FUNDAÇÃO EDUCACIONAL MONSENHOR MESSIAS

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SETE LAGOAS
Unidade Acadêmica de Ensino de Ciências Gerenciais
Curso de Ciências Contábeis









VILMA FERNANDES FERREIRA








PLANEJ AMENTO TRIBUTÁRIO
Simples Nacional x Lucro Presumido
























SETE LAGOAS
2011


VILMA FERNANDES FERREIRA










PLANEJ AMENTO TRIBUTÁRIO
Simples Nacional x Lucro Presumido













Artigo Científico apresentado ao curso de Ciências
Contábeis da Faculdade de Ciências Gerencias,
UNIFEMM- Centro Universitário de Sete Lagoas,
como requisito parcial para obtenção do grau de
bacharel em Ciências Contábeis.

Área de concentração: Contabilidade Tributária

Orientador: Prof. Ricardo Rosa Dutra













SETE LAGOAS
2011


CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SETE LAGOAS – UNIFEMM
Unidade Acadêmica de Ensino de Ciências Gerenciais
Curso de Ciências Contábeis




VILMA FERNANDES FERREIRA





PLANEJ AMENTO TRIBUTÁRIO
Simples Nacional x Lucro Presumido





Artigo apresentado à Unidade Acadêmica de
Ensino de Ciências Gerenciais do Centro
Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM,
como requisito parcial à obtenção do grau de
Bacharel em Ciências Contábeis.




Sete Lagoas, ____ de ______________de 2011.


Aprovado com nota ____________.


BANCA EXAMINADORA:


___________________________
ORIENTADOR: Prof. Ricardo Rosa Dutra


___________________________
AVALIADOR: Prof.


___________________________
AVALIADOR: Prof.
3

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo principal mostrar a importância do planejamento
tributário através da comparação entre dois regimes tributários: Simples Nacional (Regime
Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e o Lucro Presumido, para uma empresa de
comércio. Na comparação entre os dois regimes tributários são apresentados os principais
conceitos, cálculos, as formas que os impostos e contribuições são tratados e a apuração.
Para qualquer empresa a diminuição de gastos é vital, o preço de produtos e serviços deve
estar compatível com o mercado, a carga tributária traz ônus que a empresa não pode ter
além dos que já são devidos, para conseguir lucro e crescimento. Na conclusão do estudo é
encontrada grande diferença nos resultados, o que pode significar a continuidade de uma
empresa, essa diferença representa a importância do planejamento tributário, uma
ferramenta importante para tomada de decisão.

Palavras-chave: Planejamento Tributário, Simples nacional, Lucro Presumido.

ABSTRACT

This work has as main objective to show the importance of tax planning by
comparing two tax regimes: Simple National (Special Regime Unified Collection of Taxes
and contributions payable by Micro and Small Enterprises) and Assumed
Income for a trading company. In comparing the two tax regimes are the main concepts,
calculations, forms that taxes and contributions are treated and counting. For any company
to reduce expenses is vital, the price of products and services must be compatible with
the market, the tax load burden that brings the company cannot have other than those
already are due to achieve profit and growth. At the conclusion of the study is found big
difference in the results, which may mean the continuation of a company, this difference
represents the importance of tax planning, an important tool for decision making.

Keywords: Tax Planning, National Simple, Presumed profit.

1 INTRODUÇÃO

No Brasil a história da tributação vem desde a época da Coroa Portuguesa, recebemos
como herança um sistema tributário não justo e não comprometido com a construção e o
desenvolvimento da nação, com o objetivo de explorar e custear as despesas da Coroa. No
decorrer do tempo muitos movimentos revoltosos históricos foram originados ou motivados
por questões tributárias como exemplo a Inconfidência Mineira e a Guerra dos Farrapos
(REZENDE, 2010).
4

As criticas ao sistema tributário brasileiro permanecem até os dias de hoje, sendo por
sua complexidade, seu grande número de tributos, a legislação extensa, a grande carga
tributária e seus efeitos sobre a economia das empresas, pessoas e do país. As criticas são
também baseadas quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo governo, que devem ser
direcionadas para o atendimento das necessidades sociais (saúde, educação segurança, etc.),
talvez a insatisfação da contrapartida dada pelo Estado em troca dos tributos pagos, seja um
dos principais motivos pelos quais muitos sonegam. (REZENDE, 2010).
Com altas taxas e tantas críticas ao sistema tributário brasileiro, o planejamento
tributário é um instrumento que as empresas dispõem, para diminuir seus custos tributários,
sem afrontar a legislação.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Planejamento Tributário

No planejamento tributário é comparado o ônus tributário em âmbito federal, estadual,
municipal e previdenciário entre regimes tributários. Com o planejamento tributário o
contribuinte tem a vantagem de escolher, entre as opções legais disponíveis, as que forem
mais satisfatórias, objetivando a economia tributária de impostos, evitando perdas
desnecessárias para a empresa (OLIVEIRA, 2011).
Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal, o
que exige alta dose de conhecimento técnico e bomsenso dos responsáveis pelas
decisões estratégicas no ambiente corporativo. Trata-se do estudo prévio à
concretização dos fatos administrativos, dos efeitos jurídicos, fiscais e econômicos
de determinada decisão gerencial, como objetivo de encontrar a alternativa legal
menos onerosa para o contribuinte (OLIVEIRA, 2011, p.19).

2.2 Simples Nacional

O Simples Nacional é um sistema tributário diferenciado, simplificado, que estabelece
normas gerais sobre o tratamento dado as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
especialmente quanto à apuração e recolhimento impostos e contribuições da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação; ao
cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias; inclusive suas respectivas
obrigações acessórias e ao acesso a crédito e ao mercado, desde 01 de julho de 2007 (LEI
COMPLEMENTAR 123/2006).
5

Consideram-se Microempresas ou Empresas de Pequeno Porte a sociedade empresária,
a sociedade simples e o empresário devidamente registrados no Registro de Empresas
Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas J urídicas, conforme o caso, desde que:
I - no caso das microempresas, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada,
aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00
(duzentos e quarenta mil reais);
II - no caso das empresas de pequeno porte, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela
equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 240.000,00
(duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e
quatrocentos mil reais) (LEI COMPLEMENTAR 123/2006 art. 3°).

Microempresa e Empresa de Pequeno Porte são definidas de acordo com a Receita
Bruta no ano calendário, observando o início da atividade no próprio ano-calendário e a
proporção de meses em que a empresa houver exercido a atividade.
Receita bruta é “[...] o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta
própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, não
incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos” (LEI
COMPLEMENTAR 123/2006 art. 3 §1°).
A base de cálculo do Simples Nacional é a receita bruta auferida no mês.
Estão impedidas de optar pelo Simples Nacional as pessoas jurídicas:
I - de cujo capital participe outra pessoa jurídica;
II - que seja filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa jurídica
comsede no exterior;
III - de cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como empresário ou seja
sócia de outra empresa que receba tratamento jurídico diferenciado nos termos desta
Lei Complementar, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o
inciso II do caput deste artigo;
IV - cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de
outra empresa não beneficiada por esta Lei Complementar, desde que a receita bruta
global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;
V - cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica
comfins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata
o inciso II do caput deste artigo;
VI - constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo;
VII - que participe do capital de outra pessoa jurídica;
VIII - que exerça atividade de banco comercial, de investimentos e de
desenvolvimento, de caixa econômica, de sociedade de crédito, financiamento e
investimento ou de crédito imobiliário, de corretora ou de distribuidora de títulos,
valores mobiliários e câmbio, de empresa de arrendamento mercantil, de seguros
privados e de capitalização ou de previdência complementar;
IX - resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de
desmembramento de pessoa jurídica que tenha ocorrido em umdos 5 (cinco) anos-
calendário anteriores;
X - constituída sob a forma de sociedade por ações. (LEI COMPLEMENTAR
123/2006 art. 3 §4).

Estão inclusos no Simples Nacional os seguintes tributos:
I - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ;
II - Imposto sobre Produtos Industrializados [...]
6

III - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL;
IV - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, [...]
V - Contribuição para o PIS/Pasep, [...]
VI - Contribuição Patronal Previdenciária - CPP para a Seguridade Social, a cargo
da pessoa jurídica, de que trata o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991,
exceto no caso da microempresa e da empresa de pequeno porte que se dedique às
atividades de prestação de serviços referidas no § 5º-C do art. 18 desta Lei
Complementar;
VII - Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação - ICMS;
VIII - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS (LEI
COMPLEMENTAR 123/2006 art. 13)

Conforme o § 1º do art. 13 da Lei Complementar 123 não exclui da incidência
dos seguintes impostos ou contribuições na qualidade de contribuinte ou responsável, em
relação aos quais será observada a legislação aplicável às demais pessoas jurídicas:
I - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou
Valores Mobiliários - IOF;
II - Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros - II;
III - Imposto sobre a Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais ou
Nacionalizados - IE;
IV - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR;
V - Imposto de Renda, relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em
aplicações de renda fixa ou variável;
VI - Imposto de Renda relativo aos ganhos de capital auferidos na alienação de bens
do ativo permanente;
VII - Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de
Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF;
VIII - Contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS;
IX - Contribuição para manutenção da Seguridade Social, relativa ao trabalhador;
X - Contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na
qualidade de contribuinte individual;
XI - Imposto de Renda relativo aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa
jurídica a pessoas físicas;
XII - Contribuição para o PIS/PASEP, COFINS e IPI incidentes na importação de
bens e serviços;
XIII - ICMS devido:
a) nas operações ou prestações sujeitas ao regime de substituição tributária;
b) por terceiro, a que o contribuinte se ache obrigado, por força da legislação
estadual ou distrital vigente;
c) na entrada, no território do Estado ou do Distrito Federal, de petróleo, inclusive
lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, bemcomo energia
elétrica, quando não destinados à comercialização ou industrialização;
d) por ocasião do desembaraço aduaneiro;
e) na aquisição ou manutenção em estoque de mercadoria desacobertada de
documento fiscal;
f) na operação ou prestação desacobertada de documento fiscal;
g) nas operações combens ou mercadorias sujeitas ao regime de antecipação do
recolhimento do imposto, nas aquisições emoutros Estados e Distrito Federal:
1. comencerramento da tributação, [...];
2. semencerramento da tributação, hipótese emque será cobrada a diferença entre a
alíquota interna e a interestadual, sendo vedada a agregação de qualquer valor;
h) nas aquisições emoutros Estados e no Distrito Federal de bens ou mercadorias,
não sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto, relativo à
diferença entre a alíquota interna e a interestadual;
XIV - ISS devido:
a) emrelação aos serviços sujeitos à substituição tributária ou retenção na fonte;
7

b) na importação de serviços;
XV - demais tributos de competência da União, dos Estados, do Distrito Federal ou
dos Municípios, não relacionados nos incisos anteriores.

Segundo Cardoso (2006, p.8) “a inscrição no Simples Nacional dispensa a pessoa
jurídica do recolhimento das contribuições destinadas ao SESC, SENAI, SENAC, SEBRAE e
a entidades congêneres, bem assim as relativas ao salário-educação”, sendo assim as
contribuições sobre a folha de salários não são devidas as pessoas jurídicas incluídas no
Simples Nacional.

2.3 Lucro Presumido

Lucro Presumido é uma forma de tributação, apurado trimestralmente, o montante
determinado pela soma das parcelas do valor resultante da aplicação dos percentuais,
específicos, sobre a receita bruta da atividade e os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos
líquidos auferidos em aplicações financeiras, as demais receitas e os resultados positivos
decorrentes de receitas diferentes da atividade e demais valores determinados pela legislação
vigente (COAD, 2010).
Estão impedidas de optar pela tributação com base no lucro presumido as pessoas
jurídicas enquadradas em qualquer das seguintes situações:
a - cuja receita total, no ano-calendário anterior, tenha sido superior ao limite de
R$48.000.000,00 ou de R$4.000.000,00 multiplicado pelo número de meses do
período, quando inferior a 12 meses;
b - cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, banco de
desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e
investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretaras de títulos,
valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários,
empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros
privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;
c - que exploremo factoring [...];
d - que exerçam atividades de compra e venda, loteamento, incorporação e
construção de imóveis, caso exista empreendimento para o qual haja registro de
custo orçado;
e - que tiveremlucros, rendimentos ou ganhos de capital no exterior;
f - que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais
relativos à isenção ou redução do imposto de renda;
g - que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal do
imposto pelo regime de estimativa, na forma do artigo 2º da Lei 9.430/96;
h - que seja sociedade de Propósito Específico (SPE) constituída, exclusivamente,
por ME ou EPP optantes pelo Simples Nacional, na forma que dispõe o artigo 56 da
Lei Complementar 123/2006, comredação da Lei Complementar 128/2008; e
i - que explorem atividades de securitização de créditos imobiliários do
agronegócio (COAD, 2010, p.1).

A receita bruta das vendas e serviços sobre o qual incidirá o percentual de
determinação do lucro presumido compreende o produto da venda de bens nas operações de
8

conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta
alheia, ou seja, os negócios realizados pela empresa em nome de terceiros. Integram a receita
bruta em cada trimestre, as receitas resultantes do objetivo social da empresa e são deduzidas
da receita bruta as vendas canceladas, as devoluções de vendas e os descontos incondicionais
concedidos (COAD, 2010).
Para efeito de determinação da parcela da receita bruta tributável em cada trimestre, os
percentuais a serem aplicados sobre a receita bruta (receita da atividade) da contribuição
social sobre o lucro líquido e do imposto de renda estão relacionados nas TAB. I e II a seguir:
Os acréscimos somados as valor do resultado da aplicação dos percentuais sobre a
receita bruta da atividade são os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos auferidos
em aplicações financeiras e as demais receitas e resultados positivos que não são da atividade
fim da empresa.
Conforme COAD (2010) a alíquota da contribuição social corresponde a 9% e do
imposto de renda trimestral será calculado mediante a aplicação:
a) da alíquota de 15% sobre a totalidade do lucro presumido apurado no trimestre;
b) da alíquota adicional de 10% sobre a parcela do lucro presumido trimestral que
exceder a R$ 60.000,00 ou, no caso de início ou encerramento de atividades no trimestre,
sobre o limite equivalente ao resultado da multiplicação de R$ 20.000,00 pelo numero de
meses do período de apuração.

TABELA I
Percentuais presumidos da contribuição social sobre o lucro líquido
Atividade %
Revenda para consumo de combustível derivado do petróleo, álcool etílico carburante e gás
natural
Vendas de produtos de fabricação própria
Industrialização por encomenda
Atividade rural
Representação comercial por conta própria
Loteamento de terrenos, incorporação imobiliária
Execução de obras da construção civil comemprego de matérias
Prestação de serviço de transporte de cargas
Serviços hospitalares
Serviços de auxilio diagnóstico e terapia
Outras atividades não caracterizadas como prestação de serviços
12
Prestação de serviços, pelas sociedades civis, relativos ao exercício de profissões legalmente
regulamentadas
Intermediação de negócios
Administração, locação ou cessão de bens móveis e imóveis
Administração de consórcios de bens duráveis
Cessão de diretos de qualquer natureza
Construção por administração ou por empreitada unicamente de mão de obra
Prestação de serviço emgeral
32
Fonte: COAD, 2010, p.28
9

TABELA II
Percentuais presumidos do imposto de renda

Fonte: COAD, 2010, p.7


2.3.1 PIS e COFINS

O Programa de Integração Social (PIS) foi instituído pelas Leis Complementares n
os
7
Atividades Percentual
Aplicável
Revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo,
álcool etílico carburante e gás natural.
1,6%
Serviços de transporte (exceto o de cargas);
Serviços (exceto hospitalares, de transporte e de sociedades civis
de profissões regulamentadas) prestados por empresas
(exclusivamente prestadoras de serviços) com receita bruta anual
não superior a R$ 120.000,00. Se a empresa ultrapassar o limite
anual de R$ 120.000,00, a empresa ficará sujeita ao percentual
normal de 32%, retroativamente ao mês de janeiro do ano em
curso, impondo-se o pagamento das diferenças de imposto,
apuradas em cada mês, até o último dia do mês subseqüente ao da
verificação do excesso, sem acréscimos legais (multa e juros);
16%
Intermediação de negócios;
Administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e
direitos de qualquer natureza;
Construção por empreitada, quando houver emprego unicamente
de mão-de-obra, ou seja, sem o emprego de materiais;
Serviços em geral (inclusive se prestados por sociedades civis de
profissão regulamentada), que não tenham percentual específico
mencionado neste quadro. Inclusive Factoring.


32%

Venda de produtos de fabricação própria;
Venda de mercadorias adquiridas para revenda (exceto revenda de
combustível para consumo);
Industrialização de produtos em que a matéria-prima, o produto
Intermediário e o material de embalagem tenham sido fornecidos
pelo autor da encomenda;
Serviços hospitalares;
Prestação de serviço de transporte de carga;
Atividade rural;
Construção por empreitada, quando houver emprego de materiais
próprios, em qualquer quantidade;
Outras atividades não caracterizadas como prestação de serviços
ou que não tenham percentual específico mencionado neste
quadro;
Atividades Imobiliárias (loteamento, construção de prédios
destinados à venda, imóveis adquiridos para revenda).






8%
10

e 8 de 1970, a sua destinação é custear o programa do seguro-desemprego e o abono do PIS
(RODRIGUES, 2011).
A contribuição Social sobre o Faturamento (COFINS) foi instituída pela Lei
Complementar nº 70/1991 e tem como destinação financiar a seguridade social
(RODRIGUES, 2011).
Os regimes de apuração destas contribuições são:
a) Regime cumulativo: são contribuintes as pessoas jurídicas de direito privado em
geral a as equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, inclusive as empresas públicas,
as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, exceto as microempresas e as empresas
pequeno porte submetidas ao regime do Simples Nacional e aquelas sujeitas à modalidade não
cumulativa da contribuição (RODRIGUES, 2011).
A base de cálculo é o faturamento (receita bruta pura e simplesmente) auferido pelas
pessoas jurídicas, excluídos: o IPI; as vendas canceladas e os descontos incondicionais; o
ICMS ST; as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perdas, que
não representam ingresso de novas receitas; a receita decorrente da transferência onerosa a
outros contribuintes do ICMS de créditos de ICMS originados de operações de exportação; a
receita isenta ou não alcançadas pela incidência das contribuições, ou seja, sujeitas à alíquota
zero; as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou a industrialização na
Zona Franca de Manaus (RODRIGUES, 2011).
As alíquotas das contribuições cumulativas são de: 3% para a COFINS e 0,65% para o
PIS aplicadas sobre a base de cálculo. A COFINS e o PIS devem ser pagos mensalmente, de
forma centralizada pelo estabelecimento matriz e até o vigésimo quinto dia do mês
subsequente ao da decorrência do fato gerador (RODRIGUES, 2011).
b) Regime não cumulativo: são contribuintes as pessoas jurídicas que auferirem
receitas, independentemente de sua denominação ou classificação contábil, em regra geral, as
pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real (RODRIGUES, 2011).
A base de cálculo das contribuições é o valor do faturamento mensal, ou seja, o total
das receitas auferidas pela pessoa jurídica que compreende a receita bruta da venda de bens e
serviços nas operações de conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela
pessoa jurídica, excluídos: as receitas isentas ou sujeitas a alíquota zero; as receitas não
operacionais, decorrentes da venda de Ativo Permanente; as receitas cuja contribuição seja
exigida da empresa vendedora na condição de substituta tributária, as vendas canceladas e aos
descontos incondicionais concedidos; as reversões de provisões e recuperações de créditos
baixados como perdas, que não representam ingresso de novas receitas; a receita decorrente
11

da transferência onerosa a outros contribuintes do ICMS de créditos de ICMS originados de
operações de exportação.
Dedução a pessoas jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: bens
adquiridos para revenda; bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e
na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda; energia elétrica e térmica;
aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos pagos à pessoa jurídica utilizados nas
atividades da empresa; valor de contraprestação de operações de arrendamento mercantil de
pessoa jurídica, exceto de optante pelo Simples Nacional; encargos de depreciação e
amortização de máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, de
edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros utilizados nas atividades da
empresa; bens recebidos em devolução; armazenagem de mercadorias e frete na operação
quando o ônus for suportado pelo vendedor; aquisição dos produtos sujeitos as alíquotas
diferenciadas; vale-transporte, vale-refeição, uniformes fornecidos aos empregados por
pessoas jurídicas que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e
manutenção. Se a pessoa jurídica não aproveitar o crédito em determinado mês ela poderá
aproveitá-lo nos meses subseqüentes sem atualização monetária ou incidência de juros
(RODRIGUES, 2011)
As alíquotas das contribuições não cumulativas são de 7,6% para a COFINS e 1,65%
para o PIS aplicadas sobre a base de cálculo e também para determinação dos créditos
(RODRIGUES, 2011).

2.3.2 ICMS

O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) é um imposto estadual, tendo os estados e o
Distrito Federal competência para instituí-lo. O ICMS corresponde a um imposto que incide
em todas as fases da cadeia comercial (OLIVEIRA, 2011).
A base de cálculo do ICMS é o preço de venda da mercadoria, porém por existir
diversas possibilidades de transações, como por exemplo, a substituição tributária, a base de
calculo pode ser composta de outros valores. A alíquota é o percentual estabelecido pelo fisco
para ser aplicado sobre a base de cálculo, podendo ser alíquotas internas: para operações
realizadas dentro do estado ou interestaduais: para operações realizadas fora do estado. As
alíquotas de cada produto podem ser verificadas no RICMS 2002 (OLIVEIRA, 2011).
12

Conforme o Código Tributário Nacional o mecanismo utilizado para o ICMS é o da
não cumulatividade. Toda vez que o contribuinte adquire uma mercadoria ou um serviço com
incidência do imposto gera um crédito e toda saída com incidência de imposto gera um débito
fiscal. Em um determinado período de apuração são somadas as entradas e saídas tributáveis,
sendo mais débitos que créditos geram imposto a pagar e menos débitos mais créditos geram
um crédito para o período seguinte (OLIVEIRA, 2011).
A substituição tributária é caracterizada pelo fato da legislação atribuir a uma pessoa
vinculada ao fato gerador do ICMS a responsabilidade pelo pagamento do imposto devido por
outra pessoa, é quando surge a condição de substituto. A aplicação da substituição tributária é
um recolhimento antecipado do imposto, porém, mesmo que o fato gerador seguinte não
venha ocorrer, o Fisco cobrará do responsável tributário o imposto como se fosse devido
(OLIVEIRA, 2011).
Por exemplo: No caso de vendas ao consumidor final, na cadeia produtiva do cimento,
para o fisco é muito mais fácil controlar e tributar um grande fabricante de cimento do que os
milhares de pequenos revendedores de cimento para o consumidor final. No regime de
substituição tributária, portanto, o grande fabricante vai recolher o ICMS nas vendas futuras,
ainda não concretizadas, dos milhares de pequenos revendedores de cimento para o
consumidor final. A base de calculo da substituição tributária do ICMS será o valor
correspondente ao preço de venda acrescido do valor do frete, IPI e demais despesas debitadas
ao estabelecimento destinatário, bem como a parcela resultante da aplicação (sobre esse total)
do percentual de valor agregado (margem de lucro – Margem de Valor Agregado – MVA)
(OLIVEIRA, 2011).

2.3.3 Contribuições sobre a folha de pagamento no lucro presumido

Além dos vários impostos já citados a empresa tem os encargos sociais incidentes
sobre a folha de pagamento. A Contribuição Previdenciária Patronal representa 20% sobre a
folha de pagamento. As Contribuições para Terceiros (SESI, SESC OU SEST 1,5%; SENAI,
SENAC OU SENAT 1%; INCRA 0,2%; SEBRAE 0,6%; Salário Educação 2,5%) representa
5,8%. O SAT 1%, 2% e 3% conforme atividade preponderante da empresa e correspondente
grau de risco conforme anexo V do Decreto 3.048/99. Conforme demonstrado no QUADRO
III, os valores incidentes sobre a folha de salários traz um grande ônus para a empresa optante
pelo Lucro Presumido.

13

3 METODOLOGIA

Quanto aos fins de delineamento foi utilizada uma pesquisa descritiva, pois pretende
expor as características da empresa para realizar uma comparação entre regimes de tributação.
Os meios de investigação que foram utilizados nesta pesquisa são a bibliografia, para
estudo de tema e as experimental e documenta. Experimental, pois se pode manipular e
controlar variáveis independentes e observar as variações que tal manipulação e controle
produzem em variáveis dependentes. Documental, porque será feito uso de documentos de
trabalho e demonstrações contábeis, não disponíveis para consultas públicas.
A abordagem do problema foi feita de forma qualitativa quando da elaboração das
formas de tributação e também quando da análise, visando a melhor forma de tributação.
O estudo foi realizado na empresa Doces Rapam Ltda, os dados foram coletados a
partir de planilhas e formulários.

4 ANÁLISE DOS DADOS

Para o estudo sobre o Planejamento Tributário, houve comparação entre os regimes
tributários Simples Nacionais e Lucro Presumido, foram utilizadas como base informações
cedidas pela empresa Doces Rapam Ltda, situada em Matozinhos/MG.
A empresa em questão teve seu início no ano de 2000, não tem filial, era uma pequena
loja que obteve crescimento e hoje é conhecida e bem aceita pelos clientes da região. Doces
Rapam tem como atividade principal o comercio varejista de produtos descartáveis, balas,
doces, bombons e outros e conta com quatro funcionários.
Para o estudo dos dados será considerado todo o ano de 2010.
No Simples Nacional foi utilizada a alíquota de 7,6% (IRPJ 0,35%, CSLL 0,35%,
COFINS 1,05%, PIS 0,25%, CPP 3,02%, ICMS 2,58%) conforme o ANEXO I – Partilha do
Simples Nacional Comércio e de acordo com o acumulado da receita dos últimos 12 meses da
empresa, o quesito que é utilizado para se determinar a correta alíquota sobre a receita, sendo
que a empresa teve o início de suas atividades anterior ao período analisado.
Na apuração do valor do Simples Nacional foi reduzido o percentual correspondente a
alíquota de 2,58% do ICMS referente substituição tributária, conforme o inciso I-c do § 14
art. 18 da Lei Complementar 123. Não foram calculadas as contribuições sobre a folha de
pagamento já que as empresas optantes pelo simples Nacional estão dispensadas, os dados da
apuração do Simples Nacional podem der verificados no QUADRO I.
14

QUADRO I














No Lucro Presumido foram calculados mensalmente PIS e COFINS, trimestralmente
IR e CSLL (QUADRO II) e as contribuições sobre a folha de salários (QUADRO III) que
também são devidas mensalmente. A receita foi considerada integralmente como Substituição
Tributária de acordo com RICMS/2002, anexo XV e os produtos comercializados pela
empresa.
QUADRO II
Doces Rapam - Lucro Presumido
Mês Receita PIS COFINS IR
Adic
IR CSLL
* Cont.
salários Total
J an 40.000,00 260,00 1.200,00

918,72 2.378,72
Fev 40.500,00 263,25 1.215,00 918,72 2.396,97
Mar 41.490,00 269,69 1.244,70 1.463,88 __ 1.317,49 918,72 5.214,48
Abr 42.690,00 277,49 1.280,70

918,72 2.476,91
Maio 43.980,00 285,87 1.319,40

918,72 2.523,99
J un 44.600,00 289,90 1.338,00 1.575,24
__
1.417,72 918,72 5.539,58
J ul 45.906,00 298,39 1.377,18

918,72 2.594,29
Agos 46.897,00 304,83 1.406,91

918,72 2.630,46
Set 47.996,00 311,97 1.439,88 1.689,59
__
1.520,63 918,72 5.880,79
Out 48.910,00 317,92 1.467,30 918,72 2.703,94
Nov 49.590,00 322,34 1.487,70 918,72 2.728,76
Dez 50.810,00 330,27 1.524,30 1.791,72
__
1.612,55 918,72 6.177,56
Total 543.369,00 3.531,92 16.301,07 6.520,43

5.868,39 11.024,64 43.246,45
*Vide detalhamento no Quadro III

Doces Rapam
Simples Nacional
Período
Receita
Acumulada
Receitas DAS ICMS ST DAS devido
J aneiro 512.572,00 40.000,00 3.040,00 (1.032,00) 2.008,00
Fevereiro 511.322,00 40.500,00 3.078,00 (1.044,90) 2.033,10
Março 511.695,00 41.490,00 3.153,24 (1.070,44) 2.082,80
Abril 510.738,00 42.690,00 3.244,44 (1.101,40) 2.143,04
Maio 511.454,00 43.980,00 3.342,48 (1.134,68) 2.207,80
J unho 513.319,00 44.600,00 3.389,60 (1.150,68) 2.238,92
J ulho 514.942,00 45.906,00 3.488,86 (1.184,37) 2.304,48
Agosto 517.605,00 46.897,00 3.564,17 (1.209,94) 2.354,23
Setembro 523.078,00 47.996,00 3.647,70 (1.238,30) 2.409,40
Outubro 529.157,00 48.910,00 3.717,16 (1.261,88) 2.455,28
Novembro 533.069,00 49.590,00 3.768,84 (1.279,42) 2.489,42
Dezembro 538.486,00 50.810,00 3.861,56 (1.310,90) 2.550,66
Total _______ 543.369,00 41.296,04 (14.018,92) 27.277,12
15

QUADRO III
Contribuições sobre a Folha de salários - Lucro Presumido
Mês Salários CPP 20% SAT 3% Terceiros 5,8% Total
J aneiro 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Fevereiro 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Março 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Abril 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Maio 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
J unho 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
J ulho 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Agosto 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Setembro 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Outubro 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Novembro 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Dezembro 3.190,00 638,00 95,70 185,02 918,72
Total 38.280,00 7.656,00 1.148,40 2.220,24 11.024,64

5 CONCLUSÃO

Através do estudo, verifica-se mais vantajoso o regime tributário Simples
Nacional, sendo o principal fator as contribuições sobre a folha de salários (que representam
2,03% da receita) incidentes no Lucro Presumido, o que aumenta muito o desembolso da
empresa para o pagamento de impostos. Vale lembrar que este é um dos motivos e
provavelmente o maior deles para que muitas empresas ainda contratem trabalhadores sem
carteira assinada e os devidos benefícios que lhe são assegurados.
A apuração de impostos no Simples Nacional equivale a 5,02% da receita anual,
enquanto no Lucro Presumido é de 7,96%, que significa uma economia de R$15.969,30 no
fim do ano.
Na competição por mercado, vários detalhes devem ser observados, a carga tributária é
um, incorreta pode fazer com que a empresa não consiga se desenvolver. Deve se considerar o
planejamento tributário como uma ferramenta importante na administração e tomada de
decisão da empresa, otimizando custos que podem ser direcionados para ampliação da própria
empresa.

6 REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei Complementar n° 123–14 dez. 2006. Institui o Estatuto Nacional da
Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Brasília: Diário Oficial da União, 15 dez.
2006.
16

CARDOSO, Ana Lucia F. C. Manual prático do Simples. Rio de J aneiro: COAD, 2006. 255p.


COAD, Equipe Técnica. Curso Prático IRPJ 2010. Rio de J aneiro: COAD, 2010. 84p.


OLIVEIRA, Luís Martins de et al. Manual de Contabilidade Tributária. 10. Ed. São Paulo:
Atlas, 2011. 377p.


PÊGAS, Paulo Henrique. PIS E COFINS: Coleção tributária. Rio de J aneiro: Freitas Bastos
Editora, 2006. 180p.

REZENDE, Amaury J osé; PEREIRA, Carlos Alberto; ALENCAR, Roberta Carvalho de.
Contabilidade Tributária: Entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados
das empresas. São Paulo: Atlas, 2010. 264p.

RODRIGUES, Aldemir Ortiz et al. Manual do IRPJ e CSLL 2011. 6. ed. São Paulo: IOB,
2011. 763p.


ANEXO I
Partilha do Simples Nacional – Comércio
ReceitaBruta em12 meses (emR$) ALÍQ. IRPJ CSLL COFINS PIS PASEP CPP ICMS
Até 120.000,00 4,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25%
De 120.000,01 a 240.000,00 5,47% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86%
De 240.000,01 a 360.000,00 6,84% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33%
De 360.000,01 a 480.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 480.000,01 a 600.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 600.000,01 a 720.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 720.000,01 a 840.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 840.000,01 a 960.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%