UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE-UERN

FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS-FANAT
CURSO: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS -BACHARELADO
DISCIPLINA: ZOOLOGIA DE CHORDATA
PROFESSOR: EGBERTO MESQUITA
ALUNA: ALYNE DE OLIVEIRA AMORIM
6° PERÍODO









AULA PRÁTICA- PEIXES ÓSSEOS











MOSSORÓ-2014
INTRODUÇÃO
Os peixes ósseos surgiram do inicio ao médio siluriano também chamado de
osteichtlyes, esses peixes e seus descendentes tetrápodes compartilharam a presença do
osso endócondrial (osso que substitui a cartilagem durante o desenvolvimento) a
presença de pulmões uma bexiga natatória derivados do tubo digestório e vários
caracteres cranianos e dentários. Por volta do meio do devoniano os peixes ósseos já
tinham irradiado em duas linhagens principais, com adaptações que os ajustavam para
todos os habitats aquáticos, excetuando os mais inóspitos. Uma destas linhagens
principais são os peixes com nadadeiras raiadas (classe Actinopterygii) incluem os
modernos peixes ósseos, a linhagem de vertebrados atuais com mais ricas espécies.
Uma segunda linhagem, os peixes com nadadeiras lobadas ( classe Sarcopterygii)
possui apenas sete representantes atuais, que são os peixes pulmonados e o celacantos
(HICKMAMN, 2009)
Varias adaptações fundamentais contribuíram para sua radiação. Peixes ósseos
possui um opérculo sobre as brânquias, composto por placas ósseas e fixado a uma serie
de músculos. Este aspecto aumentou a eficiência respiratória porque a rotação para fora
do opérculo criou uma pressão negativa de modo que a água seria impulsionada através
das brânquias, bem como empurrada através da bomba bucal. Uma estrutura preenchida
como gás derivada do esôfago, fornecia um meio adicional de trocas gasosas em águas e
hipóxicas em um meio eficiente de consegui uma flutuação neutra. As especializações
progressivas da musculatura das maxilas esqueléticas envolvidas na alimentação
demonstram um aspecto fundamental na sua evolução. (HICKMAMN, 2009)

.











OBJETIVO
Observar a morfologia externa e interna e a anatomia dos peixes. Analisar, interpretar e
inferir a respeito do seu habitat, do modo de vida e do seu hábito alimentar.

























MATERIAIS
 Bandeja de plástico
 Bisturi
 Pinça
 Tesoura
 Paquímetro
 Régua
 Placa de petri
 Microscópio óptico

METÓDOS
As espécies analisadas foram: Mugil brasiliensis (Tainha), Lutjanus synagris (Ariocó),
Tilapia rendalli ( Tilápia) e o Thunnos thynnus (Atum). Observou-se primeiramente a
anatomia externa do peixe onde foram observadas todas as suas estruturas e posições
das aberturas nasais, olhos, opérculo, nadadeiras pares e ímpares e ânus. Com o auxilio
de uma régua medimos o tamanho do peixe e com o paquímetro medimos o tamanho
dos olhos. A observação das estruturas externas tinha como finalidade localizar em qual
região do peixe deveria ser realizado o corte com a tesoura para que não fossem
lesionadas as estruturas internas, onde as mesmas seriam observadas posteriormente ao
corte com a tesoura e em seguida foi posto o material de prática em cima de uma
bandeja para o corte para analise das estruturas tanto internas como externas.
Na anatomia externa do peixe foi possível observar: nadadeiras, linha lateral, escamas,
opérculo, etc. Colocaram-se as luvas, em seguida com o auxílio da tesoura foi realizado
um corte na parte ventral do peixe para a observação de órgãos internos do peixe, com
os órgãos à amostra foram identificados os componentes dos sistemas respiratório,
circulatório, reprodutor e digestivo do animal. Os órgãos da cavidade abdominal foram
retirados e colocados na bandeja para uma melhor análise e com a retirada dos mesmos
pode-se notar a bexiga natatória que é um dos principais objetivos da pratica que foi
realizada







RESULTADOS E DISCURSÕES
Fez-se necessário a escolha de uma das espécies para as referidas análises, e nesse caso
a espécie analisada foi o Atum Thunnos thynnus. Essa espécie possui um Corpo
fusiforme, alongado e bastante robusto. Coloração do dorso azul escuro com flancos e
ventres branco-prateados. A primeira nadadeira dorsal é amarelada ou azulada, a
segunda dorsal é amarelada ou avermelhada. Nadadeira anal e pínulas de cor amarelada
com bordas escuras. A segunda nadadeira dorsal é maior que a primeira dorsal. As
peitorais são curtas, menor que 80% do comprimento da cabeça. São Peixes oceânicos,
migratórios e se aproximam às vezes da costa. Toleram uma grande variação da
temperatura da água, sendo que os jovens preferem águas quentes. Peixes velozes que
nadam próximo a superfície ou meia-água. Formam pequenos cardumes e também
grandes cardumes junto com albacoras, bonitos, serras, etc. Se alimentam de peixes,
lulas e crustáceos.
A forma corporal é muito importante para os animais aquáticos. O corpo fusiforme e
hidrodinâmico do atum permite movimentação eficiente na água. Vários outros peixes
exibem a forma hidrodinâmica geral, mas apenas o atum se aproxima da perfeição. O
formato da nadadeira caudal também é incomum, com o seu estreito pedúnculo caudal e
formato fino crescente (luniforme). O atum ainda difere da maioria dos outros peixes
em sua fisiologia térmica. Este peixe é endotérmico regional: ele é capaz de reter calor
muscular dentro do corpo. A temperatura elevada aumenta a cinética de contração e o
metabolismo energético.
Da analise morfológica externa do peixe foram observadas todos os seus aspectos como
nadadeiras (caudal, pélvica, anal, e peitoral) e o opérculo. O olho fora observado quanto
a sua forma, tamanho e posição, possuindo uma forma circular posicionado lateralmente
e medindo 2,2cm. Quanto aos tipos de nadadeira observou-se que a caudal é homocerca
de tipo furcada. Possui duas barbatanas dorsais separadas por um pequeno espaço. Os
raios anteriores da primeira dorsal são significativamente maiores que os posteriores,
conferindo à barbatana um aspecto côncavo. A segunda barbatana, relativamente à
altura, pode ser inferior, igual ou maior que a primeira; a segunda barbatana dorsal é
seguida de 7 pínulas; pedúnculo caudal esguio, uma quilha lateral de cada um dos lados,
cada uma delas entre duas quilhas mais pequenas. Além disso, observou-se a linha
lateral que apresenta função sensorial, as escamas que é do tipo ctenóide.

Fig 1

Fig 2- Nadadeira caudal homocerca do tipo furcada Fig 3- Olho - posicionado lateralmente, 2,2 cm

Da morfologia interna pode-se observar e identificar a bexiga natatória, as brânquias, e
o intestino,através da remoção do tegumento da região ventral á frente da nadadeira
peitoral e da face esquerda da cabeça. Pode se observar também os músculos da cabeça
e das nadadeiras pares, sistema digestivo, sistema respiratório, sistema reprodutor,
sistema excretor e outros.

















CONCLUSÃO
A prática foi realizada dentro dos propósitos predefinidos onde possibilitou o
aumento do nível de percepção da matéria Conclui-se que, aulas práticas com anatomia
de diferentes espécies animais são de grande importância, pois mostra ao praticante
como está disposto de diferentes formas o corpo dos mais variados espécimes de seres
vivos e que a partir do estudo em aula prática possibilita um leque maior de
aprendizagem do que em sala de aula.
.




















REFERENCIAS
Princípios de fisiologia animal [ recurso eletrônico]/ Christopher D. Moyes, Patricia
M. Shulte. et al- 2. Ed, Porto Alegre, Artmed. 2010.
Hickman, Cleveland P. Princípios Integrados de Zoologia. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2009.
Dias, Marina. Guia de identificação dos Atuns do atlântico. Direção geral de pescas e
aquicultura. 2007.


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