Trabalho de Eletrônica

Analógica
















Recife, 2014







Trabalho de Eletrônica
Analógica









Alunos:
Daniel Silva de Amorim
Vanessa de Carvalho Barbalho







Recife, 2014
Elementos de erro do Amplificador operacional
1. Tensão de offset
Um amplificador operacional real tem a saída de um amplificador ideal
nula, mas quando suas entradas estão em curto circuito. Nos amplificadores
reais acontece um casamento de impedâncias imperfeito dos dispositivos de
entrada normalmente diferencial a saída do amplificador operacional pode ser
diferente de zero quando ambas as entradas assumem potencial zero. Significa
dizer que há uma tensão contínua equivalente, na entrada chamada de tensão
de offset.
Os valores desta tensão normalmente nos amplificadores comerciais
estão situados na faixa de 1 a 100 mV os componentes comerciais estão dotados
de entradas para ajuste da tensão de offset.


Ed =
+


= 0 →
= . ≠ 0



= (1 +

2

1
)

< 0 → < 0
> 0 → > 0



1.1 Compensação de offset
A compensação de offset ocorre através dos pinos
1 e 5, utilizando-se de um resistor variável.
> 0 → > 0 → −



2. Corrente de polarização
Independentemente do fato de os
amplificadores operacionais apresentarem uma resistência de entrada não
infinita, característica que se associa apenas aos sinais dinâmicos aplicados, a
natureza própria dos transístores obriga à existência de correntes não nulas
através dos terminais de entrada, I1 e I2, designadas correntes de polarização,
as quais, por ação do desemparelhamento inexorável entre componentes, são,
também, distintas entre si (estas correntes associam-se à corrente na base dos
transístores bipolares, e às correstes de fuga ou de saturação inversa nos
transístores de efeito de campo).
A existência de correntes de polarização no Amp-Op conduz a uma
degradação do desempenho dos circuitos, podendo também ser responsáveis
pelo seu não funcionamento. Na prática, a existência das correntes de
polarização obriga à utilização de componentes externos adicionais, tipicamente
resistências, como forma de compensar os erros de tensão induzidos na saída.


=

+
+

2










3. Influências das correntes
+
e



Considerando Vs = 0

+
= 0;

1
=

1
;

2
=

2
;

1
+

=
2


1
+

=

2


=

2
+

1


= (

1
+
2

1

2
)


≠ 0 → ≠ 0
3.1 Compensação das Influências das correntes
+
e


+
=
3
.
+
=
+
+

= 0 →
+
=


3
.
+
= (

1

2

1
+
2
)

+
=


3
=
1
//
2


4. Corrente de offset (

)

= |
+


|
4.1 Efeito de

na saída do Ampli-op

Utilizando superposição calculamos:
=

2

1
(−
2


) + (1 +

2

!
) (−
3

+
)
3
=
1
//
2

=
2


−(

1
+
2

!
) (

1

2

!
+
2
)
+

=
2
(


+
) =
2
|


+
| =
2
|
+


| → =
2
|
+


|

5. Relação de rejeição de modo comum (RRMC)

=
1

+
+
2


i



Tensão modo comum (Vmc)

=

+
+

2

+
+

= 2

ii

=
+
+

iii
ii+iii → 2
+
= 2

+


+
=

+

2
iv
ii-iii → 2

= 2



=

2
v


iv e v em i →

=
1
(

+

2
) +
2
(

2
)

= (

1

2
2
)

+(
1
+
2
)

=

1

2
2

=
1
+
2

→ ℎ

→ ℎ

=

+

=

(

+

) →

=

(

+

)
p → Relação de rejeição de modo comum (escala linear)
RRMC = 20log p
RRMC → Relação de rejeição de modo comum (escala logaritma)
p=

=

(

+

)
Exemplo 1: mostre que o ampl-op está compensado e calcule o valor de Vs
para Vos=2uV, Ios=40nA, Ve=2mV

3
=
1
//
2
, está compensado.




=

2

1
+ (1 +

2

!
) +(
2
)
= −210
−3
+ 210
−6
+(10
4
4010
−9
) =
1,598 mV
Exemplo 2:
Determine Vs para:


a) Ad e RRMC infinitos
Ideal → Ad ≠ 0 → Vs = Vsat

b) Ad = 1000 e RRMC=40db
40 = log p →p = 100
+
+

= 2 → = 1,0005

=

(

+

)→

= 1000 (0,001 +
1,0005
100
) = 11,005V







Circuitos Limitadores
O circuito limitador tem como objetivo limitar a tensão de saída em um
valor predeterminado, podendo ser negativo, positivo ou ambos. Normalmente,
esse circuito é composto apenas de diodos e resistores. Em algumas situações,
tal circuito é anexado a amplificadores operacionais, de tal forma que o sinal
amplificado não ultrapasse os limites ditados pela saturação positiva e negativa
do amplificador. Ou seja, o circuito limitador é anexado ao amplificador sempre
que o circuito conectado a sua saída requer níveis diferentes daqueles
produzidos pelo operacional. Caso tais limites sejam ultrapassados,
equipamentos e demais trabalhos poderão ser danificados.
Quando anexados ao amplificador operacional, o funcionamento do
limitador está baseado no uso de um diodo zener na sua realimentação, fixando
o valor da tensão de saída. Diodos em série com o zener são usados como
chaves, no caso de desejarmos limitar os valores de tensão positiva e negativa
de saída.









Fig. 1 – Limitador de tensão

No exemplo da figura 1, o limitador de tensão está montado na
configuração inversor, na qual a tensão de saída é negativa quando a tensão de
entrada é positiva. Desta forma só circulará pela rede de realimentação a
corrente I2, pois os diodos D1 e D2 funcionarão como um circuito aberto,
impedindo a passagem de corrente (Fig. 2), enquanto os diodos D3 e D4
polarizam o diodo zener Z2.









Fig. 2 – Circuito Limitador para tensão de entrada positiva


No caso anterior, a tensão de saída será:

= −(3 +2 +4)

No entanto, quando a tensão de entrada for negativa, e
consequentemente a saída positiva, os diodos D3 e D4 funcionam como um
circuito aberto, impedindo a passagem de corrente, enquanto os diodos D1 e D2
passam a conduzir polarizando o diodo zener Z1 (Fig. 3).










Fig. 3 – Circuito limitador com tensão de entrada negativa

Neste caso, a tensão de saída será:

= 1 +1 + 2

Após a interpretação de como funciona um circuito limitador anexado ao
amplificador operacional, podemos traçar uma curva característica do circuito
(Fig. 4).













Fig. 4 – Curva de transferência do limitador de tensão.




 Tipos de Limitadores com amplificador (diodos e amplificadores ideais)

1. Limitador Inversor Direcional










Fig. 5 – Limitador inversor direcional Fig. 6 – Tensão de Entrada


 Para Vi > 0, o diodo Zener (Z1) funciona como um diodo normal, logo:

= 0

 Para Vi < 0, o diodo Zener (Z1) segura uma determinada tensão entre
seus terminais, logo:
= 1


Fig. 7 – Tensão de Saída Fig. 8 – Curva tensão de entrada x
tensão de saída








2. Limitador não-inversor bidirecional



Fig. 9 – Limitador não-inversor bidirecional Fig. 6 (Repetida)


 Para Vi > 0, o diodo Zener Z2 conduz, enquanto Z1 segura a corrente em
uma determinada tensão, logo:

= 1

 Para Vi < 0, o diodo Zener Z1 conduz, enquanto Z2 segura a corrente em
uma determinada tensão, logo:
= −2


Fig.10 – Tensão de Saída Fig. 11 – Curva tensão de entrada x
tensão de saída








3. Limitador inversor bidirecional com resistência de realimentação




Fig. 12 – Limitador bidirecional com resistência Fig. 6 (Repetida)


 Para Vi > 0, a tensão de saída é regida pelo resistor até seu módulo
alcançar a tensão do diodo Zener Z2, logo:

= −
2
1
, é = − 2

 Para Vi < 0, a tensão de saída é regida pelo resistor até seu módulo
alcançar a tensão do diodo Zener Z1, logo:

= −
2
1
, é = 1



Fig. 13 – Tensão de Saída Fig. 14 – Curva tensão de entrada x
tensão de saída


Vs



 Exemplo de Projeto

Projetar um circuito limitador de tensão que para uma tensão de entrada, Vi,
positiva, forneça uma tensão de saída de
= 10 ± 5%
E para uma tensão de entrada, Vi, negativa, forneça uma tensão de saída de
= −10 ± 5%



Escolha do operacional:

(+) = 15
(−) = −15

Tensão de Saída += 14
−= 14



Escolha dos diodos:

+ = 10 ±5% −= −10 ±5%
1 +1 +2 = 10 ±5% −(3 +2 +4) = −10 ±5%

D1, D2, D3 e D4 – Diodos de Silício (VD=0,7V)
Z1 e Z2 – Diodos Zener de 8,9V
R1 = 1K

Portanto,

+= 0,7 +8,9 +0,7 = 10,3
−= −(0,7 +8,9 +0,7) = −10,3