10 DICAS DE PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS PÚBLICOS

Edem Nápoli Guimarães
Professor de Direito Administrativo e Constitucional
do Curso JusPodivm e da Rede de ensino LFG.
Pós-graduado em Direito (JusPodivm/Faculdade Baiana de Direito).
Advogado.

1. ASSUMIR A POSTURA CORRETA
E tem postura correta diante do certame? Tem. A postura ideal (do candidato que vai vencer!)
está pautada na autoconfiança. Observando o caminho percorrido pelos vitoriosos, aprendi
que o primeiro espaço onde qualquer batalha começa sendo vencida é no espaço da mente. Já
está mais do que comprovado que quando se acredita positivamente em alguma coisa, e se
trabalha para alcançar esse objetivo, cedo ou tarde ele se concretiza. O poder da mente (que
costumo chamar de fé) é absolutamente extraordinário. E canalizar com força vibrações
positivas é um exercício que, aliado ao trabalho, é capaz de materializar tudo aquilo que
plasmamos no plano astral.
2. TRAÇAR UM PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E DISCIPLINAR
Depois de assumida a postura correta, é indispensável traçar um planejamento. Significa, em
síntese, analisar quanto tempo falta para a prova e distribuir, com flexibilidade, quanto tempo
será dedicado para cada disciplina a ser estudada. É como fixar metas intermediárias a serem
cumpridas. Ocorre que, para o cumprimento de tais metas, autodisciplina e altas doses de
disciplina são elementos inarredáveis. Como diria o poeta: “disciplina é liberdade”. Assim,
abdicando de prazeres temporários agora, poderá desfrutar de todos eles num futuro breve. E
mais, com a tranquilidade de poder dizer, com orgulho: eu sou concursado (a).
3. LER OS TEXTOS NORMATIVOS
Por se tratar de uma prova objetiva, a leitura seca da Lei, muito embora não seja de todo
suficiente, é de fundamental importância. Através deste exercício cria-se familiaridade com os
dispositivos legais que, não raro, ainda aparecem nos exames, notadamente por se tratar de
um tipo de prova cujos questionamentos não podem ensejar diversas interpretações, sob pena
de anulação.
4. LER OS ENUNCIADOS JURISPRUDENCIAIS
Sendo uma prova que contém disciplinas jurídicas, com maior ênfase, o estudo de
informativos e súmulas é indispensável. Em se tratando de súmula vinculante, por não serem
muitas (ainda), recomenda-se o domínio de todas. Não seria exagero afirmar que a
probabilidade da banca exigir tal conhecimento beira os 100%.
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5. ESTUDAR POR OBRAS DIRECIONADAS
Deixando de lado as críticas dos cultos e letrados que só admitem estudo por pesada doutrina,
não podemos esquecer que o concurso público é uma batalha. São muitas matérias e pouco
tempo para apreendê-las. Sendo assim, ao menos na primeira fase (no chamado ‘provão’) é
estratégico estudar por livros mais objetivos, com linguagem mais acessível, desde que as
fontes sejam seguras. Nesse passo, as sinopses se apresentam como útil ferramenta de
revisão, sobretudo das matérias mais extensas.
6. RESOLVER O MAIOR NÚMERO DE QUESTÕES
Já se disse que mil horas de aula teórica sobre como andar de bicicleta não superam um único
exercício de tal atividade. De fato, a resolução das questões sedimenta o conhecimento e
transmite confiança ao estudante. Nessa trilha, simulados são primorosos exercícios que
permitem ao examinando respirar o ambiente de prova, o que, inexoravelmente, alivia a
tensão do grande dia. Simulando todas as condições do certame, certamente chegará lá mais
tranquilo, confiante e com a sensação de já ter jogado o jogo, o que é muito bom.
7. COMEÇAR PELAS MAIS FÁCEIS
Ninguém é obrigado a fazer a prova na ordem das questões distribuídas pela banca. Ademais,
é natural que se tenha mais familiaridade com esta ou aquela disciplina. Desse modo, o ideal é
tentar pontuar o máximo logo nessas matérias. Começando pelas mais fáceis, além de garantir
preciosos pontos de início, posteriormente parte-se para as questões das demais disciplinas
com uma sensação de autoconfiança e já tendo aliviado a tensão inicial.
8. ADMINISTRAR O TEMPO
Trata-se de elementar atividade que, não raro, muitas pessoas deixam de realizar. A ideia
(agora, sem acento) é o candidato saber, previamente, de quanto tempo dispõe para cada
questão, não se esquecendo, por óbvio, do tempo reservado para o gabarito. Numa prova de 5
horas (300 minutos), recomenda-se reservar meia hora só para a marcação das respostas.
ATENÇÃO! QUANDO FALTAR 30 MINUTOS PARA O FINAL, EM HIPÓTESE ALGUMA DEIXE DE
MARCAR AS RESPOSTAS NO GABARITO, AINDA QUE NÃO TENHA RESPONDIDO TODA A
PROVA!
SUGESTÃO! Escolhida a matéria (na ordem das afinidades), resolva logo ela. Ao ler a questão,
sabendo, marque e passe para outra. Não sabendo, faça um círculo na numeração e diga para
si mesmo: essa eu vou lembrar daqui a pouco.
OBS: NÃO PASSE UMA ETERNIDADE EM CIMA DA QUESTÃO PARA NÃO COMPROMETER A
ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO.
Quando terminar essa matéria, antes de passar para outra, volte para as não respondidas que
você circulou e marque. Caso não lembre a resposta, ainda assim marque, só que, agora,
aplicando as técnicas do “chute consciente” (anexo).

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9. DESCANSAR DURANTE A PROVA
Não estranhe essa dica. Do mesmo modo que, de maneira produtiva, ninguém estuda 5 horas
seguidas sem intervalo, é contraproducente se sentar numa cadeira pouco confortável e
permanecer 5 horas debruçado sobre o caderno de prova sem “respirar” um segundo sequer.
O ideal é que, de acordo com a necessidade do seu organismo, volta e meia você estique os
braços e pernas, faça movimentos circulares com a cabeça, ou, se estiver com sobra de tempo,
dê uma caminhada até o banheiro, lave o rosto, e volte. Esses intervalos são preciosos e
servem para “recarregar a bateria”.
10. RESPEITAR O SEU TEMPO
Respeitando sua crença pessoal, peço licença para dizer que sou daqueles que acredita que os
frutos só dão na estação certa. Nós, seres humanos, somos por demais imediatistas. Queremos
tudo ao nosso tempo, quando, em verdade, só o Pai sabe a hora de nos dar a vitória. Façamos
a nossa parte, e o Pai nos ajudará. Sendo assim, resta-nos continuar estudando e ter absoluta,
irrestrita e incondicional fé na força superior que dirige os nossos caminhos. Nas palavras do
inesquecível Luiz Gonzaga Júnior, tenhamos sempre, meus amigos: “fé na vida, fé no homem,
fé no que virá; nós podemos tudo, nós podemos mais, vamos lá fazer o que será!”


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