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1. INTRODUÇÃO

Cada microrganismo possui suas condições ideais para crescimento. Os
fatores que influenciam o crescimento microbiano são variados, incluindo
físicos e químicos. Entre os físicos está a temperatura, o pH e a pressão
osmótica.
O manuseio efetivo dos microrganismos nos laboratórios, no lar, nos
hospitais e em industrias depende essencialmente dos conhecimentos
adquiridos sobre como controlar os microrganismos em seu meio (Pelczar Jr, et
al. 1980). Como um todo, os microrganismos são capazes de destruir qualquer
tipo de material, como madeira e tecidos, o que ocasiona grandes perdas
econômicas e dessa forma requerem controle efetivo (Peczar Jr, et.al. 1980).
Vários agentes físicos e químicos podem ser utilizados para controlar os
microrganismos e mantê-los em níveis aceitáveis. A escolha do melhor agente
depende do que se deseja fazer: destruir ou remover todos os organismos
presente, destruir somente certos tipos ou simplesmente prevenir a
multiplicação daqueles microrganismos já presentes (Peczar Jr, et.al. 1980). O
método de escolha para controlar os microrganismos depende não somente da
natureza do agente, mas também do tipo de material que contém o
microrganismo que sendo tratado. Faz diferença se estão presentes em meios
de cultura, em produtos farmacêuticos, na superfície de instrumentos
cirúrgicos, na sala cirúrgica de um hospital ou em alimentos de consumo
humano (Peczar Jr, et.al. 1980).
Todos estes fatores são muito importantes para: a indústria de alimentos
(conservação de alimentos por pasteurização, salgamento e refrigeração); a
área da saúde (esterilização de objetos cirúrgicos e ambulatoriais por calor
úmido, assepsia com desinfetantes ácidos), dentre outras aplicações.


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2. OBJETIVOS GERAIS

Estudar o efeito da temperatura, pH e pressão osmótica no controle do
crescimento microbiano. Reconhecer o papel dos diferentes agentes físicos no
controle microbiano. Discutindo seus mecanismos de ação.

3. OBJETIVOS ESPECIFICOS:
- Mostrar os diferentes fatores que contribuem para o controle do
crescimento microbiano;
- Verificar qual microrganismo obteve maior crescimento microbiano no
cloreto de sódio, ágar nutritivo respectivos pH: 3,0; 5,5 e 9,0.























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4. MATERIAIS E METODOS

4.1 MATERIAIS

MICRORGANISMOS: Enterococcus faecalis, Candida viswanathii

MATERIAL:
Placa de Petri
Alça de inoculação
Estufa bacteriológica
Álcool 70%
Lamparina
Papel toalha

MEIO DE CULTURA
Caldo nutritivo
Extrato de levedura 3g
Peptona 5g
Agar 20g
Agua destilada 1000ml

4.2 MÈTODOS
Com uma alça de inoculação, a cultura de Enterococcus faecalis
foi inoculada em cada uma das placas contendo meio ágar nutritivo
com as concentrações de Cloreto de sódio (NaCl): 0%,2%,6%,10%.
O mesmo procedimento foi feito com a cultura de Candida
viswanathii, incubadas a 35ºC por 24h em estufa bacteriológica para
se analisar a pressão osmótica sobre o crescimento.
Enterococcus faecalis e Candida viswanathii foram inoculadas em
meio agar nutritivo e inocubadas nas temperaturas de 25ºC, 40ºC e
60ºC.
Em cada uma das placas contendo meio nutritivo nos
respectivos pH: 3,0; 5,5; 9.0 Candida viswanathii e Enterococcus
faecalis foram inoculadas e incubadas em estufas a 35ºC por 24
horas para analisar o efeito do pH.









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5. RESULTADOS E DISCURSSÃO

1. Crescimento microbiano
O crescimento microbiano acontece dentro de dois fatores físicos e
químicos no seguinte procedimento, foi observado o controle dentro do fator
físico, que incluem temperatura, pH e pressão osmótica.
Influência dos fatores físicos:
Temperatura para seu crescimento.
- Identificar os mecanismos que controlam as variações de pH no meio de
cultura.
- Explicar a importância da pressão osmótica para o crescimento
microbiano.
1.1 Efeito de temperatura
A maioria dos microrganismos crescem bem nas temperaturas ideiais
para os seres humanos. No entanto, certas bactérias são capazes de
crescer em temperaturas extremas, onde a maioria dos organismos
eucarióticos não sobreviveria.
Os microrganismos são classificados em três grupos primários
considerando as variações na temperatura de crescimento, no
procedimento classificado como psicrófilos (crescem em baixas
temperaturas), 40°C classificados como mesofilos (crescem em temperatura
moderada) e 60ºC classificados termófilos (crescem em altas temperaturas),
inoculações de bactéria Enterococcus faecalis e levedura Candida
Viswanathii. Em meio ágar nutritivo com crescimento observado em 24
horas.
1.2 Efeito do pH
O pH foi definido como acidez ou a alcalinidade de uma solução. A
maioria das bactérias tem crescimento mais vantajoso dentro das variações
pequenas de pH, no procedimento foi feito a inoculação da bactéria
Enterococcus faecalis, levedura Candida viswanathii.
1.3 Efeito do pH
Os microrganismos retiram da água, presente no seu meio ambiente, a
maioria dos seus nutrientes solúveis. A água presente dentro da célula pode
ser removida por elevações na pressão osmótica. Quando uma célula
microbiana se encontrar com uma solução contendo uma concentração de
sais superior àquela do interior da célula ocorrerá a passagem de água de
dentro da célula através da membrana plasmática, para o meio extracelular.
A perda de água por osmose causa plasmólise ou diminuição da membrana
plasmática da célula.


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A importância deste fenômeno está na inibição do crescimento no
momento em que a membrana plasmática se separa da parede celular.
Assim, a adição de sais em uma solução, como consequência, aumenta de
sais em uma solução, com consequência aumento da pressão osmótica,
pode ser utilizada na preservação dos alimentos, pois a alta concentração
de sal ou de açúcar remove a água do interior da célula microbiana
impedindo seu crescimento.
No preenchimento foi feita a inoculação da bactéria Enterococcus
faecalis e da levedura Candida viswanathii em trações de cloreto de sódio
(NaCl): 0%,2%,6%,10% e inoculadas a 35°C.

2. Resultados
Foram inoculados um total de 10 placas todas em meio ágar nutritivo
com as determinadas bactérias e/ ou leveduras, e com os determinados
fatores físicos, após 24 horas obteve- se os seguintes resultados:
Resultados exibidos em tabelas (todas as tabelas obtidas após a
observação do resultado 24/07/2014:
Crescimento abundante: +++
Crescimento moderado: ++
Crescimento escasso: +
Ausência de crescimento: -







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ILUSTRAÇÃO E TABELAS
Tabela 1: Efeito da temperatura sobre o crescimento microbiano
25°C 40°C 60°C
Enterococcus faecalis +++ + -
Candida viswanathii +++ ++ -

Foi visto que o maior crescimento ocorreu na placa da bactéria
Enterococcus faecalis com menor temperatura, á de 25°C, devido as bactérias
serem capazes de crescer em temperaturas extremas. Nas placas colocadas
para crescer em alta temperatura foi observado que tanto a bactéria quanto a
levedura Candida viswanathii não houve crescimento algum, isto ocorre pois
nenhum microrganismo é capaz de crescer em ambiente com temperaturas
elevadas.

Tabela 2: Efeito do pH sobre o crescimento microbiano
pH 3,0 pH 5,5 pH 9,0
Enterococcus faecalis - ++ +++
Candida viswanathii +++ +++ +

Observação: Na placa de pH 9,0 houve um crescimento maior da
bactéria, pois ela tende a crescer mais em pH alcalino e houve crescimento
menor na Candida viswanathii, pois tende a crescer em meio ácido.

Tabela 3: Efeito da pressão osmótica no o crescimento microbiano
0% 2,0% 6% 10%
Enterococcus
faecalis
+++ +++ + ++
Candida viswanathii +++
+
++ +



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- Temperatura á 25°C.
















- Temperatura á 40°C.


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- Temperatura á 60°C.

















- pH 3,0.



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- pH 5,5.















- pH 9,0.



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- 0% SAL















- 2% SAL.



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- 6% SAL.














- 10% SAL.


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6. CONCLUSÃO

Após o procedimento e observações depois de 24horas permitiu-se concluir
que as atividades microbianas são intensamente afetadas pelas condições
químicas e físicas do ambiente onde se encontra. O entendimento dessas
influências pode explicar a distribuição dos microrganismos na natureza. Uma
vez que cada microrganismo possui uma temperatura, pH ou pressão
osmótica mais eficiente, seja para inibir seu crescimento ou agilizá-lo, é
também uma forma de classificar os microrganismo quando estes não são
conhecidos. Em consequência deste entendimento, podem-se desenvolver
pesquisas ainda mais criteriosas com objetivo de controle ou otimização do
crescimento microbiano. Quando o microrganismo de interesse precisar ter
maior número de colônias para estudo e com rapidez de crescimento, bastará
otimizá-lo da melhor forma encontrada e já testada, além de criar outros
métodos ainda mais ágeis para aumentar o crescimento microbiano ainda
mais.




















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7. REFERÊNCIAS

- Michael Peczar, Roger Reid, E.C.S. Chan; Microbiologia Vol. I; 2ª ed.;
MCGraul-Hill do Brasil, São Paulo, 1980.

- Gerard J. Tortora, Berdell R. Funke, Christine L. Case; Microbiologia;
10ª ed.; Artmed, Porto Alegre, 2012.

- TORTORA, G.R. Microbiologia 8ª ed. Porto Alegre; Artmed, 2005.

- VERMELHO, A.B. et. Al. Práticas de Microbiologia. Guanabara
Koogan, Rio de Janeiro, 2006.