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Prensas

As prensas são equipamentos utilizados para deformação plástica do material.
Apresentam-se com uma infinidade de aplicações e modelos para cada uso
específico.

Classificação:

Quanto ao acionamento:

1 - Manuais:

2 - Mecânicas:

- Girabrequim
- Excêntricas
- Came
- Fricção
- Cremalheira

3 - Hidráulicas

4 - Pneumáticas

Quanto à finalidade:

1 - Dobramento

2 - Corte

3 - Estampagem

4 - Estampagem profunda

5 - Forjamento

6 - Cunhagem

Quanto à posição:

1 – Horizontais

2 – Verticais

Quanto a Pressão:

1 – Leves até 50 ton

2 – Médias de 50 a 500 ton

3 – Grande porte acima de 500 ton
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Maior que se tem noticia 60.000 ton, 30 m de altura, peso 6000 ton.
Principais partes de uma prensa
Tipos de estruturas utilizadas na fabricação das prensas
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Principais tipos de acionamento das prensas.


Os principais tipos de prensas mecânicas utilizadas na industria metalúrgica são,
sem sombra de duvidas: a excêntrica, fricção e cames. Possuem grande
versatilidade e amplo leque de aplicações.


Prensa excêntrica
As prensas excêntricas são um aperfeiçoamento das prensas de pistão onde o
sistema biela manivela é substituído por um volante que aciona excentricamente
o pistão da prensa.
As prensas excêntricas apresentam movimentos rápidos e podem ser utilizadas
em serviços de grande produção.
Entre os serviços mais utilizados para as prensas excêntricas podemos citar:
Corte de peças feitas de chapas de aço, cutelaria, cunhagem de moedas, forja de
ganchos, anilhas, etc.
Sendo as mais usadas, são também as que oferecem maior condições de riscos
para acidentes em prensas.
São responsáveis por quase 30% de todos os acidentes ocorridos com os
diversos tipos de prensas, que por sua vez representam aproximadamente 32%
dos acidentes graves investigados em vários tipos de máquinas.
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A maioria das prensas mecânicas, de fato possuem seu movimento e esforço
derivado da rotação de um girabrequim ou eixo excêntrico.
A rotação deste se dá na parte superior da prensa, sendo que estes ou são
colocados da esquerda para direita ou de trás para frente.
Um eixo excêntrico necessita maior área nos mancais e para fornecer um curso
grande deve possuir um diâmetro grande.

















Prensa excêntrica de 100 ton Prensa excêntrica de 60 ton.


















Prensa excêntrica de mecanismo protegido Prensa excêntrica de acionamento
lateral
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A altura com o cabeçote recuado é uma dimensão importante da prensa pois
limita as alturas do punção e da matriz que podem ser colocadas na prensa (caso
de prensa hidráulica)
A altura livre de uma prensa mecânica é definida como sendo a distancia da
mesa ao pistão quando este está na parte mais baixa da sua posição inferior e
uma regulagem pode deixa-lo em uma posição mais alta ainda da posição
inferior

Prensa de Fricção
A prensa acionada por parafuso, tambem chamada prensa de fricção, possue um
curso comprido e dá um pequeno impacto na peça, sem porem ser um choque
grande como o de um martelo mecânico.

A operação de uma prensa de fricção é relativamente lenta
A resistência do mecanismo que aciona o pistão é quem determina a capacidade
em toneladas da prensa.

A velocidade para cada caso depende da condição do metal, das matrizes e da
severidade de estampagem.Velocidades excessivas provocam ou tendem a
encravar o metal na matriz. Muitas vezes não é desejado que a punção encontre
a peça acima da metade do curso, a fim de permitir fácil colocação e remoção
das peças.



















Desenho de uma prensa de fricção com sistema de extração da peça.

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Por outro lado, quanto menor for o curso, mais serão os cursos por minuto para
uma velocidade de estampagem. Para se conseguir isto, o indicado é trabalhar
com o curso o menor possível a fim de se obter a máxima produção.














Prensa de fricção de acionamento unilateral Prensa de fricção de 80 ton.

Em operações de estampagem de aços de baixa resistência as velocidades
recomendadas estão entre 15 a 30 m/min, para alumínio entre 25 a 50 m/min. E
para o latão entre 45 a 70 m/min.



Tanto as prensas de fricção quanto as prensas excêntricas possuem mecanismos
de acionamento que podem ser de embreagem ou de chaveta móvel.

O sistema do motor e volante da prensa permanecem em constante movimento
de rotação, devendo porém acionar o eixo excêntrico somente quando da
necessidade do operador para o movimento de descida da massa da prensa.

No mecanismo de chaveta móvel, um eixo possuindo uma chaveta ou parte
excêntrica, pode ser acionado mediante uma alavanca, ou outro sistema qualquer
de engate transferindo o movimento circular do volante para o eixo excêntrico
no caso das prensas excêntricas, ou para as rodas de fricção no caso das prensas
a frição.
O funcionamento de engate e desengate da chaveta é algo importante durante o
projeto ou funcionamento da prensa tendo em vista fatores de segurança da
mesma.
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Exemplo de acionamento de prensa por meio de engate com chavetas.


No sistema de acionamento por embreagem, um conjunto de discos de
embreagem e utilizado para transmitir o torque, quando necessário, do conjunto
em movimento para o excêntrico, no caso das prensas excêntricas, ou para as
rodas de atrito ou fricção no caso das prensas de fricção.


















Exemplo de um sistema de embreagem de engate utilizado em prensas.
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Prensa Hidráulica

As prensas hidráulicas funcionam mediante o acionamento hidráulico do pistão
que movimenta a ferramenta superior da pensa.
As prensas hidráulicas são máquinas que revolucionaram a conformação das
peças, principalmente as estampadas de grande profundidade.
Dependendo da capacidade da prensa, as mesmas podem ter até 8 pistões
operando simultaneamente para o funcionamento da prensa.
Possuem grandes capacidades de prensagem da peça e podem ser utilizadas
desde pequenos valores, como é o caso das prensas manuais de oficinas
mecânicas, entre 5 a 20 ton, até as enormes prensas da industria automobilística
que chegam a 1600 ou 2000 ton.



Pequena prensa manual Prensa hidráulica de 60 ton Prensa hidráulica de 200 ton
de 10 ton

Prensa para fardo de reciclagem Prensa para processo contínuo de embutimento

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Prensa hidráulica da Jundiaí prensas Prensa de grande superfície para embutimentos










Prensa hidráulica de 400 ton Prensa hidráulica de 800 ton





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PROJETO MÁQUINA, RISCO ZERO...NOSSA META!
No ano de 1.997 o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes
e Região, destacou-se na luta pela eliminação dos acidentes com mutilação
em prensas mecânicas.

Dentre as conquistas destacamos:
 A instalação da CNT - Comissão de Negociação Tripartite sobre Proteção das
Prensas, tem a participação das bancadas dos trabalhadores, dos empresários e do
governo. Regulada pela portaria nº 50 DRT-SP/MTb. elaborou o Protocolo de
Entendimento.
 A celebração dos primeiros acordos entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
e empresas metalúrgicas, com o estabelecimento de cronogramas para a obtenção do
RISCO ZERO(*) nas operações com prensas mecânicas.
 O desenvolvimento de comissões de estudo e de normatização, visando as operações
em prensas, dentre as quais destacam:
- P.P.R.P.S. (**)
- Comissão da ABIMAQ/ABNT (***)
Entretanto, há um outro evento iniciado em 97, que serviu e está servindo para
alimentar todos os eventos citados, uma importante fonte de dados e informações, além
de facultar a aproximação dos sindicatos patronais e dos trabalhadores, e assim
favorecer a realização dos necessários acordos e convenções.
Trata-se do projeto MÁQUINA, RISCO ZERO... NOSSA META!, desenvolvido pelo
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região
em convênio com a Fundacentro.
* Risco Zero: Sob consenso, no projeto do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo,
Mogi das Cruzes e Região e a Fundacentro, Risco Zero na operação com prensas mecânicas,
corresponde à situação onde a mão do trabalhador seja totalmente impedida de atingir a área
de prensagem, que é a principal zona de riscos.
Tal situação é garantida por sistemas alimentadores (veja sistemas de alimentação).
** PPRPS (Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares): Programa elaborado
pela iniciativa dos sindicatos patronais e que introduz importantes conceitos de proteção de
prensas e similares para a sua operação, manutenção e processos de estamparia.
*** Comissão ABIMAQ/ABNT: Patrocinada pela Associação Brasileira da Indústria de
Máquinas (ABIMAQ), estuda e elabora norma para subsidiar a Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT), que dispõe sobre proteção em operação com prensas.
As novas prensas serão seu principal objetivo (as que estarão sendo fabricadas depois da
publicação da NORMA). Portanto, não pode ser aplicada às prensas em operação no parque
industrial.
PROTOCOLO DE ENTENDIMENTO PARA
PROTEÇÃO ADEQUADA EM PRENSAS MECÂNICAS ( resumido )
Acordado pelos integrantes:
BANCADA GOVERNAMENTAL (MI NI STÉRI O DO TRABALHO, SECRETARI A DE
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, DELEGACI A REGI ONAL DO TRABALHO
EM SÃO PAULO, FUNDACENTRO - FUNDAÇÃO J ORGE DUPRAT FI GUEI REDO DE
SEGURANÇA E MEDICI NA NO TRABALHO).
BANCADA PATRONAL (FIESP - FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE
SÃO PAULO, SINDIFORJA - SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE FORJARIA,
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SINDIPEÇAS -SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE COMPONENTES PARA
VEÍCULOS AUTOMOTORES, SINPA - SINDICATO DA INDÚSTRIA DE PARAFUSOS,
PORCAS, REBITES E SIMILARES DO ESTADO DE SÃO PAULO, SINDIMAQ -
SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE MÁQUINAS, SIAMFESP - SINDICATO DA
INDÚSTRIA DE ARTEFATOS DE METAIS NÃO FERROSOS DO ESTADO DE SÃO
PAULO, SINFAVEA - SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE TRATORES,
CAMINHÕES, AUTOMÓVEIS E VEÍCULOS SIMILARES, SIEMESP - SINDICATO DA
INDÚSTRIA DE ESTAMPARIA DE METAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO).
BANCADA DOS TRABALHADORES (SINDICATO DOS TRABALHADORES
NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL
ELÉTRICO DE SÃO PAULO).
Pontos discutidos e condensados entre as partes, até a presente data, os
quais serão encaminhados a CTPP - Comissão Tripartite Paritária Permanente,
como proposta para inclusão, em anexo, à NR-12:
Prensas Mecânicas que operam com partida de função acionada por chaveta,
não deverão permitir o ingresso das mãos do trabalhador à zona de prensagem,
por meio de, pelo menos, um dos seguintes recursos físicos, a ser incorporados
nessas prensas, independente dos movimentos da máquina:
 Ferramenta fechada;
 enclausuramento da zona de prensagem, com fresta que permita
o ingresso da matéria prima, mas impeça o ingresso da mão humana;
 mão mecânica ou sistema de automação similar, que impeça o ingresso
da mão humana na zona de prensagem;
 sistema de gaveta, deslizante ou basculante;
 sistema de alimentação por gravidade e de remoção por ar comprimido
ou outro recurso similar;
 sistema de bandeja rotativa ("tambor de revolver").
Outras prensas ou equipamentos similares, que trabalhem à quente ou a frio,
deverão ser controlados por meio do PPRPS - PROGRAMA DE PREVENÇÃO
DE RISCOS EM PRENSAS E SIMILARES.
As prensas novas e as em fabricação deverão atender, obrigatoriamente, a
NBR-13.930/97. As prensas que atenderem a regulamentação ora proposta e
em discussão, deverão receber um SELO de adequação.













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Ferramenta fechada
Toda parte exposta de acionamento da prensa, assim como a zona de prensagem
onde vai a ferramenta e a peça à ser conformada devem estar completamente
protegidas.


Mecanismo de uma prensa excêntrica Mecanismo de uma prensa com proteção e
Sem proteção enclausuramento da zona de prensagem.



Enclausuramento da zona de prensagem

Trata-se de um dispositivo simples que permite a proteção da área de prensagem
da peça, evitando-se a aproximação das mãos do trabalhador por qualquer
descuido.












Peça simples de proteção Proteção só frontal Proteção total da zona de
prensagem.

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Sistema de simulação da mão para colocação da peça
Trata-se de um dispositivo bastante simples e que pode ser aplicado para evitar
que a mão e braço do operador alcancem a zona de prensagem.













Peças componentes Montagem do conjunto Montagem na zona de prensagem




Sistema de gaveta basculante
Trata-se de um dispositivo bastante simples, que funciona para peças mais
regulares e que não nhecessitem de maiores ajustes de posicionamento na área
efetiva de prensagem.

A tampa basculante pode ser montada de maneira que a sua abertura também
seja automatizada em sincronia com o movimento da própria prensa.












Peças componentes da gaveta Montagem da gaveta na região de prensagem



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Sistema de alimentação e remoção por gravidade
Duas canaletas; uma para alimentação da peça, e outra para a sua retirada são
colocadas para alimentação e retirada da peça.













Confecção das canaletas de alimentação Posicionamento e proteção da área de
montagem



Sistema de bandeja rotativa
Trata-se de um sistema que pode ser automatizado para trabalhar em sintonia
com os movimentos da prensa.












Sistema anterior sem proteção



Bandeja de alimentação Tela de proteção Montagem na zona de prensagem
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Calandras
Calandras são máquinas de rolos cilíndricos que servem para conformar as
chapas dando-lhes a forma circular. Dependendo do posicionamento dos rolos e
da chapa a calandrar, o formato final da peça pode ser cilíndrico ou cônico.
Podem trabalhar com a chapa fria ou a quente e com espessuras que podem
alcançar até 4 ou 5” dependendo da capacidade da calandra e se a conformação é
fria ou quente.
Teoricamente o diâmetro interno mínimo é o diâmetro do rolo da calandra.
Existem ainda as calandras que trabalham na posição vertical.

Calandra em serviço de peça a quente. Calandragem de grande diâmetro.










Esquema de funcionamento das calandras de três e quatro rolos


Dobradeiras
São máquinas próprias que funcionam na dobragem de chapas de pequenas e
médias espessuras.
Seu acionamento pode ser excêntrico por intermédio de um volante de massa ou
hidráulico.
As dobradeiras acionadas hidraulicamente são mais precisas, devido ao
acionamento do esforço ser transmitido de uma forma mais continua à peça.
Algumas tesouras possuem uma extensão que possibilitam adobra de chapas de
até 3 m de largura.
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Exemplos de dobradeiras de chapas












Esquema de dobramento de uma chapa em ângulo reto


Tesouras Guilhotinas
As tesouras guilhotinas permitem o corte de peças compridas, pelo cisalhamento
da chapa.


Exemplo de tesouras guilhotinas
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Comparação entre o corte por cisalhamento e o corte por tesoura rotativa.

















Exemplo de conformação à quente em uma prensa



















Exemplo de estampagem de chapa à frio em uma prensa hidráulica.
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Modernos equipamentos de proteção
Trata-se de sistemas automáticos de proteção e guarda de movimentos e áreas
que necessitam de segurança.
O sistema foto elétrico funciona com um dispositivo de emissão de raios laser e um detector
foto sensível acoplado a um comando eletrônico.












Proteção contra furtos de peças Proteção frontal de uma dobradeira

















Proteção de uma prensa hidráulica Proteção de um cabeçote de máquina sensível













Proteção de um cabeçote copiador Controle obrigatório das duas mãos.
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Sistema de proteção frontal de uma prensa excêntrica.
















Sistema de proteção por ultra-som Interruptores de segurança


Alguns fabricantes alertam para o não uso desses equipamentos sem uma análise
mais detalhada do sistema, principalmente em máquinas que não podem ter seu
funcionamento interrompido de imediato.






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PPRPS
PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS EM PRENSAS E
SIMILARES
1. DISPOSIÇÕES GERAIS :
1.1. CONCEITO :
O Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares – PPRPS, é um
planejamento estratégico e seqüencial que visa demonstrar as diversas etapas das
medidas de segurança que devem ser implementadas em prensas e equipamentos
similares com o objetivo de evitar acidentes do trabalho.
Aplicam-se nos estabelecimentos que possuam prensas e equipamentos
similares.
2. PRENSAS :
Para efeito do PPRPS são considerados os tipos de prensas, abaixo relacionadas,
independente de sua capacidade.
2.1. Prensa Mecânica Excêntrica de Engate por Chaveta e similares
2.2. Prensa Hidráulica
2.3. Prensa Mecânica Excêntrica com Freio/Fricção Pneumático
2.4. Prensa de Fricção com Acionamento por Fuso
2.5. Outras prensas não relacionadas acima
3. EQUIPAMENTOS SIMILARES :
São aqueles equipamentos com funções similares aos das Prensas, os quais
porém recebem denominações diferentes, a saber:
3.1. Martelo de queda
3.2. Martelo pneumático
3.3. Martelete
3.4. Dobradeira
3.5. Rolo laminador e desbobinadeira
3.6. Guilhotina/Tesoura/Cisalhadora e outros afins
3.7. Recalcadora

4. COMPONENTES E SEUS REQUISITOS :
São todos os artefatos utilizados em prensas e equipamentos similares que
garantam a produção de peças, tais como:
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4.1. Matrizes ou estampos:
Blocos de aço que possuem o formato "negativo" da peça, presos nas partes
superior e inferior das prensas e equipamentos similares, devem atender os
seguintes requisitos de segurança:
4.1.1. Ser armazenados em locais próprios e seguros.
4.1.2. Ser fixados à máquina da forma mais segura possível, sem improvisações.
4.1.3.Ser dotados de dispositivos fixadores que facilitem a retirada das peças e
que não ofereçam riscos adicionais ao operador.
4.1.4. Ser construídos de tal forma que evitem a projeção de rebarba sobre o
operador.

4.2. Calços de Segurança:
Os calços de Segurança são considerados dispositivos necessários e obrigatórios
e devem atender os seguintes requisitos de Segurança:
4.2.1. Devem ser utilizados nas operações de troca, quando aplicável, ajuste e
manutenção dos estampos / matrizes.
4.2.2. Nunca devem ser utilizados com a prensa em funcionamento, para
sustentar apenas o peso do pilão.
4.2.3.Devem ser dotados de Interligação Eletro-mecânica, ou seja, conectados ao
comando central da máquina de tal forma que, quando removidos impeçam o
funcionamento da mesma.
4.2.4. Ser pintado na cor amarela.
4.2.5. Situações onde não seja possível o uso de calço, deverão ser adotadas
medidas de segurança alternativas, mediante orientação do coordenador do
PPRPS.

5. REQUISITOS BÁSICOS PARA TRABALHOS COM PRENSAS OU
SIMILARES:
5.1. As empresas devem valer-se, entre outros, dos seguintes recursos
tecnológicos:
a) Ferramenta fechada;
b) Enclausuramento da zona de prensagem, com fresta que permita apenas o
ingresso do material e não da mão humana;
c) Mão mecânica;
d) Sistema de gaveta;
e) Sistema de alimentação por gravidade e de remoção pneumática;
f) Sistema de bandeja rotativa (tambor de revólver);
g) Transportador de alimentação ou robótica;
h) Cortina de luz com auto teste;
i) Comando bimanual com simultaneidade e autoteste, que garanta a vida útil do
comando.

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5.2. Para as prensas do tipo 2.1., é obrigatória a adoção de pelo menos um dos
recursos listados no item 5.1., alíneas "a" a "g", garantindo assim o impedimento
físico ao ingresso das mãos do operador na zona de prensagem.

5.2..1. Os recursos mencionados nas alíneas "h" e "i", somente poderão ser
aceitos como complementares.

5.2.2. Será considerada condição de risco grave e iminente o descumprimento do
item 5.2.

5.3. Exclusivamente para as atividades de forjamento a morno e a quente, além
dos recursos citados no item 5.1., as empresas poderão valer-se de:
a. Pinças magnéticas ou mecânicas;
b. Tenazes.

5.4. Fica vedada a utilização de dispositivos afasta-mão ou similar.

5.5. Nas prensas dos tipos 2.2. e 2.3. onde houver a necessidade do operador
ingressar na zona de prensagem, devem existir, obrigatoriamente, os dispositivos
de segurança previstos nas alíneas "h" e "i", do item 5.1.

6. ESTRUTURA DO PPRPS:
O PPRPS deve ter a seguinte estrutura:
6.1. Procedimentos:
As empresas devem elaborar o PPRPS e mantê-lo à disposição dos
representantes dos trabalhadores na CIPA, onde houver, e das autoridades
competentes, norteando que nenhum trabalhador deve executar as suas
atividades expondo-se à área de prensagem.
6.1.1. Toda empresa deve ter um procedimento por escrito, para definir as
seqüências lógicas e seguras de todas as atividades relacionadas a prensas e
similares.

6.2. Planta baixa e/ou relação com todos os equipamentos, os quais devem ser
identificados e descritos individualmente constando:
a) Tipo de prensa e/ou equipamento similar;
b) Modelo;
c) Fabricante;
d) Ano de fabricação;
e) Capacidade;

6.3. Definição dos Sistemas de Proteção, para cada prensa e/ou equipamento
similar, devendo conter seu princípio de funcionamento.
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6.3.1. A implantação dos Sistemas para cada prensa e ou equipamento similar
deve ser acompanhado de cronograma, especificando-se cada etapa e prazo a ser
desenvolvida.
6.3.2. No caso de prensa mecânica por engate com chaveta, caso seja convertida
para freio/fricção, a mudança deverá obedecer cronograma conforme menção
anterior.
6.3.3. Para a utilização a frio, as proteções exigidas para impedir o acesso do
operador à zona de prensagem deverão estar instalados antes do seu
funcionamento.

6.4. O Plano de Manutenção de cada prensa e/ou equipamento similar, deve ser
registrado em livro próprio, ficha e ou informatizado.
6.4.1. As prensas deverão receber um selo de adequação conforme o padrão de
segurança exigido, conforme definição.
6.5. O Treinamento para Operadores de Prensas e/ou equipamentos similares,
deve obedecer ao seguinte Currículo Básico:
a) tipos de prensa e/ou equipamento similar;
b) princípio de funcionamento;
c) sistemas de proteção;
d) possibilidades de falhas dos equipamentos;
e) responsabilidade do operador;
f) responsabilidade da chefia imediata;
g) riscos na movimentação e troca dos estampos e matrizes;
h) calços de proteção;
i) outros.

6.5.1. O treinamento para movimentação e troca dos estampos e matrizes deve
conter:
a) tipos de estampos e matrizes;
b) movimentação/transporte;
c) responsabilidades na supervisão e operação de troca dos estampos e matrizes;
d) meios de fixá-los à máquina;
e) calços de segurança;
f) lista de checagem (check-list) de montagem;
g) outros.

6.5.2. O treinamento previsto no item 6.5 terá validade de 01 ano, devendo os
operadores de prensas e/ou equipamentos similares, passarem por reciclagem
após este período.




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7. RESPONSABILIDADES:

7.1. O responsável pelo PPRPS é a pessoa jurídica, por intermédio do
representante designado, comprometendo-se com as medidas previstas e nos
prazos estabelecidos.

7.2. O PPRPS deverá ser coordenado por um Engenheiro de Segurança do
Trabalho.

7.3. Nas empresas onde o SESMT não comportar Engenheiro de Segurança do
Trabalho no seu dimensionamento, o PPRPS será coordenado por Técnico de
Segurança do Trabalho.

7.4. Nas Empresas onde não há o SESMT o programa deve ser coordenado por
Engenheiro de Segurança do Trabalho, documentado conforme legislação
vigente.

7.5. A montagem dos estampos ou matrizes é considerada momento crítico sob o
ponto de vista de segurança, portando todos os recursos humanos e materiais
devem ser direcionados para o controle dos riscos de acidentes.

7.5.1. O responsável pela supervisão da operação de troca de estampos e
matrizes deve acompanhar as etapas de montagem e somente após certificar-se
de que todas foram cumpridas, conforme procedimento específico, liberar a
máquina para operação.

8. NORMAS GERAIS:
8.1. As prensas mecânicas excêntricas com freio/fricção pneumático devem
dispor de válvula de segurança que impeça o seu acionamento acidental.
8.1.1. A rede de ar comprimido de alimentação de prensas (freio/fricção), deve
ter um sistema que garanta a eficiência das válvulas de segurança.

8.2. Quando a movimentação das prensas for realizada por intermédio de pedais,
na realização de trabalhos de conformação a quente e uso de tenaz para segurar a
peça, os pedais deverão ser montados, obrigatoriamente, no interior de uma
proteção tipo caixa;

8.3. As grandes prensas devem possuir plataformas e/ou escadas de acesso com
guarda-corpos com dimensões tais que impeçam a passagem do corpo de uma
pessoa, permitindo assim a plena segurança na manutenção.

8.4. As prensas de fricção com acionamento por fuso devem ter proteção nos
volantes, horizontais, verticais, braços e cintas.
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8.5. As prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta devem ter proteção
na biela.

8.6. Os martelos pneumáticos devem conter as seguintes proteções:
a) O parafuso central da cabeça do amortecedor ser preso com cabo de aço;
b) O mangote de entrada de ar, deve possuir proteção que impeça sua projeção
em caso de ruptura;
c) Todos os prisioneiros (inferior e superior) devem ser travados com cabo de
aço, para evitar a projeção.

8.7. As Guilhotinas ou Tesouras devem possuir grades de proteção fixas ou
móveis, para impedir o ingresso das mãos do operador, na zona de corte.

8.7.1. As proteções móveis, devem ser dotadas de dispositivos eletromecânicos
para, quando estiverem abertos ou forem removidos, impedir o funcionamento
da máquina.

8.8. As Dobradeiras, Laminadoras, Recalcadoras e Equipamentos Similares
devem dispor de sistemas de proteção, para impedir o contato do operador com a
zona de operação.

8.9.Os fabricantes de prensas e similares se comprometem a fazer figurar do
manual de instrução de operação, o texto completo do PPRPS.

9 - PRAZO:
Ficam definidos os prazos de implantação, aqueles definidos nos cronogramas
de metas, parte integrante e complementar deste PPRPS.