PLANEJ AMENTO TRIBUTÁRIO EFI CAZ RESULTA EM BOM RESULTADO

PARA A EMPRESA

ADILSON ALVES DA SILVA
Pós-graduando em Direito e Processo Tributário pela PUC-GO
adilson.cont@gmail.com
Orientadora Ms. Neire Divina Mendonça
RESUMO
Um estudo sobre os três regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido, e Simples
Nacional. Dentre essas modalidades o estudo buscou a forma menos onerosa para a tributação
empresarial. Com a elevada carga tributária em nosso país e a falta de planejamento tributário
algumas empresas acabam por pagar um valor elevado de impostos, pois o planejamento
tributário deixou de ser uma vantagem e passou a ser uma questão de sobrevivência para as
empresas. O estudo foi realizado em uma empresa de porte médio que atua no comércio
atacadista de produtos de informática na cidade de Goiânia estado de Goiás, e sua forma de
tributação em 2009 foi pelo Lucro Real onde evidenciamos que houve um planejamento eficaz.

Palavras-chave: 1. Regimes de Tributação 2. Impostos 3. Planejamento Tributário

INTRODUÇÃO
Para desenvolvimento do projeto utilizou-se a pesquisas em referencias, de livros,
artigos, publicações, sites e revistas.
Para analise dos regimes e escolha de melhor tributação foi feita uma pesquisa de
dados maquiados e observação direta de uma empresa com atividade de comercio atacadista
de produtos de informática, cuja tributação atual é pelo Lucro Real, localizada na cidade de
Goiânia-Goiás. A pesquisa foi efetuada no escritório da própria empresa, onde tivemos acesso
às demonstrações contábeis, demais documentos e informações que foram fornecidas pelo
contador responsável pela empresa.
O Brasil sofre com a alta carga tributária, visto que é uma das mais altas do mundo.
O planejamento tributário é um conjunto de sistemas legais que visam diminuir o pagamento
de tributos e surgiu como ferramenta para que o contribuinte possa diminuir o exorbitante
valor pago de tributos e aumentar seu lucro. Sabemos que os tributos (impostos, taxas e
contribuições) representam importante parcela dos custos das empresas, senão a maior. Com a
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globalização da economia, tornou-se questão de sobrevivência empresarial a correta
administração do ônus tributário.
A evolução tecnológica e econômica vem exigindo cada vez mais de seus
profissionais a minimização de custos e despesas e consequentemente a maximização dos
lucros. O planejamento tributário caracteriza-se como um dos principais agentes para o
sucesso ou não de uma empresa, pois a complexa e elevada carga tributária no Brasil, dificulta
e interpretação dos empresários e contadores assim como as inúmeras alterações dificultam
também de se atualizarem. Aos profissionais da Contabilidade cabe contribuir com sua
participação na geração de informações que possam dar suporte aos administradores nas
tomadas de decisões, na continuidade dos empreendimentos, pois conhecendo a legislação
tributária, o cenário fiscal e a natureza do negócio, deve promover ações que permitam
licitamente reduzir ou até eliminar tributos, e dessa forma proteger e desencaixe das empresas.
A elisão fiscal é um meio lícito podendo se aproveitado encontrar brechas da
legislação para tornar a carga tributária menos onerosa e menos confusa no que se refere à
evasão fiscal que é um ato ilegal (sonegação).
O objetivo do estudo é avaliar qual a melhor forma de diminuir, postergar ou evitar a
alta carga tributária no âmbito federal. Avaliando os três regimes tributários: Simples Nacional,
Lucro Presumido e Lucro Real mostrando a importância nos resultados da empresa e como
proceder a uma economia de impostos por meios lícitos.
O princípio constitucional não deixa dúvidas que, dentro da lei, o contribuinte pode
agir de acordo com o seu interesse. Planejar tributos é um direito tão essencial quanto planejar
o fluxo de caixa e fazer investimentos.

1 - PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
O Planejamento Tributário trata de uma maneira de se planejar a redução de impostos
em uma empresa, o que deverá refletir positivamente ou negativamente nos resultados. É uma
ferramenta muito importante e que se faz necessária em nossos dias devida à extrema
competitividade que atinge nossos empreendimentos.
A atividade preventiva estuda o planejamento tributário, inicialmente, a prioridade
dos atos e negócios jurídicos que o agente econômico (empresa, instituição financeira,
cooperativa, associação e outros.) pretende realizar.
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Sua finalidade é obter a maior economia fiscal possível, reduzindo a carga tributária
para o valor realmente exigido por lei.
Portanto, devem-se estudar e identificar todas as alternativas legais aplicáveis
ao caso ou existência de lacunas (“brechas”) na lei, que possibilitem realizar a
operação pretendida, da forma menos onerosa possível para o contribuinte,
sem contrariar a lei.
1

Há alternativas legais válidas para grandes empresas, mas que são inviáveis para as
médias e pequenas, dado o custo que as operações necessárias para execução desse
planejamento podem exigir. A relação custo/beneficio deve ser muito bem avaliada. Não há
mágica em planejamento tributário, apenas alternativas, cujas relações custo/benefício variam
muito em função dos valores envolvidos, da época e do local.
As taxas de mortalidade das empresas no Brasil são alarmantes e o maior desafio
para as novas empresas que se lançam no mercado, é permanecer nele. Em um levantamento
recente temos os seguintes dados
2
.
a) - Empresas com até 2 anos de existência (49,4% de mortalidade);
b) - Empresas com até 3 anos de existência (56,4% de mortalidade);
c) - Empresas com até 4 anos de existência (59,9% de mortalidade);

Fica então um questionamento: Uma das causas da mortalidade é também a falta de
planejamento tributário? Com um planejamento eficaz poderá ser evitado e desencaixe
monetário, podendo ser reduzido, transferido ou postergado legalmente os tributos da empresa.
Ao preparar o planejamento tributário, o administrador, busca através da ação do
contador ou em conjunto com profissional da área jurídica (tributarista), promover menos
desencaixe na empresa.
Grandes empresas já contemplam em sua estrutura organizacional, um comitê de
planejamento tributário por pessoas de várias formações e segmentos para tratar
especificamente desse grande projeto.

1
FABRETTI, Láudio Camargo. Código Tributário Nacional comentado. 5 ed. ver. e atual. São Paulo: Atlas,
2005. p. 152-153
2
Disponível em www.empreenderparatodos.adm.br/motivacao/mat_19.htm. Acesso em 27/08/2010.

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O Planejamento Tributário é afirmado por Domingues como:
Atividade empresarial que, desenvolvendo-se de forma estritamente
preventiva, projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar
quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis, cuidando
de implementar aquela menos onerosa, formando um conjunto de condutas,
comissivas, da pessoa física ou jurídica, realizadas antes ou depois da
ocorrência do fato gerador, destinadas a reduzir, mitigar, transferir ou
postergar legalmente os ônus dos tributos. Domingues
3


2 - OBJETIVO DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
O Planejamento tributário, em tese, está diretamente ligado à lucratividade e à
realidade proporcionada pela possível redução de impostos, no entanto, há o entendimento de
que os procedimentos lícitos que proporcionem uma menor carga tributária influenciam na
formação do preço de venda de mercadorias.
Os objetivos do planejamento tributário estão evidenciados para:
a) - Evitar a incidência do tributo – nesse caso adotam de procedimentos com o fim
de evitar a ocorrência do fato gerador.
b) - Reduzir o montante do tributo – as providências serão no sentido de reduzir a
base de cálculo ou alíquota do tributo;
c) - Retardar o pagamento do tributo – o contribuinte adota medidas que têm por
fim postergar o pagamento do tributo, sem ocorrência da multa.
O objetivo primordial do planejamento visa a redução ou transmissão do ônus
econômico dos tributos, podendo igualmente ocorrer situações em que o ônus não provém
diretamente da obrigação tributária principal, e sim dos deveres fiscais acessórios, a
manutenção de escrituração contábil, a apresentação de documentos.

3 - TRIBUTOS
Os tributos surgem há séculos atrás. Inicialmente eram dados aos deuses como
presentes, em gratificação aos pedidos alcançados. Com o passar dos anos, o tributo passa a
ser obrigação. Atualmente o tributo é um direito do Estado, pois assim ele pode exercer o seu

3
DOMINGUES, José Luiz Nunes. Planejamento Tributário: economia legal de recursos para as empresas.
Belém: Alves Gráfica e Editora, 2000. p. 112

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papel de Estado de Direitos, transformando esses valores arrecadados em obrigações sociais,
como escola, hospitais, etc.
A primeira preocupação do legislador foi de estabelecer que se trata de
prestação pecuniária, ou seja, é através dela que o estado arrecadaria fundos
para manutenção da máquina administrativa e a conseqüente execução de suas
atividades.
4


O art. 3° do CTN – Código Tributário Nacional conceitua tributo:

Tributo é toda prestação pecuniária, compulsória em moeda ou cujo
valor nessa possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito,
instituída em lei e cobrado mediante atividade administrativa
plenamente vinculada.

O tributo é a obrigação imposta aos indivíduos e pessoas jurídicas de recolher valores
ao Estado, ou entidades equivalentes, É vulgarmente chamado por imposto, embora
tecnicamente este seja mera espécie dentre as modalidades de tributos.

4 - CARGA TRIBUTÁRIA
O contribuinte, atualmente, convive com uma alta carga tributária e uma forma muito
difícil de administrar esses impostos. As empresas convivem com 59 (cinqüenta e nove)
tributos dentre taxas, contribuições e tarifas e 93 (noventa e três) obrigações acessórias que
tem de serem cumpridas para efetivar os pagamentos dos tributos. Toda esta burocracia
consome em media 1% (um por cento) sobre a receita bruta anual das empresas, somente com
o preenchimento de guias, acompanhamento de mudanças e arquivos de documentos.
Quando falamos em pessoas físicas e não mais empresas, o numero de impostos cai,
porém em número menor. São 38 impostos, taxas e contribuições pagas pela media dos
brasileiros. A dificuldade em entender a extensa e vasta legislação tributária e a alta carga
contribui para o aumento da sonegação, levando o governo a criar novas maneiras de controlar
os tributos através de declarações assessorias aumentando assim a luta contra a sonegação.


4
MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direto Tributário. 28 ed.. São Paulo: Malheiros, 2008, p. 65

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5 - ELISÃO FISCAL
Elisão fiscal, termo definido para o Planejamento Tributário se faz um ato lícito, com
o objetivo de maximizar os lucros, diminuindo o valor dos impostos a serem pagos a união. A
elisão fiscal representa a execução ou elaboração de procedimentos, antes do fato gerador,
legitimo, ético, para reduzir ou eliminar a obrigação tributária, dando legitimidade ao
planejamento tributário, surgindo as brechas encontradas na legislação.
De acordo com Shingaki
5
: “a elisão fiscal é definida como a economia lícita,
mediante toda e qualquer operação anterior à ocorrência do fato gerador que, sem violar a lei,
evita, reduz ou posterga o imposto”. Corroborando esta opinião, Koch
6
afirma: “a elisão fiscal,
hodiernamente tratava como planejamento tributário consiste em praticar atos legais, sem
dissimulação, sem fraude, visando minimizar o imposto a recolher”.
Pode-se afirmar então que a doutrina nacional considera a elisão fiscal como o
procedimento que, antes da ocorrência do fato gerador, evita que este ocorra ou então que
ocorra de maneira mais econômica.
É notório que a licitude esta presente em todos os conceitos de elisão tributaria, uma
vez transgredida a lei, o que era elisão será considerada evasão, não sendo mais considerado
um comportamento licito.

6 - EVASÃO FISCAL
Evasão fiscal é a forma que inflige a lei, esta forma é realizada após a ocorrência do
fato gerador da obrigação tributária, consistindo em ação dolosa ou intencional, ocultando ou
reduzindo fatos e informações de forma a diminuir o montante a ser recolhido para a União. A
evasão causa enormes prejuízos ao governo e a sociedade como um todo. Oliveira
7
conceitua
evasão fiscal como. “Toda e qualquer ação ou omissão tendente a elidir, reduzir ou retardar o
cumprimento de obrigação tributária.”

5
SHINGAKI, Mário. Gestão de I mpostos – Para Pessoas Físicas e J urídicas. 7 ed. São Paulo: Saint Paulo,
2010, p.25
6
KOCH, Deonisio. Manual do I CMS. 1 ed. São Paulo: Juruá, 2003, p. 116
7
OLIVEIRA, Rúbia Carla Mendes de, SANTOS Adiléia Ribeiro: Artigo Científico: Planejamento tributário
com ênfase em empresas optantes pelo lucro real. Faculdade de Telêmaco Borba- FATEB-PR. p. 170
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A evasão fiscal provém de artifícios dolosos nos quais o contribuinte, em afronta à
legislação, reduz sua carga tributária, o que é entendido, acertadamente, como sonegação,
pelos auditores da fazenda pública
8
.
A evasão fiscal, ou sonegação, como é comumente conhecida, é um problema tão
antigo quanto os impostos em si. Sua ocorrência traz fortes implicações para o funcionamento
do sistema tributário e da economia como um todo, além de ser um dos principais problemas
que as administrações tributárias enfrentam. Tal fenômeno afeta a eficiência econômica, reduz
a equidade tributária e compromete as ações de política econômico-tributária
9
.
Portanto, controlar os níveis de evasão fiscal deve ser um dos principais objetivos das
autoridades tributárias. No entanto, fazer com que os contribuintes paguem corretamente os
tributos é uma tarefa bastante árdua, dados os limites estruturais da economia, os diversos
incentivos à atividade de sonegação e, em alguns casos, a aceitação deste comportamento.

7 - OPÇÃO PELA MODALIDADE DE TRIBUTAÇÃO
A entidade econômica tributa seu faturamento ou seu resultado, tendo como variável
a obrigatoriedade expressa na lei, que obriga em obedecer à determinada modalidade de
tributação, ou, caso a lei não determine, a entidade poderá optar pela modalidade de tributação
que resulte menor desencaixe monetário.

7.1 - SIMPLES NACIONAL – Super Simples
O Simples Nacional que substituiu o Simples Federal, surgiu para amenizar os
tributos imposto pelo governo, das micro e pequenas empresas, pois o sistema tem regras
diferenciadas para ambas.
Entrou em vigor, no dia 01 de julho 2007, o Simples Nacional, um regime tributário
diferenciado que unifica e simplifica a arrecadação de oito impostos e contribuições federais,
estaduais e municipais, instituído pelo Estatuto Nacional das Micro e Pequenas Empresas (Lei
Complementar n. 123/2006) O Simples Nacional, também conhecido com Super Simples,

8
Disponível em http://www.advempresarial.com. Acesso em 27/08/2010.
9
Disponível em http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp. Acesso em 26/08/2010.

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implica no recolhimento, mediante um único documento de arrecadação (DAS), dos seguintes
impostos e contribuições: IRPJ, PIS, COFINS, IPI, CSLL, INSS, ICMS e ISS.
Os limites máximos de receita bruta anual para enquadramento no Simples Nacional
previstos na LC n° 123/2006 atribuem às:
Microempresa (ME): R$ 240.000,00 e Empresa de Pequeno Porte (EPP): R$
2.400.000,00
10
.

7.2 - LUCRO PRESUMIDO
O Lucro Presumido é regime de tributação onde a base de cálculo é obtida por meio
de aplicação de percentual definido em lei sobre a receita bruta. Como próprio nome diz, trata-
se de presunção de lucro, tendo para esse regime, algumas vantagens relativas às obrigações
acessórias, pois o fisco federal dispensa as empresas enquadradas nesse regime da escrituração
contábil, desde que seja mantido o livro-caixa.
As alíquotas encontradas para base de cálculo conforme RIR/99 atribuem às vendas
de mercadorias 8%, sobre às revenda de combustível 1,6%, sobre o transporte de passageiros
16%, sobre prestação de serviços 32%
As pessoas jurídicas que obtiverem uma receita bruta total, no ano calendário,
inferior a R$ 48.000.000,00 (Quarenta e oito milhões de reais), poderão optar pelo lucro
presumido.

7.3 - LUCRO REAL
O lucro real é a única forma de tributação em que o fisco exige a apuração do
resultado do lucro líquido apurado pela contabilidade no exercício das empresas, ou seja, o
“real” resultado, aquilo que realmente foi movimentado.
Lucro Real é o liquido do período-base de apuração ajustado pelas adições, exclusões
ou compensações previstas ou autorizadas pela legislação. Sua determinação dever ser
precedida da apuração do lucro líquido contábil de cada período de apuração, com observância
das disposições das leis comerciais. O resultado contábil apurado é, então, ajustado

10
Receita Federal do Brasil. Reconhecendo as diferenças econômicas de cada estado, a lei prevê a possibilidade
de estabelecimento de um limite menor para efeito de pagamento de ICMS e ISS.

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extracontabilmente, num livro especifico denominado Livro de Apuração do Lucro Real
(LALUR).

8 - RESULTADOS DA PESQUISA E DISCUSSÃO
A seguir apresentamos uma comparação entre os regimes de tributação Lucro Real,
Lucro Presumido e Simples Nacional. Depois de realizado o estudo através dos documentos
analisados, exibiremos as Demonstrações de Resultado do Exercício 2009. Após a
comparação das três modalidades foi possível observar que a forma em que a empresa trabalha
resulta em uma menor carga tributária.

Tabela 1: Demonstração de Resultado do Exercício 2009 – Lucro Real.


LUCRO REAL
TIBURON INFORMATICA LTDA
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
PERÍODO: 01/01/2009 A 31/12/2009

DRE
1) Receita Operacional Bruto 2.390.691,44
2) Deduções das Vendas
2.1) (-) Devoluções de Vendas 70.746,11
2.2) (-) Pis S/ Faturamento 4.627,71
2.3) (-) Cofins S/ Faturamento 21.315,51
2.4) (-) ICMS S/ Vendas 25.648,51
3) Receita Operacional Líquida 2.268.353,60

4) C.M.V (Custo Mercadorias Vendidas) 2.115.647,75
5) Lucro Bruto 152.705,85

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6) Despesas Operacionais C/ Vendas 45.293,55
7) Despesas Administrativas 51.241,47
8) Despesas Financeiras 7.720,40
9) Resultado Operacional 48.450,43

10) Receitas e Despesas não Operacionais 6.555,89
11) Lucro antes do imposto de renda 55.006,32
12) Imposto de Renda 8.250,95
13) C.S.S.L 4.950,57
14) Lucro Líquido do Exercício 41.804,80

Reconhecemos a exatidão do presente Demonstrativo de Resultado, realizado em 31 de
dezembro de 2009, onde apresentou um lucro de R$ 41.804,80.
Fonte: Escritório Financeiro Estabelecido dentro da própria empresa.

Tabela 2: Demonstração de Resultado do Exercício 2009 – Lucro Presumido.

LUCRO PRESUMI DO
TIBURON INFORMATICA LTDA
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
PERÍODO: 01/01/2009 A 31/12/2009

DRE
1) Receita Operacional Bruto 2.390.691,44
2) Deduções das Vendas
2.1) (-) Devoluções de Vendas 70.746,11
2.2) (-) Pis S/ Faturamento 15.539,49
2.3) (-) Cofins S/ Faturamento 71720,74
2.4) (-) ICMS S/ Vendas 25.648,51
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2.5) (-) IRPJ S/ Faturamento 28.688,30
26) (-) C.S.S.L 25.819,47
3) Receita Operacional Líquida 2.152.528,82

4) C.M.V (Custo Mercadorias Vendidas) 2.115.647,75
5) Lucro Bruto 36.881,07

6) Despesas Operacionais C/ Vendas 45.293,55
7) Despesas Administrativas 51.241,47
8) Despesas Financeiras 7.720,40
9) Resultado Operacional -67.374,35

10) Receitas e Despesas não Operacionais 6.555,89
11) Prejuízo do Exercício -60.818,46


A tabela acima demonstra os valores calculados através da receita bruta de
mercadorias, as alíquotas e a base de cálculo dos impostos federais: Pis, Cofins, IRPJ e CSLL.
Lucro Presumido é a forma simplificada de tributação, através de percentuais de
presunção do lucro, observando o mesmo período, as alíquotas do PIS e COFINS são
cumulativas e são 0,65% e 3 % respectivamente, IRPJ e CSSL são 1,2% e 1,08% aumentando
assim o tributo em relação ao lucro real, observa-se consideráveis diferenças entre o valor do
pagamento destes tributos fazendo com essa diferença reflete diretamente no lucro da
empresa, tornando-se a principal diferenciação entre as duas modalidades.

Tabela 3: Demonstração de Resultado do Exercício 2009 – Simples Nacional.

SI MPLES NACIONAL
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TIBURON INFORMATICA LTDA
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
PERÍODO: 01/01/2009 A 31/12/2009

DRE
1) Receita Operacional Bruto 2.390.691,44
2) Deduções das Vendas
2.1) (-) Devoluções de Vendas 70.746,11
2.2) (-) DAS 277.559,28
3) Receita Operacional Líquida 2.042386,05

4) C.M.V (Custo Mercadorias Vendidas) 2.115.647,75
5) Lucro Bruto -73261,70

6) Despesas Operacionais C/ Vendas 45.293,55
7) Despesas Administrativas 51.241,47
8) Despesas Financeiras 7.720,40
9) Resultado Operacional -177.516,72

10) Receitas e Despesas não Operacionais 6.555,89
11) Prejuízo do Exercício -170.960,83


MONTANTE DOS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES DETERMINADOS COM BASE NO
SIMPLES NACIONAL, LUCRO PRESUMIDO E LUCRO REAL
No estudo comparativo desenvolvido, contata-se que a forma que proporciona maior
economia tributária é o lucro real, em relação ao simples nacional e lucro presumido, pois, a
entidade empresarial obteve um lucro no montante de R$ 41.804,80 (quarenta e um mil e
oitocentos e quatro reais e oitenta centavos) apurado pelo lucro real, prejuízo de R$ -60.818,46
(sessenta mil oitocentos e dezoito reais e quarenta e seis centavos) apurado pelo lucro
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presumido, prejuízo de R$ -170.960,83 (cento e setenta mil novecentos e sessenta reais e
oitenta e três centavos) apurado pelo simples nacional.
Ao efetuar-se uma análise da forma de tributação das pessoas jurídicas com fins
lucrativos com vista a selecionar a forma mais econômica para recolher os tributos e
contribuições, recomenda-se analisar, principalmente, as seguintes situações da organização
objeto de análise: tipo de atividade econômica; composição societária; composição e valor da
receita bruta; manutenção de escrituração contábil regular; níveis de custos e despesas
operacionais em relação à receita bruta (lucratividade); montante da folha de pagamento com
os encargos trabalhistas e previdenciários; existência de prejuízos fiscais; lucros inflacionários
diferidos e outras situações de especificas da atividade da pessoa jurídica.
Cabe destacar que a pessoa jurídica poderá formalizar sua opção para adesão ao
Simples Nacional no montante de sua inscrição, em relação ao Lucro Presumido e Lucro Real,
a opção será exercida com o pagamento da quota única ou da primeira quota do imposto
devido correspondente ao primeiro trimestre do ano-calendário.

CONCLUSÃO
Em nossos dias reduzir custos e despesas é indispensável, pois o mercado de trabalho
é extremamente competitivo. O planejamento tributário e um fator de diferenciação para
assegurar a competitividade e constitui uma forma preventiva e legítima de economia na carga
tributária, através de lacunas na lei pode-se buscar alternativas na diminuição de impostos e
tomadas de decisões, que refletem positivamente nos resultados da empresa.
Com relação aos regimes de tributação fica demonstrado que cada empresa deve ser
analisada individualmente, cabendo uma profunda análise para a opção da melhor tributação,
determinando o sucesso ou fracasso dos negócios, independente do porte da empresa.
O estudo desenvolvido através de análise das demonstrações contábeis mostra que
para a empresa analisada a melhor forma é o Lucro Real pela sua atividade. Através do estudo
de caso ficou comprovado que o regime tributário escolhido pela empresa é adequado, e o
Lucro Real atual regime pelo qual a empresa optou no exercício analisado, foi a forma mais
vantajosa, havendo um maior encaixe monetário, aumentando a lucratividade e possibilitando
maiores investimentos.
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Vimos na pratica o quanto é importante conhecer, planejar, entender e aplicar a
melhor forma de tributação diante de um longo estudo e conhecimento nas leis.
Comprovou-se o quanto a carga tributária se minimiza quando se opta por um regime
correto, finalizando assim as considerações a respeito da pesquisa e respondendo a questão
feita no inicio desse trabalho, provou-se que é possível sim através de um planejamento
reduzir o pagamento de impostos se uma empresa optar pela tributação adequada.

REFERÊNCIAS

DOMINGUES, José Luiz Nunes. Planejamento Tributário: economia legal de recursos para
as empresas. Belém: Alves Gráfica e Editora, 2000. p. 112
FABRETTI, Láudio Camargo. Código Tributário Nacional comentado. 5 ed. ver. e atual.
São Paulo: Atlas, 2005.
IOB A Thomson Company – Curso básico de Contabilidade I – Modulo 5
KOCH, Deonisio. Manual do I cms – 1 ed. São Paulo: Juruá, 2003.
KRAUSPENHAR JUNIOR, Darvin. dissertação apresentada como requisito parcial à
obtenção do grau de Mestre em Administração (Área de Concentração: Gestão Estratégica das
Organizações) Centro de Ciências da Administração, Universidade do Estado de Santa
Catarina - UDESC. Florianópolis 2005.

Lei Complementar nº 123 de 14 de dezembro de 2006.
MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direto Tributário. 28 ed. São Paulo: Editora
Malheiros, 2008.
OLIVEIRA, Rúbia Carla Mendes de, SANTOS Adiléia Ribeiro: Artigo Científico:
Planejamento tributário com ênfase em empresas optantes pelo lucro real. Faculdade de
Telêmaco Borba- FATEB-PR
Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99 (Decreto nº 3.000 26 de março de 1999)
Revista Brasileira de Contabilidade – Ano xxxv nº 158 – março/abril 2006.
Shingaki, Mário. Gestão de I mpostos – Para Pessoas Físicas e J urídicas. 7 ed. São Paulo:
Saint Paul, 2010.
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TOLEDO, Maria de Lourdes Araújo de Sousa, CAMPOS Jonas Comim de: Artigo
Científico: Contabilidade tributária prevenção e planejamento para eficiência da gestão
fiscal. UNIVAP – Universidade do Vale do Paraíba – São José dos Campos – SP.
www.empreenderparatodos.adm.br/motivação/mat_19.htm.
www.receita.fazenda.gov.br
www.advempresarial.com .
www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp
YUNG, Lúcia Helena Briski. Planejamento tributário fusão, cisão e incorporação. 4 ed
Curitiba: Juruá, 2008.
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