UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006

Prof. Marcos Daniel Zancan 16
Unidade II – Eletrodinâmica

2.1. Grandezas Físicas e suas Medições

Ao contrário das línguas, crenças,
costumes e tantos outros, as leis da física são
as mesmas em qualquer lugar. Assim, é
importante uma notação mais universal
possível para seus fenômenos.
Desde que boa parte da física do dia-a-
dia é expressa em valores, as unidades que os
representam devem ser indicadas de maneira
uniforme para perfeita compreensão.
A maioria dos países adotou o chamado
Sistema Internacional (SI) que padroniza
unidades e define sua grafia.

2.1.1. Sistema Internacional de Unidades
O sistema Internacional de Unidades
adota três classes de unidades: unidades de
base, unidades derivadas e unidades
suplementares.
a) Unidades de base
Grandeza Unidade Símbolo
Comprimento Metro m
Massa Quilograma kg
Tempo Segundo s
Temperatura Kélvin K
Corrente Elétrica Ampère A
Intensidade Luminosa Candela Cd
Quantidade de Matéria Mol ---

b) Unidades derivadas
São provenientes das unidades
fundamentais através das equações que
definem as grandezas.

Observação:
Algumas unidades derivadas recebem
nomes especiais, geralmente em homenagem à
notáveis homens que construíram o
conhecimento científico disponível no
momento.




c) Unidades suplementares



2.1.2. Prefixos decimais
Prefixo Símbolo Pot 10 Fator numeral
Exa E 10
18
1 000 000 000 000 000 000
Peta P 10
15
1 000 000 000 000 000
tera T 10
12
1 000 000 000 000
giga G 10
9
1 000 000 000
mega M 10
6
1 000 000
quilo k 10
3
1 000
hecto h 10
2
1 00
deca da 10 1 0
deci d 10
-1
0,1
centi c 10
-2
0,01
mili m 10
-3
0,001
micro µ 10
-6
0,000 001
nano n 10
-9
0,000 000 001
pico p 10
-12
0,000 000 000 001
femto f 10
-15
0,000 000 000 000 001
atto a 10
-18
0,000 000 000 000 000 001

2.1.3. Erros de Medida
O ato de medir é, em essência, um ato
de comparar, e essa comparação envolve erros
de diversas origens (dos instrumentos, do
operador, do processo de medida etc.).
Algumas grandezas possuem seus valores
reais conhecidos e outras não. Quando
conhecemos o valor real de uma grandeza e
experimentalmente encontramos um resultado
diferente, dizemos que o valor obtido está
afetado de um erro.






Matematicamente:



2.1.3.1. Classificação dos Erros
a) Erros Grosseiros: são aqueles provenientes
de falhas grosseiras do operador, como engano
Exemplo:

) (
3
2
.
) (
2
.
W Watt
s
m
kg
N Newton
s
m
kg
=
=

Exemplo:
Velocidade = distância / tempo
Unidade: metro por segundo (m/s).
Angulo plano – radiano
ERRO é a diferença entre um valor obtido
ao se medir uma grandeza e o valor real
ou correto da mesma.
Erro = valor medido − valor real
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 17
na leitura de medidas (o operador lê 10 no
lugar de 100) e troca de unidades.
A maneira de eliminar este tipo de erro é
sendo cuidadoso ao realizar as medidas.

b) Erros Sistemáticos: este tipo de erro deve-se
a falhas nos métodos empregados ou dos
instrumentos de medida, como:
- Um instrumento mal calibrado ou usado a
uma temperatura diferente daquela em que foi
feita a sua calibração. Por exemplo: um relógio
descalibrado que sempre adianta ou sempre
atrasa.
- O tempo de resposta de um operador que
sempre se adianta ou se atrasa nas observações.
- O operador que sempre superestima ou
sempre subestima os valores das medidas.
Por sua natureza estes erros tem amplitudes
constantes, e afetam os resultados num mesmo
sentido, ou para mais, ou para menos.

c) Erros Acidentais ou Aleatórios: como
vimos, por mais perfeito que seja o operador
ou o processo de medição de uma grandeza,
nunca deixaremos de contar com os fatores
acidentais que afetam uma ou mais medidas.
Os principais fatores que implicam no
aparecimento dos erros acidentais ou ao acaso
são:
- Defeitos não sistemáticos de leitura
(imperícia do operador).

- Variação da capacidade de avaliação, com
o número de medidas efetuadas (cansaço).

- Variação da capacidade de avaliação ou da
perícia, no caso da observação de uma mesma
grandeza por vários observadores.

- Reflexos variáveis do operador (por
exemplo no caso de apertar um cronômetro).

- Dificuldades na obtenção de certas
medidas (ajuste do zero de uma escala,
aplicação de um aparelho a uma peça em
diferentes posições).

- Interesse do operador em obter medidas em
situações diferentes para obtenção de um valor
mais representativo de uma grandeza.

- Outros fatores não intencionais, tais que
não possam ser considerados como falta grave
de operação.




2.2. Grandezas Fundamentais do
Circuito Elétrico

2.2.1. Tensão Elétrica
Como vimos na Unidade I, a tensão, ou
diferença de potencial V entre dois pontos é
medida pelo trabalho necessário à transferência
da carga unitária de um ponto para outro. O
Volt, unidade de tensão, é a diferença de
potencial entre dois pontos quando é
necessário o trabalho de 1 Joule para a
transferência de uma carga de 1 Coulomb de
um ponto a outro: 1V = 1 J/C. O termo Volt foi
escolhido em homenagem ao pesquisador
italiano Alessandro Volta.
Assim, tensão é a força que impulsiona
os elétrons através de um condutor, realizando
trabalho.

2.2.1.1. Tipos de Tensão
A tensão elétrica pode ser contínua (CC)
ou alternada (CA), conforme a figura abaixo.
Uma tensão contínua é aquela cujo campo
elétrico que a origina não varia. Já uma tensão
alternada é aquela cujo campo elétrico que a
origina inverte seu sentido periodicamente. A
tensão CA mais utilizada é de característica
senoidal.






Tensão CC Tensão CA

Na prática, encontramos tensão CC em
pilhas e baterias e tensão CA na grande
maioria dos sistemas de transmissão e
distribuição de energia elétrica, como por
exemplo em nossas casas, por motivos que
veremos mais adiante.

2.2.1.2. Medição de Tensão
Denomina-se Voltímetro o instrumento
capaz de medir a tensão elétrica. Possui dois
terminais e deve ser ligado sempre em paralelo
com a carga a fim de medir a tensão aplicada
sobre a mesma, conforme a figura abaixo.
Carga é todo equipamento ou dispositivo que
consome energia elétrica realizando trabalho.
V
t
V
t
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 18
Carga
Chave
Fonte
V

A fim de medir a tensão sem interferir
nas características originais do circuito, o
voltímetro possui alta resistência (oposição à
circulação de cargas elétricas). A figura abaixo
mostra um voltímetro analógico e um digital.









2.2.2. Corrente Elétrica
Corrente elétrica em um condutor é o
movimento ordenado de suas cargas livres
devido à ação de um campo elétrico
estabelecido no seu interior pela aplicação de
uma ddp entre dois pontos desse condutor.
Chama-se condutor o material ou a
substância que possui portadores de cargas
livres, isto é, cargas que são facilmente
movimentadas quando sujeitas à ação de forças
originadas por um campo elétrico que atue em
seu interior.

2.2.2.1. Sentido da Corrente
Por convenção, o sentido da corrente é o
deslocamento das cargas livres positivas do
condutor, ou seja, o mesmo do campo elétrico
que a mantém. É chamada corrente
convencional a corrente de cargas positivas
num condutor metálico, enquanto que a
corrente real é a corrente das cargas livres
negativas, isto é, dos elétrons.
2.2.2.2. Intensidade da Corrente
É a quantidade de carga que atravessa a
seção transversal de um condutor na unidade
de tempo. No SI, sua unidade é o Ampère (A),
em homenagem ao físico francês André Marie
Ampère. (1A = 1C/s).




2.2.2.3. Tipos de Corrente
Uma vez que a corrente elétrica em um
condutor é devida ao campo elétrico criado
pela aplicação de tensão, o comportamento da
corrente tende a acompanhar o comportamento
da tensão. Assim, a corrente elétrica pode ser
contínua (CC), quando aplicada uma tensão
CC, ou alternada (CA), quando aplicada uma
tensão CA.

2.2.2.4. Efeitos da Corrente Elétrica

→ Efeito Joule: É o efeito térmico de uma
corrente elétrica de condução; isto é, é o
aquecimento que observamos num condutor
devido à passagem dessa corrente por ele. É
resultante da maior vibração dos átomos do
condutor em razão dos choques entre os
elétrons livres em movimento e esses átomos.

→ Efeito Magnético: Quando qualquer
condutor é percorrido por uma corrente
elétrica, a região do espaço que envolve o
condutor é modificada pela passagem dela.
Chamamos campo magnético à região em
torno do condutor modificada pela presença da
corrente elétrica, e de efeitos magnéticos da
corrente elétrica aos efeitos resultantes da
existência desse campo magnético.

→ Efeitos Químicos: São diversas reações
químicas provocadas pela passagem da
corrente elétrica num eletrólito.

→ Efeito Luminoso: Certos gases, ao serem
percorridos por uma corrente elétrica, se
ionizam e emitem luz. A essas emissões de luz
chamamos efeito luminoso da corrente elétrica.

→ Efeito Fisiológico: A corrente elétrica, ao
percorrer o corpo de um animal, provoca
- -
- -
E
V
A
(+) V
B
(-)
Sentido convencional
Sentido real
t
Q
I


=

segundo
Coulomb
Ampère =
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 19
efeitos chamados efeitos fisiológicos da
corrente elétrica, que dependendo da
intensidade da corrente provocam contrações
musculares e reações químicas nos tecidos.

2.2.2.5. Medição de Corrente
Denomina-se Amperímetro o instrumento
capaz de medir a corrente elétrica. Possui dois
terminais e deve ser ligado sempre em série
com a carga a fim de medir a corrente que
passa sobre a mesma, conforme a figura
abaixo.
Carga
Chave
Fonte
A

A fim de medir a corrente sem interferir
nas características originais do circuito, o
amperímetro possui baixa resistência (oposição
à circulação de cargas elétricas). A figura
abaixo mostra um amperímetro analógico e um
alicate amperímetro digital, o qual mede a
corrente elétrica sem a necessidade de
interromper o circuito, através do campo
magnético criado pela mesma.










2.2.3. Resistência Elétrica
É a dificuldade que um material condutor
apresenta à passagem da corrente elétrica.
Matematicamente a resistência de um condutor
é dada pela constante de proporcionalidade
igual a razão entre a tensão (ddp) mantida entre
os terminais deste condutor e a intensidade da
corrente por ela ocasionada.
A unidade SI de resistência é o OHM,
cujo símbolo é Ω, sendo 1Ω = 1V/A. O
instrumento de medição de resistência é o
ohmímetro, que deve ser ligado em paralelo
com o elemento o qual devemos medir.
Quando um elemento apresenta
resistência nula dizemos que este representa
um curto-circuito. Quando um elemento
apresenta resistência infinita dizemos que este
representa um circuito aberto.
Além dos instrumentos indicados até
agora para medir tensão, corrente e resistência,
existe um instrumento denominado multímetro
que é utilizado para medir as três grandezas
(V,I,R). A figura abaixo mostra um multímetro
analógico e um digital.











2.3. 1ª Lei de Ohm

Jorge Simon Ohm verificou que, entre
dois pontos de um material percorrido por uma
corrente elétrica, existe uma proporcionalidade
entre a corrente que circula e a diferença de
potencial, ou seja, V = R I, onde R é o fator de
proporcionalidade e é chamado de resistência
elétrica entre estes dois pontos, cuja unidade é
o ohm (Ω).
Foi observado que toda vez que
variássemos a tensão no circuito, através de
uma chave seletora, conforme a figura abaixo,
a corrente também variava, na ordem direta
dos seus valores. Isto é, se aumentássemos a
tensão, a corrente também aumentaria ou se
diminuíssemos a tensão a corrente também
diminuiria.







=
Corrente
Tensão
Constante para um mesmo condutor
R
i
V
=
i R V . =
R
V
i =
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 20
Observou-se também que se a tensão
fosse mantida constante a corrente apenas
variaria à medida que fosse variada a
resistência elétrica do condutor. Isso na ordem
inversa de seus valores.
Assim chegou ao seguinte enunciado,
conhecido como Lei de Ohm:
“A intensidade da corrente que percorre um
condutor é diretamente proporcional à ddp
que a ocasionou, e inversamente proporcional
à resistência elétrica do condutor.”


Observação:
V
I
R
1
R
2
R
1
> R
2

2.4. 2ª Lei de Ohm

Ohm, fazendo uma análise da resistência
elétrica dos materiais realizou os seguintes
estudos. Variou a resistência R de quatro
formas diferentes, realizando a seguinte
experiência:
1° Caso: Aplicou uma
mesma ddp em dois
condutores de mesma
área, comprimento e
material, conforme a
figura ao lado,
constatando que a
corrente elétrica foi a
mesma para os dois
casos.
2° Caso: Aplicou uma
mesma ddp em dois
condutores de mesmo
comprimento e
material, mas a área do
segundo igual ao dobro
do primeiro, conforme
a figura acima,
constatando um aumento da corrente elétrica.
3° Caso: Aplicou uma mesma ddp em dois
condutores de mesmo material e área, mas o
comprimento do segundo igual ao dobro do
primeiro, conforme a figura acima,
constatando uma diminuição da corrente
elétrica.
4° Caso: Aplicou uma mesma ddp em dois
condutores de mesmo comprimento e área,
porém de materiais diferentes, constatando que
a corrente em cada material é diferente.
Desta forma Ohm verificou que a
variação da corrente ocorreu devido à variação
de resistência que depende do material,
comprimento e área, enunciando a segunda lei:

“A resistência elétrica de um condutor é
diretamente proporcional ao seu comprimento,
inversamente proporcional a sua secção e
depende ainda do material com que é feito este
condutor.”




Onde ρ: Resistividade ou resistência
específica. Seu valor depende exclusivamente
da natureza da substância da qual o condutor é
feito, da temperatura e das unidades utilizadas.

2.5. Densidade de Corrente Elétrica

Entende-se por densidade de corrente
elétrica (d) a relação entre a corrente elétrica
(A) que percorre um condutor e sua área
(mm
2
). Unidade: A/mm
2
.




A figura abaixo mostra um condutor com
redução de área percorrido por uma corrente I.
Assim se A
1
= 2.A
2
, d
2
= 2.d
1
.







R
V
i =
A
L
R . ρ =
1° Caso
2° Caso
3° Caso
4° Caso
A
I
d =
A
1 I
A
2
I
d
1
d
2
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 21
2.6. Elementos de um Circuito
Elétrico

Para se estabelecer uma corrente elétrica
são necessários, basicamente: um gerador de
energia elétrica, um condutor em circuito
fechado e um elemento para utilizar a energia
produzida pelo gerador. A esse conjunto
denominamos circuito elétrico.









2.6.1. Gerador
É um dispositivo elétrico que transforma
uma modalidade qualquer de energia em
energia elétrica. Nos seus terminais é mantida
uma ddp que é derivada desta transformação.
2.6.1.1. Gerador Eletroquímico
Transforma energia química em energia
elétrica. São constituídos de placas de metais
diferentes, convenientemente escolhidos,
mergulhados em soluções ácidas, básicas ou
salinas. Os tipos mais comuns de geradores
eletroquímicos são as pilhas secas e os
acumuladores. Ambos produzem uma ddp
contínua entre seus terminais e diferem entre si
pelo fato de que a pilha seca não pode ser
recarregada, enquanto o acumulador pode ser
recarregado. Uma bateria é uma associação em
série de geradores eletroquímicos. Seus
símbolos em circuitos são:
2.6.1.2. Gerador Eletromecânico
Transforma energia mecânica em energia
elétrica. Os principais são os dínamos (capazes
de estabelecer uma corrente contínua) e os
alternadores (capazes de estabelecer uma
corrente alternada).

2.6.1.3. Força Eletromotriz de um Gerador
É o trabalho realizado sobre a unidade de
carga, durante o seu transporte do terminal
negativo para o positivo do gerador. A f.e.m.
representa o acréscimo de potencial que sofrem
as cargas constituintes da corrente ao
atravessar um gerador. Sua unidade SI é o Volt
(V).

Os elementos característicos de um
gerador são sua f.e.m. e sua resistência elétrica
interna. A resistência interna é inevitável no
gerador, como em qualquer outro dispositivo
elétrico, porque o meio que o constitui é um
condutor e, portanto, apresenta resistência
elétrica. A equação característica de um
gerador, bem como o gráfico da curva
característica do mesmo, são mostrados na
figura abaixo:
Equação característica do gerador.

2.6.1.4. Rendimento do Gerador
É dado pela razão entre a potência útil e a
potência por ele fornecida. O rendimento de
um gerador é tanto maior quanto menor for sua
Energia: mecânica,
química, luminosa, GERADOR
Energia elétrica
etc.
+
-
+ + +
- - -
Pilha seca
Bateria
V
E
i
r
E
+ -
V
i
tg = r
i R E V . − =
q
G
W
a c
gerador pelo fornecido Trabalho
M E F = =
arg
_ _ _
. . .
Energia elétrica
fornecida pelo gerador:
Potência elétrica
fornecida pelo gerador:
t i E
G
W . . = i E
G
P . =
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 22
resistência interna e quanto menor for a
intensidade da corrente que o percorre.

2.6.1.5. Equação de Ohm para Circuitos
Fechados


Onde:
E → f.e.m. do gerador;
R → resistência externa total;
r → resistência interna;
i → corrente.

2.6.2. Receptor
Receptor é um dispositivo elétrico capaz
de transformar energia elétrica em outra
modalidade qualquer de energia, que não seja
unicamente calor. Um receptor que transforma
energia elétrica unicamente em calor é
chamado receptor passivo (resistor).





2.6.2.1. Força Contra-eletromotriz de um
Receptor
É o trabalho realizado sobre a unidade de
carga, durante o seu transporte do terminal
positivo para o negativo do receptor. A f.c.e.m.
representa o decréscimo de potencial elétrico
que sofrem as cargas constituintes da corrente
ao atravessar o receptor. Sua unidade SI é o
volt (V).

Os elementos característicos de um
receptor são a sua f.c.e.m. e sua resistência
interna. A equação característica de um
receptor, bem como o gráfico de sua curva
característica, são mostrados abaixo:

2.6.2.2. Rendimento de um Receptor
É a razão entre a sua potência útil e a
potência nele consumida.





2.6.2.3. Resistores
Os resistores são elementos que num
circuito oferecem oposição à passagem de
corrente elétrica transformando integralmente
energia elétrica em calor. Classificam-se entre
fixos e variáveis (potenciômetros e reostatos).
Os variáveis permitem o controle da corrente
elétrica através da variação de sua resistência.
A figura abaixo mostra um resistor fixo e um
potenciômetro.






Quanto ao tipo, os resistores podem ser
de carvão, limitando pequenas correntes, ou de
fio, para correntes maiores. A resistência de
um chuveiro elétrico é um exemplo de resistor
de fio.
Na maioria dos resistores, o valor da
resistência é apresentado utilizando-se um
código de cores, conforme a tabela abaixo.

COR VALOR TOLER. SEGUR.
PRETO 0* -- 1%
MARROM 1* --
VERMELHO 2* -- 0,1%
LARANJA 3* -- 0,01%
AMARELO 4* -- 0,001%
VERDE 5* --
AZUL 6* --
VIOLETA 7* --
Energia: mecânica,
química, luminosa,
RECEPTOR
Energia elétrica
etc.
total Potência
útil Potência
ento n
_
_
dim Re =
E
V
= η
i r R E ). ( + =
q
R
W
E
a c
receptor do util Trabalho
M E C F = ⇒ = '
arg
_ _ _
. . . .
Trabalho Útil Fornecido
pelo Receptor:
Potência Útil Fornecida
pelo Receptor:
t i E
R
W . '. = i E
R
P '. =
E’
V
i
B A
E’
r
i i
V
+ -

i r E V . '+ =
r tg = θ
TOTAL
P
ÚTIL
P
= η
V
E'
= η
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 23
CINZA 8* --
BRANCO 9* --
DOURADO 0,1** 5%
PRATEADO 0,01** 10%
SEM COR -- 20%

1° COR : N° SIGNIFICATIVO
2° COR : N° SIGNIFICATIVO
3° COR : FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
* expoente base 10; ** multiplicador direto;
4° COR : TOLERÂNCIA
5° COR : FATOR DE SEGURANÇA

Tolerância: É a margem de erro para mais ou
menos que um resistor pode apresentar no seu
valor.

2.6.3. Dispositivos de Manobra
São elementos que servem para acionar
ou desligar um circuito elétrico. Por exemplo,
as chaves e os interruptores.

Símbolo:




2.6.4. Dispositivos de Proteção
São dispositivos que, ao serem
atravessados por uma corrente de intensidade
maior que a prevista, interrompem a passagem
da corrente elétrica, preservando da destruição
os demais elementos do circuito. Os mais
comuns são os fusíveis e os disjuntores.

Símbolo:








2.7. Associação de Resistores

Uma associação de resistores pode ser
realizada das seguintes maneiras: em série, em
paralelo ou mista, sendo esta última uma
combinação entre as duas modalidades
anteriores.
Entende-se por resistor equivalente de
uma associação aquele que, submetido à
mesma ddp da associação, fica percorrido por
uma corrente de mesma intensidade que a da
associação.

2.7.1. Associação em Série
Dois ou mais resistores constituem uma
associação em série quando estão ligados de
modo que a mesma corrente percorra cada um
deles.
Quanto ao resistor equivalente de uma
associação série, podemos dizer que:
1. A intensidade da corrente que o percorre é
igual a intensidade da corrente que percorre
cada resistor associado:


2. A ddp entre os seus terminais é a soma das
ddp entre os terminais de cada resistor
associado:


3. A sua resistência é igual a soma das
resistências de cada um dos resistores
associados:



2.7.2. Associação em Paralelo
O que caracteriza uma associação em
paralelo é o fato de que a ddp entre os
terminais de cada resistor associado é a mesma
da associação.
.
3 2 1
cte i i i
s
i = = = =
3 2 1
V V V
s
V + + =
3 2 1
R R R
s
R + + =
V
1
V
2
V
3
i
R
1
R
2
R
3
V
+ -
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 24
Quanto ao resistor equivalente de uma
associação em paralelo, podemos dizer que:
1. A intensidade da corrente que percorre o
resistor equivalente é igual a soma das
intensidades das correntes que percorrem cada
um dos resistores associados:


2. A ddp entre os terminais do resistor
equivalente é igual a ddp entre os terminais de
cada um dos resistores associados:


3. O inverso da resistência do resistor
equivalente é a soma dos inversos das
resistências dos resistores associados:




Para n resistores iguais, cada um de
resistência R, temos:



Para dois resistores associados em
paralelo, cujas resistências individuais são R
1
e
R
2
, temos:




2.7.3. Teorema de Kenelly
Consiste em um método de redução de
circuitos resistivos permitindo a transformação
da conexão de três resistores em triângulo para
três resistores em estrela, e vice-versa,
conforme esquema abaixo:
R
A
R
B
R
C
Ligação Estrela Ligação Triângulo
R
X
R
Y
R
Z

Regra Prática:
R
A
R
B
R
C
R
X
R
Y
R
Z

Triângulo para Estrela:




Estrela para Triângulo:











3 2 1
i i i
p
i + + =
i
R
2
V
+ -
i
1
i
2
i
3
i
R
1
R
3
.
3 2 1
cte V V V
p
V = = = =
3
1
2
1
1
1 1
R R R R
+ + =
n
R
p
R =
2 1
2
.
1
R R
R R
p
R
+
=
Z Y X
Z X
A
R R R
R R
R
+ +
=
.
Z Y X
Y X
B
R R R
R R
R
+ +
=
.
Z Y X
Z Y
C
R R R
R R
R
+ +
=
.
C
A C C B B A
X
R
R R R R R R
R
. . . + +
=
A
A C C B B A
Y
R
R R R R R R
R
. . . + +
=
B
A C C B B A
Z
R
R R R R R R
R
. . . + +
=
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 25
2.8. Associação de Geradores

2.8.1. Geradores em Série
Dois ou mais geradores constituem uma
associação em série quando estão ligados de
modo que a mesma corrente percorra cada um
deles.















2.8.1. Geradores em Paralelo
Na conexão em paralelo de dois ou mais
geradores, seus terminais estão submetidos a
mesma ddp da associação.

E
1
E
2
R
i
2
i
1







2.9. Circuitos Elétricos

2.9.1. Leis de Kirchhoff
1ª Lei: A soma das correntes que chegam a um
nó do circuito é igual à soma das correntes
que saem do nó.
Exemplo: Para o circuito acima: I
1
= I
2
+ I
3.

2ª Lei: A soma dos produtos das correntes
pelas resistências (quedas de tensão) em cada
malha do circuito é igual a tensão aplicada a
esta malha.

Exemplo: Para o circuito acima:
I.R
1
+ I.R
2
+ I.R
3
= V

2.9.2. Ponte de Wheatstone
Podemos medir o valor de uma
resistência elétrica utilizando um dispositivo
chamado de Ponte de Wheatstone,
representado abaixo:
Dizemos que a ponte de Wheatstone está
em equilíbrio quando o galvanômetro não
acusa a passagem de corrente elétrica (I
G
= 0),
isto é, os terminais do galvanômetro estão sob
o mesmo potencial.
E
1
E
2
R
2 1
E E E
T
+ =
R
E E
i i i
T
2 1
2 1
+
= = =
2 1
E E E
T
= =
2 1
i i i
T
+ =
R
1 R
2
V
I
1 I
2
I
3
R
1
R
2
V
I
R
3
G
I
G
V
R
1
R
2
R
3
R
4
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 26
Além disso, o produto das resistências
opostas são iguais:


2.10. Potência e Energia Elétrica
Potência é a relação entre o trabalho
realizado e o tempo gasto para realizá-lo. A
potência de um equipamento mede a taxa de
transformação de energia elétrica em trabalho.



Instrumento de Medição: Wattímetro.

Energia é a o trabalho total realizado na
transformação de energia elétrica em outra
forma de energia. Matematicamente a energia
pode ser expressa pelo produto da potência
pelo tempo.



Na prática são utilizados as seguintes
sub-unidades: W.h (Watt-hora) ou kWh
(quilowatt-hora).
A medição de energia é feita através de
um medidor de kWh, utilizado pelas
concessionárias de energia.


O quilograma força metro por segundo (kgf
m/s) não é muito usado, mas define o cavalo
vapor (cv), ou seja, 1 cv = 75 kgf m/s. Assim
1 cv = 735,55 W. O cavalo vapor é usado para
indicar potência de motores. O equivalente
inglês horse power (HP) equivale a 745,7 W.
Na prática:

Outro desvio ocorre na especificação de
potência térmica para equipamentos de
refrigeração, que no padrão americano
corresponde ao Btu por hora (1 Btu/h =
0,293 W).

2.11. Lei de Joule
A energia potencial elétrica dissipada
num resistor por efeito Joule, é diretamente
proporcional:
→ à resistência do resistor;
→ ao tempo de duração da corrente;
→ ao quadrado da intensidade da corrente.









Deduzindo as equações acima em
termos de potência, temos:






2.12. Calorimetria

2.12.1. Calor
É a energia em trânsito de um corpo para
outro devido a diferença de temperatura entre
eles.

Observações:
R
1
. R
3
= R
2
. R
4
t
W
P = ) (Watt W
s
J
Unidade = =
t P E . = ) ( . Joule J s W Unidade = =
W HP
W CV
746 1
736 1
=
=

t i R W .
2
. =
t i V W . . =
t
R
V
W .
2
=
i V P . =
t
W
P =
2
.i R P =
R
V
P
2
=
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 27
1. Os corpos são formados por moléculas, que
podem ser consideradas como pequenas
esferas rígidas.
2. A temperatura de um corpo é proporcional
à energia cinética média de suas moléculas.
3. A energia cinética das moléculas de um
corpo não recebe o nome de calor. Esse
termo só se aplica quando essa energia se
transfere de um corpo para outro.
4. Dois corpos diferentes, à mesma
temperatura inicial, recebendo iguais
quantidades de calor, atingem temperaturas
diferentes.
5. Num sistema termicamente isolado, o calor
cedido por um corpo A para um corpo B, é
igual ao calor recebido pelo corpo B do
corpo A.
6. A unidade internacional de calor é o Joule
(J), mas na prática utiliza-se muito a caloria
(cal) e a quilocaloria (kcal).



7. Pelas observações acima você pode
perceber que calor e temperatura são
conceitos distintos.

2.12.2. Calor Específico de uma Substância
Representa a quantidade de calor Q que
devemos fornecer a 1 grama da substância
considerada, para elevar sua temperatura de
1ºC.

Onde:
m → massa;
∆T → variação da temperatura;

Unidade Prática: cal/gºC.

2.12.3. Capacidade Térmica de um Corpo
É a grandeza física que representa a
capacidade de um corpo de receber (ou ceder)
calor, dada pelo quociente entre a quantidade
de calor Q e a diferença de temperatura sofrida
pelo corpo.

Observação:
A capacidade térmica de um corpo é
inversamente proporcional a variação de
temperatura.

2.12.4. Calor Sensível
É a designação que recebe a quantidade
de calor absorvido (ou cedido) por um corpo,
quando ocorre variação de temperatura do
corpo sem haver mudança de estado físico.



2.12.5. Calor Latente
É a designação que recebe a quantidade
de calor absorvido (ou cedido) por um corpo,
enquanto ocorre uma mudança de estado físico
de agregação, sem que ocorra variação de
temperatura.

Onde:
L → Calor Latente de mudança de estado
físico: representa a quantidade de calor
absorvida (ou cedida) por cada grama de
substância, para sua completa mudança de
estado físico de agregação.

Exemplo: L
fusão do gelo
= 80 cal/g

→ Significa que cada 1g de gelo, sob
pressão normal de 1 atm e a 0ºC, absorve 80
cal para sua completa fusão.

2.12.6. Princípio de Transformações Inversas
“A quantidade de calor absorvido ou
recebido por um corpo numa dada
transformação é numericamente igual à
quantidade de calor cedida ou recebida na
transformação inversa.”
Assim, se 1g de gelo absorve 80 cal para
sua completa fusão, sob 1 atm, também 1g de
água a 0ºC, libera 80 cal para sua completa
solidificação.


Caloria é a quantidade de calor que
precisamos fornecer a 1 grama de água, para
elevar a sua temperatura de 14,5ºC para
15,5ºC.
J cal 2 , 4 1 = cal J 24 , 0 1 =
m c C . =
T
Q
C

=
T m c Q ∆ = . .
L m Q . =
1g de água
a 0ºC
1g de gelo
a 0ºC
Solidificação
libera 80 cal
Fusão
absorve 80 cal
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 28
2.12.7. Princípio Fundamental da
Calorimetria
Consideremos um sistema termicamente
isolado, onde se tem dois corpos A e B, em
temperaturas distintas. Haverá transferência de
calor entre eles, até que se tenha atingido o
equilíbrio térmico.
“A quantidade de calor cedido por um
corpo é igual à quantidade de calor recebido
pelo outro.”
Adotaremos o seguinte sinal algébrico:
Q > 0 ⇒ calor recebido pelo corpo;
Q < 0 ⇒ calor cedido pelo corpo.
Ao entrar em equilíbrio térmico, o corpo
A ganhou ou perdeu calor (∆Q
A
) e o corpo B
ganhou ou perdeu calor (∆Q
B
), de modo que
podemos escrever:




2.13. Influência da Temperatura sobre
a Resistência






Conforme o circuito acima verificamos
que através do mesmo circula uma corrente
cujo valor é indicado pelo amperímetro. Se
aproximarmos da resistência uma fonte de
calor notaremos uma variação da corrente no
amperímetro. Como a tensão permaneceu
constante no circuito, conclui-se que a
resistência variou com a variação da
temperatura. Conforme a variação da
resistência elétrica em função da temperatura,
dividimos esse comportamento em três tipos:
Condutores metálicos; Ligas metálicas e
Condutores especiais.
Assim observa-se que nos condutores
metálicos, com o aumento da temperatura
houve um aumento de sua resistividade e,
conseqüentemente, da resistência elétrica do
mesmo. Há determinados materiais que quando
abaixamos sua temperatura, sua resistividade
fica muito próxima de zero, que é o caso dos
materiais supercondutores.
Em função dessas observações é que os
materiais foram classificados através de um
coeficiente chamado de coeficiente de
temperatura. Dessa forma temos a expressão
matemática capaz de fornecer a variação de
resistência em função da resistência inicial,
coeficiente de temperatura e variação de
temperatura.

R R R
O F
∆ + =


t R R
O
∆ = ∆ . .α


∆t tf ti = −






Onde:
R
F
= Resistência final após ∆t;
R
O
= Resistência inicial do condutor;
∆R = Variação da resistência do condutor;
α = Coeficiente de temperatura (unidade °C
-1
);
∆t = Variação de temperatura.
















0 = ∆ + ∆
P
Q
G
Q
t R R R
O O F
∆ + = . .α

UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 29
Exercícios

1. Transforme as seguintes unidades:

1 - 80kA = A
2 - 135MV = V
3 - 52hΩ = Ω
4 - 122mA = A
5 - 626dΩ = Ω
6 - 600V = mV
7 - 105Ω = kΩ
8 - 210A = µA
9 - 225Ω = mΩ
10 - 640MA = kA
11 - 98kHz = Hz
12 - 100
A
= mA
13 - 30,14V = cV
14 - 22daΩ = Ω
15 - 421µΩ = mΩ
16 - 16,4V = dV
17 - 42,8A = kA
18 - 102Ω = kΩ
19 - 1,7V = dV
20 - 2,06Ω = hΩ
21 - 12,9mA = A
22 - 345V = V
23 - 123µA = A
24 - 23,8MV = V
25 - 23,44A = mA
26 - 0,001A = mA
27 - 0,98mV = µV
28 - 87,3Ω = mΩ
29 - 1234mΩ = Ω
30 - 23Ω = cΩ
31 - 76,41dA = A
32 - 54hV = V
33 - 1,01mA = A
34 - 1000A = kA
35 - 0,001V = mV
36 - 10dV = V

2. O que é Erro de Medição? Classifique os
três principais tipos, exemplificando-os.

3. Diferencie uma ddp contínua de uma ddp
alternada.

4. O que mede o Voltímetro? Porque ele é
projetado com alta resistência interna?
5. O que mede o amperímetro? Porque ele é
projetado com baixa resistência interna?

6. O que é um multímetro?

7. Desenhe o esquema para ligação de uma
lâmpada e adicione ao esquema um voltímetro
e um amperímetro para medir respectivamente
tensão e corrente da lâmpada.

8. Diferencie sentido real e convencional da
corrente elétrica.

9. Quais os principais efeitos da corrente
elétrica?

10. O que diz a primeira lei de Ohm?
Represente-a matematicamente.

11. O que diz a segunda lei de Ohm?
Represente-a matematicamente.

12. O que é resistividade? De que ela depende?

13. Conceitue densidade de corrente elétrica.

14. Uma corrente elétrica de 15mA circula
através de um condutor. Determine a carga
elétrica que atravessará uma seção transversal
qualquer do condutor, num intervalo de tempo
igual a 30s.

15. Pela seção reta de um condutor de cobre
passam 320 Coulombs de carga elétrica em
20s. Determine a intensidade de corrente
elétrica no condutor.

16. Uma corrente elétrica de 2A percorre um
condutor metálico durante 2 minutos.
Determine a carga elétrica, em Coulombs, que
atravessa a seção reta deste condutor.

17. A tabela mostra os comprimentos L e o
raio R de um mesmo condutor elétrico, em
cinco situações diferentes. Em qual das
situações o condutor apresentará a maior
resistência elétrica?
L (m) R (mm)
A 1 5
B 2 4
C 3 3
D 4 2
E 5 1
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 30
18. Determine o módulo e o sentido
convencional da corrente do circuito abaixo.




19. Por um resistor faz-se passar uma corrente
elétrica i e mede-se a diferença de potencial V.
Sua representação gráfica está esquematizada a
seguir. Determine a resistência elétrica do
resistor.





20. Pela secção de um fio de cobre, em cada
10s passa uma carga de 20C. Determine a
intensidade da corrente elétrica que atravessa
esse condutor.

21. Através de um condutor de secção igual a
40mm
2
circula uma corrente de 60A. Calcular
a densidade de corrente elétrica.

22. Calcular a resistência de 6km de fio de
cobre, com secção de 1,5mm
2
, sendo sua
resistividade igual a 1,75µΩcm.

23. Qual o comprimento de um fio de cobre
com secção de 1,5mm
2
que devo cortar para
que sua resistência seja igual a 2Ω?

24. A resistividade de uma liga de bronze e
cádmio a 20°C é de 2,03µΩcm. Determinar à
mesma temperatura, a resistência dessa liga no
comprimento de 200m, sabendo-se que seu
diâmetro é igual a 0,6mm.

25. Uma liga de níquel e cromo tem uma
resistividade de 104µΩcm. Determinar a
resistência de uma fita desta liga com 0,67cm
de largura por 1,8mm de espessura, tendo
270m de comprimento.
26. A figura abaixo representa a curva
característica de um gerador. Determine a
resistência interna do gerador e a ddp em seus
terminais, quando a corrente que o atravessa é
de 8A.





27. Determine o rendimento do gerador no
circuito elétrico abaixo, em %.







28. A ddp nos terminais de um receptor varia
com a corrente conforme o gráfico abaixo.
Determine a f.c.e.m. e a resistência interna
desse receptor.





29. Um gerador fornece a um motor uma ddp
de 440V. O motor tem resistência elétrica de
25Ω e é percorrido por uma corrente elétrica
de 400mA. Determine a f.c.e.m. do motor.

30. Determine a resistência equivalente do
segmento do circuito abaixo.





31. No circuito, o gerador é ideal e de força
eletromotriz V. Duas resistências iguais, R
1
e
R
2
, estão associadas em série, sendo P a
1,5V
20
i(mA)
V(V)
25
20
V (volt)
i (A)
20
200
E
r = 1
R = 9
i
V(V)
i(A)
25
22
2 5
3
6
2
3
6
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 31
potência dissipada em cada uma. Se as duas
resistências forem associadas ao gerador, agora
em paralelo, determine a nova potência
dissipada em cada resistência.






32. O circuito abaixo é constituído de várias
resistências associadas a um gerador de fem
ε = 40V e resistência interna de 3Ω. Quando a
chave C estiver aberta, determine a leitura no
amperímetro A.








33. Com relação ao teste anterior, quando a
chave C estiver fechada, qual a leitura no
voltímetro, em V?

34. Dois resistores idênticos são associados em
série. Se, ao serem percorridos por uma
corrente de 2A produzem no total, uma queda
de potencial de 252V, determine o valor, em
ohms, da resistência de cada um destes
resistores.

35. A corrente elétrica através de uma
resistência R submetida a uma diferença de
potencial V
AB
é 5A. Quando a nova resistência
de 2Ω é introduzida no circuito, a corrente
baixa para 4A. Qual o valor de R, em ohms?

36. Um fio homogêneo tem resistência R.
Divide-se o fio em quatro partes iguais, que
são soldadas, conforme a figura abaixo.
Determine a resistência dessa associação.



37. Determine a resistência equivalente à
associação da figura abaixo.





38. Determine a resistência equivalente da
associação abaixo.






39. A figura abaixo representa um trecho de
um circuito elétrico. A diferença de potencial
entre os pontos A e B é de 12V. Determine os
valores de i e de R.






40. No circuito representado no esquema
abaixo, a corrente elétrica que flui de X para Y
é de 6A; entretanto, somente 2A fluem através
do resistor R
1
. Sabendo-se que R
1
= 4Ω,
determine o valor de R
2
.






R
1
R
2
i
=40V
3
8 10 40
V
A
r =3
10
C
R
R
R
R
R
R
R
R R
R
A B
2
R
i
3A
X
R
1
Y
R
2
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 32
41. Três fios condutores de cobre, A, B e C
tem resistências R
A
, R
B
, e R
C
. Os diâmetros
das seções transversais e os comprimentos dos
fios estão especificados nas figuras abaixo:
Coloque os três condutores em ordem
crescente de suas resistências.

42. Têm-se resistores de 10Ω e deseja-se
montar uma associação de resistores
equivalente a 15Ω. Monte o circuito necessário
com o mínimo de resistores.

43. Um aquecedor elétrico tem as seguintes
especificações: potência = 1000W, tensão =
220V. Determine a corrente elétrica na
resistência do aquecedor.

44. No circuito abaixo temos cinco resistores
associados, conforme a indicação da figura, a
um gerador de tensão V. Quando as chaves C
1

e C
2
forem fechadas, determine em qual(is)
resistores não circulará corrente elétrica.
Justifique sua resposta.








45. Quatro lâmpadas idênticas (L) de 220V,
devem ser ligadas a uma fonte de modo a
produzirem a menor claridade possível. Qual a
ligação mais adequada?




46. Um chuveiro elétrico, ligado em 120V, é
percorrido por uma corrente elétrica de 10A
durante 10min. Determine quantas horas
levaria uma lâmpada de 40W, ligada nessa
mesma rede, para consumir a mesma energia
elétrica que foi consumida pelo chuveiro.

47. O circuito abaixo consiste de uma bateria
ideal V e 3 lâmpadas, L
1
, L
2
e L
3
, idênticas.
Nesse caso, podemos afirmar que:
(a) L
1
brilha mais que L
2
, a qual brilha mais
que L
3
;
(b) L
1
brilha mais que L
2
, que tem o mesmo
brilho que L
3
;
(c) L
3
brilha mais que L
2
, a qual brilha mais
que L
1
;
(d) L
1
e L
3
tem o mesmo brilho, mas L
3
é
menos brilhante;
(e) L
3
brilha mais que L
1
, que brilha igual a L
2
.

48. Na figura abaixo, L
1
, L
2
e L
3
são lâmpadas
e B é uma bateria. C é uma chave que pode
permanecer aberta ou fechada sem causar dano
a nenhuma das lâmpadas.
Com a chave C aberta,
todas as lâmpadas estão
acesas. Agora, fechando-se
a chave C qual (is) lâmpada
(s) ficarão acesas?
L
2L
L
d
2d
d
A B
C
V
R
2
R
1
R
3
R
4
R
5
C
1
C
2
L L L L
(a)
L
(b)
L
L
L
L L
(c)
L
L
(d)
L
L
L
L
L L
(e)
L
L
L
1
L
2
L
3
V
L
1
L
2
L
3
B
C
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 33
49. Determine o valor da corrente I no circuito
abaixo:

50. Determine, no circuito abaixo, a tensão no
resitor de 2 ohms.

51. Determine o valor da resistência Rx do
circuito abaixo, sendo I
G
= 0.
50V
3
6
4 Rx
G
I
G


52. Dois resistores, um de 20Ω e outro de 5Ω
são associados em paralelo e ligados a uma
fonte de 6V. Determine a energia, em J,
dissipada pela associação em 20s.

53. Na figura abaixo, as lâmpadas 1, 2 e 3 são
idênticas e o gerador tem resistência
desprezível. O que acontece com o brilho das
lâmpadas 1 e 2, respectivamente, ao se fechar o
interruptor da lâmpada 3?







54. No circuito abaixo, para que a intensidade
de corrente seja 5A, qual o valor da resistência
R, em ohms?

55. Duas lâmpadas, L
1
e L
2
, tem as seguintes
características: L
1
tem potência de 6 watts em
12V, e L
2
tem potência de 12 watts em 12V.
Essas lâmpadas são ligadas em série, com uma
fonte de tensão de 12V. Determine as tensões
V
1
e V
2
, respectivamente às lâmpadas L
1
e L
2
.

56. Dado o circuito da figura, determine a
resistência equivalente entre os terminais A e
B.

57. Dado o circuito abaixo, determine a
resistência equivalente entre os terminais A e
B.




58. Dado o circuito, determine a resistência
equivalente entre os terminais A e B.
V
R
1
I
R
2
R
3
R
4
R
6
R
5
10A
3A
2A
100V
5
2
3
1
3
2
20V
12 12
6
12
R
3 5 2
A
B
R
R
R
A B
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 34




59. No circuito da figura, determine a
resistência equivalente entre os pontos C e D.








60. Um chuveiro elétrico funciona durante
certo tempo com a chave na posição inverno
(I); a seguir a chave é ligada na posição verão
(V). Qual dos gráficos melhor representa a
potência P do chuveiro em função do tempo t?

61. Se uma lâmpada de 100W de potência
permanecer ligada 5h por dia, determine, ao
final de 30 dias, o consumo de energia elétrica
em kWh.

62. No circuito representado abaixo, determine
a corrente elétrica no amperímetro e a tensão
no voltímetro.
63. Calcular o valor da resistência equivalente
e corrente total do circuito abaixo.


64. Calcular a resistência total do circuito
abaixo.

65. Calcular a resistência total do circuito
abaixo.


66. Dado o circuito abaixo, determine o
sentido e a corrente elétrica nos três resistores.


67. No circuito abaixo duas fontes estão
conectadas em série com duas resistências.
Determine as potências fornecidas ou
recebidas em cada elemento.

R
R
R
R R
R R
R R
I V
t
(a)
P
I
V
t
(b)
P
I V
t
(c)
P
I
V
t
(e)
P
I
V
t
(d)
P
2
1
1
E=6V
A
V
2
UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 35
68. Dado o circuito abaixo, determine o
sentido e a corrente elétrica nos três resistores.


69. Dado o circuito abaixo, determine o
sentido e a corrente elétrica nas três fontes.


70. Dado o circuito abaixo, determine o
sentido e a corrente elétrica nos resistores de 1,
3 e 5 ohms.










71. Dado o circuito abaixo, determine o
módulo e o sentido das correntes especificadas.











72. As resistências à quente de duas lâmpadas
A e B são respectivamente 220 e 60 ohms
quando ligadas em paralelo com uma fonte de
110V. Determine a potência de cada lâmpada.


73. Determine o tempo que as lâmpadas do
exercício anterior levarão para consumir a
energia de 1kWh.

74. Um medidor de energia elétrica, no período
de 96h marca um consumo de 3072 kWh de
energia tomada por um fogão elétrico que está
trabalhando em regime contínuo. Calcule a
potência entregue ao fogão, bem como o valor
da corrente solicitada, sabendo-se que a tensão
aplicada foi de 220V.

75. A resistência de um fio calefator de um
ferro elétrico de passar roupas vale 32Ω.
Calcular a potência deste ferro quando ligado
em 220V.

76. Se o ferro elétrico do exercício anterior for
ligado em 120V, qual o valor da nova
potência?

77. Uma corrente de 5A impulsionada por 20V
circula por um calorímetro. Determine a
elevação da temperatura de 100g de água em 1
minuto.

78. Desejando-se aquecer meio litro de água
inicialmente a uma temperatura de 15° até a
ebulição, num tempo de 10 minutos,
utilizamos uma resistência percorrida por
corrente elétrica. O recipiente que contém a
água é de ferro e pesa 250g. A tensão aplicada
é de 220V. O calor específico do ferro é de
0,11 cal/g°C. Determine R.

79. Uma torneira elétrica fornece 10 litros de
água por minuto, à temperatura de 50ºC, sendo
a temperatura de entrada da água de 20ºC. A
resistência elétrica da torneira vale 25Ω.
Determine a corrente que circula através da
resistência.

80. Um consultório médico utiliza um aparelho
de Raio-X que fornece a quantidade de calor
de 79200cal/min, um esterilizador com
resistência interna de 22 ohms, uma lâmpada
para iluminação de 220W. De quantos
ampéres, no mínimo, deverá ser o fusível de
proteção para permitir o funcionamento desses
elementos, simultaneamente, em 110V.

UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 36
81. Em um determinado edifício, a iluminação
da área coletiva e controlada por minuteira que
controla o funcionamento de 6 lâmpadas de
60W cada, 220V. A minuteira é acionada 20
vezes por noite permanecendo acionada 3
minutos de cada vez. Determine o custo de
energia em 30 dias, sendo a tarifa de R$ 0,29
por kWh.

82. A resistência do enrolamento em cobre de
uma máquina elétrica parada a uma
temperatura de 20°C é de 50Ω. Calcular a
resistência deste mesmo após funcionar um
certo n° de horas sabendo-se que a temperatura
atingida do mesmo foi de 50°C.
Dado: α
cu
=0.00426°C
-1
.

83. Foi medida a resistência do enrolamento de
cobre em uma máquina a temperatura de 15°C
e foi encontrada uma resistência de 50Ω. A
seguir foi medida a resistência do mesmo
enrolamento após funcionar um certo n° de
horas e foi encontrada uma resistência de 58Ω.
Determinar a temperatura final alcançada por
este enrolamento.
Dado: α
cu
=0.00426°C
-1
.



















































UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2006


Prof. Marcos Daniel Zancan 37
Respostas:

01 – 13: sem resposta (teóricas);
14: Q = 0,45C;
15: i = 16A;
16: Q = 240C;
17: Situação E;
18: i = 0,075A;
19: R = 0,8Ω;
20: i = 2A;
21: d = 1,5A/mm
2
;
22: R = 70 Ω;
23: L = 171,428m;
24: R = 14,39Ω;
25: R = 23,283Ω;
26: R = 10 Ω e V = 120V;
27: η = 09%;
28: E’ = 20V e r = 1Ω;
29: E’ = 430V;
30: R = 3Ω;
31: P’ = 4P;
32: i = 2A;
33: V = 16V;
34: R = 63Ω;
35: R = 8Ω;
36: R
eq
= 5R/8;
37: R
eq
= 1,2R;
38: R
eq
= R/2;
39: i = 6A e R = 4Ω;
40: R
2
= 2Ω;
41: R
C
> R
A
> R
B
;
42: sem resposta (circuito com três resistores);
43: i = 4,5A;
44: R
5
;
45: alternativa (d);
46: t = 5h;
47: alternativa (e);
48: somente L
1
;
49: I = 5A;
50: V = 20V;



51: R = 8Ω;
52: W = 180J;
53: L
1
aumenta; L
2
diminui;
54: R = 12Ω;
55: V
1
= 8V e V
2
= 4V;
56: R = 3Ω;
57: R
eq
= R;
58: R
eq
= R/3;
59: R
eq
= R;
60: alternativa (d);
61: W = 15kWh;
62: I = 2A e V = 2V;
63: R = 3,472 Ω e I = 28,801A;
64: R = 17,470Ω;
65: R = 20,845Ω;
66: I
1
= 5A; I
2
= 2A; I
3
= 3A;
67: P
R1
= 39,062W (recebida);
P
R2
= 23,4375W (recebida);
P
V2
= 62,5W (recebida);
P
V1
= 125W (fornecida);
68: I
1
= 1,5A; I
2
= 4,5A; I
3
= 3A;
69: I
20V
= 2,607A; I
30V
= 4,26A; I
10V
= 6,867A;
70: I
1Ω
= 0,363A; I
3Ω
= 0,182A; I
5Ω
= 0,182A;
71: I
1
= 3,272A; I
2
= 3,188A;
I
3
= 0,002A; I
4
= 0,082A;
72: P
A
= 55W; P
B
= 201,666W;
73: t = 3,896h = 3h53min45s;
74: P = 32kW; I = 145,454A;
75: P = 1512,5W;
76: P = 450W;
77: DT = 14,354°C;
78: R = 155,441:
79: I = 28,913A;
80: I = 57,16A;
81: R$ 3,132;
82: R = 56,39Ω;
83: T = 52,55°C.