OS RECURSOS TECNOLÓGICOS

NO TRABALHO CIENTÍFICO

Max Melquiades da Silva
1



1. I nt r oduç ão
As gerações nascidas nos últimos quinze ou vinte anos assistem ao advento interminável de
produtos, técnicas e equipamentos eletrônicos que se fazem presentes em todas as esferas da vida. A
junção das tecnologias da eletrônica e da informática e o avanço das técnicas de miniaturização fazem
eclodir uma grande variedade de inimagináveis equipamentos digitais. Antes de nascerem, as crianças já
estão assistidas por equipamentos médicos que as monitoram e informam sobre mudanças ocorridas no
ventre materno. Os brinquedos eletrônicos, tênis que piscam luzes, videogames, celulares, controles-
remoto e outros produtos tornam a tecnologia familiar à maioria das pessoas desde a infância. Contudo,
gerações passadas que não passaram pela mesma experiência recebem surpreendidas as notícias de
novos inventos que soam tão mais naturais aos jovens.
A esse cenário em transformação, marcado por essas e outras características relacionadas
principalmente à evolução das tecnologias da informação e comunicação, alguns estudiosos chamam
“sociedade da informação” (PORTUGAL
2
), “sociedade informacional” (CASTELLS
3
), “era digital”
(CHIAVENATTO
4
), “ambiente globalizado” (NONAKA e TAKEUCHI
5
), etc. Toffler
6
afirma que as
transformações por que passamos só tiverem dois paralelos na história, conforme descrito em seu
modelo:
Quadro 01: As Ondas de Transformação de Toffler
Revolução Agrícola Revolução Industrial Revolução da Informação
Do sedentarismo até 1750 d.C 1750 d.C até 1970 d.C. 1970 d.C até...
Fonte: Adaptado de TOFFLER, 1980 (cf. nota 6).

O que estamos assistindo seria a revolução informacional ou digital, de efeitos tão ou mais
significativos que as revoluções agrícola e industrial. Novos termos passam a integrar o vocabulário das
diversas ciências: inteligência artificial, infomaníaco, tecnomaníaco, microeletrônica, cibernética,
superhigway, exclusão digital, etc. A Internet é considerada por muitos como o ponto culminante dessa
revolução, com imensas possibilidades democráticas (e-Gov, e-participação, accountability), culturais e
científicas.

1
Mestrando em Administração Pública pela Escola de Governo da Fundação J oão Pinheiro. Foi instrutor informática em diversas
escolas de Belo Horizonte. É técnico da Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais – PRODEMGE e autor
das obras “Computação Básica” e “Computação Gráfica: Corel Draw, Page Maker, Photoshop e Flash”, ambos pela Editora Lutador.
E-mail: max@prodemge.gov.br.
2
LIVRO Verde para a sociedade da informação em Portugal. Lisboa: Missão para a sociedade da informação, 1997.
95p. (Disponível em http://www:missao-si.mct.pt/. 30 de junho de 2000).
3
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede - A era da informação: economia, sociedade e cultura, vol. 1. São Paulo:
Paz e Terra, 1999.
4
CHIAVENATO, Idalberto; SAPIRO, Arão. Planejamento Estratégico: fundamentos e Aplicações. 2ª Reimpressão.
Rio de J aneiro: Elsevier, 2003.
5
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação do conhecimento na empresa. Rio de J aneiro: Campus, 1997.
6
TOFFLER, Alvin A. Terceira onda. Rio de Janeiro: Record, 1980.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
2
Com tantas possibilidades, a informática induz seus usuários a um retorno ao mito de Édipo Rei:
Decifra-me ou eu te devorarei, desafia-nos o computador em sua posição de centralidade adquirida na
sociedade hodierna. Nesse ambiente é possível identificar ao menos quatro tipo de pessoas ou
comportamentos em relação ao posicionamento assumido diante da informática:
1. Os reacionários, acreditam que a vida seria bem melhor sem a informática e, como novos
luditas
7
, pregam um retorno à pré-história do computador. Olham desconfiados para a
máquina e como puritanos, mal se atrevem mesmo a tocar no computador, acreditando se
tratar de coisa indigna!
2. Os entusiastas ou criacionistas, acreditam que tudo vem da informática; ela determina todos
os aspectos da vida moderna. Desprezam outros aspectos da vida e seu lema poderia ser:
“Não há vida fora do computador”. São fanáticos pelos games, programas e engenhocas da
informática e, aspirantes a profetas, fazem previsões sempre muito otimistas.
3. Há também os resistentes que acreditam que a informática, como um modismo qualquer,
logo passará. Os fenômenos passageiros da internet como os Netscape, Kazzaa, ICQ, o
Messenger, Orkut, etc., tendem a se esgotar e confirmam a idéia da transitoriedade. Por
acreditarem na fugacidade do fenômeno informática, não se preocupam em aprende-la.
4. Os moderados. Atentos ao fenômeno da informática, preocupam-se em aprender a lidar com
ela ao menos nos aspectos essenciais a seu trabalho cotidiano. Não são apaixonados pela
informática, nem seus maiores defensores: apenas entendem que se trata de uma revolução
sem volta, com enorme potencial para transformar nossa vida, por isso buscam aprender a
trabalhar com o micro para tirar proveito das possibilidades que ele oferece.
Este trabalho se insere mais na linha dos “moderados”. Parte do pressuposto de que são
inegáveis as possibilidades que o micro oferece para facilitar o trabalho de pesquisa e que um
conhecimento técnico mais assentado de alguns recursos simples como a elaboração de um sumário
pode conferir mais qualidade, aumentar a eficácia e poupar tempo na elaboração de trabalhos
acadêmicos. A partir das normas técnicas de apresentação do trabalho científico da ABNT, o texto que
segue busca oferecer um suporte tecnológico que consiga tornar mais fácil, automática e prazerosa a
utilização do computador na efetivação dos trabalhos acadêmicos.
Este material se encontra então na confluência entre os campos da informática e da metodologia
do trabalho científico e pode ser útil a estudantes, professores e pesquisadores de todos os campos do
conhecimento, unidos que estamos pela dependência do computador para a confecção de nossos
trabalhos. Sua natureza é um pouco estranha aos padrões acadêmicos: é um meio termo entre um artigo
e manual técnico, mais prático que teórico-reflexivo.
A met odol ogi a do t r abal ho c i ent íf i c o na Era da I nf ormát i c a
Quando os trabalhos acadêmicos eram datilografados, a dificuldade de se seguir as normas
técnicas era incomparavelmente superior à atual. Um simples erro implicava na necessidade de se
refazer toda a página num processo manual que poderia consumir mais de hora. A introdução do uso do
computador na elaboração dos trabalhos acadêmicos conferiu agilidade e versatilidade ao processo.
Entretanto, grande parte dos universitários, inclusive professores, tem um domínio muito
limitado do computador. Por meio da experiência em aulas de metodologia do trabalho científico e de
informática, constatei que o tempo que se perde tentando elaborar e formatar os trabalhos com a
utilização de técnicas inadequadas é inversamente proporcional ao tempo que seria necessário investir
para se aprender a utilização “correta” (mais adequada) dos recursos do computador. Ou seja, as pessoas

7
Grupo de operários ingleses que, no séc. XIX, destruíram máquinas industriais, temendo o desemprego.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
3
preferem continuar utilizando o computador de forma intuitiva e auto-didática e “aprender fazendo”,
consumindo horas e horas em trabalhos que poderiam tomar apenas alguns minutos. Não se preocupam
em tentar aprender a usar de forma mais eficiente o computador e, consequentemente, o tempo, o que
equivale a insistir no erro. Espera-se que este trabalho ajude então a desenvolver sua eletronic toolbox
(caixa de ferramentas eletrônica) que pode conferir mais eficácia no uso do micro.
Sof t war es que podem aux i l i ar no t rabal ho c i ent íf i c o
A escolha dos softwares que abordaremos aqui se baseou em estudo que buscou analisar em
vários softwares a facilidade de uso, a variedade e a qualidade dos recursos apresentados, o custo, o
layout e aparência e o grau de uso percebido dos softwares no ambiente acadêmico, com prioridade para
os mais utilizados. Todos os testes foram feitos em um laboratório de informática e apenas o último
critério (grau de uso) não foi objeto de observação em laboratório. Os escolhidos foram:
• Sistema Operacional: Microsoft Windows XP Professional.
• Suíte Office: Microsoft Office 2003 Professional;
Outros sistemas operacionais (Unix, Mac OS/X, Solaris) são pouco utilizados no Brasil. O
Linux vem ganhando bastante espaço mas seu uso ainda é muito limitado e oferece grandes dificuldades
aos usuários com menos conhecimento técnico. Outras versões domésticas do Windows (98, ME, 2000)
estão rapidamente ficando ultrapassadas e vem sendo substituídas pelo “XP”.
Outras Suítes Office também foram testadas (Star Office, Open Office.org, Br Office, Easy
Office, IBM Lotus Smart Suite Office, Corel Word Perfect Office). O pacote produzido pela Microsoft
se mostrou superior em sofisticação, recursos, facilidade de uso e aceitação no mercado. Dentre as
últimas versões do Microsoft Office (1997, 2000, 2002 e 2003), a 2003 é de longe a mais avançada e
utilizada, o que reforçou sua escolha. O quadro abaixo apresenta os softwares que compõem a suíte
Microsoft Office 2003 Professional:

Quadro 02: Programas da suíte Microsoft Office 2003 Professional
Programa Botão Função
Microsoft Access

Criação de banco de dados relacional através de tabelas que
se comunicam, consultas, relatórios e formulários.
Microsoft Excel

Criação de planilhas eletrônicas. Faz cálculos através de
fórmulas e funções. Aceita gráficos e organogramas.
Microsoft Front Page

Excelente programa para criação de páginas web. Permite
criar páginas no modo gráfico ou via código.
Microsoft Info Path

Programa introduzido no Office 2003. Serve para a criação de
formulários dinâmicos para web ou rede.
Microsoft One Note

Programa de anotações e gerenciamento. Usado para reunir
idéias em um bloco de anotações eletrônico.
Microsoft Outlook

Para organização pessoal. É uma agenda, catálogo de
endereços, recebe e envia e-mails e lista de contados.
Microsoft Power Point

Um dos melhores softwares para criação de apresentações
para exibição na tela e em data show.
Microsoft Project

Elaboração profissional de projetos de todo tipo. Possui uma
planilha sofisticada para acompanhamento.
Microsoft Publisher

O mais versátil programa do Office permite a criação de
jornais, revistas, cartões, convites, panfletos e sites.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
4
Microsoft Visio

Cria diagramas, plantas, mapas fluxogramas, gráficos e
projeto de banco de dados para engenharia e empresas.
Microsoft Word

Permite a digitação e edição de textos, criação de mala direta
e tabelas. Permite a inserção de figuras e fotos.
Fonte: Elaboração própria.

Desse conjunto de softwares, escolhemos abordar neste trabalho apenas o editor de textos Word
2003 e o editor de apresentações Power Point 2003. Os recentes Windows Vista e Office 2007, lançados
há pouco tempo, não foram testados. Outros softwares foram abordados neste estudo das principais
tecnologias informacionais de uso amplamente divulgado que podem auxiliar nos trabalhos acadêmicos:
softwares de digitação, dicionários eletrônicos, programas para geração de arquivos PDF, etc.
2. Di gi t aç ão ef i c i ent e dos t r abal hos
O ritmo geralmente frenético das atividades acadêmicas e o grande volume de trabalhos
produzidos por professores e alunos às vezes determinam uma rotina de horas diárias à frente do micro.
A digitalização dos dados levantados nas pesquisas e a escrita das análises feitas pelo autor do trabalho
geralmente podem ser aceleradas e garantir a execução dentro do prazo se se dominam as técnicas de
digitação.
Quem nunca passou por aquela incômoda experiência de verificar que o raciocínio geralmente é
mais veloz que as mãos? Quando nos concentramos na elaboração dos trabalhos o raciocínio costuma
produzir mais idéias, construtos e resgatar mais informações acumuladas que a nossa capacidade de
comunica-las oralmente ou por escrito. A fluidez do pensamento pode fazer escapar idéias brilhantes,
mas bons digitadores podem minimizar as perdas neste tipo de situação.
Qualquer pessoa pode treinar para se tornar um bom digitador, evitando vícios que fazem perder
tempo e posturas que prejudicam o organismo. A chamada “catilografia” (digitação feita apenas com os
dedos indicadores e o olhar constante sobre o teclado, “catando” as teclas) além de mais vagarosa, é
altamente prejudicial aos membros superiores e à coluna vertebral e abandoná-la exige muito menos
tempo e esforço que se imagina.
Manuais com as lições de prática adequadas podem ser encontrados na Internet. O estudo desses
manuais e das metodologias utilizadas pelos softwares de digitação nos permite supor que um esforço
concentrado, metódico e paciente de 30 minutos de prática diários durante cerca de 90 dias é o
suficiente para transformar a maioria dos “catilógrafos” de carreira em bons digitadores.
Sof t war es de di gi t aç ão
Há bons softwares de digitação disponíveis no mercado
8
. O HJ ( ***) tem uma versão
gratuita, é muito fácil de usar e fornece informações sobre o desempenho do digitador ao final de cada
lição. Inclui treinamento no teclado numérico e configuração da duração das lições.
O Digitando ( ****) é considerado um dos melhores softwares brasileiros de digitação. Tem
uma versão de testes (30 dias) e não deixa o usuário passar para uma lição mais avançada se não for

8
Utilizamos a seguinte classificação os softwares: (Brasileiro), (Norte-americano), (Croata). O número
de asteriscos indica a resultado de nossa avaliação qualitativa do softwares, podendo ir de 1 (Aceitável, embora bastante
atrasado em relação aos demais) a 5 (Elevado nível de sofisticação técnica, grande número de recursos e metodologia de
ensino satisfatória).
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
5
aprovado na anterior. Fornece resultados estatísticos sobre a evolução do número de toques e o índice de
acertos. Possui jogos e utilitários para ajudar o digitador a ganhar velocidade.
O BR Tecno ( **) tem uma versão de testes com funcionalidade ilimitada durante trinta dias.
O programa possui poucos recursos de gerenciamento das atividades e apresenta lições extremamente
curtas. Quando o aluno completa todas as lições, o software gera uma página de certificado de
conclusão do curso (que pode ser impressa como “diploma”) com o nome do digitador e alguns dados
estatísticos sobre o desempenho.
O Typing Tutor ( / ***) não oferece muitos recursos extras, mas é bastante fácil de usar
e não apresenta limitações em sua versão de teste.
O Typing Master ( ****) é, provavelmente, o programa de digitação mais usado no mundo.
Inclui digitação de lições, textos, jogos que estimulam a velocidade e gráficos de desempenho. Tem uma
versão de testes com apenas algumas lições.
3. Conf i gur aç ão de pági na
A ABNT recomenda o seguinte padrão para formatação da página: papel branco, tamanho A4
(21 x 29,7 cm), margens Superior e Esquerda de 3,0 cm, Inferior e Direita de 2,0 cm.




As definições de página mencionadas podem ser feitas na janela Configurar Página, acessada
através do Menu Arquivo. Quando seu programa de edição de textos é usado principalmente para a
Transformar
configuração
em padrão
para outros
documentos
Figura 01
Janela Configurar Página
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
6
confecção de trabalhos acadêmicos, pode ser conveniente definir essa formatação como sendo a
“padrão”, ou seja, aquela que prevalecerá toda vez que um novo arquivo for criado. Para definir a
configuração de página como padrão, basta clicar no botão “Padrão” da janela Configurar Página, após
ter feito as configurações desejadas. Isso afetará o modelo “Normal.dot”, no qual são baseados os novos
arquivos criados no programa.
Cri ando model os espec íf i c os de doc ument o
Se preferir, você pode criar um outro modelo específico para trabalhos acadêmicos e que já
contenha elementos que facilitem o trabalho. Quando se instala o Microsoft Word, o único modelo
existente é o “Normal.dot”, que determina como será a aparência de todos os documentos criados
posteriormente. Pode-se criar um modelo específico para trabalhos acadêmicos que contenha, por
exemplo, uma configuração de página própria, o cabeçalho do trabalho com o nome da instituição e do
aluno, a numeração de página já incluída e outros elementos que facilitam a vida até do mais experiente
pesquisador.
Para criar um novo modelo, abra o Microsoft Word, vá ao menu Arquivo e clique em Novo.
Surgirá uma janela azul encaixada no lado direito da tela do Word, chamada Painel de Tarefas, como
mostra a figura abaixo:



Clicando na opção “No meu computador”, será aberta uma janela que permite criar um
documento com base nos modelos existentes no micro. Contudo, observe que o único modelo existente
é o Normal que se caracteriza pela tela em branco.

Opção para
abrir modelos
existentes no
computador
Figura 02
Painel de Tarefas Novo
Documento
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
7


Clique sobre a opção “Documento em branco” e selecione a opção “Modelo”, no canto inferior
da janela. Isso fará com que seja aberto um novo modelo em branco. Agora, basta fazer as alterações no
novo modelo criado. Entre as alterações que podem ser feitas:
• Configure a página conforme os padrões técnicos da ABNT.
• Insira o número de página, conforme os padrões da ABNT.
• Digite o cabeçalho e deixe pronto um protótipo da capa de seus trabalhos.
Você também pode formatar o texto, definindo fonte e tamanho apropriados (mesmo que não
haja texto!). Concluída a edição do documento, basta salvar o modelo que você acabou de criar. Para
salvar, clique em Salvar como no menu Arquivo.

F
i
g
u
r
a

0
3

J
a
n
e
l
a

N
o
v
o

M
o
d
e
l
o

Os recursos tecnológicos no trabalho científico
8


Observe que o arquivo será salvo como um “Modelo de documento”, e não como um documento
qualquer. Não modifique a pasta em que o modelo está sendo salvo; apenas dê a ele um nome que o
identifique claramente.
Agora, suponhamos que você irá elaborar seu primeiro trabalho acadêmico após criar o novo
modelo. Experimente criar um novo documento com base no modelo que acabou de criar. Para isso, vá
ao menu arquivo e clique em Novo. Agora clique novamente em “No meu computador”, como mostra a
Figura 02. Na janela que se abrirá, selecione o modelo que acabou de criar e marque a opção
“Documento”, no canto inferior direito. Clique em Ok.

Figura 04
Janela Salvar Como
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
9


Será criado um novo documento baseado no modelo “Acadêmico”. Este procedimento criar
modelos e gerar novos arquivos baseados nestes modelo pode ser usado quantas vezes for necessário.
Cri ando mac ros para aut omat i zar t ar ef as
As Macros são rotinas gravadas permanentemente nos arquivos do programa. Servem para
automatizar tarefas repetitivas. Na primeira vez que vamos realizar a tarefa, ativamos previamente a
gravação da tarefa em forma de Macro. Nas vezes seguintes, basta solicitar a execução da macro e
pronto. A tarefa é realizada instantaneamente. São extremamente úteis para a construção de capas,
tabelas e listas de referências bibliográficas.
Neste exemplo, vamos gravar uma macro com o cabeçalho de um trabalho acadêmico. Para
começar, peça um documento em branco. Acione o menu Ferramentas, aponte para Macro e clique em
“Gravar nova macro”.

Figura 05
Modelos de documento
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
10


Dê um nome para a macro que será gravada e clique em OK. A partir deste momento, o cursor
do mouse assume o formato de uma fita cassete e tudo o que for digitado ou formatado será gravado em
forma de macro. Em alguma parte da tela surgirá uma pequena barra de ferramentas com dois botões: o
primeiro para encerrar a gravação da macro e o segundo para pausar momentaneamente a gravação.
Digite o cabeçalho ou os principais elementos da capa de um trabalho: nome da instituição,
nome do curso, autor e data, dando os espaçamentos necessários e deixando uma área reservada para o
título do trabalho. Formate os elementos digitados conforme as regras da ABNT. Quando tiver
finalizado a digitação do texto, clique no botão “Parar gravação”.



Se desejar, pode fechar o arquivo e mesmo o programa sem salvar, pois sua macro já estará
gravada nos arquivos do programa. Agora, toda vez que desejar repetir a confecção de uma capa, basta
acessar a macro e executa-la. Para fazer isso, clique no menu Ferramentas, aponte para Macro e clique
na opção “Macros”. Agora escolha a macro criada, neste caso a macro “capa” e clique sobre o botão
executar.
Vi sual i zar i mpressão
A visualização de impressão é o melhor recurso para garantir que, na capa, o título do trabalho
ficará centralizado verticalmente. Também ajuda a encontrar certa harmonia entre os elementos que
ocupam as páginas pré-textuais. O pulo do gato está na possibilidade de utilizar a visualização de
impressão não apenas como modo de visualização do texto, mas como um modo de edição de página,
por meio do qual podem ser efetuadas alterações no texto.
Na barra de ferramentas Padrão, clique no botão Visualizar Impressão ( ). Estando neste
modo de exibição, repare que surge no alto da tela uma barra de ferramentas como esta:



Parar
gravação da
macro.
Pausar
gravação da
macro.
Dê um nome
para a macro;
os outros
comandos
desta janela
são
dispensáveis
para a tarefa
em questão.
Figura 06
Janela Gravar nova
macro
Figura 07
Barra de ferramentas
Parar gravação
Figura 08
Barra de ferramentas
Visualizar impressão
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
11
O ponteiro do mouse assume o formato de uma lupa que não permite editar o texto. Clicando,
porém, sobre o segundo botão da barra de ferramentas, botão “Lupa”, o cursor do mouse volta a seu
formato original e permite alterações no texto, como dar espaçamentos.
4. A esc ol ha da Font e adequada
As normas técnicas da ABNT recomendam para trabalhos acadêmicos fonte Arial ou Times
New Romam, corpo 12 com espaçamento entrelinhas de 1,5 ou 2,0. Na verdade, pode-se optar por outra
fonte que garanta uma boa legibilidade e a compatibilidade com outros computadores (para o caso de
trabalhos que passem por mais de um computador).
Famíl i as de f ont es
As famílias tipográficas ou famílias de fontes são compostas pelas variações de cada tipo de
letra. A fonte Times New Romam com suas variações, por exemplo, constitui uma família tipográfica.

Quadro 03: Famílias tipográficas “Times New Romam” e “Arial”
Família Times New Romam Família Arial
Normal N Times New Romam N Arial
Negrito N Times New Romam N Arial
Itálico I Times New Romam I Arial
Sublinhado Times New Romam S Arial
N I S Times New Romam N I S Arial
CAIXA ALTA TIMES NEW ROMAM CAIXA ALTA ARIAL
caixa baixa times new romam caixa baixa arial
VERSALETE TIMES NEW ROMAM VERSALETE ARIAL
Fonte: Elaboração própria.

Nos trabalhos acadêmicos, é conveniente ater-se ao uso de apenas uma ou duas famílias
tipográficas. Pode-se usar, por exemplo, a família Times New Romam para o corpo do texto e títulos e a
família Arial para os quadros e tabelas. Contudo, outras fontes costumam aparecer nos trabalhos
acadêmicos impressos ou apresentados em meio eletrônico. O próximo tópico analisa outras famílias
tipográficas muito utilizadas.
Font es ou f amíl i as t i pogr áf i c as mai s c omuns
As fontes mais comuns, que já vêm instaladas com o Sistema Operacional Windows desde a
versão 95 até o novo Windows Vista são:





Os recursos tecnológicos no trabalho científico
12
Quadro 04: Fontes mais comuns
FONTE
TAMANHO 11
NEGRITO ITÁLICO
SUBLINHAD
O
UTILIZAÇÃO
Arial Arial Arial Arial
Universal, embora seja
preferida em trabalhos das áreas
de ciências exatas. Tem muitas
variações: Arial Narrow, Arial
Rounded, Ar i al Bl ac k .
Book Antiqua Book Antiqua Book Antiqua Book Antiqua
Cada vez menos utilizada no
corpo dos trabalhos. Ainda é
vista em epígrafes, dedi-
catórias e agradecimentos.
Garamond Garamond Garamond Garamond
Mais elegante que a Times, mas
também muito fina e pequena.
Muito usada em obras poéticas
e literárias.
Tahoma Tahoma Tahoma Tahoma
Ideal para títulos e textos bem
pequenos. Cansa o leitor
quando em grande quantidade.
Times New
Romam
Times New
Romam
Times New
Romam
Times New
Romam
Universal, embora seja
preferida em trabalhos das áreas
de ciências humanas.
Trebuchet Trebuchet Trebuchet Trebuchet
Ideal para tabelas, gráficos e
títulos. Usada nos nomes das
J anelas do Sistema Operacional
Windows.
Verdana Verdana Verdana Verdana
Ideal para tabelas, gráficos e
títulos. Seu grande trunfo é a
fantástica legibilidade quando
em tamanhos muito pequenos.
Muito usada na Internet (sites).
Fonte: Elaboração própria.

As fontes “ALGERIAM” e “Comic Sans”, muitas vezes vistas em trabalhos acadêmicos, são
altamente desaconselháveis pela escassa legibilidade e por sua aparência pouco convencional, uma
muito rebuscada, a outra “cômica”! As fontes “Bookmam old Stile”, “Futura” e “Lucida Sans” são
aceitáveis para títulos e partes específicas de trabalhos. Na escolha, paute-se pelo bom senso. Não há
necessidade de chamar a atenção pela aparência: é a qualidade dos conteúdos e a preocupação
metodológica que evidenciará o capricho com que o trabalho foi feito.
I nc orpor aç ão de f ont es ao arqui vo
As fontes vistas anteriormente costumam estar presentes em quase todos os computadores. Se
você utilizar outra fonte, tome cuidado para garantir que o arquivo, quando aberto em outros
computadores, poderá visualizar o documento “fielmente”, da maneira como você o formatou. Para isso,
as fontes raras, quando utilizadas, devem ser incorporadas ao arquivo ou salvas à parte.
Para incorporar uma fonte rara ao arquivo, acione o menu Ferramentas e clique em “Opções”.
Clique na guia “Salvar” e marque a opção “Incorporar fontes True Type”. O arquivo fica ligeiramente
maior, mas garante uma exibição segura em outros micros.
Se estiver um pouco mais à vontade no trato com o micro, você também pode fazer
manualmente o processo de transferência das fontes de um computador para outro. Para isso, abra o
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
13
Windows Explorer de seu computador e procure a pasta C:\Windows\Fonts. Ali estão armazenados os
arquivos de todas as fontes do Windows. Encontre a fonte desejada e faça uma cópia em disquete, pen-
drive ou outra mídia removível. No computador de destino, basta arrastar os arquivos de fonte até a
mesma pasta, C:\Windows\Fonts. Ao final deste processo, as fontes já estarão instaladas e a
visualização do arquivo do Word deverá ser exatamente como no computador de origem.
5. Edi t ando o t ex t o: c or r eç ão
Durante a digitação do trabalho, é comum depararmo-nos com dificuldades para encontrar o
termo certo que exprime exatamente determinada idéia. Mesmo os pesquisadores mais experientes
também cometem erros de vários tipos: ortografia, gramática, pontuação, digitação, metodologia, vícios
de linguagem (cacofonia, redundância, pleonasmo, coloquialismo, etc.). Convém, neste caso, lançar mão
de alguns recursos simples que o computador disponibiliza para ajudar na correção.
Corr eç ão do t ex t o: veri f i c ador de or t ograf i a e gramát i c a
A cada nova versão do Word, a verificação ortográfica fica mais aprimorada. O programa
compara as palavras digitadas com as que estão registradas em seu banco de dados e sublinha de
vermelho as que considera digitadas incorretamente. Na versão 2003, o programa reconhece inúmeros
estrangeirismos, maior quantidade de nomes e mesmo termos técnicos e científicos. Vale a pena abrir o
corretor ortográfico e “Alterar” as palavras grafadas incorretamente, “Ignorar” as corretas que o
programa não reconhece e “Adicionar” termos usados repetidamente.
Recentemente (na versão 2000) o Word incluiu a correção gramatical. Mais complexa e difícil
que a ortográfica, ela busca identificar erros na construção dos períodos, sublinhando de verde as frases
problemáticas. Na versão 2003, este recurso foi bastante melhorado e se tornou mais confiável. É bom
ativar a correção gramatical ao corrigir o trabalho. Ela pode nos proporcionar algumas surpresas! Mas
cuidado: a correção do Word não é suficiente e não dispensa uma rigorosa, metódica e paciente leitura
que busque identificar e corrigir erros. Se o trabalho é muito importante, convém pedir a correção de
outra pessoa.
Di c i onári o de Si nôni mos
O Word possui um extenso dicionário interno. Ao digitar uma palavra que indique uma idéia
ligeiramente próxima daquela que você quer efetivamente expressar, você pode solicitar os sinônimos
da palavra em questão. Pode ser que um deles seja mais conveniente.


Sinônimos
sugeridos pelo
Word para a
palavra
“conveniente”.
Figura 09
Menu rápido (Pop up)
Lista de sinônimos
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
14

Isso também ajuda a evitar repetições e ampliar o vocabulário contido no texto. Para um acesso
rápido ao dicionário de sinônimos do Word, clique com o botão direito do mouse sobre qualquer palavra
e aponte para “Sinônimos”.
Subst i t ui ç ão aut omát i c a de pal avras
Algumas palavras são difíceis de serem digitadas. Quando utilizadas com muita freqüência,
podem provocar uma grande lentidão no ato de digitar. Imagine que você esteja fazendo um trabalho em
que precise repetir várias vezes nomes como “NONAKA & TAKEUCHI, 1996” ou “TAPSCOTT &
AGNEW, 1999 apud BUKOWITZ & WILLIAMS, 2002”! O recurso da Auto Correção pode ser usado
nestes casos para substituir códigos simples como “nit” (criado aleatoriamente pelo próprio autor) por
“NONAKA & TAKEUCHI, 1996”.
A AutoCorreção é o mesmo recurso que corrige automaticamente algumas palavras digitadas
incorretamente como “mae” por “mãe”. Há uma lista de termos grafados incorretamente seguidos da
grafia correta. Toda vez que um destes termos “errados” é digitado, o Word substitui automaticamente
pela variante “correta”.
Podemos acrescentar palavras a essa lista da seguinte maneira: vá ao menu Ferramentas e clique
em “Opções de AutoCorreção” ( ). No campo “Substituir”, digite a palavra que deseja que seja
substituída sempre que aparecer. No campo “Por” digite a palavra ou expressão que substituirá esta
palavra e clique em Adicionar e OK.



Você também pode utilizar este recurso para fazer surgir automaticamente uma imagem que usa
com muita freqüência. Por exemplo: imagine que você tenha que elaborar quase diariamente
documentos que contenham o logotipo da instituição. Usando a AutoCorreção, toda vez que você digitar
determinado código como “logo1” a logomarca aparece instantaneamente.
Para fazer isso, localize um arquivo do Word em que apareça a imagem (logomarca). Selecione-
a e acesse o menu Ferramentas, “Opções de AutoCorreção”. Agora basta digitar no campo “Substituir”
o código “Logo1” ou outro qualquer e clicar no botão “Adicionar”. Pronto. Na página do Word, teste o
funcionamento, digitando o código e, em seguida, pressionando Enter ou a barra de espaço do teclado.
Figura 10
Janela Opções de
AutoCorreção
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
15

Digitando... Surge...
Logo1


Logo2


Logo3


Logo4



Cont rol e de al t eraç ões
Você elaborou um volumoso trabalho e, por economia ou por qualquer outro motivo de ordem
prática, enviou a versão eletrônica (e não o texto impresso) para alguém corrigir. Como saber depois que
correções foram feitas, o que foi alterado no texto?
O recurso do Controle de alterações permite visualizar cada detalhe do que foi modificado e o
texto como era antes. Com apenas dois cliques é possível “aceitar” determinada alteração, confirmando-
a definitivamente, ou “rejeitar”, voltando o trecho a sua versão original. A pessoa que for corrigir o
texto também pode destacar determinado trecho e inserir um comentário por escrito dentro de um balão,
sem que o novo texto se incorpore ao conteúdo imprimível do trabalho.
Para ativar o controle de alterações, vá ao menu Ferramentas e clique em “Controlar alterações”
( ). A partir deste momento, qualquer alteração registrada no arquivo será destacada e poderá ser
desfeita a qualquer momento. Depois de analisar uma alteração em particular, clique com o botão direito
do mouse. Surgirá o menu pop-up abaixo:



Para aceitar ou rejeitar a alteração, clique nas opções correspondentes. Para finalizar o controle
de alterações, desmarque a opção “Controlar alterações” neste mesmo menu pop-up ou no menu
Ferramentas.
Ut i l i zaç ão de di c i onár i os el et rôni c os e espec i al i zados
Quem nunca teve dúvida sobre o significado preciso de determinada palavra empregada em seu
trabalho? Ou precisou saber sobre a origem etimológica do termo e suas distintas acepções? Quando
nossa necessidade por informações mais abrangentes e detalhadas sobre algum aspecto do uso da língua
Figura 11
Menu rápido Controle de
alterações
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
16
for grande, convém adquirir algum dicionário eletrônico. Eles geralmente são mais práticos e baratos
que os dicionários impressos. Dentre os principais existentes no mercado estão:
- Aurélio: seu grande trunfo é a integração com o Microsoft Word. Pode-se consultar um verbete
com dois cliques do mouse. Com 435 mil verbetes da língua portuguesa, é o mais completo dicionário
digital.
- Houaiss: com menos verbetes que o Aurélio e interface mais amigável, tem a vantagem de
detalhar mais o significado dos termos, destacando a origem etimológica. Parece mais conceitual,
explicativo, que sinonímico e, geralmente, apresenta exemplos de uso extraídos de obras literárias.
- Michaelis e Luft: mais simples que os anteriores, são opções bastante econômicas e que podem
atender satisfatoriamente à maioria das consultas menos técnicas.
Além destes dicionários da língua portuguesa, existem versões eletrônicas de dicionários com
termos específicos de várias áreas do conhecimento. Os dicionários especializados são sumamente
importantes. Ali está o compêndio de quase toda a teoria produzida por cada ramo da ciência: são
dicionários de filosofia, biologia, termos médicos, literatura, administração, etc. As enciclopédias
também podem ser úteis.
Loc al i zando e subst i t ui ndo t ex t o
A localização de texto pode ser útil quando o trabalho digitado se torna muito grande. A
substituição é particularmente útil quando, na correção, constatamos ter usado repetidamente um termo
inadequado. Também permite formatar automaticamente uma palavra ou frase, sempre que ela aparecer.
Para “Localizar” ( ) ou “Substituir” ( ) um texto, basta selecionar a opção desejada, no Menu
Editar. O quadro abaixo sintetiza algumas possibilidades do uso da substituição de texto:

Termo a ser localizado Será substituído por
Lakatos Eva Maria Lakatos
M & L Marconi e Lakatos
Lakatos Marconi e Lakatos
Marconi e Lakatos Marconi & Lakatos (2001)

Assim, podemos substituir uma letra, palavra ou expressão contida no texto por outra de
qualquer tamanho. Obviamente, este recurso só se torna interessante quando temos que alterar várias
partes idênticas de um texto por outras. Observe-se, então, que a opção de substituir caracteres mantém
a uniformidade. O recurso também pode ser usado para alterar a formatação de textos.



Figura 12
Janela
Localizar e
substituir
texto
Abre opções
para
alteração do
formato do
campo
“Substituir
por”
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
17
Termo a ser localizado Será substituído por
e-gov E-gov
Accountability Accountability
Menu Menu
Microsoft Office Microsoft Office

Neste caso, o campo “Localizar” deve ser preenchido apenas com a palavra ou expressão
desejada, sem qualquer formatação. No campo “Substituir por”, escreve-se o termo desejado, seguido da
formatação correspondente. A formatação pode ser feita clicando-se no botão “Mais”, e em seguida no
botão “Formatar”. Mas atenção: quando se clica em “Formatar” o cursor do mouse deve estar situado no
campo “Substituir por” e não no campo “Localizar”. Assim, a palavra que se deseja localizar não
precisa possuir nenhuma formatação específica para ser encontrada. J á a palavra que a irá substituir irá
formatada de acordo com as configurações feitas.
Al t ernando ent re os modos de I nserç ão e Subst i t ui ç ão de t ex t o
Modo de “Inserção” é o modo de digitação de texto padrão no Word. Quando se digita neste
modo, as palavras que se encontram à direita do Cursor são “empurradas” para frente, sem que haja
sobreposição. O modo de “Substituição” pode ser ativado pressionando-se a tecla “Insert”. Quando se
digita neste modo, todo texto que estiver à direita do Cursor será “engolido” a cada novo caractere
digitado. É muito útil quando estamos corrigindo textos: poupa tempo.

Modo de Inserção
Texto existente |Os recursos tecnológicos
Após nova digitação... Todos |Os recursos tecnológicos

Onde representa a posição do cursor. Repare que após a digitação da palavra “Todos”, seguida de
espaço, o texto situado à direita do cursor se moveu para a direita, dando lugar a outros caracteres.

Modo de Substituição
Texto existente |Os recursos tecnológicos
Após nova digitação... Todos |ursos tecnológicos

Onde representa a posição do cursor. Repare que após a digitação da palavra “Todos”, seguida
de espaço, o texto situado à direita do cursor desapareceu na proporção exata de novos caracteres
digitados. Ou seja, para cada nova letra digitada, uma letra do texto à direita desapareceu, sendo
substituída pelo novo texto.
6. For mat aç ão aut omát i c a do t ex t o: est i l os
A formatação do trabalho acadêmico constitui uma dor de cabeça para muitas pessoas, nem
tanto pelo desconhecimento dos padrões técnicos, mas pela dificuldade em aplicá-los quando diante do
computador. De fato, a etapa da diagramação ou formatação do trabalho requer muita atenção para que
as diversas partes obedeçam às normas técnicas da ABNT e estejam efetivamente uniformizadas. Para
facilitar este trabalho, existe no Microsoft Word o recurso dos Estilos de formatação.

Os recursos tecnológicos no trabalho científico
18
Apl i c ando est i l os j á ex i st ent es
O Word já vem com estilos prontos para a formatação dos títulos do trabalho. São os estilos
“Título 1”, “Título 2” e “Título 3”. Para aplicar um estilo, basta selecionar o texto que se deseja
formatar e clicar sobre o nome do estilo desejado. A lista de estilos está disponível no menu drop down
( ) à esquerda da lista de fontes.



















Entretanto, os estilos existentes são aplicáveis apenas aos títulos do trabalho. Como fazer para
aplicar estilos também às outras partes textuais? Para formatar o restante do texto, é bom criar um estilo
para cada parte do texto, conforme sua natureza: um estilo para as citações, outro para o corpo do texto,
outro para as referências bibliográficas, outro para os nomes das tabelas, etc. Daí em diante, todo o
trabalho se restringe a selecionar o restante do texto e aplicar o estilo correspondente.
Vamos ver um exemplo, passo a passo, da utilização deste método. O quadro abaixo representa
uma página de trabalho na qual aparecem títulos, texto e citações, sem qualquer formatação em um
primeiro momento:

2 Tópicos de literatura comparada
2.1 A literatura como aproximação da mensagem filosófica
As explicações para a necessidade de um uso mais artístico da língua são vastas e carecem de consenso
entre especialistas. Uma das hipóteses de mais credibilidade é aquela segundo a qual:
(...) a língua própria é pobre, não satisfaz todas as necessidades, mas conta com a irrupção de uma outra
linguagem, essas divinas eclosões do espírito que os Gregos chamavam Tropos. As figuras são a
linguagem da paixão. A paixão deforma o ponto de vista sobre as coisas e obriga a modos de falar
particulares: se os homens concebessem todas as coisas que se apresentam no seu espírito,
simplesmente como elas são em si mesmas, todos falariam delas da mesma maneira (BARTHES, 1985:
88).
O próprio Barthes, mais tarde, complementa que a narrativa ficcional é portadora de uma estrutura
cognoscível não exclusivamente artística, mas capaz de comunicar conceitos:
(...) Ou a narrativa é uma simples acumulação de acontecimentos, caso em que só poderemos falar dela
remetendo-nos para a arte, o talento ou o gênio do contador ou, então ela possui em comum com outras
narrativas uma estrutura acessível à análise, embora seja necessária uma boa dose de paciência para
enunciá-la (BARTHES, 1985: 96).
O universo literário não corresponde a um apressado abandono do discurso racional típico da filosofia.
Antes disso, trata-se de um ponto de vista mais amplo, uma abordagem ornamentada pelo artístico.
Lista de Estilos existentes. Usada
para aplicar um estilo ao bloco de
texto selecionado.
Botão Estilos e Formatação. Pressionando-o,
abre se o painel “Estilos e formatação”
à direita da janela do Word. Este painel é
utilizado para modificar os estilos existentes
e aplicar o estilo a um bloco de texto.
Painel “Estilos e formatação”, utilizado
para modificar os estilos existentes e
aplica a formatação a um bloco de texto.
Figura 13
Barra de ferramentas
de formatação
(abaixo) e Painel de
tarefas Estilos e
formatação (direita).
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
19
Esse trecho simula uma situação em que o autor escreveu todo o trabalho sem nenhum tipo de
formatação, deixando para o final essa tarefa. O próximo passo será, então, formatar cada parte
conforme as regras da ABNT:


2 TÓPICOS DE LITERATURA COMPARADA
2.1 A literatura como aproximação da mensagem filosófica
As explicações para a necessidade de um uso mais artístico da língua são
vastas e carecem de consenso entre especialistas. Uma das hipóteses de mais
credibilidade é aquela segundo a qual:
(...) a língua própria é pobre, não satisfaz todas as necessidades, mas
conta com a irrupção de uma outra linguagem, essas divinas
eclosões do espírito que os Gregos chamavam Tropos. As figuras
são a linguagem da paixão. A paixão deforma o ponto de vista sobre
as coisas e obriga a modos de falar particulares: se os homens
concebessem todas as coisas que se apresentam no seu espírito,
simplesmente como elas são em si mesmas, todos falariam delas da
mesma maneira (BARTHES, 1985: 88).
O próprio Barthes, mais tarde, complementa que a narrativa ficcional é
portadora de uma estrutura cognoscível não exclusivamente artística, mas capaz de
comunicar conceitos:
(...) Ou a narrativa é uma simples acumulação de acontecimentos,
caso em que só poderemos falar dela remetendo-nos para a arte, o
talento ou o gênio do contador ou, então ela possui em comum com
outras narrativas uma estrutura acessível à análise, embora seja
necessária uma boa dose de paciência para enunciá-la (BARTHES,
1985: 96).
O universo literário não corresponde a um apressado abandono do discurso
racional típico da filosofia. Antes disso, trata-se de um ponto de vista mais amplo,
uma abordagem ornamentada pelo artístico.

Este trecho de texto formatado se transformará em matriz para o restante do documento. Ao
efetuar a formatação deste trecho, sem saber você já terá criado os estilos de que necessitará. Ao abrir o
painel “Estilos e formatação”, clicando sobre o botão correspondente, você verá que surgiram diversos
estilos com nomes complicados como “Normal +Garamond 11 pt. J ustificado, Recuo: 2,98 à direta”.
Nesta etapa, o trabalho consiste em renomear esses estilos, de modo a facilitar sua identificação e uso.
Para renomear cada estilo faça o seguinte:
1) Clique sobre a primeira parte de seu texto já formatado (2 Tópicos de literatura...). Na parte
superior do painel “Estilos e formatação”, será exibido o conjunto de características deste trecho
selecionado. Posicione o ponteiro do mouse sobre essa descrição e surgirá uma seta do tipo drop down.

Times 14, N,
espaço duplo,
maiúsculas.
Times, 12,
espaço 1,5 pt,
justificado.
Times, 12,
espaço 1,5 pt,
justificado.
Garamond, 11
espaço simples,
recuo esquerdo
4 cm,
justificado.
Garamond, 11
espaço simples,
recuo esquerdo
4 cm,
justificado.
Times 12, N,
espaço 1,5.
Times, 12,
espaço 1,5 pt,
justificado.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
20


2) Clique na seta drop down e selecione a opção Modificar. Na janela que surge, dê um nome
para o estilo que você está criando. É bom que o nome coincida com tipo texto que estiver selecionado.
Se o texto selecionado for um título primário do trabalho, o nome do estilo pode ser Título1, Seção1 ou
Parte1, por exemplo. Se o texto selecionado for uma citação, o nome do estilo pode ser exatamente
Citação e assim por diante.



Características do trecho selecionado. Posicionando o cursor
do mouse sobre esta área surge o botão representado pela seta.
Clicando sobre ela, é apresentado o menu drop down abaixo.
A opção Modificar abre a janela abaixo, que apresenta as opções
de alteração do estilo. Dentre as opções, pode-se dar um nome ao
estilo. Neste caso, chamamos de “Citação” o estilo que será usado
para formatar todas as citações longas contidas no trabalho.
Figura 14
Painel de tarefas
Estilos e
formatação e
menu drop
down de opções
do estilo.
Figura 15
Janela de
alteração do
estilo.
Formatar fonte
Formatar
parágrafo
Outras opções
de formatação.
Nome do estilo.
Se esta caixa de
verificação for
marcada,
qualquer
mudança na
formatação do
texto, mesmo
fora desta
janela, serão
incluídas no
Estilo
“Citação” e
afetarão todas
as instâncias de
“Citação”.
Uma instância é
todo trecho de texto (linha, parágrafo, palavra,
etc.) formatado com determinado estilo.

Os recursos tecnológicos no trabalho científico
21
Ao final deste processo, você já terá criado os principais estilos de que necessitará. O quadro
abaixo demonstra como cada parte do texto recebe um tipo de formatação conforme o estilo
correspondente:

Estilo “Título1”

Estilo “Título2”


Estilo “Texto”






Estilo “Citação”



Estilo “Texto”


Estilo “Citação”


Estilo “Texto”

2 TÓPICOS DE LITERATURA COMPARADA
2.1 A literatura como aproximação da mensagem filosófica
As explicações para a necessidade de um uso mais artístico da língua são vastas
e carecem de consenso entre especialistas. Uma das hipóteses de mais credibilidade é
aquela segundo a qual:
(...) a língua própria é pobre, não satisfaz todas as necessidades, mas
conta com a irrupção de uma outra linguagem, essas divinas eclosões
do espírito que os Gregos chamavam Tropos. As figuras são a
linguagem da paixão. A paixão deforma o ponto de vista sobre as
coisas e obriga a modos de falar particulares: se os homens
concebessem todas as coisas que se apresentam no seu espírito,
simplesmente como elas são em si mesmas, todos falariam delas da
mesma maneira (BARTHES, 1985: 88).
O próprio Barthes, mais tarde, complementa que a narrativa ficcional é
portadora de uma estrutura cognoscível não exclusivamente artística, mas capaz de
comunicar conceitos:
(...) Ou a narrativa é uma simples acumulação de acontecimentos, caso
em que só poderemos falar dela remetendo-nos para a arte, o talento
ou o gênio do contador ou, então ela possui em comum com outras
narrativas uma estrutura acessível à análise, embora seja necessária
uma boa dose de paciência para enunciá-la (BARTHES, 1985: 96).
O universo literário não corresponde a um apressado abandono do discurso
racional típico da filosofia. Antes disso, trata-se de um ponto de vista mais amplo, uma
abordagem ornamentada pelo artístico.


A partir deste momento, o trabalho de formatar todo o texto se restringirá a aplicar os estilos a
cada parágrafo, conforme sua natureza. Nas primeiras vezes que este processo é feito, pode parecer
complicado e até mais difícil que de outras maneiras. Porém, em pouco tempo se pode verificar suas
vantagens no que se refere à economia de tempo e à uniformidade da formatação aplicada. Não é por
menos que este recurso de estilos seja empregado na diagramação de livros, jornais e outras publicações
impressas preparadas com softwares profissionais de layout de página como o Page Maker, o Quark
XPress e In Design.
O recurso dos Estilos e formatação também tem duas outras grandes vantagens: 1) Pode ser
usado para a criação automática de índices e sumários para os trabalhos e; 2) Permite alterar a
formatação de todo o texto com apenas alguns cliques. Por exemplo: se o autor do trabalho desejar
alterar a fonte “Times New Romam”, usada no estilo “Texto” (conforme quadro acima) para “Arial”,
poderá fazer isso utilizando a janela “Modificar estilo”, analisada acima. As alterações feitas através
desta janela são aplicadas a todas as partes do trabalho onde o estilo “Texto” existir.


Os recursos tecnológicos no trabalho científico
22
Format ando Tabel as e Quadr os
Nos trabalhos acadêmicos as tabelas devem obedecer a normas de apresentação, possuir título e
fonte. Convém que sejam iguais quanto à grade, ao tipo (letra), tamanho e quanto ao Sombreamento, se
este existir. O título costuma vir precedido da palavra “Tabela” e de um número de ordem seqüencial. A
fonte é a indicação da procedência da tabela (AUTOR: ano, página). Quando foi o próprio autor quem
criou a tabela, a referência deve ser: “Fonte: Elaboração própria”.
Uma formatação adequada das tabelas e quadros contribui para a organização mais eficiente das
informações, além de proporcionar uma boa impressão estética. Se o seu trabalho apresentar mais de
três tabelas, é conveniente construir um padrão. Da mesma forma como criamos Estilos para a
formatação dos títulos, textos, notas, citações e referências, podemos criar estilos para a formatação
automática de tabelas e quadros.
Para criar um novo estilo, primeiro é necessário ter uma tabela com ou sem texto. Selecione a
tabela (e somente ela) e clique na opção AutoFormatação de tabela ( ), no menu Tabela. Surge a
janela com os estilos de formatação automática de tabela. Possivelmente não haverá nenhum estilo que
atenda perfeitamente às características de seu trabalho. Se for este o caso, clique em Novo, para criar um
novo estilo de formatação automática de tabela:



Após clicar em Novo, surgirá a janela seguinte, que permite customizar um novo estilo:

Abre janela auxiliar que oferece as
ferramentas para criação de um novo estilo.
Abre a mesma janela mencionada acima,
porém, com a finalidade de alterar a
formatação de algum estilo já existente.
Transforma em “Padrão” o estilo que
estiver selecionado no quadro à esquerda.
Toda nova tabela criada já estará formatada
de acordo com o estilo escolhido.
Visualização da formatação em uma tabela
de exemplo.
Figura 16
Janela AutoFormatação
de tabela.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
23




Depois que terminar de formatar sua tabela, clique em Ok e em Aplicar, na próxima tela. Sua
tabela já estará formatada e o estilo que você criou ficará disponível na lista de Estilos e formatação
( )e na lista de Autoformatação de tabela ( ).
Alguns trabalhos (Projetos, Monografias, Dissertações e Teses) devem conter, na parte pré-
textual uma lista de todas tabelas existentes no trabalho e a indicação da página. Essa lista pode ser feita
automaticamente, como será demonstrado no tópico “Listagem dos elementos do trabalho”. Por
enquanto basta saber que a criação de um estilo para a formatação da tabela não é suficiente. Devem
existir outros dois estilos de texto para a formatação do “Título” e da “Indicação da fonte”,
respectivamente. A tabela seguinte é um exemplo:
Faz com que o
novo estilo esteja
disponível para
todos os novos
arquivos baseados
no modelo Normal.
Abre opções extras
de formatação:
parágrafo,
propriedades da
tabela, etc.
Nome do novo
estilo.
Escolha do trecho
a ser formatado.
Formatar fonte
Formatar bordas
e sombreamento
Visualização em
tabela de exemplo.
Figura 17
Janela
Modificar
estilo de
tabela.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
24


Quadro 05: Transformações na relações sociais: Era Industrial versus Era Digital
O ingresso na era digital produz transformação em todos os níveis de governo
- Era industrial Era digital
Democracia Representativa Participativa
Cidadãos Consumidores passivos Sócios ativos
Política Difundida, de massas, polarizada Personalizada
Estado Nacional, monocultural Mundial, local, virtual, multicultural
Fonte: TAPSCOTT e AGNEW (1999: 35) apud QUEIROZ (2003: 41). Tradução nossa.




7. I nser ç ão de Númer os de pági na
Segundo a ABNT, o número das páginas nos trabalhos acadêmicos deve vir na parte superior da
página, sempre no canto direito. A capa e as partes pré-textuais do trabalho não são numeradas, mas são
contadas para efeitos de numeração. Assim, a numeração efetiva só começa na página da “Introdução”,
não a partir do número 1, mas a partir do número de páginas existentes antes da “Introdução”.
A princípio, o Word só disponibiliza a opção de não numerar a primeira página do trabalho.
Quando há várias páginas antes da Introdução (Capa, Folha de Rosto, Agradecimentos, Listas, Resumo,
Sumário, etc.), é necessário fazer alguns ajustes para que seja possível a numeração somente a partir da
página da introdução.
O primeiro procedimento a ser feito é a divisão do documento em seções. O arquivo ficará
dividido assim: uma seção da capa até o Abstract (ou a última página pré-textual) e outra da Introdução
até o final do texto. Somente a segunda seção será numerada, mas contando o número de páginas da
primeira.
Em um documento, cada seção é uma parte do documento em que você define determinadas
opções de formatação de página. É possível inserir, alterar e remover diferentes cabeçalhos e rodapés
para cada seção. Para criar uma quebra de seção, clique onde deseja iniciar uma seção no documento.
No menu Inserir, clique em Quebra. Em “Tipo de quebra se seção” marque a opção “Próxima página”.
Isso tornará o texto dividido em duas partes: uma antes e uma depois do local onde você clicou, que é o
local da quebra se seção.
O próximo passo é inserir os números de página normalmente. No menu Inserir, clique em
“Números de páginas”. Deixe marcada a opção que numera a primeira página. Posicione o número de
página na parte superior à direita e confirme (Ok). Agora vem a etapa mais importante: é preciso
desvincular as duas seções para que a numeração de ambas seja independente.
Para fazer isso, vá para qualquer página da segunda seção do documento (qualquer página após
a Introdução do trabalho). Dê um duplo clique sobre o número de página ou acione a opção “Cabeçalho
Estilo “Quadro”. Usado para
padronizar os títulos dos quadros e
para a criação da lista de quadros,
na parte pré-textual do trabalho.
Estilo “Fonte”, usado para
padronizar a colocação das fontes em
tabelas, quadros, figuras e gráficos.
Times New Romam, tamanho
10, espaço 6 pt antes, 12 pt
depois, recuo esquerdo de 1 cm.
Depois de aplicar esta
ou outra formatação,
pode ser criado o...
Times New Romam,
tamanho 12, centralizado,
espaço 12 pt antes, 12 pt
depois
Depois de aplicar esta
ou outra formatação,
pode ser criado o...
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
25
e rodapé”, no menu Exibir. Repare que em algum lugar na tela será exibida a barra de ferramentas
Cabeçalho e rodapé, como mostra a figura abaixo.



Nesta barra, localize o botão Vincular ao Anterior ( ). Este botão mantém vinculados os
números de página da primeira e segunda seções, de tal forma que qualquer alteração em uma parte do
trabalho – como a exclusão dos números de página, a alteração da cor ou da fonte – é automaticamente
replicada na outra parte, resultando no mesmo efeito. Quando se desvinculam as seções, pode-se mudar
a numeração da primeira parte do trabalho, colocando-a em algarismos romanos minúsculos (i, ii, iii, iv,
v, x...) ou mesmo excluindo-a. E é isso que vamos fazer: tornar a parte pré-textual do trabalho
completamente desprovida de numeração.
Fazer isso é simples: vá até qualquer página da primeira seção do trabalho, como a capa ou a
folha de rosto. Dê um duplo clique sobre o número de página e delete-o. Em seguida, saia do cabeçalho
e rodapé, clicando no botão “Fechar” da barra de ferramentas Cabeçalho e rodapé ou dando um duplo
clique sobre o texto que está fora do cabeçalho. Repare que a numeração de página terá desaparecido em
todas as páginas anteriores à quebra de seção. As páginas, contudo, situadas após a quebra, permanecem
numeradas corretamente. Você pode criar quantas quebras de seção quiser ao longo do trabalho.
8. Li st agem dos el ement os do t r abal ho
A apresentação de Sumários e Listas é obrigatória para diversos tipos de trabalhos (Projetos,
monografias, dissertações, teses, etc.). Sua criação pode ser facilitada por recursos existentes no Word.
Sumári o ou Í ndi c e anal ít i c o
Sumário quer dizer “sucinto”, “resumido”, “conciso”, “sintético”. É a parte do trabalho que
resume em linhas bem gerais a estrutura do trabalho, ordenando e hierarquizando os tópicos. É diferente
de Índice, do latim indice, que é uma lista relacional, um sistema de indicações de qualquer natureza.
Nos livros e trabalhos acadêmicos, é tecnicamente INCORRETO chamar de Índice o Sumário – embora
o Microsoft Word o faça.
A criação de sumários no Word não precisa ser uma dor de cabeça para ninguém. Basta utilizar
o sistema de Estilos e Formatação em todos os títulos e subtítulos do trabalho. Assim, todos os títulos
primários devem ser formatados com o estilo “Título 1”. Os subtítulos ou títulos secundários serão
formatados com o estilo “Título 2” e assim por diante. O Word reconhecerá o texto formatado com
esses estilos e o reproduzirá no sumário, indicando o número da página em que se encontra. Para criar o
sumário, acione o Menu Inserir, aponte para Referência, clique em Índices e depois na guia Índice
Analítico.

Figura 18
Barra de ferramentas
Cabeçalho e rodapé.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
26







Atenção: a atualização do Sumário não é automática. Se houver, portanto, modificações no texto
após ter sido criado o sumário, este deve ser atualizado manualmente. Basta clicar com o botão direito
do mouse sobre qualquer parte do sumário e marcar a opção “Atualizar campo”.



Numer aç ão das par t es do t ex t o
Numeração “é um sistema de divisão do texto de modo a expor com clareza a seqüência,
importância e inter-relacionamento da matéria e a permitir a localização imediata de cada parte”
(ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, 2004: 54).
Pré-
visualização
do sumário.
Estilo do
traço entre
o texto e o
número da
página.
Estilos pré-
definidos
de
formatação
do sumário.
A quantidade de níveis
depende da quantidade de
títulos usados no sumário.
Aqui se define quais
Estilos de formatação
formarão o sumário.
Usado para alterar
a formatação do
sumário.
Faz com que o sumário reflita
as últimas alterações do texto.
Também oferece a opção de
atualizar apenas os números de
página. Na verdade o que esta
opção faz é recriar o sumário
conforma as configurações feitas
originalmente. É conveniente
atualizar o sumário antes de
imprimir o trabalho.
Figura 20
Menu rápido
atualizar Índice
analítico.
Figura 19
Janela inserir
Índice
analítico.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
27
A numeração não é obrigatória, mas é altamente recomendável por ajudar o leitor a
compreender a seqüência do desenvolvimento e a importância de cada parte. O quadro abaixo sintetiza o
princípio básico da numeração:

Quadro 06: Esquema de numeração dos trabalhos
Seção primária Seção secundária Seção terciária
1 1.1 1.1.1
2 1.2 1.2.1
3 1.3 1.3.1
Fonte: AL, 2004: 54.

Na preparação de trabalhos acadêmicos, a numeração pode ser feita antes ou depois da criação
do sumário. Se for feita antes, o sumário deve ser atualizado antes da impressão. Embora o Word possua
um recursos de numeração automática (Marcadores e numeração), recomenda-se a numeração manual
das partes do texto.

Quadro 07: Exemplo de seções do trabalho e a formatação correspondente
Parte do trabalho Seção Estilo
2 DIGITAÇÃO DOS TRABALHOS Seção primária Título 1
2.1 Treinamento em Digitação Seção secundária Título 2
2.1.1 Digitando Lições Seção terciária Título 3
2.1.1.1 Lições de texto Seção quaternária Título 4
Fonte: Elaboração própria.

Se for necessário, você pode criar outras seções, mas o excesso prejudica o entendimento. Após
a seção quaternária, se for preciso criar outros subtítulos, é mais conveniente utilizar letras:
a)
b)
c) etc.
ou marcadores convencionais ( - ). Neste caso (letras e marcadores), os títulos
correspondentes podem ou não aparecer no sumário.
Í ndi c e de Tabel as e I l ust r aç ões
“Tabelas” é um nome genérico que inclui: Quadros (dados qualitativos organizados através de
armações de linhas e colunas) e Tabelas (dados quantitativos organizados através de armações de linhas
e colunas). As Tabelas propriamente ditas, portanto, possuem números e, às vezes, cálculos. Os Quadros
podem possuir algum número, desde que o conteúdo global seja essencialmente conceitual, com
predominância de texto.
“Ilustrações” também é um nome genérico que inclui: Figuras (fotos, esquemas e desenhos) e
Gráficos (seja de barras, colunas, linhas, pizza, etc.). Trabalhos mais volumosos devem conter uma Lista
de Quadros, uma Lista de Tabelas, uma Lista de Figuras e uma Lista de Gráficos, nesta ordem e uma em
cada página (obviamente se todos esses elementos existirem no trabalho).
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
28
As listas (exceto a de abreviaturas) podem ser criadas através do Menu Inserir, Referência,
Índices, guia Índice de Ilustrações. Em Opções, escolhe-se o Estilo correspondente e pronto! Vamos
criar, passo a passo, uma lista de quadros. O primeiro passo é localizar todos os quadros existentes no
trabalho e atribuir-lhes um título. O segundo passo é criar um estilo específico para formatar todos os
títulos, conforme descrito no item 6 deste trabalho. O quadro abaixo é exemplo. Repare como o título
foi formatado segundo um estilo próprio.





Quadro 08: Termos latinos utilizados nos trabalhos acadêmicos
Termo latino Significado Português Utilização
Idem ou Id. O mesmo (autor) Referências seguidas ao mesmo autor
Ibidem ou Ibid. A mesma (obra) Referências seguidas à mesma obra
Opus citarum ou op. cit. Obra citada Referências seguidas à mesma obra
Loco citato ou loc. cit. No lugar citado Menção a uma citação já feita
Sequentia ou seq. Seguinte ou que segue Menção a uma citação à frente
Et al E outros Quando há mais de três autores
Apud Citado por Nas citações de citações
Fonte: Adaptado de DIEHL e TATIM, 2004, p. 132-146.

Agora já pode ser criado o índice ou Lista de Quadros. No Menu Inserir, Referência, Índices,
clique na guia Índice de Ilustrações. A configuração é simples. No campo “Nome da legenda”, marque a
opção nenhum. Clique no botão “Opções” e selecione o estilo “Quadros”. É ele que será utilizado para a
composição do índice. Clique em Ok. As demais configurações são estéticas e não interferem no
conteúdo do índice. Clique novamente em Ok e pronto. O resultado é algo mais ou menos assim:

LISTA DE QUADROS

Quadro 01: As Ondas de Transformação de Toffler...........................................................................................................1
Quadro 02: Programas da suíte Microsoft Office 2003 Professional..................................................................................3
Quadro 03: Famílias tipográficas “Times New Romam” e “Arial”..................................................................................11
Quadro 04: Fontes mais comuns.......................................................................................................................................12
Quadro 05: Transformações na relações sociais: Era Industrial versus Era Digital..........................................................24
Quadro 06: Esquema de numeração dos trabalhos...........................................................................................................27
Quadro 07: Exemplo de seções do trabalho e a formatação correspondente....................................................................27
Quadro 08: Termos latinos utilizados nos trabalhos acadêmicos.....................................................................................28


O índice é criado sempre no local em que se encontrava o cursor. O título “LISTA DE
QUADROS” não aparece automaticamente e deve ser digitado pelo próprio autor. Se alguma coisa der
errado você pode deletar o índice e cria-lo novamente quantas vezes for necessário. Também pode-se
atualiza-lo, caso efetue alguma alteração no documento.

Após formatar o título desta tabela com as
características mencionadas, cria-se um estilo que
neste caso pode se chamar “Quadros”. Este estilo
deve ser usado para formatar TODOS os quadros
do trabalho e SOMENTE eles.
Times Verdana, todas
maiúsculas, tamanho 10,
centralizado, espaço 12 pt
antes, 12 pt depois
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
29
9. Out r os r ec ur sos
Ordenando as ref er ênc i as bi bl i ográf i c as
As referências são elemento obrigatório para todo trabalho acadêmico. Devem vir em ordem
alfabética, com espaçamento entrelinhas simples e espaço 1,5 entre cada obra referenciada. Pode ou não
ser numerada. O Microsoft Word faz automaticamente a classificação em ordem alfabética. Para isso,
selecione todo o texto das referências bibliográficas e, no menu Tabela, clique em Classificar ( ). Se
desejar numerar as referências, pode clicar no botão Numeração ( ), da barra de ferramentas de
formatação.
Sel eç ão vert i c al de t ex t o
É conhecida e fácil a técnica de seleção de uma linha de texto ou mesmo de um parágrafo.
Entretanto, existe um recurso bastante útil e pouco conhecido que permite selecionar blocos verticais de
texto: é a seleção vertical. Para se fazer uma seleção vertical, pressione a tecla Alt, clique sobre o local
onde você deseja iniciar a seleção e arraste para baixo.
Conversão do doc ument o em PDF e RTF
Quando elaboramos um trabalho acadêmico em determinado computador e pretendemos
trasladar o arquivo para outro computador (a fim de imprimir, compartilhar o conteúdo ou mesmo para
continuar realizando o trabalho) é importante garantir que o arquivo seja compatível com o computador
de destino.
Geralmente, computadores com softwares mais antigos têm dificuldade para abrir e apresentar
fielmente arquivos criados em computadores com software mais novo. Isso se deve às diferentes versões
dos programas: um recurso absolutamente novo do Word 2003 dificilmente poderá ser visto com
fidelidade no Word 97. Uma maneira de se evitar esses problemas é a geração de arquivos de
compatibilidade RTF (Format Rich Text), através da janela Salvar Como.

Se você pretende imprimir o texto em outro computador e teme que aconteça alguma mudança
na formatação ou quer evitar que outras pessoas modifiquem seu texto, o melhor é criar um arquivo no
formato PDF (Format Portable Document). Para isso você precisará de um software adicional ao Word,
como o Adobe Acrobat Professional (não serve o Adobe Reader) ou o PDF Maker.
I di oma, Hi f eni zaç ão, personal i zaç ão da barr a de f er rament as
A definição do idioma de determinado trecho do texto pode ser útil quando você tem várias
palavras que não sejam da língua portuguesa e pretende garantir a grafia correta das mesmas.
A hifenização consiste na colocação manual ou automática de hífens no texto para dividir
palavras localizadas na quebra de linhas. Nos trabalhos acadêmicos não é obrigatória, mas também não
é proibida.
A barra de ferramentas do Word pode ser personalizada de forma a exibir apenas os itens que
você julga necessários. Pode-se acrescentar ou remover botões quantas vezes for necessário.


Os recursos tecnológicos no trabalho científico
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Comando I r Para
Muito útil quando estamos diante de um arquivo de texto muito extenso e precisamos nos
movimentar entre as várias páginas do mesmo. Clicando no botão “Selecionar objeto de procura”, pode-
se acionar a opção Ir para e digitar o indicador do trecho para a qual se deseja ir.







Sal vament o e Bac k up dos arqui vos
No campo da informática é conhecido aquele provérbio (ou paródia?) que desafia: “Quem nunca
tiver perdido um arquivo, que atire a primeira pedra!”. A explicação para o problema é complexa mas
muito fácil de entender! O Sistema Operacional é o software que faz a interface entre o homem e a
máquina. Ele reconhece os comandos acionados através de cliques do mouse e ou do pressionamento de
teclas e converte esses comandos em linguagem codificada binária de 0 ou 1. A máquina converte esses
códigos (bits) em pulsos elétricos reconhecidos pelos periféricos e outros componentes do micro
(Memória, Disco Rígido, Drive de Disquete, placa de vídeo, etc.). Esse trânsito é muito frágil e qualquer
interferência pode provocar erros. Continuamente acontecem travamentos do sistema ou mesmo falhas
de gravação que ocasionam perda de arquivos. Também podem acontecer piques de luz ou
interferências externas que causam os mesmos prejuízos. Ao usuário resta a prevenção como única
alternativa para minimizar perdas e evitar o retrabalho!
Não se pode confiar inteiramente na máquina. Ao iniciar a digitação de um trabalho, a
PRIMEIRA ação a ser feita é o salvamento do arquivo, mesmo antes de qualquer palavra ter sido
digitada. A partir desse momento, o Word automaticamente salva as atualizações do arquivo a cada dez
minutos. Dependendo da agilidade do digitador e da facilidade em abordar o tema, muita coisa pode ser
feita em dez minutos e uma eventual perda pode causar muita dor de cabeça. Neste caso, convém
reduzir o intervalo de salvamento automático. Isso pode ser feito através da janela Opções, no Menu
Ferramentas. Depois, procure a guia Salvar e faça os ajustes necessários.
Após o salvamento do arquivo e o fechamento do programa, é bom prosseguir com as atividades
preventivas. Cópias de segurança (backups) são sempre bem vindas. Você pode fazer cópias do arquivo
em pastas diferentes do sistema ou preferencialmente, em outra unidade de disco (Unidades D, E ou F,
se existirem). Mesmo assim, uma pane no Hard Disk colocaria tudo a perder. Para evitar esse risco, faça
cópia dos arquivos mais importantes em disquete, CD, DVD ou em discos virtuais na internet. É melhor
lidar com a redundância de dados que com a perda dos mesmos.
Loc al i zaç ão de ar qui vos perdi dos no mi c ro
O grande volume de trabalhos acadêmicos que envolvem as atividades de graduação, pós
graduação, pesquisa ou mesmo extensão, faz com que se multiplique rapidamente o número de arquivos
no computador. É bastante desejável a manutenção desses arquivos no micro, uma vez que podem ser
úteis no futuro, são dados de recuperação mais rápida e eficiente que no meio impresso, podem ser
O botão Selecionar objeto De procura é
esta “bolinha” situada no ponto de
confluência entre as duas barras de
rolagem (vertical e horizontal), no canto
inferior direito da janela do Word.
O botão Ir para é
uma das inúmeras
opções de
deslocamento
rápido.
Figura 21
Botão Selecionar objeto de procura e
lista de objetos de procura.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
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guardados por tempo indeterminado sem chegar a comprometer a capacidade de armazenamento dos
modernos hard disks.
Contudo, a localização de determinado arquivo pode comprometer minutos preciosos quando
não nos lembramos o local exato de seu armazenamento. Neste caso, pode-se localizar o arquivo através
de: a) nome parcial do arquivo; b) alguma palavra ou frase contida no mesmo; c) a data exata ou
aproximada de sua criação ou modificação; d) o tipo de arquivo em questão (documento, planilha,
apresentação, figura, etc.); e) o tamanho do arquivo. De posse de alguma dessas informações, basta
acessar a janela Pesquisar do Windows.
10. Conc l usões
O domínio de técnicas específicas da informática, algumas básicas, outras nem tanto, pode trazer
importantes contribuições para o trabalho acadêmico. Quando se tem facilidade em executar as tarefas
mais práticas relacionadas à execução do trabalho escrito, pode-se dedicar mais tempo à parte mais
salutar, que consiste na pesquisa propriamente dita: leituras, coleta, análise e interpretação de dados.
Esperamos que este subsídio tenha sido proveitoso e se converta em um importante instrumento de
trabalho. Bons estudos!

APÊNDI CE 01: Tec l as de At al ho do Wor d
Alt + Clique Seleção vertical de texto.
Ctrl + 1 Espaço simples.
Ctrl + 2 Espaço duplo.
Ctrl + 5 Espaço de ½.
Ctrl + Backspace Apaga uma palavra à esquerda.
Ctrl + C Copia para a Área de transferência.
Ctrl + D Abre a janela Fonte.
Ctrl + Delete Apaga uma palavra à direita.
Ctrl + E Centraliza o parágrafo.
Ctrl + G Alinha o parágrafo à direita.
Ctrl + I Aplica o efeito Itálico ao texto.
Ctrl + J Justifica o parágrafo.
Ctrl + L Abre a janela Localizar texto.
Ctrl + M Recua o texto para a próxima parada de tabulação.
Ctrl + N Aplica efeito Negrito ao texto.
Ctrl + P Abre a janela Imprimir.
Ctrl + Q Alinha o parágrafo à esquerda.
Ctrl + S Torna o texto sublinhado.
Ctrl + Shift + < Diminui o tamanho da fonte.
Ctrl + Shift + > Aumenta o tamanho da fonte.
Ctrl + T Selecionar tudo.
Ctrl + U Abre a janela Substituir texto.
Ctrl + V Cola o conteúdo copiado ou recortado.
Ctrl + X Recorta para a Área de transferência.
Ctrl + Z Desfaz a última ação.
Os recursos tecnológicos no trabalho científico
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F1 Exibe a ajuda do programa.
F7 Inicia a verificação ortográfica e gramatical.
Shift + F3 Alterna as letras entre maiúsculas e minúsculas.
TAB Quando o cursor está na última célula, insere linhas abaixo.
Fonte: Elaboração própria.

Ref er ênc i as bi bl i ográf i c as
1. CERVO, Amado L. e BERVIAN, Pedro A. Metodologia científica, 5 ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2006.
2. DIEHL, Astor Antônio e TATIM, Denise Carvalho. Pesquisa em Ciências Sociais Aplicadas –
métodos e técnicas. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
3. FRANÇA, J únia Lessa. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 6ª edição.
Belo Horizonte: UFMG, 2003.
4. KONINGS, J ohan. Vade-mécum para trabalhos acadêmicos. Pro manuscripto. Belo Horizonte:
ISI-CES, 2005.
5. LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico:
procedimentos básicos; pesquisa bibliográfica, projeto e relatório; publicações e trabalhos
científicos. 4ª edição. São Paulo: Atlas, 1992.
6. MARCANTONIO, Antonia Terezinha, SANTOS; Martha Maria dos e LEHFELD, Neide Aparecida
de Souza. Elaboração e divulgação do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1993.
7. MARCONI, Marina de Andrade e LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 2ª edição. São
Paulo: Atlas, 1990.
8. MÁTTAR NETO, J oão Augusto. Metodologia científica na era da informática. São Paulo:
Saraiva, 2003.
9. PASTORAL DO MENOR. Computação básica. Belo Horizonte: Editora O Lutador, 2006.
10. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS. Pró-Reitoria de Graduação.
Sistema de Bibliotecas. Padrão PUC Minas de normalização: normas da ABNT para apresentação
de trabalhos científicos, teses, dissertações e monografias. Belo Horizonte, 2006. Disponível em
<http://www.pucminas.br/biblioteca/>. Acesso em Dezembro de 2006.
11. SENGE, Peter. A quinta disciplina: arte, teoria e prática da organização de aprendizagem. São
Paulo: Best Seller, 1994.
12. SEVERINO, Antônio J oaquim. Metodologia do trabalho científico. 22ª Edição revista e ampliada.
São Paulo: Cortez, 2002.