3- Após análise da tabela que continha os sais utilizados no experimento, pôde-se inferir que

os íons que não contribuíram para a formação de espuma foram os cátions presentes no sais
CaCl
2
e MgSO
4
, respectivamente Ca
+2
e Mg
+2
.
5- Em ambos os experimentos não foi possível a visualização de espuma, mas sim um sólido
branco presente na fase superior do sistema. Como tanto a água dura quanto o cloreto de
cálcio possuíam íons Ca+2 em suas composições químicas, ocorreu, de acordo com a literatura
(J.D.Lee,1999), uma reação entre este cátion e o íon estearato presente no sabão. O produto
obtido nesta reação é denominado estearato de cálcio que possui aspecto branco e é insolúvel
em água, condizendo assim com o que foi visto no experimento. Observou-se também que no
experimento VI havia íons Na+ presentes no sistema, que não interferiram de forma relevante
na capacidade do sabão em produzir espuma.
6- Após a adicão de CO2 por meio do sopro foi observado que o sistema , anteriormente
branco e turvo, adquiriu aspecto translúcido com quantidade de sólido reduzida. A partir da
literatura (J.D.Lee,1999) pôde-se inferir que o Co2 ao entrar em contato com as partículas
brancas em suspensão do CaCo3 formou gradativamente o Ca(Hco3), que possui aspecto
incolor e é solúvel, justificando assim a descoloração do sistema e a dissolução parcial do
sólido presente inicialmente no sistema. Logo, caso houvesse maior quantidade de Co2 no
meio, provavelmente, o sistema se tornaria completamente incolor e monofásico.
7- Foi observada a incidência de algumas bolhas e a permanência de precipitado,
caracterizando assim a ocorrência de reação. Pode-se propor que o precipitado continue
sendo o carbonato, pois a reação entre este sólido e o ácido clorídrico (pouco concentrado) foi
relativamente lenta. Durante este processo ocorreu a formação gradual de ácido carbônico e
cloreto de cálcio. Como o primeiro é extremamente instável, se decompôs em Co2 e água,
justificando assim o desprendimento gasoso observado.
FORMULA AQUI
9) Através da observação dos resultados apresentados na prática, notou-se que o sabão ao
entrar em contato com a água dura não formou espuma mas sim um sistema bifásico onde um
sólido de aspecto esbranquiçado posicionou-se na fase superior enquanto a fase aquosa
inferior apresentou-se translúcida. De acordo com a literatura (J.D.Lee,1999) (Quagliano,
1973), isso ocorreu por conta da reação entre os íons de Cálcio+2 presentes na água dura e o
estearato de sabão. Esta reação tem como produto uma escuma branca insolúvel de estearato
de cálcio, antes da formação de qualquer espuma. O que correspondeu com o que foi visto no
experimento. Para houvesse formação de espuma na água dura seria preciso adicionar maior
quantidade de sabão visando a remoção de íons de Ca+2 da água.
A realização testes ao longo da prática possibilitou a visualização do funcionamento do sabão
para cada tipo de água. Por exemplo, na água da torneira há presença de diversos sais,
inclusive de magnésio e cálcio, no entanto houve formação de espuma normal devido à
pouquíssima quantidade destas substancias. O que se opõe com o que foi visto na água dura e
na água do mar. Este fato foi observado porque a maior quantidade de íons Ca+2 e Mg+2 dos
sais presentes nessas duas últimas águas inviabilizou a formação da espuma, como já foi dito.
Sendo assim a concentração de íons Ca+2 e Mg+2 é diretamente proporcional à dificuldade do
sabão para formar espuma.
10- Para usos, tanto domésticos como industriais, a utilização da água dura pode causar alguns
inconvenientes. No âmbito doméstico, a água dura é quase que ineficiente pelo fato da sua deficiência
para formar espuma. Por isso, para o uso em banho, lavagem de louças e roupas, lavar o carro e muitos
outros usos, a água dura não é tão útil. No meio industrial também não se recomenda a utilização desta
água devido a sua grande capacidade de formar substâncias insolúveis nas caldeiras e tubulações,
atrapalhando assim o fluxo da água.
12- A Dureza temporária ocorre devido a presença de Ca(HCO3) Mg(HCO3), a dureza é
temporária porque pode ser eliminada por meio da fervura. Esta fervura removerá o CO2 do
sistema e, por conseguinte, alterará o equilíbrio de sistema.
2HCO3 ∆ CO3- + CO2 + H2O
Além deste artifício, pode ser utilizado o processo denominado de ‘’depuração com cal’’. Este
processo se dá a partir da adição de hidróxido de cálcio (Cal hidratada) para a precipitação do
carbonato de cálcio.
A dureza permanente não pode ser eliminada pela fervura. Isto ocorre majoritariamente por
conta da presença de MgSO4 ou CaSO4 na solução. Não ocorre a formação de sais insolúveis
quando a solução é aquecida, impossibilitando a remoção da dureza da água.
15- Quando o carbonato de sódio foi adicionado num béquer contendo cloreto de cálcio
notou-se uma turvação, indício para a formação de um precipitado. Isto aconteceu justamente
porque os íons carbonato proveniente do Na2CO3 e Ca+2 do Cacl2 em solução formando o sal
carbonato de cálcio que é um sólido de aspecto esbranquiçado e pouco solúvel. Condizendo
assim com a turvação observada no sistema. Quando o EDTA foi adicionado ao sistema notou-
se a descoloração do mesmo. Isto pôde ser observado porque o EDTA, ao manter contato com
o carbonato de cálcio, reagiu formando o carbonato de sódio e um complexo com EDTA e
cálcio. Ambos compostos formados são altamente solúveis em água, o que explica o retorno
do sistema para a condição incolor inicial.
FÓRMULA AQUI
Ao adicionar-se o EDTA no tubo que continha o água do mar e sabão observou-se a formação
de espuma no sistema. Isto ocorre porque a água do mar apresenta diversos sais
inorgânicos compostos por íons de sódio, cálcio e magnésio, por exemplo. O EDTA
então age “sequestrando” os íons Ca+2 e Mg+2 presentes na água do mar, íons estes que
dificultam o desempenho do sabão em formar espuma. Sendo assim, o EDTA reage com estes
íons formando compostos solúveis e permitindo assim que o sabão funcione normalmente e
forme espuma.

17- *botar o (aq)
2 NaC
18
H
35
O
2
+ Ca
{+2}
= Ca(C
18
H
35
O
2
)
2
+ 2 Na
{+}

CO
2
+ H
2
O = H
2
CO
3