ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

SECRETARIA DE PLANEJAMENTO
FUNDAÇÃO INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO DO
RIO GRANDE DO NORTE - IDEC













PLANO DE MANEJO

PARQUE DAS DUNAS



















NATAL
1981

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


 Governador
Lavoisier Maia Sobrinho

 Secretário do Planejamento
Humberto Manoel de Freitas


FUNDAÇÃO INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO DO RIO
GRANDE DO NORTE - IDEC


 Presidente
Ademar de Medeiros Netto

 Diretor administrativo - financeiro
Carlos Antônio Liberato

 Superintendente do Instituto de Desenvolvimento Urbano e Regional - IDUR
Antonio José Ferreira de Melo

 Superintendente do Instituto de Pesquisas - IPEQ
Valter de Carvalho







EQUIPE TÉCNICA


Equipe de Planejamento
 Hiramisis Nóbrega de Paiva – Arquiteta Paisagista - IDEC
Coordenação do Plano de Manejo
 Maria Socorro Borges Freire – Botânica - IDEC
 Antônio Roberto Lisboa de Paula – Biólogo - IDEC
 Roseane Dias de Medeiros – Arquiteta Paisagista - IDEC
 Marco Aurélio Martins de Almeida – Ecólogo - UFRN/IDEC

Consultoria
 Luiz Emygdio de Mello Filho – Especialização em Botânica e Ecologia -
Museu Nacional - Rio de Janeiro/RJ
 Olga Camisão de Souza – Administração de Parques - IBDF/FBCN

Colaboradores
 Getúlio Pereira Madruga – Arquiteto - IDEC
 Edson Freire da Costa - Economista - IDEC

Equipe de Apoio
 Uilma Pereira de Medeiros – Datilógrafa - IDEC
 Mário de Oliveira – Datilógrafo - IDEC
 Joel de Queiroz Amorim – Desenhista - IDEC
 Gilson Freire Galvão – Desenhista - IDEC
 Washington Luiz de Oliveira Barca – Desenhista - IDEC
 Lídia Banhos Teixeira de Araújo – Estagiária de Arquitetura -
UFRN/IDEC



Agradecimentos
 Maurinio Sena Silva – Delegado do IBDF/RN
 João Bosco Barreto Duclerc Pinheiro – Assistente Social - IDEC
 José Nunes de Lima – agente de Defesa Florestal - IBDF/RN
 Maria das Graças Menezes Venâncio – Administradora -
SIC/EMPROTURN
 Maria da Salete Almeida Ferreira de Melo – Bibliotecária - IDEC
 Nélia Carmem Costa Moraes – Bióloga - IDEC
 Marcelo Pessoa Rodrigues – Desenhista - IDEC



APRESENTAÇÃO


A Secretaria do Planejamento do Estado do Rio Grande do Norte vem
apresentar e divulgar o presente conjunto de documentos, dirigidos ao equacionamento de
um problema de magna importância para a cidade do Natal, com núcleo urbano, aliás, o
maior do Estado, e para este, como a resultante primeira de uma nova política ambiental,
com fundas repercussões sociais e com o sentido de buscar o necessário e desejado
equilíbrio entre o uso do substrato geomorfológico e a satisfação das necessidades
humanas.
No contexto do Nordeste, com todos os seus problemas, a iniciativa da
Secretaria de promover uma Unidade de Conservação, tecnicamente definida, qual seja o
“Parque Estadual Dunas do Natal”, alcançou repercussões favoráveis nos demais Estados e
recebeu o apoio e a aprovação de órgãos federais ligados à problemática do meio ambiente.
O Plano de Manejo, ora apresentado, é o suporte conceitual indispensável à
efetiva implantação e conseqüente funcionamento do Parque Estadual Dunas do Natal, cuja
existência será, sem dúvida, um pólo amenizador, estabilizador e educativo para a
comunidade norte-riograndense, e um motivo a mais para justificar a procura de nossas
plagas pelas correntes de visitantes em busca de lazer, apaziguamento, artesania e beleza
natural, categorias essas em que muito temos a oferecer.
Desejamos ainda deixar aqui expressos nossos agradecimentos, a toda a equipe,
de cujo trabalho operoso, dedicado e competente, resultou a feitura do presente plano, bem
como a todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a sua realização.


Humberto Manoel de Freitas
Secretário de Planejamento



INTRODUÇÃO


O conhecimento da área recoberta por um sistema de dunas revestidas de
vegetação, situada ao sul da cidade do Natal, e seu envolvimento num projeto de ocupação
de sua vertente voltada para o mar através de uma rodovia cênica e um sofisticado
equipamento de lazer (com hotelaria, Centro de Convenções e demais equipamentos para o
uso social e recreacional), puzeram o problema de conciliar o uso de parte da gleba com a
conservação do restante.
Tal posição encontrou plena justificativa nos valores biológicos, ecológicos e
cênico-paisagísticos nele reconhecidos e, para sua efetiva proteção, decidiu o Governo do
Estado instituir nessa área uma Unidade de Conservação, a primeira de âmbito e
responsabilidade estaduais.
Enquandra-se, a área atingida, na problemática a que atender um Parque
Nacional, que é por definição um estabelecimento assentado sobre um suporte geográfico
digno de ser conservado em caráter permanente, inclusive com setores de preservação titã e
com a finalidade de “compatibilizar a preservação dos ecossistemas protegidos, com a
utilização dos benefícios deles advindos”, para tanto sendo elaborados estudos das
diretrizes visando um manejo ecológico adequado e que virão a constituir o Plano de
Manejo.
Com efeito, a ação do poder estadual está respaldada pelo artigo 5º da Lei nº
4.771, de 15 de setembro de 1965, que institui o Código Florestal e que estabelece sua
competência, em paralelo com a do Governo Federal, para efeito de criação de parques,
dando formulação abrangente à definição de suas finalidades.
O Parque proposto, denominado “Parque Estadual Dunas do Natal”, guarda
efetivamente as características peculiares ao ecossistema das dunas, suas vigorosas
potencialidades e sua notável situação.
Os dados constantes do presente plano, juntamente com os estudos e
levantamentos feitos na área, contém basicamente os elementos para sua caracterização
geral e dos objetivos principais de sua categorização como Unidade de Conservação.

Sendo o Plano de Manejo, a ferramenta eficaz que permite a elaboração das
diretrizes básicas para o planejamento de qualquer Unidade de Conservação, no caso
presente, realiza uma análise de sua posição em termos locais e regionais, um zoneamento e
uma escala de prioridades, que dirigem, orientam e condicionam as intervenções a fazer
(programas específicos), sempre com o fito de atingir, em condições de economicidade de
recursos e de tempo, os objetivos visados.
O Plano de Manejo, atendendo ao dinamismo da realidade, incorporou uma
margem de flexibilidade, dilatada bastante, para permitir sua reavaliação ou modificação,
sempre que novas idéias, novas descobertas ou novos resultados experimentais o indiquem.



INDICE


APRESENTAÇÃO 5
INTRODUÇÃO 6
1 SITUAÇÃO GEOGRÁFICA E HISTÓRICA ................................................. 12
1.1 LOCALIZAÇÃO E LIMITES ................................................................................ 12
1.2 HISTÓRICO DO PARQUE .................................................................................... 12
2 ASPECTOS REGIONAIS .................................................................................... 17
2.1 FATORES BIOFÍSICOS ......................................................................................... 17
2.1.1 Geologia e Geomorfologia ..................................................................................... 17
2.1.2 Clima .......................................................................................................................... 17
2.1.3 Hidrologia ................................................................................................................. 19
2.1.4 Solos ............................................................................................................................ 21
2.1.5 Vegetação .................................................................................................................. 23
2.1.6 Fauna ......................................................................................................................... 25
2.2 FATORES SÓCIO-ECONÔMICOS ..................................................................... 26
2.2.1 Demografia ............................................................................................................... 26
2.2.2 Economia Regional ................................................................................................. 28
2.2.3 Turismo e Recreação .............................................................................................. 30
2.3 VALORES CULTURAIS ........................................................................................ 34
3 ANÁLISE DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO ........................................... 39
3.1 FATORES BIOFÍSICOS ......................................................................................... 39
3.1.1 Geologia e Geomorfologia ..................................................................................... 39

3.1.2 Climas ........................................................................................................................ 44
3.1.3 Vegetação .................................................................................................................. 45
3.1.4 Fauna ......................................................................................................................... 51
3.1.5 Aspectos Ecológicos ................................................................................................ 58
3.1.6 Análise paisagística . ............................................................................................... 59
3.1.7 Danos à Paisagem .................................................................................................... 63
3.2 ASPECTOS DA OCUPAÇÃO DO SOLO ........................................................... 67
3.2.1 Uso atual do solo ...................................................................................................... 67
3.2.2 Uso atual da área pelo público ............................................................................. 68
3.3 VALORES CULTURAIS E CIENTÍFICOS ........................................................ 70
4 MANEJO E DESENVOLVIMENTO ................................................................ 72
4.1 OBJETIVOS .............................................................................................................. 72
4.1.1 Geral ........................................................................................................................... 72
4.1.2 Específico .................................................................................................................. 72
4.2 ZONEAMENTO ....................................................................................................... 72
4.2.1 Zona Primitiva ......................................................................................................... 74
4.2.2 Zona de uso Extensivo ........................................................................................... 74
4.2.3 Zona de Uso Intensivo ............................................................................................ 75
4.2.4 Zona de Recuperação ............................................................................................. 77
4.2.5 Zona de Uso Especial ............................................................................................. 77
4.3 CAPACIDADE DE CARGA .................................................................................. 79
5 PROGRAMAS DE MANEJO ............................................................................. 81
5.1 PROGRAMA DE MANEJO AMBIENTAL ........................................................ 81
5.2 PROGRAMA DE USO PÚBLICO ........................................................................ 81

5.2.1 Subprograma de Interpretação e Educação ..................................................... 81
5.2.2 Subprograma de Lazer .......................................................................................... 84
5.2.3 Subprograma de Relações Públicas .................................................................... 85
5.3 PROGRAMA DE ADMINISTRAÇÃO ................................................................ 86
6 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO ......................... 92
6.1 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO PORTÃO BOSQUE DOS NAMORADOS ...... 92
6.2 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO BOSQUE DOS NAMORADOS ....................... 92
6.3 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO MIRANTE BARREIRA D‟ÁGUA .................. 92
6.4 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO MIRANTE BARREIRA ROXA ....................... 93
6.5 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO HORTO EXPERIMENTAL ............................. 93
6.6 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO GRANJA DO CARIOCA ................................. 93
6.7 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO TORRES DA TELERN E TV GLOBO ........... 93
6.8 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO TORRE DA EMBRATEL ................................ 94
6.9 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO TORRE TV – CANAL 05 ................................ 94
7 PROPOSTA FÍSICA DAS ÁREAS DE DESELVONVLIMENTO ...................... 96
8 IMPLEMENTAÇÃO ............................................................................................. 104
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 105
ANEXOS ................................................................................................................... 109



INDICE DAS FIGURAS


Figura Página
01- Localização do Parque no Estado ...................................................................... 13
02- Localização do Parque na Região da Grande Natal ........................................ 13
03- Localização do Parque no município de Natal ................................................. 14
04- Esboço Geológico do Estado .............................................................................. 18
05- Mapa do Relevo do Estado ................................................................................. 18
06- Mapa do Clima do Estado ................................................................................... 20
07- Rede Hidrográfica do Estado .............................................................................. 20
08- Mapa de Solos do Estado .................................................................................... 22
09- Esboço da Vegetação do Estado ......................................................................... 22
10- Gráficos de Crescimento da População ............................................................ 27
11- Zoneamento Turístico do Estado ....................................................................... 33
12- Mapa geológico Esquematizado entre Natal e Ponta Negra .......................... 43
13- Mapa de Alinhamento das Dunas....................................................................... 43
14- Gráficos de Clima ................................................................................................. 46
15- Mapa de Vegetação do Parque ........................................................................... 48
16- Mapa de Paisagismo ............................................................................................ 64
17- Mapa de Ocupação do Solo ................................................................................ 69
18- Plano Geral de Ordenamento .............................................................................. 73
19-
Área de Desenvolvimento Bosque dos Namorados e Área de
Desenvolvimento Torre TV Canal 05 ...............................................................

97

20- Trilha Interpretativa Barreira d‟água ................................................................. 98
21- Trilha Interpretativa Barreira Roxa .................................................................... 99
22- Área de desenvolvimento Horto Experimental ................................................ 100
23- Área de desenvolvimento Granja do Carioca ................................................... 101
24- Área de desenvolvimento Torres TELERN, Rede Globo, EMBRATEL ............... 102





































1 - SITUAÇÃO GEOGRÁFICA E HISTÓRICA

1.1 LOCALIZAÇÃO E LIMITES

O “Parque Estadual Dunas do Natal”, está situado na parte oriental do Estado
do Rio Grande do Norte (V. Fig. 01), na Região da Grande Natal (V. Fig. 02), no município
do Natal (V. Fig. 03), entre as coordenadas:
 LATITUDE: 05º48‟S a 05º53‟S
 LONGITUDE: 35º09‟W a 35º12‟W

Possui uma área de 1.172.80 ha. e está compreendido dentro do seguinte
perímetro: começa no vértice 0 (zero) da cerca de vedação das dunas, localizado perto da
praia de Ponta Negra e às margens da Via Costeira Natal - Ponta Negra; percorre esta cerca,
no sentido horário, até seu vértice 196 (cento e noventa e seis), onde termina, perto da praia
do Pinto e às margens da Via Costeira; daí segue margeando esta via no sentido geral norte
sul até o vértice 0 (zero), ponto inicial desta descrição (V. Fig. 03).

1.2 HISTÓRICO DO PARQUE

A idéia de criação de uma área de conservação nas dunas costeiras, foi
concebida em 1978, em decorrência de uma antigo projeto, até aquela data não
concretizado, de se fazer uma ligação viária entre as praias de Mãe Luiza e Ponta Negra.
Tal via litorânea, entretanto, teria de ser executada à margem de uma extensa formação
dunosa, rica em vegetação nativa e, sobretudo, carente de uma imediata ação preventiva,
pela existência próxima da favela de Mãe Luiza (25.000 habitantes).
A continuada retirada de lenha e a ocorrência de queimadas nos setores cuja
conservação era defendida, bem como a obtenção em larga escala de areia, componente das
dunas, por parte de formas construtoras locais, já se constituía em justificativa para a
adoção de um posicionamento do Governo do Estado frente ao problema.

Por outro lado, em função de estudos efetuados no local, ficou patente a
fundamental importância da área e da proteção dos sistemas geológico e geomorfológico
das dunas, reconhecidos como valiosos aqüíferos para a cidade do Natal.































Fig.01



Fig.02



Fig.03

Posteriormente, com a implantação efetiva da rodovia (1979-1981) e os
problemas então surgidos, firmou-se com maior intensidade, a convicção de que a melhor
opção, para essa área crítica, seria o uso conservacionista. Essa forma de uso que já vinha
sendo preconizada por técnicos do IBDF- Instituto Brasileiro de Desenvolvimento
Florestal, que em várias oportunidades visitaram o local, bem como por elementos
destacados da administração do Estado e da sociedade cível, foi então perfilhada pelos
órgãos de planejamento do Estado.
É bem verdade que, apreciando os valores biológicos, geológicos, cênicos e as
possibilidades de lazer da área, existia já então em plano de construção de embasamentos
turísticos ao longo da Via Costeira, objeto de um planejamento paisagístico complementar
a cargo de Burle Marx. Alertou o paisagista à SEPLAN para a importância de ser realizado
nesse projeto, um tipo especial de paisagismo denominado “Paisagismo de Integração”,
basicamente equacionado em termos de aproveitamento de elementos de rica flora local.
Atendendo e atacando essa sugestão, montou a SEPLAN um projeto específico,
destinado a realizar um levantamento Eco - Zôo - Botânico da área (“Projeto Parque das
Dunas – PPD”). Para tanto foi firmado um convênio com a UFRN- Universidade Federal
do Rio Grande do Norte, e obtido o apoio de órgãos como a SUDENE- Superintendência de
Desenvolvimento do Nordeste, IBDF- Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal e o
Museu Nacional. Todos esses participantes, em associação com a SEPLAN, desenvolveram
um extensivo levantamento florístico, que além de servir de base ao plano paisagístico de
Burle Marx, conduziram à formação de um herbário local e, paralelamente permitiram a
formulação de diretrizes conservacionistas para o manejo da área. Abrangiam indicações de
plantio de espécies indicadas e de normas para a revegetação de áreas desnudas, algumas de
sabor original.
Essa atividade foi reconhecida como importante e prioritária, em face dos
problemas de desestabilização dos pendentes das dunas e de controle do deslocamento das
areias sob o efeito dos ventos.
Em conseqüência, é criado o Parque Estadual Dunas do Natal, como a melhor
forma de conter; através de legislação específica, a ação predatória e desordenada do
homem, ao mesmo tempo ensejando condições de serem providos todos os usos a que

atende uma Unidade de Conservação, aí compreendida a possibilidade de pesquisa
científica, numa enorme área a ser conservada.


2 - ASPECTOS REGIONAIS

2.1 FATORES BIOFÍSICOS

2.1.1 Geologia e Geomorfologia

A geologia do Estado se apresenta marcada por um extenso afloramento do
escudo brasileiro, ocupando 60% de sua superfície, e uma área sedimentar localizada como
uma faixa, situada entre o afloramento cristalino e o mar, acompanhando o
desenvolvimento do litoral.
O afloramento cristalino é constituído de rochas ígneas e metamorfisadas de
idade pré-cambriana, formando um complexo xistoso gnáissico-granítico. É grande o seu
valor econômico, por nele se encontrarem jasimentos de minérios da importância da apatita,
da fluorita, da cheelita, ou contendo metais altamente categorizados do ponto de vista
industrial, como o molibidênio, o tântalo e o nióbio, etc. encontra-se também aí um
diversificado elenco de minerais radiativos.
A faixa sedimentar é escalonada primeiramente do litoral para o interior, pelo
cordão litorâneo das dunas, cuja idade se distribui entre o pleistoceno e o holoceno. Uma
segunda faixa corresponde à formação Barreias, de idade terciária, cujos afloramentos
situados em alguns trechos da orla marítima, apresentam uma estrutura definida, com
falésias encontradiças em todo o litoral do Estado. Mais para o interior, encontra-se uma
grande área recoberta por sedimentos cretácicos e terciários, formando grandes faixas
calcáreas, abundantes neste Estado. Finalmente, entre os sedimentos acima e o complexo
cristalino, ocorre uma faixa com os arenitos da formação Açu. Nessa faixa o quadro
geológico é completado por sedimentos quaternários, constituídos principalmente de
depósitos aluviais, em que se mesclam argilas e seixos. (V. Fig. 04).
O relevo do Estado se caracteriza pela ausência de grandes elevações e por sua
simplicidade estrutural. Um sistema de planícies com altura média de até 150m, se distribui
pelo litoral e pelos vales dos rios principais, abrangendo mais de 60% da área do Estado.
Caminhando para o interior aparecem as serras de formação gnáissico - granítica, cujo

ponto mais alto é o Cabugi, com mais de 800 m, localizado no município de Angicos (V.
Fig. 05).


















2.1.2 Clima

Os fatores atuantes na caracterização climática do Estado, decorrem de sua
situação no ponto de inflexão da costa leste da América do Sul.
Os ventos alíseos úmidos do quadrante sudeste exercem influência apenas sobre
o litoral oriental, limitada sua atuação pela mudança brusca da costa na direção oeste. A
ausência de acidentes geográficos significativos, eliminam grandemente a possibilidade de
chuvas orgráficas no litoral norte do Estado.
As temperaturas médias, oscilam em torno de 26ºC, com reduzida amplitude de
variação térmica. Isso em função da latitude e da proximidade estabilizadora do Oceano



Fig.04



Fig.05

Atlântico. A quadra mais quente corresponde aos meses de dezembro, janeiro fevereiro e a
mais fria ao período de julho e agosto.
A precipitação pluviométrica é bastante irregular, quer no correr dos anos, quer
dentro de cada ano isolado. Há uma alternância de período de seca, com períodos de
grandes precipitações. Nessa situação ocorrem inundações com todas as conseqüências
desfavoráveis deste fenômeno.
Numa avaliação sintética, o clima do Estado é quente e seco, sendo que no
litoral a brisa constante, contribui para ameniza-lo, enquanto que no sertão, cuja máxima
termométrica pode atingir 40ºC, a amenização corre por conta de modificações locais. (V
Fig. 06).

2.1.3 Hidrologia

O Rio Grande do Norte, apresenta três sistemas hidrográficos respectivamente,
a bacia do Apodi-Mossoró, com 17.500 km
2
, na zona oeste do Estado, a bacia do Piranhas-
Açu, com 18.550 km
2
, localizada na área central do Estado, e cujos representantes mas
importantes são o Rio Ceará-Mirim e o Rio Potengi.
A bacia do Apodi-Mossoró, goza de um clima equatorial semi – árido, com
precipitação entre 700 e 800 mm anuais, concentrados num período de que vai de janeiro a
junho. Nesse sistema, a média anual das temperaturas (período de 1937-1966)m alcança
27,7ºC. a umidade relava anual média no mesmo período, é de 68%. O regime da bacia é
intermitente em sua parte cristalina, e perene nos percursos sobre os terrenos sedimentares.
No período chuvoso, seu regime se converte em torrencial.











Fig.06



Fig.07






A bacia do Piranhas-Açu, cujo regime é intermitente, tornou-se mais ou menos
contínuo, mercê de obras de irrigação regulada, nela implantadas. A precipitação na bacia
interior, cresce com a distância do litoral. Na bacia superior do Seridó, o período de chuvas
situa-se entre janeiro e abril.
Nas bacias secundárias, se encontra o maior índice pluviométrico do Estado.
Essa condição associada a elevada permeabilidade dos solos, favorece a acumulação
freática e a formação dos vales úmidos.
Nessas bacias, há vales úmidos longos, ditos de massapé, em que a descarga
sedimentar no período das cheias forma os solos sobre os quais se desenvolveu a cultura da
cana-de-açúcar. Já os vales úmidos curtos, ou vales de Paul, com cursos de água
possuidores de pequena força erosiva, tem suas barras freqüentemente obstruídas,
transformando-se em lagoas perpendiculares à costa (V. Fig. 07).

2.1.4 Solos

O mosaico dos solos do Estado é muito diversificado, com predominância de
alguns tipos que em conjunto, recobrem aproximadamente 80% de sua área. Em maior
parte, cerca de 2/3, são mais adequados para cobertura com vegetação permanente.
Na Zona Oeste predominam as associações Latosol Vermelho Amarelo
Eutrófico, Podzólico Vermelho Amarelo Equivalente Eutrófico, Bruno não Cálcico e
Cambisol Eutrófico. Os dois primeiros são utilizados para lavouras, especialmente se
houver condições de irrigação. Já os solos Cambisol Eutrófico, apresentam boa drenagem,
tem teor elevado de Calcário e são de excelente qualidade para a lavoura. Atua neles como
fator limitante a disponibilidade de água.
A região central do Estado, encarada de montante para ajustante, apresenta no
Seridó, associações dos tipos Bruno Cálcico em seu Oeste, e Litólico Eutrófico recobrindo

sua parte oriental. Na altura do curso médio do Açu há manchas de solos alcalinos do tipo
Solonetz Solodizado, impróprios para recobrimento com vegetação útil, e uma penetração
dos solos Litólicos Eutróficos. No baixo Apodi, ao lado do Latosol Vermelho Amarelo
Eutrófico e do Cambisol Eutrófico, há manchas de tendência alcalina, representada por
redzinas, mais adequadas à pecuária e, na faixa litorânea, de Areias Quartzosas Distróficas,
próprias para vegetação permanente, ou culturas selecionadas, como o cajueiro
(Anacardium occidentale L.) e o coqueiro (Cocos nucifera L.).










Na região oriental ocorre principalmente, além da faixa litorânea, ocupada pelas
Areias Quartzosas Distróficas, uma outra mancha interiorizada de Latosol Vermelho
Amarelo Eutrófico, com solos profundos, boa drenagem e relevo suave. Sua fertilidade é
baixa, porém com irrigação e técnicas adequadas, permite culturas. Mais para oeste,
ocorrem manchas das associações Podzólico Vermelho Amarelo Equivalente Eutrófico,
Planosol Solódico e Podzólico Vermelho Amarelo. Os Planosol Solódico têm elevado teor
de sódio e são indicados para a pecuária. Os Podzólico Vermelho Amarelo são profundos e



Fig.08



Fig.09

de baixa fertilidade. Podem sustentar culturas, não obstante, suas condições de reduzida
fertilidade, aridez e baixa retenção de umidade.
Outros tipos de solos ocorrem no estado, como os solos de Mangue, os solos
Gley, bons para pastagens, e os solos Aluviais Eutróficos. Nesses últimos, os principais
problemas decorrem do risco de inundações (V.Fig. 08).

2.1.5 Vegetação

A vegetação do Estado é basicamente dominada por uma extensa área de
caatinga, que subdividida em formações específicas, recobre 90% de sua superfície.
Na caatinga riograndense, três formações principais se diferenciam:
 A caatinga hiperxerófila e sub desértica “Seridó”;
 A caatinga hiperxerófila do centro oeste do Estado, que por si só,
recobre cerca de 50% do território norte-riograndense;
 A caatinga hiperxerófila do leste do Estado.
As caatingas hiperxerófilas podem variar em porte e cobertura. Os tipos
arbóreos alcançam um porte da ordem de 10 m de altura. Como espécies arbóreas
importantes, temos o “pereiro” (Aspidosperma pyrinifolium), “faveleiro” (Cnidoscolus
phyllacantus) a “amorosa” (Piptadenia biuncifera Benth) e a “ameixa” (Ximenia
americana), entre outras.
A caatinga hiperxerófila, possuidora de um xerofitismo apresenta em formações
mais altas e mais densas. Nela, são espécies significativas, a “caatingueira” (Caesalpinia
pyramidalis) o “umbuzeiro” (Spondias tuberosa) e a “maniçoba” (Manihot glasiovii).
Importante na apresentação fisionômica das caatingas é a presença freqüente
das cactáceas “cardeiro”, “facheiro”, “coroa-de-frade”, cabendo acentuar que essa riqueza é

mais de indivíduos que de espécies, sabido que na floresta atlântica existe mais espécies de
cactáceas que na caatinga.
Nas áreas de caatinga ocorrem enclaves outras formações, condicionados, seja
pela presença de serras, com suas exceções climáticas orográficas, em que a formação
dominante é uma floresta caduciofólia, cujas espécies importantes são o “pau d‟arco
amarelo” (Tabebuia serratifólia) e a “aroeira do sertão” (Astronium urudeuva), seja pela
ocorrência de várzeas úmidas, com florestas ciliares. Isso se verifica nas bacias dos rios
Apodi e Açu, com extensos carnaubais, uma das formações mais típicas da paisagem
natural do Estado.
Tirante à caatinga, temos um outro conjunto de formações bastante homogêneo,
representado pela faixa justa litorânea, recoberta pela vegetação psamófila, das praias e
dunas. Ocorre aí, um complexo vegetal, com a presença simultânea de elementos da
caatinga como o “juazeiro” e a “jurema”, ao lado de representantes da floresta atlântica,
como o “pau-Brasil”, as “gameleiras” o “jitaí”, e do cerrado, como a “lixeira” e a
“mangabeira”.
Finalmente, um terceiro conjunto de formações, compreendendo o mosaico
fito-fisionômico da região oriental do Estado, com os tabuleiros, ricos em elementos do
cerrado, as matas de várzeas, os manguezais e algumas formações florestais, que
representam a diversificação final da mata atlântica, que não chega a alcançar o ponto de
inflexão da costa.
A cobertura natural do Estado foi profundamente alterada pelas intervenções
antrópicas, ao longo do período de colonização. Como resultante disso, a maior parte do
Estado hoje, é coberta por formações secundárias de menor valor, e de menor potencial
biótico (V. Fig. 09).

2.1.6 Vegetação


A fauna natural do Estado, hoje extremamente reduzida, pela destruição dos
nichos ecológicos das várias espécies, e pela caça indiscriminada, em realidade nunca teve
a exuberância de outras faunas regionais como a do pantanal do Mato Grosso e a da
Amazônia.
Entre os mamíferos, eram encontrados na fauna terrestre, a “onça”, a
“sussuarana”, o “gato maracajá”, o “gato do mato”, o “veado”, a “capivara”, a “paca”, a
“maritaca”, o “preá”, o “gambá”, os “tatus”, diversos roedores, e “macacos”. Na fauna
aquática existiu o “peixe-boi”.
Entre os répteis foram reconhecidos o “jacaré”, o “camaleão”, o “teju”, e
muitos ofídeos. Aves até hoje presentes, são o “jacu”, o “pato-bravo”, a “ema”, a “siriema”,
a “juriti”, e a “avoante” ou “ave de arribação”. As águas interiores são ricas em peixe,
como a “traira”, a “curimã”, os “bagres” e outros tantos, ao passo que os mares, bastante
psicosos, oferecem uma variada coleção de espécies, algumas de porte avantajado, como os
“cações”, o “atum”, o “mero”, etc. É notável a riqueza de crustáceos, “camarões”, “siris”,
“caranguejos” e “lagostas”.







2.2 FATORES SÓCIO - ECONÔMICOS

2.2.1 Demografia

O Estado do Rio Grande do Norte, no período 1970-80, não apresentou
alterações demográficas significativas. Sua população, em 1980, era de 1.899.720
habitantes, enquanto que o incremento populacional ficou, em torno de 23,33% e a taxa
média geométrica anual de crescimento atingiu 2,04 por mil habitantes, tornando patente o
considerável crescimento negativo da população (V. Fig. 10).
O balanço demográfico do último decênio, reflete a ocorrência de um intenso
processo de urbanização, onde a população urbana aumentou 51,16% enquanto que a rural
diminuiu 3,83%.
O efetivo populacional urbano cresceu de 737.368 habitantes em 1970, para
1.115.630 habitantes em 1980, participando com 58,37% sobre o total da população
estadual.
Observa-se que a baixa densidade da zona rural evidencia a sub-ocupação do
território, principalmente na área central.
O esvaziamento generalizado das áreas rurais, contrapõe-se com a falta de
infra-estrutura necessária dos centro urbanos para absorver este crescente número de
famílias que migram a procura de trabalho e habitação. Estes contingentes desqualificados
para outras atividades que não sejam as do campo, fixam-se precariamente na periferia das
cidades, principalmente nos centros intermediários, onde os problemas econômicos e
sociais são agravados em decorrência do crescimento demográfico desordenado,
determinando baixos padrões de vida para a grande parcela da população.
Vale ressaltar que o alto percentual da população jovem (40% em 1970), como
componente mais oneroso da população dependente, conduz a em elevado encargo

econômico e uma sobrecarga na demanda de serviços de saúde, educação e assistência à
infância.
Diante deste contexto, é importante evidenciar a preocupação quanto “a
continuidade do processo de desenvolvimento sócio-econômico, que se observa na zona
rural, devendo ser corrigido com relativa urgência sob pena de comprometer o
desenvolvimento nacional que, cada vez mais, depende das fontes localizadas na
agricultura”.





Portanto, existe a necessidade premente de serem dinamizados alguns centros
intermediários pequenos, suprindo os requerimentos básicos da população rural deficitária.
Observa-se que os dois centros regionais do Estado, Natal e Mossoró vêm
diminuindo seu peso relativo ao conjunto das cidades de 10.000 habitantes, em decorrência
de uma estruturação mais equilibrada na rede urbana, com surgimento e/ou fortalecimento
de centros de hierarquia urbana mais baixa.
As áreas de maiores incrementos populacionais englobam as cidades onde o
fluxo migratório é contrabalançado entre o crescimento urbano e os decréscimos rurais.
Situam-se no litoral oriental e na região de Mossoró.
A microrregião de Natal compreende um trecho do litoral oriental, onde se
encontra a capital do Estado. É a mais importante região, tanto no ponto de vista
econômico, como populacional, concentrando-se 35,14% da população estadual e atingindo
uma densidade demográfica de 167,06 hab/km
2
.



Fig.10

A componente migratória constituída principalmente por naturais do próprio
Estado, foi a grande responsável pelo acréscimo de 41,93% no contingente populacional
desta região.
A população da cidade do Natal gira em torno de 376.552 habitantes,
correspondendo a 37,75% da população urbana do Estado. Suas características de sub-
metrópole em crescente expansão, vem exercendo forte atração sobre a população migrante
impondo à zona de ocupação do litoral oriental um pesado ônus de 44% no saldo
migratório urbano estadual.
Por outro lado, as áreas que apresentam um mais acentuado decréscimo
populacional, estão localizados na porção oriental do Estado, destacando especialmente as
regiões do Agreste, da Borborema, do Sertão de Angicos e do litoral setentrional.

2.2.2 Economia Regional

O desempenho da economia potiguar nos últimos anos tem apresentado um
maior dinamismo, acarretando fortes implicações sobre muitos aspectos da vida econômica
e social do Estado.
É possível afirmar que o crescimento econômico norte-rio-grandense tem sido
mais alto que o da economia brasileira, mostrando uma forte tendência a tornar-se
independente do setor agropecuário. Uma boa parte da atividade econômica, principalmente
a indústria, vem se concentrando na área urbana de Natal, ocasionando aumentos da renda
disponível da população.
Em 1977, a agropecuária participou com 23,6% do Produto Interno Bruto,
enquanto que a indústria ficou com 24,5% e os serviços com 51,9%.
Numa visão setorial, observa-se que o setor primário sofreu diminuição em sua
participação relativa na economia estadual, passando de 33,5% em 1971 para 23,6% em
1977.

Apesar da sua diminuição relativa, o setor primário ainda ocupa uma posição
relevante na economia. Sua participação é suficientemente elevada para justificar uma
ligação entre sua taxa de crescimento e o comportamento da economia. Portanto, a
demanda da tenda do setor agropecuário influencia o resto da atividade econômica.
A agricultura, principal gerador do produtor agropecuário, determina seu
comportamento enfrentando sérios problemas climáticos, com conseqüências por vezes
trágicas, seja do ponto de vista econômico ou social. Esta atividade ainda se encontra longe
de um estágio tecnológico mais desenvolvido, apresentando baixíssima produtividade.
Somente as maiores propriedades, que estão voltadas para as culturas de mercado, têm
condições de fugir um pouco aos métodos tradicionais de cultivo.
Estudos preliminares referentes a 1077, destacam a agricultura com uma
participação de 74% e a pecuária com 13% no total do valor agregado do setor.
O valor da produção das lavouras, concentra-se no algodão com 34,6%, no
feijão com 16,6% e na mandioca com 12,1%. Logo em seguida, vem a cana-de-açúcar
participando com 10,5% e o milho com 8,2%. Estima-se que os produtos acima
relacionados participam com aproximadamente 82% do valor total das lavouras.
Com relação ao setor secundário verifica-se uma participação crescente no
Produto Interno Bruto, chegando a níveis quase comparáveis a agropecuária, graças ao bom
desempenho das indústrias de transformação.
Na composição do setor industrial participam as indústrias de mineração, de
transformação e de construção civil.
Os gêneros têxtil e vestuário concentram a geração de produto da indústria de
transformação, participando com 57% do valor agregado do setor secundário.
Por outro lado, o produto gerado pela indústria de mineração deve-se
basicamente ao sal e a scheelita, principais produtos minerais do Estado.
A construção civil apresenta um comportamento marcado por números altos e
baixos, vinculados à construção de habitações e aos gastos do governo.

O terciário conta com uma posição muito importante dentro da economia
estadual, com uma participação oscilando em torno de 50% no período 1970-77.
Os itens comércio, aluguéis e governo são responsáveis por quase 70% do valor
total do setor, vindo logo em seguida os serviços pessoais e comerciais, transporte e
comunicações, construções e serviços financeiros.
Embora sujeito a confirmação, pode-se afirmar que o desempenho do comércio,
transporte, serviços financeiros e comunicação têm respondido tanto ao empenho da
economia quanto à concentração da população em algumas áreas urbanas.

2.2.3 Turismo e Recreação

O turismo no Estado alcançou um relativo crescimento nos últimos anos
(1972/1980), com a evolução da indústria e do comércio, a expansão da infra-estrutura
viária federal e estadual, a exploração de diversas atividades econômicas, a implantação de
novos terminais aéreo e rodoviário e o desenvolvimento de projetos diretamente ligados à
atividade turística, como o Centro de Convenções, a Via Costeira (em execução) e a cadeia
de hotéis da NORTEL – RIO NORTE HOTELEIRA S/A (responsável pela implantação e
administração de hotéis de propriedade do Governo do Estado).
A EMPOTURN – Empresa de Promoção e Desenvolvimento do Turismo do
Rio Grande do Norte, criada em dezembro de 1971, responsável pela exploração, incentivo,
promoção e divulgação do turismo no Estado, realizou de acordo com o projeto de
identificação do espaço turístico nacional, a locação dos Centros de Turismo Recreativo do
Estado. Foram selecionados alguns municípios com potencial turístico e definidas zonas e
centros de interesse prioritário. Natal foi identificado como único Centro Turístico do
Estado, pela existência de aglomerado urbano, atrativos turísticos e condições de
alojamento. Como centro de apoio, foi considerada a cidade de Mossoró, ficando Caicó,
Canguaretama, Ceará Mirim, Eduardo Gomes, Extremoz, Martins, Açu, Macau,
Maxaranguape e Nísia Floresta, como núcleos turísticos.

As zonas turísticas foram definidas em função da natureza dos atrativos
predominantes, constituindo uma unidade espacial, quer no aspecto geográfico, sócio-
cultural e econômico.são as seguintes as zonas turísticas identificadas no Estado:
a) Zona turística efetiva Natal e arredores – esta zona tem caracteres que
formam um produto turístico integrado, que realmente tem motivado
uma demanda efetiva. Cidades de Natal, Extremoz, Eduardo Gomes,
Nísia Floresta, Ceará-Mirm e São José de Mipibu.
b) Zona turística potencial histórica de Vila Flor – a característica principal
dessa zona é a beleza do litoral das praias de Baía Formosa e Barra do
Cunhaú,e as tradições e obras arquitetônicas de Vila Flor. Devido a
proximidade dessa área da BR-101 e dos Estados da Paraíba e
Pernambuco, existe amplas possibilidades para exploração da mesma.
Cidades de Vila Flor, Canguaretama e Baía Formosa.
c) Zona potencial Seridó – destacam-se como atrações nessa zona os
aspectos morfológicos comuns a toda região do Seridó, que dotam a
paisagem dos municípios de uma característica especial. Sobressaem-se
jazidas de minerais, açudes de maior porte, acervo arquitetônico e
manifestações de cultura popular. Cidades de Currais Novos, Acari,
Carnaúba dos Dantas e Caicó.
d) Zona potencial Serrana – a principal atração dessa zona é a ocorrência
de inúmeras serras. Complementa as atrações, a existência de olhos
d‟água e do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis na Serra do
Lima, no município de Patu. Cidades de Patu, Martins e Caraúbas (olho
d‟água do Milho).
e) Zona de potencial Salineira – uma das zonas que detêm maior potencial
turístico do Estado, constituída por atrações diversificadas, em relação a
outros centros receptíveis do país, tais como, salinas naturais e
mecanizadas, litoral com praias selvagens, as águas termais do

município de Mossoró e o terminal salineiro de Areia Branca. Cidades
de Mossoró, Macau, Areia Branca e Grossos (praia de Tibau) (V. Fig.
11).
A participação do turismo na economia estadual é recente, e apesar dos dados
disponíveis serem escassos, pode-se afirmar que além da sua capacidade de geração de
empregos, o seu efeito multiplicador já interfere em vários setores tais como, construção
civil, comércio e gêneros alimentícios, artesanato e serviços diversos, além da geração de
receita pública através do aumento na arrecadação.
O quadro das atividades de recreação no Estado é bastante precário, não se
dispondo de um sistema específico voltado para o lazer da população.
As áreas verdes existentes, restringem-se a praças, e em Natal, à “Cidade da
Criança”, com equipamentos de recreação infantil e ao “Bosque dos Namorados”, com
lanchonete, restaurante e trilhas para passeio.
As praias são realmente a grande opção para o público. Vale citar, os balneários
instalados nas diversas lagoas que rodeiam a cidade, como é o caso de Bonfim, Extremoz e
outras, e os campings (ligados ao Camping Clube Brasil). O acesso a esses equipamentos é
regular e as distâncias variam de 8 a 30 km.









Fig.11

2.3 VALORES CULTURAIS

O Estado do Rio Grande do Norte, é detentor de uma diversificada cultura
local, estribada em aspectos históricos, arqueológicos e etinológicos, dotados de uma intima
correlação com a evolução da comunidade norte-riograndense, pós-descoberta e
colonização, mergulhando porém suas raízes, num passado anterior ao descobrimento e a
cristianização de sua gente.
Uma ampla área de discussão e conjectura se prende a antiguidade e as origens
de seu primitivo povoamento. É uma questão difícil de resolver em termos locais e se
prende à questão maior do esclarecimento da origem do homem americano, especialmente
com base nos métodos modernos de datação (isótopos, termoluminescência, etc.).
Impossível seria aqui, mesmo em largas pinceladas, traçar um quadro
abrangente da história do Rio Grande do Norte, com seus grandes marcos, como a fundação
da cidade do Natal, a construção do Forte dos Reis Magos, a conciliação com as tribos
indígenas, a invasão holandesa, a reconquista, a revolução de 1817, a libertação dos
escravos, a era republicana, o desenvolvimento econômico e o passado próximo.
Um enfoque antropológico, em termos biológicos, se ocupa da caracterização
somatológica dos tipos humanos, e da identificação genética dos efeitos e da transmissão
dos caracteres hereditários. É sabido que o Rio Grande do Norte foi um laboratório de
miscigenação genética e ao mesmo tempo uma área afetada por uma alta freqüência de
casamentos consangüíneos.
Do ponto de vista da antropologia social, possui o Estado uma diversidade de
sistemas, de atividades econômicas com presença tanto dos latifúndios, como dos
minifúndios. Seu sistema de produção é sustentado principalmente, pela mineração, pela
pecuária, pela agricultura e pela indústria. A educação abrange diferentes níveis, com pólos
culturais e de educação superior, localizados em Natal, Mossoró, Caicó, Currais Novos,
Nova Cruz e Macau.

Seus sítios arqueológicos compreendem material lítico, cerâmica, instrumental
ou orgânico. Derivados das atividades de populações pré-cabralinas, ou de restos do
período colonial, inclusive elementos oriundos da ocupação holandesa. As pesquisas em
arqueologia e pré-história, poderão ainda oferecer para novos e importantes achados.
Finalmente, quanto ao patrimônio etnológico, cabe salientar uma atividade
artesanal, intensa e dispersa, e um grande elenco de festas populares, algumas de elevada
ancianidade e utilizando folctemas, folcdanças e folcmúsicas.
As artes populares elaboram produtos com base em trançados de fibras vegetais
(algodão, sisal, junco, coco, carnaúba e outros). Os objetos produzidos nessa categoria,
compreendem bolsas, tapetes, sacolas, redes, e uma infinidade de objetos de uso doméstico.
Outros tipos de trançados empregam como matéria-prima, cipós de diferentes
qualidades, estopa ou taquara. Alguns desses materiais, são usados em cestaria.
A riqueza desse artesanato, longe de esgotar-se com esse tipo de produtos,
estende-se as cerâmicas, de variado padrão e colorido, representados por pratos, tigela,
xícaras e copos, moringas e vasos de diferentes feitios, galos e estatuetas, muitas
representando tipos populares do folclore nordestino.
Outro material de largo emprego é o couro, de que o Estrado é produtor,
representado por vestes, calçados, chapéus, arreios e selas, cintos, carteiras e outros
produtos que a imaginação pode criar.
No capítulo dos objetos em madeira, representados por vasos, copos, pilões,
cabides, bandejas, colheres, etc., há um destaque para um produtor qualificado, cujas peças
figuram hoje em muitas coleções e museus, Chico Santeiro.
Os bordados e rendas do Rio Grande do Norte, são tidos como de bom gosto e
boa qualidade, feitos a mão ou a máquina, e são encontrados na forma de toalhas, colchas,
jogos americanos, etc. São famosos os trabalhos de labirinto de Touros.
Ainda como realização artesanal, podem ser mencionados os trabalhos em osso,
pedras semi-preciosas, buchas, areia colorida, vidro e conchas marinhas.

Núcleos artesanais importantes, existem em Natal, Touros, Santo Antonio,
Caicó, Ceará-Mirim, São José de Mipibu, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e outros.
Uma instituição, o Museu Câmara Cascudo, se interessa por esses campos,
reúne material, organiza coleções, publica textos e oferece chances de educação ao público
e de investigação ao pesquisador qualificado.
No nordeste, como em nenhuma outra parte do Brasil, a cultura popular se
manteve viva e atuante, traduzida em danças, autos populares e folguedos. Muitos dos
grupos folclóricos responsáveis por essas atividades estão hoje reduzidos a grupos únicos,
cuja sobrevivência se torna assim um objetivo cultural.
Um inventário dos autos populares conhecidos, relaciona o seguinte:
1. Boi-Calemba – São Gonçalo do Amarante, Nísia Floresta e Natal.
2. Fandango – Canguaretama, São Gonçalo e Natal.
3. Chegança – Natal.
4. Congos de Calçola – Ponta Negra (grupo único).
5. Congos de Saiotes – São Gonçalo do Amarante (grupo único).
6. Pastoril – São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu e outros
pontos do Estado.
7. Lapinha – Maxaranguape e Vila Flor.
8. Caboclinhos – Ceará Mirim (grupo único).

Com relação as danças populares é preciso também apresentar-se uma relação
das principais modalidades e seus locais típicos:
1. Coco de Roda – Canguaretama e outros locais do Estado.

2. Bambelô – Natal.
3. Maneira-Pau – Doutor Severiano, Luís Gomes e São Miguel.
4. São Gonçalo – Portalegre (grupo único).
5. Espontão – Caicó, Jardim do Seridó e Parelhas.
6. Bandeirinhas – Touros (grupo único).
7. Capelinha de Melão – Boqueirão (Touros).
8. Araruna – Natal (grupo único).

Completando esse quadro de atividades e vivencia folclóricas, cabe mencionar
a existência de um teatro de fantoches regional, hoje ao que se sabe apenas encontrado no
Rio Grande do Norte (teatro João Redondo), na Paraíba e em Pernambuco.
Por outro lado, a atividade folclórica, apresenta momentos de intensificação, em
determinadas épocas do ano, como por ocasião do Natal, ou dos folguedos de São João, em
que os grupos realizam suas danças, seus autos e seus desfiles, com elevado grau de
participação das comunidades locais. Destaque especial merece os chamados folguedos de
esportes e desafios, representados pelas vaquejadas e cantores de desafio.


3- ANÁLISE DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO

3.1 FATORES BIOFÍSICOS

3.1.1 Geologia e Geomorfologia

A Geologia e a Geomorfologia locais são resumidamente apresentadas, na
forma do mapa geológico (V. Fig. 12). Visualiza-se nesse mapa, as principais
características litológicas e estratigráficas do trecho correspondente à Via Costeira (raias de
Areia Preta a Ponta Negra).
Verifica-se, claramente, a predominância absoluta de sedimentos recentes,
compreendidos pelas dunas que, na realidade, ocupam quase que a totalidade do citado
trecho. Encoberta por essas, ocorre uma pequena sucessão de sedimentos arenosos,
possivelmente de origem fluvial, expostos apenas nas falésias e em discordância erosiva
sobre os depósitos do Grupo Barreiras.
Dessa maneira, esse ultimo, representado pela formação Riacho Morno,
constitui a base da seqüência sedimentar entre a Praia de Ponta Negra e de Areia Preta.

a) Formação Riacho Morno (Grupo Barreiras)
Os depósitos do Grupo Barreira afloram somente na estreita franja da praia,
desde que na parte ocidental do trecho estão totalmente sobrepostos por depósitos
sedimentares, tanto de origem fluvial como eólica, principalmente estes últimos.
Os detalhes litológicos verificados nesses afloramentos, sugerem a formação
Riacho Morno, isto é, a porção superior do grupo. Apresenta depósitos predominante
síltico-argilo-arenosos, com ocorrência irregular de camadas mais arenosas alternando com

outras de maior incidência de argila. Horizontes de seixos, não estratificados, são
relativamente comuns, embora de espessuras insignificantes.
São notáveis as camadas ferruginosas que, no trecho em questão, ocorrem no
topo ou pouco abaixo deste. Apesar de não mostrarem espessuras regulares, essas camadas
são, contudo, persistentes. Correspondem, na realidade, a arenitos mal selecionados, com
cimento ferruginoso. Com exceção destes e de eventuais camadas silicificadas, os depósitos
do Grupo Barreiras apresentam baixo grau de consolidação.
Não foi possível estimar exatamente a espessura da formação Riacho Morno
que, a julgar pelos dados de vários autores, é bastante variável.
No entanto, segundo a literatura, a espessura total do grupo oscila entre 120 e
140 metros.

b) Depósitos Fluviais
Depósitos desse tipo afloram nas paredes verticais das falésias, jazendo em
nítida discordância erosiva, diretamente sobre a formação Riacho Morno. A sua situação
estratigráfica e controvertida de modo que, para alguns, faz parte do Grupo Barreiras.
Entretanto, dadas as suas peculiaridades sedimentológicas e as relações com o
referido grupo, provavelmente correspondem a uma fase deposicional posterior, em
ambiente diverso.
Pelo menos nessa área, a espessura desses depósitos é reduzida, aparentemente
com um máximo de 8 m, levando-se em conta a parte encoberta.
Trata-se de uma seqüência de sedimentos arenosos e conglomeráticos, bem
estratificados, com estruturas sedimentares signéticas muito sugestivas.
Praticamente não apresentam litificação, a não ser em grau incipiente.

As areias são de granulação média a grosseira, geralmente mal selecionadas,
com estratificação cruzada típica de ambiente fluvial.
Os leitos grosseiros conglomeráticos (cascalhos), apresentam estratificação
horizontal a sub-horizontal paralela. São constituídos na maioria por seixos de quartzo sub-
arredondados a arredondados, com certa orientação segundo o eixo maior. Observa-se, com
relativa freqüência, uma aparente imbricação dos mesmos.

c) Depósitos Eólicos
Correspondem às dunas, extensamente distribuídas ao longo do trecho,
examinado. São constituídas por sedimentos arenosos de granulação fina a média,
normalmente bem selecionados.
Segundo os estudos de Sales de Andrade (1968), quanto à seleção, os valores
estão situados entre 0,37 e 0,75, sendo os grãos sub-arredondados, com brilho fosco. Esses
detalhes confirmam o transporte pelo vento, considerando-se os parâmetros geralmente
admitidos por diversos autores.
Tais sedimentos não apresentam consolidação alguma, sendo portanto,
passíveis de fácil remoção quando desprotegidos.
Ostentam colorações variáveis, esbranquiçadas, amareladas ou amerelo-
avermelhadas.
A forma e a orientação das dunas foram discutidas no capítulo específico,
valendo ressaltar a predominância do tipo parabólico.
Estratigraficamente, estão dispostas parcialmente sobre os acima citados
depósitos fluviais e, na ausência destes, sobre amplas superfícies do Grupo Barreiras, em
nítida discordância.

Não foi possível verificar a presença de estruturas sedimentares primárias,
peculiares às dunas. É provável que as mesmas tenham sido totalmente eliminadas e, em
parte substituídas por estruturas de dissipação.
Quanto à idade, as dunas do Natal são atribuídas ao Pleistoceno. Na realidade,
dentro deste, a sua cronologia não é uniforme, mostrando empilhamento em fases distintas.
Todavia, no trecho Ponta Negra-Areia Preta, cronologicamente são
reconhecíveis, de imediato, três fases: a)Dunas mais antigas; b)Dunas Intermediárias;
c)Dunas atuais (holoceno). Sem dúvidas, as duas primeiras são as mais importantes, tanto
em extensão, como em distribuição e espessura. As dunas restringem-se às encostas e aos
locais desprotegidas.
As dunas mais antigas são caracterizadas por colorações avermelhadas ou
amareladas, enquanto que as intermediárias são via de regra amareladas, por vezes amarelo-
avermelhadas. As recentes são esbranquiçadas.
As dunas de idade intermediária apresentam as maiores elevações, sobressaindo
as altitudes entre 80 a 120 metros, comportando a vegetação mais exuberante. O seu
destaque geológico-geomorfológico é indiscutível na área.
d) Recifes Rochosos
Constituem uma feição geológica quase constante no litoral potiguar.
Apresentam uma distribuição praticamente retilínea Norte-Sul. Com suaves inclinações, em
regra entre 1º a 3º para Leste, ou Leste-Oeste. Inclinações maiores que essas (até 5º), são
verificadas esporadicamente sendo devidas, provavelmente, a perturbações locais.
As estruturas primárias mais marcantes consistem nas estratificações cruzadas
sugerindo deposição em ambiente sub-aquático.
Em amostras manuais não denotam boa seleção granulométrica, sendo
comumente de granulação média a grosseira.

Não foi possível estabelecer a sua relação com o Grupo Barreiras, ou mesmo,
com os depósitos fluviais acima descritos. As correlações dependem de pesquisas mais
detalhadas.
As dunas constituem as feições geomorfológicas mais conspícuas na faixa
pesquisada (V. Fig.12) no conjunto, apresentam formas colinosas, suavemente
arredondadas, paralela ou semi-paralelamente dispostas segundo a orientação geral SE-
NW. Dessa maneira, mostram um alinhamento notável, condicionado aos ventos
predominantes de Sudeste (V. Fig.13), alinhamento esse que, salvo eventuais e
insignificantes exceções, corresponde à direção N30º - 40º W.
A julgar pela fotointerpretação, as formas fundamentais das dunas devem ser
consideradas parabólicas. No entanto, é comum a modificação das mesmas,. Em virtude de
progressivo estiramento, para formas de transição, sugerindo morfologia longitudinal (V.
Fig.13). aliás, tal estiramento empresta a esses depósitos, não raro, formas curiosas que, em
planta lembram grampos de cabelo (“hairpin” na terminologia americana).
Em regra, as encostas mais suavizadas, correspondendo às partes a barlavento
das dunas, estão voltadas para o Oceano, enquanto que as porções mais íngremes, a
sotavento, voltam-se para o Continente.
Praticamente todo o campo de dunas está fixado por vegetação, fato que não
permite a sua migração. No entanto, nos locais de ocupação indevida e não plantificada,
ocorrem pequenos problemas de desmoronamento e deflação eólica.
Por seu turno, ao longo da faixa da praia entre Ponta Negra até as imediações de
Areia Preta, pode ser observada uma típica morfologia marinha, associada com
afloramentos do Grupo Barreiras.
Com efeito, as pequenas falésias verticais, bem como os baixos níveis de
abrasão, além de formas erosivas curiosas, estão esculpidas em depósitos, principalmente
arenitos ferruginosos, do citado grupo. Essa morfologia é condicionada aos limites e à ação
da máxima preamar.





















Fig.12



Fig.13

3.1.2 Clima

A fimbria litorânea, à semelhança do que sucede nos demais Estados
nordestinos, representa a parte mais úmida e próspera do Rio Grande do Norte.
Nessa porção do Estado, os quantitativos pluviais variam de aproximadamente
800mm até mais de 1.500mm (1.555 em Natal), decrescendo progressivamente para o
interior. As chuvas são ocasionadas, na região, pelo avanço da massa equatorial atlântica
mormente no outono, com prolongamento no inverno.
No interior, o que se poderia denominar de estação chuvosa começa, a rigor, em
fevereiro e se estende até julho, atingindo o máximo em abril. Com pequenas e eventuais
variações, a estiagem abrange o período de agosto a janeiro, tornando-se mais crítica em
novembro.
Entretanto, na costa Leste, mais especificamente na faixa aqui considerada, a
pluviosidade máxima se dá em junho, com extensão das chuvas até o mês de setembro.
O mapa esquemático de isoetas, representado na figura 14, mostra um notável
paralelismo das mesmas no sentido aproximado Sul-Nordeste, com nítida caracterização
dos cinturões mais úmidos e mais secos.
Além das chuvas, outros elementos climáticos importantes são os ventos, a
insolação e a umidade relativa (V. Fig. 14).
A notável constância dos ventos, no trecho considerado, reflete-se tanto na
morfologia superficial dos depósitos eólicos recentes, como no alinhamento aerodinâmico
da vegetação a eles subordinada.
Os ventos predominantes, condicionados à massa equatorial atlântica, são os de
Sudeste, correspondente à direção SE-NW. De acordo com as informações disponíveis, a
sua velocidade média oscila entre 3 e 5 m/s admitindo-se 4,6 m/s em Natal, com sensível
decréscimo para o interior, atingindo 2,4 m/s em Macaíba. Por outro lado, os ventos
provenientes do Nordeste são subsidiários, praticamente sem reflexos de ordem
geomorfológica.
A insolação média, segundo dados da SUDENE, é de 2.954 horas, enquanto
outros consideram 2.935 horas, fato que evidentemente não implica em discrepância
importante.

Quanto à umidade relativa do ar, virtualmente se mantém constante, em torno
de 80%.
3.1.3 Vegetação
Tipos de Vegetação
Do levantamento florístico até o momento realizado na área do “Parque
Estadual Dunas do Natal”, verifica-se o reconhecimento de 350 espécies nativas distintas,
das quais aproximadamente 200 já identificadas em gênero e espécie, havendo ainda outras
a serem coletadas, na dependência de sua eventual floração.
Considerando a fisionomia da vegetação, bem como os fatores climáticos e
edáficos que respondem pela ocorrência e persistência dessa vegetação, pode-se apresentar
a área do Parque como recoberta em sua maior parte por um tipo de formação, em que há
predominância de elementos peculiares à vegetação da mata atlântica, da caatinga e do
tabuleiro litorâneo. A presença de algumas espécies testemunham a penetração de
elementos do estoque hileiano na área.
Percorridos seis 1.172,80 ha, pode-se ter uma visão da estrutura dessa mata, que
constitui uma cobertura vegetal digna de ser preservada e conservada, pois além de
participar de cenários de grande beleza paisagística, em termos florísticos é rica e
diversificada. (V. Fig. 15).
As formações vegetais mais significativas, ocorrentes na área do Parque são:


a. Formações das praias e do sopé das dunas.
A área litorânea apresenta relevo predominante plano, que se eleva
gradativamente, acompanhando o desenvolvimento do modelado de terreno e abrange áreas
sedimentares. É formada por vegetação hebrácea, geralmente rasteira, com riqueza de
espécie potencialmente fixadoras das areias. Essa vegetação. Que ocupa uma faixa mais ou
menos larga, nos níveis inferiores vai sendo substituída gradativamente por uma vegetação
mais alta com arbustos e arvoretas, como Chysobalanus icaco L., Eugenia ovalifolia
Camb., Maytenus impressa Reiss, e outras. Com as plantas já mencionadas, misuram-se
algumas cactáceas como o “facheiro” e o “cardeiro”. Nessa faixa, a vegetação de restinga

apresenta componentes herbáceos e arbustivos, predominando os primeiros em direção ao
mar, e os outros a medida que se caminha terra a dentro.
As dunas apresentam-se móveis e sem cobertura vegetal, e fixadas ou em
processo de fixação quando recobertas total ou parcialmente por vegetação das praias, ora
mias densa e arbustiva, outra ainda arbórea, testemunhando estágios mais avançados da
sucessão vegetal.
A ação do vento, imprime um modelado particular, as copas desses vegetais.
Uma característica interessante por exemplo, é o formato que assume a copa de certas
espécies, como o Fícus catappaefolia L., que parece “penteada”, com o crescimento dos
sues galhos a favor dos ventos. Outras vezes, as massas arbustivas, sobretudo quando
folhas rijas e pequenas , se apresentam como se formadas por processos de topiária
(anemomoforses). Aqui, as espécies arbóreas não chegam a atingir o seu porte máximo.

b. Mata costeira ou floresta atlântica
A esta formação corresponde uma maior área no Parque Estadual Dunas do
Natal. é uma floresta perenifólia e sempre verde, onde o elemento dominante são as árvores
distribuídas em um ou dois estratos, dos quais o superior pode atingir uma altura da ordem
de 20m.
É nessa comunidade que ocorre a maior concentração de espécies arbóreas.
Nela existem ainda, exemplares de “pau-brasil” (Caesalpinia Lam), de que se encontra no
bosque, grande quantidade de indivíduos de pequeno porte.
As árvores dominantes, pertencem em maior número, as seguintes espécies:
Fícus carappaefolia L., Fícus nymphaeifolia L., Manikara triflora (Fr. All) Monac.,
(“maçaranduba”), (Camponmanesia dichotoma Berg.) “guabiraba de pau”, (Clusia
nemorosa L.) “pororoca”, a “mirindiba”, o “goititruba”, (Bowdichia virgiliodes HBK.)
“sucupira”, (Guazuma ulmifolia Lam.) “mutamba”, o “jatobá”, de que existem duas
espécies e (Apuleia leiocarpa (Vog). Macbr.) “jitaí”.
O estrato subjacente é composto por árvores de menor porte, como o “cajueiro”
(Anacardium occidental L.) a “Maria preta” (Vitex polygama Cham.) o “grão de galo”
(Cordia super Cham.), a “cajarana” (Simaba trichilioides St. Hil.), o “pau ferro” (Cássia
apocouita Aubl.), a “amescla de cheiro” (Protium brasiliense (Spreng.) Engl.), a “ubaia

doce” (Eugenia speciosa Camb.), o “coração negro” (Zollernia ulei Harns.), o “mororó”
(Bauhinia cheilantha (Boug. Steud.), o “juazeiro” (Zizyphus joazeioro Mart.), o “ramo de
carne” (Caseario sylvestris SW.), e uma série de mirtáceas.
O estrato herbáceo é pouco desenvolvido e nele ocorrem Anthurium affine
Schot., Philodendron imbe Mart.. bromeliáceas (Hohenbergia utriculosa Ule.), Aechmea
aquilega (Salisb.) Griseb., (Aechmea ligulata (L.) Baker.), gramíneas de sombra, alguns
arbustos e sub-arbustos, e mudas das árvores presentes.
Nessa mata, há trechos onde, por influencia de uma elevada umidade
atmosférica e edáfica, os troncos e ramos são povoados por epífitas (orquídeas, bromélias,
liquens). De palmeiras, é encontrada uma só espécie, o “catolé” (Syagrus cirinata Mart.).
Muitas trepadeiras crescem aqui, sobre tudo nas orlas da Mara com condições
de melhor iluminação. Uma são herbáceas, como o “camará da praia” (Wulfia baccata L.
f.)(Kunth), os “maracujás” (Passiflora cincinnata Mart. e Passiflora subrotunda Mart.), a
“jitirana” (Merremia aegyptia (L.) Urban.), e outras lenhosas como, o “mucunã” (Mucuna
sp.), o “cipó d‟alho vermelho” (Lundia cordata DC.), a “unha de lagartixa” (Arrabidaea
agnus-castus DC.), a “trpadeira de pendão” (Norantea sp.) e outras.
As epífitas principais são aráceas (Philodendro, Anthurium), orquídeas
(Cattlea, Oncidium, Pleurothalis, Epidendrum, Polystachia) e uma espécie de samambaia
(Polypodium martoniaum de La Sota) a “erva silvina”. Interessante é o caso dos Fícus
(gameleiras ou mata-paus), que iniciam seu ciclo como epífitas, sobre os ramos das copas
de outras árvores, e depois emitem longas raízes que atingindo o solo, se fixam, engrossam
e terminam por envolver o suporte, chegando mesmo a destruí-lo.
Cabe salientar que, nesse setor da mata atlântica, se encontram algumas
espécies da caatinga, entre elas cactáceas, como a “coroa de frade” (Melocatus bahiensi
(Brit. E Rose) Luetzelb.), o “cardeiro” (Cereus jamacarau DC.), e o “facheiro”, ao lado do
“joazeiro” da “maniçoba” e outras.
c. Tabuleiro litorâneo
Localizado principalmente nas proximidades da encosta oeste das dunas. O
aspecto característico, correspondente a esta formação na área do Parque, é o de ilhas de
vegetação, mais abertas, com árvores e arbustos tortuosos, de casca grossa, folhas
geralmente grandes, cariáceas e ásperas.

Floristicamente, o tabuleiro muito se aproxima do cerrado, existindo um grande
número de espécies comuns às duas formações.
Estruturalmente , o tabuleiro, se compões de dois estratos, um arbóreo arbustivo
e outro herbáceo. No estrato herbáceo há uma predominância de gramíneas, como por
exemplo o “milhã de tabuleiro” (Panicum asperifolium), o “capim barba de bode” (Aristida
sp.), ervas como o Stylosanthes e arbustos como o “carrapicho do tabuleiro” (krameria
tomentosa St. Hil). No estrato arbóreo, como espécies freqüentes e dominantes, a
“mangabeira” (Hancornia speciosa Gomes), a “lixeira” (Curatella americana L.), o “murici
pitanga” (Byrsonia verbascifolia (L.) Rich.). O “angelim amoroso” (Andira surinamensis
(Baudt.) Splitx ex Pulle), o “cajueiro”, o “jatobá”, o “camboim” e outras. Com muita
freqüência encontramos aqui, espécies hemiparasíticas ou parasitas, tais como a “erva de
passarinho” e o “cipó de chumbo” (Cascuta sp.)
1


3.1.4 Fauna

Generalidades
A partir da implantação dos núcleos residenciais nas cercanias das dunas do
Parque Estadual Dunas do Natal, a área tornou-se em sua totalidade bastante visitada pelo
homem. Daí, é de crer-se que pelo menos em tempos atrás, a fauna deveria ter sido mais
rica do que a encontrada nos dias de hoje.
A fauna atual, aliada à massa densa e rica da vegetação, é sem dúvida algo a
pesquisar e a classificar.
Um levantamento faunístico preliminar foi efetuado através de observações “in
loco” e do colecionamento de alguns troféus, contendo as denominações dos grupos a que
pertencem e os nomes vulgares locais.
Em decorrência da presença humana no interior da mata, dado que a
mencionada região é sulcada por caminhos em busca da praia, as aves e principalmente os
mamíferos são em número reduzido, sendo os mais expressivos componentes desta fauna
os insetos.

1
Ver em anexo lista das espécies nativas, até o momento encontradas na área do “Parque Estadual Dunas do
Natal”.

Algumas espécies encontram-se em extinção na área e a causa é sempre a
mesma, a caça. A citar: galiformes “jacu” tinamiformes “nambu”; colubiformes “rolinha”,
juriti” etc. dasipodídeos “tatu”; lacertílio, teído “tejuaçu”; faliconiformes “gavião”;
passeriforme “sabiá-de-praia”; os ofídeos “cobras” e outros. Além da caça indiscriminada,
a fauna é vítima da atuação de algumas espécies não nativas que se estabeleceram entrando
em competição, como (apoidea) “abelha italiana” na formação de colônias, exterminando
as ninhadas de espécies que habitam troncos ocos (estrigiforme “coruja”, didelfídeos
“timbu”, o “caboré” etc.). Tem-se observado também a ocorrência de Canis familiares
“cães domésticos” já bem adaptados na área, contribuindo para uma visível diminuição dos
vertebrados do Parque. É abundante a espécie passeriforme, ploceídea, Passer domesticus
“pardal” que ocorre intensamente com as aves autóctones, invadindo os seus ninhos e
destruindo os ovos.

- Lista da Fauna observada no Parque Estadual Dunas do Natal
a) Mamíferos
Primatas, calitriquídeos “sagüi ou soim”; carnívoro Dasycyon ventulus
“raposa”; felídeos “gato do mato vermelho” e “maracajá”; cavídeos, gênero Cavia “preá”;
desdentados, dasipodídeos “tatu”; marsupiais didelfídeos, gênero Didelphis “timbu ou
gambá”; quirópteros “morcego”; roedores miomorfos, da família dos murídeos e
cricetídeos “rato punaré”, “rato preto”; logomorfos, leporídeos “coelho-cinzento”. A
maioria é pouco representada e em perigo de extinção.

b) Aves
Anotadas através de registro visual ou auditivo durante o reconhecimento da
área, a citar: micropodiformes, troquilídeos “beija-flor”, várias espécies; columbídeas
“rolinha”, “juriti”: falconiformes “gavião peneira”, “gavião pedrês”; estrigiroforme “coruja
mãe da lua”, “coruja amanhã eu vou”, a “coruja rasga mortalha”; gruiforme, ralídea,
Aramides cajanea “sericóia”; galiformes, cracídeas “jacu”; tinamiformes, tinamídeas
“nanbu ou inhabu”; passeriformes, frigilídeas “canário do mato”; catartidiformes “urubu”;
falconiforme, catartídeas, Coragys atratus “urubu comum”; cuculiformes, cuculídeos,
Piaya cayana macroura “alma de gato”; passeriformes, turnídeos, gênero Turdus “sabiá da

praia” passeriformes, turdídea, Turdus leocomelas Vieil “sabiá branco”; passeriformes,
fringilídeos, Saltador coerulescens mutus Sel. “sabiá ganga”; cuculiformes, cuculídeos
Crotophaga ani “anum preto”; cuculiforme, cuculídeos, Guira guira “anum branco”;
caprimulgiformes, caprimulgídeos “bacurau” ou “João corta pau”; galiformes, cracídea,
Ortalis “aracuã”; passeriformes, tiramídea, Colônia colunus Vieil “lavandeira de nossa
senhora” ou “viuvinha”; caradriformes “maçarico”; passeriformes, corvídeo, Cyanocorax
cyanopogom “canção”. Além destas espécies existem outras menos representativas. A
maioria das espécies citadas possuem hábito noturno, algumas insetívoras (contribuindo
como regulados de espécies de insetos fitófafagos ou frugívoras (ajudando na dispersão da
vegetação).

c) Répteis
 Saurídeos ou lacertílios
Réptil, teídeo, Tupinambis teguixim “tejuaçu” ou “tejo”; iguamídeos, Iguana
iguana “camaleão”; geconídeos “lagartixa”; teídeo “calango”. Além de outros conhecidos
vulgarmente por “calango bico doce” ou “tejibu”, “calango verde” e “piolho de cobra”.
O piolho de cobra encontrado na área, apresenta certos caracteres peculiares,
tais como, o seu reduzido tamanho, a redução dos membros que os tornam quase
imperceptíveis e o seu estranho arranjo cromatográfico em que se destacam, o azul celeste e
o dourado.

 Ofídeos
Réptil, ofídeo, colubrídeo Spiloles p. pullatus “caninana”; colubrídeo,
Drymarchon corais “papa-ovo”; Rachiedelus brazili “cobra-preta”; colubrídeos “cobra
verde”; boídeo Boa hotulana “cobra-de-veado”; colubrídeos Micrurus “cobra coral
venenosa”; boídeo, Epicrates cenchria “salamanta”; crotalídeios, Bothrops jararaca
“jararaca”; colubrídeo, Leimadophis reginae “goiapeba ou jabutibóia”; colubrídeo,
Dryophylax palhidus “corre campo”; viperídeo ou colubrídeo, e as reconhecidas através do
nome vulgar de “cobra coral falsa” e “cobra de cipó”.

 Anfíbios

Devido a área não possuir um suporte aquático, estes animais corados,
craniotas, gnastamados tetrapodes da classe Amphibia é pouco representada. Foram
observadas apenas algumas espécies de anuros ranídeos, Rana “rã”; anuros hilídeos
“perereca”; que habitam os “xinxos” (bromeliáceas), de grande importância para a fauna
local, constituindo-se verdadeiros mini-reservatórios de águas das chuvas, desenvolvendo
aí, micro-habitats específicos. Há ainda as espécies do gênero Bufo “sapo”; anuro,
bufonídeo, Bufo marinus “sapo cururu”.

 Moluscos
Animais enterozoários, ramo Mollusca. Gastrópodes pulmonado, terrestre
“caracol”; vaginulídeos “lesma”, vivem em lugares úmidos e se alimentam de vegetais.
Miriápodes – miriápodes júlidas e polidésmidas “embuá” várias espécies,
“piolho de cobra”, “surrupiu, quilópodes “centopéia”.

 Insetos
Isopteros – insetos sociais, pterigotos da ordem Isoptera “temitas” ou “cupins”.
Comunidades geralmente populosas, formada por indivíduos ápteros e alados.

Himenópteros – os insetos da ordem hemíptero, de asas anteriores, metade
córnea e metade membranosa hemiélitros, cimicídeo “percevejo do mato”. Os
himenópteros, formicídeo “formiga preta”; formicédeo, Paraponera clavata “formigão ou
tocandeira”; formicídeo, gênero Atta “saúva”, “formiga da roça”. Outras espécies
distribuídas no Parque são a “formiga cinza” e a “tapira”.
Abelha melipônidas; dos meliponídeos. Trigona ruficus “arapuá” ou “irapuá”;
superfamíla Apoidea (abelha); apídeo Apis mellifera adamsoni “abelha africana”; a
pequenina melipônida Plebéia (Plebéia) mosquito (F. Smittr) abelha mosquito; Apis
mellifera “abelha italiana” ou “abelha de mel”; vespídeos-polistes canadensis “marimbondo
caboclo”; pamplilídeos, Pepsis Fabricius “cavalo do cão” ou “marimbondo caçador”.

Ortópteros – espécime dos blatários da classe dos insetos. Corpo achatado,
onívoros “barata de praia”; subordem Tettigoniodea “esperança”; vários insetos fasmídeos

e filídeos “bicho pau”; inseto predador, mantídeo “louva a Deus” ou “põe mesa”; subordem
Grylloidea “grilo”; subordem Acridoidea “gafanhoto”; com várias espécies.

Dípteros – dípteros tabâmidas “mutuca”; muscídeo, Musca doméstica “mosca
doméstica”; culicídeo “mosquito”; entre os mosquitos se incluem os anofelinos e
culicíneos; pípteros simulídeos “borrachudo”; encontrados ainda o “pernilongo”, o
“remela” e o “de mel”.

Coleópteros – de cores vistosas, lamparídeos “vaga-lume” ou “pirilampo;
cerambicídeos “sarra pau”; estafilinídeo, gênero Paederus “potó”; coccinelídeos
“joaninha”; escarabeídeos “rolabosta” ou “escaravelho”; outras espéciesencontradas, o
“cascudo” e o “gorgulho” ou “caruncho”.

Lepidóteros – artrópodes, holometabólicos da ordem Lepdoptera “borboletas” e
as “mariposas”. As espécies desta ordem são bastante representativas e abundantes em toda
a área do Parque.

Homópteros – insetos homópteros, cicanídeos “cigarra” super-família dos
afidóideos, especialmente da família dos afidídeos “pulgão de planta”.

Ecossistemas – a vegetação dominante no Parque Estadual das Dunas do Natal
é a da mata atlântica, com suas peculiaridades geológicas, edáficas e ecológicas.
Do ponto de vista florístico, ocorrem na área espécies características de outras
formações tais como: Restinga, Caatinga e o Tabuleiro Litorâneo. Considerando as formas
adaptativas que a flora e fauna estabeleceram na área, podemos identificar os seguintes
Ecossistemas:
a) Orla marítima – constituída principalmente por algumas plantas herbáceas
(fixadoras de dunas) e sub arbustivas. Registramos na área a presença de grande número de
Invertebrados “grilos, gafanhotos, borboletas, abelhas, mosquitos, aranhas, baratas de
praia” e ainda, alguns crustáceos como a “Maria farinha”. É freqüente a visita de algumas
aves marinhas no local “socó boi”, “maçaricos”.


b) Dunas costeiras – a encosta à barlavento é composta na sua maioria por
espécies herbáceas (fixadoras), arbustivas e arbóreas que se caracterizam por situar-se em
local “castigado pelo vento”. Já nas encostas à sotavento, a vegetação apresenta um
desenvolvimento mais acentuado.
Devido à declividade das encostas e sob a proteção da vegetação, são muito
freqüente as tocas de animais escavadores tais como, o “tatu”, o “tejuaçu”, os “calangos”, o
“bicho doce”, etc. as mesmas, as vezes, abrigam cobras ou aranhas terrícolas.
É comum a presença de “gaviões” e “urubus” no topo das dunas.

c) Interior da mata – nesta área se observa uma vegetação predominante de
árvores de médio e grande porte, que se tocam pelas copas. O solo é revestido de
serapilheira associada a uma umidade favorável.
A fauna nesta área, apresenta-se em verdadeiros andares, atuando em incessante
relação com a flora. No andar superior, nas copas das árvores em relação com o processo de
decomposição da madeira, temos as Térmitas. A avifauna é muito bem representada por
espécies frugívoras “jacu”, “araçua”, “sabia da praia”, ou insetívoras. Também as aves de
rapina, aí fazem sua moradia.
Neste habitat vive também uma espécie de “sagüi”, já com sua população
bastante reduzida. É ainda o topo das árvores que o “camaleão”, a “cobra caninana”, a
“cobra cipó” a “cobra verde” e o “rato punaré”, atingem na procura de aves. Observa-se
freqüentemente, a presença de colônias de abelhas, marimbondos, cupins e tapiras nos
galhos das árvores.
A casca das árvores, presta-se como abrigo a uma infinidade de formas de vida
(postura de insetos, câmara de posturas de aracnídeos, de cleópteros e de ortópteros) e
também como esconderijo para predadores como a “víbora”. As mesmas, às vezes são
revestidas por briófitas preferidas pelos moluscos “lesma e caracóis”.
A incidência de galhas é grande nas folhagens jovens e folhas carnosas.
No andar inferior, ou mesmo no solo, encontramos grandes variedade de
“embuás”, “caracóis”, “formigas”, “traças”, teias de aranhas (usando como suporte os

ramos ou arranjos das folhagens secas), e os “cupins” que participam intensamente na
decomposição da matéria orgânica.
É no interior da Mata que encontramos os animais de maior porte “gato
vermelho”, “maracajá”, “coelhos cinzentos”, “raposas”, “cobras de veado”, “salamantas”,
“goipebas”, “preás”, “pebas”, “tatus”, “tejos”, “timbús” e outros.
d) Tabuleiro Litorâneo – constituído por formações abertas, de aspecto
particular, com indivíduos distribuídos em dois estratos. O estrato herbáceo, composto
principalmente por gramíneas e leguminosas e o estrato arbustivo arbóreo, composto por
espécies características formando pequenas moitas. São freqüentemente parasitadas pelo
“esterco de passarinho” e pela “cuscuta”.
Entre os tufos do “capim do tabuleiro” encontramos o “nambu”, a “rolinha”, o
“salta tocos”, “choros”, “sibites”, “anuns” e pequenas espécies de gaviões “rapina e
peneira”. A presença de mamíferos neste setor tornou-se quase que rara, devido à
proximidade com áreas urbanizadas, evidenciando-se apenas alguns roedores como o
“timbú”. Também o “morcego” o “gato do mato”, o “pepa” e outros (a maioria de hábito
noturno), são aí encontrados.
Com respeito a répteis, encontra-se bastante o “tejibú”, o “calango doce”, a
“lagartixa”, “cobras”, etc.
Com a proteção da área do Parque Estadual Dunas do Natal, sua fauna poderá
se recompor, já que existem formações vegetais onde populações mais importantes
assentadas poderão fornecer os elementos de reposição.
Tais formações (restinga, mata, caatinga, tabuleiro litorâneo), tem a sua fauna
em termos qualitativos e quantitativos em condições para o repovoamento natural, ainda
que seja lento, sem a interferência do manejo. Para um repovoamento a curto e médio
prazo, pode-se lançar mão da reintrodução das espécies em extinção, no contexto das
operações de manejo do Parque.


3.1.5 Aspectos ecológicos


As Dunas Costeiras datam, em sua maioria, do período quaternário, de épocas
compreendidas entre o holoceno e o pleistoceno, além das mais recentes, formadas pela
ação sólica. Estas dunas se encontram em grande parte perfeitamente estabilizadas, graças a
vegetação bem adaptada que sobre elas se estabeleceu.
As dunas formam um ecossistema peculiar que se reveste de especial
importância, porque assentam sobre o grupo geologicamente denominado Formação
Barreiras, passando o conjunto a ter imensa responsabilidade como aqüífero, sendo
responsável pela regulação na distribuição das águas subterrâneas, possuindo reservas
próprias da ordem de 500.000m
3
por km
2
.
São pois as dunas com cobertura vegetal, as responsáveis diretas pela
manutenção dos níveis hídricos das lagoas submetidas às influências, notadamente a do
Jiqui, de onde são captadas as águas destinadas ao abastecimento da cidade do Natal.
Pelo exposto é fácil deduzir importância da preservação da cobertura vegetal
das dunas, pois caso ocorra a sua destruição, além do possível comprometimento do
abastecimento de água, há os riscos de transporte de milhares de toneladas de areia que
poderão se deslocar em direção aos núcleos residenciais próximos.
O crescimento espontâneo e desordenado do bairro de Mãe Luíza, implantado
dentro do cinturão verde, tende a invadir a área florestal, contribuindo para a destruição
sistemática do ecossistema, o que se refere ao desmatamento, que já determinou a formação
de clareiras de médio e grande porte e a redução da fauna pela caça indiscriminada de todas
as espécies de animais existentes, passiveis ou não de consumo humano.
A área das dunas litorâneas reveste-se de extrema importância eco-zoo-
botânica, pois além de ser representativa de um ecossistema de características impares,
alberga fauna e flora, igualmente diversificadas e especializadas, em relação às condições
ecológicas existentes.
Inúmeras espécies, com problemas quanto a sua permanência, poderão receber
conveniente proteção, e assim tratadas, poderão ter assegurada sua perpetuação. Daí se

insere uma condição de representar local privilegiado para estudos, nos campos da biologia
animal e vegetal.

3.1.6 Análise Paisagística

As dunas do Natal, como um todo, corporificam um complexo ecossistema,
com diferenciações locais, que permitem à individualização de sub-sistemas. Essa
categorização é suportada basicamente, pela ocorrência de diferentes formações vegetais,
ou fitofisionomias. Assim considerando, a cobertura vegetal reúne três formações mais
importantes, a saber: a vegetação das praias, integrada à vegetação das restingas do litoral
brasileiro, o tabuleiro litorâneo, com grande afinidade pelos cerrados do Brasil Central, e a
mata Atlântica, com as características que assume, em correspondência com a latitude e
com o suporte edáfico em que assente.
O mosaico das paisagens, que se sucedem sobre a área das dunas, comporta
modalidades com fisionomia, textura e composição próprias, cujo determinismo, corre por
conta de elementos tais como, temperatura, solo, relevo, umidade, massa vegetal, fauna e
suprimento de água, etc.
É assim possível, fazer uma descrição dos aspectos mais significativos das
paisagens do Parque das Dunas, correlacionando-a às três fisionomias vegetais
reconhecidas na colocação inicial. Para tanto, tomou-se como base, uma avaliação
preliminar, e buscou-se salientar, as características e valores estéticos de cada uma delas.
 Paisagem das praias
É uma paisagem descoberta e clara, formando um cenário em que os elementos
dominantes são a presença do mar, as formas colinosas das dunas desnudas e revestimento
vegetal, constituído por herbáceas de pequeno porte e massas arbustivo-arbóreas, de
marcante presença. O conjunto vegetal, reúne espécies que se notabilizam por serem
importantes fixadoras do substrato arenoso e de grande valor ornamental.

Podemos citar como exemplo dessa cobertura vegetal, entre as fixadoras, as
“chamanas” (Turnera e Piriqueta) com suas folhas de textura glutinosa e flores alvas ou
amarelo-alaranjadas, a “mimosa” (Mimosa misera DC), formando coxins, valorizados por
sua delicada inflorescência rósea, o “ervanço branco” (Stilpnopappus cearensis Huber),
com capítulos de cores vivas, lilases, com disposição em estrela, a Cassia flexuosa L. com
folhas de textura fina e flores grandes, de colorido amarelo intenso, o “relógio”
(Heliotropium polyphyllum Lehm. Var. blanchetti DC.), com folhas de textura brilhante e
inflorescência amarelas, brancas ou roxas.
Destaca-se uma espécie de grande incidência nesse setor da paisagem, a “salsa
roxa” (Ipomoea pés-caprae L. Sweet.), de notável capacidade fixadora, facilmente
reconhecida por seu crescimento, forma de distribuição, textura lisa da folhagem grossa e
coloração roxa de suas flores campanuladas.
Dentre os componentes arbustivos, sobressaem formando barreiras, verdadeiras
“cercas vivas”, o “gramicho” (Pisonia sp.), com suas folhas carnosas e quebradiças, o
“guajiru” (Chrysobalanus içado L.), com os galhos lenhosos e resistentes, o “pau-mondé”
(Maytenus impressa Reiss) e a “ubaia-olho de boi” (Eugenia ovalifolia Camb.), com seus
frutos roxos, muito procurados pela avifauna.
Em certos trechos, encontramos situações de degradação paisagística, com
destruição da vegetação, e desnudamento do solo. São áreas em que, a força dos ventos atua
sem oposição, e causa o transporte de grandes massas de areia, cuja deposição, é capaz de
soterrar, mais adiante, outras massas de vegetação, expandindo clareiras e zonas
desvegetadas. O manejo paisagístico deverá ater-se à problemática das intervenções nesses
locais, visando a restituição da componente vegetal da paisagem, ou sua substituição por
uma composição nova, porém integrada e ajustável às condições locais (ecogênese).
 Paisagem do tabuleiro litorâneo
Esta área, apresenta uma paisagem aberta, sob um relevo de topografia mais
plana, e com uma cobertura vegetal, comportando basicamente dois estratos herbáceo,
contínuo, com uma população com grande incidência de gramíneas como o “capim de

tabuleiro”, o “milha de tabuleiro” o “capim barba de bode”, o “capim flexa” etc. e outras
ervas; outro, descontínuo, representado por arbustos de porte e árvores esgalhadas, cujas
copas raramente se tocam.
As espécies mais representativas dessa formação, são como é sabido, espécies
típicas dessa outra grande formação, que recobre extensas áreas do Planalto Central do
Brasil, que é o cerrado. São elas a “mangabeira”, cuja nora na paisagem, vem de seu porte
singular, com uma copa de ramos pendentes, à maneira do “chorão”, do tronco revestido de
casca avermelhada e estirada, das flores alvo-róseas de agradável odor, e dos frutos
carnosos de coloração atrativa; a “lixeira”, árvore de aspecto sombrio, com ramos
contorcidos de casca grossa, e folhas grandes, extremamente ásperas, e o “murici pitanga”,
com o caule de cor marrom, folhas pilosas e fores amarelo-ouro, passando a laranja. Os
indivíduos dessa espécie são encontrados ora isolados, ora em agrupamentos.
 Paisagem da Mata Atlântica
É uma paisagem fechada, de massa vegetal densa, com predominância do
estrato arbóreo, de elevado grau de cobertura, pois as copas das arvores se tocam de forma
continua, formando um teto natural.
Em seu interior, há uma gradação nas intensidades de iluminação, e conforme
se faz a penetração dos raios solares, cria-se um jogo de luzes e sombras, que lhe permite
uma extrema movimentação dos aspectos visuais. Dependendo da situação, o número de
estratos pode variar, havendo sempre presente um estrato inferior, herbáceo-arbustivo, com
grande riqueza de plantas umbrofílias e indivíduos jovens de espécies arbóreas, cujo
crescimento é lento e inibido pela pouca disponibilidade de luz.
A movimentação de relevo, cria uma topografia variada que, além de imprimir
uma componente dinâmica à paisagem, permite que, de diferentes pontos da mata, nas
copas mais altas e sobretudo nas clareiras elevadas, se tenham interessantes visuais, tanto
do interior do Parque, como dos seus entornos e perspectiva.
A comunidade atlântica exibe uma riqueza em espécies, em indivíduos, em
texturas e em associações. Estruturalmente seus vários estratos se organizam combinando

fatores e condições como forma, acidentes da superfície, tamanho foliar e, cromaticamente,
predominam em suas partes vegetativas três tonalidades de4 verde, a saber: o verde claro,
muito freqüente nas folhas jovens, o verde escuro como se vê na “maçaranduba”, na
“gameleira” e no “goititrubá”, e o verde cinza da “Maria preta”. Quanto as flores, também
três cores são predominantes: o amarelo das “cássias” e do “bati”, o roxo da “sucupira” e da
“andira” e o rosa da “peroba” e do “pau d‟arco”.
A vegetação epifítica é representada por orquidáceas, bromeliáceas e aráceas.
Uma polipodiácea é encontrada um pouco acima do estrato herbáceo (Polipodium
martonianum de La Sota). No estrato herbáceo há gramíneas de sombra, aráceas como
Anthurium sp. e Philodendro sp. Bromeliáceas, cactáceas, acantáceas (Cuphea flava
Spreng.) e ervas de pequeno porte.
Típica dessa formação, é a presença de trepadeiras, que ascendem à copa das
árvores e arbustos, ou se adensam nos sítios fortemente iluminados das orlas florestais.
Podemos citar entre tantas, o “cipó d‟alho amarelo” (Stigmaphyllum hirsutum N dz.), a
“trepadeira de pendão” (Norantea sp.), lenhosa, de folhas carnosas, com inflorescência
vinhosas, terminais atingindo 30cm e mais, o “cipó unha de lagartixa” (Arrabidacea
agnuscastus DC.) com seus cachos róseos, de grande valor ornamental, a “parreira”
(Aristolochia trulliformis Mart.) com suas curiosas flores em feitio de urna, várias
Passiflora e o “cipó de brocha” (Tetracera breyniana Schl.), com folhas coriáceas.
Uma única espécie de palmeira foi recolhida na área, o “catolé” (Syagrus
coronata Mart.), de porte esguio e estatura mediana.
Do ponto de vista paisagístico, merece ser considerado com especial destaque,
o estrato arbóreo, que se salienta nessa paisagem pela imponência, variedade e beleza de
seus componentes. Analogia e contraste, representam o relacionamento usual entre os
coloridos e texturas de suas folhagens e troncos. Merecem comentário especial,
principalmente sob o aspecto estético, algumas espécies ocorrentes nesse estrato da mata, a
saber: as “gameleiras”, o “pau Brasil”, o “pau ferro”, a “peroba”, a “guabiraba de pau”, o
“cajueiro”, a “sucupira”, a “Maria preta”, a “sapucaia”, o jatobá”, a “mirindiba”, a
“pororoca”, o “goititrubá”, o “quirí” (Zollernia ulei Horms.) e outros mais.

A mata atlântica por seus elementos significativos, representa para o paisagista
uma fonte de materiais, cuja utilização assegurará condições de integração, a todo trabalho
a ser desenvolvido na recuperação do Parque, e no tratamento paisagístico das áreas
lindeiras da Via Costeira. Outro tanto, o conhecimento e a incorporação dessas espécies em
paisagismo urbano, podem ter, repercussões extremamente favoráveis na qualidade da
arborização urbana do Natal, de outras cidades do Estado e mesmo de toda a Região
Nordeste. (V. Fig. 16)

3.1.7 Danos à Paisagem

A observação das dunas, permite reconhecer que a forma de uso até aqui
operante na área, teve componentes predatórios evidentes, cujos resultados podem ser
analisados, sob a forma dos danos à paisagem.
a) Danos antigos
b) Danos recentes
c) Danos determinados pela implantação da Via Costeira

a) Danos antigos
Observa-se ao longo de toda a área, uma indicação de ação predatória do
homem, notadamente ao longo das trilhas que são numerosas e que estão localizadas nos
mais variados sentidos. Ao longo das mesmas não ocorre o adensamento florestal existente
em áreas próximas, bem como verificou-se que as derrubadas e queimadas se processaram
em vários locais e em várias épocas, muito freqüentemente a partir delas;
Observa-se igualmente que locais anteriormente prejudicados pelo homem
estão gradualmente se recuperando, apresentando diferentes estágios de sucessão.

É assim mostrada a importância do isolamento da área de forma imediata,
condição indispensável para que a recomposição das partes atingidas se processasse a
contento, bem como que outras não viessem a sofrer agressões similares.
b) Danos recentes
Observa-se também a presença de animais domésticos dentro do Parque,
predadores dos animais selvagens, notadamente das aves, provocando a deficiência da
fauna, que tem como mais significativos representantes os insetos.
Sendo a área isolada em uma de suas faces pelo mar e nas outras por
núcleos residenciais, necessário se fará a reintrodução de animais adaptados às condições
existentes, como parte do manejo, pois dadas as citadas barreiras, a mesma não poderá
ocorrer em condições naturais de maneira satisfatória.
Outro fator de extrema importância é a retirada de areia nos mais variados
pontos, desestabilizando os taludes e criando verdadeiras crateras.

c) Danos determinados pela Implantação da Via Costeira
Em grande parte, são danos que poderiam ter sido evitados se
oportunamente houvesse ocorrido uma interação entre os setores de engenharia e de
ecologia.
O corte de dunas antes perfeitamente estabilizadas por vegetação e a
remoção desse elemento de proteção determinaram a liberação da areia que juntamente com
a atuação do vento provocou seu rápido deslocamento.
A migração das dunas causa o soterramento de vegetação, que ao morrer
provoca igual liberação de areia numa reação em cadeia, notadamente se sabendo que o
sentido do vento determina que a referida migração se processe segundo sua direção
principal, de SE para NW. Assim abrem-se clareiras que avançam acompanhando a direção
de caminhamento das areias.

As áreas de empréstimos (locais de onde foi retirada grande quantidade de
material para ser utilizado na compactação da estrada), determinaram igualmente
problemas de monta, como desorganização de modelado natural do terreno, deslizamentos
de areia, se constituindo em mais um fator de redução da cobertura vegetal, com
conseqüente reativação dos processos erosivos, com suas interferências negativas no
equilíbrio da paisagem.

3.2 ASPECTOS DA OCUPAÇÃO DO SOLO

3.2.1 Uso Atual do solo
O Parque Estadual Dunas do Natal, ocupando uma área de 1.172,80 ha, se
localiza entre a Via Costeira, estrada que liga pelo litoral as praias de Ponta Negra e Areia
Preta, e a RN-063, de acesso da BR-101, à praia de Ponta Negra.
São inúmeras as alterações verificadas no ecossistema das dunas pela
intervenção humana, muitas da quais permanecem até os nossos dias. Com a criação do
Parque, o ambiente natural deverá ser preservado e conservado de forma a permitir a
recuperação de seu potencial biótico.
Na área Bosque dos Namorados, distribuídos em setores, existem locais para
passeio e descanso, parque infantil, lanchonete, restaurante e edificações da CAERN –
Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (3 construções). Em virtude do
caráter conflitante que algumas dessas construções apresentam com relação à paisagem
natural, deverão sofrer reformas que possam amenizar o impacto causado ao ambiente.
A circulação existente no Parque se prende à área Bosque dos Namorados, com
acesso pavimentado, e as trilhas naturais utilizadas pela população local para chegar até a
praia, cortar lenha e coletar frutos silvestres. Essas atividades por serem absolutamente
incompatíveis com os objetivos de uma Unidade de Conservação, não deverão ser
permitidas.

O Horto Experimental, onde são desenvolvidas atividades de pesquisa com
espécies nativas local, situa-se na periferia do Parque, dispondo de uma construção de
apoio que funciona como deposito de material e um viveiro.
A área denominada Capim Macio, de topografia plana, apresenta um alto nível
de degradação, sendo utilizada pelo Exército para atividades de treinamento. Recomenda-se
que essas atividades seja transferida para uma outra área, fora do Parque.
A Granja do Carioca, dispondo de uma casa de taipa, em precário estado de
conservação, onde reside o seu proprietário, deverá ser destinada para a construção do
Centro de Pesquisa.
Entre outros tipos de ocupação existentes no Parque, encontram-se ainda as
torres da EMBRATEL- Empresa Brasileira de Telecomunicações, TELERN-
Telecomunicações do Rio Grande do Norte. Televisão Canal 5 (TV Universitária) e TV
Globo.

3.2.2 Uso Atual da área pelo público

De acordo com observações feitas durante os trabalhos de campo para o Plano
de Manejo, constatou-se que o Bosque dos Namorados é o maior ponto onde se concentra
basicamente toda a visitação do Parque. Devido a inexistência de um controle dos
visitantes, não se dispõe de dados exatos sobre a sua afluência à área, observando-se porém,
uma maior freqüência no período de férias escolares e fins de semana (V. Fig. 17).

3.3 VALORES CULTURAIS E CIENTÍFICOS

A beleza cênica do Parque, com todos os seus elementos naturais, possui força
motivadora suficiente para exercer atração sobre os visitantes e inspirar manifestações

artísticas as mais diversas (pintura, fotografia, etc.). As possibilidades de desenvolver-se o
lazer ativo (atividades de recreação na área do Bosque dos Namorados) e contemplativo
(trilhas interpretativas guiadas e auto-guiadas) na área do Parque são amplas, permitindo
inclusive a realização de um importante trabalho de educação ambiental.

4- MANEJO E DESENVOLVIMENTO

4.1 OBJETIVOS

4.1.1 Geral

Preservar o ecossistema natural das dunas, de forma a assegurar as condições
ecológicas locais e o bem estar e segurança da população.

4.1.2 Específicos

Conservar a flora e fauna locais, de forma a impedir a sua destruição, bem
como implementar as espécies ainda existentes;
Proporcionar ao público, atividades interpretativas através das trilhas guiadas e
auto-guiadas e do Centro de Visitantes;
Desenvolver atividades recreativas, tais como áreas de piquenique, descanso,
parque infantil e trilha para “cooper”;
Promover pesquisas cientificas sobre os recursos naturais do Parque;
Proteger os aqüíferos existentes pela manutenção da cobertura vegetal.


4.2 ZONEAMENTO

Com o objetivos de alocar os programas de manejo para áreas definidas, o
Parque Estadual Dunas do Natal, foi dividido com cindo zonas distintas.
A definição e os objetivos gerais das zonas de manejo, foram elaborados de
acordo com o “manual de Planejamento de Parques Nacionais” (FAO, 1976).
Este zoneamento segue descrito, e está graficamente representado no Plano
Geral de Ordenamento (V. Fig. 18).

4.2.1 Zona Primitiva

Definição – áreas naturais onde a intervenção do homem tenha sido pequena ou
mínima. Pode conter ecossistemas únicos e espécies da flora e fauna ou fenômenos naturais
de grande valor cientifico.
Objetivo geral – preservar os recursos naturais do Parque, sendo permitido o
uso cientifico autorizado e educação ambiental.
Descrição – consiste de uma faixa linear, acompanhado o sentido longitudinal
(norte-sul) do Parque, sendo interrompidas pela Zona de Uso Extensivo e Recuperação. Sua
cobertura vegetal predominante é a mata atlântica.
Normas – não será permitido o uso publico, sendo área restrita apenas à
atividades cientificas e educativas;
Os estudos e pesquisas cientificas deverão ser conduzidas com previa
autorização da administração do Parque, de forma a não alterar o ecossistema natural;

Os recursos naturais da zona, serão protegidos através da fiscalização dos
guarda-parques.



4.2.2 Zona de Uso Extensivo

Definição – esta zona pe constituída em sua maior parte por áreas naturais,
podendo apresentar alguma alteração humana.
Objetivo geral – manter o ambiente natural com o mínimo de impacto humano,
embora facilitando o acesso ao público para fins interpretativos e educacionais.
Descrição – esta zona, ocupando a área mais extensa do Parque, circunda toda a
Zona Primitiva e tem como limites a norte, sul e leste a Zona de Recuperação.
Normas – o uso público será permitido de forma controlada, com um baixo
nível de intensidade;
Poderão ser realizados melhoramentos das condições das trilhas interpretativas,
sem que se introduzam elementos de impacto à paisagem local;
Permitir-se-á uma sinalização mínima de orientação nas trilhas;
A sinalização interpretativa e de orientação, deverá obedecer aos projetos 14 e
15 da Implementação;
As atividades administrativas nesta zona se limitarão à fiscalização e à
manutenção.

4.2.3 Zona de Uso Intensivo


Definição – zona constituída por áreas naturais ou alteradas pelo homem. O
ambiente é mantido o mais natural possível, com recursos que possam servir a atividades
recreativas, relativamente concentradas, com facilidades de transito e de assistência ao
público.
Objetivo geral – facilitar a educação ambiental e a recreação intensiva, de
maneira integrada com a paisagem, evitando impactos negativos no meio ambiente;
Proporcionar interpretação e educação ambiental, através de atividades no
Centro de Visitantes.
Descrição – tendo como limites as zonas de Uso Especial e Extensivo, essa área
de aproximadamente 8,11 ha, concentra as atividades de uso público e as futuras
instalações do Centro de Visitantes.
Normas – a visitação pública será incentivada e o uso de veículos permitido
durante toda a semana, exceto sábados e domingos, quando deverá ser feito um controle,
devido a intensidade do fluxo de visitantes;
Serão desenvolvidas atividades interpretativas e educacionais com o sentido de
facilitar a apreciação e compreensão do Parque pelo público;
As atividades recreativas não devem conflitar com as metas de proteção dos
recursos do Parque;
As construções e equipamentos a serem instalados na área, deverão estar em
harmonia com o meio ambiente natural;
O Centro de Visitantes será localizo nesta zona;
O lixo vegetal desta zona deverá ser recolhido para aproveitamento como adubo
orgânico.


4.2.4 Zona de Recuperação

Definição – é aquela que contem áreas alteradas pelo homem, Zona provisória,
que uma vez restaurada, deverá se incorporar em uma das categorias permanentes.
Objetivo geral – restaurar a área ao mais natural possível, procurando deter a
degradação dos recursos naturais.
Descrição – formada em sua maior parte por clareiras existentes na periferia
leste e no interior do Parque, esta zona também abrange as áreas degradadas do Capim
Macio e o trecho que limita o Parque com o bairro de Mão Luíza.
Normas – não será permitida a visitação nesta área;
As espécies exóticas vegetais deverão ser eliminadas, sendo permitida a
reintrodução de elementos da flora e da fauna nativas.

4.2.5 Zona de Uso Especial

Definição – pertencem a essa zona as áreas necessárias a administração,
manutenção e serviços do Parque. Essas áreas serão definidas de forma a não conflitarem
com a paisagem local.
Objetivo geral – minimizar o impacto no ambiente, eliminando as atividades e
estruturas não relacionadas com o Parque.
Descrição – constituída de oito áreas, não contíguas, esta zona abriga as torres
da TELERN, TV GLOBO, EMBRATEL e TV CANAL 05, a administração do Parque, o
Horto Experimental, a área Granja do Carioca e as edificações da CAERN.

Normas – as construções e outras atividades nesta zona, deverão causar o
mínimo de impacto possível sobre o ecossistema, e harmonizar-se com o meio ambiente
natural;
Os esgotos deverão receber tratamento, de forma a não contaminar o lençol
freático;
O acesso a essa zona só será permitido a funcionários do Parque e das
instalações aí existentes;
A manutenção e recuperação dessas áreas será de responsabilidade dos
respectivos proprietários.

4.3 CAPACIDADE DE CARGA

Este conceito subjetivo refere-se à capacidade de carga recreacional de uma
determinada área, sendo definido como “a quantidade de uso que pode ser mantida em um
tempo específico, em área desenvolvida a um certo nível, sem causar prejuízo nem ao
ambiente, nem a experiência dos visitantes” (Lime e Stankey, 1971).
Como não se dispõe de informações detalhadas sobre o impacto causado pelas
atividades de uso público no ecossistema do Parque, não foi possível se determinar um
limite preciso quanto ao uso das diferentes zonas. Todavia, tendo em vista que a área se
constitui basicamente de dunas frágeis, que não comportam um uso intensivo, recomenda-
se que a capacidade de carga para a área seja baixa.
O Centro de Visitantes não deverá acomodar mais de 40 pessoas. Da mesma
forma, o Centro de Pesquisa comportará apenas 10 pessoas, entre pesquisadores, estudantes
e técnicos. As trilhas de interpretação terão capacidade para grupos de 15 pessoas.

5- PROGRAMAS DE MANEJO


5.1 PROGRAMA DE MANEJO AMBIENTAL

Objetivos
Promover pesquisas visando o conhecimento dos recursos naturais e culturais
do Parque;
Recuperar as áreas alteradas pelo homem, restaurando o equilíbrio natural;
Acompanhar o desenvolvimento e evolução dos recursos naturais existentes e
dos ecossistemas das áreas alteradas.

Atividades
Desenvolver programas de pesquisa de interesse para o manejo dos recursos do
Parque;
Realizar estudos visando a recuperação das áreas degradadas, eliminação de
espécies exóticas vegetais e reintrodução de espécies da fauna que ocorriam originalmente
na área;
Desenvolver estudos comparativos para observação da evolução e recuperação
dos ecossistemas existentes no Parque.

Normas
Todas as pesquisas a serem realizadas no Parque deverão ser procedidas de um
plano de trabalho, devidamente analisado e aprovado pela administração;

Contactar instituições cientificas, no sentido de desenvolver programas
cooperativos, para a realização dos estudos propostos.

5.2 PROGRAMA DE USO PÚBLICO

5.2.1 Subprograma de Interpretação e Educação

Objetivos
Proporcionar aos visitantes do Parque a oportunidade conhecer e apreciar os
recursos naturais e culturais da área, levando-os a uma maior conscientização com relação
ao meio ambiente, de modo que sua experiência seja positiva e gratificante.

Atividades
Elaborar o projeto arquitetônico e construir o Centro de Visitantes;
Montar o programa interpretativo para as trilhas guiadas e auto-guiadas e para a
área Bosque dos Namorados;
Estabelecer o programa interpretativo e educativo do Centro de Visitantes e
construir o painel interpretativo;
Elaborar folhetos com orientação geral sobre o Parque;
Definir e conferenciar a sinalização interpretativa para o Parque;
Elaborar o projeto arquitetônico e construir os mirantes Barreira d‟água e
Barreira Roxa.


Normas
O Centro de Visitantes será localizado na Área de Desenvolvimento Bosque
dos Namorados. O programa deverá constar de recepção, biblioteca, sanitários, auditório e
sala de exposição. Esta construção deverá harmonizar-se com a paisagem local, ter a
capacidade máxima para 40 pessoas e ser implantada conforme projeto 01 da
Implementação;
O programa interpretativo das trilhas e da Área Bosque dos Namorados, deverá
ser feito através de sinalização interpretativa da flora e fauna do Parque (V. projeto 14 da
Implementação) e folhetos com informações especificas sobre as trilhas;
Os equipamentos de apoio às trilhas deverão constar de lixeiras e bancos
rústicos (V. projetos 02 e 03 da Implementação);
Os programas interpretativos e educativos a serem desenvolvidos no Centro de
Visitantes deverão contar com os seguintes temas:
 Maquete da área do Parque;
 Exposições/Flora – amostra das espécies representativas das dunas em
forma de exsicatas, xiloteca, amostras de sementes, fotos com textos,
folhetos, painéis, etc.;
 Exposição/Fauna – painéis com fotos e textos, insetário, folhetos,
animais representativos (taxidermizados);
 Exposição/Ecologia – painéis com fotos e textos, e folhetos;
 Exposição/Geologia e Geomorfologia – painéis com fotos e textos,
folhetos, amostras de solo, etc.;
 Elaboração de folhetos e textos sobre os recursos naturais do Parque;
 Arquivo de slides sobre o Parque;

 Montagem da biblioteca.
O painel informativo, localizado próximo a guarita no portão de entrada, deverá
conter:
 Nome do Parque, órgãos vinculados ao mesmo, área em hectares, data
de criação, mapa mostrando as áreas de uso público. Este painel deverá
ser executado conforme projeto 04 da Implantação.
O folheto de orientação geral do Parque poderá ser adquirido no portão de
entrada, Centro de Visitantes e restaurante, devendo conter:
 Mapas mostrando localização, acessos principais e áreas de uso público,
definição de Parque Estadual, resumo dos aspectos naturais e
regulamentos internos, fotografias e serviços oferecidos pelo Parque.
Os mirantes Barreira d‟água e Barreira Roxa serão implantados no final das
trilhas interpretativas, devendo ser construídos conforme projeto 05 da Implementação.

5.2.2 Subprograma de Lazer

Objetivos
Proporcionar ao público, atividades de lazer, de acordo com as potencialidades
do Parque, orientando-o para que desenvolva uma experiência positiva.

Atividades
Definir áreas para piqueniques;
Estabelecer áreas para parque infantil;

Estabelecer e organizar trilhas para a pratica de “Cooper”;
Definir áreas para descanso.

Normas
As áreas de piquenique serão instaladas na Área de Desenvolvimento do
Bosque dos Namorados (V. Fig. 19). Os equipamentos para essa atividade (mesa, bancos e
lixeiras) deverão ser executados conforme projetos 06 e 02 da Implementação;
O parque infantil situado na área de Desenvolvimento do Bosque dos
Namorados (V. Fig. 19), deverá ser planejado e construído, de acordo com o projeto 07 da
Implementação;
A trilha para a prática de “Cooper”, localizada na Área de Desenvolvimento
Bosque dos Namorados (V. Fig. 19), deverá ser sinalizada e quilometrada em todo seu
percurso e dispor de equipamentos para ginástica. A execução dessa atividade deverá
obedecer normas e especificações do projeto 08 da Implementação;
Na Área de Desenvolvimento Bosque dos Namorados serão instalados bancos
para descanso e lixeiras (V. Fig. 19). Esses bancos deverão ser executados conforme o
projeto 09 da Implementação.

5.2.2 Subprograma de Relações públicas

Objetivos
Levar ao conhecimento do público a criação dessa Unidade de conservação,
seus objetivos, recursos, programas e benefícios


Atividades
Elaborar pôsteres, folhetos, programas de áudio-visual e filmes para a
divulgação do Parque;
Preparar material para “souvenir”;
Promover a divulgação do Parque através dos meios de comunicação.

Normas
Os pôsteres, folhetos, programas de áudio-visual e filmes, deverão ser definidos
no “Plano do Programa de Uso Público”;
Os programas de áudio-visual só poderão ser retirados para empréstimo à
instituições de ensino e outras organizações, com a devida autorização do chefe de
programação do Parque;
O material para “souvenir” deverá ser indicado no “Plano de Programa de Uso
Público”;
A divulgação do Parque junto às empresas e agencias de turismo, televisão,
jornais e revistas, deverá ser feita pela administração do Parque
OBS: (Todas as atividades referentes à este programa, serão detalhadas no
“Plano de Programa de Uso Público”.)







5.3 PROGRAMA DE ADMINISTRAÇÃO

Objetivos
Dotar o Parque de pessoal, equipamentos e instalações para cumprir o Plano de
Manejo;
Proteger e manter os recursos naturais e instalações do Parque, zelando pela sua
integridade;
Proporcionar segurança ao público.

Atividades
Estabelecer um sistema de circulação no Parque;
Instalar material de primeiros socorros na Administração;
Estabelecer um sistema de fiscalização para toda a área do Parque;
Elaborar um plano de manutenção anual;
Elaborar o regimento interno do Parque, de forma a enquadrar-se ao Plano de
Manejo;
Executar Plano de Manejo aprovado;
Elaborar os projetos das guaritas das torres, do portão de entrada, do prédio da
administração e do Centro de Pesquisas, de acordo com os projetos 10, 11, 12, e 13 da
Implementação. Estas instalações deverão ser construídas de forma a não interferir na
paisagem obedecendo ao zoneamento geral do Parque;

Prover o Parque de pessoal necessário para a boa execução de todos os serviços,
conforme o organograma Parque Estadual Dunas do Natal;
Promover as concorrências necessárias para a concessão de serviços, de acordo
com as normas estabelecidas pela Administração;
Demolir o prédio da guarita de entrada e boite do Bosque dos Namorados;
Concluir a cerca de delimitação do Parque, do lado correspondente à Via
Costeira;
Atualizar o Plano de Manejo;
A sinalização de orientação ao público, deverá obedecer ao projeto 14 da
Implementação.

Normas
O sistema de circulação deverá ser estabelecido da seguinte forma:
a) Não será permitida a entrada de veículos na Área de Desenvolvimento
Bosque dos Namorados nos fins de semana (sábados e domingos);
b) Os funcionários das empresas com instalações na Área de Desenvolvimento
Bosque dos Namorados, deverão portar sempre sua identidade para ter
acesso de veículo ao local de trabalho nos fins de semana;
c) Os usuários do restaurante receberão no portão de entrada um cartão que
lhes permitirá o acesso de veiculo nos fins de semana, devendo o mesmo ser
assinado pelo maitre e entregue no portão de saída. No caso do não
cumprimento desta norma, o usuário deverá ser multado pela fiscalização;
d) Não será permitida a entrada de veículos no Horto Experimental e Centro de
Pesquisas.

O material de primeiros socorros deverá constar do mínimo necessário para o
atendimento de casos de urgência e ficar sob a responsabilidade do sub-chefe de vigilância.
Treinamento deverá ser ministrado aos guias e guardas do Parque;
As atividades de fiscalização e manutenção do Parque, ficarão a critério da
administração, conforme as necessidades;
O diretor do Parque terá a seu cargo a direção de todas as atividades
relacionadas com a administração e serviços, conforme a política aprovada no Plano de
Manejo;
O Plano de Manejo deverá ser revisto num prazo máximo de 3 anos,
independente do cumprimento das etapas;
Os guarda-parques e braçais deverão estar sempre uniformizados de acordo
com a portaria a ser baixada pela administração do Parque.
(FALTAM DUAS PÁGINAS QUE NÃO POSSO DIGITAR)














6- PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO

6.1 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO PORTÃO BOSQUE DOS NAMORADOS

Nesta área, localizada na zona de Uso Intensivo, situa-se o único acesso ao
Bosque dos Namorados. Para funcionamento desse local, será construída uma edificação
com a finalidade de realizar o controle sobre a entrada e saída de visitantes, venda de
ingressos e orientações e informações gerais sobre o Parque.

6.2 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO BOSQUE DOS NAMORADOS

Esta área destina-se as atividades de uso público, apresentando uma paisagem
clara, dinâmica, onde se destacam espécies arbóreas significativas do ecossistema das
dunas.
Aqui o visitante poderá realizar programas recreativos, receber informações
básicas sobre os aspectos naturais do Parque ,além de ter acesso aos serviços de lanchonete
e restaurantes.
A área do Bosque ,revestida inicialmente de uma biota primitiva ,encontra-se
alterada devido a implantação de edificações e interferências de ações antrópicas . Desta
maneira , serão realizadas reformas no prédio da lanchonete , construção do portão de
entrada do Parque , centro de visitantes e prédio da administração , além da paisagem .





6.3 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO MIRANTE BARREIRA D‟ÁGUA

Este mirante, parte integrante da trilha da Barreira d‟Água ,situado próximo a
praia do mesmo nome ,apresenta um excepcional visual de toda a praia de Ponta Negra
(destacando-se o Morro do Careca),da orla marítima em torno, e da própria Via Costeira,
que em perspectiva, acompanha um extenso cordão de dunas,ora revestida s de vegetação
nativa, ora contrastando com clareiras de alvas areias.
Esta construção será implantada no topo de uma duna, devendo ser executada
segundo o projeto 05 da implementação.

6.4 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO MIRANTE BARREIRA ROXA

Localizado no final do percurso da trilha interpretativa Barreira Roxa, este
mirante oferece vista panorâmicas, tanto do trecho da orla marítima (observa-se um vivo
contraste de cores entre o mar e as areias das dunas), como da mata, com um relevo
dinâmico, sinuoso, apresentando densa vegetação de textura, portes e coloridos diversos.
Este mirante também será implantado no topo de uma duna devendo ser
construído de acordo com o projeto 05 da implementação.

6.5 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO HORTO EXPERIMENTAL


O programa do Horto Experimental atenderá a todas as atividades de
recuperação e reconstituição da vegetação, em toda a área do Parque, cabendo-lhe reunir
dados sobre o comportamento e desenvolvimento das espécies nativas.
As atividades do Horto Experimental, atualmente localizadas na zona de Uso
Especial, serão transferidas para a Área de Desenvolvimento Granja do Carioca. Uma vez
atingido este objetivo, a área será remanejada para a zona de Uso Extensivo.
6.6 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO GRANJA DO CARIOCA

Esta área situada na zona de Uso Especial apresenta condições favoráveis para a
instalação de atividades de pesquisa.
Deverão ser mantidos contatos entre o proprietário da área e a administração do
Parque, visando a implantação no local do Centro de Pesquisas e um viveiro das espécies
nativas das dunas.

6.7 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO TORRE DA TELERN E TV GLOBO

Com acesso pela rua Cel. Costa Pinheiro, esta área localizada em zona de Uso
Especial, abriga os equipamentos do sistema de Telecomunicações do Estado e da TV
Globo.

6.8 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO TORRE DA EMBRATEL

Constando com o mesmo acesso da área anterior, também localizada na zona de
Uso Especial, a torre da EMBRATEL abriga os equipamentos do sistema de
Telecomunicações Nacional.


6.9 ÁREA DE DESENVOLVIMENTO TORRE TV CANAL 05

Com acesso pela rua projetada, entre o terreno do Hospital João Machado e a
favela de Morro Branco, esta área em zona de Uso Especial, abriga os equipamentos da
Televisão Canal 05.
7- PROPOSTA FÍSICA DAS ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO

Para efeito de localização dos acessos, edificações e equipamentos de todas as
Áreas de desenvolvimento do Parque e trilhas interpretativas, foram elaborados croquis (ver
a seguir) que permitirão uma melhor compreensão da situação física proposta.





8- IMPLEMENTAÇÃO

O Plano de Manejo, nessa sua primeira etapa, se limitará a fazer uma listagem
dos projetos propostos para as Áreas de Desenvolvimento do Parque, tratando
posteriormente, no volume de Implementação, das normas e plantas especificas, referentes
aos seguintes projetos:

Projeto 1 – Centro de Visitantes

DUAS FOLHAS COM CROQUIS...

Projeto 2 – Lixeiras
Projeto 3 – Bancos Rústicos
Projeto 4 – Painel Informativo do Portão de Entrada
Projeto 5 – Mirantes Barreira d‟Água e Barreira Roxa
Projeto 6 – Mesas e Bancos para Piquenique
Projeto 7 – Parque Infantil
Projeto 8 – Trilhas para prática de “Cooper”
Projeto 9 – Bancos para descanso
Projeto 10 – Guarita de acesso às torres
Projeto 11 – Portão Bosque dos Namorados
Projeto 12 – Prédio da Administração
Projeto 13 – Centro de Pesquisas
Projeto 14 – Sinalização de Orientação ao Público
Projeto 15 – Sinalização Interpretativa
Projeto 16 – Reforma do Prédio da Lanchonete











REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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BRAGA, Renato. Plantas do Nordeste especialmente Ceará. Mossoró, Escola Superior
de Agricultura, 1976.

COCKRUM, E. Cendell Mccanley e J. William. Zoologia. Barcelona, Interamericana,
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LISTA DAS FIGURAS E MAPAS QUE FALTAM NO PLANO DE MANEJO|



Página 13 – figura 1,2 e 3.
Página 16 – figura 4 e 5

Página 17 – figura 6 e 7
PÁGINA 19 – FIGURA 8 E 9
Página 24 – figura 10
Página 29 – figura 11
Página 39 – figura 12 e 13
Página 73 – falta organograma
Página 73/74 – falta o quadro de pessoal
PÁGINA 77/78 – FALTAM DUAS PÁGINAS COM CROQUIS
Página 81 em diante – faltam todos os anexos, incluindo os mapas.

















PROJETO PARQUE ESTADUAL DUNAS (PPD)
LEVANTAMENTO FLORÍSTICO – VIA COSTEIRA – NATAL-RN
SEPLAN – IDEC – UFRN – SUDENE – IBDF - MN



Nº FAMÍLIA NOME CIENTÍFICO NOME VULGAR OBSERVAÇÕES
PPD01 Gramineae Cenchurus echinatus L. Carrapicho Herbácea/D.C. Setor A
PPD02 Verbenaceae Marsypianthes hyptoides Mart. Var. ----- Herbácea/D.C. Setor A

Arenosa Schidt
PPD03 Gramineae Digitaria horizontalis Willd. Capim de roça Herbácea/D.C. Setor A
PPD04 Compositae Stilpnopappus cearensis Huber. ----- Herbácea/D.C. Setor A
PPD05 Anacardiaceae Anacardium occidentale L. Cajueiro Árvore/D.C. Setor A
PPD06 Cyperaceae ----- Capim navalho Herbácea/D.C. Setor A
PPD07 Myrtaceae Eugenia ovalifolia Camb. Ubaia olho de boi Arvoreta/D.C. Setor A
PPD08 Euphorbiaceae Jatropha urens L. Urtiga branca Arbusto/D.C. Setor A
PPD09 Leg. Caesalp. Cassia ramosa Vog. Var. marítima Irw. ----- Herbácea/D.C. Setor A
PPD10 Euphorbiaceae Jatropha molissima (Pohl). Baillon Pinhão bravo branco Arbusto/D.C. Setor A
PPD11 ----- ----- ----- Arbusto/D.C. Setor A
PPD12 Graminae Dactyloctenium aegypticum L. Richt Pé de galinha Herbácea/D.C. Setor A
PPD13 Rubiaceae Guettarda angélica Mart. Angélica Árvore/D.C. Setor A
PPD14 Malvaceae Pavonia cancellata Cav. Pavonia Herbácea/D.C. Setor A
PPD15 Loganiaceae Strychnos parviflora D.C. Carrasco roxo Arvoreta/I.M. Setor A
PPD16 Sapotaceae ----- Goiti truba Árvore/I.M. Setor A
PPD17 Aconthaceae ----- ----- Trepadeira/I.M. Setor A
PPD18 Moraceae Ficus catappaefolia L. Gameleira Árvore/I.M. Setor A
PPD19 Litraceae Cuphea flava Spreng. ----- Arbusto/I.M. Setor A
PPD20 ----- ----- Gramicho Arbusto/D.C. Setor A
PPD21 Convolvulaceae ----- Cuscuta Herbácea(parasita)/D.C Setor A
PPD22 Celastraceae Maytenus impressa Reiss Pau monde Árvore/I.M. Setor A
PPD23 Mirsynaceae ----- Capororoca Árvore/I.M. Setor A
PPD24 ----- ----- ----- Trepadeira/D.C. Setor A
PPD25 Kramericeae Krameria tomentosa St. Hil. Carrapicho de tabuleiro Arbusto/D.C. Setor A
PPD26 Turneraceae Turnera sp. Chanana Herbácea/O.M. -----
PPD27 Turneraceae Piriqueta sp. Chanana Herbácea/O.M. -----
PPD28 Rubiaceae
Richardia grandiflora (chan. & Schl)
Stend.
Ervanço branco Herbácea/O.M. -----
PPD29 Rubiaceae Borreia densiflora D.C. Vassourinha de botão Herbácea/O.M. -----
PPD30 Leg. Mim. Mimosa misera D.C. Mimosa Herbácea/O.M. -----
PPD31 Violaceae Hybanthus poaya Ipepacunha roxa Herbácea/O.M. -----
PPD32 Amaranthaceae
Alternathera philoxceroides (Mart)
Griseb.
Ervanço roxo Herbácea/O.M. -----
PPD33 Leg. Papil Stylosanthes viscosa Sw. ----- Herbácea/O.M. -----
PPD34 Amaranthaceae Gomphrema demissa Mart. ----- Herbácea/O.M. -----
PPD35 Rubiaceae Mitracarpus eichleri Schum. ----- Herbácea/O.M. -----
PPD36 Compositae Emilia sonchifolia D.C. ----- Herbácea/O.M. -----
PPD37 Compositae Wulfia baccata (L.f.) Runth. Camará de praia Sub-arbusto/O.M. -----
PPD38 ----- ----- Olhos de Santa Luzia Herbácea/O.M. -----
PPD39 ----- ----- ----- Herbácea/O.M. -----
PPD40 Euphorbíceae Euphorbia brasiliensis Lam. Cabrinha de leite Herbácea/O.M. -----
PPD41 Phytolaccaceae Microtea paniculata Moq. ----- Herbácea/D.C. Setor A
PPD42 Aristolochiaceae Aristolochia trulliformis Mart. Parreira Trepadeira/D.C. Setor A
PPD43 Verbenacee Vitex polygama Cham. Maria preta Árvore/D.C. Setor A
PPD44 Asclepiadaceae Ibatia quinquelobata Fournier Jitirana Trepadeira/D.C. Setor A

PPD45 Solonaceae Cestrum fasciculiforum Taub. ----- Sub-arbusto/D.C. Setor A
PPD46 Passifloraceae Passiflora cincinnata Mart. Maracujá Trepadeira/D.C. Setor A
PPD47 Capparidaceae Capparis cynophallophora L. Feijão bravo Árvore/D.C. Setor A
PPD48 Malphighiaceae Stigmaphillom paralias Juss. ----- Árvore/D.C. Setor A
PPD49 Leg-Pap. Abrus precatorius L. Conta de caboclo, olho de pombo Trepadeira/D.C. Setor A
PPD50 Plumbaginaceae Plumbago scandens L. Pega pinto Arbusto/D.C. Setor A
PPD51 Passifloraceae Passiflora subrotunda Mart. Maracujazinho Trepadeira/D.C. Setor A
PPD52 Cucurbitaceae Momordica charantia L. Melão de São Caetano Trepadeira/D.C. Setor A
PPD53 ----- ----- Jurubeba vermelha Arbusto/D.C. Setor A
PPD54 Leg-Pap. Phaseolus panduratus Mart. Oró Herbácea/D.C. Setor A
PPD55 Leg-Pap. Canavalia brasiliensis Mart. Ex Benth. Fava de boi (folha grande) Herbácea/D.C. Setor A
PPD56 Compositae Mikania obovata D.C. ----- Cio/D.C. Setor A
PPD57 Malphighiaceae Byrsonima gardneriana Juss. Muricí Árvore/D.C. Setor A
PPD58 ----- ----- ----- Herbácea/D.C. Setor A
PPD59 Eriocaulaceae Paepelanthus myocephallus (Mart.) Koen. ----- Herbácea/D.C. Setor A
PPD60 Leg-Pap. Crotalaria mucronata Desv. Guizo de cascavel, maracá Sub-arbusto/D.C. Setor A
PPD61 Leg-Caesalp. Cassia splendida Vog. Var. gloriosa Irw. Canafistinha Árvore/D.C. Setor A
PPD62 Rubiaceae Diadia hyssopifolia Cham. & Schl. ----- Herbácea/D.C. Setor A
PPD63 ----- ----- Velame Herbácea/D.C. Setor A
PPD64 Sapindaceae Allophylus puberulus (Camb.) Radlk. Cumichã branco Árvore/D.C. Setor A
PPD65 Solonaceae Solanum paniculatum L. Jurubeba roxa Arbusto/D.C. Setor A
PPD66 Convolvulaceae Aniseia nitens Choisy Jitirana Herbácea/D.C. Setor A
PPD67 Solonaceea Solanum nigrum L. Erva moura Sub-arbusto/D.C. Setor A
PPD68 Compositae Ageratum conysoides L. Mentraste Sub-arbusto/D.C. Setor A
PPD69 Acantlhaceae Ruellia inundata HBK. ----- Sub-arbusto/D.C. Setor A
PPD70 =

PPD140
Cucurbitaceae Trionisperma tayuya Cabacinho amargo Herbácea/D.C. Setor A
PPD71 =
PPD65
Solonaceae Solanum paniculatum L. Jurubeba branca Arbustro/D.C. Setor A
PPD72 Malvaceae
Sida ciliaris L. var. anômala (St. Hil.)
Schum
----- Herbácea/D.C. Setor B
PPD73 ----- ----- Flor de seda, flor de cera Arbustro/D.C. Setor B
PPD74 Convolvulaceae Iponoea pés-caprae L. Sweet. Salsa roxa, salada de praia Herbácea/D.C. Setor B
PPD75 ----- ----- Olhos de Santa Luzia Herbácea/D.C. Setor B
PPD76 Convolvulaceae Merremia aegyptia L. Urban. Jitirana Herbácea/D.C. Setor B
PPD77 Leg. Caesal. Cassia fleuxuosa L. ----- Herbácea/D.C. Setor B
PPD78 ----- ----- Quebra pedra Sub-arbustro/D.C. Setor B
PPD79 Maphighiaceae Byrsonima crassifólia L. Runth Murici Árvore/I.M. Setor B
PPD80 Leg. Caesalp. Cássia apoucoita Aubl. Pau ferro Árvore/I.M. Setor B
PPD81 Dilleniaceae Tetracera breynianea Schl. Cipó de brocha Cipó/I.M. Setor B
PPD82 Dilleniaceae Curatella americana L. Cajueiro bravo, lixeira Árvore/I.M. Setor B
PPD83 Sapotaceae
Manilkara triflora (fr. Allemão)
Monachino
Maçaranduba Árvore/I.M. Setor B
PPD84 Polygonaceae Coccolaba brasiliensis Ness. & Mart. Carrasco branco Árvore/I.M. Setor B

PPD85 ----- ----- ----- Trepadeira/I.M. Setor B
PPD86 ----- ----- Salsa roxa, salsa de praia Herbácea/O.M. -----
PPD87 Amaranthaceae Alternathera polygonoides L. R.Br. Quebra panela Herbácea/O.M. -----
PPD88 Amaranthaceae Alternathera marítima (mart.) St. Hil. Pirrichio I Herbácea/O.M. -----
PPD89 Amaranthaceae Iresine vermicularis Moq. Pirrichio II Herbácea/O.M. -----
PPD90 Combretaceae Conocarpus erecta L. Mangue Herbácea/O.M. -----
PPD91 Leg. Pap. Indigofera hirsuta L. ----- Herbácea/O.M. -----
PPD92 Leg. Pap. Desmodium triflorum D.C. ----- Herbácea/O.M. -----
PPD93 Gramineae Sporobolus verminicularis Moq. ----- Herbácea/O.M. -----
PPD94 Portulacaceae Sesuvium portulacastrum L. Pirrichio III Herbácea/O.M. -----
PPD95 Boraginaceae
Heliotropium polyphyllum Lehm. Var.
blanchetti DC
Relógio Herbácea/O.M. -----
PPD96 Convolvulaceae Ipomoea stolonifera (Cyr.) Gmel. Salsa branca, salsa de praia Herbácea/L.M. -----
PPD97 Chrysobalanaceae Chrysobalanus icaco . Guajirú Arbusto/O.M. -----
PPD98 =
PPD32
Amaranthaceae
Alternathera philoxeroides (Mart.)
Griseb.
Ervanço roxo Herbácea/O.M. -----
PPD99 ----- ----- Jitirana Cipó/D.C. Setor A
PPD100 =

PPD239
Molluginacee Mollugo verticillata L. Ervanço branco Herbácea/D.C. Setor A
PPD101 Boraginaceae Tournefortia candidula (Miers.) Johnst. ----- Arbusto trepador/D.C. Setor A
PPD102 ----- ----- Ingá Árvore/D.C. Setor A
PPD103 Gramineae Setaria scandens Sechrad. Rabo de raposa Herbácea/D.C. Setor A
PPD104 Gramineae Gymnopgon foliosus (Willd.) Nees. ----- Herbácea/D.C. Setor A
PPD105 Gramineae Panicum hirsutum Lam. Milha de tabuleiro Herbácea/D.C. Setor A
PPD106 Boraginaceae Cordia superba Cham. Grão de galo Árvore/D.C. Setor A
PPD107 Convolvulaceae Evolvulus sericeus Swartz ----- Herbácea/D.C. Setor B
PPD108 Gramineae Aristida setifolia H.B.K. Panasco Herbácea/D.C. Setor B
PPD109 ----- ----- Barba de bode Herbácea/D.C. Setor B
PPD110 Gramineae Paspalum scutatum Nees ab Esenb. ----- Herbácea/D.C. Setor B
PPD111 Loranthaceae Struthantus flexicaulio Mart. Erva de passarinho Herbácea/D.C. Setor B
PPD112 Gramineae Panicum hirtum Lam. Capim taquari Herbácea/D.C. Setor B
PPD113 Boraginaceae
Heliotropium polyphyllum Lehm. Var.
blanchetii D.C.
Relógio Herbácea/D.C. Setor B
PPD114 ----- ----- Fava de boi Herbácea/D.C. Setor B
PPD115 Cyperaceae Remiria marítima Aubl Alecrim de praia, pinheirinho Herbácea/O.M. -----
PPD116 ----- ----- Berduega Herbácea/O.M. -----
PPD117 Leg. Pap. Crotalaria laeta Mart. Manacá miúdo Arbusto/O.M. -----
PPD118 Boraginaceae Tournefortia salzmaninii D.C. ----- Trepadeira/O.M. -----
PPD119 Gramineae Paspalum vaginatum Swartz. Capim praturá I Herbácea/O.M. -----
PPD120 Gramineae Sporobolus virginicus L Kunth Capim praturá II Herbácea/O.M. -----
PPD121 Goodeniaceae Scaevola plumieri L. Vahl. Mangue branco Arbusto/O.M. -----
PPD122 Gramineae Digitaria adscendens H.B.K. Henr. Capim mimoso Herbácea/O.M. -----
PPD123 Compositae Aspilia procumbens Baker. Pirrichio do mato Herbácea/D.C. Setor B
PPD124 ----- ----- Cipó correia Cipó/D.C. Setor B

PPD125 ----- ----- Cansanção Cipó/D.C. Setor B
PPD126 ----- ----- Cabeça de alfinete Arbusto trepador/D.C. Setor B
PPD127 Menispermaceae
Chondodendron microphyllum (Eich).
Mold in Kruhk & Moldenke
Caroba Trepadeira lenhosa/D.C. Setor B
PPD128 Simarulaceae Simaba ferruginea St. Hil. Cajarana Árvore/D.C. Setor B
PPD129 Myrtaceae Eugenia speciosa Camb. Ubaia doce Árvore/D.C. Setor B
PPD130 Trigoniaceae
Trigonia nivea Camb. Var. fasciculata
(Griseb) Lheras.
----- Arbusto trepador/D.C. Setor B
PPD131 Gramineae Lasiacis ligulata Hitch & Chase. Taguarí Arbusto/D.C. Setor C
PPD132 Solonaceae Brunfelsia uniflora (Pohl) D. Don. Manacá Arbusto/D.C. Setor C
PPD133 Moraceae
Chorophora tinctoria L Gaud in Freyc ex
Berth. & Hook
Tatajuba Árvore/D.C. Setor C
PPD134 Leg. Pap. Zornia diphylla Pers. ----- Herbácea/D.C. Setor C
PPD135 ----- ----- ----- Trepadeira/D.C. Setor C
PPD136 =

PPD07
Myrtaceae Eugenia ovalifolia Camb. Murta olho de boi (ubaia) Arbusto/D.C. Setor C
PPD137 Gramineae Digitaria longiflora (Retz) Capim rasteiro Herbácea/D.C. Setor C
PPD138 Euphorbiaceae ----- Maniçoba Árvore/D.C. Setor C
PPD139 ----- ----- Mucunã Trepadeira/D.C. Setor C
PPD140 =

PPD70
Curculitaceae Trianosperma tayuya Mart. Cabacinho amargo Herbácea/D.C. Setor C
PPD141 Bignoniaceae Tabebuia róseo-alba (Ridley) Sandv. Peroba Árvore/D.C. Setor C
PPD142 Euphorbiaceae
Sebastiania corniculata (vahe) Mull.
Arg. Var. glabrata Mull. Arg.
Milona roxa Herbácea/D.C. Setor C
PPD143 Leg. ----- Pau d‟óleo Árvore/D.C. Setor C
PPD144 Leg. Pap. Centrosperma brasilianum L. Benth. Coração de negra Trepadeira/D.C. Setor C
PPD145 ----- ----- Jitirana de leite Herbácea/D.C. Setor D
PPD146 Leg. Caes. Cássia tora L. Mata pasto Herbácea/D.C. Setor D
PPD147 Bignoniaceae Arrabidaea agnus-castrus D.C. Cipó unha de lagartixa Trepadeira/D.C. Setor D
PPD148 Myrtaceae Campomanesia dichotoma Berg. Guabiraba de pau Árvore/D.C. Setor D
PPD149 Bignoniaceae Lundia cordata D.C. Cipó d‟alho vermelho Trepadeira/D.C. Setor D
PPD150 Malphighiaceae Banisteriopsis pubipetala (Juss) Cuatr. ----- Trepadeira/D.C. Setor D
PPD151 Compositae Porophyllum ellipticum Cassine Cravo de urubu Herbácea/D.C. Setor D
PPD152 Turneraceae Turnera melochiodes Camb. Chanana Herbácea/D.C. Setor D
PPD153 Compositae Eupatorium ballotaefolium H.B.K. ----- Sub-arbusto/D.C. Setor D
PPD154 Rubiaceae Chioccoca Alba L. Hitch. Camaradinho Arbusto trepador/D.C. Setor D
PPD155 Verbenaceae Lantana lilacina Desf. Cidreira do mato Arbusto/D.C. Setor D
PPD156 Malphighiaceae Stigmaphillum hirsutum Ndz. Cipó d‟alho amarelo Trepadeira/D.C. Setor D
PPD157 Malphighiaceae ----- ----- Trepadeira/D.C. Setor D
PPD158 Loranthaceae Psittacanthus dichrous Mart. Esterco de passarinho Parasita/C.M. -----
PPD159 Boraginaceae
Helletropium polyphyllum Lehm. Var.
blanchetti D.C.
Relógio=095=113 Herbácea/C.M. -----
PPD160 Loranthaceae Struthanthus marginatus (Desc.) Bl. Erva de passarinho Parasita/C.M. -----

PPD161 Convolvulaceae Aniseia nitens Choisy Jitirana Trepadeira/C.M. -----
PPD162 Leg. Mimos. Piptadenia biuncifera Benth. Amorosa Árvore/C.M. -----
PPD163 Apocynaceae Hancornia speciosa Gomes Mangabeira Árvore/C.M. -----
PPD164 Chryssobalanceae Hirtella ciliata Mart. & Zucc. Campineiro Árvore/C.M. -----
PPD165 Burseraceae Protium brasiliense (Spreng.) Engl. Amescla de cheiro Árvore/C.M. -----
PPD166 Leg. Pap.
Andira surinamensis (Baudt.) Splitz ex
Pulle
Angelim amoroso Árvore/C.M. -----
PPD167 Malphighiaceae Byrsonima verbascifolia L Rich Murici pitanga Árvore/C.M. -----
PPD168 Polygalaceae
Bredemeyra laurifólia Klotz. Var.
parvifolia
----- Trepadeira/C.M. -----
PPD169 Leg. Pap.
Aeschynomene brasiliana (Poir.) C.C
var. brasiliana
----- Herbácea/C.M. -----
PPD170 Leg. Pap. Stylosanthes scabra vog. ----- Herbácea/C.M. -----
PPD171 Caryphyllaceae Polycarpaea corymbosa L Lam. ----- Herbácea/C.M. -----
PPD172 Liliaceae ----- Japecanga Trepadeira/C.M. -----
PPD173 Chryssobalanceae
Hirtella racemosa Lam. Var. hexandra
(Willd) ex R & S
----- Arbusto trepador/C.M. -----
PPD174 Leg. Phaseolus ----- Herbácea/C.M. -----
PPD175 ----- ----- ----- Herbácea/C.M. -----
PPD176 Polygalaceae Polygala variabilis HBK ----- Herbácea/C.M. -----
PPD177 Leg. Pap. Stylosanthes guyanensis Sw. ----- Herbácea/C.M. -----
PPD178 Bromeliaceae Hohenbergia utriculosa Uk. Xinxo Herbácea/C.M. -----
PPD179 Scrophulariaceae Angelonia campestris N. & Mart. ----- Herbácea/C.M. -----
PPD180 Leg. Pap. Bowdichia virgilioides HBK Sucupira Árvore/C.M. -----
PPD181 Olacaceae Ximenia americana L. var. americana Ameixa do mato Arbusto/C.M. -----
PPD182 ----- ----- ----- Trepadeira/C.M. -----
PPD183 ----- ----- Jitirana Trepadeira/I.M. Setor A
PPD184 ----- ----- ----- Trepadeira/I.M. Setor A
PPD185 Myrtaceae Eugenia copacabanense Kiersk. Ubaia Jussara Árvore/I.M. Setor A
PPD186 ----- ----- Cauaçu preto Árvore/I.M. Setor B
PPD187 Myrtaceae Eugenia aff. Uniflora L. Ubaia azeda Árvore/I.M. Setor B
PPD188 Myrtaceae Myrcia multiflora (lam.) D.C. Pau mulato Árvore/I.M. Setor B
PPD189 Sapotaceae ----- Burra leiteira Árvore/I.M. Setor B
PPD190 Araceae Anthurium affine Schott Antúrio Herbácea/I.M. Setor B
PPD191 Macgraviaceae ----- Trepadeira de pendão Trepadeira arbustiva/I.M. Setor B
PPD192 Bromeliaceae Aechmea aquilega (salisb.) Xinxo Herbácea/I.M. Setor B
PPD193 ----- ----- Orquídea Herbácea/I.M. Setor B
PPD194 ----- ----- Orquídea = PPD193 Herbácea/I.M. Setor B
PPD195 Moraceae ----- Timbaúba Árvore/I.M. Setor C
PPD196 Rubiaceae Psychotria ----- Sub-arbusto/I.M. Setor C
PPD197 Myrtaceae Eugenia nhanica Camb. Murta branca Árvore/I.M. Setor C
PPD198 Capparidaceae Capparis brasiliana D.C. ----- Arbusto trepador/I.M. Setor C
PPD199 Sterculiaceae Guazuma ulmifolia Lam. Mutamba Árvore/I.M. Setor C
PPD200 Saphindaceae Talisia esculenta (St. Hil.) Radlk. Pitomba Árvore/I.M. Setor C
PPD201 Lecitidaceae ----- Sapucaia Árvore/I.M. Setor C

PPD202 Saphindaceae ----- Cabutã Árvore/I.M. Setor C
PPD203 Leg. Mim. Mimosa samnians Humb. & Bonpl. Mimosa Sub-arbusto/I.M. Setor C
PPD204 Convolvulaceae Ipomoea asarifolia Roem. & Schult. Salsa do pasto Herbácea/I.M. Setor C
PPD205 Moraceae Brosimum guianensis (Aublet.) Hub. Kirí Árvore/I.M. Setor C
PPD206 Leg. Caes. Zollernia ulei Harms. Coração negro Árvore/I.M. Setor C
PPD207 Leg. Caes. Bauhinia cheilonthera (Bong.) Stend. Mororó Árvore/I.M. Setor C
PPD208 =

PPD66 =
PPD161
Concolculaceae Aniseia nitens chiosy ----- Herbáceo/I.M. Setor C
PPD209 Rubiaceae Diodia aff. Arenosa D.C. Ervanço branco Herbáceo/I.M. Setor C
PPD210 Lythraceae ----- Dedaleira Árvore/I.M. Setor C
PPD211 Rubiaceae Alseis pickelli Pilger & Schnale. Pau candeia Árvore/I.M. Setor C
PPD212 Myrtaceae Eugenia hirta Berg. Murta Árvoreta/I.M. Setor C
PPD213 =

PPD168
Polygalaceae Bredemeyra laurifólia Klotz. ----- Trepadeira/I.M. Setor C
PPD214 Bignoniaceae
Tabuleia impetiginosa (mart. Ex DC)
Standl.
Pau d‟arco roxo Árvore/I.M. -----
PPD215 Moraceae Ficus paraensis Mig. Gameleira Árvore/I.M. -----
PPD216 Anonaceae Guatteria oligocarpa Mart. Mium Árvore/B.N. Setor D
PPD217 Leg. Mim. Piptadenia moniliformis Benth Catanduba Árvore/B.N. Setor D
PPD218 Flaucourtiaceae Casaria sylvestris Sw. Ramo de carne Árvore/B.N. Setor D
PPD219 Moraceae ----- Embaúba Árvore/B.N. Setor D
PPD220 Chrysobalanceae Licania parvifolia Huber. Cega machado Árvore/B.N. Setor D
PPD221 Cactaceae Melocactus bahiensis (Birt & Rose) Coroa de frade Herbácea/I.M. Setor C
PPD222 Tiliaceae Luhea ochrophyela Mart. Açoita cavalo Árvore/B.N. Setor D
PPD223 Bromeliaceae Aechmea ligulata L. Baker. Xinxo Herbácea/I.M. Setor D
PPD224 Ramnaceae Zizyphus joazeiro Mart. Juazeiro Árvore/I.M. Setor D
PPD225 Ulmaceae Trema micrantha L. Blume. Piriquiteira Árvore/I.M. Setor D
PPD226 Gramínae Panicum maximum Capim sempre verde Herbácea/I.M. Setor D
PPD227 Gramínae Eragrostis ciliaris L. Ling. Capim de roça Herbácea/I.M. Setor D
PPD228 ----- ----- Jitirana Cipó/I.M./I.M. Setor D
PPD229 ----- ----- Jurubeba amarelo Arbusto/I.M. Setor D
PPD230 Leg. Pap. Desmodium molle D.C. ----- Arbusto/I.M. Setor D
PPD231 Turneraceae Turnera diffusa Willd. Alfazema de periquito Arbusto/I.M. Setor D
PPD232 Myrtaceae
Neomitranthes langsdorfii (berg.)
Legrand.
Murta Árvore/I.M. Setor D
PPD233 Leg. Caes. Hymenaea courbaril L. Var. Courbaril Jatobá Árvore/I.M. Setor D
PPD234 Myrtaceae Myrcia lundiana Kiaesrk. Araçá cheiroso Árvore/I.M. Setor D
PPD235 ----- ----- ----- Arvoreta/I.M. Set. Campus
PPD236 ----- ----- Pau marfim Árvore/I.M. Set. Campus
PPD237 Gramínea Lithacne pauciflora (Sw.) Beaw. Capim taboca Herbácea/I.M. Set. Campus
PPD238 ----- ----- Aveloz Árvore/D.C. Setor A
PPD239 = Molluginacea Mollugo verticillata L. Ervanço branco Herbácea/D.C. Setor B


PPD100
PPD240 Combretaceae Laguncularia racemosa Gaerth. Mangue Arvoreta/O.M. -----
PPD241 ----- ----- Pirricho I Herbácea/O.M. -----
PPD242 =

PPD239
Mollunginaceae Mollugo verticillata L. Pirrichio II Herbácea/O.M. -----
PPD243 Capparidaceae Capparia flexuosa L. ----- Trepadeira/I.M. Setor A
PPD244 Polypodiaceae Polypodium martonianum De la Sota. Samambaia Epífita/I.M. Setor A
PPD245 Moraceae Ficus nymphaeifolia Miq. Gameleira Árvore/I.M. Setor A
PPD246 Simambaceae Simaba trichiloides St. Hill. Cajarana Árvore/I.M. Setor A
PPD247 Myrtaceae Myrciaria tenella D.C. Camboim Árvore/I.M. Setor A
PPD248 ----- ----- Canela de veado Árvore/I.M. Setor A
PPD249 Leg. Caes. Caesalpinea echinata L. Pau Brasil Árvore/I.M. Set. Campus
PPD250 Leg. Pap. Apuleia leiocarpa (Vog.) Macbr. Jitaí Árvore/I.M. Set. Campus
PPD251 =

PPD81
Dilleniaceae Tetracera breyniana Schl. Cipó de brocha Cipó/D.C. Setor B
PPD252 Rubiaceae Tocoyena brasiliensis Mart. Juruparana ou jenipapo bravo Árvore/D.C. Setor C
PPD253 ----- ----- Orquídea Herbácea/I.M. Setor C
PPD254 ----- ----- Cipó Cipó I.M. Setor C
PPD255 ----- ----- João mole Árvore/I.M. Setor D
PPD256 ----- ----- Pororoca Árvore/I.M. Setor D
PPD257 ----- ----- Velame Arbusto/D.C. Setor A
PPD258 ----- ----- Catolé ou côco babão Palmeira/I.M. Setor B
PPD259 ----- ----- Orquídea Epífita/I.M. Setor B
PPD260 ----- ----- Orquídea Herbácea/I.M. Setor B
PPD261 ----- ----- Araçá Árvore/I.M. Set. Campus
PPD262 Moraceae Ficus organeses (miq.) Miq. Burra leiteira Árvore/I.M. Set. Campus
PPD263 ----- ----- Batinga Árvore/I.M. Set. Campus
PPD264 Araceae ----- ----- Trepadeira/I.M. Set. Campus
PPD265 Meliaceae ----- Sobra da onça, sombreiro Árvore/I.M. Set. Campus
PPD266 ----- ----- Ingá Árvore/I.M. Setor C
PPD267 ----- ----- ----- Árvore/I.M. Setor D
PPD268 ----- ----- Barba de soim Árvore/I.M. Setor D
PPD269 ----- ----- Guabiraba de flor Árvore/I.M. Setor D
PPD270 Ochnaceae Ouratea cuspidata (St. Hill) Engl. Bati bravo Árvore/I.M. Setor D
PPD271 Cactaceae ----- Faxeiro Herbácea/I.M. Set. Campus
PPD272 ----- ----- Uruba Herbácea/I.M. Setor D
PPD273 =

PPD156
Malphighiaceae Stigmaphyllum hirsutum N Dz. Cipó de chão Trepadeira/I.M. Set. Campus
PPD274 Cactaceae ----- Cardeiro Herbácea/M.E. Set. Campus
PPD275 Compositae Spilanthes urens Jacq. Pirrichio do mato Herbácea/I.M. Set. Campus
PPD276 ----- ----- ----- Herbácea/M.E. Set. Campus

PPD277 ----- ----- Cipó bugi Trepadeira/M.E Set. Campus
PPD278 Passifloraceae
Passiflora foetida L. var. gossypifolia
(desv.) Mast.
Maracujá de cachorro Trepadeira/M.E Set. Campus
PPD279 Passifloraceae Passiflora cincinnata Mart. Maracujá mochila Trepadeira/M.E Set. Campus
PPD280 ----- ----- ----- Herbácea/O.M. -----
PPD281 Cactaceae ----- Cardeiro Herbácea/I.M. Setor D
PPD282 Violaceae ----- Ipepacunha branca Herbácea/D.C. Set. Campus
PPD283 ----- ----- Erva de passarinho Herbácea/I.M. Set. Campus
PPD284 ----- ----- Alecrim de caboclo Arbusto/I.M. Set. Campus
PPD285 ----- ----- Bati manso Arvore/I.M. Set. Campus
PPD286 ----- ----- Mangue Arbusto/I.M. Set. Campus
PPD287 ----- ----- Araçá de jacu Arvore/I.M. Set. Campus
PPD288 ----- ----- João mole branco Arvore/I.M. C. Macio
PPD289 ----- ----- Cauaçu preto Árvore/C.M. -----
PPD290 ----- ----- Jurema branca Árvore/C.M. -----
PPD291 ----- ----- Macambira Herbácea/C.M. -----
PPD292 ----- ----- Araçá roxo Arvore/I.M. Set. Campus
PPD293 ----- ----- ----- Arbusto/I.M. Set. Campus
PPD294 ----- ----- Louro Arvore/I.M. Setor D
PPD295 Flacourtiaceae Pockia crusis L. Guachumba amarelo Arbusto/I.M. C. Macio
PPD296 ----- ----- Xinxinho Herbácea/I.M. C. Macio
PPD297 ----- ----- Tipiá Arvore/I.M. C. Macio
PPD298 ----- ----- Orquídea Herbácea/I.M. Set. Campus
PPD299 Leg. Cães.
Hymaceae rubiflora var. glabrata
Andrade Lima
Jatobá roxo Arvore/I.M.
Ponta
Negra
PPD300 ----- ----- Cansanção Trepadeira Herb./I.M C. Macio
PPD301 =

PPD56
Compositae Mikaria obovata DC ----- Trepadeira Herb./I.M C. Macio
PPD302 ----- ----- Araçá de tabuleiro Arvoreta/I.M. C. Macio
PPD303 ----- ----- Feijão de passarinho Sub-arbusto/D.C. -----
PPD304 ----- ----- Araçá Arvoreta/I.M. Setor A
PPD305 ----- ----- Milho de cobra Herbácea/I.M. Setor B
PPD306 ----- ----- ----- Herbácea Morro Branco
PPD307 ----- ----- Capim agulha Herbácea/I.M. Setor B
PPD308 Sterculiaceae Helicteres heptandra L. B. Smith Guachumba vermelho Arbusto/I.M. Setor B
PPD309 Turnevaceae Piriqueta viscosa Gris. Chanana Herbácea
B. dos
Namorados
PPD310 ----- ----- Mirindiba Árvore
B. dos
Namorados
PPD311 Oxalidaceae Oxalis sepium St. Hil. Azedinho Herbácea
Torre
TELERN
PPD312 ----- ----- Capim seda Herbácea
Torre
TELERN
PPD313 Malvaceae Sida linifolia Cav. Malva Herbácea Torre

TELERN
PPD314 ----- ----- Paineira Arvore/I.M.
Torre
TELERN
PPD315 ----- ----- Pau sangue Arvore/I.M.
Torre
TELERN
PPD316 ----- ----- ----- Trep. Lenhosa/I.M. M. estrada
PPD317 ----- ----- Guabiraba branca Arvore/I.M.
B. dos
Namorados
PPD318 ----- ----- Anil Herbácea/I.M. Torre canal 5
PPD319 ----- ----- Andiroba branca Arvore/I.M. Setor C
PPD320 ----- ----- Primavera Herbácea/I.M. Morro Branco
PPD321 ----- ----- Cipó rego Trep. Lenhosa/I.M. Setor B
PPD322 ----- ----- Cebolinha Herbácea/I.M. Setor B
PPD323 ----- ----- Enroladinha Trep. Herbácea/I.M. Setor B
PPD324 ----- ----- Ubaia mirim Arvore/I.M. Setor C
PPD325 ----- ----- Jitirana Trep. Lenhosa/I.M. Setor C
PPD326 ----- ----- Coração de negra Herbácea/D.C. -----
PPD327 ----- ----- ----- Herbácea/D.C. -----
PPD328 ----- ----- ----- Herbácea/D.C. -----
PPD329 ----- ----- ----- Herbácea/D.C. -----
PPD330 ----- ----- Cabeça de velho Herbácea/I.M. Setor C
PPD331 ----- ----- Ubaia roxo Árvore/D.C. Ponta Negra
PPD332 ----- ----- Catucá Árvore/D.C. Ponta Negra
PPD333 ----- ----- Gengibre Herbácea/D.C. Ponta Negra
PPD334 ----- ----- ----- Herbácea/I.M.
B. dos
Namorados
PPD335 ----- ----- Carrapicho de ovelha Herbácea C. Macio
PPD336 Euphorbiaceae Croton klotzschii (Didick.) M. Arg. Pinhão de passarinho Herbácea C. Macio
PPD337 ----- ----- Malva amarela Herbácea C. Macio
PPD338 ----- ----- ----- Herbácea C. Macio
PPD339 ----- ----- Orquídea Herbácea C. Macio
PPD340 ----- ----- Capim de burro Herbácea C. Macio
PPD341 ----- ----- Malicia Herbácea C. Macio
PPD342 ----- ----- Capim rasteiro Herbácea C. Macio
PPD343 ----- ----- Jitirana Herbácea C. Macio
PPD344 ----- ----- Malicia de boi Herbácea/O.M. -----

D.C = Dunas Costeiras
I.M = Interior da Mata
O.M = Orla Marítima
B.N. = Bosque dos Namorados
C.M. = Capim Macio