria é feita perante:
a0 a Comissão E,ecutiva do !artidoS
0 o Diret-rio do !artidoS
c0 o presidente do !artidoS
d0 o Consel<o de Jtica do !artido.
D& > A filiação partid.ria pode ser impugnada por 99999 no pra#o de 999999
dias. 8e a impugnação for contestada caer. ( /ao0 999999 decidir em 99999
dias:
DH
a0 qualquer candidatoS E diasS comissão e,ecutivaS I diasS
0 qualquer filiadoS E diasS comissão e,ecutivaS I diasS
c0 presidente do diret-rioS I diasS consel<o de filiadosS E diasS
d0 presidente do diret-rioS E diasS comissão de éticaS I diasS
DE > Dar>se>. o cancelamento autom.tico da filiação partid.ria por:
a0 morte, e,pulsão, perda de direito pol+tico e filiação a outro partidoS
0 morte ou e,pulsãoS
c0 morte ou filiação a outro partidoS
d0 apenas por morte do filiado.
D; > 1 jui# eleitoral poder. cancelar a filiação partid.ria:
a0 de of+cio, quando verificar dupla filiaçãoS
0 apenas a requerimento, quando for cancelada a inscriçãoS
c0 por ordem do @5E, em caso de coincid*ncia de nomesS
d0 a requerimento, em qualquer <ip-tese, ve# que, sendo ato judicial, não
pode ser tomado de of+cio.
3HB D'5E'@1 E$E'@15A$
DI > 8e, de of+cio, for cancelada a filiação partid.ria por decisão judicial, o
jui# dever.:
a0 comunicar ( comissão e,ecutivaS
0 comunicar ao presidente do Diret-rioS
c0 recorrer de of+cio ao @5ES
d0 comunicar ao @5E, porque, em regra, o jui# não age de of+cio.
DG > A votação iniciar>se>. (s 99999 <oras e encerrar>se>. (s 999999 <oras,
s- podendo se prolongar para atender aos eleitores presentes e que portem
uma sen<a entregue pelo presidente da mesa receptora, recol<endo os
respectivos t+tulos.
a0 H:OO e 3B:OOS correta a parte finalS
DB
0 B:OO e 3H:OOS correta a parte finalS
c0 B:OO e 3B:OOS correta a parte finalS
d0 B:OO e 3H:OOS errada a parte final, j. que se prolongar. enquanto <ouver
eleitores para votar.
DH > "o ato de votação poder. ser impugnada a identidade do eleitor. J
parte leg+tima para oferecer a impugnação:
a0 fiscal de partidoS
0 delegado de partidoS
c0 candidatoS
d0 todas estão corretas.
DB > As impugnações oferecidas serão resolvidas 9999999 por maioria de
votos 9999999. 1 oferecimento da impugnação é pressuposto 9999999 para
que se possa recorrer no pra#o de ;B <oras:
a0 pelo @5E > dos memros da cPmara eleitoral > da apelaçãoS
0 de plano > da ?unta Eleitoral > asolutoS
c0 pela ?unta > dos memros da mesa > relativoS
d0 de plano > da ?unta Eleitoral > relativo.
DD > 8andoval 8ardin<a praticou <omic+dio doloso contra um eleitor GO dias
antes da eleição. 1 delegado de pol+cia concluiu o inquérito IO dias ap-s o
evento e representou quanto ( prisão preventiva, ve# que não <ouve
flagrante. 1 %inistério !2lico tamém pediu a preventiva, junto com a
den2ncia, faltando ; dias para as eleições. 1 ?ui# a decretou. A pol+cia
encontrou o criminoso no mesmo dia. Analisar:
a0 a compet*ncia para decretar a preventiva é do jui# eleitoral e a pol+cia
poder. prender o criminosoS
0 a compet*ncia, como se trata de crime doloso contra a vida, é do triunal
do j2ri, mas a pol+cia não poder. prender porque faltam menos de I dias para as eleiçõesS
c0 a compet*ncia é do jui# criminal singular, mas a pol+cia não poder.
prender porque faltam menos de I dias para as eleiçõesS
d0 a compet*ncia é do jui# criminal singular, mas a pol+cia poder. prender
DD
porque faltam mais de E dias para as eleições.
A5' 6E55E'5A DE 1)E'51Z 3HD
3OO > Das decisões do @5E que forem proferidas contra e,pressa
disposição da C567, ou de lei, e das que divergirem de outro triunal eleitoral,
caer. recurso:
a0 especial para o @8ES
0 ordin.rio para o @8ES
c0 e,traordin.rio para o 8@6S
d0 e,traordin.rio, quanto ( ofensa ( C567, e especial nos demais casos.
3O3 > A decisão do @5E que anula diploma ou decreta a perda de mandato
eletivo federal ou estadual, desafia recurso:
a0 especial, no pra#o de 3I diasS
0 ordin.rio, no pra#o de E diasS
c0 de apelação, no pra#o de 3I diasS
d0 e,traordin.rio para o 8@6 em E dias.
3O& > :ersando sore inelegiilidades ou e,pedição de diplomas nas
eleições estaduais ou federais, ou denegando <aeas corpus ou mandado
de segurança, a decisão do @5E desafia:
a0 recurso especial, ao @8E, no pra#o de E diasS
0 recurso ordin.rio, ao @8E, no pra#o de E diasS
c0 recurso ordin.rio, ao @8E, no pra#o de 3I diasS
d0 apenas o recurso e,traordin.rio, se ferir a Constituição.
3OE > "os pleitos municipais, a diplomação dos eleitos far>se>. 9999999
e se <ouver mais de um /a0 9999999 ser. feita pelo /a0 que for presidida pelo 9999999. 8e denegada a
diplomação cae recurso 9999999999 no pra#o de 99999 ao @5E:
a0 pelo jui# eleitoralS mais idosoS por ele, ordin.rioS E diasS .
0 pela junta eleitoralS junta eleitoralS jui# mais idosoS especialS E diasS
3OO
c0 pela junta eleitoralS junta eleitoralS jui# mais antigoS de apelaçãoS E diasS
d0 pelo jui# eleitoralS jui# eleitoralS jui# mais antigoS de apelaçãoS E dias.
3O; > As decisões do @8E são irrecorr+veis. 8ão recorr+veis as decisões do
@8E que contrariarem a C567 e as que denegarem <aeas corpus ou
mandado de segurança.
a0 : e 6S
0 6 e :S
c0 6 e 6S
d0 : e :.
3BO D'5E'@1 E$E'@15A$
3OI > 8endo admitido recurso das decisões do @8E que contrariarem a C567 e
das que denegarem <aeas corpus ou mandado de segurança, estes
seriam:
a0 e,traordin.rio, mas no processo eleitoral não cae esta espécie de
recursoS
0 e,traordin.rio no primeiro caso e ordin.rio no segundoS
c0 somente o recurso e,traordin.rioS
d0 simplesmente o recurso ordin.rio.
3OG > Além dos recursos de apelação, ordin.rio, especial e e,traordin.rio,
não são ca+veis no processo eleitoral:
a0 a apelação quando a sentença for asolut-riaS
0 o agravo de instrumentoS
c0 os emargos de declaração, emora não sejam considerados recursosS
d0 ação rescis-ria, salvo em versando sore impugnação de mandato
eletivo.
3OH > A ação penal nos crimes eleitorais é:
3O3
a0 p2lica incondicionadaS
0 p2lica condicionadaS
c0 privadaS
d0 depende do crime praticado.
3OB > A den2ncia por crime eleitoral deve ser oferecida no pra#o de 9999
dias. 1 réu, ap-s a citação, ter. o pra#o de 99999 dias para contestar.
a0 3O e 3IS
0 3O e 3OS
c0 3I e 3OS
d0 3O e 3I.
3OD > 8alvo disposição em contr.rio em cada tipo penal eleitoral, a pena
m+nima de detenção e de reclusão serão, respectivamente:
a0 EO dias e G mesesS
0 3O dias e 3 anoS
c0 & meses e B mesesS
d0 3I dias e 3 ano.
33O > )m crime comum e um crime doloso contra a vida praticados em
cone,ão com crime eleitoral, serão processados e julgados:
A5' 6E55E'5A DE 1)E'51Z 3B3
a0 pela justiça eleitoralS
0 pelo triunal do j2riS
c0 o crime comum e o crime eleitoral serão julgados pela justiça eleitoral,
mas doloso contra a vida ser. por julgado pelo triunal do j2ri,
desmemrando>se o processoS
d0 o eleitoral ser. julgado pelo jui# eleitoral e os demais, conforme
determinar a lei de organi#ação judici.ria do Estado.
333 > 1 jui# de direito que pratica fato definido como crime eleitoral ser. julgado:
3O&
a0 pelo @riunal 5egional EleitoralS
0 pelo @riunal de ?ustiça do EstadoS
c0 pela ?unta eleitoral de sua ZonaS
d0 pelo @riunal 8uperior Eleitoral.
33& > 8ão -rgãos da ?ustiça Eleitoral:
a0 o @8E, @5E e ju+#es eleitoraisS
0 o @8E e @5ES
c0 os ju+#es eleitorais e juntas eleitoraisS
d0 o @8E, @5E, ju+#es eleitorais e juntas eleitorais.
33E > 1 n2mero de memros do @8E e do @5E é, respectivamente:
a0 H e I, com o m.,imo de H para o primeiro e m+nimo para o segundoS
0 H e H, com n2mero m+nimo de H para o primeiro e fi,o para o segundoS
c0 33 e H, com n2mero fi,o de H para o primeiro e m+nimo para o segundoS
d0 D e I, com n2mero fi,o de I para o primeiro e m+nimo para o segundoS
33; > 1 presidente, vice>presidente e o Corregedor Eleitoral do @8E serão
escol<idos sempre, respectivamente, entre:
a0 os %inistros do @8ES
0 os %inistros do 8@? e do 8@6S
c0 os %inistros do 8@6 e do 8@?S
d0 não <. regra fi,a porque depender. de eleição no @8E.
33I > 1 presidente e vice>presidente do @5E serão escol<idos sempre,
respectivamente, entre:
a0 desemargadores que, ao lado dos demais memros, formam a corteS
0 desemargadores e ju+#es eleitoraisS
c0 ju+#es eleitoraisS
d0 seus pr-prios ju+#es, incluindo os representantes dos advogados e o da
justiça federal.
3OE
3B& D'5E'@1 E$E'@15A$
33G > 1 mandato m+nimo do jui# eleitoral é de 99999 ano/s0 e o m.,imo é de 999999 mandatos
consecutivos. 1 serviço eleitoral do jui# é 9999999:
a0 3S &S origat-rioS
0 &S ES facultativoS
c0 ES &S origat-rioS
d0 &S &S origat-rio.
33H > A naturali#ação 999999 permite ao estrangeiro a aquisição da
nacionalidade depois de 999999 anos de 99999 no 7rasil:
a0 e,traordin.riaS EO anosS resid*nciaS
0 ordin.riaS EO anosS domic+lioS
c0 e,traordin.riaS 3I anosS resid*nciaS
d0 ordin.riaS 3I anosS resid*ncia.
33B > 8egundo jurisprud*ncia consolidada do @8E, o militar candidato a
qualquer cargo eletivo:
a0 est. dispensado da filiação partid.riaS
0 pode filiar>se ao partido de sua prefer*ncia até o dia das eleiçõesS
c0 independente de filiação partid.ria poder. registrar sua candidatura ap-s
escol<a pela convençãoS
d0 deve ir para a inatividade G meses antes do pleito e ato cont+nuo filiar>se a
partido pol+tico.
33D > !ara as eleições de 3DD; ( CPmara 6ederal:
a0 o n2mero de candidatos por coligação é limitado ( quantidade de vagas a
preenc<erS
0 cada candidato pode ser registrado com tr*s nomes, além do nome oficial
completoS
c0 o pra#o para o presidente do diret-rio requerer o registro das candidaturas
de seu partido encerrar. em 3O de jun<o, mas se não o fi#er, o pr-prio
3O;
candidato poder. fa#*>lo até o dia 3&S
d0 quem pretender impugnar o pedido de registro de candidatura dever. agir
em I dias, contados da pulicação do edital, correndo, da intimação da
impugnação, igual pra#o para o impugnado se defender e produ#ir provas.
3&O > Dentre as inovações introdu#idas nas eleições de 3DD; est. o
processamento eletrCnico de dados da apuração. 1 7oletim de )rna:
a0 ser. preenc<ido pela junta apuradora, e,clusivamente, para remessa (
central de processamentoS
0 ser. preenc<ido pela turma apuradora e remetido ao jui# eleitoral para agrupamento e remessa (
central de processamentoS
c0 foi sustitu+do pela planil<a eletrCnica que ser. preenc<ida pela pr-pria turma apuradoraS
d0 preenc<ido pela turma apuradora, ser. assinado pelos memros da ?unta
e pelo representante do Comit* 'nterpartid.rio de 6iscali#ação e remetido (
central de processamentoS
D'5E'@1 E$E'@15A$
YA7A5'@1
O3>D E3>C G3>7 D3>7
O&>D E&>A G&>C D&>7
OE>A EE>7 GE>A DE>A
O;>A E;>C G;>7 D;>A
OI>D EI>D GI>C DI>A
OG>7 EG>A GG>D DG>7
OH>D EH>A GH>C DH>D
OB>C EB>D GB>D DB>7
OD>A ED>C GD>A DD>C
3O>C ;O>A HO>A 3OO>A
33>C ;3>7 H3>C 3O3>7
3&>7 ;&>C H&>D 3O&>7
3E>A ;E>A HE>C 3OE>C
3;>C ;;>7 H;>D 3O;>D
3I>D ;I>7 HI>7 3OI>7
3G>D ;G>C HG>A 3OG>D
3H>D ;H>C HH>C 3OH>A
3OI
3B>7 ;B>7 HB>C 3OB>7
3D>7 ;D>7 HD>7 3OD>D
&O>C IO>C BO>C 33O>C
&3>D I3>C B3>A 333>A
&&>C I&>A B&>A 33&>D
&E>C IE>D BE>A 33E>7
&;>A I;>D B;>C 33;>C
&I>C II>C BI>7 33I>A
&G>7 IG>7 BG>A 33G>D
&H>7 IH>7 BH>C 33H>D
&B>D IB>C BB>D 33B>C
&D>C ID>A BD>D 33D>C
EO>D GO>C DO>D 3&O>D
3OG