Sumário

1. Introdução
2. Desenvolvimento
2.1 Estrutura mecânica
2.2 Eixo Guia
2.3 Eixo Movido (Transmissão)
2.4 Mancal
2.5 Transmissão
2.5.1 Polias sincronizadoras
2.5.2 Correia Dentada
2.5.3 Motores Elétricos
2.6 Cálculos da Transmissão
2.7 Eletroímã e Eletromagnetismo
2.7.1 Indução Magnética
2.7.2 Substâncias Ferromagnéticas
2.7.3 Substâncias Paramagnéticas
2.7.4 Substâncias Diamagnéticas
2.7.5 Substâncias Ferrimagnéticas
2.7.6 Eletroímã
2.7.7 Desenvolvimento do Eletroímã
2.7.8 Resultados e Conclusões do Desenvolvimento
3. Componentes Elétricos e Eletrônicos
3.1 Fontes Elétricas
3.2 Relés
3.3 Controlador Lógico Programável (CLP)
3.4 Interface Homem Máquina (IHM)
3.5 Sensores
3.6 Esquema elétrico
4. Fluxograma Funcionamento
5. Programação
6. Lista de Materiais
7. Conclusão

1. Introdução

A proposta deste trabalho é o desenvolvimento de uma esteira seletora que atra-
vés de eletroímãs irá retirar do processo produtivo particulas ou objetos ferromagné-
ticos da esteira transportadora, descontaminando seu produto ou evitando danos ao
equipamento.
Aumentando o nivel de segurança do envaze de produtos, será evitado possíveis
processos e indenizações por problemas nos produtos, assim fará que sua marca e
produto ganhem credibilidade e mercado nos pontos finais de vendas.















2. Desenvolvimento
No decorrer do curso de automação várias opções de projetos surgiram e foram
amplamente discutidas em nosso grupo, e com o auxilio do orientador optamos pela
esteira seletora com utilização de eletroímãs.
Este projeto que tem a ênfase no eletromagnetismo, pelo fato de desenvolver-
mos os eletroímãs utilizados no projeto.
Outra vantagem, esteiras transportadoras são largamente utilizadas no processo
produtivo de fabricas e indústrias. Devido a sua variedade de opções, mobilidade,
rapidez e custo no transporte de produtos.
A perspectiva é de obter no final do projeto uma esteira com suas partes, estrutu-
ra mecânica, componentes mecânicos, sensores, eletroímãs, motores, CLP, IHM,
montagem elétrica, plenamente em funcionamento comandando de maneira auto-
matizada todo o processo com o mínimo de interferência humana no processo.











2.1 Estrutura mecânica
Estrutura mecânica construída com tubos
quadrado 20x20 mm. Todas as junções soldadas.
Estrutura mecânica
Figura 1 - Estrutura Mecânica
Estrutura mecânica construída com tubos de aço trefilados com costura
quadrado 20x20 mm. Todas as junções soldadas.

Figura 2 - Estrutura Mecânica Fabricada


trefilados com costura perfil
2.2 Eixo Guia
Eixo guia da esteira, fabricado em aço 1020, mancais aço 1020, rolamento
6004ZZ, anel elástico.
Figura 3 - Eixo guia
Eixo guia da esteira, fabricado em aço 1020, mancais aço 1020, rolamento
Figura 4 - Eixo Guia Fabricado

Eixo guia da esteira, fabricado em aço 1020, mancais aço 1020, rolamento

2.3 Eixo Movido (Transmissão)
Eixo movido da esteira, fabricado em aço 1020, mancais aço 1020, rolamento
6004ZZ, anel elástico, polia sincronizada passoT10 código T10/40 Tipo 6FW.
Eixo Movido (Transmissão)
Figura 5 - Eixo Movido
Eixo movido da esteira, fabricado em aço 1020, mancais aço 1020, rolamento
polia sincronizada passoT10 código T10/40 Tipo 6FW.
Figura 6 - Eixo Movido Fabricado

Eixo movido da esteira, fabricado em aço 1020, mancais aço 1020, rolamento
polia sincronizada passoT10 código T10/40 Tipo 6FW.

2.4 Mancal
Mancal fabricado em aço 1020

Figura 7 - Mancal
Mancal fabricado em aço 1020 oferece suporte para os eixos da esteira.
Figura 8 - Mancal Fabricado

oferece suporte para os eixos da esteira.

2.5 Transmissão

Figura - !rans"iss#o
O sistema de transmissão utilizado é composto por duas engrenagens sendo
uma motora de 46 mm de diâmetro com 78 RPM fixada no motor, e a engrenagem
movida fixada no eixo da esteira com 125 mm de diâmetro.




2.5.1 Polias sincronizadoras
Estas polias são amplamente empregadas nas
grandes torques e boa velocidade com
namento de peças devido ao sincronismo de seus dentes.



Polias sincronizadoras
Figura 1$ - %olias &incroni'adoras
Estas polias são amplamente empregadas nas indústrias, por transmitirem
grandes torques e boa velocidade com a possibilidade de ajustes finos no posici
namento de peças devido ao sincronismo de seus dentes.
Figura 11 - (at)logo de %olias

, por transmitirem
a possibilidade de ajustes finos no posicio-

2.5.2 Correia Dentada
Correia sincronizadora em PU linha megapower T10 Largura 16 mm Compr
mento calculado 790, código para compra 810.





Correia Dentada
Figura 12 - Modelos de (orreia *entada
Figura 13 - (at)logo de (orreias
Correia sincronizadora em PU linha megapower T10 Largura 16 mm Compr
mento calculado 790, código para compra 810.


Correia sincronizadora em PU linha megapower T10 Largura 16 mm Compri-
2.5.3 Motores Elétricos

Figura 14 - Modelos de Motores de +i",ador de %ara-brisa -osc.
Por ser uma opção de baixo custo para o projeto utilizamos 02 dois motores
de para-brisa da Bosch Modelo CHP comprados em um desmanche.
Motorredutor Tipo CHP

Características Técnicas

Tensão dos Motores: 12 VCC ou 24 VCC
Consumo Nominal: 7.5 A (Conforme torque)
Torque/Opções: 7 a 14 Nm (Torque máx.)
Sentido de Giro: L/R
Velocidades: 1 ou 2
Rotações máximo: 78 a 100 rpm




2.6 Cálculos da Transmissão
D1 = ø 46 mm D2 = ø 125 mm N1 = 78 RPM N2 = XX RPM
Sendo:
D1 = Polia Motora
D2 = Polia Movida
N1 = Rpm do Motor
N2 = Rpm da Polia Movida
Relação de Transmissão:
ç =
Ð1
Ð2
=
46
12S
=
1
2,72
= u,S7
Calculo para RPM da polia movida, eixo da esteira:
N2 =
Ð1 x N1
Ð2
=
46 x 78
12S
= 28 RPH
Ou
N2 = ç x N1 = u,S7 x 78 = 28 RPH
Calculo para velocidade linear da esteira:
I = n x Ð2 x N2 = n x u,12S x 28 = S,S m¡min




2.7 Eletroímã e Eletromagnetismo
O eletromagnetismo é o estudo da coexistência da Eletricidade e do Magnetismo.
Sempre que houver movimento de cargas elétricas o magnetismo estará presente.
Quando uma corrente elétrica percorre um fio condutor é gerado em sua volta um
campo magnético.

Figura 15 - +in.as de For/a do (a",o Magn0tico
2.7.1 Indução Magnética
É o fenômeno de imantação de um material provocada pela proximidade de um
campo magnético.
Quando uma barra de ferro se aproxima do pólo de um ímã, apresentará polari-
dade magnética instantaneamente, sendo que sua parte mais próxima do ímã terá
polaridade oposta a este, e que a outra parte terá a mesma polaridade, e então ha-
verá atração entre eles.

Figura 16 - 1ndu/#o Magn0tica
As substâncias são classificadas em quatro grupos quanto ao seu comportamento
magnético: ferromagnéticas, paramagnéticas, diamagnéticas e ferrimagnéticas.
2.7.2 Substâncias Ferromagnéticas
Seus imãs elementares sofrem grande influência do campo magnético indutor.
De modo que, eles ficam majoritariamente orientados no mesmo sentido do campo
magnético aplicado e são fortemente atraídos por um ímã. Exemplos: ferro, aços
especiais, cobalto, níquel, e algumas ligas (alloys) como Alnico e Permalloy, entre
outros. A figura ilustra o comportamento das substâncias ferromagnéticas.

Figura 17 - &ubstância Ferro"agn0tica
2.7.3 Substâncias Paramagnéticas

Seus imãs elementares ficam fracamente orientados no mesmo sentido do campo
magnético indutor. Surge, então, uma força de atração fraca entre o imã e a subs-
tância paramagnética. Exemplos: alumínio, manganês, estanho, cromo, platina, pa-
ládio, oxigênio líquido, etc. A figura ilustra o comportamento das substâncias para-
magnéticas.

Figura 18 - &ubstância %ara"agn0tica


2.7.4 Substâncias Diamagnéticas
Substâncias Diamagnéticas são aquelas que quando colocadas próximas a um
campo magnético indutor proveniente de um imã, os seus imãs elementares sofrem
uma pequena influência, de modo que eles ficam fracamente orientados em sentido
contrário ao campo externo aplicado. Surge, então, entre o imã e a substância dia-
magnética, uma força de repulsão fraca. Exemplos: cobre, água, mercúrio, ouro, pra-
ta, bismuto, antimônio, zinco, etc. A figura ilustra o comportamento das substâncias
diamagnéticas.

Figura 1 - &ubstância *ia"agn0ticas
2.7.5 Substâncias Ferrimagnéticas
O ferrimagnetismo permanente ocorre em sólidos nos quais os campos magnéti-
cos associados com átomos individuais se alinham espontaneamente, alguns de
forma paralela, ou na mesma direção (como no ferromagnetismo) e outros geralmen-
te antiparalelos, ou emparelhados em direções opostas, como ilustram a figura.

Figura 2$ - &ubstância Ferri"agn0tica
O comportamento magnético de cristais de materiais ferrimagnéticos pode ser
atribuído ao alinhamento paralelo; o efeito desses átomos no arranjo antiparalelo
mantém a força magnética desses materiais geralmente menor do que a de sólidos
puramente ferromagnéticos como o ferro puro.

2.7.6 Eletroímã
Um eletroímã é formado por bobina de fio condutor enrolado em espiras sobre
um núcleo de ferro doce, no qual se faz circular uma corrente.
O efeito do núcleo é aumentar o campo magnético em virtude de grande perme-
abilidade do ferro (B = µ H).
A polaridade de um eletroímã se determina pelas regras dadas para obter a pola-
ridade dos solenóides. Como o núcleo é geralmente de ferro doce, que retém muito
pouco magnetismo depois que a corrente é interrompida, a polaridade de um eletro-
ímã pode ser facilmente invertida mediante a inversão da corrente.
Os eletroímãs são empregados em larga escala, para todos os fins; campainha,
telefone, relé, válvulas solenóides, e acionamento de diversos sistemas.
Regras para determinar a polaridade de um solenóide, segurando-se o enrola-
mento com a mão direita, de maneira que o dedo indicador aponte no sentido da
corrente, o pólo norte estará no sentido do dedo polegar, figura (a).

Figura 21 - &entido do (a",o
Na figura (b) temos um solenóide em corte transversal mostrando as linhas de
força magnética de cada espira em seu interior, sentido da direita para esquerda, ou
seja, do pólo sul para o norte, somando-se.
Podemos obter um campo magnético muito intenso se enrolarmos o fio de
modo a formar uma bobina, desta forma o campo magnético se concentrará no seu
interior, transformando seu núcleo (metal ferroso) temporariamente em um eletroí-
mã.

Figura 22 - +in.as de (a",o no Eletro2"#
A força de atração depende de vários fatores, entre eles a intensidade da cor-
rente, o número de espiras da bobina, o comprimento do núcleo, etc.
Os dois fatores básicos e importantes; corrente e número de espiras apresen-
tam limitações:
Se a corrente for muito intensa é gerado calor (por efeito Joule) e a bobina
pode “queimar”.
Se tivermos muitas espiras, o fio será longo e terá uma resistência que influirá
na corrente, reduzindo-a.
Com base nas informações obtidas nas pesquisas realizadas, desenvolvemos
um eletroímã, descrito nas próximas páginas.











2.7.7 Desenvolvimento do Eletroímã
Utilizamos barra roscada M12, arruelas, porcas e papel isolante para base do
eletroímã.

Desenvolvimento do Eletroímã
Figura 23 - (ro3uis do Eletro2"#
Figura 24 - Fabrica/#o da -ase do Eletro2"#
Utilizamos barra roscada M12, arruelas, porcas e papel isolante para base do


Utilizamos barra roscada M12, arruelas, porcas e papel isolante para base do
Utilizado 52 metros de fio esmaltado AWG 21, temos a imagem da
camada com 69 espiras.
Temos nesta imagem a bobina com 52 metros de fio esmaltado com 12 c
madas e aproximadamente 830

Figura 25 - %ri"eira (a"ada de Es,iras da -obina
Utilizado 52 metros de fio esmaltado AWG 21, temos a imagem da
as.
Figura 26 - -obina %ronta do Eletro2"#
Temos nesta imagem a bobina com 52 metros de fio esmaltado com 12 c
madas e aproximadamente 830 espiras. Tensão aplicada 12vcc.

Utilizado 52 metros de fio esmaltado AWG 21, temos a imagem da primeira

Temos nesta imagem a bobina com 52 metros de fio esmaltado com 12 ca-

2.7.8 Resultados e Conclusões do Desenvolvimento
No decorrer de seu desenvolvimento vários fatores e duvidas para chegar num
ponto comum para sua execução.
Qual o melhor material para usar como núcleo?
Nas pesquisas feitas encontramos: Um Eletroímã consiste de uma bobina enro-
lada em torno de um núcleo de material ferromagnético de alta permeabilidade (ferro
doce, por exemplo) para concentrar o campo magnético. Deste modo construímos o
núcleo da bobina com uma barra roscada M12 de aço 1020, os aços doces são con-
siderados aqueles cuja porcentagem de carbono é muito baixa.
Qual a tensão e corrente a ser aplicada?
A tensão de trabalho sugerida foi de 12V e a corrente que temos disponível em
nossa fonte que suporta no máximo 25A, partindo destas informações começamos
os testes de construção da bobina.
Como construir uma bobina para termos o campo magnético suficiente pa-
ra nossa aplicação?
Levando em consideração alguns experimentos encontrados na internet e alguns
materiais de pesquisas, escolhemos uma bitola de fio de cobre esmaltado #20 a #28
esta faixa de bitolas é conhecido como fio de campainha ou fio magnético.
Conseguimos comprar aproximadamente 100 metros de fio esmaltado AWG 21
que conforme os cálculos feitos são suficientes para executar a fabricação de duas
bobinas nas dimensões planejadas.
Fabricamos as bobinas conforme o planejado 12 camadas de espiras com 69
espiras cada camada e no total de 828 espiras, até então, apenas teorias e muitas
dúvidas porque não tínhamos a certeza de seu potencial.
Quando ligamos nossas bobinas, enfim podemos obter respostas de maneira
significativa, nossas bobinas geraram um campo magnético satisfatório. Mas um
problema que já descrevemos anteriormente, a corrente começa a subir ficando mui-
to intensa e após algum tempo o calor gerado (por efeito Joule) pode queimar ou
entrar em curto a bobina, pois a camada de verniz protetor deixa de isolar os fios.
Outro problema encontrado é o material de pesquisa que tem pouca ênfase em
construção de eletroímãs, geralmente voltado para cálculos de bobinas (indutores).
As experiências encontradas na internet nos dizem para construir bobinas até
chegar a um resultado esperado o que nos leva a outros problemas o tempo e custo
para seu desenvolvimento.
O custo do fio esmaltado é elevado devido há quantidade exigida, o material do
núcleo demanda tempo de pesquisa e até mesmo a necessidade de usinagem de
peças para testar materiais alternativos para conseguirmos um campo magnético
potente.
Como nosso eletroímã acabou apresentando problemas optamos por utilizar
uma bobina retirada de um contator industrial Siemens modelo 3TH43 série Sirius
com tensão 24vcc que será descrito abaixo.

Figura 27 - -obina &ie"ens
Com esta bobina conseguimos atender aos objetivos esperados sem o pro-
blema do efeito Joule (superaquecimento). Apresentando um bom campo magnéti-
co que atrai sem dificuldades materiais ferromagnéticos colocados para teste na es-
teira.


Figura 28 - Montage" Final das -obinas na Esteira
Na foto anterior apresentamos como as duas bobinas ficaram dispostas para
aproveitar toda a largura da esteira atendendo o projeto proposto.
Os eletroímãs estão fixados a 15 mm da esteira transportadora. Deste modo,
poderemos trabalhar com uma gama variada de produtos.
Através das experiências realizadas para determinar esta distância, concluí-
mos que acima de 15 mm perdemos força de atração não atingindo os objetivos.
Como o sensor óptico está fixo abaixo dos eletroímãs, medidas abaixo de 15
mm dependem do sensor.








3. Componentes Elétricos e Eletrônicos
No processo de automação temos a demanda por componentes elétricos, el
tromecânicos, eletroeletrônicos,
para atender a produção definida.
componentes utilizados neste projeto e entrando em detalhes nos itens releva
tes a este trabalho.
3.1 Fontes Elétricas
Duas fontes de diferentes
uma delas com entrada 220 VCA e saída 24 VCC
cola usada nas bancadas da Festo, usada para alimentar o PLC e IHM, e para ch
vear a bobina do relé.
A outra fonte é uma junção de um transformador
da 12 VCA e 35 VCA com um retificador de sinal alternado para um sinal continuo,
neste caso usamos apenas a
Figura
Componentes Elétricos e Eletrônicos
No processo de automação temos a demanda por componentes elétricos, el
tromecânicos, eletroeletrônicos, que executam todos os processos programados
para atender a produção definida. Deste modo, seguiremos descrevendo os
componentes utilizados neste projeto e entrando em detalhes nos itens releva
Fontes Elétricas
Duas fontes de diferentes tensões foram empregadas neste projeto sendo que
com entrada 220 VCA e saída 24 VCC emprestada do laboratório da e
usada nas bancadas da Festo, usada para alimentar o PLC e IHM, e para ch
Figura 2 - Fonte 244(( Festo
A outra fonte é uma junção de um transformador com entrada
com um retificador de sinal alternado para um sinal continuo,
neste caso usamos apenas a saída de 12 VCC a qual alimenta os motores.

Figura 3$ 5 !rans6or"ador7 *issi,ador e 8eti6icador 124((
No processo de automação temos a demanda por componentes elétricos, ele-
que executam todos os processos programados
descrevendo os
componentes utilizados neste projeto e entrando em detalhes nos itens relevan-
empregadas neste projeto sendo que
emprestada do laboratório da es-
usada nas bancadas da Festo, usada para alimentar o PLC e IHM, e para cha-

com entrada 220 VCA e saí-
com um retificador de sinal alternado para um sinal continuo,
a qual alimenta os motores.
3.2 Relés
Utilizamos uma caixa de rel
escola, e que possui três rel
na parte interna. Usado para fechar os contatos para o funcionamento dos motores.
E um relé do tipo óptoacoplador
uma caixa de relés didático da Festo emprestado do laboratório da
que possui três relés auxiliares com quatro contatos comutadores
na parte interna. Usado para fechar os contatos para o funcionamento dos motores.
ptoacoplador usado para o acionamento do eletroí

Figura 31 - (aixa de rel0s Festo
Figura 32 - 8el0 9,toaco,lador
emprestado do laboratório da
auxiliares com quatro contatos comutadores cada um
na parte interna. Usado para fechar os contatos para o funcionamento dos motores.
do eletroímã.

3.3 Controlador Lógico Programável (CLP)
O primeiro CLP surgiu na indústria automobilística americana até então um usuá-
rio em potencial dos relês eletromagnéticos utilizados para controlar operações se-
quenciadas e repetitivas numa linha de montagem, especificamente na Hydromic
Division da General Motors, em 1968, devido a grande dificuldade existente para
alterar-se a lógica de controle de painéis de comando a cada mudança na linha de
montagem. Estas mudanças implicavam altos gastos de tempo e dinheiro.
Sob a liderança do engenheiro Richard Morley, foi preparado uma especificação
que refletia os sentimentos de muitos usuários de relês, não só da indústria automo-
bilística como de toda a indústria manufatureira. Os primeiros controladores surgiram
baseados numa especificação resumida a seguir:
• Facilidade de programação;
• Facilidade de manutenção com conceito plug-in;
• Alta confiabilidade;
• Dimensões menores que painéis de Relês, para redução de custos;
• Envio de dados para processamento centralizado;
• Preço competitivo;
• Expansão em módulos;
• Mínimo de 4000 palavras na memória.
A grande vantagem dos controladores programáveis era a possibilidade de re-
programação, permitindo transferir as modificações de hardware em modificações
de software.
Nascia, assim, a indústria de controladores programáveis, hoje com um mercado
mundial estimado em 4 bilhões de dólares anuais, e que no Brasil é estimado em 50
milhões de dólares anuais (dados de 2005).
Com o sucesso do uso dos CLPs na indústria, a demanda por novas funções e
maior capacidade aumentou consideravelmente.
Basicamente, um Controlador Lógico Programável apresenta as seguintes carac-
terísticas:
• Hardware ou dispositivo de controle de fácil e rápida programação, ou repro-
gramação, com a mínima interrupção da produção;
• Capacidade de operação em ambiente industrial;
• Sinalizadores de estado e módulos plug-in de fácil manutenção e substituição;
• Hardware ocupando espaço reduzido e apresentando baixo consumo de e-
nergia;
• Possibilidade de monitoração do estado e operação do processo ou sistema,
através da comunicação com computadores;
• Compatibilidade com diferentes tipos de sinais de entrada e saída;
• Capacidade de alimentar, de forma contínua ou chaveada, cargas que con-
somem correntes de até 2 A;
• Hardware de controle que permite a expansão dos diversos tipos de módulos,
de acordo com a necessidade;
• Custo de compra e instalação competitivo em relação aos sistemas de contro-
le convencionais;
• Possibilidade de expansão da capacidade de memória;
• Conexão com outros CLP’s através de rede de comunicação.
De acordo com (Natale, 2003, p.11), o CLP “É um computador com as mesmas
características conhecidas do computador pessoal, porém, [é utilizado] em uma apli-
cação dedicada [...]” na automação de processos em geral, e no comando numérico
computadorizado (CNC) realiza a automação da manufatura.
Definição segundo a ABNT
O CLP é um equipamento eletrônico digital com hardware e software compa-
tíveis com aplicações industriais.
Definição segundo a Nema (National Electrical Manufactures Association)
Aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para arma-
zenamento interno de instruções para aplicações específicas, como lógica, sequen-
ciamento, temporização, contagem e aritmética, para controlar, através de módulos
de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou processos.
Um CLP é um equipamento eletrônico digital que tem por objetivo aplicar fun-
ções específicas de controle e monitoração sobre variáveis de uma máquina ou pro-
cesso.
De forma geral, os controladores lógicos programáveis (CLP’s) são equipa-
mentos eletrônicos de última geração, utilizados em sistemas de automação flexível.
Estes permitem desenvolver e alterar facilmente a lógica para acionamento das saí-
das em função das entradas. Desta forma, podemos utilizar inúmeros pontos de en-
trada de sinal para controlar pontos de saída de sinal (cargas).
As vantagens da utilização dos CLP's, comparados a outros dispositivos de
controle industrial, são:
• Menor espaço ocupado;
• Menor Potência elétrica requerida;
• Reutilização;
• Programável:
• Maior confiabilidade;
• Fácil manutenção;
• Maior flexibilidade;
• Permite interface através de rede de comunicação com outros CLP’s e micro-
computadores;
• Projeto mais rápido.
Todos estes aspectos mostram a evolução da tecnologia, tanto de hardware
quanto de software, o que permite acesso a um maior número de pessoas nos proje-
tos de aplicação de controladores programáveis e na sua programação.
O controlador programável automatiza processos industriais, de sequencia-
mento, inter travamento, controle de processos, batelada, etc.
Este equipamento tem seu uso na área de automação da manufatura e de
processos contínuos.
Praticamente não existem ramos de aplicações industriais onde não poss
mos aplicar os CLP’s. Por exemplo:
• Máquinas industriais (operatrizes, injetoras de plástico, têxteis, calçados);
• Equipamentos industriais para processos ( siderurgia, papel e celulose, petr
química, química, alimentação, mineração, etc);
• Equipamentos para controle de energia (demanda, fator de carga);
• Controle de processos com realização de sinalização, inter
trole PID;
• Aquisição de dados de supervisão em: fábricas, prédios inteligentes, etc;
• Bancadas de teste automático de componentes industriais.
Com a tendência dos CLP’s terem baixo custo, muita inteligência, facilidade
de uso e massificação das apli
cessos e nos produtos. Poderemos encontrá
trônicos, residenciais e veículos.
O CLP utilizado para o controle automático neste projeto é do modelo
30MT da Mitsubishi com as seguintes características:
18 entradas / 2 saídas rápidas e 14 saídas transistor
Comunicação RS 422 com a IHM
Alimentação: 24VCC
Capacidade de programação: 2K Steps
Comunicação RS 422 com o PC
Praticamente não existem ramos de aplicações industriais onde não poss
P’s. Por exemplo:
áquinas industriais (operatrizes, injetoras de plástico, têxteis, calçados);
quipamentos industriais para processos ( siderurgia, papel e celulose, petr
química, química, alimentação, mineração, etc);
quipamentos para controle de energia (demanda, fator de carga);
ontrole de processos com realização de sinalização, inter
quisição de dados de supervisão em: fábricas, prédios inteligentes, etc;
ancadas de teste automático de componentes industriais.
Com a tendência dos CLP’s terem baixo custo, muita inteligência, facilidade
de uso e massificação das aplicações, este equipamento pode ser utilizado nos pr
cessos e nos produtos. Poderemos encontrá-lo em produtos eletrodomésticos, el
trônicos, residenciais e veículos.
O CLP utilizado para o controle automático neste projeto é do modelo
Mitsubishi com as seguintes características:
18 entradas / 2 saídas rápidas e 14 saídas transistor
422 com a IHM
Capacidade de programação: 2K Steps
422 com o PC

Figura 33 - (+%
Praticamente não existem ramos de aplicações industriais onde não possa-
áquinas industriais (operatrizes, injetoras de plástico, têxteis, calçados);
quipamentos industriais para processos ( siderurgia, papel e celulose, petro-
quipamentos para controle de energia (demanda, fator de carga);
ontrole de processos com realização de sinalização, inter travamento e con-
quisição de dados de supervisão em: fábricas, prédios inteligentes, etc;
ancadas de teste automático de componentes industriais.
Com a tendência dos CLP’s terem baixo custo, muita inteligência, facilidade
cações, este equipamento pode ser utilizado nos pro-
lo em produtos eletrodomésticos, ele-
O CLP utilizado para o controle automático neste projeto é do modelo FX-1S-
Figura 34 - (+% Mitsubis.i

Figura 35 - (+% Mitsubis.i



3.4 Interface Homem
É responsável pela comunicação do operador com o sistema para atuar em var
áveis do processo (tais como temperatura,
programa ou que se entenda ele.
Existe uma enorme gama de IHMs displays de uma ou dezenas de linhas ou gr
ficos, de acordo com a aplicação e necessidade.
Um ponto forte deste projeto é a utilização do IHM, ou seja, (
Máquina) um componente de interface eletrônica usado para o controle do operador
da esteira. Este tipo de componente é muito usado nas indústrias em todos os tipos
de maquinas, o IHM utilizado
touch screen.
O IHM GT1020 oferece
com 3.7 polegadas e com
em três cores para uma
recem várias características poderosas.
acontece o fundo pode ser
RS422 (LBL e LBD modela)
Interface Homem Máquina (IHM)
É responsável pela comunicação do operador com o sistema para atuar em var
áveis do processo (tais como temperatura, pressão, etc.) sem que se interfira com o
programa ou que se entenda ele.
Existe uma enorme gama de IHMs displays de uma ou dezenas de linhas ou gr
ficos, de acordo com a aplicação e necessidade.
Figura 36 - Exe",los de 1:Ms
ponto forte deste projeto é a utilização do IHM, ou seja, (
) um componente de interface eletrônica usado para o controle do operador
ste tipo de componente é muito usado nas indústrias em todos os tipos
M utilizado é da marca Mitsubishi modelo GT1020
oferece uma tela de cristal liquido monocromático luminoso
com a funcionalidade touch screen e com iluminação de fundo
variedade larga de aplicações. Pequeno em dimensões, of
características poderosas. Suportam vários idiomas
acontece o fundo pode ser alterado para vermelho chamando a atenção
LBD modela) para programar sua interface.
É responsável pela comunicação do operador com o sistema para atuar em vari-
pressão, etc.) sem que se interfira com o
Existe uma enorme gama de IHMs displays de uma ou dezenas de linhas ou grá-

ponto forte deste projeto é a utilização do IHM, ou seja, (Interface Homem
) um componente de interface eletrônica usado para o controle do operador
ste tipo de componente é muito usado nas indústrias em todos os tipos
modelo GT1020-LBD com tela
monocromático luminoso
iluminação de fundo
Pequeno em dimensões, ofe-
Suportam vários idiomas, e quando um erro
chamando a atenção. Conexão
Figura 37 - !elas e (onex#o 1:M

Figura 38 - *i"ens;es 1:M


Figura 3 - Es,eci6ica/;es do 1:M
Figura 4$ - !elas %rogra"adas


3.5 Sensores
Utilizamos dois sensores neste projeto, um sensor óptico da marca Sick empre
tado do Professor Pedrosa e um sensor de fim de curso da Festo emprestado do
laboratório da escola.
O sensor de fim de curso foi utilizado para o posicionamento do braço suporte
dos eletroímãs que através de movimento retira os materiais coletados
O sensor de óptico que esta em baixo dos eletroímãs tem a função de identif
car qualquer objeto que os eletroímãs
tema.
Utilizamos dois sensores neste projeto, um sensor óptico da marca Sick empre
tado do Professor Pedrosa e um sensor de fim de curso da Festo emprestado do
O sensor de fim de curso foi utilizado para o posicionamento do braço suporte
os eletroímãs que através de movimento retira os materiais coletados
Figura 41 - &ensor de Fi" de (urso
O sensor de óptico que esta em baixo dos eletroímãs tem a função de identif
car qualquer objeto que os eletroímãs atraírem, enviando um sinal e ativando o si
Figura 42 - &ensor <,tico &ic=
Utilizamos dois sensores neste projeto, um sensor óptico da marca Sick empres-
tado do Professor Pedrosa e um sensor de fim de curso da Festo emprestado do
O sensor de fim de curso foi utilizado para o posicionamento do braço suporte
os eletroímãs que através de movimento retira os materiais coletados da esteira.

O sensor de óptico que esta em baixo dos eletroímãs tem a função de identifi-
atraírem, enviando um sinal e ativando o sis-

3.6 Esquema elétrico

Figura 43 - Es3ue"a El0trico 1

Figura 44 - Es3ue"a El0trico 2

Figura 45 - Es3ue"a El0trico 3















4. Fluxograma Funcionamento
















Início
Tela de Inicialização
Partida
Detectou um
objeto?
Atuador posiciona eletro-
ímã para descarte e volta
ao ponto zero.
Detectou 3
peças em 10
minutos?
Atuador posiciona eletro-
ímã para descarte e volta
ao ponto zero e o CLP
trava o sistema.
Sistema
Travado
Operador confere o pro-
cesso e clica em reset
para reiniciar a esteira.
Fim
S
S
N
N
5. Programação
O programa foi desenvolvido em linguagem LADDER e editado no software pró-
prio da Mitsubishi, o GX DEVELOPER esse software é próprio para equipamentos
da fabricante e feito para vários modelos, entre eles o FX1S, usado no projeto.
O programa segue a seguinte lógica do fluxograma, um botão START na tela
touch screen aciona o funcionamento da esteira e ao detectar um objeto, o programa
manda um sinal ao motor atuador que retira o objeto e o descarta. Um contador de
peças registra e mostra na IHM. Se em um intervalo de 10 minutos o sensor detectar
3 peças, o sistema será travado e será necessário que o operador através da inter-
face RESET o sistema para continuar o processo. As telas do IHM também são pro-
gramadas conforme a necessidade, abaixo as telas desenvolvidas.











INICIALIZAÇÃO
TELA E OPE!AÇÃO
TELA E "ELP
#
!E$E!%NCIA!
#
STA!T
!ESET
O&
'(PEÇAS
#
#
STA!T
!ESET
E!!O
3(PEÇAS
6. Lista de Materiais
QTD Descrição Códogo VL Unit VL total
4 Anel Elástico ) 45
4 Arruelas M12
1 Barra roscada M12
3 Barra Tubo metalon 20 x 20
1 Caixa de relés Festo
1 Chapa compensado 240 x 1500 x 20
1 CLP Mitsubishi FX-1S-30-MT
1 Correia dentada T10 Largura 16 810
1 Eixo Guia
1 Eixo Movido
1 Fonte 220/24v Festo
1 IHM GT-1020
4 Mancais
20 Metros de cabo 1.5 preto
20 Metros de cabo 1.5 vermelho
100 Metros Fio Esmaltado AWG 21
2 Motores de parabrisa Bosch CHP
30 Parafudo allen M6 x 60
1 Polia Sincronizada passo T10 T10/15 -6FW
1 Polia Sincronizada passo T10 T10/40 -6FW
1 Ponte Retificadora
4 Porcas M12
1 Relé óptoacoplador
4 Rolamento 6004 ZZ
1 Sensor Fotoelétrico Sick
1 Transformador 300 W













7. Conclusão
No início as primeiras dificuldades foram relacionadas ao grupo de alunos
quanto há divisão de tarefas, motivação, prazos a serem cumpridos, divergências
esperadas em um grupo de 7 pessoas com visões e experiências diferentes.
Quando começamos a por em prática o planejamento, e a estrutura principal
ficou pronta, nosso projeto começou a andar, neste ponto os desafios estavam em
como fixar os motores e a transmissão, e com muita discussão chegamos a solu-
ções concretas e fomos vencendo as dificuldades.
Parte importante do nosso projeto era desenvolver um eletroímã com campo
magnético suficiente para atender as necessidades, mas como já descrito no item
2.7.8 acabamos por optar por outra solução.
Muitas das dificuldades foram resolvidas na sequência em que apareceram,
pois nosso grupo conta com pessoas experientes em trabalhos em oficinas e até
mesmo automação.
Os itens comprados para este projeto foram poucos e o custo dividido entre o
grupo ficou baixo, vários itens vieram da reciclagem e reaproveitamento, exemplos,
os motores de limpador de para-brisa da Bosch conseguimos no desmanche, trans-
formador 110/220 volts para 12/24 volts desmanche industrial, madeiras, alguns i-
tens emprestados do laboratório da escola, etc.
A utilização de um CLP e um IHM só foi possível graças a colaboração da
empresa de automação industrial de um participante do grupo que emprestou o e-
quipamento para o projeto.