D O S S I Ê T É C N I C O

Cultivo de Fumo (Nicotiana tabacum L.)

Fernanda de Oliveira

Maria Cristina F. Costa

USP/DT (Agência USP de Inovação / Disque-Tecnologia)











Fevereiro
2012






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1

Sumário
1 INTRODUÇÃO.................................................................................................................... 2
2 CARACTERÍSTICAS DA PLANTA ..................................................................................... 3
3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO FUMO ................................................................................. 4
4 SOLO E CLIMA .................................................................................................................. 6
5 PLANTIO ............................................................................................................................ 6
5.1 PRODUÇÃO DE MUDAS ....................................................................................................... 6
5.2 LAVOURA .......................................................................................................................... 9
5.2.1 PREPARO DO SOLO ......................................................................................................... 9
5.2.2 TRANSPLANTE .............................................................................................................. 10
5.2.3 CALAGEM ..................................................................................................................... 10
5.2.4 ADUBAÇÃO ................................................................................................................... 11
6 DOENÇAS ........................................................................................................................ 11
7 PRAGAS .......................................................................................................................... 14
8 MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS E DOENÇAS ......................................................... 15
8.1 SISTEMA DE AGROTÓXICOS FITOSSANITÁRIOS – AGROFIT ON-LINE ................. 15
9 TRATOS CULTURAIS ...................................................................................................... 16
9.1 IRRIGAÇÃO ...................................................................................................................... 16
9.2 CONTROLE DE PLANTAS INFESTANTES .............................................................................. 16
9.3 CAPAÇÃO ........................................................................................................................ 16
10 COLHEITA ..................................................................................................................... 17
10.1 TIPOS DE TABACO .......................................................................................................... 17
10.2 COLHEITA ..................................................................................................................... 18
11 CURA ............................................................................................................................. 18
11.1 TIPOS DE CURA DO TABACO............................................................................................ 20
12 CLASSIFICAÇÃO DO TABACO ..................................................................................... 22
13 LEGISLAÇÃO ................................................................................................................ 23


DOSSIÊ TÉCNICO


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DOSSIÊ TÉCNICO


Título

Cultivo de fumo (Nicotiana tabacum L.)

Assunto

Cultivo de fumo

Resumo

Informa sobre o fumo, suas características botânicas, plantio, colheita e tratos.

Palavras-chave

Colheita; fumo; plantio

Conteúdo
1 INTRODUÇÃO
O fumo, cientificamente denominado de Nicotiana tabacum L., pertence à família
Solanaceae e é originário da América do Sul (SOARES, et al. 2008). A folha seca da planta
Nicotiana tabacum é usada para fumar, mascar ou aspirar (FIGUEIREDO, 2008).
O cultivo, o ato de mascar e de fumar tabaco era costume dos indígenas do continente
americano e espalhou-se por toda a Europa durante o século XVI (RANG et al., 2004 apud
CUNHA et al., 2007).
Seus principais sinônimos botânicos são: Nicotiana chinensis Fisch. ex Lehm.; Nicotiana
mexicana Schltdl.; Nicotiana mexicana var. rubriflora Dunal e Nicotiana pilosa Dunal. Tais
denominações revelam seu principal constituinte, a nicotina. Além dela, tem como principais
componentes químicos a cotinina, miosmina, nicotirina, anabasina e nicotelina (FONSECA,
2011).
Os termos tabacum e tabaco vêm do nome de um tipo de junco vazado que era usado pelos
indígenas para inalar o fumo. Nicotiana vem do nome de um médico francês, Jean Nicot
(1530-1600), que estudou os efeitos da nicotina e a recomendava como uma substância
que "curava-tudo” (LONGENECHER, 2002 apud CUNHA et al., 2007).
A produção mundial de fumo é concentrada em alguns poucos países, como China, Índia,
Brasil, Estados Unidos, Zimbábue e Indonésia que são responsáveis por cerca de 70% da
produção, sendo que cerca de 30% é voltado à exportação (TOBACCO ATLAS, 2007 apud
FIGUEIREDO, 2008). O Brasil é o maior exportador mundial de fumo e o segundo maior em
produção segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (AFUBRA, 2008 apud
HEEMANN, 2009).
No Brasil, a produção de fumo concentra-se nos Estado da região Sul e os produtores de
caracterizam-se por serem agricultores minifundiários (HEEMANN, 2009). O perfil das
propriedades apresenta uma área média de 16 hectares, dos quais uma pequena área é
destinada para o cultivo de fumo. A área restante é destinada a atividades de subsistência,
com destaque para a produção de milho e feijão ao término da safra de fumo (AFUBRA,
2008 apud HEEMANN, 2009).

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A relação entre produtores de fumo e as indústrias processadoras é baseada no chamado
sistema integrado de produção onde as indústrias fornecem as sementes e assistência
técnica e garantem a compra do fumo em folha produzido pelos fumicultores “integrados”
(VARGAS, 2004 apud FIGUEIREDO, 2008). “Os produtores se comprometem com os
padrões de volume, qualidade e custo exigidos pelas empresas ao mesmo tempo garantem
a exclusividade no fornecimento” (FIGUEIREDO, 2008).
2 CARACTERÍSTICAS DA PLANTA
A planta do tabaco pode atingir dois metros de altura, e se encontra, coberta
de pelos viscosos. Os caules apresentam-se eretos, robustos, cilíndricos e
ramosos. As folhas são alternas, sésseis, ovais ou lanceoladas-
ponteagudas, inteiras, pegajosas, com nervuras muito salientes na página
inferior e de cor verde mais carregado na página superior, de cheiro fraco e
sabor levemente picante, amargo e nauseoso. As flores são grandes,
rosadas, munidas de brácteas dispostas numa espécie de panícula na
extremidade dos ramos, tendo cálice tubuloso, esverdeado. Finalmente, o
fruto forma uma cápsula ovóide, encerrando numerosíssimas sementes
muito pequenas, rugosas, irregularmente arredondadas (BOIEIRO, 2008).

Figura 1 – Planta do Tabaco com flor
Fonte: (REVISTA AGROPECUÁRIA, [2011])
Nogueira ([200-?]) nos descreve as principais classificações das folhas do fumo:
 Parte inferior - chamada “Livre Pé”, que produz folhas do tipo volado, importantes
para a combustão, por possuírem um alto teor de nicotina, sabor leve e ligeiramente
aromáticas.

 Parte intermediária - denominada de “Centro Pé”, responsável pela produção de
folhas grandes, do tipo seco, com aroma de média intensidade, bem equilibradas.

 Parte superior - conhecida como “Corona”, produtora de folhas menores, de sabor e
aroma encorpados, do tipo ligeiro.


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Figura 2 – FUMO
Fonte: (NOGUEIRA, [200?])
3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO FUMO
A composição química fumo do varia conforme o tipo de folhas de tabaco, modo de cultivo,
região de origem, características de preparação (VALLE et al., 2007 apud CUNHA et al.,
2007).
Na fumaça do cigarro já foram identificadas quimicamente mais de quatro mil substâncias
químicas (MOREIRA, 2007), muitas das quais contribuem efeitos positivos do tabaco.
Contudo, o componente mais importante é a nicotina, principal agente responsável pelo
desenvolvimento da dependência ao tabaco (STOLERMAN; JARVIS, 1995 apud CUNHA et
al., 2007).
A fumaça do cigarro é composta de duas fases: a particulada (condensada) e a fase
gasosa (LONGENECKER, 2002 apud CUNHA et al., 2007). Entre os componentes da fase
gasosa que produzem efeitos indesejáveis estão o monóxido de carbono, dióxido de
carbono, óxidos de nitrogênio, amônia, nitrosamidas voláteis, cianeto de hidrogênio,
compostos voláteis contendo enxofre, hidrocarbonetos voláteis, álcoois, aldeídos e cetonas.
A fase particulada contém nicotina, água e alcatrão (GOODMAN; GILMAN, 2005 apud
CUNHA et al., 2007).
O monóxido de carbono (CO) se liga a hemoglobina e forma uma outra substância,
chamada carboxihemoglobina, que dificulta a oxigenação do sangue causando doenças
como a aterosclerose (TABAGISMOS ON LINE, 2009).
“O alcatrão é formado a partir da combustão dos derivados do tabaco. Ele é composto por
mais de 40 substâncias cancerígenas e entre elas temos arsênio, resíduos de agrotóxicos,
substâncias radioativas como acetona, naftalina e outras, usadas para veneno de rato”
(TABAGISMOS ON LINE, 2009).
A nicotina age diretamente no sistema nervoso central (como a cocaína) e chega
rapidamente ao cérebro, aproximadamente 9 segundos depois de uma tragada. No cérebro
ela estimula células cerebrais a produzirem mais dopamina, que é um neurotransmissor
associado à sensação de bem-estar (TABAGISMO ON LINE, 2009).


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Quando concentração de nicotina no sangue reduz surgem sintomas desagradáveis de
abstinência, desencadeando no fumante o desejo de um novo cigarro. Por causar
dependência física, em 1997 a nicotina foi considerada pela Organização Mundial de Saúde
uma droga psicoativa (PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA, 2009).
Além disso, a nicotina causa a diminuição do volume interno das artérias,
provocando aceleração da frequência cardíaca e hipertensão. Em união com
o monóxido de carbono, a nicotina provoca diversas doenças
cardiovasculares, além de estimular a produção de ácido clorídrico no
aparelho gastrointestinal, que pode causar úlcera gástrica, e desencadear a
liberação de toxinas no pulmão, podendo provocar enfisema pulmonar
(TABAGISMO ON LINE, 2009).

Figura 3 – Compostos do cigarro
Fonte: (HOW STUFF WORKS, 2007 apud PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA, 2009)
O site Portal de Estudos em Química (2009) descreve outras substâncias tóxicas presentes
na composição química do cigarro:
 Amônia - Essa substância é corrosiva para o nariz e olhos. Quando adicionada ao
tabaco acelera a chegada da nicotina ao cérebro, ocasionado uma sensação quase
que imediata de prazer. A amônia é corrosiva para o nariz e olhos e quando
depositada no pulmão, agrava o enfisema e a bronquite crônica do fumante.
 Tolueno - Gás tóxico encontrado no escapamento de carros. Ocasiona dores de
cabeça, perda do apetite, alterações nos ciclos menstruais;
 Cianeto – muito utilizado para matar ratos. Inalado em pequenas quantidades pode
levar a tonturas, dores de cabeça, náuseas e vômitos;
 Butano - Sua inalação ocasiona dificuldade respiratória, alterações visuais e coriza;
 Cetonas – Utilizado como removedor de esmaltes. Sua irrita a garganta, ocasiona
tonturas e dores de cabeça, em grandes quantidades pode levar à morte;


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 Terebentina – Utilizado como diluente de tintas. Ao ser inalado provoca irritação nos
olhos, vertigem, desmaios e lesões no sistema nervoso;
 Xileno – Gás cancerígeno encontrado em tintas de caneta. Ao ser inalado ocasiona
irritação dos olhos, tontura, dor de cabeça e até a perda de consciência. Se ingerido,
provoca pneumonia;
 Arsênico – Utilizado na fabricação de inseticidas. Ocasiona lesões ao ser
armazenado no fígado, rins, coração, pulmões, ossos e dentes;
 Cádmio - Provoca lesões no fígado, rins, pulmões e cérebro. Além de câncer
pulmonar, próstata, rins e estômago;
 Acetato de chumbo – Pode ocasionar o aparecimento de câncer de pulmão e rim.
Provoca anorexia e dor de cabeça. Pode permanecer no corpo entre 10 a 30 anos;
 Formaldeído - Utilizado na conservação de cadáveres e na fabricação bactericidas.
Provoca doença respiratória, reações alérgicas como asma, coceira nos olhos, além
de tonturas, diminuição da coordenação motora, dores de garganta e alteração do
sono;
 Acetaldeído - Leva à irritação da pele, dos olhos e do sistema respiratório;
 Naftalina - Usado como veneno para matar barata. O contato com essa substância
provoca tosse, irritação na garganta, náuseas, distúrbios gastrointestinais, renais e
oculares, além de anemia (PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA, 2009).
4 SOLO E CLIMA
O tabaco é cultivado em uma grande amplitude de climas, entretanto, necessita de 90 a 120
dias sem geadas, cobrindo desde a fase de transplantio ao final da colheita. “Para um ótimo
desenvolvimento, necessita temperatura média diária entre 20 e 30º C. A cultura é sensível
ao encharcamento e exige solos bem arejados e drenados.” (DOORENBOS; KASSAM,
1994 apud SCHMIDT, 2008).

5 PLANTIO
O plantio de tabaco se divide em duas fases: produção de mudas e cultivo em lavoura
(SOUZA CRUZ, 2010).
5.1 Produção de mudas

Para produção de sementes o site da Vitory Seed Company (2011) recomenda ensacar as
flores antes destas abrirem, a fim de manter a pureza da variedade.

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Figura 4 - Flores ensacadas para produção de sementes
Fonte: (VICTORY SEED COMPANY, 2011)
A produção de mudas em canteiros se concentra nos meses de junho e julho. As sementes
germinam de 12 a15 dias após plantio (HEEMANN, 2009). Em média 60 dias após o plantio
de sementes, as mudas atingem o ponto ideal para serem transplantadas para a lavoura
(SOUZA CRUZ, 2010).

Figura 5 - Cápsula seca com sementes de fumo maduras
Fonte: (BACK FORTY TOBACCO, [20--?])

Figura 6 – Sementes de fumo
Fonte: (BACK FORTY TOBACCO, [20--?])
Para obtenção de mudas de boa qualidade o solo deve ser fértil, poroso, profundo com boa
drenagem. Os canteiros devem estar localizados próximos a fontes de água e livres de
ventos dominantes para não prejudicarem o crescimento das mudas. Recomenda-se evitar
lugares sombrios e úmidos (UNIFUMO, [20--?]).




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“Para os canteiros, as dimensões usadas são de 25 metros de comprimento por 1,80
metros de largura. Um canteiro de 45 m
2
produz em média 7.000 a 8.000 mudas
selecionadas para o plantio.” (UNIFUMO, [20--?]).

Figura 7 – Canteiros convencionais para produção de mudas de tabaco
Fonte: (UNIFUMO, [20--?])
Recomenda-se o desbaste visando à produção de mudas uniformes e sadias. Quando as
mudas atingirem 7 cm ou cerca de 6 a 7 folhas deve-se realizar a primeira poda para
melhorar a uniformidade na altura e diâmetro do caule, tomando a cuidado de não corte o
ápice da muda. Após a poda é importante que sejam aplicados produtos químicos que
impeçam a ocorrência de doenças nas partes podadas (PROFIGEN, [20--?]).

Figura 8 – Mudas de tabaco
Fonte: (UNIFUMO, [20--?])
O sistema Floating de produção de mudas em bandejas é muito utilizado para produção de
mudas de tabaco. Este sistema consiste em flutuar bandejas de isopor, as quais são
enchidas com substrato, numa lâmina d’água de 8 ou 16 centímetros, em um túnel coberto
por plástico (UNIFUMO, [20--?]).
Nessa lamina de água são diluídos os venenos, fungicidas e fertilizantes, formando um
concentrado químico no intuito de reduzir a quantidade de agrotóxicos requeridos na
produção de mudas mais resistentes (HEEMANN, 2009).
O material básico para produção das mudas nesse sistema requer uma
estrutura em madeira ou tijolos com 10 a 20 cm de altura, recoberta por uma
lona plástica formando a piscina, outra lona plástica sustentada por arcos
para formar o túnel, bandejas que flutuam substrato e semente. As
dimensões da piscina, bem como o número de bandejas, são definidas de
acordo com o número de mudas que se espera produzir em cada túnel
(PROFIGEN, [20--?]).

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Figura 9 – Sistema Floating de produção de mudas
Fonte: (UNIFUMO, [20--?])

Figura 10 Produção de mudas pelo sistema Float
Fonte: (HEEMANN, 2009)
O Float permitiu a completa eliminação do uso do gás Brometo de Metila para esterililzação
do solo, além de proporcionar mais segurança ao trabalho do produtor. Neste sistema Com
não há necessidade de irrigação dos canteiros e desbaste de mudas (SOUZA CRUZ, 2010).
5.2 Lavoura
Depois de dois meses nos viveiros, as mudas estão prontas para serem transplantadas para
o campo, onde serão cultivadas por mais dois ou três meses. O transplante das mudas é
realizado entre julho e agosto (PHILIP MORRIS INTERNATIONAL, [20--?]). A fase de
lavouro compreende o transplante das mudas para a lavoura definitiva, e consiste dos
seguintes passos:
5.2.1 Preparo do solo
Com tratores ou equipamentos movidos a tração animal, o fumicultor lavra, gradea, aduba e
prepara os sulcos (camaleões ou vergas) no terreno para o plantio das mudas de tabaco
(HEEMANN, 2009).


Figura 11 – Gradagem mecânica e animal
Fonte: (HEEMANN, 2009)

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O plantio direto tem a vantagem de proteger o solo, pois mantém uma camada de palha
sobre o mesmo, favorecendo a produção de fumo fisicamente mais limpo e, ao longo do
tempo, reduz a utilização de fertilizantes (SOUZA CRUZ, 2010).

Figura 12 – Plantação de fumo com plantio direto
FONTE: (SOUZA CRUZ, 2010)
5.2.2 Transplante
Alguns dias antes do transplante das mudas para a lavoura definitiva, com objetivo de
deixar as mudas imunes aos insetos, pragas e, sobretudo à broca do fumo (HEEMANN,
2009).
Para assegurar uma boa pega deve-se plantar em dias nublados e sem ventos, Devem-se
evitar temperaturas muito baixas, geadas podem provocar a morte das mudas e as
temperaturas muito baixas podem induzir o florescimento precoce (PROFIGEN, [20--?]). As
mudas devem ser plantadas no mesmo dia em que foram arrancadas e quando não houver
chuvas no período, o fumicultor é obrigado a realizar o transplante com o auxílio de rega
manual (HEEMANN, 2009).
O uso de mudas ruins pode causar um decréscimo de 10 a 15% no rendimento por hectare.
O Replante é uma fase muito importante e deve ser feito aos 5 – 7 dias após o plantio, se
necessário fazer o segundo replante aos 12 – 15 dias. (UNIFUMO, [20--?]).
Recomendam-se espaçamentos de 1,20m entre as fileiras e 0,50 m entre plantas na fileira.
“A marcação de 50 cm é realizada com um instrumento de madeira (chamado de cacho ou
marcador), em forma de cova, indicando o local que irá receber a muda.” (HEEMANN,
2009).
O transplante das mudas para a lavoura deve acontecer com umidade no solo, logo após as
precipitações, o que garante boa pega. Para assegurar uma boa pega deve-se plantar em
dias nublados e sem ventos, utilizar mudas sadias com cerca de 20 cm de altura, plantares
mudas no mesmo dia em que elas são arrancadas, imunizar as mudas contra pragas, e
quando não houver chuvas no período, o fumicultor é obrigado a realizar o transplante com
o auxílio de rega manual (HEEMANN, 2009).
5.2.3 Calagem
A análise do solo é o primeiro passo para um bom programa de adubação e calagem. A
grande maioria dos solos brasileiros apresenta características de acidez, toxidez de
Alumínio (Al) Al e/ou Manganês (Mn) e também baixos níveis de Cálcio (Ca) e Magnésio
(Mg). Para incorporação destes solos ao processo produtivo brasileiro, é necessária
calagem. Para correção da acidez do solo recomenda-se aplicar calcário dolomítico (>12%
de magnésio) ou magnesiano (6 a 12% de magnésio) (LOPES, 1990).


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5.2.4 Adubação
A adubação visa aplicar todos os nutrientes que a planta necessita para obter a máxima
produtividade e qualidade. Para a cultura do tabaco, não se almeja somente a
produtividade, mas a qualidade das folhas é fundamental (RUBIN, 2004).
A adubação depende de vários fatores e não existe uma regra geral a seguir. Os fatores
que devem ser previamente analisados são: tipo solo, planta, histórico da área,
comportamento dos fertilizantes no solo, na disponibilidade de capital do agricultor para
aquisição de fertilizantes e expectativa de produtividade (BARBOSA FILHO; FAGÉRIA;
SILVA, 2003).
5.2.4.1 A adubação de plantio
A adubação varia de 500 kg/ha a 800 kg/ha de fórmulas de fertilizantes, os resultados de
análises de solo e planta. Encontra-se no mercado fertilizantes com formulações específicas
para a cultura do fumo. Essas formulações possuem no máximo 6% de cloro (Cl), pois esse
nutriente quando usado em excesso afeta a qualidade da folha de fumo e a
combustibilidade do cigarro (RUBIN, 2004).
5.2.4.2 Adubação de cobertura
Para a adubação de cobertura, utiliza-se em média de 500 kg/ha a 600 kg/ha de fórmulas
nitrogênio (N) potássio (K) (RUBIN, 2004). Rubin (2004) recomenda as seguintes fórmulas:
15:00:14, 15:00:15, 22:00:25, 26:00:25 ou semelhantes. Pode ser parcelada para minimizar
as perdas lixiviação, uma aos quinze e outra aos 30 dias após o transplante das mudas, ou
em dose única aos vinte dias após o transplante.
O N o nítrico é absorvido imediatamente pela fisiologia da planta, já o proveniente da uréia
não é conveniente para o fumo pelo fato de se “desdobrar lentamente, principalmente em
doses elevadas e aplicações tardias, resultando em resíduo na folha (RUBIN, 2004)”.

6 DOENÇAS
O tabaco pode ser afetado por inúmeras doenças que podem diminuir a produtividade da
cultura e depreciar a qualidade do produto.
Mosaico do Tabaco-TMV
A transmissão do vírus ocorre de forma mecânica, de planta para planta ou através do
contato, sendo o próprio homem o principal transmissor. A planta infectada apresenta
coloração verde-clara entre as nervuras das folhas novas. O mosaico não resulta na morte
da planta, mas ocorrendo no início da safra causa atrofia, retardando o crescimento. “Em
plantas com algum tipo de estresse ou dificuldade de crescimento os danos e sintomas
parecem ser mais fortes” (PROFIGEN, [20--?]).
Não existe nenhuma forma de cura ou remédio para essa virose, por isso, medidas
preventivas devem ser adotadas. O melhor método para evitar o TMV é o uso de cultivares
resistentes (PROFIGEN, [20--?]).

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Figura 13 – Sintoma de mosaico e a típica queimadura em cultivar suscetível.
Fonte: (PROFIGEN, [20--?])

Fusarium
Causada por um fungo de solo, essa doença provoca "amarelação" lenta e seca das folhas.
No solo, o fusarium pode sobreviver por 10 anos ou mais, sendo um fungo parasita que
entra por aberturas causadas por nematóides ou por outros danos nas raízes. A
disseminação do fungo para outras lavouras é através de restos de cultura infectados
(PROFIGEN, [20--?]).
A principal forma de controlar o fusarium é o uso de cultivares resistentes, mas a resistência
não é completa. O uso de nematicidas e a rotação de culturas também são necessários
(PROFIGEN, [20--?]).

Figura 14 – Sintoma visual da murcha de fusarium em planta de tabaco
Fonte: (PROFIGEN, [20--?])




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Podridão de Pythium
É uma doença causada por espécies de Pythium, cerca de cinco espécies relatadas na
cultura de fumo, caracterizada pela podridão de raízes em lavouras com solos encharcados,
em especial do sistema floating. Os sintomas clássicos são amarelecimento e murcha
(DUARTE; WEILER, 2003).
O uso de cobre para inibir o crescimento das raízes pode mascarar tais sintomas. A
principal fonte de inóculo é a água de riachos e açudes (DUARTE; WEILER, 2003).


Figura 15 – Oósporos dentro de células de raiz de plântulas de fumo cultivadas no sistema floating e
suspenso em água
Fonte: (DALBOSCO, 2003)
Rhizoctonia solani

Rhizoctonia solani é um fungo que causa a Mancha Aureolada, doença originada por
estirpes do grupo AG3, que na maioria dos casos é caraterizada por podridão da haste ou
tombamento. Outra situação comum é o estrangulamento do caule na linha do solo, mas
geralmente, num ataque menos severo, o aspecto da planta não se altera muito (DUARTE;
WEILER, 2003).
Murcha Bacteriana
A bactéria que causa a murcha bacteriana provém de raízes infectadas e pode permanecer
no solo por vários anos. Penetra nas raízes através de orifícios causados por ferimentos ou
injúrias mecânicas. Folhas afetadas se tornam verde-claras a amarelas, ocasionalmente
ficando escaldadas ou formando áreas necróticas entre as nervuras ou nas margens da
folha. Por fim, as raízes afetadas se tornam escuras, apresentando uma podridão mole caso
haja presença adequada de água e umidade (PROFIGEN, [20--?]).
O uso de variedades resistentes, eliminação de restos culturais e rotação de culturas são
práticas importantes no manejo da doença (PROFIGEN, [20--?]).



Figura 16 - Murchamento unilateral das folhas causado pela murcha bacteriana.
Fonte: (PROFIGEN, [20--?])

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7 PRAGAS
Os nematóides são organismos microscópicos que parasitam os órgãos subterrâneos
(raízes, rizomas, tubérculos e bulbos), desviando para sua nutrição os elementos
destinados à nutrição da planta. Estes organismos introduzem substâncias tóxicas que
destroem as células e induzem a formação de galhas (OLIVEIRA, 2007).

Figura 17 - Meloidogyne sp.
Fonte: (UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, [20--?])
A ação nociva dos nematóides pode ser agravada quando se associa com fungos, bactérias
ou vírus. Nestas associações, os nematóides podem favorecer a entrada do patógeno
principal, modificando a fisiologia do hospedeiro, tornando-o favorável a outro agente, ou
ainda alterando o mecanismo de resistência a um determinado patógeno (OLIVEIRA, 2007).
Fungus Gnats é uma mosca gênero Bradysia e suas larvas se se alimentam das raízes das
plântulas de tabaco. O termo fungus gnats é utilizado, pois esse inseto normalmente se alimenta de
fungos encontrados no solo (OLIVEIRA, 2007).

Figura 18 – Adulto Fungus Gnats
Fonte: (PROMIP, 2010)

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Figura 19 – Larva Adulto Fungus Gnats
Fonte: (PROMIP, 2010)
Quando o ataque é intenso, pode ocorrer a total destruição das plântulas de um canteiro,
seja pela destruição das raízes pelas larvas seja por patógenos transmitidos pelos adultos.
Está praga também é transmissora de fungos patogênicos e sua principal forma de controle
é através da aplicação de agroquímicos específicos (OLIVEIRA, 2007).
8 MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS E DOENÇAS
Várias técnicas e práticas podem ser adotadas com o propósito de impedir ou diminuir a
ação dos insetos, pragas ou doenças. O controle de pragas e doenças deve ser realizado
com o uso de mudas sadias, variedades resistentes, tratos culturais adequados, controle
biológico, controle químico e utilização conjunta dessas técnicas (manejo integrado)
(FACHINELLO; NACHTIGAL, 1996).
8.1 Sistema De Agrotóxicos Fitossanitários – Agrofit On-Line

O Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários – AGROFIT on-line é uma ferramenta
de consulta ao público, composta por um banco de dados de todos os produtos
agrotóxicos e afins registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento - MAPA, com informações do Ministério da Saúde (ANVISA) e
informações do Ministério do Meio Ambiente – IBAMA (MAPA, 2003).
O AGROFIT on-line permite vários tipos de pesquisas para o controle de pragas na
agricultura brasileira. O usuário obtém informações sobre produtos registrados para controle
de pragas (insetos, doenças e plantas daninhas), com textos explicativos e fotos, evitando o
uso inadequado de agrotóxicos, que poderia acarretar no desenvolvimento de resistência de
pragas nas lavouras e resíduos de agrotóxicos em produtos vegetais acima dos Limites
Máximos de Resíduos (LMR) estabelecidos (MAPA, 2003).

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Figura 20 - Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários – AGROFIT on-line
Fonte: Adaptado (MAPA, 2003)
9 TRATOS CULTURAIS
9.1 Irrigação
A irrigação será determinada pela quantidade de chuvas que a lavoura receberá, pela
variedade da planta e pelo tipo de solo, pois este determina a sua capacidade de retenção
de água. Se houver chuvas prolongadas, ou um excesso de irrigação, deve-se tomar
cuidado com doenças provenientes da umidade na lavoura, que podem acarretar a redução
do rendimento da colheita (MOORE; SUMNER, 2010, tradução nossa).
9.2 Controle de plantas infestantes
As plantas infestantes competem por recurso do meio ambiente, como água, nutriente,
espaço físico e também podem servir de hospedeiras de pragas, moléstias e nematóides
(FERRAZ, 1985 apud FLECK; CANDEMIL, 1995).
O controle mecânico de plantas daninhas através de capinas manuais e o controle químico
através de herbicidas seletivos são métodos de eficiência (FLECK; CANDEMIL, 1995). O
AGROFIT on-line tem informações sobre produtos registrados para controle de plantas
infestantes.
9.3 Capação
A fase de capação compreende a quebra da parte superior da planta (botão floral), e ocorre,
em média, 70 dias após o transplante (UNIFUMO, [20--?]). O objetivo desse procedimento é
evitar que os nutrientes absorvidos pela planta sejam enviados diretamente às flores e à
produção de sementes, o que impediria um melhor desenvolvimento das folhas.
Recomenda-se a aplicação de produto anti-brotante, que garante que os nutrientes
permaneçam mais tempo nas folhas, permitindo que ganhem mais peso e qualidade
(SOUZA CRUZ, 2010).




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10 COLHEITA
As características que determinam o momento da colheita variam de acordo com o tipo de
tabaco. Os três tipos comuns de tabaco mais utilizados são Virginia (ou "curado em estufa"),
Burley e Oriental (PHILIP MORRIS INTERNATIONAL, [20--?]).
10.1 Tipos de tabaco
O tabaco Virginia é curado em estufas aquecidas e durante o processo adquire cor entre
amarelo-dourado e laranja intenso. O processo de cura demora uma semana, seu aroma e
sabor são leves e vivos (PHILIP MORRIS INTERNATIONAL, [20--?]).

Figura 21 – Amostra Virgínia para Exportação
Fonte: (SINDITABACO, [2009?])
O tabaco Burley é curado por até dois meses em contato com o ar em celeiros. Durante o
processo o tabaco perde a maior parte dos seus açúcares naturais e desenvolve um sabor
forte, quase como um charuto. Sua cor vai desde o castanho claro ao castanho escuro
(PHILIP MORRIS INTERNATIONAL, [20--?]).

Figura 22 – Manocas do Fumo Burley
Fonte: (SINDITABACO, [2009?])

Figura 23 – Amostra Burley para Exportação
Fonte: (SINDITABACO, [2009?])


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O tabaco Oriental também é conhecido como tabaco turco por ser produzido na maior parte
nas regiões da Turquia, Grécia, Bulgária, Rússia (MAIA, [20--?]). É extremamente
aromático, suas folhas são pequenas e colhidas uma a uma, curadas ao sol, ao ar livre
(PHILIP MORRIS INTERNATIONAL, [20--?]).
10.2 Colheita
O início da colheita ocorre em média 10 dias após a capação do fumo, observando-se o
ponto de maturação das folhas (SOUZA CRUZ, 2010). Recomenda-se avaliar a lavoura nas
primeiras horas da manha, pois em períodos de estiagem, as folhas do tabaco mesmo sem
estar maduras apresentam a cor amarelada, especialmente nas horas mais quentes do dia
(PORTAL DO AGRONEGÓCIO, 2011).
O fumo é considerado bem maduro, e pronto para colheita, quando as folhas inferiores da
planta apresentam algumas características de maturação, tais como: talo esbranquiçado,
perda de pilosidade, a folha se quebra fácil no caule, presença de manchas necróticas nas
folhas e cor verde pálida (SOUZA CRUZ, 2010).
Quando as folhas estão maduras (completamente formadas) em um desenvolvimento
adequado realiza-se a colheita. Para tabacos Virginia e Oriental a colheita é feita folha a
folha e para o tipo Burley a planta é colhida inteira (PHILIP MORRIS INTERNATIONAL, [20-
-?]).
As características que determinam o momento da colheita variam de acordo com o tipo de
tabaco (PORTAL DO AGRONEGÓCIO, 2011):
 Burley - está no ponto correto de colheita se apresentar folhas com cor tigrada, talo
esbranquiçado, pouca presença de "spots" nas últimas folhas;
 Virgínia - a identificação de maturidade do tabaco é feita pelo talo esbranquiçado,
perda de pilosidade, folha que quebra fácil no caule e que estalam ao serem
quebradas, além da presença de manchas necróticas (PORTAL DO
AGRONEGÓCIO, 2011).
Alguns cuidados são fundamentais no momento de colher o tabaco. Nas
condições de baixa umidade do ar em função da estiagem, a colheita deve
ser feita nas horas mais frescas do dia para evitar a “queima” das folhas no
pós-colheita. Isto também ajudará no processo de cura, quando as folhas
necessitam de maior umidade para realizar as transformações químicas e
físicas para atingir a melhor qualidade (PORTAL DO AGRONEGÓCIO,
2011).
11 CURA
Após a colheita, as folhas do fumo estufa ou as plantas do fumo galpão são
acondicionadas em unidades de cura (estufas ou galpões – dependendo do
tipo) onde sofrem um processo de cura, ou seja, perda de água, mudança
de cor e uma série de transformações bioquímicas. Estas transformações
do processo de cura são essenciais para a característica de sabor
específico às diferentes marcas de cigarros (SOUZA CRUZ, 2010).
Para obter-se uma boa cura o fumo deve estar uniformemente maduro. “Uma folha de fumo
madura normalmente contém 80 a 90% de água e 10 a 20% de sólidos” (UNIFUMO, [20--
?]).
A cura envolve principalmente a transformação de nutrientes e redução de umidade, e é
dividida em 4 fases: amarelamento, murchamento, secagem da folha (fixação da cor) e
secagem do caule (UNIFUMO, [20--?]):


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 Amarelamento – Nesta fase ocorre a finalização da maturação do tabaco. A
coloração da folha muda lentamente de tons verdes para amarelos, enquanto as
nervuras permanecem verdes. Esta fase leva em média de 48 a 60 horas
(PROFIGEN, [20--?]);
 Murchamento – este processo visa acelerar o “amarelamento” além de promover o
murchamento das folhas. Esta fase leva em média de 18 a 24 horas (PROFIGEN,
[20--?]);
 Secagem da folha - a lâmina da folha gradualmente muda do amarelo para uma cor
escura (marrom, castanho, ou marrom avermelhado). Esta fase leva em média de 48
a 60 horas (PROFIGEN, [20--?]);
 Secagem do talo - ocorre a murcha do talo e a perda da maior parte de sua umidade.
Esta fase leva em média 24 horas (PROFIGEN, [20--?]).
O processo de cura estará completo quando as nervuras principais estiverem secas,
podendo iniciar a despenca (PROFIGEN, [20--?]).

Figura 24 – Folhas de tabaco em processo de cura
Fonte: (VICTORY SEED COMPANY, 2011)



Figura 25 – Folhas de tabaco em processo de cura
Fonte: (VICTORY SEED COMPANY, 2011)





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Figura 26 – Folhas de tabaco após processo de cura
Fonte: (VICTORY SEED COMPANY, 2011)
11.1 Tipos de cura do tabaco
Em síntese, a cura do tabaco se resume em quatro tipos descritos abaixo:
 Sun-cured (cura ao Sol): As folhas do tabaco são penduradas em uma área aberta,
em contato direto com o sol. Esse tipo de cura é comum em regiões de clima árido e
pouca incidência de chuva (DO CACHIMBO, TABACOS E AFINS, 2010);

Figura 27 – Cura ao sol
Fonte: (DO CACHIMBO, TABACOS E AFINS, 2010)
 Air-cured (cura ao ar livre): O tabaco é posto em galpões abertos, sem paredes,
somente com a proteção do teto. O ar circula livremente, e o tabaco seca à sombra.
Por aqui é conhecido como "fumo de galpão" (BRASIL, 2007);

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Figura 28 – Cura ao ar livre
Fonte: (DO CACHIMBO, TABACOS E AFINS, 2010)
 Flue-cured (cura em estufa): O tabaco é pendurado dentro de uma estufa fechada
e então exposto ao calor, com temperatura controlada. O calor vem de um forno na
parte externa, que se espalha no interior da estufa por canos de ferro. É muito
utilizado no sul do Brasil, pelos produtores de variedades do Virgínia. Esse processo
favorece a concentração dos açúcares na folha, por isso a coloração tem um
agradável tom que vai do amarelo ao alaranjado (DO CACHIMBO, TABACOS E
AFINS, 2010);

Figura 29 – Cura ao ar livre
Fonte: (DO CACHIMBO, TABACOS E AFINS, 2010)
 Fire-cured (cura ao fogo): Essa cura é realizada em galpões fechados com um fogo
fraco ao centro. As folhas são expostas ao fogo e à fumaça, adquirindo ao longo do
processo o agradável sabor e aroma da defumação proveniente da queima da
madeira e eventualmente ervas (DO CACHIMBO, TABACOS E AFINS, 2010).



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Figura 29 – Cura ao fogo
Fonte: (DO CACHIMBO, TABACOS E AFINS, 2010)
12 CLASSIFICAÇÃO DO TABACO
A Instrução Normativa nº 10 de 13 de abril de 2007 aprova o Regulamento Técnico de
Identidade, Qualidade, Embalagem, Marcação e Apresentação do Tabaco em Folha
Curado. Entende-se por Tabaco em Folha Curado, o fumo em folha proveniente
da espécie Nicotina Tabacum L., submetido à cura artificial ou natural (BRASIL, 2007).
O Tabaco em Folha Curado será classificado em grupos, subgrupos, classes, subclasses,
tipos e subtipos, segundo o seu preparo, sua apresentação e arrumação, sua posição nas
plantas, cor das folhas e sua qualidade. O Tabaco em Folha Curado, segundo o seu
preparo e/ou processo de cura, será classificado em 2 (dois) grupos (BRASIL, 2007):
 Tabaco de Estufa (TE) – São os fumos claros, com folhas submetidas à cura em
estufas com temperatura e umidade controladas (flue cured), num processo que
demanda cerca de 5 a 7 dias para ser concluído. Um exemplo é o fumo Virgínia, que
representa cerca de 84% do volume produzido;
 Tabaco de Galpão (TG) – São fumos escuros, curados em galpões ventilados
naturalmente, que levam cerca de 40 dias para completar o processo de cura. As
variedades desse grupo são o Burley e o Galpão Comum, que participam com
aproximadamente 14% e 2%, respectivamente, do total de fumo produzido (BRASIL,
2007).

A Portaria nº 4 de 16 de fevereiro de 1993, o “tabaco oriental” é classificado em grupos,
subgrupos, classes e tipos, segundo o seu preparo, sua apresentação e arrumação, a
posição de suas folhas no pé ou o tipo de mescla e a sua qualidade respectivamente
(BRASIL, 1993).
Segundo a forma de preparo, o tabaco oriental será classificado em 2 (dois) grupos
(BRASIL, 1993):
 Tabaco Oriental Cru (TOC): tabaco em folha oriental submetido à secagem natural
ao sol (suncured);


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 Tabaco Oriental Fermentado (TOF): tabaco em folha oriental que após a secagem
natural ao sol (Sun Cured), foi submetido ao processo de envelhecimento ou cura.
13 LEGISLAÇÃO
A Resolução nº 46, de 23 de março de 2001, artigo 1º estabelece os teores máximos
permitidos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono presentes na corrente primária da
fumaça, para os cigarros comercializados no Brasil (BRASIL, 2001).
“É vedada a utilização de qualquer denominação, em embalagens ou material publicitário
tais como: classes (s), ultra baixo(s) teor(es), baixo(s) teor(es), suave, light, soft, leve,
teor(es) moderado(s), alto(s) teor(es), e outras que possam induzir o consumidor a uma
interpretação equivocada quanto aos teores contidos nos cigarros.” (BRASIL, 2001).
A Lei 9.294, aprovada em 15 de julho de 1996 dispõe sobre as restrições ao uso e à
propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e
defensivos agrícolas (BRASIL, 1996).
Esta lei proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de
qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto
coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse
fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente (BRASIL, 1996).
Incluem-se nas disposições deste artigo as repartições públicas, os hospitais e postos de
saúde, as salas de aula, as bibliotecas, os recintos de trabalho coletivo e as salas de teatro
e cinema (BRASIL, 1996).
De acordo com a Lei 9.294, deve conter na propaganda nos meios de comunicação,
advertência escrita e/ou falada sobre os malefícios do fumo, através das seguintes frases,
usadas sequencialmente, de forma simultânea ou rotativa, precedidas da afirmação "O
Ministério da Saúde Adverte":
 Fumar pode causar doenças do coração e derrame cerebral;
 Fumar pode causar câncer do pulmão, bronquite crônica e
enfisema pulmonar;
 Fumar durante a gravidez pode prejudicar o bebê;
 Quem fuma adoece mais de úlcera do estômago;
 Evite fumar na presença de crianças;
 Fumar provoca diversos males à sua saúde (BRASIL, 1996).
Conclusões e recomendações

A folha seca da planta Nicotiana tabacum é usada para fumar, mascar ou aspirar
(FIGUEIREDO, 2008). No Brasil, os três tipos comuns de tabaco mais utilizados são Virginia
(ou "curado em estufa"), Burley e Oriental (PHILIP MORRIS INTERNATIONAL, [20--?]).
O Tabaco será classificado em grupos, subgrupos, classes, subclasses, tipos e subtipos,
segundo o seu preparo, sua apresentação e arrumação, sua posição nas plantas, cor das
folhas e sua qualidade (BRASIL, 2007):





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Recomenda-se contato com a Associação dos Fumicultores do Brasil – Afubra:
Afubra - Associação dos Fumicultores do Brasil
End.: Rua Júlio de Castilhos, 1021
Santa Cruz do Sul – Rio Grande do Sul
Tel.: (51) 37137700
Site: <http://www.afubra.com.br/>. Acesso em: 06 fev. 2012.
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BRASIL, Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento. Instrução Normativa nº 10
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Embalagem, Marcação e Apresentação do Tabaco em Folha Curado. Diário Oficial [da]
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007%20Tabaco%20curado.pdf>. Acesso em: 9 fev. 2012.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Resolução nº 46, de 23 de
março de 2001. Estabelecer os teores máximos permitidos de alcatrão, nicotina e monóxido
de carbono presentes na corrente primária da fumaça, para os cigarros comercializados no
Brasil. Brasília, DF, 2001. Disponível em:
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BRASIL. Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996. Dispõe sobre as restrições ao uso e à
propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e
defensivos agrícolas, nos termos do § 4º do art. 220 da Constituição Federal. Diário Oficial
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fevereiro de 1993. Aprovar a anexa Norma de Identidade, Qualidade, Embalagem,
Marcação e Apresentação do Tabaco Oriental, devidamente assinada pelo Secretário de
Defesa Agropecuária e pelo Diretor do Departamento Nacional de Produção e Defesa
Vegetal. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 19 fev.1993.
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Nome do técnico responsável

Fernanda de Oliveira – Mestre em Biotecnologia
Jéssica Siqueira Câmara- Mestre em Ciência da Informação

Nome da Instituição do SBRT responsável

USP/DT (Agência USP de Inovação / Disque-Tecnologia)

Data de finalização

9 fev. 2012.